Publicação: 13/05/2026

 

 

CNTI realiza Conferência Livre sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

 


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria realizou, nesta terça-feira (12), a 1ª Conferência Livre da ODS rumo a 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), integrando-se aos debates nacionais em torno da Agenda 2030 no Brasil. Com foco no Eixo III — Promoção da Inclusão Social e Combate às Desigualdades. A Conferência Nacional será realizada de 29 de junho e 02 de julho 2026 — O encontro reuniu dirigentes sindicais, representantes de entidades e lideranças de diversos estados, MA, PE, AL, RN, BA, SE, SC, PR, RS, SP, RJ, ES, PA, MT, MS, GO, PA, RO e DF, para debater propostas voltadas ao fortalecimento da democracia, da justiça social e da participação popular na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, inclusivo e socialmente equilibrado.


Sob a coordenação da companheira Sônia Zerino, Secretária para Assuntos do Trabalho da Mulher, da Juventude e do Idoso da CNTI e presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, a conferência contou com a participação do presidente da CNTI, José Reginaldo, que deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a importância do enfrentamento às desigualdades e da defesa permanente dos direitos da classe trabalhadora. Também participaram o secretário-geral da CNTI, Nelson Bonardi; a secretária-adjunta para Assuntos da Mulher da CNTI, Luci Parmejani; o conselheiro fiscal da entidade, José Francisco; os secretários regionais Eduardo Henrique, Ronei de Lima e Marivaldo Vieira; além de integrantes da diretoria da entidade e representantes sindicais de várias regiões do país. A palestra principal foi conduzida por Adriana Marcolino, diretora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, que apresentou uma análise aprofundada sobre os desafios relacionados ao Eixo III, abordando os impactos das desigualdades sociais, econômicas e territoriais sobre a classe trabalhadora brasileira.

 


O documento orientador apresentado pela CNTI destacou que o desenvolvimento sustentável não pode ser dissociado do combate às desigualdades econômicas, raciais, de gênero e territoriais ainda presentes no país. A conferência enfatizou que trabalhadores de baixa renda, mulheres, população negra, juventudes periféricas, povos indígenas, pessoas com deficiência e outros grupos historicamente vulnerabilizados seguem entre os mais afetados pela precarização das relações de trabalho, pela concentração de renda e pelas dificuldades de acesso a direitos fundamentais, como saúde, educação, moradia, transporte e participação política. O texto também alertou para os impactos da financeirização da economia, das disparidades salariais e da fragilização das políticas públicas sobre a qualidade de vida da população trabalhadora e o fortalecimento da democracia.

 


Entre as propostas defendidas pela CNTI estão a valorização permanente do salário mínimo, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a ampliação do emprego formal e a implementação de uma reforma tributária progressiva. O documento também propõe o fortalecimento de políticas públicas voltadas à igualdade racial e de gênero, investimentos em educação pública de qualidade, ampliação da rede de creches, fortalecimento da proteção social e combate ao racismo estrutural. Segundo a entidade, o cumprimento efetivo da Agenda 2030 exige compromisso contínuo com a democracia, a distribuição de renda e a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e socialmente sustentável.


A etapa livre CNTI, elegeu sua representação para a 1º Conferência Nacional da ODS, uma delegada e três suplentes de acordo com regimento da conferência. A companheira Luci Parmejani, da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis de São Paulo foi eleita delegada titular. Suplentes: Demize da Silva, do STI Vestuário de Nova Friburgo RJ, Ivana Aparecida da FETRAMESC e Artur Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação - CNTA.

 

Clique aqui e leia o documento: Eixo III – Promoção da inclusão social e o combate às desigualdades