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Blog - Notícias Anteriores - Maio 2026
Brasília, 27 de maio de 2026
Miguel Torres, presidente da Força Sindical Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores) Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor Fonte: NCST
Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/desemprego-chega-58-no-trimestre-encerrado-em-abril-diz-ibge
Fonte: Agência Brasil
A proposta de Marinho vai na direção oposta. Em vez de fixar uma redução geral da jornada, o texto permite que empregados escolham entre o regime tradicional da CLT e um modelo flexível, baseado em horas trabalhadas. A minuta altera o artigo 7º da Constituição para admitir acordo individual, convenção coletiva ou livre pactuação direta entre patrão e empregado.
Pelo texto, o contrato individual poderá prevalecer sobre instrumentos de negociação coletiva. A PEC também prevê que, em caso de redução de jornada, salário, férias, 13º, FGTS e demais direitos sejam calculados proporcionalmente à carga horária efetivamente trabalhada.
O envio da PEC à CCJ não impede a tramitação da proposta aprovada pela Câmara, mas cria uma disputa política no Senado. De um lado, está o texto que reduz a jornada para 40 horas sem corte salarial; de outro, a proposta de Marinho, apoiada por senadores da oposição, que autoriza jornada flexível e remuneração proporcional por hora trabalhada. Fonte: Congresso em Foco
derrota a lógica exaustiva da escala 6x1 e recoloca o Brasil no caminho da dignidade do trabalho.
O argumento empresarial repetido à exaustão — de que a economia quebraria — foi derrotado não apenas no plenário, mas também nas ruas, nas redes e na consciência popular.
A votação também expôs o isolamento político do discurso neoliberal no Parlamento. Os placares revelam algo raríssimo na política brasileira contemporânea: formação de ampla maioria social e parlamentar em torno de um direito trabalhista.
A aprovação da PEC não resolve, por si só, todas as deformações do mercado de trabalho brasileiro. A pejotização predatória, a informalidade estrutural, os aplicativos sem direitos e a precarização continuam sendo desafios centrais.
A redução da jornada é, acima de tudo, afirmação de humanidade. O trabalhador não pode existir apenas para trabalhar. Nenhuma sociedade minimamente democrática pode considerar normal que milhões de pessoas vivam aprisionadas numa rotina contínua de desgaste físico e mental.
Fonte: Diap
A chamada pejotização, isto é, transformar o trabalhador em empresa, interessa às empresas porque reduz drasticamente o custo da mão de obra.
- férias remuneradas; - 13º salário; - aviso prévio; - multa rescisória; - horas extras; - adicional noturno; - licença remunerada; - estabilidade em determinadas situações; e - proteção previdenciária adequada.
A pejotização transfere quase todos os riscos econômicos para o trabalhador. E, assim, inverte a relação capitalista entre o dono do negócio e o trabalhador, em que a empresa assume os riscos do negócio, do empreendimento, porque nessa relação, o lucro é da empresa e não do empregado/trabalhador. O trabalhador entra com o que tem: o trabalho, a força do trabalho.
- computador; - celular; - internet; - transporte; - softwares; - plano de saúde; - contador; - tributos; e - contribuição previdenciária.
A pejotização em larga escala não afeta apenas os trabalhadores individualmente. Impacta toda a estrutura social do País. Menos contratos formais significam: - menos arrecadação para a Previdência; - enfraquecimento do financiamento da Seguridade Social, que tem sob si a Previdência Social, a Assistência Social e a Saúde Pública (SUS); - maior insegurança econômica; - redução da proteção em caso de doença, acidente ou desemprego; - aposentadorias mais frágeis; e - aumento da desigualdade social.
A legislação brasileira não proíbe a contratação de pessoas jurídicas. O problema surge quando a PJ é usada para esconder relação de emprego. A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e a jurisprudência da Justiça do Trabalho reconhecem vínculo empregatício quando estão presentes elementos como: - subordinação; - pessoalidade; - habitualidade; e - remuneração.
O julgamento do Tema 1389 poderá redefinir profundamente as relações de trabalho no Brasil.
- baseado em proteção social, direitos e segurança; e/ou - marcado pela transferência integral dos riscos ao trabalhador.
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Fonte: Diap
Fonte: Congresso em Foco
O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou o texto na segunda-feira (25). A proposta assegura a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição do salário, e garante duas folgas semanais, uma preferencialmente aos domingos.
Os deputados presentes à audiência pública foram unânimes em pedir mobilização para garantir que o texto seja aprovado. A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora de uma das propostas que deu origem à mudança, pediu atenção total à votação.
Fonte: Agência Câmara
Fonte: Agência Sindical
Antes da leitura formal do parecer, Leo Prates fez balanço político das audiências públicas realizadas pela comissão especial durante a caravana “Câmara pelo Brasil”, série de debates promovida em diferentes regiões do País.
O parecer altera o inciso XIII do artigo 7º da Constituição para fixar jornada máxima de 40 horas semanais e 8 horas diárias. Também modifica o inciso XV para garantir 2 dias de repouso semanal remunerado, sendo um desses preferencialmente aos domingos.
Um dos principais eixos políticos do parecer está na regra de transição. O texto prevê que, 60 dias após a promulgação da Emenda à Constituição, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais. Apenas após 12 meses será implementado o teto definitivo de 40 horas.
O relatório estabelece explicitamente que a redução da jornada não poderá implicar redução salarial: nem nominal, nem tampouco proporcional. A proteção alcança inclusive pisos salariais. Trata-se de um dos pontos mais sensíveis da negociação política, porque impede que empresas compensem a redução da carga horária com corte de remuneração.Esse trecho do parecer aproxima o texto das reivindicações defendidas por centrais sindicais e movimentos sociais durante as audiências públicas.
Para enfrentar críticas de micro e pequenos empresários, o parecer autoriza futura lei complementar a criar medidas transitórias de mitigação de impactos econômicos para MEI (microempreendedores individuais), microempresas e empresas de pequeno porte.
O texto dedica capítulo inteiro aos contratos da Administração Pública que envolvem mão de obra terceirizada.Nesses casos, a nova jornada dependerá de aditivos contratuais para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. O prazo máximo para adaptação será de 12 meses. A medida busca evitar paralisações em contratos públicos e disputas judiciais imediatas que envolvem terceirização e prestação de serviços continuados.
Um dos dispositivos mais controversos do parecer retira da proteção constitucional da jornada trabalhadores com diploma superior e remuneração equivalente a pelo menos 2 vezes e meia o teto do RGPS (Regime Geral de Previdência Social), a cargo do INSS. Na prática, esse grupo poderá ficar fora das regras de controle de jornada, salvo previsão em acordo coletivo ou decisão do empregador.
A leitura do parecer consolidou fato político relevante: a redução da jornada de trabalho deixou de ser pauta periférica para ocupar o centro do debate legislativo e social brasileiro.
codteor=3136355&filename=PRL+1+PEC22119+%3D>+PEC+221/2019 Fonte: Diap
Depois da análise, a concessão provisória poderá ser convertida em definitiva, caso os requisitos legais sejam cumpridos. Se a Previdência concluir que a pessoa requerente não tem direito ao benefício, o pagamento será cessado imediatamente.
O salário-maternidade é um benefício pago à pessoa segurada da Previdência Social durante o afastamento do trabalho por nascimento de filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção ou aborto previsto em lei.
Fonte: Congresso em Foco
Não à guerra! Abaixo o imperialismo!
Miguel Torres, presidente da Força Sindical Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores) Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) Fonte: NCST
Fonte: Agência Sindical
(Com informações de g1) Fonte: CSB
• 25 de maio, segunda-feira, às 17h – apresentação do relatório; • 27 de maio, quarta-feira, às 14h – votação na comissão especial; • 28 de maio, quinta-feira, pela manhã – possível votação em plenário. Fonte: NCST
Fonte: MTE
Fonte: Agência O Globo
Entre os setores econômicos, os serviços apresentaram melhor desempenho. Ganhos reais ocorreram em 91,7% das negociações, enquanto a variação média atingiu 2,01% acima inflação.
Fonte: Rádio Peão Brasil
Fonte: iclnotícias
Fonte: Portal Vermelho
Segundo o ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, as empresas “mais inteligentes” decidiram testar o fim da jornada semanal de seis dias, porque tinham vagas e não conseguiam preencher devido à escala de trabalho.
O relator Leo Prates assegurou que alguns pontos são inegociáveis. Dentre eles, a redução da jornada de 44 para 40 horas por semana sem corte salarial, assim como dois dias de folga semanais e o fortalecimento da negociação coletiva. Para garantir a aprovação da proposta, no entanto, o parlamentar pediu mobilização dos trabalhadores.
Fonte: Agência Câmara
O principal ponto em aberto é o ritmo de implementação da mudança. Uma das alternativas em discussão é fazer a redução da jornada de forma escalonada, com corte de uma ou duas horas por ano até atingir o limite de 40 horas semanais.
Prates afirmou que a proposta é prioridade para o presidente da Câmara. A intenção é aprovar o parecer na comissão especial e levar o texto ao Plenário logo em seguida. "O presidente Hugo disse que, assim que terminar a votação na comissão especial, ele começa na sequência no plenário", afirmou Prates.
A PEC propõe o fim do modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e descansa apenas um. O debate ganhou força no Congresso em meio à pressão de movimentos de trabalhadores e à defesa de que a redução da jornada ocorra sem perda salarial.
Fonte: Congresso em Foco
O governo federal também planeja criar outras medidas para beneficiar motoristas de aplicativos, especialmente os mototaxistas e motoboys. Entre as medidas está a criação de 100 pontos de apoio para motoristas de aplicativos, equipados com banheiros, áreas de descanso e pontos de carregamento de celulares.
Fonte: NCST-SP
Especificidades de cada categoria Na sequência, Lula disse que o governo estará atento às reivindicações relacionadas à redução da escala 6 por 1, que possibilitará, aos trabalhadores brasileiros, ter dois dias de descanso semanal.
Fonte: Agência Brasil
Além da PEC da 6x1, Motta também detalhou outras prioridades discutidas na reunião de líderes, que deve ocorrer na próxima terça-feira (26). Entre elas, projetos ligados ao agronegócio, como o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (4.371/2024), que busca estimular a produção nacional de fertilizantes, reduzindo a dependência externa.
Fonte: Congresso em Foco
Leo Prates indicou que o texto da proposta deverá ser propositalmente enxuto para reduzir resistências políticas e evitar conflitos interpretativos.
Regra de transição se torna principal impasse político O principal ponto ainda indefinido da proposta é a eventual criação de regra de transição para adaptação das empresas ao novo modelo de jornada. Segundo o relator, a decisão será construída entre o governo federal e a presidência da Câmara nos próximos dias.
O deputado também argumentou que qualquer regra de transição precisa trazer benefícios imediatos aos trabalhadores. Entre as hipóteses debatidas, mencionou a possibilidade de redução progressiva da jornada já nos primeiros 120 dias após aprovação da PEC.
Outro eixo central defendido pelo relator é o fortalecimento das convenções coletivas para acomodar particularidades de cada categoria profissional.
Além da tramitação legislativa, o encontro do DIAP evidenciou que o debate sobre jornada, escala e qualidade de vida no trabalho já ultrapassou os limites sindicais tradicionais e passou a dialogar diretamente com o cenário eleitoral de 2026.
Fonte: Diap
Luciana Rodrigues, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, afirmou que o comércio, hotéis, bares e restaurantes têm funcionamento contínuo e demandas variáveis, o que exige escalas flexíveis. “Hoje não temos uma média de 44 horas semanais, mas sim de 39 horas semanais. E como que a gente atinge essa média? É pelas negociações coletivas.”, observou.
-para-36-horas-em-vez-de-mudar-a-constituicao Fonte: Agência Câmara
Com informações da Agência Brasil Fonte: Portal Vermelho
Fonte: Portal Vermelho
Fonte: Agência Sindical
Fonte: TST
Fonte: Agência Câmara
Pejotização O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que, após o fim da escala 6x1, é importante que os trabalhadores se atentem para o fim da pejotização, que está em debate no Supremo Tribunal Federal. A pejotização acontece quando, em vez de ser contratado como pessoa física, o trabalhador precisa abrir uma empresa (com CNPJ, por isso o nome pejotização). Esse tipo de contrato permite a redução de custos trabalhistas para quem contrata.
Fonte: Agência Câmara
Fonte: Agência Sindical
Fonte: Diap
- Menos de um mês: 21,2% dos desocupados - Um mês a menos de um ano: 51,4% - Um ano a menos de dois anos: 10,9% - Dois anos ou mais: 16,5%
Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/numero-de-pessoas-em-busca-de-emprego-ha-dois-anos-ou-mais-cai-217
Fonte: Agência Brasil
No dia 26 de maio, mais de 10,5 milhões de trabalhadores receberão em suas contas os valores complementares. O governo editou uma medida provisória que autorizou o saque do FGTS para trabalhadores optantes pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: NCST
Para o Ministério das Mulheres, a decisão do Supremo é uma vitória da democracia e da cidadania. A igualdade salarial é um pilar central e, além de ser uma das frentes de atuação da Pasta, é um caminho de fortalecimento para a autonomia econômica das mulheres, permitindo que elas tenham condições dignas de sustento e desenvolvimento profissional.
A norma, validada pela Corte, estabelece que empresas com 100 ou mais empregados devem publicar relatórios semestrais de transparência salarial, ampliar a fiscalização contra a discriminação salarial, exigir planos para mitigar a desigualdade caso sejam detectadas disparidades e estimular a criação de canais específicos para denúncias de discriminação. Fonte: Ministério das Mulheres
Fonte: Diap
Fonte: Brasil de Fato
Fonte: Congresso em Foco
- saúde, - produtividade, - convivência familiar e - qualidade de vida.
Data: 15 de maio de 2026 Horário: das 8h45 às 18h00 Local: Instituto de Economia da Unicamp – Campinas (SP) Endereço: Rua Pitágoras, 353, Cidade Universitária Zeferino Vaz, Campinas (SP) Fonte: Rádio Peão Brasil
Fonte: Diap
As propostas preveem que a adequação das escalas não poderá resultar em redução de salários para os funcionários. “A justificativa central é que o modelo 6x1 é uma lógica ultrapassada que compromete a saúde física e mental, reduzindo o tempo de descanso e convivência familiar”, defendeu o grupo de vereadores em nota à imprensa.
Fonte: Agência Brasil
Os dados apresentados pelo técnico do Ipea, Felipe Vella Pateo, deram densidade social ao debate ao demonstrar que a jornada superior a 40 horas está concentrada justamente entre os trabalhadores mais precarizados do mercado formal.
Representando a FecomércioSP, o economista Fábio Pina apresentou a principal linha de resistência do setor empresarial à PEC.
A intervenção do professor José Dari Krein, da Unicamp, ampliou o debate para além da matemática econômica e inseriu a discussão numa transformação mais profunda do mundo do trabalho.
Representando o governo federal, o ministro da Fazenda Dario Durigan classificou o tema como “debate geracional” sobre o futuro do País e do ambiente de trabalho.
A audiência deixou claro que a disputa em torno da PEC ultrapassa a simples contabilidade de horas semanais.
Fonte: Diap
Fonte: IBGE
Audiência Pública sobre redução da jornada e fim da escala 6×1 - Data: 14 de maio de 2026 (quarta-feira) - Horário: 9h30 - Local: Auditório do Palácio do Trabalhador - Endereço: Rua Galvão Bueno, 782 – Liberdade – São Paulo (SP)
Presenças confirmadas: - Luiz Marinho – ministro do Trabalho e Emprego - Hugo Motta – presidente da Câmara dos Deputados - Deputado federal Alencar Santana (PT-SP) – presidente da comissão especial Fonte: Rádio Peão Brasil
Mais uma vez, a cesta básica mais cara do país foi a de São Paulo, onde o custo médio em abril foi R$ 906,14. Em seguida estavam as cestas de Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).
Fonte: Agência Brasil
Fonte: MTE
Fonte: Agência Câmara
Fonte: NCST
A comissão terá uma série de debates ao longo da semana:
Terça-feira (12), às 16h30 — audiência sobre os
aspectos econômicos do fim da escala 6x1, com a
presença de Dario Durigan. Também foram convidados a
presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada), Luciana Mendes Servo, e o professor do
Instituto de Economia da Unicamp e diretor do Cesit
(Centro de Estudos Sindicais e Economia do
Trabalho), José Dari Krein.
Durigan e Boulos devem defender o fim da escala 6x1 nos moldes discutidos pelo governo. O representante da Fazenda deve apresentar estudos sobre os impactos econômicos da medida, não apenas para o governo, mas principalmente para as empresas.
A escala 6x1 é o modelo em que o trabalhador atua seis dias por semana e descansa apenas um. Os defensores da mudança argumentam que a redução da jornada pode diminuir o desgaste físico e mental, ampliar o tempo de descanso, fortalecer a convivência familiar e abrir espaço para estudos, lazer e cuidados com a saúde.
No Dia das Mães, Lula e Hugo Motta defenderam publicamente o fim da escala 6x1 e associaram a proposta à melhoria da vida das mães trabalhadoras. Em vídeo publicado nas redes sociais no domingo (10), Lula afirmou que "toda mãe merece mais tempo" para descansar, estar com a família e viver além do trabalho.
O governo tem usado dados sobre a desigualdade no trabalho doméstico para sustentar a proposta. Quando se somam trabalho remunerado e tarefas domésticas, as mulheres brasileiras trabalham quase dez horas a mais por semana do que os homens, o equivalente a cerca de 21 dias a mais por ano dedicados aos cuidados da casa e da família.
O texto final ainda será definido pela comissão especial antes de seguir para o Plenário da Câmara. Até lá, os debates desta semana devem orientar os ajustes da proposta e explicitar os pontos de maior divergência entre governo, trabalhadores, especialistas e setores econômicos. Fonte: Congresso em Foco
De acordo com o IBGE, Norte e Nordeste apresentam maior dependência desses benefícios, superando outras fontes não ligadas ao trabalho devido à vulnerabilidade socioeconômica regional histórica.
Fonte: Rádio Peão Brasil
O apoio à mudança atravessa o eleitorado dos principais pré-candidatos à Presidência, indicando que o tema rompe bolhas políticas e ideológicas.
O avanço do debate no Congresso não ocorre por acaso. A pauta é impulsionada por sindicatos e movimentos sociais, que transformaram a jornada de trabalho em tema central da agenda pública.
Mais do que discussão técnica, o tema reflete disputa sobre o tempo de vida do trabalhador. A escala 6×1, historicamente naturalizada, passa a ser questionada como expressão de modelo que prioriza produtividade em detrimento do bem-estar.
Fonte: Diap
Fonte: Agência Brasil
Ele ressalta que juros altos encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, diminuindo as encomendas para as fábricas.
Produção avança
As horas trabalhadas na produção cresceram pelo terceiro mês seguido, sinalizando aumento gradual do ritmo de atividade nas fábricas.
Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/faturamento-da-industria-tem-recuperacao-e-sobe-38-em-marco
Fonte: Agência Brasil
Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/rendimento-dos-mais-ricos-e-138-vezes-maior-que-o-dos-mais-pobres
Fonte: Agência Brasil
Fonte: Rádio Peão Brasil
Fonte: Agência Câmara
Fonte: Diap
A discussão ocorre sob ritmo incomum. O colegiado aprovou plano de trabalho que prevê a votação do relatório final ainda em maio, com leitura do parecer marcada para o dia 20 e deliberação dia 26.
No centro do debate está a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), anexadas, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial.
O debate na comissão evidencia segmentação clara. De um lado, parlamentares como Túlio Gadêlha (PSD-PE) defendem que o tempo de vida do trabalhador deve ser protegido por lei, sobretudo em setores marcados por alta rotatividade e baixa capacidade de negociação, como comércio e telemarketing.
O plano de trabalho prevê ao menos 5 audiências públicas em Brasília, além de seminários regionais em estados como Paraíba, Minas Gerais e São Paulo.
O embate revela dilema clássico: como ampliar direitos sem comprometer a dinâmica econômica?
Mais do que discussão trabalhista, o tema se consolidou como eixo político. Com o governo federal defendendo publicamente o fim da escala 6x1, a tramitação acelerada na Câmara indica tentativa de capitalizar esta agenda de forte apelo popular.
Fonte: Diap
Entre os eleitores de Lula (PT), o apoio é maior pelo fim da escala 6×1: 84% aprovam uma escala com dois dias de descanso, 14% desaprovam e 2% não souberam responder ou não responderam.
Fonte: Portal Vermelho
“As premissas que estão se formando na minha cabeça são: definir a regra geral, que é o fim da escala 6x1, duas folgas semanais e a jornada que a gente definir aqui, de 36 ou 40 horas. Eu acho que a gente precisa ter a consciência do papel da PEC, que é definir a regra geral. E há um projeto de lei tramitando que pode trazer essas especificidades”, detalhou.
O ex-presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) Hugo Cavalcanti Filho pediu que as medidas venham acompanhadas de reforço na fiscalização e de solução para o avanço da “pejotização” no mercado de trabalho.
O presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), criticou o que chamou de “alarmismo” de alguns setores empresariais contra a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. O deputado citou manifestação recente de dirigente da Latam que associou o tema a risco de fim dos voos internacionais da companhia.
Fonte: Agência Câmara
Fonte: Agência Brasil
A iniciativa tem sido descrita por dirigentes como uma espécie de “lobby sindical”, com o objetivo de influenciar o debate público e parlamentar.
Entre os principais pontos de preocupação dos sindicalistas está a possibilidade de inclusão de dispositivos estranhos ao tema original — os chamados “jabutis” — no texto em discussão. As entidades também rejeitam qualquer proposta que implique redução salarial ou manutenção da jornada semanal de 44 horas.
Fonte: Rádio Peão Brasil
A votação que barrou Messias — 42 votos contrários e 34 favoráveis — carrega forte conteúdo político.
A rejeição não veio isolada. Na sequência, o Congresso derrubou o veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria1, alterando regras de aplicação de penas aos condenados pela tentativa de golpe de Estado; abrindo assim espaço para beneficiar os golpistas dos atos de 8 de janeiro de 2023.
O episódio expõe fragilidades na base de sustentação do governo no Congresso e sugere crise de governabilidade em construção.
É legítimo que o Legislativo atue como contrapeso ao Executivo. O problema emerge quando esse freio se converte em bloqueio sistemático, orientado mais por antagonismo político do que por critérios republicanos.
Ao tensionar as relações entre os Poderes em contexto pré-eleitoral, o Congresso assume papel central na redefinição do equilíbrio institucional.
A crítica, portanto, não se limita ao governo ou à oposição. O ponto central é o efeito agregado dessas decisões.
_______________ Fonte: Diap
Matéria completa: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/maio/mte-aprova-relatorio-final-da -ii-conferencia-nacional-do-trabalho-e-consolida-retomada-do-dialogo-social-no-pais
Fonte: MTE
As pesquisas mais recentes apontam cenário de empate técnico no segundo turno, com variações mínimas entre ambos os lados em disputa. Esse equilíbrio numérico, no entanto, convive com dado estrutural relevante: a tendência de vantagem da oposição no Senado.
Nesse contexto, a disputa de 2026 não se limita ao Executivo. A composição do Congresso será determinante para definir se o País seguirá por rota de pactuação institucional ou de bloqueio político permanente.
O debate sobre o mundo do trabalho emerge como um dos eixos mais sensíveis dessa eleição, que aponta de um lado para o futuro e de outro para o retrocesso ou salto para trás. Diante disso, o movimento sindical precisará “terçar armas”.
Diante desse cenário, o movimento sindical enfrenta talvez seu maior teste ou desafio desde a redemocratização. Com estrutura capilarizada — mais de 17 mil entidades —, sua capacidade de mobilização ainda é relevante, mas sua influência política tem oscilado.
O verdadeiro divisor de águas de 2026 pode não estar no resultado imediato das urnas, mas na capacidade — ou incapacidade — de preservar regras do jogo democrático em meio à disputa.
______________ Fonte: Diap
Fonte: Agência Câmara
Fonte: Agência Câmara
É nesse contexto que se insere a atuação, dentre outros, do ex-governador Romeu Zema (Novo), que é pré-candidato à Presidência da República.
Parte da imprensa brasileira, ao amplificar essas declarações sem o devido filtro crítico, contribui para a escalada do conflito.
A resposta do STF a esse cenário está longe de ser homogênea. Há, no interior da Corte, divisão relevante e incomoda: parte dos ministros defende reação mais incisiva, com uso ampliado de instrumentos legais para conter ataques; outra ala prefere postura mais contida, temendo que o enfrentamento direto alimente ainda mais o discurso de politização do Judiciário.
O STF permanece, de fato, como um dos principais pilares de contenção de rupturas institucionais no Brasil recente. Mas essa centralidade tem preço: quanto mais a Corte atua, mais se expõe ao embate político.
Fonte: Diap
Fonte: Estadão Conteúdo
Fonte: NCST
O primeiro trimestre de 2026 terminou com 6,6 milhões em busca de emprego. É a chamada população desocupada. O contingente é 19,6% superior (1,1 milhão de pessoas) ao do quarto trimestre de 2025, porém fica 13% a menos que o primeiro trimestre de 2025.
Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/desemprego-no-1o-trimestre-e-de-61-o-menor-ja-registrado-no-periodo
Fonte: Agência Brasil
Ainda de acordo com os dados, 24 estados tiveram resultado positivo, com destaque para São Paulo (+67.876), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914).
Segundo o Caged, as mulheres obtiveram melhores resultados, ficando com 132.477 novas vagas, enquanto os homens ficaram com 95.731 postos.
Fonte: Portal Vermelho
Causas A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, considera que parte desse rendimento recorde pode ser atribuída ao aumento do salário mínimo, no começo de janeiro, fixado em R$ 1.621.
Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/salario-medio-do-trabalhador-amplia-recorde-e-chega-r-3722
Fonte: Agência Brasil
Os autores examinaram reformas nacionais que reduziram a jornada padrão em diferentes contextos: na França, de 39h para 35h; em Portugal, de 44h para 40h; na Itália, de 48h para 40h; na Bélgica, de 40h para 38h; e na Eslovênia, de 42h para 40h. A metodologia comparou setores com maior proporção de trabalhadores acima do novo limite de horas com aqueles menos afetados pelas novas regras.
Quanto ao PIB e ao valor adicionado setorial, o estudo aponta que o impacto foi insignificante do ponto de vista estatístico. Durante o período analisado, os países registraram crescimento econômico robusto, e a economia foi capaz de absorver a redução do tempo de trabalho. Segundo o texto, o coeficiente sobre o output, medido como valor adicionado em cada setor, manteve-se estável.
Os autores resumem que, embora o emprego não tenha aumentado por meio da redistribuição de vagas — a chamada “partilha do trabalho” —, a economia absorveu o aumento do custo do trabalho por hora sem efeitos colaterais consideráveis. “É possível que a redução do tempo de trabalho tenha sido rapidamente absorvida”, concluem.
Fonte: Portal Vermelho
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