|
Blog - Notícias Anteriores - Maio 2026
22/05/2026 -
Ganho real supera inflação nas negociações de 2026
DIEESE aponta que 90,2% das negociações salariais
de 2026 garantiram reajustes acima da inflação até
abril
Os reajustes salariais de 2026 seguem positivos no
Brasil. Levantamento do DIEESE mostrou ganhos reais
em 90,2% das negociações analisadas até abril deste
ano. (Confira
o estudo completo)
Além disso, a variação real média alcançou 1,81%
acima da inflação medida pelo INPC. O estudo
utilizou dados registrados no sistema Mediador, do
MTE.
Nas negociações da data-base abril, cerca de 94% dos
reajustes ficaram acima da inflação. Outros 4,3%
apenas recompuseram perdas inflacionárias
registradas anteriormente.
Por outro lado, somente 2,2% dos acordos analisados
ficaram abaixo do índice inflacionário. A variação
real média dos reajustes de abril atingiu 1,39%
acima do INPC.
O DIEESE informou ainda que categorias com data-base
em maio precisam negociar reajuste mínimo de 4,11%
para recompor integralmente o poder de compra
salarial.
Serviço teve melhor desempenho
Entre os setores econômicos, os serviços apresentaram
melhor desempenho. Ganhos reais ocorreram em 91,7%
das negociações, enquanto a variação média atingiu
2,01% acima inflação.
Além disso, o setor rural registrou ganhos reais em
90,3% das negociações. Na indústria, o percentual
chegou a 89,2%, seguido pelo comércio, com 85,7%.
Regionalmente, o Centro-Oeste liderou os resultados
positivos. A região registrou ganhos reais em 93,2%
das negociações e variação média salarial de 2,24%.
O levantamento também mostrou que não houve
reajustes parcelados nas negociações de abril.
Entretanto, reajustes escalonados apareceram em 7,6%
dos acordos coletivos registrados.
De acordo com o DIEESE, o valor médio dos pisos
salariais negociados entre janeiro e abril ficou em
R$ 1.867. Já o piso mediano alcançou R$ 1.736.
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/05/2026 -
Centrão recua e pede retirada da emenda das 52 horas
após repercussão negativa
MDB, PP, PSD, Republicanos e União Brasil
abandonam proposta criticada por ampliar jornada
semanal e adiar fim da 6x1
Líderes de partidos do Centrão pediram nesta
quarta-feira (20) a retirada de tramitação da emenda
à PEC do fim da escala 6×1 que criava brechas para
jornadas de 52 horas semanais e adiava a redução da
carga horária por dez anos.
O recuo acontece após a forte repercussão negativa
da proposta nas redes sociais e da pressão gerada
pela divulgação do conteúdo da emenda apresentada
pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS).
Em nota conjunta, líderes do MDB, Republicanos, PSD,
Podemos, União Brasil, PP e da federação
PSDB-Cidadania afirmaram que solicitaram ao
presidente da Câmara, Hugo Motta, a retirada da
tramitação da proposta para evitar “distorções que
comprometem a clareza do debate e a compreensão da
proposta”.
Assinam a nota Isnaldo Bulhões Jr., líder do MDB e
do bloco parlamentar, Augusto Coutinho, líder do
Republicanos, Antonio Brito, líder do PSD, Rodrigo
Gambale, líder do Podemos, Pedro Lucas Fernandes,
líder do União Brasil, Doutor Luizinho, líder do PP,
e Adolfo Viana, líder da federação PSDB-Cidadania.
A movimentação representa um desembarque em massa do
Centrão da proposta que havia sido defendida por
parlamentares ligados à extrema direita e ao setor
empresarial.
A emenda alterava profundamente a PEC 221/2019, que
originalmente previa redução gradual da jornada
semanal para 36 horas. Na prática, o texto reduzia a
meta para 40 horas, criava brechas para jornadas de
até 52 horas semanais, ampliava o poder de acordos
individuais sobre regras trabalhistas e adiava a
implementação das mudanças por dez anos.
Entre os parlamentares que assinaram a proposta
estavam alguns dos principais nomes da extrema
direita no Congresso Nacional, como Nikolas
Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem,
Caroline de Toni, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, Bia
Kicis, Mario Frias, Sóstenes Cavalcante, Marco
Feliciano e Zé Trovão.
Além da autorização para ampliação da jornada
semanal em até 30% acima do limite constitucional, o
texto também ampliava o chamado negociado sobre o
legislado em temas como banco de horas, escalas,
teletrabalho, trabalho intermitente e intervalos.
Outro ponto criticado por parlamentares e entidades
trabalhistas era a possibilidade de flexibilização
de direitos sem necessidade de compensações
adicionais aos trabalhadores.
A proposta também previa redução de encargos
patronais, incluindo corte de 50% da contribuição ao
FGTS e benefícios tributários para empresas que
adotassem o novo regime.
A repercussão negativa da proposta provocou uma
série de recuos dentro do Congresso.
Na terça-feira (19), o deputado Eunício Oliveira (MDB-CE)
pediu a retirada de sua assinatura após afirmar ao
ICL Notícias que havia assinado a proposta de
maneira inadvertida. Por meio da assessoria, o
parlamentar reforçou que defende o fim da escala 6×1
desde o ano passado.
Também na terça-feira, o líder da bancada do PDT na
Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), retirou
sua assinatura da proposta após pressão interna
dentro do partido.
O recuo dos líderes partidários agora coloca em
dúvida a continuidade da tramitação da proposta e
evidencia o desgaste político provocado pela
repercussão pública do texto.
Fonte: iclnotícias

22/05/2026 -
Flávio Bolsonaro defende manutenção da escala 6×1 e
mais precarização
Ideia de um regime alternativo à CLT, baseado em
pagamento por hora trabalhada, aprofunda a lógica do
trabalho intermitente criado na reforma trabalhista
Em meio ao colapso acelerado de sua candidatura à
Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
resolveu entrar no debate sobre a jornada de
trabalho. Avesso à proposta de 40 horas semanais e
ao fim da escala 6×1, o senador defendeu uma nova
rodada de precarização, transferindo ainda mais
riscos e insegurança aos trabalhadores.
Enquanto o governo Lula e a Câmara Federal discutem
qualidade de vida, saúde mental, produtividade e
dignidade no trabalho, Flávio escolheu falar a
linguagem do empresariado que defende mão de obra
mais barata, flexível e descartável. Em nota
divulgada nesta terça-feira (19), ele propõe a
formalização da instabilidade.
Sua ideia de um regime alternativo à CLT, baseado em
pagamento por hora trabalhada, aprofunda a lógica do
trabalho intermitente criado na reforma trabalhista
de 2017. É a institucionalização do bico permanente,
com o trabalhador disputando migalhas de direitos.
Flávio repete a propaganda da reforma trabalhista:
prometer empregos e prosperidade, mas entregar
baixos salários e instabilidade. O senador afirmou
que o trabalhador receberia “pelas horas de
trabalho, com a garantia de todos os direitos
trabalhistas, como décimo terceiro, Fundo de
Garantia, férias. Obviamente, proporcionais às horas
de trabalho”.
A frase esconde a essência do projeto: fragmentar
renda, reduzir direitos e institucionalizar jornadas
imprevisíveis. Na prática, significa transformar
salário estável em remuneração variável e transferir
ao trabalhador toda a insegurança econômica.
Flávio ainda tenta vender precarização como
liberdade individual. “Se quiserem, vão trabalhar
mais. E, se não puderem trabalhar tanto, se
precisarem de mais flexibilidade, isso também estará
atendido por esta legislação”, declarou. É a velha
prática de embalar precarização em retórica de
modernidade.
O discurso ignora a realidade brasileira. Onde
Flávio insinua vontade, existe necessidade. Quem
trabalha 10, 12 ou 14 horas por dia geralmente não o
faz porque “quer”, mas porque precisa sobreviver.
Num país marcado por endividamento e baixos
salários, falar em “liberdade de escolha” serve
apenas para mascarar relações profundamente
desiguais.
A ideia de que “a jornada do trabalhador tem que ser
a que ele quiser” soa como ficção. Em qual setor o
empregado define sozinho sua escala, seus horários
ou sua carga de trabalho? O que Flávio chama de
flexibilidade amplia, na verdade, o poder patronal
sobre jornadas fragmentadas, convocações
imprevisíveis e renda instável.
Ao chamar a proposta de redução da jornada de
“inoportuna e eleitoreira”, o senador deixa claro o
lado que escolheu. Para ele, debater qualidade de
vida é oportunismo; transformar direitos em
pagamento proporcional é virtude. Inoportuno, na
verdade, é para empresários que lucram com a
exaustão.
Com essa declaração, Flávio Bolsonaro sinaliza que o
PL votará contra uma demanda popular concreta,
apoiada por mais de 70% dos brasileiros. Enquanto
isso, o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), reafirma que o fim da escala 6×1
vai passar. A pressão social cresce, o movimento
sindical se mobiliza e o tema ganhou centralidade no
debate público.
Chega de espera! A manobra de Flávio Bolsonaro não
freará a mudança – mas ajuda a deixar ainda mais
evidente quem está ao lado dos trabalhadores e quem
continua defendendo jornadas exaustivas em nome dos
interesses patronais.
Fonte: Portal Vermelho

22/05/2026 -
Deputados pedem mobilização para garantir que escala
6x1 seja extinta ainda neste ano
Assunto foi debatido na Assembleia Legislativa de
Minas Gerais nesta quinta, dentro do projeto Câmara
pelo Brasil
Ministros e integrantes da comissão especial que
analisa o fim da escala de trabalho 6x1 na Câmara
dos Deputados garantiram que o projeto deverá ser
votado até quinta-feira, dia 27. O relator, deputado
Leo Prates (Republicanos-BA) adiantou que entregará
o texto na segunda-feira, e o autor da proposta,
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), assegurou que há
acordo para a votação.
“Nós fizemos acordo: redução para 40 horas, dois
dias de descanso sem redução do salário e
valorização da convenção coletiva, porque eu tenho
certeza que nós vamos empoderar os sindicatos”,
disse Lopes.
Ele apresentou a proposta em 2019. "Nada justifica
que o trabalhador não tenha dois dias de folga na
semana em pleno século XXI." Ele citou ainda estudos
que mostram que os empregados que trabalham na
escala 6x1 são aqueles que ganham menos.
“Os estudos do Ipea e do Dieese comprovam: quem
trabalha 44 horas [semanais] tem a mesma
escolaridade, tá ocupando a mesma função e ganha R$
31.500 a menos.”
Lopes afirmou ainda que dois terços dos
trabalhadores brasileiros já estão na escala 5x2,
com duas folgas semanais.
Segundo o ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz
Marinho, as empresas “mais inteligentes” decidiram
testar o fim da jornada semanal de seis dias, porque
tinham vagas e não conseguiam preencher devido à
escala de trabalho.
“Tem um empresário que resolveu testar o fim da
escala 6x1 porque ele queria comprovar a convicção
contrária ao fim da escala 6x1, veja só a ironia. Só
que deu tanto resultado que ele diminuiu
drasticamente as faltas existentes, preencheu as
vagas abertas que não conseguia preencher na escala
6x1, aí ele resolveu dar o braço a torcer e
implantou a 5x2 em todas as suas unidades”, contou.
Pontos inegociáveis
O relator Leo Prates assegurou que alguns pontos são
inegociáveis. Dentre eles, a redução da jornada de
44 para 40 horas por semana sem corte salarial,
assim como dois dias de folga semanais e o
fortalecimento da negociação coletiva. Para garantir
a aprovação da proposta, no entanto, o parlamentar
pediu mobilização dos trabalhadores.
“Nós temos que saber o nosso tamanho, na maioria das
matérias em que houve divergência muito dura, nós
tivemos, em média, 114 votos, nós precisamos chegar
a 308. O que é que nós precisamos? Que os movimentos
estejam mobilizados, que nós tenhamos que ceder o
mínimo possível.”
O debate sobre o fim da escala 6x1 ocorreu na
Assembleia Legislativa de Minas Gerais, como parte
do projeto Câmara pelo Brasil.
Fonte: Agência Câmara

21/05/2026 -
Relator adia parecer da PEC da escala 6x1 para
negociar transição
Texto estava previsto para esta quarta-feira, mas
ficou para segunda após impasse sobre a
implementação da nova jornada. Relator diz que
pontos centrais estão acertados, incluindo 40 horas
semanais, dois dias de folga e manutenção dos
salários.
O relator da PEC que acaba com a escala de trabalho
6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), adiou
para a próxima segunda-feira (25) a apresentação do
relatório final da proposta na Câmara. O texto
estava previsto para ser apresentado nesta
quarta-feira (20), mas ainda depende de acordo sobre
o período de transição para a nova jornada.
A decisão foi anunciada por Prates após reunião com
o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB). Segundo o relator, o adiamento
não altera os pontos centrais da proposta, que, de
acordo com ele, já estão "pacificados".
A PEC deve prever o fim da escala 6x1, dois dias de
folga por semana, jornada de 40 horas semanais,
manutenção dos salários e fortalecimento das
convenções coletivas.
Impasse está na transição
O principal ponto em aberto é o ritmo de implementação
da mudança. Uma das alternativas em discussão é
fazer a redução da jornada de forma escalonada, com
corte de uma ou duas horas por ano até atingir o
limite de 40 horas semanais.
O governo federal, no entanto, defende que a nova
regra entre em vigor sem período de transição.
Participaram da reunião, além de Prates e Hugo
Motta, os ministros José Guimarães, da Secretaria de
Relações Institucionais, e Luiz Marinho, do Trabalho
e Emprego; o líder do governo na Câmara, Paulo
Pimenta (PT-RS); e o deputado Reginaldo Lopes
(PT-MG), autor da proposta.
Votação pode ocorrer ainda em maio
Prates afirmou que a proposta é prioridade para o
presidente da Câmara. A intenção é aprovar o parecer
na comissão especial e levar o texto ao Plenário
logo em seguida. "O presidente Hugo disse que, assim
que terminar a votação na comissão especial, ele
começa na sequência no plenário", afirmou Prates.
Caso algum parlamentar peça vista, a votação do
relatório no colegiado deve ocorrer na quinta-feira
(28), segundo o presidente da comissão, deputado
Alencar Santana (PT-SP). "Quanto mais consenso
tiver, melhor", disse Alencar. Segundo ele, o tema é
"histórico" e afeta diretamente trabalhadores,
empregadores e o mundo do trabalho.
A expectativa é que a Câmara tente concluir a
análise da proposta ainda em maio. Alencar disse que
a intenção é enviar o texto ao Senado ainda em maio,
"para coroar o mês do trabalhador".
Proposta acaba com escala 6x1
A PEC propõe o fim do modelo em que o trabalhador atua
por seis dias consecutivos e descansa apenas um. O
debate ganhou força no Congresso em meio à pressão
de movimentos de trabalhadores e à defesa de que a
redução da jornada ocorra sem perda salarial.
O relator tenta construir um texto que concilie a
demanda por mais tempo de descanso com as
preocupações de setores empresariais sobre os
impactos econômicos da mudança.
Para Prates, o acordo sobre os pontos principais já
foi fechado, mas ainda é preciso definir como será
feita a adaptação das empresas à nova regra.
Fonte: Congresso em Foco

21/05/2026 -
Motoristas de aplicativos serão contemplados no
Programa Move Brasil com R$ 30 bilhões
O salão nobre da Casa de Portugal, no bairro da
Liberdade – Centro de São Paulo, ficou lotado de
sindicalistas, taxistas, motoboys e motoristas de
aplicativos, na tarde de terça-feira (19), no ato em
que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a
MP - Medida Provisória que cria o Move Aplicativos,
iniciativa que faz parte do programa Move Brasil.
Através dele o Governo Federal destinará R$ 30
bilhões para o financiamento de carros novos pelo
Move Brasil, via BNDES. A medida vai beneficiará
trabalhadores e trabalhadoras que usam carros
alugados ou têm dificuldades para trocar o automóvel
e taxistas, que terão linhas especiais de
financiamento para compra de carros novos a juros
mais baixos.
E permitirá a compra de veículos de modelos
sustentáveis de até R$ 150 mil em até 72 meses, com
seis meses de carência para começar a pagar e juros
baixos. Lula disse que em muitos casos, a prestação
pode custar até metade do que se paga atualmente na
locação de um carro e para mulheres os juros serão
ainda mais baixos.
Nailton Francisco de Souza (Porreta), presidente da
NCST/SP – Nova Central Sindical de Trabalhadores no
Estado de São Paulo, que representou a presidenta
Nacional da NCST, Sônia Zerino, acredita que a
iniciativa do Governo Lula garantirá mais segurança
financeira e confiança nos milhões de profissionais
que atuam nesta modalidade de transportes.
Disse que de forma didática, o presidente explicou
que um carro que custa R$ 143 mil, financiado em 72
meses, vai permitir parcelas R$ 3 mil de
financiamento. Com a vantagem de que investirá em um
patrimônio próprio, pagará a metade do que pagaria
em um carro alugado e terá mesmos despesas com
manutenção e consumo de combustíveis.
Lula comentou que quem trabalha de Uber prefere
alugar o carro porque a manutenção é muito cara. Com
o carro novo, a manutenção vai ser mais rara. “E o
que vai acontecer é que você pagará metade do que
pagava e com um patrimônio que será seu. Esse
dinheiro vai sobrar para o seu filho, sua mulher e
filha. Ele será extraordinariamente vantajoso para
vocês”, prevê o presidente.
Outras medidas
O governo federal também planeja criar outras medidas
para beneficiar motoristas de aplicativos,
especialmente os mototaxistas e motoboys. Entre as
medidas está a criação de 100 pontos de apoio para
motoristas de aplicativos, equipados com banheiros,
áreas de descanso e pontos de carregamento de
celulares.
Outra medida que o governo pretende adotar, segundo
Boulos, é incorporar como acidente de trabalho os
acidentes ocorridos com motoristas de aplicativos.
“Infelizmente é muito frequente o acidente com moto
nas grandes cidades e hoje isso é tratado como
acidente comum. A partir dessa nova definição, que
foi tomada e assinada pelo SUS, todas as UPAs e
prontos socorros do país vão estar orientados a
colocar o prontuário desse acidente como acidente de
trabalho, para que você possa buscar o seu direito
pela justiça”, explicou Boulos.
Em discurso durante o lançamento do programa, o
presidente Lula anunciou que o governo federal está
planejando criar também um programa de financiamento
para os mototaxistas e motoboys.
“Conversamos com várias empresas aqui, mas ainda não
foi possível a gente acertar o ponto. As motos aqui
no Brasil são mais caras. Mas eu ainda sonho em
poder dar aos motoqueiros deste país o direito de
comprar uma moto boa, de qualidade, e com preço mais
acessível financiado pelo governo”, afirmou.
O evento, na Casa de Portugal, reuniu ministros,
sindicalistas, presidentes de bancos e de entidades
patronais como Febraban e Anfavea, além de
ex-ministros e pré-candidatos às eleições.
Também esteve presente ao evento o vice-presidente
da República, Geraldo Alckmin, a primeira-dama,
Janja da Silva, e o advogado-geral da União, Jorge
Messias, que foi bastante aplaudido pelo público
presente.
Fonte: NCST-SP

21/05/2026 -
Lula diz que ouvirá demandas de empresários sobre
fim da escala 6x1
Presidente diz que estará atento a reivindicações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a
redução da jornada de trabalho será feita de forma
colaborativa, com o governo federal atento às
demandas específicas de cada setor econômico, de
forma a beneficiar a sociedade como um todo.
A declaração foi feita após Lula ter recebido, em
São Paulo, uma pauta de reivindicações da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta
terça-feira (19), durante a abertura do Encontro
Internacional da Indústria da Construção (Enic).
“Não se escondam de fazer qualquer proposta para
nós. A construção civil é imprescindível para o
futuro deste país. Em qualquer momento histórico,
ela é quem gera emprego com mais facilidade. É ela
quem pode fazer as coisas acontecerem”, disse o
presidente.
Especificidades de cada categoria
Na sequência, Lula disse que o governo estará atento
às reivindicações relacionadas à redução da escala 6
por 1, que possibilitará, aos trabalhadores
brasileiros, ter dois dias de descanso semanal.
“A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em
conta a especificidade de cada categoria. Ninguém
vai impor isso na marra. É preciso respeitar a
realidade de cada categoria, de cada profissão, de
cada setor econômico, para fazer as coisas
resultarem no benefício que nós queremos para a
sociedade brasileira”, disse ele, na tentativa de
transmitir segurança aos empresários do setor.
“Não fiquem assustados com o fim da escala 6 por 1.
Isso é algo necessário, porque hoje o povo quer mais
tempo para ficar em casa; quer mais tempo para o
lazer; quer mais tempo para estudar e para namorar.
Isso normal porque a sociedade tem avançado muito,
com os avanços tecnológicos”, acrescentou.
Dirigindo-se aos empresários da construção civil,
Lula disse que precisa deles para gerar empregos,
bem como para construir casas e tocar obras de
infraestrutura. “E vocês precisam de mim para fazer
financiamento. É uma via de duas mão. Eu dou e
recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for
assim, não funciona”.
Fonte: Agência Brasil

21/05/2026 -
PEC da 6x1 será prioridade na próxima semana, define
Hugo Motta
Presidente da Câmara também cita apoio à
indústria de fertilizantes e contenção do aumento
dos preços do petróleo.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (19)
que a redução da jornada de trabalho para o fim da
escala 6x1 será prioridade na pauta do Congresso e
pode ser votada já nos próximos dias. Segundo o
deputado, a intenção é concluir a tramitação da
proposta na comissão especial até o dia 27 e levar o
texto ao Plenário na mesma semana em um esforço
concentrado da Casa.
Motta destacou que há um compromisso político de
avançar com a proposta, considerada uma demanda
relevante da sociedade. "A nossa ideia é manter o
cronograma de votação para a semana que vem",
afirmou. Apesar do otimismo, o presidente da Câmara
declarou que ainda não há consenso estabelecido
quanto ao período de transição da proposta junto ao
governo.
Os detalhes, segundo Motta, estão sob administração
do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
com quem ele deve se reunir até a próxima
sexta-feira (22). "Esse é um dos pontos que ainda
faltam ser fechados. Na verdade, nós vamos avançar
para que esse relatório seja entregue o quanto
antes. Esse ajuste final está sendo feito e
construído com muito cuidado", disse.
Outras pautas
Além da PEC da 6x1, Motta também detalhou outras
prioridades discutidas na reunião de líderes, que
deve ocorrer na próxima terça-feira (26). Entre
elas, projetos ligados ao agronegócio, como o
Programa de Desenvolvimento da Indústria de
Fertilizantes (4.371/2024), que busca estimular a
produção nacional de fertilizantes, reduzindo a
dependência externa.
"O Brasil tem hoje uma grande importância do setor
do agronegócio e não é bom para o futuro ficarmos
vulneráveis aos preços de fertilizantes de outros
países."
O presidente da Câmara também citou o projeto de lei
complementar dos combustíveis (114/2026), que
pretende usar receitas extras da exportação de
petróleo para evitar aumentos nos preços ao
consumidor em momentos de alta internacional. Motta
afirmou que a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO),
escolhida relatora, chegou a Brasília para discutir
os termos do relatório.
Motta também afirmou que, na próxima reunião de
lideranças, cada partido e federação levará suas
propostas prioritárias para que o Colégio de Líderes
defina o restante do ano legislativo.
Fonte: Congresso em Foco

20/05/2026 -
Redução da jornada expõe fissura inédita na direita
Em debate promovido pelo DIAP, relator da PEC
que reduz a jornada para 40 horas afirma que
proposta possui apoio majoritário entre jovens
identificados com a direita e defende transição
gradual, fortalecimento da negociação coletiva e
votação ainda neste mês na Câmara
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho e
o fim da escala 6x1 entrou definitivamente no núcleo
da disputa política nacional. E, segundo o deputado
Leo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC 221/19
na Câmara, o tema já produz inflexão inédita dentro
do próprio campo conservador.
Durante a segunda edição do Diálogos DIAP on-line,
realizada nesta sexta-feira (15), Prates afirmou que
a proposta encontrou forte adesão justamente entre
jovens que hoje se identificam majoritariamente com
a direita.
“O movimento da redução da jornada,
inacreditavelmente, é um movimento de direita no
mundo”, afirmou o parlamentar, ao relacionar o
debate brasileiro às transformações recentes no
mercado de trabalho internacional e ao desgaste dos
modelos de hiperprodutividade.
Segundo ele, pesquisas indicam que 82% da população
entre 16 e 40 anos apoia o fim da escala 6x1.
Justamente a faixa etária em que a direita
consolidou maior influência política nos últimos
anos.
“Essa é a primeira crise da direita com sua própria
base”, afirmou.
O evento promovido pelo DIAP reuniu parlamentares,
analistas políticos e especialistas em comunicação
para discutir os principais temas legislativos e
eleitorais que devem marcar o País até o fim de
2026. Participaram também o deputado André
Figueiredo (PDT-CE), relator da regulamentação da
negociação coletiva no serviço público; Hajj
Mangolin, da Amangolin Comunicação e Estratégia; e
Antônio Augusto de Queiroz, consultor do DIAP.
PEC enxuta e votação ainda em maio
Leo Prates indicou que o texto da proposta deverá ser
propositalmente enxuto para reduzir resistências
políticas e evitar conflitos interpretativos.
A ideia central é alterar o artigo constitucional
que fixa a jornada semanal, reduzindo o limite de 44
para 40 horas e ampliando o descanso semanal para 2
dias de folga, preservando a redação atual da
Constituição em diversos pontos para minimizar
impactos jurídicos e econômicos.
Segundo o deputado, o objetivo é mexer apenas nos
“direitos fundamentais”, deixando especificidades
setoriais para leis ordinárias e negociações
coletivas.
“O sistema de trabalho brasileiro é mais complexo
que o sistema tributário”, afirmou, citando o
excesso de normas, regulações específicas e
convenções coletivas existentes no País.
O parlamentar também confirmou que o presidente da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula
acordo com o governo federal para acelerar a
tramitação da matéria.
A previsão apresentada durante o debate é de que a
primeira versão do parecer seja divulgada dia 20. A
comissão especial deve concluir a votação até o dia
26, com expectativa de análise em plenário dia 27.
Prates classificou o processo como “o mais
participativo da história da Câmara”, destacando
audiências públicas e debates realizados em
diferentes estados.
Regra de transição se torna principal impasse
político
O principal ponto ainda indefinido da proposta é a
eventual criação de regra de transição para
adaptação das empresas ao novo modelo de jornada.
Segundo o relator, a decisão será construída entre o
governo federal e a presidência da Câmara nos
próximos dias.
Embora tenha evitado antecipar o formato final do
texto, Prates defendeu pessoalmente a transição
entre 2 e 5 anos, e rejeita propostas mais longas.
“10 anos é para quem não quer que a medida entre em
vigor”, declarou.
O deputado também argumentou que qualquer regra de
transição precisa trazer benefícios imediatos aos
trabalhadores. Entre as hipóteses debatidas,
mencionou a possibilidade de redução progressiva da
jornada já nos primeiros 120 dias após aprovação da
PEC.
A proposta em discussão prevê ainda vedação
explícita à redução salarial durante a implementação
das mudanças.
Negociação coletiva ganha centralidade no novo
modelo
Outro eixo central defendido pelo relator é o
fortalecimento das convenções coletivas para
acomodar particularidades de cada categoria
profissional.
Prates afirmou que legislação excessivamente rígida
poderia gerar distorções em setores específicos,
citando como exemplo profissionais da aviação, cujas
jornadas operacionais ultrapassam 8 horas em voos
internacionais.
A ideia em discussão é estabelecer parâmetros gerais
constitucionais — como jornada máxima e número
mínimo de folgas — e permitir que sindicatos e
categorias negociem formatos mais flexíveis de
escala.
O parlamentar também defendeu maior sensibilidade
social nas negociações trabalhistas, mencionando
situações de mães atípicas e trabalhadores que
necessitam de escalas diferenciadas para conciliar
cuidados familiares e emprego.
“O fortalecimento das convenções coletivas é um
caminho”, afirmou.
Debate sobre trabalho se conecta à disputa
eleitoral de 2026
Além da tramitação legislativa, o encontro do DIAP
evidenciou que o debate sobre jornada, escala e
qualidade de vida no trabalho já ultrapassou os
limites sindicais tradicionais e passou a dialogar
diretamente com o cenário eleitoral de 2026.
A leitura apresentada pelos participantes indica que
o tema reúne forte potencial de reorganização
política, especialmente entre jovens trabalhadores
precarizados, empregados do setor de serviços e
profissionais submetidos a jornadas extensas.
Ao mesmo tempo, o avanço da PEC expõe tensões dentro
do empresariado, da direita e do próprio governo,
que tentam equilibrar pressão social, impacto
econômico e sustentabilidade fiscal.
Mais do que discussão técnica sobre horas
trabalhadas, o debate passou a simbolizar disputa
maior sobre produtividade, tempo de vida, proteção
social e o futuro das relações de trabalho no
Brasil.
Fonte: Diap

20/05/2026 -
Empregadores propõem negociação coletiva para
reduzir jornada para 36 horas em vez de mudar a
Constituição
Relatório da comissão especial que analisa a
proposta será apresentado nesta quarta-feira (20)
Representantes de setores como indústria, comércio,
transporte, agropecuária, saúde e educação sugeriram
nesta segunda-feira (18), em audiência pública na
Câmara dos Deputados, que a redução da jornada de
trabalho no país, das atuais 44 horas semanais para
36 horas, seja feita por meio de negociação coletiva
e não por uma mudança na Constituição Federal.
O debate foi promovido pela comissão especial da
Casa que analisa duas propostas de emenda à
Constituição (PECs) sobre o assunto, que preveem
jornadas de 36 horas semanais e o fim do atual
modelo de seis dias de trabalho com um dia de
descanso, a chamada escala 6x1.
Para o diretor da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Alexandre Furlan, reduzir a jornada sem corte
salarial elevaria os custos de produção e os preços
ao consumidor. “A redução sustentável da jornada
deveria ser consequência de ganhos de produtividade
e não um ponto de partida”, disse.
O argumento comum é que diferentes setores têm
realidades específicas e poderiam enfrentar aumento
de custos, dificuldades operacionais e impactos
sobre empregos e serviços.
Escalas flexíveis
Luciana Rodrigues, da Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo, afirmou que o
comércio, hotéis, bares e restaurantes têm
funcionamento contínuo e demandas variáveis, o que
exige escalas flexíveis. “Hoje não temos uma média
de 44 horas semanais, mas sim de 39 horas semanais.
E como que a gente atinge essa média? É pelas
negociações coletivas.”, observou.
Presidente da Confederação Nacional do Transporte,
Vander Costa disse que, com a redução de jornada, o
setor de transporte teria de contratar mais de 250
mil profissionais em um cenário de pleno emprego.
“No caso específico do transporte, a gente tem que
andar com o ônibus urbano sete dias por semana, não
há como tirar o direito do cidadão”, disse. Ele
sugeriu uma transição de “uma hora a menos a cada
ano, durante quatro anos”.
Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil, Rodrigo Mello disse que as propostas em
análise desconsideram as necessidades do campo, onde
atividades ligadas a seres vivos não podem ser
interrompidas. “A gente não vai conseguir aumentar a
produtividade por meio de um decreto, de uma lei ou
de uma emenda à Constituição. Então, a premissa está
invertida”, criticou.
A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG),
reduz gradualmente, ao longo de dez anos, a atual
jornada de 44 horas semanais para 36 horas. Já a PEC
8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe uma
semana de quatro dias de trabalho com limite de 36
horas, com período de transição de um ano.
Matéria completa:
https://www.camara.leg.br/noticias/1273660-empregadores-propoem-negociacao-coletiva-para-reduzir-jornada
-para-36-horas-em-vez-de-mudar-a-constituicao
Fonte: Agência Câmara

20/05/2026 -
Trabalhadores por conta própria têm jornada média de
45 horas semanais
O vice-líder do governo no Congresso, deputado
Daniel Almeida (PCdoB-BA), avalia que o discurso do
“seja seu próprio patrão”, virou armadilha
Os trabalhadores por conta própria possuem em média
uma jornada de 45 horas semanais, o que supera em
mais de cinco horas os empregados dos setores
privado e público.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira
(14) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral.
Segundo o levantamento, no primeiro trimestre de
2026, a população ocupada é estimada em 102 milhões
de pessoas.
Desse total, 69,2% de empregados (incluindo
empregados domésticos), 4,1% de empregadores, 25,5%
de pessoas que trabalharam por conta própria e 1,2%
de trabalhadores familiares auxiliares.
Nas regiões Norte (27,9%) e Nordeste (27,2%), o
percentual de trabalhadores por conta própria era
superior ao verificado nas demais regiões.
O IBGE classifica o trabalhador por conta própria
como a pessoa que gere seu próprio negócio, de forma
individual ou com sócios, mas sem contratar
funcionários.
Por exemplo, são autônomos que exercem trabalhos
como motoristas e entregadores de aplicativos.
O vice-líder do governo no Congresso, deputado
Daniel Almeida (PCdoB-BA), avalia que o discurso do
“seja seu próprio patrão”, virou armadilha.
“A pejotização e a uberização estão escondendo
jornadas de 45h semanais sem direitos ou seguridade.
É exploração pura! Não dá mais! É urgente discutir e
votar o projeto que regulariza esses trabalhos”,
defende o líder.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, diz que
os trabalhadores classificados como empregados não
ultrapassam, na média, os limites máximos de jornada
por causa de proteções trabalhistas.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece
que a jornada máxima de trabalho semanal é de 44
horas, limitadas a oito horas por dia, sendo
permitidas até duas horas extras diárias.
Há exceções como a escala de 12 horas de trabalho
por 36 de descanso, comum em categorias como a dos
profissionais da saúde.
“Mesmo que o trabalhador não seja formalizado, há
uma tendência do mercado de seguir o padrão da lei”,
diz Kratochwill.
Com informações da Agência Brasil
Fonte: Portal Vermelho

19/05/2026 -
Governo Lula e centrais rejeitam transição e pedem
fim imediato da escala 6×1
O deputado Sérgio Turra (PP-RS), que se
autointitula de direita e bolsonarista, apresentou
emenda para manter as atuais 44 horas de jornada por
mais dez anos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
as centrais sindicais já avisaram que são contra um
período de transição para redução da jornada das
atuais 44 para 40 horas semanais e o fim da escala
6×1 (seis dias de trabalho e apenas um de descanso).
O debate ganhou força na comissão especial da Câmara
dos Deputados que avalia a proposta de emenda à
Constituição (PEC) da redução da jornada para as 40
horas e o fim da escala 6×1.
Isso porque, o deputado Sérgio Turra (PP-RS), que se
autointitula de direita e bolsonarista, apresentou
emenda para manter as atuais 44 horas de jornada por
um prazo de dez anos para só depois entrar em vigor
as 40 horas.
O parlamentar quer a jornada mantida para as
atividades essenciais como saúde, segurança,
mobilidade e abastecimento. Além disso, ele defende
uma compensação para os empresários com redução de
contribuição social.
“Sou radicalmente contra isso”, afirma o ministro da
Fazenda, Dario Durigan, sobre compensação para
empresário. “A titularidade do trabalho não é do
empregador. Não é como foi no debate da escravidão”,
disse o ministro na comissão especial.
O governo defende que tanto as 40 horas quanto o
modelo 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de
descanso) são medidas que podem ser adotadas de
imediato na economia do país.
Autora de projeto que reduz jornada e adota o modelo
5×2, a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) disse que a
posição contra um período de transição não é para
prejudicar o setor patronal, mas apenas assegurar
que as pessoas tenham tempo para viver.
O presidente da Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, diz
que os grandes empresários e a extrema direita
bolsonarista querem evitar a qualquer preço o avanço
da proposta.
“O movimento sindical, o governo Lula e os aliados
da classe trabalhadora na sociedade e no parlamento,
pressionam em sentido contrário, pois estão
conscientes de que este é o momento certo para
alcançar a vitória nesta batalha estratégica para
nossa classe trabalhadora e a sociedade brasileira”,
diz Adilson.
O relatório sobre a redução da jornada deve ser
apresentado na próxima quarta-feira (20) na comissão
especial e as votações na comissão e no plenário da
Câmara devem ser realizadas na semana seguinte.
Fonte: Portal Vermelho

19/05/2026 -
Centrais intensificam pressão em Brasília
As Centrais Sindicais convocam trabalhadores de todo
o país para grande ato em Brasília nos dias 26 e 27
de maio. A manifestação visa garantir a aprovação da
redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas
semanais, sem redução salarial, e o fim da escala
6×1.
A mobilização é um momento decisivo, porque no dia
26 de maio ocorre a votação na Comissão Especial da
Câmara dos Deputados. No dia 27 de maio, a matéria
vai a plenário. Diversas ações acontecerão
simultaneamente, com seminários, plenárias estaduais
e forte pressão nos gabinetes parlamentares.
A campanha vem ganhando força desde 1º de Maio de
2026 e se intensificou com o Seminário realizado em
São Paulo, dia 14, na sede da Força Sindical. A
estratégia tem diversas ações articuladas pelas
lideranças sindicais, como envio massivo de
mensagens a deputados, diálogos diretos nos
gabinetes, pressão presencial em Brasília e forte
campanha nas redes sociais. Uma cartilha elaborada
pelo Dieese também está sendo amplamente divulgada.
Causa justa – As Centrais Sindicais defendem
a aprovação por acreditarem ser uma conquista
importante aos trabalhadores. O fim da escala 6×1
combate a exaustão e o adoecimento dos
trabalhadores, garantindo a todos o direito a dois
dias consecutivos de descanso remunerado. A redução
da jornada melhora a qualidade de vida, a saúde
mental, o tempo com a família e o lazer. As mulheres
são as mais prejudicadas pela jornada atual e serão
as que mais se beneficiarão com a mudança.
“Temos, hoje, dez para a votação para debater no
Congresso, as Centrais Sindicais estarão dialogando
na semana para mobilizar as bases, e os dirigentes
estarão em Brasília. A audiência na sede da Força
Sindical no dia 14 foi importante. Nós temos que ter
políticos junto com a nossa causa”, declarou João
Carlos Gonçalves (Juruna), Secretário Geral da Força
Sindical.
Empregos – A medida deve gerar mais empregos,
pois as empresas precisarão de novas contratações
para cobrir as horas reduzidas.
Entre as propostas em tramitação está a PEC
221/2019, que altera a Constituição Federal e
oferece o caminho mais duradouro para a redução da
jornada. A PL 1838/2026 do governo Lula, em regime
de urgência, altera a CLT, fixa a jornada em 40
horas semanais, proíbe a redução salarial e
praticamente extingue a escala 6×1.
Apoio – De acordo com pesquisa Datafolha de
2026, 71% da população apoia a redução da jornada e
o fim da escala 6×1. O apoio é ainda maior entre
mulheres (77%) e jovens (83%).
As Centrais Sindicais reforçam o chamado: a presença
massiva de trabalhadores em Brasília nos dias 26 e
27 é fundamental para pressionar os deputados e
transformar em lei essa reivindicação histórica dos
trabalhadores.
Fonte: Agência Sindical

19/05/2026 -
TST abre prazo para manifestações sobre momento de
juntada de documentos a ações trabalhistas
Tema é tratado em incidente de recurso repetitivo
O ministro Fabrício Gonçalves, do Tribunal Superior
do Trabalho, publicou edital para convocar pessoas,
órgãos e entidades interessados a se manifestar
sobre a possibilidade de juntada de documentos numa
ação trabalhista depois da apresentação da defesa. A
controvérsia jurídica será analisada pelo Pleno da
Corte no IncJulgRREmbRep–0000213-62.2023.5.12.0059.
O edital fixa prazo de 15 dias úteis para que
interessados enviem manifestações. Nesse período,
também poderão ser requeridos pedidos de ingresso no
processo na qualidade de amici curiae.
Leia a
íntegra do edital.
A decisão do TST terá efeito vinculante sobre casos
semelhantes em todo o país, uma vez que o julgamento
ocorre sob a sistemática dos recursos repetitivos.
A questão jurídica em discussão é a seguinte:
“É possível a juntada de documentos em momento
posterior ao da apresentação da defesa, desde que
até o encerramento da instrução probatória?”
Em setembro do ano passado, o Pleno acolheu proposta
de submissão do tema à sistemática dos recursos
repetitivos. O TST tem jurisprudência pacífica sobre
a possibilidade de estender o prazo para a juntada
de documentos pelas partes até o encerramento da
instrução processual, ainda que não se trate de
documentos novos. Contudo, a decisão de firmar tese
vinculante sobre o tema leva em conta a grande
quantidade de recursos por divergências provenientes
dos Tribunais Regionais do Trabalho, somada à
patente relevância da matéria.
Confira
todos os editais em andamento.
Fonte: TST

18/05/2026 -
Comissão especial debate redução da jornada de
trabalho sob perspectiva dos empregadores
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que
analisa o fim da escala 6x1 no Brasil (PEC 221/19)
debate, nesta segunda-feira (18), os limites e as
possibilidades para a redução da jornada de trabalho
sob a perspectiva dos empregadores.
A audiência pública será realizada às 16 horas, no
plenário 2.
O debate atende a requerimentos apresentados por
diversos deputados. O objetivo é reunir
contribuições sobre os impactos econômicos, sociais
e produtivos da redução da jornada de trabalho, além
de discutir as condições para implementação da
medida sem redução salarial.
"A centralidade da redução da jornada, em momento de
mudanças do modo produtivo contemporâneo, com
incremento da produtividade pela automação e
incorporação de novas tecnologias, inclusive os
impactos da inteligência artificial, é assunto
essencial aos parlamentares na formação do
convencimento antes da deliberação sobre a matéria
objeto desta Comissão Especial", afirma o deputado
Fernando Mineiro (PT-RN), autor de um dos
requerimentos.
Fonte: Agência Câmara

18/05/2026 -
Centrais sindicais buscam mobilizar trabalhadores
para votação do fim da escala 6x1
Votação no Plenário da Câmara está marcada para o
dia 27
Representantes de centrais sindicais que
participaram de audiência pública sobre a proposta
de redução da jornada de trabalho (PEC 221/19)
pediram que os trabalhadores compareçam à Câmara dos
Deputados no dia 27 de maio, data esperada para a
votação no Plenário. A audiência foi realizada
dentro do programa “Câmara pelo Brasil” em São
Paulo.
O presidente da comissão especial que analisa o
assunto, deputado Alencar Santana (PT-SP), disse que
é preciso atenção a mudanças no texto durante a
votação. A ideia é votar a redução da jornada, de 44
para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e
sem perdas salariais. Segundo o deputado, existem
resistências às alterações constitucionais.
O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
disse que o objetivo é estabelecer os dois dias de
descanso, mantendo que um deles seja
preferencialmente aos domingos. Ele também explicou
que, caso haja um prazo para que as empresas se
adequem às mudanças, elas poderão ser penalizadas
nesta transição se promoverem alguma redução de
salários.
Leo Prates lembrou que, apesar de estar na pauta dos
sindicatos há muito tempo, a redução da jornada
avançou porque a juventude brasileira se mobilizou
nas redes sociais contra a escala 6x1.
“O relatório não será contra ninguém. Eu terei uma
agenda grande com o setor patronal aqui em São Paulo
também. A gente vai tentar encontrar um texto que
diminua os danos sem prejudicar o trabalhador. Mas
nós temos lado, o lado das pessoas, dos seres
humanos”, disse.
Pejotização
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que, após
o fim da escala 6x1, é importante que os
trabalhadores se atentem para o fim da pejotização,
que está em debate no Supremo Tribunal Federal. A
pejotização acontece quando, em vez de ser
contratado como pessoa física, o trabalhador precisa
abrir uma empresa (com CNPJ, por isso o nome
pejotização). Esse tipo de contrato permite a
redução de custos trabalhistas para quem contrata.
Marinho também reivindicou o fortalecimento das
negociações coletivas para situações específicas em
relação à redução da jornada. O ministro ainda
afirmou que não haverá ajuda tributária ou isenção
fiscal para compensar eventuais custos das empresas.
O professor de direito da Fundação Getúlio Vargas
Oscar Vilhena disse que não adianta acabar com a
escala 6x1 e manter a pejotização.
“A pejotização é a possibilidade de anular todo o
artigo 7º da Constituição. Não adianta pôr um avanço
no artigo se o acordo individual puder suspender a
aplicação dos direitos do trabalhador e se a Justiça
do Trabalho for afastada da possibilidade de
verificar se nós temos ali um contrato fraudado ou
não”, alertou.
Alguns representantes do setor empresarial presentes
ao debate disseram ser favoráveis à redução da
jornada, mas pediram uma transição para evitar
perdas nos contratos em andamento, como no caso da
construção civil.
Fonte: Agência Câmara

18/05/2026 -
Incertezas pressionam aumento na cesta básica
Instabilidade internacional, guerra entre EUA e Irã,
oscilações no preço dos derivados do petróleo (até
devido à privatização da BR Distribuidora), eventos
climáticos, tudo somado e mais alguma coisa, eleva
os preços dos itens da cesta básica. O resultado são
dois meses consecutivos de aumento, março e abril.
A pesquisa, tradicionalmente realizada pelo Dieese
desde 2024, é feita em conjunto com a Conab –
Companhia Nacional de Abastecimento, como
contribuição à Política Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional e à Política Nacional de
Abastecimento Alimentar.
A pesquisa foi ampliada para todas as 27 Capitais –
eram 17 até agosto de 2025.
Variações – O levantamento conjunto mostra
que, entre março e abril de 2026, os aumentos
maiores ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza
(5,46%) e Cuiabá (4,97%).
São Paulo é a Capital onde o conjunto dos alimentos
apresenta maior custo (R$ 906,14).
Em 12 meses, entre abril de 2025 e abril de 2026, o
custo da cesta ficou maior em 18 Capitais e menor em
nove. Cuiabá lidera a alta, 9,99%.
Dieese – Patrícia Lino Costa, economista do
Dieese, coordena a pesquisa. Ela aponta múltiplos
fatores na elevação dos preços. Patrícia diz: “Tem a
guerra, mas não explica tudo. A privatização da
distribuição do petróleo faz oscilar os preços
conforme o mercado. Tem influência de fatores
climáticos. A exportação recorde da carne eleva seu
preço interno. Já a produção do leite atravessa um
período de entressafra”.
Sindicalismo – As negociações têm estado
atentas à questão dos preços da cesta básica. Muitos
acordos coletivos obtêm aumentos salariais mais
próximos ao INPC, porém ampliam os índices quando se
trata de vale-refeição ou vale-alimentação.
Mais – Site do Dieese.
Fonte: Agência Sindical

18/05/2026 -
Marcos Tavares assume presidência da Comissão de
Trabalho da Câmara
O deputado federal Marcos Tavares foi eleito, na
quarta-feira (13), novo presidente da Comissão de
Trabalho (CTRAB) da Câmara dos Deputados. A mudança
no comando do colegiado ocorre em razão da janela
partidária, após o então presidente da comissão, Max
Lemos, deixar o PDT e ingressar no União Brasil.
Como a presidência das comissões permanentes
pertence às bancadas partidárias, o PDT indicou
Marcos Tavares para assumir o comando da CTRAB até o
fim do período legislativo.
Natural de Duque de Caxias (RJ), Marcos Tavares é
advogado, deputado federal em primeiro mandato e já
exerceu o cargo de vereador no município fluminense.
Na Câmara, integra comissões ligadas à fiscalização,
comunicação, direitos da pessoa idosa e trabalho.
O parlamentar também é autor de projetos voltados à
inclusão social, direitos das pessoas com
deficiência, empregabilidade e políticas públicas.
Entre as propostas apresentadas, estão o PL
1176/2025, que cria o Cadastro Nacional de
Profissionais com Deficiência (CNPD), e o PL
5500/2025, que prevê redução da jornada de trabalho
para pais e responsáveis por pessoas com
deficiência, sem redução salarial.
Outra iniciativa do deputado é o PL 1963/2025, que
propõe a inclusão obrigatória do tema Inteligência
Artificial nos currículos do ensino fundamental II e
do ensino médio em todo o país.
Marcos Tavares assume uma das principais comissões
permanentes da Câmara dos Deputados, responsável
pela análise de matérias relacionadas ao mundo do
trabalho, organização sindical, relações
trabalhistas e serviço público.
Fonte: Diap

18/05/2026 -
Número de pessoas em busca de emprego há dois anos
ou mais cai 21,7%
Cerca de 1 milhão procuram emprego há dois anos
ou mais
O número de pessoas que buscam emprego há dois anos
ou mais caiu 21,7% no primeiro trimestre de 2026 em
relação ao mesmo período de 2025. Esse contingente
representa 1,089 milhão de pessoas, o menor já
registrado desde 2012, quando começou a série
histórica da principal pesquisa sobre mercado de
trabalho no país.
Em 2025, o país tinha quase 1,4 milhões de pessoas
que estavam há pelo menos 24 meses tentando uma
ocupação. Já o maior nível foi em 2021, ano de
pandemia de covid-19, com 3,5 milhões.
Os recordes fazem parte da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral,
divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O patamar mínimo de pessoas à procura de trabalho
também se reflete em outras duas faixas temporais.
- de mais de um mês a menos de um ano: 3,380 milhões
de pessoas em busca de vaga, recuo de 9,9% em
relação ao primeiro trimestre de 2025. Nessa faixa,
o maior volume foi 7 milhões, em 2021.
- de mais de um ano a menos de dois anos: 718 mil
pessoas procuravam emprego, redução de 9% se
comparado a 2025. O maior patamar pertence também a
2021, quando eram 2,6 milhões de pessoas nessa
situação.
A única faixa temporal que não apresenta recorde
mínimo é a de menos de um mês procurando vaga. De
janeiro a março o país tinha quase 1,4 milhão de
pessoas nessa situação. Esse patamar fica 14,7%
abaixo do registrado no ano passado, mas acima do
nível de 2014 (1,016 milhão).
A pesquisa do IBGE detalhou o contingente dos 6,6
milhões de desocupados do país nas faixas de tempo
de procura:
- Menos de um mês: 21,2% dos desocupados
- Um mês a menos de um ano: 51,4%
- Um ano a menos de dois anos: 10,9%
- Dois anos ou mais: 16,5%
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/numero-de-pessoas-em-busca-de-emprego-ha-dois-anos-ou-mais-cai-217
Fonte: Agência Brasil

18/05/2026 -
Consulta do saldo do FGTS disponível para o Novo
Desenrola começa em 25 de maio
A medida permitirá o uso de até 20% do saldo do
Fundo de Garantia ou até R$ 1 mil - o que for maior
- para amortização ou quitação de dívidas em atraso
O Ministério do Trabalho anunciou nesta
quinta-feira, 14, que os trabalhadores poderão
consultar o saldo disponível do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) para ser utilizado no Novo
Desenrola a partir de 25 de maio. A medida permitirá
o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia ou
até R$ 1 mil – o que for maior – para amortização ou
quitação de dívidas em atraso.
Após a consulta do saldo, as instituições
financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias
para formalizar os contratos com os trabalhadores e
registrar as informações nos sistemas da Caixa
Econômica Federal. Após a validação do contrato, a
Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS à
instituição financeira.
A estimativa é de que até R$ 8,2 bilhões do FGTS
possam ser utilizados para renegociação de dívidas
por meio do programa.
Segundo a Pasta, a Caixa Federal está finalizando a
integração dos sistemas e iniciando os testes
operacionais.
Na terça-feira, 13, foi disponibilizado às
instituições financeiras o swagger, documento que
reúne as regras e especificações técnicas da API que
será utilizada no processo.
Saque adicional
No dia 26 de maio, mais de 10,5 milhões de
trabalhadores receberão em suas contas os valores
complementares. O governo editou uma medida
provisória que autorizou o saque do FGTS para
trabalhadores optantes pelo saque-aniversário que
foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.
Para esse público, será liberado um desbloqueio
adicional estimado em R$ 8,4 bilhões, com depósito
automático nas contas cadastradas no aplicativo do
FGTS. Permanecerão bloqueados apenas os valores
vinculados a operações de antecipação do
saque-aniversário contratadas junto às instituições
financeiras, conforme as condições previstas em cada
contrato.
O Ministério do Trabalho alerta que, antes do dia 25
de maio, os valores que serão creditados aos
trabalhadores deixarão de aparecer no saldo
disponível das contas do FGTS, em razão do
processamento da operação.
Fonte: Estadão Conteúdo

15/05/2026 -
Centrais sindicais reforçam mobilização pelo fim da
escala 6x1 e orientam registro de visitas a
deputados
As centrais sindicais estão mobilizadas
nacionalmente em defesa do fim da escala 6x1 e da
regulamentação da Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que trata da
negociação coletiva no serviço público.
Como parte da mobilização, as entidades
disponibilizaram um aplicativo para registrar as
visitas realizadas a deputados e deputadas nos
estados. A orientação dos organizadores é para que
dirigentes sindicais divulguem a ferramenta e
encaminhem o retorno das agendas realizadas com os
parlamentares.
A iniciativa do App “Diálogo com os Deputados” busca
fortalecer a articulação do movimento sindical junto
ao Congresso Nacional em torno das pautas da classe
trabalhadora.
O acesso à plataforma pode ser feito pelo endereço
centraisindicais.org.br/a1
NCST • CSB • CTB • CUT • Força Sindical • UGT •
Intersindical • Pública
Fonte: NCST

15/05/2026 -
STF valida constitucionalidade da Lei de Igualdade
Salarial entre mulheres e homens
Por unanimidade, ministros do Supremo Tribunal
Federal confirmam mecanismos de transparência e
fiscalização que garantem o direito a salários
iguais para funções equivalentes, fortalecendo a
autonomia econômica das mulheres
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta
quinta-feira (14/5), a constitucionalidade da Lei nº
14.611/2023, que estabelece a igualdade salarial e
de critérios remuneratórios entre mulheres e homens
no Brasil. A decisão, tomada de forma unânime pelo
plenário, rejeita os questionamentos feitos contra a
norma e reafirma o compromisso do Estado brasileiro
com a justiça de gênero no ambiente organizacional.
O relator das ações, ministro Alexandre de Moraes,
foi acompanhado pelos demais ministros ao validar os
mecanismos previstos na lei, como a transparência
salarial e o rigor na fiscalização. A decisão ocorre
no âmbito do julgamento de ações que buscavam
assegurar a aplicação plena da norma, contrapondo-se
a tentativas de invalidar seus dispositivos
fundamentais.
Segurança jurídica para a igualdade
Para o Ministério das Mulheres, a decisão do Supremo é
uma vitória da democracia e da cidadania. A
igualdade salarial é um pilar central e, além de ser
uma das frentes de atuação da Pasta, é um caminho de
fortalecimento para a autonomia econômica das
mulheres, permitindo que elas tenham condições
dignas de sustento e desenvolvimento profissional.
Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, os dados
que foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e
Emprego, no último Relatório de Transparência
Salarial e de Critérios Remuneratórios, demonstram
que a desigualdade entre homens e mulheres no
ambiente corporativo ainda é grande. De acordo com
ela, mulheres em mesmas condições de carreira que
homens recebem, em média, 21,3% a menos do que os
homens, em empresas privadas com 100 ou mais
empregados.
Com a validação do STF, o Brasil consolida um marco
legal essencial para avançar no enfrentamento à
desigualdade histórica das mulheres no mercado de
trabalho. Por isso, ampliar o debate sobre a de Lei
de Igualdade Salarial, aumentar a transparência dos
dados e informações e mitigar as estratégias
empresariais para impedir o acesso são tão
importantes.
Joana Passos, secretária Nacional de Autonomia
Econômica e Política de Cuidados, do Ministério das
Mulheres, a validação da Lei pelo STF vai além de
uma pauta trabalhista, mas é também a garantia de um
direito que beneficia milhões de trabalhadoras.
“A aprovação da constitucionalidade Lei da Igualdade
Salarial pelo STF é mais que uma pauta trabalhista,
é a afirmação de um direito e de uma mudança
estrutural na sociedade para 52% da população
brasileira. Para contribuir com a aplicabilidade da
Lei, construímos um conjunto de diretrizes para que
as empresas elaborem seus planos de mitigação das
desigualdades salariais”, explicou.
O que diz a Lei
A norma, validada pela Corte, estabelece que empresas
com 100 ou mais empregados devem publicar relatórios
semestrais de transparência salarial, ampliar a
fiscalização contra a discriminação salarial, exigir
planos para mitigar a desigualdade caso sejam
detectadas disparidades e estimular a criação de
canais específicos para denúncias de discriminação.
Fonte: Ministério das Mulheres

15/05/2026 -
Quem te representa no Congresso Nacional?
Plataforma Quem foi Quem, do DIAP, mostra como
votam deputados e senadores e fortalece a democracia
Rita Serrano
O eleitor brasileiro sabe em quem votou para
presidente da República, mas raramente lembra dos
nomes de seu deputado ou senador. Essa desconexão
não é casual: ela reflete um Congresso que, em vez
de espelhar a diversidade do país, reproduz
privilégios e interesses de poucos.
O Congresso Nacional deveria ser a amostra da
sociedade brasileira. No entanto, segmentos
majoritários, como mulheres e trabalhadores, seguem
praticamente ausentes. Segundo o Censo de 2022 do
IBGE, as mulheres são 51,5% da população, mas ocupam
apenas 18% das cadeiras. Dos 594 parlamentares,
apenas 107 são mulheres. Essa sub-representação é um
retrato cruel da distância entre a política
institucional e a realidade social.
A Radiografia do Novo Congresso 2023–2027, publicada
pelo DIAP, mostra que a maioria dos parlamentares
pertence a três grupos: empresários (186),
profissionais liberais (136) e servidores públicos,
incluindo militares (71). No Senado, a predominância
também é econômica: 39 senadores são empresários ou
proprietários rurais, 26 são profissionais liberais
e apenas 5 servidores públicos. Trabalhadores e
ativistas sociais praticamente desapareceram das
últimas legislaturas.
Não surpreende, portanto, que a avaliação da
sociedade seja crítica. Pesquisa Datafolha de 2025
revelou que 31% dos brasileiros consideram o
Congresso ruim ou péssimo, enquanto apenas 21% o
avaliam como ótimo. O desgaste é evidente: o
parlamento é visto como refém de interesses
particulares, fisiológicos e corporativos,
desconectado das necessidades reais da população. O
“toma-lá-dá-cá” virou regra, institucionalizando a
troca de cargos, verbas e emendas secretas como
moeda de governabilidade.
É nesse cenário que o DIAP lança a plataforma quem
foi quem. Mais do que uma ferramenta, trata-se de um
ato político: devolver ao eleitor o poder de
acompanhar, em tempo real, como votam seus
representantes. A transparência é a única forma de
romper com a lógica da barganha e recolocar a
democracia no centro da vida pública.
O eleitor precisa saber quem atua a favor da
sociedade e quem se esconde atrás de discursos
vazios. A plataforma organiza votações relevantes
com critérios claros — importância política,
econômica e social; registro nominal dos votos; grau
de disputa entre governo e oposição; vigência das
políticas públicas; e clareza dos dispositivos
votados. É informação sem filtros, para que cada
cidadão possa cobrar coerência e responsabilidade de
seus parlamentares.
O Congresso não é uma abstração: suas decisões
moldam o cotidiano de todos nós. Se queremos um
parlamento que represente de fato o Brasil,
precisamos começar pelo básico — conhecer quem são
nossos representantes e como eles votam. A
democracia não se sustenta na ignorância, mas na
vigilância ativa da sociedade.
Acesse e descubra quem realmente está ao seu lado.
https://www.quemfoiquem.org.br
Rita Serrano – Presidente do DIAP – Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar.
Palestrante. Escritora. Ex-presidente da Caixa
Federal e do Sindicato dos Bancários do ABC.
Doutoranda em Administração pela USCS.
Fonte: Diap

15/05/2026 -
Emprego formal cresce 5% em 2025 e estoque de vagas
chega a 59,9 milhões
Dados da Rais apontam criação de 2,8 milhões de
novos postos de trabalho no último ano
O Brasil encerrou o ano de 2025 com 59,9 milhões de
vínculos de emprego formal ativos, um crescimento de
5% em relação ao ano anterior. Os dados constam na
Relação Anual de Informações Sociais (Rais),
divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, foram criadas 2,8
milhões de novas vagas no período, englobando os
setores público e privado.
O levantamento detalha que o setor privado segue
como o maior empregador do país, somando 40 milhões
de vínculos (66,8% do total). Já o setor público
alcançou 14,1 milhões de postos (23,6%),
impulsionado pela realização de concursos federais,
estaduais e, principalmente, municipais. As
organizações sem fins lucrativos respondem por 6,6%
das vagas.
Em ritmo de crescimento percentual, o setor de
serviços aparece na liderança com alta de 7,2%. O
comércio aparece em segundo lugar, com variação de
1,7%, seguido por Indústria, com 1,7%.
Quanto à natureza das contratações, os vínculos “não
típicos” entre os celetistas, concentrados
principalmente em trabalhadores com jornadas
reduzidas de até 30 horas, representaram 10,68% do
total. O índice demonstra estabilidade frente ao ano
anterior (10,75%).
A expansão do mercado de trabalho formal ocorreu de
forma mais intensa nas regiões Norte e Nordeste,
ambas com crescimento relativo de 10,1%. O estado do
Amapá liderou o ranking nacional com uma alta de
20,5% em seu estoque de empregos.
Em variação absoluta, o estado de São Paulo manteve
a liderança com 357 mil novos vínculos, seguido pela
Bahia (266 mil) e Minas Gerais (224 mil).
Desde 2023, o país acumula a geração de 7,8 milhões
de postos com carteira assinada.
Fonte: Brasil de Fato

15/05/2026 -
Comissão acolhe proposta que direciona multas do
FGTS ao empregado
Sugestão aprovada na CDH também obriga repasse de
correção monetária e lucros do fundo ao trabalhador.
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado
aprovou a sugestão legislativa 16/2025, que prevê o
repasse direto aos trabalhadores das multas e
encargos cobrados de empresas por atraso ou ausência
de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS).
Com a aprovação no colegiado, a proposta será
convertida em projeto de lei e enviada à Presidência
do Senado para tramitação nas comissões temáticas da
Casa.
A sugestão foi apresentada pelo Instituto Fundo de
Garantia do Trabalhador (IFGT) e altera a Lei do
FGTS para determinar que os valores arrecadados com
multas por irregularidades nos depósitos sejam
creditados diretamente na conta vinculada do
trabalhador prejudicado, em vez de integrarem o
patrimônio geral do fundo.
A proposta prevê que as empresas que atrasarem ou
deixarem de recolher o FGTS também terão de repassar
ao empregado os valores referentes à distribuição de
resultados do fundo relativos ao período da
irregularidade.
O texto ainda estabelece que o empregador responderá
pela aplicação da Taxa Referencial (TR), índice
utilizado na correção monetária do FGTS, além da
parcela correspondente aos lucros obtidos pelo fundo
durante o período em que houve falha nos depósitos.
A proposta esclarece que esses valores adicionais
(multas, correção monetária e encargos) não serão
considerados no cálculo de outras indenizações
trabalhistas, como a multa de 40% paga em demissões
sem justa causa.
Segundo o IFGT, a medida busca garantir maior
proteção ao patrimônio dos trabalhadores. Para o
instituto, os recursos do FGTS pertencem aos
empregados e, por isso, as penalidades aplicadas em
casos de irregularidade deveriam beneficiar
diretamente os titulares das contas.
Fonte: Congresso em Foco

14/05/2026 -
Especialistas debatem redução da jornada na Unicamp
Seminário em Campinas debate redução da jornada,
fim da escala 6×1 e qualidade de vida no trabalho
com pesquisadores e entidades sindicais
Pesquisadores, sindicalistas e especialistas
debaterão, em Campinas (SP), a redução da jornada e
fim da escala 6×1 durante seminário em 15 maio, no
Instituto de Economia da Unicamp.
O encontro será o fechamento de um projeto iniciado
pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do
Trabalho (Cesit) em outubro de 2025, que contou com
a publicação de 36 artigos especializados em um
conjunto de sites parceiros (inclusive Rádio Peão
Brasil). O último artigo foi publicado em 13 de
abril de 2026.
O seminário promoverá o debate impactos da jornada
extensa sobre:
- saúde,
- produtividade,
- convivência familiar e
- qualidade de vida.
Enquanto isso, representantes sindicais apresentarão
estudos, experiências internacionais e alternativas
econômicas relacionadas à redução da jornada,
defendendo avanços sociais sem perdas salariais aos
trabalhadores.
A atividade contará ainda com participação de
instituições acadêmicas, centros de pesquisa e
entidades sindicais, ampliando reflexões sobre
direitos trabalhistas, desenvolvimento econômico e
bem-estar coletivo.
Serviço
Data: 15 de maio de 2026
Horário: das 8h45 às 18h00
Local: Instituto de Economia da Unicamp – Campinas
(SP)
Endereço: Rua Pitágoras, 353, Cidade Universitária
Zeferino Vaz, Campinas (SP)
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/05/2026 -
Ministro da Fazenda aponta impactos sociais da
jornada 6x1
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta
terça-feira (12), na Câmara dos Deputados, a redução
da jornada de trabalho como medida para enfrentar
desigualdades sociais e melhorar as condições de
vida da população trabalhadora. A manifestação
ocorreu durante audiência da comissão especial que
analisa a PEC 221/19, proposta que trata do fim da
escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis
dias consecutivos para ter apenas um de descanso.
Ao participar do debate, Durigan afirmou que os
setores que ainda mantêm esse tipo de jornada
concentram trabalhadores com menor renda, baixa
escolaridade e, em sua maioria, pessoas negras.
Segundo ele, a mudança pode contribuir para reduzir
distorções históricas no mercado de trabalho
brasileiro.
O ministro destacou ainda que grande parte das
empresas dos segmentos mais intensivos em mão de
obra, como construção civil, serviços e agronegócio,
já opera em escalas com dois dias de descanso
semanal. De acordo com Durigan, entre 60% e 90%
dessas empresas adotam atualmente jornadas de cinco
dias de trabalho por semana.
Representando o Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), o pesquisador Felipe Vella Pateo
apresentou dados sobre o perfil dos trabalhadores
submetidos à jornada de 44 horas semanais. Segundo
ele, esse grupo reúne maior presença de
trabalhadores negros, baixa escolaridade e elevada
rotatividade no emprego.
O pesquisador informou que quem trabalha na escala
de 44 horas recebe, em média, R$ 2,6 mil mensais,
enquanto trabalhadores com jornadas de 40 horas têm
renda média próxima de R$ 6 mil. Apesar disso, Pateo
ponderou que a redução da jornada pode elevar o
custo da hora trabalhada, com impactos distintos
entre os setores econômicos.
No setor agropecuário, o aumento do custo
operacional seria estimado em 3%. Já em segmentos
com mais de 500 mil empregados, o impacto poderia
alcançar 5%.
Em contraponto, o economista Fábio Pina, da
Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do
Estado de São Paulo (FecomercioSP), alertou para
possíveis efeitos negativos da proposta. Segundo
ele, a redução da jornada pode elevar em até R$ 160
bilhões os gastos das empresas com folha de
pagamento, gerando pressão inflacionária, aumento da
informalidade e risco de demissões.
O professor José Dari Krein, da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp), apresentou
experiências internacionais que apontam aumento de
produtividade e redução do absenteísmo em países que
reduziram a jornada semanal. Como exemplo, citou a
Islândia, onde mais da metade da força de trabalho
atua em jornadas de quatro dias por semana.
Autor de uma das propostas relacionadas ao tema, o
deputado Reginaldo Lopes defendeu que os ganhos de
produtividade gerados pela reforma tributária e pelo
avanço da inteligência artificial também sejam
revertidos em benefício dos trabalhadores.
“O que quebra uma economia são os trabalhadores
adoecidos”, afirmou o parlamentar durante a
audiência.
O deputado Dimas Gadelha também relacionou o debate
ao aumento dos afastamentos por doenças
ocupacionais. Segundo ele, os gastos da Previdência
com auxílio-doença passaram de R$ 5 bilhões, em
2005, para R$ 15 bilhões atualmente. Já as despesas
com acidentes de trabalho cresceram de R$ 5 bilhões
para R$ 12 bilhões no mesmo período.
De acordo com o parlamentar, enquanto o Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro teve crescimento real
de 50% nas últimas duas décadas, os custos
relacionados às doenças do trabalho avançaram mais
de 150%.
Com informações da Agência Câmara de Notícias
Fonte: Diap

14/05/2026 -
Vereadores fazem “protocolaço” de projetos pelo fim
da escala 6x1
Propostas pedem redução de jornada no setor
público das cidades
Vereadores de diferentes regiões do Brasil
articularam-se, nesta terça (12), para fazer o que
eles chamaram de “protocolaço” de projetos
legislativos pela redução da jornada de trabalho no
setor público municipal, incluindo o fim da escala
de seis dias trabalhados para um de descanso, a
escala 6x1.
A mobilização foi encabeçada pelos vereadores do PT
Luna Zarattini (São Paulo/SP), Pedro Rousseff (Belo
Horizonte/MG), Kari Santos (Recife/PE), Brisa
(Natal/RN), Maíra do MST (Rio de Janeiro/RJ) e
Eduardo Zanatta (Balneário Camboriú/SC).
Segundo os vereadores, a iniciativa busca fortalecer
a luta nacional pela revisão da jornada de trabalho.
No caso, os projetos deram atenção ao setor público
e a prestadores de serviço das prefeituras e câmaras
municipais.
Foram protocolados projetos de lei para estabelecer
jornada de trabalho máxima de 40 horas semanais nas
cidades com garantia de dois repousos semanais
remunerados para trabalhadores de empresas que
prestam serviços à administração pública direta e
indireta.
Sem redução de salário
As propostas preveem que a adequação das escalas não
poderá resultar em redução de salários para os
funcionários. “A justificativa central é que o
modelo 6x1 é uma lógica ultrapassada que compromete
a saúde física e mental, reduzindo o tempo de
descanso e convivência familiar”, defendeu o grupo
de vereadores em nota à imprensa.
A vereadora Luna Zarattini, de São Paulo (SP), por
exemplo, afirmou que o projeto representa um passo
concreto na construção de uma política comprometida
com a saúde dos trabalhadores e com a promoção de um
ambiente de trabalho mais justo e equilibrado.
Propostas para a redução da jornada e para o fim da
escala 6x1 para os trabalhadores no Brasil também
estão em tramitação, em regime de urgência, no
Congresso Nacional.
Fonte: Agência Brasil

14/05/2026 -
Fim da escala 6×1 deixa de ser pauta sindical e vira
batalha política nacional
Governo, empresários e parlamentares travam
disputa sobre produtividade, saúde mental, direitos
trabalhistas e o futuro das relações de trabalho no
Brasil. Base rejeita compensações ao empresariado e
defende redução da jornada sem corte salarial
A segunda audiência pública da comissão especial da
Câmara dos Deputados que analisa a PEC 221/19
consolidou, nesta terça-feira (12), ponto central do
debate nacional: a discussão sobre o fim da escala
6×1 deixou de ser reivindicação restrita ao
movimento sindical e se transformou em disputa
estrutural sobre o futuro do trabalho no Brasil.
Sob comando do deputado Alencar Santana (PT-SP),
presidente do colegiado, a audiência reuniu
representantes do governo, pesquisadores e setor
empresarial para discutir os impactos econômicos da
redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a
transição da escala 6×1 para 5×2.
O encontro revelou embate cada vez mais evidente
entre 2 visões de País: de um lado, a percepção de
que a atual organização do trabalho produz
adoecimento, precarização e desigualdade; de outro,
o receio empresarial de aumento de custos, perda de
competitividade e reorganização forçada do mercado
de trabalho.
Desigualdade da jornada
Os dados apresentados pelo técnico do Ipea, Felipe
Vella Pateo, deram densidade social ao debate ao
demonstrar que a jornada superior a 40 horas está
concentrada justamente entre os trabalhadores mais
precarizados do mercado formal.
Segundo os estudos do instituto, os trabalhadores
submetidos à jornada de 44 horas possuem salários
significativamente menores, maior rotatividade e
menor escolaridade.
A escala mais extensa atinge sobretudo trabalhadores
negros, mulheres e pessoas com renda inferior a 2
salários mínimos. Justamente os segmentos mais
vulneráveis da estrutura social brasileira.
A exposição reforçou tese que atravessou toda a
audiência: a jornada longa não é apenas questão
produtiva, mas também mecanismo de reprodução das
desigualdades sociais.
Ao defender que a economia possui capacidade de
absorver os custos da redução da jornada, o Ipea
argumentou que o impacto operacional médio para as
empresas seria relativamente limitado e distribuído
de maneira desigual entre os setores econômicos.
O instituto também destacou que experiências
nacionais e internacionais não demonstram relação
automática entre redução da jornada e aumento do
desemprego.
Argumento empresarial
Representando a FecomércioSP, o economista Fábio Pina
apresentou a principal linha de resistência do setor
empresarial à PEC.
Embora tenha reconhecido legitimidade na busca por
melhores condições de vida para os trabalhadores,
Pina sustentou que a redução da jornada sem
diminuição salarial produziria aumento expressivo do
custo do trabalho, especialmente para pequenas
empresas e setores intensivos em mão de obra, como
comércio, serviços e varejo.
O economista argumentou que parte das empresas
tenderia a repassar custos aos preços, pressionando
a inflação, enquanto outras poderiam recorrer à
informalidade, à pejotização ou à redução de postos
formais de trabalho.
A fala dele sintetizou preocupação recorrente do
empresariado: a dificuldade de reorganizar escalas
operacionais contínuas, sobretudo em atividades que
dependem de funcionamento prolongado durante fins de
semana e feriados.
Mas a audiência também evidenciou ponto
politicamente delicado para os setores patronais: a
defesa da manutenção da escala 6×1 tornou-se cada
vez mais difícil diante da deterioração das
condições de trabalho em setores de baixa
remuneração.
Crise do modelo atual
A intervenção do professor José Dari Krein, da
Unicamp, ampliou o debate para além da matemática
econômica e inseriu a discussão numa transformação
mais profunda do mundo do trabalho.
Segundo o pesquisador, a sociedade brasileira vive
hoje crise de sentido em relação ao trabalho,
especialmente entre jovens trabalhadores submetidos
a empregos precários, baixa remuneração e ausência
de perspectivas de ascensão profissional.
Krein argumentou que as transformações promovidas
desde os anos 1990 — intensificação produtiva,
flexibilização, banco de horas e expansão do
trabalho aos fins de semana — aumentaram a
capacidade de adaptação das empresas, mas
desorganizaram profundamente a vida social dos
trabalhadores.
A audiência incorporou, assim, elemento que vem
ganhando força internacionalmente: a percepção de
que produtividade não pode continuar sendo
construída exclusivamente à custa da intensificação
permanente do tempo de vida.
Ao citar experiências internacionais de redução da
jornada, inclusive em países centrais do
capitalismo, o professor destacou que o debate
global pós-pandemia passou a incorporar com mais
força temas como saúde mental, equilíbrio entre vida
pessoal e trabalho e reorganização social do tempo.
Governo e “debate geracional”
Representando o governo federal, o ministro da Fazenda
Dario Durigan classificou o tema como “debate
geracional” sobre o futuro do País e do ambiente de
trabalho.
Sem negar a existência de custos econômicos para
determinados setores, Durigan procurou posicionar o
governo numa linha de equilíbrio entre proteção
social e adaptação produtiva da economia.
O ministro sustentou que o Brasil já vive processo
gradual de assimilação da jornada 5×2 em grande
parte da economia formal e ressaltou que os
trabalhadores ainda presos à escala 6×1
concentram-se justamente entre os segmentos mais
pobres e vulneráveis.
A fala do ministro também marcou inflexão importante
do governo no debate: a defesa de que produtividade
econômica não pode ser dissociada da qualidade de
vida do trabalhador.
Ao citar estudos internacionais sobre saúde física,
mental e produtividade, Durigan argumentou que
jornadas menos exaustivas tendem a reduzir fadiga,
adoecimento e rotatividade, produzindo impactos
positivos inclusive para as empresas.
Muito além das horas trabalhadas
A audiência deixou claro que a disputa em torno da PEC
ultrapassa a simples contabilidade de horas
semanais.
O que está em jogo é redefinição mais ampla das
relações entre produtividade, lucro, saúde mental,
tempo livre e dignidade social. O crescimento do
apoio popular ao fim da escala 6×1 indica que
parcela significativa da sociedade passou a
questionar modelo de organização do trabalho baseado
em jornadas extensas, baixa remuneração e
disponibilidade permanente.
Nesse cenário, a comissão especial da Câmara
transformou-se num dos principais espaços de disputa
política e econômica do País em 2026.
E a intensidade do debate desta terça-feira
demonstrou que a redução da jornada já deixou de ser
apenas pauta sindical: tornou-se discussão sobre
qual projeto de sociedade o Brasil pretende
construir nas próximas décadas.
Fonte: Diap

13/05/2026 -
INPC ficou
em 0,81% em abril
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC
teve alta de 0,81% em abril, 0,10 p.p. abaixo do
resultado observado em março (0,91%). No ano, o INPC
acumula alta de 2,70% e, na ótica dos últimos 12
meses, o índice ficou em 4,11%, acima dos 3,77% dos
12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025,
a taxa foi de 0,48%.
Os produtos alimentícios desaceleraram de março
(1,65%) para abril (1,37%). A variação dos não
alimentícios passou de 0,67% em março para 0,63% em
abril.
Quanto aos índices regionais, a maior variação
ocorreu em São Luis (1,16%), influenciada pela alta
do gás de botijão (7,03%) e dos artigos de higiene
pessoal (2,23%). A menor variação ocorreu em
Brasília (0,09%), por conta do recuo da passagem
aérea (-10,88%) e do ônibus urbano (-6,58%).
Fonte: IBGE

13/05/2026 -
Audiência sobre redução da jornada terá Hugo Motta e
Marinho
Audiência pública em São Paulo debate redução da
jornada e fim da escala 6×1 com presença de Luiz
Marinho, Hugo Motta e lideranças sindicais
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que
analisa as Propostas de Emenda à Constituição (PECs)
sobre redução da jornada de trabalho e o fim da
escala 6×1 realiza audiência pública nesta
quarta-feira, 14 de maio, no Auditório do Palácio do
Trabalhador, em São Paulo.
O encontro contará com a presença confirmada do
ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), além do
presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
A mesa será conduzida pelo deputado federal Alencar
Santana (PT-SP), presidente da comissão especial
responsável pela análise das propostas.
A audiência integra o calendário nacional de debates
promovido pela comissão e pelas centrais sindicais
para ampliar o diálogo sobre mudanças nas relações
de trabalho, qualidade de vida e valorização dos
trabalhadores brasileiros.
SERVIÇO
Audiência Pública sobre redução da jornada e fim da
escala 6×1
- Data: 14 de maio de 2026 (quarta-feira)
- Horário: 9h30
- Local: Auditório do Palácio do Trabalhador
- Endereço: Rua Galvão Bueno, 782 – Liberdade – São
Paulo (SP)
Presenças confirmadas:
- Luiz Marinho – ministro do Trabalho e Emprego
- Hugo Motta – presidente da Câmara dos Deputados
- Deputado federal Alencar Santana (PT-SP) –
presidente da comissão especial
Fonte: Rádio Peão Brasil

13/05/2026 -
Cesta básica fica mais cara em todas as capitais no
mês de abril
Taxas oscilaram entre 1,56%, em São Luís, e
14,80%, em Aracaju.
Pelo segundo mês consecutivo, o custo da cesta
básica subiu em todas as capitais brasileiras e
também no Distrito Federal no mês de abril. As
maiores elevações foram identificadas em Porto
Velho, onde a variação média foi de 5,60%, seguida
por Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista
(4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).
Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de
Alimentos, levantamento divulgado mensalmente pelo
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab).
Em março deste ano, a pesquisa já havia apontado
elevação em todas as capitais brasileiras.
No acumulado do ano, todas as capitais registraram
alta no preço médio da cesta básica, com taxas que
oscilaram entre 1,56%, em São Luís, e 14,80%, em
Aracaju.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo
da cesta foi o leite integral, que aumentou em todas
as capitais analisadas. A maior alta foi registrada
em Teresina, onde a variação média chegou a 15,70%.
Segundo a pesquisa, isso ocorreu pela redução da
oferta no campo devido à entressafra, o que elevou o
preço dos derivados lácteos.
O preço do feijão, por sua vez, teve alta em 26
capitais brasileiras, com exceção de Vitória, onde
não variou. Outro produto que pesou no valor da
cesta foi o tomate, que apresentou alta em 25
cidades, com quedas no Rio de Janeiro e Belo
Horizonte e alta expressiva de 25% em Fortaleza.
Já o pão francês, o café em pó e a carne bovina de
primeira tiveram alta em 22 das 27 cidades
analisadas.
São Paulo tem a cesta mais cara
Mais uma vez, a cesta básica mais cara do país foi a
de São Paulo, onde o custo médio em abril foi R$
906,14. Em seguida estavam as cestas de Cuiabá (R$
880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis
(R$ 847,26). Nas cidades do Norte e do Nordeste,
onde a composição da cesta é diferente, os menores
valores médios foram registrados em Aracaju (R$
619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e
Porto Velho (R$ 658,35).
Com base na cesta mais cara do país, que em abril
foi a de São Paulo, e levando em consideração a
determinação constitucional que estabelece que o
salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as
despesas com alimentação, moradia, saúde, educação,
vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência,
o Dieese estimou que o salário mínimo em dezembro
deveria ser de R$ 7.612,49 ou 4,70 vezes o mínimo de
R$ 1.621 vigente.
Fonte: Agência Brasil

13/05/2026 -
Boletim destaca boas práticas em negociações
coletivas sobre redução da jornada sem corte de
salário
Publicação reúne exemplos de cláusulas negociadas
que estabeleceram jornadas de 40 horas semanais sem
redução de salários e preservação de direitos
trabalhistas.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publica
nesta segunda-feira o boletim nº 18 da série Boas
Práticas em Negociações Coletivas, com foco em
cláusulas que promovem a redução da jornada de
trabalho sem redução salarial. A publicação reúne
exemplos de acordos e convenções coletivas
registrados no Sistema Mediador do MTE que
demonstram como o diálogo social pode contribuir
para relações de trabalho mais equilibradas e para a
melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.
O boletim evidencia a baixa incidência dessas
experiências negociadas nas regiões do país. Foram
identificados no Sistema Mediador cláusulas que
estabeleceram jornadas semanais de 40 horas, sem
diminuição de salários ou prejuízo de direitos. As
cláusulas foram pactuadas em categorias como
processamento de dados, cooperativas de crédito,
difusão cultural, indústria metalúrgica, entidades
sindicais e conselhos regionais, entre outras.
A redução da jornada de trabalho é um tema
historicamente debatido no mundo do trabalho e tem
sido apontada como uma medida capaz de contribuir
para a melhoria das condições laborais, para o
equilíbrio entre vida profissional e pessoal e para
a promoção da saúde física e mental dos
trabalhadores. Hoje, em 2026, a redução de jornada é
pauta central para a população Brasileira e reformas
estruturais na Constituição. O assunto está em
discussão, no Congresso Nacional, para que a jornada
de trabalho semanal de 40 horas seja realidade no
Brasil.
Entre os exemplos apresentados no boletim estão
cláusulas que fixam jornadas de 40 horas semanais de
segunda a sexta-feira, preservando salários e demais
direitos dos empregados. Há ainda negociações que
mantiveram jornadas reduzidas já existentes e outras
que adequaram turnos de trabalho sem prejuízo das
condições anteriormente conquistadas pelos
trabalhadores.
De acordo com a coordenadora de Relações do Trabalho
da Secretaria de Relações do Trabalho, do MTE,
Rafaele Rodrigues, a negociação coletiva tem papel
estratégico na construção de soluções que conciliem
desenvolvimento econômico e valorização do trabalho.
“As experiências reunidas neste boletim demonstram
como o diálogo entre trabalhadores e empregadores
pode contribuir para avanços importantes nas
condições de trabalho, promovendo mais qualidade de
vida, saúde e equilíbrio nas relações laborais”,
destaca.
A série Boas Práticas em Negociações Coletivas é
resultado da parceria entre o MTE e o Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE) e busca identificar e
divulgar cláusulas inovadoras negociadas em
diferentes setores econômicos do país, valorizando o
diálogo social como instrumento de promoção do
trabalho decente e da justiça social.
Acesse aqui o Boletim
Fonte: MTE

12/05/2026 -
Comissão debate com ministro da Fazenda aspectos
econômicos da redução da jornada de trabalho
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que
analisa o fim da escala 6x1 no Brasil debate, nesta
terça-feira (12), aspectos econômicos sobre a
redução da jornada de trabalho. O tema está ligado à
PEC 221/19, que trata da redução da jornada de
trabalho.
A audiência pública será às 16h30, no plenário
2. Entre os convidados está o ministro da Fazenda,
Dario Durigan.
O debate atende a pedidos dos deputados Túlio
Gadêlha (PSD-PE), Carlos Zarattini (PT-SP), Fernando
Mineiro (PT-RN), Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e das
deputadas Julia Zanatta (PL-SC), Erika Hilton (Psol-SP)
e Fernanda Melchionna (Psol-RS).
Segundo os autores dos requerimentos, a comissão
precisa conhecer diagnósticos, estudos e pesquisas
sobre os impactos econômicos da revisão da jornada
de trabalho e da reorganização das escalas laborais.
Os deputados querem conhecer, em detalhes, os
diagnósticos, estudos e pesquisas sobre os aspectos
e impactos econômicos relativos à revisão do uso do
tempo do trabalho, na perspectiva institucional e
das entidades que detêm dados ou realizaram
pesquisas diretamente vinculadas ao debate objeto da
Comissão Especial.
De acordo com a justificativa apresentada, dados do
Ministério do Trabalho e Emprego indicam que cerca
de 14,8 milhões de trabalhadores cumprem jornada de
seis dias de trabalho para um de descanso. Os
autores também afirmam que a escala 6x1 afeta
principalmente trabalhadores de baixa renda,
mulheres e pessoas negras, além de estar associada
ao aumento de casos de ansiedade, depressão e
burnout.
Fonte: Agência Câmara

12/05/2026 -
Centrais sindicais lançam cartilha e reforçam
mobilização pelo fim da escala 6x1
Como parte da agenda de mobilização em defesa da
redução da jornada de trabalho sem redução de
salários e do fim da escala 6x1, as centrais
sindicais lançaram, na sexta-feira (8), a cartilha
“Por que Queremos o Fim da Escala 6x1 e a Redução da
Jornada de Trabalho sem Redução de Salários”,
elaborada pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
CLIQUE AQUI E BAIXE A CARTILHA
A expectativa das entidades sindicais é ampliar a
pressão junto ao Congresso Nacional, onde a votação
da proposta na Câmara dos Deputados está prevista
para o próximo dia 27. A estratégia inclui visitas a
parlamentares nos estados, mobilizações nos locais
de trabalho, panfletagens, assembleias, audiências
públicas e atividades em Brasília durante o período
de tramitação das matérias.
Para a presidente da NCST, Sônia Zerino, a
mobilização será fundamental para fortalecer o
diálogo com a sociedade e sensibilizar os
parlamentares.
“Reduzir a jornada e acabar com a escala 6x1 é
garantir mais qualidade de vida, saúde e convivência
familiar para milhões de trabalhadores e
trabalhadoras. Essa é uma pauta de dignidade humana
e valorização do trabalho”, afirmou.
A redução da jornada é uma reivindicação histórica
do movimento sindical brasileiro. Nesta semana,
representantes das centrais participaram de reunião
com parlamentares da Comissão Especial da Câmara dos
Deputados para defender o avanço das propostas sem
retrocessos aos direitos trabalhistas.
Entre os dias 9 e 24 de maio, o movimento sindical
intensificará a mobilização nacional, com ações em
diversos estados e articulação junto aos
parlamentares que ainda não definiram posicionamento
sobre os projetos em debate.
Para fortalecer a defesa da classe trabalhadora, as
entidades disponibilizaram ferramentas como a
plataforma digital
Na Pressão!,
aplicativo para registro de visitas a deputados e
senadores, roteiros de abordagem política e
materiais gráficos para ações presenciais e
digitais. Também é possível acessar o
Mapeamento Parlamentar do Diap para acompanhar o
posicionamento dos deputados e ampliar a
mobilização.
Fonte: NCST

12/05/2026 -
Comissão do fim da escala 6x1 ouve Durigan e Boulos
nesta semana
Colegiado discute impactos econômicos e sociais
da redução da jornada e fará debates nesta semana em
São Paulo e no Rio Grande do Sul.
A comissão especial da Câmara que discute o fim da
escala 6x1 recebe nesta semana o
secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario
Durigan, e o ministro da Secretaria-Geral da
Presidência, Guilherme Boulos. A ideia é debater os
impactos econômicos e sociais da redução da jornada
de trabalho no Brasil.
A proposta prevê a ampliação do tempo de descanso
dos trabalhadores, sem redução salarial. O tema
ganhou força no Congresso e passou a ser tratado
pelo presidente Lula e pelo presidente da Câmara,
Hugo Motta (Republicanos-PB), como uma das
principais agendas trabalhistas de maio.
Agenda de audiências
A comissão terá uma série de debates ao longo da
semana:
Terça-feira (12), às 16h30 — audiência sobre os
aspectos econômicos do fim da escala 6x1, com a
presença de Dario Durigan. Também foram convidados a
presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada), Luciana Mendes Servo, e o professor do
Instituto de Economia da Unicamp e diretor do Cesit
(Centro de Estudos Sindicais e Economia do
Trabalho), José Dari Krein.
Quarta-feira (13), às 10h — audiência para discutir
"negociações espontâneas e casos concretos", com
exemplos de empresas e experiências que já
implementaram modelos de redução da jornada, como a
4 Day Week e a Chilli Beans.
Quarta-feira (13), às 14h — audiência sobre os
aspectos sociais da proposta e a importância do
diálogo social para a redução da jornada de
trabalho. O ministro Guilherme Boulos deve
participar do debate. Também foram convidados o
presidente do Sindicato Nacional dos
Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Bob Evaristo
Carvalho; a diretora técnica do Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos), Adriana Marcolino; e o fundador do
Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), Rick Azevedo.
Quinta-feira (14) — seminário em São Paulo.
Sexta-feira (15) — seminário no Rio Grande do Sul.
Governo defende mudança
Durigan e Boulos devem defender o fim da escala 6x1
nos moldes discutidos pelo governo. O representante
da Fazenda deve apresentar estudos sobre os impactos
econômicos da medida, não apenas para o governo, mas
principalmente para as empresas.
Em fevereiro, o Ipea divulgou nota técnica afirmando
que os impactos da redução da jornada seriam
similares aos observados em reajustes históricos do
salário mínimo no Brasil. Para o instituto, isso
indicaria capacidade de absorção da medida pelo
mercado de trabalho.
Saúde, descanso e tempo livre
A escala 6x1 é o modelo em que o trabalhador atua seis
dias por semana e descansa apenas um. Os defensores
da mudança argumentam que a redução da jornada pode
diminuir o desgaste físico e mental, ampliar o tempo
de descanso, fortalecer a convivência familiar e
abrir espaço para estudos, lazer e cuidados com a
saúde.
O debate também tem sido associado à desigualdade de
gênero. No caso das mulheres, o argumento central é
que a redução da jornada remunerada pode aliviar
parte da sobrecarga provocada pela dupla jornada: o
trabalho fora de casa e o trabalho doméstico não
remunerado.
Lula e Motta defendem mães trabalhadoras
No Dia das Mães, Lula e Hugo Motta defenderam
publicamente o fim da escala 6x1 e associaram a
proposta à melhoria da vida das mães trabalhadoras.
Em vídeo publicado nas redes sociais no domingo
(10), Lula afirmou que "toda mãe merece mais tempo"
para descansar, estar com a família e viver além do
trabalho.
"Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a
evolução tecnológica, milhões de brasileiros e
brasileiras tenham que trabalhar seis dias por
semana para descansar apenas um dia", disse Lula.
"Para as mulheres, a situação é muito mais difícil.
Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das
vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos."
Mulheres trabalham mais com casa e emprego
O governo tem usado dados sobre a desigualdade no
trabalho doméstico para sustentar a proposta. Quando
se somam trabalho remunerado e tarefas domésticas,
as mulheres brasileiras trabalham quase dez horas a
mais por semana do que os homens, o equivalente a
cerca de 21 dias a mais por ano dedicados aos
cuidados da casa e da família.
Entre mulheres negras, a carga doméstica chega a
22,4 horas semanais, segundo estudo da Organização
Internacional do Trabalho em parceria com o
Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social,
Família e Combate à Fome.
Para Lula, o fim da escala 6x1 daria às mulheres
mais tempo com a família, para acompanhar os filhos,
estudar, cuidar da saúde, ir à igreja e descansar.
Texto ainda será definido
O texto final ainda será definido pela comissão
especial antes de seguir para o Plenário da Câmara.
Até lá, os debates desta semana devem orientar os
ajustes da proposta e explicitar os pontos de maior
divergência entre governo, trabalhadores,
especialistas e setores econômicos.
Fonte: Congresso em Foco

12/05/2026 -
Brasil registra menor dependência social desde 2022
Queda do desemprego reduziu participação de
programas sociais nos lares brasileiros, aponta
levantamento divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira
Cerca de 19,4 milhões de brasileiros receberam
rendimentos de programas sociais em 2025, enquanto o
percentual atingiu 9,1% da população, segundo
levantamento divulgado pelo IBGE.
Além disso, o índice permaneceu levemente abaixo de
2024, quando alcançou 9,2%, porém continuou superior
ao período anterior à pandemia registrada
nacionalmente em 2019.
Naquele ano, 6,3% da população recebia benefícios
sociais. Entretanto, durante 2020, o percentual
avançou para 13% devido ao pagamento do auxílio
emergencial nacional.
No recorte domiciliar, 22,7% dos lares brasileiros
possuíam ao menos um beneficiário de programas
sociais governamentais, representando
aproximadamente 18 milhões de domicílios atendidos.
Além disso, o percentual recuou levemente frente a
2024, quando 23,6% das residências brasileiras
recebiam benefícios sociais, abrangendo
aproximadamente 18,2 milhões de domicílios.
De acordo com técnicos do IBGE, a redução ocorreu
principalmente devido à queda do desemprego, que
encerrou 2025 em 5,1%, menor índice histórico da
Pnad Contínua.
Regionalmente, Nordeste e Norte concentraram os
maiores percentuais de beneficiários,
respectivamente com 15,8% e 13,7%, enquanto Sul
registrou apenas 4,5% da população.
Além disso, Sudeste apresentou percentual de 6%,
enquanto Centro-Oeste alcançou 6,9%, ambos abaixo da
média nacional registrada pelo IBGE em 2025 no
levantamento divulgado.
Em 2025, o valor médio dos programas sociais
alcançou R$ 870, praticamente estável frente aos R$
875 registrados anteriormente pelo levantamento
nacional do IBGE.
A região Sul registrou rendimento médio de R$ 984
provenientes dos programas sociais, enquanto o
Nordeste apresentou menor valor médio nacional,
equivalente a R$ 823.
Norte e Nordeste
De acordo com o IBGE, Norte e Nordeste apresentam
maior dependência desses benefícios, superando
outras fontes não ligadas ao trabalho devido à
vulnerabilidade socioeconômica regional histórica.
Entre os rendimentos alternativos ao trabalho,
programas sociais representaram a segunda principal
fonte nacional, atrás apenas das aposentadorias e
pensões recebidas por brasileiros atualmente.
O levantamento também mostrou que o Brasil possuía
212,7 milhões de habitantes em 2025, enquanto 143
milhões tinham algum tipo de rendimento registrado
oficialmente.
Fonte: Rádio Peão Brasil

11/05/2026 -
Pressão das ruas e nas redes avança e maioria quer
enterrar escala 6×1
Pesquisa mostra apoio amplo à jornada 5×2,
inclusive entre eleitores de diferentes espectros
políticos, e reforça o peso social do debate no
Congresso
A maioria já decidiu e a mudança deixou de ser pauta
de nicho e virou consenso social: a escala 6×1 está
sob pressão crescente. E a maioria quer vê-la no
passado, aponta pesquisa.
Trata-se de a pesquisa do instituto Real Time Big
Data, divulgada terça-feira (5), que revela que 71%
dos brasileiros apoiam a substituição da escala 6×1
pela 5×2. Apenas 26% são contrários, enquanto 6% não
souberam ou não responderam.
O dado consolida tendência: o modelo que concentra 6
dias de trabalho para apenas 1 de descanso perdeu
legitimidade social e passou a ser visto como
incompatível com padrões mínimos de qualidade de
vida.
Consenso além da polarização
O apoio à mudança atravessa o eleitorado dos
principais pré-candidatos à Presidência, indicando
que o tema rompe bolhas políticas e ideológicas.
Entre eleitores de Lula (PT), 84% defendem a escala
5×2. No campo de Flávio Bolsonaro (PL), o apoio
chega a 59%. Entre simpatizantes de Ronaldo Caiado
(PSD), são 66%.
O padrão se repete em outros grupos: 68% dos
eleitores de Ciro Gomes (PSDB) apoiam a mudança;
entre os de Romeu Zema (Novo), o índice é de 52%. No
eleitorado de Renan Santos (Missão), 56% se
posicionam a favor.
Mesmo onde há maior resistência, a adesão à proposta
ainda predomina. Sinal de que a pauta ganhou
capilaridade nacional e extrapola as clivagens
políticas e ideológicas.
Pressão social e resposta política
O avanço do debate no Congresso não ocorre por acaso.
A pauta é impulsionada por sindicatos e movimentos
sociais, que transformaram a jornada de trabalho em
tema central da agenda pública.
O governo Lula incorporou essa pressão: enviou
proposta — PL 1.838/26, em regime de urgência
constitucional — para reduzir a jornada semanal para
40 horas e extinguir a escala 6×1, além de lançar
campanha para ampliar o apoio popular à medida.
Mudança de época
Mais do que discussão técnica, o tema reflete disputa
sobre o tempo de vida do trabalhador. A escala 6×1,
historicamente naturalizada, passa a ser questionada
como expressão de modelo que prioriza produtividade
em detrimento do bem-estar.
A pesquisa — realizada com 2 mil eleitores entre 2 e
4 de maio, com margem de erro de 2 pontos
percentuais e nível de confiança de 95% — indica que
a sociedade já se moveu.
Agora, a pressão recai sobre o sistema político:
acompanhar ou resistir à mudança que, para a
maioria, é necessária.
Fonte: Diap

11/05/2026 -
STF suspende julgamento de recurso para garantir
revisão da vida toda
Pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes
suspendeu a análise
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu na
quarta-feira (6) o julgamento de mais um recurso
para garantir o direito à revisão da vida toda das
aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS).
O julgamento virtual começou no dia 1° de maio, mas
foi suspenso hoje por um pedido de vista do ministro
Alexandre de Moraes. Não há data para a retomada do
julgamento.
A Corte começou a julgar um recurso da Confederação
Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) para
garantir que a revisão seja válida para quem entrou
com ação judicial até 21 de março de 2024, quando o
tribunal vetou a revisão.
É o quarto recurso apresentado na Corte contra a
proibição.
Antes de interrupção do julgamento, o placar da
votação era de 4 votos a 1 para manter a decisão da
Corte, que, em março de 2024, entendeu os
aposentados não têm direito de optarem pela regra
previdenciária mais favorável para recálculo do
benefício.
O único voto favorável aos aposentados foi proferido
pelo ministro Dias Toffoli, que votou pela modulação
dos efeitos da decisão para garantir a revisão aos
aposentados que entraram com ações judiciais no
período entre 16 de dezembro de 2019, data de
publicação da decisão do Superior Tribunal de
Justiça (STJ) que reconheceu a revisão, e 5 de abril
de 2024, data da decisão final do Supremo que vetou
o direito.
Fonte: Agência Brasil

11/05/2026 -
Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8%
em março
Setor reage, mas ainda sente juros altos e
demanda fraca
O faturamento da indústria de transformação
brasileira cresceu em março, indicando uma
recuperação parcial da atividade industrial. Segundo
a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta
sexta-feira (8), o setor ainda acumula perdas na
comparação com o ano passado, apesar da melhora
mensal, reflexo dos juros elevados e da
desaceleração da demanda.
O faturamento industrial avançou em março na
comparação com fevereiro, mas continua abaixo do
desempenho registrado no ano passado.
Principais números:
• Alta de 3,8% do faturamento em março em relação a
fevereiro;
• Nível ficou 9,8% acima de dezembro de 2025;
• Queda acumulada de 4,8% na comparação com o
primeiro trimestre de 2025.
Em nota, o gerente de Análise Econômica da CNI,
Marcelo Azevedo, afirma que os juros elevados
continuam afetando o setor.
“De lá para cá [desde o primeiro trimestre do ano
passado], a demanda por bens industriais começou a
perder força por causa da elevação da taxa de juros,
que teve início no fim de 2024 e persistiu em 2025,
contribuindo para a queda do faturamento na
comparação interanual”, explicou.
Ele ressalta que juros altos encarecem o crédito e
reduzem o consumo e os investimentos, diminuindo as
encomendas para as fábricas.
Produção avança
As horas trabalhadas na produção cresceram pelo
terceiro mês seguido, sinalizando aumento gradual do
ritmo de atividade nas fábricas.
• Alta de 1,4% em março;
• Queda acumulada de 1,5% no trimestre frente a
2025.
O indicador mede o tempo efetivamente dedicado à
produção industrial. Quando sobe, costuma indicar
aumento da atividade nas linhas de produção.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/faturamento-da-industria-tem-recuperacao-e-sobe-38-em-marco
Fonte: Agência Brasil

11/05/2026 -
Rendimento dos mais ricos é 13,8 vezes maior que o
dos mais pobres
Mais vulneráveis tiveram renda mensal de R$ 663
em 2025, mostra IBGE
Em 2025, o grupo formado pelos 10% mais ricos da
população brasileira teve rendimento médio mensal de
R$ 9.117 por pessoa. Esse valor é 13,8 vezes maior
que o recebido pelos 40% mais pobres. Para essa
parcela da população, o rendimento mensal foi R$
663.
No ano anterior, essa relação entre os mais pobres e
os mais ricos estava em 13,2 vezes. Apesar do
aumento, o índice de 2025 é o segundo menor de uma
série histórica iniciada em 2012.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta
sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
Para elaborar o documento, o IBGE buscou informações
sobre todas as formas de rendimento das famílias.
Além de salários e bônus, entram na conta
aposentadoria, pensão alimentícia, benefício social,
bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e
aplicações financeiras. O total calculado foi
dividido pelo número de moradores do lar.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/rendimento-dos-mais-ricos-e-138-vezes-maior-que-o-dos-mais-pobres
Fonte: Agência Brasil

11/05/2026 -
Clamor nacional - João Guilherme Vargas Netto
Nos inúmeros eventos, inclusive os religiosos, os
esportivos e os gastronômicos, por ocasião ou em
comemoração do 1º de Maio, um tema destacou-se de
todos os outros e apareceu como a síntese das
reivindicações do povo trabalhador: o fim da escala
6 x 1 com a redução de jornada de trabalho sem
redução de salário.
Pelo alcance e diversidade dos eventos pode-se dizer
que o fim da escala 6 x 1 ultrapassou os limites do
campo sindical e transbordou como reclame de toda a
sociedade (com exceção de um minúsculo ato
bolsonarista na avenida Paulista).
Tal unanimidade expressiva deve ter seu peso nas
discussões que estão acontecendo no Congresso
Nacional, reforçando a posição dos parlamentares que
apoiam o fim da escala 6 x 1, convencendo aqueles
que ainda estão em dúvida e amedrontando os
renitentes enredados pelo lobby dos empresários.
O leitor que quiser saber sobre os eventos do 1º de
Maio pode fazer o que eu fiz: no Google coloquei
“cadastro sindical 1 de maio” e segui as instruções.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

11/05/2026 -
Comissão debate desafios do combate ao trabalho
escravo no Brasil
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade
Racial da Câmara dos Deputados promove audiência
pública na próxima terça-feira (12) para discutir os
desafios ao combate do trabalho escravo
contemporâneo no Brasil.
O debate atende a requerimento dos deputados Reimont
(PT-RJ) e Tadeu Veneri (PT-PR) e está marcado para
as 17 horas, em plenário a ser definido.
Para os parlamentares, a erradicação do trabalho
escravo contemporâneo exige um esforço estruturado
entre diferentes instâncias de poder e a
participação ativa da sociedade civil.
"A realização desta audiência pública permitirá
aprofundar a discussão sobre os desafios atuais do
Estado brasileiro para dar respostas efetivas ao
problema e as medidas necessárias para erradicar o
trabalho em condição análoga à escravidão no
Brasil", afirmam.
"É indispensável refletirmos de forma ampla sobre as
condições de fiscalização, os instrumentos de
garantia de direitos e a capacidade de articulação
da sociedade nesse cenário", acrescentam.
Fonte: Agência Câmara

08/05/2026 -
NCST orienta entidades filiadas a divulgarem
cartilha sobre o fim da escala 6×1
Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
orienta suas entidades filiadas a ampliarem a
divulgação da cartilha “Jornada 6x1: Chega de viver
só para trabalhar!”, produzida pela Secretaria-Geral
da Presidência da República. O material reforça a
importância da redução da jornada semanal para 40
horas, sem redução salarial, e do fim da escala 6×1.
A publicação apresenta dados e informações sobre os
impactos da jornada exaustiva na saúde física e
mental dos trabalhadores, além de destacar os
efeitos da escala 6×1 na convivência familiar, no
acesso à qualificação profissional e na qualidade de
vida. O material também aborda questões relacionadas
à desigualdade social, gênero e raça, e defende uma
melhor distribuição da produtividade e do tempo de
trabalho.
A NCST reforça que a mobilização e a conscientização
da classe trabalhadora são fundamentais para
fortalecer a luta por condições de trabalho mais
dignas, com mais tempo de descanso, lazer e
convivência familiar.
CLIQUE E BAIXE A CARTILHA
Fonte: Diap

08/05/2026 -
Jornada de trabalho vira campo de disputa na Câmara
em meio a pressão social e calendário acelerado
Comissão especial inicia audiências e tenta
construir consenso sobre o fim da escala 6x1 e a
redução para 40 horas semanais
Trata-se de debate estrutural, que a Câmara dos
Deputados abre em torno das discussões mais
sensíveis da agenda social e econômica recente: o
impacto da jornada de trabalho na vida dos
brasileiros.
A comissão especial que analisa o fim da escala 6x1
realiza, nesta quarta-feira (6), a primeira
audiência pública, com foco no uso do tempo e seus
efeitos sobre produtividade, saúde e qualidade de
vida.
Entre os convidados está o ministro do Trabalho,
Luiz Marinho, em debate que extrapola o campo
técnico e se insere no centro da disputa política e
eleitoral.
Tramitação acelerada
A discussão ocorre sob ritmo incomum. O colegiado
aprovou plano de trabalho que prevê a votação do
relatório final ainda em maio, com leitura do
parecer marcada para o dia 20 e deliberação dia 26.
A intenção é levar o tema ao plenário já no dia
seguinte, encurtando assim etapas em pauta que
tradicionalmente exigiria maior maturação.
Essa “pressa” reflete tanto a pressão social pelo
fim da escala 6x1 quanto o peso eleitoral do tema em
2026.
Proposta em jogo
No centro do debate está a PEC 221/19, do deputado
Reginaldo Lopes (PT-MG), anexadas, que propõe
reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas sem
corte salarial.
O relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA),
sinalizou que deve adotar como base o texto do
deputado Reginaldo Lopes, incluindo mecanismos de
transição, como linhas de crédito para empresas.
A tentativa é equilibrar ganhos sociais com a
capacidade de adaptação do setor produtivo.
Interesses em confronto
O debate na comissão evidencia segmentação clara. De
um lado, parlamentares como Túlio Gadêlha (PSD-PE)
defendem que o tempo de vida do trabalhador deve ser
protegido por lei, sobretudo em setores marcados por
alta rotatividade e baixa capacidade de negociação,
como comércio e telemarketing.
De outro, vozes como a deputada Julia Zanatta
(PL-SC) questionam os impactos econômicos da medida,
cobrando evidências de que a redução da jornada não
afetará empregos ou renda. Há muitos e variados
estudos técnicos que comprovam essa demanda da
deputada.
Entre esses polos, há tentativas de qualificar o
debate. Deputados como Carlos Zarattini (PT-SP) e
Fernando Mineiro (PT-RN) defendem a incorporação de
estudos sobre produtividade, desigualdade e gênero,
apontando que a discussão vai além da carga horária
e envolve o modelo de desenvolvimento do País.
Audiências e pressão social
O plano de trabalho prevê ao menos 5 audiências
públicas em Brasília, além de seminários regionais
em estados como Paraíba, Minas Gerais e São Paulo.
A lista de convidados inclui representantes do
governo, especialistas, centrais sindicais, setor
empresarial e até o presidente do Banco Central,
indicando a amplitude do impacto esperado.
A mobilização em torno do tema não é trivial. A
escala 6x1 é predominante em setores de baixa
remuneração e alta informalidade, o que transforma a
proposta em bandeira de forte apelo social. E, ao
mesmo tempo, em fonte de preocupação para
empregadores.
Entre direitos e custos
O embate revela dilema clássico: como ampliar direitos
sem comprometer a dinâmica econômica?
A redução da jornada é defendida como instrumento de
melhoria da qualidade de vida, com potencial de
reduzir adoecimento e aumentar produtividade. Por
outro lado, críticos alertam para possíveis impactos
sobre custos, formalização e nível de emprego.
Este é o velho e surrado discurso catastrofista
normalmente usado pelo mercado e o capital quando
propostas sobre avanços sociais estão em pauta.
Dimensão política
Mais do que discussão trabalhista, o tema se
consolidou como eixo político. Com o governo federal
defendendo publicamente o fim da escala 6x1, a
tramitação acelerada na Câmara indica tentativa de
capitalizar esta agenda de forte apelo popular.
Ao mesmo tempo, a resistência de parte do Congresso
sugere que o consenso está longe. E que o desfecho
dependerá da capacidade de mobilização e negociação
em ambiente já tensionado pelas posições
antagônicas, porque é sabido que setores
empresariais importantes são contrários à redução da
jornada e da escala, embora não admitam
publicamente.
No fim, a comissão não discute apenas horas de
trabalho. Está em jogo qual modelo de equilíbrio
entre produção e vida o Brasil pretende adotar. E
quem arcará com os custos dessa escolha.
Fonte: Diap

08/05/2026 -
71% dos brasileiros apoiam a redução da escala de
6×1 para 5×2
Pesquisa Real Time Big Data indica que, entre os
eleitores dos pré-candidatos à presidência, a
maioria também aprova a medida
O fim da escala 6×1 tem o apoio de 71% da população
brasileira, aponta a pesquisa Real Time Big Data
divulgada na terça-feira (5). Os que desaprovam a
alteração na escala de trabalho são 26% e outros 6%
não souberam ou não responderam.
De acordo com o estudo, existe ampla maioria
favorável à aplicação da escala 5×2 também no
recorte que considera os eleitores dos
pré-candidatos à presidência.
O debate sobre o fim da escala que oferece somente
um dia de descanso para grande parte dos
trabalhadores tem avançado no Congresso Nacional
devido à pressão popular, encabeçada pelo movimento
sindical e movimentos sociais.
O governo Lula, além de enviar a proposta de projeto
de lei que põe fim à escala e reduz a jornada de
trabalho para 40 horas semanais, lançou nesta semana
uma campanha midiática para elucidar a população
sobre a importância da aprovação do tema.
Apoio é majoritário entre eleitores de todos os
pré-candidatos
Entre os eleitores de Lula (PT), o apoio é maior pelo
fim da escala 6×1: 84% aprovam uma escala com dois
dias de descanso, 14% desaprovam e 2% não souberam
responder ou não responderam.
Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 59%
são a favor, 30% contra e 11% não souberam responder
ou não responderam. Entre os apoiadores de Ronaldo
Caiado (PSD), 66% aprovam, 25% desaprovam e 9% não
se manifestaram.
No eleitorado de Ciro Gomes (PSDB), são 68% os que
querem o fim da escala 6×1, contra 26% que não
querem e 6% que não souberam responder. No segmento
que declara voto em Romeu Zema (Novo), 52% aprovam a
medida, 45% são contrários e 3% não souberam opinar.
Entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 56%
apoiam o tema, 43% se posicionam contrariamente e 1%
ficou em cima do muro ou não se manifestou.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores de todo o país
entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de 2
pontos percentuais, para mais ou para menos, e o
nível de confiança da pesquisa é de 95%. O registro
no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é
BR-03627/2026.
Fonte: Portal Vermelho

08/05/2026 -
Ministro do Trabalho diz que maioria tem escala 5x2
e mudança na lei já vem tarde
Relator diz que a regra geral sobre o fim da
escala 6x1 será definida em PEC, e o detalhamento em
projeto de lei
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
inaugurou nesta quarta-feira (6) a série de
audiências públicas da comissão especial da Câmara
dos Deputados que analisa as propostas de redução da
jornada de trabalho e fim da escala 6x1 (PEC 221/19
e PEC 8/25). Segundo ele, a alteração legislativa é
“tardia” diante de tentativas vindas desde a
Constituinte de 1988 e das mudanças já em curso no
mercado de trabalho.
Luiz Marinho afirmou que, em um universo de 50
milhões de vínculos empregatícios, 2/3 já estão na
escala 5x2. Os cerca de 15 milhões de brasileiros
que trabalham em escala 6x1 representam uma
“exceção”.
O ministro citou ainda pesquisa do Sebrae que aponta
que 62% dos micro e pequenos empresários não veem
impacto negativo na redução da jornada. Também
apontou vantagens constatadas em estudos da Fundação
Getúlio Vargas (FGV) a partir da análise de números
do eSocial.
“O governo acha que é plenamente sustentável falar
em reduzir a jornada para 40 horas semanais
imediatamente, sem redução de salário e com duas
folgas na semana. Dito isso, eu não estou dizendo
que vocês não poderão fazer a análise das 36 horas.
Podem. Tem que calcular bem para nós não nos
perdermos na concorrência global em que o Brasil
está inserido”, disse.
Luiz Marinho defendeu que a análise das duas
propostas seja acompanhada de avanços no projeto de
lei do Executivo (PL 1838/26) que trata do mesmo
tema. O relator da comissão, deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
concordou e adiantou o alcance que dará no texto
consolidado das duas PECs.
Regra geral
“As premissas que estão se formando na minha cabeça
são: definir a regra geral, que é o fim da escala
6x1, duas folgas semanais e a jornada que a gente
definir aqui, de 36 ou 40 horas. Eu acho que a gente
precisa ter a consciência do papel da PEC, que é
definir a regra geral. E há um projeto de lei
tramitando que pode trazer essas especificidades”,
detalhou.
O diretor do escritório brasileiro da Organização
Internacional do Trabalho, Vinícius Pinheiro,
elogiou a estratégia, para que as mudanças
constitucionais possam ser futuramente adequadas às
diversas categorias de trabalhadores, sobretudo por
meio de convenções coletivas. Ele afirmou que o
sucesso dessas mudanças depende de consenso
tripartite e calendário gradual que permita a
adaptação de trabalhadores, empresas e governo.
Estimativas da OIT e da Organização Mundial da Saúde
mostram 745 mil mortes por ano no mundo relacionadas
a jornadas excessivas. A vice-procuradora-geral do
Ministério Público do Trabalho, Teresa Basteiro,
destacou as propostas em análise na Câmara como
fundamentais para a promoção da saúde e da dignidade
dos trabalhadores.
Pejotização
O ex-presidente da Associação Nacional dos Magistrados
da Justiça do Trabalho (Anamatra) Hugo Cavalcanti
Filho pediu que as medidas venham acompanhadas de
reforço na fiscalização e de solução para o avanço
da “pejotização” no mercado de trabalho.
“Se as decisões forem no sentido de facultar aos
empregadores brasileiros contratarem seus empregados
como pessoa jurídica ou de plataformizarem qualquer
tipo de trabalho no país, as decisões deste
Congresso serão inúteis para a maioria dos
trabalhadores brasileiros”, afirmou.
Alarmismo
O presidente da comissão, deputado Alencar Santana
(PT-SP), criticou o que chamou de “alarmismo” de
alguns setores empresariais contra a redução da
jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. O
deputado citou manifestação recente de dirigente da
Latam que associou o tema a risco de fim dos voos
internacionais da companhia.
“Acho que o ministro Marinho poderia convidar a
empresa para entender essa posição, que, de uma
certa maneira, ameaça os seus trabalhadores, gerando
um alarme em toda a sociedade. Imagine se ela parar
de operar em todos os países onde está, na América
do Sul, que estão reduzindo ou já reduziram a
jornada. Será que ela vai fechar? Com certeza não,
porque a lucratividade é boa”, afirmou.
O relator Leo Prates reforçou as críticas à Latam e
afirmou que “alarmismo não colabora com o debate”.
A próxima audiência na comissão especial, na
terça-feira (12), será sobre os impactos econômicos
do tema e terá a presença do ministro da Fazenda,
Dario Durigan.
Fonte: Agência Câmara

08/05/2026 -
Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula
alta de 3,1% em 2026
Informação foi divulgada hoje pelo IBGE
A produção industrial cresceu pelo terceiro mês
consecutivo, ao variar 0,1% na passagem de fevereiro
para março. Em 2026, o setor acumula expansão de
3,1%. Com esse resultado, a produção industrial está
3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de
2020), mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde
alcançado em maio de 2011.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM),
divulgada nesta quinta-feira (6), pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, na passagem de fevereiro para
março, as quatro grandes categorias econômicas e
oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram
avanço na produção.
“Entre as atividades, as influências positivas mais
importantes foram assinaladas por coque, produtos
derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e
produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o
quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando
expansão de 11,5% neste período; e a segunda
eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”,
disse o gerente da PIM, André Macedo.
Fonte: Agência Brasil

08/05/2026 -
Centrais intensificam atuação na Câmara pelo fim da
escala 6×1
Centrais sindicais intensificam articulação na
Câmara para defender o fim da escala 6×1 e rebater
argumentos do setor empresarial. Entidades rejeitam
redução salarial, alertam para “jabutis” na proposta
e defendem implementação imediata da mudança.
As centrais sindicais devem ampliar, ao longo de
maio, a articulação política em Brasília para
defender o fim da escala de trabalho 6×1. A
estratégia inclui participação ativa nas discussões
da comissão especial da Câmara dos Deputados que
analisará a proposta de redução da jornada.
Segundo nota publicada no Painel da Folha de
S.Paulo, o movimento sindical pretende confrontar
diretamente os argumentos apresentados por
representantes do setor empresarial, que também se
mobilizam na capital federal para barrar mudanças na
legislação trabalhista.
Lobby Sindical
A iniciativa tem sido descrita por dirigentes como uma
espécie de “lobby sindical”, com o objetivo de
influenciar o debate público e parlamentar.
“Onde eles estiverem, nós também estaremos para
apresentar nossa posição”, afirmou Ricardo Patah,
presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
de acordo com a coluna.
A atuação das centrais inclui reuniões com
integrantes da comissão especial, como o presidente
do colegiado, deputado Alencar Santana (PT-SP), e o
relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA). O
objetivo é fornecer subsídios técnicos e políticos
para a análise da proposta nas próximas semanas.
Jabutis
Entre os principais pontos de preocupação dos
sindicalistas está a possibilidade de inclusão de
dispositivos estranhos ao tema original — os
chamados “jabutis” — no texto em discussão. As
entidades também rejeitam qualquer proposta que
implique redução salarial ou manutenção da jornada
semanal de 44 horas.
Outro tema sensível é a definição de uma eventual
regra de transição. Enquanto as centrais defendem a
implementação imediata das mudanças, parlamentares
indicam que um período de adaptação pode ser
necessário para viabilizar a aprovação do projeto.
De acordo com o vice-presidente da Força Sindical,
Sérgio Luiz Leite, a urgência da medida se justifica
pelo tempo decorrido desde a última alteração
significativa na jornada de trabalho no país.
“Nossa proposta é imediata, após 38 anos da última
mudança na jornada de trabalho. Portanto, isso é
muito possível, mas entendemos que tem que ser um
relatório que seja aprovado e não rejeitado pelos
parlamentares”, afirmou.
Além dos aspectos econômicos e legislativos, as
centrais também pretendem reforçar o impacto social
da escala 6×1, especialmente sobre as mulheres, que,
segundo dirigentes, são as mais afetadas pelo modelo
atual devido à sobrecarga de trabalho e às múltiplas
jornadas.
Fonte: Rádio Peão Brasil

07/05/2026 -
A maioria do Congresso é contra o governo, ou contra
o País?
Rejeição inédita ao STF e derrubada de veto ao
PL da Dosimetria expõem inflexão institucional e
tensão mais radicalizada entre Poderes.
Marcos Verlaine*
Trata-se de ruptura inédita. Será que é (foi)
episódica e/ou excepcional? Ou será a regra a partir
de agora? A rejeição do nome de Jorge Messias ao STF
(Supremo Tribunal Federal) pelo Senado não é
(tampouco foi) apenas episódio político.
Trata-se, pois, de marco institucional. Pela
primeira vez desde 1894, a Casa recusou indicado à
Corte Suprema, rompendo assim tradição de mais de
século.
Embora a Constituição assegure ao Senado o papel de
sabatinar e aprovar ou rejeitar a indicação
presidencial, a negativa sempre foi tratada como
hipótese excepcional, reservada a situações de
evidente inadequação técnica ou moral. Não foi o
caso.
Tratou-se de veto essencialmente político: de um
lado, motivado por retaliação, já que o indicado não
correspondia à preferência do presidente do
Congresso; de outro, marcado por viés ideológico,
refletindo a oposição dura, radicalizada e
sistemática da extrema-direita ao governo do
presidente Lula (PT).
Voto político, não técnico
A votação que barrou Messias — 42 votos contrários e
34 favoráveis — carrega forte conteúdo político.
Não se tratou de avaliação estritamente jurídica ou
de mérito, mas de movimento articulado de oposição
ao governo de Lula.
Partidos fecharam questão, e a indicação foi
convertida em campo de disputa política e
ideológica. O Senado exerceu a prerrogativa que lhe
cabia, mas o fez sob lógica de enfrentamento, não de
equilíbrio entre Poderes.
“Combo” legislativo
A rejeição não veio isolada. Na sequência, o Congresso
derrubou o veto presidencial ao chamado PL da
Dosimetria1, alterando regras de aplicação de penas
aos condenados pela tentativa de golpe de Estado;
abrindo assim espaço para beneficiar os golpistas
dos atos de 8 de janeiro de 2023.
A votação expressiva — 318 deputados e 49 senadores
— revela mais do que divergência pontual: indica
maioria disposta a confrontar o Executivo em temas
sensíveis, inclusive aqueles com impacto direto
sobre a responsabilização por ataques à ordem
democrática e ao confronto com o Estado de Direito.
Governabilidade em xeque
O episódio expõe fragilidades na base de sustentação
do governo no Congresso e sugere crise de
governabilidade em construção.
Não se trata apenas de perder votações, algo
inerente ao jogo democrático parlamentar, mas de
derrotas com alto valor simbólico e institucional.
Barrar indicação ao STF e reverter veto em tema tão
delicado sinaliza que o Executivo enfrenta não
apenas oposição, mas resistência estruturada e
antidemocrática.
Entre freios e disputas
É legítimo que o Legislativo atue como contrapeso ao
Executivo. O problema emerge quando esse freio se
converte em bloqueio sistemático, orientado mais por
antagonismo político do que por critérios
republicanos.
A recusa a Messias, nesse sentido, parece menos
gesto de independência institucional e mais
afirmação de força política, com efeitos que
ultrapassam o governo e atingem o próprio desenho de
funcionamento das instituições democráticas.
Risco para a democracia
Ao tensionar as relações entre os Poderes em contexto
pré-eleitoral, o Congresso assume papel central na
redefinição do equilíbrio institucional.
A questão que se impõe é se essa atuação responde ao
interesse público ou a agendas políticas
circunstanciais.
Quando decisões com alto impacto institucional são
tomadas sob lógica de confronto, o risco é deslocar
o eixo da democracia: de sistema de cooperação com
freios e contrapesos para campo permanente de
disputa, em que o cálculo político se sobrepõe ao
compromisso com a estabilidade democrática e
institucional.
Além do governo
A crítica, portanto, não se limita ao governo ou à
oposição. O ponto central é o efeito agregado dessas
decisões.
Ao transformar prerrogativas institucionais em
instrumentos de embate, parte expressiva do
Congresso sinaliza disposição de tensionar os
limites do sistema político democrático, ameaçando
transbordar os limites da democracia. Já fez isso
entre 2022 até os atos golpista de 8 de janeiro.
E, nesse movimento, a pergunta deixa de ser apenas
sobre quem vence ou perde no curto prazo. E passa a
ser sobre o que resta, no longo prazo, da própria
capacidade de funcionamento das instituições
democráticas brasileiras.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
_______________
¹ Setores da extrema-direita brasileira minimizam
os ataques de 8 de janeiro de 2023, tratando-os como
protestos desordenados ou vandalismo, e não como
tentativa articulada de golpe de Estado. Esse
discurso busca anistia para os envolvidos, focando
na responsabilização individual por depredação, em
contrapartida à visão institucional de ataque à
democracia
Fonte: Diap

07/05/2026 -
MTE aprova relatório final da II Conferência
Nacional do Trabalho e consolida retomada do diálogo
social no país
Documento reúne propostas construídas por
governo, trabalhadores e empregadores e será
apresentado na Conferência Internacional do Trabalho
da OIT como referência de diálogo tripartite
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aprovou,
nesta terça-feira (5), o Relatório Final da II
Conferência Nacional do Trabalho (II CNT),
consolidando um amplo processo de diálogo social
tripartite que envolveu representantes do governo,
dos trabalhadores e dos empregadores em todas as
etapas da Conferência. A aprovação ocorreu durante
reunião da Comissão Organizadora Nacional, com a
participação do ministro Luiz Marinho.
O documento, apresentado pela coordenadora da Área
de Cooperação Sul-Sul e Parcerias Estratégicas da
OIT no Brasil, Fernanda Barreto, sistematiza todo o
processo de construção da II CNT, desde sua inserção
na agenda pública até os resultados alcançados na
etapa nacional, realizada em março de 2026. A
metodologia adotada assegurou a participação
equilibrada das três bancadas, garantindo escuta
qualificada, negociação e deliberação conjunta sobre
políticas públicas voltadas ao mundo do trabalho.
Ao longo do processo de debates, com mais de 3 mil
participantes mobilizados em todo o país, nas etapas
estaduais, distrital e nacional, reafirmando o papel
do tripartismo como base para a construção de
políticas mais legítimas, eficazes e sustentáveis. O
relatório evidencia a atuação articulada das
bancadas, que contribuíram ativamente na formulação,
sistematização e deliberação das propostas.
Como resultado, foram aprovadas 10 propostas com
amplo consenso entre os delegados tripartites, todas
com mais de 80% de votos favoráveis. As medidas
priorizam o fortalecimento da produção, organização
e transparência das informações sobre o mundo do
trabalho, além do aprimoramento da gestão das
políticas públicas de emprego, trabalho e renda.
Entre os principais destaques estão a criação e
ampliação de observatórios e sistemas de informação
no âmbito do MTE, a implementação de portais para
ampliar a transparência sobre normas trabalhistas e
a aplicação de recursos do FAT e do FGTS, e a
modernização do Sistema Nacional de Emprego (Sine),
com foco na eficiência da intermediação de mão de
obra e na inclusão no mercado de trabalho. Também
integram o conjunto de propostas o fortalecimento
institucional do Ministério, com medidas voltadas à
reestruturação da carreira administrativa e ao
aprimoramento da capacidade de planejamento e
execução das políticas públicas.
Para o ministro Luiz Marinho, a II CNT representa um
marco na reconstrução do diálogo social no país. “A
Conferência demonstra que o Brasil está
reconstruindo pontes institucionais essenciais ao
desenvolvimento econômico e social. O êxito do
processo reforça o papel do MTE como articulador do
diálogo social”, afirmou. Segundo ele, a
apresentação do caso brasileiro na Organização
Internacional do Trabalho (OIT) projeta o país como
referência internacional na reconstrução do diálogo
tripartite.
Matéria completa:
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/maio/mte-aprova-relatorio-final-da
-ii-conferencia-nacional-do-trabalho-e-consolida-retomada-do-dialogo-social-no-pais
Fonte: MTE

06/05/2026 -
2026:
a encruzilhada democrática
Entre projetos antagônicos de Estado, a
eleição expõe fragilidades institucionais, pressiona
o sindicalismo e testa os limites do pacto social
brasileiro. Este é um alerta ao movimento sindical.
Marcos Verlaine*
São 2 projetos, e um país tensionado. É disso que se
trata as eleições de 2026, que se desenham menos
como alternância de poder e mais como teste de
estresse da própria arquitetura democrática
brasileira.
De um lado, a candidatura associada ao campo
progressista, liderado por Lula (PT), sustenta
agenda ancorada em políticas públicas, valorização
do trabalho e reativação do papel indutor do Estado
para inclusão e desenvolvimento, num Brasil marcado
por exclusão, desequilíbrio e injustiça.
De outro, a consolidação do senador Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) como herdeiro político do bolsonarismo e
preposto do pai, que está preso e inelegível,
reorganiza o projeto neoliberal-conservador, que
combina enxugamento estatal, endurecimento penal,
centralidade do mercado em detrimento do povo e dos
trabalhadores e submissão a interesses estrangeiros.
A polarização, longe de ser apenas eleitoral,
reflete visões distintas sobre o papel da
democracia, das instituições e dos direitos sociais.
O risco, portanto, não está apenas em quem vence,
mas no grau de erosão institucional que o processo
pode produzir.
Empate técnico, desequilíbrio estrutural
As pesquisas mais recentes apontam cenário de empate
técnico no segundo turno, com variações mínimas
entre ambos os lados em disputa. Esse equilíbrio
numérico, no entanto, convive com dado estrutural
relevante: a tendência de vantagem da oposição no
Senado.
Essa assimetria pode reproduzir — ou aprofundar —
problema recorrente no presidencialismo brasileiro
recente: governos eleitos com dificuldade de
governar.
Nesse contexto, a disputa de 2026 não se limita ao
Executivo. A composição do Congresso será
determinante para definir se o País seguirá por rota
de pactuação institucional ou de bloqueio político
permanente.
Trabalho, direitos e o fio da navalha
O debate sobre o mundo do trabalho emerge como um dos
eixos mais sensíveis dessa eleição, que aponta de um
lado para o futuro e de outro para o retrocesso ou
salto para trás. Diante disso, o movimento sindical
precisará “terçar armas”.
Propostas como a redução da jornada, o
fortalecimento da negociação coletiva e a regulação
de novas formas de contratação sinalizam tentativa
de atualização do modelo trabalhista frente à
economia digital.
Por outro lado, a ênfase em flexibilização,
desburocratização e ampliação de formatos
contratuais mais livres reacende o temor de
precarização. O ponto crítico não está na dicotomia
simplista entre “direitos” e “mercado”, mas na
ausência de novo equilíbrio capaz de proteger
trabalhadores sem sufocar a dinâmica econômica.
A experiência recente mostra que mudanças abruptas,
sem mediação institucional robusta, tendem a gerar
ganhos assimétricos e instabilidade social.
Sindicalismo: entre a reinvenção e a irrelevância
Diante desse cenário, o movimento sindical enfrenta
talvez seu maior teste ou desafio desde a
redemocratização. Com estrutura capilarizada — mais
de 17 mil entidades —, sua capacidade de mobilização
ainda é relevante, mas sua influência política tem
oscilado.
A eleição de 2026 coloca o sindicalismo diante de
escolha estratégica: atuar como protagonista na
disputa de projetos ou manter postura reativa,
correndo o risco de ver reduzido seu espaço de
interlocução.
Mais do que apoiar candidaturas, trata-se de
redefinir seu papel num mercado de trabalho em
transformação, marcado por informalidade,
plataformas digitais e fragmentação dos
trabalhadores como classe social.
Risco maior: a corrosão silenciosa
O verdadeiro divisor de águas de 2026 pode não estar
no resultado imediato das urnas, mas na capacidade —
ou incapacidade — de preservar regras do jogo
democrático em meio à disputa.
A história recente brasileira mostra que a erosão
institucional raramente ocorre por ruptura explícita
e abrupta; essa avança por meio de pressões
graduais, deslegitimação de instituições e
tensionamento constante dos limites legais.
Assim, mais do que escolher entre programas
distintos, o País se vê diante de questão mais
profunda: qual o grau de compromisso das forças
políticas em disputa com a estabilidade democrática,
o Estado de Direito e a mediação de conflitos por
vias institucionais.
Se 2026 será “a eleição de nossas vidas”, como
muitos afirmam, e será de fato, isso não se deve
apenas ao contraste entre projetos, mas ao fato de
que o resultado — qualquer que seja — exigirá
maturidade política para evitar que a disputa
democrática se converta em impasse permanente.
Em 2026, o País e os eleitores não estarão sob o
“Dilema de Sofia”1 depois da experiência trágica de
2019-2022 e do contraste de 2023-2026.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
______________
¹ O “Dilema de Sofia” — ou A Escolha de Sofia —
refere-se ao romance de William Styron (1979) e
filme (1982), em que Sofia, polonesa em Auschwitz, é
forçada por nazistas a escolher qual dos 2 filhos
dela viveria e qual seria morto. Se recusasse, ambos
morreriam. Ela fez a opção e viveu assombrada pela
culpa permanente.
Fonte: Diap

06/05/2026 -
Comissão debate impacto da jornada de trabalho na
qualidade de vida
Entre os convidados está o ministro do Trabalho e
Emprego, Luiz Marinho
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que
analisa o fim da escala 6x1 no Brasil debate, nesta
quarta-feira (6), diagnósticos sobre o uso do tempo
para o trabalho. O tema está ligado à PEC 221/19,
que trata da redução da jornada de trabalho. A
audiência pública será às 14 horas, no plenário 2.
Entre os convidados está o ministro do Trabalho e
Emprego, Luiz Marinho.
O debate atende a pedidos dos deputados Túlio
Gadêlha (PSD-PE), Carlos Zarattini (PT-SP), Fernando
Mineiro (PT-RN) e da deputada Julia Zanatta (PL-SC).
Túlio Gadêlha afirma que a audiência é necessária
para demonstrar que a proteção ao tempo de vida da
classe trabalhadora é papel do Estado e não deve
ficar restrita a acordos coletivos e individuais.
Segundo ele, setores em que a escala 6x1 é comum,
como comércio, supermercados, farmácias,
telemarketing e alimentação, têm alta rotatividade e
maior vulnerabilidade na negociação sindical.
Carlos Zarattini argumenta que a comissão precisa
conhecer estudos e pesquisas sobre o uso do tempo de
trabalho, com foco nas consequências da redução da
jornada e da escala de dias de trabalho, sem redução
salarial.
Fernando Mineiro afirma que a medida pode impactar a
vida dos trabalhadores, a economia nacional e as
relações de trabalho. Para ele, o debate deve tratar
também de desigualdades, diferenças de gênero,
qualificação profissional e das condições para
implementar a redução da jornada sem diminuição
salarial.
Júlia Zanatta quer debater quais estudos sustentam a
ideia de que a redução da jornada pode aumentar a
renda. Ela também quer esclarecimentos sobre
consultas públicas, informalidade e impactos nos
empregos formais.
Fonte: Agência Câmara

06/05/2026 -
Comissão da Mulher debate impacto do fim da escala
6x1 para as trabalhadoras
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da
Câmara dos Deputados promove nesta quarta-feira (6)
audiência pública sobre o impacto para as
trabalhadoras do fim da escala 6x1 (seis dias de
trabalho e um de folga por semana).
O encontro será realizado no plenário 14, às 13
horas, e foi sugerido pela presidente do colegiado,
deputada Erika Hilton (Psol-SP), e pelas deputadas
Laura Carneiro (PSD-RJ), Adriana Accorsi (PT-GO) e
Socorro Neri (PP-AC).
O debate faz parte da “Tribuna da Mulher” – reuniões
semanais que buscam aproximar a sociedade e os
movimentos de mulheres dos trabalhos realizados pela
comissão.
Fonte: Agência Câmara

05/05/2026 -
Democracia sob tensão e pressão com escalada de
ataques ao Supremo
Investidas da extrema-direita contra o STF é
estratégia de deslegitimação institucional,
amplificada pela mídia e agravada por divisões no
tribunal
Marcos Verlaine*
O Supremo Tribunal Federal tornou-se alvo
estratégico da extrema-direita, o que explica porque
a escalada de ataques à Corte não é episódica nem
tampouco espontânea. Ao agir assim, esse campo
político revela profundo desprezo pela democracia e
pelo Estado de Direito. Diante disso, cabe aos
democratas enfrentar esse movimento de forma
contínua e determinada.
Trata-se, pois, de estratégia política consistente:
enfraquecer a instituição que, nos momentos mais
críticos recentes, funcionou e tem funcionado como
anteparo às investidas contra a ordem democrática.
Ao assumir protagonismo no enfrentamento a atos
antidemocráticos — especialmente após os
desdobramentos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 —
o STF passou a ocupar, para a extrema-direita, o
papel de o inimigo central, que deve ser combatido e
destruído.
A escolha não é trivial. Ao deslocar o foco para o
Judiciário, esses grupos buscam tensionar a
legitimidade de decisões judiciais, politizar a
atuação da Corte e, em última instância,
reconfigurar os limites institucionais do Estado de
Direito.
Retórica política e cálculo eleitoral
É nesse contexto que se insere a atuação, dentre
outros, do ex-governador Romeu Zema (Novo), que é
pré-candidato à Presidência da República.
Ao intensificar críticas ao STF — incluindo a
produção de conteúdos que ironizam ministros e a
promessa de “novo Supremo” —, o pré-candidato parece
operar em 2 frentes simultâneas: de um lado, dialoga
com base eleitoral já predisposta à desconfiança
institucional; de outro, amplia a visibilidade no
cenário nacional.
O cálculo, assim, é político e eleitoral.
A retórica, no entanto, não é neutra. Ao associar
ministros a práticas ilícitas ou sugerir ruptura na
configuração da Corte, o discurso ultrapassa o campo
da crítica legítima e adentra zona de tensionamento
institucional perigosa.
A reação de integrantes do próprio STF, como a
movimentação envolvendo Gilmar Mendes, evidencia que
essas declarações não são vistas apenas como
posicionamentos políticos, mas como potenciais
vetores de desinformação e deslegitimação da
instituição que protege a Constituição.
Papel ambíguo da imprensa
Parte da imprensa brasileira, ao amplificar essas
declarações sem o devido filtro crítico, contribui
para a escalada do conflito.
Não se trata de defender silêncio ou censura —
pilares incompatíveis com a democracia —, mas de
reconhecer que a mediação jornalística carrega
responsabilidade editorial.
Quando ataques institucionais são reproduzidos como
mera controvérsia política, sem contextualização
adequada, cria-se ambiente em que a excepcionalidade
vira rotina e a crítica destrutiva ganha status de
debate legítimo.
O resultado é a erosão gradual da confiança pública
nas instituições.
Divisão interna e dilema do STF
A resposta do STF a esse cenário está longe de ser
homogênea. Há, no interior da Corte, divisão
relevante e incomoda: parte dos ministros defende
reação mais incisiva, com uso ampliado de
instrumentos legais para conter ataques; outra ala
prefere postura mais contida, temendo que o
enfrentamento direto alimente ainda mais o discurso
de politização do Judiciário.
O fato é que esses ataques têm se intensificado e,
diante das divisões internas, a Corte muitas vezes
não consegue oferecer respostas à altura. Nem aos
golpistas de ocasião, nem tampouco à própria
sociedade.
Esse impasse revela dilema estrutural. Reagir de
forma dura pode reforçar acusações de ativismo; agir
com discrição pode ser interpretado como fragilidade
institucional. Em ambos os casos, o custo político é
elevado.
Assim, será preciso encontrar a média correta entre
ambos os dilemas colocados como desafio.
Entre resistência e desgaste institucional
O STF permanece, de fato, como um dos principais
pilares de contenção de rupturas institucionais no
Brasil recente. Mas essa centralidade tem preço:
quanto mais a Corte atua, mais se expõe ao embate
político.
E quanto mais se expõe mais necessita de equilíbrio
interno, na imprensa, nos amplos setores
democráticos, e inclui-se aí o governo.
O que está em jogo, portanto, não é apenas a imagem
do tribunal, mas o próprio equilíbrio entre os
Poderes. A normalização de ataques sistemáticos ao
Supremo — especialmente quando instrumentalizados
por projetos eleitorais — aponta para risco mais
amplo: o de que a crítica legítima seja substituída
por lógica de corrosão institucional.
Nesse ambiente, a defesa da democracia deixa de ser
consenso básico e passa a ser objeto de disputa, que
é sinal de alerta que o País não pode ignorar.
*Jornalista, analista político e assessor
parlamentar do Diap
Fonte: Diap

05/05/2026 -
Governo Lula lança publicidade em defesa do fim da
escala 6×1: ‘Tempo é direito’
Em peça publicitária, Lula afirma que tempo de
descanso é direito essencial, rebate temor de quebra
da economia e sustenta que redução da jornada
favorece saúde mental e evolução do País
O governo do presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva (PT), lançou na noite do domingo, 4,
uma nova peça publicitária para defender o fim da
escala 6×1. Na produção, o Executivo diz que ter
mais tempo para descanso é um direito do trabalhador
e que outras conquistas trabalhistas não quebraram o
País, apesar do temor do mercado financeiro.
“Limitar a jornada, garantir descanso semanal,
férias, licença maternidade, foram conquistas que
devolveram o tempo às pessoas. Contra cada uma delas
disseram que o Brasil ia quebrar. Não quebrou e
direitos foram garantidos. Tempo é direito”, afirma
a peça publicitária.
Ela diz também que ter apenas um dia de folga não
garante um descanso do trabalhador e que isso se
torna um “privilégio” que gera injustiça.
“A luta aqui é por dignidade, por direito ao tempo,
por saúde mental, por vida além do trabalho”, diz um
trecho. “Três de cada dez brasileiros com carteira
assinada trabalham seis por um. Isso significa ter
apenas um dia de descanso. Um único dia, que na
prática não é descanso. É lavar roupa, limpar a
casa, fazer compras, resolver problemas”, afirma a
produção.
A peça também defende que a redução da jornada de
trabalho vai acarretar uma melhora da produtividade
por parte dos trabalhadores. “Trabalhadores
descansados produzem mais, cometem menos erros,
duram mais os empregos. Um país exausto não cresce.
Um país que respira, evolui. Mais tempo significa
mais saúde, mais estudo, mais vida. Fim da escala
seis por um é tempo com a família”, diz.
O conteúdo foi compartilhado nos perfis do governo
nas redes sociais. No Instagram, em 15 horas, obteve
3,6 mil curtidas e 600 compartilhamentos.
Fonte: Estadão Conteúdo

04/05/2026 -
O
1º de Maio e a redução da jornada
Artigo dos presidentes das Centrais Sindicais*
O Dia do Trabalhador está diretamente ligado à luta
pela redução da jornada. A origem da data remete à
greve geral ocorrida em Chicago, EUA, em 1º de maio
de 1886, cuja principal reivindicação era reduzir o
tempo de trabalho — que chegava a 17 horas diárias.
A mobilização, que completa 140 anos, foi duramente
reprimida, transformando-se em símbolo de
resistência e luta.
Desde então, trabalhadores no Brasil e no mundo
obtiveram importantes conquistas. No Brasil, o
principal marco foi a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), em 1943, que, entre outras
melhorias, estabeleceu a jornada de 8 horas diárias
e 48 horas semanais — um avanço significativo em um
contexto em que a jornada frequentemente
ultrapassava 14 horas por dia, com escalas que
invadiam sábados e até manhãs de domingo.
Outro momento decisivo foi a Constituição Federal de
1988, que, consolidando uma luta sindical construída
nas campanhas salariais de 1985, diminuiu a carga
horária semanal de 48 para 44 horas.
Diante desse histórico, surge a pergunta: por que,
em 2026, ainda empunhamos a bandeira da redução da
jornada — hoje também expressa na luta pelo fim da
escala 6x1?
Em 140 anos, importantes conquistas promoveram
regulamentação e atenuaram os abusos do início da
industrialização. No entanto, as condições de
trabalho também se transformaram e hoje permitem
maior equilíbrio na organização do tempo, da
produção e na distribuição dos ganhos. Avançar nesse
sentido é fundamental para construir uma sociedade
mais justa.
Além disso, a partir da década de 1980, com as
crises do capitalismo, houve uma desestruturação dos
setores produtivos, marcada pelo aumento do
desemprego, pela expansão da terceirização e pelo
crescimento da informalidade.
Esse cenário foi aprofundado com a reforma
trabalhista de 2017, que abriu brechas para a
precarização e para o aumento da jornada, ao
flexibilizar regras de contratação e normas
relacionadas ao tempo de alimentação, descanso e
deslocamento.
Para os trabalhadores na informalidade, a situação é
ainda pior. Muitos revivem os abusos do início da
industrialização, com jornadas que chegam àquelas 17
horas diárias do século XIX. Trata-se de um
contingente que permanece à margem das conquistas
acumuladas ao longo desses 140 anos de luta.
Diante desse quadro, a defesa da redução da jornada
não é apenas uma pauta histórica — é uma necessidade
contemporânea. E ela envolve mais do que o tempo de
trabalho: a carga horária excessiva provoca desgaste
físico, rebaixamento salarial, dificulta o acesso à
formação e agrava a saúde mental.
Assim, ao completar 140 anos, o 1º de Maio reafirma
seu sentido original: a luta pelo tempo de vida. Em
um mundo marcado por avanços tecnológicos, de um
lado, e novas formas de exploração, de outro,
resgatar essa luta é atualizar o significado
histórico da data, mantendo viva a busca por
dignidade, equilíbrio e justiça social para a classe
trabalhadora.
* Miguel Torres, presidente da Força Sindical;
Sérgio Nobre, presidente da CUT; Ricardo Patah,
presidente da UGT; Adilson Araújo, presidente da
CTB; Antonio Neto, presidente da CSB; Sônia Zerino,
presidente da NCST.
Fonte: NCST

04/05/2026 -
Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já
registrado no período
Pnad Contínua: país tinha 6,6 milhões de pessoas
em busca de trabalho
A taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano
ficou em 6,1%. O indicador fica acima do registrado
no quarto trimestre de 2025 (5,1%), porém é a menor
taxa de desocupação para um primeiro trimestre desde
2012, quando começou a série histórica da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Nos três primeiros meses do ano passado, o
desemprego tinha marcado 7%. Os dados foram
divulgados na quinta-feira (30) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio
de Janeiro.
Desde o trimestre encerrado em maio de 2025, a taxa
de desemprego não ultrapassava 6%. No trimestre
móvel encerrado em fevereiro de 2026, a taxa de
desocupação foi de 5,8%.
No entanto, o IBGE não recomenda comparação em meses
imediatamente seguidos, pois há sobreposição de
dados. Por exemplo, os números de fevereiro se
repetem nas duas últimas divulgações da pesquisa.
Por isso, o instituto prefere fazer comparações com
o quarto trimestre de 2025.
Trabalhadores
O primeiro trimestre de 2026 terminou com 6,6 milhões
em busca de emprego. É a chamada população
desocupada. O contingente é 19,6% superior (1,1
milhão de pessoas) ao do quarto trimestre de 2025,
porém fica 13% a menos que o primeiro trimestre de
2025.
No mesmo trimestre, o total de ocupados chegou a 102
milhões de pessoas, 1 milhão a menos que no último
trimestre de 2025 e 1,5 milhão acima do contingente
do primeiro trimestre do ano passado, ou seja,
comparação anual.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/desemprego-no-1o-trimestre-e-de-61-o-menor-ja-registrado-no-periodo
Fonte: Agência Brasil

04/05/2026 -
Emprego formal cresce e alcança marca de 49 milhões
no Brasil
Aumento sobre igual período de 2025 foi de 2,6%.
Em 12 meses, foram criadas mais de 1,2 milhão de
vagas com carteira assinada
O Brasil criou, em março, 228.208 novos empregos com
carteira assinada. Com isso, o país ultrapassou 49
milhões de vínculos formais ativos, alta de 2,6% em
relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados fazem parte do Novo Caged e foram
divulgados na quarta-feira (29) pelo Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE).
Considerando o resultado de março, o País acumula
613.373 novas vagas formais somente no primeiro
trimestre do ano.
Já no recorte dos últimos 12 meses, entre abril de
2025 e março de 2026, foram criados mais de 1,2
milhão de empregos com carteira assinada.
Na comparação com março de 2025, quando foram
geradas 79.994 vagas, o saldo de março deste ano
confirma a expansão do mercado de trabalho formal.
Estados e setores
Ainda de acordo com os dados, 24 estados tiveram
resultado positivo, com destaque para São Paulo
(+67.876), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro
(+23.914).
Já Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe
(-338) ficaram com saldo negativo.
No recorte por setor econômico, o de serviços foi o
maior gerador de postos no mês, com mais 152.391
vagas (+0,6%).
Na sequência está o segmento de construção registrou
aumento de 38.316 postos formais.
O terceiro maior gerador foi a indústria, com saldo
de 28.336 postos, seguido pelo comércio, com 27.267
empregos.
Gênero, idade e raça
Segundo o Caged, as mulheres obtiveram melhores
resultados, ficando com 132.477 novas vagas,
enquanto os homens ficaram com 95.731 postos.
Considerando a faixa etária, os jovens de até 24
anos respondem por 72,6% do saldo total no mês, o
equivalente a 165.785 postos.
No recorte por raça, o balanço foi positivo para
pardos (142.228), brancos (68.663), pretos (33.823)
e amarelos (883).
Quanto ao nível de escolaridade, pessoas com ensino
médio completo (183.037) lideraram a ocupação dos
postos, seguidas por trabalhadores com nível
superior (23.265).
Fonte: Portal Vermelho

04/05/2026 -
Salário médio do trabalhador amplia recorde e chega
a R$ 3.722
Em um ano, valor sobe 5,5% acima da inflação
O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro
alcançou R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026.
Esse valor representa acréscimo real – já descontada
a inflação – de 5,5% em relação ao registrado no
mesmo período de 2025. É o maior registrado em toda
série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
O trimestre encerrado em março é o segundo
consecutivo em que o salário médio supera a casa dos
R$ 3,7 mil. No período de três meses terminado em
fevereiro, o rendimento foi de R$ 3.702. Na
comparação com o quarto trimestre de 2025, quando o
valor era de R$ 3.662, houve expansão de 1,6%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), no Rio de Janeiro.
A pesquisa do IBGE coleta informações de dez grupos
de atividades. Em oito deles, o rendimento médio
ficou estável (sem variação significativa). Em dois,
houve aumento médio de salários: no comércio, alta
de 3% (mais R$ 86); na administração pública, 2,5%
(mais R$ 127).
Causas
A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE,
Adriana Beringuy, considera que parte desse
rendimento recorde pode ser atribuída ao aumento do
salário mínimo, no começo de janeiro, fixado em R$
1.621.
“Pode ter uma participação já dessa questão do
reajuste do salário mínimo, que é uma recomposição e
até ganhos reais [acima da inflação].”
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/salario-medio-do-trabalhador-amplia-recorde-e-chega-r-3722
Fonte: Agência Brasil

04/05/2026 -
Redução da jornada na Europa não afetou PIB nem
nível de emprego
Estudo do Instituto de Economia do Trabalho
analisou reformas em cinco países e concluiu que
economia absorveu mudanças sem perdas
Um estudo publicado pelo IZA@LISER Network (antigo
Institute of Labor Economics) traz evidências
sólidas para o debate global sobre a jornada de
trabalho. A pesquisa analisou reformas de redução de
horas semanais em cinco países europeus entre os
anos de 1995 e 2007, concluindo que a diminuição do
tempo de serviço não gerou queda significativa no
Produto Interno Bruto (PIB) nem afetou negativamente
o nível de emprego nas nações observadas.
Intitulado “The Employment Effects of Working Time
Reductions: Sector-Level Evidence from European
Reforms”, o artigo científico é assinado pelos
pesquisadores Cyprien Batut, da Paris School of
Economics; Andrea Garnero, ligado à OCDE e ao IZA; e
Alessandro Tondini, do FBK-IRVAPP. O levantamento
utilizou dados setoriais do EU KLEMS e da European
Labour Force Survey para medir os impactos reais das
mudanças legislativas.
Impacto setorial
Os autores examinaram reformas nacionais que reduziram
a jornada padrão em diferentes contextos: na França,
de 39h para 35h; em Portugal, de 44h para 40h; na
Itália, de 48h para 40h; na Bélgica, de 40h para
38h; e na Eslovênia, de 42h para 40h. A metodologia
comparou setores com maior proporção de
trabalhadores acima do novo limite de horas com
aqueles menos afetados pelas novas regras.
Os resultados mostram que o número de horas
trabalhadas caiu significativamente nos setores mais
expostos, variando entre 1,3% e 6%. No entanto, ao
contrário do que argumentam setores conservadores,
não houve perda de postos de trabalho. O documento
afirma que os resultados não apoiam a visão de que
reformas na jornada padrão, que mantêm os salários
mensais e semanais, tenham efeito negativo sobre o
emprego.
Produto Interno Bruto
Quanto ao PIB e ao valor adicionado setorial, o estudo
aponta que o impacto foi insignificante do ponto de
vista estatístico. Durante o período analisado, os
países registraram crescimento econômico robusto, e
a economia foi capaz de absorver a redução do tempo
de trabalho. Segundo o texto, o coeficiente sobre o
output, medido como valor adicionado em cada setor,
manteve-se estável.
Outro dado relevante refere-se ao salário-hora e à
produtividade. Com a manutenção do poder de compra
mensal dos trabalhadores e a redução das horas, o
valor recebido por hora trabalhada subiu. Os
pesquisadores indicam que o valor adicionado por
hora mostrou tendência positiva, sugerindo que a
eficiência do trabalho pode ser otimizada em
jornadas menores.
Debate necessário
Os autores resumem que, embora o emprego não tenha
aumentado por meio da redistribuição de vagas — a
chamada “partilha do trabalho” —, a economia
absorveu o aumento do custo do trabalho por hora sem
efeitos colaterais consideráveis. “É possível que a
redução do tempo de trabalho tenha sido rapidamente
absorvida”, concluem.
No cenário brasileiro, onde o Congresso Nacional
discute propostas como o fim da escala 6×1 e a
redução da jornada constitucional, o estudo do IZA
serve como subsídio técnico fundamentado. Os dados
refutam a tese de que a redução de jornada levaria
automaticamente ao fechamento de vagas ou ao colapso
da produção econômica.
O IZA@LISER Network é uma referência global em
economia do trabalho, contando com uma rede de mais
de 2 mil pesquisadores. O estudo completo, com todos
os dados e tabelas estatísticas, permanece
disponível para consulta pública na plataforma da
instituição alemã.
Fonte: Portal Vermelho

|