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Blog - Últimas Notícias
08/10/2026 -
Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre apoio ao fim da
escala 6x1
Candidato à reeleição também defendeu PEC da
Segurança Pública
O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz
Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira
(7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a
proposta de redução da jornada de trabalho 6x1, que
prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem
redução salarial.
Em discurso durante plenária do PT com
parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar
a posição do adversário sobre o tema.
“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai
votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E
desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”,
disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se
manifestado contrariamente à proposta.
O candidato do PL tem defendido que o trabalhador
deve ter liberdade para escolher sua própria carga
horária.
“Nossa proposta é dar liberdade para que o
trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme
a sua possibilidade e necessidade. Quem quer
trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer
trabalhar menos vai ter o direito de priorizar
outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro
em entrevista nesta terça-feira (6).
Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria
vantagens para os trabalhadores.
“Eles estão inventando uma história, como se, em um
acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma
vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir
a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e
dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.
Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC
da Segurança Pública, uma das principais propostas
do governo para ampliar a coordenação entre União,
estados e municípios no enfrentamento ao crime
organizado.
Segundo ele, a experiência das últimas décadas
mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta”
da responsabilidade atribuída pela Constituição de
1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação
federal por meio da Polícia Federal, da Polícia
Rodoviária Federal e da Polícia Penal.
O presidente também afirmou que o governo pretende
transformar 138 unidades prisionais em presídios de
segurança máxima para enfraquecer facções
criminosas. Também está entre as prioridades a
criação do Ministério da Segurança Pública após a
aprovação da PEC.
Ao resumir a diretriz que defende para o setor de
segurança, Lula disse que sua campanha adotará o
lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o
bandido: prisão”.
Fonte: Agência Brasil

09/10/2026 -
ANEEL debate possível caducidade da concessão da
Enel
Reunião da ANEEL discute possível caducidade da
Enel. Chicão acompanha debate e defende
fiscalização, investimentos e empregos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
realizou sua 20ª Reunião Pública Ordinária da
Diretoria de 2026, com debates sobre questões
importantes do setor elétrico.
Entre os principais assuntos da reunião, ganhou
destaque a possível caducidade da concessão da Enel
Distribuição São Paulo, medida que pode provocar
mudanças significativas no setor.
Nesse contexto, o encontro abordou uma questão que
envolve a prestação de serviços essenciais, além de
possíveis impactos sobre trabalhadores, contratos,
investimentos e consumidores paulistas.
O debate também reforçou a importância da
fiscalização regulatória e do cumprimento das
obrigações contratuais, especialmente diante dos
problemas enfrentados pela concessionária em São
Paulo.
Chicão acompanha debate e defende fiscalização
O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo (STIEESP), Eduardo Annunciato, o Chicão,
participou da reunião e acompanhou as discussões
sobre o futuro da concessão.
Para o dirigente sindical, a possível caducidade
exige responsabilidade, pois uma mudança precipitada
pode comprometer empregos, contratos, investimentos
e a continuidade dos serviços de energia elétrica.
“O Sindicato defende que a ANEEL exerça seu papel de
fiscalização, cobrando da Enel investimentos,
manutenção da rede e melhoria efetiva na qualidade
do serviço, com metas e prazos claros”, afirma o
presidente.
Caducidade não é solução
Além disso, Chicão defende que a ANEEL cobre
resultados concretos da Enel, estabeleça
responsabilidades e acompanhe rigorosamente o
cumprimento das obrigações previstas no contrato de
concessão.
Segundo o posicionamento sindical, a concessionária
precisa responder por eventuais descumprimentos,
enquanto a perda da concessão deve representar uma
consequência caso a empresa desrespeite
determinações regulatórias.
Trabalhadores também estão no centro do debate
Nesse sentido, o Sindicato destaca que qualquer
decisão precisa considerar os profissionais
responsáveis pela operação, manutenção e atendimento
das ocorrências registradas diariamente no sistema
elétrico paulista.
Por fim, o STIEESP continuará acompanhando as
discussões na ANEEL, defendendo empregos, direitos,
segurança dos eletricitários e melhorias efetivas na
qualidade dos serviços prestados à população.
Fonte: Rádio Peão Brasil

09/10/2026 -
Paim: Redução da jornada é reivindicação histórica
Ao discursar em Plenário nesta quarta-feira (7), o
senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu mais uma vez a
redução da jornada de trabalho, por meio da
aprovação da PEC 221/2019 — proposta de emenda à
Constituição que está em discussão na Casa.
Ele destacou que essa é uma reivindicação histórica
que acompanha as mudanças nas relações laborais dos
últimos séculos.
— O mundo está avançando. O Brasil precisa avançar.
Lembramos que lá atrás eram praticamente 60 horas
por semana, e o mundo caminhou para menos de 40
horas. O Brasil está agora lutando para chegar às 40
horas. Isso não é ruptura com a história; é
continuidade da história. É a própria história
conquistando o seu tempo — declarou.
Paim argumentou que, em razão dos avanços
tecnológicos, os trabalhadores hoje podem ter mais
tempo livre para consumir bens e serviços, ou seja,
têm mais tempo para movimentar a economia.
— Uma pessoa descansada não é uma pessoa que deixou
de produzir; é uma pessoa que produz melhor e tem
até condições de passear com a família. O corpo
humano tem limites, a mente humana tem limites, o
descanso não é luxo. O descanso é uma necessidade e
faz muito bem para a saúde — disse ele.
Ao criticar a escala 6x1, ele afirmou que nela
muitos trabalhadores precisam utilizar o único dia
de folga para realizar tarefas domésticas e cuidar
da família — especialmente as mulheres. Ele reiterou
que o debate sobre a redução da jornada também
envolve saúde, segurança e qualidade de vida.
Fonte: Agência Senado

09/10/2026 -
Eleito senador, Mauro Mendes defende jornada diária
de até 16 horas
Declaração ocorre no momento em que o Senado
discute justamente a redução da jornada semanal para
40 horas e o fim da escala 6x1.
Eleito senador por Mato Grosso nas eleições de 2026,
Mauro Mendes (União) defendeu uma flexibilização das
regras trabalhistas brasileiras para permitir
jornadas diárias que possam chegar a 12, 14 ou até
16 horas, desde que o trabalhador seja remunerado
por isso.
A declaração ocorre no momento em que o Senado
discute justamente a redução da jornada semanal para
40 horas e o fim da escala 6x1. Mendes foi o
candidato mais votado para o Senado em Mato Grosso,
com 1.187.352 votos, equivalentes a 33,21% dos votos
válidos, e tomará posse em fevereiro de 2027.
"Eu, particularmente, defendo que o trabalhador no
Brasil possa trabalhar como se trabalha nos Estados
Unidos", afirmou. Segundo o senador eleito,
brasileiros que migram para os EUA chegam a
trabalhar "12, 14, 16 horas por dia" e recebem mais
por isso.
"No Brasil, se um trabalhador trabalhar 11 horas por
dia, o patrão, a empresa, vai ser processado por
trabalho escravo. Olha que absurdo", disse Mendes. O
Código Penal enquadra como condição análoga à de
escravo situações como trabalho forçado, jornada
exaustiva, condições degradantes ou restrição de
locomoção.
Pelas regras gerais da CLT, a duração normal da
jornada não deve ultrapassar oito horas por dia. A
legislação permite o acréscimo de até duas horas
extras diárias, mediante acordo individual,
convenção ou acordo coletivo, com remuneração
adicional ou compensação pelas regras aplicáveis.
Por isso, a comparação feita por Mendes entre o
simples cumprimento de 11 horas de trabalho e uma
acusação de trabalho escravo não corresponde
diretamente ao que estabelece a legislação. A
caracterização de "jornada exaustiva", mencionada no
artigo 149 do Código Penal, depende das
circunstâncias concretas e está associada à violação
da dignidade e das condições de saúde e segurança do
trabalhador, e não apenas a um número isolado de
horas trabalhadas.
Fonte: Congresso em Foco

09/10/2026 -
BC cria indicador para acompanhar reajustes
salariais negociados
Ganhos reais foram mais frequentes em períodos de
baixa desocupação
O Banco Central (BC) passará a divulgar mensalmente um
novo conjunto de indicadores sobre reajustes
salariais negociados em convenções coletivas de
trabalho. A iniciativa deve ampliar a capacidade de
monitorar as condições do mercado de trabalho e seus
efeitos sobre a inflação.
Com base em informações do Sistema de Negociações
Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do
Trabalho e Emprego, os indicadores mostrarão os
percentuais de reajustes negociados e a proporção de
acordos que resultaram em aumentos acima, abaixo ou
em linha com a inflação.
As estatísticas incluirão os reajustes nominais, que
representam o aumento dos salários em valores
correntes, e os reajustes reais, que descontam a
inflação e indicam se houve ganho efetivo de poder
de compra para os trabalhadores.
A nova base permitirá ao BC acompanhar com maior
precisão o comportamento das negociações salariais e
avaliar como as condições do mercado de trabalho
influenciam a dinâmica dos salários.
Estudo divulgado pelo BC mostra que ganhos reais de
salário tendem a ser mais frequentes em períodos de
mercado de trabalho aquecido e de baixa taxa de
desemprego.
De acordo com a autoridade monetária, esse movimento
foi observado entre 2012 e 2014 e voltou a aparecer
a partir de 2023, quando cresceu a proporção de
convenções coletivas com reajustes acima da
inflação.
Segundo a análise, os reajustes negociados mantêm
forte relação com a inflação medida pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Embora não haja obrigação legal de reposição
integral das perdas inflacionárias, a inflação
acumulada continua sendo uma das principais
referências para trabalhadores e empregadores
durante as negociações.
Ferramenta adicional
A divulgação regular dos indicadores ampliará o
conjunto de informações disponíveis para a sociedade
acompanhar a evolução dos salários negociados no
país e sua relação com a inflação.
Os dados abrangem convenções coletivas de todas as
regiões e dos principais setores da economia, como
agropecuária, indústria, construção, comércio e
serviços, e estarão disponíveis no Sistema
Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco
Central.
Fonte: Agência Brasil

08/10/2026 -
Na Pressão mobiliza pela redução de jornada e fim da
escala 6×1
Plataforma permite cobrar senadores pela
aprovação do fim da escala 6×1 e redução da jornada
semanal, sem redução dos salários
A plataforma Na Pressão intensifica a mobilização
para trabalhadores cobrarem dos senadores a
aprovação do fim da escala 6×1 e redução da jornada.
Atualmente, a campanha defende reduzir a jornada
semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial,
além de garantir o fim da escala 6×1.
A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio, a
Proposta de Emenda à Constituição que estabelece
essas mudanças nas relações trabalhistas.
Entretanto, para que a mudança avance, a PEC ainda
precisa da aprovação do Senado Federal, etapa
considerada decisiva pela campanha organizada na
plataforma digital.
Por isso, a iniciativa busca ampliar a participação
popular e estimular trabalhadores, sindicalistas e
movimentos sociais a cobrarem diretamente
posicionamentos dos senadores sobre a proposta.
Trabalhadores podem cobrar senadores
Além disso, a ferramenta permite selecionar
parlamentares e enviar mensagens diretamente por
e-mail, WhatsApp e outras redes sociais,
fortalecendo a mobilização nacional dos
trabalhadores.
A plataforma também permite acompanhar
posicionamentos dos senadores, classificados entre
favoráveis, contrários e indecisos, direcionando a
mobilização principalmente aos parlamentares que
ainda não definiram voto.
Luta histórica
Conforme destaca a campanha, a mudança representa uma
reivindicação histórica da classe trabalhadora,
defendida pela CUT, demais centrais sindicais e
diferentes movimentos sociais brasileiros
organizados.
Nesse sentido, a mobilização associa redução da
jornada ao direito ao descanso, convivência familiar
e melhoria das condições de vida, mantendo
integralmente os salários dos trabalhadores.
A campanha reforça que a participação popular pode
ampliar a cobrança sobre o Senado e transformar uma
reivindicação histórica dos trabalhadores
brasileiros em direito constitucional efetivo.
Participe Aqui
da mobilização
Fonte: Rádio Peão Brasil

08/10/2026 -
Centrais sindicais defendem Lula e ampliação do
diálogo no segundo turno
Nota assinada por oito lideranças pede correção
de rumos na campanha, fortalecimento das alianças e
aproximação com eleitores de outros candidatos
Em sua primeira manifestação unitária após o
primeiro turno das eleições presidenciais, oito
centrais sindicais defenderam a eleição de Luiz
Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin e fizeram um
chamado à ampliação do diálogo com a sociedade.
Divulgado nesta terça-feira (6), o documento também
propõe reconhecer as limitações da campanha e
corrigir rumos para o segundo turno.
Intitulada “Dialogar,
ampliar alianças e defender o futuro do Brasil”,
a nota afirma que estão em disputa dois projetos: um
que valoriza o trabalhador e apoia sua ascensão e
outro que considera o empobrecimento e a
desigualdade consequências aceitáveis da manutenção
de privilégios.
As entidades associam a eleição de Lula ao
fortalecimento da atuação do Executivo junto ao
Congresso Nacional em defesa de reivindicações
trabalhistas, como o fim da escala 6×1 e a redução
da jornada sem redução salarial.
Reconhecer limitações e corrigir rumos
O documento pede uma avaliação do resultado das urnas
e da própria atuação na campanha. “É hora de
recalibrar, reconhecer quais foram as limitações e
corrigir rumos”, afirmam as lideranças.
Para as centrais, é necessário explicar melhor os
projetos de desenvolvimento em disputa, ouvir mais a
população e fortalecer as relações políticas que
assegurem amplitude à aliança.
A nota também defende que a campanha ultrapasse sua
base de apoio. “É preciso romper a bolha e olhar
para o conjunto da sociedade, e não apenas para
partes dela, compreendendo quais temas nos unem e
quais nos dividem”, destaca o texto.
Diálogo com eleitores e novas alianças
As entidades propõem conversar com quem votou em
Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Flávio
Bolsonaro, assim como com os brasileiros que votaram
em branco, anularam o voto ou não compareceram às
urnas.
“Dialogar não é apenas apresentar uma opinião: é
ouvir, compreender a realidade e as motivações do
outro”, ressalta o documento.
No campo político, as centrais defendem a
reconstrução de pontes com lideranças e partidos que
estão além da atual aliança em torno de Lula e
Alckmin. “Agora é a hora da grande política”,
afirmam.
Ao concluir, as organizações sustentam que as
conquistas necessárias à classe trabalhadora e ao
povo estão alinhadas ao projeto de Lula e Alckmin e
alertam: “O futuro do Brasil e dos brasileiros está
em jogo!”
Signatários
Assinam a manifestação Sérgio Nobre, presidente da
CUT; Miguel Torres, presidente da Força Sindical;
Ricardo Patah, presidente da UGT; Ronaldo Leite,
presidente em exercício da CTB; Antonio Neto,
presidente da CSB; Sônia Maria Zerino da Silva,
presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST); Nilza Pereira, secretária-geral da
Intersindical Central da Classe Trabalhadora; e José
Gozze, presidente da PÚBLICA — Central do Servidor.
Leia aqui a nota na íntegra:
Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do
Brasil
Fonte: Rádio Peão Brasil

08/10/2026 -
A
democracia precisa de todos nós
Fãs de Beyoncé, Taylor Swift, BTS, entre outros,
usam redes para apoiar Lula. Comunidades treinadas
organizam mutirões, produzem conteúdo e transmitem
mensagens. Ações buscam alcançar mais de 33 milhões
que não votaram.
Há momentos em que a democracia exige mais do que
votar. Exige mobilização, organização e disposição
para convencer. O segundo turno de 2026 é um desses
momentos especiais da política da vida.
Diante da ameaça representada pelo avanço da extrema
direita e dos ataques recorrentes ao Estado de
Direito, toda ajuda democrática é fundamental. Não
basta esperar que partidos, candidatos ou governos
façam o trabalho. A democracia é construção
coletiva. E sua defesa também.
É nesse sentido que chama atenção a mobilização
espontânea de comunidades de fãs de artistas
nacionais e internacionais. São os chamados
fandoms¹ ligados a Beyoncé, Taylor Swift,
BTS, Lady Gaga, Bad Bunny, Billie Eilish, Anitta,
Luísa Sonza, Marina Sena e tantos outros colocaram
as redes digitais deles à disposição da campanha de
Lula.
Não falam ou se posicionam em nome dos artistas. São
comunidades organizadas por fãs, mas que aprenderam
a produzir conteúdo, mobilizar pessoas e fazer
circular mensagens em escala.
Força que os partidos precisam enxergar
O dado mais importante talvez esteja fora das urnas:
mais de 33 milhões de brasileiros não votaram no
primeiro turno.
Não significa que esses eleitores estejam esperando
Lula. Tampouco que possam ser automaticamente
convertidos em votos. Significa que existe parcela
gigantesca da sociedade que precisa ser alcançada,
ouvida e convencida a ir votar e se posicionar pela
democracia.
E aqui há lição para partidos e campanhas. Os
fandoms entenderam algo que a política tradicional
frequentemente esquece: “ninguém precisa fazer tudo,
mas todos podem fazer alguma coisa”, esta é a
mensagem dos fandoms à campanha de Lula.
Um eleitor pode conversar com um vizinho. Outro pode
produzir um vídeo. Outro pode compartilhar uma
informação correta. Outro pode organizar uma
reunião. Outro pode colocar a profissão, o
conhecimento ou a rede de contatos a serviço da
democracia.
É assim que uma comunidade deixa de ser audiência e
se transforma em força política.
Esperança é ação
A esperança não pode ser confundida com espera.
Esperança sem ação é apenas desejo.
O resultado do primeiro turno não autoriza
triunfalismo, mas tampouco permite fatalismo. A
diferença entre Lula e Flávio foi pouco superior a
2,2 milhões de votos, enquanto dezenas de milhões de
eleitores não compareceram às urnas.
É verdade, trata-se de eleição difícil. Mas difícil
não significa decidida.
Lula já protagonizou algumas das maiores rupturas da
história eleitoral brasileira. Perdeu 3 eleições
presidenciais antes de chegar ao Planalto, em 2002.
Em 2022, derrotou um presidente que buscava a
reeleição e tornou-se o primeiro brasileiro eleito 3
vezes para a Presidência.
Agora, há nova possibilidade histórica: ser o
primeiro presidente brasileiro a vencer o segundo
turno depois de terminar o primeiro em segundo
lugar.
Democracia não se terceiriza
O que está em jogo ultrapassa a preferência por
candidato. É a escolha entre preservar e aprofundar
a democracia ou permitir que a política seja
capturada pelo autoritarismo, pela intolerância e
pela negação das instituições.
Por isso, cada pessoa que acredita no Estado de
Direito tem responsabilidade. Não é preciso ser
militante, influenciador ou dirigente partidário. É
preciso não permanecer indiferente.
A extrema direita aprendeu a usar redes, comunidades
e afetos para mobilizar. A democracia precisa
aprender a fazer o mesmo. Mas sem mentira, sem ódio
e sem manipulação.
A história ainda está sendo escrita. E ninguém está
fora dessa.
Neste momento, toda ajuda conta. Toda conversa
conta. Todo voto conta. Toda pessoa mobilizada
conta. Porque a democracia não será salva por
espectadores. Democracia precisa de cidadãos
dispostos a defendê-la.
_____________
¹ Fandom é subcultura ou comunidade digital
formada por pessoas que compartilham paixão profunda
por temas em comum, como artistas, séries, filmes,
jogos ou animes. O termo une as palavras em inglês
fan — fã — e o sufixo -dom, que indica estado ou
reino, traduzido livremente como “reino dos fãs”.
Fonte: Portal Vermelho

08/10/2026 -
Novo Congresso ameaça avanço do fim da escala 6×1
Nova composição do Congresso dificulta fim da
escala 6×1 e amplia preocupação sindical com
possíveis mudanças nos direitos trabalhistas
O resultado das eleições de 2026 pode dificultar
significativamente o avanço do fim da escala 6×1,
uma das principais reivindicações atuais dos
trabalhadores brasileiros.
A proposta em discussão pretende reduzir a jornada
de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias
de descanso, sem qualquer redução dos salários
atuais.
Além disso, o governo Lula busca manter o calendário
de discussão no Senado, enquanto setores da oposição
trabalham para adiar a apreciação dessa importante
matéria.
Entretanto, o debate trabalhista poderá seguir
caminho contrário, porque parlamentares
conservadores defendem mudanças profundas na
legislação aprovada durante décadas de organização
dos trabalhadores brasileiros.
PEC propõe pagamento pelas horas trabalhadas
Nesse cenário, a PEC 12/2026, apresentada pelo senador
Rogério Marinho, ganhou destaque ao propor mudanças
significativas nas regras sobre jornada e
remuneração dos trabalhadores.
A proposta elimina o conceito de jornada mínima e
estabelece pagamento pelas horas efetivamente
trabalhadas, mantendo recolhimentos proporcionais
relacionados aos direitos previstos pela legislação
trabalhista.
Seus defensores apresentam a medida como ampliação
da “liberdade ao trabalhador”, permitindo que
empregados negociem diretamente com empregadores a
duração das respectivas jornadas de trabalho.
Por outro lado, sindicalistas e especialistas
criticam a proposta porque enxergam riscos para
previsibilidade salarial, negociação coletiva e
proteção garantida aos trabalhadores pela
Constituição Federal.
Segundo essas avaliações, o pagamento exclusivamente
por horas trabalhadas poderia reduzir indiretamente
salários e enfraquecer acordos coletivos mediados
pelos sindicatos nas diferentes categorias
profissionais brasileiras.
Negociação coletiva também entra no debate
Além disso, propostas defendidas por setores
conservadores pretendem ampliar novamente o chamado
“negociado sobre o legislado”, princípio que marcou
profundamente a reforma trabalhista aprovada em
2017.
O debate envolve ainda maior espaço para contratos
individuais, enquanto sindicatos defendem
negociações coletivas capazes de equilibrar relações
entre trabalhadores e empresas nas diferentes
categorias.
Outro ponto de preocupação envolve declarações sobre
uma eventual revisão das reformas trabalhista e
previdenciária, incluindo possíveis mudanças nas
atuais regras para aposentadoria dos brasileiros.
Diante desse cenário, o movimento sindical terá
papel decisivo na defesa dos direitos, fortalecendo
mobilização, negociação coletiva e diálogo com
trabalhadores e parlamentares democraticamente
eleitos.
Assim, temas como fim da escala 6×1, redução da
jornada sem redução salarial e proteção
previdenciária permanecem centrais na agenda
sindical brasileira dos próximos anos.
Fonte: Rádio Peão Brasil

07/10/2026 -
Direitos dos trabalhadores entram no centro do
debate
Para o movimento sindical, o segundo turno também
representa uma oportunidade para colocar
reivindicações históricas e atuais dos trabalhadores
no centro do debate político nacional
Entre essas pautas, destaca-se o fim da escala 6×1,
proposta que relaciona diretamente jornada,
descanso, saúde, convivência familiar e melhor
qualidade de vida.
Além disso, a redução da jornada sem redução
salarial permanece entre as principais
reivindicações sindicais, relacionando
produtividade, avanços tecnológicos e melhores
condições de trabalho.
A Câmara aprovou neste ano proposta que reduz
gradualmente a jornada semanal para 40 horas,
garante duas folgas semanais e mantém integralmente
os salários.
Valorização do salário mínimo
Outro ponto fundamental envolve a valorização
permanente do salário mínimo, instrumento que
influencia diretamente trabalhadores, aposentados,
pensionistas e beneficiários da proteção social em
todo país.
Nesse sentido, o movimento sindical defende
políticas que assegurem ganhos reais, ampliem o
poder de compra das famílias e fortaleçam o mercado
interno brasileiro.
Negociação coletiva
O fortalecimento da negociação coletiva aparece como
instrumento essencial para ampliar direitos,
construir melhores condições laborais e equilibrar
relações entre capital e trabalho.
Sindicatos também reivindicam maior participação dos
trabalhadores nas decisões sobre jornadas, salários,
benefícios, ambientes laborais, novas tecnologias e
mudanças na organização produtiva das empresas.
Proteção previdenciária
A proteção previdenciária também integra essa agenda,
enquanto sindicatos defendem aposentadorias dignas,
segurança social e políticas públicas capazes de
proteger trabalhadores durante toda vida laboral.
Por isso, entidades sindicais defendem que eventuais
ajustes econômicos preservem direitos
previdenciários e evitem transferir aos
trabalhadores os maiores custos das mudanças fiscais
propostas.
Emprego digno e direitos sociais
Portanto, além de acompanhar alianças partidárias, o
movimento sindical busca cobrar compromissos
concretos relacionados ao emprego digno, renda,
direitos sociais e valorização do trabalho.
Nesse cenário, democracia e direitos caminham
juntos, enquanto a participação dos trabalhadores no
debate público amplia a capacidade coletiva de
defender conquistas sociais já alcançadas.
Assim, o segundo turno também coloca em discussão
projetos distintos para desenvolvimento, emprego e
proteção social, temas que impactam diretamente
milhões de trabalhadores brasileiros diariamente.
Para o sindicalismo, o debate precisa apresentar
respostas concretas sobre quem trabalha e produz
riqueza, considerando direitos, renda, proteção
social, desenvolvimento e qualidade de vida.
Fonte: Rádio Peão Brasil

07/10/2026 -
A barbárie
não pode vencer
Para derrotar a extrema direita, a campanha de
Lula precisa descer do salto, fazer campanha de
verdade, recuperar terreno onde perdeu e falar com
quem ainda não decidiu.
Por: Marcos Verlaine*
A eleição entrou na fase decisiva. E não há espaço
para acomodação. A campanha de Lula precisa descer
do salto e fazer campanha real, com os pés no chão,
disposição para ouvir e capacidade de disputar cada
voto.
O segundo turno não será vencido apenas com o
reconhecimento do que o governo fez, mas pela
capacidade de transformar realizações em esperança
de que o futuro será ainda melhor, convencimento e
voto.
É preciso olhar o mapa eleitoral sem ilusões.
Onde Lula perdeu, é necessário reduzir a diferença.
Onde venceu, é preciso ampliar e muito.
Cada estado, cada região, cada cidade e, sobretudo,
cada segmento social precisa ser tratado como espaço
de disputa política. Não existe voto garantido.
Comunicação não pode ser acessória
Há outro desafio incontornável: melhorar
substantivamente a comunicação do governo e da
campanha. O governo produz resultados, mas nem
sempre consegue fazer com que esses resultados
cheguem à população de maneira compreensível, direta
e politicamente eficaz.
Não basta anunciar programas, números e medidas. É
preciso explicar o que mudou na vida das pessoas,
quem fez a mudança acontecer e quem pretende
interrompê-la. A extrema direita sabe simplificar a
mensagem, explorar medos e fabricar inimigos.
A resposta a isso não pode ser burocrática nem
tecnocrática.
É necessário falar a língua do povo, disputar as
redes, ocupar as ruas e reconstruir uma comunicação
política que tenha emoção, clareza e sentido de
futuro.
Ir atrás de quem não votou
Existe ainda enorme frente de batalha: quem não votou
em nenhum dos 2 campos no primeiro turno. Esse
eleitor não pode ser tratado como espectador. É
preciso ir atrás dele.
Conversar, ouvir, responder dúvidas, reconhecer
problemas e apresentar razões concretas para votar
em Lula. Sem arrogância, sem sermão e sem imaginar
que todo eleitor que não votou no presidente é
adversário.
A eleição será decidida também pela capacidade de
mobilizar quem está distante, desinteressado ou
descrente da política.
O que está em jogo
Não se trata apenas de escolher entre 2 candidatos.
Está em disputa os rumos do País.
De um lado, a possibilidade de aprofundar políticas
de desenvolvimento, emprego, inclusão social,
soberania e democracia. De outro, uma extrema
direita que já demonstrou não ter limites para
atacar instituições, direitos e a própria
convivência democrática.
Por isso, a campanha precisa combinar governo,
militância e sociedade. É hora de baixar a guarda,
aumentar a presença, multiplicar a conversa e
ampliar as alianças.
A barbárie não pode vencer. E essa não será
derrotada por soberba ou acomodação, mas por
organização, política, comunicação e voto.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Portal Vermelho

07/10/2026 -
PEC que acaba com escala 6x1 começa a tramitar no
Plenário
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a escala 6x1 começou a tramitar no Plenário do
Senado. Nesta terça-feira (6), os senadores fizeram
a primeira sessão de discussão, em primeiro turno,
sobre a PEC 221/2019.
A proposta, que tem o deputado Reginaldo Lopes
(PT-MG) como primeiro signatário, foi aprovada no
início do mês de setembro na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob
relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM).
No Plenário, a matéria precisa passar por cinco
sessões de debates antes de ser votada em primeiro
turno. Se aprovada, segue para o segundo turno, com
outras três sessões de discussão antes da decisão
final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos
votos favoráveis nas duas votações, o que representa
o apoio de pelo menos 49 senadores.
De acordo com o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, a proposta pode beneficiar quase 40
milhões de brasileiros, “que poderão ter um dia a
mais de descanso para passar com sua família”. Davi
afirmou que a expectativa é que a discussão e a
votação em primeiro turno ocorram nesta e na próxima
semana. Ele incentivou o debate entre os senadores e
disse que cada parlamentar vota conforme sua
consciência.
— É um momento importante para o Congresso e para a
vida nacional — registrou Davi.
Matéria completa:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/06/pec-que-acaba-com-escala-6x1-comeca-a-tramitar-no-plenario
Fonte: Agência Senado

07/10/2026 -
Indústria têxtil responderá por dívida de empresa de
facção
Interferência no trabalho das costureiras levou
Justiça a considerar que havia terceirização
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
manteve a responsabilidade subsidiária da Cotton
Star Industrial, de Blumenau (SC), pelo pagamento de
valores devidos por uma microempresa de facção a uma
costureira. Ficou demonstrado que a empresa
interferia no trabalho das costureiras, e a relação
foi considerada terceirização.
Contrato previa produção independente
A primeira empregadora, a microempresa Joni Marciel da
Costa, fez um acordo judicial para pagar R$ 16 mil à
costureira. O acerto não foi pago, e a trabalhadora
pediu o reconhecimento da responsabilidade
subsidiária da Cotton Star, tomadora de serviços.
Em contestação, a Cotton Star alegou que não tinha
nenhuma relação com a obrigação ou com o prejuízo
discutido, por atuar por meio de contrato de facção.
Nesse tipo de contrato, a indústria, em vez de
fabricar tudo internamente, contrata uma ou mais
oficinas especializada para costurar, bordar, montar
ou finalizar as roupas. Informou que havia
contratado a Joni para fabricar determinadas peças e
que a contratada trabalhava de forma independente,
administrando seus próprios empregados e a produção.
Fiscalização revelou interferência na produção
Contudo, a 1ª Vara do Trabalho de Rio do Sul (SC)
concluiu que a Cotton tinha ingerência no processo
produtivo da Joni, especialmente por meio da
fiscalização das peças e do controle de qualidade. O
fato foi confirmado pela representante da Cotton em
depoimento. Segundo ele, as inspetoras externas
passavam diariamente nas empresas contratadas.
A interferência levou o juízo a entender que a
relação não era apenas um contrato comercial de
facção. A sentença reconheceu a responsabilidade
subsidiária da empresa contratante pela dívida de R$
16 mil, prevista no acordo, não paga pela Joni,
acrescida de juros e atualização monetária.
Na responsabilidade subsidiária, a primeira empresa
continua sendo a principal responsável pela dívida
trabalhista. Mas, se ela não pagar, a segunda
empresa poderá ser chamada a pagar.
A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do
Trabalho da 12ª Região (SC), e a empresa recorreu ao
TST.
TST não pode reexaminar provas
O relator, ministro Mauricio Godinho Delgado, observou
que, diante da constatação nas instâncias de origem
de que houve ingerência na administração da
prestadora de serviços, deve ser mantida a
responsabilidade subsidiária da tomadora. O
colegiado aplicou a Súmula 126, que impede o TST de
reexaminar fatos e provas já analisados pelas
instâncias anteriores.
Processo: 0000073-41.2024.5.12.0011
Fonte: TST

07/10/2026 -
Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1 e chama
proposta de “oportunismo” de Lula
Candidato do PL defende modelo em que trabalhador
escolha a carga horária
O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) criticou nesta terça-feira (6) a proposta de
acabar com a escala de trabalho 6×1 sem redução
salarial e classificou a iniciativa, apoiada pelo
governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
como uma medida eleitoral. A proposta de emenda à
Constituição começa a ser discutida no Senado nesta
terça. Lula e Flávio disputam o segundo turno da
eleição presidencial.
“Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no
meio do segundo turno, ele vem de uma forma
oportunista querer fazer um movimento achando que
isso vai dar voto pra ele. Eu tenho certeza que o
trabalhador brasileiro quer muito mais do que isso”,
afirmou Flávio após uma reunião com aliados na sede
de sua campanha.
O senador tem evitado dizer diretamente se votará a
favor ou contra a proposta em análise no Congresso.
Em vez disso, afirmou defender um modelo que
considera “infinitamente melhor”, baseado na
possibilidade de cada trabalhador escolher a própria
carga horária.
A proposta defendida por Flávio prevê que a
remuneração seja definida de acordo com a quantidade
de horas trabalhadas. Dessa forma, uma redução da
jornada poderia resultar também em redução salarial.
O modelo difere da PEC debatida no Senado, que prevê
a ampliação do período de descanso do trabalhador
sem diminuição do salário.
Ao explicar sua proposta, Flávio citou como exemplo
a situação de uma mãe que poderia, segundo ele,
ajustar os horários de trabalho às necessidades
pessoais.
Ela poderia, “por exemplo, trabalhar quatro horas
por dia, de manhã ou à tarde, ou trabalhar no final
de semana”, afirmou.
“Nossa proposta é dar essa liberdade para que o
trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme
a sua possibilidade, a sua necessidade”, acrescentou
o candidato.
Flávio também associou sua crítica às condições
atuais enfrentadas pelos trabalhadores e
responsabilizou o governo Lula pela situação.
Segundo ele, atualmente o brasileiro trabalha e “não
tem nem momento de folga, de lazer, não tem um
espaço para poder curtir a sua família”.
Fonte: Brasil247

06/10/2026 -
Pauta
para o próximo Presidente
Seja Lula ou Bolsonaro, o próximo governo se verá na
obrigação de responder à Pauta Unitária da Classe
Trabalhadora, aprovada na Conferência da Classe
Trabalhadora 2026, que aprovou a Pauta da Classe
Trabalhadora 2026-2030. O documento apresenta
reivindicações e também trata de desafios ante as
transformações no mundo do trabalho, como a
precarização, os avanços tecnológicos e a
pejotização dos empregos.
A pauta estabelece prioridades para emprego, renda,
direitos, organização sindical e desenvolvimento
nacional. Entre as demandas estão a redução da
jornada, o fim da escala 6×1, a valorização do
salário mínimo, o fortalecimento dos Sindicatos, a
regulamentação do trabalho por aplicativos e o
combate a fraudes trabalhistas.
Os 10 pontos principais:
1. Redução da jornada e fim da escala 6×1
A Pauta defende pleiteia jornada 40 horas semanais,
sem redução de salários, o fim da escala 6×1 e
participação da negociação coletiva na definição das
escalas.
2. Valorização do salário mínimo.
Manutenção da política permanente de valorização do
salário mínimo, com aumento real e metas.
3. Fortalecimento dos Sindicatos e da negociação
coletiva
Proposta é fortalecer Sindicatos, Federações,
Confederações e Centrais, ampliar a representação
dos trabalhadores e valorizar as negociações e os
acordos coletivos.
4. Regulamentação do trabalho por aplicativos.
Marco regulatório que garanta direitos trabalhistas
e previdenciários, proteção social, remuneração
justa e direito à organização sindical e à
negociação coletiva.
5. Empregos de qualidade
A pauta relaciona a criação de empregos de qualidade
ao desenvolvimento produtivo e industrial, à
pesquisa, ciência e inovação, à formalização e à
qualificação profissional.
6. Combate à pejotização e a fraudes trabalhistas
Combater a pejotização fraudulenta, o uso irregular
do MEI e terceirizações sem limites, garantindo
direitos trabalhistas e previdenciários.
7. Fortalecimento e autorregulação dos Sindicatos
Pleno exercício da organização sindical, mecanismos
próprios de autorregulação, ampliação da
representação e combate às práticas antissindicais.
8. Reforma tributária progressiva
Avanço da reforma tributária progressiva, incluindo
a implementação de taxa mundial de 2,5% sobre
grandes fortunas.
9. Redução da taxa básica de juros
A Conclat reivindica reduzir a taxa básica de juros e
orientar a política monetária para o investimento
produtivo, o emprego e o crescimento.
10. Combate à violência de gênero e igualdade de
oportunidades
Ações contra o feminicídio e as discriminações no
trabalho, além da defesa da igualdade de
oportunidades e rendimentos e da implementação da
igualdade salarial entre homens e mulheres.
O documento, produzido pelas Centrais Sindicais e o
Dieese, tem apoio do conjunto do movimento sindical.
Mais – Sites das Centrais e do Dieese.
Fonte: Agência Sindical

06/10/2026 -
Eleições: abstenção cresce 21,6% e soma 33 milhões
de brasileiros
A cada 10 brasileiros aptos a votar, dois não
compareceram às urnas
A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu
recorde com 33,4 milhões de pessoas que não
compareceram às urnas, representando 21,08% do total
de eleitores. Em 2022, a abstenção foi 20,9%, o que
representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A abstenção desse domingo (4) foi semelhante à das
eleições municipais de 2024, que costumam registrar
uma ausência maior que as eleições nacionais. Há
dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar
no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a
21,68% do eleitorado total.
O 1º turno da eleição de 2026 contava com 158,7
milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 125,2
milhões compareceram aos colégios eleitorais. De
cada dez eleitores, dois não foram às urnas.
Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a
abstenção desse domingo só foi menor que a de 1998,
quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos
colégios eleitorais.
Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3
milhões votaram em branco para presidente, o que
representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões
anularam o voto presidencial, o que representou
2,93% do total de votos válidos.
Os eleitores que não votaram no 1º turno, ainda
podem votar no 2º turno, desde que estejam com o
título regularizado.
Fonte: Agência Brasil

06/10/2026 -
Sindicato pode executar sentença coletiva que
envolve 8,5 mil trabalhadores
Decisão segue entendimento do TST de que execução
pode ser coletiva ou individual
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
(TST) decidiu que o Sindicato dos Empregados no
Comércio de Osasco e Região pode executar, nos
próprios autos da ação coletiva, os valores devidos
pelo WMB Supermercados do Brasil Ltda. (Walmart) a
trabalhadores da categoria. A decisão permite que o
sindicato faça a cobrança coletiva dos créditos em
blocos de 30 trabalhadores, evitando a interposição
de milhares de ações individuais.
Ação envolvia 8,5 mil trabalhadores
O sindicato ajuizou ação coletiva para cobrar do
Walmart diferenças relacionadas ao descanso semanal
remunerado (DSR), multas previstas em normas
coletivas e honorários de sucumbência deferidos
judicialmente.
A ação original abrangia mais de 8,5 mil
trabalhadores. Após o trânsito em julgado, o juízo
responsável pela ação coletiva determinou que a
execução fosse feita de forma individual , sob o
argumento de que seria necessário analisar as
situações específicas de cada empregado.
Execução coletiva foi negada nas instâncias
anteriores
Diante disso, o sindicato apresentou uma ação de
cumprimento de sentença para executar os valores de
aproximadamente R$ 18 mil, devidos a um grupo de 30
trabalhadores. A Vara do Trabalho, no entanto,
indeferiu a pretensão e extinguiu a execução com
base na decisão anterior, que inviabilizaria o
processamento de forma coletiva.
Ao recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP), o sindicato sustentou que poderia atuar
como substituto processual dos trabalhadores também
na fase de execução. Argumentou que a formação de
grupos de aproximadamente 30 empregados era uma
forma de tornar mais viável a cobrança dos créditos,
diante do grande número de pessoas abrangidas pela
ação coletiva. A medida visava evitar que fossem
ajuizadas mais de 8 mil ações na Justiça do
Trabalho. O TRT-2, contudo, manteve a decisão.
Constituição assegura direito dos sindicatos
O ministro Mauricio Godinho Delgado, relator do
recurso do sindicato ao TST, destacou que a
Constituição Federal assegura aos sindicatos ampla
legitimidade para defender os direitos coletivos e
individuais dos integrantes da categoria, e essa
atuação não se limita à fase de conhecimento do
processo. Ela também alcança a liquidação (fase de
cálculos) e a execução (pagamento) da sentença
coletiva.
O relator ressaltou que esse entendimento já foi
consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em
2006 e foi adotado pelo TST. Para o Tribunal, a
legitimidade para promover a execução de sentença
proferida em ação coletiva é concorrente, ou seja,
tanto o sindicato quanto o trabalhador, de forma
individual, podem executar o título executivo
judicial.
O processo agora retornará à vara do trabalho para a
continuidade do julgamento. A mesma decisão foi
tomada no RR-1002213-49.2024.5.02.0386.
Processo: AIRR-1002153-91.2024.5.02.0381
Fonte: TST

06/10/2026 -
Escala 6×1: Alcolumbre mantém sessão, mas votação
depende de acordo
Resultado de Flávio no 1º turno para o Planalto e
do PL no Senado dificulta entendimento para texto
ser votado antes do 2º turno das eleições
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
decidiu manter para esta terça-feira a sessão da
Casa Legislativa que vai começar a analisar a
proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a escala de trabalho 6×1, modelo que prevê seis
dias de trabalho para um de folga.
A proposta é uma das principais bandeiras do
presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula
da Silva (PT), que vai enfrentar Flávio Bolsonaro
(PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
Flávio e aliados são contra discutir a medida antes
do resultado da eleição presidencial. O
presidenciável terminou o primeiro turno em primeiro
lugar e o PL saiu das urnas nesse domingo como o
maior partido do Senado. A sigla terá uma bancada de
28 senadores a partir do ano que vem, a maior da
Casa Legislativa e que representa mais de um terço
do Senado.
De acordo com interlocutores de Alcolumbre, o
presidente do Senado manteve o calendário que já
estava estabelecido antes do primeiro turno das
eleições. O Senado deve fazer três sessões de
discussões para debater a PEC na terça, quarta e
quinta-feira.
Pelo regimento do Congresso, são necessárias cinco
sessões de discussões antes de uma PEC ser votada.
Esse calendário, no entanto, pode ser encurtado se
houver acordo.
Apesar disso, ainda não há garantia que a votação
realmente ocorra antes do segundo turno. Há pressão
do setor produtivo para a proposta não ser discutida
antes do resultado final da eleição. O PL de Flávio
também trabalha para adiar a escolha.
Para aprovar uma PEC, são necessários 49 votos em
dois turnos de votação.
Embora os novos senadores só tomem posse em
fevereiro do ano que vem, o tamanho da bancada do
partido já começa a afetar as articulações do
Senado, já que será importante para influenciar na
eleição para presidência do Senado.
Lula tem se aproximou dos presidentes da Câmara e do
Senado durante o período eleitoral. O presidente da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que articulou
a aprovação do fim da 6×1 pelos deputados em março,
fez campanha para o petista na eleição presidencial.
Já Alcolumbre não fez o mesmo gesto, mas se
aproximou do presidente e criticou Flávio Bolsonaro
durante o primeiro turno.
Nos últimos meses, Lula se reconciliou com o
presidente do Senado. Os dois estavam afastados
desde a rejeição pelo Senado da indicação do
advogado-geral da União, Jorge Messias, para o
Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Agência O Globo

06/10/2026 -
Câmara terá maior bancada feminina da história com
108 eleitas; 12 chegam no Senado
Crescimento histórico é registrado na Câmara e no
Senado
O Senado elegeu 12 mulheres no último domingo (4), o
maior número em uma única eleição desde a
redemocratização. O montante representa 22% das 54
vagas que estavam em disputa nas eleições deste ano.
O resultado supera o recorde anterior de oito
mulheres eleitas, em 2002. Já em 2018, quando também
estavam em jogo duas vagas por estado, foram sete
eleitas. No último pleito, em 2022, quatro mulheres
chegaram ao Senado.
Somadas às que cumprem mandato até 2031, as mulheres
terão 18 das 81 cadeiras a partir de 2027, contra 15
na atual legislatura. Quatro delas foram eleitas em
2022: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora
Dorinha (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza
Cristina (PP-MS). A senadora do Tocantins disputa o
segundo turno para o governo do estado em 25 de
outubro e, caso saia vencedora, deixará a cadeira.
O PL, principal vencedor das cadeiras do Legislativo
em 2026, elegeu três senadores: Michelle Bolsonaro e
Bia Kicis, no Distrito Federal, e Carol de Tino, em
Santa Catarina. Já o PT elegeu duas: Marília Campos
(MG) e Samanda de Lula (RN). Republicanos, PSDB,
Podemos, Rede, União Brasil, PDT e MDB elegeram uma
cada.
Números em alta na Câmara
Na Câmara, a bancada feminina deve crescer. Nas urnas,
109 mulheres foram eleitas para o cargo de deputada
federal, um aumento de cerca de 20% na comparação
com o pleito anterior. Historicamente, o total de
mulheres deputadas vem crescendo: 45, tanto em 2006
como me 2010; 51 em 2014; 77 em 2018; e, finalmente,
91 em 2022.
Apesar do crescimento, a Câmara continuará sendo
composta majoritariamente por homens. Dos 513
membros da Casa, 404 serão do sexo masculino.
As regiões que mais elegeram mulheres para a Casa
Baixa foram Sudeste e Nordeste, com 39 e 32,
respectivamente. O Distrito Federal, o Piauí e
Roraima, porém, não elegeram nenhuma deputada.
A presença feminina na Câmara é especialmente
destacada pelo fato da Casa, por atribuição
constitucional, ser representativa da população do
país. Segundo dados do Censo mais recente, divulgado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) em 2022, as mulheres representam 51,5% da
população brasileira.
Fonte: InfoMoney

05/10/2026 -
"Estamos na prorrogação", diz Lula sobre segundo
turno das eleições
Presidente quer mobilizar abstencionistas no
segundo turno e aposta no confronto de biografias
com Flávio.
Em pronunciamento realizado após a confirmação do
segundo turno das eleições, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) reconheceu neste domingo (4) que
esperava vencer a disputa na primeira votação e
disse ver a nova etapa como oportunidade para
comparar diretamente seu projeto com o de Flávio
Bolsonaro (PL). O petista resumiu a continuidade da
eleição como uma "prorrogação".
Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio, e os
dois voltarão às urnas em 25 de outubro. Ao avaliar
o resultado, o presidente lembrou que também
precisou disputar uma segunda votação em eleições
anteriores e demonstrou confiança no confronto entre
apenas dois candidatos. "É a hora da gente mostrar a
verdadeira fotografia do Brasil de hoje e o Brasil
que a gente quer", declarou.
O presidente também sinalizou que pretende explorar
durante a campanha diferenças entre sua trajetória e
a de Flávio. Citou a experiência administrativa dele
próprio e do vice-presidente Geraldo Alckmin e fez
referências a suspeitas relacionadas à família
Bolsonaro, milícias, crime
organizado e ao caso Banco Master. "A gente vai
mostrar o que foi feito e o que a sociedade espera
que seja feito", disse.
Campanha no segundo turno
Lula prevê retomar os compromissos eleitorais na
terça-feira (6), depois de reservar a segunda-feira
(5) para descanso. Com pouco menos de três semanas
até a nova votação, ele demonstrou preferência por
uma campanha centrada no confronto direto com Flávio
e na comparação entre as duas candidaturas. "Eu sou
muito bom no mata-mata, no tete-a-tete. E nós vamos
ver quais são os projetos que o país tem", declarou.
A mobilização de quem não compareceu às urnas no
domingo também será um dos pilares de sua
estratégia. O presidente anunciou que ele e Alckmin
buscarão convencer os abstencionistas a participar
do segundo turno, associando o comparecimento à
definição dos rumos do país. "O jogo vai começar",
disse.
Planos de governo
Ao tratar de um eventual novo mandato, Lula colocou a
educação como prioridade. Defendeu a continuidade
dos investimentos em universidades, institutos
federais, pesquisa e tecnologia, além da
universalização do Pé-de-Meia e da expansão das
escolas de tempo integral.
Na economia, o presidente projetou a continuidade da
política de estímulo à indústria e citou setores que
considera estratégicos para os próximos anos. Entre
eles estão a produção nacional de medicamentos, a
exploração de terras raras e minerais críticos e o
aproveitamento das descobertas de petróleo na margem
equatorial.
Lula também prometeu ampliar políticas na área da
saúde, com fortalecimento do SUS e do Farmácia
Popular e expansão da capacidade brasileira de
produzir remédios. No pronunciamento, mencionou
ainda a possibilidade de disponibilizar pelo sistema
público medicamentos injetáveis para emagrecimento a
pacientes que tenham indicação para esse tipo de
tratamento.
Ao abordar as contas públicas, o presidente
recuperou resultados fiscais de seus mandatos
anteriores para sustentar que pretende conciliar
controle das despesas e preservação das políticas
sociais. "Não haverá política de corte fiscal capaz
de prejudicar as pessoas pobres desse país",
antecipou.
Veja a fala do presidente
Fonte: Congresso em Foco

05/10/2026 -
Fim da escala 6x1 entra na pauta do Senado
PEC que reduz a jornada para 40 horas semanais
começa a ser discutida na terça-feira (6)
O Senado Federal inicia na próxima terça-feira (6) a
discussão da proposta que prevê o fim da escala de
trabalho 6x1. A PEC 221/2019 foi incluída na pauta
do Plenário pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre
(União-AP), para a primeira sessão deliberativa após
o primeiro turno das Eleições 2026.
A proposta altera a Constituição para reduzir de 44
para 40 horas a jornada máxima semanal, sem redução
salarial, e assegurar dois dias de repouso
remunerado por semana. Pelo texto, a jornada poderá
ser cumprida em cinco dias de oito horas, com um dos
dias de descanso preferencialmente aos domingos.
A PEC já passou pela Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) do Senado, que aprovou parecer
favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM) em setembro.
O colegiado manteve o texto aprovado anteriormente
pela Câmara dos Deputados e rejeitou as emendas
apresentadas durante a análise na comissão.
A entrada da matéria no Plenário abre uma nova etapa
da tramitação. Estão previstas sessões de discussão
na terça (6), quarta (7) e quinta-feira (8), todas a
partir das 14h. Por se tratar de uma proposta de
emenda à Constituição, são necessárias cinco sessões
de discussão antes da votação em primeiro turno.
Caso aprovada, haverá outras três sessões antes da
votação em segundo turno. Os prazos podem ser
encurtados mediante aprovação de calendário
especial.
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa alcançar
pelo menos 49 votos favoráveis, correspondentes a
três quintos dos 81 senadores, em cada um dos dois
turnos de votação. Como o texto aprovado pela CCJ
preserva a redação encaminhada pela Câmara, sua
aprovação sem alterações permitirá que a proposta
avance para a etapa de promulgação.
A redução da jornada e a reorganização do descanso
semanal colocam novamente no centro do debate
legislativo a duração do trabalho no país. Em
comunicado sobre a inclusão da PEC na pauta, a
Presidência do Senado afirmou que a discussão deverá
considerar diferentes perspectivas, incluindo os
interesses dos trabalhadores, do setor produtivo e o
desenvolvimento econômico e social.
A PEC 221/2019 tem como primeiro signatário o
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e chegou ao Senado
no fim de maio, depois de ser aprovada em dois
turnos pela Câmara dos Deputados.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

05/10/2026 -
TSE vai trabalhar para diminuir a abstenção no
segundo turno
Primeiro turno registrou abstenção de 21,08%
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que
pretende trabalhar para diminuir a abstenção de
eleitores no segundo turno.
De acordo com os dados do sistema de totalização de
votos do TSE, o primeiro turno registrou abstenção
de 21,08%, percentual equivalente a 33,4 milhões de
eleitores.
“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é
intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos
disponíveis para que a gente consiga diminuir esse
percentual no segundo turno”, afirmou.
O primeiro turno também registrou 2,2 milhões de
votos em branco e 3,6 milhões de nulos.
O comparecimento de eleitores foi de 125 milhões. O
eleitorado apto a votar foi de 158,7 milhões.
Marca histórica
A abstenção registrada no primeiro turno é considerada
a maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral
registrou o percentual de 21,5%.
Nas eleições presidenciais de 2022, o número de
eleitores faltosos foi de 20,95% na primeira etapa
do pleito.
Fonte: Agência Brasil

05/10/2026 -
Lula aprova parecer para afastamento remunerado a
vítimas de violência
Medida prevê pagamento por até seis meses e
dispensa perícia do INSS quando houver decisão
judicial de afastamento do trabalho.
O presidente Lula aprovou na quinta-feira (1º)
parecer que determina ao Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) a concessão de benefício a
mulheres vítimas de violência doméstica que
obtiverem medida protetiva judicial com afastamento
do trabalho. A medida poderá garantir remuneração
por até seis meses e dispensa a realização de
perícia do INSS.
Pela nova orientação, a decisão judicial que
determinar o afastamento da vítima será suficiente
para a implantação do benefício, sem que a segurada
tenha de passar previamente por avaliação pericial
do Instituto.
A medida alcança trabalhadoras dos setores público e
privado e prevê que os pedidos sejam tratados pelo
INSS com prioridade e sigilo.
Como funciona o pagamento
A Lei Maria da Penha já prevê a possibilidade de
manutenção do vínculo trabalhista da mulher que
precisa se afastar do local de trabalho por causa de
violência doméstica por até seis meses. A definição
sobre a natureza e o custeio da remuneração foi
consolidada pelo STF no julgamento do Tema 1.370.
De acordo com a tese fixada pelo STF, quando a
mulher é segurada do Regime Geral de Previdência
Social (RGPS) e empregada, os primeiros 15 dias de
afastamento são pagos pelo empregador e o período
seguinte é custeado pelo INSS. Não há exigência de
período de carência para a concessão do benefício
nessa situação.
O STF também estabeleceu que cabe ao juízo estadual
responsável pela aplicação da Lei Maria da Penha
determinar a medida protetiva e requisitar o
pagamento da prestação em favor da vítima afastada,
ainda que o cumprimento material fique a cargo do
empregador e do INSS.
A tese transitou em julgado em agosto de 2026.
Mudança no procedimento
O novo parecer busca eliminar a necessidade de uma
etapa adicional de avaliação pelo INSS quando já
houver decisão judicial determinando o afastamento.
Segundo a Advocacia-Geral da União, a intenção é
reduzir barreiras para que a vítima consiga se
afastar do ambiente de trabalho sem perder a renda.
A decisão judicial passa a ter papel central na
comprovação da necessidade de afastamento.
A medida considera ainda situações em que o agressor
conhece o endereço e a rotina profissional da
vítima. Com a manutenção da remuneração, a mulher
poderá interromper temporariamente as atividades no
local de trabalho sem perder a fonte de renda
durante o período determinado pela Justiça.
Servidora pública federal
O novo entendimento complementa o Parecer Vinculante
JM-07/2025, da AGU, aprovado pelo presidente Lula em
fevereiro de 2025.
O parecer assegurou às servidoras públicas federais
vítimas de violência doméstica o direito à remoção
quando houver risco à integridade física ou mental
demonstrado por medida protetiva judicial. Também
determinou prioridade na tramitação desses pedidos
dentro da Administração Pública federal.
Leia na íntegra o parecer
Fonte: Congresso em Foco

05/10/2026 -
Projeto prevê indenização por atraso salarial e
reforça combate ao assédio no trabalho
Proposta institui a Lei Trabalho Digno e
Protegido e proíbe retaliações contra funcionários
que denunciem irregularidades
O Projeto de Lei 3151/26 institui a Lei Trabalho
Digno e Protegido, com regras para prevenir o atraso
no pagamento de salários, combater o assédio moral e
a violência no ambiente de trabalho e proibir
retaliações contra trabalhadores que denunciem
irregularidades.
A proposta altera a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) e a Lei 14.457/22, que criou o
Programa Emprega + Mulheres.
Apresentado pelo deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), o
texto está em análise na Câmara dos Deputados.
Pela proposta, caso atrase o pagamento do salário
sem justificativa, o empregador deverá indenizar o
funcionário, além de pagar juros e correção
monetária. Essa indenização será de 2% do valor
líquido da remuneração mensal, acrescida de 1% por
dia útil de atraso, com limite em 20%.
O atraso será considerado recorrente, ou seja,
haverá mora salarial reiterada, caso ocorra por três
meses, consecutivos ou não, no período de 12 meses.
Essa conduta será considerada falta grave do
empregador, e o empregado poderá pedir a rescisão
indireta do contrato de trabalho e comunicar o fato
aos órgãos de fiscalização.
Mudanças do mercado
Segundo o autor da proposta, a medida busca adaptar a
legislação às transformações do mercado. O atraso
salarial, em sua avaliação, ainda necessita de
resposta legislativa mais objetiva.
“Em cenário de grande diversidade de vínculos,
terceirização, prestação de serviços, cadeias
produtivas complexas e ambientes laborais
digitalizados, a proteção do trabalhador precisa ser
moderna, preventiva e compatível com diferentes
portes empresariais”, afirma.
O parlamentar ressalta também o impacto positivo do
fortalecimento das garantias trabalhistas para o
ambiente econômico. “A defesa do trabalho digno não
é obstáculo ao desenvolvimento econômico. Ao
contrário, constitui condição para produtividade
sustentável, segurança jurídica, estabilidade social
e respeito à Constituição”.
Assédio
O projeto também obriga os empregadores a adotar
medidas para prevenir e apurar casos de assédio
moral e a violência laboral. Entre as exigências,
estão:
- regras internas claras de conduta;
- canais seguros e confidenciais de denúncia; e
- ações periódicas de orientação e capacitação.
A omissão, a tolerância ou a prática de assédio e
violência no trabalho também configurará falta grave
do empregador, autorizando a rescisão indireta. Para
microempresas e empresas de pequeno porte, o texto
prevê a possibilidade de cumprimento dessas
obrigações por meio de procedimentos simplificados
ou canais compartilhados.
Proteção
Outro ponto da proposta proíbe qualquer tipo de
retaliação contra trabalhadores, testemunhas ou
representantes que comunicarem irregularidades
trabalhistas ou assédio. Serão considerados atos de
retaliação medidas como:
- demissão sem justa causa;
- alteração contratual prejudicial;
- rebaixamento de cargo;
- transferência abusiva; e
- redução de jornada ou de salário no período de 12
meses após a denúncia.
Caso a retaliação seja reconhecida, o trabalhador
terá o direito de voltar ao emprego ou de ser
indenizado, além de receber reparação por danos
materiais, morais ou existenciais. A proteção não
alcança denúncias comprovadamente falsas e feitas de
má-fé.
Contratos públicos
Empresas que mantiverem contratos com a administração
pública deverão declarar que dispõem de mecanismos
mínimos de prevenção ao assédio, à violência e à
retaliação.
A fiscalização do trabalho dará prioridade a casos
que envolvam atraso salarial coletivo ou reiterado,
assédio moral institucional, retaliações a
denunciantes e fraudes em vínculos empregatícios.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será
analisado pelas comissões de Trabalho; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar
lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos
senadores.
Fonte: Agência Câmara

02/10/2026 -
Lula costura acordo e fim da escala 6×1 será votado
após o 1º turno das eleições
Cúpula do Senado sinalizou positivamente para
pautar a proposta após o primeiro turno
Lula avançou nas negociações para tentar levar ao
plenário do Senado a proposta que prevê o fim da
escala de trabalho 6×1 logo após o primeiro turno
das eleições. As tratativas vêm sendo conduzidas há
semanas nos bastidores, e integrantes do governo
receberam, nos últimos dias, uma sinalização
positiva da cúpula do Senado de que Davi Alcolumbre
deverá pautar a matéria, segundo apuração da CNN
Brasil (via Clarissa Oliveira).
A expectativa discutida pelos envolvidos é que a
votação ocorra entre o primeiro e o segundo turnos.
A possibilidade de uma sessão já na próxima semana
está sobre a mesa, embora ainda não haja data
definida.
Estratégia eleitoral do Planalto
A movimentação representa uma mudança relevante de
postura. No início de setembro, Alcolumbre havia
afirmado publicamente que a proposta seria levada ao
plenário somente após as eleições. A reversão desse
cronograma não é casual: a votação passou a ocupar
espaço central na estratégia eleitoral do Palácio do
Planalto.
Segundo fonte da campanha ouvida pela CNN Brasil, a
avaliação é que a aprovação do fim da escala 6×1
pode fortalecer Lula em uma disputa apertada com o
senador Flávio Bolsonaro (PL), com levantamentos
eleitorais mostrando os dois candidatos dentro da
margem de erro em diversos cenários. Integrantes da
campanha veem a redução da jornada como uma das
medidas capazes de mobilizar o eleitorado
trabalhador na reta final. O tema ganhou força
dentro do governo durante o primeiro semestre, em
meio às dificuldades de Lula na avaliação popular, e
foi incorporado à plataforma defendida pelo
presidente para um eventual quarto mandato.
Requisitos para aprovação da PEC e histórico da
proposta
Para que a proposta avance, o caminho ainda exige
esforço político considerável. Por se tratar de uma
Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são
necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois
turnos no plenário do Senado. O texto já havia sido
aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) da Casa, mas não avançou para a votação dos
senadores.
Lula tem declarado publicamente que pretende ver o
fim da escala 6×1 aprovado ainda neste ano. O
governo já havia tentado acelerar a votação antes do
primeiro turno, sem sucesso. Agora, com o acordo
sinalizado pela cúpula do Senado, a proposta que
permanecia pendente na agenda presidencial pode
finalmente chegar ao plenário, com o calendário
eleitoral funcionando como fator de pressão.
Fonte: Revista Fórum

02/10/2026 -
Voto consciente exige memória e informação
Neste
domingo, estaremos diante de uma responsabilidade
que vai muito além de escolher um número na urna. O
voto é uma decisão sobre o futuro e precisa ser
exercido com liberdade, informação e consciência.
Quero começar com uma pergunta: você se lembra em
quem votou para deputado federal na última eleição?
Se lembra, acompanhou o mandato? Sabe quais projetos
apresentou, como votou e quais explicações deu à
sociedade sobre suas decisões?
Se não lembra, vale recuperar essa informação nos
seus próprios registros e conhecer melhor a
trajetória de quem recebeu sua confiança. Acompanhar
a política não pode ser uma tarefa restrita à semana
da eleição.
Nos últimos dias de campanha, as promessas se
multiplicam. Mas uma frase bonita, um vídeo bem
produzido ou uma mensagem encaminhada pelo celular
não substituem a pesquisa. É preciso conferir
propostas, consultar fontes confiáveis e verificar
se aquilo que está sendo prometido está entre as
atribuições do cargo disputado.
Os registros públicos da Câmara dos Deputados e do
Senado ajudam a conhecer a atuação parlamentar. Ao
consultar uma votação, procure também entender o
conteúdo da proposta, suas alterações e o contexto
da decisão. Um recorte nas redes sociais pode deixar
de fora informações essenciais.
Nessa pesquisa, vale consultar como cada parlamentar
se posicionou em projetos sobre direitos
trabalhistas, aposentadorias e condições de vida da
população. No debate sobre a escala 6 por 1 — seis
dias de trabalho para um de descanso —, procure
conhecer as propostas de mudança, seus autores e os
registros de eventuais votações. É importante
distinguir quem defende manter a escala de quem
propõe alterá-la ou acabar com ela, sem confundir
discursos de campanha com decisões efetivamente
tomadas. Confira os fatos e forme sua própria
avaliação.
Esse cuidado deve valer para todos os candidatos. A
análise precisa ter critérios, disposição para
conferir os fatos e respeito às diferentes opiniões.
Ninguém deve decidir sob pressão, ameaça ou
informações falsas.
Também é preciso dizer com clareza: o voto não pode
ser tratado como mercadoria. Um botijão de gás, uma
cesta básica ou cem reais não podem servir de moeda
de troca pela liberdade de escolha de ninguém. As
dificuldades de uma família merecem respeito e
políticas públicas, jamais exploração eleitoral.
Antes de compartilhar uma denúncia ou uma promessa
surpreendente, confira a origem, a data e o conteúdo
completo. Na dúvida, não ajude a espalhar. Uma
eleição consciente depende também da
responsabilidade de cada um com a informação que faz
circular.
E o compromisso não termina quando a votação acaba.
Depois da eleição, é hora de acompanhar, cobrar
explicações e fiscalizar o exercício dos mandatos. A
participação democrática precisa continuar nos
quatro anos seguintes.
Neste domingo, leve para a urna uma decisão que seja
realmente sua: livre, informada e consciente. Seu
voto merece respeito. Sua consciência também.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força Sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

02/10/2026 -
Campanha presidencial: uma disputa entre o enredo e
a narrativa
Por Rita Serrano (*)
Nesta campanha há uma clara disputa entre o enredo,
representado pelo presidente Lula, e a narrativa,
representada pelo senador Flávio Bolsonaro. Enquanto
o primeiro entrega realizações e assume compromissos
com a democracia, a ciência, o meio ambiente e a
soberania, além de políticas públicas de interesse
coletivo, o segundo aposta na luta política, no
entreguismo e no golpismo, escondido atrás de um
discurso falsamente religioso e moralista.
Antes de adentrar o mérito da disputa, é preciso
conceituar com clareza os dois termos que estruturam
esta coluna.
Enredo, na acepção aqui empregada, diz respeito ao
conteúdo concreto da ação política: são os fatos, as
entregas, as políticas públicas efetivamente
implementadas, os compromissos assumidos e
cumpridos, a coerência entre discurso e prática. O
enredo se materializa na vida das pessoas — no
salário que aumenta, no remédio que chega, na escola
que funciona, no emprego que se cria. É a substância
da política, aquilo que permanece quando a poeira da
retórica baixa.
Já narrativa, no sentido que aqui se atribui, é a
construção discursiva que busca substituir os fatos
por versões, as entregas por promessas vazias, os
problemas por culpas alheias. A narrativa não se
compromete com a realidade: ela se compromete com a
eficácia eleitoral. É a política reduzida a
marketing, a disputa transformada em espetáculo, o
debate público convertido em palco de acusações sem
lastro.
O presidente Lula, em todos os seus mandatos,
manteve coerência entre discurso e prática em
relação às políticas públicas. Neste terceiro
mandato, reativou os espaços de diálogo e
concertação, deu aumento real para o salário-mínimo
e para os pisos de benefícios previdenciários e
assistenciais, isentou os mais pobres do imposto de
renda, repôs o poder de compra dos salários dos
servidores ativos e aposentados, reconstruiu a
máquina pública e promoveu concursos públicos,
fortaleceu o SUS, com o programa Mais
Especialidades, e recriou o Farmácia Popular. São
entregas verificáveis, mensuráveis, que impactam
diretamente a vida de milhões de brasileiros. Não se
trata de promessas para o futuro, mas de realizações
do presente, de um enredo que se escreve
cotidianamente com políticas públicas de interesse
coletivo.
Especificamente para os inscritos do Cadastro Único,
com renda per capita até meio salário-mínimo, criou
o Pé de Meia, zerou as parcelas do programa Minha
Casa Minha Vida, criou o Gás para Todos, deu
gratuidade para a tarifa de energia para o consumo
até 80 kWh por mês, além de ter zerado os impostos
sobre a cesta básica e instituído o cashback no
âmbito da reforma tributária. Para o próximo
mandato, além de manter e valorizar os programas
atuais, ampliar o investimento em saúde e educação,
vai garantir: fim da escala 6x1, assegurando mais um
dia de folga para os trabalhadores, tarifa zero no
transporte coletivo urbano e acesso gratuito ao
pessoal de baixa renda às canetas emagrecedoras,
dentre outras propostas do programa de governo. Com
Lula não tem enganação: a entrega é certa. O enredo
fala por si.
Já Flávio Bolsonaro é o clone do pai dele, Jair
Bolsonaro, cujo governo deixou um legado de negação
da ciência, de ataque à democracia e desmonte dos
serviços e das políticas públicas, incluindo a morte
de mais de 700 mil pessoas durante a pandemia do
coronavírus. O programa do Flávio Bolsonaro tem como
pontos centrais anistiar os golpistas, armar a
população, vender as estatais e entregar as riquezas
minerais e petrolíferas do país aos governos
estrangeiros, especialmente aos Estados Unidos de
Trump. É um programa que não propõe nada de concreto
para melhorar a vida do povo brasileiro: apenas
reedita velhas bandeiras do atraso, agora
travestidas de novidade.
A campanha é toda centrada em narrativa rasa, cujo
núcleo central consiste em apontar problemas e
acusar Lula e a esquerda como responsáveis por eles,
sem propor nenhuma solução concreta. Só aponta o
dedo, vale-se da religião e do moralismo para
assustar as famílias com ameaças fantasiosas, que
nunca aconteceram nem irão acontecer nos governos do
PT, como a obrigatoriedade de banheiro unissex, de
casamento gay e de invasão de propriedade privada,
além do discurso batido de combate ao crime
organizado e à corrupção. É a política do medo, da
mentira organizada, da desinformação como método.
Enquanto o enredo se constrói com realizações, a
narrativa se sustenta com fantasmas.
Como é que alguém com o histórico do Flávio
Bolsonaro — conhecido como defensor de miliciano,
praticante de rachadinha e frequentador de orgias —
tem moral para falar em combate à violência e à
corrupção ou em defesa da família? A pergunta não é
retórica: ela expõe a contradição fundamental entre
o discurso e a prática de quem quer que se apresente
como salvador da pátria. A narrativa, quando
desprovida de enredo, não resiste ao escrutínio dos
fatos. E os fatos, ao contrário das versões, não se
dobram à conveniência eleitoral.
O eleitor brasileiro tem, portanto, uma escolha
clara: de um lado, o enredo de quem entrega, de quem
governa para todos, de quem respeita a democracia e
a ciência; de outro, a narrativa de quem apenas
explora o medo, a desinformação e o ódio. A história
recente do país já mostrou o que significa um
governo sem enredo, sustentado apenas por narrativa:
negacionismo, mortes evitáveis, destruição de
políticas públicas, ataques às instituições. O
Brasil não pode voltar a esse passado. A escolha
entre enredo e narrativa não é apenas eleitoral: é
civilizatória.
(*) Rita Serrano é presidente do Diap.
Ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Doutoranda
em Administração
Fonte: Diap

02/10/2026 -
Jovens fora do trabalho e da escola atinge menor
nível em 10 anos
Brasil registra 8,8 milhões de jovens sem
trabalho e fora da escola, menor número em dez anos,
enquanto desemprego juvenil chega à mínima
O número de jovens sem trabalho e fora da escola
caiu ao menor patamar em dez anos, segundo
levantamento divulgado pelo Dieese nesta semana.
No segundo trimestre de 2026, 8,8 milhões de
brasileiros entre 14 e 29 anos estavam nessa
condição, representando 17,9% dos jovens
brasileiros.
Além disso, o contingente mantém trajetória de queda
desde 2020, quando alcançou 14,6 milhões de pessoas,
maior número registrado na série apresentada pelo
Dieese.
Em 2025, eram 8,9 milhões. O Boletim Emprego em Pauta
nº 34 utilizou dados da Pnad Contínua, pesquisa
realizada periodicamente pelo IBGE.
Desemprego juvenil atinge mínima histórica
A melhora acompanha o aquecimento do mercado de
trabalho. A taxa de desemprego entre jovens alcançou
10%, menor nível da série apresentada pelo Dieese.
Em comparação, a taxa estava em 16,6% em 2022.
Segundo o levantamento, o crescimento das vagas
formais contribuiu diretamente para melhorar esses
indicadores.
Entre 2022 e 2026, o número de jovens fora da
escola, mas empregados formalmente, cresceu 6,2%,
enquanto trabalho combinado aos estudos avançou
2,8%.
Ao mesmo tempo, o número de jovens procurando
emprego recuou 42%, reforçando os sinais de melhora
registrados pelo mercado de trabalho nesse período.
Dieese questiona expressão “nem-nem”
Entretanto, o Dieese questiona o termo “nem-nem”,
porque considera que essa expressão transmite uma
ideia de passividade incompatível com a realidade
dos jovens brasileiros.
Dos 8,8 milhões nessa situação, pelo menos 60%
procuravam emprego, realizavam cursos fora da
educação regular ou cuidavam dos afazeres domésticos
diariamente.
Apenas 2% disseram que permaneciam fora do mercado
porque não queriam trabalhar. Por isso, o Dieese
utiliza a expressão “sem-sem” em seu levantamento.
Salários continuam menores entre jovens
Apesar dos avanços, permanecem desigualdades
importantes. No segundo trimestre, 26,6 milhões de
jovens ocupados receberam rendimento médio mensal de
aproximadamente R$ 2.459.
Enquanto isso, trabalhadores com 30 anos ou mais
receberam R$ 3.621 mensais, valor 32% superior ao
rendimento médio registrado entre trabalhadores mais
jovens.
Além disso, 41% dos jovens ocupados ganhavam até um
salário mínimo, demonstrando que a expansão do
emprego ainda convive com remunerações relativamente
menores atualmente.
As desigualdades também aparecem dentro da
juventude. Entre mulheres negras, 27,2% estavam sem
trabalho e escola, contra 10,5% entre homens
considerados não negros.
Nesse cenário, 12,7% das jovens negras permaneciam
afastadas do trabalho e da escola enquanto se
dedicavam principalmente aos afazeres domésticos,
segundo dados do levantamento.
Emprego formal avança, mas qualificação preocupa
Quase metade dos jovens ocupados trabalhava com
carteira assinada. Contudo, muitos permaneciam
concentrados em funções que geralmente não exigem
formação ou qualificação profissional específica.
Entre as 20 ocupações mais frequentes entre jovens,
nenhuma exigia formação técnica ou superior,
conforme apontou o levantamento elaborado e
divulgado pelo próprio Dieese.
Balconistas, vendedores de lojas, escriturários e
trabalhadores da construção aparecem entre as
ocupações mais comuns, indicando desafios para
ampliar qualificação, renda e oportunidades
profissionais.
Fonte: Rádio Peão Brasil

01/10/2026 -
TST reconhece atuação sindical até em ações de um
trabalhador
Decisão vinculante permite que sindicatos
defendam direitos individuais e coletivos em todas
as fases do processo, sem autorização do empregado
O Pleno do TST (Tribunal Superior do Trabalho)
decidiu, nesta segunda-feira (28), que os sindicatos
podem defender direitos dos integrantes da categoria
que representam em todas as etapas do processo — do
julgamento à liquidação e execução — mesmo quando a
ação envolve apenas 1 trabalhador.
A tese, aprovada em julgamento de recurso repetitivo
— processo escolhido para representar vários outros
que discutem a mesma questão jurídica no STJ —,
deverá orientar as decisões da Justiça do Trabalho
em todas as instâncias.
Pelo entendimento, a necessidade de identificar os
beneficiários ou calcular individualmente os valores
devidos não impede a atuação sindical. A decisão foi
tomada no julgamento do Tema 27, a partir de ação
movida pelo Sindicato dos Bancários de Apucarana
(PR) e Região contra o Itaú Unibanco.
CASO CONCRETO
O processo trata de empregado que reivindicou o
cumprimento de regras de progressão funcional
previstas em norma do antigo Banestado (Banco do
Estado do Paraná), sucedido pelo Itaú. O sindicato
pediu reajustes salariais e promoções automáticas
por antiguidade e mérito, no mínimo a cada 3 anos.
A Vara do Trabalho extinguiu a ação sem analisar o
mérito, por entender que as condições específicas do
empregado deveriam ser examinadas em processo
individual. O TRT-9 (Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região), no Paraná, manteve a decisão.
O caso chegou à Sétima Turma do TST, que propôs a
instauração de incidente de recursos repetitivos
para definir os limites da atuação sindical. A SDI-1
acolheu a proposta e encaminhou o tema ao Pleno.
DIREITO DE REPRESENTAÇÃO
Relator do incidente, o ministro Alberto Bastos
Balazeiro afirmou que a Constituição assegura aos
sindicatos ampla legitimidade para defender direitos
e interesses da categoria, inclusive os individuais.
Ele também citou o entendimento do Supremo Tribunal
Federal no Tema 823, que reconhece a possibilidade
de atuação sindical nas fases de liquidação e
execução, sem autorização individual dos
trabalhadores.
Para Balazeiro, a decisão do STF fortaleceu os
mecanismos de proteção dos direitos sociais e
individuais dos trabalhadores e não permite
restringir a representação sindical em razão da
necessidade de apuração individual dos direitos.
O ministro ressaltou que a identificação dos
beneficiários e a quantificação dos valores podem
ser feitas posteriormente, nas fases de liquidação e
execução. Segundo ele, privilegiar a solução
coletiva evita que centenas ou milhares de
trabalhadores precisem abrir ações individuais após
o reconhecimento de direito comum.
“A tendência mais moderna no processo coletivo é a
de se prestigiar não apenas a execução coletiva, mas
aquela que é feita sem qualquer intervenção dos
membros da categoria”, afirmou.
TESE APROVADA
A tese vinculante estabelece que as entidades
sindicais têm “ampla e irrestrita legitimidade
extraordinária” para defender interesses individuais
ou coletivos da categoria, independentemente de
autorização, em favor de associados e não
associados, de grupos ou de 1 único trabalhador, nas
fases de conhecimento, liquidação e execução.
Também determina que questões particulares — como a
inclusão de um trabalhador no grupo beneficiado ou o
cálculo dos valores devidos — não impedem o
processamento de ações coletivas ou execuções
propostas por sindicatos.
Ficaram vencidos os ministros Caputo Bastos, Ives
Gandra Martins, Sergio Pinto Martins, Dezena da
Silva e Amaury Rodrigues, além da ministra Morgana
de Almeida.
BALANÇO DO TRIBUNAL
No início da sessão, o presidente do TST, ministro
Vieira de Mello Filho, apresentou resumo do
relatório de gestão. De janeiro a agosto, a Corte
Trabalhista recebeu quase 359 mil processos e julgou
cerca de 357 mil, alta de 18,8% em relação ao mesmo
período do ano passado.
Apesar do aumento da demanda, o acervo caiu em mais
de 23 mil processos. Os casos com mais de 6 anos de
tramitação passaram de 11.842 para aproximadamente 7
mil.
O presidente também destacou iniciativas para
consolidar o TST como corte de precedentes e ações
de Justiça itinerante, além de avanços em proteção
de dados, inteligência artificial, transformação
digital, sustentabilidade, integridade e
transparência. Atribuiu os resultados ao trabalho
conjunto de ministros, servidores e equipes do
Tribunal.
Processo:
IncJulgRREmbRep-0002061-71.2019.5.09.0653
Fonte: Diap

01/10/2026 -
Novo Caged: Emprego formal gera 165,8 mil vagas em
agosto e acumula 1,13 milhão de postos no ano
Emprego cresce 2,41% no ano, com 697.859 postos
gerados no setor de Serviços e 170.442 na Indústria
O mercado formal de trabalho apresentou, em agosto,
saldo positivo de 165.827 novos postos de trabalho,
resultante de 2.294.563 admissões e 2.128.736
desligamentos no mês. Com esse resultado, o estoque
de empregos alcançou 48.244.696 vínculos em agosto e
acumula, no ano (janeiro a agosto), saldo de
1.134.033 postos de trabalho, com crescimento de
2,41%.
No acumulado do ano, houve elevação do emprego nos
cinco grandes grupamentos de atividades econômicas
do país. O maior crescimento do emprego ocorreu no
setor de Serviços, com saldo de 697.859 postos
formais de trabalho (+3,05%), seguido pela
Construção, com saldo de 200.431 (+6,79%).
O saldo em agosto também foi positivo nos cinco
grandes grupamentos, com destaque para o setor de
Serviços (+110.346), Construção (+20.848), Indústria
(+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária
(+1.452). O crescimento ocorreu também nos 24
estados, com destaque, em valores absolutos, para
São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e
Pernambuco (+13.428). Em termos relativos, os
maiores crescimentos foram registrados na Paraíba
(+1,59%), no Amapá (+1,38%) e no Rio Grande do Norte
(+0,92%).
Dos postos de trabalho gerados, 73,5% correspondem a
vínculos típicos (+121.964) e 26,5% a vínculos não
típicos (+43.863), majoritariamente trabalhadores
com jornada igual ou inferior a 30 horas (+40.661) e
aprendizes (+17.637).
Emprego no ano
Considerando a geração de empregos no acumulado de
2026, os dados do Novo Caged apresentam crescimento
de 2,41% no emprego no ano, que acumula, até agosto
de 2026, um total de 1.134.033 postos gerados. O
crescimento foi verificado em todos os setores da
economia, sendo mais forte no setor de Serviços, com
697.859 postos e crescimento de 3,05%; na
Construção, com 200.431 postos e crescimento de
6,79%; e na Indústria, com 170.442 postos e
crescimento de 1,90% no ano. A Agropecuária
apresentou saldo positivo de 56.024 postos (+3,09%),
e o Comércio, de 9.300 empregos (+0,09%).
Nos últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto
de 2026, o emprego cresceu 887.708 postos (+1,87%).
Unidades da Federação
Os estados com maior saldo no acumulado do ano foram
São Paulo (+306.883), Minas Gerais (+123.176) e Rio
de Janeiro (+77.670). Em termos relativos, as
maiores variações foram registradas no Amapá
(+6,30%), Piauí (+4,27%) e Acre (+4,09%).
Grupos Populacionais
O saldo em agosto foi positivo para homens (+81.838) e
mulheres (+83.989) e apresentou saldo de +128.997
para a população de até 24 anos. Pessoas com nível
médio completo apresentaram o maior saldo
(+100.939), seguidas por aquelas com nível médio
incompleto (+23.651). Os demais níveis de instrução
totalizaram saldo positivo de +41.237. Pardos
(+117.830), brancos (+38.401), pretos (+19.062) e
indígenas (+242) obtiveram saldos positivos no mês.
Salários
O salário médio real de admissão em agosto de 2026
alcançou R$ 2.410,74, mostrando estabilidade em
relação a julho de 2026 (R$ 2.411,48). Na comparação
com agosto de 2025 (R$ 2.386,43), o salário médio
real de admissão aumentou R$ 24,31 (+1,02%).
Fonte: MTE

01/10/2026 -
Nova cartilha da Justiça do Trabalho traz alertas
sobre saúde mental e riscos psicossociais no trabalho
Material, desenvolvido por meio de uma parceria
entre o TST e a Universidade de Brasília, destaca
fatores de risco no cotidiano, sinais de alerta de
estresse e a importância do direito à desconexão
A Justiça do Trabalho lançou, nesta segunda-feira
(28), a
cartilha Saúde Mental no Trabalho, como parte da
campanha institucional “Sua saúde é a fronteira que
o trabalho não pode atravessar”. A iniciativa foi
desenvolvida por meio de uma parceria entre o
Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Universidade
de Brasília (UnB). A publicação reúne orientações
para prevenção de riscos psicossociais, com
informações sobre situações que podem afetar o
bem-estar dos trabalhadores e medidas para promover
ambientes saudáveis.
O material apresenta os principais pontos da Norma
Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece a
necessidade de identificação e gerenciamento dos
riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Nesta
perspectiva, a saúde mental está associada à
qualidade de vida, à segurança, às relações
profissionais e à capacidade de tomada de decisões.
Sinais de alerta
Entre os fatores que podem contribuir para o
sofrimento relacionado ao trabalho estão o excesso
ou a ausência de demandas, jornadas prolongadas,
dificuldades nas relações profissionais, falhas na
organização das atividades, falta de reconhecimento
e isolamento. A presença desses fatores não
significa, necessariamente, o desenvolvimento de um
transtorno, mas indica a importância de avaliar o
ambiente e adotar medidas preventivas.
A cartilha também aborda a síndrome de burnout, um
distúrbio de esgotamento físico e mental provocado
pelo estresse crônico associado ao trabalho. Entre
os sinais de atenção estão irritabilidade,
ansiedade, cansaço persistente, alterações no sono,
dores frequentes, dificuldade de concentração,
redução do rendimento e afastamento do convívio
social.
Outro tema é o direito à desconexão. A publicação
orienta sobre a importância de respeitar períodos de
descanso, como intervalos, férias e folgas. O
direito à desconexão é apresentado como uma medida
de preservação da qualidade do trabalho.
Confira todas as informações na
Cartilha Saúde Mental no Trabalho.
Parceria com a UnB
A produção da cartilha integra a parceria entre o TST
e a UnB para desenvolvimento da campanha
institucional “Sua saúde é a fronteira que o
trabalho não pode atravessar”. A campanha foi
produzida por estudantes de Comunicação
Organizacional da Faculdade de Comunicação da
Universidade de Brasília, a partir de um desafio
apresentado pelo Tribunal. O material contou com
revisão técnica do Programa Trabalho Seguro, da
Justiça do Trabalho.
Fonte: TST

01/10/2026 -
MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral em
2026
MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral
em 2026 e alerta trabalhadores sobre práticas
proibidas e formas de denunciar casos
O Ministério Público do Trabalho contabilizou 463
denúncias de assédio eleitoral no ambiente
profissional em 2026, com São Paulo liderando
registros, somando 59 casos oficialmente.
Em seguida, Rio de Janeiro registrou 50 denúncias,
enquanto Minas Gerais contabilizou 47. Somente em
setembro, o MPT recebeu 199 relatos dessa prática
ilegal oficialmente.
Segundo o MPT, assédio eleitoral ocorre quando
alguém usa relações de trabalho para influenciar ou
constranger orientação política, manifestação
eleitoral ou voto dos trabalhadores diretamente.
Além disso, a prática pode envolver ameaças,
promessas de benefícios, discriminação ou cobrança
de apoio político, inclusive por e-mails, intranets
e outros ambientes profissionais virtuais.
“O ambiente de trabalho não é um espaço para a
prática de propaganda eleitoral”, afirma o
procurador do Trabalho Igor Souza Gonçalves,
coordenador nacional responsável.
Saiba identificar e denunciar
Entre as situações investigadas estão exigência de
símbolos eleitorais, reuniões para orientação
política, convocação para campanhas, pesquisas sobre
intenção de voto e escalas direcionadas
indevidamente.
- Exigência do uso de uniforme, camiseta, boné ou
outros símbolos associados a uma candidatura;
- realização de reuniões no trabalho para apresentação
de candidatos ou orientação política;
- convocação de trabalhadores para campanhas,
postagens ou abaixo-assinados eleitorais;
- definição de escala e local de trabalho no dia da
eleição para favorecer trabalhadores que declarem
apoio a determinado candidato;
- realização de pesquisas ou enquetes sobre intenção
de voto no ambiente de trabalho.
Por fim, qualquer pessoa pode denunciar ao MPT e
apresentar mensagens, e-mails, publicações,
documentos, imagens, áudios, vídeos, registros
internos e informações fornecidas por eventuais
testemunhas.
Fonte: Rádio Peão Brasil

30/09/2026 -
O pacote do bem e a reação de Lula na reta final
Na Quaest, medidas de impacto social coincidem
com forte recuperação do presidente entre mulheres,
trabalhadores de baixa renda, beneficiários do Bolsa
Família e católicos.
por Marcos Verlaine
A política, às vezes, encontra tradução mais
eloquente na vida cotidiana. A nova pesquisa Quaest,
divulgada nesta segunda-feira (28), mostra que Lula
(PT) recuperou terreno justamente entre segmentos
que sentem de maneira mais direta os efeitos das
políticas públicas.
Mulheres, trabalhadores de renda de até 2 salários
mínimos e beneficiários do Bolsa Família passaram a
dar ao presidente vantagem expressiva sobre Flávio
Bolsonaro (PL).
Não é apenas oscilação estatística. É sinal de que
medidas concretas podem voltar a conectar governo e
eleitor quando chegam àquilo que as pessoas percebem
como problema real: o orçamento doméstico, a
proteção social, a saúde e a segurança diante da
exploração das apostas.
Mulheres mudam o jogo
Entre as mulheres, o cenário que há 2 semanas era de
empate transformou-se em vantagem de 9 pontos para
Lula: 46% a 37%.
Trata-se de movimento politicamente relevante porque
as mulheres constituem parcela decisiva do
eleitorado e também aparecem como o segmento que
mais aprova as 3 principais medidas recentes do
governo.
A restrição às bets é aprovada por 64% das mulheres;
o reajuste do Bolsa Família, por 62%; e a oferta
gratuita de canetas para emagrecimento pelo SUS, por
62%.
Não é difícil compreender porque políticas desse
tipo encontram receptividade. Essas dialogam com
questões concretas: o dinheiro que desaparece nas
plataformas de apostas, a renda necessária para
colocar comida na mesa e o acesso a tratamentos de
saúde.
Quem vive com até 2 mínimos
É nesse ponto que a pesquisa talvez seja mais
eloquente. Entre os eleitores com renda familiar de
até 2 salários mínimos, Lula chega a 55%, contra 29%
de Flávio. Diferença de 26 pontos.
O resultado expõe a distância entre a política
abstrata e a política sentida no cotidiano.
Quando o governo aumenta o Bolsa Família, amplia o
acesso a serviços de saúde ou enfrenta o mercado de
apostas que atinge especialmente famílias
vulneráveis, não está apenas produzindo anúncios.
Está interferindo, para melhor ou pior, nas
condições materiais de milhões de pessoas.
A própria trajetória da Quaest mostra que a
população de menor renda já apresenta historicamente
maior aprovação do governo. Em levantamento anterior
do instituto, 55% dos entrevistados com renda de até
2 salários mínimos aprovavam a gestão Lula.
Bolsa Família mantém força
Entre os beneficiários do Bolsa Família, Lula alcança
59%, contra 27% de Flávio. O dado ajuda a explicar a
importância política do reajuste do benefício. A
medida é aprovada por 59% dos entrevistados na nova
Quaest.
O que está em disputa, portanto, não é somente
preferência eleitoral. É também a percepção sobre
quem protege a renda de quem mais precisa dessa.
É sintomático que a política social continue sendo
um dos principais pontos de conexão entre Lula e a
base popular dele.
O desafio do governo, durante boa parte do mandato,
foi justamente transformar políticas e indicadores
positivos em percepção cotidiana. Os números desta
rodada sugerem mudança nesse terreno.
Pacote fura bolha
O chamado “pacote do bem” reúne 3 medidas com
aprovação majoritária: 62% apoiam a restrição às
bets; 59%, o reajuste do Bolsa Família; e 58%, a
oferta de canetas emagrecedoras gratuitamente pelo
SUS.
E há detalhe politicamente importante: a restrição
às apostas não fica confinada entre os eleitores de
menor renda. O apoio também é elevado entre os
segmentos de renda mais alta.
Isso desmonta a ideia de que o combate às bets seria
pauta restrita aos mais pobres. O problema alcança
famílias de diferentes estratos sociais e envolve
endividamento, saúde mental, orçamento doméstico e
proteção de crianças e adolescentes.
“Parece estar muito associado”
Felipe Nunes, diretor da Quaest, chamou atenção para a
coincidência entre os movimentos. Segundo ele, o
avanço de Lula entre mulheres, eleitores de menor
renda e beneficiários do Bolsa Família “parece estar
muito associado” às medidas anunciadas na semana
anterior.
A palavra importante é “parece”. Pesquisa eleitoral
registra movimentos simultâneos; não prova,
isoladamente, que uma medida tenha causado
determinado deslocamento de voto.
Mas há conexão política evidente: as medidas são
majoritariamente aprovadas e Lula cresce justamente
entre segmentos mais próximos do público-alvo
dessas.
Política volta para o bolso
O episódio ensina algo que a política brasileira
frequentemente esquece: o eleitor não vive de
narrativa. Ele vive de salário, preço dos alimentos,
acesso à saúde, renda, emprego, crédito, segurança e
capacidade de chegar ao fim do mês.
Na reta final, Lula parece ter encontrado fórmula
simples para recuperar parte do terreno perdido:
menos promessa abstrata e mais medida que possa ser
reconhecida na vida concreta.
A Quaest mostra ainda outro movimento relevante:
entre os católicos, Lula chega a 50%, contra 37% de
Flávio, melhor resultado nesse grupo desde 14 de
agosto.
O pacote, portanto, não explica sozinho a eleição.
Mas ajuda a compreender a mudança de humor
registrada pela pesquisa. Quando a política pública
deixa de ser apenas discurso e passa a ser percebida
como proteção, renda ou direito, essa pode produzir
efeitos também na política.
E é justamente essa disputa pela percepção sobre
quem cuida da vida real que entra na semana decisiva
da eleição.
Fonte: Portal Vermelho

30/09/2026 -
Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o
trimestre até agosto
Mercado de trabalho atingiu recorde de ocupados e
carteira assinada
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em
agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o
período desde 2012, quando se inicia a série
histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Além disso, o instituto
registrou recorde no número de trabalhadores
ocupados, carteira assinada, massa salarial e
contribuição para a previdência.
O desempenho do desemprego no período de três meses
até agosto representa recuo em relação ao trimestre
móvel até maio (5,6%) e em comparação ao mesmo
período de 2025 (5,6%). De acordo com a Secretaria
de Política Econômica (SPE) do Ministério da
Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa
de analistas do mercado.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada
nesta terça-feira (29).
O levantamento mostra que no trimestre até agosto a
população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas,
a maior já registrada. Esse contingente representa
alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto
é, mais 774 mil trabalhadores.
A pesquisa revela ainda que os grupamentos de
atividade que puxaram a alta da ocupação foram a
indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil
pessoas) e construção (4,1%, ou mais 306 mil
pessoas).
Carteira assinada na máxima
O número de empregados do setor privado com carteira
assinada atingiu 39,5 milhões, também recorde.
A população desocupada terminou o período em 5,8
milhões de pessoas, recuo de 4,6% (menos 281 mil) na
comparação com o trimestre de março a maio.
A população desalentada, formada por aquelas pessoas
que sequer procuram trabalho pois acreditam que não
vão encontrar, somou 2,4 milhões até agosto -
patamar estável em relação ao trimestre anterior e
11,9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo
período de 2025.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores
informais na população ocupada - foi de 37,5%, o que
representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre
anterior era 37,3%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem
carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.
Essas pessoas não têm garantidas coberturas como
seguro-desemprego, férias e 13º salário.
Massa salarial recorde
O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$
3.777. No trimestre até maio era R$ 3.752. O maior
já registrado foi R$ 3.783, no trimestre terminado
em fevereiro de 2026.
A massa salarial, somatório dos salários de todos os
trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para
consumo, pagamento de dívidas, investimentos e
poupança, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior da
série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$
5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) em um
ano.
Recorde de contribuintes para a Previdência
De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número
já apurado de trabalhadores contribuintes para
institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas.
Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66,2
contribuem.
Ao contribuir para institutos de Previdência, o
trabalhador adquire garantias como aposentadoria,
benefício por incapacidade e pensão por morte.
O IBGE considera contribuintes os empregados,
empregadores, trabalhadores domésticos e por conta
própria que tenham contribuído para institutos de
Previdência oficial federal (INSS ou Plano de
Seguridade Social da União), estadual ou municipal.
Retrato do mercado de trabalho
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de
trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em
conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria,
por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada
desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma
vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211
mil domicílios em todos os estados e no Distrito
Federal.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%,
no último trimestre de 2025. A maior taxa já
constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos
trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e
em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Fonte: Agência Brasil

30/09/2026 -
Brasil dribla tarifaço de Trump, exportações crescem
e saldo comercial dispara
Vendas brasileiras ao exterior avançam 11,5% no
ano e superávit comercial cresce 36,3%, alcançando
US$ 61,77 bilhões
O comércio exterior brasileiro mantém trajetória de
crescimento em 2026, apesar do tarifaço imposto pelo
governo de Donald Trump. De janeiro até a quarta
semana de setembro, as exportações brasileiras
alcançaram US$ 281,34 bilhões, alta de 11,5% em
comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços (MDIC), divulgados pela Agência
Gov.
O desempenho das exportações superou com folga o
crescimento das compras brasileiras no exterior. As
importações somaram US$ 219,57 bilhões no acumulado
do ano, expansão de 6% na comparação com igual
intervalo de 2025.
Como resultado, o superávit da balança comercial
brasileira chegou a US$ 61,77 bilhões, crescimento
expressivo de 36,3%. Ou seja, o país ampliou
significativamente a diferença entre o que vende e o
que compra do exterior.
A corrente de comércio — soma das exportações e
importações — alcançou US$ 500,92 bilhões, expansão
de 9% sobre o mesmo período do ano passado. Os
números indicam que o comércio internacional
brasileiro continuou avançando mesmo diante das
barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Indústria lidera exportações
Outro destaque dos dados está no desempenho da
indústria de transformação. O setor liderou em valor
as exportações brasileiras no período mais recente
analisado, movimentando US$ 15,6 bilhões e superando
tanto a agricultura quanto a indústria extrativa.
O resultado reforça a participação dos produtos
industrializados na pauta exportadora brasileira, em
um momento no qual o governo do presidente Lula
busca estimular a agregação de valor à produção
nacional e ampliar a presença da indústria
brasileira nos mercados internacionais.
Entre os produtos industriais, as aeronaves tiveram
desempenho de destaque. Aviões e outros equipamentos
aeronáuticos responderam por US$ 455,8 milhões em
exportações.
O desempenho ocorre em meio a um ambiente
internacional marcado por tensões comerciais e pelo
aumento do protecionismo nos Estados Unidos. O
governo brasileiro tem buscado diversificar mercados
e ampliar as relações comerciais com diferentes
regiões do mundo.
Os números acumulados até setembro mostram que, até
aqui, as barreiras impostas por Washington não
impediram o crescimento das vendas externas
brasileiras. Ao contrário, as exportações avançaram
em ritmo quase duas vezes superior ao das
importações, contribuindo para a forte expansão do
saldo comercial do país.
Fonte: Brasil247

29/09/2026 -
Câmara pode ter nova correlação de forças em 2027
Projeção do DIAP aponta mudanças entre as maiores
bancadas e renovação de 39% a 43% após as eleições
As eleições de 2026 poderão alterar a distribuição
de forças na Câmara dos Deputados, mas sem romper
completamente com a configuração atual da Casa.
Projeção do DIAP para a próxima legislatura
indica mudanças no tamanho das principais bancadas
e, ao mesmo tempo, um nível de renovação inferior à
média histórica. O levantamento compara a composição
eleita em 2022, o quadro atual e as faixas estimadas
para 2027.
Hoje, PL e PP/União dividem a posição de maiores
bancadas, com 98 deputados cada, enquanto
PT/PCdoB/PV reúne 82 parlamentares. Esse equilíbrio,
no entanto, pode mudar após as urnas. Pelo ponto
médio das projeções, PP/União passaria a 107
cadeiras, enquanto o PL ficaria com 91 e PT/PCdoB/PV
alcançaria 87.
A distância entre esses grupos, porém, não está
definida. As estimativas trabalham com intervalos
que se sobrepõem: PP/União pode eleger entre 93 e
121 deputados; PL, entre 78 e 103; e PT/PCdoB/PV,
entre 74 e 100. Isso significa que a configuração
final das maiores bancadas permanece aberta e
dependerá do resultado eleitoral em cada estado.
As mudanças também aparecem entre as bancadas
intermediárias. PSD e Republicanos apresentam
perspectiva de crescimento, com médias projetadas de
52 e 48 cadeiras, respectivamente. Em sentido
contrário, o MDB passaria das atuais 38 para uma
média de 35 deputados, enquanto PSDB/Cidadania
cairia de 19 para 13. O Podemos permaneceria próximo
do patamar atual, com 27 cadeiras.
Esse possível rearranjo ocorrerá em uma eleição
marcada pela forte presença de parlamentares que
tentam permanecer na Câmara. Dos 513 deputados, 438
— 85,4% da Casa — disputam a reeleição. A estimativa
é de que entre 297 e 315 consigam novo mandato,
abrindo espaço para a entrada de 198 a 216 novos
deputados.
Com isso, a renovação projetada fica entre 39% e
43%, abaixo da média de 49% observada desde 1990. O
cenário combina, portanto, continuidade de parcela
expressiva dos atuais deputados com mudanças na
dimensão das bancadas — movimento que ajudará a
definir a correlação de forças e a formação das
maiorias políticas na Câmara a partir de 2027.
O prognóstico considera pesquisas de intenção de
voto, recandidaturas, movimentações partidárias,
histórico eleitoral, alianças estaduais, estrutura
das campanhas e estratégias das legendas. O DIAP
ressalta que os números constituem um exercício de
projeção, e não pesquisa eleitoral ou indicação de
voto, razão pela qual os resultados são apresentados
em faixas e podem mudar até a eleição.
Fonte: Diap

29/09/2026 -
Lula defende crescimento e distribuição de renda
contra arrocho fiscal
Aumento do PIB e investimentos do PAC sustentam o
equilíbrio fiscal com inclusão social e valorização
do salário mínimo
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio
Lula da Silva afirmou que a trajetória de
crescimento da economia brasileira e o
fortalecimento do mercado interno são os pilares
centrais para garantir o equilíbrio das contas
públicas sem penalizar a população de menor renda.
Em entrevista gravada no Palácio da Alvorada e
transmitida no domingo (27) pelo programa Canal
Livre, da Band, sob o comando do apresentador
Rodolfo Schneider e com perguntas dos jornalistas
Adriana Araújo, Fernando Mitre e Eduardo Oinegue,
Lula destacou a entrega de um orçamento com saldo
positivo e ressaltou que a distribuição do resultado
da atividade produtiva deve priorizar as camadas
populares e os investimentos em infraestrutura e
educação.
Durante a sabatina, o presidente relembrou o
histórico de cumprimento das metas fiscais ao longo
de seus mandatos e explicou que a consolidação dos
indicadores econômicos atuais ocorre após um período
de reconstrução do aparato estatal e de retomada
industrial. Segundo o chefe do Executivo, a elevação
do Produto Interno Bruto (PIB) é a ferramenta
sustentável para a redução da dívida pública em
proporção à economia, o que permite manter o
reajuste do salário mínimo acima da inflação e os
aportes em programas estratégicos.
A recuperação da capacidade de investimento do
Estado e o fomento ao parque produtivo nacional
foram apontados como eixos centrais dessa
estratégia.
O presidente citou o volume de recursos mobilizados
pela Nova Indústria Brasil, direcionados para
setores de alta tecnologia, construção civil e
plantas farmoquímicas, além do papel do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) na estruturação
logística dos municípios. “Eu fui o único presidente
da história desse país e entre todos os presidentes
do G20 que fiz superávit primário durante meus oito
anos de mandato. A melhor forma da gente diminuir o
endividamento com relação ao PIB é a economia
crescer. E quando cresce, nós distribuímos o
resultado do crescimento pro povo pobre, porque o
PIB é a capacidade de produção que o povo teve. Só
não me peçam para cortar benefício do povo pobre,
que vai ser mantido”, declarou Lula.
Outro ponto enfatizado foi o impacto dos
investimentos na educação técnica e superior como
indutor do desenvolvimento de longo prazo. De acordo
com o presidente, a ampliação da rede de Institutos
Federais e das universidades garante competitividade
tecnológica e reduz custos sociais futuros, servindo
como base para a inovação e inclusão produtiva dos
jovens.
Fonte: Portal Vermelho

29/09/2026 -
Rede
Pela Soberania apoia Lula
O movimento Rede Pela Soberania publica o “Manifesto
Bora Lula!”, marcando sua posição nas eleições.
Distribuído por meio das redes sociais, o Manifesto
já tem adesão de jornalistas, juristas, servidores,
sindicalistas, ativistas de movimentos sociais,
artistas e outros, engajados no projeto político
mais afinado com a questão estratégica da soberania
brasileira.
O “Rede” é presidido pelo jornalista Sylvio Costa,
fundador do site Congresso em Foco. Segundo seu
presidente, “até as eleições vamos massificar o
documento, buscando votos para Lula e demais
candidatos do campo progressista”. O jornalista João
Franzin, da Agência Sindical, integra o RPS desde
sua fundação no ano passado.
Para o Rede Pela Soberania, “o Presidente Lula é o
único candidato capaz de derrotar os inimigos do
povo e manter o País na trilha do desenvolvimento
sustentável e da inclusão social”.
O Manifesto também defende a reforma do Judiciário,
maior participação social no controle da Justiça e
do Ministério Público, fim dos supersalários na
administração pública, redução dos juros,
modernização das instituições e uma gestão em
constante diálogo com todos os setores
representativos da sociedade”.
O movimento Rede é amplo é suprapartidário. Para seu
presidente, Sylvio Costa, “as questões da democracia
e da soberania nacional estão acima das preferências
partidárias e devem ser fator de unidade nacional”.
ACESSE O LINK – Leia e assine o “Manifesto”,
somando forças à luta pela soberania nacional.
Fonte: Agência Sindical

29/09/2026 -
Maior poder do Congresso aumenta importância do voto
para o Legislativo, diz especialista
Cientista político defende que eleitor acompanhe
propostas, emendas e atuação dos parlamentares
Os brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para
escolher presidente da República, governadores,
senadores e deputados federais, estaduais e
distritais. Entre tantas escolhas, a de deputado nem
sempre é feita com antecedência. Muitos deixam para
decidir em quem votar para o Legislativo em cima da
hora.
Em entrevista ao podcast Me Conta+, produzido pela
Câmara dos Deputados, o cientista político e
professor da Universidade de Brasília (UnB) Lúcio
Rennó ressaltou, no entanto, que prestar atenção na
escolha dos parlamentares se tornou ainda mais
importante nos últimos anos.
“É cada vez mais importante prestar atenção no voto
para deputado, deputada federal, senador e senadora.
O Congresso é cada vez mais poderoso no Brasil,
influencia cada vez mais as políticas públicas, seja
diretamente pela produção de leis, seja via
Orçamento”, afirmou.
Um dos principais exemplos desse fortalecimento,
segundo Rennó, é a participação no Orçamento. Com o
aumento do volume de recursos destinados por meio de
emendas parlamentares e a ampliação das emendas de
execução obrigatória, deputados e senadores passaram
a ter maior influência sobre a destinação do
dinheiro público.
"O parlamentar toma a decisão sobre para onde ele
vai mandar o dinheiro. Então, prestar atenção para
onde o parlamentar está mandando suas emendas, para
que tipo de projetos, quem é beneficiado. É a saúde?
É a educação? Qual é a área de política pública em
que esse deputado ou deputada está gastando
dinheiro, senador ou senadora está investindo
dinheiro? Isso é importante saber", destacou.
Comparação difícil
Na avaliação de Lúcio Rennó, o grande número de
candidatos e partidos gera uma sobrecarga de
informações e dificulta a comparação entre os que
disputam uma vaga na Câmara dos Deputados e nas
assembleias legislativas. O sistema proporcional
também não ajuda.
“É difícil para o eleitor, ele fica perdido nesse
amontoado gigantesco de dados, de informações que
existem. São transparentes, estão lá, mas é difícil
para ele acompanhar”, afirmou. Para Rennó, mudanças
capazes de reduzir essa dificuldade dependem de uma
reforma do sistema eleitoral.
Ele ressalta que a escolha de um deputado deve levar
em conta não apenas o candidato, mas também o
partido. Embora o sistema brasileiro seja bastante
centrado na figura do candidato, os partidos têm
importância na organização das bancadas, na
definição de agendas políticas e na distribuição de
recursos para as campanhas eleitorais.
Trabalho nas bases
Para o cientista político, o aumento do Poder do
Legislativo também reforça a necessidade de
acompanhar e cobrar os representantes depois da
eleição.
Ele defende que a atuação de deputados e senadores
deve ser avaliada, entre outros fatores, pela
apresentação e votação de propostas, pelas leis que
ajudaram a aprovar e pela atuação no acompanhamento
do uso dos recursos públicos.
O professor chama ainda a atenção para uma parte
menos visível do mandato. Segundo ele, é um equívoco
considerar que deputados e senadores trabalham
apenas nos dias de sessões e votações em Brasília.
"Parlamentar trabalha 7 dias por semana, 24 horas
por dia, porque, quando ele está lá no seu reduto
eleitoral, ele está atendendo gente, acompanhando
quais são os problemas graves daquela localidade",
afirmou.
Fonte: Agência Câmara

29/09/2026 -
Projeto cria política nacional de valorização de
costureiras
O Projeto de Lei 2987/26 cria a Política Nacional de
Valorização, Qualificação, Formalização e Proteção
Produtiva das Costureiras, Costureiros e
Trabalhadores da Confecção. A iniciativa deverá
considerar gênero, raça, renda, idade, deficiência,
território e condição migratória. A proposta
prioriza grupos mais expostos à informalidade, à
baixa remuneração, à falta de proteção
previdenciária e à precarização do trabalho.
O texto em análise na Câmara dos Deputados é de
autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria
Têxtil e de Confecção (Abit) citados pelo autor, a
cadeia têxtil e de confecção movimentou R$ 203,9
bilhões em 2023. O setor também criou 30,7 mil
postos de trabalho entre janeiro e outubro de 2024,
sendo 14,2 mil na indústria têxtil e 16,5 mil na
confecção.
Marcos Tavares afirmou que a política oferece meios
para a formalização e melhoria de renda sem
criminalizar pequenos empreendedores ou
trabalhadores autônomos.
“A proposição não se limita a reconhecer
simbolicamente a categoria: cria diretrizes
concretas para qualificação, formalização, crédito
produtivo, compras públicas, rastreabilidade social,
sustentabilidade e combate à precarização”, reforçou
o deputado em justificativa.
Matéria completa:
https://www.camara.leg.br/noticias/1304407-projeto-cria-politica-nacional-de-valorizacao-de-costureiras
Fonte: Agência Câmara

28/09/2026 -
Mendonça volta a suspender multas sobre saúde mental
no trabalho
Ministro decidiu dar mais 90 dias para acordo
entre governo e empresas
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal
Federal (STF), voltou a suspender por mais 90 dias a
aplicação de multas e outras punições previstas na
Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da
segurança dos trabalhadores formais, sobretudo em
relação à saúde mental.
O ministro decidiu dar mais tempo para que as
empresas e o governo busquem conciliação sobre o
tema.
Mendonça já havia suspendido a aplicação de multas
em junho, após a Confederação Nacional dos
Estabelecimentos de Ensino (Confenen), entidade que
reúne sindicatos patronais, questionar a validade da
norma.
Na ocasião, Mendonça entendeu que a NR-1 criou
"conceitos abertos e subjetivos" sobre as condutas
que podem levar à punição das empresas. O ministro
citou ainda que a "falta de clareza" pode ofender
diversos princípios constitucionais.
A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano para,
entre outros pontos, obrigar as empresas a
identificar “fatores de risco psicossociais
relacionados ao trabalho”, como sobrecarga e
situações de assédio. A norma determina ainda que
sejam adotadas medidas de controle.
Em relação às multas, não há um valor específico
para o descumprimento das normas relacionadas à
saúde mental e aos fatores de risco psicossociais.
A penalidade integra a lista geral de multas do
Ministério do Trabalho, com valores definidos de
acordo com o tamanho da empresa, a gravidade da
situação e o número de empregados.
Fonte: Agência Brasil

28/09/2026 -
Congresso registra diferenças no alinhamento aos ODS
Levantamento do Quem é Quem no Congresso analisa
31 votações e mostra como parlamentares e partidos
se posicionaram em matérias relacionadas aos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
As votações do Congresso Nacional revelam diferenças
expressivas entre partidos quando analisadas à luz
dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Levantamento da plataforma Quem é Quem no Congresso
aponta nota média nacional de 5,01, em uma escala de
0 a 10, entre os parlamentares, enquanto o
alinhamento médio das legendas chega a 56,2%.
Os ODS integram a Agenda 2030 das Nações Unidas e
abrangem 17 objetivos relacionados a temas como
redução das desigualdades, trabalho decente,
desenvolvimento econômico, igualdade de gênero,
proteção ambiental e fortalecimento das
instituições. A plataforma relaciona esses temas a
votações realizadas na Câmara e no Senado.
Diferenças entre os partidos
Pelos critérios adotados no levantamento, PT, PCdoB,
PSOL, Rede e PV formam o grupo de maior alinhamento,
com índice agregado de 91,4%. Entre as votações que
influenciam esse resultado estão matérias
relacionadas à redução das desigualdades e à
proteção ambiental.
Em uma faixa intermediária aparecem MDB, PSD, União
Brasil e Republicanos, com 54,2%. O comportamento
desse conjunto varia conforme o tema: há maior
aproximação aos parâmetros considerados pelo estudo
em determinadas pautas econômicas e diferenças mais
acentuadas em questões sociais e territoriais.
Já PL e Novo registram, em conjunto, 12,7% de
alinhamento segundo a metodologia utilizada, com
maior distanciamento dos parâmetros adotados na
análise especialmente em votações relacionadas à
proteção ambiental e a ações afirmativas.
Como o índice é calculado
O levantamento considera 31 votações nominais — 22 na
Câmara dos Deputados e nove no Senado Federal. A
partir da posição registrada em cada matéria
selecionada, os parlamentares recebem pontuação de 0
a 10, conforme os critérios estabelecidos para medir
a correspondência entre os votos e os ODS.
A metodologia e os critérios de seleção das matérias
podem ser consultados na própria ferramenta. O DIAP
informa que a plataforma utiliza registros oficiais
de votação da Câmara e do Senado e diferencia esses
dados das análises produzidas pela instituição.
O objetivo é permitir que trabalhadores, entidades
sindicais e cidadãos consultem as votações, conheçam
os critérios utilizados e acompanhem de forma mais
acessível a atuação de deputados, senadores e
partidos.
Acesse o Quem é Quem no Congresso
Fonte: Diap

28/09/2026 -
Comigo não haverá arrocho de aposentados. Eles terão
aumentos acima da inflação, garante Lula
“Eu sei o que vocês sofreram no governo passado, sem
aumento de salário mínimo, enquanto tudo subia de
preço, principalmente os alimentos”, disse o
presidente em mensagem “aos que trabalharam duro a
vida inteira e estão aposentados”
O presidente Lula, candidato à reeleição, em
mensagem “aos que trabalharam duro a vida inteira e
estão aposentados”, afirmou que em seu governo as
aposentadorias e pensões seguirão tendo reajustes
acima da inflação.
Lula denunciou, em vídeo de campanha, o arrocho
imposto por Bolsonaro ao trabalhador brasileiro que
ficou “sem aumento do salário mínimo, enquanto tudo
subia de preço”.
“Eu sei o que vocês sofreram no governo passado, sem
aumento de salário mínimo, enquanto tudo subia de
preço, principalmente os alimentos. Agora, eles
querem desvincular as aposentadorias e as pensões do
salário mínimo”.
“Somente no meu governo é possível garantir que o
salário mínimo vai ser reajustado acima da inflação
todo ano para os aposentados e trabalhadores da
ativa”.
Assista a mensagem de Lula:
https://www.youtube.com/watch?v=zQiO4kNYsrw
Fonte: Hora do Povo

28/09/2026 -
Comparecimento para votar valerá como Prova de Vida
automática no INSS
INSS cruza informações com bases públicas para
confirmar que o beneficiário está vivo, sem exigir
procedimento presencial.
O comparecimento às urnas será utilizado pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como
comprovação de vida de aposentados, pensionistas e
beneficiários de programas assistenciais.
A Prova de Vida é uma verificação realizada
periodicamente para confirmar que o titular do
benefício está vivo e, assim, garantir a
continuidade dos pagamentos. Atualmente, o
procedimento alcança cerca de 40 milhões de
beneficiários ativos.
Nos últimos anos, o processo passou por mudanças
para reduzir filas, custos e transtornos provocados
pelo antigo modelo presencial, especialmente para
idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
A partir da Lei 13.846/2019 e de regulamentações
posteriores, o comparecimento presencial deixou de
ser a principal forma de comprovação.
Entre os registros que podem ser utilizados está a
votação nas eleições. A Portaria INSS 1.408/2022
inclui a votação entre os eventos que podem ser
considerados para a comprovação de vida.
Dessa forma, quando o beneficiário comparece às
urnas, o registro é recebido pelo INSS e computado
como Prova de Vida, sem a necessidade de uma ação
específica do segurado para essa finalidade.
Cruzamento de dados
Para quem não comparecer às urnas, a ausência do
registro eleitoral não significa, por si só, que
será necessário fazer uma Prova de Vida presencial.
A falta de comparecimento às urnas também não
provoca o bloqueio do benefício. O INSS continua
buscando outras informações em bases governamentais
que possam comprovar que o beneficiário está vivo.
O sistema considera diferentes registros, como
emissão de documentos, movimentações em bases
públicas e atendimentos realizados. O beneficiário
pode ser chamado a regularizar a situação caso o
INSS não encontre informações suficientes para
realizar a comprovação.
A base de dados da Justiça Eleitoral já teve
participação relevante nesse processo. Em 2024,
foram identificados eventos eleitorais relacionados
a 20.957.288 beneficiários, que contribuíram para a
atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas
de Vida.
Fonte: Congresso em Foco

28/09/2026 -
Brasil tem recorde de 103 milhões de ocupados e
menor desemprego da história
Pesquisa do IBGE aponta um avanço considerável
das mulheres no mercado de trabalho. São 44,8
milhões ocupadas, o equivalente a 43,5% da população
O Brasil fechou o ano de 2025 com 103 milhões de
trabalhadores empregados, o maior índice de ocupação
desde o início da série em 2012, enquanto o número
de desocupados caiu para 6,1 milhões, também o menor
da história.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua – Características
Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgados na
quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2025, o nível de ocupação ficou estimado em
59,1%. A proporção se dá após a população ocupada
atingir sua maior estimativa, com 103 milhões de
pessoas, um crescimento de 1,7% em relação a 2024.
Além disso, a população em idade para trabalhar
aumentou 0,8%, com 174,1 milhões de pessoas.
A formalização no mercado de trabalho teve o maior
contingente de trabalhadores, com 38,9 milhões, em
2025, o maior da série. No entanto, o percentual foi
de 37,8%, ainda abaixo de 2014, quando foi de 40,2%.
O mesmo levantamento aponta um avanço considerável
das mulheres no mercado de trabalho. São 44,8
milhões ocupadas, o equivalente a 43,5% da
população.
Segundo o IBGE, desde 2012, a ocupação entre as
mulheres cresceu 20,5%, com a incorporação de 7,6
milhões de trabalhadoras. Naquele ano, o número de
mulheres ocupadas era de 37,2 milhões.
Os homens somaram 58,2 milhões, ou 56,5% do total.
Entre eles, a alta foi de 11,7%, com aumento de 6,1
milhões de ocupados.
Nesse período, o IBGE diz que 4,9 milhões de
trabalhadores ocuparam postos nas áreas de
administração pública, defesa, educação e saúde e
serviços sociais. Mais 3,8 milhões nos setores de
comunicação, atividades financeiras, imobiliárias,
profissionais e administrativas.
A conclusão é que tem mais gente trabalhando no
Brasil do que em qualquer outro momento da série
histórica do IBGE.
Fonte: Portal Vermelho

28/09/2026 -
Aliança contra assédio eleitoral no trabalho reúne
organizações de todo o Brasil e busca novos
parceiros
Diferentes segmentos fazem parte da mobilização
nacional que visa garantir o direito ao voto livre e
secreto nos ambientes de trabalho
Uma rede de empresas e instituições está se formando
para levar a defesa da liberdade de voto também para
dentro dos ambientes de trabalho. A
Aliança pelo Voto Livre e Secreto já conta com
organizações parceiras em diferentes regiões do
Brasil e está aberta a novas adesões. Entre as
adesões, estão as de veículos de comunicação,
entidades de classe, instituições do terceiro setor
e Sistema S.
A proposta é ampliar a participação de organizações
comprometidas em combater o assédio eleitoral por
meio da difusão da mensagem da campanha “No meu voto
mando eu”. A iniciativa reforça que ninguém pode
pressionar, ameaçar, constranger ou oferecer
vantagens para interferir nas escolhas políticas de
outra pessoa no ambiente de trabalho. A campanha é
resultado de um acordo de cooperação firmado entre a
Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o
Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público
do Trabalho.
Compromisso com a democracia
A adesão transforma empresas e instituições em
multiplicadoras dessa mensagem. Ao integrar a
Aliança, a organização assume publicamente o
compromisso com a liberdade de escolha e passa a
poder utilizar o selo oficial da campanha em suas
ações de comunicação.
A participação das organizações amplia a capacidade
de a campanha chegar diretamente a trabalhadores,
gestores, estudantes, profissionais e diferentes
setores da sociedade.
O que é o assédio eleitoral
O assédio eleitoral inclui pressão, ameaça,
constrangimento, intimidação ou promessa de
benefício para influenciar o voto, a posição
política ou a participação eleitoral de alguém no
ambiente de trabalho. Pode ocorrer entre chefias e
trabalhadores, entre colegas e também por mensagens,
reuniões, grupos de WhatsApp, e-mails ou redes
corporativas.
Entre os exemplos estão ameaçar de demissão por
causa do voto, prometer vantagens em troca de apoio
político, exigir comprovação de voto, obrigar a
participação em atos políticos ou pressionar colegas
e subordinados a apoiar candidaturas.
Sua organização também pode fazer parte
A Aliança está aberta a qualquer empresa, sindicato,
universidade e outras instituições interessadas em
demonstrar compromisso com a democracia e com o
respeito à liberdade de escolha.
A adesão é feita por meio de formulário. As
informações prestadas são utilizadas para o envio de
materiais de divulgação. A organização também passa
a integrar a relação de apoiadores da iniciativa.
Além do selo da Aliança, a campanha disponibiliza
cartazes, folders, adesivos, peças para redes
sociais e outros conteúdos que podem ser utilizados
para levar a mensagem a diferentes ambientes de
trabalho.
Conheça as organizações que já participam e saiba
como aderir à Aliança pelo Voto Livre e Secreto.
Fonte: TST

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