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08/01/2026 -
Marinho: o fim da 6×1 é prioridade; é plenamente
possível aprová-la em ano eleitoral
Para o ministro, pauta é prioridade do governo,
mas mobilização social será fundamental para
aprovação
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta
quarta-feira (7) que é plenamente possível aprovar o
fim da escala 6×1 em ano eleitoral. Ele participa do
programa Bom Dia, Ministro da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC).
“Se é possível no calendário do ano eleitoral você
aprovar uma medida tão importante como essa e com
forte impacto no mercado de trabalho e no ambiente
do mercado de trabalho? Sim, isso é plenamente
possível. Muita gente vê como uma contradição, eu
vejo como uma possível oportunidade”, afirmou.
Segundo ele, essa é uma prioridade do governo porque
essa escala seria a mais cruel. Ele destacou,
entretanto, que a mobilização social é fundamental
para ajudar no convencimento dos congressistas e dos
empresários.
“Eu chamo a atenção disso porque a efetiva
participação da sociedade é um motor necessário,
importante no processo de convencimento a cada
deputado e deputada, a cada senador e senadora e ao
empresariado também”, disse.
E repetiu: “É plenamente possível fazer, é
plenamente possível dizer a toda a atividade
econômica do Brasil que é possível você acabar com a
seis por um, mantendo as necessidades econômicas do
país.”
Fonte: Estadão Conteúdo

08/01/2026 -
Salário mínimo cresce o dobro do INPC
A luta dos brasileiros pra aumentar o salário mínimo
é incessante. Nos anos 50, João Goulart era ministro
do Trabalho de Getúlio Vargas e dobrou o valor do
mínimo. Militares reacionários, manipulados por
empresários mais reacionários ainda, exigiram a
cabeça de Jango. Getúlio não conseguiu manter seu
ministro, mas manteve o valor dobrado do salário
mínimo.
Todo final de ano o Dieese divulga o novo valor do
salário mínimo anunciado pelo governo, que, desde o
dia 1º de janeiro, está valendo R$ 1.621,00. A
política de valorização do Mínimo foi conquistada
pelo movimento sindical já no segundo ano do governo
Lula; subiu em seus dois governos; manteve a
elevação nos governos Dilma; mas foi golpeado por
Temer e Bolsonaro.
Nos governos Temer e Bolsonaro, o salário mínimo foi
arrochado. Num dos anos Bolsonaro, ficou 1,31%
abaixo do INPC. Nos três anos do Lula 3, os ganhos
reais do salário mínimo foram de 5,64%; 2,62% e
2,49%. Os aumentos nos governos Lula-Dilma-Lula
representam o dobro do INPC.
Hoje, informa o Dieese, o salário mínimo de R$
1.621,00 remunera 61,9 milhões de brasileiros – na
ativa, aposentados, pensionistas e beneficiários em
geral da Previdência Social. Ou seja, é uma alavanca
no poder de compra dos brasileiros mais pobres e
fortalece o mercado interno.
FHC – O governo Fernando Henrique foi
padrasto em relação ao salário mínimo. Seu nível
caiu tanto que chegou a 50 dólares. Atualmente, o
Mínimo equivale a 302 dólares. A luta sindical, na
época, era pra que chegasse a pelo menos 100
dólares.
Maior acordo – O consultor sindical João
Guilherme Vargas Neto, profundo conhecedor das
políticas salariais nacionais e dos principais
países do mundo, sentencia: “A negociação pelo
aumento do salário mínimo brasileiro resulta no
maior acordo coletivo do mundo”.
6,79% – O reajuste do mínimo foi de 6,79%. O
novo valor é definido conforme a Lei 14.663, de
agosto de 2023, que estabelece a política permanente
de valorização do mínimo, conforme os limites
fiscais definidos pela Lei Complementar 200/2023.
Critérios – Conforme o Artigo 3º da Lei
14.663/2023, o reajuste anual do mínimo, a partir de
2024, considera dois componentes: 1) A variação do
INPC acumulado nos 12 meses findos em novembro do
ano anterior; 2) O crescimento real do PIB apurado
pelo IBGE referente a dois anos antes.
2026 – Para cálculo do reajuste de 2026, foi
considerada a variação do INPC entre dezembro de
2024 e novembro de 2025 de 4,18%. O crescimento real
do PIB de 2024 foi de 3,4%. No entanto, pela Lei
Complementar 200/2023, do novo regime fiscal, o
crescimento real das despesas primárias da União
está limitado ao teto de 2,5% ao ano.
Assim, o reajuste total do salário mínimo resulta da
correção de 4,18% referentes à inflação e da
aplicação posterior de 2,5% de aumento real,
alcançando 6,79%. Graças a isso, o salário mínimo
cresce R$ 103,00, chegando ao valor de R$ 1.621,00.
Aporte – O novo salário mínimo dos 61,9
milhões de brasileiros garante mais R$ 81,7 bilhões
ao bolso dos brasileiros.
Pisos – O movimento sindical considera que a
elevação do salário mínimo ajuda a aumentar também o
valor dos Pisos Salariais de muitas categorias
profissionais.
Fonte: Agência Sindical

08/01/2026 -
Lula sanciona lei que proíbe descontos automáticos
no INSS
Texto prevê ressarcimento a vítimas e reforça
regras para empréstimos consignados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma
nova lei que impede a realização de descontos
automáticos em aposentadorias e pensões pagas pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ainda
que haja autorização prévia do beneficiário. A
sanção ocorreu com vetos e foi oficializada por meio
de publicação no Diário Oficial da União (DOU) nesta
quarta-feira (4).
A legislação também determina a adoção de mecanismos
de busca ativa para localizar segurados prejudicados
por cobranças irregulares, além de garantir o
ressarcimento dos valores descontados de forma
indevida. Com a mudança, foi revogado um dispositivo
da Lei dos Planos de Benefícios da Previdência
Social que permitia abatimentos destinados a
associações, sindicatos e entidades representativas
de aposentados e pensionistas, desde que
autorizados.
Para identificar possíveis vítimas de fraudes ou
práticas abusivas, o INSS poderá considerar
auditorias conduzidas por órgãos públicos, bem como
reclamações administrativas, denúncias, ações
judiciais e pedidos formais de exclusão de
descontos. A nova regra busca ampliar os
instrumentos de fiscalização e resposta a
irregularidades no sistema previdenciário.
Nos casos em que for constatado desconto indevido, a
responsabilidade inicial pela devolução dos valores
será da associação ou instituição financeira
envolvida, que deverá restituir integralmente o
beneficiário no prazo de até 30 dias. Caso isso não
ocorra, o INSS ficará encarregado de ressarcir o
segurado e, posteriormente, buscar o reembolso na
Justiça junto à entidade ou ao banco responsável.
O texto legal também altera as regras para a
contratação de empréstimos consignados. A partir de
agora, esse tipo de operação só poderá ser
formalizado mediante autenticação biométrica ou
assinatura eletrônica qualificada, ficando vedada a
contratação por telefone. Após a liberação do
crédito, o benefício previdenciário será
automaticamente bloqueado para novas operações,
exigindo um procedimento específico para eventual
desbloqueio.
As mudanças legislativas ocorrem em meio às
investigações da operação Sem Desconto, deflagrada
em abril de 2025 pela Polícia Federal e pela
Controladoria-Geral da União. A apuração envolve um
esquema de descontos irregulares aplicados a
aposentadorias e pensões do INSS, com prejuízo
estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Leia a íntegra da sanção presidencial.
Fonte: Congresso em Foco

08/01/2026 -
Sindicato não pode impor à Justiça dever
fiscalizatório, diz TRT-2
A 17ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP) extinguiu, sem análise do mérito, uma
ação ajuizada por sindicato que buscava obrigar uma
empresa a comprovar o cumprimento de cláusulas de
convenção coletiva.
Para os julgadores, o processo foi usado de forma
inadequada, com caráter meramente fiscalizatório e
sem apresentação de indícios concretos de
irregularidades.
A decisão foi provocada por recurso ordinário
interposto por uma indústria do setor plástico
contra sentença de primeira instância que havia
acolhido parcialmente os pedidos do sindicato.
Na ação, a entidade alegava descumprimento de
cláusulas relacionadas a reajustes salariais,
participação nos lucros, benefícios e contribuições
previstas em norma coletiva. No entanto, a
instituição limitou-se a juntar a convenção coletiva
aos autos e a requerer que a empresa apresentasse
documentos para demonstrar o cumprimento das
obrigações.
Finalidade equivocada
Ao analisar o caso, o relator, desembargador Álvaro
Alves Noga, concluiu pela ausência de interesse de
agir. Segundo ele, a Justiça do Trabalho não pode
ser acionada apenas para fins de fiscalização.
“O sindicato autor trouxe aos autos tão somente a
norma coletiva, sem apresentar sequer um princípio
de prova de que as cláusulas apontadas deixaram de
ser cumpridas. Os pedidos não visam,
primordialmente, o cumprimento das obrigações, mas a
fiscalização da reclamada”, disse.
Para o magistrado, a ausência de fatos concretos e a
formulação de pedidos genéricos afastam a
necessidade de prestação jurisdicional, o que leva à
extinção do processo com base no artigo 485, inciso
VI, do Código de Processo Civil.
Com a decisão, a ação foi extinta sem resolução do
mérito, e o sindicato foi condenado ao pagamento das
custas processuais e de honorários advocatícios
fixados em 5% do valor da causa.
O advogado Alexandre Almendros, sócio do ABN
Advogados e responsável por defender a empresa
envolvida na causa, diz que esse tipo de ação tem
sido usado de forma recorrente por sindicatos como
instrumento de fiscalização, o que não encontra
respaldo legal.
“Trata-se de ação proposta com finalidade
fiscalizatória, em que o sindicato pede que a
empresa comprove o cumprimento de cláusulas da
convenção coletiva. Ocorre que o sindicato não tem
poder de polícia nem atribuição fiscalizatória. Quem
exerce esse papel é o Ministério Público do
Trabalho”, diz o advogado.
Clique aqui para ler a decisão
Processo 1002202-21.2024.5.02.0321
Fonte: Consultor Jurídico

08/01/2026 -
Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir
ressarcimento ao INSS
Prazo para devolução de descontos indevidos foi
prorrogado em novembro
Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos
indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) têm até 14 de fevereiro para pedir o
ressarcimento, anunciou o presidente do instituto,
Gilberto Waller. Em entrevista ao programa a Voz do
Brasil, ele fez um balanço atualizado sobre os
pedidos.
De acordo com presidente Waller, cerca de 6,2
milhões de beneficiários contestaram descontos
indevidos do INSS, dos quais 4,1 milhões de
beneficiários já foram ressarcidos, em valores que
somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto,
que ainda existam 3 milhões de aposentados e
pensionistas aptos a solicitar a devolução.
O prazo original se encerraria em 14 de novembro. No
entanto, o Ministério da Previdência Social decidiu
ampliar o período para garantir que todos os
afetados possam registrar seus pedidos.
O esquema de descontos indevidos foi revelado pela
Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia
Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU),
que identificou fraudes em Acordos de Cooperação
Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades
associativas. As investigações levaram ao
afastamento de parte da cúpula do instituto em
abril.
Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço
coordenado de órgãos federais para ressarcir as
vítimas dos descontos não autorizados. O presidente
do INSS também destacou a união entre o instituto, a
Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia
Federal para rastrear os recursos desviados e entrar
com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.
Como pedir a devolução
Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento
pelos canais oficiais do INSS:
- Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal
Gov.br;
- Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda
a sábado, das 7h às 22h;
- Agências dos Correios, que oferecem suporte
gratuito em mais de 5 mil unidades.
Fonte: Agência Brasil

07/01/2026 -
8 de janeiro: Nova Central participa de ato pela
democracia e contra a anistia
Nesta quinta-feira (8/1), Brasília recebe um ato
conjunto em defesa da democracia, reunindo centrais
sindicais, movimentos sociais e o governo federal. A
mobilização marca três anos dos ataques golpistas de
8 de janeiro de 2023 e se posiciona contra o Projeto
de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso
Nacional e apontado como uma forma de anistia aos
responsáveis pelos atos antidemocráticos.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), que
integra a convocação conjunta, destaca a importância
da participação no ato, que terá início a partir das
10h30, em frente ao Palácio do Planalto, com
atividade simbólica prevista para o meio-dia. Estão
confirmadas as presenças do presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, além de dirigentes
sindicais e representantes da sociedade civil.
“A Nova Central Sindical reafirma que não há
desenvolvimento com autoritarismo e que a soberania
popular, o diálogo e as liberdades democráticas são
pilares inegociáveis. Vamos fortalecer a defesa e a
preservação do Estado Democrático de Direito”,
afirma Sônia Zerino, presidente da NCST.
Serviço | Ato em Defesa da Democracia
• Data: Quinta-feira, 8 de janeiro
• Local: Em frente ao Palácio do Planalto – Brasília
(DF)
• Concentração: A partir das 8h
• Atividade simbólica: 12h
• Acesso e credenciamento: Em frente ao Ministério da
Justiça
• Desembarque de ônibus e vans: Via José Sarney (acima
da Alameda das Bandeiras)
• Orientações de segurança: Não é permitido portar
mastros de bandeira, suportes de madeira ou garrafas
Fonte: NCST

07/01/2026 -
Como
fazer cenários eleitorais?
Neuriberg Dias*
Concorrer a uma eleição no Brasil não depende apenas
de popularidade ou propostas. O processo eleitoral é
regido por regras que envolvem filiação partidária,
convenções, registro de candidaturas, campanhas e,
sobretudo, a forma como os votos são convertidos em
cadeiras. Conhecer essas etapas é fundamental para
formular estratégias eleitorais eficazes.
Este artigo analisa o funcionamento do sistema
eleitoral brasileiro e sua importância para
partidos, federações e candidatos, com foco no
cálculo e no impacto dos votos sobre os resultados
eleitorais.
O Brasil adota dois sistemas eleitorais. Nos cargos
majoritários — presidente, governador, prefeito e
senador — vence quem obtém o maior número de votos
válidos, podendo haver dois turnos. No caso das
eleições para prefeito, o segundo turno só ocorre em
municípios com mais de 200 mil eleitores, quando
nenhum candidato alcança maioria absoluta no
primeiro turno.
Já o sistema proporcional é utilizado para eleger
deputados federais, estaduais, distritais e
vereadores. Nesse modelo, os votos não elegem
diretamente candidatos individuais, mas determinam
quantas cadeiras cada partido ou federação terá
direito em cada unidade da federação.
Construir cenários eleitorais proporcionais exige
mais do que conhecer a legislação: é necessário
compreender o comportamento do eleitorado e a
estrutura partidária em cada Estado. Para isso,
compartilho um passo a passo simples que pode ser
aplicado a partir de dados oficiais do TSE,
considerado decisivo para montar uma campanha para
eleições de deputados federais.
O primeiro passo é a extração e organização precisa
dos resultados das últimas campanhas eleitorais para
deputado federal, considerando migrações
partidárias, federações existentes ou em formação e
seus impactos nos estados. Isso permite fazer uma
avaliação do passado, presente e futuro de cada
partido e de suas decisões de candidaturas.
O segundo passo, após esse reagrupamento, é estimar
o quociente eleitoral dividindo os votos válidos
pelo número de cadeiras disponíveis. Esse cálculo é
central para projetar a distribuição de cadeiras e
avaliar a viabilidade eleitoral de partidos,
federações e candidatos.
O terceiro passo é aplicar a regra - a distribuição
das cadeiras no sistema proporcional ocorre em
quatro etapas: Partidos ou federações devem atingir
o quociente eleitoral, e os candidatos, pelo menos
10% desse quociente; as cadeiras remanescentes são
distribuídas pela média, exigindo que partidos
atinjam 80% do quociente e candidatos, 20%:
mantém-se a exigência de 80% para partidos, mas as
cadeiras são atribuídas aos candidatos mais votados,
sem exigência mínima individual; e caso nenhum
partido atinja o quociente, todas as cadeiras são
atribuídas aos candidatos mais votados.
O quarto passo é analisar os resultados em vários
níveis para compreender o potencial do partido e
como foi o desempenho de quantas cadeiras podem
eleger e de quantos são necessários ou faltaram para
obter uma cadeira.
E o quinto e último fazer uma leitura política
permanente na campanha e compreender esse processo é
essencial para prever resultados e orientar decisões
estratégicas. Mais do que um exercício de
cenarização, o entendimento do sistema eleitoral é
uma ferramenta política decisiva, permitindo
campanhas mais eficientes, melhor aproveitamento dos
votos e maior racionalidade nas decisões no decorrer
de uma campanha eleitoral.
*Jornalista, Analista Político, Diretor de
Documentação do Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (DIAP) e sócio-Diretor da
Contatos Assessoria Política
Fonte: Diap

07/01/2026 -
STF organiza evento para marcar três anos dos atos
de 8 de janeiro
Evento em Brasília irá relembrar ataques
antidemocráticos e debater defesa da democracia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) prepara, para o dia
8 de janeiro, em Brasília, uma série de atividades
institucionais em memória dos ataques
antidemocráticos ocorridos há três anos, quando
grupos mobilizados por apoiadores do então
presidente Jair Bolsonaro invadiram e destruíram as
sedes dos Três Poderes na capital federal,
defendendo a ruptura institucional.
A data será marcada pelo evento "Democracia
Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer",
organizado pela Corte. A agenda reúne iniciativas
culturais e debates públicos, como a inauguração de
uma mostra temática, a apresentação de um
documentário, um encontro com jornalistas e um
debate em formato de mesa-redonda.
A programação tem início no começo da tarde, com a
abertura da exposição "8 de janeiro: Mãos da
Reconstrução", que ficará instalada no Espaço do
Servidor do STF. Na sequência, o público poderá
assistir ao documentário "Democracia Inabalada: Mãos
da Reconstrução", exibido no Museu do tribunal.
Ainda no museu, está prevista uma roda de conversa
com profissionais da imprensa para discutir os
desdobramentos e significados do episódio. O
encerramento ocorre no Salão Nobre do Supremo, com a
mesa-redonda "Um dia para não esquecer".
Contexto dos ataques
A escalada de ações antidemocráticas teve início logo
após a divulgação do resultado das eleições de 30 de
outubro de 2022, quando passaram a ocorrer bloqueios
de estradas e a instalação de acampamentos em frente
a quartéis em diversas regiões do país, com pedidos
de intervenção militar para impedir a posse do
presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os episódios que antecederam o 8 de janeiro
estão a tentativa de explosão de um artefato próximo
ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera
do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia
Federal após a queima de ônibus no dia da diplomação
presidencial.
Após a apuração desses fatos, o STF concluiu
processos que resultaram na condenação do
ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados próximos
por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. De
acordo com as decisões, ficou comprovada a
existência de uma articulação para deslegitimar o
resultado das urnas e manter o então chefe do
Executivo no poder, inclusive com tentativas de
obter apoio das Forças Armadas para anular o
processo eleitoral.
Fonte: Congresso em Foco

07/01/2026 -
Acidentes de trabalho crescem e atingem mais a
população negra no Brasil
Anuário oficial aponta que 53% dos registros de
2024 envolveram trabalhadores negros e revela avanço
contínuo das ocorrências ao longo da última década
Os acidentes de trabalho seguem em trajetória de
crescimento no Brasil e afetam de forma
desproporcional a população negra. Dados
consolidados referentes a 2024 mostram que mais da
metade dos registros com identificação de raça ou
cor tiveram como vítimas trabalhadores pretos e
pardos, evidenciando desigualdades estruturais no
mercado de trabalho e nos ambientes laborais do
país.
As informações constam do Anuário Estatístico de
Acidentes do Trabalho (AEAT) 2024, que analisou
787,4 mil ocorrências com dados completos de
raça/cor. Desse total, 417,6 mil acidentes — o
equivalente a 53% — impactaram diretamente a
população negra. A publicação oficial foi lançada em
dezembro de 2025 e teve seus dados detalhados
divulgados no início de janeiro de 2026.
O levantamento traz, pela primeira vez, tabelas
segmentadas por raça/cor e nível de escolaridade dos
trabalhadores acidentados. Entre os registros de
2024, os trabalhadores brancos concentraram 360.907
acidentes (45,8%), enquanto os pardos somaram
347.053 ocorrências (44%) e os pretos, 70.508 casos
(9%). Também foram contabilizados 6.501 acidentes
com trabalhadores amarelos (0,7%) e 2.393 envolvendo
indígenas (0,2%). Outros 46.686 registros não
continham informação sobre raça ou cor, totalizando
834.048 acidentes de trabalho no ano.
O crescimento entre trabalhadores pretos e pardos
chamou atenção no comparativo com 2023. Segundo o
relatório, o aumento nesse grupo foi de quase 16%,
ritmo superior ao observado entre trabalhadores
brancos, que tiveram alta de 9,7% no mesmo período.
Em uma análise mais ampla, considerando a série
histórica de 2014 a 2024, o número total de
acidentes de trabalho cresceu 10,6% no país.
De acordo com o coordenador-geral de Estatísticas e
Estudos Previdenciários, Alexandre Zioli, a
tendência de alta vem se mantendo nos últimos anos.
“O crescimento nos registros segue o mesmo ritmo que
vem sendo observado a partir de 2021”, afirma. Ele
ressalta que o avanço não está ligado apenas à
expansão do mercado de trabalho. “O número de
acidentes não está crescendo apenas porque aumentou
o número de pessoas no mercado de trabalho, há um
crescimento real de ocorrências e que afetou 16,9
trabalhadores a cada grupo de 1;000”, explicou.
Outro dado relevante do anuário é o avanço
expressivo dos chamados acidentes de trajeto, que
ocorrem no deslocamento entre a residência e o local
de trabalho. Em relação a 2023, esse tipo de
ocorrência cresceu 17,8%. Quando comparado a 2022, o
salto foi ainda maior: 45,3%, com os registros
passando de 124.829 para 181.335 casos.
A análise por atividade econômica mostra que o
atendimento hospitalar voltou a liderar o ranking de
acidentes de trabalho em 2024, com 70.874 registros.
Na sequência aparecem o comércio varejista de
mercadorias em geral, com 35.324 ocorrências, e o
transporte rodoviário de cargas, que contabilizou
24.931 acidentes ao longo do ano.
O AEAT também detalha as consequências dos acidentes
registrados. A maioria resulta em afastamentos de
curta duração ou sequer gera afastamento do
trabalho. “A grande maioria dos acidentes resulta em
afastamentos de menos de 15 dias. Ou seja, um
afastamento que sequer gera um benefício
previdenciário”, destacou Alexandre Zioli. Em 2024,
cerca de 193 mil acidentes demandaram apenas
assistência médica, com retorno imediato do
trabalhador às atividades, enquanto 557 mil
provocaram afastamentos inferiores a 15 dias.
Juntos, esses casos representam 88,1% do total.
Nos episódios mais graves, o impacto foi
significativo. O anuário aponta que 9.315 acidentes
resultaram em invalidez permanente, e outros 3.394
levaram à morte do trabalhador, reforçando a
dimensão humana e social do problema dos acidentes
de trabalho no Brasil.
Fonte: Brasil247

07/01/2026 -
Movimentos sociais fazem ato em SP contra invasão
dos EUA na Venezuela
Manifestação convocada pelo MST critica ação
militar e intervenção externa.
Na tarde desta segunda-feira (5), sindicatos e
movimentos sociais realizaram uma manifestação em
São Paulo (SP) contra a invasão dos Estados Unidos
na Venezuela. O ato "Fora Trump da Venezuela e da
América Latina" ocorreu em frente ao Consulado dos
Estados Unidos.
O protesto foi convocado pelo Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os
manifestantes criticaram a ofensiva, que teria
provocado cerca de 80 mortes, e a detenção do
presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia
Flores. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu
interinamente o comando do país.
Durante o protesto, a vereadora Silvia Ferraro (Psol-SP)
discursou em frente ao consulado e acusou Donald
Trump de agir por interesses econômicos. Segundo a
parlamentar, o presidente norte-americano busca
controlar recursos estratégicos da região, incluindo
o petróleo venezuelano, as terras raras brasileiras
e outras riquezas naturais latino-americanas.
A vereadora citou declarações recentes de Trump para
alertar sobre ameaças à soberania dos países da
região. "Trump quer transformar todos nós em colônia
dos Estados Unidos e nós precisamos rechaçar e
repudiar tudo isso", afirmou Silvia.
Silvia Ferraro defendeu uma reação coordenada dos
governos e afirmou que lideranças como o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do México,
Claudia Sheinbaum, e o presidente da Colômbia,
Gustavo Petro, devem assumir papel central na
resistência regional às ações norte-americanas.
Fonte: Congresso em Foco

06/01/2026 -
Crescimento da renda do trabalho acumula alta real
de 16,6% em três anos
Dados da FGV Social indicam avanço acima do
esperado mesmo com juros elevados e mostram impacto
direto da redução histórica da desigualdade
O rendimento do trabalho no Brasil apresentou um
avanço expressivo nos últimos três anos,
contrariando previsões pessimistas de parte do
mercado. No período, a renda real obtida por
trabalhadores com suas atividades profissionais
registrou crescimento acumulado de 16,6%, segundo
dados publicados pelo FGV Social. As informações são
do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
O levantamento considera a renda do trabalho
descontada da inflação, permitindo avaliar o ganho
real no poder de compra dos trabalhadores.
Segundo Marcelo Neri, pesquisador da FGV Social, o
desempenho positivo ocorreu mesmo diante de fatores
tradicionalmente associados à desaceleração
econômica. “Isso apesar dos juros altos fixados para
esfriar a economia e a inflação”, afirmou o
economista, ao comentar o resultado apurado pela
fundação.
Neri também destacou o papel central da redução da
desigualdade na sustentação desse crescimento. Para
ele, a melhora na distribuição de renda tem efeitos
diretos sobre o consumo e a dinâmica econômica. “A
queda da desigualdade, que acaba de chegar ao mínimo
histórico, turbina os gastos nas faixas mais pobres,
que têm maior propensão ao consumo, retroalimentando
o processo”, disse.
Fonte: Brasil247

06/01/2026 -
Movimentos farão ato em defesa da democracia e
contra a anistia no dia 8
Data que marca os 3 anos dos ataques golpistas de
8 de janeiro de 2023 terá atos no Palácio do
Planalto, com o veto de Lula ao PL da Dosimetria, e
atividades no STF
A próxima quinta-feira (8) — data que marca os três
anos da tentativa de golpe por bolsonaristas — terá
atos em Brasília em defesa da democracia e contra o
Projeto de Lei da “Dosimetria”, anistia disfarçada
aprovada pelo Congresso no final do ano.
A partir das 10h30, haverá uma cerimônia oficial no
Palácio do Planalto para autoridades dos Três
Poderes e convidados. Conforme noticiado
anteriormente, a atividade poderá marcar o veto do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da
Dosimetria.
No mesmo horário, as frentes Brasil Popular e Povo
Sem Medo, centrais sindicais, partidos políticos e
diversos movimentos sociais farão manifestação
pública em frente ao Palácio do Planalto, contra a
anistia e em defesa da democracia. Ao fim do ato
oficial, o presidente Lula deverá descer a rampa do
palácio, indo ao encontro da militância.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também fará
atividades na mesma data. Com o nome “Democracia
Inabalada: 8 de janeiro – um dia para não esquecer”,
a programação inclui a abertura da exposição “8 de
janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser exibida no
Espaço do Servidor, no STF.
Em seguida, será exibido o documentário “Democracia
Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do próprio
tribunal.
Na sequência, haverá uma roda de conversa com
profissionais da imprensa sobre o tema, também no
Museu do STF e, por fim, a mesa-redonda “Um dia para
não esquecer”, no salão nobre do Supremo.
O 8 de Janeiro e seus desdobramentos
O dia 8 de janeiro ficou tristemente marcado na
história do Brasil pela destruição das sedes dos
Três Poderes por bolsonaristas que, insatisfeitos
com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como
presidente da República, ocorrida uma semana antes,
buscavam retomar o poder à força por meio de um
golpe de Estado.
Os atos foram parte de um longo processo de ataques
às instituições, liderados pelo ex-presidente Jair
Bolsonaro, que almejava continuar seu projeto
autoritário mesmo após a vitória de seu oponente em
outubro de 2022. Mais de 1,4 mil pessoas foram
presas pelos ataques no 8 de janeiro e, até
setembro, 141 ainda estavam presas após terem sido
condenadas numa série de julgamentos no STF.
Jair Bolsonaro e o núcleo crucial da trama golpista
foram condenados em setembro de 2025. O
ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de
prisão e teve sua inelegibilidade — declarada
anteriormente por condenação no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) por abuso de poder político —
estendida até 2060.
Na sequência, os demais núcleos golpistas foram
julgados e a maioria dos acusados foi condenada. Os
julgamentos terminaram no final do ano passado.
Porém, mesmo antes do julgamento final de Bolsonaro,
a extrema-direita tentou impedir o julgamento e, ao
mesmo tempo, fazer passar uma anistia.
Em prejuízo do próprio país, o então deputado
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) articulou junto ao governo
de Donald Trump, ao longo do primeiro semestre de
2025, formas de chantagear as autoridades
brasileiras a fim de barrar o julgamento, o que
resultou no tarifaço de 50%, mais tarde revertido
por ação do governo Lula.
Na frente parlamentar, os bolsonaristas tentaram
fazer passar, inicialmente sem sucesso, propostas
para anistiar Bolsonaro. O mais recente, aprovado
pela Câmara e depois pelo Senado no final de 2025,
foi o Projeto de Lei da Dosimetria. Sob a falsa
justificativa de reduzir as penas dos golpistas, na
prática a matéria tem o objetivo de livrar Bolsonaro
e demais líderes de suas respectivas penas.
Logo após a tramitação final, o presidente Lula
disse que vetará o projeto. Além disso, o presidente
excluiu os golpistas do 8 de janeiro do indulto
natalino.
A aprovação do projeto gerou revolta em boa parte da
população, que foi às ruas novamente contra a
anistia disfarçada e tem ocupado as redes sociais
denunciando a manobra para livrar os criminosos que
atentaram contra o país e a democracia.
As manifestações da próxima quinta são mais um
desdobramento da insatisfação com a impunidade
aprovada pela maioria dos parlamentares e deverá
prosseguir mesmo após o veto presidencial, já que o
Congresso poderá derrubá-lo após o fim do recesso
parlamentar. Além dessas movimentações, também há
ação no STF contra o PL.
Fonte: Portal Vermelho

06/01/2026 -
Piso previdenciário tem reajuste de 6,79% e passa a
ser de R$ 1.621 a partir deste mês
Os pagamentos começam a ser feitos a partir de 26
de janeiro e vão até o dia 6 de fevereiro
O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios
pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), passa a ser de R$ 1.621,00 - um reajuste de
6,79%, a partir de 1º de janeiro. O impacto total
com o pagamento do novo valor aos beneficiários que
recebem até um salário mínimo, no ano de 2026, será
de cerca de R$ 30,7 bilhões. O impacto por cada Real
de aumento no valor do salário-mínimo este ano é de
R$ 298,124 milhões. Esse cálculo considera somente
os benefícios do Fundo do Regime Geral de
Previdência Social (FRGPS), ou seja, não inclui
benefícios assistenciais, como BPC/LOAS.
Aproximadamente 21,9 milhões de benefícios têm o
valor de até um salário-mínimo. Esse número
corresponde a 62,5% do total de 35,15 milhões de
benefícios do RGPS.
O aumento do piso previdenciário não altera os
valores dos benefícios acima do mínimo, já que esses
benefícios serão reajustados conforme a variação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre
dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O INPC de
dezembro será divulgado pelo IBGE no dia 9 de
janeiro.
Os segurados que se aposentaram ou começaram a
receber pensão ou auxílio ao longo de 2025 terão uma
correção que corresponderá à variação do INPC entre
o mês da concessão do benefício até o fim do ano -
proporcional ao número de meses em que o benefício
foi concedido.
Fonte: Gov.br

06/01/2026 -
Os desafios do sindicalismo classista em 2026, por
Nivaldo Santana
Um momento importante será a realização, no dia
15 de abril, em Brasília, da Plenária da Classe
Trabalhadora, iniciativa do Fórum das Centrais
Sindicais
O ano de 2026 será marcado pelas eleições gerais em
outubro. Estarão em disputa a Presidência da
República, a Câmara Federal, dois terços do Senado,
os governos e assembleias estaduais.
As eleições serão realizadas em uma conjuntura
complexa que cobrará do sindicalismo orientação
política correta e clareza para definir suas
prioridades em 2026. O desfecho desta batalha
eleitoral definirá os rumos da luta pela valorização
do trabalho.
A primeira e decisiva questão para avançar nestas
prioridades é reeleger o projeto político liderado
pelo presidente Lula. Derrotar a extrema direita é o
passo inicial para avançar rumo a um novo ciclo de
desenvolvimento econômico e social.
Um momento importante para debater tal tarefa será a
realização, no dia 15 de abril, em Brasília, da
Plenária da Classe Trabalhadora, iniciativa do Fórum
das Centrais Sindicais, que busca atualizar a agenda
da classe para o próximo período.
A reeleição do presidente Lula é premissa essencial
para avançar nessa nova agenda. Mas não será tarefa
fácil derrotar o conservadorismo direitista. O
movimento sindical precisará ter amplitude política,
clareza programática e mobilização consciente.
É fato que os trabalhadores tiveram conquistas
importantes no governo Lula 3, mas precisa avançar
mais. Na economia, será fundamental criar as
condições para uma reforma tributária progressiva e
para superar a política de juros altos do Banco
Central.
Política tributária justa e juros baixos ampliam a
capacidade de investimento do Estado e ajudam o país
a retomar a industrialização e não se limitar a
exportar produtos agrícolas e minerais com baixo
valor agregado – a chamada reprimarização da
economia.
O protagonismo da indústria é estratégico para o
crescimento robusto e duradouro da economia, para
melhorar a qualidade das nossas exportações e base
para a criação de empregos de qualidade com mais
salários, com reflexos positivos em todas as áreas.
Viabilizadas essas mudanças econômicas, cria-se um
quadro mais favorável para a retomada em outra
escala da luta para enfrentar a reforma trabalhista
e construir uma nova e mais ampla legislação que
elimine o trabalho precário.
Paralelamente, é preciso recuperar as condições de
sustentação material dos sindicatos e restaurar o
papel de representação plena dos trabalhadores.
Entidades fortes e representativas são essenciais
para valorização do trabalho e dos trabalhadores.
A estratégia do grande capital vai em outra direção.
Aplica uma política nucleada na redução do custo da
força de trabalho e na chamada flexibilização de
direitos, eufemismo para legitimar a maior
exploração e ampliação de suas taxas de lucro.
As consequências danosas dessa política são claras:
aumento do subemprego, crescente desregulação e
invisibilização das relações trabalhistas,
eliminação de direitos, aumento da jornada de
trabalho e diminuição dos salários.
Para viabilizar essa política antitrabalho, no
Brasil e em outros países foram aprovadas reformas
que, entre outros aspectos danosos, enfraqueceram os
sindicatos, limitaram o papel da Justiça do Trabalho
e desmontaram os fundamentos da CLT.
Tudo isso ocorre simultaneamente às profundas
mudanças na organização e gestão do trabalho. O
acelerado desenvolvimento tecnológico e o
esgotamento do fordismo e suas grandes linhas de
produção são fatos relevantes a serem melhor
estudados.
O grande capital se apropria desse avanço
tecnológico com o uso intensivo de robôs, máquinas
inteligentes e formas flexíveis de trabalho na
produção e nos serviços. O resultado é um grande
aumento da produtividade.
Os teóricos a serviço do capitalismo passam a
difundir a tese de que o aumento da produtividade
provoca o desemprego estrutural e, com isso, as
atuais leis trabalhistas se tornam anacrônicas e
precisam ser “modernizadas”.
Esse discurso acaba tendo um efeito colateral
negativo ao fazer a cabeça de parcelas dos
trabalhadores, que passam a acreditar que o
individualismo e a meritocracia, e não a luta, são
as únicas opções para melhorar seu status social.
Nesse quadro, cabe ao sindicalismo um esforço
redobrado para melhorar a organização nos locais de
trabalho, ampliar a sindicalização, a capacidade de
mobilização e investir mais na formação e
desenvolvimento da consciência de classe dos
trabalhadores.
Esse trabalho deve levar em consideração que o
mercado de trabalho no Brasil é bastante
heterogêneo, há muita informalidade e rotatividade.
Crescem bastante o trabalho mediado por aplicativos
e outras modalidades de trabalho por conta própria.
Mesmo no trabalho formal há uma diversidade imensa
de trabalhadores terceirizados e intermitentes. É
necessária, assim, a luta para incorporar todos
esses trabalhadores em um arcabouço legal que
garanta direitos trabalhistas, previdenciários e
sindicais.
O movimento sindical brasileiro é resiliente, já
passou por conjunturas adversas e sempre ressurge
com força. Apostar na mobilização unitária em torno
de uma agenda comum é a via para o sindicalismo,
mais uma vez. ser protagonista na atual conjuntura.
Neste ano de 2026, a luta pela valorização do
trabalho e progresso social, com sindicatos fortes e
representativos, certamente jogará papel
insubstituível para fazer avançar a luta pelo
desenvolvimento democrático e soberano do nosso
país.
Fonte: Portal Vermelho

06/01/2026 -
Comissão aprova demissão por justa causa em caso de
violência contra mulher
Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
aprovou, em dezembro, proposta que inclui a prática
de atos de violência física, psicológica, sexual,
patrimonial ou moral contra a mulher entre os
motivos que podem levar à demissão por justa causa
do trabalhador.
O relator, deputado Leonardo Monteiro (PT-MG),
recomendou a aprovação de uma nova redação
(substitutivo), acatado anteriormente na Comissão de
Defesa dos Direitos da Mulher para o Projeto de Lei
770/21, da ex-deputada Professora Rosa Neide (MT).
O substitutivo limita a punição aos casos em que o
agressor preste serviços no mesmo local de trabalho
da mulher ou tenha contato com ela em razão do
trabalho, ainda que o ato tenha sido praticado fora
do serviço.
Hoje a Consolidação das Leis do Trabalho já permite
a demissão do trabalhador no caso de condenação
criminal, com trânsito em julgado, ou quando houver
mau procedimento ou ato lesivo contra qualquer
pessoa no ambiente de trabalho ou que prejudique
obrigações contratuais.
Nesse contexto, Leonardo Monteiro acredita que a
previsão expressa proposta pelo substitutivo confere
maior segurança jurídica à decisão empresarial, ao
reconhecer que a violência baseada em gênero, sempre
que repercutir no contrato ou no ambiente de
trabalho, permitirá a rescisão por justa causa.
“A medida fortalece a proteção da trabalhadora,
previne a revitimização e reforça o dever
constitucional de promoção de um ambiente laboral
seguro, saudável e livre de violência”, afirmou o
relator.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda
será analisado pela Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser
aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Fonte: Agência Câmara

05/01/2026 -
Nova Central repudia acontecimentos na Venezuela
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
manifesta sua mais grave preocupação e veemente
repúdio aos acontecimentos deste sábado, 03 de
janeiro de 2026. As ações militares e as explosões
registradas em território venezuelano — que
atingiram não apenas alvos estratégicos, mas também
infraestruturas críticas de energia e abastecimento
— representam uma escalada perigosa que ameaça a
estabilidade de toda a América Latina e impõe risco
imediato à vida da população civil.
Defesa da soberania e da autodeterminação
A NCST reafirma o princípio pétreo do Direito
Internacional: a soberania nacional e o direito dos
povos à autodeterminação são invioláveis. Nenhum
interesse político ou econômico justifica o uso da
força militar para impor mudanças internas em um
Estado soberano. A história nos ensina que
intervenções externas não constroem democracias, mas
sim cicatrizes sociais profundas.
Repúdio à intervenção e aos ataques a
infraestruturas básicas
Condenamos a lógica de “soluções pela força”.
Relatos de ataques a centros de distribuição de
energia e serviços essenciais são particularmente
alarmantes, pois configuram uma punição coletiva à
população. A NCST repudia qualquer intervenção
militar externa, seja ela direta ou por procuração,
que aprofunde a instabilidade regional.
Paz regional e o impacto na classe trabalhadora
A América Latina deve ser uma zona de paz e
integração. A guerra é a maior inimiga do
desenvolvimento social. O agravamento deste conflito
gera efeitos transfronteiriços imediatos, como o
deslocamento forçado de famílias, insegurança
alimentar e a interrupção de cadeias produtivas,
atingindo diretamente o sustento de trabalhadores e
trabalhadoras, inclusive nas regiões fronteiriças do
Brasil.
Solidariedade humanitária e proteção civil
Nossa total solidariedade ao povo venezuelano. Em
cenários de agressão armada, quem paga o preço mais
alto é a classe trabalhadora, os idosos e as
crianças. Reiteramos a exigência de que hospitais,
escolas e redes de utilidade pública sejam
preservados, conforme determina o Direito
Humanitário Internacional. A vida deve estar acima
de qualquer disputa geopolítica.
Chamamento à diplomacia brasileira e instâncias
multilaterais
A NCST conclama o Governo Brasileiro e o Itamaraty a
intensificarem seu papel histórico de mediadores,
liderando uma ofensiva diplomática pela desescalada
imediata. Instamos o Conselho de Segurança da ONU e
os organismos regionais a agirem com urgência para
garantir um cessar-fogo, a apuração transparente dos
fatos e a criação de corredores humanitários, se
necessário.
Compromisso com a Democracia Social
O movimento sindical não será expectador passivo da
violência. A NCST reafirma seu compromisso com a
solução política e negociada. Não há futuro para o
trabalho em um cenário de destruição. O caminho para
a justiça social passa, obrigatoriamente, pelo
diálogo, pelo respeito à soberania e pela paz.
Pelo fim das agressões e pela soberania dos povos!
Brasília, 03 de janeiro de 2026
Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
Fonte: NCST

05/01/2026 -
Nota das Centrais Sindicais: em defesa da soberania
da Venezuela
Contra o golpismo e a ingerência: em defesa da
soberania da Venezuela
Condenamos de forma contundente e inequívoca o
ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O
imperialismo age para retomar o controle sobre a
América Latina, apropriar-se do petróleo venezuelano
e enfraquecer o BRICS. Nunca se tratou de
democracia. A alegação de combate ao narcotráfico
também não passa de uma cínica hipocrisia.
O golpismo está no ar — e mais vivo do que nunca. O
cerco à Venezuela vem sendo construído há décadas,
desde que Hugo Chávez lutou para implementar no país
um projeto de desenvolvimento independente e
soberano, algo que os Estados Unidos jamais
aceitaram.
O sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro
e de sua esposa, Cilia Flores, neste sábado, 3 de
janeiro de 2026, explicita as linhas geopolíticas
que separam, de um lado, os golpistas e
imperialistas e, de outro, aqueles que lutam pela
soberania e pela independência dos povos. O governo
extremista de Donald Trump aproveitou-se do relativo
isolamento internacional da Venezuela — impedida de
ingressar no BRICS —, apesar da resistência firme do
país frente a ataques, ameaças militares, campanhas
de desinformação e difamação sistemática.
Cabe exclusivamente ao povo venezuelano, e não a
potências estrangeiras, decidir sobre o seu próprio
destino. A intervenção na Venezuela representa uma
ameaça não apenas ao país, mas também ao Brasil, à
América Latina e ao mundo. Como a história mostra, o
controle político, social e econômico exercido pelos
Estados Unidos sobre o continente tende a aprofundar
a desigualdade, impor arrocho econômico, desmontar
políticas sociais e conduzir a períodos de grave
retrocesso.
O governo brasileiro deve buscar todos os meios para
apoiar o povo venezuelano e atuar pela estabilidade
regional.
Reafirmamos, neste momento, um compromisso
inegociável:
- Em defesa do multilateralismo e da solução pacífica
de conflitos;
- Em defesa da soberania, do diálogo e da
autodeterminação dos povos.
É hora de unir forças contra a guerra, contra a
intervenção e em favor da paz e da integração
latino-americana.
São Paulo, 3 de janeiro de 2026
Sônia Zerino, presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST)
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Ronaldo Leite, presidente (interino) da CTB (Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Nilza Pereira de Almeida, secretária-geral da
Intersindical
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Fonte: NCST

05/01/2026 -
Taxa de desemprego atinge 5,2%, o menor índice desde
2012
Dados do IBGE revelam que a taxa de desemprego no
Brasil caiu para 5,2%, o menor índice desde 2012,
com recorde de ocupação de 103,2 milhões de pessoas.
De acordo com informações divulgadas pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa
de desocupação no trimestre findo em novembro
atingiu 5,2%. Este valor representa o menor índice
de desemprego desde 2012, conforme mensurado pela
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(Pnad) Contínua.
O IBGE aponta que, no período de setembro a
novembro, o contingente de pessoas desempregadas
totalizou 5,6 milhões, configurando o menor número
de desocupados já documentado pela pesquisa. Em
contrapartida, o maior volume de desocupados foi
registrado no trimestre concluído em março de 2021,
auge da pandemia de covid-19, quando o indicador
alcançou 14,9 milhões de indivíduos sem emprego
formal.
A redução do desemprego foi acompanhada por um novo
recorde no número de pessoas ocupadas no país,
atingindo 103,2 milhões, conforme dados do IBGE. O
nível de ocupação, definido como a proporção de
pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam
trabalhando, atingiu o maior percentual da série
histórica da PNAD Contínua: 59,0%.
Fonte: Congresso em Foco

05/01/2026 -
Salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer
O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passou
a valer a partir de quinta-feira (1º). O reajuste,
de 6,79% ou R$ 103, foi confirmado pelo Ministério
do Planejamento e Orçamento no último dia 10. O
salário mínimo anterior era de R$ 1.518.
O novo valor foi informado após a divulgação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),
utilizado no cálculo do reajuste anual do salário
mínimo. O indicador registrou 0,03% em novembro e
acumula 4,18% em 12 meses.
Pela estimativa do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o
novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na
economia. O cálculo considera os efeitos sobre a
renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um
cenário de restrições fiscais mais rígidas.
Entenda
A regra do reajuste do salário mínimo determina que o
valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12
meses acumulado até novembro do ano anterior, ou
seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de
dois anos.
No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do
Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços
produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em
3,4%.
No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que
controla a evolução dos gastos públicos, determina
que o ganho acima da inflação seja limitado a um
intervalo de 0,6% a 2,5%.
Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$
1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei,
passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.
Fonte: Agência Brasil

05/01/2026 -
Medida provisória libera saque do FGTS para
trabalhador que optou pelo saque-aniversário e foi
demitido
O pagamento será feito de forma escalonada até 12
de fevereiro de 2026
Trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e foram
demitidos ou tiveram o contrato suspenso nos últimos
seis anos poderão sacar o saldo retido. O pagamento
será feito de forma escalonada até 12 de fevereiro
de 2026.
A medida está prevista na Medida Provisória 1331/25,
editada na terça-feira (23) pelo presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Na modalidade de saque-aniversário, o trabalhador
com carteira assinada pode retirar anualmente uma
parte do saldo do FGTS. Antes da MP, em caso de
demissão sem justa causa, o trabalhador não podia
sacar o valor integral da conta, tendo acesso apenas
à multa rescisória de 40%.
Segundo o governo federal, permitir apenas o saque
da multa fragilizava a função do FGTS como
instrumento de proteção social em momentos de
vulnerabilidade econômica. Com isso, a MP autoriza a
movimentação do saldo restante referente ao contrato
de trabalho encerrado.
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
a medida corrige uma “injustiça” ao liberar recursos
que estavam retidos. O governo informa que, desde a
criação do saque-aniversário, em 2020, cerca de 12
milhões de trabalhadores foram demitidos sem
conseguir acessar o saldo do FGTS.
Vigência da medida
A liberação vale enquanto a medida provisória estiver
em vigor, por 60 dias, sem contar o recesso
parlamentar, prazo que vai até o início de abril. O
período pode ser prorrogado por mais 60 dias.
Durante esse tempo, o Congresso Nacional deve
analisar a MP, que tem força de lei enquanto estiver
vigente.
Quem pode sacar
Também poderá sacar o saldo:
- quem já conseguiu novo emprego;
- quem migrou para o saque-rescisão, desde que o
contrato anterior tenha sido encerrado quando ainda
estava no saque-aniversário.
O contrato de trabalho deve ter sido encerrado entre
1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, por
um dos seguintes motivos:
- despedida sem justa causa;
- despedida indireta, culpa recíproca ou força maior;
- falência ou falecimento do empregador individual,
inclusive empregador doméstico;
- nulidade do contrato;
- extinção normal de contrato a termo, inclusive de
trabalhador temporário;
- suspensão total do trabalho avulso.
Como será o pagamento
A Caixa Econômica Federal vai divulgar o calendário de
pagamentos. O saque será limitado a R$ 1.800 até 30
de dezembro de 2025. O valor restante será pago de
forma escalonada até 12 de fevereiro de 2026.
Quem já tem conta bancária cadastrada no FGTS
receberá o crédito automaticamente.
Quem não tem conta poderá sacar:
- em agências da Caixa;
- nos caixas eletrônicos;
- em casas lotéricas.
Após o fim da vigência da medida provisória, não
será mais possível fazer saques presenciais.
Segundo o governo federal, a liberação envolve cerca
de R$ 7,8 bilhões do FGTS, beneficiando
aproximadamente 14,1 milhões de trabalhadores.
Fonte: Agência Câmara

12/12/2025 -
NCST divulga nota sobre manutenção da contribuição
assistencial pelo STF
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
publicou uma nota oficial, nesta quinta-feira (10),
esclarecendo os desdobramentos da recente decisão do
Supremo Tribunal Federal (STF) nos embargos de
declaração apresentados pela Procuradoria-Geral da
República (PGR) no âmbito do Tema 935. A entidade
destaca que o Supremo manteve integralmente a tese
fixada em 2023, reconhecendo a constitucionalidade
da contribuição assistencial aprovada em assembleia
e estendida a toda a categoria, com garantia do
direito de oposição.
Segundo o documento, os embargos da PGR não
modificam o entendimento central do STF nem afetam a
autonomia financeira das entidades sindicais. O
tribunal apenas esclareceu três pontos acessórios: a
vedação de cobrança retroativa, a não interferência
de terceiros no exercício do direito de oposição e a
necessidade de razoabilidade no valor da
contribuição. Para a NCST, tais ajustes reforçam a
segurança jurídica e a transparência no custeio
sindical.
A nota também registra o apoio de entidades
nacionais filiadas, como a CNTEEC e a CONTRATUH,
cujas lideranças reforçaram a importância da
decisão. O presidente da CNTEEC e 1º vice-presidente
da NCST, Tarcísio Brandão Melo, destacou que a tese
permanece “intacta” e que o resultado fortalece o
sistema confederativo. Já o presidente da CONTRATUH
e diretor tesoureiro da NCST, Wilson Pereira,
ressaltou que a contribuição assistencial garante
condições reais para sustentar a ação sindical e
ampliar a segurança jurídica para os trabalhadores.
O documento também reúne manifestações de dirigentes
históricos e atuais da Nova Central, que apontam o
impacto positivo da decisão para o movimento
sindical e reconhecem o trabalho técnico que
contribuiu para consolidar o entendimento no STF. Em
todas as declarações, destaca-se que a reafirmação
da tese do Tema 935 fortalece a organização
coletiva, garante estabilidade às entidades e
reafirma a importância da negociação coletiva no
país.
A NCST reforça que seguirá mobilizada para garantir
a aplicação uniforme da decisão em todas as
categorias e regiões, reafirmando seu compromisso
com a defesa do trabalho decente, da democracia
sindical e da valorização das entidades
representativas.
Clique e leia a íntegra da nota para entender todos
os detalhes do posicionamento da Nova Central.
Fonte: NCST

12/12/2025 -
Governo confirma salário mínimo de R$ 1.621 em 2026
Novo valor vale a partir de janeiro a ser pago no
salário de fevereiro
O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou
nesta quarta-feira (10) que o salário mínimo será
reajustado dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621, um
aumento de R$ 103, um reajuste de 6,79%.
O valor foi confirmado após a divulgação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado
no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. O
indicador registrou 0,03% em novembro e acumula
4,18% em 12 meses.
O reajuste do salário mínimo será aplicado a partir
de janeiro de 2026, com efeito no salário que o
trabalhador recebe em fevereiro.
Entenda
A regra do reajuste do salário mínimo determina que o
valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12
meses acumulado até novembro do ano anterior, ou
seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de
2 anos.
No dia 4, o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto
Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços
produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em
3,4%.
No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que
controla a evolução dos gastos públicos, determina
que o ganho acima da inflação seja limitado a um
intervalo de 0,6% a 2,5%.
Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$
1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei,
passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.
Revisão
Os resultados dos índices farão o governo revisar
cálculos para as contas públicas no ano que vem, já
que o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de
2026, aprovado pelo Congresso Nacional, estimava o
salário mínimo em R$ 1.627, um reajuste de 7,18%.
Fonte: Agência Brasil

12/12/2025 -
Câmara agiliza votação sobre jornada 5x2 e redução
para 40h semanais
Com apoio do governo e de líderes partidários,
projeto que substitui a escala 6x1 chega ao Plenário
em regime de urgência.
O projeto de lei 67/2025, apresentado pelos
deputados Daiana Santos (PCdoB-RS), Daniel Almeida
(PCdoB-BA) e Orlando Silva (PcdoB-SP), avançou para
o Plenário da Câmara dos Deputados após reunir o
número de assinaturas necessário para que sua
análise ocorra em regime de urgência. A proposta
determina a adoção da jornada de trabalho 5×2 e fixa
o limite semanal de trabalho em 40 horas,
substituindo o modelo 6×1 ainda praticado em grande
parte do mercado.
Ao defender a mudança, apoiadores do texto afirmaram
que a revisão da escala semanal pode alterar de
forma significativa as condições de trabalho no
país, sobretudo para profissionais submetidos a
longas horas laborais e deslocamentos extensos. O
governo federal, que passou a tratar o fim da
jornada 6×1 como prioridade, e líderes partidários
que reúnem 475 deputados declararam apoio à
iniciativa, fazendo do projeto uma alternativa mais
rápida às propostas de emenda constitucional que
tratavam do mesmo tema e não avançaram.
O fortalecimento da proposta também é resultado de
articulação conduzida por Daiana Santos com o
Ministério do Trabalho, a Secretaria de Relações
Institucionais, representantes sindicais, movimentos
sociais e segmentos empresariais. Segundo a
deputada, a negociação com diferentes setores é
indispensável para que o Congresso alcance consenso
em torno de uma mudança estrutural nas regras de
jornada.
"É uma construção ampla, responsável e madura.
Estamos conversando com setores empresariais, com as
centrais sindicais e com especialistas, porque
sabemos que reduzir a jornada e pôr fim à escala 6×1
exige compromisso de todas as partes."
Com a urgência aprovada, o relatório do deputado Leo
Prates (PDT-BA) deixa de passar pelas comissões de
Trabalho e de Constituição e Justiça, seguindo
diretamente para o Plenário. A expectativa é que a
aceleração do rito abra espaço para que a Câmara
delibere ainda neste semestre sobre o novo formato
de jornada e a redução das horas semanais.
Para Daiana Santos, o debate ultrapassa questões
técnicas e responde a uma demanda crescente da
população trabalhadora por mais tempo livre e
melhores condições de vida.
"Estamos falando de qualidade de vida, de tempo para
viver, para estudar, para cuidar da saúde e da
família. Reduzir a jornada é um passo fundamental
para construirmos uma sociedade menos adoecida pelo
excesso de trabalho, acompanhando os avanços sociais
que ocorrem no mundo inteiro. O Brasil não pode
ficar para trás, e não pode continuar adoecendo quem
sustenta este país com o seu trabalho."
Leia a íntegra da proposta.
Fonte: Congresso em Foco

12/12/2025 -
Negociação trabalhista deve preceder tutela estatal,
diz ministro do TST
O Direito do Trabalho no Brasil deve consolidar um
novo modelo que privilegie a negociação coletiva em
detrimento da regulação direta do Estado. Essa
negociação deve ser conduzida por entidades
sindicais representativas, que operem de forma
democrática e em harmonia com os interesses de seus
representados.
Essa foi a visão expressada pelo ministro Douglas
Alencar, do Tribunal Superior do Trabalho, em
entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico
durante o IV Congresso Nacional e II Internacional
da Magistratura do Trabalho, promovido em Foz do
Iguaçu (PR) no final de novembro. O Anuário da
Justiça do Trabalho 2025 foi lançado no evento.
“A Constituição é muito clara no sentido de
facultar, aos atores sociais, a recusa à intervenção
do Estado para essa arbitragem de conflitos
coletivos. Uma arbitragem pública de conflitos
coletivos, que nada mais é do que o poder normativo
da Justiça do Trabalho. Nós estamos aqui discutindo
um novo modelo que deve ter a negociação coletiva
como seu palco central, afastando o Estado da
regulação”, sintetiza.
Transição de modelos
O ministro relembrou as origens do Direito do Trabalho
no Brasil desde a década de 1930, que consolidou o
poder dos sindicatos, até a reforma trabalhista de
2017, que flexibilizou regras e buscou a prevalência
do negociado sobre o legislado.
Apesar desses avanços, Alencar avalia que o o país
ainda enfrenta um quadro de relativa insegurança
jurídica, pois não há uma posição clara da Justiça
do Trabalho, especialmente do TST, sobre o
significado da autonomia negocial coletiva prevista
na reforma.
“Enfrentamos, portanto, um instante de transição em
que o modelo pensado a partir da década de 1930
insiste em se manter entre nós. E o modelo que foi
gestado em 2015 e 2017 ainda procura o seu espaço de
afirmação nesse ambiente.”
O ministro ressaltou a importância de um julgado
recente do TST. Em tese aprovada em plenário, em
novembro, a corte determinou que o sindicato pode
ajuizar dissídio coletivo se a organização patronal
se recusar a negociar sem justificativa.
O tribunal resolveu uma controvérsia que se
observava desde a discussão do Tema 841 do Supremo
Tribunal Federal. O STF fixou na ocasião, em 2020,
que é necessária a concordância de ambas as partes
(patrão e empregado) para dar início a um dissídio,
mas faltavam balizas para definir em que situações a
recusa à negociação seria legítima.
“Entendeu-se que haveria a necessidade de nós
examinarmos eventuais recusas de empresas ou
sindicatos patronais à negociação coletiva como
condição de legitimidade dessa recusa. Ou seja, só
seriam admitidas recusas fundadas em boa fé”,
explicou o ministro.
Clique aqui para ver a entrevista
Fonte: Consultor Jurídico

12/12/2025 -
Alimentos
estão mais baratos
Pesquisa do Dieese e da Conab, nas 27 Capitais,
mostra em outubro queda nos preços de alimentos em
24 delas. A pesquisa conjunta começou em agosto.
Maiores quedas se deram em Macapá (-5,28%), Porto
Alegre (-4,10%) e Maceió (-3,51%). São Paulo é a
Capital onde o conjunto dos alimentos básicos tem
maior custo: R$ 841,23. Em SP, no acumulado do ano,
preço subiu 1,55%.
Arroz – O preço do agulhinha foi menor em
todas as 17 Capitais. As quedas variaram entre
-40,22%, em Brasília, e -21,77%, em Aracaju.
Açúcar – Preço caiu em 14 das 17 Capitais.
Destaque para as variações de Belém (-30,67%) e
Brasília (-18,71%).
Batata – Pesquisa nas 10 Capitais do
Centro-Sul, com queda em todas. Variação foi de
-52,45%, em Campo Grande, e -30,70%, em Vitória.
Patrícia – A Agência Sindical ouviu Patrícia
Lino, economista do Dieese e responsável pela
apuração dos resultados da pesquisa.
Patrícia observa que a composição no preço dos
alimentos sofre influência de vários fatores, a
começar pelos climáticos. No entanto, ela ressalva:
“o que acontece agora é uma presença mais efetiva do
governo, olhando de perto a movimentação dos preços,
a fim de evitar oscilações mais drásticas nos preços
ou para adotar medidas corretivas”.
“A alimentação da população deve ser o item
prioritário na política de qualquer governo,
inclusive quanto às áreas plantadas”, ela afirma. A
cesta atual tem 13 itens. Mas governo e Conab pensam
em ampliar essa lista, até porque a rápida
urbanização do País produziu também mudanças de
hábitos alimentares.
Para a economista do Dieese, embora o panorama atual
seja positivo e mais estável, cabe ao Estado cuidar
de estoques reguladores, especialmente nos períodos
de entressafra.
Mais – Sites da Conab e Dieese
Fonte: Agência Sindical

11/12/2025 -
Inflação que reajusta o salário mínimo fecha em
4,18%
Valor em janeiro pode subir para R$ 1.621
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) -
indicador utilizado no cálculo do reajuste anual do
salário mínimo - registrou 0,03% em novembro e
acumula 4,18% em 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10),
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
O salário mínimo 2025 é de R$ 1.518. Para 2026, a
regra de reajuste determina que o valor sofra duas
correções. Uma é pelo INPC de 12 meses acumulado até
novembro do ano anterior, 2025. Ou seja, os 4,18%
anunciados nesta quarta-feira (10).
A segunda correção é o crescimento da economia de
dois anos antes, no caso, 2024. No último dia 4, o
IBGE revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB,
conjunto de bens e serviços produzidos no país) de
2024, confirmando a expansão em 3,4%.
No entanto, o arcabouço fiscal - mecanismo que
controla a evolução dos gastos públicos - determina
que o ganho acima da inflação seja limitado a um
intervalo de 0,6% a 2,5%.
Por essa regra, o salário mínimo de 2026 pode ser de
R$ 1.620,99. Com o arredondamento previsto em lei,
R$ 1.621. Reajuste total de R$ 103 (6,79%).
Revisão
O resultado anunciado nesta quarta-feira fará o
governo revisar cálculos para as contas públicas no
ano que vem, pois o Projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias de 2026, aprovado no Congresso, estima
o salário mínimo em R$ 1.627, que representaria
reajuste de 7,18%.
O valor do salário mínimo tem reflexos nas contas
públicas, além do próprio efeito em si, pois serve
como base para outros gastos como o Benefício de
Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoa
com deficiência em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Agência Brasil

11/12/2025 -
Contribuição Assistencial - Parecer técnico
O advogado sindical e consultor do DIAP, Hélio
Stefani Gherardi, emitiu parecer técnico sobre a
recente mudança do Supremo Tribunal Federal (STF)
quanto à constitucionalidade da contribuição
assistencial.
O documento destaca três pilares da decisão:
a vedação da cobrança retroativa, a garantia do
direito de oposição dos trabalhadores sem
interferência de terceiros e a necessidade de que os
valores cobrados sejam razoáveis e compatíveis com a
capacidade econômica da categoria.
O texto reforça que a definição do valor e do prazo
para oposição deve ser feita de forma democrática,
em assembleia, assegurando transparência e
equilíbrio entre o custeio sindical e os direitos
fundamentais dos trabalhadores.
Leia aqui a íntegra do documento
Fonte: Diap

11/12/2025 -
Lula avalia vetar pontos do PL da Dosimetria
Planalto admite possibilidade de presidente
marcar posição política após aprovação do texto pela
Câmara dos Deputados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia
vetar o projeto de lei que trata da dosimetria das
penas dos condenados por atos antidemocráticos. O
texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na
madrugada desta quarta-feira (10).
Apesar de evitar se manifestar sobre o resultado da
votação, Lula tem sinalizado a ministros palacianos
que reagirá em sentido contrário à Câmara quando o
projeto chegar ao seu gabinete.
No entorno do presidente, há o entendimento de que
Lula deve marcar posição política sobre o assunto,
ainda sob o risco de o veto ser derrubado pelo
Congresso Nacional.
Antes, o petista espera a decisão do Senado sobre a
condução do projeto e acredita que, posteriormente,
haverá rejeição ao PL no STF (Supremo Tribunal
Federal).
O texto ainda precisa passar pela análise do Senado
antes de seguir para sanção. Nesta quarta, o
presidente da CCJ (Comissão de Constituição e
Justiça) da Casa, Otto Alencar (PSD-BA), anunciou
que Esperidião Amin (PP-SC) será o relator do texto
no colegiado. A ideia é que o relatório sobre a
matéria seja apresentado já na próxima semana.
Antes disso, o Senado avaliava que o texto fosse
apreciado diretamente pelo plenário da Casa, como
indicou o presidente Davi Alcolumbre (União-AP).
"Nós vamos deliberar esse projeto no plenário do
Senado Federal, assim que a Câmara deliberar. Este
ano ainda”, declarou na terça-feira (9).
Fonte: CNNBrasil

11/12/2025 -
Campanha da OIT reforça urgência do enfrentamento ao
assédio e à violência de gênero na mineração
Para marcar os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da
Violência contra as Mulheres, a Organização
Internacional do Trabalho (OIT) lançou uma nova
campanha para conscientizar sobre a necessidade de
combater o assédio e a violência de gênero no setor
da mineração. A peça central da campanha é um vídeo
que retrata a rotina de trabalho de uma mulher em
uma das maiores mineradoras do mundo.
Segundo a OIT, as mulheres representam menos de um
quinto dos cerca de 21,4 milhões de trabalhadores da
mineração. No entanto, a crescente participação de
mulheres nesse setor torna ainda mais relevante
fortalecer práticas e políticas que promovam a
igualdade de oportunidades e a proteção contra todas
as formas de violência e assédio, incluindo aquelas
motivadas por gênero.
Por isso, a OIT convoca trabalhadores e
trabalhadoras da mineração e empresas a unirem
esforços para promover ambientes de trabalhos
verdadeiramente seguros e livres de comportamentos
que representam riscos à integridade física,
psicológica e profissional das trabalhadoras.
Com o slogan “Mais fortes juntos por minas mais
seguras", a campanha defende que nenhuma mina é
totalmente segura se as mulheres não estiverem
seguras e reforça que a promoção da segurança e da
saúde no setor vai além do investimento em medidas
técnicas, exige também uma cultura organizacional
que previna e combata todas as formas de assédio e
violência.
Quando as minas se tornam mais seguras para as
mulheres, todos se beneficiam e o setor avança para
um futuro mais justo, produtivo e sustentável. O
vídeo da campanha está disponível em inglês,
espanhol, francês e português.
Normas internacionais
Historicamente caracterizada por uma força de trabalho
predominantemente masculina, a mineração possui uma
cultura consolidada de segurança e disciplina
operacional. Essa cultura, que valoriza o cuidado
mútuo, o trabalho em equipe, o cumprimento rigoroso
de normas e a proteção da vida, constitui uma base
sólida para a incorporação de medidas que ampliem a
noção de segurança para além dos riscos físicos,
abrangendo também a construção de ambientes de
trabalho respeitosos, inclusivos e livres de
discriminação.
A OIT promove o direito a um ambiente de trabalho
seguro no setor por meio da Convenção sobre
Segurança e Saúde nas Minas (nº 176), de 1995, além
da implementação de Códigos de Práticas sobre
segurança em minas subterrâneas e a céu aberto. Já a
Convenção sobre Violência e Assédio no Trabalho, No.
190 (C190), da OIT, oferece um marco jurídico para
prevenir, remediar e eliminar a violência e o
assédio no mundo do trabalho, incluindo a violência
de gênero e o assédio.
Nesse sentido, a OIT convoca o setor mineral a
fortalecer o diálogo, ampliar iniciativas
preventivas e adotar ações decisivas para eliminar a
violência e o assédio no mundo do trabalho.
Fonte: OIT

11/12/2025 -
Lula lidera com 38% em cenários eleitorais, diz
Ipsos-Ipec; Flávio Bolsonaro tem 19%
O governador que se sai melhor é o de São Paulo,
Tarcísio de Freitas, que aparece com 17% num cenário
em que não há candidatos com o sobrenome Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve
tentar a reeleição no próximo ano, lidera com 38% em
quatro cenários eleitorais de uma pesquisa
Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira, sendo que o
adversário com melhor desempenho é a
ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com 23%, e o
candidato escolhido pelo ex-presidente Jair
Bolsonaro, seu filho Flávio, aparece com 19%.
No cenário que tem o senador Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) como candidato, o governador do Paraná,
Ratinho Junior (PSD), tem 9%, seguido pelos
governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), com
7%, e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 5%.
O governador que se sai melhor é o de São Paulo,
Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece com
17% num cenário em que não há candidatos com o
sobrenome Bolsonaro.
No cenário em que o deputado Eduardo Bolsonaro
(PL-SP) aparece na disputa, ele tem 18% das
intenções de voto.
‘Lula aparece com um piso consistente de 38%
independentemente do adversário. Os nomes da direita
próximos ao ex-presidente performam em patamar
similar, o que sugere que a definição do candidato
tende a reorganizar votos dentro do mesmo campo,
mais do que ampliar o alcance atual. Há espaço para
movimentos, mas o ponto de partida da disputa não se
altera’, disse Márcia Cavallari, diretora da
Ipsos-Ipec, em release da pesquisa.
O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre os dias 4 e
8 de dezembro, em 131 municípios do país. A margem
de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para
menos.
Fonte: Reuters

11/12/2025 -
CCJ do Senado aprova PEC que põe fim à jornada 6x1
Proposta reduz carga horária para 36 horas
semanais de forma gradual; texto segue agora para o
plenário da Casa
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
aprovou, nesta quarta-feira (10/12), a proposta de
emenda à Constituição que extingue a jornada de
trabalho 6x1 e garante ao trabalhador, no mínimo,
dois dias consecutivos de descanso semanal. O texto,
relatado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE),
segue agora para deliberação no plenário.
A PEC estabelece que o repouso semanal remunerado
deve ocorrer em, pelo menos, dois dias,
preferencialmente aos sábados e domingos. A jornada
máxima passa a ser de oito horas por dia e 36 horas
por semana, distribuídas em até cinco dias de
trabalho. O modelo atual, previsto na Constituição,
permite até 44 horas semanais. As mudanças não
poderão acarretar redução salarial.
De acordo com o relator, a implantação será gradual
para permitir que empresas e setores produtivos se
adaptem. Pela regra de transição, a partir de 1º de
janeiro do ano seguinte à promulgação, a carga
semanal não poderá ultrapassar 40 horas. Nos anos
seguintes, haverá redução anual de uma hora até
chegar ao limite de 36 horas semanais.
Autor da proposta, que tramita desde 2015, o senador
Paulo Paim (PT-RS) defende que a mudança moderniza
as relações de trabalho e beneficia milhões de
brasileiros. Carvalho avalia que a medida deve
impulsionar a economia e melhorar a qualidade de
vida dos trabalhadores. “Vai mudar a realidade
social do país”, afirmou.
O debate sobre a redução da jornada também ocorre na
Câmara dos Deputados, mas enfrenta resistência de
setores do comércio e da indústria, que apontam
possíveis impactos econômicos. No Senado, o
presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), destacou
que o tema foi amplamente discutido em três
audiências públicas antes de ser votado.
Segundo Otto, apesar da aprovação na comissão, o
avanço final da PEC deve ocorrer somente em 2026,
devido ao encerramento das atividades legislativas
neste ano. “É um debate importante. Muitas empresas
já adotam o modelo 5x2, portanto, não é uma grande
novidade”, afirmou o senador após a sessão.
Fonte: Correio Braziliense

10/12/2025 -
Datafolha: 35% veem Bolsonaro líder da direita; 56%
apontam Lula na esquerda
Pesquisa revela a força e a influência dos dois
líderes nas preferências dos eleitores brasileiros
O presidente Lula (PT) é considerado o principal
líder da esquerda por mais da metade da população
(56%), enquanto pouco mais de um terço (35%)
reconhece o ex-presidente Jair Bolsonaro como o
maior nome da direita brasileira, revela pesquisa
Datafolha divulgada nesta segunda-feira (8).
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais,
em 113 municípios. A margem de erro é de 2 pontos
percentuais para mais ou para menos.
A coleta dos dados ocorreu entre terça-feira (2) e
quinta-feira (4), um dia antes de Jair Bolsonaro
declarar Flávio Bolsonaro como pré-candidato à
presidência em seu nome.
O resultado revela uma maior concentração da
esquerda na figura política de Lula, enquanto a
direita se fragmenta em diversos expoentes após a
prisão de Jair Bolsonaro. Se, por um lado, a
esquerda apresenta maior consenso, por outro, a
aglomeração em torno do petista pode indicar
ausência de nomes fortes do campo progressista para
as próximas eleições.
Questionados sobre quem seria o maior líder da
direita, 36% dos entrevistados não souberam apontar
um nome. Na esquerda, esse índice é de 30%.
Na direita, 5% dos entrevistados apontam o
governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
(Republicanos), como principal líder, enquanto
Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira (PL-MG) e
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aparecem empatados com 2%.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surge com 1%, empatado com
Ronaldo Caiado (União-GO).
Na esquerda, além de Lula, apenas o ministro do
Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes (2%),
e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (1%), são
citados como possíveis lideranças.
Fonte: InfoMoney

10/12/2025 -
Sentindo efeitos do tarifaço dos Estados Unidos,
indústria calçadista tem seu pior outubro em uma
década
Sobretaxa aos calçados brasileiros vem
prejudicando a produção nacional e colocam em risco
milhares de empregos no setor
Dados elaborados pela Associação Brasileira das
Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos
números divulgados pelo MTE, apontam que o setor
perdeu 1,65 mil postos de trabalho apenas em
outubro, pior resultado para esse mês em uma década.
Com o resultado, o estoque total de emprego fechou o
mês de outubro em 294,22 mil empregos diretos na
atividade, - 0,6% em comparação ao mesmo período do
ano passado. Pela primeira vez em 2025, o estoque
total de emprego situa-se abaixo do patamar do ano
anterior, revertendo um cenário de crescimento.
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo
Ferreira, destaca que o dado eleva a preocupação
quanto aos efeitos da política tarifária dos Estados
Unidos, uma vez que a tarifa adicional de 50% segue
vigente sobre os calçados brasileiros embarcados ao
destino. “Entre os estados que mais perderam postos
de trabalho estão o Rio Grande do Sul e São Paulo,
os dois principais exportadores de calçados para os
Estados Unidos, de onde originam-se cerca de 80% dos
envios àquele país”, conta. “A manutenção da
vigência da medida ao final deste ano já compromete
os embarques da próxima temporada. Não ocorrendo a
retirada do calçado da lista de produtos
sobretaxados pelos Estados Unidos ainda em 2025, a
Abicalçados estima um risco de perda de 8 mil postos
de trabalho diretos na indústria calçadista em
2026”, alerta o dirigente, que está em constante
interlocução com o Governo Federal enfatizando a
necessidade de célere conclusão das negociações
bilaterais.
Estados mais impactados
O estado que mais emprega no setor calçadista
brasileiro é o Rio Grande do Sul, que perdeu 910
postos de trabalho somente em outubro. Dois terços
das perdas estão concentradas nos polos do Vale do
Rio dos Sinos e do Vale do Paranhana-Encosta da
Serra, principais localidades empregadoras do setor
no estado. Nos últimos três meses, período de
vigência da medida tarifária dos Estados Unidos, o
estado perdeu 1,83 mil postos, encerrando outubro
com estoque de 80,63 mil empregos diretos na
atividade, patamar 4,8% inferior ao mesmo período do
ano passado.
São Paulo fechou 152 postos de trabalho no mês de
outubro, quase 80% destes localizados no polo de
Franca, onde o setor é o principal segmento
empregador e tem nos Estados Unidos seu principal
destino. O estado encerrou outubro com estoque de
33,53 mil empregos diretos na indústria calçadista,
patamar 1,6% inferior ao mesmo período de 2024.
Fonte: Abicalçados

10/12/2025 -
Artigo debate os impactos da redução da jornada no
Direito do Trabalho
Entenda o debate sobre a redução da jornada de
trabalho e o seu impacto no Direito do Trabalho com
a análise de Sidnei Machado.
O décimo oitavo artigo do dossiê “Fim da Escala 6×1
e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado pelo
Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e
de Economia do Trabalho) em parceria com as centrais
sindicais, aborda a “A PEC 8/2025 e a Redução da
Jornada de Trabalho: impactos e tensões no Direito
do Trabalho“. O artigo é assinado por Sidnei
Machado.
O autor examina não apenas a dimensão normativa da
proposta, mas também seus dilemas institucionais,
suas tensões históricas e seus possíveis efeitos
sobre a proteção social dos trabalhadores.
O texto situa a discussão em um contexto de longa
duração, mostrando como a regulação da jornada se
tornou um eixo fundamental das lutas trabalhistas
desde a CLT de 1943 até a Constituição de 1988, que
instituiu o limite hoje vigente de 44 horas
semanais. Sidnei Machado revisita ainda a trajetória
recente de flexibilização inaugurada pela Reforma
Trabalhista de 2017, que deslocou o foco das
políticas públicas — da redução da jornada para a
ampliação de mecanismos de gestão do tempo de
trabalho via negociação coletiva.
Nesse cenário, a PEC 8/2025 se destaca por recolocar
no centro do debate a questão do tempo de trabalho
como direito fundamental, impulsionada por uma
mobilização social de grande escala.
O autor, no entanto, identifica desafios decisivos:
- o contraste entre a centralização constitucional e a
fragmentação negocial;
- o descompasso entre norma e realidade num país com
alta informalidade;
- e o risco de que a flexibilização, apresentada
como modernização, aprofunde a precarização.
Ao final, Sidnei Machado sustenta que a efetividade
da reforma depende menos da aprovação formal da PEC
e mais do fortalecimento institucional:
- sindicatos representativos,
- fiscalização robusta,
- limites protetivos claros e
- uma atuação estatal comprometida com a preservação
de direitos indisponíveis.
Para o autor, a PEC só inaugurará um novo ciclo
civilizatório se vier acompanhada de políticas
capazes de assegurar que a redução da jornada
signifique, de fato, mais proteção social, mais
saúde e mais tempo livre para milhões de
trabalhadores brasileiros.
Leia aqui o artigo:
A PEC 8/2025 e a Redução da Jornada de Trabalho:
impactos e tensões no Direito do Trabalho
Fonte: InfoMoney

10/12/2025 -
Comissão aprova jornada reduzida para trabalhadores
de frigoríficos
Projeto de lei segue em análise na Câmara dos
Deputados
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
aprovou projeto que fixa em 8 horas diárias e 40
horas semanais a carga de trabalho dos funcionários
de indústrias de abate, fabricação e processamento
de carnes e derivados destinados ao consumo humano.
A jornada deverá ser cumprida de segunda a
sexta-feira, e o trabalho aos sábados e domingos
somente poderá ocorrer mediante acordo ou convenção
coletiva.
Os instrumentos coletivos também poderão autorizar
exceções à jornada estabelecida, desde que
contemplem contrapartidas expressas e proporcionais
aos trabalhadores.
O texto, que altera a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), determina ainda que todos os
empregados atualmente submetidos a jornadas
superiores aos limites definidos passarão
automaticamente a se enquadrar nas novas regras sem
redução salarial.
Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado
Vicentinho (PT-SP), ao Projeto de Lei 3320/23, do
deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS). O relator
fez algumas alterações no texto original, como
ampliar o papel da negociação coletiva, permitindo
que acordos ou convenções excepcionem setores ou
funções, desde que haja contrapartida proporcional
ao trabalhador.
Acidentes de trabalho
Vicentinho afirmou que dados do Anuário Estatístico de
Acidentes de Trabalho (AEAT) de 2023 revelam a
gravidade da situação enfrentada pelos trabalhadores
do setor.
Segundo ele, as atividades que englobam o abate de
animais e o processamento de carnes e derivados
registraram 26.534 acidentes de trabalho em 2023, o
equivalente a 3,62% de todas as ocorrências no país.
“Esses números mostram a elevada incidência de
acidentes e evidenciam a vulnerabilidade desses
profissionais”, disse.
Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será
analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser
aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

09/12/2025 -
A
democracia brasileira de ponta-cabeça
Desde Eduardo Cunha, o Brasil vive inversão
estrutural do presidencialismo de coalizão: o
Parlamento se tornou mais poderoso que o presidente.
E a derrubada dos vetos do marco ambiental expõe, de
forma quase surreal, essa distorção institucional.
O chamado presidencialismo de coalizão brasileiro é
um modelo de sistema político que perdeu o
equilíbrio. De 2015 até então, esse desequilíbrio
vem se repetindo à exaustão, na relação entre o
Executivo e o Legislativo.
O jornalista e analista político Neuriberg Dias,
diretor de Documentação do Diap (Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar), e
Alexandre Ferraz, cientista político e técnico do
Dieese, sintetizaram o fenômeno com precisão: o
Brasil deixou de operar o presidencialismo de
coalizão¹ e migrou para presidencialismo de
imposição parlamentar. Leia em “Quem governa o
Brasil?”²
Nesse novo modelo, operado desde 2015, o Congresso
define a pauta, o ritmo, a direção e, muitas vezes,
os limites da ação presidencial. O presidente
governa; o Parlamento rege. Essa mutação
institucional não ocorreu de um dia para o outro.
O marco simbólico e político tem nome e sobrenome:
Eduardo Cunha (RJ), ex-presidente da Câmara.
A partir da presidência da Casa, exercida por Cunha
(2015-2016), inaugurou-se essa nova lógica em que o
Legislativo passou a exercer poder não apenas de
contrapeso³ — como deveria ser — mas de tutela.
O Parlamento assumiu prerrogativas que vão além da
fiscalização e passou a ocupar o centro da arena
decisória, muitas vezes constrangendo ou anulando a
atuação do Executivo eleito.
3 presidentes, o mesmo cercamento
Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair
Bolsonaro (PL) enfrentaram — cada um à sua maneira —
essa nova configuração ou reconfiguração de forças
entre o Executivo e o Legislativo.
Dilma sofreu o desgaste máximo: impeachment
acelerado por um presidente da Câmara disposto a
operar a institucionalidade como arma política.
Temer precisou governar sob a lógica da
sobrevivência, entupindo o Parlamento de concessões.
Bolsonaro, que inicialmente acreditou ser capaz de
domar o Congresso pelo confronto e/ou dando-lhe de
ombros, acabou entregando ao Centrão o que o grupo
parlamentar jamais sonhara possuir: poder quase
absoluto sobre o Orçamento Público.
O resultado dessa reconfiguração? Um Legislativo
hipertrofiado, cuja força não se fundamenta em
legitimidade eleitoral ampliada, mas em controle de
recursos públicos, verticalização de emendas e poder
de veto permanente sobre qualquer agenda
governamental.
Surrealismo da nova governabilidade
A derrubada dos vetos do marco legal do meio ambiente4
— vetos essenciais, que protegiam normas de
sustentabilidade, fiscalização e prevenção — é
exemplo cristalino dessa inversão de lógica.
Não se tratou de mérito técnico nem de debate
científico. A decisão foi movida por razões
políticas, ideológicas e até identitárias da bancada
ruralista, que hoje dita as regras com desenvoltura
que ultrapassa qualquer equilíbrio de poderes
imaginável no desenho republicano.
Foi surreal: o Parlamento atropelou consensos
internacionais, evidências ambientais, alertas de
especialistas e compromissos assumidos pelo próprio
Brasil em tratados globais.
Vetos presidenciais, que deveriam funcionar como
instrumento de ponderação, tornaram-se apenas peças
descartáveis no xadrez de grupos organizados dentro
do Congresso.
Quando o parlamento governa, quem governa?
Essa inversão traz riscos profundos:
- Desfigura o mandato presidencial;
- Fragmenta a responsabilidade política. Ninguém
responde pelo todo;
- Desalinha o Estado de políticas públicas de longo
prazo;
- Transforma o Orçamento em território privatizado por
grupos parlamentares; e
- Torna a agenda nacional refém de interesses
setoriais, e não do voto popular.
Como escreveram Dias e Ferraz, grosso modo: o
sistema mudou, mas não houve debate público sobre
essa mudança.
A população vota em um presidente, mas quem governa,
na prática, é um conglomerado de interesses que se
articulam dentro do Parlamento — nem sempre
transparentes, nem sempre republicanos, quase nunca
coordenados entre si.
Reconstruir o presidencialismo é inadiável
O País precisa repensar seu sistema
político-institucional. O problema não é o
Legislativo ser forte; isso é desejável. O problema
é ser disfuncionalmente forte. É atuar sem
responsabilidade global, sem coordenação federativa
e sem compromisso com políticas de Estado.
É preciso restaurar o equilíbrio. Recuperar a
autoridade presidencial sem esvaziar o Parlamento. E
reconstruir um sistema que ofereça governabilidade
sem humilhar o Executivo, nem transformar o
Legislativo em consórcio de interesses.
Enquanto isso não ocorrer, veremos repetirem-se
episódios como o do marco ambiental: decisões
tomadas à revelia da ciência, do planeta e da
própria lógica de governo.
Decisões em que o Parlamento não apenas legisla, mas
governa, corta, desmonta, derruba — e, sobretudo,
manda —, sem a responsabilidade de ter que assumir
compromissos de Estado com o futuro.
Marcos Verlaine é jornalista, analista político,
assessor parlamentar do Diap e redator do HP
____________
1 Modelo de sistema político,
predominante no Brasil desde a redemocratização e a
Constituição de 1988, que combina as características
do presidencialismo com a necessidade de formação de
alianças multipartidárias (coalizões) no Poder
Legislativo para construir maioria parlamentar para
garantir a governabilidade.
2 Alexandre Ferraz e Neuriberg Dias: Quem
governa o Brasil? Acesso em 27.11.25
3 O sistema de pesos e contrapesos,
também conhecido como checks and balances —
controles e equilíbrios —, é mecanismo
constitucional que divide o poder entre os Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário para evitar a
concentração de autoridade. Funciona permitindo que
cada Poder monitore, limite e controle as ações dos
outros, assegurando harmonia, independência e
equilíbrio entre esses.
4 Congresso derruba vetos de Lula ao
licenciamento ambiental Acesso em 28.11.25
Fonte: Rádio Peão Brasil

09/12/2025 -
Dieese celebra 70 anos em dezembro
Uma das mais sólidas criações do movimento sindical
brasileiro é o Dieese. No dia 22, a entidade
completará 70 anos, com uma série de atividades em
São Paulo.
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Sócio-econômicos, ao longo das sete décadas, o
Dieese ampliou seu raio de ação, mas não alterou sua
natureza. Ou seja, dar formação e suporte às
categorias, por meio de seus Sindicatos.
Seminário – A fim de marcar seus 70 anos, o
Dieese promoverá dois dias de atividades em São
Paulo, dias 11 e 12 (quinta e sexta). O evento de
mais peso será o Seminário Internacional centrado na
questão da distribuição de renda e redução das
desigualdades, informa Victor Pagani, Diretor de
Relações Sindicais.
Após o Seminário, no Sesc Bom Retiro, SP, haverá ato
solene para o qual estão convidadas autoridades do
Executivo, parlamentares, técnicos do Dieese,
ex-presidentes, entre outros.
No tocante a homenagens, dois espaços receberão o
nome de diretores-técnicos que fizeram história na
entidade. José Albertino Rodrigues, primeiro
diretor-técnico, dará nome ao estúdio, e Walter
Barelli passará a nominar o auditório. Para Victor,
“trata-se de contar a história e valorizar nossa
memória”. Ex-dirigentes e atuais membros da
diretoria do Dieese também foram convidados. Haverá
outras homenagens.
A diretora-técnica atual, Adriana Marcolino, está
fazendo os contatos institucionais e com áreas
governistas para o ato solene. Ela também integra o
Conselho da República (Conselhão). Segundo os
organizadores, a presença do Presidente Lula não
está descartada.
De acordo com a organização dos eventos alusivos aos
70 anos do Dieese, o final do evento, na tarde do
dia 12, terá como atração feijoada e roda de samba –
no Galpão Elza Soares, perto do Sesc Bom Retiro.
A primeira subseção do Dieese foi aberta no
Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.
Preside a entidade, hoje, o líder comerciário José
Gonzaga da Silva, do Sindicato da Capital paulista e
da UGT.
Transmissão – Os dois dias de evento serão
transmitidos ao vivo pelo Canal do Dieese no
YouTube.
Mais – Site do Dieese:
www.dieese.org.br
Programação – Clique
AQUI e veja.
Fonte: Agência Sindical

09/12/2025 -
Governo prepara relatório próprio sobre fim da
escala 6x1
Texto do governo propõe jornada 5x2 com limite de
40 horas semanais
O governo federal decidiu assumir o protagonismo no
debate sobre a nova organização do tempo de trabalho
e elabora um relatório alternativo para substituir a
escala 6x1. Segundo revelou O Globo, a proposta
articulada pelo Palácio do Planalto institui uma
jornada 5x2, com limite de 40 horas semanais, em
resposta direta à recepção negativa do parecer
inicialmente apresentado na Câmara dos Deputados.
O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos,
foi designado pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva para apresentar pessoalmente o novo texto aos
parlamentares. A iniciativa busca alinhar a política
trabalhista à agenda que o governo pretende destacar
em 2026.
A proposta elaborada pelo Planalto elimina de forma
categórica a escala 6x1. O modelo prevê jornada
diária de oito horas e uma fase de transição: 42
horas semanais a partir de 2027 e o limite
definitivo de 40 horas em 2028.
O documento também veta qualquer possibilidade de
redução salarial, impede acordos individuais que
flexibilizem direitos, amplia o descanso semanal
para dois dias consecutivos — garantindo ao menos um
domingo livre a cada três semanas — e prevê ajustes
nas regras dos comerciários para adequar a categoria
ao novo padrão.
A reação do governo ocorre após críticas ao
relatório do deputado Gastão, que não extingue o 6x1
e propõe apenas uma redução gradual da carga
semanal: 42 horas no primeiro ano, 41 no segundo e
40 no terceiro. O texto do relator sugere ainda
desoneração da folha para setores com alto volume de
mão de obra, como forma de mitigar eventuais
impactos econômicos.
Fonte: Brasil247

09/12/2025 -
Sete anos depois, Brumadinho ainda vive adoecimento
e insegurança
Estudo da UFMG aponta danos ambientais e perdas
econômicas duradouras
Daqui a pouco menos de dois meses, o rompimento da
barragem de rejeitos Mina Córrego do Feijão, em
Brumadinho, Minas Gerais, vai completar sete anos.
Na tragédia 272 pessoas morreram, outras ficaram
desaparecidas e rios e comunidades sofreram impactos
causados por um desastre socioambiental sem
precedentes. A Vale era a responsável pela barragem.
Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), feito por pesquisadores do Projeto
Brumadinho, indica que 70% dos domicílios do
município relataram algum tipo de adoecimento físico
ou mental, o que indica que os impactos sobre a
saúde continuam estruturais e persistentes até hoje.
Sintomas como estresse, insônia, ansiedade,
hipertensão e episódios depressivos continuam
recorrentes, enquanto 52% dos adultos passaram por
tratamento psicológico ou psiquiátrico desde a
tragédia.
O cenário também envolve piora de doenças crônicas e
aumento da demanda por acompanhamento especializado.
Ao mesmo tempo, 76% dos domicílios enfrentam
dificuldades para acessar consultas, exames e
tratamentos, em meio a uma rede pública pressionada
pelo volume de atendimentos e pelas mudanças na
mobilidade local.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-12/sete-anos-depois-brumadinho-ainda-vive-adoecimento-e-inseguranca
Fonte: Agência Brasil

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