|
Blog - Últimas Notícias
24/07/2026 -
A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump. Por
Clemente Ganz Lúcio
O tarifaço de Donald Trump é apresentado como
sintoma de uma nova geopolítica, na qual o trabalho,
a indústria e a inovação definem a força das
nações.
O tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra
produtos brasileiros não deve ser interpretado
apenas como mais um episódio de protecionismo
comercial. Ele revela uma mudança estrutural da
economia mundial. Se o século XX foi marcado pela
geopolítica dos territórios, das matérias-primas e
da influência militar, o século XXI passou a ser
organizado pela geopolítica da produção, da
tecnologia e, sobretudo, do trabalho. Essa
transformação altera profundamente a maneira de
compreender o desenvolvimento.
Durante décadas, predominou a ideia de que o livre
comércio organizaria espontaneamente a divisão
internacional da produção, promovendo ganhos para
todos. Essa visão está sendo abandonada justamente
pelas maiores economias do planeta. Estados Unidos,
China e União Europeia mobilizam novamente, de forma
intensa e com recursos diversos, políticas
industriais, subsídios, crédito público, compras
governamentais, controle tecnológico, exigências de
conteúdo local e barreiras comerciais para disputar
investimentos, fortalecer cadeias produtivas e
atrair empregos de alta produtividade.
A competição internacional já não ocorre apenas
entre empresas. Ela ocorre entre projetos nacionais
de desenvolvimento. O tarifaço contra o Brasil deve
ser compreendido nesse contexto.
Sua justificativa econômica é extremamente frágil.
Os próprios dados oficiais do governo
norte-americano mostram que os Estados Unidos mantêm
expressivo superávit comercial na relação com o
Brasil, tanto em bens quanto em serviços. Não existe
desequilíbrio estrutural que justifique a adoção de
tarifas punitivas. O argumento econômico
simplesmente não se sustenta. A medida responde,
portanto, a uma lógica política.
Ao utilizar o acesso ao mercado norte-americano como
instrumento de pressão sobre outro país, os Estados
Unidos transformam o comércio internacional em
mecanismo de coerção. A mensagem implícita é clara:
quem não se alinhar aos interesses estratégicos da
maior potência econômica sofrerá restrições
comerciais unilaterais.
Essa prática representa um grave retrocesso para a
ordem internacional construída após a Segunda Guerra
Mundial. A estabilidade do comércio global depende
da previsibilidade das regras e do respeito à
soberania dos Estados. Quando tarifas passam a ser
utilizadas para constranger decisões políticas
internas de outros países, substitui-se o direito
pela assimetria de poder.
Trabalho no centro da geopolítica
Mas talvez a consequência mais importante seja outra.
O tarifaço evidencia que a principal disputa
contemporânea não é apenas por mercados. É pelos
empregos.
Cada decisão sobre tarifas, subsídios, inovação
tecnológica, inteligência artificial, transição
energética ou reorganização das cadeias produtivas
determina onde serão realizados investimentos, onde
serão produzidos bens estratégicos e onde estarão
localizados milhões de postos de trabalho. O
trabalho voltou ao centro da geopolítica.
Durante muito tempo, economistas trataram o emprego
como consequência do crescimento econômico. Primeiro
cresceria a economia; depois surgiriam os empregos.
A realidade atual mostra exatamente o contrário.
Países organizam suas estratégias econômicas para
disputar capacidade produtiva porque compreendem que
ela determina renda, inovação, arrecadação
tributária, soberania tecnológica e influência
internacional.
Produzir significa dominar conhecimento. Dominar
conhecimento significa controlar tecnologia.
Controlar tecnologia significa decidir onde estarão
os empregos de maior produtividade. Em outras
palavras, o trabalho tornou-se um ativo estratégico
das nações.
É justamente por isso que o Brasil precisa responder
ao tarifaço de maneira muito mais ampla do que uma
simples disputa comercial. Naturalmente, o país deve
negociar com firmeza, recorrer aos instrumentos
multilaterais e manter disponíveis os mecanismos
previstos na Lei da Reciprocidade Econômica. Não por
espírito de retaliação, mas porque nenhuma nação
soberana pode aceitar passivamente medidas
unilaterais que prejudiquem seus trabalhadores e sua
capacidade produtiva.
A reciprocidade, entretanto, deve ser inteligente.
Seu objetivo não é ampliar uma guerra comercial nem
reproduzir a lógica do confronto permanente. Ela
deve elevar o custo político da medida
norte-americana, fortalecer a posição negociadora
brasileira e preservar, ao mesmo tempo, os
interesses da economia nacional.
Projeto nacional de desenvolvimento
Mais importante do que responder à tarifa é proteger
quem será atingido por ela. Empresas exportadoras
precisarão de crédito, financiamento e apoio para
diversificar mercados. Trabalhadores precisarão de
políticas de preservação do emprego, qualificação
profissional e negociação coletiva capaz de
construir soluções temporárias sem transformar uma
redução conjuntural das encomendas em desemprego
permanente. Todas medidas já adotadas pelo Brasil
desde 2025 e que agora, mais uma vez, devem ser
implementadas, continuadas ou ampliadas.
Entretanto, nenhuma dessas medidas resolverá o
problema estrutural. O verdadeiro desafio consiste
em reduzir a vulnerabilidade externa da economia
brasileira. Um país excessivamente dependente de
poucos mercados permanece sujeito às oscilações
políticas de seus parceiros comerciais. Uma economia
especializada em produtos de baixo valor agregado
continuará ocupando posição periférica nas cadeias
globais de produção. Uma indústria tecnologicamente
frágil terá dificuldade para disputar investimentos,
produtividade e empregos qualificados. Por isso, a
melhor resposta ao tarifaço não está apenas na
política comercial, e está na construção de um
projeto nacional de desenvolvimento.
Um projeto que combine reindustrialização, inovação,
transformação digital, transição ecológica,
fortalecimento do mercado interno, ampliação da
infraestrutura econômica e social, educação,
ciência, tecnologia e valorização permanente do
trabalho.
O desenvolvimento volta a exigir planejamento, exige
coordenação entre Estado, setor produtivo e
trabalhadores, política industrial, financiamento de
longo prazo, exige diálogo social. Sobretudo, exige
compreender que o trabalho deixou de ser apenas uma
variável econômica para tornar-se fundamento da
soberania nacional. Essa talvez seja a principal
lição do tarifaço de Trump.
O comércio internacional continuará importante. Mas
a grande disputa do século XXI já não ocorre apenas
nas fronteiras alfandegárias, ocorre na capacidade
de cada sociedade produzir conhecimento, agregar
valor, organizar suas cadeias produtivas e oferecer
trabalho de qualidade à sua população.
Na nova geopolítica do trabalho, defender empregos
significa defender produtividade. Defender
produtividade significa defender soberania. E
defender soberania significa construir um projeto
nacional capaz de decidir, com autonomia, onde o
Brasil quer produzir, inovar e trabalhar nas
próximas décadas.
Clemente Ganz Lúcio é Coordenador do Fórum das
Centrais Sindicais
Fonte: Rádio Peão Brasil

24/07/2026 -
Retrospectiva: fim da escala 6x1 foi o destaque das
aprovações da Câmara na área de trabalho
Deputados também aprovaram projeto que reformula
o contrato de aprendizagem, destinado a jovens de 14
a 24 anos e pessoas com deficiência
No primeiro semestre de 2026, o destaque da área de
trabalho foi a aprovação da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1. O
texto aguarda votação no Senado após ter sido
aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.
No total, foram aprovados, pelo Plenário, 118
projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20
medidas provisórias, 12 projetos de decreto
legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas
de emenda à Constituição.
Fim da escala 6x1
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, do
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada com a
relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
cujo texto abrange a PEC 8/25, da deputada Érika
Hilton (Psol-SP).
O texto prevê jornada de trabalho de 40 horas
semanais em cinco dias com dois de descanso, além de
transição e leis específicas para tratar de algumas
carreiras.
A redução será feita sem diminuição de salários e
haverá um período de transição.
Dois meses após a publicação da futura emenda
constitucional, o trabalhador já terá direito a dois
dias de descanso remunerado por semana. Um deles
deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.
Redução gradual
A partir desse prazo, os trabalhadores contratados
pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) terão
jornada semanal de 42 horas. Depois de 14 meses da
promulgação, a jornada será reduzida para 40 horas
semanais.
Leis ordinárias poderão estabelecer regimes
diferenciados para algumas carreiras, respeitados
esses limites. O texto também permite turnos
ininterruptos de revezamento de seis horas.
Atividades essenciais, como saúde, segurança,
transporte e limpeza urbana, poderão adotar regime
de compensação. A média mensal deverá assegurar dois
dias de repouso semanal remunerado dentro do
mês-calendário.
Os dias de folga semanal poderão ser acumulados para
serem tirados em outro período no mês, garantindo
que pelo menos um dos dias seja após uma semana de
trabalho.
Estatuto do aprendiz
Para reformular regras do contrato de aprendizagem e
garantir direitos do público-alvo, a Câmara dos
Deputados aprovou o Estatuto do Aprendiz, destinado
a jovens de 14 a 24 anos e pessoas com deficiência.
O Projeto de Lei 6461/19, do ex-deputado André de
Paula (PE) e outros, foi enviado ao Senado com a
relatoria da deputada Flávia Morais (MDB-GO).
Empresas que não puderem oferecer atividades
práticas poderão pagar uma parcela à Conta Especial
da Aprendizagem Profissional (Ceap). Esse pagamento
deverá ser feito por, no máximo, 12 meses.
O valor mensal será equivalente a 50% da multa
prevista por aprendiz não contratado, fixada em R$ 3
mil pelo projeto. Ou seja, R$ 1,5 mil por aprendiz
que deixou de ser contratado.
Direitos dos aprendizes
O projeto garante vários direitos aos aprendizes,
como:
- vale-transporte;
- estabilidade provisória durante a gravidez e até
cinco meses após o parto;
- estabilidade por 12 meses após o fim do auxílio por
acidente de trabalho; e
- férias coincidentes com férias escolares para o
aprendiz com menos de 18 anos.
A remuneração do aprendiz ficará de fora do cálculo
da renda familiar mensal para acesso ao Bolsa
Família.
Contratação facultativa
A contratação de aprendizes será facultativa para:
- estabelecimentos com menos de sete empregados;
- microempresas e empresas de pequeno porte, inclusive
as optantes pelo Simples Nacional;
- entidades sem fins lucrativos de educação
profissional;
- empresas de teleatendimento ou telemarketing, se ao
menos 40% de seus empregados tiverem até 24 anos;
- órgãos e entidades da administração pública direta,
autárquica e fundacional de entes federativos que
adotem regime estatutário para seus servidores
públicos; e
- empregador rural pessoa física.
Fonte: Agência Câmara

23/07/2026 -
Fim da escala 6x1: centrais sindicais unem forças
para pressionar o Senado
Representantes da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST) participaram, nesta
quarta-feira (22), da Plenária Nacional Virtual
promovida pelas centrais sindicais para definir
ações em defesa da redução da jornada de trabalho e
do fim da escala 6x1.
O encontro reuniu dirigentes sindicais de todo o
país para alinhar iniciativas de comunicação e
mobilização com o objetivo de ampliar o apoio à
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e
intensificar a pressão sobre os senadores para que a
matéria seja votada antes do período eleitoral.
Entre as ações definidas está o incentivo ao uso da
plataforma Na Pressão, que permite aos trabalhadores
enviarem mensagens diretamente aos parlamentares em
defesa da aprovação da PEC.
Clique aqui e participe da mobilização acessando a
plataforma Na Pressão.
Fonte: NCST

23/07/2026 -
MPT reforça acesso de sindicatos a dados sobre
terceirização
Nota Técnica afirma que entidades sindicais
têm direito de acessar documentos da Administração
Pública para fiscalizar contratos terceirizados e
alerta para possíveis consequências da recusa
injustificada.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) publicou a
Nota Técnica PGT/MPT nº 02/2026, que reafirma o
direito dos sindicatos de obter informações e
documentos relacionados à fiscalização de contratos
de terceirização firmados pela Administração
Pública. O objetivo é fortalecer o controle social,
assegurar a proteção dos direitos trabalhistas e
ampliar a transparência na execução desses
contratos.
De acordo com o documento, as entidades sindicais
possuem legitimidade constitucional para acompanhar
o cumprimento das obrigações trabalhistas pelas
empresas terceirizadas, podendo solicitar relatórios
de fiscalização, registros de irregularidades e
outras informações necessárias ao exercício de sua
função institucional. A Nota destaca, ainda, que a
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não pode ser
utilizada de forma genérica para impedir o acesso a
informações de interesse coletivo, desde que sejam
observadas as salvaguardas legais de proteção aos
dados pessoais.
O texto também ressalta que o entendimento está
alinhado ao Tema 1.118 do Supremo Tribunal Federal
(STF), que reforça a importância da fiscalização dos
contratos administrativos. Segundo o MPT, a recusa
injustificada do Poder Público em fornecer as
informações solicitadas pode, em tese, caracterizar
prática antissindical, além de contribuir para a
responsabilização da Administração em casos de
omissão na fiscalização dos contratos terceirizados.
Fonte: Diap

23/07/2026 -
Governo anuncia socorro a empresas tarifadas com R$
18 bi em crédito
Gestão federal sanciona projeto que viabiliza
medidas como linhas de financiamento, seguro
garantia e devolução de impostos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) anunciou no Palácio do Planalto, nesta
quarta-feira (22), um pacote de socorro às empresas
afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos
contra o Brasil. Entre as medidas, serão
disponibilizados R$ 18,5 bilhões em crédito.
O pacote traz linhas de financiamento para os
setores, além de seguro garantia e um reintegra para
micro e pequenas empresas. Este último mecanismo que
busca ressarcir as empresas exportadoras por
tributos residuais ao longo de suas cadeias
produtivas.
As linhas de financiamento totalizam R$ 18,5
bilhões. Deste montante, R$ 13,5 bilhões de recursos
do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões
disponibilizados pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O crédito poderá ser utilizados para capital de
giro, aquisição de bens de capital, investimentos
produtivos, inovação tecnológica, adaptação de
produtos e processos, além de prospecção e abertura
de novos mercados.
Lula também sancionou um projeto de conversão. A
primeira MP do "Brasil Soberano" contemplava
exportadores de bens industriais. O texto inclui
empresas dos ramos de agricultura, pecuária,
florestas, pesca e mineração.
A lei também permite que os recursos destinados à
inovação tecnológica financiem adaptações
necessárias ao cumprimento de exigências sanitárias,
fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de
conformidade exigidas no comércio internacional
O presidente estava acompanhado do vice-presidente
da República, Geraldo Alckmin, e dos ministros da
Casa Civil, Miriam Belchior; da Fazenda, Dario
Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Márcio Elias Rosa; e do Planejamento e
Orçamento, Bruno Moretti.
Também participou da sanção o embaixador Mauricio
Carvalho Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio
Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.
Fonte: CNN Brasil

23/07/2026 -
Tarifaço: Alckmin diz que reciprocidade não é
retaliação e descarta ‘olho por olho’
"A ideia não é retaliação. Dizem que olho por
olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos",
disse Alckmin
Após reuniões com o setores atingidos pela tarifa de
25% aplicada pelo governo americano a produtos
brasileiros, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse
nesta terça-feira, 21, durante entrevista coletiva,
que a Lei da Reciprocidade Econômica é um processo
que tem etapas e descartou qualquer retaliação
contra os Estados Unidos.
“A ideia não é retaliação. Dizem que olho por olho,
o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, disse
Alckmin, quando indagado por jornalistas sobre o
fato de alguns dos setores terem se posicionado
contra a aplicação da lei. “A reciprocidade é,
‘olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos
corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo,
no momento oportuno, da forma adequada’.”
Aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional,
essa legislação autoriza o Brasil a adotar
contramedidas comerciais em resposta a ações
unilaterais de países ou blocos econômicos que
“prejudiquem a competitividade internacional do
País.”
Alckmin ainda relatou que os setores nacionais
afetados pelo tarifaço colocaram na mesa a questão
do drawback, pedindo a postergação do cumprimento
das obrigações na exportação.
“Quando eu exporto, eu não pago imposto. Então, se
eu vou exportar um automóvel, tudo que eu comprei,
aço, pneu, vidro, eu não pago imposto. Se eu deixei
de exportar, eu preciso pagar o imposto. Então, ao
invés de ter que pagar tudo isso, você posterga o
drawback. Você vai ter mais seis meses, mais um ano,
para poder recolocar esses produtos no mercado
exterior”, explicou.
De acordo com Alckmin, os setores também pediram
crédito para o Plano Brasil Soberano, para poder se
preparar, ter mais investimento, capital de giro e
buscar novos mercados.
O vice-presidente também sustentou que a Agência
Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (ApexBrasil) vai ter um papel
importante para buscar novos mercados e ampliar a
competitividade dos produtos brasileiros.
Fonte: Estadão Conteúdo

23/07/2026 -
Acusado pelos EUA, Brasil é referência no combate ao
trabalho forçado
Governo e especialistas classificam ameaça de
taxa como protecionismo
Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos
brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser
taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral
do governo americano, que alega supostas práticas
desleais do Brasil no comércio internacional.
Além disso, o governo brasileiro trabalha com a
expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a
justificativa de que o Brasil, na visão
norte-americana, não impede a importação de produtos
vindos de países que adotam o trabalho forçado.
No entanto, especialistas ouvidos pela Agência
Brasil discordam da avaliação americana e vão além:
o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado
e formas análogas à escravidão.
Nova rodada de taxas
A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada
pelo governo de Washington que alega que o país
falha em combater o desmatamento, a corrupção e
utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas,
entre outras práticas.
O governo brasileiro rejeita as acusações e se
dispôs a lançar mão da Lei de Reciprocidade, como
forma de resposta à taxação, classificada como
“injusta”.
Enquanto a cobrança não começa, o governo dá como
certa nova tarifa de 12,5%. Em entrevista ao jornal
Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17), o
ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou que a
nova punição deve ser publicada na sexta-feira (24).
“Vamos saber se ela será cumulativa ou não. O Brasil
corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”, disse ao
jornal.
Alegação norte-americana
A provável nova taxação é fundamentada em um relatório
do Escritório do Representante Comercial dos Estados
Unidos (USTR, na sigla em inglês) que investiga 59
países e a União Europeia.
O escritório norte-americano aponta que essas
economias “falham em impor uma proibição de
importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
Sobre o Brasil, o documento rejeita a argumentação de
que acordos internacionais coíbem a importação
desses produtos.
"Embora o Brasil afirme proibir importações
produzidas com trabalho forçado por meio de
compromissos assumidos em acordos de investimento e
de livre comércio, essas disposições não proíbem
juridicamente a importação para o mercado interno de
bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho
forçado em outro país”, diz o texto do USTR de 2 de
junho.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/acusado-pelos-eua-brasil-e-referencia-no-combate-ao-trabalho-forcado
Fonte: Agência Brasil

23/07/2026 -
Portaria reforça negociação coletiva no comércio
O Ministério do Trabalho e Emprego assinou, nesta
terça-feira (21), a Portaria nº 1.316/2026, que
altera regras para o trabalho em feriados no
comércio brasileiro.
A medida restabelece a obrigatoriedade de convenção
ou acordo coletivo para autorizar o funcionamento do
comércio em feriados, fortalecendo a negociação
entre sindicatos patronais e profissionais.
Com a mudança, a decisão deixa de ser exclusiva das
empresas. Assim, empregadores e representantes dos
trabalhadores deverão negociar condições para o
trabalho em feriados antes da abertura.
A portaria também revoga o entendimento anterior,
que permitia o funcionamento mediante acordo direto
entre empregador e empregado, sem participação
obrigatória das entidades sindicais.
Representando a Força Sindical Nacional, o
presidente do Sindicato dos Comerciários de Bragança
Paulista, João Peres Fuentes, participou da reunião
realizada em Brasília durante a assinatura da
portaria.
De acordo com o sindicalistas, a nova portaria
representa uma conquista importante para os
comerciários brasileiros.
“Ela fortalece a negociação coletiva, valoriza o
papel dos sindicatos e garante que o trabalho em
feriados seja definido por meio do diálogo,
preservando direitos, segurança jurídica e
equilíbrio nas relações entre trabalhadores e
empregadores”, afirma o dirigente.
Relações trabalhistas fortes
Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, a decisão
fortalece a proteção das relações trabalhistas e
valoriza a negociação coletiva entre trabalhadores e
empregadores.
“A negociação coletiva garante equilíbrio entre as
partes. Quando a negociação acontece individualmente
entre empregador e empregado, o trabalhador fica em
situação de extrema vulnerabilidade. Muitas vezes,
por medo de perder o emprego, acaba aceitando
condições que não refletem sua vontade. A Convenção
Coletiva oferece segurança jurídica e assegura que
direitos, compensações e benefícios sejam definidos
de forma transparente e coletiva”, afirmou Patah.
O dirigente afirma que a medida protege
comerciários, impede imposições unilaterais para
trabalho em feriados e fortalece a negociação
coletiva entre sindicatos e empregadores.
Além disso, a negociação coletiva deverá definir
aspectos fundamentais, como escalas de trabalho,
folgas compensatórias e pagamentos adicionais,
garantindo maior proteção aos direitos dos
comerciários.
Entretanto, quinze atividades permanecem com
autorização permanente para funcionar em feriados
sem necessidade de acordo sindical, incluindo
farmácias, padarias, postos de combustíveis,
restaurantes e hotéis.
Por outro lado, as regras para o trabalho aos
domingos permanecem inalteradas e continuam
disciplinadas pela legislação vigente, sem mudanças
promovidas pela nova portaria.
Nas localidades sem sindicatos representativos do
comércio, a negociação seguirá os parâmetros
previstos pela Consolidação das Leis do Trabalho,
assegurando segurança jurídica às relações
trabalhistas.
Por fim, as empresas que descumprirem as novas
exigências poderão sofrer fiscalizações, multas
administrativas e autuações na Justiça do Trabalho,
reforçando o cumprimento das normas estabelecidas.
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/07/2026 -
Centrais Sindicais promovem plenária sobre redução
da jornada e fim da escala 6x1
As centrais sindicais promovem, nesta quarta-feira
(22), às 11h, uma Plenária Nacional virtual para
discutir os próximos passos da mobilização em defesa
da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê
a redução da jornada de trabalho e o fim da escala
6x1.
O encontro reunirá dirigentes sindicais de todo o
país para alinhar estratégias de atuação e reforçar
a mobilização em torno de uma das principais pautas
da classe trabalhadora. A proposta busca promover
melhores condições de trabalho, ampliar a qualidade
de vida dos trabalhadores e estimular relações
laborais mais equilibradas.
A plenária será realizada pela plataforma Zoom e
contará com a participação das centrais sindicais
NCST, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB,
Intersindical e Pública Central do Servidor.
A participação dos dirigentes e representantes
sindicais é fundamental para fortalecer a unidade do
movimento sindical e ampliar o diálogo sobre a
tramitação da proposta no Congresso Nacional.
Plataforma: Zoom
Link da reunião:
https://cut-org-br.zoom.us/j/84709242309?pwd=qOc9ik7zkbS8F3x26wIERMqfOn4q92.1
ID da reunião: 847 0924 2309
Senha de acesso: 868919
Fonte: NCST

22/07/2026 -
Adriana Marcolino destaca impacto do salário mínimo
na economia
Artigo de Adriana Marcolino defende a valorização
do salário mínimo como política pública que reduz
desigualdades, fortalece a economia e amplia
direitos
O artigo de Adriana Marcolino, publicado no jornal O
Globo, destaca a valorização do salário mínimo como
política pública essencial para reduzir
desigualdades e fortalecer direitos.
Além disso, a autora argumenta que o piso nacional
promove redistribuição de renda, impulsiona a
economia, amplia o consumo e fortalece a proteção
social brasileira.
Segundo o artigo, evidências históricas e estudos
econômicos demonstram que a valorização do salário
mínimo gera benefícios sociais, fiscais e econômicos
amplamente distribuídos pelo país.
Confira, a seguir, o artigo na íntegra:
Salário mínimo: uma das políticas públicas de
melhor custo-benefício do Brasil
A dignidade humana é um dos princípios da
Constituição brasileira. Ou seja, a Constituição diz
que todo ser humano possui valor intrínseco e deve
ter assegurada vida digna. A instituição de um
salário mínimo como piso nacional para trabalhadores
e beneficiários da previdência, com frequente
valorização, responde a esse fundamento.
Apesar de sermos a 10ª maior economia mundial, somos
um dos países que mais concentra renda. O salário
mínimo e a valorização dessa remuneração, ao
promoverem redistribuição de renda, são uma forma de
se tentar reequilibrar a balança. O piso nacional é
também uma barreira civilizatória contra a
superexploração do trabalho e sustenta parte
relevante da proteção social. Representa um direito
fundamental, não mera concessão.
A história mostra que períodos de arrocho ou
estagnação do salário mínimo ampliam a concentração
de renda. Durante a ditadura, por exemplo, o piso
foi comprimido sob o argumento de risco de inflação,
mesmo em cenário de crescimento econômico.
Por outro lado, a valorização do piso nacional, nas
últimas duas décadas, reduziu a concentração de
renda, ao elevar a base salarial. E mais: com o
aumento da renda de 62 milhões de brasileiros, houve
estímulo da atividade econômica, do emprego e do
mercado interno. Em relação a uma possível pressão
inflacionária, existem instrumentos para elevar a
oferta dos bens consumidos pelas famílias de menor
renda.
Críticos da valorização do salário mínimo falam dos
impactos fiscais, porém pesquisadores do Ipea
demonstram que o reajuste não deve ser analisado só
pela ótica das despesas públicas, pois 47% do
aumento retorna aos cofres públicos com a
arrecadação tributária direta. Considerando o efeito
multiplicador, o retorno é de 88% no cenário
conservador e, no otimista, supera os gastos em
3,5%. A política ainda promove redistribuição
interfederativa, pois estados e municípios obtêm
retorno superior aos custos, e a União recupera 41%
dos recursos investidos.
Todos queremos que as pessoas tenham, no mínimo,
comida, casa, luz, água, internet, saúde, educação,
e o salário mínimo é uma das medidas mais efetivas
para melhorar as condições de vida da população.
Pelos efeitos econômicos e sociais e ampla
cobertura, está entre as políticas públicas mais
transformadoras e de melhor custo-benefício do país.
Adriana Marcolino é diretora técnica do Dieese –
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/07/2026 -
Governo vai liberar R$ 13,2 bi em lucros do FGTS aos
trabalhadores: veja quem recebe
Valor está previsto para cair nas contas
vinculadas em agosto
Neste ano, o governo deve distribuir aos
trabalhadores R$ 13,2 bilhões do lucro auferido pelo
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em
2025. A cifra representa 90% do resultado obtido, de
R$ 14,7 bilhões. Receberão o crédito cotistas que
tinham saldo nas contas ativas e inativas em 31 de
dezembro do ano passado.
A medida, proposta pelo Ministério do Trabalho, será
analisada pelo grupo técnico de apoio ao Conselho
Curador, nesta terça-feira.
O Conselho precisa aprovar a proposta na reunião no
dia 28 de julho. A Caixa, gestora do FGTS, tem até o
final de agosto para fazer o depósito nas contas
vinculadas. O valor depositado será proporcional aos
saldos existentes.
Com a medida, os trabalhadores terão ganho total
superior à inflação medida pelo Indíce de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2025 em 4,26%.
Em 2024, o governo dividiu entre os cotistas R$ 12,9
bilhões, que corresponderam a 95% do lucro
registrado pelo Fundo naquele ano. Com isso, o ganho
para os cotistas foi de 6,5% sobre o saldo existente
na conta ativa e inativa. Foram contempladas 134
milhões de contas.
O valor creditado é incorporado ao saldo e só poderá
ser retirado nas modalidades previstas em lei, como
demissões sem justa causa, compra da casa própria,
aposentadoria ou casos de doenças graves.
Decisão do STF
A distribuição de lucros do FGTS atende a uma decisão
do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2024, que
determinou que o saldo das contas deve ser
corrigido, no mínimo, pelo IPCA.
Na prática, se a remuneração oficial, composta pela
Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, for inferior à
inflação, o Conselho Curador do Fundo deve
obrigatoriamente realizar uma compensação, que pode
ser efetuada justamente por meio da distribuição dos
resultados anuais.
Representantes da construção civil no Conselho
Curador defendem a divisão de uma parcela menor do
lucro, alegando que a remuneração oficial das contas
do Fundo já será suficiente para cobrir a inflação.
Uma das preocupações do setor é a tendência de
redução das disponibilidades do FGTS, principal
fonte de recursos do programa Minha Casa, Minha
Vida, em decorrência de autorizações de saques
especiais, como para trabalhadores demitidos que
aderiram à modalidade de saque-aniversário.
A estratégia de reter uma parte do lucro teria como
objetivo reforçar o patrimônio líquido (PL) do FGTS.
No ano passado, o Fundo liberou R$ 12,5 bilhões a
fundo perdido para beneficiários do Minha Casa,
Minha Vida. Ao todo, o orçamento aprovado pelo Fundo
somou R$ 142 bilhões, destinados para habitação,
saneamento e mobilidade urbana.
Fonte: Agência O Globo

22/07/2026 -
EPIs salvam vidas e reforçam segurança dos
eletricitários
Sindicato reforça uso correto de EPIs e destaca
prevenção como principal medida para proteger
eletricitários contra acidentes e preservar vidas.
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo reforçou
a importância do uso correto dos Equipamentos de
Proteção Individual para prevenir acidentes e
preservar vidas diariamente.
Além disso, a entidade alertou que eletricitários
enfrentam riscos constantes, incluindo choques
elétricos, quedas e acidentes graves, exigindo
atenção permanente às medidas preventivas adotadas.
Entre os principais equipamentos recomendados estão
capacetes isolantes, óculos, protetores faciais,
luvas, botinas dielétricas, roupas antichama,
protetores auriculares e dispositivos contra quedas
seguros.
Para atividades em linhas energizadas, os
profissionais também devem utilizar equipamentos
específicos, compatíveis com a tensão elétrica e os
riscos envolvidos em cada operação.
Segundo a Diretoria de Saúde e Segurança, cada
equipamento desempenha função essencial na redução
dos riscos ocupacionais, protegendo trabalhadores
contra impactos, queimaduras, choques e quedas.
Enquanto capacetes reduzem impactos e choques, luvas
e botas evitam condução elétrica. Além disso, roupas
antichama minimizam queimaduras provocadas por arcos
elétricos.
Da mesma forma, talabartes, trava-quedas e outros
sistemas específicos garantem maior proteção aos
profissionais que executam atividades em altura,
reduzindo significativamente os riscos ocupacionais.
O material também destacou que empresas e
trabalhadores compartilham responsabilidades pela
segurança. Empregadores devem fornecer EPIs
certificados, treinamentos periódicos e equipamentos
em perfeitas condições.
Por outro lado, os eletricitários precisam utilizar
corretamente todos os equipamentos fornecidos, além
de cumprir rigorosamente os procedimentos previstos
nas normas regulamentadoras de segurança.
A campanha reforçou que prevenir acidentes
representa a estratégia mais eficiente para proteger
trabalhadores. “Trabalhar sem os EPIs coloca sua
vida em risco”, alerta o informativo.
Por fim, o Sindicato destacou que investir em
segurança vai além das exigências legais. A
iniciativa fortalece a cultura preventiva e reafirma
compromisso permanente com a vida.
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/07/2026 -
Governo destina R$ 547 milhões para ressarcir
beneficiários do INSS
Texto prevê crédito extraordinário para
reembolsar descontos indevidos
O governo federal autorizou repasse de R$ 547
milhões para ressarcir beneficiários do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) vítimas de
descontos indevidos. A medida está publicada na
edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da
União.
De acordo com o texto, o crédito extraordinário será
destinado ao programa Previdência Social: Promoção,
Garantia de Direitos e Cidadania e serão executados
pelo INSS.
O objetivo é garantir o reembolso de valores
descontados de forma irregular de beneficiários do
Regime Geral de Previdência Social. Os recursos
integram o orçamento da própria seguridade social.
Crédito extraordinário
O crédito extraordinário é um instrumento previsto na
Constituição Federal para atender despesas urgentes
e imprevisíveis. Nesses casos, os recursos podem ser
liberados por medida provisória, com efeito
imediato, antes da análise pelo Congresso Nacional.
A Medida Provisória nº 1.378 será encaminhada ao
Congresso, que deverá apreciar o texto para
conversão em lei.
Fonte: Agência Brasil

21/07/2026 -
Entidades sindicais têm prazo para atualizar dados
cadastrais no CNES
Edital notifica 169 entidades com mandatos de
dirigentes vencidos há mais de oito anos;
regularização deve ser concluída em até 180 dias
para evitar o cancelamento do registro sindical.
Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), em 6
de julho, o
edital de notificação destinado a 169 entidades
sindicais para a atualização dos dados de suas
diretorias no Cadastro Nacional de Entidades
Sindicais (CNES). As entidades relacionadas estão
com os mandatos de seus dirigentes vencidos há mais
de oito anos e terão o prazo de 180 dias para
regularizar a situação.
A medida decorre do procedimento periódico de
verificação cadastral previsto na
Portaria MTE nº 3.472, de 2023. A convocação
ocorre semestralmente, com base nas informações
consolidadas em 30 de junho e 31 de dezembro de cada
ano.
As entidades que não concluírem a atualização
cadastral dentro do prazo estabelecido estarão
sujeitas ao cancelamento do registro sindical.
Regras e prazos para a regularização
Para evitar o cancelamento do registro, as entidades
notificadas deverão atender às exigências previstas
nos artigos 41 e 42, inciso II, da Portaria MTE nº
3.472/2023.
O processo de regularização envolve as seguintes
etapas:
- Transmissão eletrônica: o requerimento de
atualização deverá ser enviado por meio do sistema
do CNES;
- Protocolo da documentação: os documentos exigidos
deverão ser protocolados no Sistema Eletrônico de
Informações do MTE (SEI/MTE);
- Prazo entre as etapas: o intervalo entre a
transmissão do requerimento no CNES e o protocolo da
documentação no SEI/MTE não poderá exceder 30 dias.
Além disso, as duas etapas deverão ser concluídas
dentro do prazo geral de 180 dias estabelecido pelo
edital, que se encerra em 4 de janeiro de 2027.
As orientações e os procedimentos para a atualização
cadastral constam no
edital de notificação e na
Portaria MTE nº 3.472/2023.
Fonte: MTE

21/07/2026 -
Nikolas Ferreira quer barrar desconto sindical sem
aval do trabalhador
Projeto impede descontos automáticos e exige
consentimento prévio, individual e por escrito do
empregado.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou um
projeto de lei que condiciona qualquer desconto
destinado a sindicatos à autorização prévia,
individual, expressa e por escrito do trabalhador.
A regra alcançaria contribuições sindicais,
assistenciais, confederativas, negociais e
associativas, além de mensalidades e outras
cobranças voltadas ao custeio de entidades
sindicais.
O projeto de lei
3.673/2026 altera a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) para impedir que a filiação ao
sindicato, a participação em assembleias, a
aprovação de acordos coletivos ou a ausência de
oposição sejam consideradas suficientes para
autorizar a cobrança.
O texto também afasta autorizações coletivas,
tácitas ou presumidas.
Pela proposta, a autorização deverá identificar a
entidade que receberá os recursos, a natureza da
cobrança, o valor ou critério de cálculo e a
periodicidade do desconto. O trabalhador poderá
revogar o consentimento a qualquer momento.
Devolução em dobro e multa
O projeto considera nulas as cláusulas de acordos e
convenções coletivas, estatutos, regulamentos ou
decisões de assembleias que estabeleçam descontos
automáticos ou condicionem a suspensão da cobrança à
manifestação de oposição do empregado.
Depois de comunicada a revogação, o empregador
deverá interromper a cobrança na folha seguinte.
Caso a folha do mês ainda não tenha sido processada,
a suspensão deverá ocorrer imediatamente.
O empregador que realizar descontos em desacordo com
as novas regras terá de devolver em dobro os valores
cobrados indevidamente. A proposta também estabelece
multa administrativa de R$ 500 por trabalhador
atingido e por mês em que ocorrer a cobrança
irregular.
A entidade sindical ou central sindical que
solicitar, promover ou receber o desconto irregular
responderá solidariamente pela restituição dos
recursos.
Descontos já existentes
Os descontos em andamento na data de publicação da
eventual lei somente poderão continuar quando forem
respaldados por uma autorização individual válida.
Na ausência do documento, o empregador deverá
interromper a cobrança na primeira folha processada
após a entrada em vigor da norma.
O texto prevê que as mudanças começarão a valer 90
dias depois da publicação da lei.
Na justificativa, Nikolas afirma que a medida não
impede contribuições voluntárias nem restringe a
atuação sindical ou a negociação coletiva. Segundo o
parlamentar, o objetivo é substituir o modelo de
cobrança com possibilidade de oposição posterior por
um sistema que exija consentimento prévio do
empregado.
O deputado também cita o entendimento do Supremo
Tribunal Federal no Tema
935, que reconheceu a constitucionalidade da
contribuição assistencial prevista em acordo ou
convenção coletiva, inclusive para trabalhadores não
sindicalizados, desde que seja assegurado o direito
de oposição.
Para Nikolas, a decisão não impede o Congresso de
aprovar regras mais restritivas para os descontos em
folha.
Fonte: Congresso em Foco

21/07/2026 -
Redução da jornada de trabalho eleva produtividade,
diz Nobel de Economia
O economista Christopher Pissarides citou o caso
da França, onde a jornada de trabalho foi reduzida
para 35 horas semanais
O economista Christopher Pissarides avalia como
provável o aumento da produtividade no Brasil em
razão da redução da jornada de trabalho de 44 para
40 horas semanais e o fim da escala 6×1 (seis dias
de trabalho com apenas um de descanso).
No Brasil, o vencedor do Prêmio Nobel de Economia de
2010 citou o caso da França, onde a jornada de
trabalho foi reduzida para 35 horas semanais.
“Na verdade, não é incomum que a produtividade por
hora aumente quando você reduz as horas [de
trabalho]. Penso que essa foi a experiência na
França. Diria que, mais do que possível, é provável
que a produtividade aumente se você souber que tem
menos horas para trabalhar”, disse o economista em
entrevista à Folha de S.Paulo.
Para ele, a França é um dos melhores exemplos.
“Inicialmente houve hostilidade, ou críticas, à
política francesa de redução de horas. Mas se
percebeu que [a medida] poderia ser acomodada no
mercado de trabalho muito mais facilmente do que as
pessoas esperavam”, observa.
Questionado sobre as críticas relacionadas ao
aumento da inflação e comprometimento com o
crescimento do PIB, Pissarides diz não acreditar
nessas hipóteses caso se reduza a jornada.
“Realmente não acredito que geraria inflação. Pode
gerar algum realinhamento de preços, mas não seria
significativo. Já ouvi o argumento da inflação
antes. Nunca acreditei realmente. Inflação é uma
questão diferente. É uma questão para o banco
central gerenciar com sua política monetária”,
argumenta.
Segundo ele, a inflação depende do custo de
matérias-primas como petróleo, por exemplo, cujo
preço internacional pode subir por causa do que está
acontecendo no Oriente Médio.
“Esse tipo de coisa vai causar inflação. Mas reduzir
horas de trabalho em um país não acho que vá gerar
inflação. O banco central deveria ser capaz de
gerenciar os preços nessa situação”, acrescenta.
Brasil
O economista diz que está ciente e acompanha o
desenrolar dos debates no Brasil. “Como você divide
essas horas é uma questão de escolhas sociais, é uma
questão de política. Estou ciente das controvérsias
no Brasil”, diz.
Para ele, esse não é um tema pelo qual pode se dizer
que é bom ou ruim, pois depende de outras condições.
Todavia, ele propõe um olhar na história.
“Não há dúvida de que, historicamente, as horas de
trabalho têm caído. Há 20 anos costumávamos
trabalhar mais horas durante o ano. Há 50 anos,
muito mais”, lembra.
Fonte: Portal Vermelho

21/07/2026 -
Senado aprova ampliação de direitos e acesso mais
fácil ao mercado de trabalho
Entrada no mercado de trabalho, conciliação entre
família e emprego, autonomia econômica de mulheres e
proteção de trabalhadores vulneráveis. Esses foram
alguns dos temas debatidos e aprovados pelo Senado
no primeiro semestre deste ano. Parte dessas
propostas já foi transformada em lei.
Uma delas é a ampliação da licença-paternidade, tema
debatido há quase 20 anos no Congresso Nacional. A
proposta foi aprovada pelo Senado em março, na forma
do projeto de lei (PL) 5.811/2025, relatado pela
senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que deu origem à
Lei 15.371, de 2026.
A matéria surgiu há quase 20 anos, quando a
ex-senadora Patrícia Saboya (CE) apresentou o
projeto de lei do Senado (PLS) 666/2007. O texto foi
aprovado pela Casa em 2008 e enviado à Câmara dos
Deputados. Dezessete anos depois, retornou ao Senado
na forma de um substitutivo — um novo texto com
alterações aprovadas pelos deputados — e recebeu
aprovação final.
A licença-paternidade é um direito social previsto
na Constituição, mas permaneceu limitada a cinco
dias desde sua regulamentação. Com a nova lei, o
período será ampliado gradualmente para 10 dias, a
partir de 1º de janeiro de 2027; 15 dias, em 1º de
janeiro de 2028; e 20 dias, a partir de 1º de
janeiro de 2029.
O benefício será concedido sem prejuízo do emprego e
do salário nos casos de nascimento de filho, adoção
ou guarda judicial para fins de adoção de criança ou
adolescente. Outra novidade é a criação
do salário-paternidade, com reembolso às empresas
pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e
regras específicas para microempresas, trabalhadores
avulsos e empregados de microempreendedor individual
(MEI).
O texto ainda amplia o período de afastamento em
situações como parto antecipado, internação da mãe
ou do recém-nascido, falecimento da mãe, adoção ou
guarda unilateral e nascimento ou adoção de criança
ou adolescente com deficiência. A lei prevê a perda
do benefício em casos de violência doméstica e
familiar ou abandono material.
Atualmente, com os cinco dias de licença, o Brasil
ocupa a 80ª posição entre 193 países, segundo
levantamento da Organização Internacional do
Trabalho (OIT) que compara a duração
da licença-paternidade. Com a ampliação para 20
dias, prevista para 2029, o país deve figurar entre
os 20 primeiros colocados, ao lado da Bélgica.
Matéria completa:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/07/17/senado-aprova-ampliacao-de-direitos-e-acesso-mais-facil-ao-mercado-de-trabalho
Fonte: Agência Senado

21/07/2026 -
Concessão de pensão por morte deve levar em conta
dias trabalhados, e não salário absoluto
Para conceder uma pensão por morte, o salário de
contribuição deve ser analisado proporcionalmente
aos dias efetivamente trabalhados, e não o seu valor
absoluto.
Com esse entendimento, o juiz José Maurício
Lourenço, da 21ª Vara Federal Cível e Juizado
Especial Federal Adjunto de Belo Horizonte, concedeu
tutela de urgência a um filho que reivindicou o
direito de pensão por morte depois da morte do pai.
De acordo com os autos, a criança entrou com o
pedido de pensão no INSS mas teve o benefício negado
sob a justificativa de que o pai não recebia um
salário mínimo, valor base necessário para obtê-lo.
O menino, então, ajuizou uma tutela de urgência para
obter a pensão, sustentando que o pai estava
empregado na época da morte e que recebia o valor
mínimo necessário.
Vínculo empregatício
Na análise do caso, o juiz apontou que o próprio
processo administrativo do INSS registrou um vínculo
empregatício do falecido, que começou na metade do
mês antes de sua morte.
Embora o órgão federal não tenha considerado que ele
tinha uma remuneração suficiente, como ele foi
contratado perto da metade do mês, o salário
recebido deve ser analisado de acordo com os dias
trabalhados.
O homem trabalhou por 18 dias, e o salário mínimo
vigente na época era de R$ 1.100. O valor
proporcional aos dias trabalhados seria de R$ 660, e
o recebido pelo ex-empregado foi R$ 765,57.
O valor recebido pelo homem foi maior que o mínimo
exigido pelo INSS para dar direito à pensão. O
magistrado afirmou que, desse modo, a contribuição
não era inferior ao limite legal e o autor tem
direito, portanto, ao benefício.
O juiz também destacou que o autor é portador do
transtorno do espectro autista e que a verba é
necessária para a subsistência e tratamento do
menino, demonstrando que o perigo na demora do
julgamento do pedido poderia trazer prejuízos ao
menor.
Diante disso, ele deferiu a medida liminar.
O autor foi representado pelas advogadas pelas
advogadas Monise Oliveira Alves, Maria Clara
Bizinotto Borges e Bethânia Silva Santana.
O caso tramita em segredo de Justiça.
Fonte: Consultor Jurídico

20/07/2026 -
NCST convoca dirigentes para mobilização pelo fim da
escala 6x1
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
conclama seus dirigentes, confederações filiadas,
federaçõese, sindicatos e entidades parceiras a
intensificarem a mobilização pela aprovação da PEC
que reduz a jornada de trabalho para 40 horas
semanais, sem redução salarial, e põe fim à escala
6x1.
Este é um momento decisivo. É fundamental dialogar
com os trabalhadores, mobilizar as bases, divulgar a
campanha #VotaSenado e reforçar a importância da
aprovação da proposta pelos senadores.
A NCST também orienta que todas as entidades
distribuam o folheto informativo da campanha em suas
bases, utilizando o material como instrumento de
conscientização e mobilização. Cada ação fortalece
essa luta e aproxima mais uma conquista histórica
para a classe trabalhadora.
CLIQUE AQUI E BAIXE O FOLHETO PELO FIM DA ESCALA 6X1
Agora é a vez do Senado. Vamos juntos nessa
mobilização!
Fonte: NCST

20/07/2026 -
Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode
adotar contra os EUA
Lei foi motivada também por decisões do
presidente dos Estados Unidos
A decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada
na quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre
produtos exportados pelo Brasil, trouxe uma reação
imediata do governo brasileiro. Em resposta, o
Palácio do Planalto afirmou que a Lei de
Reciprocidade brasileira será acionada
"imediatamente".
A lei, sancionada em 11 de abril de 2025, foi
motivada também por decisões do presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump. Já naquela ocasião,
Trump escalou em uma guerra comercial contra
diversos países, inclusive o Brasil, e anunciou
sobretaxas de importação.
A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão
de concessões comerciais em resposta a ações,
políticas ou práticas unilaterais de outro país que
impacte negativamente a competitividade econômica do
Brasil.
Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação
comercial adota uma medida que o prejudique nessa
relação, o governo pode adotar uma série de
contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas,
acabar com isenções ou redução de valores de tarifas
de importação, ou restringir importações de bens ou
serviços.
Essas contramedidas devem ser, na medida do
possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo
econômico causado por outro país ou bloco econômico
ao Brasil.
Soberania
A Lei da Reciprocidade destaca que cabe a suspensão de
concessões comerciais, entre outras medidas, a
países ou blocos de países que “interfiram nas
escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.
Assim, a lei se aplica a um país que ameace aplicar
ou aplique medidas comerciais na tentativa de
interferir em atos específicos ou práticas no
Brasil.
A legislação também abre espaço ao diálogo e
entendimento para que medidas retaliatórias não
sejam tomadas obrigatoriamente. Em seu Artigo 4º,
determina que a diplomacia entre em ação para
reduzir ou anular a necessidade das contramedidas
previstas.
Meio ambiente
A Lei de Reciprocidade também inclui países que tomem
medidas unilaterais com base em requisitos
ambientais mais onerosos do que os padrões de
proteção ambiental adotados no país.
Nesse caso, o Brasil deve considerar, além das
normas ambientais adotadas internamente, como o
Código Florestal, de 2012, as metas estabelecidas na
Política Nacional do Clima, de 2009, e os
compromissos assumidos no Acordo de Paris, de 2015.
Se um país aplicar medidas comerciais unilaterais
alegando descumprimento de normas ambientais não
contempladas por esses institutos, e que sejam mais
dispendiosas ao Brasil, está prevista a aplicação de
contramedidas.
Fonte: Agência Brasil

20/07/2026 -
STF vai decidir se trabalhador mantém vínculo com a
Previdência com contribuição abaixo do mínimo
Ministros também determinaram a suspensão
nacional de casos que tratam sobre o mesmo tema.
Ainda não há data para o julgamento do mérito
O Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir, em
repercussão geral, se o trabalhador pode manter o
vínculo de qualidade de segurado com o Regime Geral
da Previdência Social (RGPS) mesmo com o
recolhimento das contribuições previdenciárias em
valor abaixo do mínimo exigido para a sua categoria,
sem a necessidade de complementar o recolhimento.
Em plenário virtual, os ministros reconheceram a
repercussão geral da matéria, que é objeto do
Recurso Extraordinário (RE) 1.544.748, do Tema
1.467. Por isso, o entendimento futuro adotado pela
Corte deverá ser aplicado em todas as demais
instâncias. O caso é relatado pelo ministro Edson
Fachin, presidente do STF.
Com o reconhecimento da repercussão geral, o
plenário do Supremo decidiu pela suspensão nacional
de casos que tratam de controvérsias semelhantes até
o julgamento definitivo do mérito, independentemente
do estado de tramitação em que se encontrem.
O objetivo, de acordo com os ministros, é evitar
insegurança jurídica diante de eventuais decisões
conflitantes. Por ora, contudo, ainda não há data
marcada para o julgamento do mérito do recurso.
A discussão do recurso analisado virtualmente pelos
ministros envolve a interpretação de uma regra da
Reforma da Previdência que estabelece que, para que
um período seja contado como tempo de contribuição
ao RGPS, o valor recolhido pelo segurado deve ser
igual ou superior à contribuição mínima exigida para
sua categoria. A norma também permite somar
contribuições de um mesmo mês para atingir esse
valor mínimo.
Segundo o entendimento da Turma Nacional de
Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU),
mesmo após a Reforma da Previdência, o recolhimento
de contribuição em valor inferior ao mínimo mensal
não impede o reconhecimento da qualidade de segurado
e a manutenção do vínculo.
A nova regra, de acordo com a TNU, trata
exclusivamente de “tempo de contribuição”, visando
disciplinar apenas os benefícios programados que têm
o tempo de contribuição como requisito para sua
concessão, como a aposentadoria. Do mesmo modo,
considera que a contribuição é uma consequência da
relação jurídico-previdenciária, e não um
antecedente lógico da filiação.
No recurso, o Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) contesta o entendimento da TNU e alega
violação aos princípios da contributividade, do
equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência e da
obrigatoriedade do piso de contribuição.
Sustenta ainda que a EC 103/2019 foi promulgada “em
um contexto de severo déficit previdenciário” e que
sua finalidade foi estruturar um novo sistema de
previdência lastreado no esforço contributivo dos
segurados. Nessa linha, argumenta que reconhecer a
qualidade de segurado de quem contribuiu com valor
inferior ao mínimo compromete a sustentabilidade do
sistema.
Ao analisar o caso, o ministro Edson Fachin, relator
do recurso, destacou a relevância da discussão sob
as perspectivas econômica, política, social e
jurídica, ultrapassando os interesses das partes. Na
visão do magistrado, a matéria possui reflexos sobre
todo o sistema de Previdência Social.
Por essa razão, concluiu pela suspensão nacional da
tramitação de processos que versem sobre a mesma
controvérsia e manifestou-se pela existência de
repercussão geral da matéria. Ele foi acompanhado
pelos demais ministros.
Fonte: Jota

20/07/2026 -
Cesta sobe em 17 e cai em 10 capitais
Em 2024, a Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab) e o Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)
firmaram parceria para acompanhamento mensal dos
preços da cesta básica de alimentos, como
contribuição à Política Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional e à Política Nacional de
Abastecimento Alimentar.
Um dos frutos da parceria é a ampliação da coleta de
preços de alimentos básicos de 17 para 27 capitais
brasileiras. É Pesquisa Nacional da Cesta Básica de
Alimentos, cujos resultados começaram a ser
divulgados em agosto de 2025.
Segundo a pesquisa, entre maio e junho de 2026, o
valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em
17 capitais e diminuiu em outras 10. Os aumentos
mais significativos ocorreram em Boa Vista (3,28%),
Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre
(2,18%).
São Paulo foi a capital onde o conjunto dos
alimentos básicos apresentou o maior custo (R$
965,47), seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de
Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a
composição da cesta é diferente, os menores valores
médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São
Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$
686,07).
Em 12 meses
Na comparação dos valores da cesta em 12 meses, ou
seja, entre julho de 2025 e junho de 2026, houve
aumento em 26 capitais. As altas mais expressivas
foram registradas em Cuiabá (14,71%), Aracaju
(13,12%) e Belo Horizonte (12,52%). Em São Luís, a
cesta ficou praticamente estável (-0,09%).
Nos primeiros seis meses de 2026, todas as cidades
registraram alta nos preços da cesta básica, com
taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e
21,48%, em Fortaleza.
Segundo o economista Sandro Silva, supervisor
técnico do Dieese no Estado do Paraná, a variação da
cesta básica no mês de junho em 17 capitais ocorreu
em função do que ocorreu com o segmento de
alimentação, composto, na maioria das capitais
brasileiras, por 13 produtos, e que é muito sensível
a altas elevadas. Em função de entressafra agrícola
e problemas climáticos, dois produtos tiveram esse
comportamento: tomate e batata. “Em algumas
localidades, eles tiveram aumentos acumulados de
mais de 100%, o que fez com que a cesta básica
subisse muito, impactando o índice de inflação”,
diz.
Ele explica que o INPC, por exemplo, considera em
seu cálculo mais de 300 produtos e serviços. “São
magnitudes diferentes entre os dois indicadores”,
pondera. Em março o INPC foi de 0,91%, em abril,
0,81% e maio, 0,65%. Já em junho foi observada uma
desaceleração da inflação (0,14%), o que suavizou as
altas em 17 capitais pesquisadas. Ele lembra que é
importante destacar que houve quedas significativas
no valor da cesta básica em 10 capitais, a despeito
desses três meses de altas expressivas na inflação.
Para este mês de julho, ainda período de inverno e
de entressafra, o economista do Dieese acha provável
que o índice inflacionário volte a subir na maioria
das capitais (em torno dos 0,3%), não tanto por
causa da alimentação mas, sim, por causa das tarifas
públicas (a da energia é uma delas), que tiveram
aumentos significativos em algumas capitais. Sandro
Silva diz: “O resultado da cesta básica vai depender
muito do que ocorrer com a variação dos preços do
tomate e da batata. Em algumas capitais, pode
ocorrer até deflação”.
Muito longe do ideal
Com base na cesta mais cara, que, em junho, foi a de
São Paulo, e levando em consideração a determinação
constitucional que estabelece que o salário mínimo
deve ser suficiente para suprir as despesas de um
trabalhador e de sua família (quatro pessoas) com
alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário,
higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE
estima mensalmente o valor do salário mínimo
necessário. Em junho de 2026, ele foi de R$
8.110,92, ou seja, 5 vezes o valor do salário mínimo
reajustado, de R$ 1.621,00. Em maio, o valor
necessário era de R$ 7.999,44 e correspondeu a 4,93
vezes o piso nacional. Em junho de 2025, o mínimo
necessário deveria ter ficado em R$ 7.416,07 ou 4,89
vezes o valor vigente na época, que era de R$
1.518,00.
Mais – Site do Dieese
Fonte: Agência Sindical

20/07/2026 -
Atividade econômica cresceu 0,1% em maio
No acumulado de 12 meses, aumento é de 1,4%,
informou BC
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central
(IBC-Br) subiu 0,1% em maio na comparação com abril
de 2026. O resultado considera o ajuste sazonal. Nos
últimos 12 meses, o indicador avançou 1,4% e tendo
como base o trimestre, o crescimento ficou em 0,7%.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (17)
pelo Banco Central. Segundo a autoridade monetária,
o IBC-Br é um indicador complementar ao Produto
Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e
serviços produzidos no país). Enquanto o PIB oferece
uma visão consolidada da economia, o IBC-Br ajuda a
entender o momento da atividade econômica. Dessa
forma, ele serve como prévia da economia do país.
As informações sobre os níveis da atividade
econômica têm por base os setores da indústria, de
serviços e da agropecuária.
No caso da indústria, foi observado crescimento de
0,4% em maio (ante a abril). O setor de serviços
apresentou alta de 0,1%. Já a agropecuária teve
resultado negativo, registrando recuo de 1%.
Segundo o BC, a economia brasileira teria avançado
0,2% no mês, não fosse o resultado negativo da
agropecuária.
O IBC-Br ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa
básica de juros, a Selic, definida atualmente em
14,25% ao ano.
Fonte: Agência Brasil

17/07/2026 -
Novo tarifaço dos Estados Unidos ameaça empregos, a
indústria nacional e a soberania brasileira
As Centrais Sindicais e a IndustriALL Brasil
repudiam a nova rodada de tarifas anunciada pelos
Estados Unidos contra produtos brasileiros. O ataque
ameaça empregos, investimentos e o desenvolvimento
industrial, com impactos em todos os setores da
economia nacional, atingindo diretamente milhares de
trabalhadores e trabalhadoras. Medidas unilaterais
dessa natureza desorganizam cadeias produtivas,
reduzem a competitividade da economia brasileira e
colocam em risco empregos de qualidade.
O argumento econômico não se sustenta. Em 2025, o
Brasil registrou déficit comercial de US$ 7,53
bilhões na relação com os Estados Unidos. Ou seja,
os norte americanos exportam mais para o Brasil do
que importam do nosso país. Não há desequilíbrio
comercial que justifique essa medida.
Também nos preocupa que a investigação
norte-americana tenha passado a questionar
instrumentos e políticas públicas brasileiras, como
o PIX. O Brasil tem o direito de desenvolver
soluções próprias e inovadoras para seu sistema
financeiro. Atacar o PIX é atacar a soberania
nacional.
Para as Centrais Sindicais e a IndustriALL Brasil, a
política tarifária adotada pelo governo Trump vem
sendo utilizada como instrumento de pressão política
e econômica para ampliar os interesses estratégicos
dos Estados Unidos em diferentes regiões do mundo. O
Brasil, detentor de minerais críticos, grandes
reservas energéticas e uma indústria estratégica,
não pode ser alvo desse tipo de chantagem comercial.
Além disso, as referências à política interna
brasileira durante o anúncio das medidas reforçam
que a decisão ultrapassa a esfera comercial e assume
caráter político.
Por isso, defendemos que o governo brasileiro
mantenha o diálogo e as negociações, sem renunciar
aos interesses nacionais, da autonomia de suas
instituições e da soberania do país e, ao mesmo
tempo, atue para continuar a abrir novos mercados
para nossos produtos.
Continuaremos mobilizados na defesa da soberania
nacional, da democracia, da indústria brasileira, do
livre e justo comércio internacional, dos empregos
de qualidade e de um projeto de desenvolvimento que
fortaleça a produção, gere renda de qualidade e
valorize o trabalho.
São Paulo, 16 de julho de 2026.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Sônia Maria Zerino da Silva, presidente da NCST (Nova
Central Sindical de Trabalhadores)
Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Nilza Pereira Almeida, secretária-geral da
Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da IndustriALL
Brasil
Fonte: NCST

17/07/2026 -
Corrida contra o tempo para o fim da escala 6x1
Neuriberg Dias*
A proposta de redução da jornada de trabalho aguarda
despacho no Senado Federal para iniciar sua
tramitação na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) e, posteriormente, seguir para votação no
plenário da Casa. Embora seja apoiada por maioria da
população e no próprio Parlamento, o principal
desafio agora é contra o tempo que definirá os rumos
da Proposta de Emenda à Constituição.
No institucional, o ritmo da tramitação dependerá,
em grande medida, da relação entre o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o
governo federal, especialmente com o presidente
Lula. Com o poder nas mãos, caberá ao presidente da
Casa despachar a proposta para a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), atualmente presidida
pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), favorável à
aprovação da matéria, e, posteriormente, designar o
relator em plenário para votação em 1º e 2º turno.
Para que a proposta seja aprovada, serão necessários
49 votos favoráveis. Nesse momento o tempo é um
elemento estratégico no processo legislativo e
decisório. Embora haja expectativa de que a matéria
reúna condições para avançar, a demora no despacho
foi interpretada como um gesto ao setor empresarial
e à oposição, que defendem e apresentaram uma
proposta alternativa, e buscam ampliar sua
articulação junto aos senadores.
No político o calendário eleitoral tornou-se um
elemento dessa equação. Em 2026, além da eleição
presidencial, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão
em disputa, o que poderá alterar significativamente
a correlação de forças na Casa. A expectativa é de
uma composição mais alinhada à agenda liberal e às
pautas do mercado, e com maior presença da oposição
em relação a atual legislatura, cenário que tende a
dificultar a manutenção do texto aprovado pela
Câmara e ampliar as pressões por mudanças. Por essa
razão, o governo Lula tem interesse em acelerar a
tramitação da proposta ainda nesta legislatura,
quando o ambiente institucional, político e social é
considerado mais favorável.
E no sindical, o movimento e as entidades
representativas dos trabalhadores terão papel
decisivo em manter a mobilização junto na sociedade
e na pressão sobre os parlamentares para manter a
proposta na pauta legislativa. Além de defenderem a
votação da redução da jornada ainda neste ano, será
necessário transformar essa agenda em um dos
principais critérios de apoio eleitoral, priorizando
candidatos à reeleição e novos postulantes que
assumam compromisso público com a aprovação da
medida do fim da escala 6x1 e redução da jornada
para 40 horas semanais.
Ao movimento sindical, o maior desafio é vencer a
corrida contra o tempo. Hoje, a correlação de forças
reúne apoio suficiente para a aprovação da proposta,
mas esbarra nos interesses políticos do atual
presidente do Senado, que pretende disputar a
reeleição ao cargo. Sua avaliação é influenciada
pelas pesquisas eleitorais e pelas projeções sobre a
composição do próximo Senado.
Dessa forma, a votação neste ano ainda vai depender
do resultado das eleições presidenciais e, num pior
cenário, deixando para uma nova legislatura, a
renovação do Congresso, em particular, do Senado, e
a eleição das novas mesas diretoras das Casas e
presidentes de comissões, colocariam em risco a
proposta aprovada pela Câmara que aguarda votação.
*Jornalista, Analista Político e Diretor de
Documentação do DIAP
Fonte: Diap

17/07/2026 -
Centrais sindicais ampliam mobilização pelo fim da
escala 6×1
Centrais sindicais definem novas ações para
ampliar apoio no Senado à PEC que reduz a jornada de
trabalho e encerra a escala 6×1
Representantes das centrais sindicais Força
Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CSB, CTB, Pública
e Intersindical participaram de reunião híbrida na
sede da UGT para fortalecer a campanha nacional.
Durante o encontro, as lideranças debateram os
próximos encaminhamentos da mobilização pelo fim da
escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem
redução salarial.
Além disso, os dirigentes alinharam estratégias
conjuntas para ampliar a mobilização social e
reforçar o diálogo entre sindicatos, parlamentares e
diferentes setores da sociedade brasileira.
As centrais também definiram ações de articulação
institucional voltadas ao Senado Federal, buscando
ampliar o apoio político à Proposta de Emenda à
Constituição sobre o tema.
Os participantes reafirmaram o compromisso de
intensificar a pressão junto aos senadores,
defendendo uma jornada mais justa, melhores
condições de trabalho e qualidade de vida.
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/07/2026 -
Tarifa dos EUA poupa café, carne e suco de laranja;
veja itens taxados
Medida de 25% anunciada pelo governo Trump
preserva parte das principais exportações
brasileiras, mas alcança milhares de outros itens
vendidos ao mercado americano.
A tarifa adicional de 25% anunciada nesta
quarta-feira (15) pelo governo dos Estados Unidos
contra produtos brasileiros não atingirá todas as
exportações do país. Apesar da medida ter aplicação
ampla, a administração de Donald Trump decidiu
preservar alguns dos principais produtos brasileiros
vendidos ao mercado americano, especialmente aqueles
considerados estratégicos para a economia dos EUA ou
de difícil substituição.
Entre os produtos isentos da nova tarifa estão:
- café;
- carne bovina;
- laranjas;
- suco de laranja;
- petróleo e derivados;
- peças e componentes aeronáuticos;
- matérias-primas consideradas essenciais para a
indústria americana;
- determinados minerais e metais estratégicos.
Segundo o Escritório do Representante de Comércio
dos Estados Unidos (USTR), também ficaram de fora
itens que poderiam provocar desabastecimento interno
ou aumento generalizado de preços caso fossem
taxados.
O que será taxado
Embora o governo americano ainda não tenha divulgado
uma lista simplificada dos produtos afetados, a
medida alcança a maior parte das importações
brasileiras que não se enquadram nas exceções
previstas pelo USTR.
Entre os setores que tendem a ser mais impactados
estão:
- produtos industrializados;
- máquinas e equipamentos;
- madeira e derivados;
- etanol brasileiro;
- manufaturados exportados para os Estados Unidos.
O próprio governo americano confirmou que o etanol
permanece entre os produtos atingidos pela tarifa,
já que a dificuldade de acesso desse combustível ao
mercado brasileiro foi um dos principais argumentos
utilizados na investigação comercial contra o
Brasil.
Por que alguns produtos ficaram de fora
A exclusão de itens como café e carne bovina tem um
motivo econômico. Os Estados Unidos dependem
parcialmente das importações brasileiras desses
produtos e uma tributação poderia pressionar a
inflação doméstica, elevando preços para
consumidores e empresas americanas.
O mesmo raciocínio foi aplicado a matérias-primas,
fertilizantes, determinados minerais e componentes
utilizados pela indústria americana, cuja oferta
doméstica é considerada insuficiente.
Tarifa faz parte da investigação contra o Brasil
A medida foi adotada após uma investigação conduzida
pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio
de 1974.
O governo Trump concluiu que o Brasil adota
"práticas irrazoáveis" que restringem o comércio
americano, citando políticas relacionadas ao
comércio digital e aos serviços de pagamento
eletrônico, onde se insere o PIX, além de questões
envolvendo propriedade intelectual, combate à
corrupção, acesso ao mercado de etanol, tarifas
preferenciais e desmatamento ilegal.
Fonte: Congresso em Foco

17/07/2026 -
Indústria brasileira repudia taxação dos Estados
Unidos sobre o Brasil
Decisão é prejudicial por reduzir competitividade
brasileira, diz Fiesp
O governo dos Estados Unidos anunciou na madrugada
(horário de Brasília) desta quinta-feira (16) a nova
taxação de 25% sobre produtos brasileiros e as
entidades que representam vários setores da
indústria brasileira reagiram fortemente à medida
determinada pelo presidente Donald Trump.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),
divulgou comunicado no qual “lamenta com profunda
preocupação a aplicação de uma sobretaxa às
exportações de produtos brasileiros ao mercado
norte-americano”.
“A decisão é especialmente prejudicial por se
limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz
significativamente a competitividade do país perante
concorrentes globais”, diz a Fiesp.
A entidade reafirmou também o “seu compromisso com a
diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de
forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que
as tarifas sejam revertidas ou parcialmente
mitigadas na ampliação da lista de isenções”.
Fiemg
Quem também se manifestou sobre a taxação
norte-americana sobre a economia brasileira foi a
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
(Fiemg).
“A Fiemg manifesta profunda preocupação com o
recente aumento das tarifas aplicadas pelos Estados
Unidos aos produtos brasileiros”.
Em sua manifestação, a Fiemg reforçou a “importância
do diálogo e da cooperação entre os países,
especialmente em um momento em que se exige
serenidade e responsabilidade nas relações
comerciais internacionais”.
A entidade a indústria mineira declarou ainda que os
Estados Unidos são um parceiro estratégico para o
país, “em especial para a indústria manufatureira
nacional”.
CNI
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional das
Indústrias (CNI), também criticou a aplicação de
taxas contra o Brasil, determinada pelo governo dos
EUA.
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos
estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria
brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas
exportações ao mercado norte-americano no primeiro
trimestre”, afirmou Alban.
“Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a
piorar, corroendo ainda mais a competitividade da
indústria brasileira. Não podemos poupar esforços
para reverter essa lógica e retomar a relação que o
Brasil e Estados Unidos construíram”, acrescentou.
Tarifaço
O governo dos Estados Unidos anunciou uma sobretaxa de
25% sobre produtos exportados pelo Brasil para
aquele país, na madrugada de quinta, horário de
Brasília. A decisão entra em vigor a partir de 22 de
julho. Ela vai incidir sobre produtos que não estão
na lista de exceção.
Ficaram de fora produtos como café, suco de laranja,
carne bovina, aeronaves, entre outros. A lista de
produtos isentos chega a mais de 2 mil itens. Eles
não são sobretaxados por terem muita importância
dentro do mercado norte-americano e por não serem
produzidos em larga escala pela indústria do país.
Fonte: Agência Brasil

16/07/2026 -
Centrais reforçam a Davi Alcolumbre pedido de
votação pelo fim da escala 6x1
As centrais sindicais deram mais um passo na
articulação pela tramitação da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. Na
tarde de terça-feira (14), após uma reunião com a
líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE),
as lideranças sindicais participaram de um encontro
com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para
reforçar a importância da votação da proposta.
A reunião com Davi Alcolumbre foi articulada pela
senadora Teresa Leitão logo após o encontro
realizado com as centrais sindicais. A parlamentar
agendou a conversa para o mesmo dia, ao término da
sessão do Senado, com o objetivo de ampliar o
diálogo sobre uma pauta considerada prioritária para
milhões de trabalhadores e trabalhadoras
brasileiros.
A presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou da
reunião e destacou que as centrais compareceram ao
encontro para reafirmar o pedido de avanço da
proposta.
"Os representantes das centrais sindicais reiteraram
ao presidente do Senado o pleito para que a PEC que
põe fim à escala 6x1 seja colocada em votação",
afirmou.
Segundo Sônia Zerino, Davi Alcolumbre ouviu
atentamente as manifestações das lideranças
sindicais e respondeu que está avaliando a forma de
encaminhar a matéria.
"O presidente Davi Alcolumbre nos ouviu atentamente
e disse que está vendo como fará para dar andamento
à pauta", relatou.
Fonte: NCST

16/07/2026 -
Cai a idade mínima para aposentadoria especial
A decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a
exigência de idade mínima para a aposentadoria
especial e restabeleceu a regra baseada
exclusivamente no tempo de contribuição é uma
vitória histórica para os trabalhadores brasileiros.
Esse resultado não foi casual: ele reflete a atuação
firme e estratégica do sistema confederativo, por
meio da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI), que levou a pauta até as
instâncias superiores e defendeu com competência os
direitos da categoria.
O impacto da medida é expressivo. Mais do que
números, trata-se de assegurar justiça social e
reconhecimento ao esforço de milhares de
trabalhadores que, em condições especiais, dedicaram
sua vida profissional ao desenvolvimento do país.
“Esse avanço demonstra que o sistema confederativo
está vivo e atuante. A CNTI reafirma sua capacidade
de influenciar decisões de grande alcance, mostrando
que a luta sindical não se limita às negociações de
base, mas também se estende ao campo jurídico e
institucional, onde se definem as regras que moldam
o futuro da Previdência e da proteção social. É uma
prova concreta de que a representação sindical
continua sendo um instrumento essencial de
transformação e defesa da cidadania” comentou o
presidente da Contratuh, Wilson Pereira.
“Importante destacar que conquistas dessa magnitude
não dependem apenas das confederações, mas de um
esforço coletivo que envolve federações, sindicatos
e trabalhadores organizados. O sistema
confederativo, ao articular essas forças, cumpre seu
papel de guardião dos direitos e de protagonista na
construção de um Brasil mais justo e equilibrado,
complementou o vice-presidente da Contratuh, Moacyr
Auersvald.
Assim, a decisão do STF deve ser celebrada como um
marco da atuação sindical e como um exemplo da força
da CNTI e do sistema confederativo. É a confirmação
de que, mesmo diante de reformas restritivas, a
organização sindical permanece capaz de garantir
avanços concretos para os trabalhadores e de manter
viva a chama da luta por direitos.
Decisão do STF sobre aposentadoria especial
- Antes da decisão: a Reforma da Previdência
exigia idade mínima (55 anos para mulheres e 60 anos
para homens) além do tempo de contribuição.
- Depois da decisão: volta a valer apenas o
tempo de contribuição para aposentadoria especial,
sem exigência de idade mínima.
Quem se beneficia:
- Trabalhadores expostos a condições insalubres ou
perigosas (indústria química, metalúrgica,
mineração, eletricidade, saúde, entre outros).
- Profissionais que já cumpriram o tempo de
contribuição exigido para aposentadoria especial.
Impacto direto:
- Um trabalhador que começou cedo em atividade
insalubre pode se aposentar por volta dos 36 anos de
idade, desde que tenha completado o tempo de
contribuição.
- Isso significa reconhecimento do desgaste físico e
mental acumulado em funções de risco.
Por que isso importa:
- É uma conquista que só foi possível graças à atuação
da CNTI e do sistema confederativo, que levou a
questão até o Supremo Tribunal Federal.
- Mostra que o sindicato não atua apenas em
negociações salariais, mas também em grandes
decisões jurídicas e institucionais que mudam a vida
dos trabalhadores.
- Reforça que a luta sindical não é por interesse
próprio, mas pela defesa de direitos coletivos e
pela justiça social.
Fonte: Contratuh

16/07/2026 -
Governo defende projeto que prorroga acordos
coletivos até nova negociação
Proposta em debate na comissão retoma a chamada
ultratividade, extinta pela reforma trabalhista de
2017
Em audiência na Comissão de Trabalho da Câmara dos
Deputados, o governo defendeu projeto (PL 3015/25)
que prorroga a vigência de acordos e convenções
coletivas de trabalho até que haja nova negociação.
É a chamada ultratividade.
Esses acordos e convenções têm hoje vigência máxima
de dois anos. Antes da reforma trabalhista de 2017,
a validade permanecia após o fim do prazo
estabelecido até que um novo acordo fosse firmado.
Diante das manifestações dos sindicalistas
presentes, a deputada Erika Kokay (PT-DF), autora da
proposta, disse que vai solicitar ao presidente da
comissão, deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), a
definição imediata de um relator para o projeto.
“Quando você tem conquistas, muitas vezes ano após
ano, conquistas de décadas, que estão incorporadas
já no cotidiano do trabalhador e da trabalhadora, e
essas conquistas passam a não vigorar mais quando
chega o processo de data-base, você estabelece um
processo de pressão imensa”, disse a deputada.
Leonardo Bello, do Ministério do Trabalho, defendeu
a proposta, afirmando que países como a França,
Espanha, Alemanha e Chile adotam a ultratividade nos
acordos trabalhistas.
“E até mesmo a Argentina, que passou por uma reforma
recente de retirada de direitos trabalhistas,
reformulou o tradicional regime de ultratividade que
existia, mas não o abandonou. Passou a distinguir
quais cláusulas permanecem vigentes. Então não são
todas, mas ela estabelece algumas cláusulas que vão
permanecer vigentes no contrato”, observou Bello.
Via judicial
Para Victor Pagani, do Dieese, a ausência da
ultratividade incentiva greves para forçar a
abertura de negociações, inclusive pela via
judicial. Segundo ele, foram registradas 1.006
greves em 2025, sendo que 438 delas seriam
justamente greves de advertência, com prazo
determinado.
Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou
inconstitucionais as decisões da Justiça trabalhista
a favor da ultratividade.
O projeto que permite a validade de acordos e
convenções coletivas – após o seu prazo de vigência
– até que uma nova negociação seja feita, precisa
ser aprovado na Comissão de Trabalho e na Comissão
de Constituição e Justiça para ser enviado para o
Senado.
Fonte: Agência Câmara

16/07/2026 -
Paim defende novas fontes de financiamento para a
Previdência
O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento
nesta terça-feira (14), alertou para o histórico de
perdas previdenciárias dos trabalhadores e cobrou
novas fontes de financiamento para a seguridade
social. Para ele, as sucessivas reformas com foco no
corte de gastos fiscais afetam negativamente os
brasileiros mais vulneráveis e prejudicam a atuação
da Previdência Social como instrumento de
distribuição de renda.
— Não há justiça social sem justiça fiscal. Não há
Previdência forte sem financiamento sólido. Não há
desenvolvimento sustentável quando se transfere para
os trabalhadores um sistema que deixa escapar
bilhões de reais todos os anos.
Paim citou um estudo de auditores da Receita Federal
que aponta uma perda de 56% de arrecadação
previdenciária com sonegação, inadimplência e
renúncias fiscais.
Como alternativa para garantir a sustentabilidade do
sistema no longo prazo, o senador manifestou apoio à
PEC 1/2026, proposta de emenda à Constituição que
muda a base de cálculo da contribuição
previdenciária patronal, que hoje incide sobre a
folha de salários. De acordo com a proposta, a nova
base de cálculo será o faturamento bruto das
empresas. Segundo Paim, isso reduzirá o encargo de
setores que geram muitos empregos, transferindo o
peso fiscal para os setores de alta lucratividade.
Ele também disse que a privatização da Previdência
falhou em diversos países, resultando no
empobrecimento severo da população idosa.
— O direito previdenciário do trabalhador não é uma
pauta-bomba, é uma questão de dignidade e de
sobrevivência. Garantir uma aposentadoria justa para
quem passa a vida inteira servindo ao país é o
mínimo que o Estado pode fazer para promover justiça
social.
Fonte: Agência Senado

16/07/2026 -
PEC da jornada de 40 horas fica parada no Senado e
adia expectativa de milhões de trabalhadores
Após aprovação histórica na Câmara por ampla
maioria, proposta que reduz a jornada semanal de 44
para 40 horas e substitui a escala 6x1 pela 5x2 não
avançou antes do recesso parlamentar. Paralisação
amplia pressão sobre o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, e transfere o debate para o segundo
semestre
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19,
que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para
40 horas e substitui a escala 6x1 pela 5x2, chegou
ao Senado embalada por expressiva vitória política
na Câmara dos Deputados.
No entanto, pouco mais de um mês depois da aprovação
do texto, a proposta permanece sem avanço efetivo na
Casa comandada pelo presidente do Senado e do
Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP).
Sem que fosse pautada ou tivesse a tramitação
impulsionada antes do recesso parlamentar, a PEC
terá discussão adiada para o segundo semestre,
frustrando a expectativa de centrais sindicais,
movimentos sociais e milhões de trabalhadores que
aguardavam ao menos o início da análise pelos
senadores.
O atraso ocorre apesar do amplo respaldo político
obtido na Câmara. Em 27 de maio, a proposta foi
aprovada em primeiro turno por 472 votos favoráveis
e apenas 22 contrários. No segundo turno, o placar
voltou a demonstrar consenso expressivo: 461 votos a
favor e 19 contra uma das maiores maiorias
registradas para mudança constitucional recente.
Pauta de forte apelo social
A PEC altera 2 pilares da legislação trabalhista
brasileira.
O primeiro reduz a duração máxima da jornada semanal
de 44 para 40 horas, sem redução salarial. O segundo
substitui a tradicional escala de 6 dias
consecutivos de trabalho por 1 de descanso (6x1) por
escala de 5 dias de trabalho e 2 de descanso (5x2),
aproximando o Brasil de modelos já adotados em
diversas economias.
Defensores da proposta sustentam que a mudança
responde às transformações ocorridas no mundo do
trabalho, amplia a qualidade de vida dos
trabalhadores, reduz o adoecimento ocupacional,
fortalece a convivência familiar e pode elevar a
produtividade das empresas.
Também argumentam que a redução gradual da jornada
favorece a abertura de novos postos de trabalho ao
distribuir melhor o tempo de trabalho disponível.
Do amplo apoio na Câmara ao compasso de espera no
Senado
A expressiva votação na Câmara criou a expectativa de
tramitação relativamente célere no Senado.
Entretanto, desde que a proposta chegou à Casa, o
presidente Davi Alcolumbre adotou ritmo mais
“cauteloso”. O senador afirmou anteriormente que o
Senado não atuaria como simples instância revisora e
que a matéria deveria percorrer as comissões antes
de eventual votação em plenário.
Na prática, porém, a proposta permaneceu sem avanços
concretos antes do encerramento das atividades
legislativas do primeiro semestre. O recesso
parlamentar começa na próxima segunda-feira (20) e
vai até o final de julho.
A ausência de definição sobre calendário, relatoria
e início dos debates transferiu a discussão para
depois do recesso parlamentar, ampliando a incerteza
quanto aos prazos de votação.
Pauta travada em meio às disputas políticas
O adiamento ocorre em momento de forte
congestionamento da pauta do Congresso Nacional.
Nas últimas semanas, Davi Alcolumbre cancelou
sessões destinadas à apreciação de vetos
presidenciais e de outras matérias por falta de
acordo entre as lideranças partidárias, evidenciando
dificuldades de coordenação política na reta final
antes do recesso.
Embora a PEC da jornada de trabalho não integrasse
essas sessões do Congresso, o ambiente político
contribuiu para reduzir o espaço destinado ao avanço
de matérias constitucionais consideradas complexas.
Debate permanece aberto
O adiamento não altera o mérito da proposta, mas
reposiciona a disputa política.
De um lado, centrais sindicais e entidades
representativas dos trabalhadores intensificam a
pressão para que o Senado dê continuidade à
tramitação logo na retomada dos trabalhos
legislativos.
De outro, representantes do setor empresarial
defendem mais debate sobre os impactos econômicos da
medida, especialmente em segmentos intensivos em mão
de obra.
É curioso observar como o empresariado passou a
valorizar debate amplo e criterioso no Congresso. Na
aprovação da Reforma Trabalhista, em 2017,
prevaleceu a lógica oposta: a proposta tramitou em
velocidade recorde e foi aprovada “a toque de
caixa”.
O próprio presidente do Senado tem reiterado que
mudança dessa dimensão exige ampla discussão com
trabalhadores, empregadores e especialistas antes da
deliberação final.
Senado diante de decisão histórica
A ampla aprovação obtida na Câmara conferiu à PEC
221/19 significativa legitimidade política e
demonstrou que a redução da jornada de trabalho
deixou de ser tema restrito ao movimento sindical
para ocupar o centro da agenda legislativa nacional.
Agora, caberá ao Senado decidir se manterá o ritmo
lento observado até o recesso ou se dará prioridade
à análise de proposta que mobiliza trabalhadores,
empresários e especialistas e que poderá redefinir
um dos principais pilares das relações de trabalho
no País.
Mais do que alteração na carga horária semanal, a
discussão envolve modelos de desenvolvimento,
produtividade, saúde ocupacional e distribuição do
tempo entre trabalho, descanso e vida familiar.
Temas que tendem a permanecer no centro do debate
público durante o segundo semestre.
Fonte: Diap

15/07/2026 -
Trabalhadores da Enel SP aprovam novo Acordo
Coletivo
Trabalhadores da Enel SP aprovam acordo coletivo
com reajuste salarial e melhoria em benefícios e
plano de carreira para 2026/2028
Após diversas rodadas de negociação entre o Sindicato
dos Eletricitários e a Enel São Paulo, os
trabalhadores aprovaram, por ampla maioria, a
proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho
(ACT) 2026/2028.
Na noite de terça-feira (7), cerca de mil
eletricitários participaram de assembleia na sede do
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e decidiram
pela medida.
Entre os principais pontos da proposta está o
reajuste salarial de 4,42%, retroativo à data-base
de 1º de junho de 2026, aplicado sobre os salários
vigentes em 31 de maio. O índice corresponde à
reposição pelo INPC prevista para o período.
Além disso, o acordo reúne avanços em cláusulas
econômicas, benefícios, Participação nos Lucros e
Resultados (PLR) e compromissos assumidos pela
empresa em relação ao plano de carreira.
A proposta apresentada pela Enel foi resultado de um
processo de negociações conduzido ao longo das
últimas semanas entre representantes da empresa e da
entidade sindical.
Durante a assembleia, coordenada pelo presidente da
entidade Eduardo Annunciato (Chicão), foi detalhado
cada um dos pontos negociados.
Os dirigentes também esclareceram dúvidas dos
trabalhadores e destacaram as conquistas obtidas ao
longo da campanha salarial. Após a apresentação, a
categoria votou pela aprovação da proposta,
garantindo a renovação do acordo para o período de
2026 a 2028.
Para o presidente Chicão, o resultado da votação
demonstra a confiança da categoria no processo de
negociação.
“Isso reforça a importância da mobilização dos
trabalhadores para a conquista e manutenção de
direitos”, afirma.
Com a aprovação, o novo Acordo Coletivo de Trabalho
passa a estabelecer as condições de trabalho e os
benefícios da categoria pelos próximos dois anos,
proporcionando maior segurança jurídica e
previsibilidade para trabalhadores e empresa.
Reajuste salarial e benefícios
A empresa também propõe reajustes nos benefícios,
incluindo:
- Vale-refeição de R$1.340,75;
- Vale-alimentação de R$ 363,00;
- Vale-férias de R$ 3.319,00;
- Auxílio-creche/babá de R$ 913,00 para empregadas e
R$ 456,32 para empregados com filhos de até 4 anos e
12 meses incompletos;
- Auxílio para filho com deficiência de R$ 975,00;
- Auxílio ao empregado com necessidades especiais (PCD)
de R$ 462,00;
- Reembolso por quilometragem de R$ 1,96;
- Bolsa de estudos de R$ 676,00, com vigência a partir
de janeiro de 2027.
PLR pode chegar a mais de R$ 11,8 mil
A proposta prevê uma PLR coletiva de R$ 10.630,00 para
o atingimento de 100% das metas. Além disso, há
previsão de pagamento de um Up Side de R$ 1.206,50
por empregado, condicionado à superação em 20% do
indicador Resultado do Serviço em relação a 2025.
Também está prevista uma antecipação da PLR no valor
de R$ 6.400,00, acrescida de 10% do salário-base,
com pagamento previsto para agosto, caso a proposta
seja aprovada pelos trabalhadores.
Plano de carreira e promoções
Outro destaque da proposta é a manutenção dos
investimentos no plano de carreira dos empregados
operacionais e técnicos. Entre os compromissos
apresentados estão:
- reajuste pelo INPC e 1% de aumento real para
eletricistas do Insourcing;
- piso salarial de R$ 2.800,00 para eletricistas e
diversos cargos técnicos e assistenciais, - exceto
Insourcing, a partir de agosto de 2026;
- promoção dos eletricistas que executam trabalhos em
linha viva, eliminando a atuação de - profissionais
da categoria júnior nessa atividade;
- compromisso de discutir a revisão das carreiras
administrativas, técnicas, de analistas e
especialistas durante a vigência do ACT;
- realização de mais de 300 promoções para corrigir
distorções históricas no quadro funcional.
Fonte: Rádio Peão Brasil

15/07/2026 -
Debate reforça pressão por votação do projeto que
criminaliza a misoginia
Representantes de órgãos públicos,
pesquisadoras e parlamentares defendem a aprovação
da proposta como instrumento de combate à violência
contra as mulheres.
Especialistas, integrantes do governo federal e
parlamentares defenderam, em audiência na Câmara dos
Deputados, a votação do projeto que tipifica a
misoginia como crime. Para os participantes, a
medida representa um passo importante para enfrentar
a violência de gênero e fortalecer a proteção dos
direitos das mulheres.
Durante o debate, representantes de entidades
ligadas à defesa dos direitos das mulheres afirmaram
que a criminalização da misoginia contribuirá para
coibir práticas de discriminação, violência e
incitação ao ódio motivadas pelo gênero. A avaliação
é de que esse tipo de comportamento alimenta
agressões que, em muitos casos, culminam em
feminicídios.
A secretária nacional de Enfrentamento à Violência
contra as Mulheres, Estela Bezerra, destacou que os
elevados índices de assassinatos de mulheres no país
demonstram a necessidade de ampliar os mecanismos
legais de prevenção e responsabilização. Segundo
ela, a aprovação da proposta também tem caráter
educativo ao reafirmar que a violência e a
discriminação contra mulheres não podem ser
naturalizadas.
O Projeto de Lei 896/2023, já aprovado pelo Senado,
prevê a equiparação da misoginia ao crime de
racismo. Pelo texto, passa a ser considerada
criminosa a prática, a incitação ou a promoção de
violência, discriminação ou restrição de direitos
contra mulheres em razão de sua condição de gênero.
A pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos,
além de multa.
A coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas
sobre a Mulher, Marlise Matos, ressaltou que
discursos de ódio costumam anteceder diferentes
formas de violência e representam um obstáculo à
participação feminina em espaços de decisão. Para
ela, o enfrentamento desse cenário exige políticas
públicas e instrumentos legais capazes de prevenir a
discriminação.
A presidente da Comissão Permanente Mista de Combate
à Violência contra a Mulher, deputada Luizianne
Lins, lembrou que a legislação brasileira voltada à
proteção das mulheres foi consolidada apenas nas
últimas décadas. A parlamentar também defendeu
mobilização permanente da sociedade para garantir
não apenas a aprovação da proposta, mas sua efetiva
aplicação.
Na última semana, a Câmara aprovou o regime de
urgência para a tramitação do projeto, permitindo
que a matéria seja apreciada diretamente pelo
Plenário. A expectativa é que a votação ocorra ainda
antes do recesso parlamentar, embora as lideranças
partidárias ainda busquem consenso sobre a redação
final da proposta.
(Com informações da Agência Câmara de Notícias)
Fonte: Diap

15/07/2026 -
Senadores e juristas defendem o fortalecimento da Justiça do Trabalho
Cerca de 100 anos atrás, os conflitos trabalhistas eram normalmente
tratados como casos de polícia, conforme destaca o próprio texto da
proposta que deu origem à Justiça do Trabalho, em 1934. Hoje, os
trabalhadores têm suas demandas analisadas por juízes especializados —
que foram homenageados em sessão especial do Senado nesta segunda-feira
(13).
A sessão teve o objetivo de celebrar os 50 anos da Associação Nacional
das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que
foi criada em 1976. A cerimônia aconteceu a pedido — RQS 188/2026 — do
senador Paulo Paim (PT-RS).
Os convidados defenderam o fortalecimento da Justiça do Trabalho como
forma de proteger os trabalhadores diante dos riscos decorrentes dos
novos empregos de aplicativos, da automação da produção e da
"pejotização" (quando o profissional é contratado como se fosse uma
empresa, ou seja, como pessoa jurídica).
O senador Laércio Oliveira (PP-SE), que presidiu a sessão, ressaltou que
a Anamatra, além de defender os interesses dos juízes do trabalho, busca
aprimorar o direito do trabalho ao participar de discussões
parlamentares.
— A valiosa relação da Anamatra com o Congresso Nacional permite que o
processo legislativo conte com a experiência prática de magistrados
especializados. A entidade oferece subsídios técnicos aos parlamentares
e participa do debate público sobre temas que afetam milhões de
trabalhadores — disse Laércio.
Paulo Paim enfatizou que a associação atuou contra o que ele chamou de
fragilização de direitos tanto no caso da reforma trabalhista de 2017
como diante da ausência de previsão especial para trabalhadores de
aplicativos na Previdência Social.
O senador também citou a participação da Anamatra na elaboração da
Constituição de 1988.
— Recordo o papel decisivo da Anamatra na Constituinte de 1988, quando o
valor social do trabalho foi erguido como fundamento da nossa República
— afirmou Paim, que participou da cerimônia de forma remota.
Matéria completa:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/07/13/senadores-e-juristas-defendem-o-fortalecimento-da-justica-do-trabalho
Fonte: Agência Senado

15/07/2026 -
Paim diz ter esperança de que Senado aprove fim da
escala 6x1 até agosto
Em pronunciamento feito de forma remota nesta
segunda-feira (13), o senador Paulo Paim (PT-RS)
disse ter esperança de que a proposta de emenda à
Constituição que extingue a chamada escala 6x1 — a
PEC 221/2019 — seja votada e aprovada até agosto.
Aprovada em maio pela Câmara, a proposta, que também
reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, aguarda
votação no Senado.
— Estamos às portas do recesso parlamentar. Se essa
matéria não avançar agora... Eu tenho muita
esperança de que ela vai ser votada no mês de
agosto, porque, com certeza, o trabalhador
brasileiro sabe que ele não vai nadar, nadar e
morrer na beira da praia. Espero sinceramente que
isso não aconteça. Espero que esta Casa compreenda a
dimensão histórica dessa decisão.
Para o senador, o debate sobre a redução da jornada
não "pertence" ao governo, à oposição e nem aos
partidos políticos, e sim ao povo. Ele declarou que
milhões de brasileiros acordam todos os dias antes
de o sol nascer, enfrentam horas no transporte
público lotado e voltam para casa quando os filhos
já estão dormindo. A lógica da exaustão física e
mental, disse ele, não pode existir em uma sociedade
que pretende ser justa.
— O trabalho deve libertar, jamais aprisionar.
Repito o que tenho dito há décadas: não nascemos
apenas para trabalhar; nascemos para viver, para
viver ao lado da família, para conviver com os
filhos, para cuidar dos pais e dos avós, para
estudar, descansar, amar, namorar, participar da
comunidade, ter tempo para sonhar. E queremos um
trabalho decente.
Para Paim, os argumentos de que as alterações na
jornada vão prejudicar profundamente a economia não
procedem. Ele recordou que as mesmas alegações
ocorreram quando se pretendia criar o décimo
terceiro salário, a licença-maternidade e as férias
remuneradas, por exemplo.
Fonte: Agência Senado

|