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25/09/2026 -
Plenária nacional da CNTI comemora 80 anos com apoio
unânime à reeleição de Lula
Evento reuniu centenas de lideranças de todo país
e reforçou a luta pelo desenvolvimento soberano do
país com democracia
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI), durante a realização de Plenária
Nacional da entidade, no Centro de Treinamento
Educacional (CTE), em Luziânia (GO), aprovou, por
unanimidade Moção de Apoio pelo “total e irrestrito
à reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva
e do vice-presidente Geraldo Alckmin”.
A Moção justifica o apoio: “para garantirmos a
continuidade do fortalecimento da Democracia, da
Soberania Nacional, dos direitos sociais e o
inadiável fortalecimento do projeto de
desenvolvimento nacional, baseado em uma indústria
brasileira com emprego decente, com a valorização do
produto local e de conteúdo nacional”
Segundo a CNTI:
“a Moção representa um imperativo de todos os
democratas e patriotas que defendem um Brasil cada
vez mais justo e soberano, à altura de suas imensas
riquezas humanas e materiais, e à luz da história de
lutas de seu povo trabalhador”.
Os 80 anos da CNTI foram marcados, nesta terça-feira
(15), por agenda que combinou análise da conjuntura
política, eleições de 2026, desafios do
sindicalismo, desenvolvimento industrial, soberania
nacional e renovação geracional.
Durante a programação, foram inaugurados a usina
fotovoltaica da CNTI e o Ceras (Centro de
Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia
Socioprodutiva. As iniciativas aproximam a estrutura
da entidade de temas que ganharam espaço na agenda
sindical contemporânea: transição energética,
sustentabilidade, inovação, agroecologia e
desenvolvimento tecnológico.
A usina fotovoltaica também simboliza a aposta da
CNTI em fontes renováveis de energia. Já o Ceras
amplia o campo de atuação da entidade para
experiências relacionadas à agroecologia e ao uso de
remineralizadores.
Na abertura dos trabalhos, o presidente da CNTI,
José Reginaldo Inácio, destacou a singularidade do
momento vivido pelo país e o significado histórico
das 8 décadas da entidade.
Para ele, a celebração dos 80 anos representa também
oportunidade de discutir os caminhos do movimento
sindical diante das transformações econômicas,
políticas, tecnológicas e sociais do Brasil.
“A CNTI, ao lado de todo movimento sindical, quer
estar à altura dos desafios de defender os direitos
sagrados dos trabalhadores, que só poderão ser
assegurados num país com democracia e soberania.
Esse é o nosso compromisso”, afirmou o dirigente.
Luciana: fortalecer a indústria é fortalecer o
trabalho
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana
Santos, presente na abertura dos trabalhos, destacou
o papel dos trabalhadores no processo de
desenvolvimento nacional:
“Os trabalhadores da indústria têm papel
indispensável no desenvolvimento nacional. E
fortalecer a indústria significa, portanto,
fortalecer o trabalho.”
Luciana ressaltou ainda que são os trabalhadores que
transformam conhecimento, matéria-prima e tecnologia
em riqueza para o País, vinculando ciência, inovação
e produção à valorização do trabalho.
A Plenária da CNTI abordou a reindustrialização
brasileira diante de cenário internacional marcado
por tensões geopolíticas, guerras comerciais e
barreiras tarifárias.
Os participantes também discutiram a necessidade de
contrapartidas sociolaborais na concessão de
incentivos e subsídios públicos vinculados à Nova
Indústria Brasil (NIB), com exigências relacionadas
à geração de empregos decentes, valorização salarial
e responsabilidade ambiental.
Outro ponto destacado foi o fortalecimento da
organização dos trabalhadores nos locais de
produção, incluindo os comitês de fábrica, como
instrumentos de participação e resistência aos
processos de desindustrialização.
Também presente na abertura da Plenária, o ministro
do Trabalho, Francisco Macena, falou dos compromisso
do atual governo com a defesa do emprego decente e
do combate à precariedade nas relações do trabalho,
como a pejotização.
Por sua vez, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes,
abordou gênero, transição geracional e juventude no
contexto sindical.
O vice-presidente Geraldo Alckmin enviou mensagem
através de um vídeo, exibido durante a plenária, em
que saúda a CNTI pelos 80 anos de existência,
resgata a história da entidade e manifesta votos de
perenidade no futuro da entidade.
Carta de Luziânia atualiza plataforma da CNTI
Também foi aprovada a Carta de Luziânia, documento que
procura atualizar as formulações da CNTI 10 anos
depois da Carta de Brasília, aprovada em 2016.
O texto faz diagnóstico crítico das transformações
ocorridas na última década e aponta como desafios a
sustentação financeira das entidades, a defesa do
Direito Coletivo do Trabalho, a precarização das
relações laborais, os impactos da IA, a
desinformação e as mudanças climáticas.
Entre as diretrizes apresentadas estão o
fortalecimento da formação sindical e da educação
popular, a atualização programática da entidade, a
participação no debate eleitoral de 2026, a defesa
de contrapartidas sociais para investimentos
públicos na Indústria 4.0, a redução da jornada sem
redução salarial, o direito à desconexão e políticas
de igualdade de gênero, raça e renovação geracional.
Ao encerrar os trabalhos, o documento reafirmou,
segundo os próprios termos, o compromisso da CNTI
com “democracia política, soberania nacional e
justiça social”.
Realizada em Luziânia (GO), a Plenária Nacional CNTI
80 Anos reuniu 288 delegados e combinou balanço
histórico, análise da conjuntura e formulação de
diretrizes para o sindicalismo industrial diante das
mudanças no mundo do trabalho perante os avanços
tecnológicos nessa quase terceira década do século
21.
CNTI mais digital, democrática e próxima da base
A Plenária Nacional da CNTI propôs parcerias com
universidades, cursos, palestras e capacitação
digital. Na saúde, atenção à saúde mental,
fiscalização das normas regulamentadoras, prevenção
de acidentes e acesso a atendimento médico,
odontológico e psicológicos. Na Previdência, a
necessidade de assistência jurídica, orientação
permanente e fiscalização do preenchimento correto
do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). Na
renovação sindical, a palavra-chave foi
participação.
“A própria CNTI incorporou à agenda estratégica
da entidade temas debatidos durante a Plenária, como
formação sindical, precarização, inteligência
artificial, renovação geracional, igualdade de
gênero e redução da jornada”, defendeu um dos
grupos de trabalho.
Para isso, precisará formar novas lideranças,
dominar as tecnologias, cuidar da saúde dos
trabalhadores, enfrentar a precarização, ampliar a
participação de mulheres e jovens e, sobretudo,
voltar sempre ao lugar onde o sindicalismo encontra
a razão de existir: a base.
Homenagem a Calixto e Paim
O encerramento ganhou tom especialmente emotivo com a
homenagem a José Calixto Ramos, histórico dirigente
da CNTI, que comandou a entidade por várias décadas.
As filhas de Calixto, presentes ao evento, receberam
placa em reconhecimento à trajetória do dirigente
sindical e à contribuição que deixou para o
movimento dos trabalhadores da indústria.
Outro homenageado foi o senador Paulo Paim pelo seu
compromisso ao longo dos mandatos que exerceu, até
hoje, com as causas dos trabalhadores, como a luta
atual pelo fim da escala 6X1, com redução de jornada
e sem prejuízo nos salários. Paim, em vídeo exibido
aos presentes, ressaltou o “papel histórico da CNTI
para os trabalhadores industriários e o movimento
sindical brasileiro”.
Fonte: Rádio Peão Brasil

25/09/2026 -
Delegação sindical brasileira amplia intercâmbio na
China
Representantes de centrais sindicais brasileiras
participam de intercâmbio na China sobre indústria,
tecnologia, qualificação e sindicalismo
Uma delegação sindical brasileira participa, entre
20 e 29 de setembro, de intercâmbio em Shanghai, na
China, envolvendo indústria, tecnologia,
qualificação profissional e relações sindicais.
A missão reúne representantes do Conselho Nacional
do SENAI e das centrais Força Sindical, CUT, UGT e
NCST, fortalecendo intercâmbios científicos,
tecnológicos, sindicais e culturais.
Além disso, a agenda ocorre durante a WorldSkills
Shanghai 2026, competição internacional que reúne
jovens profissionais e apresenta tendências
relacionadas à educação profissional e novas
tecnologias.
Nesse contexto, os sindicalistas acompanham
experiências envolvendo formação profissional,
inovação e desenvolvimento industrial, temas
diretamente relacionados às transformações
tecnológicas e seus impactos sobre trabalhadores
brasileiros.
Encontro com Dilma Rousseff
Nesta quarta-feira (23), a delegação se reuniu com
Dilma Rousseff, presidenta do Novo Banco de
Desenvolvimento dos BRICS, durante o cumprimento da
programação oficial em Shanghai.
O encontro ampliou o diálogo institucional durante a
missão, que busca aproximar representantes dos
trabalhadores brasileiros de experiências
internacionais relacionadas ao desenvolvimento
econômico, industrial e social.
Além disso, no dia 25 de setembro, a delegação será
recebida oficialmente pela Federação dos Sindicatos
de Shanghai, entidade vinculada à central sindical
chinesa ACFTU.
A visita deverá ampliar o intercâmbio sobre
organização sindical, qualificação profissional,
relações de trabalho e mudanças tecnológicas
provocadas pelas transformações atualmente
observadas na indústria mundial.
Representantes dos trabalhadores
Pela Força Sindical, participam Osvaldo Olávio Mafra,
presidente da Central em Santa Catarina, e José
Pereira dos Santos Fernandes, secretário parlamentar
da CNTM e dirigente metalúrgico.
Mafra e José Fernandes também integram o grupo de
representantes dos trabalhadores no Conselho
Nacional do SENAI, espaço que acompanha políticas
relacionadas à formação profissional industrial
brasileira.
O Conselho também conta com Paulo Chitolina e José
Roberto Nogueira da Silva, representantes da CUT,
que participam regularmente das agendas
institucionais desenvolvidas pelos conselheiros dos
trabalhadores.
Chitolina preside o Sindicato dos Metalúrgicos de
Canoas, enquanto José Roberto Nogueira da Silva,
conhecido como Bigodinho, integra a direção do
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Pela NCST, Nelson Luiz Bonardi também participa das
atividades do grupo de conselheiros, além de exercer
atualmente a função de secretário-geral da
Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria.
Já Pedro Pereira de Sousa representa a UGT nessas
agendas e ocupa a Secretaria Nacional dos
Trabalhadores no Setor da Indústria de Alimentação
da própria Central sindical.
Assim, a participação conjunta das centrais amplia o
diálogo dos trabalhadores sobre qualificação,
desenvolvimento industrial e inovação, acompanhando
mudanças tecnológicas que transformam profissões e
processos produtivos.
A missão também fortalece relações internacionais
entre organizações sindicais, permitindo trocar
experiências sobre desafios enfrentados pelos
trabalhadores diante das mudanças econômicas,
produtivas e tecnológicas no mundo.
Fonte: Rádio Peão Brasil

25/09/2026 -
NCST defende avanços na NR-21 em reunião da CTPP
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
participou da 30ª Reunião Ordinária da Comissão
Tripartite Paritária Permanente (CTPP), realizada
nos dias 22 e 23 de setembro, na Esplanada dos
Ministérios, em Brasília. O encontro reuniu
representantes do governo, empregadores e
trabalhadores para debater a proposta de atualização
da Norma Regulamentadora nº 21 (NR-21), que trata
das condições de trabalho a céu aberto.
Representando a bancada do governo, participaram
Alexandre Furtado Scarpelli Ferreira,
Vice-Presidente da CTPP e Diretor do Departamento de
Segurança e Saúde no Trabalho, além de Afonso Rafael
Fernandes Borges, Mauro Marques Muller e Wellington
Yudji Kaimoti.
Pela bancada dos trabalhadores, a NCST esteve
representada por André Dias Lavatori, Diretor
Nacional de Formação Sindical e Qualificação
Profissional da NCST e Presidente do SINPROVERJ, e
por Robinson Leme, Secretário Nacional de Segurança
e Saúde do Trabalho da NCST.
A reunião contou ainda com a participação de
representantes de diversas instituições que
acompanham e contribuem para o aprimoramento das
políticas de segurança e saúde no trabalho, entre
elas o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a
Fundacentro, fortalecendo o caráter técnico e
democrático das discussões.
Durante os debates, a bancada dos trabalhadores
destacou a necessidade de que a nova NR-21 reflita a
realidade enfrentada por milhões de trabalhadores
expostos diariamente às condições climáticas
adversas. O aumento das temperaturas, a ocorrência
de eventos climáticos extremos e os impactos cada
vez mais evidentes das mudanças climáticas reforçam
a importância de uma norma atualizada e compatível
com os desafios do mundo do trabalho contemporâneo.
Segundo André Dias Lavatori, o diálogo entre as
bancadas avançou de forma significativa ao longo da
reunião, demonstrando o compromisso dos
participantes na construção de um texto que ofereça
maior proteção aos trabalhadores expostos às
intempéries.
“O debate avançou de forma madura e responsável.
Estamos trabalhando para que a NR-21 acompanhe a
realidade climática do país e ofereça diretrizes
mais adequadas para a proteção da saúde e da
segurança dos trabalhadores que exercem suas
atividades a céu aberto. Esse é um tema que impacta
diretamente a vida de milhões de brasileiros”,
destacou.
A NCST reafirmou sua defesa de uma regulamentação
moderna, construída por meio do diálogo tripartite e
baseada nas evidências técnicas e científicas
disponíveis, assegurando que a proteção à vida, à
saúde e à segurança dos trabalhadores permaneça como
princípio fundamental da norma.
Os trabalhos de revisão da NR-21 estão em fase final
de construção, com importantes avanços obtidos ao
longo das discussões tripartites. A expectativa é
que o texto final fortaleça a proteção à saúde e à
segurança dos trabalhadores que exercem suas
atividades a céu aberto, considerando os desafios
impostos pelas condições climáticas enfrentadas em
todo o país.
Fonte: NCST

25/09/2026 -
Quem é Quem amplia transparência no Congresso
Nova plataforma do DIAP reúne votações e dados
de deputados, senadores e partidos para facilitar o
acompanhamento das decisões no Legislativo
Acompanhar como deputados e senadores atuam depois
das eleições nem sempre é simples. Votações e
informações parlamentares estão disponíveis em
diferentes bases públicas, mas muitas vezes de forma
dispersa e pouco acessível.
Para aproximar esses dados da sociedade, o DIAP
lança o
Quem é Quem no Congresso, plataforma que reúne
informações sobre parlamentares, partidos e votações
e permite acompanhar como o Congresso Nacional
decide sobre temas de interesse dos trabalhadores e
da sociedade.
Pelo site, o usuário pode pesquisar deputados e
senadores, consultar votações, filtrar parlamentares
por estado, Casa legislativa e partido e comparar
informações sobre as legendas.
Do voto à informação
A plataforma organiza uma seleção de votações com
repercussão política, econômica, social e ambiental.
Os votos nominais têm como fonte os registros
oficiais da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal, enquanto a seleção das matérias e a posição
de referência adotada na análise integram o trabalho
editorial do DIAP.
As decisões também são relacionadas aos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da
ONU, permitindo identificar votações ligadas a temas
como trabalho decente, redução das desigualdades,
educação, saúde, igualdade de gênero,
desenvolvimento econômico, meio ambiente e
fortalecimento das instituições.
Uma ferramenta para acompanhar o mandato
Para trabalhadores e entidades sindicais, o Quem é
Quem no Congresso oferece uma forma direta de
acompanhar a atuação dos representantes e verificar
como cada parlamentar se posicionou nas matérias
selecionadas.
Além das votações, a plataforma reúne informações
eleitorais e declarações de bens disponíveis nas
bases do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados
são apresentados com a identificação do ano e do
cargo disputado. No caso do patrimônio, os valores
correspondem às declarações feitas à Justiça
Eleitoral em cada eleição e não representam,
necessariamente, a situação atual do parlamentar.
Critérios transparentes
A metodologia utilizada também está disponível para
consulta. Entre os critérios para a seleção das
matérias estão a relevância política, econômica,
social ou ambiental; a existência de votação
nominal; o grau de divergência entre os
parlamentares; a relação com os ODS; e a clareza do
conteúdo submetido à votação.
A ferramenta ainda diferencia os dados obtidos em
fontes oficiais das análises elaboradas pelo DIAP,
permitindo ao usuário identificar a origem das
informações e compreender os critérios adotados.
Informação para participação e controle social
Com o Quem é Quem no Congresso, o DIAP amplia seu
trabalho de acompanhamento do Poder Legislativo e
oferece a trabalhadores, organizações sindicais e
cidadãos uma ferramenta para conhecer melhor a
atuação de seus representantes.
Em ano eleitoral, esse acesso ganha importância
adicional. Consultar votos, comparar informações e
conhecer decisões tomadas ao longo do mandato
contribui para um debate público mais informado
sobre representação política e sobre os interesses
em disputa no Congresso Nacional.
Acesse, pesquise e conheça o Quem é Quem no
Congresso:
https://www.quemequemnocongresso.org.br/
Fonte: Diap

24/09/2026 -
Em 2025, taxa de sindicalização fica em 8,8% da
população ocupada
Em 2025, o nível de ocupação ficou estimado em
59,1%, o maior da série histórica iniciada em 2012.
Em 2025, o nível de ocupação ficou estimado em
59,1%, o maior da série histórica iniciada em 2012.
A proporção se dá após a população ocupada atingir
sua maior estimativa, com 103,0 milhões de pessoas,
um crescimento de 1,7% em relação a 2024. Além
disso, a população em idade para trabalhar aumentou
0,8%, com 174,1 milhões de pessoas. As informações
foram divulgadas nesta quarta-feira (23) no módulo
Características adicionais do mercado de trabalho da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)
Contínua.
A formalização no mercado de trabalho teve o maior
contingente de trabalhadores, com 38,9 milhões, em
2025, o maior da série. No entanto, o percentual foi
de 37,8%, ainda abaixo de 2014, quando foi de 40,2%.
Taxa de sindicalização se mantém estável
A associação de trabalhadores a sindicatos manteve
estabilidade em 2025, com 8,8% (9,1 milhões de
pessoas). Em 2024, eram 8,9% dos ocupados (9,1
milhões de pessoas). A estabilidade se deu após um
aumento de 812 mil novos associados, em 2024, que
interrompeu uma sequência de reduções desde 2014.
O percentual de trabalhadores associados a sindicato
em cada região foi: Norte, 7,0%; Nordeste, 9,2%;
Sul, 9,7%; Sudeste, 8,8%; e Centro-Oeste, 8,0%.
Entre os homens, 8,9% estavam sindicalizados em
2025, enquanto entre as mulheres a proporção chegava
a 8,7%. A Região Nordeste foi a única em que o
percentual de mulheres sindicalizadas era maior que
a de homens, 9,6% contra 8,9%. No Norte, homens eram
7,5% e mulheres, 6,4%. No Sudeste, homens eram 9,0%
e mulheres, 8,6%. No Sul, 9,9% homens e 9,4%
mulheres. No Centro-Oeste, 8,4% homens e 7,4%
mulheres.
Taxa de sindicalização fica estável para todos os
Grupamento de Atividades
A taxa de sindicalização se manteve estável em todos
os grupamentos de atividade na comparação de 2025
com 2024. O grupamento de atividade com maior taxa
de sindicalização foi Agricultura, pecuária,
produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%.
Em seguida, Administração pública, defesa e
seguridade social, educação, saúde humana e serviços
sociais, com 14,6%; e Indústria geral, com 11,4%. Já
as menores taxas ficaram com os grupamentos Serviços
domésticos, 2,5%; Construção, 3,6%; e Outros
serviços, 3,6%.
Na comparação com 2012, houve diminuição da
sindicalização em todos os grupamentos. As maiores
variações ocorreram em Transporte, armazenagem e
correio, com redução de 12,4 p.p.; Administração
pública, defesa e seguridade social, educação, saúde
humana e serviços sociais e Indústria geral, ambas
com diminuição de 9,9 p.p.; e no grupo de
Informação, comunicação e atividades financeiras,
imobiliárias, profissionais e administrativas,
diminuição de 9,6 p.p..
Matéria completa:
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/48112-em-2025-
taxa-de-sindicalizacao-fica-em-8-8-da-populacao-ocupada
Fonte: IBGE

24/09/2026 -
Agosto teve mais ganhos salariais reais
O boletim “De Olho Nas Negociações”, do Dieese,
referente ao mês de agosto, traz boas notícias. Uma
delas é que cresceram os aumentos reais de salário
obtidos nas negociações coletivas feitas pelos
Sindicatos. A análise de 191 Convenções Coletivas
mostra ganhos em 89,6% das negociações contra 83,4%
do mês de julho.
“A análise dos resultados deste ano mostra que 2026
tem sido melhor do que 2025”, observa Luiz Ribeiro,
técnico do Dieese, responsável pelo boletim mensal
“De Olho Nas Negociações”. A média dos acordos acima
da inflação tem ficado entre 85 e 87%.
Os acordos analisados no mês de agosto mostram que
5,8% das Convenções ficaram iguais ao INPC acumulado
– no mês anterior eram 11,4%. Acordos abaixo da
inflação foram 5,2% em julho contra 7,3% em agosto.
Segundo Luiz Ribeiro, “o fato da economia ir bem
gera um padrão de estabilidade nas negociações
coletivas e nos acordos firmados”. Vale lembrar que
ganhos em salários indiretos (PLR, vale-refeição,
cláusulas sociais etc) não são computados no
Boletim.
Mas os ganhos reais, de certa forma, indicam um
teto, porque é raro o acordo salarial que supera 2%
de aumento real. Um caso recente é o acordo dos
trabalhadores em edifícios e condomínios de São
Paulo. O salário obteve 2% acima do INPC. Já o
reajuste do vale-refeição será maior, 10%.
Governos – Luiz Ribeiro afirma que, na média,
a comparação entre os governos Bolsonaro e Lula
indica ganhos reais maiores durante o atual governo.
Exemplo efetivo disso é o aumento real anual para o
salário mínimo. Mas nos acordos das categorias esse
ganho mais elevado também tem ocorrido.
Mais – Acesse o site do
Dieese
Fonte: Agência Sindical

24/09/2026 -
Com 46,3% dos votos válidos, Lula tem chance de
vitória no 1º turno
Considerando a margem de erro, presidente pode
chegar a 47,3%, ficando a menos de três pontos
percentuais da vitória já no primeiro turno
O presidente Lula (PT) alcançou 46,3% dos votos
válidos no cenário de primeiro turno para a eleição
presidencial, abrindo margem que sustenta a chance
de vitória já na primeira etapa do pleito, mostra a
pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. O levantamento coloca
o atual chefe do Executivo à frente de seu principal
adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que
registra 43,9% dos votos válidos.
A sondagem aponta que, na contagem de votos totais
para o primeiro turno, Lula lidera com 45,8% das
intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece
com 43,4%. Em seguida surgem Renan Santos (Missão),
com 4,5%; o escritor Augusto Cury (Avante), com
2,1%; o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado
(PSD), com 1,3%; e o ex-governador de Minas Gerais,
Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Outros candidatos somam
0,8%.
Nas projeções para o segundo turno, Lula vence em
todos os confrontos diretos pesquisados. Na disputa
direta com Flávio Bolsonaro, a contagem de votos
válidos mostra Lula com 50,2% contra 49,8% do
senador. Nos votos totais desse cenário, o
presidente obtém 47,7%, enquanto o parlamentar do PL
chega a 47,4%, acompanhados por 4,9% de votos
brancos, nulos ou indecisos. Nos demais cenários de
segundo turno em votos válidos, Lula registra 51,5%
contra Ronaldo Caiado (48,5%); 53% contra Romeu Zema
(47%); 54% contra Augusto Cury (46%); e 59,8% contra
Renan Santos (40,2%).
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada entre
os dias 17 e 22 de setembro, entrevistando 5.015
eleitores por meio da metodologia de recrutamento
digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro do
levantamento é de um ponto percentual, para mais ou
para menos, com nível de confiança de 95%. A
sondagem foi contratada pela Bloomberg e está
devidamente registrada no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.
Fonte: Brasil247

24/09/2026 -
TST define tese sobre extinção do direito de cobrar
dívida trabalhista
Segundo tese definida pelo Pleno, a prescrição
intercorrente atinge títulos executivos judiciais
anteriores à Reforma Trabalhista, desde que o credor
não responda a determinações judiciais posteriores à
mudança na lei
O Tribunal Superior do Trabalho fixou, nesta
terça-feira (22), tese jurídica vinculante sobre a
chamada prescrição intercorrente. De acordo com a
decisão, pessoas que deixarem de se manifestar num
processo na fase de execução por mais de dois anos,
a partir de novembro de 2017, quando entrou em vigor
a Reforma Trabalhista, podem perder o direito de
receber seus créditos, mesmo em ações iniciadas
antes da nova lei.
O entendimento, firmado no julgamento de incidente
de recurso de revista (Tema
39), deve orientar as decisões da Justiça do
Trabalho em todas as instâncias.
Direito de cobrar dívida pode ser extinto
A prescrição intercorrente é a perda do direito de
continuar cobrando judicialmente uma dívida porque,
na fase de execução, a pessoa que tem o direito
reconhecido deixa de tomar uma providência que era
necessária para fazer o processo avançar.
Antes da Reforma Trabalhista, a Súmula 114 do TST
estabelecia que a prescrição intercorrente não se
aplicava à Justiça do Trabalho. A Lei 13.467/2017,
porém, incluiu o artigo 11-A na CLT, que passou a
prever prescrição intercorrente de dois anos,
contados a partir do momento em que o trabalhador
deixa de cumprir uma determinação judicial durante a
execução. A Instrução Normativa 41/2018 do TST, por
sua vez, estabeleceu que esse prazo começa a ser
contado quando a determinação descumprida foi
posterior a 11 de novembro de 2017, quando a reforma
entrou em vigor.
Diante da divergência entre as Turmas do TST sobre a
aplicação dessa regra às execuções iniciadas antes
da reforma, o caso foi levado ao Pleno para a
fixação de precedente vinculante.
O que o TST decidiu
Para que haja a prescrição intercorrente, ou seja,
para que a execução seja extinta, o trabalhador
precisa ter deixado de cumprir uma ordem do juiz
emitida a partir de novembro de 2017 (quando entrou
em vigor a Reforma Trabalhista). Mesmo que os
valores tenham sido reconhecidos antes disso, o que
conta é ter ignorado a ordem do juiz depois dessa
data.
Para que isso ocorra, porém, o juiz precisa mandar
um aviso específico e direto ao trabalhador,
explicando exatamente o que ele deve fazer e
avisando sobre o risco do prazo começar a correr.
Avisos padronizados, automáticos ou genéricos não
valem para essa finalidade.
A conduta que justifica a aplicação da prescrição
intercorrente pressupõe a intimação pessoal do
credor, sem prejuízo da intimação do advogado.
Por fim, antes de decretar que o trabalhador perdeu
a possibilidade de receber o crédito por ter ficado
inerte, o juiz obrigatoriamente precisa dar a chance
para que ele explique se houve algum motivo justo
para o atraso.
Tese
A tese aprovada foi a seguinte:
I – O fato gerador da prescrição intercorrente
trabalhista (art. 11-A, § 1º, da CLT) é a inércia
qualificada do exequente, que se materializa pelo
descumprimento de ordem judicial exarada a partir da
vigência da Lei nº 13.467/2017, independentemente da
data de trânsito em julgado da decisão exequenda;
II – A intimação apta a deflagrar o fluxo
prescricional deve ser específica, cominatória e
contextualizada à realidade dos autos, evidenciando
que a paralisação do feito decorre exclusivamente da
inércia da parte exequente; veda-se, para esse fim,
o uso de intimações padronizadas, automáticas ou
genéricas;
III - Por configurar ato de despojamento de direito
decorrente de inércia injustificada, a conduta
desidiosa que atrai a sanção do art. 11-A da CLT
pressupõe a intimação pessoal do credor, sem
prejuízo da intimação do advogado.
IV - É nula a decisão que reconhece a prescrição
intercorrente sem que antes a parte prejudicada seja
ouvida para opor fato impeditivo à extinção da
execução (arts. 5º, LV, da CF, 9º, 10, e 921, §5º,
do CPC).
Processo:
IncJulgRREmbRep 0045200-20.2003.5.02.0042
Fonte: TST

23/09/2026 -
Programa de Flávio desmonta o trabalho
A Agência Sindical publica artigo de Clemente Ganz
Lucio e Eneida Vinhaes Bello Dultra, no qual eles
analisam a proposta de Flávio Bolsonaro para o mundo
do Trabalho. A lógica é: desregulamentar, reduzir o
poder da negociação coletiva, fazendo prevalecer a
relação direta entre contratante de contratado. Em
resumo, precarização.
Os autores advertem que o trabalho não aparece como
eixo estruturante de uma estratégia de
desenvolvimento. “Predomina uma abordagem segundo a
qual o indivíduo deve ser capacitado e liberado de
obstáculos pra buscar oportunidades no mercado, seja
como empregado, autônomo ou empreendedor”, observam
os autores, para quem “não se trata de uma diferença
menor”.
De acordo com Clemente e Eneida, “uma estratégia de
desenvolvimento não pode ser medida apenas pelo
crescimento do PIB, expansão do investimento ou
equilíbrio das contas públicas”. Eles comentam:
“Desenvolvimento resulta da relação entre
crescimento econômico, transformação produtiva,
distribuição da riqueza e da renda, redução das
desigualdades, sustentabilidade ambiental e
ampliação do bem-estar”.
Força – Para os autores, “o trabalho é uma
força constitutiva”. Já a massa salarial, diz o
artigo, “movimenta o mercado interno; trabalhadores
qualificados ampliam a capacidade produtiva;
relações de trabalho equilibradas favorecem
cooperação e inovação; proteção social dá segurança
às famílias; boas condições de trabalho reduzem
adoecimento e acidentes; e diálogo social e
negociação coletiva fortalecem a democracia”.
Sindicatos – A Agência Sindical “observa que
o Item 44 do Programa de Flávio praticamente
estimula um ataque direto aos Sindicatos”. Na
prática, “os Sindicatos são as entidades que fazem a
mediação coletiva entre capital e trabalho, buscando
valorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores
da ativa e de aposentados”. Sem isso, a precarização
dominará as relações de trabalho.
Mais –
Clique aqui e leia o texto integral
Fonte: Agência Sindical

23/09/2026 -
O que está em jogo na eleição para o Congresso
Nacional
Com 513 vagas na Câmara e 54 no Senado em
disputa, eleição definirá a correlação de forças que
conduzirá a agenda legislativa nos próximos quatro
anos
A eleição de 4 de outubro definirá mais do que os
próximos presidente da República e governadores. O
eleitor também escolherá os 513 deputados federais e
54 dos 81 senadores que integrarão o Congresso
Nacional a partir de 2027.
A composição dessas duas Casas terá impacto direto
sobre os rumos da agenda legislativa. É no Congresso
que serão discutidas e votadas propostas sobre
jornada de trabalho, negociação coletiva,
Previdência, serviço público, tributação, orçamento
e políticas sociais. Para os trabalhadores, o
resultado das urnas definirá, portanto, quais forças
estarão representadas nessas decisões e com que
peso.
Os levantamentos do DIAP ajudam a dimensionar esse
cenário. Na Câmara,
438 dos 513 deputados — 85,38% — disputam um novo
mandato. A elevada taxa de recandidatura,
combinada ao histórico de sucesso eleitoral de quem
já exerce o mandato, indica possibilidade de
continuidade significativa na composição da Casa.
Análise sobre a renovação do Congresso estima
que a Câmara poderá renovar entre 14,61% e 44,44% de
suas cadeiras. A média histórica é de
aproximadamente 49%. O dado reforça a perspectiva de
que parte expressiva dos atuais deputados poderá
permanecer no Parlamento.
No Senado, a disputa tem outra dimensão. Dois terços
da Casa serão renovados neste ano, com 54 cadeiras
em jogo. Dentre os senadores em fim de mandato, 32
buscam a reeleição.
A projeção aponta potencial de renovação entre 22 e
44 cadeiras.
Mas a renovação numérica não conta toda a história.
Análise publicada pelo Departamento chama
atenção para um aspecto importante: a entrada de
novos parlamentares não significa, necessariamente,
mudança na correlação de forças políticas e nos
setores representados no Legislativo.
É essa correlação de forças que estará em jogo nas
urnas. O resultado de outubro definirá o Congresso
que, a partir de 2027, decidirá sobre propostas
capazes de ampliar, preservar ou alterar direitos e
políticas públicas. Mais do que o percentual de
renovação da Câmara e do Senado, será a composição
política das duas Casas que mostrará quais setores
ganharam ou mantiveram espaço e como ficará o
ambiente para a agenda dos trabalhadores na próxima
legislatura.
Fique atento. O DIAP segue acompanhando o processo
eleitoral e monitorando, no Congresso Nacional, a
tramitação das propostas de interesse dos
trabalhadores. Análises, estudos e informações sobre
a atuação parlamentar continuarão disponíveis nos
canais da entidade, como subsídio às organizações
sindicais e à sociedade no acompanhamento das
decisões que afetam direitos e relações de trabalho.
Fonte: Diap

23/09/2026 -
Lula diz que ONU falha e que o Brasil "não cabe no
quintal de ninguém"
Presidente critica paralisia do Conselho de
Segurança, ingerência externa e tarifaço; fala sobre
eleição brasileira e defende fim da escala 6x1.
O presidente Lula abriu nesta terça-feira (22) seu
discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas com
uma dura crítica à própria ONU. Disse que a
organização vive seu momento mais crítico desde que
ele ocupou pela primeira vez a tribuna, em 2003, e
está falhando em uma de suas principais missões:
impedir guerras. Ao longo do pronunciamento, também
criticou interferências externas em eleições e
declarou que o Brasil "não cabe no quintal de
ninguém".
"O sentimento que me move hoje é o da indignação",
afirmou. Segundo Lula, a credibilidade da ONU "nunca
esteve tão baixa" e sua capacidade de proteger os
mais vulneráveis "nunca foi tão pequena". Ele
atribuiu parte da crise ao imobilismo do Conselho de
Segurança e lembrou que, já em 1946, o Brasil
alertava para os riscos do poder de veto das grandes
potências.
"Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às
grandes potências o privilégio da insensatez",
disse. Para o presidente, as concessões à "lei do
mais forte" passaram dos limites. "A guerra não é a
continuação da política por outros meios. É a
falência total da política."
"Quintal de ninguém"
Ao tratar da América Latina, Lula falou em
"recrudescimento de tentações hegemônicas" e fez uma
das declarações mais fortes do discurso: "O Brasil
não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de
parceiros com uma agenda positiva, que fomente o
desenvolvimento". Em nenhum momento ele citou o nome
dos Estados Unidos ou do presidente Donald Trump, a
quem ontem acusou de agir como "imperador".
O presidente brasileiro disse que a democracia está
"novamente em xeque", criticou a "ingerência externa
em processos eleitorais" e a divisão do mundo em
zonas de influência. Defendeu que a Venezuela decida
seu próprio destino, criticou a Nicarágua por
impedir a oposição de disputar eleições e condenou o
embargo econômico contra Cuba.
O presidente voltou ao tema da soberania ao falar
sobre crime organizado. Afirmou que o Brasil não vai
"terceirizar" a defesa de suas fronteiras e cobrou
cooperação internacional contra o tráfico de armas e
a lavagem de dinheiro.
"Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas
águas. Precisamos de cooperação para estancar o
fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime",
declarou. Segundo Lula, essa é a orientação de uma
proposta entregue por ele ao presidente dos Estados
Unidos.
Eleição brasileira
A eleição de 4 de outubro ganhou destaque no
encerramento do pronunciamento. Lula disse que os
brasileiros não irão apenas escolher presidente,
governadores e parlamentares.
"Vão decidir entre democracia e negacionismo. Se o
Brasil vai avançar rumo a um futuro de mais
oportunidades ou regressar a um passado de
exclusão", afirmou.
Ele previu um pleito "transparente e competitivo",
com ampla liberdade de expressão, mas disse que há
quem abuse dessa liberdade "para se associar a
interesses estrangeiros contrários ao país".
Também alertou para redes de desinformação durante a
campanha. "Não permitiremos que os inimigos da
democracia, internos e externos, atentem contra a
vontade popular. A democracia brasileira pertence
aos brasileiros", disse.
Guerras e diplomacia
Sobre os conflitos internacionais, Lula acusou o
governo de Benjamin Netanyahu, de Israel, de
praticar "genocídio" contra palestinos em Gaza e, no
mesmo trecho, condenou os "atos terroristas do
Hamas" contra civis israelenses. Defendeu a solução
de dois Estados e criticou pressões contra o
Tribunal Penal Internacional.
Ao tratar da guerra entre Rússia e Ucrânia, afirmou
que "não haverá vencedores no campo de batalha" e
que a diplomacia é a única saída. Citou o Grupo de
Amigos da Paz, articulado por Brasil e China, como
iniciativa voltada ao diálogo.
Tarifas, minerais e tecnologia
Na área econômica, Lula disse que a Organização
Mundial do Comércio "respira por aparelhos" e
criticou o uso de tarifas como instrumento de
"coerção e chantagem". Mais adiante, mencionou o "tarifaço
contra nossa economia" e afirmou que, apesar dele, o
Brasil deverá bater novo recorde de exportações
neste ano.
Também afirmou que o acesso aos minerais críticos e
terras raras do país deverá ter como contrapartida
geração de valor no Brasil, transferência de
tecnologia e abastecimento de setores estratégicos
nacionais.
Outro alvo foram as grandes empresas de tecnologia.
Lula classificou como uma "omissão histórica
imperdoável" deixar de regulamentar big techs e
inteligência artificial e criticou o que chamou de "tecno-oligarcas"
interessados em um ambiente digital "sem regras nem
transparência".
Também atacou as plataformas de apostas, afirmando
que a indústria das bets "transforma o vício em
lucro", e defendeu o Pix. "Não vamos ceder às
pressões de multinacionais que querem privatizar o
nosso Pix", disse.
Fim da escala 6x1
Na parte dedicada ao trabalho, Lula defendeu o fim da
escala 6x1 para garantir dois dias livres por
semana. A proposta, que já passou pela Câmara e pela
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado,
aguarda análise dos senadores no Plenário.
"O trabalhador precisa de tempo para descansar, se
qualificar e conviver com a família", afirmou.
Segundo ele, a mudança também ajudaria a reduzir a
sobrecarga doméstica que ainda recai sobre as
mulheres.
Lula encerrou retomando a crise das Nações Unidas.
Depois de lembrar o papel da organização na
descolonização, na defesa dos direitos humanos e no
acolhimento de refugiados, disse que a ONU precisa
recuperar vontade política para voltar a ser "o
templo da paz".
Esta foi a décima vez que Lula discursou na abertura
da Assembleia Geral. Ele ocupou a tribuna da ONU em
2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e
2025. Desde 1955, o Brasil tradicionalmente é o
primeiro país a falar no debate geral, seguido pelos
Estados Unidos.
Agenda em Nova York
Na segunda-feira (21), Lula se reuniu com o presidente
do Uruguai, Yamandú Orsi, com o prefeito de Nova
York, Zohran Mamdani, e com o senador americano
Bernie Sanders.
Ele também concedeu entrevista à CNN, na qual fez
críticas a Donald Trump e afirmou haver "indícios de
interferência" dos Estados Unidos no processo
eleitoral, inclusive relacionados à inteligência
artificial.
Fonte: Congresso em Foco

23/09/2026 -
Trabalhador em mina subterrânea terá direito a
adicional de periculosidade
Na região, há um reservatório natural com bolsões
de gás explosivo
A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho deferiu a
um minerador da Vale S.A. em Sergipe o pagamento de
adicional de periculosidade de 30% pelo trabalho em
mina subterrânea. A periculosidade foi reconhecida
em laudo pericial porque o trabalho era realizado
numa área de armazenamento de inflamáveis gasosos.
Local da mina tinha bolsões de gás explosivo
O minerador, contratado em 1992, alegou na ação que
trabalhava nas frentes de lavra de potássio da mina
subterrânea de Taquari/Vassouras, onde
frequentemente eram encontrados bolsões de gás
explosivo. A mina fica perto do Campo de Petróleo de
Carmópolis, da Petrobras, e, segundo ele, diversos
acidentes graves ocorreram no local, inclusive um
fatal. Nesse episódio, ao manusear uma máquina, o
operário atingiu um bolsão de gás e, como os dentes
de corte da máquina ficam incandescentes em razão do
atrito com a rocha, ocorreu uma explosão.
Por sua vez, a Vale argumentou que não havia
previsão legal do adicional para as atividades
desenvolvidas pelo empregado.
Matéria completa:
https://www.tst.jus.br/-/trabalhador-em-mina-subterranea-tera-direito-a-adicional-de-periculosidade
Fonte: TST

23/09/2026 -
Demissão de trabalhador que move ação contra a
empresa gera danos morais
Ao demitir um trabalhador logo depois do ajuizamento
de uma ação trabalhista, a empresa adota conduta
discriminatória na tentativa de inibir o exercício
do direito de ação, atingindo a dignidade e a
liberdade de acesso à Justiça do empregado.
Com esse fundamento, a juíza Maria Rafaela de
Castro, da 1ª Vara do Trabalho da Região do Cariri
(CE), condenou uma empresa de reciclagem a pagar R$
30 mil a um ex-empregado por danos morais. Ela
reconheceu que a demissão do ex-auxiliar de linha de
produção teve caráter retaliatório e
discriminatório.
O trabalhador prestou serviços em uma unidade de
reciclagem de resíduos em Juazeiro do Norte (CE)
entre maio de 2023 e dezembro de 2025. Contratado
formalmente como auxiliar na linha de produção, ele
operava prensas, moinhos de PVC e fazia a separação
manual de lixo comum, orgânico e inorgânico,
oriundos de lixões e hospitais. O material não tinha
prévio tratamento de limpeza e o trabalhador não
recebia equipamentos de proteção individual (EPIs)
adequados para neutralizar os agentes agressivos.
Na ação trabalhista, o autor pediu a anulação da
dispensa, a quitação de todas as verbas rescisórias
com reflexos do adicional de insalubridade e FGTS
com multa de 40%, além de indenização por danos
morais. Ocorre que o trabalhador já havia ajuizado
um processo anterior para cobrar o adicional de
insalubridade. O profissional foi demitido apenas um
mês depois de acionar a Justiça.
Matéria completa:
https://conjur.com.br/2026-set-21/demitir-trabalhador-que-moveu-acao-trabalhista-gera-danos-morais/
Fonte: Consultor Jurídico

22/09/2026 -
“Direito de oposição” não deve virar arma contra
sindicatos e trabalhadores
Direito de recusar a contribuição assistencial
não pode servir de pretexto para ofensiva patronal
destinada a asfixiar sindicatos, enfraquecer a
negociação coletiva e tentar destruir a organização
sindical.
Marcos Verlaine*
Está em jogo a própria capacidade financeira de os
sindicatos representar trabalhadores, negociar
convenções coletivas e enfrentar o poder econômico
das empresas.
O STF reconheceu a constitucionalidade da
contribuição assistencial para trabalhadores,
inclusive não sindicalizados, desde que assegurado o
chamado “direito de oposição”. Isto chama-se direito
sob a ótica liberal e individual, que se contrapõe
ao chamado direito coletivo.
O princípio, em si, está relacionado à liberdade
individual. O problema começa quando esse direito é
transformado em instrumento de campanha para
esvaziar financeiramente as entidades sindicais.
É justamente aí que aparece o que o movimento
sindical tem chamado de “sindicatofobia”: ofensiva
que não se limita a criticar sindicatos, mas procura
apresentá-los como instituições dispensáveis e,
sobretudo, como organizações que o trabalhador
deveria deixar de financiar. Trata-se de aversão e
preconceitos aos sindicatos. Os sindicatos oferecem
um mínimo de equilíbrio no processo negocial, que em
geral, se dá sob condições absolutamente desiguais.
Imagine-se, o trabalhador negociando suas condições
de trabalho individualmente ou até mesmo
coletivamente, sem a mediação sindical com o patrão.
Seria como se o “enforcado tentasse negociar com a
corda”.
Mesmo quando são esses que negociam reajustes,
pisos, benefícios e demais cláusulas que alcançam
toda a categoria.
Sindicatos negociam em benefício de todos
Há grave e evidente contradição nesse debate. O
trabalhador pode não ser sindicalizado, pode não
participar das assembleias e pode até exercer
legitimamente o tal do “direito de oposição” à
contribuição. Entretanto, quando o sindicato negocia
convenção coletiva, os resultados da negociação
alcançam à toda à categoria.
O reajuste salarial não fica restrito aos
associados/filiados. O piso não é exclusivo de quem
paga mensalidade ao sindicato como filiado à
organização da categoria profissional ou econômica.
Os benefícios conquistados na negociação coletiva
não perguntam ao trabalhador se ele é filiado ao
sindicato.
Surge, então, a pergunta incômoda: se a negociação
coletiva beneficia a todos, por que somente parcela
deveria financiar a estrutura que realiza essa
negociação? No caso, o sindicato!
É nesse ponto que a discussão sobre a contribuição
assistencial deixa de ser apenas financeira e passa
a ser disputa sobre o próprio modelo de
representação coletiva.
Oposição estimulada
O “direito de oposição” não deveria se transformar
em mecanismo de asfixia financeira. Entretanto, na
prática, o movimento sindical denuncia situações em
que trabalhadores são estimulados, orientados ou até
mesmo conduzidos ao sindicato para apresentar
oposição à contribuição.
Quando isso ocorre de maneira sistemática e
articulada, a questão muda de natureza. Já não se
trata apenas de garantir a chamada “liberdade
individual” do trabalhador, mas de saber quem tem
interesse no enfraquecimento econômico da entidade
que negocia coletivamente com o empregador.
O sindicato, afinal, não negocia em condições de
igualdade com a empresa apenas porque possui
reconhecimento jurídico. Precisa de estrutura,
assessoria jurídica, dirigentes liberados,
comunicação, mobilização, assembleias e capacidade
de acompanhar o cumprimento das normas coletivas
originária desse processo oneroso que é a negociação
coletiva, que pode redundar em outros vários
processos, que são, por exemplo, os acordos
coletivos.
Sem financiamento, não há estrutura sindical capaz
de sustentar negociação coletiva permanente. E o
cumprimento desse processo no dia a dia do sindicato
e da própria categoria.
E é exatamente essa vulnerabilidade que pode
transformar o “direito de oposição”, concebido como
garantia de “liberdade individual”, em ferramenta de
enfraquecimento da luta coletiva.
A quem interessa sindicato sem recursos?
A questão pode ser colocada de forma ainda mais
direta: a quem interessa sindicato sem dinheiro, sem
estrutura e sem capacidade de mobilização da
categoria?
Não é necessário acabar formalmente com o sindicato
para enfraquecê-lo. Basta retirar-lhe
progressivamente as condições materiais e
financeiras para que isso funcione.
Sindicatos financeiramente asfixiados econômica e
financeiramente têm mais dificuldades para contratar
assessoria jurídica, realizar campanhas salariais,
organizar assembleias, manter dirigentes, produzir
informação para a categoria, fiscalizar acordos e
enfrentar empresas em conflitos trabalhistas.
É uma forma de desmonte que pode ocorrer sem que
nenhuma lei determine a extinção da entidade.
Por isso, a defesa da liberdade individual não pode
ser utilizada como argumento para ocultar disputa
muito maior: a disputa pelo poder de organização dos
trabalhadores, por meio do sindicato.
Crítica não é o mesmo que destruição
Sindicatos devem ser cobrados. Devem prestar contas,
renovar as direções, ampliar a representatividade,
combater a burocratização e corrigir erros. O
trabalhador tem todo o direito de questionar a
entidade de que faz parte mesmo não sendo filiado e,
dentro da lei, de não se filiar ou de exercer
“direito de oposição”.
Muito embora, a bem da verdade, e ainda do direito
coletiva, esse “direito” seja absurdo, pois trata-se
de o “direito” de sabotar a maioria ter
representação, que organiza e protege a todos na
categoria.
Uma coisa é cobrar o sindicato. Outra é criar
ambiente social e político no qual a própria
existência financeira da organização sindical seja
tratada como algo a ser eliminado.
A primeira atitude fortalece a chamada democracia
sindical. A segunda pode enfraquecer justamente o
instrumento coletivo de que o trabalhador dispõe
para enfrentar relação estruturalmente desigual com
o empregador.
O debate sobre a contribuição assistencial,
portanto, não deveria terminar na pergunta sobre
quem pode ou não se opor. É preciso perguntar também
quem financia a negociação coletiva, quem se
beneficia dessa e quem ganha quando o sindicato
perde a capacidade de organizar a categoria.
Porque sindicato sem filiados é problema de
representatividade e de outros elementos. Sindicato
sem recursos é problema de sobrevivência. E
sindicato sem capacidade de negociação significa
trabalhador mais isolado diante do poder econômico
da empresa e/ou do patrão.
O chamado “direito de oposição” à contribuição
assistencial tem sido usado, pelos patrões e
empresas, na verdade, não como direito individual.
Mas contra o direito coletivo à proteção do
trabalhador pelo sindicato. E, pior, como “direito”,
estimulado pelos patrões e empresas, na tentativa de
destruir os sindicatos, pela asfixia financeira e
econômica.
O centro desse debate é mais complexo e se insere na
própria tensão do liberalismo político,
posteriormente apropriada pelo neoliberalismo, que
frequentemente contrapõe a liberdade individual à
chamada liberdade coletiva. A rigor, porém, a
liberdade de um não pode se converter no direito de
destruir a liberdade e a organização do outro —
neste caso —, de tentar inviabilizar ou destruir o
sindicato. Menos ainda quando essa ofensiva é
estimulada e alimentada pelo patronato e pelo
empresariado.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Diap

22/09/2026 -
Romeu Zema defende alternativa à CLT e ironiza
jornada de 40 horas
Candidato do Novo propõe contratação por hora e
afirma que redução da carga semanal não garante
desenvolvimento econômico.
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu
a criação de uma modalidade de contratação
alternativa à CLT e ironizou a proposta de redução
da jornada semanal para 40 horas.
Em entrevista ao Jornal da Record, o ex-governador
de Minas Gerais afirmou que trabalhadores deveriam
ter liberdade para definir a própria carga horária.
Segundo Zema, o novo modelo permitiria a contratação
por hora e funcionaria paralelamente às regras
atuais da CLT.
Ele citou como exemplo jovens interessados em
trabalhar aos fins de semana, possibilidade que, na
avaliação do candidato, seria limitada pela
legislação vigente.
"Se ele é jovem, é novo, se ele não tem nada o que
fazer, ele pode até falar que quer trabalhar mais do
que 40 horas. O que eu quero aqui no Brasil é uma
alternativa à CLT. Não tem como, pela CLT, falar: Eu
quero trabalhar sábado, das 8h da manhã às 18h da
tarde."
Crítica à redução da jornada
Ao comentar a discussão sobre a diminuição da carga
semanal, o candidato questionou a relação entre
menos horas de trabalho e crescimento econômico.
Em tom irônico, afirmou que, se a medida fosse
suficiente para promover o desenvolvimento, o país
poderia reduzir a jornada para dez horas.
"Se reduzir jornada de trabalho trouxesse
desenvolvimento, vamos reduzir então para dez horas
por semana. Aí está resolvido, aí nós vamos para o
céu. Talvez 40 não seja adequado. Vamos passar a
trabalhar, então, dez horas por semana."
Debate no Congresso
A redução da jornada está em discussão no Senado por
meio de uma proposta de emenda à Constituição que
acaba com a escala 6x1 e diminui de 44 para 40 horas
a carga máxima semanal, sem redução salarial.
O texto também assegura dois dias de descanso
remunerado.
A proposta já foi aprovada pela Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), mas a votação no
Plenário foi adiada diante da falta de garantia dos
49 votos necessários e da obstrução da oposição.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
anunciou que a análise será retomada após as
eleições.
Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser
aprovado em dois turnos, com o apoio de pelo menos
49 dos 81 senadores em cada votação. Se houver
mudanças, a matéria deverá retornar à Câmara dos
Deputados.
Fonte: Congresso em Foco

22/09/2026 -
Mercado reduz projeção da Selic para 13,50%
Expectativa para inflação sobe para 4,92%, diz
Boletim Focus
O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a
expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim
de 2026. A projeção, apresentada pelo Boletim Focus
divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco
Central, indica que o mercado trabalha com a
expectativa de novo corte de juros ainda no ano
corrente.
A revisão para baixo ocorre cinco dias depois de o
Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em
0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em
13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do
Banco Central para alcançar a meta de inflação.
O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o
ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos
meses, à medida que a inflação se mantém
relativamente controlada.
Para 2027, a estimativa para a Selic permanece em
12% ao ano. Já as projeções para 2028 e 2029 ficaram
estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente.
Em relação à inflação oficial do país, medida pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão
para este ano, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a
expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em
3,80%.
Selic x inflação
A taxa básica de juros é o principal instrumento
utilizado pelo Banco Central para controlar a
inflação. Quando a Selic é elevada, o crédito tende
a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a
conter a alta dos preços, além de estimular a
poupança.
Já a redução dos juros busca estimular a atividade
econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e
incentivar investimentos e consumo.
Vale lembrar que os bancos consideram também outros
fatores, na hora de definir os juros cobrados dos
consumidores. Entre eles, risco de inadimplência,
lucro e despesas administrativas.
Economia
A estimativa para o crescimento da economia brasileira
apresentou nova revisão para baixo. A projeção para
a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026
caiu de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão
recuou de 1,45% para 1,43%. As estimativas para 2028
foram mantidas em 1,87%.
No mercado de câmbio, as projeções permaneceram
estáveis, tanto para este ano como para os anos
subsequentes: de R$ 5,20 em 2026; de R$ 5,28 em
2027; e de R$ 5,30 em 2028.
Fonte: Agência Brasil

22/09/2026 -
Perda pequena de capacidade não afasta direito a
pensão mensal de operador de máquinas
A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
reconheceu o direito de um operador de máquinas a
receber da Engefuro Comércio e Serviços Ltda.
indenização por dano material, na forma de pensão
mensal, mesmo tendo sofrido 12,5% de perda da
capacidade para a função. Segundo os ministros, para
receber a indenização por danos materiais, são
irrelevantes um baixo percentual da perda de
capacidade, a atividade não ser a única causa do
problema e que o trabalhador possa exercer outras
funções.
Problemas na coluna e queda
Operador de máquinas elétricas de perfuração, o
profissional fazia perfuração em concreto em obras,
como vigas e lajes, com máquinas com pesos que iam
de 2 kg a 200 kg. Raramente trabalhando com
ajudante, ele afirmou que, em decorrência das
atividades exercidas, sentia muitas dores nas
costas. Alegou que, em 2015, sofreu uma queda no
trabalho, acidente que lhe causou ainda mais dores
na coluna, mas não houve emissão de Comunicação de
Acidente de Trabalho (CAT). Afastado pelo INSS de
2015 a 2018, quando retornou à atividade, passou a
trabalhar internamente na sede da empresa. Entre
outras verbas, ele pediu, na Justiça, ressarcimento
do dano material sofrido em razão da redução da
capacidade de trabalho.
Matéria completa:
https://www.tst.jus.br/-/perda-pequena-de-capacidade-nao-afasta-direito-a-pensao-mensal-de-operador-de-maquinas
Fonte: TST

21/09/2026 -
Plenária Nacional CNTI marca os 80 anos da entidade
A Plenária Nacional da Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria – CNTI – 80 Anos foi
realizada entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026,
no Centro Técnico Educacional (CTE) do Instituto de
Educação e Trabalho José Calixto Ramos, em Luziânia
(GO).
Com o tema “O Sol que iluminou 80 anos de lutas
agora gera a energia do nosso futuro”, o encontro
reuniu 288 delegados, além de representantes de
federações e sindicatos de diferentes regiões do
País.
A programação combinou balanço histórico, análise da
conjuntura e formulação de diretrizes para a atuação
do sindicalismo industrial diante das transformações
econômicas, sociais e tecnológicas que afetam o
mundo do trabalho.
Durante a programação, representantes do Sindicato
dos Eletricitários, incluindo o presidente, Eduardo
Annunciato, “Chicão”, que também é secretário de
formação da CNTI, acompanharam debates sobre as
principais demandas da classe trabalhadora, trocaram
experiências e contribuíram para a construção de
estratégias conjuntas voltadas à valorização
profissional, à defesa dos direitos trabalhistas e à
melhoria das condições de trabalho.
A participação em uma atividade de abrangência
nacional também possibilitou ampliar o diálogo com
sindicatos e federações, acompanhar as discussões de
interesse da categoria e fortalecer a unidade do
movimento sindical.
Carta de Luziânia atualiza plataforma da CNTI
Entre as principais deliberações do encontro esteve a
aprovação da Carta de Luziânia, documento que
atualiza as formulações da CNTI dez anos depois da
publicação da Carta de Brasília, aprovada em 2016.
O texto apresenta um diagnóstico crítico das
transformações ocorridas na última década e aponta
desafios como a sustentabilidade financeira das
entidades sindicais, a defesa do Direito Coletivo do
Trabalho, a precarização das relações laborais, os
impactos da inteligência artificial, a disseminação
da desinformação e as mudanças climáticas.
Entre as diretrizes estabelecidas estão o
fortalecimento da formação sindical e da educação
popular, a atualização programática da entidade, a
participação no debate eleitoral de 2026 e a defesa
de contrapartidas sociais para os investimentos
públicos na Indústria 4.0.
A Carta também defende a redução da jornada sem
redução salarial, o direito à desconexão e a adoção
de políticas voltadas à igualdade de gênero e raça e
à renovação geracional do movimento sindical.
O documento destaca ainda iniciativas desenvolvidas
pela CNTI, como a usina fotovoltaica e o Centro de
Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia
Socioprodutiva, instalado no CTE de Luziânia. Ao
final, reafirma o compromisso da Confederação com a
democracia política, a soberania nacional e a
justiça social.
Moção de apoio à reeleição de Lula
No encerramento da plenária, os delegados aprovaram,
por unanimidade, uma Moção de Apoio ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e à sua reeleição.
O documento manifesta “apoio total e irrestrito à
reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva” e
relaciona essa posição à defesa da democracia, da
soberania nacional, dos direitos sociais e de um
projeto de desenvolvimento baseado no fortalecimento
da indústria brasileira, no trabalho decente e na
valorização da produção e do conteúdo nacionais.
A moção integra o conjunto de deliberações políticas
aprovadas pela plenária e explicita o posicionamento
da CNTI para o processo eleitoral de 2026.
Homenagem a José Calixto Ramos e posse da nova
direção
O encerramento também foi marcado por uma homenagem a
José Calixto Ramos, dirigente histórico da CNTI.
Suas filhas receberam uma placa em reconhecimento à
trajetória do sindicalista e à contribuição deixada
por ele para o movimento dos trabalhadores da
indústria.
Na sequência, ocorreu a posse política da nova
diretoria da Confederação, presidida por José
Reginaldo Inácio, com a entrega dos diplomas aos
dirigentes.
A cerimônia marcou a continuidade da direção da CNTI
no ciclo em que a entidade celebra oito décadas de
existência e projeta sua atuação diante das
transformações econômicas, tecnológicas e sociais.
Fonte: Rádio Peão Brasil

21/09/2026 -
Um em
cada três cumpre escala 6×1
Recentemente, o Dieese publicou um trabalho, com
ótimos gráficos, abordando vários aspectos da escala
6×1. O estudo mostra que 14,8 milhões de pessoas
cumprem essa escala. Na prática, a 6×1 se aplica a
um em cada três trabalhadores.
Trabalhar mais horas significa ter renda maior? Não
é bem assim. O Dieese mostra ser de R$ 5,5 mil a
renda dos que trabalham até 40 horas. Já quem cumpre
jornada entre 41 e 44 horas tem rendimento médio de
R$ 2.560,00.
Outra questão pertinente a jornadas excessivas de
trabalho é o tempo médio de deslocamento do
trabalhador. Segundo o estudo, 71,2 milhões precisam
se deslocar de casa para o trabalho. O tempo médio
está assim distribuído: 14 milhões levam de 50
minutos a uma hora; 7,4 milhões consomem mais de uma
hora no trânsito; e 1,5 milhão de pessoas passa mais
de duas horas diárias nesse deslocamento.
Jornadas altas têm relação direta com adoecimento. O
Dieese mostra que 6,1 milhões estão doentes ou foram
acidentados. Já na faixa dos que trabalham de 37 a
40 horas esse número cai para 1,4 milhão de casos.
O estudo também cita setores que têm maior
dependência da escala 6×1. São eles transporte
aéreo, serviços de alojamento (hotéis etc.), setor
de alimentação e comércio em geral.
Quanto à conciliação trabalho/estudo, apenas 9,7%
conseguem quando fazem escala 6×1.
Mais – Acesse o site do Dieese
Fonte: Agência Sindical

21/09/2026 -
CNTI inaugura usina fotovoltaica e Centro de
Experimentação e Agroecologia
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) realizou, na terça-feira (15), a
inauguração da Usina Fotovoltaica (UFVCNTI) e do
Centro de Experimentação com Remineralizadores e
Agroecologia Socioprodutiva.
A solenidade foi conduzida por José Reginaldo,
presidente da CNTI e vice-presidente da Nova Central
Sindical de Trabalhadores (NCST). A atividade também
contou com a participação de mais dirigentes da NCST,
entre eles Moacyr Roberto Tesch Auersvald, Diretor
de Relações Institucionais, Wilson Pereira, Diretor
de Finanças, além de outros dirigentes da entidade.
A nova estrutura reúne iniciativas voltadas à
geração de energia solar fotovoltaica, à
experimentação com remineralizadores e ao
desenvolvimento de práticas de agroecologia
socioprodutiva. A proposta busca integrar
sustentabilidade, inovação tecnológica e
alternativas de produção, contribuindo para o debate
sobre novos modelos de desenvolvimento.
A inauguração da UFVCNTI e do Centro de
Experimentação reafirma a atuação da CNTI na busca
por iniciativas que dialoguem com os desafios
ambientais, sociais e econômicos contemporâneos.
Para a NCST, a participação na solenidade também
reforça a importância de aproximar o movimento
sindical das discussões sobre transição energética,
sustentabilidade, inovação e futuro do trabalho.
Fonte: NCST

21/09/2026 -
Dirigentes sindicais manifestam apoio a Lula durante
evento da CNTI
Durante a programação da CNTI 80 Anos, realizada
nesta quinta-feira (17), dirigentes sindicais que
participam do evento manifestaram publicamente seu
apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva à reeleição.
Entre os dirigentes que expressaram apoio estão José
Reginaldo Inácio, presidente da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e
vice-presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST); Moacyr Roberto Tesch Auersvald,
Diretor de Relações Institucionais da NCST; e Wilson
Pereira, Diretor de Finanças, além de outros
dirigentes da entidade.
O posicionamento manifestado pelos dirigentes
integra o debate político que vem sendo realizado no
movimento sindical, especialmente em torno de temas
relacionados ao trabalho, aos direitos sociais e às
políticas públicas voltadas à classe trabalhadora.
Fonte: NCST

21/09/2026 -
Eleições se aproximam: classe trabalhadora deve
estar vigilante contra o assédio eleitoral
Canal das centrais sindicais recebe denúncias de
ameaças, demissões e outras formas de pressão
política no trabalho
Com a proximidade das Eleições de 2026, a classe
trabalhadora deve estar atenta a qualquer tentativa
de pressão política no ambiente de trabalho. As
centrais sindicais mantêm um canal nacional para
receber denúncias de assédio eleitoral, como ameaças
de demissão, constrangimentos, transferência,
retirada de benefícios ou promessas de vantagens em
troca de apoio político.
O assédio eleitoral acontece quando empregadores ou
gestores utilizam sua posição para tentar interferir
na escolha política dos trabalhadores. O voto é
secreto e a liberdade de escolha deve ser
respeitada.
As denúncias serão sistematizadas pelo DIEESE e
poderão subsidiar a orientação dos trabalhadores e a
adoção de medidas pelas entidades sindicais. Casos
com elementos suficientes também poderão ser
encaminhados ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
A eleição está chegando. Fique atento, conheça seus
direitos e denuncie qualquer tentativa de pressão
política no trabalho.
Como denunciar
Acesse:
https://centraissindicais.org.br/ae/
Também há atendimento pelo WhatsApp para
orientações.
Fonte: NCST

21/09/2026 -
Projeto garante teletrabalho para gestante com
gravidez de risco
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado
O Projeto de Lei 2085/26 assegura o direito ao regime
de teletrabalho ou trabalho remoto para empregadas
grávidas que estejam em situação de risco clínico
comprovado por atestado médico oficial.
O texto em análise na Câmara dos Deputados também
estabelece prioridade na alocação de vagas remotas
para gestantes, pessoas com deficiência e empregados
com filhos de até quatro anos.
“Ao garantir o teletrabalho à gestante diante de
riscos clínicos, o projeto favorece a manutenção do
emprego e a contínua valorização da mulher no
mercado de trabalho”, afirmou a deputada Renata
Abreu (Pode-SP), autora da proposta.
Segurança e saúde
A iniciativa de Renata Abreu altera a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT). Segundo a deputada, a ideia
é adaptar a legislação à realidade tecnológica e
usar o trabalho remoto como ferramenta de segurança
e saúde no trabalho.
De acordo com a proposta, se a função original da
trabalhadora for incompatível com o teletrabalho, o
empregador poderá alterar provisoriamente as
atividades exercidas pela gestante para viabilizar o
formato remoto.
A mudança temporária de função deve respeitar a
condição pessoal da gestante e ocorrer sem qualquer
prejuízo à remuneração. A proposta também assegura a
retomada da atividade original logo após o retorno
ao trabalho presencial.
Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas
comissões de Trabalho; de Defesa dos Direitos da
Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e
pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

14/09/2026 -
Empresários, ex-ministros e sindicalistas divulgam
carta de apoio a medidas de Fachin
Empresários, economistas, juristas e representantes
da sociedade civil enviaram neste domingo (13) uma
carta de apoio às medidas tomadas nos últimos dias
pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal),
Edson Fachin, para tentar conter a crise
institucional instalada na corte.
O texto classifica as revelações recentes como “a
mais grave crise da história do Supremo Tribunal
Federal” e “uma das mais graves de nossa acidentada
história republicana”, e pede ampla transparência
nas investigações e na sessão plenária marcada para
a terça-feira (15).
Assinam o documento nomes como o ex-presidente do
Banco Central Arminio Fraga, o ex-ministro da
Justiça José Eduardo Cardozo, o economista Pérsio
Arida um dos idealizadores do Plano Real, a
ex-presidente do BNDES (Banco Nacional do
Desenvolvimento) Maria Silvia Bastos Marques, o
ex-presidente da Fiesp Josué Gomes e o professor e
líder sindical Clemente Ganz Lúcio.
Ao todo são 198 assinaturas.
“Entendemos que a superação dessa crise exigirá
reformas institucionais urgentes, capazes de
fortalecer a colegialidade, assegurar a
imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos
de interesse, estabelecer padrões rigorosos de
conduta e ampliar a transparência e o controle
social sobre a Corte e seus integrantes”, diz o
texto.
Neste sábado (12), Fachin determinou a troca da
relatoria do procedimento que apura a ligação entre
o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro
Daniel Vorcaro. Ele agora assume o comando do caso
no lugar de André Mendonça.
Na mesma decisão, determinou o envio das íntegras
dos processos das investigações do INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) e do Banco Master. Com
isso, ele paralisa os andamentos dos dois casos e
abre caminho para a troca da relatoria das duas
investigações.
O presidente do Supremo também determinou que a
Polícia Federal apresente informações sobre o
celular de Vorcaro que foi apreendido em 2025,
durante investigações relacionadas ao Banco Master.
O despacho foi assinado após o ministro André
Mendonça defender que a liberação dos dados do
aparelho poderia comprometer as investigações sobre
o ex-banqueiro.
A ordem de Fachin ainda se dá no momento em que
outros magistrados Alexandre de Moraes, Gilmar e
Cristiano Zaninpressionam pelo acesso integral às
mídias extraídas do celular.
A Polícia Federal informou, na manhã deste domingo
(13), que comunicou ao Supremo que dispõe “de plenas
condições técnicas” para produzir e encaminhar cópia
da extração do celular de Vorcaro aos gabinetes dos
ministros que o solicitaram, observadas as cautelas
de sigilo aplicáveis.
Fachin também decidiu manter na pauta da sessão da
Corte marcada para a próxima terça-feira (15) apenas
o julgamento da investigação contra a atuação do
ministro Alexandre de Moraes e sua relação com o
ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação contra o
colega André Mendonça foi marcada para a semana
seguinte, no dia 23.
Matéria completa:
https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/empresarios-ex-ministros-e-sindicalistas-divulgam-carta-de-apoio-a-medidas-de-fachin/
Fonte: Jornal de Brasília

14/09/2026 -
MPT apoia fim da 6×1 e propõe ajuste no texto
MPT defende fim da escala 6×1, aponta impactos
sobre saúde e segurança e pede mudança em trecho da
proposta aprovada pela Câmara
O Ministério Público do Trabalho defendeu o fim da
escala 6×1 e pediu alteração em trecho da proposta
aprovada pela Câmara dos Deputados.
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de
Oliveira, assinou Nota Técnica sobre a PEC 221/2019,
que atualmente segue em análise no Senado Federal.
Para o chefe do MPT, a mudança representa “uma das
mais relevantes conquistas históricas da classe
trabalhadora”, principalmente diante dos impactos
provocados pela jornada.
Segundo o documento, décadas de atuação permitiram
ao MPT identificar problemas estruturais desse
modelo, especialmente riscos de acidentes e impactos
sobre saúde física e mental.
Além disso, dados de 2025 mostram que o Brasil
registrou quatro milhões de afastamentos decorrentes
de acidentes e doenças relacionadas diretamente às
atividades profissionais.
Desse total, 546 mil afastamentos envolveram
transtornos mentais, incluindo ansiedade, depressão
e síndrome de burnout, representando o maior número
já registrado no país até então.
Outros 445 mil afastamentos decorreram de dores nas
costas e hérnias, problemas associados
principalmente à sobrecarga física dos trabalhadores
e às condições ergonômicas inadequadas.
Fim da escala pode ampliar proteção
Nesse sentido, o MPT considera que o fim da escala 6×1
poderá contribuir diretamente para construir
ambientes de trabalho mais equilibrados, seguros e
saudáveis.
Além disso, a mudança poderá fortalecer o combate ao
trabalho em condições análogas à escravidão e ao
trabalho infantil, segundo avaliação apresentada
pela instituição.
Para o Ministério Público do Trabalho, esses
benefícios poderão alcançar trabalhadores de
empresas privadas e também servidores e empregados
vinculados diretamente à Administração Pública
brasileira.
MPT questiona exceção prevista no texto
Apesar de apoiar a mudança, Gláucio Araújo manifestou
preocupação com o artigo 8º do texto aprovado pela
Câmara, que estabelece exceção para determinados
empregados brasileiros.
O dispositivo retira das regras de duração da
jornada e controle de horário empregados com diploma
superior e remuneração mensal considerada elevada
pela proposta legislativa aprovada.
A regra alcançaria profissionais que recebem valor
igual ou superior a duas vezes e meia o teto
estabelecido pelo Regime Geral de Previdência
Social, RGPS.
De acordo com Gláucio Araújo, entretanto,
qualificação profissional e remuneração elevada não
eliminam riscos provocados por jornadas sem limites,
incluindo fadiga e adoecimento físico ou mental.
Além disso, jornadas sem controle podem prejudicar
diretamente o direito à desconexão, comprometendo
períodos destinados ao descanso, convívio familiar,
lazer e recuperação física dos trabalhadores.
Para o procurador-geral, exigir somente diploma e
determinada faixa salarial não garante que esses
profissionais tenham autonomia efetiva para
organizar adequadamente o próprio tempo de trabalho.
Ao contrário, segundo a Nota Técnica, retirar o
controle poderá incentivar jornadas maiores, porque
essa alternativa pode representar menor custo
empresarial comparativamente ao pagamento de horas
extras.
“Revela-se, assim, contraditório que uma proposta
destinada a ampliar a proteção constitucional
mediante a redução geral da duração do trabalho
institua, simultaneamente, para determinado grupo de
empregados, exceção capaz de conduzir à ausência
total de limites efetivos de jornada, com
repercussões diretas sobre a saúde e a segurança no
trabalho, além da privação do convívio familiar e
social”, afirma o procurador-geral na nota técnica.
Assim, o MPT defende que a proposta avance no
Senado, porém reivindica alteração para impedir que
determinados grupos permaneçam sem limites efetivos
para sua jornada profissional.
Clique
aqui para ler a nota técnica.
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/09/2026 -
Não se
brinca com a democracia
O sinal de alerta está ligado depois da investida
do ministro André Mendonça contra a Polícia Federal
e as relevantes investigações e inquéritos em curso
que envolvem o Banco Master, o filme “Dark Horse” e
seus agentes.
Marcos Verlaine*
Diante disso, as eleições livres e democráticas de
2026 correm riscos que não podem ser tratados com
indiferença. E um dos mais perigosos é a
possibilidade de que conflitos institucionais sejam
transformados em combustível para crise política
capaz de contaminar o processo eleitoral.
O episódio que envolve os ministros André Mendonça,
Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Edson Fachin é
sério sinal de alerta.
Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral
da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão foi
imediatamente contestada por Dino, que a suspendeu.
Coube a Fachin interromper o choque entre as
decisões e levar o caso para o âmbito colegiado do
Supremo.
É difícil imaginar algo mais inadequado às vésperas
de eleição presidencial do que disputa pública entre
ministros que envolve justamente o comando da
Polícia Federal.
Investigar, sim. Politizar, não
As denúncias e suspeitas que envolvem autoridades do
STF devem ser investigadas. Não há autoridade acima
da lei, e transparência e prestação de contas são
indispensáveis à República.
As mensagens atribuídas a Moraes e Daniel Vorcaro e
os questionamentos sobre a condução de
investigações, portanto, precisam ser esclarecidas
pelos canais institucionais competentes.
Mas uma coisa é investigar. Outra, bem diferente, é
permitir que investigações, decisões individuais e
disputas entre ministros produzam crise
institucional de grandes proporções. O Supremo
precisa ser parte da solução, não da crise.
A quem interessa o tumulto?
É preciso olhar além do episódio. Em uma sociedade
ainda profundamente polarizada, qualquer conflito
entre instituições pode ser convertido rapidamente
em arma política. A extrema direita já demonstrou
disposição de atacar o sistema eleitoral, questionar
decisões judiciais e construir narrativas de fraude
antes mesmo de a população votar.
Crise no STF pode alimentar a desconfiança nas
instituições. Crise na Polícia Federal pode ser
apresentada como perseguição. Divergência entre
ministros pode virar argumento para desacreditar o
Judiciário. E a soma de tudo isso pode criar o
ambiente perfeito para questionar, de antemão, a
legitimidade das urnas.
Não é preciso conspirar para reconhecer o perigo.
Democracia acima das disputas
Por isso, as forças democráticas — esquerda,
centro-esquerda, direita democrática e
centro-direita — precisam estar atentas.
Defender a democracia não significa dar cheque em
branco a ministros ou instituições. Significa
defender simultaneamente a independência dos
Poderes, o devido processo legal, a transparência, o
contraditório e a soberania do voto popular.
A decisão de Fachin de interromper o choque entre as
medidas individuais e remeter o conflito ao
colegiado aponta, nesse sentido, para o caminho
correto: menos voluntarismo, mais institucionalidade;
menos decisões solitárias, mais colegialidade.
Aqui cabe uma observação objetiva: a decisão de Dino
não se compara à de Mendonça. Ao suspender o
afastamento, Dino restabeleceu a paridade de armas e
abriu caminho para que o presidente da Corte
assumisse a responsabilidade de recompor a
institucionalidade abalada pela decisão de Mendonça.
Linha vermelha
O Brasil não pode voltar ao ambiente de ruptura que
culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
As eleições de 2026 serão nova prova para a
democracia brasileira. Por isso, não se pode brincar
com a estabilidade institucional nem permitir que
conflitos entre autoridades sejam usados para
incendiar o ambiente político, na tentativa de
conflagrar o ambiente eleitoral mirando a campanha
de Lula (PT).
Investigar, sim. Fiscalizar, sim. Criticar, sim. Mas
a eleição deve ser decidida pelo voto. E o resultado
das urnas, respeitado. A democracia não pode ser
colocada em risco pelas disputas de poder de quem
deveria justamente protegê-la.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Diap

14/09/2026 -
INPC tem variação negativa em agosto e soma 3,98% em
12 meses
Índice usado para reajustar salários ficou em
-0,32% no oitavo mês
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC), usado para a correção anual de
salários, fechou agosto em -0,32%. No acumulado de
12 meses, o indicador marca 3,98%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Agosto teve a inflação mais baixa desde setembro de
2022 (também -0,32%).
Em julho passado, o INPC também tinha apresentado
deflação (-0,01%), isto é, inflação negativa. Em
agosto de 2025, o indicador ficou em -0,21%.
Em agosto, o grupo de produtos e serviços que mais
puxou o índice para baixo foi o chamado habitação
(-2,17% e impacto de -0,38 ponto percentual). A
explicação está no Bônus de Itaipu, desconto na
conta de luz que os consumidores receberam no mês
passado.
Correção de salários
O INPC influencia diretamente a vida de muitos
brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses
costuma ser utilizado como referência de cálculo
para reajuste de salários de diversas categorias ao
longo do ano.
O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de
novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto
do INSS e o benefício de quem recebe acima do
salário mínimo são reajustados com base no resultado
do INPC acumulado até dezembro.
INPC x IPCA
O IBGE divulgou também nesta sexta-feira o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de
agosto, que teve a menor taxa em quatro anos
(-0,32%).
Uma diferença entre os dois índices é que o INPC
apura a inflação para as famílias com renda de um
até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares
com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente
o mínimo é de R$ 1.621.
No INPC, são apurados preços de 367 produtos e
serviços (os chamados subitens), dez a menos que no
IPCA.
O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços
pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos
representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA
(aproximadamente 21%), pois as famílias de menor
renda gastam proporcionalmente mais com comida. Em
perspectiva inversa, o preço de passagem de avião
pesa menos no INPC do que no IPCA.
De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por
objetivo a correção do poder de compra dos salários,
através da mensuração das variações de preços da
cesta de consumo da população assalariada com mais
baixo rendimento”.
Fonte: Agência Brasil

14/09/2026 -
Voto
para o Senado e PEC 6 x 1
Depois de aprovada em duas votações maciças na
Câmara dos Deputados, a PEC 6 x 1 vem sofrendo um
empoçamento no Senado.
Recebida, escolhidos o secretário e o relator, foi
aprovada em votação simbólica na Comissão de
Constituição e Justiça, mas empacou devido à pressão
contrária do lobby empresarial, à crise brasiliense
no STF e aos recessos devidos às campanhas
eleitorais.
O empoçamento nos dá um alerta e faz uma exigência.
O alerta é sobre a importância para o movimento
sindical da votação nas duas candidaturas ao Senado.
Em cada estado, as duas candidaturas devem ser
escolhidas com os critérios de apoio forte (campo
democrático e progressista e simpatia aos
trabalhadores) e auxiliadas em suas campanhas pelo
movimento sindical (convite para reuniões na sede,
apresentação nos locais de trabalho e muitas
outras).
É importante fortalecer no Senado futuro a
correlação de forças favorável aos trabalhadores.
A exigência é que os sindicatos e todas as entidades
sindicais (com elogio ao esforço que as centrais
sindicais têm realizado) persistam na luta pela
redução da jornada, sem redução de salário e pelo
fim da escala 6 x 1, exigindo a votação da PEC no
Senado e fazendo desta luta uma motivação essencial
nas campanhas eleitorais em curso nas quais o
movimento sindical tem participação.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

11/09/2026 -
Em manifesto, Centrais Sindicais reafirmam defesa da
democracia e cobram respeito à Constituição
As Centrais Sindicais divulgaram, nesta quinta-feira
(10), manifesto exigindo transparência e respeito à
Constituição em reação às decisões envolvendo o
Supremo Tribunal Federal (STF), após o afastamento
do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei
Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro
Almada, pelo ministro André Mendonça.
No documento, as entidades questionam a divulgação
seletiva de informações e cobram uma resposta
colegiada da Corte, além de apuração célere e
independente dos fatos. As centrais também alertam
para os riscos de interferências políticas nas
instituições e afirmam que a democracia deve
prevalecer sobre interesses pessoais ou eleitorais.
Confira, a seguir, a íntegra do manifesto:
Em defesa das instituições e da democracia
As Centrais Sindicais manifestam preocupação com a
escalada da crise institucional envolvendo o Supremo
Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal. O
momento exige firmeza, transparência e absoluto
respeito à Constituição.
Vazamentos seletivos, divulgação fragmentada de
informações e critérios distintos de celeridade
alimentam suspeitas de seletividade e comprometem a
confiança nas próprias investigações.
Não é a primeira vez, na história recente, que os
brasileiros assistem ao uso do sistema de Justiça
para fins políticos e eleitorais. O resultado dessa
prática foi a instabilidade política e a ameaça à
democracia.
É inaceitável que ministros, dos quais se esperam
condutas exemplares no exercício do cargo, utilizem
suas posições para proteger interesses pessoais,
perseguir grupos políticos ou interferir, ainda que
indiretamente, no processo eleitoral.
Além de prejudicar o direito soberano do povo de
decidir os rumos do país, manipulações dessa
natureza expõem o Brasil como uma sociedade
vulnerável a ingerências estrangeiras — algo ainda
mais preocupante diante da ascensão de governos
extremistas em diferentes partes do mundo.
Diante da gravidade da situação, é necessária uma
reação imediata do STF. Cabe ao presidente da Corte,
ministro Edson Fachin, assegurar uma resposta
colegiada e contribuir para o restabelecimento da
confiança no Tribunal.
Os fatos e as responsabilidades precisam ser
apurados de forma célere, independente e
transparente. É preciso que se faça quebra integral
dos sigilos, para que as informações sejam
apresentadas sem recortes ou vieses. Com respeito ao
devido processo legal e sem antecipação de culpa, os
investigados devem ser cautelarmente afastados
sempre que sua permanência na função puder
comprometer as apurações.
É urgente garantir a independência, a autoridade e a
credibilidade do STF, da Polícia Federal, da
Advocacia Geral da União e das demais instituições
da República. O pleno funcionamento dessas
instituições é expressão de uma democracia saudável
e ativa. Foram elas que garantiram, por exemplo, a
soberania das urnas e a normalidade constitucional
em 2022.
Em nome dos trabalhadores brasileiros, cobramos
verdade, transparência, imparcialidade e
estabilidade institucional. A democracia brasileira
é maior do que qualquer interesse pessoal, político
ou eleitoral e deve estar acima de todos eles.
São Paulo, 10 de setembro de 2026
Sérgio Nobre – Presidente da Central Única dos
Trabalhadores (CUT)
Miguel Torres – Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah – Presidente da União Geral dos
Trabalhadores (UGT)
Ronaldo Leite – Presidente interino da Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Antonio Neto – Presidente da Central dos Sindicatos
Brasileiros (CSB)
Sônia Maria Zerino da Silva – Presidente da Nova
Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
Nilza Pereira – Secretária-Geral da Intersindical –
Central da Classe Trabalhadora
José Gozze – Presidente da Pública Central do Servidor
Luiz Arraes – Coordenador-Nacional do Fórum Sindical
dos Trabalhadores (FST)
Fonte: Hora do Povo

11/09/2026 -
Centrais Sindicais preparam ações de apoio a
reeleição do presidente Lula
Reunidos remotamente na manhã de quarta-feira (9),
mais de 200 sindicalistas opinaram sobre de que
forma devem atuar na reta final das campanhas de
reeleição do presidente Lula, dos candidatos ao
Congresso Nacional, Governos e Assembleias
Legislativas, que serão fundamentais para aprovar os
projetos de interesses do povo e da classe
trabalhadora.
Todos opinaram da necessidade de intensificar ações
de esclarecimentos nos locais de trabalho,
apresentar os feitos da atual gestão que trouxeram
ganhos para os trabalhadores e trabalhadoras,
alertá-los sobre os retrocessos trabalhistas e
sociais, caso vençam, os que abertamente se
posicionam favoráveis aos interesses empresariais.
O caso mais notório de que os aliados da classe
empresarial, advogam em Brasília a favor de pautas
que só beneficiam o capital, foi a votação do fim da
Escala 6X1 no Senado Federal em que o senador
Rogério Marinho (PL/RN), coordenador de campanha do
Flávio Bolsonaro, apresentou emendas todas
favoráveis aos patrões para retardar a votação.
Os quatro votos contrários ao relatório apresentado
pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve o texto
original da Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
nº221/2019, aprovado pela Câmara Federal, foram
justamente o de Marinho, Hamilton Mourão (Republicanos-RS),Teresa
Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO), todos
adeptos do bolsonarismo.
Para garantir visibilidade do apoio dos
sindicalistas aos candidatos progressistas, Nailton
Francisco de Souza (Porreta), presidente da NCST/SP
– Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado
de São Paulo, sugeriu caminhas nos centros das
capitais de (Salvador, Belo Horizonte, Rio de
Janeiro e São Paulo) e encontro com os candidatos.
“Temos que dialogar e argumentar com a população e
os que nós representamos no dia a dia. O trabalho de
conscientização até outubro tem que ser constante em
todas frentes: locais de trabalho, feiras livres,
centros urbanos e redes sociais. Nossos inimigos de
classe baixaram o nível de suas campanhas e fabricam
e divulgam cotidianamente mentiras sobre o Governo
Lula”.
Nailton Porreta, ressaltou que o jogo é pesado, que
inclusive o ministro do STF – Supremo Tribunal
Federal, André Mendonça tem atuado explicitamente
para impedir investigação que atingem seus amigos,
com a finalidade de reforçar a estratégia eleitoral
da extrema direita, com um comportamento,
irresponsável, nada republicado e muito perigoso.
Afirmou que Mendonça, age cronologicamente no ritmo
da disputa eleitoral. Sua decisão ilegal de afastar
Andrei Rodrigues e Leandro Almada dos cargos de
Diretor-Geral e de Diretor de Inteligência da
Polícia Federal, teve como objetivo municiar os
cabos eleitorais e impedir o andamento das apurações
sobre o Banco Master, que atingem centralmente
políticos e agentes bolsonaristas.
Fonte: Blog Profissão Transportes

11/09/2026 -
Lula sanciona lei que extingue a “taxa das
blusinhas” e altera regras de importação
Nova legislação acaba com imposto de 20% para
compras internacionais de até US$ 50 e traz regras
para medicamentos
O presidente Lula (PT) sancionou nesta quinta-feira
(10) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 13/2026,
texto que altera o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e
extingue a chamada “taxa das blusinhas”. A nova
legislação modifica as regras de tributação
simplificada de remessas postais internacionais,
pondo fim à cobrança do Imposto de Importação de 20%
sobre compras no exterior de até US$ 50.
A medida mantém o regime simplificado para os bens
importados por via postal, limitando a aplicação
deste formato a mercadorias com valor de até US$ 3
mil por remessa. Além disso, a nova lei confere ao
ministro da Fazenda a competência direta para
alterar as alíquotas do Imposto de Importação
incidentes sobre essas operações.
A norma também autoriza a concessão de tratamento
tributário diferenciado de acordo com o meio de
importação utilizado e a adesão da plataforma de
vendas ao programa de conformidade da Receita
Federal. Para dar maior previsibilidade e
transparência ao consumidor quanto ao custo final da
operação, as compras feitas em empresas habilitadas
no programa de conformidade poderão ser
nacionalizadas utilizando a taxa de câmbio vigente
no dia exato da compra.
Com o intuito de evitar abusos e distorções no
sistema, o Poder Executivo fica autorizado a
estabelecer limites quantitativos e de frequência de
compras por usuário. Também serão implementados
mecanismos de controle para evitar o fracionamento
artificial de remessas e impedir que o regime
simplificado seja utilizado indevidamente para fins
comerciais ou de revenda.
Regra especial para importação de medicamentos
A legislação recém-sancionada cria um tratamento
especial destinado a pacientes que precisam importar
medicamentos não disponíveis no mercado nacional.
Para ter direito ao benefício, o produto deve
cumprir requisitos específicos: precisa ser um
medicamento acabado, não possuir similar nacional,
ter classificação reconhecida pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa), ser importado por
pessoa física para uso próprio e individual, e ser
voltado ao tratamento de doenças raras ou
negligenciadas.
Diretrizes econômicas e proteção ao setor
nacional
O texto estabelece diretrizes rígidas para fundamentar
as futuras decisões do Ministério da Fazenda sobre o
regime simplificado. As medidas deverão observar a
isonomia concorrencial entre artigos importados e
nacionais, a livre concorrência, a valorização do
trabalho, a proteção do emprego e da renda, além do
fortalecimento da indústria e do comércio varejista
do país. As decisões regulatórias precisarão
assegurar a transparência, a motivação dos atos e a
preservação de preços acessíveis ao consumidor.
A Fazenda terá a obrigação de realizar o
monitoramento periódico dos efeitos econômicos da
legislação, com relatórios produzidos em intervalos
máximos de seis meses. Os estudos vão avaliar o
impacto sobre emprego e renda, os efeitos em setores
intensivos em mão de obra, a competitividade do
mercado interno, a variação de preços ao consumidor,
o volume e valor das remessas, os países de origem,
as diferenças competitivas e a arrecadação federal e
estadual.
Por fim, a lei institui um mecanismo permanente de
acompanhamento pelo Congresso Nacional. O Poder
Legislativo deverá apresentar, até o dia 30 de abril
de cada ano, um relatório completo detalhando o
impacto econômico e fiscal da medida, a arrecadação
obtida, os reflexos na indústria e comércio
nacionais, bem como a estimativa da renúncia de
receitas para o exercício seguinte.
Fonte: Brasil247

11/09/2026 -
Cesta básica ficou mais barata em 25 capitais em
agosto
Produtos como batata, tomate, café e feijão
puxaram a queda
Em agosto, a cesta básica ficou mais barata em 25
das 27 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa
Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Levantamento
é divulgado mensalmente pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab).
A cesta só ficou mais cara em duas capitais: Maceió,
onde o custo médio da cesta subiu 1,43%, e em São
Luís, com aumento médio de 0,78%.
De acordo com a pesquisa, as quedas mais importantes
ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%),
Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá
(-3,37%) e Salvador (-3,30%).
No entanto, quando se faz a comparação anual com o
mesmo mês do ano passado, o custo da cesta básica
aumentou em 25 capitais brasileiras e diminuiu
apenas em Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%), com
as altas mais expressivas observadas em Goiânia
(7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).
Um dos principais produtos responsáveis pela queda
no custo da cesta no mês passado foi a batata, que
caiu em todas as cidades do centro-sul do país.
Também houve queda no preço médio do quilo do café
em pó, que caiu em 23 capitais brasileiras. O tomate
e o feijão foram outros componentes da cesta que
apresentaram queda de preços em agosto. Por outro
lado, o pão francês, o óleo de soja, o leite
integral e o arroz agulhinha apresentaram aumento de
preços na maior parte das capitais analisadas no mês
de agosto.
Cesta mais cara do país
Em agosto, a capital paulista continuou a apresentar a
cesta básica mais cara do país, com custo médio de
R$ 900,59, seguida por Cuiabá (R$ 851,57), Rio de
Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90). Nas
cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da
cesta é diferente. Os menores valores médios foram
registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$
627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).
Dieese estimou que o salário-mínimo em junho deveria
ser de R$ R$ 7.565,86 ou 4,67 vezes superior ao
valor do salário-mínimo atual, estabelecido em R$
1.621,00.
Previsão teve como base a cesta mais cara do país,
que em agosto foi a de São Paulo. Também foi levada
em consideração a determinação constitucional que
estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente
para suprir as despesas com alimentação, moradia,
saúde, educação, vestuário, higiene, transporte,
lazer e previdência.
Fonte: Agência Brasil

10/09/2026 -
Sindicalismo mantém pela votação da PEC
Sexta-feira, dia 4, as Centrais Sindicais se
reuniram na UGT, em São Paulo, para tratar da pauta
referente à PEC 221, que acaba com a escala 6×1 e
reduz a jornada para 40 horas semanais. A matéria já
foi aprovada na CCJ do Senado. Agora, o esforço dos
dirigentes é para que o voto em plenário aconteça
logo após as eleições, em 4 de outubro.
Clemente Ganz Lúcio é o coordenador do Fórum das
Centrais. Segundo informa, “o movimento sindical vai
manter a pressão pela votação em plenário, mesmo
porque essa foi também a posição anunciada por Davi
Alcolumbre, presidente do Senado”.
O movimento do sindicalismo vai ganhar fôlego em
duas vias. Nos locais de trabalho e terminais de
transporte (locais de grande concentração popular),
como também por meio de diálogo e articulação junto
aos senadores e lideranças partidárias.
Candidatos – O sindicalismo também quer levar
para dentro das campanhas eleitorais, proporcionais
ou majoritárias, as bandeiras das 40 horas e pelo
fim da escala 6×1. A ideia é dar mais peso e
densidade nas campanhas dos candidatos a essa
demanda do conjunto da classe trabalhadora.
Tudo o que o sindicalismo não quer é trazer para
dentro do movimento a crise de Brasília e a confusão
institucional, geradas por problemas e choques no
âmbito do Supremo Tribunal Federal. Caso as
entidades tenham que se manifestar, adianta Clemente
Ganz, “será sempre no sentido de fortalecer as
instituições, tendo em vista a necessidade da
transparência e ética na conduta da função pública”.
Mais – Sites das Centrais Sindicais e do Diap
Fonte: Agência Sindical

10/09/2026 -
Convenção 187 reforça segurança e saúde no trabalho
Congresso aprova Convenção 187 da OIT,
fortalecendo políticas de prevenção, segurança e
saúde nos ambientes de trabalho brasileiros
O Brasil avançou no fortalecimento das políticas de
segurança e saúde no trabalho com a aprovação do
texto da Convenção 187 da Organização Internacional
do Trabalho.
O Diário Oficial da União publicou, em 8 de
setembro, o Decreto Legislativo 390/2026, que aprova
o Marco Promocional para Segurança e Saúde no
Trabalho.
A Convenção estabelece uma estrutura destinada a
fortalecer políticas nacionais de SST e promover
permanentemente a prevenção de acidentes, doenças e
mortes relacionadas ao trabalho.
Assim, o instrumento reforça que segurança e saúde
precisam integrar políticas permanentes, articulando
prevenção, legislação, instituições, fiscalização e
participação dos trabalhadores nos ambientes
laborais.
Proteção deve integrar política permanente
Para Alexandre Scarpelli, diretor do Departamento de
Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de
Inspeção do Trabalho, a aprovação representa
importante avanço nacional.
Segundo ele, a medida reforça a segurança e saúde no
trabalho como tema estratégico para o
desenvolvimento econômico e social e para o trabalho
decente.
“A Convenção parte da premissa de que a proteção da
vida e da saúde dos trabalhadores não deve ser
tratada apenas como uma obrigação legal ou como
resposta a acidentes já ocorridos, mas como uma
política permanente de Estado, integrada às
estratégias de desenvolvimento, produtividade,
competitividade e promoção do trabalho decente”,
afirma.
Convenção estabelece melhoria contínua
A OIT adotou a Convenção 187 durante a 95ª Conferência
Internacional do Trabalho, realizada em 2006,
estabelecendo princípios para aprimorar
continuamente políticas nacionais preventivas.
Nesse sentido, o Marco Promocional propõe superar
regras isoladas e ações pontuais, criando uma
estrutura nacional integrada para fortalecer
permanentemente a segurança e saúde ocupacional.
A proposta articula políticas, legislação,
instituições, programas e mecanismos de prevenção,
buscando transformar a proteção dos trabalhadores em
elemento permanente das estratégias nacionais de
desenvolvimento.
Na prática, a Convenção prevê políticas nacionais de
SST, sistemas para implementação e programas com
objetivos, prioridades, ações e mecanismos
destinados à avaliação dos resultados.
Além disso, o instrumento destaca a consulta às
organizações representativas de trabalhadores e
empregadores, fortalecendo o diálogo social na
construção das políticas nacionais de prevenção.
A Convenção também ressalta a necessidade de avaliar
riscos ocupacionais e combatê-los diretamente na
fonte, ampliando medidas preventivas antes da
ocorrência de acidentes e adoecimentos.
Brasil já possui instrumentos de prevenção
Segundo Scarpelli, o Brasil já possui instrumentos
alinhados aos princípios estabelecidos pela
Convenção, entre eles a Política Nacional de
Segurança e Saúde no Trabalho.
A PNSST estabelece diretrizes para integrar a
atuação dos órgãos governamentais e orientar um
sistema nacional destinado à prevenção de acidentes
e doenças relacionadas ao trabalho.
Outro instrumento importante é o Plano Nacional de
Segurança e Saúde no Trabalho, responsável por
transformar as diretrizes estabelecidas pela
política nacional em ações concretas.
“Ele organiza prioridades, metas e iniciativas
voltadas ao fortalecimento da prevenção, da
educação, da produção de informações, da pesquisa,
da fiscalização e da melhoria contínua das condições
de trabalho”, detalha Scarpelli.
Portanto, segundo o diretor, a aprovação da
Convenção não exige necessariamente que o Brasil
crie uma nova estrutura ou uma nova política pública
de segurança.
“O que ela faz é reforçar a necessidade de
implementação efetiva da PNSST e de execução
continuada do PLANSAT, consolidando-os como os
principais instrumentos de promoção da segurança e
saúde no trabalho no país”, ressalta.
Inspeção do Trabalho ganha relevância
Dentro dessa estrutura, a Inspeção do Trabalho exerce
papel fundamental para transformar políticas
nacionais de prevenção em ações efetivas dentro dos
diferentes ambientes profissionais brasileiros.
Nesse processo, Auditores-Fiscais do Trabalho
fiscalizam ambientes laborais, identificam riscos,
promovem adequações e exigem das empresas o
cumprimento das Normas Regulamentadoras aplicáveis
às atividades.
“É por meio da atuação dos Auditores-Fiscais do
Trabalho que o Estado intervém diretamente nos
ambientes laborais para identificar riscos, promover
adequações, exigir o cumprimento das Normas
Regulamentadoras e assegurar que os trabalhadores
exerçam suas atividades em condições seguras e
saudáveis”, afirma.
Além da fiscalização e orientação, análise de
acidentes, embargos e interdições permitem
transformar diretrizes das políticas públicas em
resultados concretos nos locais de trabalho.
Participação fortalece prevenção
A Convenção 187 também reforça a importância da
governança e do acompanhamento permanente das
políticas nacionais destinadas à segurança, saúde e
prevenção nos ambientes laborais.
Nesse contexto, a Comissão Nacional Tripartite
acompanha a implementação da PNSST, avalia
resultados e estimula o aperfeiçoamento contínuo das
ações desenvolvidas em todo país.
Além disso, gerenciamento de riscos ocupacionais,
prevenção e participação dos trabalhadores assumem
importância crescente na construção de ambientes
profissionais mais seguros, saudáveis e dignos.
Portanto, o Marco Promocional reforça que segurança
e saúde devem integrar uma política permanente de
prevenção, superando ações limitadas ao cumprimento
formal das exigências legais.
Para Scarpelli, a aprovação fortalece uma agenda
construída durante anos, baseada na prevenção,
articulação estatal, consolidação da PNSST, execução
do PLANSAT e fiscalização trabalhista.
Com essas medidas, o objetivo é ampliar a proteção
dos trabalhadores e avançar na promoção de ambientes
profissionais “mais seguros, saudáveis, produtivos e
dignos”.
(Revista Proteção, por Lia Nara Bau (08/09/2026))
Fonte: Rádio Peão Brasil

10/09/2026 -
Promulgada lei para diminuir filas do INSS
A Presidência do Congresso promulgou lei que altera
regras do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB),
com o objetivo de diminuir as filas de processos do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta
terça-feira (8), a norma reduz de 45 para 30 dias o
prazo para um processo ser incluído no programa, que
inclui monitoramento especial e força-tarefa dos
servidores.
O PGB já existia desde 2025, mas a Lei 15.497, de
2026 aumenta seu alcance, incluindo pedidos cujo
prazo de análise tenha ultrapassado 30 dias ou que
estejam com o prazo judicial expirado. Com a nova
lei, o programa, que inicialmente aplicava-se à
revisão de benefícios, passa a abranger também os
processos de concessão inicial de direitos.
No Congresso, a proposta tramitou por meio da Medida
Provisória (MP) 1.369/2026. O texto foi aprovado
pelo Senado em 3 de setembro, com relatório da
senadora Zenaide Maia (PSD-RN). A medida provisória
alterou a Lei 15.201, de 2025, que criou o PGB no
âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
e do Departamento de Perícia Médica Federal.
Força-tarefa
Zenaide destaca no relatório a necessidade de ampliar
a força de trabalho destinada à análise dos
processos. Segundo a senadora, o programa havia
contribuído para reduzir o número de processos
pendentes de 2,7 milhões para 1,7 milhão no primeiro
semestre de 2026. Ela também defendeu a inclusão dos
pedidos de concessão inicial entre as prioridades do
programa e a redução do prazo para entrada dos
processos nas ações extraordinárias.
No Plenário, a relatora afirmou que era necessário
dar mais agilidade à análise dos processos. Segundo
Zenaide, a demora afeta especialmente pessoas que
dependem de benefícios previdenciários e
assistenciais para despesas básicas.
Fonte: Agência Senado

10/09/2026 -
Nas redes, 73% discordam do afastamento do diretor
da PF por Mendonça, diz pesquisa
Nas redes de mensagens, WhatsApp e Telegram, 70%
das mensagens da amostra analisada mostravam
discordância com a decisão
O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal,
Andrei Rodrigues, pelo ministro do Supremo Tribunal
Federal André Mendonça, sob acusação de
monitoramento ilegal, gerou intensa repercussão nas
redes sociais na terça-feira, 8. Levantamento da
Palver, empresa de inteligência e análise do
ambiente digital, mostra que nas redes sociais (Instagram,
X e Facebook) 73% discordaram do afastamento, contra
27% que apoiaram a decisão. O afastamento do diretor
da PF, entretanto, foi revertido nesta quarta-feira
(9) pelo ministro Flávio Dino.
Nas redes de mensagens, WhatsApp e Telegram, 70% das
mensagens da amostra analisada mostravam
discordância com a decisão de Mendonça, enquanto 30%
indicavam apoio, desconsiderando os neutros.
“A ampla maioria da conversa digital rejeita o
afastamento de Andrei Rodrigues, o que sugere que a
insatisfação com a medida de Mendonça não é fenômeno
isolado de uma bolha específica, mas predominante
nos dois ambientes monitorados”, avalia a Palver no
levantamento divulgado nesta quarta-feira.
De acordo com a Palver, o debate digital sobre o
tema alcançou cerca de 1,1 mil menções a cada 100
mil mensagens trocadas na mensageria e cerca de 4,3
mil menções a cada 100 mil mensagens nas redes
sociais.
Esse volume de interações é considerado pela Palver
“muito alto”.
Entre as narrativas identificadas pela Palver, a de
maior peso é a que vê a medida como abuso de poder
de Mendonça para proteger aliados de Flávio
Bolsonaro na investigação do caso Master e perseguir
seletivamente figuras ligadas ao governo de Luiz
Inácio Lula da Silva, com peso de 14% na amostra
analisada pela empresa.
Já uma narrativa favorável a Mendonça teve peso
estimado de 9% na amostra. Esse grupo reúne
mensagens enquadrando Mendonça como agente de
justiça contra o “sistema”, que expôs um esquema de
perseguição política supostamente conduzido pela
cúpula da PF sob Andrei Rodrigues a serviço de
Moraes e do governo Lula, segundo o monitoramento.
O levantamento identificou ainda uma terceira
narrativa, a de crise institucional aberta entre
Moraes e Mendonça, com peso estimado de 11% na
amostra da Palver.
Ela reúne mensagens, majoritariamente de caráter
jornalístico-analítico, que descrevem a disputa
entre Moraes e Mendonça como confronto público
inédito dentro do STF, com trocas mútuas de pedidos
de investigação e afastamento, mostra o levantamento
da Palver.
Fonte: Estadão Conteúdo

09/09/2026 -
Pesquisa aponta apoio de 78% dos brasileiros ao fim
da escala 6×1
Levantamento do Instituto Locomotiva aponta que a
escala 6×1 prejudica o convívio familiar, o sono e a
saúde mental dos trabalhadores submetidos a essa
jornada
Uma pesquisa nacional do Instituto Locomotiva aponta
que 78% dos brasileiros defendem a substituição da
escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de folga
— pela jornada 5×2, com 40 horas semanais. O índice
equivale a cerca de 128 milhões de pessoas.
O apoio à mudança atravessa diferentes grupos
políticos e camadas sociais. Segundo o levantamento,
96% dos eleitores que se identificam com a esquerda
são favoráveis ao fim da escala, assim como 61% dos
que se declaram de direita. Entre integrantes da
geração Z, o percentual chega a 86%; entre as
mulheres, a 83%.
A pesquisa foi divulgada enquanto o Congresso
discute a proposta de emenda à Constituição que
reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas,
sem corte salarial, e garante dois dias de descanso
remunerado.
A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) do Senado e aguarda votação em
plenário, prevista para depois das eleições.
Para os trabalhadores submetidos à escala 6×1, os
efeitos da jornada se estendem à vida fora do
emprego. Entre eles, 69% dizem que ela prejudica o
convívio familiar; 67% relatam piora na saúde
mental; 62% associam o regime a problemas físicos; e
61% apontam prejuízos ao sono.
Para 81% dos entrevistados, o descanso se tornou um
privilégio para poucos. Outros 72% consideram que a
escala prejudica o equilíbrio entre trabalho e vida
pessoal, enquanto 78% afirmam que quem trabalha seis
dias por semana têm menos tempo para familiares e
amigos.
O presidente do Instituto Locomotiva, Renato
Meirelles, afirma que os dados revelam uma mudança
na forma como a população avalia as condições de
trabalho.
“Quando a gente pergunta para quem vive a escala
6×1, o problema não aparece primeiro no salário.
Aparece no tamanho da vida que sobra depois do
trabalho”, disse.
A falta de folgas também afeta a possibilidade de
formação profissional. Segundo a pesquisa, 47% das
pessoas submetidas à escala afirmam que a jornada
dificulta estudar ou se qualificar.
Para Meirelles, o dado também desmonta o argumento
de que a manutenção do modelo 6×1 seria necessária
para assegurar produtividade.
A percepção sobre os ganhos tecnológicos reforça
esse debate. Para 74% dos brasileiros, a tecnologia
elevou a produtividade, mas os benefícios ficaram
concentrados nos lucros das empresas, sem melhorar a
vida de quem trabalha. Sete em cada dez
entrevistados concordam que, se a produtividade
aumentou, os trabalhadores deveriam trabalhar menos.
O levantamento também relativiza um dos principais
argumentos dos empresários contra a redução da
jornada. Apenas 48% acreditam que a passagem da
escala 6×1 para a 5×2 levaria empresas a repassar
custos trabalhistas aos consumidores.
A PEC em análise no Senado prevê uma transição
gradual: a jornada máxima cairia inicialmente para
42 horas semanais e, após um ano e meio, chegaria a
40 horas. Para entrar em vigor, o texto ainda
precisa ser aprovado em dois turnos pelo plenário,
com o voto favorável de pelo menos 49 senadores.
Fonte: Portal Vermelho

09/09/2026 -
Quaest: Maioria prefere novo mandato de Lula do que
volta dos Bolsonaro ao poder
Novo levantamento mostra que maior parte dos
brasileiros prefere o atual presidente por mais
quatro anos do que Flávio Bolsonaro no Planalto.
Veja os números
Um novo recorte da pesquisa Quaest, divulgado nesta
segunda-feira (7), aponta que a preferência do
eleitorado brasileiro por um novo ciclo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente
do Palácio do Planalto supera numericamente o desejo
do retorno do grupo político liderado pela família
Bolsonaro. Os dados capturam o sentimento geral da
população quanto ao desfecho ideal da disputa
presidencial de 2026.
De acordo com a sondagem, o projeto de continuidade
representado pelo Partido dos Trabalhadores lidera
as aspirações do eleitorado, mantendo uma vantagem
de oito pontos percentuais sobre a alternativa de
regresso da ala bolsonarista ao comando do Poder
Executivo. Ao mesmo tempo, o estudo revela um
contingente expressivo de eleitores que buscam
saídas fora da dicotomia tradicional, dividindo-se
entre nomes do centro moderado e opções
declaradamente apartidárias.
O cenário ganha contornos específicos ao se analisar
o comportamento do eleitorado independente, segmento
que não se alinha automaticamente a nenhuma das
correntes hegemônicas. Entre esses votantes, a
demanda por alternativas outsiders ou por
candidaturas de perfil moderado prevalece com folga,
relegando tanto o petismo quanto o bolsonarismo às
posições secundárias de preferência.
Veja os números:
Resultado ideal para a eleição presidencial
(Geral):
- Lula e o PT vencerem uma nova eleição: 32%
- A família Bolsonaro voltar a governar o país: 24%
- A vitória de um candidato de fora da política e
fora da polarização: 20%
- A vitória de um candidato moderado fora da
polarização: 17%
- Não sabem/não responderam: 7%
Preferência entre os eleitores independentes:
- Vitória de um candidato de fora da política e fora
da polarização: 32%
- Vitória de um candidato moderado: 27%
- Vitória de Lula e o PT: 19%
- Não sabem ou não responderam: 12%
- Volta da família Bolsonaro ao poder: 10%
Divisão regional e dados da pesquisa
A distribuição geográfica do levantamento ratifica a
histórica clivagem regional do eleitorado nacional.
A Região Nordeste desponta como o principal pilar de
sustentação do governo federal, concentrando o maior
percentual favorável à recondução de Lula ao
Planalto (53%). Em contrapartida, a Região Sul
lidera a adesão à oposição conservadora, registrando
a maior proporção de eleitores entusiastas do
retorno da família Bolsonaro ao governo federal
(31%).
A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 3 e 6
de setembro de 2026, mediante 2.004 entrevistas
presenciais com cidadãos de 16 anos ou mais em todas
as unidades da Federação. O levantamento possui
margem de erro estimada em dois pontos percentuais
para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e
encontra-se formalmente registrado no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.
Fonte: RevistaFórum

09/09/2026 -
Sem sessões no Congresso, STF e eleições movimentam
semana política
Fachin aguarda esclarecimentos sobre embate na
Corte, enquanto candidatos entram no prazo para
entregar prestação parcial de contas.
A crise no STF e a corrida eleitoral devem
concentrar as atenções da política nesta semana. Com
Câmara e Senado sem sessões deliberativas, o foco se
volta para os próximos passos do embate na Corte e
para os prazos do calendário eleitoral.
No Supremo, o presidente Edson Fachin aguarda
esclarecimentos sobre a disputa entre Alexandre de
Moraes e André Mendonça em torno das investigações
do Banco Master. Na quinta-feira (3), Fachin abriu
um procedimento e deu prazo comum de cinco dias
úteis para que os dois ministros, o procurador-geral
da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da
Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem
informações.
Em outra frente, Fachin determinou que a
Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste,
também em cinco dias úteis, sobre documentos e
acusações encaminhados por Moraes contra Mendonça.
Depois da manifestação da PGR, Mendonça terá igual
prazo para responder.
Os prazos podem produzir novos desdobramentos ao
longo da semana. Mendonça também liberou para
julgamento no plenário o caso relacionado às
mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro,
ex-controlador do Banco Master. Cabe a Fachin
definir quando o processo será analisado. Até o
momento, não há data anunciada para o julgamento.
Campanhas prestam contas
Na corrida eleitoral, candidatos e partidos entram em
uma etapa importante da fiscalização das campanhas.
De quarta-feira (9) a domingo (13), candidaturas,
partidos, federações e coligações devem apresentar à
Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas das
eleições de 2026.
Os documentos devem reunir a movimentação financeira
e os recursos estimáveis em dinheiro recebidos ou
utilizados desde o início da campanha até
terça-feira (8). Posteriormente, as informações
serão disponibilizadas para consulta pública no
DivulgaCandContas.
Depois da eleição
Deputados e senadores só voltarão a Brasília após o
primeiro turno das eleições, que será realizado em 4
de outubro. A expectativa é que as deliberações
retornem já na semana seguinte. Ao todo, 32
senadores concorrem à reeleição este ano. Na Câmara,
437 deputados buscam novo mandato.
O governo trabalha para aprovar no Senado duas
propostas consideradas prioritárias pelo presidente
Lula: o fim da escala 6x1 e a chamada PEC da
Segurança Pública. As duas propostas foram aprovadas
pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na
semana passada e precisam passar pelo Plenário. A
aprovação depende do apoio de pelo menos 49
senadores em dois turnos de votação.
Fonte: Congresso em Foco

09/09/2026 -
STF mantém precedentes do TST sobre estabilidade no
emprego
O Supremo Tribunal Federal manteve, por unanimidade,
a decisão que rejeitou uma ação contra quatro
precedentes do Tribunal Superior do Trabalho
relacionados à estabilidade no emprego. Todos os
ministros acompanharam o voto do relator, Nunes
Marques, que entendeu que a Arguição de
Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) não
pode ser usada para promover uma revisão abstrata de
entendimentos da Justiça do Trabalho.
A decisão foi tomada na ADPF 1.288, apresentada pela
Confederação Nacional de Serviços (CNS). A entidade
questionava os Temas 55, 125, 134 e 163 do TST, que
tratam de situações envolvendo a estabilidade de
gestantes e de trabalhadores vítimas de acidente de
trabalho ou doença ocupacional.
A CNS alegava que o TST teria criado obrigações,
hipóteses de estabilidade provisória e consequências
indenizatórias sem previsão legal. Segundo a
entidade, os entendimentos violariam a legalidade, a
separação dos Poderes e a competência privativa da
União para legislar sobre Direito do Trabalho.
Outros meios de contestação
Nunes Marques manteve a decisão que não conheceu da
ação por três fundamentos: descumprimento do
requisito da subsidiariedade da ADPF, ausência de
ofensa direta à Constituição e deficiência na
delimitação do objeto questionado.
Segundo o ministro, a existência de precedentes de
observância obrigatória no TST não impede que as
partes utilizem os instrumentos processuais
disponíveis para contestar sua aplicação em casos
concretos, inclusive para demonstrar diferenças
entre o processo analisado e a situação que deu
origem à tese.
Para o relator, aceitar o argumento da CNS
transformaria a ADPF em uma espécie de instrumento
ordinário para revisão abstrata de precedentes dos
tribunais superiores. A entidade também não
demonstrou, segundo ele, que os meios processuais
existentes seriam efetivamente incapazes de levar
uma eventual questão constitucional ao Supremo.
Legislação trabalhista
Nunes Marques também concluiu que a análise das
alegações dependeria primeiro da interpretação de
normas trabalhistas e previdenciárias. Por isso,
eventual violação à Constituição seria indireta, o
que não é suficiente para justificar o processamento
da ADPF.
O Tema 55 envolve a validade do pedido de demissão
da empregada gestante; o Tema 125 trata da
estabilidade em casos de acidente de trabalho ou
doença ocupacional; e os Temas 134 e 163 discutem
questões relacionadas à proteção da gestante, como a
recusa à reintegração, a indenização substitutiva e
o contrato de experiência.
O relator ainda considerou excessivamente amplo o
pedido da CNS, que buscava atingir não apenas os
quatro precedentes, mas também decisões de Varas do
Trabalho, Tribunais Regionais e do próprio TST que
os aplicaram, sem individualizar os atos que
pretendia derrubar.
Com esses fundamentos, Nunes Marques votou por negar
o recurso e manter a decisão que havia rejeitado a
tramitação da ADPF. Os demais ministros acompanharam
o relator.
Clique
aqui para ler o voto do relator
ADPF 1.288
Fonte: RevistaFórum

08/09/2026 -
STF decide limitar gratuidade em ações na Justiça do
Trabalho
Declaração de hipossuficiência só valerá com
comprovação de renda
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
decidiu, na quinta-feira (3), que a gratuidade em
processos trabalhistas só poderá ser concedida
mediante comprovação de renda.
A decisão contraria a prática adotada pelo Tribunal
Superior do Trabalho (TST). Para o TST, bastava a
apresentação da declaração de hipossuficiência
econômica para obtenção da assistência judiciária
gratuita.
Na decisão, ficou definido que a gratuidade judicial
será dada a todos que comprovarem renda de até R$ 5
mil. O processo foi relatado pelo presidente da
Corte, ministro Edson Fachin. O relator, junto com a
ministra Carmen Lúcia, foram votos vencidos no
processo.
“Mesmo que na hipótese da presunção relativa [de
hipossuficiência], os magistrados indefiram o
benefício da gratuidade de justiça caso constate
patrimônio ou renda familiar incompatível com tal
presunção, sempre respeitado o juízo de
proporcionalidade e análise dos interesses
envolvidos no caso concreto”, disse Fachin.
Uma sugestão do ministro Flávio Dino garantiu
aplicação da presunção de hipossuficiência aos
assistidos por defensor público.
A ação da Confederação Nacional do Sistema
Financeiro (Consif) questionava a presunção de
veracidade da declaração de hipossuficiência. Para a
entidade, esse entendimento fere o dispositivo da
Constituição que garante a gratuidade apenas aos que
comprovarem a insuficiência de recursos.
Fonte: Agência Brasil

08/09/2026 -
Ninguém pode utilizar seu cargo em benefício
pessoal, diz Lula após crise no STF
O presidente também destacou preocupação quase
"sobrenatural" para que a sociedade não perca a
esperança e a fé nas instituições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou
nesta sexta-feira (4) que quer fazer no próximo ano
uma discussão profunda sobre a necessidade de uma
reforma no Judiciário. Além disso, declarou que
ninguém, em nome da democracia, pode utilizar seu
cargo para ter benefício próprio.
“Tenho certeza que faremos para o próximo ano uma
discussão profunda sobre a necessidade de uma nova
reforma no Poder Judiciário brasileiro para que o
povo possa continuar acreditando na Justiça. Porque
ninguém, ninguém, em nome da democracia, pode
utilizar o cargo que tem em benefício pessoal.
Ninguém”, declarou.
O presidente disse ainda que tem uma preocupação
quase que “sobrenatural” para que a sociedade não
perca a esperança e a fé nas instituições. Depois de
citar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF),
Lula disse que se não houver instituições sólidas, a
democracia fica vulnerável.
“Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos
trâmites da legislação. Afinal de contas, ela vale
para todos. E eu disse ao meu amigo Fachin, a
Suprema Corte e a Procuradoria Geral da República
estão com muita expectativa da sociedade brasileira.
Porque quando os filhos estão em desordem, é quem
manda na casa quem resolve. Então, meu caro, está
nas suas costas, nas costas do Paulo Gonet, a
responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade
sem tentar esconder absolutamente nada”, completou.
Denuncismo e vazamentos
Lula também avaliou que o Brasil vive uma “época
perigosa” e afirmou que “denuncismo, vazamentos e
fake news não contribuem com democracia”.
Recentemente, parte da investigação na Polícia
Federal (PF) contra o filho do presidente, Fábio
Luís Lula da Silva – o Lulinha – foi vazada para a
imprensa.
O ministro André Mendonça, relator da investigação
sobre Lulinha no âmbito das fraudes no INSS, mandou
a PF investigar a origem do vazamento dos dados. A
determinação atendeu a um pedido da defesa do filho
do presidente.
O presidente discursou em cerimônia no Palácio do
Planalto, ao lado do presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), Edson Fachin, e do procurador-geral
da República, Paulo Gonet. Ele sancionou projetos
que criam fundos no sistema de Justiça.
A fala ocorre em meio a uma das mais graves crises
no Supremo Tribunal Federal. Segundo Lula, o
objetivo dessas novas leis é garantir que pobre seja
tratado com decência pela Justiça.
Fonte: Estadão Conteúdo

08/09/2026 -
Câmara aprova MP que amplia programa para diminuir
fila do INSS
A medida provisória também passou pelo Senado e
será promulgada
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira
(3) a Medida Provisória 1369/26, que estende o
Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB),
criado em 2025 para diminuir as filas de
requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) e da Perícia Médica Federal.
O texto aprovado amplia o objetivo do programa:
antes, a prioridade era reavaliação e revisão de
benefícios já concedidos; agora, essas atividades
passam a ter o mesmo peso de processos como novos
pedidos de aposentadoria e auxílio-doença.
Depois de passar pelo Plenário da Câmara, a medida
provisória foi aprovada sem mudanças pelo Senado. O
texto será promulgado.
Prazo de espera
A MP também reduz de 45 para 30 dias o prazo mínimo de
espera para que um processo entre no escopo do PGB.
Além disso, há previsão de pagamento extraordinário
aos servidores que cumprirem as metas. A data limite
de vigência do programa é 31 de dezembro de 2026.
Durante a votação da MP em Plenário, o deputado
Reginaldo Lopes (PT-MG) destacou a importância da
medida para famílias com doenças raras e atípicas.
"Já conseguimos diminuir a fila em 76% em agosto e,
em setembro, vamos zerar a fila do INSS", afirmou.
Fonte: Agência Câmara

08/09/2026 -
Alcolumbre diz que Senado votará fim da escala 6x1
após eleições
Senador fez anúncio em resposta a apelo de Paulo
Paim. PEC que reduz jornada máxima de 44 para 40
horas semanais precisa de pelo menos 49 votos
favoráveis em dois turnos no Plenário.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
afirmou nesta quinta-feira (3) que a PEC que prevê o
fim da escala 6x1 e reduz de 44 para 40 horas a
jornada máxima semanal será votada pelo Plenário
após as eleições. A declaração foi feita em resposta
a um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS), que está
no último mandato e anunciou que deixará a vida
parlamentar no fim do ano.
"Quero aproveitar essa oportunidade que o senador
Paulo Paim está aqui na mesa e veio me dar um
abraço, para dizer para vossa excelência e para o
Brasil que vossa excelência estará aqui votando,
após as eleições, o fim da escala 6x1 no Plenário do
Senado Federal", afirmou Alcolumbre.
A manifestação ocorreu um dia depois de a PEC avançar
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem
seguir para o Plenário. Sem garantia dos 49 votos
necessários para aprovar uma mudança constitucional
e diante da obstrução da oposição, a base governista
decidiu não arriscar a votação.
A expectativa é que os senadores retomem as votações
presenciais em novo esforço concentrado na segunda
semana de outubro. O primeiro turno das eleições
será em 4 de outubro e um eventual segundo turno, no
dia 25.
Apelo de Paim
Da tribuna, Paim relembrou a atuação na Constituinte e
a redução da jornada máxima de 48 para 44 horas
semanais, incluída na Constituição de 1988.
"Não podemos mais esperar. Por que esperar? Vamos
resolver, como na Constituinte de 1988, [quando]
alcançamos as 44 horas semanais [de jornada máxima
semanal de trabalho]", disse.
Paim afirmou que gostaria de encerrar sua trajetória
no Congresso com a aprovação da nova jornada.
"Chegou a hora de eu ir pra casa, mas eu queria
muito dizer a todos: 'temos agora as 40 horas
semanais para toda nossa gente."
A PEC já passou pela CCJ e precisa ser aprovada pelo
Plenário do Senado em dois turnos, com pelo menos 49
votos favoráveis em cada um. O texto reduz a jornada
semanal para 40 horas, sem diminuição salarial, e
prevê dois dias de repouso remunerado.
Fonte: Agência Câmara

08/09/2026 -
Sindicatos prometem pressionar Senado para votar 6x1
antes da eleição
Centrais se reuniram nesta sexta para definir
ações a favor da PEC
As principais centrais sindicais do Brasil articulam
pressionar os senadores em cada unidade da federação
(UF) para antecipar a votação da proposta de emenda
à Constituição (PEC) que põe fim à escala de seis
dias de trabalho por um de descanso e reduz a
jornada para 40 horas semanais.
Com início neste fim de semana, o movimento quer que
a PEC 221 de 2019 seja votada antes do primeiro
turno das eleições de 2026.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), Sérgio Nobre, avalia que o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi pressionado
por empresários e senadores da oposição a pautar a
PEC para depois da eleição com o objetivo de
possibilitar que os parlamentares “traiam o povo”.
“Os empresários falam que querem que vote depois da
eleição porque sabem que o senador vai trair o povo.
Fala que vota a favor do povo e, no dia seguinte,
trai a população. É isso que nós vamos denunciar”,
disse à Agência Brasil.
O presidente da CUT acredita que é possível
antecipar a votação da PEC se houver forte pressão
popular.
“Se os senadores forem cobrados nos estados, eles
vão querer resolver essa situação. Eles vão ter que
responder isso nas ruas. Vamos colocar o povo para
cobrar. Vai pedir voto? Cadê a 6x1 primeiro?”,
respondeu Sérgio Nobre.
Agenda contra a 6x1
A agenda de ações a favor da PEC 221 de 2019 foi
definida, nesta sexta-feira (4), em reunião do Fórum
das Centrais Sindicais, que reúne as seis principais
entidades sindicais do país. A reunião foi convocada
após Alcolumbre anunciar a votação da proposta para
depois das eleições.
Os dirigentes sindicais decidiram ainda intensificar
panfletagens em centros comerciais, onde a escala
6x1 é mais comum, reforçar a mobilização nas redes
sociais e trabalhar para construir novos protestos
de rua.
As centrais vão ainda solicitar uma audiência com o
senador Alcolumbre para defender a votação da PEC
antes do 1º turno e denunciar os parlamentares que
estão contra a redução da jornada de trabalho.
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse
à Agência Brasil que Alcolumbre “virou as costas”
para os trabalhadores.
“Para nós, o adiamento da votação foi uma surpresa
negativa. Mais de 70% da população brasileira é a
favor da PEC. Vejo esse adiamento com muita
preocupação porque, se deixar para depois da
eleição, podemos voltar para a estaca zero”,
comentou.
Sindicatos criticam adiamento
Inicialmente havia a expectativa da PEC do fim da
escala 6x1 ir para o plenário logo após a aprovação
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na
última quarta-feira (2). A reportagem procurou a
assessoria de Alcolumbre para comentar o tema, mas
não obteve retorno.
O diretor da executiva da Central dos Sindicatos
Brasileiros (CSB), Paulo de Oliveira, disse que os
sindicatos achavam possível ter votado a PEC nesta
semana.
“Nos parece desleal com os trabalhadores que vão
votar na eleição. Como passou o primeiro turno, não
há mais preocupação com os votos e aí eles podem
atender outros interesses que não os da grande massa
da população”, disse à Agência Brasil.
Por sua vez, o presidente da União Geral dos
Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, lembrou que a
redução da jornada de trabalho para 40 horas é uma
demanda de quase 100 anos.dos trabalhadores.
“Tivemos uma vitória extraordinária na CCJ, onde
apenas quatro senadores foram contrários e todos
eles não vão disputar eleição agora. Temos a
expectativa de falar com Alcolumbre e resolver
isso”, disse.
As centrais sindicais defendem a PEC argumentando,
entre outros motivos, que ela melhora a qualidade de
vida e a saúde mental dos trabalhadores, que terão
mais tempo para se dedicar às famílias ou a outras
atividades.
Além disso, argumentam que os custos da redução da
jornada são pequenos e podem ser absorvidos pelas
empresas, assim como ocorreu com a redução da
jornada de 48 para 44 horas em 1988.
Patrões
As confederações patronais, por outro lado, têm se
manifestado contra a PEC do fim da 6x1, alegando que
ela aumenta os custos das empresas e pode prejudicar
a economia. Estudos têm divergido sobre os impactos
da mudança para inflação e o Produto Interno Bruto
(PIB).
A Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo (CNC) pediu para adiar a votação
da PEC 221 de 2019 para depois das eleições.
“Mudanças constitucionais nas relações de trabalho
exigem análise técnica, diálogo e previsibilidade.
Não é uma discussão que deva ser conduzida sob a
pressão do calendário eleitoral, mas sim em um
ambiente que permita avaliar com responsabilidade
seus impactos em empresas, empregos e
trabalhadores”, defendeu o presidente do Sistema
CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
Fonte: Agência Brasil

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