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Blog - Últimas Notícias
17/07/2026 -
Novo tarifaço dos Estados Unidos ameaça empregos, a
indústria nacional e a soberania brasileira
As Centrais Sindicais e a IndustriALL Brasil
repudiam a nova rodada de tarifas anunciada pelos
Estados Unidos contra produtos brasileiros. O ataque
ameaça empregos, investimentos e o desenvolvimento
industrial, com impactos em todos os setores da
economia nacional, atingindo diretamente milhares de
trabalhadores e trabalhadoras. Medidas unilaterais
dessa natureza desorganizam cadeias produtivas,
reduzem a competitividade da economia brasileira e
colocam em risco empregos de qualidade.
O argumento econômico não se sustenta. Em 2025, o
Brasil registrou déficit comercial de US$ 7,53
bilhões na relação com os Estados Unidos. Ou seja,
os norte americanos exportam mais para o Brasil do
que importam do nosso país. Não há desequilíbrio
comercial que justifique essa medida.
Também nos preocupa que a investigação
norte-americana tenha passado a questionar
instrumentos e políticas públicas brasileiras, como
o PIX. O Brasil tem o direito de desenvolver
soluções próprias e inovadoras para seu sistema
financeiro. Atacar o PIX é atacar a soberania
nacional.
Para as Centrais Sindicais e a IndustriALL Brasil, a
política tarifária adotada pelo governo Trump vem
sendo utilizada como instrumento de pressão política
e econômica para ampliar os interesses estratégicos
dos Estados Unidos em diferentes regiões do mundo. O
Brasil, detentor de minerais críticos, grandes
reservas energéticas e uma indústria estratégica,
não pode ser alvo desse tipo de chantagem comercial.
Além disso, as referências à política interna
brasileira durante o anúncio das medidas reforçam
que a decisão ultrapassa a esfera comercial e assume
caráter político.
Por isso, defendemos que o governo brasileiro
mantenha o diálogo e as negociações, sem renunciar
aos interesses nacionais, da autonomia de suas
instituições e da soberania do país e, ao mesmo
tempo, atue para continuar a abrir novos mercados
para nossos produtos.
Continuaremos mobilizados na defesa da soberania
nacional, da democracia, da indústria brasileira, do
livre e justo comércio internacional, dos empregos
de qualidade e de um projeto de desenvolvimento que
fortaleça a produção, gere renda de qualidade e
valorize o trabalho.
São Paulo, 16 de julho de 2026.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Sônia Maria Zerino da Silva, presidente da NCST (Nova
Central Sindical de Trabalhadores)
Antônio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Nilza Pereira Almeida, secretária-geral da
Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da IndustriALL
Brasil
Fonte: NCST

17/07/2026 -
Corrida contra o tempo para o fim da escala 6x1
Neuriberg Dias*
A proposta de redução da jornada de trabalho aguarda
despacho no Senado Federal para iniciar sua
tramitação na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) e, posteriormente, seguir para votação no
plenário da Casa. Embora seja apoiada por maioria da
população e no próprio Parlamento, o principal
desafio agora é contra o tempo que definirá os rumos
da Proposta de Emenda à Constituição.
No institucional, o ritmo da tramitação dependerá,
em grande medida, da relação entre o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o
governo federal, especialmente com o presidente
Lula. Com o poder nas mãos, caberá ao presidente da
Casa despachar a proposta para a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), atualmente presidida
pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), favorável à
aprovação da matéria, e, posteriormente, designar o
relator em plenário para votação em 1º e 2º turno.
Para que a proposta seja aprovada, serão necessários
49 votos favoráveis. Nesse momento o tempo é um
elemento estratégico no processo legislativo e
decisório. Embora haja expectativa de que a matéria
reúna condições para avançar, a demora no despacho
foi interpretada como um gesto ao setor empresarial
e à oposição, que defendem e apresentaram uma
proposta alternativa, e buscam ampliar sua
articulação junto aos senadores.
No político o calendário eleitoral tornou-se um
elemento dessa equação. Em 2026, além da eleição
presidencial, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão
em disputa, o que poderá alterar significativamente
a correlação de forças na Casa. A expectativa é de
uma composição mais alinhada à agenda liberal e às
pautas do mercado, e com maior presença da oposição
em relação a atual legislatura, cenário que tende a
dificultar a manutenção do texto aprovado pela
Câmara e ampliar as pressões por mudanças. Por essa
razão, o governo Lula tem interesse em acelerar a
tramitação da proposta ainda nesta legislatura,
quando o ambiente institucional, político e social é
considerado mais favorável.
E no sindical, o movimento e as entidades
representativas dos trabalhadores terão papel
decisivo em manter a mobilização junto na sociedade
e na pressão sobre os parlamentares para manter a
proposta na pauta legislativa. Além de defenderem a
votação da redução da jornada ainda neste ano, será
necessário transformar essa agenda em um dos
principais critérios de apoio eleitoral, priorizando
candidatos à reeleição e novos postulantes que
assumam compromisso público com a aprovação da
medida do fim da escala 6x1 e redução da jornada
para 40 horas semanais.
Ao movimento sindical, o maior desafio é vencer a
corrida contra o tempo. Hoje, a correlação de forças
reúne apoio suficiente para a aprovação da proposta,
mas esbarra nos interesses políticos do atual
presidente do Senado, que pretende disputar a
reeleição ao cargo. Sua avaliação é influenciada
pelas pesquisas eleitorais e pelas projeções sobre a
composição do próximo Senado.
Dessa forma, a votação neste ano ainda vai depender
do resultado das eleições presidenciais e, num pior
cenário, deixando para uma nova legislatura, a
renovação do Congresso, em particular, do Senado, e
a eleição das novas mesas diretoras das Casas e
presidentes de comissões, colocariam em risco a
proposta aprovada pela Câmara que aguarda votação.
*Jornalista, Analista Político e Diretor de
Documentação do DIAP
Fonte: Diap

17/07/2026 -
Centrais sindicais ampliam mobilização pelo fim da
escala 6×1
Centrais sindicais definem novas ações para
ampliar apoio no Senado à PEC que reduz a jornada de
trabalho e encerra a escala 6×1
Representantes das centrais sindicais Força
Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CSB, CTB, Pública
e Intersindical participaram de reunião híbrida na
sede da UGT para fortalecer a campanha nacional.
Durante o encontro, as lideranças debateram os
próximos encaminhamentos da mobilização pelo fim da
escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem
redução salarial.
Além disso, os dirigentes alinharam estratégias
conjuntas para ampliar a mobilização social e
reforçar o diálogo entre sindicatos, parlamentares e
diferentes setores da sociedade brasileira.
As centrais também definiram ações de articulação
institucional voltadas ao Senado Federal, buscando
ampliar o apoio político à Proposta de Emenda à
Constituição sobre o tema.
Os participantes reafirmaram o compromisso de
intensificar a pressão junto aos senadores,
defendendo uma jornada mais justa, melhores
condições de trabalho e qualidade de vida.
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/07/2026 -
Tarifa dos EUA poupa café, carne e suco de laranja;
veja itens taxados
Medida de 25% anunciada pelo governo Trump
preserva parte das principais exportações
brasileiras, mas alcança milhares de outros itens
vendidos ao mercado americano.
A tarifa adicional de 25% anunciada nesta
quarta-feira (15) pelo governo dos Estados Unidos
contra produtos brasileiros não atingirá todas as
exportações do país. Apesar da medida ter aplicação
ampla, a administração de Donald Trump decidiu
preservar alguns dos principais produtos brasileiros
vendidos ao mercado americano, especialmente aqueles
considerados estratégicos para a economia dos EUA ou
de difícil substituição.
Entre os produtos isentos da nova tarifa estão:
- café;
- carne bovina;
- laranjas;
- suco de laranja;
- petróleo e derivados;
- peças e componentes aeronáuticos;
- matérias-primas consideradas essenciais para a
indústria americana;
- determinados minerais e metais estratégicos.
Segundo o Escritório do Representante de Comércio
dos Estados Unidos (USTR), também ficaram de fora
itens que poderiam provocar desabastecimento interno
ou aumento generalizado de preços caso fossem
taxados.
O que será taxado
Embora o governo americano ainda não tenha divulgado
uma lista simplificada dos produtos afetados, a
medida alcança a maior parte das importações
brasileiras que não se enquadram nas exceções
previstas pelo USTR.
Entre os setores que tendem a ser mais impactados
estão:
- produtos industrializados;
- máquinas e equipamentos;
- madeira e derivados;
- etanol brasileiro;
- manufaturados exportados para os Estados Unidos.
O próprio governo americano confirmou que o etanol
permanece entre os produtos atingidos pela tarifa,
já que a dificuldade de acesso desse combustível ao
mercado brasileiro foi um dos principais argumentos
utilizados na investigação comercial contra o
Brasil.
Por que alguns produtos ficaram de fora
A exclusão de itens como café e carne bovina tem um
motivo econômico. Os Estados Unidos dependem
parcialmente das importações brasileiras desses
produtos e uma tributação poderia pressionar a
inflação doméstica, elevando preços para
consumidores e empresas americanas.
O mesmo raciocínio foi aplicado a matérias-primas,
fertilizantes, determinados minerais e componentes
utilizados pela indústria americana, cuja oferta
doméstica é considerada insuficiente.
Tarifa faz parte da investigação contra o Brasil
A medida foi adotada após uma investigação conduzida
pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio
de 1974.
O governo Trump concluiu que o Brasil adota
"práticas irrazoáveis" que restringem o comércio
americano, citando políticas relacionadas ao
comércio digital e aos serviços de pagamento
eletrônico, onde se insere o PIX, além de questões
envolvendo propriedade intelectual, combate à
corrupção, acesso ao mercado de etanol, tarifas
preferenciais e desmatamento ilegal.
Fonte: Congresso em Foco

17/07/2026 -
Indústria brasileira repudia taxação dos Estados
Unidos sobre o Brasil
Decisão é prejudicial por reduzir competitividade
brasileira, diz Fiesp
O governo dos Estados Unidos anunciou na madrugada
(horário de Brasília) desta quinta-feira (16) a nova
taxação de 25% sobre produtos brasileiros e as
entidades que representam vários setores da
indústria brasileira reagiram fortemente à medida
determinada pelo presidente Donald Trump.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),
divulgou comunicado no qual “lamenta com profunda
preocupação a aplicação de uma sobretaxa às
exportações de produtos brasileiros ao mercado
norte-americano”.
“A decisão é especialmente prejudicial por se
limitar de forma unilateral ao Brasil, o que reduz
significativamente a competitividade do país perante
concorrentes globais”, diz a Fiesp.
A entidade reafirmou também o “seu compromisso com a
diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de
forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que
as tarifas sejam revertidas ou parcialmente
mitigadas na ampliação da lista de isenções”.
Fiemg
Quem também se manifestou sobre a taxação
norte-americana sobre a economia brasileira foi a
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
(Fiemg).
“A Fiemg manifesta profunda preocupação com o
recente aumento das tarifas aplicadas pelos Estados
Unidos aos produtos brasileiros”.
Em sua manifestação, a Fiemg reforçou a “importância
do diálogo e da cooperação entre os países,
especialmente em um momento em que se exige
serenidade e responsabilidade nas relações
comerciais internacionais”.
A entidade a indústria mineira declarou ainda que os
Estados Unidos são um parceiro estratégico para o
país, “em especial para a indústria manufatureira
nacional”.
CNI
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional das
Indústrias (CNI), também criticou a aplicação de
taxas contra o Brasil, determinada pelo governo dos
EUA.
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos
estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria
brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas
exportações ao mercado norte-americano no primeiro
trimestre”, afirmou Alban.
“Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a
piorar, corroendo ainda mais a competitividade da
indústria brasileira. Não podemos poupar esforços
para reverter essa lógica e retomar a relação que o
Brasil e Estados Unidos construíram”, acrescentou.
Tarifaço
O governo dos Estados Unidos anunciou uma sobretaxa de
25% sobre produtos exportados pelo Brasil para
aquele país, na madrugada de quinta, horário de
Brasília. A decisão entra em vigor a partir de 22 de
julho. Ela vai incidir sobre produtos que não estão
na lista de exceção.
Ficaram de fora produtos como café, suco de laranja,
carne bovina, aeronaves, entre outros. A lista de
produtos isentos chega a mais de 2 mil itens. Eles
não são sobretaxados por terem muita importância
dentro do mercado norte-americano e por não serem
produzidos em larga escala pela indústria do país.
Fonte: Agência Brasil

16/07/2026 -
Centrais reforçam a Davi Alcolumbre pedido de
votação pelo fim da escala 6x1
As centrais sindicais deram mais um passo na
articulação pela tramitação da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1. Na
tarde de terça-feira (14), após uma reunião com a
líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE),
as lideranças sindicais participaram de um encontro
com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para
reforçar a importância da votação da proposta.
A reunião com Davi Alcolumbre foi articulada pela
senadora Teresa Leitão logo após o encontro
realizado com as centrais sindicais. A parlamentar
agendou a conversa para o mesmo dia, ao término da
sessão do Senado, com o objetivo de ampliar o
diálogo sobre uma pauta considerada prioritária para
milhões de trabalhadores e trabalhadoras
brasileiros.
A presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou da
reunião e destacou que as centrais compareceram ao
encontro para reafirmar o pedido de avanço da
proposta.
"Os representantes das centrais sindicais reiteraram
ao presidente do Senado o pleito para que a PEC que
põe fim à escala 6x1 seja colocada em votação",
afirmou.
Segundo Sônia Zerino, Davi Alcolumbre ouviu
atentamente as manifestações das lideranças
sindicais e respondeu que está avaliando a forma de
encaminhar a matéria.
"O presidente Davi Alcolumbre nos ouviu atentamente
e disse que está vendo como fará para dar andamento
à pauta", relatou.
Fonte: NCST

16/07/2026 -
Cai a idade mínima para aposentadoria especial
A decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a
exigência de idade mínima para a aposentadoria
especial e restabeleceu a regra baseada
exclusivamente no tempo de contribuição é uma
vitória histórica para os trabalhadores brasileiros.
Esse resultado não foi casual: ele reflete a atuação
firme e estratégica do sistema confederativo, por
meio da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI), que levou a pauta até as
instâncias superiores e defendeu com competência os
direitos da categoria.
O impacto da medida é expressivo. Mais do que
números, trata-se de assegurar justiça social e
reconhecimento ao esforço de milhares de
trabalhadores que, em condições especiais, dedicaram
sua vida profissional ao desenvolvimento do país.
“Esse avanço demonstra que o sistema confederativo
está vivo e atuante. A CNTI reafirma sua capacidade
de influenciar decisões de grande alcance, mostrando
que a luta sindical não se limita às negociações de
base, mas também se estende ao campo jurídico e
institucional, onde se definem as regras que moldam
o futuro da Previdência e da proteção social. É uma
prova concreta de que a representação sindical
continua sendo um instrumento essencial de
transformação e defesa da cidadania” comentou o
presidente da Contratuh, Wilson Pereira.
“Importante destacar que conquistas dessa magnitude
não dependem apenas das confederações, mas de um
esforço coletivo que envolve federações, sindicatos
e trabalhadores organizados. O sistema
confederativo, ao articular essas forças, cumpre seu
papel de guardião dos direitos e de protagonista na
construção de um Brasil mais justo e equilibrado,
complementou o vice-presidente da Contratuh, Moacyr
Auersvald.
Assim, a decisão do STF deve ser celebrada como um
marco da atuação sindical e como um exemplo da força
da CNTI e do sistema confederativo. É a confirmação
de que, mesmo diante de reformas restritivas, a
organização sindical permanece capaz de garantir
avanços concretos para os trabalhadores e de manter
viva a chama da luta por direitos.
Decisão do STF sobre aposentadoria especial
- Antes da decisão: a Reforma da Previdência
exigia idade mínima (55 anos para mulheres e 60 anos
para homens) além do tempo de contribuição.
- Depois da decisão: volta a valer apenas o
tempo de contribuição para aposentadoria especial,
sem exigência de idade mínima.
Quem se beneficia:
- Trabalhadores expostos a condições insalubres ou
perigosas (indústria química, metalúrgica,
mineração, eletricidade, saúde, entre outros).
- Profissionais que já cumpriram o tempo de
contribuição exigido para aposentadoria especial.
Impacto direto:
- Um trabalhador que começou cedo em atividade
insalubre pode se aposentar por volta dos 36 anos de
idade, desde que tenha completado o tempo de
contribuição.
- Isso significa reconhecimento do desgaste físico e
mental acumulado em funções de risco.
Por que isso importa:
- É uma conquista que só foi possível graças à atuação
da CNTI e do sistema confederativo, que levou a
questão até o Supremo Tribunal Federal.
- Mostra que o sindicato não atua apenas em
negociações salariais, mas também em grandes
decisões jurídicas e institucionais que mudam a vida
dos trabalhadores.
- Reforça que a luta sindical não é por interesse
próprio, mas pela defesa de direitos coletivos e
pela justiça social.
Fonte: Contratuh

16/07/2026 -
Governo defende projeto que prorroga acordos
coletivos até nova negociação
Proposta em debate na comissão retoma a chamada
ultratividade, extinta pela reforma trabalhista de
2017
Em audiência na Comissão de Trabalho da Câmara dos
Deputados, o governo defendeu projeto (PL 3015/25)
que prorroga a vigência de acordos e convenções
coletivas de trabalho até que haja nova negociação.
É a chamada ultratividade.
Esses acordos e convenções têm hoje vigência máxima
de dois anos. Antes da reforma trabalhista de 2017,
a validade permanecia após o fim do prazo
estabelecido até que um novo acordo fosse firmado.
Diante das manifestações dos sindicalistas
presentes, a deputada Erika Kokay (PT-DF), autora da
proposta, disse que vai solicitar ao presidente da
comissão, deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), a
definição imediata de um relator para o projeto.
“Quando você tem conquistas, muitas vezes ano após
ano, conquistas de décadas, que estão incorporadas
já no cotidiano do trabalhador e da trabalhadora, e
essas conquistas passam a não vigorar mais quando
chega o processo de data-base, você estabelece um
processo de pressão imensa”, disse a deputada.
Leonardo Bello, do Ministério do Trabalho, defendeu
a proposta, afirmando que países como a França,
Espanha, Alemanha e Chile adotam a ultratividade nos
acordos trabalhistas.
“E até mesmo a Argentina, que passou por uma reforma
recente de retirada de direitos trabalhistas,
reformulou o tradicional regime de ultratividade que
existia, mas não o abandonou. Passou a distinguir
quais cláusulas permanecem vigentes. Então não são
todas, mas ela estabelece algumas cláusulas que vão
permanecer vigentes no contrato”, observou Bello.
Via judicial
Para Victor Pagani, do Dieese, a ausência da
ultratividade incentiva greves para forçar a
abertura de negociações, inclusive pela via
judicial. Segundo ele, foram registradas 1.006
greves em 2025, sendo que 438 delas seriam
justamente greves de advertência, com prazo
determinado.
Em 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou
inconstitucionais as decisões da Justiça trabalhista
a favor da ultratividade.
O projeto que permite a validade de acordos e
convenções coletivas – após o seu prazo de vigência
– até que uma nova negociação seja feita, precisa
ser aprovado na Comissão de Trabalho e na Comissão
de Constituição e Justiça para ser enviado para o
Senado.
Fonte: Agência Câmara

16/07/2026 -
Paim defende novas fontes de financiamento para a
Previdência
O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento
nesta terça-feira (14), alertou para o histórico de
perdas previdenciárias dos trabalhadores e cobrou
novas fontes de financiamento para a seguridade
social. Para ele, as sucessivas reformas com foco no
corte de gastos fiscais afetam negativamente os
brasileiros mais vulneráveis e prejudicam a atuação
da Previdência Social como instrumento de
distribuição de renda.
— Não há justiça social sem justiça fiscal. Não há
Previdência forte sem financiamento sólido. Não há
desenvolvimento sustentável quando se transfere para
os trabalhadores um sistema que deixa escapar
bilhões de reais todos os anos.
Paim citou um estudo de auditores da Receita Federal
que aponta uma perda de 56% de arrecadação
previdenciária com sonegação, inadimplência e
renúncias fiscais.
Como alternativa para garantir a sustentabilidade do
sistema no longo prazo, o senador manifestou apoio à
PEC 1/2026, proposta de emenda à Constituição que
muda a base de cálculo da contribuição
previdenciária patronal, que hoje incide sobre a
folha de salários. De acordo com a proposta, a nova
base de cálculo será o faturamento bruto das
empresas. Segundo Paim, isso reduzirá o encargo de
setores que geram muitos empregos, transferindo o
peso fiscal para os setores de alta lucratividade.
Ele também disse que a privatização da Previdência
falhou em diversos países, resultando no
empobrecimento severo da população idosa.
— O direito previdenciário do trabalhador não é uma
pauta-bomba, é uma questão de dignidade e de
sobrevivência. Garantir uma aposentadoria justa para
quem passa a vida inteira servindo ao país é o
mínimo que o Estado pode fazer para promover justiça
social.
Fonte: Agência Senado

16/07/2026 -
PEC da jornada de 40 horas fica parada no Senado e
adia expectativa de milhões de trabalhadores
Após aprovação histórica na Câmara por ampla
maioria, proposta que reduz a jornada semanal de 44
para 40 horas e substitui a escala 6x1 pela 5x2 não
avançou antes do recesso parlamentar. Paralisação
amplia pressão sobre o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, e transfere o debate para o segundo
semestre
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19,
que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para
40 horas e substitui a escala 6x1 pela 5x2, chegou
ao Senado embalada por expressiva vitória política
na Câmara dos Deputados.
No entanto, pouco mais de um mês depois da aprovação
do texto, a proposta permanece sem avanço efetivo na
Casa comandada pelo presidente do Senado e do
Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP).
Sem que fosse pautada ou tivesse a tramitação
impulsionada antes do recesso parlamentar, a PEC
terá discussão adiada para o segundo semestre,
frustrando a expectativa de centrais sindicais,
movimentos sociais e milhões de trabalhadores que
aguardavam ao menos o início da análise pelos
senadores.
O atraso ocorre apesar do amplo respaldo político
obtido na Câmara. Em 27 de maio, a proposta foi
aprovada em primeiro turno por 472 votos favoráveis
e apenas 22 contrários. No segundo turno, o placar
voltou a demonstrar consenso expressivo: 461 votos a
favor e 19 contra uma das maiores maiorias
registradas para mudança constitucional recente.
Pauta de forte apelo social
A PEC altera 2 pilares da legislação trabalhista
brasileira.
O primeiro reduz a duração máxima da jornada semanal
de 44 para 40 horas, sem redução salarial. O segundo
substitui a tradicional escala de 6 dias
consecutivos de trabalho por 1 de descanso (6x1) por
escala de 5 dias de trabalho e 2 de descanso (5x2),
aproximando o Brasil de modelos já adotados em
diversas economias.
Defensores da proposta sustentam que a mudança
responde às transformações ocorridas no mundo do
trabalho, amplia a qualidade de vida dos
trabalhadores, reduz o adoecimento ocupacional,
fortalece a convivência familiar e pode elevar a
produtividade das empresas.
Também argumentam que a redução gradual da jornada
favorece a abertura de novos postos de trabalho ao
distribuir melhor o tempo de trabalho disponível.
Do amplo apoio na Câmara ao compasso de espera no
Senado
A expressiva votação na Câmara criou a expectativa de
tramitação relativamente célere no Senado.
Entretanto, desde que a proposta chegou à Casa, o
presidente Davi Alcolumbre adotou ritmo mais
“cauteloso”. O senador afirmou anteriormente que o
Senado não atuaria como simples instância revisora e
que a matéria deveria percorrer as comissões antes
de eventual votação em plenário.
Na prática, porém, a proposta permaneceu sem avanços
concretos antes do encerramento das atividades
legislativas do primeiro semestre. O recesso
parlamentar começa na próxima segunda-feira (20) e
vai até o final de julho.
A ausência de definição sobre calendário, relatoria
e início dos debates transferiu a discussão para
depois do recesso parlamentar, ampliando a incerteza
quanto aos prazos de votação.
Pauta travada em meio às disputas políticas
O adiamento ocorre em momento de forte
congestionamento da pauta do Congresso Nacional.
Nas últimas semanas, Davi Alcolumbre cancelou
sessões destinadas à apreciação de vetos
presidenciais e de outras matérias por falta de
acordo entre as lideranças partidárias, evidenciando
dificuldades de coordenação política na reta final
antes do recesso.
Embora a PEC da jornada de trabalho não integrasse
essas sessões do Congresso, o ambiente político
contribuiu para reduzir o espaço destinado ao avanço
de matérias constitucionais consideradas complexas.
Debate permanece aberto
O adiamento não altera o mérito da proposta, mas
reposiciona a disputa política.
De um lado, centrais sindicais e entidades
representativas dos trabalhadores intensificam a
pressão para que o Senado dê continuidade à
tramitação logo na retomada dos trabalhos
legislativos.
De outro, representantes do setor empresarial
defendem mais debate sobre os impactos econômicos da
medida, especialmente em segmentos intensivos em mão
de obra.
É curioso observar como o empresariado passou a
valorizar debate amplo e criterioso no Congresso. Na
aprovação da Reforma Trabalhista, em 2017,
prevaleceu a lógica oposta: a proposta tramitou em
velocidade recorde e foi aprovada “a toque de
caixa”.
O próprio presidente do Senado tem reiterado que
mudança dessa dimensão exige ampla discussão com
trabalhadores, empregadores e especialistas antes da
deliberação final.
Senado diante de decisão histórica
A ampla aprovação obtida na Câmara conferiu à PEC
221/19 significativa legitimidade política e
demonstrou que a redução da jornada de trabalho
deixou de ser tema restrito ao movimento sindical
para ocupar o centro da agenda legislativa nacional.
Agora, caberá ao Senado decidir se manterá o ritmo
lento observado até o recesso ou se dará prioridade
à análise de proposta que mobiliza trabalhadores,
empresários e especialistas e que poderá redefinir
um dos principais pilares das relações de trabalho
no País.
Mais do que alteração na carga horária semanal, a
discussão envolve modelos de desenvolvimento,
produtividade, saúde ocupacional e distribuição do
tempo entre trabalho, descanso e vida familiar.
Temas que tendem a permanecer no centro do debate
público durante o segundo semestre.
Fonte: Diap

15/07/2026 -
Trabalhadores da Enel SP aprovam novo Acordo
Coletivo
Trabalhadores da Enel SP aprovam acordo coletivo
com reajuste salarial e melhoria em benefícios e
plano de carreira para 2026/2028
Após diversas rodadas de negociação entre o Sindicato
dos Eletricitários e a Enel São Paulo, os
trabalhadores aprovaram, por ampla maioria, a
proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho
(ACT) 2026/2028.
Na noite de terça-feira (7), cerca de mil
eletricitários participaram de assembleia na sede do
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e decidiram
pela medida.
Entre os principais pontos da proposta está o
reajuste salarial de 4,42%, retroativo à data-base
de 1º de junho de 2026, aplicado sobre os salários
vigentes em 31 de maio. O índice corresponde à
reposição pelo INPC prevista para o período.
Além disso, o acordo reúne avanços em cláusulas
econômicas, benefícios, Participação nos Lucros e
Resultados (PLR) e compromissos assumidos pela
empresa em relação ao plano de carreira.
A proposta apresentada pela Enel foi resultado de um
processo de negociações conduzido ao longo das
últimas semanas entre representantes da empresa e da
entidade sindical.
Durante a assembleia, coordenada pelo presidente da
entidade Eduardo Annunciato (Chicão), foi detalhado
cada um dos pontos negociados.
Os dirigentes também esclareceram dúvidas dos
trabalhadores e destacaram as conquistas obtidas ao
longo da campanha salarial. Após a apresentação, a
categoria votou pela aprovação da proposta,
garantindo a renovação do acordo para o período de
2026 a 2028.
Para o presidente Chicão, o resultado da votação
demonstra a confiança da categoria no processo de
negociação.
“Isso reforça a importância da mobilização dos
trabalhadores para a conquista e manutenção de
direitos”, afirma.
Com a aprovação, o novo Acordo Coletivo de Trabalho
passa a estabelecer as condições de trabalho e os
benefícios da categoria pelos próximos dois anos,
proporcionando maior segurança jurídica e
previsibilidade para trabalhadores e empresa.
Reajuste salarial e benefícios
A empresa também propõe reajustes nos benefícios,
incluindo:
- Vale-refeição de R$1.340,75;
- Vale-alimentação de R$ 363,00;
- Vale-férias de R$ 3.319,00;
- Auxílio-creche/babá de R$ 913,00 para empregadas e
R$ 456,32 para empregados com filhos de até 4 anos e
12 meses incompletos;
- Auxílio para filho com deficiência de R$ 975,00;
- Auxílio ao empregado com necessidades especiais (PCD)
de R$ 462,00;
- Reembolso por quilometragem de R$ 1,96;
- Bolsa de estudos de R$ 676,00, com vigência a partir
de janeiro de 2027.
PLR pode chegar a mais de R$ 11,8 mil
A proposta prevê uma PLR coletiva de R$ 10.630,00 para
o atingimento de 100% das metas. Além disso, há
previsão de pagamento de um Up Side de R$ 1.206,50
por empregado, condicionado à superação em 20% do
indicador Resultado do Serviço em relação a 2025.
Também está prevista uma antecipação da PLR no valor
de R$ 6.400,00, acrescida de 10% do salário-base,
com pagamento previsto para agosto, caso a proposta
seja aprovada pelos trabalhadores.
Plano de carreira e promoções
Outro destaque da proposta é a manutenção dos
investimentos no plano de carreira dos empregados
operacionais e técnicos. Entre os compromissos
apresentados estão:
- reajuste pelo INPC e 1% de aumento real para
eletricistas do Insourcing;
- piso salarial de R$ 2.800,00 para eletricistas e
diversos cargos técnicos e assistenciais, - exceto
Insourcing, a partir de agosto de 2026;
- promoção dos eletricistas que executam trabalhos em
linha viva, eliminando a atuação de - profissionais
da categoria júnior nessa atividade;
- compromisso de discutir a revisão das carreiras
administrativas, técnicas, de analistas e
especialistas durante a vigência do ACT;
- realização de mais de 300 promoções para corrigir
distorções históricas no quadro funcional.
Fonte: Rádio Peão Brasil

15/07/2026 -
Debate reforça pressão por votação do projeto que
criminaliza a misoginia
Representantes de órgãos públicos,
pesquisadoras e parlamentares defendem a aprovação
da proposta como instrumento de combate à violência
contra as mulheres.
Especialistas, integrantes do governo federal e
parlamentares defenderam, em audiência na Câmara dos
Deputados, a votação do projeto que tipifica a
misoginia como crime. Para os participantes, a
medida representa um passo importante para enfrentar
a violência de gênero e fortalecer a proteção dos
direitos das mulheres.
Durante o debate, representantes de entidades
ligadas à defesa dos direitos das mulheres afirmaram
que a criminalização da misoginia contribuirá para
coibir práticas de discriminação, violência e
incitação ao ódio motivadas pelo gênero. A avaliação
é de que esse tipo de comportamento alimenta
agressões que, em muitos casos, culminam em
feminicídios.
A secretária nacional de Enfrentamento à Violência
contra as Mulheres, Estela Bezerra, destacou que os
elevados índices de assassinatos de mulheres no país
demonstram a necessidade de ampliar os mecanismos
legais de prevenção e responsabilização. Segundo
ela, a aprovação da proposta também tem caráter
educativo ao reafirmar que a violência e a
discriminação contra mulheres não podem ser
naturalizadas.
O Projeto de Lei 896/2023, já aprovado pelo Senado,
prevê a equiparação da misoginia ao crime de
racismo. Pelo texto, passa a ser considerada
criminosa a prática, a incitação ou a promoção de
violência, discriminação ou restrição de direitos
contra mulheres em razão de sua condição de gênero.
A pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos,
além de multa.
A coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas
sobre a Mulher, Marlise Matos, ressaltou que
discursos de ódio costumam anteceder diferentes
formas de violência e representam um obstáculo à
participação feminina em espaços de decisão. Para
ela, o enfrentamento desse cenário exige políticas
públicas e instrumentos legais capazes de prevenir a
discriminação.
A presidente da Comissão Permanente Mista de Combate
à Violência contra a Mulher, deputada Luizianne
Lins, lembrou que a legislação brasileira voltada à
proteção das mulheres foi consolidada apenas nas
últimas décadas. A parlamentar também defendeu
mobilização permanente da sociedade para garantir
não apenas a aprovação da proposta, mas sua efetiva
aplicação.
Na última semana, a Câmara aprovou o regime de
urgência para a tramitação do projeto, permitindo
que a matéria seja apreciada diretamente pelo
Plenário. A expectativa é que a votação ocorra ainda
antes do recesso parlamentar, embora as lideranças
partidárias ainda busquem consenso sobre a redação
final da proposta.
(Com informações da Agência Câmara de Notícias)
Fonte: Diap

15/07/2026 -
Senadores e juristas defendem o fortalecimento da Justiça do Trabalho
Cerca de 100 anos atrás, os conflitos trabalhistas eram normalmente
tratados como casos de polícia, conforme destaca o próprio texto da
proposta que deu origem à Justiça do Trabalho, em 1934. Hoje, os
trabalhadores têm suas demandas analisadas por juízes especializados —
que foram homenageados em sessão especial do Senado nesta segunda-feira
(13).
A sessão teve o objetivo de celebrar os 50 anos da Associação Nacional
das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que
foi criada em 1976. A cerimônia aconteceu a pedido — RQS 188/2026 — do
senador Paulo Paim (PT-RS).
Os convidados defenderam o fortalecimento da Justiça do Trabalho como
forma de proteger os trabalhadores diante dos riscos decorrentes dos
novos empregos de aplicativos, da automação da produção e da
"pejotização" (quando o profissional é contratado como se fosse uma
empresa, ou seja, como pessoa jurídica).
O senador Laércio Oliveira (PP-SE), que presidiu a sessão, ressaltou que
a Anamatra, além de defender os interesses dos juízes do trabalho, busca
aprimorar o direito do trabalho ao participar de discussões
parlamentares.
— A valiosa relação da Anamatra com o Congresso Nacional permite que o
processo legislativo conte com a experiência prática de magistrados
especializados. A entidade oferece subsídios técnicos aos parlamentares
e participa do debate público sobre temas que afetam milhões de
trabalhadores — disse Laércio.
Paulo Paim enfatizou que a associação atuou contra o que ele chamou de
fragilização de direitos tanto no caso da reforma trabalhista de 2017
como diante da ausência de previsão especial para trabalhadores de
aplicativos na Previdência Social.
O senador também citou a participação da Anamatra na elaboração da
Constituição de 1988.
— Recordo o papel decisivo da Anamatra na Constituinte de 1988, quando o
valor social do trabalho foi erguido como fundamento da nossa República
— afirmou Paim, que participou da cerimônia de forma remota.
Matéria completa:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/07/13/senadores-e-juristas-defendem-o-fortalecimento-da-justica-do-trabalho
Fonte: Agência Senado

15/07/2026 -
Paim diz ter esperança de que Senado aprove fim da
escala 6x1 até agosto
Em pronunciamento feito de forma remota nesta
segunda-feira (13), o senador Paulo Paim (PT-RS)
disse ter esperança de que a proposta de emenda à
Constituição que extingue a chamada escala 6x1 — a
PEC 221/2019 — seja votada e aprovada até agosto.
Aprovada em maio pela Câmara, a proposta, que também
reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, aguarda
votação no Senado.
— Estamos às portas do recesso parlamentar. Se essa
matéria não avançar agora... Eu tenho muita
esperança de que ela vai ser votada no mês de
agosto, porque, com certeza, o trabalhador
brasileiro sabe que ele não vai nadar, nadar e
morrer na beira da praia. Espero sinceramente que
isso não aconteça. Espero que esta Casa compreenda a
dimensão histórica dessa decisão.
Para o senador, o debate sobre a redução da jornada
não "pertence" ao governo, à oposição e nem aos
partidos políticos, e sim ao povo. Ele declarou que
milhões de brasileiros acordam todos os dias antes
de o sol nascer, enfrentam horas no transporte
público lotado e voltam para casa quando os filhos
já estão dormindo. A lógica da exaustão física e
mental, disse ele, não pode existir em uma sociedade
que pretende ser justa.
— O trabalho deve libertar, jamais aprisionar.
Repito o que tenho dito há décadas: não nascemos
apenas para trabalhar; nascemos para viver, para
viver ao lado da família, para conviver com os
filhos, para cuidar dos pais e dos avós, para
estudar, descansar, amar, namorar, participar da
comunidade, ter tempo para sonhar. E queremos um
trabalho decente.
Para Paim, os argumentos de que as alterações na
jornada vão prejudicar profundamente a economia não
procedem. Ele recordou que as mesmas alegações
ocorreram quando se pretendia criar o décimo
terceiro salário, a licença-maternidade e as férias
remuneradas, por exemplo.
Fonte: Agência Senado

14/07/2026 -
Congresso se aproxima do recesso sem votar PEC 6x1 e
PL da Misoginia
MP do Frete também não está na pauta da semana
O Congresso Nacional se aproxima do recesso
parlamentar, previsto para começar neste sábado
(18), sem concluir a análise da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e
reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40
horas semanais.
Aprovada na Câmara dos Deputados, em 27 de maio, com
apenas 22 votos contrários, a PEC segue travada na
mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O senador não despachou a proposta para a Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ), e como não há
sessão da comissão nesta semana, a análise da PEC
deve ficar para o segundo semestre.
Misoginia
Na Câmara dos Deputados, a expectativa é para se votar
o projeto de lei que criminaliza a misoginia, que é
o ódio e a discriminação contra mulheres pelo fato
de serem mulheres. O PL 896 de 2023 equipara a
misoginia à prática do racismo.
A assessoria da relatora do projeto, deputada Tabata
Amaral (PSB-SP), informou à Agência Brasil que “tudo
está encaminhado” para o PL entrar na pauta na
quarta-feira (15).
Porém, o texto não foi incluído na previsão de
votações da semana. A pauta de votações, contudo,
pode sofrer alterações e a proposta pode ainda ser
incluída na pauta de última hora.
A urgência do PL que criminaliza a misoginia foi
aprovada na Câmara no dia 1º de julho por 293 votos
favoráveis e 158 contrários. No Senado o texto foi
aprovado, por unanimidade, em março.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB),
ao reconhecer que a criminalização da misoginia
divide o plenário, pediu que as bancadas recebam a
relatora Tabata Amaral para construção de um “texto
de consenso”.
“[Com a urgência sendo aprovada] nós vamos, ao lado
das lideranças, com muita cautela, com muito
respeito, construir o melhor texto possível.”, disse
Motta.
A urgência ao projeto foi rejeitada pelos partidos
Novo, Missão e o Partido Liberal (PL) que
encaminharam contra a votação. A líder do PL Júlia
Zanatta (PL-SC), argumenta que o tema não está
maduro para votação. “Há várias divergências”,
disse.
MP do Frete
Outro tema que pode ficar de fora da pauta do Senado
desta semana é a Medida Provisória (MP) 1.343, de
2026, editada pelo governo federal e que altera a
Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte
Rodoviários de Cargas.
A MP perde a validade na quinta-feira (16). Mesmo
assim, não foi incluída na pauta de votações pelo
presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A MP foi
aprovada na Câmara no dia 17 de junho.
Inicialmente, o texto do governo federal busca
fortalecer a fiscalização para cumprimento do
pagamento do piso mínimo do frete dos caminhoneiros,
além de prever a aplicação de multas de até R$ 1
milhão contra empresas que contratem motoristas
autônomos por valores abaixo da tabela mínima do
frete.
Na Câmara, o texto sofreu alterações pelo relator Zé
Trovão (PL-SC), que incluiu no texto uma anistia das
multas dos caminhoneiros que fecharam rodovias em
2022.
Trovão ainda incluiu anistia para multas aplicadas
contra quem descumpriu o pagamento do frete mínimo,
instituída pela Lei 13.703, de 2018.
Câmara
A pauta de votações do plenário da Câmara na última
semana antes do recesso parlamentar prevê a análise
de 19 projetos, medidas provisórias e requerimento
de urgência.
Entre as MP, destacam-se as que abrem créditos
extraordinários para os ministérios do
Desenvolvimento Agrário; da Integração e do
Desenvolvimento Regional; de Minas e Energia, e do
Meio Ambiente.
Entre os projetos da pauta, estão o que autoriza a
instalação de câmeras de reconhecimento facial nas
estações ferroviárias e rodoviárias, no interior dos
vagões das composições, em vias públicas e
repartições públicas (PL 1.828, de 2023), assim como
o projeto que prevê a cassação da Carteira Nacional
de Habilitação (CNH) de quem abandonar animais na
rua.
Senado
No Senado, a pauta do plenário prevê a análise de
medidas provisórias, entre elas a MP 1.344, de 2026
que abre crédito de R$ 10 bilhões no orçamento para
subsidiar parte do preço do diesel em função da
guerra no Oriente Médio.
A MP 1.342, de 2026 também foi pautada no Senado com
previsão de R$ 1,3 bilhão para ações emergenciais
nos municípios de Minas Gerais atingidos pelas
chuvas.
Fonte: Agência Brasil

14/07/2026 -
PT anuncia mobilização nacional para pressionar
Senado a aprovar fim da escala 6×1
Edinho Silva convoca militância para campanha nas
redes e afirma que redução da jornada ampliará o
tempo dos trabalhadores com a família, o lazer e os
cuidados com a saúde
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores
(PT), Edinho Silva, anunciou uma mobilização da
militância para pressionar o Senado Federal a votar
e aprovar a Proposta de Emenda à Constituição que
prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A campanha
começa nesta segunda-feira (13) e terá como foco a
atuação nas redes sociais e a cobrança pública aos
senadores.
Segundo informações publicadas pela Sputnik Brasil,
Edinho usou um canal oficial do PT nas redes para
convocar filiados, apoiadores e movimentos sociais a
ampliar o engajamento nas publicações relacionadas à
proposta. De acordo com o dirigente, o objetivo é
“fazer com que a PEC seja aprovada” no Senado.
A proposta reduz a jornada baseada em seis dias de
trabalho para um dia de descanso e estabelece um
modelo de cinco dias de atividade e dois dias de
folga. O texto já foi aprovado pela Câmara dos
Deputados, mas ainda aguarda análise dos senadores.
Durante a convocação, Edinho Silva atribuiu ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva um papel
central na defesa da mudança das relações de
trabalho no país.
“Todos sabem que o presidente Lula tem sido o grande
protagonista dessa luta. Ele tem sido a grande
liderança para que a gente possa construir relações
de trabalho, onde a trabalhadora e o trabalhador
tenham mais tempo para sua família, para o seu
lazer, para cuidar da sua saúde”, afirmou o
presidente do PT.
Matéria completa:
https://www.brasil247.com/poder/pt-anuncia-mobilizacao-nacional-para-pressionar-senado-a-aprovar-fim-da-escala-6x1/
Fonte: Brasil247

14/07/2026 -
Adicional de 5% por filho na aposentadoria de mães
avança na Câmara
Benefício é destinado a mulheres seguradas do
INSS que comprovem dedicação direta ao cuidado dos
filhos.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da
Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei
6.841/2025, que cria um adicional previdenciário
para mulheres seguradas do Regime Geral de
Previdência Social (RGPS) que tenham se dedicado
diretamente ao cuidado de filhos.
Pelo texto, o projeto institui um adicional de 5%
sobre o valor do benefício de aposentadoria ou da
pensão por morte para cada filho nascido ou adotado,
limitado a até três filhos.
O parecer favorável foi apresentado pela deputada
Fernanda Melchionna (Psol-RS), relatora da proposta
de autoria do deputado Duda Ramos (Podemos-RR). A
proposta se dirige a mulheres seguradas do INSS que
comprovem dedicação direta ao cuidado dos filhos,
nos termos que ainda deverão ser detalhados em
regulamento.
A medida tenta incorporar ao cálculo previdenciário
um fator de compensação pelas desvantagens
acumuladas por mulheres ao longo da vida laboral em
razão da maternagem e da sobrecarga histórica do
trabalho de cuidado.
No parecer aprovado, Fernanda Melchionna afirmou que
a iniciativa é importante e meritória justamente por
reconhecer o impacto social, econômico e
profissional da dedicação ao cuidado dos filhos.
"Entendemos que a proposição representa um avanço
legislativo concreto no reconhecimento
previdenciário do trabalho de cuidado e na
compensação das desigualdades estruturais que
penalizam as mulheres ao longo de suas trajetórias
contributivas." A lógica do projeto é a de que a
experiência concreta de milhões de mulheres no
mercado de trabalho e no ambiente doméstico produz
reflexos diretos sobre sua trajetória contributiva.
Isso porque a responsabilidade pelo cuidado com os
filhos costuma gerar interrupções na carreira, menor
tempo de contribuição, mais informalidade e renda
menor, o que, ao final, se reflete em benefícios
previdenciários mais baixos.
O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá
agora para análise das comissões de Previdência,
Assistência Social, Infância, Adolescência e
Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovado em
todos os colegiados, não precisará ser votado em
Plenário.
Fonte: Congresso em Foco

13/07/2026 -
Inflação usada para corrigir salários acumula 4,33%
em 12 meses
Em junho, índice subiu 0,14%, mostra IBGE
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC) fechou o mês de junho em 0,14% e
acumula 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador
interessa a diversas categorias profissionais pois
serve de base para cálculo de reajuste salariais.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Segundo o instituto, os produtos alimentícios
tiveram deflação no mês, ou seja, ficaram mais
baratos 0,29% em média. O grupo dos não alimentícios
subiu 0,28%.
Também nesta sexta-feira, o IBGE divulgou que o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), considerado a inflação oficial do país,
marcou 0,16% em junho e 4,64% em 12 meses.
Fonte: Agência Brasil

13/07/2026 -
Sob pressão popular e do governo, Alcolumbre mira
votação da PEC da 6×1 só depois das eleições
Movimentos populares e bancada do PT buscam
tramitação antes do recesso parlamentar, mas
presidente do Senado resiste
Nos bastidores do Senado, a avaliação predominante é
de que a votação da PEC pelo fim da escala 6×1 deve
acabar ficando para depois das eleições, ao lado de
outras matérias consideradas prioritárias pelo
governo.
Ainda assim, o senador Jaques Wagner (PT-BA),
ex-líder do governo no Senado, afirmou nesta
quinta-feira (9) acreditar que a proposta de emenda
à Constituição (PEC) que extingue a escala de
trabalho 6×1 ainda pode avançar antes do recesso
parlamentar, previsto para começar em 19 de julho.
“A pressão é grande pela votação do fim da escala
6×1. É um desejo da sociedade brasileira”, escreveu
nas redes sociais. O parlamentar também sustentou
que o Senado tem “total condição” de aprovar a
proposta. Outras figuras do PT também já
demonstraram a mesma crença.
A manifestação de Jaques Wagner, no entanto, é vista
por interlocutores como uma tentativa de manter
pressão política para que o texto não permaneça
paralisado.
Fim da escala 6×1 nas mãos de Alcolumbre
A PEC chegou ao Senado no fim de maio, um dia após ser
aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados
com mais de 460 votos favoráveis. Apesar disso,
passados mais de 40 dias, o texto ainda não foi
encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ), etapa obrigatória para o início da tramitação
na Casa.
Integrantes do Senado avaliam que o cenário pode
mudar caso seja confirmada uma reunião entre o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o
presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Se o
encontro ocorrer e resultar em uma reaproximação
entre os dois, aumentam significativamente as
chances de a PEC ser finalmente encaminhada à CCJ
antes do recesso. Ainda assim, uma eventual votação
em plenário ficaria para o segundo semestre.
A relação entre Lula e Alcolumbre sofreu desgaste
após o Senado rejeitar a indicação do então
advogado-geral da União, Jorge Messias, para o
Supremo Tribunal Federal (STF). A derrota, inédita
em 132 anos, foi considerada uma das mais
expressivas do governo no Congresso.
Desde então, a nova líder do governo no Senado,
Teresa Leitão (PT-PE), tem atuado para reconstruir o
diálogo com Alcolumbre e reduzir as tensões entre o
Palácio do Planalto e a presidência da Casa. Na
quarta-feira (8), o novo líder do PT no Senado,
Camilo Santana (PT-CE), disse acreditar que Lula e
Alcolumbre devem conversar nos próximos dias.
Fonte: Brasil de Fato

13/07/2026 -
Trabalhadores denunciam ‘remoção compulsória’ e
adoecimento após privatização da Copasa em MG
Audiência na ALMG cobra suspensão das
transferências e aponta pressão para forçar
demissões
“A transferência de unidade, sem diálogo, provoca
impactos muito sérios na vida do trabalhador e sua
família. Não podemos permitir que essa categoria
seja desrespeitada”. A declaração do deputado
estadual Betão (PT), feita após audiência pública
realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais
(ALMG), resume o clima de apreensão vivido por
milhares de trabalhadores da Companhia de Saneamento
de Minas Gerais (Copasa), que denunciam estar sendo
submetidos a remoções compulsórias após a
privatização da empresa.
Mesmo com a garantia de estabilidade por 18 meses
conquistada pela categoria durante o processo de
privatização, cerca de 3 mil dos aproximadamente 9
mil empregados da companhia estariam sendo
pressionados a aceitar transferências para
municípios distantes, em alguns casos a até 900
quilômetros da residência, sob o risco de terem que
pedir demissão diante da impossibilidade de
reorganizar a própria vida.
As denúncias foram apresentadas na última
sexta-feira (3), durante audiência pública da
Comissão do Trabalho, da Previdência e da
Assistência Social da ALMG, realizada a pedido do
deputado Betão. Sindicalistas, representantes do
Ministério do Trabalho e especialistas relataram o
agravamento das condições de trabalho e o aumento do
adoecimento mental entre os funcionários.
Matéria completa:
https://www.brasildefato.com.br/2026/07/08/trabalhadores-denunciam-remocao-compulsoria-e-adoecimento-apos
-privatizacao-da-copasa-em-mg/
Fonte: Brasil de Fato

13/07/2026 -
Presidente da NCST/SP entrega placa a homenageado na
9ª edição do Dia da Luta Operária
A celebração da 9ª edição do Dia da Luta Operária,
aconteceu na manhã do dia 9, na sede do SindPD -
Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de
Dados de São Paulo, com a participação dirigentes
sindicais, movimentos sociais, homenageados que
celebraram a história do movimento sindical
brasileiro e às conquistas da classe trabalhadora.
O ato político foi dividido em dois momentos. No
primeiro, foram prestadas homenagens póstumas a
dirigentes sindicais, militantes e personalidades
que marcaram esta trajetória. Em seguida, foram
reconhecidos lideranças e ativistas que atuam na
defesa dos direitos sociais e trabalhistas, dentre
eles, o jornalista Paulo Canabrava Filho.
Nailton Francisco de Souza (Porreta), presidente da
NCST/SP – Nova Central Sindical de Trabalhadores no
Estado de São Paulo, entregou a placa ao jornalista
e parabenizou o Deputado Estadual Antônio Donato
(PT/SP), que quando era vereador aprovou a Lei
Municipal nº 16.634/17 em memória à greve de 1917 e
ao sindicalista José Martinez.
Instituído no calendário oficial da cidade de São
Paulo o dia é celebrado anualmente em memória da
morte do operário Martinez, assassinado em 9 de
julho de 1917 durante a primeira greve geral do
Brasil. E ajuda preservar a história do movimento
operário e valoriza personagens que contribuíram
para a conquista de direitos trabalhistas.
“Para nós da Nova Central é uma honra participar da
organização deste magnifico evento. Parabéns Donato
pela brilhante iniciativa que nos proporciona este
momento de grande satisfação, em que, merecidamente
personalidades como Paulo Canabrava é referenciado.
Esta data ajuda preservar a história e valorizar
personagens que contribuíram escrevê-la”, afirmou.
Além de lembrar a greve geral de 1917, a edição
deste ano destacou os 140 anos da Greve de Chicago,
de 1886, mobilização que deu origem ao 1º de Maio,
Dia Internacional dos Trabalhadores. O episódio foi
lembrado como símbolo da luta pela redução da
jornada de trabalho, pauta que permanece no centro
dos debates pelo fim da Escala 6x1.
Laerte Coutinho e Aurélio Peres recebem Troféu
José Martinez
Durante a celebração, a cartunista Laerte Coutinho e o
ex-deputado federal Aurélio Peres foram homenageados
com o Troféu José Martinez.
Laerte recebeu a homenagem por sua contribuição à
comunicação dos movimentos sociais e sindicais.
Entre 1977 e 1986, a artista produziu mais de mil
charges políticas e materiais educativos voltados à
mobilização da classe trabalhadora.
Aurélio Peres, metalúrgico e ex-parlamentar, também
foi reconhecido por sua trajetória ligada às lutas
populares e operárias. Com atuação na Pastoral
Operária e no Movimento do Custo de Vida, ele foi
preso e torturado durante a ditadura militar.
Depois, exerceu dois mandatos como deputado federal
e, ao deixar o Congresso, voltou ao trabalho
operário até se aposentar. O busto em homenagem à
Aurélio foi recebido por seus familiares.
Além de Laerte e Aurélio, receberam placas de
reconhecimento Paulo Canabrava e José Maria de
Almeida.
Homenagens póstumas
A programação também lembrou nomes que contribuíram
para a história das lutas sociais e sindicais. Foram
realizadas homenagens póstumas a Waldemar Rossi,
Célia Rossi, Nair Goulart, Idibal Pivetta, Paulo
Frateschi e Rubens Romano.
O ato foi organizado de forma unitária pelas
centrais CUT, CTB, Força Sindical, UGT, CSB, NCST,
Pública, CSP-Conlutas, Intersindical Central da
Classe Trabalhadora e Intersindical Instrumento de
Luta, com apoio do Centro de Memória Sindical, IIEP,
Instituto Astrojildo Pereira, Oboré e do mandato do
deputado estadual Antônio Donato (PT-SP).
Fonte: NCST-SP

13/07/2026 -
Comissão debate projeto que mantém validade de
acordos coletivos
Proposta restabelece a ultratividade das normas
trabalhistas até nova negociação
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
debate, na próxima terça-feira (14), o Projeto de
Lei 3015/25, que restabelece a ultratividade das
normas coletivas de trabalho.
O debate será realizado às 10 horas no plenário 12.
O debate atende a pedido da deputada Erika Kokay
(PT-DF), autora da proposta, que prevê que as
cláusulas de convenções e acordos coletivos
continuem válidas até a celebração de um novo
instrumento coletivo – a ultratividade das normas
coletivas de trabalho.
Erika Kokay afirma que a ultratividade trabalhista
evita a supressão abrupta de direitos e garante
equilíbrio nas relações de trabalho.
Fonte: Agência Câmara

13/07/2026 -
Projeto restabelece validade de acordos coletivos
até nova negociação
Proposta em análise na Câmara dos Deputados
retoma a ultratividade das normas coletivas, extinta
pela reforma trabalhista de 2017
O Projeto de Lei 3015/25 garante que as cláusulas de
convenções e acordos coletivos de trabalho continuem
sendo incorporadas aos contratos individuais até que
sejam modificadas ou suprimidas por nova negociação
ou decisão da Justiça.
A proposta da deputada Erika Kokay (PT-DF) altera a
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e está em
análise na Câmara dos Deputados.
O objetivo do projeto é resgatar a chamada
ultratividade das normas coletivas. Essa prática
permitia a manutenção dos direitos previstos em
convenções e acordos coletivos, mesmo após o fim da
vigência desses documentos, se um novo acordo ainda
não tivesse sido firmado.
Essa possibilidade foi vedada pela reforma
trabalhista de 2017 (Lei 13.467/17).
A proposta mantém o limite máximo de dois anos para
a duração de convenções e acordos coletivos.
O projeto, no entanto, assegura que as regras
estabelecidas continuam válidas após esse período,
se não houver um novo entendimento entre as partes.
Fragilidade
Erika Kokay argumenta que a proibição da ultratividade
fragilizou a proteção ao trabalhador. “Ao impedir a
permanência dos efeitos das cláusulas após o término
do prazo, mesmo quando há recusa patronal em
negociar, o ordenamento jurídico enfraquece a função
protetiva do Direito do Trabalho”, afirma.
Ainda de acordo com a parlamentar, a medida busca
garantir maior equilíbrio nas relações coletivas e
promover a segurança jurídica.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será
analisado pelas comissões de Trabalho; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar
lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

10/07/2026 -
Jogo
político emperra PEC 221
Setores do sindicalismo já dão como certo que a PEC
221 não será votada antes do recesso parlamentar. “O
Congresso Nacional, na prática, já está
desmobilizado, em recesso”, observa André Luiz dos
Santos, consultor do Diap.
Clemente Ganz, coordenador do Fórum das Centrais,
também fala com preocupação acerca da tramitação da
PEC 221. “A pauta política se complicou e o acordo
esperado entre o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, e o Presidente Lula ainda não se
concretizou”.
De acordo com Clemente, vários elementos de atrito
político entraram na rota da PEC. Já André do Diap
lembra que o autor da PEC 12 é o senador Rogério
Marinho, que tem visível ojeriza do sindicalismo e,
portanto, trabalha contra a PEC 221.
Pós-recesso – A agenda política de Brasília
passa a partir de então a girar em torno das
eleições de outubro. No Senado, haverá renovação
para 1/3 dos seus integrantes. Quanto a Rogério
Marinho (PL-RN), autor da famigerada PEC 12, ele
terá ainda mais quatro anos de mandato.
Marinho é o coordenador oficial da eventual
candidatura de Flavio Bolsonaro à Presidência da
República. Estará, portanto, até outubro, mergulhado
na agenda eleitoral.
Erro – Mau passo chamar o Congresso Nacional
de “inimigo do povo”, como martelam certos segmentos
da esquerda. Espanta, porém, que o deputado Pedro
Uczai (PT-SC), na condição de líder do seu partido
na Câmara, ameace chamar o senador Alcolumbre de
“inimigo dos trabalhadores”.
Brasília é regida pelas leis de Brasília.
Sindicalismo é jogo de damas. Política é muito mais.
Política é equação de inúmeros fatores, igual a uma
partida de xadrez.
Cabeça escreve sobre ganhar e perder
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos
e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça) escreve
que perder faz parte do jogo. Já apatia, covardia e
medo só trazem desmoralização.
Mais – Site do Diap e das Centrais Sindicais.
Fonte: Agência Sindical

10/07/2026 -
Negociação coletiva é conquista, é força e é
proteção para os trabalhadores
A negociação coletiva é essencial para garantir
direitos e melhorar condições de trabalho. Saiba
mais sobre essa prática vital.
Toda vez que uma categoria senta à mesa com uma
empresa para discutir salário, benefícios, condições
de trabalho, carreira, saúde, segurança e direitos,
é preciso lembrar de uma coisa fundamental: nada
disso acontece por acaso. Negociação coletiva não é
favor da empresa. É resultado de organização,
mobilização e da existência de um Sindicato forte,
atuante e reconhecido pela categoria.
Nenhum trabalhador, sozinho, teria força para chegar
diante dos patrões e negociar de igual para igual.
Isolado, o trabalhador fica vulnerável à pressão, ao
medo, à necessidade e à desigualdade natural que
existe numa relação entre empregado e empresa. É
justamente por isso que o Sindicato existe: para
transformar a voz individual de cada companheiro e
companheira em uma voz coletiva, organizada e
respeitada.
Quando o Sindicato entra numa negociação, ele não
fala por uma pessoa. Ele fala por uma categoria
inteira. Leva para a mesa as reivindicações, as
dificuldades do dia a dia, as perdas acumuladas, as
distorções internas, os problemas de carreira, as
cobranças por valorização e a defesa dos direitos
que foram conquistados ao longo de muitos anos de
luta.
Momento de definição
Estamos vivendo um período decisivo para os
eletricitários. Diversos acordos coletivos estão
chegando a momentos importantes de definição. Na
Enel São Paulo, depois de várias rodadas de
negociação, a empresa apresentou sua proposta final
para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028, e os
trabalhadores serão chamados a decidir em
assembleia. Mas esse debate não se limita à Enel.
Também estamos acompanhando e conduzindo negociações
importantes em outras empresas da nossa base. A CPFL
se aproxima de um momento final de definição. A EDP
terá sua negociação em novembro. A Elektro está
realizando assembleias neste momento. Além disso,
estamos discutindo com a Fundação Cesp questões
fundamentais relacionadas ao plano verão e ao calor
enfrentado pelos trabalhadores, tema que envolve
diretamente saúde, segurança e condições dignas de
trabalho.
Aumento salarial e muito mais
Tudo isso mostra a importância da negociação coletiva.
Cada mesa aberta, cada assembleia realizada, cada
cláusula discutida e cada proposta levada à
categoria fazem parte de um processo maior de defesa
dos trabalhadores. O Sindicato não atua apenas
quando existe reajuste salarial em debate. Atuamos
também para garantir benefícios, preservar direitos,
enfrentar problemas no local de trabalho, cobrar
respeito, discutir condições de segurança e buscar
soluções para situações que impactam diretamente a
vida dos trabalhadores.
É importante destacar que cada cláusula de um acordo
coletivo tem impacto direto na vida dos
trabalhadores e de suas famílias. O reajuste
salarial, os benefícios, a PLR, o plano de carreira,
as promoções, a jornada, a saúde e a segurança não
são apenas números ou palavras em uma proposta. São
conquistas que ajudam a garantir dignidade,
reconhecimento e respeito para quem todos os dias
coloca seu conhecimento e sua força de trabalho a
serviço da população.
A assembleia garante participação do trabalhador
Por isso, a participação nas assembleias não pode ser
vista como algo secundário. É na assembleia que o
trabalhador exerce seu direito democrático de
decidir os rumos da negociação. É ali que a
categoria mostra sua unidade, sua consciência e sua
força. Quanto maior a participação, maior a
legitimidade da decisão e maior o respeito que as
empresas terão pela vontade dos trabalhadores.
Também é preciso dizer com clareza: Sindicato forte
não se constrói apenas na mesa de negociação.
Sindicato forte se constrói com trabalhador
presente, participativo, atento e disposto a
defender seus direitos. A direção sindical tem o
papel de negociar, orientar e conduzir o processo,
mas a decisão final pertence à categoria.
Por isso, convocamos todos os trabalhadores e
trabalhadoras da Enel São Paulo para comparecerem à
assembleia da próxima terça-feira, dia 7 de julho,
às 18h30, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo. Esse é um momento decisivo, e a presença
de cada trabalhador é fundamental para que a
categoria avalie, debata e decida de forma
consciente.
E essa convocação também vale, de forma permanente,
para todos os eletricitários da nossa base:
trabalhadores da Enel, CPFL, EDP, Elektro e demais
empresas representadas pelo Sindicato. Fiquem
atentos às convocações, participem das assembleias,
conversem com os companheiros e acompanhem os
informes oficiais do Sindicato.
Esse é o momento de participar. Esse é o momento de
decidir. Esse é o momento de mostrar que os
eletricitários sabem o valor da negociação coletiva
e sabem que nenhum direito é garantido sem
organização e luta.
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo seguirá
firme, como sempre esteve, defendendo os interesses
da categoria, respeitando a decisão soberana dos
trabalhadores e mantendo o compromisso histórico de
lutar por valorização, justiça, saúde, segurança e
melhores condições de trabalho.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente
do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força
Sindical.
Fonte: Rádio Peão Brasil

10/07/2026 -
Cesta básica fica mais cara em 17 capitais
brasileiras em junho
Principal elevação foi em Boa Vista, onde aumento
médio chega a 3,28%
A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais
brasileiras em junho. Nas demais capitais e no
Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de
Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab), a principal
elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de
3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio
Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
A maior redução, por sua vez, foi constatada em João
Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência,
aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).
Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais
registraram alta nos preços da cesta básica, com
taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e
21,48%, em Fortaleza.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo
da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em
todas as cidades analisadas. Segundo a pesquisa, as
valorizações do produto têm sido provocadas pela
redução da área cultivada e pelas adversidades
climáticas que afetaram a primeira e a segunda
safras.
Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha,
na carne bovina de primeira e no leite integral.
Cesta mais cara do país
Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais
cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$
965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de
Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a
composição da cesta é diferente, os menores valores
médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São
Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$
686,07).
Com base na cesta mais cara do país, que em março
foi a de São Paulo, e levando em consideração a
determinação constitucional que estabelece que o
salário mínimo deve ser suficiente para suprir as
despesas com alimentação, moradia, saúde, educação,
vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência,
o Dieese estimou que valor do mínimo em junho
deveria ser de R$ 8.110,92. O montante é cinco vezes
superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$
1.621.
Fonte: Brasil de Fato

10/07/2026 -
Redução da jornada: a batalha do incentivo às
empresas e dos direitos sociais em jogo
André Santos (*)
O debate da redução da jornada de trabalho com a
adoção da escala 5x2, cinco dias de trabalho por
dois de folga tem tomado o setor empresarial e
ocupado o cenário político em momento eleitoral.
Porém, o assunto vem sendo contaminado pela máxima
das despesas que a regra poderá criar e assim
afundar com empresas, com o governo e colocar um fim
no País.
Sempre em que os debates são para benefício de um
número maior da sociedade, em geral os mais
necessitados, os prejuízos são colocados em primeiro
plano. Pouco se fala nos avanços sociais, de saúde
dos trabalhadores e entre tantos outros benefícios
que podem ser gerados por conta da diminuição da
carga laboral.
O pensamento de determinados setores da sociedade se
ancora no possível custo que tal medida possa gerar
para o País e para o setor produtivo em geral. A
disputa pelo orçamento acaba por maquiar o
verdadeiro desejo desses setores, evitar que
trabalhadores possam se lançar em um ciclo que é
historicamente reservado a empresários e seus
herdeiros para perpetuar as desigualdades e manter
uma reserva de mão de obra barata para continuar
seus negócios.
Diante dessa falácia ancorada nas despesas que
poderão ser geradas para os setores e aumentar o
“custo Brasil”, vale destacar algumas medidas que
foram tomadas em benefício do setor produtivo e que,
por óbvio, se apropriam dessas riquezas sem
compartilhar o seu lucro.
Apenas para fazer um pequeno recorte, desde que
houve o impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff,
várias medidas foram tomadas e transformadas em lei
para beneficiar os setores produtivos. Por
consequência tais medidas criaram ainda mais
desigualdade e desamparo social aos trabalhadores e
aos que mais dependem de políticas públicas para
garantir o básico para a sociedade.
Por outro lado, ampliaram o lucro, permitiram o
acesso aos recursos públicos, seja por meio de
isenção fiscal ou por empréstimos subsidiados e
garantiram mais facilidades para empresas em termos
de admissão e demissão de trabalhadores. Vamos às
leis!
Temer
Entre as medidas iniciadas logo após a entrada de
Michel Temer na Presidência da República, destaque
para a Emenda Constitucional 95/2016, que criou o
Teto de Gastos e limitou investimentos em áreas
essenciais para o país. Outras leis vieram na
esteira, a reforma trabalhista, relatada na Câmara
dos Deputados pelo então deputado Rogério Marinho
(PL-RN), (Lei 13.467/2017) que precarizou as
relações de trabalho e fragilizou as entidades de
representação dos trabalhadores. Outra legislação
criada foi a lei 13.429/2017, que autorizou a
terceirização ampla no País, essa matéria teve como
relator na Câmara o então deputado Laércio Oliveira
(PP-SE).
Tais medidas, patrocinadas por organizações do setor
produtivo, estavam pautadas em publicações e estudos
como a Ponte para o Futuro, elaborado pela Fundação
Ulysses Guimarães e as "101 Propostas para
Modernização Trabalhista" que foram elaboradas pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Bolsonaro
Com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, já estava
em tramitação temas que vieram a ser aprovados pelo
Congresso Nacional com apoio do então Presidente da
República e seu ministro da Economia, Paulo Guedes.
A primeira e mais abrangente foi a Emenda
Constitucional 103/2019, que fez uma reforma da
previdência, coordenada pelo então secretário
especial de Previdência, hoje senador Rogério
Marinho. A medida aprovada ampliou o prazo para
aposentadoria, alterando a idade mínima, diminuiu o
valor do benefício e acabou com aposentadorias
especiais.
Ainda no governo Bolsonaro foi aprovada também a Lei
13.874/2019, apelidada de lei da liberdade econômica
com o objetivo de desburocratizar abertura de
empresas e com alterações pontuais na legislação
trabalhista. Ainda beneficiando o setor produtivo,
veio a lei complementar 179/2021, dando autonomia
para o Banco Central do Brasil. Ainda no mandato de
Bolsonaro foram produzidas a lei 14.026/2020,
tratada como Marco Legal do Saneamento, que abriu
espaço para privatização e obrigatoriedade de
licitações evitando a participação do poder público
nas disputas. Ainda foram aprovadas a nova lei do
Gás 14.134/2021 e a lei do marco das ferrovias, lei
14.273/2021, todas para ampliar a concorrência e
beneficiar o setor produtivo.
Lula 3
No governo Lula 3 o setor econômico ainda se
beneficiou com mais legislações. Entre elas a lei
14.973/2024, que trata da desoneração da folha de
pagamento. Ainda teve a reforma tributária, emenda
Constitucional 132/2023, assim com a sua
regulamentação através da lei complementar 214/2025.
Outras normas que beneficiaram o setor produtivo
também foram adicionadas ao arcabouço jurídico, como
a lei 14.871/2024, conhecida como a lei da
depreciação acelerada que permite dedução de custos
das empresas para aquisição de equipamentos e ainda
o Programa Mover, lei 14.902/2024, esta última que
oferece crédito e benefícios fiscais.
Nenhuma das medidas foi para beneficiar ou ampliar
ganhos sociais aos trabalhadores e a sociedade em
geral. Algumas das medidas além de reduzir a
proteção social precarizaram a relação dos
trabalhadores e afasta as entidades de representação
de classe do seu papel mediador entre capital e
trabalho.
Por fim, todas as medidas, para além de amparar
legalmente o setor produtivo facilitando seus
negócios, ofereceram parcela significativa do
orçamento para garantir o funcionamento lucrativo
das empresas sem qualquer contrapartida em benefício
da sociedade.
A título de exemplo, estudo elaborado pela
Secretaria de Política Econômica do Ministério da
Fazenda em 2015, mostrou que por conta da ampliação
do número de setores beneficiados com a desoneração,
mais de 80 mil empresas estavam contempladas,
gerando um custo mensal de R$ 1,8 bilhão.
Outro benefício, esse para o setor do agronegócio,
aponta para R$ 605 bilhões entre 2025 e 2026 do
plano safra. Sendo mais de R$ 516 Bi destinados a
agricultura empresarial e mais de R$ 80 Bi para
agricultura familiar.
Porém, cabe ressaltar que o problema não está nos
benefícios e facilidades que o governo oferece aos
setores econômicos, mas sim na resistência que
empresários do campo e das cidades têm em
proporcionar algo aos mais necessitados. Um debate
justo e uma medida eficaz para reduzir as doenças
laborais, proporcionar mais liberdade para os
trabalhadores com acesso a lazer e mais tempo com a
família não onera a sociedade e pode beneficiar o
governo com menos gastos em saúde pública e uma
sociedade mais justa e realizada com seu trabalho.
(*) Jornalista, publicitário, especialista em
política e representação parlamentar, sócio-diretor
da Contatos Assessoria Política e analista político
no Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (DIAP)
Fonte: Diap

10/07/2026 -
Boulos cobra votação do fim da escala 6×1 e acusa
Alcolumbre de agir por “birra”
Ministro diz que trabalhadores são prejudicados
pela postura do presidente do Senado
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência
da República, Guilherme Boulos, fez um apelo ao
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
para que coloque em pauta a proposta que prevê o fim
da escala de trabalho 6×1. Em entrevista ao
Metrópoles, divulgada na quarta-feira (8), Boulos
afirmou que Alcolumbre mantém o tema “na gaveta” por
conta de uma “birra”.
A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio, a
proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o
fim da escala 6×1 e estabelece uma jornada máxima de
40 horas semanais, sem redução dos salários. O texto
agora aguarda análise do Senado desde então.
“Faço um apelo público ao presidente do Senado,
senador Davi Alcolumbre, coloque para votar. Qual a
dificuldade de colocar para votar? Se ele é contra,
não sei se ele é ou não, não se pronunciou, mas se
ele é contra, vote contra. Se o Flávio Bolsonaro é
contra lá no Senado, vote contra. Os senadores que
são contra, votem contra. Agora, a sociedade e o
trabalhador brasileiro têm o direito de saber. O que
não pode é interditar a discussão”, disse Boulos.
“Hoje é a principal pauta da sociedade brasileiro
que está no Legislativo. Como é que ela pode ficar
na gaveta por um gesto menor, uma birra, uma coisa
de querer brigar com o Executivo? É normal que o
presidente do Senado ou o presidente da Câmara
tenham críticas ao Executivo, e que representantes
do Executivo tenham críticas ao Legislativo. Isso é
parte do jogo democrático”, disse Boulos.
“O que eu acho que começa a ficar complicado é
quando você pune milhões de pessoas por uma disputa
política, uma disputa entre poderes, e acho que a
sociedade não aceita isso”, acrescentou Boulos.
Fonte: Brasil247

10/07/2026 -
Aposentadoria pode ser penhorada para pagamento de
dívida trabalhista
É válida a penhora da aposentadoria para satisfação
de crédito trabalhista, desde que se respeite o
limite de 50% dos rendimentos líquidos e se preserve
ao devedor pelo menos um salário mínimo.
Com base nesse entendimento, a 3ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho autorizou a penhora dos
proventos de aposentadoria de um empresário de São
Caetano do Sul (SP) para o pagamento de uma dívida
trabalhista.
A reclamação envolvia verbas salariais e rescisórias
não pagas. Na fase de execução, o trabalhador pediu
a expedição de ofício ao INSS para verificar se
havia benefícios previdenciários em nome do
executado e viabilizar a penhora, diante da
dificuldade de localizar outros bens capazes de
garantir a execução.
Natureza alimentar
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (Grande
São Paulo e litoral paulista) manteve a decisão que
havia negado o pedido com base no artigo 833, inciso
IV, do Código de Processo Civil (CPC), que considera
salários e benefícios previdenciários impenhoráveis,
a não ser para pagamento de prestação alimentícia.
Para o TRT-2, os créditos trabalhistas, embora
tenham natureza salarial, não constituem prestação
alimentícia em sentido estrito.
O ministro Mauricio Godinho Delgado, relator do
recurso do credor, observou que a legislação admite
a penhora de salários, vencimentos e proventos de
aposentadoria para pagamento de prestação
alimentícia, independentemente de sua origem.
Nesse contexto, a jurisprudência do TST reconhece
que os créditos trabalhistas têm natureza alimentar
por decorrerem de verbas salariais devidas ao
trabalhador.
O relator lembrou que, em 2025, o tribunal fixou
tese vinculante em recursos repetitivos que autoriza
a penhora de rendimentos para pagamento de crédito
trabalhista, desde que seja observado o limite
máximo de 50% dos rendimentos líquidos e garantido o
recebimento de, pelo menos, um salário mínimo legal
pelo devedor.
Segundo o ministro, a tese deve ser observada por
toda a Justiça do Trabalho, a fim de garantir
segurança jurídica, isonomia e uniformidade na
solução de casos semelhantes.
Delgado ressaltou ainda que a observância dos
precedentes não é uma limitação à independência
judicial, mas um instrumento de racionalidade e
previsibilidade das decisões judiciais.
A definição do percentual efetivamente penhorado
ficará a cargo do juízo da execução, conforme as
circunstâncias concretas do caso. Com informações
da assessoria de imprensa do TST.
Clique
aqui para ler o acórdão
RR 0073600-81.2004.5.02.0471
Fonte: Consultor Jurídico

09/07/2026 -
Nova Central apoia 8º Encontro Nacional dos
Trabalhadores Papeleiros
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) é
uma das entidades apoiadoras do 8º Encontro Nacional
dos Trabalhadores Papeleiros, que será realizado nos
dias 29, 30 e 31 de julho, em Praia Grande (SP). O
evento reunirá dirigentes sindicais e trabalhadores
do Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia para
debater os desafios do setor e fortalecer a
mobilização em torno da Campanha Salarial Unificada
2026.
Promovido pela Federação dos Papeleiros do Estado de
São Paulo e Mato Grosso do Sul (SP/MS), o encontro
será um espaço de integração, troca de experiências
e construção de estratégias em defesa da valorização
da categoria, com foco na conquista de aumento real
dos salários, melhores condições de trabalho e
reconhecimento profissional.
Ao apoiar a iniciativa, a Nova Central reafirma seu
compromisso com o fortalecimento da organização
sindical e com a unidade dos trabalhadores na luta
por direitos, valorização do trabalho e avanços nas
negociações coletivas.
Com o lema "Quem constrói a riqueza merece o
reconhecimento de aumento real", o 8º Encontro
Nacional dos Trabalhadores Papeleiros reforça a
importância da mobilização coletiva para enfrentar
os desafios da categoria e ampliar as conquistas dos
trabalhadores do setor.
Com informações do SINTRAPEL-SP
Fonte: NCST

09/07/2026 -
Davi condena pressão de líder do PT na Câmara para
votação do fim da escala 6x1
Em nota à imprensa divulgada nesta terça-feira (7),
o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que
não aceitará pressões, intimidações ou ameaças em
relação à tramitação da PEC que acaba com a escala
6x1. Davi afirma que a definição da pauta e da
tramitação das matérias é prerrogativa
constitucional do presidente do Senado, que “não se
submete a ultimatos ou pressões
político-eleitorais”.
Nota à imprensa
Diante das declarações do líder do PT na Câmara dos
Deputados, Pedro Uczai, nesta terça-feira (7), de
que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, será
eleito 'inimigo' caso não despache a PEC da jornada
de trabalho para a CCJ até a próxima semana, a
Presidência do Senado esclarece que esse tipo de
ameaça e tentativa de intimidação não será mais
tolerado.
A definição da pauta e da tramitação das matérias é
prerrogativa constitucional da Presidência e não se
submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais.
Na última semana, o presidente Davi reuniu-se com a
líder do Governo no Senado, Teresa Leitão, o senador
Paulo Paim e representantes das centrais sindicais
para tratar da matéria, reafirmando seu compromisso
com o diálogo e com a regular tramitação da
proposta.
Quem realmente pretende contribuir para o avanço da
PEC respeita o devido processo legislativo. Ameaças
e constrangimentos institucionais não aceleram a
tramitação; apenas afrontam a independência dos
Poderes.
Assessoria de Imprensa
Presidência do Senado Federal
Fonte: Agência Senado

09/07/2026 -
Governo mantém defesa do fim da escala 6x1, mas vê
baixa probabilidade de votação neste ano legislativo
Proposta segue sem avanço no Senado, enquanto
Planalto busca destravar a tramitação antes do
recesso parlamentar e admite que o debate pode
migrar para o cenário eleitoral.
A tramitação da proposta que reduz a jornada de
trabalho ao extinguir a escala 6x1 enfrenta um
cenário de incerteza no Senado Federal. Embora o
governo federal continue defendendo publicamente a
aprovação da medida, interlocutores do Palácio do
Planalto reconhecem que as chances de conclusão da
análise pelo Congresso antes das eleições são
reduzidas.
Depois de avançar na Câmara dos Deputados, a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) permanece
sem calendário definido no Senado. A avaliação do
Executivo é que a ausência de um cronograma para
apreciação da matéria, somada ao curto período de
funcionamento do Congresso antes do recesso
parlamentar, dificulta a conclusão da votação nos
próximos meses.
Mesmo diante desse contexto, o governo pretende
manter a proposta entre as prioridades da agenda
política. A orientação é reforçar a defesa da
mudança nas manifestações do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e atuar para que, ao menos, a matéria
avance na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
antes da interrupção das atividades legislativas
prevista para julho.
Nos bastidores, integrantes do Executivo acompanham
os movimentos da presidência do Senado. O presidente
da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não
estabeleceu um prazo para o início da análise da PEC
e tem defendido que o texto seja examinado de forma
aprofundada, sem que o Senado apenas confirme a
redação aprovada pelos deputados.
Entre os pontos que poderão ser revistos está a
regra de transição prevista na proposta. A eventual
retirada desse dispositivo é vista por integrantes
do governo como uma alteração que poderia favorecer
a implementação mais rápida das novas regras, embora
dependa do entendimento dos senadores durante a
tramitação.
Outro gesto aguardado pelo Executivo é a indicação
do relator da matéria. A definição de um parlamentar
para conduzir o parecer é considerada importante
para sinalizar a continuidade da discussão após o
período eleitoral e permitir a retomada formal da
tramitação.
O calendário legislativo também impõe obstáculos.
Antes do recesso parlamentar, restam poucas semanas
de funcionamento regular do Congresso. Em seguida,
durante a campanha eleitoral, Câmara e Senado
deverão manter apenas sessões presenciais em regime
de esforço concentrado, reduzindo o espaço para
deliberação de propostas consideradas mais complexas
ou de maior impacto político.
Caso a PEC não avance neste período, integrantes do
governo admitem que o tema poderá ganhar
protagonismo no debate eleitoral. A estratégia seria
destacar que o Executivo apoiou a iniciativa e
acompanhou sua aprovação na Câmara, atribuindo ao
Senado a responsabilidade pela continuidade da
análise da proposta.
Fonte: Diap

09/07/2026 -
Sindicato e partido; por João Guilherme
O sindicato de trabalhadores e o partido político
são duas instituições importantes na prática da
democracia. E, por ocasião das eleições gerais,
estas duas instituições revelam suas potencialidades
e seus limites.
A entidade sindical, no Brasil, representa o
conjunto de trabalhadores de uma determinada
categoria e, portanto, não pode “ter” partido. E o
partido, além de sua influência, não deve
utilizar-se do sindicato como “correia de
transmissão”.
Nem sempre foi assim, nem mesmo no Brasil.
Em países da Europa, por exemplo, até quase o final
do século passado, era comum a presença cruzada de
dirigentes partidários em direções sindicais e
vice-versa. Esta prática já foi abandonada.
Aqui no Brasil, com a singularidade na época da
transição da ditadura para a democracia, os papeis
do sindicato e do partido se confundiam e isto durou
até a Constituição de 1988 que estabeleceu as
diferenças entre as duas instituições.
Como participar da campanha eleitoral (além de dar o
voto)? Para os cidadãos o caminho é o partidário;
para os sindicatos é a influência de um partido, ou
de alguns, que defendem os interesses dos
trabalhadores e naturalmente conquistam a simpatia
dos dirigentes e ativistas sindicais que se
transforma em apoio eleitoral.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

09/07/2026 -
Projeto que organiza política nacional de combate à
violência contra mulheres avança na Câmara
Texto aprovado cria modelo de cooperação entre os
entes federativos e estabelece critérios para
financiar, acompanhar e avaliar ações de proteção às
vítimas
A Câmara dos Deputados deu sinal verde ao projeto
que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da
Violência contra Meninas e Mulheres, iniciativa
destinada a integrar as políticas públicas voltadas
à prevenção da violência, ao acolhimento das vítimas
e ao combate ao feminicídio. A proposta segue agora
para análise do Senado Federal.
O novo sistema prevê a atuação articulada da União,
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios,
sob coordenação do Ministério das Mulheres. A
intenção é unificar estratégias, estimular a
cooperação entre os órgãos públicos e garantir maior
eficiência na execução das ações de proteção e
assistência.
Além de definir a estrutura de funcionamento do
sistema, o projeto disciplina a forma de
financiamento das políticas públicas. Os recursos
poderão ser provenientes dos orçamentos dos entes
federativos e, em determinadas situações, de valores
vinculados ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas
dos Estados (Propag), respeitados os critérios
estabelecidos na legislação.
A proposta também determina que os investimentos
sejam direcionados para iniciativas como a ampliação
da rede de atendimento às vítimas, ações educativas
de prevenção, enfrentamento da violência praticada
por meios digitais, integração de bancos de dados,
capacitação de agentes públicos e desenvolvimento de
mecanismos de monitoramento das políticas
implementadas.
Outro ponto do texto é a criação de instrumentos
permanentes de governança e controle. Estados e
demais entes participantes deverão estabelecer
metas, produzir relatórios periódicos, divulgar
informações sobre a execução física e financeira das
ações e prestar contas da aplicação dos recursos. O
descumprimento das exigências poderá resultar na
perda de benefícios previstos para os estados
participantes do Propag.
Durante a apreciação da matéria, parlamentares
ressaltaram que o fortalecimento da articulação
entre os entes federativos e a garantia de recursos
estáveis são medidas consideradas essenciais para
ampliar a efetividade das políticas de prevenção e
enfrentamento da violência contra meninas e mulheres
em todo o país.
(Com informações da Agência Câmara de Notícias)
Fonte: Diap

09/07/2026 -
André Figueiredo amplia alcance da negociação
coletiva no setor público
Substitutivo ao PL 1.893/2026 fortalece a
representação sindical, amplia o escopo das
negociações e incorpora novas garantias para
servidores e empregados públicos.
O deputado André Figueiredo (PDT-CE) apresentou
parecer favorável, na forma de substitutivo, ao
Projeto de Lei nº 1.893/2026, que regulamenta a
negociação coletiva no setor público e organiza a
representação sindical de servidores e empregados
públicos. A proposta, de autoria do Poder Executivo,
amplia o alcance da futura legislação ao incluir
expressamente os Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário, além dos órgãos constitucionalmente
autônomos, em todas as esferas da Federação.
Entre os principais avanços do substitutivo estão a
valorização da negociação permanente, a previsão de
pelo menos uma rodada anual de negociação, a
ampliação das matérias passíveis de negociação —
como política remuneratória, carreiras, jornada,
teletrabalho, saúde e segurança no trabalho —, a
exigência de boa-fé entre as partes e a tipificação
de práticas antissindicais que dificultem o
cumprimento dos acordos firmados.
O parecer também fortalece a participação das
entidades sindicais e busca reduzir a judicialização
dos conflitos, promovendo o diálogo institucional
nas relações de trabalho no setor público.
O DIAP disponibilizou uma nota legislativa com
quadro comparativo detalhando as alterações
promovidas pelo relator em relação ao texto
original do projeto.
Fonte: Diap

09/07/2026 -
IA avança sem derrubar empregos, mas reduz direitos
trabalhistas, afirma OCDE
Organização divulgou relatório de perspectivas de
emprego para 2026,
registrando taxa histórica de redução de desemprego
nos 38 países membros
A inteligência artificial não está provocando uma
“queda generalizada” do emprego nos países da OCDE,
onde a taxa de desemprego se mantém próxima de seu
mínimo histórico, segundo o relatório sobre as
perspectivas do emprego para 2026 publicado nesta
terça-feira (7) pela organização.
”A taxa de desemprego na área do OCDE está em 4,9%, um
nível próximo de seu mínimo histórico de 4,8%
registrado em junho de 2023. Além disso, prevemos
que o emprego nos países da OCDE continuará
crescendo 0,3% neste ano e 0,6% no próximo”,
declarou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann,
durante a apresentação do relatório à imprensa.
”Até o momento, não há indícios de que o maior uso da
inteligência artificial por parte das empresas
esteja provocando uma queda generalizada da demanda
por mão de obra”, destacou Cormann.
”Embora a IA esteja modificando as competências que as
empresas procuram e, claramente, tenha impacto sobre
a demanda, por enquanto não está enfraquecendo as
perspectivas de emprego nem para os jovens nem para
os trabalhadores em geral. A IA está transformando o
trabalho, mais do que reduzindo-o”, afirmou.
No entanto, o relatório destaca que “a incorporação
dos jovens no mercado de trabalho é especialmente
difícil” e que “os recentes avanços da inteligência
artificial generativa” provavelmente não são alheios
a esta situação.
Segundo o relatório da organização econômica, que
reúne 38 países da América, Europa, Ásia e Oceania,
o mercado de trabalho também demonstrou resiliência
diante da guerra no Oriente Médio, que provocou um
forte aumento dos preços da energia.
”A criação de emprego se manteve sólida, apesar dos
efeitos do conflito em curso no Oriente Médio. O
número de vagas, que constitui um indicador
antecipado da demanda por mão de obra, diminuiu
desde 2022 em relação ao máximo alcançado após a
pandemia”, explicou Cormann.
No entanto, acrescentou: “desde a escalada do
conflito, as vagas se estabilizaram em termos
gerais”.
Em quase um terço dos países da OCDE, os salários
reais “continuam sendo inferiores aos registrados há
cinco anos”, afirmou.
Fonte: RevistaFórum

08/07/2026 -
Centrais sindicais celebram o 9 de Julho Operário
São Paulo recebe mais uma edição do Dia da Luta
Operária nesta quinta-feira (9), promovida pelas
centrais sindicais e entidades parceiras. O evento
reunirá dirigentes sindicais, trabalhadores e
representantes de movimentos sociais em um ato que
preserva a memória da classe trabalhadora,
homenageia lideranças históricas e reafirma a
importância da luta pela ampliação dos direitos
sociais.
A edição deste ano também celebra os 140 anos da
Greve de Chicago (1886), marco histórico que deu
origem ao 1º de Maio, Dia Internacional dos
Trabalhadores e das Trabalhadoras. A programação
terá início às 9 horas, na sede do SindPD (CSB), em
São Paulo.
A relação de homenageados deste ano reúne nomes que
marcaram a história das lutas sociais e do movimento
sindical brasileiro. Entre eles está a cartunista
Laerte Coutinho, cuja obra contribuiu para
fortalecer a comunicação dos trabalhadores,
especialmente entre as décadas de 1970 e 1980.
Também será reconhecido o ex-deputado federal
Aurélio Peres, metalúrgico e integrante da Pastoral
Operária, que teve atuação destacada na resistência
à ditadura militar e na defesa da democracia.
A cerimônia também reconhecerá a trajetória de Paulo
Cannabrava e José Maria de Almeida, militantes com
importante atuação em defesa dos direitos da classe
trabalhadora. Além disso, serão prestadas homenagens
póstumas a Rubens Romano, Nair Goulart, Célia Rossi,
Waldemar Rossi, Paulo Frateschi e Idibal Pivetta, em
reconhecimento ao legado deixado por cada um na
organização dos trabalhadores, no fortalecimento do
movimento sindical e na promoção das liberdades
democráticas.
Realizada de forma unitária, a iniciativa é
organizada pelas centrais NCST, CTB, CUT, Força
Sindical, UGT, CSB, Pública, CSP-Conlutas,
Intersindical Central da Classe Trabalhadora e
Intersindical Instrumento de Luta, com o apoio do
Centro de Memória Sindical (CMS), IIEP, Instituto
Astrojildo Pereira, OBORÉ e do mandato do deputado
estadual Donato.
Fonte: NCST

08/07/2026 -
O
Globo destaca falta de mão de obra
O jornal O Globo, de domingo, deu a escassez de mão
de obra como manchete principal. “Oito em cada dez
empregadores têm dificuldade de preencher vagas
abertas”. Segundo o jornal, cerca de 80% das
empresas têm dificuldades em contratar.
A Agência Sindical falou com Pedro Afonso Gomes,
economista e um dos 18 conselheiros do Cofecon. Ele
relaciona a demanda por trabalhadores com o ciclo de
crescimento da economia brasileira. Também observa
ausência na formação de mão-de-obra. O economista
diz: “Entidades do Sistema S e o próprio
sindicalismo não têm dado prioridade à formação,
qualificação ou requalificação de trabalhadores”.
Pedro Afonso Gomes já presidiu o Sindicato dos
Economistas do Estado de São Paulo. Ele chama
atenção para a mudança no perfil profissional. E
comenta: “Hoje, um vendedor no comércio, por
exemplo, precisa se especializar, entender do
produto e saber se relacionar com o cliente. Não é
mais apenas o ato de vender a mercadoria”.
De acordo com o Conselheiro do Cofecon, “é evidente
que salários maiores atrairiam mais trabalhadores,
mas isso demandaria várias iniciativas, incluindo
uma ação sindical mais efetiva na conquista de
ganhos reais concretos acima da inflação”. Setores
do patronato resistem a elevar o padrão salarial,
ele observa.
Estado – Pedro Afonso aponta o papel do
Estado no crescimento e estabilidade econômica. E
comenta: “A economia vive da confiança. A atuação do
Estado brasileiro, via PAC ou aberta de linhas de
financiamento, passam confiança e atraem
investimentos privados internos e externos”. Segundo
Pedro, essa postura pode ser medida pela atuação do
próprio BNDEs. Segundo o economista, “a política
posta em prática pelo BNDEs atualmente concentra-se
em apoiar setores produtivos e geradores de mão de
obra e renda”.
Dieese – A Agência Sindical ouviu também
Rodolfo Viana, economista do Dieese e professor. Ele
brinca, dizendo que “o problema da falta de mão de
obra é um bom problema”, exigindo das empresas
melhoria no patamar salarial e empenho na
qualificação. O apagão da mão de obra, segundo o
economista, tende a ocorrer toda vez que há um ciclo
de crescimento econômico. “Apesar dos juros altos”,
ele ressalva.
Pizza – Para o professor Rodolfo Viana, “A
riqueza da sociedade faz lembrar um pizza de quatro
pedaços: salários, lucros, aluguéis e juros”. Ele
afirma: “É bom para todos aumentar o pedaço da pizza
relacionado aos salários”.
A sociedade evolui e os paradigmas mudam. Rodolfo
Viana entende que “hoje em dia, as pessoas não estão
mais dispostas a trabalhar por um salário baixo,
tendo que sofrer cerca de quatro horas num
transporte público lotado e precário”.
Cartazes – Quem anda por São Paulo
praticamente tromba em anúncios que ofertam emprego.
E não só na área central. “A periferia também está
repleta desse tipo de anúncio”, comenta Rodolfo
Viana.
Fonte: Agência Sindical

08/07/2026 -
Paim defende votação da PEC que acaba com a escala
6x1
Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira
(6), o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender
a aprovação da PEC 221/2019 — proposta de emenda à
Constituição que reduz a jornada de trabalho para 40
horas semanais e extingue a chamada escala 6x1, sem
redução de salários.
Ao lembrar que o Senado promoveu uma sessão de
debates sobre o tema na última quarta-feira (1º),
ele ressaltou que a maioria dos participantes apoiou
a proposta e pediu que a matéria seja votada pela
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo
Plenário do Senado.
— É fundamental que o Senado vote, o quanto antes, a
PEC 221, de 2019. Ela já foi aprovada na Câmara; de
513 parlamentares [o total de deputados federais],
somente 19 votaram contra. Pesquisas apontam que
mais de 80% da população brasileira apoia o fim da
escala 6x1, passando, então, para a 5x2. (...)
Estamos tratando de políticas humanitárias,
distribuição de renda, solidariedade e justiça
social. Estamos falando do presente e do futuro de
gerações. Estamos falando de famílias, de saúde
física e mental, de mais tempo para o estudo, para a
qualificação profissional, para a cultura, para o
lazer, para a convivência do dia a dia da nossa
gente — disse.
Paim também afirmou que a redução da jornada segue a
experiência adotada pela Constituição de 1988,
quando a carga semanal de trabalho passou de 48 para
44 horas. Segundo ele, o avanço tecnológico e as
mudanças nas relações de trabalho reforçam a
necessidade de atualização da legislação
trabalhista. O senador ainda alertou para os
impactos da "pejotização" (a contratação de
trabalhadores como pessoa jurídica, sem carteira
assinada) sobre a Previdência Social. Para ele, o
desenvolvimento econômico precisa estar associado à
valorização do trabalhador.
— O trabalho está mudando. A economia está mudando.
A sociedade está mudando. E nós temos a
responsabilidade de refletir sobre essas
transformações e garantir que o progresso
tecnológico esteja a serviço das pessoas, e não
somente do lucro, porque, no fim das contas, o
desenvolvimento só tem sentido quando ele melhora a
vida humana. Nenhum indicador econômico é mais
importante do que a dignidade das pessoas. Nenhuma
estatística vale mais do que a saúde de um
trabalhador ou de uma trabalhadora. Nenhum avanço
tecnológico será verdadeiramente um avanço se não
resultar em mais qualidade de vida, mais justiça
social, mais felicidade para o nosso povo
— declarou.
Fonte: Agência Senado

08/07/2026 -
Cartilha do DIAP joga luz sobre o processo eleitoral
e oferece roteiro para o voto consciente
Antônio Augusto de Queiroz*
Publicação reúne orientações para eleitores e
candidatos, destaca as novas regras sobre
inteligência artificial e reforça a importância da
participação democrática.
Em tempos de profunda polarização e de uma avalanche
de desinformação que ameaça a integridade do debate
democrático, o ato de votar se torna um exercício de
cidadania que exige mais do que um simples gesto. O
voto é a ferramenta mais poderosa que um cidadão
possui para definir o futuro do seu país. Consciente
desse desafio e da sua responsabilidade histórica, o
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(DIAP) lança, mais uma vez, a publicação "Eleições
Gerais de 2026: Orientação a eleitores e
candidatos", que tenho a honra de escrever desde a
primeira edição.
Esta cartilha, que integra a Série Educação Política
do DIAP, é editada em todas as eleições gerais e
municipais desde 2010, consolidando-se como um
verdadeiro guia prático. O objetivo central é
engajar cidadãos e cidadãs – especialmente os
trabalhadores, servidores públicos, aposentados e
pensionistas – no processo eleitoral, fornecendo
subsídios para um voto informado e uma participação
política qualificada. O material é dividido em
blocos temáticos claros, atendendo tanto ao eleitor
que busca critérios para sua escolha quanto ao
candidato que deseja estruturar uma campanha ética,
transparente e dentro da legalidade.
A edição de 2026 chega em um momento considerado
divisor de águas. O pleito colocará em disputa
diferentes projetos de nação, com visões antagônicas
sobre o papel do Estado, da economia e das políticas
sociais. Nas palavras de Rita Serrano, presidenta do
Diap, "estará em jogo a escolha do presidente da
República, dos governadores, de 54 senadores (o
equivalente a dois terços do Senado Federal), além
de todos os 513 deputados federais e os 1.059
deputados estaduais e distritais". A qualidade da
representação política, portanto, não é um detalhe,
mas sim a alavanca ou a âncora para o
desenvolvimento nacional.
A publicação alerta para a necessidade de rejeitar
candidaturas que se alimentam do negacionismo, do
fundamentalismo ou de projetos autoritários. "A
memória do ciclo 2018-2022 segue viva", destaca a
presidenta do Diap na introdução da cartilha,
lembrando que o preço de um governo negacionista foi
cobrado em vidas durante a pandemia, além das
sucessivas tentativas de ruptura democrática. O
texto enfatiza que a composição do Congresso
Nacional merece atenção redobrada, pois pode tanto
acelerar pautas de desenvolvimento quanto travá-las
por completo.
Para o eleitor, a cartilha oferece orientações
práticas sobre o voto consciente, ensinando a
identificar perfis de candidatos verdadeiramente
comprometidos com o interesse público e a evitar a
manipulação midiática. Nesse sentido, a obra cumpre
uma missão dupla e estratégica: municiar o eleitor
com informações para identificar candidaturas
comprometidas com o coletivo e oferecer aos
candidatos um guia estruturado para campanhas
éticas.
Já para quem pretende se candidatar, a publicação é
um manual completo. Ela detalha desde os requisitos
legais para a candidatura, como o prazo de filiação
partidária e as hipóteses de inelegibilidade, até a
estruturação de uma campanha de alto impacto. Os
capítulos dedicados a essa finalidade abordam desde
o planejamento, a arrecadação de recursos e a
prestação de contas, até as regras detalhadas para a
propaganda eleitoral, especialmente a digital.
Um ponto de destaque nesta edição é a nova regulação
para o uso de Inteligência Artificial na propaganda
eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
determinou que é obrigatório informar, de forma
explícita e destacada, sempre que um conteúdo de
vídeo, áudio, foto ou texto multimídia foi gerado ou
manipulado por IA, sendo proibido o uso de chatbots
(simular e processar conversações humanas) ou
avatares (clones digitais) para simular conversa com
uma pessoa real.
Além dos aspectos técnicos, a cartilha resgata o
sentido da política como a única solução para os
problemas coletivos, defendendo a transparência, a
ética e o compromisso com a justiça social. A
publicação conclui com uma "Carta-Compromisso", um
contrato de confiança que candidatos podem assumir
publicamente com a sociedade, reafirmando seu
compromisso com a classe trabalhadora, a ética no
mandato e a defesa do povo.
O grande desafio, como aponta a obra, é passar da
democracia representativa para a democracia
substantiva, aquela que garante participação real do
cidadão nas decisões que afetam sua vida. Porque, em
última análise, uma Câmara dos Deputados ou um
Senado Federal onde só alguns têm vez não é
democracia plena. A cartilha é, portanto, uma
ferramenta de luta para que a sociedade possa
construir um país mais justo e mais parecido com a
sua gente, porque, como destaca seu texto, não há
transformação duradoura sem povo consciente e sem
representantes comprometidos. A íntegra da cartilha
está disponível para acesso gratuito no
portal do DIAP.
Boa leitura.
Fonte: Congresso em Foco

08/07/2026 -
Senado publica notas taquigráficas sobre debate da
jornada de trabalho
O Senado Federal disponibilizou as
notas taquigráficas da sessão de debates
temáticos realizada em 1º de julho, que reuniu
representantes do governo, do setor produtivo, das
centrais sindicais, especialistas e parlamentares
para discutir a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 221/2019, que reduz a jornada semanal de
trabalho de 44 para 40 horas e extingue a escala
6x1. O material reúne a íntegra das manifestações
apresentadas durante a audiência, promovida a partir
do Requerimento nº 414/2026, oferecendo um panorama
completo dos argumentos favoráveis e contrários à
proposta.
As notas registram as exposições de ministros de
Estado, senadores, deputados, representantes de
trabalhadores, entidades empresariais e
especialistas, que abordaram os impactos sociais,
econômicos, jurídicos e produtivos da PEC, além dos
desafios relacionados à produtividade, à negociação
coletiva, à competitividade das empresas e à
qualidade de vida dos trabalhadores. O documento
constitui importante fonte de consulta para o
acompanhamento da tramitação da matéria e do debate
legislativo sobre um dos principais temas da agenda
trabalhista em discussão no Congresso Nacional.
Fonte: Diap

07/07/2026 -
Congresso tem só 2 semanas para decidir temas como
6x1 e pautas-bomba
Recesso termina em 31/7, mas eleições devem
esvaziar plenários; Câmara prevê sessões presenciais
em apenas duas semanas no segundo semestre
O Congresso Nacional entra nas duas últimas semanas
de trabalho antes do recesso parlamentar com uma
série de propostas de interesse do governo e de
forte impacto fiscal ainda sem definição.
A pausa começa em 18 de julho e termina em 31 do
mesmo mês. O retorno formal está previsto para 1º de
agosto, mas o calendário eleitoral deve esvaziar os
plenários da Câmara e do Senado durante a maior
parte do segundo semestre.
Na Câmara dos Deputados, estão previstas apenas duas
semanas de sessões presenciais durante a campanha
eleitoral: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a
3 de setembro. Nos demais períodos, a tendência é de
redução das atividades no plenário, com os deputados
concentrados nas campanhas nos estados.
Na prática, o calendário deixa uma janela curta para
que o Congresso avance em temas como o fim da escala
6×1, as propostas classificadas pelo governo como
pautas-bomba e a mudança nas regras para o
Microempreendedor Individual (MEI).
Antes do recesso, as duas últimas reuniões de
líderes da Câmara estão previstas para as próximas
terças-feiras, 7 e 14 de julho.
Pressão sobre o Senado
Uma das principais pendências está no Senado. A
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a escala 6×1 foi aprovada pela Câmara em 27 de
maio, mas ainda depende do presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para avançar na
Casa.
A mudança na jornada de trabalho é uma das bandeiras
da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) à reeleição. Apesar da pressão do governo, de
centrais sindicais e de parlamentares, Alcolumbre
tem demorado a definir a tramitação da proposta.
Nos bastidores, a resistência é vista como mais um
capítulo do imbróglio entre o presidente do Senado e
o Palácio do Planalto. O desgaste começou com a
rejeição da indicação do advogado-geral da União,
Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal
Federal (STF), em 29 de abril. O nome recebeu 34
votos favoráveis e 42 contrários.
A relação piorou quando o Senado avançou com
propostas de alto impacto fiscal, apesar dos pedidos
da equipe econômica do governo para que as votações
fossem suspensas. O ministro da Fazenda, Dario
Durigan, chegou a procurar Alcolumbre, mas não
conseguiu impedir o avanço dos textos.
Pautas-bomba
As chamadas pautas-bomba somam impacto estimado de
cerca de R$ 215 bilhões. Entre elas está o projeto
que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do
pré-sal para a renegociação de dívidas rurais. A
Fazenda calcula um custo de R$ 140 bilhões em dez
anos. Como o Senado alterou a proposta, o texto
voltou à Câmara.
Outra matéria eleva para R$ 13,6 mil o piso de
médicos e cirurgiões-dentistas com jornada de 20
horas semanais. A estimativa da equipe econômica é
de um impacto de R$ 47 bilhões. O Senado também
avançou com a aposentadoria diferenciada para
agentes comunitários de saúde e de combate às
endemias, que pode ampliar em R$ 27 bilhões o
déficit atuarial da Previdência.
Integrantes do governo apostam na Câmara para
alterar as propostas antes que sejam enviadas à
sanção de Lula. A avaliação no Palácio do Planalto é
de que o Executivo tem mais interlocução com Hugo
Motta (Republicanos-PB) do que com Alcolumbre.
O calendário apertado também afeta o projeto que
muda as regras do MEI. Motta informou aos líderes
que vai apensar a proposta enviada pelo governo a
outro texto que já tramita na Câmara e pode causar
um impacto de R$ 50 bilhões.
O projeto do Executivo eleva gradualmente o limite
anual de faturamento do MEI, dos atuais R$ 81 mil
para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de
2028. A proposta também autoriza a contratação de
até dois funcionários.
O impacto de R$ 50 bilhões, no entanto, está ligado
ao texto mais amplo em análise na Câmara, que
estende o aumento dos limites a todas as categorias
do Simples Nacional. O projeto do governo restringe
a mudança aos microempreendedores individuais e foi
enviado como alternativa à proposta considerada uma
bomba fiscal pela Fazenda.
Fonte: Metrópoles

07/07/2026 -
Lucro do FGTS deve chegar a R$ 14,7 bi em 2025
Conselho Curador decidirá neste mês quanto será
distribuído; pagamento ocorrerá até 31 de agosto
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
deverá registrar lucro de aproximadamente R$ 14,7
bilhões em 2025, segundo técnicos do governo.
Segundo o jornal O Globo, apesar do resultado
positivo, a parcela do lucro destinada aos
trabalhadores deverá ser menor do que a distribuída
no ano passado.
A definição sobre o percentual que será repassado
aos cotistas ficará a cargo do Conselho Curador do
FGTS, que deverá deliberar sobre o tema ainda neste
mês. Após a decisão, a Caixa Econômica Federal terá
até 31 de agosto para efetuar os créditos nas contas
vinculadas.
Distribuição deve ser inferior à de 2024
Em 2024, o Fundo distribuiu R$ 12,9 bilhões,
correspondentes a cerca de 95% do lucro obtido
naquele exercício, beneficiando aproximadamente 134
milhões de trabalhadores.
Neste ano, entretanto, técnicos do governo avaliam
que será necessário preservar uma parcela maior dos
recursos do FGTS. A expectativa é de que pelo menos
metade do lucro seja distribuída, percentual
inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que influenciam essa decisão estão
medidas adotadas recentemente que reduziram a
disponibilidade de recursos do Fundo. Entre elas,
destacam-se o saque residual destinado a
trabalhadores demitidos que aderiram ao
saque-aniversário e permaneceram com parte dos
recursos bloqueados, além da utilização de parte do
saldo do FGTS para quitar débitos por meio do
programa Desenrola 2.
Governo quer reforçar patrimônio do Fundo
A retenção de parte do lucro tem como objetivo
fortalecer o patrimônio líquido do FGTS, que
financia políticas públicas, especialmente programas
habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.
Segundo integrantes do Conselho Curador, o
patrimônio líquido do Fundo deverá ficar entre R$
110 bilhões e R$ 112 bilhões em 2025, enquanto o
ativo total alcança aproximadamente R$ 840 bilhões.
Na avaliação dos técnicos, esse patrimônio precisa
crescer para garantir maior solidez financeira ao
FGTS e assegurar sua capacidade de investimento.
Outro ponto considerado pelo governo é que a
remuneração mínima das contas do Fundo, composta por
3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), já será
suficiente para acompanhar a inflação registrada no
ano anterior. Além disso, uma decisão do Supremo
Tribunal Federal (STF) determina que a remuneração
das contas do FGTS não poderá ser inferior à
variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(IPCA).
Pagamento será feito até 31 de agosto
Antes da decisão final, o assunto será analisado pelo
grupo técnico que assessora o Conselho Curador, em
reuniões previstas para esta e para a próxima
semana.
Após a aprovação do percentual de distribuição, a
Caixa Econômica Federal realizará os depósitos até
31 de agosto.
O valor creditado será proporcional ao saldo
existente na conta vinculada de cada trabalhador em
31 de dezembro de 2025. Os recursos incorporados ao
saldo permanecerão sujeitos às regras legais de
saque, podendo ser movimentados apenas nas hipóteses
previstas em lei, como demissão sem justa causa,
aquisição da casa própria, aposentadoria e casos de
doenças graves.
Fonte: Brasil247

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