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Blog - Últimas Notícias
25/08/2026 -
Sindicalismo lança Manifesto pró-Lula
Assinaturas de adesão ocorrem por meio da
internet
O sindicalismo colhe, pela internet, assinaturas em
apoio a Lula. O movimento utiliza as redes sociais
para divulgar o texto e colher subscrições.
Lançamento ocorreu dia 16, quando da abertura da
campanha de Lula-Alckmin na Vila Euclides, São
Bernardo do Campo – SP.
A candidatura de Lula tem apoio quase unânime do
movimento sindical, que viu, neste terceiro mandato,
grande parte de suas reivindicações ser atendida,
entre as quais política de aumento real para o
salário mínimo e isenção do IR para salários até R$
5 mil.
Agora, o sindicalismo, com apoio de Lula, batalha no
Senado para fazer aprovar a PEC 221, que acaba com a
escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada de 44 para
40 horas semanais.
ASSINE – Clique aqui –
https://preceder.com.br/sindcomlula/
MANIFESTO “Por um Brasil soberano e justo, com
trabalho decente, direitos e desenvolvimento”.
Nós, sindicalistas de diversas categorias
profissionais, entidades, setores e regiões,
apoiamos a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e convocamos os trabalhadores a se
mobilizar conosco para dar continuidade e avançar
ainda mais nas transformações que o Brasil precisa.
Defendemos:
- Valorização permanente dos salários e do salário
mínimo;
- Redução da jornada de trabalho e o fim da escala
6×1;
- Combate à precarização, à informalidade, à
pejotização e às terceirizações fraudulentas;
- Proteção trabalhista, previdenciária e social para
todos os que trabalham, independentemente da
ocupação;
- Fortalecimento dos Sindicatos e da representação
coletiva, bem como a autonomia e valorização da
negociação coletiva e do diálogo social como
instrumentos fundamentais para conquistar direitos,
regular as transformações no mundo do trabalho e
distribuir os ganhos do desenvolvimento;
- Tecnologia e inteligência artificial a serviço da
melhoria das condições de trabalho e da qualidade de
vida do povo;
- Compartilhamento dos ganhos de produtividade, para
que os avanços econômicos e tecnológicos se traduzam
em melhorias pra todo o povo trabalhador;
- Política de segurança pública que proteja a
população e garanta direitos;
- Firme combate ao feminicídio e a todas as formas de
violência contra a mulher, com promoção da igualdade
entre mulheres e homens, combate ao racismo e a
todas as formas de discriminação;
- Políticas públicas voltadas aos jovens, idosos, aos
aposentados, com o fortalecimento da Política
Nacional de Cuidados.
Por que apoiamos Lula:
Porque seu governo coloca o trabalho e a valorização
dos trabalhadores no centro da estratégia de
desenvolvimento do País e assume compromisso com a
Pauta da Classe Trabalhadora.
Porque é o candidato que apresenta propostas de
crescimento com investimento em educação, formação,
inovação e elevação da produtividade, como também
prioriza o fortalecimento da Nova Indústria Brasil e
o domínio de tecnologias estratégicas, inclusive as
relacionadas a terras raras, transformando nossas
riquezas naturais em desenvolvimento e gerando
trabalho decente, empregos de qualidade, melhores
salários e uma distribuição mais justa da riqueza
produzida pelo trabalho de todos.
Porque tem compromisso com a soberania nacional, a
liberdade, a democracia, a justiça social e a
sustentabilidade ambiental.
Porque Lula propõe uma transição ecológica e
tecnológica justa, capaz de proteger trabalhadores,
comunidades e territórios e, ao mesmo tempo, criar
novas oportunidades de trabalho de qualidade.
Porque, com Lula, o Brasil avançou combinando
crescimento econômico, valorização do trabalho,
inclusão social e fortalecimento da democracia.
É nesse caminho que queremos avançar ainda mais, com
Lula Presidente!
Fonte: Agência Sindical

25/08/2026 -
PEC 221/19: Relator sinaliza avanço do fim da escala
6x1
Omar Aziz deve apresentar parecer nesta
terça-feira (25), enquanto a CCJ promove audiência
pública na quarta (26). Proposta reduz jornada para
40 horas semanais, garante 2 dias de descanso e
mantém salários
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19,
dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton
(PSol-SP), que reduz a jornada de trabalho e acaba,
na prática, com a escala 6x1, entra nesta semana em
etapa decisiva no Senado.
O relator na CCJ (Comissão de Constituição e
Justiça), senador Omar Aziz (PSD-AM), deverá
apresentar parecer nesta terça-feira (25), abrindo
caminho para o debate da matéria no colegiado. Na
quarta-feira (26), a comissão realiza audiência
pública para discutir os impactos da proposta.
A movimentação ocorre poucos dias depois de a PEC
chegar formalmente à CCJ, após permanecer por 85
dias à espera de despacho no Senado. O presidente da
Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a
matéria à comissão na sexta-feira (21) e designou
Aziz como relator.
Relator a favor
Aziz já declarou ser favorável ao mérito da PEC e à
transição aprovada pela Câmara dos Deputados. Em
declaração divulgada após assumir a relatoria, o
senador defendeu a redução da jornada também sob o
argumento de que menos horas trabalhadas podem
resultar em maior produtividade.
“Há questão mental das pessoas. Está comprovado que
quanto menos horas de trabalho, mais você produz. O
que as empresas da indústria querem é a qualidade do
serviço e aumento de produção. Por isso, o fim da
escala 6x1 é uma necessidade do Brasil. Vamos votar
por isso ainda esse ano”, afirmou Aziz.
A posição do relator reduz a incerteza sobre o
mérito da proposta, mas não elimina a disputa
política em torno do texto. A expectativa é que a
audiência pública e as conversas com senadores e
lideranças sirvam para construir consenso sobre a
tramitação e eventuais ajustes.
O que muda
A PEC 221/19, estabelece a redução do limite máximo da
jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução
salarial, e prevê 2 dias de repouso semanal
remunerado. A mudança seria implementada de forma
progressiva.
O texto aprovado pela Câmara prevê a primeira
redução de 2 horas semanais 60 dias após a
promulgação e outra redução de 2 horas 1 ano depois,
até chegar às 40 horas. Segundo Aziz, essa transição
deve ser preservada em seu parecer.
Na prática, a proposta cria condições
constitucionais para a substituição da tradicional
escala 6x1 — 6 dias de trabalho para 1 de descanso —
por organização com 5 dias trabalhados e 2 de
descanso, sem corte nos salários.
Audiência pública
A audiência pública de quarta-feira coloca em primeiro
plano justamente os argumentos que deverão marcar a
disputa no Senado: produtividade, emprego, renda,
custos empresariais, organização das jornadas e
qualidade de vida.
O tema já provocou intenso debate na Câmara.
Requerimentos apresentados durante a tramitação da
proposta solicitaram a participação de
representantes de entidades empresariais,
trabalhadores e instituições como CNI, CNC, Sebrae,
Abrasel e Associação Brasileira de Supermercados,
além de órgãos públicos e especialistas.
O embate tende a reproduzir, no Senado, 2 visões
distintas. De um lado, representantes do setor
produtivo, leia-se patronal, alertam para possíveis
impactos sobre custos, escalas e funcionamento de
atividades contínuas.
De outro, defensores da redução da jornada sustentam
que a medida pode melhorar a qualidade de vida,
ampliar o tempo de descanso e convivência familiar e
estimular ganhos de produtividade. Além de aumentar
a empregabilidade.
Prioridade no Senado
A liderança do governo no Senado já classificou a PEC
221/19 como uma das prioridades da pauta
trabalhista. A senadora Teresa Leitão (PT-PE)
afirmou que pretende conversar com o presidente da
CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para acelerar a
tramitação e buscar a votação da matéria durante o
próximo esforço concentrado do Senado.
“Essas duas questões [...] são fundamentais para os
trabalhadores, para o mundo do trabalho e para o
País”, declarou, ao se referir à PEC da jornada e à
proposta de segurança pública.
O próprio Aziz havia indicado que pretendia
trabalhar para que o relatório estivesse pronto na
semana de esforço concentrado, entre 31 de agosto e
4 de setembro, período que antecede o primeiro turno
das eleições.
Tramitação
A CCJ é a primeira etapa da tramitação da PEC no
Senado. Depois da análise e eventual aprovação pela
comissão, a matéria seguirá para o plenário, onde,
por se tratar de proposta de emenda à Constituição,
precisará ser aprovada em 2 turnos, com quórum
qualificado de no mínimo 49 votos favoráveis.
Caso o Senado aprove exatamente o texto oriundo da
Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação.
Se houver mudanças no conteúdo, a matéria terá de
retornar à Câmara para nova apreciação.
A PEC chega, portanto, à fase em que a discussão
deixa de ser apenas sobre a oportunidade de acabar
com a escala 6x1 e passa a envolver como, quando e
em que condições a redução da jornada será
implantada.
Disputa política
O avanço da PEC recoloca no centro da agenda do
Congresso uma das principais reivindicações do
movimento sindical e de setores da sociedade que
defendem a redução da jornada. Ao mesmo tempo, abre
nova frente de negociação com o empresariado, que
deverá pressionar por mudanças ou salvaguardas no
texto.
O dado político mais relevante, neste momento, é que
o relator escolhido para conduzir a matéria na CCJ
declarou-se favorável ao mérito da proposta e à
transição aprovada pelos deputados. A partir desta
semana, a disputa tende a se concentrar menos na
admissibilidade da PEC e mais na construção dos
votos necessários para fazê-la avançar no Senado.
Em resumo: a PEC 221/19 chega ao Senado em momento
decisivo. Com parecer do relator e audiência pública
previstos para esta semana, o debate sobre o fim da
escala 6x1 entra definitivamente na agenda da CCJ.
Se conseguir superar essa etapa, a proposta estará
mais próxima de chegar ao plenário e transformar a
redução da jornada de trabalho em nova regra
constitucional brasileira.
Fonte: Diap

25/08/2026 -
Governo Lula avalia reajuste diferente para
beneficiários do INSS, diz jornal
Discussão sobre mudanças de faixas entre ativos e
pensionistas ainda está em fase de estudos e ideia é
que reajuste seja acima da inflação
Em um eventual quarto mandato do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), membros da equipe
econômica pretendem discutir a diferenciação da
política de valorização do salário mínimo para
trabalhadores da ativa e beneficiários do INSS. A
informação foi confirmada pelo jornal Valor
Econômico.
Segundo o veículo, técnicos fizeram simulações de
cenários que preservariam ganhos acima da inflação
para os dois grupos em ritmos distintos, mantendo os
trabalhadores da ativa na regra atual e
estabelecendo um percentual menor que o reajuste
real de até 2,5% para os inativos.
A discussão entre os integrantes da equipe teria
como intenção diminuir a pressão sobre as despesas
obrigatórias e sinalizar ao mercado financeiro um
maior compromisso do eventual novo governo com o
ajuste fiscal.
Ainda de acordo com o Valor, nenhuma decisão foi
tomada sobre o assunto e qualquer eventual mudança
passaria pela aprovação do presidente Lula. No
momento a discussão se limite a estudos.
A ideia central é manter a valorização do salário
mínimo para os trabalhadores da ativa, ao mesmo
tempo em que mantém o reajuste de aposentadorias
vinculadas ao salário mínimo crescendo em um ritmo
menor, mas ainda acima da inflação. A longo prazo, a
diferenciação teria efeitos cumulativos sobre as
despesas obrigatórias.
Fonte: InfoMoney

25/08/2026 -
Teletrabalho não justifica supressão de intervalo
para amamentação
A 15ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP) reformou uma sentença e condenou uma
empresa a pagar danos morais no valor de R$ 10 mil
por não conceder a uma trabalhadora, em regime de
teletrabalho, intervalo para amamentação.
A sentença da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo
considerou a privação “mero descumprimento de uma
obrigação contratual”. Todavia, reconheceu tal
ilicitude para fundamentar a rescisão indireta do
contrato de trabalho por culpa da empresa.
Em defesa, a empresa alegou que cumpriu
integralmente as obrigações legais e contratuais.
Argumentou também que a prestação de serviços de
forma remota garantia flexibilidade suficiente para
fazer pausas de amamentação de forma autônoma.
Segundo os autos, a empresa não conseguiu comprovar
que concedia o intervalo, já que nada constava nos
controles de jornada juntados ao processo. Em
depoimento pessoal, a trabalhadora afirmou ainda que
teve negado o pedido para sair uma hora mais cedo a
fim de amamentar o filho.
Desenvolvimento saudável
No acórdão, a desembargadora relatora Regina Celi
Vieira Ferro destacou o artigo 396 da CLT, que
garante à mulher trabalhadora o direito a dois
descansos especiais de 30 minutos cada durante a
jornada de trabalho para amamentar o próprio filho
até que o bebê complete seis meses de idade.
Para a magistrada, a regra visa “garantir que o
retorno da mulher ao mercado de trabalho não
inviabilize o aleitamento materno e o
desenvolvimento saudável do menor”.
Ao fundamentar a decisão, a julgadora lembrou que a
proteção à maternidade e à infância encontra-se
fixada no rol de direitos sociais da Constituição
Federal.
Ela acrescentou ainda que a empregadora agiu com
“negligência e abuso de poder diretivo” por suprimir
os intervalos e submeter a trabalhadora a condições
incompatíveis com o período da lactação.
“Impor à mãe o constrangimento de escolher entre as
metas laborais e o sustento biológico de seu filho
vulnerável atinge diretamente a sua dignidade
existencial”, concluiu. Com informações da
assessoria de imprensa do TRT-2.
Clique
aqui para ler o acórdão
RORSum 1002155-25.2025.5.02.0026
Fonte: TST

24/08/2026 -
Eleições 2026 em perspectiva: DIAP promove novo
debate
Diálogos DIAP reúne especialistas e lideranças
para analisar o cenário eleitoral, a reorganização
das forças políticas e os possíveis impactos da
disputa sobre o futuro do Congresso Nacional.
As Eleições 2026 já movimentam o cenário político e
colocam em debate os caminhos que poderão definir a
composição do próximo Congresso Nacional e a agenda
legislativa dos próximos anos. Para contribuir com a
compreensão desse processo, o DIAP realiza, no dia
25 de agosto, às 19h, mais uma edição do Diálogos
DIAP, em formato on-line.
Com o tema “Perspectivas para as Eleições 2026”, o
encontro propõe uma análise dos movimentos que
começam a desenhar a disputa eleitoral. O debate
abordará as tendências do cenário político, a
reorganização das forças partidárias e os fatores
que poderão influenciar tanto a renovação quanto a
continuidade da representação política no
Parlamento.
A proposta é reunir diferentes perspectivas para
ampliar a leitura sobre um processo que vai além da
disputa nas urnas. A composição da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal terá reflexos diretos
sobre a correlação de forças no Legislativo e sobre
as prioridades que estarão no centro da agenda
política do País a partir de 2027.
Diferentes olhares sobre o cenário de 2026
Participam desta edição Rita Serrano, presidente do
DIAP; Neuriberg Dias, analista político e diretor do
DIAP; Ricardo Patah, vice-presidente do DIAP e
presidente da UGT; Hajj Mangolin, estrategista
político; e Alek Maracajá, CEO da AtivaWeb,
professor, pesquisador, cientista de dados e
vice-presidente nacional da Abradi.
Ao reunir experiências nas áreas de análise
política, representação institucional, estratégia e
ciência de dados, o Diálogos DIAP busca oferecer aos
participantes elementos para compreender as
transformações em curso e os possíveis
desdobramentos da disputa eleitoral sobre o
Parlamento.
Inscrições abertas
O encontro será realizado on-line, no dia 25 de
agosto, às 19h. A participação é gratuita, mas as
vagas são limitadas.
As inscrições devem ser feitas até 24 de agosto,
pelo e-mail
diap@diap.org.br, com o envio de nome completo,
entidade representada, telefone/WhatsApp e e-mail.
O link de acesso será encaminhado diretamente aos
participantes inscritos.
25 de agosto | 19h | On-line
Inscrições até 24 de agosto | Vagas limitadas
Participe do Diálogos DIAP e acompanhe as análises
sobre os movimentos políticos que começam a desenhar
o cenário das Eleições 2026 e o futuro da
representação no Congresso Nacional.
Fonte: Diap

24/08/2026 -
Missão aciona STF contra licença remunerada em
mandato sindical
Partido defende que salário de diretores
sindicais seja pago pela própria entidade, e não
pelos governos estaduais.
A executiva nacional do Missão apresentou ao STF uma
ação na qual questiona a legalidade do trecho da
Constituição do Estado de São Paulo que garante o
direito à licença remunerada a servidores públicos
estaduais durante o exercício de mandato na
administração de seus sindicatos.
O partido alega que a Constituição não cita a
possibilidade de manutenção dos salários durante o
afastamento para a função, e ressalta que a
organização do serviço público nos entes federados,
incluindo regimes de trabalho de servidores, não
podem contrariar o texto constitucional.
"O texto instaura uma nítida separação entre o
Estado e os entes sindicais, impedindo qualquer
confusão entre a Administração Pública — regida pelo
regime de Direito Administrativo, que é de Direito
Público — e a administração do sindicato, que é uma
entidade privada", afirmou a sigla.
A legenda defende que os diretores sindicais tenham
direito à devida remuneração, mas que esta deve ser
paga com recursos do próprio sindicato, e não do
tesouro estadual.
A sigla destacou que o próprio Supremo validou em
decisão anterior uma lei estadual em Goiás que
revogou a licença remunerada a servidores durante
mandato sindical. A ação foi distribuída para
relatoria do ministro Luiz Fux.
Processo:
ADI 8006-SP
Fonte: Congresso em Foco

24/08/2026 -
Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar
dados até dia 31
As empresas privadas com 100 ou mais empregados
devem atualizar suas informações até 31 de agosto.
Os dados servirão para elaboração do 6º Relatório de
Transparência Salarial e de Critérios
Remuneratórios, elaborado e publicado semestralmente
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O procedimento obrigatório deve ser feito
diretamente no Portal Emprega Brasil, na área do
empregador. Para atualização dos dados, é preciso
fazer login da plataforma Gov.br.
As informações são sobre critérios remuneratórios,
ações voltadas à promoção da diversidade e
iniciativas de apoio à família e à parentalidade.
As empresas com 100 ou mais empregados que não
apresentarem os dados para o Relatório de
Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios
duas vezes ao ano estarão sujeitas à multa.
Fonte: Agência Brasil

24/08/2026 -
Os
sindicatos brasileiros respiram
Brasil registra, após mais de uma década, aumento
no número de trabalhadores sindicalizados. Adesão
responde às novas demandas por proteção social,
empregos de qualidade, fim da escala 6×1 e desafios
impostos pela IA. Como podem incorporar as novas
lutas?
Clemente Ganz Lúcio¹
O crescimento da taxa de sindicalização observado
pelo IBGE em 2024² marca um ponto de inflexão
importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois
de mais de uma década de retração, interrompe-se uma
trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada
pelos ataques às instituições sindicais, pela
reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do
financiamento compulsório e por uma conjuntura
política marcada pela deslegitimação da ação
coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou
de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100
milhões de pessoas, formais e informais), elevando o
contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3
milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas,
um crescimento de cerca de 812 mil filiados.
Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD
Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado
estatístico, trata-se de um sinal de mudança na
dinâmica do mundo do trabalho brasileiro.
Destaques:
- Setor Público Registrou a maior taxa de adesão,
alcançando 18,9%.
- Setor Privado com Carteira Assinada apresentou taxa
de filiação de 11,2%.
- Trabalhadores Informais e Sem Carteira mantiveram os
menores índices, com apenas 3,8% de sindicalização.
- Atividades com Maior Adesão: o grupamento de
administração pública, defesa, seguridade social,
educação, saúde humana e serviços sociais liderou
com 15,5%, seguido pela indústria geral com 11,4%.
Essa recuperação não resulta de um único fator. Ela
expressa a convergência entre transformações
econômicas, institucionais, políticas e
organizativas que recolocam o trabalho e suas formas
de representação em posição estratégica.
O primeiro elemento é a melhora consistente do
mercado de trabalho. A retomada do crescimento
econômico, a expansão do emprego formal, o aumento
dos rendimentos reais e a redução do desemprego
ampliaram o universo de trabalhadores protegidos por
contratos formais e convenções coletivas. O
fortalecimento da indústria, impulsionado pela
política industrial, pelos investimentos públicos e
privados e pela recuperação da capacidade produtiva
nacional, favoreceu particularmente setores
historicamente mais organizados, onde a presença
sindical é mais intensa. Não por acaso, a indústria
registrou uma das maiores elevações na taxa de
sindicalização em 2024.
Também foi decisiva a retomada das contratações no
setor público. A recomposição das capacidades do
Estado para cumprir suas funções constitucionais
significou não apenas mais servidores, mas também o
fortalecimento de categorias cuja tradição
organizativa sempre foi expressiva.
Outro aspecto relevante foi a recuperação do diálogo
social. A reativação das mesas nacionais de
negociação no setor publico federal, a valorização
da negociação coletiva, a retomada do Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social, do Conselho de
Desenvolvimento Industrial, do Conselho de Segurança
Alimentar, entre tantos outros, a reconstrução da
interlocução entre governo, trabalhadores e
empregadores e a ampliação dos acordos e convenções
coletivas devolveram concretude à atuação sindical.
Quando a negociação produz ganhos salariais, melhora
as condições de trabalho, amplia direitos e protege
os trabalhadores diante das mudanças produtivas, o
sindicato volta a ser percebido como instrumento
efetivo de transformação da realidade.
Mas seria insuficiente explicar a retomada da
sindicalização apenas pela melhora do mercado de
trabalho. Creio que um fenômeno mais profundo em
curso move as bases sindicais.
Vivemos um período de intensas transformações
tecnológicas, ambientais, demográficas, produtivas e
geopolíticas. Inteligência artificial, plataformas
digitais, reorganização das cadeias globais,
transição ecológica e mudanças nas formas de
contratação estão redefinindo ocupações, profissões,
competências e relações de trabalho. Cresce a
percepção de que os riscos deixaram de ser
individuais e passaram a ser estruturais.
Nesse contexto, o sindicato recupera a função
histórica de constituir um escudo protetor coletivo
diante de transformações que nenhum trabalhador
consegue enfrentar isoladamente.
A pesquisa nacional realizada pelas Centrais
Sindicais com o Instituto Vox Populi (2025) confirma
essa percepção. Ela revela elevada valorização
social do sindicalismo, disposição de filiação e
grande convergência em torno das prioridades
apontadas pelos trabalhadores: valorização dos
salários, geração de empregos de qualidade, formação
profissional permanente, redução da jornada de
trabalho, superação da escala 6×1, saúde e segurança
no trabalho e ampliação da proteção social. A Pauta
da Classe Trabalhadora apresentada pelas Centrais
traduz essas demandas em diretrizes de ação e
propostas de políticas publicas.
Esses resultados sugerem que a retomada da
sindicalização representa algo maior do que um
aumento do número de associados. Ela indica um
reencontro entre sindicatos e sua base social. Esse
reencontro, entretanto, impõe novos desafios ao
próprio sindicalismo.
O sindicato do século XXI continuará negociando
salários e defendendo direitos, mas sua atuação
precisará ser muito mais ampla, além das
fundamentais negociações no âmbito da categoria.
Caberá participar da formulação das políticas de
desenvolvimento, acompanhar os impactos da
inteligência artificial e das novas tecnologias,
negociar processos de transição produtiva, defender
a formação continuada dos trabalhadores, contribuir
para a construção de uma transição ecológica justa,
atuar pela efetiva proteção dos empregos e da renda,
cuidar da previdência social, fortalecer mecanismos
permanentes de diálogo social. Atuar para
implementar novos âmbitos de negociação de amplitude
regional, setorial, cadeia produtiva, temática e
internacional. Assim como, aprimorar a a oferta de
serviços clássicos e essenciais que são demandados
pelas categorias (assistência médica e odontológica;
convênios para compras; assistência jurídica;
orientação profissional; formação em saúde e
segurança; lazer, esporte e cultura, entre outros).
Isso significa compreender que o trabalho voltou a
ocupar posição estratégica no desenvolvimento
nacional e continua essencial na vida das
trabalhadoras e dos trabalhadores.
As grandes economias disputam hoje investimentos,
tecnologia e cadeias produtivas porque disputam
produtividade, conhecimento e empregos de qualidade.
Entramos na era da geopolítica mundial do trabalho.
Nesse ambiente, sindicatos deixam de ser apenas
instituições voltadas para a negociação das relações
de emprego e passam a integrar a governança
democrática das transformações econômicas e sociais
em cada país e no mundo.
O crescimento da sindicalização, portanto, não deve
ser visto como um ponto de chegada, mas como o
início de um novo ciclo que precisa ser alimentado
com muito trabalho de base, pautas representativas,
lutas estratégicas e muito compromisso com mudanças
e avanços.
Consolidar o aumento da sindicalização dependerá da
capacidade do movimento sindical de ampliar sua
presença nos locais de trabalho, incorporar a
representação e organização de todos os
trabalhadores inseridos em diferentes formas de
ocupação (autônomo e por conta-própria,
plataformizados, empreendedores, cooperados,
trabalhadores domésticos, pejotizados), fortalecer
sua produção de conhecimento, atuar nos territórios
e participar da construção de um projeto nacional de
desenvolvimento que coloque o trabalho no centro das
estratégias econômicas, sociais e ambientais do
país.
Trabalhadores mais organizados significam relações
de trabalho mais equilibradas, negociação coletiva
mais robusta, maior capacidade de enfrentar as
transições em curso e uma democracia mais forte. O
reencontro da classe trabalhadora com seus
sindicatos é, ao mesmo tempo, uma boa notícia para o
mundo do trabalho e um ativo estratégico para o
desenvolvimento do Brasil.
Notas
1 Sociólogo, coordenador do Fórum das Centrais
Sindicais, membro do CDESS – Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da
Presidência da República, membro do Conselho
Deliberativo da Oxfam Brasil, Enviado Especial para
COP-30 sobre Trabalho, Coordenador do Grupo de
Facilitação do Pacto Nacional pelo Combate às
Desigualdades, membro do Comitê Diretivo do
Observatório do Trabalho Decente do Conselho
Nacional de Justiça, consultor e ex-diretor técnico
do DIEESE (2004/2020).
2 IBGE:
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45174-com-taxa-de-8-9-sindicalizacao-cresce-pela-primeira-vez-desde-2012
Fonte: Outras Palavras

21/08/2026 -
Presidente da CCJ do Senado diz ter votos para
acabar com escala 6×1
Alcolumbre já despachou a proposta para o
colegiado, que deve se reunir na semana entre 31 de
agosto a 4 de setembro
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), disse que já
tem votos no colegiado para aprovar a proposta de
emenda à Constituição (CCJ) que reduz a jornada de
trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala
6×1.
“Tenho votos para aprovar na CCJ. Não tenho a menor
dúvida. No plenário eu não sei, mas na minha
comissão que eu presido, eu tenho voto para aprovar
o fim da escala 6×1 sem nenhuma dificuldade”, disse
Otto.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
já assinou o despacho que encaminha a proposta à
CCJ.
Depois das conversas com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, Alcolumbre não só destravou a
proposta do fim da escala, mas também a PEC da
Segurança e projeto sobre minerais críticos e
estratégicos, pautas prioritárias do governo.
A expectativa é que as propostas possam ser
avaliadas no próximo esforço concentrado no
Congresso, marcado para ocorrer de forma presencial
entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.
Para a deputada Daiana Santos (PcdoB-RS), autora de
projeto de igual teor na Câmara, a PEC do fim da
escala 6×1 foi de fato destravada no Senado.
“Após a articulação do nosso presidente Lula, o
senador Davi Alcolumbre liberou a tramitação da
pauta. Entretanto, é necessário seguir pressionando
o Senado. Mesmo com essa mudança de postura, a pauta
só será votada após as eleições. Desde o início nós
defendemos a escala 5×2, jornada de 40 horas
semanais, sem redução de salário”, diz.
Governo mobilizado
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE),
prevê que as propostas prioritárias serão votadas
nas próximas semanas.
“O governo está mobilizado, e seguirei atuando no
Senado para transformar esse diálogo em avanços
concretos, com mais direitos, segurança, soberania,
desenvolvimento e oportunidades para o povo
brasileiro”, disse.
Para ela, os recentes encontros entre Lula e
Alcolumbre foram decisivos para destravar a
tramitação dos projetos no Senado.
“É uma demonstração importante de que o diálogo
produz resultados e abre caminhos para fazer avançar
uma agenda fundamental para o desenvolvimento do
Brasil. Seguimos com muito trabalho e disposição
para construir os entendimentos necessários”,
afirma.
Fonte: Portal Vermelho

21/08/2026 -
STF decide ampliar alcance da Lei da Maria da Penha
Lei será aplicada nas eleições de outubro contra
violência política
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta
quarta-feira (19) ampliar o alcance da aplicação da
Lei Maria da Penha, criada em 2006 para combater a
violência contra as mulheres.
Pela decisão, a lei deve ser aplicada pelos juízes
para combater toda forma de violência de gênero
contra a mulher. Antes da decisão, a norma era
aplicada somente em casos de violência doméstica,
familiar ou relações íntimas de afeto.
A Corte também estabeleceu que a lei também deve ser
aplicada durante as eleições de outubro para
combater a violência política de gênero contra as
candidatas. A partir desse entendimento, caberá à
Justiça Eleitoral decidir sobre a concessão de
medidas de proteção.
A Lei Maria da Penha prevê diversas medidas
protetivas, como afastamento do agressor do lar,
proibição de aproximação da vítima, uso de
tornozeleira eletrônica e decretação de prisão
preventiva.
Fonte: Agência Brasil

21/08/2026 -
Eleições e valorização do trabalho; Por Nivaldo
Santana
A agenda unitária do Fórum das Centrais
Sindicais defende um projeto nacional de
desenvolvimento baseado na soberania, na democracia
e na valorização do trabalho, com fortalecimento da
indústria, geração de empregos de qualidade e
melhores salários. A pauta inclui ainda o combate à
precarização, a redução da jornada sem redução
salarial e a manutenção da política de valorização
do salário mínimo. Para as centrais, a reeleição de
Lula e a derrota da extrema-direita são condições
fundamentais para o avanço dessas propostas.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou no
fim de julho os dados do Novo Caged (Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados) com base nos
indicadores do primeiro semestre deste ano de 2026.
Os dados são positivos. No mês de junho, o saldo
positivo dos empregos criados foi de exatos 145.161.
Com isso, o mercado de trabalho formal no Brasil, no
primeiro semestre, gerou 921.645 novos postos de
trabalho.
Esses números apontam, sempre segundo o MTE, que o
total de empregos com vínculos trabalhistas no país
alcançou 48.032.308 no fim do semestre encerrado em
junho.
Com exceção dos estados do Espírito Santo e
Tocantins, por fatores sazonais, todas as outras 25
unidades da Federação apresentaram saldo positivo.
Esse incremento dos vínculos trabalhistas faz com
que a taxa nacional de desemprego atinja os menores
níveis históricos, um indicador importante para
medir a mobilidade social e a desigualdade no país.
Todas as camadas foram beneficiadas
A esse respeito, vale citar análise do professor
aposentado de Economia da Unicamp Waldir Quadros.
Segundo ele, “todas as camadas foram beneficiadas
pela mobilidade social no triênio 2023-2025”.
O professor Quadros mostra que a mobilidade social
não é maior devido “à falta de um sistema de
produção industrial moderno”. Segundo ele, a
desindustrialização “resulta, entre outros
malefícios, em atraso tecnológico, baixo
crescimento, limitada geração de empregos
qualificados e precárias oportunidades ao pequeno
negócio”.
Corroborando a tese do professor, o Caged aponta que
o recorde de empregos criados e o baixo desemprego,
dados positivos, são atenuados pelo salário médio
real de admissão em junho, de apenas R$ 2.404,34.
O Brasil, no entanto, melhorou – e muito – com o
terceiro governo de Lula, depois da tragédia
bolsonarista que havia jogado para baixo todos os
indicadores econômicos e sociais.
Por isso, o movimento sindical brasileiro, após a
realização da Conferência Nacional da Classe
Trabalhadora, em abril deste ano, aprovou uma
importante agenda para avançar nas conquistas.
A agenda unitária do Fórum das Centrais Sindicais
defende um projeto nacional de desenvolvimento com
soberania, democracia e valorização do trabalho.
Para tanto, é essencial ter uma indústria forte,
geradora de empregos de qualidade e com melhores
salários.
Tudo isso precisa vir acompanhado da luta contra a
precarização do trabalho, pela redução da jornada
sem diminuição de salários, pela preservação da
política de valorização do salário-mínimo.
Essa pauta, para se tornar vitoriosa, precisa, antes
de tudo, da reeleição do presidente Lula em outubro.
Por isso, a batalha para derrotar uma vez mais a
extrema-direita deve estar no topo da agenda do
sindicalismo classista.
Nivaldo Santana é Secretário Sindical Nacional do
PCdoB; Integrante da Executiva Nacional da CTB
(Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do
Brasil)
Fonte: Rádio Peão Brasil

21/08/2026 -
Movimentos preparam o 30/8, Dia Nacional de
Mobilização pelo Fim da Escala 6×1
Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo definem
agenda de ações para fortalecer luta e pressionar
senadores pela aprovação; PEC estará em pauta na
semana entre 31/8 e 4/9
Finalizado o impasse em torno da tramitação, no
Senado, da PEC que acaba com a escala 6×1, as
frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram
para definir uma agenda preparatória do Dia Nacional
de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1, em 30 de
agosto. O objetivo é construir uma grande jornada
nacional de luta pela aprovação da proposta, uma das
mais importantes para a classe trabalhadora
brasileira.
A ideia é demonstrar força social e apoio popular à
pauta, de maneira a pressionar os senadores a votar
favoravelmente. A data escolhida antecede a semana
de esforço concentrado do Congresso Nacional, entre
31 de agosto e 4 de setembro.
A PEC é uma das matérias prioritárias previstas para
serem votadas nesse período e vem sendo defendida
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela
base governista ao longo do seu terceiro mandato.
Após conversas entre Lula e o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que destravaram o
andamento do texto e de outras pautas importantes, a
PEC foi encaminhada à Comissão e Constituição e
Justiça da Casa. A expectativa de líderes do Senado
é de que o texto possa ser votado entre o primeiro e
o segundo turno das eleições.
Mobilizações pelo Brasil
Na semana da votação no Senado, as frentes defendem
intensificar a pressão sobre os senadores; organizar
ação simbólica no Senado, com blitz e outras
iniciativas de mobilização e visibilidade e
articular a presença das organizações,
trabalhadores, artistas e personalidades em
Brasília.
Para o 30 de agosto, Dia Nacional de Mobilização
pelo Fim da Escala 6×1, a proposta é que sejam
construídos atos de rua e mobilizações em todo o
país, com a ampla participação das centrais
sindicais, frentes, movimentos populares,
juventudes, entidades nacionais, artistas e
influenciadores.
Conforme comunicado das frentes Brasil Popular e
Povo Sem Medo, para viabilizar o ato, de agora até o
dia 20 é o período de preparação e mobilização.
Entre as ações definidas estão ampliar o diálogo e o
debate interno nas organizações sobre a importância
do dia 30 e a perspectiva concreta de conquista do
fim da escala 6×1.
Nesse sentido, as frentes defendem a necessidade de
trabalhar a aprovação como “uma vitória capaz de
fortalecer e dar legitimidade à mobilização social e
à agenda dos trabalhadores”.
Como forma de espalhar a mobilização para todos os
pontos do país, as frentes reforçam que a decisão
sobre o dia 30 deve chegar aos estados, com
orientação para a construção das agendas locais.
Além disso, propõe o diálogo com artistas,
personalidades e influenciadores para que se somem à
convocação, com atenção especial a São Paulo, Rio de
Janeiro e Brasília. Da mesma forma, salienta a
importância desse diálogo com candidaturas e
lideranças políticas.
No dia 20 de agosto, será realizada uma plenária
nacional, às 18 horas, com o foco no balanço das
ações e fortalecimento da unidade das organizações
em torno da reta final da luta pelo fim da escala
6×1.
Fonte: Portal Vermelho

20/08/2026 -
VITÓRIA | Justiça atende CNTC e suspende demissões
em massa na Casas Bahia
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no
Comércio - CNTC, por meio da assessoria jurídica dos
escritórios Zilmara Alencar Consultoria Advogados e
M.Calvo & J.Vidal Advogados Associados, obteve uma
expressiva vitória na Justiça do Trabalho em favor
de cerca de 1.900 trabalhadores atingidos por
demissões em massa promovidas pelo Grupo Casas Bahia
S.A.
Em decisão liminar da Tutela Cautelar Antecedente
proferida na terça-feira (18/08), a juíza titular da
11ª Vara do Trabalho de Brasília/DF deferiu
parcialmente a tutela provisória de urgência,
determinando a suspensão dos efeitos das dispensas
coletivas ocorridas entre 13 e 17 de agosto no
âmbito do "Plano de Transformação – Fase 2" da
empresa.
A medida havia resultado na demissão massiva de
funcionários e no fechamento de 298 lojas físicas
(cerca de 30% da rede) sem qualquer negociação
prévia com as entidades sindicais.
A decisão fundamenta-se no descumprimento do Tema
638 do Supremo Tribunal Federal (STF), que exige a
intervenção sindical prévia como requisito
procedimental obrigatório para dispensas coletivas.
A Justiça concedeu o prazo de cinco dias para que a
empresa para restabeleça os vínculos jurídicos e
econômicos dos demitidos, reincluindo-os em folha de
pagamento e reativando os planos de saúde em até 48
horas.
A liminar impôs ainda o início imediato de diálogo
sindical, a proibição de novas demissões sem
negociação prévia, a preservação de provas digitais
e documentais (legal hold) e a realização de
audiência de conciliação com o Ministério Público do
Trabalho (MPT). A empresa vai ser intimida em 5 dias
para exercer seu contraditório.
A diretoria da CNTC destaca a importância da decisão
para a proteção dos comerciários em todo o país,
pois representa uma vitória fundamental para a
garantia dos direitos. Nenhuma reestruturação
empresarial pode ser feita atropelando a legislação
trabalhista e desrespeitando o papel constitucional
dos sindicatos. A decisão da Justiça restabelece a
dignidade dos trabalhadores e impõe o diálogo
coletivo como premissa inegociável.
A CNTC segue acompanhando o caso para garantir o
cumprimento integral da ordem judicial.
Fonte: CNTC

20/08/2026 -
STF confirma suspensão de penalidades da NR-1 sobre
saúde mental no trabalho
Relator do caso, Mendonça entendeu que há dúvidas
sobre os critérios técnicos e jurídicos para a
identificação, avaliação e fiscalização dos chamados
riscos psicossociais
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por
unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça
que suspendeu, por 90 dias, a aplicação de multas e
outras sanções administrativas relacionadas às novas
regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que
tratam da gestão de riscos psicossociais no ambiente
de trabalho. O julgamento foi concluído nesta
terça-feira no plenário virtual da Corte.
A decisão impede que o Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) aplique punições às empresas com base
exclusivamente nos dispositivos questionados da
norma durante o período de suspensão. As demais
obrigações previstas na NR-1, contudo, permanecem em
vigor, incluindo o dever dos empregadores de adotar
medidas voltadas à proteção da saúde física e mental
dos trabalhadores.
Relator do caso, Mendonça entendeu que há dúvidas
sobre os critérios técnicos e jurídicos para a
identificação, avaliação e fiscalização dos chamados
riscos psicossociais, o que poderia comprometer a
segurança jurídica na aplicação de sanções. Ao
conceder a liminar, em junho, o ministro afirmou que
a ausência de parâmetros objetivos poderia levar à
imposição de multas sem que os empregadores tivessem
clareza sobre as condutas exigidas.
Segundo Mendonça, “a previsão de conceitos abertos,
subjetivos e sem a devida clareza quanto às condutas
(omissivas e comissivas) esperadas e as respectivas
sanções aplicáveis em caso de descumprimento
parecem, ao menos em sede cautelar, contrárias aos
princípios da legalidade, da taxatividade, do devido
processo legal e, especialmente, da segurança
jurídica”.
Em seu voto, o ministro disse que “a nova redação
conferida ao item 1.5 da NR-1 permanece válida no
que se refere ao seu caráter de standard a ser
observado pelos empregadores”. De acordo com ele, a
impossibilidade temporária de aplicação de multas
“não deve ser interpretada como obstáculo à
expedição de recomendações e outras medidas de
caráter informativo e de orientação”.
Além de referendar a cautelar, os ministros
mantiveram a determinação para que a controvérsia
seja discutida no Núcleo de Solução Consensual de
Conflitos (Nusol) do STF. A conciliação deverá
reunir representantes do governo federal, do setor
empresarial e de outros interessados para buscar
critérios mais claros para a implementação da norma
e a fiscalização das empresas.
A ação foi apresentada pela Confederação Nacional
dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que
questionou a falta de definição metodológica para o
gerenciamento dos riscos psicossociais previstos na
atualização da NR-1. A entidade sustentou que a
regulamentação não estabelece parâmetros objetivos
para orientar a atuação das empresas e dos fiscais
do trabalho.
As alterações na NR-1 passaram a exigir que
empregadores incluam fatores de risco psicossociais,
como situações relacionadas à organização e às
condições de trabalho que possam afetar a saúde
mental dos empregados, no Programa de Gerenciamento
de Riscos Ocupacionais (GRO). Com a decisão do STF,
essas obrigações continuam válidas, mas a União fica
impedida, temporariamente, de aplicar multas ou
outras penalidades com base nos dispositivos
impugnados.
Fonte: Agência O Globo

20/08/2026 -
Permanência e institucionalização marcam casos de
assédio eleitoral no trabalho
Estudo mostra que coerção vai além do período
eleitoral; em 92% das ações analisadas, havia sinais
de estímulo pela empresa e em 82% foram usadas
“narrativas catastróficas”
O assédio eleitoral nos ambientes de trabalho,
embora fortemente associado aos períodos em que se
realizam os pleitos, vêm assumindo características
cada vez mais permanentes, passando, inclusive a
fazer parte da cultura das empresas, além de mostrar
crescente sofisticação dos métodos empregados.
Estas são algumas das conclusões de levantamento
feito pelo Centro de Pesquisas Judiciárias do
Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) com
base em 662 processos relacionados a casos de
assédio eleitoral registrados entre maio de 2023 e
dezembro de 2025.
O estudo mostrou que mais da metade, 54%, ocorreu em
2024, ano da última disputa municipal, enquanto 37%
ocorreram nas eleições de 2022. Também foram
identificados 121 pedidos de tutela de urgência. Até
agosto deste ano, os números mostram um universo de
738 processos ajuizados sobre o tema.
Cinco estados concentram mais da metade deles: São
Paulo tem 17,5% das ações, seguido do Paraná, com
14,6%; Rio Grande do Sul, com 10,5%; Rio de Janeiro,
7%, e Santa Catarina, com 6,3%.
Não é à toa que os estados com maior incidência são
aqueles mais alinhados à extrema direita ou que lhe
deram ampla votação em 2022. Apesar de não haver
levantamentos oficiais mostrando quantos desses
casos de assédio estão associados a quais forças
políticas, a busca por notícias a respeito mostra
uma prevalência de empresários bolsonaristas entre
os assediadores nos últimos pleitos, o que converge
com a cultura autoritária, antidemocrática e
violenta do movimento. Dentre as empresas já
condenadas em casos desse tipo estão a Havan,
Britânia e Ypê, além da Associações Empresariais de
Caçador (SC), entre outras.
Para enfrentar esse tipo de abuso nas eleições deste
ano, juízes e desembargadores do Trabalho estão
atuando em plantão especial, que teve início no dia
1º de agosto e se estende até o segundo turno.
A Justiça do Trabalho explicou que a ampliação do
período de atuação foi uma das principais mudanças
adotadas neste ano. Nas eleições municipais de 2024,
o plantão ocorreu apenas em outubro, período
considerado insuficiente para garantir uma resposta
efetiva e preventiva diante de situações de assédio
eleitoral no ambiente de trabalho.
Achados da pesquisa
Segundo o levantamento feito pelo CSJT, embora a
atuação vertical dos agentes permaneça predominante,
“observou-se crescimento expressivo da modalidade
institucional, revelando situações em que a própria
organização empresarial passa a estimular ou tolerar
práticas de coerção política, frequentemente com
participação de outros trabalhadores”. Os dados
apontam que em 92% das ações trabalhistas avaliadas
foram identificadas características de assédio
institucional.
Sob a perspectiva dos sujeitos afetados, aponta que
embora a maioria dos casos de judicialização ocorra
majoritariamente por meio de ações individuais, “os
efeitos das condutas frequentemente transcendem
interesses estritamente patrimoniais, alcançando a
coletividades de trabalhadores e comprometendo o
ambiente organizacional e a própria liberdade
política no local de trabalho”.
O relatório aponta, ainda, que “ao lado das formas
episódicas, tradicionalmente concentradas nos
períodos eleitorais, identificou-se presença
significativa de modalidades permanentes de assédio
eleitoral, caracterizadas pela manutenção contínua
de práticas de pressão política, compatíveis com o
atual cenário de polarização e disputa política
permanente”. Estes corresponderam a 16% da amostra
analisada.
Além disso, ressalta que entre as modalidades de
assédio mais identificadas está a de caráter
psicológico — a construção e uso de “narrativas
catastróficas sobre supostas consequências
inevitáveis decorrentes do resultado eleitoral”.
Esse aspecto foi identificado em quase 82% dos casos
analisados.
Outro tipo comum é o de ordem comportamental, no
qual “a própria convocação, recomendação ou
admoestação política, ainda que desacompanhada de
sanção efetiva, mostrou-se suficiente para
caracterizar constrangimento incompatível com a
liberdade política do trabalhador”.
Também foi constatada a crescente sofisticação dos
meios de execução do assédio, que passou a combinar
mecanismos verbais, documentais, digitais,
psicológicos, comportamentais e econômicos.
A pesquisa destaca, especialmente, a utilização
intensiva de tecnologias digitais, redes sociais e
aplicativos de mensagens, bem como a emergência da
inteligência artificial generativa “como potencial
instrumento de amplificação da desinformação, da
personalização das mensagens e da produção de
conteúdos sintéticos destinados à influência
política dos trabalhadores”.
No caso do assédio eleitoral digital, foram, ao
todo, 138 dos processos analisados. As menções ao
uso de Whats App aparece em 37% das situações
relatadas e o uso das redes foi sinalizado em 15%.
Ataques à democracia
Para embasar a pesquisa, o referencial teórico
utilizado parte da compreensão de que assédio
eleitoral constitui “fenômeno que ultrapassa a
tutela individual da liberdade de voto, alcançando
valores estruturantes do Estado Democrático de
Direito, como a dignidade da pessoa humana, a
cidadania, o pluralismo político, os valores sociais
do trabalho e a função social da empresa e do
contrato de emprego”.
Ao mesmo tempo, ressalta que sob essa perspectiva, o
estudo demonstrou que o poder diretivo do empregador
“encontra limites nos direitos fundamentais do
trabalhador, não podendo ser utilizado para
influenciar, constranger ou condicionar suas
convicções políticas”.
A pesquisa incorporou, ainda, o princípio da
autenticidade eleitoral “como fundamento para a
proteção da livre formação da vontade política dos
cidadãos, compreendendo o ambiente de trabalho como
espaço que deve permanecer imune a práticas de
coerção ideológica”.
Crime eleitoral
Conforme a Justiça do Trabalho, o assédio eleitoral —
que também é considerado um crime eleitoral — se
caracteriza por práticas abusivas praticadas por
empregadores, gestores ou pessoas com poder de
chefia, que usam sua autoridade ou poder econômico
para coagir, ameaçar, intimidar ou influenciar
trabalhadores a apoiarem ou votarem em determinado
candidato ou aderir a um partido ou posição
política.
Entre as práticas usadas estão as coações ou
ameaças, por exemplo, de demissão, redução salarial
ou perda de cargo; pressões no ambiente de trabalho,
com reuniões usadas para propagandear um candidato,
além da discriminação política contra aqueles que
pensam diferente da posição adotada pelos
empregadores.
Fonte: Portal Vermelho

19/08/2026 -
Soberania entra na disputa eleitoral
Até uns poucos meses, o tema Soberania Nacional
estava restrito a grupos ideológicos, à esquerda ou
à direita, mas com enfoques diferentes. Vale lembrar
que o Artigo I, Inciso 1º da Constituição,
sacramenta a questão. Agora, Soberania Nacional saiu
da bolha e entrou nos debates, campanhas eleitorais
proporcionais e principalmente nas majoritárias.
A bandeira foi empunhada com força pelos
progressistas, especialmente tendo vista a defesa
das terras raras – objeto de desejo dos Estados
Unidos, uma vez que, em quantidade, o Brasil só
perde para a China.
Por se tratar de reserva mineral vital à indústria
de ponta atual e futura, a pressão é imensa, a tal
ponto da Câmara Federal aprovar PL que reduz a
soberania brasileira sobre essa riqueza natural
estratégica. O projeto apressa o manejo das terras
raras, em sentido contrário à lentidão com que o
Ibama, por exemplo, libera a simples construção
pousada na zona rural.
A Agência Sindical falou com Sylvio Costa,
jornalista e presidente do movimento Rede pela
Soberania. Ele vê com bons olhos a ingresso do tema
nas campanhas e no debate eleitoral. Mas observa que
há dificuldades em levar o discurso ao grosso da
população.
Sylvio diz: “Em síntese, soberania nacional é o
direito do povo decidir o que é melhor para seu
país, sem a imposição estrangeira”. O presidente do
Rede alerta para o risco de retrocesso: “É
inaceitável voltarmos à condição de colônia, como já
fomos de Portugal e da Inglaterra”.
O presidente do Rede vê, como natural e obrigatório,
o abraço à causa. “A soberania passou a ser um eixo
forte da campanha de Lula, até em reação a gestos de
Donald Trump e de outros altos integrantes do
governo dos Estados Unidos. E ganhou centralidade em
muitas campanhas eleitorais”. Para Sylvio Costa, a
ameaça estrangeira é real.
Ele observa haver um sentimento, ainda que difuso,
entre a população em defesa da nossa autonomia. “As
pessoas têm a percepção de que, sem Soberania, o
Brasil vira refém dos Estados Unidos. Mas é preciso
ampliar a materialidade desse sentimento, dar mais
objetividade à abordagem”, comenta Sylvio.
Digital – Não é apenas sobre terras raras que
trata a Soberania. O presidente do Rede Pela
Soberania alerta para “nossa precariedade digital,
nosso atraso e falta de soberania nesse setor”.
Senado – O Projeto aprovado pelas lideranças
da Câmara dos Deputados (Pl 2.780/2024) será votado
pelo Senado. O PL é de autoria do deputado José da
Silva (União-MG). Sylvio Costa pede a atenção de
todos e o engajamento contra a matéria que, se
aprovada, “submete a autonomia do Brasil a
interesses estrangeiros, especialmente aos de Donald
Trump.
Mais – Acesse os canais do Rede Pela
Soberania – Instagram, Facebook e Tiktok
Fonte: Agência Sindical

19/08/2026 -
OAB e MPT firmam acordo contra assédio eleitoral no
trabalho
Cooperação envolve ações conjuntas durante as
eleições de 2026 e no período subsequente.
A OAB Nacional e o Ministério Público do Trabalho
(MPT) firmaram, nesta segunda-feira (17), um Acordo
de Cooperação Técnica para prevenir e combater o
assédio eleitoral nas relações de trabalho.
Assinado pelo presidente da OAB Nacional, Beto
Simonetti, e pelo procurador-geral do Trabalho,
Gláucio Araújo de Oliveira, o acordo prevê ações
conjuntas durante as eleições de 2026 e no período
subsequente.
A parceria busca tornar mais ágil o encaminhamento e
a apuração de denúncias, além de ampliar as ações de
informação e capacitação sobre o tema. Entre as
medidas previstas estão a divulgação de campanhas, o
compartilhamento de materiais e boas práticas e a
realização de treinamentos para a advocacia e para
os integrantes do MPT.
Durante as tratativas que antecederam a assinatura,
a secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais,
destacou a necessidade de mobilização conjunta.
"Nós queremos a mesma coisa. Nessa hora, todo mundo
tem que agir junto. Vamos aderir à campanha do
Ministério Público do Trabalho, mobilizar nossas
seccionais e desenvolver ferramentas que facilitem o
encaminhamento das denúncias, garantindo uma
resposta mais rápida e eficiente para a sociedade."
Para o procurador-geral do Trabalho, a atuação
coordenada das instituições é fundamental para
proteger a liberdade de escolha dos trabalhadores.
"O enfrentamento ao assédio eleitoral exige uma
atuação firme e articulada das instituições. A
cooperação entre o Ministério Público do Trabalho, a
OAB e os demais parceiros reforça o compromisso
comum com a liberdade de escolha de trabalhadoras e
trabalhadores e com a proteção do voto livre e
secreto", afirmou Gláucio Araújo de Oliveira.
Denúncias
Um dos principais pontos do acordo é a integração do
fluxo de denúncias. Notícias de fato relacionadas ao
assédio eleitoral nas relações de trabalho que
chegarem à OAB serão encaminhadas ao MPT,
responsável pelo processamento e pela apuração dos
casos. O Ministério Público do Trabalho, por sua
vez, comunicará ao Conselho Federal da OAB as
providências adotadas.
O acordo também prevê a divulgação, nos sites e nas
redes sociais das duas instituições, de campanhas
informativas e dos canais disponíveis para
denúncias. Cartilhas, materiais informativos, ações
e decisões judiciais de referência poderão ser
compartilhados entre a OAB e o MPT.
Fonte: Congresso em Foco

19/08/2026 -
Índice do BC aponta crescimento do PIB em 1,5%;
serviços lideram alta
No trimestre encerrado em junho de 2026 ante o
trimestre terminado em março de 2026, o IBC-Br
apresentou alta de 0,2%
Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto
(PIB), o Índice de Atividade Econômica do Banco
Central (IBC-Br) avançou nos últimos 12 meses 1,5%.
No trimestre encerrado em junho de 2026 ante o
trimestre terminado em março de 2026, o índice
apresentou alta de 0,2%.
Segundo nota divulgada na segunda-feira (17) pelo
BC, o IBC-Br recuou 0,6% em junho de 2026 em relação
a maio de 2026.
No primeiro semestre, os serviços lideram a alta com
2,0%; seguido dos impostos com 1,2%; agropecuária
com 1,1% e indústria com 0,8%.
Na série com ajuste sazonal, quando se retira os
efeitos que se repetem em determinados períodos do
ano, foram registradas variações de 1,0% na
agropecuária, -1,4% na indústria e -0,5% em
serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária recuou
0,9% no mês.
O índice é um indicador criado para acompanhar o
desempenho da economia brasileira de forma mais
rápida e frequente.
Ele funciona como um termômetro da atividade
econômica, reunindo dados da indústria, comércio,
serviços e agropecuária. É divulgado mensalmente,
permitindo uma leitura mais ágil da evolução
econômica do país.
Fonte: Portal Vermelho

19/08/2026 -
Alteração para escala 6x1 valida rescisão indireta
de mãe solo, afirma juiz
A 3ª Vara do Trabalho da Zona Sul de São Paulo
reconheceu a rescisão indireta de uma profissional
de asseio que teve sua escala alterada de 5×2 para
6×1, depois de quase quatro anos de prestação de
serviço.
Tomada sob a perspectiva de gênero, a sentença
considerou que a mudança prejudicou a trabalhadora,
que é mãe solo de duas crianças e violou o artigo
468 da Consolidação das Leis do Trabalho.
A mulher afirmou que sempre atuou na escala 5×2, mas
que a alteração para o regime 6×1 prejudicaria sua
organização familiar. A empregadora, por sua vez,
sustentou que a trabalhadora abandonou o emprego.
O juiz Victor Pedroti Moraes ressaltou que a
dispensa por justa causa exige comprovação e afastou
a hipótese de abandono.
O magistrado considerou uma mensagem juntada aos
autos pela profissional comunicando a rescisão do
contrato pela via indireta. Também pontuou ser
incontroverso que a reclamante sempre laborou na
escala 5×2, “sabidamente mais benéfica ao
trabalhador que a escala 6×1”.
Ao citar o Protocolo para Julgamento com Perspectiva
de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça, o juiz
afirmou que, na sociedade atual, “a responsabilidade
pelo planejamento, organização e tomada de decisões
referentes aos filhos é quase que integralmente
atribuída às mulheres”.
Nesse contexto, ele considerou que a alteração de
regime prejudicou a trabalhadora, responsável pelo
cuidado dos filhos menores.
A sentença citou ainda o artigo 227 da Constituição
Federal, que estabelece ser dever da família, da
sociedade e do Estado assegurar, com prioridade, os
direitos de crianças e adolescentes.
Além de ressarcir as verbas rescisórias, a empresa
foi condenada a entregar o Termo de Rescisão do
Contrato de Trabalho, as guias para saque do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço e habilitação no
seguro-desemprego, no prazo de dez dias após o
trânsito em julgado.
O processo aguarda julgamento de recurso ordinário.
Com informações da assessoria de imprensa do TRT-2.
A ré foi representada pela advogada Julia Marcia
Silva de Santana.
Clique
aqui para ler a sentença
ATSum 1000642-91.2026.5.02.0703
Fonte: Consultor Jurídico

18/08/2026 -
Maioria do eleitorado, mulheres representam 34,8%
das candidaturas
Participação feminina cresce ligeiramente em
relação a 2022, mas recua nas disputas à
Presidência, aos governos estaduais e ao Senado.
Maioria entre os eleitores brasileiros, as mulheres
representam 34,8% das candidaturas registradas para
as eleições de 2026, segundo dados do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) atualizados nesse domingo
(16). Dos 20.501 registros, 7.138 são de mulheres e
13.363, de homens. A participação feminina aumentou
em relação a 2022, quando era de 33,8%, mas segue
distante do peso das mulheres no eleitorado. Elas
são 83,9 milhões dos 158,7 milhões de eleitores
aptos a votar neste ano, ou 52,8% do total.
O crescimento no conjunto das candidaturas, porém,
não se repetiu nas principais disputas majoritárias.
A presença feminina caiu nas candidaturas à
Presidência, aos governos estaduais e ao Senado e
avançou principalmente nas eleições proporcionais e
nas vagas de vice-governador. s números ainda podem
mudar durante o processamento dos registros pela
Justiça Eleitoral e em razão de eventuais
substituições de candidatos.
Participação cai pela metade na disputa
presidencial
Das 13 candidaturas à Presidência, apenas duas são de
mulheres: Samara Martins, da UP, e Clariana Barão,
do DC. Elas representam 15,4% dos concorrentes.
Em 2022, quatro dos 13 candidatos eram mulheres, ou
30,8%. A proporção, portanto, caiu pela metade em
quatro anos.
Para os governos estaduais, são 32 mulheres entre
195 candidatos, ou 16,4%, ante 17% em 2022. No
Senado, elas representam 21,9% dos registros, contra
23,9% há quatro anos.
A presença feminina é maior nas vagas de vice. Cinco
dos 13 candidatos a vice-presidente são mulheres, ou
38,5%. Para vice-governador, elas chegam a 42,9%,
maior proporção entre os cargos em disputa.
Crescimento ocorre nas disputas proporcionais
Mulheres ocupam 6.746 das 19.127 candidaturas a
deputado federal, estadual ou distrital, o
equivalente a 35,3%, ante 34,1% em 2022.
A participação aumentou nos três cargos: de 35% para
36,5% entre candidatos a deputado federal; de 33,5%
para 34,4% para deputado estadual; e de 34,8% para
35,5% para deputado distrital.
Ainda assim, os homens representam quase dois terços
dessas candidaturas.
Presença é maior entre pretos e indígenas
Entre as candidaturas de pessoas pretas, 44,2% são de
mulheres. Entre indígenas, a proporção é de 44%. O
percentual cai para 39,3% entre amarelos, 33,6%
entre pardos e 32,9% entre brancos.
Entre as candidatas, 45,9% são brancas, 35% pardas,
17,3% pretas, 1,2% indígenas e 0,6% amarelas. Pretas
e pardas, somadas, representam 52,3% das
candidaturas femininas.
Só um partido tem maioria de mulheres
As mulheres são minoria em 29 dos 30 partidos que
participam das eleições. A exceção é a UP, onde
representam 53,2% dos registros. A legenda também
foi a única com maioria feminina em 2022.
Em números absolutos, o PL tem a maior quantidade de
candidatas: 536, ou 33% dos registros da sigla.
Depois aparecem MDB, com 488; Republicanos, com 429;
Podemos, com 423; Novo, com 420; e PT, com 402.
Entre os partidos com maior participação
proporcional de mulheres estão PCdoB, com 44,5%;
Cidadania, com 42,5%; PSTU, com 40,5%; e PSOL, com
40%.
Nas candidaturas a deputado federal, estadual e
distrital, todos os partidos que apresentaram nomes
superam 30% de mulheres. A participação varia de
32,3%, no DC, a 48,8%, na UP.
A legislação eleitoral estabelece que, nas eleições
proporcionais, partidos e federações devem observar
o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de
cada gênero. Neste ano, as mulheres representam
35,3% dos registros para deputado federal, estadual
e distrital — 5,3 pontos percentuais acima do piso
previsto em lei.
Fonte: Congresso em Foco

18/08/2026 -
Comissão aprova programa de capacitação e de
incentivo para incluir donas de casa no mercado de
trabalho
Texto segue em análise na Câmara dos Deputados
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos
Deputados aprovou projeto de lei que cria um
programa de capacitação profissional gratuito e de
incentivo à inserção de donas de casa no mercado de
trabalho.
A proposta aprovada é a versão da relatora, deputada
Laura Carneiro (PSD-RJ), para o Projeto de Lei
1429/24, da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA).
A fim de ajustar o texto às regras fiscais, a
relatora retirou incentivos a empresas.
“O substitutivo preserva o núcleo material da
proposta, mas afasta dispositivos que, no texto
original, acarretavam repercussão orçamentária e
financeira sem o atendimento dos requisitos legais”,
afirmou Laura Carneiro no parecer.
Incentivos
O texto aprovado considera dona de casa a mulher que
nunca exerceu atividade remunerada ou que deixou de
exercê-la. As empresas que aderirem ao programa
deverão adotar medidas de apoio à inclusão desse
público, como:
- flexibilidade de horários;
- políticas de conciliação entre trabalho e vida
familiar;
- aconselhamento e orientação profissional;
- programas de mentoria;
- ações para reduzir barreiras de entrada no mercado;
e
- subsídios para a educação continuada.
O poder público também deverá promover campanhas de
valorização do trabalho doméstico e da importância
das donas de casa no mercado formal.
Próximos Passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será
analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada
pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

18/08/2026 -
Escolha inteligente de candidatos
A escolha inteligente de candidatos é essencial
para o sucesso eleitoral. Descubra como realizar
esse processo de forma coletiva
Pode ocorrer que o dirigente sindical, já tendo em
mente sua chapa eleitoral completa, ao procurar
influir no voto de seus colegas de diretoria, dos
ativistas e das lideranças da categoria, tenha que
mudar algumas de suas opções.
Isto dificilmente ocorre nas candidaturas para o
Executivo, principalmente a candidatura a presidente
(que determina a orientação da chapa), mas pode
ocorrer em todas as outras dependendo do acerto
coletivo das escolhas individuais que convenceram o
dirigente à mudança.
Passa a ser importante para cada entidade sindical
realizar o processo de escolha eleitoral o mais
coletivamente possível, integrado com os candidatos,
convidando-os às reuniões de diretoria ou
assembleias e levando-os aos locais de trabalho ou
porta de fábrica.
Seria ideal que houvesse uma coordenação entre as
direções dos partidos que apoiam as reivindicações
dos trabalhadores e as direções sindicais para a
otimização das escolhas e das tarefas; isso não
ocorrendo, cabe aos sindicatos agir em favor dos
melhores candidatos de maneira democrática, efetiva
e inteligente.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/08/2026 -
Senado prioriza três pautas estratégicas
Fim da escala 6x1, segurança pública e política de
minerais críticos avançam para análise nas comissões
da Casa
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou
nesta sexta-feira (14) o encaminhamento de três
temas considerados prioritários na agenda
legislativa: o fim da escala de trabalho 6x1, a PEC
da Segurança Pública e a criação da Política
Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
As propostas serão direcionadas às comissões
competentes, onde passarão por análise e debate
antes das próximas etapas de tramitação. Segundo
Alcolumbre, o encaminhamento seguirá os
procedimentos regimentais do Senado.
Entre as matérias, o debate sobre o fim da escala
6x1 ganha especial atenção por seus impactos nas
relações de trabalho e por integrar as discussões em
curso no Congresso sobre jornada e condições
laborais.
O DIAP acompanhará a tramitação das propostas e seus
principais desdobramentos no Legislativo.
.........
NOTA À IMPRENSA
Na última quarta-feira (12), tive uma importante
conversa institucional com o presidente Lula. Foi um
diálogo maduro, franco e republicano, fundamental
para compreender as prioridades do Governo e tratar
da agenda legislativa de interesse do nosso país.
Na função de presidente do Congresso Nacional, tenho
a responsabilidade de assegurar que as matérias
submetidas ao Parlamento tenham o devido
encaminhamento, com absoluto respeito às
prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de
cada senadora e senador.
Nesse sentido, determinei o encaminhamento às
comissões competentes de três propostas
prioritárias: a PEC 221/2019, que prevê o fim da
escala 6x1, a PEC 18/2025, a PEC da Segurança
Pública, e o PL 2780/2024, que cria a Política
Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. São
matérias de alta complexidade que seguirão o rito
ordinário e regimental no Senado, com a análise e o
aprofundamento necessários.
O diálogo entre os Poderes é fundamental para o
Brasil. Cabe ao Executivo apresentar suas
prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com
independência e a responsabilidade de construir os
melhores caminhos para o país.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

17/08/2026 -
Taxa de desemprego cai em 13 das 27 unidades da
federação no 2º trimestre
Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de
6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo
trimestre
A taxa de desocupação recuou em 13 das 27 unidades
da Federação na passagem do primeiro para o segundo
trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD
Contínua) trimestral, divulgados pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de
6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo
trimestre (-0,7 ponto porcentual). Em São Paulo, a
taxa ficou em 5,4% no segundo trimestre.
As 13 unidades da Federação que registraram queda na
desocupação foram: Santa Catarina (-0,6 p.p.),
Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.),
Mato Grosso (-0,9 p.p.), Goiás (-1,0 p.p.), Rondônia
(-1,0 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Minas
Gerais (-1,2 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p.), Tocantins
(-1,5 p.p.), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e
Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.). As demais unidades
ficaram estáveis.
No segundo trimestre, as maiores taxas de
desocupação foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia
(9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe
(7,9%).
Já as menores taxas foram observadas em Santa
Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo
(2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Fonte: Estadão Conteúdo

17/08/2026 -
OIT alerta para impactos climáticos sobre emprego e
trabalho
OIT alerta governos e empresas sobre riscos
climáticos ao emprego e defende prevenção, proteção
aos trabalhadores e planejamento produtivo
As mudanças climáticas ampliam riscos para
trabalhadores e atividades produtivas, levando
organismos internacionais a defender medidas
preventivas diante de eventos extremos cada vez mais
frequentes.
Nesse cenário, a Organização Internacional do
Trabalho alerta governos, empresas e sindicatos
sobre impactos provocados por alterações climáticas
na segurança e saúde dos trabalhadores.
Além disso, secas, temperaturas elevadas, chuvas
intensas e outros eventos extremos podem interromper
cadeias produtivas, reduzir produtividade e ameaçar
postos de trabalho em diferentes setores.
Na América Latina e Caribe, essas ameaças ganham
importância porque a crise climática integra
transformações estruturais que já modificam
profundamente mercados de trabalho regionais
atualmente.
Por isso, especialistas defendem políticas capazes
de antecipar riscos, preparar empresas e proteger
trabalhadores antes que eventos meteorológicos
extremos provoquem acidentes, paralisações e perdas
econômicas.
Em abril, especialistas de governos, empregadores e
trabalhadores aprovaram na OIT orientações inéditas
para prevenir riscos ocupacionais associados aos
eventos extremos e padrões meteorológicos variáveis.
Entre as medidas, a organização recomenda fortalecer
políticas nacionais de segurança ocupacional,
prevenção empresarial, sistemas de informação,
preparação para emergências e mecanismos eficientes
de resposta.
Consequentemente, empresas precisam incorporar
riscos climáticos ao planejamento operacional,
considerando possíveis impactos sobre instalações,
jornadas, abastecimento, transporte, produtividade e
condições seguras para executar atividades
profissionais.
Trabalhadores estão mais expostos
Ao mesmo tempo, trabalhadores aparecem entre os grupos
mais expostos aos efeitos climáticos, especialmente
quando continuam exercendo atividades mesmo diante
de condições ambientais consideradas perigosas.
A OIT identifica calor excessivo, radiação
ultravioleta, eventos meteorológicos extremos,
poluição atmosférica, doenças transmitidas por
vetores e agroquímicos entre importantes ameaças
relacionadas ao trabalho.
Entretanto, políticas adequadas de adaptação
climática também podem preservar empregos existentes
e criar novas oportunidades profissionais
relacionadas às economias sustentáveis e atividades
produtivas ambientalmente responsáveis.
Nesse processo, a OIT defende transição justa,
proteção social e diálogo entre governos,
empregadores e trabalhadores para conciliar
sustentabilidade ambiental, desenvolvimento
econômico e trabalho decente.
Assim, antecipar consequências das mudanças
climáticas torna-se estratégia essencial para
proteger vidas, reduzir perdas produtivas e preparar
mercados de trabalho latino-americanos para
transformações ambientais futuras.
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/08/2026 -
Governo anuncia criação de 2,1 milhões de empregos
no Brasil
Governo apresenta novos dados do emprego formal,
com avanço de 2,1 milhões de vínculos e destaque
para valorização dos trabalhadores
O Governo Federal apresentou, nesta quinta-feira
(13), em Brasília, novos dados sobre o emprego
formal brasileiro, destacando avanço de 2,1 milhões
de vínculos trabalhistas registrados.
A apresentação ocorreu no Ministério do Trabalho e
Emprego, com participação do presidente Lula,
ministro Luiz Marinho, autoridades governamentais e
representantes do movimento sindical brasileiro.
Durante a solenidade, o Governo Federal apresentou
dados da RAIS Mensalizada, ferramenta que permite
acompanhar mensalmente a evolução do estoque de
vínculos formais existentes no mercado brasileiro.
Diferentemente do Novo Caged, a RAIS contempla
servidores públicos e outras modalidades de vínculos
formais, oferecendo informações mais abrangentes
sobre o mercado de trabalho brasileiro atualmente.
Enquanto isso, o Novo Caged acompanha principalmente
admissões e desligamentos de trabalhadores
celetistas, permitindo analisar mensalmente a
movimentação dos empregos formais com carteira
assinada no país.
Assim, a RAIS Mensalizada amplia informações
disponíveis sobre o mercado de trabalho e permite
acompanhar, com maior precisão, a evolução dos
vínculos formais existentes no Brasil.
Movimento sindical presente
O presidente da CUT, Sergio Nobre, comparou a
diferença para um trabalhador quando ele está
desempregado e empregado. O sindicalista reforçou
que o desemprego é o momento mais duro e mais
dramático da vida do trabalhador.
“Quando o trabalhador está desempregado ele não
dorme, não sabe se vai pagar a conta do mês, o
aluguel, mas quando ele arruma um emprego é uma
alegria chegar em casa e falar para a companheira
que conseguiu um emprego novo e mais de 10 milhões
de pessoas estão vivendo essa alegria e têm essa
oportunidade de sonhar novamente com um futuro
melhor”.
A CTB foi representada pelo secretário-geral,
Ronaldo Leite, que reforçou o compromisso da central
com o acompanhamento dos indicadores do mercado de
trabalho brasileiro nacional.
O dirigente destacou a importância do debate
permanente sobre condições de emprego, renda,
direitos e valorização dos trabalhadores em todo o
Brasil na atual conjuntura.
“Esses dados são fundamentais para orientar nossa
atuação e fortalecer a defesa de políticas que
promovam desenvolvimento econômico com trabalho
digno, direitos e melhores condições de vida para a
população.”
Eduardo Annunciato, Chicão, presidente do Sindicato
dos Eletricitários de São Paulo, participou do
encontro como representante da Força Sindical
naquela solenidade.
Para Chicão, os números apresentados demonstram a
importância da geração de empregos para fortalecer
famílias, movimentar a economia e promover
desenvolvimento econômico com inclusão social.
Empregos de qualidade
O dirigente ressaltou que ampliar oportunidades
precisa caminhar juntamente com a criação de
empregos de qualidade, valorização salarial,
proteção trabalhista, saúde e segurança para todos.
“A criação de mais de 2 milhões de empregos é uma
notícia importante para o trabalhador e para o
Brasil. Quanto mais pessoas trabalhando, com renda e
proteção, mais fortalecemos as famílias e fazemos a
economia girar. O nosso desafio, enquanto movimento
sindical, é trabalhar para que esses empregos sejam
cada vez mais empregos de qualidade, com bons
salários, direitos, saúde, segurança e valorização
profissional”, afirmou Chicão.
Chicão defendeu o fortalecimento da negociação
coletiva e maior participação das entidades
sindicais nas discussões relacionadas às
transformações e ao futuro das relações de trabalho.
“Gerar emprego é fundamental, mas precisamos avançar
também na valorização de quem trabalha. O Brasil
precisa crescer distribuindo oportunidades, renda e
qualidade de vida. É nesse sentido que defendemos o
diálogo permanente entre governo, trabalhadores e
entidades sindicais”, completou o presidente do
Sindicato.
A participação sindical no encontro reforçou a
defesa de políticas que combinem crescimento do
emprego, distribuição de renda, direitos e
valorização dos trabalhadores brasileiros
permanentemente.
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/08/2026 -
Trabalho no centro do desenvolvimento; Por Eduardo
Annunciato (Chicão)
Entenda as diretrizes do Programa de Governo Lula
que enfocam o trabalho e desenvolvimento como
pilares de uma estratégia nacional.
As diretrizes apresentadas para o Programa de
Governo Lula trazem um debate importante para o
movimento sindical e para todos aqueles que defendem
um projeto de desenvolvimento que tenha o
trabalhador como protagonista. Mais do que discutir
nomes ou o processo eleitoral, precisamos olhar para
as propostas e analisar qual espaço o trabalho ocupa
no projeto de País.
Nesse sentido, há pontos que dialogam diretamente
com reivindicações históricas do movimento sindical.
O programa estabelece como uma de suas diretrizes
“Valorizar o Trabalho em suas Múltiplas Formas” e
coloca a geração de empregos, a proteção social e a
valorização salarial como partes de uma estratégia
de desenvolvimento nacional.
Entre as propostas representam a continuidade da
política de valorização real do salário mínimo, o
combate à pejotização fraudulenta, medidas contra
fraudes nas terceirizações, maior proteção aos
trabalhadores de aplicativos e o aprimoramento da
legislação trabalhista para enfrentar situações que
levam à precarização. Também está prevista a
continuidade da discussão pelo fim da escala 6×1 e
pela redução da jornada para 40 horas semanais, sem
redução de salários.
Reconhecimento do papel das entidades sindicais
Outro aspecto importante é o reconhecimento do papel
das entidades sindicais. As diretrizes defendem o
fortalecimento da negociação coletiva, a retomada da
assistência sindical nas homologações e a
regulamentação do direito à negociação coletiva no
setor público. Para nós, sindicalistas, fortalecer a
organização coletiva é fundamental para equilibrar
as relações entre capital e trabalho e garantir que
crescimento econômico também represente melhores
salários, direitos e condições de vida.
Esse é um ponto central. Não existe desenvolvimento
verdadeiro sustentado por salário baixo,
precarização e retirada de direitos. Um País cresce
de forma consistente quando investe em sua
indústria, infraestrutura, tecnologia e qualificação
profissional, mas também quando distribui renda,
gera empregos de qualidade e fortalece o poder de
compra da população.
As diretrizes caminham nessa direção ao relacionar
desenvolvimento econômico, inovação e produtividade
com valorização do trabalho, proteção social e
redução das desigualdades. O documento também
apresenta propostas para ampliar o acesso à
Previdência e adaptar a proteção social às novas
formas de trabalho.
Isso não significa que o movimento sindical deva
abrir mão de sua independência ou deixar de
apresentar suas próprias reivindicações. Ao
contrário. Programa de governo é compromisso que
precisa ser debatido, aperfeiçoado e,
principalmente, cobrado pela sociedade organizada.
Um Brasil soberano
O que devemos defender é um projeto de Brasil em que
crescimento econômico e justiça social caminhem
juntos. Um Brasil soberano, industrializado, capaz
de gerar empregos de qualidade e no qual os ganhos
de produtividade não fiquem concentrados apenas no
topo, mas cheguem a quem efetivamente produz a
riqueza deste País.
Colocar o trabalho no centro do desenvolvimento é
reconhecer que nenhuma transformação será
verdadeiramente progressista se não melhorar,
concretamente, a vida dos trabalhadores e
trabalhadoras brasileiros.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força
Sindical.
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/08/2026 -
Sônia Zerino participa da divulgação do Relatório
das Desigualdades 2026
No mês de combate às desigualdades, a presidente da
Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia
Zerino, participou, na tarde desta quarta-feira
(12), em Brasília (DF), de atividade do Pacto
Nacional pelo Combate às Desigualdades, que
apresentou os dados do Relatório do Observatório
Brasileiro das Desigualdades 2026, elaborado pelo
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE).
O levantamento mostra que 71% dos indicadores que
puderam ser atualizados apresentaram melhora em
relação ao período anterior. Outros 16% registraram
piora e 13% permaneceram praticamente estáveis.
Entre os avanços estão indicadores relacionados ao
mercado de trabalho, renda, segurança alimentar,
educação, saúde, acesso a serviços básicos e meio
ambiente.
Na avaliação de Sônia Zerino, os dados demonstram
que o Brasil está avançando no enfrentamento das
desigualdades, embora ainda existam desafios
importantes a serem superados.
“Os resultados mostram que as políticas públicas
adotadas nos últimos anos estão produzindo efeitos
positivos na vida da população. É importante
reconhecer esses avanços, mas também manter a
mobilização e o compromisso com a redução das
desigualdades que ainda persistem no país”, destacou
Sônia.
Confira aqui o relatório
Fonte: NCST

14/08/2026 -
Cai diferença entre homens e mulheres no acesso ao
emprego formal
Rais mostra ampliação da presença feminina no
mercado de trabalho
Do total de 62,8 milhões de empregos formais ativos
no Brasil, incluindo trabalhadores com carteira
assinada e agentes públicos, as mulheres ainda não
representam a maioria, mas a diferença em relação
aos homens caiu nos últimos anos. É o que mostram
dados da Rais Mensal de junho, divulgados nesta
quinta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE).
A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) reúne
estatísticas sobre o mercado de trabalho a partir de
informações coletadas de empresas e órgãos públicos.
Ao todo, as mulheres ocupam 46,4% dos postos de
trabalho, somando 29.182.235 de vínculos
trabalhistas. Os homens estão registrados em
33.708.974 vagas, 53,6% dos postos de trabalho.
Essa distância era maior em janeiro de 2023, quando
55,7% das vagas eram ocupadas por pessoas do sexo
masculino, contra 44,2% do sexo feminino.
O mercado de trabalho brasileiro acumulou saldo
positivo de 10,1 milhões de vínculos de emprego
formal, entre janeiro de 2023 e junho de 2026,
segundo o balanço apresentado pelo MTE. Desse
montante, 5,8 milhões das vagas formais foram
ocupadas por mulheres, enquanto 4,3 milhões foram
ocupadas por homens.
A Rais Mensal também trouxe informações atualizadas
sobre a diversidade racial no mercado de trabalho
brasileiro.
Dos 62,8 milhões de vínculos formais, tanto no setor
público quanto privado, 27,3 milhões são de pessoas
autodeclaradas pardas, enquanto outras 26,8 milhões
são pessoas autodeclaradas brancas. Os trabalhadores
que se autodeclaram pretos correspondem a 4,6
milhões. Amarelos, 600 mil, e indígenas, 239 mil.
Outros 3,1 milhões de vínculos trabalhistas não
tiveram a informação racial registrada, um número
que era de mais de 17,2 milhões há pouco mais de
três anos e meio.
"Nós temos hoje mais gente preta ou parda em relação
à população branca, mas essa é uma informação não
demandada, tanto que o não informado diminuiu de 17
milhões para 3 milhões, porque a gente fez uma
campanha forte com as empresas para que elas
voltassem a informar", explicou a subsecretária de
Estatística do MTE, Paula Montagner, durante
apresentação dos dados.
A escolaridade dos trabalhadores também evoluiu no
mercado de trabalho nos últimos anos. Mais da metade
dos trabalhadores (54%), o que representa 33,7
milhões de pessoas com vínculos formais, têm ensino
médio, e 15,2 milhões ensino superior ou
pós-graduação.
A expansão dos empregos também foi maior entre os
trabalhadores mais experientes, sendo que 74% têm
pelo menos 30 anos de idade.
O rendimento médio dos trabalhadores em emprego
formal no Brasil ficou em R$ 4.389,49.
O setor de serviços segue como o maior gerador de
empregos formais no país, respondendo atualmente por
38,2 milhões de vagas, seguido pelo comércio (10,5
milhões), indústria (9,1 milhões), construção (3
milhões) e agropecuária (1,8 milhões).
Fonte: Agência Brasil

14/08/2026 -
Projeto reduz de dois anos para 12 meses intervalo
para usar FGTS na quitação de financiamento imobiliário
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado
O Projeto de Lei 2568/26 reduz de dois anos para 12
meses o intervalo mínimo para o trabalhador usar o
saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) na amortização ou na quitação de
financiamento imobiliário. A proposta também permite
que o recurso seja utilizado em financiamentos
feitos fora do Sistema Financeiro da Habitação
(SFH).
Atualmente, a lei exige que o crédito tenha sido
concedido pelo SFH e impõe um prazo de 24 meses
entre as movimentações. O texto altera a Lei do
FGTS.
Pela proposta, a possibilidade de usar o saldo para
reduzir a dívida da casa própria passa a valer para
qualquer modalidade de financiamento ou de banco,
desde que respeitado o novo intervalo de um ano.
Segundo o projeto, esse intervalo é contado a partir
da data da operação anterior.
Patrimônio do Trabalhador
O autor da proposta, deputado Gilson Marques
(Novo-SC), defende que o fundo integra o patrimônio
individual do trabalhador e que as restrições ao seu
uso devem ser mínimas. "Manter o trabalhador
impedido de usar seu próprio patrimônio para reduzir
uma dívida cara, quando dispõe de recursos para
tanto, é uma medida que o prejudica duplamente",
afirma Marques.
O parlamentar argumenta que a amortização frequente
é vantajosa para o cidadão, especialmente com os
juros atuais elevados, já que o rendimento do fundo
é baixo. Ele ressalta ainda que a medida pode ajudar
a diminuir o número de dívidas não pagas e a liberar
renda das famílias para outros investimentos, sem
criar gastos para o governo.
Próximas Etapas
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas
comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e
de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

13/08/2026 -
Lula e Alcolumbre não destravam votação de fim da
6x1
A expectativa era de um acerto, mas negociação
ficou para próxima reunião
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o
presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP),
não conseguiram destravar a votação da PEC (Proposta
de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6x1
durante o encontro ocorrido nesta quarta-feira (12).
O petista esperava que o assunto tivesse um avanço
na reunião com o presidente da Casa Legislativa, mas
não houve consenso para a costura de um calendário
de votação da proposta neste momento. A expectativa
é de o assunto seja tratado em um novo encontro.
Lula quer votar a proposta no esforço concentrado do
Senado Federal, ainda antes do primeiro turno das
eleições presidenciais. Alcolumbre, porém, prefere
deixar o tema para novembro, após a conclusão do
segundo turno presidencial.
Lula e Alcolumbre fizeram acenos mútuos de apoio e
de disposição de diálogo legislativo e político. Os
temas sensíveis, porém, ficaram para uma nova
reunião até o final deste mês.
Na reunião, Alcolumbre também não sinalizou que fará
uma declaração de apoio à reeleição de Lula. O
petista ainda aguarda uma manifestação do senador
para melhorar a relação política entre ambos.
Fonte: CNN Brasil

13/08/2026 -
Brasil avança em 71% dos indicadores de desigualdade
com melhorias na renda, emprego e meio ambiente
Relatório do Observatório Brasileiro das
Desigualdades aponta avanços no mercado de trabalho
e segurança alimentar
O Brasil apresentou avanços significativos na
redução das vulnerabilidades sociais e econômicas ao
registrar melhora em 71% dos 38 indicadores de
desigualdade monitorados pelo Observatório
Brasileiro das Desigualdades. O levantamento,
divulgado nesta quarta-feira (12) com base em dados
apurados pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
integra as ações do Pacto Nacional pelo Combate às
Desigualdades, informa o Metrópoles.
De acordo com o estudo, o panorama comparativo entre
2024 e 2025 reflete progressos consolidados em áreas
cruciais para o desenvolvimento social, tais como
mercado de trabalho, desenvolvimento humano, renda,
segurança alimentar, educação e preservação
ambiental.
No âmbito do mercado de trabalho, a taxa de
desocupação recuou para 5,6% em 2025, atingindo o
menor patamar de toda a série recente de
monitoramento. A retração do desemprego estendeu-se
a todos os grupos populacionais, beneficiando
inclusive mulheres e pessoas negras. O estudo
pondera, contudo, que as disparidades históricas
entre esses recortes demográficos continuam a exigir
atenção do poder público.
O indicador de renda e combate à pobreza também
registrou evolução expressiva: o rendimento médio
real das famílias brasileiras teve uma alta de 5,3%
no período. Paralelamente, observou-se uma
diminuição consistente na proporção de indivíduos
vivendo em situação de pobreza extrema e extrema
vulnerabilidade, medida pela parcela da população em
domicílios com renda per capita de até um quarto e
até meio salário mínimo.
Na área da segurança alimentar, a pesquisa aponta
que os índices de insegurança alimentar moderada e
grave caíram de 9,5% em 2023 para 7,7% em 2024. A
evolução no combate à fome foi acompanhada pela
diminuição nos quadros de desnutrição infantil e
entre a população idosa.
A educação brasileira registrou avanços simultâneos
na alfabetização e no acesso ao ensino. O
levantamento constatou a queda na taxa geral de
analfabetismo, com destaque para as reduções
observadas entre idosos e a população negra. Além
disso, houve ampliação da frequência de crianças de
zero a três anos em creches, avanço do atendimento
na educação infantil e crescimento nas taxas
líquidas de escolarização tanto no ensino médio
quanto no ensino superior.
No setor ambiental, os dados apontam expressiva
mitigação de danos ambientais. O país computou uma
redução de 20,6% no desmatamento em 2025, além de
registrar uma queda de 16,7% nas emissões de gases
de efeito estufa no consolidado de 2024.
Desafios estruturais permanecem no horizonte
Apesar dos avanços observados na maioria das frentes
avaliadas, o relatório do Observatório Brasileiro
das Desigualdades ressalta que as desigualdades
estruturais de gênero e raça ainda constituem um
obstáculo central para o desenvolvimento pleno do
país.
Entre as métricas que apresentaram degradação no
período figuram a concentração de renda, a
desigualdade salarial entre homens e mulheres, o
risco geológico em áreas vulneráveis, o
comprometimento da renda com o gasto com aluguel e a
sobrerrepresentação da população negra no sistema
prisional. Além desses pontos, registraram piora os
índices de mortalidade materna e a cobertura do
saneamento básico na Região Norte.
Fonte: Brasil247

13/08/2026 -
Estatuto do Aprendiz vai a Plenário com urgência
Projeto que institui o Estatuto do Aprendiz e
reorganiza as regras da aprendizagem profissional
foi aprovado nesta terça-feira (11) pela Comissão de
Assuntos Sociais (CAS). A matéria segue com urgência
para Plenário.
O PL 6.461/2019 define a aprendizagem profissional
como contrato de trabalho voltado à formação
técnico-profissional metódica, a qual consiste em um
processo de aprendizagem que combina aulas teóricas
e práticas organizadas em tarefas de complexidade
progressiva. O texto prevê contratação preferencial
de adolescentes de 14 a 18 anos incompletos e
estabelece que pessoas com deficiência poderão ser
aprendizes sem limite máximo de idade.
O projeto, do ex-deputado André de Paula (PSD-PE),
recebeu parecer favorável do senador Veneziano Vital
do Rêgo (MDB-PB). O relatório foi lido na comissão
pelo senador Flávio Arns (PSB-PR).
Para o relator, a proposta reorganiza a legislação e
fortalece a aprendizagem profissional. Segundo
Veneziano, a aprovação da matéria representa
“relevante avanço para a política pública de
aprendizagem profissional no Brasil”.
Fonte: Agência Senado

13/08/2026 -
CRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no
trabalho
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional
(CRE) aprovou nesta terça-feira (11) o texto da
Convenção 187 da Organização Internacional do
Trabalho (OIT) sobre o Marco Promocional para a
Segurança e a Saúde no Trabalho (SST).
A Convenção 187 estabelece diretrizes para o
aprimoramento contínuo da segurança e da saúde no
trabalho, com o objetivo de melhorar as condições e
os ambientes de trabalho e reduzir danos à saúde dos
trabalhadores. Para isso, é prevista a criação,
implementação e acompanhamento de uma política
nacional, de um sistema nacional e de um programa
nacional nessa área.
O PDL 720/2024 recebeu parecer favorável do senador
Esperidião Amin (PP-SC) e agora será analisado pelo
Plenário. Na avaliação do relator, a aprovação da
convenção permitirá ao Brasil participar da
cooperação internacional para aperfeiçoar as
políticas de segurança e saúde no trabalho.
— O Brasil terá a oportunidade de aprimorar sua
legislação trabalhista, perante um mundo do trabalho
em constante transformação, servindo-se da troca de
experiências e de boas práticas entre países —
afirmou.
Cultura preventiva
A Convenção 187 estimula os países a desenvolver
uma cultura preventiva em segurança e saúde no
trabalho. O acordo define conceitos relacionados à
política nacional, ao sistema nacional e ao programa
nacional de segurança e saúde no trabalho, além de
estabelecer parâmetros mínimos para a atuação dos
países que aderirem ao texto.
O texto prevê que os países participantes aprimorem
continuamente a segurança e a saúde no trabalho para
prevenir lesões, doenças e mortes relacionadas ao
trabalho. A implementação das medidas deve ocorrer
em diálogo com organizações representativas de
empregadores e trabalhadores.
A convenção também estabelece que o sistema nacional
de segurança e saúde no trabalho deve ser mantido,
desenvolvido progressivamente e revisado
periodicamente. O programa nacional deverá colocar
em prática esse sistema, com ampla divulgação e
apoio das autoridades nacionais quando possível.
Fonte: Agência Senado

13/08/2026 -
Hugo Motta diz que PL da Misoginia é "urgente para o
Brasil"
Presidente da Câmara comentou prioridades da
pauta durante as próximas semanas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), afirmou na terça-feira (11) que o
combate à misoginia é uma prioridade da Casa e
defendeu o avanço do projeto que endurece a
legislação contra ataques às mulheres.
Apesar de classificar a proposta como "urgente para
o Brasil", Motta disse que ainda não pode garantir a
votação do PL da Misoginia nesta semana, já que o
texto depende de um entendimento no Colégio de
Líderes e enfrenta questionamentos da bancada
evangélica sobre a caracterização do crime.
"Misoginia, esse é um projeto que é urgente para o
Brasil. Nós não podemos compactuar com mulheres que
estão sendo agredidas, violentadas e mortas todos os
dias em nosso país."
Segundo o presidente da Câmara, a relatora da
proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), participa
das negociações com o governo, bancadas partidárias
e a Frente Parlamentar Evangélica em busca de um
texto de consenso.
Fonte: Congresso em Foco

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