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05/03/2026 - Fim do 6x1: Lula propõe negociação entre patrões, empregados e governo


Governo estuda proposta de lei para enviar ao Congresso


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, na noite desta terça-feira (3), que a proposta de lei para o fim da escala 6x1 seja construída, em conjunto, por empregados, patrões e o governo.


A declaração de Lula ocorreu na abertura da Segunda Conferência do Trabalho, que ocorre na capital paulista até o próximo dia 5, no Anhembi.


Segundo o presidente, para os trabalhadores, será mais vantajoso realizar um acordo com a classe empresarial antes de o Congresso apreciar o tema.


“É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, disse.


“Tanto será melhor para nós se o que sair for o resultado de um acordo entre os empresários, os trabalhadores e o governo”, acrescentou.


O presidente disse ainda que o governo não irá “pender para um lado” nas discussões.


“Não iremos prejudicar os trabalhadores. E também não queremos contribuir com o prejuízo da economia brasileira. Nós queremos contribuir para, de forma bem pensada, bem harmonizada, encontrar uma solução”, disse.


O encontro, no Anhembi, visa, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil e fortalecer o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas.

Fonte: Agência Brasil

 


 

05/03/2026 - “Modernizar” para não reduzir esta é retórica empresarial contra a nova jornada


Manifesto liderado pela CNI evita dizer “não” à redução, mas repete argumentos históricos usados contra direitos que o tempo consolidou


O eufemismo como estratégia retórica é o faz a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e mais de 100 entidades do setor produtivo, que divulgaram manifesto defendendo a “modernização da jornada de trabalho”.


O texto apresenta 4 princípios para o debate: preservação do emprego formal, foco na produtividade, diferenciação por setor e aprofundamento técnico.


À primeira vista, trata-se de contribuição qualificada ao debate. Na prática, o documento evita afirmar explicitamente que é contrário à redução da jornada semanal e ao fim da escala 6x1. Mas estrutura os argumentos justamente para inviabilizá-los.


A escolha da palavra “modernização” cumpre função retórica. Substitui a negativa frontal por vocabulário tecnocrático que desloca o debate para critérios condicionantes que, no limite, postergam indefinidamente qualquer mudança estrutural.


Repetição de padrão histórico

Não é a primeira vez que o setor empresarial reage dessa forma. Argumentos semelhantes foram mobilizados contra o aumento real do salário mínimo, contra a redução da jornada de 48 para 44 horas na Constituição de 1988 e contra a ampliação de direitos trabalhistas ao longo das décadas.


Em todos esses episódios, a previsão era a mesma: desemprego, perda de competitividade, colapso produtivo. Nenhum desses cenários se confirmou nos termos anunciados.


Ao contrário, a ampliação do mercado interno e o aumento da renda contribuíram para ciclos de crescimento. O atual manifesto repete o roteiro. Ao invocar “preservação do emprego formal”, sugere que a redução da jornada geraria demissões.


Ainda que estudos apontem potencial de redistribuição do trabalho e criação de postos. Ao enfatizar “produtividade”, desloca a responsabilidade para o trabalhador, quando a própria organização do trabalho e o investimento empresarial são determinantes centrais desse indicador.


Diferenciação ou fragmentação

Outro ponto defendido é a diferenciação por setor. Embora tecnicamente plausível, o argumento pode funcionar como mecanismo de fragmentação da pauta, dificultando regra geral e mantendo o status quo em segmentos de maior resistência patronal.


A defesa de “discussão técnica aprofundada” também soa razoável. Contudo, o debate sobre jornada não é novo nem desprovido de estudos. Ao contrário, acumula décadas de evidências nacionais e internacionais.


A exigência permanente de novos diagnósticos pode operar como tática dilatória.


Modernizar para quem?

O centro da questão permanece: a jornada atual de 44 horas semanais e a escala 6x1 refletem modelo produtivo que impõe longos períodos de trabalho com pouco tempo de descanso.


A proposta de redução não é apenas reivindicação sindical, mas resposta às transformações tecnológicas, novas formas de organização do trabalho e demandas sociais por qualidade de vida.


Ao evitar dizer que é contra a mudança, a CNI procura ocupar o terreno da racionalidade técnica. Mas o conteúdo do manifesto revela resistência estrutural à redistribuição do tempo de trabalho.


Historicamente, posições empresariais classificadas como “prudentes” mostraram-se, depois, atrasadas diante da realidade social e econômica. A modernização invocada agora pode, no futuro, ser lembrada como mais um capítulo de oposição a direitos que acabaram se consolidando.


O debate sobre jornada é, no fundo, disputa sobre como distribuir ganhos de produtividade e tempo social. E nisso, o silêncio estratégico pode dizer mais do que negativa explícita.

Fonte: Diap

 


 

05/03/2026 - DIAP e Centrais Sindicais no enfrentamento ao feminicídio


Rita Serrano*


O Brasil vive uma escalada de violência contra a mulher que já não pode ser tratada como estatística fria — é uma crise social que atravessa famílias, comunidades e também o mundo do trabalho. Em 2025, o País registrou recorde histórico de feminicídios: 1.518 mulheres assassinadas por razões de gênero, uma média de quatro mortes por dia. No mesmo período, a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher estima que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. No campo das denúncias e do atendimento, dados oficiais do Ligue 180 permitem acompanhar a evolução e o perfil das violências reportadas.


A gravidade é ainda maior quando olhamos a tendência: desde a tipificação do feminicídio em 2015, os registros cresceram de forma consistente, e estudos de referência ajudam a contextualizar esse avanço e suas dinâmicas regionais. A experiência mostra que o feminicídio costuma ser o desfecho de uma escalada de violências anteriores, o que torna decisiva a resposta rápida do Estado e o fortalecimento da rede de proteção — casas-abrigo, delegacias especializadas, atendimento psicossocial e jurídico.


Em 2026, o país deu um passo de coordenação institucional ao lançar o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, reunindo os Três Poderes para acelerar medidas protetivas, fortalecer a responsabilização de agressores e promover campanhas permanentes.


Nesse cenário, centrais sindicais e sindicatos vêm sustentando que o enfrentamento ao feminicídio não se resolve apenas com punição após a tragédia, mas com prevenção, orçamento, políticas públicas e atuação também no mundo do trabalho. A negociação coletiva pode salvar vidas: se há experiências de cláusulas e protocolos voltados ao acolhimento, proteção e suporte a trabalhadoras em situação de violência — inclusive com medidas de realocação, alternância de horários e canais de apoio. A categoria bancária é um exemplo de pioneirismo nos acordos coletivos em temas relacionados à diversidade e violência doméstica. Desde 2024, foi incluído aditivo específico sobre violência doméstica na Convenção Coletiva de Trabalho. As cláusulas incluem alteração de regime de trabalho para mulheres vítimas, realocação sigilosa de agência, alternância de horários de entrada e saída, linhas de crédito emergenciais, canais de apoio e campanhas educativas.


Do ponto de vista legislativo, o marco legal foi fortalecido com a Lei nº 14.994/2024, que tornou o feminicídio crime autônomo e elevou a pena para 20 a 40 anos. Mas a efetividade depende de prevenção e proteção, além de respostas do Estado.


Como presidenta do DIAP, reafirmo o compromisso com a articulação no Congresso para aprovar proposições com impacto direto na proteção das vítimas e na reparação das famílias. Entre elas, o PL 200/2026, que institui política nacional de proteção e prevenção integral às famílias de vítimas de feminicídio; o PL 207/2026, que prevê pensão provisória e medidas assecuratórias contra o agressor; e o Requerimento 74/2026, no Senado, que propõe sessão temática para discutir o recorde de casos e articular instituições e sociedade civil.


Basta de violência contra as mulheres.


Rita Serrano – Presidente do DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal e do Sindicato dos Bancários do ABC. Doutoranda em Administração.

Fonte: Diap

 


 

05/03/2026 - Aumento gradual da licença-paternidade vai à sanção presidencial


O Plenário aprovou nesta quarta-feira (4), em regime de urgência, o projeto de lei que aumenta de forma gradual o período de afastamento do trabalho para pais segurados da Previdência Social. Aprovado em votação simbólica, o texto será encaminhado à sanção presidencial.


O texto assegura garantia de remuneração integral, estabilidade no emprego e novas regras para adoção e famílias em situação de vulnerabilidade. Regulamenta um direito social previsto na Constituição de 1988, mas que permaneceu restrito desde então ao prazo transitório de cinco dias. 


De acordo com o PL 5.811/2025, a licença-paternidade e o salário-paternidade, considerados isoladamente, terão a duração total de:

. 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;

. 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;

. 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.


De autoria da ex-senadora Patrícia Saboya, o texto foi relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).


O projeto já havia sido aprovado na Câmara com alterações, voltou para o Senado e seguiu para apreciação do Plenário, após ter sido aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em dezembro de 2025.

 

Matéria completa: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/03/04/aumento-gradual-da-licenca-paternidade-vai-a-sancao-presidencial

 

Fonte: Agência Senado

 


 

05/03/2026 - "Escala 6x1 mata", afirma Paulo Paim ao defender 40 horas semanais


No Plenário, senador argumentou que redução da jornada sem corte salarial aumenta produtividade e melhora a saúde física e mental.


O senador Paulo Paim (PT-ES) voltou a defender, nesta segunda-feira (2), em discurso no Plenário do Senado Federal, a aprovação da proposta que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 hoeas sem corte de salários. Segundo ele, a medida atende a uma reivindicação histórica da classe trabalhadora e pode ser implementada de maneira progressiva.


A proposta em questão é PEC 148/2025, já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e atualmente pronta para deliberaçã em Plenário.


Durante a fala, Paim criticou o modelo de escala 6x1.


"A escala 6x1 é exaustiva, ela mata, ela compromete a saúde física e mental dos trabalhadores, fragiliza a convivência familiar e reduz as possibilidades de qualificação. O fim desse modelo representa, na verdade, uma das maiores transformações sociais e trabalhistas das últimas quatro décadas."


O senador também ponderou que o debate sobre a jornada não deve ser vinculado automaticamente à discussão sobre desoneração da folha de pagamento. Para ele, tratam-se de temas distintos, que exigem análise separada e diálogo entre trabalhadores e empregadores.


Paim sustentou que redução de carga horária tem relação direta com qualidade de vida, organização do trabalho e produtividade.


"Redução da jornada: todos ganham, porque aumenta a produtividade. Não haverá tanta rotatividade, e, com certeza, os trabalhadores serão incentivados a trabalhar nas empresas que reduzam a jornada."


Leia a íntegra da proposta.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

05/03/2026 - TST valida escala que combina turnos acima de 10 horas com 4 dias de folga


O Pleno do Tribunal Superior do Trabalho validou, em julgamento nesta segunda-feira (2/3), uma norma coletiva que instituiu jornada de trabalho na escala 2 x 2 x 4 para uma multinacional do setor de alumínio. Nesse regime, os empregados fazem turnos de dez horas e 45 minutos durante quatro dias e, em seguida, ganham quatro dias de folga.


O julgamento foi decidido por 15 votos a 12. A corrente vencedora validou a cláusula, que foi firmada em negociação com o sindicato da categoria, e excluiu o pagamento de horas extras a um ex-empregado que ajuizou reclamação contra a empresa.


Os representantes da companhia argumentaram que a extensa folga compensatória atenuava o cansaço e que o Supremo Tribunal Federal já garantiu a prevalência do negociado sobre o legislado: conforme a tese de repercussão geral fixada no Tema 1.046, são válidos os acordos coletivos que afastam ou limitam direitos, desde que não sejam absolutamente indisponíveis.


Ao analisar o recurso no TST, a maioria dos magistrados acompanhou a divergência inaugurada pela ministra Maria Cristina Peduzzi. O entendimento vencedor concluiu que a jornada 2 x 2 x 4 é juridicamente possível nos termos negociados, prestigiando a negociação coletiva e a composição dos conflitos pelos próprios interessados.


Ficaram vencidos o relator originário, ministro Alberto Bastos Balazeiro, e outros ministros que consideraram a escala contrária aos preceitos da Constituição em relação à saúde e à segurança do trabalhador.

ED-RR-10725-92.2015.5.03.0073

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

04/03/2026 - Brasil tem saldo positivo de 112,3 mil postos de trabalho em janeiro


Destaque do mês foi a indústria, que gerou 54.991 vagas


Dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que, em janeiro, o Brasil apresentou um saldo de 112.334 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. O resultado foi obtido com a admissão de 2.208.030 pessoas e 2.095.696 desligamentos. O Caged é um indicador que mede a diferença entre contratações e demissões.


Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o destaque do mês foi a indústria, que gerou 54.991 postos de trabalho.


Os dados trazem ajustes, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores e que são retificadas pelo ministério.


Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em janeiro. Apenas o comércio apresentou queda de 56.800 postos, devido a sazonalidade. Os demais tiveram aumentos.

- Serviços: 40.525 postos

- Comércio: - 56.800 postos

- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 54.991 postos

- Construção civil: 50.545 postos

- Agropecuária: 23.0373


Regiões e estados

Em janeiro foram registrados saldos positivos em 18 das 27 unidades federativas , com destaque para Santa Catarina, com 19 mil postos de trabalho, seguido por Mato Grosso, com 18.731, e Rio Grande do Sul, com 18.421.

Fonte: Agência Brasil

 


 

04/03/2026 - Eleições presidenciais: a importância da prudência


Neuriberg Dias*


Nos debates que tenho feito sobre a atual conjuntura política, defendo que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato presidencial exigirá humildade, diálogo e ampla articulação política para manter e ampliar o apoio eleitoral, especialmente por parte do movimento sindical e das forças democráticas.


O cenário é promissor e otimista como deve ser, com o atual governo apresentando melhorias significativas em comparação ao de Jair Bolsonaro, condenado à prisão por tentativa de golpe de Estado. O país teve crescimento econômico, avanços sociais, recuperação de políticas públicas, fortalecimento de programas sociais, retomada do protagonismo internacional e reconstrução institucional. Me arrisco a afirmar que o governo Lula somente não superou seus mandatos anterior e entregou mais por três razões:


1. A manutenção de uma taxa de juros elevada, limitando o crescimento econômico;

2. Um cenário internacional adverso, marcado por protecionismo e conflitos;

3. Forte polarização política e um centro político dividido, tensionando o ambiente interno.


As pesquisas eleitorais, que avaliam tanto a popularidade do presidente quanto o desempenho do governo, são cruciais para a análise do cenário eleitoral. Outros fatores que podem influenciar a campanha incluem:


1. A postura de Donald Trump em relação às eleições no Brasil;

2. A crise financeira recente, envolvendo o caso Master e suas conexões políticas;

3. O andamento da CPMI do INSS no Congresso e as operações da Polícia Federal;

4. Os efeitos do Carnaval de 2026, que homenageou Lula, gerando desgaste com parte do público evangélico;

5. A definição do adversário, entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, exigindo abordagens distintas na campanha;

6. As alianças com partidos de centro e centrão, que serão maioria no próximo Congresso.


Historicamente, presidentes bem avaliados que lideraram as pesquisas foram eleitos no primeiro ou segundo turno. Contudo, a prudência deve prevalecer sobre o otimismo. As eleições são influenciadas por variáveis em constante movimento. Em tempos de hiperconectividade, é essencial manter a tropa na base na rua e nas redes, consolidar alianças, ampliar o diálogo social e demonstrar que o projeto em vigor pode garantir estabilidade, mais crescimento e justiça social, marcas do governo Lula.


Em política, a história ensina que favoritismo não assegura vitória. O último presidente em mandato não reeleito interrompeu uma lógica de reeleição automática dos presidentes em exercício. E por isso não se pode subestimar os adversários. Nesse sentido, não se deve cantar vitória antes do tempo. A campanha será dura do começo ao fim.

 

*Jornalista, analista político e diretor de documentação do Diap.

Fonte: Diap

 


 

04/03/2026 - Licença-paternidade de 20 dias está na pauta do Plenário nesta quarta


O projeto de lei que aumenta a licença-paternidade de 5 para 20 dias pode ser votado pelo Plenário nesta quarta-feira (4), a partir das 14h.


Apresentado em 2008 pela então senadora Patrícia Saboya (CE), o PL 5.811/2025 foi aprovado na Câmara dos Deputados com alterações. Por isso, teve que passar mais uma vez pelo Senado, onde já foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em dezembro.


A proposta, que tem a senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) como relatora, atualiza e regulamenta um direito social previsto desde 1988, na Constituição, mas que permaneceu restrito por décadas ao prazo transitório de cinco dias.


O texto cria o salário-paternidade como benefício previdenciário e altera tanto a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) quanto leis da seguridade social para garantir tratamento mais coerente com a proteção já garantida à maternidade. O projeto também prevê a possibilidade de fracionamento da licença.


A licença será ampliada gradualmente, conforme o cronograma:

- 10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei;

- 15 dias no terceiro ano da lei;

- 20 dias a partir do quarto ano da lei.


O governo, o Senado e empresas participantes do Programa Empresa Cidadã já praticam a licença-paternidade de 20 dias.

Fonte: Agência Senado

 


 

04/03/2026 - Bolsonaristas defendem reduzir salário e direitos dos trabalhadores


Contra a redução da jornada de trabalho a bancada bolsonarista liderada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou o Requerimento nº 477/2026, solicitando a apensação da PEC 40/2025 à PEC 221/2019, atualmente em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara.


A proposta defendida pela bancada Bolsonarista altera o artigo 7º da Constituição Federal para permitir a flexibilização da jornada de trabalho, com possibilidade de redução proporcional de salário e direitos.


A PEC estabelece que o trabalhador poderá optar entre o regime tradicional previsto na CLT ou um modelo flexível por horas trabalhadas. Também prevê que o contrato individual possa prevalecer sobre acordos e convenções coletivas.


Apensação pode ampliar alcance do texto

Caso o pedido de apensação seja deferido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a tramitação conjunta das propostas pode ampliar o alcance das mudanças.


Na prática, o deferimento do apensamento abre espaço para que os relatores — especialmente no âmbito de uma eventual comissão especial — apresentem substitutivos ou incluam novos dispositivos no texto.


Isso pode ampliar a possibilidade para alterações com destaques algo que pode desconfigurar a proposta apresentada pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG) e resultar em regras prejudiciais aos trabalhadores.


Redução proporcional de salário e direitos

Pelo texto defendido pela ala Bolsonarista, caso o empregado reduza sua jornada, o salário e os direitos trabalhistas — como férias, 13º salário, FGTS e demais benefícios — serão calculados proporcionalmente às horas efetivamente trabalhadas.


Além disso, a proposta autoriza jornada flexível mediante contrato individual, respeitando o limite máximo de 44 horas semanais.


Apoio de parlamentares alinhados a Jair Bolsonaro

A proposta reúne forte apoio de deputados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente do PL e partidos de perfil conservador.


Lista completa dos parlamentares que assinaram a PEC 40

Fonte: Diap

 


 

04/03/2026 - Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, revela IBGE


A economia brasileira cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 na comparação com o terceiro trimestre. Com esse desempenho, o ano de 2025 fechou com expansão de 2,3%. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.


O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 12,7 trilhões, no ano passado. Já o PIB per capita ─ valor do PIB dividido pela população do país ─ alcançou R$ 59.687, crescimento real (descontada a inflação) de 1,9% na comparação com 2024.


Tanto o PIB corrente quanto o per capita estão no maior patamar já calculado pela série histórica do IBGE, iniciada em 1996.


Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/economia-brasileira-cresce-23-em-2025-revela-ibge

 

Fonte: Agência Brasil

 


 

03/03/2026 - O desafio sindical na batalha pela jornada de 40 horas


Entre a oportunidade histórica e o teste de força


Tramitação acelerada na Câmara e ambiente eleitoral abrem janela política, mas resistência empresarial e exigência de quórum qualificado impõem ao movimento sindical seu maior teste estratégico em anos


Está aberta a “janela institucional”, com “tempo político” para fazer avançar esse debate. O início de 2026 colocou na ordem do dia a pauta histórica do mundo do trabalho: a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1.


O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou a proposta (PEC 8/25) à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), dando partida formal à tramitação do texto apresentado pela deputada Erika Hilton (PSol-SP).


A expectativa da presidência é concluir as etapas — CCJ, comissão especial de mérito e plenário, em 2 turnos — até maio.


Trata-se de janela institucional rara. Por se tratar de PEC (Proposta de Emenda à Constituição), a matéria exige 308 votos em 2 turnos, o que eleva o custo político da aprovação. Ao mesmo tempo, o calendário eleitoral tende a aumentar a sensibilidade dos parlamentares às pautas com forte apelo social, que pode gerar mudanças nos setores mais resistente no Congresso.


No Senado, a PEC 148/15, do senador Paulo Paim (PT-RS), que prevê redução gradual até 36 horas, já avançou na CCJ e aguarda deliberação. O tema, portanto, está simultaneamente em ambas as Casas do Congresso, o que amplia a pressão sobre o Legislativo como um todo.


Protagonismo ou irrelevância

Diante desse cenário desafiador, a responsabilidade política recai sobre o movimento sindical: centrais, confederações, federações e sindicatos. As centrais divulgaram notas conjuntas em que defendem a jornada de 40 horas na escala 5x2 como prioridade absoluta.


Mas a conjuntura exige mais do que notas. Exige coordenação nacional, mobilização de base, diálogo com bancadas temáticas e pressão organizada sobre lideranças partidárias no Congresso. A tramitação em PEC impõe maioria qualificada; não há espaço para dispersão.


O desafio é duplo: construir narrativa pública convincente — vinculando redução de jornada à geração de emprego, saúde mental e redistribuição de renda — e, simultaneamente, negociar tecnicamente com setores resistentes do Parlamento.


Se o movimento sindical não assumir protagonismo agora, corre o risco de ver a pauta esvaziada por “substitutivos moderados” ou “longos períodos de transição”.


Resistência empresarial e disputa de narrativa

Setores do comércio e serviços já atuam para frear a proposta. O argumento central é o aumento de custos e possível impacto na competitividade. Parlamentares ligados ao chamado “Centrão” ventilam transições que podem chegar a 10 anos.


A disputa, portanto, não é apenas numérica, mas simbólica. De um lado, a defesa da empregabilidade com qualidade de vida: “trabalhar para viver, e não viver para trabalhar”. De outro, a narrativa de risco econômico, como sempre.


O ano eleitoral tensiona esse embate. Deputados tendem a calibrar posições conforme a repercussão social do tema em suas bases.


Caso o movimento sindical consiga transformar a jornada em pauta popular — especialmente entre trabalhadores do comércio, serviços e aplicativos —, o custo político de votar contra pode crescer e se agigantar.


Desafio estrutural

O pano de fundo é estrutural. A última redução da jornada ocorreu com a Constituição de 1988. Desde então, a produtividade cresceu, a tecnologia avançou e o mercado de trabalho se reconfigurou, mas o limite constitucional permaneceu o mesmo.


A defesa sindical sustenta que a redução para 40 horas pode:

- ampliar a formalização;

- redistribuir horas excedentes;

- melhorar indicadores de saúde laboral; e

- dinamizar o consumo ao elevar a renda disponível e o tempo livre.


Contudo, para que esses argumentos superem o lobby empresarial contrário à proposta em discussão na Câmara, será necessário apresentar estudos consistentes, dialogar com micro e pequenas empresas e propor mecanismos de adaptação setorial.


Encruzilhada histórica

O movimento sindical enfrenta cenário desafiador, mas potencialmente decisivo. A tramitação já começou. O cronograma é curto. O quórum é alto. A resistência é organizada.


Ao mesmo tempo, o ambiente eleitoral amplia a permeabilidade política.


Se conseguir unificar o discurso, mobilizar bases e dialogar com a sociedade para além de sua própria estrutura, o sindicalismo pode transformar 2026 em marco histórico da regulação do trabalho no Brasil.


Caso contrário, a redução da jornada pode se diluir em transições longas, concessões excessivas ou adiamentos indefinidos.


A hora é agora! E o teste é de liderança, estratégia e capacidade de mobilização nacional.

Fonte: Diap

 


 

03/03/2026 - Assédio moral e sexual: números registram aumento de demandas na Justiça do Trabalho


Atuação trabalhista e maior conscientização social despertam olhar mais humano, afirma ministro Agra Belmonte


Em 2025, a Justiça do Trabalho recebeu 142.828 novos processos por assédio moral no trabalho, aumento de 22% em relação ao ano anterior. Quando o assédio é sexual, o número é de 12.813 novas ações trabalhistas, 40% a mais que em 2024.


Para o ministro Agra Belmonte, do Tribunal Superior do Trabalho, o aumento do número de casos que chegam à Justiça trabalhista sobre o tema pode estar associado à maior conscientização social acerca do que caracteriza o assédio. “Muita gente não sabia explicar direito ou até entender que estaria sofrendo assédio”, observa o ministro, coordenador nacional do Programa Trabalho Seguro da Justiça do Trabalho. “As campanhas institucionais, a ampliação do debate público, o fortalecimento dos canais de denúncia passaram a ser de extrema importância, porque a conscientização permite o reconhecimento do assédio tanto pelo empregador como pelo trabalhador.”


Nesse contexto, o ministro ainda enfatiza o papel da Justiça do Trabalho, que costuma atuar em três frentes principais: a primeira é reconhecer a violência, dar nome ao que aconteceu, enquadrar a conduta como ela realmente é, sem minimizar. A segunda é reparar os danos, porque não se trata apenas de um desconforto: pode haver consequências emocionais, sociais e profissionais importantes. Já a terceira é o efeito pedagógico das decisões judiciais, que deixam um recado claro para o empregador, e também para a sociedade, de que aquele tipo de conduta não pode ocorrer.


“Posso afirmar com certeza que, a partir do momento em que essa questão passou a ser de competência da Justiça do Trabalho, as relações de trabalho estão mais humanas”, afirma Agra Belmonte. O ministro ainda observa que, apesar da maior conscientização, nem todos estão conscientizados. Por isso, os assédios continuam a ocorrer.

 

Matéria completa: https://www.tst.jus.br/en/-/assedio-moral-e-sexual-numeros-registram-aumento-de-demandas-na-justica-do-trabalho

 

Fonte: TST

 


 

03/03/2026 - Redução da jornada pode gerar até 4,5 milhões de empregos


Estudo da Unicamp aponta que reduzir a jornada para 36 horas cria milhões de empregos, eleva produtividade e não prejudica crescimento econômico


Estudo da Universidade Estadual de Campinas estima que reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas pode criar até 4,5 milhões de empregos e elevar produtividade nacional.


Pesquisa liderada por Marilane Teixeira no Cesit reúne 37 artigos e 63 autores, analisando impactos econômicos sociais e rebatendo previsões pessimistas do mercado tradicionais atuais.


Com base na Pnad Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo mostra que 21 milhões extrapolam 44 horas e 76,3% trabalham acima de 40 semanalmente no país.


Cenários simulados indicam que reduzir para 36 horas em escala 4×3 beneficiaria 76 milhões, enquanto 40 horas em 5×2 alcançaria 45 milhões de trabalhadores brasileiros.


Experiências internacionais e empresariais registram ganhos produtivos, incluindo Islândia, Japão e Brasil, com crescimento econômico, maior receita e eficiência organizacional comprovada por estudos recentes diversos.


Politicamente, o debate avança para 2026, priorizado pelo governo federal, retomando histórico de 1988, quando a jornada caiu sem efeitos negativos duradouros sobre emprego nacional.

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

03/03/2026 - TST: Alpargatas pagará horas extras por suprimir intervalo de recuperação térmica


Trabalhador foi exposto a calor acima dos limites legais.


A 2ª turma do TST condenou a Alpargatas S.A. ao pagamento de horas extras pela supressão de intervalo para recuperação térmica a empregado exposto a calor acima dos limites legais.


Na decisão, o colegiado aplicou a tese vinculante fixada no Tema 161, por entender que a pausa constitui medida de saúde e segurança prevista no art. 7º, XXII, da CF.


O TRT da 13ª região reconheceu que o trabalhador atuava em ambiente insalubre em razão do agente físico calor, com medição de 29,94 ºC de IBUTG, acima do limite de tolerância de 25,9 ºC, mas indeferiu as horas extras sob o fundamento de inexistência de variação térmica extrema.


Em recurso, o empregado sustentou que esteve exposto a índice de calor superior ao permitido durante o pacto laboral e que, por isso, fazia jus aos intervalos previstos no anexo 3 da NR-15.


Ao analisar o caso, a relatora, ministra Delaide Alves Miranda Arantes, observou que o intervalo previsto na NR-15, em sua redação anterior à portaria SEPRT 1.359/19, configura medida de higiene, saúde e segurança do trabalho, de modo que sua supressão gera o pagamento do período correspondente como hora extra, com adicional legal, aplicando-se por analogia o art. 71, § 4º, da CLT.


Ainda, conforme destacou, a controvérsia já foi pacificada no Tema 161, segundo o qual “a não concessão do intervalo para recuperação térmica ao empregado exposto a calor excessivo, antes de 09/12/19, enseja o pagamento de horas extraordinárias pelo período correspondente”.


No caso concreto, o contrato de trabalho teve início em 13/12/06 e término em 5/6/23. Por isso, S. Exa. votou para limitar a condenação ao período anterior a 9/12/19, data da entrada em vigor da portaria SEPRT 1.359/19, que alterou o anexo 3 da NR-15 e suprimiu a previsão do intervalo para recuperação térmica.

 

O entendimento foi acompanhado pelo colegiado.

 

Processo: RR-0000123-04.2024.5.13.0023

Fonte: Migalhas

 


 

02/03/2026 - PL 163/2026 permite contratação por hora com base no salário mínimo proporcional


Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 163/2026, de autoria do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para permitir expressamente a contratação de trabalhadores com jornada reduzida e pagamento proporcional ao tempo trabalhado, tomando como referência o valor horário do salário mínimo ou do piso da categoria.


A proposta modifica os artigos 76 e 78 da CLT para estabelecer que, havendo contratação para cumprimento de jornada inferior a oito horas diárias ou 44 semanais, seja lícito o pagamento do piso salarial ou salário-mínimo proporcional, desde que respeitado o valor mínimo por hora de trabalho. O texto também assegura que trabalhadores contratados por empreitada, tarefa ou peça tenham remuneração horária nunca inferior ao salário-mínimo horário.


Na justificativa do projeto, o parlamentar argumenta que a medida garante flexibilidade para as empresas sem abrir mão de uma remuneração justa para os trabalhadores, assegurando direitos sociais de forma proporcional, como férias, décimo terceiro salário e FGTS. O autor destaca ainda que a iniciativa visa proteger trabalhadores que atuam em atividades informais ou sazonais, contribuindo para a redução da informalidade e permitindo o ajuste da mão de obra às demandas do mercado.


O texto prevê que o valor horário do salário-mínimo será calculado com base nos reajustes periódicos que preservam o poder aquisitivo, conforme determina o artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal e a Lei 12.382/2011.


O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) segue monitorando a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados, acompanhando eventuais discussões e movimentações nas comissões temáticas. A proposta aguarda despacho da Mesa Diretora para ser distribuída às comissões permanentes que analisarão o mérito da matéria.

Fonte: Diap

 


 

02/03/2026 - Escala 6x1 entra na arena decisiva da Câmara


Relatoria de Paulo Azi sinaliza contenção empresarial. Avanço da PEC dependerá de mobilização sindical e pressão social organizada.


Marcos Verlaine*


A indicação do deputado Paulo Azi (União-BA) para relatar, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a PEC 8/25 — que propõe o fim da escala 6x1 — redefiniu o eixo da disputa na Câmara dos Deputados.


Confirmada na terça-feira (24) pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), a escolha desloca o debate para terreno de moderação institucional sob forte influência do setor empresarial.


A leitura predominante em Brasília é objetiva: sem pressão sindical consistente e mobilização social contínua, a proposta tende a ser diluída, postergada ou convertida em alternativa mais flexível. Se não puder derrotá-la, a bancada empresarial na Câmara buscará esvaziá-la, mitigá-la.


Até pouco tempo, o texto permanecia praticamente esquecido numa subcomissão da Comissão de Trabalho. Expediente utilizado pela maioria empresarial para retirar o tema do centro do debate e evitar a tramitação efetiva da PEC.


O QUE A RELATORIA SINALIZA

Paulo Azi integra o União Brasil, partido que já manifestou resistência à formulação original apresentada pela deputada Erika Hilton (PSol-SP), autora da proposta.


A trajetória política do relator é marcada pela interlocução com o chamado centro e pela defesa de pautas ligadas ao chamado “equilíbrio fiscal” e ao “ambiente de negócios”.


Ao assumir a relatoria, Azi afirmou que conduzirá o tema “com diálogo e responsabilidade”, ouvindo trabalhadores e representantes do “setor produtivo”; isto é, o empresariado.


Formalmente, seu parecer na CCJ limitar-se-á à admissibilidade constitucional. Politicamente, contudo, a relatoria permite influenciar o ritmo, o ambiente e o enquadramento do debate que se dará não apenas no colegiado temático, mas na Casa.


O prazo para apresentação do parecer vai até o fim de março de 2026. Esse calendário, por si só, abre ampla janela para articulações e muitíssimas negociações.


PRESSÃO EMPRESARIAL ORGANIZADA

Confederações empresariais e frentes parlamentares ligadas ao comércio, agronegócio e construção civil já se movimentam para evitar a aprovação célere do texto original.


O argumento central é econômico: aumento de custos operacionais, necessidade de ampliação de quadros e possível impacto sobre preços e emprego.


Nos bastidores, a estratégia não se limita a barrar a PEC, mas a reconfigurá-la: seja por meio de regras de transição gradual, seja condicionando a mudança a compensações fiscais ou desonerações.


A escolha de relator identificado com o centro político e com interlocução no mercado sinaliza que o texto dificilmente avançará intacto. Trata-se de tendência previsível no atual arranjo de forças na Casa.


GOVERNO E ALTERNATIVA LEGISLATIVA

O governo federal também acena com alternativa: substituir a PEC por projeto de lei em regime de urgência.


A articulação conta com respaldo do presidente Lula (PT), que avalia que a via infraconstitucional permitiria maior flexibilidade regulatória e tramitação mais ágil.


Essa alternativa pode produzir 2 efeitos simultâneos:


1. acelerar o debate, reduzindo a rigidez constitucional da proposta; e


2. permitir ajustes calibrados por setor, mas abrindo margem para concessões mais amplas ao empresariado.


FATOR DECISIVO: MOBILIZAÇÃO SOCIAL

Nesse cenário, a correlação de forças extrapola o rito legislativo e à própria Casa parlamentar. Propostas de emenda à Constituição exigem quórum qualificado — 3/5 dos votos (308 deputados) em 2 turnos —, o que torna a mobilização externa elemento central da disputa.


Historicamente, mudanças estruturais na jornada de trabalho no Brasil ocorreram sob intensa pressão social.


Sem a presença permanente do tema na agenda pública — impulsionada por centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e opinião organizada —, a tendência do Congresso, especialmente sob influência do centro político, é priorizar a estabilidade econômica e previsibilidade para o mercado.


A relatoria de Azi, portanto, não é apenas escolha técnica: simboliza a tentativa de enquadrar a proposta dentro de consenso moderado. Se esse consenso beneficiará os trabalhadores ou resultará numa versão mitigada dependerá da intensidade da disputa política fora do plenário.


Em síntese, a PEC do fim da escala 6x1 entrou em fase decisiva. A engrenagem institucional está montada; resta saber se a pressão social será capaz de contrabalançar a força organizada do empresariado, dentro e fora do Parlamento.


(*) Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP

Fonte: Diap

 


 

02/03/2026 - Redução da Jornada é projeto de sociedade, defende Observatório do Trabalhador


O Observatório do Trabalhador e da Classe Trabalhadora divulgou o posicionamento institucional “Redução da jornada de trabalho: o debate a respeito do tempo de trabalho precisa estar vinculado à discussão sobre o tipo de sociedade que se quer construir”, no qual defende que a discussão sobre a jornada vai além de aspectos econômicos e envolve qualidade de vida, saúde, justiça social e distribuição de riqueza.


O documento resgata o caráter histórico do conflito entre capital e trabalho em torno do tempo de trabalho, analisa as dimensões de duração, distribuição e intensidade da jornada, confronta os argumentos contrários à sua redução e apresenta dados que indicam a viabilidade econômica da medida no Brasil.


O Observatório sustenta que reduzir a jornada é uma medida possível, necessária e urgente, reafirmando que há vida para além do trabalho e que o direito ao descanso, ao lazer e à convivência social deve integrar o projeto de desenvolvimento do país.


Clique aqui e confira a íntegra do documento

Fonte: Diap

 


 

02/03/2026 - Renda domiciliar per capita chega a R$ 2.316 em 2025, diz IBGE


Valor variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal


O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316. O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.


Entre as unidades da federação, esse valor variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. Nove estados e o DF superaram o rendimento médio nacional.


Na sequência do DF, que registrou a maior renda, ficaram os estados de São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$2.839), Santa Catarina (R$2.809), Rio de Janeiro (R$2.794), Paraná (R$ 2.762), Mato Grosso do Sul (R$ 2.454), Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335).


Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Conforme o órgão, a divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os novos critérios de pagamentos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Além disso, em consequência, define os compromissos assumidos para determinar os valores que serão repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU) “para o cálculo dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita”.

 

Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores.

 

“Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes”, informou, acrescentando que para o cálculo, todos os moradores são considerados, incluindo os classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

 

Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/renda-domiciliar-capita-chega-r-2316-em-2025-diz-ibge

Fonte: TST

 


 

27/02/2026 - Motta afirma que proposta que estabelece o fim da jornada 6x1 pode ser votada em maio no Plenário


Presidente considera viável a aprovação da proposta


O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a proposta de emenda à Constituição que estabelece o fim da jornada de trabalho 6x1 poderá ser votada no Plenário em maio. Segundo o presidente, a matéria está sendo construída com responsabilidade e todos os seus impactos estão sendo avaliados. De acordo com Motta, é viável a sua aprovação no Plenário.


Motta concedeu entrevista ao site Metropóles nesta quinta-feira (26). Ele negou que o fato de ter encaminhado a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, o tema seguir para uma comissão especial, seja uma forma de tirar o protagonismo do governo sobre o assunto.


“Não é briga por protagonismo, mas, sim, buscar o canal legislativo correto, dando vez e voz a todos os impactados e, a partir daí, avançar numa pauta que atenda à larga maioria da população brasileira”, defendeu.


O presidente reforçou que é importante um diálogo amplo com todos os setores envolvidos de forma a medir os impactos, sem atropelos, sem ideologias, mas reconheceu que se trata de uma proposta justa e adequada aos novos tempos das relações de trabalho.


“Penso que é justo um tempo de qualidade para a família, para a saúde, momento de lazer, e essa PEC traz essa discussão”, disse o presidente.


A CCJ deve analisar a admissibilidade de duas propostas que tramitam apensadas: a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP); e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Fonte: Agência Câmara

 


 

27/02/2026 - 13º do INSS antecipado em 2026: veja quem tem direito ao pagamento


O 13º do INSS em 2026 deve ser antecipado para abril e maio. Confira quem tem direito ao pagamento


O governo federal planeja a antecipação do 13º para aposentados e pensionistas do INSS em 2026 para os meses de abril e maio. A medida, que aguarda a finalização de uma nota técnica pelo Ministério da Previdência, deve injetar R$ 78 bilhões na economia e beneficiar cerca de 35 milhões de segurados. Para que o cronograma seja confirmado, é necessária a publicação de um decreto presidencial até o início de abril.


Quem tem direito ao 13º salário do INSS?

O abono anual é destinado a segurados e dependentes da Previdência Social que receberam durante o ano:

- Aposentadoria;

- Pensão por morte;

- Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);

- Auxílio-acidente;

- Auxílio-reclusão.


Importante: Idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) não têm direito ao 13º.


Calendário e parcelas da antecipação

O pagamento do 13º salário obedece o cronograma de pagamento dos benefícios do INSS, entre os últimos dias de cada mês e início do seguinte.


Tradicionalmente, o 13º é pago em duas parcelas em agosto e novembro, mas o governo tem antecipado o pagamento das parcelas nos últimos anos. A medida não tem impacto fiscal, altera apenas o fluxo de pagamentos no exercício.

Fonte: Agência O Globo

 


 

27/02/2026 - Alarmismo dos empresários contra o fim da escala 6×1 não se sustenta


Estudo do Cesit/Unicamp expõe propaganda patronal do caos econômico; projeções catastróficas ignoram fatos e a capacidade real de adaptação econômica brasileira


O debate em torno do fim da escala 6×1 no Brasil tem revelado um fosso profundo entre as demandas sociais por dignidade e o que especialistas classificam como “terrorismo econômico” articulado por entidades como Fecomercio-SP, Fiemg, CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) e CDL-BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte).


Em um esforço de mobilização retórica, tais federações projetam colapsos sistêmicos, que variam de quedas de R$ 2,9 trilhões no faturamento industrial a uma perda apocalíptica de 18 milhões de empregos. Entretanto, a nota técnica “Jornada de trabalho na escala 6×1: a insustentabilidade dos argumentos econômicos”, publicada pelo Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) da Unicamp, desmonta essas projeções e revela que o discurso patronal não é apenas falho, mas uma reedição de velhos erros históricos.


Previsões idênticas foram feitas contra o 13º salário e contra a política de valorização do salário mínimo em 2004 — medidas que, ao contrário do anunciado, geraram crescimento e estabilidade, e não o caos.


Custos: Ajuste pontual e a “gordura” da produtividade não repassada

No campo dos custos operacionais, o argumento empresarial de que o fim da escala 6×1 provocaria uma espiral inflacionária ignora a realidade contábil acumulada nos últimos anos. Enquanto a Fecomercio-SP fala em um acréscimo de 22% no custo da hora trabalhada, o Cesit destaca que houve uma queda de 3,6% no custo unitário do trabalho na indústria entre 2012 e 2019. Esse dado revela a existência de uma robusta “gordura” financeira gerada por ganhos de produtividade que jamais foram repassados aos salários dos trabalhadores.


Qualquer elevação decorrente da nova escala seria um ajuste de efeito pontual e não cumulativo, que pode ser facilmente absorvido por setores altamente concentrados. Vale notar que, em nichos como o supermercadista, apenas três grupos controlam 62,6% do mercado, operando com faturamentos bilionários que permitem a incorporação do ajuste sem prejuízo à viabilidade do negócio. De modo geral, o repasse estimado aos preços finais na indústria seria de mero 1% a 1,5%, o que desinfla completamente as teses de descontrole inflacionário.


Empregos e informalidade: O dinamismo das novas escalas

A projeção da Fiemg de que 18 milhões de vagas seriam extintas ignora a lógica elementar de reposição de mão de obra. O contra-argumento do Cesit aponta que a transição para escalas como 5×2 ou 4×3 possui um potencial intrínseco de geração de postos de trabalho para suprir as horas liberadas, o que elevaria a massa salarial e, por consequência, o consumo interno.


Além disso, a tentativa patronal de associar a redução da escala ao aumento da informalidade é apresentada de modo distorcido. A informalidade, que hoje atinge 40% da força de trabalho, é um traço estrutural e histórico do mercado brasileiro, alimentada pelo neoliberalismo e por desigualdades profundas e não pela concessão de direitos laborais. Pelo contrário, jornadas exaustivas são causas diretas de absenteísmo e adoecimentos ocupacionais. Ao reduzir a carga horária, as empresas tendem a ganhar em produtividade real, com trabalhadores mais saudáveis e focados.


A falácia da competitividade comparada

A retórica empresarial frequentemente utiliza exemplos como México e China para justificar a manutenção de jornadas extensas, mas o faz de forma seletiva e desatualizada. O Brasil já ostenta uma das maiores cargas horárias anuais do planeta: 1.936 horas, ocupando a 4ª posição no ranking da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). No entanto, com uma produtividade que estagnou a apenas 23% da verificada nos Estados Unidos.


Países como a Alemanha (com 1.349 horas anuais) e a França demonstram que a liderança econômica e a competitividade global são mantidas através de eficiência tecnológica e valorização do trabalho, e não por regimes de exaustão. É sintomático, inclusive, que o próprio México já planeje reduzir sua carga semanal de 48 para 40 horas, reconhecendo que a competitividade moderna exige uma força de trabalho equilibrada e saudável.


MPEs: O oportunismo das grandes redes

Um dos pontos mais sensíveis é o uso das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) como “escudo” para os interesses das grandes corporações. Alega-se que o fim da 6×1 inviabilizaria os pequenos negócios, responsáveis por 80% dos empregos formais. Todavia, os dados do Sebrae citados pelo Cesit mostram que a taxa de mortalidade de 21,6% das MPEs nos primeiros cinco anos decorre de falhas de gestão e da concorrência desleal das grandes redes, não da jornada de trabalho. São justamente as grandes corporações que sufocam as pequenas empresas via escala de mercado. O fim da 6×1, ao contrário do que apregoa o pânico patronal, fomenta o consumo local e de bairro, uma vez que o trabalhador passa a ter mais renda circulante e tempo para o lazer e a convivência comunitária.


Ao priorizar a saúde pública — em um cenário onde 80% dos jovens relatam transtornos mentais e o país registra altos índices de acidentes de trabalho —, a proposta de fim da escala 6×1 se apresenta como uma necessidade civilizatória. Ela permite a distribuição equitativa dos ganhos tecnológicos das últimas décadas, modernizando as relações laborais no Brasil e fortalecendo a economia real, longe do fantasmagórico caos propagado pelos setores que ainda lucram com o atraso social.

Fonte: Portal Vermelho

 


 

27/02/2026 - Ainda sobre a redução da jornada; por João Guilherme


Enquanto as direções nacionais das centrais sindicais e das confederações de trabalhadores preocupam-se em organizar as intervenções no Congresso Nacional, em Brasília, o conjunto do movimento sindical, suas múltiplas entidades e os dirigentes de cada sindicato devem procurar pessoalmente os deputados e senadores de suas cidades, regiões ou estados para, olho no olho, argumentarem e defenderem com eles a redução da jornada e o fim da escala 6 x 1, bem como alertá-los a respeito das próximas eleições em que disputarão novos mandatos.


A tática dos adversários tornou-se transparente: intoxicam a mídia grande com números e planilhas e trabalham, através de seus lobies, para embaraçar a discussão e postergar a votação até depois das eleições de outubro.


O movimento sindical conta com a experiência do Dieese e do Diap para assessorá-lo nas discussões com os parlamentares, com os formadores de opinião e com os trabalhadores.


Assim, atingiremos os dois campos em que se trava a luta: o Congresso Nacional e a opinião pública, em especial a opinião dos trabalhadores, a nossa base social.


Destaco, com satisfação, no enxame de notícias e opiniões na mídia grande o artigo do professor Naercio Menezes Filho (Valor 20/02) sobre a “os efeitos da redução da jornada” que defende de modo eficiente e com argumentação coerente a possibilidade da redução da jornada, o que é também confirmado por todas as métricas mundiais.


João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

26/02/2026 - Janeiro bate recorde nos aumentos reais


Janeiro deste ano foi o melhor mês, em 12, para as negociações coletivas. Segundo levantamento do Dieese, apoiado em 364 acordos negociados pelos Sindicatos, o aumento real contemplou 94% das categorias. Outro avanço se deu em relação ao índice do ganho salarial real, que em janeiro, na média, registrou 2,12%.


Os dados são divulgados no boletim mensal “De olho nas negociações”. O informativo aponta apenas 1,9% dos acordos abaixo do INPC, o segundo mais baixo no período.


A Agência Sindical ouviu Vitor Pagani, diretor de Relações Sindicais do Dieese. Ele comenta: “A conjuntura boa fortalece o poder de barganha dos trabalhadores. E, vale destacar, todos os indicadores macroeconômicos são positivos, em que pese uma leve desaceleração econômica”. Outro índice que Pagani destaca é o relativo às perdas. Ou seja, apenas 1,9% das negociações avaliadas mostrou acordos abaixo do INPC.


Janeiro também é o mês do aumento no salário mínimo, que, neste ano, subiu 6,79%. O ganho real do mínimo, bem acima da inflação do período, pode favorecer negociações e elevar Pisos de categorias sem maior poder de barganha. “Nesses casos, um aumento maior no salário mínimo influi também nas negociações dos Pisos das categorias”, afirma o técnico do Dieese.


Segundo o “De olho nas negociações”, no mês de dezembro, os aumentos reais haviam ficado em 79,3%. Portanto, bem abaixo dos 94% deste janeiro.


Em janeiro também entrou em vigor a nova regra do Imposto de Renda, isentando salário até R$ 5 mil. Conquista, que beneficia em torno de 15 milhões de assalariados, foi negociada pelas Centrais Sindicais com o presidente Lula.


Mais – Pesquisa “de olho nas negociações” e site do Dieese.

Fonte: Agência Sindical

 


 

26/02/2026 - Eletricitários SP acompanham pautas da Previdência no CNPS


Sindicato dos Eletricitários SP participa do CNPS, acompanha decisões sobre ressarcimentos e crédito consignado e reforça a defesa da Previdência Social pública e dos aposentados


Na terça-feira, 24, o presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Eduardo Annunciato, Chicão, participou da 322ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Previdência Social.


Além disso, Chicão ocupa cadeira no Conselho como representante dos aposentados e pensionistas, assegurando participação desse segmento nas discussões e deliberações nacionais sobre a Previdência.


Na reunião, estiveram presentes o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, e representantes governamentais, patronais e trabalhistas nacionais.


Segundo a pauta, o Conselho debateu ressarcimentos por descontos associativos, decisões do INSS sobre crédito consignado, apresentação do CRPS e resultados atualizados do RGPS nacional.


Esses temas afetam aposentados e pensionistas, pois envolvem denúncias de descontos indevidos e, portanto, exigem transparência, fiscalização rigorosa e proteção efetiva aos beneficiários da Previdência.


Durante o encontro, Chicão defendeu respeito aos aposentados, afirmou que a Previdência deve proteger direitos e reiterou o compromisso sindical com acompanhamento permanente das decisões.


Assim, o Sindicato seguirá atuando no CNPS, acompanhando desdobramentos, informando a categoria e defendendo a Previdência Social pública para trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas brasileiros.

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

26/02/2026 - Paulo Azi é escolhido relator da PEC do fim da escala 6x1 na CCJ


Ex-presidente da CCJ promete ampliação do debate para chegar a texto consensual sobre nova jornada de trabalho.


O deputado Paulo Azi (União-BA) foi escolhido pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Leur Lomanto Júnior (União-BA), e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para assumir a relatoria das duas propostas de emenda à Constituição que estabelecem o fim da jornada de trabalho 6x1.


Caberá ao congressista proferir um parecer defendendo se a proposta está ou não em adequação com os princípios constitucionais. Se aprovado o texto, ele seguirá para uma comissão especial encarregada da análise de mérito.


Paulo Azi foi presidente da CCJ em 2025, e possui reputação de parlamentar equilibrado, com pontes tanto na base do governo quanto na oposição. Em suas redes sociais, disse reconhecer que a matéria "é um anseio de milhões de brasileiros", e que buscará construir um parecer que atenda às necessidades de empregados e empregadores.


"O interesse nosso é avançar e dar uma resposta efetiva aos trabalhadores do nosso país e também àqueles que empregam, para que nós possamos construir uma solução que tenha consenso e que principalmente faça avançar a legislação trabalhista do nosso país", afirmou.


O congressista foi citado por Leur Lomanto Júnior como um parlamentar "experiente e equilibrado". Hugo Motta ressaltou que a escolha permitirá um debate "feito com muita responsabilidade e ouvindo também quem prega, os empresários, os micro e pequenos empreendedores que estão espalhados Brasil afora".


Prioridade legislativa

O debate sobre o fim da jornada 6x1 foi adotado como prioridade na agenda legislativa do governo para o ano de 2026. As duas principais propostas sobre o tema na Câmara dos Deputados, as PECs 8/2025 e 221/2019, estavam em debate no ano anterior em uma subcomissão vinculada à Comissão de Trabalho, onde enfrentada dificuldades para avançar.


Este ano, Hugo Motta transferiu a matéria diretamente à CCJ, abrindo espaço para a ampliação do debate e a construção de um novo acordo de votação.


No Senado, a PEC 148/2015, do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada na CCJ no final de 2025, e aguarda deliberação em Plenário para poder seguir para a Câmara. O governo trabalha ainda uma a construção de uma terceira proposição que unifique as principais iniciativas em tramitação.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

26/02/2026 - Promulgado protocolo da OIT contra trabalho forçado


Texto publicado no Diário Oficial prevê aumento da fiscalização


O Diário Oficial da União publica nesta quinta-feira (25) o Decreto nº 12.857/2026, que promulga o Protocolo de 2014 relativo à Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho sobre Trabalho Forçado ou Obrigatório.


O documento, aprovado por mais de 180 países em 2014, complementa a Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e atualiza compromissos internacionais voltados à prevenção do trabalho forçado, à proteção das vítimas e ao fortalecimento de mecanismos de fiscalização e responsabilização.


A promulgação insere o texto formalmente no ordenamento jurídico brasileiro. Entre outros pontos, a medida amplia o alinhamento do país a parâmetros internacionais de direitos humanos e impacta políticas públicas de inspeção do trabalho, persecução penal e responsabilização administrativa.


Veja algumas medidas previstas no documento para prevenir o trabalho forçado ou obrigatório:

- Acesso à educação e informação a empregadores e pessoas consideradas vulneráveis;

- Aumento da fiscalização esforços para que serviços de inspeção do trabalho sejam fortalecidos;

- Proteção de pessoas, principalmente de trabalhadores migrantes, contra práticas abusivas e fraudulentas nos processos de recrutamento;

- Fortalecimento dos setores público e privado que atuam na prevenção; e

- Ações para abordar as causas profundas e os fatores que aumentam o risco de trabalho forçado ou compulsório.

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/02/2026 - Paim defende Previdência Social e critica capitalização


Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (24), o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender a Previdência Social. O parlamentar afirmou que o sistema representa um dos principais instrumentos de proteção social do país e destacou que o debate não deve se restringir a números, mas considerar os impactos na vida da população. Segundo ele, a Previdência garante renda, dignidade e segurança a trabalhadores, aposentados e pensionistas.


— Nossa luta é clara e é histórica: proteger a previdência da mão grande do mercado, que sempre a está olhando como alvo para privatizar; garantir que nenhum trabalhador fique desamparado em momentos difíceis, quando a idade avança. Não aceitaremos reformas que retirem direitos, nem capitalização, nem desmonte, nem privatização. A previdência é um patrimônio do povo brasileiro. Ajudei a construir, lá na Assembleia Nacional Constituinte, esse conceito tão importante — declarou.


O senador criticou propostas de capitalização e de privatização do sistema, afirmando que tais medidas podem ampliar desigualdades. Ele defendeu ainda mudanças na forma de contribuição das empresas, sugerindo que a base de cálculo considere o faturamento, e não apenas a folha de salários. Para Paim, é necessário fortalecer a arrecadação, combater a sonegação e revisar políticas que, segundo ele, prejudicam o financiamento da seguridade social.


— A Previdência Social é uma das maiores políticas de inclusão social da história do Brasil. Atacar a Previdência é atacar os mais vulneráveis, é atacar o trabalhador rural, a pessoa com deficiência, o idoso pobre, seja do campo ou da cidade, a viúva, os órfãos. A Previdência não é problema, ela é solução. Ela não é obstáculo ao desenvolvimento, ela é motor do desenvolvimento social e econômico. Ela não é privilégio, é direito — disse.

Fonte: Agência Senado

 


 

25/02/2026 - Lista: os produtos brasileiros que escaparam da tarifa de 15% dos EUA


Nova tarifa global de Trump começa a valer nesta terça (24), mas minérios, combustíveis e outros produtos estratégicos do Brasil ficaram de fora.


A nova tarifa global de 15% sobre produtos importados pelos Estados Unidos começou a valer às 00h01 desta terça-feira (24), no horário de Washington. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump após a Suprema Corte americana derrubar parte do tarifaço imposto em abril a mais de 180 países com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).


A decisão judicial anulou as tarifas chamadas "recíprocas" de 10% e também a sobretaxa de 40% aplicada a diversos produtos brasileiros em 2025. No lugar delas, Trump acionou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite impor uma tarifa temporária de até 15% por 150 dias sem aprovação imediata do Congresso.


Na prática, quase todos os produtos importados pelos EUA passam a pagar tarifa original anterior a 2025, além do adicional temporário global de 15%. Mas há exceções relevantes, e itens centrais da pauta exportadora brasileira ficaram de fora da sobretaxa.


O que muda para o Brasil

A nova regra não é direcionada ao Brasil. A tarifa é global. Porém, o impacto varia de acordo com os produtos exportados por cada país.


O Brasil tem uma pauta concentrada em commodities minerais e energéticas, insumos industriais, produtos agroindustriais, celulose, aeronaves e componentes. Boa parte desses itens aparece na lista de isenção do Anexo I da ordem executiva americana.


O vice-presidente Geraldo Alckmin resumiu alguns deles: "Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranja, aeronaves."


Isso não significa tarifa zero total, mas que esses produtos não pagarão o adicional de 15%. Continuam valendo as alíquotas normais anteriores.


Há exceções importantes: aço e alumínio seguem sujeitos a tarifas de 50%, que agora se somam aos 15% recém-anunciados.


Produtos brasileiros isentos da sobretaxa de 15%

A lista de isenção é ampla e contempla desde matérias-primas básicas até manufaturados de alto valor agregado. Veja os principais produtos que escaparam da tarifa extra:

Produtos agrícolas e alimentares
- Castanha do Brasil com casca, fresca ou seca
- Polpa de laranja
- Suco de laranja (diversas formas e concentrações)
 

Minérios e minerais
- Mica bruta
- Minério de ferro (não aglomerado e aglomerado)
- Minérios de estanho e concentrados
 

Carvão e derivados

- Carvão antracite e betuminoso

- Lignite, turfa, coque e semicoque de hulha

- Gás de hulha e gases similares

 

Gases e derivados petroquímicos

- Gás natural liquefeito (GNL)

- Propano liquefeito

- Butanos liquefeitos

- Etileno, propileno, butileno e butadieno liquefeitos

- Gás natural em estado gasoso

- Outros hidrocarbonetos gasosos


Produtos de petróleo e combustíveis

- Óleos brutos e derivados de petróleo

- Combustíveis automotivos e de aviação

- Óleos e graxas lubrificantes

- Vaselina, parafina e ceras minerais

 

Energia e insumos industriais

-Energia elétrica

- Silício e compostos inorgânicos

- Hidróxido de potássio

- Óxido de alumínio

- Compostos químicos clorados


Fertilizantes e químicos

- Fertilizantes NPK

- Fertilizantes com fósforo ou potássio

- Produtos químicos industriais diversos

 

Madeira e celulose

- Madeira tropical

- Polpas químicas de madeira

- Polpas de papel e fibras vegetais

 

Metais e produtos ferrosos

- Ouro não monetário

- Barras de prata/dorê

- Ferro-gusa

- Ferroníquel

- Ferronióbio

- Produtos ferrosos reduzidos diretamente

- Sucata e resíduos metálicos


Componentes e bens industriais

- Peças e componentes de aeronaves civis

- Tubos, canos e mangueiras rígidas

- Pneus para aeronaves

- Artigos de plástico

- Acessórios industriais e componentes de máquinas


Aeronaves e equipamentos

- Helicópteros

- Aviões e aeronaves motorizadas

- Aeronaves não tripuladas

 

Por que esses itens ficaram de fora?

A decisão americana não foi aleatória. Ela segue uma lógica econômica e estratégica.


Energia e combustíveis impactam diretamente inflação e custos logísticos.


Fertilizantes e insumos agrícolas influenciam a produção de alimentos nos EUA.


Minerais e insumos industriais, como alumina e ferro-ligas, são essenciais para cadeias industriais.


Aeronaves e componentes fazem parte de cadeias altamente integradas entre Brasil e EUA.


Insumos tecnológicos e industriais têm peso estratégico na segurança econômica.


Ao preservar esses itens, o governo americano reduz o risco de:

- aumento imediato da inflação doméstica;

- desorganização de cadeias produtivas;

- pressão sobre setores considerados estratégicos.

 

O que isso significa para a economia brasileira

A inclusão de minério de ferro, combustíveis, celulose, fertilizantes e aeronaves entre os isentos reduz o impacto direto sobre setores que concentram grande parte das exportações brasileiras aos EUA.


Ainda assim, o ambiente permanece instável. A tarifa de 15% é temporária e pode ser prorrogada, ajustada ou substituída por um novo regime após análise do Congresso americano.


Levantamento do Global Trade Alert (GTA), centro independente de monitoramento de políticas comerciais, mostra que o país terá a maior redução na tarifa média efetiva entre os 20 principais exportadores para os EUA: queda de 13,6 pontos percentuais.


Por que o Brasil é o mais beneficiado

Durante o período de maior tensão comercial, o Brasil foi submetido a uma combinação de tarifas: uma alíquota "recíproca" de 10%, sobretaxas adicionais que chegaram a 40% sobre diversos produtos e a manutenção de medidas setoriais, como as aplicadas via Seção 232 (aço e alumínio). Isso levou a tarifa média efetiva incidente sobre exportações brasileiras a patamar significativamente superior à média global.


Com a anulação das medidas baseadas na IEEPA, o governo americano abandonou o modelo diferenciado por país e adotou uma sobretaxa uniforme de 15%. O efeito é uma compressão das distâncias: países que pagavam muito acima da média, como o Brasil, registram forte redução; aqueles que estavam abaixo se aproximam da nova média global.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

25/02/2026 - Lula defende fim da jornada 6x1 em fórum empresarial na Coreia do Sul


Citando referência sul-coreana, Lula fala a empresários dos dois países em defesa da revisão da jornada de trabalho.


Durante seu discurso na cerimônia de encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, o presidente Lula defendeu a aprovação de propostas legislativas que tratam do fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. No entendimento do chefe do Executivo, o momento histórico é propício à revisão dos modelos de jornada diante do aprimoramento da tecnologia como instrumento de aumento da produtividade.

 

"Estamos discutindo no Brasil o fim da chamada jornada seis por um, para assegurar que o trabalhador tenha dois dias de descanso semanal. A tecnologia nos permitiu atingir níveis inimagináveis de produtividade. É hora de pensar no bem-estar das pessoas", declarou o presidente.


Lula também puxou uma referência local da Coreia do Sul para defender o fim da jornada 6x1. "O mundo do trabalho está em transformação. O filósofo coreano Byung-Chul Han diz que vivemos em uma sociedade do cansaço, em que a pressão pelo desempenho afeta o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional", apontou.


Prioridade legislativa

O debate sobre o fim da jornada 6x1 foi adotado como prioridade na agenda legislativa do governo para o ano de 2026. Os dois principais projetos sobre o tema na Câmara dos Deputados, as PECs 8/2025 e 221/2019, foram transferidas pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o presidente Leur Lomanto Jr (União-BA) afirmou que pretende conduzir o debate de forma equilibrada.


No Senado, a PEC 148/2015, do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada na CCJ no final de 2025, e aguarda deliberação em Plenário para poder seguir para a Câmara. O governo trabalha ainda uma terceira proposição que unifique as principais iniciativas em tramitação.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

25/02/2026 - TST valida cláusula de norma coletiva sobre jornada de trabalho em escala 4x4


Ministros consideraram que jornada não extrapola a limitação de 44 horas semanais e segue a Constituição


A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarou, nesta segunda-feira (23/2), a validade de uma cláusula em convenção coletiva que admite jornada de trabalho em escala 4x4, por ela não extrapolar a limitação semanal de 44 horas. Os ministros acompanharam a relatora, ministra Maria Cristina Peduzzi, mas divergiram parcialmente na fundamentação do voto.


A previsão está na cláusula 20ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2023/2025 firmado entre a Technip Brasil e o Sindicato dos Empregados em Escritórios das Empresas e Agências de Navegação Marítima (Seanmes). O texto em discussão prevê expressamente uma jornada diária de 12 horas, com ao menos 1 hora de intervalo. Na avaliação dos ministros, além de não extrapolar a limitação semanal, a norma coletiva também está cumprindo o art. 7° da Constituição.


O Ministério Público do Trabalho da 17ª Região, no Espírito Santo, ajuizou ação buscando a anulação da cláusula. O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT17) negou o pedido de anulação da norma, considerando como válida a cláusula que estabelece jornada de 12 horas na referida escala. Após a decisão, o MPT então recorreu ao TST.


Durante a análise do recurso, os ministros do TST destacaram que têm examinado a controvérsia à luz do que decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do Tema 1046, que assegura a validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direitos trabalhistas, desde que não sejam indisponíveis.


Nesta segunda-feira (23/2), o julgamento foi retomado com a devolutiva da vista regimental da ministra Kátia Magalhães Arruda, que apesar de acompanhar a relatora no mérito, apresentou uma fundamentação distinta de Peduzzi. A ministra vistora destacou durante sua manifestação que, quando o STF proferiu sua tese vinculante, ele entendeu como constitucionais os acordos e as convenções coletivas, além de considerar todos os aspectos referentes à adequação setorial negociada.


Nesse sentido, pontuou que o próprio TST também tem considerado questões de saúde e segurança dentro desse enfoque de discussão. Além disso, Arruda ressaltou que, a partir do que foi elencado pelas defesas nas sustentações, a jornada de trabalho era pactuada há mais de dez anos, bem como atendia aos interesses dos trabalhadores representados pelo sindicato. A fundamentação dela foi acompanhada pelos ministros Alexandre Agra Belmonte e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.


Ao se manifestar, o ministro Alexandre Agra Belmonte sinalizou uma preocupação no sentido de que, por ser uma escala em 4x4 em jornadas diárias de 12 horas, o trabalhador “não pode fazer uma faculdade, não pode fazer nada e não pode ter uma vida tranquila”. Por conta do julgamento do Tema 1046 no STF, no sentido de que se respeitadas as 44 horas semanais o ajuste na rotina do trabalhador poderia ser possível, Belmonte acompanhou a fundamentação da ministra Kátia Arruda. Já o ministro Vieira de Mello Filho pontuou que uma das consequências, inclusive da Reforma, é a preservação da autonomia negocial, além do fato de a cláusula ser negociada há uma década entre as partes.

Fonte: Jota

 


 

25/02/2026 - Eleições 2026: mulheres buscam superar sub-representação na política


As mulheres são mais da metade (51,5%) da população brasileira. Na política, porém, a representatividade feminina é muito menor. No Senado, por exemplo, elas são menos de 20% do total de parlamentares. A superação dessa desigualdade é tema recorrente no Congresso. Na proposta do novo Código Eleitoral (PLP 112/2021), graças à mobilização da Bancada Feminina, está prevista a reserva tanto dos 30% de candidaturas de mulheres quanto do percentual de 20% das cadeiras no Legislativo.

Fonte: Agência Senado

 


 

24/02/2026 - Marcha das Centrais reforçará combate à 6×1


Está prevista para 15 de abril a nova Marcha da Classe Trabalhadora a Brasília. Criada pelas Centrais, a Marcha já integra a agenda oficial do sindicalismo. O objetivo, este ano, é massificar a Pauta Unitária do movimento, fazendo-a chegar aos Poderes da República, com o objetivo de abrir negociações.


A Agência Sindical ouviu, quarta (18), Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais. O Fórum se reunirá nos próximos dias a fim de discutir a organização da Marcha 2026, ano marcado pelo clima eleitoral.


Jornada – Segundo Clemente, “seja na Marcha, seja nas negociações coletivas das categorias nas campanhas salariais, o tema da redução de jornada, sem reduzir salários, será uma das bandeiras fortes durante o ano”.


Habitualmente, a Pauta Unificada, é entregue pelos dirigentes a líderes partidários, aos presidentes da Câmara e do Senado, ao Presidente Lula e também ao Judiciário.


Escala – A classe trabalhadora, que acaba de obter redução do Imposto de Renda sobre salários (isenção total até R$ 5 mil), pleiteia jornada menos exaustiva. A grita geral nas fábricas, comércio e serviços é pela escala 5×1. Ou seja, fim da escala 6×1.


Mas a caminhada sindical não será fácil. A classe patronal tem reagido. A própria manchete da Folha de S.Paulo, na terça, 17, dava o tom: “Redução da jornada pode diminuir PIB em 6,2%.


O sindicalismo reclama redução da jornada, sem reduzir salário, e fim da 6×1. A matéria já tramita em PLs na Câmara e no Senado. As 40 horas e o fim da 6×1 vão ser aprovados, com apoio declarado do Presidente Lula e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho?


Clemente observa que há resistência em fortes setores do Parlamento com relação a matérias trabalhistas. O sindicalismo se apoia nas reivindicações da base e também em estudos do próprio Dieese e do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada


Mais – Site das Centrais Sindicais. Matéria da Folha, terça, página A10.

Fonte: Agência Sindical

 


 

24/02/2026 - Fim da escala 6×1 volta ao centro do debate no Congresso Nacional


Proposta prevê redução gradual da jornada para 36 horas semanais, sem redução salarial


O fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um — voltou ao centro do debate político com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional após o Carnaval. As informações são do portal Mídiamax, em matéria publicada neste sábado (21 de fevereiro), assinada pela jornalista Lethycia Anjos.


A proposta em discussão é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2015, que prevê a redução progressiva da jornada semanal de 44 para 36 horas, com garantia de dois dias de descanso por semana e sem redução salarial. A implementação ocorreria de forma gradual ao longo de seis anos.


Segundo a matéria, no primeiro ano após a promulgação da emenda, as regras atuais seriam mantidas. A partir do ano seguinte, passariam a valer dois dias de descanso semanal e teria início a diminuição da carga horária. O limite de oito horas diárias permanece, podendo haver ajustes por meio de acordos e convenções coletivas.


A tramitação da PEC aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Por se tratar de alteração constitucional, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares.


A reportagem também destaca que empresas do setor privado já testam mudanças na jornada, adotando modelos como a escala 5×2, com dois dias de descanso semanal, mantendo salários e benefícios.


Estudo citado na matéria, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que o impacto da redução da jornada sobre os custos operacionais, especialmente nos setores de indústria e comércio, seria inferior a 1%, percentual considerado absorvível pela maioria dos segmentos produtivos.


Para o movimento sindical, o fim da escala 6×1 representa avanço civilizatório, melhoria na qualidade de vida e fortalecimento da economia com mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.


O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) continua de olho vivo e atento a todos os passos do Congresso Nacional, fiscalizando de perto as propostas que mexem com a jornada de trabalho e com os direitos que a classe trabalhadora conquistou com muita luta.

Fonte: Diap

 


 

24/02/2026 - Milei como espelho: o bolsonarismo de 2026 e o projeto do choque permanente


Entre austeridade, “liberdade” de mercado e radicalização política, a direita bolsonarista tenta se reinventar sob o verniz de Flávio. Mas com o mesmo DNA do governo Bolsonaro.


Marcos Verlaine*


A Argentina de Javier Milei virou, para a direita radical latino-americana, mais do que caso nacional: tornou-se experimento ideológico. Como foi o Brasil, na trágica e triste “gestão” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


O presidente argentino vende ao mundo a narrativa do “choque de capitalismo”, com cortes drásticos no Estado, desregulamentação e ajuste fiscal apresentado como cura inevitável para décadas de crise.


É precisamente aí que o bolsonarismo mira: no modelo de “remédio amargo” aplicado de cima para baixo, com aplausos do mercado e sofrimento concentrado nas maiorias sociais. Milei virou vitrine. Bolsonaro, referência.


E Flávio Bolsonaro, preposto mais “ameno” no estilo, tenta se apresentar como herdeiro viável do mesmo projeto.


A forma pode ser menos explosiva. O conteúdo, porém, segue tão ou mais radical.


Reinvenção bolsonarista: retorno do “Posto Ipiranga”

A agenda econômica desenhada para 2026 repete o coração do bolsonarismo: austeridade fiscal, privatizações, desregulamentação e redução do papel do Estado.


A busca por um novo “Posto Ipiranga” não é detalhe técnico. É símbolo político. Significa devolver a condução econômica ao receituário neoliberal, agora embalado como solução “responsável”.


O problema é que o Brasil já assistiu a esse filme. O governo Bolsonaro combinou neoliberalismo retórico com desorganização administrativa, ataques institucionais e Estado frequentemente capturado por interesses específicos. A promessa de eficiência virou precarização. A “liberdade econômica” virou permissividade para desigualdades estruturais.


Milei, nesse sentido, surge como inspiração de ultraliberalismo sem freios: menos Estado para direitos, mais Estado para repressão.


Segurança pública: a nova vitrine emocional

Diferente de 2022, quando costumes e guerra cultural dominaram o debate, o bolsonarismo de 2026 tenta deslocar o eixo para a segurança pública.


É escolha calculada: a violência urbana mobiliza medo, gera engajamento e permite agenda de endurecimento penal e expansão do armamento civil. Uma das bandeiras do bolsonarismo.


O discurso é conhecido: ordem, punição, armas como liberdade individual. Mas por trás da retórica está a lógica de sempre: a transformação do Estado social em Estado policial.


Segurança vira instrumento eleitoral, não política pública estruturada. E o risco é evidente: soluções fáceis para problemas complexos, com alto custo democrático.


Programas sociais sob lógica de mercado

Outro movimento tático é reformular a política social sem abandoná-la formalmente. A proposta bolsonarista aponta para programas de transferência de renda vinculados à digitalização e à chamada “inclusão produtiva”.


Na prática, trata-se de redesenho que mantém assistência mínima, mas reduz o Estado como garantidor de direitos. O social deixa de ser cidadania e passa a ser mecanismo de ativação econômica individual.


É a pobreza tratada como falha de empreendedorismo. E não como desigualdade estrutural.


Vitimização e guerra contra instituições

No plano político, o bolsonarismo mantém seu motor principal: a narrativa de perseguição.


O STF segue como inimigo simbólico. A democracia liberal, como obstáculo. A imprensa, como adversária.


A estratégia é dupla: mobilizar a base radical e ampliar bancada parlamentar para bloquear pautas progressistas e tensionar o sistema por dentro.


É a institucionalização do conflito permanente. Não se trata apenas de disputar eleições, mas de deslegitimar previamente qualquer resultado que contrarie o grupo.


Flávio: “moderado” que carrega radicalismo

Flávio Bolsonaro tenta operar como face menos intempestiva do bolsonarismo. Herdeiro com tom controlado, sem os arroubos do pai. Mas a história recente ensina: moderação estética não significa moderação política.


O bolsonarismo não é temperamento. É projeto. Projeto de Estado mínimo para direitos, máximo para repressão; de liberalismo para cima, dureza para baixo; de mercado como moral e democracia como incômodo.


Flávio pode parecer mais palatável. Mas é exatamente isso que o torna perigoso: a radicalidade com embalagem institucional.


Choque como destino

A aproximação com Milei não é casual. É afinidade ideológica. O bolsonarismo vê na Argentina laboratório do que deseja para o Brasil: ajuste fiscal severo, Estado social encolhido, conflito político como método e conservadorismo como cola cultural.


A pergunta central para 2026 é simples e decisiva: o Brasil quer importar o choque permanente como horizonte? Ou aprender com o que já viveu e com o sofrimento que essas cartilhas costumam impor às maiorias?


Marcos Verlaine - Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap

Fonte: Diap

 


 

24/02/2026 - Projeto prevê aposentadoria mínima de três salários para idosos


Projeto da deputada Renata Abreu fixa piso para aposentadorias e pensões pagas pelo INSS a partir dos 65 anos.


A deputada Renata Abreu (Podemos-SP) apresentou um projeto de lei (518/2026) que altera o Estatuto da Pessoa Idosa para estabelecer que aposentadorias e pensões pagas pelo Regime Geral da Previdência Social (RGPS) a pessoas com 65 anos ou mais não poderão ser inferiores a três salários mínimos.


A proposta modifica o artigo 29 da Lei nº 10.741/2023, fixando expressamente o piso de três salários mínimos para os benefícios destinados a essa faixa etária, mantendo a regra de preservação do valor real dos salários sobre os quais incidiram as contribuições.


Na justificativa, a parlamentar argumenta que a legislação atual não estabelece um valor mínimo concreto para aposentadorias e pensões de idosos. Segundo ela, a mudança busca garantir renda mais significativa e ampliar o poder de compra dessa parcela da população.


A deputada afirma que a proposta foi inspirada na ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais.


"[O] projeto de lei foi pensado com o objetivo de melhorar a vida de 22 milhões de pessoas idosas, considerando que o valor de 3 salários mínimos em 2026 (1.621 vezes 3 é igual a 4.863) se aproxima muito dos 5 mil reais de isenção do Imposto de Renda, previsto pela legislação, que passamos a considerar como devendo ser o "piso" dos benefícios sociais para as pessoas idosas. Um 'piso importante e merecido, que triplica o valor do salário mínimo para parcela importante da nossa população."


Confira a íntegra do projeto.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

24/02/2026 - Desconto na folha dá direito à manutenção de plano de saúde mesmo depois de demissão


O desconto de um valor fixo mensal pode ser caracterizado como a contribuição direta do empregado para o prêmio do plano, atraindo, assim, o direito à sua manutenção após o desligamento, desde que assuma o pagamento integral. Com esse entendimento, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), determinou o restabelecimento do plano de saúde de uma ex-empregada de uma empresa de comércio eletrônico e da esposa dela, grávida de 36 semanas.


A decisão foi tomada em mandado de segurança impetrado contra a decisão do juízo da 1ª Vara do Trabalho de Sapucaia do Sul (RS), que indeferiu o pedido liminar em ação trabalhista.


A mãe biológica da criança gerada por fertilização in vitro foi despedida no início de dezembro, e o plano — inclusive o da dependente — seria cancelado ao final do mesmo mês. O parto estava marcado para o início de janeiro.


A Lei 9.656/1998 assegura ao ex-empregado despedido sem justa causa o direito à manutenção do plano de saúde, nas mesmas condições de cobertura, desde que assuma o pagamento integral do prêmio.


Já a Resolução Normativa 488/2022, da Agência Nacional de Saúde (ANS) determina as condições e prazos para a manutenção. Entre outros requisitos, dispõe que o empregado deve ter contribuído para o custeio do próprio plano durante a vigência do contrato de trabalho.


No primeiro grau, o juízo indeferiu o pedido por entender que não foi atendido o requisito legal relativo ao custeio mensal do próprio plano, uma vez que os descontos na remuneração da empregada eram relativos exclusivamente ao plano da dependente. O plano da titular, por sua vez, era custeado 100% pela empresa, sem coparticipação.


Após o indeferimento do pedido no primeiro grau, a trabalhadora entrou com mandado de segurança no TRT-4.


Matéria completa: https://www.conjur.com.br/2026-fev-22/desconto-na-folha-da-direito-a-manutencao-de-plano-de-saude-mesmo-depois-de-demissao/

 

Fonte: Consultor Jurídico