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01/10/2026 -
TST reconhece atuação sindical até em ações de um
trabalhador
Decisão vinculante permite que sindicatos
defendam direitos individuais e coletivos em todas
as fases do processo, sem autorização do empregado
O Pleno do TST (Tribunal Superior do Trabalho)
decidiu, nesta segunda-feira (28), que os sindicatos
podem defender direitos dos integrantes da categoria
que representam em todas as etapas do processo — do
julgamento à liquidação e execução — mesmo quando a
ação envolve apenas 1 trabalhador.
A tese, aprovada em julgamento de recurso repetitivo
— processo escolhido para representar vários outros
que discutem a mesma questão jurídica no STJ —,
deverá orientar as decisões da Justiça do Trabalho
em todas as instâncias.
Pelo entendimento, a necessidade de identificar os
beneficiários ou calcular individualmente os valores
devidos não impede a atuação sindical. A decisão foi
tomada no julgamento do Tema 27, a partir de ação
movida pelo Sindicato dos Bancários de Apucarana
(PR) e Região contra o Itaú Unibanco.
CASO CONCRETO
O processo trata de empregado que reivindicou o
cumprimento de regras de progressão funcional
previstas em norma do antigo Banestado (Banco do
Estado do Paraná), sucedido pelo Itaú. O sindicato
pediu reajustes salariais e promoções automáticas
por antiguidade e mérito, no mínimo a cada 3 anos.
A Vara do Trabalho extinguiu a ação sem analisar o
mérito, por entender que as condições específicas do
empregado deveriam ser examinadas em processo
individual. O TRT-9 (Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região), no Paraná, manteve a decisão.
O caso chegou à Sétima Turma do TST, que propôs a
instauração de incidente de recursos repetitivos
para definir os limites da atuação sindical. A SDI-1
acolheu a proposta e encaminhou o tema ao Pleno.
DIREITO DE REPRESENTAÇÃO
Relator do incidente, o ministro Alberto Bastos
Balazeiro afirmou que a Constituição assegura aos
sindicatos ampla legitimidade para defender direitos
e interesses da categoria, inclusive os individuais.
Ele também citou o entendimento do Supremo Tribunal
Federal no Tema 823, que reconhece a possibilidade
de atuação sindical nas fases de liquidação e
execução, sem autorização individual dos
trabalhadores.
Para Balazeiro, a decisão do STF fortaleceu os
mecanismos de proteção dos direitos sociais e
individuais dos trabalhadores e não permite
restringir a representação sindical em razão da
necessidade de apuração individual dos direitos.
O ministro ressaltou que a identificação dos
beneficiários e a quantificação dos valores podem
ser feitas posteriormente, nas fases de liquidação e
execução. Segundo ele, privilegiar a solução
coletiva evita que centenas ou milhares de
trabalhadores precisem abrir ações individuais após
o reconhecimento de direito comum.
“A tendência mais moderna no processo coletivo é a
de se prestigiar não apenas a execução coletiva, mas
aquela que é feita sem qualquer intervenção dos
membros da categoria”, afirmou.
TESE APROVADA
A tese vinculante estabelece que as entidades
sindicais têm “ampla e irrestrita legitimidade
extraordinária” para defender interesses individuais
ou coletivos da categoria, independentemente de
autorização, em favor de associados e não
associados, de grupos ou de 1 único trabalhador, nas
fases de conhecimento, liquidação e execução.
Também determina que questões particulares — como a
inclusão de um trabalhador no grupo beneficiado ou o
cálculo dos valores devidos — não impedem o
processamento de ações coletivas ou execuções
propostas por sindicatos.
Ficaram vencidos os ministros Caputo Bastos, Ives
Gandra Martins, Sergio Pinto Martins, Dezena da
Silva e Amaury Rodrigues, além da ministra Morgana
de Almeida.
BALANÇO DO TRIBUNAL
No início da sessão, o presidente do TST, ministro
Vieira de Mello Filho, apresentou resumo do
relatório de gestão. De janeiro a agosto, a Corte
Trabalhista recebeu quase 359 mil processos e julgou
cerca de 357 mil, alta de 18,8% em relação ao mesmo
período do ano passado.
Apesar do aumento da demanda, o acervo caiu em mais
de 23 mil processos. Os casos com mais de 6 anos de
tramitação passaram de 11.842 para aproximadamente 7
mil.
O presidente também destacou iniciativas para
consolidar o TST como corte de precedentes e ações
de Justiça itinerante, além de avanços em proteção
de dados, inteligência artificial, transformação
digital, sustentabilidade, integridade e
transparência. Atribuiu os resultados ao trabalho
conjunto de ministros, servidores e equipes do
Tribunal.
Processo:
IncJulgRREmbRep-0002061-71.2019.5.09.0653
Fonte: Diap

01/10/2026 -
Novo Caged: Emprego formal gera 165,8 mil vagas em
agosto e acumula 1,13 milhão de postos no ano
Emprego cresce 2,41% no ano, com 697.859 postos
gerados no setor de Serviços e 170.442 na Indústria
O mercado formal de trabalho apresentou, em agosto,
saldo positivo de 165.827 novos postos de trabalho,
resultante de 2.294.563 admissões e 2.128.736
desligamentos no mês. Com esse resultado, o estoque
de empregos alcançou 48.244.696 vínculos em agosto e
acumula, no ano (janeiro a agosto), saldo de
1.134.033 postos de trabalho, com crescimento de
2,41%.
No acumulado do ano, houve elevação do emprego nos
cinco grandes grupamentos de atividades econômicas
do país. O maior crescimento do emprego ocorreu no
setor de Serviços, com saldo de 697.859 postos
formais de trabalho (+3,05%), seguido pela
Construção, com saldo de 200.431 (+6,79%).
O saldo em agosto também foi positivo nos cinco
grandes grupamentos, com destaque para o setor de
Serviços (+110.346), Construção (+20.848), Indústria
(+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária
(+1.452). O crescimento ocorreu também nos 24
estados, com destaque, em valores absolutos, para
São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e
Pernambuco (+13.428). Em termos relativos, os
maiores crescimentos foram registrados na Paraíba
(+1,59%), no Amapá (+1,38%) e no Rio Grande do Norte
(+0,92%).
Dos postos de trabalho gerados, 73,5% correspondem a
vínculos típicos (+121.964) e 26,5% a vínculos não
típicos (+43.863), majoritariamente trabalhadores
com jornada igual ou inferior a 30 horas (+40.661) e
aprendizes (+17.637).
Emprego no ano
Considerando a geração de empregos no acumulado de
2026, os dados do Novo Caged apresentam crescimento
de 2,41% no emprego no ano, que acumula, até agosto
de 2026, um total de 1.134.033 postos gerados. O
crescimento foi verificado em todos os setores da
economia, sendo mais forte no setor de Serviços, com
697.859 postos e crescimento de 3,05%; na
Construção, com 200.431 postos e crescimento de
6,79%; e na Indústria, com 170.442 postos e
crescimento de 1,90% no ano. A Agropecuária
apresentou saldo positivo de 56.024 postos (+3,09%),
e o Comércio, de 9.300 empregos (+0,09%).
Nos últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto
de 2026, o emprego cresceu 887.708 postos (+1,87%).
Unidades da Federação
Os estados com maior saldo no acumulado do ano foram
São Paulo (+306.883), Minas Gerais (+123.176) e Rio
de Janeiro (+77.670). Em termos relativos, as
maiores variações foram registradas no Amapá
(+6,30%), Piauí (+4,27%) e Acre (+4,09%).
Grupos Populacionais
O saldo em agosto foi positivo para homens (+81.838) e
mulheres (+83.989) e apresentou saldo de +128.997
para a população de até 24 anos. Pessoas com nível
médio completo apresentaram o maior saldo
(+100.939), seguidas por aquelas com nível médio
incompleto (+23.651). Os demais níveis de instrução
totalizaram saldo positivo de +41.237. Pardos
(+117.830), brancos (+38.401), pretos (+19.062) e
indígenas (+242) obtiveram saldos positivos no mês.
Salários
O salário médio real de admissão em agosto de 2026
alcançou R$ 2.410,74, mostrando estabilidade em
relação a julho de 2026 (R$ 2.411,48). Na comparação
com agosto de 2025 (R$ 2.386,43), o salário médio
real de admissão aumentou R$ 24,31 (+1,02%).
Fonte: MTE

01/10/2026 -
Nova cartilha da Justiça do Trabalho traz alertas
sobre saúde mental e riscos psicossociais no trabalho
Material, desenvolvido por meio de uma parceria
entre o TST e a Universidade de Brasília, destaca
fatores de risco no cotidiano, sinais de alerta de
estresse e a importância do direito à desconexão
A Justiça do Trabalho lançou, nesta segunda-feira
(28), a
cartilha Saúde Mental no Trabalho, como parte da
campanha institucional “Sua saúde é a fronteira que
o trabalho não pode atravessar”. A iniciativa foi
desenvolvida por meio de uma parceria entre o
Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Universidade
de Brasília (UnB). A publicação reúne orientações
para prevenção de riscos psicossociais, com
informações sobre situações que podem afetar o
bem-estar dos trabalhadores e medidas para promover
ambientes saudáveis.
O material apresenta os principais pontos da Norma
Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece a
necessidade de identificação e gerenciamento dos
riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Nesta
perspectiva, a saúde mental está associada à
qualidade de vida, à segurança, às relações
profissionais e à capacidade de tomada de decisões.
Sinais de alerta
Entre os fatores que podem contribuir para o
sofrimento relacionado ao trabalho estão o excesso
ou a ausência de demandas, jornadas prolongadas,
dificuldades nas relações profissionais, falhas na
organização das atividades, falta de reconhecimento
e isolamento. A presença desses fatores não
significa, necessariamente, o desenvolvimento de um
transtorno, mas indica a importância de avaliar o
ambiente e adotar medidas preventivas.
A cartilha também aborda a síndrome de burnout, um
distúrbio de esgotamento físico e mental provocado
pelo estresse crônico associado ao trabalho. Entre
os sinais de atenção estão irritabilidade,
ansiedade, cansaço persistente, alterações no sono,
dores frequentes, dificuldade de concentração,
redução do rendimento e afastamento do convívio
social.
Outro tema é o direito à desconexão. A publicação
orienta sobre a importância de respeitar períodos de
descanso, como intervalos, férias e folgas. O
direito à desconexão é apresentado como uma medida
de preservação da qualidade do trabalho.
Confira todas as informações na
Cartilha Saúde Mental no Trabalho.
Parceria com a UnB
A produção da cartilha integra a parceria entre o TST
e a UnB para desenvolvimento da campanha
institucional “Sua saúde é a fronteira que o
trabalho não pode atravessar”. A campanha foi
produzida por estudantes de Comunicação
Organizacional da Faculdade de Comunicação da
Universidade de Brasília, a partir de um desafio
apresentado pelo Tribunal. O material contou com
revisão técnica do Programa Trabalho Seguro, da
Justiça do Trabalho.
Fonte: TST

01/10/2026 -
MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral em
2026
MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral
em 2026 e alerta trabalhadores sobre práticas
proibidas e formas de denunciar casos
O Ministério Público do Trabalho contabilizou 463
denúncias de assédio eleitoral no ambiente
profissional em 2026, com São Paulo liderando
registros, somando 59 casos oficialmente.
Em seguida, Rio de Janeiro registrou 50 denúncias,
enquanto Minas Gerais contabilizou 47. Somente em
setembro, o MPT recebeu 199 relatos dessa prática
ilegal oficialmente.
Segundo o MPT, assédio eleitoral ocorre quando
alguém usa relações de trabalho para influenciar ou
constranger orientação política, manifestação
eleitoral ou voto dos trabalhadores diretamente.
Além disso, a prática pode envolver ameaças,
promessas de benefícios, discriminação ou cobrança
de apoio político, inclusive por e-mails, intranets
e outros ambientes profissionais virtuais.
“O ambiente de trabalho não é um espaço para a
prática de propaganda eleitoral”, afirma o
procurador do Trabalho Igor Souza Gonçalves,
coordenador nacional responsável.
Saiba identificar e denunciar
Entre as situações investigadas estão exigência de
símbolos eleitorais, reuniões para orientação
política, convocação para campanhas, pesquisas sobre
intenção de voto e escalas direcionadas
indevidamente.
- Exigência do uso de uniforme, camiseta, boné ou
outros símbolos associados a uma candidatura;
- realização de reuniões no trabalho para apresentação
de candidatos ou orientação política;
- convocação de trabalhadores para campanhas,
postagens ou abaixo-assinados eleitorais;
- definição de escala e local de trabalho no dia da
eleição para favorecer trabalhadores que declarem
apoio a determinado candidato;
- realização de pesquisas ou enquetes sobre intenção
de voto no ambiente de trabalho.
Por fim, qualquer pessoa pode denunciar ao MPT e
apresentar mensagens, e-mails, publicações,
documentos, imagens, áudios, vídeos, registros
internos e informações fornecidas por eventuais
testemunhas.
Fonte: Rádio Peão Brasil

30/09/2026 -
O pacote do bem e a reação de Lula na reta final
Na Quaest, medidas de impacto social coincidem
com forte recuperação do presidente entre mulheres,
trabalhadores de baixa renda, beneficiários do Bolsa
Família e católicos.
por Marcos Verlaine
A política, às vezes, encontra tradução mais
eloquente na vida cotidiana. A nova pesquisa Quaest,
divulgada nesta segunda-feira (28), mostra que Lula
(PT) recuperou terreno justamente entre segmentos
que sentem de maneira mais direta os efeitos das
políticas públicas.
Mulheres, trabalhadores de renda de até 2 salários
mínimos e beneficiários do Bolsa Família passaram a
dar ao presidente vantagem expressiva sobre Flávio
Bolsonaro (PL).
Não é apenas oscilação estatística. É sinal de que
medidas concretas podem voltar a conectar governo e
eleitor quando chegam àquilo que as pessoas percebem
como problema real: o orçamento doméstico, a
proteção social, a saúde e a segurança diante da
exploração das apostas.
Mulheres mudam o jogo
Entre as mulheres, o cenário que há 2 semanas era de
empate transformou-se em vantagem de 9 pontos para
Lula: 46% a 37%.
Trata-se de movimento politicamente relevante porque
as mulheres constituem parcela decisiva do
eleitorado e também aparecem como o segmento que
mais aprova as 3 principais medidas recentes do
governo.
A restrição às bets é aprovada por 64% das mulheres;
o reajuste do Bolsa Família, por 62%; e a oferta
gratuita de canetas para emagrecimento pelo SUS, por
62%.
Não é difícil compreender porque políticas desse
tipo encontram receptividade. Essas dialogam com
questões concretas: o dinheiro que desaparece nas
plataformas de apostas, a renda necessária para
colocar comida na mesa e o acesso a tratamentos de
saúde.
Quem vive com até 2 mínimos
É nesse ponto que a pesquisa talvez seja mais
eloquente. Entre os eleitores com renda familiar de
até 2 salários mínimos, Lula chega a 55%, contra 29%
de Flávio. Diferença de 26 pontos.
O resultado expõe a distância entre a política
abstrata e a política sentida no cotidiano.
Quando o governo aumenta o Bolsa Família, amplia o
acesso a serviços de saúde ou enfrenta o mercado de
apostas que atinge especialmente famílias
vulneráveis, não está apenas produzindo anúncios.
Está interferindo, para melhor ou pior, nas
condições materiais de milhões de pessoas.
A própria trajetória da Quaest mostra que a
população de menor renda já apresenta historicamente
maior aprovação do governo. Em levantamento anterior
do instituto, 55% dos entrevistados com renda de até
2 salários mínimos aprovavam a gestão Lula.
Bolsa Família mantém força
Entre os beneficiários do Bolsa Família, Lula alcança
59%, contra 27% de Flávio. O dado ajuda a explicar a
importância política do reajuste do benefício. A
medida é aprovada por 59% dos entrevistados na nova
Quaest.
O que está em disputa, portanto, não é somente
preferência eleitoral. É também a percepção sobre
quem protege a renda de quem mais precisa dessa.
É sintomático que a política social continue sendo
um dos principais pontos de conexão entre Lula e a
base popular dele.
O desafio do governo, durante boa parte do mandato,
foi justamente transformar políticas e indicadores
positivos em percepção cotidiana. Os números desta
rodada sugerem mudança nesse terreno.
Pacote fura bolha
O chamado “pacote do bem” reúne 3 medidas com
aprovação majoritária: 62% apoiam a restrição às
bets; 59%, o reajuste do Bolsa Família; e 58%, a
oferta de canetas emagrecedoras gratuitamente pelo
SUS.
E há detalhe politicamente importante: a restrição
às apostas não fica confinada entre os eleitores de
menor renda. O apoio também é elevado entre os
segmentos de renda mais alta.
Isso desmonta a ideia de que o combate às bets seria
pauta restrita aos mais pobres. O problema alcança
famílias de diferentes estratos sociais e envolve
endividamento, saúde mental, orçamento doméstico e
proteção de crianças e adolescentes.
“Parece estar muito associado”
Felipe Nunes, diretor da Quaest, chamou atenção para a
coincidência entre os movimentos. Segundo ele, o
avanço de Lula entre mulheres, eleitores de menor
renda e beneficiários do Bolsa Família “parece estar
muito associado” às medidas anunciadas na semana
anterior.
A palavra importante é “parece”. Pesquisa eleitoral
registra movimentos simultâneos; não prova,
isoladamente, que uma medida tenha causado
determinado deslocamento de voto.
Mas há conexão política evidente: as medidas são
majoritariamente aprovadas e Lula cresce justamente
entre segmentos mais próximos do público-alvo
dessas.
Política volta para o bolso
O episódio ensina algo que a política brasileira
frequentemente esquece: o eleitor não vive de
narrativa. Ele vive de salário, preço dos alimentos,
acesso à saúde, renda, emprego, crédito, segurança e
capacidade de chegar ao fim do mês.
Na reta final, Lula parece ter encontrado fórmula
simples para recuperar parte do terreno perdido:
menos promessa abstrata e mais medida que possa ser
reconhecida na vida concreta.
A Quaest mostra ainda outro movimento relevante:
entre os católicos, Lula chega a 50%, contra 37% de
Flávio, melhor resultado nesse grupo desde 14 de
agosto.
O pacote, portanto, não explica sozinho a eleição.
Mas ajuda a compreender a mudança de humor
registrada pela pesquisa. Quando a política pública
deixa de ser apenas discurso e passa a ser percebida
como proteção, renda ou direito, essa pode produzir
efeitos também na política.
E é justamente essa disputa pela percepção sobre
quem cuida da vida real que entra na semana decisiva
da eleição.
Fonte: Portal Vermelho

30/09/2026 -
Taxa de desemprego cai para 5,3%, a menor para o
trimestre até agosto
Mercado de trabalho atingiu recorde de ocupados e
carteira assinada
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em
agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o
período desde 2012, quando se inicia a série
histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Além disso, o instituto
registrou recorde no número de trabalhadores
ocupados, carteira assinada, massa salarial e
contribuição para a previdência.
O desempenho do desemprego no período de três meses
até agosto representa recuo em relação ao trimestre
móvel até maio (5,6%) e em comparação ao mesmo
período de 2025 (5,6%). De acordo com a Secretaria
de Política Econômica (SPE) do Ministério da
Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa
de analistas do mercado.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada
nesta terça-feira (29).
O levantamento mostra que no trimestre até agosto a
população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas,
a maior já registrada. Esse contingente representa
alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto
é, mais 774 mil trabalhadores.
A pesquisa revela ainda que os grupamentos de
atividade que puxaram a alta da ocupação foram a
indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil
pessoas) e construção (4,1%, ou mais 306 mil
pessoas).
Carteira assinada na máxima
O número de empregados do setor privado com carteira
assinada atingiu 39,5 milhões, também recorde.
A população desocupada terminou o período em 5,8
milhões de pessoas, recuo de 4,6% (menos 281 mil) na
comparação com o trimestre de março a maio.
A população desalentada, formada por aquelas pessoas
que sequer procuram trabalho pois acreditam que não
vão encontrar, somou 2,4 milhões até agosto -
patamar estável em relação ao trimestre anterior e
11,9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo
período de 2025.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores
informais na população ocupada - foi de 37,5%, o que
representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre
anterior era 37,3%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem
carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.
Essas pessoas não têm garantidas coberturas como
seguro-desemprego, férias e 13º salário.
Massa salarial recorde
O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$
3.777. No trimestre até maio era R$ 3.752. O maior
já registrado foi R$ 3.783, no trimestre terminado
em fevereiro de 2026.
A massa salarial, somatório dos salários de todos os
trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para
consumo, pagamento de dívidas, investimentos e
poupança, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior da
série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$
5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) em um
ano.
Recorde de contribuintes para a Previdência
De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número
já apurado de trabalhadores contribuintes para
institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas.
Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66,2
contribuem.
Ao contribuir para institutos de Previdência, o
trabalhador adquire garantias como aposentadoria,
benefício por incapacidade e pensão por morte.
O IBGE considera contribuintes os empregados,
empregadores, trabalhadores domésticos e por conta
própria que tenham contribuído para institutos de
Previdência oficial federal (INSS ou Plano de
Seguridade Social da União), estadual ou municipal.
Retrato do mercado de trabalho
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de
trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em
conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria,
por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada
desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma
vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211
mil domicílios em todos os estados e no Distrito
Federal.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%,
no último trimestre de 2025. A maior taxa já
constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos
trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e
em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Fonte: Agência Brasil

30/09/2026 -
Brasil dribla tarifaço de Trump, exportações crescem
e saldo comercial dispara
Vendas brasileiras ao exterior avançam 11,5% no
ano e superávit comercial cresce 36,3%, alcançando
US$ 61,77 bilhões
O comércio exterior brasileiro mantém trajetória de
crescimento em 2026, apesar do tarifaço imposto pelo
governo de Donald Trump. De janeiro até a quarta
semana de setembro, as exportações brasileiras
alcançaram US$ 281,34 bilhões, alta de 11,5% em
comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são
do Ministério do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços (MDIC), divulgados pela Agência
Gov.
O desempenho das exportações superou com folga o
crescimento das compras brasileiras no exterior. As
importações somaram US$ 219,57 bilhões no acumulado
do ano, expansão de 6% na comparação com igual
intervalo de 2025.
Como resultado, o superávit da balança comercial
brasileira chegou a US$ 61,77 bilhões, crescimento
expressivo de 36,3%. Ou seja, o país ampliou
significativamente a diferença entre o que vende e o
que compra do exterior.
A corrente de comércio — soma das exportações e
importações — alcançou US$ 500,92 bilhões, expansão
de 9% sobre o mesmo período do ano passado. Os
números indicam que o comércio internacional
brasileiro continuou avançando mesmo diante das
barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Indústria lidera exportações
Outro destaque dos dados está no desempenho da
indústria de transformação. O setor liderou em valor
as exportações brasileiras no período mais recente
analisado, movimentando US$ 15,6 bilhões e superando
tanto a agricultura quanto a indústria extrativa.
O resultado reforça a participação dos produtos
industrializados na pauta exportadora brasileira, em
um momento no qual o governo do presidente Lula
busca estimular a agregação de valor à produção
nacional e ampliar a presença da indústria
brasileira nos mercados internacionais.
Entre os produtos industriais, as aeronaves tiveram
desempenho de destaque. Aviões e outros equipamentos
aeronáuticos responderam por US$ 455,8 milhões em
exportações.
O desempenho ocorre em meio a um ambiente
internacional marcado por tensões comerciais e pelo
aumento do protecionismo nos Estados Unidos. O
governo brasileiro tem buscado diversificar mercados
e ampliar as relações comerciais com diferentes
regiões do mundo.
Os números acumulados até setembro mostram que, até
aqui, as barreiras impostas por Washington não
impediram o crescimento das vendas externas
brasileiras. Ao contrário, as exportações avançaram
em ritmo quase duas vezes superior ao das
importações, contribuindo para a forte expansão do
saldo comercial do país.
Fonte: Brasil247

29/09/2026 -
Câmara pode ter nova correlação de forças em 2027
Projeção do DIAP aponta mudanças entre as maiores
bancadas e renovação de 39% a 43% após as eleições
As eleições de 2026 poderão alterar a distribuição
de forças na Câmara dos Deputados, mas sem romper
completamente com a configuração atual da Casa.
Projeção do DIAP para a próxima legislatura
indica mudanças no tamanho das principais bancadas
e, ao mesmo tempo, um nível de renovação inferior à
média histórica. O levantamento compara a composição
eleita em 2022, o quadro atual e as faixas estimadas
para 2027.
Hoje, PL e PP/União dividem a posição de maiores
bancadas, com 98 deputados cada, enquanto
PT/PCdoB/PV reúne 82 parlamentares. Esse equilíbrio,
no entanto, pode mudar após as urnas. Pelo ponto
médio das projeções, PP/União passaria a 107
cadeiras, enquanto o PL ficaria com 91 e PT/PCdoB/PV
alcançaria 87.
A distância entre esses grupos, porém, não está
definida. As estimativas trabalham com intervalos
que se sobrepõem: PP/União pode eleger entre 93 e
121 deputados; PL, entre 78 e 103; e PT/PCdoB/PV,
entre 74 e 100. Isso significa que a configuração
final das maiores bancadas permanece aberta e
dependerá do resultado eleitoral em cada estado.
As mudanças também aparecem entre as bancadas
intermediárias. PSD e Republicanos apresentam
perspectiva de crescimento, com médias projetadas de
52 e 48 cadeiras, respectivamente. Em sentido
contrário, o MDB passaria das atuais 38 para uma
média de 35 deputados, enquanto PSDB/Cidadania
cairia de 19 para 13. O Podemos permaneceria próximo
do patamar atual, com 27 cadeiras.
Esse possível rearranjo ocorrerá em uma eleição
marcada pela forte presença de parlamentares que
tentam permanecer na Câmara. Dos 513 deputados, 438
— 85,4% da Casa — disputam a reeleição. A estimativa
é de que entre 297 e 315 consigam novo mandato,
abrindo espaço para a entrada de 198 a 216 novos
deputados.
Com isso, a renovação projetada fica entre 39% e
43%, abaixo da média de 49% observada desde 1990. O
cenário combina, portanto, continuidade de parcela
expressiva dos atuais deputados com mudanças na
dimensão das bancadas — movimento que ajudará a
definir a correlação de forças e a formação das
maiorias políticas na Câmara a partir de 2027.
O prognóstico considera pesquisas de intenção de
voto, recandidaturas, movimentações partidárias,
histórico eleitoral, alianças estaduais, estrutura
das campanhas e estratégias das legendas. O DIAP
ressalta que os números constituem um exercício de
projeção, e não pesquisa eleitoral ou indicação de
voto, razão pela qual os resultados são apresentados
em faixas e podem mudar até a eleição.
Fonte: Diap

29/09/2026 -
Lula defende crescimento e distribuição de renda
contra arrocho fiscal
Aumento do PIB e investimentos do PAC sustentam o
equilíbrio fiscal com inclusão social e valorização
do salário mínimo
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio
Lula da Silva afirmou que a trajetória de
crescimento da economia brasileira e o
fortalecimento do mercado interno são os pilares
centrais para garantir o equilíbrio das contas
públicas sem penalizar a população de menor renda.
Em entrevista gravada no Palácio da Alvorada e
transmitida no domingo (27) pelo programa Canal
Livre, da Band, sob o comando do apresentador
Rodolfo Schneider e com perguntas dos jornalistas
Adriana Araújo, Fernando Mitre e Eduardo Oinegue,
Lula destacou a entrega de um orçamento com saldo
positivo e ressaltou que a distribuição do resultado
da atividade produtiva deve priorizar as camadas
populares e os investimentos em infraestrutura e
educação.
Durante a sabatina, o presidente relembrou o
histórico de cumprimento das metas fiscais ao longo
de seus mandatos e explicou que a consolidação dos
indicadores econômicos atuais ocorre após um período
de reconstrução do aparato estatal e de retomada
industrial. Segundo o chefe do Executivo, a elevação
do Produto Interno Bruto (PIB) é a ferramenta
sustentável para a redução da dívida pública em
proporção à economia, o que permite manter o
reajuste do salário mínimo acima da inflação e os
aportes em programas estratégicos.
A recuperação da capacidade de investimento do
Estado e o fomento ao parque produtivo nacional
foram apontados como eixos centrais dessa
estratégia.
O presidente citou o volume de recursos mobilizados
pela Nova Indústria Brasil, direcionados para
setores de alta tecnologia, construção civil e
plantas farmoquímicas, além do papel do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) na estruturação
logística dos municípios. “Eu fui o único presidente
da história desse país e entre todos os presidentes
do G20 que fiz superávit primário durante meus oito
anos de mandato. A melhor forma da gente diminuir o
endividamento com relação ao PIB é a economia
crescer. E quando cresce, nós distribuímos o
resultado do crescimento pro povo pobre, porque o
PIB é a capacidade de produção que o povo teve. Só
não me peçam para cortar benefício do povo pobre,
que vai ser mantido”, declarou Lula.
Outro ponto enfatizado foi o impacto dos
investimentos na educação técnica e superior como
indutor do desenvolvimento de longo prazo. De acordo
com o presidente, a ampliação da rede de Institutos
Federais e das universidades garante competitividade
tecnológica e reduz custos sociais futuros, servindo
como base para a inovação e inclusão produtiva dos
jovens.
Fonte: Portal Vermelho

29/09/2026 -
Rede
Pela Soberania apoia Lula
O movimento Rede Pela Soberania publica o “Manifesto
Bora Lula!”, marcando sua posição nas eleições.
Distribuído por meio das redes sociais, o Manifesto
já tem adesão de jornalistas, juristas, servidores,
sindicalistas, ativistas de movimentos sociais,
artistas e outros, engajados no projeto político
mais afinado com a questão estratégica da soberania
brasileira.
O “Rede” é presidido pelo jornalista Sylvio Costa,
fundador do site Congresso em Foco. Segundo seu
presidente, “até as eleições vamos massificar o
documento, buscando votos para Lula e demais
candidatos do campo progressista”. O jornalista João
Franzin, da Agência Sindical, integra o RPS desde
sua fundação no ano passado.
Para o Rede Pela Soberania, “o Presidente Lula é o
único candidato capaz de derrotar os inimigos do
povo e manter o País na trilha do desenvolvimento
sustentável e da inclusão social”.
O Manifesto também defende a reforma do Judiciário,
maior participação social no controle da Justiça e
do Ministério Público, fim dos supersalários na
administração pública, redução dos juros,
modernização das instituições e uma gestão em
constante diálogo com todos os setores
representativos da sociedade”.
O movimento Rede é amplo é suprapartidário. Para seu
presidente, Sylvio Costa, “as questões da democracia
e da soberania nacional estão acima das preferências
partidárias e devem ser fator de unidade nacional”.
ACESSE O LINK – Leia e assine o “Manifesto”,
somando forças à luta pela soberania nacional.
Fonte: Agência Sindical

29/09/2026 -
Maior poder do Congresso aumenta importância do voto
para o Legislativo, diz especialista
Cientista político defende que eleitor acompanhe
propostas, emendas e atuação dos parlamentares
Os brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para
escolher presidente da República, governadores,
senadores e deputados federais, estaduais e
distritais. Entre tantas escolhas, a de deputado nem
sempre é feita com antecedência. Muitos deixam para
decidir em quem votar para o Legislativo em cima da
hora.
Em entrevista ao podcast Me Conta+, produzido pela
Câmara dos Deputados, o cientista político e
professor da Universidade de Brasília (UnB) Lúcio
Rennó ressaltou, no entanto, que prestar atenção na
escolha dos parlamentares se tornou ainda mais
importante nos últimos anos.
“É cada vez mais importante prestar atenção no voto
para deputado, deputada federal, senador e senadora.
O Congresso é cada vez mais poderoso no Brasil,
influencia cada vez mais as políticas públicas, seja
diretamente pela produção de leis, seja via
Orçamento”, afirmou.
Um dos principais exemplos desse fortalecimento,
segundo Rennó, é a participação no Orçamento. Com o
aumento do volume de recursos destinados por meio de
emendas parlamentares e a ampliação das emendas de
execução obrigatória, deputados e senadores passaram
a ter maior influência sobre a destinação do
dinheiro público.
"O parlamentar toma a decisão sobre para onde ele
vai mandar o dinheiro. Então, prestar atenção para
onde o parlamentar está mandando suas emendas, para
que tipo de projetos, quem é beneficiado. É a saúde?
É a educação? Qual é a área de política pública em
que esse deputado ou deputada está gastando
dinheiro, senador ou senadora está investindo
dinheiro? Isso é importante saber", destacou.
Comparação difícil
Na avaliação de Lúcio Rennó, o grande número de
candidatos e partidos gera uma sobrecarga de
informações e dificulta a comparação entre os que
disputam uma vaga na Câmara dos Deputados e nas
assembleias legislativas. O sistema proporcional
também não ajuda.
“É difícil para o eleitor, ele fica perdido nesse
amontoado gigantesco de dados, de informações que
existem. São transparentes, estão lá, mas é difícil
para ele acompanhar”, afirmou. Para Rennó, mudanças
capazes de reduzir essa dificuldade dependem de uma
reforma do sistema eleitoral.
Ele ressalta que a escolha de um deputado deve levar
em conta não apenas o candidato, mas também o
partido. Embora o sistema brasileiro seja bastante
centrado na figura do candidato, os partidos têm
importância na organização das bancadas, na
definição de agendas políticas e na distribuição de
recursos para as campanhas eleitorais.
Trabalho nas bases
Para o cientista político, o aumento do Poder do
Legislativo também reforça a necessidade de
acompanhar e cobrar os representantes depois da
eleição.
Ele defende que a atuação de deputados e senadores
deve ser avaliada, entre outros fatores, pela
apresentação e votação de propostas, pelas leis que
ajudaram a aprovar e pela atuação no acompanhamento
do uso dos recursos públicos.
O professor chama ainda a atenção para uma parte
menos visível do mandato. Segundo ele, é um equívoco
considerar que deputados e senadores trabalham
apenas nos dias de sessões e votações em Brasília.
"Parlamentar trabalha 7 dias por semana, 24 horas
por dia, porque, quando ele está lá no seu reduto
eleitoral, ele está atendendo gente, acompanhando
quais são os problemas graves daquela localidade",
afirmou.
Fonte: Agência Câmara

29/09/2026 -
Projeto cria política nacional de valorização de
costureiras
O Projeto de Lei 2987/26 cria a Política Nacional de
Valorização, Qualificação, Formalização e Proteção
Produtiva das Costureiras, Costureiros e
Trabalhadores da Confecção. A iniciativa deverá
considerar gênero, raça, renda, idade, deficiência,
território e condição migratória. A proposta
prioriza grupos mais expostos à informalidade, à
baixa remuneração, à falta de proteção
previdenciária e à precarização do trabalho.
O texto em análise na Câmara dos Deputados é de
autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria
Têxtil e de Confecção (Abit) citados pelo autor, a
cadeia têxtil e de confecção movimentou R$ 203,9
bilhões em 2023. O setor também criou 30,7 mil
postos de trabalho entre janeiro e outubro de 2024,
sendo 14,2 mil na indústria têxtil e 16,5 mil na
confecção.
Marcos Tavares afirmou que a política oferece meios
para a formalização e melhoria de renda sem
criminalizar pequenos empreendedores ou
trabalhadores autônomos.
“A proposição não se limita a reconhecer
simbolicamente a categoria: cria diretrizes
concretas para qualificação, formalização, crédito
produtivo, compras públicas, rastreabilidade social,
sustentabilidade e combate à precarização”, reforçou
o deputado em justificativa.
Matéria completa:
https://www.camara.leg.br/noticias/1304407-projeto-cria-politica-nacional-de-valorizacao-de-costureiras
Fonte: Agência Câmara

28/09/2026 -
Mendonça volta a suspender multas sobre saúde mental
no trabalho
Ministro decidiu dar mais 90 dias para acordo
entre governo e empresas
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal
Federal (STF), voltou a suspender por mais 90 dias a
aplicação de multas e outras punições previstas na
Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da
segurança dos trabalhadores formais, sobretudo em
relação à saúde mental.
O ministro decidiu dar mais tempo para que as
empresas e o governo busquem conciliação sobre o
tema.
Mendonça já havia suspendido a aplicação de multas
em junho, após a Confederação Nacional dos
Estabelecimentos de Ensino (Confenen), entidade que
reúne sindicatos patronais, questionar a validade da
norma.
Na ocasião, Mendonça entendeu que a NR-1 criou
"conceitos abertos e subjetivos" sobre as condutas
que podem levar à punição das empresas. O ministro
citou ainda que a "falta de clareza" pode ofender
diversos princípios constitucionais.
A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano para,
entre outros pontos, obrigar as empresas a
identificar “fatores de risco psicossociais
relacionados ao trabalho”, como sobrecarga e
situações de assédio. A norma determina ainda que
sejam adotadas medidas de controle.
Em relação às multas, não há um valor específico
para o descumprimento das normas relacionadas à
saúde mental e aos fatores de risco psicossociais.
A penalidade integra a lista geral de multas do
Ministério do Trabalho, com valores definidos de
acordo com o tamanho da empresa, a gravidade da
situação e o número de empregados.
Fonte: Agência Brasil

28/09/2026 -
Congresso registra diferenças no alinhamento aos ODS
Levantamento do Quem é Quem no Congresso analisa
31 votações e mostra como parlamentares e partidos
se posicionaram em matérias relacionadas aos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
As votações do Congresso Nacional revelam diferenças
expressivas entre partidos quando analisadas à luz
dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Levantamento da plataforma Quem é Quem no Congresso
aponta nota média nacional de 5,01, em uma escala de
0 a 10, entre os parlamentares, enquanto o
alinhamento médio das legendas chega a 56,2%.
Os ODS integram a Agenda 2030 das Nações Unidas e
abrangem 17 objetivos relacionados a temas como
redução das desigualdades, trabalho decente,
desenvolvimento econômico, igualdade de gênero,
proteção ambiental e fortalecimento das
instituições. A plataforma relaciona esses temas a
votações realizadas na Câmara e no Senado.
Diferenças entre os partidos
Pelos critérios adotados no levantamento, PT, PCdoB,
PSOL, Rede e PV formam o grupo de maior alinhamento,
com índice agregado de 91,4%. Entre as votações que
influenciam esse resultado estão matérias
relacionadas à redução das desigualdades e à
proteção ambiental.
Em uma faixa intermediária aparecem MDB, PSD, União
Brasil e Republicanos, com 54,2%. O comportamento
desse conjunto varia conforme o tema: há maior
aproximação aos parâmetros considerados pelo estudo
em determinadas pautas econômicas e diferenças mais
acentuadas em questões sociais e territoriais.
Já PL e Novo registram, em conjunto, 12,7% de
alinhamento segundo a metodologia utilizada, com
maior distanciamento dos parâmetros adotados na
análise especialmente em votações relacionadas à
proteção ambiental e a ações afirmativas.
Como o índice é calculado
O levantamento considera 31 votações nominais — 22 na
Câmara dos Deputados e nove no Senado Federal. A
partir da posição registrada em cada matéria
selecionada, os parlamentares recebem pontuação de 0
a 10, conforme os critérios estabelecidos para medir
a correspondência entre os votos e os ODS.
A metodologia e os critérios de seleção das matérias
podem ser consultados na própria ferramenta. O DIAP
informa que a plataforma utiliza registros oficiais
de votação da Câmara e do Senado e diferencia esses
dados das análises produzidas pela instituição.
O objetivo é permitir que trabalhadores, entidades
sindicais e cidadãos consultem as votações, conheçam
os critérios utilizados e acompanhem de forma mais
acessível a atuação de deputados, senadores e
partidos.
Acesse o Quem é Quem no Congresso
Fonte: Diap

28/09/2026 -
Comigo não haverá arrocho de aposentados. Eles terão
aumentos acima da inflação, garante Lula
“Eu sei o que vocês sofreram no governo passado, sem
aumento de salário mínimo, enquanto tudo subia de
preço, principalmente os alimentos”, disse o
presidente em mensagem “aos que trabalharam duro a
vida inteira e estão aposentados”
O presidente Lula, candidato à reeleição, em
mensagem “aos que trabalharam duro a vida inteira e
estão aposentados”, afirmou que em seu governo as
aposentadorias e pensões seguirão tendo reajustes
acima da inflação.
Lula denunciou, em vídeo de campanha, o arrocho
imposto por Bolsonaro ao trabalhador brasileiro que
ficou “sem aumento do salário mínimo, enquanto tudo
subia de preço”.
“Eu sei o que vocês sofreram no governo passado, sem
aumento de salário mínimo, enquanto tudo subia de
preço, principalmente os alimentos. Agora, eles
querem desvincular as aposentadorias e as pensões do
salário mínimo”.
“Somente no meu governo é possível garantir que o
salário mínimo vai ser reajustado acima da inflação
todo ano para os aposentados e trabalhadores da
ativa”.
Assista a mensagem de Lula:
https://www.youtube.com/watch?v=zQiO4kNYsrw
Fonte: Hora do Povo

28/09/2026 -
Comparecimento para votar valerá como Prova de Vida
automática no INSS
INSS cruza informações com bases públicas para
confirmar que o beneficiário está vivo, sem exigir
procedimento presencial.
O comparecimento às urnas será utilizado pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como
comprovação de vida de aposentados, pensionistas e
beneficiários de programas assistenciais.
A Prova de Vida é uma verificação realizada
periodicamente para confirmar que o titular do
benefício está vivo e, assim, garantir a
continuidade dos pagamentos. Atualmente, o
procedimento alcança cerca de 40 milhões de
beneficiários ativos.
Nos últimos anos, o processo passou por mudanças
para reduzir filas, custos e transtornos provocados
pelo antigo modelo presencial, especialmente para
idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
A partir da Lei 13.846/2019 e de regulamentações
posteriores, o comparecimento presencial deixou de
ser a principal forma de comprovação.
Entre os registros que podem ser utilizados está a
votação nas eleições. A Portaria INSS 1.408/2022
inclui a votação entre os eventos que podem ser
considerados para a comprovação de vida.
Dessa forma, quando o beneficiário comparece às
urnas, o registro é recebido pelo INSS e computado
como Prova de Vida, sem a necessidade de uma ação
específica do segurado para essa finalidade.
Cruzamento de dados
Para quem não comparecer às urnas, a ausência do
registro eleitoral não significa, por si só, que
será necessário fazer uma Prova de Vida presencial.
A falta de comparecimento às urnas também não
provoca o bloqueio do benefício. O INSS continua
buscando outras informações em bases governamentais
que possam comprovar que o beneficiário está vivo.
O sistema considera diferentes registros, como
emissão de documentos, movimentações em bases
públicas e atendimentos realizados. O beneficiário
pode ser chamado a regularizar a situação caso o
INSS não encontre informações suficientes para
realizar a comprovação.
A base de dados da Justiça Eleitoral já teve
participação relevante nesse processo. Em 2024,
foram identificados eventos eleitorais relacionados
a 20.957.288 beneficiários, que contribuíram para a
atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas
de Vida.
Fonte: Congresso em Foco

28/09/2026 -
Brasil tem recorde de 103 milhões de ocupados e
menor desemprego da história
Pesquisa do IBGE aponta um avanço considerável
das mulheres no mercado de trabalho. São 44,8
milhões ocupadas, o equivalente a 43,5% da população
O Brasil fechou o ano de 2025 com 103 milhões de
trabalhadores empregados, o maior índice de ocupação
desde o início da série em 2012, enquanto o número
de desocupados caiu para 6,1 milhões, também o menor
da história.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua – Características
Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgados na
quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2025, o nível de ocupação ficou estimado em
59,1%. A proporção se dá após a população ocupada
atingir sua maior estimativa, com 103 milhões de
pessoas, um crescimento de 1,7% em relação a 2024.
Além disso, a população em idade para trabalhar
aumentou 0,8%, com 174,1 milhões de pessoas.
A formalização no mercado de trabalho teve o maior
contingente de trabalhadores, com 38,9 milhões, em
2025, o maior da série. No entanto, o percentual foi
de 37,8%, ainda abaixo de 2014, quando foi de 40,2%.
O mesmo levantamento aponta um avanço considerável
das mulheres no mercado de trabalho. São 44,8
milhões ocupadas, o equivalente a 43,5% da
população.
Segundo o IBGE, desde 2012, a ocupação entre as
mulheres cresceu 20,5%, com a incorporação de 7,6
milhões de trabalhadoras. Naquele ano, o número de
mulheres ocupadas era de 37,2 milhões.
Os homens somaram 58,2 milhões, ou 56,5% do total.
Entre eles, a alta foi de 11,7%, com aumento de 6,1
milhões de ocupados.
Nesse período, o IBGE diz que 4,9 milhões de
trabalhadores ocuparam postos nas áreas de
administração pública, defesa, educação e saúde e
serviços sociais. Mais 3,8 milhões nos setores de
comunicação, atividades financeiras, imobiliárias,
profissionais e administrativas.
A conclusão é que tem mais gente trabalhando no
Brasil do que em qualquer outro momento da série
histórica do IBGE.
Fonte: Portal Vermelho

28/09/2026 -
Aliança contra assédio eleitoral no trabalho reúne
organizações de todo o Brasil e busca novos
parceiros
Diferentes segmentos fazem parte da mobilização
nacional que visa garantir o direito ao voto livre e
secreto nos ambientes de trabalho
Uma rede de empresas e instituições está se formando
para levar a defesa da liberdade de voto também para
dentro dos ambientes de trabalho. A
Aliança pelo Voto Livre e Secreto já conta com
organizações parceiras em diferentes regiões do
Brasil e está aberta a novas adesões. Entre as
adesões, estão as de veículos de comunicação,
entidades de classe, instituições do terceiro setor
e Sistema S.
A proposta é ampliar a participação de organizações
comprometidas em combater o assédio eleitoral por
meio da difusão da mensagem da campanha “No meu voto
mando eu”. A iniciativa reforça que ninguém pode
pressionar, ameaçar, constranger ou oferecer
vantagens para interferir nas escolhas políticas de
outra pessoa no ambiente de trabalho. A campanha é
resultado de um acordo de cooperação firmado entre a
Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o
Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público
do Trabalho.
Compromisso com a democracia
A adesão transforma empresas e instituições em
multiplicadoras dessa mensagem. Ao integrar a
Aliança, a organização assume publicamente o
compromisso com a liberdade de escolha e passa a
poder utilizar o selo oficial da campanha em suas
ações de comunicação.
A participação das organizações amplia a capacidade
de a campanha chegar diretamente a trabalhadores,
gestores, estudantes, profissionais e diferentes
setores da sociedade.
O que é o assédio eleitoral
O assédio eleitoral inclui pressão, ameaça,
constrangimento, intimidação ou promessa de
benefício para influenciar o voto, a posição
política ou a participação eleitoral de alguém no
ambiente de trabalho. Pode ocorrer entre chefias e
trabalhadores, entre colegas e também por mensagens,
reuniões, grupos de WhatsApp, e-mails ou redes
corporativas.
Entre os exemplos estão ameaçar de demissão por
causa do voto, prometer vantagens em troca de apoio
político, exigir comprovação de voto, obrigar a
participação em atos políticos ou pressionar colegas
e subordinados a apoiar candidaturas.
Sua organização também pode fazer parte
A Aliança está aberta a qualquer empresa, sindicato,
universidade e outras instituições interessadas em
demonstrar compromisso com a democracia e com o
respeito à liberdade de escolha.
A adesão é feita por meio de formulário. As
informações prestadas são utilizadas para o envio de
materiais de divulgação. A organização também passa
a integrar a relação de apoiadores da iniciativa.
Além do selo da Aliança, a campanha disponibiliza
cartazes, folders, adesivos, peças para redes
sociais e outros conteúdos que podem ser utilizados
para levar a mensagem a diferentes ambientes de
trabalho.
Conheça as organizações que já participam e saiba
como aderir à Aliança pelo Voto Livre e Secreto.
Fonte: TST

25/09/2026 -
Plenária nacional da CNTI comemora 80 anos com apoio
unânime à reeleição de Lula
Evento reuniu centenas de lideranças de todo país
e reforçou a luta pelo desenvolvimento soberano do
país com democracia
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI), durante a realização de Plenária
Nacional da entidade, no Centro de Treinamento
Educacional (CTE), em Luziânia (GO), aprovou, por
unanimidade Moção de Apoio pelo “total e irrestrito
à reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva
e do vice-presidente Geraldo Alckmin”.
A Moção justifica o apoio: “para garantirmos a
continuidade do fortalecimento da Democracia, da
Soberania Nacional, dos direitos sociais e o
inadiável fortalecimento do projeto de
desenvolvimento nacional, baseado em uma indústria
brasileira com emprego decente, com a valorização do
produto local e de conteúdo nacional”
Segundo a CNTI:
“a Moção representa um imperativo de todos os
democratas e patriotas que defendem um Brasil cada
vez mais justo e soberano, à altura de suas imensas
riquezas humanas e materiais, e à luz da história de
lutas de seu povo trabalhador”.
Os 80 anos da CNTI foram marcados, nesta terça-feira
(15), por agenda que combinou análise da conjuntura
política, eleições de 2026, desafios do
sindicalismo, desenvolvimento industrial, soberania
nacional e renovação geracional.
Durante a programação, foram inaugurados a usina
fotovoltaica da CNTI e o Ceras (Centro de
Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia
Socioprodutiva. As iniciativas aproximam a estrutura
da entidade de temas que ganharam espaço na agenda
sindical contemporânea: transição energética,
sustentabilidade, inovação, agroecologia e
desenvolvimento tecnológico.
A usina fotovoltaica também simboliza a aposta da
CNTI em fontes renováveis de energia. Já o Ceras
amplia o campo de atuação da entidade para
experiências relacionadas à agroecologia e ao uso de
remineralizadores.
Na abertura dos trabalhos, o presidente da CNTI,
José Reginaldo Inácio, destacou a singularidade do
momento vivido pelo país e o significado histórico
das 8 décadas da entidade.
Para ele, a celebração dos 80 anos representa também
oportunidade de discutir os caminhos do movimento
sindical diante das transformações econômicas,
políticas, tecnológicas e sociais do Brasil.
“A CNTI, ao lado de todo movimento sindical, quer
estar à altura dos desafios de defender os direitos
sagrados dos trabalhadores, que só poderão ser
assegurados num país com democracia e soberania.
Esse é o nosso compromisso”, afirmou o dirigente.
Luciana: fortalecer a indústria é fortalecer o
trabalho
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana
Santos, presente na abertura dos trabalhos, destacou
o papel dos trabalhadores no processo de
desenvolvimento nacional:
“Os trabalhadores da indústria têm papel
indispensável no desenvolvimento nacional. E
fortalecer a indústria significa, portanto,
fortalecer o trabalho.”
Luciana ressaltou ainda que são os trabalhadores que
transformam conhecimento, matéria-prima e tecnologia
em riqueza para o País, vinculando ciência, inovação
e produção à valorização do trabalho.
A Plenária da CNTI abordou a reindustrialização
brasileira diante de cenário internacional marcado
por tensões geopolíticas, guerras comerciais e
barreiras tarifárias.
Os participantes também discutiram a necessidade de
contrapartidas sociolaborais na concessão de
incentivos e subsídios públicos vinculados à Nova
Indústria Brasil (NIB), com exigências relacionadas
à geração de empregos decentes, valorização salarial
e responsabilidade ambiental.
Outro ponto destacado foi o fortalecimento da
organização dos trabalhadores nos locais de
produção, incluindo os comitês de fábrica, como
instrumentos de participação e resistência aos
processos de desindustrialização.
Também presente na abertura da Plenária, o ministro
do Trabalho, Francisco Macena, falou dos compromisso
do atual governo com a defesa do emprego decente e
do combate à precariedade nas relações do trabalho,
como a pejotização.
Por sua vez, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes,
abordou gênero, transição geracional e juventude no
contexto sindical.
O vice-presidente Geraldo Alckmin enviou mensagem
através de um vídeo, exibido durante a plenária, em
que saúda a CNTI pelos 80 anos de existência,
resgata a história da entidade e manifesta votos de
perenidade no futuro da entidade.
Carta de Luziânia atualiza plataforma da CNTI
Também foi aprovada a Carta de Luziânia, documento que
procura atualizar as formulações da CNTI 10 anos
depois da Carta de Brasília, aprovada em 2016.
O texto faz diagnóstico crítico das transformações
ocorridas na última década e aponta como desafios a
sustentação financeira das entidades, a defesa do
Direito Coletivo do Trabalho, a precarização das
relações laborais, os impactos da IA, a
desinformação e as mudanças climáticas.
Entre as diretrizes apresentadas estão o
fortalecimento da formação sindical e da educação
popular, a atualização programática da entidade, a
participação no debate eleitoral de 2026, a defesa
de contrapartidas sociais para investimentos
públicos na Indústria 4.0, a redução da jornada sem
redução salarial, o direito à desconexão e políticas
de igualdade de gênero, raça e renovação geracional.
Ao encerrar os trabalhos, o documento reafirmou,
segundo os próprios termos, o compromisso da CNTI
com “democracia política, soberania nacional e
justiça social”.
Realizada em Luziânia (GO), a Plenária Nacional CNTI
80 Anos reuniu 288 delegados e combinou balanço
histórico, análise da conjuntura e formulação de
diretrizes para o sindicalismo industrial diante das
mudanças no mundo do trabalho perante os avanços
tecnológicos nessa quase terceira década do século
21.
CNTI mais digital, democrática e próxima da base
A Plenária Nacional da CNTI propôs parcerias com
universidades, cursos, palestras e capacitação
digital. Na saúde, atenção à saúde mental,
fiscalização das normas regulamentadoras, prevenção
de acidentes e acesso a atendimento médico,
odontológico e psicológicos. Na Previdência, a
necessidade de assistência jurídica, orientação
permanente e fiscalização do preenchimento correto
do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). Na
renovação sindical, a palavra-chave foi
participação.
“A própria CNTI incorporou à agenda estratégica
da entidade temas debatidos durante a Plenária, como
formação sindical, precarização, inteligência
artificial, renovação geracional, igualdade de
gênero e redução da jornada”, defendeu um dos
grupos de trabalho.
Para isso, precisará formar novas lideranças,
dominar as tecnologias, cuidar da saúde dos
trabalhadores, enfrentar a precarização, ampliar a
participação de mulheres e jovens e, sobretudo,
voltar sempre ao lugar onde o sindicalismo encontra
a razão de existir: a base.
Homenagem a Calixto e Paim
O encerramento ganhou tom especialmente emotivo com a
homenagem a José Calixto Ramos, histórico dirigente
da CNTI, que comandou a entidade por várias décadas.
As filhas de Calixto, presentes ao evento, receberam
placa em reconhecimento à trajetória do dirigente
sindical e à contribuição que deixou para o
movimento dos trabalhadores da indústria.
Outro homenageado foi o senador Paulo Paim pelo seu
compromisso ao longo dos mandatos que exerceu, até
hoje, com as causas dos trabalhadores, como a luta
atual pelo fim da escala 6X1, com redução de jornada
e sem prejuízo nos salários. Paim, em vídeo exibido
aos presentes, ressaltou o “papel histórico da CNTI
para os trabalhadores industriários e o movimento
sindical brasileiro”.
Fonte: Rádio Peão Brasil

25/09/2026 -
Delegação sindical brasileira amplia intercâmbio na
China
Representantes de centrais sindicais brasileiras
participam de intercâmbio na China sobre indústria,
tecnologia, qualificação e sindicalismo
Uma delegação sindical brasileira participa, entre
20 e 29 de setembro, de intercâmbio em Shanghai, na
China, envolvendo indústria, tecnologia,
qualificação profissional e relações sindicais.
A missão reúne representantes do Conselho Nacional
do SENAI e das centrais Força Sindical, CUT, UGT e
NCST, fortalecendo intercâmbios científicos,
tecnológicos, sindicais e culturais.
Além disso, a agenda ocorre durante a WorldSkills
Shanghai 2026, competição internacional que reúne
jovens profissionais e apresenta tendências
relacionadas à educação profissional e novas
tecnologias.
Nesse contexto, os sindicalistas acompanham
experiências envolvendo formação profissional,
inovação e desenvolvimento industrial, temas
diretamente relacionados às transformações
tecnológicas e seus impactos sobre trabalhadores
brasileiros.
Encontro com Dilma Rousseff
Nesta quarta-feira (23), a delegação se reuniu com
Dilma Rousseff, presidenta do Novo Banco de
Desenvolvimento dos BRICS, durante o cumprimento da
programação oficial em Shanghai.
O encontro ampliou o diálogo institucional durante a
missão, que busca aproximar representantes dos
trabalhadores brasileiros de experiências
internacionais relacionadas ao desenvolvimento
econômico, industrial e social.
Além disso, no dia 25 de setembro, a delegação será
recebida oficialmente pela Federação dos Sindicatos
de Shanghai, entidade vinculada à central sindical
chinesa ACFTU.
A visita deverá ampliar o intercâmbio sobre
organização sindical, qualificação profissional,
relações de trabalho e mudanças tecnológicas
provocadas pelas transformações atualmente
observadas na indústria mundial.
Representantes dos trabalhadores
Pela Força Sindical, participam Osvaldo Olávio Mafra,
presidente da Central em Santa Catarina, e José
Pereira dos Santos Fernandes, secretário parlamentar
da CNTM e dirigente metalúrgico.
Mafra e José Fernandes também integram o grupo de
representantes dos trabalhadores no Conselho
Nacional do SENAI, espaço que acompanha políticas
relacionadas à formação profissional industrial
brasileira.
O Conselho também conta com Paulo Chitolina e José
Roberto Nogueira da Silva, representantes da CUT,
que participam regularmente das agendas
institucionais desenvolvidas pelos conselheiros dos
trabalhadores.
Chitolina preside o Sindicato dos Metalúrgicos de
Canoas, enquanto José Roberto Nogueira da Silva,
conhecido como Bigodinho, integra a direção do
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Pela NCST, Nelson Luiz Bonardi também participa das
atividades do grupo de conselheiros, além de exercer
atualmente a função de secretário-geral da
Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria.
Já Pedro Pereira de Sousa representa a UGT nessas
agendas e ocupa a Secretaria Nacional dos
Trabalhadores no Setor da Indústria de Alimentação
da própria Central sindical.
Assim, a participação conjunta das centrais amplia o
diálogo dos trabalhadores sobre qualificação,
desenvolvimento industrial e inovação, acompanhando
mudanças tecnológicas que transformam profissões e
processos produtivos.
A missão também fortalece relações internacionais
entre organizações sindicais, permitindo trocar
experiências sobre desafios enfrentados pelos
trabalhadores diante das mudanças econômicas,
produtivas e tecnológicas no mundo.
Fonte: Rádio Peão Brasil

25/09/2026 -
NCST defende avanços na NR-21 em reunião da CTPP
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
participou da 30ª Reunião Ordinária da Comissão
Tripartite Paritária Permanente (CTPP), realizada
nos dias 22 e 23 de setembro, na Esplanada dos
Ministérios, em Brasília. O encontro reuniu
representantes do governo, empregadores e
trabalhadores para debater a proposta de atualização
da Norma Regulamentadora nº 21 (NR-21), que trata
das condições de trabalho a céu aberto.
Representando a bancada do governo, participaram
Alexandre Furtado Scarpelli Ferreira,
Vice-Presidente da CTPP e Diretor do Departamento de
Segurança e Saúde no Trabalho, além de Afonso Rafael
Fernandes Borges, Mauro Marques Muller e Wellington
Yudji Kaimoti.
Pela bancada dos trabalhadores, a NCST esteve
representada por André Dias Lavatori, Diretor
Nacional de Formação Sindical e Qualificação
Profissional da NCST e Presidente do SINPROVERJ, e
por Robinson Leme, Secretário Nacional de Segurança
e Saúde do Trabalho da NCST.
A reunião contou ainda com a participação de
representantes de diversas instituições que
acompanham e contribuem para o aprimoramento das
políticas de segurança e saúde no trabalho, entre
elas o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a
Fundacentro, fortalecendo o caráter técnico e
democrático das discussões.
Durante os debates, a bancada dos trabalhadores
destacou a necessidade de que a nova NR-21 reflita a
realidade enfrentada por milhões de trabalhadores
expostos diariamente às condições climáticas
adversas. O aumento das temperaturas, a ocorrência
de eventos climáticos extremos e os impactos cada
vez mais evidentes das mudanças climáticas reforçam
a importância de uma norma atualizada e compatível
com os desafios do mundo do trabalho contemporâneo.
Segundo André Dias Lavatori, o diálogo entre as
bancadas avançou de forma significativa ao longo da
reunião, demonstrando o compromisso dos
participantes na construção de um texto que ofereça
maior proteção aos trabalhadores expostos às
intempéries.
“O debate avançou de forma madura e responsável.
Estamos trabalhando para que a NR-21 acompanhe a
realidade climática do país e ofereça diretrizes
mais adequadas para a proteção da saúde e da
segurança dos trabalhadores que exercem suas
atividades a céu aberto. Esse é um tema que impacta
diretamente a vida de milhões de brasileiros”,
destacou.
A NCST reafirmou sua defesa de uma regulamentação
moderna, construída por meio do diálogo tripartite e
baseada nas evidências técnicas e científicas
disponíveis, assegurando que a proteção à vida, à
saúde e à segurança dos trabalhadores permaneça como
princípio fundamental da norma.
Os trabalhos de revisão da NR-21 estão em fase final
de construção, com importantes avanços obtidos ao
longo das discussões tripartites. A expectativa é
que o texto final fortaleça a proteção à saúde e à
segurança dos trabalhadores que exercem suas
atividades a céu aberto, considerando os desafios
impostos pelas condições climáticas enfrentadas em
todo o país.
Fonte: NCST

25/09/2026 -
Quem é Quem amplia transparência no Congresso
Nova plataforma do DIAP reúne votações e dados
de deputados, senadores e partidos para facilitar o
acompanhamento das decisões no Legislativo
Acompanhar como deputados e senadores atuam depois
das eleições nem sempre é simples. Votações e
informações parlamentares estão disponíveis em
diferentes bases públicas, mas muitas vezes de forma
dispersa e pouco acessível.
Para aproximar esses dados da sociedade, o DIAP
lança o
Quem é Quem no Congresso, plataforma que reúne
informações sobre parlamentares, partidos e votações
e permite acompanhar como o Congresso Nacional
decide sobre temas de interesse dos trabalhadores e
da sociedade.
Pelo site, o usuário pode pesquisar deputados e
senadores, consultar votações, filtrar parlamentares
por estado, Casa legislativa e partido e comparar
informações sobre as legendas.
Do voto à informação
A plataforma organiza uma seleção de votações com
repercussão política, econômica, social e ambiental.
Os votos nominais têm como fonte os registros
oficiais da Câmara dos Deputados e do Senado
Federal, enquanto a seleção das matérias e a posição
de referência adotada na análise integram o trabalho
editorial do DIAP.
As decisões também são relacionadas aos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da
ONU, permitindo identificar votações ligadas a temas
como trabalho decente, redução das desigualdades,
educação, saúde, igualdade de gênero,
desenvolvimento econômico, meio ambiente e
fortalecimento das instituições.
Uma ferramenta para acompanhar o mandato
Para trabalhadores e entidades sindicais, o Quem é
Quem no Congresso oferece uma forma direta de
acompanhar a atuação dos representantes e verificar
como cada parlamentar se posicionou nas matérias
selecionadas.
Além das votações, a plataforma reúne informações
eleitorais e declarações de bens disponíveis nas
bases do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados
são apresentados com a identificação do ano e do
cargo disputado. No caso do patrimônio, os valores
correspondem às declarações feitas à Justiça
Eleitoral em cada eleição e não representam,
necessariamente, a situação atual do parlamentar.
Critérios transparentes
A metodologia utilizada também está disponível para
consulta. Entre os critérios para a seleção das
matérias estão a relevância política, econômica,
social ou ambiental; a existência de votação
nominal; o grau de divergência entre os
parlamentares; a relação com os ODS; e a clareza do
conteúdo submetido à votação.
A ferramenta ainda diferencia os dados obtidos em
fontes oficiais das análises elaboradas pelo DIAP,
permitindo ao usuário identificar a origem das
informações e compreender os critérios adotados.
Informação para participação e controle social
Com o Quem é Quem no Congresso, o DIAP amplia seu
trabalho de acompanhamento do Poder Legislativo e
oferece a trabalhadores, organizações sindicais e
cidadãos uma ferramenta para conhecer melhor a
atuação de seus representantes.
Em ano eleitoral, esse acesso ganha importância
adicional. Consultar votos, comparar informações e
conhecer decisões tomadas ao longo do mandato
contribui para um debate público mais informado
sobre representação política e sobre os interesses
em disputa no Congresso Nacional.
Acesse, pesquise e conheça o Quem é Quem no
Congresso:
https://www.quemequemnocongresso.org.br/
Fonte: Diap

24/09/2026 -
Em 2025, taxa de sindicalização fica em 8,8% da
população ocupada
Em 2025, o nível de ocupação ficou estimado em
59,1%, o maior da série histórica iniciada em 2012.
Em 2025, o nível de ocupação ficou estimado em
59,1%, o maior da série histórica iniciada em 2012.
A proporção se dá após a população ocupada atingir
sua maior estimativa, com 103,0 milhões de pessoas,
um crescimento de 1,7% em relação a 2024. Além
disso, a população em idade para trabalhar aumentou
0,8%, com 174,1 milhões de pessoas. As informações
foram divulgadas nesta quarta-feira (23) no módulo
Características adicionais do mercado de trabalho da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)
Contínua.
A formalização no mercado de trabalho teve o maior
contingente de trabalhadores, com 38,9 milhões, em
2025, o maior da série. No entanto, o percentual foi
de 37,8%, ainda abaixo de 2014, quando foi de 40,2%.
Taxa de sindicalização se mantém estável
A associação de trabalhadores a sindicatos manteve
estabilidade em 2025, com 8,8% (9,1 milhões de
pessoas). Em 2024, eram 8,9% dos ocupados (9,1
milhões de pessoas). A estabilidade se deu após um
aumento de 812 mil novos associados, em 2024, que
interrompeu uma sequência de reduções desde 2014.
O percentual de trabalhadores associados a sindicato
em cada região foi: Norte, 7,0%; Nordeste, 9,2%;
Sul, 9,7%; Sudeste, 8,8%; e Centro-Oeste, 8,0%.
Entre os homens, 8,9% estavam sindicalizados em
2025, enquanto entre as mulheres a proporção chegava
a 8,7%. A Região Nordeste foi a única em que o
percentual de mulheres sindicalizadas era maior que
a de homens, 9,6% contra 8,9%. No Norte, homens eram
7,5% e mulheres, 6,4%. No Sudeste, homens eram 9,0%
e mulheres, 8,6%. No Sul, 9,9% homens e 9,4%
mulheres. No Centro-Oeste, 8,4% homens e 7,4%
mulheres.
Taxa de sindicalização fica estável para todos os
Grupamento de Atividades
A taxa de sindicalização se manteve estável em todos
os grupamentos de atividade na comparação de 2025
com 2024. O grupamento de atividade com maior taxa
de sindicalização foi Agricultura, pecuária,
produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%.
Em seguida, Administração pública, defesa e
seguridade social, educação, saúde humana e serviços
sociais, com 14,6%; e Indústria geral, com 11,4%. Já
as menores taxas ficaram com os grupamentos Serviços
domésticos, 2,5%; Construção, 3,6%; e Outros
serviços, 3,6%.
Na comparação com 2012, houve diminuição da
sindicalização em todos os grupamentos. As maiores
variações ocorreram em Transporte, armazenagem e
correio, com redução de 12,4 p.p.; Administração
pública, defesa e seguridade social, educação, saúde
humana e serviços sociais e Indústria geral, ambas
com diminuição de 9,9 p.p.; e no grupo de
Informação, comunicação e atividades financeiras,
imobiliárias, profissionais e administrativas,
diminuição de 9,6 p.p..
Matéria completa:
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/48112-em-2025-
taxa-de-sindicalizacao-fica-em-8-8-da-populacao-ocupada
Fonte: IBGE

24/09/2026 -
Agosto teve mais ganhos salariais reais
O boletim “De Olho Nas Negociações”, do Dieese,
referente ao mês de agosto, traz boas notícias. Uma
delas é que cresceram os aumentos reais de salário
obtidos nas negociações coletivas feitas pelos
Sindicatos. A análise de 191 Convenções Coletivas
mostra ganhos em 89,6% das negociações contra 83,4%
do mês de julho.
“A análise dos resultados deste ano mostra que 2026
tem sido melhor do que 2025”, observa Luiz Ribeiro,
técnico do Dieese, responsável pelo boletim mensal
“De Olho Nas Negociações”. A média dos acordos acima
da inflação tem ficado entre 85 e 87%.
Os acordos analisados no mês de agosto mostram que
5,8% das Convenções ficaram iguais ao INPC acumulado
– no mês anterior eram 11,4%. Acordos abaixo da
inflação foram 5,2% em julho contra 7,3% em agosto.
Segundo Luiz Ribeiro, “o fato da economia ir bem
gera um padrão de estabilidade nas negociações
coletivas e nos acordos firmados”. Vale lembrar que
ganhos em salários indiretos (PLR, vale-refeição,
cláusulas sociais etc) não são computados no
Boletim.
Mas os ganhos reais, de certa forma, indicam um
teto, porque é raro o acordo salarial que supera 2%
de aumento real. Um caso recente é o acordo dos
trabalhadores em edifícios e condomínios de São
Paulo. O salário obteve 2% acima do INPC. Já o
reajuste do vale-refeição será maior, 10%.
Governos – Luiz Ribeiro afirma que, na média,
a comparação entre os governos Bolsonaro e Lula
indica ganhos reais maiores durante o atual governo.
Exemplo efetivo disso é o aumento real anual para o
salário mínimo. Mas nos acordos das categorias esse
ganho mais elevado também tem ocorrido.
Mais – Acesse o site do
Dieese
Fonte: Agência Sindical

24/09/2026 -
Com 46,3% dos votos válidos, Lula tem chance de
vitória no 1º turno
Considerando a margem de erro, presidente pode
chegar a 47,3%, ficando a menos de três pontos
percentuais da vitória já no primeiro turno
O presidente Lula (PT) alcançou 46,3% dos votos
válidos no cenário de primeiro turno para a eleição
presidencial, abrindo margem que sustenta a chance
de vitória já na primeira etapa do pleito, mostra a
pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. O levantamento coloca
o atual chefe do Executivo à frente de seu principal
adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que
registra 43,9% dos votos válidos.
A sondagem aponta que, na contagem de votos totais
para o primeiro turno, Lula lidera com 45,8% das
intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece
com 43,4%. Em seguida surgem Renan Santos (Missão),
com 4,5%; o escritor Augusto Cury (Avante), com
2,1%; o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado
(PSD), com 1,3%; e o ex-governador de Minas Gerais,
Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Outros candidatos somam
0,8%.
Nas projeções para o segundo turno, Lula vence em
todos os confrontos diretos pesquisados. Na disputa
direta com Flávio Bolsonaro, a contagem de votos
válidos mostra Lula com 50,2% contra 49,8% do
senador. Nos votos totais desse cenário, o
presidente obtém 47,7%, enquanto o parlamentar do PL
chega a 47,4%, acompanhados por 4,9% de votos
brancos, nulos ou indecisos. Nos demais cenários de
segundo turno em votos válidos, Lula registra 51,5%
contra Ronaldo Caiado (48,5%); 53% contra Romeu Zema
(47%); 54% contra Augusto Cury (46%); e 59,8% contra
Renan Santos (40,2%).
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada entre
os dias 17 e 22 de setembro, entrevistando 5.015
eleitores por meio da metodologia de recrutamento
digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro do
levantamento é de um ponto percentual, para mais ou
para menos, com nível de confiança de 95%. A
sondagem foi contratada pela Bloomberg e está
devidamente registrada no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.
Fonte: Brasil247

24/09/2026 -
TST define tese sobre extinção do direito de cobrar
dívida trabalhista
Segundo tese definida pelo Pleno, a prescrição
intercorrente atinge títulos executivos judiciais
anteriores à Reforma Trabalhista, desde que o credor
não responda a determinações judiciais posteriores à
mudança na lei
O Tribunal Superior do Trabalho fixou, nesta
terça-feira (22), tese jurídica vinculante sobre a
chamada prescrição intercorrente. De acordo com a
decisão, pessoas que deixarem de se manifestar num
processo na fase de execução por mais de dois anos,
a partir de novembro de 2017, quando entrou em vigor
a Reforma Trabalhista, podem perder o direito de
receber seus créditos, mesmo em ações iniciadas
antes da nova lei.
O entendimento, firmado no julgamento de incidente
de recurso de revista (Tema
39), deve orientar as decisões da Justiça do
Trabalho em todas as instâncias.
Direito de cobrar dívida pode ser extinto
A prescrição intercorrente é a perda do direito de
continuar cobrando judicialmente uma dívida porque,
na fase de execução, a pessoa que tem o direito
reconhecido deixa de tomar uma providência que era
necessária para fazer o processo avançar.
Antes da Reforma Trabalhista, a Súmula 114 do TST
estabelecia que a prescrição intercorrente não se
aplicava à Justiça do Trabalho. A Lei 13.467/2017,
porém, incluiu o artigo 11-A na CLT, que passou a
prever prescrição intercorrente de dois anos,
contados a partir do momento em que o trabalhador
deixa de cumprir uma determinação judicial durante a
execução. A Instrução Normativa 41/2018 do TST, por
sua vez, estabeleceu que esse prazo começa a ser
contado quando a determinação descumprida foi
posterior a 11 de novembro de 2017, quando a reforma
entrou em vigor.
Diante da divergência entre as Turmas do TST sobre a
aplicação dessa regra às execuções iniciadas antes
da reforma, o caso foi levado ao Pleno para a
fixação de precedente vinculante.
O que o TST decidiu
Para que haja a prescrição intercorrente, ou seja,
para que a execução seja extinta, o trabalhador
precisa ter deixado de cumprir uma ordem do juiz
emitida a partir de novembro de 2017 (quando entrou
em vigor a Reforma Trabalhista). Mesmo que os
valores tenham sido reconhecidos antes disso, o que
conta é ter ignorado a ordem do juiz depois dessa
data.
Para que isso ocorra, porém, o juiz precisa mandar
um aviso específico e direto ao trabalhador,
explicando exatamente o que ele deve fazer e
avisando sobre o risco do prazo começar a correr.
Avisos padronizados, automáticos ou genéricos não
valem para essa finalidade.
A conduta que justifica a aplicação da prescrição
intercorrente pressupõe a intimação pessoal do
credor, sem prejuízo da intimação do advogado.
Por fim, antes de decretar que o trabalhador perdeu
a possibilidade de receber o crédito por ter ficado
inerte, o juiz obrigatoriamente precisa dar a chance
para que ele explique se houve algum motivo justo
para o atraso.
Tese
A tese aprovada foi a seguinte:
I – O fato gerador da prescrição intercorrente
trabalhista (art. 11-A, § 1º, da CLT) é a inércia
qualificada do exequente, que se materializa pelo
descumprimento de ordem judicial exarada a partir da
vigência da Lei nº 13.467/2017, independentemente da
data de trânsito em julgado da decisão exequenda;
II – A intimação apta a deflagrar o fluxo
prescricional deve ser específica, cominatória e
contextualizada à realidade dos autos, evidenciando
que a paralisação do feito decorre exclusivamente da
inércia da parte exequente; veda-se, para esse fim,
o uso de intimações padronizadas, automáticas ou
genéricas;
III - Por configurar ato de despojamento de direito
decorrente de inércia injustificada, a conduta
desidiosa que atrai a sanção do art. 11-A da CLT
pressupõe a intimação pessoal do credor, sem
prejuízo da intimação do advogado.
IV - É nula a decisão que reconhece a prescrição
intercorrente sem que antes a parte prejudicada seja
ouvida para opor fato impeditivo à extinção da
execução (arts. 5º, LV, da CF, 9º, 10, e 921, §5º,
do CPC).
Processo:
IncJulgRREmbRep 0045200-20.2003.5.02.0042
Fonte: TST

23/09/2026 -
Programa de Flávio desmonta o trabalho
A Agência Sindical publica artigo de Clemente Ganz
Lucio e Eneida Vinhaes Bello Dultra, no qual eles
analisam a proposta de Flávio Bolsonaro para o mundo
do Trabalho. A lógica é: desregulamentar, reduzir o
poder da negociação coletiva, fazendo prevalecer a
relação direta entre contratante de contratado. Em
resumo, precarização.
Os autores advertem que o trabalho não aparece como
eixo estruturante de uma estratégia de
desenvolvimento. “Predomina uma abordagem segundo a
qual o indivíduo deve ser capacitado e liberado de
obstáculos pra buscar oportunidades no mercado, seja
como empregado, autônomo ou empreendedor”, observam
os autores, para quem “não se trata de uma diferença
menor”.
De acordo com Clemente e Eneida, “uma estratégia de
desenvolvimento não pode ser medida apenas pelo
crescimento do PIB, expansão do investimento ou
equilíbrio das contas públicas”. Eles comentam:
“Desenvolvimento resulta da relação entre
crescimento econômico, transformação produtiva,
distribuição da riqueza e da renda, redução das
desigualdades, sustentabilidade ambiental e
ampliação do bem-estar”.
Força – Para os autores, “o trabalho é uma
força constitutiva”. Já a massa salarial, diz o
artigo, “movimenta o mercado interno; trabalhadores
qualificados ampliam a capacidade produtiva;
relações de trabalho equilibradas favorecem
cooperação e inovação; proteção social dá segurança
às famílias; boas condições de trabalho reduzem
adoecimento e acidentes; e diálogo social e
negociação coletiva fortalecem a democracia”.
Sindicatos – A Agência Sindical “observa que
o Item 44 do Programa de Flávio praticamente
estimula um ataque direto aos Sindicatos”. Na
prática, “os Sindicatos são as entidades que fazem a
mediação coletiva entre capital e trabalho, buscando
valorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores
da ativa e de aposentados”. Sem isso, a precarização
dominará as relações de trabalho.
Mais –
Clique aqui e leia o texto integral
Fonte: Agência Sindical

23/09/2026 -
O que está em jogo na eleição para o Congresso
Nacional
Com 513 vagas na Câmara e 54 no Senado em
disputa, eleição definirá a correlação de forças que
conduzirá a agenda legislativa nos próximos quatro
anos
A eleição de 4 de outubro definirá mais do que os
próximos presidente da República e governadores. O
eleitor também escolherá os 513 deputados federais e
54 dos 81 senadores que integrarão o Congresso
Nacional a partir de 2027.
A composição dessas duas Casas terá impacto direto
sobre os rumos da agenda legislativa. É no Congresso
que serão discutidas e votadas propostas sobre
jornada de trabalho, negociação coletiva,
Previdência, serviço público, tributação, orçamento
e políticas sociais. Para os trabalhadores, o
resultado das urnas definirá, portanto, quais forças
estarão representadas nessas decisões e com que
peso.
Os levantamentos do DIAP ajudam a dimensionar esse
cenário. Na Câmara,
438 dos 513 deputados — 85,38% — disputam um novo
mandato. A elevada taxa de recandidatura,
combinada ao histórico de sucesso eleitoral de quem
já exerce o mandato, indica possibilidade de
continuidade significativa na composição da Casa.
Análise sobre a renovação do Congresso estima
que a Câmara poderá renovar entre 14,61% e 44,44% de
suas cadeiras. A média histórica é de
aproximadamente 49%. O dado reforça a perspectiva de
que parte expressiva dos atuais deputados poderá
permanecer no Parlamento.
No Senado, a disputa tem outra dimensão. Dois terços
da Casa serão renovados neste ano, com 54 cadeiras
em jogo. Dentre os senadores em fim de mandato, 32
buscam a reeleição.
A projeção aponta potencial de renovação entre 22 e
44 cadeiras.
Mas a renovação numérica não conta toda a história.
Análise publicada pelo Departamento chama
atenção para um aspecto importante: a entrada de
novos parlamentares não significa, necessariamente,
mudança na correlação de forças políticas e nos
setores representados no Legislativo.
É essa correlação de forças que estará em jogo nas
urnas. O resultado de outubro definirá o Congresso
que, a partir de 2027, decidirá sobre propostas
capazes de ampliar, preservar ou alterar direitos e
políticas públicas. Mais do que o percentual de
renovação da Câmara e do Senado, será a composição
política das duas Casas que mostrará quais setores
ganharam ou mantiveram espaço e como ficará o
ambiente para a agenda dos trabalhadores na próxima
legislatura.
Fique atento. O DIAP segue acompanhando o processo
eleitoral e monitorando, no Congresso Nacional, a
tramitação das propostas de interesse dos
trabalhadores. Análises, estudos e informações sobre
a atuação parlamentar continuarão disponíveis nos
canais da entidade, como subsídio às organizações
sindicais e à sociedade no acompanhamento das
decisões que afetam direitos e relações de trabalho.
Fonte: Diap

23/09/2026 -
Lula diz que ONU falha e que o Brasil "não cabe no
quintal de ninguém"
Presidente critica paralisia do Conselho de
Segurança, ingerência externa e tarifaço; fala sobre
eleição brasileira e defende fim da escala 6x1.
O presidente Lula abriu nesta terça-feira (22) seu
discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas com
uma dura crítica à própria ONU. Disse que a
organização vive seu momento mais crítico desde que
ele ocupou pela primeira vez a tribuna, em 2003, e
está falhando em uma de suas principais missões:
impedir guerras. Ao longo do pronunciamento, também
criticou interferências externas em eleições e
declarou que o Brasil "não cabe no quintal de
ninguém".
"O sentimento que me move hoje é o da indignação",
afirmou. Segundo Lula, a credibilidade da ONU "nunca
esteve tão baixa" e sua capacidade de proteger os
mais vulneráveis "nunca foi tão pequena". Ele
atribuiu parte da crise ao imobilismo do Conselho de
Segurança e lembrou que, já em 1946, o Brasil
alertava para os riscos do poder de veto das grandes
potências.
"Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às
grandes potências o privilégio da insensatez",
disse. Para o presidente, as concessões à "lei do
mais forte" passaram dos limites. "A guerra não é a
continuação da política por outros meios. É a
falência total da política."
"Quintal de ninguém"
Ao tratar da América Latina, Lula falou em
"recrudescimento de tentações hegemônicas" e fez uma
das declarações mais fortes do discurso: "O Brasil
não cabe no quintal de ninguém. Precisamos de
parceiros com uma agenda positiva, que fomente o
desenvolvimento". Em nenhum momento ele citou o nome
dos Estados Unidos ou do presidente Donald Trump, a
quem ontem acusou de agir como "imperador".
O presidente brasileiro disse que a democracia está
"novamente em xeque", criticou a "ingerência externa
em processos eleitorais" e a divisão do mundo em
zonas de influência. Defendeu que a Venezuela decida
seu próprio destino, criticou a Nicarágua por
impedir a oposição de disputar eleições e condenou o
embargo econômico contra Cuba.
O presidente voltou ao tema da soberania ao falar
sobre crime organizado. Afirmou que o Brasil não vai
"terceirizar" a defesa de suas fronteiras e cobrou
cooperação internacional contra o tráfico de armas e
a lavagem de dinheiro.
"Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas
águas. Precisamos de cooperação para estancar o
fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime",
declarou. Segundo Lula, essa é a orientação de uma
proposta entregue por ele ao presidente dos Estados
Unidos.
Eleição brasileira
A eleição de 4 de outubro ganhou destaque no
encerramento do pronunciamento. Lula disse que os
brasileiros não irão apenas escolher presidente,
governadores e parlamentares.
"Vão decidir entre democracia e negacionismo. Se o
Brasil vai avançar rumo a um futuro de mais
oportunidades ou regressar a um passado de
exclusão", afirmou.
Ele previu um pleito "transparente e competitivo",
com ampla liberdade de expressão, mas disse que há
quem abuse dessa liberdade "para se associar a
interesses estrangeiros contrários ao país".
Também alertou para redes de desinformação durante a
campanha. "Não permitiremos que os inimigos da
democracia, internos e externos, atentem contra a
vontade popular. A democracia brasileira pertence
aos brasileiros", disse.
Guerras e diplomacia
Sobre os conflitos internacionais, Lula acusou o
governo de Benjamin Netanyahu, de Israel, de
praticar "genocídio" contra palestinos em Gaza e, no
mesmo trecho, condenou os "atos terroristas do
Hamas" contra civis israelenses. Defendeu a solução
de dois Estados e criticou pressões contra o
Tribunal Penal Internacional.
Ao tratar da guerra entre Rússia e Ucrânia, afirmou
que "não haverá vencedores no campo de batalha" e
que a diplomacia é a única saída. Citou o Grupo de
Amigos da Paz, articulado por Brasil e China, como
iniciativa voltada ao diálogo.
Tarifas, minerais e tecnologia
Na área econômica, Lula disse que a Organização
Mundial do Comércio "respira por aparelhos" e
criticou o uso de tarifas como instrumento de
"coerção e chantagem". Mais adiante, mencionou o "tarifaço
contra nossa economia" e afirmou que, apesar dele, o
Brasil deverá bater novo recorde de exportações
neste ano.
Também afirmou que o acesso aos minerais críticos e
terras raras do país deverá ter como contrapartida
geração de valor no Brasil, transferência de
tecnologia e abastecimento de setores estratégicos
nacionais.
Outro alvo foram as grandes empresas de tecnologia.
Lula classificou como uma "omissão histórica
imperdoável" deixar de regulamentar big techs e
inteligência artificial e criticou o que chamou de "tecno-oligarcas"
interessados em um ambiente digital "sem regras nem
transparência".
Também atacou as plataformas de apostas, afirmando
que a indústria das bets "transforma o vício em
lucro", e defendeu o Pix. "Não vamos ceder às
pressões de multinacionais que querem privatizar o
nosso Pix", disse.
Fim da escala 6x1
Na parte dedicada ao trabalho, Lula defendeu o fim da
escala 6x1 para garantir dois dias livres por
semana. A proposta, que já passou pela Câmara e pela
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado,
aguarda análise dos senadores no Plenário.
"O trabalhador precisa de tempo para descansar, se
qualificar e conviver com a família", afirmou.
Segundo ele, a mudança também ajudaria a reduzir a
sobrecarga doméstica que ainda recai sobre as
mulheres.
Lula encerrou retomando a crise das Nações Unidas.
Depois de lembrar o papel da organização na
descolonização, na defesa dos direitos humanos e no
acolhimento de refugiados, disse que a ONU precisa
recuperar vontade política para voltar a ser "o
templo da paz".
Esta foi a décima vez que Lula discursou na abertura
da Assembleia Geral. Ele ocupou a tribuna da ONU em
2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e
2025. Desde 1955, o Brasil tradicionalmente é o
primeiro país a falar no debate geral, seguido pelos
Estados Unidos.
Agenda em Nova York
Na segunda-feira (21), Lula se reuniu com o presidente
do Uruguai, Yamandú Orsi, com o prefeito de Nova
York, Zohran Mamdani, e com o senador americano
Bernie Sanders.
Ele também concedeu entrevista à CNN, na qual fez
críticas a Donald Trump e afirmou haver "indícios de
interferência" dos Estados Unidos no processo
eleitoral, inclusive relacionados à inteligência
artificial.
Fonte: Congresso em Foco

23/09/2026 -
Trabalhador em mina subterrânea terá direito a
adicional de periculosidade
Na região, há um reservatório natural com bolsões
de gás explosivo
A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais
(SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho deferiu a
um minerador da Vale S.A. em Sergipe o pagamento de
adicional de periculosidade de 30% pelo trabalho em
mina subterrânea. A periculosidade foi reconhecida
em laudo pericial porque o trabalho era realizado
numa área de armazenamento de inflamáveis gasosos.
Local da mina tinha bolsões de gás explosivo
O minerador, contratado em 1992, alegou na ação que
trabalhava nas frentes de lavra de potássio da mina
subterrânea de Taquari/Vassouras, onde
frequentemente eram encontrados bolsões de gás
explosivo. A mina fica perto do Campo de Petróleo de
Carmópolis, da Petrobras, e, segundo ele, diversos
acidentes graves ocorreram no local, inclusive um
fatal. Nesse episódio, ao manusear uma máquina, o
operário atingiu um bolsão de gás e, como os dentes
de corte da máquina ficam incandescentes em razão do
atrito com a rocha, ocorreu uma explosão.
Por sua vez, a Vale argumentou que não havia
previsão legal do adicional para as atividades
desenvolvidas pelo empregado.
Matéria completa:
https://www.tst.jus.br/-/trabalhador-em-mina-subterranea-tera-direito-a-adicional-de-periculosidade
Fonte: TST

23/09/2026 -
Demissão de trabalhador que move ação contra a
empresa gera danos morais
Ao demitir um trabalhador logo depois do ajuizamento
de uma ação trabalhista, a empresa adota conduta
discriminatória na tentativa de inibir o exercício
do direito de ação, atingindo a dignidade e a
liberdade de acesso à Justiça do empregado.
Com esse fundamento, a juíza Maria Rafaela de
Castro, da 1ª Vara do Trabalho da Região do Cariri
(CE), condenou uma empresa de reciclagem a pagar R$
30 mil a um ex-empregado por danos morais. Ela
reconheceu que a demissão do ex-auxiliar de linha de
produção teve caráter retaliatório e
discriminatório.
O trabalhador prestou serviços em uma unidade de
reciclagem de resíduos em Juazeiro do Norte (CE)
entre maio de 2023 e dezembro de 2025. Contratado
formalmente como auxiliar na linha de produção, ele
operava prensas, moinhos de PVC e fazia a separação
manual de lixo comum, orgânico e inorgânico,
oriundos de lixões e hospitais. O material não tinha
prévio tratamento de limpeza e o trabalhador não
recebia equipamentos de proteção individual (EPIs)
adequados para neutralizar os agentes agressivos.
Na ação trabalhista, o autor pediu a anulação da
dispensa, a quitação de todas as verbas rescisórias
com reflexos do adicional de insalubridade e FGTS
com multa de 40%, além de indenização por danos
morais. Ocorre que o trabalhador já havia ajuizado
um processo anterior para cobrar o adicional de
insalubridade. O profissional foi demitido apenas um
mês depois de acionar a Justiça.
Matéria completa:
https://conjur.com.br/2026-set-21/demitir-trabalhador-que-moveu-acao-trabalhista-gera-danos-morais/
Fonte: Consultor Jurídico

22/09/2026 -
“Direito de oposição” não deve virar arma contra
sindicatos e trabalhadores
Direito de recusar a contribuição assistencial
não pode servir de pretexto para ofensiva patronal
destinada a asfixiar sindicatos, enfraquecer a
negociação coletiva e tentar destruir a organização
sindical.
Marcos Verlaine*
Está em jogo a própria capacidade financeira de os
sindicatos representar trabalhadores, negociar
convenções coletivas e enfrentar o poder econômico
das empresas.
O STF reconheceu a constitucionalidade da
contribuição assistencial para trabalhadores,
inclusive não sindicalizados, desde que assegurado o
chamado “direito de oposição”. Isto chama-se direito
sob a ótica liberal e individual, que se contrapõe
ao chamado direito coletivo.
O princípio, em si, está relacionado à liberdade
individual. O problema começa quando esse direito é
transformado em instrumento de campanha para
esvaziar financeiramente as entidades sindicais.
É justamente aí que aparece o que o movimento
sindical tem chamado de “sindicatofobia”: ofensiva
que não se limita a criticar sindicatos, mas procura
apresentá-los como instituições dispensáveis e,
sobretudo, como organizações que o trabalhador
deveria deixar de financiar. Trata-se de aversão e
preconceitos aos sindicatos. Os sindicatos oferecem
um mínimo de equilíbrio no processo negocial, que em
geral, se dá sob condições absolutamente desiguais.
Imagine-se, o trabalhador negociando suas condições
de trabalho individualmente ou até mesmo
coletivamente, sem a mediação sindical com o patrão.
Seria como se o “enforcado tentasse negociar com a
corda”.
Mesmo quando são esses que negociam reajustes,
pisos, benefícios e demais cláusulas que alcançam
toda a categoria.
Sindicatos negociam em benefício de todos
Há grave e evidente contradição nesse debate. O
trabalhador pode não ser sindicalizado, pode não
participar das assembleias e pode até exercer
legitimamente o tal do “direito de oposição” à
contribuição. Entretanto, quando o sindicato negocia
convenção coletiva, os resultados da negociação
alcançam à toda à categoria.
O reajuste salarial não fica restrito aos
associados/filiados. O piso não é exclusivo de quem
paga mensalidade ao sindicato como filiado à
organização da categoria profissional ou econômica.
Os benefícios conquistados na negociação coletiva
não perguntam ao trabalhador se ele é filiado ao
sindicato.
Surge, então, a pergunta incômoda: se a negociação
coletiva beneficia a todos, por que somente parcela
deveria financiar a estrutura que realiza essa
negociação? No caso, o sindicato!
É nesse ponto que a discussão sobre a contribuição
assistencial deixa de ser apenas financeira e passa
a ser disputa sobre o próprio modelo de
representação coletiva.
Oposição estimulada
O “direito de oposição” não deveria se transformar
em mecanismo de asfixia financeira. Entretanto, na
prática, o movimento sindical denuncia situações em
que trabalhadores são estimulados, orientados ou até
mesmo conduzidos ao sindicato para apresentar
oposição à contribuição.
Quando isso ocorre de maneira sistemática e
articulada, a questão muda de natureza. Já não se
trata apenas de garantir a chamada “liberdade
individual” do trabalhador, mas de saber quem tem
interesse no enfraquecimento econômico da entidade
que negocia coletivamente com o empregador.
O sindicato, afinal, não negocia em condições de
igualdade com a empresa apenas porque possui
reconhecimento jurídico. Precisa de estrutura,
assessoria jurídica, dirigentes liberados,
comunicação, mobilização, assembleias e capacidade
de acompanhar o cumprimento das normas coletivas
originária desse processo oneroso que é a negociação
coletiva, que pode redundar em outros vários
processos, que são, por exemplo, os acordos
coletivos.
Sem financiamento, não há estrutura sindical capaz
de sustentar negociação coletiva permanente. E o
cumprimento desse processo no dia a dia do sindicato
e da própria categoria.
E é exatamente essa vulnerabilidade que pode
transformar o “direito de oposição”, concebido como
garantia de “liberdade individual”, em ferramenta de
enfraquecimento da luta coletiva.
A quem interessa sindicato sem recursos?
A questão pode ser colocada de forma ainda mais
direta: a quem interessa sindicato sem dinheiro, sem
estrutura e sem capacidade de mobilização da
categoria?
Não é necessário acabar formalmente com o sindicato
para enfraquecê-lo. Basta retirar-lhe
progressivamente as condições materiais e
financeiras para que isso funcione.
Sindicatos financeiramente asfixiados econômica e
financeiramente têm mais dificuldades para contratar
assessoria jurídica, realizar campanhas salariais,
organizar assembleias, manter dirigentes, produzir
informação para a categoria, fiscalizar acordos e
enfrentar empresas em conflitos trabalhistas.
É uma forma de desmonte que pode ocorrer sem que
nenhuma lei determine a extinção da entidade.
Por isso, a defesa da liberdade individual não pode
ser utilizada como argumento para ocultar disputa
muito maior: a disputa pelo poder de organização dos
trabalhadores, por meio do sindicato.
Crítica não é o mesmo que destruição
Sindicatos devem ser cobrados. Devem prestar contas,
renovar as direções, ampliar a representatividade,
combater a burocratização e corrigir erros. O
trabalhador tem todo o direito de questionar a
entidade de que faz parte mesmo não sendo filiado e,
dentro da lei, de não se filiar ou de exercer
“direito de oposição”.
Muito embora, a bem da verdade, e ainda do direito
coletiva, esse “direito” seja absurdo, pois trata-se
de o “direito” de sabotar a maioria ter
representação, que organiza e protege a todos na
categoria.
Uma coisa é cobrar o sindicato. Outra é criar
ambiente social e político no qual a própria
existência financeira da organização sindical seja
tratada como algo a ser eliminado.
A primeira atitude fortalece a chamada democracia
sindical. A segunda pode enfraquecer justamente o
instrumento coletivo de que o trabalhador dispõe
para enfrentar relação estruturalmente desigual com
o empregador.
O debate sobre a contribuição assistencial,
portanto, não deveria terminar na pergunta sobre
quem pode ou não se opor. É preciso perguntar também
quem financia a negociação coletiva, quem se
beneficia dessa e quem ganha quando o sindicato
perde a capacidade de organizar a categoria.
Porque sindicato sem filiados é problema de
representatividade e de outros elementos. Sindicato
sem recursos é problema de sobrevivência. E
sindicato sem capacidade de negociação significa
trabalhador mais isolado diante do poder econômico
da empresa e/ou do patrão.
O chamado “direito de oposição” à contribuição
assistencial tem sido usado, pelos patrões e
empresas, na verdade, não como direito individual.
Mas contra o direito coletivo à proteção do
trabalhador pelo sindicato. E, pior, como “direito”,
estimulado pelos patrões e empresas, na tentativa de
destruir os sindicatos, pela asfixia financeira e
econômica.
O centro desse debate é mais complexo e se insere na
própria tensão do liberalismo político,
posteriormente apropriada pelo neoliberalismo, que
frequentemente contrapõe a liberdade individual à
chamada liberdade coletiva. A rigor, porém, a
liberdade de um não pode se converter no direito de
destruir a liberdade e a organização do outro —
neste caso —, de tentar inviabilizar ou destruir o
sindicato. Menos ainda quando essa ofensiva é
estimulada e alimentada pelo patronato e pelo
empresariado.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Diap

22/09/2026 -
Romeu Zema defende alternativa à CLT e ironiza
jornada de 40 horas
Candidato do Novo propõe contratação por hora e
afirma que redução da carga semanal não garante
desenvolvimento econômico.
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu
a criação de uma modalidade de contratação
alternativa à CLT e ironizou a proposta de redução
da jornada semanal para 40 horas.
Em entrevista ao Jornal da Record, o ex-governador
de Minas Gerais afirmou que trabalhadores deveriam
ter liberdade para definir a própria carga horária.
Segundo Zema, o novo modelo permitiria a contratação
por hora e funcionaria paralelamente às regras
atuais da CLT.
Ele citou como exemplo jovens interessados em
trabalhar aos fins de semana, possibilidade que, na
avaliação do candidato, seria limitada pela
legislação vigente.
"Se ele é jovem, é novo, se ele não tem nada o que
fazer, ele pode até falar que quer trabalhar mais do
que 40 horas. O que eu quero aqui no Brasil é uma
alternativa à CLT. Não tem como, pela CLT, falar: Eu
quero trabalhar sábado, das 8h da manhã às 18h da
tarde."
Crítica à redução da jornada
Ao comentar a discussão sobre a diminuição da carga
semanal, o candidato questionou a relação entre
menos horas de trabalho e crescimento econômico.
Em tom irônico, afirmou que, se a medida fosse
suficiente para promover o desenvolvimento, o país
poderia reduzir a jornada para dez horas.
"Se reduzir jornada de trabalho trouxesse
desenvolvimento, vamos reduzir então para dez horas
por semana. Aí está resolvido, aí nós vamos para o
céu. Talvez 40 não seja adequado. Vamos passar a
trabalhar, então, dez horas por semana."
Debate no Congresso
A redução da jornada está em discussão no Senado por
meio de uma proposta de emenda à Constituição que
acaba com a escala 6x1 e diminui de 44 para 40 horas
a carga máxima semanal, sem redução salarial.
O texto também assegura dois dias de descanso
remunerado.
A proposta já foi aprovada pela Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), mas a votação no
Plenário foi adiada diante da falta de garantia dos
49 votos necessários e da obstrução da oposição.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
anunciou que a análise será retomada após as
eleições.
Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser
aprovado em dois turnos, com o apoio de pelo menos
49 dos 81 senadores em cada votação. Se houver
mudanças, a matéria deverá retornar à Câmara dos
Deputados.
Fonte: Congresso em Foco

22/09/2026 -
Mercado reduz projeção da Selic para 13,50%
Expectativa para inflação sobe para 4,92%, diz
Boletim Focus
O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a
expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim
de 2026. A projeção, apresentada pelo Boletim Focus
divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco
Central, indica que o mercado trabalha com a
expectativa de novo corte de juros ainda no ano
corrente.
A revisão para baixo ocorre cinco dias depois de o
Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em
0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em
13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do
Banco Central para alcançar a meta de inflação.
O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o
ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos
meses, à medida que a inflação se mantém
relativamente controlada.
Para 2027, a estimativa para a Selic permanece em
12% ao ano. Já as projeções para 2028 e 2029 ficaram
estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente.
Em relação à inflação oficial do país, medida pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão
para este ano, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a
expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em
3,80%.
Selic x inflação
A taxa básica de juros é o principal instrumento
utilizado pelo Banco Central para controlar a
inflação. Quando a Selic é elevada, o crédito tende
a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a
conter a alta dos preços, além de estimular a
poupança.
Já a redução dos juros busca estimular a atividade
econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e
incentivar investimentos e consumo.
Vale lembrar que os bancos consideram também outros
fatores, na hora de definir os juros cobrados dos
consumidores. Entre eles, risco de inadimplência,
lucro e despesas administrativas.
Economia
A estimativa para o crescimento da economia brasileira
apresentou nova revisão para baixo. A projeção para
a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026
caiu de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão
recuou de 1,45% para 1,43%. As estimativas para 2028
foram mantidas em 1,87%.
No mercado de câmbio, as projeções permaneceram
estáveis, tanto para este ano como para os anos
subsequentes: de R$ 5,20 em 2026; de R$ 5,28 em
2027; e de R$ 5,30 em 2028.
Fonte: Agência Brasil

22/09/2026 -
Perda pequena de capacidade não afasta direito a
pensão mensal de operador de máquinas
A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
reconheceu o direito de um operador de máquinas a
receber da Engefuro Comércio e Serviços Ltda.
indenização por dano material, na forma de pensão
mensal, mesmo tendo sofrido 12,5% de perda da
capacidade para a função. Segundo os ministros, para
receber a indenização por danos materiais, são
irrelevantes um baixo percentual da perda de
capacidade, a atividade não ser a única causa do
problema e que o trabalhador possa exercer outras
funções.
Problemas na coluna e queda
Operador de máquinas elétricas de perfuração, o
profissional fazia perfuração em concreto em obras,
como vigas e lajes, com máquinas com pesos que iam
de 2 kg a 200 kg. Raramente trabalhando com
ajudante, ele afirmou que, em decorrência das
atividades exercidas, sentia muitas dores nas
costas. Alegou que, em 2015, sofreu uma queda no
trabalho, acidente que lhe causou ainda mais dores
na coluna, mas não houve emissão de Comunicação de
Acidente de Trabalho (CAT). Afastado pelo INSS de
2015 a 2018, quando retornou à atividade, passou a
trabalhar internamente na sede da empresa. Entre
outras verbas, ele pediu, na Justiça, ressarcimento
do dano material sofrido em razão da redução da
capacidade de trabalho.
Matéria completa:
https://www.tst.jus.br/-/perda-pequena-de-capacidade-nao-afasta-direito-a-pensao-mensal-de-operador-de-maquinas
Fonte: TST

21/09/2026 -
Plenária Nacional CNTI marca os 80 anos da entidade
A Plenária Nacional da Confederação Nacional
dos Trabalhadores na Indústria – CNTI – 80 Anos foi
realizada entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026,
no Centro Técnico Educacional (CTE) do Instituto de
Educação e Trabalho José Calixto Ramos, em Luziânia
(GO).
Com o tema “O Sol que iluminou 80 anos de lutas
agora gera a energia do nosso futuro”, o encontro
reuniu 288 delegados, além de representantes de
federações e sindicatos de diferentes regiões do
País.
A programação combinou balanço histórico, análise da
conjuntura e formulação de diretrizes para a atuação
do sindicalismo industrial diante das transformações
econômicas, sociais e tecnológicas que afetam o
mundo do trabalho.
Durante a programação, representantes do Sindicato
dos Eletricitários, incluindo o presidente, Eduardo
Annunciato, “Chicão”, que também é secretário de
formação da CNTI, acompanharam debates sobre as
principais demandas da classe trabalhadora, trocaram
experiências e contribuíram para a construção de
estratégias conjuntas voltadas à valorização
profissional, à defesa dos direitos trabalhistas e à
melhoria das condições de trabalho.
A participação em uma atividade de abrangência
nacional também possibilitou ampliar o diálogo com
sindicatos e federações, acompanhar as discussões de
interesse da categoria e fortalecer a unidade do
movimento sindical.
Carta de Luziânia atualiza plataforma da CNTI
Entre as principais deliberações do encontro esteve a
aprovação da Carta de Luziânia, documento que
atualiza as formulações da CNTI dez anos depois da
publicação da Carta de Brasília, aprovada em 2016.
O texto apresenta um diagnóstico crítico das
transformações ocorridas na última década e aponta
desafios como a sustentabilidade financeira das
entidades sindicais, a defesa do Direito Coletivo do
Trabalho, a precarização das relações laborais, os
impactos da inteligência artificial, a disseminação
da desinformação e as mudanças climáticas.
Entre as diretrizes estabelecidas estão o
fortalecimento da formação sindical e da educação
popular, a atualização programática da entidade, a
participação no debate eleitoral de 2026 e a defesa
de contrapartidas sociais para os investimentos
públicos na Indústria 4.0.
A Carta também defende a redução da jornada sem
redução salarial, o direito à desconexão e a adoção
de políticas voltadas à igualdade de gênero e raça e
à renovação geracional do movimento sindical.
O documento destaca ainda iniciativas desenvolvidas
pela CNTI, como a usina fotovoltaica e o Centro de
Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia
Socioprodutiva, instalado no CTE de Luziânia. Ao
final, reafirma o compromisso da Confederação com a
democracia política, a soberania nacional e a
justiça social.
Moção de apoio à reeleição de Lula
No encerramento da plenária, os delegados aprovaram,
por unanimidade, uma Moção de Apoio ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e à sua reeleição.
O documento manifesta “apoio total e irrestrito à
reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva” e
relaciona essa posição à defesa da democracia, da
soberania nacional, dos direitos sociais e de um
projeto de desenvolvimento baseado no fortalecimento
da indústria brasileira, no trabalho decente e na
valorização da produção e do conteúdo nacionais.
A moção integra o conjunto de deliberações políticas
aprovadas pela plenária e explicita o posicionamento
da CNTI para o processo eleitoral de 2026.
Homenagem a José Calixto Ramos e posse da nova
direção
O encerramento também foi marcado por uma homenagem a
José Calixto Ramos, dirigente histórico da CNTI.
Suas filhas receberam uma placa em reconhecimento à
trajetória do sindicalista e à contribuição deixada
por ele para o movimento dos trabalhadores da
indústria.
Na sequência, ocorreu a posse política da nova
diretoria da Confederação, presidida por José
Reginaldo Inácio, com a entrega dos diplomas aos
dirigentes.
A cerimônia marcou a continuidade da direção da CNTI
no ciclo em que a entidade celebra oito décadas de
existência e projeta sua atuação diante das
transformações econômicas, tecnológicas e sociais.
Fonte: Rádio Peão Brasil

21/09/2026 -
Um em
cada três cumpre escala 6×1
Recentemente, o Dieese publicou um trabalho, com
ótimos gráficos, abordando vários aspectos da escala
6×1. O estudo mostra que 14,8 milhões de pessoas
cumprem essa escala. Na prática, a 6×1 se aplica a
um em cada três trabalhadores.
Trabalhar mais horas significa ter renda maior? Não
é bem assim. O Dieese mostra ser de R$ 5,5 mil a
renda dos que trabalham até 40 horas. Já quem cumpre
jornada entre 41 e 44 horas tem rendimento médio de
R$ 2.560,00.
Outra questão pertinente a jornadas excessivas de
trabalho é o tempo médio de deslocamento do
trabalhador. Segundo o estudo, 71,2 milhões precisam
se deslocar de casa para o trabalho. O tempo médio
está assim distribuído: 14 milhões levam de 50
minutos a uma hora; 7,4 milhões consomem mais de uma
hora no trânsito; e 1,5 milhão de pessoas passa mais
de duas horas diárias nesse deslocamento.
Jornadas altas têm relação direta com adoecimento. O
Dieese mostra que 6,1 milhões estão doentes ou foram
acidentados. Já na faixa dos que trabalham de 37 a
40 horas esse número cai para 1,4 milhão de casos.
O estudo também cita setores que têm maior
dependência da escala 6×1. São eles transporte
aéreo, serviços de alojamento (hotéis etc.), setor
de alimentação e comércio em geral.
Quanto à conciliação trabalho/estudo, apenas 9,7%
conseguem quando fazem escala 6×1.
Mais – Acesse o site do Dieese
Fonte: Agência Sindical

21/09/2026 -
CNTI inaugura usina fotovoltaica e Centro de
Experimentação e Agroecologia
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) realizou, na terça-feira (15), a
inauguração da Usina Fotovoltaica (UFVCNTI) e do
Centro de Experimentação com Remineralizadores e
Agroecologia Socioprodutiva.
A solenidade foi conduzida por José Reginaldo,
presidente da CNTI e vice-presidente da Nova Central
Sindical de Trabalhadores (NCST). A atividade também
contou com a participação de mais dirigentes da NCST,
entre eles Moacyr Roberto Tesch Auersvald, Diretor
de Relações Institucionais, Wilson Pereira, Diretor
de Finanças, além de outros dirigentes da entidade.
A nova estrutura reúne iniciativas voltadas à
geração de energia solar fotovoltaica, à
experimentação com remineralizadores e ao
desenvolvimento de práticas de agroecologia
socioprodutiva. A proposta busca integrar
sustentabilidade, inovação tecnológica e
alternativas de produção, contribuindo para o debate
sobre novos modelos de desenvolvimento.
A inauguração da UFVCNTI e do Centro de
Experimentação reafirma a atuação da CNTI na busca
por iniciativas que dialoguem com os desafios
ambientais, sociais e econômicos contemporâneos.
Para a NCST, a participação na solenidade também
reforça a importância de aproximar o movimento
sindical das discussões sobre transição energética,
sustentabilidade, inovação e futuro do trabalho.
Fonte: NCST

21/09/2026 -
Dirigentes sindicais manifestam apoio a Lula durante
evento da CNTI
Durante a programação da CNTI 80 Anos, realizada
nesta quinta-feira (17), dirigentes sindicais que
participam do evento manifestaram publicamente seu
apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva à reeleição.
Entre os dirigentes que expressaram apoio estão José
Reginaldo Inácio, presidente da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e
vice-presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST); Moacyr Roberto Tesch Auersvald,
Diretor de Relações Institucionais da NCST; e Wilson
Pereira, Diretor de Finanças, além de outros
dirigentes da entidade.
O posicionamento manifestado pelos dirigentes
integra o debate político que vem sendo realizado no
movimento sindical, especialmente em torno de temas
relacionados ao trabalho, aos direitos sociais e às
políticas públicas voltadas à classe trabalhadora.
Fonte: NCST

21/09/2026 -
Eleições se aproximam: classe trabalhadora deve
estar vigilante contra o assédio eleitoral
Canal das centrais sindicais recebe denúncias de
ameaças, demissões e outras formas de pressão
política no trabalho
Com a proximidade das Eleições de 2026, a classe
trabalhadora deve estar atenta a qualquer tentativa
de pressão política no ambiente de trabalho. As
centrais sindicais mantêm um canal nacional para
receber denúncias de assédio eleitoral, como ameaças
de demissão, constrangimentos, transferência,
retirada de benefícios ou promessas de vantagens em
troca de apoio político.
O assédio eleitoral acontece quando empregadores ou
gestores utilizam sua posição para tentar interferir
na escolha política dos trabalhadores. O voto é
secreto e a liberdade de escolha deve ser
respeitada.
As denúncias serão sistematizadas pelo DIEESE e
poderão subsidiar a orientação dos trabalhadores e a
adoção de medidas pelas entidades sindicais. Casos
com elementos suficientes também poderão ser
encaminhados ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
A eleição está chegando. Fique atento, conheça seus
direitos e denuncie qualquer tentativa de pressão
política no trabalho.
Como denunciar
Acesse:
https://centraissindicais.org.br/ae/
Também há atendimento pelo WhatsApp para
orientações.
Fonte: NCST

21/09/2026 -
Projeto garante teletrabalho para gestante com
gravidez de risco
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado
O Projeto de Lei 2085/26 assegura o direito ao regime
de teletrabalho ou trabalho remoto para empregadas
grávidas que estejam em situação de risco clínico
comprovado por atestado médico oficial.
O texto em análise na Câmara dos Deputados também
estabelece prioridade na alocação de vagas remotas
para gestantes, pessoas com deficiência e empregados
com filhos de até quatro anos.
“Ao garantir o teletrabalho à gestante diante de
riscos clínicos, o projeto favorece a manutenção do
emprego e a contínua valorização da mulher no
mercado de trabalho”, afirmou a deputada Renata
Abreu (Pode-SP), autora da proposta.
Segurança e saúde
A iniciativa de Renata Abreu altera a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT). Segundo a deputada, a ideia
é adaptar a legislação à realidade tecnológica e
usar o trabalho remoto como ferramenta de segurança
e saúde no trabalho.
De acordo com a proposta, se a função original da
trabalhadora for incompatível com o teletrabalho, o
empregador poderá alterar provisoriamente as
atividades exercidas pela gestante para viabilizar o
formato remoto.
A mudança temporária de função deve respeitar a
condição pessoal da gestante e ocorrer sem qualquer
prejuízo à remuneração. A proposta também assegura a
retomada da atividade original logo após o retorno
ao trabalho presencial.
Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas
comissões de Trabalho; de Defesa dos Direitos da
Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e
pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

14/09/2026 -
Empresários, ex-ministros e sindicalistas divulgam
carta de apoio a medidas de Fachin
Empresários, economistas, juristas e representantes
da sociedade civil enviaram neste domingo (13) uma
carta de apoio às medidas tomadas nos últimos dias
pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal),
Edson Fachin, para tentar conter a crise
institucional instalada na corte.
O texto classifica as revelações recentes como “a
mais grave crise da história do Supremo Tribunal
Federal” e “uma das mais graves de nossa acidentada
história republicana”, e pede ampla transparência
nas investigações e na sessão plenária marcada para
a terça-feira (15).
Assinam o documento nomes como o ex-presidente do
Banco Central Arminio Fraga, o ex-ministro da
Justiça José Eduardo Cardozo, o economista Pérsio
Arida um dos idealizadores do Plano Real, a
ex-presidente do BNDES (Banco Nacional do
Desenvolvimento) Maria Silvia Bastos Marques, o
ex-presidente da Fiesp Josué Gomes e o professor e
líder sindical Clemente Ganz Lúcio.
Ao todo são 198 assinaturas.
“Entendemos que a superação dessa crise exigirá
reformas institucionais urgentes, capazes de
fortalecer a colegialidade, assegurar a
imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos
de interesse, estabelecer padrões rigorosos de
conduta e ampliar a transparência e o controle
social sobre a Corte e seus integrantes”, diz o
texto.
Neste sábado (12), Fachin determinou a troca da
relatoria do procedimento que apura a ligação entre
o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro
Daniel Vorcaro. Ele agora assume o comando do caso
no lugar de André Mendonça.
Na mesma decisão, determinou o envio das íntegras
dos processos das investigações do INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) e do Banco Master. Com
isso, ele paralisa os andamentos dos dois casos e
abre caminho para a troca da relatoria das duas
investigações.
O presidente do Supremo também determinou que a
Polícia Federal apresente informações sobre o
celular de Vorcaro que foi apreendido em 2025,
durante investigações relacionadas ao Banco Master.
O despacho foi assinado após o ministro André
Mendonça defender que a liberação dos dados do
aparelho poderia comprometer as investigações sobre
o ex-banqueiro.
A ordem de Fachin ainda se dá no momento em que
outros magistrados Alexandre de Moraes, Gilmar e
Cristiano Zaninpressionam pelo acesso integral às
mídias extraídas do celular.
A Polícia Federal informou, na manhã deste domingo
(13), que comunicou ao Supremo que dispõe “de plenas
condições técnicas” para produzir e encaminhar cópia
da extração do celular de Vorcaro aos gabinetes dos
ministros que o solicitaram, observadas as cautelas
de sigilo aplicáveis.
Fachin também decidiu manter na pauta da sessão da
Corte marcada para a próxima terça-feira (15) apenas
o julgamento da investigação contra a atuação do
ministro Alexandre de Moraes e sua relação com o
ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação contra o
colega André Mendonça foi marcada para a semana
seguinte, no dia 23.
Matéria completa:
https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/empresarios-ex-ministros-e-sindicalistas-divulgam-carta-de-apoio-a-medidas-de-fachin/
Fonte: Jornal de Brasília

14/09/2026 -
MPT apoia fim da 6×1 e propõe ajuste no texto
MPT defende fim da escala 6×1, aponta impactos
sobre saúde e segurança e pede mudança em trecho da
proposta aprovada pela Câmara
O Ministério Público do Trabalho defendeu o fim da
escala 6×1 e pediu alteração em trecho da proposta
aprovada pela Câmara dos Deputados.
O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de
Oliveira, assinou Nota Técnica sobre a PEC 221/2019,
que atualmente segue em análise no Senado Federal.
Para o chefe do MPT, a mudança representa “uma das
mais relevantes conquistas históricas da classe
trabalhadora”, principalmente diante dos impactos
provocados pela jornada.
Segundo o documento, décadas de atuação permitiram
ao MPT identificar problemas estruturais desse
modelo, especialmente riscos de acidentes e impactos
sobre saúde física e mental.
Além disso, dados de 2025 mostram que o Brasil
registrou quatro milhões de afastamentos decorrentes
de acidentes e doenças relacionadas diretamente às
atividades profissionais.
Desse total, 546 mil afastamentos envolveram
transtornos mentais, incluindo ansiedade, depressão
e síndrome de burnout, representando o maior número
já registrado no país até então.
Outros 445 mil afastamentos decorreram de dores nas
costas e hérnias, problemas associados
principalmente à sobrecarga física dos trabalhadores
e às condições ergonômicas inadequadas.
Fim da escala pode ampliar proteção
Nesse sentido, o MPT considera que o fim da escala 6×1
poderá contribuir diretamente para construir
ambientes de trabalho mais equilibrados, seguros e
saudáveis.
Além disso, a mudança poderá fortalecer o combate ao
trabalho em condições análogas à escravidão e ao
trabalho infantil, segundo avaliação apresentada
pela instituição.
Para o Ministério Público do Trabalho, esses
benefícios poderão alcançar trabalhadores de
empresas privadas e também servidores e empregados
vinculados diretamente à Administração Pública
brasileira.
MPT questiona exceção prevista no texto
Apesar de apoiar a mudança, Gláucio Araújo manifestou
preocupação com o artigo 8º do texto aprovado pela
Câmara, que estabelece exceção para determinados
empregados brasileiros.
O dispositivo retira das regras de duração da
jornada e controle de horário empregados com diploma
superior e remuneração mensal considerada elevada
pela proposta legislativa aprovada.
A regra alcançaria profissionais que recebem valor
igual ou superior a duas vezes e meia o teto
estabelecido pelo Regime Geral de Previdência
Social, RGPS.
De acordo com Gláucio Araújo, entretanto,
qualificação profissional e remuneração elevada não
eliminam riscos provocados por jornadas sem limites,
incluindo fadiga e adoecimento físico ou mental.
Além disso, jornadas sem controle podem prejudicar
diretamente o direito à desconexão, comprometendo
períodos destinados ao descanso, convívio familiar,
lazer e recuperação física dos trabalhadores.
Para o procurador-geral, exigir somente diploma e
determinada faixa salarial não garante que esses
profissionais tenham autonomia efetiva para
organizar adequadamente o próprio tempo de trabalho.
Ao contrário, segundo a Nota Técnica, retirar o
controle poderá incentivar jornadas maiores, porque
essa alternativa pode representar menor custo
empresarial comparativamente ao pagamento de horas
extras.
“Revela-se, assim, contraditório que uma proposta
destinada a ampliar a proteção constitucional
mediante a redução geral da duração do trabalho
institua, simultaneamente, para determinado grupo de
empregados, exceção capaz de conduzir à ausência
total de limites efetivos de jornada, com
repercussões diretas sobre a saúde e a segurança no
trabalho, além da privação do convívio familiar e
social”, afirma o procurador-geral na nota técnica.
Assim, o MPT defende que a proposta avance no
Senado, porém reivindica alteração para impedir que
determinados grupos permaneçam sem limites efetivos
para sua jornada profissional.
Clique
aqui para ler a nota técnica.
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/09/2026 -
Não se
brinca com a democracia
O sinal de alerta está ligado depois da investida
do ministro André Mendonça contra a Polícia Federal
e as relevantes investigações e inquéritos em curso
que envolvem o Banco Master, o filme “Dark Horse” e
seus agentes.
Marcos Verlaine*
Diante disso, as eleições livres e democráticas de
2026 correm riscos que não podem ser tratados com
indiferença. E um dos mais perigosos é a
possibilidade de que conflitos institucionais sejam
transformados em combustível para crise política
capaz de contaminar o processo eleitoral.
O episódio que envolve os ministros André Mendonça,
Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Edson Fachin é
sério sinal de alerta.
Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral
da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão foi
imediatamente contestada por Dino, que a suspendeu.
Coube a Fachin interromper o choque entre as
decisões e levar o caso para o âmbito colegiado do
Supremo.
É difícil imaginar algo mais inadequado às vésperas
de eleição presidencial do que disputa pública entre
ministros que envolve justamente o comando da
Polícia Federal.
Investigar, sim. Politizar, não
As denúncias e suspeitas que envolvem autoridades do
STF devem ser investigadas. Não há autoridade acima
da lei, e transparência e prestação de contas são
indispensáveis à República.
As mensagens atribuídas a Moraes e Daniel Vorcaro e
os questionamentos sobre a condução de
investigações, portanto, precisam ser esclarecidas
pelos canais institucionais competentes.
Mas uma coisa é investigar. Outra, bem diferente, é
permitir que investigações, decisões individuais e
disputas entre ministros produzam crise
institucional de grandes proporções. O Supremo
precisa ser parte da solução, não da crise.
A quem interessa o tumulto?
É preciso olhar além do episódio. Em uma sociedade
ainda profundamente polarizada, qualquer conflito
entre instituições pode ser convertido rapidamente
em arma política. A extrema direita já demonstrou
disposição de atacar o sistema eleitoral, questionar
decisões judiciais e construir narrativas de fraude
antes mesmo de a população votar.
Crise no STF pode alimentar a desconfiança nas
instituições. Crise na Polícia Federal pode ser
apresentada como perseguição. Divergência entre
ministros pode virar argumento para desacreditar o
Judiciário. E a soma de tudo isso pode criar o
ambiente perfeito para questionar, de antemão, a
legitimidade das urnas.
Não é preciso conspirar para reconhecer o perigo.
Democracia acima das disputas
Por isso, as forças democráticas — esquerda,
centro-esquerda, direita democrática e
centro-direita — precisam estar atentas.
Defender a democracia não significa dar cheque em
branco a ministros ou instituições. Significa
defender simultaneamente a independência dos
Poderes, o devido processo legal, a transparência, o
contraditório e a soberania do voto popular.
A decisão de Fachin de interromper o choque entre as
medidas individuais e remeter o conflito ao
colegiado aponta, nesse sentido, para o caminho
correto: menos voluntarismo, mais institucionalidade;
menos decisões solitárias, mais colegialidade.
Aqui cabe uma observação objetiva: a decisão de Dino
não se compara à de Mendonça. Ao suspender o
afastamento, Dino restabeleceu a paridade de armas e
abriu caminho para que o presidente da Corte
assumisse a responsabilidade de recompor a
institucionalidade abalada pela decisão de Mendonça.
Linha vermelha
O Brasil não pode voltar ao ambiente de ruptura que
culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
As eleições de 2026 serão nova prova para a
democracia brasileira. Por isso, não se pode brincar
com a estabilidade institucional nem permitir que
conflitos entre autoridades sejam usados para
incendiar o ambiente político, na tentativa de
conflagrar o ambiente eleitoral mirando a campanha
de Lula (PT).
Investigar, sim. Fiscalizar, sim. Criticar, sim. Mas
a eleição deve ser decidida pelo voto. E o resultado
das urnas, respeitado. A democracia não pode ser
colocada em risco pelas disputas de poder de quem
deveria justamente protegê-la.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Diap

14/09/2026 -
INPC tem variação negativa em agosto e soma 3,98% em
12 meses
Índice usado para reajustar salários ficou em
-0,32% no oitavo mês
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC), usado para a correção anual de
salários, fechou agosto em -0,32%. No acumulado de
12 meses, o indicador marca 3,98%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Agosto teve a inflação mais baixa desde setembro de
2022 (também -0,32%).
Em julho passado, o INPC também tinha apresentado
deflação (-0,01%), isto é, inflação negativa. Em
agosto de 2025, o indicador ficou em -0,21%.
Em agosto, o grupo de produtos e serviços que mais
puxou o índice para baixo foi o chamado habitação
(-2,17% e impacto de -0,38 ponto percentual). A
explicação está no Bônus de Itaipu, desconto na
conta de luz que os consumidores receberam no mês
passado.
Correção de salários
O INPC influencia diretamente a vida de muitos
brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses
costuma ser utilizado como referência de cálculo
para reajuste de salários de diversas categorias ao
longo do ano.
O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de
novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto
do INSS e o benefício de quem recebe acima do
salário mínimo são reajustados com base no resultado
do INPC acumulado até dezembro.
INPC x IPCA
O IBGE divulgou também nesta sexta-feira o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de
agosto, que teve a menor taxa em quatro anos
(-0,32%).
Uma diferença entre os dois índices é que o INPC
apura a inflação para as famílias com renda de um
até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares
com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente
o mínimo é de R$ 1.621.
No INPC, são apurados preços de 367 produtos e
serviços (os chamados subitens), dez a menos que no
IPCA.
O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços
pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos
representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA
(aproximadamente 21%), pois as famílias de menor
renda gastam proporcionalmente mais com comida. Em
perspectiva inversa, o preço de passagem de avião
pesa menos no INPC do que no IPCA.
De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por
objetivo a correção do poder de compra dos salários,
através da mensuração das variações de preços da
cesta de consumo da população assalariada com mais
baixo rendimento”.
Fonte: Agência Brasil

14/09/2026 -
Voto
para o Senado e PEC 6 x 1
Depois de aprovada em duas votações maciças na
Câmara dos Deputados, a PEC 6 x 1 vem sofrendo um
empoçamento no Senado.
Recebida, escolhidos o secretário e o relator, foi
aprovada em votação simbólica na Comissão de
Constituição e Justiça, mas empacou devido à pressão
contrária do lobby empresarial, à crise brasiliense
no STF e aos recessos devidos às campanhas
eleitorais.
O empoçamento nos dá um alerta e faz uma exigência.
O alerta é sobre a importância para o movimento
sindical da votação nas duas candidaturas ao Senado.
Em cada estado, as duas candidaturas devem ser
escolhidas com os critérios de apoio forte (campo
democrático e progressista e simpatia aos
trabalhadores) e auxiliadas em suas campanhas pelo
movimento sindical (convite para reuniões na sede,
apresentação nos locais de trabalho e muitas
outras).
É importante fortalecer no Senado futuro a
correlação de forças favorável aos trabalhadores.
A exigência é que os sindicatos e todas as entidades
sindicais (com elogio ao esforço que as centrais
sindicais têm realizado) persistam na luta pela
redução da jornada, sem redução de salário e pelo
fim da escala 6 x 1, exigindo a votação da PEC no
Senado e fazendo desta luta uma motivação essencial
nas campanhas eleitorais em curso nas quais o
movimento sindical tem participação.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

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