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11/09/2026 - Em manifesto, Centrais Sindicais reafirmam defesa da democracia e cobram respeito à Constituição


As Centrais Sindicais divulgaram, nesta quinta-feira (10), manifesto exigindo transparência e respeito à Constituição em reação às decisões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), após o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, pelo ministro André Mendonça.


No documento, as entidades questionam a divulgação seletiva de informações e cobram uma resposta colegiada da Corte, além de apuração célere e independente dos fatos. As centrais também alertam para os riscos de interferências políticas nas instituições e afirmam que a democracia deve prevalecer sobre interesses pessoais ou eleitorais.


Confira, a seguir, a íntegra do manifesto:


Em defesa das instituições e da democracia


As Centrais Sindicais manifestam preocupação com a escalada da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal. O momento exige firmeza, transparência e absoluto respeito à Constituição.


Vazamentos seletivos, divulgação fragmentada de informações e critérios distintos de celeridade alimentam suspeitas de seletividade e comprometem a confiança nas próprias investigações.


Não é a primeira vez, na história recente, que os brasileiros assistem ao uso do sistema de Justiça para fins políticos e eleitorais. O resultado dessa prática foi a instabilidade política e a ameaça à democracia.


É inaceitável que ministros, dos quais se esperam condutas exemplares no exercício do cargo, utilizem suas posições para proteger interesses pessoais, perseguir grupos políticos ou interferir, ainda que indiretamente, no processo eleitoral.


Além de prejudicar o direito soberano do povo de decidir os rumos do país, manipulações dessa natureza expõem o Brasil como uma sociedade vulnerável a ingerências estrangeiras — algo ainda mais preocupante diante da ascensão de governos extremistas em diferentes partes do mundo.


Diante da gravidade da situação, é necessária uma reação imediata do STF. Cabe ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, assegurar uma resposta colegiada e contribuir para o restabelecimento da confiança no Tribunal.


Os fatos e as responsabilidades precisam ser apurados de forma célere, independente e transparente. É preciso que se faça quebra integral dos sigilos, para que as informações sejam apresentadas sem recortes ou vieses. Com respeito ao devido processo legal e sem antecipação de culpa, os investigados devem ser cautelarmente afastados sempre que sua permanência na função puder comprometer as apurações.


É urgente garantir a independência, a autoridade e a credibilidade do STF, da Polícia Federal, da Advocacia Geral da União e das demais instituições da República. O pleno funcionamento dessas instituições é expressão de uma democracia saudável e ativa. Foram elas que garantiram, por exemplo, a soberania das urnas e a normalidade constitucional em 2022.


Em nome dos trabalhadores brasileiros, cobramos verdade, transparência, imparcialidade e estabilidade institucional. A democracia brasileira é maior do que qualquer interesse pessoal, político ou eleitoral e deve estar acima de todos eles.


São Paulo, 10 de setembro de 2026


Sérgio Nobre – Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Miguel Torres – Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah – Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)

Ronaldo Leite – Presidente interino da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

Antonio Neto – Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

Sônia Maria Zerino da Silva – Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)

Nilza Pereira – Secretária-Geral da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

José Gozze – Presidente da Pública Central do Servidor

Luiz Arraes – Coordenador-Nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST)

Fonte: Hora do Povo

 


 

11/09/2026 - Centrais Sindicais preparam ações de apoio a reeleição do presidente Lula


Reunidos remotamente na manhã de quarta-feira (9), mais de 200 sindicalistas opinaram sobre de que forma devem atuar na reta final das campanhas de reeleição do presidente Lula, dos candidatos ao Congresso Nacional, Governos e Assembleias Legislativas, que serão fundamentais para aprovar os projetos de interesses do povo e da classe trabalhadora.


Todos opinaram da necessidade de intensificar ações de esclarecimentos nos locais de trabalho, apresentar os feitos da atual gestão que trouxeram ganhos para os trabalhadores e trabalhadoras, alertá-los sobre os retrocessos trabalhistas e sociais, caso vençam, os que abertamente se posicionam favoráveis aos interesses empresariais.


O caso mais notório de que os aliados da classe empresarial, advogam em Brasília a favor de pautas que só beneficiam o capital, foi a votação do fim da Escala 6X1 no Senado Federal em que o senador Rogério Marinho (PL/RN), coordenador de campanha do Flávio Bolsonaro, apresentou emendas todas favoráveis aos patrões para retardar a votação.


Os quatro votos contrários ao relatório apresentado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve o texto original da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº221/2019, aprovado pela Câmara Federal, foram justamente o de Marinho, Hamilton Mourão (Republicanos-RS),Teresa Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO), todos adeptos do bolsonarismo.


Para garantir visibilidade do apoio dos sindicalistas aos candidatos progressistas, Nailton Francisco de Souza (Porreta), presidente da NCST/SP – Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado de São Paulo, sugeriu caminhas nos centros das capitais de (Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo) e encontro com os candidatos.


“Temos que dialogar e argumentar com a população e os que nós representamos no dia a dia. O trabalho de conscientização até outubro tem que ser constante em todas frentes: locais de trabalho, feiras livres, centros urbanos e redes sociais. Nossos inimigos de classe baixaram o nível de suas campanhas e fabricam e divulgam cotidianamente mentiras sobre o Governo Lula”.


Nailton Porreta, ressaltou que o jogo é pesado, que inclusive o ministro do STF – Supremo Tribunal Federal, André Mendonça tem atuado explicitamente para impedir investigação que atingem seus amigos, com a finalidade de reforçar a estratégia eleitoral da extrema direita, com um comportamento, irresponsável, nada republicado e muito perigoso.


Afirmou que Mendonça, age cronologicamente no ritmo da disputa eleitoral. Sua decisão ilegal de afastar Andrei Rodrigues e Leandro Almada dos cargos de Diretor-Geral e de Diretor de Inteligência da Polícia Federal, teve como objetivo municiar os cabos eleitorais e impedir o andamento das apurações sobre o Banco Master, que atingem centralmente políticos e agentes bolsonaristas.

Fonte: Blog Profissão Transportes

 


 

11/09/2026 - Lula sanciona lei que extingue a “taxa das blusinhas” e altera regras de importação


Nova legislação acaba com imposto de 20% para compras internacionais de até US$ 50 e traz regras para medicamentos


O presidente Lula (PT) sancionou nesta quinta-feira (10) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 13/2026, texto que altera o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e extingue a chamada “taxa das blusinhas”. A nova legislação modifica as regras de tributação simplificada de remessas postais internacionais, pondo fim à cobrança do Imposto de Importação de 20% sobre compras no exterior de até US$ 50.


A medida mantém o regime simplificado para os bens importados por via postal, limitando a aplicação deste formato a mercadorias com valor de até US$ 3 mil por remessa. Além disso, a nova lei confere ao ministro da Fazenda a competência direta para alterar as alíquotas do Imposto de Importação incidentes sobre essas operações.


A norma também autoriza a concessão de tratamento tributário diferenciado de acordo com o meio de importação utilizado e a adesão da plataforma de vendas ao programa de conformidade da Receita Federal. Para dar maior previsibilidade e transparência ao consumidor quanto ao custo final da operação, as compras feitas em empresas habilitadas no programa de conformidade poderão ser nacionalizadas utilizando a taxa de câmbio vigente no dia exato da compra.


Com o intuito de evitar abusos e distorções no sistema, o Poder Executivo fica autorizado a estabelecer limites quantitativos e de frequência de compras por usuário. Também serão implementados mecanismos de controle para evitar o fracionamento artificial de remessas e impedir que o regime simplificado seja utilizado indevidamente para fins comerciais ou de revenda.


Regra especial para importação de medicamentos

A legislação recém-sancionada cria um tratamento especial destinado a pacientes que precisam importar medicamentos não disponíveis no mercado nacional. Para ter direito ao benefício, o produto deve cumprir requisitos específicos: precisa ser um medicamento acabado, não possuir similar nacional, ter classificação reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ser importado por pessoa física para uso próprio e individual, e ser voltado ao tratamento de doenças raras ou negligenciadas.


Diretrizes econômicas e proteção ao setor nacional

O texto estabelece diretrizes rígidas para fundamentar as futuras decisões do Ministério da Fazenda sobre o regime simplificado. As medidas deverão observar a isonomia concorrencial entre artigos importados e nacionais, a livre concorrência, a valorização do trabalho, a proteção do emprego e da renda, além do fortalecimento da indústria e do comércio varejista do país. As decisões regulatórias precisarão assegurar a transparência, a motivação dos atos e a preservação de preços acessíveis ao consumidor.


A Fazenda terá a obrigação de realizar o monitoramento periódico dos efeitos econômicos da legislação, com relatórios produzidos em intervalos máximos de seis meses. Os estudos vão avaliar o impacto sobre emprego e renda, os efeitos em setores intensivos em mão de obra, a competitividade do mercado interno, a variação de preços ao consumidor, o volume e valor das remessas, os países de origem, as diferenças competitivas e a arrecadação federal e estadual.


Por fim, a lei institui um mecanismo permanente de acompanhamento pelo Congresso Nacional. O Poder Legislativo deverá apresentar, até o dia 30 de abril de cada ano, um relatório completo detalhando o impacto econômico e fiscal da medida, a arrecadação obtida, os reflexos na indústria e comércio nacionais, bem como a estimativa da renúncia de receitas para o exercício seguinte.

Fonte: Brasil247

 


 

11/09/2026 - Cesta básica ficou mais barata em 25 capitais em agosto


Produtos como batata, tomate, café e feijão puxaram a queda


Em agosto, a cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Levantamento é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


A cesta só ficou mais cara em duas capitais: Maceió, onde o custo médio da cesta subiu 1,43%, e em São Luís, com aumento médio de 0,78%.
 

De acordo com a pesquisa, as quedas mais importantes ocorreram em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%).


No entanto, quando se faz a comparação anual com o mesmo mês do ano passado, o custo da cesta básica aumentou em 25 capitais brasileiras e diminuiu apenas em Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%), com as altas mais expressivas observadas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).


Um dos principais produtos responsáveis pela queda no custo da cesta no mês passado foi a batata, que caiu em todas as cidades do centro-sul do país. Também houve queda no preço médio do quilo do café em pó, que caiu em 23 capitais brasileiras. O tomate e o feijão foram outros componentes da cesta que apresentaram queda de preços em agosto. Por outro lado, o pão francês, o óleo de soja, o leite integral e o arroz agulhinha apresentaram aumento de preços na maior parte das capitais analisadas no mês de agosto.


Cesta mais cara do país

Em agosto, a capital paulista continuou a apresentar a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 900,59, seguida por Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente. Os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).


Dieese estimou que o salário-mínimo em junho deveria ser de R$ R$ 7.565,86 ou 4,67 vezes superior ao valor do salário-mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.


Previsão teve como base a cesta mais cara do país, que em agosto foi a de São Paulo. Também foi levada em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Fonte: Agência Brasil

 


 

10/09/2026 - Sindicalismo mantém pela votação da PEC


Sexta-feira, dia 4, as Centrais Sindicais se reuniram na UGT, em São Paulo, para tratar da pauta referente à PEC 221, que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada para 40 horas semanais. A matéria já foi aprovada na CCJ do Senado. Agora, o esforço dos dirigentes é para que o voto em plenário aconteça logo após as eleições, em 4 de outubro.


Clemente Ganz Lúcio é o coordenador do Fórum das Centrais. Segundo informa, “o movimento sindical vai manter a pressão pela votação em plenário, mesmo porque essa foi também a posição anunciada por Davi Alcolumbre, presidente do Senado”.


O movimento do sindicalismo vai ganhar fôlego em duas vias. Nos locais de trabalho e terminais de transporte (locais de grande concentração popular), como também por meio de diálogo e articulação junto aos senadores e lideranças partidárias.


Candidatos – O sindicalismo também quer levar para dentro das campanhas eleitorais, proporcionais ou majoritárias, as bandeiras das 40 horas e pelo fim da escala 6×1. A ideia é dar mais peso e densidade nas campanhas dos candidatos a essa demanda do conjunto da classe trabalhadora.


Tudo o que o sindicalismo não quer é trazer para dentro do movimento a crise de Brasília e a confusão institucional, geradas por problemas e choques no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Caso as entidades tenham que se manifestar, adianta Clemente Ganz, “será sempre no sentido de fortalecer as instituições, tendo em vista a necessidade da transparência e ética na conduta da função pública”.


Mais – Sites das Centrais Sindicais e do Diap

Fonte: Agência Sindical

 


 

10/09/2026 - Convenção 187 reforça segurança e saúde no trabalho


Congresso aprova Convenção 187 da OIT, fortalecendo políticas de prevenção, segurança e saúde nos ambientes de trabalho brasileiros


O Brasil avançou no fortalecimento das políticas de segurança e saúde no trabalho com a aprovação do texto da Convenção 187 da Organização Internacional do Trabalho.


O Diário Oficial da União publicou, em 8 de setembro, o Decreto Legislativo 390/2026, que aprova o Marco Promocional para Segurança e Saúde no Trabalho.


A Convenção estabelece uma estrutura destinada a fortalecer políticas nacionais de SST e promover permanentemente a prevenção de acidentes, doenças e mortes relacionadas ao trabalho.


Assim, o instrumento reforça que segurança e saúde precisam integrar políticas permanentes, articulando prevenção, legislação, instituições, fiscalização e participação dos trabalhadores nos ambientes laborais.


Proteção deve integrar política permanente

Para Alexandre Scarpelli, diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho, a aprovação representa importante avanço nacional.


Segundo ele, a medida reforça a segurança e saúde no trabalho como tema estratégico para o desenvolvimento econômico e social e para o trabalho decente.


“A Convenção parte da premissa de que a proteção da vida e da saúde dos trabalhadores não deve ser tratada apenas como uma obrigação legal ou como resposta a acidentes já ocorridos, mas como uma política permanente de Estado, integrada às estratégias de desenvolvimento, produtividade, competitividade e promoção do trabalho decente”, afirma.


Convenção estabelece melhoria contínua

A OIT adotou a Convenção 187 durante a 95ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada em 2006, estabelecendo princípios para aprimorar continuamente políticas nacionais preventivas.


Nesse sentido, o Marco Promocional propõe superar regras isoladas e ações pontuais, criando uma estrutura nacional integrada para fortalecer permanentemente a segurança e saúde ocupacional.


A proposta articula políticas, legislação, instituições, programas e mecanismos de prevenção, buscando transformar a proteção dos trabalhadores em elemento permanente das estratégias nacionais de desenvolvimento.


Na prática, a Convenção prevê políticas nacionais de SST, sistemas para implementação e programas com objetivos, prioridades, ações e mecanismos destinados à avaliação dos resultados.


Além disso, o instrumento destaca a consulta às organizações representativas de trabalhadores e empregadores, fortalecendo o diálogo social na construção das políticas nacionais de prevenção.


A Convenção também ressalta a necessidade de avaliar riscos ocupacionais e combatê-los diretamente na fonte, ampliando medidas preventivas antes da ocorrência de acidentes e adoecimentos.


Brasil já possui instrumentos de prevenção

Segundo Scarpelli, o Brasil já possui instrumentos alinhados aos princípios estabelecidos pela Convenção, entre eles a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho.


A PNSST estabelece diretrizes para integrar a atuação dos órgãos governamentais e orientar um sistema nacional destinado à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.


Outro instrumento importante é o Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, responsável por transformar as diretrizes estabelecidas pela política nacional em ações concretas.


“Ele organiza prioridades, metas e iniciativas voltadas ao fortalecimento da prevenção, da educação, da produção de informações, da pesquisa, da fiscalização e da melhoria contínua das condições de trabalho”, detalha Scarpelli.


Portanto, segundo o diretor, a aprovação da Convenção não exige necessariamente que o Brasil crie uma nova estrutura ou uma nova política pública de segurança.


“O que ela faz é reforçar a necessidade de implementação efetiva da PNSST e de execução continuada do PLANSAT, consolidando-os como os principais instrumentos de promoção da segurança e saúde no trabalho no país”, ressalta.


Inspeção do Trabalho ganha relevância

Dentro dessa estrutura, a Inspeção do Trabalho exerce papel fundamental para transformar políticas nacionais de prevenção em ações efetivas dentro dos diferentes ambientes profissionais brasileiros.


Nesse processo, Auditores-Fiscais do Trabalho fiscalizam ambientes laborais, identificam riscos, promovem adequações e exigem das empresas o cumprimento das Normas Regulamentadoras aplicáveis às atividades.


“É por meio da atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho que o Estado intervém diretamente nos ambientes laborais para identificar riscos, promover adequações, exigir o cumprimento das Normas Regulamentadoras e assegurar que os trabalhadores exerçam suas atividades em condições seguras e saudáveis”, afirma.


Além da fiscalização e orientação, análise de acidentes, embargos e interdições permitem transformar diretrizes das políticas públicas em resultados concretos nos locais de trabalho.


Participação fortalece prevenção

A Convenção 187 também reforça a importância da governança e do acompanhamento permanente das políticas nacionais destinadas à segurança, saúde e prevenção nos ambientes laborais.


Nesse contexto, a Comissão Nacional Tripartite acompanha a implementação da PNSST, avalia resultados e estimula o aperfeiçoamento contínuo das ações desenvolvidas em todo país.


Além disso, gerenciamento de riscos ocupacionais, prevenção e participação dos trabalhadores assumem importância crescente na construção de ambientes profissionais mais seguros, saudáveis e dignos.


Portanto, o Marco Promocional reforça que segurança e saúde devem integrar uma política permanente de prevenção, superando ações limitadas ao cumprimento formal das exigências legais.


Para Scarpelli, a aprovação fortalece uma agenda construída durante anos, baseada na prevenção, articulação estatal, consolidação da PNSST, execução do PLANSAT e fiscalização trabalhista.


Com essas medidas, o objetivo é ampliar a proteção dos trabalhadores e avançar na promoção de ambientes profissionais “mais seguros, saudáveis, produtivos e dignos”.

(Revista Proteção, por Lia Nara Bau (08/09/2026))

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

10/09/2026 - Promulgada lei para diminuir filas do INSS


A Presidência do Congresso promulgou lei que altera regras do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), com o objetivo de diminuir as filas de processos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (8), a norma reduz de 45 para 30 dias o prazo para um processo ser incluído no programa, que inclui monitoramento especial e força-tarefa dos servidores.


O PGB já existia desde 2025, mas a Lei 15.497, de 2026 aumenta seu alcance, incluindo pedidos cujo prazo de análise tenha ultrapassado 30 dias ou que estejam com o prazo judicial expirado. Com a nova lei, o programa, que inicialmente aplicava-se à revisão de benefícios, passa a abranger também os processos de concessão inicial de direitos.


No Congresso, a proposta tramitou por meio da Medida Provisória (MP) 1.369/2026. O texto foi aprovado pelo Senado em 3 de setembro, com relatório da senadora Zenaide Maia (PSD-RN). A medida provisória alterou a Lei 15.201, de 2025, que criou o PGB no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Departamento de Perícia Médica Federal.


Força-tarefa

Zenaide destaca no relatório a necessidade de ampliar a força de trabalho destinada à análise dos processos. Segundo a senadora, o programa havia contribuído para reduzir o número de processos pendentes de 2,7 milhões para 1,7 milhão no primeiro semestre de 2026. Ela também defendeu a inclusão dos pedidos de concessão inicial entre as prioridades do programa e a redução do prazo para entrada dos processos nas ações extraordinárias.


No Plenário, a relatora afirmou que era necessário dar mais agilidade à análise dos processos. Segundo Zenaide, a demora afeta especialmente pessoas que dependem de benefícios previdenciários e assistenciais para despesas básicas.

Fonte: Agência Senado

 


 

10/09/2026 - Nas redes, 73% discordam do afastamento do diretor da PF por Mendonça, diz pesquisa


Nas redes de mensagens, WhatsApp e Telegram, 70% das mensagens da amostra analisada mostravam discordância com a decisão


O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, sob acusação de monitoramento ilegal, gerou intensa repercussão nas redes sociais na terça-feira, 8. Levantamento da Palver, empresa de inteligência e análise do ambiente digital, mostra que nas redes sociais (Instagram, X e Facebook) 73% discordaram do afastamento, contra 27% que apoiaram a decisão. O afastamento do diretor da PF, entretanto, foi revertido nesta quarta-feira (9) pelo ministro Flávio Dino.


Nas redes de mensagens, WhatsApp e Telegram, 70% das mensagens da amostra analisada mostravam discordância com a decisão de Mendonça, enquanto 30% indicavam apoio, desconsiderando os neutros.


“A ampla maioria da conversa digital rejeita o afastamento de Andrei Rodrigues, o que sugere que a insatisfação com a medida de Mendonça não é fenômeno isolado de uma bolha específica, mas predominante nos dois ambientes monitorados”, avalia a Palver no levantamento divulgado nesta quarta-feira.


De acordo com a Palver, o debate digital sobre o tema alcançou cerca de 1,1 mil menções a cada 100 mil mensagens trocadas na mensageria e cerca de 4,3 mil menções a cada 100 mil mensagens nas redes sociais.


Esse volume de interações é considerado pela Palver “muito alto”.


Entre as narrativas identificadas pela Palver, a de maior peso é a que vê a medida como abuso de poder de Mendonça para proteger aliados de Flávio Bolsonaro na investigação do caso Master e perseguir seletivamente figuras ligadas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com peso de 14% na amostra analisada pela empresa.


Já uma narrativa favorável a Mendonça teve peso estimado de 9% na amostra. Esse grupo reúne mensagens enquadrando Mendonça como agente de justiça contra o “sistema”, que expôs um esquema de perseguição política supostamente conduzido pela cúpula da PF sob Andrei Rodrigues a serviço de Moraes e do governo Lula, segundo o monitoramento.


O levantamento identificou ainda uma terceira narrativa, a de crise institucional aberta entre Moraes e Mendonça, com peso estimado de 11% na amostra da Palver.


Ela reúne mensagens, majoritariamente de caráter jornalístico-analítico, que descrevem a disputa entre Moraes e Mendonça como confronto público inédito dentro do STF, com trocas mútuas de pedidos de investigação e afastamento, mostra o levantamento da Palver.

Fonte: Estadão Conteúdo

 


 

09/09/2026 - Pesquisa aponta apoio de 78% dos brasileiros ao fim da escala 6×1


Levantamento do Instituto Locomotiva aponta que a escala 6×1 prejudica o convívio familiar, o sono e a saúde mental dos trabalhadores submetidos a essa jornada


Uma pesquisa nacional do Instituto Locomotiva aponta que 78% dos brasileiros defendem a substituição da escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de folga — pela jornada 5×2, com 40 horas semanais. O índice equivale a cerca de 128 milhões de pessoas.


O apoio à mudança atravessa diferentes grupos políticos e camadas sociais. Segundo o levantamento, 96% dos eleitores que se identificam com a esquerda são favoráveis ao fim da escala, assim como 61% dos que se declaram de direita. Entre integrantes da geração Z, o percentual chega a 86%; entre as mulheres, a 83%.


A pesquisa foi divulgada enquanto o Congresso discute a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, e garante dois dias de descanso remunerado.


A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e aguarda votação em plenário, prevista para depois das eleições.


Para os trabalhadores submetidos à escala 6×1, os efeitos da jornada se estendem à vida fora do emprego. Entre eles, 69% dizem que ela prejudica o convívio familiar; 67% relatam piora na saúde mental; 62% associam o regime a problemas físicos; e 61% apontam prejuízos ao sono.


Para 81% dos entrevistados, o descanso se tornou um privilégio para poucos. Outros 72% consideram que a escala prejudica o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, enquanto 78% afirmam que quem trabalha seis dias por semana têm menos tempo para familiares e amigos.

 

O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, afirma que os dados revelam uma mudança na forma como a população avalia as condições de trabalho.


“Quando a gente pergunta para quem vive a escala 6×1, o problema não aparece primeiro no salário. Aparece no tamanho da vida que sobra depois do trabalho”, disse.


A falta de folgas também afeta a possibilidade de formação profissional. Segundo a pesquisa, 47% das pessoas submetidas à escala afirmam que a jornada dificulta estudar ou se qualificar.


Para Meirelles, o dado também desmonta o argumento de que a manutenção do modelo 6×1 seria necessária para assegurar produtividade.


A percepção sobre os ganhos tecnológicos reforça esse debate. Para 74% dos brasileiros, a tecnologia elevou a produtividade, mas os benefícios ficaram concentrados nos lucros das empresas, sem melhorar a vida de quem trabalha. Sete em cada dez entrevistados concordam que, se a produtividade aumentou, os trabalhadores deveriam trabalhar menos.


O levantamento também relativiza um dos principais argumentos dos empresários contra a redução da jornada. Apenas 48% acreditam que a passagem da escala 6×1 para a 5×2 levaria empresas a repassar custos trabalhistas aos consumidores.


A PEC em análise no Senado prevê uma transição gradual: a jornada máxima cairia inicialmente para 42 horas semanais e, após um ano e meio, chegaria a 40 horas. Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado em dois turnos pelo plenário, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores.

Fonte: Portal Vermelho

 


 

09/09/2026 - Quaest: Maioria prefere novo mandato de Lula do que volta dos Bolsonaro ao poder


Novo levantamento mostra que maior parte dos brasileiros prefere o atual presidente por mais quatro anos do que Flávio Bolsonaro no Planalto. Veja os números


Um novo recorte da pesquisa Quaest, divulgado nesta segunda-feira (7), aponta que a preferência do eleitorado brasileiro por um novo ciclo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do Palácio do Planalto supera numericamente o desejo do retorno do grupo político liderado pela família Bolsonaro. Os dados capturam o sentimento geral da população quanto ao desfecho ideal da disputa presidencial de 2026.


De acordo com a sondagem, o projeto de continuidade representado pelo Partido dos Trabalhadores lidera as aspirações do eleitorado, mantendo uma vantagem de oito pontos percentuais sobre a alternativa de regresso da ala bolsonarista ao comando do Poder Executivo. Ao mesmo tempo, o estudo revela um contingente expressivo de eleitores que buscam saídas fora da dicotomia tradicional, dividindo-se entre nomes do centro moderado e opções declaradamente apartidárias.


O cenário ganha contornos específicos ao se analisar o comportamento do eleitorado independente, segmento que não se alinha automaticamente a nenhuma das correntes hegemônicas. Entre esses votantes, a demanda por alternativas outsiders ou por candidaturas de perfil moderado prevalece com folga, relegando tanto o petismo quanto o bolsonarismo às posições secundárias de preferência.


Veja os números:

 

Resultado ideal para a eleição presidencial (Geral):

- Lula e o PT vencerem uma nova eleição: 32%
- A família Bolsonaro voltar a governar o país: 24%
- A vitória de um candidato de fora da política e fora da polarização: 20%
- A vitória de um candidato moderado fora da polarização: 17%
- Não sabem/não responderam: 7%
 

Preferência entre os eleitores independentes:

- Vitória de um candidato de fora da política e fora da polarização: 32%

- Vitória de um candidato moderado: 27%

- Vitória de Lula e o PT: 19%

- Não sabem ou não responderam: 12%

- Volta da família Bolsonaro ao poder: 10%

 

Divisão regional e dados da pesquisa

A distribuição geográfica do levantamento ratifica a histórica clivagem regional do eleitorado nacional. A Região Nordeste desponta como o principal pilar de sustentação do governo federal, concentrando o maior percentual favorável à recondução de Lula ao Planalto (53%). Em contrapartida, a Região Sul lidera a adesão à oposição conservadora, registrando a maior proporção de eleitores entusiastas do retorno da família Bolsonaro ao governo federal (31%).


A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026, mediante 2.004 entrevistas presenciais com cidadãos de 16 anos ou mais em todas as unidades da Federação. O levantamento possui margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e encontra-se formalmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.

Fonte: RevistaFórum

 


 

09/09/2026 - Sem sessões no Congresso, STF e eleições movimentam semana política


Fachin aguarda esclarecimentos sobre embate na Corte, enquanto candidatos entram no prazo para entregar prestação parcial de contas.


A crise no STF e a corrida eleitoral devem concentrar as atenções da política nesta semana. Com Câmara e Senado sem sessões deliberativas, o foco se volta para os próximos passos do embate na Corte e para os prazos do calendário eleitoral.


No Supremo, o presidente Edson Fachin aguarda esclarecimentos sobre a disputa entre Alexandre de Moraes e André Mendonça em torno das investigações do Banco Master. Na quinta-feira (3), Fachin abriu um procedimento e deu prazo comum de cinco dias úteis para que os dois ministros, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações.


Em outra frente, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, também em cinco dias úteis, sobre documentos e acusações encaminhados por Moraes contra Mendonça. Depois da manifestação da PGR, Mendonça terá igual prazo para responder.


Os prazos podem produzir novos desdobramentos ao longo da semana. Mendonça também liberou para julgamento no plenário o caso relacionado às mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Cabe a Fachin definir quando o processo será analisado. Até o momento, não há data anunciada para o julgamento.


Campanhas prestam contas

Na corrida eleitoral, candidatos e partidos entram em uma etapa importante da fiscalização das campanhas. De quarta-feira (9) a domingo (13), candidaturas, partidos, federações e coligações devem apresentar à Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas das eleições de 2026.


Os documentos devem reunir a movimentação financeira e os recursos estimáveis em dinheiro recebidos ou utilizados desde o início da campanha até terça-feira (8). Posteriormente, as informações serão disponibilizadas para consulta pública no DivulgaCandContas.


Depois da eleição

Deputados e senadores só voltarão a Brasília após o primeiro turno das eleições, que será realizado em 4 de outubro. A expectativa é que as deliberações retornem já na semana seguinte. Ao todo, 32 senadores concorrem à reeleição este ano. Na Câmara, 437 deputados buscam novo mandato.


O governo trabalha para aprovar no Senado duas propostas consideradas prioritárias pelo presidente Lula: o fim da escala 6x1 e a chamada PEC da Segurança Pública. As duas propostas foram aprovadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada e precisam passar pelo Plenário. A aprovação depende do apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

09/09/2026 - STF mantém precedentes do TST sobre estabilidade no emprego


O Supremo Tribunal Federal manteve, por unanimidade, a decisão que rejeitou uma ação contra quatro precedentes do Tribunal Superior do Trabalho relacionados à estabilidade no emprego. Todos os ministros acompanharam o voto do relator, Nunes Marques, que entendeu que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) não pode ser usada para promover uma revisão abstrata de entendimentos da Justiça do Trabalho.


A decisão foi tomada na ADPF 1.288, apresentada pela Confederação Nacional de Serviços (CNS). A entidade questionava os Temas 55, 125, 134 e 163 do TST, que tratam de situações envolvendo a estabilidade de gestantes e de trabalhadores vítimas de acidente de trabalho ou doença ocupacional.


A CNS alegava que o TST teria criado obrigações, hipóteses de estabilidade provisória e consequências indenizatórias sem previsão legal. Segundo a entidade, os entendimentos violariam a legalidade, a separação dos Poderes e a competência privativa da União para legislar sobre Direito do Trabalho.


Outros meios de contestação

Nunes Marques manteve a decisão que não conheceu da ação por três fundamentos: descumprimento do requisito da subsidiariedade da ADPF, ausência de ofensa direta à Constituição e deficiência na delimitação do objeto questionado.


Segundo o ministro, a existência de precedentes de observância obrigatória no TST não impede que as partes utilizem os instrumentos processuais disponíveis para contestar sua aplicação em casos concretos, inclusive para demonstrar diferenças entre o processo analisado e a situação que deu origem à tese.


Para o relator, aceitar o argumento da CNS transformaria a ADPF em uma espécie de instrumento ordinário para revisão abstrata de precedentes dos tribunais superiores. A entidade também não demonstrou, segundo ele, que os meios processuais existentes seriam efetivamente incapazes de levar uma eventual questão constitucional ao Supremo.


Legislação trabalhista

Nunes Marques também concluiu que a análise das alegações dependeria primeiro da interpretação de normas trabalhistas e previdenciárias. Por isso, eventual violação à Constituição seria indireta, o que não é suficiente para justificar o processamento da ADPF.


O Tema 55 envolve a validade do pedido de demissão da empregada gestante; o Tema 125 trata da estabilidade em casos de acidente de trabalho ou doença ocupacional; e os Temas 134 e 163 discutem questões relacionadas à proteção da gestante, como a recusa à reintegração, a indenização substitutiva e o contrato de experiência.


O relator ainda considerou excessivamente amplo o pedido da CNS, que buscava atingir não apenas os quatro precedentes, mas também decisões de Varas do Trabalho, Tribunais Regionais e do próprio TST que os aplicaram, sem individualizar os atos que pretendia derrubar.


Com esses fundamentos, Nunes Marques votou por negar o recurso e manter a decisão que havia rejeitado a tramitação da ADPF. Os demais ministros acompanharam o relator.

Clique aqui para ler o voto do relator

ADPF 1.288

Fonte: RevistaFórum

 


 

08/09/2026 - STF decide limitar gratuidade em ações na Justiça do Trabalho


Declaração de hipossuficiência só valerá com comprovação de renda


O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na quinta-feira (3), que a gratuidade em processos trabalhistas só poderá ser concedida mediante comprovação de renda.


A decisão contraria a prática adotada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Para o TST, bastava a apresentação da declaração de hipossuficiência econômica para obtenção da assistência judiciária gratuita.


Na decisão, ficou definido que a gratuidade judicial será dada a todos que comprovarem renda de até R$ 5 mil. O processo foi relatado pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. O relator, junto com a ministra Carmen Lúcia, foram votos vencidos no processo.


“Mesmo que na hipótese da presunção relativa [de hipossuficiência], os magistrados indefiram o benefício da gratuidade de justiça caso constate patrimônio ou renda familiar incompatível com tal presunção, sempre respeitado o juízo de proporcionalidade e análise dos interesses envolvidos no caso concreto”, disse Fachin.


Uma sugestão do ministro Flávio Dino garantiu aplicação da presunção de hipossuficiência aos assistidos por defensor público.


A ação da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) questionava a presunção de veracidade da declaração de hipossuficiência. Para a entidade, esse entendimento fere o dispositivo da Constituição que garante a gratuidade apenas aos que comprovarem a insuficiência de recursos.

Fonte: Agência Brasil

 


 

08/09/2026 - Ninguém pode utilizar seu cargo em benefício pessoal, diz Lula após crise no STF


O presidente também destacou preocupação quase "sobrenatural" para que a sociedade não perca a esperança e a fé nas instituições


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (4) que quer fazer no próximo ano uma discussão profunda sobre a necessidade de uma reforma no Judiciário. Além disso, declarou que ninguém, em nome da democracia, pode utilizar seu cargo para ter benefício próprio.


“Tenho certeza que faremos para o próximo ano uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma no Poder Judiciário brasileiro para que o povo possa continuar acreditando na Justiça. Porque ninguém, ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém”, declarou.


O presidente disse ainda que tem uma preocupação quase que “sobrenatural” para que a sociedade não perca a esperança e a fé nas instituições. Depois de citar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula disse que se não houver instituições sólidas, a democracia fica vulnerável.


“Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos trâmites da legislação. Afinal de contas, ela vale para todos. E eu disse ao meu amigo Fachin, a Suprema Corte e a Procuradoria Geral da República estão com muita expectativa da sociedade brasileira. Porque quando os filhos estão em desordem, é quem manda na casa quem resolve. Então, meu caro, está nas suas costas, nas costas do Paulo Gonet, a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade sem tentar esconder absolutamente nada”, completou.


Denuncismo e vazamentos

Lula também avaliou que o Brasil vive uma “época perigosa” e afirmou que “denuncismo, vazamentos e fake news não contribuem com democracia”. Recentemente, parte da investigação na Polícia Federal (PF) contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva – o Lulinha – foi vazada para a imprensa.


O ministro André Mendonça, relator da investigação sobre Lulinha no âmbito das fraudes no INSS, mandou a PF investigar a origem do vazamento dos dados. A determinação atendeu a um pedido da defesa do filho do presidente.


O presidente discursou em cerimônia no Palácio do Planalto, ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ele sancionou projetos que criam fundos no sistema de Justiça.


A fala ocorre em meio a uma das mais graves crises no Supremo Tribunal Federal. Segundo Lula, o objetivo dessas novas leis é garantir que pobre seja tratado com decência pela Justiça.

Fonte: Estadão Conteúdo

 


 

08/09/2026 - Câmara aprova MP que amplia programa para diminuir fila do INSS

 

A medida provisória também passou pelo Senado e será promulgada


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) a Medida Provisória 1369/26, que estende o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), criado em 2025 para diminuir as filas de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Perícia Médica Federal.


O texto aprovado amplia o objetivo do programa: antes, a prioridade era reavaliação e revisão de benefícios já concedidos; agora, essas atividades passam a ter o mesmo peso de processos como novos pedidos de aposentadoria e auxílio-doença.


Depois de passar pelo Plenário da Câmara, a medida provisória foi aprovada sem mudanças pelo Senado. O texto será promulgado.


Prazo de espera

A MP também reduz de 45 para 30 dias o prazo mínimo de espera para que um processo entre no escopo do PGB. Além disso, há previsão de pagamento extraordinário aos servidores que cumprirem as metas. A data limite de vigência do programa é 31 de dezembro de 2026.


Durante a votação da MP em Plenário, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) destacou a importância da medida para famílias com doenças raras e atípicas. "Já conseguimos diminuir a fila em 76% em agosto e, em setembro, vamos zerar a fila do INSS", afirmou.

Fonte: Agência Câmara

 


 

08/09/2026 - Alcolumbre diz que Senado votará fim da escala 6x1 após eleições


Senador fez anúncio em resposta a apelo de Paulo Paim. PEC que reduz jornada máxima de 44 para 40 horas semanais precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos no Plenário.


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira (3) que a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal será votada pelo Plenário após as eleições. A declaração foi feita em resposta a um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS), que está no último mandato e anunciou que deixará a vida parlamentar no fim do ano.


"Quero aproveitar essa oportunidade que o senador Paulo Paim está aqui na mesa e veio me dar um abraço, para dizer para vossa excelência e para o Brasil que vossa excelência estará aqui votando, após as eleições, o fim da escala 6x1 no Plenário do Senado Federal", afirmou Alcolumbre.
 

A manifestação ocorreu um dia depois de a PEC avançar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem seguir para o Plenário. Sem garantia dos 49 votos necessários para aprovar uma mudança constitucional e diante da obstrução da oposição, a base governista decidiu não arriscar a votação.


A expectativa é que os senadores retomem as votações presenciais em novo esforço concentrado na segunda semana de outubro. O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro e um eventual segundo turno, no dia 25.

 

Apelo de Paim

Da tribuna, Paim relembrou a atuação na Constituinte e a redução da jornada máxima de 48 para 44 horas semanais, incluída na Constituição de 1988.


"Não podemos mais esperar. Por que esperar? Vamos resolver, como na Constituinte de 1988, [quando] alcançamos as 44 horas semanais [de jornada máxima semanal de trabalho]", disse.


Paim afirmou que gostaria de encerrar sua trajetória no Congresso com a aprovação da nova jornada. "Chegou a hora de eu ir pra casa, mas eu queria muito dizer a todos: 'temos agora as 40 horas semanais para toda nossa gente."


A PEC já passou pela CCJ e precisa ser aprovada pelo Plenário do Senado em dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um. O texto reduz a jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial, e prevê dois dias de repouso remunerado.

Fonte: Agência Câmara

 


 

08/09/2026 - Sindicatos prometem pressionar Senado para votar 6x1 antes da eleição


Centrais se reuniram nesta sexta para definir ações a favor da PEC


As principais centrais sindicais do Brasil articulam pressionar os senadores em cada unidade da federação (UF) para antecipar a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de seis dias de trabalho por um de descanso e reduz a jornada para 40 horas semanais.


Com início neste fim de semana, o movimento quer que a PEC 221 de 2019 seja votada antes do primeiro turno das eleições de 2026.


O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, avalia que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi pressionado por empresários e senadores da oposição a pautar a PEC para depois da eleição com o objetivo de possibilitar que os parlamentares “traiam o povo”.


“Os empresários falam que querem que vote depois da eleição porque sabem que o senador vai trair o povo. Fala que vota a favor do povo e, no dia seguinte, trai a população. É isso que nós vamos denunciar”, disse à Agência Brasil.


O presidente da CUT acredita que é possível antecipar a votação da PEC se houver forte pressão popular.


“Se os senadores forem cobrados nos estados, eles vão querer resolver essa situação. Eles vão ter que responder isso nas ruas. Vamos colocar o povo para cobrar. Vai pedir voto? Cadê a 6x1 primeiro?”, respondeu Sérgio Nobre.


Agenda contra a 6x1

A agenda de ações a favor da PEC 221 de 2019 foi definida, nesta sexta-feira (4), em reunião do Fórum das Centrais Sindicais, que reúne as seis principais entidades sindicais do país. A reunião foi convocada após Alcolumbre anunciar a votação da proposta para depois das eleições.


Os dirigentes sindicais decidiram ainda intensificar panfletagens em centros comerciais, onde a escala 6x1 é mais comum, reforçar a mobilização nas redes sociais e trabalhar para construir novos protestos de rua.


As centrais vão ainda solicitar uma audiência com o senador Alcolumbre para defender a votação da PEC antes do 1º turno e denunciar os parlamentares que estão contra a redução da jornada de trabalho.


O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse à Agência Brasil que Alcolumbre “virou as costas” para os trabalhadores.


“Para nós, o adiamento da votação foi uma surpresa negativa. Mais de 70% da população brasileira é a favor da PEC. Vejo esse adiamento com muita preocupação porque, se deixar para depois da eleição, podemos voltar para a estaca zero”, comentou.


Sindicatos criticam adiamento

Inicialmente havia a expectativa da PEC do fim da escala 6x1 ir para o plenário logo após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na última quarta-feira (2). A reportagem procurou a assessoria de Alcolumbre para comentar o tema, mas não obteve retorno.


O diretor da executiva da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Paulo de Oliveira, disse que os sindicatos achavam possível ter votado a PEC nesta semana.


“Nos parece desleal com os trabalhadores que vão votar na eleição. Como passou o primeiro turno, não há mais preocupação com os votos e aí eles podem atender outros interesses que não os da grande massa da população”, disse à Agência Brasil.


Por sua vez, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, lembrou que a redução da jornada de trabalho para 40 horas é uma demanda de quase 100 anos.dos trabalhadores.


“Tivemos uma vitória extraordinária na CCJ, onde apenas quatro senadores foram contrários e todos eles não vão disputar eleição agora. Temos a expectativa de falar com Alcolumbre e resolver isso”, disse.


As centrais sindicais defendem a PEC argumentando, entre outros motivos, que ela melhora a qualidade de vida e a saúde mental dos trabalhadores, que terão mais tempo para se dedicar às famílias ou a outras atividades.


Além disso, argumentam que os custos da redução da jornada são pequenos e podem ser absorvidos pelas empresas, assim como ocorreu com a redução da jornada de 48 para 44 horas em 1988.


Patrões

As confederações patronais, por outro lado, têm se manifestado contra a PEC do fim da 6x1, alegando que ela aumenta os custos das empresas e pode prejudicar a economia. Estudos têm divergido sobre os impactos da mudança para inflação e o Produto Interno Bruto (PIB).


A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) pediu para adiar a votação da PEC 221 de 2019 para depois das eleições.


“Mudanças constitucionais nas relações de trabalho exigem análise técnica, diálogo e previsibilidade. Não é uma discussão que deva ser conduzida sob a pressão do calendário eleitoral, mas sim em um ambiente que permita avaliar com responsabilidade seus impactos em empresas, empregos e trabalhadores”, defendeu o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Fonte: Agência Brasil

 


 

04/09/2026 - Guiados pelo ‘01’, bolsonaristas votaram contra descanso de 2 dias para trabalhador


Senadores Rogério Marinho (PL), Jaime Bagattoli (PL), Tereza Cristina (PP) e Hamilton Mourão (Republicanos) foram os únicos senadores a registrar voto contra a PEC que reduz a jornada e garante 2 dias de folga


A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), a PEC 221/19, que acaba com a escala 6x1, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e garante 2 dias de descanso remunerado.


Dos 27 integrantes presentes, 23 apoiaram o relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) e apenas 4 registraram voto contrário. Isto é, foram contrários aos trabalhadores.


Os 4 votos contra partiram dos senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A votação foi simbólica, razão pela qual os demais votos favoráveis não foram registrados individualmente.


OS 4 CONTRA

O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, foi o principal articulador da resistência à proposta. Durante a sessão, argumentou que a redução da jornada poderia elevar custos, inflação, desemprego e informalidade.


Esse repertório de argumento remonta aos tempos do escravismo colonial, quando se debatia o fim da escravidão no Brasil.


Também tentou retirar a PEC da pauta para priorizar proposta de autoria dele, que cria regime alternativo à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e permite contratação por hora.


Os demais senadores que registraram voto contrário foram Jaime Bagattoli, Tereza Cristina e Hamilton Mourão. O grupo representa, na CCJ, a posição mais explícita contra a adoção do modelo 5x2 previsto na PEC.


OS 23 A FAVOR

Foi votação acachapante à favor do relatório de Omar Aziz favorável à proposta: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Soraya Thronicke (PSB-MS), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Jayme Campos (União-MT), Jorge Seif (PL-SC), Magno Malta (PL-ES), Dr. Hiran (PP-RR), Laércio Oliveira (PP-SE), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Eliziane Gama (PSD-MA), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Rodrigo Pacheco (PSB-MG), Lourdinha Pereira (PSB-MA), Rogério Carvalho (PT-SE), Fabiano Contarato (PT-ES), Camilo Santana (PT-CE) e Weverton Rocha (PDT-MA).


Esta votação expressiva na comissão sinaliza o que pode ocorrer caso a proposta seja incluída na pauta do Plenário do Senado.


Chama atenção que Jorge Seif e Magno Malta, ambos do PL, ficaram do lado da aprovação, enquanto 4 integrantes da oposição registraram voto contrário. Portanto, a resistência não foi unânime nem mesmo entre os partidos que fazem oposição ao governo.


“2 DIAS DE DESCANSO”

A PEC prevê que, após a promulgação, a jornada caia inicialmente para 42 horas semanais e, 12 meses depois, para 40 horas. A regra também estabelece 2 dias de descanso por semana, um desses preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.


Na prática, a proposta cria as bases constitucionais para a substituição da escala 6x1 pelo modelo 5x2, uma das principais reivindicações do movimento sindical e das organizações de trabalhadores e dos movimentos sociais.


AGORA É O PLENÁRIO

Com a aprovação na CCJ, a PEC está pronta para ser apreciada pelo plenário do Senado. A matéria precisará de 49 votos favoráveis, em 2 turnos, para ser aprovada.


A aprovação na comissão ocorreu depois de mais de 4 horas de debates e da tentativa da oposição de adiar a votação. O relator rejeitou as 36 emendas apresentadas e preservou integralmente o texto aprovado pela Câmara, em maio.


O resultado deixa registrado, portanto, o contraste político: enquanto 23 senadores da CCJ abriram caminho para 2 dias de descanso semanal, 4 senadores optaram por barrar a mudança; todos alinhados à oposição bolsonarista.

Fonte: Diap

 


 

04/09/2026 - Escala 6x1: 67% apontam que jornada piora saúde mental, diz pesquisa


Para 62%, rotina laboral atual prejudica saúde física do trabalhador


Trabalhar seis dias seguidos e descansar apenas um proporciona piora da saúde mental para 67% dos brasileiros ouvidos por levantamento do Instituto Locomotiva, divulgado nesta terça (2). O possível fim da escala 6x1 está em tramitação avançada no Congresso.


A proposta de emenda à Constituição sobre o tema foi aprovada na tarde desta quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A pesquisa do Locomotiva apresenta também, por exemplo, que a rotina laboral da escala 6x1 prejudica a saúde física para 62% das pessoas.


Segundo avaliou o presidente do instituto, Renato Meirelles, o levantamento aponta que o problema central para os brasileiros está no tamanho da vida que sobra depois do trabalho.


“A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais”, destaca.


O levantamento foi feito em parceria com a QuestionPro entre os dias 2 e 8 de junho e ouviu 1.030 brasileiros em todas as regiões.


Menos sono e saúde

Ao todo, 69% entendem que o tempo com a família é prejudicado ao trabalhar seis dias seguidos e folgar um, e 61% dizem que o sono e o descanso são impactados. Inclusive, 71% dos brasileiros afirmam que a jornada dificulta a manutenção de hábitos saudáveis e 78% dizem que é difícil descansar de verdade trabalhando tanto tempo.


O sentimento de que vivem cada vez mais cansadas é citado por 83% das pessoas. O levantamento de quem atua na escala 6x1 é de sacrificar saúde e lazer em nome da renda para 85%. Entre as mulheres, o percentual chega a 89%.


Projeto

A PEC 221 de 2019, que tramita no Congresso Nacioanl, prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem diminuição salarial. A proposta reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.


Nas discussões no Congresso, os parlamentares destacam que estudos sobre o fim da escala 6x1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).

Fonte: Agência Brasil

 


 

04/09/2026 - Câmara aprova MP que acaba com a "taxa das blusinhas"; texto vai ao Senado


A Câmara dos Deputados concluiu a votação da Medida Provisória 1357/26, que permite zerar o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até 50 dólares. Por tratar de compras de pequeno valor, a cobrança do tributo ficou popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. A MP segue agora para análise no Senado.


O texto aprovado permite que o Ministério da Fazenda reduza a alíquota do tributo, inclusive a zero, para remessas postais internacionais de até 50 dólares. Para valores superiores, até o limite de 3 mil dólares, a alíquota poderá ser reduzida dos atuais 60% para até 30%.


A MP foi aprovada na forma do projeto de lei de conversão da relatora na comissão mista, senadora Leila Barros (PDT-DF), que acolheu parte das emendas apresentadas por deputados e senadores e ainda sugestões de diferentes setores da economia.

Fonte: Agência Câmara

 


 

04/09/2026 - Câmara aprova adesão do Brasil a acordo para eliminar violência e assédio no trabalho


Convenção da OIT foi aprovada pelos deputados e segue para análise do Senado


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) a ratificação de convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para eliminar a violência e o assédio no mundo do trabalho. O texto consta do Projeto de Decreto Legislativo 997/26 e segue para análise do Senado.


A aprovação foi recomendada pela relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ). "A persistência de casos de assédio moral, assédio sexual e outras formas de violência no ambiente laboral demonstra a necessidade de fortalecimento das políticas de prevenção, acolhimento das vítimas e responsabilização dos agressores", defendeu.


Benedita da Silva acredita que a promoção de um ambiente de trabalho livre de violência e assédio também trará benefícios econômicos. "A redução de afastamentos por adoecimento, a melhoria do clima organizacional, o aumento da produtividade e a diminuição da rotatividade da mão de obra evidenciam que a prevenção da violência no trabalho constitui medida socialmente justa e economicamente racional", afirmou.


Assédio

A convenção define a violência e o assédio no mundo do trabalho como "um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, ou ameaças de tais comportamentos e práticas, quer se manifestem uma vez ou repetidamente, que tenham por objeto, causem ou sejam suscetíveis de causar danos físicos, psicológicos, sexuais ou econômicos, incluindo violência e assédio de gênero".


Os países que assinarem a convenção devem adotar legislação e políticas públicas que garantam o direito à igualdade e à não discriminação no emprego e na ocupação.


As regras devem valer para todas as pessoas envolvidas no mundo laboral, como empregados, trabalhadores autônomos, estagiários, aprendizes, voluntários, trabalhadores despedidos, candidatos a emprego, trabalhadores que exercem cargos de chefia e gestão. Também valerão para os setores público e privado, para a economia formal e informal e para as zonas urbanas e rurais.


Ações na Justiça

A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego, nos estudos acerca da ratificação da convenção, registrou 5.933 demandas sobre práticas discriminatórias entre 2014 e 2021.


Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) apontam que, entre janeiro de 2015 e janeiro de 2021, aproximadamente 26 mil pessoas ingressaram com ações na Justiça por conta do assédio sexual no ambiente de trabalho.

Fonte: Agência Câmara

 


 

04/09/2026 - Lula diz que aliados de Flávio Bolsonaro barraram o fim da escala 6×1: “o Brasil testemunhou quem é quem”


Presidente afirma que adversários repetem discurso de que país “quebra” com novo direito trabalhista e defende um dia a mais de descanso sem redução salarial


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (3) a atuação da oposição no Congresso Nacional contra o avanço da PEC que propõe o fim da escala 6×1.


Em publicação no X, antigo Twitter, Lula afirmou que o Brasil “testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional” e acusou a oposição, segundo ele “capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial”, de atuar para impedir a tramitação da pauta no Senado.


“Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6×1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, escreveu o presidente.


A declaração ocorre após a tentativa de votação da proposta no Senado. Lula afirmou que a população precisa saber quais parlamentares estão defendendo a mudança e quais estão tentando barrá-la. A PEC é apresentada por seus defensores como uma medida para garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores, sem redução de salário.


“É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”, declarou.


Na publicação, Lula também rebateu o argumento de setores contrários à proposta de que a aprovação do fim da escala 6×1 poderia prejudicar a economia. O presidente comparou a resistência atual a direitos trabalhistas já consolidados, como férias e 13º salário.


“As justificativas são as de sempre. Se a gente aprovar, o Brasil ‘quebra’. Do mesmo jeito que ia ‘quebrar’ quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão”, afirmou.


Lula buscou vincular a discussão ao impacto da jornada sobre a vida cotidiana dos trabalhadores. Segundo ele, o que compromete a sociedade não é a ampliação de direitos, mas o desgaste físico, mental e familiar provocado pela rotina de trabalho exaustiva.


“O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem. Viver para trabalhar, e não ter vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a produtividade”, escreveu.


O presidente também citou a sobrecarga enfrentada por trabalhadores que, mesmo após seis dias de expediente, utilizam o dia de folga para cumprir tarefas domésticas. Para Lula, esse grupo “já cansou de esperar” por uma mudança na legislação.


“Os brasileiros e brasileiras que trabalham seis dias por semana e, muitas vezes, dedicam o sétimo aos afazeres domésticos, já cansaram de esperar. Estamos com vocês. Seguimos mobilizados. Pelo fim da escala 6×1!”, concluiu.

Fonte: Brasil247

 


 

03/09/2026 - Lula prepara ato no Planalto para anunciar fila do INSS zerada


O tema é uma das promessas do terceiro mandato do presidente


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um evento no Palácio do Planalto, previsto para quinta-feira (3), para anunciar que a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi zerada, segundo informou a coluna de Milena Teixeira, no Metrópoles.


A cerimônia deve ocorrer uma semana depois de Lula afirmar, durante sabatina na TV Globo, que o governo apresentaria em Brasília o resultado da redução do tempo de espera por benefícios previdenciários. Na ocasião, o presidente disse que a fila passaria a estar dentro do patamar considerado normal pela administração federal.


“Semana que vem, vou anunciar que a fila zerou. A espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal”, afirmou Lula na entrevista.


O tema é uma das promessas do terceiro mandato do presidente. Durante a sabatina, Lula foi questionado sobre o compromisso assumido no início do governo de reduzir a fila do INSS. Segundo ele, a gestão encontrou cerca de 3 milhões de pessoas aguardando atendimento na Previdência e conseguiu diminuir esse estoque.


O ato no Planalto também ocorre em meio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), contexto político que tem mobilizado o governo e o Congresso nos últimos dias.


Apesar do anúncio previsto, dados apresentados durante a sabatina indicam que cerca de 1,3 milhão de pessoas ainda aguardam a análise de pedidos de benefícios. O governo, no entanto, considera que a fila zerada se refere à redução do tempo de espera para dentro do prazo considerado regular, com 251 mil pessoas aguardando até 45 dias.

Fonte: Brasil247

 


 

03/09/2026 - CAS aprova proteção a gestantes contra demissão em contrato temporário


Texto assegura proteção mesmo que empregador ou trabalhadora desconheçam a gravidez.


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto que amplia e detalha na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a estabilidade provisória de gestantes contratadas em modalidades como trabalho intermitente, temporário e por prazo determinado.


O substitutivo apresentado pela relatora, senadora Jussara Lima (PSD-PI), recebeu 9 votos favoráveis, um contrário e uma abstenção. O voto contrário foi do senador Laércio Oliveira.


A proposta é de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO).


O projeto de lei 3.522/2025 estabelece expressamente que a confirmação da gravidez durante o contrato garante à trabalhadora a estabilidade prevista na Constituição também nos contratos por prazo determinado, de experiência, de aprendizagem, de safra, temporários e intermitentes.


A garantia constitucional impede a dispensa arbitrária ou sem justa causa desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.


Segundo o relatório, a mudança busca evitar que modalidades de contratação mais instáveis acabem reduzindo, na prática, a proteção assegurada às gestantes.


Estabilidade mesmo sem conhecimento da gravidez

O substitutivo aprovado estabelece que a estabilidade independe de o empregador ou a própria trabalhadora saber da gravidez no momento da admissão, da dispensa ou do encerramento do vínculo.


Se a estabilidade for desrespeitada, a trabalhadora poderá ser reintegrada ao emprego enquanto o período de proteção ainda estiver em vigor e a medida for juridicamente possível.


Caso a reintegração não seja possível ou o período já tenha terminado, será devida indenização correspondente à remuneração e aos demais direitos que seriam pagos até o fim da estabilidade.


O texto também determina que entrar com uma ação depois do período de estabilidade não elimina o direito à indenização, desde que respeitado o prazo prescricional.


Regra própria para trabalho intermitente

O texto aprovado cria uma regra específica para gestantes contratadas pelo regime intermitente.


Durante o período de estabilidade, a trabalhadora terá direito a uma garantia remuneratória mensal mesmo que não seja convocada para prestar serviços, exceto nos meses em que receber salário-maternidade.


O valor será calculado pela média das remunerações recebidas nos 12 meses anteriores à confirmação da gravidez. Se o vínculo tiver menos de um ano, será considerada a média de todo o período contratual anterior.


A remuneração por hora não poderá ser inferior ao valor horário do salário mínimo ou, quando houver, ao piso salarial da categoria.


Segundo Jussara Lima, a regra busca impedir que a falta de convocação da trabalhadora intermitente esvazie a estabilidade na prática.


A relatora também deixou claro que essa remuneração tem natureza trabalhista e não substitui o salário-maternidade pago pela Previdência.


O substitutivo ainda exige assistência do sindicato profissional ou de autoridade competente para pedido de demissão, rescisão por acordo ou atos que impliquem renúncia, transação ou quitação dos direitos relacionados à estabilidade.


A proteção também é mantida para o empregado adotante que tenha recebido guarda provisória para fins de adoção.


A proposta já havia recebido parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).


Como a CAS aprovou um substitutivo, o novo texto deverá ser submetido a turno suplementar na própria comissão, conforme prevê o Regimento Interno do Senado.


Leia a íntegra do substitutivo.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

03/09/2026 - Justiça comum deve julgar contrato de PJ antes de análise trabalhista


A validade de um contrato de prestação de serviços como PJ deve ser avaliada antes que se possa analisar o vínculo de emprego. A responsabilidade por julgar esse contrato civil é da Justiça comum, conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal.


Com base nesse entendimento, o juiz Jean Marcel Mariano de Oliveira, da 45ª Vara do Trabalho de São Paulo, decidiu que a Justiça do Trabalho não tem o poder de julgar a ação de um profissional que acionou uma empresa de mobilidade e tecnologia.


Ele exerceu a função de desenvolvedor de sistemas Android de janeiro de 2014 a fevereiro de 2025, com remuneração mensal de R$ 12.600. Depois de demitido, pediu reconhecimento de vínculo trabalhista, pagamento de verbas rescisórias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e multa de 40% e seguro-desemprego.


A empresa alegou que a relação jurídica era regulada pelo Código Civil por contrato de prestação de serviços firmado com a pessoa jurídica aberta pelo trabalhador. Sustentou, ainda, que a falta de pessoalidade, subordinação e habitualidade afastava o vínculo trabalhista.


O profissional argumentou que o contrato de prestação de serviços era uma ficção utilizada para mascarar uma fraude trabalhista, conhecida como pejotização.


Nulidade do contrato

Ao analisar o caso, o juiz ressaltou que a assinatura de um contrato de prestação de serviços por uma pessoa jurídica ativa afasta o vínculo típico de emprego previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


O magistrado destacou que a validade do negócio civil deve ser avaliada de forma prévia. “Não se está a afirmar, nesta decisão, que o vínculo empregatício efetivamente inexistiu […]. O que se reconhece é que, havendo instrumento contratual civil formal, regularmente subscrito por pessoa jurídica ativa, a análise da validade desse negócio jurídico deve preceder o exame de eventual vínculo empregatício”, avaliou.


A sentença destacou que a competência da Justiça do Trabalho, descrita na Constituição Federal, só se inicia com a declaração de nulidade do contrato civil pela Justiça comum, de acordo com o entendimento do STF no Tema 1.389 da Repercussão Geral.


A empresa foi representada pelo escritório Neves e Neves Sociedade de Advogados.

Clique aqui para ler a sentença

Processo 1000589-81.2025.5.02.0045

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

02/09/2026 - Centrais intensificam pressão no Senado pelo fim da escala 6x1


As centrais sindicais intensificaram nesta terça-feira (1º), em Brasília, a mobilização pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.


A presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou das atividades no Senado Federal acompanhada pelo Diretor de Relações Institucionais, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, pelo Diretor de Finanças, Wilson Pereira, e por outros dirigentes da entidade. A mobilização reuniu presidentes e representantes das centrais sindicais em defesa da proposta.


A mobilização ocorre às vésperas da análise da PEC 221/2019 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, prevista para esta quarta-feira (2). O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à proposta.


Durante a mobilização, os dirigentes percorreram gabinetes e foram recebidos por senadores, entre eles Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), para apresentar a pauta e buscar apoio à aprovação da PEC.


Trabalho de convencimento

O diretor de Relações Institucionais da NCST, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, destacou a articulação realizada junto aos parlamentares.


“Nós estamos aqui no Senado Federal com a presidente da Nova Central, Sônia Zerino, e com o presidente da Contratuh, Wilson Pereira, fazendo um trabalho de convencimento aos senadores, porque amanhã será votado o fim da 6x1. Estamos tendo uma repercussão muito positiva. Já estivemos com o senador Otto Alencar, com o senador Omar Aziz, fomos recebidos pelo senador Renan Calheiros e estamos correndo rapidamente aos gabinetes.”


Moacyr também reforçou a importância da unidade do movimento sindical. “Gostaríamos de agradecer à Nova Central, à Contratuh e aos companheiros que estão aqui colaborando com o nosso trabalho. Nós estamos juntos, porque juntos somos fortes.”


Mobilização precisa continuar

Para Wilson Pereira, a mobilização precisa ser ampliada para garantir apoio à proposta nas próximas etapas de votação.“É um trabalho dignificante e que está muito bem apresentado. A gente viu, inclusive, por parte de vários senadores, a perspectiva de ser aprovado. É um trabalho que tem que ser realizado. Por isso, estamos chamando todos os dirigentes sindicais da União para que conversem com seus senadores, façam contato e peçam a aprovação amanhã na Comissão de Constituição e Justiça.”


O dirigente ressaltou que, após a CCJ, a mobilização deverá continuar no plenário do Senado.“Logicamente, depois vamos para o plenário, para o Senado, e temos que trabalhar todos os senadores para que seja aprovada essa PEC.”


Sônia Zerino destaca importância para as mulheres

A presidente da NCST, Sônia Zerino, reforçou a necessidade de pressão junto aos senadores e destacou os impactos da redução da jornada, especialmente para as mulheres.


“Nós estamos aqui numa ação concentrada, trabalhando com os senadores, pedindo apoio para que amanhã a Comissão de Constituição e Justiça aprove o fim da escala 6x1, sem redução do salário. Precisamos que os companheiros, nas suas bases, continuem fazendo a pressão por e-mail, pedindo aos senadores dos seus estados o apoio.”


Sônia também destacou que a redução da jornada representa melhores condições de trabalho e mais tempo para descanso e convivência familiar.
“Melhores condições de trabalho significam ter dois dias de folga na semana, principalmente para nós, mulheres, que temos a dupla, a tripla jornada. Trabalhamos uma jornada fora e ainda temos as responsabilidades de casa e da família.”


Vigília no Senado

As centrais sindicais realizam vigílias em frente ao Anexo II do Senado nesta terça, quarta e quinta-feira, a partir das 14h.


A NCST orienta trabalhadores e dirigentes sindicais a manterem a mobilização e pressionarem os senadores pela aprovação da PEC.

Fonte: NCST

 


 

02/09/2026 - Orçamento de 2027 expõe aperto fiscal e mantém juros nas alturas


PLOA prevê salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6%, PIB de 2,46% e Selic média de 12,53%.

Emendas parlamentares consomem R$ 44,8 bilhões


O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira (31), no limite do prazo constitucional, o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027. A proposta combina tentativa de manter as contas públicas sob controle com cenário ainda marcado por juros elevados, crescimento moderado e forte pressão sobre as despesas obrigatórias.


O texto projeta superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto). Consideradas as despesas que podem ser legalmente excluídas do cálculo da meta, o resultado sobe para R$ 83,4 bilhões, ou 0,56% do PIB; R$ 10,1 bilhões acima do centro da meta, fixado em 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões.


A engenharia fiscal, contudo, revela o tamanho das restrições impostas ao próximo governo. O PLOA estabelece limite de R$ 2,576 trilhões para as despesas primárias, alta de 7,7% sobre o limite de 2026, resultado da combinação da inflação acumulada de 4,64% até junho com o crescimento real de 2,5% permitido pelo arcabouço fiscal.


Juros ainda muito altos

O cenário macroeconômico projetado, portanto, pelo governo prevê PIB crescendo 2,46%, inflação de 3,6%, dólar médio a R$ 5,22 e Selic média de 12,53% em 2027. A estimativa para os juros, embora inferior aos níveis atuais, continua elevada e representa um dos principais obstáculos à expansão mais vigorosa da economia.


A própria projeção de crescimento merece atenção: enquanto o governo trabalha com avanço de 2,46%, o mercado estima expansão de apenas 1,50%. A diferença evidencia que parte importante da aposta orçamentária depende de atividade econômica mais forte do que a esperada pelos agentes privados.


O quadro é agravado pelo custo da dívida pública. A dívida bruta chegou a 82,5% do PIB em julho, maior patamar em 5 anos, segundo o Banco Central. O resultado mostra que a geração de superávits primários, embora necessária, não resolve sozinha o problema quando os juros permanecem elevados.


Salário mínimo

O salário mínimo está projetado em R$ 1.741, aumento nominal de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. O reajuste incorpora ganho real e segue a política de valorização do piso nacional. O valor definitivo, porém, somente será conhecido após a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de novembro.


O aumento tem efeito direto sobre aposentadorias, pensões, BPC e outros benefícios vinculados ao mínimo. Segundo estimativas divulgadas pelo governo, cada R$ 1 de aumento representa cerca de R$ 413,2 milhões de impacto nas despesas públicas.


O reajuste, portanto, cumpre função econômica e social importante ao elevar a renda de milhões de brasileiros, mas também pressiona as despesas obrigatórias. É justamente nesse ponto que a política de valorização do salário mínimo entra em choque com a lógica de contenção imposta pelo arcabouço fiscal.


Emendas engordam o Orçamento

Outro ponto de tensão está nas emendas parlamentares. O PLOA reserva R$ 44,8 bilhões para emendas individuais e de bancada. São R$ 4 bilhões a mais que o previsto inicialmente no Orçamento de 2026. O montante ainda pode crescer durante a tramitação, com a inclusão de emendas de comissão.


O contraste é evidente: enquanto o Executivo impõe limites ao crescimento de despesas e busca controlar gastos obrigatórios, parcela expressiva do Orçamento permanece sujeita à disputa política no Congresso.


Nos últimos anos, o valor das emendas efetivamente aprovado pelo Legislativo superou as previsões originais do governo. Em 2025, chegou a R$ 53 bilhões e, em 2026, a R$ 61 bilhões.


Isso transforma a discussão orçamentária também numa disputa por espaço político. O Congresso terá poder significativo para alterar prioridades, deslocar recursos e ampliar a fatia destinada às emendas, reduzindo a margem de manobra do Executivo.


LDO atrasada

A tramitação do Orçamento começa sob anomalia: o Congresso ainda não aprovou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, que deveria ter sido votada até 17 de julho. Com o atraso, LDO e LOA deverão tramitar conjuntamente na CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso.


A situação reforça característica recorrente da política orçamentária brasileira: o calendário constitucional é rígido para o Executivo, mas frequentemente submetido à negociação política no Legislativo.


A expectativa é que a CMO analise as propostas ao longo do segundo semestre, com apresentação de emendas e relatórios setoriais, antes da votação final pelo Congresso até dezembro.


Desafio de 2027

Mais do que simples peça contábil, o PLOA de 2027 apresenta o retrato das escolhas que estarão em disputa no próximo ano. De um lado, o governo promete responsabilidade fiscal, crescimento real das despesas dentro do arcabouço e resultado primário positivo.


De outro, enfrenta juros ainda muito altos, dívida crescente, despesas obrigatórias pressionadas e Congresso que controla parcela cada vez maior dos recursos orçamentários. Isso é uma anomalia ou jabuticaba.


Em nenhum país relevante do mundo, o parlamento tem poder orçamentário nesse nível.


O Orçamento prevê ganho real para o salário mínimo, mas em patamar ainda distante das necessidades de uma família trabalhadora. Ao mesmo tempo, reserva quase R$ 45 bilhões para emendas parlamentares.


A contradição revela que o problema fiscal brasileiro não pode ser reduzido simplesmente ao tamanho das despesas sociais: envolve também o custo dos juros, a estrutura tributária, a dívida pública e a crescente apropriação política do orçamento, pelo Poder Legislativo.


Como resumiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o governo pretende manter o ganho real do salário mínimo e, simultaneamente, controlar o crescimento das demais despesas obrigatórias.


O desafio, porém, será transformar essa equação em realidade. Afinal, não basta produzir superávit no papel se o crescimento continuar limitado e os juros consumirem parcela elevada dos recursos públicos. O debate sobre o Orçamento de 2027 será, assim, também disputa sobre que País se pretende construir e quem pagará a conta do ajuste.

Fonte: Diap

 


 

02/09/2026 - PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE


Em 12 meses, alta é de 1,9%


A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre.


Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%.


No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%.

 

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.


No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025.


O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%.

 

Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/pib-do-brasil-cresce-05-no-segundo-trimestre-mostra-ibge

 

Fonte: Agência Brasil

 


 

02/09/2026 - Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged


Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em julho. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.


O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o país criou 137.044 empregos.


A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a julho do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 133.932 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.


Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

Fonte: Agência Brasil

 


 

01/09/2026 - Domingo de mobilização reforça pressão pelo fim da escala 6x1


Trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas de diversas cidades brasileiras neste domingo (30) para defender o fim da escala 6x1 e pressionar o Senado pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/2019. Os atos foram organizados pelas centrais sindicais, pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e pelo movimento Vida Além do Trabalho (VAT).

 

A mobilização ocorre às vésperas de uma semana decisiva para a proposta, que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A expectativa é que a PEC seja votada pelo Senado nos primeiros dias de setembro. O primeiro passo será dado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem votação prevista para esta quarta-feira (2/9).


Para que a proposta avance no Senado, serão necessários pelo menos 49 votos favoráveis, entre os 81 integrantes da Casa. Por isso, as entidades sindicais defendem o fortalecimento da mobilização e a ampliação da pressão sobre os parlamentares.


Na capital paulista, milhares de pessoas participaram do ato realizado na Avenida Paulista. A manifestação reuniu trabalhadores, representantes de movimentos sociais e dirigentes das centrais sindicais, que reforçaram a importância da mobilização popular na reta final da campanha pela redução da jornada e pelo fim da escala 6x1.


NCST reforça mobilização

O vice-presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Nailton Francisco de Souza (Porreta), destacou que a votação entra agora em uma fase decisiva e afirmou que a mobilização dos trabalhadores será fundamental para garantir um resultado favorável no Senado.


Segundo o dirigente, as centrais sindicais e os sindicatos filiados irão intensificar as ações ao longo da semana, levando informação à população e ampliando a pressão sobre os senadores.


“Semana que vem os senadores irão votar ou não, o fim da escala seis por um. E o resultado positivo vai depender muito da nossa mobilização. A partir de amanhã as centrais sindicais e os sindicatos filiados às centrais sindicais estarão distribuindo jornais, panfletos e mobilizando a população.”


Nailton também anunciou novas atividades de mobilização na capital paulista. Nesta segunda-feira (31), os trabalhadores estarão no Largo da Concórdia. Na terça-feira (1º/9), a ação será realizada no Parque Dom Pedro. Já na quarta-feira (2), dia previsto para a votação na CCJ, a mobilização ocorrerá no Lago Treze.


A agenda faz parte do esforço das entidades sindicais para manter a pressão sobre o Congresso e ampliar o apoio à PEC. A mobilização nas ruas busca reforçar uma mensagem aos senadores: a redução da jornada e o fim da escala 6x1 são reivindicações dos trabalhadores e devem avançar no Senado.

Fonte: NCST

 


 

01/09/2026 - Oposição tenta manter 44 horas e ampliar exceções na PEC da escala 6x1


Emendas alongam transição, ampliam espaço para acordos e flexibilizam segundo dia de descanso. Relator defende manutenção do texto aprovado pela Câmara. Proposta abre pauta da CCJ do Senado na quarta-feira.


Senadores de oposição lideram uma tentativa de flexibilizar pontos centrais da PEC que acaba com a escala 6x1, primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2). As propostas tentam manter a jornada de 44 horas em algumas situações, ampliar o espaço para negociação entre patrões e empregados, criar exceções e estender o prazo para a chegada ao limite de 40 horas semanais.


A PEC 221/2019 recebeu 25 emendas. Izalci Lucas (PL-DF) apresentou nove, Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), seis, Hermes Klann (PL-SC), três, e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), uma. Juntos, concentram 19 propostas.


O texto aprovado pela Câmara reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. A transição dura 14 meses: o teto cai para 42 horas dois meses após a promulgação e chega a 40 horas um ano depois. A proposta já admite alguma flexibilização por acordo ou convenção coletiva. As emendas da oposição procuram ampliar esse espaço e criar novas exceções.


Veja as emendas apresentadas à PEC do fim da escala 6x1.


Manutenção das 44 horas

Izalci quer preservar na Constituição o atual limite de 44 horas semanais e deixar eventual redução para acordo ou convenção coletiva. Na prática, a emenda retiraria da PEC a redução obrigatória para 40 horas.


Oriovisto também propõe exceções ao novo teto. Uma de suas emendas permite jornadas de até 44 horas por lei, acordo ou convenção coletiva em setores como saúde, transporte, segurança, comércio, hotelaria, agronegócio e serviços essenciais.


Mais tempo para chegar às 40 horas

Oriovisto propõe reduzir uma hora por ano: 43 horas no primeiro ano, 42 no segundo, 41 no terceiro e 40 apenas no quarto. O texto da Câmara conclui a transição em 14 meses.


Izalci apresentou proposta semelhante, também levando a jornada às 40 horas no quarto ano e preservando durante a transição acordos e convenções já em vigor. O senador do PL do Distrito Federal aceita o limite de 40 horas em uma de suas propostas, mas permite que a escala seja definida até por acordo individual escrito.


Hamilton Mourão quer autorizar, mediante negociação coletiva, jornadas como 12x36 e escalas 4x4 e 3x3. Oriovisto também propõe mais liberdade para acordos e convenções organizarem a distribuição da jornada.


Segundo dia de descanso também é alvo

Izalci tenta modificar outro ponto central da PEC. Em suas emendas, mantém dois dias sem trabalho, mas permite que apenas um seja considerado repouso semanal remunerado em determinadas situações.


O segundo poderia ser tratado como dia útil não trabalhado, sem os mesmos reflexos sobre outras parcelas remuneratórias e sobre o FGTS.


As outras seis propostas foram apresentadas por Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Laércio Oliveira (PP-SE) e Mara Gabrilli (PSD-SP), com duas cada. Mara, por exemplo, propõe regras próprias de transição e jornada para cuidadores.


Relator quer preservar texto da Câmara

Relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM) já sinalizou resistência às mudanças. O parecer apresentado na quinta-feira (27) recomenda a aprovação integral do texto da Câmara e rejeita as 12 primeiras emendas.


As outras 13 foram apresentadas depois e encaminhadas ao relator. Até agora, o parecer disponível no Senado ainda não se manifesta sobre elas.


A estratégia de Omar Aziz é evitar mudanças de mérito e uma nova passagem pela Câmara. A PEC ainda precisa de dois turnos no Plenário do Senado, com ao menos 49 votos em cada um. Se prevalecer a posição do relator, o texto poderá seguir para promulgação. Se o Senado aprovar alguma mudança de mérito, terá de voltar à Câmara.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

31/08/2026 - PEC do fim da escala 6x1 já conta com relatório favorável na CCJ


A proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 já conta com relatório favorável na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ): o relator da matéria, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou seu voto pela aprovação do texto na quinta (27).


Além disso, ele rejeitou as 12 emendas apresentadas por senadores à proposta. Com essa decisão, o relator manteve o mesmo texto aprovado pela Câmara dos Deputados no final de maio.


A proposta (PEC 221/2019) altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. O texto também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário.


O texto prevê que essas mudanças serão implementadas progressivamente — e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.


Prazos

A proposta determina que, dois meses após a promulgação da emenda constitucional resultante da PEC, a jornada semanal máxima passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana — um deles, preferencialmente, no domingo.


Após 12 meses da promulgação, o texto prevê que a carga máxima de trabalho por semana passará a ser, definitivamente, de 40 horas.


Acordos e convenções

O texto preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados.


Nesses casos, a PEC estabelece que uma lei poderá definir regras especiais para a jornada de trabalho e os dias de folga.


Atualização

Em seu relatório, Omar Aziz lembra que o limite de 44 horas semanais foi estabelecido pela Constituição Federal de 1988 e permanece inalterado há 38 anos, “período ao longo do qual a economia brasileira passou por transformações profundas em produtividade, incorporação tecnológica e organização produtiva”.


Para ele, a revisão desse limite não é uma ruptura, mas uma atualização "há muito devida".


O senador afirma que a PEC tem o mérito de promover maior equilíbrio entre trabalho, saúde e vida pessoal. “A instituição do segundo dia de repouso semanal remunerado — núcleo da proposição e origem da ampla mobilização social que a impulsionou — amplia o tempo destinado ao descanso efetivo e à recuperação física e mental”, ressalta.


Prioridade

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu na quarta-feira (26) com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O encontro definiu as matérias que serão prioridade do Congresso Nacional nos próximos dias — e uma delas é a PEC que acaba com a escala 6x1.


A expectativa é que a PEC seja votada pela CCJ já na próxima semana e, em seguida, seja encaminhada para votação no Plenário do Senado.


Tendência internacional

Além da demanda popular, a mudança na legislação prevista pela PEC 221/2019 segue referências internacionais. A Recomendação 116 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1962, já defendia a redução progressiva da jornada, sem corte salarial, tendo como objetivo a semana de 40 horas.


Outros países da América Latina também estão implementando essa redução. O Chile decidiu reduzir gradualmente a jornada (de 45 para 40 horas) entre 2024 e 2028. A Colômbia implementou sua redução de 48 para 42 horas em etapas anuais (a última fase aconteceu neste ano). E, no início de 2026, o México aprovou a redução de 48 para 40 horas ao longo de cinco anos (até 2030).

Fonte: Agência Senado

 


 

31/08/2026 - 70% dos jovens brasileiros entre 16 e 29 anos trabalham


Pesquisa do Observatório Fundação Itaú mostra que o trabalho é presente na vida da juventude, mas somente 44% têm carteira assinada; desigualdades persistem em recortes sociais e regionais


A juventude brasileira tem encontrado oportunidades no mercado de trabalho ainda que as desigualdades sociais, regionais e raciais permaneçam presentes. De acordo com a pesquisa “Juventudes e o Mundo do Trabalho”, do Observatório Fundação Itaú, realizada com apoio do Datafolha e do Instituto Locomotiva, 70% dos jovens de 16 a 29 anos estão trabalhando.


Desse contingente, 44% têm carteira assinada, que é a modalidade de contratação mais mencionada. Outros 15% são assalariados sem registro, 13% são autônomos, 10% trabalham informalmente e 8% são estagiários.


O estudo também indica que 20% dos jovens pesquisados buscam oportunidades de trabalho e 29% buscaram trabalho nos últimos 6 meses, enquanto 61% procuraram um melhor trabalho no último ano.


O levantamento ouviu 1.816 jovens de todo o país de todas as classes econômicas, gêneros, raças e escolaridades, entre os dias 11 e 23 de maio deste ano. A margem de erro máxima para o total da amostra quantitativa é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.


Desigualdades

A formalização do trabalho é maior entre jovens das classes A/B, que representam 43% dos trabalhadores formais, contra 35% das classes D/E. Entre os que trabalham sem registro, a situação se inverte: 21% dos jovens das classes D/E estão nessa condição, ante 13% dos jovens das classes A/B. Regionalmente, a formalização também apresenta diferenças: chega a 58% no Sul e 55% no Sudeste, mas cai para 29% no Norte e 20% no Nordeste.


As desigualdades também aparecem entre grupos raciais e conforme a escolaridade. Entre os jovens brancos, 49% têm emprego formal, contra 41% dos negros; já os bicos informais são mais frequentes entre negros (12%) do que entre brancos (5%). A escolaridade também pesa: 34% dos jovens que estudaram até o ensino fundamental trabalham com bicos, enquanto entre aqueles com ensino superior o percentual é de apenas 3%.


Estudo e cuidados com a casa

Conforme os dados apurados entre os jovens de 16 a 29 anos, 48% estudam, sendo que 32% mantêm uma rotina de estudos somada ao trabalho.


Já 39% somente trabalham e 13% nem estudam nem trabalham, sendo chamados popularmente de geração “nem-nem”.


Entre os jovens que estudam, 41% estão no ensino superior, 27% no ensino médio, 18% fazem cursos livres e 11% cursam o ensino técnico. Embora 85% considerem o diploma universitário importante para conseguir trabalho, 91% avaliam que cursos técnicos e profissionalizantes são um caminho mais rápido e eficiente para conseguir emprego.


Metade dos jovens (50%) também é responsável pelos cuidados com a casa, além de estudar ou trabalhar. A carga é maior entre as mulheres: 60% delas afirmam ter essa responsabilidade, contra 40% dos homens. No cuidado com idosos, crianças e outras pessoas, a diferença também aparece: a tarefa é desempenhada por 28% das mulheres e 14% dos homens.


Salário e futuro

O salário é o principal fator na escolha de um emprego para 64% dos jovens, seguido de benefícios, plano de carreira e ambiente de trabalho agradável, citados por 31% cada. Ainda assim, 62% aceitariam ganhar menos para trabalhar em um ambiente saudável, com menos estresse e pressão psicológica.


Apesar das desigualdades e das mudanças no mercado de trabalho, 68% dos jovens afirmam ter um planejamento profissional para a vida. A maioria também demonstra otimismo financeiro: 91% acreditam que sua situação financeira vai melhorar nos próximos cinco anos, enquanto 88% esperam ter uma condição de vida melhor que a dos pais.

Fonte: Portal Vermelho

 


 

28/08/2026 - Fim da Escala 6X1: Centrais Sindicais e Movimentos Sociais farão manifestação na Avenida Paulista


No próximo domingo (30), a partir das 10 horas haverá grande concentração na Avenida Paulista em frente do MASP – Museu de Artes Modernas de São Paulo para celebrar o “Dia de Mobilização Nacional pelo Fim da Escala 6×1”. Os representantes do Fórum das Centrais Sindicais se reuniram na manhã de terça-feira (25) e definiram como prioridade este evento.


A palavra de ordem da manifestação será: “Vota, Senado!” com a finalidade de pressionar os senadores pela aprovação da PEC 221/2019 – Proposta de Emenda à Constituição em análise na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que trata do tema e prevê a Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário.


O relator da PEC, senador Omar Aziz, disse à imprensa que não vai alterar o texto aprovado pela Câmara para que não precise passar por outra votação e apresentará o seu parecer na próxima quinta-feira (27), e que a votação na Comissão deve ocorrer no dia 2 de setembro. A votação, porém, pode ficar para outra data caso algum senador peça vista.


De acordo com Nailton Francisco de Souza (Porreta), vice-presidente Nacional da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores, os atos convocados pela entidade e a CUT, CTB, CSB, Força Sindical, Intersindical, UGT, Pública Central do Servidor, o VAT - Movimento Vida Além do Trabalho e as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, acontecerão nas principais capitais.


“Temos que de demonstrar força para que os membros da CCJ aprovem a PEC e encaminhe para votação no plenário do Senado. Para que o fim da escala 6x1 se torne lei são necessários 48 votos favoráveis do total de 81 senadores e depois seja sancionado pelo presidente da República. Não falte nas manifestações”, recomenda Nailton Porreta.


O que deve mudar com a aprovação do fim da escala 6x1

A proposta aprovada na Câmara e enviada ao Senado reúne duas PECs que tramitavam em conjunto: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada semanal de 36 horas, e a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que defendia a jornada em quatro dias de trabalho.


O texto estabelece jornada de oito horas diárias e 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso sem redução salarial. O texto também prevê que acordos e convenções coletivas poderão definir compensações de horário e jornadas menores.


Pelas novas regras, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos domingos. A medida não altera jornadas que já sejam iguais ou inferiores a 40 horas semanais.


Resumo

A proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60 dias:

O início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso;

A jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas e;


Em 14 meses:

Jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5X2 e;

Dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos


O texto aprovado também estabelece exceções

Profissionais com diploma de nível superior e remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão submetidos às novas regras de jornada e controle de ponto. Segundo o relatório, a medida busca evitar a pejotização e garantir maior flexibilidade para trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução da jornada dependerá de decisão do empregador ou de previsão em acordos coletivos.


A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores e empregados públicos da administração direta e indireta da União, estados, Distrito Federal e municípios.

 

Nos contratos firmados pelo poder público com empresas terceirizadas, os trabalhadores passarão a ser incluídos na nova jornada a partir da formalização de aditivos contratuais ou após o prazo máximo de 12 meses previsto para adaptação.


Como pressionar

Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar seu recado para os senadores pela plataforma Na Pressão: https://napressao.org.br/

Fonte: NCST-SP

 


 

28/08/2026 - Centrais lançam canal para denunciar assédio eleitoral no trabalho


Ferramenta recebe relatos de ameaças, demissões, retirada de benefícios e outras formas de pressão política no ambiente de trabalho


As centrais sindicais lançaram um canal nacional para receber denúncias de assédio eleitoral no trabalho durante as eleições de 2026. A ferramenta permite registrar casos de ameaças, constrangimentos, demissões, retirada de benefícios e outras formas de pressão relacionadas à escolha política dos trabalhadores.


O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou gestores usam sua posição de poder para tentar influenciar o voto ou a manifestação política de trabalhadores. Entre as práticas estão ameaças de demissão, transferência, perda de função ou benefícios e promessas de vantagens em troca de apoio político.


As denúncias serão sistematizadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). O levantamento permitirá identificar as categorias, sindicatos, empresas e regiões envolvidas, além de possíveis casos semelhantes em diferentes unidades de uma mesma organização.


A partir das informações recebidas, as entidades sindicais poderão orientar os trabalhadores e adotar medidas para enfrentar as situações denunciadas. Quando houver evidências suficientes, os casos também poderão ser encaminhados ao Ministério Público do Trabalho (MPT).


O objetivo da iniciativa é proteger a liberdade de opinião e de voto e impedir que relações de trabalho sejam utilizadas como instrumento de pressão política.


Como denunciar

O canal está disponível pela internet, sem necessidade de baixar aplicativo. Também há um contato de WhatsApp para orientações.

 

Denuncie: https://centraissindicais.org.br/ae/

Fonte: NCST

 


 

28/08/2026 - Lula estuda cobrar contribuição de empresas para conter pejotização, diz Durigan


Medida estudada pela equipe econômica mira a pejotização abusiva e busca compensar perdas de arrecadação da Previdência


A equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda criar uma contribuição previdenciária voltada a empresas que mantenham uma parcela elevada de trabalhadores contratados como pessoa jurídica, em uma tentativa de coibir a chamada pejotização abusiva e reforçar a proteção social de profissionais que, embora atuem como PJs, exercem funções semelhantes às de empregados formais.


A informação foi divulgada em entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, à Broadcast, da Agência Estado, publicada nesta terça-feira (25). Segundo o ministro, que também coordena a área econômica da campanha de Lula à reeleição, o tema já foi discutido internamente pelo governo e pode integrar uma proposta a ser encaminhada ao Congresso em um eventual quarto mandato petista.


Durigan afirmou que a preocupação central do governo é diferenciar a prestação legítima de serviços da substituição em larga escala de trabalhadores celetistas por pessoas jurídicas. O modelo de contratação por PJ não é ilegal em si, mas passa a ser visto como problema quando é utilizado para mascarar relações de emprego e reduzir custos das empresas com encargos trabalhistas e previdenciários.


O ministro citou como exemplo uma empresa em que 10% da força de trabalho esteja contratada como PJ. Nesse caso, avaliou, pode se tratar de terceirização regular. Mas, se 80% dos trabalhadores estiverem nessa condição, o governo entende que seria necessário discutir uma forma diferente de tributação. Uma das alternativas em estudo é exigir uma contribuição previdenciária da empresa para compensar parte da perda de arrecadação e ampliar a cobertura social desses profissionais.


Segundo Durigan, a pejotização feita para desonerar empresas dos pagamentos à Previdência tem ocorrido de maneira abusiva e deixa trabalhadores sem a proteção que teriam em um vínculo formal.


“Ao criar um microempreendedor ou ao pejotizar com outro regime de empresa, você deixa de dar proteção àquele trabalhador que de fato é um trabalhador que tem vínculo, que deveria ser um trabalhador celetista”, afirmou o ministro.


A discussão ocorre em meio à busca do governo por alternativas para enfrentar o déficit previdenciário, que tende a se tornar um desafio ainda maior com o envelhecimento da população brasileira. Para a equipe econômica, a expansão de relações de trabalho sem contribuição equivalente à Previdência reduz a arrecadação e amplia a vulnerabilidade de trabalhadores que, na prática, dependem de uma única empresa ou exercem atividades típicas de empregados.


A proposta em análise não significaria o fim da contratação de prestadores de serviço por meio de empresas. O foco, segundo a formulação apresentada por Durigan, está nos casos em que a pejotização se transforma em mecanismo recorrente para substituir empregados formais e diminuir obrigações previdenciárias.


Além da pejotização, Durigan associou o desequilíbrio previdenciário a privilégios mantidos por militares e por setores da elite do funcionalismo público. De acordo com o ministro, discutir a redução desses benefícios será uma das prioridades econômicas de um eventual novo mandato de Lula.


A agenda apresentada por Durigan também inclui a manutenção do arcabouço fiscal, ajustes nas regras de despesas e revisão de benefícios tributários. O ministro afirmou que o governo pretende entregar resultado primário positivo em 2027 e que o Orçamento do próximo ano deverá prever meta de superávit de 0,5% do PIB.


Durigan também defendeu a eliminação de subsídios concedidos a combustíveis e apontou, entre as prioridades econômicas de um eventual quarto mandato, a redução dos juros do cartão de crédito e a discussão sobre a jornada de trabalho. Esses temas compõem a estratégia do governo para combinar responsabilidade fiscal, revisão de distorções tributárias e ampliação da proteção social.

Fonte: Brasil247

 


 

28/08/2026 - Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre terminado em julho


População ocupada atinge recorde de 103,3 milhões de pessoas


A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho ficou em 5,3%. O resultado representa o menor patamar para esse período de três meses de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.


No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado, 5,6%.


Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O número de empregados com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4 milhões, também o maior da série histórica.


Já a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na comparação com o período até abril (mais 477 mil pessoas).


De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre até julho foi puxado pelo setor de construção civil.


“A maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores elementares da construção de edifícios”, cita.


O analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm facilitado a obtenção de ocupação.


"Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você consegue trabalhar. A tecnologia está mudando o mercado de trabalho", diz.

 

A ocupação no agrupamento transporte, armazenagem e correio, que inclui entregadores de aplicativo, cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2025.


O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em relação ao trimestre de fevereiro a abril.


A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi 37,5%. Até abril estava em 37,2%.


O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.


A população desalentada, formada por pessoas que não procuravam emprego pois acreditavam que não conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de pessoas, queda de 9,7% no trimestre.


O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762, recuo de 0,7% na comparação com o período até abril. O IBGE classifica essa diferença como “estável”.


A pesquisa

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.


Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.


O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

Fonte: Agência Brasil

 


 

28/08/2026 - Nota alta e nota baixa


Agora que as campanhas eleitorais saíram da clandestinidade e se legalizaram, faltam menos de 50 dias para o primeiro turno.


Já se pode “fechar” uma chapa, até com os números dos candidatos, para a “cola” do dia da eleição.


O movimento sindical dos trabalhadores está desafiado a ajudar nas campanhas e a eleger aqueles candidatos que merecem o apoio dos trabalhadores porque defendem os interesses da classe em sua vida pública e em seus mandatos.


Há muitas formas de participação até o voto na urna eletrônica e todas podem e devem ser adotadas pelas entidades sindicais, com inteligência e eficácia.


Além do esforço para votação nos candidatos preferidos o movimento sindical pode, também, rejeitar aquelas candidaturas que não merecem apoio e, pelo contrário, exigem repúdio. É o voto e o desvoto.


Ambas as participações já foram provadas pelo movimento sindical e, às vezes, a segunda forma é a mais temida pelos políticos que disputam mandatos.


Um exemplo histórico desta dualidade (voto e desvoto) é o livro “Quem foi quem na Constituinte”, editado em outubro de 1988 pela Cortez e pela Oboré, com os resultados das votações de interesse dos trabalhadores compilados pelo DIAP que atribuiu a todos os constituintes (senadores e deputados) uma nota correspondente de 0 a 10.


Durante anos esta avaliação – nota alta ou nota baixa – foi muito utilizada pelo movimento sindical nas inúmeras campanhas em que participava.


João Guilherme Vargas Neto é consultor sindical

Fonte: Rádio Peão Brasil