Publicação: 13/03/2025
CNTI aponta preocupações com segurança
dos trabalhadores em reunião com representantes do Governo Federal junto
ao Comitê Interministerial de Segurança em Barragens

O Comitê Interministerial de Segurança de Barragens
tem avançado suas ações com a finalidade de apoiar a implementação da
Política Nacional de Segurança de Barragens, porém, até esse dia, sem
qualquer participação de representações dos trabalhadores.
Assim, tendo em vista nossa luta por segurança dos trabalhadores da
mineração e de barragens e a gravidade relacionada à ocorrência de mais
de 5 (cinco) rompimentos de Barragens, com mais de 300 mortes nos
últimos 10 anos, ocorridos nas bases de atuação de entidades sindicais,
sindicatos e federações, vinculadas e filiadas à CNTI, foi solicitada
esta reunião para que fossem prestadas informações acerca dos
encaminhamentos já tomados, devido a altíssima relevância e implicações
diretas na vida dos trabalhadores envolvidos.
Participaram da reunião, pelo Governo Federal, Cristiane Collet
Battiston, Secretária Adjunta da Secretaria Especial do Programa de
Aceleração do Crescimento e Coordenadora Substituta do Comitê
Interministerial de Segurança de Barragens, Sérgio Luís da Silva Cotrim e Roseli dos Santos Souza e, pela
CNTI, o seu presidente, José Reginaldo Inácio e Eduardo Armond,
representação profissional e internacional dos trabalhadores urbanos,
Diretor da FTI Urbanas MG e do SITICOP-MG. Ocasião em que foi destacado
pelos representantes da CNTI um breve diagnóstico da situação do
trabalho e da segurança nas áreas de barragens de rejeito de mineração.
Pontos em destaque:
1. Necessidade de preservar e resguardar os avanços da Lei nº 14.066, de
30 de setembro de 2020; regulamentar para aumentar a transparência e
suprir deficiências e obscuridades da legislação;
2. Necessidade de dar transparência ampla e considerar a verdadeira
realidade do processo de trabalho nas áreas de mineração e barragens de
rejeito, tendo em vista a terceirização selvagem no setor (+ de 60% dos
trabalhadores são terceirizados), de forma a se garantir sempre a
contratação de empresas terceiras que tenham expertise e experiência
prévia na área de infraestrutura e evitar a política predominante do
menor preço como referência principal;
3. Especificar claramente a aplicação das normas de trabalho e segurança
na mineração para todas são empresas e trabalhadores, sem exceção, mesmo
que seja redundante com algumas normas;
4. Garantir a participação das entidades sindicais da mineração e de
terceirizados na participação social em pé de igualdade com as entidades
sociais e da comunidade como forma de controle social.
A CNTI, como representante dos trabalhadores das Indústrias Extrativas,
da Infraestrutura Urbana e de trabalhadores Urbanitários, colocou-se
como articuladora nacional laboral e apresentará ao Comitê uma minuta de
proposições ao tema.

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