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Publicação: 07/09/2026
7 de
setembro: a independência na era dos
algoritmos, da cobiça geopolítica e da
disputa democrática

A Confederação Nacional do
Trabalhadores na Indústria – CNTI
celebra o 7 de Setembro de 2026 a
partir de uma reflexão profunda da
classe trabalhadora.
A soberania de uma nação não se resume à
sua bandeira ou às suas fronteiras
geográficas; ela se materializa na
autonomia de seu povo, na higidez de
suas instituições e na dignidade de quem
produz a riqueza do país.
Hoje, às vésperas de eleições gerais
decisivas, o conceito de independência
enfrenta ameaças mais complexas do que
as do passado, operadas tanto nos
palácios de Brasília quanto nas
fronteiras da geopolítica e da
tecnologia.
Essa engrenagem nacional não opera no
vácuo. Vivemos o acirramento de uma
guerra comercial global e de uma
política de tarifaços que desorganiza a
produção e encarece a vida da classe
trabalhadora. Mais do que isso:
assistimos estarrecidos a conflitos pelo
mundo marcados pela ruptura violenta da
soberania de nações inteiras e, na
América do Sul, essas ameaças ganham
contornos nítidos de neocolonialismo.
A “nova” corrida imperialista, com sua a
cobiça internacional, mira abertamente
as nossas riquezas estratégicas – o
petróleo do pré-sal, a água, as terras
raras, os minerais críticos e
estratégicos indispensáveis para a
transição energética global e
fundamental para o desenvolvimento
econômico e social das nações que buscam
sua independência plena.
A independência, hoje, se defende
impedindo que o Brasil seja rebaixado a
uma mera colônia exportadora de
commodities, cujo povo trabalha para
enriquecer potências estrangeiras e
corporações transnacionais.
Internamente, o cenário é de
tensionamento permanente entre os
Poderes, onde crises artificiais são
frequentemente infladas para servir de
cortina de fumaça.
Enquanto o Congresso Nacional e o
Supremo Tribunal Federal (STF)
centralizam o debate público em uma
guerra de prerrogativas, desinformações
e mentiras, a economia real impõe juros
altos que asfixiam o crescimento e um
custo de vida que corrói o poder de
compra, amplia o endividamento da
população e represa os investimentos
públicos vitais, entre outros objetivos,
à inadiável tarefa de reindustrialização
da economia nacional.
A defesa da ordem democrática e da
autonomia do Judiciário contra
investidas golpistas é inegociável para
o movimento sindical. Jamais
permitiremos que o espetáculo político
institucional soterre a urgência da
pauta trabalhista, não aceitaremos
que a sobrevivência e a saúde do povo
sejam rifadas em negociações palacianas.
Os direitos da classe trabalhadora
viraram moeda de troca no balcão de
negócios do Congresso. O exemplo mais
escandaloso e recente é a tramitação do
fim da escala 6x1.
Após uma vitória histórica com a
aprovação na Câmara e, na semana
passada, na CCJ do Senado, a PEC que
liberta o trabalhador da exaustão acabou
sequestrada pelo senador Davi Alcolumbre,
após flagrante apoio da mídia
conservadora à serviço do grande
capital. A pauta que devolve a dignidade
ao povo é usada sem pudor como barganha
política para sua perpetuação e controle
na presidência da casa.
Argumenta-se, sem pudor e cinicamente,
que a economia do país quebrará se o
trabalhador tiver sua jornada reduzida
em 4 horas e contar com mais um dia da
semana para a família, o lazer e a
cultura. Trata-se da mesma ladainha que
ouvimos desde a Abolição da Escravatura,
passando pela CLT, o 13º salário, a
valorização do salário-mínimo, entre
outras conquistas que, longe de quebrar,
oxigenaram a economia brasileira com a
benefício da dignidade do trabalhador.
Soma-se a isso uma perigosa forma de
colonização: a dependência digital e
cognitiva. A soberania nacional está
sendo fraturada pela banalização da
mentira, até mesmo no jornalismo
tradicional. Sob o subterfúgio de
debates morais importados e um
estrangeirismo ideológico estéril, as
big techs capturaram a linguagem e o
debate público brasileiro. Essa
submissão aos algoritmos de bilionários
estrangeiros manipula o processo
eleitoral e dita a precarização do
trabalho. A plataformização do trabalho,
a "uberização" nada mais é do que a
extração de riqueza do trabalhador
brasileiro por plataformas que ignoram
as leis do nosso país.
Em 2026, votar e se mobilizar são
atos de afirmação nacional. Não
haverá pátria livre enquanto as mentes
do povo forem reféns da desinformação,
da mentira e o seu subsolo for entregue
à pilhagem internacional e o corpo do
trabalhador continuar acorrentado a uma
rotina escorchante que rouba o seu
direito a uma “vida além do trabalho”.
A verdadeira Independência depende da
regulação das plataformas, da redução
imediata da jornada de trabalho sem
redução salarial, da proteção dos nossos
minerais estratégicos e da eleição de
um projeto político comprometido com a
soberania econômica e os direitos
sociais.
Nesse 7 de setembro, a defesa da
Independência exige de nós um chamado
urgente à resistência, à democracia e à
soberania: que cada um de nós,
trabalhadora, trabalhador, aposentado,
aposentada, pensionista, estudante,
sindicalista, assuma o compromisso de
eleger defensores da classe trabalhadora
para o Congresso, Assembleias
Legislativas e para os Governos Federal
e Estadual.
A Diretoria

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