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Publicação: 14/10/2026
BRASIL OU
BARBÁRIE!

Às lideranças de sindicatos,
federações, confederações e
centrais
sindicais;
Às amigas e amigos, companheirada e
camaradas:
No próximo dia 25 de outubro, milhões de
brasileiras e brasileiros voltarão às
urnas para escolher o próximo presidente
da República.
Não se trata de uma escolha qualquer,
entre um democrata e outro democrata,
como já ocorreu no passado.
De um lado, temos Lula, ex-sindicalista,
que já provou seu compromisso com a
democracia e as instituições
republicanas.
Do outro, o representante do clã
Bolsonaro, adorador da ditadura militar,
assim como seu pai, o presidiário Jair,
condenado e preso por tentativa de golpe
de Estado. Tanto um como o outro já
homenagearam fascistas, ditadores,
torturadores e milicianos.
Quem viveu os anos de chumbo e foi
vítima deles sabe do que estamos falando
e dos perigos que voltam a nos ameaçar.
De um lado, temos Lula, que enfrentou
com altivez o tarifaço imposto
unilateralmente por Trump contra nossa
economia, nossa produção e nossos
empregos, principalmente os da
indústria, defendendo nossa soberania.
Do outro, estão verdadeiros serviçais de
Trump e incentivadores do tarifaço
contra o Brasil. Um dos integrantes do
clã chegou a se aboletar nos Estados
Unidos para conspirar aberta, vergonhosa
e covardemente contra o Brasil e seus
interesses. Em junho de 2026, outro
integrante, o postulante à Presidência,
assegurou, em carta ao secretário de
Estado dos EUA, Marco Rubio, uma "equipe
de transição" à disposição do governo
americano, em atitude francamente
vassala.
De um lado, temos Lula, que já anunciou
medidas para impedir que nossas terras
raras e nossos minerais críticos sejam
abocanhados pelos americanos, a fim de
que essas riquezas permaneçam no país e
sejam industrializadas, com a geração de
empregos qualificados na indústria e a
serviço dos interesses da sociedade
brasileira.
Do outro, um candidato que já prometeu
entregar essas fontes inesgotáveis de
riqueza para Trump e para as grandes
corporações norte-americanas. Com ele, o
Palácio do Planalto será uma verdadeira
sucursal da Casa Branca!
De um lado, temos Lula, que retomou a
política de valorização do salário
mínimo, dos salários em geral, das
aposentadorias e das pensões, com
índices de reajuste acima da inflação.
Do outro, o herdeiro do governo de Jair
Bolsonaro, que congelou o salário mínimo
e aviltou, como nunca, as aposentadorias
e as pensões por meio de uma perversa
contrarreforma da Previdência.
De um lado, temos Lula, defensor dos
direitos sociais e trabalhistas.
Do outro, o candidato que apoia a maior
violência praticada contra as conquistas
trabalhistas e as organizações
sindicais: a contrarreforma trabalhista
de 2017, promovida por Temer, hoje
apoiador de Flávio Bolsonaro.
De um lado, temos Lula, que defende o
emprego digno e com carteira assinada,
combatendo a farsa do "pejotismo" e da
informalidade para garantir a
sustentabilidade e o saneamento real da
Previdência Social e do FGTS, bem como o
direito sagrado às férias remuneradas e
ao repouso semanal remunerado.
Do outro, o candidato que aposta na
flexibilização radical dos contratos de
trabalho, empurrando o trabalhador para
a desproteção absoluta, sem nenhuma
garantia previdenciária ou direitos
básicos de sobrevivência.
De um lado, temos Lula, alinhado à
histórica bandeira sindical da redução
da jornada para 40 horas semanais e do
fim da exaustiva escala 6x1, devolvendo
à classe trabalhadora a dignidade, a
saúde física e mental e o tempo de vida.
Do outro, o candidato que valida o
modelo de contrato sem horas de trabalho
definidas, submetendo quem trabalha a
uma disponibilidade cega, que impede
qualquer controle sobre sua própria
rotina diária para além do trabalho, sua
saúde e sua programação familiar e
social.
De um lado, temos Lula, do Bolsa
Família, da Farmácia Popular, do Mais
Médicos, do Minha Casa, Minha Vida, do
Pé-de-Meia, do Luz para Todos, do ProUni,
do Fies, do Auxílio-Gás, entre outros
programas sociais.
Do outro, o candidato que ameaça esses
programas com um “tesouraço” para
atender os mais ricos que se enriquecem
a cada dia na orgia financeira.
De um lado, temos Lula, que resgatou a
ciência e os investimentos em tecnologia
e inovação.
Do outro, o negacionismo já demonstrado
na pandemia que assolou o país, quando o
pai do candidato pregava a cloroquina
contra a vacina, sendo responsável pela
morte de centenas de milhares de
brasileiros.
De um lado, temos Lula, que buscou
fortalecer instrumentos estratégicos
para o desenvolvimento nacional, como a
Petrobras e o BNDES.
Do outro, o candidato que pretende
acelerar a entrega de nossas empresas
estratégicas, como fez Bolsonaro com a
Eletrobras – um crime de lesa-pátria.
De um lado, temos Lula, que já enfrentou
os poderosos do setor financeiro e do
crime organizado nas operações Carbono
Oculto e Compliance Zero, fortalecendo a
Polícia Federal e outros órgãos de
controle e de combate à corrupção.
Do outro, o candidato “amigo” e “irmão”
de Daniel Vorcaro, de quem apelou por
cerca de R$ 130 milhões para “financiar
o filme sobre o pai”, amigo da milícia,
cujos integrantes já foram empregados em
seu gabinete quando exercia o mandato de
deputado estadual no Rio de Janeiro. O
candidato conhecido como “Flávio
Rachadinha” e pela lavanderia de uma
loja de chocolates no Rio.
De um lado, temos Lula, que defendeu a
regulamentação das big-techs no país.
Do outro, o candidato que, em nome de
uma falaciosa “liberdade” de expressão,
pretende deixar que essas
megacorporações digitais – as mesmas que
financiaram a última campanha de Trump –
continuem sequestrando nossa juventude
com suas mentiras, produzidas pela
manipulação dos algoritmos.
De um lado, temos Lula, que enfrentou,
recentemente, as bets e seus milionários
que endividam as famílias.
Do outro, o candidato que defende a
jogatina, também em nome da enganosa
“liberdade” de mercado.
Por fim, de um lado, temos Lula,
defensor da liberdade religiosa e da
preservação de um estado laico no país.
Do outro, o candidato de uma corrente
política marcada pela intolerância
religiosa, demonstrada quando seus
integrantes propuseram retirar de Nossa
Senhora Aparecida o título de Padroeira
do Brasil – atitude reveladora do ódio
racial também impregnado no
bolsonarismo.
Amigas e amigos, companheirada e
camaradas,
Sabemos que o governo Lula ainda não
conseguiu promover uma mudança
estrutural na condução da política
econômica, principalmente em razão da
malfadada “autonomia” do Banco Central,
que mantém os juros reais mais elevados
do mundo, razão principal do preocupante
endividamento das famílias e das
empresas do setor produtivo.
Com Lula, no entanto, temos perspectiva
de lutar por essa mudança, combatendo os
juros e os preços que asfixiam as
famílias e a produção. Sem ele, isso
será impossível, em razão das
incestuosas ligações do bolsonarismo com
o setor financeiro e o grande capital,
como ficou revelado nas tenebrosas
relações com o ex-banqueiro Daniel
Vorcaro.
Com Lula, poderemos continuar
fortalecendo a democracia, o respeito à
Constituição, a soberania nacional e o
combate às desigualdades sociais. Sem
ele, o risco de retrocesso será imenso:
a ordem constitucional, as conquistas do
povo trabalhador e os avanços
civilizatórios do país estarão
ameaçados.
Portanto, estamos diante de dois
projetos muito distintos: um
civilizatório e outro de barbárie, que
representa o pior do fascismo.
Nesse cenário, precisamos, mais do que
nunca, redobrar nossos esforços para
garantir a vitória do presidente Lula no
2º turno das eleições presidenciais.
Vamos multiplicar nossos contatos,
buscando o voto dos que não foram às
urnas – um contingente superior a 30
milhões de eleitores –, além de ajudar e
estimular os mais idosos a comparecer às
urnas.
Vamos buscar o voto daqueles que
escolheram outros candidatos e que,
embora não tenham votado em Lula, nutrem
forte rejeição ao candidato
bolsonarista.
Vamos também buscar o voto de quem votou
em Flávio Bolsonaro, mas não está seguro
dessa decisão, levando informações sobre
as duas trajetórias e os dois projetos,
absolutamente distintos.
Enfim, com base na moção unânime de
apoio à chapa Lula-Alckmin, aprovada na
histórica Plenária Nacional dos 80 anos
da CNTI, conclamo todas e todos,
trabalhadoras e trabalhadores, a cerrar
fileiras nesta mobilização democrática e
patriótica em defesa do Brasil e de seu
povo trabalhador!
Saudações classistas e até a vitória!
José Reginaldo Inácio
Presidente da CNTI

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