![]() |
|
Publicação: 07/04/2026
A guerra invisível contra o fim da escala 6x1: quando a desinformação se estabelece
redução de jornada no Congresso; CNTI denuncia estratégia de desinformação que ecoa padrões históricos de resistência às conquistas trabalhistas
O presidente da CNTI, José Reginaldo, avalia como nociva a conduta da grande imprensa corporativa. "Estamos vivendo um momento bastante intensificado [...] de uma avalanche muito grande de fake news, inclusive, ou melhor, sobretudo pela grande mídia", lamenta. O líder sindical recorda o episódio emblemático envolvendo a GloboNews, que "teve que se retratar daquele PowerPoint ridículo que eles fizeram" — referência à apresentação vexatória que não só distorcia, mas era um escracho jornalístico, posteriormente desmentido por especialistas (saiba mais).
O presidente da CNTI alerta para um fenômeno mais insidioso que as fake news pontuais: a seletividade editorial. "A gente acentua essa questão da seletividade que tem sido feita em relação às questões que diz respeito ao povo, à classe trabalhadora", observa. Em contrapartida, "existe essa seletividade também que diz respeito aos poderosos das tendências políticas do campo da direita, do campo da extrema direita, quase sempre poupados de conteúdos mais críticos, até mesmo diante de absurdos inquestionáveis”, pontua.
A campanha contra a redução de jornada não se limita à mídia. Entidades patronais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) articulam-se em "campanha acirrada", segundo o presidente da CNTI (saiba mais). "Os grandes meios de comunicação e essas corporações, em conluio, estão numa campanha acirrada contra a redução de jornada", denuncia.
Além do debate político-midiático, a CNTI insiste em colocar em pauta as consequências humanas da jornada 6x1. A "intensificação da tentativa de ampliação da desigualdade através desta constante elevação do tempo em que o trabalhador dedica ao trabalho e ausência de tempo de vida para si, para o social" resulta, segundo José Reginaldo, em uma tragédia social silenciada: "Tanto a mulher quanto o homem nem sequer participam da vida da sua própria família", reforçou.
O PL da redução de jornada aguarda votação no Congresso Nacional em cenário de intensa polarização. Para a CNTI, a disputa transcende a questão trabalhista: trata-se de um teste para a capacidade democrática do país de filtrar informações e resistir a campanhas de desinformação orquestradas.
|
|
|