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Publicação: 05/05/2026
Sessão no
Senado celebra o 1º de Maio e destaca
trajetória de Paulo Paim

O Senado Federal realizou, nesta
segunda-feira (4), uma sessão solene em
homenagem ao Dia do Trabalhador,
reunindo lideranças sindicais,
representantes de entidades e
trabalhadores de diversas categorias. A
atividade reafirmou o papel histórico do
1º de Maio como símbolo de luta por
direitos, valorização do trabalho e
justiça social.
A sessão teve forte significado político
e institucional ao destacar a trajetória
de Paulo Paim, reconhecido por sua
atuação constante em defesa da classe
trabalhadora ao longo de décadas no
Congresso Nacional. O momento também foi
marcado por referências ao encerramento
de um ciclo em sua vida pública, com o
anúncio de que não disputará novos
mandatos.

Durante a cerimônia, representantes das
centrais sindicais ressaltaram a
importância da organização coletiva
diante dos desafios atuais, como a
precarização do trabalho, a
informalidade e as longas jornadas. A
defesa da redução da jornada e de
melhores condições de vida voltou a
aparecer como eixo central das falas. Na
ocasião, as centrais também entregaram
ao senador a pauta da classe
trabalhadora, reunindo as principais
reivindicações do movimento sindical.

Sônia Zerino, presidente da NCST e
diretora da CNTI
A presidente da NCST e Secretária
p/Assuntos de Trabalho da Mulher, Idoso
e Juventude da CNTI, Sônia Zerino,
destacou que a data vai além de uma
homenagem simbólica. “Hoje nos reunimos
para celebrar o Dia do Trabalhador e da
Trabalhadora. É um momento de
reconhecimento, de reflexão e,
sobretudo, de valorização de cada um
que, com seu esforço diário, constrói a
nossa sociedade”, afirmou. Sônia também
ressaltou o papel do movimento sindical
no enfrentamento a problemas urgentes,
como o feminicídio, e defendeu o
fortalecimento das negociações coletivas
e a ratificação de convenções
internacionais voltadas à proteção do
trabalho. Ao abordar a escala 6x1,
chamou atenção para a realidade das
mulheres trabalhadoras, que acumulam
dupla e até tripla jornada, reforçando a
necessidade de avançar na redução do
tempo de trabalho.

José Reginaldo,
presidente da CNTI
Em sua fala, o
presidente da CNTI, José Reginaldo,
afirmou que o trabalho é base essencial
para a sustentação da sociedade, da
democracia e de qualquer projeto
nacional legítimo. Segundo ele, não há
desenvolvimento possível quando o
trabalhador é tratado como peça
descartável da economia, ressaltando que
a valorização de quem produz a riqueza
coletiva é condição indispensável para a
justiça social e o fortalecimento
democrático.
Ao homenagear o senador Paulo Paim,
Reginaldo destacou que a data vai além
de uma celebração histórica,
representando uma trajetória marcada
pela defesa consistente dos direitos
sociais. Ele ressaltou o papel do
parlamentar na construção de importantes
avanços na proteção social no Brasil,
associando seu nome à luta pelo trabalho
digno, à justiça social e à democracia,
além de reconhecê-lo como símbolo de
diálogo, escuta e compromisso com os
trabalhadores.

Chicão, Secretário de
Educação da CNTI e Presidente do
Sindicatos dos Eletricitários/SP
O secretário de Educação da CNTI e
presidente do Sindicato dos
Eletricitários de São Paulo, Eduardo
Annunciato (Chicão), destacou que a
adoção da jornada 4×3 pela entidade tem
gerado resultados positivos, com aumento
da produtividade aliado à melhoria da
qualidade de vida dos trabalhadores.
Segundo ele, a experiência demonstra a
viabilidade de modelos mais flexíveis,
como a convivência entre os regimes 4×3
e 5×2. Chicão também defendeu a redução
da jornada para 36 horas semanais como
um passo necessário para o avanço do
país, relacionando o desenvolvimento à
valorização do trabalho e à garantia de
condições dignas. O dirigente ainda
ressaltou a importância de ampliar a
presença de trabalhadores nos espaços de
poder e criticou a desigualdade social,
afirmando que não há prosperidade
enquanto persistirem a pobreza e a fome
no Brasil.
Paulo Paim também defendeu o fim da
escala 6x1 e fez um chamado à unidade da
classe trabalhadora. “Esperamos por isso
há décadas. Não podemos nos render ao
medo, ao terrorismo econômico, às
previsões catastróficas que sempre
surgem quando se quer avançar em
direitos”, afirmou.

Ao encerrar a sessão, o senador reforçou
o sentido da luta coletiva e o papel da
democracia na conquista de direitos.
“Nesta sessão, em homenagem ao 1º de
Maio, reafirmamos: podem tentar empurrar
nosso povo para trás, mas são os nossos
valores que haverão de nos puxar para o
futuro. É para esse futuro mais justo,
mais humano, mais fraterno que
caminharemos juntos. A luta faz a lei,
mas, com democracia, tudo muda. Sem ela,
o nada”, disse. Paim também agradeceu
aos presentes e destacou o protagonismo
dos trabalhadores: “As palmas são para
vocês, que representam os
trabalhadores”.

O ambiente foi de reconhecimento e
respeito, com manifestações que
destacaram a contribuição de Paim para
avanços sociais e trabalhistas no país.
Mais do que uma homenagem institucional,
a sessão reforçou o compromisso
histórico com a luta dos trabalhadores e
trabalhadoras, mantendo viva a pauta por
direitos, dignidade e inclusão social.
Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=RHG2vfPHQc8
Fotos: André de Oliveira e
Andressa Anholete/Agência Senado
Fonte: Texto adaptado NCST

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