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Publicação: 16/04/2026
Sindicato
discute caducidade com a AGU e avalia
medidas jurídicas

O presidente do Sindicato dos
Eletricitários, Eduardo Annunciato
(Chicão), esteve nesta terça (14) em
reunião na Advocacia-Geral da União
(AGU), em Brasília, para tratar da
aplicação da caducidade no setor
elétrico e seus impactos sobre os
trabalhadores.
O encontro contou ainda com a
participação do advogado-geral da União,
Flavio Roman, da secretária adjunta
Tahiana Viviani Vieira, e de José
Reginaldo Inácio, presidente da
Confederação Nacional dos Trabalhadores
na Indústria (CNTI).
Durante a reunião, o Sindicato
apresentou preocupações em relação à
forma como a caducidade vem sendo
aplicada, destacando riscos jurídicos e
econômicos para os trabalhadores do
setor.
Segundo Chicão, a entidade já estuda
medidas jurídicas para enfrentar o
problema. “A pauta tratada foi a questão
da caducidade. O que nós manifestamos
para a Advocacia-Geral da União (AGU) é
que a gente vem estudando a
possibilidade de entrar com uma ADPF (Arguição
de Descumprimento de Preceito
Fundamental), que é uma ferramenta
jurídica referente ao descumprimento da
Constituição Federal”, afirmou.
O presidente do Sindicato também
criticou o atual modelo regulatório do
setor elétrico e a evolução da
legislação que permitiu a aplicação da
caducidade nos moldes atuais. “Ela está
sendo aplicada e a gente entende que não
suporta nenhum tipo de segurança
jurídica para os trabalhadores. O
formato que está sendo colocado,
portanto, é inconstitucional”, declarou.
Chicão ressaltou ainda que foram
discutidos diversos pontos relacionados
à complexidade do tema. “Debatemos todos
os aspectos da aplicação da caducidade,
os riscos envolvidos e a insegurança
jurídica e econômica que ela pode causar
caso seja aplicada”, completou.
A presença da CNTI reforça a articulação
nacional das entidades sindicais diante
do tema, que vem sendo acompanhado com
atenção por representantes dos
trabalhadores da indústria e,
especialmente, do setor elétrico. A
participação do presidente da
Confederação é considerada fundamental
nesse processo, uma vez que a entidade
precisa integrar diretamente a
construção da estratégia jurídica. Isso
porque apenas a Confederação possui
legitimidade para ingressar com ação no
Supremo Tribunal Federal (STF), sendo
que a eventual ADPF deverá ser
formalmente assinada pelo presidente da
entidade, José Reginaldo Inácio.
O Sindicato dos Eletricitários segue
acompanhando o desdobramento das
discussões e não descarta a adoção de
medidas judiciais para garantir
segurança jurídica e proteção aos
direitos da categoria.
Fonte: Eletricitários

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