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Publicação: 17/03/2026
Soberania sob ataque: a democracia brasileira em alerta máximo
A guerra envolvendo o Irã já elevou o preço do barril em até 13% em março. Para o Brasil, o problema se agrava com a privatização da BR Distribuidora (hoje Vibra Energia), que retirou do Estado ferramentas de controle sobre preços de combustíveis. A Vibra lucrou R$ 679 milhões em 2024, com margens crescentes a cada trimestre, enquanto o consumidor brasileiro paga acréscimo de 40% na bomba (saiba mais).
O governo Trump classificou a Venezuela como "estado terrorista" em março de 2025 e impôs bloqueio naval total, culminando na captura do presidente Nicolas Maduro. Sob o pretexto de combate ao "terrorismo internacional" e narcotráfico — acusações que especialistas questionam por falta de respaldo legal internacional – um presidente foi capturado simplesmente por contrariar interesses econômicos e políticos de Washington (saiba mais). "Esta operação deve servir como aviso a qualquer um que ameace a soberania americana", declarou Trump.
O Brasil mantém a
segunda maior taxa de juros reais do
mundo (9,74% ao ano), atrás apenas da
Turquia. Enquanto bancos como Bradesco,
Santander e Itaú lucram R$ 22,1 bilhões
em três meses, a indústria brasileira
sufoca (saiba mais).
A Operação Compliance Zero revelou rede de influência que liga o banqueiro Daniel Vorcaro a cúpulas do Centrão e da extrema direita bolsonarista. Ciro Nogueira (Progressistas) e Antônio Rueda (União Brasil) — que usaram helicóptero de luxo do banqueiro para assistir Fórmula 1 em São Paulo — agiram como "interlocutores" junto ao BRB. A pergunta que não quer calar: quem autorizou que um desconhecido controlasse um banco público que movimentava bilhões?
Eventos como o CPAC Brasil 2024 reuniram Javier Milei e eurodeputados para construir "rede global de conservadores". O objetivo: enfraquecer instituições democráticas que resistem a decisões autoritárias. O Brasil Office documentou a constante assédio à democracia e a resposta da Justiça em 2024.
A articulação internacional da extrema direita, a captura de instituições por interesses privados e a pressão externa por recursos estratégicos compõem um quadro que exige resposta coordenada da sociedade brasileira. A CNTI reafirma seu compromisso com:
- A defesa da soberania energética, com a reversão da lógica privatizante que fragilizou a capacidade estatal de intervenção nos preços de combustíveis;
- A resistência a pretextos intervencionistas, que usam rotulações como "terrorismo" para justificar ações unilaterais contra países soberanos;
- O combate à especulação financeira, com a exigência de redução dos juros reais e fim da autonomia desresponsabilizada do Banco Central;
- A transparência e o fortalecimento institucional, com aprofundamento das investigações sobre o escândalo Master e seus desdobramentos políticos;
- A solidariedade internacional democrática, articulando-se com trabalhadores e movimentos sociais de outros países para resistir à ofensiva conservadora global.
"A soberania nacional não é negociável. Precisamos recuperar ferramentas de intervenção estratégica na economia, especialmente no petróleo, para proteger o povo da voracidade especulativa", afirma José Reginaldo Inácio, presidente da CNTI.
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