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03/09/2026 -
Lula prepara ato no Planalto para anunciar fila do
INSS zerada
O tema é uma das promessas do terceiro mandato do
presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um
evento no Palácio do Planalto, previsto para
quinta-feira (3), para anunciar que a fila do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi
zerada, segundo informou a coluna de Milena
Teixeira, no Metrópoles.
A cerimônia deve ocorrer uma semana depois de Lula
afirmar, durante sabatina na TV Globo, que o governo
apresentaria em Brasília o resultado da redução do
tempo de espera por benefícios previdenciários. Na
ocasião, o presidente disse que a fila passaria a
estar dentro do patamar considerado normal pela
administração federal.
“Semana que vem, vou anunciar que a fila zerou. A
espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil
pessoas, que é o normal”, afirmou Lula na
entrevista.
O tema é uma das promessas do terceiro mandato do
presidente. Durante a sabatina, Lula foi questionado
sobre o compromisso assumido no início do governo de
reduzir a fila do INSS. Segundo ele, a gestão
encontrou cerca de 3 milhões de pessoas aguardando
atendimento na Previdência e conseguiu diminuir esse
estoque.
O ato no Planalto também ocorre em meio à crise
envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF),
contexto político que tem mobilizado o governo e o
Congresso nos últimos dias.
Apesar do anúncio previsto, dados apresentados
durante a sabatina indicam que cerca de 1,3 milhão
de pessoas ainda aguardam a análise de pedidos de
benefícios. O governo, no entanto, considera que a
fila zerada se refere à redução do tempo de espera
para dentro do prazo considerado regular, com 251
mil pessoas aguardando até 45 dias.
Fonte: Brasil247

03/09/2026 -
CAS aprova proteção a gestantes contra demissão em
contrato temporário
Texto assegura proteção mesmo que empregador ou
trabalhadora desconheçam a gravidez.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado
aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto que amplia
e detalha na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
a estabilidade provisória de gestantes contratadas
em modalidades como trabalho intermitente,
temporário e por prazo determinado.
O substitutivo apresentado pela relatora, senadora
Jussara Lima (PSD-PI), recebeu 9 votos favoráveis,
um contrário e uma abstenção. O voto contrário foi
do senador Laércio Oliveira.
A proposta é de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO).
O projeto de lei
3.522/2025 estabelece expressamente que a
confirmação da gravidez durante o contrato garante à
trabalhadora a estabilidade prevista na Constituição
também nos contratos por prazo determinado, de
experiência, de aprendizagem, de safra, temporários
e intermitentes.
A garantia constitucional impede a dispensa
arbitrária ou sem justa causa desde a confirmação da
gravidez até cinco meses após o parto.
Segundo o relatório, a mudança busca evitar que
modalidades de contratação mais instáveis acabem
reduzindo, na prática, a proteção assegurada às
gestantes.
Estabilidade mesmo sem conhecimento da gravidez
O substitutivo aprovado estabelece que a estabilidade
independe de o empregador ou a própria trabalhadora
saber da gravidez no momento da admissão, da
dispensa ou do encerramento do vínculo.
Se a estabilidade for desrespeitada, a trabalhadora
poderá ser reintegrada ao emprego enquanto o período
de proteção ainda estiver em vigor e a medida for
juridicamente possível.
Caso a reintegração não seja possível ou o período
já tenha terminado, será devida indenização
correspondente à remuneração e aos demais direitos
que seriam pagos até o fim da estabilidade.
O texto também determina que entrar com uma ação
depois do período de estabilidade não elimina o
direito à indenização, desde que respeitado o prazo
prescricional.
Regra própria para trabalho intermitente
O texto aprovado cria uma regra específica para
gestantes contratadas pelo regime intermitente.
Durante o período de estabilidade, a trabalhadora
terá direito a uma garantia remuneratória mensal
mesmo que não seja convocada para prestar serviços,
exceto nos meses em que receber salário-maternidade.
O valor será calculado pela média das remunerações
recebidas nos 12 meses anteriores à confirmação da
gravidez. Se o vínculo tiver menos de um ano, será
considerada a média de todo o período contratual
anterior.
A remuneração por hora não poderá ser inferior ao
valor horário do salário mínimo ou, quando houver,
ao piso salarial da categoria.
Segundo Jussara Lima, a regra busca impedir que a
falta de convocação da trabalhadora intermitente
esvazie a estabilidade na prática.
A relatora também deixou claro que essa remuneração
tem natureza trabalhista e não substitui o
salário-maternidade pago pela Previdência.
O substitutivo ainda exige assistência do sindicato
profissional ou de autoridade competente para pedido
de demissão, rescisão por acordo ou atos que
impliquem renúncia, transação ou quitação dos
direitos relacionados à estabilidade.
A proteção também é mantida para o empregado
adotante que tenha recebido guarda provisória para
fins de adoção.
A proposta já havia recebido parecer favorável da
Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH).
Como a CAS aprovou um substitutivo, o novo texto
deverá ser submetido a turno suplementar na própria
comissão, conforme prevê o Regimento Interno do
Senado.
Leia a
íntegra do substitutivo.
Fonte: Congresso em Foco

03/09/2026 -
Justiça comum deve julgar contrato de PJ antes de
análise trabalhista
A validade de um contrato de prestação de serviços
como PJ deve ser avaliada antes que se possa
analisar o vínculo de emprego. A responsabilidade
por julgar esse contrato civil é da Justiça comum,
conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal.
Com base nesse entendimento, o juiz Jean Marcel
Mariano de Oliveira, da 45ª Vara do Trabalho de São
Paulo, decidiu que a Justiça do Trabalho não tem o
poder de julgar a ação de um profissional que
acionou uma empresa de mobilidade e tecnologia.
Ele exerceu a função de desenvolvedor de sistemas
Android de janeiro de 2014 a fevereiro de 2025, com
remuneração mensal de R$ 12.600. Depois de demitido,
pediu reconhecimento de vínculo trabalhista,
pagamento de verbas rescisórias, Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) e multa de 40% e
seguro-desemprego.
A empresa alegou que a relação jurídica era regulada
pelo Código Civil por contrato de prestação de
serviços firmado com a pessoa jurídica aberta pelo
trabalhador. Sustentou, ainda, que a falta de
pessoalidade, subordinação e habitualidade afastava
o vínculo trabalhista.
O profissional argumentou que o contrato de
prestação de serviços era uma ficção utilizada para
mascarar uma fraude trabalhista, conhecida como
pejotização.
Nulidade do contrato
Ao analisar o caso, o juiz ressaltou que a assinatura
de um contrato de prestação de serviços por uma
pessoa jurídica ativa afasta o vínculo típico de
emprego previsto na Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).
O magistrado destacou que a validade do negócio
civil deve ser avaliada de forma prévia. “Não se
está a afirmar, nesta decisão, que o vínculo
empregatício efetivamente inexistiu […]. O que se
reconhece é que, havendo instrumento contratual
civil formal, regularmente subscrito por pessoa
jurídica ativa, a análise da validade desse negócio
jurídico deve preceder o exame de eventual vínculo
empregatício”, avaliou.
A sentença destacou que a competência da Justiça do
Trabalho, descrita na Constituição Federal, só se
inicia com a declaração de nulidade do contrato
civil pela Justiça comum, de acordo com o
entendimento do STF no Tema 1.389 da Repercussão
Geral.
A empresa foi representada pelo escritório Neves e
Neves Sociedade de Advogados.
Clique aqui para ler a sentença
Processo 1000589-81.2025.5.02.0045
Fonte: Consultor Jurídico

02/09/2026 -
Centrais intensificam pressão no Senado pelo fim da
escala 6x1
As centrais sindicais intensificaram nesta
terça-feira (1º), em Brasília, a mobilização pelo
fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de
trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução
salarial.
A presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou das
atividades no Senado Federal acompanhada pelo
Diretor de Relações Institucionais, Moacyr Roberto
Tesch Auersvald, pelo Diretor de Finanças, Wilson
Pereira, e por outros dirigentes da entidade. A
mobilização reuniu presidentes e representantes das
centrais sindicais em defesa da proposta.
A mobilização ocorre às vésperas da análise da PEC
221/2019 pela Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) do Senado, prevista para esta
quarta-feira (2). O relator, senador Omar Aziz
(PSD-AM), apresentou parecer favorável à proposta.
Durante a mobilização, os dirigentes percorreram
gabinetes e foram recebidos por senadores, entre
eles Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM) e
Renan Calheiros (MDB-AL), para apresentar a pauta e
buscar apoio à aprovação da PEC.
Trabalho de convencimento
O diretor de Relações Institucionais da NCST, Moacyr
Roberto Tesch Auersvald, destacou a articulação
realizada junto aos parlamentares.
“Nós estamos aqui no Senado Federal com a presidente
da Nova Central, Sônia Zerino, e com o presidente da
Contratuh, Wilson Pereira, fazendo um trabalho de
convencimento aos senadores, porque amanhã será
votado o fim da 6x1. Estamos tendo uma repercussão
muito positiva. Já estivemos com o senador Otto
Alencar, com o senador Omar Aziz, fomos recebidos
pelo senador Renan Calheiros e estamos correndo
rapidamente aos gabinetes.”
Moacyr também reforçou a importância da unidade do
movimento sindical. “Gostaríamos de agradecer à Nova
Central, à Contratuh e aos companheiros que estão
aqui colaborando com o nosso trabalho. Nós estamos
juntos, porque juntos somos fortes.”
Mobilização precisa continuar
Para Wilson Pereira, a mobilização precisa ser
ampliada para garantir apoio à proposta nas próximas
etapas de votação.“É um trabalho dignificante e que
está muito bem apresentado. A gente viu, inclusive,
por parte de vários senadores, a perspectiva de ser
aprovado. É um trabalho que tem que ser realizado.
Por isso, estamos chamando todos os dirigentes
sindicais da União para que conversem com seus
senadores, façam contato e peçam a aprovação amanhã
na Comissão de Constituição e Justiça.”
O dirigente ressaltou que, após a CCJ, a mobilização
deverá continuar no plenário do Senado.“Logicamente,
depois vamos para o plenário, para o Senado, e temos
que trabalhar todos os senadores para que seja
aprovada essa PEC.”
Sônia Zerino destaca importância para as mulheres
A presidente da NCST, Sônia Zerino, reforçou a
necessidade de pressão junto aos senadores e
destacou os impactos da redução da jornada,
especialmente para as mulheres.
“Nós estamos aqui numa ação concentrada, trabalhando
com os senadores, pedindo apoio para que amanhã a
Comissão de Constituição e Justiça aprove o fim da
escala 6x1, sem redução do salário. Precisamos que
os companheiros, nas suas bases, continuem fazendo a
pressão por e-mail, pedindo aos senadores dos seus
estados o apoio.”
Sônia também destacou que a redução da jornada
representa melhores condições de trabalho e mais
tempo para descanso e convivência familiar.
“Melhores condições de trabalho significam ter dois
dias de folga na semana, principalmente para nós,
mulheres, que temos a dupla, a tripla jornada.
Trabalhamos uma jornada fora e ainda temos as
responsabilidades de casa e da família.”
Vigília no Senado
As centrais sindicais realizam vigílias em frente ao
Anexo II do Senado nesta terça, quarta e
quinta-feira, a partir das 14h.
A NCST orienta trabalhadores e dirigentes sindicais
a manterem a mobilização e pressionarem os senadores
pela aprovação da PEC.
Fonte: NCST

02/09/2026 -
Orçamento de 2027 expõe aperto fiscal e mantém juros
nas alturas
PLOA prevê salário mínimo de R$ 1.741,
inflação de 3,6%, PIB de 2,46% e Selic média de
12,53%.
Emendas parlamentares consomem R$ 44,8 bilhões
O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional,
nesta segunda-feira (31), no limite do prazo
constitucional, o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária
Anual) de 2027. A proposta combina tentativa de
manter as contas públicas sob controle com cenário
ainda marcado por juros elevados, crescimento
moderado e forte pressão sobre as despesas
obrigatórias.
O texto projeta superávit primário efetivo de R$
18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB (Produto
Interno Bruto). Consideradas as despesas que podem
ser legalmente excluídas do cálculo da meta, o
resultado sobe para R$ 83,4 bilhões, ou 0,56% do
PIB; R$ 10,1 bilhões acima do centro da meta, fixado
em 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões.
A engenharia fiscal, contudo, revela o tamanho das
restrições impostas ao próximo governo. O PLOA
estabelece limite de R$ 2,576 trilhões para as
despesas primárias, alta de 7,7% sobre o limite de
2026, resultado da combinação da inflação acumulada
de 4,64% até junho com o crescimento real de 2,5%
permitido pelo arcabouço fiscal.
Juros ainda muito altos
O cenário macroeconômico projetado, portanto, pelo
governo prevê PIB crescendo 2,46%, inflação de 3,6%,
dólar médio a R$ 5,22 e Selic média de 12,53% em
2027. A estimativa para os juros, embora inferior
aos níveis atuais, continua elevada e representa um
dos principais obstáculos à expansão mais vigorosa
da economia.
A própria projeção de crescimento merece atenção:
enquanto o governo trabalha com avanço de 2,46%, o
mercado estima expansão de apenas 1,50%. A diferença
evidencia que parte importante da aposta
orçamentária depende de atividade econômica mais
forte do que a esperada pelos agentes privados.
O quadro é agravado pelo custo da dívida pública. A
dívida bruta chegou a 82,5% do PIB em julho, maior
patamar em 5 anos, segundo o Banco Central. O
resultado mostra que a geração de superávits
primários, embora necessária, não resolve sozinha o
problema quando os juros permanecem elevados.
Salário mínimo
O salário mínimo está projetado em R$ 1.741, aumento
nominal de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$
1.621. O reajuste incorpora ganho real e segue a
política de valorização do piso nacional. O valor
definitivo, porém, somente será conhecido após a
divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor) de novembro.
O aumento tem efeito direto sobre aposentadorias,
pensões, BPC e outros benefícios vinculados ao
mínimo. Segundo estimativas divulgadas pelo governo,
cada R$ 1 de aumento representa cerca de R$ 413,2
milhões de impacto nas despesas públicas.
O reajuste, portanto, cumpre função econômica e
social importante ao elevar a renda de milhões de
brasileiros, mas também pressiona as despesas
obrigatórias. É justamente nesse ponto que a
política de valorização do salário mínimo entra em
choque com a lógica de contenção imposta pelo
arcabouço fiscal.
Emendas engordam o Orçamento
Outro ponto de tensão está nas emendas parlamentares.
O PLOA reserva R$ 44,8 bilhões para emendas
individuais e de bancada. São R$ 4 bilhões a mais
que o previsto inicialmente no Orçamento de 2026. O
montante ainda pode crescer durante a tramitação,
com a inclusão de emendas de comissão.
O contraste é evidente: enquanto o Executivo impõe
limites ao crescimento de despesas e busca controlar
gastos obrigatórios, parcela expressiva do Orçamento
permanece sujeita à disputa política no Congresso.
Nos últimos anos, o valor das emendas efetivamente
aprovado pelo Legislativo superou as previsões
originais do governo. Em 2025, chegou a R$ 53
bilhões e, em 2026, a R$ 61 bilhões.
Isso transforma a discussão orçamentária também numa
disputa por espaço político. O Congresso terá poder
significativo para alterar prioridades, deslocar
recursos e ampliar a fatia destinada às emendas,
reduzindo a margem de manobra do Executivo.
LDO atrasada
A tramitação do Orçamento começa sob anomalia: o
Congresso ainda não aprovou a LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias) de 2027, que deveria ter sido votada
até 17 de julho. Com o atraso, LDO e LOA deverão
tramitar conjuntamente na CMO (Comissão Mista de
Orçamento) do Congresso.
A situação reforça característica recorrente da
política orçamentária brasileira: o calendário
constitucional é rígido para o Executivo, mas
frequentemente submetido à negociação política no
Legislativo.
A expectativa é que a CMO analise as propostas ao
longo do segundo semestre, com apresentação de
emendas e relatórios setoriais, antes da votação
final pelo Congresso até dezembro.
Desafio de 2027
Mais do que simples peça contábil, o PLOA de 2027
apresenta o retrato das escolhas que estarão em
disputa no próximo ano. De um lado, o governo
promete responsabilidade fiscal, crescimento real
das despesas dentro do arcabouço e resultado
primário positivo.
De outro, enfrenta juros ainda muito altos, dívida
crescente, despesas obrigatórias pressionadas e
Congresso que controla parcela cada vez maior dos
recursos orçamentários. Isso é uma anomalia ou
jabuticaba.
Em nenhum país relevante do mundo, o parlamento tem
poder orçamentário nesse nível.
O Orçamento prevê ganho real para o salário mínimo,
mas em patamar ainda distante das necessidades de
uma família trabalhadora. Ao mesmo tempo, reserva
quase R$ 45 bilhões para emendas parlamentares.
A contradição revela que o problema fiscal
brasileiro não pode ser reduzido simplesmente ao
tamanho das despesas sociais: envolve também o custo
dos juros, a estrutura tributária, a dívida pública
e a crescente apropriação política do orçamento,
pelo Poder Legislativo.
Como resumiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o
governo pretende manter o ganho real do salário
mínimo e, simultaneamente, controlar o crescimento
das demais despesas obrigatórias.
O desafio, porém, será transformar essa equação em
realidade. Afinal, não basta produzir superávit no
papel se o crescimento continuar limitado e os juros
consumirem parcela elevada dos recursos públicos. O
debate sobre o Orçamento de 2027 será, assim, também
disputa sobre que País se pretende construir e quem
pagará a conta do ajuste.
Fonte: Diap

02/09/2026 -
PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre,
mostra IBGE
Em 12 meses, alta é de 1,9%
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo
trimestre de 2026 na comparação com o primeiro
trimestre.
Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto
Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços
produzidos no país, apresenta alta de 2%.
No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve
expansão de 1,9%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4
trilhões no segundo trimestre.
No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na
comparação com a primeira metade de 2025.
O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com
instituições do mercado financeiro, divulgado nesta
segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar
com crescimento do PIB de 1,92%.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/pib-do-brasil-cresce-05-no-segundo-trimestre-mostra-ibge
Fonte: Agência Brasil

02/09/2026 -
Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho,
aponta Caged
Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do
Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de
trabalho com carteira assinada foram abertos em
julho. O indicador mede a diferença entre
contratações e demissões.
O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o
país criou 137.044 empregos.
A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a
julho do ano passado, pressionada pelos juros altos
e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de
2025, tinham sido criados 133.932 postos de
trabalho, nos dados com ajuste, que consideram
declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o
resultado mais baixo da série. A mudança da
metodologia no Caged impede a comparação com anos
anteriores a 2020.
Fonte: Agência Brasil

01/09/2026 -
Domingo de mobilização reforça pressão pelo fim da
escala 6x1
Trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas de
diversas cidades brasileiras neste domingo (30) para
defender o fim da escala 6x1 e pressionar o Senado
pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) nº 221/2019. Os atos foram organizados pelas
centrais sindicais, pelas Frentes Brasil Popular e
Povo sem Medo e pelo movimento Vida Além do Trabalho
(VAT).
A mobilização ocorre às vésperas de uma semana
decisiva para a proposta, que prevê a redução da
jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
sem redução salarial. A expectativa é que a PEC seja
votada pelo Senado nos primeiros dias de setembro. O
primeiro passo será dado na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), que tem votação prevista para esta
quarta-feira (2/9).
Para que a proposta avance no Senado, serão
necessários pelo menos 49 votos favoráveis, entre os
81 integrantes da Casa. Por isso, as entidades
sindicais defendem o fortalecimento da mobilização e
a ampliação da pressão sobre os parlamentares.
Na capital paulista, milhares de pessoas
participaram do ato realizado na Avenida Paulista. A
manifestação reuniu trabalhadores, representantes de
movimentos sociais e dirigentes das centrais
sindicais, que reforçaram a importância da
mobilização popular na reta final da campanha pela
redução da jornada e pelo fim da escala 6x1.
NCST reforça mobilização
O vice-presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Nailton Francisco de Souza
(Porreta), destacou que a votação entra agora em uma
fase decisiva e afirmou que a mobilização dos
trabalhadores será fundamental para garantir um
resultado favorável no Senado.
Segundo o dirigente, as centrais sindicais e os
sindicatos filiados irão intensificar as ações ao
longo da semana, levando informação à população e
ampliando a pressão sobre os senadores.
“Semana que vem os senadores irão votar ou não, o
fim da escala seis por um. E o resultado positivo
vai depender muito da nossa mobilização. A partir de
amanhã as centrais sindicais e os sindicatos
filiados às centrais sindicais estarão distribuindo
jornais, panfletos e mobilizando a população.”
Nailton também anunciou novas atividades de
mobilização na capital paulista. Nesta segunda-feira
(31), os trabalhadores estarão no Largo da
Concórdia. Na terça-feira (1º/9), a ação será
realizada no Parque Dom Pedro. Já na quarta-feira
(2), dia previsto para a votação na CCJ, a
mobilização ocorrerá no Lago Treze.
A agenda faz parte do esforço das entidades
sindicais para manter a pressão sobre o Congresso e
ampliar o apoio à PEC. A mobilização nas ruas busca
reforçar uma mensagem aos senadores: a redução da
jornada e o fim da escala 6x1 são reivindicações dos
trabalhadores e devem avançar no Senado.
Fonte: NCST

01/09/2026 -
Oposição tenta manter 44 horas e ampliar exceções na
PEC da escala 6x1
Emendas alongam transição, ampliam espaço para
acordos e flexibilizam segundo dia de descanso.
Relator defende manutenção do texto aprovado pela
Câmara. Proposta abre pauta da CCJ do Senado na
quarta-feira.
Senadores de oposição lideram uma tentativa de
flexibilizar pontos centrais da PEC que acaba com a
escala 6x1, primeiro item da pauta da Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2).
As propostas tentam manter a jornada de 44 horas em
algumas situações, ampliar o espaço para negociação
entre patrões e empregados, criar exceções e
estender o prazo para a chegada ao limite de 40
horas semanais.
A PEC 221/2019 recebeu 25 emendas. Izalci Lucas
(PL-DF) apresentou nove, Oriovisto Guimarães
(PSDB-PR), seis, Hermes Klann (PL-SC), três, e
Hamilton Mourão (Republicanos-RS), uma. Juntos,
concentram 19 propostas.
O texto aprovado pela Câmara reduz de 44 para 40
horas a jornada máxima semanal e garante dois dias
de repouso remunerado, sem redução salarial. A
transição dura 14 meses: o teto cai para 42 horas
dois meses após a promulgação e chega a 40 horas um
ano depois. A proposta já admite alguma
flexibilização por acordo ou convenção coletiva. As
emendas da oposição procuram ampliar esse espaço e
criar novas exceções.
Veja as emendas apresentadas à PEC do fim da escala
6x1.
Manutenção das 44 horas
Izalci quer preservar na Constituição o atual limite
de 44 horas semanais e deixar eventual redução para
acordo ou convenção coletiva. Na prática, a emenda
retiraria da PEC a redução obrigatória para 40
horas.
Oriovisto também propõe exceções ao novo teto. Uma
de suas emendas permite jornadas de até 44 horas por
lei, acordo ou convenção coletiva em setores como
saúde, transporte, segurança, comércio, hotelaria,
agronegócio e serviços essenciais.
Mais tempo para chegar às 40 horas
Oriovisto propõe reduzir uma hora por ano: 43 horas no
primeiro ano, 42 no segundo, 41 no terceiro e 40
apenas no quarto. O texto da Câmara conclui a
transição em 14 meses.
Izalci apresentou proposta semelhante, também
levando a jornada às 40 horas no quarto ano e
preservando durante a transição acordos e convenções
já em vigor. O senador do PL do Distrito Federal
aceita o limite de 40 horas em uma de suas
propostas, mas permite que a escala seja definida
até por acordo individual escrito.
Hamilton Mourão quer autorizar, mediante negociação
coletiva, jornadas como 12x36 e escalas 4x4 e 3x3.
Oriovisto também propõe mais liberdade para acordos
e convenções organizarem a distribuição da jornada.
Segundo dia de descanso também é alvo
Izalci tenta modificar outro ponto central da PEC. Em
suas emendas, mantém dois dias sem trabalho, mas
permite que apenas um seja considerado repouso
semanal remunerado em determinadas situações.
O segundo poderia ser tratado como dia útil não
trabalhado, sem os mesmos reflexos sobre outras
parcelas remuneratórias e sobre o FGTS.
As outras seis propostas foram apresentadas por
Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Laércio Oliveira (PP-SE)
e Mara Gabrilli (PSD-SP), com duas cada. Mara, por
exemplo, propõe regras próprias de transição e
jornada para cuidadores.
Relator quer preservar texto da Câmara
Relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM) já sinalizou
resistência às mudanças. O parecer apresentado na
quinta-feira (27) recomenda a aprovação integral do
texto da Câmara e rejeita as 12 primeiras emendas.
As outras 13 foram apresentadas depois e
encaminhadas ao relator. Até agora, o parecer
disponível no Senado ainda não se manifesta sobre
elas.
A estratégia de Omar Aziz é evitar mudanças de
mérito e uma nova passagem pela Câmara. A PEC ainda
precisa de dois turnos no Plenário do Senado, com ao
menos 49 votos em cada um. Se prevalecer a posição
do relator, o texto poderá seguir para promulgação.
Se o Senado aprovar alguma mudança de mérito, terá
de voltar à Câmara.
Fonte: Congresso em Foco

31/08/2026 -
PEC do fim da escala 6x1 já conta com relatório
favorável na CCJ
A proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 já
conta com relatório favorável na Comissão de
Constituição e Justiça do Senado (CCJ): o relator da
matéria, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou seu voto
pela aprovação do texto na quinta (27).
Além disso, ele rejeitou as 12 emendas apresentadas
por senadores à proposta. Com essa decisão, o
relator manteve o mesmo texto aprovado pela Câmara
dos Deputados no final de maio.
A proposta (PEC 221/2019) altera a Constituição para
reduzir a carga horária máxima de trabalho semanal
de 44 para 40 horas. O texto também garante dois
dias de repouso semanal remunerado, sem redução de
salário.
O texto prevê que essas mudanças serão implementadas
progressivamente — e inclui exceções para
trabalhadores com regimes diferenciados e para
aqueles com salários mais elevados e diploma de
nível superior.
Prazos
A proposta determina que, dois meses após a
promulgação da emenda constitucional resultante da
PEC, a jornada semanal máxima passará para 42 horas,
já com dois dias de repouso remunerado por semana —
um deles, preferencialmente, no domingo.
Após 12 meses da promulgação, o texto prevê que a
carga máxima de trabalho por semana passará a ser,
definitivamente, de 40 horas.
Acordos e convenções
O texto preserva a possibilidade de acordos e
convenções coletivas, inclusive para trabalhadores
sujeitos a regimes diferenciados.
Nesses casos, a PEC estabelece que uma lei poderá
definir regras especiais para a jornada de trabalho
e os dias de folga.
Atualização
Em seu relatório, Omar Aziz lembra que o limite de 44
horas semanais foi estabelecido pela Constituição
Federal de 1988 e permanece inalterado há 38 anos,
“período ao longo do qual a economia brasileira
passou por transformações profundas em
produtividade, incorporação tecnológica e
organização produtiva”.
Para ele, a revisão desse limite não é uma ruptura,
mas uma atualização "há muito devida".
O senador afirma que a PEC tem o mérito de promover
maior equilíbrio entre trabalho, saúde e vida
pessoal. “A instituição do segundo dia de repouso
semanal remunerado — núcleo da proposição e origem
da ampla mobilização social que a impulsionou —
amplia o tempo destinado ao descanso efetivo e à
recuperação física e mental”, ressalta.
Prioridade
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu na
quarta-feira (26) com o presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, e com o presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O encontro definiu
as matérias que serão prioridade do Congresso
Nacional nos próximos dias — e uma delas é a PEC que
acaba com a escala 6x1.
A expectativa é que a PEC seja votada pela CCJ já na
próxima semana e, em seguida, seja encaminhada para
votação no Plenário do Senado.
Tendência internacional
Além da demanda popular, a mudança na legislação
prevista pela PEC 221/2019 segue referências
internacionais. A Recomendação 116 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), de 1962, já
defendia a redução progressiva da jornada, sem corte
salarial, tendo como objetivo a semana de 40 horas.
Outros países da América Latina também estão
implementando essa redução. O Chile decidiu reduzir
gradualmente a jornada (de 45 para 40 horas) entre
2024 e 2028. A Colômbia implementou sua redução de
48 para 42 horas em etapas anuais (a última fase
aconteceu neste ano). E, no início de 2026, o México
aprovou a redução de 48 para 40 horas ao longo de
cinco anos (até 2030).
Fonte: Agência Senado

31/08/2026 -
70% dos jovens brasileiros entre 16 e 29 anos
trabalham
Pesquisa do Observatório Fundação Itaú mostra que
o trabalho é presente na vida da juventude, mas
somente 44% têm carteira assinada; desigualdades
persistem em recortes sociais e regionais
A juventude brasileira tem encontrado oportunidades
no mercado de trabalho ainda que as desigualdades
sociais, regionais e raciais permaneçam presentes.
De acordo com a pesquisa “Juventudes e o Mundo do
Trabalho”, do Observatório Fundação Itaú, realizada
com apoio do Datafolha e do Instituto Locomotiva,
70% dos jovens de 16 a 29 anos estão trabalhando.
Desse contingente, 44% têm carteira assinada, que é
a modalidade de contratação mais mencionada. Outros
15% são assalariados sem registro, 13% são
autônomos, 10% trabalham informalmente e 8% são
estagiários.
O estudo também indica que 20% dos jovens
pesquisados buscam oportunidades de trabalho e 29%
buscaram trabalho nos últimos 6 meses, enquanto 61%
procuraram um melhor trabalho no último ano.
O levantamento ouviu 1.816 jovens de todo o país de
todas as classes econômicas, gêneros, raças e
escolaridades, entre os dias 11 e 23 de maio deste
ano. A margem de erro máxima para o total da amostra
quantitativa é 2 pontos percentuais, para mais ou
para menos, considerando um nível de confiança de
95%.
Desigualdades
A formalização do trabalho é maior entre jovens das
classes A/B, que representam 43% dos trabalhadores
formais, contra 35% das classes D/E. Entre os que
trabalham sem registro, a situação se inverte: 21%
dos jovens das classes D/E estão nessa condição,
ante 13% dos jovens das classes A/B. Regionalmente,
a formalização também apresenta diferenças: chega a
58% no Sul e 55% no Sudeste, mas cai para 29% no
Norte e 20% no Nordeste.
As desigualdades também aparecem entre grupos
raciais e conforme a escolaridade. Entre os jovens
brancos, 49% têm emprego formal, contra 41% dos
negros; já os bicos informais são mais frequentes
entre negros (12%) do que entre brancos (5%). A
escolaridade também pesa: 34% dos jovens que
estudaram até o ensino fundamental trabalham com
bicos, enquanto entre aqueles com ensino superior o
percentual é de apenas 3%.
Estudo e cuidados com a casa
Conforme os dados apurados entre os jovens de 16 a 29
anos, 48% estudam, sendo que 32% mantêm uma rotina
de estudos somada ao trabalho.
Já 39% somente trabalham e 13% nem estudam nem
trabalham, sendo chamados popularmente de geração “nem-nem”.
Entre os jovens que estudam, 41% estão no ensino
superior, 27% no ensino médio, 18% fazem cursos
livres e 11% cursam o ensino técnico. Embora 85%
considerem o diploma universitário importante para
conseguir trabalho, 91% avaliam que cursos técnicos
e profissionalizantes são um caminho mais rápido e
eficiente para conseguir emprego.
Metade dos jovens (50%) também é responsável pelos
cuidados com a casa, além de estudar ou trabalhar. A
carga é maior entre as mulheres: 60% delas afirmam
ter essa responsabilidade, contra 40% dos homens. No
cuidado com idosos, crianças e outras pessoas, a
diferença também aparece: a tarefa é desempenhada
por 28% das mulheres e 14% dos homens.
Salário e futuro
O salário é o principal fator na escolha de um emprego
para 64% dos jovens, seguido de benefícios, plano de
carreira e ambiente de trabalho agradável, citados
por 31% cada. Ainda assim, 62% aceitariam ganhar
menos para trabalhar em um ambiente saudável, com
menos estresse e pressão psicológica.
Apesar das desigualdades e das mudanças no mercado
de trabalho, 68% dos jovens afirmam ter um
planejamento profissional para a vida. A maioria
também demonstra otimismo financeiro: 91% acreditam
que sua situação financeira vai melhorar nos
próximos cinco anos, enquanto 88% esperam ter uma
condição de vida melhor que a dos pais.
Fonte: Portal Vermelho

28/08/2026 -
Fim da Escala 6X1: Centrais Sindicais e Movimentos
Sociais farão manifestação na Avenida Paulista
No próximo domingo (30), a partir das 10 horas
haverá grande concentração na Avenida Paulista em
frente do MASP – Museu de Artes Modernas de São
Paulo para celebrar o “Dia de Mobilização Nacional
pelo Fim da Escala 6×1”. Os representantes do Fórum
das Centrais Sindicais se reuniram na manhã de
terça-feira (25) e definiram como prioridade este
evento.
A palavra de ordem da manifestação será: “Vota,
Senado!” com a finalidade de pressionar os senadores
pela aprovação da PEC 221/2019 – Proposta de Emenda
à Constituição em análise na CCJ – Comissão de
Constituição e Justiça do Senado, que trata do tema
e prevê a Redução da Jornada de Trabalho para 40
horas semanais, sem redução de salário.
O relator da PEC, senador Omar Aziz, disse à
imprensa que não vai alterar o texto aprovado pela
Câmara para que não precise passar por outra votação
e apresentará o seu parecer na próxima quinta-feira
(27), e que a votação na Comissão deve ocorrer no
dia 2 de setembro. A votação, porém, pode ficar para
outra data caso algum senador peça vista.
De acordo com Nailton Francisco de Souza (Porreta),
vice-presidente Nacional da NCST – Nova Central
Sindical de Trabalhadores, os atos convocados pela
entidade e a CUT, CTB, CSB, Força Sindical,
Intersindical, UGT, Pública Central do Servidor, o
VAT - Movimento Vida Além do Trabalho e as Frentes
Brasil Popular e Povo sem Medo, acontecerão nas
principais capitais.
“Temos que de demonstrar força para que os membros
da CCJ aprovem a PEC e encaminhe para votação no
plenário do Senado. Para que o fim da escala 6x1 se
torne lei são necessários 48 votos favoráveis do
total de 81 senadores e depois seja sancionado pelo
presidente da República. Não falte nas
manifestações”, recomenda Nailton Porreta.
O que deve mudar com a aprovação do fim da escala
6x1
A proposta aprovada na Câmara e enviada ao Senado
reúne duas PECs que tramitavam em conjunto: a PEC
221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que
previa jornada semanal de 36 horas, e a PEC 8/25, da
deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que defendia a
jornada em quatro dias de trabalho.
O texto estabelece jornada de oito horas diárias e
40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de
trabalho e dois de descanso sem redução salarial. O
texto também prevê que acordos e convenções
coletivas poderão definir compensações de horário e
jornadas menores.
Pelas novas regras, os trabalhadores terão direito a
dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos
domingos. A medida não altera jornadas que já sejam
iguais ou inferiores a 40 horas semanais.
Resumo
A proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60
dias:
O início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de
descanso;
A jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas
e;
Em 14 meses:
Jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais,
mantida a escala 5X2 e;
Dois dias de descanso por semana, um deles
preferencialmente aos domingos
O texto aprovado também estabelece exceções
Profissionais com diploma de nível superior e
remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão
submetidos às novas regras de jornada e controle de
ponto. Segundo o relatório, a medida busca evitar a
pejotização e garantir maior flexibilidade para
trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução
da jornada dependerá de decisão do empregador ou de
previsão em acordos coletivos.
A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores
e empregados públicos da administração direta e
indireta da União, estados, Distrito Federal e
municípios.
Nos contratos firmados pelo poder público com empresas
terceirizadas, os trabalhadores passarão a ser
incluídos na nova jornada a partir da formalização
de aditivos contratuais ou após o prazo máximo de 12
meses previsto para adaptação.
Como pressionar
Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar
seu recado para os senadores pela plataforma Na
Pressão:
https://napressao.org.br/
Fonte: NCST-SP

28/08/2026 -
Centrais lançam canal para denunciar assédio
eleitoral no trabalho
Ferramenta recebe relatos de ameaças, demissões,
retirada de benefícios e outras formas de pressão
política no ambiente de trabalho
As centrais sindicais lançaram um canal nacional
para receber denúncias de assédio eleitoral no
trabalho durante as eleições de 2026. A ferramenta
permite registrar casos de ameaças,
constrangimentos, demissões, retirada de benefícios
e outras formas de pressão relacionadas à escolha
política dos trabalhadores.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou
gestores usam sua posição de poder para tentar
influenciar o voto ou a manifestação política de
trabalhadores. Entre as práticas estão ameaças de
demissão, transferência, perda de função ou
benefícios e promessas de vantagens em troca de
apoio político.
As denúncias serão sistematizadas pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE). O levantamento permitirá
identificar as categorias, sindicatos, empresas e
regiões envolvidas, além de possíveis casos
semelhantes em diferentes unidades de uma mesma
organização.
A partir das informações recebidas, as entidades
sindicais poderão orientar os trabalhadores e adotar
medidas para enfrentar as situações denunciadas.
Quando houver evidências suficientes, os casos
também poderão ser encaminhados ao Ministério
Público do Trabalho (MPT).
O objetivo da iniciativa é proteger a liberdade de
opinião e de voto e impedir que relações de trabalho
sejam utilizadas como instrumento de pressão
política.
Como denunciar
O canal está disponível pela internet, sem necessidade
de baixar aplicativo. Também há um contato de
WhatsApp para orientações.
Denuncie:
https://centraissindicais.org.br/ae/
Fonte: NCST

28/08/2026 -
Lula estuda cobrar contribuição de empresas para
conter pejotização, diz Durigan
Medida estudada pela equipe econômica mira a
pejotização abusiva e busca compensar perdas de
arrecadação da Previdência
A equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) estuda criar uma contribuição
previdenciária voltada a empresas que mantenham uma
parcela elevada de trabalhadores contratados como
pessoa jurídica, em uma tentativa de coibir a
chamada pejotização abusiva e reforçar a proteção
social de profissionais que, embora atuem como PJs,
exercem funções semelhantes às de empregados
formais.
A informação foi divulgada em entrevista do ministro
da Fazenda, Dario Durigan, à Broadcast, da Agência
Estado, publicada nesta terça-feira (25). Segundo o
ministro, que também coordena a área econômica da
campanha de Lula à reeleição, o tema já foi
discutido internamente pelo governo e pode integrar
uma proposta a ser encaminhada ao Congresso em um
eventual quarto mandato petista.
Durigan afirmou que a preocupação central do governo
é diferenciar a prestação legítima de serviços da
substituição em larga escala de trabalhadores
celetistas por pessoas jurídicas. O modelo de
contratação por PJ não é ilegal em si, mas passa a
ser visto como problema quando é utilizado para
mascarar relações de emprego e reduzir custos das
empresas com encargos trabalhistas e
previdenciários.
O ministro citou como exemplo uma empresa em que 10%
da força de trabalho esteja contratada como PJ.
Nesse caso, avaliou, pode se tratar de terceirização
regular. Mas, se 80% dos trabalhadores estiverem
nessa condição, o governo entende que seria
necessário discutir uma forma diferente de
tributação. Uma das alternativas em estudo é exigir
uma contribuição previdenciária da empresa para
compensar parte da perda de arrecadação e ampliar a
cobertura social desses profissionais.
Segundo Durigan, a pejotização feita para desonerar
empresas dos pagamentos à Previdência tem ocorrido
de maneira abusiva e deixa trabalhadores sem a
proteção que teriam em um vínculo formal.
“Ao criar um microempreendedor ou ao pejotizar com
outro regime de empresa, você deixa de dar proteção
àquele trabalhador que de fato é um trabalhador que
tem vínculo, que deveria ser um trabalhador
celetista”, afirmou o ministro.
A discussão ocorre em meio à busca do governo por
alternativas para enfrentar o déficit
previdenciário, que tende a se tornar um desafio
ainda maior com o envelhecimento da população
brasileira. Para a equipe econômica, a expansão de
relações de trabalho sem contribuição equivalente à
Previdência reduz a arrecadação e amplia a
vulnerabilidade de trabalhadores que, na prática,
dependem de uma única empresa ou exercem atividades
típicas de empregados.
A proposta em análise não significaria o fim da
contratação de prestadores de serviço por meio de
empresas. O foco, segundo a formulação apresentada
por Durigan, está nos casos em que a pejotização se
transforma em mecanismo recorrente para substituir
empregados formais e diminuir obrigações
previdenciárias.
Além da pejotização, Durigan associou o
desequilíbrio previdenciário a privilégios mantidos
por militares e por setores da elite do
funcionalismo público. De acordo com o ministro,
discutir a redução desses benefícios será uma das
prioridades econômicas de um eventual novo mandato
de Lula.
A agenda apresentada por Durigan também inclui a
manutenção do arcabouço fiscal, ajustes nas regras
de despesas e revisão de benefícios tributários. O
ministro afirmou que o governo pretende entregar
resultado primário positivo em 2027 e que o
Orçamento do próximo ano deverá prever meta de
superávit de 0,5% do PIB.
Durigan também defendeu a eliminação de subsídios
concedidos a combustíveis e apontou, entre as
prioridades econômicas de um eventual quarto
mandato, a redução dos juros do cartão de crédito e
a discussão sobre a jornada de trabalho. Esses temas
compõem a estratégia do governo para combinar
responsabilidade fiscal, revisão de distorções
tributárias e ampliação da proteção social.
Fonte: Brasil247

28/08/2026 -
Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre
terminado em julho
População ocupada atinge recorde de 103,3 milhões
de pessoas
A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho
ficou em 5,3%. O resultado representa o menor
patamar para esse período de três meses de toda a
série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa
era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado,
5,6%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas
atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O
número de empregados com carteira assinada
(excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4
milhões, também o maior da série histórica.
Já a quantidade de trabalhadores sem carteira
assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na
comparação com o período até abril (mais 477 mil
pessoas).
De acordo com o analista da pesquisa, William
Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre
até julho foi puxado pelo setor de construção civil.
“A maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores
elementares da construção de edifícios”, cita.
O analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm
facilitado a obtenção de ocupação.
"Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você
consegue trabalhar. A tecnologia está mudando o
mercado de trabalho", diz.
A ocupação no agrupamento transporte, armazenagem e
correio, que inclui entregadores de aplicativo,
cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de
2025.
O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o
que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em
relação ao trimestre de fevereiro a abril.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores
informais na população ocupada - foi 37,5%. Até
abril estava em 37,2%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem
carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.
Essas pessoas não têm garantidas coberturas como
seguro-desemprego, férias e 13º salário.
A população desalentada, formada por pessoas que não
procuravam emprego pois acreditavam que não
conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de
pessoas, queda de 9,7% no trimestre.
O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762,
recuo de 0,7% na comparação com o período até abril.
O IBGE classifica essa diferença como “estável”.
A pesquisa
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de
trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em
conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria,
por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada
desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma
vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211
mil domicílios em todos os estados e no Distrito
Federal.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%,
no último trimestre de 2025. A maior taxa já
constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos
trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e
em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Fonte: Agência Brasil

28/08/2026 -
Nota alta e nota
baixa
Agora que as campanhas eleitorais saíram da
clandestinidade e se legalizaram, faltam menos de 50
dias para o primeiro turno.
Já se pode “fechar” uma chapa, até com os números
dos candidatos, para a “cola” do dia da eleição.
O movimento sindical dos trabalhadores está
desafiado a ajudar nas campanhas e a eleger aqueles
candidatos que merecem o apoio dos trabalhadores
porque defendem os interesses da classe em sua vida
pública e em seus mandatos.
Há muitas formas de participação até o voto na urna
eletrônica e todas podem e devem ser adotadas pelas
entidades sindicais, com inteligência e eficácia.
Além do esforço para votação nos candidatos
preferidos o movimento sindical pode, também,
rejeitar aquelas candidaturas que não merecem apoio
e, pelo contrário, exigem repúdio. É o voto e o
desvoto.
Ambas as participações já foram provadas pelo
movimento sindical e, às vezes, a segunda forma é a
mais temida pelos políticos que disputam mandatos.
Um exemplo histórico desta dualidade (voto e desvoto)
é o livro “Quem foi quem na Constituinte”, editado
em outubro de 1988 pela Cortez e pela Oboré, com os
resultados das votações de interesse dos
trabalhadores compilados pelo DIAP que atribuiu a
todos os constituintes (senadores e deputados) uma
nota correspondente de 0 a 10.
Durante anos esta avaliação – nota alta ou nota
baixa – foi muito utilizada pelo movimento sindical
nas inúmeras campanhas em que participava.
João Guilherme Vargas Neto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/08/2026 -
DIAP e
centrais alinham agenda
Revitalização do Departamento, fim da escala 6x1
e direitos dos servidores estiveram no centro da
reunião
A presidenta do DIAP, Rita Serrano, e o analista
político e diretor da entidade, Neuriberg Dias,
participaram nesta terça-feira (25), de reunião com
representantes das centrais sindicais para discutir
pautas estratégicas de interesse dos trabalhadores e
fortalecer a atuação conjunta das entidades no
Congresso Nacional.
Entre os principais temas esteve o projeto de
revitalização do DIAP. A proposta busca reforçar a
capacidade de acompanhamento do Congresso, produção
de análises e informações qualificadas em apoio à
atuação das organizações representativas dos
trabalhadores.
A reunião também tratou da necessidade de
intensificar a mobilização pelo fim da escala 6x1,
com atenção especial à tramitação da matéria no
Senado. A avaliação é de que a articulação das
centrais e das entidades sindicais será fundamental
para ampliar o debate público e a pressão sobre os
parlamentares em torno da redução da jornada de
trabalho.
Outro ponto da agenda foi o PL 1.893/2026, que
regulamenta a negociação das relações de trabalho no
setor público e a representação sindical dos
servidores e empregados públicos. A proposta
estabelece normas para a negociação coletiva e busca
dar efetividade à Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), uma reivindicação
histórica do funcionalismo.
Para Rita Serrano, a articulação permanente entre o
DIAP, as centrais sindicais e as entidades
representativas é essencial para fortalecer a
atuação do movimento sindical diante dos debates que
envolvem direitos, relações de trabalho e
representação dos trabalhadores no Congresso
Nacional.
Fonte: Diap

27/08/2026 -
CNJ amplia diálogo por Política Nacional de Trabalho
Decente
CNJ amplia diálogo com trabalhadores e
instituições para construir Política Nacional de
Trabalho Decente e fortalecer proteção social no
país
O Conselho Nacional de Justiça amplia o diálogo com
trabalhadores, empregadores, instituições públicas e
outros setores para construir uma Política Nacional
de Promoção do Trabalho Decente.
Nesse processo, o Observatório do Trabalho Decente
do Poder Judiciário promove reuniões temáticas
destinadas a apresentar sua atuação e receber
contribuições de diferentes setores sociais.
A iniciativa busca estabelecer um espaço permanente
de diálogo social, aproximando instituições
públicas, trabalhadores e entidades representativas
para construir relações profissionais mais justas e
dignas.
Além disso, o Observatório pretende ampliar a
articulação institucional, produzir diagnósticos e
integrar dados capazes de subsidiar políticas
voltadas à promoção do trabalho decente
nacionalmente.
Observatório amplia participação social
A ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal
Superior do Trabalho, supervisiona o Observatório,
enquanto Gabriela Lenz de Lacerda, juíza auxiliar do
CNJ, coordena os trabalhos.
Nesse sentido, as reuniões permitem receber
contribuições de organizações interessadas em
oferecer subsídios técnicos para as atividades
desenvolvidas pelo Observatório do Trabalho Decente
atualmente.
“O diálogo social com as centrais sindicais e demais
entidades representativas é fundamental para que o
Poder Judiciário construa uma Política Nacional do
Trabalho Decente verdadeiramente efetiva.”
De acordo com Kátia Arruda, a proposta pretende
ampliar articulações, produzir diagnósticos precisos
e integrar informações para promover trabalho digno
e fortalecer mecanismos nacionais de proteção
social.
A participação dos trabalhadores integra essa
estratégia, juntamente com representantes
empresariais, órgãos públicos, movimentos sociais,
universidades, organizações civis e instituições
dedicadas à pesquisa sobre trabalho.
Centrais sindicais participam das discussões
Em 21 de agosto, o Observatório realizou reunião
virtual com representantes de 13 centrais sindicais,
ampliando a participação organizada dos
trabalhadores na construção dessa política nacional.
Participaram representantes da Força Sindical, CUT,
CSB, CTB, UGT, NCST e Fórum das Centrais Sindicais,
além de outras organizações envolvidas diretamente
nas discussões sobre trabalho decente.
Durante o encontro, os participantes conheceram e
discutiram eixos da proposta, destacando a
necessidade de participação social na formulação das
futuras políticas públicas do Judiciário.
Além disso, o diálogo busca incorporar demandas dos
trabalhadores às decisões institucionais
relacionadas às condições profissionais, direitos
sociais e transformações atualmente presentes no
mundo do trabalho.
O conceito de Trabalho Decente envolve direitos
trabalhistas, empregos de qualidade, segurança,
saúde, igualdade de oportunidades, proteção social e
diálogo entre diferentes atores das relações
profissionais.
Chicão representa trabalhadores no encontro
Entre os representantes sindicais, Eduardo Annunciato,
Chicão, presidente do STIEESP, participou da reunião
a pedido de Miguel Torres, presidente da Força
Sindical, contribuindo para discussões.
A presença do dirigente reforçou a participação dos
trabalhadores no debate sobre direitos, valorização
profissional, ambientes seguros e políticas públicas
relacionadas diretamente às relações de trabalho.
Para o STIEESP, políticas sobre Trabalho Decente
precisam garantir participação efetiva dos
trabalhadores e entidades representativas durante
elaboração, acompanhamento e aplicação das medidas
construídas institucionalmente.
Nesse contexto, o diálogo entre CNJ, TST e movimento
sindical pode contribuir também para desenvolver
protocolos considerados durante análises judiciais
relacionadas ao universo das relações trabalhistas.
Observatório acompanha políticas e jurisprudência
Criado pelo CNJ e pelo TST em 2025, o Observatório
funciona como espaço de diálogo social, pesquisa e
incentivo às políticas judiciárias sobre trabalho
decente.
Entre suas atribuições estão monitorar políticas e
práticas trabalhistas, acompanhar jurisprudência,
consolidar informações sobre relações laborais e
propor medidas para aperfeiçoar normas relacionadas
ao trabalho.
Além disso, a agenda reúne diferentes instituições e
setores para ampliar diagnósticos e buscar respostas
conjuntas diante das profundas transformações
observadas atualmente nas relações profissionais
brasileiras.
Em julho, representantes do Observatório dialogaram
com confederações patronais e com o ministro do
Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ampliando a
articulação para construir essa política.
Posteriormente, um seminário sobre indicadores de
Trabalho Decente reuniu representantes do TST, CSJT,
Ministério Público do Trabalho, Ministério do
Trabalho e outras instituições públicas nacionais.
Agenda mantém debate sobre Trabalho Decente
O Observatório também prepara novas atividades,
incluindo discussões sobre enfrentamento ao trabalho
escravo, tráfico de pessoas e reconhecimento de
direitos diante das transformações econômicas
contemporâneas.
Em setembro, outra reunião temática, organizada
conjuntamente com a Organização Internacional do
Trabalho, discutirá a Convenção 193 da OIT sobre
Trabalho Decente na Economia de Plataformas.
Dessa forma, o processo pretende consolidar diálogo
permanente entre Judiciário e sociedade para
construir políticas capazes de responder aos novos
desafios enfrentados pelos trabalhadores brasileiros
atualmente.
O STIEESP considera fundamental manter os
trabalhadores no centro dessas discussões,
principalmente diante das mudanças aceleradas que
transformam relações, atividades e ambientes
profissionais atualmente no país.
“O STIEESP seguirá participando dos espaços de
diálogo e construção coletiva, defendendo que o
trabalho seja, acima de tudo, fonte de dignidade,
segurança, respeito e cidadania.”
“A classe trabalhadora carece de cuidados,
principalmente com as mudanças aceleradas que vem
ocorrendo no mundo do trabalho”, destaca Chicão.
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/08/2026 -
Governo afirma que fila do INSS caiu 59% em agosto e
atingiu menor patamar desde 2023
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS)
O governo anunciou nesta terça-feira que a fila de
requerimentos para obter benefícios do INSS caiu
para 1,282 milhão em agosto (dado parcial até dia
24). Em janeiro, aguardavam na fila 3,073 milhões de
pedidos de benefícios, o que representa uma queda de
59%. De acordo com nota divulgada pelo Ministério da
Previdência, esse é o menor patamar desde 2023.
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS). Na ocasião, o
diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt,
informou que os processos que aguardam na fila há
mais de 45 dias somaram 261 mil em agosto. O volume
representa redução de 86% em relação a janeiro deste
ano, quando havia 1,882 milhão de pessoas aguardando
há mais de 45 dias.
Ele também destacou que o índice de novas concessões
subiu para 67% entre janeiro e julho, o que
representa, em média, 730 mil benefícios por mês. A
média mensal no mesmo período de 2025 foi de 641 mil
requerimentos.
Reportagem do GLOBO mostrou que, em um movimento que
ajuda a reduzir a fila do INSS em meio ao período
eleitoral, o governo aumentou em 70% o número de
requerimentos indeferidos entre janeiro e maio deste
ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Foi
o maior patamar de indeferimentos desde 2021.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União
(TCU) decidiu manter a concessão de benefícios
previdenciários como na Lista de Alto Risco da
administração pública federal, devido à fila INSS e
ao aumento do indeferimento dos pedidos.
A Lista de Alto Risco funciona como um alerta do
tribunal sobre pontos que podem comprometer as
contas públicas ou a qualidade dos serviços
prestados à população. A lista foi lançada em 2022 e
é revisada pela equipe de auditores periodicamente.
Embora reconheça o esforço do governo para reduzir a
fila do INSS, com a adoção de planos de emergência,
os técnicos afirmam que a essa evolução ainda não se
mostra suficiente para exclusão do tema da Lista.
Destaca ainda que vulnerabilidades relevantes na
capacidade operacional ainda persistem.
A área técnica identificou ainda que uma análise
entre requerimentos concluídos e protocolados
mostrou que a produção ficou estagnada, “registrando
ciclos recorrentes de déficit produtivos”.
Fonte: Agência O Globo

27/08/2026 -
Demissões seguem suspensas no Grupo Casas Bahia
TRT-10 extingue ação da empresa e mantém em vigor
liminar que condiciona dispensas coletivas à
participação sindical
As demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas
Bahia continuam suspensas após novo desdobramento no
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(TRT-10). As informações são do JOTA, em matéria
publicada nesta terça-feira (25).
O tribunal extinguiu, sem julgamento do mérito, o
mandado de segurança apresentado pela companhia
contra a decisão da 11ª Vara do Trabalho de
Brasília. A relatora, juíza convocada Sandra Nara
Bernardo Silva, apontou a ausência de documentos
necessários à análise da ação, entre eles o ato
judicial contestado e sua respectiva intimação.
Com a extinção do mandado, permanece válida a
liminar concedida em 19 de agosto pela juíza
Katarina Roberta Mousinho de Matos. A decisão
determinou o restabelecimento provisório dos
vínculos dos trabalhadores atingidos pelas
dispensas, com retorno à folha de pagamento e
retomada dos benefícios contratuais.
Planos de saúde e outros benefícios assistenciais
cancelados em razão dos desligamentos também devem
ser restabelecidos. A empresa poderá realocar os
empregados em funções compatíveis ou mantê-los em
afastamento remunerado enquanto a medida estiver
vigente.
A controvérsia surgiu após uma reestruturação
nacional do Grupo Casas Bahia, que teria provocado o
fechamento de 298 lojas e o desligamento de
aproximadamente 1,9 mil trabalhadores. Em 16 de
agosto, a companhia apresentou pedido de recuperação
judicial envolvendo dívidas de R$ 17,3 bilhões.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no
Comércio (CNTC) levou o caso à Justiça do Trabalho
no dia seguinte ao pedido de recuperação. A entidade
argumentou que as dispensas ocorreram sem
intervenção sindical prévia, exigência prevista no
Tema 638 do Supremo Tribunal Federal (STF).
A liminar também impede novas dispensas coletivas
sem participação efetiva dos sindicatos. O
descumprimento dessa determinação poderá resultar em
multa de R$ 10 mil por trabalhador.
Paralelamente à disputa judicial, a CNTC solicitou a
mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT). A
iniciativa busca abrir uma negociação que considere
tanto a situação econômica da empresa quanto os
impactos da reestruturação sobre os trabalhadores.
Processo nº 0001197-45.2026.5.10.0011
Fonte: Diap

27/08/2026 -
PEC da Segurança avança sem mudanças no Senado
Relator na CCJ pretende preservar texto aprovado
pela Câmara para acelerar a tramitação da proposta
A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) deve
avançar no Senado sem alterações em relação ao texto
aprovado pela Câmara dos Deputados. O relator da
proposta na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ), senador Rogério Carvalho (PT-SE), anunciou
nesta terça-feira (25) que apresentará parecer
favorável à versão encaminhada pelos deputados. As
informações são da Agência Senado.
A estratégia busca acelerar a tramitação. Caso o
Senado aprove a PEC sem modificações, a matéria não
precisará retornar à Câmara. Segundo o relator, o
texto já passou por amplo debate com governos
estaduais, gestores da área, forças policiais e
representantes da sociedade civil. O parecer deverá
ser analisado pela CCJ nos próximos dias e, se
aprovado, seguirá para o Plenário.
Entre as medidas previstas estão regras mais
rigorosas para integrantes de organizações
criminosas, milícias e grupos paramilitares, além de
mecanismos para confiscar patrimônio associado a
atividades ilícitas. A proposta também amplia a
cooperação entre as forças policiais, reforça
recursos destinados à segurança pública e estabelece
medidas de proteção a mulheres, crianças e
adolescentes.
No Plenário, por se tratar de uma proposta de emenda
à Constituição, o texto precisará ser aprovado em
dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis em
cada votação.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

26/08/2026 -
Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027
Reajuste de 7,4% eleva despesas públicas, mas
aumenta poder de compra
O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027,
disse nesta segunda-feira (24) o ministro da
Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída
no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que
será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%,
sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também
ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717
apresentada pelo governo no projeto da Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.
O reajuste tem impacto direto nas contas públicas
porque o salário mínimo é usado como referência para
benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo
tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o
poder de compra de trabalhadores e beneficiários que
recebem o piso.
“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso
espírito de privilegiar a população mais carente,
vai também para a Previdência e para os benefícios
sociais que têm indexação no salário mínimo”,
afirmou Durigan nesta noite.
Inflação define valor
Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo
será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para
famílias com renda de até oito salários mínimos.
A regra atual combina a inflação medida pelo INPC
com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%,
dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo
governo poderá alterar o valor final.
A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da
inflação, o que significa aumento real da renda para
quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva
fique dentro das estimativas consideradas no
cálculo.
Pressão sobre gastos
O reajuste também representa aumento das despesas do
governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral
da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao
salário mínimo.
A alta afeta pagamentos como aposentadorias e
pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada
(BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A
contribuição previdenciária dos Microempreendedores
Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.
Esse efeito torna o salário mínimo uma variável
importante para o planejamento das contas públicas.
Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa
do governo com benefícios vinculados ao piso.
Efeito na economia
O aumento também pode estimular o consumo,
principalmente entre famílias de menor renda, que
tendem a destinar uma parcela maior dos recursos
recebidos para despesas básicas.
Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do
governo para ampliar outras despesas. O reajuste do
mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre
aumento da renda, preservação do poder de compra e
controle das contas públicas.
Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será
elaborado levando em conta esse cenário e destacou
que o governo pretende manter o ganho real previsto
para o salário mínimo e controlar o crescimento de
outros gastos obrigatórios.
“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das
obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do
orçamento. As medidas têm o condão de dar
racionalidade, de que modo que a regra com ganho
real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior
do que as obrigatórias amplamente consideradas”,
argumentou o ministro.
Orçamento no Congresso
O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional
até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos
parlamentares.
O valor definitivo do salário mínimo só será
conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC
de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for
confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro
de 2027.
Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo
sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as
despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das
principais variáveis do Orçamento do próximo ano.
Fonte: Agência Brasil

26/08/2026 -
Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na
próxima semana
Senador Omar Aziz diz que vai apresentar seu
relatório no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) e tentar levar à
votação ao plenário
Escolhido relator da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho
das atuais 44 para 40 horas semanais e substitui a
escala 6×1 por 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de
descanso), o senador Omar Aziz (PSD-AM) quer aprovar
o texto na próxima semana.
O parlamentar diz que vai apresentar seu relatório
no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) e tentar levar à votação ao
plenário. O esforço concentrado, o último antes da
eleição, vai do dia 31 de agosto a 4 de setembro.
“Recebi e vou me debruçar em relação ao projeto.
Como se trata de uma PEC tem que haver um acordo
entre as duas casas. Eu espero apresentar esse
relatório na quarta-feira que vem”, disse o relator
nesta segunda-feira (24) ao programa Manhã de
Notícia da TV Tiradentes de Manaus (AM).
Segundo o senador, o esforço concentrado será usado
para conversar com os senadores e tentar avançar com
a matéria para o plenário.
“Quero ouvir os meus colegas senadores e minhas
colegas senadoras. Espero que a gente possa votar o
mais rápido possível. Nós vamos acabar [com a escala
6×1] e garantir a 5×2, dando saúde mental aos
trabalhadores, permitindo que eles possam ter mais
tempo com a sua família. É a vitória do povo
brasileiro”, disse.
Jornada
O senador lembra que um trabalhador, que começa sua
jornada às 8 horas, sai de casa às 5 horas para usar
o transporte até o local de trabalho.
“Depois, muitos têm ainda de ir à faculdade. Fora a
saúde mental, que hoje nós temos uma quantidade [de
trabalhadores] muito grande afetada, isso diminui a
produtividade”, argumenta.
Além disso, o relator destacou a situação da dupla
jornada de trabalho da muher. “Ela tem que cuidar da
casa e trabalhar fora. Você vê que ela está com a
saúde mental abalada, completamente abalada. Porque
as mulheres solo têm que cuidar dos filhos e levar o
sustento para dentro da casa”, diz.
Para ele, as empresas ganham com o aumento da
produtividade, pois os trabalhadores mais
estimulados “vão dar mais para as empresas”. “É
lógico que nós vamos ter que ver algumas situações
de serviços e comércio”, afirma.
Aziz cita o exemplo das indústrias da Zona Franca de
Manaus (ZFM) que não serão afetadas pelas medidas,
uma vez que já adotam o modelo 5×2.
“Os 130 mil trabalhadores que têm no Distrito
Industrial trabalham cinco dias por semana. O grande
problema é realmente como resolver o problema do
serviço e do comércio”, considera.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta
segunda-feira (24) que tem gente que joga contra os
interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do
Brasil, mas o governo está mobilizado para a
aprovação do fim da escala 6×1, sem redução do
salário.
“O povo trabalhador que movimenta este país merece
ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e
para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre
tempo para a família”, disse.
Fonte: Portal Vermelho

26/08/2026 -
Brasil requer requalificação profissional
Brasil precisa de mais qualificação profissional
O sindicalismo faz circular Manifesto em apoio à
reeleição de Lula, colhendo adesões via internet. O
texto reafirma a Pauta Trabalhista Unificada e
defende as conquistas democráticas. Mas falta propor
um Programa Nacional de Requalificação Profissional.
Vargas – O consultor sindical João Guilherme Vargas
Neto sintetiza: “Trabalhador qualificado ganha
mais”. E acrescenta que “o qualificado sofre menos
demissões, ou seja, a qualificação tem um caráter
agregador, enquanto a falta de formação gera
instabilidade no emprego, é disruptiva dentro do
mercado de trabalho”.
É possível fazer uma campanha nacional de
qualificação profissional? Para Vargas Netto, “é
possível, necessário e viável”. O Brasil dispõe da
rede do Sistema S (Sesi/Senai – Sesc/Senac), de
escolas profissionalizantes ligadas aos Sindicatos e
de outros meios. Essa campanha poderia ser
centralizada no Ministério do Trabalho e Emprego e
operacionalizada a partir dali, em sintonia com
entidades de classe.
Tripé – Para o consultor, “o tripé que fortalece
mundo do trabalho hoje seria o fim da escala 6×1, a
redução da jornada para 40 horas semanais e um
programa efetivo de qualificação”. Ele frisa que
essa proposta faz contraponto ao programa da
direita, que visa, entre outros objetivos,
desorganizar o mundo do trabalho.
A maior estabilidade no emprego do trabalhador
qualificado também viria a contribuir na elevação da
produtividade, especialmente no setor industrial.
Para João Guilherme Vargas Neto, cabe ao
sindicalismo ajustar a proposta da qualificação para
aplicação num eventual quarto mandato do Presidente
Lula.
Mais –
Clique aqui e assine o Manifesto.
Fonte: Agência Sindical

26/08/2026 -
Uberização: MPT pede análise individual dos vínculos
Órgão defende análise de cada vínculo e um patamar
básico de direitos
O Ministério Público do Trabalho (MPT) defendeu que
a existência de vínculo de emprego entre
trabalhadores e plataformas digitais seja avaliada
conforme as características de cada caso. Segundo
informações apuradas pelo JOTA, a manifestação foi
apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) antes
do julgamento do recurso da Uber (RE 1.446.336),
previsto para esta quarta-feira (27).
Para o MPT, a análise deve considerar como o
trabalho é realizado na prática, incluindo as
condições de execução das atividades e de
remuneração. O órgão entende que uma definição
genérica do STF poderia ignorar as diferenças entre
os diversos modelos de trabalho por plataformas, que
hoje alcançam, além de motoristas e entregadores,
profissionais de áreas como saúde, educação e
alimentação.
O Ministério Público também alerta para os efeitos
mais amplos da decisão. Na avaliação do órgão, o
entendimento firmado pelo Supremo poderá influenciar
outras formas de contratação e até estimular a
substituição de empregos regidos pela CLT por
modelos plataformizados, com impactos sobre direitos
sociais e arrecadação pública.
Além da discussão sobre vínculo, o MPT defende um
conjunto mínimo de garantias para esses
trabalhadores, como liberdade sindical, seguridade
social, saúde e segurança no trabalho, proteção de
dados, transparência algorítmica e proteção contra
bloqueios ou desligamentos injustificados.
A manifestação toma como referência parâmetros
aprovados recentemente pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT) para o trabalho em
plataformas digitais. O tema está em análise no STF
tanto no recurso da Uber, relatado pelo ministro
Edson Fachin, quanto em uma reclamação da Rappi (Rcl
64.018), sob relatoria do ministro Alexandre de
Moraes.
Fonte: Diap

26/08/2026 -
Submeter trabalhadores a reuniões de cunho eleitoral
configura assédio
A jurisprudência trabalhista condena a prática de
assédio moral e eleitoral no âmbito das relações de
trabalho, reconhecendo o dever de indenizar o abalo
moral sofrido pelo trabalhador.
Com esse entendimento, a 5ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) manteve a
condenação de uma instituição de ensino ao pagamento
de indenização por danos morais depois de reconhecer
a prática de assédio eleitoral contra um empregado.
Na petição inicial, um inspetor de alunos afirmou
que os trabalhadores eram obrigados a participar de
eventos de natureza político-eleitoral promovidos
pela empresa.
O autor narrou que, ao final dos encontros, eram
passadas listas para colher a presença dos
funcionários.
Em sua defesa, a empregadora negou a prática de
assédio eleitoral. Sustentou que os encontros tinham
finalidades institucionais e informativas, sendo
facultativa a participação dos empregados, sem
qualquer caráter coercitivo.
Ao julgar o caso em primeiro grau, a 29ª Vara do
Trabalho do Rio de Janeiro considerou que a empresa
extrapolou os limites do poder diretivo, violando a
liberdade de consciência e de convicção política do
empregado, protegida constitucionalmente.
Conduta abusiva
A empresa recorreu da decisão, sustentando que não
houve prova de coação política e reiterando que a
participação no evento era facultativa.
O relator do recurso, juiz convocado Roberto da
Silva Fragale Filho, definiu o conceito de assédio
eleitoral.
“O assédio eleitoral e a coação política consistem
no abuso do poder diretivo do empregador para
influenciar, constranger ou direcionar as convicções
políticas e o voto dos trabalhadores, o que atenta
diretamente contra a liberdade de consciência e o
pluralismo político garantidos constitucionalmente”,
apontou o magistrado.
Para o relator, no caso em questão, a partir da
análise do conjunto probatório, ficou comprovada a
conduta abusiva da empresa. “A dependência econômica
inerente à relação de emprego vicia qualquer
alegação de participação facultativa em eventos de
cunho político organizados pelo empregador no
ambiente de trabalho” afirmou.
Ele concluiu, portanto, que “a exigência de
comparecimento a reuniões eleitorais, sob o controle
formal de presença, caracteriza nítido abuso do
poder diretivo, violando a liberdade de convicção
política do reclamante”. Com informações da
assessoria de imprensa do TRT-1.
Fonte: Consultor Jurídico

25/08/2026 -
Sindicalismo lança Manifesto pró-Lula
Assinaturas de adesão ocorrem por meio da
internet
O sindicalismo colhe, pela internet, assinaturas em
apoio a Lula. O movimento utiliza as redes sociais
para divulgar o texto e colher subscrições.
Lançamento ocorreu dia 16, quando da abertura da
campanha de Lula-Alckmin na Vila Euclides, São
Bernardo do Campo – SP.
A candidatura de Lula tem apoio quase unânime do
movimento sindical, que viu, neste terceiro mandato,
grande parte de suas reivindicações ser atendida,
entre as quais política de aumento real para o
salário mínimo e isenção do IR para salários até R$
5 mil.
Agora, o sindicalismo, com apoio de Lula, batalha no
Senado para fazer aprovar a PEC 221, que acaba com a
escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada de 44 para
40 horas semanais.
ASSINE – Clique aqui –
https://preceder.com.br/sindcomlula/
MANIFESTO “Por um Brasil soberano e justo, com
trabalho decente, direitos e desenvolvimento”.
Nós, sindicalistas de diversas categorias
profissionais, entidades, setores e regiões,
apoiamos a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e convocamos os trabalhadores a se
mobilizar conosco para dar continuidade e avançar
ainda mais nas transformações que o Brasil precisa.
Defendemos:
- Valorização permanente dos salários e do salário
mínimo;
- Redução da jornada de trabalho e o fim da escala
6×1;
- Combate à precarização, à informalidade, à
pejotização e às terceirizações fraudulentas;
- Proteção trabalhista, previdenciária e social para
todos os que trabalham, independentemente da
ocupação;
- Fortalecimento dos Sindicatos e da representação
coletiva, bem como a autonomia e valorização da
negociação coletiva e do diálogo social como
instrumentos fundamentais para conquistar direitos,
regular as transformações no mundo do trabalho e
distribuir os ganhos do desenvolvimento;
- Tecnologia e inteligência artificial a serviço da
melhoria das condições de trabalho e da qualidade de
vida do povo;
- Compartilhamento dos ganhos de produtividade, para
que os avanços econômicos e tecnológicos se traduzam
em melhorias pra todo o povo trabalhador;
- Política de segurança pública que proteja a
população e garanta direitos;
- Firme combate ao feminicídio e a todas as formas de
violência contra a mulher, com promoção da igualdade
entre mulheres e homens, combate ao racismo e a
todas as formas de discriminação;
- Políticas públicas voltadas aos jovens, idosos, aos
aposentados, com o fortalecimento da Política
Nacional de Cuidados.
Por que apoiamos Lula:
Porque seu governo coloca o trabalho e a valorização
dos trabalhadores no centro da estratégia de
desenvolvimento do País e assume compromisso com a
Pauta da Classe Trabalhadora.
Porque é o candidato que apresenta propostas de
crescimento com investimento em educação, formação,
inovação e elevação da produtividade, como também
prioriza o fortalecimento da Nova Indústria Brasil e
o domínio de tecnologias estratégicas, inclusive as
relacionadas a terras raras, transformando nossas
riquezas naturais em desenvolvimento e gerando
trabalho decente, empregos de qualidade, melhores
salários e uma distribuição mais justa da riqueza
produzida pelo trabalho de todos.
Porque tem compromisso com a soberania nacional, a
liberdade, a democracia, a justiça social e a
sustentabilidade ambiental.
Porque Lula propõe uma transição ecológica e
tecnológica justa, capaz de proteger trabalhadores,
comunidades e territórios e, ao mesmo tempo, criar
novas oportunidades de trabalho de qualidade.
Porque, com Lula, o Brasil avançou combinando
crescimento econômico, valorização do trabalho,
inclusão social e fortalecimento da democracia.
É nesse caminho que queremos avançar ainda mais, com
Lula Presidente!
Fonte: Agência Sindical

25/08/2026 -
PEC 221/19: Relator sinaliza avanço do fim da escala
6x1
Omar Aziz deve apresentar parecer nesta
terça-feira (25), enquanto a CCJ promove audiência
pública na quarta (26). Proposta reduz jornada para
40 horas semanais, garante 2 dias de descanso e
mantém salários
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19,
dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton
(PSol-SP), que reduz a jornada de trabalho e acaba,
na prática, com a escala 6x1, entra nesta semana em
etapa decisiva no Senado.
O relator na CCJ (Comissão de Constituição e
Justiça), senador Omar Aziz (PSD-AM), deverá
apresentar parecer nesta terça-feira (25), abrindo
caminho para o debate da matéria no colegiado. Na
quarta-feira (26), a comissão realiza audiência
pública para discutir os impactos da proposta.
A movimentação ocorre poucos dias depois de a PEC
chegar formalmente à CCJ, após permanecer por 85
dias à espera de despacho no Senado. O presidente da
Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a
matéria à comissão na sexta-feira (21) e designou
Aziz como relator.
Relator a favor
Aziz já declarou ser favorável ao mérito da PEC e à
transição aprovada pela Câmara dos Deputados. Em
declaração divulgada após assumir a relatoria, o
senador defendeu a redução da jornada também sob o
argumento de que menos horas trabalhadas podem
resultar em maior produtividade.
“Há questão mental das pessoas. Está comprovado que
quanto menos horas de trabalho, mais você produz. O
que as empresas da indústria querem é a qualidade do
serviço e aumento de produção. Por isso, o fim da
escala 6x1 é uma necessidade do Brasil. Vamos votar
por isso ainda esse ano”, afirmou Aziz.
A posição do relator reduz a incerteza sobre o
mérito da proposta, mas não elimina a disputa
política em torno do texto. A expectativa é que a
audiência pública e as conversas com senadores e
lideranças sirvam para construir consenso sobre a
tramitação e eventuais ajustes.
O que muda
A PEC 221/19, estabelece a redução do limite máximo da
jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução
salarial, e prevê 2 dias de repouso semanal
remunerado. A mudança seria implementada de forma
progressiva.
O texto aprovado pela Câmara prevê a primeira
redução de 2 horas semanais 60 dias após a
promulgação e outra redução de 2 horas 1 ano depois,
até chegar às 40 horas. Segundo Aziz, essa transição
deve ser preservada em seu parecer.
Na prática, a proposta cria condições
constitucionais para a substituição da tradicional
escala 6x1 — 6 dias de trabalho para 1 de descanso —
por organização com 5 dias trabalhados e 2 de
descanso, sem corte nos salários.
Audiência pública
A audiência pública de quarta-feira coloca em primeiro
plano justamente os argumentos que deverão marcar a
disputa no Senado: produtividade, emprego, renda,
custos empresariais, organização das jornadas e
qualidade de vida.
O tema já provocou intenso debate na Câmara.
Requerimentos apresentados durante a tramitação da
proposta solicitaram a participação de
representantes de entidades empresariais,
trabalhadores e instituições como CNI, CNC, Sebrae,
Abrasel e Associação Brasileira de Supermercados,
além de órgãos públicos e especialistas.
O embate tende a reproduzir, no Senado, 2 visões
distintas. De um lado, representantes do setor
produtivo, leia-se patronal, alertam para possíveis
impactos sobre custos, escalas e funcionamento de
atividades contínuas.
De outro, defensores da redução da jornada sustentam
que a medida pode melhorar a qualidade de vida,
ampliar o tempo de descanso e convivência familiar e
estimular ganhos de produtividade. Além de aumentar
a empregabilidade.
Prioridade no Senado
A liderança do governo no Senado já classificou a PEC
221/19 como uma das prioridades da pauta
trabalhista. A senadora Teresa Leitão (PT-PE)
afirmou que pretende conversar com o presidente da
CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para acelerar a
tramitação e buscar a votação da matéria durante o
próximo esforço concentrado do Senado.
“Essas duas questões [...] são fundamentais para os
trabalhadores, para o mundo do trabalho e para o
País”, declarou, ao se referir à PEC da jornada e à
proposta de segurança pública.
O próprio Aziz havia indicado que pretendia
trabalhar para que o relatório estivesse pronto na
semana de esforço concentrado, entre 31 de agosto e
4 de setembro, período que antecede o primeiro turno
das eleições.
Tramitação
A CCJ é a primeira etapa da tramitação da PEC no
Senado. Depois da análise e eventual aprovação pela
comissão, a matéria seguirá para o plenário, onde,
por se tratar de proposta de emenda à Constituição,
precisará ser aprovada em 2 turnos, com quórum
qualificado de no mínimo 49 votos favoráveis.
Caso o Senado aprove exatamente o texto oriundo da
Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação.
Se houver mudanças no conteúdo, a matéria terá de
retornar à Câmara para nova apreciação.
A PEC chega, portanto, à fase em que a discussão
deixa de ser apenas sobre a oportunidade de acabar
com a escala 6x1 e passa a envolver como, quando e
em que condições a redução da jornada será
implantada.
Disputa política
O avanço da PEC recoloca no centro da agenda do
Congresso uma das principais reivindicações do
movimento sindical e de setores da sociedade que
defendem a redução da jornada. Ao mesmo tempo, abre
nova frente de negociação com o empresariado, que
deverá pressionar por mudanças ou salvaguardas no
texto.
O dado político mais relevante, neste momento, é que
o relator escolhido para conduzir a matéria na CCJ
declarou-se favorável ao mérito da proposta e à
transição aprovada pelos deputados. A partir desta
semana, a disputa tende a se concentrar menos na
admissibilidade da PEC e mais na construção dos
votos necessários para fazê-la avançar no Senado.
Em resumo: a PEC 221/19 chega ao Senado em momento
decisivo. Com parecer do relator e audiência pública
previstos para esta semana, o debate sobre o fim da
escala 6x1 entra definitivamente na agenda da CCJ.
Se conseguir superar essa etapa, a proposta estará
mais próxima de chegar ao plenário e transformar a
redução da jornada de trabalho em nova regra
constitucional brasileira.
Fonte: Diap

25/08/2026 -
Governo Lula avalia reajuste diferente para
beneficiários do INSS, diz jornal
Discussão sobre mudanças de faixas entre ativos e
pensionistas ainda está em fase de estudos e ideia é
que reajuste seja acima da inflação
Em um eventual quarto mandato do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), membros da equipe
econômica pretendem discutir a diferenciação da
política de valorização do salário mínimo para
trabalhadores da ativa e beneficiários do INSS. A
informação foi confirmada pelo jornal Valor
Econômico.
Segundo o veículo, técnicos fizeram simulações de
cenários que preservariam ganhos acima da inflação
para os dois grupos em ritmos distintos, mantendo os
trabalhadores da ativa na regra atual e
estabelecendo um percentual menor que o reajuste
real de até 2,5% para os inativos.
A discussão entre os integrantes da equipe teria
como intenção diminuir a pressão sobre as despesas
obrigatórias e sinalizar ao mercado financeiro um
maior compromisso do eventual novo governo com o
ajuste fiscal.
Ainda de acordo com o Valor, nenhuma decisão foi
tomada sobre o assunto e qualquer eventual mudança
passaria pela aprovação do presidente Lula. No
momento a discussão se limite a estudos.
A ideia central é manter a valorização do salário
mínimo para os trabalhadores da ativa, ao mesmo
tempo em que mantém o reajuste de aposentadorias
vinculadas ao salário mínimo crescendo em um ritmo
menor, mas ainda acima da inflação. A longo prazo, a
diferenciação teria efeitos cumulativos sobre as
despesas obrigatórias.
Fonte: InfoMoney

25/08/2026 -
Teletrabalho não justifica supressão de intervalo
para amamentação
A 15ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP) reformou uma sentença e condenou uma
empresa a pagar danos morais no valor de R$ 10 mil
por não conceder a uma trabalhadora, em regime de
teletrabalho, intervalo para amamentação.
A sentença da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo
considerou a privação “mero descumprimento de uma
obrigação contratual”. Todavia, reconheceu tal
ilicitude para fundamentar a rescisão indireta do
contrato de trabalho por culpa da empresa.
Em defesa, a empresa alegou que cumpriu
integralmente as obrigações legais e contratuais.
Argumentou também que a prestação de serviços de
forma remota garantia flexibilidade suficiente para
fazer pausas de amamentação de forma autônoma.
Segundo os autos, a empresa não conseguiu comprovar
que concedia o intervalo, já que nada constava nos
controles de jornada juntados ao processo. Em
depoimento pessoal, a trabalhadora afirmou ainda que
teve negado o pedido para sair uma hora mais cedo a
fim de amamentar o filho.
Desenvolvimento saudável
No acórdão, a desembargadora relatora Regina Celi
Vieira Ferro destacou o artigo 396 da CLT, que
garante à mulher trabalhadora o direito a dois
descansos especiais de 30 minutos cada durante a
jornada de trabalho para amamentar o próprio filho
até que o bebê complete seis meses de idade.
Para a magistrada, a regra visa “garantir que o
retorno da mulher ao mercado de trabalho não
inviabilize o aleitamento materno e o
desenvolvimento saudável do menor”.
Ao fundamentar a decisão, a julgadora lembrou que a
proteção à maternidade e à infância encontra-se
fixada no rol de direitos sociais da Constituição
Federal.
Ela acrescentou ainda que a empregadora agiu com
“negligência e abuso de poder diretivo” por suprimir
os intervalos e submeter a trabalhadora a condições
incompatíveis com o período da lactação.
“Impor à mãe o constrangimento de escolher entre as
metas laborais e o sustento biológico de seu filho
vulnerável atinge diretamente a sua dignidade
existencial”, concluiu. Com informações da
assessoria de imprensa do TRT-2.
Clique
aqui para ler o acórdão
RORSum 1002155-25.2025.5.02.0026
Fonte: TST

24/08/2026 -
Eleições 2026 em perspectiva: DIAP promove novo
debate
Diálogos DIAP reúne especialistas e lideranças
para analisar o cenário eleitoral, a reorganização
das forças políticas e os possíveis impactos da
disputa sobre o futuro do Congresso Nacional.
As Eleições 2026 já movimentam o cenário político e
colocam em debate os caminhos que poderão definir a
composição do próximo Congresso Nacional e a agenda
legislativa dos próximos anos. Para contribuir com a
compreensão desse processo, o DIAP realiza, no dia
25 de agosto, às 19h, mais uma edição do Diálogos
DIAP, em formato on-line.
Com o tema “Perspectivas para as Eleições 2026”, o
encontro propõe uma análise dos movimentos que
começam a desenhar a disputa eleitoral. O debate
abordará as tendências do cenário político, a
reorganização das forças partidárias e os fatores
que poderão influenciar tanto a renovação quanto a
continuidade da representação política no
Parlamento.
A proposta é reunir diferentes perspectivas para
ampliar a leitura sobre um processo que vai além da
disputa nas urnas. A composição da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal terá reflexos diretos
sobre a correlação de forças no Legislativo e sobre
as prioridades que estarão no centro da agenda
política do País a partir de 2027.
Diferentes olhares sobre o cenário de 2026
Participam desta edição Rita Serrano, presidente do
DIAP; Neuriberg Dias, analista político e diretor do
DIAP; Ricardo Patah, vice-presidente do DIAP e
presidente da UGT; Hajj Mangolin, estrategista
político; e Alek Maracajá, CEO da AtivaWeb,
professor, pesquisador, cientista de dados e
vice-presidente nacional da Abradi.
Ao reunir experiências nas áreas de análise
política, representação institucional, estratégia e
ciência de dados, o Diálogos DIAP busca oferecer aos
participantes elementos para compreender as
transformações em curso e os possíveis
desdobramentos da disputa eleitoral sobre o
Parlamento.
Inscrições abertas
O encontro será realizado on-line, no dia 25 de
agosto, às 19h. A participação é gratuita, mas as
vagas são limitadas.
As inscrições devem ser feitas até 24 de agosto,
pelo e-mail
diap@diap.org.br, com o envio de nome completo,
entidade representada, telefone/WhatsApp e e-mail.
O link de acesso será encaminhado diretamente aos
participantes inscritos.
25 de agosto | 19h | On-line
Inscrições até 24 de agosto | Vagas limitadas
Participe do Diálogos DIAP e acompanhe as análises
sobre os movimentos políticos que começam a desenhar
o cenário das Eleições 2026 e o futuro da
representação no Congresso Nacional.
Fonte: Diap

24/08/2026 -
Missão aciona STF contra licença remunerada em
mandato sindical
Partido defende que salário de diretores
sindicais seja pago pela própria entidade, e não
pelos governos estaduais.
A executiva nacional do Missão apresentou ao STF uma
ação na qual questiona a legalidade do trecho da
Constituição do Estado de São Paulo que garante o
direito à licença remunerada a servidores públicos
estaduais durante o exercício de mandato na
administração de seus sindicatos.
O partido alega que a Constituição não cita a
possibilidade de manutenção dos salários durante o
afastamento para a função, e ressalta que a
organização do serviço público nos entes federados,
incluindo regimes de trabalho de servidores, não
podem contrariar o texto constitucional.
"O texto instaura uma nítida separação entre o
Estado e os entes sindicais, impedindo qualquer
confusão entre a Administração Pública — regida pelo
regime de Direito Administrativo, que é de Direito
Público — e a administração do sindicato, que é uma
entidade privada", afirmou a sigla.
A legenda defende que os diretores sindicais tenham
direito à devida remuneração, mas que esta deve ser
paga com recursos do próprio sindicato, e não do
tesouro estadual.
A sigla destacou que o próprio Supremo validou em
decisão anterior uma lei estadual em Goiás que
revogou a licença remunerada a servidores durante
mandato sindical. A ação foi distribuída para
relatoria do ministro Luiz Fux.
Processo:
ADI 8006-SP
Fonte: Congresso em Foco

24/08/2026 -
Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar
dados até dia 31
As empresas privadas com 100 ou mais empregados
devem atualizar suas informações até 31 de agosto.
Os dados servirão para elaboração do 6º Relatório de
Transparência Salarial e de Critérios
Remuneratórios, elaborado e publicado semestralmente
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O procedimento obrigatório deve ser feito
diretamente no Portal Emprega Brasil, na área do
empregador. Para atualização dos dados, é preciso
fazer login da plataforma Gov.br.
As informações são sobre critérios remuneratórios,
ações voltadas à promoção da diversidade e
iniciativas de apoio à família e à parentalidade.
As empresas com 100 ou mais empregados que não
apresentarem os dados para o Relatório de
Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios
duas vezes ao ano estarão sujeitas à multa.
Fonte: Agência Brasil

24/08/2026 -
Os
sindicatos brasileiros respiram
Brasil registra, após mais de uma década, aumento
no número de trabalhadores sindicalizados. Adesão
responde às novas demandas por proteção social,
empregos de qualidade, fim da escala 6×1 e desafios
impostos pela IA. Como podem incorporar as novas
lutas?
Clemente Ganz Lúcio¹
O crescimento da taxa de sindicalização observado
pelo IBGE em 2024² marca um ponto de inflexão
importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois
de mais de uma década de retração, interrompe-se uma
trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada
pelos ataques às instituições sindicais, pela
reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do
financiamento compulsório e por uma conjuntura
política marcada pela deslegitimação da ação
coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou
de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100
milhões de pessoas, formais e informais), elevando o
contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3
milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas,
um crescimento de cerca de 812 mil filiados.
Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD
Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado
estatístico, trata-se de um sinal de mudança na
dinâmica do mundo do trabalho brasileiro.
Destaques:
- Setor Público Registrou a maior taxa de adesão,
alcançando 18,9%.
- Setor Privado com Carteira Assinada apresentou taxa
de filiação de 11,2%.
- Trabalhadores Informais e Sem Carteira mantiveram os
menores índices, com apenas 3,8% de sindicalização.
- Atividades com Maior Adesão: o grupamento de
administração pública, defesa, seguridade social,
educação, saúde humana e serviços sociais liderou
com 15,5%, seguido pela indústria geral com 11,4%.
Essa recuperação não resulta de um único fator. Ela
expressa a convergência entre transformações
econômicas, institucionais, políticas e
organizativas que recolocam o trabalho e suas formas
de representação em posição estratégica.
O primeiro elemento é a melhora consistente do
mercado de trabalho. A retomada do crescimento
econômico, a expansão do emprego formal, o aumento
dos rendimentos reais e a redução do desemprego
ampliaram o universo de trabalhadores protegidos por
contratos formais e convenções coletivas. O
fortalecimento da indústria, impulsionado pela
política industrial, pelos investimentos públicos e
privados e pela recuperação da capacidade produtiva
nacional, favoreceu particularmente setores
historicamente mais organizados, onde a presença
sindical é mais intensa. Não por acaso, a indústria
registrou uma das maiores elevações na taxa de
sindicalização em 2024.
Também foi decisiva a retomada das contratações no
setor público. A recomposição das capacidades do
Estado para cumprir suas funções constitucionais
significou não apenas mais servidores, mas também o
fortalecimento de categorias cuja tradição
organizativa sempre foi expressiva.
Outro aspecto relevante foi a recuperação do diálogo
social. A reativação das mesas nacionais de
negociação no setor publico federal, a valorização
da negociação coletiva, a retomada do Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social, do Conselho de
Desenvolvimento Industrial, do Conselho de Segurança
Alimentar, entre tantos outros, a reconstrução da
interlocução entre governo, trabalhadores e
empregadores e a ampliação dos acordos e convenções
coletivas devolveram concretude à atuação sindical.
Quando a negociação produz ganhos salariais, melhora
as condições de trabalho, amplia direitos e protege
os trabalhadores diante das mudanças produtivas, o
sindicato volta a ser percebido como instrumento
efetivo de transformação da realidade.
Mas seria insuficiente explicar a retomada da
sindicalização apenas pela melhora do mercado de
trabalho. Creio que um fenômeno mais profundo em
curso move as bases sindicais.
Vivemos um período de intensas transformações
tecnológicas, ambientais, demográficas, produtivas e
geopolíticas. Inteligência artificial, plataformas
digitais, reorganização das cadeias globais,
transição ecológica e mudanças nas formas de
contratação estão redefinindo ocupações, profissões,
competências e relações de trabalho. Cresce a
percepção de que os riscos deixaram de ser
individuais e passaram a ser estruturais.
Nesse contexto, o sindicato recupera a função
histórica de constituir um escudo protetor coletivo
diante de transformações que nenhum trabalhador
consegue enfrentar isoladamente.
A pesquisa nacional realizada pelas Centrais
Sindicais com o Instituto Vox Populi (2025) confirma
essa percepção. Ela revela elevada valorização
social do sindicalismo, disposição de filiação e
grande convergência em torno das prioridades
apontadas pelos trabalhadores: valorização dos
salários, geração de empregos de qualidade, formação
profissional permanente, redução da jornada de
trabalho, superação da escala 6×1, saúde e segurança
no trabalho e ampliação da proteção social. A Pauta
da Classe Trabalhadora apresentada pelas Centrais
traduz essas demandas em diretrizes de ação e
propostas de políticas publicas.
Esses resultados sugerem que a retomada da
sindicalização representa algo maior do que um
aumento do número de associados. Ela indica um
reencontro entre sindicatos e sua base social. Esse
reencontro, entretanto, impõe novos desafios ao
próprio sindicalismo.
O sindicato do século XXI continuará negociando
salários e defendendo direitos, mas sua atuação
precisará ser muito mais ampla, além das
fundamentais negociações no âmbito da categoria.
Caberá participar da formulação das políticas de
desenvolvimento, acompanhar os impactos da
inteligência artificial e das novas tecnologias,
negociar processos de transição produtiva, defender
a formação continuada dos trabalhadores, contribuir
para a construção de uma transição ecológica justa,
atuar pela efetiva proteção dos empregos e da renda,
cuidar da previdência social, fortalecer mecanismos
permanentes de diálogo social. Atuar para
implementar novos âmbitos de negociação de amplitude
regional, setorial, cadeia produtiva, temática e
internacional. Assim como, aprimorar a a oferta de
serviços clássicos e essenciais que são demandados
pelas categorias (assistência médica e odontológica;
convênios para compras; assistência jurídica;
orientação profissional; formação em saúde e
segurança; lazer, esporte e cultura, entre outros).
Isso significa compreender que o trabalho voltou a
ocupar posição estratégica no desenvolvimento
nacional e continua essencial na vida das
trabalhadoras e dos trabalhadores.
As grandes economias disputam hoje investimentos,
tecnologia e cadeias produtivas porque disputam
produtividade, conhecimento e empregos de qualidade.
Entramos na era da geopolítica mundial do trabalho.
Nesse ambiente, sindicatos deixam de ser apenas
instituições voltadas para a negociação das relações
de emprego e passam a integrar a governança
democrática das transformações econômicas e sociais
em cada país e no mundo.
O crescimento da sindicalização, portanto, não deve
ser visto como um ponto de chegada, mas como o
início de um novo ciclo que precisa ser alimentado
com muito trabalho de base, pautas representativas,
lutas estratégicas e muito compromisso com mudanças
e avanços.
Consolidar o aumento da sindicalização dependerá da
capacidade do movimento sindical de ampliar sua
presença nos locais de trabalho, incorporar a
representação e organização de todos os
trabalhadores inseridos em diferentes formas de
ocupação (autônomo e por conta-própria,
plataformizados, empreendedores, cooperados,
trabalhadores domésticos, pejotizados), fortalecer
sua produção de conhecimento, atuar nos territórios
e participar da construção de um projeto nacional de
desenvolvimento que coloque o trabalho no centro das
estratégias econômicas, sociais e ambientais do
país.
Trabalhadores mais organizados significam relações
de trabalho mais equilibradas, negociação coletiva
mais robusta, maior capacidade de enfrentar as
transições em curso e uma democracia mais forte. O
reencontro da classe trabalhadora com seus
sindicatos é, ao mesmo tempo, uma boa notícia para o
mundo do trabalho e um ativo estratégico para o
desenvolvimento do Brasil.
Notas
1 Sociólogo, coordenador do Fórum das Centrais
Sindicais, membro do CDESS – Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da
Presidência da República, membro do Conselho
Deliberativo da Oxfam Brasil, Enviado Especial para
COP-30 sobre Trabalho, Coordenador do Grupo de
Facilitação do Pacto Nacional pelo Combate às
Desigualdades, membro do Comitê Diretivo do
Observatório do Trabalho Decente do Conselho
Nacional de Justiça, consultor e ex-diretor técnico
do DIEESE (2004/2020).
2 IBGE:
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45174-com-taxa-de-8-9-sindicalizacao-cresce-pela-primeira-vez-desde-2012
Fonte: Outras Palavras

21/08/2026 -
Presidente da CCJ do Senado diz ter votos para
acabar com escala 6×1
Alcolumbre já despachou a proposta para o
colegiado, que deve se reunir na semana entre 31 de
agosto a 4 de setembro
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), disse que já
tem votos no colegiado para aprovar a proposta de
emenda à Constituição (CCJ) que reduz a jornada de
trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala
6×1.
“Tenho votos para aprovar na CCJ. Não tenho a menor
dúvida. No plenário eu não sei, mas na minha
comissão que eu presido, eu tenho voto para aprovar
o fim da escala 6×1 sem nenhuma dificuldade”, disse
Otto.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
já assinou o despacho que encaminha a proposta à
CCJ.
Depois das conversas com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, Alcolumbre não só destravou a
proposta do fim da escala, mas também a PEC da
Segurança e projeto sobre minerais críticos e
estratégicos, pautas prioritárias do governo.
A expectativa é que as propostas possam ser
avaliadas no próximo esforço concentrado no
Congresso, marcado para ocorrer de forma presencial
entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.
Para a deputada Daiana Santos (PcdoB-RS), autora de
projeto de igual teor na Câmara, a PEC do fim da
escala 6×1 foi de fato destravada no Senado.
“Após a articulação do nosso presidente Lula, o
senador Davi Alcolumbre liberou a tramitação da
pauta. Entretanto, é necessário seguir pressionando
o Senado. Mesmo com essa mudança de postura, a pauta
só será votada após as eleições. Desde o início nós
defendemos a escala 5×2, jornada de 40 horas
semanais, sem redução de salário”, diz.
Governo mobilizado
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE),
prevê que as propostas prioritárias serão votadas
nas próximas semanas.
“O governo está mobilizado, e seguirei atuando no
Senado para transformar esse diálogo em avanços
concretos, com mais direitos, segurança, soberania,
desenvolvimento e oportunidades para o povo
brasileiro”, disse.
Para ela, os recentes encontros entre Lula e
Alcolumbre foram decisivos para destravar a
tramitação dos projetos no Senado.
“É uma demonstração importante de que o diálogo
produz resultados e abre caminhos para fazer avançar
uma agenda fundamental para o desenvolvimento do
Brasil. Seguimos com muito trabalho e disposição
para construir os entendimentos necessários”,
afirma.
Fonte: Portal Vermelho

21/08/2026 -
STF decide ampliar alcance da Lei da Maria da Penha
Lei será aplicada nas eleições de outubro contra
violência política
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta
quarta-feira (19) ampliar o alcance da aplicação da
Lei Maria da Penha, criada em 2006 para combater a
violência contra as mulheres.
Pela decisão, a lei deve ser aplicada pelos juízes
para combater toda forma de violência de gênero
contra a mulher. Antes da decisão, a norma era
aplicada somente em casos de violência doméstica,
familiar ou relações íntimas de afeto.
A Corte também estabeleceu que a lei também deve ser
aplicada durante as eleições de outubro para
combater a violência política de gênero contra as
candidatas. A partir desse entendimento, caberá à
Justiça Eleitoral decidir sobre a concessão de
medidas de proteção.
A Lei Maria da Penha prevê diversas medidas
protetivas, como afastamento do agressor do lar,
proibição de aproximação da vítima, uso de
tornozeleira eletrônica e decretação de prisão
preventiva.
Fonte: Agência Brasil

21/08/2026 -
Eleições e valorização do trabalho; Por Nivaldo
Santana
A agenda unitária do Fórum das Centrais
Sindicais defende um projeto nacional de
desenvolvimento baseado na soberania, na democracia
e na valorização do trabalho, com fortalecimento da
indústria, geração de empregos de qualidade e
melhores salários. A pauta inclui ainda o combate à
precarização, a redução da jornada sem redução
salarial e a manutenção da política de valorização
do salário mínimo. Para as centrais, a reeleição de
Lula e a derrota da extrema-direita são condições
fundamentais para o avanço dessas propostas.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou no
fim de julho os dados do Novo Caged (Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados) com base nos
indicadores do primeiro semestre deste ano de 2026.
Os dados são positivos. No mês de junho, o saldo
positivo dos empregos criados foi de exatos 145.161.
Com isso, o mercado de trabalho formal no Brasil, no
primeiro semestre, gerou 921.645 novos postos de
trabalho.
Esses números apontam, sempre segundo o MTE, que o
total de empregos com vínculos trabalhistas no país
alcançou 48.032.308 no fim do semestre encerrado em
junho.
Com exceção dos estados do Espírito Santo e
Tocantins, por fatores sazonais, todas as outras 25
unidades da Federação apresentaram saldo positivo.
Esse incremento dos vínculos trabalhistas faz com
que a taxa nacional de desemprego atinja os menores
níveis históricos, um indicador importante para
medir a mobilidade social e a desigualdade no país.
Todas as camadas foram beneficiadas
A esse respeito, vale citar análise do professor
aposentado de Economia da Unicamp Waldir Quadros.
Segundo ele, “todas as camadas foram beneficiadas
pela mobilidade social no triênio 2023-2025”.
O professor Quadros mostra que a mobilidade social
não é maior devido “à falta de um sistema de
produção industrial moderno”. Segundo ele, a
desindustrialização “resulta, entre outros
malefícios, em atraso tecnológico, baixo
crescimento, limitada geração de empregos
qualificados e precárias oportunidades ao pequeno
negócio”.
Corroborando a tese do professor, o Caged aponta que
o recorde de empregos criados e o baixo desemprego,
dados positivos, são atenuados pelo salário médio
real de admissão em junho, de apenas R$ 2.404,34.
O Brasil, no entanto, melhorou – e muito – com o
terceiro governo de Lula, depois da tragédia
bolsonarista que havia jogado para baixo todos os
indicadores econômicos e sociais.
Por isso, o movimento sindical brasileiro, após a
realização da Conferência Nacional da Classe
Trabalhadora, em abril deste ano, aprovou uma
importante agenda para avançar nas conquistas.
A agenda unitária do Fórum das Centrais Sindicais
defende um projeto nacional de desenvolvimento com
soberania, democracia e valorização do trabalho.
Para tanto, é essencial ter uma indústria forte,
geradora de empregos de qualidade e com melhores
salários.
Tudo isso precisa vir acompanhado da luta contra a
precarização do trabalho, pela redução da jornada
sem diminuição de salários, pela preservação da
política de valorização do salário-mínimo.
Essa pauta, para se tornar vitoriosa, precisa, antes
de tudo, da reeleição do presidente Lula em outubro.
Por isso, a batalha para derrotar uma vez mais a
extrema-direita deve estar no topo da agenda do
sindicalismo classista.
Nivaldo Santana é Secretário Sindical Nacional do
PCdoB; Integrante da Executiva Nacional da CTB
(Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do
Brasil)
Fonte: Rádio Peão Brasil

21/08/2026 -
Movimentos preparam o 30/8, Dia Nacional de
Mobilização pelo Fim da Escala 6×1
Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo definem
agenda de ações para fortalecer luta e pressionar
senadores pela aprovação; PEC estará em pauta na
semana entre 31/8 e 4/9
Finalizado o impasse em torno da tramitação, no
Senado, da PEC que acaba com a escala 6×1, as
frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram
para definir uma agenda preparatória do Dia Nacional
de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1, em 30 de
agosto. O objetivo é construir uma grande jornada
nacional de luta pela aprovação da proposta, uma das
mais importantes para a classe trabalhadora
brasileira.
A ideia é demonstrar força social e apoio popular à
pauta, de maneira a pressionar os senadores a votar
favoravelmente. A data escolhida antecede a semana
de esforço concentrado do Congresso Nacional, entre
31 de agosto e 4 de setembro.
A PEC é uma das matérias prioritárias previstas para
serem votadas nesse período e vem sendo defendida
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela
base governista ao longo do seu terceiro mandato.
Após conversas entre Lula e o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que destravaram o
andamento do texto e de outras pautas importantes, a
PEC foi encaminhada à Comissão e Constituição e
Justiça da Casa. A expectativa de líderes do Senado
é de que o texto possa ser votado entre o primeiro e
o segundo turno das eleições.
Mobilizações pelo Brasil
Na semana da votação no Senado, as frentes defendem
intensificar a pressão sobre os senadores; organizar
ação simbólica no Senado, com blitz e outras
iniciativas de mobilização e visibilidade e
articular a presença das organizações,
trabalhadores, artistas e personalidades em
Brasília.
Para o 30 de agosto, Dia Nacional de Mobilização
pelo Fim da Escala 6×1, a proposta é que sejam
construídos atos de rua e mobilizações em todo o
país, com a ampla participação das centrais
sindicais, frentes, movimentos populares,
juventudes, entidades nacionais, artistas e
influenciadores.
Conforme comunicado das frentes Brasil Popular e
Povo Sem Medo, para viabilizar o ato, de agora até o
dia 20 é o período de preparação e mobilização.
Entre as ações definidas estão ampliar o diálogo e o
debate interno nas organizações sobre a importância
do dia 30 e a perspectiva concreta de conquista do
fim da escala 6×1.
Nesse sentido, as frentes defendem a necessidade de
trabalhar a aprovação como “uma vitória capaz de
fortalecer e dar legitimidade à mobilização social e
à agenda dos trabalhadores”.
Como forma de espalhar a mobilização para todos os
pontos do país, as frentes reforçam que a decisão
sobre o dia 30 deve chegar aos estados, com
orientação para a construção das agendas locais.
Além disso, propõe o diálogo com artistas,
personalidades e influenciadores para que se somem à
convocação, com atenção especial a São Paulo, Rio de
Janeiro e Brasília. Da mesma forma, salienta a
importância desse diálogo com candidaturas e
lideranças políticas.
No dia 20 de agosto, será realizada uma plenária
nacional, às 18 horas, com o foco no balanço das
ações e fortalecimento da unidade das organizações
em torno da reta final da luta pelo fim da escala
6×1.
Fonte: Portal Vermelho

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