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Blog - Últimas Notícias
19/06/2026 -
Juros continuam sufocando a produção e o emprego
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de
reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual
está muito aquém das necessidades da economia
brasileira e das demandas da classe trabalhadora.
O Banco Central segue adotando uma política
monetária excessivamente conservadora, que restringe
investimentos, compromete a expansão da atividade
econômica e dificulta a geração de empregos de
qualidade.
Além disso, a redução anunciada produz impacto
praticamente insignificante sobre o custo do
crédito, que continua elevado para empresas,
produtores e consumidores.
O Brasil apresenta inflação sob controle e reúne
condições para uma redução mais significativa dos
juros. Não há justificativa econômica para uma
postura tão cautelosa, que mantém o país preso a um
ciclo de baixo crescimento.
Enquanto o setor produtivo enfrenta dificuldades
para investir e ampliar suas atividades, a
manutenção de juros elevados continua beneficiando o
rentismo e a especulação financeira, em detrimento
da produção e do trabalho.
Com isso, o país perde oportunidades de acelerar o
crescimento econômico, fortalecer a indústria
nacional, estimular o consumo e ampliar a renda das
famílias brasileiras.
A persistência de taxas de juros em patamares tão
elevados também pressiona as contas públicas,
aumentando os gastos com a dívida e reduzindo a
capacidade do Estado de investir em áreas
estratégicas e em políticas sociais.
As centrais sindicais continuarão defendendo uma
redução mais consistente da Selic, compatível com os
desafios do desenvolvimento nacional, da valorização
do trabalho e da geração de emprego e renda.
O Brasil precisa de uma política econômica voltada
ao crescimento sustentável, à reindustrialização, à
valorização do trabalho e à distribuição de renda, e
não de uma política que prolongue a estagnação e
limite as perspectivas de desenvolvimento do país.
São Paulo, 17 de junho de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Fonte: NCST

19/06/2026 -
PL 1.838/26: a hora da verdade para a jornada de 40
horas
Projeto regulamenta a redução da jornada e o fim
da escala 6x1 tranca a pauta da Câmara. Texto será
discutido por líderes antes da votação
A Câmara dos Deputados inicia, nesta terça-feira
(16), uma das discussões mais relevantes da agenda
trabalhista dos últimos anos. Único item da pauta do
plenário, o PL (Projeto de Lei) 1.838/26,
encaminhado pelo governo federal em regime de
urgência, regulamenta a redução da jornada semanal
de trabalho para 40 horas e adapta a CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho) às mudanças
aprovadas recentemente pelos deputados na
Constituição.
Como tramita em regime de urgência constitucional, o
projeto passou a trancar a pauta da Casa, impedindo
a deliberação de parte das demais matérias até que a
votação do PL seja concluída.
Antes da apreciação em plenário, o texto será
debatido em reunião entre o presidente da Câmara, os
líderes partidários e o relator da proposta, numa
tentativa de construir consenso em torno da matéria
que mobiliza sindicatos, empresários e o governo.
Regulamentação da PEC
O projeto de lei complementa a PEC (Proposta de Emenda
à Constituição) 221/19, aprovada pela Câmara em 27
de maio, que reduziu a jornada máxima semanal de 44
para 40 horas sem redução salarial e substituiu
gradualmente a escala de 6 dias de trabalho por 1 de
descanso (6x1) pelo modelo de 5 dias trabalhados
para 2 de folga (5x2).
Enquanto a PEC alterou o texto constitucional, o
projeto de lei tem a função de disciplinar aspectos
operacionais e regulamentares da nova jornada,
definindo mecanismos de implementação, transição e
adequação das relações de trabalho às novas regras.
A proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara e
pelo Senado para que as mudanças constitucionais
possam ser plenamente aplicadas caso a PEC também
conclua a tramitação no Congresso Nacional.
Relator é o mesmo da PEC
A condução do projeto ficará sob responsabilidade do
deputado Leo Prates (Republicanos-BA), escolhido
pelo presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), na última quinta-feira (11).
A indicação tem forte simbolismo político. Prates
foi o relator da PEC 221/19 e teve papel central na
construção do texto que reuniu apoio da base
governista, de setores do centro político e de parte
expressiva da oposição durante a tramitação da
proposta na comissão especial e no plenário.
A expectativa é que o parlamentar preserve no
projeto de regulamentação os mesmos parâmetros
aprovados pela Câmara na mudança constitucional,
evitando alterações que possam reabrir divergências
já superadas durante a votação da PEC.
Estratégia da presidência
Em manifestação nas redes, o deputado Hugo Motta
sinalizou que a intenção da Mesa Diretora é manter a
coerência entre ambos os textos – a PEC e o PL -,
assegurando que o projeto de lei reproduza os
fundamentos da proposta constitucional aprovada
pelos deputados.
A estratégia busca evitar conflitos interpretativos
entre a futura legislação infraconstitucional e a
PEC em análise no Senado, além de acelerar a
implementação das mudanças caso a proposta de emenda
à Constituição seja definitivamente aprovada pelo
Congresso.
Com a pauta travada e a pressão crescente de
trabalhadores, centrais sindicais e setores
empresariais, a votação do PL 1.838/26 tende a se
transformar em mais um capítulo da disputa política
em torno do futuro da jornada de trabalho no Brasil.
Fonte: Diap

19/06/2026 -
Paim defende redução da jornada de trabalho e
divulga debate em 1º de julho
O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou nesta
quarta-feira (17) a promoção de uma sessão de
debates temáticos no Plenário, no dia 1º de julho,
sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que
acaba com a escala 6x1 (seis dias de trabalho e um
de descanso). Segundo Paim, a sessão foi confirmada
pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O debate deverá reunir representantes de
trabalhadores, empresários, especialistas e
integrantes do movimento Vida Além do Trabalho, que
defende a redução da jornada.
Em pronunciamento no Plenário, Paim afirmou que o
encontro servirá para aprofundar a discussão sobre
os impactos da PEC 221/2019, que reduz a carga
horária máxima de trabalho para 40 horas semanais e
garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem
redução de salários. A proposta já foi aprovada na
Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado.
— Nesse mesmo dia, eu diria que teremos aqui um
palco iluminado, fazendo um bom debate sobre a
importância de reduzirmos a jornada de trabalho,
como fizemos 40 anos atrás na Assembleia Nacional
Constituinte — afirmou.
Fonte: Agência Senado

19/06/2026 -
Dieese alerta para a PEC da Maldade
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026,
apresentada no Senado Federal, acende um alerta
entre entidades sindicais e especialistas em
relações de trabalho. Segundo análise do Dieese, a
medida pode ampliar a lógica do contrato
intermitente, conhecido como “contrato de zero
hora”, criando um modelo em que a jornada e a
remuneração ficam condicionadas à demanda das
empresas.
A proposta surge após a aprovação, na Câmara, da
redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais sem redução salarial e da ampliação do
descanso semanal. Para o Dieese, enquanto uma
iniciativa busca garantir mais tempo livre e
proteção aos trabalhadores, a PEC 12/2026 segue
caminho contrário ao flexibilizar jornada, salários
e regras de contratação.
Pela proposta, o trabalhador poderia ser contratado
com pagamento baseado apenas nas horas efetivamente
trabalhadas. Na prática, a empresa deixaria de
estabelecer uma jornada fixa, podendo convocar o
empregado conforme suas necessidades. O estudo
aponta que esse modelo transfere para o trabalhador
os riscos das oscilações da atividade econômica,
aumentando a insegurança sobre renda e estabilidade
profissional.
O Dieese destaca que a chamada “liberdade” de escolha
da jornada pode representar, na realidade, maior
poder para as empresas definirem quando e quanto o
trabalhador irá trabalhar. A entidade argumenta que,
diante da desigualdade existente entre patrões e
empregados, a negociação individual pode enfraquecer
a proteção garantida pelos acordos e convenções
coletivas.
Outro ponto de preocupação é a possibilidade de
redução da renda mensal. Apesar de a PEC prever o
pagamento proporcional de direitos como férias, 13º
salário e FGTS, o estudo aponta que a ausência de
uma jornada mínima contratada pode fazer com que
trabalhadores recebam valores inferiores ao salário
mínimo ao final do mês.
A análise também compara a proposta com a redução da
jornada aprovada na Câmara. Segundo o Dieese, a PEC
221/2019 busca reduzir o tempo de trabalho para 40
horas semanais, sem diminuir salários, enquanto a
PEC 12/2026 mantém a lógica da remuneração variável
e do trabalho sob demanda.
Experiências anteriores com o contrato intermitente,
criado pela reforma trabalhista de 2017, reforçam as
críticas. Dados apresentados pelo Dieese mostram
que, em 2025, havia 539,7 mil vínculos intermitentes
no país, com remuneração média mensal de R$ 686,47.
Mais da metade desses contratos não registrou
atividade no período, resultando em remuneração
igual a zero.
Para o Dieese, os números indicam que a
flexibilização das relações de trabalho não trouxe a
redução esperada da informalidade nem garantiu
melhores condições aos trabalhadores. A entidade
avalia que a PEC 12/2026 pode consolidar um modelo
em que empresas ganham maior controle sobre a
jornada, enquanto trabalhadores ficam submetidos à
instabilidade de renda.
O debate agora deve avançar no Senado, onde
representantes dos trabalhadores defendem que
qualquer mudança nas regras de jornada preserve
direitos históricos, fortaleça a negociação coletiva
e garanta condições dignas de emprego.
Mais – Site do Dieese
Fonte: Agência Sindical

19/06/2026 -
Sindicalismo se fortalece nas soluções – João
Guilherme Vargas Netto
Da assistência ao trabalhador às ações na base, a
atuação cotidiana dos dirigentes é decisiva para
construir confiança, organização e mobilização.
As grandes tarefas sindicais (campanhas salariais,
eleições na categoria e na sociedade, finanças da
entidade) que precisam ser enfrentadas e resolvidas
pelas direções, exigem que estas se esforcem para
resolver os inúmeros pequenos problemas do dia a dia
sindical.
Chegar no sindicato, cumprimentar os funcionários,
ligar os aparelhos e Se sentar na cadeira é o hábito
que a todo momento pode ser perturbado pela vida,
felizmente.
A consulta de um trabalhador ao jurídico da entidade
pode exigir ação contra o problema generalizado
naquela empresa; um acidente de trabalho exige a
solidariedade imediata e consequente atuação para
corrigir o mal; um telegrama ou um recado de
internet, às vezes, é o bastante para exigir uma
“subida” à base.
Com essas tarefas diárias comuns, seu enfrentamento
e solução, cada diretor transforma-se em dirigente e
cada um com sua atitude transmite confiança à equipe
sindical e aos associados.
João Guilherme Vargas Netto. Consultor de
entidades sindicais de trabalhadores.
Fonte: Agência Sindical

18/06/2026 -
Leo Prates apresenta parecer de projeto do governo
sobre escala 6x1
Parecer incorpora mudanças à CLT e regulamenta
cronograma para redução gradual da carga horária.
O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) apresentou
nesta terça-feira (16) seu parecer ao Projeto de Lei
1.838/2026, encaminhado pelo Poder Executivo, que
prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O texto
regulamenta os termos da PEC sobre o mesmo tema
aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio.
A proposta está prevista para votação na sessão
plenária desta noite. A matéria foi originalmente
apresentada com urgência presidencial, revogada esta
noite pelo governo.
Texto do projeto
O projeto reproduz o conteúdo da PEC anteriormente
aprovada, reduzindo a jornada máxima de trabalho
para 40 horas semanais, mantido o limite de oito
horas diárias, além da obrigatoriedade de dois dias
de descanso remunerado por semana. A proposta
determina expressamente que a mudança seja
implementada sem redução salarial, inclusive dos
pisos das categorias, e passa a valer também para
contratos de trabalho já em vigor.
O texto incorpora os termos da PEC à Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) e à Lei do Descanso
Remunerado, adequando regras sobre jornada,
compensação de horas, trabalho aos domingos e
negociação coletiva.
Também assegura que acordos e convenções coletivas
possam estabelecer regimes compensatórios que
garantam, na média mensal, dois dias de repouso por
semana. Entre as mudanças previstas está a
prioridade para que trabalhadoras com filhos ou
dependentes com deficiência escolham seus dias de
descanso.
A proposta ainda regulamenta a transição gradual
para a nova carga horária. Dois meses após a
publicação da lei, a jornada máxima passaria para 42
horas semanais. Um ano depois, seria reduzida para
40 horas. Nesse período, acordos coletivos poderão
ajustar a distribuição da jornada diária.
Para contratos da administração pública que dependam
diretamente de mão de obra, a aplicação das novas
regras ficará condicionada à formalização de
aditivos contratuais para reequilíbrio
econômico-financeiro, com prazo de até um ano para
adaptação.
Argumentos do relator
Em seu parecer, Leo Prates enfatizou a necessidade de
uma legislação que acompanhe a PEC do fim da escala
6x1 para assegurar a plena efetividade de uma futura
promulgação da proposta.
"A atuação eficiente do Poder Legislativo exige que
a reforma do texto constitucional seja imediatamente
acompanhada pela reestruturação dos diplomas legais
que regem as relações de trabalho", afirmou.
Segundo o relator, o projeto "assegura a máxima
eficácia e a segurança jurídica necessárias para a
transição da jornada de trabalho", evitando "lacunas
interpretativas ou antinomias entre o texto
constitucional reformado e as regras celetistas
vigentes".
Leo Prates também agradeceu aos parlamentares que
protagonizaram o debate sobre o fim da escala 6x1,
entre eles a deputada Erika Hilton (Psol-SP), a
bancada do PT, o ex-deputado Pauderney Avelino e o
presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB),
"cuja liderança institucional foi determinante para
viabilizar a tramitação das propostas e colocar o
tema no centro do debate político nacional".
Fonte: Congresso em Foco

18/06/2026 -
Definição sobre PEC da 6×1 deve ficar para julho,
afirma presidente da CCJ do Senado
Senador Otto Alencar, contudo, afirmou ainda não
ter recebido sinalizações de presidente da Casa,
Davi Alcolumbre, sobre trâmite da proposta
O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado,
afirmou que a definição de como será a tramitação da
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim
à escala 6×1 deve ficar para a primeira quinzena de
julho.
O prazo deve frustrar a expectativa do governo, que
esperava ver a medida, bandeira eleitoral do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aprovada e
promulgada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados
antes do início do recesso parlamentar, em 17 de
julho.
Pelo trâmite normal, a CCJ é a primeira etapa de
discussão da proposta, que foi aprovada pela Câmara
dos Deputados em 27 de maio, mas ainda não foi
remetida à comissão pelo presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União-AP).
— Ainda não tenho definição de quando o presidente
Davi Alcolumbre vai despachar a PEC para a CCJ. Ele
não falou nada comigo. Está tudo parado — disse o
senador.
O cálculo de Otto que o tema deva ficar para julho
leva em consideração o período de esvaziamento do
Senado, motivada pelas festas juninas e a Copa do
Mundo. Alcolumbre marcou sessões de votações
semipresenciais nesta semana.
A decisão, que permite a participação de senadores
em votações mesmo não estando em Brasília, atende a
demandas de parlamentares, que têm preferido ficar
em seus estados para articular as pré-campanhas
eleitorais.
Conversa com Lula
Segundo interlocutores, Alcolumbre ainda aguarda uma
conversa com Lula antes de destravar a votação da
PEC no Senado. Os dois não se falam desde a rejeição
da indicação do advogado geral da União (AGU), Jorge
Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Alencar disse acreditar que, dependendo das
conversas, ainda seria possível aprovar a PEC antes
do recesso. Alcolumbre, contudo, já disse que não
vai colocar a proposta em votação diretamente em
plenário e que ela vai passar pelo menos por uma
comissão.
Segundo interlocutores, o presidente do Senado
também não deu qualquer sinalização ao presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos PB),
com quem tem falado com freqüência, de que pretende
acelerar a tramitação da PEC.
O presidente do Senado também ainda não definiu quem
será o relator da PEC. Entre os cotados estão o
ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e o
líder do PSD na Casa, Omar Aziz (AM).
Fonte: Agência O Globo

18/06/2026 -
Grupo de trabalho aprova parecer de Tabata Amaral
para PL da Misoginia
Relatório de Tabata Amaral reformula a definição do
crime, amplia agravantes e mira a disseminação de
discursos misóginos no ambiente digital.
O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que
analisa o projeto de lei 896/2023, conhecido como PL
da Misoginia, aprovou nesta terça-feira (16) o
relatório da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Após apresentar a proposta na reunião de líderes na
segunda-feira (15), a relatora promoveu ajustes
pontuais em relação à versão divulgada no início do
mês.
O substitutivo mantém o principal eixo do texto
original do Senado: equiparar a misoginia ao
racismo, tornando-a crime inafiançável e
imprescritível. A principal alteração está na
definição jurídica da conduta. Em vez de
caracterizar a misoginia como "ódio" ou "aversão" às
mulheres, a nova redação passa a defini-la como a
indução ou incitação "à violência, à restrição do
pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade
da mulher".
A versão anterior descrevia a misoginia como
"menosprezo ou discriminação" em razão da condição
feminina. Segundo Tabata, a mudança busca adequar o
texto ao princípio da exteriorização da conduta,
evitando conceitos excessivamente subjetivos.
Fonte: Congresso em Foco

18/06/2026 -
Paim: Fim da escala 6x1 pode elevar arrecadação
previdenciária
O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender,
durante pronunciamento em Plenário nesta terça (16),
o fim da escala 6x1. Segundo ele, experiências
internacionais indicam que a medida resultará em
novas contratações com carteira assinada e, assim,
no aumento da arrecadação da Previdência.
Paim afirmou que a redução da jornada favorece uma
melhor distribuição do trabalho e pode impulsionar a
produtividade. Ele citou estimativas do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), da Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp) e do Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)
segundo as quais a medida poderia gerar até 4,5
milhões de novos empregos e elevar a produtividade
em cerca de 4%.
— Imaginem o impacto desses números sobre a
Previdência Social. Cada novo emprego com carteira
assinada significa um novo contribuinte para o INSS,
mais arrecadação, maior equilíbrio financeiro do
sistema e mais segurança para aposentados e
pensionistas — disse.
O senador também associou o debate sobre a jornada
de trabalho à saúde dos trabalhadores. De acordo com
ele, dados do Ministério da Previdência Social
mostram que mais de 546 mil pessoas foram afastadas
de suas atividades em 2025 por transtornos mentais e
comportamentais — como ansiedade, depressão e
síndrome de burnout.
Ele declarou ainda que esses afastamentos cresceram
quase 16% em apenas um ano e que a Previdência
concedeu mais de 3 milhões de benefícios por
incapacidade temporária relacionados a doenças e
acidentes de trabalho.
— Quando garantimos mais tempo para descanso,
convivência familiar, lazer, estudo e qualificação
profissional, estamos investindo na saúde das
pessoas. Um trabalhador saudável produz mais, vive
melhor e necessita menos da Previdência —
argumentou.
Fonte: Agência Senado

17/06/2026 -
Governo retira urgência presidencial de projeto do
fim da escala 6x1
Projeto que incorpora redução da jornada de
trabalho à CLT tramitará em regime conclusivo.
A Secretaria de Relações Institucionais da
Presidência da República encaminhou nesta
terça-feira (16) à Câmara dos Deputados a retirada
da urgência presidencial do projeto de lei que
regulamenta o fim da escala de trabalho 6x1. Com
isso, a matéria deixa de trancar a pauta e passa a
tramitar sem prazo para votação.
O Projeto de Lei 1.838/2026 foi apresentado pelo
Executivo em abril com o objetivo de acelerar os
debates em torno da PEC sobre o mesmo tema. O texto
reproduzia as mesmas alterações trabalhistas
previstas na proposta de emenda à Constituição, mas
tinha tramitação mais rápida.
Projetos de lei com urgência presidencial devem ser
votados pela Câmara em até 45 dias. Após esse prazo,
passam a trancar a Ordem do Dia, impedindo a votação
de outras matérias em Plenário. No caso do PL
1.838/2026, o limite foi atingido no fim de maio.
A retirada da urgência foi anunciada em nota pelo
Planalto. Segundo o governo, a decisão busca
"possibilitar a aprovação de projetos prioritários",
citando como exemplos "a atualização dos tetos do
Microempreendedor Individual (MEI), a regulação
sobre Inteligência Artificial e a criminalização da
misoginia".
Também aguarda votação um dos projetos de lei que
reduzem impostos federais sobre combustíveis para
compensar os efeitos da alta mundial do petróleo.
O projeto da escala 6x1 passa agora a tramitar em
caráter conclusivo e deverá ser analisado pelas
comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça
(CCJ). Se aprovado nos dois colegiados, poderá
seguir diretamente ao Senado, sem necessidade de
votação em Plenário, salvo se houver aprovação de
recurso contrário.
Destino da PEC
Apesar de ter avançado sem grandes dificuldades na
Câmara dos Deputados, a PEC do fim da escala 6x1
enfrenta obstáculos no Senado. O presidente da Casa,
Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não deu
encaminhamento à proposta e já manifestou posição
contrária à discussão durante o período eleitoral.
As relações entre o senador e o Executivo também
atravessam um momento de desgaste. Os dois lados
estão afastados desde o fim de abril, quando o
Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para a
vaga aberta no STF. Com urgência presidencial, o
projeto da escala 6x1 poderia servir como
instrumento de pressão para reabrir negociações
entre o governo e o presidente do Senado.
Segundo a Secretaria de Relações Institucionais, após
a retirada da urgência, "o governo manterá o diálogo
com o Senado Federal para concluir a aprovação da
PEC", mesmo sem a possibilidade de utilizar esse
mecanismo regimental.
Fonte: Congresso em Foco

17/06/2026 -
PEC 12/2026 amplia trabalho intermitente e ameaça
direitos, alerta Dieese
Nota Técnica 293 alerta que PEC 12 amplia
trabalho intermitente, reduz segurança de renda,
afeta aposentadorias e amplia a precarização laboral
A Nota Técnica 293 analisa a PEC 12/2026,
apresentada no Senado um dia após a Câmara aprovar a
redução da jornada semanal e o fim da escala 6×1.
Segundo o documento, a proposta pretende ampliar
para toda a economia o contrato de trabalho
intermitente, criado pela reforma trabalhista de
2017 no Brasil.
Nesse modelo, também conhecido como contrato zero
hora, o empregador define a jornada conforme a
demanda. Assim, o trabalhador recebe apenas pelas
horas efetivamente trabalhadas.
Além disso, direitos como férias, décimo terceiro
salário, FGTS e demais benefícios são pagos
proporcionalmente, acompanhando as horas trabalhadas
durante cada período contratado.
Caso o Congresso aprove a proposta, milhões de
trabalhadores poderão enfrentar maior instabilidade.
Dessa forma, perderão previsibilidade sobre renda
mensal e jornada futura.
A nota destaca que o modelo amplia a insegurança
econômica, pois impede o planejamento financeiro
familiar e dificulta o acesso regular ao consumo.
Além disso, a proposta poderá aumentar a pobreza, já
que trabalhadores terão rendimentos variáveis e
dependerão exclusivamente da demanda estabelecida
pelos empregadores.
Outro ponto de preocupação envolve a Previdência
Social. Como consequência, contribuições menores
poderão comprometer o acesso à aposentadoria e
reduzir benefícios futuros.
Por fim, a Nota Técnica 293 alerta que a PEC 12
também pode enfraquecer o financiamento de políticas
públicas ao reduzir arrecadações vinculadas.
Clique aqui e confira a Nota do DIEESE
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/06/2026 -
Paim cobra avanço de PEC que acaba com a escala 6x1
O senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou, na
segunda-feira (15), a votação da proposta que acaba
com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para
40 horas semanais sem diminuição salarial. Ele
lembrou que a PEC 221/2019 já foi aprovada pela
Câmara dos Deputados e está em tramitação no Senado,
sob análise da Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ).
— Não temos mais por que demorar. O Brasil todo e
inúmeros empresários já estão, inclusive, aplicando
a jornada de 40 horas semanais. Esse projeto impacta
positivamente a vida de milhões e milhões de pessoas
— disse.
Ao defender a proposta, o parlamentar argumentou que
os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade
permitem discutir novas formas de organização do
trabalho, com potencial para melhorar a qualidade de
vida dos trabalhadores e ampliar oportunidades.
— Estamos diante de um debate sobre dignidade
humana, justiça social e qualidade de vida. Tenho
certeza de que o Senado estará à altura da
democracia e da importância desse tema para o povo
brasileiro.
Paim também destacou a sessão especial de debates
sobre a redução da jornada de trabalho marcada para
1º de julho, por iniciativa do senador Laércio
Oliveira (PP-SE). O encontro reunirá parlamentares,
representantes sindicais, lideranças empresariais,
movimentos sociais, estudantes e especialistas.
Fonte: Agência Senado

17/06/2026 -
Junho Violeta alerta população sobre violência
contra a pessoa idosa
Grande parte das vítimas não denuncia por medo de
retaliações
Com o tema A liberdade não tem prazo de validade, a
campanha Junho Violeta de 2026 conscientiza a
população sobre as formas de violência contra a
pessoa idosa e estimula que a população denuncie
casos.
Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da
Cidadania (MDHC), entre janeiro de 2024 e abril de
2026 foram registradas mais de 1,6 milhão de
denúncias de violência contra idosos pelo canal
Disque 100. Para efeito de comparação, só nos
primeiros quatro meses de 2026 foram contabilizadas
quase 250 mil denúncias, contra 209 mil no mesmo
período do ano passado, um aumento de quase 19%.
Os números ainda escondem a maior parte das vítimas,
que, de acordo com o ministério, não denuncia as
violações, muitas vezes por medo de retaliações.
De acordo com a servidora da Secretaria Nacional dos
Direitos da Pessoa Idosa, Mayra Magalhães, há
registro de diversas formas de violência. "Violência
física, psicológica, violência financeira ou
patrimonial, negligência ou abandono, violência
sexual."
De acordo com o Observatório Nacional dos Direitos
Humanos (ONDH), os tipos mais recorrentes são as
violações físicas, psicológicas e a negligência,
cometidas em sua maioria contra mulheres de idades
entre 70 e 74 anos. Os principais suspeitos são
membros da família.
Mayra Magalhães explica que a legislação brasileira
prevê tanto sanções administrativas e civis quanto
punições penais para quem viola os direitos da
pessoa idosa, e as penas variam de detenção ou
reclusão, além de multa, dependendo da gravidade.
"Além das esferas criminais para indivíduos, o
Estatuto prevê punições severas para instituições
também, como instituições de longa permanência que
violam os direitos das pessoas idosas. Exemplos de
sanções são multas, interdição do estabelecimento,
proibição de contratar com o poder público e o
afastamento de dirigentes."
O alerta direciona as vítimas ou testemunhas para
que usem os canais de denúncia. Disque 100, que
funciona 24 horas por dia, e as denúncias podem ser
anônimas, delegacias, Ministério Público, além do
Centro de Referência de Assistência Social e do
Centro de Referência Especializado de Assistência
Social.
Fonte: Agência Brasil

16/06/2026 -
Câmara terá semana dedicada a projeto do governo
sobre o fim da 6x1
Relatado por Leo Prates, texto é apontado como
peça-chave para regulamentar o fim do modelo de
trabalho.
A Câmara dos Deputados terá uma pauta enxuta nesta
semana. Na terça-feira (16), o Plenário deve se
dedicar exclusivamente à análise do projeto de lei
1.838/2026, enviado pelo Poder Executivo, sobre o
fim da escala 6x1. A proposta servirá como
instrumento de regulamentação da PEC sobre o mesmo
tema, aprovada pela Câmara em maio e atualmente em
análise no Senado.
A matéria tramita em regime de urgência e está com a
pauta trancada desde 30 de maio, o que obriga a Casa
a priorizar sua apreciação antes da análise de
outras proposições. A relatoria ficou com o deputado
Leo Prates (Republicanos-BA), que também foi
responsável pelo parecer da PEC da 6x1.
O projeto foi apresentado pelo governo em abril com
o objetivo de acelerar a discussão sobre a redução
da jornada de trabalho. Com o avanço da PEC no
Congresso, o texto passou a ser tratado como a
principal ferramenta de regulamentação da futura
mudança constitucional, caso ela seja aprovada pelo
Senado.
A proposta foi encaminhada ao Congresso com pedido
de urgência presidencial, mecanismo que determina
sua apreciação pelo Plenário em até 45 dias após o
envio. Como o prazo expirou em 30 de maio, o projeto
passou a sobrestar a pauta da Câmara.
Se aprovado pelos deputados enquanto a urgência
presidencial permanecer em vigor, o projeto seguirá
para o Senado com prazo de 45 dias para deliberação,
mantendo a tramitação acelerada da matéria.
Outras atividades
Além da pauta deliberativa, a semana contará com
sessões solenes em homenagem ao centenário de Adauto
Bezerra e Humberto Bezerra, aos 100 anos do médico
Jorge Prado Leite, aos 118 anos da imigração
japonesa no Brasil, aos 35 anos da Confederação
Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de
Ensino (Contee), aos 65 anos do Movimento de
Educação de Base (MEB) e aos 70 anos do Conselho
Federal de Química.
Fonte: Congresso em Foco

16/06/2026 -
Comissão aprova projeto que torna racismo motivo de
rescisão indireta de contrato de trabalho
O projeto de lei segue em análise na Câmara dos
Deputados
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
aprovou o Projeto de Lei 2200/23, do deputado Jonas
Donizette (PSB-SP), que classifica a prática de
discriminação ou injúria racial contra o empregado
ou familiares dele como justa causa cometida pelo
empregador para a rescisão do contrato de trabalho.
A justa causa do empregador, também conhecida como
rescisão indireta, ocorre quando o empregador comete
uma falta grave que torna inviável ou inconveniente
a manutenção do vínculo empregatício.
A rescisão indireta é um direito do empregado. O
empregado pode considerar rescindido o contrato de
trabalho e solicitar na Justiça do Trabalho as
verbas relativas à dispensa imotivada, como a multa
de 40% sobre os depósitos do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS).
Para a relatora, deputada Erika Hilton (Psol-SP), a
proposta reafirma o compromisso do Estado brasileiro
com a igualdade racial e oferece um instrumento
concreto e eficaz para os trabalhadores vítimas de
racismo no ambiente laboral. "O projeto não inova de
forma disruptiva - ao contrário, consolida e
explicita o que já decorre da interpretação
sistemática da CLT [Consolidação das Leis do
Trabalho]", disse.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será
analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado
pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

16/06/2026 -
STF rejeita alterar decisão que vetou revisão da
vida toda
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de
votos na sexta-feira (12) para negar alterações na
decisão da Corte que rejeitou a revisão da vida toda
das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS).
O entendimento foi formado no julgamento virtual de
um recurso protocolado na Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 2.111. A votação virtual
será finalizada na próxima sexta-feira (19).
Até momento, foram proferidos sete votos para
rejeitar os embargos de declaração protocolados pela
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos
(CNTM).
A entidade defendeu que a revisão da vida toda seja
aplicada nos processos que foram ajuizados até o dia
21 de março de 2024, data na qual o Supremo reviu
seu próprio entendimento e vetou a revisão.
Antes do veto, uma decisão do Superior Tribunal de
Justiça (STJ) também garantiu aos aposentados o
direito à revisão.
Fonte: Agência Brasil

16/06/2026 -
Dieese: salário mínimo deveria ser próximo a R$ 8
mil
A cesta básica ficou mais cara e elevou o custo
do sustento das famílias; para uma família de 4
pessoas, é indicado valor equivalente a 4,93 vezes o
salário mínimo, de R$ 1.621
No mês de maio, o custo da cesta aumentou em todas
as 27 capitais analisadas pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese). A situação elevou o custo
de vida na passagem de abril para maio, fazendo com
que o salário mínimo necessário para a manutenção de
uma família de quatro pessoas chegasse a quase R$ 8
mil.
De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de
Alimentos, realizada mensalmente pela entidade em
parceria com a Conab (Companhia Nacional de
Abastecimento), entre abril e maio, as principais
elevações do conjunto dos alimentos básicos
ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%),
Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió
(6,68%), João Pessoa (6,22%), Natal (6,18%),
Curitiba (5,91%), Aracaju (5,39%), Teresina (5,36%),
Cuiabá (5,16%) e São Paulo (5,08%), considerando que
houve aumentos em todas as capitais.
Quando se considera o maior valor pago, São Paulo
ocupa a primeira posição (R$ 952,20), seguida por
Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e
Florianópolis (R$ 913,43). Os resultados constam na
Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos,
publicada na quinta-feira (11).
Esses aumentos percentuais atingem diretamente o
custo de vida da população. Nos anos anteriores, o
governo federal lançou medidas para conter a
inflação dos alimentos e colheu resultados
positivos. No entanto, a conjuntura de 2026 tem
apresentado novos desafios com a guerra no Oriente
Médio e as ameaças à soberania nacional trazidas
pelas confusões da família Bolsonaro, que insiste em
prejudicar o país de olho nas eleições de 2026.
Eduardo e Flávio Bolsonaro agem em conluio com a
extrema direita norte-americana para impor novas
tarifas contra o Brasil, que tem nos Estados Unidos
seu segundo maior parceiro comercial.
Assim, o encarecimento da cesta básica, segundo o
Dieese, incide diretamente no valor necessário
mensal para o sustento das famílias.
“Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de
São Paulo, e levando em consideração a determinação
constitucional que estabelece que o salário mínimo
deve ser suficiente para suprir as despesas de um
trabalhador e da família dele com alimentação,
moradia, saúde, educação, vestuário, higiene,
transporte, lazer e previdência, o Dieese estima
mensalmente o valor do salário mínimo necessário”,
diz o documento.
Dessa maneira, é apontado que, no mês de maio, o
salário mínimo necessário para a manutenção de uma
família de quatro pessoas deveria ter sido de R$
7.999,44 ou 4,93 vezes o mínimo reajustado em R$
1.621.
No mês de abril, o valor necessário era de R$
7.612,49, ou 4,70 vezes o piso mínimo.
Já em comparação com maio de 2025, há um leve recuo
na proporção, pois naquela oportunidade, quando o
salário mínimo estava em R$ 1.518, o valor
necessário para a manutenção de uma família com
quatro pessoas estava em R$ 7.528,56, ou 4,96 vezes
o valor vigente na época.
Na referência de 12 meses, entre maio de 2025 e de
2026, quase a totalidade das capitais teve alta de
preço da cesta básica, “com variações entre 0,79%,
em Boa Vista, e 14,29%, em Recife”. A única capital
que apresentou recuo foi São Luís, com -2,52%.
Fonte: Portal Vermelho

16/06/2026 -
Escala 12 x 36 é válida se norma coletiva autoriza
folgas e intervalo reduzido
A 4ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª
Região (interior de São Paulo) deu provimento ao
recurso de uma empresa de vigilância para reconhecer
a validade da escala 12 x 36 e afastar a condenação
ao pagamento de horas extras excedentes da oitava
diária e da 44ª semanal. O colegiado entendeu que as
condições de trabalho estavam em conformidade com
norma coletiva da categoria e com o entendimento
firmado no Tema 1.046 do Supremo Tribunal Federal.
Conforme consta dos autos, um trabalhador alegou a
descaracterização da escala 12 x 36 em razão do
trabalho em dias de folga e da concessão parcial do
intervalo intrajornada. A sentença do juízo da 5ª
Vara do Trabalho de Jundiaí (SP) acolheu o pedido do
empregado, declarando a invalidade do regime e
condenando a empresa ao pagamento de horas extras.
Ao analisar o recurso da empregadora, a relatora do
acórdão no TRT-15, desembargadora Adriene Sidnei de
Moura David, destacou que havia previsão expressa em
norma coletiva autorizando o trabalho com até quatro
folgas por mês, bem como a concessão de intervalo
intrajornada mínimo de 30 minutos, sem que isso
descaracterizasse a jornada especial.
Considerando que o trabalhador atuava com três
folgas mensais, número inferior ao limite previsto
nas normas coletivas, e usufruía diariamente de 30
minutos de intervalo, o colegiado aplicou o
entendimento do Tema 1.046 do STF, segundo o qual
são constitucionais os acordos e as convenções
coletivas que estabelecem limitações ou
flexibilizações de direitos trabalhistas, desde que
respeitados os direitos absolutamente indisponíveis.
A decisão foi unânime. Com informações da assessoria
de imprensa do TRT-15.
Clique
aqui para ler o acórdão
Processo 0011180-86.2023.5.15.0188
Fonte: Consultor Jurídico

15/06/2026 -
INPC ficou em 0,65% em maio e acumula 3,36% no ano
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC
teve alta de 0,65% em maio, 0,16 p.p. abaixo do
resultado observado em abril (0,81%). No ano, o INPC
acumula alta de 3,36% e, na ótica dos últimos 12
meses, o índice ficou em 4,42%, acima dos 4,11% dos
12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025,
a taxa foi de 0,35%.
Os produtos alimentícios saíram de 1,37% em abril
para 1,33% em maio. A variação dos não alimentícios
passou de 0,63% em abril para 0,43% em maio.
Quanto aos índices regionais, a maior variação
ocorreu em Campo Grande (1,49%), influenciada pela
alta da energia elétrica residencial (13,30%) e das
carnes (2,61%). A menor variação ocorreu em Vitória
(0,34%), por conta do recuo da camisa/camiseta
masculina (-3,28%) e do automóvel usado (-2,04%).
Fonte: IBGE

15/06/2026 -
Centrais sindicais denunciam à OIT ofensiva contra o
fim da escala 6×1
Diretor-geral da Organização Internacional do
Trabalho recebeu carta que expõe o apoio de
bolsonaristas e entidades patronais a trabalho pago
por hora e acordos individuais
As centrais sindicais entregaram ao diretor-geral da
OIT (Organização Internacional do Trabalho), Gilbert
Houngbo, nesta quarta-feira (10), uma carta em que
manifestam preocupação com a iniciativa bolsonarista
que ataca a PEC (Proposta de Emenda à Constituição)
pelo fim da escala 6×1. O documento pede que a
entidade acompanhe a tramitação da proposta
alternativa apresentada pela extrema direita, a PEC
(12/26), encabeçada pelos senadores Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), bem como a
atuação das entidades patronais que têm apoiado a
iniciativa.
A carta das centrais foi entregue em mãos por
dirigentes sindicais presentes na 114ª Conferência
Internacional do Trabalho (CIT), que acontece em
Genebra, na Suíça. O texto denuncia a tentativa dos
bolsonaristas, apoiados pelas entidades que apoiaram
o Golpe de 2016, em trazer uma pauta de trabalho
pago por horas trabalhadas e de livre pactuação
contratual entre empregadores e empregados, como
forma de interditar o debate sobre o fim da escala
6×1, que avança no Congresso Nacional.
“A iniciativa surge em contexto especialmente
sensível. Após ampla mobilização social e sindical,
a Câmara dos Deputados aprovou proposta de redução
da jornada de trabalho para 40 horas semanais,
conforme consagrado na Convenção nº 47 da OIT, com
garantia de duas folgas por semana e superação da
escala 6×1. Essa conquista expressa uma demanda
civilizatória da sociedade brasileira por mais
descanso, saúde, convivência familiar e
redistribuição dos ganhos de produtividade
acumulados pela economia”, diz o documento.
“Em vez de acolher esse movimento de avanço social,
a PEC nº 12/2026 oferece resposta regressiva. Ao
deslocar o centro de gravidade do Direito do
Trabalho para a pactuação individual direta, a
proposta fragiliza a negociação coletiva, enfraquece
a representação sindical e transfere ao trabalhador
o risco econômico da atividade empresarial”,
completam as centrais.
O conteúdo do texto ainda traz preocupação com a
campanha pública de entidades patronais, com
anúncios pagos, em apoio à medida.
Segundo os sindicalistas, a PEC 12/26 “apresenta
graves riscos de incompatibilidade com os
compromissos internacionais” à luz das convenções da
OIT e ainda “não reduz a jornada, não se preocupa
com a saúde, não amplia o descanso, não fortalece a
distribuição social dos ganhos de produtividade”,
como preconiza a Organização.
Por fim, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB), a Central Única dos Trabalhadores
(CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a
Força Sindical, a Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST) e a Central dos Sindicatos
Brasileiros (CSB), pedem que a OIT se atente à
tramitação da proposta da extrema direita brasileira
e acompanhe as atividades das entidades patronais,
uma vez que elas têm conduzido campanha incompatível
com os princípios da liberdade sindical, autonomia
das organizações de trabalhadores e promoção da
organização coletiva.
Fonte: Portal Vermelho

15/06/2026 -
Motta designa Leo Prates para relatar projeto de lei
do governo sobre redução de jornada
O relator deve manter no projeto de lei o mesmo
texto da PEC que acabou com a escala 6x1, aprovada
em maio pela Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), designou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA)
como relator do Projeto de Lei 1838/26, enviado pelo
governo federal, que trata da redução da jornada de
trabalho no país.
Prates foi o relator da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que reduziu a jornada semanal de
trabalho de 44 para 40 horas e acabou com a escala
de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1),
estabelecendo a escala de cinco dias de trabalho por
dois de folga (5x2). A PEC foi aprovada pela Câmara
dos Deputados em 27 de maio e atualmente está em
análise no Senado Federal.
Em publicação em suas redes sociais, Hugo Motta
afirmou que a intenção é manter no projeto de lei o
mesmo texto que foi aprovado na PEC. "Isso demonstra
nosso compromisso com a classe trabalhadora e com as
prioridades do país", destacou.
Destravamento da pauta
De acordo com Motta, a tramitação célere da proposta
do Poder Executivo também tem como objetivo
destravar a pauta de votações da Câmara dos
Deputados. Com isso, os parlamentares pretendem
avançar na análise de outras matérias consideradas
prioritárias e de grande relevância para o país,
como o Marco Legal da Inteligência Artificial (IA) e
o projeto que aumenta o limite de faturamento anual
permitido para o microempreendedor individual (MEI).
Próximos passos
O Projeto de Lei 1838/26, que altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) para fixar a duração
normal do trabalho em até 40 horas semanais, aguarda
a apresentação do parecer pelo relator.
Por ter sido enviado pelo Poder Executivo com regime
de urgência, o projeto está trancando a pauta de
votações do Plenário, que não pode deliberar sobre
determinados assuntos.
Fonte: Agência Câmara

15/06/2026 -
Inflação de maio fica em 0,58%, influenciada por
preço dos alimentos
Em 12 meses, IPCA soma 4,72% e fica fora de
limite de tolerância
O preço dos alimentos pressionou o bolso dos
brasileiros em maio e representou metade da
inflação, que variou 0,58%, no mês passado.
O resultado mostra que o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu força em relação
aos dois meses anteriores. Entretanto, fez com que o
acumulado de 12 meses chegasse a 4,72%, saindo do
limite de tolerância estipulado pelo governo.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A meta de inflação estipulada pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de
1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou para menos,
ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.
Desde o início de 2025, o período de avaliação da
meta é referente aos 12 meses imediatamente passados
e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). O
teto é descumprido se a inflação estourar o
intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
A última vez que o acumulado de 12 meses ficou fora
do limite havia sido em outubro de 2025, quando
marcou 4,68%.
Fonte: Agência Brasil

15/06/2026 -
Convenção coletiva não pode tirar plano de saúde de
aposentado por invalidez
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos do
Tribunal Superior do Trabalho anulou parcialmente
uma cláusula da convenção coletiva do setor de
transporte coletivo do Espírito Santo que permitia
excluir aposentados por invalidez do plano de saúde
custeado pelo empregador. Para a maioria do
colegiado, embora o vínculo trabalhista esteja
suspenso, o trabalhador está em situação de
vulnerabilidade em razão da incapacidade.
A cláusula fazia parte das Convenções Coletivas de
Trabalho de 2021/2022 e 2022/2023 entre o Sindicato
das Empresas de Transportes de Passageiros do
Espírito Santo, o Sindicato das Empresas de
Transporte Metropolitano da Grande Vitória e o
Sindicato dos Trabalhadores em Transportes
Rodoviários do Espírito Santo.
Na ação anulatória, o Ministério Público do Trabalho
alegou, entre outros pontos, que a previsão violava
o princípio da isonomia. Para o órgão, se não há
rompimento do vínculo, não há justificativa
plausível para garantir o plano de saúde em outras
situações de suspensão contratual e negá-lo aos
aposentados por invalidez.
O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES),
porém, rejeitou a pretensão. Conforme o TRT-17, não
há norma legal que assegure a extensão do plano de
saúde ao aposentado por invalidez. O MPT, então,
recorreu ao TST.
Invalidez gera vulnerabilidade
Prevaleceu, no julgamento do caso pela SDC, o voto do
ministro Lelio Bentes Corrêa. Ele observou que a
aposentadoria por invalidez gera uma situação de
vulnerabilidade para o trabalhador, cuja saúde
mental e física está fragilizada diante da
incapacidade para o trabalho. Por isso, ressaltou a
importância do plano de saúde, essencial para o
direito fundamental à saúde.
O ministro lembrou que o TST tem jurisprudência
consolidada (Súmula 440) em ações individuais que
garante a manutenção do plano de saúde a empregados
com contrato suspenso em razão de benefício
previdenciário, inclusive a aposentadoria por
invalidez.
Ficaram vencidos os ministros Aloysio Corrêa da
Veiga (hoje aposentado) e Ives Gandra Martins Filho
e as ministras Dora Maria da Costa (hoje aposentada)
e Maria Cristina Peduzzi (relatora), que negaram
provimento ao recurso ordinário, e o ministro Agra
Belmonte, que votou para afastar a exclusão nos
casos de acidente de trabalho ou doenças
profissionais. Com informações da assessoria de
imprensa do TST.
Clique
aqui para ler o acórdão
ROT 119-59.2023.5.17.0000
Fonte: Consultor Jurídico

12/06/2026 -
Quem
acorda cedo para o Brasil?
Carta dos empresários contra a redução da
jornada e da escala revela velha tradição nacional:
atribuir ao capital, os méritos do trabalho e aos
trabalhadores os custos do desenvolvimento.
Marcos Verlaine*
Entre o slogan e a realidade existe algo de
revelador — e até involuntariamente cômico —
refiro-me ao título escolhido por entidades
empresariais para a carta divulgada, nesta
terça-feira (9), contra a redução da jornada de
trabalho e o fim da escala 6x1: “Carta para o Brasil
que Acorda Cedo”¹.
A frase parece sugerir que existe um grupo
específico de brasileiros responsável por despertar
antes do sol nascer, mover a economia, gerar riqueza
e sustentar o País. E, pelo contexto da carta, esse
grupo seria justamente o empresariado que agora
pressiona o Senado a barrar mudanças nas regras da
jornada de trabalho.
A ideia tem força como peça de marketing. Como
descrição da realidade, porém, encontra
dificuldades.
Quem pega ônibus lotado às 4 ou 5 da manhã para
atravessar a cidade não costuma ser o dono da
empresa. Quem enfrenta 2 ou 3 conduções para chegar
ao trabalho também não. Quem permanece 10, 12 ou até
mais horas fora de casa entre deslocamento e
expediente raramente ocupa assento em conselho de
administração.
O “Brasil que acorda cedo” tem rosto muito mais
próximo do trabalhador da indústria, do comércio,
dos serviços, da construção civil, da limpeza
urbana, da enfermagem, dos transportes e da educação
do que dos signatários da carta empresarial.
O País que pega ônibus
Existe diferença fundamental entre acordar cedo para
administrar patrimônio e acordar cedo porque não há
alternativa.
Milhões de brasileiros deixam suas casas antes do
amanhecer não por escolha, mas por necessidade.
Enfrentam congestionamentos quilométricos, sistemas
de transporte público frequentemente precários,
tarifas elevadas, insegurança e longos deslocamentos
diários.
Em muitas regiões metropolitanas, 2, 3 ou até 4
horas gastas em deslocamentos tornaram-se parte
invisível da jornada de trabalho, que hoje por conta
da contrarreforma trabalhista não conta como
jornada.
Quando finalmente chegam ao emprego, encontram
frequentemente escalas que comprimem a vida pessoal,
reduzem o convívio familiar e dificultam até mesmo
atividades básicas de lazer, estudo ou descanso.
É esse trabalhador que sustenta supermercados,
hospitais, escolas, fábricas, restaurantes, centros
logísticos e serviços essenciais.
Sem ele, não há empresa funcionando. Sem ele, não há
faturamento. Sem ele a empresa não abre, não
funciona. Sem ele, não há lucro.
A velha inversão brasileira
A carta empresarial também revela característica
histórica das elites econômicas brasileiras: a
tendência de apresentar interesses privados como se
fossem interesses universais.
Ao longo da história nacional, toda ampliação de
direitos trabalhistas foi recebida com previsões
apocalípticas.
Foi assim com a regulamentação das férias. Foi assim
com o descanso semanal remunerado. Foi assim com o
13º salário. Foi assim com a licença-maternidade.
Foi assim com a limitação da jornada de trabalho.
Foi assim com a própria Consolidação das Leis do
Trabalho.
Em diferentes épocas, setores empresariais
anunciaram desemprego em massa, colapso econômico e
perda de competitividade. Essas “catástrofes” nunca
ocorreram e o País não apenas sobreviveu como
cresceu.
Isso não significa que toda mudança legislativa seja
necessariamente perfeita ou isenta de custos.
Significa apenas que previsões catastrofistas
costumam aparecer sempre que o debate envolve
repartir de forma menos desigual os ganhos de
produtividade.
Trabalhar para viver ou viver para trabalhar?
A discussão sobre a escala 6x1 expõe a questão mais
profunda. Qual deve ser a finalidade do trabalho?
Para muitos trabalhadores, o problema não se resume
ao número de horas trabalhadas. Trata-se da
impossibilidade de construir uma vida para além do
emprego, do trabalho.
A escala 6x1 frequentemente transforma o domingo ou
a única folga semanal em intervalo destinado à
recuperação física, não ao descanso verdadeiro.
Falta tempo para a família. Falta tempo para os
filhos. Falta tempo para estudar. Falta tempo para
lazer. Falta tempo simplesmente para viver. Falta
tempo!
A reação de parte do empresariado sugere visão
segundo a qual qualquer redução desse tempo
disponível representaria ameaça à economia.
Mas uma pergunta permanece sem resposta: qual o
sentido do desenvolvimento econômico se esse não
resultar em melhoria das condições de vida das
pessoas que produzem essa riqueza?
Quem realmente acorda cedo
O slogan da carta empresarial talvez tenha acertado em
uma coisa: o debate é mesmo sobre o Brasil que
acorda cedo.
A divergência está em identificar quem é esse
Brasil. Não é o Brasil das salas de reunião. Não é o
Brasil dos relatórios corporativos. Não é o Brasil
que assina manifestos.
É o Brasil que enfrenta filas, ônibus, metrôs
lotados, jornadas extenuantes e salários
frequentemente insuficientes, que são aviltantes e
imorais.
É o Brasil que produz. É o Brasil que atende. É o
Brasil que constrói. É o Brasil que entrega. É o
Brasil que limpa. É o Brasil que cuida. É o Brasil
da imensa maioria dos brasileiros. É o Brasil dos
trabalhadores.
Talvez por isso a frase escolhida pelos empresários
produza efeito inesperado. Ao tentar falar em nome
de quem acorda cedo, acaba lembrando quem realmente
acorda.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
_______________
¹ Empresariado entra em campo para salvar escala 6x1
-
https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/92981-empresariado-entra-em-campo-para-salvar-escala-6x1
Fonte: Diap

11/06/2026 -
A verdadeira modernização é a redução da jornada e o
fim da escala 6×1
A luta pela redução da jornada e pelo fim da escala
6×1 responde, sobretudo, aos anseios de
trabalhadores e trabalhadoras de setores marcados
por longas jornadas e baixos salários, uma realidade
que amplia os lucros patronais enquanto impõe aos
empregados os limites da mera sobrevivência.
Essa relação é permeada por mecanismos de exploração
e dominação, evidenciados pela resistência de
segmentos da elite financeira e empresarial às
mudanças reivindicadas pelos trabalhadores.
As vozes que hoje defendem a remuneração por hora
estão, na prática, propondo o fim do descanso
semanal remunerado (DSR). Da mesma forma, a defesa
da negociação direta com o patrão busca enfraquecer
a organização sindical e a negociação coletiva,
pilares reconhecidos pelas normas da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) e presentes nas
democracias contemporâneas.
Cabe, então, a pergunta: essas vozes do setor
patronal estão realmente preocupadas com a
produtividade e o desenvolvimento humano ou com a
preservação de mecanismos históricos de coerção e de
manutenção dos privilégios de classe?
Sob o pretexto de oferecer “liberdade de escolha”, a
PEC 12/2026 promove, na verdade, a precarização do
emprego. Trata-se de um retrocesso que abre caminho
para aberrações como uma eventual “escala 7×0”. Não
é difícil imaginar as consequências para o
trabalhador que se recusar a cumprir exigências
desumanas em um ambiente de trabalho submetido a
tamanha pressão.
Na vida real, o empregado não negocia em condições
de igualdade. Muitas vezes, é levado a aceitar
jornadas exaustivas porque os salários são
insuficientes para cobrir suas necessidades básicas.
Daí a importância do sindicato e da legislação
trabalhista como instrumentos de proteção.
Nesse sentido, a redução da jornada e o fim de uma
escala abusiva representam um avanço possível no
atual momento histórico. Significam um maior
equilíbrio na distribuição do trabalho, do tempo e
da riqueza produzida.
Como assinala o documento da Conclat 2026, é preciso
criar condições para que o trabalhador não apenas
disponha de mais tempo livre, mas também tenha
acesso a melhores oportunidades de formação,
desenvolvimento pessoal e realização de suas
vocações. Ao mesmo tempo, é necessário investir na
geração de trabalho decente no âmbito de um projeto
nacional de desenvolvimento.
Mais do que isso, é fundamental impedir a reprodução
de ideias que, ao longo da história, serviram para
encobrir a exploração e glorificar o sacrifício dos
trabalhadores mais humildes. Em um país que ainda
carrega traços de uma mentalidade elitista e
heranças do escravismo, a proteção legal continua
sendo indispensável para impedir que os
trabalhadores sejam submetidos às formas mais
predatórias do capitalismo.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
José Gozze, presidente da Pública
Fonte: NCST

11/06/2026 -
Senado aprova proteção a trabalhadores resgatados de
trabalho escravo
Uma das medidas é garantia de seis parcelas do
seguro-desemprego
O Senado aprovou nesta terça-feira (9) o projeto PL
5760/2023, que estabelece medidas para proteger
trabalhadores resgatados de condições análogas à
escravidão.
O texto traz obrigações para os empregadores e também
medidas de proteção social para os trabalhadores,
como a inserção no seguro-desemprego, na Seguridade
Social e a possibilidade de adoção de medidas
protetivas, especialmente para as trabalhadoras
domésticas.
O projeto vai à sanção do presidente Luiz Inácio
lula da Silva.
O texto aprovado altera a lei do Seguro-Desemprego
para garantir ao trabalhador resgatado até seis
parcelas do benefício. Também prevê o cruzamento de
dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais
para identificar empregadores com vínculos
suspeitos.
Além disso, a proposta altera a Lei Maria da Penha
para assegurar o acolhimento emergencial das pessoas
regatadas, bem como a inclusão no Cadastro Único
para Programas Sociais (CadÚnico).
Trabalho doméstico
Em relação ao trabalho doméstico, o projeto prevê a
possibilidade de adoção de medidas protetivas
urgentes em situações de violência ou submissão a
condições análogas à escravidão.
De acordo com o relator do projeto, senador Paulo
Paim (PT-RS), as medidas poderão ser determinadas
por um juiz, quando houver indício de violação de
direitos.
Entre as medidas previstas estão o afastamento do
agressor do domicílio ou local de trabalho da
vítima; proibição de contato com a vítima, seus
familiares e testemunhas; proibição de frequentar
determinados lugares para preservar a integridade da
vítima.
A proposta também determina, em casos específicos, o
encaminhamento da vítima e de seus dependentes a
programa de proteção ou acolhimento e o
encaminhamento da pessoa resgatada à rede de
assistência social e psicossocial.
As ações previstas dão ainda autorização para que
auditores-fiscais do trabalho possam adentrar em
domicílios com o consentimento do empregador ou do
empregado, sem necessidade de ordem judicial, quando
houver suspeita de exploração trabalhista.
Segundo Paim, o objetivo é viabilizar a fiscalização
e a responsabilização de empregadores que pratiquem
trabalho escravo, especialmente em residências.
“Tais inovações reconhecem que a violência contra
trabalhadores domésticos, sobretudo trabalhadoras, é
frequentemente atravessada por relações de poder
marcadas por gênero, classe e raça, exigindo
respostas mais firmes e céleres do Estado”, afirmou.
O senador disse ainda que a medida fortalece a rede
de garantias fundamentais aos trabalhadores e
trabalhadoras domésticos.
“Ao trazer essa dimensão de especial proteção, a
proposição reforça o entendimento de que a dignidade
do trabalho doméstico deve ser assegurada com a
mesma intensidade destinada a qualquer outra forma
de trabalho, rompendo com a tradição histórica de
marginalização dessa atividade”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil

11/06/2026 -
Boletim destaca boas práticas em negociações
coletivas no combate à violência contra as mulheres
Publicação reúne 20 cláusulas negociadas que
fortalecem a prevenção da violência de gênero,
promovem a inclusão e ampliam a proteção das
mulheres no ambiente de trabalho.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou,
nesta terça-feira (9), o Boletim nº 19 da série Boas
Práticas em Negociações Coletivas, dedicado ao tema
“Combate à Violência contra as Mulheres”. A
publicação reúne 20 exemplos de cláusulas negociadas
em acordos e convenções coletivas registrados no
Sistema Mediador do MTE em 2025. O conjunto
demonstra como a negociação coletiva pode contribuir
para a prevenção da violência, o acolhimento de
vítimas e a promoção da igualdade de gênero no mundo
do trabalho.
A violência contra as mulheres é um problema social
que produz impactos profundos na vida pessoal,
familiar e profissional das trabalhadoras. Nesse
contexto, a negociação coletiva se apresenta como
uma importante ferramenta de proteção social,
permitindo que sindicatos e empregadores estabeleçam
medidas capazes de ampliar direitos, promover
ambientes de trabalho mais seguros e fortalecer
redes de apoio a mulheres em situação de violência.
As cláusulas selecionadas abordam iniciativas como
campanhas de conscientização e prevenção, divulgação
de informações sobre os mecanismos de proteção
previstos na legislação, incentivo à contratação e à
promoção profissional de mulheres — especialmente
aquelas em situação de vulnerabilidade — além de
ações voltadas ao combate ao assédio e à
discriminação no ambiente de trabalho. Entre os
exemplos destacados estão cláusulas que incentivam a
contratação de mulheres negras, com deficiência,
chefes de família, LGBTQIA+ e mulheres em situação
de violência, bem como compromissos empresariais de
divulgação interna da Lei nº 14.457/2022 e de ações
educativas voltadas à prevenção da violência de
gênero.
De acordo com a coordenadora-geral de Relações do
Trabalho da Secretaria de Relações do Trabalho do
MTE, Rafaele Rodrigues, a negociação coletiva tem
papel estratégico na construção de ambientes de
trabalho mais seguros e inclusivos. “As cláusulas
negociadas demonstram como o diálogo social pode
contribuir para enfrentar diferentes formas de
violência e discriminação, fortalecendo a proteção
das trabalhadoras e promovendo maior igualdade de
oportunidades no mundo do trabalho”, destaca.
A publicação integra a série desenvolvida em
parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego e
o Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que busca
identificar, sistematizar e divulgar experiências
exitosas de negociação coletiva capazes de inspirar
novas iniciativas em diferentes setores econômicos.
Ao reunir exemplos concretos de cláusulas pactuadas
em diferentes regiões do país, o boletim reforça a
importância da negociação coletiva como instrumento
de promoção dos direitos humanos, da equidade de
gênero e da construção de relações de trabalho mais
justas e respeitosas.
Acesse o Boletim nº 19 – Boas Práticas em
Negociações Coletivas
Fonte: MTE

11/06/2026 -
Brasil bate recorde histórico e ultrapassa 726 mil
jovens aprendizes no mercado de trabalho
Entre janeiro e abril de 2026, país registrou
saldo positivo de 54,8 mil contratações,
impulsionado pela Indústria e pelo fortalecimento da
política de aprendizagem profissional, segundo dados
do Novo Caged
O Brasil registrou um saldo positivo de 54.821
jovens aprendizes inseridos no mercado de trabalho
entre janeiro e abril de 2026. Com esse resultado, o
estoque de contratos ativos atingiu, em abril,
726.025 trabalhadores na faixa etária entre 14 e 24
anos — o melhor desempenho já registrado em toda a
série histórica.
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Novo Caged), do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE), responsável por fiscalizar
e acompanhar o cumprimento da Lei da Aprendizagem
(Lei nº 10.097/2000). O saldo positivo representa a
diferença entre admissões e desligamentos no
período.
Para o diretor do Departamento de Políticas de
Trabalho para a Juventude do MTE, João Victor da
Motta, o crescimento contínuo e sustentado da
aprendizagem profissional nos últimos quatro anos
reforça a importância de políticas públicas de
fomento ao primeiro emprego e à qualificação
profissional.
“Esse processo consolida a aprendizagem profissional
como a mais importante ferramenta de inserção
profissional de jovens brasileiros, de forma segura
e protegida, com garantia de direitos trabalhistas e
a oportunidade de aprender com o trabalho”, destaca
Motta.
Do total de 54.821 novos contratos no quadrimestre,
35.751 foram abertos pela Indústria, seguida pelos
setores de Serviços (7.613), Comércio (5.056),
Construção Civil (5.050) e Agropecuária (1.351). A
maior parte dessas vagas está nas áreas de serviços
administrativos (24.943) e produção de bens e
serviços industriais (11.902). O saldo corresponde à
diferença entre admissões e desligamentos.
Apenas no mês de abril, o saldo de novos contratos
foi de 8.772. Desse total, 2.733 foram abertos na
Indústria, seguida pelo Comércio (2.547), Serviços
(2.010), Construção Civil (835) e Agropecuária
(647).
Fonte: MTE

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