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25/05/2026 -
Semana decisiva para o fim da escala 6x1 mobiliza
trabalhadores e centrais sindicais em Brasília
Esta semana será decisiva para a luta pelo fim da
escala 6x1. Entre os dias 25 e 28 de maio, a Câmara
dos Deputados deve avançar na análise da PEC que
reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem
redução salarial, com transição do modelo 6x1 para a
escala 5x2.
A primeira etapa acontece nesta segunda-feira, 25,
às 17h, com a apresentação do relatório da proposta
por parlamentares da comissão especial. A
expectativa das centrais sindicais é ampliar a
pressão política e social pela aprovação do texto
logo após a divulgação do parecer.
Na quarta-feira, 27, a partir das 14h, está prevista
a votação da matéria na comissão especial da Câmara.
O resultado é acompanhado com atenção pelo movimento
sindical, que considera este um momento estratégico
para consolidar apoio à proposta.
Caso avance, a PEC poderá ser analisada pelo
plenário da Câmara já na manhã de quinta-feira, 28.
Para as entidades sindicais, a votação representa um
passo histórico rumo à melhoria da qualidade de vida
da classe trabalhadora.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
convocou dirigentes, federações e sindicatos de todo
o país para acompanharem presencialmente a
tramitação da proposta no Congresso Nacional e
fortalecerem, de forma pacífica, a mobilização pela
redução da jornada semanal.
Calendário da tramitação:
• 25 de maio, segunda-feira, às 17h – apresentação do
relatório;
• 27 de maio, quarta-feira, às 14h – votação na
comissão especial;
• 28 de maio, quinta-feira, pela manhã – possível
votação em plenário.
Fonte: NCST

25/05/2026 -
“Nós queremos acabar com a escala 6x1
imediatamente”, afirma Luiz Marinho na ALMG
Ministro do Trabalho e Emprego reafirmou apoio do
Governo do Brasil à redução da jornada para 40 horas
semanais sem redução salarial
Durante audiência conjunta da Comissão do Trabalho,
da Previdência e da Assistência Social e da Comissão
de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de
Minas Gerais (ALMG), realizada na quinta-feira (21),
em Belo Horizonte (MG), o ministro do Trabalho e
Emprego, Luiz Marinho reafirmou a defesa da redução
da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem
redução salarial, e do fim imediato da escala 6x1.
Ao destacar a mobilização popular em torno do tema,
o ministro ressaltou o protagonismo das mulheres e
da juventude no debate. “Quero cumprimentar
especialmente as mulheres e a juventude que, com seu
grito, colocaram a redução em pauta: nós queremos
acabar com a escala 6x1 imediatamente”, afirmou.
O ministro destacou o clamor da sociedade,
especialmente das mulheres e da juventude, pela
redução da jornada de trabalho sem diminuição de
salários e reafirmou o apoio do Governo do Brasil à
proposta. Segundo ele, o Projeto de Lei nº 1.838/26,
encaminhado ao Congresso Nacional, prevê a redução
imediata da jornada para 40 horas semanais, com duas
folgas por semana, sem impacto nos salários dos
trabalhadores.
“Tenho certeza de que o Congresso vai ouvir o clamor
popular e aprovar a mudança”, afirmou Luiz Marinho
aos trabalhadores e representantes de entidades
presentes à audiência pública na Assembleia
Legislativa de Minas Gerais.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da
República, Guilherme Boulos, também participou da
audiência e defendeu que a redução da jornada de
trabalho pode contribuir para o aumento da
produtividade e da qualidade de vida dos
trabalhadores. Ao relembrar debates anteriores sobre
direitos trabalhistas, destacou que previsões
negativas não se concretizaram.
“Em 1988, quando a jornada foi reduzida para 44
horas, diziam que o Brasil ia quebrar. Quando
aumentou o salário mínimo, disseram que ia quebrar,
mas nada disso aconteceu. O que aumenta a
produtividade é dar tempo ao trabalhador para cursos
de qualificação; é baixar os juros”, afirmou.
O presidente da Comissão Especial, Alencar Santana
(PT-SP), anunciou que o relatório final do relator,
deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), será
lido nesta segunda-feira (25) e, em seguida,
encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados.
Segundo Alencar Santana, o cenário atual é favorável
à aprovação da proposta. “O momento político mudou,
agora temos condições de aprovar”, afirmou.
Fonte: MTE

25/05/2026 -
Fim da 6×1 deve ter prazo para entrar em vigor caso
PEC seja aprovada
Discussão é estabelecer período para que empresas
adaptem suas escalas
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê
o fim da escala de trabalho 6×1 vai prever um
período mínimo para que as novas regras entrem em
vigor. Esse prazo vai começar a contar da
promulgação do projeto em sessão conjunta da Câmara
dos Deputados e do Senado. Há três alternativas de
prazo sobre a mesa, de 60 dias, 90 dias e 120 dias.
Com isso, há uma possibilidade de o dia extra de
folga entrar em vigor no meio do período eleitoral.
Caso seja aplicado um período de 90 dias e a PEC
seja finalizada em julho, por exemplo, ela entraria
em vigor em outubro. O fim da escala 6×1 é uma das
principais bandeiras eleitorais do presidente Lula
nas eleições deste ano, na qual ele tenta a
reeleição.
O texto em discussão também deve prever um prazo de
transição para a redução da jornada semanal que hoje
é de 44 horas e passará a ser de 40 horas.
Neste caso, há duas possibilidades em discussão: de
três anos, sendo uma hora neste ano e depois uma a
cada 12 meses e de dois anos; e de duas horas em
2026 e uma hora a cada 12 meses.
Segundo interlocutores do governo, o martelo será
batido até segunda-feira, quando está prevista a
apresentação do relatório da PEC, do deputado Leo
Prates (Republicanos-BA), na comissão especial que
analisa a proposta.
Prates deverá se reunir até segunda com o ministro
do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
para fechar os detalhes do relatório. Motta também
deverá se reunir com o presidente Lula antes da
apresentação do texto.
Há outro ponto polêmico pendente de negociação diz
respeito ao pagamento da horas descontadas da
jornada atual e não trabalhada. Para aliviar o custo
para os empregadores durante a transição, uma das
ideias é retirar a incidência sobre encargos, como
13º e férias, sobre essa hora trabalhada.
Como existem no país vários tipos de escala de
trabalho, como 12×36, por exemplo, adotada na área
da saúde, o texto da PEC deve ser genérico: limitar
a carga horária semanal a 40 horas semanais com dois
dias de descanso remunerados, seguidos ou não.
Jornadas acima desse teto poderão ser negociadas com
os sindicatos via acordos ou convenções coletivas,
com adoção de banco de horas ou pagamento de hora
extra.
Trabalhadores com carga horária menor ou igual a 36
horas não terão redução automática de quatro horas.
Contudo, isso poderá ser negociado com sindicatos.
A carga horária para as categorias que têm regras
específicas, como aeronautas, por exemplo, será
tratada posteriormente em outro projeto, enviado
pelo Executivo ao Congresso.
Fonte: Agência O Globo

22/05/2026 -
Ganho real supera inflação nas negociações de 2026
DIEESE aponta que 90,2% das negociações salariais
de 2026 garantiram reajustes acima da inflação até
abril
Os reajustes salariais de 2026 seguem positivos no
Brasil. Levantamento do DIEESE mostrou ganhos reais
em 90,2% das negociações analisadas até abril deste
ano. (Confira
o estudo completo)
Além disso, a variação real média alcançou 1,81%
acima da inflação medida pelo INPC. O estudo
utilizou dados registrados no sistema Mediador, do
MTE.
Nas negociações da data-base abril, cerca de 94% dos
reajustes ficaram acima da inflação. Outros 4,3%
apenas recompuseram perdas inflacionárias
registradas anteriormente.
Por outro lado, somente 2,2% dos acordos analisados
ficaram abaixo do índice inflacionário. A variação
real média dos reajustes de abril atingiu 1,39%
acima do INPC.
O DIEESE informou ainda que categorias com data-base
em maio precisam negociar reajuste mínimo de 4,11%
para recompor integralmente o poder de compra
salarial.
Serviço teve melhor desempenho
Entre os setores econômicos, os serviços apresentaram
melhor desempenho. Ganhos reais ocorreram em 91,7%
das negociações, enquanto a variação média atingiu
2,01% acima inflação.
Além disso, o setor rural registrou ganhos reais em
90,3% das negociações. Na indústria, o percentual
chegou a 89,2%, seguido pelo comércio, com 85,7%.
Regionalmente, o Centro-Oeste liderou os resultados
positivos. A região registrou ganhos reais em 93,2%
das negociações e variação média salarial de 2,24%.
O levantamento também mostrou que não houve
reajustes parcelados nas negociações de abril.
Entretanto, reajustes escalonados apareceram em 7,6%
dos acordos coletivos registrados.
De acordo com o DIEESE, o valor médio dos pisos
salariais negociados entre janeiro e abril ficou em
R$ 1.867. Já o piso mediano alcançou R$ 1.736.
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/05/2026 -
Centrão recua e pede retirada da emenda das 52 horas
após repercussão negativa
MDB, PP, PSD, Republicanos e União Brasil
abandonam proposta criticada por ampliar jornada
semanal e adiar fim da 6x1
Líderes de partidos do Centrão pediram nesta
quarta-feira (20) a retirada de tramitação da emenda
à PEC do fim da escala 6×1 que criava brechas para
jornadas de 52 horas semanais e adiava a redução da
carga horária por dez anos.
O recuo acontece após a forte repercussão negativa
da proposta nas redes sociais e da pressão gerada
pela divulgação do conteúdo da emenda apresentada
pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS).
Em nota conjunta, líderes do MDB, Republicanos, PSD,
Podemos, União Brasil, PP e da federação
PSDB-Cidadania afirmaram que solicitaram ao
presidente da Câmara, Hugo Motta, a retirada da
tramitação da proposta para evitar “distorções que
comprometem a clareza do debate e a compreensão da
proposta”.
Assinam a nota Isnaldo Bulhões Jr., líder do MDB e
do bloco parlamentar, Augusto Coutinho, líder do
Republicanos, Antonio Brito, líder do PSD, Rodrigo
Gambale, líder do Podemos, Pedro Lucas Fernandes,
líder do União Brasil, Doutor Luizinho, líder do PP,
e Adolfo Viana, líder da federação PSDB-Cidadania.
A movimentação representa um desembarque em massa do
Centrão da proposta que havia sido defendida por
parlamentares ligados à extrema direita e ao setor
empresarial.
A emenda alterava profundamente a PEC 221/2019, que
originalmente previa redução gradual da jornada
semanal para 36 horas. Na prática, o texto reduzia a
meta para 40 horas, criava brechas para jornadas de
até 52 horas semanais, ampliava o poder de acordos
individuais sobre regras trabalhistas e adiava a
implementação das mudanças por dez anos.
Entre os parlamentares que assinaram a proposta
estavam alguns dos principais nomes da extrema
direita no Congresso Nacional, como Nikolas
Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem,
Caroline de Toni, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, Bia
Kicis, Mario Frias, Sóstenes Cavalcante, Marco
Feliciano e Zé Trovão.
Além da autorização para ampliação da jornada
semanal em até 30% acima do limite constitucional, o
texto também ampliava o chamado negociado sobre o
legislado em temas como banco de horas, escalas,
teletrabalho, trabalho intermitente e intervalos.
Outro ponto criticado por parlamentares e entidades
trabalhistas era a possibilidade de flexibilização
de direitos sem necessidade de compensações
adicionais aos trabalhadores.
A proposta também previa redução de encargos
patronais, incluindo corte de 50% da contribuição ao
FGTS e benefícios tributários para empresas que
adotassem o novo regime.
A repercussão negativa da proposta provocou uma
série de recuos dentro do Congresso.
Na terça-feira (19), o deputado Eunício Oliveira (MDB-CE)
pediu a retirada de sua assinatura após afirmar ao
ICL Notícias que havia assinado a proposta de
maneira inadvertida. Por meio da assessoria, o
parlamentar reforçou que defende o fim da escala 6×1
desde o ano passado.
Também na terça-feira, o líder da bancada do PDT na
Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), retirou
sua assinatura da proposta após pressão interna
dentro do partido.
O recuo dos líderes partidários agora coloca em
dúvida a continuidade da tramitação da proposta e
evidencia o desgaste político provocado pela
repercussão pública do texto.
Fonte: iclnotícias

22/05/2026 -
Flávio Bolsonaro defende manutenção da escala 6×1 e
mais precarização
Ideia de um regime alternativo à CLT, baseado em
pagamento por hora trabalhada, aprofunda a lógica do
trabalho intermitente criado na reforma trabalhista
Em meio ao colapso acelerado de sua candidatura à
Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
resolveu entrar no debate sobre a jornada de
trabalho. Avesso à proposta de 40 horas semanais e
ao fim da escala 6×1, o senador defendeu uma nova
rodada de precarização, transferindo ainda mais
riscos e insegurança aos trabalhadores.
Enquanto o governo Lula e a Câmara Federal discutem
qualidade de vida, saúde mental, produtividade e
dignidade no trabalho, Flávio escolheu falar a
linguagem do empresariado que defende mão de obra
mais barata, flexível e descartável. Em nota
divulgada nesta terça-feira (19), ele propõe a
formalização da instabilidade.
Sua ideia de um regime alternativo à CLT, baseado em
pagamento por hora trabalhada, aprofunda a lógica do
trabalho intermitente criado na reforma trabalhista
de 2017. É a institucionalização do bico permanente,
com o trabalhador disputando migalhas de direitos.
Flávio repete a propaganda da reforma trabalhista:
prometer empregos e prosperidade, mas entregar
baixos salários e instabilidade. O senador afirmou
que o trabalhador receberia “pelas horas de
trabalho, com a garantia de todos os direitos
trabalhistas, como décimo terceiro, Fundo de
Garantia, férias. Obviamente, proporcionais às horas
de trabalho”.
A frase esconde a essência do projeto: fragmentar
renda, reduzir direitos e institucionalizar jornadas
imprevisíveis. Na prática, significa transformar
salário estável em remuneração variável e transferir
ao trabalhador toda a insegurança econômica.
Flávio ainda tenta vender precarização como
liberdade individual. “Se quiserem, vão trabalhar
mais. E, se não puderem trabalhar tanto, se
precisarem de mais flexibilidade, isso também estará
atendido por esta legislação”, declarou. É a velha
prática de embalar precarização em retórica de
modernidade.
O discurso ignora a realidade brasileira. Onde
Flávio insinua vontade, existe necessidade. Quem
trabalha 10, 12 ou 14 horas por dia geralmente não o
faz porque “quer”, mas porque precisa sobreviver.
Num país marcado por endividamento e baixos
salários, falar em “liberdade de escolha” serve
apenas para mascarar relações profundamente
desiguais.
A ideia de que “a jornada do trabalhador tem que ser
a que ele quiser” soa como ficção. Em qual setor o
empregado define sozinho sua escala, seus horários
ou sua carga de trabalho? O que Flávio chama de
flexibilidade amplia, na verdade, o poder patronal
sobre jornadas fragmentadas, convocações
imprevisíveis e renda instável.
Ao chamar a proposta de redução da jornada de
“inoportuna e eleitoreira”, o senador deixa claro o
lado que escolheu. Para ele, debater qualidade de
vida é oportunismo; transformar direitos em
pagamento proporcional é virtude. Inoportuno, na
verdade, é para empresários que lucram com a
exaustão.
Com essa declaração, Flávio Bolsonaro sinaliza que o
PL votará contra uma demanda popular concreta,
apoiada por mais de 70% dos brasileiros. Enquanto
isso, o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), reafirma que o fim da escala 6×1
vai passar. A pressão social cresce, o movimento
sindical se mobiliza e o tema ganhou centralidade no
debate público.
Chega de espera! A manobra de Flávio Bolsonaro não
freará a mudança – mas ajuda a deixar ainda mais
evidente quem está ao lado dos trabalhadores e quem
continua defendendo jornadas exaustivas em nome dos
interesses patronais.
Fonte: Portal Vermelho

22/05/2026 -
Deputados pedem mobilização para garantir que escala
6x1 seja extinta ainda neste ano
Assunto foi debatido na Assembleia Legislativa de
Minas Gerais nesta quinta, dentro do projeto Câmara
pelo Brasil
Ministros e integrantes da comissão especial que
analisa o fim da escala de trabalho 6x1 na Câmara
dos Deputados garantiram que o projeto deverá ser
votado até quinta-feira, dia 27. O relator, deputado
Leo Prates (Republicanos-BA) adiantou que entregará
o texto na segunda-feira, e o autor da proposta,
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), assegurou que há
acordo para a votação.
“Nós fizemos acordo: redução para 40 horas, dois
dias de descanso sem redução do salário e
valorização da convenção coletiva, porque eu tenho
certeza que nós vamos empoderar os sindicatos”,
disse Lopes.
Ele apresentou a proposta em 2019. "Nada justifica
que o trabalhador não tenha dois dias de folga na
semana em pleno século XXI." Ele citou ainda estudos
que mostram que os empregados que trabalham na
escala 6x1 são aqueles que ganham menos.
“Os estudos do Ipea e do Dieese comprovam: quem
trabalha 44 horas [semanais] tem a mesma
escolaridade, tá ocupando a mesma função e ganha R$
31.500 a menos.”
Lopes afirmou ainda que dois terços dos
trabalhadores brasileiros já estão na escala 5x2,
com duas folgas semanais.
Segundo o ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz
Marinho, as empresas “mais inteligentes” decidiram
testar o fim da jornada semanal de seis dias, porque
tinham vagas e não conseguiam preencher devido à
escala de trabalho.
“Tem um empresário que resolveu testar o fim da
escala 6x1 porque ele queria comprovar a convicção
contrária ao fim da escala 6x1, veja só a ironia. Só
que deu tanto resultado que ele diminuiu
drasticamente as faltas existentes, preencheu as
vagas abertas que não conseguia preencher na escala
6x1, aí ele resolveu dar o braço a torcer e
implantou a 5x2 em todas as suas unidades”, contou.
Pontos inegociáveis
O relator Leo Prates assegurou que alguns pontos são
inegociáveis. Dentre eles, a redução da jornada de
44 para 40 horas por semana sem corte salarial,
assim como dois dias de folga semanais e o
fortalecimento da negociação coletiva. Para garantir
a aprovação da proposta, no entanto, o parlamentar
pediu mobilização dos trabalhadores.
“Nós temos que saber o nosso tamanho, na maioria das
matérias em que houve divergência muito dura, nós
tivemos, em média, 114 votos, nós precisamos chegar
a 308. O que é que nós precisamos? Que os movimentos
estejam mobilizados, que nós tenhamos que ceder o
mínimo possível.”
O debate sobre o fim da escala 6x1 ocorreu na
Assembleia Legislativa de Minas Gerais, como parte
do projeto Câmara pelo Brasil.
Fonte: Agência Câmara

21/05/2026 -
Relator adia parecer da PEC da escala 6x1 para
negociar transição
Texto estava previsto para esta quarta-feira, mas
ficou para segunda após impasse sobre a
implementação da nova jornada. Relator diz que
pontos centrais estão acertados, incluindo 40 horas
semanais, dois dias de folga e manutenção dos
salários.
O relator da PEC que acaba com a escala de trabalho
6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), adiou
para a próxima segunda-feira (25) a apresentação do
relatório final da proposta na Câmara. O texto
estava previsto para ser apresentado nesta
quarta-feira (20), mas ainda depende de acordo sobre
o período de transição para a nova jornada.
A decisão foi anunciada por Prates após reunião com
o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB). Segundo o relator, o adiamento
não altera os pontos centrais da proposta, que, de
acordo com ele, já estão "pacificados".
A PEC deve prever o fim da escala 6x1, dois dias de
folga por semana, jornada de 40 horas semanais,
manutenção dos salários e fortalecimento das
convenções coletivas.
Impasse está na transição
O principal ponto em aberto é o ritmo de implementação
da mudança. Uma das alternativas em discussão é
fazer a redução da jornada de forma escalonada, com
corte de uma ou duas horas por ano até atingir o
limite de 40 horas semanais.
O governo federal, no entanto, defende que a nova
regra entre em vigor sem período de transição.
Participaram da reunião, além de Prates e Hugo
Motta, os ministros José Guimarães, da Secretaria de
Relações Institucionais, e Luiz Marinho, do Trabalho
e Emprego; o líder do governo na Câmara, Paulo
Pimenta (PT-RS); e o deputado Reginaldo Lopes
(PT-MG), autor da proposta.
Votação pode ocorrer ainda em maio
Prates afirmou que a proposta é prioridade para o
presidente da Câmara. A intenção é aprovar o parecer
na comissão especial e levar o texto ao Plenário
logo em seguida. "O presidente Hugo disse que, assim
que terminar a votação na comissão especial, ele
começa na sequência no plenário", afirmou Prates.
Caso algum parlamentar peça vista, a votação do
relatório no colegiado deve ocorrer na quinta-feira
(28), segundo o presidente da comissão, deputado
Alencar Santana (PT-SP). "Quanto mais consenso
tiver, melhor", disse Alencar. Segundo ele, o tema é
"histórico" e afeta diretamente trabalhadores,
empregadores e o mundo do trabalho.
A expectativa é que a Câmara tente concluir a
análise da proposta ainda em maio. Alencar disse que
a intenção é enviar o texto ao Senado ainda em maio,
"para coroar o mês do trabalhador".
Proposta acaba com escala 6x1
A PEC propõe o fim do modelo em que o trabalhador atua
por seis dias consecutivos e descansa apenas um. O
debate ganhou força no Congresso em meio à pressão
de movimentos de trabalhadores e à defesa de que a
redução da jornada ocorra sem perda salarial.
O relator tenta construir um texto que concilie a
demanda por mais tempo de descanso com as
preocupações de setores empresariais sobre os
impactos econômicos da mudança.
Para Prates, o acordo sobre os pontos principais já
foi fechado, mas ainda é preciso definir como será
feita a adaptação das empresas à nova regra.
Fonte: Congresso em Foco

21/05/2026 -
Motoristas de aplicativos serão contemplados no
Programa Move Brasil com R$ 30 bilhões
O salão nobre da Casa de Portugal, no bairro da
Liberdade – Centro de São Paulo, ficou lotado de
sindicalistas, taxistas, motoboys e motoristas de
aplicativos, na tarde de terça-feira (19), no ato em
que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a
MP - Medida Provisória que cria o Move Aplicativos,
iniciativa que faz parte do programa Move Brasil.
Através dele o Governo Federal destinará R$ 30
bilhões para o financiamento de carros novos pelo
Move Brasil, via BNDES. A medida vai beneficiará
trabalhadores e trabalhadoras que usam carros
alugados ou têm dificuldades para trocar o automóvel
e taxistas, que terão linhas especiais de
financiamento para compra de carros novos a juros
mais baixos.
E permitirá a compra de veículos de modelos
sustentáveis de até R$ 150 mil em até 72 meses, com
seis meses de carência para começar a pagar e juros
baixos. Lula disse que em muitos casos, a prestação
pode custar até metade do que se paga atualmente na
locação de um carro e para mulheres os juros serão
ainda mais baixos.
Nailton Francisco de Souza (Porreta), presidente da
NCST/SP – Nova Central Sindical de Trabalhadores no
Estado de São Paulo, que representou a presidenta
Nacional da NCST, Sônia Zerino, acredita que a
iniciativa do Governo Lula garantirá mais segurança
financeira e confiança nos milhões de profissionais
que atuam nesta modalidade de transportes.
Disse que de forma didática, o presidente explicou
que um carro que custa R$ 143 mil, financiado em 72
meses, vai permitir parcelas R$ 3 mil de
financiamento. Com a vantagem de que investirá em um
patrimônio próprio, pagará a metade do que pagaria
em um carro alugado e terá mesmos despesas com
manutenção e consumo de combustíveis.
Lula comentou que quem trabalha de Uber prefere
alugar o carro porque a manutenção é muito cara. Com
o carro novo, a manutenção vai ser mais rara. “E o
que vai acontecer é que você pagará metade do que
pagava e com um patrimônio que será seu. Esse
dinheiro vai sobrar para o seu filho, sua mulher e
filha. Ele será extraordinariamente vantajoso para
vocês”, prevê o presidente.
Outras medidas
O governo federal também planeja criar outras medidas
para beneficiar motoristas de aplicativos,
especialmente os mototaxistas e motoboys. Entre as
medidas está a criação de 100 pontos de apoio para
motoristas de aplicativos, equipados com banheiros,
áreas de descanso e pontos de carregamento de
celulares.
Outra medida que o governo pretende adotar, segundo
Boulos, é incorporar como acidente de trabalho os
acidentes ocorridos com motoristas de aplicativos.
“Infelizmente é muito frequente o acidente com moto
nas grandes cidades e hoje isso é tratado como
acidente comum. A partir dessa nova definição, que
foi tomada e assinada pelo SUS, todas as UPAs e
prontos socorros do país vão estar orientados a
colocar o prontuário desse acidente como acidente de
trabalho, para que você possa buscar o seu direito
pela justiça”, explicou Boulos.
Em discurso durante o lançamento do programa, o
presidente Lula anunciou que o governo federal está
planejando criar também um programa de financiamento
para os mototaxistas e motoboys.
“Conversamos com várias empresas aqui, mas ainda não
foi possível a gente acertar o ponto. As motos aqui
no Brasil são mais caras. Mas eu ainda sonho em
poder dar aos motoqueiros deste país o direito de
comprar uma moto boa, de qualidade, e com preço mais
acessível financiado pelo governo”, afirmou.
O evento, na Casa de Portugal, reuniu ministros,
sindicalistas, presidentes de bancos e de entidades
patronais como Febraban e Anfavea, além de
ex-ministros e pré-candidatos às eleições.
Também esteve presente ao evento o vice-presidente
da República, Geraldo Alckmin, a primeira-dama,
Janja da Silva, e o advogado-geral da União, Jorge
Messias, que foi bastante aplaudido pelo público
presente.
Fonte: NCST-SP

21/05/2026 -
Lula diz que ouvirá demandas de empresários sobre
fim da escala 6x1
Presidente diz que estará atento a reivindicações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a
redução da jornada de trabalho será feita de forma
colaborativa, com o governo federal atento às
demandas específicas de cada setor econômico, de
forma a beneficiar a sociedade como um todo.
A declaração foi feita após Lula ter recebido, em
São Paulo, uma pauta de reivindicações da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta
terça-feira (19), durante a abertura do Encontro
Internacional da Indústria da Construção (Enic).
“Não se escondam de fazer qualquer proposta para
nós. A construção civil é imprescindível para o
futuro deste país. Em qualquer momento histórico,
ela é quem gera emprego com mais facilidade. É ela
quem pode fazer as coisas acontecerem”, disse o
presidente.
Especificidades de cada categoria
Na sequência, Lula disse que o governo estará atento
às reivindicações relacionadas à redução da escala 6
por 1, que possibilitará, aos trabalhadores
brasileiros, ter dois dias de descanso semanal.
“A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em
conta a especificidade de cada categoria. Ninguém
vai impor isso na marra. É preciso respeitar a
realidade de cada categoria, de cada profissão, de
cada setor econômico, para fazer as coisas
resultarem no benefício que nós queremos para a
sociedade brasileira”, disse ele, na tentativa de
transmitir segurança aos empresários do setor.
“Não fiquem assustados com o fim da escala 6 por 1.
Isso é algo necessário, porque hoje o povo quer mais
tempo para ficar em casa; quer mais tempo para o
lazer; quer mais tempo para estudar e para namorar.
Isso normal porque a sociedade tem avançado muito,
com os avanços tecnológicos”, acrescentou.
Dirigindo-se aos empresários da construção civil,
Lula disse que precisa deles para gerar empregos,
bem como para construir casas e tocar obras de
infraestrutura. “E vocês precisam de mim para fazer
financiamento. É uma via de duas mão. Eu dou e
recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for
assim, não funciona”.
Fonte: Agência Brasil

21/05/2026 -
PEC da 6x1 será prioridade na próxima semana, define
Hugo Motta
Presidente da Câmara também cita apoio à
indústria de fertilizantes e contenção do aumento
dos preços do petróleo.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (19)
que a redução da jornada de trabalho para o fim da
escala 6x1 será prioridade na pauta do Congresso e
pode ser votada já nos próximos dias. Segundo o
deputado, a intenção é concluir a tramitação da
proposta na comissão especial até o dia 27 e levar o
texto ao Plenário na mesma semana em um esforço
concentrado da Casa.
Motta destacou que há um compromisso político de
avançar com a proposta, considerada uma demanda
relevante da sociedade. "A nossa ideia é manter o
cronograma de votação para a semana que vem",
afirmou. Apesar do otimismo, o presidente da Câmara
declarou que ainda não há consenso estabelecido
quanto ao período de transição da proposta junto ao
governo.
Os detalhes, segundo Motta, estão sob administração
do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
com quem ele deve se reunir até a próxima
sexta-feira (22). "Esse é um dos pontos que ainda
faltam ser fechados. Na verdade, nós vamos avançar
para que esse relatório seja entregue o quanto
antes. Esse ajuste final está sendo feito e
construído com muito cuidado", disse.
Outras pautas
Além da PEC da 6x1, Motta também detalhou outras
prioridades discutidas na reunião de líderes, que
deve ocorrer na próxima terça-feira (26). Entre
elas, projetos ligados ao agronegócio, como o
Programa de Desenvolvimento da Indústria de
Fertilizantes (4.371/2024), que busca estimular a
produção nacional de fertilizantes, reduzindo a
dependência externa.
"O Brasil tem hoje uma grande importância do setor
do agronegócio e não é bom para o futuro ficarmos
vulneráveis aos preços de fertilizantes de outros
países."
O presidente da Câmara também citou o projeto de lei
complementar dos combustíveis (114/2026), que
pretende usar receitas extras da exportação de
petróleo para evitar aumentos nos preços ao
consumidor em momentos de alta internacional. Motta
afirmou que a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO),
escolhida relatora, chegou a Brasília para discutir
os termos do relatório.
Motta também afirmou que, na próxima reunião de
lideranças, cada partido e federação levará suas
propostas prioritárias para que o Colégio de Líderes
defina o restante do ano legislativo.
Fonte: Congresso em Foco

20/05/2026 -
Redução da jornada expõe fissura inédita na direita
Em debate promovido pelo DIAP, relator da PEC
que reduz a jornada para 40 horas afirma que
proposta possui apoio majoritário entre jovens
identificados com a direita e defende transição
gradual, fortalecimento da negociação coletiva e
votação ainda neste mês na Câmara
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho e
o fim da escala 6x1 entrou definitivamente no núcleo
da disputa política nacional. E, segundo o deputado
Leo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC 221/19
na Câmara, o tema já produz inflexão inédita dentro
do próprio campo conservador.
Durante a segunda edição do Diálogos DIAP on-line,
realizada nesta sexta-feira (15), Prates afirmou que
a proposta encontrou forte adesão justamente entre
jovens que hoje se identificam majoritariamente com
a direita.
“O movimento da redução da jornada,
inacreditavelmente, é um movimento de direita no
mundo”, afirmou o parlamentar, ao relacionar o
debate brasileiro às transformações recentes no
mercado de trabalho internacional e ao desgaste dos
modelos de hiperprodutividade.
Segundo ele, pesquisas indicam que 82% da população
entre 16 e 40 anos apoia o fim da escala 6x1.
Justamente a faixa etária em que a direita
consolidou maior influência política nos últimos
anos.
“Essa é a primeira crise da direita com sua própria
base”, afirmou.
O evento promovido pelo DIAP reuniu parlamentares,
analistas políticos e especialistas em comunicação
para discutir os principais temas legislativos e
eleitorais que devem marcar o País até o fim de
2026. Participaram também o deputado André
Figueiredo (PDT-CE), relator da regulamentação da
negociação coletiva no serviço público; Hajj
Mangolin, da Amangolin Comunicação e Estratégia; e
Antônio Augusto de Queiroz, consultor do DIAP.
PEC enxuta e votação ainda em maio
Leo Prates indicou que o texto da proposta deverá ser
propositalmente enxuto para reduzir resistências
políticas e evitar conflitos interpretativos.
A ideia central é alterar o artigo constitucional
que fixa a jornada semanal, reduzindo o limite de 44
para 40 horas e ampliando o descanso semanal para 2
dias de folga, preservando a redação atual da
Constituição em diversos pontos para minimizar
impactos jurídicos e econômicos.
Segundo o deputado, o objetivo é mexer apenas nos
“direitos fundamentais”, deixando especificidades
setoriais para leis ordinárias e negociações
coletivas.
“O sistema de trabalho brasileiro é mais complexo
que o sistema tributário”, afirmou, citando o
excesso de normas, regulações específicas e
convenções coletivas existentes no País.
O parlamentar também confirmou que o presidente da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula
acordo com o governo federal para acelerar a
tramitação da matéria.
A previsão apresentada durante o debate é de que a
primeira versão do parecer seja divulgada dia 20. A
comissão especial deve concluir a votação até o dia
26, com expectativa de análise em plenário dia 27.
Prates classificou o processo como “o mais
participativo da história da Câmara”, destacando
audiências públicas e debates realizados em
diferentes estados.
Regra de transição se torna principal impasse
político
O principal ponto ainda indefinido da proposta é a
eventual criação de regra de transição para
adaptação das empresas ao novo modelo de jornada.
Segundo o relator, a decisão será construída entre o
governo federal e a presidência da Câmara nos
próximos dias.
Embora tenha evitado antecipar o formato final do
texto, Prates defendeu pessoalmente a transição
entre 2 e 5 anos, e rejeita propostas mais longas.
“10 anos é para quem não quer que a medida entre em
vigor”, declarou.
O deputado também argumentou que qualquer regra de
transição precisa trazer benefícios imediatos aos
trabalhadores. Entre as hipóteses debatidas,
mencionou a possibilidade de redução progressiva da
jornada já nos primeiros 120 dias após aprovação da
PEC.
A proposta em discussão prevê ainda vedação
explícita à redução salarial durante a implementação
das mudanças.
Negociação coletiva ganha centralidade no novo
modelo
Outro eixo central defendido pelo relator é o
fortalecimento das convenções coletivas para
acomodar particularidades de cada categoria
profissional.
Prates afirmou que legislação excessivamente rígida
poderia gerar distorções em setores específicos,
citando como exemplo profissionais da aviação, cujas
jornadas operacionais ultrapassam 8 horas em voos
internacionais.
A ideia em discussão é estabelecer parâmetros gerais
constitucionais — como jornada máxima e número
mínimo de folgas — e permitir que sindicatos e
categorias negociem formatos mais flexíveis de
escala.
O parlamentar também defendeu maior sensibilidade
social nas negociações trabalhistas, mencionando
situações de mães atípicas e trabalhadores que
necessitam de escalas diferenciadas para conciliar
cuidados familiares e emprego.
“O fortalecimento das convenções coletivas é um
caminho”, afirmou.
Debate sobre trabalho se conecta à disputa
eleitoral de 2026
Além da tramitação legislativa, o encontro do DIAP
evidenciou que o debate sobre jornada, escala e
qualidade de vida no trabalho já ultrapassou os
limites sindicais tradicionais e passou a dialogar
diretamente com o cenário eleitoral de 2026.
A leitura apresentada pelos participantes indica que
o tema reúne forte potencial de reorganização
política, especialmente entre jovens trabalhadores
precarizados, empregados do setor de serviços e
profissionais submetidos a jornadas extensas.
Ao mesmo tempo, o avanço da PEC expõe tensões dentro
do empresariado, da direita e do próprio governo,
que tentam equilibrar pressão social, impacto
econômico e sustentabilidade fiscal.
Mais do que discussão técnica sobre horas
trabalhadas, o debate passou a simbolizar disputa
maior sobre produtividade, tempo de vida, proteção
social e o futuro das relações de trabalho no
Brasil.
Fonte: Diap

20/05/2026 -
Empregadores propõem negociação coletiva para
reduzir jornada para 36 horas em vez de mudar a
Constituição
Relatório da comissão especial que analisa a
proposta será apresentado nesta quarta-feira (20)
Representantes de setores como indústria, comércio,
transporte, agropecuária, saúde e educação sugeriram
nesta segunda-feira (18), em audiência pública na
Câmara dos Deputados, que a redução da jornada de
trabalho no país, das atuais 44 horas semanais para
36 horas, seja feita por meio de negociação coletiva
e não por uma mudança na Constituição Federal.
O debate foi promovido pela comissão especial da
Casa que analisa duas propostas de emenda à
Constituição (PECs) sobre o assunto, que preveem
jornadas de 36 horas semanais e o fim do atual
modelo de seis dias de trabalho com um dia de
descanso, a chamada escala 6x1.
Para o diretor da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Alexandre Furlan, reduzir a jornada sem corte
salarial elevaria os custos de produção e os preços
ao consumidor. “A redução sustentável da jornada
deveria ser consequência de ganhos de produtividade
e não um ponto de partida”, disse.
O argumento comum é que diferentes setores têm
realidades específicas e poderiam enfrentar aumento
de custos, dificuldades operacionais e impactos
sobre empregos e serviços.
Escalas flexíveis
Luciana Rodrigues, da Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo, afirmou que o
comércio, hotéis, bares e restaurantes têm
funcionamento contínuo e demandas variáveis, o que
exige escalas flexíveis. “Hoje não temos uma média
de 44 horas semanais, mas sim de 39 horas semanais.
E como que a gente atinge essa média? É pelas
negociações coletivas.”, observou.
Presidente da Confederação Nacional do Transporte,
Vander Costa disse que, com a redução de jornada, o
setor de transporte teria de contratar mais de 250
mil profissionais em um cenário de pleno emprego.
“No caso específico do transporte, a gente tem que
andar com o ônibus urbano sete dias por semana, não
há como tirar o direito do cidadão”, disse. Ele
sugeriu uma transição de “uma hora a menos a cada
ano, durante quatro anos”.
Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil, Rodrigo Mello disse que as propostas em
análise desconsideram as necessidades do campo, onde
atividades ligadas a seres vivos não podem ser
interrompidas. “A gente não vai conseguir aumentar a
produtividade por meio de um decreto, de uma lei ou
de uma emenda à Constituição. Então, a premissa está
invertida”, criticou.
A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG),
reduz gradualmente, ao longo de dez anos, a atual
jornada de 44 horas semanais para 36 horas. Já a PEC
8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), propõe uma
semana de quatro dias de trabalho com limite de 36
horas, com período de transição de um ano.
Matéria completa:
https://www.camara.leg.br/noticias/1273660-empregadores-propoem-negociacao-coletiva-para-reduzir-jornada
-para-36-horas-em-vez-de-mudar-a-constituicao
Fonte: Agência Câmara

20/05/2026 -
Trabalhadores por conta própria têm jornada média de
45 horas semanais
O vice-líder do governo no Congresso, deputado
Daniel Almeida (PCdoB-BA), avalia que o discurso do
“seja seu próprio patrão”, virou armadilha
Os trabalhadores por conta própria possuem em média
uma jornada de 45 horas semanais, o que supera em
mais de cinco horas os empregados dos setores
privado e público.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira
(14) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral.
Segundo o levantamento, no primeiro trimestre de
2026, a população ocupada é estimada em 102 milhões
de pessoas.
Desse total, 69,2% de empregados (incluindo
empregados domésticos), 4,1% de empregadores, 25,5%
de pessoas que trabalharam por conta própria e 1,2%
de trabalhadores familiares auxiliares.
Nas regiões Norte (27,9%) e Nordeste (27,2%), o
percentual de trabalhadores por conta própria era
superior ao verificado nas demais regiões.
O IBGE classifica o trabalhador por conta própria
como a pessoa que gere seu próprio negócio, de forma
individual ou com sócios, mas sem contratar
funcionários.
Por exemplo, são autônomos que exercem trabalhos
como motoristas e entregadores de aplicativos.
O vice-líder do governo no Congresso, deputado
Daniel Almeida (PCdoB-BA), avalia que o discurso do
“seja seu próprio patrão”, virou armadilha.
“A pejotização e a uberização estão escondendo
jornadas de 45h semanais sem direitos ou seguridade.
É exploração pura! Não dá mais! É urgente discutir e
votar o projeto que regulariza esses trabalhos”,
defende o líder.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, diz que
os trabalhadores classificados como empregados não
ultrapassam, na média, os limites máximos de jornada
por causa de proteções trabalhistas.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece
que a jornada máxima de trabalho semanal é de 44
horas, limitadas a oito horas por dia, sendo
permitidas até duas horas extras diárias.
Há exceções como a escala de 12 horas de trabalho
por 36 de descanso, comum em categorias como a dos
profissionais da saúde.
“Mesmo que o trabalhador não seja formalizado, há
uma tendência do mercado de seguir o padrão da lei”,
diz Kratochwill.
Com informações da Agência Brasil
Fonte: Portal Vermelho

19/05/2026 -
Governo Lula e centrais rejeitam transição e pedem
fim imediato da escala 6×1
O deputado Sérgio Turra (PP-RS), que se
autointitula de direita e bolsonarista, apresentou
emenda para manter as atuais 44 horas de jornada por
mais dez anos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
as centrais sindicais já avisaram que são contra um
período de transição para redução da jornada das
atuais 44 para 40 horas semanais e o fim da escala
6×1 (seis dias de trabalho e apenas um de descanso).
O debate ganhou força na comissão especial da Câmara
dos Deputados que avalia a proposta de emenda à
Constituição (PEC) da redução da jornada para as 40
horas e o fim da escala 6×1.
Isso porque, o deputado Sérgio Turra (PP-RS), que se
autointitula de direita e bolsonarista, apresentou
emenda para manter as atuais 44 horas de jornada por
um prazo de dez anos para só depois entrar em vigor
as 40 horas.
O parlamentar quer a jornada mantida para as
atividades essenciais como saúde, segurança,
mobilidade e abastecimento. Além disso, ele defende
uma compensação para os empresários com redução de
contribuição social.
“Sou radicalmente contra isso”, afirma o ministro da
Fazenda, Dario Durigan, sobre compensação para
empresário. “A titularidade do trabalho não é do
empregador. Não é como foi no debate da escravidão”,
disse o ministro na comissão especial.
O governo defende que tanto as 40 horas quanto o
modelo 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de
descanso) são medidas que podem ser adotadas de
imediato na economia do país.
Autora de projeto que reduz jornada e adota o modelo
5×2, a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) disse que a
posição contra um período de transição não é para
prejudicar o setor patronal, mas apenas assegurar
que as pessoas tenham tempo para viver.
O presidente da Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, diz
que os grandes empresários e a extrema direita
bolsonarista querem evitar a qualquer preço o avanço
da proposta.
“O movimento sindical, o governo Lula e os aliados
da classe trabalhadora na sociedade e no parlamento,
pressionam em sentido contrário, pois estão
conscientes de que este é o momento certo para
alcançar a vitória nesta batalha estratégica para
nossa classe trabalhadora e a sociedade brasileira”,
diz Adilson.
O relatório sobre a redução da jornada deve ser
apresentado na próxima quarta-feira (20) na comissão
especial e as votações na comissão e no plenário da
Câmara devem ser realizadas na semana seguinte.
Fonte: Portal Vermelho

19/05/2026 -
Centrais intensificam pressão em Brasília
As Centrais Sindicais convocam trabalhadores de todo
o país para grande ato em Brasília nos dias 26 e 27
de maio. A manifestação visa garantir a aprovação da
redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas
semanais, sem redução salarial, e o fim da escala
6×1.
A mobilização é um momento decisivo, porque no dia
26 de maio ocorre a votação na Comissão Especial da
Câmara dos Deputados. No dia 27 de maio, a matéria
vai a plenário. Diversas ações acontecerão
simultaneamente, com seminários, plenárias estaduais
e forte pressão nos gabinetes parlamentares.
A campanha vem ganhando força desde 1º de Maio de
2026 e se intensificou com o Seminário realizado em
São Paulo, dia 14, na sede da Força Sindical. A
estratégia tem diversas ações articuladas pelas
lideranças sindicais, como envio massivo de
mensagens a deputados, diálogos diretos nos
gabinetes, pressão presencial em Brasília e forte
campanha nas redes sociais. Uma cartilha elaborada
pelo Dieese também está sendo amplamente divulgada.
Causa justa – As Centrais Sindicais defendem
a aprovação por acreditarem ser uma conquista
importante aos trabalhadores. O fim da escala 6×1
combate a exaustão e o adoecimento dos
trabalhadores, garantindo a todos o direito a dois
dias consecutivos de descanso remunerado. A redução
da jornada melhora a qualidade de vida, a saúde
mental, o tempo com a família e o lazer. As mulheres
são as mais prejudicadas pela jornada atual e serão
as que mais se beneficiarão com a mudança.
“Temos, hoje, dez para a votação para debater no
Congresso, as Centrais Sindicais estarão dialogando
na semana para mobilizar as bases, e os dirigentes
estarão em Brasília. A audiência na sede da Força
Sindical no dia 14 foi importante. Nós temos que ter
políticos junto com a nossa causa”, declarou João
Carlos Gonçalves (Juruna), Secretário Geral da Força
Sindical.
Empregos – A medida deve gerar mais empregos,
pois as empresas precisarão de novas contratações
para cobrir as horas reduzidas.
Entre as propostas em tramitação está a PEC
221/2019, que altera a Constituição Federal e
oferece o caminho mais duradouro para a redução da
jornada. A PL 1838/2026 do governo Lula, em regime
de urgência, altera a CLT, fixa a jornada em 40
horas semanais, proíbe a redução salarial e
praticamente extingue a escala 6×1.
Apoio – De acordo com pesquisa Datafolha de
2026, 71% da população apoia a redução da jornada e
o fim da escala 6×1. O apoio é ainda maior entre
mulheres (77%) e jovens (83%).
As Centrais Sindicais reforçam o chamado: a presença
massiva de trabalhadores em Brasília nos dias 26 e
27 é fundamental para pressionar os deputados e
transformar em lei essa reivindicação histórica dos
trabalhadores.
Fonte: Agência Sindical

19/05/2026 -
TST abre prazo para manifestações sobre momento de
juntada de documentos a ações trabalhistas
Tema é tratado em incidente de recurso repetitivo
O ministro Fabrício Gonçalves, do Tribunal Superior
do Trabalho, publicou edital para convocar pessoas,
órgãos e entidades interessados a se manifestar
sobre a possibilidade de juntada de documentos numa
ação trabalhista depois da apresentação da defesa. A
controvérsia jurídica será analisada pelo Pleno da
Corte no IncJulgRREmbRep–0000213-62.2023.5.12.0059.
O edital fixa prazo de 15 dias úteis para que
interessados enviem manifestações. Nesse período,
também poderão ser requeridos pedidos de ingresso no
processo na qualidade de amici curiae.
Leia a
íntegra do edital.
A decisão do TST terá efeito vinculante sobre casos
semelhantes em todo o país, uma vez que o julgamento
ocorre sob a sistemática dos recursos repetitivos.
A questão jurídica em discussão é a seguinte:
“É possível a juntada de documentos em momento
posterior ao da apresentação da defesa, desde que
até o encerramento da instrução probatória?”
Em setembro do ano passado, o Pleno acolheu proposta
de submissão do tema à sistemática dos recursos
repetitivos. O TST tem jurisprudência pacífica sobre
a possibilidade de estender o prazo para a juntada
de documentos pelas partes até o encerramento da
instrução processual, ainda que não se trate de
documentos novos. Contudo, a decisão de firmar tese
vinculante sobre o tema leva em conta a grande
quantidade de recursos por divergências provenientes
dos Tribunais Regionais do Trabalho, somada à
patente relevância da matéria.
Confira
todos os editais em andamento.
Fonte: TST

18/05/2026 -
Comissão especial debate redução da jornada de
trabalho sob perspectiva dos empregadores
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que
analisa o fim da escala 6x1 no Brasil (PEC 221/19)
debate, nesta segunda-feira (18), os limites e as
possibilidades para a redução da jornada de trabalho
sob a perspectiva dos empregadores.
A audiência pública será realizada às 16 horas, no
plenário 2.
O debate atende a requerimentos apresentados por
diversos deputados. O objetivo é reunir
contribuições sobre os impactos econômicos, sociais
e produtivos da redução da jornada de trabalho, além
de discutir as condições para implementação da
medida sem redução salarial.
"A centralidade da redução da jornada, em momento de
mudanças do modo produtivo contemporâneo, com
incremento da produtividade pela automação e
incorporação de novas tecnologias, inclusive os
impactos da inteligência artificial, é assunto
essencial aos parlamentares na formação do
convencimento antes da deliberação sobre a matéria
objeto desta Comissão Especial", afirma o deputado
Fernando Mineiro (PT-RN), autor de um dos
requerimentos.
Fonte: Agência Câmara

18/05/2026 -
Centrais sindicais buscam mobilizar trabalhadores
para votação do fim da escala 6x1
Votação no Plenário da Câmara está marcada para o
dia 27
Representantes de centrais sindicais que
participaram de audiência pública sobre a proposta
de redução da jornada de trabalho (PEC 221/19)
pediram que os trabalhadores compareçam à Câmara dos
Deputados no dia 27 de maio, data esperada para a
votação no Plenário. A audiência foi realizada
dentro do programa “Câmara pelo Brasil” em São
Paulo.
O presidente da comissão especial que analisa o
assunto, deputado Alencar Santana (PT-SP), disse que
é preciso atenção a mudanças no texto durante a
votação. A ideia é votar a redução da jornada, de 44
para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e
sem perdas salariais. Segundo o deputado, existem
resistências às alterações constitucionais.
O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
disse que o objetivo é estabelecer os dois dias de
descanso, mantendo que um deles seja
preferencialmente aos domingos. Ele também explicou
que, caso haja um prazo para que as empresas se
adequem às mudanças, elas poderão ser penalizadas
nesta transição se promoverem alguma redução de
salários.
Leo Prates lembrou que, apesar de estar na pauta dos
sindicatos há muito tempo, a redução da jornada
avançou porque a juventude brasileira se mobilizou
nas redes sociais contra a escala 6x1.
“O relatório não será contra ninguém. Eu terei uma
agenda grande com o setor patronal aqui em São Paulo
também. A gente vai tentar encontrar um texto que
diminua os danos sem prejudicar o trabalhador. Mas
nós temos lado, o lado das pessoas, dos seres
humanos”, disse.
Pejotização
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que, após
o fim da escala 6x1, é importante que os
trabalhadores se atentem para o fim da pejotização,
que está em debate no Supremo Tribunal Federal. A
pejotização acontece quando, em vez de ser
contratado como pessoa física, o trabalhador precisa
abrir uma empresa (com CNPJ, por isso o nome
pejotização). Esse tipo de contrato permite a
redução de custos trabalhistas para quem contrata.
Marinho também reivindicou o fortalecimento das
negociações coletivas para situações específicas em
relação à redução da jornada. O ministro ainda
afirmou que não haverá ajuda tributária ou isenção
fiscal para compensar eventuais custos das empresas.
O professor de direito da Fundação Getúlio Vargas
Oscar Vilhena disse que não adianta acabar com a
escala 6x1 e manter a pejotização.
“A pejotização é a possibilidade de anular todo o
artigo 7º da Constituição. Não adianta pôr um avanço
no artigo se o acordo individual puder suspender a
aplicação dos direitos do trabalhador e se a Justiça
do Trabalho for afastada da possibilidade de
verificar se nós temos ali um contrato fraudado ou
não”, alertou.
Alguns representantes do setor empresarial presentes
ao debate disseram ser favoráveis à redução da
jornada, mas pediram uma transição para evitar
perdas nos contratos em andamento, como no caso da
construção civil.
Fonte: Agência Câmara

18/05/2026 -
Incertezas pressionam aumento na cesta básica
Instabilidade internacional, guerra entre EUA e Irã,
oscilações no preço dos derivados do petróleo (até
devido à privatização da BR Distribuidora), eventos
climáticos, tudo somado e mais alguma coisa, eleva
os preços dos itens da cesta básica. O resultado são
dois meses consecutivos de aumento, março e abril.
A pesquisa, tradicionalmente realizada pelo Dieese
desde 2024, é feita em conjunto com a Conab –
Companhia Nacional de Abastecimento, como
contribuição à Política Nacional de Segurança
Alimentar e Nutricional e à Política Nacional de
Abastecimento Alimentar.
A pesquisa foi ampliada para todas as 27 Capitais –
eram 17 até agosto de 2025.
Variações – O levantamento conjunto mostra
que, entre março e abril de 2026, os aumentos
maiores ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza
(5,46%) e Cuiabá (4,97%).
São Paulo é a Capital onde o conjunto dos alimentos
apresenta maior custo (R$ 906,14).
Em 12 meses, entre abril de 2025 e abril de 2026, o
custo da cesta ficou maior em 18 Capitais e menor em
nove. Cuiabá lidera a alta, 9,99%.
Dieese – Patrícia Lino Costa, economista do
Dieese, coordena a pesquisa. Ela aponta múltiplos
fatores na elevação dos preços. Patrícia diz: “Tem a
guerra, mas não explica tudo. A privatização da
distribuição do petróleo faz oscilar os preços
conforme o mercado. Tem influência de fatores
climáticos. A exportação recorde da carne eleva seu
preço interno. Já a produção do leite atravessa um
período de entressafra”.
Sindicalismo – As negociações têm estado
atentas à questão dos preços da cesta básica. Muitos
acordos coletivos obtêm aumentos salariais mais
próximos ao INPC, porém ampliam os índices quando se
trata de vale-refeição ou vale-alimentação.
Mais – Site do Dieese.
Fonte: Agência Sindical

18/05/2026 -
Marcos Tavares assume presidência da Comissão de
Trabalho da Câmara
O deputado federal Marcos Tavares foi eleito, na
quarta-feira (13), novo presidente da Comissão de
Trabalho (CTRAB) da Câmara dos Deputados. A mudança
no comando do colegiado ocorre em razão da janela
partidária, após o então presidente da comissão, Max
Lemos, deixar o PDT e ingressar no União Brasil.
Como a presidência das comissões permanentes
pertence às bancadas partidárias, o PDT indicou
Marcos Tavares para assumir o comando da CTRAB até o
fim do período legislativo.
Natural de Duque de Caxias (RJ), Marcos Tavares é
advogado, deputado federal em primeiro mandato e já
exerceu o cargo de vereador no município fluminense.
Na Câmara, integra comissões ligadas à fiscalização,
comunicação, direitos da pessoa idosa e trabalho.
O parlamentar também é autor de projetos voltados à
inclusão social, direitos das pessoas com
deficiência, empregabilidade e políticas públicas.
Entre as propostas apresentadas, estão o PL
1176/2025, que cria o Cadastro Nacional de
Profissionais com Deficiência (CNPD), e o PL
5500/2025, que prevê redução da jornada de trabalho
para pais e responsáveis por pessoas com
deficiência, sem redução salarial.
Outra iniciativa do deputado é o PL 1963/2025, que
propõe a inclusão obrigatória do tema Inteligência
Artificial nos currículos do ensino fundamental II e
do ensino médio em todo o país.
Marcos Tavares assume uma das principais comissões
permanentes da Câmara dos Deputados, responsável
pela análise de matérias relacionadas ao mundo do
trabalho, organização sindical, relações
trabalhistas e serviço público.
Fonte: Diap

18/05/2026 -
Número de pessoas em busca de emprego há dois anos
ou mais cai 21,7%
Cerca de 1 milhão procuram emprego há dois anos
ou mais
O número de pessoas que buscam emprego há dois anos
ou mais caiu 21,7% no primeiro trimestre de 2026 em
relação ao mesmo período de 2025. Esse contingente
representa 1,089 milhão de pessoas, o menor já
registrado desde 2012, quando começou a série
histórica da principal pesquisa sobre mercado de
trabalho no país.
Em 2025, o país tinha quase 1,4 milhões de pessoas
que estavam há pelo menos 24 meses tentando uma
ocupação. Já o maior nível foi em 2021, ano de
pandemia de covid-19, com 3,5 milhões.
Os recordes fazem parte da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral,
divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O patamar mínimo de pessoas à procura de trabalho
também se reflete em outras duas faixas temporais.
- de mais de um mês a menos de um ano: 3,380 milhões
de pessoas em busca de vaga, recuo de 9,9% em
relação ao primeiro trimestre de 2025. Nessa faixa,
o maior volume foi 7 milhões, em 2021.
- de mais de um ano a menos de dois anos: 718 mil
pessoas procuravam emprego, redução de 9% se
comparado a 2025. O maior patamar pertence também a
2021, quando eram 2,6 milhões de pessoas nessa
situação.
A única faixa temporal que não apresenta recorde
mínimo é a de menos de um mês procurando vaga. De
janeiro a março o país tinha quase 1,4 milhão de
pessoas nessa situação. Esse patamar fica 14,7%
abaixo do registrado no ano passado, mas acima do
nível de 2014 (1,016 milhão).
A pesquisa do IBGE detalhou o contingente dos 6,6
milhões de desocupados do país nas faixas de tempo
de procura:
- Menos de um mês: 21,2% dos desocupados
- Um mês a menos de um ano: 51,4%
- Um ano a menos de dois anos: 10,9%
- Dois anos ou mais: 16,5%
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/numero-de-pessoas-em-busca-de-emprego-ha-dois-anos-ou-mais-cai-217
Fonte: Agência Brasil

18/05/2026 -
Consulta do saldo do FGTS disponível para o Novo
Desenrola começa em 25 de maio
A medida permitirá o uso de até 20% do saldo do
Fundo de Garantia ou até R$ 1 mil - o que for maior
- para amortização ou quitação de dívidas em atraso
O Ministério do Trabalho anunciou nesta
quinta-feira, 14, que os trabalhadores poderão
consultar o saldo disponível do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) para ser utilizado no Novo
Desenrola a partir de 25 de maio. A medida permitirá
o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia ou
até R$ 1 mil – o que for maior – para amortização ou
quitação de dívidas em atraso.
Após a consulta do saldo, as instituições
financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias
para formalizar os contratos com os trabalhadores e
registrar as informações nos sistemas da Caixa
Econômica Federal. Após a validação do contrato, a
Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS à
instituição financeira.
A estimativa é de que até R$ 8,2 bilhões do FGTS
possam ser utilizados para renegociação de dívidas
por meio do programa.
Segundo a Pasta, a Caixa Federal está finalizando a
integração dos sistemas e iniciando os testes
operacionais.
Na terça-feira, 13, foi disponibilizado às
instituições financeiras o swagger, documento que
reúne as regras e especificações técnicas da API que
será utilizada no processo.
Saque adicional
No dia 26 de maio, mais de 10,5 milhões de
trabalhadores receberão em suas contas os valores
complementares. O governo editou uma medida
provisória que autorizou o saque do FGTS para
trabalhadores optantes pelo saque-aniversário que
foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.
Para esse público, será liberado um desbloqueio
adicional estimado em R$ 8,4 bilhões, com depósito
automático nas contas cadastradas no aplicativo do
FGTS. Permanecerão bloqueados apenas os valores
vinculados a operações de antecipação do
saque-aniversário contratadas junto às instituições
financeiras, conforme as condições previstas em cada
contrato.
O Ministério do Trabalho alerta que, antes do dia 25
de maio, os valores que serão creditados aos
trabalhadores deixarão de aparecer no saldo
disponível das contas do FGTS, em razão do
processamento da operação.
Fonte: Estadão Conteúdo

15/05/2026 -
Centrais sindicais reforçam mobilização pelo fim da
escala 6x1 e orientam registro de visitas a
deputados
As centrais sindicais estão mobilizadas
nacionalmente em defesa do fim da escala 6x1 e da
regulamentação da Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que trata da
negociação coletiva no serviço público.
Como parte da mobilização, as entidades
disponibilizaram um aplicativo para registrar as
visitas realizadas a deputados e deputadas nos
estados. A orientação dos organizadores é para que
dirigentes sindicais divulguem a ferramenta e
encaminhem o retorno das agendas realizadas com os
parlamentares.
A iniciativa do App “Diálogo com os Deputados” busca
fortalecer a articulação do movimento sindical junto
ao Congresso Nacional em torno das pautas da classe
trabalhadora.
O acesso à plataforma pode ser feito pelo endereço
centraisindicais.org.br/a1
NCST • CSB • CTB • CUT • Força Sindical • UGT •
Intersindical • Pública
Fonte: NCST

15/05/2026 -
STF valida constitucionalidade da Lei de Igualdade
Salarial entre mulheres e homens
Por unanimidade, ministros do Supremo Tribunal
Federal confirmam mecanismos de transparência e
fiscalização que garantem o direito a salários
iguais para funções equivalentes, fortalecendo a
autonomia econômica das mulheres
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta
quinta-feira (14/5), a constitucionalidade da Lei nº
14.611/2023, que estabelece a igualdade salarial e
de critérios remuneratórios entre mulheres e homens
no Brasil. A decisão, tomada de forma unânime pelo
plenário, rejeita os questionamentos feitos contra a
norma e reafirma o compromisso do Estado brasileiro
com a justiça de gênero no ambiente organizacional.
O relator das ações, ministro Alexandre de Moraes,
foi acompanhado pelos demais ministros ao validar os
mecanismos previstos na lei, como a transparência
salarial e o rigor na fiscalização. A decisão ocorre
no âmbito do julgamento de ações que buscavam
assegurar a aplicação plena da norma, contrapondo-se
a tentativas de invalidar seus dispositivos
fundamentais.
Segurança jurídica para a igualdade
Para o Ministério das Mulheres, a decisão do Supremo é
uma vitória da democracia e da cidadania. A
igualdade salarial é um pilar central e, além de ser
uma das frentes de atuação da Pasta, é um caminho de
fortalecimento para a autonomia econômica das
mulheres, permitindo que elas tenham condições
dignas de sustento e desenvolvimento profissional.
Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, os dados
que foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e
Emprego, no último Relatório de Transparência
Salarial e de Critérios Remuneratórios, demonstram
que a desigualdade entre homens e mulheres no
ambiente corporativo ainda é grande. De acordo com
ela, mulheres em mesmas condições de carreira que
homens recebem, em média, 21,3% a menos do que os
homens, em empresas privadas com 100 ou mais
empregados.
Com a validação do STF, o Brasil consolida um marco
legal essencial para avançar no enfrentamento à
desigualdade histórica das mulheres no mercado de
trabalho. Por isso, ampliar o debate sobre a de Lei
de Igualdade Salarial, aumentar a transparência dos
dados e informações e mitigar as estratégias
empresariais para impedir o acesso são tão
importantes.
Joana Passos, secretária Nacional de Autonomia
Econômica e Política de Cuidados, do Ministério das
Mulheres, a validação da Lei pelo STF vai além de
uma pauta trabalhista, mas é também a garantia de um
direito que beneficia milhões de trabalhadoras.
“A aprovação da constitucionalidade Lei da Igualdade
Salarial pelo STF é mais que uma pauta trabalhista,
é a afirmação de um direito e de uma mudança
estrutural na sociedade para 52% da população
brasileira. Para contribuir com a aplicabilidade da
Lei, construímos um conjunto de diretrizes para que
as empresas elaborem seus planos de mitigação das
desigualdades salariais”, explicou.
O que diz a Lei
A norma, validada pela Corte, estabelece que empresas
com 100 ou mais empregados devem publicar relatórios
semestrais de transparência salarial, ampliar a
fiscalização contra a discriminação salarial, exigir
planos para mitigar a desigualdade caso sejam
detectadas disparidades e estimular a criação de
canais específicos para denúncias de discriminação.
Fonte: Ministério das Mulheres

15/05/2026 -
Quem te representa no Congresso Nacional?
Plataforma Quem foi Quem, do DIAP, mostra como
votam deputados e senadores e fortalece a democracia
Rita Serrano
O eleitor brasileiro sabe em quem votou para
presidente da República, mas raramente lembra dos
nomes de seu deputado ou senador. Essa desconexão
não é casual: ela reflete um Congresso que, em vez
de espelhar a diversidade do país, reproduz
privilégios e interesses de poucos.
O Congresso Nacional deveria ser a amostra da
sociedade brasileira. No entanto, segmentos
majoritários, como mulheres e trabalhadores, seguem
praticamente ausentes. Segundo o Censo de 2022 do
IBGE, as mulheres são 51,5% da população, mas ocupam
apenas 18% das cadeiras. Dos 594 parlamentares,
apenas 107 são mulheres. Essa sub-representação é um
retrato cruel da distância entre a política
institucional e a realidade social.
A Radiografia do Novo Congresso 2023–2027, publicada
pelo DIAP, mostra que a maioria dos parlamentares
pertence a três grupos: empresários (186),
profissionais liberais (136) e servidores públicos,
incluindo militares (71). No Senado, a predominância
também é econômica: 39 senadores são empresários ou
proprietários rurais, 26 são profissionais liberais
e apenas 5 servidores públicos. Trabalhadores e
ativistas sociais praticamente desapareceram das
últimas legislaturas.
Não surpreende, portanto, que a avaliação da
sociedade seja crítica. Pesquisa Datafolha de 2025
revelou que 31% dos brasileiros consideram o
Congresso ruim ou péssimo, enquanto apenas 21% o
avaliam como ótimo. O desgaste é evidente: o
parlamento é visto como refém de interesses
particulares, fisiológicos e corporativos,
desconectado das necessidades reais da população. O
“toma-lá-dá-cá” virou regra, institucionalizando a
troca de cargos, verbas e emendas secretas como
moeda de governabilidade.
É nesse cenário que o DIAP lança a plataforma quem
foi quem. Mais do que uma ferramenta, trata-se de um
ato político: devolver ao eleitor o poder de
acompanhar, em tempo real, como votam seus
representantes. A transparência é a única forma de
romper com a lógica da barganha e recolocar a
democracia no centro da vida pública.
O eleitor precisa saber quem atua a favor da
sociedade e quem se esconde atrás de discursos
vazios. A plataforma organiza votações relevantes
com critérios claros — importância política,
econômica e social; registro nominal dos votos; grau
de disputa entre governo e oposição; vigência das
políticas públicas; e clareza dos dispositivos
votados. É informação sem filtros, para que cada
cidadão possa cobrar coerência e responsabilidade de
seus parlamentares.
O Congresso não é uma abstração: suas decisões
moldam o cotidiano de todos nós. Se queremos um
parlamento que represente de fato o Brasil,
precisamos começar pelo básico — conhecer quem são
nossos representantes e como eles votam. A
democracia não se sustenta na ignorância, mas na
vigilância ativa da sociedade.
Acesse e descubra quem realmente está ao seu lado.
https://www.quemfoiquem.org.br
Rita Serrano – Presidente do DIAP – Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar.
Palestrante. Escritora. Ex-presidente da Caixa
Federal e do Sindicato dos Bancários do ABC.
Doutoranda em Administração pela USCS.
Fonte: Diap

15/05/2026 -
Emprego formal cresce 5% em 2025 e estoque de vagas
chega a 59,9 milhões
Dados da Rais apontam criação de 2,8 milhões de
novos postos de trabalho no último ano
O Brasil encerrou o ano de 2025 com 59,9 milhões de
vínculos de emprego formal ativos, um crescimento de
5% em relação ao ano anterior. Os dados constam na
Relação Anual de Informações Sociais (Rais),
divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, foram criadas 2,8
milhões de novas vagas no período, englobando os
setores público e privado.
O levantamento detalha que o setor privado segue
como o maior empregador do país, somando 40 milhões
de vínculos (66,8% do total). Já o setor público
alcançou 14,1 milhões de postos (23,6%),
impulsionado pela realização de concursos federais,
estaduais e, principalmente, municipais. As
organizações sem fins lucrativos respondem por 6,6%
das vagas.
Em ritmo de crescimento percentual, o setor de
serviços aparece na liderança com alta de 7,2%. O
comércio aparece em segundo lugar, com variação de
1,7%, seguido por Indústria, com 1,7%.
Quanto à natureza das contratações, os vínculos “não
típicos” entre os celetistas, concentrados
principalmente em trabalhadores com jornadas
reduzidas de até 30 horas, representaram 10,68% do
total. O índice demonstra estabilidade frente ao ano
anterior (10,75%).
A expansão do mercado de trabalho formal ocorreu de
forma mais intensa nas regiões Norte e Nordeste,
ambas com crescimento relativo de 10,1%. O estado do
Amapá liderou o ranking nacional com uma alta de
20,5% em seu estoque de empregos.
Em variação absoluta, o estado de São Paulo manteve
a liderança com 357 mil novos vínculos, seguido pela
Bahia (266 mil) e Minas Gerais (224 mil).
Desde 2023, o país acumula a geração de 7,8 milhões
de postos com carteira assinada.
Fonte: Brasil de Fato

15/05/2026 -
Comissão acolhe proposta que direciona multas do
FGTS ao empregado
Sugestão aprovada na CDH também obriga repasse de
correção monetária e lucros do fundo ao trabalhador.
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado
aprovou a sugestão legislativa 16/2025, que prevê o
repasse direto aos trabalhadores das multas e
encargos cobrados de empresas por atraso ou ausência
de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS).
Com a aprovação no colegiado, a proposta será
convertida em projeto de lei e enviada à Presidência
do Senado para tramitação nas comissões temáticas da
Casa.
A sugestão foi apresentada pelo Instituto Fundo de
Garantia do Trabalhador (IFGT) e altera a Lei do
FGTS para determinar que os valores arrecadados com
multas por irregularidades nos depósitos sejam
creditados diretamente na conta vinculada do
trabalhador prejudicado, em vez de integrarem o
patrimônio geral do fundo.
A proposta prevê que as empresas que atrasarem ou
deixarem de recolher o FGTS também terão de repassar
ao empregado os valores referentes à distribuição de
resultados do fundo relativos ao período da
irregularidade.
O texto ainda estabelece que o empregador responderá
pela aplicação da Taxa Referencial (TR), índice
utilizado na correção monetária do FGTS, além da
parcela correspondente aos lucros obtidos pelo fundo
durante o período em que houve falha nos depósitos.
A proposta esclarece que esses valores adicionais
(multas, correção monetária e encargos) não serão
considerados no cálculo de outras indenizações
trabalhistas, como a multa de 40% paga em demissões
sem justa causa.
Segundo o IFGT, a medida busca garantir maior
proteção ao patrimônio dos trabalhadores. Para o
instituto, os recursos do FGTS pertencem aos
empregados e, por isso, as penalidades aplicadas em
casos de irregularidade deveriam beneficiar
diretamente os titulares das contas.
Fonte: Congresso em Foco

14/05/2026 -
Especialistas debatem redução da jornada na Unicamp
Seminário em Campinas debate redução da jornada,
fim da escala 6×1 e qualidade de vida no trabalho
com pesquisadores e entidades sindicais
Pesquisadores, sindicalistas e especialistas
debaterão, em Campinas (SP), a redução da jornada e
fim da escala 6×1 durante seminário em 15 maio, no
Instituto de Economia da Unicamp.
O encontro será o fechamento de um projeto iniciado
pelo Centro de Estudos Sindicais e de Economia do
Trabalho (Cesit) em outubro de 2025, que contou com
a publicação de 36 artigos especializados em um
conjunto de sites parceiros (inclusive Rádio Peão
Brasil). O último artigo foi publicado em 13 de
abril de 2026.
O seminário promoverá o debate impactos da jornada
extensa sobre:
- saúde,
- produtividade,
- convivência familiar e
- qualidade de vida.
Enquanto isso, representantes sindicais apresentarão
estudos, experiências internacionais e alternativas
econômicas relacionadas à redução da jornada,
defendendo avanços sociais sem perdas salariais aos
trabalhadores.
A atividade contará ainda com participação de
instituições acadêmicas, centros de pesquisa e
entidades sindicais, ampliando reflexões sobre
direitos trabalhistas, desenvolvimento econômico e
bem-estar coletivo.
Serviço
Data: 15 de maio de 2026
Horário: das 8h45 às 18h00
Local: Instituto de Economia da Unicamp – Campinas
(SP)
Endereço: Rua Pitágoras, 353, Cidade Universitária
Zeferino Vaz, Campinas (SP)
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/05/2026 -
Ministro da Fazenda aponta impactos sociais da
jornada 6x1
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta
terça-feira (12), na Câmara dos Deputados, a redução
da jornada de trabalho como medida para enfrentar
desigualdades sociais e melhorar as condições de
vida da população trabalhadora. A manifestação
ocorreu durante audiência da comissão especial que
analisa a PEC 221/19, proposta que trata do fim da
escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis
dias consecutivos para ter apenas um de descanso.
Ao participar do debate, Durigan afirmou que os
setores que ainda mantêm esse tipo de jornada
concentram trabalhadores com menor renda, baixa
escolaridade e, em sua maioria, pessoas negras.
Segundo ele, a mudança pode contribuir para reduzir
distorções históricas no mercado de trabalho
brasileiro.
O ministro destacou ainda que grande parte das
empresas dos segmentos mais intensivos em mão de
obra, como construção civil, serviços e agronegócio,
já opera em escalas com dois dias de descanso
semanal. De acordo com Durigan, entre 60% e 90%
dessas empresas adotam atualmente jornadas de cinco
dias de trabalho por semana.
Representando o Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), o pesquisador Felipe Vella Pateo
apresentou dados sobre o perfil dos trabalhadores
submetidos à jornada de 44 horas semanais. Segundo
ele, esse grupo reúne maior presença de
trabalhadores negros, baixa escolaridade e elevada
rotatividade no emprego.
O pesquisador informou que quem trabalha na escala
de 44 horas recebe, em média, R$ 2,6 mil mensais,
enquanto trabalhadores com jornadas de 40 horas têm
renda média próxima de R$ 6 mil. Apesar disso, Pateo
ponderou que a redução da jornada pode elevar o
custo da hora trabalhada, com impactos distintos
entre os setores econômicos.
No setor agropecuário, o aumento do custo
operacional seria estimado em 3%. Já em segmentos
com mais de 500 mil empregados, o impacto poderia
alcançar 5%.
Em contraponto, o economista Fábio Pina, da
Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do
Estado de São Paulo (FecomercioSP), alertou para
possíveis efeitos negativos da proposta. Segundo
ele, a redução da jornada pode elevar em até R$ 160
bilhões os gastos das empresas com folha de
pagamento, gerando pressão inflacionária, aumento da
informalidade e risco de demissões.
O professor José Dari Krein, da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp), apresentou
experiências internacionais que apontam aumento de
produtividade e redução do absenteísmo em países que
reduziram a jornada semanal. Como exemplo, citou a
Islândia, onde mais da metade da força de trabalho
atua em jornadas de quatro dias por semana.
Autor de uma das propostas relacionadas ao tema, o
deputado Reginaldo Lopes defendeu que os ganhos de
produtividade gerados pela reforma tributária e pelo
avanço da inteligência artificial também sejam
revertidos em benefício dos trabalhadores.
“O que quebra uma economia são os trabalhadores
adoecidos”, afirmou o parlamentar durante a
audiência.
O deputado Dimas Gadelha também relacionou o debate
ao aumento dos afastamentos por doenças
ocupacionais. Segundo ele, os gastos da Previdência
com auxílio-doença passaram de R$ 5 bilhões, em
2005, para R$ 15 bilhões atualmente. Já as despesas
com acidentes de trabalho cresceram de R$ 5 bilhões
para R$ 12 bilhões no mesmo período.
De acordo com o parlamentar, enquanto o Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro teve crescimento real
de 50% nas últimas duas décadas, os custos
relacionados às doenças do trabalho avançaram mais
de 150%.
Com informações da Agência Câmara de Notícias
Fonte: Diap

14/05/2026 -
Vereadores fazem “protocolaço” de projetos pelo fim
da escala 6x1
Propostas pedem redução de jornada no setor
público das cidades
Vereadores de diferentes regiões do Brasil
articularam-se, nesta terça (12), para fazer o que
eles chamaram de “protocolaço” de projetos
legislativos pela redução da jornada de trabalho no
setor público municipal, incluindo o fim da escala
de seis dias trabalhados para um de descanso, a
escala 6x1.
A mobilização foi encabeçada pelos vereadores do PT
Luna Zarattini (São Paulo/SP), Pedro Rousseff (Belo
Horizonte/MG), Kari Santos (Recife/PE), Brisa
(Natal/RN), Maíra do MST (Rio de Janeiro/RJ) e
Eduardo Zanatta (Balneário Camboriú/SC).
Segundo os vereadores, a iniciativa busca fortalecer
a luta nacional pela revisão da jornada de trabalho.
No caso, os projetos deram atenção ao setor público
e a prestadores de serviço das prefeituras e câmaras
municipais.
Foram protocolados projetos de lei para estabelecer
jornada de trabalho máxima de 40 horas semanais nas
cidades com garantia de dois repousos semanais
remunerados para trabalhadores de empresas que
prestam serviços à administração pública direta e
indireta.
Sem redução de salário
As propostas preveem que a adequação das escalas não
poderá resultar em redução de salários para os
funcionários. “A justificativa central é que o
modelo 6x1 é uma lógica ultrapassada que compromete
a saúde física e mental, reduzindo o tempo de
descanso e convivência familiar”, defendeu o grupo
de vereadores em nota à imprensa.
A vereadora Luna Zarattini, de São Paulo (SP), por
exemplo, afirmou que o projeto representa um passo
concreto na construção de uma política comprometida
com a saúde dos trabalhadores e com a promoção de um
ambiente de trabalho mais justo e equilibrado.
Propostas para a redução da jornada e para o fim da
escala 6x1 para os trabalhadores no Brasil também
estão em tramitação, em regime de urgência, no
Congresso Nacional.
Fonte: Agência Brasil

14/05/2026 -
Fim da escala 6×1 deixa de ser pauta sindical e vira
batalha política nacional
Governo, empresários e parlamentares travam
disputa sobre produtividade, saúde mental, direitos
trabalhistas e o futuro das relações de trabalho no
Brasil. Base rejeita compensações ao empresariado e
defende redução da jornada sem corte salarial
A segunda audiência pública da comissão especial da
Câmara dos Deputados que analisa a PEC 221/19
consolidou, nesta terça-feira (12), ponto central do
debate nacional: a discussão sobre o fim da escala
6×1 deixou de ser reivindicação restrita ao
movimento sindical e se transformou em disputa
estrutural sobre o futuro do trabalho no Brasil.
Sob comando do deputado Alencar Santana (PT-SP),
presidente do colegiado, a audiência reuniu
representantes do governo, pesquisadores e setor
empresarial para discutir os impactos econômicos da
redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e a
transição da escala 6×1 para 5×2.
O encontro revelou embate cada vez mais evidente
entre 2 visões de País: de um lado, a percepção de
que a atual organização do trabalho produz
adoecimento, precarização e desigualdade; de outro,
o receio empresarial de aumento de custos, perda de
competitividade e reorganização forçada do mercado
de trabalho.
Desigualdade da jornada
Os dados apresentados pelo técnico do Ipea, Felipe
Vella Pateo, deram densidade social ao debate ao
demonstrar que a jornada superior a 40 horas está
concentrada justamente entre os trabalhadores mais
precarizados do mercado formal.
Segundo os estudos do instituto, os trabalhadores
submetidos à jornada de 44 horas possuem salários
significativamente menores, maior rotatividade e
menor escolaridade.
A escala mais extensa atinge sobretudo trabalhadores
negros, mulheres e pessoas com renda inferior a 2
salários mínimos. Justamente os segmentos mais
vulneráveis da estrutura social brasileira.
A exposição reforçou tese que atravessou toda a
audiência: a jornada longa não é apenas questão
produtiva, mas também mecanismo de reprodução das
desigualdades sociais.
Ao defender que a economia possui capacidade de
absorver os custos da redução da jornada, o Ipea
argumentou que o impacto operacional médio para as
empresas seria relativamente limitado e distribuído
de maneira desigual entre os setores econômicos.
O instituto também destacou que experiências
nacionais e internacionais não demonstram relação
automática entre redução da jornada e aumento do
desemprego.
Argumento empresarial
Representando a FecomércioSP, o economista Fábio Pina
apresentou a principal linha de resistência do setor
empresarial à PEC.
Embora tenha reconhecido legitimidade na busca por
melhores condições de vida para os trabalhadores,
Pina sustentou que a redução da jornada sem
diminuição salarial produziria aumento expressivo do
custo do trabalho, especialmente para pequenas
empresas e setores intensivos em mão de obra, como
comércio, serviços e varejo.
O economista argumentou que parte das empresas
tenderia a repassar custos aos preços, pressionando
a inflação, enquanto outras poderiam recorrer à
informalidade, à pejotização ou à redução de postos
formais de trabalho.
A fala dele sintetizou preocupação recorrente do
empresariado: a dificuldade de reorganizar escalas
operacionais contínuas, sobretudo em atividades que
dependem de funcionamento prolongado durante fins de
semana e feriados.
Mas a audiência também evidenciou ponto
politicamente delicado para os setores patronais: a
defesa da manutenção da escala 6×1 tornou-se cada
vez mais difícil diante da deterioração das
condições de trabalho em setores de baixa
remuneração.
Crise do modelo atual
A intervenção do professor José Dari Krein, da
Unicamp, ampliou o debate para além da matemática
econômica e inseriu a discussão numa transformação
mais profunda do mundo do trabalho.
Segundo o pesquisador, a sociedade brasileira vive
hoje crise de sentido em relação ao trabalho,
especialmente entre jovens trabalhadores submetidos
a empregos precários, baixa remuneração e ausência
de perspectivas de ascensão profissional.
Krein argumentou que as transformações promovidas
desde os anos 1990 — intensificação produtiva,
flexibilização, banco de horas e expansão do
trabalho aos fins de semana — aumentaram a
capacidade de adaptação das empresas, mas
desorganizaram profundamente a vida social dos
trabalhadores.
A audiência incorporou, assim, elemento que vem
ganhando força internacionalmente: a percepção de
que produtividade não pode continuar sendo
construída exclusivamente à custa da intensificação
permanente do tempo de vida.
Ao citar experiências internacionais de redução da
jornada, inclusive em países centrais do
capitalismo, o professor destacou que o debate
global pós-pandemia passou a incorporar com mais
força temas como saúde mental, equilíbrio entre vida
pessoal e trabalho e reorganização social do tempo.
Governo e “debate geracional”
Representando o governo federal, o ministro da Fazenda
Dario Durigan classificou o tema como “debate
geracional” sobre o futuro do País e do ambiente de
trabalho.
Sem negar a existência de custos econômicos para
determinados setores, Durigan procurou posicionar o
governo numa linha de equilíbrio entre proteção
social e adaptação produtiva da economia.
O ministro sustentou que o Brasil já vive processo
gradual de assimilação da jornada 5×2 em grande
parte da economia formal e ressaltou que os
trabalhadores ainda presos à escala 6×1
concentram-se justamente entre os segmentos mais
pobres e vulneráveis.
A fala do ministro também marcou inflexão importante
do governo no debate: a defesa de que produtividade
econômica não pode ser dissociada da qualidade de
vida do trabalhador.
Ao citar estudos internacionais sobre saúde física,
mental e produtividade, Durigan argumentou que
jornadas menos exaustivas tendem a reduzir fadiga,
adoecimento e rotatividade, produzindo impactos
positivos inclusive para as empresas.
Muito além das horas trabalhadas
A audiência deixou claro que a disputa em torno da PEC
ultrapassa a simples contabilidade de horas
semanais.
O que está em jogo é redefinição mais ampla das
relações entre produtividade, lucro, saúde mental,
tempo livre e dignidade social. O crescimento do
apoio popular ao fim da escala 6×1 indica que
parcela significativa da sociedade passou a
questionar modelo de organização do trabalho baseado
em jornadas extensas, baixa remuneração e
disponibilidade permanente.
Nesse cenário, a comissão especial da Câmara
transformou-se num dos principais espaços de disputa
política e econômica do País em 2026.
E a intensidade do debate desta terça-feira
demonstrou que a redução da jornada já deixou de ser
apenas pauta sindical: tornou-se discussão sobre
qual projeto de sociedade o Brasil pretende
construir nas próximas décadas.
Fonte: Diap

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