Blog - Últimas Notícias

 

 

 

25/03/2026 - STF vai decidir se contribuição previdenciária patronal incide sobre 13º proporcional ao aviso-prévio indenizado


Tribunal reconheceu repercussão geral da matéria, e tese a ser firmada no julgamento de mérito deverá ser seguida pelas demais instâncias


O Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir se a contribuição previdenciária patronal incide sobre o 13º salário proporcional devido no aviso-prévio indenizado, parcela paga quando o empregado é dispensado de trabalhar no período, mas recebe o salário correspondente. A questão é objeto do Recurso Extraordinário (RE) 1566336, que teve repercussão geral reconhecida (Tema 1.445) pelo Plenário Virtual.


O recurso foi apresentado por uma empresa contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em recurso especial repetitivo (Tema 1.170), o STJ fixou entendimento de que a contribuição é devida sobre os valores pagos ao trabalhador a título de 13º proporcional relacionado ao período do aviso-prévio indenizado.


No recurso extraordinário, a empresa sustenta que o entendimento do STJ contraria a interpretação do STF sobre a matéria. Argumenta que o entendimento do Supremo é de que a contraprestação pelo trabalho realizado é o critério para a incidência da contribuição, enquanto o aviso-prévio indenizado é um período não trabalhado.


Na manifestação pelo reconhecimento da repercussão geral, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, destacou que a matéria tem relevância sob as perspectivas econômica, política, social e jurídica e ultrapassa os interesses das partes envolvidas no processo, especialmente em razão da necessidade de dar uma interpretação em harmonia com a Constituição aos princípios que regem o financiamento da seguridade social.


Ficou vencido o ministro Gilmar Mendes, que considerou que a matéria não tem natureza constitucional nem repercussão geral.


Ainda não há data prevista para o julgamento do mérito da controvérsia.

Fonte: STF

 


 

25/03/2026 - Artigo debate relação entre jornada de trabalho e adoecimento físico e mental


Saiba quais são as consequências do tempo de trabalho na saúde mental e física. Trabalho e adoecimento são temas essenciais.


O trigésimo segundo artigo do dossiê “Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado pelo Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) em parceria com as centrais sindicais, levanta questionamentos e sobre o “Tempo de trabalho: fonte de prazer e realização ou de sofrimento, adoecimento e mortes?”.


O artigo, que é assinado por Ana Claudia Moreira Cardoso, analisa como a forma de organização do tempo de trabalho impacta diretamente a saúde dos trabalhadores. A autora demonstra que elementos como a duração da jornada, sua distribuição e, principalmente, sua intensificação são fatores centrais no processo de adoecimento físico e mental.


O texto critica a ideia de que o sofrimento no trabalho é individual, mostrando que ele resulta das condições impostas pelo modelo produtivo, marcado pela pressão por metas, pela ampliação das jornadas e pela redução das pausas. Nesse contexto, fenômenos como o presentismo, o teletrabalho sem limites e a precarização das relações laborais agravam o desgaste e aumentam os riscos de doenças e acidentes.


A autora também destaca que a chamada “flexibilização” do trabalho frequentemente significa perda de controle sobre o tempo, insegurança e piora na qualidade de vida. Em contraposição, defende a redução da jornada de trabalho, o direito ao descanso e à desconexão, além do fortalecimento da regulação e da negociação coletiva como caminhos para garantir condições dignas.


Ao final, o artigo reforça que o debate sobre o tempo de trabalho não é apenas econômico, mas uma questão de saúde, dignidade e vida para a classe trabalhadora.


Leia aqui o artigo: Tempo de trabalho: fonte de prazer e realização ou de sofrimento, adoecimento e mortes?

 

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

25/03/2026 - Ação coletiva não serve para contestar terceirização trabalhista


O reconhecimento de vínculo de emprego exige a análise individualizada dos requisitos fáticos de cada trabalhador, como subordinação e onerosidade. Por essa razão, a alegação de fraudes na terceirização de relações trabalhistas não pode ser feita por meio de ação coletiva.


Com base nesse entendimento, o juiz Diego Petacci, da 3ª Vara do Trabalho de Santo André (SP), julgou improcedentes os pedidos de um sindicato de trabalhadores em indústrias de borracha contra uma fabricante de pneus.


A entidade baseou seus pleitos na cláusula 41 de um acordo coletivo da categoria, que supostamente impediria a contratação de empresas terceirizadas para atuar nas atividades produtivas principais da companhia.


Na ação, o sindicato pediu que a empregadora fosse obrigada a romper os contratos de prestação de serviços e pediu a declaração do vínculo de emprego de todos os trabalhadores terceirizados.


A entidade solicitou também o pagamento de diferenças salariais, benefícios normativos, contribuições previdenciárias e indenização por danos morais. A empresa contestou as alegações e negou irregularidades.


Inadequação da via

Ao avaliar o caso, o magistrado apontou a existência de impropriedades processuais e materiais que inviabilizavam os pleitos. A principal delas refere-se à inadequação da via eleita. O juiz explicou que a verificação dos pressupostos da relação de emprego demanda apuração fática particularizada para cada indivíduo, caracterizando a demanda como um conjunto de interesses individuais heterogêneos.


“A ação coletiva não é compatível com a análise particularizada de cada indivíduo”, observou o juiz.


Em segundo lugar, a sentença destacou que a pretensão violava a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Ao julgar o Tema 725 de Repercussão Geral, a corte atestou a validade jurídica da terceirização, seja na atividade-meio ou na atividade-fim. Assim, para afastar a licitude do modelo, seria necessário que cada prestador demonstrasse, em demandas individuais, a existência de algum vício de consentimento que configurasse fraude contratual, sendo impossível presumir a ilicitude de forma abstrata.


“Inverte-se por completo a lógica do ordenamento jurídico, os contratos de prestação de serviços terceirizados passam a ser presumidos fraudulentos, quando o correto é o inverso, a presunção de boa-fé e de validade das relações jurídicas”, avaliou o magistrado.


Para o julgador, tentar utilizar alguns exemplos isolados para descaracterizar um universo amplo e diversificado de contratos contraria a sistemática processual e o entendimento vinculante sobre o tema.


“É absolutamente inviável a demonstração de um punhado de casos como exemplos em tutela coletiva e com isso pretender a invalidação de dezenas de contratos de prestação de serviços em outros padrões que refogem à CLT”, ressaltou o julgador.


Por fim, a decisão do TRT-2 registrou que as empresas terceirizadas citadas na petição inicial atuavam em serviços como fornecimento de refeições e medicina ocupacional, funções claramente acessórias à fabricação de pneus, o que afasta de vez a alegação de violação material ao acordo normativo apontado. Cabe recurso. Com informações da assessoria de imprensa do TRT-2.

Clique aqui para ler a íntegra da decisão

Ação de Cumprimento 1002432-81.2025.5.02.0433

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

24/03/2026 - Sem pressão sindical e social, Congresso vai enterrar redução da jornada


Debate avança no rito, mas é travado por estratégia política. Sem mobilização, propostas tendem a ser adiadas ou desidratadas.


Marcos Verlaine*


A agenda está quente, mas a decisão está fria. Assim, pode-se definir o debate em torno da redução da jornada de trabalho e da escala no Congresso, que voltou ao centro do debate público. Está na ordem do dia.


Mas não na ordem da decisão do Legislativo federal, que é majoritariamente composto por empresários ou representantes de empresários, por deputados e senadores de direita e extrema-direita e conservadores. Ou seja, eles são contra as pautas de avanços sociais.


Daí, em razão disso, é fundamental botar pressão. Do contrário, sob esse espectro majoritário do Congresso, propostas assim não irão avançar.


No Senado Federal, a PEC 148/15, do senador Paulo Paim (PT-RS), permanece parada no plenário desde dezembro, apesar de pronta para votação. Na Câmara dos Deputados, a PEC 8/25 segue em discussão na CCJ, formalmente em fase de audiências públicas.


A PEC do senador Paim estabelece transição progressiva: a jornada cairia inicialmente de 44 para 40 horas semanais. A partir daí, haveria redução de 1 hora por ano até atingir o limite final de 36 horas.


A da deputada Erika institui a jornada de 4 dias por semana, limitada a 36 horas semanais, sem redução salarial.


Mas há descompasso evidente: o que avança no rito não avança na política.


AUDIÊNCIAS QUE NÃO DECIDEM

No caso da PEC 8/25, o próprio desenho institucional expõe a contradição.


A CCJ não analisa o mérito da proposta. Limita-se a analisar a constitucionalidade e tecnicalidade da proposta. Qual a razão dessas audiências públicas? Protelar, adiar a decisão!


Nesse contexto, a realização de audiências públicas, embora legítima em tese, assume contornos protelatórios. Não se trata de aprofundar o debate, mas de alongar o tempo. De empurrar o enfrentamento político para frente.


Até porque há décadas se debate redução de jornada no Brasil. Já há interminável e robusta massa crítica para avançar com essa pauta. A sociedade é majoritariamente a favor, em particular os jovens trabalhadores. É o adiamento como método.


PODER DE TRAVAR SEM VOTAR

O fato de a pauta estar “na ordem do dia” não significa que será decidida. No Congresso brasileiro, propostas podem ser esvaziadas sem serem derrotadas. Basta que não sejam votadas.


Esse é o terreno onde opera, com eficiência, o empresariado organizado. Não necessariamente para vencer no voto, mas para evitar que isso aconteça.


A estratégia é conhecida: postergar, fragmentar, condicionar. Levar o debate até o limite do calendário. E, se possível, além desse. E daí não votar porque o tempo político se esvaiu. Esgotou.


Se as propostas ficarem para depois das eleições, a tendência é clara: não serão votadas. E, se forem, será em outro ambiente político, provavelmente mais desfavorável à mudança.


RISCO DE ESVAZIAMENTO

Mesmo no cenário de avanço, há outro risco: o da desidratação das propostas.


Regras de transição extensas, exceções setoriais amplas e dispositivos de flexibilização podem transformar a mudança estrutural em ajuste marginal. Preserva-se a forma, esvazia-se o conteúdo.


A redução da jornada, nesse caso, deixaria de ser redistribuição do tempo de vida para se tornar mera acomodação de interesses, do empresariado, do mercado e do capital.


TEMPO DE VIDA EM DISPUTA

No fundo, o que está em jogo não é apenas carga horária. É a disputa sobre o tempo. E a capacidade dos atores políticos e sociais apresentarem as ferramentas para levar a cabo à votação das propostas em pauta.


Tempo para viver, estudar, cuidar, existir — de um lado. Tempo apropriado como fator de produção — de outro. E isso terá como consequência mais empregos formais, renda e vida menos turbulenta.


A redução da jornada sempre foi, historicamente, conquista arrancada, não concedida. Nunca avançou por inércia institucional. Sempre exigiu conflito social organizado.


SEM TENSÃO, NÃO HÁ DECISÃO

A experiência histórica é inequívoca: sem pressão social, não há mudança relevante na legislação trabalhista.


É preciso mais do que intenção. É preciso tensionar o Congresso — na Câmara dos Deputados e no Senado Federal —, simultaneamente.


A luta se dá em 3 frentes: nas ruas, nas redes e dentro do Parlamento. É nesse cruzamento que se altera a correlação de forças capaz de tirar as propostas da inércia.


CUSTO DA INAÇÃO

Sem mobilização, o desfecho é previsível: propostas paradas ou aprovadas de forma esvaziada.


Em ambos os casos, perde-se o essencial: a possibilidade de reorganizar o trabalho, a partir de novo pacto social sobre o tempo de trabalho e para a vida social.


O Congresso não decide no vazio. Decide sob pressão.


E, neste tema, a ausência dessa já é, por si só, uma forma de decisão.


É preciso ir às ruas, às redes e ao Congresso, com mais vigor e entusiasmo, onde deputados e senadores irão decidir, com ou sem o povo. Se tiver povo, a decisão poderá ser favorável. Se não tiver, esqueça.


(*) Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP

Fonte: Diap

 


 

24/03/2026 - Comissão de Constituição e Justiça discute fim da escala 6X1 e redução da jornada de trabalho


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta terça-feira (24) para discutir propostas que tratam do fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso por semana) e da redução da jornada de trabalho no Brasil.


A reunião será realizada no plenário 1, às 14 horas.


A CCJ deve analisar a admissibilidade da PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP); e da PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).


O debate atende a pedido do deputado Paulo Azi (União-BA), relator das propostas. "A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 constituem temas históricos e de grande relevância para a população, refletindo as transformações impulsionadas pelo avanço tecnológico e pela necessidade de garantir mais qualidade de vida ao trabalhador", afirma.


O parlamentar destaca a importância de ouvir patrões, funcionários e especialistas sobre os impactos sociais, culturais e econômicos das propostas.

Fonte: Agência Câmara

 


 

24/03/2026 - Fim da escala 6×1 é a grande bandeira sindical


Raras vezes uma bandeira trabalhista obteve tanto apoio e repercussão quanto o fim da jornada 6×1, proposto por Érica Hilton (PSol-SP). O Projeto de Lei está para ser votado no Congresso Nacional.


A matéria tem apoio de todas as Centrais e demais entidades de trabalhadores. O presidente Lula também tem se posicionado a favor do fim dessa escala, que deve resultar, ainda, na redução da jornada para, pelo menos, 40 horas semanais.


Ex-dirigente metalúrgico do ABC, o ministro Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, falou quarta (18), na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, em Brasília. E ressaltou: “Há um clamor, especialmente da juventude trabalhadora, pra que a gente analise o fim da jornada 6×1. Há o apoio do governo em relação a isso. Nós queremos avance o mais rapidamente possível.”


A jornada extenuante, física e mentalmente, suscita uma outra discussão, que é a precariedade do transporte público nas regiões metropolitanas. “Se a escala 6×1 gera estafa, a lentidão do transporte público castiga ainda mais o trabalhador”, afirma Alvaro Egea, secretário-geral da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).


Reação – Segmentos patronais reagem ao fim da escala, alegando perda de produtividade e aumento de custos para a empresa. “É o mesmo discurso que adotaram quando a Constituição de 1988 reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais”, observa Miguel Torres, presidente nacional da Força Sindical.


Nos recentes atos do 8 de Março – Dia Internacional da Mulher – a grita foi geral contra a escala 6×1, até porque a trabalhadora, por cumprir dupla ou tripla jornada, é a parte mais sacrificada pela escala exaustiva.


O próprio INSS sente o impacto da escala 6×1, por meio do aumento de incidência das doenças que afetam a saúde mental de trabalhadores e trabalhadoras.


Mais – Sites das Centrais, Dieese e Fundacentro.

Fonte: Agência Sindical

 


 

24/03/2026 - Deputado do PL propõe reduzir jornada semanal para 40h no comércio


Texto altera legislação da categoria e foi apresentado por Luiz Carlos Motta em meio à discussão sobre o fim da escala 6x1.


Em meio ao debate sobre o fim da escala 6x1, o deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) protocolou um projeto de lei que reduz a carga horária semanal de trabalhadores do comércio de 44 para 40 horas (1.176/2026). O texto altera a Lei 12.790/2013, que regulamenta o exercício da profissão de comerciário.


Quanto ao número máximo de horas trabalhadas diariamente, a proposta preserva as oito horas diárias previstas na lei. A mudança representa uma diminuição de quatro horas na jornada semanal dos trabalhadores do comércio, o que equivale a meio turno a menos de trabalho por semana.


Na justificativa, o autor sustenta que a redução da jornada pode favorecer a preservação da saúde física e mental dos comerciários, ao reduzir o desgaste provocado pela rotina intensa de atendimento ao público.


"A diminuição da carga horária tende a favorecer a preservação da saúde física e mental do trabalhador, reduzindo fatores de desgaste decorrentes da rotina intensa de atendimento ao público, longos períodos em pé e elevada exigência de produtividade, circunstâncias comuns nas atividades do comércio. Além disso, a medida contribui para a melhoria da qualidade de vida, ampliando o tempo disponível para convívio familiar, descanso e desenvolvimento pessoal."


Do ponto de vista econômico, Luiz Carlos Motta argumentou que jornadas mais equilibradas podem estimular ganhos de produtividade. A lógica apresentada no texto é de que trabalhadores menos cansados, menos adoecidos e menos sujeitos à exaustão tendem a produzir melhor, atender melhor e se ausentar menos.


O deputado afirmou que a redução da jornada pode contribuir para "diminuir índices de fadiga, absenteísmo e rotatividade, fatores que impactam diretamente a eficiência do serviço prestado no comércio". Na avaliação de Luiz Carlos Motta, a proposta pode abrir novos postos de trabalho.

 

Leia a íntegra.


Fim da escala 6x1

A PEC 221/2019 prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho no Brasil de 44 para 36 horas. Apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a proposta estabelece prazo de dez anos para que a nova carga horária máxima entre em vigor.


De acordo com o texto, a duração do trabalho continuaria limitada a oito horas diárias, mas o total semanal cairia para 36 horas. A proposta mantém a possibilidade de compensação de horários e de redução da jornada por meio de acordo ou convenção coletiva entre empregadores e trabalhadores.


Outra proposta, esta de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê carga horária semelhante, mas distribuída em quatro dias por semana (PEC 8/2025). O texto faculta a compensação de horários e a redução da jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.


Em fevereiro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), apensou as propostas e encaminhou para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O deputado Paulo Azi (União-BA) foi designado relator.


O governo definiu o fim da escala 6x1 como uma das pautas prioritárias em 2026. A redução para 40 horas semanais é apontada pelo Ministério do Trabalho e Emprego como mais viável para a redução da jornada de trabalho.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

23/03/2026 - CONCLAT 2026 e Marcha da Classe Trabalhadora serão em 15 de abril, em Brasília


A Nova Central Sindical de Trabalhadores informa que será realizada, no dia 15 de abril de 2026, em Brasília (DF), a CONCLAT 2026 (Conferência da Classe Trabalhadora), organizada pelas Centrais Sindicais.


A atividade tem como objetivo a aprovação da Pauta da Classe Trabalhadora, construída em todo o país, sob o lema: “Empregos, Direitos, Soberania, Democracia e Vida Digna”.


A programação terá início às 8h, no Teatro Nacional, com a realização da Plenária. Em seguida, os participantes sairão em Marcha até o Congresso Nacional, reforçando a mobilização da classe trabalhadora.


Após a Plenária, representantes das Centrais Sindicais deverão se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para a entrega oficial das reivindicações.


Entre os principais pontos da pauta estão: redução da jornada de trabalho, fim da escala 6x1, valorização do salário mínimo, geração de empregos, fortalecimento das negociações coletivas, combate ao feminicídio, regulação do trabalho em plataformas digitais e redução da taxa de juros.


A Nova Central orienta suas entidades filiadas a garantirem ampla participação, fortalecendo a unidade e a mobilização em defesa dos direitos da classe trabalhadora.


“A CONCLAT é um momento essencial de unidade e mobilização da classe trabalhadora. A participação de todos e todas é fundamental para fortalecer nossas pautas e avançar na conquista de direitos”, enfatizou Sônia Zerino, presidente da Nova Central.

Fonte: NCST

 


 

23/03/2026 - DIAP debate eleições de 2026 com lideranças


O diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) e analista político, Neuriberg Dias, participará, no próximo dia 26 de março, de um encontro que reunirá sindicalistas e representantes de movimentos sociais no centro do Rio de Janeiro.


A atividade tem como objetivo promover um debate estratégico sobre o cenário político nacional, com foco nas eleições de 2026 e na construção de agendas de atuação conjunta entre as entidades.


Durante o encontro, Neuriberg apresentará análise do DIAP sobre a conjuntura política e as perspectivas eleitorais, contribuindo para a reflexão das lideranças presentes. A programação também contará com a participação de Edinho Silva, reforçando o caráter político do debate.


A pauta central inclui a discussão das eleições de 2026, com base em estudos e avaliações do DIAP e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), buscando subsidiar a atuação do movimento sindical e social no próximo período.


O encontro será realizado das 9h às 14h, na Avenida Rio Branco, no centro do Rio, reunindo lideranças comprometidas com o fortalecimento da articulação política e social no país.

Fonte: Diap

 


 

23/03/2026 - INSS antecipa pagamento do 13º para aposentados e pensionistas


Dinheiro será depositado nos meses de abril e maio


Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social vão receber o 13º salário antecipado nos meses de abril e maio. São cerca de 35,2 milhões de benefícios, o que vai injetar na economia brasileira mais de R$ 78 bilhões divididos em duas parcelas.


Este é o sexto ano seguido em que o governo antecipa o pagamento do 13º para os beneficiários do INSS. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira (19).


O calendário de pagamento da primeira parcela vai de 24 de abril até 8 de maio. A segunda metade estará nas contas entre os dias 25 de maio a 8 de junho.


A data de pagamento leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.


Têm direito à antecipação do 13º quem recebe benefício por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte ou auxílio-reclusão.

Fonte: Agência Brasil

 


 

23/03/2026 - Artigo mostra como a jornada de trabalho no Brasil foi moldada por lutas e disputas


Saiba como a jornada de trabalho no Brasil passou de mais de 12 horas diárias para 44 horas semanais e seu contexto histórico.


O trigésimo primeiro artigo do dossiê “Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado pelo Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) em parceria com as centrais sindicais, faz uma análise sobre o “Alongamento e redução da jornada de trabalho no Brasil”.


O artigo é assinado por Sadi Dal Rosso. Ele analisa a evolução da jornada de trabalho no Brasil e demonstra que sua redução sempre resultou de mobilização social e greves.


Desde a industrialização, quando jornadas ultrapassavam 12 horas diárias, até a Constituição de 1988, que fixou o limite em 44 horas semanais, o autor mostra que avanços ocorreram em meio a intensos conflitos entre trabalhadores e empregadores.


O texto também critica retrocessos recentes e destaca a atualidade do debate, com movimentos que defendem o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução de salários.


Leia aqui o artigo: Alongamento e redução da jornada de trabalho no Brasil

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

23/03/2026 - Com acordo PT-PSB-PDT, Lula terá apoio de toda a esquerda pela 1ª vez


Inédita unidade da esquerda nas eleições 2026 já garante a Lula uma coligação com ao menos sete partidos:

PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um trunfo inédito na busca de mais um mandato no Palácio do Planalto. Em 2026, pela primeira vez em nove eleições presidenciais, todos os partidos de esquerda com representação parlamentar apoiarão uma mesma candidatura já no primeiro turno.


Uma reunião nesta quarta-feira (18), em Brasília, selou o apoio de PSB e PDT à reeleição de Lula. Participaram do encontro os presidentes partidários Edinho Silva (PT), João Campos (PSB) e Carlos Lupi (PDT). Eles também firmaram um acordo nacional para priorizar candidatos mais competitivos nas eleições estaduais.


Um post compartilhado em conjunto nas redes sociais de Edinho, Campos e Lupi elogiou o encontro. Conforme a postagem, a “excelente conversa” avançou “na construção de uma estratégia nacional, que compreende a importância dos arranjos estaduais para o fortalecimento do projeto de reeleição do Presidente Lula”.


Desde 1989, quando os brasileiros voltaram a eleger presidentes pelo voto direto, houve apenas duas disputas em que PT, PSB e PDT se coligaram: em 1998, no apoio a Lula, e em 2010, na chapa de Dilma Rousseff (PT). Nas duas vezes, porém, outros nomes da esquerda concorreram: Alfredo Sirkis se candidatou pelo PV em 1998, enquanto Marina Silva, também pelo PV, e Plínio de Arruda Sampaio disputaram em 2010.


O próprio PDT lançou as candidaturas de Leonel Brizola em 1989 e 1994, de Cristovam Buarque em 2006 e de Ciro Gomes em 2018 e 2022. Já o PSB teve candidatos em 2002 (Anthony Garotinho) e em 2014 (Eduardo Campos, que faleceu durante a campanha, e depois Marina Silva, sua substituta).


Agora, a inédita unidade de toda a esquerda nas eleições 2026 já garante a Lula uma coligação com ao menos sete partidos: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT. Juntas, essas legendas somam 127 deputados federais, 16 senadores e seis governadores.


Nos estados

O acordo PT-PSB-PDT definiu ainda chapas em estados importantes para a campanha de Lula. É o caso de Pernambuco, onde João Campos, hoje prefeito do Recife (PE), será candidato a governador, tendo como vice o advogado Carlos Costa, irmão do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). As duas vagas ao Senado serão disputadas pela ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) e pelo senador Humberto Costa (PT), que tentará a reeleição.


No Rio Grande do Sul, os partidos já têm consenso nos dois candidatos ao Senado – o deputado federal Paulo Pimenta (PT) e a ex-deputada federal Manuela D’Ávila (PSOL). O próximo passo é deliberar quem vai encabeçar a chapa ao governo gaúcho – atualmente, os ex-deputados estaduais Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT) são pré-candidatos ao Palácio Piratini.

Fonte: Portal Vermelho

 


 

23/03/2026 - Escala 6×1: a economia avança, quando direitos avançam


Mesmo com amplo apoio da sociedade ao fim da jornada exaustiva, maioria dos parlamentares resiste a mudar modelo de trabalho que sacrifica qualidade de vida sem melhorar a produtividade.

 

por Gustavo Alves


A escala 6×1 é um modelo de trabalho esgotado. Insistir neste em pleno século 21 não é apenas atraso. É escolha política que naturaliza a exaustão do trabalhador. O debate sobre seu fim coloca o Brasil diante de decisão simples: continuar reproduzindo padrão herdado de outra realidade econômica ou avançar para organização de trabalho compatível com a sociedade contemporânea.


A escala de 6 dias de trabalho para apenas 1 de descanso consolidou-se, sobretudo, no comércio e em serviços, setores marcados por baixos salários, alta rotatividade e pressão constante por produtividade. Na prática, significa jornadas longas, deslocamentos cansativos e quase nenhum tempo para descanso, estudo ou convivência familiar.


Algumas empresas já experimentam escalas mais equilibradas, como o regime 5×2, com 2 dias de descanso semanal. Não se trata de filantropia, mas de eficiência.


Empresas que oferecem melhores condições de trabalho reduzem rotatividade, retêm profissionais e melhoram o ambiente de trabalho. Num mercado cada vez mais competitivo, ignorar a qualidade de vida tornou-se erro estratégico.


O fim da escala 6×1 não é apenas pauta trabalhista. É agenda de modernização econômica.


Jornadas mais equilibradas ampliam o tempo para qualificação, convivência social e consumo cultural: fatores que também dinamizam a economia. Em muitos casos, reorganizar escalas exige ampliar equipes, o que pode gerar empregos e renda.


Produtividade não depende da quantidade de horas trabalhadas, mas da qualidade da organização econômica. Tecnologia, qualificação profissional e inovação pesam muito mais do que a simples extensão da jornada.


Países altamente produtivos costumam ter jornadas menores que a brasileira. Mesmo aqui no subcontinente. Insistir no contrário significa confundir esforço com eficiência.


Trabalhadores permanentemente exaustos produzem menos, erram mais e adoecem com maior frequência. O resultado é queda de produtividade, aumento de afastamentos e deterioração do ambiente de trabalho. Não há racionalidade econômica em sustentar modelo baseado na fadiga permanente.


A resistência à mudança, portanto, não se sustenta em evidências econômicas. Trata-se, sobretudo, de disputa política sobre o papel do trabalho na sociedade.


Essa resistência não é nova. Sempre que o País discutiu avanços nas relações de trabalho surgiram previsões catastróficas sobre impactos econômicos. Foi assim na criação da legislação trabalhista, no salário mínimo e na Constituição de 1988, quando a jornada semanal caiu de 48 para 44 horas.


O colapso anunciado nunca ocorreu. A economia avança, quando direitos avançam.
 

E nos tempos atuais, em que a maior economia do mundo rasga regras do Direito Internacional e impõe tarifas de forma aleatória e irresponsável é preciso defender o Brasil e fortalecer nosso País.


E fortalecer o Brasil é acabar com a escala 6×1.


Gustavo Alves - Jornalista, especialista em Ciência de Dados e chefe de gabinete na Secretaria Executiva do MDS

Fonte: Portal Vermelho

 


 

20/03/2026 - Acabar com a Justiça do Trabalho? – por João Guilherme


As pessoas que leram a versão impressa do Estadinho de segunda-feira (16/03) ficaram surpresas e alarmadas com a manchete: “Empresas pagam recorde de R$ 50 bi em ações trabalhistas” (nas páginas internas o recorde vai a mais de R$ 50 bi).


A própria matéria de Daniel Weterman assinala que o permanente crescimento das ações trabalhistas e seus montantes só foi interrompido pela deforma trabalhista de 2017, capitaneada por Rogério Marinho, que colocou mata-burros financeiros para a ação judicial dos trabalhadores.


Como STF julgou inconstitucional a eliminação da Justiça gratuita e o pagamento das ações pelos trabalhadores, os mata-burros de 2017 foram eliminados e o crescimento das ações e seus montantes continuou até o recorde atual.


O partido editorial da manchete, capa e matérias do Estadinho é fazer pressão sobre os ministros do STF que julgarão em breve os limites da gratuidade e a pejotização.


O que significa o valor destas ações trabalhistas?


É a precificação, pelos tribunais, das violações continuadas pelas empresas e pelos patrões dos direitos trabalhistas, das leis e dos acordos ou convenções coletivas. Este é o resultado, menos que compensatório, do verdadeiro faroeste vigente nas relações de trabalho e emprego.


O hoje senador Rogério Marinho, coordenador da campanha à presidência do candidato bolsonarista, promete com sua eleição completar o serviço iniciado com a deforma de 2017 e talvez, conseguir a própria extinção da Justiça do Trabalho, como pretende seu correligionário o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança.


João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

20/03/2026 - PL da redução da jornada é retirado de pauta e deve voltar na próxima semana


O Projeto de Lei nº 67/2025, de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), que propõe a alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para fixar a jornada máxima de 40 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso remunerado (escala 5x2) e o fim da escala 6x1, foi retirado de pauta do plenário da Câmara dos Deputados nesta semana.


A retirada ocorreu em razão de um acordo de procedimento firmado no âmbito da própria comissão, adiando a apreciação da matéria.


A expectativa é de que o projeto retorne à pauta do plenário na próxima semana, quando a Câmara deverá funcionar em regime híbrido. Diante desse formato e do cenário de articulação política, não está descartada a possibilidade de novo adiamento da discussão.


O DIAP seguirá acompanhando a tramitação da proposta, considerada estratégica para o debate sobre a redução da jornada de trabalho e a melhoria das condições laborais no país.

Fonte: Diap

 


 

20/03/2026 - Reeleger Lula para preservar direitos e a democracia


Entre avanços sociais recentes e o risco de retrocessos institucionais, a eleição de 2026 pode definir o rumo do Estado de Direito no Brasil.

Marcos Verlaine*


O Brasil atravessa década marcada por forte politização estrutural, polarização política, crises institucionais e profundas disputas sobre o papel do Estado na garantia de direitos sociais.


Desde 2023, o governo do presidente Lula (PT) tem procurado reposicionar o País em basicamente 2 frentes centrais: a reconstrução das políticas públicas desmontadas nos anos anteriores e a reafirmação do compromisso com a democracia constitucional.


Esse esforço tornou-se ainda mais evidente após os ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, numa clara tentativa de golpe de Estado. Episódio que colocou à prova a solidez institucional brasileira e exigiu resposta firme do Estado.


Naquele contexto, a defesa do Estado de Direito deixou de ser apenas tema teórico ou retórico e passou a ser condição prática para a estabilidade política e econômica do País.


A eleição presidencial que se avizinha, portanto, não se resume à alternância comum de poder. Essa coloca em debate 2 projetos distintos de sociedade: um baseado na ampliação de direitos e na presença ativa do Estado, e outro que tende a relativizar políticas sociais e tensionar as instituições democráticas.


RISCO DE REGRESSÃO POLÍTICA

Nesse cenário, a eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), preposto do pai, representaria, para muitos analistas, o retorno de ciclo político marcado por confrontos institucionais, desmonte de políticas sociais e tensionamento constante entre os Poderes da República.


A experiência recente mostra que discursos que desacreditam instituições — como o Judiciário, o sistema eleitoral e a imprensa — tendem a produzir erosão democrática gradual.


Esse processo não ocorre necessariamente por ruptura abrupta, mas por desgaste contínuo das regras e dos freios institucionais que sustentam a democracia.


O risco, portanto, não reside apenas em divergências políticas e ideológicas legítimas. Esse se concentra na possibilidade de retrocessos institucionais que afetem direitos sociais, liberdades civis e a própria estabilidade do regime democrático, com fundamento na Constituição de 1988.


POLÍTICA ECONÔMICA COM FOCO EM RENDA

Um dos eixos centrais do atual governo tem sido a recomposição do poder de compra das famílias e a recuperação do papel distributivo das políticas públicas.


Entre as principais medidas adotadas está a retomada da política de valorização do salário mínimo. O governo restabeleceu a regra que combina reposição da inflação com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), que garante aumento real do rendimento básico de milhões de trabalhadores e aposentados.


Outra iniciativa relevante foi a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Medida que pode reduzir a carga tributária sobre a chamada “classe média” e os trabalhadores de menor renda.


Também merece destaque a aprovação da lei de igualdade salarial entre homens e mulheres para trabalho de igual valor, avanço importante na tentativa de reduzir desigualdades históricas no mercado de trabalho brasileiro.


PROTEÇÃO SOCIAL E INCLUSÃO ECONÔMICA

Na área social, a principal medida foi a reconstrução do programa de transferência de renda. O Novo Bolsa Família restabeleceu o valor mínimo de R$ 600 e criou adicionais específicos para crianças, adolescentes e gestantes, reforçando o foco no combate à pobreza infantil.


Outra política relevante foi o programa Desenrola Brasil, orientado à renegociação de dívidas de famílias de baixa renda e pequenos devedores.


Ao facilitar a limpeza do nome e o retorno ao crédito, o programa buscou estimular o consumo e reduzir o elevado nível de endividamento das famílias brasileiras.


No campo habitacional, o governo retomou o programa Minha Casa, Minha Vida, com prioridade para famílias de menor renda. A iniciativa busca reduzir o déficit habitacional e, ao mesmo tempo, estimular a atividade econômica na construção civil.


DEMOCRACIA, MEIO AMBIENTE E REFORMA ESTRUTURAL

O governo também procurou reposicionar o Brasil no debate ambiental internacional. A meta de desmatamento zero na Amazônia e o fortalecimento de órgãos de fiscalização ambiental marcaram mudança significativa na política ambiental brasileira.


Outro avanço estrutural foi a aprovação da Reforma Tributária sobre o consumo. Após décadas de impasse, o Congresso aprovou emenda à Constituição que simplifica o sistema tributário e substitui diversos impostos por modelo de IVA Dual¹.


A medida tem potencial para reduzir distorções econômicas e aumentar a eficiência do sistema tributário brasileiro.


ELEIÇÃO COMO ESCOLHA DE PROJETO DE PAÍS

A disputa eleitoral futura, portanto, não será apenas entre nomes ou partidos. Essa envolve escolha sobre o papel do Estado, a preservação de direitos sociais e o respeito às instituições democráticas, permanentemente ameaçadas no governo anterior.


A reeleição de Lula, portanto, representaria a continuidade de projeto de reconstrução institucional e de ampliação gradual de políticas sociais. Já a ascensão de Flávio Bolsonaro poderia significar a retomada de agenda marcada por conflitos institucionais e por visão mais restritiva do papel do Estado na proteção social.


Em democracias consolidadas, eleições são instrumentos de renovação política. No Brasil contemporâneo, contudo, essas também funcionam como mecanismos de defesa do próprio regime democrático.


Mais do que escolher um governante, o País estará decidindo qual modelo de sociedade deseja consolidar: um baseado na ampliação de direitos e no fortalecimento das instituições ou outro marcado pela incerteza institucional e pelo risco de regressão social.


(*) Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP

_________________

¹ O IVA Dual é o novo modelo de tributação sobre o consumo na Reforma Tributária brasileira, que substitui 5 impostos — PIS, Cofins, IPI (federais), ICMS (estadual), ISS (municipal) — por 2 tributos unificados — CBS (federal) e IBS — estadual/municipal. Com foco na não cumulatividade e transparência, a transição começa em 2026, com conclusão prevista para 2033, visando simplificar a cadeia produtiva.

Fonte: Diap

 


 

20/03/2026 - Redução de jornada e regras para aplicativos devem ser prioridades neste ano, diz ministro do Trabalho


Relator de projeto sobre escala 5x2 e redução de jornada para 40 horas semanais propõe implementação escalonada até 2028


O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (18) que a redução da jornada de trabalho e regras para trabalhadores por aplicativos devem estar entre as prioridades do Congresso Nacional neste ano.


“É fundamental nos debruçarmos sobre essas pautas neste quadrimestre, para criar condições de o Senado ter tempo de atuar ainda em 2026”, disse ele, durante audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados.


Segundo Luiz Marinho, o governo apoia a jornada máxima de 40 horas semanais, com dois dias de folga (escala 5x2). A mudança está prevista no Projeto de Lei 67/25, da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), hoje em análise na comissão.


Para o ministro, o projeto de lei é um caminho mais célere que as duas propostas de emenda à Constituição (PECs) hoje na Câmara. “A sociedade vem debatendo muito essa questão, e o Parlamento tem sensibilidade para agilizar isso”, afirmou.


Alternativa

Relator na Comissão de Trabalho, o deputado Leo Prates (PDT-BA) elaborou nova versão para o Projeto de Lei 67/25, incorporando outra iniciativa que tramita em conjunto. O substitutivo seria votado hoje, mas acabou retirado de pauta.


Para minimizar impactos econômicos e operacionais nas empresas, a versão do relator prevê implementação escalonada. A jornada seria de 42 horas semanais em 1º de janeiro de 2027, atingindo 40 horas apenas em 1º de janeiro de 2028.


O substitutivo altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei 12.790/13, que trata da profissão de comerciário, e a Lei do Repouso Semanal Remunerado. Pelo texto, as mudanças valerão para todas as categorias e sem redução salarial.


Na reunião desta quarta, o parecer de Leo Prates recebeu apoio de parlamentares. O presidente da Comissão de Trabalho, deputado Max Lemos (PDT-RJ), afirmou que a proposta será votada depois do cumprimento de todas as regras regimentais.


Plataformas

Sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos, Luiz Marinho defendeu o “enquadramento possível”, com direitos previdenciários e segurança. “O vínculo formal, a CLT, a gente não tem força para passar neste Parlamento”, declarou.


Segundo o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), o Projeto de Lei Complementar 152/25, que trata do trabalho por aplicativos, poderá ser votado pelo Plenário até abril. Ainda não há um texto de consenso.

Fonte: Agência Câmara

 


 

20/03/2026 - Ipea divulga Nota Técnica sobre mudanças na jornada e escala de trabalho


A Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Ipea lançou a Nota Técnica “Mudanças na jornada e na escala de trabalho: elementos empíricos para o debate”, que analisa, com base em dados da RAIS 2023, os impactos econômicos e sociais de propostas de redução da jornada semanal no Brasil, destacando efeitos sobre custo do trabalho, setores produtivos e perfil dos trabalhadores mais afetados.


O estudo evidencia que a jornada superior a 40 horas ainda predomina entre vínculos formais, especialmente em ocupações de menor escolaridade e renda, e aponta que eventuais mudanças exigem avaliação setorial e políticas de transição, diante da ausência de dados consolidados sobre escalas de trabalho no país.


O documento completo está disponível AQUI

Fonte: Diap

 


 

19/03/2026 - 1º de Maio descentralizado fortalece as bases e amplia a mobilização dos trabalhadores, destaca Nova Central


Nesta segunda-feira (16), as centrais sindicais brasileiras definiram que, em 2026, o Dia do Trabalhador será realizado em formato descentralizado, substituindo o tradicional ato unificado por mobilizações organizadas nas bases e em diversas regiões do país.


A iniciativa, construída de forma coletiva, busca ampliar a proximidade com os trabalhadores e fortalecer a atuação sindical nos locais de trabalho. A Nova Central Sindical de Trabalhadores tem papel ativo nesse processo, incentivando a participação das categorias e promovendo ações que dialoguem diretamente com a realidade da classe trabalhadora.


Para a Nova Central, o novo formato representa um avanço na estratégia de mobilização. “É fundamental fortalecer as bases, ouvir os trabalhadores e dar visibilidade às demandas reais de cada categoria. A descentralização amplia a participação e reforça o papel do movimento sindical na defesa de direitos”, destaca Sônia Zerino, presidente da Nova Central.


Entre as principais reivindicações estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6x1, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o combate à pejotização. Também integram a pauta o direito à negociação coletiva para os servidores públicos e o enfrentamento ao feminicídio, reafirmando o compromisso das centrais com a justiça social e a valorização do trabalho.


A definição do novo formato ocorre em um contexto de avaliação das mobilizações recentes, especialmente em grandes centros urbanos. Como parte do calendário de lutas, as centrais também promoverão, em Brasília, atividades de mobilização e diálogo institucional, com a entrega de pautas prioritárias ao governo federal e ao Congresso Nacional.

Fonte: NCST

 


 

19/03/2026 - Centrais Sindicais defendem sindicatos para implementar redução da jornada e fim da escala 6×1


Entenda a importância dos sindicatos na luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem perdas salariais.


O trigésimo artigo do dossiê “Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado pelo Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) em parceria com as centrais sindicais, aborda o tema: “Sindicatos para fazer valer direitos: e lutar por mais”. O artigo é assinado por Miguel Eduardo Torres, Ricardo Patah, Antonio Neto, João Carlos Gonçalves (Juruna), Francisco Canindé Pegado e Álvaro Egea.


O texto defende que a luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada sem redução salarial é uma demanda histórica da classe trabalhadora e precisa estar articulada ao fortalecimento dos sindicatos e da negociação coletiva.


Os autores afirmam que a precarização das relações de trabalho, agravada pela Reforma Trabalhista de 2017 e pela expansão da informalidade e do trabalho por aplicativos, reforça a urgência desse debate.


O artigo também recupera a trajetória das lutas sindicais pela redução da jornada, como a conquista das 44 horas semanais na Constituição de 1988. Para os autores, o tema deve fazer parte de um projeto mais amplo de desenvolvimento nacional, com geração de empregos, valorização salarial e ampliação da proteção social.


Leia aqui o artigo: Sindicatos para fazer valer direitos: e lutar por mais

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

19/03/2026 - Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida? Veja as horas por capital


Pesquisa da Conab e do Dieese também mostra quanto do salário mínimo é gasto com alimentos.


Você já parou para pensar quantas horas por mês é preciso trabalhar para comprar comida? Ou que porcentagem do salário mínimo é gasta com alimentos básicos?


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) faz esse cálculo para cada capital do país, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).


O relatório de fevereiro mostrou que São Paulo é a capital onde as pessoas precisam trabalhar mais horas por mês para comprar alimentos da cesta básica: 115 horas e 45 minutos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14).


Na outra ponta do ranking está Aracaju, onde são necessárias 76 horas e 23 minutos de trabalho para comprar a cesta básica.

 

Matéria completa: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/03/17/quanto-tempo-voce-precisa-trabalhar-para-comprar-comida.ghtml

 

Fonte: G1

 


 

19/03/2026 - MTE lança manual para orientar gestão de riscos ocupacionais nas empresas


Publicação traz orientações sobre a aplicação da NR-1 e aborda também o gerenciamento de riscos psicossociais no ambiente de trabalho


O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho.


O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabalhadores.


A iniciativa faz parte das ações do MTE para fortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. As orientações também reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupacionais nas organizações.


O lançamento do manual está alinhado às ações da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT) 2026, que terá como tema Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho, ampliando o debate sobre saúde mental e trabalho digno.


O material está disponível para consulta e download aqui.

Fonte: MTE

 


 

18/03/2026 - Comissão debate escala 6X1 com representante do Ministério da Fazenda


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta quarta-feira (18) para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que trata da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho. O debate será realizado às 14 horas, no plenário 1.


Participa do debate a subsecretária de Política Fiscal do Ministério da Fazenda, Débora Freire. A audiência atende a pedido do deputado Paulo Azi (União-BA), relator da PEC na CCJ.

Fonte: Agência Câmara

 


 

18/03/2026 - Marinho diz que atualização da NR-1 entra em vigor em maio sem novo adiamento


O ministro ainda adiantou que o MTE editou um novo manual com orientações mais específicas que será publicado em breve


O ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho diz que a entrada em vigor da atualização da NR-1, a norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre saúde e segurança no trabalho, não será mais adiada "sem um cronograma de trabalho para as empresas apresentarem relatórios sobre os riscos e as necessidades dos setores". A nova redação inclui as obrigações das empresas quanto aos riscos psicossociais dos trabalhadores.


A atualização da norma deve entrar em vigor em 26 de maio, depois de um adiamento de um ano. "Me pediram no ano passado um adiamento e dei um trabalho para o setor empresarial, de conversarem e trazerem uma análise dos riscos. A empresa que tem que fazer seu diagnóstico. Eu ainda estou aguardando", afirmou o ministro.


Marinho falou sobre o tema em um encontro no Sescon-SP (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado) e outros sindicatos patronais do setor de serviços.


O setor apresentou como uma das principais preocupações a necessidade de protocolos específicos para determinar se os problemas psicossociais dos trabalhadores foram causados pelo trabalho ou por questões pessoais - algo mais fácil de se verificar em casos de riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.


No fim do encontro, contudo, o ministro abriu para alguma negociação. "Estou aberto a repensar a entrada em vigor em 26 de maio se a demanda vier organizada", disse ele. "Mas quando adiamos ano passado, não era para as empresas esperarem passar os 12 meses para começarem a se preparar", afirmou o ministro.


Novo manual

Marinho ainda adiantou que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) editou um novo manual com orientações mais específicas que deve ser publicado em breve e que as áreas técnicas do ministério estão à disposição para resolver as dúvidas do setor.


A Fundacentro, fundação de pesquisa ligada ao ministério, também elaborou um material sobre os riscos psicossociais que será publicado na próxima semana, segundo o presidente da entidade José Clovis da Silva.


6x1

O ministro falou também sobre a discussão sobre o fim da escala 6x1. Marinho defendeu a redução imediata da jornada de trabalho máxima para 40 horas semanais com duas folgas semanais, com a forma como isso será organizando sendo discutida diretamente entre as empresas ou sindicatos patronais e os sindicatos laborais.


Segundo Marinho, o governo não acredita que seja factível discutir uma jornada de 36 horas no momento. "Isso é proposta da PEC", afirmou. Ainda disse que como completar a grade de jornada não deve ser matéria de lei, mas de negociação coletiva.


A compensação sobre o impacto dessa mudança em termos de custos deve vir com o aumento da produtividade, disse ele. "Não vai haver compensação fiscal." Para ele, " a experiência mostra que a melhora na produtividade costuma compensar o impacto do custo. Mas quando o trabalhador está feliz, melhora a qualidade do trabalho," afirmou.


O ministro disse também que quem está pautando a discussão sobre a jornada 6x1 é o Congresso. "É do interesse do governo que passe, porque é uma demanda da população. Mas por nós tínhamos pautado ano passado."


Marinho vê a alteração como uma solução positiva. "Toda vez que se cria um ambiente como temos hoje no Brasil, no qual a massa da população começa a rechaçar um tipo de jornada, a mudança traz uma melhora", afirmou.


Trabalho em feriados

O ministro disse que houve um grande desentendimento sobre a questão do trabalho em feriados.


Entrou em vigor agora em março de 2026 uma portaria do MTE de 2023 (3.665/23) determinando que o trabalho em feriados no comércio precisa ser autorizado em convenção coletiva.


"A história do trabalho em feriado é uma insanidade das empresas", afirmou o ministro. "O que havia era determinação que o trabalho é autorizado de segunda a segunda, mas não havia nada sobre feriado ser autorizado automaticamente."

Fonte: Jota

 


 

17/03/2026 - Não dá mais uma Selic a 15%!


A taxa abusiva da Selic começa a asfixiar o setor produtivo nacional, com impactos no crédito e encarecimento do setor produtivo. Isso é ruim sempre. Em ano eleitoral é veneno que enfraquece ainda mais o sistema imunológico do Estado brasileiro.


O impacto do pagamento dos juros da dívida foi explicado quinta-feira, em Guarulhos, durante exposição pelo professor e Economista do Dieese, Rodolfo Viana. Ele responde pela subseção do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região. “A relação dívida-PIB vem crescendo”, adverte. Em 2020, era de 4%. Já no ano de 2025 foi fechado em 8,05 do Produto Internato Bruto.


Beneficiados – Basicamente, a dívida brasileira se divide em três grupos, que se beneficiam com a Selic alta. Fundos de Previdência e assemelhados, 22,5%; Bancos, 33%; Fundos variados, 20,8%.


O economista também critica a meta da inflação fixada em 3%, considerada muito baixa por ele. Essa camisa de força obriga o governo a cortar investimentos públicos em áreas importantes.


O pagamento dos juros da dívida tem subido, e não é pouco. Em 2022, o Estado brasileiro consumiu R$ 586.429 bi de Reais. Já 2025 fechou com um volume de R$ 1.007,53.


Protestos – Toda véspera da reunião bimensal do Copom, do Banco Central, as Centrais Sindicais organizam ato de protesto por redução da taxa de juros. O mercado prevê até o final do ano uma Selic próxima 10%. O sindicalismo e agentes do mercado produtivo ainda consideram alto esse percentual.


Enquanto o sindicalismo protesto, o empresariado silencia. O que se vê, quando muito, é uma fala aqui e ali na imprensa. Mas protestos incisivos do setor produtico contra os juros altos não há. Até porque boa parte da poupança de empresa e empresários está alocado em investimentos financeiros.


O que é – Sistema Especial de Liquidação e Custódia.


Mais – Sites do Dieese – www.dieese.org.br ou www.bcb.gov.br

Fonte: Agência Sindical

 


 

17/03/2026 - Comissão ouve ministro do Trabalho e Emprego sobre planos da sua Pasta para 2026


A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados recebe na quarta-feira (18) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Ele virá falar aos parlamentares sobre as prioridades da pasta para este ano.


A reunião será realizada no plenário 12, às 10 horas.

 

Marinho apresentará à comissão o planejamento das ações do ministério para 2026, o que facilitará o acompanhamento das políticas públicas voltadas ao mercado de trabalho.

Fonte: Agência Câmara

 


 

17/03/2026 - MPT defende limites para negociação coletiva em ambientes insalubres


O Ministério Público do Trabalho (MPT) defendeu, em audiência pública no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a necessidade de estabelecer limites para a negociação coletiva que autoriza a ampliação da jornada em atividades insalubres. A manifestação ocorreu durante discussão do Tema 149, submetido ao rito dos recursos repetitivos, que definirá precedente vinculante sobre a matéria.


As informações são de matéria assinada pela repórter Mirielle Carvalho, publicada no site do Jota em 13 de março.


O subprocurador-geral do Trabalho, Francisco Gerson de Lima, representante do MPT na audiência, defendeu que a tese a ser fixada pela Corte trabalhista condicione a validade da cláusula coletiva à comprovação efetiva da existência de insalubridade no ambiente de trabalho. Segundo ele, a proposta não representa impedimento à negociação coletiva, mas estabelece critério para sua legitimidade.


Lima rebateu argumentos de que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estaria defasada e destacou que a discussão central envolve proteção à saúde do trabalhador. "Não estamos tratando de mera ampliação de jornada, mas de saúde em ambiente hostil ao trabalhador", afirmou.


O relator do processo no TST, ministro Douglas Alencar Rodrigues, ressaltou que o debate está alinhado ao Tema 1.046 do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a validade de acordos coletivos desde que respeitados direitos fundamentais. O ministro também mencionou a possibilidade de nova audiência pública para aprofundar a controvérsia.


Setor produtivo

Representantes do setor de saúde e da indústria defenderam a manutenção da validade das negociações coletivas sobre jornada em ambientes insalubres.


Nelson Mannrich, da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), argumentou que a negociação não suprime normas de saúde e segurança, nem elimina o adicional de insalubridade. Sustentou que o que se negocia são aspectos como duração do trabalho e intervalos, matérias delegadas pelo legislador à negociação coletiva.


A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da advogada Carolina Tupinambá, defendeu que as entidades sindicais conhecem melhor a realidade de cada setor. Invocou o artigo 60 da CLT, que exige autorização prévia para prorrogação de jornada em atividades insalubres, mas argumentou que o dispositivo teria sido derrogado pela Constituição de 1988, que estimula o diálogo coletivo.


O Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihosp) alertou que decisão contrária à negociação poderá impactar a rotina hospitalar, especialmente na escala 12x36, adotada por trabalhadores da saúde.

Fonte: Diap

 


 

17/03/2026 - Datafolha: 71% dos brasileiros apoiam fim da escala 6x1


Dados mostram aumento da aprovação da proposta em debate no Congresso Nacional na comparação com a sondagem feita em dezembro de 2024, quando 64% disseram ser favoráveis à redução da jornada de trabalho


O apoio ao fim da escala 6x1 cresceu entre os brasileiros, alcançando 71% da população, segundo pesquisa do instituto Datafolha, publicada neste domingo. Outros 27% afirmaram que o número máximo de dias de trabalho não deveria ser reduzido, enquanto 3% não opinaram.


No fim de 2024, a aprovação da medida entre a população era de 64%. E 33% eram contrários à época.


Os dados também mostram divisão entre o perfil dos trabalhadores: 68% dos que trabalham seis dias ou mais aprovam a medida, já 76% que trabalham até cinco dias concordam com o fim da 6x1.


Diferença que pode ser explicada pelo perfil dos grupos: há mais proporção de empresários e autônomos no segmento que diz fazer uma jornada maior, e mais trabalho pode significar uma renda maior.


Já no grupo de quem trabalha até cinco dias por semana, há maior número de funcionários públicos, que não tem renda afetada pela duração da jornada de trabalho.


O fim da escala 6x1 está em debate por meio de PECs (Propostas de Emenda à Constituição), no Congresso Nacional, prevendo a redução de horas semanais trabalhadas de 40 para 36.


O projeto é uma das bandeiras do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a campanha de reeleição, apesar de pesquisas do setor privado apontarem para os efeitos negativos da proposta para a economia.

Fonte: CNN Brasil

 


 

17/03/2026 - Comissão debate impactos da escala 6x1 sobre a dignidade humana


A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realiza na quarta-feira (18) audiência pública para discutir os impactos da escala de trabalho 6x1 sobre a dignidade da pessoa humana.


A reunião será realizada no plenário 9, às 16 horas.

 

O debate atende a pedido dos deputados Luiz Couto (PT-PB) e Alice Portugal (PCdoB-BA). Segundo os parlamentares, a escala 6x1 impõe aos trabalhadores uma rotina marcada por exaustão e pela limitação do convívio familiar e comunitário, além de reduzir o tempo destinado ao descanso, ao lazer, ao estudo e ao cuidado com a saúde.


Luiz Couto afirma que evidências científicas indicam que jornadas extensas e períodos insuficientes de descanso produzem impactos concretos sobre o bem-estar da classe trabalhadora.


Ele cita estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo o qual trabalhar 55 horas ou mais por semana está associado a risco 35% maior de acidente vascular cerebral e 17% maior de morte por cardiopatia isquêmica em comparação com jornadas de 35 a 40 horas semanais.


Alice Portugal acrescenta que os efeitos das jornadas extensas atingem de forma desigual diferentes grupos da população. A deputada destaca dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo os quais as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, enquanto os homens, 11,7 horas.


Segundo os parlamentares, a audiência pública pretende reunir especialistas, representantes do poder público, entidades sindicais e organizações da sociedade civil para discutir os efeitos da escala 6x1 e contribuir para a elaboração de iniciativas legislativas e políticas públicas voltadas à promoção do trabalho digno e do descanso adequado.


Escala 6x1

A escala 6x1 é um modelo no qual o funcionário trabalha seis dias consecutivos e folga um, respeitando o limite de 44 horas semanais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Esse sistema é muito usado no comércio, em estabelecimentos de saúde e no setor de serviços.


Atualmente, tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal diversas propostas que acabam com a escala 6x1 e/ou reduzem a jornada semanal de 44 horas dos trabalhadores.

Fonte: Agência Câmara

 


 

17/03/2026 - Prazo para enviar declaração do IR começa na próxima segunda


Informações estão no Diário Oficial desta segunda-feira (16)


O prazo para envio da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) de 2026 começa na próxima segunda-feira (23) e segue até o dia 29 de maio.


As informações, referentes ao ano-calendário de 2025, foram publicadas nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal por meio de instrução normativa no Diário Oficial da União.


De acordo com o texto, devem apresentar a declaração contribuintes residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025.


Também estão obrigadas a enviar a declaração pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.


A obrigatoriedade também vale para investidores que fizeram operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou que tiveram ganhos líquidos sujeitos à tributação.


No caso da atividade rural, devem declarar os contribuintes que registraram receita bruta superior a R$ 177.920.


De acordo com o texto, a declaração deve ser elaborada, exclusivamente, por meio dos seguintes canais:

 

- Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal;


- serviço Meu Imposto de Renda, também disponível no site da secretaria e em aplicativo da secretaria para dispositivos móveis como tablets e smartphones.

Fonte: Agência Brasil

 


 

16/03/2026 - Por que 2026 será decidido no detalhe?


Em país dividido em 2 blocos quase simétricos, a disputa presidencial tende a ser definida por estreita faixa de eleitores pragmáticos. E por fatores imprevisíveis que podem surgir às vésperas do voto.


Marcos Verlaine*


Diante da polarização ou politização estrutural do debate político-eleitoral brasileiro não é possível, sob nenhuma hipótese, embora Lula (PT) seja o favorito, cravar que o pleito são favas contadas. Ao contrário.


Se as eleições brasileiras das últimas décadas consolidaram a competição entre campos políticos distintos, o ciclo iniciado em 2018 radicalizou esse padrão. A disputa de 2026, tudo indica, será a culminação desse processo: 2 polos com bases eleitorais consolidadas e espaço diminuto — porém decisivo — de eleitores capazes de determinar o resultado final.


Hoje, os núcleos duros já estão definidos. De um lado, o campo liderado pelo presidente Lula (PT), sustentado por setores progressistas, sindicatos e parte expressiva das camadas populares. De outro, o campo da direita e da extrema-direita, que se reorganiza em torno da família Bolsonaro e tem como candidato competitivo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


Nesse cenário, as pesquisas indicam fenômeno recorrente em sistemas altamente polarizados: equilíbrio estrutural. Simulações de segundo turno divulgadas por institutos como Paraná Pesquisas e Futura Inteligência mostram diferenças mínimas entre ambos os polos — lulismo e bolsonarismo —, em alguns casos inferiores a 1 ponto percentual.


Em termos políticos, isso significa algo simples e ao mesmo tempo perturbador: a eleição poderá ser decidida por poucos votos em um país com mais de 150 milhões de eleitores.


O eleitor que decide

Nesse ambiente polarizado, a chave da eleição deixa de estar nos grandes blocos ideológicos e passa a residir em franja reduzida do eleitorado.


Pesquisas e análises de institutos como o Instituto Ideia apontam que o eleitorado oscilante — muitas vezes chamado de “nem-nem” — varia entre 4% e 10% do total. É um grupo pequeno, mas suficientemente grande para alterar o resultado eleitoral.


O cientista político Felipe Nunes e outros analistas têm chamado atenção para essa dinâmica: quando as bases estão consolidadas, a eleição deixa de ser disputa de maioria ampla e passa a ser batalha por margens estreitas.


Esse eleitor não se orienta prioritariamente por identidade ideológica. Seu comportamento é pragmático. Em geral, decide o voto a partir de fatores concretos do cotidiano:

- custo de vida;

- emprego e renda;

- segurança pública; e

- qualidade dos serviços de saúde.


Não é um eleitor que se mobiliza por discursos inflamados nas redes digitais. Ele reage mais às percepções imediatas de bem-estar ou frustração.


Em outras palavras: decide menos pela paixão política e mais pela experiência prática da vida (dele).


A política ou escolha do “menos pior”

Outro fator central na eleição de 2026 tende a ser a rejeição.


Em disputas polarizadas, o voto costuma se organizar não apenas pela preferência positiva, mas pelo medo do adversário. Isto foi o fator decisivo em 2022 e parece que vai se manter. O eleitor muitas vezes vota não no candidato que mais admira, mas naquele que considera o “menos pior”.


Essa lógica reforça o caráter frágil da disputa. Quando o voto é negativo, pequenas mudanças na percepção pública podem produzir grandes efeitos eleitorais.


Uma declaração mal calculada, um escândalo inesperado ou uma crise econômica podem deslocar rapidamente parte do eleitorado oscilante.


Em eleições assim, a vitória raramente é construída por grandes viradas programáticas; essa emerge de pequenos deslocamentos psicológicos do eleitor.

 

O peso do imprevisível

Outro elemento que reforça a tese de que a eleição será decidida no detalhe é a presença de variáveis ainda indefinidas.


Diversos analistas apontam que os acontecimentos decisivos de 2026 talvez ainda nem tenham ocorrido. Investigações envolvendo setores do Estado ou do sistema financeiro, crises econômicas inesperadas ou episódios de instabilidade institucional podem alterar o clima político às vésperas do pleito.


A experiência brasileira recente mostra que escândalos e crises têm capacidade de reconfigurar rapidamente a percepção pública.


Quando a disputa é milimetricamente equilibrada, qualquer evento inesperado se transforma em fator decisivo. A facada de 2018.


Campanhas de precisão

Nesse ambiente, as estratégias eleitorais também mudam.


Campanhas deixam de tentar converter o eleitor fiel do adversário — algo praticamente impossível em contextos de polarização intensa — e passam a disputar cada centímetro do eleitorado oscilante.


Isso significa:

- comunicação mais focada em temas concretos;

- discursos menos ideológicos e mais pragmáticos; e

- campanhas digitais altamente segmentadas.


Além disso, as coligações terão de lidar com ambiente jurídico mais rigoroso. O TSE aprovou resoluções que ampliam a fiscalização sobre propaganda digital e desinformação nas redes.


Erros jurídicos ou abusos de campanha poderão resultar em punições severas. Incluindo perda de tempo de TV ou até cassações.


Num pleito decidido por margens mínimas, essas sanções podem ser determinantes.


O desafio do governo e da oposição

Para Lula, a eleição dependerá essencialmente de 2 variáveis: desempenho econômico e capacidade de reduzir a taxa de rejeição.


Governos que chegam à eleição com melhora perceptível na renda e no emprego tendem a ser recompensados nas urnas. Se o cotidiano do eleitor médio melhorar, parte do eleitorado oscilante tende a optar pela continuidade.


Para o campo bolsonarista — representado potencialmente por Flávio Bolsonaro — o desafio será transformar rejeição ao governo em maioria eleitoral, sem ampliar a própria rejeição.


Essa equação é delicada. A retórica mobilizadora que fortalece essa base pode, ao mesmo tempo, afastar o eleitor moderado que decide a eleição.


Democracia do milímetro

O Brasil parece caminhar para eleição em que o resultado será definido por margens microscópicas.


Isso não significa necessariamente fragilidade democrática. Ao contrário: pode ser o retrato de uma sociedade profundamente plural, em que nenhum campo político consegue hegemonia duradoura.


Mas também revela um risco.


Quando a política se organiza em torno de diferenças mínimas e rejeições profundas, o debate público tende a se empobrecer. Programas e projetos de país cedem espaço à lógica da sobrevivência eleitoral.


Se 2026 será mesmo decidida no detalhe, como indicam os dados atuais, a pergunta central não é apenas “quem vencerá?”.


A questão mais profunda é outra: que projeto de país conseguirá convencer aquele pequeno, silencioso e decisivo pedaço do eleitorado brasileiro que ainda não escolheu lado?


(*) Jornalista, analista político, assessor parlamentar do Diap e redator do HP

Fonte: Diap

 


 

16/03/2026 - FETIESC realiza o segundo Encontro Regional com sindicatos associados


A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (FETIESC) promoveu, nesta terça-feira, dia 10 de março, o segundo Encontro Regional com seus sindicatos associados. A atividade faz parte de uma série de seminários que a federação está realizando em diferentes regiões do estado para fortalecer a articulação sindical e debater os desafios da classe trabalhadora.


Desta vez, o encontro reuniu dirigentes sindicais de Joinville e região, no Norte de Santa Catarina, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Malharia, Tinturaria, Tecelagem e Assemelhados de Joinville (SINDITEX).


Durante a abertura, o presidente da FETIESC, Idemar Antonio Martini, destacou a importância de ampliar o diálogo entre a federação e os sindicatos filiados, reforçando a unidade do movimento sindical e a necessidade de fortalecer a organização da classe trabalhadora diante dos desafios econômicos, sociais e políticos.


Na sequência, o assessor de formação sindical da FETIESC, professor Sabino Bussanello, conduziu uma reflexão sobre o papel estratégico do sindicalismo na sociedade e os desafios políticos que se colocam para o movimento sindical nos próximos anos.

 

Segundo Bussanello, é fundamental que os sindicatos mantenham o foco em suas funções essenciais: lutar contra a exploração, negociar conquistas coletivas, conscientizar os trabalhadores, representar e mobilizar a base, conquistar direitos, exercer a democracia e praticar a solidariedade.

 

Matéria completa: https://fetiesc.org.br/2026/03/em-joinville-fetiesc-realiza-o-segundo-encontro-regional-com-sindicatos-associados/

 

Fonte: Fetiesc

 


 

16/03/2026 - Mulheres ganham muito menos


O mercado de trabalho mostra um cenário muito desfavorável às mulheres. Quem mostra a situação concreta é o Dieese, no estudo “Mulheres: inserção no mercado de trabalho”. O conteúdo é free e pode ser acessado no www.dieese.org.br.


Em média, o salário masculino é de R$ 3.864,00. A trabalhadora recebe R$ 3.042,00. Essa remuneração é 21% menor do que paga ao trabalhador. A diferença anual fica em R$ 9.859,00.


Para os que têm Ensino Superior a diferença é de 35% a favor do homem. A trabalhadora ganha em média R$ 5.409,00. O salário masculino nesse caso é de R$ 8.357,00. Diferença anual fica em R$ 33.386,00.


Direção – Nos cargos de direção ou gerência o homem recebe 28% a mais. Salário da mulher está em R$ 7.546,00. O salário masculino, informa o estudo do Dieese, é de R$ 10.492,00. Num ano, a diferença favorável ao homem chega a R$ 35.367,00.


Lei – Pela CLT, funções iguais devem ser igualmente remuneradas. A Lei 14.611 reforça essa igualdade.

Fonte: Agência Sindical

 


 

16/03/2026 - Oito em cada 10 brasileiros de até 40 anos defendem fim da escala 6x1


Levantamento foi feito pela Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados
 

Levantamento da Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados mostra que 82% dos brasileiros de 16 a 40 anos são a favor do fim da escala 6x1, sem redução salarial. Na média geral, considerando todas as faixas etárias, 63% dos brasileiros defendem o fim da escala 6x1, independentemente da questão salarial.


A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (12), entrevistou 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.


Faixas etárias

De acordo com a pesquisa, 31% dos jovens de 16 a 24 anos (Geração Z) são totalmente favoráveis ao fim da escala 6x1, independentemente de a medida ter ou não impacto o pagamento dos trabalhadores; 47% deles disseram que são favoráveis se a proposta não ocasionar diminuição salarial; e 4% são favoráveis sem ter opinião formada sobre a manutenção ou redução dos salários. No total, 82% dos entrevistados dessa faixa etária defenderam o fim do 6x1, se não houver alteração no salário.


Já 35% dos brasileiros entre 25 e 40 anos (millennials) são totalmente favoráveis ao fim do 6x1, independentemente de isso impactar ou não o pagamento dos trabalhadores. Segundo os dados, 42% são favoráveis se a medida aprovada não implicar redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis, mas ainda sem ter opinião formada sobre a condicionante (manutenção ou redução dos salários). No total, 82% são favoráveis ao fim do 6x1, sem queda na remuneração.


A aprovação do fim da escala 6x1 cai para 62%, no entanto, entre os brasileiros de 41 a 59 e, para 48%, entre a população com mais de 60 anos.


CEO da Nexus, Marcelo Tokarski destaca que há um grupo relevante de pessoas que apoia o fim da escala 6x1, mesmo com a diminuição da remuneração. "Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho”, destaca.

Fonte: Agência Brasil