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28/08/2026 -
Fim da Escala 6X1: Centrais Sindicais e Movimentos
Sociais farão manifestação na Avenida Paulista
No próximo domingo (30), a partir das 10 horas
haverá grande concentração na Avenida Paulista em
frente do MASP – Museu de Artes Modernas de São
Paulo para celebrar o “Dia de Mobilização Nacional
pelo Fim da Escala 6×1”. Os representantes do Fórum
das Centrais Sindicais se reuniram na manhã de
terça-feira (25) e definiram como prioridade este
evento.
A palavra de ordem da manifestação será: “Vota,
Senado!” com a finalidade de pressionar os senadores
pela aprovação da PEC 221/2019 – Proposta de Emenda
à Constituição em análise na CCJ – Comissão de
Constituição e Justiça do Senado, que trata do tema
e prevê a Redução da Jornada de Trabalho para 40
horas semanais, sem redução de salário.
O relator da PEC, senador Omar Aziz, disse à
imprensa que não vai alterar o texto aprovado pela
Câmara para que não precise passar por outra votação
e apresentará o seu parecer na próxima quinta-feira
(27), e que a votação na Comissão deve ocorrer no
dia 2 de setembro. A votação, porém, pode ficar para
outra data caso algum senador peça vista.
De acordo com Nailton Francisco de Souza (Porreta),
vice-presidente Nacional da NCST – Nova Central
Sindical de Trabalhadores, os atos convocados pela
entidade e a CUT, CTB, CSB, Força Sindical,
Intersindical, UGT, Pública Central do Servidor, o
VAT - Movimento Vida Além do Trabalho e as Frentes
Brasil Popular e Povo sem Medo, acontecerão nas
principais capitais.
“Temos que de demonstrar força para que os membros
da CCJ aprovem a PEC e encaminhe para votação no
plenário do Senado. Para que o fim da escala 6x1 se
torne lei são necessários 48 votos favoráveis do
total de 81 senadores e depois seja sancionado pelo
presidente da República. Não falte nas
manifestações”, recomenda Nailton Porreta.
O que deve mudar com a aprovação do fim da escala
6x1
A proposta aprovada na Câmara e enviada ao Senado
reúne duas PECs que tramitavam em conjunto: a PEC
221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que
previa jornada semanal de 36 horas, e a PEC 8/25, da
deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que defendia a
jornada em quatro dias de trabalho.
O texto estabelece jornada de oito horas diárias e
40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de
trabalho e dois de descanso sem redução salarial. O
texto também prevê que acordos e convenções
coletivas poderão definir compensações de horário e
jornadas menores.
Pelas novas regras, os trabalhadores terão direito a
dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos
domingos. A medida não altera jornadas que já sejam
iguais ou inferiores a 40 horas semanais.
Resumo
A proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60
dias:
O início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de
descanso;
A jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas
e;
Em 14 meses:
Jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais,
mantida a escala 5X2 e;
Dois dias de descanso por semana, um deles
preferencialmente aos domingos
O texto aprovado também estabelece exceções
Profissionais com diploma de nível superior e
remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão
submetidos às novas regras de jornada e controle de
ponto. Segundo o relatório, a medida busca evitar a
pejotização e garantir maior flexibilidade para
trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução
da jornada dependerá de decisão do empregador ou de
previsão em acordos coletivos.
A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores
e empregados públicos da administração direta e
indireta da União, estados, Distrito Federal e
municípios.
Nos contratos firmados pelo poder público com empresas
terceirizadas, os trabalhadores passarão a ser
incluídos na nova jornada a partir da formalização
de aditivos contratuais ou após o prazo máximo de 12
meses previsto para adaptação.
Como pressionar
Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar
seu recado para os senadores pela plataforma Na
Pressão:
https://napressao.org.br/
Fonte: NCST-SP

28/08/2026 -
Centrais lançam canal para denunciar assédio
eleitoral no trabalho
Ferramenta recebe relatos de ameaças, demissões,
retirada de benefícios e outras formas de pressão
política no ambiente de trabalho
As centrais sindicais lançaram um canal nacional
para receber denúncias de assédio eleitoral no
trabalho durante as eleições de 2026. A ferramenta
permite registrar casos de ameaças,
constrangimentos, demissões, retirada de benefícios
e outras formas de pressão relacionadas à escolha
política dos trabalhadores.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou
gestores usam sua posição de poder para tentar
influenciar o voto ou a manifestação política de
trabalhadores. Entre as práticas estão ameaças de
demissão, transferência, perda de função ou
benefícios e promessas de vantagens em troca de
apoio político.
As denúncias serão sistematizadas pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE). O levantamento permitirá
identificar as categorias, sindicatos, empresas e
regiões envolvidas, além de possíveis casos
semelhantes em diferentes unidades de uma mesma
organização.
A partir das informações recebidas, as entidades
sindicais poderão orientar os trabalhadores e adotar
medidas para enfrentar as situações denunciadas.
Quando houver evidências suficientes, os casos
também poderão ser encaminhados ao Ministério
Público do Trabalho (MPT).
O objetivo da iniciativa é proteger a liberdade de
opinião e de voto e impedir que relações de trabalho
sejam utilizadas como instrumento de pressão
política.
Como denunciar
O canal está disponível pela internet, sem necessidade
de baixar aplicativo. Também há um contato de
WhatsApp para orientações.
Denuncie:
https://centraissindicais.org.br/ae/
Fonte: NCST

28/08/2026 -
Lula estuda cobrar contribuição de empresas para
conter pejotização, diz Durigan
Medida estudada pela equipe econômica mira a
pejotização abusiva e busca compensar perdas de
arrecadação da Previdência
A equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) estuda criar uma contribuição
previdenciária voltada a empresas que mantenham uma
parcela elevada de trabalhadores contratados como
pessoa jurídica, em uma tentativa de coibir a
chamada pejotização abusiva e reforçar a proteção
social de profissionais que, embora atuem como PJs,
exercem funções semelhantes às de empregados
formais.
A informação foi divulgada em entrevista do ministro
da Fazenda, Dario Durigan, à Broadcast, da Agência
Estado, publicada nesta terça-feira (25). Segundo o
ministro, que também coordena a área econômica da
campanha de Lula à reeleição, o tema já foi
discutido internamente pelo governo e pode integrar
uma proposta a ser encaminhada ao Congresso em um
eventual quarto mandato petista.
Durigan afirmou que a preocupação central do governo
é diferenciar a prestação legítima de serviços da
substituição em larga escala de trabalhadores
celetistas por pessoas jurídicas. O modelo de
contratação por PJ não é ilegal em si, mas passa a
ser visto como problema quando é utilizado para
mascarar relações de emprego e reduzir custos das
empresas com encargos trabalhistas e
previdenciários.
O ministro citou como exemplo uma empresa em que 10%
da força de trabalho esteja contratada como PJ.
Nesse caso, avaliou, pode se tratar de terceirização
regular. Mas, se 80% dos trabalhadores estiverem
nessa condição, o governo entende que seria
necessário discutir uma forma diferente de
tributação. Uma das alternativas em estudo é exigir
uma contribuição previdenciária da empresa para
compensar parte da perda de arrecadação e ampliar a
cobertura social desses profissionais.
Segundo Durigan, a pejotização feita para desonerar
empresas dos pagamentos à Previdência tem ocorrido
de maneira abusiva e deixa trabalhadores sem a
proteção que teriam em um vínculo formal.
“Ao criar um microempreendedor ou ao pejotizar com
outro regime de empresa, você deixa de dar proteção
àquele trabalhador que de fato é um trabalhador que
tem vínculo, que deveria ser um trabalhador
celetista”, afirmou o ministro.
A discussão ocorre em meio à busca do governo por
alternativas para enfrentar o déficit
previdenciário, que tende a se tornar um desafio
ainda maior com o envelhecimento da população
brasileira. Para a equipe econômica, a expansão de
relações de trabalho sem contribuição equivalente à
Previdência reduz a arrecadação e amplia a
vulnerabilidade de trabalhadores que, na prática,
dependem de uma única empresa ou exercem atividades
típicas de empregados.
A proposta em análise não significaria o fim da
contratação de prestadores de serviço por meio de
empresas. O foco, segundo a formulação apresentada
por Durigan, está nos casos em que a pejotização se
transforma em mecanismo recorrente para substituir
empregados formais e diminuir obrigações
previdenciárias.
Além da pejotização, Durigan associou o
desequilíbrio previdenciário a privilégios mantidos
por militares e por setores da elite do
funcionalismo público. De acordo com o ministro,
discutir a redução desses benefícios será uma das
prioridades econômicas de um eventual novo mandato
de Lula.
A agenda apresentada por Durigan também inclui a
manutenção do arcabouço fiscal, ajustes nas regras
de despesas e revisão de benefícios tributários. O
ministro afirmou que o governo pretende entregar
resultado primário positivo em 2027 e que o
Orçamento do próximo ano deverá prever meta de
superávit de 0,5% do PIB.
Durigan também defendeu a eliminação de subsídios
concedidos a combustíveis e apontou, entre as
prioridades econômicas de um eventual quarto
mandato, a redução dos juros do cartão de crédito e
a discussão sobre a jornada de trabalho. Esses temas
compõem a estratégia do governo para combinar
responsabilidade fiscal, revisão de distorções
tributárias e ampliação da proteção social.
Fonte: Brasil247

28/08/2026 -
Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre
terminado em julho
População ocupada atinge recorde de 103,3 milhões
de pessoas
A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho
ficou em 5,3%. O resultado representa o menor
patamar para esse período de três meses de toda a
série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa
era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado,
5,6%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas
atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O
número de empregados com carteira assinada
(excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4
milhões, também o maior da série histórica.
Já a quantidade de trabalhadores sem carteira
assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na
comparação com o período até abril (mais 477 mil
pessoas).
De acordo com o analista da pesquisa, William
Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre
até julho foi puxado pelo setor de construção civil.
“A maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores
elementares da construção de edifícios”, cita.
O analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm
facilitado a obtenção de ocupação.
"Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você
consegue trabalhar. A tecnologia está mudando o
mercado de trabalho", diz.
A ocupação no agrupamento transporte, armazenagem e
correio, que inclui entregadores de aplicativo,
cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de
2025.
O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o
que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em
relação ao trimestre de fevereiro a abril.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores
informais na população ocupada - foi 37,5%. Até
abril estava em 37,2%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem
carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.
Essas pessoas não têm garantidas coberturas como
seguro-desemprego, férias e 13º salário.
A população desalentada, formada por pessoas que não
procuravam emprego pois acreditavam que não
conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de
pessoas, queda de 9,7% no trimestre.
O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762,
recuo de 0,7% na comparação com o período até abril.
O IBGE classifica essa diferença como “estável”.
A pesquisa
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de
trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em
conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria,
por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada
desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma
vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211
mil domicílios em todos os estados e no Distrito
Federal.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%,
no último trimestre de 2025. A maior taxa já
constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos
trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e
em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Fonte: Agência Brasil

28/08/2026 -
Nota alta e nota
baixa
Agora que as campanhas eleitorais saíram da
clandestinidade e se legalizaram, faltam menos de 50
dias para o primeiro turno.
Já se pode “fechar” uma chapa, até com os números
dos candidatos, para a “cola” do dia da eleição.
O movimento sindical dos trabalhadores está
desafiado a ajudar nas campanhas e a eleger aqueles
candidatos que merecem o apoio dos trabalhadores
porque defendem os interesses da classe em sua vida
pública e em seus mandatos.
Há muitas formas de participação até o voto na urna
eletrônica e todas podem e devem ser adotadas pelas
entidades sindicais, com inteligência e eficácia.
Além do esforço para votação nos candidatos
preferidos o movimento sindical pode, também,
rejeitar aquelas candidaturas que não merecem apoio
e, pelo contrário, exigem repúdio. É o voto e o
desvoto.
Ambas as participações já foram provadas pelo
movimento sindical e, às vezes, a segunda forma é a
mais temida pelos políticos que disputam mandatos.
Um exemplo histórico desta dualidade (voto e desvoto)
é o livro “Quem foi quem na Constituinte”, editado
em outubro de 1988 pela Cortez e pela Oboré, com os
resultados das votações de interesse dos
trabalhadores compilados pelo DIAP que atribuiu a
todos os constituintes (senadores e deputados) uma
nota correspondente de 0 a 10.
Durante anos esta avaliação – nota alta ou nota
baixa – foi muito utilizada pelo movimento sindical
nas inúmeras campanhas em que participava.
João Guilherme Vargas Neto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/08/2026 -
DIAP e
centrais alinham agenda
Revitalização do Departamento, fim da escala 6x1
e direitos dos servidores estiveram no centro da
reunião
A presidenta do DIAP, Rita Serrano, e o analista
político e diretor da entidade, Neuriberg Dias,
participaram nesta terça-feira (25), de reunião com
representantes das centrais sindicais para discutir
pautas estratégicas de interesse dos trabalhadores e
fortalecer a atuação conjunta das entidades no
Congresso Nacional.
Entre os principais temas esteve o projeto de
revitalização do DIAP. A proposta busca reforçar a
capacidade de acompanhamento do Congresso, produção
de análises e informações qualificadas em apoio à
atuação das organizações representativas dos
trabalhadores.
A reunião também tratou da necessidade de
intensificar a mobilização pelo fim da escala 6x1,
com atenção especial à tramitação da matéria no
Senado. A avaliação é de que a articulação das
centrais e das entidades sindicais será fundamental
para ampliar o debate público e a pressão sobre os
parlamentares em torno da redução da jornada de
trabalho.
Outro ponto da agenda foi o PL 1.893/2026, que
regulamenta a negociação das relações de trabalho no
setor público e a representação sindical dos
servidores e empregados públicos. A proposta
estabelece normas para a negociação coletiva e busca
dar efetividade à Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), uma reivindicação
histórica do funcionalismo.
Para Rita Serrano, a articulação permanente entre o
DIAP, as centrais sindicais e as entidades
representativas é essencial para fortalecer a
atuação do movimento sindical diante dos debates que
envolvem direitos, relações de trabalho e
representação dos trabalhadores no Congresso
Nacional.
Fonte: Diap

27/08/2026 -
CNJ amplia diálogo por Política Nacional de Trabalho
Decente
CNJ amplia diálogo com trabalhadores e
instituições para construir Política Nacional de
Trabalho Decente e fortalecer proteção social no
país
O Conselho Nacional de Justiça amplia o diálogo com
trabalhadores, empregadores, instituições públicas e
outros setores para construir uma Política Nacional
de Promoção do Trabalho Decente.
Nesse processo, o Observatório do Trabalho Decente
do Poder Judiciário promove reuniões temáticas
destinadas a apresentar sua atuação e receber
contribuições de diferentes setores sociais.
A iniciativa busca estabelecer um espaço permanente
de diálogo social, aproximando instituições
públicas, trabalhadores e entidades representativas
para construir relações profissionais mais justas e
dignas.
Além disso, o Observatório pretende ampliar a
articulação institucional, produzir diagnósticos e
integrar dados capazes de subsidiar políticas
voltadas à promoção do trabalho decente
nacionalmente.
Observatório amplia participação social
A ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal
Superior do Trabalho, supervisiona o Observatório,
enquanto Gabriela Lenz de Lacerda, juíza auxiliar do
CNJ, coordena os trabalhos.
Nesse sentido, as reuniões permitem receber
contribuições de organizações interessadas em
oferecer subsídios técnicos para as atividades
desenvolvidas pelo Observatório do Trabalho Decente
atualmente.
“O diálogo social com as centrais sindicais e demais
entidades representativas é fundamental para que o
Poder Judiciário construa uma Política Nacional do
Trabalho Decente verdadeiramente efetiva.”
De acordo com Kátia Arruda, a proposta pretende
ampliar articulações, produzir diagnósticos precisos
e integrar informações para promover trabalho digno
e fortalecer mecanismos nacionais de proteção
social.
A participação dos trabalhadores integra essa
estratégia, juntamente com representantes
empresariais, órgãos públicos, movimentos sociais,
universidades, organizações civis e instituições
dedicadas à pesquisa sobre trabalho.
Centrais sindicais participam das discussões
Em 21 de agosto, o Observatório realizou reunião
virtual com representantes de 13 centrais sindicais,
ampliando a participação organizada dos
trabalhadores na construção dessa política nacional.
Participaram representantes da Força Sindical, CUT,
CSB, CTB, UGT, NCST e Fórum das Centrais Sindicais,
além de outras organizações envolvidas diretamente
nas discussões sobre trabalho decente.
Durante o encontro, os participantes conheceram e
discutiram eixos da proposta, destacando a
necessidade de participação social na formulação das
futuras políticas públicas do Judiciário.
Além disso, o diálogo busca incorporar demandas dos
trabalhadores às decisões institucionais
relacionadas às condições profissionais, direitos
sociais e transformações atualmente presentes no
mundo do trabalho.
O conceito de Trabalho Decente envolve direitos
trabalhistas, empregos de qualidade, segurança,
saúde, igualdade de oportunidades, proteção social e
diálogo entre diferentes atores das relações
profissionais.
Chicão representa trabalhadores no encontro
Entre os representantes sindicais, Eduardo Annunciato,
Chicão, presidente do STIEESP, participou da reunião
a pedido de Miguel Torres, presidente da Força
Sindical, contribuindo para discussões.
A presença do dirigente reforçou a participação dos
trabalhadores no debate sobre direitos, valorização
profissional, ambientes seguros e políticas públicas
relacionadas diretamente às relações de trabalho.
Para o STIEESP, políticas sobre Trabalho Decente
precisam garantir participação efetiva dos
trabalhadores e entidades representativas durante
elaboração, acompanhamento e aplicação das medidas
construídas institucionalmente.
Nesse contexto, o diálogo entre CNJ, TST e movimento
sindical pode contribuir também para desenvolver
protocolos considerados durante análises judiciais
relacionadas ao universo das relações trabalhistas.
Observatório acompanha políticas e jurisprudência
Criado pelo CNJ e pelo TST em 2025, o Observatório
funciona como espaço de diálogo social, pesquisa e
incentivo às políticas judiciárias sobre trabalho
decente.
Entre suas atribuições estão monitorar políticas e
práticas trabalhistas, acompanhar jurisprudência,
consolidar informações sobre relações laborais e
propor medidas para aperfeiçoar normas relacionadas
ao trabalho.
Além disso, a agenda reúne diferentes instituições e
setores para ampliar diagnósticos e buscar respostas
conjuntas diante das profundas transformações
observadas atualmente nas relações profissionais
brasileiras.
Em julho, representantes do Observatório dialogaram
com confederações patronais e com o ministro do
Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ampliando a
articulação para construir essa política.
Posteriormente, um seminário sobre indicadores de
Trabalho Decente reuniu representantes do TST, CSJT,
Ministério Público do Trabalho, Ministério do
Trabalho e outras instituições públicas nacionais.
Agenda mantém debate sobre Trabalho Decente
O Observatório também prepara novas atividades,
incluindo discussões sobre enfrentamento ao trabalho
escravo, tráfico de pessoas e reconhecimento de
direitos diante das transformações econômicas
contemporâneas.
Em setembro, outra reunião temática, organizada
conjuntamente com a Organização Internacional do
Trabalho, discutirá a Convenção 193 da OIT sobre
Trabalho Decente na Economia de Plataformas.
Dessa forma, o processo pretende consolidar diálogo
permanente entre Judiciário e sociedade para
construir políticas capazes de responder aos novos
desafios enfrentados pelos trabalhadores brasileiros
atualmente.
O STIEESP considera fundamental manter os
trabalhadores no centro dessas discussões,
principalmente diante das mudanças aceleradas que
transformam relações, atividades e ambientes
profissionais atualmente no país.
“O STIEESP seguirá participando dos espaços de
diálogo e construção coletiva, defendendo que o
trabalho seja, acima de tudo, fonte de dignidade,
segurança, respeito e cidadania.”
“A classe trabalhadora carece de cuidados,
principalmente com as mudanças aceleradas que vem
ocorrendo no mundo do trabalho”, destaca Chicão.
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/08/2026 -
Governo afirma que fila do INSS caiu 59% em agosto e
atingiu menor patamar desde 2023
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS)
O governo anunciou nesta terça-feira que a fila de
requerimentos para obter benefícios do INSS caiu
para 1,282 milhão em agosto (dado parcial até dia
24). Em janeiro, aguardavam na fila 3,073 milhões de
pedidos de benefícios, o que representa uma queda de
59%. De acordo com nota divulgada pelo Ministério da
Previdência, esse é o menor patamar desde 2023.
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS). Na ocasião, o
diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt,
informou que os processos que aguardam na fila há
mais de 45 dias somaram 261 mil em agosto. O volume
representa redução de 86% em relação a janeiro deste
ano, quando havia 1,882 milhão de pessoas aguardando
há mais de 45 dias.
Ele também destacou que o índice de novas concessões
subiu para 67% entre janeiro e julho, o que
representa, em média, 730 mil benefícios por mês. A
média mensal no mesmo período de 2025 foi de 641 mil
requerimentos.
Reportagem do GLOBO mostrou que, em um movimento que
ajuda a reduzir a fila do INSS em meio ao período
eleitoral, o governo aumentou em 70% o número de
requerimentos indeferidos entre janeiro e maio deste
ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Foi
o maior patamar de indeferimentos desde 2021.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União
(TCU) decidiu manter a concessão de benefícios
previdenciários como na Lista de Alto Risco da
administração pública federal, devido à fila INSS e
ao aumento do indeferimento dos pedidos.
A Lista de Alto Risco funciona como um alerta do
tribunal sobre pontos que podem comprometer as
contas públicas ou a qualidade dos serviços
prestados à população. A lista foi lançada em 2022 e
é revisada pela equipe de auditores periodicamente.
Embora reconheça o esforço do governo para reduzir a
fila do INSS, com a adoção de planos de emergência,
os técnicos afirmam que a essa evolução ainda não se
mostra suficiente para exclusão do tema da Lista.
Destaca ainda que vulnerabilidades relevantes na
capacidade operacional ainda persistem.
A área técnica identificou ainda que uma análise
entre requerimentos concluídos e protocolados
mostrou que a produção ficou estagnada, “registrando
ciclos recorrentes de déficit produtivos”.
Fonte: Agência O Globo

27/08/2026 -
Demissões seguem suspensas no Grupo Casas Bahia
TRT-10 extingue ação da empresa e mantém em vigor
liminar que condiciona dispensas coletivas à
participação sindical
As demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas
Bahia continuam suspensas após novo desdobramento no
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(TRT-10). As informações são do JOTA, em matéria
publicada nesta terça-feira (25).
O tribunal extinguiu, sem julgamento do mérito, o
mandado de segurança apresentado pela companhia
contra a decisão da 11ª Vara do Trabalho de
Brasília. A relatora, juíza convocada Sandra Nara
Bernardo Silva, apontou a ausência de documentos
necessários à análise da ação, entre eles o ato
judicial contestado e sua respectiva intimação.
Com a extinção do mandado, permanece válida a
liminar concedida em 19 de agosto pela juíza
Katarina Roberta Mousinho de Matos. A decisão
determinou o restabelecimento provisório dos
vínculos dos trabalhadores atingidos pelas
dispensas, com retorno à folha de pagamento e
retomada dos benefícios contratuais.
Planos de saúde e outros benefícios assistenciais
cancelados em razão dos desligamentos também devem
ser restabelecidos. A empresa poderá realocar os
empregados em funções compatíveis ou mantê-los em
afastamento remunerado enquanto a medida estiver
vigente.
A controvérsia surgiu após uma reestruturação
nacional do Grupo Casas Bahia, que teria provocado o
fechamento de 298 lojas e o desligamento de
aproximadamente 1,9 mil trabalhadores. Em 16 de
agosto, a companhia apresentou pedido de recuperação
judicial envolvendo dívidas de R$ 17,3 bilhões.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no
Comércio (CNTC) levou o caso à Justiça do Trabalho
no dia seguinte ao pedido de recuperação. A entidade
argumentou que as dispensas ocorreram sem
intervenção sindical prévia, exigência prevista no
Tema 638 do Supremo Tribunal Federal (STF).
A liminar também impede novas dispensas coletivas
sem participação efetiva dos sindicatos. O
descumprimento dessa determinação poderá resultar em
multa de R$ 10 mil por trabalhador.
Paralelamente à disputa judicial, a CNTC solicitou a
mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT). A
iniciativa busca abrir uma negociação que considere
tanto a situação econômica da empresa quanto os
impactos da reestruturação sobre os trabalhadores.
Processo nº 0001197-45.2026.5.10.0011
Fonte: Diap

27/08/2026 -
PEC da Segurança avança sem mudanças no Senado
Relator na CCJ pretende preservar texto aprovado
pela Câmara para acelerar a tramitação da proposta
A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) deve
avançar no Senado sem alterações em relação ao texto
aprovado pela Câmara dos Deputados. O relator da
proposta na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ), senador Rogério Carvalho (PT-SE), anunciou
nesta terça-feira (25) que apresentará parecer
favorável à versão encaminhada pelos deputados. As
informações são da Agência Senado.
A estratégia busca acelerar a tramitação. Caso o
Senado aprove a PEC sem modificações, a matéria não
precisará retornar à Câmara. Segundo o relator, o
texto já passou por amplo debate com governos
estaduais, gestores da área, forças policiais e
representantes da sociedade civil. O parecer deverá
ser analisado pela CCJ nos próximos dias e, se
aprovado, seguirá para o Plenário.
Entre as medidas previstas estão regras mais
rigorosas para integrantes de organizações
criminosas, milícias e grupos paramilitares, além de
mecanismos para confiscar patrimônio associado a
atividades ilícitas. A proposta também amplia a
cooperação entre as forças policiais, reforça
recursos destinados à segurança pública e estabelece
medidas de proteção a mulheres, crianças e
adolescentes.
No Plenário, por se tratar de uma proposta de emenda
à Constituição, o texto precisará ser aprovado em
dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis em
cada votação.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

26/08/2026 -
Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027
Reajuste de 7,4% eleva despesas públicas, mas
aumenta poder de compra
O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027,
disse nesta segunda-feira (24) o ministro da
Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída
no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que
será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%,
sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também
ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717
apresentada pelo governo no projeto da Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.
O reajuste tem impacto direto nas contas públicas
porque o salário mínimo é usado como referência para
benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo
tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o
poder de compra de trabalhadores e beneficiários que
recebem o piso.
“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso
espírito de privilegiar a população mais carente,
vai também para a Previdência e para os benefícios
sociais que têm indexação no salário mínimo”,
afirmou Durigan nesta noite.
Inflação define valor
Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo
será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para
famílias com renda de até oito salários mínimos.
A regra atual combina a inflação medida pelo INPC
com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%,
dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo
governo poderá alterar o valor final.
A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da
inflação, o que significa aumento real da renda para
quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva
fique dentro das estimativas consideradas no
cálculo.
Pressão sobre gastos
O reajuste também representa aumento das despesas do
governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral
da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao
salário mínimo.
A alta afeta pagamentos como aposentadorias e
pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada
(BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A
contribuição previdenciária dos Microempreendedores
Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.
Esse efeito torna o salário mínimo uma variável
importante para o planejamento das contas públicas.
Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa
do governo com benefícios vinculados ao piso.
Efeito na economia
O aumento também pode estimular o consumo,
principalmente entre famílias de menor renda, que
tendem a destinar uma parcela maior dos recursos
recebidos para despesas básicas.
Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do
governo para ampliar outras despesas. O reajuste do
mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre
aumento da renda, preservação do poder de compra e
controle das contas públicas.
Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será
elaborado levando em conta esse cenário e destacou
que o governo pretende manter o ganho real previsto
para o salário mínimo e controlar o crescimento de
outros gastos obrigatórios.
“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das
obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do
orçamento. As medidas têm o condão de dar
racionalidade, de que modo que a regra com ganho
real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior
do que as obrigatórias amplamente consideradas”,
argumentou o ministro.
Orçamento no Congresso
O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional
até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos
parlamentares.
O valor definitivo do salário mínimo só será
conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC
de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for
confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro
de 2027.
Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo
sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as
despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das
principais variáveis do Orçamento do próximo ano.
Fonte: Agência Brasil

26/08/2026 -
Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na
próxima semana
Senador Omar Aziz diz que vai apresentar seu
relatório no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) e tentar levar à
votação ao plenário
Escolhido relator da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho
das atuais 44 para 40 horas semanais e substitui a
escala 6×1 por 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de
descanso), o senador Omar Aziz (PSD-AM) quer aprovar
o texto na próxima semana.
O parlamentar diz que vai apresentar seu relatório
no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) e tentar levar à votação ao
plenário. O esforço concentrado, o último antes da
eleição, vai do dia 31 de agosto a 4 de setembro.
“Recebi e vou me debruçar em relação ao projeto.
Como se trata de uma PEC tem que haver um acordo
entre as duas casas. Eu espero apresentar esse
relatório na quarta-feira que vem”, disse o relator
nesta segunda-feira (24) ao programa Manhã de
Notícia da TV Tiradentes de Manaus (AM).
Segundo o senador, o esforço concentrado será usado
para conversar com os senadores e tentar avançar com
a matéria para o plenário.
“Quero ouvir os meus colegas senadores e minhas
colegas senadoras. Espero que a gente possa votar o
mais rápido possível. Nós vamos acabar [com a escala
6×1] e garantir a 5×2, dando saúde mental aos
trabalhadores, permitindo que eles possam ter mais
tempo com a sua família. É a vitória do povo
brasileiro”, disse.
Jornada
O senador lembra que um trabalhador, que começa sua
jornada às 8 horas, sai de casa às 5 horas para usar
o transporte até o local de trabalho.
“Depois, muitos têm ainda de ir à faculdade. Fora a
saúde mental, que hoje nós temos uma quantidade [de
trabalhadores] muito grande afetada, isso diminui a
produtividade”, argumenta.
Além disso, o relator destacou a situação da dupla
jornada de trabalho da muher. “Ela tem que cuidar da
casa e trabalhar fora. Você vê que ela está com a
saúde mental abalada, completamente abalada. Porque
as mulheres solo têm que cuidar dos filhos e levar o
sustento para dentro da casa”, diz.
Para ele, as empresas ganham com o aumento da
produtividade, pois os trabalhadores mais
estimulados “vão dar mais para as empresas”. “É
lógico que nós vamos ter que ver algumas situações
de serviços e comércio”, afirma.
Aziz cita o exemplo das indústrias da Zona Franca de
Manaus (ZFM) que não serão afetadas pelas medidas,
uma vez que já adotam o modelo 5×2.
“Os 130 mil trabalhadores que têm no Distrito
Industrial trabalham cinco dias por semana. O grande
problema é realmente como resolver o problema do
serviço e do comércio”, considera.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta
segunda-feira (24) que tem gente que joga contra os
interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do
Brasil, mas o governo está mobilizado para a
aprovação do fim da escala 6×1, sem redução do
salário.
“O povo trabalhador que movimenta este país merece
ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e
para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre
tempo para a família”, disse.
Fonte: Portal Vermelho

26/08/2026 -
Brasil requer requalificação profissional
Brasil precisa de mais qualificação profissional
O sindicalismo faz circular Manifesto em apoio à
reeleição de Lula, colhendo adesões via internet. O
texto reafirma a Pauta Trabalhista Unificada e
defende as conquistas democráticas. Mas falta propor
um Programa Nacional de Requalificação Profissional.
Vargas – O consultor sindical João Guilherme Vargas
Neto sintetiza: “Trabalhador qualificado ganha
mais”. E acrescenta que “o qualificado sofre menos
demissões, ou seja, a qualificação tem um caráter
agregador, enquanto a falta de formação gera
instabilidade no emprego, é disruptiva dentro do
mercado de trabalho”.
É possível fazer uma campanha nacional de
qualificação profissional? Para Vargas Netto, “é
possível, necessário e viável”. O Brasil dispõe da
rede do Sistema S (Sesi/Senai – Sesc/Senac), de
escolas profissionalizantes ligadas aos Sindicatos e
de outros meios. Essa campanha poderia ser
centralizada no Ministério do Trabalho e Emprego e
operacionalizada a partir dali, em sintonia com
entidades de classe.
Tripé – Para o consultor, “o tripé que fortalece
mundo do trabalho hoje seria o fim da escala 6×1, a
redução da jornada para 40 horas semanais e um
programa efetivo de qualificação”. Ele frisa que
essa proposta faz contraponto ao programa da
direita, que visa, entre outros objetivos,
desorganizar o mundo do trabalho.
A maior estabilidade no emprego do trabalhador
qualificado também viria a contribuir na elevação da
produtividade, especialmente no setor industrial.
Para João Guilherme Vargas Neto, cabe ao
sindicalismo ajustar a proposta da qualificação para
aplicação num eventual quarto mandato do Presidente
Lula.
Mais –
Clique aqui e assine o Manifesto.
Fonte: Agência Sindical

26/08/2026 -
Uberização: MPT pede análise individual dos vínculos
Órgão defende análise de cada vínculo e um patamar
básico de direitos
O Ministério Público do Trabalho (MPT) defendeu que
a existência de vínculo de emprego entre
trabalhadores e plataformas digitais seja avaliada
conforme as características de cada caso. Segundo
informações apuradas pelo JOTA, a manifestação foi
apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) antes
do julgamento do recurso da Uber (RE 1.446.336),
previsto para esta quarta-feira (27).
Para o MPT, a análise deve considerar como o
trabalho é realizado na prática, incluindo as
condições de execução das atividades e de
remuneração. O órgão entende que uma definição
genérica do STF poderia ignorar as diferenças entre
os diversos modelos de trabalho por plataformas, que
hoje alcançam, além de motoristas e entregadores,
profissionais de áreas como saúde, educação e
alimentação.
O Ministério Público também alerta para os efeitos
mais amplos da decisão. Na avaliação do órgão, o
entendimento firmado pelo Supremo poderá influenciar
outras formas de contratação e até estimular a
substituição de empregos regidos pela CLT por
modelos plataformizados, com impactos sobre direitos
sociais e arrecadação pública.
Além da discussão sobre vínculo, o MPT defende um
conjunto mínimo de garantias para esses
trabalhadores, como liberdade sindical, seguridade
social, saúde e segurança no trabalho, proteção de
dados, transparência algorítmica e proteção contra
bloqueios ou desligamentos injustificados.
A manifestação toma como referência parâmetros
aprovados recentemente pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT) para o trabalho em
plataformas digitais. O tema está em análise no STF
tanto no recurso da Uber, relatado pelo ministro
Edson Fachin, quanto em uma reclamação da Rappi (Rcl
64.018), sob relatoria do ministro Alexandre de
Moraes.
Fonte: Diap

26/08/2026 -
Submeter trabalhadores a reuniões de cunho eleitoral
configura assédio
A jurisprudência trabalhista condena a prática de
assédio moral e eleitoral no âmbito das relações de
trabalho, reconhecendo o dever de indenizar o abalo
moral sofrido pelo trabalhador.
Com esse entendimento, a 5ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) manteve a
condenação de uma instituição de ensino ao pagamento
de indenização por danos morais depois de reconhecer
a prática de assédio eleitoral contra um empregado.
Na petição inicial, um inspetor de alunos afirmou
que os trabalhadores eram obrigados a participar de
eventos de natureza político-eleitoral promovidos
pela empresa.
O autor narrou que, ao final dos encontros, eram
passadas listas para colher a presença dos
funcionários.
Em sua defesa, a empregadora negou a prática de
assédio eleitoral. Sustentou que os encontros tinham
finalidades institucionais e informativas, sendo
facultativa a participação dos empregados, sem
qualquer caráter coercitivo.
Ao julgar o caso em primeiro grau, a 29ª Vara do
Trabalho do Rio de Janeiro considerou que a empresa
extrapolou os limites do poder diretivo, violando a
liberdade de consciência e de convicção política do
empregado, protegida constitucionalmente.
Conduta abusiva
A empresa recorreu da decisão, sustentando que não
houve prova de coação política e reiterando que a
participação no evento era facultativa.
O relator do recurso, juiz convocado Roberto da
Silva Fragale Filho, definiu o conceito de assédio
eleitoral.
“O assédio eleitoral e a coação política consistem
no abuso do poder diretivo do empregador para
influenciar, constranger ou direcionar as convicções
políticas e o voto dos trabalhadores, o que atenta
diretamente contra a liberdade de consciência e o
pluralismo político garantidos constitucionalmente”,
apontou o magistrado.
Para o relator, no caso em questão, a partir da
análise do conjunto probatório, ficou comprovada a
conduta abusiva da empresa. “A dependência econômica
inerente à relação de emprego vicia qualquer
alegação de participação facultativa em eventos de
cunho político organizados pelo empregador no
ambiente de trabalho” afirmou.
Ele concluiu, portanto, que “a exigência de
comparecimento a reuniões eleitorais, sob o controle
formal de presença, caracteriza nítido abuso do
poder diretivo, violando a liberdade de convicção
política do reclamante”. Com informações da
assessoria de imprensa do TRT-1.
Fonte: Consultor Jurídico

25/08/2026 -
Sindicalismo lança Manifesto pró-Lula
Assinaturas de adesão ocorrem por meio da
internet
O sindicalismo colhe, pela internet, assinaturas em
apoio a Lula. O movimento utiliza as redes sociais
para divulgar o texto e colher subscrições.
Lançamento ocorreu dia 16, quando da abertura da
campanha de Lula-Alckmin na Vila Euclides, São
Bernardo do Campo – SP.
A candidatura de Lula tem apoio quase unânime do
movimento sindical, que viu, neste terceiro mandato,
grande parte de suas reivindicações ser atendida,
entre as quais política de aumento real para o
salário mínimo e isenção do IR para salários até R$
5 mil.
Agora, o sindicalismo, com apoio de Lula, batalha no
Senado para fazer aprovar a PEC 221, que acaba com a
escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada de 44 para
40 horas semanais.
ASSINE – Clique aqui –
https://preceder.com.br/sindcomlula/
MANIFESTO “Por um Brasil soberano e justo, com
trabalho decente, direitos e desenvolvimento”.
Nós, sindicalistas de diversas categorias
profissionais, entidades, setores e regiões,
apoiamos a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e convocamos os trabalhadores a se
mobilizar conosco para dar continuidade e avançar
ainda mais nas transformações que o Brasil precisa.
Defendemos:
- Valorização permanente dos salários e do salário
mínimo;
- Redução da jornada de trabalho e o fim da escala
6×1;
- Combate à precarização, à informalidade, à
pejotização e às terceirizações fraudulentas;
- Proteção trabalhista, previdenciária e social para
todos os que trabalham, independentemente da
ocupação;
- Fortalecimento dos Sindicatos e da representação
coletiva, bem como a autonomia e valorização da
negociação coletiva e do diálogo social como
instrumentos fundamentais para conquistar direitos,
regular as transformações no mundo do trabalho e
distribuir os ganhos do desenvolvimento;
- Tecnologia e inteligência artificial a serviço da
melhoria das condições de trabalho e da qualidade de
vida do povo;
- Compartilhamento dos ganhos de produtividade, para
que os avanços econômicos e tecnológicos se traduzam
em melhorias pra todo o povo trabalhador;
- Política de segurança pública que proteja a
população e garanta direitos;
- Firme combate ao feminicídio e a todas as formas de
violência contra a mulher, com promoção da igualdade
entre mulheres e homens, combate ao racismo e a
todas as formas de discriminação;
- Políticas públicas voltadas aos jovens, idosos, aos
aposentados, com o fortalecimento da Política
Nacional de Cuidados.
Por que apoiamos Lula:
Porque seu governo coloca o trabalho e a valorização
dos trabalhadores no centro da estratégia de
desenvolvimento do País e assume compromisso com a
Pauta da Classe Trabalhadora.
Porque é o candidato que apresenta propostas de
crescimento com investimento em educação, formação,
inovação e elevação da produtividade, como também
prioriza o fortalecimento da Nova Indústria Brasil e
o domínio de tecnologias estratégicas, inclusive as
relacionadas a terras raras, transformando nossas
riquezas naturais em desenvolvimento e gerando
trabalho decente, empregos de qualidade, melhores
salários e uma distribuição mais justa da riqueza
produzida pelo trabalho de todos.
Porque tem compromisso com a soberania nacional, a
liberdade, a democracia, a justiça social e a
sustentabilidade ambiental.
Porque Lula propõe uma transição ecológica e
tecnológica justa, capaz de proteger trabalhadores,
comunidades e territórios e, ao mesmo tempo, criar
novas oportunidades de trabalho de qualidade.
Porque, com Lula, o Brasil avançou combinando
crescimento econômico, valorização do trabalho,
inclusão social e fortalecimento da democracia.
É nesse caminho que queremos avançar ainda mais, com
Lula Presidente!
Fonte: Agência Sindical

25/08/2026 -
PEC 221/19: Relator sinaliza avanço do fim da escala
6x1
Omar Aziz deve apresentar parecer nesta
terça-feira (25), enquanto a CCJ promove audiência
pública na quarta (26). Proposta reduz jornada para
40 horas semanais, garante 2 dias de descanso e
mantém salários
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19,
dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton
(PSol-SP), que reduz a jornada de trabalho e acaba,
na prática, com a escala 6x1, entra nesta semana em
etapa decisiva no Senado.
O relator na CCJ (Comissão de Constituição e
Justiça), senador Omar Aziz (PSD-AM), deverá
apresentar parecer nesta terça-feira (25), abrindo
caminho para o debate da matéria no colegiado. Na
quarta-feira (26), a comissão realiza audiência
pública para discutir os impactos da proposta.
A movimentação ocorre poucos dias depois de a PEC
chegar formalmente à CCJ, após permanecer por 85
dias à espera de despacho no Senado. O presidente da
Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a
matéria à comissão na sexta-feira (21) e designou
Aziz como relator.
Relator a favor
Aziz já declarou ser favorável ao mérito da PEC e à
transição aprovada pela Câmara dos Deputados. Em
declaração divulgada após assumir a relatoria, o
senador defendeu a redução da jornada também sob o
argumento de que menos horas trabalhadas podem
resultar em maior produtividade.
“Há questão mental das pessoas. Está comprovado que
quanto menos horas de trabalho, mais você produz. O
que as empresas da indústria querem é a qualidade do
serviço e aumento de produção. Por isso, o fim da
escala 6x1 é uma necessidade do Brasil. Vamos votar
por isso ainda esse ano”, afirmou Aziz.
A posição do relator reduz a incerteza sobre o
mérito da proposta, mas não elimina a disputa
política em torno do texto. A expectativa é que a
audiência pública e as conversas com senadores e
lideranças sirvam para construir consenso sobre a
tramitação e eventuais ajustes.
O que muda
A PEC 221/19, estabelece a redução do limite máximo da
jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução
salarial, e prevê 2 dias de repouso semanal
remunerado. A mudança seria implementada de forma
progressiva.
O texto aprovado pela Câmara prevê a primeira
redução de 2 horas semanais 60 dias após a
promulgação e outra redução de 2 horas 1 ano depois,
até chegar às 40 horas. Segundo Aziz, essa transição
deve ser preservada em seu parecer.
Na prática, a proposta cria condições
constitucionais para a substituição da tradicional
escala 6x1 — 6 dias de trabalho para 1 de descanso —
por organização com 5 dias trabalhados e 2 de
descanso, sem corte nos salários.
Audiência pública
A audiência pública de quarta-feira coloca em primeiro
plano justamente os argumentos que deverão marcar a
disputa no Senado: produtividade, emprego, renda,
custos empresariais, organização das jornadas e
qualidade de vida.
O tema já provocou intenso debate na Câmara.
Requerimentos apresentados durante a tramitação da
proposta solicitaram a participação de
representantes de entidades empresariais,
trabalhadores e instituições como CNI, CNC, Sebrae,
Abrasel e Associação Brasileira de Supermercados,
além de órgãos públicos e especialistas.
O embate tende a reproduzir, no Senado, 2 visões
distintas. De um lado, representantes do setor
produtivo, leia-se patronal, alertam para possíveis
impactos sobre custos, escalas e funcionamento de
atividades contínuas.
De outro, defensores da redução da jornada sustentam
que a medida pode melhorar a qualidade de vida,
ampliar o tempo de descanso e convivência familiar e
estimular ganhos de produtividade. Além de aumentar
a empregabilidade.
Prioridade no Senado
A liderança do governo no Senado já classificou a PEC
221/19 como uma das prioridades da pauta
trabalhista. A senadora Teresa Leitão (PT-PE)
afirmou que pretende conversar com o presidente da
CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para acelerar a
tramitação e buscar a votação da matéria durante o
próximo esforço concentrado do Senado.
“Essas duas questões [...] são fundamentais para os
trabalhadores, para o mundo do trabalho e para o
País”, declarou, ao se referir à PEC da jornada e à
proposta de segurança pública.
O próprio Aziz havia indicado que pretendia
trabalhar para que o relatório estivesse pronto na
semana de esforço concentrado, entre 31 de agosto e
4 de setembro, período que antecede o primeiro turno
das eleições.
Tramitação
A CCJ é a primeira etapa da tramitação da PEC no
Senado. Depois da análise e eventual aprovação pela
comissão, a matéria seguirá para o plenário, onde,
por se tratar de proposta de emenda à Constituição,
precisará ser aprovada em 2 turnos, com quórum
qualificado de no mínimo 49 votos favoráveis.
Caso o Senado aprove exatamente o texto oriundo da
Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação.
Se houver mudanças no conteúdo, a matéria terá de
retornar à Câmara para nova apreciação.
A PEC chega, portanto, à fase em que a discussão
deixa de ser apenas sobre a oportunidade de acabar
com a escala 6x1 e passa a envolver como, quando e
em que condições a redução da jornada será
implantada.
Disputa política
O avanço da PEC recoloca no centro da agenda do
Congresso uma das principais reivindicações do
movimento sindical e de setores da sociedade que
defendem a redução da jornada. Ao mesmo tempo, abre
nova frente de negociação com o empresariado, que
deverá pressionar por mudanças ou salvaguardas no
texto.
O dado político mais relevante, neste momento, é que
o relator escolhido para conduzir a matéria na CCJ
declarou-se favorável ao mérito da proposta e à
transição aprovada pelos deputados. A partir desta
semana, a disputa tende a se concentrar menos na
admissibilidade da PEC e mais na construção dos
votos necessários para fazê-la avançar no Senado.
Em resumo: a PEC 221/19 chega ao Senado em momento
decisivo. Com parecer do relator e audiência pública
previstos para esta semana, o debate sobre o fim da
escala 6x1 entra definitivamente na agenda da CCJ.
Se conseguir superar essa etapa, a proposta estará
mais próxima de chegar ao plenário e transformar a
redução da jornada de trabalho em nova regra
constitucional brasileira.
Fonte: Diap

25/08/2026 -
Governo Lula avalia reajuste diferente para
beneficiários do INSS, diz jornal
Discussão sobre mudanças de faixas entre ativos e
pensionistas ainda está em fase de estudos e ideia é
que reajuste seja acima da inflação
Em um eventual quarto mandato do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), membros da equipe
econômica pretendem discutir a diferenciação da
política de valorização do salário mínimo para
trabalhadores da ativa e beneficiários do INSS. A
informação foi confirmada pelo jornal Valor
Econômico.
Segundo o veículo, técnicos fizeram simulações de
cenários que preservariam ganhos acima da inflação
para os dois grupos em ritmos distintos, mantendo os
trabalhadores da ativa na regra atual e
estabelecendo um percentual menor que o reajuste
real de até 2,5% para os inativos.
A discussão entre os integrantes da equipe teria
como intenção diminuir a pressão sobre as despesas
obrigatórias e sinalizar ao mercado financeiro um
maior compromisso do eventual novo governo com o
ajuste fiscal.
Ainda de acordo com o Valor, nenhuma decisão foi
tomada sobre o assunto e qualquer eventual mudança
passaria pela aprovação do presidente Lula. No
momento a discussão se limite a estudos.
A ideia central é manter a valorização do salário
mínimo para os trabalhadores da ativa, ao mesmo
tempo em que mantém o reajuste de aposentadorias
vinculadas ao salário mínimo crescendo em um ritmo
menor, mas ainda acima da inflação. A longo prazo, a
diferenciação teria efeitos cumulativos sobre as
despesas obrigatórias.
Fonte: InfoMoney

25/08/2026 -
Teletrabalho não justifica supressão de intervalo
para amamentação
A 15ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP) reformou uma sentença e condenou uma
empresa a pagar danos morais no valor de R$ 10 mil
por não conceder a uma trabalhadora, em regime de
teletrabalho, intervalo para amamentação.
A sentença da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo
considerou a privação “mero descumprimento de uma
obrigação contratual”. Todavia, reconheceu tal
ilicitude para fundamentar a rescisão indireta do
contrato de trabalho por culpa da empresa.
Em defesa, a empresa alegou que cumpriu
integralmente as obrigações legais e contratuais.
Argumentou também que a prestação de serviços de
forma remota garantia flexibilidade suficiente para
fazer pausas de amamentação de forma autônoma.
Segundo os autos, a empresa não conseguiu comprovar
que concedia o intervalo, já que nada constava nos
controles de jornada juntados ao processo. Em
depoimento pessoal, a trabalhadora afirmou ainda que
teve negado o pedido para sair uma hora mais cedo a
fim de amamentar o filho.
Desenvolvimento saudável
No acórdão, a desembargadora relatora Regina Celi
Vieira Ferro destacou o artigo 396 da CLT, que
garante à mulher trabalhadora o direito a dois
descansos especiais de 30 minutos cada durante a
jornada de trabalho para amamentar o próprio filho
até que o bebê complete seis meses de idade.
Para a magistrada, a regra visa “garantir que o
retorno da mulher ao mercado de trabalho não
inviabilize o aleitamento materno e o
desenvolvimento saudável do menor”.
Ao fundamentar a decisão, a julgadora lembrou que a
proteção à maternidade e à infância encontra-se
fixada no rol de direitos sociais da Constituição
Federal.
Ela acrescentou ainda que a empregadora agiu com
“negligência e abuso de poder diretivo” por suprimir
os intervalos e submeter a trabalhadora a condições
incompatíveis com o período da lactação.
“Impor à mãe o constrangimento de escolher entre as
metas laborais e o sustento biológico de seu filho
vulnerável atinge diretamente a sua dignidade
existencial”, concluiu. Com informações da
assessoria de imprensa do TRT-2.
Clique
aqui para ler o acórdão
RORSum 1002155-25.2025.5.02.0026
Fonte: TST

24/08/2026 -
Eleições 2026 em perspectiva: DIAP promove novo
debate
Diálogos DIAP reúne especialistas e lideranças
para analisar o cenário eleitoral, a reorganização
das forças políticas e os possíveis impactos da
disputa sobre o futuro do Congresso Nacional.
As Eleições 2026 já movimentam o cenário político e
colocam em debate os caminhos que poderão definir a
composição do próximo Congresso Nacional e a agenda
legislativa dos próximos anos. Para contribuir com a
compreensão desse processo, o DIAP realiza, no dia
25 de agosto, às 19h, mais uma edição do Diálogos
DIAP, em formato on-line.
Com o tema “Perspectivas para as Eleições 2026”, o
encontro propõe uma análise dos movimentos que
começam a desenhar a disputa eleitoral. O debate
abordará as tendências do cenário político, a
reorganização das forças partidárias e os fatores
que poderão influenciar tanto a renovação quanto a
continuidade da representação política no
Parlamento.
A proposta é reunir diferentes perspectivas para
ampliar a leitura sobre um processo que vai além da
disputa nas urnas. A composição da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal terá reflexos diretos
sobre a correlação de forças no Legislativo e sobre
as prioridades que estarão no centro da agenda
política do País a partir de 2027.
Diferentes olhares sobre o cenário de 2026
Participam desta edição Rita Serrano, presidente do
DIAP; Neuriberg Dias, analista político e diretor do
DIAP; Ricardo Patah, vice-presidente do DIAP e
presidente da UGT; Hajj Mangolin, estrategista
político; e Alek Maracajá, CEO da AtivaWeb,
professor, pesquisador, cientista de dados e
vice-presidente nacional da Abradi.
Ao reunir experiências nas áreas de análise
política, representação institucional, estratégia e
ciência de dados, o Diálogos DIAP busca oferecer aos
participantes elementos para compreender as
transformações em curso e os possíveis
desdobramentos da disputa eleitoral sobre o
Parlamento.
Inscrições abertas
O encontro será realizado on-line, no dia 25 de
agosto, às 19h. A participação é gratuita, mas as
vagas são limitadas.
As inscrições devem ser feitas até 24 de agosto,
pelo e-mail
diap@diap.org.br, com o envio de nome completo,
entidade representada, telefone/WhatsApp e e-mail.
O link de acesso será encaminhado diretamente aos
participantes inscritos.
25 de agosto | 19h | On-line
Inscrições até 24 de agosto | Vagas limitadas
Participe do Diálogos DIAP e acompanhe as análises
sobre os movimentos políticos que começam a desenhar
o cenário das Eleições 2026 e o futuro da
representação no Congresso Nacional.
Fonte: Diap

24/08/2026 -
Missão aciona STF contra licença remunerada em
mandato sindical
Partido defende que salário de diretores
sindicais seja pago pela própria entidade, e não
pelos governos estaduais.
A executiva nacional do Missão apresentou ao STF uma
ação na qual questiona a legalidade do trecho da
Constituição do Estado de São Paulo que garante o
direito à licença remunerada a servidores públicos
estaduais durante o exercício de mandato na
administração de seus sindicatos.
O partido alega que a Constituição não cita a
possibilidade de manutenção dos salários durante o
afastamento para a função, e ressalta que a
organização do serviço público nos entes federados,
incluindo regimes de trabalho de servidores, não
podem contrariar o texto constitucional.
"O texto instaura uma nítida separação entre o
Estado e os entes sindicais, impedindo qualquer
confusão entre a Administração Pública — regida pelo
regime de Direito Administrativo, que é de Direito
Público — e a administração do sindicato, que é uma
entidade privada", afirmou a sigla.
A legenda defende que os diretores sindicais tenham
direito à devida remuneração, mas que esta deve ser
paga com recursos do próprio sindicato, e não do
tesouro estadual.
A sigla destacou que o próprio Supremo validou em
decisão anterior uma lei estadual em Goiás que
revogou a licença remunerada a servidores durante
mandato sindical. A ação foi distribuída para
relatoria do ministro Luiz Fux.
Processo:
ADI 8006-SP
Fonte: Congresso em Foco

24/08/2026 -
Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar
dados até dia 31
As empresas privadas com 100 ou mais empregados
devem atualizar suas informações até 31 de agosto.
Os dados servirão para elaboração do 6º Relatório de
Transparência Salarial e de Critérios
Remuneratórios, elaborado e publicado semestralmente
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O procedimento obrigatório deve ser feito
diretamente no Portal Emprega Brasil, na área do
empregador. Para atualização dos dados, é preciso
fazer login da plataforma Gov.br.
As informações são sobre critérios remuneratórios,
ações voltadas à promoção da diversidade e
iniciativas de apoio à família e à parentalidade.
As empresas com 100 ou mais empregados que não
apresentarem os dados para o Relatório de
Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios
duas vezes ao ano estarão sujeitas à multa.
Fonte: Agência Brasil

24/08/2026 -
Os
sindicatos brasileiros respiram
Brasil registra, após mais de uma década, aumento
no número de trabalhadores sindicalizados. Adesão
responde às novas demandas por proteção social,
empregos de qualidade, fim da escala 6×1 e desafios
impostos pela IA. Como podem incorporar as novas
lutas?
Clemente Ganz Lúcio¹
O crescimento da taxa de sindicalização observado
pelo IBGE em 2024² marca um ponto de inflexão
importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois
de mais de uma década de retração, interrompe-se uma
trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada
pelos ataques às instituições sindicais, pela
reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do
financiamento compulsório e por uma conjuntura
política marcada pela deslegitimação da ação
coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou
de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100
milhões de pessoas, formais e informais), elevando o
contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3
milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas,
um crescimento de cerca de 812 mil filiados.
Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD
Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado
estatístico, trata-se de um sinal de mudança na
dinâmica do mundo do trabalho brasileiro.
Destaques:
- Setor Público Registrou a maior taxa de adesão,
alcançando 18,9%.
- Setor Privado com Carteira Assinada apresentou taxa
de filiação de 11,2%.
- Trabalhadores Informais e Sem Carteira mantiveram os
menores índices, com apenas 3,8% de sindicalização.
- Atividades com Maior Adesão: o grupamento de
administração pública, defesa, seguridade social,
educação, saúde humana e serviços sociais liderou
com 15,5%, seguido pela indústria geral com 11,4%.
Essa recuperação não resulta de um único fator. Ela
expressa a convergência entre transformações
econômicas, institucionais, políticas e
organizativas que recolocam o trabalho e suas formas
de representação em posição estratégica.
O primeiro elemento é a melhora consistente do
mercado de trabalho. A retomada do crescimento
econômico, a expansão do emprego formal, o aumento
dos rendimentos reais e a redução do desemprego
ampliaram o universo de trabalhadores protegidos por
contratos formais e convenções coletivas. O
fortalecimento da indústria, impulsionado pela
política industrial, pelos investimentos públicos e
privados e pela recuperação da capacidade produtiva
nacional, favoreceu particularmente setores
historicamente mais organizados, onde a presença
sindical é mais intensa. Não por acaso, a indústria
registrou uma das maiores elevações na taxa de
sindicalização em 2024.
Também foi decisiva a retomada das contratações no
setor público. A recomposição das capacidades do
Estado para cumprir suas funções constitucionais
significou não apenas mais servidores, mas também o
fortalecimento de categorias cuja tradição
organizativa sempre foi expressiva.
Outro aspecto relevante foi a recuperação do diálogo
social. A reativação das mesas nacionais de
negociação no setor publico federal, a valorização
da negociação coletiva, a retomada do Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social, do Conselho de
Desenvolvimento Industrial, do Conselho de Segurança
Alimentar, entre tantos outros, a reconstrução da
interlocução entre governo, trabalhadores e
empregadores e a ampliação dos acordos e convenções
coletivas devolveram concretude à atuação sindical.
Quando a negociação produz ganhos salariais, melhora
as condições de trabalho, amplia direitos e protege
os trabalhadores diante das mudanças produtivas, o
sindicato volta a ser percebido como instrumento
efetivo de transformação da realidade.
Mas seria insuficiente explicar a retomada da
sindicalização apenas pela melhora do mercado de
trabalho. Creio que um fenômeno mais profundo em
curso move as bases sindicais.
Vivemos um período de intensas transformações
tecnológicas, ambientais, demográficas, produtivas e
geopolíticas. Inteligência artificial, plataformas
digitais, reorganização das cadeias globais,
transição ecológica e mudanças nas formas de
contratação estão redefinindo ocupações, profissões,
competências e relações de trabalho. Cresce a
percepção de que os riscos deixaram de ser
individuais e passaram a ser estruturais.
Nesse contexto, o sindicato recupera a função
histórica de constituir um escudo protetor coletivo
diante de transformações que nenhum trabalhador
consegue enfrentar isoladamente.
A pesquisa nacional realizada pelas Centrais
Sindicais com o Instituto Vox Populi (2025) confirma
essa percepção. Ela revela elevada valorização
social do sindicalismo, disposição de filiação e
grande convergência em torno das prioridades
apontadas pelos trabalhadores: valorização dos
salários, geração de empregos de qualidade, formação
profissional permanente, redução da jornada de
trabalho, superação da escala 6×1, saúde e segurança
no trabalho e ampliação da proteção social. A Pauta
da Classe Trabalhadora apresentada pelas Centrais
traduz essas demandas em diretrizes de ação e
propostas de políticas publicas.
Esses resultados sugerem que a retomada da
sindicalização representa algo maior do que um
aumento do número de associados. Ela indica um
reencontro entre sindicatos e sua base social. Esse
reencontro, entretanto, impõe novos desafios ao
próprio sindicalismo.
O sindicato do século XXI continuará negociando
salários e defendendo direitos, mas sua atuação
precisará ser muito mais ampla, além das
fundamentais negociações no âmbito da categoria.
Caberá participar da formulação das políticas de
desenvolvimento, acompanhar os impactos da
inteligência artificial e das novas tecnologias,
negociar processos de transição produtiva, defender
a formação continuada dos trabalhadores, contribuir
para a construção de uma transição ecológica justa,
atuar pela efetiva proteção dos empregos e da renda,
cuidar da previdência social, fortalecer mecanismos
permanentes de diálogo social. Atuar para
implementar novos âmbitos de negociação de amplitude
regional, setorial, cadeia produtiva, temática e
internacional. Assim como, aprimorar a a oferta de
serviços clássicos e essenciais que são demandados
pelas categorias (assistência médica e odontológica;
convênios para compras; assistência jurídica;
orientação profissional; formação em saúde e
segurança; lazer, esporte e cultura, entre outros).
Isso significa compreender que o trabalho voltou a
ocupar posição estratégica no desenvolvimento
nacional e continua essencial na vida das
trabalhadoras e dos trabalhadores.
As grandes economias disputam hoje investimentos,
tecnologia e cadeias produtivas porque disputam
produtividade, conhecimento e empregos de qualidade.
Entramos na era da geopolítica mundial do trabalho.
Nesse ambiente, sindicatos deixam de ser apenas
instituições voltadas para a negociação das relações
de emprego e passam a integrar a governança
democrática das transformações econômicas e sociais
em cada país e no mundo.
O crescimento da sindicalização, portanto, não deve
ser visto como um ponto de chegada, mas como o
início de um novo ciclo que precisa ser alimentado
com muito trabalho de base, pautas representativas,
lutas estratégicas e muito compromisso com mudanças
e avanços.
Consolidar o aumento da sindicalização dependerá da
capacidade do movimento sindical de ampliar sua
presença nos locais de trabalho, incorporar a
representação e organização de todos os
trabalhadores inseridos em diferentes formas de
ocupação (autônomo e por conta-própria,
plataformizados, empreendedores, cooperados,
trabalhadores domésticos, pejotizados), fortalecer
sua produção de conhecimento, atuar nos territórios
e participar da construção de um projeto nacional de
desenvolvimento que coloque o trabalho no centro das
estratégias econômicas, sociais e ambientais do
país.
Trabalhadores mais organizados significam relações
de trabalho mais equilibradas, negociação coletiva
mais robusta, maior capacidade de enfrentar as
transições em curso e uma democracia mais forte. O
reencontro da classe trabalhadora com seus
sindicatos é, ao mesmo tempo, uma boa notícia para o
mundo do trabalho e um ativo estratégico para o
desenvolvimento do Brasil.
Notas
1 Sociólogo, coordenador do Fórum das Centrais
Sindicais, membro do CDESS – Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da
Presidência da República, membro do Conselho
Deliberativo da Oxfam Brasil, Enviado Especial para
COP-30 sobre Trabalho, Coordenador do Grupo de
Facilitação do Pacto Nacional pelo Combate às
Desigualdades, membro do Comitê Diretivo do
Observatório do Trabalho Decente do Conselho
Nacional de Justiça, consultor e ex-diretor técnico
do DIEESE (2004/2020).
2 IBGE:
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45174-com-taxa-de-8-9-sindicalizacao-cresce-pela-primeira-vez-desde-2012
Fonte: Outras Palavras

21/08/2026 -
Presidente da CCJ do Senado diz ter votos para
acabar com escala 6×1
Alcolumbre já despachou a proposta para o
colegiado, que deve se reunir na semana entre 31 de
agosto a 4 de setembro
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), disse que já
tem votos no colegiado para aprovar a proposta de
emenda à Constituição (CCJ) que reduz a jornada de
trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala
6×1.
“Tenho votos para aprovar na CCJ. Não tenho a menor
dúvida. No plenário eu não sei, mas na minha
comissão que eu presido, eu tenho voto para aprovar
o fim da escala 6×1 sem nenhuma dificuldade”, disse
Otto.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
já assinou o despacho que encaminha a proposta à
CCJ.
Depois das conversas com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, Alcolumbre não só destravou a
proposta do fim da escala, mas também a PEC da
Segurança e projeto sobre minerais críticos e
estratégicos, pautas prioritárias do governo.
A expectativa é que as propostas possam ser
avaliadas no próximo esforço concentrado no
Congresso, marcado para ocorrer de forma presencial
entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.
Para a deputada Daiana Santos (PcdoB-RS), autora de
projeto de igual teor na Câmara, a PEC do fim da
escala 6×1 foi de fato destravada no Senado.
“Após a articulação do nosso presidente Lula, o
senador Davi Alcolumbre liberou a tramitação da
pauta. Entretanto, é necessário seguir pressionando
o Senado. Mesmo com essa mudança de postura, a pauta
só será votada após as eleições. Desde o início nós
defendemos a escala 5×2, jornada de 40 horas
semanais, sem redução de salário”, diz.
Governo mobilizado
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE),
prevê que as propostas prioritárias serão votadas
nas próximas semanas.
“O governo está mobilizado, e seguirei atuando no
Senado para transformar esse diálogo em avanços
concretos, com mais direitos, segurança, soberania,
desenvolvimento e oportunidades para o povo
brasileiro”, disse.
Para ela, os recentes encontros entre Lula e
Alcolumbre foram decisivos para destravar a
tramitação dos projetos no Senado.
“É uma demonstração importante de que o diálogo
produz resultados e abre caminhos para fazer avançar
uma agenda fundamental para o desenvolvimento do
Brasil. Seguimos com muito trabalho e disposição
para construir os entendimentos necessários”,
afirma.
Fonte: Portal Vermelho

21/08/2026 -
STF decide ampliar alcance da Lei da Maria da Penha
Lei será aplicada nas eleições de outubro contra
violência política
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta
quarta-feira (19) ampliar o alcance da aplicação da
Lei Maria da Penha, criada em 2006 para combater a
violência contra as mulheres.
Pela decisão, a lei deve ser aplicada pelos juízes
para combater toda forma de violência de gênero
contra a mulher. Antes da decisão, a norma era
aplicada somente em casos de violência doméstica,
familiar ou relações íntimas de afeto.
A Corte também estabeleceu que a lei também deve ser
aplicada durante as eleições de outubro para
combater a violência política de gênero contra as
candidatas. A partir desse entendimento, caberá à
Justiça Eleitoral decidir sobre a concessão de
medidas de proteção.
A Lei Maria da Penha prevê diversas medidas
protetivas, como afastamento do agressor do lar,
proibição de aproximação da vítima, uso de
tornozeleira eletrônica e decretação de prisão
preventiva.
Fonte: Agência Brasil

21/08/2026 -
Eleições e valorização do trabalho; Por Nivaldo
Santana
A agenda unitária do Fórum das Centrais
Sindicais defende um projeto nacional de
desenvolvimento baseado na soberania, na democracia
e na valorização do trabalho, com fortalecimento da
indústria, geração de empregos de qualidade e
melhores salários. A pauta inclui ainda o combate à
precarização, a redução da jornada sem redução
salarial e a manutenção da política de valorização
do salário mínimo. Para as centrais, a reeleição de
Lula e a derrota da extrema-direita são condições
fundamentais para o avanço dessas propostas.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou no
fim de julho os dados do Novo Caged (Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados) com base nos
indicadores do primeiro semestre deste ano de 2026.
Os dados são positivos. No mês de junho, o saldo
positivo dos empregos criados foi de exatos 145.161.
Com isso, o mercado de trabalho formal no Brasil, no
primeiro semestre, gerou 921.645 novos postos de
trabalho.
Esses números apontam, sempre segundo o MTE, que o
total de empregos com vínculos trabalhistas no país
alcançou 48.032.308 no fim do semestre encerrado em
junho.
Com exceção dos estados do Espírito Santo e
Tocantins, por fatores sazonais, todas as outras 25
unidades da Federação apresentaram saldo positivo.
Esse incremento dos vínculos trabalhistas faz com
que a taxa nacional de desemprego atinja os menores
níveis históricos, um indicador importante para
medir a mobilidade social e a desigualdade no país.
Todas as camadas foram beneficiadas
A esse respeito, vale citar análise do professor
aposentado de Economia da Unicamp Waldir Quadros.
Segundo ele, “todas as camadas foram beneficiadas
pela mobilidade social no triênio 2023-2025”.
O professor Quadros mostra que a mobilidade social
não é maior devido “à falta de um sistema de
produção industrial moderno”. Segundo ele, a
desindustrialização “resulta, entre outros
malefícios, em atraso tecnológico, baixo
crescimento, limitada geração de empregos
qualificados e precárias oportunidades ao pequeno
negócio”.
Corroborando a tese do professor, o Caged aponta que
o recorde de empregos criados e o baixo desemprego,
dados positivos, são atenuados pelo salário médio
real de admissão em junho, de apenas R$ 2.404,34.
O Brasil, no entanto, melhorou – e muito – com o
terceiro governo de Lula, depois da tragédia
bolsonarista que havia jogado para baixo todos os
indicadores econômicos e sociais.
Por isso, o movimento sindical brasileiro, após a
realização da Conferência Nacional da Classe
Trabalhadora, em abril deste ano, aprovou uma
importante agenda para avançar nas conquistas.
A agenda unitária do Fórum das Centrais Sindicais
defende um projeto nacional de desenvolvimento com
soberania, democracia e valorização do trabalho.
Para tanto, é essencial ter uma indústria forte,
geradora de empregos de qualidade e com melhores
salários.
Tudo isso precisa vir acompanhado da luta contra a
precarização do trabalho, pela redução da jornada
sem diminuição de salários, pela preservação da
política de valorização do salário-mínimo.
Essa pauta, para se tornar vitoriosa, precisa, antes
de tudo, da reeleição do presidente Lula em outubro.
Por isso, a batalha para derrotar uma vez mais a
extrema-direita deve estar no topo da agenda do
sindicalismo classista.
Nivaldo Santana é Secretário Sindical Nacional do
PCdoB; Integrante da Executiva Nacional da CTB
(Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do
Brasil)
Fonte: Rádio Peão Brasil

21/08/2026 -
Movimentos preparam o 30/8, Dia Nacional de
Mobilização pelo Fim da Escala 6×1
Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo definem
agenda de ações para fortalecer luta e pressionar
senadores pela aprovação; PEC estará em pauta na
semana entre 31/8 e 4/9
Finalizado o impasse em torno da tramitação, no
Senado, da PEC que acaba com a escala 6×1, as
frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram
para definir uma agenda preparatória do Dia Nacional
de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1, em 30 de
agosto. O objetivo é construir uma grande jornada
nacional de luta pela aprovação da proposta, uma das
mais importantes para a classe trabalhadora
brasileira.
A ideia é demonstrar força social e apoio popular à
pauta, de maneira a pressionar os senadores a votar
favoravelmente. A data escolhida antecede a semana
de esforço concentrado do Congresso Nacional, entre
31 de agosto e 4 de setembro.
A PEC é uma das matérias prioritárias previstas para
serem votadas nesse período e vem sendo defendida
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela
base governista ao longo do seu terceiro mandato.
Após conversas entre Lula e o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que destravaram o
andamento do texto e de outras pautas importantes, a
PEC foi encaminhada à Comissão e Constituição e
Justiça da Casa. A expectativa de líderes do Senado
é de que o texto possa ser votado entre o primeiro e
o segundo turno das eleições.
Mobilizações pelo Brasil
Na semana da votação no Senado, as frentes defendem
intensificar a pressão sobre os senadores; organizar
ação simbólica no Senado, com blitz e outras
iniciativas de mobilização e visibilidade e
articular a presença das organizações,
trabalhadores, artistas e personalidades em
Brasília.
Para o 30 de agosto, Dia Nacional de Mobilização
pelo Fim da Escala 6×1, a proposta é que sejam
construídos atos de rua e mobilizações em todo o
país, com a ampla participação das centrais
sindicais, frentes, movimentos populares,
juventudes, entidades nacionais, artistas e
influenciadores.
Conforme comunicado das frentes Brasil Popular e
Povo Sem Medo, para viabilizar o ato, de agora até o
dia 20 é o período de preparação e mobilização.
Entre as ações definidas estão ampliar o diálogo e o
debate interno nas organizações sobre a importância
do dia 30 e a perspectiva concreta de conquista do
fim da escala 6×1.
Nesse sentido, as frentes defendem a necessidade de
trabalhar a aprovação como “uma vitória capaz de
fortalecer e dar legitimidade à mobilização social e
à agenda dos trabalhadores”.
Como forma de espalhar a mobilização para todos os
pontos do país, as frentes reforçam que a decisão
sobre o dia 30 deve chegar aos estados, com
orientação para a construção das agendas locais.
Além disso, propõe o diálogo com artistas,
personalidades e influenciadores para que se somem à
convocação, com atenção especial a São Paulo, Rio de
Janeiro e Brasília. Da mesma forma, salienta a
importância desse diálogo com candidaturas e
lideranças políticas.
No dia 20 de agosto, será realizada uma plenária
nacional, às 18 horas, com o foco no balanço das
ações e fortalecimento da unidade das organizações
em torno da reta final da luta pelo fim da escala
6×1.
Fonte: Portal Vermelho

20/08/2026 -
VITÓRIA | Justiça atende CNTC e suspende demissões
em massa na Casas Bahia
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no
Comércio - CNTC, por meio da assessoria jurídica dos
escritórios Zilmara Alencar Consultoria Advogados e
M.Calvo & J.Vidal Advogados Associados, obteve uma
expressiva vitória na Justiça do Trabalho em favor
de cerca de 1.900 trabalhadores atingidos por
demissões em massa promovidas pelo Grupo Casas Bahia
S.A.
Em decisão liminar da Tutela Cautelar Antecedente
proferida na terça-feira (18/08), a juíza titular da
11ª Vara do Trabalho de Brasília/DF deferiu
parcialmente a tutela provisória de urgência,
determinando a suspensão dos efeitos das dispensas
coletivas ocorridas entre 13 e 17 de agosto no
âmbito do "Plano de Transformação – Fase 2" da
empresa.
A medida havia resultado na demissão massiva de
funcionários e no fechamento de 298 lojas físicas
(cerca de 30% da rede) sem qualquer negociação
prévia com as entidades sindicais.
A decisão fundamenta-se no descumprimento do Tema
638 do Supremo Tribunal Federal (STF), que exige a
intervenção sindical prévia como requisito
procedimental obrigatório para dispensas coletivas.
A Justiça concedeu o prazo de cinco dias para que a
empresa para restabeleça os vínculos jurídicos e
econômicos dos demitidos, reincluindo-os em folha de
pagamento e reativando os planos de saúde em até 48
horas.
A liminar impôs ainda o início imediato de diálogo
sindical, a proibição de novas demissões sem
negociação prévia, a preservação de provas digitais
e documentais (legal hold) e a realização de
audiência de conciliação com o Ministério Público do
Trabalho (MPT). A empresa vai ser intimida em 5 dias
para exercer seu contraditório.
A diretoria da CNTC destaca a importância da decisão
para a proteção dos comerciários em todo o país,
pois representa uma vitória fundamental para a
garantia dos direitos. Nenhuma reestruturação
empresarial pode ser feita atropelando a legislação
trabalhista e desrespeitando o papel constitucional
dos sindicatos. A decisão da Justiça restabelece a
dignidade dos trabalhadores e impõe o diálogo
coletivo como premissa inegociável.
A CNTC segue acompanhando o caso para garantir o
cumprimento integral da ordem judicial.
Fonte: CNTC

20/08/2026 -
STF confirma suspensão de penalidades da NR-1 sobre
saúde mental no trabalho
Relator do caso, Mendonça entendeu que há dúvidas
sobre os critérios técnicos e jurídicos para a
identificação, avaliação e fiscalização dos chamados
riscos psicossociais
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por
unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça
que suspendeu, por 90 dias, a aplicação de multas e
outras sanções administrativas relacionadas às novas
regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que
tratam da gestão de riscos psicossociais no ambiente
de trabalho. O julgamento foi concluído nesta
terça-feira no plenário virtual da Corte.
A decisão impede que o Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) aplique punições às empresas com base
exclusivamente nos dispositivos questionados da
norma durante o período de suspensão. As demais
obrigações previstas na NR-1, contudo, permanecem em
vigor, incluindo o dever dos empregadores de adotar
medidas voltadas à proteção da saúde física e mental
dos trabalhadores.
Relator do caso, Mendonça entendeu que há dúvidas
sobre os critérios técnicos e jurídicos para a
identificação, avaliação e fiscalização dos chamados
riscos psicossociais, o que poderia comprometer a
segurança jurídica na aplicação de sanções. Ao
conceder a liminar, em junho, o ministro afirmou que
a ausência de parâmetros objetivos poderia levar à
imposição de multas sem que os empregadores tivessem
clareza sobre as condutas exigidas.
Segundo Mendonça, “a previsão de conceitos abertos,
subjetivos e sem a devida clareza quanto às condutas
(omissivas e comissivas) esperadas e as respectivas
sanções aplicáveis em caso de descumprimento
parecem, ao menos em sede cautelar, contrárias aos
princípios da legalidade, da taxatividade, do devido
processo legal e, especialmente, da segurança
jurídica”.
Em seu voto, o ministro disse que “a nova redação
conferida ao item 1.5 da NR-1 permanece válida no
que se refere ao seu caráter de standard a ser
observado pelos empregadores”. De acordo com ele, a
impossibilidade temporária de aplicação de multas
“não deve ser interpretada como obstáculo à
expedição de recomendações e outras medidas de
caráter informativo e de orientação”.
Além de referendar a cautelar, os ministros
mantiveram a determinação para que a controvérsia
seja discutida no Núcleo de Solução Consensual de
Conflitos (Nusol) do STF. A conciliação deverá
reunir representantes do governo federal, do setor
empresarial e de outros interessados para buscar
critérios mais claros para a implementação da norma
e a fiscalização das empresas.
A ação foi apresentada pela Confederação Nacional
dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que
questionou a falta de definição metodológica para o
gerenciamento dos riscos psicossociais previstos na
atualização da NR-1. A entidade sustentou que a
regulamentação não estabelece parâmetros objetivos
para orientar a atuação das empresas e dos fiscais
do trabalho.
As alterações na NR-1 passaram a exigir que
empregadores incluam fatores de risco psicossociais,
como situações relacionadas à organização e às
condições de trabalho que possam afetar a saúde
mental dos empregados, no Programa de Gerenciamento
de Riscos Ocupacionais (GRO). Com a decisão do STF,
essas obrigações continuam válidas, mas a União fica
impedida, temporariamente, de aplicar multas ou
outras penalidades com base nos dispositivos
impugnados.
Fonte: Agência O Globo

20/08/2026 -
Permanência e institucionalização marcam casos de
assédio eleitoral no trabalho
Estudo mostra que coerção vai além do período
eleitoral; em 92% das ações analisadas, havia sinais
de estímulo pela empresa e em 82% foram usadas
“narrativas catastróficas”
O assédio eleitoral nos ambientes de trabalho,
embora fortemente associado aos períodos em que se
realizam os pleitos, vêm assumindo características
cada vez mais permanentes, passando, inclusive a
fazer parte da cultura das empresas, além de mostrar
crescente sofisticação dos métodos empregados.
Estas são algumas das conclusões de levantamento
feito pelo Centro de Pesquisas Judiciárias do
Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) com
base em 662 processos relacionados a casos de
assédio eleitoral registrados entre maio de 2023 e
dezembro de 2025.
O estudo mostrou que mais da metade, 54%, ocorreu em
2024, ano da última disputa municipal, enquanto 37%
ocorreram nas eleições de 2022. Também foram
identificados 121 pedidos de tutela de urgência. Até
agosto deste ano, os números mostram um universo de
738 processos ajuizados sobre o tema.
Cinco estados concentram mais da metade deles: São
Paulo tem 17,5% das ações, seguido do Paraná, com
14,6%; Rio Grande do Sul, com 10,5%; Rio de Janeiro,
7%, e Santa Catarina, com 6,3%.
Não é à toa que os estados com maior incidência são
aqueles mais alinhados à extrema direita ou que lhe
deram ampla votação em 2022. Apesar de não haver
levantamentos oficiais mostrando quantos desses
casos de assédio estão associados a quais forças
políticas, a busca por notícias a respeito mostra
uma prevalência de empresários bolsonaristas entre
os assediadores nos últimos pleitos, o que converge
com a cultura autoritária, antidemocrática e
violenta do movimento. Dentre as empresas já
condenadas em casos desse tipo estão a Havan,
Britânia e Ypê, além da Associações Empresariais de
Caçador (SC), entre outras.
Para enfrentar esse tipo de abuso nas eleições deste
ano, juízes e desembargadores do Trabalho estão
atuando em plantão especial, que teve início no dia
1º de agosto e se estende até o segundo turno.
A Justiça do Trabalho explicou que a ampliação do
período de atuação foi uma das principais mudanças
adotadas neste ano. Nas eleições municipais de 2024,
o plantão ocorreu apenas em outubro, período
considerado insuficiente para garantir uma resposta
efetiva e preventiva diante de situações de assédio
eleitoral no ambiente de trabalho.
Achados da pesquisa
Segundo o levantamento feito pelo CSJT, embora a
atuação vertical dos agentes permaneça predominante,
“observou-se crescimento expressivo da modalidade
institucional, revelando situações em que a própria
organização empresarial passa a estimular ou tolerar
práticas de coerção política, frequentemente com
participação de outros trabalhadores”. Os dados
apontam que em 92% das ações trabalhistas avaliadas
foram identificadas características de assédio
institucional.
Sob a perspectiva dos sujeitos afetados, aponta que
embora a maioria dos casos de judicialização ocorra
majoritariamente por meio de ações individuais, “os
efeitos das condutas frequentemente transcendem
interesses estritamente patrimoniais, alcançando a
coletividades de trabalhadores e comprometendo o
ambiente organizacional e a própria liberdade
política no local de trabalho”.
O relatório aponta, ainda, que “ao lado das formas
episódicas, tradicionalmente concentradas nos
períodos eleitorais, identificou-se presença
significativa de modalidades permanentes de assédio
eleitoral, caracterizadas pela manutenção contínua
de práticas de pressão política, compatíveis com o
atual cenário de polarização e disputa política
permanente”. Estes corresponderam a 16% da amostra
analisada.
Além disso, ressalta que entre as modalidades de
assédio mais identificadas está a de caráter
psicológico — a construção e uso de “narrativas
catastróficas sobre supostas consequências
inevitáveis decorrentes do resultado eleitoral”.
Esse aspecto foi identificado em quase 82% dos casos
analisados.
Outro tipo comum é o de ordem comportamental, no
qual “a própria convocação, recomendação ou
admoestação política, ainda que desacompanhada de
sanção efetiva, mostrou-se suficiente para
caracterizar constrangimento incompatível com a
liberdade política do trabalhador”.
Também foi constatada a crescente sofisticação dos
meios de execução do assédio, que passou a combinar
mecanismos verbais, documentais, digitais,
psicológicos, comportamentais e econômicos.
A pesquisa destaca, especialmente, a utilização
intensiva de tecnologias digitais, redes sociais e
aplicativos de mensagens, bem como a emergência da
inteligência artificial generativa “como potencial
instrumento de amplificação da desinformação, da
personalização das mensagens e da produção de
conteúdos sintéticos destinados à influência
política dos trabalhadores”.
No caso do assédio eleitoral digital, foram, ao
todo, 138 dos processos analisados. As menções ao
uso de Whats App aparece em 37% das situações
relatadas e o uso das redes foi sinalizado em 15%.
Ataques à democracia
Para embasar a pesquisa, o referencial teórico
utilizado parte da compreensão de que assédio
eleitoral constitui “fenômeno que ultrapassa a
tutela individual da liberdade de voto, alcançando
valores estruturantes do Estado Democrático de
Direito, como a dignidade da pessoa humana, a
cidadania, o pluralismo político, os valores sociais
do trabalho e a função social da empresa e do
contrato de emprego”.
Ao mesmo tempo, ressalta que sob essa perspectiva, o
estudo demonstrou que o poder diretivo do empregador
“encontra limites nos direitos fundamentais do
trabalhador, não podendo ser utilizado para
influenciar, constranger ou condicionar suas
convicções políticas”.
A pesquisa incorporou, ainda, o princípio da
autenticidade eleitoral “como fundamento para a
proteção da livre formação da vontade política dos
cidadãos, compreendendo o ambiente de trabalho como
espaço que deve permanecer imune a práticas de
coerção ideológica”.
Crime eleitoral
Conforme a Justiça do Trabalho, o assédio eleitoral —
que também é considerado um crime eleitoral — se
caracteriza por práticas abusivas praticadas por
empregadores, gestores ou pessoas com poder de
chefia, que usam sua autoridade ou poder econômico
para coagir, ameaçar, intimidar ou influenciar
trabalhadores a apoiarem ou votarem em determinado
candidato ou aderir a um partido ou posição
política.
Entre as práticas usadas estão as coações ou
ameaças, por exemplo, de demissão, redução salarial
ou perda de cargo; pressões no ambiente de trabalho,
com reuniões usadas para propagandear um candidato,
além da discriminação política contra aqueles que
pensam diferente da posição adotada pelos
empregadores.
Fonte: Portal Vermelho

19/08/2026 -
Soberania entra na disputa eleitoral
Até uns poucos meses, o tema Soberania Nacional
estava restrito a grupos ideológicos, à esquerda ou
à direita, mas com enfoques diferentes. Vale lembrar
que o Artigo I, Inciso 1º da Constituição,
sacramenta a questão. Agora, Soberania Nacional saiu
da bolha e entrou nos debates, campanhas eleitorais
proporcionais e principalmente nas majoritárias.
A bandeira foi empunhada com força pelos
progressistas, especialmente tendo vista a defesa
das terras raras – objeto de desejo dos Estados
Unidos, uma vez que, em quantidade, o Brasil só
perde para a China.
Por se tratar de reserva mineral vital à indústria
de ponta atual e futura, a pressão é imensa, a tal
ponto da Câmara Federal aprovar PL que reduz a
soberania brasileira sobre essa riqueza natural
estratégica. O projeto apressa o manejo das terras
raras, em sentido contrário à lentidão com que o
Ibama, por exemplo, libera a simples construção
pousada na zona rural.
A Agência Sindical falou com Sylvio Costa,
jornalista e presidente do movimento Rede pela
Soberania. Ele vê com bons olhos a ingresso do tema
nas campanhas e no debate eleitoral. Mas observa que
há dificuldades em levar o discurso ao grosso da
população.
Sylvio diz: “Em síntese, soberania nacional é o
direito do povo decidir o que é melhor para seu
país, sem a imposição estrangeira”. O presidente do
Rede alerta para o risco de retrocesso: “É
inaceitável voltarmos à condição de colônia, como já
fomos de Portugal e da Inglaterra”.
O presidente do Rede vê, como natural e obrigatório,
o abraço à causa. “A soberania passou a ser um eixo
forte da campanha de Lula, até em reação a gestos de
Donald Trump e de outros altos integrantes do
governo dos Estados Unidos. E ganhou centralidade em
muitas campanhas eleitorais”. Para Sylvio Costa, a
ameaça estrangeira é real.
Ele observa haver um sentimento, ainda que difuso,
entre a população em defesa da nossa autonomia. “As
pessoas têm a percepção de que, sem Soberania, o
Brasil vira refém dos Estados Unidos. Mas é preciso
ampliar a materialidade desse sentimento, dar mais
objetividade à abordagem”, comenta Sylvio.
Digital – Não é apenas sobre terras raras que
trata a Soberania. O presidente do Rede Pela
Soberania alerta para “nossa precariedade digital,
nosso atraso e falta de soberania nesse setor”.
Senado – O Projeto aprovado pelas lideranças
da Câmara dos Deputados (Pl 2.780/2024) será votado
pelo Senado. O PL é de autoria do deputado José da
Silva (União-MG). Sylvio Costa pede a atenção de
todos e o engajamento contra a matéria que, se
aprovada, “submete a autonomia do Brasil a
interesses estrangeiros, especialmente aos de Donald
Trump.
Mais – Acesse os canais do Rede Pela
Soberania – Instagram, Facebook e Tiktok
Fonte: Agência Sindical

19/08/2026 -
OAB e MPT firmam acordo contra assédio eleitoral no
trabalho
Cooperação envolve ações conjuntas durante as
eleições de 2026 e no período subsequente.
A OAB Nacional e o Ministério Público do Trabalho
(MPT) firmaram, nesta segunda-feira (17), um Acordo
de Cooperação Técnica para prevenir e combater o
assédio eleitoral nas relações de trabalho.
Assinado pelo presidente da OAB Nacional, Beto
Simonetti, e pelo procurador-geral do Trabalho,
Gláucio Araújo de Oliveira, o acordo prevê ações
conjuntas durante as eleições de 2026 e no período
subsequente.
A parceria busca tornar mais ágil o encaminhamento e
a apuração de denúncias, além de ampliar as ações de
informação e capacitação sobre o tema. Entre as
medidas previstas estão a divulgação de campanhas, o
compartilhamento de materiais e boas práticas e a
realização de treinamentos para a advocacia e para
os integrantes do MPT.
Durante as tratativas que antecederam a assinatura,
a secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais,
destacou a necessidade de mobilização conjunta.
"Nós queremos a mesma coisa. Nessa hora, todo mundo
tem que agir junto. Vamos aderir à campanha do
Ministério Público do Trabalho, mobilizar nossas
seccionais e desenvolver ferramentas que facilitem o
encaminhamento das denúncias, garantindo uma
resposta mais rápida e eficiente para a sociedade."
Para o procurador-geral do Trabalho, a atuação
coordenada das instituições é fundamental para
proteger a liberdade de escolha dos trabalhadores.
"O enfrentamento ao assédio eleitoral exige uma
atuação firme e articulada das instituições. A
cooperação entre o Ministério Público do Trabalho, a
OAB e os demais parceiros reforça o compromisso
comum com a liberdade de escolha de trabalhadoras e
trabalhadores e com a proteção do voto livre e
secreto", afirmou Gláucio Araújo de Oliveira.
Denúncias
Um dos principais pontos do acordo é a integração do
fluxo de denúncias. Notícias de fato relacionadas ao
assédio eleitoral nas relações de trabalho que
chegarem à OAB serão encaminhadas ao MPT,
responsável pelo processamento e pela apuração dos
casos. O Ministério Público do Trabalho, por sua
vez, comunicará ao Conselho Federal da OAB as
providências adotadas.
O acordo também prevê a divulgação, nos sites e nas
redes sociais das duas instituições, de campanhas
informativas e dos canais disponíveis para
denúncias. Cartilhas, materiais informativos, ações
e decisões judiciais de referência poderão ser
compartilhados entre a OAB e o MPT.
Fonte: Congresso em Foco

19/08/2026 -
Índice do BC aponta crescimento do PIB em 1,5%;
serviços lideram alta
No trimestre encerrado em junho de 2026 ante o
trimestre terminado em março de 2026, o IBC-Br
apresentou alta de 0,2%
Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto
(PIB), o Índice de Atividade Econômica do Banco
Central (IBC-Br) avançou nos últimos 12 meses 1,5%.
No trimestre encerrado em junho de 2026 ante o
trimestre terminado em março de 2026, o índice
apresentou alta de 0,2%.
Segundo nota divulgada na segunda-feira (17) pelo
BC, o IBC-Br recuou 0,6% em junho de 2026 em relação
a maio de 2026.
No primeiro semestre, os serviços lideram a alta com
2,0%; seguido dos impostos com 1,2%; agropecuária
com 1,1% e indústria com 0,8%.
Na série com ajuste sazonal, quando se retira os
efeitos que se repetem em determinados períodos do
ano, foram registradas variações de 1,0% na
agropecuária, -1,4% na indústria e -0,5% em
serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária recuou
0,9% no mês.
O índice é um indicador criado para acompanhar o
desempenho da economia brasileira de forma mais
rápida e frequente.
Ele funciona como um termômetro da atividade
econômica, reunindo dados da indústria, comércio,
serviços e agropecuária. É divulgado mensalmente,
permitindo uma leitura mais ágil da evolução
econômica do país.
Fonte: Portal Vermelho

19/08/2026 -
Alteração para escala 6x1 valida rescisão indireta
de mãe solo, afirma juiz
A 3ª Vara do Trabalho da Zona Sul de São Paulo
reconheceu a rescisão indireta de uma profissional
de asseio que teve sua escala alterada de 5×2 para
6×1, depois de quase quatro anos de prestação de
serviço.
Tomada sob a perspectiva de gênero, a sentença
considerou que a mudança prejudicou a trabalhadora,
que é mãe solo de duas crianças e violou o artigo
468 da Consolidação das Leis do Trabalho.
A mulher afirmou que sempre atuou na escala 5×2, mas
que a alteração para o regime 6×1 prejudicaria sua
organização familiar. A empregadora, por sua vez,
sustentou que a trabalhadora abandonou o emprego.
O juiz Victor Pedroti Moraes ressaltou que a
dispensa por justa causa exige comprovação e afastou
a hipótese de abandono.
O magistrado considerou uma mensagem juntada aos
autos pela profissional comunicando a rescisão do
contrato pela via indireta. Também pontuou ser
incontroverso que a reclamante sempre laborou na
escala 5×2, “sabidamente mais benéfica ao
trabalhador que a escala 6×1”.
Ao citar o Protocolo para Julgamento com Perspectiva
de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça, o juiz
afirmou que, na sociedade atual, “a responsabilidade
pelo planejamento, organização e tomada de decisões
referentes aos filhos é quase que integralmente
atribuída às mulheres”.
Nesse contexto, ele considerou que a alteração de
regime prejudicou a trabalhadora, responsável pelo
cuidado dos filhos menores.
A sentença citou ainda o artigo 227 da Constituição
Federal, que estabelece ser dever da família, da
sociedade e do Estado assegurar, com prioridade, os
direitos de crianças e adolescentes.
Além de ressarcir as verbas rescisórias, a empresa
foi condenada a entregar o Termo de Rescisão do
Contrato de Trabalho, as guias para saque do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço e habilitação no
seguro-desemprego, no prazo de dez dias após o
trânsito em julgado.
O processo aguarda julgamento de recurso ordinário.
Com informações da assessoria de imprensa do TRT-2.
A ré foi representada pela advogada Julia Marcia
Silva de Santana.
Clique
aqui para ler a sentença
ATSum 1000642-91.2026.5.02.0703
Fonte: Consultor Jurídico

18/08/2026 -
Maioria do eleitorado, mulheres representam 34,8%
das candidaturas
Participação feminina cresce ligeiramente em
relação a 2022, mas recua nas disputas à
Presidência, aos governos estaduais e ao Senado.
Maioria entre os eleitores brasileiros, as mulheres
representam 34,8% das candidaturas registradas para
as eleições de 2026, segundo dados do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) atualizados nesse domingo
(16). Dos 20.501 registros, 7.138 são de mulheres e
13.363, de homens. A participação feminina aumentou
em relação a 2022, quando era de 33,8%, mas segue
distante do peso das mulheres no eleitorado. Elas
são 83,9 milhões dos 158,7 milhões de eleitores
aptos a votar neste ano, ou 52,8% do total.
O crescimento no conjunto das candidaturas, porém,
não se repetiu nas principais disputas majoritárias.
A presença feminina caiu nas candidaturas à
Presidência, aos governos estaduais e ao Senado e
avançou principalmente nas eleições proporcionais e
nas vagas de vice-governador. s números ainda podem
mudar durante o processamento dos registros pela
Justiça Eleitoral e em razão de eventuais
substituições de candidatos.
Participação cai pela metade na disputa
presidencial
Das 13 candidaturas à Presidência, apenas duas são de
mulheres: Samara Martins, da UP, e Clariana Barão,
do DC. Elas representam 15,4% dos concorrentes.
Em 2022, quatro dos 13 candidatos eram mulheres, ou
30,8%. A proporção, portanto, caiu pela metade em
quatro anos.
Para os governos estaduais, são 32 mulheres entre
195 candidatos, ou 16,4%, ante 17% em 2022. No
Senado, elas representam 21,9% dos registros, contra
23,9% há quatro anos.
A presença feminina é maior nas vagas de vice. Cinco
dos 13 candidatos a vice-presidente são mulheres, ou
38,5%. Para vice-governador, elas chegam a 42,9%,
maior proporção entre os cargos em disputa.
Crescimento ocorre nas disputas proporcionais
Mulheres ocupam 6.746 das 19.127 candidaturas a
deputado federal, estadual ou distrital, o
equivalente a 35,3%, ante 34,1% em 2022.
A participação aumentou nos três cargos: de 35% para
36,5% entre candidatos a deputado federal; de 33,5%
para 34,4% para deputado estadual; e de 34,8% para
35,5% para deputado distrital.
Ainda assim, os homens representam quase dois terços
dessas candidaturas.
Presença é maior entre pretos e indígenas
Entre as candidaturas de pessoas pretas, 44,2% são de
mulheres. Entre indígenas, a proporção é de 44%. O
percentual cai para 39,3% entre amarelos, 33,6%
entre pardos e 32,9% entre brancos.
Entre as candidatas, 45,9% são brancas, 35% pardas,
17,3% pretas, 1,2% indígenas e 0,6% amarelas. Pretas
e pardas, somadas, representam 52,3% das
candidaturas femininas.
Só um partido tem maioria de mulheres
As mulheres são minoria em 29 dos 30 partidos que
participam das eleições. A exceção é a UP, onde
representam 53,2% dos registros. A legenda também
foi a única com maioria feminina em 2022.
Em números absolutos, o PL tem a maior quantidade de
candidatas: 536, ou 33% dos registros da sigla.
Depois aparecem MDB, com 488; Republicanos, com 429;
Podemos, com 423; Novo, com 420; e PT, com 402.
Entre os partidos com maior participação
proporcional de mulheres estão PCdoB, com 44,5%;
Cidadania, com 42,5%; PSTU, com 40,5%; e PSOL, com
40%.
Nas candidaturas a deputado federal, estadual e
distrital, todos os partidos que apresentaram nomes
superam 30% de mulheres. A participação varia de
32,3%, no DC, a 48,8%, na UP.
A legislação eleitoral estabelece que, nas eleições
proporcionais, partidos e federações devem observar
o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de
cada gênero. Neste ano, as mulheres representam
35,3% dos registros para deputado federal, estadual
e distrital — 5,3 pontos percentuais acima do piso
previsto em lei.
Fonte: Congresso em Foco

18/08/2026 -
Comissão aprova programa de capacitação e de
incentivo para incluir donas de casa no mercado de
trabalho
Texto segue em análise na Câmara dos Deputados
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos
Deputados aprovou projeto de lei que cria um
programa de capacitação profissional gratuito e de
incentivo à inserção de donas de casa no mercado de
trabalho.
A proposta aprovada é a versão da relatora, deputada
Laura Carneiro (PSD-RJ), para o Projeto de Lei
1429/24, da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA).
A fim de ajustar o texto às regras fiscais, a
relatora retirou incentivos a empresas.
“O substitutivo preserva o núcleo material da
proposta, mas afasta dispositivos que, no texto
original, acarretavam repercussão orçamentária e
financeira sem o atendimento dos requisitos legais”,
afirmou Laura Carneiro no parecer.
Incentivos
O texto aprovado considera dona de casa a mulher que
nunca exerceu atividade remunerada ou que deixou de
exercê-la. As empresas que aderirem ao programa
deverão adotar medidas de apoio à inclusão desse
público, como:
- flexibilidade de horários;
- políticas de conciliação entre trabalho e vida
familiar;
- aconselhamento e orientação profissional;
- programas de mentoria;
- ações para reduzir barreiras de entrada no mercado;
e
- subsídios para a educação continuada.
O poder público também deverá promover campanhas de
valorização do trabalho doméstico e da importância
das donas de casa no mercado formal.
Próximos Passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será
analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada
pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

18/08/2026 -
Escolha inteligente de candidatos
A escolha inteligente de candidatos é essencial
para o sucesso eleitoral. Descubra como realizar
esse processo de forma coletiva
Pode ocorrer que o dirigente sindical, já tendo em
mente sua chapa eleitoral completa, ao procurar
influir no voto de seus colegas de diretoria, dos
ativistas e das lideranças da categoria, tenha que
mudar algumas de suas opções.
Isto dificilmente ocorre nas candidaturas para o
Executivo, principalmente a candidatura a presidente
(que determina a orientação da chapa), mas pode
ocorrer em todas as outras dependendo do acerto
coletivo das escolhas individuais que convenceram o
dirigente à mudança.
Passa a ser importante para cada entidade sindical
realizar o processo de escolha eleitoral o mais
coletivamente possível, integrado com os candidatos,
convidando-os às reuniões de diretoria ou
assembleias e levando-os aos locais de trabalho ou
porta de fábrica.
Seria ideal que houvesse uma coordenação entre as
direções dos partidos que apoiam as reivindicações
dos trabalhadores e as direções sindicais para a
otimização das escolhas e das tarefas; isso não
ocorrendo, cabe aos sindicatos agir em favor dos
melhores candidatos de maneira democrática, efetiva
e inteligente.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/08/2026 -
Senado prioriza três pautas estratégicas
Fim da escala 6x1, segurança pública e política de
minerais críticos avançam para análise nas comissões
da Casa
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou
nesta sexta-feira (14) o encaminhamento de três
temas considerados prioritários na agenda
legislativa: o fim da escala de trabalho 6x1, a PEC
da Segurança Pública e a criação da Política
Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
As propostas serão direcionadas às comissões
competentes, onde passarão por análise e debate
antes das próximas etapas de tramitação. Segundo
Alcolumbre, o encaminhamento seguirá os
procedimentos regimentais do Senado.
Entre as matérias, o debate sobre o fim da escala
6x1 ganha especial atenção por seus impactos nas
relações de trabalho e por integrar as discussões em
curso no Congresso sobre jornada e condições
laborais.
O DIAP acompanhará a tramitação das propostas e seus
principais desdobramentos no Legislativo.
.........
NOTA À IMPRENSA
Na última quarta-feira (12), tive uma importante
conversa institucional com o presidente Lula. Foi um
diálogo maduro, franco e republicano, fundamental
para compreender as prioridades do Governo e tratar
da agenda legislativa de interesse do nosso país.
Na função de presidente do Congresso Nacional, tenho
a responsabilidade de assegurar que as matérias
submetidas ao Parlamento tenham o devido
encaminhamento, com absoluto respeito às
prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de
cada senadora e senador.
Nesse sentido, determinei o encaminhamento às
comissões competentes de três propostas
prioritárias: a PEC 221/2019, que prevê o fim da
escala 6x1, a PEC 18/2025, a PEC da Segurança
Pública, e o PL 2780/2024, que cria a Política
Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. São
matérias de alta complexidade que seguirão o rito
ordinário e regimental no Senado, com a análise e o
aprofundamento necessários.
O diálogo entre os Poderes é fundamental para o
Brasil. Cabe ao Executivo apresentar suas
prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com
independência e a responsabilidade de construir os
melhores caminhos para o país.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

17/08/2026 -
Taxa de desemprego cai em 13 das 27 unidades da
federação no 2º trimestre
Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de
6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo
trimestre
A taxa de desocupação recuou em 13 das 27 unidades
da Federação na passagem do primeiro para o segundo
trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD
Contínua) trimestral, divulgados pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de
6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo
trimestre (-0,7 ponto porcentual). Em São Paulo, a
taxa ficou em 5,4% no segundo trimestre.
As 13 unidades da Federação que registraram queda na
desocupação foram: Santa Catarina (-0,6 p.p.),
Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.),
Mato Grosso (-0,9 p.p.), Goiás (-1,0 p.p.), Rondônia
(-1,0 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Minas
Gerais (-1,2 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p.), Tocantins
(-1,5 p.p.), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e
Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.). As demais unidades
ficaram estáveis.
No segundo trimestre, as maiores taxas de
desocupação foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia
(9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe
(7,9%).
Já as menores taxas foram observadas em Santa
Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo
(2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Fonte: Estadão Conteúdo

17/08/2026 -
OIT alerta para impactos climáticos sobre emprego e
trabalho
OIT alerta governos e empresas sobre riscos
climáticos ao emprego e defende prevenção, proteção
aos trabalhadores e planejamento produtivo
As mudanças climáticas ampliam riscos para
trabalhadores e atividades produtivas, levando
organismos internacionais a defender medidas
preventivas diante de eventos extremos cada vez mais
frequentes.
Nesse cenário, a Organização Internacional do
Trabalho alerta governos, empresas e sindicatos
sobre impactos provocados por alterações climáticas
na segurança e saúde dos trabalhadores.
Além disso, secas, temperaturas elevadas, chuvas
intensas e outros eventos extremos podem interromper
cadeias produtivas, reduzir produtividade e ameaçar
postos de trabalho em diferentes setores.
Na América Latina e Caribe, essas ameaças ganham
importância porque a crise climática integra
transformações estruturais que já modificam
profundamente mercados de trabalho regionais
atualmente.
Por isso, especialistas defendem políticas capazes
de antecipar riscos, preparar empresas e proteger
trabalhadores antes que eventos meteorológicos
extremos provoquem acidentes, paralisações e perdas
econômicas.
Em abril, especialistas de governos, empregadores e
trabalhadores aprovaram na OIT orientações inéditas
para prevenir riscos ocupacionais associados aos
eventos extremos e padrões meteorológicos variáveis.
Entre as medidas, a organização recomenda fortalecer
políticas nacionais de segurança ocupacional,
prevenção empresarial, sistemas de informação,
preparação para emergências e mecanismos eficientes
de resposta.
Consequentemente, empresas precisam incorporar
riscos climáticos ao planejamento operacional,
considerando possíveis impactos sobre instalações,
jornadas, abastecimento, transporte, produtividade e
condições seguras para executar atividades
profissionais.
Trabalhadores estão mais expostos
Ao mesmo tempo, trabalhadores aparecem entre os grupos
mais expostos aos efeitos climáticos, especialmente
quando continuam exercendo atividades mesmo diante
de condições ambientais consideradas perigosas.
A OIT identifica calor excessivo, radiação
ultravioleta, eventos meteorológicos extremos,
poluição atmosférica, doenças transmitidas por
vetores e agroquímicos entre importantes ameaças
relacionadas ao trabalho.
Entretanto, políticas adequadas de adaptação
climática também podem preservar empregos existentes
e criar novas oportunidades profissionais
relacionadas às economias sustentáveis e atividades
produtivas ambientalmente responsáveis.
Nesse processo, a OIT defende transição justa,
proteção social e diálogo entre governos,
empregadores e trabalhadores para conciliar
sustentabilidade ambiental, desenvolvimento
econômico e trabalho decente.
Assim, antecipar consequências das mudanças
climáticas torna-se estratégia essencial para
proteger vidas, reduzir perdas produtivas e preparar
mercados de trabalho latino-americanos para
transformações ambientais futuras.
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/08/2026 -
Governo anuncia criação de 2,1 milhões de empregos
no Brasil
Governo apresenta novos dados do emprego formal,
com avanço de 2,1 milhões de vínculos e destaque
para valorização dos trabalhadores
O Governo Federal apresentou, nesta quinta-feira
(13), em Brasília, novos dados sobre o emprego
formal brasileiro, destacando avanço de 2,1 milhões
de vínculos trabalhistas registrados.
A apresentação ocorreu no Ministério do Trabalho e
Emprego, com participação do presidente Lula,
ministro Luiz Marinho, autoridades governamentais e
representantes do movimento sindical brasileiro.
Durante a solenidade, o Governo Federal apresentou
dados da RAIS Mensalizada, ferramenta que permite
acompanhar mensalmente a evolução do estoque de
vínculos formais existentes no mercado brasileiro.
Diferentemente do Novo Caged, a RAIS contempla
servidores públicos e outras modalidades de vínculos
formais, oferecendo informações mais abrangentes
sobre o mercado de trabalho brasileiro atualmente.
Enquanto isso, o Novo Caged acompanha principalmente
admissões e desligamentos de trabalhadores
celetistas, permitindo analisar mensalmente a
movimentação dos empregos formais com carteira
assinada no país.
Assim, a RAIS Mensalizada amplia informações
disponíveis sobre o mercado de trabalho e permite
acompanhar, com maior precisão, a evolução dos
vínculos formais existentes no Brasil.
Movimento sindical presente
O presidente da CUT, Sergio Nobre, comparou a
diferença para um trabalhador quando ele está
desempregado e empregado. O sindicalista reforçou
que o desemprego é o momento mais duro e mais
dramático da vida do trabalhador.
“Quando o trabalhador está desempregado ele não
dorme, não sabe se vai pagar a conta do mês, o
aluguel, mas quando ele arruma um emprego é uma
alegria chegar em casa e falar para a companheira
que conseguiu um emprego novo e mais de 10 milhões
de pessoas estão vivendo essa alegria e têm essa
oportunidade de sonhar novamente com um futuro
melhor”.
A CTB foi representada pelo secretário-geral,
Ronaldo Leite, que reforçou o compromisso da central
com o acompanhamento dos indicadores do mercado de
trabalho brasileiro nacional.
O dirigente destacou a importância do debate
permanente sobre condições de emprego, renda,
direitos e valorização dos trabalhadores em todo o
Brasil na atual conjuntura.
“Esses dados são fundamentais para orientar nossa
atuação e fortalecer a defesa de políticas que
promovam desenvolvimento econômico com trabalho
digno, direitos e melhores condições de vida para a
população.”
Eduardo Annunciato, Chicão, presidente do Sindicato
dos Eletricitários de São Paulo, participou do
encontro como representante da Força Sindical
naquela solenidade.
Para Chicão, os números apresentados demonstram a
importância da geração de empregos para fortalecer
famílias, movimentar a economia e promover
desenvolvimento econômico com inclusão social.
Empregos de qualidade
O dirigente ressaltou que ampliar oportunidades
precisa caminhar juntamente com a criação de
empregos de qualidade, valorização salarial,
proteção trabalhista, saúde e segurança para todos.
“A criação de mais de 2 milhões de empregos é uma
notícia importante para o trabalhador e para o
Brasil. Quanto mais pessoas trabalhando, com renda e
proteção, mais fortalecemos as famílias e fazemos a
economia girar. O nosso desafio, enquanto movimento
sindical, é trabalhar para que esses empregos sejam
cada vez mais empregos de qualidade, com bons
salários, direitos, saúde, segurança e valorização
profissional”, afirmou Chicão.
Chicão defendeu o fortalecimento da negociação
coletiva e maior participação das entidades
sindicais nas discussões relacionadas às
transformações e ao futuro das relações de trabalho.
“Gerar emprego é fundamental, mas precisamos avançar
também na valorização de quem trabalha. O Brasil
precisa crescer distribuindo oportunidades, renda e
qualidade de vida. É nesse sentido que defendemos o
diálogo permanente entre governo, trabalhadores e
entidades sindicais”, completou o presidente do
Sindicato.
A participação sindical no encontro reforçou a
defesa de políticas que combinem crescimento do
emprego, distribuição de renda, direitos e
valorização dos trabalhadores brasileiros
permanentemente.
Fonte: Rádio Peão Brasil

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