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31/07/2026 -
PEC 221 e reeleição de Lula mobilizam Nova Central
A reeleição de Lula e a aprovação da PEC 221 estão
no centro das preocupações da Nova Central Sindical
de Trabalhadores (NCST). A entidade, desde dezembro
de 2025, é presidida por Sônia Maria Zerino da
Silva, originária do setor do Vestuário, no Rio
Grande do Norte. A dirigente é formada em
Administração de empresas.
Sônia vê, com desconforto, a paralisia no Senado
quanto à PEC 221, que busca acabar com a escala 6×1
e reduzir a jornada para 40 horas semanais. A
matéria já foi aprovada na Câmara Federal no final
de junho. No Senado, sua tramitação depende do
presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União
Brasil-AP). E ele não tem demonstrado empenho pra
enviar a PEC à CCJ, que é o primeiro passo no
trâmite.
Sônia afirma: “Nossa Central é apartidária. Mas eu,
enquanto cidadã, trabalho pela reeleição de Lula e
vejo muitos companheiros da Nova Central atuar no
mesmo sentido. Com Lula, temos diálogo e somos
testemunhas do fortalecimento de políticas públicas
importantes, inclusive muitas delas voltadas à
valorização da mulher”.
Seu Estado de origem, o Rio Grande do Norte, é
também a terra de Rogério Marinho, senador do PL que
atua diretamente contra o sindicalismo e os direitos
dos trabalhadores. “Já tentamos marcar reunião com
ele, mas Marinho alega falta de agenda, por estar na
coordenação da campanha presidencial de Flavio
Bolsonaro, que é de seu partido”, conta Sônia
Zerino. “Com os demais senadores temos procurado
dialogar e expor nossos argumentos”, ela diz.
Estados – A orientação da Nova Central às
suas representações é que os dirigentes procurem os
senadores locais. Essa orientação, ressalta a
presidente, é a mesma que têm sido seguida pelas
demais Centrais, uma vez que as entidades trabalham
em torno da Pauta Unitária da Classe Trabalhadora,
já entregue às duas Casas do Legislativo e também ao
Presidente Lula.
Afora a reeleição do Presidente Lula e a aprovação
da PEC 221 pelo Senado, a presidente da Nova Central
Sindical aponta que o sindicalismo se engaja nas
lutas contra o feminicídio e pelo trabalho decente,
como preconiza a OIT. Ela arremata: “Com boa ou má
vontade do presidente do Senado, as mobilizações
devem continuar e também seguiremos buscando diálogo
com todos os senadores”. Estão marcadas para o dia
10 de agosto novas manifestações sindicais e dos
movimentos populares a fim de pressionar a votação
no Senado da PEC 221.
Mais – Site da NCST e telefone (61) 3226.4000
Fonte: Agência Sindical

31/07/2026 -
Taxa de desemprego cai para 5,4% no trimestre
encerrado em junho, diz IBGE
Este é o menor resultado para o período na série
histórica, iniciada em 2012
A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,4% no
trimestre móvel encerrado em junho, segundo dados da
Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística).
Este é o menor resultado para o período na série
histórica, iniciada em 2012.
O resultado mostra queda ante o registrado no
período entre janeiro e março, quando o desemprego
ficou em 6,1%.
Segundo o IBGE, também houve recuo na comparação com
o mesmo trimestre móvel do ano passado. No período
encerrado em junho de 2025, o indicador estava em
5,8%.
A população desocupada somou 5,9 milhões, recuo de
10,9% frente ao trimestre de janeiro a março de
2026. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior,
apresentou queda de 6,3%, ou um total de 718 mil
pessoas que deixaram a desocupação.
O segundo trimestre ainda ficou marcado pela alta de
1,1% no número de pessoas ocupadas na comparação
trimestral e 0,7% sobre o ano anterior, chegando a
103 milhões.
A alta foi puxada, principalmente pelo maior número
de empregados do setor privado sem carteira de
trabalho assinada.
Os trabalhadores com carteira assinada, por sua vez,
cresceram 0,6% no setor privado, entre abril e
junho. Na outra ponta, os que possuem carteira
aumentaram 2,2% no período.
O nível de ocupação foi estimado em 58,8% no
trimestre, o que representa um incremento de 0,5
ponto percentual diante dos meses entre janeiro e
março deste ano.
Fonte: CNN Brasil

31/07/2026 -
Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de
145.161 empregos
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram
resultado positivo
O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de
145.161 empregos com carteira assinada, segundo o
Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Novo Caged) divulgado nesta quarta-feira (29) pelo
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado de junho decorreu de 2.220.131 admissões
e de 2.074.970 desligamentos.
O Caged é um indicador que mede a diferença entre
contratações e demissões.
O estoque de empregos formais no mês passado foi de
48.032.308, o que representa uma variação de 0,30%
em relação ao estoque do mês anterior. No acumulado
dos últimos 12 meses, o saldo chega a 942.854
empregos.
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram
resultado positivo em junho.
O setor de Serviços fechou o mês com 74.514 postos e
a Agropecuária registrou saldo de 22.898 vagas. O
Comércio com 19.177, a Indústria ficou com 4.438
postos; a Construção Civil ficou com 14.136 vagas.
No mês passado, a região Sudeste veio na frente na
geração de empregos com 70.383 postos, um incremento
de 0,29% em relação a maio; o Nordeste, com 34.433
postos (0,43%); Centro-Oeste, com 19.617 postos
(0,46%); o Sul com 10.453 postos (0,12%) e o Norte,
com 9.633 postos (0,40%).
Entre os estados da federação, 25 tiveram saldo
positivo. Em números absolutos, o destaque ficou com
São Paulo, com 34.981 postos; Minas Gerais, com
20.805; e Rio de Janeiro, com 16.856 vagas.
Os estados com menor saldo foram o Espírito Santo,
que apresentou saldo negativo de 2.259 vagas;
Tocantins, também com saldo negativo de 135 postos,
e Rondônia, que gerou 108 postos de trabalho.
Proporcionalmente, o destaque ficou para o Amapá,
que gerou 1.111 vagas; o Acre, com 980 postos e Mato
Grosso, com 8.258 postos.
Salário
O salário médio real de admissão em junho foi de R$
2.404,34. Comparado ao mês anterior, houve um
aumento real de R$ 16,90 no salário médio de
admissão.
Os jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597
vagas nas contratações e os adolescentes até 17
anos, 24.833 vagas. Para o grupo de 25 a 29 anos, o
saldo foi de 13.007 vagas e o de 30 anos ou mais,
6.724.
Os trabalhadores de raça/cor parda somaram 106.176
postos, enquanto a branca registrou 28.636 postos e
a preta, saldo de 20.199 postos.
Empregos
Apesar do resultado positivo, os números do Caged
mostram uma queda em relação ao mesmo período do ano
passado, quando foram criadas 161.999 vagas de
emprego.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
credita a queda no número de vagas à política de
juros do Banco Central (BC), que contrai a economia.
O BC vem reduzindo em ritmo lento a taxa de juros
básica da economia, a Selic. A autoridade monetária,
em sua última reunião, fez um corte de 0,25 ponto
percentual na taxa de juros, que ficou em 14,25% ao
ano.
“Isso é o comportamento da economia desacelerando e
você tem como evidente a contradição dos juros”,
avalia Marinho.
O ministro também creditou os números ao tarifaço
aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, a diversos produtos brasileiros e aos
conflitos internacionais.
“São números positivos levando em consideração os
juros que estamos praticando, levando em
consequência o tarifaço e as guerras. O tarifaço e
principalmente as guerras deram uma mexida no humor
do petróleo global”, acrescentou Marinho.
Fonte: Agência Brasil

31/07/2026 -
Violência contra a mulher: sancionada divulgação
obrigatória do Ligue 180
Foi sancionada a lei que torna obrigatória a
divulgação do Ligue 180, canal de atendimento a
mulheres em situação de violência. A norma,
publicada no Diário Oficial da União desta
quinta-feira (30), determina que o governo federal
divulgue o serviço em meios de comunicação e locais
de grande circulação.
De acordo com a Lei 15.478, de 2026, o governo
federal deverá promover a divulgação do número, cuja
ligação é gratuita, em meios de comunicação de massa
e também em locais públicos e privados de grande
circulação — escolas, hospitais, órgãos públicos,
meios de transporte de massa, casas de espetáculos e
outros locais de diversão. O objetivo é ampliar a
visibilidade do canal e facilitar o acesso das
mulheres em situação de violência aos serviços de
orientação e denúncia.
Disponível 24 horas por dia, todos os dias da
semana, o Ligue 180 oferece atendimento por
telefone, e-mail, WhatsApp e em língua brasileira de
sinais (Libras).
Fonte: Agência Senado

30/07/2026 -
Novo
ciclo político em disputa
Neuriberg Dias*
As eleições de 2026 são consideradas uma das mais
importantes por duas razões. A primeira é a
consolidação de um pacto de reconstrução do Estado
com participação e diálogo social. A segunda, talvez
mais decisiva e estratégica, é a definição de um
novo ciclo político no Brasil, que envolve novas
lideranças emergentes da direita, da esquerda e do
centro do espectro político.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de
todas as eleições presidenciais desde a
redemocratização e tem a possibilidade de vencer a
disputa deste ano para um quarto mandato. Ao seu
lado, marcaram esse período Fernando Collor,
Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff, Michel
Temer e Jair Bolsonaro, todos ex-presidentes. Além
do presidente José Sarney que, eleito
vice-presidente no Colégio Eleitoral e alçado à
Presidência da República, é uma liderança expressiva
no cenário nacional e construiu importante capital
político.
Entre 1989 e 2022, a disputa presidencial foi
estruturada em torno dessas lideranças. Assim, quem
vencer as eleições de 2026 assumirá a Presidência em
condições políticas mais favoráveis para liderar um
novo ciclo no país.
Na perspectiva partidária, o Brasil caminha para um
sistema menos fragmentado do que o das últimas
décadas. Vale ressaltar, a título de curiosidade,
que a eleição presidencial de 1989 contou com 22
candidatos ao Palácio do Planalto, evidenciando a
forte fragmentação político-partidária do país no
período pós-ditadura militar.
As novas regras das eleições proporcionais, com o
fim das coligações, a criação das federações
partidárias e a cláusula de desempenho, reduziram
significativamente o número de legendas em disputa
e, por consequência, produziram reflexos também nas
candidaturas majoritárias.
A governabilidade exige um presidencialismo mais
hábil com o fortalecimento do Poder Legislativo em
relação ao Executivo¹. O Congresso passou a definir
a agenda política com influência das bancadas
informais, muitas vezes em contraposição aos
interesses do chefe de governo e de Estado.
O eleitor brasileiro mudou. O país chega às eleições
de 2026 com cerca de 159 milhões de eleitores,
praticamente o dobro dos pouco mais de 80 milhões
registrados na primeira eleição presidencial direta
da redemocratização, em 1989. As mulheres
representam cerca de 52% do eleitorado; os eleitores
com ensino médio completo formam o maior grupo em
termos de escolaridade; e o envelhecimento da
população amplia o peso político das faixas etárias
acima de 60 anos.
Além disso, cerca de 20 milhões de brasileiros estão
nas faixas em que o voto é facultativo e
aproximadamente 1 milhão de brasileiros votam no
exterior, e a influência do cenário internacional
também é determinante aos candidatos à Presidência.
Essa nova realidade demográfica veio acompanhada de
um eleitor mais conectado às plataformas digitais e
menos identificado com os partidos políticos e até
candidatos quando não lembram em que votou nas
eleições para cargos no Congresso. As campanhas
passaram a ser fortemente influenciadas pelas redes
sociais, pela circulação acelerada de informações
que tem influenciado as preferências e valores dos
eleitores.
Por fim, o pleito de outubro próximo também
influenciará as eleições municipais de 2028 e,
consequentemente, as presidenciais e legislativas de
2030. Não resta dúvida de que quem vencer as
eleições de 2026 encontrará condições institucionais
e políticas favoráveis para inaugurar esse novo e
desafiador ciclo político-eleitoral.
*Jornalista, analista político e diretor de
Documentação do Diap.
¹ Nova dinâmica parlamentar:
https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/93060-nova-dinamica-parlamentar
Fonte: Diap

30/07/2026 -
Discussão sobre fim da escala de trabalho 6x1
continua em agosto
O fim da chamada escala 6x1, com seis dias de
trabalho e um de folga por semana, seguirá em
discussão no Senado em agosto, após o recesso
parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de
que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos
trabalhos.
Além de acabar coma escala 6x1, a proposta reduz a
jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
sem redução de salários.
O texto chegou ao Senado no fim de maio, após
aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da
Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a
proposta passasse pelas comissões.
O presidente do Senado tem se reunido com os setores
interessados no tema para discutir a proposta. No
início de julho, a reunião foi com as centrais
sindicais, que defenderam o avanço na análise do
texto. Antes, em maio, ele já havia recebido
integrantes dos empregadores, que defenderam a
votação da proposta somente após as eleições.
Agosto
Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do
governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues
(PT-AP) afirmou que o fim da escala 6x1 é
“prioridade absoluta” para o governo e que
continuará trabalhando para que a votação ocorra
assim que possível.
— Mesmo no período das eleições, o Senado vai
funcionar em esforços concentrados e remotamente.
Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da
escala 6x1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em
avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição
ainda nesse período.
As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14
de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e
devem coincidir com os esforços concentrados na
Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na
quarta-feira (15).
— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado
pela Câmara dos Deputados, permitindo que o
Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo
eficiente e harmônico — informou Davi.
Defesa
Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim
(PT-RS), um dos principais defensores da proposta,
disse ter esperança de que a votação ocorra em
agosto. Para ele, o debate sobre a redução da
jornada não "pertence" ao governo, à oposição e nem
aos partidos políticos, e sim ao povo.
— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada
no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador
brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na
beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a
dimensão histórica dessa decisão — defendeu.
Para Paim, o fim da escala 6x1 fará a produtividade
do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de
diminuir. Ele argumentou que países com jornadas
menores apresentam índices mais elevados de
produtividade por hora trabalhada.
Também em defesa do avanço na análise da PEC, o
senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a
jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele
lembrou que o período de campanha eleitoral começa
em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus
representantes.
— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem
votar o fim da escala 6x1, querem fazer você
trabalhar igual a um condenado no 6x1, e nós aqui
trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai
dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí —
criticou.
Eleições
Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos
da PEC e defendem que a votação fique para depois
das eleições. Em sessão temática no início de julho,
o líder da oposição, senador Rogerio Marinho
(PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a
discussão do tema fora do período eleitoral.
— Não é proibido, não é interditado discutirmos
jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão
que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que
neste momento? — questionou o senador.
No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT)
afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que
o debate seja feito com serenidade e que todos os
setores sejam ouvidos para que a solução seja
equilibrada.
— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros,
de tempo dedicado à família, ao descanso, à
qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da
competitividade das empresas e da capacidade de
gerar empregos. É justamente por isso que este
debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo
— ponderou.
Outras propostas
Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli
(PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto
econômico e social da medida durante a análise na
Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências
negativas na economia. Ele defendeu a aprovação de
outra proposta em análise no Senado.
— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao
trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo
com as suas necessidades. Direitos como férias,
décimo terceiro e FGTS seguirão de forma
proporcional à jornada acordada — garantiu.
A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio
Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado.
Pela proposta, seria possível escolher entre o
regime comum previsto pela Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em
horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato
individual prevalece sobre possíveis acordos
coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º
salário também seriam proporcionais às horas
trabalhadas.
Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra
proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP),
que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro
dias de trabalho. O texto foi arquivado.
Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em
abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas
semanais o limite da jornada normal de trabalho e
garantir ao trabalhador dois repousos semanais
remunerados de 24 horas consecutivas. Após a
aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de
urgência para o projeto, que segue em análise na
Câmara.
Fonte: Agência Senado

30/07/2026 -
Não concordo que nova reforma é necessária, diz
ministro da Previdência
Queiroz afirma que Fazenda ataca com números e
ele defende proteção social, mas Lula é quem decide
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, discorda
da ideia de que uma nova reforma do sistema de
aposentadorias e pensões seja necessária. Em
entrevista ao JOTA nesta segunda-feira (27/7), ele
tachou de cruéis iniciativas como mudanças na idade
mínima e defendeu a proteção dos trabalhadores mais
vulneráveis.
As declarações evidenciam a dificuldade de o próprio
governo enfrentar um tema sensível como as mudanças
previdenciárias em meio às eleições, mesmo enquanto
o mercado espera sinalizações mais robustas de
ajustes nas contas públicas. O próprio ministro
Dario Durigan (Fazenda) vem fazendo acenos do tipo e
defendendo a contenção de despesas obrigatórias no
Orçamento da União, mas o assunto está longe de ter
um discurso unificado no governo e entre outros
aliados de Lula (PT).
“Não concordo que haja necessidade de uma reforma”,
disse Queiroz. “Nós estamos envelhecendo mais e isso
pressiona a conta da Previdência, mas eu considero
injusto que se olhe sempre para uma reforma da
Previdência como se costuma fazer, olhando sempre
para aumentar a idade ou aumentar a alíquota [de
contribuição]”.
“Acho isso muito cruel. Sou do Nordeste brasileiro,
onde a expectativa de vida não é como a do Sul e do
Sudeste. As pessoas não vivem tanto tempo”, disse.
“É muito cruel [aumentar a idade mínima] para quem
pega ônibus todos os dias, [leva] duas horas para ir
para o trabalho, duas para voltar”, completou.
Apesar da resistência, o ministro reconheceu a
necessidade de mudanças. “Acredito que nós estaremos
desafiados – todos nós, a inteligência brasileira –
a construir soluções de Previdência que são reais,
que nós precisamos ajustar e adequar. Mas sempre com
o olhar de não penalizar aqueles que já vivem muito
sofridos, que são os trabalhadores brasileiros”,
disse.
“Todos nós aqui trabalhamos muitas horas, mas nós
trabalhamos no ar-condicionado, de paletó e gravata,
bem vestidos, graças a Deus, e nós sabemos que essa
não é a realidade da maioria, de 99% dos
trabalhadores brasileiros. Então é com eles que me
preocupo”, disse.
O ministro Dario Durigan já citou como possível
mudança na Previdência um endurecimento nas regras
para militares. A secretária de Política Econômica
da Fazenda, Débora Freire, menciona a possibilidade
de ajustes, no futuro, na idade mínima. O atual
secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, já
disse que o país precisaria se acostumar com
mudanças mais frequentes no sistema.
Quando apresentado a essas declarações, Queiroz
afirmou que o Ministério da Fazenda fica no ataque
cuidando dos números. Enquanto ele fica na defesa do
trabalhador. E que quem decide a estratégia é o
presidente Lula.
“O capitão do time agora, digamos, é a ministra
Miriam Belchior [da Casa Civil]. O técnico é o
presidente Lula. É ele quem decide qual é a hora de
atacar, qual é a hora de defender, qual é a
estratégia do time. O ministro Dario é o atacante.
Ele tá lá na frente, cuidando dos números. E eu sou
o cara da defesa, da proteção social. Então eu tô
fazendo o meu papel”, disse.
Fonte: Jota

30/07/2026 -
Queda no preço dos alimentos faz inflação
desacelerar para 0,06% em julho
Recuo nos preços de itens como tomate, batata e
café amenizou o impacto da alta da energia elétrica
e reduziu o ritmo da inflação no mês
A prévia da inflação oficial do país desacelerou
para 0,06% em julho, puxada principalmente pela
queda no preço dos alimentos. O Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado
na terça-feira (28) pelo IBGE, ficou 0,35 ponto
percentual abaixo da taxa registrada em junho,
quando havia avançado 0,41%.
Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% no
ano e de 4,52% nos últimos 12 meses, abaixo dos
4,80% registrados no período imediatamente anterior.
Entre os nove grupos pesquisados, a principal
contribuição para a desaceleração da inflação veio
de Alimentação e bebidas, que caiu 0,66% e retirou
0,15 ponto percentual da inflação do mês. O
resultado foi puxado pelas quedas nos preços do
tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do
café moído (-3,13%). Já a cebola (7,10%) e o pão
francês (0,65%) registraram alta.
Na direção oposta, o grupo Habitação teve a maior
pressão sobre o índice, com alta de 0,97%,
impulsionada principalmente pelo aumento de 3,03% na
energia elétrica residencial. O reajuste refletiu a
adoção da bandeira tarifária amarela e reajustes
tarifários em diversas capitais.
O grupo Transportes avançou 0,11%, influenciado pela
alta de 11,70% nas passagens aéreas. Já os
combustíveis ajudaram a conter a inflação, com recuo
de 0,90%, puxado pelas quedas do etanol (-2,50%), do
óleo diesel (-1,32%), do gás veicular (-0,97%) e da
gasolina (-0,68%).
Entre as capitais pesquisadas, o maior resultado foi
registrado no Rio de Janeiro (0,44%), pressionado
pelo aumento das passagens aéreas e da energia
elétrica. Belém apresentou a menor variação
(-0,22%), favorecida pelas quedas nos preços do açaí
e da gasolina.
Fonte: Portal Vermelho

29/07/2026 -
Ministro da Previdência se diz disposto a procurar
ministros do STF para apontar impactos da
pejotização
Wolney Queiroz avalia que modelo penaliza a
Previdência, os trabalhadores e tem sido uma
'epidemia no país'
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz,
disse em entrevista ao JOTA que está disposto a
conversar com os ministros para mostrar os impactos
negativos da pejotização ao regime previdenciário.
Na avaliação dele, esse modelo penaliza a
Previdência, os trabalhadores e tem sido uma
“epidemia no país”.
Queiroz afirmou ser “totalmente” contra essa forma
de contratação e defende que sejam criados
mecanismos de recolhimento para que não haja
corrosão da proteção social e da previdência
brasileira.
“A pejotização foi criada como uma forma de
modernizar as relações de trabalho, mas na verdade,
está criando uma legião de pessoas com menos
assistência do estado”, disse.
Em documentos enviados ao STF, o governo Lula, via
Advocacia-Geral da União (AGU), estima que esse
sistema gerou déficit superior a R$ 60 bilhões na
Previdência Social e perdas superiores a R$ 24
bilhões no FGTS entre 2022 e 2024.
“Caso se mantenha o uso da pejotização a longo
prazo, serão necessárias novas reformas no sistema
de Seguridade Social para compensar a perda de
arrecadação, que afeta tanto o trabalhador
individual quanto a coletividade, em razão do
comprometimento da base de financiamento e do
aumento da desigualdade”, diz um trecho do
documento.
“Nesse cenário, para o ano de 2025, foi estimada uma
necessidade de financiamento do RGPS da ordem de R$
338,1 bilhões, a qual deve atingir cerca de R$ 3,983
trilhões em 2060”, diz outro trecho.
O tema é discutido no ARE 1.532.603 e o relator é o
ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Jota

29/07/2026 -
FGTS: 138 milhões de trabalhadores receberão R$ 13
bilhões de lucros
Crédito será feito até dia 31 de agosto
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (28) a
distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores
referentes ao resultado positivo obtido pelo fundo
em 2025.
O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65
bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de
138,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras serão
beneficiados pela distribuição.
Segundo a proposta aprovada pelo colegiado, o
crédito será feito de forma proporcional ao saldo
existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro
de 2025.
Os recursos serão creditados nas contas vinculadas
do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a
legislação.
Terão direito ao recebimento os trabalhadores que
possuíam saldo positivo em contas do fundo em 31 de
dezembro de 2025, incluindo contas ativas e
inativas.
Fonte: Agência Brasil

29/07/2026 -
Sindicato reforça atuação nas bases dos
eletricitários
Sindicato dos Eletricitários intensifica ações
nas bases, fortalece negociações, amplia atendimento
e reafirma compromisso com direitos e representação
da categoria
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo
intensificou atividades nas bases entre 20 e 24 de
julho, fortalecendo o diálogo permanente e
defendendo direitos da categoria.
Além disso, o vice-presidente Celso Luís de Souza
participou da negociação da Participação nos Lucros
e Resultados (PLR) 2026 da ISA Energia,
representando os eletricitários.
Ao mesmo tempo, dirigentes conduziram assembleias
nas empresas Manserv, Lig Taubaté e outras unidades,
onde trabalhadores rejeitaram propostas patronais e
aprovaram plano sindical de lutas.
Paralelamente, representantes da entidade
reuniram-se com dirigentes da Neoenergia Elektro
para discutir reivindicações da categoria e promover
plantões sindicais de orientação aos trabalhadores.
Além das negociações, dirigentes participaram das
reuniões do Conselho Deliberativo da Vivest,
acompanhando assuntos relacionados aos planos de
previdência e saúde dos eletricitários.
Ao longo da semana, o Sindicato também visitou
diversas bases, entregou carteirinhas para novos
associados e incentivou a sindicalização entre
trabalhadores de diferentes empresas.
Ainda durante as visitas, dirigentes entregaram a
tradicional Cesta Cegonha para trabalhadores
recém-pais, reforçando ações sociais e valorizando
momentos importantes das famílias associadas.
Além disso, os representantes dialogaram com
trabalhadores sobre preservação dos espaços
coletivos, participação nas atividades sindicais e
fortalecimento permanente da organização da
categoria.
O Sindicato reafirmou que manter presença constante
nas empresas e subsedes fortalece a representação
sindical, amplia conquistas e enfrenta desafios do
setor elétrico.
Fonte: Rádio Peão Brasil

29/07/2026 -
Representação dos trabalhadores avança em debates
com o governo sobre a revisão da NR-21
Representantes da bancada dos trabalhadores
participaram, nesta terça-feira (28), de uma reunião
com a bancada do governo para dar continuidade às
discussões sobre a revisão da Norma Regulamentadora
nº 21 (NR-21), que estabelece diretrizes para as
condições de trabalho a céu aberto. O encontro
integra o processo de atualização da norma no âmbito
da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP).
O encontro teve como objetivo esclarecer questões
que vêm sendo debatidas e compreender os pontos
apresentados pela bancada do governo nas propostas
em discussão. A reunião possibilitou o
aprofundamento das discussões e o alinhamento de
entendimentos sobre temas que serão levados à
próxima reunião da comissão tripartite.
Alguns assuntos ainda apresentam divergências entre
as bancadas, reforçando a importância do diálogo
técnico e da construção conjunta de uma norma
moderna, equilibrada e que assegure proteção efetiva
aos trabalhadores que exercem suas atividades a céu
aberto.
A bancada dos trabalhadores reafirmou que a
atualização da NR-21 deve considerar a realidade de
quem atua em ambientes externos, especialmente
diante dos desafios impostos pelas mudanças
climáticas, garantindo condições dignas, seguras e
saudáveis de trabalho.
Representando a Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), participou da reunião o
Diretor Nacional de Formação Sindical e Qualificação
Profissional, André Dias Lavatori, reforçando o
compromisso da Central com a defesa dos direitos dos
trabalhadores e com a construção de normas que
conciliem proteção, responsabilidade e viabilidade.
“O diálogo entre as bancadas é essencial para
esclarecer os pontos em discussão e construir uma NR-21
que reflita a realidade dos trabalhadores. Nosso
compromisso é contribuir para uma norma moderna,
técnica e que fortaleça a proteção da saúde e da
segurança de quem exerce suas atividades a céu
aberto”, destacou André Dias Lavatori.
Informações da NCST-RJ
Fonte: NCST

29/07/2026 -
Justiça do Trabalho apoia campanha de combate ao
tráfico de crianças e adolescentes pela internet
Em 2026, iniciativa foca na conscientização da
sociedade sobre os riscos das redes sociais no
aliciamento de novas vítimas
A campanha “O tráfico de pessoas é real”, promovida
pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo
Ministério Público do Trabalho (MPT), foca, em 2026,
na proteção de crianças e adolescentes em ambientes
digitais e no combate ao tráfico de pessoas e ao
trabalho em condições análogas à escravidão.
O objetivo da ação, que integra o projeto “Liberdade
no Ar” e é apoiada pela Justiça do Trabalho, é
conscientizar pais, mães, professores e sociedade
sobre os riscos que sites e redes sociais oferecem.
Além de conscientizar, a campanha chama os adultos
para a ação concreta ao mostrar os riscos que
conversas aparentemente inocentes pela internet e
como o aliciamento de novas vítimas é feito em
ambientes virtuais.
Desde 2022, o TST e o CSJT apoiam o projeto
“Liberdade no Ar” e divulgam, em seus canais
internos e externos de comunicação, vídeos e banners
de conscientização.
Veja o vídeo da campanha de 2026
Fonte: TST

29/07/2026 -
Amazônia concentra 48,2% dos processos de minerais
críticos e estratégicos
Estudo da ANM que subsidiará a Política Nacional
de Minerais Críticos aponta R$ 40,4 bilhões
investidos em 18 anos, mas destaca a ausência de
produção de cobalto, terras raras e potássio
A Amazônia Legal concentra 48,2% dos processos de
mineração (como pedidos de pesquisa e de lavra)
relacionados a minerais críticos e estratégicos do
Brasil e recebeu R$ 40,4 bilhões em investimentos em
minas e usinas de beneficiamento entre 2006 e 2024,
desconsiderando o minério de ferro.
Apesar da liderança na produção de ferro, bauxita,
cobre e ouro, a região ainda não produz substâncias
consideradas essenciais para o país, como cobalto,
terras raras e potássio. Os dados integram o estudo
Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos –
Diagnóstico Setorial, divulgado na quinta-feira (23)
pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
O levantamento reúne informações sobre direitos
minerários, produção, investimentos em pesquisa e
lavra, arrecadação de royalties, comércio exterior e
os principais projetos em andamento. Elaborado pela
Superintendência de Economia Mineral e Geoinformação
(SEG), o diagnóstico pretende subsidiar a elaboração
de uma Política Nacional de Minerais Críticos e
Estratégicos.
Na Amazônia Legal, o Pará concentra 51% dos
processos relacionados a minerais críticos e
estratégicos da região, seguido por Mato Grosso
(19%) e Rondônia (10,3%). O ouro responde por 67%
dos processos minerários, à frente do estanho (10%)
e do cobre (7,3%).
Os investimentos em pesquisa mineral somaram R$ 4,9
bilhões entre 2003 e 2024, dos quais 65,8% foram
destinados ao ouro e 19,1% ao cobre. Ainda assim, o
estudo aponta a inexistência de produção de minerais
considerados estratégicos, como potássio, terras
raras e cobalto.
“Reverter isso exige mais investimento em pesquisa
mineral, especialmente voltados a ampliar o
conhecimento geológico do país em escala adequada
para o conhecimento do potencial mineral da região.
Também envolve destravar projetos estruturantes já
mapeados (como Autazes, Araguaia e Vermelho), gerar
maior segurança regulatória para atrair capital de
longo prazo e parcerias público-privadas em
pesquisa, desenvolvimento e inovação para agregar
valor às cadeias produtivas subsequentes à
mineração”, argumenta João Vasconcelos, gerente de
Economia Mineral da ANM.
O estudo também destaca que o crescimento da demanda
global por minerais críticos, impulsionado pela
transição energética, pela indústria de tecnologia e
pelo setor de defesa, amplia a importância
estratégica da Amazônia. Ao mesmo tempo, ressalta
que a exploração mineral na região deve conciliar o
aproveitamento econômico com a preservação ambiental
e o respeito aos direitos dos povos originários.
*Com informações Agência Nacional de Mineração
Fonte: Portal Vermelho

29/07/2026 -
Projeto cria Programa Conecta Trabalho para
qualificação profissional
Texto permite que alunos escolham cursos e
instituições credenciadas e busca aproximar a
formação profissional das demandas do mercado de
trabalho.
Os deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS),
Gilson Marques (Novo-SC) e Luiz Lima (Novo-RJ)
apresentaram à Câmara dos Deputados o projeto de lei
3.785/2026, que cria o Programa Conecta Trabalho
(CONECTA).
A proposta institui uma política pública permanente
voltada à ampliação do acesso à educação
profissional e tecnológica e à inserção de jovens e
adultos no mercado de trabalho.
Inspirado no programa Trilhas de Futuro, do governo
de Minas Gerais, o projeto pretende ampliar a oferta
gratuita de cursos técnicos por meio do
credenciamento contínuo de instituições públicas e
privadas de ensino profissional, incluindo entidades
do Sistema S e fundações, sem exigir a expansão da
estrutura administrativa da União.
Poderão participar estudantes do ensino médio
regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA),
pessoas que já concluíram o ensino médio,
trabalhadores empregados e desempregados, além de
outros interessados em qualificação profissional,
conforme regulamentação.
Os beneficiários poderão escolher livremente o
curso, a instituição, o turno, a modalidade de
ensino e o município entre as vagas disponíveis.
As inscrições e a participação serão gratuitas, com
emissão de certificado de conclusão, sendo vedada a
cobrança de mensalidades ou quaisquer outras taxas.
Caso a procura seja superior ao número de vagas, a
seleção deverá seguir critérios objetivos e
transparentes. O texto também permite a reserva de
vagas para estudantes da rede pública, desempregados
há 12 meses ou mais e pessoas de baixa renda.
O financiamento do programa poderá ser feito com
recursos do Orçamento da União, de Estados e
municípios, além de parcerias e doações de empresas
e organismos internacionais.
A proposta ainda autoriza a concessão de auxílio
financeiro aos estudantes para despesas com
transporte, alimentação, material didático,
uniforme, equipamentos de proteção individual (EPIs)
e bolsas de estudo.
Na justificativa, os autores afirmam que o Brasil
enfrenta um descompasso histórico entre a formação
oferecida pelas instituições de ensino e as
competências exigidas pelo mercado de trabalho, o
que reduz a produtividade e limita as oportunidades
de inserção profissional e ascensão social.
O projeto aguarda despacho para o início da
tramitação nas comissões da Câmara dos Deputados.
Confira a
íntegra do projeto.
Fonte: Congresso em Foco

28/07/2026 -
FGTS decide distribuição de lucro nesta terça (28);
veja como calcular
Essa é uma iniciativa criada em 2016 que
incrementa a rentabilidade básica anual das contas
dos trabalhadores
O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço) decide nesta terça-feira, 28, a
distribuição de cerca de R$ 13 bilhões em lucros do
fundo. Se aprovada, a medida beneficia
aproximadamente 138 milhões de trabalhadores, com
depósito automático nas contas.
Se aprovada, a medida permitirá que a Caixa
Econômica Federal deposite automaticamente os
valores nas contas vinculadas ao FGTS. Não é
necessário fazer nenhuma solicitação.
A distribuição dos resultados do fundo tornou-se uma
prática recorrente nos últimos anos. Em 2025, foram
repassados R$ 12,9 bilhões aos cotistas, enquanto,
no ano anterior, a distribuição somou R$ 15,2
bilhões.
Quem receberá o depósito?
Todos os trabalhadores que tinham saldo em contas
ativas ou inativas até 31 de dezembro de 2025
recebem um valor. O cálculo varia conforme o
montante existente na conta até o último dia do ano
passado - ou seja, não há um valor fixo para todos
os beneficiários.
Para estimar quanto poderá ser creditado, o saldo
registrado no fim de 2025 deve ser multiplicado pelo
índice de 0,01868341, definido na proposta
apresentada ao Conselho Curador.
Como o trabalhador pode consultar os valores
recebidos?
Diretamente no APP FGTS, disponível nas lojas de
aplicativos Google Play e App Store, ou no Internet
Banking CAIXA, para clientes do banco. Também é
possível fazer a consulta presencialmente, em
agências da Caixa Econômica Federal.
Os valores recebidos podem ser sacados?
Sim, nas situações previstas na Lei 8.036/90, como na
aquisição da casa própria, nas situações de
calamidade e doenças graves, nos casos de rescisão
sem justa causa e outros. O recurso recebido não
integra a base de cálculo da multa rescisória caso o
trabalhador venha a ser demitido sem justa causa.
O que é a distribuição de resultado do FGTS?
É uma iniciativa criada em 2016 que incrementa a
rentabilidade básica anual (TR + 3% a.a.) das contas
de FGTS dos trabalhadores, por meio da distribuição
de parte do lucro dos investimentos do fundo. O
percentual do lucro a ser distribuído é definido
pelo Conselho Curador do FGTS (CCFGTS).
A Distribuição de Resultado é prevista na Lei nº
13.446/17.
Os trabalhadores que não tiveram seus depósitos
mensais realizados pelos empregadores receberão a
distribuição de resultado?
A distribuição é realizada de acordo com o saldo das
contas dos trabalhadores no dia 31 de dezembro do
ano em que o resultado foi auferido. A atual
distribuição, que ocorre em 2026, levará em conta,
portanto, o saldo do último dia de 2025.
Caso o empregador não tenha depositado os valores
devidos até o último dia de 2025, eles não entrarão
no cálculo do valor a ser depositado na conta do
trabalhador.
Fonte: CNN Brasil

28/07/2026 -
16,5% das exportações brasileiras para os EUA serão
afetadas pelo tarifaço de 37,5%
Levantamento do MDIC mostra que US$ 6,6 bilhões
em vendas aos EUA serão afetadas dupla tributação de
até 37,5%
As tarifas impostas pelos Estados Unidos já afetam
uma parcela significativa das exportações
brasileiras. Um levantamento divulgado pelo
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços (MDIC) na sexta-feira (24) mostra que 16,5%
das vendas do Brasil ao mercado estadunidense estão
sujeitas a tarifas de até 37,5%, o equivalente a US$
6,6 bilhões (cerca de R$ 33,6 bilhões).
O estudo detalha a distribuição das novas barreiras
comerciais impostas por Washington e servirá de base
para orientar as negociações do governo brasileiro e
a busca por novos mercados para reduzir a
dependência das exportações destinadas aos Estados
Unidos.
Mais da metade das exportações continua sem
sobretaxas
Segundo o MDIC, 52,7% das exportações brasileiras para
os Estados Unidos permanecem livres das novas
tarifas. Nessa categoria estão produtos de grande
relevância para a balança comercial, como café,
carnes, aeronaves, ferro fundido, suco de laranja,
frutas, diversos produtos químicos e a maior parte
das exportações de celulose.
Por outro lado, 4,7% das exportações passaram a ser
tributadas em 12,5%, medida anunciada na
quinta-feira (23) e relacionada à alegação de
práticas de trabalho escravo no Brasil.
Outros 1,9% dos produtos brasileiros enviados ao
mercado americano estão sujeitos à tarifa de 25%,
aplicada desde 15 de julho após investigação
conduzida pelo Escritório do Representante de
Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas
práticas comerciais desleais.
A combinação dessas medidas faz com que 16,5% das
exportações brasileiras sofram dupla tributação,
elevando a carga tarifária para 37,5%.
Bens industriais concentram os maiores impactos
O levantamento também mostra que 24,2% das exportações
brasileiras permanecem sujeitas às tarifas
específicas aplicadas pelos Estados Unidos com base
na Seção 232 da Lei de Comércio estadunidense,
mecanismo utilizado para tarifar diversos países.
Segundo o ministério, o impacto está concentrado
principalmente em bens industriais. O objetivo do
estudo é identificar os setores mais expostos às
barreiras tarifárias e subsidiar as medidas que
poderão ser adotadas pelo governo.
Entre as alternativas em análise estão a
continuidade das negociações comerciais com
Washington e a ampliação de mercados internacionais
para reduzir a concentração das vendas externas em
um único destino.
Comércio bilateral perde força
O MDIC também aponta que a escalada das tarifas ocorre
em um contexto de desaceleração do comércio entre
Brasil e Estados Unidos.
Depois de atingir o recorde de US$ 40,4 bilhões em
exportações para o mercado americano em 2024, o
valor caiu para US$ 37,7 bilhões em 2025 e continuou
em retração ao longo de 2026.
No primeiro semestre deste ano, as exportações
brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 17,4
bilhões, resultado 13% inferior ao registrado no
mesmo período de 2025.
A retração foi puxada principalmente pela queda das
vendas de petróleo bruto, que recuaram 30,4%, e dos
produtos de ferro e aço em formas primárias, com
redução de 21,7%.
Como consequência, os Estados Unidos perderam
participação como destino das exportações
brasileiras, passando de 12,1% para 9,4% entre os
primeiros semestres de 2025 e 2026. Essa
participação já havia diminuído de 12,0% em 2024
para 10,8% em 2025.
O ministério também informou que as importações
brasileiras de produtos estadunidenses caíram no
período, contribuindo para uma redução de 12,8% na
corrente de comércio bilateral.
Fonte: Brasil247

28/07/2026 -
Quase 90% dos deputados pretendem disputar a
reeleição, aponta levantamento
Número de renovações no Senado tende a ser maior,
com 6 em cada 10 senadores sinalizando que
disputarão a reeleição
Nove em cada dez deputados federais pretendem
disputar a reeleição em outubro deste ano. É o que
revela um levantamento elaborado pelo Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).
Até o momento, dos 513 parlamentares em exercício na
Câmara dos Deputados, 448 já anunciaram que tentarão
um novo mandato, o equivalente a 87,32%. O número de
candidaturas é o maior registrado na série histórica
produzida pelo DIAP e supera o registrado nas
eleições de 2022, quando 446 deputados federais
tentaram a reeleição.
O número ainda é incerto e poderá alcançar 495
tentativas de reeleição caso cinco deputados e 42
pré-candidatos ao Senado desistam de subir para a
Casa Alta e priorizem a permanência na Câmara.
O número real de candidatos à reeleição só será
definido em terça-feira (5), prazo limite para que
as convenções partidárias escolham quais nomes serão
postulantes aos cargos disponíveis nas urnas em 2026
e sejam registrados no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE).
No Senado, a renovação das cadeiras deve ser maior.
A Casa Alta, que renova sua composição a cada quatro
anos, sendo um terço em uma eleição e dois terços na
seguinte, terá 54 vagas disponíveis neste ano.
Dos 54 senadores em final de mandato que podem ser
substituídos, 34 indicam que disputarão a reeleição,
o equivalente a 62,9%. Os demais 20 optaram por
outras candidaturas, como as à Presidência da
República, aos governos estaduais ou aos cargos de
deputado federal e estadual.
Fonte: InfoMoney

28/07/2026 -
Mercado reduz para 5,12% expectativa de inflação em
2026
Melhora nas projeções ocorre pela quarta semana,
segundo Boletim Focus
Pela quarta semana consecutiva, o mercado financeiro
reduz as expectativas de inflação para 2026 no
Brasil. De acordo com o Boletim Focus, divulgado
nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), a inflação oficial do país, deve fechar o
ano em 5,12%.
Na semana passada, a inflação projetada para o ano
estava em 5,15%. Há quatro semanas, as projeções
para este índice estava em 5,33%.
Para os anos subsequentes (2027 e 2028), as
expectativas inflacionárias do mercado financeiro
são, respectivamente, de 4,22% e 3,80%.
Nos demais indicadores (PIB, Câmbio e Selic), as
projeções do mercado se mantêm estáveis há, pelo
menos, quatro semanas.
PIB e dólar
No caso do Produto Interno Bruto – soma de todos os
bens e serviços produzidos no país –, as projeções
do mercado financeiro permanecem em 1,99% em 2026.
Para 2027 e 2028, o mercado projeta, para a
economia, crescimentos de 1,60% e 2%,
respectivamente.
Segundo o Boletim Focus, as projeções para o câmbio
ao final de 2026 estão estáveis há seis semanas, com
cotação de R$ 5,20 para o dólar ao final do ano.
Para os anos subsequentes, são esperadas cotações de
R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028.
Taxa Selic
A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026
se manteve em 14% pela quinta semana consecutiva.
A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política
Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%.
Com isso, há expectativa de, pelo menos, uma redução
na atual taxa até o final de 2026.
A próxima reunião do Copom está prevista para os
dias 4 e 5 de agosto.
As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram
estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.
De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava
em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006,
quando foi fixada em 15,25% ao ano.
De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi
elevada sete vezes.
Fonte: Agência Brasil

28/07/2026 -
Amom Mandel quer preservar férias em caso de
atestado no mesmo período
Deputado apresentou proposta para garantir
remarcação de férias quando trabalhador se afastar
por motivo de saúde nos 15 dias anteriores à data
inicial.
O deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM)
apresentou o projeto de lei 3.791/2026, que
determina a suspensão do início das férias quando o
trabalhador se afastar por motivo de saúde nos 15
dias anteriores à data marcada para o descanso.
A proposta altera a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) e pretende assegurar que o empregado
possa usufruir integralmente das férias depois de
recuperar sua capacidade laboral.
Pelo texto, a suspensão será aplicada quando o
afastamento estiver comprovado por atestado médico
ou por benefício por incapacidade temporária
concedido pelo Regime Geral de Previdência Social. A
regra valerá para doenças e acidentes de qualquer
natureza que impeçam o exercício das atividades e
comprometam a finalidade de repouso e recuperação
das férias.
Depois do encerramento do afastamento, o empregador
deverá definir uma nova data para o descanso,
considerando o interesse do serviço, mas garantindo
ao trabalhador o gozo integral do período adquirido.
A proposta também preserva os valores já pagos. Caso
a empresa tenha antecipado a remuneração das férias
e o adicional constitucional de um terço, o
empregado não perderá as quantias. O texto permite
que empregador e trabalhador façam a compensação ou
o ajuste das datas por meio de acordo.
O texto delimita a aplicação da medida aos
afastamentos iniciados nos 15 dias anteriores à data
prevista para o começo das férias. Isso significa
que a simples existência de um problema de saúde em
período anterior não será suficiente para alterar
automaticamente o descanso.
A incapacidade, conforme o projeto, pode ser
comprovada de duas formas. A primeira é por meio de
atestado médico, utilizado normalmente nos
afastamentos de menor duração ou durante o período
inicial de responsabilidade do empregador. A segunda
é por meio do benefício por incapacidade temporária
concedido pelo Regime Geral de Previdência Social,
conhecido anteriormente como auxílio-doença.
Encerrado o afastamento, o empregado não começará
necessariamente as férias no dia seguinte. A
proposta estabelece que o novo período será definido
pelo empregador, observando o interesse do serviço e
garantindo o descanso integral.
Como o trabalhador pode adoecer depois de receber a
remuneração das férias antecipadamente, o projeto
esclarece que a suspensão não provocará perda das
quantias já adiantadas.
Na Câmara, a proposta aguarda distribuição para
comissões temáticas, antes de ser analisada em
Plenário.
Leia a
íntegra.
Fonte: Congresso em Foco

27/07/2026 -
Renovação no Congresso deve ser baixa
O Congresso Nacional está virando um Clube fechado,
onde a renovação tende a ser cada vez mais baixa. A
análise da declaração de bens dos deputados e
senadores mostra, também, que se trata, cada vez
mais, de um clube de ricos.
Diap – O site da entidade identifica, a
partir de levantamento preliminar, apoiado em
pesquisas, consultas a portais locais, contatos com
candidatos, dirigentes partidários e arranjos
políticos locais, os deputados e senadores que
deverão concorrer à reeleição este ano, oferecendo
um panorama antecipado da disputa no Congresso
Nacional.
Na Câmara, dos 513 parlamentares em exercício, 448
são pré-candidatos à reeleição, ou seja, 87,32% da
composição da Casa. O percentual representa o maior
índice de recandidatura da série histórica levantada
pelo Diap. Os demais 65 deputados optaram por
disputar outros cargos – como senador, governador,
vice, deputado estadual ou vice-presidente da
República – ou decidiram não concorrer a mandato
eletivo.
O Diap observa que, caso ocorram alterações nos
atuais planos eleitorais, o número de candidaturas à
reeleição poderá chegar a 495, considerando os cinco
parlamentares ainda indefinidos e os 42
pré-candidatos ao Senado que eventualmente poderão
rever suas decisões. O quantitativo final somente
será conhecido após as convenções partidárias.
Senado – No Senado, que renova sua composição
de forma alternada – um terço em uma eleição e dois
terços na seguinte -, estarão em disputa pleito 54
das 81 cadeiras, correspondentes a dois terços de
sua composição. Dos 54 senadores em final de
mandato, 34 mostram intenção de disputar a
reeleição, o que representa 62,96% das vagas em
disputa. Os outros 20 parlamentares optaram por
concorrer a diferentes cargos, entre eles a
Presidência da República, governos estaduais, Câmara
dos Deputados e assembleias legislativas estaduais.
Mais – Site do Diap
Fonte: Diap

27/07/2026 -
Não aceitaremos que os trabalhadores paguem a conta
do tarifaço
O tarifaço imposto pelo governo dos Estados
Unidos ameaça a indústria nacional e os empregos.
Saiba mais sobre as implicações.
A nova tarifa de 25% anunciada pelo governo dos
Estados Unidos contra uma série de produtos
brasileiros representa uma grave ameaça à indústria
nacional, aos investimentos e, principalmente, aos
empregos. Trata-se de mais uma medida unilateral do
governo Donald Trump, que pretende utilizar o
comércio internacional como instrumento de pressão
econômica e política contra o Brasil.
Nós, do movimento sindical, não podemos aceitar que
os trabalhadores e as trabalhadoras sejam obrigados
a pagar essa conta. Quando uma empresa perde
mercado, reduz sua produção ou cancela
investimentos, são os empregos, os salários e os
direitos que ficam ameaçados. Por isso, manifestamos
nosso apoio integral à nota divulgada pelas Centrais
Sindicais e pela IndustriALL Brasil.
O argumento utilizado pelos Estados Unidos não se
sustenta. Em 2025, o Brasil registrou déficit
comercial de US$ 7,53 bilhões na relação com os
norte-americanos. Isso significa que os Estados
Unidos venderam mais ao Brasil do que compraram do
nosso País. Não existe desequilíbrio comercial que
justifique um ataque dessa dimensão.
Efeito em cadeia
Essa medida atinge toda a cadeia produtiva brasileira.
Se a indústria produz menos, diminui também o
consumo de energia, a contratação de serviços, a
compra de equipamentos e a realização de novos
projetos. Isso chega diretamente aos Eletricitários
das empresas de geração, transmissão e distribuição,
assim como aos trabalhadores das empreiteiras, da
manutenção, da construção de redes e da fabricação
de máquinas e componentes elétricos.
Defender a indústria brasileira é, portanto,
defender os empregos dos Eletricitários. É defender
investimentos no sistema elétrico, melhores
condições de trabalho, concursos, contratações,
salários dignos e segurança para os trabalhadores
próprios e terceirizados. Não existe setor elétrico
forte em um país que abandona sua indústria e aceita
passivamente pressões estrangeiras.
Pix é do Brasil
Também é inaceitável que o Pix tenha sido colocado no
centro dos questionamentos norte-americanos sobre os
serviços digitais e os meios eletrônicos de
pagamento do Brasil. O Pix é uma tecnologia pública
brasileira, desenvolvida pelo Banco Central,
utilizada por mais de 170 milhões de pessoas
físicas, o equivalente a aproximadamente 80% da
população do país. Em maio de 2026, foram realizadas
mais de 7 bilhões de transações pelo sistema.
Atacar ou tentar enfraquecer o Pix significa atingir
diretamente a vida dos brasileiros. São
trabalhadores que usam o sistema todos os dias para
pagar contas, receber salários, comprar alimentos,
transferir dinheiro para familiares e movimentar
pequenos negócios. Uma eventual limitação ou
encarecimento dessa ferramenta poderia beneficiar
grandes empresas financeiras internacionais, mas
prejudicaria milhões de brasileiros que encontraram
no Pix um meio rápido, gratuito e acessível de
movimentar seu próprio dinheiro.
Soberania
O Brasil tem o direito de desenvolver suas próprias
tecnologias, administrar seu sistema financeiro e
proteger seus interesses estratégicos. Nossa
soberania não está à venda. O País não pode aceitar
chantagens comerciais envolvendo sua indústria, suas
reservas energéticas, seus minerais críticos, seu
sistema financeiro ou suas instituições
democráticas.
Defendemos que o governo brasileiro mantenha o
diálogo e busque uma solução negociada, mas sem se
ajoelhar e sem abrir mão dos interesses nacionais.
Também é necessário ampliar mercados para os
produtos brasileiros, fortalecer as empresas
nacionais, proteger os setores ameaçados e garantir
medidas concretas para preservar os empregos e a
renda.
Resposta nas urnas
O Povo tem que acordar e dar uma grande resposta nas
urnas contra a família traidora da pátria que flerta
com Trump “abanando o rabo com total submição”.
A resposta ao tarifaço deve ter como prioridade
absoluta a proteção dos trabalhadores. Nenhum
incentivo público pode ser entregue a uma empresa
sem a contrapartida da manutenção dos empregos, dos
salários e dos direitos. Recursos destinados aos
setores afetados precisam estar vinculados a
compromissos claros contra demissões e precarização.
Como presidente do Sindicato dos Eletricitários de
São Paulo, reafirmo:
Estaremos mobilizados em defesa dos empregos, da
indústria, do setor elétrico e da soberania
brasileira. Não permitiremos que uma disputa
política e comercial seja utilizada como desculpa
para demitir trabalhadores, reduzir salários, atacar
direitos ou paralisar investimentos!
O Brasil precisa ser respeitado. E os trabalhadores
brasileiros não pagarão a conta do tarifaço de
Donald Trump.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força
Sindical.
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/07/2026 -
Governo reforça que novas regras de VA e VR valem
para todo o mercado
Interpretação do governo federal estabelece que
decreto se aplica a todas as empresas que concedem
vale-alimentação e vale-refeição, independentemente
da adesão ao PAT.
O Decreto nº 12.712/2025, que estabelece novas
regras para a operação do vale-alimentação (VA) e do
vale-refeição (VR) no país, aplica-se a todas as
empresas que oferecem esses benefícios a seus
funcionários, inclusive as que não estão inscritas
no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
É o que determina a interpretação da Administração
Pública Federal sobre a norma, que padroniza as
regras do setor e coibi distorções na relação entre
empresas, trabalhadores e estabelecimentos
credenciados.
Segundo o entendimento oficial, o decreto incide
sobre a natureza do benefício em si e sobre a forma
como ele é operacionalizado, e não sobre a adesão da
empresa ao PAT.
Na prática, isso significa que toda empresa que
concede vale-alimentação ou vale-refeição, esteja ou
não cadastrada no programa federal, passa a seguir
as mesmas obrigações, alcançando emissoras,
credenciadoras e demais agentes da cadeia.
Fim da segregação de saldos
Uma das principais mudanças é a proibição de práticas
que separam os saldos dos trabalhadores em
categorias como "Auxílio PAT" e "Auxílio CLT" para
aplicar taxas ou prazos diferentes. Para o governo,
esse tipo de segmentação fere os princípios de
isonomia e interoperabilidade que o decreto busca
garantir, criando distinções indevidas entre
beneficiários e estabelecimentos comerciais.
Limites para taxas e prazos
O decreto também fixa parâmetros comerciais objetivos
para o setor:
- a taxa de desconto (MDR) cobrada de restaurantes,
supermercados e demais estabelecimentos credenciados
fica limitada a 3,6%;
- o prazo máximo para o repasse financeiro das
transações aos estabelecimentos passa a ser de 15
dias corridos;
- ficam proibidas cobranças adicionais dos
estabelecimentos, como taxas de adesão ou anuidades;
- também são vedadas práticas de rebates ou deságios
que gerem vantagens financeiras indiretas às
empresas contratantes.
Uso exclusivo para alimentação
A norma reforça que os valores do benefício devem ser
usados exclusivamente para compra de alimentos e
refeições. Fica proibido o direcionamento desses
recursos para outros fins, como academias ou
programas de cashback, especialmente quando bancados
por cobranças extras impostas aos estabelecimentos
comerciais, prática que a regulamentação classifica
como desvio de finalidade.
Punições previstas
Empresas, operadoras e estabelecimentos que
descumprirem as regras estão sujeitos a multas que
variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil, valor que pode
dobrar em casos de reincidência ou de obstrução à
fiscalização.
Além da sanção financeira, empresas infratoras podem
perder benefícios fiscais e administrativos
vinculados ao PAT, incluindo a dedução de despesas
com alimentação no Imposto de Renda Pessoa Jurídica
(IRPJ). As penalidades valem para todos os agentes
do setor, independentemente de estarem ou não
vinculados ao programa.
Fonte: Congresso em Foco

27/07/2026 -
Esquecimento e importância; por João Guilherme
Podem notar que o esquecimento em quem se votou na
última eleição é inversamente proporcional à
importância dada àquela candidatura. Quanto mais
importância menor esquecimento e vice-versa.
Este achado pode ser útil no esforço que o dirigente
sindical deve fazer para sensibilizar seus colegas
de diretoria e os trabalhadores da categoria que o
sindicato representa.
Em uma reunião de diretoria ou em uma ação sindical
no local de trabalho a pergunta “lembram em quem
votaram?” pode ser seguida pela lição de
esquecimento e desimportância.
Tudo isto para determinar a importância atual do
voto para cargos legislativos, já que a experiência
demonstra que são os mais esquecidos.
Para evitar novos desleixos ou esquecimentos futuros
é preciso dar importância e importância
significativa, às votações para cargos legislativos,
sejam deputados, sejam senadores.
Só com este esforço e este resultado (peso
proporcional aos cargos legislativos) pode-se
“fechar” uma chapa coerente e fazer uma “cola” de
voto efetiva.
João Guilherme Vargas Netto é consulto sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/07/2026 -
Novos valores dos depósitos recursais passam a valer
em 1º de agosto
Limites foram atualizados com base na variação
acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC/IBGE)
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou os
novos valores dos limites dos depósitos recursais,
que passarão a vigorar a partir de 1º de agosto de
2026. A atualização segue a variação acumulada do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE)
no período de julho de 2025 a junho de 2026.
O limite do depósito para interposição de Recurso
Ordinário será de R$ 14.411,57 (quatorze mil
quatrocentos e onze reais e cinquenta e sete
centavos). Para Recurso de Revista, Embargos e
Recurso em Ação Rescisória, o valor passará a ser de
R$ 28.823,14 (vinte e oito mil oitocentos e vinte e
três reais e quatorze centavos).
Os novos valores constam do Ato SEGJUD.GP nº
381/2026, assinado pelo presidente do TST, ministro
Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.
Fonte: TST

24/07/2026 -
A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump. Por
Clemente Ganz Lúcio
O tarifaço de Donald Trump é apresentado como
sintoma de uma nova geopolítica, na qual o trabalho,
a indústria e a inovação definem a força das
nações.
O tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra
produtos brasileiros não deve ser interpretado
apenas como mais um episódio de protecionismo
comercial. Ele revela uma mudança estrutural da
economia mundial. Se o século XX foi marcado pela
geopolítica dos territórios, das matérias-primas e
da influência militar, o século XXI passou a ser
organizado pela geopolítica da produção, da
tecnologia e, sobretudo, do trabalho. Essa
transformação altera profundamente a maneira de
compreender o desenvolvimento.
Durante décadas, predominou a ideia de que o livre
comércio organizaria espontaneamente a divisão
internacional da produção, promovendo ganhos para
todos. Essa visão está sendo abandonada justamente
pelas maiores economias do planeta. Estados Unidos,
China e União Europeia mobilizam novamente, de forma
intensa e com recursos diversos, políticas
industriais, subsídios, crédito público, compras
governamentais, controle tecnológico, exigências de
conteúdo local e barreiras comerciais para disputar
investimentos, fortalecer cadeias produtivas e
atrair empregos de alta produtividade.
A competição internacional já não ocorre apenas
entre empresas. Ela ocorre entre projetos nacionais
de desenvolvimento. O tarifaço contra o Brasil deve
ser compreendido nesse contexto.
Sua justificativa econômica é extremamente frágil.
Os próprios dados oficiais do governo
norte-americano mostram que os Estados Unidos mantêm
expressivo superávit comercial na relação com o
Brasil, tanto em bens quanto em serviços. Não existe
desequilíbrio estrutural que justifique a adoção de
tarifas punitivas. O argumento econômico
simplesmente não se sustenta. A medida responde,
portanto, a uma lógica política.
Ao utilizar o acesso ao mercado norte-americano como
instrumento de pressão sobre outro país, os Estados
Unidos transformam o comércio internacional em
mecanismo de coerção. A mensagem implícita é clara:
quem não se alinhar aos interesses estratégicos da
maior potência econômica sofrerá restrições
comerciais unilaterais.
Essa prática representa um grave retrocesso para a
ordem internacional construída após a Segunda Guerra
Mundial. A estabilidade do comércio global depende
da previsibilidade das regras e do respeito à
soberania dos Estados. Quando tarifas passam a ser
utilizadas para constranger decisões políticas
internas de outros países, substitui-se o direito
pela assimetria de poder.
Trabalho no centro da geopolítica
Mas talvez a consequência mais importante seja outra.
O tarifaço evidencia que a principal disputa
contemporânea não é apenas por mercados. É pelos
empregos.
Cada decisão sobre tarifas, subsídios, inovação
tecnológica, inteligência artificial, transição
energética ou reorganização das cadeias produtivas
determina onde serão realizados investimentos, onde
serão produzidos bens estratégicos e onde estarão
localizados milhões de postos de trabalho. O
trabalho voltou ao centro da geopolítica.
Durante muito tempo, economistas trataram o emprego
como consequência do crescimento econômico. Primeiro
cresceria a economia; depois surgiriam os empregos.
A realidade atual mostra exatamente o contrário.
Países organizam suas estratégias econômicas para
disputar capacidade produtiva porque compreendem que
ela determina renda, inovação, arrecadação
tributária, soberania tecnológica e influência
internacional.
Produzir significa dominar conhecimento. Dominar
conhecimento significa controlar tecnologia.
Controlar tecnologia significa decidir onde estarão
os empregos de maior produtividade. Em outras
palavras, o trabalho tornou-se um ativo estratégico
das nações.
É justamente por isso que o Brasil precisa responder
ao tarifaço de maneira muito mais ampla do que uma
simples disputa comercial. Naturalmente, o país deve
negociar com firmeza, recorrer aos instrumentos
multilaterais e manter disponíveis os mecanismos
previstos na Lei da Reciprocidade Econômica. Não por
espírito de retaliação, mas porque nenhuma nação
soberana pode aceitar passivamente medidas
unilaterais que prejudiquem seus trabalhadores e sua
capacidade produtiva.
A reciprocidade, entretanto, deve ser inteligente.
Seu objetivo não é ampliar uma guerra comercial nem
reproduzir a lógica do confronto permanente. Ela
deve elevar o custo político da medida
norte-americana, fortalecer a posição negociadora
brasileira e preservar, ao mesmo tempo, os
interesses da economia nacional.
Projeto nacional de desenvolvimento
Mais importante do que responder à tarifa é proteger
quem será atingido por ela. Empresas exportadoras
precisarão de crédito, financiamento e apoio para
diversificar mercados. Trabalhadores precisarão de
políticas de preservação do emprego, qualificação
profissional e negociação coletiva capaz de
construir soluções temporárias sem transformar uma
redução conjuntural das encomendas em desemprego
permanente. Todas medidas já adotadas pelo Brasil
desde 2025 e que agora, mais uma vez, devem ser
implementadas, continuadas ou ampliadas.
Entretanto, nenhuma dessas medidas resolverá o
problema estrutural. O verdadeiro desafio consiste
em reduzir a vulnerabilidade externa da economia
brasileira. Um país excessivamente dependente de
poucos mercados permanece sujeito às oscilações
políticas de seus parceiros comerciais. Uma economia
especializada em produtos de baixo valor agregado
continuará ocupando posição periférica nas cadeias
globais de produção. Uma indústria tecnologicamente
frágil terá dificuldade para disputar investimentos,
produtividade e empregos qualificados. Por isso, a
melhor resposta ao tarifaço não está apenas na
política comercial, e está na construção de um
projeto nacional de desenvolvimento.
Um projeto que combine reindustrialização, inovação,
transformação digital, transição ecológica,
fortalecimento do mercado interno, ampliação da
infraestrutura econômica e social, educação,
ciência, tecnologia e valorização permanente do
trabalho.
O desenvolvimento volta a exigir planejamento, exige
coordenação entre Estado, setor produtivo e
trabalhadores, política industrial, financiamento de
longo prazo, exige diálogo social. Sobretudo, exige
compreender que o trabalho deixou de ser apenas uma
variável econômica para tornar-se fundamento da
soberania nacional. Essa talvez seja a principal
lição do tarifaço de Trump.
O comércio internacional continuará importante. Mas
a grande disputa do século XXI já não ocorre apenas
nas fronteiras alfandegárias, ocorre na capacidade
de cada sociedade produzir conhecimento, agregar
valor, organizar suas cadeias produtivas e oferecer
trabalho de qualidade à sua população.
Na nova geopolítica do trabalho, defender empregos
significa defender produtividade. Defender
produtividade significa defender soberania. E
defender soberania significa construir um projeto
nacional capaz de decidir, com autonomia, onde o
Brasil quer produzir, inovar e trabalhar nas
próximas décadas.
Clemente Ganz Lúcio é Coordenador do Fórum das
Centrais Sindicais
Fonte: Rádio Peão Brasil

24/07/2026 -
Retrospectiva: fim da escala 6x1 foi o destaque das
aprovações da Câmara na área de trabalho
Deputados também aprovaram projeto que reformula
o contrato de aprendizagem, destinado a jovens de 14
a 24 anos e pessoas com deficiência
No primeiro semestre de 2026, o destaque da área de
trabalho foi a aprovação da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1. O
texto aguarda votação no Senado após ter sido
aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.
No total, foram aprovados, pelo Plenário, 118
projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20
medidas provisórias, 12 projetos de decreto
legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas
de emenda à Constituição.
Fim da escala 6x1
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, do
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada com a
relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
cujo texto abrange a PEC 8/25, da deputada Érika
Hilton (Psol-SP).
O texto prevê jornada de trabalho de 40 horas
semanais em cinco dias com dois de descanso, além de
transição e leis específicas para tratar de algumas
carreiras.
A redução será feita sem diminuição de salários e
haverá um período de transição.
Dois meses após a publicação da futura emenda
constitucional, o trabalhador já terá direito a dois
dias de descanso remunerado por semana. Um deles
deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.
Redução gradual
A partir desse prazo, os trabalhadores contratados
pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) terão
jornada semanal de 42 horas. Depois de 14 meses da
promulgação, a jornada será reduzida para 40 horas
semanais.
Leis ordinárias poderão estabelecer regimes
diferenciados para algumas carreiras, respeitados
esses limites. O texto também permite turnos
ininterruptos de revezamento de seis horas.
Atividades essenciais, como saúde, segurança,
transporte e limpeza urbana, poderão adotar regime
de compensação. A média mensal deverá assegurar dois
dias de repouso semanal remunerado dentro do
mês-calendário.
Os dias de folga semanal poderão ser acumulados para
serem tirados em outro período no mês, garantindo
que pelo menos um dos dias seja após uma semana de
trabalho.
Estatuto do aprendiz
Para reformular regras do contrato de aprendizagem e
garantir direitos do público-alvo, a Câmara dos
Deputados aprovou o Estatuto do Aprendiz, destinado
a jovens de 14 a 24 anos e pessoas com deficiência.
O Projeto de Lei 6461/19, do ex-deputado André de
Paula (PE) e outros, foi enviado ao Senado com a
relatoria da deputada Flávia Morais (MDB-GO).
Empresas que não puderem oferecer atividades
práticas poderão pagar uma parcela à Conta Especial
da Aprendizagem Profissional (Ceap). Esse pagamento
deverá ser feito por, no máximo, 12 meses.
O valor mensal será equivalente a 50% da multa
prevista por aprendiz não contratado, fixada em R$ 3
mil pelo projeto. Ou seja, R$ 1,5 mil por aprendiz
que deixou de ser contratado.
Direitos dos aprendizes
O projeto garante vários direitos aos aprendizes,
como:
- vale-transporte;
- estabilidade provisória durante a gravidez e até
cinco meses após o parto;
- estabilidade por 12 meses após o fim do auxílio por
acidente de trabalho; e
- férias coincidentes com férias escolares para o
aprendiz com menos de 18 anos.
A remuneração do aprendiz ficará de fora do cálculo
da renda familiar mensal para acesso ao Bolsa
Família.
Contratação facultativa
A contratação de aprendizes será facultativa para:
- estabelecimentos com menos de sete empregados;
- microempresas e empresas de pequeno porte, inclusive
as optantes pelo Simples Nacional;
- entidades sem fins lucrativos de educação
profissional;
- empresas de teleatendimento ou telemarketing, se ao
menos 40% de seus empregados tiverem até 24 anos;
- órgãos e entidades da administração pública direta,
autárquica e fundacional de entes federativos que
adotem regime estatutário para seus servidores
públicos; e
- empregador rural pessoa física.
Fonte: Agência Câmara

23/07/2026 -
Fim da escala 6x1: centrais sindicais unem forças
para pressionar o Senado
Representantes da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST) participaram, nesta
quarta-feira (22), da Plenária Nacional Virtual
promovida pelas centrais sindicais para definir
ações em defesa da redução da jornada de trabalho e
do fim da escala 6x1.
O encontro reuniu dirigentes sindicais de todo o
país para alinhar iniciativas de comunicação e
mobilização com o objetivo de ampliar o apoio à
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e
intensificar a pressão sobre os senadores para que a
matéria seja votada antes do período eleitoral.
Entre as ações definidas está o incentivo ao uso da
plataforma Na Pressão, que permite aos trabalhadores
enviarem mensagens diretamente aos parlamentares em
defesa da aprovação da PEC.
Clique aqui e participe da mobilização acessando a
plataforma Na Pressão.
Fonte: NCST

23/07/2026 -
MPT reforça acesso de sindicatos a dados sobre
terceirização
Nota Técnica afirma que entidades sindicais
têm direito de acessar documentos da Administração
Pública para fiscalizar contratos terceirizados e
alerta para possíveis consequências da recusa
injustificada.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) publicou a
Nota Técnica PGT/MPT nº 02/2026, que reafirma o
direito dos sindicatos de obter informações e
documentos relacionados à fiscalização de contratos
de terceirização firmados pela Administração
Pública. O objetivo é fortalecer o controle social,
assegurar a proteção dos direitos trabalhistas e
ampliar a transparência na execução desses
contratos.
De acordo com o documento, as entidades sindicais
possuem legitimidade constitucional para acompanhar
o cumprimento das obrigações trabalhistas pelas
empresas terceirizadas, podendo solicitar relatórios
de fiscalização, registros de irregularidades e
outras informações necessárias ao exercício de sua
função institucional. A Nota destaca, ainda, que a
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não pode ser
utilizada de forma genérica para impedir o acesso a
informações de interesse coletivo, desde que sejam
observadas as salvaguardas legais de proteção aos
dados pessoais.
O texto também ressalta que o entendimento está
alinhado ao Tema 1.118 do Supremo Tribunal Federal
(STF), que reforça a importância da fiscalização dos
contratos administrativos. Segundo o MPT, a recusa
injustificada do Poder Público em fornecer as
informações solicitadas pode, em tese, caracterizar
prática antissindical, além de contribuir para a
responsabilização da Administração em casos de
omissão na fiscalização dos contratos terceirizados.
Fonte: Diap

23/07/2026 -
Governo anuncia socorro a empresas tarifadas com R$
18 bi em crédito
Gestão federal sanciona projeto que viabiliza
medidas como linhas de financiamento, seguro
garantia e devolução de impostos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) anunciou no Palácio do Planalto, nesta
quarta-feira (22), um pacote de socorro às empresas
afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos
contra o Brasil. Entre as medidas, serão
disponibilizados R$ 18,5 bilhões em crédito.
O pacote traz linhas de financiamento para os
setores, além de seguro garantia e um reintegra para
micro e pequenas empresas. Este último mecanismo que
busca ressarcir as empresas exportadoras por
tributos residuais ao longo de suas cadeias
produtivas.
As linhas de financiamento totalizam R$ 18,5
bilhões. Deste montante, R$ 13,5 bilhões de recursos
do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões
disponibilizados pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O crédito poderá ser utilizados para capital de
giro, aquisição de bens de capital, investimentos
produtivos, inovação tecnológica, adaptação de
produtos e processos, além de prospecção e abertura
de novos mercados.
Lula também sancionou um projeto de conversão. A
primeira MP do "Brasil Soberano" contemplava
exportadores de bens industriais. O texto inclui
empresas dos ramos de agricultura, pecuária,
florestas, pesca e mineração.
A lei também permite que os recursos destinados à
inovação tecnológica financiem adaptações
necessárias ao cumprimento de exigências sanitárias,
fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de
conformidade exigidas no comércio internacional
O presidente estava acompanhado do vice-presidente
da República, Geraldo Alckmin, e dos ministros da
Casa Civil, Miriam Belchior; da Fazenda, Dario
Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Márcio Elias Rosa; e do Planejamento e
Orçamento, Bruno Moretti.
Também participou da sanção o embaixador Mauricio
Carvalho Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio
Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.
Fonte: CNN Brasil

23/07/2026 -
Tarifaço: Alckmin diz que reciprocidade não é
retaliação e descarta ‘olho por olho’
"A ideia não é retaliação. Dizem que olho por
olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos",
disse Alckmin
Após reuniões com o setores atingidos pela tarifa de
25% aplicada pelo governo americano a produtos
brasileiros, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse
nesta terça-feira, 21, durante entrevista coletiva,
que a Lei da Reciprocidade Econômica é um processo
que tem etapas e descartou qualquer retaliação
contra os Estados Unidos.
“A ideia não é retaliação. Dizem que olho por olho,
o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, disse
Alckmin, quando indagado por jornalistas sobre o
fato de alguns dos setores terem se posicionado
contra a aplicação da lei. “A reciprocidade é,
‘olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos
corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo,
no momento oportuno, da forma adequada’.”
Aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional,
essa legislação autoriza o Brasil a adotar
contramedidas comerciais em resposta a ações
unilaterais de países ou blocos econômicos que
“prejudiquem a competitividade internacional do
País.”
Alckmin ainda relatou que os setores nacionais
afetados pelo tarifaço colocaram na mesa a questão
do drawback, pedindo a postergação do cumprimento
das obrigações na exportação.
“Quando eu exporto, eu não pago imposto. Então, se
eu vou exportar um automóvel, tudo que eu comprei,
aço, pneu, vidro, eu não pago imposto. Se eu deixei
de exportar, eu preciso pagar o imposto. Então, ao
invés de ter que pagar tudo isso, você posterga o
drawback. Você vai ter mais seis meses, mais um ano,
para poder recolocar esses produtos no mercado
exterior”, explicou.
De acordo com Alckmin, os setores também pediram
crédito para o Plano Brasil Soberano, para poder se
preparar, ter mais investimento, capital de giro e
buscar novos mercados.
O vice-presidente também sustentou que a Agência
Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (ApexBrasil) vai ter um papel
importante para buscar novos mercados e ampliar a
competitividade dos produtos brasileiros.
Fonte: Estadão Conteúdo

23/07/2026 -
Acusado pelos EUA, Brasil é referência no combate ao
trabalho forçado
Governo e especialistas classificam ameaça de
taxa como protecionismo
Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos
brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser
taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral
do governo americano, que alega supostas práticas
desleais do Brasil no comércio internacional.
Além disso, o governo brasileiro trabalha com a
expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a
justificativa de que o Brasil, na visão
norte-americana, não impede a importação de produtos
vindos de países que adotam o trabalho forçado.
No entanto, especialistas ouvidos pela Agência
Brasil discordam da avaliação americana e vão além:
o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado
e formas análogas à escravidão.
Nova rodada de taxas
A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada
pelo governo de Washington que alega que o país
falha em combater o desmatamento, a corrupção e
utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas,
entre outras práticas.
O governo brasileiro rejeita as acusações e se
dispôs a lançar mão da Lei de Reciprocidade, como
forma de resposta à taxação, classificada como
“injusta”.
Enquanto a cobrança não começa, o governo dá como
certa nova tarifa de 12,5%. Em entrevista ao jornal
Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17), o
ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou que a
nova punição deve ser publicada na sexta-feira (24).
“Vamos saber se ela será cumulativa ou não. O Brasil
corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”, disse ao
jornal.
Alegação norte-americana
A provável nova taxação é fundamentada em um relatório
do Escritório do Representante Comercial dos Estados
Unidos (USTR, na sigla em inglês) que investiga 59
países e a União Europeia.
O escritório norte-americano aponta que essas
economias “falham em impor uma proibição de
importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
Sobre o Brasil, o documento rejeita a argumentação de
que acordos internacionais coíbem a importação
desses produtos.
"Embora o Brasil afirme proibir importações
produzidas com trabalho forçado por meio de
compromissos assumidos em acordos de investimento e
de livre comércio, essas disposições não proíbem
juridicamente a importação para o mercado interno de
bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho
forçado em outro país”, diz o texto do USTR de 2 de
junho.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/acusado-pelos-eua-brasil-e-referencia-no-combate-ao-trabalho-forcado
Fonte: Agência Brasil

23/07/2026 -
Portaria reforça negociação coletiva no comércio
O Ministério do Trabalho e Emprego assinou, nesta
terça-feira (21), a Portaria nº 1.316/2026, que
altera regras para o trabalho em feriados no
comércio brasileiro.
A medida restabelece a obrigatoriedade de convenção
ou acordo coletivo para autorizar o funcionamento do
comércio em feriados, fortalecendo a negociação
entre sindicatos patronais e profissionais.
Com a mudança, a decisão deixa de ser exclusiva das
empresas. Assim, empregadores e representantes dos
trabalhadores deverão negociar condições para o
trabalho em feriados antes da abertura.
A portaria também revoga o entendimento anterior,
que permitia o funcionamento mediante acordo direto
entre empregador e empregado, sem participação
obrigatória das entidades sindicais.
Representando a Força Sindical Nacional, o
presidente do Sindicato dos Comerciários de Bragança
Paulista, João Peres Fuentes, participou da reunião
realizada em Brasília durante a assinatura da
portaria.
De acordo com o sindicalistas, a nova portaria
representa uma conquista importante para os
comerciários brasileiros.
“Ela fortalece a negociação coletiva, valoriza o
papel dos sindicatos e garante que o trabalho em
feriados seja definido por meio do diálogo,
preservando direitos, segurança jurídica e
equilíbrio nas relações entre trabalhadores e
empregadores”, afirma o dirigente.
Relações trabalhistas fortes
Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, a decisão
fortalece a proteção das relações trabalhistas e
valoriza a negociação coletiva entre trabalhadores e
empregadores.
“A negociação coletiva garante equilíbrio entre as
partes. Quando a negociação acontece individualmente
entre empregador e empregado, o trabalhador fica em
situação de extrema vulnerabilidade. Muitas vezes,
por medo de perder o emprego, acaba aceitando
condições que não refletem sua vontade. A Convenção
Coletiva oferece segurança jurídica e assegura que
direitos, compensações e benefícios sejam definidos
de forma transparente e coletiva”, afirmou Patah.
O dirigente afirma que a medida protege
comerciários, impede imposições unilaterais para
trabalho em feriados e fortalece a negociação
coletiva entre sindicatos e empregadores.
Além disso, a negociação coletiva deverá definir
aspectos fundamentais, como escalas de trabalho,
folgas compensatórias e pagamentos adicionais,
garantindo maior proteção aos direitos dos
comerciários.
Entretanto, quinze atividades permanecem com
autorização permanente para funcionar em feriados
sem necessidade de acordo sindical, incluindo
farmácias, padarias, postos de combustíveis,
restaurantes e hotéis.
Por outro lado, as regras para o trabalho aos
domingos permanecem inalteradas e continuam
disciplinadas pela legislação vigente, sem mudanças
promovidas pela nova portaria.
Nas localidades sem sindicatos representativos do
comércio, a negociação seguirá os parâmetros
previstos pela Consolidação das Leis do Trabalho,
assegurando segurança jurídica às relações
trabalhistas.
Por fim, as empresas que descumprirem as novas
exigências poderão sofrer fiscalizações, multas
administrativas e autuações na Justiça do Trabalho,
reforçando o cumprimento das normas estabelecidas.
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/07/2026 -
Centrais Sindicais promovem plenária sobre redução
da jornada e fim da escala 6x1
As centrais sindicais promovem, nesta quarta-feira
(22), às 11h, uma Plenária Nacional virtual para
discutir os próximos passos da mobilização em defesa
da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê
a redução da jornada de trabalho e o fim da escala
6x1.
O encontro reunirá dirigentes sindicais de todo o
país para alinhar estratégias de atuação e reforçar
a mobilização em torno de uma das principais pautas
da classe trabalhadora. A proposta busca promover
melhores condições de trabalho, ampliar a qualidade
de vida dos trabalhadores e estimular relações
laborais mais equilibradas.
A plenária será realizada pela plataforma Zoom e
contará com a participação das centrais sindicais
NCST, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB,
Intersindical e Pública Central do Servidor.
A participação dos dirigentes e representantes
sindicais é fundamental para fortalecer a unidade do
movimento sindical e ampliar o diálogo sobre a
tramitação da proposta no Congresso Nacional.
Plataforma: Zoom
Link da reunião:
https://cut-org-br.zoom.us/j/84709242309?pwd=qOc9ik7zkbS8F3x26wIERMqfOn4q92.1
ID da reunião: 847 0924 2309
Senha de acesso: 868919
Fonte: NCST

22/07/2026 -
Adriana Marcolino destaca impacto do salário mínimo
na economia
Artigo de Adriana Marcolino defende a valorização
do salário mínimo como política pública que reduz
desigualdades, fortalece a economia e amplia
direitos
O artigo de Adriana Marcolino, publicado no jornal O
Globo, destaca a valorização do salário mínimo como
política pública essencial para reduzir
desigualdades e fortalecer direitos.
Além disso, a autora argumenta que o piso nacional
promove redistribuição de renda, impulsiona a
economia, amplia o consumo e fortalece a proteção
social brasileira.
Segundo o artigo, evidências históricas e estudos
econômicos demonstram que a valorização do salário
mínimo gera benefícios sociais, fiscais e econômicos
amplamente distribuídos pelo país.
Confira, a seguir, o artigo na íntegra:
Salário mínimo: uma das políticas públicas de
melhor custo-benefício do Brasil
A dignidade humana é um dos princípios da
Constituição brasileira. Ou seja, a Constituição diz
que todo ser humano possui valor intrínseco e deve
ter assegurada vida digna. A instituição de um
salário mínimo como piso nacional para trabalhadores
e beneficiários da previdência, com frequente
valorização, responde a esse fundamento.
Apesar de sermos a 10ª maior economia mundial, somos
um dos países que mais concentra renda. O salário
mínimo e a valorização dessa remuneração, ao
promoverem redistribuição de renda, são uma forma de
se tentar reequilibrar a balança. O piso nacional é
também uma barreira civilizatória contra a
superexploração do trabalho e sustenta parte
relevante da proteção social. Representa um direito
fundamental, não mera concessão.
A história mostra que períodos de arrocho ou
estagnação do salário mínimo ampliam a concentração
de renda. Durante a ditadura, por exemplo, o piso
foi comprimido sob o argumento de risco de inflação,
mesmo em cenário de crescimento econômico.
Por outro lado, a valorização do piso nacional, nas
últimas duas décadas, reduziu a concentração de
renda, ao elevar a base salarial. E mais: com o
aumento da renda de 62 milhões de brasileiros, houve
estímulo da atividade econômica, do emprego e do
mercado interno. Em relação a uma possível pressão
inflacionária, existem instrumentos para elevar a
oferta dos bens consumidos pelas famílias de menor
renda.
Críticos da valorização do salário mínimo falam dos
impactos fiscais, porém pesquisadores do Ipea
demonstram que o reajuste não deve ser analisado só
pela ótica das despesas públicas, pois 47% do
aumento retorna aos cofres públicos com a
arrecadação tributária direta. Considerando o efeito
multiplicador, o retorno é de 88% no cenário
conservador e, no otimista, supera os gastos em
3,5%. A política ainda promove redistribuição
interfederativa, pois estados e municípios obtêm
retorno superior aos custos, e a União recupera 41%
dos recursos investidos.
Todos queremos que as pessoas tenham, no mínimo,
comida, casa, luz, água, internet, saúde, educação,
e o salário mínimo é uma das medidas mais efetivas
para melhorar as condições de vida da população.
Pelos efeitos econômicos e sociais e ampla
cobertura, está entre as políticas públicas mais
transformadoras e de melhor custo-benefício do país.
Adriana Marcolino é diretora técnica do Dieese –
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/07/2026 -
Governo vai liberar R$ 13,2 bi em lucros do FGTS aos
trabalhadores: veja quem recebe
Valor está previsto para cair nas contas
vinculadas em agosto
Neste ano, o governo deve distribuir aos
trabalhadores R$ 13,2 bilhões do lucro auferido pelo
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em
2025. A cifra representa 90% do resultado obtido, de
R$ 14,7 bilhões. Receberão o crédito cotistas que
tinham saldo nas contas ativas e inativas em 31 de
dezembro do ano passado.
A medida, proposta pelo Ministério do Trabalho, será
analisada pelo grupo técnico de apoio ao Conselho
Curador, nesta terça-feira.
O Conselho precisa aprovar a proposta na reunião no
dia 28 de julho. A Caixa, gestora do FGTS, tem até o
final de agosto para fazer o depósito nas contas
vinculadas. O valor depositado será proporcional aos
saldos existentes.
Com a medida, os trabalhadores terão ganho total
superior à inflação medida pelo Indíce de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2025 em 4,26%.
Em 2024, o governo dividiu entre os cotistas R$ 12,9
bilhões, que corresponderam a 95% do lucro
registrado pelo Fundo naquele ano. Com isso, o ganho
para os cotistas foi de 6,5% sobre o saldo existente
na conta ativa e inativa. Foram contempladas 134
milhões de contas.
O valor creditado é incorporado ao saldo e só poderá
ser retirado nas modalidades previstas em lei, como
demissões sem justa causa, compra da casa própria,
aposentadoria ou casos de doenças graves.
Decisão do STF
A distribuição de lucros do FGTS atende a uma decisão
do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2024, que
determinou que o saldo das contas deve ser
corrigido, no mínimo, pelo IPCA.
Na prática, se a remuneração oficial, composta pela
Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, for inferior à
inflação, o Conselho Curador do Fundo deve
obrigatoriamente realizar uma compensação, que pode
ser efetuada justamente por meio da distribuição dos
resultados anuais.
Representantes da construção civil no Conselho
Curador defendem a divisão de uma parcela menor do
lucro, alegando que a remuneração oficial das contas
do Fundo já será suficiente para cobrir a inflação.
Uma das preocupações do setor é a tendência de
redução das disponibilidades do FGTS, principal
fonte de recursos do programa Minha Casa, Minha
Vida, em decorrência de autorizações de saques
especiais, como para trabalhadores demitidos que
aderiram à modalidade de saque-aniversário.
A estratégia de reter uma parte do lucro teria como
objetivo reforçar o patrimônio líquido (PL) do FGTS.
No ano passado, o Fundo liberou R$ 12,5 bilhões a
fundo perdido para beneficiários do Minha Casa,
Minha Vida. Ao todo, o orçamento aprovado pelo Fundo
somou R$ 142 bilhões, destinados para habitação,
saneamento e mobilidade urbana.
Fonte: Agência O Globo

22/07/2026 -
EPIs salvam vidas e reforçam segurança dos
eletricitários
Sindicato reforça uso correto de EPIs e destaca
prevenção como principal medida para proteger
eletricitários contra acidentes e preservar vidas.
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo reforçou
a importância do uso correto dos Equipamentos de
Proteção Individual para prevenir acidentes e
preservar vidas diariamente.
Além disso, a entidade alertou que eletricitários
enfrentam riscos constantes, incluindo choques
elétricos, quedas e acidentes graves, exigindo
atenção permanente às medidas preventivas adotadas.
Entre os principais equipamentos recomendados estão
capacetes isolantes, óculos, protetores faciais,
luvas, botinas dielétricas, roupas antichama,
protetores auriculares e dispositivos contra quedas
seguros.
Para atividades em linhas energizadas, os
profissionais também devem utilizar equipamentos
específicos, compatíveis com a tensão elétrica e os
riscos envolvidos em cada operação.
Segundo a Diretoria de Saúde e Segurança, cada
equipamento desempenha função essencial na redução
dos riscos ocupacionais, protegendo trabalhadores
contra impactos, queimaduras, choques e quedas.
Enquanto capacetes reduzem impactos e choques, luvas
e botas evitam condução elétrica. Além disso, roupas
antichama minimizam queimaduras provocadas por arcos
elétricos.
Da mesma forma, talabartes, trava-quedas e outros
sistemas específicos garantem maior proteção aos
profissionais que executam atividades em altura,
reduzindo significativamente os riscos ocupacionais.
O material também destacou que empresas e
trabalhadores compartilham responsabilidades pela
segurança. Empregadores devem fornecer EPIs
certificados, treinamentos periódicos e equipamentos
em perfeitas condições.
Por outro lado, os eletricitários precisam utilizar
corretamente todos os equipamentos fornecidos, além
de cumprir rigorosamente os procedimentos previstos
nas normas regulamentadoras de segurança.
A campanha reforçou que prevenir acidentes
representa a estratégia mais eficiente para proteger
trabalhadores. “Trabalhar sem os EPIs coloca sua
vida em risco”, alerta o informativo.
Por fim, o Sindicato destacou que investir em
segurança vai além das exigências legais. A
iniciativa fortalece a cultura preventiva e reafirma
compromisso permanente com a vida.
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/07/2026 -
Governo destina R$ 547 milhões para ressarcir
beneficiários do INSS
Texto prevê crédito extraordinário para
reembolsar descontos indevidos
O governo federal autorizou repasse de R$ 547
milhões para ressarcir beneficiários do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) vítimas de
descontos indevidos. A medida está publicada na
edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da
União.
De acordo com o texto, o crédito extraordinário será
destinado ao programa Previdência Social: Promoção,
Garantia de Direitos e Cidadania e serão executados
pelo INSS.
O objetivo é garantir o reembolso de valores
descontados de forma irregular de beneficiários do
Regime Geral de Previdência Social. Os recursos
integram o orçamento da própria seguridade social.
Crédito extraordinário
O crédito extraordinário é um instrumento previsto na
Constituição Federal para atender despesas urgentes
e imprevisíveis. Nesses casos, os recursos podem ser
liberados por medida provisória, com efeito
imediato, antes da análise pelo Congresso Nacional.
A Medida Provisória nº 1.378 será encaminhada ao
Congresso, que deverá apreciar o texto para
conversão em lei.
Fonte: Agência Brasil

21/07/2026 -
Entidades sindicais têm prazo para atualizar dados
cadastrais no CNES
Edital notifica 169 entidades com mandatos de
dirigentes vencidos há mais de oito anos;
regularização deve ser concluída em até 180 dias
para evitar o cancelamento do registro sindical.
Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), em 6
de julho, o
edital de notificação destinado a 169 entidades
sindicais para a atualização dos dados de suas
diretorias no Cadastro Nacional de Entidades
Sindicais (CNES). As entidades relacionadas estão
com os mandatos de seus dirigentes vencidos há mais
de oito anos e terão o prazo de 180 dias para
regularizar a situação.
A medida decorre do procedimento periódico de
verificação cadastral previsto na
Portaria MTE nº 3.472, de 2023. A convocação
ocorre semestralmente, com base nas informações
consolidadas em 30 de junho e 31 de dezembro de cada
ano.
As entidades que não concluírem a atualização
cadastral dentro do prazo estabelecido estarão
sujeitas ao cancelamento do registro sindical.
Regras e prazos para a regularização
Para evitar o cancelamento do registro, as entidades
notificadas deverão atender às exigências previstas
nos artigos 41 e 42, inciso II, da Portaria MTE nº
3.472/2023.
O processo de regularização envolve as seguintes
etapas:
- Transmissão eletrônica: o requerimento de
atualização deverá ser enviado por meio do sistema
do CNES;
- Protocolo da documentação: os documentos exigidos
deverão ser protocolados no Sistema Eletrônico de
Informações do MTE (SEI/MTE);
- Prazo entre as etapas: o intervalo entre a
transmissão do requerimento no CNES e o protocolo da
documentação no SEI/MTE não poderá exceder 30 dias.
Além disso, as duas etapas deverão ser concluídas
dentro do prazo geral de 180 dias estabelecido pelo
edital, que se encerra em 4 de janeiro de 2027.
As orientações e os procedimentos para a atualização
cadastral constam no
edital de notificação e na
Portaria MTE nº 3.472/2023.
Fonte: MTE

21/07/2026 -
Nikolas Ferreira quer barrar desconto sindical sem
aval do trabalhador
Projeto impede descontos automáticos e exige
consentimento prévio, individual e por escrito do
empregado.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou um
projeto de lei que condiciona qualquer desconto
destinado a sindicatos à autorização prévia,
individual, expressa e por escrito do trabalhador.
A regra alcançaria contribuições sindicais,
assistenciais, confederativas, negociais e
associativas, além de mensalidades e outras
cobranças voltadas ao custeio de entidades
sindicais.
O projeto de lei
3.673/2026 altera a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) para impedir que a filiação ao
sindicato, a participação em assembleias, a
aprovação de acordos coletivos ou a ausência de
oposição sejam consideradas suficientes para
autorizar a cobrança.
O texto também afasta autorizações coletivas,
tácitas ou presumidas.
Pela proposta, a autorização deverá identificar a
entidade que receberá os recursos, a natureza da
cobrança, o valor ou critério de cálculo e a
periodicidade do desconto. O trabalhador poderá
revogar o consentimento a qualquer momento.
Devolução em dobro e multa
O projeto considera nulas as cláusulas de acordos e
convenções coletivas, estatutos, regulamentos ou
decisões de assembleias que estabeleçam descontos
automáticos ou condicionem a suspensão da cobrança à
manifestação de oposição do empregado.
Depois de comunicada a revogação, o empregador
deverá interromper a cobrança na folha seguinte.
Caso a folha do mês ainda não tenha sido processada,
a suspensão deverá ocorrer imediatamente.
O empregador que realizar descontos em desacordo com
as novas regras terá de devolver em dobro os valores
cobrados indevidamente. A proposta também estabelece
multa administrativa de R$ 500 por trabalhador
atingido e por mês em que ocorrer a cobrança
irregular.
A entidade sindical ou central sindical que
solicitar, promover ou receber o desconto irregular
responderá solidariamente pela restituição dos
recursos.
Descontos já existentes
Os descontos em andamento na data de publicação da
eventual lei somente poderão continuar quando forem
respaldados por uma autorização individual válida.
Na ausência do documento, o empregador deverá
interromper a cobrança na primeira folha processada
após a entrada em vigor da norma.
O texto prevê que as mudanças começarão a valer 90
dias depois da publicação da lei.
Na justificativa, Nikolas afirma que a medida não
impede contribuições voluntárias nem restringe a
atuação sindical ou a negociação coletiva. Segundo o
parlamentar, o objetivo é substituir o modelo de
cobrança com possibilidade de oposição posterior por
um sistema que exija consentimento prévio do
empregado.
O deputado também cita o entendimento do Supremo
Tribunal Federal no Tema
935, que reconheceu a constitucionalidade da
contribuição assistencial prevista em acordo ou
convenção coletiva, inclusive para trabalhadores não
sindicalizados, desde que seja assegurado o direito
de oposição.
Para Nikolas, a decisão não impede o Congresso de
aprovar regras mais restritivas para os descontos em
folha.
Fonte: Congresso em Foco

21/07/2026 -
Redução da jornada de trabalho eleva produtividade,
diz Nobel de Economia
O economista Christopher Pissarides citou o caso
da França, onde a jornada de trabalho foi reduzida
para 35 horas semanais
O economista Christopher Pissarides avalia como
provável o aumento da produtividade no Brasil em
razão da redução da jornada de trabalho de 44 para
40 horas semanais e o fim da escala 6×1 (seis dias
de trabalho com apenas um de descanso).
No Brasil, o vencedor do Prêmio Nobel de Economia de
2010 citou o caso da França, onde a jornada de
trabalho foi reduzida para 35 horas semanais.
“Na verdade, não é incomum que a produtividade por
hora aumente quando você reduz as horas [de
trabalho]. Penso que essa foi a experiência na
França. Diria que, mais do que possível, é provável
que a produtividade aumente se você souber que tem
menos horas para trabalhar”, disse o economista em
entrevista à Folha de S.Paulo.
Para ele, a França é um dos melhores exemplos.
“Inicialmente houve hostilidade, ou críticas, à
política francesa de redução de horas. Mas se
percebeu que [a medida] poderia ser acomodada no
mercado de trabalho muito mais facilmente do que as
pessoas esperavam”, observa.
Questionado sobre as críticas relacionadas ao
aumento da inflação e comprometimento com o
crescimento do PIB, Pissarides diz não acreditar
nessas hipóteses caso se reduza a jornada.
“Realmente não acredito que geraria inflação. Pode
gerar algum realinhamento de preços, mas não seria
significativo. Já ouvi o argumento da inflação
antes. Nunca acreditei realmente. Inflação é uma
questão diferente. É uma questão para o banco
central gerenciar com sua política monetária”,
argumenta.
Segundo ele, a inflação depende do custo de
matérias-primas como petróleo, por exemplo, cujo
preço internacional pode subir por causa do que está
acontecendo no Oriente Médio.
“Esse tipo de coisa vai causar inflação. Mas reduzir
horas de trabalho em um país não acho que vá gerar
inflação. O banco central deveria ser capaz de
gerenciar os preços nessa situação”, acrescenta.
Brasil
O economista diz que está ciente e acompanha o
desenrolar dos debates no Brasil. “Como você divide
essas horas é uma questão de escolhas sociais, é uma
questão de política. Estou ciente das controvérsias
no Brasil”, diz.
Para ele, esse não é um tema pelo qual pode se dizer
que é bom ou ruim, pois depende de outras condições.
Todavia, ele propõe um olhar na história.
“Não há dúvida de que, historicamente, as horas de
trabalho têm caído. Há 20 anos costumávamos
trabalhar mais horas durante o ano. Há 50 anos,
muito mais”, lembra.
Fonte: Portal Vermelho

21/07/2026 -
Senado aprova ampliação de direitos e acesso mais
fácil ao mercado de trabalho
Entrada no mercado de trabalho, conciliação entre
família e emprego, autonomia econômica de mulheres e
proteção de trabalhadores vulneráveis. Esses foram
alguns dos temas debatidos e aprovados pelo Senado
no primeiro semestre deste ano. Parte dessas
propostas já foi transformada em lei.
Uma delas é a ampliação da licença-paternidade, tema
debatido há quase 20 anos no Congresso Nacional. A
proposta foi aprovada pelo Senado em março, na forma
do projeto de lei (PL) 5.811/2025, relatado pela
senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que deu origem à
Lei 15.371, de 2026.
A matéria surgiu há quase 20 anos, quando a
ex-senadora Patrícia Saboya (CE) apresentou o
projeto de lei do Senado (PLS) 666/2007. O texto foi
aprovado pela Casa em 2008 e enviado à Câmara dos
Deputados. Dezessete anos depois, retornou ao Senado
na forma de um substitutivo — um novo texto com
alterações aprovadas pelos deputados — e recebeu
aprovação final.
A licença-paternidade é um direito social previsto
na Constituição, mas permaneceu limitada a cinco
dias desde sua regulamentação. Com a nova lei, o
período será ampliado gradualmente para 10 dias, a
partir de 1º de janeiro de 2027; 15 dias, em 1º de
janeiro de 2028; e 20 dias, a partir de 1º de
janeiro de 2029.
O benefício será concedido sem prejuízo do emprego e
do salário nos casos de nascimento de filho, adoção
ou guarda judicial para fins de adoção de criança ou
adolescente. Outra novidade é a criação
do salário-paternidade, com reembolso às empresas
pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e
regras específicas para microempresas, trabalhadores
avulsos e empregados de microempreendedor individual
(MEI).
O texto ainda amplia o período de afastamento em
situações como parto antecipado, internação da mãe
ou do recém-nascido, falecimento da mãe, adoção ou
guarda unilateral e nascimento ou adoção de criança
ou adolescente com deficiência. A lei prevê a perda
do benefício em casos de violência doméstica e
familiar ou abandono material.
Atualmente, com os cinco dias de licença, o Brasil
ocupa a 80ª posição entre 193 países, segundo
levantamento da Organização Internacional do
Trabalho (OIT) que compara a duração
da licença-paternidade. Com a ampliação para 20
dias, prevista para 2029, o país deve figurar entre
os 20 primeiros colocados, ao lado da Bélgica.
Matéria completa:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/07/17/senado-aprova-ampliacao-de-direitos-e-acesso-mais-facil-ao-mercado-de-trabalho
Fonte: Agência Senado

21/07/2026 -
Concessão de pensão por morte deve levar em conta
dias trabalhados, e não salário absoluto
Para conceder uma pensão por morte, o salário de
contribuição deve ser analisado proporcionalmente
aos dias efetivamente trabalhados, e não o seu valor
absoluto.
Com esse entendimento, o juiz José Maurício
Lourenço, da 21ª Vara Federal Cível e Juizado
Especial Federal Adjunto de Belo Horizonte, concedeu
tutela de urgência a um filho que reivindicou o
direito de pensão por morte depois da morte do pai.
De acordo com os autos, a criança entrou com o
pedido de pensão no INSS mas teve o benefício negado
sob a justificativa de que o pai não recebia um
salário mínimo, valor base necessário para obtê-lo.
O menino, então, ajuizou uma tutela de urgência para
obter a pensão, sustentando que o pai estava
empregado na época da morte e que recebia o valor
mínimo necessário.
Vínculo empregatício
Na análise do caso, o juiz apontou que o próprio
processo administrativo do INSS registrou um vínculo
empregatício do falecido, que começou na metade do
mês antes de sua morte.
Embora o órgão federal não tenha considerado que ele
tinha uma remuneração suficiente, como ele foi
contratado perto da metade do mês, o salário
recebido deve ser analisado de acordo com os dias
trabalhados.
O homem trabalhou por 18 dias, e o salário mínimo
vigente na época era de R$ 1.100. O valor
proporcional aos dias trabalhados seria de R$ 660, e
o recebido pelo ex-empregado foi R$ 765,57.
O valor recebido pelo homem foi maior que o mínimo
exigido pelo INSS para dar direito à pensão. O
magistrado afirmou que, desse modo, a contribuição
não era inferior ao limite legal e o autor tem
direito, portanto, ao benefício.
O juiz também destacou que o autor é portador do
transtorno do espectro autista e que a verba é
necessária para a subsistência e tratamento do
menino, demonstrando que o perigo na demora do
julgamento do pedido poderia trazer prejuízos ao
menor.
Diante disso, ele deferiu a medida liminar.
O autor foi representado pelas advogadas pelas
advogadas Monise Oliveira Alves, Maria Clara
Bizinotto Borges e Bethânia Silva Santana.
O caso tramita em segredo de Justiça.
Fonte: Consultor Jurídico

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