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Blog - Últimas Notícias
10/07/2026 -
Jogo
político emperra PEC 221
Setores do sindicalismo já dão como certo que a PEC
221 não será votada antes do recesso parlamentar. “O
Congresso Nacional, na prática, já está
desmobilizado, em recesso”, observa André Luiz dos
Santos, consultor do Diap.
Clemente Ganz, coordenador do Fórum das Centrais,
também fala com preocupação acerca da tramitação da
PEC 221. “A pauta política se complicou e o acordo
esperado entre o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, e o Presidente Lula ainda não se
concretizou”.
De acordo com Clemente, vários elementos de atrito
político entraram na rota da PEC. Já André do Diap
lembra que o autor da PEC 12 é o senador Rogério
Marinho, que tem visível ojeriza do sindicalismo e,
portanto, trabalha contra a PEC 221.
Pós-recesso – A agenda política de Brasília
passa a partir de então a girar em torno das
eleições de outubro. No Senado, haverá renovação
para 1/3 dos seus integrantes. Quanto a Rogério
Marinho (PL-RN), autor da famigerada PEC 12, ele
terá ainda mais quatro anos de mandato.
Marinho é o coordenador oficial da eventual
candidatura de Flavio Bolsonaro à Presidência da
República. Estará, portanto, até outubro, mergulhado
na agenda eleitoral.
Erro – Mau passo chamar o Congresso Nacional
de “inimigo do povo”, como martelam certos segmentos
da esquerda. Espanta, porém, que o deputado Pedro
Uczai (PT-SC), na condição de líder do seu partido
na Câmara, ameace chamar o senador Alcolumbre de
“inimigo dos trabalhadores”.
Brasília é regida pelas leis de Brasília.
Sindicalismo é jogo de damas. Política é muito mais.
Política é equação de inúmeros fatores, igual a uma
partida de xadrez.
Cabeça escreve sobre ganhar e perder
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos
e Região, Josinaldo José de Barros (Cabeça) escreve
que perder faz parte do jogo. Já apatia, covardia e
medo só trazem desmoralização.
Mais – Site do Diap e das Centrais Sindicais.
Fonte: Agência Sindical

10/07/2026 -
Negociação coletiva é conquista, é força e é
proteção para os trabalhadores
A negociação coletiva é essencial para garantir
direitos e melhorar condições de trabalho. Saiba
mais sobre essa prática vital.
Toda vez que uma categoria senta à mesa com uma
empresa para discutir salário, benefícios, condições
de trabalho, carreira, saúde, segurança e direitos,
é preciso lembrar de uma coisa fundamental: nada
disso acontece por acaso. Negociação coletiva não é
favor da empresa. É resultado de organização,
mobilização e da existência de um Sindicato forte,
atuante e reconhecido pela categoria.
Nenhum trabalhador, sozinho, teria força para chegar
diante dos patrões e negociar de igual para igual.
Isolado, o trabalhador fica vulnerável à pressão, ao
medo, à necessidade e à desigualdade natural que
existe numa relação entre empregado e empresa. É
justamente por isso que o Sindicato existe: para
transformar a voz individual de cada companheiro e
companheira em uma voz coletiva, organizada e
respeitada.
Quando o Sindicato entra numa negociação, ele não
fala por uma pessoa. Ele fala por uma categoria
inteira. Leva para a mesa as reivindicações, as
dificuldades do dia a dia, as perdas acumuladas, as
distorções internas, os problemas de carreira, as
cobranças por valorização e a defesa dos direitos
que foram conquistados ao longo de muitos anos de
luta.
Momento de definição
Estamos vivendo um período decisivo para os
eletricitários. Diversos acordos coletivos estão
chegando a momentos importantes de definição. Na
Enel São Paulo, depois de várias rodadas de
negociação, a empresa apresentou sua proposta final
para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028, e os
trabalhadores serão chamados a decidir em
assembleia. Mas esse debate não se limita à Enel.
Também estamos acompanhando e conduzindo negociações
importantes em outras empresas da nossa base. A CPFL
se aproxima de um momento final de definição. A EDP
terá sua negociação em novembro. A Elektro está
realizando assembleias neste momento. Além disso,
estamos discutindo com a Fundação Cesp questões
fundamentais relacionadas ao plano verão e ao calor
enfrentado pelos trabalhadores, tema que envolve
diretamente saúde, segurança e condições dignas de
trabalho.
Aumento salarial e muito mais
Tudo isso mostra a importância da negociação coletiva.
Cada mesa aberta, cada assembleia realizada, cada
cláusula discutida e cada proposta levada à
categoria fazem parte de um processo maior de defesa
dos trabalhadores. O Sindicato não atua apenas
quando existe reajuste salarial em debate. Atuamos
também para garantir benefícios, preservar direitos,
enfrentar problemas no local de trabalho, cobrar
respeito, discutir condições de segurança e buscar
soluções para situações que impactam diretamente a
vida dos trabalhadores.
É importante destacar que cada cláusula de um acordo
coletivo tem impacto direto na vida dos
trabalhadores e de suas famílias. O reajuste
salarial, os benefícios, a PLR, o plano de carreira,
as promoções, a jornada, a saúde e a segurança não
são apenas números ou palavras em uma proposta. São
conquistas que ajudam a garantir dignidade,
reconhecimento e respeito para quem todos os dias
coloca seu conhecimento e sua força de trabalho a
serviço da população.
A assembleia garante participação do trabalhador
Por isso, a participação nas assembleias não pode ser
vista como algo secundário. É na assembleia que o
trabalhador exerce seu direito democrático de
decidir os rumos da negociação. É ali que a
categoria mostra sua unidade, sua consciência e sua
força. Quanto maior a participação, maior a
legitimidade da decisão e maior o respeito que as
empresas terão pela vontade dos trabalhadores.
Também é preciso dizer com clareza: Sindicato forte
não se constrói apenas na mesa de negociação.
Sindicato forte se constrói com trabalhador
presente, participativo, atento e disposto a
defender seus direitos. A direção sindical tem o
papel de negociar, orientar e conduzir o processo,
mas a decisão final pertence à categoria.
Por isso, convocamos todos os trabalhadores e
trabalhadoras da Enel São Paulo para comparecerem à
assembleia da próxima terça-feira, dia 7 de julho,
às 18h30, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo. Esse é um momento decisivo, e a presença
de cada trabalhador é fundamental para que a
categoria avalie, debata e decida de forma
consciente.
E essa convocação também vale, de forma permanente,
para todos os eletricitários da nossa base:
trabalhadores da Enel, CPFL, EDP, Elektro e demais
empresas representadas pelo Sindicato. Fiquem
atentos às convocações, participem das assembleias,
conversem com os companheiros e acompanhem os
informes oficiais do Sindicato.
Esse é o momento de participar. Esse é o momento de
decidir. Esse é o momento de mostrar que os
eletricitários sabem o valor da negociação coletiva
e sabem que nenhum direito é garantido sem
organização e luta.
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo seguirá
firme, como sempre esteve, defendendo os interesses
da categoria, respeitando a decisão soberana dos
trabalhadores e mantendo o compromisso histórico de
lutar por valorização, justiça, saúde, segurança e
melhores condições de trabalho.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente
do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força
Sindical.
Fonte: Rádio Peão Brasil

10/07/2026 -
Cesta básica fica mais cara em 17 capitais
brasileiras em junho
Principal elevação foi em Boa Vista, onde aumento
médio chega a 3,28%
A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais
brasileiras em junho. Nas demais capitais e no
Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de
Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab), a principal
elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de
3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio
Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
A maior redução, por sua vez, foi constatada em João
Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência,
aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).
Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais
registraram alta nos preços da cesta básica, com
taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e
21,48%, em Fortaleza.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo
da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em
todas as cidades analisadas. Segundo a pesquisa, as
valorizações do produto têm sido provocadas pela
redução da área cultivada e pelas adversidades
climáticas que afetaram a primeira e a segunda
safras.
Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha,
na carne bovina de primeira e no leite integral.
Cesta mais cara do país
Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais
cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$
965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de
Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a
composição da cesta é diferente, os menores valores
médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São
Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$
686,07).
Com base na cesta mais cara do país, que em março
foi a de São Paulo, e levando em consideração a
determinação constitucional que estabelece que o
salário mínimo deve ser suficiente para suprir as
despesas com alimentação, moradia, saúde, educação,
vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência,
o Dieese estimou que valor do mínimo em junho
deveria ser de R$ 8.110,92. O montante é cinco vezes
superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$
1.621.
Fonte: Brasil de Fato

10/07/2026 -
Redução da jornada: a batalha do incentivo às
empresas e dos direitos sociais em jogo
André Santos (*)
O debate da redução da jornada de trabalho com a
adoção da escala 5x2, cinco dias de trabalho por
dois de folga tem tomado o setor empresarial e
ocupado o cenário político em momento eleitoral.
Porém, o assunto vem sendo contaminado pela máxima
das despesas que a regra poderá criar e assim
afundar com empresas, com o governo e colocar um fim
no País.
Sempre em que os debates são para benefício de um
número maior da sociedade, em geral os mais
necessitados, os prejuízos são colocados em primeiro
plano. Pouco se fala nos avanços sociais, de saúde
dos trabalhadores e entre tantos outros benefícios
que podem ser gerados por conta da diminuição da
carga laboral.
O pensamento de determinados setores da sociedade se
ancora no possível custo que tal medida possa gerar
para o País e para o setor produtivo em geral. A
disputa pelo orçamento acaba por maquiar o
verdadeiro desejo desses setores, evitar que
trabalhadores possam se lançar em um ciclo que é
historicamente reservado a empresários e seus
herdeiros para perpetuar as desigualdades e manter
uma reserva de mão de obra barata para continuar
seus negócios.
Diante dessa falácia ancorada nas despesas que
poderão ser geradas para os setores e aumentar o
“custo Brasil”, vale destacar algumas medidas que
foram tomadas em benefício do setor produtivo e que,
por óbvio, se apropriam dessas riquezas sem
compartilhar o seu lucro.
Apenas para fazer um pequeno recorte, desde que
houve o impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff,
várias medidas foram tomadas e transformadas em lei
para beneficiar os setores produtivos. Por
consequência tais medidas criaram ainda mais
desigualdade e desamparo social aos trabalhadores e
aos que mais dependem de políticas públicas para
garantir o básico para a sociedade.
Por outro lado, ampliaram o lucro, permitiram o
acesso aos recursos públicos, seja por meio de
isenção fiscal ou por empréstimos subsidiados e
garantiram mais facilidades para empresas em termos
de admissão e demissão de trabalhadores. Vamos às
leis!
Temer
Entre as medidas iniciadas logo após a entrada de
Michel Temer na Presidência da República, destaque
para a Emenda Constitucional 95/2016, que criou o
Teto de Gastos e limitou investimentos em áreas
essenciais para o país. Outras leis vieram na
esteira, a reforma trabalhista, relatada na Câmara
dos Deputados pelo então deputado Rogério Marinho
(PL-RN), (Lei 13.467/2017) que precarizou as
relações de trabalho e fragilizou as entidades de
representação dos trabalhadores. Outra legislação
criada foi a lei 13.429/2017, que autorizou a
terceirização ampla no País, essa matéria teve como
relator na Câmara o então deputado Laércio Oliveira
(PP-SE).
Tais medidas, patrocinadas por organizações do setor
produtivo, estavam pautadas em publicações e estudos
como a Ponte para o Futuro, elaborado pela Fundação
Ulysses Guimarães e as "101 Propostas para
Modernização Trabalhista" que foram elaboradas pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Bolsonaro
Com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, já estava
em tramitação temas que vieram a ser aprovados pelo
Congresso Nacional com apoio do então Presidente da
República e seu ministro da Economia, Paulo Guedes.
A primeira e mais abrangente foi a Emenda
Constitucional 103/2019, que fez uma reforma da
previdência, coordenada pelo então secretário
especial de Previdência, hoje senador Rogério
Marinho. A medida aprovada ampliou o prazo para
aposentadoria, alterando a idade mínima, diminuiu o
valor do benefício e acabou com aposentadorias
especiais.
Ainda no governo Bolsonaro foi aprovada também a Lei
13.874/2019, apelidada de lei da liberdade econômica
com o objetivo de desburocratizar abertura de
empresas e com alterações pontuais na legislação
trabalhista. Ainda beneficiando o setor produtivo,
veio a lei complementar 179/2021, dando autonomia
para o Banco Central do Brasil. Ainda no mandato de
Bolsonaro foram produzidas a lei 14.026/2020,
tratada como Marco Legal do Saneamento, que abriu
espaço para privatização e obrigatoriedade de
licitações evitando a participação do poder público
nas disputas. Ainda foram aprovadas a nova lei do
Gás 14.134/2021 e a lei do marco das ferrovias, lei
14.273/2021, todas para ampliar a concorrência e
beneficiar o setor produtivo.
Lula 3
No governo Lula 3 o setor econômico ainda se
beneficiou com mais legislações. Entre elas a lei
14.973/2024, que trata da desoneração da folha de
pagamento. Ainda teve a reforma tributária, emenda
Constitucional 132/2023, assim com a sua
regulamentação através da lei complementar 214/2025.
Outras normas que beneficiaram o setor produtivo
também foram adicionadas ao arcabouço jurídico, como
a lei 14.871/2024, conhecida como a lei da
depreciação acelerada que permite dedução de custos
das empresas para aquisição de equipamentos e ainda
o Programa Mover, lei 14.902/2024, esta última que
oferece crédito e benefícios fiscais.
Nenhuma das medidas foi para beneficiar ou ampliar
ganhos sociais aos trabalhadores e a sociedade em
geral. Algumas das medidas além de reduzir a
proteção social precarizaram a relação dos
trabalhadores e afasta as entidades de representação
de classe do seu papel mediador entre capital e
trabalho.
Por fim, todas as medidas, para além de amparar
legalmente o setor produtivo facilitando seus
negócios, ofereceram parcela significativa do
orçamento para garantir o funcionamento lucrativo
das empresas sem qualquer contrapartida em benefício
da sociedade.
A título de exemplo, estudo elaborado pela
Secretaria de Política Econômica do Ministério da
Fazenda em 2015, mostrou que por conta da ampliação
do número de setores beneficiados com a desoneração,
mais de 80 mil empresas estavam contempladas,
gerando um custo mensal de R$ 1,8 bilhão.
Outro benefício, esse para o setor do agronegócio,
aponta para R$ 605 bilhões entre 2025 e 2026 do
plano safra. Sendo mais de R$ 516 Bi destinados a
agricultura empresarial e mais de R$ 80 Bi para
agricultura familiar.
Porém, cabe ressaltar que o problema não está nos
benefícios e facilidades que o governo oferece aos
setores econômicos, mas sim na resistência que
empresários do campo e das cidades têm em
proporcionar algo aos mais necessitados. Um debate
justo e uma medida eficaz para reduzir as doenças
laborais, proporcionar mais liberdade para os
trabalhadores com acesso a lazer e mais tempo com a
família não onera a sociedade e pode beneficiar o
governo com menos gastos em saúde pública e uma
sociedade mais justa e realizada com seu trabalho.
(*) Jornalista, publicitário, especialista em
política e representação parlamentar, sócio-diretor
da Contatos Assessoria Política e analista político
no Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (DIAP)
Fonte: Diap

10/07/2026 -
Boulos cobra votação do fim da escala 6×1 e acusa
Alcolumbre de agir por “birra”
Ministro diz que trabalhadores são prejudicados
pela postura do presidente do Senado
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência
da República, Guilherme Boulos, fez um apelo ao
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
para que coloque em pauta a proposta que prevê o fim
da escala de trabalho 6×1. Em entrevista ao
Metrópoles, divulgada na quarta-feira (8), Boulos
afirmou que Alcolumbre mantém o tema “na gaveta” por
conta de uma “birra”.
A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio, a
proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o
fim da escala 6×1 e estabelece uma jornada máxima de
40 horas semanais, sem redução dos salários. O texto
agora aguarda análise do Senado desde então.
“Faço um apelo público ao presidente do Senado,
senador Davi Alcolumbre, coloque para votar. Qual a
dificuldade de colocar para votar? Se ele é contra,
não sei se ele é ou não, não se pronunciou, mas se
ele é contra, vote contra. Se o Flávio Bolsonaro é
contra lá no Senado, vote contra. Os senadores que
são contra, votem contra. Agora, a sociedade e o
trabalhador brasileiro têm o direito de saber. O que
não pode é interditar a discussão”, disse Boulos.
“Hoje é a principal pauta da sociedade brasileiro
que está no Legislativo. Como é que ela pode ficar
na gaveta por um gesto menor, uma birra, uma coisa
de querer brigar com o Executivo? É normal que o
presidente do Senado ou o presidente da Câmara
tenham críticas ao Executivo, e que representantes
do Executivo tenham críticas ao Legislativo. Isso é
parte do jogo democrático”, disse Boulos.
“O que eu acho que começa a ficar complicado é
quando você pune milhões de pessoas por uma disputa
política, uma disputa entre poderes, e acho que a
sociedade não aceita isso”, acrescentou Boulos.
Fonte: Brasil247

10/07/2026 -
Aposentadoria pode ser penhorada para pagamento de
dívida trabalhista
É válida a penhora da aposentadoria para satisfação
de crédito trabalhista, desde que se respeite o
limite de 50% dos rendimentos líquidos e se preserve
ao devedor pelo menos um salário mínimo.
Com base nesse entendimento, a 3ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho autorizou a penhora dos
proventos de aposentadoria de um empresário de São
Caetano do Sul (SP) para o pagamento de uma dívida
trabalhista.
A reclamação envolvia verbas salariais e rescisórias
não pagas. Na fase de execução, o trabalhador pediu
a expedição de ofício ao INSS para verificar se
havia benefícios previdenciários em nome do
executado e viabilizar a penhora, diante da
dificuldade de localizar outros bens capazes de
garantir a execução.
Natureza alimentar
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (Grande
São Paulo e litoral paulista) manteve a decisão que
havia negado o pedido com base no artigo 833, inciso
IV, do Código de Processo Civil (CPC), que considera
salários e benefícios previdenciários impenhoráveis,
a não ser para pagamento de prestação alimentícia.
Para o TRT-2, os créditos trabalhistas, embora
tenham natureza salarial, não constituem prestação
alimentícia em sentido estrito.
O ministro Mauricio Godinho Delgado, relator do
recurso do credor, observou que a legislação admite
a penhora de salários, vencimentos e proventos de
aposentadoria para pagamento de prestação
alimentícia, independentemente de sua origem.
Nesse contexto, a jurisprudência do TST reconhece
que os créditos trabalhistas têm natureza alimentar
por decorrerem de verbas salariais devidas ao
trabalhador.
O relator lembrou que, em 2025, o tribunal fixou
tese vinculante em recursos repetitivos que autoriza
a penhora de rendimentos para pagamento de crédito
trabalhista, desde que seja observado o limite
máximo de 50% dos rendimentos líquidos e garantido o
recebimento de, pelo menos, um salário mínimo legal
pelo devedor.
Segundo o ministro, a tese deve ser observada por
toda a Justiça do Trabalho, a fim de garantir
segurança jurídica, isonomia e uniformidade na
solução de casos semelhantes.
Delgado ressaltou ainda que a observância dos
precedentes não é uma limitação à independência
judicial, mas um instrumento de racionalidade e
previsibilidade das decisões judiciais.
A definição do percentual efetivamente penhorado
ficará a cargo do juízo da execução, conforme as
circunstâncias concretas do caso. Com informações
da assessoria de imprensa do TST.
Clique
aqui para ler o acórdão
RR 0073600-81.2004.5.02.0471
Fonte: Consultor Jurídico

09/07/2026 -
Nova Central apoia 8º Encontro Nacional dos
Trabalhadores Papeleiros
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) é
uma das entidades apoiadoras do 8º Encontro Nacional
dos Trabalhadores Papeleiros, que será realizado nos
dias 29, 30 e 31 de julho, em Praia Grande (SP). O
evento reunirá dirigentes sindicais e trabalhadores
do Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia para
debater os desafios do setor e fortalecer a
mobilização em torno da Campanha Salarial Unificada
2026.
Promovido pela Federação dos Papeleiros do Estado de
São Paulo e Mato Grosso do Sul (SP/MS), o encontro
será um espaço de integração, troca de experiências
e construção de estratégias em defesa da valorização
da categoria, com foco na conquista de aumento real
dos salários, melhores condições de trabalho e
reconhecimento profissional.
Ao apoiar a iniciativa, a Nova Central reafirma seu
compromisso com o fortalecimento da organização
sindical e com a unidade dos trabalhadores na luta
por direitos, valorização do trabalho e avanços nas
negociações coletivas.
Com o lema "Quem constrói a riqueza merece o
reconhecimento de aumento real", o 8º Encontro
Nacional dos Trabalhadores Papeleiros reforça a
importância da mobilização coletiva para enfrentar
os desafios da categoria e ampliar as conquistas dos
trabalhadores do setor.
Com informações do SINTRAPEL-SP
Fonte: NCST

09/07/2026 -
Davi condena pressão de líder do PT na Câmara para
votação do fim da escala 6x1
Em nota à imprensa divulgada nesta terça-feira (7),
o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que
não aceitará pressões, intimidações ou ameaças em
relação à tramitação da PEC que acaba com a escala
6x1. Davi afirma que a definição da pauta e da
tramitação das matérias é prerrogativa
constitucional do presidente do Senado, que “não se
submete a ultimatos ou pressões
político-eleitorais”.
Nota à imprensa
Diante das declarações do líder do PT na Câmara dos
Deputados, Pedro Uczai, nesta terça-feira (7), de
que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, será
eleito 'inimigo' caso não despache a PEC da jornada
de trabalho para a CCJ até a próxima semana, a
Presidência do Senado esclarece que esse tipo de
ameaça e tentativa de intimidação não será mais
tolerado.
A definição da pauta e da tramitação das matérias é
prerrogativa constitucional da Presidência e não se
submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais.
Na última semana, o presidente Davi reuniu-se com a
líder do Governo no Senado, Teresa Leitão, o senador
Paulo Paim e representantes das centrais sindicais
para tratar da matéria, reafirmando seu compromisso
com o diálogo e com a regular tramitação da
proposta.
Quem realmente pretende contribuir para o avanço da
PEC respeita o devido processo legislativo. Ameaças
e constrangimentos institucionais não aceleram a
tramitação; apenas afrontam a independência dos
Poderes.
Assessoria de Imprensa
Presidência do Senado Federal
Fonte: Agência Senado

09/07/2026 -
Governo mantém defesa do fim da escala 6x1, mas vê
baixa probabilidade de votação neste ano legislativo
Proposta segue sem avanço no Senado, enquanto
Planalto busca destravar a tramitação antes do
recesso parlamentar e admite que o debate pode
migrar para o cenário eleitoral.
A tramitação da proposta que reduz a jornada de
trabalho ao extinguir a escala 6x1 enfrenta um
cenário de incerteza no Senado Federal. Embora o
governo federal continue defendendo publicamente a
aprovação da medida, interlocutores do Palácio do
Planalto reconhecem que as chances de conclusão da
análise pelo Congresso antes das eleições são
reduzidas.
Depois de avançar na Câmara dos Deputados, a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) permanece
sem calendário definido no Senado. A avaliação do
Executivo é que a ausência de um cronograma para
apreciação da matéria, somada ao curto período de
funcionamento do Congresso antes do recesso
parlamentar, dificulta a conclusão da votação nos
próximos meses.
Mesmo diante desse contexto, o governo pretende
manter a proposta entre as prioridades da agenda
política. A orientação é reforçar a defesa da
mudança nas manifestações do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e atuar para que, ao menos, a matéria
avance na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
antes da interrupção das atividades legislativas
prevista para julho.
Nos bastidores, integrantes do Executivo acompanham
os movimentos da presidência do Senado. O presidente
da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não
estabeleceu um prazo para o início da análise da PEC
e tem defendido que o texto seja examinado de forma
aprofundada, sem que o Senado apenas confirme a
redação aprovada pelos deputados.
Entre os pontos que poderão ser revistos está a
regra de transição prevista na proposta. A eventual
retirada desse dispositivo é vista por integrantes
do governo como uma alteração que poderia favorecer
a implementação mais rápida das novas regras, embora
dependa do entendimento dos senadores durante a
tramitação.
Outro gesto aguardado pelo Executivo é a indicação
do relator da matéria. A definição de um parlamentar
para conduzir o parecer é considerada importante
para sinalizar a continuidade da discussão após o
período eleitoral e permitir a retomada formal da
tramitação.
O calendário legislativo também impõe obstáculos.
Antes do recesso parlamentar, restam poucas semanas
de funcionamento regular do Congresso. Em seguida,
durante a campanha eleitoral, Câmara e Senado
deverão manter apenas sessões presenciais em regime
de esforço concentrado, reduzindo o espaço para
deliberação de propostas consideradas mais complexas
ou de maior impacto político.
Caso a PEC não avance neste período, integrantes do
governo admitem que o tema poderá ganhar
protagonismo no debate eleitoral. A estratégia seria
destacar que o Executivo apoiou a iniciativa e
acompanhou sua aprovação na Câmara, atribuindo ao
Senado a responsabilidade pela continuidade da
análise da proposta.
Fonte: Diap

09/07/2026 -
Sindicato e partido; por João Guilherme
O sindicato de trabalhadores e o partido político
são duas instituições importantes na prática da
democracia. E, por ocasião das eleições gerais,
estas duas instituições revelam suas potencialidades
e seus limites.
A entidade sindical, no Brasil, representa o
conjunto de trabalhadores de uma determinada
categoria e, portanto, não pode “ter” partido. E o
partido, além de sua influência, não deve
utilizar-se do sindicato como “correia de
transmissão”.
Nem sempre foi assim, nem mesmo no Brasil.
Em países da Europa, por exemplo, até quase o final
do século passado, era comum a presença cruzada de
dirigentes partidários em direções sindicais e
vice-versa. Esta prática já foi abandonada.
Aqui no Brasil, com a singularidade na época da
transição da ditadura para a democracia, os papeis
do sindicato e do partido se confundiam e isto durou
até a Constituição de 1988 que estabeleceu as
diferenças entre as duas instituições.
Como participar da campanha eleitoral (além de dar o
voto)? Para os cidadãos o caminho é o partidário;
para os sindicatos é a influência de um partido, ou
de alguns, que defendem os interesses dos
trabalhadores e naturalmente conquistam a simpatia
dos dirigentes e ativistas sindicais que se
transforma em apoio eleitoral.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

09/07/2026 -
Projeto que organiza política nacional de combate à
violência contra mulheres avança na Câmara
Texto aprovado cria modelo de cooperação entre os
entes federativos e estabelece critérios para
financiar, acompanhar e avaliar ações de proteção às
vítimas
A Câmara dos Deputados deu sinal verde ao projeto
que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da
Violência contra Meninas e Mulheres, iniciativa
destinada a integrar as políticas públicas voltadas
à prevenção da violência, ao acolhimento das vítimas
e ao combate ao feminicídio. A proposta segue agora
para análise do Senado Federal.
O novo sistema prevê a atuação articulada da União,
dos estados, do Distrito Federal e dos municípios,
sob coordenação do Ministério das Mulheres. A
intenção é unificar estratégias, estimular a
cooperação entre os órgãos públicos e garantir maior
eficiência na execução das ações de proteção e
assistência.
Além de definir a estrutura de funcionamento do
sistema, o projeto disciplina a forma de
financiamento das políticas públicas. Os recursos
poderão ser provenientes dos orçamentos dos entes
federativos e, em determinadas situações, de valores
vinculados ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas
dos Estados (Propag), respeitados os critérios
estabelecidos na legislação.
A proposta também determina que os investimentos
sejam direcionados para iniciativas como a ampliação
da rede de atendimento às vítimas, ações educativas
de prevenção, enfrentamento da violência praticada
por meios digitais, integração de bancos de dados,
capacitação de agentes públicos e desenvolvimento de
mecanismos de monitoramento das políticas
implementadas.
Outro ponto do texto é a criação de instrumentos
permanentes de governança e controle. Estados e
demais entes participantes deverão estabelecer
metas, produzir relatórios periódicos, divulgar
informações sobre a execução física e financeira das
ações e prestar contas da aplicação dos recursos. O
descumprimento das exigências poderá resultar na
perda de benefícios previstos para os estados
participantes do Propag.
Durante a apreciação da matéria, parlamentares
ressaltaram que o fortalecimento da articulação
entre os entes federativos e a garantia de recursos
estáveis são medidas consideradas essenciais para
ampliar a efetividade das políticas de prevenção e
enfrentamento da violência contra meninas e mulheres
em todo o país.
(Com informações da Agência Câmara de Notícias)
Fonte: Diap

09/07/2026 -
André Figueiredo amplia alcance da negociação
coletiva no setor público
Substitutivo ao PL 1.893/2026 fortalece a
representação sindical, amplia o escopo das
negociações e incorpora novas garantias para
servidores e empregados públicos.
O deputado André Figueiredo (PDT-CE) apresentou
parecer favorável, na forma de substitutivo, ao
Projeto de Lei nº 1.893/2026, que regulamenta a
negociação coletiva no setor público e organiza a
representação sindical de servidores e empregados
públicos. A proposta, de autoria do Poder Executivo,
amplia o alcance da futura legislação ao incluir
expressamente os Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário, além dos órgãos constitucionalmente
autônomos, em todas as esferas da Federação.
Entre os principais avanços do substitutivo estão a
valorização da negociação permanente, a previsão de
pelo menos uma rodada anual de negociação, a
ampliação das matérias passíveis de negociação —
como política remuneratória, carreiras, jornada,
teletrabalho, saúde e segurança no trabalho —, a
exigência de boa-fé entre as partes e a tipificação
de práticas antissindicais que dificultem o
cumprimento dos acordos firmados.
O parecer também fortalece a participação das
entidades sindicais e busca reduzir a judicialização
dos conflitos, promovendo o diálogo institucional
nas relações de trabalho no setor público.
O DIAP disponibilizou uma nota legislativa com
quadro comparativo detalhando as alterações
promovidas pelo relator em relação ao texto
original do projeto.
Fonte: Diap

09/07/2026 -
IA avança sem derrubar empregos, mas reduz direitos
trabalhistas, afirma OCDE
Organização divulgou relatório de perspectivas de
emprego para 2026,
registrando taxa histórica de redução de desemprego
nos 38 países membros
A inteligência artificial não está provocando uma
“queda generalizada” do emprego nos países da OCDE,
onde a taxa de desemprego se mantém próxima de seu
mínimo histórico, segundo o relatório sobre as
perspectivas do emprego para 2026 publicado nesta
terça-feira (7) pela organização.
”A taxa de desemprego na área do OCDE está em 4,9%, um
nível próximo de seu mínimo histórico de 4,8%
registrado em junho de 2023. Além disso, prevemos
que o emprego nos países da OCDE continuará
crescendo 0,3% neste ano e 0,6% no próximo”,
declarou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann,
durante a apresentação do relatório à imprensa.
”Até o momento, não há indícios de que o maior uso da
inteligência artificial por parte das empresas
esteja provocando uma queda generalizada da demanda
por mão de obra”, destacou Cormann.
”Embora a IA esteja modificando as competências que as
empresas procuram e, claramente, tenha impacto sobre
a demanda, por enquanto não está enfraquecendo as
perspectivas de emprego nem para os jovens nem para
os trabalhadores em geral. A IA está transformando o
trabalho, mais do que reduzindo-o”, afirmou.
No entanto, o relatório destaca que “a incorporação
dos jovens no mercado de trabalho é especialmente
difícil” e que “os recentes avanços da inteligência
artificial generativa” provavelmente não são alheios
a esta situação.
Segundo o relatório da organização econômica, que
reúne 38 países da América, Europa, Ásia e Oceania,
o mercado de trabalho também demonstrou resiliência
diante da guerra no Oriente Médio, que provocou um
forte aumento dos preços da energia.
”A criação de emprego se manteve sólida, apesar dos
efeitos do conflito em curso no Oriente Médio. O
número de vagas, que constitui um indicador
antecipado da demanda por mão de obra, diminuiu
desde 2022 em relação ao máximo alcançado após a
pandemia”, explicou Cormann.
No entanto, acrescentou: “desde a escalada do
conflito, as vagas se estabilizaram em termos
gerais”.
Em quase um terço dos países da OCDE, os salários
reais “continuam sendo inferiores aos registrados há
cinco anos”, afirmou.
Fonte: RevistaFórum

08/07/2026 -
Centrais sindicais celebram o 9 de Julho Operário
São Paulo recebe mais uma edição do Dia da Luta
Operária nesta quinta-feira (9), promovida pelas
centrais sindicais e entidades parceiras. O evento
reunirá dirigentes sindicais, trabalhadores e
representantes de movimentos sociais em um ato que
preserva a memória da classe trabalhadora,
homenageia lideranças históricas e reafirma a
importância da luta pela ampliação dos direitos
sociais.
A edição deste ano também celebra os 140 anos da
Greve de Chicago (1886), marco histórico que deu
origem ao 1º de Maio, Dia Internacional dos
Trabalhadores e das Trabalhadoras. A programação
terá início às 9 horas, na sede do SindPD (CSB), em
São Paulo.
A relação de homenageados deste ano reúne nomes que
marcaram a história das lutas sociais e do movimento
sindical brasileiro. Entre eles está a cartunista
Laerte Coutinho, cuja obra contribuiu para
fortalecer a comunicação dos trabalhadores,
especialmente entre as décadas de 1970 e 1980.
Também será reconhecido o ex-deputado federal
Aurélio Peres, metalúrgico e integrante da Pastoral
Operária, que teve atuação destacada na resistência
à ditadura militar e na defesa da democracia.
A cerimônia também reconhecerá a trajetória de Paulo
Cannabrava e José Maria de Almeida, militantes com
importante atuação em defesa dos direitos da classe
trabalhadora. Além disso, serão prestadas homenagens
póstumas a Rubens Romano, Nair Goulart, Célia Rossi,
Waldemar Rossi, Paulo Frateschi e Idibal Pivetta, em
reconhecimento ao legado deixado por cada um na
organização dos trabalhadores, no fortalecimento do
movimento sindical e na promoção das liberdades
democráticas.
Realizada de forma unitária, a iniciativa é
organizada pelas centrais NCST, CTB, CUT, Força
Sindical, UGT, CSB, Pública, CSP-Conlutas,
Intersindical Central da Classe Trabalhadora e
Intersindical Instrumento de Luta, com o apoio do
Centro de Memória Sindical (CMS), IIEP, Instituto
Astrojildo Pereira, OBORÉ e do mandato do deputado
estadual Donato.
Fonte: NCST

08/07/2026 -
O
Globo destaca falta de mão de obra
O jornal O Globo, de domingo, deu a escassez de mão
de obra como manchete principal. “Oito em cada dez
empregadores têm dificuldade de preencher vagas
abertas”. Segundo o jornal, cerca de 80% das
empresas têm dificuldades em contratar.
A Agência Sindical falou com Pedro Afonso Gomes,
economista e um dos 18 conselheiros do Cofecon. Ele
relaciona a demanda por trabalhadores com o ciclo de
crescimento da economia brasileira. Também observa
ausência na formação de mão-de-obra. O economista
diz: “Entidades do Sistema S e o próprio
sindicalismo não têm dado prioridade à formação,
qualificação ou requalificação de trabalhadores”.
Pedro Afonso Gomes já presidiu o Sindicato dos
Economistas do Estado de São Paulo. Ele chama
atenção para a mudança no perfil profissional. E
comenta: “Hoje, um vendedor no comércio, por
exemplo, precisa se especializar, entender do
produto e saber se relacionar com o cliente. Não é
mais apenas o ato de vender a mercadoria”.
De acordo com o Conselheiro do Cofecon, “é evidente
que salários maiores atrairiam mais trabalhadores,
mas isso demandaria várias iniciativas, incluindo
uma ação sindical mais efetiva na conquista de
ganhos reais concretos acima da inflação”. Setores
do patronato resistem a elevar o padrão salarial,
ele observa.
Estado – Pedro Afonso aponta o papel do
Estado no crescimento e estabilidade econômica. E
comenta: “A economia vive da confiança. A atuação do
Estado brasileiro, via PAC ou aberta de linhas de
financiamento, passam confiança e atraem
investimentos privados internos e externos”. Segundo
Pedro, essa postura pode ser medida pela atuação do
próprio BNDEs. Segundo o economista, “a política
posta em prática pelo BNDEs atualmente concentra-se
em apoiar setores produtivos e geradores de mão de
obra e renda”.
Dieese – A Agência Sindical ouviu também
Rodolfo Viana, economista do Dieese e professor. Ele
brinca, dizendo que “o problema da falta de mão de
obra é um bom problema”, exigindo das empresas
melhoria no patamar salarial e empenho na
qualificação. O apagão da mão de obra, segundo o
economista, tende a ocorrer toda vez que há um ciclo
de crescimento econômico. “Apesar dos juros altos”,
ele ressalva.
Pizza – Para o professor Rodolfo Viana, “A
riqueza da sociedade faz lembrar um pizza de quatro
pedaços: salários, lucros, aluguéis e juros”. Ele
afirma: “É bom para todos aumentar o pedaço da pizza
relacionado aos salários”.
A sociedade evolui e os paradigmas mudam. Rodolfo
Viana entende que “hoje em dia, as pessoas não estão
mais dispostas a trabalhar por um salário baixo,
tendo que sofrer cerca de quatro horas num
transporte público lotado e precário”.
Cartazes – Quem anda por São Paulo
praticamente tromba em anúncios que ofertam emprego.
E não só na área central. “A periferia também está
repleta desse tipo de anúncio”, comenta Rodolfo
Viana.
Fonte: Agência Sindical

08/07/2026 -
Paim defende votação da PEC que acaba com a escala
6x1
Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira
(6), o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender
a aprovação da PEC 221/2019 — proposta de emenda à
Constituição que reduz a jornada de trabalho para 40
horas semanais e extingue a chamada escala 6x1, sem
redução de salários.
Ao lembrar que o Senado promoveu uma sessão de
debates sobre o tema na última quarta-feira (1º),
ele ressaltou que a maioria dos participantes apoiou
a proposta e pediu que a matéria seja votada pela
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo
Plenário do Senado.
— É fundamental que o Senado vote, o quanto antes, a
PEC 221, de 2019. Ela já foi aprovada na Câmara; de
513 parlamentares [o total de deputados federais],
somente 19 votaram contra. Pesquisas apontam que
mais de 80% da população brasileira apoia o fim da
escala 6x1, passando, então, para a 5x2. (...)
Estamos tratando de políticas humanitárias,
distribuição de renda, solidariedade e justiça
social. Estamos falando do presente e do futuro de
gerações. Estamos falando de famílias, de saúde
física e mental, de mais tempo para o estudo, para a
qualificação profissional, para a cultura, para o
lazer, para a convivência do dia a dia da nossa
gente — disse.
Paim também afirmou que a redução da jornada segue a
experiência adotada pela Constituição de 1988,
quando a carga semanal de trabalho passou de 48 para
44 horas. Segundo ele, o avanço tecnológico e as
mudanças nas relações de trabalho reforçam a
necessidade de atualização da legislação
trabalhista. O senador ainda alertou para os
impactos da "pejotização" (a contratação de
trabalhadores como pessoa jurídica, sem carteira
assinada) sobre a Previdência Social. Para ele, o
desenvolvimento econômico precisa estar associado à
valorização do trabalhador.
— O trabalho está mudando. A economia está mudando.
A sociedade está mudando. E nós temos a
responsabilidade de refletir sobre essas
transformações e garantir que o progresso
tecnológico esteja a serviço das pessoas, e não
somente do lucro, porque, no fim das contas, o
desenvolvimento só tem sentido quando ele melhora a
vida humana. Nenhum indicador econômico é mais
importante do que a dignidade das pessoas. Nenhuma
estatística vale mais do que a saúde de um
trabalhador ou de uma trabalhadora. Nenhum avanço
tecnológico será verdadeiramente um avanço se não
resultar em mais qualidade de vida, mais justiça
social, mais felicidade para o nosso povo
— declarou.
Fonte: Agência Senado

08/07/2026 -
Cartilha do DIAP joga luz sobre o processo eleitoral
e oferece roteiro para o voto consciente
Antônio Augusto de Queiroz*
Publicação reúne orientações para eleitores e
candidatos, destaca as novas regras sobre
inteligência artificial e reforça a importância da
participação democrática.
Em tempos de profunda polarização e de uma avalanche
de desinformação que ameaça a integridade do debate
democrático, o ato de votar se torna um exercício de
cidadania que exige mais do que um simples gesto. O
voto é a ferramenta mais poderosa que um cidadão
possui para definir o futuro do seu país. Consciente
desse desafio e da sua responsabilidade histórica, o
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(DIAP) lança, mais uma vez, a publicação "Eleições
Gerais de 2026: Orientação a eleitores e
candidatos", que tenho a honra de escrever desde a
primeira edição.
Esta cartilha, que integra a Série Educação Política
do DIAP, é editada em todas as eleições gerais e
municipais desde 2010, consolidando-se como um
verdadeiro guia prático. O objetivo central é
engajar cidadãos e cidadãs – especialmente os
trabalhadores, servidores públicos, aposentados e
pensionistas – no processo eleitoral, fornecendo
subsídios para um voto informado e uma participação
política qualificada. O material é dividido em
blocos temáticos claros, atendendo tanto ao eleitor
que busca critérios para sua escolha quanto ao
candidato que deseja estruturar uma campanha ética,
transparente e dentro da legalidade.
A edição de 2026 chega em um momento considerado
divisor de águas. O pleito colocará em disputa
diferentes projetos de nação, com visões antagônicas
sobre o papel do Estado, da economia e das políticas
sociais. Nas palavras de Rita Serrano, presidenta do
Diap, "estará em jogo a escolha do presidente da
República, dos governadores, de 54 senadores (o
equivalente a dois terços do Senado Federal), além
de todos os 513 deputados federais e os 1.059
deputados estaduais e distritais". A qualidade da
representação política, portanto, não é um detalhe,
mas sim a alavanca ou a âncora para o
desenvolvimento nacional.
A publicação alerta para a necessidade de rejeitar
candidaturas que se alimentam do negacionismo, do
fundamentalismo ou de projetos autoritários. "A
memória do ciclo 2018-2022 segue viva", destaca a
presidenta do Diap na introdução da cartilha,
lembrando que o preço de um governo negacionista foi
cobrado em vidas durante a pandemia, além das
sucessivas tentativas de ruptura democrática. O
texto enfatiza que a composição do Congresso
Nacional merece atenção redobrada, pois pode tanto
acelerar pautas de desenvolvimento quanto travá-las
por completo.
Para o eleitor, a cartilha oferece orientações
práticas sobre o voto consciente, ensinando a
identificar perfis de candidatos verdadeiramente
comprometidos com o interesse público e a evitar a
manipulação midiática. Nesse sentido, a obra cumpre
uma missão dupla e estratégica: municiar o eleitor
com informações para identificar candidaturas
comprometidas com o coletivo e oferecer aos
candidatos um guia estruturado para campanhas
éticas.
Já para quem pretende se candidatar, a publicação é
um manual completo. Ela detalha desde os requisitos
legais para a candidatura, como o prazo de filiação
partidária e as hipóteses de inelegibilidade, até a
estruturação de uma campanha de alto impacto. Os
capítulos dedicados a essa finalidade abordam desde
o planejamento, a arrecadação de recursos e a
prestação de contas, até as regras detalhadas para a
propaganda eleitoral, especialmente a digital.
Um ponto de destaque nesta edição é a nova regulação
para o uso de Inteligência Artificial na propaganda
eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
determinou que é obrigatório informar, de forma
explícita e destacada, sempre que um conteúdo de
vídeo, áudio, foto ou texto multimídia foi gerado ou
manipulado por IA, sendo proibido o uso de chatbots
(simular e processar conversações humanas) ou
avatares (clones digitais) para simular conversa com
uma pessoa real.
Além dos aspectos técnicos, a cartilha resgata o
sentido da política como a única solução para os
problemas coletivos, defendendo a transparência, a
ética e o compromisso com a justiça social. A
publicação conclui com uma "Carta-Compromisso", um
contrato de confiança que candidatos podem assumir
publicamente com a sociedade, reafirmando seu
compromisso com a classe trabalhadora, a ética no
mandato e a defesa do povo.
O grande desafio, como aponta a obra, é passar da
democracia representativa para a democracia
substantiva, aquela que garante participação real do
cidadão nas decisões que afetam sua vida. Porque, em
última análise, uma Câmara dos Deputados ou um
Senado Federal onde só alguns têm vez não é
democracia plena. A cartilha é, portanto, uma
ferramenta de luta para que a sociedade possa
construir um país mais justo e mais parecido com a
sua gente, porque, como destaca seu texto, não há
transformação duradoura sem povo consciente e sem
representantes comprometidos. A íntegra da cartilha
está disponível para acesso gratuito no
portal do DIAP.
Boa leitura.
Fonte: Congresso em Foco

08/07/2026 -
Senado publica notas taquigráficas sobre debate da
jornada de trabalho
O Senado Federal disponibilizou as
notas taquigráficas da sessão de debates
temáticos realizada em 1º de julho, que reuniu
representantes do governo, do setor produtivo, das
centrais sindicais, especialistas e parlamentares
para discutir a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 221/2019, que reduz a jornada semanal de
trabalho de 44 para 40 horas e extingue a escala
6x1. O material reúne a íntegra das manifestações
apresentadas durante a audiência, promovida a partir
do Requerimento nº 414/2026, oferecendo um panorama
completo dos argumentos favoráveis e contrários à
proposta.
As notas registram as exposições de ministros de
Estado, senadores, deputados, representantes de
trabalhadores, entidades empresariais e
especialistas, que abordaram os impactos sociais,
econômicos, jurídicos e produtivos da PEC, além dos
desafios relacionados à produtividade, à negociação
coletiva, à competitividade das empresas e à
qualidade de vida dos trabalhadores. O documento
constitui importante fonte de consulta para o
acompanhamento da tramitação da matéria e do debate
legislativo sobre um dos principais temas da agenda
trabalhista em discussão no Congresso Nacional.
Fonte: Diap

07/07/2026 -
Congresso tem só 2 semanas para decidir temas como
6x1 e pautas-bomba
Recesso termina em 31/7, mas eleições devem
esvaziar plenários; Câmara prevê sessões presenciais
em apenas duas semanas no segundo semestre
O Congresso Nacional entra nas duas últimas semanas
de trabalho antes do recesso parlamentar com uma
série de propostas de interesse do governo e de
forte impacto fiscal ainda sem definição.
A pausa começa em 18 de julho e termina em 31 do
mesmo mês. O retorno formal está previsto para 1º de
agosto, mas o calendário eleitoral deve esvaziar os
plenários da Câmara e do Senado durante a maior
parte do segundo semestre.
Na Câmara dos Deputados, estão previstas apenas duas
semanas de sessões presenciais durante a campanha
eleitoral: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a
3 de setembro. Nos demais períodos, a tendência é de
redução das atividades no plenário, com os deputados
concentrados nas campanhas nos estados.
Na prática, o calendário deixa uma janela curta para
que o Congresso avance em temas como o fim da escala
6×1, as propostas classificadas pelo governo como
pautas-bomba e a mudança nas regras para o
Microempreendedor Individual (MEI).
Antes do recesso, as duas últimas reuniões de
líderes da Câmara estão previstas para as próximas
terças-feiras, 7 e 14 de julho.
Pressão sobre o Senado
Uma das principais pendências está no Senado. A
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a escala 6×1 foi aprovada pela Câmara em 27 de
maio, mas ainda depende do presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para avançar na
Casa.
A mudança na jornada de trabalho é uma das bandeiras
da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) à reeleição. Apesar da pressão do governo, de
centrais sindicais e de parlamentares, Alcolumbre
tem demorado a definir a tramitação da proposta.
Nos bastidores, a resistência é vista como mais um
capítulo do imbróglio entre o presidente do Senado e
o Palácio do Planalto. O desgaste começou com a
rejeição da indicação do advogado-geral da União,
Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal
Federal (STF), em 29 de abril. O nome recebeu 34
votos favoráveis e 42 contrários.
A relação piorou quando o Senado avançou com
propostas de alto impacto fiscal, apesar dos pedidos
da equipe econômica do governo para que as votações
fossem suspensas. O ministro da Fazenda, Dario
Durigan, chegou a procurar Alcolumbre, mas não
conseguiu impedir o avanço dos textos.
Pautas-bomba
As chamadas pautas-bomba somam impacto estimado de
cerca de R$ 215 bilhões. Entre elas está o projeto
que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do
pré-sal para a renegociação de dívidas rurais. A
Fazenda calcula um custo de R$ 140 bilhões em dez
anos. Como o Senado alterou a proposta, o texto
voltou à Câmara.
Outra matéria eleva para R$ 13,6 mil o piso de
médicos e cirurgiões-dentistas com jornada de 20
horas semanais. A estimativa da equipe econômica é
de um impacto de R$ 47 bilhões. O Senado também
avançou com a aposentadoria diferenciada para
agentes comunitários de saúde e de combate às
endemias, que pode ampliar em R$ 27 bilhões o
déficit atuarial da Previdência.
Integrantes do governo apostam na Câmara para
alterar as propostas antes que sejam enviadas à
sanção de Lula. A avaliação no Palácio do Planalto é
de que o Executivo tem mais interlocução com Hugo
Motta (Republicanos-PB) do que com Alcolumbre.
O calendário apertado também afeta o projeto que
muda as regras do MEI. Motta informou aos líderes
que vai apensar a proposta enviada pelo governo a
outro texto que já tramita na Câmara e pode causar
um impacto de R$ 50 bilhões.
O projeto do Executivo eleva gradualmente o limite
anual de faturamento do MEI, dos atuais R$ 81 mil
para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de
2028. A proposta também autoriza a contratação de
até dois funcionários.
O impacto de R$ 50 bilhões, no entanto, está ligado
ao texto mais amplo em análise na Câmara, que
estende o aumento dos limites a todas as categorias
do Simples Nacional. O projeto do governo restringe
a mudança aos microempreendedores individuais e foi
enviado como alternativa à proposta considerada uma
bomba fiscal pela Fazenda.
Fonte: Metrópoles

07/07/2026 -
Lucro do FGTS deve chegar a R$ 14,7 bi em 2025
Conselho Curador decidirá neste mês quanto será
distribuído; pagamento ocorrerá até 31 de agosto
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
deverá registrar lucro de aproximadamente R$ 14,7
bilhões em 2025, segundo técnicos do governo.
Segundo o jornal O Globo, apesar do resultado
positivo, a parcela do lucro destinada aos
trabalhadores deverá ser menor do que a distribuída
no ano passado.
A definição sobre o percentual que será repassado
aos cotistas ficará a cargo do Conselho Curador do
FGTS, que deverá deliberar sobre o tema ainda neste
mês. Após a decisão, a Caixa Econômica Federal terá
até 31 de agosto para efetuar os créditos nas contas
vinculadas.
Distribuição deve ser inferior à de 2024
Em 2024, o Fundo distribuiu R$ 12,9 bilhões,
correspondentes a cerca de 95% do lucro obtido
naquele exercício, beneficiando aproximadamente 134
milhões de trabalhadores.
Neste ano, entretanto, técnicos do governo avaliam
que será necessário preservar uma parcela maior dos
recursos do FGTS. A expectativa é de que pelo menos
metade do lucro seja distribuída, percentual
inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que influenciam essa decisão estão
medidas adotadas recentemente que reduziram a
disponibilidade de recursos do Fundo. Entre elas,
destacam-se o saque residual destinado a
trabalhadores demitidos que aderiram ao
saque-aniversário e permaneceram com parte dos
recursos bloqueados, além da utilização de parte do
saldo do FGTS para quitar débitos por meio do
programa Desenrola 2.
Governo quer reforçar patrimônio do Fundo
A retenção de parte do lucro tem como objetivo
fortalecer o patrimônio líquido do FGTS, que
financia políticas públicas, especialmente programas
habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida.
Segundo integrantes do Conselho Curador, o
patrimônio líquido do Fundo deverá ficar entre R$
110 bilhões e R$ 112 bilhões em 2025, enquanto o
ativo total alcança aproximadamente R$ 840 bilhões.
Na avaliação dos técnicos, esse patrimônio precisa
crescer para garantir maior solidez financeira ao
FGTS e assegurar sua capacidade de investimento.
Outro ponto considerado pelo governo é que a
remuneração mínima das contas do Fundo, composta por
3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), já será
suficiente para acompanhar a inflação registrada no
ano anterior. Além disso, uma decisão do Supremo
Tribunal Federal (STF) determina que a remuneração
das contas do FGTS não poderá ser inferior à
variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(IPCA).
Pagamento será feito até 31 de agosto
Antes da decisão final, o assunto será analisado pelo
grupo técnico que assessora o Conselho Curador, em
reuniões previstas para esta e para a próxima
semana.
Após a aprovação do percentual de distribuição, a
Caixa Econômica Federal realizará os depósitos até
31 de agosto.
O valor creditado será proporcional ao saldo
existente na conta vinculada de cada trabalhador em
31 de dezembro de 2025. Os recursos incorporados ao
saldo permanecerão sujeitos às regras legais de
saque, podendo ser movimentados apenas nas hipóteses
previstas em lei, como demissão sem justa causa,
aquisição da casa própria, aposentadoria e casos de
doenças graves.
Fonte: Brasil247

06/07/2026 -
Quando o direito ao descanso vira ameaça ao consumo
O debate sobre o fim da escala 6x1 revelou
menos divergência técnica do que a velha concepção
de País: a de que o tempo livre do trabalhador
existe para garantir a comodidade de quem pode
consumir.
Marcos Verlaine*
“Eu trabalho 5x2, e aos sábados, qualquer mulher que
está neste plenário, que está no centro urbano ou
que está numa comunidade vai ao salão de
cabeleireiro. E vai estar fechado aos sábados para
nos atender. Qualquer mulher que é arrimo de família
ou como eu que sustenta a mãe e filha, aos domingos
eu abasteço o supermercado. Eu busco comida para
minha família. Eu compro remédio para minha mãe. Vai
estar tudo fechado aos domingos para mim? É certo
isso?”, perguntou em tom de indignação a
diretora-executiva jurídica da Fiesp, Luciana Nunes
Freire, na audiência pública no Senado, nesta
quarta-feira (1º).
Todo grande debate nacional produz frases que
sobrevivem ao próprio debate e ao tempo. Algumas
pela profundidade; outras, por revelarem,
involuntariamente, determinada visão de mundo, bem
particular.
Na audiência pública realizada no Senado, nesta
quarta-feira (1º), sobre a PEC 221/19, que propõe o
fim da escala 6x1 sem redução salarial, uma
intervenção chamou atenção justamente por isso.
Ao se posicionar contra a proposta, a
diretora-executiva jurídica da Fiesp, Luciana Nunes
Freire, questionou se salões de beleza,
supermercados e outros estabelecimentos
permaneceriam fechados aos fins de semana caso a
mudança seja aprovada.
A representante empresarial, naturalmente contra o
fim da escala 6x1, citou a rotina dela: trabalha de
segunda a sexta, faz compras aos domingos, vai ao
salão aos sábados e perguntou, indignada, se esses
serviços deixariam de existir para atendê-la.
A pergunta parece simples e prosaica. Mas talvez
revele muito mais do que pretendia.
Falsa escolha
O argumento parte de premissa que nunca esteve em
discussão. A PEC não propõe acabar com
supermercados, farmácias, hospitais, restaurantes,
hotéis, transporte coletivo ou qualquer atividade
que funcione aos sábados, domingos e feriados.
Também não proíbe escalas de revezamento. O que a
proposta questiona é outra coisa: a normalização de
jornadas em que milhões de trabalhadores dispõem de
apenas 1 dia de descanso semanal enquanto a economia
acumula ganhos crescentes de produtividade.
Há diferença substantiva entre defender o
funcionamento contínuo dos serviços e defender que
esse funcionamento dependa, necessariamente, da
manutenção da escala 6x1.
São idéias distintas. Confundi-las produz falso
dilema.
Quem trabalha para que outros descansem?
Talvez a questão mais interessante não seja saber se
alguém conseguirá fazer compras no domingo. Talvez
seja preciso perguntar porque o descanso de milhões
de trabalhadores continua sendo tratado como
variável secundária diante da conveniência do
consumo.
Quando alguém afirma que precisa do supermercado
aberto no domingo, existe consequência lógica
inevitável, incontornável: alguém estará trabalhando
naquele domingo.
Quando alguém deseja cortar o cabelo no sábado,
outra pessoa estará exercendo sua jornada justamente
naquele dia. Nada disso constitui problema.
O problema surge quando se naturaliza que alguns
tenham direito ao fim de semana porque outros jamais
poderão tê-lo.
O mundo não parou, nem vai parar
A experiência internacional tampouco confirma a
hipótese implícita no discurso. Diversos países
europeus reduziram as jornadas de trabalho ao longo
das últimas décadas.
Outros experimentam semanas de 4 dias. Nem por isso
desapareceram restaurantes, supermercados, hotéis,
aeroportos ou serviços essenciais. Esses continuam
funcionando.
A diferença está na forma de organizar as escalas,
distribuir equipes, incorporar produtividade e
negociar condições de trabalho.
Em outras palavras, o funcionamento da economia não
depende exclusivamente do sacrifício permanente do
tempo livre dos trabalhadores.
Depende, sobretudo, de organização, ou de
reorganização.
Argumento da conveniência
Existe também o aspecto simbólico. Ao justificar a
manutenção da escala 6x1 pela necessidade de fazer
compras aos domingos ou frequentar o salão aos
sábados, desloca-se o centro do debate.
Deixa-se de discutir a saúde física e mental de
milhões de trabalhadores para discutir a
disponibilidade de serviços para quem dispõe de
maior autonomia sobre a própria jornada.
Isso é uma inversão curiosa. A preocupação deixa de
ser com quem trabalha 6 dias consecutivos. Passa a
ser com quem poderá encontrar o comércio aberto
quando desejar consumir.
O Brasil que mudou
O debate lembra outros momentos da história
brasileira. Foi assim quando se discutiu a criação
das férias remuneradas. Foi assim com o descanso
semanal. Foi assim com o 13º salário. Foi assim
quando a jornada caiu de 48 para 44 horas semanais.
Em cada uma dessas ocasiões anunciaram-se
desemprego, falências em massa, inflação
descontrolada e perda de competitividade. Nenhuma
dessas previsões se confirmou na dimensão anunciada.
Isso não significa que toda mudança produza apenas
efeitos positivos. Significa apenas que previsões
catastróficas merecem ser examinadas com o mesmo
rigor aplicado às promessas otimistas.
O verdadeiro debate
Os representantes empresariais apresentaram
preocupações legítimas sobre custos, produtividade,
impactos setoriais e adaptação das pequenas
empresas. Esses argumentos merecem estudos, números
e simulações.
Contribuem para qualificar a discussão. Outra coisa,
porém, é transformar o direito de descansar em
ameaça ao funcionamento do País.
Porque o Brasil continuará precisando de
supermercados. Continuará precisando de salões de
beleza. Continuará precisando de farmácias.
A questão é saber se continuará considerando natural
que milhões de pessoas trabalhem quase todos os fins
de semana para que outras jamais precisem alterar a
própria rotina.
Talvez esse seja o verdadeiro ponto revelado pelo
debate. Não exatamente o futuro da escala 6x1.
Mas a persistência de cultura que ainda mede o
trabalho pelo conforto que esse proporciona aos
outros. E não pela dignidade de quem o realiza.
A diretora-executiva jurídica da Fiesp precisa
pensar nisso e talvez, quem sabe, quando ela
compreender que comércio e serviços não deixarão de
existir ou funcionar, com a redução da jornada e o
fim escala 6x1, mas deverão se reorganizar. É disso
que se trata.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Diap

06/07/2026 -
No STF, CNTA defende multas no caso de
descumprimento da NR-1
A CNTA se torna amicus curiae no julgamento da NR-1.
Descubra mais sobre suas implicações para os
trabalhadores e empresas.
Confederação Nacional dos Trabalhadores nas
Indústrias da Alimentação e Afins (CNTA) foi
admitida como amicus curiae no processo que
julga o caráter punitivo da nova Norma
Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da proteção à
saúde mental dos trabalhadores. Com isso, a entidade
poderá se manifestar no julgamento que tramita no
Supremo Tribunal Federal (STF) e que, até o momento,
resultou na suspensão liminar das multas previstas
pela norma.
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental
(ADPF) nº 1.316 foi proposta pela Confederação
Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) e
tem como relator o ministro André Mendonça. A
entidade patronal pede a suspensão das multas
relacionadas à norma, alegando falta de clareza em
suas disposições e o risco de punições excessivas às
empresas — posição contestada pela CNTA.
“Ao admitir a CNTA como amicus curiae, o STF
reconhece que a discussão sobre a NR-1 extrapola os
interesses das partes diretamente envolvidas. Nossa
participação levará ao julgamento a perspectiva dos
trabalhadores da indústria da Alimentação e
defenderá a efetividade da norma”, afirmou Rita
Vivas, advogada da Confederação.
Além de suspender as multas por 90 dias, André
Mendonça determinou a realização de uma audiência de
conciliação entre as partes envolvidas no processo.
Para a CNTA, a medida traz o risco de esvaziamento
da norma e até mesmo da perda de sua efetividade.
“A suspensão possui caráter provisório e não afasta
a necessidade de preservação dos direitos
relacionados à saúde mental no ambiente de trabalho,
tema que será debatido de forma mais ampla na
audiência de conciliação e no julgamento do mérito”,
prosseguiu Rita Vivas. Ela lembrou ainda que as
fiscalizações continuam sendo realizadas, mesmo sem
a aplicação de multas.
Um ano de adaptação
O presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins
(CNTA), Artur Bueno de Camargo, destaca que a nova
NR-1 entrou em vigor em maio de 2025 e que as
empresas tiveram um ano para se adaptar antes do
início da aplicação de multas pelo Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE).
“Parece haver um claro objetivo de protelar. Mas a
situação da saúde mental do trabalhador é urgente e
não se pode esperar mais”, afirmou.
Em 2025, cerca de 546 mil trabalhadores foram
afastados pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) em razão de problemas de saúde mental
relacionados ao trabalho. A NR-1 surge como uma
resposta a esse cenário, estabelecendo protocolos de
prevenção e enfrentamento dos riscos psicossociais
no ambiente laboral.
Fonte: Rádio Peão Brasil

06/07/2026 -
Projeto prevê aposentadoria mais justa para quem foi
prejudicado por regra do INSS
Objetivo é corrigir distorção no cálculo de
benefícios e garantir que aposentados recebam o
valor mais vantajoso
O Projeto de Lei 3379/026, do deputado Ribamar Silva
(Pode-SP), garante aos segurados da Previdência
Social o direito de optar pela regra de cálculo de
benefício mais vantajosa, permitindo a inclusão das
contribuições realizadas antes de julho de 1994. A
medida resgata a tese conhecida como "revisão da
vida toda".
O texto altera a Lei de Benefícios da Previdência
Social (8.213/91) e a lei que criou o fator
previdenciário (9.876/99).
Pela proposta, a regra valerá para os segurados
filiados à Previdência até 28 de novembro de 1999 e
que cumpriram os requisitos para a aposentadoria
antes da reforma da Previdência de 2019 (Emenda
Constitucional 103). Para os benefícios concedidos
entre novembro de 1999 e novembro de 2019, o projeto
determina que a revisão seja feita de ofício
(automaticamente) pelo Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS).
Sem pagamentos retroativos
Para viabilizar a aprovação da matéria e manter a
responsabilidade fiscal, o projeto estabelece uma
trava importante: a revisão não gerará direito ao
recebimento de diferenças financeiras retroativas.
Ou seja, o aposentado passará a receber o valor
maior apenas a partir da entrada em vigor da nova
lei, sem cobrar os "atrasados" dos anos anteriores.
"A solução se concentra em corrigir o valor mensal
do benefício para o futuro, garantindo-se justiça
previdenciária a partir da vigência da lei, sem
impor um passivo financeiro desproporcional à
União", explica o deputado Ribamar Silva.
O texto também faculta ao segurado que já possui
ação judicial em andamento sobre o tema a
desistência da demanda, com dispensa do pagamento de
honorários e custas processuais, para que seu
benefício seja revisto administrativamente pelas
novas regras.
Justificativa e histórico
A regra de transição de 1999 determinou que, para quem
já era filiado ao INSS, o cálculo da aposentadoria
consideraria apenas os salários a partir de julho de
1994 (início do Plano Real). Segundo o autor do
projeto, isso gerou uma "profunda iniquidade",
prejudicando trabalhadores que tiveram seus maiores
salários e contribuições antes desse período.
O tema foi alvo de intensa disputa judicial. Em
2022, o STF chegou a reconhecer o direito à "revisão
da vida toda". No entanto, em março de 2024, a Corte
mudou o entendimento ao julgar ações de
inconstitucionalidade (ADIs 2110 e 2111), decidindo
que a regra de transição de 1999 é obrigatória, o
que, na prática, impediu a opção pela regra mais
vantajosa.
"A oscilação jurisprudencial não ofereceu uma
solução estável para a questão, ensejando a
necessidade de que o Poder Legislativo discipline a
matéria de forma definitiva", argumenta Ribamar
Silva. Ele defende que a proposta cria um "novo
direito, mais justo e equânime", respeitando a
decisão do STF, mas atuando dentro da competência do
Parlamento para responder às demandas da sociedade.
Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela
Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

03/07/2026 -
Reunião do Conselho de Previdência Social (CNPS)
debate temas estratégicos; Eduardo Annunciato
(Chicão) representa trabalhadores
A 326ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de
Previdência Social (CNPS) foi realizada nesta
terça-feira (30), no Ministério da Previdência
Social, em Brasília, reunindo representantes do
governo, dos trabalhadores, dos empregadores e dos
aposentados para discutir temas estratégicos
relacionados à Previdência Social.
Entre os principais assuntos da pauta estiveram a
atualização sobre o ressarcimento dos descontos
associativos, as medidas para reduzir a fila de
requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) e da Perícia Médica Federal, o cumprimento
dos acórdãos do Conselho de Recursos da Previdência
Social (CRPS), a redução do prazo para inclusão de
processos no Programa de Gerenciamento de Benefícios
(PGB) e a ampliação da rede de atendimento da
Previdência Social, com a implantação da Agência
Flutuante PrevBarco Belém II.
Representando os trabalhadores no colegiado, o
presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão, participou da
reunião e acompanhou as discussões sobre as
políticas públicas previdenciárias que impactam
milhões de segurados em todo o País.
Para Chicão, a participação dos representantes dos
trabalhadores nas reuniões do CNPS é essencial para
acompanhar as decisões que afetam diretamente a
população segurada e defender melhorias no sistema
previdenciário.
“A Previdência Social é uma das maiores conquistas
da classe trabalhadora. Estar no CNPS significa
acompanhar de perto as decisões, cobrar melhorias no
atendimento, defender a redução da fila do INSS e
garantir que os direitos dos trabalhadores, dos
aposentados e dos pensionistas sejam preservados. O
Sindicato continuará atuando de forma firme em todos
os espaços onde essas decisões são tomadas”,
afirmou.
Matéria completa:
https://radiopeaobrasil.com.br/reuniao-do-conselho-de-previdencia-social-cnps-debate-temas-estrategicos
-eduardo-annunciato-chicao-representa-trabalhadores/
Fonte: Rádio Peão Brasil

03/07/2026 -
Fim da escala 6×1 ganha força no Senado após reunião
de centrais sindicais com Davi Alcolumbre
O encontro, realizado antes da sessão de debates no
Plenário, foi avaliado como positivo pelas
lideranças sindicais, que destacaram a disposição do
presidente do Senado em dar andamento à proposta.
Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), Davi
Alcolumbre demonstrou apoio à PEC e levantou a
possibilidade de eliminar o período de transição
previsto no texto aprovado pela Câmara dos
Deputados. Pela redação atual, a redução da jornada
passaria a valer 60 dias após a promulgação da
emenda constitucional.
Paim informou que o presidente do Senado questionou
a necessidade desse prazo e estuda, junto à
consultoria legislativa, uma emenda de redação que
permita a entrada em vigor imediata das novas
regras.
“O Davi chegou a dizer que a transição é muito
longa, coisa que na Constituinte não houve, quando a
jornada passou de 48 horas para 44 horas semanais. O
que mostrou uma grande disposição do presidente de
que a PEC seja aprovada o mais rapidamente
possível”, afirmou o senador.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE),
ressaltou que a proposta vem sendo debatida desde
que chegou à Casa, em maio, passando por sessões na
Comissão de Constituição e Justiça, reuniões com
representantes do setor empresarial e, agora, com as
centrais sindicais.
Segundo a senadora, o momento é de definir os
procedimentos para o avanço da tramitação. Ela
destacou que o calendário da PEC é parlamentar, e
não eleitoral, e que o diálogo continuará sendo
prioridade para garantir a aprovação da proposta. O
encontro, realizado antes da sessão de debates no
Plenário, foi avaliado como positivo pelas
lideranças sindicais, que destacaram a disposição do
presidente do Senado em dar andamento à proposta.
Movimento sindical vê cenário favorável
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),
Sérgio Nobre, considerou “excelente” a reunião com
Davi Alcolumbre e disse acreditar que a pauta terá
uma tramitação célere no Senado. Nobre avaliou que a
Casa tem mostrado “sintonia com o sentimento
popular”, já que, conforme destacou, “80% da
sociedade brasileira tem a expectativa da redução da
jornada de trabalho e o fim da escala 6×1”.
“O presidente Davi sempre foi muito gentil com o
movimento sindical, sempre nos recebeu muito bem e
teve muita sensibilidade com a classe trabalhadora.
Conversamos com ele e dissemos que seria muito
importante aprovarmos o texto na gestão dele, de
modo a obtermos essa conquista importante e
histórica”, declarou Sérgio Nobre.
A mobilização das centrais sindicais em defesa da
PEC continua em todo o país. Além da articulação
junto ao Congresso Nacional, sindicatos têm
promovido atos e campanhas para ampliar a pressão
popular pela aprovação da proposta, que busca
garantir mais qualidade de vida, saúde, convivência
familiar e melhores condições de trabalho para
milhões de brasileiros.
Fonte: Radio Peão Brasil

03/07/2026 -
PL da Misoginia tem urgência aprovada pela Câmara
dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira
(1º) o regime de urgência para o projeto de lei que
amplia o combate à misoginia no Brasil, conhecido
como PL da Misoginia. Com a decisão, a proposta
poderá ser analisada diretamente pelo Plenário, sem
passar pelas comissões permanentes da Casa. A
urgência foi aprovada por 293 votos favoráveis e 158
contrários.
O texto altera a Lei Antirracismo para incluir os
atos de misoginia, definidos como a prática, indução
ou incitação de menosprezo ou discriminação contra
mulheres que promovam violência, neguem a igualdade
de direitos ou atentem contra sua dignidade em razão
da condição de mulher.
A proposta também prevê pena de dois a cinco anos de
prisão para injúria praticada em razão da condição
de mulher, equiparando o crime à injúria racial. O
texto ainda cria agravantes para crimes cometidos
por duas ou mais pessoas ou contra crianças,
adolescentes, idosas e pessoas com deficiência, além
de permitir a suspensão temporária de perfis
utilizados para divulgar conteúdos considerados
misóginos.
Após a votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), afirmou que a aprovação da
urgência reforça o compromisso da Casa com o
enfrentamento da violência contra as mulheres.
"A Câmara dos Deputados reafirma seu compromisso no
combate à misoginia e à violência contra as
mulheres. Aprovamos hoje a urgência do projeto que
trata do tema, acelerando sua tramitação", escreveu
nas redes sociais.
Motta também afirmou que acompanhará o trabalho da
relatora, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), e
destacou que o parecer será construído em diálogo
com todas as bancadas.
"Acompanho de perto o trabalho da relatora, deputada
Tabata Amaral, que dialogará com todas as bancadas
para construirmos um texto de consenso. Garantir a
proteção, o respeito e a dignidade de todas as
brasileiras é prioridade", afirmou.
Fonte: Congresso em Foco

03/07/2026 -
Comissão discute os 60 anos do FGTS e seus desafios
futuros
Audiência discutirá o papel do fundo na proteção
dos trabalhadores e no financiamento de políticas
públicas
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
promove audiência pública nesta terça-feira (7) para
avaliar a evolução do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS) ao longo dos 60 anos desde sua
criação.
O debate será realizado às 16h30, em plenário a ser
definido.
Financiamento de políticas públicas
A audiência foi pedida pelo deputado Daniel Almeida
(PCdoB-BA). Ele quer abordar questões como o papel
do FGTS na proteção dos trabalhadores e analisar os
desafios para o aperfeiçoamento do fundo diante das
mudanças econômicas e sociais do país.
Segundo o parlamentar, além de proteger o
trabalhador, o FGTS consolidou-se como importante
fonte de financiamento de políticas públicas nas
áreas de habitação, saneamento básico e
infraestrutura urbana.
“É fundamental promover um espaço institucional de
diálogo que permita analisar o histórico do FGTS,
compreender suas bases estruturais e discutir
caminhos para seu aperfeiçoamento", diz o deputado.
Fonte: Agência Câmara

03/07/2026 -
Lula sanciona lei de apoio a vítimas de trabalho
escravo doméstico
Legislação fortalece a rede de proteção social e
prevê medidas específicas para mulheres resgatadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou,
nesta quinta-feira (2), a Lei nº 15.455/2026, de
autoria do deputado federal Reimont (PT-RJ), que
estabelece medidas de assistência a trabalhadoras e
trabalhadores domésticos resgatados de condições
análogas à escravidão.
A nova legislação prevê mecanismos de proteção
social e apoio às vítimas, com o objetivo de
garantir o exercício efetivo dos direitos à
segurança, à saúde, à dignidade humana e ao trabalho
decente. O texto foi construído de forma coletiva
por defensores dos direitos humanos e busca ampliar
a rede de proteção para pessoas submetidas ao
trabalho forçado no ambiente doméstico.
Segundo a lei, trabalhadores identificados em
situação análoga à escravidão durante ações de
fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego
terão direito ao recebimento de seis parcelas do
seguro-desemprego, cada uma no valor de um salário
mínimo.
A norma também determina a inclusão das vítimas no
Cadastro Único para Programas Sociais do Governo
Federal, além de possibilitar o acesso a programas
sociais estaduais, municipais e distritais.
Nos casos em que a vítima for mulher, a legislação
estabelece que a autoridade policial ou judicial
deverá aplicar, quando cabível, as disposições da
Lei Maria da Penha, incluindo a adoção de medidas
protetivas de urgência.
Para o autor da proposta, a sanção representa um
avanço no enfrentamento ao trabalho doméstico
escravo no país.
"O trabalho doméstico escravo ainda existe no
Brasil. E durante muito tempo existiu na
invisibilidade. Esta lei tira essas trabalhadoras da
invisibilidade e coloca o Estado ao lado delas no
momento mais vulnerável de suas vidas."
O parlamentar também destacou que a nova legislação
fortalece a proteção às vítimas e cria condições
para sua reconstrução social.
"A sanção desta lei é uma vitória das trabalhadoras
domésticas que tiveram sua dignidade roubada. Hoje,
o Brasil diz que elas não estão sozinhas: têm
direito à renda, à proteção social e a recomeçar com
dignidade. Isso é o que a política deve fazer."
Antes de ser sancionado, o texto tramitou no
Congresso Nacional como o projeto de lei 5.760/2023.
Na Câmara dos Deputados, a relatoria ficou a cargo
da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), enquanto no
Senado foi relatado pelo senador Paulo Paim (PT-RS).
Fonte: Congresso em Foco

02/07/2026 -
Centrais unem forças para acelerar a tramitação da
PEC do fim da escala 6x1 no Senado
A mobilização em defesa do fim da escala 6x1 ganhou
novo capítulo nesta quarta-feira (1º), em Brasília.
Representantes das centrais sindicais estiveram no
Senado Federal para ampliar o diálogo com
parlamentares e defender o avanço da Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a
jornada de trabalho sem redução de salários.
A agenda incluiu reuniões com o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente da
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto
Alencar. O objetivo foi reforçar a necessidade de
que a proposta tenha sua tramitação iniciada o
quanto antes, permitindo que o texto seja analisado
pela comissão e, posteriormente, levado ao Plenário.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) foi
representada por sua presidente, Sônia Zerino. Para
ela, a aprovação da PEC representa um avanço na
valorização do trabalho e na promoção da saúde dos
trabalhadores.
"A discussão sobre a jornada de trabalho vai muito
além da organização das empresas. Estamos falando de
qualidade de vida, de saúde física e mental e do
direito ao convívio familiar. Para as mulheres, esse
debate é ainda mais urgente, porque a maioria
continua acumulando as responsabilidades do trabalho
remunerado com os cuidados da casa, dos filhos e de
familiares. Reduzir a jornada é promover mais
equilíbrio, dignidade e justiça social", afirmou.
Paim, que coordenou a audiência pública realizada
hoje sobre a proposta, avaliou que o debate poderá
impulsionar a tramitação da PEC na CCJ, abrindo
caminho para as próximas etapas do processo
legislativo.
Fonte: NCST

02/07/2026 -
Empresários propõem alternativas à contribuição
previdenciária sobre a folha
A melhor forma de calcular a contribuição
previdenciária das empresas — sobre a folha de
pagamento ou sobre o faturamento — foi debatida por
representantes de entidades empresariais em
audiência pública nesta terça-feira (30) na Comissão
de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Enquanto
alguns pediram a troca da atual contribuição
previdenciária, calculada sobre a folha de
pagamento, por uma cobrança sobre o faturamento,
setores que exigem menos mão de obra defenderam que
se possa optar por continuar contribuindo sobre a
folha.
A audiência debateu a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC 1/2026), do senador Laércio
Oliveira (PP-SE). Ela prevê a substituição do modelo
atual, baseado na incidência de 20% sobre a folha de
salários, pela adoção de uma alíquota sobre a
receita bruta, de no máximo 1,4%, com vigência a
partir de 2027. O debate foi convocado por
requerimento de autoria do próprio Laércio Oliveira
e do relator da proposta, senador Vanderlan Cardoso
(PSD-GO).
Laércio associou a PEC ao enfrentamento do
envelhecimento da força de trabalho e de distorções
do mercado de trabalho, como a informalidade e a
chamada “pejotização”. Segundo o senador, a proposta
“promove um estímulo” a quem mais emprega, ao
reduzir o imposto devido por empresas com maior
geração de postos de trabalho.
— A força de trabalho está envelhecendo e esse ônus
está sendo transferido para a sociedade. Quando você
tira os 20%, você torna o custo do emprego bem menor
— afirmou.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) defendeu a
manutenção de uma regra de opção para setores
específicos. Citando o exemplo de um confinamento de
gado que abate cerca de 30 mil cabeças e fatura por
volta de R$ 200 milhões com apenas cerca de 30
funcionários, o senador destacou a necessidade de
uma regra na PEC que garanta a possibilidade de a
empresa optar pelo regime mais benéfico.
— Tem que haver a regra de a empresa poder optar
pelo recolhimento diretamente sobre a folha. Mas, de
qualquer forma, tem que haver um mecanismo para
diminuir os custos das empresas e gerar emprego no
país — afirmou.
Matéria completa:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/06/30/empresarios-propoem-alternativas-a-contribuicao-previdenciaria-sobre-a-folha
Fonte: Agência Senado

02/07/2026 -
Fila do INSS cai ao menor nível em 21 meses, com 1,8
milhão de pedidos
Reclamações por demora recuam 44% e concessões
batem recorde
A fila de requerimentos do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) encerrou junho com 1,8 milhão
de pedidos, o menor patamar registrado nos últimos
21 meses. Os dados foram apresentados nesta
terça-feira (dia 30) durante uma reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília.
Do total de solicitações, 825 mil estão em análise
há menos de 45 dias. Outros 555 mil aguardam
resposta há mais de 45 dias, enquanto 451 mil
dependem de alguma providência do próprio segurado,
como o envio de documentos ou informações
complementares.
Segundo o diretor de Benefícios do INSS, Leonardo
Bittencourt, o objetivo da autarquia é reduzir não
apenas a quantidade de processos pendentes, mas
também o tempo de espera para a conclusão dos
pedidos.
Tempo de análise
O balanço mostra que o INSS vem concedendo, em média,
700 mil benefícios por mês.
Em março deste ano, o instituto registrou o maior
volume de concessões da série histórica, com 890 mil
benefícios aprovados.
Atualmente, o tempo médio para concluir a análise de
um requerimento é de 50 dias.
Medidas adotadas
Segundo o INSS, a redução da fila é resultado de um
conjunto de ações implementadas para acelerar a
análise dos pedidos. Entre elas estão:
- Priorização do Programa de Gerenciamento de
Benefícios (PGB): foco na análise inicial dos novos
requerimentos.
- Redução dos prazos internos: o tempo de análise pelo
PGB caiu de 45 para 30 dias.
- Ampliação dos mutirões: aumento das vagas para
avaliação social e perícia médica.
- Reforço das equipes: nomeação de 300 novos analistas
do seguro social e 500 peritos médicos federais.
- Perícia conectada: expansão do atendimento por
telemedicina em regiões com escassez de
profissionais.
- Atestmed: utilização da análise documental de
atestados médicos para pedidos de benefício por
incapacidade, dispensando a perícia presencial em
casos previstos.
Menos reclamações
Os indicadores apresentados também mostram queda nas
reclamações relacionadas à demora na análise dos
pedidos. Entre janeiro e maio deste ano, as queixas
registradas na Ouvidoria do INSS caíram 44%,
passando de 14.491 para 8.047 registros. Segundo o
instituto, a redução acompanha a melhora nos prazos
de análise e o aumento do número de benefícios
concedidos.
Fonte: Agência O Globo

01/07/2026 -
Todos ganham! NCST reforça mobilização nacional pela
redução da jornada e pelo fim da escala 6x1
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), ao
lado das demais centrais sindicais, segue mobilizada
pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas
semanais, sem redução salarial, e põe fim à escala
6x1.
Com a mensagem "A redução da jornada beneficia
trabalhadores, empresas e o Brasil. Todos ganham!",
as centrais e o Fórum Sindical do Trabalhadores
(FST) reafirmam que é possível construir um país
mais justo, mais forte e mais humano, valorizando o
trabalho e promovendo o desenvolvimento com inclusão
social.
Compartilhe o card abaixo e ajude a ampliar essa
mobilização. Juntos, vamos fortalecer a luta pela
redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala
6x1.
CLIQUE AQUI E BAIXE O CARD
Fonte: NCST

01/07/2026 -
Brasil registra saldo positivo de 72.960 vagas
formais de trabalho em maio, aponta Caged
Acumulado do ano soma 767,3 mil vagas, menor
nível para o período desde 2020
O Brasil criou 72.960 vagas de trabalho com carteira
assinada em maio, registrando o pior desempenho para
o mês desde 2020. Os dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados
nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e
Emprego. As informações são do jornal Valor
Econômico.
O saldo positivo de maio foi resultado de 2,207
milhões de admissões e 2,134 milhões de
desligamentos. Na comparação com maio de 2025,
quando o país havia registrado a abertura de 153.108
vagas, o desempenho deste ano representa uma
desaceleração significativa da geração de empregos
formais.
O saldo ficou bem abaixo da expectativa do mercado
financeiro, cuja mediana apontava para a criação de
120 mil empregos formais, segundo levantamento do
Valor Data. As projeções variavam entre 38,19 mil e
175 mil vagas.
No acumulado de janeiro a maio, o Brasil criou 767,3
mil empregos com carteira assinada. Apesar de
permanecer positivo, o resultado também é o menor
para os cinco primeiros meses do ano desde 2020.
Sudeste lidera geração de vagas
Quatro das cinco regiões brasileiras registraram saldo
positivo na criação de empregos formais em maio.
O Sudeste liderou a geração de vagas, com 45.873
postos, seguido pelo Nordeste, com 23.351. Também
apresentaram resultados positivos o Norte, com 5.061
vagas, e o Centro-Oeste, com 2.016.
A única exceção foi a Região Sul, que encerrou o mês
com fechamento líquido de 4.109 postos de trabalho.
Serviços impulsionam o mercado de trabalho
Todos os cinco grandes setores da economia registraram
saldo positivo em maio.
O setor de serviços liderou a criação de empregos,
com 45.655 vagas. Na sequência aparecem a
construção, com 12.096 postos, a agropecuária,
produção florestal, pesca e aquicultura, com 10.205,
e a indústria geral, com 4.974.
O comércio, reparação de veículos automotores e
motocicletas teve desempenho praticamente estável,
com saldo positivo de apenas 40 vagas.
No acumulado do ano, os serviços seguem como
principal motor da geração de empregos, com 493.917
vagas. Também registram saldos positivos a
construção (154.448), a indústria geral (128.353) e
a agropecuária (16.904). Em sentido contrário, o
comércio acumula fechamento líquido de 60.503 postos
de trabalho.
Salários de admissão recuam em maio
O Caged também aponta que o país registrou a criação
líquida de 33.478 postos de trabalho em modalidades
como contratos intermitentes, temporários, de
aprendizes, vinculados ao Cadastro de Atividades
Econômicas da Pessoa Física ou com jornada de até 30
horas semanais.
O salário médio de admissão dos trabalhadores com
carteira assinada foi de R$ 2.384,10 em maio, valor
R$ 17,97 inferior ao registrado em abril.
Já o salário médio dos trabalhadores desligados
ficou em R$ 2.474,14, abaixo dos R$ 2.497,36
observados no mês anterior.
Fonte: Brasil247

01/07/2026 -
TST vai parametrizar regras para novas formas de
trabalho, diz ministra
O Tribunal Superior do Trabalho vai estabelecer
teses vinculantes para reger novas formas de
trabalho, considerando fenômenos como a uberização —
serviço em plataformas digitais — e a pejotização.
A projeção é da ministra Morgana de Almeida, do
Tribunal Superior do Trabalho, em entrevista à
revista eletrônica Consultor Jurídico durante o
lançamento do Anuário da Justiça Brasil 2026. Na
visão da magistrada, as inovações tecnológicas já
fomentam debates correntes na Justiça, mas ainda
exigem respostas mais firmes das cortes superiores.
“Nesse quarto de século, vemos grandes modificações
nos âmbitos social, estrutural e econômico. E, por
certo, isso se reflete no mundo do trabalho. São
novas formas contratuais que emergem, a exemplo da
uberização e da pejotização”, afirma a ministra.
“O Tribunal Superior do Trabalho, órgão que tenho a
grata satisfação de compor, vai parametrizar para
todo o Brasil, em decisões vinculantes, a definição
sobre essas temáticas. Sem esquecer, é claro, do
Supremo Tribunal Federal, que tem a última palavra
em matéria constitucional e trata de questões
determinantes a esse respeito“, explica.
Redução de jornada
A ministra tratou também do avanço legislativo sobre a
proposta que altera regras de descanso, em especial
a mudança da escala 6×1 para 5×2. Na visão dela, a
eventual adoção desse novo modelo deve gerar um
impacto profundo na sociedade e nas empresas e
certamente terá reflexo no Judiciário.
“É um contexto que traz uma alteração na
Constituição, no artigo 7º, incisos 13 e 15, com um
grande impacto para a população brasileira, tanto no
âmbito empresarial como no aspecto social em relação
à folga semanal remunerada dos trabalhadores, que
passa a ser dois dias por semana, sábados e
domingos”, avaliou a magistrada.
Clique aqui para ver a entrevista.
Fonte: Consultor Jurídico

01/07/2026 -
Emprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no
Brasil, aponta estudo do MTE
Levantamento aponta recuperação do mercado de
trabalho juvenil e destaca desafios para garantir
permanência e crescimento profissional
Uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE) mostrou que 57,2% dos jovens entre 14 e 24
anos estão em empregos formais. O estudo anual “Os
Jovens no Brasil – Permanências e necessidades de
mudança” foi apresentado na quinta-feira (25),
durante evento do Centro de Integração
Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP), pela
subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho
do MTE, Paula Montagner.
Elaborado com dados do primeiro trimestre de 2026 da
PNAD Contínua (com dados ajustados), complementados
por registros da RAIS e do eSocial, o diagnóstico
apresenta um retrato dos 32,9 milhões de brasileiros
entre 14 e 24 anos, que representam 15,4% da
população do país. O número de jovens ocupados é de
13,9 milhões. “O total de jovens ocupados superou o
nível pré-pandemia em 569 mil pessoas. A recuperação
do emprego entre os jovens ocorreu, mas o desafio
passa a ser a qualidade e a permanência nesses
postos”, ponderou a subsecretária.
Segundo Paula, os dados mostram que 57,8% dos jovens
ocupados estão em empregos formais. Isso corresponde
a 8 milhões de jovens com carteira assinada, com
base nos dados da RAIS/2025. “A formalização logo no
início da trajetória profissional é fundamental,
pois ajuda o jovem a compreender as regras e os
benefícios do mundo do trabalho formal, além de
proporcionar uma experiência prática valiosa que
pode direcionar seu futuro profissional”, destacou a
subsecretária.
Em comparação a períodos anteriores, a taxa de
informalidade recuou nas duas faixas etárias
analisadas. Caiu de 80% para 72,8% entre os jovens
de 14 a 17 anos e de 44,3% para 39,4% entre os de 18
a 24 anos, no primeiro trimestre de 2026. Os números
de desocupados e subocupados também recuaram e estão
entre os menores patamares da série histórica
iniciada em 2012. Entre os desocupados, 2,7 milhões
têm entre 18 e 24 anos e 586 mil têm de 14 a 17
anos.
Os dados também mostram que a taxa de desemprego
entre os jovens caiu pela metade desde o pico
registrado em 2021. Na faixa dos 14 aos 17 anos, a
taxa está em 25,1% e, entre os jovens de 18 a 24
anos, em 13,8%. No entanto, o índice continua mais
que o dobro da média nacional, que é de 5,8%.
Matéria completa:
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/junho/emprego-formal-alcanca-57-2-dos-jovens-
ocupados-no-brasil-aponta-estudo-do-mte
Fonte: MTE

30/06/2026 -
Centrais sindicais intensificam mobilização pela
redução da jornada e pelo fim da escala 6×1
Entenda como as centrais sindicais lutam pela
redução da jornada de trabalho e seus impactos na
qualidade de vida dos trabalhadores.
As principais centrais sindicais do país reforçam a
campanha nacional em defesa da redução da jornada de
trabalho para 40 horas semanais, sem redução
salarial, e pelo fim da escala 6×1.
A mobilização ganhou força após a aprovação da
proposta na Câmara dos Deputados, em maio de 2026, e
agora concentra esforços para que o Senado Federal
conclua a tramitação da medida.
O cartaz destaca que a mudança representa um avanço
para trabalhadores, empresas e para o
desenvolvimento do país, ao promover mais qualidade
de vida, fortalecer a saúde e a convivência
familiar, ampliar oportunidades de formação e lazer,
além de contribuir para a redução de acidentes de
trabalho e doenças ocupacionais.
Segundo as entidades, a redução da jornada também
favorece o aumento da produtividade, estimula a
inovação e pode impulsionar a geração de empregos,
consolidando uma das principais pautas do movimento
sindical brasileiro.
Fonte: Rádio Peão Brasil

30/06/2026 -
Senado promove debate sobre PEC que reduz jornada de
trabalho e extingue escala 6x1
Sessão temática reunirá parlamentares e
especialistas para discutir os impactos da proposta
no mercado de trabalho
O Senado Federal realizará, na próxima quarta-feira
(1º), uma sessão de debates temáticos para discutir
a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019),
que prevê a redução da jornada semanal de trabalho e
a substituição da escala 6x1 por um modelo com dois
dias de descanso.
A iniciativa busca ampliar o diálogo sobre os
possíveis efeitos da medida nas relações de
trabalho, na produtividade das empresas, na geração
de empregos e na atividade econômica. A proposta já
foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em 27 de
maio, e aguarda análise dos senadores.
Pelo texto aprovado pelos deputados, a jornada
máxima passaria de 44 para 40 horas semanais, com
implantação gradual da nova sistemática ao longo de
14 meses, garantindo dois dias de repouso semanal.
A realização da sessão atende ao Requerimento (REQ
414/2026), aprovado pelo Plenário do Senado, de
autoria dos líderes dos blocos parlamentares
Aliança, Vanguarda, Pelo Brasil e Democracia.
Na justificativa do pedido, os parlamentares afirmam
que o debate permitirá avaliar os impactos sociais,
econômicos e produtivos da proposta, oferecendo
subsídios para que o Congresso Nacional examine a
matéria de forma equilibrada e responsável,
considerando seus reflexos sobre trabalhadores,
empregadores e o mercado de trabalho brasileiro.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

30/06/2026 -
Centrais sindicais lançam campanha solidária à
Venezuela
Centrais sindicais lançam campanha de
solidariedade para apoiar vítimas dos terremotos na
Venezuela. Saiba como ajudar.
As centrais sindicais lançaram no sábado (26) uma
campanha de solidariedade em apoio à população da
Venezuela, afetada por uma série de fortes
terremotos registrados desde a última quarta-feira.
A iniciativa tem como objetivo arrecadar donativos
para auxiliar as famílias atingidas pela tragédia. A
informação foi divulgada em nota pelas centrais e
repercutida no Painel da Folha de S.Paulo.
Na nota, os organizadores destacaram que a
solidariedade internacional faz parte da trajetória
do movimento sindical.
“A solidariedade internacional é um valor histórico
do movimento sindical. Neste momento de dor e
sofrimento, cada gesto de apoio pode fazer a
diferença para milhares de famílias venezuelanas”,
afirma o comunicado da campanha.
Leia aqui a nota
SOLIDARIEDADE À VENEZUELA:
Centrais sindicais conclamam entidades a organizarem
arrecadações urgentes
As centrais sindicais brasileiras, confederações,
federações e sindicatos lançam uma campanha de
solidariedade em apoio ao povo venezuelano, atingido
por fortes terremotos desde o dia 24 de junho.
A tragédia, que afetou regiões próximas à fronteira
com o Brasil, provocou a destruição de residências,
hospitais, estradas e serviços essenciais, deixando
mortos, feridos e milhares de desabrigados.
Diante deste cenário de emergência humanitária,
conclamamos todas as entidades sindicais a se
mobilizarem e organizarem campanhas de arrecadação
de donativos destinados à população venezuelana.
As doações podem incluir:
- Alimentos não perecíveis e água potável;
- Kits de primeiros socorros e medicamentos básicos;
- Artigos de higiene pessoal;
- Fraldas e artigos para bebês;
- Ração e medicamentos para cães e gatos;
- Barracas, lonas, cobertores, colchões e roupas
limpas;
- Lanternas, pilhas, baterias e carregadores
portáteis.
A solidariedade internacional é um valor histórico
do movimento sindical. Neste momento de dor e
sofrimento, cada gesto de apoio pode fazer a
diferença para milhares de famílias venezuelanas.
São Paulo, 27 de junho de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
José Gozze, presidente da Pública
Atnágoras Teixeira Lopes, Secretário Executivo da
CSP-Conlutas
Emanuel Melato, presidente da Intersindical
Instrumento de Luta
Luiz Arraes, coordenador-nacional do FST (Fórum
Sindical de Trabalhadores
Fonte: Rádio Peão Brasil

30/06/2026 -
Pobreza recua ao menor nível em mais de uma década
Avanço do emprego e das políticas de
transferência de renda reduzem contingente da
população de menor renda, mas desigualdade segue
como desafio estrutural
A melhora do mercado de trabalho, o aumento da
ocupação e o fortalecimento das políticas de
transferência de renda reduziram significativamente
o número de brasileiros nos segmentos sociais de
menor renda.
Levantamento da consultoria 4Intelligence mostra
que, em 2025, a população enquadrada nos segmentos D
e E caiu para 19,4% do total do País. O menor
percentual desde o início da série histórica, em
2012.
O contingente representa cerca de 41 milhões de
pessoas que vivem em domicílios com renda per capita
de até R$ 760 por mês. Há pouco mais de uma década,
esses segmentos correspondiam a 31,6% da população.
Durante a pandemia de covid-19, em 2021, chegaram ao
pico de 34%, refletindo os efeitos da crise
sanitária sobre emprego, renda e atividade
econômica.
A reversão desse quadro, observada principalmente a
partir de 2023, coincide com a recuperação do
mercado de trabalho, a ampliação das políticas
sociais e o fortalecimento de programas de
transferência de renda, especialmente o Bolsa
Família.
Emprego e renda explicam avanço
Segundo o economista Bruno Imaizumi, responsável pelo
estudo, o principal fator para a redução dos
segmentos de menor renda foi a combinação entre o
baixo desemprego — em patamares historicamente
reduzidos — e a ampliação da proteção social às
famílias mais vulneráveis.
O aumento da formalização do emprego, a valorização
do salário mínimo e a recuperação gradual da
atividade econômica também contribuíram para ampliar
a renda das famílias, permitindo que milhões de
brasileiros migrassem para faixas intermediárias de
rendimento.
Apesar da melhora, o pesquisador alerta que boa
parte dessa população ainda permanece em situação de
vulnerabilidade. Muitas famílias ascenderam
socialmente, mas ainda dispõem de pouca capacidade
de poupança e continuam sensíveis às oscilações da
economia, da inflação e do mercado de trabalho.
Em outras palavras, a mobilidade social observada
nos últimos anos ainda depende da manutenção do
crescimento econômico, da geração de empregos e da
continuidade das políticas públicas de proteção
social.
“Classe média” amplia participação
A principal beneficiária desse movimento foi a chamada
“classe média”.
Os segmentos C1 e C2 passaram a reunir 56% da
população brasileira, totalizando aproximadamente
119 milhões de pessoas. O segmento C1 concentra
cerca de 43,8 milhões de brasileiros, com renda
domiciliar per capita de até R$ 2.825, enquanto o C2
reúne 75,3 milhões de pessoas, com renda de até R$
1.852 por integrante da família.
Também houve crescimento dos segmentos de renda mais
elevada. O segmento A passou de 2,7% da população,
em 2012, para 3,8% em 2025, reunindo mais de 8
milhões de brasileiros com renda domiciliar per
capita superior a R$ 7.989. Os segmentos B1 e B2
somam cerca de 44 milhões de pessoas, o equivalente
a 20,8% da população.
Desigualdade continua elevada
Embora os indicadores revelem redução da pobreza
e maior mobilidade social, os dados também
evidenciam que a concentração de renda continua
sendo uma das principais características da
sociedade brasileira.
Enquanto os brasileiros dos segmentos D e E vivem,
em média, com renda domiciliar per capita de R$ 453
mensais, o rendimento médio do segmento A alcança R$
14.214 por pessoa. Diferença de aproximadamente 31
vezes.
Esse contraste demonstra que a melhora das condições
de vida dos estratos mais pobres não foi suficiente
para reduzir de forma significativa a distância que
separa os diferentes segmentos de renda no País.
Assim, o levantamento da 4Intelligence aponta
cenário de avanços importantes na redução da pobreza
e na ampliação da “classe média”, mas reforça que o
desafio da desigualdade permanece no centro da
agenda econômica e social brasileira.
A consolidação dessa mobilidade dependerá da
continuidade do crescimento econômico, da geração de
empregos de qualidade e de políticas públicas
capazes de sustentar o aumento da renda das famílias
mais vulneráveis.
Fonte: Diap

30/06/2026 -
Dois projetos - João Guilherme Vargas Netto
O movimento sindical brasileiro tem dois projetos
(aceitem o termo) para este segundo semestre de 2026
(entremeado, é óbvio, pelas campanhas salariais das
datas-bases das categorias respectivas): a luta pela
redução constitucional da jornada e as eleições
gerais de outubro.
Após a vitória esmagadora na Câmara dos Deputados a
PEC da redução deve ser votada no Senado. É preciso,
portanto, que o movimento sindical tenha como
primeiro e imediato projeto fazer avançar sua
discussão e fazer aprovar a PEC no Senado.
Para tanto, é preciso, aumentar a pressão sobre os
senadores (até mesmo porque os adversários buscam
confundir e atrasar a votação) com visitas,
conversas e manifestações.
O segundo projeto é a participação nas campanhas
eleitorais e nas votações de outubro, que começa com
o convite e recepção a pré-candidatos e a entrega a
eles de nossa pauta.
É preciso que cada entidade organize discussão sobre
o tema e cada ativista comece já a fazer a
pré-campanha para os candidatos sensíveis, aderentes
e empenhados nos temas da pauta sindical.
Este projeto se associa ao primeiro no caso das
eleições para senadores com a discussão sobre a
redução da jornada sendo levada a todos os
pré-candidatos.
Mesmo que ainda não se tenha os números dos
candidatos a cargos legislativos (porque os cargos
executivos têm o número do próprio partido) é
preciso desde já fazer a “cola” do voto e se
empenhar nas campanhas e nas eleições.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Agência Sindical

30/06/2026 -
NR-1: STF suspende por 90 dias multas ligadas à
saúde mental no ambiente de trabalho
André Mendonça mantém exigências da NR-1, mas
impede punições enquanto governo, empresas e
trabalhadores buscam consenso sobre a norma
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal
Federal (STF), determinou a suspensão, por 90 dias,
das punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1
(NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no
ambiente de trabalho.
A decisão impede que empresas sejam multadas ou
autuadas com base nesses dispositivos enquanto o
Supremo tenta construir um acordo entre governo,
empregadores e representantes dos trabalhadores.
A liminar não revoga as novas obrigações previstas
na norma. As empresas continuam obrigadas a
considerar fatores que possam afetar a saúde mental
de seus funcionários, mas, durante o período de
suspensão, esses critérios não poderão servir de
fundamento para sanções administrativas.
A decisão atende parcialmente a uma ação apresentada
pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de
Ensino (Confenen).
O que muda na prática
Na prática, fiscais do trabalho ficam impedidos de
aplicar multas, notificações punitivas ou outras
medidas coercitivas baseadas exclusivamente nos
trechos da NR-1 que tratam dos riscos psicossociais.
Essas diretrizes seguem válidas como referência para
o gerenciamento de riscos ocupacionais, mas sua
aplicação terá caráter orientativo até que o impasse
seja discutido.
O caso foi encaminhado por Mendonça ao Núcleo de
Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF. O
objetivo é reunir representantes do governo federal,
do setor produtivo e de outros interessados para
discutir ajustes na regulamentação. O prazo inicial
das negociações também será de 90 dias.
Fonte: InfoMoney

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