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04/08/2026 -
No XIII Ato Direitos Já!, Sônia Zerino destaca papel
das mulheres na democracia
A presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou nesta
segunda-feira (3) do XIII Ato em defesa da
Democracia no Congresso Nacional, realizado no
Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo (TUCA), na capital paulista.
Promovido pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, o
encontro reuniu representantes das centrais
sindicais, lideranças partidárias, integrantes da
sociedade civil organizada e personalidades do
cenário nacional e internacional para debater os
desafios da democracia brasileira e fortalecer o
diálogo em defesa do Estado Democrático de Direito.
Durante sua participação, Sônia Zerino reafirmou o
compromisso da NCST com a defesa da democracia, da
Constituição Federal e dos direitos da classe
trabalhadora. Em seu discurso, destacou que a
democracia é um patrimônio do povo brasileiro e
precisa ser fortalecida diariamente por meio da
participação popular e do respeito às instituições.
A dirigente também enfatizou o papel das mulheres na
consolidação do regime democrático. Segundo ela,
apesar de representarem a maioria da população e do
eleitorado brasileiro, as mulheres ainda ocupam
poucos espaços de decisão política.
"Precisamos de mais mulheres nos espaços de poder,
comprometidas com a pauta dos trabalhadores e com as
necessidades do povo brasileiro", afirmou.
Sônia Zerino ressaltou ainda a importância do
respeito à diversidade e da união em defesa da
Constituição, das eleições livres e das políticas
públicas voltadas à promoção da justiça social. Ela
defendeu a continuidade dos avanços conquistados
pelos trabalhadores, entre eles o fortalecimento da
negociação coletiva e a busca pela igualdade
salarial entre homens e mulheres.
Ao encerrar sua fala, a presidente da NCST convocou
a sociedade a permanecer mobilizada na defesa da
democracia.
"Vamos garantir a democracia e fortalecer cada vez
mais os direitos da classe trabalhadora. Viva a
democracia do nosso país", concluiu.
Fonte: NCST

04/08/2026 -
Centrais sindicais acompanham convenção que
oficializa candidatura de Lula
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
participou, no domingo (2), da Convenção Nacional do
Partido dos Trabalhadores (PT), realizada em São
Paulo. As centrais sindicais foram convidadas a
acompanhar o evento, que oficializou a candidatura
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição
para a Presidência da República.
Representaram a NCST a presidente da entidade, Sônia
Zerino; o presidente da NCST São Paulo, Nailton
Francisco (Porreta); a diretora de Assuntos da
Mulher da NCST, Cátia Aparecida Laurindo (Nega
Show); o diretor de Organização Sindical da NCST,
Luiz Gonçalves (Luizinho); além de dirigentes da
NCST-SP.
A convenção reuniu lideranças políticas,
representantes de movimentos sociais e do movimento
sindical de todo o país. Durante o evento, também
foi confirmada a manutenção da chapa formada por
Lula e o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin
(PSB), repetindo a composição vencedora das eleições
de 2022.
Aos 80 anos, Lula disputará seu quarto mandato
presidencial. Ele foi eleito presidente da República
em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Palácio do
Planalto após vencer as eleições de 2022. Agora,
busca renovar o mandato e dar continuidade ao
projeto iniciado em seu terceiro governo.
Fonte: NCST-SP

04/08/2026 -
Centrais Sindicais entregam demandas ao governo para
reagir ao tarifaço de Trump
Documento, assinado pela NCST – Nova Central
Sindical de Trabalhadores, CUT, Força Sindical, UGT,
CTB e CSB, que prevê revisão da Lei das Patentes,
fortalecimento do Mercosul e proteção aos empregos,
foi entregue na manhã de sexta-feira (31) ao
ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Marcio Elias Rosa, responsável direto em
negociar com os EUA.
Luiz Gonçalves (Luizinho), secretário Nacional de
Relações Sindicais da NCST, participou do encontro
no qual os representantes dos trabalhadores e
trabalhadoras defenderam a soberania brasileira e
hipotecaram total apoio ao discurso adotado pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente ao
ataque do presidente norte-americano.
Em sua opinião, o posicionamento firme do presidente
Lula, mostra para Donald Trump que os brasileiros e
brasileiras jamais aceitarão ser submissos aos
interesses estrangeiros. “A postura altiva e
soberana adotada pelo governo federal, bem como os
posicionamentos e iniciativas do Congresso Nacional
e do Supremo Tribunal Federal tem total apoio da
Nova Central”.
Luizinho comentou que no documento as centrais
sugerem o estímulo à produção nacional, o
reposicionamento do Brasil no mercado internacional
e o estabelecimento de metas para buscar novos
mercados frente ao tarifaço. Sendo que um ponto
considerado prioritário é a garantia de proteção a
classe trabalhadora e seus empregos.
“Pedimos que o governo exija a manutenção de
empregos como condição para empresas acessarem
programas de socorro devido às tarifas. Muitas das
propostas já tinham sido apresentadas no ano
passado, quando o primeiro tarifaço foi imposto
pelos Estados Unidos, agora mais do que nunca
reforçamos esta necessidade”, afirmou Luizinho.
Fonte: NCST-SP

04/08/2026 -
Ganho real prevalece nas negociações salariais em
2026
DIEESE aponta que 87,5% das negociações do
primeiro semestre garantiram reajustes acima da
inflação, reforçando a importância da negociação
coletiva
O primeiro semestre de 2026 confirmou a força da
negociação coletiva no Brasil. Levantamento do
DIEESE mostra que 87,5% dos reajustes salariais
superaram a inflação acumulada.
Ao todo, o estudo analisou 7.858 negociações
coletivas registradas até junho. Entretanto, a
variação real média caiu para 1,20%, menor resultado
observado neste ano.
Além disso, apenas uma pequena parcela das
negociações registrou reajustes iguais ou inferiores
ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),
preservando predominância dos ganhos reais
salariais.
Segundo o DIEESE, os resultados demonstram que
sindicatos mantiveram capacidade de negociação,
mesmo diante das oscilações econômicas, assegurando
avanços importantes para milhões trabalhadores
brasileiros.
Por outro lado, o boletim destaca desaceleração dos
ganhos médios reais ao longo dos meses. A tendência
indica maior cautela patronal nas mesas negociais
recentes.
Ainda assim, os dados reforçam que a negociação
coletiva permanece instrumento fundamental para
garantir recomposição salarial, ampliar direitos
trabalhistas e fortalecer o diálogo entre
trabalhadores empregadores.
Importância da organização sindical
Para especialistas, o desempenho das campanhas
salariais evidencia importância da organização
sindical, responsável por assegurar reajustes
superiores à inflação na ampla maioria das
negociações analisadas.
O levantamento integra o
Boletim Negociação nº 70, publicado pelo DIEESE,
com base nos acordos e convenções registrados até
junho de 2026, abrangendo diversas categorias.
Fonte: Rádio Peão Brasil

04/08/2026 -
Congresso retorna com dúvidas sobre PEC contra 6×1 e
prioridade para pautas do agro
Também é tida como prioridade dos congressistas a
PEC da Segurança Pública
O Congresso Nacional inicia o segundo semestre com
uma série de pendências para votação, como a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a jornada de trabalho 6×1, a PEC da Segurança
Pública e projetos da pauta do agronegócio. O
calendário apertado por causa das eleições, no
entanto, deve fazer a Casa priorizar temas com
consenso.
Oficialmente, a previsão era que os trabalhos
retornassem nesta semana. Até o momento, porém, não
há previsão de sessões deliberativas para os
próximos dias.
A ideia é que as votações no Senado e na Câmara dos
Deputados sejam retomadas na semana no dia 10, com
ritmo morno.
Entre os senadores, há um combinado para priorizar
projetos da pauta do agro, como a modernização do
seguro rural e o Programa de Desenvolvimento da
Indústria de Fertilizantes (Profert), que aguardam
votação no plenário.
Também é tida como prioridade a PEC da Segurança
Pública, para alterar competências dos entes
federativos na área de segurança e reorganizar
instrumentos de combate ao crime organizado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
ainda não deu sinalizações sobre quando pretende
pautá-la, mas pessoas próximas consideram que ele
tentará votá-la antes das eleições, pelo apelo
político.
Outro tema que permanece no radar é a PEC do marco
temporal para demarcação de terras indígenas,
defendida pela oposição e por parlamentares ligados
ao agronegócio. Alcolumbre sinalizou a intenção de
pautar o texto no segundo semestre.
PEC da 6X1 e minerais críticos
O governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula
da Silva (PT), concentrará esforços para avançar com
a PEC do fim da escala 6×1, uma de suas principais
bandeiras eleitorais em 2026. O projeto, no entanto,
segue sem ser despachado à Comissão de Constituição
e Justiça por Alcolumbre.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que ainda
persiste um mal-estar na relação entre o senador e
Lula que pode desacelerar o ritmo de tramitação.
Minerais
Na área econômica, outro projeto acompanhado de perto
pelo governo e pelo setor produtivo é o que institui
a Política Nacional de Minerais Críticos e
Estratégicos.
Câmara: PLP dos combustíveis e MEI
A Câmara ainda deve discutir o PLP dos Combustíveis,
que autoriza a União a usar receitas extraordinárias
obtidas pelo setor de petróleo e gás para compensar
a redução de tributos sobre a gasolina, o diesel, o
biodiesel e o etanol. A proposta envolve receitas de
royalties, Imposto de Exportação, Imposto sobre a
Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Antes do recesso, o líder do governo na Câmara,
Paulo Pimenta (PT-RS), ainda estudava a necessidade
de manter o projeto na pauta, devido ao vaivém da
guerra dos Estados Unidos contra o Irã. A decisão
naquele momento, portanto, foi a de deixar o assunto
para o segundo semestre legislativo. Na equipe
econômica do governo, a avaliação é de que não é
mais necessária a votação da proposta.
Os deputados também devem discutir se vão realizar a
votação sobre o projeto de lei que amplia o limite
de faturamento para microempreendedores individuais
(MEIs). Até o momento, o governo resiste à proposta
da Câmara de também atualizar o teto do Simples
Nacional, com a avaliação de que o impacto fiscal é
maior.
Também estão pendentes de apreciação a PEC que
permite a entidade nacional dos municípios a
ingressar com ações no Supremo Tribunal Federal
(STF) e o projeto que amplia ações de combate à
misoginia.
Fonte: Estadão Conteúdo

03/08/2026 -
Condições de trabalho melhoram, aponta Dieese
Melhoram as condições no mercado de trabalho
brasileiro. Aumenta o emprego, cresce a
formalização, sobe o salário, além da melhoria em
outros indicadores, como maior tempo de permanência
na ocupação.
A avaliação é do Dieese, por meio o ICT – Índice da
Condição de Trabalho. Levantamento foi iniciado em
2019 e sua publicação é trimestral.
A Agência Sindical falou com Victor Pagani,
diretor-adjunto responsável pelas relações sindicais
do Dieese. Segundo ele, houve piora durante os
governos Temer e Bolsonaro, mas melhorias
principalmente a partir de 2022.
Fator sindical – Para o técnico do Dieese, a
atuação sindical tem efeito concreto nessa retomada
e melhoria do ICT, por meio de conquistas como a
política de valorização real do salário mínimo,
isenção do imposto de renda sobre salários até R$ 5
mil e ganhos obtidos nas categorias.
O ICT-Dieese resulta da composição de três
dimensões: Inserção Ocupacional (formalização do
vínculo de trabalho, contribuição previdenciária,
tempo de permanência no trabalho); Desocupação
(desocupação e desalento, procura por trabalho há
mais de cinco meses, desocupação e desalento dos
responsáveis pelo domicílio); e Rendimento (por hora
trabalhada; concentração dos rendimentos do
trabalho).
Victor Pagani diz: “O balanço publicado mostra
evolução nas três dimensões. O avanço varia, mas tem
sido efetivo”. A informação vai ao encontro do
recente Caged, que aponta queda no desemprego, e
também da pesquisa do IBGE mostrando queda no número
de desalentados, muitos dos quais agora empregados
com Carteira assinada.
Um fator que Victor destaca como importante é o
aumento do tempo de permanência no emprego. Ele
explica: “O trabalhador com mais estabilidade no
emprego pode planejar sua vida pessoal e familiar.
Tem mais segurança pra adquirir bens e melhorar seu
padrão de vida”. Ele observa que a pesquisa do IBGE
também mostra aumento na renda salarial.
Economia – Crescimento econômico, controle
inflacionário e estabilidade política são outros
fatores que contribuem para a melhoria do ICT-Dieese.
Victor Pagani também valoriza a formalização dos
postos de trabalho, lembrando que esse trabalhador
passa a ter cobertura previdenciária e se beneficia
dos acordos coletivos de seus Sindicatos e da
Convenção Coletiva de Trabalho da sua categoria.
Para o técnico do Dieese, o fortalecimento do Estado
é outro fator que contribui na melhoria do mercado
de trabalho. Entre os avanços, ele cita a recriação
do Ministério do Trabalho e Emprego, o que
possibilita fiscalização mais efetiva no combate a
fraudes trabalhistas.
Mais – Site do Dieese ou telefone (11)
3821.2199
Fonte: Agência Sindical

03/08/2026 -
DIAP atualiza mapa da reeleição no Congresso
Nacional
Levantamento aponta 451 deputados federais em
exercício como pré-candidatos à reeleição, o
equivalente a 87,91% da atual composição da Casa.
O Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (DIAP) atualizou o estudo "Raio-X das
Candidaturas no Congresso Nacional", trazendo um
novo panorama das intenções de candidatura dos
parlamentares para as eleições de 2026. A nova
versão do levantamento identifica 451 deputados
federais em exercício como pré-candidatos à
reeleição, o que representa 87,91% dos atuais
ocupantes de mandato na Câmara dos Deputados. O
percentual supera o registrado na divulgação
anterior e reforça a tendência de baixa renovação da
Casa na próxima legislatura.
A atualização também aprimora a organização das
informações, tornando mais clara a identificação dos
parlamentares que efetivamente exercem mandato. A
nova coluna "Situação" diferencia deputados
titulares, efetivados, suplentes em exercício,
licenciados e aqueles que já não exercem mandato,
permitindo uma leitura mais precisa do cenário
eleitoral.
Ao todo, o levantamento considera 512 deputados em
exercício, distribuídos entre 476 titulares, 19
deputados efetivados e 17 suplentes em exercício.
Desse universo, 451 manifestam intenção de disputar
um novo mandato na Câmara dos Deputados. Os demais
optaram por outros projetos eleitorais, como
candidaturas ao Senado, aos governos estaduais, às
assembleias legislativas, às vice-governadorias, à
Vice-Presidência da República ou decidiram não
concorrer nas eleições deste ano.
Segundo a análise do DIAP, o elevado índice de
recandidaturas é influenciado por um conjunto de
fatores institucionais e políticos. Entre eles estão
as mudanças promovidas na legislação eleitoral, o
limite de candidaturas por partido ou federação, o
fortalecimento das cláusulas de desempenho e as
vantagens inerentes ao exercício do mandato, como
maior visibilidade política, acesso à estrutura
parlamentar e aos instrumentos de atuação
legislativa. Esses elementos tendem a favorecer a
permanência de parlamentares já eleitos e reduzir o
espaço para novos candidatos.
O estudo também destaca que a estratégia dos
partidos passou por ajustes em razão das novas
regras eleitorais. Fusões, federações e redefinição
das chapas proporcionais fazem parte do cenário que
antecede as eleições de 2026, com impacto direto na
formação das bancadas e nas perspectivas de
renovação do Congresso Nacional.
Para o DIAP, o atual patamar de 87,91% de
pré-candidaturas à reeleição reforça a expectativa
de que a Câmara dos Deputados registre uma renovação
inferior à média histórica observada desde a década
de 1990. Historicamente, deputados que buscam um
novo mandato apresentam elevados índices de sucesso
eleitoral, circunstância que, associada às regras
vigentes, tende a preservar boa parte da composição
atual da Casa.
A versão atualizada do Raio-X das Candidaturas no
Congresso Nacional integra a série de estudos
preparatórios elaborados pelo DIAP para acompanhar o
processo eleitoral de 2026. Além de apresentar a
situação individual de cada parlamentar, a
publicação oferece subsídios para compreender as
tendências da disputa, o comportamento das bancadas
e os possíveis reflexos da eleição sobre a
composição do próximo Congresso Nacional.
Fonte: Diap

03/08/2026 -
Lucro do FGTS começa a cair na conta
A Caixa Econômica Federal começou nesta sexta (31/7)
a depositar R$ 13,04 bilhões para cerca de 138,2
milhões de trabalhadores que têm saldo do Fundo de
Garantia (FGTS). O Conselho Curador aprovou a
distribuição de R$ 13 bilhões do lucro obtido pelo
Fundo em 2025. Os depósitos serão realizados pela
Caixa até 31 de agosto.
Quem tem direito?
Todos os trabalhadores que tinham saldo em uma ou mais
contas do FGTS em 31 de dezembro de 2025. Quem
possuía mais de uma conta vinculada também tem
direito ao crédito em cada uma delas,
proporcionalmente ao saldo.
Não é necessário fazer solicitação ou cadastro para
receber o valor.
Quanto?
O valor varia de acordo com o saldo existente na conta
em 31 de dezembro de 2025. Quanto maior o saldo,
maior a parcela do lucro recebida. Na prática, quem
tinha R$ 1 mil no FGTS receberá cerca de R$ 18,68,
enquanto um saldo de R$ 100 mil renderá
aproximadamente R$ 1.868,34.
O dinheiro será incorporado automaticamente ao saldo
do FGTS. Após o depósito, o trabalhador poderá
consultar o crédito pelo aplicativo FGTS ou pelos
canais digitais da Caixa. O banco tem até 31 de
agosto para creditar os valores nas contas do FGTS.
Não há necessidade de qualquer solicitação por parte
do trabalhador.
Dá pra sacar o dinheiro?
Não imediatamente. O lucro distribuído passa a
integrar o saldo da conta do FGTS e segue as mesmas
regras dos demais recursos do Fundo. Ou seja, o
saque só poderá ocorrer nas situações previstas em
lei, como demissão sem justa causa, compra da casa
própria, aposentadoria, doenças graves e outras
hipóteses autorizadas.
O saldo pode ser consultado pelo aplicativo oficial
do FGTS, disponível para celulares Android e iPhone
(iOS), ou pelo internet banking da Caixa Econômica
Federal. Quem ainda não utiliza o aplicativo deve
fazer cadastro com CPF, dados pessoais e uma senha
de acesso. Após a liberação do crédito, o valor
aparecerá automaticamente no extrato da conta.
Distribuição
Desde 2016, parte do lucro anual do FGTS é distribuída
aos trabalhadores para complementar a remuneração
básica do fundo, formada pela Taxa Referencial (TR)
mais juros de 3% ao ano.
Com a distribuição dos lucros, a rentabilidade total
do FGTS em 2025 ficará em 6,90%, acima da inflação
oficial, medida pelo IPCA, que fechou o ano em
4,26%.
Mais – Site da Caixa Econômica Federal ou app
do FGTS.
Fonte: Agência Sindical

03/08/2026 -
Nova lei prevê reforço na divulgação de telefone
para denúncias de violência contra mulher
A nova norma exige que o Ligue 180 seja divulgado
em meios de comunicação e locais de grande
circulação de pessoas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou,
sem vetos, a Lei 15.478/26, que obriga o poder
público a divulgar o telefone exclusivo para
denunciar violência contra a mulher em locais
públicos e privados de grande circulação de pessoas.
O texto foi publicado no Diário Oficial da União
(DOU) desta quinta-feira (30).
O Ligue 180, criado em 2005, é a principal forma de
acesso a serviços públicos para enfrentamento à
violência contra a mulher. A nova norma exige
divulgação do Ligue 180 em meios de comunicação e
locais de grande circulação de pessoas.
A medida decorre do Projeto de Lei 5465/16, da
deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), aprovado com
alterações feitas por comissões da Câmara dos
Deputados. A versão final obteve aval do Senado.
Fonte: Agência Câmara

03/08/2026 -
Negociação coletiva: análise aponta ajustes ao PL
1.893/2026
Nota técnica avalia o novo parecer do relator e
propõe aperfeiçoamentos para fortalecer a
representação sindical.
O DIAP disponibiliza
nota técnica que analisa as mudanças promovidas no
Projeto de Lei nº 1.893/2026, responsável por
regulamentar a negociação coletiva nas relações de
trabalho do setor público. O estudo examina a
evolução do texto apresentado pelo relator, os
limites constitucionais da participação de
sindicatos e associações nas negociações e propõe
aperfeiçoamentos para assegurar maior segurança
jurídica, representatividade e conformidade com a
Constituição e a Convenção nº 151 da OIT. Leia a
íntegra da nota técnica e conheça a análise completa
sobre um dos temas mais relevantes para as relações
de trabalho no serviço público.
Fonte: Diap

03/08/2026 -
Tomador de serviço não é responsável por
descumprimento de acordo coletivo
Não cabe a responsabilização subsidiária da tomadora
do serviço no caso de descuprimento de obrigações
assumidas pela empresa prestadora do serviço em
convenção coletiva.
A partir dessa premissa, o juiz Charbel Chater, da
22ª Vara do Trabalho de Brasília, condenou uma
empresa a garantir o plano de saúde ambulatorial
previsto em convenção coletiva aos seus empregados.
Ele também determinou que a ré pague as multas
previstas no acordo para o caso de descumprimento da
cláusula.
A ré no processo é uma empresa terceirizada
contratada pela União para prestar serviços ao
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços
Públicos (MGI). Pelo acordo firmado com o tomador do
serviço, a fornecedora deveria se responsabilizar
pelos dispositivos previstos em convenção coletiva —
um deles, a cláusula 18, instituía a obrigação da
empresa de fornecer plano ambulatorial aos
trabalhadores terceirizados.
No entanto, a empresa não cumpriu o acordo. E,
diante da inércia da empregadora, o Sindicato das
Secretárias e dos Secretários do Distrito Federal
oficiou a ré para pedir o cumprimento imediato da
cláusula. Em resposta, a prestadora de serviços
respondeu que “a demanda foi remetida à consultoria
jurídica do MGI, para apreciação e manifestação
quanto às medidas cabíveis”. Na sequência, a
entidade sindical ajuizou uma ação coletiva.
Tomadora não é responsável
Na decisão, o juiz observou que era responsabilidade
da ré cumprir as cláusulas do contrato com a União.
Segundo Charbel Chater, caso não concordasse com as
normas, a empresa deveria solicitar o aditamento do
contrato.
A ação coletiva também pedia a responsabilização
subsidiária da União, já que ela era a tomadora do
serviço, mas esse pedido foi rejeitado pelo
julgador. Ele frisou que isso só seria possível se a
matéria analisada fosse o descumprimento de
contratos individuais — envolvendo salários e
férias, por exemplo. Por se tratar de obrigação
coletiva, a responsabilidade da tomadora do serviço
deve ser afastada.
O juiz fixou o prazo de 60 dias para que a empresa
ré cumpra o previsto na convenção coletiva, além de
pagar os valores retroativos e as multas previstas
no acordo.
O escritório Gabriel & Souza Advogados atuou em
favor dos trabalhadores na ação coletiva.
Clique
aqui para ler a sentença
Processo 0000437-63.2026.5.10.0022
Fonte: Consultor Jurídico

31/07/2026 -
PEC 221 e reeleição de Lula mobilizam Nova Central
A reeleição de Lula e a aprovação da PEC 221 estão
no centro das preocupações da Nova Central Sindical
de Trabalhadores (NCST). A entidade, desde dezembro
de 2025, é presidida por Sônia Maria Zerino da
Silva, originária do setor do Vestuário, no Rio
Grande do Norte. A dirigente é formada em
Administração de empresas.
Sônia vê, com desconforto, a paralisia no Senado
quanto à PEC 221, que busca acabar com a escala 6×1
e reduzir a jornada para 40 horas semanais. A
matéria já foi aprovada na Câmara Federal no final
de junho. No Senado, sua tramitação depende do
presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União
Brasil-AP). E ele não tem demonstrado empenho pra
enviar a PEC à CCJ, que é o primeiro passo no
trâmite.
Sônia afirma: “Nossa Central é apartidária. Mas eu,
enquanto cidadã, trabalho pela reeleição de Lula e
vejo muitos companheiros da Nova Central atuar no
mesmo sentido. Com Lula, temos diálogo e somos
testemunhas do fortalecimento de políticas públicas
importantes, inclusive muitas delas voltadas à
valorização da mulher”.
Seu Estado de origem, o Rio Grande do Norte, é
também a terra de Rogério Marinho, senador do PL que
atua diretamente contra o sindicalismo e os direitos
dos trabalhadores. “Já tentamos marcar reunião com
ele, mas Marinho alega falta de agenda, por estar na
coordenação da campanha presidencial de Flavio
Bolsonaro, que é de seu partido”, conta Sônia
Zerino. “Com os demais senadores temos procurado
dialogar e expor nossos argumentos”, ela diz.
Estados – A orientação da Nova Central às
suas representações é que os dirigentes procurem os
senadores locais. Essa orientação, ressalta a
presidente, é a mesma que têm sido seguida pelas
demais Centrais, uma vez que as entidades trabalham
em torno da Pauta Unitária da Classe Trabalhadora,
já entregue às duas Casas do Legislativo e também ao
Presidente Lula.
Afora a reeleição do Presidente Lula e a aprovação
da PEC 221 pelo Senado, a presidente da Nova Central
Sindical aponta que o sindicalismo se engaja nas
lutas contra o feminicídio e pelo trabalho decente,
como preconiza a OIT. Ela arremata: “Com boa ou má
vontade do presidente do Senado, as mobilizações
devem continuar e também seguiremos buscando diálogo
com todos os senadores”. Estão marcadas para o dia
10 de agosto novas manifestações sindicais e dos
movimentos populares a fim de pressionar a votação
no Senado da PEC 221.
Mais – Site da NCST e telefone (61) 3226.4000
Fonte: Agência Sindical

31/07/2026 -
Taxa de desemprego cai para 5,4% no trimestre
encerrado em junho, diz IBGE
Este é o menor resultado para o período na série
histórica, iniciada em 2012
A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,4% no
trimestre móvel encerrado em junho, segundo dados da
Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística).
Este é o menor resultado para o período na série
histórica, iniciada em 2012.
O resultado mostra queda ante o registrado no
período entre janeiro e março, quando o desemprego
ficou em 6,1%.
Segundo o IBGE, também houve recuo na comparação com
o mesmo trimestre móvel do ano passado. No período
encerrado em junho de 2025, o indicador estava em
5,8%.
A população desocupada somou 5,9 milhões, recuo de
10,9% frente ao trimestre de janeiro a março de
2026. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior,
apresentou queda de 6,3%, ou um total de 718 mil
pessoas que deixaram a desocupação.
O segundo trimestre ainda ficou marcado pela alta de
1,1% no número de pessoas ocupadas na comparação
trimestral e 0,7% sobre o ano anterior, chegando a
103 milhões.
A alta foi puxada, principalmente pelo maior número
de empregados do setor privado sem carteira de
trabalho assinada.
Os trabalhadores com carteira assinada, por sua vez,
cresceram 0,6% no setor privado, entre abril e
junho. Na outra ponta, os que possuem carteira
aumentaram 2,2% no período.
O nível de ocupação foi estimado em 58,8% no
trimestre, o que representa um incremento de 0,5
ponto percentual diante dos meses entre janeiro e
março deste ano.
Fonte: CNN Brasil

31/07/2026 -
Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de
145.161 empregos
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram
resultado positivo
O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de
145.161 empregos com carteira assinada, segundo o
Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Novo Caged) divulgado nesta quarta-feira (29) pelo
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado de junho decorreu de 2.220.131 admissões
e de 2.074.970 desligamentos.
O Caged é um indicador que mede a diferença entre
contratações e demissões.
O estoque de empregos formais no mês passado foi de
48.032.308, o que representa uma variação de 0,30%
em relação ao estoque do mês anterior. No acumulado
dos últimos 12 meses, o saldo chega a 942.854
empregos.
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram
resultado positivo em junho.
O setor de Serviços fechou o mês com 74.514 postos e
a Agropecuária registrou saldo de 22.898 vagas. O
Comércio com 19.177, a Indústria ficou com 4.438
postos; a Construção Civil ficou com 14.136 vagas.
No mês passado, a região Sudeste veio na frente na
geração de empregos com 70.383 postos, um incremento
de 0,29% em relação a maio; o Nordeste, com 34.433
postos (0,43%); Centro-Oeste, com 19.617 postos
(0,46%); o Sul com 10.453 postos (0,12%) e o Norte,
com 9.633 postos (0,40%).
Entre os estados da federação, 25 tiveram saldo
positivo. Em números absolutos, o destaque ficou com
São Paulo, com 34.981 postos; Minas Gerais, com
20.805; e Rio de Janeiro, com 16.856 vagas.
Os estados com menor saldo foram o Espírito Santo,
que apresentou saldo negativo de 2.259 vagas;
Tocantins, também com saldo negativo de 135 postos,
e Rondônia, que gerou 108 postos de trabalho.
Proporcionalmente, o destaque ficou para o Amapá,
que gerou 1.111 vagas; o Acre, com 980 postos e Mato
Grosso, com 8.258 postos.
Salário
O salário médio real de admissão em junho foi de R$
2.404,34. Comparado ao mês anterior, houve um
aumento real de R$ 16,90 no salário médio de
admissão.
Os jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597
vagas nas contratações e os adolescentes até 17
anos, 24.833 vagas. Para o grupo de 25 a 29 anos, o
saldo foi de 13.007 vagas e o de 30 anos ou mais,
6.724.
Os trabalhadores de raça/cor parda somaram 106.176
postos, enquanto a branca registrou 28.636 postos e
a preta, saldo de 20.199 postos.
Empregos
Apesar do resultado positivo, os números do Caged
mostram uma queda em relação ao mesmo período do ano
passado, quando foram criadas 161.999 vagas de
emprego.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
credita a queda no número de vagas à política de
juros do Banco Central (BC), que contrai a economia.
O BC vem reduzindo em ritmo lento a taxa de juros
básica da economia, a Selic. A autoridade monetária,
em sua última reunião, fez um corte de 0,25 ponto
percentual na taxa de juros, que ficou em 14,25% ao
ano.
“Isso é o comportamento da economia desacelerando e
você tem como evidente a contradição dos juros”,
avalia Marinho.
O ministro também creditou os números ao tarifaço
aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, a diversos produtos brasileiros e aos
conflitos internacionais.
“São números positivos levando em consideração os
juros que estamos praticando, levando em
consequência o tarifaço e as guerras. O tarifaço e
principalmente as guerras deram uma mexida no humor
do petróleo global”, acrescentou Marinho.
Fonte: Agência Brasil

31/07/2026 -
Violência contra a mulher: sancionada divulgação
obrigatória do Ligue 180
Foi sancionada a lei que torna obrigatória a
divulgação do Ligue 180, canal de atendimento a
mulheres em situação de violência. A norma,
publicada no Diário Oficial da União desta
quinta-feira (30), determina que o governo federal
divulgue o serviço em meios de comunicação e locais
de grande circulação.
De acordo com a Lei 15.478, de 2026, o governo
federal deverá promover a divulgação do número, cuja
ligação é gratuita, em meios de comunicação de massa
e também em locais públicos e privados de grande
circulação — escolas, hospitais, órgãos públicos,
meios de transporte de massa, casas de espetáculos e
outros locais de diversão. O objetivo é ampliar a
visibilidade do canal e facilitar o acesso das
mulheres em situação de violência aos serviços de
orientação e denúncia.
Disponível 24 horas por dia, todos os dias da
semana, o Ligue 180 oferece atendimento por
telefone, e-mail, WhatsApp e em língua brasileira de
sinais (Libras).
Fonte: Agência Senado

30/07/2026 -
Novo
ciclo político em disputa
Neuriberg Dias*
As eleições de 2026 são consideradas uma das mais
importantes por duas razões. A primeira é a
consolidação de um pacto de reconstrução do Estado
com participação e diálogo social. A segunda, talvez
mais decisiva e estratégica, é a definição de um
novo ciclo político no Brasil, que envolve novas
lideranças emergentes da direita, da esquerda e do
centro do espectro político.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de
todas as eleições presidenciais desde a
redemocratização e tem a possibilidade de vencer a
disputa deste ano para um quarto mandato. Ao seu
lado, marcaram esse período Fernando Collor,
Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff, Michel
Temer e Jair Bolsonaro, todos ex-presidentes. Além
do presidente José Sarney que, eleito
vice-presidente no Colégio Eleitoral e alçado à
Presidência da República, é uma liderança expressiva
no cenário nacional e construiu importante capital
político.
Entre 1989 e 2022, a disputa presidencial foi
estruturada em torno dessas lideranças. Assim, quem
vencer as eleições de 2026 assumirá a Presidência em
condições políticas mais favoráveis para liderar um
novo ciclo no país.
Na perspectiva partidária, o Brasil caminha para um
sistema menos fragmentado do que o das últimas
décadas. Vale ressaltar, a título de curiosidade,
que a eleição presidencial de 1989 contou com 22
candidatos ao Palácio do Planalto, evidenciando a
forte fragmentação político-partidária do país no
período pós-ditadura militar.
As novas regras das eleições proporcionais, com o
fim das coligações, a criação das federações
partidárias e a cláusula de desempenho, reduziram
significativamente o número de legendas em disputa
e, por consequência, produziram reflexos também nas
candidaturas majoritárias.
A governabilidade exige um presidencialismo mais
hábil com o fortalecimento do Poder Legislativo em
relação ao Executivo¹. O Congresso passou a definir
a agenda política com influência das bancadas
informais, muitas vezes em contraposição aos
interesses do chefe de governo e de Estado.
O eleitor brasileiro mudou. O país chega às eleições
de 2026 com cerca de 159 milhões de eleitores,
praticamente o dobro dos pouco mais de 80 milhões
registrados na primeira eleição presidencial direta
da redemocratização, em 1989. As mulheres
representam cerca de 52% do eleitorado; os eleitores
com ensino médio completo formam o maior grupo em
termos de escolaridade; e o envelhecimento da
população amplia o peso político das faixas etárias
acima de 60 anos.
Além disso, cerca de 20 milhões de brasileiros estão
nas faixas em que o voto é facultativo e
aproximadamente 1 milhão de brasileiros votam no
exterior, e a influência do cenário internacional
também é determinante aos candidatos à Presidência.
Essa nova realidade demográfica veio acompanhada de
um eleitor mais conectado às plataformas digitais e
menos identificado com os partidos políticos e até
candidatos quando não lembram em que votou nas
eleições para cargos no Congresso. As campanhas
passaram a ser fortemente influenciadas pelas redes
sociais, pela circulação acelerada de informações
que tem influenciado as preferências e valores dos
eleitores.
Por fim, o pleito de outubro próximo também
influenciará as eleições municipais de 2028 e,
consequentemente, as presidenciais e legislativas de
2030. Não resta dúvida de que quem vencer as
eleições de 2026 encontrará condições institucionais
e políticas favoráveis para inaugurar esse novo e
desafiador ciclo político-eleitoral.
*Jornalista, analista político e diretor de
Documentação do Diap.
¹ Nova dinâmica parlamentar:
https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/93060-nova-dinamica-parlamentar
Fonte: Diap

30/07/2026 -
Discussão sobre fim da escala de trabalho 6x1
continua em agosto
O fim da chamada escala 6x1, com seis dias de
trabalho e um de folga por semana, seguirá em
discussão no Senado em agosto, após o recesso
parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de
que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos
trabalhos.
Além de acabar coma escala 6x1, a proposta reduz a
jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
sem redução de salários.
O texto chegou ao Senado no fim de maio, após
aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da
Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a
proposta passasse pelas comissões.
O presidente do Senado tem se reunido com os setores
interessados no tema para discutir a proposta. No
início de julho, a reunião foi com as centrais
sindicais, que defenderam o avanço na análise do
texto. Antes, em maio, ele já havia recebido
integrantes dos empregadores, que defenderam a
votação da proposta somente após as eleições.
Agosto
Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do
governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues
(PT-AP) afirmou que o fim da escala 6x1 é
“prioridade absoluta” para o governo e que
continuará trabalhando para que a votação ocorra
assim que possível.
— Mesmo no período das eleições, o Senado vai
funcionar em esforços concentrados e remotamente.
Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da
escala 6x1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em
avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição
ainda nesse período.
As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14
de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e
devem coincidir com os esforços concentrados na
Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na
quarta-feira (15).
— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado
pela Câmara dos Deputados, permitindo que o
Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo
eficiente e harmônico — informou Davi.
Defesa
Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim
(PT-RS), um dos principais defensores da proposta,
disse ter esperança de que a votação ocorra em
agosto. Para ele, o debate sobre a redução da
jornada não "pertence" ao governo, à oposição e nem
aos partidos políticos, e sim ao povo.
— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada
no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador
brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na
beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a
dimensão histórica dessa decisão — defendeu.
Para Paim, o fim da escala 6x1 fará a produtividade
do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de
diminuir. Ele argumentou que países com jornadas
menores apresentam índices mais elevados de
produtividade por hora trabalhada.
Também em defesa do avanço na análise da PEC, o
senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a
jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele
lembrou que o período de campanha eleitoral começa
em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus
representantes.
— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem
votar o fim da escala 6x1, querem fazer você
trabalhar igual a um condenado no 6x1, e nós aqui
trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai
dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí —
criticou.
Eleições
Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos
da PEC e defendem que a votação fique para depois
das eleições. Em sessão temática no início de julho,
o líder da oposição, senador Rogerio Marinho
(PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a
discussão do tema fora do período eleitoral.
— Não é proibido, não é interditado discutirmos
jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão
que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que
neste momento? — questionou o senador.
No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT)
afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que
o debate seja feito com serenidade e que todos os
setores sejam ouvidos para que a solução seja
equilibrada.
— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros,
de tempo dedicado à família, ao descanso, à
qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da
competitividade das empresas e da capacidade de
gerar empregos. É justamente por isso que este
debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo
— ponderou.
Outras propostas
Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli
(PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto
econômico e social da medida durante a análise na
Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências
negativas na economia. Ele defendeu a aprovação de
outra proposta em análise no Senado.
— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao
trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo
com as suas necessidades. Direitos como férias,
décimo terceiro e FGTS seguirão de forma
proporcional à jornada acordada — garantiu.
A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio
Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado.
Pela proposta, seria possível escolher entre o
regime comum previsto pela Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em
horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato
individual prevalece sobre possíveis acordos
coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º
salário também seriam proporcionais às horas
trabalhadas.
Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra
proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP),
que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro
dias de trabalho. O texto foi arquivado.
Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em
abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas
semanais o limite da jornada normal de trabalho e
garantir ao trabalhador dois repousos semanais
remunerados de 24 horas consecutivas. Após a
aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de
urgência para o projeto, que segue em análise na
Câmara.
Fonte: Agência Senado

30/07/2026 -
Não concordo que nova reforma é necessária, diz
ministro da Previdência
Queiroz afirma que Fazenda ataca com números e
ele defende proteção social, mas Lula é quem decide
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, discorda
da ideia de que uma nova reforma do sistema de
aposentadorias e pensões seja necessária. Em
entrevista ao JOTA nesta segunda-feira (27/7), ele
tachou de cruéis iniciativas como mudanças na idade
mínima e defendeu a proteção dos trabalhadores mais
vulneráveis.
As declarações evidenciam a dificuldade de o próprio
governo enfrentar um tema sensível como as mudanças
previdenciárias em meio às eleições, mesmo enquanto
o mercado espera sinalizações mais robustas de
ajustes nas contas públicas. O próprio ministro
Dario Durigan (Fazenda) vem fazendo acenos do tipo e
defendendo a contenção de despesas obrigatórias no
Orçamento da União, mas o assunto está longe de ter
um discurso unificado no governo e entre outros
aliados de Lula (PT).
“Não concordo que haja necessidade de uma reforma”,
disse Queiroz. “Nós estamos envelhecendo mais e isso
pressiona a conta da Previdência, mas eu considero
injusto que se olhe sempre para uma reforma da
Previdência como se costuma fazer, olhando sempre
para aumentar a idade ou aumentar a alíquota [de
contribuição]”.
“Acho isso muito cruel. Sou do Nordeste brasileiro,
onde a expectativa de vida não é como a do Sul e do
Sudeste. As pessoas não vivem tanto tempo”, disse.
“É muito cruel [aumentar a idade mínima] para quem
pega ônibus todos os dias, [leva] duas horas para ir
para o trabalho, duas para voltar”, completou.
Apesar da resistência, o ministro reconheceu a
necessidade de mudanças. “Acredito que nós estaremos
desafiados – todos nós, a inteligência brasileira –
a construir soluções de Previdência que são reais,
que nós precisamos ajustar e adequar. Mas sempre com
o olhar de não penalizar aqueles que já vivem muito
sofridos, que são os trabalhadores brasileiros”,
disse.
“Todos nós aqui trabalhamos muitas horas, mas nós
trabalhamos no ar-condicionado, de paletó e gravata,
bem vestidos, graças a Deus, e nós sabemos que essa
não é a realidade da maioria, de 99% dos
trabalhadores brasileiros. Então é com eles que me
preocupo”, disse.
O ministro Dario Durigan já citou como possível
mudança na Previdência um endurecimento nas regras
para militares. A secretária de Política Econômica
da Fazenda, Débora Freire, menciona a possibilidade
de ajustes, no futuro, na idade mínima. O atual
secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, já
disse que o país precisaria se acostumar com
mudanças mais frequentes no sistema.
Quando apresentado a essas declarações, Queiroz
afirmou que o Ministério da Fazenda fica no ataque
cuidando dos números. Enquanto ele fica na defesa do
trabalhador. E que quem decide a estratégia é o
presidente Lula.
“O capitão do time agora, digamos, é a ministra
Miriam Belchior [da Casa Civil]. O técnico é o
presidente Lula. É ele quem decide qual é a hora de
atacar, qual é a hora de defender, qual é a
estratégia do time. O ministro Dario é o atacante.
Ele tá lá na frente, cuidando dos números. E eu sou
o cara da defesa, da proteção social. Então eu tô
fazendo o meu papel”, disse.
Fonte: Jota

30/07/2026 -
Queda no preço dos alimentos faz inflação
desacelerar para 0,06% em julho
Recuo nos preços de itens como tomate, batata e
café amenizou o impacto da alta da energia elétrica
e reduziu o ritmo da inflação no mês
A prévia da inflação oficial do país desacelerou
para 0,06% em julho, puxada principalmente pela
queda no preço dos alimentos. O Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado
na terça-feira (28) pelo IBGE, ficou 0,35 ponto
percentual abaixo da taxa registrada em junho,
quando havia avançado 0,41%.
Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% no
ano e de 4,52% nos últimos 12 meses, abaixo dos
4,80% registrados no período imediatamente anterior.
Entre os nove grupos pesquisados, a principal
contribuição para a desaceleração da inflação veio
de Alimentação e bebidas, que caiu 0,66% e retirou
0,15 ponto percentual da inflação do mês. O
resultado foi puxado pelas quedas nos preços do
tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do
café moído (-3,13%). Já a cebola (7,10%) e o pão
francês (0,65%) registraram alta.
Na direção oposta, o grupo Habitação teve a maior
pressão sobre o índice, com alta de 0,97%,
impulsionada principalmente pelo aumento de 3,03% na
energia elétrica residencial. O reajuste refletiu a
adoção da bandeira tarifária amarela e reajustes
tarifários em diversas capitais.
O grupo Transportes avançou 0,11%, influenciado pela
alta de 11,70% nas passagens aéreas. Já os
combustíveis ajudaram a conter a inflação, com recuo
de 0,90%, puxado pelas quedas do etanol (-2,50%), do
óleo diesel (-1,32%), do gás veicular (-0,97%) e da
gasolina (-0,68%).
Entre as capitais pesquisadas, o maior resultado foi
registrado no Rio de Janeiro (0,44%), pressionado
pelo aumento das passagens aéreas e da energia
elétrica. Belém apresentou a menor variação
(-0,22%), favorecida pelas quedas nos preços do açaí
e da gasolina.
Fonte: Portal Vermelho

29/07/2026 -
Ministro da Previdência se diz disposto a procurar
ministros do STF para apontar impactos da
pejotização
Wolney Queiroz avalia que modelo penaliza a
Previdência, os trabalhadores e tem sido uma
'epidemia no país'
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz,
disse em entrevista ao JOTA que está disposto a
conversar com os ministros para mostrar os impactos
negativos da pejotização ao regime previdenciário.
Na avaliação dele, esse modelo penaliza a
Previdência, os trabalhadores e tem sido uma
“epidemia no país”.
Queiroz afirmou ser “totalmente” contra essa forma
de contratação e defende que sejam criados
mecanismos de recolhimento para que não haja
corrosão da proteção social e da previdência
brasileira.
“A pejotização foi criada como uma forma de
modernizar as relações de trabalho, mas na verdade,
está criando uma legião de pessoas com menos
assistência do estado”, disse.
Em documentos enviados ao STF, o governo Lula, via
Advocacia-Geral da União (AGU), estima que esse
sistema gerou déficit superior a R$ 60 bilhões na
Previdência Social e perdas superiores a R$ 24
bilhões no FGTS entre 2022 e 2024.
“Caso se mantenha o uso da pejotização a longo
prazo, serão necessárias novas reformas no sistema
de Seguridade Social para compensar a perda de
arrecadação, que afeta tanto o trabalhador
individual quanto a coletividade, em razão do
comprometimento da base de financiamento e do
aumento da desigualdade”, diz um trecho do
documento.
“Nesse cenário, para o ano de 2025, foi estimada uma
necessidade de financiamento do RGPS da ordem de R$
338,1 bilhões, a qual deve atingir cerca de R$ 3,983
trilhões em 2060”, diz outro trecho.
O tema é discutido no ARE 1.532.603 e o relator é o
ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Jota

29/07/2026 -
FGTS: 138 milhões de trabalhadores receberão R$ 13
bilhões de lucros
Crédito será feito até dia 31 de agosto
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (28) a
distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores
referentes ao resultado positivo obtido pelo fundo
em 2025.
O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65
bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de
138,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras serão
beneficiados pela distribuição.
Segundo a proposta aprovada pelo colegiado, o
crédito será feito de forma proporcional ao saldo
existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro
de 2025.
Os recursos serão creditados nas contas vinculadas
do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a
legislação.
Terão direito ao recebimento os trabalhadores que
possuíam saldo positivo em contas do fundo em 31 de
dezembro de 2025, incluindo contas ativas e
inativas.
Fonte: Agência Brasil

29/07/2026 -
Sindicato reforça atuação nas bases dos
eletricitários
Sindicato dos Eletricitários intensifica ações
nas bases, fortalece negociações, amplia atendimento
e reafirma compromisso com direitos e representação
da categoria
O Sindicato dos Eletricitários de São Paulo
intensificou atividades nas bases entre 20 e 24 de
julho, fortalecendo o diálogo permanente e
defendendo direitos da categoria.
Além disso, o vice-presidente Celso Luís de Souza
participou da negociação da Participação nos Lucros
e Resultados (PLR) 2026 da ISA Energia,
representando os eletricitários.
Ao mesmo tempo, dirigentes conduziram assembleias
nas empresas Manserv, Lig Taubaté e outras unidades,
onde trabalhadores rejeitaram propostas patronais e
aprovaram plano sindical de lutas.
Paralelamente, representantes da entidade
reuniram-se com dirigentes da Neoenergia Elektro
para discutir reivindicações da categoria e promover
plantões sindicais de orientação aos trabalhadores.
Além das negociações, dirigentes participaram das
reuniões do Conselho Deliberativo da Vivest,
acompanhando assuntos relacionados aos planos de
previdência e saúde dos eletricitários.
Ao longo da semana, o Sindicato também visitou
diversas bases, entregou carteirinhas para novos
associados e incentivou a sindicalização entre
trabalhadores de diferentes empresas.
Ainda durante as visitas, dirigentes entregaram a
tradicional Cesta Cegonha para trabalhadores
recém-pais, reforçando ações sociais e valorizando
momentos importantes das famílias associadas.
Além disso, os representantes dialogaram com
trabalhadores sobre preservação dos espaços
coletivos, participação nas atividades sindicais e
fortalecimento permanente da organização da
categoria.
O Sindicato reafirmou que manter presença constante
nas empresas e subsedes fortalece a representação
sindical, amplia conquistas e enfrenta desafios do
setor elétrico.
Fonte: Rádio Peão Brasil

29/07/2026 -
Representação dos trabalhadores avança em debates
com o governo sobre a revisão da NR-21
Representantes da bancada dos trabalhadores
participaram, nesta terça-feira (28), de uma reunião
com a bancada do governo para dar continuidade às
discussões sobre a revisão da Norma Regulamentadora
nº 21 (NR-21), que estabelece diretrizes para as
condições de trabalho a céu aberto. O encontro
integra o processo de atualização da norma no âmbito
da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP).
O encontro teve como objetivo esclarecer questões
que vêm sendo debatidas e compreender os pontos
apresentados pela bancada do governo nas propostas
em discussão. A reunião possibilitou o
aprofundamento das discussões e o alinhamento de
entendimentos sobre temas que serão levados à
próxima reunião da comissão tripartite.
Alguns assuntos ainda apresentam divergências entre
as bancadas, reforçando a importância do diálogo
técnico e da construção conjunta de uma norma
moderna, equilibrada e que assegure proteção efetiva
aos trabalhadores que exercem suas atividades a céu
aberto.
A bancada dos trabalhadores reafirmou que a
atualização da NR-21 deve considerar a realidade de
quem atua em ambientes externos, especialmente
diante dos desafios impostos pelas mudanças
climáticas, garantindo condições dignas, seguras e
saudáveis de trabalho.
Representando a Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), participou da reunião o
Diretor Nacional de Formação Sindical e Qualificação
Profissional, André Dias Lavatori, reforçando o
compromisso da Central com a defesa dos direitos dos
trabalhadores e com a construção de normas que
conciliem proteção, responsabilidade e viabilidade.
“O diálogo entre as bancadas é essencial para
esclarecer os pontos em discussão e construir uma NR-21
que reflita a realidade dos trabalhadores. Nosso
compromisso é contribuir para uma norma moderna,
técnica e que fortaleça a proteção da saúde e da
segurança de quem exerce suas atividades a céu
aberto”, destacou André Dias Lavatori.
Informações da NCST-RJ
Fonte: NCST

29/07/2026 -
Justiça do Trabalho apoia campanha de combate ao
tráfico de crianças e adolescentes pela internet
Em 2026, iniciativa foca na conscientização da
sociedade sobre os riscos das redes sociais no
aliciamento de novas vítimas
A campanha “O tráfico de pessoas é real”, promovida
pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo
Ministério Público do Trabalho (MPT), foca, em 2026,
na proteção de crianças e adolescentes em ambientes
digitais e no combate ao tráfico de pessoas e ao
trabalho em condições análogas à escravidão.
O objetivo da ação, que integra o projeto “Liberdade
no Ar” e é apoiada pela Justiça do Trabalho, é
conscientizar pais, mães, professores e sociedade
sobre os riscos que sites e redes sociais oferecem.
Além de conscientizar, a campanha chama os adultos
para a ação concreta ao mostrar os riscos que
conversas aparentemente inocentes pela internet e
como o aliciamento de novas vítimas é feito em
ambientes virtuais.
Desde 2022, o TST e o CSJT apoiam o projeto
“Liberdade no Ar” e divulgam, em seus canais
internos e externos de comunicação, vídeos e banners
de conscientização.
Veja o vídeo da campanha de 2026
Fonte: TST

29/07/2026 -
Amazônia concentra 48,2% dos processos de minerais
críticos e estratégicos
Estudo da ANM que subsidiará a Política Nacional
de Minerais Críticos aponta R$ 40,4 bilhões
investidos em 18 anos, mas destaca a ausência de
produção de cobalto, terras raras e potássio
A Amazônia Legal concentra 48,2% dos processos de
mineração (como pedidos de pesquisa e de lavra)
relacionados a minerais críticos e estratégicos do
Brasil e recebeu R$ 40,4 bilhões em investimentos em
minas e usinas de beneficiamento entre 2006 e 2024,
desconsiderando o minério de ferro.
Apesar da liderança na produção de ferro, bauxita,
cobre e ouro, a região ainda não produz substâncias
consideradas essenciais para o país, como cobalto,
terras raras e potássio. Os dados integram o estudo
Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos –
Diagnóstico Setorial, divulgado na quinta-feira (23)
pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
O levantamento reúne informações sobre direitos
minerários, produção, investimentos em pesquisa e
lavra, arrecadação de royalties, comércio exterior e
os principais projetos em andamento. Elaborado pela
Superintendência de Economia Mineral e Geoinformação
(SEG), o diagnóstico pretende subsidiar a elaboração
de uma Política Nacional de Minerais Críticos e
Estratégicos.
Na Amazônia Legal, o Pará concentra 51% dos
processos relacionados a minerais críticos e
estratégicos da região, seguido por Mato Grosso
(19%) e Rondônia (10,3%). O ouro responde por 67%
dos processos minerários, à frente do estanho (10%)
e do cobre (7,3%).
Os investimentos em pesquisa mineral somaram R$ 4,9
bilhões entre 2003 e 2024, dos quais 65,8% foram
destinados ao ouro e 19,1% ao cobre. Ainda assim, o
estudo aponta a inexistência de produção de minerais
considerados estratégicos, como potássio, terras
raras e cobalto.
“Reverter isso exige mais investimento em pesquisa
mineral, especialmente voltados a ampliar o
conhecimento geológico do país em escala adequada
para o conhecimento do potencial mineral da região.
Também envolve destravar projetos estruturantes já
mapeados (como Autazes, Araguaia e Vermelho), gerar
maior segurança regulatória para atrair capital de
longo prazo e parcerias público-privadas em
pesquisa, desenvolvimento e inovação para agregar
valor às cadeias produtivas subsequentes à
mineração”, argumenta João Vasconcelos, gerente de
Economia Mineral da ANM.
O estudo também destaca que o crescimento da demanda
global por minerais críticos, impulsionado pela
transição energética, pela indústria de tecnologia e
pelo setor de defesa, amplia a importância
estratégica da Amazônia. Ao mesmo tempo, ressalta
que a exploração mineral na região deve conciliar o
aproveitamento econômico com a preservação ambiental
e o respeito aos direitos dos povos originários.
*Com informações Agência Nacional de Mineração
Fonte: Portal Vermelho

29/07/2026 -
Projeto cria Programa Conecta Trabalho para
qualificação profissional
Texto permite que alunos escolham cursos e
instituições credenciadas e busca aproximar a
formação profissional das demandas do mercado de
trabalho.
Os deputados federais Marcel van Hattem (Novo-RS),
Gilson Marques (Novo-SC) e Luiz Lima (Novo-RJ)
apresentaram à Câmara dos Deputados o projeto de lei
3.785/2026, que cria o Programa Conecta Trabalho
(CONECTA).
A proposta institui uma política pública permanente
voltada à ampliação do acesso à educação
profissional e tecnológica e à inserção de jovens e
adultos no mercado de trabalho.
Inspirado no programa Trilhas de Futuro, do governo
de Minas Gerais, o projeto pretende ampliar a oferta
gratuita de cursos técnicos por meio do
credenciamento contínuo de instituições públicas e
privadas de ensino profissional, incluindo entidades
do Sistema S e fundações, sem exigir a expansão da
estrutura administrativa da União.
Poderão participar estudantes do ensino médio
regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA),
pessoas que já concluíram o ensino médio,
trabalhadores empregados e desempregados, além de
outros interessados em qualificação profissional,
conforme regulamentação.
Os beneficiários poderão escolher livremente o
curso, a instituição, o turno, a modalidade de
ensino e o município entre as vagas disponíveis.
As inscrições e a participação serão gratuitas, com
emissão de certificado de conclusão, sendo vedada a
cobrança de mensalidades ou quaisquer outras taxas.
Caso a procura seja superior ao número de vagas, a
seleção deverá seguir critérios objetivos e
transparentes. O texto também permite a reserva de
vagas para estudantes da rede pública, desempregados
há 12 meses ou mais e pessoas de baixa renda.
O financiamento do programa poderá ser feito com
recursos do Orçamento da União, de Estados e
municípios, além de parcerias e doações de empresas
e organismos internacionais.
A proposta ainda autoriza a concessão de auxílio
financeiro aos estudantes para despesas com
transporte, alimentação, material didático,
uniforme, equipamentos de proteção individual (EPIs)
e bolsas de estudo.
Na justificativa, os autores afirmam que o Brasil
enfrenta um descompasso histórico entre a formação
oferecida pelas instituições de ensino e as
competências exigidas pelo mercado de trabalho, o
que reduz a produtividade e limita as oportunidades
de inserção profissional e ascensão social.
O projeto aguarda despacho para o início da
tramitação nas comissões da Câmara dos Deputados.
Confira a
íntegra do projeto.
Fonte: Congresso em Foco

28/07/2026 -
FGTS decide distribuição de lucro nesta terça (28);
veja como calcular
Essa é uma iniciativa criada em 2016 que
incrementa a rentabilidade básica anual das contas
dos trabalhadores
O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço) decide nesta terça-feira, 28, a
distribuição de cerca de R$ 13 bilhões em lucros do
fundo. Se aprovada, a medida beneficia
aproximadamente 138 milhões de trabalhadores, com
depósito automático nas contas.
Se aprovada, a medida permitirá que a Caixa
Econômica Federal deposite automaticamente os
valores nas contas vinculadas ao FGTS. Não é
necessário fazer nenhuma solicitação.
A distribuição dos resultados do fundo tornou-se uma
prática recorrente nos últimos anos. Em 2025, foram
repassados R$ 12,9 bilhões aos cotistas, enquanto,
no ano anterior, a distribuição somou R$ 15,2
bilhões.
Quem receberá o depósito?
Todos os trabalhadores que tinham saldo em contas
ativas ou inativas até 31 de dezembro de 2025
recebem um valor. O cálculo varia conforme o
montante existente na conta até o último dia do ano
passado - ou seja, não há um valor fixo para todos
os beneficiários.
Para estimar quanto poderá ser creditado, o saldo
registrado no fim de 2025 deve ser multiplicado pelo
índice de 0,01868341, definido na proposta
apresentada ao Conselho Curador.
Como o trabalhador pode consultar os valores
recebidos?
Diretamente no APP FGTS, disponível nas lojas de
aplicativos Google Play e App Store, ou no Internet
Banking CAIXA, para clientes do banco. Também é
possível fazer a consulta presencialmente, em
agências da Caixa Econômica Federal.
Os valores recebidos podem ser sacados?
Sim, nas situações previstas na Lei 8.036/90, como na
aquisição da casa própria, nas situações de
calamidade e doenças graves, nos casos de rescisão
sem justa causa e outros. O recurso recebido não
integra a base de cálculo da multa rescisória caso o
trabalhador venha a ser demitido sem justa causa.
O que é a distribuição de resultado do FGTS?
É uma iniciativa criada em 2016 que incrementa a
rentabilidade básica anual (TR + 3% a.a.) das contas
de FGTS dos trabalhadores, por meio da distribuição
de parte do lucro dos investimentos do fundo. O
percentual do lucro a ser distribuído é definido
pelo Conselho Curador do FGTS (CCFGTS).
A Distribuição de Resultado é prevista na Lei nº
13.446/17.
Os trabalhadores que não tiveram seus depósitos
mensais realizados pelos empregadores receberão a
distribuição de resultado?
A distribuição é realizada de acordo com o saldo das
contas dos trabalhadores no dia 31 de dezembro do
ano em que o resultado foi auferido. A atual
distribuição, que ocorre em 2026, levará em conta,
portanto, o saldo do último dia de 2025.
Caso o empregador não tenha depositado os valores
devidos até o último dia de 2025, eles não entrarão
no cálculo do valor a ser depositado na conta do
trabalhador.
Fonte: CNN Brasil

28/07/2026 -
16,5% das exportações brasileiras para os EUA serão
afetadas pelo tarifaço de 37,5%
Levantamento do MDIC mostra que US$ 6,6 bilhões
em vendas aos EUA serão afetadas dupla tributação de
até 37,5%
As tarifas impostas pelos Estados Unidos já afetam
uma parcela significativa das exportações
brasileiras. Um levantamento divulgado pelo
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços (MDIC) na sexta-feira (24) mostra que 16,5%
das vendas do Brasil ao mercado estadunidense estão
sujeitas a tarifas de até 37,5%, o equivalente a US$
6,6 bilhões (cerca de R$ 33,6 bilhões).
O estudo detalha a distribuição das novas barreiras
comerciais impostas por Washington e servirá de base
para orientar as negociações do governo brasileiro e
a busca por novos mercados para reduzir a
dependência das exportações destinadas aos Estados
Unidos.
Mais da metade das exportações continua sem
sobretaxas
Segundo o MDIC, 52,7% das exportações brasileiras para
os Estados Unidos permanecem livres das novas
tarifas. Nessa categoria estão produtos de grande
relevância para a balança comercial, como café,
carnes, aeronaves, ferro fundido, suco de laranja,
frutas, diversos produtos químicos e a maior parte
das exportações de celulose.
Por outro lado, 4,7% das exportações passaram a ser
tributadas em 12,5%, medida anunciada na
quinta-feira (23) e relacionada à alegação de
práticas de trabalho escravo no Brasil.
Outros 1,9% dos produtos brasileiros enviados ao
mercado americano estão sujeitos à tarifa de 25%,
aplicada desde 15 de julho após investigação
conduzida pelo Escritório do Representante de
Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas
práticas comerciais desleais.
A combinação dessas medidas faz com que 16,5% das
exportações brasileiras sofram dupla tributação,
elevando a carga tarifária para 37,5%.
Bens industriais concentram os maiores impactos
O levantamento também mostra que 24,2% das exportações
brasileiras permanecem sujeitas às tarifas
específicas aplicadas pelos Estados Unidos com base
na Seção 232 da Lei de Comércio estadunidense,
mecanismo utilizado para tarifar diversos países.
Segundo o ministério, o impacto está concentrado
principalmente em bens industriais. O objetivo do
estudo é identificar os setores mais expostos às
barreiras tarifárias e subsidiar as medidas que
poderão ser adotadas pelo governo.
Entre as alternativas em análise estão a
continuidade das negociações comerciais com
Washington e a ampliação de mercados internacionais
para reduzir a concentração das vendas externas em
um único destino.
Comércio bilateral perde força
O MDIC também aponta que a escalada das tarifas ocorre
em um contexto de desaceleração do comércio entre
Brasil e Estados Unidos.
Depois de atingir o recorde de US$ 40,4 bilhões em
exportações para o mercado americano em 2024, o
valor caiu para US$ 37,7 bilhões em 2025 e continuou
em retração ao longo de 2026.
No primeiro semestre deste ano, as exportações
brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 17,4
bilhões, resultado 13% inferior ao registrado no
mesmo período de 2025.
A retração foi puxada principalmente pela queda das
vendas de petróleo bruto, que recuaram 30,4%, e dos
produtos de ferro e aço em formas primárias, com
redução de 21,7%.
Como consequência, os Estados Unidos perderam
participação como destino das exportações
brasileiras, passando de 12,1% para 9,4% entre os
primeiros semestres de 2025 e 2026. Essa
participação já havia diminuído de 12,0% em 2024
para 10,8% em 2025.
O ministério também informou que as importações
brasileiras de produtos estadunidenses caíram no
período, contribuindo para uma redução de 12,8% na
corrente de comércio bilateral.
Fonte: Brasil247

28/07/2026 -
Quase 90% dos deputados pretendem disputar a
reeleição, aponta levantamento
Número de renovações no Senado tende a ser maior,
com 6 em cada 10 senadores sinalizando que
disputarão a reeleição
Nove em cada dez deputados federais pretendem
disputar a reeleição em outubro deste ano. É o que
revela um levantamento elaborado pelo Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).
Até o momento, dos 513 parlamentares em exercício na
Câmara dos Deputados, 448 já anunciaram que tentarão
um novo mandato, o equivalente a 87,32%. O número de
candidaturas é o maior registrado na série histórica
produzida pelo DIAP e supera o registrado nas
eleições de 2022, quando 446 deputados federais
tentaram a reeleição.
O número ainda é incerto e poderá alcançar 495
tentativas de reeleição caso cinco deputados e 42
pré-candidatos ao Senado desistam de subir para a
Casa Alta e priorizem a permanência na Câmara.
O número real de candidatos à reeleição só será
definido em terça-feira (5), prazo limite para que
as convenções partidárias escolham quais nomes serão
postulantes aos cargos disponíveis nas urnas em 2026
e sejam registrados no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE).
No Senado, a renovação das cadeiras deve ser maior.
A Casa Alta, que renova sua composição a cada quatro
anos, sendo um terço em uma eleição e dois terços na
seguinte, terá 54 vagas disponíveis neste ano.
Dos 54 senadores em final de mandato que podem ser
substituídos, 34 indicam que disputarão a reeleição,
o equivalente a 62,9%. Os demais 20 optaram por
outras candidaturas, como as à Presidência da
República, aos governos estaduais ou aos cargos de
deputado federal e estadual.
Fonte: InfoMoney

28/07/2026 -
Mercado reduz para 5,12% expectativa de inflação em
2026
Melhora nas projeções ocorre pela quarta semana,
segundo Boletim Focus
Pela quarta semana consecutiva, o mercado financeiro
reduz as expectativas de inflação para 2026 no
Brasil. De acordo com o Boletim Focus, divulgado
nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, o
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), a inflação oficial do país, deve fechar o
ano em 5,12%.
Na semana passada, a inflação projetada para o ano
estava em 5,15%. Há quatro semanas, as projeções
para este índice estava em 5,33%.
Para os anos subsequentes (2027 e 2028), as
expectativas inflacionárias do mercado financeiro
são, respectivamente, de 4,22% e 3,80%.
Nos demais indicadores (PIB, Câmbio e Selic), as
projeções do mercado se mantêm estáveis há, pelo
menos, quatro semanas.
PIB e dólar
No caso do Produto Interno Bruto – soma de todos os
bens e serviços produzidos no país –, as projeções
do mercado financeiro permanecem em 1,99% em 2026.
Para 2027 e 2028, o mercado projeta, para a
economia, crescimentos de 1,60% e 2%,
respectivamente.
Segundo o Boletim Focus, as projeções para o câmbio
ao final de 2026 estão estáveis há seis semanas, com
cotação de R$ 5,20 para o dólar ao final do ano.
Para os anos subsequentes, são esperadas cotações de
R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028.
Taxa Selic
A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026
se manteve em 14% pela quinta semana consecutiva.
A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política
Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%.
Com isso, há expectativa de, pelo menos, uma redução
na atual taxa até o final de 2026.
A próxima reunião do Copom está prevista para os
dias 4 e 5 de agosto.
As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram
estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.
De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava
em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006,
quando foi fixada em 15,25% ao ano.
De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi
elevada sete vezes.
Fonte: Agência Brasil

28/07/2026 -
Amom Mandel quer preservar férias em caso de
atestado no mesmo período
Deputado apresentou proposta para garantir
remarcação de férias quando trabalhador se afastar
por motivo de saúde nos 15 dias anteriores à data
inicial.
O deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM)
apresentou o projeto de lei 3.791/2026, que
determina a suspensão do início das férias quando o
trabalhador se afastar por motivo de saúde nos 15
dias anteriores à data marcada para o descanso.
A proposta altera a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) e pretende assegurar que o empregado
possa usufruir integralmente das férias depois de
recuperar sua capacidade laboral.
Pelo texto, a suspensão será aplicada quando o
afastamento estiver comprovado por atestado médico
ou por benefício por incapacidade temporária
concedido pelo Regime Geral de Previdência Social. A
regra valerá para doenças e acidentes de qualquer
natureza que impeçam o exercício das atividades e
comprometam a finalidade de repouso e recuperação
das férias.
Depois do encerramento do afastamento, o empregador
deverá definir uma nova data para o descanso,
considerando o interesse do serviço, mas garantindo
ao trabalhador o gozo integral do período adquirido.
A proposta também preserva os valores já pagos. Caso
a empresa tenha antecipado a remuneração das férias
e o adicional constitucional de um terço, o
empregado não perderá as quantias. O texto permite
que empregador e trabalhador façam a compensação ou
o ajuste das datas por meio de acordo.
O texto delimita a aplicação da medida aos
afastamentos iniciados nos 15 dias anteriores à data
prevista para o começo das férias. Isso significa
que a simples existência de um problema de saúde em
período anterior não será suficiente para alterar
automaticamente o descanso.
A incapacidade, conforme o projeto, pode ser
comprovada de duas formas. A primeira é por meio de
atestado médico, utilizado normalmente nos
afastamentos de menor duração ou durante o período
inicial de responsabilidade do empregador. A segunda
é por meio do benefício por incapacidade temporária
concedido pelo Regime Geral de Previdência Social,
conhecido anteriormente como auxílio-doença.
Encerrado o afastamento, o empregado não começará
necessariamente as férias no dia seguinte. A
proposta estabelece que o novo período será definido
pelo empregador, observando o interesse do serviço e
garantindo o descanso integral.
Como o trabalhador pode adoecer depois de receber a
remuneração das férias antecipadamente, o projeto
esclarece que a suspensão não provocará perda das
quantias já adiantadas.
Na Câmara, a proposta aguarda distribuição para
comissões temáticas, antes de ser analisada em
Plenário.
Leia a
íntegra.
Fonte: Congresso em Foco

27/07/2026 -
Renovação no Congresso deve ser baixa
O Congresso Nacional está virando um Clube fechado,
onde a renovação tende a ser cada vez mais baixa. A
análise da declaração de bens dos deputados e
senadores mostra, também, que se trata, cada vez
mais, de um clube de ricos.
Diap – O site da entidade identifica, a
partir de levantamento preliminar, apoiado em
pesquisas, consultas a portais locais, contatos com
candidatos, dirigentes partidários e arranjos
políticos locais, os deputados e senadores que
deverão concorrer à reeleição este ano, oferecendo
um panorama antecipado da disputa no Congresso
Nacional.
Na Câmara, dos 513 parlamentares em exercício, 448
são pré-candidatos à reeleição, ou seja, 87,32% da
composição da Casa. O percentual representa o maior
índice de recandidatura da série histórica levantada
pelo Diap. Os demais 65 deputados optaram por
disputar outros cargos – como senador, governador,
vice, deputado estadual ou vice-presidente da
República – ou decidiram não concorrer a mandato
eletivo.
O Diap observa que, caso ocorram alterações nos
atuais planos eleitorais, o número de candidaturas à
reeleição poderá chegar a 495, considerando os cinco
parlamentares ainda indefinidos e os 42
pré-candidatos ao Senado que eventualmente poderão
rever suas decisões. O quantitativo final somente
será conhecido após as convenções partidárias.
Senado – No Senado, que renova sua composição
de forma alternada – um terço em uma eleição e dois
terços na seguinte -, estarão em disputa pleito 54
das 81 cadeiras, correspondentes a dois terços de
sua composição. Dos 54 senadores em final de
mandato, 34 mostram intenção de disputar a
reeleição, o que representa 62,96% das vagas em
disputa. Os outros 20 parlamentares optaram por
concorrer a diferentes cargos, entre eles a
Presidência da República, governos estaduais, Câmara
dos Deputados e assembleias legislativas estaduais.
Mais – Site do Diap
Fonte: Diap

27/07/2026 -
Não aceitaremos que os trabalhadores paguem a conta
do tarifaço
O tarifaço imposto pelo governo dos Estados
Unidos ameaça a indústria nacional e os empregos.
Saiba mais sobre as implicações.
A nova tarifa de 25% anunciada pelo governo dos
Estados Unidos contra uma série de produtos
brasileiros representa uma grave ameaça à indústria
nacional, aos investimentos e, principalmente, aos
empregos. Trata-se de mais uma medida unilateral do
governo Donald Trump, que pretende utilizar o
comércio internacional como instrumento de pressão
econômica e política contra o Brasil.
Nós, do movimento sindical, não podemos aceitar que
os trabalhadores e as trabalhadoras sejam obrigados
a pagar essa conta. Quando uma empresa perde
mercado, reduz sua produção ou cancela
investimentos, são os empregos, os salários e os
direitos que ficam ameaçados. Por isso, manifestamos
nosso apoio integral à nota divulgada pelas Centrais
Sindicais e pela IndustriALL Brasil.
O argumento utilizado pelos Estados Unidos não se
sustenta. Em 2025, o Brasil registrou déficit
comercial de US$ 7,53 bilhões na relação com os
norte-americanos. Isso significa que os Estados
Unidos venderam mais ao Brasil do que compraram do
nosso País. Não existe desequilíbrio comercial que
justifique um ataque dessa dimensão.
Efeito em cadeia
Essa medida atinge toda a cadeia produtiva brasileira.
Se a indústria produz menos, diminui também o
consumo de energia, a contratação de serviços, a
compra de equipamentos e a realização de novos
projetos. Isso chega diretamente aos Eletricitários
das empresas de geração, transmissão e distribuição,
assim como aos trabalhadores das empreiteiras, da
manutenção, da construção de redes e da fabricação
de máquinas e componentes elétricos.
Defender a indústria brasileira é, portanto,
defender os empregos dos Eletricitários. É defender
investimentos no sistema elétrico, melhores
condições de trabalho, concursos, contratações,
salários dignos e segurança para os trabalhadores
próprios e terceirizados. Não existe setor elétrico
forte em um país que abandona sua indústria e aceita
passivamente pressões estrangeiras.
Pix é do Brasil
Também é inaceitável que o Pix tenha sido colocado no
centro dos questionamentos norte-americanos sobre os
serviços digitais e os meios eletrônicos de
pagamento do Brasil. O Pix é uma tecnologia pública
brasileira, desenvolvida pelo Banco Central,
utilizada por mais de 170 milhões de pessoas
físicas, o equivalente a aproximadamente 80% da
população do país. Em maio de 2026, foram realizadas
mais de 7 bilhões de transações pelo sistema.
Atacar ou tentar enfraquecer o Pix significa atingir
diretamente a vida dos brasileiros. São
trabalhadores que usam o sistema todos os dias para
pagar contas, receber salários, comprar alimentos,
transferir dinheiro para familiares e movimentar
pequenos negócios. Uma eventual limitação ou
encarecimento dessa ferramenta poderia beneficiar
grandes empresas financeiras internacionais, mas
prejudicaria milhões de brasileiros que encontraram
no Pix um meio rápido, gratuito e acessível de
movimentar seu próprio dinheiro.
Soberania
O Brasil tem o direito de desenvolver suas próprias
tecnologias, administrar seu sistema financeiro e
proteger seus interesses estratégicos. Nossa
soberania não está à venda. O País não pode aceitar
chantagens comerciais envolvendo sua indústria, suas
reservas energéticas, seus minerais críticos, seu
sistema financeiro ou suas instituições
democráticas.
Defendemos que o governo brasileiro mantenha o
diálogo e busque uma solução negociada, mas sem se
ajoelhar e sem abrir mão dos interesses nacionais.
Também é necessário ampliar mercados para os
produtos brasileiros, fortalecer as empresas
nacionais, proteger os setores ameaçados e garantir
medidas concretas para preservar os empregos e a
renda.
Resposta nas urnas
O Povo tem que acordar e dar uma grande resposta nas
urnas contra a família traidora da pátria que flerta
com Trump “abanando o rabo com total submição”.
A resposta ao tarifaço deve ter como prioridade
absoluta a proteção dos trabalhadores. Nenhum
incentivo público pode ser entregue a uma empresa
sem a contrapartida da manutenção dos empregos, dos
salários e dos direitos. Recursos destinados aos
setores afetados precisam estar vinculados a
compromissos claros contra demissões e precarização.
Como presidente do Sindicato dos Eletricitários de
São Paulo, reafirmo:
Estaremos mobilizados em defesa dos empregos, da
indústria, do setor elétrico e da soberania
brasileira. Não permitiremos que uma disputa
política e comercial seja utilizada como desculpa
para demitir trabalhadores, reduzir salários, atacar
direitos ou paralisar investimentos!
O Brasil precisa ser respeitado. E os trabalhadores
brasileiros não pagarão a conta do tarifaço de
Donald Trump.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força
Sindical.
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/07/2026 -
Governo reforça que novas regras de VA e VR valem
para todo o mercado
Interpretação do governo federal estabelece que
decreto se aplica a todas as empresas que concedem
vale-alimentação e vale-refeição, independentemente
da adesão ao PAT.
O Decreto nº 12.712/2025, que estabelece novas
regras para a operação do vale-alimentação (VA) e do
vale-refeição (VR) no país, aplica-se a todas as
empresas que oferecem esses benefícios a seus
funcionários, inclusive as que não estão inscritas
no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
É o que determina a interpretação da Administração
Pública Federal sobre a norma, que padroniza as
regras do setor e coibi distorções na relação entre
empresas, trabalhadores e estabelecimentos
credenciados.
Segundo o entendimento oficial, o decreto incide
sobre a natureza do benefício em si e sobre a forma
como ele é operacionalizado, e não sobre a adesão da
empresa ao PAT.
Na prática, isso significa que toda empresa que
concede vale-alimentação ou vale-refeição, esteja ou
não cadastrada no programa federal, passa a seguir
as mesmas obrigações, alcançando emissoras,
credenciadoras e demais agentes da cadeia.
Fim da segregação de saldos
Uma das principais mudanças é a proibição de práticas
que separam os saldos dos trabalhadores em
categorias como "Auxílio PAT" e "Auxílio CLT" para
aplicar taxas ou prazos diferentes. Para o governo,
esse tipo de segmentação fere os princípios de
isonomia e interoperabilidade que o decreto busca
garantir, criando distinções indevidas entre
beneficiários e estabelecimentos comerciais.
Limites para taxas e prazos
O decreto também fixa parâmetros comerciais objetivos
para o setor:
- a taxa de desconto (MDR) cobrada de restaurantes,
supermercados e demais estabelecimentos credenciados
fica limitada a 3,6%;
- o prazo máximo para o repasse financeiro das
transações aos estabelecimentos passa a ser de 15
dias corridos;
- ficam proibidas cobranças adicionais dos
estabelecimentos, como taxas de adesão ou anuidades;
- também são vedadas práticas de rebates ou deságios
que gerem vantagens financeiras indiretas às
empresas contratantes.
Uso exclusivo para alimentação
A norma reforça que os valores do benefício devem ser
usados exclusivamente para compra de alimentos e
refeições. Fica proibido o direcionamento desses
recursos para outros fins, como academias ou
programas de cashback, especialmente quando bancados
por cobranças extras impostas aos estabelecimentos
comerciais, prática que a regulamentação classifica
como desvio de finalidade.
Punições previstas
Empresas, operadoras e estabelecimentos que
descumprirem as regras estão sujeitos a multas que
variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil, valor que pode
dobrar em casos de reincidência ou de obstrução à
fiscalização.
Além da sanção financeira, empresas infratoras podem
perder benefícios fiscais e administrativos
vinculados ao PAT, incluindo a dedução de despesas
com alimentação no Imposto de Renda Pessoa Jurídica
(IRPJ). As penalidades valem para todos os agentes
do setor, independentemente de estarem ou não
vinculados ao programa.
Fonte: Congresso em Foco

27/07/2026 -
Esquecimento e importância; por João Guilherme
Podem notar que o esquecimento em quem se votou na
última eleição é inversamente proporcional à
importância dada àquela candidatura. Quanto mais
importância menor esquecimento e vice-versa.
Este achado pode ser útil no esforço que o dirigente
sindical deve fazer para sensibilizar seus colegas
de diretoria e os trabalhadores da categoria que o
sindicato representa.
Em uma reunião de diretoria ou em uma ação sindical
no local de trabalho a pergunta “lembram em quem
votaram?” pode ser seguida pela lição de
esquecimento e desimportância.
Tudo isto para determinar a importância atual do
voto para cargos legislativos, já que a experiência
demonstra que são os mais esquecidos.
Para evitar novos desleixos ou esquecimentos futuros
é preciso dar importância e importância
significativa, às votações para cargos legislativos,
sejam deputados, sejam senadores.
Só com este esforço e este resultado (peso
proporcional aos cargos legislativos) pode-se
“fechar” uma chapa coerente e fazer uma “cola” de
voto efetiva.
João Guilherme Vargas Netto é consulto sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/07/2026 -
Novos valores dos depósitos recursais passam a valer
em 1º de agosto
Limites foram atualizados com base na variação
acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC/IBGE)
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou os
novos valores dos limites dos depósitos recursais,
que passarão a vigorar a partir de 1º de agosto de
2026. A atualização segue a variação acumulada do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE)
no período de julho de 2025 a junho de 2026.
O limite do depósito para interposição de Recurso
Ordinário será de R$ 14.411,57 (quatorze mil
quatrocentos e onze reais e cinquenta e sete
centavos). Para Recurso de Revista, Embargos e
Recurso em Ação Rescisória, o valor passará a ser de
R$ 28.823,14 (vinte e oito mil oitocentos e vinte e
três reais e quatorze centavos).
Os novos valores constam do Ato SEGJUD.GP nº
381/2026, assinado pelo presidente do TST, ministro
Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.
Fonte: TST

24/07/2026 -
A geopolítica do trabalho e o tarifaço de Trump. Por
Clemente Ganz Lúcio
O tarifaço de Donald Trump é apresentado como
sintoma de uma nova geopolítica, na qual o trabalho,
a indústria e a inovação definem a força das
nações.
O tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra
produtos brasileiros não deve ser interpretado
apenas como mais um episódio de protecionismo
comercial. Ele revela uma mudança estrutural da
economia mundial. Se o século XX foi marcado pela
geopolítica dos territórios, das matérias-primas e
da influência militar, o século XXI passou a ser
organizado pela geopolítica da produção, da
tecnologia e, sobretudo, do trabalho. Essa
transformação altera profundamente a maneira de
compreender o desenvolvimento.
Durante décadas, predominou a ideia de que o livre
comércio organizaria espontaneamente a divisão
internacional da produção, promovendo ganhos para
todos. Essa visão está sendo abandonada justamente
pelas maiores economias do planeta. Estados Unidos,
China e União Europeia mobilizam novamente, de forma
intensa e com recursos diversos, políticas
industriais, subsídios, crédito público, compras
governamentais, controle tecnológico, exigências de
conteúdo local e barreiras comerciais para disputar
investimentos, fortalecer cadeias produtivas e
atrair empregos de alta produtividade.
A competição internacional já não ocorre apenas
entre empresas. Ela ocorre entre projetos nacionais
de desenvolvimento. O tarifaço contra o Brasil deve
ser compreendido nesse contexto.
Sua justificativa econômica é extremamente frágil.
Os próprios dados oficiais do governo
norte-americano mostram que os Estados Unidos mantêm
expressivo superávit comercial na relação com o
Brasil, tanto em bens quanto em serviços. Não existe
desequilíbrio estrutural que justifique a adoção de
tarifas punitivas. O argumento econômico
simplesmente não se sustenta. A medida responde,
portanto, a uma lógica política.
Ao utilizar o acesso ao mercado norte-americano como
instrumento de pressão sobre outro país, os Estados
Unidos transformam o comércio internacional em
mecanismo de coerção. A mensagem implícita é clara:
quem não se alinhar aos interesses estratégicos da
maior potência econômica sofrerá restrições
comerciais unilaterais.
Essa prática representa um grave retrocesso para a
ordem internacional construída após a Segunda Guerra
Mundial. A estabilidade do comércio global depende
da previsibilidade das regras e do respeito à
soberania dos Estados. Quando tarifas passam a ser
utilizadas para constranger decisões políticas
internas de outros países, substitui-se o direito
pela assimetria de poder.
Trabalho no centro da geopolítica
Mas talvez a consequência mais importante seja outra.
O tarifaço evidencia que a principal disputa
contemporânea não é apenas por mercados. É pelos
empregos.
Cada decisão sobre tarifas, subsídios, inovação
tecnológica, inteligência artificial, transição
energética ou reorganização das cadeias produtivas
determina onde serão realizados investimentos, onde
serão produzidos bens estratégicos e onde estarão
localizados milhões de postos de trabalho. O
trabalho voltou ao centro da geopolítica.
Durante muito tempo, economistas trataram o emprego
como consequência do crescimento econômico. Primeiro
cresceria a economia; depois surgiriam os empregos.
A realidade atual mostra exatamente o contrário.
Países organizam suas estratégias econômicas para
disputar capacidade produtiva porque compreendem que
ela determina renda, inovação, arrecadação
tributária, soberania tecnológica e influência
internacional.
Produzir significa dominar conhecimento. Dominar
conhecimento significa controlar tecnologia.
Controlar tecnologia significa decidir onde estarão
os empregos de maior produtividade. Em outras
palavras, o trabalho tornou-se um ativo estratégico
das nações.
É justamente por isso que o Brasil precisa responder
ao tarifaço de maneira muito mais ampla do que uma
simples disputa comercial. Naturalmente, o país deve
negociar com firmeza, recorrer aos instrumentos
multilaterais e manter disponíveis os mecanismos
previstos na Lei da Reciprocidade Econômica. Não por
espírito de retaliação, mas porque nenhuma nação
soberana pode aceitar passivamente medidas
unilaterais que prejudiquem seus trabalhadores e sua
capacidade produtiva.
A reciprocidade, entretanto, deve ser inteligente.
Seu objetivo não é ampliar uma guerra comercial nem
reproduzir a lógica do confronto permanente. Ela
deve elevar o custo político da medida
norte-americana, fortalecer a posição negociadora
brasileira e preservar, ao mesmo tempo, os
interesses da economia nacional.
Projeto nacional de desenvolvimento
Mais importante do que responder à tarifa é proteger
quem será atingido por ela. Empresas exportadoras
precisarão de crédito, financiamento e apoio para
diversificar mercados. Trabalhadores precisarão de
políticas de preservação do emprego, qualificação
profissional e negociação coletiva capaz de
construir soluções temporárias sem transformar uma
redução conjuntural das encomendas em desemprego
permanente. Todas medidas já adotadas pelo Brasil
desde 2025 e que agora, mais uma vez, devem ser
implementadas, continuadas ou ampliadas.
Entretanto, nenhuma dessas medidas resolverá o
problema estrutural. O verdadeiro desafio consiste
em reduzir a vulnerabilidade externa da economia
brasileira. Um país excessivamente dependente de
poucos mercados permanece sujeito às oscilações
políticas de seus parceiros comerciais. Uma economia
especializada em produtos de baixo valor agregado
continuará ocupando posição periférica nas cadeias
globais de produção. Uma indústria tecnologicamente
frágil terá dificuldade para disputar investimentos,
produtividade e empregos qualificados. Por isso, a
melhor resposta ao tarifaço não está apenas na
política comercial, e está na construção de um
projeto nacional de desenvolvimento.
Um projeto que combine reindustrialização, inovação,
transformação digital, transição ecológica,
fortalecimento do mercado interno, ampliação da
infraestrutura econômica e social, educação,
ciência, tecnologia e valorização permanente do
trabalho.
O desenvolvimento volta a exigir planejamento, exige
coordenação entre Estado, setor produtivo e
trabalhadores, política industrial, financiamento de
longo prazo, exige diálogo social. Sobretudo, exige
compreender que o trabalho deixou de ser apenas uma
variável econômica para tornar-se fundamento da
soberania nacional. Essa talvez seja a principal
lição do tarifaço de Trump.
O comércio internacional continuará importante. Mas
a grande disputa do século XXI já não ocorre apenas
nas fronteiras alfandegárias, ocorre na capacidade
de cada sociedade produzir conhecimento, agregar
valor, organizar suas cadeias produtivas e oferecer
trabalho de qualidade à sua população.
Na nova geopolítica do trabalho, defender empregos
significa defender produtividade. Defender
produtividade significa defender soberania. E
defender soberania significa construir um projeto
nacional capaz de decidir, com autonomia, onde o
Brasil quer produzir, inovar e trabalhar nas
próximas décadas.
Clemente Ganz Lúcio é Coordenador do Fórum das
Centrais Sindicais
Fonte: Rádio Peão Brasil

24/07/2026 -
Retrospectiva: fim da escala 6x1 foi o destaque das
aprovações da Câmara na área de trabalho
Deputados também aprovaram projeto que reformula
o contrato de aprendizagem, destinado a jovens de 14
a 24 anos e pessoas com deficiência
No primeiro semestre de 2026, o destaque da área de
trabalho foi a aprovação da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1. O
texto aguarda votação no Senado após ter sido
aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.
No total, foram aprovados, pelo Plenário, 118
projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20
medidas provisórias, 12 projetos de decreto
legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas
de emenda à Constituição.
Fim da escala 6x1
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, do
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada com a
relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
cujo texto abrange a PEC 8/25, da deputada Érika
Hilton (Psol-SP).
O texto prevê jornada de trabalho de 40 horas
semanais em cinco dias com dois de descanso, além de
transição e leis específicas para tratar de algumas
carreiras.
A redução será feita sem diminuição de salários e
haverá um período de transição.
Dois meses após a publicação da futura emenda
constitucional, o trabalhador já terá direito a dois
dias de descanso remunerado por semana. Um deles
deverá ocorrer, preferencialmente, aos domingos.
Redução gradual
A partir desse prazo, os trabalhadores contratados
pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) terão
jornada semanal de 42 horas. Depois de 14 meses da
promulgação, a jornada será reduzida para 40 horas
semanais.
Leis ordinárias poderão estabelecer regimes
diferenciados para algumas carreiras, respeitados
esses limites. O texto também permite turnos
ininterruptos de revezamento de seis horas.
Atividades essenciais, como saúde, segurança,
transporte e limpeza urbana, poderão adotar regime
de compensação. A média mensal deverá assegurar dois
dias de repouso semanal remunerado dentro do
mês-calendário.
Os dias de folga semanal poderão ser acumulados para
serem tirados em outro período no mês, garantindo
que pelo menos um dos dias seja após uma semana de
trabalho.
Estatuto do aprendiz
Para reformular regras do contrato de aprendizagem e
garantir direitos do público-alvo, a Câmara dos
Deputados aprovou o Estatuto do Aprendiz, destinado
a jovens de 14 a 24 anos e pessoas com deficiência.
O Projeto de Lei 6461/19, do ex-deputado André de
Paula (PE) e outros, foi enviado ao Senado com a
relatoria da deputada Flávia Morais (MDB-GO).
Empresas que não puderem oferecer atividades
práticas poderão pagar uma parcela à Conta Especial
da Aprendizagem Profissional (Ceap). Esse pagamento
deverá ser feito por, no máximo, 12 meses.
O valor mensal será equivalente a 50% da multa
prevista por aprendiz não contratado, fixada em R$ 3
mil pelo projeto. Ou seja, R$ 1,5 mil por aprendiz
que deixou de ser contratado.
Direitos dos aprendizes
O projeto garante vários direitos aos aprendizes,
como:
- vale-transporte;
- estabilidade provisória durante a gravidez e até
cinco meses após o parto;
- estabilidade por 12 meses após o fim do auxílio por
acidente de trabalho; e
- férias coincidentes com férias escolares para o
aprendiz com menos de 18 anos.
A remuneração do aprendiz ficará de fora do cálculo
da renda familiar mensal para acesso ao Bolsa
Família.
Contratação facultativa
A contratação de aprendizes será facultativa para:
- estabelecimentos com menos de sete empregados;
- microempresas e empresas de pequeno porte, inclusive
as optantes pelo Simples Nacional;
- entidades sem fins lucrativos de educação
profissional;
- empresas de teleatendimento ou telemarketing, se ao
menos 40% de seus empregados tiverem até 24 anos;
- órgãos e entidades da administração pública direta,
autárquica e fundacional de entes federativos que
adotem regime estatutário para seus servidores
públicos; e
- empregador rural pessoa física.
Fonte: Agência Câmara

23/07/2026 -
Fim da escala 6x1: centrais sindicais unem forças
para pressionar o Senado
Representantes da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST) participaram, nesta
quarta-feira (22), da Plenária Nacional Virtual
promovida pelas centrais sindicais para definir
ações em defesa da redução da jornada de trabalho e
do fim da escala 6x1.
O encontro reuniu dirigentes sindicais de todo o
país para alinhar iniciativas de comunicação e
mobilização com o objetivo de ampliar o apoio à
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e
intensificar a pressão sobre os senadores para que a
matéria seja votada antes do período eleitoral.
Entre as ações definidas está o incentivo ao uso da
plataforma Na Pressão, que permite aos trabalhadores
enviarem mensagens diretamente aos parlamentares em
defesa da aprovação da PEC.
Clique aqui e participe da mobilização acessando a
plataforma Na Pressão.
Fonte: NCST

23/07/2026 -
MPT reforça acesso de sindicatos a dados sobre
terceirização
Nota Técnica afirma que entidades sindicais
têm direito de acessar documentos da Administração
Pública para fiscalizar contratos terceirizados e
alerta para possíveis consequências da recusa
injustificada.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) publicou a
Nota Técnica PGT/MPT nº 02/2026, que reafirma o
direito dos sindicatos de obter informações e
documentos relacionados à fiscalização de contratos
de terceirização firmados pela Administração
Pública. O objetivo é fortalecer o controle social,
assegurar a proteção dos direitos trabalhistas e
ampliar a transparência na execução desses
contratos.
De acordo com o documento, as entidades sindicais
possuem legitimidade constitucional para acompanhar
o cumprimento das obrigações trabalhistas pelas
empresas terceirizadas, podendo solicitar relatórios
de fiscalização, registros de irregularidades e
outras informações necessárias ao exercício de sua
função institucional. A Nota destaca, ainda, que a
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não pode ser
utilizada de forma genérica para impedir o acesso a
informações de interesse coletivo, desde que sejam
observadas as salvaguardas legais de proteção aos
dados pessoais.
O texto também ressalta que o entendimento está
alinhado ao Tema 1.118 do Supremo Tribunal Federal
(STF), que reforça a importância da fiscalização dos
contratos administrativos. Segundo o MPT, a recusa
injustificada do Poder Público em fornecer as
informações solicitadas pode, em tese, caracterizar
prática antissindical, além de contribuir para a
responsabilização da Administração em casos de
omissão na fiscalização dos contratos terceirizados.
Fonte: Diap

23/07/2026 -
Governo anuncia socorro a empresas tarifadas com R$
18 bi em crédito
Gestão federal sanciona projeto que viabiliza
medidas como linhas de financiamento, seguro
garantia e devolução de impostos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) anunciou no Palácio do Planalto, nesta
quarta-feira (22), um pacote de socorro às empresas
afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos
contra o Brasil. Entre as medidas, serão
disponibilizados R$ 18,5 bilhões em crédito.
O pacote traz linhas de financiamento para os
setores, além de seguro garantia e um reintegra para
micro e pequenas empresas. Este último mecanismo que
busca ressarcir as empresas exportadoras por
tributos residuais ao longo de suas cadeias
produtivas.
As linhas de financiamento totalizam R$ 18,5
bilhões. Deste montante, R$ 13,5 bilhões de recursos
do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões
disponibilizados pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O crédito poderá ser utilizados para capital de
giro, aquisição de bens de capital, investimentos
produtivos, inovação tecnológica, adaptação de
produtos e processos, além de prospecção e abertura
de novos mercados.
Lula também sancionou um projeto de conversão. A
primeira MP do "Brasil Soberano" contemplava
exportadores de bens industriais. O texto inclui
empresas dos ramos de agricultura, pecuária,
florestas, pesca e mineração.
A lei também permite que os recursos destinados à
inovação tecnológica financiem adaptações
necessárias ao cumprimento de exigências sanitárias,
fitossanitárias, ambientais, de rastreabilidade e de
conformidade exigidas no comércio internacional
O presidente estava acompanhado do vice-presidente
da República, Geraldo Alckmin, e dos ministros da
Casa Civil, Miriam Belchior; da Fazenda, Dario
Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Márcio Elias Rosa; e do Planejamento e
Orçamento, Bruno Moretti.
Também participou da sanção o embaixador Mauricio
Carvalho Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio
Ambiente do Ministério das Relações Exteriores.
Fonte: CNN Brasil

23/07/2026 -
Tarifaço: Alckmin diz que reciprocidade não é
retaliação e descarta ‘olho por olho’
"A ideia não é retaliação. Dizem que olho por
olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos",
disse Alckmin
Após reuniões com o setores atingidos pela tarifa de
25% aplicada pelo governo americano a produtos
brasileiros, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse
nesta terça-feira, 21, durante entrevista coletiva,
que a Lei da Reciprocidade Econômica é um processo
que tem etapas e descartou qualquer retaliação
contra os Estados Unidos.
“A ideia não é retaliação. Dizem que olho por olho,
o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, disse
Alckmin, quando indagado por jornalistas sobre o
fato de alguns dos setores terem se posicionado
contra a aplicação da lei. “A reciprocidade é,
‘olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos
corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo,
no momento oportuno, da forma adequada’.”
Aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional,
essa legislação autoriza o Brasil a adotar
contramedidas comerciais em resposta a ações
unilaterais de países ou blocos econômicos que
“prejudiquem a competitividade internacional do
País.”
Alckmin ainda relatou que os setores nacionais
afetados pelo tarifaço colocaram na mesa a questão
do drawback, pedindo a postergação do cumprimento
das obrigações na exportação.
“Quando eu exporto, eu não pago imposto. Então, se
eu vou exportar um automóvel, tudo que eu comprei,
aço, pneu, vidro, eu não pago imposto. Se eu deixei
de exportar, eu preciso pagar o imposto. Então, ao
invés de ter que pagar tudo isso, você posterga o
drawback. Você vai ter mais seis meses, mais um ano,
para poder recolocar esses produtos no mercado
exterior”, explicou.
De acordo com Alckmin, os setores também pediram
crédito para o Plano Brasil Soberano, para poder se
preparar, ter mais investimento, capital de giro e
buscar novos mercados.
O vice-presidente também sustentou que a Agência
Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (ApexBrasil) vai ter um papel
importante para buscar novos mercados e ampliar a
competitividade dos produtos brasileiros.
Fonte: Estadão Conteúdo

23/07/2026 -
Acusado pelos EUA, Brasil é referência no combate ao
trabalho forçado
Governo e especialistas classificam ameaça de
taxa como protecionismo
Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos
brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser
taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral
do governo americano, que alega supostas práticas
desleais do Brasil no comércio internacional.
Além disso, o governo brasileiro trabalha com a
expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a
justificativa de que o Brasil, na visão
norte-americana, não impede a importação de produtos
vindos de países que adotam o trabalho forçado.
No entanto, especialistas ouvidos pela Agência
Brasil discordam da avaliação americana e vão além:
o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado
e formas análogas à escravidão.
Nova rodada de taxas
A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada
pelo governo de Washington que alega que o país
falha em combater o desmatamento, a corrupção e
utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas,
entre outras práticas.
O governo brasileiro rejeita as acusações e se
dispôs a lançar mão da Lei de Reciprocidade, como
forma de resposta à taxação, classificada como
“injusta”.
Enquanto a cobrança não começa, o governo dá como
certa nova tarifa de 12,5%. Em entrevista ao jornal
Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17), o
ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou que a
nova punição deve ser publicada na sexta-feira (24).
“Vamos saber se ela será cumulativa ou não. O Brasil
corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”, disse ao
jornal.
Alegação norte-americana
A provável nova taxação é fundamentada em um relatório
do Escritório do Representante Comercial dos Estados
Unidos (USTR, na sigla em inglês) que investiga 59
países e a União Europeia.
O escritório norte-americano aponta que essas
economias “falham em impor uma proibição de
importação de bens produzidos com trabalho forçado”.
Sobre o Brasil, o documento rejeita a argumentação de
que acordos internacionais coíbem a importação
desses produtos.
"Embora o Brasil afirme proibir importações
produzidas com trabalho forçado por meio de
compromissos assumidos em acordos de investimento e
de livre comércio, essas disposições não proíbem
juridicamente a importação para o mercado interno de
bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho
forçado em outro país”, diz o texto do USTR de 2 de
junho.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-07/acusado-pelos-eua-brasil-e-referencia-no-combate-ao-trabalho-forcado
Fonte: Agência Brasil

23/07/2026 -
Portaria reforça negociação coletiva no comércio
O Ministério do Trabalho e Emprego assinou, nesta
terça-feira (21), a Portaria nº 1.316/2026, que
altera regras para o trabalho em feriados no
comércio brasileiro.
A medida restabelece a obrigatoriedade de convenção
ou acordo coletivo para autorizar o funcionamento do
comércio em feriados, fortalecendo a negociação
entre sindicatos patronais e profissionais.
Com a mudança, a decisão deixa de ser exclusiva das
empresas. Assim, empregadores e representantes dos
trabalhadores deverão negociar condições para o
trabalho em feriados antes da abertura.
A portaria também revoga o entendimento anterior,
que permitia o funcionamento mediante acordo direto
entre empregador e empregado, sem participação
obrigatória das entidades sindicais.
Representando a Força Sindical Nacional, o
presidente do Sindicato dos Comerciários de Bragança
Paulista, João Peres Fuentes, participou da reunião
realizada em Brasília durante a assinatura da
portaria.
De acordo com o sindicalistas, a nova portaria
representa uma conquista importante para os
comerciários brasileiros.
“Ela fortalece a negociação coletiva, valoriza o
papel dos sindicatos e garante que o trabalho em
feriados seja definido por meio do diálogo,
preservando direitos, segurança jurídica e
equilíbrio nas relações entre trabalhadores e
empregadores”, afirma o dirigente.
Relações trabalhistas fortes
Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, a decisão
fortalece a proteção das relações trabalhistas e
valoriza a negociação coletiva entre trabalhadores e
empregadores.
“A negociação coletiva garante equilíbrio entre as
partes. Quando a negociação acontece individualmente
entre empregador e empregado, o trabalhador fica em
situação de extrema vulnerabilidade. Muitas vezes,
por medo de perder o emprego, acaba aceitando
condições que não refletem sua vontade. A Convenção
Coletiva oferece segurança jurídica e assegura que
direitos, compensações e benefícios sejam definidos
de forma transparente e coletiva”, afirmou Patah.
O dirigente afirma que a medida protege
comerciários, impede imposições unilaterais para
trabalho em feriados e fortalece a negociação
coletiva entre sindicatos e empregadores.
Além disso, a negociação coletiva deverá definir
aspectos fundamentais, como escalas de trabalho,
folgas compensatórias e pagamentos adicionais,
garantindo maior proteção aos direitos dos
comerciários.
Entretanto, quinze atividades permanecem com
autorização permanente para funcionar em feriados
sem necessidade de acordo sindical, incluindo
farmácias, padarias, postos de combustíveis,
restaurantes e hotéis.
Por outro lado, as regras para o trabalho aos
domingos permanecem inalteradas e continuam
disciplinadas pela legislação vigente, sem mudanças
promovidas pela nova portaria.
Nas localidades sem sindicatos representativos do
comércio, a negociação seguirá os parâmetros
previstos pela Consolidação das Leis do Trabalho,
assegurando segurança jurídica às relações
trabalhistas.
Por fim, as empresas que descumprirem as novas
exigências poderão sofrer fiscalizações, multas
administrativas e autuações na Justiça do Trabalho,
reforçando o cumprimento das normas estabelecidas.
Fonte: Rádio Peão Brasil

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