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Blog - Últimas Notícias
30/01/2026 -
Mobilização sindical destaca conquista da isenção do
IR
Em fevereiro, a Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST) participa, ao lado de todas as
centrais sindicais, da jornada nacional de
mobilização do movimento sindical voltada à
divulgação da nova faixa de isenção do Imposto de
Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil
mensais. A iniciativa unitária tem como objetivo
ampliar a informação e fortalecer o diálogo com a
população sobre os impactos positivos da medida.
A alteração na tabela do Imposto de Renda entrou em
vigor em janeiro e passa a ser percebida de forma
concreta a partir de fevereiro, quando milhões de
trabalhadores recebem seus salários sem o desconto
do tributo. Para a Nova Central, a medida representa
um avanço significativo na proteção do poder de
compra e na valorização do trabalho.
A mudança na política tributária foi aprovada pelo
Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, após articulação e pressão
unificada das centrais sindicais em defesa da
proposta.
Além da isenção integral para rendimentos de até R$
5 mil, a revisão da tabela também reduz a carga do
imposto para salários de até R$ 7.350, contribuindo
para estimular o consumo, dinamizar a economia e
ampliar a circulação de renda entre as famílias
brasileiras.
A mobilização nacional inclui ações em todo o país
para informar a população e evidenciar que a
conquista é fruto da atuação coletiva do movimento
sindical.
Ações em São Paulo
Na capital paulista, as atividades incluem
panfletagens em estações do Metrô no dia 4 de
fevereiro. Já no dia 5 de fevereiro, a partir das 7
horas, está previsto um ato na empresa MWM, em Santo
Amaro.
Para as entidades, a vitória confirma que a
organização dos trabalhadores é decisiva para gerar
avanços sociais e promover um desenvolvimento mais
justo.
Fonte: NCST

30/01/2026 -
Novo Caged: Brasil encerra 2025 com saldo positivo
de 1,27 milhão de empregos formais
Estoque de vínculos celetistas atinge 48,4
milhões, impulsionado pelo setor de serviços e
crescimento em todas as Unidades da Federação
O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
apresentou, nesta quinta-feira (29), os dados do
Novo Caged referentes ao ano de 2025 durante
coletiva de imprensa realizada no edifício-sede do
Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília. Os
números mostram crescimento do emprego formal no
país, com saldo positivo de vagas com carteira
assinada ao longo do ano.
O mercado de trabalho formal apresentou crescimento
em todo o país ao longo de 2025. Todas as 27
Unidades da Federação registraram saldos positivos
na geração de empregos com carteira assinada, com
destaque para São Paulo, que criou 311.228 postos no
ano (crescimento de 2,17%), seguido por Rio de
Janeiro (+100.920 ou 2,60%) e Bahia (+94.380 ou
4,41%). As maiores taxas proporcionais de
crescimento foram observadas no Amapá (8,41%),
Paraíba (6,03%) e Piauí (5,81%).
O avanço do emprego formal também foi verificado em
todos os cinco grandes grupamentos de atividades
econômicas. O setor de Serviços liderou a geração de
postos de trabalho, com saldo positivo de 758.355
empregos (+3,29%), impulsionado principalmente pelas
áreas de Informação, Comunicação e Atividades
Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e
Administrativas (+318.460 ou 3,12%) e de
Administração Pública, Defesa e Seguridade Social,
Educação, Saúde e Serviços Sociais (+194.903 ou
3,12%).
O Comércio registrou saldo positivo de 247.097
postos formais (+2,3%), enquanto a Indústria criou
144.319 empregos (+1,6%), com destaque para os
segmentos de Fabricação de Produtos Alimentícios
(+49.039) e Manutenção, Reparação e Instalação de
Máquinas e Equipamentos (+17.021). Já o setor da
Construção gerou 87.878 postos formais no ano
(+3,1%), e a Agropecuária apresentou saldo positivo
de 41.870 empregos (+2,3%).
Matéria completa:
https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/janeiro/novo-caged-brasil-encerra-2025
-com-saldo-positivo-de-1-27-milhao-de-empregos-formais
Fonte: MTE

30/01/2026 -
Eleições 2026: as dificuldades de renovação do
Parlamento
André Santos*
As eleições para o Poder Legislativo se apresentam
como um dos principais desafios para a sociedade
brasileira. O comportamento dos parlamentares na 57ª
Legislatura evidenciou, por meio de votações
relevantes, um direcionamento que não correspondeu
aos interesses de uma parcela significativa da
população.
Votações recentes, como o chamado “PL da Dosimetria”
e a “PEC da Blindagem” — apelidos atribuídos ao PL
nº 2.162/2023 e à PEC nº 3/2021, respectivamente —
desagradaram eleitores e impulsionaram manifestações
populares em diversas regiões do país. O projeto
aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado
Federal foi vetado pelo presidente Lula, enquanto a
PEC, aprovada pelos deputados, acabou sendo
arquivada no Senado Federal.
Apesar disso, o discurso do “Congresso Inimigo do
Povo”, jargão que viralizou nas redes sociais e em
manifestações populares, pode não se traduzir em
mudanças significativas no pleito de outubro de
2026. A tendência é a manutenção de um padrão
ideológico e comportamental semelhante na próxima
legislatura.
Historicamente, a média de renovação da Câmara dos
Deputados gira em torno de 45%, segundo dados do
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(DIAP), publicados na Radiografia do Novo Congresso
– Legislatura 2023–2027. O maior índice de renovação
ocorreu em 1994, quando pouco mais de 54% dos
parlamentares eleitos assumiram seus mandatos pela
primeira vez.
O baixo histórico de renovação, associado às novas
práticas no exercício do mandato parlamentar, indica
que a possibilidade de alteração significativa na
composição do Poder Legislativo federal é reduzida.
A condição de detentor de mandato, somada aos
serviços prestados aos grupos políticos e às bases
eleitorais, sempre representou uma vantagem em
relação aos demais concorrentes. Outro fator
relevante é a ocupação de cargos nas direções
partidárias estaduais, geralmente controladas por
parlamentares em exercício. Esses arranjos internos
favorecem a manutenção dos mandatos e fortalecem
campanhas de reeleição ou de disputa por outros
cargos, conforme os interesses da articulação
política local.
A esse cenário soma-se um elemento que ganhou ainda
mais peso nos últimos anos: as emendas
parlamentares. Os recursos destinados às bases
eleitorais de deputados e senadores funcionam, na
prática, como uma campanha antecipada de reeleição.
No caso dos deputados federais, esses valores podem
ultrapassar os R$ 40 milhões neste ano.
Esses recursos são aplicados em municípios e
entidades para viabilizar políticas públicas locais,
como reformas de escolas e hospitais, construção de
quadras esportivas, realização de eventos culturais,
aquisição de tratores, ambulâncias, entre outras
demandas e carências municipais — sempre com o
carimbo político do parlamentar responsável pelas
“benfeitorias”.
Para romper essa barreira e viabilizar novas
candidaturas, será necessário ampliar a
conscientização dos eleitores, destacar o papel do
Parlamento e associar o comportamento parlamentar às
votações de proposições relevantes ocorridas ao
longo dos últimos anos de mandato para confrontar
com a rela necessidade do eleitor, que deve avaliar
se prefere manter ou renovar as cadeiras no
legislativo.
Valorizar a democracia exige a alternância de
correntes de pensamento entre legislaturas, de modo
a oxigenar a formulação de políticas públicas e
incorporar as diferentes visões da sociedade ao
processo político.
Em um contexto em que o Parlamento tem assumido, de
forma crescente, o protagonismo político, a
renovação alinhada aos interesses e às necessidades
da sociedade torna-se uma emergência política e
social para 2026.
(*) Jornalista, publicitário, especialista em
Política e Representação Parlamentar pelo Centro de
Formação da Câmara dos Deputados (CFOR). É
sócio-diretor da CONTATOS ASSESSORIA POLÍTICA e
analista político do DIAP.
Fonte: Diap

30/01/2026 -
Entre projetos da área social, Senado pode votar
licença paternidade de 20 dias
O Senado pode votar o projeto que aumenta a licença
paternidade de cinco para 20 dias, com remuneração
integral. A matéria está pronta para entrar na pauta
do Plenário, que retoma as atividades em fevereiro.
O projeto de lei (PL) 5.811/2025 aumenta de forma
gradual o período de afastamento do trabalho para os
pais segurados pela Previdência Social. O texto,
proposto originalmente pela ex-senadora Patrícia
Saboya (CE), regulamenta um direito que está
previsto na Constituição. Sem a regulação, a licença
atual fica restrita a um prazo transitório de cinco
dias.
A relatora da matéria na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) foi a senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA).
De acordo com o projeto, a licença paternidade será
ampliada gradualmente para:
• 10 dias, nos dois primeiros anos de vigência da
lei;
• 15 dias, no terceiro ano da lei; e
• 20 dias, a partir do quarto ano da lei.
Fonte: Agência Senado

30/01/2026 -
Desconto do INSS muda em 2026: confira novas
alíquotas e valores para não perder benefícios
Tabela mostra como ficam os descontos por faixa
salarial
Os descontos do INSS sobre os salários dos
trabalhadores com carteira assinada passaram por
atualização em 2026, acompanhando o reajuste do
salário mínimo e dos benefícios previdenciários. As
novas alíquotas já estão definidas e impactam
diretamente o valor líquido recebido pelos
empregados da iniciativa privada.
Para quem manteve o mesmo salário de 2025, o
desconto mensal tende a ser ligeiramente menor neste
início de ano. Já os trabalhadores que tiveram
reajuste salarial passam a contribuir com valores
mais altos, conforme as faixas de renda previstas na
tabela do INSS.
As contribuições seguem o modelo progressivo, com
alíquotas que variam de 7,5% a 14%, aplicadas sobre
parcelas do salário até o teto previdenciário de R$
8.475,55. Acima desse valor, não há aumento no
desconto, já que a contribuição considera apenas o
limite máximo estabelecido pelo regime geral.
Como funciona o desconto em 2026
Em 2026, contribuem com 7,5% os trabalhadores que
recebem até R$ 1.621. A alíquota sobe para 9% na
faixa seguinte, de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84, passa
a 12% entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27 e chega a 14%
para salários entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55, que
corresponde ao teto do INSS.
Simulações feitas com base nessas faixas indicam
reduções discretas para quem manteve a renda do ano
anterior. Trabalhadores que ganham em torno de R$ 2
mil terão desconto cerca de R$ 1,50 menor. Nas
faixas de R$ 3 mil e R$ 4 mil, a redução gira em
torno de R$ 4,80, enquanto salários entre R$ 6 mil e
R$ 8 mil apresentam queda próxima de R$ 8 no valor
mensal descontado.
Os novos valores incidem sobre os salários de
janeiro, mas o recolhimento ocorre apenas em
fevereiro, já que a contribuição previdenciária é
sempre referente ao mês anterior. O desconto é
automático na folha de pagamento dos empregados com
carteira assinada.
Para contribuintes individuais e facultativos, o
cálculo também segue as alíquotas vigentes,
respeitando o teto previdenciário. Já servidores
federais que aderiram ao Funpresp seguem regras
específicas de previdência complementar, distintas
do regime geral do INSS.
Fonte: Revista Fórum

30/01/2026 -
Cuidar da
safra sindical
Entenda como cuidar da safra sindical é essencial
para garantir a continuidade das ações e a
qualificação dos ativistas
Na ação sindical não há entressafra. Exceto nos
períodos de férias coletivas ou de grandes feriados
a atividade sindical é constante.
Mesmo entre uma campanha salarial e a seguinte, o
que seria uma entressafra é cheia de ações
necessárias – divulgação dos resultados obtidos e
preparação, desde já, de uma nova campanha.
Há, portanto, o cotidiano da vida sindical (com sua
burocracia) e acontecimentos que exigem empenho
renovado; a vida do sindicato (e de todas as
entidades sindicais) não para nunca.
O que as direções sindicais fazem (ou devem fazer) é
associar o cumprimento sistemático das tarefas
cotidianas à qualificação dos ativistas –
qualificação sindical e qualificação política – com
discussões, seminários e cursos.
Cada dirigente deve se tornar um grande
influenciador na categoria (auxiliado, é claro,
pelos profissionais de comunicação e experientes nas
redes sociais) interagindo com os trabalhadores e as
trabalhadoras e reforçando sua liderança.
O trabalho de sindicalização deve ser considerado em
sua importância, reforçando as campanhas salariais e
valorizando seus resultados.
E para descansar carregando pedras cada dirigente
deve, em complementação às suas tarefas, realizar
visitas presenciais nas empresas e locais de
trabalho da categoria.
Não há entressafra para a ação sindical, mas cada
safra deve ser cuidadosamente tratada.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

29/01/2026 -
Atos destacam conquista da isenção do IR
Entidades sindicais promovem atos que destacam
conquista da isenção do IR. Descubra como isso
impacta o trabalhador brasileiro
As entidades sindicais intensificam a mobilização
nacional para destacar a conquista da isenção do
Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até
R$ 5 mil.
A medida entra em vigor a partir de fevereiro e
representa um avanço histórico na defesa da renda e
do poder de compra da classe trabalhadora.
A ampliação da isenção foi aprovada pelo Congresso
Nacional e sancionada pelo presidente Lula,
cumprindo um compromisso assumido com as Centrais
Sindicais.
Além disso, a redução da alíquota para rendas de até
R$ 7.350 amplia o consumo das famílias e fortalece a
distribuição de renda no país.
Diante dessa vitória, sindicatos, federações,
confederações e centrais sindicais organizam atos,
panfletagens e manifestações em diversas cidades
brasileiras, com o objetivo de dialogar com a
população e evidenciar que a conquista é resultado
direto da luta coletiva.
Atos em São Paulo
Em São Paulo, a mobilização terá dois momentos
centrais.
No dia 4 de fevereiro, dirigentes sindicais
realizam panfletagens nas estações do Metrô,
dialogando com trabalhadores e usuários do
transporte público sobre os impactos positivos da
medida.
Já no dia 5 de fevereiro, a partir das 7
horas, será realizado um ato na empresa MWM,
localizada na Avenida das Nações Unidas, 22.002, em
Santo Amaro, reforçando a importância da mobilização
sindical e da continuidade da luta por justiça
tributária.
As entidades destacam que essa vitória demonstra,
mais uma vez, que a organização dos trabalhadores
transforma decisões políticas e contribui para o
avanço das conquistas sociais, fortalecendo o
desenvolvimento econômico com inclusão e justiça
social.
Fonte: Rádio Peão Brasil

29/01/2026 -
Congresso:
maioria capturada
O lobby governa, o mercado manda e o trabalhador
paga a conta.
Marcos Verlaine*
Estamos falando ou tratando da pauta que nunca ou
muito pouca anda no Legislativo federal. Por que o
Congresso Nacional não vota proposições estruturais
como a redução da jornada de trabalho, o fim da
escala 6x1 e outras medidas capazes de melhorar
objetivamente a vida dos trabalhadores?
A resposta não está na falta de propostas, nem na
ausência de debate técnico. Está na correlação de
forças.
Essas matérias não avançam porque enfrentam o poder
organizado do chamado “mercado” e de seus agentes,
que atuam por meio de lobbies estruturados,
permanentes, profissionalizados e profundamente
influentes sobre o processo legislativo. Essa
influência é cotidiana e diuturna.
Assim, o Parlamento, em vez de ser mediador entre
interesses sociais distintos, converte-se, nesse
tema, em espaço de bloqueio institucional.
Não se trata de inércia. Trata-se, pois, de veto
político. E veto é ideológico.
“MERCADO” COMO PODER DIFUSO E ORGANIZADO
O chamado mercado não é entidade abstrata e/ou neutra.
É composto por investidores, empresas, bancos,
fundos, instituições financeiras, conglomerados
econômicos e seus intermediários: corretores,
gestores, analistas, consultorias, bancos de
investimento, associações empresariais e entidades
representativas.
Esse conjunto atua de forma coordenada por meio de:
- pressão direta sobre os parlamentares;
- financiamento de campanhas;
- produção de narrativas econômicas;
- captura da agenda pública;
- interlocução permanente com as mesas diretoras; e
- influência técnica disfarçada de neutralidade.
O lobby não é episódico: é estrutural, cotidiano e
profissionalizado.
PACTO SILENCIOSO
Nesse contexto, forma-se entendimento tácito — e
profundamente funcional — entre os agentes do
mercado e os presidentes das Casas Legislativas. Não
é necessário acordo formal: basta convergência de
interesses.
As pautas que ampliam direitos sociais, reduzem a
exploração do trabalho ou reorganizam a lógica
produtiva são tratadas como “sensíveis”,
“inconvenientes” ou “arriscadas para a economia”.
Assim, não são derrotadas no plenário. Até porque
sequer são pautadas.
São simplesmente engavetadas ou “esquecidas” nos
desvãos do Parlamento sob a ficção de que não há
consenso para apreciá-las.
O método é mais eficiente: não votar é melhor do que
perder.
CHANTAGEM DA NARRATIVA ECONÔMICA
O bloqueio dessas proposições é sustentado por
narrativa hegemônica:
- redução da jornada “gera desemprego”;
- fim da escala 6x1 “aumenta custos”;
- direitos trabalhistas “quebram empresas”; e
- proteção social “afugenta investimentos”.
São discursos apresentados como técnicos, mas são
profundamente ideológicos. Transformam interesses
privados em supostas verdades universais e convertem
privilégios econômicos em dogmas econômicos.
O resultado é a naturalização da desigualdade como
se fosse racionalidade.
DEMOCRACIA DE BAIXA INTENSIDADE
Quando propostas que beneficiam milhões de
trabalhadores não chegam sequer ao plenário, o
problema deixa de ser político-partidário e passa a
ser de ordem democrática.
O Congresso deixa de representar a sociedade e passa
a operar como filtro de interesses econômicos
organizados. A democracia se esvazia, porque a
soberania popular é substituída pela soberania dos
fluxos de capital.
Formalmente, há eleições. Materialmente, há captura
de poder.
TRABALHO COMO VARIÁVEL DE AJUSTE
Nesse modelo, o trabalhador não é sujeito político. É
variável econômica. A jornada exaustiva, a escala
desumana, a precarização e a insegurança não são
vistas como problemas sociais, mas como “custos
operacionais”. As contrarreformas Trabalhista (2017)
e da Previdência (2019) evidenciam isto fortemente.
A lógica é simples: o capital não negocia sua taxa
de lucro; ajusta o trabalho. E, consequentemente,
não permite que nenhuma matéria que possa
comprometer essa lógica fure esse bloqueio imposto
pelo chamado mercado comandado pelo capital.
PARLAMENTO SITIADO
O Congresso não vota a redução da jornada, nem o fim
da escala 6x1, nem outras proposições estruturais
porque não governa livremente a agenda. O Parlamento
a administra sob vigilância.
Entre a maioria social e a minoria econômica
organizada, escolhe a minoria organizada. Entre o
interesse público e o interesse de mercado, escolhe
o mercado. Entre a democracia social e a
estabilidade dos privilégios, escolhe os
privilégios.
Não é ausência de projeto. Não é falta de proposta.
Não é limitação técnica. É escolha política.
Enquanto isso, milhões de trabalhadores seguem
esperando que o Parlamento cumpra sua função básica:
legislar para a sociedade. E não para os seus
financiadores.
Em ano eleitoral isso fica mais latente, inclusive
porque os prazos da legislatura diminuem, o tempo
dos parlamentares escasseia em razão da disputa
eleitoral e a pressão do chamado mercado se
intensifica porque a força dos interesses não cessa
nem tampouco tira recesso ou férias.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e reator do HP
Fonte: Diap

29/01/2026 -
Trabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre
todos os crimes
Dados são divulgados no Dia Nacional de Combate
ao Trabalho Escravo
Entre 2000 e 2025, de 4.321 pessoas que responderam
por violar os direitos de trabalhadoras e
trabalhadores, 1.578 foram absolvidas (37%) e apenas
191 (4%) foram condenadas por todos os crimes
atribuídos a elas. Neste 28 de janeiro, Dia Nacional
de Combate ao Trabalho Escravo, um núcleo da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
integrado por advogados e estudantes de direito,
divulga levantamento mostrando a durabilidade da
lógica escravista nas relações profissionais.
De acordo com a Clínica de Trabalho Escravo e
Tráfico de Pessoas da instituição, também
corresponderam a 4% (178) os réus com condenação
parcial. Outra constatação foi relacionada ao tempo
que as ações penais levam para conclusão - chegar ao
estado de transitado em julgado - na Justiça
Federal: 2.636 dias, o equivalente a mais de sete
anos.
No período, o total de vítimas é de 19.947 - a
maioria, 3.936, do gênero masculino, contra 385
mulheres.
Os dados, retirados do Jusbrasil, são públicos e
revelam ainda a dificuldade que as vítimas têm para
comprovar o crime. A clínica da UFMG observou uma
exigência, presente em diversas decisões judiciais
analisadas, de demonstrarem que os patrões os
impediu de ir e vir livremente - na lei, isso é
colocado como restrição direta da liberdade de
locomoção.
Os integrantes da clínica pretendem disponibilizar
os dados em um painel interativo, alimentado pelo
Jusbrasil, com inteligência artificial. A ferramenta
permitirá a visualização de indicadores como duração
dos processos, decisões judiciais, regiões do país,
tipos de provas e desfechos das ações.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-01/trabalho-escravo-so-4-dos-reus-recebem-penas-sobre-todos-os-crimes
Fonte: Agência Brasil

29/01/2026 -
Doenças afastam 4,1 milhões de trabalhadores em
2025, recorde desde 2021
Dores nas costas lideram os afastamentos
temporários por saúde, com aumento de 15% em relação
a 2024 e crescimento em transtornos mentais.
Mais de 4,12 milhões de trabalhadores brasileiros
tiveram que se afastar temporariamente de suas
funções em 2025 por motivos de saúde, segundo dados
do Ministério da Previdência Social. Esse número
representa o maior registro desde 2021 e um aumento
de 15% em comparação aos 3,58 milhões de casos de
2024.
Pelo terceiro ano consecutivo, as dores nas costas,
classificadas como dorsalgia (CID M54), ocuparam o
topo do ranking das doenças e transtornos que
exigiram benefícios assistenciais por incapacidade
temporária. O Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) concedeu auxílio a 237.113 trabalhadores
formais afetados, um crescimento em relação aos
205.142 casos do ano anterior.
Em segundo lugar, ficaram as lesões ou desgastes dos
discos intervertebrais, como hérnias de disco (CID
M51), com 208.727 casos. Já as fraturas na perna,
incluindo tornozelos (CID S82), somaram 179.743
registros, superando os 147.665 de 2024.
Os transtornos mentais também avançaram nas posições
do ranking. A ansiedade (F41) gerou 166.489
benefícios, enquanto os episódios depressivos
somaram 126.608, ambos com aumentos em relação a
2024 (141.414 e 113.604, respectivamente).
Ao considerar o recorte por gênero, as mulheres
foram mais afetadas por dores na coluna (121.586
casos) e ansiedade (118.517), seguidas por lesões
nos discos intervertebrais (98.305). Já os homens
lideraram em fraturas nas pernas e tornozelos
(116.235), dores nas costas (115.527) e lesões nos
discos (110.422). Dos benefícios totais, 2,10
milhões foram concedidos a mulheres e 2,02 milhões a
homens.
O Auxílio por Incapacidade Temporária, antigo
auxílio-doença, é pago a segurados do INSS que
comprovem incapacidade para o trabalho por mais de
15 dias, via perícia médica. A solicitação pode ser
feita pelo site meu.inss.gov.br ou pelo telefone
135. As informações foram divulgadas inicialmente
pelo G1 e confirmadas pela Agência Brasil.
*Com informações da Agência Brasil
Fonte: Jornal de Brasília

29/01/2026 -
INSS é condenado a rever aposentadoria por períodos
de atividades especiais
A 2ª Vara Federal de Francisco Beltrão (PR) atendeu
a parte dos pedidos de um ex-borracheiro e raspador
de pneus em um processo de revisão de aposentadoria.
O juiz do caso, Christiaan Allessandro Kroll,
determinou o reconhecimento de períodos de trabalho
em condições especiais e revisão do valor do
benefício por tempo de contribuição.
O autor buscava o reconhecimento de que exerceu
atividades insalubres durante alguns intervalos de
sua carreira. A ação foi movida pelo segurado depois
de o INSS não reconhecer a atividade especial em
quatro períodos da vida laboral.
Ao analisar a prova sobre os agentes nocivos aos
quais o autor foi exposto, Kroll considerou
insuficiente a mera declaração do fornecimento de
equipamentos de proteção individual (EPIs), exigindo
prova técnica complexa de que os equipamentos
neutralizavam efetivamente o risco oferecido. Quanto
ao agente nocivo ruído, “persiste o entendimento
quanto à irrelevância do uso de EPI’s”, afirma a
sentença.
O juiz autorizou a conversão de tempo especial para
comum nos períodos de 1986 a 1988, 2005 a 2012 e
2020 a 2023. O pedido para concessão de
aposentadoria especial, no entanto, foi considerado
inviável, pois o segurado não preencheu os
requisitos de tempo mínimo e pontuação exigidos.
Sobre a revisão do benefício já concedido, a decisão
estabeleceu que a pretensão do autor deve ser
acolhida para que a Renda Mensal Inicial (RMI) da
aposentadoria por tempo de contribuição seja
recalculada conforme os fundamentos expostos na
sentença.
Os efeitos financeiros da revisão retroagem à data
de início do benefício (2024). O INSS foi condenado
a fazer a averbação dos períodos especiais,
recalcular o valor da renda mensal e pagar as
diferenças devidas. Com informações da assessoria
de imprensa do TRF-4.
Fonte: Consultor Jurídico

28/01/2026 -
Justiça de SC suspende lei que proíbe cotas em
universidades estaduais
Desembargadora acatou pedido do Psol diante de
indícios de inconstitucionalidade da lei
catarinense.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC)
suspendeu nesta terça-feira (27) de janeiro, em
decisão liminar, os efeitos de lei estadual que
proibia a adoção de cotas raciais e outras políticas
de ação afirmativa por universidades que recebam
recursos do governo do Estado.
A norma, oriunda de projeto do deputado estadual
Alex Brasil (PL) é questionada em ação direta
apresentada pelo Psol. Segundo a sigla, a lei viola
princípios constitucionais como a igualdade
material, a dignidade da pessoa humana, o combate ao
racismo, o direito fundamental à educação, a gestão
democrática do ensino e a autonomia universitária.
Alega também que a regra representa um retrocesso
social e desrespeita entendimento consolidado do STF
sobre a legitimidade das políticas afirmativas.
Lei aprovada
Aprovada na Assembleia Legislativa em SC em dezembro,
a lei 19.722/2026 foi sancionada na última
sexta-feira (23) pelo governador Jorginho Mello. A
norma estabelece penalidade de R$ 100 mil para cada
edital que descumprir a proibição. Em caso de
reincidência, também está previsto o bloqueio de
repasses de verbas públicas estaduais às
instituições infratoras.
A medida impacta diretamente estudantes da
Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), das
instituições vinculadas ao sistema Acafe e de
faculdades privadas beneficiadas por programas como
o "Universidade Gratuita" e o Fundo de Apoio à
Educação Superior (Fumdesc).
O texto aprovado estabelece exceções à proibição,
permitindo a reserva de vagas para pessoas com
deficiência, estudantes oriundos de escolas públicas
estaduais de ensino médio e critérios baseados
exclusivamente na renda dos candidatos.
Reação generalizada
Desde sua sanção, a proibição foi questionada por
diversas instituições. Além da ação apresentada pelo
Psol, a deputada Ana Paula Lima (PT-SC) também
apresentou uma ação popular assinada em conjunto com
o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro
e Pequena Empresa (Sebrae), Décio Lima.
No STF, uma outra ação foi apresentada pelo Psol em
conjunto com a União Nacional dos Estudantes e o
movimento Educação e Cidadania de Afrodescendentes e
Carentes. O processo ficou sob responsabilidade do
ministro Gilmar Mendes, que deu o prazo de 48h para
a Assembleia Legislativa explicar a lei aprovada.
A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
de Santa Catarina também se movimentou, levando
questionamentos ao Conselho Federal da Ordem.
Segundo a OAB-SC, a legislação configura um
retrocesso nas políticas afirmativas de acesso ao
ensino superior e viola a Constituição Federal ao
limitar instrumentos já consolidados de promoção da
igualdade.
Leia aqui a decisão.
Processo: 5003378-25.2026.8.24.0000-SC
Fonte: Congresso em Foco

28/01/2026 -
Manifestação do MPT sobre contribuição assistencial
mostra convergência com entendimento do STF
Julgamento do Tema 935 considera constitucional
cobrança de contribuição assistencial
O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou, na
quarta-feira (21/1), Manifestação Técnica que aponta
convergência entre a decisão do Supremo Tribunal
Federal (STF) que reconheceu a contribuição
assistencial como expressão legítima da negociação
coletiva e da representação sindical da categoria
como um todo, filiados ou não, e o entendimento
apresentado na Orientação Conalis nº 20 e nas Notas
Técnicas Conalis nº 2 e 9. A decisão do STF ocorreu
no julgamento dos embargos de declaração no Recurso
Extraordinário com Agravo n° 1.018.459/PR do Tema
935 de Repercussão Geral.
O julgamento do Tema 935 de Repercussão Geral,
concluído em 26/11/2025, fixou como constitucional a
cobrança de contribuição assistencial de todos os
empregados da categoria (sindicalizados ou não) se
houver previsão em acordo ou convenção coletiva,
contanto que o trabalhador tenha direito claro e
efetivo de oposição ao desconto.
O MPT enfatiza que a Orientação Conalis nº 20 e as
Notas Técnicas Conalis nº 2 e 9 afirmam que a
análise da contribuição assistencial e a oposição ao
desconto deve ser realizada sob a ótica do Direito
Coletivo do Trabalho, distinguindo-se a filiação
sindical voluntária da representação coletiva
obrigatória. Os documentos também reconhecem a
assembleia geral da categoria como o espaço
democrático legítimo para deliberar sobre a
instituição, valor e as condições de exercício da
oposição às contribuições.
A Manifestação destaca que, no julgamento, o STF
consolidou interpretação que compatibiliza a
liberdade sindical individual com a autonomia
coletiva, reconhecendo a legitimidade da
contribuição assistencial fixada em assembleia
geral, desde que assegurado o exercício de oposição
em condições efetivas, vedada a cobrança retroativa,
afastada qualquer interferência de terceiros e
observados critérios de razoabilidade na cobrança.
A Manifestação Técnica, que destaca que a decisão do
STF não altera o entendimento emitido anteriormente
pelo MPT, é assinada pelo procurador-Geral do
Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira e pelos
titulares da Coordenadora Nacional de Promoção da
Liberdade Sindical e do Diálogo Social (Conalis),
Alberto Emiliano de Oliveira Neto, Cristina Gerhardt
Benedetti e Larissa Menine Alfaro.
https://mpt.mp.br/pgt/noticias/manifestacao-do-mpt-sobre-contribuicao-assistencial-mostra-convergencia-com-entendimento-do-stf
Fonte: MPT

28/01/2026 -
Governo prorroga até março prazo para pedido de
ressarcimento do INSS
Prazo de devolução de descontos indevidos
acabaria em 14 de fevereiro
O governo federal decidiu prorrogar até 20 de março
o prazo para que aposentados e pensionistas possam
solicitar o ressarcimento de valores descontados
indevidamente de seus benefícios do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o órgão, a
decisão pretende garantir o amplo direito dos
beneficiários que, desde a última segunda-feira
(19), enfrentam instabilidades no Meu INSS.
O prazo original se encerraria em 14 de fevereiro.
Em nota, o INSS informou que mantém contato diário
com a Dataprev, estatal responsável pela tecnologia
da informação da Previdência Social, cobrando
explicações e providências.
A Dataprev comunicou ao INSS que fará uma manutenção
que deixará os sistemas indisponíveis a partir desta
terça-feira (27) até domingo, 1º de fevereiro.
De acordo com o balanço mais recente do INSS, cerca
de 4,2 milhões de beneficiários já foram
ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões, de
um total de R$ 6,2 milhões de contestações de
cobranças. O governo estima, no entanto, que ainda
existam 850 mil aposentados e pensionistas aptos a
solicitar a devolução.
O esquema de descontos indevidos foi revelado pela
Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia
Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU),
que identificou fraudes em Acordos de Cooperação
Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades
associativas. As investigações levaram ao
afastamento de parte da cúpula do instituto em
abril.
A prorrogação busca assegurar que todos os lesados
pelo esquema possam recuperar os valores de forma
simplificada e sem necessidade de ação judicial.
Como pedir a devolução
Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento
pelos canais oficiais do INSS:
- Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal
Gov.br;
- Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a
sábado, das 7h às 22h;
- Agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito
em mais de 5 mil unidades.
Fonte: Agência Brasil

28/01/2026 -
STF rejeita ação contra novas regras do
saque-aniversário do FGTS
O controle abstrato de constitucionalidade não é a
via adequada para questionar atos normativos
secundários. Quando a análise da validade da norma
depende da verificação prévia de legislação
infraconstitucional, a ofensa à Constituição é
considerada meramente reflexa ou indireta, o que
inviabiliza o trâmite de uma arguição de
descumprimento de preceito fundamental.
Com base nesse entendimento, a ministra Cármen
Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, decidiu não
conhecer da ação ajuizada pelo partido Solidariedade
contra as novas regras do saque-aniversário do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A decisão
monocrática extinguiu o processo sem resolução de
mérito.
A norma questionada é a Resolução 1.130/2025, do
Conselho Curador do FGTS. As novas regras
estabelecem carência de 90 dias para que o
trabalhador possa autorizar a consulta de seu saldo
e contratar a antecipação dos créditos com
instituições financeiras. Também limitam o número de
saques que podem ser dados como garantia em
empréstimos e proíbem a contratação de mais de uma
operação de crédito por ano.
O partido alegou na ADPF que o Conselho Curador
extrapolou seu poder regulamentar, violando
princípios como a legalidade e a vedação ao
retrocesso social. Para a legenda, as restrições
esvaziam o direito previsto em lei e interferem
indevidamente na autonomia patrimonial do
trabalhador. A Advocacia-Geral da União e a
Procuradoria-Geral da República, contudo,
manifestaram-se pelo não conhecimento da arguição,
sustentando que o ato é meramente regulamentar e
deriva da Lei 8.036/1990.
A ministra acolheu os pareceres da AGU e da PGR. Ela
argumentou que a resolução impugnada extrai seu
fundamento de validade da lei específica do FGTS.
Portanto, para verificar se houve violação
constitucional, seria necessário antes analisar a
legislação infraconstitucional, o que caracteriza a
ofensa indireta, insuscetível de análise via ADPF.
“A jurisprudência deste Supremo Tribunal
consolidou-se no sentido de não se admitir o
controle abstrato de constitucionalidade de ato
normativo secundário, nos casos em que se fizer
necessário o exame de lei na qual aquele se
fundamenta e que não tenha sido impugnada pelo
requerente”, afirmou Cármen. “A natureza indireta da
alegada ofensa constitucional desautoriza o
conhecimento desta arguição de descumprimento de
preceito fundamental.”
Clique
aqui para ler a decisão
ADPF 1.283
Fonte: Consultor Jurídico

27/01/2026 -
CCJ deve votar projeto que facilita recusa de
contribuição sindical
Proposta garante que trabalhadores possam recusar
a contribuição a sindicatos de forma simplificada,
via e-mail ou WhatsApp.
Sob análise da Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) do Senado, o projeto de lei
2.830/2019 propõe facilitar o processo para
trabalhadores se recusarem a contribuir com
sindicatos.
O texto permite que a oposição individual à
contribuição seja feita de maneira simples,
inclusive por meios digitais como o WhatsApp. A
proposta agora está apta a ser incluída na pauta do
Plenário do Senado.
Originalmente apresentado em 2019 pelo senador
Styvenson Valentim (PSDB-RN), o projeto previa
apenas a redução do prazo da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT) para execução de dívidas
trabalhistas com decisão judicial transitada em
julgado, de 45 para 15 dias. No entanto, a CCJ
incluiu a possibilidade de simplificar a recusa da
contribuição sindical.
Pelo texto atual, o trabalhador poderá manifestar
oposição ao desconto sindical:
- No ato da contratação;
- Em até 60 dias após o início da relação de trabalho;
- Ou no prazo de 60 dias após a assinatura de acordo
ou convenção coletiva.
A nova redação é um substitutivo do relator na CCJ,
senador Rogério Marinho (PL-RN).
"Já é de conhecimento público, por meio de
diferentes veículos de imprensa, a existência de
filas extensas, prazos restritos, horários
inoportunos, situações desgastantes de chuva e sol
para reivindicar a retirada de cobrança, horas de
espera, taxas abusivas, baixo quórum, redução de
horário de atendimento e comparecimento presencial
compulsório."
A recusa poderá ser feita pessoalmente ou por
qualquer meio, inclusive via Whatsapp e e-mail. Além
disso, o projeto proíbe o envio de boletos de
cobrança para a casa do trabalhador ou para a sede
da empresa.
Com a urgência aprovada pela CAS em novembro de
2025, o projeto poderá ser incluído diretamente na
ordem do dia do Plenário do Senado, sem a
necessidade de passar por outras comissões além da
CCJ.
Confira a íntegra da proposta.
Fonte: Congresso em Foco

27/01/2026 -
Centrais sindicais realizam ato contra juros altos
nesta terça-feira (27)
As centrais sindicais realizam, nesta terça-feira
(27), às 10 horas, uma mobilização unificada contra
a atual política de juros, em frente ao Banco
Central do Brasil, na Avenida Paulista, em São
Paulo. A iniciativa integra a agenda nacional de
lutas do movimento sindical em defesa do
desenvolvimento econômico, do emprego e da
valorização do trabalho.
Para as entidades, o patamar atual da taxa básica de
juros, em 15% ao ano, impõe sérios entraves à
economia brasileira. O índice elevado desestimula
investimentos produtivos, reduz o consumo interno e
afeta diretamente a geração de postos de trabalho,
impactando sobretudo a renda e as condições de vida
da classe trabalhadora.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
soma-se ao chamado nacional e convoca suas entidades
filiadas, dirigentes e trabalhadores e trabalhadoras
a participarem do ato.
***As centrais orientam a participação organizada,
com bandeiras, camisetas, coletes e faixas,
reafirmando o caráter coletivo da manifestação.
Fonte: NCST

27/01/2026 -
Comissão aprova ampliação da licença-paternidade
para pais de bebês prematuros
Proposta aumenta afastamento de cinco para 20
dias em casos de internação prolongada
A Comissão de Previdência, Assistência Social,
Infância, Adolescência e Família da Câmara dos
Deputados aprovou, em dezembro, projeto que amplia a
licença-paternidade de 5 para 20 dias para pais de
bebês prematuros (PL 3108/20).
O texto altera a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT) para garantir a ampliação do período de
licença quando o recém-nascido for prematuro ou
necessitar de internação hospitalar prolongada.
Atualmente, a CLT prevê hipóteses específicas de
ausência justificada ao trabalho, como casamento,
doação de sangue e comparecimento a audiência
judicial, mas não contempla situações relacionadas a
complicações no nascimento do filho.
Mudanças no texto original
A versão original do projeto permitia que o pai de
bebê prematuro se ausentasse do trabalho, sem
desconto salarial, por até 60 dias, medida válida
apenas durante a pandemia da Covid-19.
A relatora, deputada Ana Paula Lima (PT-SC),
atualizou o texto para tornar a ampliação da
licença-paternidade uma medida permanente. Em seu
parecer, a parlamentar argumentou que a presença
paterna é indispensável para o suporte emocional da
mãe e para os cuidados intensivos exigidos por bebês
prematuros.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda
será analisado pelas comissões de Trabalho; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e
pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

27/01/2026 -
Qualificação profissional ganha espaço na negociação
coletiva
Instrumentos coletivos promovem formação,
atualização técnica e proteção diante das
transformações tecnológicas
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou,
na sexta-feira (23), o Boletim Boas Práticas em
Negociações Coletivas, com foco na qualificação
profissional, reunindo exemplos de cláusulas que
ampliam o acesso dos trabalhadores a oportunidades
de formação e desenvolvimento. A publicação
apresenta 20 boas práticas negociadas em acordos e
convenções coletivas registradas no Sistema Mediador
do MTE em 2024, em diferentes setores e regiões do
país.
A qualificação profissional é um fator estratégico
tanto para o desenvolvimento do trabalhador quanto
para o aumento da produtividade e da eficiência das
empresas. No entanto, a legislação trabalhista
brasileira ainda possui poucas disposições que
estimulem diretamente a promoção da qualificação, o
que torna a negociação coletiva um instrumento
essencial para assegurar garantias que favoreçam o
acesso a cursos, treinamentos e atividades
formativas.
Segundo o boletim, cerca de 12% das negociações
coletivas registradas em 2024 incluíram cláusulas
relacionadas à qualificação profissional. A maioria
prevê o compromisso do empregador em promover ou
apoiar a capacitação dos empregados. As cláusulas
também tratam de temas como a inclusão do tempo de
qualificação na jornada de trabalho, a liberação
remunerada para participação em cursos, seminários e
congressos, o custeio total ou parcial das despesas,
além de medidas voltadas à requalificação
profissional diante de inovações tecnológicas,
automação e uso de novas ferramentas, como a
inteligência artificial.
Entre os exemplos destacados estão cláusulas que
garantem treinamento em novas tecnologias, programas
de atualização escolar, políticas estruturadas de
capacitação e desenvolvimento profissional,
reembolso de despesas com cursos, manutenção de
bibliotecas técnicas nos locais de trabalho e
licença remunerada para participação em atividades
formativas promovidas por sindicatos ou instituições
especializadas.
Para a coordenadora de Relações do Trabalho da
Secretaria de Relações do Trabalho do MTE, Rafaele
Rodrigues, ao divulgar essas experiências, o boletim
Boas Práticas reforça a importância da negociação
coletiva como um mecanismo capaz de reduzir
desigualdades no acesso à qualificação, preparar os
trabalhadores para as transformações do mundo do
trabalho e contribuir para a construção de um
mercado de trabalho mais justo, competitivo e
sustentável.
“A qualificação profissional negociada coletivamente
é uma ferramenta estratégica para preparar os
trabalhadores para as transformações do mundo do
trabalho. Ao incluir essas cláusulas em acordos e
convenções coletivas, sindicatos e empregadores
contribuem para ampliar oportunidades de
desenvolvimento, fortalecer a empregabilidade e
garantir que os avanços tecnológicos e
organizacionais caminhem junto com a valorização do
trabalho e a promoção de condições mais justas no
mercado de trabalho”, reforça Rafaele.
Confira
aqui o boletim de Qualificação Profissional.
Fonte: MTE

26/01/2026 -
Eleições 2026: o papel do movimento sindical
Neuriberg Dias*
O movimento sindical e social enfrenta novamente um
momento decisivo. A resistência ao governo Bolsonaro
e as conquistas que alcançou sob a atual
administração Lula — a retomada do diálogo social, a
valorização do salário mínimo, a equiparação
salarial entre mulheres e homens, a isenção do
imposto de renda até 5.000, a reconstrução e criação
de políticas públicas — não são irreversíveis. E
esses avanços dependem diretamente da correlação de
forças existente no Congresso Nacional.
Por essa razão, o movimento sindical deve fazer da
campanha eleitoral um eixo estratégico de sua ação,
direcionado não apenas à eleição presidencial, mas
também para promover a renovação qualitativa do
Legislativo que tem cumprido de forma decisiva um
papel na iniciativa de reformas e na definição de
políticas públicas em relação ao Poder Executivo que
tem perdido esse protagonismo ao logo do tempo. Não
se trata de abandonar as lutas cotidianas, mas de
compreender que muitas delas só se consolidam quando
há representantes comprometidos com a agenda dos
trabalhadores ocupando espaços institucionais de
poder.
De modo geral, nas eleições de 2022, os movimentos
sociais e sindicais lançaram um número considerável
de candidatas e candidatos. No entanto, faltou maior
preparação política, organizativa e comunicacional
para que mais dessas candidaturas lograssem êxito
eleitoral. Um caso emblemático foi a vitória de
Guilherme Boulos (PSOL-SP), que obteve 1.001.472
votos, tornando-se o segundo deputado federal mais
votado do Brasil e figurando entre os 50 campeões de
voto no país. Trata-se, contudo, de uma exceção que
evidencia o potencial eleitoral existente, mas ainda
pouco explorado de forma estruturada pelo campo
sindical e popular.
Dados históricos do Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (DIAP) sobre a bancada
sindical ajudam a dimensionar essa disputa. Desde
que a bancada dos trabalhadores passou a ser
mapeada, a partir da legislatura 1991–1995,
observa-se que os maiores picos de crescimento
ocorreram durante os governos Lula e Dilma. No
período Collor–Itamar–FHC (1991–2003), a
representação sindical manteve-se em patamares mais
baixos, com média aproximada de 36 parlamentares. Já
durante os governos Lula e Dilma, essa média subiu
para cerca de 63 congressistas.
A evolução da bancada dos trabalhadores por
legislatura evidencia esse movimento: foram 25
parlamentares em 1991–1995; 38 em 1995–1999;44; em
1999–2003 (40 deputados e 4 senadores); 60 em
2003–2007 (55 deputados e 5 senadores); novamente 60
em 2007–2011; e o ponto mais elevado em 2011–2015,
com 72 parlamentares (64 deputados e 8 senadores).
A partir de 2015, observa-se um processo de retração
expressiva da representação sindical no Congresso
Nacional. Na legislatura 2015–2019, a bancada caiu
para cerca de 60 parlamentares (51 deputados e 9
senadores). Em 2019–2023, esse número foi reduzido
para aproximadamente 40 representantes, sendo cerca
de 35 deputados federais. Esse recuo ocorreu no
contexto do pós-impeachment, durante os governos
Temer e Bolsonaro, período marcado por uma forte
ofensiva contra direitos trabalhistas e sociais.
Enquanto isso, a bancada empresarial manteve-se
historicamente majoritária. Na legislatura
1991–1995, eram 201 parlamentares ligados ao
empresariado, frente a apenas 21 de origem sindical.
Em 1995–1999, esse número foi de 166 empresários
contra 29 sindicalistas; em 1999–2003, 145 contra
44; e em 2003–2007, 102 contra 60. Mesmo nos
períodos de maior crescimento sindical, a assimetria
persistiu. Em 2011–2015, quando a bancada dos
trabalhadores atingiu seu ápice com 72
parlamentares, a bancada empresarial alcançou seu
maior patamar histórico, com 273 representantes.
Após 2015, essa desigualdade voltou a se aprofundar.
Na legislatura 2015–2019, a bancada empresarial
contava com 251 parlamentares, enquanto a sindical
tinha 51. Em 2019–2023, os empresários mantiveram
234 representantes, frente a apenas 33 parlamentares
de origem sindical. Na atual legislatura
(2023–2027), apesar de uma leve recomposição da
representação dos trabalhadores, a distorção na
correlação de forças permanece, impondo limites
concretos à consolidação de uma agenda legislativa
favorável ao povo. Essa correlação ajuda a explicar
a ofensiva contra direitos trabalhistas e sociais
observada nos últimos anos, expressa em retrocessos
legislativos, flexibilização das relações de
trabalho e fragilização dos sistemas de proteção
social.
Diante desse cenário, torna-se imprescindível a
construção de uma frente ampla para eleger um
Congresso comprometido com os interesses populares,
sustentada por um plano de trabalho unificado que
deve combinar organização presencial e digital,
fortalecer o trabalho de base em cada estado e
dialogar diretamente com a classe trabalhadora e
população sobre a importância do voto consciente e
da participação política.
O desafio colocado para o próximo período eleitoral
será ainda maior. Está em jogo o futuro da
democracia, o papel do Estado, dos direitos
trabalhistas e do próprio movimento sindical. A
campanha ocorrerá em um ambiente de forte
polarização. De um lado, estarão as entregas
concretas do governo Lula nas áreas econômica,
social, fiscal, ambiental e institucional. De outro,
uma oposição que tende a adotar como estratégia
central a desestabilização do debate público,
recorrendo ao tumulto político, à disseminação de
fake News, o assédio eleitoral nos locais de
trabalho, e à exploração oportunista de temas
sensíveis para confundir a população e enfraquecer o
campo democrático e popular.
No que diz respeito aos direitos trabalhistas e ao
fortalecimento dos sindicatos, sobremodo o desfecho
sobre a pejotização e da regulamentação do trabalho
em plataforma, o processo eleitoral de 2026 colocará
em disputa duas visões antagônicas. De um lado, a
continuidade da reconstrução dos direitos, o
fortalecimento da negociação coletiva, a valorização
do trabalho e o reconhecimento do papel estratégico
das entidades sindicais na democracia brasileira. De
outro, avolta de uma agenda ultraliberal e
autoritária, já explicitada pela oposição, que
inclusive escalou como coordenador de sua campanha o
senador Rogério Marinho — um dos principais
formuladores e executores da reforma trabalhista e
do desmonte da legislação de proteção ao trabalho
com a criação de formas de contratação precárias, a
exemplo da pejotização, em exame no STF, que
definirá o futuro sobre os direitos. Trata-se de um
projeto que aposta na precarização das relações de
trabalho, no enfraquecimento dos sindicatos e na
retirada sistemática de direitos, apresentado como
solução econômica, mas que aprofunda desigualdades
no país.
O papel de unificação e organização do movimento
sindical será decisivo. Caberá às entidades
sindicais não apenas defender as conquistas
alcançadas, mas também atuar de forma estruturada na
disputa de narrativas nas ruas e nas redes sociais,
no enfrentamento à desinformação e volta de uma
agenda extremista e na mobilização permanente da
classe trabalhadora. Mais do que nunca, a disputa
eleitoral faz parte de uma luta de classes. Garantir
maioria política para sustentar a agenda popular é
condição fundamental para retomar, preservar e
ampliar as conquistas históricas da classe
trabalhadora.
*Jornalista, analista político e diretor de
Documentação do Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (DIAP).
Fonte: Diap

26/01/2026 -
Sete anos de Brumadinho: acordo conduzido pela
Justiça do Trabalho avança na reparação de todas às
vítimas
Mediação inédita tem garantido indenização
uniforme, escuta humanizada e integração entre as
Justiças trabalhista e cível na condução do maior
acidente de trabalho do país
Sete anos após o rompimento da barragem da Mina
Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), em 25 de
janeiro de 2019, a Justiça do Trabalho atua para
concluir uma das mais amplas iniciativas de
conciliação já realizadas no país para reparar os
danos causados pela maior tragédia trabalhista da
história brasileira.
O acordo estrutural, homologado no Tribunal Superior
do Trabalho em abril de 2025, assegura indenização
ao espólio de 272 vítimas, em um modelo inédito de
mediação interinstitucional. Até o momento, 219
espólios já aderiram aos termos, abrangendo
trabalhadores diretos, terceirizados, membros da
comunidade local e até nascituros.
Conduzido no âmbito Centro Judiciário de Métodos
Consensuais de Solução de Conflitos do TST (Cejusc/TST),
o processo envolve a Vale S.A., o Ministério Público
do Trabalho (MPT), as Defensorias Públicas da União
(DPU) e de Minas Gerais, sindicatos, associações de
familiares e diferentes ramos do Judiciário.
Matéria completa:
https://www.tst.jus.br/en/-/sete-anos-de-brumadinho-acordo-conduzido-pela-justica-do-trabalho-avanca-na-reparacao-de-todas-as-vitimas
Fonte: TST

26/01/2026 -
PECs do mandato de 5 anos e do fim da escala 6x1
podem ir a Plenário
A redução da jornada de trabalho semanal para 36
horas, com garantia de dois dias de descanso
remunerado, é uma das 19 propostas de emenda à
Constituição (PECs) prontas para deliberação no
Senado. Os parlamentares também poderão analisar em
Plenário, entre outras propostas, a que acaba com a
reeleição de presidente, governadores e prefeitos
para o mesmo cargo no período subsequente e unifica
em cinco anos os mandatos no Executivo e no
Legislativo, e a que garante representação de
mulheres nas Mesas do Senado e da Câmara dos
Deputados em quantidade proporcional à bancada
feminina de cada Casa.
A PEC tem o objetivo de alterar a Constituição
Federal, e pode ser apresentada pelo presidente da
República, por um terço dos deputados federais ou
dos senadores, ou por mais da metade das assembleias
legislativas. Para ser aprovada, a PEC depende dos
votos de três quintos dos deputados (308) e outros
três quintos dos senadores (49), em dois turnos. No
Senado, o primeiro turno deve ser antecedido por
cinco sessões de discussão e o segundo turno por
três.
Jornada de trabalho
Já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ), poderá entrar em discussão em Plenário a
proposta (PEC 48/2015) que reduz de forma
progressiva a jornada máxima semanal no país até o
limite de 36 horas. O texto também assegura aos
trabalhadores dois dias de descanso remunerado,
preferencialmente aos sábados e domingos — a chamada
escala 5x2, em substituição à escala 6x1 vigente.
A proposta determina transição ao longo de quatro
anos: logo no ano seguinte à promulgação, o limite
cai de 44 para 40 horas semanais; depois, reduz uma
hora por ano, até chegar a 36 horas. A jornada
diária segue limitada a oito horas, com a
preservação de acordos de compensação quando
definidos por negociação coletiva. A redução não
poderá implicar diminuição salarial. Para o autor da
PEC, senador Paulo Paim (PT-RS), a medida também
gera benefícios ao setor produtivo ao reduzir a
dependência de horas extras e permitir melhor
distribuição do trabalho.
O tema foi debatido em audiências públicas, com a
participação de juristas, representantes do governo,
centrais sindicais e especialistas em saúde do
trabalho. Se a PEC tiver aprovação dos senadores,
seguirá para análise da Câmara.
Matéria completa:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/01/23/pecs-do-mandato-de-5-anos-e-do-fim-da-escala-6x1-podem-ir-a-plenario
Fonte: Agência Senado

26/01/2026 -
Norte-americanos pagam 96% da conta do “tarifaço” de
Trump, aponta estudo
Pesquisa do Instituto alemão Kiel revela que os
exportadores estrangeiros absorveram apenas 4% do
ônus tarifário dos EUA
A política protecionista da administração de Donald
Trump, baseada na premissa de que as tarifas de
importação seriam pagas por governos e empresas
estrangeiras, sofreu um duro revés. Um estudo
detalhado do Instituto Kiel para a Economia Mundial
(IfW Kiel), da Alemanha, revela que o custo dessas
taxas recaiu quase inteiramente sobre os ombros dos
próprios consumidores e importadores
norte-americanos.
De acordo com o documento “Gol Contra dos EUA: Quem
Paga as Tarifas?” (“America’s Own Goal: Who Pays the
Tariffs?”), os exportadores estrangeiros absorveram
apenas 4% do ônus das tarifas. Os outros 96% foram
repassados diretamente para os preços finais nos
Estados Unidos, funcionando, na prática, como um
imposto sobre o consumo doméstico.
O mito do pagamento estrangeiro
A análise do Instituto Kiel utilizou 25 milhões de
registros de remessas que cobrem US$ 4 trilhões em
comércio. O resultado aponta que o Tesouro dos EUA
arrecadou cerca de US$ 200 bilhões extras em 2025.
Esse montante representou uma transferência de
riqueza dos cidadãos americanos para o governo, e
não uma cobrança sobre nações estrangeiras.
A Casa Branca acreditava que as tarifas forçariam os
países exportadores a baixarem seus preços, mas os
dados mostram que ocorreu o oposto. O estudo revela
que o mercado global foi resiliente. Exportadores de
países como Brasil e Índia mantiveram os preços
unitários e redirecionaram o excedente para outros
blocos comerciais em vez de cederem às pressões. Os
preços de exportação permaneceram estáveis mesmo com
tarifas agressivas de 50% sobre produtos brasileiros
e indianos. Os custos alfandegários foram repassados
para os importadores e deixaram o comprador
estadunidense com preços inflacionados ou com
desabastecimento.
O acerto da previsão: o ônus recaiu sobre os EUA
Os dados corroboram os alertas feitos pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI), ainda em
meados de 2025, de que “os Estados Unidos seriam os
principais prejudicados”. A estimativa da CNI de uma
queda de 0,37% no PIB dos EUA confirmou-se como o
maior impacto negativo entre as nações envolvidas.
O custo das barreiras drenou o dinamismo da economia
estadunidense e foi maior que as perdas dos
parceiros comerciais. Como os EUA são dependentes de
insumos globais, a sobretaxa encarece a produção
doméstica, tornando os produtos “made in USA” menos
competitivos no mercado global e mais caros
internamente.
Fonte: Portal Vermelho

26/01/2026 -
O impacto da jornada de trabalho na saúde é
discutido em artigo sobre o Fim da Escala 6×1
Saiba mais sobre o impacto da jornada de trabalho
na saúde e como o fim da escala 6×1 pode beneficiar
os trabalhadores.
O vigésimo terceiro artigo do dossiê “Fim da Escala
6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado
pelo Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos
Sindicais e de Economia do Trabalho) em parceria com
as centrais sindicais, fala sobre “Por uma jornada
mais humana: impactos da redução da carga horária na
saúde laboral“. O artigo é assinado por Emerson
Victor Hugo Costa de Sá e Francisco Péricles
Rodrigues Marques de Lima.
O estudo destaca que, desde a Constituição de 1988,
quando a jornada semanal foi fixada em 44 horas, o
país não avançou por meio da legislação, apesar de
conquistas pontuais obtidas via negociação coletiva.
No pós-pandemia, o debate voltou a ganhar força
diante do agravamento das condições de trabalho, do
aumento dos transtornos mentais e da mobilização
contra a escala 6×1, considerada prejudicial à saúde
e à qualidade de vida.
De acordo com os autores, jornadas prolongadas estão
associadas a doenças cardiovasculares, problemas
musculoesqueléticos, distúrbios metabólicos,
estresse ocupacional e síndrome de burnout. Dados da
Auditoria-Fiscal do Trabalho mostram que parte
significativa dos acidentes analisados entre 2023 e
2024 apresentou irregularidades relacionadas à
jornada, descanso ou férias, evidenciando o
descumprimento recorrente da legislação trabalhista.
O artigo também analisa experiências internacionais,
com destaque para a França, onde a adoção da jornada
de 35 horas resultou em maior satisfação dos
trabalhadores e ganhos de produtividade, ainda que
com criação de empregos abaixo do esperado. A
experiência, segundo os autores, demonstra que a
redução da jornada precisa vir acompanhada de
mudanças na organização do trabalho para evitar a
intensificação das tarefas.
Na conclusão, o texto defende que a redução da
jornada de trabalho deve ser tratada como uma
estratégia de saúde pública, justiça social e
valorização do trabalho humano. Para que seja
efetiva, é necessária a combinação de políticas
públicas, fiscalização rigorosa e mudanças culturais
nas empresas, garantindo ambientes de trabalho mais
seguros, saudáveis e compatíveis com a dignidade dos
trabalhadores.
Leia aqui o artigo:
Por uma jornada mais humana: impactos da redução da
carga horária na saúde laboral
Fonte: Rádio Peão Brasil

23/01/2026 -
DIEESE: negociações salariais garantiram ganhos
reais em 2025
Os dados sobre negociações salariais de 2025
mostram que 77,7% dos reajustes superaram a
inflação. Descubra mais.
Levantamento do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)
mostra que 77,7% das negociações coletivas
realizadas em 2025 resultaram em reajustes salariais
acima da inflação, medida pelo INPC. O dado consta
do boletim De Olho nas Negociações, número 64,
divulgado em janeiro de 2026.
A análise preliminar considera 21.510 reajustes
salariais registrados no sistema Mediador, do
Ministério do Trabalho e Emprego, até 12 de janeiro
deste ano — cerca de 80% do total esperado para
2025. Segundo o estudo, 14,1% das negociações
tiveram reajustes equivalentes à inflação, enquanto
apenas 8,2% ficaram abaixo da variação dos preços.
Apesar de indicar uma leve piora em relação a 2024,
quando os ganhos reais foram mais expressivos, o
DIEESE avalia que o resultado de 2025 mantém um
padrão favorável às negociações coletivas, observado
desde 2023, após um período de perdas reais entre
2020 e 2022.
Ganho real médio e inflação
A variação real média dos reajustes em 2025 foi de
0,87% acima do INPC, inferior aos 1,25% registrados
em 2024, mas ainda positiva. O boletim aponta forte
relação entre o comportamento da inflação e os
resultados das negociações. Para janeiro de 2026,
por exemplo, o reajuste necessário segundo o INPC é
de 3,9%, o menor patamar desde setembro de 2024.
Parcelamento e escalonamento em queda
Outro destaque do estudo é a baixa incidência de
reajustes parcelados e escalonados. Em 2025, apenas
1,7% das negociações tiveram reajustes parcelados,
enquanto 15,7% adotaram reajustes escalonados — o
menor percentual desde 2021. Para o DIEESE, os dados
indicam maior previsibilidade e menor fragmentação
nos acordos firmados.
Indústria, comércio e serviços lideram ganhos
Na análise por setor, indústria e comércio foram os
segmentos com maior proporção de ganhos reais, com
cerca de 80% das negociações acima da inflação,
seguidos de perto pelo setor de serviços. O setor
rural, por outro lado, apresentou desempenho mais
frágil, com ganhos reais em 69,4% dos casos e perdas
em quase 20% das negociações.
Sul e Sudeste se destacam regionalmente
Regionalmente, Sul e Sudeste lideraram os resultados,
com mais de 80% das negociações garantindo ganhos
reais. O Sul foi a região com o menor percentual de
reajustes abaixo da inflação (3,4%). Nas regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os ganhos reais
ocorreram em cerca de 68% das negociações.
Pisos salariais
O piso salarial médio nacional negociado em 2025 foi
de R$ 1.863, enquanto o piso mediano ficou em R$
1.739. O maior piso médio foi observado no setor de
serviços, e os maiores valores regionais foram
registrados no Sul, tanto para piso médio quanto
para o mediano.
Para o DIEESE, os dados reforçam a importância da
negociação coletiva como instrumento central de
recomposição do poder de compra e de defesa dos
direitos da classe trabalhadora, especialmente em um
cenário econômico ainda marcado por desafios.
Fonte: Rádio Peão Brasil

23/01/2026 -
Indústria têxtil e de confecção avança em 2025
A indústria têxtil e de confecção encerrou 2025 com
sinais positivos, porém em desaceleração. O ano
combinou crescimento da produção, geração líquida de
empregos e contribuição relevante para o controle da
inflação por parte da indústria, em um ambiente
marcado por juros elevados, forte concorrência
externa e elevada incerteza global.
“Mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o
setor conseguiu avançar. Chegamos a 2026 com ritmo
menor que começamos 2025, cercados de desafios
estruturais importantes, sobretudo, relacionados à
competitividade e ao comércio internacional”, avalia
Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente
da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de
Confecção (Abit).
Os dados consolidados de 2025 mostram aumento de
6,8% na produção têxtil e avanço muito contido, de
0,7%, na confecção, na comparação entre janeiro e
novembro frente ao mesmo período do ano anterior. No
varejo de vestuário, as vendas cresceram 2% no
acumulado do ano, refletindo a recuperação gradual
do poder de compra das famílias e um ambiente
inflacionário mais benigno.
O mercado de trabalho acompanhou essa trajetória
Entre janeiro e novembro de 2025, o setor têxtil e
de confecção criou 21,9 mil postos formais de
trabalho.
Desde o início do Plano Real, o vestuário contribui
para o controle da inflação. “Enquanto itens
essenciais como habitação, alimentação e transportes
pressionaram o orçamento das famílias, o vestuário
ajudou a conter a inflação geral. Isso reforça o
papel do setor como amortecedor de preços para o
consumidor”, observa Pimentel.
Matéria completa:
https://www.abit.org.br/noticias/industria-textil-e-de-confeccao-avanca-em-2025
Fonte: Abit

23/01/2026 -
Justiça Federal suspende efeitos da regulamentação
do novo PAT
Decisão liminar do TRF-3 suspende decreto de
modernização do Vale Alimentação e Vale Refeição.
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3)
suspendeu os efeitos do decreto do presidente Lula
que regulamenta a implementação das novas regras do
Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). No
entendimento do juiz federal Maurilio Freitas Maia
de Queiroz, os prazos contidos na norma colocam em
risco a atividade das empresas de operação do Vale
Alimentação e Vale Refeição.
A decisão liminar foi proferida a pedido da empresa
Ticket Serviços S.A. em face da União. Segundo a
companhia, os requisitos de operação do novo PAT,
como interoperabilidade plena em todas as máquinas
de cartão, obrigatoriedade de arranjo aberto para
grandes empresas, limitação de taxas, redução de
prazos de liquidação e proibição de exclusividade
não são possíveis de implementar dentro do prazo
definido no decreto, definido para o dia 10 de
fevereiro. Essa dificuldade poderia colocar as
operadoras sob risco de sanções indevidas.
O magistrado reconhece em sua decisão que, no
mérito, o novo PAT é benéfico à população. "A
ampliação da liberdade do trabalhador para utilizar
o valor do auxílio em diversos estabelecimentos
alimentares, inclusive não previamente conveniados,
revela-se harmônica quando analisada à luz da
finalidade do Programa", pontuou.
Por outro lado, considera que a regulamentação
extrapolou os limites legais da edição de decretos.
"Ao tratarem de limites de taxas, prazos de
liquidação financeira e interoperabilidade
obrigatória, aparentam ir além da mera organização
administrativa do programa, alcançando aspectos
estruturais do mercado de benefícios. (...) Não se
identifica, ao menos em juízo de legalidade estrita,
autorização legislativa clara e específica para a
imposição dessas obrigações por meio exclusivo de
decreto".
O juiz pondera que, por se tratar de uma política
pública complexa, pode-se presumir que certas
competências são atribuídas de forma implícita ao
governo. Essa interpretação, porém, exige cautela
diante do impacto elevado. "Assim, considerando a
plausibilidade da tese autoral e o risco de dano
iminente, há elementos mínimos para o deferimento do
pleito em sede de cognição sumária até que mais
elementos sejam colhidos sob o manto do
contraditório e ampla defesa", argumentou.
A suspensão permanecerá vigente até a conclusão do
julgamento.
Veja a íntegra da decisão.
Fonte: Congresso em Foco

23/01/2026 -
Queda na cesta não assegura estabilidade
O preço dos alimentos faz parte das preocupações
centrais do governo. Primeiro, a fim de garantir
alimentação adequada ao máximo de brasileiros.
Segundo, buscando manter sob controle os preços dos
gêneros, para evitar picos inflacionários. De acordo
com a Conab, os preços nas Capitais fecharam em
queda no segundo semestre do ano passado.
Durante 2025, afora fatores climáticos, houve a
imposição, por Donald Trump, da tarifa de 40% nos
preços de vários produtos da nossa pauta de
exportação. Além do impacto nas compras e vendas, a
tarifa trouxe instabilidade.
Para Patrícia Lino, coordenadora de pesquisa da
cesta básica (com 13 itens) pelo Dieese, a reação do
governo foi ágil, aperfeiçoando programas já
existentes e lançando mão de outros recursos,
inclusive importação de alguns produtos.
Na sua análise, a questão preço dos alimentos ganhou
novas variáves, “até porque não se sabe exatamente
como o governo Trump manejará a imposição de tarifas
a outros produtos que os EUA importam de diversos
países”.
Essa guerra tarifária tem desdobramentos. Agora,
frente ao risco de invasão da Groenlândia pelos
Estados Unidos, a Europa acaba arrastada para o
centro da crise.
Chuvas – O excesso de chuva, especialmente no
Rio Grande do Sul, elevou o preço do arroz, levando
o governo a importar o produto básico na cesta
brasileira, como também lançando mão de estoque
regulador, para este e outros gêneros.
Patrícia considera correta a projeção quanto a um
novo recorde na produção agropecuária nacional. “Em
tese, os preços não vão subir, o que beneficia os
setores mais pobres”, ela acredita, fazendo a
ressalva de que tem muita imprevisibilidade nesse
campo. “Nossos técnicos são cautelosos nas
previsões”, afirma.
1938 – A lei que estabeleceu as condições da
cesta básica é de 1938. Patrícia Lino diz:
“Começaremos a pesquisar outros produtos”. Os locais
hoje pesquisados são mercados, padarias, feiras e
açougues. Para a pesquisa da cesta básica mensal, o
Dieese dispõe de um técnico por Estado. Menos em São
Paulo, que, pela dimensão, requer mais
pesquisadores.
Fonte: Agência Sindical

23/01/2026 -
MTE discute relações de trabalho no setor de papel e
celulose com representantes da UNI Américas
Reunião abordou os impactos da
internacionalização da indústria e a importância do
diálogo social e da negociação coletiva
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, se
reuniu nesta terça-feira (20), em Brasília, com
representantes da UNI Américas e de sindicatos de
trabalhadores do setor de papel e celulose. Na
reunião, foram discutidos temas relacionados às
condições de trabalho e ao relacionamento entre
trabalhadores e empresas do setor. O Brasil é um dos
maiores produtores de celulose do mundo e está entre
os dez maiores produtores de papel.
Durante o encontro, foram discutidos os impactos da
internacionalização da indústria de papel e
celulose, que levou à criação de grandes empresas
multinacionais atuando em vários países. Apesar de
esse crescimento ter fortalecido a importância
econômica do setor, ele também trouxe desafios para
a negociação coletiva e para a gestão de questões
sociais, ambientais e trabalhistas.
O ministro destacou a importância do diálogo entre
empresas e trabalhadores, assim como da articulação
internacional, para fortalecer os canais de
comunicação, especialmente em empresas brasileiras
que atuam no exterior. Segundo ele, o diálogo ajuda
a aumentar a transparência, reduzir conflitos e
construir soluções mais sustentáveis.
O vice-presidente regional da UNI Américas, Iduigues
Ferreira, destacou a importância de ampliar os
espaços de diálogo, especialmente em momentos de
mudanças na organização do trabalho. Também
participaram da reunião o secretário regional da UNI
Américas, Márcio Monzane; o presidente do Sindicato
Nacional dos Papeleiros, Marco Antônio Alves; e o
secretário-geral do Sindicato Nacional dos
Papeleiros e presidente do Sindicato de Mogi das
Cruzes, Márcio de Paula Cruz. Estiveram presentes
ainda o secretário de Relações do Trabalho, Marcos
Perioto, e o secretário de Inspeção do Trabalho,
Felipe Brandão.
Fonte: MTE

23/01/2026 -
A
hora certa; opinião de João Guilherme
O movimento sindical brasileiro tem, em 2026, um
encontro marcado com a política partidária durante
as campanhas e eleições gerais de outubro. Nelas o
Brasil vai decidir seu futuro imediato com as
escolhas do presidente da República, dos
governadores de Estados, dos deputados estaduais e
federais e dos senadores. Ele participará a seu modo
desse grande acontecimento.
É praxe constitucional que o sindicalismo não tenha
a postura político-partidária. Mas, levando-se em
conta a polarização já existente e as disputas
reais, torna-se necessário que os dirigentes
sindicais de todas as entidades tomem posição e
orientem seus associados e representados sobre o que
está em jogo e como devem votar.
Em jogo estará a democracia e o afiançamento de suas
potencialidades, estará em jogo a soberania nacional
com rechaço de qualquer intervenção estrangeira,
estarão em jogo os direitos dos trabalhadores e
trabalhadoras e as boas escolhas eleitorais.
Embora, como é natural, as várias campanhas se
articulem em torno das eleições para presidente da
República, as escolhas não se limitam a isto. Serão
importantes as eleições para o Senado e para a
Câmara Federal, buscando modificar favoravelmente
aos interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras
a correlação de forças nestas instancias.
Para que o movimento sindical e seus dirigentes
possam ter um papel relevante nas eleições de
outubro é preciso, desde já, que exerçam seu papel
em defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras, nas
campanhas salariais e nas pautas que estejam em
discussão, como a redução da jornada sem redução de
salário e o fim da escala 6×1.
É preciso fazer sindicalismo sempre e fazê-lo bem,
para poder fazer política na hora certa.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/01/2026 -
Prioridade do governo, fim da escala 6x1 tem duas
frentes no Congresso
PECs sobre a mudança na escala de trabalho estão
em análise no Legislativo desde 2015; tema é
debatido na Câmara e no Senado e deve ganhar tração
com a retomada dos trabalhos na próxima semana
Pauta prioritária para o governo, o fim da escala de
trabalho 6x1 está em análise na Câmara e no Senado e
deve ganhar tração com a retomada dos trabalhos no
Congresso, previsto para daqui uma semana. Enquanto
isso, base aliada do Executivo ainda avalia qual
proposta – e em qual Casa – terá mais tração nas
negociações.
O tema deve ser um dos explorados na campanha pela
reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT). Com apelo popular, a proposta enfrenta, no
entanto, resistência de setores produtivos, que
avaliam haver possível impacto econômico.
No total, há quatro propostas de Emenda à
Constituição tramitando no Congresso sobre a escala
6x1. A mais antiga, de 2015, está no Senado e
aguarda votação no plenário. A matéria foi pautada e
aprovada de última hora na CCJ (Comissão de
Constituição e Justiça) durante a última sessão do
ano passado.
A versão aprovada foi o parecer do senador Rogério
Carvalho (PT-SE), que propôs uma transição gradual,
ao longo dos próximos anos, até a jornada máxima de
36 horas semanais. O texto original foi apresentado
pelo senador Paulo Paim (PT-RS), historicamente
ligado à causa trabalhista.
"É um debate que ganhou a opinião pública. Se
analisarmos bem, veremos que na maioria das empresas
no Brasil a jornada já é 5 por 2", afirmou Paim à
CNN.
Na Câmara, no ano passado, o fim da escala 6x1
ganhou força após uma campanha da deputada Erika
Hilton (PSOL-SP) e apresentação de um novo texto.
Essa proposta está em análise em uma subcomissão na
Casa e aguarda votação.
À CNN, a ministra das Relações Institucionais,
Gleisi Hoffmann, afirmou acreditar que a redução na
jornada de trabalho pode ser aprovada na Câmara
ainda neste ano. Segundo ela, o presidente Lula
pediu prioridade para o tema.
“Não é possível a pessoa ter um dia só de descanso
na semana. Isso afeta muito as mulheres,
principalmente, que ainda têm dupla jornada de
trabalho, trabalham fora e trabalham dentro de casa.
Ficam com um dia por semana para descansar e ter os
seus afazeres. É uma questão de dignidade das
pessoas”, disse a ministra.
A redução da jornada de trabalho é debatida há anos
no Legislativo. Desde 1995, ao menos 13 propostas
sobre o tema já foram apresentadas e arquivadas.
Outras diversas matérias tratam de jornadas
diferenciadas a depender da categoria de trabalho.
Matérias em tramitação
Deputados e senadores propõem alterações ao artigo 7º
da Constituição Federal, nos trechos que tratam da
duração da jornada semanal e do repouso semanal
remunerado. Entenda as propostas que tramitam no
Congresso:
- PEC n° 8/2025 - A proposta de autoria da deputada
Erika Hilton altera artigo da Constituição para
reduzir o limite semanal do “trabalho normal” de 44
para 36 horas semanais, além da previsão de jornada
de trabalho de quatro dias por semana. Parecer do
relator Luiz Gastão (PSD-CE), entretanto, propôs uma
jornada semanal máxima de 40 horas. A proposta
carece de decisão de subcomissão da Comissão de
Trabalho da Câmara.
- PEC nº 221/2019 - Proposta de autoria do deputado
Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC está parada na CCJ
(Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. A
matéria altera trecho da Constituição para reduzir a
carga horária semanal de trabalho para 36 horas, o
que entraria em vigor 10 anos após sua publicação.
- PEC nº 148/2015 - Em tramitação no Senado há dez
anos, a matéria do senador Paulo Paim aguarda
deliberação no plenário da Casa. O texto, na forma
do substitutivo de Rogério Carvalho, reduz de 44
para 36 horas semanais, em até cinco dias por
semana, com período de transição ao longo dos
próximos anos. Prevê ainda repouso semanal
remunerado de, no mínimo, dois dias,
preferencialmente aos sábados e domingos.
- PEC nº 4/2025 - De autoria do senador Cleitinho (Republicanos-MG),
o texto reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas
semanais, a serem prestadas em até cinco dias por
semana. Ele ainda propõe trecho que estabelece
repouso semanal remunerado preferencialmente nos
sábados e domingos. A matéria ainda aguarda despacho
da presidência do Senado para dar início à
tramitação.
Além das PECs, deputados têm lançado mão de projetos
de lei para propor a redução da jornada semanal de
trabalho. Tramitam na Câmara dos Deputados ao menos
três propostas que promovem alterações na CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho), lei que dispõe
sobre a regulamentação do exercício da profissão de
comerciário e lei que trata do repouso semanal
remunerado.
Fonte: CNN Brasil

22/01/2026 -
Lula pode vencer eleições no primeiro turno, diz
pesquisa Atlas
O presidente Lula e o ministro Fernando Haddad
lideram a pesquisa em todos os cenários avaliados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera
todos os cenários da corrida presidencial de 2026,
tanto no primeiro quanto no segundo turno, segundo a
pesquisa Atlas Bloomberg, divulgada na manhã desta
quarta-feira (21).
De acordo com o levantamento, Lula poderia ser
reeleito já no primeiro turno se as eleições fossem
realizadas hoje, considerando os votos válidos.
Descontando votos brancos e nulos, o atual
presidente supera os 49,5% em praticamente todos os
cenários pesquisados pela Atlas. Considerando a
margem de erro, o cenário pode ser de vitória no
primeiro turno.
No cenário ampliado do primeiro turno, Lula aparece
com 48,4% das intenções de voto, abrindo uma
vantagem de 13 pontos percentuais sobre o senador
Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas teria
11%.
No primeiro turno, entre os governadores testados
pela pesquisa, Caiado (União-GO) tem 3%, Zema
(Novo-MG) 2%, e Ratinho Jr. (PSD-PR) também 2%.
Votos brancos e nulos somam 2%.
Em um cenário sem Tarcísio, o presidente atinge
48,8% contra 35% do filho de Bolsonaro.
Já no segundo turno, Lula registra 49% das intenções
de voto contra 45% de possíveis adversários como
Tarcísio de Freitas, Flávio e Michelle Bolsonaro.
Outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado, Romeu
Zema e Ratinho Jr., aparecem com 39%. Eduardo Leite
soma 23%.
Fonte: Revista Forum

22/01/2026 -
Governo espera votar fim de escala 6 x 1 ainda no
primeiro semestre, diz Boulos
Em entrevista ao programa 'Bom Dia, Ministro',
Guilherme Boulos também pontuou que a regulamentação
do trabalho está entre as prioridades do governo
(Reuters) – O governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva espera votar o fim da escala de
trabalho 6 x 1 ainda no primeiro semestre deste ano
no Congresso Nacional, disse nesta quarta-feira o
ministro da Secretaria-Geral da Presidência,
Guilherme Boulos.
Em entrevista ao programa ‘Bom Dia, Ministro’, do
CanalGov, Boulos também colocou entre as
prioridades do governo a regulamentação do trabalho
por aplicativo e disse que o governo tratará do que
chamou de ‘taxa de extorsão’ que as empresas de
tecnologia cobram de entregadores e motoristas.
O fim da escala 6 x 1, na qual trabalhadores
trabalham seis dias na semana e folgam um, e a
regulamentação do trabalho por aplicativo são
apostas do governo Lula no ano em que o petista
busca se reeleger para um quarto mandato na
Presidência.
Fonte: InfoMoney

22/01/2026 -
Os 12 mais ricos do mundo concentram mais riqueza
que os 4 bilhões mais pobres
Em Davos, Oxfam aponta que a fortuna dos
super-ricos cresceu, em um ano, duas vezes o valor
do PIB brasileiro.
Por Rodrigo Chagas – Brasil de Fato
O mundo chegou a 2026 com um retrato extremo da
desigualdade crescente. Segundo o novo relatório da
Oxfam, divulgado neste domingo (19), no marco da
abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, os 12
bilionários mais ricos do planeta concentram mais
riqueza do que os 4 bilhões de pessoas mais pobres
do mundo, o equivalente à metade da população
global.
O estudo mostra que 2025 foi um ano recorde para os
super-ricos. Pela primeira vez, o número de
bilionários ultrapassou a marca de 3 mil pessoas,
enquanto a riqueza total desse grupo chegou a cerca
de US$ 18,3 trilhões (aproximadamente R$ 91,5
trilhões), o maior patamar já registrado. Apenas no
último ano, esse patrimônio cresceu US$ 2,5 trilhões
(R$ 12,5 trilhões) – valor que, segundo a própria
Oxfam, seria suficiente para erradicar a pobreza
extrema 26 vezes.
O dado chama ainda mais atenção quando comparado ao
Orçamento da União para 2026, sancionado pelo
governo federal no valor total de R$ 6,54 trilhões –
ou seja, a fortuna dos bilionários cresceu, em um
único ano, o dobro de todo o orçamento federal do
Brasil.
Esse avanço acelerado da riqueza no topo contrasta
com a estagnação e o agravamento das condições de
vida da maioria da população mundial. O relatório
aponta que uma em cada quatro pessoas no planeta
enfrenta insegurança alimentar, enquanto quase
metade da humanidade vive abaixo da linha de pobreza
ampliada utilizada pelo Banco Mundial.
Para a diretora-executiva da Oxfam Brasil, Viviana
Santiago, esse cenário não pode ser tratado como um
fenômeno natural. Ao Brasil de Fato, ela afirmou que
a existência de mais de 3 mil bilionários é, antes
de tudo, “a expressão de um mundo profundamente
desigual”, construído a partir de decisões
políticas. Segundo ela, “essa concentração de renda
não caiu do céu, ela é resultado da atuação de
governos, de potências e dos próprios bilionários
para manter e ampliar esse modelo”.
Viviana também chama atenção para o impacto
ambiental desse padrão de riqueza. Ela explica que
os super-ricos concentram investimentos justamente
nos setores mais poluentes e mantêm estilos de vida
com alto consumo de recursos.
“Nos primeiros dias do ano, os super-ricos já haviam
esgotado sua cota de carbono. Isso tem a ver com o
modo de vida e com os setores em que eles lucram”,
afirmou. Para a dirigente, essa combinação
transforma a concentração de riqueza em uma ameaça
“não só à democracia, mas ao futuro do planeta”.
Matéria completa:
https://diap.org.br/index.php/noticias/noticias/92665-os-12-mais-ricos-do-mundo-concentram-mais-riqueza-que-os-4-bilhoes-mais-pobres
Fonte: Diap

22/01/2026 -
Cesta básica recua em todas as capitais no último
semestre de 2025
Levantamento do Dieese e da Conab aponta deflação
generalizada nos itens de primeira necessidade em
todo o território nacional
O custo dos alimentos essenciais registrou queda em
todas as 27 capitais brasileiras ao longo do segundo
semestre do ano passado. Pesquisa divulgada nesta
terça-feira (20) pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
registra baixa dos preços em todo o país, com
variações entre -1,56% e -9,08%.
Este é um dos primeiros balanços após a expansão da
metodologia do Dieese, que desde julho de 2025
passou a monitorar todas as capitais brasileiras –
anteriormente, a pesquisa era restrita a 17 cidades.
Destaques Regionais
A capital de Roraima, Boa Vista, liderou o ranking
nacional de redução. O conjunto de alimentos básicos
na cidade teve uma deflação de 9,08%, caindo de R$
712,83 em julho para R$ 652,14 no encerramento de
dezembro.
Logo em seguida, no Norte e Nordeste, destacaram-se:
- Manaus (AM): redução de 8,12% (custo final de R$
620,42).
- Fortaleza (CE): recuo de 7,90%, tornando-se a
capital com maior queda na região Nordeste.
Nas demais regiões, as maiores retrações foram
registradas em Florianópolis (SC) no Sul (-7,67%),
Brasília (DF) no Centro-Oeste (-7,65%) e Vitória
(ES) no Sudeste (-7,05%). Por outro lado, as cidades
que apresentaram as quedas mais discretas no período
foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo
Grande (MS).
Reflexo da Política Agrícola
Para o governo e órgãos técnicos, os números refletem
o fortalecimento da produção nacional. O presidente
da Conab, Edegar Pretto, atribuiu a queda
generalizada aos investimentos massivos realizados
no setor agropecuário nos últimos três anos.
Pretto enfatizou que o aporte recorde de recursos
nos Planos Safra, tanto para o agronegócio
empresarial quanto para a agricultura familiar,
garantiu o financiamento necessário, com taxas de
juros subsidiadas, para ampliar a oferta de comida
no prato dos brasileiros. “Essa queda é resultado de
uma política que prioriza a produção de alimentos
para o mercado interno”, afirmou.
Fonte: Portal Vermelho

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