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01/07/2026 - Todos ganham! NCST reforça mobilização nacional pela redução da jornada e pelo fim da escala 6x1


A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), ao lado das demais centrais sindicais, segue mobilizada pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e põe fim à escala 6x1.


Com a mensagem "A redução da jornada beneficia trabalhadores, empresas e o Brasil. Todos ganham!", as centrais e o Fórum Sindical do Trabalhadores (FST) reafirmam que é possível construir um país mais justo, mais forte e mais humano, valorizando o trabalho e promovendo o desenvolvimento com inclusão social.


Compartilhe o card abaixo e ajude a ampliar essa mobilização. Juntos, vamos fortalecer a luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1.


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Fonte: NCST

 


 

01/07/2026 - Brasil registra saldo positivo de 72.960 vagas formais de trabalho em maio, aponta Caged


Acumulado do ano soma 767,3 mil vagas, menor nível para o período desde 2020


O Brasil criou 72.960 vagas de trabalho com carteira assinada em maio, registrando o pior desempenho para o mês desde 2020. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As informações são do jornal Valor Econômico.


O saldo positivo de maio foi resultado de 2,207 milhões de admissões e 2,134 milhões de desligamentos. Na comparação com maio de 2025, quando o país havia registrado a abertura de 153.108 vagas, o desempenho deste ano representa uma desaceleração significativa da geração de empregos formais.


O saldo ficou bem abaixo da expectativa do mercado financeiro, cuja mediana apontava para a criação de 120 mil empregos formais, segundo levantamento do Valor Data. As projeções variavam entre 38,19 mil e 175 mil vagas.


No acumulado de janeiro a maio, o Brasil criou 767,3 mil empregos com carteira assinada. Apesar de permanecer positivo, o resultado também é o menor para os cinco primeiros meses do ano desde 2020.


Sudeste lidera geração de vagas

Quatro das cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo na criação de empregos formais em maio.


O Sudeste liderou a geração de vagas, com 45.873 postos, seguido pelo Nordeste, com 23.351. Também apresentaram resultados positivos o Norte, com 5.061 vagas, e o Centro-Oeste, com 2.016.


A única exceção foi a Região Sul, que encerrou o mês com fechamento líquido de 4.109 postos de trabalho.


Serviços impulsionam o mercado de trabalho

Todos os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em maio.


O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 45.655 vagas. Na sequência aparecem a construção, com 12.096 postos, a agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 10.205, e a indústria geral, com 4.974.


O comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas teve desempenho praticamente estável, com saldo positivo de apenas 40 vagas.


No acumulado do ano, os serviços seguem como principal motor da geração de empregos, com 493.917 vagas. Também registram saldos positivos a construção (154.448), a indústria geral (128.353) e a agropecuária (16.904). Em sentido contrário, o comércio acumula fechamento líquido de 60.503 postos de trabalho.


Salários de admissão recuam em maio

O Caged também aponta que o país registrou a criação líquida de 33.478 postos de trabalho em modalidades como contratos intermitentes, temporários, de aprendizes, vinculados ao Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física ou com jornada de até 30 horas semanais.


O salário médio de admissão dos trabalhadores com carteira assinada foi de R$ 2.384,10 em maio, valor R$ 17,97 inferior ao registrado em abril.


Já o salário médio dos trabalhadores desligados ficou em R$ 2.474,14, abaixo dos R$ 2.497,36 observados no mês anterior.

Fonte: Brasil247

 


 

01/07/2026 - TST vai parametrizar regras para novas formas de trabalho, diz ministra


O Tribunal Superior do Trabalho vai estabelecer teses vinculantes para reger novas formas de trabalho, considerando fenômenos como a uberização — serviço em plataformas digitais — e a pejotização.


A projeção é da ministra Morgana de Almeida, do Tribunal Superior do Trabalho, em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico durante o lançamento do Anuário da Justiça Brasil 2026. Na visão da magistrada, as inovações tecnológicas já fomentam debates correntes na Justiça, mas ainda exigem respostas mais firmes das cortes superiores.


“Nesse quarto de século, vemos grandes modificações nos âmbitos social, estrutural e econômico. E, por certo, isso se reflete no mundo do trabalho. São novas formas contratuais que emergem, a exemplo da uberização e da pejotização”, afirma a ministra.


“O Tribunal Superior do Trabalho, órgão que tenho a grata satisfação de compor, vai parametrizar para todo o Brasil, em decisões vinculantes, a definição sobre essas temáticas. Sem esquecer, é claro, do Supremo Tribunal Federal, que tem a última palavra em matéria constitucional e trata de questões determinantes a esse respeito“, explica.


Redução de jornada

A ministra tratou também do avanço legislativo sobre a proposta que altera regras de descanso, em especial a mudança da escala 6×1 para 5×2. Na visão dela, a eventual adoção desse novo modelo deve gerar um impacto profundo na sociedade e nas empresas e certamente terá reflexo no Judiciário.


“É um contexto que traz uma alteração na Constituição, no artigo 7º, incisos 13 e 15, com um grande impacto para a população brasileira, tanto no âmbito empresarial como no aspecto social em relação à folga semanal remunerada dos trabalhadores, que passa a ser dois dias por semana, sábados e domingos”, avaliou a magistrada.


Clique aqui para ver a entrevista.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

01/07/2026 - Emprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no Brasil, aponta estudo do MTE


Levantamento aponta recuperação do mercado de trabalho juvenil e destaca desafios para garantir permanência e crescimento profissional


Uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que 57,2% dos jovens entre 14 e 24 anos estão em empregos formais. O estudo anual “Os Jovens no Brasil – Permanências e necessidades de mudança” foi apresentado na quinta-feira (25), durante evento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP), pela subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner.


Elaborado com dados do primeiro trimestre de 2026 da PNAD Contínua (com dados ajustados), complementados por registros da RAIS e do eSocial, o diagnóstico apresenta um retrato dos 32,9 milhões de brasileiros entre 14 e 24 anos, que representam 15,4% da população do país. O número de jovens ocupados é de 13,9 milhões. “O total de jovens ocupados superou o nível pré-pandemia em 569 mil pessoas. A recuperação do emprego entre os jovens ocorreu, mas o desafio passa a ser a qualidade e a permanência nesses postos”, ponderou a subsecretária.


Segundo Paula, os dados mostram que 57,8% dos jovens ocupados estão em empregos formais. Isso corresponde a 8 milhões de jovens com carteira assinada, com base nos dados da RAIS/2025. “A formalização logo no início da trajetória profissional é fundamental, pois ajuda o jovem a compreender as regras e os benefícios do mundo do trabalho formal, além de proporcionar uma experiência prática valiosa que pode direcionar seu futuro profissional”, destacou a subsecretária.


Em comparação a períodos anteriores, a taxa de informalidade recuou nas duas faixas etárias analisadas. Caiu de 80% para 72,8% entre os jovens de 14 a 17 anos e de 44,3% para 39,4% entre os de 18 a 24 anos, no primeiro trimestre de 2026. Os números de desocupados e subocupados também recuaram e estão entre os menores patamares da série histórica iniciada em 2012. Entre os desocupados, 2,7 milhões têm entre 18 e 24 anos e 586 mil têm de 14 a 17 anos.


Os dados também mostram que a taxa de desemprego entre os jovens caiu pela metade desde o pico registrado em 2021. Na faixa dos 14 aos 17 anos, a taxa está em 25,1% e, entre os jovens de 18 a 24 anos, em 13,8%. No entanto, o índice continua mais que o dobro da média nacional, que é de 5,8%.

 

Matéria completa: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/junho/emprego-formal-alcanca-57-2-dos-jovens-

ocupados-no-brasil-aponta-estudo-do-mte

Fonte: MTE

 


 

30/06/2026 - Centrais sindicais intensificam mobilização pela redução da jornada e pelo fim da escala 6×1


Entenda como as centrais sindicais lutam pela redução da jornada de trabalho e seus impactos na qualidade de vida dos trabalhadores.


As principais centrais sindicais do país reforçam a campanha nacional em defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial, e pelo fim da escala 6×1.


A mobilização ganhou força após a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados, em maio de 2026, e agora concentra esforços para que o Senado Federal conclua a tramitação da medida.


O cartaz destaca que a mudança representa um avanço para trabalhadores, empresas e para o desenvolvimento do país, ao promover mais qualidade de vida, fortalecer a saúde e a convivência familiar, ampliar oportunidades de formação e lazer, além de contribuir para a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.


Segundo as entidades, a redução da jornada também favorece o aumento da produtividade, estimula a inovação e pode impulsionar a geração de empregos, consolidando uma das principais pautas do movimento sindical brasileiro.

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

30/06/2026 - Senado promove debate sobre PEC que reduz jornada de trabalho e extingue escala 6x1


Sessão temática reunirá parlamentares e especialistas para discutir os impactos da proposta no mercado de trabalho

 

O Senado Federal realizará, na próxima quarta-feira (1º), uma sessão de debates temáticos para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que prevê a redução da jornada semanal de trabalho e a substituição da escala 6x1 por um modelo com dois dias de descanso.
A iniciativa busca ampliar o diálogo sobre os possíveis efeitos da medida nas relações de trabalho, na produtividade das empresas, na geração de empregos e na atividade econômica. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em 27 de maio, e aguarda análise dos senadores.


Pelo texto aprovado pelos deputados, a jornada máxima passaria de 44 para 40 horas semanais, com implantação gradual da nova sistemática ao longo de 14 meses, garantindo dois dias de repouso semanal.


A realização da sessão atende ao Requerimento (REQ 414/2026), aprovado pelo Plenário do Senado, de autoria dos líderes dos blocos parlamentares Aliança, Vanguarda, Pelo Brasil e Democracia.


Na justificativa do pedido, os parlamentares afirmam que o debate permitirá avaliar os impactos sociais, econômicos e produtivos da proposta, oferecendo subsídios para que o Congresso Nacional examine a matéria de forma equilibrada e responsável, considerando seus reflexos sobre trabalhadores, empregadores e o mercado de trabalho brasileiro.

(Com informações da Agência Senado de Notícias)

Fonte: Diap

 


 

30/06/2026 - Centrais sindicais lançam campanha solidária à Venezuela


Centrais sindicais lançam campanha de solidariedade para apoiar vítimas dos terremotos na Venezuela. Saiba como ajudar.


As centrais sindicais lançaram no sábado (26) uma campanha de solidariedade em apoio à população da Venezuela, afetada por uma série de fortes terremotos registrados desde a última quarta-feira. A iniciativa tem como objetivo arrecadar donativos para auxiliar as famílias atingidas pela tragédia. A informação foi divulgada em nota pelas centrais e repercutida no Painel da Folha de S.Paulo.


Na nota, os organizadores destacaram que a solidariedade internacional faz parte da trajetória do movimento sindical.


“A solidariedade internacional é um valor histórico do movimento sindical. Neste momento de dor e sofrimento, cada gesto de apoio pode fazer a diferença para milhares de famílias venezuelanas”, afirma o comunicado da campanha.


Leia aqui a nota


SOLIDARIEDADE À VENEZUELA:


Centrais sindicais conclamam entidades a organizarem arrecadações urgentes


As centrais sindicais brasileiras, confederações, federações e sindicatos lançam uma campanha de solidariedade em apoio ao povo venezuelano, atingido por fortes terremotos desde o dia 24 de junho.


A tragédia, que afetou regiões próximas à fronteira com o Brasil, provocou a destruição de residências, hospitais, estradas e serviços essenciais, deixando mortos, feridos e milhares de desabrigados.


Diante deste cenário de emergência humanitária, conclamamos todas as entidades sindicais a se mobilizarem e organizarem campanhas de arrecadação de donativos destinados à população venezuelana.


As doações podem incluir:

- Alimentos não perecíveis e água potável;

- Kits de primeiros socorros e medicamentos básicos;

- Artigos de higiene pessoal;

- Fraldas e artigos para bebês;

- Ração e medicamentos para cães e gatos;

- Barracas, lonas, cobertores, colchões e roupas limpas;

- Lanternas, pilhas, baterias e carregadores portáteis.


A solidariedade internacional é um valor histórico do movimento sindical. Neste momento de dor e sofrimento, cada gesto de apoio pode fazer a diferença para milhares de famílias venezuelanas.


São Paulo, 27 de junho de 2026


Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
José Gozze, presidente da Pública
Atnágoras Teixeira Lopes, Secretário Executivo da CSP-Conlutas
Emanuel Melato, presidente da Intersindical Instrumento de Luta
Luiz Arraes, coordenador-nacional do FST (Fórum Sindical de Trabalhadores

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

30/06/2026 - Pobreza recua ao menor nível em mais de uma década


Avanço do emprego e das políticas de transferência de renda reduzem contingente da população de menor renda, mas desigualdade segue como desafio estrutural


A melhora do mercado de trabalho, o aumento da ocupação e o fortalecimento das políticas de transferência de renda reduziram significativamente o número de brasileiros nos segmentos sociais de menor renda.


Levantamento da consultoria 4Intelligence mostra que, em 2025, a população enquadrada nos segmentos D e E caiu para 19,4% do total do País. O menor percentual desde o início da série histórica, em 2012.


O contingente representa cerca de 41 milhões de pessoas que vivem em domicílios com renda per capita de até R$ 760 por mês. Há pouco mais de uma década, esses segmentos correspondiam a 31,6% da população.


Durante a pandemia de covid-19, em 2021, chegaram ao pico de 34%, refletindo os efeitos da crise sanitária sobre emprego, renda e atividade econômica.


A reversão desse quadro, observada principalmente a partir de 2023, coincide com a recuperação do mercado de trabalho, a ampliação das políticas sociais e o fortalecimento de programas de transferência de renda, especialmente o Bolsa Família.


Emprego e renda explicam avanço

Segundo o economista Bruno Imaizumi, responsável pelo estudo, o principal fator para a redução dos segmentos de menor renda foi a combinação entre o baixo desemprego — em patamares historicamente reduzidos — e a ampliação da proteção social às famílias mais vulneráveis.


O aumento da formalização do emprego, a valorização do salário mínimo e a recuperação gradual da atividade econômica também contribuíram para ampliar a renda das famílias, permitindo que milhões de brasileiros migrassem para faixas intermediárias de rendimento.


Apesar da melhora, o pesquisador alerta que boa parte dessa população ainda permanece em situação de vulnerabilidade. Muitas famílias ascenderam socialmente, mas ainda dispõem de pouca capacidade de poupança e continuam sensíveis às oscilações da economia, da inflação e do mercado de trabalho.


Em outras palavras, a mobilidade social observada nos últimos anos ainda depende da manutenção do crescimento econômico, da geração de empregos e da continuidade das políticas públicas de proteção social.


“Classe média” amplia participação

A principal beneficiária desse movimento foi a chamada “classe média”.


Os segmentos C1 e C2 passaram a reunir 56% da população brasileira, totalizando aproximadamente 119 milhões de pessoas. O segmento C1 concentra cerca de 43,8 milhões de brasileiros, com renda domiciliar per capita de até R$ 2.825, enquanto o C2 reúne 75,3 milhões de pessoas, com renda de até R$ 1.852 por integrante da família.


Também houve crescimento dos segmentos de renda mais elevada. O segmento A passou de 2,7% da população, em 2012, para 3,8% em 2025, reunindo mais de 8 milhões de brasileiros com renda domiciliar per capita superior a R$ 7.989. Os segmentos B1 e B2 somam cerca de 44 milhões de pessoas, o equivalente a 20,8% da população.


Desigualdade continua elevada
Embora os indicadores revelem redução da pobreza e maior mobilidade social, os dados também evidenciam que a concentração de renda continua sendo uma das principais características da sociedade brasileira.


Enquanto os brasileiros dos segmentos D e E vivem, em média, com renda domiciliar per capita de R$ 453 mensais, o rendimento médio do segmento A alcança R$ 14.214 por pessoa. Diferença de aproximadamente 31 vezes.


Esse contraste demonstra que a melhora das condições de vida dos estratos mais pobres não foi suficiente para reduzir de forma significativa a distância que separa os diferentes segmentos de renda no País.


Assim, o levantamento da 4Intelligence aponta cenário de avanços importantes na redução da pobreza e na ampliação da “classe média”, mas reforça que o desafio da desigualdade permanece no centro da agenda econômica e social brasileira.

 

A consolidação dessa mobilidade dependerá da continuidade do crescimento econômico, da geração de empregos de qualidade e de políticas públicas capazes de sustentar o aumento da renda das famílias mais vulneráveis.

Fonte: Diap

 


 

30/06/2026 - Dois projetos - João Guilherme Vargas Netto


O movimento sindical brasileiro tem dois projetos (aceitem o termo) para este segundo semestre de 2026 (entremeado, é óbvio, pelas campanhas salariais das datas-bases das categorias respectivas): a luta pela redução constitucional da jornada e as eleições gerais de outubro.


Após a vitória esmagadora na Câmara dos Deputados a PEC da redução deve ser votada no Senado. É preciso, portanto, que o movimento sindical tenha como primeiro e imediato projeto fazer avançar sua discussão e fazer aprovar a PEC no Senado.


Para tanto, é preciso, aumentar a pressão sobre os senadores (até mesmo porque os adversários buscam confundir e atrasar a votação) com visitas, conversas e manifestações.


O segundo projeto é a participação nas campanhas eleitorais e nas votações de outubro, que começa com o convite e recepção a pré-candidatos e a entrega a eles de nossa pauta.


É preciso que cada entidade organize discussão sobre o tema e cada ativista comece já a fazer a pré-campanha para os candidatos sensíveis, aderentes e empenhados nos temas da pauta sindical.


Este projeto se associa ao primeiro no caso das eleições para senadores com a discussão sobre a redução da jornada sendo levada a todos os pré-candidatos.


Mesmo que ainda não se tenha os números dos candidatos a cargos legislativos (porque os cargos executivos têm o número do próprio partido) é preciso desde já fazer a “cola” do voto e se empenhar nas campanhas e nas eleições.


João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical

Fonte: Agência Sindical

 


 

30/06/2026 - NR-1: STF suspende por 90 dias multas ligadas à saúde mental no ambiente de trabalho


André Mendonça mantém exigências da NR-1, mas impede punições enquanto governo, empresas e trabalhadores buscam consenso sobre a norma


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão, por 90 dias, das punições previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) relacionadas aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.


A decisão impede que empresas sejam multadas ou autuadas com base nesses dispositivos enquanto o Supremo tenta construir um acordo entre governo, empregadores e representantes dos trabalhadores.


A liminar não revoga as novas obrigações previstas na norma. As empresas continuam obrigadas a considerar fatores que possam afetar a saúde mental de seus funcionários, mas, durante o período de suspensão, esses critérios não poderão servir de fundamento para sanções administrativas.


A decisão atende parcialmente a uma ação apresentada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).


O que muda na prática

Na prática, fiscais do trabalho ficam impedidos de aplicar multas, notificações punitivas ou outras medidas coercitivas baseadas exclusivamente nos trechos da NR-1 que tratam dos riscos psicossociais.


Essas diretrizes seguem válidas como referência para o gerenciamento de riscos ocupacionais, mas sua aplicação terá caráter orientativo até que o impasse seja discutido.


O caso foi encaminhado por Mendonça ao Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) do STF. O objetivo é reunir representantes do governo federal, do setor produtivo e de outros interessados para discutir ajustes na regulamentação. O prazo inicial das negociações também será de 90 dias.

Fonte: InfoMoney

 


 

29/06/2026 - Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já registrado no período


Rendimento médio do trabalhador foi de R$ 3.726


A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.


A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.


Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.


O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.


A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas).


Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, sejam com ou sem carteira assinada, temporárias e por conta própria, por exemplo.


Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.


Rendimento

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, estável em relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Os valores são reais, ou seja, já levam em conta a inflação do período.


Informalidade

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,3%, o que representa 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, o indicador era 37,8%. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.


Contribuição para a previdência

A pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência. Isso equivale a 68,4 milhões de pessoas.


Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.


O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.


O instituto esclarece que um trabalhador informal (por conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

 

Marcos históricos

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1% no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/06/2026 - Sessão temática debaterá fim da escala 6x1 na próxima quarta


Está agendada para quarta-feira (1°) uma sessão de debates temáticos no Senado sobre a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 (PEC 221/2019). O objetivo é discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos da redução da jornada de trabalho no país.


A PEC, já aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio, diminui a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, e estabelece implementação gradual da escala em 14 meses. O texto ainda será analisado pelos senadores.


A sessão temática atende a requerimento (REQ 414/2026) aprovado pelo Plenário em 27 de maio. O pedido é assinado pelos líderes dos blocos parlamentares Aliança — Dr. Hiran (PP-RR); Vanguarda  —Wellington Fagundes (PL-MT); Pelo Brasil — Weverton (PDT-MA); e Democracia — Professora Dorinha Seabra (UNIÃO-TO). Ao justificar, os líderes demandam uma discussão ampla do tema, entendendo que “a iniciativa contribuirá para ampliar a compreensão sobre os impactos da eventual alteração constitucional, subsidiando o Parlamento na construção de soluções equilibradas, socialmente responsáveis e economicamente sustentáveis para o mercado de trabalho brasileiro”.

Fonte: Agência Senado

 


 

26/06/2026 - FETIESC promove oficina sobre Trabalho e Organização Coletiva para fortalecer atuação sindical em Santa Catarina


A oficina abordou dois dos principais desafios do movimento sindical atualmente: a necessidade de garantir autonomia financeira e fortalecer a capacidade de atuação das entidades.


Um dia inteiro dedicado ao conhecimento, ao diálogo e à qualificação de dirigentes sindicais. Assim foi a oficina “Trabalho e Organização Coletiva”, promovida pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (FETIESC), em parceria com o Instituto Edésio Passos.


A atividade foi realizada nesta terça-feira, dia 23 de junho, em Itapema, reunindo dirigentes sindicais para um momento de aprendizado, troca de experiências e reflexão sobre os desafios atuais enfrentados pelo movimento sindical.


A programação foi dividida em dois momentos. Durante a manhã, os advogados André Passos, Giovani Soares do Nascimento e Dr. Sandro Lunard abordaram o tema “Tutela Coletiva”, destacando a importância das ações coletivas como instrumento de defesa dos direitos dos trabalhadores.


No período da tarde, o Procurador do Trabalho, Dr. Alberto Emiliano de Oliveira Neto, tratou sobre “Custeio Sindical e Defesa da Liberdade Sindical”, trazendo reflexões sobre a sustentabilidade das entidades sindicais e os desafios para garantir autonomia e representatividade.


Durante o encontro, o presidente da FETIESC destacou a importância da parceria com o Instituto Edésio Passos para promover espaços de formação e conscientização da classe trabalhadora diante dos desafios enfrentados atualmente.


“Vivemos um momento difícil na vida sindical. Os desafios são fortes. Não é se escondendo que vamos superar esses desafios, precisamos fazer a nossa parte”, afirmou.


A vice-presidente da FETIESC, Stephania Frainer, ressaltou a qualidade dos conteúdos apresentados pelos palestrantes e a importância da formação permanente para fortalecer a organização dos trabalhadores.


“Conhecimento nunca é demais. Conhecimento é o que precisamos, afinal, quando o movimento sindical se organiza, a classe trabalhadora volta a ter esperança”, destacou.


A presidente do Departamento Químico da FETIESC, Cinthia Ronska, também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelas entidades sindicais, especialmente no aspecto financeiro.


“É difícil sair de nossas bases e vir para cá fazer esses cursos, mas nós precisamos nos unir para não deixar o movimento sindical morrer”, afirmou.

 

Instituto Edésio Passos reforça compromisso com a luta sindical

O presidente do Instituto Edésio Passos, Dr. André Passos, agradeceu a parceria com a FETIESC e destacou que a missão da instituição é manter vivo o legado de Edésio Passos, um dos grandes defensores da transformação social por meio da organização coletiva.


“Edésio teve na FETIESC um porto seguro, um lar. Por isso, nosso instituto tem obrigação de estar junto de vocês”, declarou.


Segundo ele, a oficina abordou dois dos principais desafios do movimento sindical atualmente: a necessidade de garantir autonomia financeira e fortalecer a capacidade de atuação das entidades.


“No capitalismo não existe liberdade sem dinheiro”, afirmou, ao defender a importância de discutir formas de financiamento que garantam independência para a luta sindical.


Tutela coletiva como ferramenta de defesa dos trabalhadores

Ao abordar a tutela coletiva, o advogado Giovani Soares do Nascimento explicou que os sindicatos possuem legitimidade para defender judicialmente os direitos e interesses coletivos ou individuais dos trabalhadores representados pela categoria.


“A Constituição Federal garante o incentivo às entidades sindicais ajuizarem ações coletivas. A ação coletiva bem executada financia e fortalece a estrutura jurídica do movimento sindical”, explicou.


Já o advogado Dr. Sandro Lunard destacou que a estruturação das entidades é fundamental para ampliar a capacidade de enfrentamento dos desafios.


“Ter bons assessores — de comunicação, jurídico, financeiro, entre outros — é fundamental para potencializar a luta sindical”, afirmou.


Lançamento de livros encerra programação

Ao final do evento, o procurador do Trabalho Dr. Alberto Emiliano de Oliveira Neto realizou o lançamento de seus dois livros mais recentes: “Sindicatos” e “Contribuições Sindicais”, ampliando o debate sobre temas fundamentais para a organização sindical brasileira.


A oficina “Trabalho e Organização Coletiva” reforçou o compromisso da FETIESC com a formação de dirigentes e com a construção de um movimento sindical cada vez mais preparado para defender os direitos da classe trabalhadora diante dos desafios do presente e do futuro.

Fonte: FETIESC

 


 

26/06/2026 - Para o Dieese, ganhos reais devem persistir


Mês a mês, o Dieese publica o boletim “De olho nas negociações”, com o balanço das campanhas salariais. Em maio, o levantamento apurou ganho real em 84,3% das negociações coletivas. Acordos iguais ao INPC ficaram em 7,5%, enquanto os acordos abaixo da inflação foram de 8,2%. Para fazer esse levantamento, o Dieese leva em conta os acordos registrados no Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho e Emprego.


A Agência Sindical ouviu Luís Ribeiro, técnico que acompanha as negociações mensais e publica o balanço. Em maio, ele diz, foram computados 800 acordos coletivos. Num ano, passam de cinco mil os acordos analisados.


Para o profissional do Dieese, “o resultado das negociações mostra um quadro estável, refletindo a situação da economia nacional”. Ele aponta uma pequena elevação da inflação em junho, mas, por outro lado, avalia que o fim do conflito USA-Irã tende também a apaziguar o quadro econômico mundial.


O levantamento possibilita verificar em que setores o sindicalismo tem obtido melhores resultados. Quanto a maio, informa Luís Ribeiro, “os melhores desempenhos ocorreram nos setores do mobiliário e construção, na indústria da alimentação e também no comércio”. Todos registram ganhos reais em torno de 90% ou mais das negociações.


Em janeiro deste ano, os acordos com ganhos reais para as categorias ficaram em 78,7%. Em maio, o resultado foi de 84,3% – “ainda assim, um pouco acima do mesmo mês em 2025”, informa Luís Ribeiro.


Para o técnico do Dieese, não deve haver grandes flutuações nas negociações daqui até o final do ano. Ele considera que o bom desempenho em setores de peso, como alimentação, comércio e construção, indicam estabilidade uma conjuntura econômica mais geral.

 

Mais – Site do Dieese.

Fonte: Agência Sindical

 


 

26/06/2026 - Indústria brasileira fatura R$ 8,8 trilhões e emprega 8,7 milhões de pessoas em 2024


Levantamento mostra concentração de receitas nas grandes empresas, que responderam por quase 68% do faturamento líquido do setor


A indústria brasileira encerrou 2024 com 358,4 mil empresas em atividade, responsáveis pela geração de 8,7 milhões de empregos e pelo pagamento de R$ 481,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual (PIA) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira (24/6).


Segundo o levantamento, a receita bruta total do setor alcançou R$ 8,8 trilhões em 2024. Desse montante, R$ 7,4 trilhões tiveram origem diretamente na venda de produtos e serviços industriais. Já a receita líquida de vendas, que desconta impostos, cancelamentos e abatimentos, somou R$ 6,8 trilhões.


O estudo também apontou que o valor de transformação industrial, indicador que mede a riqueza gerada pela atividade produtiva, atingiu R$ 2,6 trilhões. As Indústrias de Transformação concentraram 88,8% desse total.


Os dados apontam ainda uma forte concentração econômica nas empresas de maior porte. As companhias com 500 ou mais empregados responderam por R$ 4,6 trilhões da receita líquida de vendas, o equivalente a 67,9% de todo o faturamento do setor.


As empresas de médio porte, com quadro entre 100 e 499 funcionários, representaram 17,4% da receita líquida. As pequenas empresas ficaram com 8,7% do total, enquanto as microempresas responderam por apenas 6,1%.

Fonte: Correio Braziliense

 


 

25/06/2026 - Centrais sindicais intensificam mobilização nacional e convocam manifestações para 30 de junho


As centrais sindicais NCST, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Intersindical, Pública e Fórum Sindical dos Trabalhadores convocaram trabalhadores, entidades sindicais e movimentos sociais para participarem das atividades programadas para o dia 30 de junho em todo o país.


A iniciativa faz parte da campanha nacional em defesa da redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários e pelo fim da escala de trabalho 6×1.


A definição da agenda ocorreu durante reunião entre representantes das centrais e de movimentos sociais, que discutiram ações para ampliar o engajamento popular e fortalecer a articulação política em torno das propostas em debate no Senado Federal.


As entidades também destacaram a necessidade de manter a unidade do movimento sindical para avançar em pautas consideradas prioritárias para a classe trabalhadora.


Mobilização e articulação política

Como etapa preparatória, as centrais orientam sindicatos, federações e demais organizações a utilizarem, no dia 29 de junho, a plataforma Na Pressão, disponível em napressao.org.br. A ferramenta permite o envio de mensagens aos parlamentares em apoio às reivindicações dos trabalhadores.


Outra orientação é que as entidades estaduais reforcem o diálogo com os senadores de seus respectivos estados, buscando ampliar o apoio às propostas relacionadas à redução da jornada e ao fim da escala 6×1.


Ainda no dia 29, as organizações sindicais deverão promover uma ampla divulgação do tema por meio de matérias, artigos e conteúdos informativos em seus canais de comunicação. A proposta é ampliar o debate público sobre os impactos positivos das mudanças nas condições de trabalho e na qualidade de vida dos trabalhadores.


No dia 1º de julho, o Senado Federal sediará uma audiência pública que reunirá cerca de 30 representantes de entidades sindicais, especialistas e integrantes de movimentos sociais. Durante o encontro, serão apresentados argumentos técnicos e sociais em defesa da redução da jornada de trabalho.


Também está prevista, na mesma data, uma reunião entre representantes das centrais sindicais e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O encontro terá como foco o diálogo institucional e o acompanhamento da tramitação das propostas defendidas pelo movimento sindical.

Fonte: NCST

 


 

25/06/2026 - Senado promove debate sobre PEC do fim da escala 6x1 em 1º de julho


Discussão terá como objetivo avaliar os impactos sociais, econômicos e produtivos da redução da jornada de trabalho


O Plenário do Senado realizará no próximo dia 1º de julho uma sessão de debates temáticos para discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019), que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.


A discussão terá como objetivo avaliar os impactos sociais, econômicos e produtivos da redução da jornada de trabalho no país, com especialistas, parlamentares e membros de diferentes setores.


Entre as entidades convidadas está a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). A confirmação foi dada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante sessão plenária no último dia 18.


"Este é o motivo de uma audiência pública tão relevante: ouvirmos todos aqueles que queiram ajudar a construir o entendimento em relação a esta matéria."


A PEC propõe a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso por semana, substituindo o modelo atual de seis dias trabalhados para um de folga. A implementação seria gradual, com prazo de transição de até 14 meses após a eventual promulgação da proposta.


Incertezas no Senado

Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, a proposta enfrenta um cenário de incerteza no Senado. Encaminhada à Casa no dia seguinte, a matéria permanece há quase 30 dias sem avanços formais.


Até o momento, a PEC não recebeu despacho da Presidência do Senado, não teve relator designado nem foi encaminhada a qualquer comissão. Também não há um calendário definido para sua tramitação. Enquanto não houver despacho, a proposta seguirá sem andamento efetivo na Casa.


Em meio à falta de andamento da proposta, o Congresso tem semana esvaziada sem votações agendadas. O período entre 22 e 26 de junho é marcado por festas de São João e pelo jogo do Brasil na Copa do Mundo, na quarta-feira (24).


A baixa movimentação aumenta a pressão para a votação de matérias consideradas estratégicas, inclusive a PEC da 6x1, antes do início oficial do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

25/06/2026 - Brasil registra alta de 1,4 milhão de empregos em janeiro e fevereiro


Norte, Nordeste e Centro-Oeste crescem acima da média nacional


Janeiro e fevereiro deste ano tiveram crescimento de 1 milhão e 400 mil novos empregos em todo o país. Com isso, o Brasil chegou a mais de 62 milhões e duzentos mil contratos ativos no segundo mês do ano, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo mês de 2025.


Esses dados são da Rais Mensalizada, divulgada nesta quarta-feira. É a Relação Anual de Informações Sociais. Os dados incluem informações de trabalhadores dos setores público e privado.


O Brasil tem quase 48 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13 milhões e 800 mil agentes públicos, entre servidores concursados, temporários e comissionados.


Em termos proporcionais, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram crescimento acima da média nacional, enquanto Sudeste e Sul ficaram abaixo. No entanto, em termos absolutos, Minas Gerais e São Paulo lideraram a abertura de novos empregos.

Fonte: Agência Brasil

 


 

25/06/2026 - Mais de 37 milhões de trabalhadores cumprem jornadas acima de 41 horas semanais


Dados do Ministério do Trabalho mostram que 73,7% dos empregados com carteira assinada trabalham mais de 41 horas por semana no Brasil


Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego divulgado nesta quarta-feira (24) revela que 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil cumprem jornadas superiores a 41 horas por semana. Os dados mostram que esses trabalhadores seriam beneficiados pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.


De acordo com os dados do governo federal, os 37,11 milhões de trabalhadores nessa situação correspondem a 73,7% do total de 50,32 milhões de empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) registrados em fevereiro deste ano. O levantamento abrange principalmente trabalhadores do setor privado, mas também inclui servidores públicos contratados sob o regime celetista.


Os números reforçam o debate em torno da redução da jornada de trabalho no país. Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a diminuição da carga horária semanal de 44 para 40 horas e abre caminho para o fim da escala de trabalho 6x1.


Segundo o levantamento do Ministério do Trabalho, a distribuição dos trabalhadores por faixa de jornada semanal é a seguinte:

- 37,11 milhões de empregados trabalham mais de 41 horas por semana;

- 9,24 milhões cumprem jornadas entre 31 e 40 horas semanais;

- 2,16 milhões trabalham entre 21 e 30 horas por semana;

- 1,81 milhão exerce atividades por até 20 horas semanais.

 

A proposta aprovada pela Câmara estabelece uma implementação gradual da redução da jornada. Conforme o texto, a diminuição de quatro horas semanais ocorrerá em duas etapas. As duas primeiras horas deverão ser reduzidas em até dois meses após a promulgação da PEC. As duas horas restantes deverão ser implementadas em até 12 meses após a conclusão da primeira fase.

Fonte: Brasil247

 


 

25/06/2026 - FAT terá orçamento de R$ 130 bilhões para fortalecer políticas de emprego e renda em 2027


Recursos aprovados pelo Codefat serão destinados ao Seguro-Desemprego, Abono Salarial, qualificação profissional, ações de emprego e financiamento de programas de desenvolvimento econômico pelo BNDES


O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou, nesta terça-feira (23), a proposta orçamentária do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para 2027, no valor de R$ 130,03 bilhões. O montante representa um aumento de 8% em relação ao orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 (Lei nº 15.346), que é de R$ 120,397 bilhões.


Para a promoção do trabalho digno, emprego e renda, foi alocado o total de R$ 107,617 bilhões. Nessa programação estão inseridas políticas como o Abono Salarial, que receberá R$ 34,760 bilhões, com estimativa de beneficiar 25,1 milhões de trabalhadores, e o Seguro-Desemprego, com R$ 71,758 bilhões, atendendo aproximadamente 8,3 milhões de trabalhadores. Também foram destinados R$ 450 milhões para a qualificação profissional, R$ 117,12 milhões para o fomento à inclusão produtiva e R$ 309 milhões para a gestão do Sistema Nacional de Emprego (Sine).


Conforme previsto na Constituição Federal, parte dos recursos orçamentários do FAT é destinada a programas de desenvolvimento econômico, operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para 2027, estão previstos repasses de R$ 22,3 bilhões ao banco para o financiamento de programas de desenvolvimento econômico.


A proposta orçamentária aprovada pelo Conselho para 2027 estima uma arrecadação total de R$ 130,03 bilhões, composta por R$ 96,80 bilhões provenientes da arrecadação de contribuições do PIS/Pasep, R$ 32,8 bilhões em receitas financeiras e R$ 456,10 milhões oriundos de outras fontes.


Livro 35 anos do FAT

Junto com a aprovação do orçamento para o próximo ano, foi lançado o livro “35 anos do FAT – Políticas de Emprego e Desenvolvimento Econômico no Brasil”. A publicação apresenta, de forma acessível, a trajetória de construção das políticas de emprego no Brasil, o funcionamento do Fundo e os desafios para a sua sustentabilidade, contribuindo para qualificar o debate sobre o futuro do trabalho e da proteção social no país.


Ao lançar o livro, o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Chico Macena, ressaltou a importância de a sociedade conhecer o funcionamento do FAT para discutir o seu futuro. “Quando se observam os investimentos que foram feitos ao longo dos anos, no BNDES e na conta do trabalhador, temos que dizer: esse Fundo tem que ser preservado. É um instrumento estratégico para o desenvolvimento do país e para a sua soberania, devendo ser preservado e valorizado”, destacou.


Baixe o livro aqui.


Sobre o FAT

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) é uma política pública de caráter constitucional destinada ao financiamento do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e de programas de desenvolvimento econômico. Com base em receitas provenientes do PIS/Pasep, o Fundo também apoia ações de qualificação profissional e serviços públicos de emprego, configurando-se como um dos pilares do sistema de proteção ao trabalho no Brasil.

Fonte: MTE

 


 

24/06/2026 - Paim comemora fim da idade mínima para aposentadoria em atividades insalubres


O senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou nesta segunda-feira (22) a derrubada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da idade mínima para aposentadoria especial em atividades insalubres.


A idade mínima (55, 58 ou 60 anos, conforme o tempo de contribuição) para os trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde obterem aposentadoria  especial havia sido instituída pela reforma da Previdência de 2019, no governo de Jair Bolsonaro. No último dia 3, o STF julgou parcialmente procedente uma ação direta de inconstitucionalidade proposta em 2020 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), invalidando esse dispositivo da reforma.


— [O STF] tomou uma decisão que entrará para a história da proteção social da classe trabalhadora do nosso país. Barrou, definitivamente, a absurda exigência da idade mínima para a aposentadoria especial, tão combatida por nós, mas imposta, infelizmente, em 2019 — explicou Paim em discurso no Plenário, aproveitando para saudar os 80 anos da CNTI.


Para ele, o fim da idade mínima para essas atividades não é privilégio, mas um instrumento de proteção coletiva e medicina preventiva para “retirar o corpo humano do ambiente hostil antes que o dano biológico seja irreversível".


— Exigir a idade mínima de 55, 58 ou 60 para quem trabalha em minas de subsolo com alta poluição ou com agentes químicos cancerígenos ou em redes elétricas de alta tensão, por exemplo, é uma sentença de invalidez. Ou de morte precoce — afirmou.


O senador recordou as audiências públicas feitas pelo país para convencer de que o fim da idade mínima seria uma medida suprapartidária e a favor dos trabalhadores e trabalhadoras em atividades insalubres. Os debates e estudos, segundo Paim, provaram “o óbvio”.


6 x 1

No discurso, o senador reafirmou seu apoio ao fim da escala 6x1, em discussão no Senado. Para ele, a medida é apenas uma evolução natural das relações trabalhistas no Brasil.


— A mesma filosofia que enterrou a idade mínima é a que move nossa defesa intransigente pelo fim da degradante escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Quem não gostaria ou não gosta de ficar sábado e domingo em casa? — perguntou.


Leonel Brizola

No mesmo discurso, Paim prestou homenagem a Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, que faleceu há 22 anos. A educação, relembrou o senador, era uma das maiores bandeiras políticas do político gaúcho. Ele leu no Plenário um poema do escritor chileno Pablo Neruda em que Brizola é citado: “Celebramos a chegada de Leonel Brizola ao cenário da América como uma deslumbrante encarnação de nossas esperanças”, diz um dos versos lidos por Paim.


— Uma das principais bandeiras do grande Brizola era a educação. No Rio Grande do Sul, construiu milhares de escolas. No Rio de Janeiro, implantou os Cieps, idealizados para oferecer ensino em tempo integral e oportunidade a milhares de crianças e jovens — lembrou Paim.


Vigilantes

O Dia Nacional do Vigilante (20 de junho) também foi comemorado por Paim em seu discurso. Em setembro de 2024, lembrou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Estatuto da Segurança Privada. A norma, acrescentou, garante mais dignidade, valorização profissional e proteção de direitos, fortalecendo o setor.


— Os vigilantes exercem uma função essencial para a proteção das pessoas, patrimônios, instituições, complementando o trabalho da segurança pública e contribuindo para a tranquilidade da sociedade brasileira — concluiu.


Paim registrou ter recebido de representantes da categoria dos vigilantes material impresso declarando o apoio da profissão ao fim da escala 6x1.

Fonte: Agência Senado

 


 

24/06/2026 - Mulheres concentram 63% dos afastamentos por saúde mental


Dados da Previdência expõem o peso da sobrecarga feminina em meio à alta dos transtornos mentais no trabalho
 

As mulheres responderam por quase dois terços dos afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais registrados no Brasil em 2025. Dados divulgados pela Previdência Social mostram que, dos 546.254 benefícios por incapacidade temporária concedidos em razão desses diagnósticos, 346.613 foram destinados a trabalhadoras — o equivalente a 63,46% do total.


O recorte de gênero não aparece por acaso. Enquanto avançam no mercado de trabalho, as mulheres continuam assumindo a maior parte do trabalho de cuidado que sustenta a vida cotidiana — uma carga invisível nas estatísticas econômicas, mas cada vez mais visível nos indicadores de adoecimento.


Os dados mostram ainda que os afastamentos por transtornos mentais cresceram 15,66% em relação a 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios. Ansiedade e depressão seguem liderando as causas de incapacidade temporária. Somente os chamados transtornos ansiosos responderam por 166.489 concessões em 2025. Já os episódios depressivos somaram 126.608 benefícios.


Juntas, as duas condições representam mais da metade dos afastamentos registrados por transtornos mentais no país.


Os impactos da sobrecarga feminina

Embora a Previdência Social não detalhe os fatores que levaram ao adoecimento, entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres apontam que o avanço desses indicadores não pode ser analisado separadamente das condições concretas de vida e trabalho enfrentadas pela população feminina.


Em entrevista ao Portal Vermelho, a diretora nacional da UBM, Lau Domingos, chamou atenção para a sobrecarga do cuidado e para a falta de políticas públicas de apoio às mulheres, fatores que ajudam a aprofundar o esgotamento e desigualdades no mercado de trabalho


A avaliação encontra respaldo em dados recentes do IBGE. O Censo Demográfico 2022 mostrou que cresce o número de mulheres responsáveis pelos lares brasileiros e pela criação dos filhos sem a presença de um cônjuge. Atualmente, cerca de 7,8 milhões de brasileiras vivem sozinhas com os filhos, enquanto os homens nessa mesma configuração familiar representam apenas 2% dos arranjos familiares do país.


O levantamento também revelou uma mudança significativa no perfil dos responsáveis pelos domicílios. Em 2000, 77,8% dos lares tinham homens como principais responsáveis. Em 2022, esse percentual caiu para 51,2%, refletindo o avanço da participação feminina na sustentação econômica das famílias.


Os dados ajudam a compreender o contexto em que as mulheres aparecem como maioria entre os afastamentos por transtornos mentais. Se, por um lado, elas conquistaram maior presença no mercado de trabalho e passaram a ocupar um papel cada vez mais central na manutenção dos lares, por outro continuam concentrando grande parte das responsabilidades relacionadas ao cuidado de filhos, idosos e familiares.


Nesse cenário, os números da Previdência revelam mais do que um crescimento dos afastamentos por sofrimento psíquico. Eles evidenciam como as transformações vividas pelas mulheres brasileiras seguem acompanhadas por uma sobrecarga que permanece distribuída de forma desigual.


Não por acaso, dos 546,2 mil benefícios concedidos por transtornos mentais e comportamentais em 2025, quase dois terços foram destinados a mulheres.

Fonte: Portal Vermelho

 


 

23/06/2026 - Centrais e Alcolumbre devem se reunir dia 1º


Avançam as articulações pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada pra 40 horas semanais. A primeira quarta-feira de julho deverá ter reunião com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), e também encontro das Centrais com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre(União-AP).


A articulação dentro do Senado visa garantir, dentro do prazo, a votação da PEC que acaba com a 6×1 e fixa jornada de 40 horas semanais. Mas o sindicalismo atua também, nos Estados, buscado dialogar com o senadores locais.


Miguel Torres, presidente da Força Sindical, está otimista, mas recomenda reforço nas tratativas com os três senadores de cada Estado. Ele adianta: “Semana que vem faremos reunião da Força Sindical, a fim de fazer o balanço das atividades e também para reforçar o diálogo com cada senador”.


Paim – O anúncio do encontro foi feito pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que já se reuniu com Alcolumbre, a fim de definir a reunião do presidente do Senado com os representantes das entidades sindicais a fim de discutir os passos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019).


Tramitação – A PEC, que chegou ao Senado no fim de maio, aguarda despacho da Comissão de Constituição e Justiça. Para o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), a análise da proposta deve ocorrer somente a partir de julho.


Diap – A Agência Sindical também ouviu o consultor Antônio Augusto de Queiroz (Toninho do Diap). Ele diz: “Há dois movimentos. O sindicalismo que a votação antes do recesso parlamentar, que começa em meados de julho. Já o setor patronal, liderado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) que postergar ao máximo a votação”.


Mais – Sites das Centrais e do Diap.

Fonte: Diap

 


 

23/06/2026 - A decisão sobre o fim da escala 6×1 está nas mãos do Senado


Entenda o fim da escala 6×1 e como a redução de jornada traz dignidade e saúde para os trabalhadores brasileiros.


A aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e avança no fim da escala 6×1 representa uma grande vitória da classe trabalhadora brasileira. Mais do que uma mudança na legislação, trata-se de um passo importante na construção de relações de trabalho mais modernas, equilibradas e compatíveis com a realidade do século XXI.


A votação na Câmara dos Deputados demonstrou que a sociedade brasileira está preparada para discutir um novo modelo de organização do trabalho, baseado não apenas na produtividade, mas também na valorização da vida, da saúde e do bem-estar dos trabalhadores.


Durante muito tempo, setores econômicos tentaram convencer a sociedade de que jornadas extensas eram indispensáveis para o crescimento econômico. A realidade mostra exatamente o contrário. O excesso de trabalho gera adoecimento, aumenta o estresse, reduz a convivência familiar e compromete a qualidade de vida de milhões de brasileiros. Não existe desenvolvimento sustentável quando as pessoas vivem apenas para trabalhar.


Qual país queremos construir?

O debate sobre a redução da jornada e o fim da escala 6×1 vai muito além da quantidade de horas trabalhadas. Estamos discutindo qual país queremos construir e quais valores devem orientar o futuro das relações de trabalho. Os avanços tecnológicos, a digitalização e os ganhos de produtividade precisam beneficiar também aqueles que produzem a riqueza do Brasil todos os dias.


Por isso, reduzir a jornada sem redução salarial não deve ser encarado como um custo, mas como um investimento social. Significa oferecer melhores condições para que os trabalhadores tenham mais tempo para a família, para os estudos, para o descanso, para o lazer e para o cuidado com a saúde física e mental. Significa construir uma sociedade mais equilibrada e mais justa.


Ao mesmo tempo, é fundamental estarmos atentos às propostas que tentam apresentar a retirada de direitos como se fosse modernização. A verdadeira modernização não está na precarização das relações de trabalho nem no enfraquecimento da proteção legal dos trabalhadores. Modernizar significa adaptar as relações de trabalho aos novos tempos sem abrir mão da dignidade humana e da proteção social.


A experiência demonstra que trabalhadores não negociam em condições de igualdade diante dos empregadores. Por isso, a legislação trabalhista, a negociação coletiva e a organização sindical continuam sendo instrumentos essenciais para garantir equilíbrio nas relações de trabalho.


Foram esses mecanismos que permitiram a conquista de direitos como:

- férias,

- 13º salário,

- descanso remunerado,

- jornada limitada


E tantas outras garantias que hoje parecem naturais, mas que foram resultado de muita luta.


A experiência do Sindicato dos Eletricitários

No Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, defendemos essa pauta não apenas na teoria. Há anos demonstramos, na prática, que jornadas mais humanas são possíveis. Implantamos internamente a jornada de 36 horas semanais sem redução salarial e avançamos em modelos mais flexíveis de organização do trabalho. A experiência mostra que trabalhadores valorizados produzem melhor, adoecem menos e desenvolvem suas atividades com mais qualidade e comprometimento.


A aprovação da PEC na Câmara representa um importante avanço, pelo fim da escala 6×1, mas a luta ainda não terminou. Agora, o futuro dessa conquista está nas mãos do Senado Federal.


Os senadores têm diante de si a oportunidade de contribuir para uma transformação positiva na vida de milhões de trabalhadores brasileiros. A decisão que será tomada não diz respeito apenas à jornada de trabalho. Trata-se de uma escolha sobre o modelo de desenvolvimento que queremos para o país, sobre a valorização da vida e sobre o papel do trabalho na construção de uma sociedade mais justa.


O movimento sindical continuará mobilizado para garantir a aprovação definitiva do fim da escala 6×1. Seguiremos dialogando com a sociedade e com os parlamentares para demonstrar que jornadas mais humanas não representam um obstáculo ao crescimento econômico. Pelo contrário. Representam um avanço civilizatório capaz de promover mais saúde, mais produtividade, mais equilíbrio social e mais qualidade de vida.


O Senado tem agora a responsabilidade de ouvir a voz dos trabalhadores brasileiros e dar continuidade a uma mudança que já encontra respaldo na sociedade. A decisão por jornadas mais humanas está nas mãos do Senado.


Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força Sindical.

Fonte: Rádio Peão Brasil

 


 

23/06/2026 - Pejotização avança e esvazia proteção trabalhista


Migração de 5,5 milhões de trabalhadores da CLT para contratos via CNPJ amplia perdas para Previdência e FGTS e leva disputa sobre o futuro do trabalho ao STF


Trata-se da nova face da precarização. Estamos tratando da migração em massa de trabalhadores da CLT para contratos via PJ (pessoa jurídica), que transforma o trabalhador em “empresa” deixou de ser tendência restrita a profissionais de alta renda e passou a redesenhar o mercado de trabalho brasileiro.


Entre 2022 e 2025, cerca de 5,5 milhões de trabalhadores abandonaram vínculos formais e passaram a atuar como prestadores de serviço, segundo dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

 

O fenômeno, vendido por empresas como modernização das relações de trabalho e ampliação da flexibilidade, começa a produzir efeitos significativos sobre as contas públicas e a rede de proteção social.


Estimativas do governo apontam perdas de R$ 61,4 bilhões para a Previdência Social e de R$ 24,2 bilhões para o FGTS no período.


O crescimento acelerado da chamada pejotização levou o debate ao STF (Supremo Tribunal Federal), que realizará julgamento — Tema 1389 — com potencial para redefinir os limites entre contratação legítima e fraude trabalhista no País.


Semana passada, o Supremo decidiu retomar o andamento dos processos sobre pejotização na primeira e segunda instâncias da Justiça do Trabalho. Embora as ações possam voltar a tramitar nas varas e tribunais regionais, a Corte ainda não julgou o mérito da questão, pendente sob o Tema 1389 da repercussão geral.


O que está em jogo no STF

A discussão ganhou dimensão nacional após o STF suspender milhares de processos sobre reconhecimento de vínculo empregatício até o julgamento do Tema 1389, que deverá fixar tese de repercussão geral para todo o Judiciário.


O caso expõe divergência histórica entre a Justiça do Trabalho e setores empresariais. Enquanto o TST (Tribunal Superior do Trabalho) entende que a existência de CNPJ não afasta automaticamente o vínculo de emprego quando estão presentes subordinação, pessoalidade, habitualidade e remuneração, representantes do mercado defendem maior liberdade contratual.


Em audiência pública promovida pela Corte, magistrados, economistas, sindicalistas, empresários e especialistas divergiram sobre os efeitos do modelo. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, classificou a expansão da pejotização como ameaça à proteção previdenciária e trabalhista, alertando para o risco de esvaziamento do sistema de Seguridade Social, que engloba Previdência Social, Saúde Pública (SUS) e Assistência Social.


Nas redes e em fóruns especializados, o debate também se intensificou. De um lado, trabalhadores relatam ganhos líquidos maiores e maior autonomia profissional. De outro, multiplicam-se relatos de profissionais obrigados a abrir empresas para manter empregos que continuam funcionando sob as mesmas regras de subordinação típicas da CLT.


Crescimento impulsionado por empresas

A expansão da chamada pejotização não decorre apenas de escolha dos trabalhadores. Em muitos setores, essa tem sido estimulada por empresas interessadas em reduzir encargos trabalhistas e custos operacionais.


A diferença é expressiva. Enquanto a contratação formal envolve férias remuneradas, 13º salário, FGTS, contribuição previdenciária patronal e outras obrigações, os contratos PJ transferem parte desses custos e riscos para o trabalhador.


O resultado é pressão crescente para substituição de vínculos celetistas por contratos empresariais, sobretudo em segmentos de alta qualificação.


Levantamento da Catho mostra que as vagas para contratação via PJ cresceram 19% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Estudo da InfoJobs indica dado revelador: apesar da expansão desse modelo, 56% dos profissionais que atuam como PJ afirmam preferir retornar ao regime CLT, principalmente em busca de estabilidade e proteção social.


Onde a pejotização mais avança

A transformação é especialmente intensa em atividades ligadas à economia digital e aos serviços especializados.


Na área de tecnologia da informação, mais de 90% dos profissionais já atuam como pessoa jurídica. Em comunicação e marketing, a participação do modelo passou de 49% das vagas em 2021 para 68% em 2026.


A saúde também aderiu fortemente ao sistema. Médicos plantonistas, psicólogos e outros profissionais frequentemente trabalham por meio de empresas próprias. O mesmo ocorre em setores como engenharia, advocacia, consultoria e produção audiovisual.


Por outro lado, atividades com menor remuneração média e maior necessidade de controle operacional continuam predominantemente vinculadas à CLT, como comércio, logística, transporte coletivo, construção civil, limpeza urbana e serviços administrativos.


Conta que fica para o Estado

O avanço da pejotização produz efeito paradoxal. Embora reduza custos para empresas e possa elevar a renda líquida de parte dos profissionais, diminui significativamente a arrecadação destinada à Previdência Social e ao FGTS.


Especialistas em finanças públicas alertam que a expansão indiscriminada do modelo pode ampliar o desequilíbrio previdenciário justamente em momento de envelhecimento acelerado da população brasileira.


A preocupação também envolve o futuro dos próprios trabalhadores. Sem contribuição previdenciária regular, milhões de profissionais podem chegar à aposentadoria sem cumprir requisitos mínimos para acesso a benefícios ou depender exclusivamente de programas assistenciais financiados pelo Estado.


Flexibilidade ou fraude?

A questão central não é a existência do contrato PJ em si. Há consenso de que esse é legítimo em inúmeras atividades empresariais e profissionais. O problema surge quando a figura jurídica é utilizada para mascarar relações de emprego tradicionais.


Nesses casos, trabalhadores cumprem jornada fixa, respondem a superiores hierárquicos, não podem se fazer substituir e recebem remuneração periódica, mas sem qualquer proteção trabalhista.


É justamente essa fronteira que o STF será chamado a definir.


O julgamento poderá estabelecer marco regulatório para um dos temas mais sensíveis da economia contemporânea: o equilíbrio entre flexibilidade produtiva, competitividade empresarial e preservação dos direitos sociais.


Mais do que disputa jurídica, a discussão reflete o dilema estrutural do mercado de trabalho brasileiro.


De um lado, empresas pressionadas por custos e competição global. De outro, milhões de trabalhadores que veem na carteira assinada não apenas contrato de trabalho, mas rede de proteção cada vez mais rara em mercado marcado pela informalização crescente, que, em última instância, significa precarização das relações de trabalho.

Fonte: Diap

 


 

23/06/2026 - Medida provisória amplia programa para reduzir fila de análise de benefícios do INSS


A nova norma reduz de 45 para 30 dias o tempo de espera de processos previdenciários e assistenciais para que entrem no monitoramento especial

 

A Medida Provisória 1369/26 amplia a atuação do Programa de Gerenciamento de Benefícios, criado para ajudar a reduzir as filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da perícia médica federal.


A MP 1369/26 altera a Lei 15.201/25 e inclui entre os objetivos do programa o monitoramento de processos de benefícios previdenciários e assistenciais que estejam em tramitação há mais de 30 dias ou com prazo judicial expirado.


Criado para acelerar a análise de processos pendentes no INSS e na Perícia Médica Federal, o programa passa a acompanhar requerimentos com maior tempo de espera.


Próximos passos

Como toda medida provisória, a norma já está em vigor a partir da publicação, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar lei.

Fonte: Agência Câmara

 


 

22/06/2026 - Prefeitos participarão de debate sobre o fim da escala 6x1


Participação da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos foi confirmada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.


A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) será representada na sessão de debates, agendada para 1º de julho, sobre a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 no Brasil. A participação da entidade foi confirmada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após encontro em seu gabinete com o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo.


O prefeito, que também preside a FNP, solicitou a participação da entidade no debate e entregou documentos com as preocupações do municipalismo sobre o impacto da redução da jornada de trabalho nas prefeituras. Alcolumbre acolheu o pedido.


"Este é o motivo de uma audiência pública tão relevante: ouvirmos todos aqueles que queiram ajudar a construir o entendimento em relação a esta matéria", afirmou o presidente do Senado.


Durante a sessão deliberativa no Plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) cumprimentou Alcolumbre pela decisão de manter a data da sessão de debates.


Incertezas no Senado

Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta um cenário de incerteza no Senado. Encaminhada à Casa no dia seguinte, a matéria permanece há mais de 20 dias sem avanços formais.


Até o momento, a PEC não recebeu despacho da Presidência do Senado, não teve relator designado nem foi encaminhada a qualquer comissão. Também não há um calendário definido para sua tramitação. Enquanto não houver despacho, a proposta seguirá sem andamento efetivo na Casa.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

22/06/2026 - STF retira suspensão de processos sobre ‘pejotização’ na primeira instância e nos TRTs


Ministro Gilmar Mendes considerou que a medida represou processos; decisão permite trâmite de casos nas instâncias ordinárias


O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada da suspensão dos processos que discutem a licitude da contratação de trabalhador autônomo ou de pessoa jurídica para a prestação de serviços, prática conhecida como “pejotização”. A medida vale apenas para a primeira e a segunda instâncias da Justiça do Trabalho.


Em sua decisão, o relator considerou que a suspensão dos processos ainda em fase de instrução (produção de provas) ou pendentes de julgamento produziu um “significativo represamento”. Por essa razão, avaliou ser recomendável o prosseguimento dos processos perante os juízos de primeiro grau e os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), permitindo a completa instrução processual e o julgamento.


“Tal providência não compromete a autoridade da futura decisão desta Corte nem a uniformização da interpretação constitucional da matéria, uma vez que eventuais divergências permanecerão sujeitas à incidência da tese vinculante a ser posteriormente fixada pelo Supremo Tribunal Federal”, destacou o ministro.


A decisão estabelece que a suspensão voltará a valer após o julgamento dos casos pelos TRTs. A partir dessa etapa, os processos deverão permanecer suspensos até o julgamento definitivo da tese sobre a “pejotização” pelo STF.


“Pejotização”

A suspensão nacional havia sido determinada em abril do ano passado. Na ocasião, o relator considerou que a controvérsia sobre a legalidade desses contratos havia sobrecarregado o STF, diante do elevado número de reclamações contra decisões da Justiça do Trabalho que, em diferentes graus, deixavam de aplicar entendimento já firmado pela Corte sobre a matéria.


A “pejotização” consiste na contratação de um trabalhador por meio de pessoa jurídica constituída para a prestação de serviços. Esse modelo é comum em diversos setores, como representação comercial, corretagem de imóveis, advocacia associada, saúde, artes, tecnologia da informação e serviços de entrega, entre outros.


No caso discutido no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1532603 – processo paradigma da repercussão geral (Tema 1.389) –, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) afastou o reconhecimento do vínculo empregatício entre um corretor e uma seguradora, tendo em vista a existência de contrato de prestação de serviços firmado entre as partes, na modalidade de franquia.


Leia a íntegra da decisão.

Fonte: STF

 


 

22/06/2026 - Câmara aprova projeto que avança nas bases da “indústria verde”


A matéria, que segue ao Senado, institui a política industrial, tecnológica e de comércio exterior


A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (17) projeto de lei que avança nas bases para a indústria verde no país, priorizando a sustentabilidade com baixo impacto ambiental.


O projeto, que segue ao Senado, institui a política industrial, tecnológica e de comércio exterior. Entre as medidas, a matéria aumenta a margem de preferência de 10% para 20% na contratação de bens e serviços nacionais em processos licitatórios.


Por exemplo, o produto nacional pode ser até 20% mais caro que o estrangeiro e ainda assim tem preferência. Essa margem sobe para 30% quando o item atende a critérios de sustentabilidade e inovação.


“Não se trata de qualquer industrialização, mas de novas bases para o progresso nesse setor e em serviços avançados e especializados, que venham com inovação, sustentabilidade e um desenvolvimento econômico e social inclusivo em nosso país”, defende o deputado Rodrigo Rolemberg (PSB-DF), relator da matéria.


Segundo ele, diante da experiência que o país tem no fomento da indústria verde, sabe-se que o desafio ambiental e a transição energética “devem estar fortemente vinculados à geração de cada vez mais elos sustentáveis dentro da economia nacional, e não apenas à importação de soluções prontas de fora”.


O relator diz também que a medida traz avanço ao obrigar relatórios de acompanhamento pelo Congresso da política industrial a ser adotada pelo Executivo no primeiro ano de governo.


“Dessa forma, enquanto as principais economias do mundo estão formulando e executando políticas industriais muito ativas e arrojadas, o Brasil precisa buscar as melhores práticas internacionais para desenvolver sua capacidade produtiva e tecnológica interna e melhorar sua inserção global”, diz o relator.


Para ele, a recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a discussão sobre a neoindustrialização no país serão beneficiadas pelo planejamento proposto no projeto.


“A indústria de transformação no país caiu de 35,9%, em 1985, do Produto Interno Bruto (PIB) para 12,3%, em 2020, enquanto a indústria brasileira retrocedeu de oitava do mundo, na década de 1990, para 15ª, em 2024”, lembra.


Regras contratuais

– O Executivo federal poderá regulamentar editais de licitação para exigir conteúdo nacional ou prever a participação exclusiva de empresas brasileiras de capital nacional;


– Essa exclusividade será voltada para garantir a segurança nacional, a ordem pública ou o desenvolvimento de setores estratégicos;


– As regras de exclusividade e conteúdo nacional também passam a valer para as leis de concessão de serviços públicos e de parcerias público-privadas (PPPs).


– Se uma empresa vencer uma licitação exclusiva para nacionais e sofrer alteração em seu controle efetivo que a descaracterize como empresa brasileira, a administração pública ganha um novo motivo para romper o contrato.

Fonte: Portal Vermelho

 


 

22/06/2026 - Governo veta integralmente projeto que reduz direitos trabalhistas como incentivo à contratação de jovens


Programa Contrato de Primeiro Emprego previa redução da alíquota do FGTS e da contribuição à Previdência; Congresso pode derrubar o veto


O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, vetou integralmente o projeto de lei que flexibiliza regras para a entrada no mercado de trabalho de jovens com idades entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira assinada. O Programa Contrato de Primeiro Emprego, objeto do PL 5228/19, previa redução da alíquota do FGTS e da contribuição à Previdência como incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência.


A mensagem de veto, publicada no Diário Oficial da União da quinta-feira (18), sustenta que o texto fere a Constituição ao instituir modalidade diferenciada de contrato trabalhista com diminuição de garantias laborais, o que constitui “afronta aos princípios da isonomia, da igualdade material e da vedação ao retrocesso social”. Além disso, a redução da alíquota do FGTS imporia aos trabalhadores “padrão protetivo inferior ao dos demais celetistas” e comprometeria o equilíbrio financeiro da Previdência Social.


O Congresso decidirá, em sessão conjunta, se mantém ou derruba o veto.


O projeto teve origem em proposta do senador Irajá (PSD-TO) e foi aprovado com modificações pela Câmara dos Deputados em novembro de 2023. A Câmara incluiu no texto as regras gerais da Carteira Verde e Amarela, objeto da Medida Provisória 905/19, cuja vigência acabou por não ser votada. O texto definitivo teve a aprovação do Senado em 27 de maio deste ano.

Fonte: Agência Câmara

 


 

22/06/2026 - Sindicalismo se fortalece nas soluções – João Guilherme Vargas Netto


Da assistência ao trabalhador às ações na base, a atuação cotidiana dos dirigentes é decisiva para construir confiança, organização e mobilização.


As grandes tarefas sindicais (campanhas salariais, eleições na categoria e na sociedade, finanças da entidade) que precisam ser enfrentadas e resolvidas pelas direções, exigem que estas se esforcem para resolver os inúmeros pequenos problemas do dia a dia sindical.


Chegar no sindicato, cumprimentar os funcionários, ligar os aparelhos e Se sentar na cadeira é o hábito que a todo momento pode ser perturbado pela vida, felizmente.


A consulta de um trabalhador ao jurídico da entidade pode exigir ação contra o problema generalizado naquela empresa; um acidente de trabalho exige a solidariedade imediata e consequente atuação para corrigir o mal; um telegrama ou um recado de internet, às vezes, é o bastante para exigir uma “subida” à base.


Com essas tarefas diárias comuns, seu enfrentamento e solução, cada diretor transforma-se em dirigente e cada um com sua atitude transmite confiança à equipe sindical e aos associados.


João Guilherme Vargas Netto. Consultor de entidades sindicais de trabalhadores.

Fonte: Agência Sindical