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01/06/2026 -
“Liberdade” para trabalhar mais e ganhar menos: PEC
bolsonarista tenta transformar direito trabalhista
em negociação individual
Proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN)
surge como contraponto à PEC que reduz jornada e
acaba com a escala 6x1. Texto privilegia acordos
individuais e flexibiliza direitos sob o discurso da
“autonomia” do trabalhador
Eis que surge no Senado, o contraponto conservador à
vitória dos trabalhadores na Câmara. Isto, menos de
24 horas após a Casa aprovar, por esmagadora
maioria, a PEC 221/19 — que reduz a jornada semanal
para 40 horas e extingue a escala 6x1 — setores da
direita e do bolsonarismo reagiram com proposta que
segue direção oposta.
A PEC 12/26, apresentada pelo senador Rogério
Marinho (PL-RN) e outros parlamentares alinhados ao
bolsonarismo, tenta substituir a lógica da proteção
coletiva do trabalho pela chamada “livre pactuação”
entre empregado e empregador.
Na prática, o texto constitucionaliza a prevalência
do contrato individual sobre acordos e convenções
coletivas e abre espaço para ampliação da
flexibilização trabalhista iniciada após a
contrarreforma trabalhista de 2017.
Sob o discurso da “liberdade de escolha”, a proposta
transfere ao trabalhador individualmente a
responsabilidade de negociar jornada, remuneração e
direitos diretamente com o patrão. Essa relação que
sindicatos e especialistas historicamente descrevem
como profundamente desigual. É o velho princípio do
“pescoço negociando com a guilhotina”, agora elevado
à Constituição.
O que diz a PEC bolsonarista
A proposta altera o artigo 7º da Constituição para
permitir que o trabalhador “escolha” entre o regime
tradicional da CLT ou modelo de jornada flexível
baseado em horas trabalhadas.
O texto estabelece que acordos individuais poderão
prevalecer inclusive sobre instrumentos coletivos
negociados por sindicatos. Também prevê remuneração
proporcional à jornada efetivamente trabalhada,
afetando diretamente férias, 13º salário, FGTS e
demais direitos, que passariam a ser calculados
conforme a carga horária ajustada individualmente.
Na justificativa, o senador Rogério Marinho afirma
que a PEC “moderniza” as relações de trabalho e
amplia a “autonomia” do empregado. O senador
sustenta que a medida permitiria maior adaptação às
“necessidades do mercado”.
Na prática, porém, críticos da proposta apontam que
o texto institucionaliza a fragmentação das relações
trabalhistas e enfraquece o poder de negociação
coletiva dos trabalhadores.
“Livre escolha” em relações profundamente
desiguais
A principal ironia política da proposta está
justamente na noção de “liberdade contratual”
apresentada pelos autores da proposta no Senado como
contraponto à proposta aprovada de forma acachapante
na Câmara, nesta quarta-feira (27).
Num mercado de trabalho marcado por desemprego
estrutural, informalidade elevada e alta
rotatividade, a ideia de negociação individual entre
empregado e empregador tende a favorecer o lado
economicamente mais forte da relação.
Especialistas em Direito do Trabalho lembram que o
próprio surgimento da legislação trabalhista
decorreu exatamente de a incapacidade histórica de
trabalhadores negociarem em igualdade de condições
com o capital.
Ao permitir que contratos individuais prevaleçam
sobre convenções coletivas, a PEC atinge um dos
pilares centrais da proteção trabalhista construída
ao longo do século 20: a negociação coletiva como
mecanismo de equilíbrio mínimo entre capital e
trabalho.
Na prática, a proposta cria condições para jornadas
variáveis, remunerações fragmentadas e redução
indireta de direitos sociais por meio da
proporcionalização salarial.
Resposta política à derrota na Câmara
A apresentação da PEC 12/26 também revela a tentativa
da direita bolsonarista de responder politicamente à
derrota sofrida durante a votação da PEC 221/19 na
Câmara.
A proposta aprovada pelos deputados reduziu a
jornada máxima de 44 para 40 horas semanais,
extinguiu a escala 6x1 e estabeleceu 2 dias de
descanso semanal sem redução salarial. O texto foi
aprovado por placares acachapantes: 472 votos a 22
no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.
O resultado isolou os setores ultraliberais e
consolidou ampla maioria parlamentar favorável à
redução da jornada. No debate público, o discurso
empresarial de que a economia “quebraria” com a
mudança perdeu força diante do apoio popular
expressivo ao fim da escala 6x1.
A PEC de Rogério Marinho surge justamente como
contraponto ideológico a essa vitória dos
trabalhadores. Enquanto a proposta aprovada na
Câmara busca reduzir o desgaste físico e ampliar a
proteção social, a PEC bolsonarista aposta na
flexibilização individualizada como solução para os
problemas do mercado de trabalho.
Retorno da lógica da Reforma Trabalhista
A PEC 12/26 retoma princípios centrais da chamada
“Reforma Trabalhista” aprovada em 2017 durante o
governo Michel Temer (MDB), da qual Rogério Marinho
foi um dos principais articuladores quando ocupava
cadeira na Câmara dos Deputados, pois relator do
texto na Casa, e depois na Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho no governo Jair Bolsonaro
(PL).
Na época, prometia-se geração massiva de empregos
formais, fortalecimento da negociação individual e
modernização das relações trabalhistas. O resultado
concreto, porém, foi o avanço da informalidade, da
pejotização e das formas precárias de contratação.
Agora, a nova proposta aprofunda essa lógica ao
tentar constitucionalizar mecanismos que ampliam a
prevalência do acordo individual sobre direitos
coletivos.
Por trás do discurso da “flexibilidade”, o embate em
torno de ambas as propostas — a PEC 12/26 e a PEC
221/19 — revela algo maior: a disputa entre 2
modelos de sociedade.
De um lado, a defesa da redução da jornada e da
ampliação do tempo livre como direito social. De
outro, a ideia de que o trabalhador deve negociar
sozinho — e individualmente — até mesmo os limites
da própria exaustão. Isto não “cola” mais.
Acesse o inteiro teor da proposta do senador Rogério
Marinho (PL-RN) —
PEC 12/26 — contra os trabalhador
Fonte: Diap

01/06/2026 -
Redução de jornada ajuda jovens a conciliar trabalho
e estudo, diz Dieese
Teto de 40h permitirá que 425 mil jovens de 18 a
29 anos conciliem as atividades
Estudo do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que a
redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais tem potencial para aumentar em até 425 mil
o número de jovens com idade entre 18 e 29 anos que
conciliam emprego e estudos.
Os dados do quarto trimestre da Pnad Contínua, em
2025, demonstram isso de forma mais clara: 50% dos
jovens (até 29 anos) numa jornada de 36 horas
conciliam trabalho e estudo.
Com aumento da jornada, esse índice dos que estudam
cai drasticamente: 24,8% (36h a 39h), 22,3% (40h),
17,1% (41h a 44h), 14,8% (45h a 48h) e 9,7% (mais de
48h). Ou seja, longas jornadas dificultam a formação
e qualificação dos trabalhadores.
O impacto das jornadas longas sobre a qualificação é
ainda maior entre os trabalhadores mais jovens.
Entre os empregados formais do setor privado com
idade entre 18 e 24 anos, que trabalhavam exatamente
40 horas semanais, 28% conseguiam conciliar trabalho
e estudo.
Dos jovens que cumpriam jornadas de trabalho entre
41 e 44 horas, apenas 20% estavam estudando, redução
de 8 pontos percentuais. Nesse grupo, 19% ainda não
tinham concluído sequer o ensino médio, o que sugere
que jornadas mais longas podem estar associadas a
maiores dificuldades não apenas para dar
continuidade aos estudos, mas também para concluir a
formação básica.
A partir desses dados, foi feito um cálculo sobre o
número de jovens que poderia buscar formação e
qualificação, caso a jornada fosse reduzida para 40
horas.
“Considerando a hipótese de que toda a juventude que
trabalha acima de 40 horas teria a jornada reduzida
para 40 horas, o país poderia ter até 425 mil jovens
a mais estudando. Contudo, é preciso levar em conta
que somente o fato de o trabalhador ter mais tempo
livre não determina que ele vá buscar formação e
qualificação, já que a questão está relacionada
também com outras variáveis, como a renda, por
exemplo”, diz o Dieese.
Relação
Segundo estudo, não se trata de afirmar que menos
formação e qualificação decorrem só e diretamente de
jornadas mais longas ou que essas jornadas sejam
resultado exclusivo de baixos níveis de
escolaridade.
O Departamento diz que o objetivo é evidenciar como
as condições concretas de inserção no mercado de
trabalho, especialmente as jornadas extensas, podem
limitar o tempo disponível para estudo, qualificação
continuada e desenvolvimento profissional.
Por exemplo, há maior concentração de trabalhadores
com baixos níveis de escolaridade em ocupações com
jornadas mais intensas e menos acesso a
oportunidades de formação.
Entre os empregados formais do setor privado com
ensino superior completo, quase metade (47%) estava
em jornadas de exatamente 40 horas semanais. Já
entre os que tinham ensino médio completo, a
proporção dos que cumpriam entre 41 e 44 horas por
semana (41%) era maior do que a dos que trabalhavam
40 horas (34%).
Fonte: Portal Vermelho

29/05/2026 -
Vitória! Centrais Sindicais celebram redução da
jornada e fim da escala 6×1
A aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC que
reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais,
sem redução salarial, e estabelece o fim da escala
6×1 representa uma conquista histórica para a classe
trabalhadora brasileira.
As Centrais Sindicais, Confederações, Federações e
Sindicatos celebram este importante marco para as
trabalhadoras e os trabalhadores do país.
Destacamos o amplo processo democrático de
negociação institucional e diálogo social construído
junto aos deputados e deputadas, bem como o
compromisso público demonstrado pelo Governo
Federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, que conferiu centralidade a esta
pauta tão relevante para o povo brasileiro.
A medida beneficiará milhões de pessoas pelo país,
que poderão contar com mais tempo para cuidados com
a saúde, convivência com a família, formação, lazer,
ou seja, para usufruir como melhor lhe convém. A
forma como a proposta deverá ser implementada também
oferece aos setores econômicos um horizonte claro de
adaptação e transição, compatível com as
transformações do mundo do trabalho e da organização
produtiva contemporânea.
Estudos e experiências internacionais demonstram que
a redução da jornada tende a elevar a produtividade,
qualificar o tempo de trabalho e gerar novos postos
de emprego. São avanços que fortalecem o
desenvolvimento nacional com soberania, inclusão
social e valorização do trabalho.
Toda a mobilização em torno da luta pela redução da
jornada e pelo fim da escala 6×1 — incluindo
audiências públicas, cobertura da imprensa,
entrevistas, debates, manifestações populares,
discursos e posicionamentos de sindicalistas e
representantes do movimento sindical — constitui um
rico processo de aprendizado político para toda a
sociedade brasileira. Trata-se de uma conquista
histórica construída com participação social,
mobilização e diálogo democrático.
É fundamental que esse aprendizado se converta em
consciência na hora de eleger parlamentares,
governadores, senadores e presidente da República,
ou seja, representantes comprometidos com o povo e
com a valorização do trabalhador.
As Centrais Sindicais e todo o movimento sindical
iniciam, desde já, a mobilização para a próxima
etapa de debates no Senado Federal, confiantes de
que o presidente Davi Alcolumbre dará celeridade à
tramitação legislativa naquela Casa, para garantir a
aprovação definitiva desses direitos fundamentais.
Viva esta vitória da classe trabalhadora brasileira!
Brasília, 27 de maio de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Fonte: NCST

29/05/2026 -
Desemprego chega a 5,8% no trimestre encerrado em
abril, diz IBGE
Índice recuou em relação ao mesmo trimestre do
ano passado
A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre
encerrado em abril de 2026, o que representou alta
de 0,4 ponto percentual (p.p.) na comparação com o
período entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Em
relação ao trimestre móvel de fevereiro a abril de
2025, quando atingiu 6,6%, houve recuo de 0,8 p.p.
O patamar de 5,8% indica que 6,3 milhões de pessoas
buscaram trabalho no trimestre e não conseguiram. O
contingente representa mais 471 mil pessoas do que
no trimestre terminado em março.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua Mensal/ abril 2026 (PNAD-Contínua),
divulgada, nesta quinta-feira (28), pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a PNAD Contínua, se comparada ao
trimestre de novembro de 2025 e janeiro de 2026, a
população desocupada, que é de 6,3 milhões no
período encerrado em abril deste ano, avançou 8,0%.
Naquele momento eram 5,9 milhões. No entanto, em
relação a igual trimestre do ano anterior (7,1
milhões) indicou recuo de 11,3% (menos 809 mil
pessoas).
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/desemprego-chega-58-no-trimestre-encerrado-em-abril-diz-ibge
Fonte: Agência Brasil

29/05/2026 -
Davi Alcolumbre envia PEC do "horário flexível" à
CCJ do Senado
Proposta foi apresentada pela oposição no Senado
em contraponto à proposta que acaba com a escala
6x1. Texto permite acordo individual para jornada
flexível e remuneração proporcional por hora
trabalhada.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
enviou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a
PEC do senador Rogério Marinho (PL-RN) que
flexibiliza regras de jornada e remuneração. O
despacho ocorreu nesta quinta-feira (28), um dia
depois de a Câmara aprovar, em dois turnos, a
proposta que acaba com a escala 6x1 e reduz a
jornada semanal de 44 para 40 horas.
A PEC aprovada pelos deputados estabelece duas
folgas semanais e redução da jornada sem perda
salarial. No segundo turno, o texto recebeu 461
votos favoráveis e 19 contrários e agora segue para
análise do Senado. Caberá ao presidente da CCJ,
senador Otto Alencar (PSD-BA), definir se os dois
textos vão tramitar em conjunto.
Veja a íntegra da PEC encabeçada por Rogério Marinho.
Oposição no Senado
A proposta de Marinho vai na direção oposta. Em vez de
fixar uma redução geral da jornada, o texto permite
que empregados escolham entre o regime tradicional
da CLT e um modelo flexível, baseado em horas
trabalhadas. A minuta altera o artigo 7º da
Constituição para admitir acordo individual,
convenção coletiva ou livre pactuação direta entre
patrão e empregado.
Contrato individual
Pelo texto, o contrato individual poderá prevalecer
sobre instrumentos de negociação coletiva. A PEC
também prevê que, em caso de redução de jornada,
salário, férias, 13º, FGTS e demais direitos sejam
calculados proporcionalmente à carga horária
efetivamente trabalhada.
Na justificativa, Marinho afirma que a proposta
amplia a "liberdade" do trabalhador para escolher
sua jornada e adaptar a rotina às necessidades
pessoais e ao mercado. A oposição apresentou a PEC
após a aprovação, na Câmara, da redução da jornada.
Disputa sobre jornada
O envio da PEC à CCJ não impede a tramitação da
proposta aprovada pela Câmara, mas cria uma disputa
política no Senado. De um lado, está o texto que
reduz a jornada para 40 horas sem corte salarial; de
outro, a proposta de Marinho, apoiada por senadores
da oposição, que autoriza jornada flexível e
remuneração proporcional por hora trabalhada.
Fonte: Congresso em Foco

29/05/2026 -
A maior vitória dos trabalhadores desde a
Constituição de 1988
Com votação acachapante, Câmara enterra o
terrorismo patronal contra a redução da jornada,
derrota a lógica exaustiva da escala 6x1 e
recoloca o Brasil no caminho da dignidade do
trabalho.
Marcos Verlaine*
O discurso da catástrofe colapsou e a Câmara dos
Deputados aprovou, em 2 turnos, da PEC 221/19 — com
a PEC 8/25 anexada — o que representa uma das mais
importantes derrotas políticas, ideológicas e
simbólicas do conservadorismo econômico brasileiro
nas últimas décadas.
Foram 472 votos a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no
segundo, a Câmara dos Deputados produziu fato
histórico: reconheceu, ainda que tardiamente, que a
vida humana vale mais que a lógica predatória da
superexploração do trabalho.
Não se trata apenas de reduzir a jornada semanal de
44 para 40 horas. Nem apenas substituir a escala
brutal de 6x1 pela escala 5x2. O que está em jogo é
algo muito mais profundo: a disputa entre 2 projetos
de sociedade.
De um lado, o Brasil do trabalho digno, do direito
ao descanso, à convivência familiar, ao lazer, à
saúde física e mental. Do outro, o Brasil do lucro
acima de qualquer limite, da exaustão normalizada e
da transformação do trabalhador em mera peça
descartável da engrenagem econômica.
A dimensão acachapante da votação desmonta narrativa
sustentada durante décadas pelo grande empresariado,
pelo mercado financeiro e pela direita neoliberal: a
de que qualquer avanço social levaria
inevitavelmente ao caos econômico.
Foi assim contra as férias, contra o 13º salário,
contra a licença-maternidade, contra a CLT, contra a
valorização do salário mínimo. E voltou a ser assim
no debate sobre a redução da jornada.
Mais uma vez, estavam errados.
Mentira histórica da “quebra da economia”
O argumento empresarial repetido à exaustão — de que a
economia quebraria — foi derrotado não apenas no
plenário, mas também nas ruas, nas redes e na
consciência popular.
O País inteiro assistiu ao desespero de setores
patronais tentando convencer a sociedade de que
conceder 2 dias de descanso semanal aos
trabalhadores seria séria ameaça à sobrevivência
nacional.
É tese não apenas falsa, mas obscena.
O Brasil já convive, há décadas, com jornadas
excessivas, baixos salários e altíssima
produtividade baseada em sobrecarga humana. O modelo
da escala 6x1, especialmente no comércio e nos
serviços, produz adoecimento, destruição da
convivência familiar, depressão, ansiedade,
acidentes de trabalho e esgotamento permanente.
Milhões de trabalhadores vivem sem tempo para
estudar, descansar, cuidar dos filhos ou
simplesmente existir fora do ambiente laboral.
O que a PEC faz é reconhecer a realidade
civilizatória já adotada em diversas economias
centrais do capitalismo contemporâneo: produtividade
não depende de exaustão. Ao contrário. Trabalhadores
menos sobrecarregados produzem mais, adoecem menos,
consomem mais e movimentam melhor a economia.
A própria transição escalonada prevista no texto —
redução para 42 horas nos primeiros 60 dias e
chegada às 40 horas após 1 ano — desmonta a retórica
do “choque econômico”. O texto foi desenhado
exatamente para permitir adaptação gradual das
empresas e reorganização dos setores produtivos.
Além disso, a preservação integral dos salários
impede que a medida se transforme em precarização
disfarçada. Trata-se de redistribuir tempo de vida
sem retirar renda.
Derrota política da extrema-direita
A votação também expôs o isolamento político do
discurso neoliberal no Parlamento. Os placares
revelam algo raríssimo na política brasileira
contemporânea: formação de ampla maioria social e
parlamentar em torno de um direito trabalhista.
A extrema-direita tentou reeditar o velho catecismo
do “empreendedorismo sacrificial”, segundo o qual
trabalhadores deveriam aceitar jornadas desumanas em
nome da “competitividade”. Não funcionou. Porque a
realidade concreta venceu a propaganda ideológica do
capital, do mercado, da direita e da
extrema-direita.
O Brasil real sabe o que significa trabalhar 6 dias
por semana para sobreviver. Sabe o que significa
sair de casa antes do amanhecer e voltar tarde da
noite sem sequer conseguir conviver com a família.
Sabe o que significa viver permanentemente cansado.
Por isso, a pressão popular foi decisiva. A vitória
não nasceu apenas dentro da Câmara. Essa foi
construída nas mobilizações sindicais, nas redes
digitais, nas audiências públicas, nos movimentos
sociais e no crescente sentimento coletivo de que o
modelo atual se tornou insustentável.
Novo pacto social do trabalho
A aprovação da PEC não resolve, por si só, todas as
deformações do mercado de trabalho brasileiro. A
pejotização predatória, a informalidade estrutural,
os aplicativos sem direitos e a precarização
continuam sendo desafios centrais.
Mas a mudança constitucional inaugura novo horizonte
político. Pela primeira vez em muitos anos, o debate
público deixou de girar apenas em torno de
“flexibilizar”, “modernizar” e retirar direitos.
Voltou-se a falar em ampliar a proteção social e
melhorar a qualidade de vida da maioria da
população.
Isso tem enorme significado histórico.
Desde os anos 1990, consolidou-se no Brasil a ideia
de que qualquer avanço trabalhista seria
incompatível com o crescimento econômico. A
aprovação da PEC implode esse dogma. E o faz
justamente num momento em que o mundo inteiro debate
redução de jornada, automação, inteligência
artificial e redistribuição do tempo de trabalho.
O Senado agora terá diante de si não apenas uma
proposta legislativa, mas decisão histórica sobre o
modelo de País que deseja consolidar. E dificilmente
ignorará a força política, social e simbólica da
votação da Câmara.
Brasil possível
A redução da jornada é, acima de tudo, afirmação de
humanidade. O trabalhador não pode existir apenas
para trabalhar. Nenhuma sociedade minimamente
democrática pode considerar normal que milhões de
pessoas vivam aprisionadas numa rotina contínua de
desgaste físico e mental.
A aprovação da PEC afirma algo elementar, mas
profundamente revolucionário para a lógica do
capitalismo periférico brasileiro: a vida não pode
ser organizada exclusivamente em função do trabalho
exaustivo para gerar lucro para poucos.
A Câmara compreendeu isso. O País também.
E talvez seja exatamente por isso que a vitória
tenha sido tão gigantesca.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Diap

28/05/2026 -
Pejotização geral: desmonte dos direitos do trabalho
Sob o discurso da “modernização”, empresas
pressionam para substituir trabalhadores com
carteira assinada por pessoas jurídicas sem
direitos, proteção social e segurança.
Marcos Verlaine*
Sob esse modelo que os empresários querem é o
“trabalho sem direitos”. E trabalhador não é
empresa. Empresa existe para gerar lucro para o dono
do negócio. Trabalhador vende a força de trabalho
para sobreviver.
Parece óbvio, mas essa diferença elementar está no
centro de um dos debates mais decisivos hoje no STF
(Supremo Tribunal Federal): a chamada “pejotização”
das relações de trabalho, pauta discutida no
julgamento do Tema 13891.
Na prática, o que está em disputa é simples:
empresas querem ampliar a possibilidade de contratar
trabalhadores como PJ (pessoa jurídica), mesmo
quando há relação típica de emprego, isto é,
subordinação, jornada, habitualidade e dependência
econômica.
O objetivo empresarial também é simples: reduzir
custos.
Quando a empresa contrata pela CLT, essa é obrigada
a cumprir série de direitos trabalhistas e sociais
garantidos pela Constituição e pela legislação
brasileira. Precisa pagar férias, 13º salário, FGTS,
Previdência, vale-transporte, descanso remunerado,
adicionais, licença maternidade, proteção contra
acidentes, entre outros direitos.
Ao transformar o trabalhador em “empresa”, esses
direitos desaparecem.
O trabalhador continua trabalhando, obedecendo
ordens, cumprindo metas e horários, mas
juridicamente deixa de ser reconhecido como
“trabalhador”. E passa a ser tratado como fornecedor
de serviço, como “empresa”.
Lógica da redução de custos
A chamada pejotização, isto é, transformar o
trabalhador em empresa, interessa às empresas porque
reduz drasticamente o custo da mão de obra.
Sem carteira assinada, o empregador deixa de
recolher FGTS, contribuição previdenciária patronal,
seguro-acidente e diversos encargos incidentes sobre
a folha de pagamento.
Também desaparecem:
- férias remuneradas;
- 13º salário;
- aviso prévio;
- multa rescisória;
- horas extras;
- adicional noturno;
- licença remunerada;
- estabilidade em determinadas situações; e
- proteção previdenciária adequada.
A dispensa do trabalhador também fica muito mais
barata. Sem vínculo formal, não há multa de 40%
sobre o FGTS nem obrigações típicas de demissão
celetista.
Na prática, a empresa mantém o trabalho, mas elimina
a proteção social construída ao longo de décadas.
Trabalhador vira “empresa de si mesmo”
A pejotização transfere quase todos os riscos
econômicos para o trabalhador. E, assim, inverte a
relação capitalista entre o dono do negócio e o
trabalhador, em que a empresa assume os riscos do
negócio, do empreendimento, porque nessa relação, o
lucro é da empresa e não do empregado/trabalhador. O
trabalhador entra com o que tem: o trabalho, a força
do trabalho.
Muitas vezes, o próprio profissional precisa pagar:
- computador;
- celular;
- internet;
- transporte;
- softwares;
- plano de saúde;
- contador;
- tributos; e
- contribuição previdenciária.
Ou seja: a empresa reduz despesas enquanto o
trabalhador assume custos que antes eram
responsabilidade do empregador.
O discurso vendido como “empreendedorismo”
frequentemente encobre relações de profunda
precarização e, consequentemente, de instabilidade
por parte do trabalhador.
Em muitos casos, não existe autonomia real. O
trabalhador continua subordinado à empresa, com
metas, chefia, cobrança de produtividade e
exclusividade. A única diferença é que perdeu
direitos.
Impacto social
A pejotização em larga escala não afeta apenas os
trabalhadores individualmente. Impacta toda a
estrutura social do País. Menos contratos formais
significam:
- menos arrecadação para a Previdência;
- enfraquecimento do financiamento da Seguridade
Social, que tem sob si a Previdência Social, a
Assistência Social e a Saúde Pública (SUS);
- maior insegurança econômica;
- redução da proteção em caso de doença, acidente ou
desemprego;
- aposentadorias mais frágeis; e
- aumento da desigualdade social.
O modelo também fragmenta a organização coletiva dos
trabalhadores. Sem vínculo formal, os sindicatos
perdem capacidade de negociação e proteção coletiva.
No fundo, a pejotização amplia o poder das empresas
e reduz a capacidade de defesa do trabalho e do
trabalhador.
O que diz a lei
A legislação brasileira não proíbe a contratação de
pessoas jurídicas. O problema surge quando a PJ é
usada para esconder relação de emprego. A CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho) e a
jurisprudência da Justiça do Trabalho reconhecem
vínculo empregatício quando estão presentes
elementos como:
- subordinação;
- pessoalidade;
- habitualidade; e
- remuneração.
Se esses requisitos existem, pouco importa o
contrato assinado. A relação é de emprego.
Por isso, muitos trabalhadores recorrem à Justiça
para pedir reconhecimento do vínculo e pagamento
retroativo de direitos.
O que está em jogo no STF
O julgamento do Tema 1389 poderá redefinir
profundamente as relações de trabalho no Brasil.
Na prática, o STF decidirá até onde empresas podem
terceirizar, contratar por PJ ou substituir vínculos
celetistas por contratos civis.
O debate vai muito além da questão jurídica.
Trata-se de decidir qual modelo de sociedade
prevalecerá:
- baseado em proteção social, direitos e segurança;
e/ou
- marcado pela transferência integral dos riscos ao
trabalhador.
Sob o argumento da “flexibilização”, parte do
empresariado busca transformar direitos históricos
em custo excessivo.
Mas direitos trabalhistas não são privilégios. São
mecanismos mínimos de proteção contra jornadas
abusivas, insegurança econômica e exploração.
A discussão sobre pejotização, portanto, não trata
apenas de contratos. Trata sobre o futuro do
trabalho no Brasil.
Se ligue, depois da redução da jornada e escala, em
debate no Congresso, o Tema 1838 é a pauta mais
relevante do mundo do trabalho.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
_______________
1 O Tema 1389 do STF (ARE 1532603) discute a
licitude da chamada “pejotização” e a contratação de
trabalhadores autônomos. A Suprema Corte avalia a
competência da Justiça do Trabalho para julgar essas
causas, a validade desses modelos de organização do
trabalho e o ônus da prova em casos de alegação de
fraude. O julgamento envolve pontos centrais que
afetam as relações trabalhistas e a fiscalização de
vínculos empregatícios.
Suspensão nacional: por determinação do
ministro-relator Gilmar Mendes, todos os processos
em trâmite no País que discutem a licitude dessa
modalidade de contratação estão suspensos até que o
mérito seja julgado.
Pontos de discussão: o STF examina a liberdade de
contratação frente aos princípios da CLT e delimita
se o reconhecimento de fraude ocorreria por vias
cíveis ou trabalhistas.
Impacto: a decisão final vai ditar se a contratação
de PJ (Pessoa Jurídica) ou autônomo é válida em
casos com subordinação e pessoalidade, afetando
milhares de processos e o futuro da advocacia e dos
direitos trabalhistas.
Fonte: Diap

28/05/2026 -
Senado aprova ampliação de prazo para denúncia de
violência doméstica
Projeto aumenta de seis meses para um ano o
período para vítimas denunciarem agressores à
Justiça.
O Senado aprovou nesta terça-feira (26) o projeto de
lei 421/2023, que amplia de seis meses para um ano o
prazo para que vítimas de violência doméstica
apresentem queixa ou representação contra o
agressor. O texto segue agora para sanção
presidencial.
A proposta altera o Código Penal, a Lei Maria da
Penha e o Código de Processo Penal. Pela legislação
atual, a vítima tem até seis meses para formalizar a
denúncia após tomar conhecimento da autoria do crime
ou após o fim do prazo para oferecimento da denúncia
pelo Ministério Público.
Antes de chegar ao plenário, o projeto foi analisado
pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde
recebeu parecer favorável da senadora Professora
Dorinha Seabra (União-TO).
No relatório, a parlamentar argumenta que muitas
vítimas mantêm vínculos afetivos e dependência
financeira em relação ao agressor, o que dificulta a
denúncia imediata.
Segundo Dorinha, a ampliação do prazo permitirá que
as vítimas tenham mais tempo para superar o medo, a
vergonha e os traumas decorrentes da violência, além
de reunir condições emocionais e materiais para
procurar a Justiça.
"A medida contribuirá para a redução da impunidade e
para a prevenção e o combate à violência contra a
mulher", afirma o parecer da relatora.
Fonte: Congresso em Foco

27/05/2026 -
Centrais sindicais temem vulnerabilidade de
categorias não contempladas pelas regras da PEC 6x1
Sindicalistas questionam exclusão de
trabalhadores com salários mais altos e prazo para
terceirizados; votação pode ocorrer nesta
quarta-feira
Em reunião com os parlamentares da comissão especial
que analisa o fim da escala de trabalho 6x1,
representantes de centrais sindicais mostraram
preocupação com os trabalhadores que ficarem de fora
da redução de jornada para 40 horas semanais. De
acordo com o coordenador do Fórum das Centrais
Sindicais, Lúcio Clemente, o problema está na
restrição ao benefício de acordo com o salário do
trabalhador.
O texto apresentado pelo relator prevê que as regras
não se aplicam aos profissionais com curso
universitário que ganhem mais de duas vezes e meia o
teto de remuneração da Previdência Social, o
equivalente hoje a R$ 21.188. Os trabalhadores
poderão negociar as jornadas individualmente com os
patrões. Para Lúcio Clemente, essa norma reduz a
proteção desses trabalhadores.
“Isso é uma preocupação grande, porque os efeitos do
ponto de vista do impacto sobre o conjunto das
categorias podem não ser pequenos. É difícil de
mensurar agora, mas nós estamos falando de parte da
força de trabalho que, em geral, poderá ficar fora
da proteção sindical dos acordos e convenções
coletivas”, alertou.
Lúcio Clemente afirmou ainda que as centrais de
trabalhadores discordam do prazo concedido para a
adequação dos contratos de trabalhadores
terceirizados do setor público. A proposta prevê que
as empresas, nesse caso, terão até um ano para
promover a mudança de jornada. Para o sindicalista,
a transição deveria ser a mesma dos demais
empregados.
Relatório
O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
apresentou o texto na segunda-feira (25). A proposta
assegura a redução da jornada de trabalho de 44 para
40 horas semanais, sem diminuição do salário, e
garante duas folgas semanais, uma preferencialmente
aos domingos.
No caso das folgas, o direito será assegurado assim
que a emenda constitucional entrar em vigor. Já a
jornada será reduzida para 42 horas por semana 60
dias depois da vigência da norma e para 40 horas, 12
meses depois desse período.
Integrantes da comissão afirmaram que a votação da
proposta pode ocorrer nesta quarta-feira na Câmara
dos Deputados. O presidente do colegiado, deputado
Alencar Santana (PT-SP), adiantou que vai reabrir a
sessão de debate sobre o texto às 10 horas da manhã
para tentar concluir a votação até as 17 horas.
Segundo o parlamentar, se a comissão aprovar a
proposta nesse período, o presidente da Câmara, Hugo
Motta, se comprometeu a votar o texto no plenário no
mesmo dia.
“Se a gente conseguir isso, o presidente Hugo Mota
vai levar essa matéria amanhã à noite ainda para o
plenário. Se a gente não conseguir, vai ficar na
feira, mas vamos trabalhar amanhã, tentando ali
garantir a votação em comissão a tempo de levar o
plenário amanhã à noite – até porque é quarta-feira,
é um dia em que aqui é a Casa tem forte presença, o
que é bom”, disse.
Mobilização
Os deputados presentes à audiência pública foram
unânimes em pedir mobilização para garantir que o
texto seja aprovado. A deputada Erika Hilton (Psol-SP),
autora de uma das propostas que deu origem à
mudança, pediu atenção total à votação.
“Nós teremos que permanecer vigilantes, lutando
contra os inimigos da classe trabalhadora, que irão
fazer todas as manobras possíveis para tentar
destruir o texto. Depois de votado aqui na Câmara
dos Deputados, nós vamos ter que continuar nossa
articulação e nossa mobilização, porque no Senado
não tem nada dado. O Senado já está tentando fazer
algumas manobras. Eles estão pensando: ‘vamos então
deixar passar aqui, o pessoal vai dar uma
esquecidinha, e depois a gente massacra o texto no
Senado’”,, disse ela.
Fonte: Agência Câmara

27/05/2026 -
Sindicalismo celebra nova NR-1
Valeu a luta sindical, dos técnicos em segurança,
dos Médicos do Trabalho e dos ativistas pela saúde
nos ambientes de trabalho. Nesta terça, 26, passou a
vigorar a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1),
marcando um divisor de águas na história da
segurança e saúde ocupacional no País.
Pela Norma, as empresas gerenciarão os riscos
psicossociais e a saúde mental dos trabalhadores. O
descumprimento implicará multa à empregadora.
Debates – A publicação da NR-1 foi adiada
várias vezes pelo governo devido à pressão
empresarial. O tema foi tratado no Ministério do
Trabalho e Emprego via Comissão Tripartite Paritária
Permanente.
A nova Norma obriga empregadores com empregados
celetistas a incluir assédio moral, sobrecarga de
trabalho, metas abusivas, falta de suporte
gerencial, violência no trabalho e burnout no
Programa de Gerenciamento de Riscos e no
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Mudança – Em 2025, o INSS concedeu mais de
546 mil afastamentos por transtornos mentais e
comportamentais. Antes tratada de forma implícita,
agora a questão tem contornos claros. O Brasil
alinha se às Convenções da OIT, à ISO 45001 e junto
à lista atualizada de doenças ocupacionais do
próprio MTE, que reconhece o burnout como doença
profissional.
Empresas – Devem identificar, avaliar e controlar
fatores da organização do trabalho que possam
comprometer a saúde mental.
Fiscalização – A fiscalização ganha força
punitiva, com multas ou responsabilizações
judiciais. As empresas devem realizar diagnóstico de
riscos psicossociais, atualizar medidas preventivas
e planos de ação, capacitar líderes e equipes, criar
canais efetivos de denúncia e monitorar
continuamente os resultados.
Vitória – Para os Sindicatos, a Norma
representa uma grande conquista. A classe
trabalhadora ganha um instrumento legal robusto pra
fiscalizar e pressionar por ambientes de trabalho
mais saudáveis.
A NR-1 reforça uma nova cultura na área da segurança
física e integral a dignidade do trabalhador. Mas
sua efetividade exigirá atuação conjunta da
fiscalização, Justiça do Trabalho, Sindicatos e
sociedade. Empresa que se antecipar deverá colher
ganhos em produtividade, retenção de talentos e
redução de passivos.
Nildo – A Agência sindical ouviu Nildo
Queiroz. Ele é metalúrgico da base de Guarulhos,
dirige o Departamento de Saúde do Trabalhador no
Sindicato, é técnico em Segurança no Trabalho, e
também palestrante em Sipatis e Seminários. Ele
afirma: “É um grande avanço, que aumenta a
responsabilidade da empresa, dá mais poderes ao
Sindicato e fortalece o papel dos cipeiros”.
Mais – Tribunal Superior do Trabalho –
https://www.tst.jus.br
Fonte: Agência Sindical

27/05/2026 -
Relatório de Leo Prates consolida virada histórica
contra a escala 6x1 e abre nova disputa no plenário
Parecer da PEC reduz jornada para 40 horas,
cria 2 dias obrigatórios de descanso e tenta
acomodar pressões empresariais. Oposição patronal
deve pedir vista e adiar votação para quinta-feira
(28)
A leitura do parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA),
nesta segunda-feira (25), marcou mudança histórica
no debate trabalhista brasileiro. O relatório da PEC
221/19 — que incorporou a PEC 8/25 — consolida a
proposta de redução da jornada semanal para 40
horas, estabelece 2 dias de repouso remunerado e
praticamente enterra a escala 6x1 como modelo
dominante no País.
Embora o texto tenha sido apresentado em versão
considerada “enxuta”, o alcance político e econômico
da proposta é amplo. O parecer redesenha o artigo 7º
da Constituição, reorganiza regras sobre jornada e
descanso e tenta construir transição gradual para
reduzir resistências do setor produtivo.
A expectativa na comissão especial é de pedido de
vista, o que deve empurrar a votação do parecer para
quinta-feira (28). Depois disso, a PEC seguirá para
análise do plenário da Câmara, onde precisará ser
aprovada em 2 turnos.
Relator tenta construir “pacto possível”
Antes da leitura formal do parecer, Leo Prates fez
balanço político das audiências públicas realizadas
pela comissão especial durante a caravana “Câmara
pelo Brasil”, série de debates promovida em
diferentes regiões do País.
O relator destacou que as audiências revelaram forte
apoio popular ao fim da escala 6x1, sobretudo entre
trabalhadores do comércio, serviços, telemarketing,
transporte, saúde e setores de baixa remuneração.
Segundo relatos apresentados ao longo dos
seminários, a exaustão física, o adoecimento mental
e a impossibilidade de convivência familiar
apareceram como elementos centrais da crítica ao
atual modelo de jornada.
Ao mesmo tempo, representantes empresariais
manifestaram preocupação com aumento de custos,
produtividade e impacto sobre pequenas empresas. O
relatório tenta justamente responder a essa pressão
ao prever regras transitórias e flexibilizações
negociadas coletivamente.
Núcleo da proposta: menos trabalho, mais descanso
O parecer altera o inciso XIII do artigo 7º da
Constituição para fixar jornada máxima de 40 horas
semanais e 8 horas diárias. Também modifica o inciso
XV para garantir 2 dias de repouso semanal
remunerado, sendo um desses preferencialmente aos
domingos.
Na prática, a mudança desmonta a lógica da escala
6x1, hoje predominante em setores de serviços e
comércio. O texto ainda preserva mecanismos de
compensação de jornada por acordo ou convenção
coletiva e permite regimes diferenciados para
categorias específicas, desde que respeitados os
novos limites constitucionais.
Transição gradual para reduzir impacto econômico
Um dos principais eixos políticos do parecer está na
regra de transição. O texto prevê que, 60 dias após
a promulgação da Emenda à Constituição, a jornada
máxima cairá de 44 para 42 horas semanais. Apenas
após 12 meses será implementado o teto definitivo de
40 horas.
A calibragem busca neutralizar parte da resistência
empresarial e reduzir o discurso de “choque
econômico” mobilizado por entidades patronais desde
o início da tramitação.
O parecer também abre espaço para que acordos
coletivos reorganizem a distribuição diária das
horas trabalhadas durante a transição.
Salários protegidos e pisos preservados
O relatório estabelece explicitamente que a redução da
jornada não poderá implicar redução salarial: nem
nominal, nem tampouco proporcional. A proteção
alcança inclusive pisos salariais. Trata-se de um
dos pontos mais sensíveis da negociação política,
porque impede que empresas compensem a redução da
carga horária com corte de remuneração.Esse trecho
do parecer aproxima o texto das reivindicações
defendidas por centrais sindicais e movimentos
sociais durante as audiências públicas.
Pequenas empresas entram no radar da compensação
Para enfrentar críticas de micro e pequenos
empresários, o parecer autoriza futura lei
complementar a criar medidas transitórias de
mitigação de impactos econômicos para MEI (microempreendedores
individuais), microempresas e empresas de pequeno
porte.
A solução tenta evitar que o debate sobre custos
inviabilize politicamente a proposta no Congresso.
Ao mesmo tempo, o relatório preserva margem de
flexibilização para regimes especiais e categorias
submetidas a jornadas diferenciadas por legislação
específica.
Executivo, terceirização e setor público
O texto dedica capítulo inteiro aos contratos da
Administração Pública que envolvem mão de obra
terceirizada.Nesses casos, a nova jornada dependerá
de aditivos contratuais para recomposição do
equilíbrio econômico-financeiro dos contratos. O
prazo máximo para adaptação será de 12 meses. A
medida busca evitar paralisações em contratos
públicos e disputas judiciais imediatas que envolvem
terceirização e prestação de serviços continuados.
Alto salário fora do controle de jornada
Um dos dispositivos mais controversos do parecer
retira da proteção constitucional da jornada
trabalhadores com diploma superior e remuneração
equivalente a pelo menos 2 vezes e meia o teto do
RGPS (Regime Geral de Previdência Social), a cargo
do INSS. Na prática, esse grupo poderá ficar fora
das regras de controle de jornada, salvo previsão em
acordo coletivo ou decisão do empregador.
A exceção não valerá para empregados públicos.
O dispositivo reproduz lógica já incorporada
parcialmente pela Reforma Trabalhista de 2017 e deve
se tornar um dos pontos mais contestados por
sindicatos e parlamentares da oposição de esquerda.
Disputa política entra na reta decisiva
A leitura do parecer consolidou fato político
relevante: a redução da jornada de trabalho deixou
de ser pauta periférica para ocupar o centro do
debate legislativo e social brasileiro.
A pressão popular observada nas audiências da
“Câmara pelo Brasil”, somada à crescente adesão nas
redes digitais, empurrou o Congresso para discussão
antes considerada inviável.
Agora, a disputa migra para o plenário, onde
governo, centrais sindicais, setor empresarial e
bancadas conservadoras devem travar a batalha
decisiva em torno do alcance real da mudança
constitucional.
Acesse a íntegra do parecer do relator:
https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?
codteor=3136355&filename=PRL+1+PEC22119+%3D>+PEC+221/2019
Fonte: Diap

27/05/2026 -
Entra em vigor lei que fixa prazo de 30 dias para
salário-maternidade
Nova regra obriga a Previdência a conceder o
benefício em até 30 dias e prevê liberação
automática se o prazo não for cumprido. Valores
recebidos durante o período de concessão provisória
não precisarão ser devolvidos.
Entrou em vigor nesta quarta-feira (26) a Lei nº
15.415, de 25 de maio de 2026, que estabelece prazo
máximo de 30 dias para a concessão do
salário-maternidade pago diretamente pela
Previdência Social. A nova norma foi sancionada pelo
presidente Lula e altera a Lei nº 8.213, de 1991,
que trata dos benefícios previdenciários.
Pela lei, o benefício deverá ser concedido em até 30
dias, contados a partir do requerimento
administrativo apresentado pela pessoa segurada. A
regra vale para os casos em que o
salário-maternidade é pago diretamente pela
Previdência Social. Se o prazo não for cumprido, o
benefício deverá ser concedido de forma provisória e
automática, sem prejuízo de análise posterior pela
Previdência.
Concessão provisória
Depois da análise, a concessão provisória poderá ser
convertida em definitiva, caso os requisitos legais
sejam cumpridos. Se a Previdência concluir que a
pessoa requerente não tem direito ao benefício, o
pagamento será cessado imediatamente.
A lei também estabelece que os valores recebidos
durante o período de concessão provisória não
precisarão ser devolvidos. A devolução só poderá ser
exigida em caso de má-fé comprovada. Na prática, a
medida busca evitar que seguradas fiquem sem renda
por causa da demora administrativa na análise do
pedido de salário-maternidade.
Quem tem direito
O salário-maternidade é um benefício pago à pessoa
segurada da Previdência Social durante o afastamento
do trabalho por nascimento de filho, adoção, guarda
judicial para fins de adoção ou aborto previsto em
lei.
Na maioria dos casos, o pagamento é feito por 120
dias. Em caso de aborto não criminoso, o benefício é
devido por duas semanas.
Têm direito ao salário-maternidade trabalhadoras com
carteira assinada, empregadas domésticas,
contribuintes individuais, seguradas especiais e
desempregadas que ainda mantenham a qualidade de
segurada. Em algumas situações, homens também podem
receber o benefício, como nos casos de adoção ou de
morte da mãe segurada.
Fonte: Congresso em Foco

26/05/2026 -
Centrais Sindicais manifestam solidariedade a Cuba
Cuba enfrenta mais uma ofensiva infame do
imperialismo estadunidense, baseada em falsas
acusações contra o general RaúlCastro, irmão de
Fidel Castro e uma das principais lideranças da
Revolução de 1959.
O governo da ilha socialista é alvo de reiteradas
violações de seu espaço aéreo com fins hostis.
Agora, o governo extremista que ocupa a Casa Branca
manipula um incidente ocorrido em fevereiro de 1996,
nesse contexto de agressões e violações, que
resultou no abatimento de duas aeronaves operadas
pela organização terrorista Hermanos al Rescate,
sediada em Miami. À época, Raúl Castro exercia o
cargo de ministro da Defesa.
Essa organização realizou mais de 25 violações
graves e deliberadas do espaço aéreo cubano entre
1994 e 1996, em flagrante desrespeito ao Direito
Internacional e à própria legislação dos Estados
Unidos.
Ao criminalizar uma ação de autodefesa amparada pela
Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago
sobre Aviação Civil Internacional e pelos princípios
da soberania aérea e da proporcionalidade, os
Estados Unidos buscam, na realidade, criar
justificativas para intensificar sua política de
agressão contra Cuba.
O povo cubano já enfrenta enormes dificuldades
decorrentes do bloqueio econômico e de uma severa
crise energética, que impacta diretamente o
abastecimento, os serviços públicos e as condições
de vida da população. A imposição de mais uma
escalada de tensão geopolítica e de novas medidas de
hostilidade apenas agravará a crise humanitária
vivida pela ilha, penalizando sobretudo os
trabalhadores e o povo mais pobre.
Em um cenário marcado pela crise e decomposição da
velha ordem mundial, o governo dos Estados Unidos
atua à margem do Direito Internacional, recorrendo à
supremacia econômica e militar para impor ao mundo a
lógica da força e da intimidação.
Diante de mais essa injustiça, as centrais sindicais
brasileiras manifestam sua solidariedade ao governo
cubano e ao herói da Revolução Socialista, Raúl
Castro, ao mesmo tempo em que repudiam as
provocações, agressões e ameaças promovidas pela
extrema direita trumpista.
Pela paz entre os povos!
Não à guerra!
Abaixo o imperialismo!
São Paulo, 21 de maio de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Fonte: NCST

26/05/2026 -
Ganhos salariais reais estão em alta
As negociações coletivas das categorias
profissionais seguem mostrando ganhos reais para os
trabalhadores. Segundo o boletim “De Olho nas
Negociações” (edição 68ª), publicado pelo Dieese, os
ganhos acima da inflação, em março, chegam a 93,5%.
Iguais à inflação, 4,3%. E abaixo do INPC ficaram
2,2% dos acordos coletivos.
Os acordos analisados abrangem até 8 de maio,
informa o Boletim. Segundo o Dieese, a variação real
média no período ficou em 1,39% acima da inflação,
vale dizer, do INPC. Já no acumulado do ano, a média
dos aumentos reais foi de 1,81%.
Evolução – Os ganhos das categorias estão em
curva ascendente. Basta ver janeiro deste ano. Na
época, 74,3% dos acordos analisados obtiveram ganhos
acima do INPC. Porém, os acordos inferiores à
inflação haviam ficado em 10%. Iguais ao INPC eram
15,7%.
Razões – A Agência Sindical ouviu Antônio
Corrêa de Lacerda. Ele é economista,
professor-doutor em Economia pela PUC-SP. Para o
professor, “o bom momento das negociações salariais,
com elevado número de categorias profissionais
conseguindo negociar reajustes com reposição
integral da inflação e ainda ganho real, tem a ver
com o nível de atividade econômica e do emprego”.
Ele comenta: “Ao longo dos três últimos anos
o crescimento do PIB foi expressivamente superior
aos prognósticos do início de cada ano. Maior
atividade econômica significa mais gente empregada e
poder de barganha para categorias obterem acordos
salariais favoráveis”.
Fonte: Agência Sindical

26/05/2026 -
Nova NR-1 entra em vigor e amplia fiscalização sobre
saúde mental no trabalho
A partir desta terça-feira (26), a atualização da
Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passa a valer e
amplia oficialmente a responsabilidade das empresas
sobre a saúde mental no ambiente de trabalho. A
mudança fortalece a fiscalização do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE) e inclui os chamados
“riscos psicossociais” no Programa de Gerenciamento
de Riscos (PGR) das organizações.
A nova regra determina que empresas passem a
identificar, registrar e adotar medidas preventivas
contra situações que possam causar adoecimento
mental entre trabalhadores. Casos de assédio moral,
pressão excessiva por metas, jornadas exaustivas,
sobrecarga de trabalho, conflitos internos e falta
de autonomia entram de forma explícita no foco da
fiscalização trabalhista.
A medida ocorre em meio ao aumento dos afastamentos
relacionados à saúde mental no Brasil. Em 2025, mais
de 546 mil licenças foram registradas por
transtornos mentais, consolidando um cenário de
preocupação crescente.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o
governo não pretende adiar a entrada em vigor da
norma. A atualização já havia sido prorrogada
anteriormente após pressão de setores empresariais.
“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste
momento, não há disposição para novo adiamento”,
afirmou.
Com a nova regulamentação, o Ministério do Trabalho
deixa de olhar apenas para riscos físicos e passa a
avaliar também como o trabalho é organizado dentro
das empresas. Auditores-fiscais poderão analisar
jornadas, metas, métodos de cobrança, relação entre
chefias e empregados, além de documentos internos
ligados ao gerenciamento de riscos ocupacionais.
A fiscalização poderá ocorrer por denúncias
anônimas, dados da Previdência Social ou ações
preventivas em setores considerados mais vulneráveis
ao adoecimento mental. Segundo especialistas, não
será necessário existir um trabalhador afastado para
que a empresa seja cobrada. O objetivo é atuar antes
que o problema resulte em doença ou afastamento.
Empresas que não identificarem riscos psicossociais,
deixarem de adotar medidas preventivas ou
apresentarem ações consideradas insuficientes
poderão ser autuadas. As multas variam conforme o
porte da empresa, número de funcionários e gravidade
da infração.
A atualização representa uma mudança importante na
forma como a saúde mental é tratada nas relações de
trabalho. A nova NR-1 reforça o entendimento de que
o adoecimento psicológico não deve ser visto apenas
como questão individual, mas também como
consequência das condições e da gestão do trabalho.
“A grande inovação foi deixar explícito que o risco
psicossocial faz parte do gerenciamento de riscos.
Isso já estava incluído, mas não estava claro para
as empresas e para a sociedade”, detalha o diretor
do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do
MTE, Alexandre Scarpelli.
Na prática, as empresas terão que revisar processos
internos, métodos de gestão e políticas
organizacionais, com medidas como a reorganização de
jornadas, revisão de metas, combate ao assédio,
fortalecimento de canais de denúncia e treinamento
de lideranças.
Apesar da possibilidade de penalidades, o MTE
informou que os primeiros meses devem priorizar
orientação e adequação das organizações às novas
exigências. Ainda assim, empresas poderão ser
notificadas imediatamente em casos considerados
graves.
“Durante os 90 dias subsequentes à entrada em vigor,
a atuação da Inspeção do Trabalho tende a priorizar
ações de orientação, instrução e notificação das
organizações quanto à necessidade de adequação,
especialmente em relação às novas exigências
introduzidas, sem prejuízo da adoção de medidas
administrativas nos casos aplicáveis”, declarou o
Ministério do Trabalho e Emprego.
(Com informações de g1)
Fonte: CSB

25/05/2026 -
Semana decisiva para o fim da escala 6x1 mobiliza
trabalhadores e centrais sindicais em Brasília
Esta semana será decisiva para a luta pelo fim da
escala 6x1. Entre os dias 25 e 28 de maio, a Câmara
dos Deputados deve avançar na análise da PEC que
reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem
redução salarial, com transição do modelo 6x1 para a
escala 5x2.
A primeira etapa acontece nesta segunda-feira, 25,
às 17h, com a apresentação do relatório da proposta
por parlamentares da comissão especial. A
expectativa das centrais sindicais é ampliar a
pressão política e social pela aprovação do texto
logo após a divulgação do parecer.
Na quarta-feira, 27, a partir das 14h, está prevista
a votação da matéria na comissão especial da Câmara.
O resultado é acompanhado com atenção pelo movimento
sindical, que considera este um momento estratégico
para consolidar apoio à proposta.
Caso avance, a PEC poderá ser analisada pelo
plenário da Câmara já na manhã de quinta-feira, 28.
Para as entidades sindicais, a votação representa um
passo histórico rumo à melhoria da qualidade de vida
da classe trabalhadora.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
convocou dirigentes, federações e sindicatos de todo
o país para acompanharem presencialmente a
tramitação da proposta no Congresso Nacional e
fortalecerem, de forma pacífica, a mobilização pela
redução da jornada semanal.
Calendário da tramitação:
• 25 de maio, segunda-feira, às 17h – apresentação do
relatório;
• 27 de maio, quarta-feira, às 14h – votação na
comissão especial;
• 28 de maio, quinta-feira, pela manhã – possível
votação em plenário.
Fonte: NCST

25/05/2026 -
“Nós queremos acabar com a escala 6x1
imediatamente”, afirma Luiz Marinho na ALMG
Ministro do Trabalho e Emprego reafirmou apoio do
Governo do Brasil à redução da jornada para 40 horas
semanais sem redução salarial
Durante audiência conjunta da Comissão do Trabalho,
da Previdência e da Assistência Social e da Comissão
de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de
Minas Gerais (ALMG), realizada na quinta-feira (21),
em Belo Horizonte (MG), o ministro do Trabalho e
Emprego, Luiz Marinho reafirmou a defesa da redução
da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem
redução salarial, e do fim imediato da escala 6x1.
Ao destacar a mobilização popular em torno do tema,
o ministro ressaltou o protagonismo das mulheres e
da juventude no debate. “Quero cumprimentar
especialmente as mulheres e a juventude que, com seu
grito, colocaram a redução em pauta: nós queremos
acabar com a escala 6x1 imediatamente”, afirmou.
O ministro destacou o clamor da sociedade,
especialmente das mulheres e da juventude, pela
redução da jornada de trabalho sem diminuição de
salários e reafirmou o apoio do Governo do Brasil à
proposta. Segundo ele, o Projeto de Lei nº 1.838/26,
encaminhado ao Congresso Nacional, prevê a redução
imediata da jornada para 40 horas semanais, com duas
folgas por semana, sem impacto nos salários dos
trabalhadores.
“Tenho certeza de que o Congresso vai ouvir o clamor
popular e aprovar a mudança”, afirmou Luiz Marinho
aos trabalhadores e representantes de entidades
presentes à audiência pública na Assembleia
Legislativa de Minas Gerais.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da
República, Guilherme Boulos, também participou da
audiência e defendeu que a redução da jornada de
trabalho pode contribuir para o aumento da
produtividade e da qualidade de vida dos
trabalhadores. Ao relembrar debates anteriores sobre
direitos trabalhistas, destacou que previsões
negativas não se concretizaram.
“Em 1988, quando a jornada foi reduzida para 44
horas, diziam que o Brasil ia quebrar. Quando
aumentou o salário mínimo, disseram que ia quebrar,
mas nada disso aconteceu. O que aumenta a
produtividade é dar tempo ao trabalhador para cursos
de qualificação; é baixar os juros”, afirmou.
O presidente da Comissão Especial, Alencar Santana
(PT-SP), anunciou que o relatório final do relator,
deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), será
lido nesta segunda-feira (25) e, em seguida,
encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados.
Segundo Alencar Santana, o cenário atual é favorável
à aprovação da proposta. “O momento político mudou,
agora temos condições de aprovar”, afirmou.
Fonte: MTE

25/05/2026 -
Fim da 6×1 deve ter prazo para entrar em vigor caso
PEC seja aprovada
Discussão é estabelecer período para que empresas
adaptem suas escalas
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê
o fim da escala de trabalho 6×1 vai prever um
período mínimo para que as novas regras entrem em
vigor. Esse prazo vai começar a contar da
promulgação do projeto em sessão conjunta da Câmara
dos Deputados e do Senado. Há três alternativas de
prazo sobre a mesa, de 60 dias, 90 dias e 120 dias.
Com isso, há uma possibilidade de o dia extra de
folga entrar em vigor no meio do período eleitoral.
Caso seja aplicado um período de 90 dias e a PEC
seja finalizada em julho, por exemplo, ela entraria
em vigor em outubro. O fim da escala 6×1 é uma das
principais bandeiras eleitorais do presidente Lula
nas eleições deste ano, na qual ele tenta a
reeleição.
O texto em discussão também deve prever um prazo de
transição para a redução da jornada semanal que hoje
é de 44 horas e passará a ser de 40 horas.
Neste caso, há duas possibilidades em discussão: de
três anos, sendo uma hora neste ano e depois uma a
cada 12 meses e de dois anos; e de duas horas em
2026 e uma hora a cada 12 meses.
Segundo interlocutores do governo, o martelo será
batido até segunda-feira, quando está prevista a
apresentação do relatório da PEC, do deputado Leo
Prates (Republicanos-BA), na comissão especial que
analisa a proposta.
Prates deverá se reunir até segunda com o ministro
do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
para fechar os detalhes do relatório. Motta também
deverá se reunir com o presidente Lula antes da
apresentação do texto.
Há outro ponto polêmico pendente de negociação diz
respeito ao pagamento da horas descontadas da
jornada atual e não trabalhada. Para aliviar o custo
para os empregadores durante a transição, uma das
ideias é retirar a incidência sobre encargos, como
13º e férias, sobre essa hora trabalhada.
Como existem no país vários tipos de escala de
trabalho, como 12×36, por exemplo, adotada na área
da saúde, o texto da PEC deve ser genérico: limitar
a carga horária semanal a 40 horas semanais com dois
dias de descanso remunerados, seguidos ou não.
Jornadas acima desse teto poderão ser negociadas com
os sindicatos via acordos ou convenções coletivas,
com adoção de banco de horas ou pagamento de hora
extra.
Trabalhadores com carga horária menor ou igual a 36
horas não terão redução automática de quatro horas.
Contudo, isso poderá ser negociado com sindicatos.
A carga horária para as categorias que têm regras
específicas, como aeronautas, por exemplo, será
tratada posteriormente em outro projeto, enviado
pelo Executivo ao Congresso.
Fonte: Agência O Globo

22/05/2026 -
Ganho real supera inflação nas negociações de 2026
DIEESE aponta que 90,2% das negociações salariais
de 2026 garantiram reajustes acima da inflação até
abril
Os reajustes salariais de 2026 seguem positivos no
Brasil. Levantamento do DIEESE mostrou ganhos reais
em 90,2% das negociações analisadas até abril deste
ano. (Confira
o estudo completo)
Além disso, a variação real média alcançou 1,81%
acima da inflação medida pelo INPC. O estudo
utilizou dados registrados no sistema Mediador, do
MTE.
Nas negociações da data-base abril, cerca de 94% dos
reajustes ficaram acima da inflação. Outros 4,3%
apenas recompuseram perdas inflacionárias
registradas anteriormente.
Por outro lado, somente 2,2% dos acordos analisados
ficaram abaixo do índice inflacionário. A variação
real média dos reajustes de abril atingiu 1,39%
acima do INPC.
O DIEESE informou ainda que categorias com data-base
em maio precisam negociar reajuste mínimo de 4,11%
para recompor integralmente o poder de compra
salarial.
Serviço teve melhor desempenho
Entre os setores econômicos, os serviços apresentaram
melhor desempenho. Ganhos reais ocorreram em 91,7%
das negociações, enquanto a variação média atingiu
2,01% acima inflação.
Além disso, o setor rural registrou ganhos reais em
90,3% das negociações. Na indústria, o percentual
chegou a 89,2%, seguido pelo comércio, com 85,7%.
Regionalmente, o Centro-Oeste liderou os resultados
positivos. A região registrou ganhos reais em 93,2%
das negociações e variação média salarial de 2,24%.
O levantamento também mostrou que não houve
reajustes parcelados nas negociações de abril.
Entretanto, reajustes escalonados apareceram em 7,6%
dos acordos coletivos registrados.
De acordo com o DIEESE, o valor médio dos pisos
salariais negociados entre janeiro e abril ficou em
R$ 1.867. Já o piso mediano alcançou R$ 1.736.
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/05/2026 -
Centrão recua e pede retirada da emenda das 52 horas
após repercussão negativa
MDB, PP, PSD, Republicanos e União Brasil
abandonam proposta criticada por ampliar jornada
semanal e adiar fim da 6x1
Líderes de partidos do Centrão pediram nesta
quarta-feira (20) a retirada de tramitação da emenda
à PEC do fim da escala 6×1 que criava brechas para
jornadas de 52 horas semanais e adiava a redução da
carga horária por dez anos.
O recuo acontece após a forte repercussão negativa
da proposta nas redes sociais e da pressão gerada
pela divulgação do conteúdo da emenda apresentada
pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS).
Em nota conjunta, líderes do MDB, Republicanos, PSD,
Podemos, União Brasil, PP e da federação
PSDB-Cidadania afirmaram que solicitaram ao
presidente da Câmara, Hugo Motta, a retirada da
tramitação da proposta para evitar “distorções que
comprometem a clareza do debate e a compreensão da
proposta”.
Assinam a nota Isnaldo Bulhões Jr., líder do MDB e
do bloco parlamentar, Augusto Coutinho, líder do
Republicanos, Antonio Brito, líder do PSD, Rodrigo
Gambale, líder do Podemos, Pedro Lucas Fernandes,
líder do União Brasil, Doutor Luizinho, líder do PP,
e Adolfo Viana, líder da federação PSDB-Cidadania.
A movimentação representa um desembarque em massa do
Centrão da proposta que havia sido defendida por
parlamentares ligados à extrema direita e ao setor
empresarial.
A emenda alterava profundamente a PEC 221/2019, que
originalmente previa redução gradual da jornada
semanal para 36 horas. Na prática, o texto reduzia a
meta para 40 horas, criava brechas para jornadas de
até 52 horas semanais, ampliava o poder de acordos
individuais sobre regras trabalhistas e adiava a
implementação das mudanças por dez anos.
Entre os parlamentares que assinaram a proposta
estavam alguns dos principais nomes da extrema
direita no Congresso Nacional, como Nikolas
Ferreira, Ricardo Salles, Marcel van Hattem,
Caroline de Toni, Carlos Jordy, Gustavo Gayer, Bia
Kicis, Mario Frias, Sóstenes Cavalcante, Marco
Feliciano e Zé Trovão.
Além da autorização para ampliação da jornada
semanal em até 30% acima do limite constitucional, o
texto também ampliava o chamado negociado sobre o
legislado em temas como banco de horas, escalas,
teletrabalho, trabalho intermitente e intervalos.
Outro ponto criticado por parlamentares e entidades
trabalhistas era a possibilidade de flexibilização
de direitos sem necessidade de compensações
adicionais aos trabalhadores.
A proposta também previa redução de encargos
patronais, incluindo corte de 50% da contribuição ao
FGTS e benefícios tributários para empresas que
adotassem o novo regime.
A repercussão negativa da proposta provocou uma
série de recuos dentro do Congresso.
Na terça-feira (19), o deputado Eunício Oliveira (MDB-CE)
pediu a retirada de sua assinatura após afirmar ao
ICL Notícias que havia assinado a proposta de
maneira inadvertida. Por meio da assessoria, o
parlamentar reforçou que defende o fim da escala 6×1
desde o ano passado.
Também na terça-feira, o líder da bancada do PDT na
Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), retirou
sua assinatura da proposta após pressão interna
dentro do partido.
O recuo dos líderes partidários agora coloca em
dúvida a continuidade da tramitação da proposta e
evidencia o desgaste político provocado pela
repercussão pública do texto.
Fonte: iclnotícias

22/05/2026 -
Flávio Bolsonaro defende manutenção da escala 6×1 e
mais precarização
Ideia de um regime alternativo à CLT, baseado em
pagamento por hora trabalhada, aprofunda a lógica do
trabalho intermitente criado na reforma trabalhista
Em meio ao colapso acelerado de sua candidatura à
Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
resolveu entrar no debate sobre a jornada de
trabalho. Avesso à proposta de 40 horas semanais e
ao fim da escala 6×1, o senador defendeu uma nova
rodada de precarização, transferindo ainda mais
riscos e insegurança aos trabalhadores.
Enquanto o governo Lula e a Câmara Federal discutem
qualidade de vida, saúde mental, produtividade e
dignidade no trabalho, Flávio escolheu falar a
linguagem do empresariado que defende mão de obra
mais barata, flexível e descartável. Em nota
divulgada nesta terça-feira (19), ele propõe a
formalização da instabilidade.
Sua ideia de um regime alternativo à CLT, baseado em
pagamento por hora trabalhada, aprofunda a lógica do
trabalho intermitente criado na reforma trabalhista
de 2017. É a institucionalização do bico permanente,
com o trabalhador disputando migalhas de direitos.
Flávio repete a propaganda da reforma trabalhista:
prometer empregos e prosperidade, mas entregar
baixos salários e instabilidade. O senador afirmou
que o trabalhador receberia “pelas horas de
trabalho, com a garantia de todos os direitos
trabalhistas, como décimo terceiro, Fundo de
Garantia, férias. Obviamente, proporcionais às horas
de trabalho”.
A frase esconde a essência do projeto: fragmentar
renda, reduzir direitos e institucionalizar jornadas
imprevisíveis. Na prática, significa transformar
salário estável em remuneração variável e transferir
ao trabalhador toda a insegurança econômica.
Flávio ainda tenta vender precarização como
liberdade individual. “Se quiserem, vão trabalhar
mais. E, se não puderem trabalhar tanto, se
precisarem de mais flexibilidade, isso também estará
atendido por esta legislação”, declarou. É a velha
prática de embalar precarização em retórica de
modernidade.
O discurso ignora a realidade brasileira. Onde
Flávio insinua vontade, existe necessidade. Quem
trabalha 10, 12 ou 14 horas por dia geralmente não o
faz porque “quer”, mas porque precisa sobreviver.
Num país marcado por endividamento e baixos
salários, falar em “liberdade de escolha” serve
apenas para mascarar relações profundamente
desiguais.
A ideia de que “a jornada do trabalhador tem que ser
a que ele quiser” soa como ficção. Em qual setor o
empregado define sozinho sua escala, seus horários
ou sua carga de trabalho? O que Flávio chama de
flexibilidade amplia, na verdade, o poder patronal
sobre jornadas fragmentadas, convocações
imprevisíveis e renda instável.
Ao chamar a proposta de redução da jornada de
“inoportuna e eleitoreira”, o senador deixa claro o
lado que escolheu. Para ele, debater qualidade de
vida é oportunismo; transformar direitos em
pagamento proporcional é virtude. Inoportuno, na
verdade, é para empresários que lucram com a
exaustão.
Com essa declaração, Flávio Bolsonaro sinaliza que o
PL votará contra uma demanda popular concreta,
apoiada por mais de 70% dos brasileiros. Enquanto
isso, o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), reafirma que o fim da escala 6×1
vai passar. A pressão social cresce, o movimento
sindical se mobiliza e o tema ganhou centralidade no
debate público.
Chega de espera! A manobra de Flávio Bolsonaro não
freará a mudança – mas ajuda a deixar ainda mais
evidente quem está ao lado dos trabalhadores e quem
continua defendendo jornadas exaustivas em nome dos
interesses patronais.
Fonte: Portal Vermelho

22/05/2026 -
Deputados pedem mobilização para garantir que escala
6x1 seja extinta ainda neste ano
Assunto foi debatido na Assembleia Legislativa de
Minas Gerais nesta quinta, dentro do projeto Câmara
pelo Brasil
Ministros e integrantes da comissão especial que
analisa o fim da escala de trabalho 6x1 na Câmara
dos Deputados garantiram que o projeto deverá ser
votado até quinta-feira, dia 27. O relator, deputado
Leo Prates (Republicanos-BA) adiantou que entregará
o texto na segunda-feira, e o autor da proposta,
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), assegurou que há
acordo para a votação.
“Nós fizemos acordo: redução para 40 horas, dois
dias de descanso sem redução do salário e
valorização da convenção coletiva, porque eu tenho
certeza que nós vamos empoderar os sindicatos”,
disse Lopes.
Ele apresentou a proposta em 2019. "Nada justifica
que o trabalhador não tenha dois dias de folga na
semana em pleno século XXI." Ele citou ainda estudos
que mostram que os empregados que trabalham na
escala 6x1 são aqueles que ganham menos.
“Os estudos do Ipea e do Dieese comprovam: quem
trabalha 44 horas [semanais] tem a mesma
escolaridade, tá ocupando a mesma função e ganha R$
31.500 a menos.”
Lopes afirmou ainda que dois terços dos
trabalhadores brasileiros já estão na escala 5x2,
com duas folgas semanais.
Segundo o ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz
Marinho, as empresas “mais inteligentes” decidiram
testar o fim da jornada semanal de seis dias, porque
tinham vagas e não conseguiam preencher devido à
escala de trabalho.
“Tem um empresário que resolveu testar o fim da
escala 6x1 porque ele queria comprovar a convicção
contrária ao fim da escala 6x1, veja só a ironia. Só
que deu tanto resultado que ele diminuiu
drasticamente as faltas existentes, preencheu as
vagas abertas que não conseguia preencher na escala
6x1, aí ele resolveu dar o braço a torcer e
implantou a 5x2 em todas as suas unidades”, contou.
Pontos inegociáveis
O relator Leo Prates assegurou que alguns pontos são
inegociáveis. Dentre eles, a redução da jornada de
44 para 40 horas por semana sem corte salarial,
assim como dois dias de folga semanais e o
fortalecimento da negociação coletiva. Para garantir
a aprovação da proposta, no entanto, o parlamentar
pediu mobilização dos trabalhadores.
“Nós temos que saber o nosso tamanho, na maioria das
matérias em que houve divergência muito dura, nós
tivemos, em média, 114 votos, nós precisamos chegar
a 308. O que é que nós precisamos? Que os movimentos
estejam mobilizados, que nós tenhamos que ceder o
mínimo possível.”
O debate sobre o fim da escala 6x1 ocorreu na
Assembleia Legislativa de Minas Gerais, como parte
do projeto Câmara pelo Brasil.
Fonte: Agência Câmara

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