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12/06/2026 -
Quem
acorda cedo para o Brasil?
Carta dos empresários contra a redução da
jornada e da escala revela velha tradição nacional:
atribuir ao capital, os méritos do trabalho e aos
trabalhadores os custos do desenvolvimento.
Marcos Verlaine*
Entre o slogan e a realidade existe algo de
revelador — e até involuntariamente cômico —
refiro-me ao título escolhido por entidades
empresariais para a carta divulgada, nesta
terça-feira (9), contra a redução da jornada de
trabalho e o fim da escala 6x1: “Carta para o Brasil
que Acorda Cedo”¹.
A frase parece sugerir que existe um grupo
específico de brasileiros responsável por despertar
antes do sol nascer, mover a economia, gerar riqueza
e sustentar o País. E, pelo contexto da carta, esse
grupo seria justamente o empresariado que agora
pressiona o Senado a barrar mudanças nas regras da
jornada de trabalho.
A ideia tem força como peça de marketing. Como
descrição da realidade, porém, encontra
dificuldades.
Quem pega ônibus lotado às 4 ou 5 da manhã para
atravessar a cidade não costuma ser o dono da
empresa. Quem enfrenta 2 ou 3 conduções para chegar
ao trabalho também não. Quem permanece 10, 12 ou até
mais horas fora de casa entre deslocamento e
expediente raramente ocupa assento em conselho de
administração.
O “Brasil que acorda cedo” tem rosto muito mais
próximo do trabalhador da indústria, do comércio,
dos serviços, da construção civil, da limpeza
urbana, da enfermagem, dos transportes e da educação
do que dos signatários da carta empresarial.
O País que pega ônibus
Existe diferença fundamental entre acordar cedo para
administrar patrimônio e acordar cedo porque não há
alternativa.
Milhões de brasileiros deixam suas casas antes do
amanhecer não por escolha, mas por necessidade.
Enfrentam congestionamentos quilométricos, sistemas
de transporte público frequentemente precários,
tarifas elevadas, insegurança e longos deslocamentos
diários.
Em muitas regiões metropolitanas, 2, 3 ou até 4
horas gastas em deslocamentos tornaram-se parte
invisível da jornada de trabalho, que hoje por conta
da contrarreforma trabalhista não conta como
jornada.
Quando finalmente chegam ao emprego, encontram
frequentemente escalas que comprimem a vida pessoal,
reduzem o convívio familiar e dificultam até mesmo
atividades básicas de lazer, estudo ou descanso.
É esse trabalhador que sustenta supermercados,
hospitais, escolas, fábricas, restaurantes, centros
logísticos e serviços essenciais.
Sem ele, não há empresa funcionando. Sem ele, não há
faturamento. Sem ele a empresa não abre, não
funciona. Sem ele, não há lucro.
A velha inversão brasileira
A carta empresarial também revela característica
histórica das elites econômicas brasileiras: a
tendência de apresentar interesses privados como se
fossem interesses universais.
Ao longo da história nacional, toda ampliação de
direitos trabalhistas foi recebida com previsões
apocalípticas.
Foi assim com a regulamentação das férias. Foi assim
com o descanso semanal remunerado. Foi assim com o
13º salário. Foi assim com a licença-maternidade.
Foi assim com a limitação da jornada de trabalho.
Foi assim com a própria Consolidação das Leis do
Trabalho.
Em diferentes épocas, setores empresariais
anunciaram desemprego em massa, colapso econômico e
perda de competitividade. Essas “catástrofes” nunca
ocorreram e o País não apenas sobreviveu como
cresceu.
Isso não significa que toda mudança legislativa seja
necessariamente perfeita ou isenta de custos.
Significa apenas que previsões catastrofistas
costumam aparecer sempre que o debate envolve
repartir de forma menos desigual os ganhos de
produtividade.
Trabalhar para viver ou viver para trabalhar?
A discussão sobre a escala 6x1 expõe a questão mais
profunda. Qual deve ser a finalidade do trabalho?
Para muitos trabalhadores, o problema não se resume
ao número de horas trabalhadas. Trata-se da
impossibilidade de construir uma vida para além do
emprego, do trabalho.
A escala 6x1 frequentemente transforma o domingo ou
a única folga semanal em intervalo destinado à
recuperação física, não ao descanso verdadeiro.
Falta tempo para a família. Falta tempo para os
filhos. Falta tempo para estudar. Falta tempo para
lazer. Falta tempo simplesmente para viver. Falta
tempo!
A reação de parte do empresariado sugere visão
segundo a qual qualquer redução desse tempo
disponível representaria ameaça à economia.
Mas uma pergunta permanece sem resposta: qual o
sentido do desenvolvimento econômico se esse não
resultar em melhoria das condições de vida das
pessoas que produzem essa riqueza?
Quem realmente acorda cedo
O slogan da carta empresarial talvez tenha acertado em
uma coisa: o debate é mesmo sobre o Brasil que
acorda cedo.
A divergência está em identificar quem é esse
Brasil. Não é o Brasil das salas de reunião. Não é o
Brasil dos relatórios corporativos. Não é o Brasil
que assina manifestos.
É o Brasil que enfrenta filas, ônibus, metrôs
lotados, jornadas extenuantes e salários
frequentemente insuficientes, que são aviltantes e
imorais.
É o Brasil que produz. É o Brasil que atende. É o
Brasil que constrói. É o Brasil que entrega. É o
Brasil que limpa. É o Brasil que cuida. É o Brasil
da imensa maioria dos brasileiros. É o Brasil dos
trabalhadores.
Talvez por isso a frase escolhida pelos empresários
produza efeito inesperado. Ao tentar falar em nome
de quem acorda cedo, acaba lembrando quem realmente
acorda.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
_______________
¹ Empresariado entra em campo para salvar escala 6x1
-
https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/92981-empresariado-entra-em-campo-para-salvar-escala-6x1
Fonte: Diap

11/06/2026 -
A verdadeira modernização é a redução da jornada e o
fim da escala 6×1
A luta pela redução da jornada e pelo fim da escala
6×1 responde, sobretudo, aos anseios de
trabalhadores e trabalhadoras de setores marcados
por longas jornadas e baixos salários, uma realidade
que amplia os lucros patronais enquanto impõe aos
empregados os limites da mera sobrevivência.
Essa relação é permeada por mecanismos de exploração
e dominação, evidenciados pela resistência de
segmentos da elite financeira e empresarial às
mudanças reivindicadas pelos trabalhadores.
As vozes que hoje defendem a remuneração por hora
estão, na prática, propondo o fim do descanso
semanal remunerado (DSR). Da mesma forma, a defesa
da negociação direta com o patrão busca enfraquecer
a organização sindical e a negociação coletiva,
pilares reconhecidos pelas normas da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) e presentes nas
democracias contemporâneas.
Cabe, então, a pergunta: essas vozes do setor
patronal estão realmente preocupadas com a
produtividade e o desenvolvimento humano ou com a
preservação de mecanismos históricos de coerção e de
manutenção dos privilégios de classe?
Sob o pretexto de oferecer “liberdade de escolha”, a
PEC 12/2026 promove, na verdade, a precarização do
emprego. Trata-se de um retrocesso que abre caminho
para aberrações como uma eventual “escala 7×0”. Não
é difícil imaginar as consequências para o
trabalhador que se recusar a cumprir exigências
desumanas em um ambiente de trabalho submetido a
tamanha pressão.
Na vida real, o empregado não negocia em condições
de igualdade. Muitas vezes, é levado a aceitar
jornadas exaustivas porque os salários são
insuficientes para cobrir suas necessidades básicas.
Daí a importância do sindicato e da legislação
trabalhista como instrumentos de proteção.
Nesse sentido, a redução da jornada e o fim de uma
escala abusiva representam um avanço possível no
atual momento histórico. Significam um maior
equilíbrio na distribuição do trabalho, do tempo e
da riqueza produzida.
Como assinala o documento da Conclat 2026, é preciso
criar condições para que o trabalhador não apenas
disponha de mais tempo livre, mas também tenha
acesso a melhores oportunidades de formação,
desenvolvimento pessoal e realização de suas
vocações. Ao mesmo tempo, é necessário investir na
geração de trabalho decente no âmbito de um projeto
nacional de desenvolvimento.
Mais do que isso, é fundamental impedir a reprodução
de ideias que, ao longo da história, serviram para
encobrir a exploração e glorificar o sacrifício dos
trabalhadores mais humildes. Em um país que ainda
carrega traços de uma mentalidade elitista e
heranças do escravismo, a proteção legal continua
sendo indispensável para impedir que os
trabalhadores sejam submetidos às formas mais
predatórias do capitalismo.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
José Gozze, presidente da Pública
Fonte: NCST

11/06/2026 -
Senado aprova proteção a trabalhadores resgatados de
trabalho escravo
Uma das medidas é garantia de seis parcelas do
seguro-desemprego
O Senado aprovou nesta terça-feira (9) o projeto PL
5760/2023, que estabelece medidas para proteger
trabalhadores resgatados de condições análogas à
escravidão.
O texto traz obrigações para os empregadores e também
medidas de proteção social para os trabalhadores,
como a inserção no seguro-desemprego, na Seguridade
Social e a possibilidade de adoção de medidas
protetivas, especialmente para as trabalhadoras
domésticas.
O projeto vai à sanção do presidente Luiz Inácio
lula da Silva.
O texto aprovado altera a lei do Seguro-Desemprego
para garantir ao trabalhador resgatado até seis
parcelas do benefício. Também prevê o cruzamento de
dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais
para identificar empregadores com vínculos
suspeitos.
Além disso, a proposta altera a Lei Maria da Penha
para assegurar o acolhimento emergencial das pessoas
regatadas, bem como a inclusão no Cadastro Único
para Programas Sociais (CadÚnico).
Trabalho doméstico
Em relação ao trabalho doméstico, o projeto prevê a
possibilidade de adoção de medidas protetivas
urgentes em situações de violência ou submissão a
condições análogas à escravidão.
De acordo com o relator do projeto, senador Paulo
Paim (PT-RS), as medidas poderão ser determinadas
por um juiz, quando houver indício de violação de
direitos.
Entre as medidas previstas estão o afastamento do
agressor do domicílio ou local de trabalho da
vítima; proibição de contato com a vítima, seus
familiares e testemunhas; proibição de frequentar
determinados lugares para preservar a integridade da
vítima.
A proposta também determina, em casos específicos, o
encaminhamento da vítima e de seus dependentes a
programa de proteção ou acolhimento e o
encaminhamento da pessoa resgatada à rede de
assistência social e psicossocial.
As ações previstas dão ainda autorização para que
auditores-fiscais do trabalho possam adentrar em
domicílios com o consentimento do empregador ou do
empregado, sem necessidade de ordem judicial, quando
houver suspeita de exploração trabalhista.
Segundo Paim, o objetivo é viabilizar a fiscalização
e a responsabilização de empregadores que pratiquem
trabalho escravo, especialmente em residências.
“Tais inovações reconhecem que a violência contra
trabalhadores domésticos, sobretudo trabalhadoras, é
frequentemente atravessada por relações de poder
marcadas por gênero, classe e raça, exigindo
respostas mais firmes e céleres do Estado”, afirmou.
O senador disse ainda que a medida fortalece a rede
de garantias fundamentais aos trabalhadores e
trabalhadoras domésticos.
“Ao trazer essa dimensão de especial proteção, a
proposição reforça o entendimento de que a dignidade
do trabalho doméstico deve ser assegurada com a
mesma intensidade destinada a qualquer outra forma
de trabalho, rompendo com a tradição histórica de
marginalização dessa atividade”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil

11/06/2026 -
Boletim destaca boas práticas em negociações
coletivas no combate à violência contra as mulheres
Publicação reúne 20 cláusulas negociadas que
fortalecem a prevenção da violência de gênero,
promovem a inclusão e ampliam a proteção das
mulheres no ambiente de trabalho.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou,
nesta terça-feira (9), o Boletim nº 19 da série Boas
Práticas em Negociações Coletivas, dedicado ao tema
“Combate à Violência contra as Mulheres”. A
publicação reúne 20 exemplos de cláusulas negociadas
em acordos e convenções coletivas registrados no
Sistema Mediador do MTE em 2025. O conjunto
demonstra como a negociação coletiva pode contribuir
para a prevenção da violência, o acolhimento de
vítimas e a promoção da igualdade de gênero no mundo
do trabalho.
A violência contra as mulheres é um problema social
que produz impactos profundos na vida pessoal,
familiar e profissional das trabalhadoras. Nesse
contexto, a negociação coletiva se apresenta como
uma importante ferramenta de proteção social,
permitindo que sindicatos e empregadores estabeleçam
medidas capazes de ampliar direitos, promover
ambientes de trabalho mais seguros e fortalecer
redes de apoio a mulheres em situação de violência.
As cláusulas selecionadas abordam iniciativas como
campanhas de conscientização e prevenção, divulgação
de informações sobre os mecanismos de proteção
previstos na legislação, incentivo à contratação e à
promoção profissional de mulheres — especialmente
aquelas em situação de vulnerabilidade — além de
ações voltadas ao combate ao assédio e à
discriminação no ambiente de trabalho. Entre os
exemplos destacados estão cláusulas que incentivam a
contratação de mulheres negras, com deficiência,
chefes de família, LGBTQIA+ e mulheres em situação
de violência, bem como compromissos empresariais de
divulgação interna da Lei nº 14.457/2022 e de ações
educativas voltadas à prevenção da violência de
gênero.
De acordo com a coordenadora-geral de Relações do
Trabalho da Secretaria de Relações do Trabalho do
MTE, Rafaele Rodrigues, a negociação coletiva tem
papel estratégico na construção de ambientes de
trabalho mais seguros e inclusivos. “As cláusulas
negociadas demonstram como o diálogo social pode
contribuir para enfrentar diferentes formas de
violência e discriminação, fortalecendo a proteção
das trabalhadoras e promovendo maior igualdade de
oportunidades no mundo do trabalho”, destaca.
A publicação integra a série desenvolvida em
parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego e
o Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que busca
identificar, sistematizar e divulgar experiências
exitosas de negociação coletiva capazes de inspirar
novas iniciativas em diferentes setores econômicos.
Ao reunir exemplos concretos de cláusulas pactuadas
em diferentes regiões do país, o boletim reforça a
importância da negociação coletiva como instrumento
de promoção dos direitos humanos, da equidade de
gênero e da construção de relações de trabalho mais
justas e respeitosas.
Acesse o Boletim nº 19 – Boas Práticas em
Negociações Coletivas
Fonte: MTE

11/06/2026 -
Brasil bate recorde histórico e ultrapassa 726 mil
jovens aprendizes no mercado de trabalho
Entre janeiro e abril de 2026, país registrou
saldo positivo de 54,8 mil contratações,
impulsionado pela Indústria e pelo fortalecimento da
política de aprendizagem profissional, segundo dados
do Novo Caged
O Brasil registrou um saldo positivo de 54.821
jovens aprendizes inseridos no mercado de trabalho
entre janeiro e abril de 2026. Com esse resultado, o
estoque de contratos ativos atingiu, em abril,
726.025 trabalhadores na faixa etária entre 14 e 24
anos — o melhor desempenho já registrado em toda a
série histórica.
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Novo Caged), do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE), responsável por fiscalizar
e acompanhar o cumprimento da Lei da Aprendizagem
(Lei nº 10.097/2000). O saldo positivo representa a
diferença entre admissões e desligamentos no
período.
Para o diretor do Departamento de Políticas de
Trabalho para a Juventude do MTE, João Victor da
Motta, o crescimento contínuo e sustentado da
aprendizagem profissional nos últimos quatro anos
reforça a importância de políticas públicas de
fomento ao primeiro emprego e à qualificação
profissional.
“Esse processo consolida a aprendizagem profissional
como a mais importante ferramenta de inserção
profissional de jovens brasileiros, de forma segura
e protegida, com garantia de direitos trabalhistas e
a oportunidade de aprender com o trabalho”, destaca
Motta.
Do total de 54.821 novos contratos no quadrimestre,
35.751 foram abertos pela Indústria, seguida pelos
setores de Serviços (7.613), Comércio (5.056),
Construção Civil (5.050) e Agropecuária (1.351). A
maior parte dessas vagas está nas áreas de serviços
administrativos (24.943) e produção de bens e
serviços industriais (11.902). O saldo corresponde à
diferença entre admissões e desligamentos.
Apenas no mês de abril, o saldo de novos contratos
foi de 8.772. Desse total, 2.733 foram abertos na
Indústria, seguida pelo Comércio (2.547), Serviços
(2.010), Construção Civil (835) e Agropecuária
(647).
Fonte: MTE

10/06/2026 -
Fim da escala 6×1 ganha força no Senado enquanto PEC
patronal perde apoio e entra em declínio
Mobilização nacional das centrais pressiona
por votação ainda neste semestre. Proposta
“alternativa” articulada por Rogério Marinho perde
assinaturas e enfrenta forte rejeição social
A batalha pela redução da jornada de trabalho e pelo
fim da escala 6×1 entrou em semana decisiva no
Senado Federal. Enquanto as centrais sindicais
intensificam a mobilização nacional para garantir a
aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição)
221/19 já aprovada pela Câmara dos Deputados, a
proposta “alternativa” — PEC 12/26 — patrocinada por
setores da oposição, sobretudo a bolsonarista, e do
empresariado começa a perder sustentação política.
O movimento sindical definiu, em reunião virtual
nesta segunda-feira (8), estratégia de pressão
direta sobre senadores nos estados e em Brasília,
apostando na mobilização popular para assegurar a
votação da matéria ainda antes do recesso
parlamentar de julho.
A definição do caminho que a proposta seguirá no
Senado deve ocorrer nesta terça-feira (9), quando o
presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), se
reúne com líderes partidários para discutir a
tramitação da PEC e indicar sua relatoria.
Para as centrais, trata-se de janela política rara.
A proposta aprovada pela Câmara já chegou ao Senado
respaldada por forte apoio popular e pelo desgaste
crescente da escala 6×1, considerada por sindicatos
e especialistas modelo incompatível com as
transformações do mercado de trabalho e com as
demandas por qualidade de vida.
Sindicatos ampliam pressão
Reunidos em plenária virtual, nesta segunda-feira,
mais de 500 dirigentes sindicais aprovaram o
calendário nacional de mobilização.
A orientação é intensificar visitas a gabinetes
parlamentares, promover atos públicos, distribuir
materiais informativos e ampliar o uso da plataforma
de pressão digital que permite aos trabalhadores
enviarem mensagens diretamente aos senadores.
O objetivo é construir os 49 votos necessários para
aprovar a mudança constitucional em 2 turnos no
Senado.
Também ficou definida a participação das centrais na
sessão temática marcada para o próximo dia 24,
quando o tema será debatido no plenário da Casa.
Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos
principais defensores da proposta, existe movimento
crescente entre parlamentares para acelerar a
tramitação.
“Somente com muita mobilização nas redes e nas ruas
conseguiremos aprovar a redução da jornada ainda
este ano. Não podemos permitir retrocessos”,
afirmou.
Os números por trás da proposta
Os defensores da PEC argumentam que a redução da
jornada semanal de 44 para 40 horas não representa
apenas medida trabalhista, mas política de
desenvolvimento econômico.
Estudos citados pelo senador Paulo Paim, elaborados
por instituições como Dieese, Unicamp e DIAP,
apontam que a medida poderia gerar até 4,5 milhões
de empregos diretos e indiretos e ampliar
significativamente a massa salarial do País.
Os argumentos também se apoiam em experiências
internacionais. Diversos países já reduziram suas
jornadas legais de trabalho, entre esses Portugal,
Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Chile e Equador.
Na União Europeia, a média semanal gira em torno de
36 horas. Além disso, a OIT (Organização
Internacional do Trabalho) recomenda jornadas de até
40 horas há mais de 9 décadas.
Pesquisas de opinião também indicam amplo respaldo
popular à proposta, reforçando a pressão sobre os
senadores em ano pré-eleitoral.
PEC patronal perde força
Se a proposta aprovada pela Câmara avança impulsionada
pela mobilização social, o mesmo não ocorre com a
PEC 12/26, articulada pelo senador Rogério Marinho
(PL-RN) como alternativa ao texto defendido pelas
centrais sindicais.
A proposta, que permite ampla flexibilização das
relações de trabalho, remuneração por hora, acordos
individuais entre patrões e empregados e mecanismos
que poderiam resultar em remunerações inferiores ao
salário mínimo mensal, enfrenta crescente
resistência dentro e fora do Congresso.
Nos últimos dias, a PEC sofreu revés político
relevante: 3 senadores retiraram suas assinaturas de
apoio ao texto. Foram eles os senadores Zequinha
Marinho (Podemos-PA), Cleitinho (Republicanos-MG) e
Romário (PL-RJ).
A perda de apoios enfraquece significativamente a
iniciativa justamente no momento em que cresce a
pressão popular pela aprovação da proposta que reduz
a jornada.
Recuos revelam desgaste político
As justificativas apresentadas pelos parlamentares
evidenciam o desgaste da PEC.
Zequinha Marinho afirmou que a proposta retirava o
sindicato das negociações trabalhistas, algo que,
segundo ele, não poderia ser admitido.
Romário declarou que decidiu retirar a assinatura
dele após constatar que a proposta passou a ser
percebida por amplos setores da sociedade como
prejudicial aos trabalhadores.
Cleitinho, em discurso no Senado, disse que assinou
o texto por cortesia política a colegas
parlamentares, mas reconheceu o erro e passou a
defender a tramitação célere da PEC aprovada pela
Câmara. O senador mineiro relatou ainda ter recebido
forte reação dos próprios apoiadores após aderir à
proposta.
Nas redes digitais e nos movimentos sindicais, a PEC
12/26, a proposta bolsonarista e patronal passou a
ser chamada de “PEC da Escravidão”, expressão que
sintetiza a rejeição construída em torno da
iniciativa.
Senado diante da escolha
A disputa que chega ao Senado vai muito além de
discussão técnica sobre jornada de trabalho.
De um lado, está a proposta aprovada pela Câmara,
que reduz a jornada semanal para 40 horas e elimina
a escala 6×1, alinhando o Brasil à tendência
observada em diversas economias desenvolvidas.
De outro, está a agenda de mais precarização das
relações de trabalho baseada na prevalência da
negociação individual entre empregado e empregador.
O enfraquecimento da PEC 12/26 e a crescente
mobilização das centrais sindicais alteraram a
correlação de forças em favor da proposta aprovada
pelos deputados por ampla margem de votos, em 2
turnos.
Agora, a decisão está nas mãos do Senado. E, diante
da pressão das ruas, das redes e do calendário
eleitoral, o debate sobre a jornada de trabalho
promete se tornar uma das principais disputas
políticas e sociais do País nos próximos meses.
Fonte: Diap

10/06/2026 -
Projeto garante espaço de amamentação para mães
trabalhadoras
Proposta de Márcio Jerry transforma entendimento
do STF em lei e amplia a proteção à maternidade em
shoppings, galerias e espaços coletivos.
Inspirado por uma decisão recente do Supremo
Tribunal Federal (STF), o vice-líder do Governo na
Câmara, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA),
apresentou nesta segunda-feira (8) um projeto de lei
que amplia a proteção à maternidade e à primeira
infância em ambientes de trabalho coletivos. A
proposta determina que shopping centers, galerias
comerciais, mercados públicos e outros
empreendimentos semelhantes mantenham espaços
apropriados para guarda, assistência e amamentação
dos filhos de trabalhadoras.
Em defesa de mães trabalhadoras, o PL incorpora ao
texto da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) o
entendimento firmado pelo STF no julgamento que
reconheceu a responsabilidade dos shopping centers
por oferecer esse tipo de estrutura às funcionárias
das lojas instaladas em seus estabelecimentos. Na
decisão, os ministros entenderam que a proteção à
maternidade não pode ser limitada por questões
formais relacionadas aos vínculos empregatícios das
trabalhadoras. Márcio Jerry argumenta que a
realidade dos grandes centros comerciais exige
atualização da legislação. Segundo ele, centenas de
mulheres trabalham diariamente em espaços
compartilhados, embora contratadas por empresas
diferentes, o que não pode servir de obstáculo ao
acesso aos direitos garantidos pela legislação
trabalhista.
“A decisão do STF representa um avanço importante na
proteção à maternidade. Nosso projeto busca
transformar esse entendimento em lei, garantindo
mais segurança jurídica e assegurando que
trabalhadoras tenham acesso a condições adequadas
para cuidar e amamentar seus filhos durante o
período previsto pela legislação”, afirmou o
parlamentar.
Para Márcio Jerry, a proposta fortalece políticas
públicas voltadas à infância e contribui para tornar
mais efetivos os direitos das mulheres no ambiente
de trabalho. O texto também estende a obrigação a
órgãos públicos que concentrem trabalhadores
vinculados a diferentes empregadores ou prestadores
de serviço em um mesmo espaço. O projeto começará a
tramitar nas comissões temáticas da Câmara dos
Deputados nas próximas semanas.
Fonte: Portal Vermelho

09/06/2026 -
PEC do fim da escala 6x1 entra em semana decisiva no
Senado
Reunião de líderes nesta terça-feira deve definir
relator e rito de tramitação.
Texto aprovado pela Câmara aguarda despacho de Davi
Alcolumbre há 11 dias.
A proposta de emenda à Constituição que acaba com a
escala de trabalho 6x1 entra em uma semana decisiva
no Senado. A expectativa é que a reunião de líderes
marcada para esta terça-feira (9) defina o relator e
o rito de tramitação do texto aprovado pela Câmara.
A PEC chegou ao Senado em 28 de maio, mas ainda
aguarda despacho formal do presidente da Casa, Davi
Alcolumbre (União-AP). O texto está parado há 11
dias, enquanto a PEC alternativa apresentada pela
oposição na mesma data foi enviada à Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) no próprio dia em que
foi protocolada.
Alcolumbre tem defendido uma tramitação sem pressa e
rejeitado a ideia de que o Senado apenas "carimbe" a
decisão da Câmara. O presidente do Senado já afirmou
que a proposta deverá passar por comissões antes de
chegar ao Plenário.
Relator indicará ritmo do debate
Caso a PEC seja enviada à CCJ, caberá ao presidente da
comissão, Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator.
A escolha será decisiva para definir o ritmo da
discussão, a possibilidade de audiências públicas e
eventuais mudanças no texto.
Otto já defendeu que a proposta aprovada pela Câmara
tenha prioridade e seja analisada em conjunto com
uma PEC do senador Paulo Paim (PT-RS), que reduz a
jornada semanalRogério Carvalho (PT-SE), Omar Aziz
(PSD-AM), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Eduardo Braga (MDB-AM).
O que diz a PEC
O texto aprovado pela Câmara reduz a jornada semanal
de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e garante
dois dias de descanso por semana. A implementação
seria gradual: 60 dias após a promulgação, a jornada
cairia para 42 horas; 12 meses depois, passaria para
40 horas.
A proposta também prevê que o repouso semanal ocorra
preferencialmente aos domingos e permite escalas
flexíveis em atividades essenciais, desde que os
dois dias de descanso sejam concedidos dentro do
mesmo mês.
Oposição tenta emplacar alternativa
A PEC 12/2026, encabeçada pelo líder da oposição,
Rogério Marinho (PL-RN), propõe um regime flexível
de trabalho por horas, como alternativa ao modelo
tradicional da CLT.
Na prática, o texto não acaba com a escala 6x1 nem
reduz expressamente a jornada máxima. A proposta
prevê remuneração e direitos proporcionais às horas
efetivamente trabalhadas.
O texto recebeu 40 assinaturas, número politicamente
relevante porque uma PEC precisa de pelo menos 49
votos favoráveis em dois turnos no Senado para ser
aprovada.
Veja a íntegra da:
PEC da Câmara
PEC de Paulo Paim
PEC de Rogério Marinho
Governo pressiona por avanço
A diferença de tratamento entre as duas propostas
aumentou a pressão sobre Alcolumbre. Governistas
temem que a discussão seja alongada ou que o texto
seja enviado a mais de uma comissão, o que atrasaria
a votação.
A PEC é uma das principais bandeiras trabalhistas do
governo Lula e tem apoio de centrais sindicais e
movimentos sociais. Entidades empresariais, porém,
afirmam que a redução da jornada pode elevar custos
e exigir reorganização em setores como comércio,
serviços, saúde, logística e indústria.
A reunião desta terça-feira deve indicar se o Senado
pretende acelerar a análise da PEC aprovada pela
Câmara ou abrir uma negociação mais longa, com
espaço para mudanças no texto e para a proposta
alternativa da oposição.
Fonte: Congresso em Foco

09/06/2026 -
STF derruba maldade da Reforma da Previdência
Decisão do Supremo Tribunal Federal invalidou, no
dia 3, trecho da Reforma da Previdência de 2019 que
instituiu idade mínima para a aposentadoria especial
de trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde.
A decisão, por maioria, na Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 6.309, considerou que a
exigência é incompatível com a finalidade protetiva
do benefício previdenciário.
CNTI – A ação foi ajuizada pela Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI)
contra dispositivos da Emenda Constitucional
103/2019, que alteraram as regras da aposentadoria
especial. Entre os pontos questionados estavam a
instituição de idade mínima para a concessão do
benefício, a vedação à conversão do tempo especial
em comum para períodos trabalhados após a
promulgação da reforma e a nova fórmula de cálculo
da aposentadoria especial, que reduziu o valor
inicial do benefício em relação às regras
anteriores.
Segundo a entidade, as mudanças violariam direitos
fundamentais ligados à proteção da saúde do
trabalhador, à dignidade da pessoa humana e à
seguridade social.
Tratamento diferenciado – Prevaleceu, no
julgamento, o entendimento apresentado pelo ministro
André Mendonça. Para ele, a exigência de idade
mínima para a concessão da aposentadoria especial
obriga trabalhadores que já cumpriram os períodos de
exposição exigidos pela Constituição, conforme a
atividade exercida, a permanecer mais tempo em
atividade, muitas vezes sujeitos aos mesmos agentes
nocivos que justificam o tratamento previdenciário
diferenciado, o que leva à sua
inconstitucionalidade.
De acordo com Mendonça, isso contraria a própria
finalidade da aposentadoria especial, que é proteger
a saúde do trabalhador exposto a condições
prejudiciais. Para o ministro, a exigência de idade
mínima transforma um benefício destinado a afastar o
trabalhador de ambientes insalubres em um mecanismo
que prolonga sua permanência nessas condições.
Em relação aos demais pontos, Mendonça entendeu que
a Constituição permite ao Legislativo alterar as
regras previdenciárias para buscar maior equilíbrio
financeiro do sistema, o que inclui a proibição de
converter em tempo comum o período trabalhado em
regime especial após a reforma e, também, a adoção
de novos critérios de cálculo do benefício.
Seu voto foi acompanhado pelos ministros Nunes
Marques e Dias Toffoli e pela ministra Cármen Lúcia.
O dispositivo também foi declarado inconstitucional
pelo ministro-presidente, Edson Fachin, e pela então
ministra Rosa Weber.
Barroso – O relator, Luís Roberto Barroso,
havia votado pela constitucionalidade de todos os
itens questionados. Para ele, as mudanças promovidas
pela Reforma da Previdência representam uma opção
legítima para assegurar o equilíbrio financeiro do
sistema previdenciário, sem violar cláusulas pétreas
nem suprimir a proteção aos trabalhadores submetidos
a condições especiais de trabalho. Foi acompanhado
pelos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes,
Cristiano Zanin e Luiz Fux.
Em sentido oposto, o ministro Edson Fachin defendia
a inconstitucionalidade dos três dispositivos.
Segundo ele, a exigência de idade mínima, a vedação
à conversão do tempo especial em comum e a
possibilidade de redução do valor do benefício
comprometeriam a função protetiva da aposentadoria
especial e atingiriam o núcleo essencial do direito
fundamental à previdência social. A posição foi
acompanhada por Rosa Weber.
Confederação – A ação foi movida pela
Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria. Em nota, a CNTI destaca sua atuação na
conquista obtida pelos trabalhadores.
A decisão foi tomada na ADI 6.309, ação ajuizada
pela CNTI, que questionou dispositivos da Reforma da
Previdência por entender que eles violavam
princípios constitucionais fundamentais, como a
proteção ao trabalho, a dignidade da pessoa humana e
o direito à seguridade social.
Além da idade mínima, a ação também contesta a
vedação da conversão do tempo especial em comum e a
nova fórmula de cálculo que reduziu o valor inicial
dos benefícios. O STF reconheceu que a imposição da
idade mínima contrariava a finalidade protetiva da
aposentadoria especial.
Portanto, há muito a fazer para que a aposentadoria,
de fato, seja especial e corresponda à manutenção de
uma vida digna para o trabalhador.
Obs.: Assim que o STF emitir o acórdão da
decisão, a CNTI prestará novas informações e
esclarecimentos sobre as medidas a serem adotadas
por todos os que possam ser beneficiados pela
derrubada da idade mínima nessa modalidade de
aposentadoria.
Mais – Sites do STF e CNTI.
Fonte: Agência Sindical

09/06/2026 -
Câmara aprova convenção da OIT sobre segurança e
saúde no trabalho; texto vai ao Senado
A Câmara dos Deputados aprovou, na sessão da
quarta-feira (3), o Projeto de Decreto Legislativo
720/24, que contém o texto da Convenção 187 da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre o
marco promocional para a segurança e a saúde no
trabalho. A proposta segue para análise do Senado.
A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ),
recomendou a aprovação. “O acordo dá concretude a
dispositivos da Constituição que asseguram aos
trabalhadores o direito à redução dos riscos
inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde,
higiene e segurança”, afirmou.
Principais pontos
Segundo o texto, todo país membro que ratificar a
convenção deverá promover a melhoria contínua da
segurança e saúde no trabalho a fim de prevenir
lesões, doenças e mortes ocasionadas pelo trabalho.
Para isso, cada país deverá, em consulta com
organizações representativas de empregadores e
trabalhadores, desenvolver uma política, um sistema
e um programa nacionais relacionados ao tema.
Esse programa deverá levar em conta os instrumentos
da OIT relevantes para o assunto para tomar as
medidas necessárias.
Sistema
Como requisitos mínimos, a convenção estabelece que o
sistema nacional de segurança e saúde no trabalho
deverá incluir:
- a legislação, uma autoridade ou organismo
responsável pelo setor; e
- mecanismos para garantir o cumprimento da legislação
nacional com sistemas de inspeção;
Quando “apropriado”, o sistema deverá incluir:
- um órgão ou órgãos consultivos tripartites de
âmbito nacional;
- serviços de informação e assessoria sobre o tema;
- oferta de treinamento em matéria de segurança e
saúde no trabalho;
- serviços de saúde no trabalho de acordo com a
legislação e a prática nacionais;
- pesquisas em matéria de segurança e saúde no
trabalho;
- um mecanismo para a coleta e a análise de dados
sobre lesões e doenças profissionais;
- regras para colaboração com regimes de seguro ou de
segurança social relevantes que cubram as lesões e
doenças profissionais; e
- mecanismos de apoio à melhoria progressiva das
condições de segurança e saúde no trabalho nas
microempresas, nas pequenas e médias empresas e na
economia informal.
A convenção
A Convenção 187 foi adotada pela OIT em maio de 2006 e
entrou em vigor na ordem internacional em fevereiro
de 2009.
O Brasil mantém acordos internacionais com diversos
países e entidades. Pela Constituição, compete ao
Congresso Nacional aprovar tratados, acordos ou atos
internacionais que gerem compromissos para o país.
Fonte: Agência Câmara

08/06/2026 -
Centrais promovem plenária nacional sobre redução da
jornada de trabalho e fim da escala 6x1
As Centrais Sindicais realizam nesta segunda-feira,
8 de junho, às 14h (horário de Brasília), uma
Plenária Nacional Virtual com lideranças sindicais
de todo o país. A atividade será realizada por meio
da plataforma Zoom e reunirá dirigentes das
estaduais das centrais, sindicatos, federações e
confederações.
O principal tema da pauta será a tramitação, no
Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) que trata da redução da jornada de trabalho e
do fim da escala 6x1, sem redução salarial. A
plenária também discutirá estratégias de organização
e mobilização das entidades sindicais nas bases e em
Brasília para fortalecer a defesa da proposta.
Para contribuir com o debate, foram convidados os
senadores Paulo Paim e Otto Alencar, que abordarão o
andamento da matéria no Congresso Nacional e os
próximos passos da articulação em torno da pauta.
As Centrais Sindicais destacam a importância da
participação das lideranças sindicais de todo o
país, diante de um tema considerado estratégico para
a melhoria das condições de trabalho e da qualidade
de vida dos trabalhadores brasileiros.
Serviço
Plenária Nacional Virtual das Centrais Sindicais
Data: 8 de junho de 2026 (segunda-feira)
Horário: 14h (horário de Brasília)
Plataforma: Zoom
Link da Reunião:
https://cut-org-br.zoom.us/j/87444967484?pwd=SxPFcQMeEAEkCfKU1iLKaHiyvgEQOG.1
ID da reunião: 874 4496 7484
Senha de acesso: 005033
Fonte: NCST

08/06/2026 -
Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Senado recebe opiniões sobre a PEC 12/2026.
Consulta pública permite que cidadãos apoiem ou
rejeitem a proposta pelo Portal e-Cidadania
O Senado Federal mantém aberta a consulta pública
sobre a PEC 12/2026, proposta que altera o artigo 7º
da Constituição Federal e amplia o debate sobre
jornadas de trabalho no Brasil.
A proposta, apresentada pelo senador Rogério
Marinho, permite que trabalhadores optem entre o
regime tradicional da CLT e um modelo flexível
baseado em horas trabalhadas. Ela prevê que
empregado e empregador definam, por contrato
individual, a jornada flexível de trabalho,
observando os limites estabelecidos no texto.
Por outro lado, a iniciativa gerou intenso debate
entre representantes dos trabalhadores, entidades
sindicais, parlamentares e setores empresariais
sobre possíveis impactos nas relações laborais e
prejuízos para os trabalhadores.
De acordo com informações divulgadas pelo Senado, a
proposta busca ampliar a liberdade de escolha do
trabalhador em relação à sua jornada e remuneração.
Entretanto, críticos da medida argumentam que o
modelo pode alterar a forma de cálculo de direitos
trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário e
FGTS.
Enquanto isso, a consulta pública permanece
disponível no Portal e-Cidadania, permitindo que
cidadãos manifestem apoio ou rejeição à proposta em
tramitação no Senado.
A participação popular ocorre por meio da plataforma
oficial do Senado e integra os mecanismos de
consulta pública destinados a ampliar o debate
legislativo.
A consulta pública da PEC 12/2026 pode ser acessada
pelo Portal e-Cidadania do Senado Federal:
Consulta Pública da PEC 12/2026.
Fonte: Rádio Peão Brasil

08/06/2026 -
Conservadorismo no Senado preocupa dirigentes
Será mais complicada a luta no Senado pra aprovar o
fim da escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 pra 40
horas semanais. Avaliação das direções sindicais,
das Centrais e do próprio Diap, que já mapeou a
situação. No entanto, o presidente da CCJ, Otto
Alencar (PSD-BA), sinaliza que o texto aprovado pela
Câmara terá tramitação prioritária. Proposta da
direita sofre críticas por flexibilizar salários e
precarizar direitos trabalhistas.
UGT – O presidente da UGT, Ricardo Patah, informa à
Agência Sindical já haver conversado com o senador
Otto. Ambos são filiados ao mesmo partido. Mara
Gabrilli também é filiada ao PSD. “Mas devemos
conversar com todos os partidos e suas lideranças no
Senado”, afirma Patah.
As direções das Centrais Sindicais se reuniram na
segunda, dia 01, na sede da UGT, em São Paulo. Foram
decididas as formas de abordagem e diálogo com os 81
senadores. Segundo Patah, “o tempo exíguo exige
medidas rápidas e contato com senadores em Brasília
e também nos seus Estados de origem”. Cada Estado
tem três senadores.
Preocupa os sindicalistas o lobby empresarial junto
aos senadores. Desde antes da matéria ser aprovada
na Câmara, dia 27, entidades como CNI e Fiesp já se
articulavam junto a senadores. Na Casa, eles têm
vários aliados de pesos, especialmente Rogério
Marinho (PL-RN), que não esconde seu rancor quanto
ao movimento sindical.
Atos – Mesmo correndo contra o relógio regimental,
as Centrais tentarão fazer atos públicos a favor das
40 horas e pelo fim da escala 6×1. Elas estimulam
seus filiados, nos Estados, a também promover atos e
manifestações.
Mais – Sites do Diap, do Dieese e das Centrais.
Fonte: Agência Sindical

08/06/2026 -
STF vai decidir vínculo entre trabalhadores de
aplicativos e plataformas
Julgamento marcado para 24 de junho poderá
definir o futuro de milhares de ações trabalhistas
em todo o país
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará, no
próximo dia 24 de junho, o julgamento que discute a
existência de vínculo empregatício entre motoristas
e entregadores de aplicativos e as empresas que
operam plataformas digitais de transporte e entrega.
A decisão é aguardada com grande expectativa por
trabalhadores, empresas e operadores do Direito, já
que poderá estabelecer um entendimento definitivo
sobre uma das questões mais relevantes do mercado de
trabalho contemporâneo.
A análise envolve recursos apresentados por
plataformas como Uber e Rappi contra decisões da
Justiça do Trabalho que reconheceram a relação de
emprego entre as empresas e os trabalhadores
cadastrados em seus aplicativos. O julgamento foi
iniciado em outubro de 2025, mas acabou suspenso
após as sustentações orais das partes.
No caso envolvendo a Rappi, a empresa questiona
decisões do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª
Região (MG) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST)
que reconheceram vínculo empregatício de
entregadores. A plataforma sustenta que atua apenas
como intermediadora tecnológica entre usuários e
prestadores de serviços, defendendo que a atividade
se insere no contexto da economia digital e não
caracteriza uma relação tradicional de emprego.
Já o recurso da Uber tem origem em uma ação movida
por uma motorista que buscava o reconhecimento de
direitos trabalhistas. Embora o pedido tenha sido
rejeitado em primeira instância, o Tribunal Regional
do Trabalho da 1ª Região reformou a decisão e
reconheceu o vínculo. O entendimento foi
posteriormente mantido pelo TST, que considerou que
a empresa exerce atividade típica de transporte e
não apenas de tecnologia.
Segundo informações apresentadas pela própria
plataforma, existem atualmente mais de 10 mil
processos em tramitação no país discutindo a mesma
questão. Por essa razão, a decisão do STF deverá ter
repercussão ampla e servir de referência para
milhares de ações semelhantes.
O debate ocorre em meio às transformações provocadas
pela chamada “uberização” do trabalho, modelo
marcado pela utilização de plataformas digitais para
a prestação de serviços. Para entidades sindicais e
representantes dos trabalhadores, o julgamento
poderá representar um marco na definição de direitos
e garantias para milhões de pessoas que atuam nesse
segmento.
O caso também é acompanhado de perto por
especialistas em relações de trabalho, que avaliam
os possíveis impactos da decisão sobre a organização
do mercado, a proteção social dos trabalhadores e os
limites da terceirização e da contratação autônoma.
O julgamento previsto para junho não se confunde com
o Tema 1.389 da repercussão geral, também em análise
no Supremo, que trata da chamada pejotização e da
contratação de pessoas jurídicas em substituição ao
vínculo celetista. Esse processo permanece suspenso
por determinação da Corte.
A expectativa é de que a decisão do STF contribua
para trazer maior segurança jurídica sobre as
relações de trabalho mediadas por plataformas
digitais, tema que vem gerando intensos debates no
Brasil e em diversos países.
Fonte: Diap

08/06/2026 -
Proposta aprova acordo da Organização Internacional
do Trabalho sobre segurança e saúde
Países signatários devem manter sistema nacional
de segurança e saúde no trabalho, com leis, órgãos
responsáveis e mecanismos de fiscalização
O Projeto de Decreto Legislativo 720/24 aprova a
Convenção 187 da Organização Internacional do
Trabalho (OIT), sobre o marco promocional para a
segurança e a saúde no trabalho. A proposta está em
análise na Câmara dos Deputados.
A convenção foi adotada pela OIT em maio de 2006 e
entrou em vigor na ordem internacional em fevereiro
de 2009. O texto busca fortalecer políticas públicas
de prevenção de acidentes, doenças e mortes
relacionadas ao trabalho.
Pela convenção, os países devem manter sistema
nacional de segurança e saúde no trabalho, com leis,
órgãos responsáveis, mecanismos de fiscalização e
cooperação entre empregadores e trabalhadores. Além
disso, os países devem formular um programa nacional
com metas, indicadores e medidas de divulgação.
O Brasil mantém acordos internacionais com diversos
países e entidades. Pela Constituição, compete ao
Congresso Nacional aprovar tratados, acordos ou atos
internacionais que gerem compromissos para o país.
Próximos passos
A proposta já foi aprovada pelas comissões de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional; de Saúde; de
Trabalho; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania. No momento, aguarda votação no Plenário.
Se for aprovada, seguirá para o Senado.
Fonte: Agência Câmara

03/06/2026 -
Aprovação da PEC joga pressão sobre senadores pelo
fim da escala 6×1
“É hora de pressionar os senadores e defender uma
jornada digna para quem move este país. Escala 5×2
já!”, defende a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS)
Os senadores estão sob forte pressão popular e
sindical após aprovação na Câmara dos Deputados da
proposta de emenda à Constituição que pôs fim à
escala 6×1 (seis dias de trabalho com apenas um de
descanso) e a redução da jornada de 44 para 40 horas
semanais.
Os mais de 460 votos na Câmara demonstraram que se
trata de uma pauta que chega ao Senado com amplo
apoio da população, conforme já revelaram pesquisas.
O texto a ser avaliado pelos senadores adota de
imediato o modelo 5×2 (cinco dias de trabalho com
dois dias de folga) e a redução de 44 para 42 horas
a partir de 60 dias da promulgação. Após 12 meses da
promulgação, a jornada será reduzida para as 40
horas.
“É hora de pressionar os senadores e defender uma
jornada digna para quem move este país. Escala 5×2
já!”, defende a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS).
Para ela, a mobilização é fundamental para barrar
mais uma investida da extrema direita bolsonarista.
Um dia após a aprovação na Câmara, o senador Rogério
Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha do
colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ingressou com a
chamada PEC do horário flexível, uma forma de se
contrapor à proposta da Câmara.
A PEC prevê um regime “flexível, no qual o empregado
receberia por horas trabalhadas”. Ou seja, dessa
forma o patrão pode pagar ao empregado somente as
horas trabalhadas.
“Com apoio de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério
Marinho apresentou uma PEC que, sob o discurso da
‘flexibilização’, abre caminho para desmontar
direitos trabalhistas e ampliar a exploração do
trabalho”, disse Daiana, que é autora de projeto
pelo fim da escala 6×1 e vice-presidente da comissão
especial da Câmara que debateu o assunto.
“Como bem destacou o presidente Lula ao celebrar a
histórica aprovação na Câmara: o fim da escala 6×1
representa uma grande vitória civilizatória.
Espera-se agora que o Senado Federal cumpra sua alta
responsabilidade política, sintonize-se com o clamor
popular e aprove a matéria com a celeridade que o
momento histórico exige”, diz o líder do governo no
Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Tramitação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC),
avisou a aliados que a proposta seguirá o rito
protocolar, passando pela Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) e com a realização de audiências
públicas.
No Senado, tramita outra PEC da redução da jornada e
fim da escala, de autoria do senador Paulo Paim
(PT-RS), que já passou pela CCJ e está pronta para
votação no plenário.
Os senadores da base do governo avaliam que a
proposta da Câmara tem melhores chances de avançar
pelo aprofundamento do debate e apoio que recebeu
dos deputados.
Fonte: Portal Vermelho

03/06/2026 -
EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias
importadas do Brasil
Governo Trump acusa o Brasil de práticas "irrazoáveis"
em áreas como Pix, etanol, propriedade intelectual,
corrupção e desmatamento. Decisão final deve sair
até 15 de julho.
O governo dos Estados Unidos propôs a cobrança de
uma tarifa adicional de 25% sobre mercadorias
brasileiras, após concluir uma investigação
comercial aberta em 2025 contra o Brasil. A medida
foi anunciada pelo Escritório do Representante
Comercial dos Estados Unidos, o USTR, mas ainda não
está em vigor e passará por consulta pública antes
de eventual aplicação.
A apuração foi conduzida com base na Seção 301 da
Lei de Comércio de 1974, instrumento usado por
Washington para reagir a práticas consideradas
desleais ou prejudiciais ao comércio americano. No
relatório, o USTR afirma que atos, políticas e
práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e
"oneram ou restringem" o comércio dos Estados
Unidos.
Prazos e negociação
O governo americano receberá comentários por escrito
até 1º de julho e realizará audiência pública em 6
de julho. O prazo para interessados pedirem
participação termina em 22 de junho. A decisão final
sobre eventuais medidas corretivas deve sair até 15
de julho. A investigação foi aberta em 15 de julho
de 2025, por determinação do presidente Donald Trump.
Segundo Jamieson Greer, representante comercial dos
Estados Unidos, houve conversas recentes com o
presidente Lula e integrantes do governo brasileiro,
mas as divergências persistem. A conclusão do
processo ocorre enquanto os dois países tentam
negociar uma saída por meio de um grupo de trabalho
criado após a visita de Lula a Trump, em maio, na
Casa Branca. As conversas, porém, não avançaram o
suficiente para afastar a ameaça de sanções.
Produtos fora da cobrança
Embora a proposta mencione mercadorias brasileiras de
forma ampla, o documento prevê várias exceções.
Ficariam fora da cobrança produtos como carne
bovina, café, terras raras, aeronaves e peças
aeronáuticas, fertilizantes, produtos farmacêuticos,
compostos químicos orgânicos, frutas, castanhas,
petróleo e derivados, além de determinados metais e
minérios. Também não seriam atingidos itens já
submetidos a medidas americanas de segurança
nacional, como aço, alumínio, cobre, veículos,
autopeças e produtos fabricados com esses metais.
Críticas ao Brasil
O relatório concentra as acusações em seis frentes. No
comércio digital e nos serviços de pagamento, o USTR
critica decisões brasileiras contra empresas
americanas de tecnologia e questiona o papel do
Banco Central no Pix, alegando favorecimento a uma
infraestrutura estatal em prejuízo de concorrentes
privados dos Estados Unidos. O órgão também contesta
tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a
México e Índia, que, segundo Washington,
prejudicariam exportadores americanos.
Pressão sobre o governo Lula
O USTR ainda acusa o Brasil de falhar no combate ao
desmatamento ilegal, de não oferecer tratamento
equilibrado ao etanol americano desde 2017, de
demorar na análise de patentes, especialmente no
setor biofarmacêutico, e de ter falhas no combate à
falsificação e à pirataria.
O documento também critica o país no enfrentamento à
corrupção, citando a anulação de processos ligados à
Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal,
renegociações de acordos de leniência e a piora em
indicadores internacionais de percepção da
corrupção. A ofensiva ocorre depois de tarifas
anteriores adotadas por Trump contra produtos
brasileiros terem sido derrubadas pela Suprema Corte
dos Estados Unidos, levando o governo americano a
recorrer a outros instrumentos legais, como a Seção
301, já usada em disputas comerciais com a China.
Fonte: Congresso em Foco

02/06/2026 -
Em defesa das suas prerrogativas e liberdades,
entidades recorrem ao Ministério Público do Trabalho
mineiro
SINDSEMPMG, NCST, CSPB, FENAMP, ANSEMP e FESERV
encaminharam representação contra prática
antissindical reiterada cometida pela
Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Minas
Gerais
Visando assegurar suas prerrogativas, garantias e
liberdades na defesa dos direitos dos servidores, o
Sindicato dos Servidores do Ministério Público do
Estado de Minas Gerais – SINDSEMPMG – juntamente com
as 05 (cinco) entidades de grau superior nacionais
às quais é filiado – ingressou com uma representação
por conduta antissindical reiterada do Ministério
Público mineiro.
A representação foi distribuída para a Comissão de
Liberdade Sindical do Ministério Público do Trabalho
de Minas Gerais, na data de 29/05/26, e aguarda a
instauração da Notícia de Fato e a intimação da
Procuradoria-Geral de Justiça.
Os ataques ao Sindicato, aos seus dirigentes e à
categoria tiveram início na segunda reunião da Mesa
de Negociação Permanente, ocorrida em 13/11/2025,
quando a Procuradoria-Geral de Justiça Adjunta
Administrativa tentou impor a presença de pessoas
que não haviam sido eleitas para representar a
categoria na mesa de negociação, configurando clara
tentativa de interferência na entidade sindical,
visando definir a forma de condução do processo
decisório do Sindicato, e assédio moral
institucional.
A partir de então, os atentados às prerrogativas da
entidade legítima e legalmente constituída para
representar os interesses dos servidores aumentaram,
passando pela extinção da Mesa de Negociação até a
instauração de processo de negociação direta com a
categoria, negando dispositivos constitucionais e
convênios internacionais que determinam que o
sindicato é peça essencial e o único legitimado a
negociar em nome da classe.
Em sua representação, a entidade descreve
detalhadamente o modus operandi da Procuradoria na
tentativa de desqualificar o SINDSEMPMG e seus
dirigentes e instituir um modelo de negociação
direta por meio de “escutas”, sob a alegação de
aumento de transparência e democracia, quando, na
verdade, o seu propósito é convencer os servidores,
sem apresentar quaisquer estudos ou confirmação na
realidade, de que eles são um fardo para o orçamento
do Ministério Público e que precisarão aceitar
prejuízos ainda maiores em sua carreira se quiserem
ter alguma esperança de valorização profissional
futura – como se não bastasse alguns colegas já
estarem aguardando há quase 10 (dez) anos sem
qualquer promoção.
Além da representação ao MPT, as entidades estudam
adotar outras medidas – administrativas ou judiciais
– contra quaisquer atos atentatórios à dignidade e à
liberdade sindical do SINDSEMPMG e de seus diretores
– já realizados ou que venham a ser praticados por
quaisquer agentes.
Tão logo seja confirmada a intimação da
Procuradoria-Geral de Justiça, a peça de
representação será disponibilizada na área restrita
para consulta do filiado.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do
SINDSEMPMG

02/06/2026 -
Senado esvazia “PEC dos patrões” e prioriza proposta
que reduz jornada e extingue escala 6x1
Presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA),
sinaliza que o texto aprovado pela Câmara terá
tramitação prioritária. Proposta bolsonarista é alvo
de críticas por flexibilizar salários e direitos
trabalhistas
A chamada “PEC dos patrões”, apresentada por
senadores bolsonaristas como contraponto à proposta
aprovada pela Câmara dos Deputados que reduz a
jornada semanal de 44 para 40 horas e extingue
gradualmente a escala 6x1, deve perder espaço
político no Senado antes mesmo do início efetivo da
tramitação do texto na Casa.
O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e
Justiça), senador Otto Alencar (PSD-BA), decidiu
priorizar a análise da proposta já aprovada pelos
deputados, considerada mais avançada regimentalmente
e politicamente consolidada dentro do Congresso.
O gabinete do parlamentar confirmou que a PEC
alternativa da oposição não deverá ocupar o centro
do debate na comissão.
A sinalização representa derrota política para o
núcleo bolsonarista do Senado, que tentou construir
alternativa à PEC aprovada pela Câmara na última
quarta-feira (27), após meses de pressão popular,
mobilizações sindicais e intensificação do debate
nacional sobre redução da jornada de trabalho e
saúde do trabalhador.
PROPOSTA BOLSONARISTA FLEXIBILIZA DIREITOS
Protocolada como PEC 12/26, a proposta foi articulada
pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho
(PL-RN), e reúne apoio de parlamentares alinhados ao
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O texto cria modelo de jornada baseado em horas
efetivamente trabalhadas e permite remuneração
proporcional à carga horária, inclusive sobre
direitos como férias, FGTS, 13º salário e adicionais
trabalhistas.
Na prática, especialistas em Direito do Trabalho e
parlamentares favoráveis à redução da jornada
avaliam que a proposta abre caminho para redução
salarial, fragmentação de direitos e ampliação da
precarização das relações de trabalho.
Pelos cálculos apresentados durante o debate da
matéria na Câmara, trabalhador submetido à jornada
de 40 horas poderia receber até cerca de 10% menos
do que o salário atualmente vinculado à jornada
integral de 44 horas semanais.
Além disso, a PEC amplia a possibilidade de
pactuação individual entre empregado e empregador
para definição de jornada e remuneração, reduzindo
assim a centralidade das garantias legais e
fortalecendo negociações diretas em mercado de
trabalho marcado por forte desigualdade de poder
entre patrões e empregados.
“EMENDA DAS 52 HORAS” REAPARECE NO SENADO
Nos bastidores do Congresso, a PEC 12/26 passou a ser
apelidada de “PEC dos patrões” por reproduzir
elementos da chamada “emenda das 52 horas”,
apresentada durante a tramitação da proposta
original na Câmara.
À época, a emenda foi duramente criticada por
sindicatos, centrais sindicais e parlamentares
ligados ao campo progressista por permitir
compensações e acordos que poderiam ampliar jornadas
e esvaziar o objetivo central da redução do tempo de
trabalho. A emenda era tão esdrúxula que foi
retirada e arquivada.
Agora, a nova ofensiva da oposição retoma a mesma
lógica: flexibilização contratual, prevalência de
acordos individuais e possibilidade de redução
proporcional de salários sob o argumento de
modernização das relações trabalhistas.
Entre os signatários da PEC bolsonarista estão
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF),
Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Sergio Moro (União-PR),
Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES), Ciro
Nogueira (PP-PI), Tereza Cristina (PP-MS), Jorge
Seif (PL-SC), Carlos Portinho (PL-RJ), Cleitinho (Republicanos-MG)
e Styvenson Valentim (PSDB-RN).
CÂMARA SAIU NA FRENTE
A avaliação predominante no Senado é que a proposta
aprovada pela Câmara reúne condições políticas mais
sólidas por já ter avançado na comissão especial,
acumulado amplo debate público e obtido maioria
expressiva em plenário.
Ademais, já tem proposta aprovada na CCJ, do senador
Paulo Paim (PT-RS), com o mesmo teor da que foi
aprovada pela Câmara — PEC 148/15 — pronta para
votação em primeiro turno no plenário. Diante disso,
não tem cabimento dar prioridade para a “PEC dos
patrões”.
Além disso, líderes partidários observam que o tema
ganhou forte apoio popular nos últimos meses.
Pesquisas divulgadas durante a tramitação da PEC
indicaram maioria favorável à redução da jornada
semanal e ao fim da escala 6x1, modelo
frequentemente associado a desgaste físico extremo,
adoecimento mental e dificuldade de conciliação
entre trabalho, estudo e vida familiar.
Parlamentares ligados à base governista e ao
movimento sindical avaliam ainda que a apresentação
da PEC alternativa possui forte conteúdo
político-ideológico e busca atender setores
empresariais contrários à redução da jornada sem
redução salarial.
Com a decisão do senador Otto Alencar de concentrar
a tramitação na proposta oriunda da Câmara, a
tendência no Senado é de que o texto aprovado pelos
deputados se torne o eixo principal da disputa
legislativa sobre a reorganização da jornada de
trabalho no Brasil.
Fonte: Diap

02/06/2026 -
Artigo de Hugo Motta na Folha defende a 6×1
“Escala 6×1 é a reforma na vida das pessoas”. É o
título do artigo de Hugo Motta (Republicanos-PB),
presidente da Câmara dos Deputados, domingo, dia 31,
no “Tendências e Debates” na Folha de S. Paulo.
No texto, o presidente, que foi decisivo para a
aprovação da PEC, dia 27, das duas PECs, por um
placar amplo a favor. Agora, a matéria vai para o
Senado, onde deverá haver muita oposição e emendas
que pioram o texto do relator Leo Prates (Republicanos-BA).
“Milhões de pessoas não conseguem usufruir do
convívio com os filhos, de lazer, estudos, cuidados
com a saúde e do próprio descanso”, escreve o
parlamentar”. E prossegue: “Trabalhadores mais
descansados adoecem menos, faltam menos, permanecem
mais tempo nos empregos e produzem melhor”.
Quanto à produtividade, Hugo Motta lembra que “o
Brasil está entre os países com maior carga horária
no trabalho do mundo e, ainda assim, convive há anos
com a estagnação da produtividade”.
Centrais – Na manhã desta segunda, dirigentes
das Centrais se reúnem na sede da UGT, em São Paulo,
para definir a articulação no Senado e como será a
abordagem com os senadores em seus Estados. São três
por Estado”.
Mais – Site da Folha de S. Paulo
Fonte: Agência Sindical

02/06/2026 -
Fundacentro orienta sobre a NR-1
Desde o dia 26 está em vigor o novo texto da NR-1,
norma regulamentadora sobre gerenciamento de riscos
ocupacionais.
Uma das novidades é a obrigatoriedade de que o GRO
(Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) da empresa
inclua os fatores de risco psicossociais
relacionados ao trabalho. Para orientar
profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho,
trabalhadores, cipeiros, docentes, empregadores e
comunidade em geral. A Fundacentro disponibiliza uma
nova publicação – Diretrizes para Aplicar a NR-1 com
a Inclusão dos Riscos Psicossociais: analisar a
organização e gestão do trabalho para intervir.
Esse material pode ser acessado no site da entidade
ou baixado via
PDF.
Sob a coordenação da médica e pesquisadora da
Fundacentro, Maria Maeno, a publicação oferece
“fundamentos teóricos, conceituais e práticos sobre
a organização do trabalho e as relações de poder
vigentes, que considerem o ponto de vista dos
trabalhadores e das trabalhadoras e que contribuam
para o aprimoramento das avaliações dos processos
psicossociais no trabalho e a construção de medidas
de proteção e promoção da saúde”.
A obra tem cinco capítulos: 1. Riscos Psicossociais:
Fatores ou Riscos Derivados de Processos de
Trabalho?; 2. NR-1 – Disposições Gerais sobre os
Processos Psicossociais: Aplicação à Luz de Normas
Nacionais e Internacionais; 3. Como a Participação
Ativa dos Trabalhadores Pode Contribuir para um
Ambiente de Trabalho mais Saudável; 4. NR-1 e o
Poder de Agir dos Trabalhadores na Promoção da Saúde
e na Prevenção do Adoecimento Físico e Mental; e 5.
Perguntas e Respostas, elaboradas a partir de
dúvidas surgidas em eventos com a participação dos
autores.
Os interessados poderão aprofundar a discussão sobre
os riscos psicossociais, conhecendo instrumentos pra
desenvolver intervenções que contribuam efetivamente
para transformar aspectos adoecedores dos processos
de trabalho. As diretrizes mostram a importância de
se olhar para as condições, a organização e a gestão
do trabalho e combatem visões individualizantes do
adoecimento, que acabam por culpar os trabalhadores.
Participação – Outro as aspecto essencial é a
participação dos trabalhadores em todo o processo de
gerenciamento de riscos psicossociais, que são
derivados do processo de trabalho. A análise e
intervenção devem contar com a participação efetiva
dos trabalhadores, com espaços democráticos que
garantam o espaço crítico.
Trabalho coletivo
A publicação resulta de parceria entre a Fundacentro,
o Instituto Walter Leser da Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo e o Núcleo
Semente – Saúde Mental e Direitos Humanos
Relacionados ao Trabalho – Instituto Sedes
Sapientiae. Autores: Ana Carolina Lemos Pereira,
Andréia De Conto Garbin, Carlos Eduardo Carrusca
Vieira, Claudia Osório da Silva, Cristiane Queiroz
Barbeiro Lima, Daniela Sanches Tavares, Eliana
Pintor, Laura Camara Lima, Leny Sato, Luiz Alfredo
Scienza, Mara Alice Conti Takahashi, Marcelo
Ferretti, Maria Dionísia do Amaral Dias, Maria Maeno,
Renata Paparelli e Sandra Lorena Beltran Hurtado.
Mais – Acesse o site da
Fundacentro e do
Diesat
Fonte: Agência Sindical

02/06/2026 -
Ministério do Trabalho atualiza normas de trabalho
com eletricidade
Procedimentos ficaram mais claros nas fases do
trabalho
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
assinou nesta sexta-feira (29) um conjunto de
portarias finalizando o processo de modernização da
norma que regula o trabalho que envolve eletricidade
e instalações elétricas, a NR-10.
A atualização das normas e procedimentos teve início
em 2021 e envolvem condições mais modernas tanto no
aspecto tecnológico quanto no alinhamento a normas
internacionais, e se estabeleceu meta de atualização
a cada quinquênio, para modernizar e acompanhar a
realidade do setor.
O ministro Marinho destacou a importância de incluir
todos os setores das empresas em discussões e
formação sobre segurança, um processo que começa com
as políticas de informação, nas quais as empresas
educam sobre as medidas de segurança.
"Que com essa informação e a capacitação das
pessoas, eles possam assimilar os procedimentos de
segurança e com isso evitar acidentes graves e o
risco de um acidente fatal. As normas e os
equipamentos são para isso", declarou.
Com a atualização, passa a vigorar um regramento
específico para a prevenção de arco elétrico, com
regulamentação de procedimentos protetivos, como a
prioridade para a desenergização das estruturas e
ambientes de trabalho.
As mudanças na NR-10 tornaram mais claras as
obrigações nas fases do trabalho, explicitando as
obrigações de projeto, de organização do trabalho,
de procedimentos, de capacitação e de documentação.
A área de capacitação passa a ser mais exigente, com
formações específicas de acordo com o tipo de
instalação e potência.
O ministro Luiz Marinho também formalizou a
instalação da Mesa Estadual do Trabalho Decente no
Meio Rural, voltada para a agricultura paulista.
O espaço estrutura um canal permanente de diálogo
social e promove o alinhamento de políticas
trabalhistas, agrícolas e de desenvolvimento
regional, fortalecendo o combate ao trabalho análogo
à escravidão e a outras violações de direitos
humanos.
Fonte: Agência Brasil

01/06/2026 -
“Liberdade” para trabalhar mais e ganhar menos: PEC
bolsonarista tenta transformar direito trabalhista
em negociação individual
Proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN)
surge como contraponto à PEC que reduz jornada e
acaba com a escala 6x1. Texto privilegia acordos
individuais e flexibiliza direitos sob o discurso da
“autonomia” do trabalhador
Eis que surge no Senado, o contraponto conservador à
vitória dos trabalhadores na Câmara. Isto, menos de
24 horas após a Casa aprovar, por esmagadora
maioria, a PEC 221/19 — que reduz a jornada semanal
para 40 horas e extingue a escala 6x1 — setores da
direita e do bolsonarismo reagiram com proposta que
segue direção oposta.
A PEC 12/26, apresentada pelo senador Rogério
Marinho (PL-RN) e outros parlamentares alinhados ao
bolsonarismo, tenta substituir a lógica da proteção
coletiva do trabalho pela chamada “livre pactuação”
entre empregado e empregador.
Na prática, o texto constitucionaliza a prevalência
do contrato individual sobre acordos e convenções
coletivas e abre espaço para ampliação da
flexibilização trabalhista iniciada após a
contrarreforma trabalhista de 2017.
Sob o discurso da “liberdade de escolha”, a proposta
transfere ao trabalhador individualmente a
responsabilidade de negociar jornada, remuneração e
direitos diretamente com o patrão. Essa relação que
sindicatos e especialistas historicamente descrevem
como profundamente desigual. É o velho princípio do
“pescoço negociando com a guilhotina”, agora elevado
à Constituição.
O que diz a PEC bolsonarista
A proposta altera o artigo 7º da Constituição para
permitir que o trabalhador “escolha” entre o regime
tradicional da CLT ou modelo de jornada flexível
baseado em horas trabalhadas.
O texto estabelece que acordos individuais poderão
prevalecer inclusive sobre instrumentos coletivos
negociados por sindicatos. Também prevê remuneração
proporcional à jornada efetivamente trabalhada,
afetando diretamente férias, 13º salário, FGTS e
demais direitos, que passariam a ser calculados
conforme a carga horária ajustada individualmente.
Na justificativa, o senador Rogério Marinho afirma
que a PEC “moderniza” as relações de trabalho e
amplia a “autonomia” do empregado. O senador
sustenta que a medida permitiria maior adaptação às
“necessidades do mercado”.
Na prática, porém, críticos da proposta apontam que
o texto institucionaliza a fragmentação das relações
trabalhistas e enfraquece o poder de negociação
coletiva dos trabalhadores.
“Livre escolha” em relações profundamente
desiguais
A principal ironia política da proposta está
justamente na noção de “liberdade contratual”
apresentada pelos autores da proposta no Senado como
contraponto à proposta aprovada de forma acachapante
na Câmara, nesta quarta-feira (27).
Num mercado de trabalho marcado por desemprego
estrutural, informalidade elevada e alta
rotatividade, a ideia de negociação individual entre
empregado e empregador tende a favorecer o lado
economicamente mais forte da relação.
Especialistas em Direito do Trabalho lembram que o
próprio surgimento da legislação trabalhista
decorreu exatamente de a incapacidade histórica de
trabalhadores negociarem em igualdade de condições
com o capital.
Ao permitir que contratos individuais prevaleçam
sobre convenções coletivas, a PEC atinge um dos
pilares centrais da proteção trabalhista construída
ao longo do século 20: a negociação coletiva como
mecanismo de equilíbrio mínimo entre capital e
trabalho.
Na prática, a proposta cria condições para jornadas
variáveis, remunerações fragmentadas e redução
indireta de direitos sociais por meio da
proporcionalização salarial.
Resposta política à derrota na Câmara
A apresentação da PEC 12/26 também revela a tentativa
da direita bolsonarista de responder politicamente à
derrota sofrida durante a votação da PEC 221/19 na
Câmara.
A proposta aprovada pelos deputados reduziu a
jornada máxima de 44 para 40 horas semanais,
extinguiu a escala 6x1 e estabeleceu 2 dias de
descanso semanal sem redução salarial. O texto foi
aprovado por placares acachapantes: 472 votos a 22
no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.
O resultado isolou os setores ultraliberais e
consolidou ampla maioria parlamentar favorável à
redução da jornada. No debate público, o discurso
empresarial de que a economia “quebraria” com a
mudança perdeu força diante do apoio popular
expressivo ao fim da escala 6x1.
A PEC de Rogério Marinho surge justamente como
contraponto ideológico a essa vitória dos
trabalhadores. Enquanto a proposta aprovada na
Câmara busca reduzir o desgaste físico e ampliar a
proteção social, a PEC bolsonarista aposta na
flexibilização individualizada como solução para os
problemas do mercado de trabalho.
Retorno da lógica da Reforma Trabalhista
A PEC 12/26 retoma princípios centrais da chamada
“Reforma Trabalhista” aprovada em 2017 durante o
governo Michel Temer (MDB), da qual Rogério Marinho
foi um dos principais articuladores quando ocupava
cadeira na Câmara dos Deputados, pois relator do
texto na Casa, e depois na Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho no governo Jair Bolsonaro
(PL).
Na época, prometia-se geração massiva de empregos
formais, fortalecimento da negociação individual e
modernização das relações trabalhistas. O resultado
concreto, porém, foi o avanço da informalidade, da
pejotização e das formas precárias de contratação.
Agora, a nova proposta aprofunda essa lógica ao
tentar constitucionalizar mecanismos que ampliam a
prevalência do acordo individual sobre direitos
coletivos.
Por trás do discurso da “flexibilidade”, o embate em
torno de ambas as propostas — a PEC 12/26 e a PEC
221/19 — revela algo maior: a disputa entre 2
modelos de sociedade.
De um lado, a defesa da redução da jornada e da
ampliação do tempo livre como direito social. De
outro, a ideia de que o trabalhador deve negociar
sozinho — e individualmente — até mesmo os limites
da própria exaustão. Isto não “cola” mais.
Acesse o inteiro teor da proposta do senador Rogério
Marinho (PL-RN) —
PEC 12/26 — contra os trabalhador
Fonte: Diap

01/06/2026 -
Redução de jornada ajuda jovens a conciliar trabalho
e estudo, diz Dieese
Teto de 40h permitirá que 425 mil jovens de 18 a
29 anos conciliem as atividades
Estudo do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que a
redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais tem potencial para aumentar em até 425 mil
o número de jovens com idade entre 18 e 29 anos que
conciliam emprego e estudos.
Os dados do quarto trimestre da Pnad Contínua, em
2025, demonstram isso de forma mais clara: 50% dos
jovens (até 29 anos) numa jornada de 36 horas
conciliam trabalho e estudo.
Com aumento da jornada, esse índice dos que estudam
cai drasticamente: 24,8% (36h a 39h), 22,3% (40h),
17,1% (41h a 44h), 14,8% (45h a 48h) e 9,7% (mais de
48h). Ou seja, longas jornadas dificultam a formação
e qualificação dos trabalhadores.
O impacto das jornadas longas sobre a qualificação é
ainda maior entre os trabalhadores mais jovens.
Entre os empregados formais do setor privado com
idade entre 18 e 24 anos, que trabalhavam exatamente
40 horas semanais, 28% conseguiam conciliar trabalho
e estudo.
Dos jovens que cumpriam jornadas de trabalho entre
41 e 44 horas, apenas 20% estavam estudando, redução
de 8 pontos percentuais. Nesse grupo, 19% ainda não
tinham concluído sequer o ensino médio, o que sugere
que jornadas mais longas podem estar associadas a
maiores dificuldades não apenas para dar
continuidade aos estudos, mas também para concluir a
formação básica.
A partir desses dados, foi feito um cálculo sobre o
número de jovens que poderia buscar formação e
qualificação, caso a jornada fosse reduzida para 40
horas.
“Considerando a hipótese de que toda a juventude que
trabalha acima de 40 horas teria a jornada reduzida
para 40 horas, o país poderia ter até 425 mil jovens
a mais estudando. Contudo, é preciso levar em conta
que somente o fato de o trabalhador ter mais tempo
livre não determina que ele vá buscar formação e
qualificação, já que a questão está relacionada
também com outras variáveis, como a renda, por
exemplo”, diz o Dieese.
Relação
Segundo estudo, não se trata de afirmar que menos
formação e qualificação decorrem só e diretamente de
jornadas mais longas ou que essas jornadas sejam
resultado exclusivo de baixos níveis de
escolaridade.
O Departamento diz que o objetivo é evidenciar como
as condições concretas de inserção no mercado de
trabalho, especialmente as jornadas extensas, podem
limitar o tempo disponível para estudo, qualificação
continuada e desenvolvimento profissional.
Por exemplo, há maior concentração de trabalhadores
com baixos níveis de escolaridade em ocupações com
jornadas mais intensas e menos acesso a
oportunidades de formação.
Entre os empregados formais do setor privado com
ensino superior completo, quase metade (47%) estava
em jornadas de exatamente 40 horas semanais. Já
entre os que tinham ensino médio completo, a
proporção dos que cumpriam entre 41 e 44 horas por
semana (41%) era maior do que a dos que trabalhavam
40 horas (34%).
Fonte: Portal Vermelho

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