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28/10/2026 -
Veja o que Lula pode mudar nas leis trabalhistas em
seu quarto governo
Governo sinaliza resposta à pressão social por
regras menos precárias para terceirização e
pejotização
Por Cristiane Gercina
(Folhapress) – O quarto mandato do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo
(25), poderá ter alterações na CLT (Consolidação das
Leis Trabalhistas) após apoiar o fim da escala 6×1.
As mudanças em regras trabalhistas já estavam
previstas no plano de governo do petista, sem haver
detalhamento, e a ideia agora é debater as possível
alterações para enviar legislações ao Congresso.
Entre os pontos que podem ser alterados estão o
combate ao que se chamou de terceirização e
pejotização fraudulenta, além de uma tentativa de
fortalecimento dos sindicatos, que ganham
importância com as negociações coletivas previstas
na implantação da escala 5×2, com dois dias de
descanso semanal remunerado, e redução de jornada de
44 horas semanais para 42 horas a partir de
dezembro.
“Vamos aprimorar a legislação trabalhista, alterando
regras que induzem à precarização das condições de
trabalho, os marcos regressivos contidos na
legislação, as fraudes presentes em muitas
terceirizações, e retomando assistência sindical nas
homologações de rescisão do contrato de trabalho”,
diz o programa de governo.
Segundo o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, coordenador
do Fórum das Centrais Sindicais e um dos
coordenadores do plano de governo de Lula na área
econômica, não houve um debate operacional do que
seria feito, mas há “claramente uma intenção de
enfrentar esses problemas”.
“O presidente manifesta isso, todos nós que
trabalhamos indicamos essa necessidade, e as ruas
têm mostrado que algo precisa ser feito”, diz Ganz
Lúcio, ex-presidente do Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos).
Lúcio diz que será necessário transformar as
propostas em medidas concretas, em um cenário que
deve exigir maior atuação dos sindicatos e
fortalecimento da negociação coletiva, em especial
com o fim da escala 6×1 e a implantação da escala
5×2 e a redução da jornada de trabalho de 44 horas
semanais, hoje, para 40 horas semanais em dezembro
de 2027.
Um dos principais desafios é o que ele chamou de
pejotização fraudulenta, quando as empresas
contratam trabalhadores como pessoas jurídicas,
embora a relação de trabalho tenha características
de emprego assalariado. De acordo com ele, será
preciso regulamentar de alguma forma esse tipo de
contratação.
“Se quer fazer um contrato PJ, que faça, mas esse
trabalhador precisa ter direitos, como 13º,
licença-maternidade e férias”, afirma.
O sociólogo diz ainda que será preciso combater a
terceirização irregular, tanto no setor público
quanto no privado, incluindo situações em que há
mudanças de CNPJ, mas os trabalhadores continuam
exercendo as mesmas funções.
Lúcio afirma também que o enfrentamento dessas
práticas exigirá encontrar caminhos jurídicos
capazes de proteger os trabalhadores sem impedir a
adoção desses modelos de contratação. Para ele,
relações de trabalho que não sigam o formato
tradicional conhecido hoje também podem assegurar
direitos equivalentes, desde que haja algum tipo de
garantia efetiva.
Ele acredita que não será fácil, mas que o
presidente Lula e o governo precisam ouvir as ruas,
com o apoio que a campanha recebeu neste segundo
turno.
O sociólogo também aponta a necessidade de discutir
mudanças mais amplas no financiamento da Previdência
Social. Na avaliação dele, o debate sobre as
relações de trabalho pode abrir espaço para repensar
o sistema de contribuição previdenciária diante de
formas de contratação que não se enquadram no modelo
clássico de emprego.
Em nota divulgada após vitória de Lula, as centrais
sindicais agradecem ao presidente reeleito,
reconhecem que a reeleição só foi possível por conta
de uma união de forças que contou com a presença de
jovens nas ruas e nas redes, além de idosos que se
dispuseram a votar, mesmo sem ser obrigados.
O manifesto afirma que o governo tem agora “a
responsabilidade de transformar a esperança renovada
em novas realizações”, e citam um série de áreas que
precisam de ações, segundo os sindicalistas.
As entidades defendem que a mobilização continue
após as eleições e se transforme em participação
política permanente, e apontam como prioridade para
o próxio mandato crescimento econômico com
distribuição de renda, criação de empregos, aumento
dos salários, redução da jornada de trabalho,
combate às desigualdades e a ampliação das
oportunidades para os jovens.
“Nenhum governo realizará sozinho essas
transformações. A força que vimos nas ruas precisa
continuar presente na sociedade e ocupar espaço no
governo.” Dizem também que Lula já ajudou a
“plantar” sonhos dos quais a sociedade não quer mais
abrir mão.
“Durante décadas, Lula ajudou a demonstrar que
sonhos coletivos podem se transformar em realidade:
sonhos em organização, organização em luta, luta em
políticas públicas, políticas públicas em direitos e
direitos em transformação concreta da vida de
milhões de brasileiros.” Também afirmam que é
necessário enfrentar as mudanças climáticas e
tecnológicas.
Assinam o documento Sérgio Nobre, presidente da CUT
(Central Única dos Trabalhadores); Miguel Torres,
presidente da Força Sindical; Ricardo Patah,
presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores);
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); Antônio
Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos
Brasileiros); Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova
Central Sindical de Trabalhadores); Nilza Pereira,
secretária-geral da Intersindical Central da Classe
Trabalhadora; José Gozze, presidente da Pública
Central do Servidor; e Luiz de Souza Arraes, do
Fórum Sindical de Trabalhadores.
Fonte: ICL Noticias

28/10/2026 -
Demissão por voto nas eleições é ilegal; saiba como
denunciar
Após reeleição de Lula, parlamentares e pessoas
que se dizem empresárias incentivam, pelas redes
sociais, demissões de petistas. Prática
discriminatória pode gerar indenização e
reintegração ao emprego.
A reeleição de Lula (PT) provocou uma série de
publicações nas redes sociais incentivando a
demissão de funcionários por suas preferências
políticas. A prática é ilegal: embora o empregador
possa dispensar trabalhadores sem justa causa, não
pode fazê-lo por sua escolha eleitoral. Quem sofrer
discriminação pode recorrer à Justiça para pedir
indenização e reintegração ao emprego.
Entre os autores das publicações estão pessoas que
se apresentam como empresárias e a vereadora de
Londrina (PR) e deputada estadual eleita Jessicão
(PL). No X, ela escreveu: "Você tem uma empregada
que é petista? DEMITA! Tem um funcionário que é
petista? DEMITA!". Também recomendou romper relações
com prestadores de serviços e amigos que apoiam o
PT.
No Rio de Janeiro, a deputada estadual Índia Armelau
(PL) comparilhou nas redes mensagem que sugeria que
empresários verificassem as manifestações políticas
dos empregados: "Empresário, olha a rede social do
teu funcionário aí e confere se ele fez 'L'", dizia
o texto que ainda questionava a manutenção de
funcionários que "odeiam empresários". A publicação
foi posteriormente apagada pela parlamentar.
Reeleita, Índia Armelau foi a deputada estadual mais
votada do Rio de Janeiro, com mais de 248 mil votos.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Paraná
abriu investigação sobre a manifestação de Jessicão
por possível assédio eleitoral. O órgão ressalta que
represálias motivadas por escolhas políticas podem
ser denunciadas mesmo depois das eleições.
O que diz a lei?
A Constituição garante a liberdade de convicção
política, enquanto a Lei 9.029/1995 proíbe práticas
discriminatórias nas relações de trabalho. Isso
significa que o empresário pode ter suas
preferências eleitorais e manifestá-las, mas não
usar sua autoridade para constranger, ameaçar ou
punir funcionários por suas escolhas políticas.
Se a Justiça reconhecer que a demissão foi
discriminatória, o trabalhador poderá pedir
indenização por danos morais e escolher entre duas
alternativas:
- Voltar ao emprego, com recebimento dos salários e
demais remunerações devidas pelo período de
afastamento.
- Receber em dobro a remuneração correspondente ao
período de afastamento, com correção monetária e
juros legais.
A empresa também pode sofrer sanções administrativas e
responder por danos morais coletivos, conforme as
circunstâncias.
Demitir por motivo político é crime?
Não automaticamente. A demissão discriminatória é uma
ilegalidade trabalhista, mas não configura, por si
só, crime eleitoral.
O artigo 301 do Código Eleitoral prevê até quatro
anos de prisão, além de multa, para quem usa
violência ou grave ameaça para obrigar alguém a
votar ou deixar de votar em determinado candidato ou
partido.
A diferença está na conduta: ameaçar um empregado
para interferir em seu voto pode configurar crime
eleitoral. Já dispensá-lo como represália depois da
votação pode gerar indenização e outras
consequências trabalhistas, sem necessariamente
constituir aquele crime.
O MPT considera que o assédio eleitoral pode ocorrer
antes, durante ou depois da eleição, desde que
relacionado à disputa e à relação de trabalho.
Como denunciar?
Quem sofrer ou presenciar ameaças, constrangimentos ou
demissões por motivação política pode procurar o
Ministério Público do Trabalho. Não é necessário
esperar pela demissão para denunciar.
Veja o que fazer, segundo orientações do Ministério
Público do Trabalho:
- Guarde as provas. Preserve mensagens, áudios,
vídeos, publicações e capturas de tela. Anote datas
e nomes de possíveis testemunhas.
- Procure o MPT. Acesse mpt.mp.br e entre no canal de
denúncias da unidade do seu estado.
- Relate o ocorrido. Informe o nome da empresa, os
envolvidos e como aconteceu a ameaça ou represália.
- Solicite sigilo. É possível pedir a preservação da
identidade do denunciante.
Fonte: Congresso em Foco

28/10/2026 -
Lula bate próprio recorde e se torna o presidente
mais votado da história
A marca anterior pertencia ao próprio presidente,
quando recebeu 60,3 milhões votos nas eleições de
segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), em 2022
Reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato
com 64,25 milhões de votos (51,79%), Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) supera as suas próprias marcas e
se consagra como o presidente mais votado da
história da República brasileira.
A marca histórica anterior pertencia ao próprio
Lula, quando recebeu 60,34 milhões votos nas
eleições de segundo turno contra Jair Bolsonaro
(PL), em 2022.
Em relação a essa última eleição, o presidente
recebeu mais de 3,9 milhões de votos diante da
expansão do eleitorado brasileiro, que subiu de
156,4 milhões para 158 milhões de eleitores aptos a
votar em 2026.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) obteve
56,10 milhões votos (47,03%) contra 53,87 milhões de
votos (45,16%) de Lula.
Na votação final, o presidente somou mais de 10,3
milhões de votos adicionais, o que reverteu a
vantagem do adversário.
Também foi a primeira vez, desde a instituição do
sistema de dois turnos (1989), que um candidato que
terminou o turno em segundo lugar conquistou a
Presidência.
Na comparação entre as duas eleições, o presidente
também dobrou sua margem de vitória.
Em 2022, venceu Bolsonaro por diferença de 2,13
milhões de votos (1,8 ponto percentual), ao passo
que, em 2026, a diferença sobre o filho 01 do
ex-presidente superou os 4,5 milhões de votos (3,5
pontos percentuais).
Em termos percentuais, o maior desempenho de Lula
permanece sendo o de 2002 (61,27% contra José Serra)
e o de 2006 (60,83% contra Geraldo Alckmin, seu
atual vice).
Lista das votações presidenciais:
2026 — Lula (PT): 64,2 milhões de votos
2022 — Lula (PT): 60,3 milhões de votos
2006 — Lula (PT): 58,3 milhões de votos
2018 — Jair Bolsonaro (PL): 57,8 milhões de votos
2010 — Dilma Rousseff (PT): 55,7 milhões de votos
2014 — Dilma Rousseff (PT): 54,5 milhões de votos
Fonte: Portal Vermelho

28/10/2026 -
Xi Jinping parabeniza Lula e propõe acelerar
parceria estratégica China-Brasil
Segundo o líder chinês, a cooperação ganhou maior
relevância global, estratégica e de longo prazo,
tornando-se um "exemplo de solidariedade e
cooperação entre os países do Sul Global".
O presidente da China, Xi Jinping, enviou nesta
terça-feira, 27, uma mensagem ao presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva, para
parabenizá-lo pela reeleição e defender o
aprofundamento da parceria estratégica entre os dois
países, segundo comunicado divulgado pelo governo
chinês. Xi destacou as contribuições de Lula para o
desenvolvimento das relações bilaterais e afirmou
que ambos mantiveram comunicação estreita nos
últimos anos.
Segundo o líder chinês, a cooperação ganhou maior
relevância global, estratégica e de longo prazo,
tornando-se um “exemplo de solidariedade e
cooperação entre os países do Sul Global”.
O presidente chinês disse ainda que pretende
trabalhar com Lula para elevar a novos patamares a
construção de uma “comunidade de futuro
compartilhado China-Brasil” e ampliar a cooperação
estratégica abrangente, em benefício das populações
dos dois países.
Pequim já havia reconhecido o resultado da eleição
brasileira na segunda-feira. Na ocasião, o porta-voz
da chancelaria, Guo Jiakun, afirmou que a China
respeita a “escolha do povo brasileiro”, ao ser
questionado sobre a contestação do resultado por
Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa
presidencial.
O vice-presidente chinês, Han Zheng, também enviou
mensagem de congratulações ao vice-presidente
reeleito Geraldo Alckmin.
Fonte: Estadão Conteúdo

27/10/2026 -
Motta defende o diálogo e diz que Lula tem a
oportunidade de conciliar o país
Segundo ele, a Câmara e o Senado darão o apoio
necessário às pautas voltadas à população
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), afirmou que a reeleição de Luiz
Inácio Lula da Silva para a Presidência da República
abre uma nova oportunidade para conciliar o país,
marcado pela divisão política e pela radicalização.
Ele também defendeu o diálogo entre os Poderes e
disse que o Congresso estará pronto para apoiar
pautas consideradas necessárias para a população
brasileira.
“Temos um Brasil dividido e radicalizado e, com a
vitória de hoje, o presidente Lula tem uma nova
oportunidade de conciliar o país, de olhar para
frente e governar para todos”, disse ele, em
pronunciamento feito ao lado do presidente do
Senado, Davi Alcolumbre.
Ao cumprimentar Lula pela eleição, o presidente da
Câmara destacou o sistema eleitoral brasileiro e a
rapidez na apuração dos votos. Segundo ele, o
processo eleitoral é motivo de orgulho para o país e
serve de exemplo para o mundo.
“Quero cumprimentar o presidente eleito, Luiz Inácio
Lula da Silva, consagrado pela maioria dos eleitores
para exercer a função de presidente da República. A
sua eleição traz para nós um processo eleitoral
digno de todas as homenagens. Temos um sistema
eleitoral que é orgulho para o país, exemplo para o
mundo e também pela sua rapidez na apuração”,
afirmou.
Motta também disse esperar que o presidente eleito
avalie os acertos e erros e identifique os pontos
que precisam ser aprimorados. Entre os desafios
mencionados, citou o crescimento econômico, a
segurança pública e a segurança social.
“Quero que o presidente reeleito possa fazer uma
avaliação dos acertos e erros cometidos. Precisamos
fazer uma autoavaliação do que precisa ser
melhorado”, disse.
Motta afirmou ainda que a Câmara e o Senado darão o
apoio necessário às pautas voltadas à população. Ele
ressaltou a importância da independência e da
harmonia entre os Poderes, conforme previsto na
Constituição, e defendeu a construção de um futuro
com mais justiça para o país. Ao falar sobre a
relação com o novo governo, o parlamentar afirmou
que estará aberto ao diálogo e disposto a contribuir
com as iniciativas consideradas importantes para o
país.
“Quero dizer mais uma vez que estaremos prontos para
diálogo, independência e harmonia, como preconiza a
Constituição, para dialogar e projetar um futuro do
país, para poder ajudar e se empenhar naquilo que é
importante”, afirmou.
Ao final, o presidente da Câmara também cumprimentou
Flávio Bolsonaro, seu partido e sua bancada,
ressaltando que a disputa eleitoral ocorre dentro
das regras do processo democrático.
Fonte: Agência Câmara

27/10/2026 -
Centrão acena a Lula e tentará manter cargos em novo
governo
Partidos se movimentam para manter espaço na
Esplanada após terem apoiado Flávio no segundo turno
Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
partidos do Centrão que embarcaram na candidatura de
Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições
voltaram a se reaproximar do governo.
A vantagem de Flávio no primeiro turno estimulou o
alinhamento de União Brasil, PP e Republicanos ao
candidato do PL. O apoio abriu, ainda durante a
campanha, negociações por cargos em um eventual
governo bolsonarista.
Nos bastidores, porém, a escolha nem sempre
correspondia à avaliação dos próprios dirigentes.
Alguns presidentes de partido procuraram Lula antes
de fechar com Flávio e, em conversas reservadas,
admitiam considerar o petista melhor para o país.
No terceiro mandato, o União Brasil teve espaços em
Turismo, Comunicações e Integração e Desenvolvimento
Regional. O PP chegou ao Ministério do Esporte com
André Fufuca, enquanto o Republicanos ocupou Portos
e Aeroportos com Silvio Costa Filho, atualmente
cotado para assumir a articulação política do
Planalto.
O MDB ficou com Transportes, Cidades e Planejamento,
ocupados inicialmente por Renan Filho, Jader Filho e
Simone Tebet.
Além da negociação por ministérios, o presidente
terá de lidar com a eleição dos comandos da Câmara e
do Senado, em uma provável aliança com Davi
Alcolumbre e Hugo Motta.
A reaproximação com o Centrão servirá para Lula
fortalecer a base em um Congresso mais à direita.
O presidente precisará da base para aprovar o
orçamento de 2027 e avançar com promessas
eleitorais, como o transporte público gratuito aos
fins de semana, o reajuste do Bolsa Família e a
ampliação do Pé-de-Meia, que estarão entre os
primeiros testes de Lula no Congresso.
Fonte: CNN Brasil

27/10/2026 -
Maioria de oposição no Congresso será desafio para
governo Lula, dizem analistas
Oposição vai ter o controle da pauta do
Legislativo, diz cientista política
Eleito para seu quarto mandato como presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá na
composição do Congresso um desafio para governar.
“A oposição vai ter o controle da pauta do
Legislativo e tem voto suficiente para derrubar
eventuais vetos dados pelo presidente eleito”,
afirma a professora Mariana Chaise, do Departamento
de Ciência Política da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp).
O cientista político Ismael Almeida acrescenta o
desafio da eleição dos presidentes da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal. “Esses cargos são
estratégicos, porque influenciam diretamente quais
matérias avançam, quais ficam paradas e como será
conduzida a relação entre os Poderes”, explica. “Se
a oposição conseguir uma maioria para eleger os dois
presidentes, Lula poderá enfrentar dificuldades
ainda maiores para aprovar a sua agenda.”
Já o cientista político Antônio Flávio Testa disse
que Lula terá que assumir compromissos com um
Congresso “em tese resistente às suas posições”, se
quiser cumprir as promessas de campanha.
Diálogo
Ismael Almeida e Mariana Chaise acreditam, no entanto,
na possibilidade de uma pacificação entre o
Executivo e o Legislativo. Na avaliação de Almeida,
o desafio estará em formar uma base estável, sem
transformar cada votação numa crise política.
Já Mariana acredita que Lula tentará reconstruir sua
base de apoio a partir de uma adesão dos
parlamentares ao governo. “Mas essa adesão tende a
ser negociada tema a tema. A pauta tende a ser mais
enxuta e focada em temas muito populares”, avalia a
professora.
Ela diz ainda que a negociação seguirá a lógica de
negociar com diferentes partidos. “Existe uma
composição de partidos que tende a negociar,
independentemente de qual seja o governo. A
dificuldade se mantém no PL, que tem incentivos
eleitorais para manter o espírito de polarização
ativo até a próxima eleição presidencial”, afirma
Mariana Chaise.
Neste novo mandato, Lula também não terá a “caixa de
ferramentas”, nas palavras de Mariana, que teve em
seus primeiros governos nos anos 2000. As emendas
parlamentares, por exemplo, passaram a ser
impositivas, obrigando o governo a executar gastos
indicados por parlamentares no orçamento público e
acabando com o poder de barganha do presidente.
Fonte: Agência Câmara

27/10/2026 -
Lula poderá indicar ao menos quatro ministros do STF
no novo mandato; veja as vagas
A conta considera a vaga aberta com a
aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em
outubro de 2025, e as aposentadorias compulsórias de
três ministros que completarão 75 anos no período
Reeleito no domingo (25), o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) poderá indicar até quatro
ministros para vagas no Supremo Tribunal Federal
(STF) até o fim de seu mandato, em janeiro de 2031.
A conta inclui a cadeira de Luís Roberto Barroso,
aberta desde sua aposentadoria antecipada em outubro
de 2025, além das aposentadorias compulsórias de
três ministros que completarão 75 anos ao longo do
período.
Um dos nomes mais citados em Brasília para ocupar a
vaga de Barroso é o de Rodrigo Pacheco,
ex-presidente do Senado que assumiu uma cadeira no
Tribunal de Contas da União (TCU) em setembro.
O Planalto não confirma que apoiará a indicação de
Pacheco, mas Lula vem de uma derrota na tentativa de
nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias,
para o cargo. Em abril, Messias foi rejeitado pelo
plenário do Senado por 42 votos a 34. O episódio
marcou a primeira rejeição de um indicado ao STF
desde o governo Floriano Peixoto, no fim do século
XIX.
As outras três vagas que poderão ser preenchidas por
indicações de Lula seguem o calendário de
aposentadorias compulsórias no STF. Luiz Fux,
indicado por Dilma Rousseff em 2011, deixará a Corte
em abril de 2028. Cármen Lúcia, escolhida pelo
próprio Lula em 2006, se aposentará em abril de
2029. Já o decano Gilmar Mendes, nomeado por
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002, deverá
deixar o tribunal em dezembro de 2030.
Dos dez ministros atualmente em atividade, quatro
foram indicados por Lula: Cármen Lúcia, Dias Toffoli,
Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Fonte: InfoMoney

26/10/2026 -
Lula é reeleito presidente do Brasil em virada
histórica
Com mobilização nas redes e nas ruas, candidato
superou adversário
Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, foi reeleito
neste domingo (25) para seu quarto mandato à
Presidência da República pelo Partido dos
Trabalhadores (PT).
Com mais de 98,2% das urnas apuradas, Lula obteve
51,75% dos votos válidos, o equivalente a 64.060.863
votos em uma campanha que tomou fôlego no segundo
turno, a partir de uma reação nas redes sociais e de
manifestações de rua.
Ele venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL).
Nas redes, Lula adotou um tom mais informal,
gravando vídeos em formato selfie e falando
diretamente com o eleitor. Mas a grande guinada
nesse quesito foi a entrada do deputado André
Janones (Rede-MG) na campanha.
Janones criou o grupo “Exército de Lula” no
WhatsApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas
e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da
esquerda nas redes sociais e amplificou a campanha
pró-Lula.
Ao mesmo tempo, a população foi às ruas em atos
espontâneos. Movimentos sociais e estudantes
organizaram várias mobilizações em dezenas de
cidades pelo país. As imagens das ruas tomadas de
vermelho ajudaram a dar o tom de uma virada até
então inédita no segundo turno.
Propostas
Sua campanha trouxe a promessa de continuidade a
políticas adotadas nos últimos quatro anos ou
aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance.
Entre as propostas do plano de governo de Lula,
considerando diferentes áreas de gestão, estão o
aumento do salário mínimo sempre acima da inflação,
investimento em defesa nacional e a criação de um
ministério para a Segurança Pública. A ideia do
ministério é garantir a participação da União nas
políticas de segurança atualmente geridas unicamente
pelos estados.
Seu programa de governo falou em criar “a maior rede
pública de cuidado ao câncer do mundo”. Para isso,
prevê investimentos em diagnóstico e tratamento ao
câncer com técnicas e equipamentos modernos, bem
como a atualização de novos medicamentos
quimioterápicos e imunoterápicos.
Na área de educação, Lula prometeu criar novas
versões do Programa Pé-de-Meia, como o Pé-de-Meia
universitário. O programa Pé-de-Meia foi criado em
2024, em uma versão escolar. Trata-se de um
incentivo financeiro-educacional pago pelo governo
federal para promover a permanência e a conclusão
escolar de pessoas matriculadas no ensino médio
público.
Após enfrentar com soberania o "tarifaço" imposto
pelo governo de Donald Trump, Lula reafirmou o
compromisso em manter relações equânimes,
diplomáticas e comerciais com todos os países do
mundo, fortalecendo a economia nacional, com base na
industrialização, e buscando novos mercados para
exportação.
Fonte: Agência Brasil

26/10/2026 -
Ganhos reais nos salários avançam e devem superar
2025
Levantamento do Dieese aponta crescimento dos
ganhos reais em 2026 e destaca a campanha salarial
dos metalúrgicos da Força Sindical
O crescimento dos reajustes salariais acima da
inflação deve continuar em 2026, superando os
resultados registrados no ano passado, segundo
levantamento divulgado pelo Dieese.
Além disso, os dados mostram estabilidade nas
negociações coletivas, com resultados positivos para
trabalhadores de diferentes categorias, fortalecendo
o poder de compra dos salários brasileiros.
Segundo o boletim
De Olho nas Negociações, do Dieese – Edição nº 73,
os reajustes acima da inflação alcançaram 83,1% em
julho, 90,1% em agosto e 84,7% em setembro.
O levantamento considera acordos e convenções
coletivas registrados no Sistema Mediador do
Ministério do Trabalho e Emprego, além dos
aditamentos negociados entre as partes envolvidas.
Luís Ribeiro, técnico do Dieese e coordenador dos
levantamentos, destaca a estabilidade econômica e
demonstra otimismo quanto à continuidade dos
resultados positivos nas próximas negociações
salariais.
“Não vejo motivos pra esse quadro mudar nos próximos
três meses. Até porque novembro, por exemplo, é a
data-base dos metalúrgicos do Estado de São Paulo,
categoria que geralmente fecha a campanha com ganho
real”.
Economia aquecida favorece reajustes
De acordo com Ribeiro, aproximadamente 85% das
negociações salariais devem garantir aumentos reais
em 2026, percentual que poderá superar os resultados
registrados durante o ano anterior.
Além disso, o crescimento do Produto Interno Bruto,
o aquecimento do mercado interno e o desempenho da
construção civil contribuem para sustentar as
perspectivas positivas atuais.
Exportações brasileiras apresentam crescimento
Enquanto isso, as exportações brasileiras cresceram
9,3% no terceiro trimestre de 2026, alcançando US$
100,73 bilhões, conforme os indicadores econômicos
apresentados na reportagem da Agência Sindical.
Em outubro, as vendas destinadas à União Europeia
registraram crescimento de 34,5%, enquanto as
exportações para a Índia avançaram 87,9%, reforçando
o desempenho comercial brasileiro.
Bets e consumo interno
Por outro lado, uma entidade ligada ao setor
supermercadista identificou crescimento nas vendas e
relacionou esse movimento à proibição das apostas
esportivas, conhecidas como bets.
Segundo essa avaliação, recursos anteriormente
destinados às apostas estariam retornando ao consumo
das famílias, embora a relação apresentada ainda
dependa de comprovação por estudos econômicos.
Fonte: Rádio Peão Brasil

26/10/2026 -
Economista aponta ganhos da 6×1
A Agência Sindical entrevistou Pedro Afonso Gomes.
Ele é economista, atua no BNDES e integra o Conselho
Federal de Economia (Cofecon). Ex-funcionário do
Banco do Brasil, Pedro Afonso também é perito
contábil, especialista na recuperação de empresas.
Ele falou do fim da escala 6×1, da redução da
jornada pra 40 horas e de outros avanços.
Pedro diz:
6×1 – “A Emenda à Constituição teve a cautela
de assegurar um período de transição de 60 dias, ou
seja, até 17 de dezembro do corrente. Período para
que as empresas se adaptem e os Sindicatos possam
atuar”.
Empregos – “Sem dúvida, um dos objetivos do
fim da 6×1 foi abrir novas vagas de trabalho,
observando-se o porte da empresa ou seu setor de
atuação”.
Empresa – “Caberá à empregadora buscar formas
de adaptação e encontrar novas maneiras de
contratação, observando-se as duas folgas semanais
do empregado e o salário, que não pode ser
reduzido”.
Duas folgas – “Cada pessoa utilizará esse dia
da forma que lhe for mais favorável. Pode ser maior
tempo de convivência com a família, pode ser mais
lazer, pode ser também estudar ou mesmo fazer um
bico pra aumentar a renda. Importa que serão duas
folgas na semana”.
Folguista – “A depender do setor, a empresa
contratará folguista para suprir a ausência do
trabalhador com uma folga a mais. Em muitas bases
sindicais, vai ser levado em conta o que estabelece
a Convenção Coletiva da categoria”.
Possibilidade – “A reforma trabalhista de
2017 ampliou as formas de contrato e de contratação
e, sem dúvida, as empresas irão buscar essas saídas,
desde que não descumpram as Convenções das
categorias”.
40 horas – “Para caber 44 horas numa jornada
de segunda a sexta, o empregado terá que, de segunda
a sexta, ou seja, em cinco dias, trabalhar 8 horas e
48 minutos”.
Família – “Um dia a mais de folga beneficia o
trabalhador e a família, com mais tempo para a
convivência, cuidar dos filhos, zelar pela educação
e tratar de assuntos domésticos. Há um evidente
ganho na qualidade de vida, inclusive no que diz
respeito à saúde física e mental”.
Economia – “Temos visto um quadro estável na
economia nacional e com avanços. O fim da bets,
agora proibidas por Lula, já mostra que parte
daquele dinheiro hoje está direcionada para compra
de alimentos, remédios e outros gêneros de primeira
necessidade”.
Mais – Site do Cofecon
Fonte: Agência Sindical

26/10/2026 -
Combate ao racismo nas relações de trabalho será
tema de audiência pública no TST
Contribuições serão recebidas para a
implementação da Convenção Interamericana contra o
Racismo
Como promover ações afirmativas e combater racismo
nas relações de trabalho? Esta será uma das questões
que a sociedade poderá responder em audiência
pública no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no
dia 3 de novembro, das 9h30 às 12h30. A audiência
trata da implementação da Convenção Interamericana
contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas
Correlatas de Intolerância nas relações de trabalho
e será transmitido ao vivo pelo canal oficial do TST
no YouTube.
Estarão em foco os artigos 5º a 9º da Convenção e
buscará contribuir para o fortalecimento de ações
afirmativas, o engajamento da iniciativa privada no
enfrentamento ao racismo e a formulação de
recomendações técnicas para o sistema de justiça.
Promovida pelo Programa de Equidade do TST, em
parceria com a EDUCAFRO Brasil, o Conselho Nacional
de Justiça (CNJ) e o Ministério Público do Trabalho
(MPT), a audiência reunirá especialistas,
magistrados, advogados e representantes da sociedade
civil.
Acompanhe
Data: 3 de novembro de 2026 (terça-feira)
Horário: das 9h30 às 12h30
Local: Sala de Sessões da 6ª Turma do TST
Transmissão ao vivo:
canal oficial
do TST no YouTube
Fonte: TST

26/10/2026 -
Trabalho habitual em folgas descaracteriza escala
3x3, decide 9ª Câmara
A 9ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª
Região declarou inválida a escala de trabalho 3x3
adotada por uma fabricante de embalagens metálicas
ao concluir que a empresa exigia, de forma habitual,
a prestação de serviços em dias destinados às
folgas. Para o colegiado, a prática descaracterizou
o regime de compensação de jornada previsto em
acordo coletivo, resultando na condenação ao
pagamento, como extras, das horas trabalhadas além
da 8ª diária e da 44ª semanal, e também da
remuneração pelo intervalo intrajornada parcialmente
suprimido.
Ao apreciar os pedidos, o Juízo da Vara do Trabalho
de Itu considerou válida a escala 3x3 prevista em
acordo coletivo e entendeu que a prova produzida não
afastava a regularidade do regime de compensação.
Contudo, em sede recursal, a relatora do acórdão,
desembargadora Cinthia Maria da Fonseca Espada,
observou que o acordo coletivo não autorizava
expressamente a prorrogação da jornada em ambiente
insalubre, nem dispensava a licença prévia
determinada pelo artigo 60 da CLT. Além disso, a
decisão destacou que a prova oral, corroborada pelos
cartões de ponto, demonstrou que o empregado
trabalhava habitualmente em dias destinados ao
descanso, chegando a prestar serviços por quatro
dias consecutivos e usufruir apenas um dia de folga.
Segundo o acórdão, embora a prestação habitual de
horas extras não invalide, por si só, um acordo de
compensação de jornada, o mesmo não ocorre quando há
trabalho frequente nos dias reservados ao repouso,
hipótese em que a escala deixa de ser observada nos
moldes pactuados.
O colegiado também reconheceu que os registros de
jornada não refletiam integralmente a realidade, ao
constatar que o trabalhador permanecia, em média,
duas vezes por semana, por mais 30 minutos em
reuniões após o expediente e usufruía apenas 20
minutos de intervalo intrajornada, apesar da
pré-assinalação de uma hora nos cartões de ponto.
Com a invalidação da escala 3x3, a empresa foi
condenada ao pagamento, como extras, das horas
trabalhadas além da 8ª diária e da 44ª semanal, de
forma não cumulativa, com adicional normativo de
67%, além da remuneração correspondente aos 40
minutos diários de intervalo intrajornada suprimido.
Processo nº 0011014-11.2025.5.15.0018
Fonte: TRT15

23/10/2026 -
MTP libera participação eleitoral sindical
O Ministério Público do Trabalho reafirmou que os
Sindicatos têm direito de manifestar posicionamentos
políticos durante as eleições, respeitando a
legislação eleitoral.
Segundo a Nota Técnica PGT/MPT 6/2026, de 21 de
outubro, a liberdade sindical também assegura às
entidades participação ativa no debate político e
democrático.
O documento destaca que organizações sindicais podem
apoiar ou se opor a candidaturas, manifestando suas
posições sobre projetos políticos que afetam os
trabalhadores.
Legitimidade
O MPT reconhece a legitimidade dos Sindicatos para
defender propostas de governo, especialmente as
relacionadas aos direitos trabalhistas, condições de
trabalho e emprego.
Dirigentes e entidades sindicais possuem proteção
contra censura e intimidação, não podendo sofrer
punições por expressar posicionamentos políticos de
maneira legítima publicamente.
Mas a legislação eleitoral fixa limites para essa
participação, proibindo entidade sindical de doações
financeiras ou contribuições econômicas ao
financiamento de campanhas eleitorais.
Trabalhadores e democracia
O Ministério Público reforça a importância da
liberdade de expressão sindical e reconhece o papel
das entidades à sociedade democrática.
Permitida também que sindicatos apresentem
reivindicações, debatam propostas e defendam
políticas públicas capazes de melhorar as condições
de vida da classe trabalhadora brasileira.
A Nota destaca que o exercício legítimo da atividade
sindical não deve sofrer restrições indevidas, desde
que respeite as normas estabelecidas pela legislação
eleitoral vigente.
Por fim, o material sintetiza a importância dessa
participação com a mensagem: “Defender os
trabalhadores também é participar da democracia”,
reafirmando o compromisso com direitos sociais.
A NOTA NA ÍNTEGRA –
Clique aqui e leia a Nota Técnica PGT/MPT 6/2026
Fonte: Agência Sindical

23/10/2026 -
A jornada de trabalho entra para história e para
disputa pelo Brasil
Vitória por 75 a 1 no Senado marca conquista
histórica dos trabalhadores, mas avanço enfrenta
risco de retrocesso na disputa eleitoral e na
composição do Congresso.
A aprovação, pelo Senado, dia 14, da redução da
jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, por
retumbante placar de 75 votos a 1, não foi
acontecimento trivial. É o resultado de saga de
lutas sociais e sindicais que atravessa décadas e
remonta à Assembleia Nacional Constituinte de
1987-1988, quando a mobilização dos trabalhadores
conquistou a redução da jornada semanal de 48 para
44 horas semanais.
De lá para cá, passaram-se quase 5 décadas. Não é
pouco tempo ou pouca coisa do ponto de vista
histórico.
O que está em jogo agora, portanto, vai muito além
de mudança na organização do trabalho. Trata-se de
conquista civilizatória, construída contra a
resistência dos setores empresariais que,
historicamente, tratam o tempo de vida dos
trabalhadores como extensão dos interesses do
capital.
A dimensão desse feito merece dissertações de
mestrado, teses de doutorado e estudos que recuperem
a trajetória de gerações de trabalhadores,
dirigentes sindicais e parlamentares comprometidos
com a ampliação de direitos.
Não se trata de equiparar acontecimentos de
naturezas distintas, mas de reconhecer que as
grandes transformações sociais, assim como outros
momentos decisivos da história, alteram relações de
poder e abrem novos horizontes para a humanidade.
A redução da jornada e o fim da escala 6×1 podem
representar uma dessas mudanças. Afinal, trabalhar
menos não significa apenas dispor de mais horas de
descanso. Significa ampliar o tempo para conviver
com a família, estudar, cuidar da saúde, participar
da vida comunitária e exercer plenamente a
cidadania.
Significa, sobretudo, afirmar que a vida não pode
ser subordinada indefinidamente à lógica do lucro,
que apenas o capital se apropria.
Tempo livre também é direito
A escala 6×1, que submete milhões de trabalhadores a 6
dias de trabalho para apenas 1 de descanso,
tornou-se símbolo de realidade incompatível com as
possibilidades de sociedade que dispõe de mais
tecnologia, produtividade e conhecimento do que em
qualquer outro momento da história.
Se a humanidade desenvolveu instrumentos capazes de
produzir mais em menos tempo, por que os ganhos
dessa evolução devem beneficiar quase exclusivamente
os donos do capital? Por que o avanço tecnológico
precisa significar, para tantos trabalhadores,
intensificação do ritmo de trabalho, insegurança e
exaustão?
A resposta passa pela disputa sobre quem se apropria
da riqueza produzida coletivamente. A redução da
jornada sem redução salarial enfrenta precisamente
esse problema: busca distribuir de maneira mais
justa os frutos do desenvolvimento econômico e
tecnológico.
Não por acaso, a resistência empresarial foi tão
intensa. O argumento de que a mudança seria
inviável, destruiria empregos ou comprometeria a
economia repete a velha fórmula usada contra
direitos trabalhistas em diferentes épocas.
A mesma lógica acompanhou a luta pelo fim da
escravidão, pela limitação da jornada, pelo descanso
semanal remunerado, pelas férias e pelo 13º salário.
Direitos que hoje parecem elementares também foram
apresentados, em seu tempo, como ameaças à
sobrevivência das empresas. A história demonstra que
a resistência dos interesses estabelecidos não é
prova de que a conquista seja impossível, mas
frequentemente de que essa altera a distribuição de
poder e renda.
Conquista e as urnas
É nesse contexto que a redução da jornada e o fim da
escala 6×1 adquirem importância capital e decisiva
para a reta final da disputa presidencial de 2026.
A vitória no Senado não encerra a batalha. Abre nova
etapa, na qual a sociedade precisará defender o
avanço conquistado e impedir que a correlação de
forças políticas transforme essa vitória social em
mais uma promessa frustrada.
A eleição, portanto, não se resume à escolha de
presidente. Envolve também a definição do rumo dos
direitos sociais, das relações de trabalho e do
papel do Estado na construção do País com menos
desigualdade.
De um lado, está a perspectiva de consolidar a
conquista, assegurar sua implementação e avançar na
melhoria das condições de vida dos trabalhadores. De
outro, a possibilidade de um governo de Flávio
Bolsonaro (PL), apoiado por Congresso de perfil
fortemente e majoritariamente reacionário, abrir
caminho para desmontar direitos e reverter avanços
obtidos a duras penas.
Não se deve tratar como fato consumado eventual
revogação da medida. Mas tampouco se pode ignorar o
risco político. Um governo comprometido com a agenda
de desregulamentação do trabalho, respaldado por
maioria parlamentar hostil aos direitos sociais,
teria instrumentos para tentar restringir o alcance
da conquista, alterar sua regulamentação ou promover
retrocessos legislativos.
É justamente por isso que o resultado eleitoral
importa. Eventual vitória de Flávio Bolsonaro não
significaria, automaticamente, o fim da redução da
jornada, mas poderia criar condições políticas para
ofensiva contra essa e outras conquistas da classe
trabalhadora.
A experiência brasileira recente, marcada por
reformas que destruíram direitos e enfraqueceram a
proteção social, recomenda que ninguém subestime
esse perigo.
Congresso e luta de classes
O placar de 75 a 1 no Senado revela a força social que
a reivindicação alcançou. Mas seria erro interpretar
essa votação como prova de que o Congresso, em sua
maioria, abandonou a agenda de retrocessos ou passou
a defender os interesses dos trabalhadores.
A votação expressiva também pode refletir o peso da
pressão popular, a força da mobilização sindical e o
custo eleitoral de se opor abertamente à demanda que
conquistou amplo apoio. Em ano eleitoral,
parlamentares sabem que votar contra medidas dessa
natureza pode ter consequências nas urnas.
É preciso, portanto, distinguir o voto favorável à
proposta da disposição efetiva de defendê-la até o
fim. A história política brasileira está repleta de
exemplos de forças que, diante da pressão social,
recuam momentaneamente, mas voltam à ofensiva quando
encontram condições e ambientes mais favoráveis.
O Congresso eleito em outubro de 2026 poderá ser
ainda mais hostil aos direitos sociais. Se essa
composição se combinar com governo de extrema
direita, o risco de retrocesso será considerável. A
defesa da conquista exigirá vigilância permanente,
mobilização sindical, participação popular e pressão
sobre os representantes eleitos.
Vitória que precisa ser defendida
A redução da jornada e o fim da escala 6×1 não
pertencem, isoladamente, a um partido, a um governo
ou a um grupo de parlamentares. Trata-se de
conquista da classe trabalhadora, fruto de luta
coletiva que atravessou gerações. Mas o
reconhecimento de sua origem não elimina a dimensão
política de sua defesa: direitos não sobrevivem por
inércia, muito menos quando interesses poderosos
trabalham para restringi-los.
A tarefa do movimento sindical agora é transformar a
vitória legislativa em direito efetivo, mobilizando
as categorias, esclarecendo a sociedade e cobrando o
cumprimento das medidas aprovadas. A tarefa das
forças comprometidas com a democracia e a justiça
social é impedir que a disputa eleitoral abra as
portas para nova onda de retirada de direitos.
O que se decide nas urnas, assim, ultrapassa os
limites de mandato presidencial. Está em jogo se o
Brasil avançará na direção de sociedade em que o
trabalho seja instrumento de dignidade e realização
humana ou se continuará submetendo a vida de milhões
de pessoas às exigências de mercado que não
reconhece limites para empoderar e fazer crescer o
lucro do capital.
A história não está escrita de antemão. A vitória de
75 a 1 no Senado demonstra que a mobilização social
pode romper resistências aparentemente
intransponíveis. Mas também ensina que nenhuma
conquista está definitivamente assegurada enquanto
houver forças dispostas a revertê-la.
A classe trabalhadora conquistou o direito de
trabalhar menos. Agora, precisa impedir que as urnas
entreguem a quem deseja retirar direitos o poder de
devolver o Brasil ao passado.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Portal Vermelho

23/10/2026 -
11,5 milhões de eleitores admitem mudar de voto,
aponta Indexa
A três dias da votação, pesquisa mostra que 7,3%
dos eleitores ainda admitem rever a escolha, ante
11,5% na rodada anterior. Entre os eleitores de
centro, percentual chega a 13,3%.
A três dias do segundo turno, cerca de 11,5 milhões
de brasileiros ainda admitem mudar de candidato na
eleição presidencial. Embora expressivo, esse
contingente encolheu: a parcela de eleitores
dispostos a rever a escolha caiu de 11,5% para 7,3%
entre as duas rodadas da pesquisa Indexa/Broadcast,
divulgada nesta quinta-feira (22). Ao mesmo tempo, o
percentual dos que consideram seu voto definitivo
subiu de 85,5% para 89,8%. Outros 2,9% não souberam
responder. Os resultados mostram um eleitorado mais
decidido na reta final da disputa entre Flávio
Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
A estimativa de 11,5 milhões corresponde à aplicação
dos 7,3% ao eleitorado brasileiro. Não se trata
necessariamente de pessoas indecisas: são eleitores
que podem já ter escolhido um candidato, mas admitem
reconsiderar a decisão. O levantamento também aponta
empate técnico entre Flávio e Lula. Nos votos
válidos, o senador aparece com 50,6%, contra 49,4%
do presidente.
Eleitores de centro são os mais abertos à mudança
Entre os entrevistados que se identificam
politicamente com o centro, 13,3% admitem rever o
voto, quase o dobro da média nacional. Outros 83,5%
afirmam que sua escolha é definitiva. A convicção é
elevada entre os apoiadores dos dois candidatos: 95%
dos eleitores de Flávio e 93% dos de Lula afirmam
que não pretendem mudar de voto.
"A pesquisa mostra que os dois candidatos chegam à
reta final com bases eleitorais bastante
consolidadas. O desafio das campanhas é encontrar
votos fora desses grupos. Em uma eleição tão
equilibrada, conquistar uma pequena parcela dos
indecisos, reduzir a abstenção ou convencer
eleitores do adversário pode fazer a diferença",
afirma Arilton Freres, sociólogo e CEO da Indexa
Pesquisas.
Disposição para mudar varia por região e renda
O Sul apresenta a maior proporção de eleitores que
admitem rever a decisão: 9,8%. Na região, 86,9%
consideram seu voto definitivo, percentual inferior
à média nacional. A renda familiar também está
associada ao grau de convicção. Entre os brasileiros
que recebem mais de cinco salários mínimos, 94%
afirmam estar decididos. A proporção cai para 89%
entre aqueles com renda de dois a cinco salários
mínimos e para 86,8% entre os que vivem com até dois
salários mínimos. As diferenças entre regiões e
faixas de renda devem ser interpretadas com cautela,
porque esses recortes possuem margens de erro
superiores à da pesquisa nacional.
Ausentes representam outro grupo
Além dos eleitores que admitem mudar de candidato, há
os que não compareceram ao primeiro turno. Segundo
dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados
pela pesquisa, aproximadamente 33,4 milhões de
brasileiros deixaram de votar em 4 de outubro. Parte
deles pode comparecer no domingo, mas não é possível
saber, a partir desse dado, quantos já têm
preferência definida.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone nos
dias 20 e 21 de outubro. O levantamento tem
abrangência nacional, margem de erro de 2,2 pontos
percentuais, nível de confiança de 95% e registro no
TSE sob o número BR-02348/2026.
Fonte: Congresso em Foco

23/10/2026 -
Projeto estabelece regras de saúde e ergonomia para
trabalhadores do setor têxtil
Texto está em análise na Câmara dos Deputados
O Projeto de Lei 3404/26 altera a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) para criar medidas
específicas de proteção à saúde, à segurança e à
ergonomia dos trabalhadores da indústria têxtil.
A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, é de
autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).
As novas regras estabelecem que os empregadores
deverão adotar ações permanentes de prevenção de
riscos e fornecer gratuitamente equipamentos de
proteção individual, em perfeito estado de
conservação e funcionamento, sem afastar a obrigação
de aplicar medidas coletivas de controle.
Ergonomia
O texto prevê a obrigatoriedade de adequações
ergonômicas nos locais de trabalho. Entre as
exigências estão:
- assentos compatíveis com a atividade;
- apoios para postura adequada;
- iluminação apropriada; e
- diminuição dos riscos decorrentes de movimentos
repetitivos.
Os estabelecimentos também deverão promover:
- capacitação periódica em segurança;
- programas de orientação ergonômica;
- manutenção preventiva de máquinas;
- ventilação adequada; e
- controle ambiental.
O projeto assegura ainda aos trabalhadores o direito
à realização dos exames ocupacionais previstos na
legislação trabalhista.
Matéria completa:
https://www.camara.leg.br/noticias/1312650-projeto-estabelece-regras-de-saude-e-ergonomia-para-trabalhadores-do-setor-textil
Fonte: Agência Câmara

22/10/2026 -
O Movimento
Sindical vive
Conheça os riscos de um governo extremista e como
o Movimento Sindical atua para proteger os direitos
dos trabalhadores e aposentados.
Conquistamos o fim da escala 6×1! Agora, a nossa
missão é reeleger o presidente Lula para continuar
garantindo avanços para a classe trabalhadora, criar
novos programas sociais, aprimorar os já existentes,
buscar a igualdade de oportunidades, investir na
educação, qualificar nosso povo e ampliar as
oportunidades com as novas tecnologias. Tudo isso
com a defesa da nossa soberania e da nossa
democracia e a garantia de um futuro com liberdade.
Essa missão tem prazo curto e exige que
intensifiquemos nosso trabalho imediatamente.
Precisamos mostrar a cara com coragem, gravar vídeos
e esclarecer a população.
Alerte os aposentados e pensionistas sobre os riscos
reais de um governo fascista de extrema-direita para
os seus benefícios, inclusive a ameaça concreta de
perda do poder de compra. Quem tem mais de 70 anos
não é obrigado a votar, mas combater o fascismo é um
dever de todos. Vamos à luta mais uma vez!
É hora de erguer nossas bandeiras e entrar com tudo
nessa batalha. Forças externas tentam influenciar o
nosso pleito, e não faltam recursos para a campanha
da extrema-direita. O histórico do candidato desse
campo é um lamaçal de corrupção e má conduta — não
há nada de bom em sua trajetória política.
Vendilhões da pátria não podem ocupar os cargos mais
altos do país.
A extrema-direita entreguista já conquistou a
maioria no Congresso Nacional. Não podemos entregar
também o Executivo federal a esse grupo, ou o caos
estará instalado. Por tudo isso e pelo futuro dos
nossos filhos, netos e bisnetos, devemos lutar com
todas as nossas forças.
A luta faz a lei! A vitória sobre a escala 6×1 é a
prova viva disso. O seu voto faz a diferença.
Acredite: quando todos se unem por um mesmo
objetivo, ninguém nos segura.
Vamos juntos construir o Brasil com que sonhamos e
que merecemos!
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente
do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força Sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/10/2026 -
Lula e Flávio estão praticamente empatados, segundo
a Quaest
Flávio tem 45% das intenções de voto, contra 44%
de Lula, a quatro dias do segundo turno. Rejeição ao
petista caiu de 53% para 47%, enquanto a do senador
recuou de 54% para 52%.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21)
mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das
intenções de voto para presidente da República,
contra 44% do presidente Lula (PT). A quatro dias do
segundo turno, marcado para domingo (25), os
candidatos estão praticamente empatados
numericamente. Como a diferença está dentro da
margem de erro, que é de dois pontos para mais ou
para menos, os dois estão em empate técnico.
Encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, o
levantamento mostra que a distância numérica entre
os candidatos passou de dois para um ponto
percentual em relação à pesquisa anterior, divulgada
na semana passada. Flávio oscilou de 46% para 45%,
enquanto Lula permaneceu com 44%. As variações estão
dentro da margem de erro.
Considerados apenas os votos válidos, excluídos
brancos, nulos e indecisos, Flávio teria
aproximadamente 50,6% e Lula, 49,4%. Os percentuais
foram calculados a partir dos números arredondados
divulgados pela Quaest.
Rejeição a Lula cai seis pontos
Uma das principais mudanças da pesquisa está nos
índices de rejeição. O percentual de eleitores que
dizem não votar em Lula caiu de 53% para 47%, uma
redução de seis pontos percentuais em uma semana.
A rejeição a Flávio Bolsonaro passou de 54% para
52%, dois pontos a menos. Com isso, a diferença
entre os índices de rejeição dos adversários
aumentou de um para cinco pontos percentuais, com o
senador registrando a maior resistência entre os
entrevistados.
Embora Lula tenha apresentado a maior redução na
rejeição, o resultado não se traduziu em crescimento
das intenções de voto na pesquisa estimulada,
modalidade em que o petista permaneceu com 44%.
Empate também na pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos
não são apresentados aos entrevistados, Lula e
Flávio aparecem numericamente empatados, com 40% das
intenções de voto cada um.
O percentual de indecisos nessa modalidade dobrou em
uma semana, passando de 7% para 14%. Já na pesquisa
estimulada, os indecisos representam apenas 2% dos
entrevistados, ante 1% na rodada anterior.
A diferença entre as duas modalidades mostra que
parte dos eleitores que não cita espontaneamente um
candidato consegue indicar uma preferência quando os
nomes são apresentados.
Pesquisa após debate e fim da escala 6x1
A nova rodada da Quaest foi realizada entre sábado
(17) e terça-feira (20), depois da promulgação da
emenda constitucional que acabou com a escala 6x1 e
estabeleceu a redução gradual da jornada máxima
semanal de 44 para 40 horas, uma das principais
bandeiras eleitorais de Lula.
O período também abrangeu o primeiro debate entre os
presidenciáveis no segundo turno, promovido pela
Band no domingo (18), e as repercussões das
entrevistas concedidas pelos candidatos à TV Globo.
No sábado à noite, Lula também foi alvo de acusações
da lobista Roberta Luchsinger, em entrevista à CNN
Brasil.
Nos últimos dias, a campanha passou a registrar uma
disputa mais intensa em torno do futuro do Bolsa
Família. Parte desse embate, porém, ganhou força no
último dia de entrevistas. A pesquisa não permite
estabelecer uma relação direta entre esses
acontecimentos e as oscilações registradas.
A Quaest ouviu 2.154 eleitores de 16 anos ou mais,
entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois
pontos percentuais, para mais ou para menos, com
nível de confiança de 95%. O levantamento está
registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob
o número BR-08535/2026.
Fonte: Congresso em Foco

22/10/2026 -
Ministro da Fazenda alerta para ‘calote geral’ com
proposta de Flávio Bolsonaro
Dario Durigan classificou como inviável a
promessa do candidato do PL de suspender pagamentos
e comprar dívidas bancárias
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta
terça-feira (20), o ministro da Fazenda, Dario
Durigan, foi direto ao rebater a proposta
apresentada por Flávio Bolsonaro no debate
presidencial da Band dois dias antes e alertando
para um “calote”. Para Durigan, a ideia de comprar
dívidas bancárias e suspender temporariamente os
pagamentos de consumidores e empresas é impossível
de implementar e causaria danos concretos a quem
depende de financiamentos.
“Nenhum governo tem o poder de implementar um calote
geral na economia que, na prática, travaria todos os
sistemas de crédito”, afirmou o ministro no vídeo. A
declaração resume o argumento central de Durigan: a
proposta não aliviaria o endividamento, mas
comprometeria as bases do crédito no país.
Os riscos de um ‘calote geral’
Durigan detalhou os efeitos em cadeia que, segundo
ele, decorreriam da suspensão generalizada de
pagamentos por até um ano. O argumento central é que
o sistema financeiro depende do fluxo contínuo de
recebimentos para liberar novos recursos, e uma
interrupção nessa escala secaria a oferta de crédito
para toda a economia.
“Se o sistema financeiro fica sem receber trilhões
de reais por até um ano, não haverá recurso para
esses novos créditos e, no limite, nem para
devolução do dinheiro que você tem em investimento e
depositado em contas bancárias”, disse o ministro.
Na prática, isso significaria o travamento de
financiamentos imobiliários, compras de
eletrodomésticos, capital de giro para empresas e
crédito rural.
Durigan também desmontou a ideia de que a carência
representaria alívio real para os devedores. Segundo
ele, a suspensão dos pagamentos não equivale ao
perdão das dívidas: os juros continuariam correndo
sobre os valores devidos durante todo o período.
“Você continua endividado nessa proposta e os juros
continuam aumentando a sua dívida”, afirmou.
A proposta de Flávio Bolsonaro
No debate presidencial da Band, realizado no domingo
(18), Flávio Bolsonaro prometeu, caso eleito,
conceder carência de seis meses para pessoas físicas
e de um ano para empresas no pagamento de dívidas em
atraso. O candidato do PL também defendeu a compra
dessas dívidas pelo governo, com descontos
negociados diretamente com as instituições
financeiras, combinada à oferta de crédito barato e
de longo prazo.
“No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida
dos bancos. E o que vai acontecer com isso? Vai ser
já por um valor muito menor”, disse Flávio Bolsonaro
durante o debate. O candidato afirmou ainda que
pretende abrir espaço de mais de R$ 200 bilhões no
Orçamento federal para viabilizar a quitação de
dívidas da população, mas não detalhou como
operacionalizaria a medida. A campanha de Flávio
Bolsonaro não havia se manifestado sobre as críticas
de Durigan até o fechamento desta nota.
Fonte: Revista Fórum

22/10/2026 -
Voto no 2º turno também vale como Prova de Vida do
INSS
Comparecimento às urnas é registrado pelo TSE e
pode dispensar beneficiários de realizar outro
procedimento para comprovar que estão vivos.
Os beneficiários do INSS que comparecerem às urnas
no segundo turno das eleições de 2026, em 25 de
outubro, poderão ter a Prova de Vida atualizada
automaticamente. Quem não votou no primeiro turno
também poderá ter o comparecimento ao segundo turno
considerado nesse processo.
O TSE compartilha os dados de comparecimento com o
INSS, que utiliza essas informações para comprovar a
vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do
Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A medida evita que o beneficiário precise realizar
outro procedimento, como comparecer a uma agência do
INSS ou ao banco onde recebe o benefício.
Prova de Vida
A Prova de Vida é uma verificação anual para confirmar
que o titular de um benefício de longa duração
continua vivo e garantir a manutenção dos
pagamentos. O INSS realiza o procedimento
principalmente por meio do cruzamento de informações
de bases de dados públicas.
A votação nas eleições está entre os eventos
utilizados pelo instituto para essa comprovação.
E quem não votar?
Não há problema. O INSS continuará buscando outros
registros para confirmar a Prova de Vida.
A comprovação de vida não tem relação com a
liberação de empréstimo consignado, que segue
critérios próprios.
Como fazer a Prova de Vida?
Se o INSS não conseguir confirmar a Prova de Vida pelo
cruzamento de dados, o beneficiário será notificado
sobre a necessidade de regularização. Nesse caso, o
procedimento poderá ser realizado pelo aplicativo ou
site Meu INSS ou no banco onde o benefício é
recebido.
Serviço
Para consultar a situação da Prova de Vida, o
beneficiário pode acessar o Meu INSS ou ligar para o
telefone 135.
Fonte: Congresso em Foco

22/10/2026 -
Projeto pune fraude por desconto indevido em folha
de pagamento
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado
O Projeto de Lei 3312/26 tipifica como crime a
fraude mediante desconto indevido em folhas de
pagamento, benefícios previdenciários ou
assistenciais, pensões e proventos. A proposta está
em análise na Câmara dos Deputados.
Pelo texto, a pena para quem obtiver vantagem
ilícita por meio da inserção, autorização ou
cobrança de desconto não autorizado no salário ou em
benefício da vítima será de reclusão de quatro a
oito anos, além de multa.
A punição poderá ser aumentada de um terço ao dobro
se o crime for cometido com o uso de pessoas
jurídicas, sindicatos, associações ou plataformas
digitais com o objetivo de dar aparência de
legalidade à cobrança.
Proteção à renda
A proposta altera o Código Penal, a Lei de Combate ao
Crime Organizado e a Lei de Lavagem de Dinheiro para
endurecer as punições contra a prática.
Na justificativa, o autor do projeto, deputado Fred
Linhares (Republicanos-DF), disse que os descontos
indevidos em folha, por serem mensais, automatizados
e, em geral, de baixo valor unitário, dificultam a
percepção imediata pela vítima.
“Aquele que ataca o salário, a aposentadoria, a
pensão ou o benefício de uma pessoa não pratica
apenas uma fraude patrimonial comum. Lesa a
dignidade da vítima, a capacidade de pagar as
despesas básicas”, afirmou o parlamentar.
Próximos passos
O projeto será analisado pelas comissões de Segurança
Pública e Combate ao Crime Organizado; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida,
será votado pelo Plenário.
Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

21/10/2026 -
Aos 80
anos, CNTI mira o futuro
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) lança revista alusiva aos seus 80
anos. Uma das mais tradicionais e sólidas
Confederações brasileiras, a entidade avalia sua
trajetória e também traça planos para o futuro.
Nesta segunda, 19, a Agência Sindical ouviu José
Reginaldo Inácio, eletricitário de Minas Gerais, que
hoje preside a CNTI, durante anos dirigida pelo
histórico José Calixto Ramos.
A Confederação, entre outras ações, teve uma atuação
destacada durante a Assembleia Nacional
Constituinte, quando ajudou a reafirmar o padrão de
organização sindical, hoje contemplada no Artigo 8º
da Constituição.
A esse respeito, o presidente Reginaldo comenta: “A
organização sindical, com unicidade e por categoria,
ganha ainda mais relevância num momento de avanço
das forças de direita e dos que buscam desarticular
as entidades representativas dos trabalhadores”.
Para o sindicalista, o Brasil tem a tarefa urgente
de reindustrializar-se. Ele considera importante a
NIB (Nova Indústria Brasil), mas observa que “o
programa ficou muito restrito aos interesses do
governo e da indústria, sem ouvir o trabalhador e
contemplar nossos pontos de vista e interesses”.
Conhecida por seus cursos de qualificação e formação
sindical, a Confederação viu-se obrigada a reduzir
esse investimento, como consequência da reforma
trabalhista de 2017, que afetou duramente as
finanças sindicais.
Para o presidente da CNTI, “o sistema S poderia ser
mais efetivo na qualificação profissional, incluindo
também a formação do trabalhador, reservando mais
espaço para sua participação no próprio processo
industrial”. A presença sindical no Sistema S, ele
avalia, é insuficiente.
Em setembro, a Confederação realizou a Plenária
Nacional CNTI 80 Anos, em Luziânia (GO), com
participação, entre outros, da presidente do Diap,
Rita Serrano, e André dos Santos, da assessoria
parlamentar do órgão. O evento abordou temas como a
precarização das relações de trabalho, pejotização,
impactos da inteligência artificial, redução da
jornada, formação sindical e a necessidade de
renovar a participação de mulheres e jovens nas
entidades. O evento produziu a
Carta de Luiziânia.
Pedagogo, com diversos cursos superiores, entre os
quais Mestrado e Doutorado, sempre ligados a temas
voltados ao mundo do trabalho, José Reinaldo Inácio
prega a formação continuada dos dirigentes
sindicais. Para o presidente da CNTI, uma das
tarefas da entidade é “fortalecer os Sindicatos,
ampliar a participação das bases e garantir que os
avanços tecnológicos e produtivos se traduzam em
melhores condições de vida para os trabalhadores”.
80 anos – A CNTI foi fundada em 19 de julho
de 1946.
Mais – Site da
CNTI e
Diap.
Fonte: Agência Sindical

21/10/2026 -
Reajuste salarial acima da inflação alcança 86% das
negociações em 2026, aponta DIEESE
As negociações salariais no Brasil mantêm trajetória
de valorização em 2026. No acumulado de janeiro a
setembro, 86,1% das 15.122 negociações coletivas
analisadas pelo DIEESE garantiram reajustes
superiores à variação do INPC-IBGE, assegurando
aumento real para os trabalhadores.
Os dados constam na edição nº 73 do boletim De Olho
nas Negociações, elaborada a partir do sistema
Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
até 9 de outubro. O estudo indica que apenas 3,4%
dos acordos no ano ficaram abaixo da inflação,
enquanto 10,5% tiveram reposição idêntica ao índice
inflacionário.
No mês de setembro, das 242 negociações registradas,
84,7% obtiveram ganho real e 9,1% empataram com o
INPC. A variação real média do mês fixou-se em 1,08%
acima da inflação, ritmo superior ao registrado em
setembro de 2025 (0,80%), mas levemente inferior ao
do mês de agosto (1,12%).
O levantamento também apontou baixa incidência no
parcelamento dos reajustes, aplicado em 1,2% dos
acordos em setembro e em 1,0% no acumulado do ano.
Já o pagamento via reajustes escalonados esteve
presente em 17,5% das negociações de setembro e em
12,9% dos acordos acumulados em 2026.
No recorte por setores econômicos, comércio,
indústria e serviços tiveram desempenho similar, com
ganhos reais em cerca de 87% dos casos. O setor de
serviços liderou a maior variação real média do ano
(1,45%), seguido pelo comércio (1,34%) e pela
indústria (1,26%).
Por outro lado, o setor rural registrou os menores
índices do estudo, com ganho real em 71,6% dos
acordos e média de 1,05% acima do INPC. Na análise
regional, Centro-Oeste, Sudeste e Sul destacaram-se
com reajustes acima da inflação em ~87% dos casos,
tendo o Centro-Oeste a maior média real do país
(1,54%).
O piso salarial médio nacional negociado em 2026
ficou em R$ 1.957, com valor mediano em R$ 1.820.
Entre os setores, os serviços apresentaram o maior
piso médio (R$ 2.002), enquanto a região Sul
registrou o maior piso médio regional do Brasil (R$
2.028).
Para as negociações com data-base em outubro de
2026, o DIEESE indica que o reajuste necessário para
repor a inflação acumulada nos últimos 12 meses será
de 4,29%.
Fonte: Mundo Sindical

21/10/2026 -
Nova jornada fortalece papel dos sindicatos
Cartilha do DIAP detalha regras de transição,
negociação coletiva e garantias que deverão ser
observadas na implementação das mudanças
A redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais e a ampliação do repouso remunerado abrem
uma nova etapa para a atuação dos sindicatos
brasileiros. É o que destaca a cartilha
Nova Jornada de Trabalho no Brasil, lançada pelo
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(DIAP), que analisa as disposições da Emenda
Constitucional nº 141/2026 e explica os desafios de
sua implementação.
A publicação mostra que a mudança vai além da
reorganização dos horários. Com a substituição da
escala 6x1 pela 5x2, as entidades sindicais terão
papel fundamental na revisão de acordos, na
adaptação das condições de trabalho e na
fiscalização do cumprimento dos direitos
assegurados. A negociação coletiva será
especialmente importante nos setores que possuem
jornadas diferenciadas ou funcionamento contínuo.
Um dos principais pontos de atenção é a adequação
das convenções e dos acordos coletivos. Conforme a
nova legislação, cláusulas incompatíveis com as
disposições constitucionais sobre duração do
trabalho e repouso semanal remunerado perderão seus
efeitos dois meses após a publicação da emenda. Isso
exigirá das entidades representativas uma avaliação
dos instrumentos em vigor e das condições
específicas de cada categoria.
A cartilha também esclarece que a negociação
coletiva poderá estabelecer, excepcionalmente,
regimes compensatórios de descanso. Nesses casos,
deverá ser assegurada a média de dois dias de
repouso remunerado por semana dentro do
mês-calendário, com pelo menos um dia de folga no
período máximo de uma semana. A possibilidade de
flexibilização, portanto, está condicionada ao
cumprimento das garantias constitucionais.
Transição exige acompanhamento sindical
A implementação ocorrerá de forma gradual. Dois meses
após a publicação da emenda, o limite semanal será
reduzido de 44 para 42 horas, com a entrada em vigor
da garantia de dois dias de repouso remunerado. A
jornada máxima de 40 horas passará a valer um ano
depois dessa primeira etapa, completando 14 meses de
transição.
Durante esse período, os sindicatos deverão
acompanhar a reorganização das escalas e a
distribuição das horas trabalhadas, especialmente
nas atividades que exigem funcionamento aos fins de
semana. O desafio será compatibilizar as
necessidades operacionais dos setores com os novos
direitos, sem comprometer as condições de trabalho.
Outro aspecto central é a proteção da remuneração. A
emenda proíbe qualquer redução salarial decorrente
da diminuição da carga horária ou da ampliação do
descanso, garantia que também alcança os pisos das
categorias profissionais. As novas disposições se
aplicam aos contratos vigentes, observadas as regras
específicas de transição.
A publicação aborda ainda situações que exigem
tratamento diferenciado, como os contratos de
prestação de serviços com a administração pública e
as medidas transitórias que poderão ser
estabelecidas para microempreendedores individuais,
microempresas e empresas de pequeno porte.
Ao reunir o texto constitucional, quadros
explicativos e orientações sobre sua aplicação, o
DIAP oferece às entidades sindicais um instrumento
de consulta e apoio à negociação coletiva. A
iniciativa reforça que a efetividade da nova jornada
dependerá não apenas das mudanças legais, mas também
da participação organizada dos trabalhadores na
defesa e no acompanhamento de seus direitos.
Fonte: Diap

21/10/2026 -
Plano de Flávio Bolsonaro é excluir beneficiário do
Bolsa Família em 2 anos
A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira
Feghali (RJ), diz que por regra de transição
entenda-se fim do programa social
Em entrevista à CBN Bahia nesta segunda-feira (19),
Daniella Marques, coordenadora da área econômica da
campanha de Flávio Bolsonaro (PL), revelou que o
plano do candidato é, caso eleito, estabelecer um
período de transição de dois anos para desligamento
de beneficiários do Bolsa Família.
“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa
Família] para que possa abrir seu negócio, ou
aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno
automático caso dê errado. As pessoas não podem
ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é
uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo
mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade,
dignidade”, disse a coordenadora.
A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira
Feghali (RJ), diz que por regra de transição
entenda-se fim do programa social.
“E ainda ofendendo os que recebem o auxílio
afirmando que ninguém mais vai ter que colocar filho
no mundo para receber dinheiro do governo. Vão todos
ter dinheiro sobrando com a criação do ministério da
prosperidade. Sinceramente… Mentiras e ofensas. É
isso que Flávio Bolsonaro oferece. SE FLÁVIO GANHA,
VOCÊ PERDE”, escreve no X a líder do PCdoB.
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria Executiva
do Ministério do Desenvolvimento, Assistência
Social, Família e Combate à Fome (MDS), Gustavo
Alves, o plano da oposição na prática é acabar com o
Bolsa Família.
“Isso porque se trata de um programa geracional. Ou
seja, por meio do estímulo à frequência escolar e à
cobertura vacinal, a gente pode garantir que as
famílias construam a saída da vulnerabilidade para
deixar a situação de extrema necessidade, que é o
critério para a entrada no programa”, explica.
Na avaliação dele, o plano da extrema direita é que
o programa seja muito restrito, menor e que deixe de
cumprir o seu papel geracional.
“Não importa mais se as crianças vão estar na
escola, porque em dois anos é muito pouco provável
que você consiga sair de uma situação de
vulnerabilidade”, diz Alves.
“É a comprovação mais clara e límpida de que eles
querem acabar com o Bolsa Família, querem acabar com
os programas de transferência de renda”, acrescenta.
Atual regra
Os atuais beneficiários do Bolsa Família estão na
regra de proteção. Nela, mesmo quando a família
passa da renda de R$ 218,00 por pessoa, a família
não sai imediatamente do programa. Para estar na
regra, a renda por pessoa não pode ultrapassar meio
salário mínimo.
Por exemplo, se uma família tem cinco pessoas e duas
delas passam a ganhar um salário mínimo (R$
1.412,00) cada, o valor total recebido de R$
2.824,00 é dividido por cinco (o total de pessoas da
família). Isso dá R$ 564,80 para cada um, acima do
valor de R$ 218,00 de entrada no programa, mas
abaixo de meio salário mínimo (R$ 706,00).
Por outro lado, o programa tem demonstrado
efetividade na relação com o mercado de trabalho.
Estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV),
elaborado com base em registros administrativos do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), aponta que beneficiários do programa
responderam por 85,18% do saldo líquido de empregos
formais registrado no país entre janeiro de 2023 e
julho de 2026.
Segundo o levantamento, no período foram registradas
91,8 milhões de admissões e 86,4 milhões de
desligamentos no mercado formal brasileiro,
resultando em saldo líquido positivo de 5,38 milhões
de postos de trabalho. Deste total, 4,58 milhões
foram preenchidos por beneficiários do Bolsa
Família.
Fonte: Portal Vermelho

21/10/2026 -
Campanha “No Meu Voto Mando Eu” mobiliza Justiça do
Trabalho pelo Brasil durante período eleitoral
Ações de prevenção e medidas judiciais contra o
assédio eleitoral continuam no segundo turno de
votação
A
campanha nacional No Meu Voto Mando Eu continua
mobilizando a Justiça do Trabalho e instituições
parceiras em ações de prevenção e combate ao assédio
eleitoral nas relações de trabalho. Lançada em
agosto, a iniciativa reuniu atividades de
conscientização, atendimento a denúncias e medidas
judiciais para impedir que pressões profissionais
interfiram na liberdade de escolha dos eleitores,
prática vedada pela legislação brasileira.
A campanha integra a
Aliança pelo Voto Livre e Secreto, que reúne a
Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o
Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério
Público Eleitoral (MPE), com o apoio de outras
instituições parceiras.
Até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro,
foram promovidas ações de conscientização,
divulgação de canais de denúncia e iniciativas para
aprimorar a atuação institucional diante de casos de
assédio eleitoral.
Matéria completa:
https://www.tst.jus.br/-/campanha-no-meu-voto-mando-eu-mobiliza-justica-do-trabalho-pelo-brasil-durante-periodo-eleitoral
Fonte: TST

20/10/2026 -
DIAP lança cartilha sobre nova jornada de trabalho
Publicação explica as mudanças da Emenda
Constitucional 141/2026, os prazos de implementação
e o papel dos sindicatos
O Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (DIAP) lançou a cartilha
Nova Jornada de Trabalho no Brasil, que explica
as mudanças previstas na Emenda Constitucional 141,
promulgada em 16 de outubro de 2026. A publicação
apresenta as novas regras, os prazos de
implementação e orientações para trabalhadores e
entidades sindicais.
Resultado de uma reivindicação histórica do
movimento sindical, a emenda reduz a jornada semanal
de 44 para 40 horas e assegura dois dias de descanso
remunerado, sem redução salarial. A mudança será
gradual: após dois meses da publicação, o limite
passará para 42 horas semanais, com adoção da escala
5x2. A jornada de 40 horas entrará em vigor após 14
meses, inclusive para os contratos de trabalho
existentes, com preservação dos salários e pisos das
categorias.
A cartilha também esclarece as regras para regimes
diferenciados de trabalho, negociação coletiva e
adaptação dos contratos da administração pública,
além das medidas transitórias que poderão beneficiar
microempreendedores e pequenas empresas.
Nesse cenário, os sindicatos terão papel fundamental
na negociação de condições específicas, na
orientação dos trabalhadores e na fiscalização do
cumprimento das novas regras, garantindo a
preservação dos direitos durante a transição.
O documento recupera ainda a trajetória da luta pela
redução da jornada, desde a Constituição de 1988 até
a aprovação da PEC 221/2019, de autoria do deputado
Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta recebeu amplo
apoio no Congresso, com 472 e 461 votos favoráveis
nos dois turnos da Câmara e 75 votos em cada turno
no Senado.
Para o DIAP, a conquista representa um avanço que
ultrapassa as relações de trabalho, ao ampliar o
tempo disponível para a convivência familiar, os
cuidados com a saúde, os estudos e a qualificação
profissional.
Com linguagem acessível, quadros explicativos e o
texto da emenda, a cartilha oferece informações para
compreender as mudanças e acompanhar sua
implementação.
Saiba mais:
Confira a cartilha Nova Jornada de Trabalho no
Brasil — Emenda Constitucional nº 141/2026,
elaborada pelo DIAP.
Fonte: Diap

20/10/2026 -
Jornada de 40 horas abre nova etapa para
trabalhadores
Redução gradual da carga horária coloca
implementação das novas regras e atuação sindical no
centro do debate
A promulgação da emenda constitucional que reduz a
jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece o
fim da escala 6x1 inaugura uma nova etapa nas
relações de trabalho no Brasil. Após a aprovação
pelo Congresso Nacional, o desafio passa a ser a
implementação das novas regras e sua aplicação nos
diferentes setores da economia.
A mudança estabelece uma transição gradual para a
jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial,
e assegura a substituição da escala de seis dias de
trabalho por um de descanso pelo modelo 5x2, com
dois dias de repouso semanal remunerado.
Conforme o calendário previsto na proposta, o limite
semanal será reduzido para 42 horas dois meses após
a promulgação e para 40 horas depois de 14 meses. As
novas disposições também alcançarão os contratos de
trabalho em vigor.
Mobilização sindical
Para as centrais sindicais, a conquista resulta de um
processo histórico de organização coletiva,
negociação e mobilização dos trabalhadores.
Em manifestação conjunta, as entidades destacaram
que a redução da jornada representa um avanço na
valorização do trabalho e na ampliação do tempo
destinado à convivência familiar, à qualificação
profissional, à saúde e ao descanso.
A estimativa apresentada pelas centrais é de que
mais de 37 milhões de trabalhadores com jornadas
superiores a 40 horas semanais sejam beneficiados
pela mudança, incluindo aproximadamente 14 milhões
submetidos à escala 6x1.
Os próximos desafios
A implementação das novas regras deverá exigir atenção
das entidades sindicais, especialmente no
acompanhamento das negociações coletivas, na
reorganização das escalas e na preservação dos
direitos assegurados pela mudança constitucional.
O novo cenário também amplia o debate sobre
produtividade, qualidade de vida e distribuição do
tempo de trabalho, temas que deverão permanecer na
agenda das relações trabalhistas.
A conquista das 40 horas encerra uma importante
etapa de mobilização legislativa, mas abre outra
igualmente relevante: assegurar que a redução da
jornada se traduza em melhores condições de trabalho
para milhões de brasileiros.
Fonte: Diap

20/10/2026 -
Sindicato dos Eletricitários exige agilidade na
concessão de energia no Rio
Presidente dos Eletricitários de SP cobra
agilidade na concessão de energia no Rio e defende
empregos, estabilidade e qualidade dos serviços
O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão, reuniu-se com o
governador fluminense, Ricardo Couto, para discutir
a concessão elétrica.
Durante o encontro, Chicão solicitou a intervenção
do governador junto às autoridades federais para
acelerar a definição sobre a renovação da concessão
no estado fluminense.
Além disso, o dirigente destacou a necessidade de
preservar os avanços existentes, corrigir problemas
e garantir estabilidade, segurança jurídica e
melhores condições aos trabalhadores eletricitários.
Segundo o Sindicato, a demora na definição preocupa
a categoria, especialmente diante das incertezas
regulatórias e dos possíveis reflexos dos
acontecimentos registrados em São Paulo.
Por sua vez, o governador demonstrou receptividade
às reivindicações e afirmou que procuraria as
autoridades federais competentes para solicitar
maior agilidade na condução do processo.
Defesa dos trabalhadores é prioridade
Chicão também ressaltou que qualquer decisão sobre a
concessão precisa considerar a preservação dos
empregos, a valorização profissional e a qualidade
dos serviços prestados diariamente.
“A busca por estabilidade está diretamente ligada à
preservação dos empregos, à geração de novas
oportunidades e à manutenção de condições adequadas
de trabalho. Por isso, é fundamental que as decisões
relacionadas ao futuro do setor elétrico sejam
conduzidas com responsabilidade, transparência e
previsibilidade”, afirma Chicão.
Por fim, o Sindicato reafirmou seu compromisso com a
defesa dos eletricitários e destacou a importância
de garantir serviços eficientes, empregos dignos e
estabilidade setorial.
Fonte: Rádio Peão Brasil

20/10/2026 -
OIT: Disparidade salarial recua apenas 2% em uma
década
A disparidade salarial entre homens e mulheres
reduziu apenas dois pontos percentuais desde as
últimas estimativas divulgadas em 2018, revela um
novo estudo da Organização Internacional do
Trabalho, OIT.
As mulheres continuam a ganhar, em média, 18% menos.
Se esse ritmo continuar, a eliminação da
desigualdade permanecerá um objetivo distante.
Igualdade de gênero
Segundo o levantamento, a disparidade salarial foi
reduzida em 2,5 pontos percentuais nos países com
altos rendimentos, 2 % nos de rendimento médio-baixo
e apenas 1 ponto nos de rendimento médio-alto.
Em alguns países, não houve variação ou foi
registrada retração em comparação aos valores
anteriores.
Para o diretor geral da OIT, Gilbert Houngbo, os
resultados são insuficientes para alcançar a
igualdade de gênero e avançar a justiça social no
mundo do trabalho.
Desigualdades estruturais
Segundo a agência, a disparidade salarial é reflexo de
desigualdades estruturais mais amplas no mercado de
trabalho.
A distribuição desigual de responsabilidades
familiares e concentração desproporcional em funções
menos valorizadas economicamente são alguns dos
principais motivos.
A especialista sênior em gênero da OIT, Emanuela
Pozzan, afirma que a solução deve envolver políticas
adaptadas às realidades locais.
Mobilização e ações prioritárias
A publicação dos dados fez parte da celebração do Dia
Internacional da Igualdade Salarial com um evento da
Coligação Internacional pela Igualdade Salarial,
Epic, organizado pelo governo da Irlanda em Dublin.
O debate foi baseado na Conferência Internacional do
Trabalho de 2026, reafirmando o compromisso dos
Estados-membros em superar as barreiras que afetam
as trabalhadoras.
Para acelerar esse equilíbrio, a agência defende um
conjunto de medidas que incluem a transparência
salarial, a aplicação rigorosa da legislação de
igualdade e o investimento em sistemas de proteção
social e cuidados.
Fonte: OIT

20/10/2026 -
Projeto de Janones cria 14º salário para aposentados
do INSS
Proposta acrescenta uma segunda parcela de igual
valor ao abono anual e prevê início do pagamento no
exercício financeiro seguinte à publicação.
O deputado federal André Janones (Rede-MG)
apresentou o projeto de lei 5.592/2026, que propõe o
pagamento em dobro do abono anual aos aposentados do
Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Chamado
pelo autor de "14º salário", o benefício seria
criado por meio de alteração na Lei 8.213/1991.
Pelo texto, o abono anual pago aos aposentados
passaria a ter uma segunda parcela de igual valor. A
proposta abrange todas as modalidades de
aposentadoria mantidas pelo RGPS e preserva a forma
atual de cálculo, que considera como referência a
renda mensal do benefício em dezembro.
O projeto não exige inscrição ou comprovação
adicional para receber o valor. Segundo Janones, a
condição de aposentado e o valor do benefício já
estão registrados nos sistemas de pagamento do RGPS.
Justificativa
Na justificativa, Janones afirma que a parcela
adicional ajudaria aposentados a custear despesas
como medicamentos, tratamentos de saúde,
alimentação, moradia, energia e transporte.
O deputado também argumenta que os reajustes dos
benefícios nem sempre acompanham despesas
específicas da população idosa e que o pagamento
extraordinário poderia reduzir a necessidade de
contratação de empréstimos para cobrir gastos.
Como parte da argumentação, o projeto cita dados do
Boletim Estatístico da Previdência Social de julho
de 2026. Segundo o documento, havia mais de 24,5
milhões de aposentadorias previdenciárias em
manutenção naquele mês, com movimentação aproximada
de R$ 50,37 bilhões mensais.
A justificativa também menciona pesquisa do
Instituto Opinion Box para a Serasa, realizada entre
dezembro de 2025 e janeiro de 2026. De acordo com os
dados citados pelo autor, 50% dos aposentados
entrevistados já haviam recorrido ao crédito para
pagar contas e despesas, enquanto 46% disseram que a
aposentadoria não era suficiente para manter o
padrão de vida anterior.
O projeto não apresenta, no texto articulado, um
cálculo consolidado do custo total do pagamento
adicional. A dimensão financeira da medida deverá
ser considerada na análise legislativa.
Fonte: Congresso em Foco

19/10/2026 -
Flávio recebe plano para adiar aposentadoria e
restringir acesso ao Bolsa Família
Proposta entregue a Flávio prevê elevar a idade
mínima para aposentadoria a 67 anos, permitir
benefícios abaixo do salário mínimo e restringir o
acesso ao Bolsa Família
Os brasileiros poderão ter que esperar até os 67
anos para se aposentar pelas regras propostas a
Flávio Bolsonaro (PL) por representantes do
empresariado. O documento também abre caminho para
aposentadorias futuras abaixo do salário mínimo e
prevê mudanças no Bolsa Família. As medidas foram
apresentadas ao senador e presidenciável
bolsonarista na última terça (13), durante um
encontro com cerca de 500 empresários em São Paulo.
Chamado de Projeto Brasil de Amanhã, o plano reúne
propostas fiscais e orçamentárias com impacto
estimado em R$ 139,9 bilhões no curto prazo, segundo
seus autores. O documento explicita uma agenda que
coloca em discussão garantias previdenciárias e
critérios de acesso a um dos principais programas
sociais do país.
Aposentadoria mais tarde
A proposta eleva de 65 para 67 anos a idade mínima de
aposentadoria dos homens e de 62 para 67 anos a das
mulheres. O texto prevê períodos de transição de
quatro anos para eles e dez para elas.
A mudança teria efeitos diferentes conforme a
trajetória de cada trabalhador, mas o resultado é o
mesmo: adiar o acesso à aposentadoria. Quem passou a
vida em atividades fisicamente exigentes, enfrentou
períodos de desemprego ou trabalhou sem registro
pode encontrar mais dificuldade para cumprir uma
exigência que prolonga a permanência no mercado de
trabalho.
O projeto também pretende retirar a vinculação do
piso previdenciário ao salário mínimo. Hoje, a
Constituição assegura que os benefícios
previdenciários que substituem a renda do trabalho
não sejam inferiores a esse valor. A mudança
exigiria uma alteração constitucional e poderia
permitir que futuras aposentadorias ficassem abaixo
do mínimo.
O fantasma de Paulo Guedes
A discussão sobre o valor dos benefícios
previdenciários tem um antecedente no bolsonarismo.
Em 2022, durante a campanha de reeleição de Jair
Bolsonaro, veio a público uma proposta da equipe
econômica de Paulo Guedes para mudar a correção do
salário mínimo e das aposentadorias.
A repercussão negativa levou Guedes a negar que a
medida prejudicaria os beneficiários, enquanto
Bolsonaro prometeu aumentos acima da inflação. A
proposta não foi implementada. Agora, a discussão
sobre a proteção da renda dos aposentados reaparece
em outro formato: em vez de alterar diretamente o
índice de correção, o plano entregue a Flávio propõe
desvincular o piso previdenciário do salário mínimo.
São mecanismos diferentes, mas ambos colocam em
debate as garantias que preservam o poder de compra
de quem depende da aposentadoria.
Plano abre caminho para excluir brasileiros do
Bolsa Família
O documento também prevê rever as condições de entrada
e permanência no Bolsa Família. Entre as medidas
estão o cruzamento de bases de dados, a revisão de
cadastros e as verificações domiciliares. Os autores
não estimam quantas famílias poderiam ser atingidas
nem detalham o impacto das mudanças.
O plano promete uma economia de R$ 139,9 bilhões no
curto prazo, mas não esclarece quanto desse valor
viria das mudanças na Previdência e no Bolsa
Família. A conta é apresentada sem detalhar o peso
de cada medida, justamente quando as propostas
colocam em risco garantias de aposentados e famílias
de baixa renda. A agenda econômica apresentada a
Flávio repete uma velha lógica do bolsonarismo:
falar em ajuste fiscal sem abrir a conta dos custos
sociais.
Quem está por trás do projeto
A elaboração ficou a cargo do Instituto de Economia
Gastão Vidigal, ligado à Associação Comercial de São
Paulo, e da Fundação Internacional para a Liberdade
(FIL Brasil). Paulo Guedes, ministro da Economia
durante o governo Jair Bolsonaro, é presidente de
honra da fundação, que reúne ex-integrantes da
equipe econômica bolsonarista. A ligação ajuda a
situar os nomes por trás da proposta.
O documento foi apresentado em um encontro com
centenas de empresários. Seus possíveis efeitos,
porém, não se restringem ao setor que o elaborou:
alcançam quem depende do trabalho para viver, de uma
aposentadoria para garantir renda na velhice ou de
um benefício social para sustentar a família.
Fonte: Portal Vermelho

16/10/2026 -
Congresso promulga o fim da escala 6x1 e
aposentadoria especial para agentes de saúde
Hugo Motta diz que a aprovação da redução da
jornada de trabalho coroa um esforço histórico feito
pela Câmara
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi
Alcolumbre, anunciou a realização de sessão solene
do Congresso nesta sexta-feira (16), às 9h, para
promulgar duas emendas à Constituição. Uma delas é
acaba com a escala de trabalho 6x1, prevista na PEC
221/19, aprovada pela Câmara em maio e no Senado na
última quinta-feira (14). A outra, decorrente da PEC
14/21, aprovada pela Câmara em outubro de 2025,
prevê aposentadoria especial para agentes
comunitários de saúde.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, participará da
sessão. “Com a aprovação no Senado, coroamos um
esforço histórico que debatemos, construímos e
aprovamos com muito diálogo na Câmara dos Deputados
desde fevereiro, quando pautei o projeto. De lá pra
cá, rodamos o Brasil escutando o trabalhador, o
empresário e especialistas”, afirmou Motta em suas
redes sociais, após a aprovação da proposta.
A sessão de promulgação também contará com a
presença do presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva.
Fonte: Agência Câmara

16/10/2026 -
Senado aprova fim da escala 6x1 por 75 votos a 1 e
consagra conquista histórica dos trabalhadores
PEC 221/19 reduz jornada semanal sem corte
salarial, garante dois dias de descanso e segue para
promulgação pelo Congresso Nacional
Íntegra do texto aprovado
O Senado aprovou, nesta quarta-feira (14), em
primeiro e segundo turnos, a PEC 221/19, que acaba
com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada
semanal sem redução salarial. Em ambos os turnos, o
placar foi de
75 votos favoráveis e apenas um contrário, o
senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), em
votação histórica para os direitos dos trabalhadores
brasileiros.
Trata-se de vitória relevantíssima para à classe
trabalhadores, o movimento sindical, que há décadas
luta por essa agenda no Congresso Nacional, e
finalmente para o governo Lula, que sempre defendeu
essa pauta.
A proposta prevê dois dias de descanso e a redução
da jornada semanal para 42 horas 2 meses após a
promulgação da emenda à Constituição, que deverá
ocorrer nos próximos dias. Com a conclusão da
votação no Senado, o texto segue para promulgação
pelo Congresso Nacional.
A votação foi acelerada após a aprovação de
requerimento da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que
permitiu a quebra dos interstícios regimentais e a
conclusão da análise ainda na noite desta
quarta-feira.
PROMULGAÇÃO À VISTA
A aprovação encerra etapa decisiva de reivindicação
histórica do movimento sindical: superar a escala de
seis dias de trabalho para apenas um de descanso. A
promulgação transformará a proposta em emenda
constitucional e abrirá caminho para a implementação
da nova jornada.
A votação expressiva no Senado representa marco
político e trabalhista. O desafio seguinte será
acompanhar a regulamentação e a aplicação das novas
regras, para que a redução da jornada e os dois dias
de descanso se convertam em direitos efetivos, sem
redução salarial.
BASTIDORES E AMEAÇA DE RETROCESSO
Embora os senadores do PL tenham votado a favor da PEC
221/19, circula nos bastidores da campanha de Flávio
Bolsonaro a informação de que, caso vença a eleição
de 25 de outubro, o senador pretende articular para
derrubar a proposta aprovada.
A alternativa seria a PEC 12/26, do senador Rogério
Marinho (PL-RN), associada à chamada escala 7x0 e ao
pagamento por hora trabalhada, modelo que pode
ampliar a instabilidade da jornada e reduzir a
proteção assegurada pelo vínculo de trabalho.
A articulação atribuída à campanha, ainda não
formalizada publicamente, contrasta com o voto
favorável dado pela bancada do PL no Senado. Isso
porque uma posição contrária à proposta poderia
custar caro nas urnas na eleição presidencial. Por
isso, votaram a favor, mas, nos bastidores,
trabalharam o tempo todo para impedir a aprovação da
proposta.
AUSÊNCIAS NA VOTAÇÃO
No primeiro turno, não votaram, por ausência, Ciro
Nogueira (PP-PI), Márcio Bittar (PL-AC), Rogério
Marinho (PL-RN) e Sergio Moro (PL-PR). No segundo
turno, esteve ausente Dr. Hiran (PP-RR).
Fonte: Diap

16/10/2026 -
Nota das Centrais: Flávio Bolsonaro não defende
trabalhador, ele só quer o seu voto
Em nota, centrais sindicais alertam que a mudança
de posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o fim da
escala 6x1 é questionável já que suas propostas de
governo apontam para o enfraquecimento dos direitos
Há apenas cinco meses, em maio de 2026, o candidato
à Presidência Flávio Bolsonaro criticou a proposta
que prevê o fim da escala 6×1 durante a Marcha a
Brasília em Defesa dos Municípios e defendeu uma
jornada flexível: “Por que não é o trabalhador que,
conforme as suas necessidades, é quem pode escolher
sua jornada de trabalho? Muitas pessoas querem
trabalhar mais, e a PEC [do fim da escala 6×1] pode
engessar quem quer trabalhar mais”, disse.
Sabemos, porém, que não é assim que a economia
funciona. O trabalhador, sozinho, não tem condições
de negociar jornada, salário e direitos diretamente
com o patrão em igualdade de condições. A
necessidade de manter o emprego limita seu poder de
negociação e dificulta a conquista de melhores
condições de vida.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o
vice-presidente Geraldo Alckmin explicou o modelo de
jornada defendido por Flávio: remuneração por hora,
com convocação conforme a necessidade da empresa,
como o trabalho intermitente, modalidade prevista na
legislação brasileira desde a reforma trabalhista de
2017 e criticada por precarizar as relações de
trabalho.
Alckmin comparou esse modelo à dinâmica do futebol:
a empresa teria uma espécie de banco de reservas de
trabalhadores, acionados conforme a demanda. Sem
jornada fixa, trabalhar-se-ia alguns dias no mês,
sem convocação nos demais. A remuneração dependeria
da quantidade de horas efetivamente trabalhadas e,
nos meses com poucas convocações, poderia receber
menos do que um salário mínimo.
Além da remuneração por hora, o plano de governo de
Flávio propõe medidas que podem aprofundar a
precarização do trabalho, como a contratação de
jovens a um custo menor e a redução dos custos
trabalhistas para as empresas. A ênfase na
negociação individual também pode enfraquecer a
organização coletiva dos trabalhadores, que dependem
do emprego e têm pouca margem para negociar.
Somam-se a isso propostas de revisão das
previdenciárias, com redução dos reajustes das
aposentadorias.
Por outro lado, o plano de Luiz Inácio Lula da Silva
reúne compromissos que não constam no de Flávio
Bolsonaro: o fim da escala 6×1 e a redução da
jornada para 40 horas semanais, sem redução
salarial; uma política permanente de valorização
real do salário mínimo; o combate à pejotização
fraudulenta; a regulamentação do trabalho por
aplicativos e plataformas digitais; a igualdade
salarial entre homens e mulheres; e o combate ao
trabalho infantil e ao trabalho análogo à
escravidão.
A repentina mudança de posição de Flávio sobre o fim
da escala 6×1 levanta dúvidas, pois não condiz com
as diretrizes de seu plano de governo. Ele já
afirmou, inclusive, que, se eleito, defenderá a
revisão da medida, conforme foi noticiado em meios
de comunicação nesta quarta-feira (14).
Diante dessas contradições, há motivos para
questionar a sinceridade de seu apoio ao fim da
escala 6×1. Seu discurso busca conquistar o voto do
trabalhador, mas as propostas que apresenta apontam
para o enfraquecimento dos direitos de quem
trabalha.
Brasília, 14 de outubro de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Fonte: CUT

16/10/2026 -
Lula apoiou 40 horas na Constituinte
Em 1988, o deputado constituinte Luiz Inácio Lula da
Silva votou a favor da redução da jornada pra 40
horas semanais. Portanto, a posição de Lula pela
redução da jornada vem de longe. Na época, não foi
possível reduzir a jornada pra 40 horas, mas sim de
48 para 44 horas semanais.
Na avaliação do Diap (Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar), Lula tirou Nota 10, nos
dois turnos da Constituinte. Esse registro consta do
livro “Quem foi quem na Constituinte”, publicado
pelo Diap e a Oboré – página 625.
Este ano, o Presidente Lula enviou para o Congresso
Nacional a PEC 221, que acaba com a escala 6×1 e
fixa a jornada em 40 horas semanais. A matéria
passou na Câmara, também foi aprovada pela Comissão
de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado e depois
chegou ao plenário da Casa.
Portanto, a posição de Lula é clara. Quem ficou
contra foi o senador do PL, Flávio Bolsonaro. Mas,
ao sentir o desgaste eleitoral neste segundo turno,
ele tenta mudar de posição, com uma pegadinha. A
pegadinha é: aprovar agora e, caso eleito
Presidente, apresentar uma nova PEC que derrube a
conquista atual.
Para vários senadores e o conjunto do movimento
sindical, é preciso evitar que esse golpe destrua já
no ano que vem os direitos conquistados. Mas quem
pode garantir a conquista das 40 horas e fim da
escala 6×1? Quem pode dar essa garantia é o
Presidente Lula, reeleito pelo povo brasileiro para
um quarto mandato.
Mais – Site do Senado e do Diap
Fonte: Agência Sindical

16/10/2026 -
Pesquisa que acertou 1º turno prevê Flávio com 50%
contra 49% de Lula
Levantamento registra empate técnico e 81% dos
eleitores decididos.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50% das intenções
de voto contra 49% de Lula (PT) no segundo turno da
eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa
Palver divulgada nesta quinta-feira (15). A
diferença entre os candidatos é menor que um ponto
percentual. A margem de erro é de 2 p.p., o que
sinaliza empate técnico.
O levantamento do Instituto Palver foi o que mais se
aproximou do resultado obtido no primeiro turno das
eleições presidenciais. Pesquisa divulgada em 3 de
outubro, véspera da votação, apontou Flávio com 47%
e Lula com 43%. Os candidatos somaram,
respectivamente, 47,03% e 45,16%.
A primeira pesquisa Palver realizada exclusivamente
para o segundo turno apresenta uma diferença de
apenas um ponto percentual entre os candidatos. No
cenário estimulado, quando os entrevistados recebem
os nomes dos concorrentes, Flávio Bolsonaro registra
50%, enquanto Lula aparece com 49%.
Vira voto?
Um dos principais resultados da pesquisa está
relacionado à firmeza da decisão dos eleitores.
Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados
afirmaram que nada os faria mudar de candidato no
segundo turno.
O percentual é semelhante entre os eleitores dos
dois concorrentes. Entre os entrevistados que
declararam voto em Lula, 81% disseram que não
mudariam de escolha. Entre os apoiadores de Flávio
Bolsonaro, o percentual chegou a 82%.
A pesquisa também perguntou quais acontecimentos
poderiam provocar uma mudança de voto. Um escândalo
ou crime grave envolvendo o candidato escolhido foi
mencionado por 5% dos entrevistados. Outros 4%
apontaram a possibilidade de desistência,
impedimento ou substituição de algum candidato.
Mudanças na economia ou na situação do país foram
citadas por 2%. O mesmo percentual mencionou
propostas melhores do adversário ou alterações de
posicionamento em assuntos considerados importantes.
Metodologia
A pesquisa Palver ouviu 5 mil eleitores pela internet
entre os dias 10 e 13 de outubro de 2026, com
participantes recrutados por meio de anúncios em
redes sociais, distribuídos por perfis de sexo,
idade e região. Após a coleta, as respostas passaram
por procedimentos de verificação e ponderação
estatística.
Nesta rodada, a metodologia foi atualizada para
incorporar à calibração o resultado oficial do
primeiro turno de 2026 cruzado por região, além de
dados da PNAD Contínua 2025, informações do segundo
turno presidencial de 2022 e filiação partidária. O
levantamento informa nível de confiança de 95% e
margem de erro amostral máxima de 2,3 pontos
percentuais para os resultados agregados.
Como houve mudança na calibração, a Palver ressalta
que os números desta rodada não devem ser comparados
diretamente com os levantamentos anteriores.
Registro: BR-08028/2026
Fonte: Congresso em Foco

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