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09/09/2026 -
Pesquisa aponta apoio de 78% dos brasileiros ao fim
da escala 6×1
Levantamento do Instituto Locomotiva aponta que a
escala 6×1 prejudica o convívio familiar, o sono e a
saúde mental dos trabalhadores submetidos a essa
jornada
Uma pesquisa nacional do Instituto Locomotiva aponta
que 78% dos brasileiros defendem a substituição da
escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de folga
— pela jornada 5×2, com 40 horas semanais. O índice
equivale a cerca de 128 milhões de pessoas.
O apoio à mudança atravessa diferentes grupos
políticos e camadas sociais. Segundo o levantamento,
96% dos eleitores que se identificam com a esquerda
são favoráveis ao fim da escala, assim como 61% dos
que se declaram de direita. Entre integrantes da
geração Z, o percentual chega a 86%; entre as
mulheres, a 83%.
A pesquisa foi divulgada enquanto o Congresso
discute a proposta de emenda à Constituição que
reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas,
sem corte salarial, e garante dois dias de descanso
remunerado.
A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) do Senado e aguarda votação em
plenário, prevista para depois das eleições.
Para os trabalhadores submetidos à escala 6×1, os
efeitos da jornada se estendem à vida fora do
emprego. Entre eles, 69% dizem que ela prejudica o
convívio familiar; 67% relatam piora na saúde
mental; 62% associam o regime a problemas físicos; e
61% apontam prejuízos ao sono.
Para 81% dos entrevistados, o descanso se tornou um
privilégio para poucos. Outros 72% consideram que a
escala prejudica o equilíbrio entre trabalho e vida
pessoal, enquanto 78% afirmam que quem trabalha seis
dias por semana têm menos tempo para familiares e
amigos.
O presidente do Instituto Locomotiva, Renato
Meirelles, afirma que os dados revelam uma mudança
na forma como a população avalia as condições de
trabalho.
“Quando a gente pergunta para quem vive a escala
6×1, o problema não aparece primeiro no salário.
Aparece no tamanho da vida que sobra depois do
trabalho”, disse.
A falta de folgas também afeta a possibilidade de
formação profissional. Segundo a pesquisa, 47% das
pessoas submetidas à escala afirmam que a jornada
dificulta estudar ou se qualificar.
Para Meirelles, o dado também desmonta o argumento
de que a manutenção do modelo 6×1 seria necessária
para assegurar produtividade.
A percepção sobre os ganhos tecnológicos reforça
esse debate. Para 74% dos brasileiros, a tecnologia
elevou a produtividade, mas os benefícios ficaram
concentrados nos lucros das empresas, sem melhorar a
vida de quem trabalha. Sete em cada dez
entrevistados concordam que, se a produtividade
aumentou, os trabalhadores deveriam trabalhar menos.
O levantamento também relativiza um dos principais
argumentos dos empresários contra a redução da
jornada. Apenas 48% acreditam que a passagem da
escala 6×1 para a 5×2 levaria empresas a repassar
custos trabalhistas aos consumidores.
A PEC em análise no Senado prevê uma transição
gradual: a jornada máxima cairia inicialmente para
42 horas semanais e, após um ano e meio, chegaria a
40 horas. Para entrar em vigor, o texto ainda
precisa ser aprovado em dois turnos pelo plenário,
com o voto favorável de pelo menos 49 senadores.
Fonte: Portal Vermelho

09/09/2026 -
Quaest: Maioria prefere novo mandato de Lula do que
volta dos Bolsonaro ao poder
Novo levantamento mostra que maior parte dos
brasileiros prefere o atual presidente por mais
quatro anos do que Flávio Bolsonaro no Planalto.
Veja os números
Um novo recorte da pesquisa Quaest, divulgado nesta
segunda-feira (7), aponta que a preferência do
eleitorado brasileiro por um novo ciclo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente
do Palácio do Planalto supera numericamente o desejo
do retorno do grupo político liderado pela família
Bolsonaro. Os dados capturam o sentimento geral da
população quanto ao desfecho ideal da disputa
presidencial de 2026.
De acordo com a sondagem, o projeto de continuidade
representado pelo Partido dos Trabalhadores lidera
as aspirações do eleitorado, mantendo uma vantagem
de oito pontos percentuais sobre a alternativa de
regresso da ala bolsonarista ao comando do Poder
Executivo. Ao mesmo tempo, o estudo revela um
contingente expressivo de eleitores que buscam
saídas fora da dicotomia tradicional, dividindo-se
entre nomes do centro moderado e opções
declaradamente apartidárias.
O cenário ganha contornos específicos ao se analisar
o comportamento do eleitorado independente, segmento
que não se alinha automaticamente a nenhuma das
correntes hegemônicas. Entre esses votantes, a
demanda por alternativas outsiders ou por
candidaturas de perfil moderado prevalece com folga,
relegando tanto o petismo quanto o bolsonarismo às
posições secundárias de preferência.
Veja os números:
Resultado ideal para a eleição presidencial
(Geral):
- Lula e o PT vencerem uma nova eleição: 32%
- A família Bolsonaro voltar a governar o país: 24%
- A vitória de um candidato de fora da política e
fora da polarização: 20%
- A vitória de um candidato moderado fora da
polarização: 17%
- Não sabem/não responderam: 7%
Preferência entre os eleitores independentes:
- Vitória de um candidato de fora da política e fora
da polarização: 32%
- Vitória de um candidato moderado: 27%
- Vitória de Lula e o PT: 19%
- Não sabem ou não responderam: 12%
- Volta da família Bolsonaro ao poder: 10%
Divisão regional e dados da pesquisa
A distribuição geográfica do levantamento ratifica a
histórica clivagem regional do eleitorado nacional.
A Região Nordeste desponta como o principal pilar de
sustentação do governo federal, concentrando o maior
percentual favorável à recondução de Lula ao
Planalto (53%). Em contrapartida, a Região Sul
lidera a adesão à oposição conservadora, registrando
a maior proporção de eleitores entusiastas do
retorno da família Bolsonaro ao governo federal
(31%).
A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 3 e 6
de setembro de 2026, mediante 2.004 entrevistas
presenciais com cidadãos de 16 anos ou mais em todas
as unidades da Federação. O levantamento possui
margem de erro estimada em dois pontos percentuais
para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e
encontra-se formalmente registrado no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.
Fonte: RevistaFórum

09/09/2026 -
Sem sessões no Congresso, STF e eleições movimentam
semana política
Fachin aguarda esclarecimentos sobre embate na
Corte, enquanto candidatos entram no prazo para
entregar prestação parcial de contas.
A crise no STF e a corrida eleitoral devem
concentrar as atenções da política nesta semana. Com
Câmara e Senado sem sessões deliberativas, o foco se
volta para os próximos passos do embate na Corte e
para os prazos do calendário eleitoral.
No Supremo, o presidente Edson Fachin aguarda
esclarecimentos sobre a disputa entre Alexandre de
Moraes e André Mendonça em torno das investigações
do Banco Master. Na quinta-feira (3), Fachin abriu
um procedimento e deu prazo comum de cinco dias
úteis para que os dois ministros, o procurador-geral
da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da
Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem
informações.
Em outra frente, Fachin determinou que a
Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste,
também em cinco dias úteis, sobre documentos e
acusações encaminhados por Moraes contra Mendonça.
Depois da manifestação da PGR, Mendonça terá igual
prazo para responder.
Os prazos podem produzir novos desdobramentos ao
longo da semana. Mendonça também liberou para
julgamento no plenário o caso relacionado às
mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro,
ex-controlador do Banco Master. Cabe a Fachin
definir quando o processo será analisado. Até o
momento, não há data anunciada para o julgamento.
Campanhas prestam contas
Na corrida eleitoral, candidatos e partidos entram em
uma etapa importante da fiscalização das campanhas.
De quarta-feira (9) a domingo (13), candidaturas,
partidos, federações e coligações devem apresentar à
Justiça Eleitoral a prestação parcial de contas das
eleições de 2026.
Os documentos devem reunir a movimentação financeira
e os recursos estimáveis em dinheiro recebidos ou
utilizados desde o início da campanha até
terça-feira (8). Posteriormente, as informações
serão disponibilizadas para consulta pública no
DivulgaCandContas.
Depois da eleição
Deputados e senadores só voltarão a Brasília após o
primeiro turno das eleições, que será realizado em 4
de outubro. A expectativa é que as deliberações
retornem já na semana seguinte. Ao todo, 32
senadores concorrem à reeleição este ano. Na Câmara,
437 deputados buscam novo mandato.
O governo trabalha para aprovar no Senado duas
propostas consideradas prioritárias pelo presidente
Lula: o fim da escala 6x1 e a chamada PEC da
Segurança Pública. As duas propostas foram aprovadas
pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na
semana passada e precisam passar pelo Plenário. A
aprovação depende do apoio de pelo menos 49
senadores em dois turnos de votação.
Fonte: Congresso em Foco

09/09/2026 -
STF mantém precedentes do TST sobre estabilidade no
emprego
O Supremo Tribunal Federal manteve, por unanimidade,
a decisão que rejeitou uma ação contra quatro
precedentes do Tribunal Superior do Trabalho
relacionados à estabilidade no emprego. Todos os
ministros acompanharam o voto do relator, Nunes
Marques, que entendeu que a Arguição de
Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) não
pode ser usada para promover uma revisão abstrata de
entendimentos da Justiça do Trabalho.
A decisão foi tomada na ADPF 1.288, apresentada pela
Confederação Nacional de Serviços (CNS). A entidade
questionava os Temas 55, 125, 134 e 163 do TST, que
tratam de situações envolvendo a estabilidade de
gestantes e de trabalhadores vítimas de acidente de
trabalho ou doença ocupacional.
A CNS alegava que o TST teria criado obrigações,
hipóteses de estabilidade provisória e consequências
indenizatórias sem previsão legal. Segundo a
entidade, os entendimentos violariam a legalidade, a
separação dos Poderes e a competência privativa da
União para legislar sobre Direito do Trabalho.
Outros meios de contestação
Nunes Marques manteve a decisão que não conheceu da
ação por três fundamentos: descumprimento do
requisito da subsidiariedade da ADPF, ausência de
ofensa direta à Constituição e deficiência na
delimitação do objeto questionado.
Segundo o ministro, a existência de precedentes de
observância obrigatória no TST não impede que as
partes utilizem os instrumentos processuais
disponíveis para contestar sua aplicação em casos
concretos, inclusive para demonstrar diferenças
entre o processo analisado e a situação que deu
origem à tese.
Para o relator, aceitar o argumento da CNS
transformaria a ADPF em uma espécie de instrumento
ordinário para revisão abstrata de precedentes dos
tribunais superiores. A entidade também não
demonstrou, segundo ele, que os meios processuais
existentes seriam efetivamente incapazes de levar
uma eventual questão constitucional ao Supremo.
Legislação trabalhista
Nunes Marques também concluiu que a análise das
alegações dependeria primeiro da interpretação de
normas trabalhistas e previdenciárias. Por isso,
eventual violação à Constituição seria indireta, o
que não é suficiente para justificar o processamento
da ADPF.
O Tema 55 envolve a validade do pedido de demissão
da empregada gestante; o Tema 125 trata da
estabilidade em casos de acidente de trabalho ou
doença ocupacional; e os Temas 134 e 163 discutem
questões relacionadas à proteção da gestante, como a
recusa à reintegração, a indenização substitutiva e
o contrato de experiência.
O relator ainda considerou excessivamente amplo o
pedido da CNS, que buscava atingir não apenas os
quatro precedentes, mas também decisões de Varas do
Trabalho, Tribunais Regionais e do próprio TST que
os aplicaram, sem individualizar os atos que
pretendia derrubar.
Com esses fundamentos, Nunes Marques votou por negar
o recurso e manter a decisão que havia rejeitado a
tramitação da ADPF. Os demais ministros acompanharam
o relator.
Clique
aqui para ler o voto do relator
ADPF 1.288
Fonte: RevistaFórum

08/09/2026 -
STF decide limitar gratuidade em ações na Justiça do
Trabalho
Declaração de hipossuficiência só valerá com
comprovação de renda
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
decidiu, na quinta-feira (3), que a gratuidade em
processos trabalhistas só poderá ser concedida
mediante comprovação de renda.
A decisão contraria a prática adotada pelo Tribunal
Superior do Trabalho (TST). Para o TST, bastava a
apresentação da declaração de hipossuficiência
econômica para obtenção da assistência judiciária
gratuita.
Na decisão, ficou definido que a gratuidade judicial
será dada a todos que comprovarem renda de até R$ 5
mil. O processo foi relatado pelo presidente da
Corte, ministro Edson Fachin. O relator, junto com a
ministra Carmen Lúcia, foram votos vencidos no
processo.
“Mesmo que na hipótese da presunção relativa [de
hipossuficiência], os magistrados indefiram o
benefício da gratuidade de justiça caso constate
patrimônio ou renda familiar incompatível com tal
presunção, sempre respeitado o juízo de
proporcionalidade e análise dos interesses
envolvidos no caso concreto”, disse Fachin.
Uma sugestão do ministro Flávio Dino garantiu
aplicação da presunção de hipossuficiência aos
assistidos por defensor público.
A ação da Confederação Nacional do Sistema
Financeiro (Consif) questionava a presunção de
veracidade da declaração de hipossuficiência. Para a
entidade, esse entendimento fere o dispositivo da
Constituição que garante a gratuidade apenas aos que
comprovarem a insuficiência de recursos.
Fonte: Agência Brasil

08/09/2026 -
Ninguém pode utilizar seu cargo em benefício
pessoal, diz Lula após crise no STF
O presidente também destacou preocupação quase
"sobrenatural" para que a sociedade não perca a
esperança e a fé nas instituições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou
nesta sexta-feira (4) que quer fazer no próximo ano
uma discussão profunda sobre a necessidade de uma
reforma no Judiciário. Além disso, declarou que
ninguém, em nome da democracia, pode utilizar seu
cargo para ter benefício próprio.
“Tenho certeza que faremos para o próximo ano uma
discussão profunda sobre a necessidade de uma nova
reforma no Poder Judiciário brasileiro para que o
povo possa continuar acreditando na Justiça. Porque
ninguém, ninguém, em nome da democracia, pode
utilizar o cargo que tem em benefício pessoal.
Ninguém”, declarou.
O presidente disse ainda que tem uma preocupação
quase que “sobrenatural” para que a sociedade não
perca a esperança e a fé nas instituições. Depois de
citar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF),
Lula disse que se não houver instituições sólidas, a
democracia fica vulnerável.
“Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos
trâmites da legislação. Afinal de contas, ela vale
para todos. E eu disse ao meu amigo Fachin, a
Suprema Corte e a Procuradoria Geral da República
estão com muita expectativa da sociedade brasileira.
Porque quando os filhos estão em desordem, é quem
manda na casa quem resolve. Então, meu caro, está
nas suas costas, nas costas do Paulo Gonet, a
responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade
sem tentar esconder absolutamente nada”, completou.
Denuncismo e vazamentos
Lula também avaliou que o Brasil vive uma “época
perigosa” e afirmou que “denuncismo, vazamentos e
fake news não contribuem com democracia”.
Recentemente, parte da investigação na Polícia
Federal (PF) contra o filho do presidente, Fábio
Luís Lula da Silva – o Lulinha – foi vazada para a
imprensa.
O ministro André Mendonça, relator da investigação
sobre Lulinha no âmbito das fraudes no INSS, mandou
a PF investigar a origem do vazamento dos dados. A
determinação atendeu a um pedido da defesa do filho
do presidente.
O presidente discursou em cerimônia no Palácio do
Planalto, ao lado do presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), Edson Fachin, e do procurador-geral
da República, Paulo Gonet. Ele sancionou projetos
que criam fundos no sistema de Justiça.
A fala ocorre em meio a uma das mais graves crises
no Supremo Tribunal Federal. Segundo Lula, o
objetivo dessas novas leis é garantir que pobre seja
tratado com decência pela Justiça.
Fonte: Estadão Conteúdo

08/09/2026 -
Câmara aprova MP que amplia programa para diminuir
fila do INSS
A medida provisória também passou pelo Senado e
será promulgada
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira
(3) a Medida Provisória 1369/26, que estende o
Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB),
criado em 2025 para diminuir as filas de
requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) e da Perícia Médica Federal.
O texto aprovado amplia o objetivo do programa:
antes, a prioridade era reavaliação e revisão de
benefícios já concedidos; agora, essas atividades
passam a ter o mesmo peso de processos como novos
pedidos de aposentadoria e auxílio-doença.
Depois de passar pelo Plenário da Câmara, a medida
provisória foi aprovada sem mudanças pelo Senado. O
texto será promulgado.
Prazo de espera
A MP também reduz de 45 para 30 dias o prazo mínimo de
espera para que um processo entre no escopo do PGB.
Além disso, há previsão de pagamento extraordinário
aos servidores que cumprirem as metas. A data limite
de vigência do programa é 31 de dezembro de 2026.
Durante a votação da MP em Plenário, o deputado
Reginaldo Lopes (PT-MG) destacou a importância da
medida para famílias com doenças raras e atípicas.
"Já conseguimos diminuir a fila em 76% em agosto e,
em setembro, vamos zerar a fila do INSS", afirmou.
Fonte: Agência Câmara

08/09/2026 -
Alcolumbre diz que Senado votará fim da escala 6x1
após eleições
Senador fez anúncio em resposta a apelo de Paulo
Paim. PEC que reduz jornada máxima de 44 para 40
horas semanais precisa de pelo menos 49 votos
favoráveis em dois turnos no Plenário.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
afirmou nesta quinta-feira (3) que a PEC que prevê o
fim da escala 6x1 e reduz de 44 para 40 horas a
jornada máxima semanal será votada pelo Plenário
após as eleições. A declaração foi feita em resposta
a um apelo do senador Paulo Paim (PT-RS), que está
no último mandato e anunciou que deixará a vida
parlamentar no fim do ano.
"Quero aproveitar essa oportunidade que o senador
Paulo Paim está aqui na mesa e veio me dar um
abraço, para dizer para vossa excelência e para o
Brasil que vossa excelência estará aqui votando,
após as eleições, o fim da escala 6x1 no Plenário do
Senado Federal", afirmou Alcolumbre.
A manifestação ocorreu um dia depois de a PEC avançar
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sem
seguir para o Plenário. Sem garantia dos 49 votos
necessários para aprovar uma mudança constitucional
e diante da obstrução da oposição, a base governista
decidiu não arriscar a votação.
A expectativa é que os senadores retomem as votações
presenciais em novo esforço concentrado na segunda
semana de outubro. O primeiro turno das eleições
será em 4 de outubro e um eventual segundo turno, no
dia 25.
Apelo de Paim
Da tribuna, Paim relembrou a atuação na Constituinte e
a redução da jornada máxima de 48 para 44 horas
semanais, incluída na Constituição de 1988.
"Não podemos mais esperar. Por que esperar? Vamos
resolver, como na Constituinte de 1988, [quando]
alcançamos as 44 horas semanais [de jornada máxima
semanal de trabalho]", disse.
Paim afirmou que gostaria de encerrar sua trajetória
no Congresso com a aprovação da nova jornada.
"Chegou a hora de eu ir pra casa, mas eu queria
muito dizer a todos: 'temos agora as 40 horas
semanais para toda nossa gente."
A PEC já passou pela CCJ e precisa ser aprovada pelo
Plenário do Senado em dois turnos, com pelo menos 49
votos favoráveis em cada um. O texto reduz a jornada
semanal para 40 horas, sem diminuição salarial, e
prevê dois dias de repouso remunerado.
Fonte: Agência Câmara

08/09/2026 -
Sindicatos prometem pressionar Senado para votar 6x1
antes da eleição
Centrais se reuniram nesta sexta para definir
ações a favor da PEC
As principais centrais sindicais do Brasil articulam
pressionar os senadores em cada unidade da federação
(UF) para antecipar a votação da proposta de emenda
à Constituição (PEC) que põe fim à escala de seis
dias de trabalho por um de descanso e reduz a
jornada para 40 horas semanais.
Com início neste fim de semana, o movimento quer que
a PEC 221 de 2019 seja votada antes do primeiro
turno das eleições de 2026.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), Sérgio Nobre, avalia que o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi pressionado
por empresários e senadores da oposição a pautar a
PEC para depois da eleição com o objetivo de
possibilitar que os parlamentares “traiam o povo”.
“Os empresários falam que querem que vote depois da
eleição porque sabem que o senador vai trair o povo.
Fala que vota a favor do povo e, no dia seguinte,
trai a população. É isso que nós vamos denunciar”,
disse à Agência Brasil.
O presidente da CUT acredita que é possível
antecipar a votação da PEC se houver forte pressão
popular.
“Se os senadores forem cobrados nos estados, eles
vão querer resolver essa situação. Eles vão ter que
responder isso nas ruas. Vamos colocar o povo para
cobrar. Vai pedir voto? Cadê a 6x1 primeiro?”,
respondeu Sérgio Nobre.
Agenda contra a 6x1
A agenda de ações a favor da PEC 221 de 2019 foi
definida, nesta sexta-feira (4), em reunião do Fórum
das Centrais Sindicais, que reúne as seis principais
entidades sindicais do país. A reunião foi convocada
após Alcolumbre anunciar a votação da proposta para
depois das eleições.
Os dirigentes sindicais decidiram ainda intensificar
panfletagens em centros comerciais, onde a escala
6x1 é mais comum, reforçar a mobilização nas redes
sociais e trabalhar para construir novos protestos
de rua.
As centrais vão ainda solicitar uma audiência com o
senador Alcolumbre para defender a votação da PEC
antes do 1º turno e denunciar os parlamentares que
estão contra a redução da jornada de trabalho.
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse
à Agência Brasil que Alcolumbre “virou as costas”
para os trabalhadores.
“Para nós, o adiamento da votação foi uma surpresa
negativa. Mais de 70% da população brasileira é a
favor da PEC. Vejo esse adiamento com muita
preocupação porque, se deixar para depois da
eleição, podemos voltar para a estaca zero”,
comentou.
Sindicatos criticam adiamento
Inicialmente havia a expectativa da PEC do fim da
escala 6x1 ir para o plenário logo após a aprovação
na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na
última quarta-feira (2). A reportagem procurou a
assessoria de Alcolumbre para comentar o tema, mas
não obteve retorno.
O diretor da executiva da Central dos Sindicatos
Brasileiros (CSB), Paulo de Oliveira, disse que os
sindicatos achavam possível ter votado a PEC nesta
semana.
“Nos parece desleal com os trabalhadores que vão
votar na eleição. Como passou o primeiro turno, não
há mais preocupação com os votos e aí eles podem
atender outros interesses que não os da grande massa
da população”, disse à Agência Brasil.
Por sua vez, o presidente da União Geral dos
Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, lembrou que a
redução da jornada de trabalho para 40 horas é uma
demanda de quase 100 anos.dos trabalhadores.
“Tivemos uma vitória extraordinária na CCJ, onde
apenas quatro senadores foram contrários e todos
eles não vão disputar eleição agora. Temos a
expectativa de falar com Alcolumbre e resolver
isso”, disse.
As centrais sindicais defendem a PEC argumentando,
entre outros motivos, que ela melhora a qualidade de
vida e a saúde mental dos trabalhadores, que terão
mais tempo para se dedicar às famílias ou a outras
atividades.
Além disso, argumentam que os custos da redução da
jornada são pequenos e podem ser absorvidos pelas
empresas, assim como ocorreu com a redução da
jornada de 48 para 44 horas em 1988.
Patrões
As confederações patronais, por outro lado, têm se
manifestado contra a PEC do fim da 6x1, alegando que
ela aumenta os custos das empresas e pode prejudicar
a economia. Estudos têm divergido sobre os impactos
da mudança para inflação e o Produto Interno Bruto
(PIB).
A Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo (CNC) pediu para adiar a votação
da PEC 221 de 2019 para depois das eleições.
“Mudanças constitucionais nas relações de trabalho
exigem análise técnica, diálogo e previsibilidade.
Não é uma discussão que deva ser conduzida sob a
pressão do calendário eleitoral, mas sim em um
ambiente que permita avaliar com responsabilidade
seus impactos em empresas, empregos e
trabalhadores”, defendeu o presidente do Sistema
CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
Fonte: Agência Brasil

04/09/2026 -
Guiados pelo ‘01’, bolsonaristas votaram contra
descanso de 2 dias para trabalhador
Senadores Rogério Marinho (PL), Jaime
Bagattoli (PL), Tereza Cristina (PP) e Hamilton
Mourão (Republicanos) foram os únicos senadores a
registrar voto contra a PEC que reduz a jornada e
garante 2 dias de folga
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado
aprovou, nesta quarta-feira (2), a PEC 221/19, que
acaba com a escala 6x1, reduz a jornada máxima de 44
para 40 horas semanais, sem redução salarial, e
garante 2 dias de descanso remunerado.
Dos 27 integrantes presentes, 23 apoiaram o
relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM) e apenas 4
registraram voto contrário. Isto é, foram contrários
aos trabalhadores.
Os 4 votos contra partiram dos senadores Rogério
Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza
Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
A votação foi simbólica, razão pela qual os demais
votos favoráveis não foram registrados
individualmente.
OS 4 CONTRA
O senador Rogério Marinho, líder da oposição no
Senado, foi o principal articulador da resistência à
proposta. Durante a sessão, argumentou que a redução
da jornada poderia elevar custos, inflação,
desemprego e informalidade.
Esse repertório de argumento remonta aos tempos do
escravismo colonial, quando se debatia o fim da
escravidão no Brasil.
Também tentou retirar a PEC da pauta para priorizar
proposta de autoria dele, que cria regime
alternativo à CLT (Consolidação das Leis do
Trabalho) e permite contratação por hora.
Os demais senadores que registraram voto contrário
foram Jaime Bagattoli, Tereza Cristina e Hamilton
Mourão. O grupo representa, na CCJ, a posição mais
explícita contra a adoção do modelo 5x2 previsto na
PEC.
OS 23 A FAVOR
Foi votação acachapante à favor do relatório de Omar
Aziz favorável à proposta: Eduardo Braga (MDB-AM),
Renan Calheiros (MDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA),
Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Soraya Thronicke
(PSB-MS), Professora Dorinha Seabra (União-TO),
Styvenson Valentim (Podemos-RN), Oriovisto Guimarães
(PSDB-PR), Jayme Campos (União-MT), Jorge Seif
(PL-SC), Magno Malta (PL-ES), Dr. Hiran (PP-RR),
Laércio Oliveira (PP-SE), Otto Alencar (PSD-BA),
Omar Aziz (PSD-AM), Eliziane Gama (PSD-MA),
Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Rodrigo Pacheco
(PSB-MG), Lourdinha Pereira (PSB-MA), Rogério
Carvalho (PT-SE), Fabiano Contarato (PT-ES), Camilo
Santana (PT-CE) e Weverton Rocha (PDT-MA).
Esta votação expressiva na comissão sinaliza o que
pode ocorrer caso a proposta seja incluída na pauta
do Plenário do Senado.
Chama atenção que Jorge Seif e Magno Malta, ambos do
PL, ficaram do lado da aprovação, enquanto 4
integrantes da oposição registraram voto contrário.
Portanto, a resistência não foi unânime nem mesmo
entre os partidos que fazem oposição ao governo.
“2 DIAS DE DESCANSO”
A PEC prevê que, após a promulgação, a jornada caia
inicialmente para 42 horas semanais e, 12 meses
depois, para 40 horas. A regra também estabelece 2
dias de descanso por semana, um desses
preferencialmente aos domingos, sem redução
salarial.
Na prática, a proposta cria as bases constitucionais
para a substituição da escala 6x1 pelo modelo 5x2,
uma das principais reivindicações do movimento
sindical e das organizações de trabalhadores e dos
movimentos sociais.
AGORA É O PLENÁRIO
Com a aprovação na CCJ, a PEC está pronta para ser
apreciada pelo plenário do Senado. A matéria
precisará de 49 votos favoráveis, em 2 turnos, para
ser aprovada.
A aprovação na comissão ocorreu depois de mais de 4
horas de debates e da tentativa da oposição de adiar
a votação. O relator rejeitou as 36 emendas
apresentadas e preservou integralmente o texto
aprovado pela Câmara, em maio.
O resultado deixa registrado, portanto, o contraste
político: enquanto 23 senadores da CCJ abriram
caminho para 2 dias de descanso semanal, 4 senadores
optaram por barrar a mudança; todos alinhados à
oposição bolsonarista.
Fonte: Diap

04/09/2026 -
Escala 6x1: 67% apontam que jornada piora saúde
mental, diz pesquisa
Para 62%, rotina laboral atual prejudica saúde
física do trabalhador
Trabalhar seis dias seguidos e descansar apenas um
proporciona piora da saúde mental para 67% dos
brasileiros ouvidos por levantamento do Instituto
Locomotiva, divulgado nesta terça (2). O possível
fim da escala 6x1 está em tramitação avançada no
Congresso.
A proposta de emenda à Constituição sobre o tema foi
aprovada na tarde desta quarta-feira (2) pela
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A pesquisa do Locomotiva apresenta também, por
exemplo, que a rotina laboral da escala 6x1
prejudica a saúde física para 62% das pessoas.
Segundo avaliou o presidente do instituto, Renato
Meirelles, o levantamento aponta que o problema
central para os brasileiros está no tamanho da vida
que sobra depois do trabalho.
“A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre
dimensões fundamentais da qualidade de vida, como
saúde mental, descanso, tempo com a família e
relações pessoais”, destaca.
O levantamento foi feito em parceria com a
QuestionPro entre os dias 2 e 8 de junho e ouviu
1.030 brasileiros em todas as regiões.
Menos sono e saúde
Ao todo, 69% entendem que o tempo com a família é
prejudicado ao trabalhar seis dias seguidos e folgar
um, e 61% dizem que o sono e o descanso são
impactados. Inclusive, 71% dos brasileiros afirmam
que a jornada dificulta a manutenção de hábitos
saudáveis e 78% dizem que é difícil descansar de
verdade trabalhando tanto tempo.
O sentimento de que vivem cada vez mais cansadas é
citado por 83% das pessoas. O levantamento de quem
atua na escala 6x1 é de sacrificar saúde e lazer em
nome da renda para 85%. Entre as mulheres, o
percentual chega a 89%.
Projeto
A PEC 221 de 2019, que tramita no Congresso Nacioanl,
prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de
dois dias por semana, sem diminuição salarial. A
proposta reduz a atual jornada de trabalho de 44
para 40 horas semanais, com uma regra de transição
de 14 meses.
Nas discussões no Congresso, os parlamentares
destacam que estudos sobre o fim da escala 6x1
divergem sobre os impactos para a inflação e o
Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços
produzidos no país).
Fonte: Agência Brasil

04/09/2026 -
Câmara aprova MP que acaba com a "taxa das
blusinhas"; texto vai ao Senado
A Câmara dos Deputados concluiu a votação da Medida
Provisória 1357/26, que permite zerar o Imposto de
Importação sobre compras internacionais de até 50
dólares. Por tratar de compras de pequeno valor, a
cobrança do tributo ficou popularmente conhecida
como “taxa das blusinhas”. A MP segue agora para
análise no Senado.
O texto aprovado permite que o Ministério da Fazenda
reduza a alíquota do tributo, inclusive a zero, para
remessas postais internacionais de até 50 dólares.
Para valores superiores, até o limite de 3 mil
dólares, a alíquota poderá ser reduzida dos atuais
60% para até 30%.
A MP foi aprovada na forma do projeto de lei de
conversão da relatora na comissão mista, senadora
Leila Barros (PDT-DF), que acolheu parte das emendas
apresentadas por deputados e senadores e ainda
sugestões de diferentes setores da economia.
Fonte: Agência Câmara

04/09/2026 -
Câmara aprova adesão do Brasil a acordo para
eliminar violência e assédio no trabalho
Convenção da OIT foi aprovada pelos deputados e
segue para análise do Senado
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira
(1º) a ratificação de convenção da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) para eliminar a
violência e o assédio no mundo do trabalho. O texto
consta do Projeto de Decreto Legislativo 997/26 e
segue para análise do Senado.
A aprovação foi recomendada pela relatora, deputada
Benedita da Silva (PT-RJ). "A persistência de casos
de assédio moral, assédio sexual e outras formas de
violência no ambiente laboral demonstra a
necessidade de fortalecimento das políticas de
prevenção, acolhimento das vítimas e
responsabilização dos agressores", defendeu.
Benedita da Silva acredita que a promoção de um
ambiente de trabalho livre de violência e assédio
também trará benefícios econômicos. "A redução de
afastamentos por adoecimento, a melhoria do clima
organizacional, o aumento da produtividade e a
diminuição da rotatividade da mão de obra evidenciam
que a prevenção da violência no trabalho constitui
medida socialmente justa e economicamente racional",
afirmou.
Assédio
A convenção define a violência e o assédio no mundo do
trabalho como "um conjunto de comportamentos e
práticas inaceitáveis, ou ameaças de tais
comportamentos e práticas, quer se manifestem uma
vez ou repetidamente, que tenham por objeto, causem
ou sejam suscetíveis de causar danos físicos,
psicológicos, sexuais ou econômicos, incluindo
violência e assédio de gênero".
Os países que assinarem a convenção devem adotar
legislação e políticas públicas que garantam o
direito à igualdade e à não discriminação no emprego
e na ocupação.
As regras devem valer para todas as pessoas
envolvidas no mundo laboral, como empregados,
trabalhadores autônomos, estagiários, aprendizes,
voluntários, trabalhadores despedidos, candidatos a
emprego, trabalhadores que exercem cargos de chefia
e gestão. Também valerão para os setores público e
privado, para a economia formal e informal e para as
zonas urbanas e rurais.
Ações na Justiça
A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do
Ministério do Trabalho e Emprego, nos estudos acerca
da ratificação da convenção, registrou 5.933
demandas sobre práticas discriminatórias entre 2014
e 2021.
Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) apontam
que, entre janeiro de 2015 e janeiro de 2021,
aproximadamente 26 mil pessoas ingressaram com ações
na Justiça por conta do assédio sexual no ambiente
de trabalho.
Fonte: Agência Câmara

04/09/2026 -
Lula diz que aliados de Flávio Bolsonaro barraram o
fim da escala 6×1: “o Brasil testemunhou quem é
quem”
Presidente afirma que adversários repetem
discurso de que país “quebra” com novo direito
trabalhista e defende um dia a mais de descanso sem
redução salarial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou
nesta quinta-feira (3) a atuação da oposição no
Congresso Nacional contra o avanço da PEC que propõe
o fim da escala 6×1.
Em publicação no X, antigo Twitter, Lula afirmou que
o Brasil “testemunhou, mais uma vez, quem é quem no
Congresso Nacional” e acusou a oposição, segundo ele
“capitaneada pelo coordenador da campanha do meu
opositor nessa corrida presidencial”, de atuar para
impedir a tramitação da pauta no Senado.
“Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com
a jornada 6×1 no Senado, a oposição, capitaneada
pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa
corrida presidencial, atuava para impedir o avanço
da pauta”, escreveu o presidente.
A declaração ocorre após a tentativa de votação da
proposta no Senado. Lula afirmou que a população
precisa saber quais parlamentares estão defendendo a
mudança e quais estão tentando barrá-la. A PEC é
apresentada por seus defensores como uma medida para
garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores,
sem redução de salário.
“É importante que o Brasil saiba quem está
trabalhando para avançar com essa mudança e quem
está tentando impedir uma conquista que pode
garantir um dia a mais de descanso sem redução de
salário”, declarou.
Na publicação, Lula também rebateu o argumento de
setores contrários à proposta de que a aprovação do
fim da escala 6×1 poderia prejudicar a economia. O
presidente comparou a resistência atual a direitos
trabalhistas já consolidados, como férias e 13º
salário.
“As justificativas são as de sempre. Se a gente
aprovar, o Brasil ‘quebra’. Do mesmo jeito que ia
‘quebrar’ quando os trabalhadores conquistaram o
direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º.
Uma história que se repete desde os tempos do fim da
escravidão”, afirmou.
Lula buscou vincular a discussão ao impacto da
jornada sobre a vida cotidiana dos trabalhadores.
Segundo ele, o que compromete a sociedade não é a
ampliação de direitos, mas o desgaste físico, mental
e familiar provocado pela rotina de trabalho
exaustiva.
“O que quebra de verdade é a saúde mental do
trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer
família é a sensação de não poder acompanhar os
filhos crescerem. Viver para trabalhar, e não ter
vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a
produtividade”, escreveu.
O presidente também citou a sobrecarga enfrentada
por trabalhadores que, mesmo após seis dias de
expediente, utilizam o dia de folga para cumprir
tarefas domésticas. Para Lula, esse grupo “já cansou
de esperar” por uma mudança na legislação.
“Os brasileiros e brasileiras que trabalham seis
dias por semana e, muitas vezes, dedicam o sétimo
aos afazeres domésticos, já cansaram de esperar.
Estamos com vocês. Seguimos mobilizados. Pelo fim da
escala 6×1!”, concluiu.
Fonte: Brasil247

03/09/2026 -
Lula prepara ato no Planalto para anunciar fila do
INSS zerada
O tema é uma das promessas do terceiro mandato do
presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um
evento no Palácio do Planalto, previsto para
quinta-feira (3), para anunciar que a fila do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi
zerada, segundo informou a coluna de Milena
Teixeira, no Metrópoles.
A cerimônia deve ocorrer uma semana depois de Lula
afirmar, durante sabatina na TV Globo, que o governo
apresentaria em Brasília o resultado da redução do
tempo de espera por benefícios previdenciários. Na
ocasião, o presidente disse que a fila passaria a
estar dentro do patamar considerado normal pela
administração federal.
“Semana que vem, vou anunciar que a fila zerou. A
espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil
pessoas, que é o normal”, afirmou Lula na
entrevista.
O tema é uma das promessas do terceiro mandato do
presidente. Durante a sabatina, Lula foi questionado
sobre o compromisso assumido no início do governo de
reduzir a fila do INSS. Segundo ele, a gestão
encontrou cerca de 3 milhões de pessoas aguardando
atendimento na Previdência e conseguiu diminuir esse
estoque.
O ato no Planalto também ocorre em meio à crise
envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF),
contexto político que tem mobilizado o governo e o
Congresso nos últimos dias.
Apesar do anúncio previsto, dados apresentados
durante a sabatina indicam que cerca de 1,3 milhão
de pessoas ainda aguardam a análise de pedidos de
benefícios. O governo, no entanto, considera que a
fila zerada se refere à redução do tempo de espera
para dentro do prazo considerado regular, com 251
mil pessoas aguardando até 45 dias.
Fonte: Brasil247

03/09/2026 -
CAS aprova proteção a gestantes contra demissão em
contrato temporário
Texto assegura proteção mesmo que empregador ou
trabalhadora desconheçam a gravidez.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado
aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto que amplia
e detalha na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
a estabilidade provisória de gestantes contratadas
em modalidades como trabalho intermitente,
temporário e por prazo determinado.
O substitutivo apresentado pela relatora, senadora
Jussara Lima (PSD-PI), recebeu 9 votos favoráveis,
um contrário e uma abstenção. O voto contrário foi
do senador Laércio Oliveira.
A proposta é de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO).
O projeto de lei
3.522/2025 estabelece expressamente que a
confirmação da gravidez durante o contrato garante à
trabalhadora a estabilidade prevista na Constituição
também nos contratos por prazo determinado, de
experiência, de aprendizagem, de safra, temporários
e intermitentes.
A garantia constitucional impede a dispensa
arbitrária ou sem justa causa desde a confirmação da
gravidez até cinco meses após o parto.
Segundo o relatório, a mudança busca evitar que
modalidades de contratação mais instáveis acabem
reduzindo, na prática, a proteção assegurada às
gestantes.
Estabilidade mesmo sem conhecimento da gravidez
O substitutivo aprovado estabelece que a estabilidade
independe de o empregador ou a própria trabalhadora
saber da gravidez no momento da admissão, da
dispensa ou do encerramento do vínculo.
Se a estabilidade for desrespeitada, a trabalhadora
poderá ser reintegrada ao emprego enquanto o período
de proteção ainda estiver em vigor e a medida for
juridicamente possível.
Caso a reintegração não seja possível ou o período
já tenha terminado, será devida indenização
correspondente à remuneração e aos demais direitos
que seriam pagos até o fim da estabilidade.
O texto também determina que entrar com uma ação
depois do período de estabilidade não elimina o
direito à indenização, desde que respeitado o prazo
prescricional.
Regra própria para trabalho intermitente
O texto aprovado cria uma regra específica para
gestantes contratadas pelo regime intermitente.
Durante o período de estabilidade, a trabalhadora
terá direito a uma garantia remuneratória mensal
mesmo que não seja convocada para prestar serviços,
exceto nos meses em que receber salário-maternidade.
O valor será calculado pela média das remunerações
recebidas nos 12 meses anteriores à confirmação da
gravidez. Se o vínculo tiver menos de um ano, será
considerada a média de todo o período contratual
anterior.
A remuneração por hora não poderá ser inferior ao
valor horário do salário mínimo ou, quando houver,
ao piso salarial da categoria.
Segundo Jussara Lima, a regra busca impedir que a
falta de convocação da trabalhadora intermitente
esvazie a estabilidade na prática.
A relatora também deixou claro que essa remuneração
tem natureza trabalhista e não substitui o
salário-maternidade pago pela Previdência.
O substitutivo ainda exige assistência do sindicato
profissional ou de autoridade competente para pedido
de demissão, rescisão por acordo ou atos que
impliquem renúncia, transação ou quitação dos
direitos relacionados à estabilidade.
A proteção também é mantida para o empregado
adotante que tenha recebido guarda provisória para
fins de adoção.
A proposta já havia recebido parecer favorável da
Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH).
Como a CAS aprovou um substitutivo, o novo texto
deverá ser submetido a turno suplementar na própria
comissão, conforme prevê o Regimento Interno do
Senado.
Leia a
íntegra do substitutivo.
Fonte: Congresso em Foco

03/09/2026 -
Justiça comum deve julgar contrato de PJ antes de
análise trabalhista
A validade de um contrato de prestação de serviços
como PJ deve ser avaliada antes que se possa
analisar o vínculo de emprego. A responsabilidade
por julgar esse contrato civil é da Justiça comum,
conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal.
Com base nesse entendimento, o juiz Jean Marcel
Mariano de Oliveira, da 45ª Vara do Trabalho de São
Paulo, decidiu que a Justiça do Trabalho não tem o
poder de julgar a ação de um profissional que
acionou uma empresa de mobilidade e tecnologia.
Ele exerceu a função de desenvolvedor de sistemas
Android de janeiro de 2014 a fevereiro de 2025, com
remuneração mensal de R$ 12.600. Depois de demitido,
pediu reconhecimento de vínculo trabalhista,
pagamento de verbas rescisórias, Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) e multa de 40% e
seguro-desemprego.
A empresa alegou que a relação jurídica era regulada
pelo Código Civil por contrato de prestação de
serviços firmado com a pessoa jurídica aberta pelo
trabalhador. Sustentou, ainda, que a falta de
pessoalidade, subordinação e habitualidade afastava
o vínculo trabalhista.
O profissional argumentou que o contrato de
prestação de serviços era uma ficção utilizada para
mascarar uma fraude trabalhista, conhecida como
pejotização.
Nulidade do contrato
Ao analisar o caso, o juiz ressaltou que a assinatura
de um contrato de prestação de serviços por uma
pessoa jurídica ativa afasta o vínculo típico de
emprego previsto na Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).
O magistrado destacou que a validade do negócio
civil deve ser avaliada de forma prévia. “Não se
está a afirmar, nesta decisão, que o vínculo
empregatício efetivamente inexistiu […]. O que se
reconhece é que, havendo instrumento contratual
civil formal, regularmente subscrito por pessoa
jurídica ativa, a análise da validade desse negócio
jurídico deve preceder o exame de eventual vínculo
empregatício”, avaliou.
A sentença destacou que a competência da Justiça do
Trabalho, descrita na Constituição Federal, só se
inicia com a declaração de nulidade do contrato
civil pela Justiça comum, de acordo com o
entendimento do STF no Tema 1.389 da Repercussão
Geral.
A empresa foi representada pelo escritório Neves e
Neves Sociedade de Advogados.
Clique aqui para ler a sentença
Processo 1000589-81.2025.5.02.0045
Fonte: Consultor Jurídico

02/09/2026 -
Centrais intensificam pressão no Senado pelo fim da
escala 6x1
As centrais sindicais intensificaram nesta
terça-feira (1º), em Brasília, a mobilização pelo
fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de
trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução
salarial.
A presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou das
atividades no Senado Federal acompanhada pelo
Diretor de Relações Institucionais, Moacyr Roberto
Tesch Auersvald, pelo Diretor de Finanças, Wilson
Pereira, e por outros dirigentes da entidade. A
mobilização reuniu presidentes e representantes das
centrais sindicais em defesa da proposta.
A mobilização ocorre às vésperas da análise da PEC
221/2019 pela Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) do Senado, prevista para esta
quarta-feira (2). O relator, senador Omar Aziz
(PSD-AM), apresentou parecer favorável à proposta.
Durante a mobilização, os dirigentes percorreram
gabinetes e foram recebidos por senadores, entre
eles Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM) e
Renan Calheiros (MDB-AL), para apresentar a pauta e
buscar apoio à aprovação da PEC.
Trabalho de convencimento
O diretor de Relações Institucionais da NCST, Moacyr
Roberto Tesch Auersvald, destacou a articulação
realizada junto aos parlamentares.
“Nós estamos aqui no Senado Federal com a presidente
da Nova Central, Sônia Zerino, e com o presidente da
Contratuh, Wilson Pereira, fazendo um trabalho de
convencimento aos senadores, porque amanhã será
votado o fim da 6x1. Estamos tendo uma repercussão
muito positiva. Já estivemos com o senador Otto
Alencar, com o senador Omar Aziz, fomos recebidos
pelo senador Renan Calheiros e estamos correndo
rapidamente aos gabinetes.”
Moacyr também reforçou a importância da unidade do
movimento sindical. “Gostaríamos de agradecer à Nova
Central, à Contratuh e aos companheiros que estão
aqui colaborando com o nosso trabalho. Nós estamos
juntos, porque juntos somos fortes.”
Mobilização precisa continuar
Para Wilson Pereira, a mobilização precisa ser
ampliada para garantir apoio à proposta nas próximas
etapas de votação.“É um trabalho dignificante e que
está muito bem apresentado. A gente viu, inclusive,
por parte de vários senadores, a perspectiva de ser
aprovado. É um trabalho que tem que ser realizado.
Por isso, estamos chamando todos os dirigentes
sindicais da União para que conversem com seus
senadores, façam contato e peçam a aprovação amanhã
na Comissão de Constituição e Justiça.”
O dirigente ressaltou que, após a CCJ, a mobilização
deverá continuar no plenário do Senado.“Logicamente,
depois vamos para o plenário, para o Senado, e temos
que trabalhar todos os senadores para que seja
aprovada essa PEC.”
Sônia Zerino destaca importância para as mulheres
A presidente da NCST, Sônia Zerino, reforçou a
necessidade de pressão junto aos senadores e
destacou os impactos da redução da jornada,
especialmente para as mulheres.
“Nós estamos aqui numa ação concentrada, trabalhando
com os senadores, pedindo apoio para que amanhã a
Comissão de Constituição e Justiça aprove o fim da
escala 6x1, sem redução do salário. Precisamos que
os companheiros, nas suas bases, continuem fazendo a
pressão por e-mail, pedindo aos senadores dos seus
estados o apoio.”
Sônia também destacou que a redução da jornada
representa melhores condições de trabalho e mais
tempo para descanso e convivência familiar.
“Melhores condições de trabalho significam ter dois
dias de folga na semana, principalmente para nós,
mulheres, que temos a dupla, a tripla jornada.
Trabalhamos uma jornada fora e ainda temos as
responsabilidades de casa e da família.”
Vigília no Senado
As centrais sindicais realizam vigílias em frente ao
Anexo II do Senado nesta terça, quarta e
quinta-feira, a partir das 14h.
A NCST orienta trabalhadores e dirigentes sindicais
a manterem a mobilização e pressionarem os senadores
pela aprovação da PEC.
Fonte: NCST

02/09/2026 -
Orçamento de 2027 expõe aperto fiscal e mantém juros
nas alturas
PLOA prevê salário mínimo de R$ 1.741,
inflação de 3,6%, PIB de 2,46% e Selic média de
12,53%.
Emendas parlamentares consomem R$ 44,8 bilhões
O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional,
nesta segunda-feira (31), no limite do prazo
constitucional, o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária
Anual) de 2027. A proposta combina tentativa de
manter as contas públicas sob controle com cenário
ainda marcado por juros elevados, crescimento
moderado e forte pressão sobre as despesas
obrigatórias.
O texto projeta superávit primário efetivo de R$
18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB (Produto
Interno Bruto). Consideradas as despesas que podem
ser legalmente excluídas do cálculo da meta, o
resultado sobe para R$ 83,4 bilhões, ou 0,56% do
PIB; R$ 10,1 bilhões acima do centro da meta, fixado
em 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões.
A engenharia fiscal, contudo, revela o tamanho das
restrições impostas ao próximo governo. O PLOA
estabelece limite de R$ 2,576 trilhões para as
despesas primárias, alta de 7,7% sobre o limite de
2026, resultado da combinação da inflação acumulada
de 4,64% até junho com o crescimento real de 2,5%
permitido pelo arcabouço fiscal.
Juros ainda muito altos
O cenário macroeconômico projetado, portanto, pelo
governo prevê PIB crescendo 2,46%, inflação de 3,6%,
dólar médio a R$ 5,22 e Selic média de 12,53% em
2027. A estimativa para os juros, embora inferior
aos níveis atuais, continua elevada e representa um
dos principais obstáculos à expansão mais vigorosa
da economia.
A própria projeção de crescimento merece atenção:
enquanto o governo trabalha com avanço de 2,46%, o
mercado estima expansão de apenas 1,50%. A diferença
evidencia que parte importante da aposta
orçamentária depende de atividade econômica mais
forte do que a esperada pelos agentes privados.
O quadro é agravado pelo custo da dívida pública. A
dívida bruta chegou a 82,5% do PIB em julho, maior
patamar em 5 anos, segundo o Banco Central. O
resultado mostra que a geração de superávits
primários, embora necessária, não resolve sozinha o
problema quando os juros permanecem elevados.
Salário mínimo
O salário mínimo está projetado em R$ 1.741, aumento
nominal de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$
1.621. O reajuste incorpora ganho real e segue a
política de valorização do piso nacional. O valor
definitivo, porém, somente será conhecido após a
divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor) de novembro.
O aumento tem efeito direto sobre aposentadorias,
pensões, BPC e outros benefícios vinculados ao
mínimo. Segundo estimativas divulgadas pelo governo,
cada R$ 1 de aumento representa cerca de R$ 413,2
milhões de impacto nas despesas públicas.
O reajuste, portanto, cumpre função econômica e
social importante ao elevar a renda de milhões de
brasileiros, mas também pressiona as despesas
obrigatórias. É justamente nesse ponto que a
política de valorização do salário mínimo entra em
choque com a lógica de contenção imposta pelo
arcabouço fiscal.
Emendas engordam o Orçamento
Outro ponto de tensão está nas emendas parlamentares.
O PLOA reserva R$ 44,8 bilhões para emendas
individuais e de bancada. São R$ 4 bilhões a mais
que o previsto inicialmente no Orçamento de 2026. O
montante ainda pode crescer durante a tramitação,
com a inclusão de emendas de comissão.
O contraste é evidente: enquanto o Executivo impõe
limites ao crescimento de despesas e busca controlar
gastos obrigatórios, parcela expressiva do Orçamento
permanece sujeita à disputa política no Congresso.
Nos últimos anos, o valor das emendas efetivamente
aprovado pelo Legislativo superou as previsões
originais do governo. Em 2025, chegou a R$ 53
bilhões e, em 2026, a R$ 61 bilhões.
Isso transforma a discussão orçamentária também numa
disputa por espaço político. O Congresso terá poder
significativo para alterar prioridades, deslocar
recursos e ampliar a fatia destinada às emendas,
reduzindo a margem de manobra do Executivo.
LDO atrasada
A tramitação do Orçamento começa sob anomalia: o
Congresso ainda não aprovou a LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias) de 2027, que deveria ter sido votada
até 17 de julho. Com o atraso, LDO e LOA deverão
tramitar conjuntamente na CMO (Comissão Mista de
Orçamento) do Congresso.
A situação reforça característica recorrente da
política orçamentária brasileira: o calendário
constitucional é rígido para o Executivo, mas
frequentemente submetido à negociação política no
Legislativo.
A expectativa é que a CMO analise as propostas ao
longo do segundo semestre, com apresentação de
emendas e relatórios setoriais, antes da votação
final pelo Congresso até dezembro.
Desafio de 2027
Mais do que simples peça contábil, o PLOA de 2027
apresenta o retrato das escolhas que estarão em
disputa no próximo ano. De um lado, o governo
promete responsabilidade fiscal, crescimento real
das despesas dentro do arcabouço e resultado
primário positivo.
De outro, enfrenta juros ainda muito altos, dívida
crescente, despesas obrigatórias pressionadas e
Congresso que controla parcela cada vez maior dos
recursos orçamentários. Isso é uma anomalia ou
jabuticaba.
Em nenhum país relevante do mundo, o parlamento tem
poder orçamentário nesse nível.
O Orçamento prevê ganho real para o salário mínimo,
mas em patamar ainda distante das necessidades de
uma família trabalhadora. Ao mesmo tempo, reserva
quase R$ 45 bilhões para emendas parlamentares.
A contradição revela que o problema fiscal
brasileiro não pode ser reduzido simplesmente ao
tamanho das despesas sociais: envolve também o custo
dos juros, a estrutura tributária, a dívida pública
e a crescente apropriação política do orçamento,
pelo Poder Legislativo.
Como resumiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o
governo pretende manter o ganho real do salário
mínimo e, simultaneamente, controlar o crescimento
das demais despesas obrigatórias.
O desafio, porém, será transformar essa equação em
realidade. Afinal, não basta produzir superávit no
papel se o crescimento continuar limitado e os juros
consumirem parcela elevada dos recursos públicos. O
debate sobre o Orçamento de 2027 será, assim, também
disputa sobre que País se pretende construir e quem
pagará a conta do ajuste.
Fonte: Diap

02/09/2026 -
PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre,
mostra IBGE
Em 12 meses, alta é de 1,9%
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo
trimestre de 2026 na comparação com o primeiro
trimestre.
Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto
Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços
produzidos no país, apresenta alta de 2%.
No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve
expansão de 1,9%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4
trilhões no segundo trimestre.
No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na
comparação com a primeira metade de 2025.
O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com
instituições do mercado financeiro, divulgado nesta
segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar
com crescimento do PIB de 1,92%.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/pib-do-brasil-cresce-05-no-segundo-trimestre-mostra-ibge
Fonte: Agência Brasil

02/09/2026 -
Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho,
aponta Caged
Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do
Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de
trabalho com carteira assinada foram abertos em
julho. O indicador mede a diferença entre
contratações e demissões.
O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o
país criou 137.044 empregos.
A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a
julho do ano passado, pressionada pelos juros altos
e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de
2025, tinham sido criados 133.932 postos de
trabalho, nos dados com ajuste, que consideram
declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o
resultado mais baixo da série. A mudança da
metodologia no Caged impede a comparação com anos
anteriores a 2020.
Fonte: Agência Brasil

01/09/2026 -
Domingo de mobilização reforça pressão pelo fim da
escala 6x1
Trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas de
diversas cidades brasileiras neste domingo (30) para
defender o fim da escala 6x1 e pressionar o Senado
pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) nº 221/2019. Os atos foram organizados pelas
centrais sindicais, pelas Frentes Brasil Popular e
Povo sem Medo e pelo movimento Vida Além do Trabalho
(VAT).
A mobilização ocorre às vésperas de uma semana
decisiva para a proposta, que prevê a redução da
jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
sem redução salarial. A expectativa é que a PEC seja
votada pelo Senado nos primeiros dias de setembro. O
primeiro passo será dado na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), que tem votação prevista para esta
quarta-feira (2/9).
Para que a proposta avance no Senado, serão
necessários pelo menos 49 votos favoráveis, entre os
81 integrantes da Casa. Por isso, as entidades
sindicais defendem o fortalecimento da mobilização e
a ampliação da pressão sobre os parlamentares.
Na capital paulista, milhares de pessoas
participaram do ato realizado na Avenida Paulista. A
manifestação reuniu trabalhadores, representantes de
movimentos sociais e dirigentes das centrais
sindicais, que reforçaram a importância da
mobilização popular na reta final da campanha pela
redução da jornada e pelo fim da escala 6x1.
NCST reforça mobilização
O vice-presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Nailton Francisco de Souza
(Porreta), destacou que a votação entra agora em uma
fase decisiva e afirmou que a mobilização dos
trabalhadores será fundamental para garantir um
resultado favorável no Senado.
Segundo o dirigente, as centrais sindicais e os
sindicatos filiados irão intensificar as ações ao
longo da semana, levando informação à população e
ampliando a pressão sobre os senadores.
“Semana que vem os senadores irão votar ou não, o
fim da escala seis por um. E o resultado positivo
vai depender muito da nossa mobilização. A partir de
amanhã as centrais sindicais e os sindicatos
filiados às centrais sindicais estarão distribuindo
jornais, panfletos e mobilizando a população.”
Nailton também anunciou novas atividades de
mobilização na capital paulista. Nesta segunda-feira
(31), os trabalhadores estarão no Largo da
Concórdia. Na terça-feira (1º/9), a ação será
realizada no Parque Dom Pedro. Já na quarta-feira
(2), dia previsto para a votação na CCJ, a
mobilização ocorrerá no Lago Treze.
A agenda faz parte do esforço das entidades
sindicais para manter a pressão sobre o Congresso e
ampliar o apoio à PEC. A mobilização nas ruas busca
reforçar uma mensagem aos senadores: a redução da
jornada e o fim da escala 6x1 são reivindicações dos
trabalhadores e devem avançar no Senado.
Fonte: NCST

01/09/2026 -
Oposição tenta manter 44 horas e ampliar exceções na
PEC da escala 6x1
Emendas alongam transição, ampliam espaço para
acordos e flexibilizam segundo dia de descanso.
Relator defende manutenção do texto aprovado pela
Câmara. Proposta abre pauta da CCJ do Senado na
quarta-feira.
Senadores de oposição lideram uma tentativa de
flexibilizar pontos centrais da PEC que acaba com a
escala 6x1, primeiro item da pauta da Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2).
As propostas tentam manter a jornada de 44 horas em
algumas situações, ampliar o espaço para negociação
entre patrões e empregados, criar exceções e
estender o prazo para a chegada ao limite de 40
horas semanais.
A PEC 221/2019 recebeu 25 emendas. Izalci Lucas
(PL-DF) apresentou nove, Oriovisto Guimarães
(PSDB-PR), seis, Hermes Klann (PL-SC), três, e
Hamilton Mourão (Republicanos-RS), uma. Juntos,
concentram 19 propostas.
O texto aprovado pela Câmara reduz de 44 para 40
horas a jornada máxima semanal e garante dois dias
de repouso remunerado, sem redução salarial. A
transição dura 14 meses: o teto cai para 42 horas
dois meses após a promulgação e chega a 40 horas um
ano depois. A proposta já admite alguma
flexibilização por acordo ou convenção coletiva. As
emendas da oposição procuram ampliar esse espaço e
criar novas exceções.
Veja as emendas apresentadas à PEC do fim da escala
6x1.
Manutenção das 44 horas
Izalci quer preservar na Constituição o atual limite
de 44 horas semanais e deixar eventual redução para
acordo ou convenção coletiva. Na prática, a emenda
retiraria da PEC a redução obrigatória para 40
horas.
Oriovisto também propõe exceções ao novo teto. Uma
de suas emendas permite jornadas de até 44 horas por
lei, acordo ou convenção coletiva em setores como
saúde, transporte, segurança, comércio, hotelaria,
agronegócio e serviços essenciais.
Mais tempo para chegar às 40 horas
Oriovisto propõe reduzir uma hora por ano: 43 horas no
primeiro ano, 42 no segundo, 41 no terceiro e 40
apenas no quarto. O texto da Câmara conclui a
transição em 14 meses.
Izalci apresentou proposta semelhante, também
levando a jornada às 40 horas no quarto ano e
preservando durante a transição acordos e convenções
já em vigor. O senador do PL do Distrito Federal
aceita o limite de 40 horas em uma de suas
propostas, mas permite que a escala seja definida
até por acordo individual escrito.
Hamilton Mourão quer autorizar, mediante negociação
coletiva, jornadas como 12x36 e escalas 4x4 e 3x3.
Oriovisto também propõe mais liberdade para acordos
e convenções organizarem a distribuição da jornada.
Segundo dia de descanso também é alvo
Izalci tenta modificar outro ponto central da PEC. Em
suas emendas, mantém dois dias sem trabalho, mas
permite que apenas um seja considerado repouso
semanal remunerado em determinadas situações.
O segundo poderia ser tratado como dia útil não
trabalhado, sem os mesmos reflexos sobre outras
parcelas remuneratórias e sobre o FGTS.
As outras seis propostas foram apresentadas por
Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Laércio Oliveira (PP-SE)
e Mara Gabrilli (PSD-SP), com duas cada. Mara, por
exemplo, propõe regras próprias de transição e
jornada para cuidadores.
Relator quer preservar texto da Câmara
Relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM) já sinalizou
resistência às mudanças. O parecer apresentado na
quinta-feira (27) recomenda a aprovação integral do
texto da Câmara e rejeita as 12 primeiras emendas.
As outras 13 foram apresentadas depois e
encaminhadas ao relator. Até agora, o parecer
disponível no Senado ainda não se manifesta sobre
elas.
A estratégia de Omar Aziz é evitar mudanças de
mérito e uma nova passagem pela Câmara. A PEC ainda
precisa de dois turnos no Plenário do Senado, com ao
menos 49 votos em cada um. Se prevalecer a posição
do relator, o texto poderá seguir para promulgação.
Se o Senado aprovar alguma mudança de mérito, terá
de voltar à Câmara.
Fonte: Congresso em Foco

31/08/2026 -
PEC do fim da escala 6x1 já conta com relatório
favorável na CCJ
A proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 já
conta com relatório favorável na Comissão de
Constituição e Justiça do Senado (CCJ): o relator da
matéria, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou seu voto
pela aprovação do texto na quinta (27).
Além disso, ele rejeitou as 12 emendas apresentadas
por senadores à proposta. Com essa decisão, o
relator manteve o mesmo texto aprovado pela Câmara
dos Deputados no final de maio.
A proposta (PEC 221/2019) altera a Constituição para
reduzir a carga horária máxima de trabalho semanal
de 44 para 40 horas. O texto também garante dois
dias de repouso semanal remunerado, sem redução de
salário.
O texto prevê que essas mudanças serão implementadas
progressivamente — e inclui exceções para
trabalhadores com regimes diferenciados e para
aqueles com salários mais elevados e diploma de
nível superior.
Prazos
A proposta determina que, dois meses após a
promulgação da emenda constitucional resultante da
PEC, a jornada semanal máxima passará para 42 horas,
já com dois dias de repouso remunerado por semana —
um deles, preferencialmente, no domingo.
Após 12 meses da promulgação, o texto prevê que a
carga máxima de trabalho por semana passará a ser,
definitivamente, de 40 horas.
Acordos e convenções
O texto preserva a possibilidade de acordos e
convenções coletivas, inclusive para trabalhadores
sujeitos a regimes diferenciados.
Nesses casos, a PEC estabelece que uma lei poderá
definir regras especiais para a jornada de trabalho
e os dias de folga.
Atualização
Em seu relatório, Omar Aziz lembra que o limite de 44
horas semanais foi estabelecido pela Constituição
Federal de 1988 e permanece inalterado há 38 anos,
“período ao longo do qual a economia brasileira
passou por transformações profundas em
produtividade, incorporação tecnológica e
organização produtiva”.
Para ele, a revisão desse limite não é uma ruptura,
mas uma atualização "há muito devida".
O senador afirma que a PEC tem o mérito de promover
maior equilíbrio entre trabalho, saúde e vida
pessoal. “A instituição do segundo dia de repouso
semanal remunerado — núcleo da proposição e origem
da ampla mobilização social que a impulsionou —
amplia o tempo destinado ao descanso efetivo e à
recuperação física e mental”, ressalta.
Prioridade
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu na
quarta-feira (26) com o presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, e com o presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O encontro definiu
as matérias que serão prioridade do Congresso
Nacional nos próximos dias — e uma delas é a PEC que
acaba com a escala 6x1.
A expectativa é que a PEC seja votada pela CCJ já na
próxima semana e, em seguida, seja encaminhada para
votação no Plenário do Senado.
Tendência internacional
Além da demanda popular, a mudança na legislação
prevista pela PEC 221/2019 segue referências
internacionais. A Recomendação 116 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), de 1962, já
defendia a redução progressiva da jornada, sem corte
salarial, tendo como objetivo a semana de 40 horas.
Outros países da América Latina também estão
implementando essa redução. O Chile decidiu reduzir
gradualmente a jornada (de 45 para 40 horas) entre
2024 e 2028. A Colômbia implementou sua redução de
48 para 42 horas em etapas anuais (a última fase
aconteceu neste ano). E, no início de 2026, o México
aprovou a redução de 48 para 40 horas ao longo de
cinco anos (até 2030).
Fonte: Agência Senado

31/08/2026 -
70% dos jovens brasileiros entre 16 e 29 anos
trabalham
Pesquisa do Observatório Fundação Itaú mostra que
o trabalho é presente na vida da juventude, mas
somente 44% têm carteira assinada; desigualdades
persistem em recortes sociais e regionais
A juventude brasileira tem encontrado oportunidades
no mercado de trabalho ainda que as desigualdades
sociais, regionais e raciais permaneçam presentes.
De acordo com a pesquisa “Juventudes e o Mundo do
Trabalho”, do Observatório Fundação Itaú, realizada
com apoio do Datafolha e do Instituto Locomotiva,
70% dos jovens de 16 a 29 anos estão trabalhando.
Desse contingente, 44% têm carteira assinada, que é
a modalidade de contratação mais mencionada. Outros
15% são assalariados sem registro, 13% são
autônomos, 10% trabalham informalmente e 8% são
estagiários.
O estudo também indica que 20% dos jovens
pesquisados buscam oportunidades de trabalho e 29%
buscaram trabalho nos últimos 6 meses, enquanto 61%
procuraram um melhor trabalho no último ano.
O levantamento ouviu 1.816 jovens de todo o país de
todas as classes econômicas, gêneros, raças e
escolaridades, entre os dias 11 e 23 de maio deste
ano. A margem de erro máxima para o total da amostra
quantitativa é 2 pontos percentuais, para mais ou
para menos, considerando um nível de confiança de
95%.
Desigualdades
A formalização do trabalho é maior entre jovens das
classes A/B, que representam 43% dos trabalhadores
formais, contra 35% das classes D/E. Entre os que
trabalham sem registro, a situação se inverte: 21%
dos jovens das classes D/E estão nessa condição,
ante 13% dos jovens das classes A/B. Regionalmente,
a formalização também apresenta diferenças: chega a
58% no Sul e 55% no Sudeste, mas cai para 29% no
Norte e 20% no Nordeste.
As desigualdades também aparecem entre grupos
raciais e conforme a escolaridade. Entre os jovens
brancos, 49% têm emprego formal, contra 41% dos
negros; já os bicos informais são mais frequentes
entre negros (12%) do que entre brancos (5%). A
escolaridade também pesa: 34% dos jovens que
estudaram até o ensino fundamental trabalham com
bicos, enquanto entre aqueles com ensino superior o
percentual é de apenas 3%.
Estudo e cuidados com a casa
Conforme os dados apurados entre os jovens de 16 a 29
anos, 48% estudam, sendo que 32% mantêm uma rotina
de estudos somada ao trabalho.
Já 39% somente trabalham e 13% nem estudam nem
trabalham, sendo chamados popularmente de geração “nem-nem”.
Entre os jovens que estudam, 41% estão no ensino
superior, 27% no ensino médio, 18% fazem cursos
livres e 11% cursam o ensino técnico. Embora 85%
considerem o diploma universitário importante para
conseguir trabalho, 91% avaliam que cursos técnicos
e profissionalizantes são um caminho mais rápido e
eficiente para conseguir emprego.
Metade dos jovens (50%) também é responsável pelos
cuidados com a casa, além de estudar ou trabalhar. A
carga é maior entre as mulheres: 60% delas afirmam
ter essa responsabilidade, contra 40% dos homens. No
cuidado com idosos, crianças e outras pessoas, a
diferença também aparece: a tarefa é desempenhada
por 28% das mulheres e 14% dos homens.
Salário e futuro
O salário é o principal fator na escolha de um emprego
para 64% dos jovens, seguido de benefícios, plano de
carreira e ambiente de trabalho agradável, citados
por 31% cada. Ainda assim, 62% aceitariam ganhar
menos para trabalhar em um ambiente saudável, com
menos estresse e pressão psicológica.
Apesar das desigualdades e das mudanças no mercado
de trabalho, 68% dos jovens afirmam ter um
planejamento profissional para a vida. A maioria
também demonstra otimismo financeiro: 91% acreditam
que sua situação financeira vai melhorar nos
próximos cinco anos, enquanto 88% esperam ter uma
condição de vida melhor que a dos pais.
Fonte: Portal Vermelho

28/08/2026 -
Fim da Escala 6X1: Centrais Sindicais e Movimentos
Sociais farão manifestação na Avenida Paulista
No próximo domingo (30), a partir das 10 horas
haverá grande concentração na Avenida Paulista em
frente do MASP – Museu de Artes Modernas de São
Paulo para celebrar o “Dia de Mobilização Nacional
pelo Fim da Escala 6×1”. Os representantes do Fórum
das Centrais Sindicais se reuniram na manhã de
terça-feira (25) e definiram como prioridade este
evento.
A palavra de ordem da manifestação será: “Vota,
Senado!” com a finalidade de pressionar os senadores
pela aprovação da PEC 221/2019 – Proposta de Emenda
à Constituição em análise na CCJ – Comissão de
Constituição e Justiça do Senado, que trata do tema
e prevê a Redução da Jornada de Trabalho para 40
horas semanais, sem redução de salário.
O relator da PEC, senador Omar Aziz, disse à
imprensa que não vai alterar o texto aprovado pela
Câmara para que não precise passar por outra votação
e apresentará o seu parecer na próxima quinta-feira
(27), e que a votação na Comissão deve ocorrer no
dia 2 de setembro. A votação, porém, pode ficar para
outra data caso algum senador peça vista.
De acordo com Nailton Francisco de Souza (Porreta),
vice-presidente Nacional da NCST – Nova Central
Sindical de Trabalhadores, os atos convocados pela
entidade e a CUT, CTB, CSB, Força Sindical,
Intersindical, UGT, Pública Central do Servidor, o
VAT - Movimento Vida Além do Trabalho e as Frentes
Brasil Popular e Povo sem Medo, acontecerão nas
principais capitais.
“Temos que de demonstrar força para que os membros
da CCJ aprovem a PEC e encaminhe para votação no
plenário do Senado. Para que o fim da escala 6x1 se
torne lei são necessários 48 votos favoráveis do
total de 81 senadores e depois seja sancionado pelo
presidente da República. Não falte nas
manifestações”, recomenda Nailton Porreta.
O que deve mudar com a aprovação do fim da escala
6x1
A proposta aprovada na Câmara e enviada ao Senado
reúne duas PECs que tramitavam em conjunto: a PEC
221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que
previa jornada semanal de 36 horas, e a PEC 8/25, da
deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que defendia a
jornada em quatro dias de trabalho.
O texto estabelece jornada de oito horas diárias e
40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de
trabalho e dois de descanso sem redução salarial. O
texto também prevê que acordos e convenções
coletivas poderão definir compensações de horário e
jornadas menores.
Pelas novas regras, os trabalhadores terão direito a
dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos
domingos. A medida não altera jornadas que já sejam
iguais ou inferiores a 40 horas semanais.
Resumo
A proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60
dias:
O início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de
descanso;
A jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas
e;
Em 14 meses:
Jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais,
mantida a escala 5X2 e;
Dois dias de descanso por semana, um deles
preferencialmente aos domingos
O texto aprovado também estabelece exceções
Profissionais com diploma de nível superior e
remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão
submetidos às novas regras de jornada e controle de
ponto. Segundo o relatório, a medida busca evitar a
pejotização e garantir maior flexibilidade para
trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução
da jornada dependerá de decisão do empregador ou de
previsão em acordos coletivos.
A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores
e empregados públicos da administração direta e
indireta da União, estados, Distrito Federal e
municípios.
Nos contratos firmados pelo poder público com empresas
terceirizadas, os trabalhadores passarão a ser
incluídos na nova jornada a partir da formalização
de aditivos contratuais ou após o prazo máximo de 12
meses previsto para adaptação.
Como pressionar
Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar
seu recado para os senadores pela plataforma Na
Pressão:
https://napressao.org.br/
Fonte: NCST-SP

28/08/2026 -
Centrais lançam canal para denunciar assédio
eleitoral no trabalho
Ferramenta recebe relatos de ameaças, demissões,
retirada de benefícios e outras formas de pressão
política no ambiente de trabalho
As centrais sindicais lançaram um canal nacional
para receber denúncias de assédio eleitoral no
trabalho durante as eleições de 2026. A ferramenta
permite registrar casos de ameaças,
constrangimentos, demissões, retirada de benefícios
e outras formas de pressão relacionadas à escolha
política dos trabalhadores.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou
gestores usam sua posição de poder para tentar
influenciar o voto ou a manifestação política de
trabalhadores. Entre as práticas estão ameaças de
demissão, transferência, perda de função ou
benefícios e promessas de vantagens em troca de
apoio político.
As denúncias serão sistematizadas pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE). O levantamento permitirá
identificar as categorias, sindicatos, empresas e
regiões envolvidas, além de possíveis casos
semelhantes em diferentes unidades de uma mesma
organização.
A partir das informações recebidas, as entidades
sindicais poderão orientar os trabalhadores e adotar
medidas para enfrentar as situações denunciadas.
Quando houver evidências suficientes, os casos
também poderão ser encaminhados ao Ministério
Público do Trabalho (MPT).
O objetivo da iniciativa é proteger a liberdade de
opinião e de voto e impedir que relações de trabalho
sejam utilizadas como instrumento de pressão
política.
Como denunciar
O canal está disponível pela internet, sem necessidade
de baixar aplicativo. Também há um contato de
WhatsApp para orientações.
Denuncie:
https://centraissindicais.org.br/ae/
Fonte: NCST

28/08/2026 -
Lula estuda cobrar contribuição de empresas para
conter pejotização, diz Durigan
Medida estudada pela equipe econômica mira a
pejotização abusiva e busca compensar perdas de
arrecadação da Previdência
A equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) estuda criar uma contribuição
previdenciária voltada a empresas que mantenham uma
parcela elevada de trabalhadores contratados como
pessoa jurídica, em uma tentativa de coibir a
chamada pejotização abusiva e reforçar a proteção
social de profissionais que, embora atuem como PJs,
exercem funções semelhantes às de empregados
formais.
A informação foi divulgada em entrevista do ministro
da Fazenda, Dario Durigan, à Broadcast, da Agência
Estado, publicada nesta terça-feira (25). Segundo o
ministro, que também coordena a área econômica da
campanha de Lula à reeleição, o tema já foi
discutido internamente pelo governo e pode integrar
uma proposta a ser encaminhada ao Congresso em um
eventual quarto mandato petista.
Durigan afirmou que a preocupação central do governo
é diferenciar a prestação legítima de serviços da
substituição em larga escala de trabalhadores
celetistas por pessoas jurídicas. O modelo de
contratação por PJ não é ilegal em si, mas passa a
ser visto como problema quando é utilizado para
mascarar relações de emprego e reduzir custos das
empresas com encargos trabalhistas e
previdenciários.
O ministro citou como exemplo uma empresa em que 10%
da força de trabalho esteja contratada como PJ.
Nesse caso, avaliou, pode se tratar de terceirização
regular. Mas, se 80% dos trabalhadores estiverem
nessa condição, o governo entende que seria
necessário discutir uma forma diferente de
tributação. Uma das alternativas em estudo é exigir
uma contribuição previdenciária da empresa para
compensar parte da perda de arrecadação e ampliar a
cobertura social desses profissionais.
Segundo Durigan, a pejotização feita para desonerar
empresas dos pagamentos à Previdência tem ocorrido
de maneira abusiva e deixa trabalhadores sem a
proteção que teriam em um vínculo formal.
“Ao criar um microempreendedor ou ao pejotizar com
outro regime de empresa, você deixa de dar proteção
àquele trabalhador que de fato é um trabalhador que
tem vínculo, que deveria ser um trabalhador
celetista”, afirmou o ministro.
A discussão ocorre em meio à busca do governo por
alternativas para enfrentar o déficit
previdenciário, que tende a se tornar um desafio
ainda maior com o envelhecimento da população
brasileira. Para a equipe econômica, a expansão de
relações de trabalho sem contribuição equivalente à
Previdência reduz a arrecadação e amplia a
vulnerabilidade de trabalhadores que, na prática,
dependem de uma única empresa ou exercem atividades
típicas de empregados.
A proposta em análise não significaria o fim da
contratação de prestadores de serviço por meio de
empresas. O foco, segundo a formulação apresentada
por Durigan, está nos casos em que a pejotização se
transforma em mecanismo recorrente para substituir
empregados formais e diminuir obrigações
previdenciárias.
Além da pejotização, Durigan associou o
desequilíbrio previdenciário a privilégios mantidos
por militares e por setores da elite do
funcionalismo público. De acordo com o ministro,
discutir a redução desses benefícios será uma das
prioridades econômicas de um eventual novo mandato
de Lula.
A agenda apresentada por Durigan também inclui a
manutenção do arcabouço fiscal, ajustes nas regras
de despesas e revisão de benefícios tributários. O
ministro afirmou que o governo pretende entregar
resultado primário positivo em 2027 e que o
Orçamento do próximo ano deverá prever meta de
superávit de 0,5% do PIB.
Durigan também defendeu a eliminação de subsídios
concedidos a combustíveis e apontou, entre as
prioridades econômicas de um eventual quarto
mandato, a redução dos juros do cartão de crédito e
a discussão sobre a jornada de trabalho. Esses temas
compõem a estratégia do governo para combinar
responsabilidade fiscal, revisão de distorções
tributárias e ampliação da proteção social.
Fonte: Brasil247

28/08/2026 -
Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre
terminado em julho
População ocupada atinge recorde de 103,3 milhões
de pessoas
A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho
ficou em 5,3%. O resultado representa o menor
patamar para esse período de três meses de toda a
série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa
era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado,
5,6%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas
atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O
número de empregados com carteira assinada
(excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4
milhões, também o maior da série histórica.
Já a quantidade de trabalhadores sem carteira
assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na
comparação com o período até abril (mais 477 mil
pessoas).
De acordo com o analista da pesquisa, William
Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre
até julho foi puxado pelo setor de construção civil.
“A maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores
elementares da construção de edifícios”, cita.
O analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm
facilitado a obtenção de ocupação.
"Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você
consegue trabalhar. A tecnologia está mudando o
mercado de trabalho", diz.
A ocupação no agrupamento transporte, armazenagem e
correio, que inclui entregadores de aplicativo,
cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de
2025.
O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o
que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em
relação ao trimestre de fevereiro a abril.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores
informais na população ocupada - foi 37,5%. Até
abril estava em 37,2%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem
carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.
Essas pessoas não têm garantidas coberturas como
seguro-desemprego, férias e 13º salário.
A população desalentada, formada por pessoas que não
procuravam emprego pois acreditavam que não
conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de
pessoas, queda de 9,7% no trimestre.
O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762,
recuo de 0,7% na comparação com o período até abril.
O IBGE classifica essa diferença como “estável”.
A pesquisa
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de
trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em
conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria,
por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada
desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma
vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211
mil domicílios em todos os estados e no Distrito
Federal.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%,
no último trimestre de 2025. A maior taxa já
constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos
trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e
em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Fonte: Agência Brasil

28/08/2026 -
Nota alta e nota
baixa
Agora que as campanhas eleitorais saíram da
clandestinidade e se legalizaram, faltam menos de 50
dias para o primeiro turno.
Já se pode “fechar” uma chapa, até com os números
dos candidatos, para a “cola” do dia da eleição.
O movimento sindical dos trabalhadores está
desafiado a ajudar nas campanhas e a eleger aqueles
candidatos que merecem o apoio dos trabalhadores
porque defendem os interesses da classe em sua vida
pública e em seus mandatos.
Há muitas formas de participação até o voto na urna
eletrônica e todas podem e devem ser adotadas pelas
entidades sindicais, com inteligência e eficácia.
Além do esforço para votação nos candidatos
preferidos o movimento sindical pode, também,
rejeitar aquelas candidaturas que não merecem apoio
e, pelo contrário, exigem repúdio. É o voto e o
desvoto.
Ambas as participações já foram provadas pelo
movimento sindical e, às vezes, a segunda forma é a
mais temida pelos políticos que disputam mandatos.
Um exemplo histórico desta dualidade (voto e desvoto)
é o livro “Quem foi quem na Constituinte”, editado
em outubro de 1988 pela Cortez e pela Oboré, com os
resultados das votações de interesse dos
trabalhadores compilados pelo DIAP que atribuiu a
todos os constituintes (senadores e deputados) uma
nota correspondente de 0 a 10.
Durante anos esta avaliação – nota alta ou nota
baixa – foi muito utilizada pelo movimento sindical
nas inúmeras campanhas em que participava.
João Guilherme Vargas Neto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/08/2026 -
DIAP e
centrais alinham agenda
Revitalização do Departamento, fim da escala 6x1
e direitos dos servidores estiveram no centro da
reunião
A presidenta do DIAP, Rita Serrano, e o analista
político e diretor da entidade, Neuriberg Dias,
participaram nesta terça-feira (25), de reunião com
representantes das centrais sindicais para discutir
pautas estratégicas de interesse dos trabalhadores e
fortalecer a atuação conjunta das entidades no
Congresso Nacional.
Entre os principais temas esteve o projeto de
revitalização do DIAP. A proposta busca reforçar a
capacidade de acompanhamento do Congresso, produção
de análises e informações qualificadas em apoio à
atuação das organizações representativas dos
trabalhadores.
A reunião também tratou da necessidade de
intensificar a mobilização pelo fim da escala 6x1,
com atenção especial à tramitação da matéria no
Senado. A avaliação é de que a articulação das
centrais e das entidades sindicais será fundamental
para ampliar o debate público e a pressão sobre os
parlamentares em torno da redução da jornada de
trabalho.
Outro ponto da agenda foi o PL 1.893/2026, que
regulamenta a negociação das relações de trabalho no
setor público e a representação sindical dos
servidores e empregados públicos. A proposta
estabelece normas para a negociação coletiva e busca
dar efetividade à Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), uma reivindicação
histórica do funcionalismo.
Para Rita Serrano, a articulação permanente entre o
DIAP, as centrais sindicais e as entidades
representativas é essencial para fortalecer a
atuação do movimento sindical diante dos debates que
envolvem direitos, relações de trabalho e
representação dos trabalhadores no Congresso
Nacional.
Fonte: Diap

27/08/2026 -
CNJ amplia diálogo por Política Nacional de Trabalho
Decente
CNJ amplia diálogo com trabalhadores e
instituições para construir Política Nacional de
Trabalho Decente e fortalecer proteção social no
país
O Conselho Nacional de Justiça amplia o diálogo com
trabalhadores, empregadores, instituições públicas e
outros setores para construir uma Política Nacional
de Promoção do Trabalho Decente.
Nesse processo, o Observatório do Trabalho Decente
do Poder Judiciário promove reuniões temáticas
destinadas a apresentar sua atuação e receber
contribuições de diferentes setores sociais.
A iniciativa busca estabelecer um espaço permanente
de diálogo social, aproximando instituições
públicas, trabalhadores e entidades representativas
para construir relações profissionais mais justas e
dignas.
Além disso, o Observatório pretende ampliar a
articulação institucional, produzir diagnósticos e
integrar dados capazes de subsidiar políticas
voltadas à promoção do trabalho decente
nacionalmente.
Observatório amplia participação social
A ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal
Superior do Trabalho, supervisiona o Observatório,
enquanto Gabriela Lenz de Lacerda, juíza auxiliar do
CNJ, coordena os trabalhos.
Nesse sentido, as reuniões permitem receber
contribuições de organizações interessadas em
oferecer subsídios técnicos para as atividades
desenvolvidas pelo Observatório do Trabalho Decente
atualmente.
“O diálogo social com as centrais sindicais e demais
entidades representativas é fundamental para que o
Poder Judiciário construa uma Política Nacional do
Trabalho Decente verdadeiramente efetiva.”
De acordo com Kátia Arruda, a proposta pretende
ampliar articulações, produzir diagnósticos precisos
e integrar informações para promover trabalho digno
e fortalecer mecanismos nacionais de proteção
social.
A participação dos trabalhadores integra essa
estratégia, juntamente com representantes
empresariais, órgãos públicos, movimentos sociais,
universidades, organizações civis e instituições
dedicadas à pesquisa sobre trabalho.
Centrais sindicais participam das discussões
Em 21 de agosto, o Observatório realizou reunião
virtual com representantes de 13 centrais sindicais,
ampliando a participação organizada dos
trabalhadores na construção dessa política nacional.
Participaram representantes da Força Sindical, CUT,
CSB, CTB, UGT, NCST e Fórum das Centrais Sindicais,
além de outras organizações envolvidas diretamente
nas discussões sobre trabalho decente.
Durante o encontro, os participantes conheceram e
discutiram eixos da proposta, destacando a
necessidade de participação social na formulação das
futuras políticas públicas do Judiciário.
Além disso, o diálogo busca incorporar demandas dos
trabalhadores às decisões institucionais
relacionadas às condições profissionais, direitos
sociais e transformações atualmente presentes no
mundo do trabalho.
O conceito de Trabalho Decente envolve direitos
trabalhistas, empregos de qualidade, segurança,
saúde, igualdade de oportunidades, proteção social e
diálogo entre diferentes atores das relações
profissionais.
Chicão representa trabalhadores no encontro
Entre os representantes sindicais, Eduardo Annunciato,
Chicão, presidente do STIEESP, participou da reunião
a pedido de Miguel Torres, presidente da Força
Sindical, contribuindo para discussões.
A presença do dirigente reforçou a participação dos
trabalhadores no debate sobre direitos, valorização
profissional, ambientes seguros e políticas públicas
relacionadas diretamente às relações de trabalho.
Para o STIEESP, políticas sobre Trabalho Decente
precisam garantir participação efetiva dos
trabalhadores e entidades representativas durante
elaboração, acompanhamento e aplicação das medidas
construídas institucionalmente.
Nesse contexto, o diálogo entre CNJ, TST e movimento
sindical pode contribuir também para desenvolver
protocolos considerados durante análises judiciais
relacionadas ao universo das relações trabalhistas.
Observatório acompanha políticas e jurisprudência
Criado pelo CNJ e pelo TST em 2025, o Observatório
funciona como espaço de diálogo social, pesquisa e
incentivo às políticas judiciárias sobre trabalho
decente.
Entre suas atribuições estão monitorar políticas e
práticas trabalhistas, acompanhar jurisprudência,
consolidar informações sobre relações laborais e
propor medidas para aperfeiçoar normas relacionadas
ao trabalho.
Além disso, a agenda reúne diferentes instituições e
setores para ampliar diagnósticos e buscar respostas
conjuntas diante das profundas transformações
observadas atualmente nas relações profissionais
brasileiras.
Em julho, representantes do Observatório dialogaram
com confederações patronais e com o ministro do
Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ampliando a
articulação para construir essa política.
Posteriormente, um seminário sobre indicadores de
Trabalho Decente reuniu representantes do TST, CSJT,
Ministério Público do Trabalho, Ministério do
Trabalho e outras instituições públicas nacionais.
Agenda mantém debate sobre Trabalho Decente
O Observatório também prepara novas atividades,
incluindo discussões sobre enfrentamento ao trabalho
escravo, tráfico de pessoas e reconhecimento de
direitos diante das transformações econômicas
contemporâneas.
Em setembro, outra reunião temática, organizada
conjuntamente com a Organização Internacional do
Trabalho, discutirá a Convenção 193 da OIT sobre
Trabalho Decente na Economia de Plataformas.
Dessa forma, o processo pretende consolidar diálogo
permanente entre Judiciário e sociedade para
construir políticas capazes de responder aos novos
desafios enfrentados pelos trabalhadores brasileiros
atualmente.
O STIEESP considera fundamental manter os
trabalhadores no centro dessas discussões,
principalmente diante das mudanças aceleradas que
transformam relações, atividades e ambientes
profissionais atualmente no país.
“O STIEESP seguirá participando dos espaços de
diálogo e construção coletiva, defendendo que o
trabalho seja, acima de tudo, fonte de dignidade,
segurança, respeito e cidadania.”
“A classe trabalhadora carece de cuidados,
principalmente com as mudanças aceleradas que vem
ocorrendo no mundo do trabalho”, destaca Chicão.
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/08/2026 -
Governo afirma que fila do INSS caiu 59% em agosto e
atingiu menor patamar desde 2023
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS)
O governo anunciou nesta terça-feira que a fila de
requerimentos para obter benefícios do INSS caiu
para 1,282 milhão em agosto (dado parcial até dia
24). Em janeiro, aguardavam na fila 3,073 milhões de
pedidos de benefícios, o que representa uma queda de
59%. De acordo com nota divulgada pelo Ministério da
Previdência, esse é o menor patamar desde 2023.
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS). Na ocasião, o
diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt,
informou que os processos que aguardam na fila há
mais de 45 dias somaram 261 mil em agosto. O volume
representa redução de 86% em relação a janeiro deste
ano, quando havia 1,882 milhão de pessoas aguardando
há mais de 45 dias.
Ele também destacou que o índice de novas concessões
subiu para 67% entre janeiro e julho, o que
representa, em média, 730 mil benefícios por mês. A
média mensal no mesmo período de 2025 foi de 641 mil
requerimentos.
Reportagem do GLOBO mostrou que, em um movimento que
ajuda a reduzir a fila do INSS em meio ao período
eleitoral, o governo aumentou em 70% o número de
requerimentos indeferidos entre janeiro e maio deste
ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Foi
o maior patamar de indeferimentos desde 2021.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União
(TCU) decidiu manter a concessão de benefícios
previdenciários como na Lista de Alto Risco da
administração pública federal, devido à fila INSS e
ao aumento do indeferimento dos pedidos.
A Lista de Alto Risco funciona como um alerta do
tribunal sobre pontos que podem comprometer as
contas públicas ou a qualidade dos serviços
prestados à população. A lista foi lançada em 2022 e
é revisada pela equipe de auditores periodicamente.
Embora reconheça o esforço do governo para reduzir a
fila do INSS, com a adoção de planos de emergência,
os técnicos afirmam que a essa evolução ainda não se
mostra suficiente para exclusão do tema da Lista.
Destaca ainda que vulnerabilidades relevantes na
capacidade operacional ainda persistem.
A área técnica identificou ainda que uma análise
entre requerimentos concluídos e protocolados
mostrou que a produção ficou estagnada, “registrando
ciclos recorrentes de déficit produtivos”.
Fonte: Agência O Globo

27/08/2026 -
Demissões seguem suspensas no Grupo Casas Bahia
TRT-10 extingue ação da empresa e mantém em vigor
liminar que condiciona dispensas coletivas à
participação sindical
As demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas
Bahia continuam suspensas após novo desdobramento no
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(TRT-10). As informações são do JOTA, em matéria
publicada nesta terça-feira (25).
O tribunal extinguiu, sem julgamento do mérito, o
mandado de segurança apresentado pela companhia
contra a decisão da 11ª Vara do Trabalho de
Brasília. A relatora, juíza convocada Sandra Nara
Bernardo Silva, apontou a ausência de documentos
necessários à análise da ação, entre eles o ato
judicial contestado e sua respectiva intimação.
Com a extinção do mandado, permanece válida a
liminar concedida em 19 de agosto pela juíza
Katarina Roberta Mousinho de Matos. A decisão
determinou o restabelecimento provisório dos
vínculos dos trabalhadores atingidos pelas
dispensas, com retorno à folha de pagamento e
retomada dos benefícios contratuais.
Planos de saúde e outros benefícios assistenciais
cancelados em razão dos desligamentos também devem
ser restabelecidos. A empresa poderá realocar os
empregados em funções compatíveis ou mantê-los em
afastamento remunerado enquanto a medida estiver
vigente.
A controvérsia surgiu após uma reestruturação
nacional do Grupo Casas Bahia, que teria provocado o
fechamento de 298 lojas e o desligamento de
aproximadamente 1,9 mil trabalhadores. Em 16 de
agosto, a companhia apresentou pedido de recuperação
judicial envolvendo dívidas de R$ 17,3 bilhões.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no
Comércio (CNTC) levou o caso à Justiça do Trabalho
no dia seguinte ao pedido de recuperação. A entidade
argumentou que as dispensas ocorreram sem
intervenção sindical prévia, exigência prevista no
Tema 638 do Supremo Tribunal Federal (STF).
A liminar também impede novas dispensas coletivas
sem participação efetiva dos sindicatos. O
descumprimento dessa determinação poderá resultar em
multa de R$ 10 mil por trabalhador.
Paralelamente à disputa judicial, a CNTC solicitou a
mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT). A
iniciativa busca abrir uma negociação que considere
tanto a situação econômica da empresa quanto os
impactos da reestruturação sobre os trabalhadores.
Processo nº 0001197-45.2026.5.10.0011
Fonte: Diap

27/08/2026 -
PEC da Segurança avança sem mudanças no Senado
Relator na CCJ pretende preservar texto aprovado
pela Câmara para acelerar a tramitação da proposta
A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) deve
avançar no Senado sem alterações em relação ao texto
aprovado pela Câmara dos Deputados. O relator da
proposta na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ), senador Rogério Carvalho (PT-SE), anunciou
nesta terça-feira (25) que apresentará parecer
favorável à versão encaminhada pelos deputados. As
informações são da Agência Senado.
A estratégia busca acelerar a tramitação. Caso o
Senado aprove a PEC sem modificações, a matéria não
precisará retornar à Câmara. Segundo o relator, o
texto já passou por amplo debate com governos
estaduais, gestores da área, forças policiais e
representantes da sociedade civil. O parecer deverá
ser analisado pela CCJ nos próximos dias e, se
aprovado, seguirá para o Plenário.
Entre as medidas previstas estão regras mais
rigorosas para integrantes de organizações
criminosas, milícias e grupos paramilitares, além de
mecanismos para confiscar patrimônio associado a
atividades ilícitas. A proposta também amplia a
cooperação entre as forças policiais, reforça
recursos destinados à segurança pública e estabelece
medidas de proteção a mulheres, crianças e
adolescentes.
No Plenário, por se tratar de uma proposta de emenda
à Constituição, o texto precisará ser aprovado em
dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis em
cada votação.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

26/08/2026 -
Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027
Reajuste de 7,4% eleva despesas públicas, mas
aumenta poder de compra
O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027,
disse nesta segunda-feira (24) o ministro da
Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída
no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que
será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%,
sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também
ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717
apresentada pelo governo no projeto da Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.
O reajuste tem impacto direto nas contas públicas
porque o salário mínimo é usado como referência para
benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo
tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o
poder de compra de trabalhadores e beneficiários que
recebem o piso.
“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso
espírito de privilegiar a população mais carente,
vai também para a Previdência e para os benefícios
sociais que têm indexação no salário mínimo”,
afirmou Durigan nesta noite.
Inflação define valor
Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo
será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para
famílias com renda de até oito salários mínimos.
A regra atual combina a inflação medida pelo INPC
com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%,
dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo
governo poderá alterar o valor final.
A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da
inflação, o que significa aumento real da renda para
quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva
fique dentro das estimativas consideradas no
cálculo.
Pressão sobre gastos
O reajuste também representa aumento das despesas do
governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral
da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao
salário mínimo.
A alta afeta pagamentos como aposentadorias e
pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada
(BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A
contribuição previdenciária dos Microempreendedores
Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.
Esse efeito torna o salário mínimo uma variável
importante para o planejamento das contas públicas.
Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa
do governo com benefícios vinculados ao piso.
Efeito na economia
O aumento também pode estimular o consumo,
principalmente entre famílias de menor renda, que
tendem a destinar uma parcela maior dos recursos
recebidos para despesas básicas.
Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do
governo para ampliar outras despesas. O reajuste do
mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre
aumento da renda, preservação do poder de compra e
controle das contas públicas.
Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será
elaborado levando em conta esse cenário e destacou
que o governo pretende manter o ganho real previsto
para o salário mínimo e controlar o crescimento de
outros gastos obrigatórios.
“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das
obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do
orçamento. As medidas têm o condão de dar
racionalidade, de que modo que a regra com ganho
real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior
do que as obrigatórias amplamente consideradas”,
argumentou o ministro.
Orçamento no Congresso
O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional
até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos
parlamentares.
O valor definitivo do salário mínimo só será
conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC
de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for
confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro
de 2027.
Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo
sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as
despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das
principais variáveis do Orçamento do próximo ano.
Fonte: Agência Brasil

26/08/2026 -
Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na
próxima semana
Senador Omar Aziz diz que vai apresentar seu
relatório no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) e tentar levar à
votação ao plenário
Escolhido relator da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho
das atuais 44 para 40 horas semanais e substitui a
escala 6×1 por 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de
descanso), o senador Omar Aziz (PSD-AM) quer aprovar
o texto na próxima semana.
O parlamentar diz que vai apresentar seu relatório
no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) e tentar levar à votação ao
plenário. O esforço concentrado, o último antes da
eleição, vai do dia 31 de agosto a 4 de setembro.
“Recebi e vou me debruçar em relação ao projeto.
Como se trata de uma PEC tem que haver um acordo
entre as duas casas. Eu espero apresentar esse
relatório na quarta-feira que vem”, disse o relator
nesta segunda-feira (24) ao programa Manhã de
Notícia da TV Tiradentes de Manaus (AM).
Segundo o senador, o esforço concentrado será usado
para conversar com os senadores e tentar avançar com
a matéria para o plenário.
“Quero ouvir os meus colegas senadores e minhas
colegas senadoras. Espero que a gente possa votar o
mais rápido possível. Nós vamos acabar [com a escala
6×1] e garantir a 5×2, dando saúde mental aos
trabalhadores, permitindo que eles possam ter mais
tempo com a sua família. É a vitória do povo
brasileiro”, disse.
Jornada
O senador lembra que um trabalhador, que começa sua
jornada às 8 horas, sai de casa às 5 horas para usar
o transporte até o local de trabalho.
“Depois, muitos têm ainda de ir à faculdade. Fora a
saúde mental, que hoje nós temos uma quantidade [de
trabalhadores] muito grande afetada, isso diminui a
produtividade”, argumenta.
Além disso, o relator destacou a situação da dupla
jornada de trabalho da muher. “Ela tem que cuidar da
casa e trabalhar fora. Você vê que ela está com a
saúde mental abalada, completamente abalada. Porque
as mulheres solo têm que cuidar dos filhos e levar o
sustento para dentro da casa”, diz.
Para ele, as empresas ganham com o aumento da
produtividade, pois os trabalhadores mais
estimulados “vão dar mais para as empresas”. “É
lógico que nós vamos ter que ver algumas situações
de serviços e comércio”, afirma.
Aziz cita o exemplo das indústrias da Zona Franca de
Manaus (ZFM) que não serão afetadas pelas medidas,
uma vez que já adotam o modelo 5×2.
“Os 130 mil trabalhadores que têm no Distrito
Industrial trabalham cinco dias por semana. O grande
problema é realmente como resolver o problema do
serviço e do comércio”, considera.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta
segunda-feira (24) que tem gente que joga contra os
interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do
Brasil, mas o governo está mobilizado para a
aprovação do fim da escala 6×1, sem redução do
salário.
“O povo trabalhador que movimenta este país merece
ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e
para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre
tempo para a família”, disse.
Fonte: Portal Vermelho

26/08/2026 -
Brasil requer requalificação profissional
Brasil precisa de mais qualificação profissional
O sindicalismo faz circular Manifesto em apoio à
reeleição de Lula, colhendo adesões via internet. O
texto reafirma a Pauta Trabalhista Unificada e
defende as conquistas democráticas. Mas falta propor
um Programa Nacional de Requalificação Profissional.
Vargas – O consultor sindical João Guilherme Vargas
Neto sintetiza: “Trabalhador qualificado ganha
mais”. E acrescenta que “o qualificado sofre menos
demissões, ou seja, a qualificação tem um caráter
agregador, enquanto a falta de formação gera
instabilidade no emprego, é disruptiva dentro do
mercado de trabalho”.
É possível fazer uma campanha nacional de
qualificação profissional? Para Vargas Netto, “é
possível, necessário e viável”. O Brasil dispõe da
rede do Sistema S (Sesi/Senai – Sesc/Senac), de
escolas profissionalizantes ligadas aos Sindicatos e
de outros meios. Essa campanha poderia ser
centralizada no Ministério do Trabalho e Emprego e
operacionalizada a partir dali, em sintonia com
entidades de classe.
Tripé – Para o consultor, “o tripé que fortalece
mundo do trabalho hoje seria o fim da escala 6×1, a
redução da jornada para 40 horas semanais e um
programa efetivo de qualificação”. Ele frisa que
essa proposta faz contraponto ao programa da
direita, que visa, entre outros objetivos,
desorganizar o mundo do trabalho.
A maior estabilidade no emprego do trabalhador
qualificado também viria a contribuir na elevação da
produtividade, especialmente no setor industrial.
Para João Guilherme Vargas Neto, cabe ao
sindicalismo ajustar a proposta da qualificação para
aplicação num eventual quarto mandato do Presidente
Lula.
Mais –
Clique aqui e assine o Manifesto.
Fonte: Agência Sindical

26/08/2026 -
Uberização: MPT pede análise individual dos vínculos
Órgão defende análise de cada vínculo e um patamar
básico de direitos
O Ministério Público do Trabalho (MPT) defendeu que
a existência de vínculo de emprego entre
trabalhadores e plataformas digitais seja avaliada
conforme as características de cada caso. Segundo
informações apuradas pelo JOTA, a manifestação foi
apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) antes
do julgamento do recurso da Uber (RE 1.446.336),
previsto para esta quarta-feira (27).
Para o MPT, a análise deve considerar como o
trabalho é realizado na prática, incluindo as
condições de execução das atividades e de
remuneração. O órgão entende que uma definição
genérica do STF poderia ignorar as diferenças entre
os diversos modelos de trabalho por plataformas, que
hoje alcançam, além de motoristas e entregadores,
profissionais de áreas como saúde, educação e
alimentação.
O Ministério Público também alerta para os efeitos
mais amplos da decisão. Na avaliação do órgão, o
entendimento firmado pelo Supremo poderá influenciar
outras formas de contratação e até estimular a
substituição de empregos regidos pela CLT por
modelos plataformizados, com impactos sobre direitos
sociais e arrecadação pública.
Além da discussão sobre vínculo, o MPT defende um
conjunto mínimo de garantias para esses
trabalhadores, como liberdade sindical, seguridade
social, saúde e segurança no trabalho, proteção de
dados, transparência algorítmica e proteção contra
bloqueios ou desligamentos injustificados.
A manifestação toma como referência parâmetros
aprovados recentemente pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT) para o trabalho em
plataformas digitais. O tema está em análise no STF
tanto no recurso da Uber, relatado pelo ministro
Edson Fachin, quanto em uma reclamação da Rappi (Rcl
64.018), sob relatoria do ministro Alexandre de
Moraes.
Fonte: Diap

26/08/2026 -
Submeter trabalhadores a reuniões de cunho eleitoral
configura assédio
A jurisprudência trabalhista condena a prática de
assédio moral e eleitoral no âmbito das relações de
trabalho, reconhecendo o dever de indenizar o abalo
moral sofrido pelo trabalhador.
Com esse entendimento, a 5ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) manteve a
condenação de uma instituição de ensino ao pagamento
de indenização por danos morais depois de reconhecer
a prática de assédio eleitoral contra um empregado.
Na petição inicial, um inspetor de alunos afirmou
que os trabalhadores eram obrigados a participar de
eventos de natureza político-eleitoral promovidos
pela empresa.
O autor narrou que, ao final dos encontros, eram
passadas listas para colher a presença dos
funcionários.
Em sua defesa, a empregadora negou a prática de
assédio eleitoral. Sustentou que os encontros tinham
finalidades institucionais e informativas, sendo
facultativa a participação dos empregados, sem
qualquer caráter coercitivo.
Ao julgar o caso em primeiro grau, a 29ª Vara do
Trabalho do Rio de Janeiro considerou que a empresa
extrapolou os limites do poder diretivo, violando a
liberdade de consciência e de convicção política do
empregado, protegida constitucionalmente.
Conduta abusiva
A empresa recorreu da decisão, sustentando que não
houve prova de coação política e reiterando que a
participação no evento era facultativa.
O relator do recurso, juiz convocado Roberto da
Silva Fragale Filho, definiu o conceito de assédio
eleitoral.
“O assédio eleitoral e a coação política consistem
no abuso do poder diretivo do empregador para
influenciar, constranger ou direcionar as convicções
políticas e o voto dos trabalhadores, o que atenta
diretamente contra a liberdade de consciência e o
pluralismo político garantidos constitucionalmente”,
apontou o magistrado.
Para o relator, no caso em questão, a partir da
análise do conjunto probatório, ficou comprovada a
conduta abusiva da empresa. “A dependência econômica
inerente à relação de emprego vicia qualquer
alegação de participação facultativa em eventos de
cunho político organizados pelo empregador no
ambiente de trabalho” afirmou.
Ele concluiu, portanto, que “a exigência de
comparecimento a reuniões eleitorais, sob o controle
formal de presença, caracteriza nítido abuso do
poder diretivo, violando a liberdade de convicção
política do reclamante”. Com informações da
assessoria de imprensa do TRT-1.
Fonte: Consultor Jurídico

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