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Blog - Notícias Anteriores - Janeiro 2025
15/01/2026 -
Rita Serrano esteve em reunião com o ministro do
Trabalho
Em reunião estratégica nesta segunda-feira (12), a
presidenta do Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (DIAP), Rita Serrano, e o
ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
trataram de pautas urgentes da classe trabalhadora.
O encontro, teve como foco central a luta pelo fim
da escala 6×1, e a regulamentação do trabalho por
aplicativos, com a finalidade de garantir direitos
trabalhistas a milhões de brasileiros.
De acordo com Serrano, a conversa foi direta e
produtiva. O ministro Luiz Marinho deixou claro que
a redução da jornada de trabalho e a proteção dos
trabalhadores de plataformas digitais são
prioridades do Governo Federal. “Recebemos do
ministro a firme sinalização de que não há tempo a
perder. O governo quer avançar na discussão concreta
dessas matérias ainda este ano, e contará com a
mobilização organizada do movimento sindical para
isso”, afirmou a dirigente.
Durante o encontro também foram tratados outros
temas estratégicos da pauta trabalhista que tramitam
no Legislativo, consolidando uma agenda comum de
resistência contra os retrocessos e em defesa de
conquistas.
Para o movimento sindical, representado pelo DIAP, a
postura do Ministério do Trabalho é um alento e um
chamado à mobilização. “A hora é agora. Vamos para
as ruas, para os plenários, para as redes, cobrar e
garantir que essas prioridades saiam do papel e se
transformem em lei. A derrota da escala 6×1 e a
vitória dos direitos nas plataformas são os nossos
próximos objetivos”, concluiu Rita Serrano.
Fonte: Diap

15/01/2026 -
Lula vence todos os cenários de primeiro e segundo
turno, aponta Quaest
No primeiro turno, Lula aparece com 36%, Flávio
Bolsonaro com 23% e Tarcísio de Freitas com 9%
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria o
segundo turno das eleições presidenciais com 45% dos
votos, contra 38% de Flávio Bolsonaro, segundo
pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira
(14).
Lula também venceria o segundo turno das eleições
presidenciais com 44% dos votos, contra 39% de
Tarcísio de Freitas, segundo a pesquisa.
No primeiro turno, Lula aparece com 36%, Flávio
Bolsonaro com 23% e Freitas com 9%, segundo a
pesquisa.
No cenário espontâneo, 68% dos entrevistados se
dizem indecisos. Ainda assim, o presidente Lula
aparece na liderança, com 19%, seguido por Flávio
Bolsonaro, com 7%. O ex-presidente preso Jair
Bolsonaro registra 2%.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de
janeiro, com margem de erro de dois pontos
percentuais e nível de confiança de 95%, a partir de
2.004 entrevistas.
Fonte: Brasil247

15/01/2026 -
Lei do salário mínimo, que faz 90 anos, organizou
relações de trabalho
Segundo professores, pressões populares
determinaram avanço
A lei que criou o salário mínimo (nº
185, de 1936), e que seria
regulamentada em 1940, foi resultado de um
contexto de lutas de trabalhadores, demarcou uma
reordenação social e incomodou elites econômicas,
avaliam historiadores ouvidos pela Agência Brasil.
O primeiro artigo da lei enuncia: "Todo trabalhador
tem direito, em pagamento do serviço prestado, a um
salário mínimo capaz de satisfazer, em determinada
região do país e em determinada época, suas
necessidades normais de alimentação, habitação,
vestuário, higiene e transporte".
A legislação completa 90 anos nesta quarta-feira
(14). Segundo o professor de história Mateus Gamba
Torres, da Universidade de Brasília (UnB), durante
os anos 1910 e 1920, ocorreram greves no Brasil com
exigência de melhores condições de trabalho.
“Até então, o contrato era civil, de prestação de
serviços. Não existia um valor mínimo que o
empregador deveria pagar”, afirma.
Pressões
Inclusive, desde o final do século 19, como ele
explica, movimentos de trabalhadores e o contexto
internacional, como a legislação mais avançada de
outros países (entre elas a do Uruguai) favoreceram
a evolução também no Brasil.
Outro pesquisador, o professor Deusdedith Rocha, do
Centro Universitário de Brasília (Ceub), aponta que
se trata de um período de reorganização das relações
trabalhistas da época.
“Esse é um período de transição de uma sociedade
mais agroexportadora para uma sociedade cada vez
mais urbana e industrial”, afirma.
Segundo ele, a mudança introduziu uma nova cultura,
ainda que fosse efetiva, na prática, na Região
Sudeste. Rocha avalia que, em que pese a evolução
das relações com o salário mínimo, a legislação
favoreceu o controle político.
Em relação a esse momento, Mateus Torres, da UnB,
ressalta que a história das conquistas de cidadania
por parte da classe trabalhadora tem relação com as
pressões exercidas sobre os representantes públicos,
como foi o caso.
Postura dúbia
O então presidente Getúlio Vargas sofreu pressões
também das elites econômicas, conforme identificam
os pesquisadores, mesmo com mais dinheiro injetado
na economia. De acordo com o professor Deusdedith
Rocha, a elite brasileira teve postura ambivalente
ao receber a novidade do salário mínimo.
“Tanto resistiu quanto se acomodou estrategicamente
para se adaptar às mudanças que ocorriam naquele
momento. As desconfianças do setor agrário eram
compensada pela ideia de estabilização social”,
afirma.
Mateus Gamba, da UnB, acrescenta que o mínimo se
consolidou como conquista fundamental para a
regulação das relações de trabalho.
“O trabalhador percebeu o salário mínimo como algo
fundamental para ter a possibilidade maior de
sobrevivência”.
Fonte: Agência Brasil

15/01/2026 -
INSS adota fila nacional para reduzir tempo de
espera por benefícios
Nova regra permite redistribuir processos entre
regiões e prioriza pedidos mais antigos e benefícios
com maior demanda
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou
a adotar uma fila única em nível nacional para a
análise de benefícios previdenciários, em uma
mudança que busca reduzir o tempo de espera dos
segurados e tornar mais equilibrado o atendimento em
todo o país. A medida permite que servidores de
regiões com menor acúmulo de processos atuem
diretamente na análise de pedidos de locais onde a
demanda é mais elevada.
A iniciativa foi oficializada com a publicação da
Portaria PRES/INSS nº 1.919 no Diário Oficial da
União e divulgada pelo portal do governo federal.
Segundo o INSS, a norma altera regras do Programa de
Gerenciamento de Benefícios (PGB) e do Pagamento
Extraordinário, com foco na reorganização do fluxo
de trabalho e no enfrentamento do volume de pedidos
pendentes.
Com a nova sistemática, a fila deixa de ser
regionalizada e passa a funcionar de forma integrada
em todo o território nacional. Na prática, isso
amplia a capacidade de resposta do instituto, ao
permitir uma distribuição mais eficiente da força de
trabalho, conforme o volume de processos em cada
região. A expectativa é reduzir desigualdades
históricas no tempo de análise dos benefícios.
A portaria também define critérios para a
participação dos servidores no programa, como
limites de tarefas diárias, regras de controle de
qualidade e restrições aplicáveis a servidores
cedidos a outros órgãos. O objetivo é assegurar
maior padronização e transparência na análise dos
processos previdenciários.
Entre as diretrizes estabelecidas, o INSS afirma que
dará prioridade aos pedidos mais antigos e aos
benefícios com maior número de solicitações em
espera. Estão nesse grupo o Benefício de Prestação
Continuada (BPC) e os benefícios por incapacidade,
que concentram grande parte da demanda represada.
O presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que a
mudança permite uma atuação mais estratégica da
força de trabalho. “Transformamos a fila que era
regional em fila nacional, possibilitando assim uma
maior igualdade, um maior número de pessoas atuando
naqueles casos em que a fila é maior. A ideia é que
a força de trabalho das regiões com melhores
indicadores possa atuar nos processos daqueles que
estão esperando mais tempo”, declarou.
Segundo Waller, a prioridade será direcionada aos
benefícios que representam a maior parte da fila.
“Além disso, nós focamos naqueles benefícios que
possuem maior número de pessoas aguardando. Essa é a
prioridade para a gente atacar essa fila de verdade,
tais como os casos do BPC (Benefício de Prestação
Continuada) e os benefícios por incapacidade. Isso
representa quase 80% da nossa fila e esses são
aqueles que vamos atacar prioritariamente”, disse o
presidente do instituto.
A expectativa do INSS é que a nacionalização da fila
contribua para acelerar a análise dos pedidos e
reduzir o tempo de espera dos segurados, ao
concentrar esforços nos processos mais antigos e nas
modalidades de benefícios com maior impacto social.
Fonte: Brasil 247

15/01/2026 -
Congresso Nacional retoma trabalhos no dia 2 de
fevereiro
Em sessão, deputados e senadores receberão
mensagem com as prioridades do Poder Executivo
Deputados e senadores vão se reunir em sessão
conjunta no dia 2 de fevereiro para inaugurar a 4ª
sessão legislativa da 57ª legislatura — o que
corresponde ao terceiro dos quatro anos que compõem
a legislatura iniciada em 2023.
A solenidade está marcada para as 15 horas no
Plenário da Câmara e será conduzida pelo presidente
do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Mensagens
Durante a sessão, será lida a mensagem do presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com os
projetos considerados prioritários para 2026. O
Poder Judiciário também deve enviar uma comunicação
aos parlamentares.
A presença do presidente da República na entrega da
mensagem é opcional. Normalmente, o Palácio do
Planalto envia o texto por meio de um representante
do Poder Executivo.
Depois que a mensagem presidencial for lida, será a
vez de o representante do Supremo Tribunal Federal
(STF) fazer sua apresentação.
Em seguida, falará o presidente da Câmara dos
Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A sessão
será encerrada com o discurso de Davi Alcolumbre. Os
demais parlamentares não fazem uso da palavra.
Tradição
A abertura da sessão legislativa é geralmente
precedida de um rito remanescente da inauguração da
República.
O rito inclui passagem da tropa em revista, audição
do Hino Nacional, execução de uma salva de tiros de
canhão e a presença, na rampa do Congresso, dos
Dragões da Independência, unidade militar criada por
Dom João VI, em 1808.
Fonte: Agência Câmara

15/01/2026 -
Haddad diz que reforma tributária reduz cargos
'artificiais' e burocracia
Ministro da Fazenda cita o alto número de
litígios por tributos no país como um entrave para o
aumento da produtividade
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que
uma das principais vantagens da reforma tributária
sancionada pelo governo federal é o fim de cargos
considerados “artificiais” os quais, segundo ele,
causam uma burocracia forte no país. De acordo com o
ministro, as mudanças liberam “energia criativa”
para que o país volte a crescer com
sustentabilidade.
“Essa reforma tributária é para a gente voltar a
sonhar, mas o Brasil precisa se voltar para o
aumento da produtividade e da competitividade”,
destacou Haddad, que lamentou o número atual de
litígios no país relacionados a questões
tributárias. Ele explica que um dos objetivos da
reforma é reduzir a judicialização sobre os
impostos. “Eu quero crer que estamos dando um passo
essencial para ver esse Brasil voltar a brilhar”,
acrescentou o ministro.
Haddad participou da cerimônia de sanção do Projeto
de Lei Complementar (PLP) 108, que institui o
Comitê-Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS),
um dos pilares da reforma tributária. Além disso, o
evento também serviu para marcar o anúncio da
plataforma oficial da reforma, que já deve entrar em
operação.
Durante o lançamento, o vice-presidente da República
e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, destacou o sucesso
das negociações do Planalto com o Congresso
Nacional, após anos de discussão sobre o tema. O
ministro ressaltou que as mudanças devem gerar um
incremento de 14% dos investimentos nos próximos
anos, além de um crescimento de 17% das exportações.
“Essa é uma reforma histórica, que traz eficiência
econômica e desenvolvimento para o país”, comentou.
Já o secretário-especial da Receita Federal,
Robinson Barreirinhas, destacou que é preciso
“separar o joio do trigo”, ao relembrar as operações
encabeçadas pela secretaria em 2025 que
identificaram fraudes tributárias em empresas que
tinham ligações, inclusive, com o crime organizado.
Segundo ele, além de olhar para o “joio”, que seria
os criminosos, as mudanças do atual sistema devem
focar no “trigo”, ao facilitar a vida do
contribuinte.
Sobre a nova plataforma da reforma, Barreirinhas
destacou que mais de 400 empresas integraram a fase
piloto do sistema, que durou seis meses e contou com
a participação de companhias maiores, como a Vale e
a Petrobras. “(É o sistema) mais poderoso da América
Latina e um dos mais poderosos de todo o mundo”,
pontuou. De acordo com o secretário-geral, a
novidade vem para unir a justiça fiscal e social.
Fonte: Correio Braziliense

14/01/2026 -
Artigo de Motta sobre o fim da escala 6×1 tem ampla
repercussão
Luiz Carlos Motta fala sobre a redução da jornada
de trabalho e o fim da escala 6×1 em seu recente
artigo. Confira!
O novo artigo assinado pelo presidente Luiz Carlos
Motta “Redução da Jornada: Onde Menos Vale Mais”,
está repercutindo na base sindical comerciária
paulista.
A divulgação do texto em Portais dos Sindicatos
Filiados à Federação e em sites noticiosos está
ampliando o posicionamento do líder estadual e
também Deputado Federal pelo fim da escala 6×1 e
adoção da 5×2, ou seja, cinco dias trabalhados e
dois de descanso.
Além dos Sincomerciários e Sinprafarmas, também já
publicaram o artigo a Confederação Nacional dos
Trabalhadores no Comércio (CNTC) e o Portal Rádio
Peão, além de veículos digitais do interior
paulista.
Motta
O presidente da Fecomerciários, Luiz Carlos Motta,
frisa: “Essa visibilidade é importante. Agradeço a
todos que já publicaram o artigo e àqueles que o
possam divulgar. Juntos, vamos derrubar a escala
6×1”.
Clique aqui e leia o artigo.
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/01/2026 -
Afastamentos por problemas mentais expõe cultura de
exaustão
O número de afastamentos por doenças psicológicas
disparou no Brasil. Segundo dados do INSS, só em
2025 cresceu 143%, escancarando o agravamento do
sofrimento mental entre a classe trabalhadora. O
dado revela que cada vez mais pessoas estão sendo
consideradas incapacitadas para o trabalho por
transtornos psíquicos, como ansiedade, depressão e
esgotamento profissional, o que aponta para um
cenário alarmante de adoecimento social.
A Agência Sindical conversou com a médica e
pesquisadora da Fundacentro, Maria Maeno. Segundo
ela, esse aumento não pode ser analisado de forma
superficial. Os números mostram apenas que mais
trabalhadores foram afastados por doenças psíquicas,
mas não significam, necessariamente, que esses casos
tenham sido reconhecidos como relacionados ao
trabalho. “Existe uma enorme subnotificação. O INSS
quase não reconhece o vínculo entre adoecimento
mental e condições de trabalho, mesmo quando ele é
evidente”, afirma.
Maeno explica que a organização do trabalho atual,
marcada por metas abusivas, pressão permanente por
produtividade, falta de pausas e isolamento dos
trabalhadores, é um dos principais fatores de
adoecimento. “O sistema exige produção constante,
sem descanso, sem coletivo e sem espaço para
diálogo. Isso adoece profundamente”, alerta. Além
disso, o medo de demissão, a insegurança e a
discriminação dentro das empresas agravam ainda mais
o sofrimento psicológico.
Outro ponto crítico é que menos de 3% dos
afastamentos por doenças psíquicas são reconhecidos
como relacionados ao trabalho. Para a pesquisadora,
isso revela um sistema que protege as empresas e
invisibiliza o adoecimento provocado pela exploração
do trabalho. “As empresas não querem ser vistas como
fontes de adoecimento e o próprio sistema
previdenciário dificulta esse reconhecimento,
descumprindo a legislação”, denuncia.
Na avaliação de Maria Maeno, campanhas internas,
palestras motivacionais ou ações cosméticas não são
capazes de enfrentar o problema. “Só há um caminho
real: mudar o processo de trabalho. Reduzir a
pressão, rever metas, diminuir a sobrecarga e parar
de exigir cada vez mais de menos pessoas. Qualquer
coisa fora disso é maquiagem”, afirma.
O crescimento explosivo dos afastamentos por doenças
psicológicas é um alerta de que o modelo atual de
organização do trabalho está adoecendo a classe
trabalhadora. Para o movimento sindical, o
enfrentamento desse cenário passa pela luta por
condições dignas, pelo reconhecimento do nexo entre
trabalho e adoecimento mental e pela
responsabilização das empresas”.
Fundacentro – A Fundacentro atua no enfrentamento ao
adoecimento no trabalho por meio de pesquisa,
formação e ações diretas de acolhimento no trabalho
através de pesquisa, formação e ações diretas de
acolhimento e denúncia.
Outros caminhos são: Casa do Trabalhador e da
Trabalhadora, que acolhe pessoas com problemas
relacionados ao trabalho. Maria explica: “Nós temos
um vídeo que se chama ‘Conte
Pra Gente, Conte Com A Gente’, lançado para
divulgação de direitos, de discussão com
especialistas”.
Mais – Site da Fundacentro.
Fonte: Agência Sindical

14/01/2026 -
MTE reajusta valores do benefício Seguro-Desemprego
Trabalhadores com direito ao benefício poderão
receber parcela que varia de R$ 1.621,00 até o teto
máximo de R$ 2.518,65
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a
tabela anual utilizada para o cálculo dos valores de
pagamento do benefício do Seguro-Desemprego, com
vigência a partir de 11 de janeiro de 2026. Com
isso, o valor do benefício não será inferior ao
salário mínimo vigente, atualmente fixado em R$
1.621,00. Já os trabalhadores com salários médios
superiores a R$ 3.703,99 receberão o teto do
benefício, fixado em R$ 2.518,65.
O reajuste das faixas salariais para o cálculo do
Seguro-Desemprego considera a variação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Em 2025, o acumulado dos 12 meses anteriores
ao reajuste foi de 3,90%.
A atualização do benefício atende aos requisitos
previstos na Lei nº 7.998, de 1990, que regula o
Programa do Seguro-Desemprego, e na Resolução nº
957, de 2022, do Conselho Deliberativo do Fundo de
Amparo ao Trabalhador (CODEFAT).
Faixas de Salário Médio necessárias ao cálculo do
benefício seguro-desemprego - Cálculo da Parcela
· Até R$ 2.222,17 - Multiplica-se o salário médio
por 0,8
· De R$ 2.222,18 até R$ 3.703,99 - O que exceder a
R$ 2.222,17 multiplica-se por 0,5 e soma-se com R$
1.777,74
· Acima de R$ 3.703,99 - O valor será invariável de
R$ 2.518,65
· O valor do benefício do seguro-desemprego não será
inferior ao valor do salário mínimo de R$ 1.621,00
vigente para o ano de 2026.
Quem tem direito? Tem direito ao benefício o
trabalhador que:
- Tiver sido dispensado sem justa causa;
- Estiver desempregado, quando do requerimento do
benefício;
- Ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa
física equiparada à jurídica (inscrita no CEI)
relativos a pelo menos 12 (doze) meses nos últimos
18 (dezoito) meses imediatamente anteriores à data
de dispensa, quando da primeira solicitação;
- pelo menos 9 (nove) meses nos últimos 12 (doze)
meses imediatamente anteriores à data de dispensa,
quando da segunda solicitação; e cada um dos 6
(seis) meses imediatamente anteriores à data de
dispensa, quando das demais solicitações;
- Não possuir renda própria para o seu sustento e de
sua família;
- Não estiver recebendo benefício de prestação
continuada da Previdência Social, exceto pensão por
morte ou auxílio-acidente.
Como solicitar?
O benefício pode ser solicitado nas
Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego
(SRTEs), no Sistema Nacional de Emprego (SINE), pelo
Portal GOV.BR ou por meio do aplicativo Carteira de
Trabalho Digital.
Fonte: MTE

14/01/2026 -
Em dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da
pobreza e ascenderam de classe social
Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível
histórico de ascensão social para as classes A, B e
C,
registrando um crescimento de 78,18% desde 1976
Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram
da pobreza e passaram a integrar as classes sociais
A, B e C. A quantidade equivale à população inteira
do Equador. O estudo foi realizado pela Fundação
Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC)
de 1976 a 2024.
Segundo a FGV, o ritmo da mudança entre 2022 e 2024
foi 74% mais acelerado que o observado entre 2003 e
2014, período marcado também pela alta ascensão
social no país. Nos últimos dois anos, a parcela da
população nas classes A, B e C cresceu 8,44 pontos
percentuais, sendo 13 a 14 pontos percentuais
representados por quem recebe o Bolsa Família e o
Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O diretor da FGV Social e autor do estudo, Marcelo
Neri, destacou que a renda gerada pelo trabalho
impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho
de renda do trabalho foi o principal motor de
ascensão social da chamada classe média. A regra de
proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de
carteiras de trabalho, que talvez seja o principal
símbolo da nova classe média vinda da base da
distribuição de renda”, afirmou.
As classes A, B e C são categorias usadas em estudos
socioeconômicos para organizar a população de acordo
com a renda familiar. De forma geral, a classe C é
associada à classe média, formada por famílias que
conseguem atender às necessidades básicas e têm
algum poder de consumo, enquanto as classes B e A
reúnem faixas de renda mais altas, com maior renda e
estabilidade financeira.
Matéria completa:
https://www.gov.br/mds/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/
em-dois-anos-17-4-milhoes-de-pessoas-sairam-da-pobreza-e-ascenderam-de-classe-social
Fonte: Gov.br

14/01/2026 -
Ausência de relação de afeto afasta dano em
ricochete, decide TST
A ausência de núcleo familiar básico ou de relação
de afeto afasta a incidência de dano em ricochete.
Esse foi o entendimento da 5ª Turma do Tribunal
Superior do Trabalho para isentar uma indústria de
plásticos de pagar indenização por danos morais à
ex-mulher de um motorista de caminhão que morreu em
um acidente de trabalho. Para o colegiado, não houve
prova de relação íntima de afeto entre a autora da
ação e o profissional.
Segundo os autos, o motorista saiu de Tapejara (RS)
para fazer entrega em Porto Alegre. Durante o
retorno, um caminhão invadiu a pista contrária e
colidiu com o outro. O trabalhador não conseguiu
desviar e bateu no veículo que estava à sua frente.
Os três filhos do caminhoneiro e a ex-mulher
apresentaram ação contra a empresa para pedir
indenização por danos morais.
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS)
determinou o pagamento de R$ 60 mil para o filho
menor e de R$ 50 mil para cada um dos outros dois
filhos. Para a ex-mulher, fixou indenização de R$ 10
mil.
Segundo o TRT, os danos morais eram presumíveis,
“inclusive no que diz respeito à ex-esposa, que
sofreu a perda do pai de seus três filhos”. A
empresa recorreu ao TST.
Vínculo de afeto
O relator do recurso, ministro Breno Medeiros,
explicou que a jurisprudência do TST vem firmando o
entendimento de que, no caso de acidente de trabalho
com morte, é possível condenar o empregador a
indenizar familiares próximos e pessoas que
mantinham relação íntima de afeto com a vítima — o
chamado dano em ricochete.
“Contudo, esse dano é presumido apenas para o núcleo
familiar básico, formado por cônjuge, companheiro,
companheira, filhos, pai e mãe. Para outras pessoas,
parentes ou não do empregado acidentado, a
existência de laços de intimidade e afetividade
devem ser cabalmente comprovados”, afirmou Medeiros.
No caso, o relator observou que o TRT deferiu a
indenização com a justificativa de que o sofrimento
da ex-mulher decorreu da perda do pai de seus três
filhos.
“Conforme as provas confirmadas pelo TRT, não se
constata a existência de núcleo familiar básico ou
de íntima relação de afeto entre a ex-esposa e o
trabalhador a justificar o dano moral indireto”,
assinalou. “O abalo experimentado pelos filhos não
acarreta dano moral reflexo ou em ricochete para a
ex-esposa.” A decisão foi unânime. Com informações
da assessoria de imprensa do TST.
Clique
aqui para ler o acórdão
Processo 1390-74.2010.5.04.0662
Fonte: Consultor Jurídico

13/01/2026 -
Ministério do Trabalho cancela registro de 101
sindicatos e notifica 87 para regularização
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou,
na edição desta sexta-feira (9) do Diário Oficial da
União (DOU), dois despachos relacionados a entidades
sindicais com dados desatualizados. As
determinações, baseadas na Portaria MTE nº
3.472/2023, envolvem o cancelamento definitivo de
registros de mais de uma centena de entidades e a
notificação de outras para que regularizem sua
situação perante o Cadastro Nacional de Entidades
Sindicais (CNES).
Um dos despachos determinou o cancelamento do
registro sindical de 101 entidades. Desse total, 25
são sindicatos patronais e 76 representam
trabalhadores. A decisão foi tomada após análise
técnica que constatou que essas entidades mantinham
a composição de suas diretorias com mandatos
vencidos há mais de oito anos no CNES, mesmo após
notificação prévia publicada em julho de 2025, que
concedeu prazo de 180 dias para a atualização.
Conforme a portaria vigente, o cancelamento do
registro implica a perda da personalidade sindical.
Isso significa que as entidades atingidas ficam
impedidas de representar legalmente suas categorias,
celebrar convenções ou acordos coletivos de trabalho
e atuar em juízo na defesa de interesses da
categoria, além de não poderem exercer plenamente
outras atribuições sindicais.
Confira aqui a lista completa de entidades que
tiveram o registro cancelado
Notificação
Em paralelo, o MTE publicou um edital de notificação
coletiva que atinge outras 87 entidades sindicais
(14 de empregadores e 73 de trabalhadores). Essas
organizações foram formalmente intimadas a
regularizar seus dados no CNES, com foco na
atualização da composição da diretoria.
O despacho estabelece um novo prazo de 180 dias,
contados a partir de 9 de janeiro de 2026, para que
a documentação necessária seja enviada. Caso não
cumpram a exigência, essas entidades terão seus
registros sindicais cancelados em publicação futura.
Confira aqui a lista de entidades que foram
notificadas
Contexto e esclarecimentos
As medidas são o desfecho de um longo processo de
adequação que teve início em 2005, com a Portaria
MTE nº 197. A Portaria nº 3.472/2023 fixou prazos
finais para a migração e atualização de dados no
CNES, os quais foram estendidos sucessivamente até
31 de dezembro de 2024. A análise que resultou nos
cancelamentos considerou a situação das entidades em
31 de dezembro de 2025.
É importante destacar que o cancelamento do registro
sindical não equivale à extinção da entidade. As
associações que tiveram seus registros cassados
poderão, futuramente, solicitar um novo registro
junto à Secretaria de Relações do Trabalho, desde
que atendam estritamente aos requisitos da Portaria
MTE nº 3.472/2023.
Fonte: CSB

13/01/2026 -
Redução da jornada de trabalho: pauta essencial para
2026
André Santos*
Com um calendário legislativo apertado em 2026,
marcado por intensas atividades políticas e grandes
eventos nacionais, a apreciação de proposições
relevantes para os trabalhadores e para a sociedade
brasileira dependerá de forte articulação política e
pressão social. O avanço dessas pautas estará
condicionado à capacidade de definição de
prioridades em um cenário de tempo político escasso.
Após um 2025 sem deliberação final, a expectativa
para 2026 recai sobre a redução da jornada de
trabalho, especialmente em conjunto com o fim da
extenuante escala 6x1. A mobilização nas redes
sociais e a articulação política nos bastidores do
Congresso Nacional — tanto na Câmara dos Deputados
quanto no Senado Federal — foram fundamentais para
manter o tema em evidência, reforçando seu caráter
histórico no movimento sindical.
No Senado Federal, a Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) aprovou a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 148/2015, de autoria do senador
Paulo Paim (PT-RS). A proposta prevê a redução
progressiva da jornada de trabalho para 36 horas
semanais, além de assegurar dois dias de descanso
semanal remunerado, preferencialmente aos sábados e
domingos.
A matéria ainda precisa ser analisada pelo Plenário do
Senado, onde deverá obter, no mínimo, 49 votos
favoráveis. Para isso, entidades representativas dos
trabalhadores — como sindicatos, federações,
confederações e centrais sindicais — terão papel
decisivo na articulação política junto aos
parlamentares e no diálogo com o setor produtivo,
buscando viabilizar a aprovação da proposta.
Na Câmara dos Deputados, a Comissão de Trabalho
instalou uma subcomissão destinada a debater a
redução da jornada e o fim da escala 6x1. A
coordenação dos trabalhos ficou a cargo da deputada
Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC 8/2025, que
propõe a adoção de uma jornada de 36 horas semanais
distribuídas em quatro dias. O deputado Luiz Gastão
(PSD-CE) atuou como relator da subcomissão e
apresentou parecer sugerindo a implementação gradual
da mudança.
Também na Câmara, tramita o Projeto de Lei (PL)
67/2025, que recebeu um substitutivo do relator e
então presidente da Comissão de Trabalho da Casa,
estabelecendo que a jornada semanal não poderá
ultrapassar 40 horas, além de garantir ao menos dois
dias de repouso remunerado. O texto prevê que
acordos coletivos possam definir os dias de folga,
desde que um deles coincida com o domingo. A
proposta já conta com requerimento de urgência, o
que pode acelerar sua tramitação.
Atualmente, diversos projetos sobre a redução da
jornada de trabalho estão em análise no Congresso
Nacional. Embora o tema seja histórico no movimento
sindical, ele ganhou novo impulso e passou a figurar
entre as principais reivindicações dos trabalhadores
e de amplos setores da sociedade a partir de
manifestação nas redes sociais e os impactos
benéficos que a medida pode causar na sociedade.
Especialistas apontam que os avanços tecnológicos e
as transformações no mercado de trabalho no período
pós-pandemia criaram condições para a redução da
jornada sem diminuição salarial. Estudos indicam
benefícios como aumento da produtividade, melhoria
da concentração, fortalecimento do convívio
familiar, maior acesso à cultura e ampliação das
oportunidades de qualificação profissional.
Do ponto de vista empresarial, a redução da jornada
pode contribuir para a diminuição de custos
operacionais, retenção de talentos e redução do
absenteísmo. Experiências já existentes em
negociações coletivas demonstram que a redução da
jornada de trabalho é uma realidade, com bota parte
das negociações para além da redução da carga
horária laboral, trazem limitações das horas extras
e por consequência promovem melhores condições de
saúde e qualidade de vida para os trabalhadores.
(*) Analista político do DIAP e sócio-diretor da
CONTATOS ASSESSORIA POLÍTICA
Matéria completa:
https://diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/92641-reducao-da-jornada-de-trabalho-pauta-essencial-para-2026
Fonte: Diap

13/01/2026 -
Eleitores vão às urnas para escolha de seis
candidatos em 2026
Pleito preenche vagas para o Executivo e
Legislativo a nível estadual e nacional.
Em 4 de outubro, mais de 150 milhões de cidadãos
brasileiros devem ir às urnas eletrônicas para
exercer o direito universal ao voto. Nas eleições de
2026, como ocorre a cada oito anos, cada eleitor
fará seis escolhas distintas entre Executivo e
Legislativo, a nível estadual e nacional.
Os votos seguem a seguinte ordem preestabelecida:
- Deputado federal, com quatro dígitos;
- Deputado estadual (ou distrital), com cinco dígitos;
- Senador (primeira vaga), com três dígitos;
- Senador (segunda vaga), com três dígitos;
- Governador e vice-governador, com dois dígitos;
- Presidente e vice-presidente da República, com dois
dígitos.
Para a definição dos eleitos, são utilizados dois
sistemas eleitorais: o proporcional e o majoritário.
Senadores, governadores e o presidente são
escolhidos por meio do sistema majoritário, que
observa os votos em números absolutos.
Já a escolha para os cargos do Legislativo respeita
análise proporcional dos votos. Os votos são
computados por partido ou coligação partidária e, em
uma segunda etapa, por candidato. Assim, as cadeiras
são distribuídas conforme a votação total e
preenchidas pelos candidatos mais votados dentro
dessas legendas, de acordo com o cálculo dos
quocientes eleitoral e partidário.
Para a Câmara dos Deputados, são eleitos 513
candidatos, conforme divisão estadual que observa a
população. A nível estadual serão 1.035 cadeiras nas
Assembleias Legislativas e, no Distrito Federal,
serão 24 vagas para deputado distrital.
No Senado, 54 cadeiras serão renovadas, conforme o
sistema de rodízio a cada quatro anos. A Casa é
composta por 81 membros mas, como o mandato dos
senadores dura oito anos, a eleição é parcial. A
eleição é de natureza majoritária simples, na qual
dois candidatos com a maior votação em cada estado
são eleitos.
A eleição de governadores e vice-governadores ocorre
de maneira estadual, quando são escolhidas 27
chapas, uma para cada um dos 26 estados e uma para o
Distrito Federal. O sistema majoritário exige que a
chapa obtenha mais de 50% dos votos válidos para
vencer em primeiro turno. Caso contrário, os dois
candidatos mais votados se enfrentam em segundo
turno.
Para o comando do Executivo Federal, uma chapa com
presidente e vice-presidente é eleita em todo o
país. Assim como na disputa estadual, a vitória em
primeiro turno também é condicionada à maioria
absoluta dos votos válidos.
Caso seja necessário, o pleito realizará um segundo
turno previsto para 25 de outubro, conforme
determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Normas de candidatura
Somente partidos com registro definitivo no TSE estão
autorizados a lançar candidaturas, sem a
possibilidade de concorrer de forma autônoma. A
legislação ainda permite a formação das federações
partidárias, nas quais duas ou mais siglas atuam
como um único partido por, no mínimo, quatro anos,
inclusive no momento de apresentar candidatos.
No momento da candidatura, também se observa a idade
mínima para concorrer aos cargos:
- Presidente da República, vice-presidente e senador:
35 anos;
- Governador e vice-governador de estado e do Distrito
Federal: 30 anos;
- Deputado federal e deputado estadual ou distrital:
21 anos.
Fonte: Congresso em Foco

13/01/2026 -
Lei obriga poder público a divulgar a cada dois anos
relatório com dados sobre violência contra mulheres
Norma surgiu de projeto aprovado pela Câmara e
pelo Senado
O Brasil passará a divulgar, a cada dois anos, dados
oficiais sobre a violência contra as mulheres. A
medida está prevista na Lei 15.336/26, sancionada na
quinta-feira (8) pelo presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva.
A norma determina a publicação periódica de um
relatório com informações do Registro Unificado de
Violência contra as Mulheres, com o objetivo de
qualificar a produção de dados e subsidiar a
formulação de políticas públicas voltadas à proteção
das mulheres.
O registro unificado é alimentado por órgãos
estaduais e municipais de atendimento à mulher, como
polícias e o sistema de Justiça, e reúne dados
individualizados sobre vítimas e agressores. O
instrumento foi criado pela Política Nacional de
Dados e Informações relacionadas à Violência contra
as Mulheres.
Projeto do Senado
A nova lei tem origem no Projeto de Lei 5881/23, de
autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF),
aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado
Federal.
Na Câmara, o texto foi relatado pela deputada Laura
Carneiro (PSD-RJ). “A proposta reforça compromissos
constitucionais com a dignidade da pessoa humana, a
igualdade entre homens e mulheres e a erradicação da
violência no seio familiar e social”, disse.
Fonte: Agência Câmara

13/01/2026 -
Novos acordos ampliam para 31% a fatia do comércio
do Brasil com tarifa reduzida
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin,
tratados do Mercosul com UE, EFTA e Cingapura
ampliam acesso preferencial e atingem quase um terço
da corrente comercial brasileira
A entrada em vigor de três novos acordos de livre
comércio negociados pelo Mercosul pode ampliar de
forma relevante a parcela do comércio exterior
brasileiro beneficiada por tarifas zero ou
reduzidas.
Segundo estimativas do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC),
o percentual deve passar dos atuais 12,4% para 31,2%
da corrente de comércio do país.
Em entrevista à CNN, o vice-presidente e ministro do
Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que a
mudança decorre da soma dos acordos Mercosul–União
Europeia, Mercosul–EFTA e Mercosul–Cingapura.
Segundo os cálculos do Ministério, hoje cerca de US$
78 bilhões das exportações e importações brasileiras
contam com algum tipo de acesso preferencial,
considerando o comércio dentro do Mercosul e os
tratados com países como Chile, Bolívia, Peru,
Colômbia, Equador, Venezuela, Israel e Egito.
Com a entrada em vigor dos três novos acordos,
outros US$ 118,7 bilhões do intercâmbio comercial
brasileiro passariam a ser alcançados por tarifas
menores, elevando o total para US$ 196,4 bilhões.
Esse valor corresponde a quase um terço da corrente
de comércio registrada em 2025.
Segundo Alckmin, a ampliação do comércio coberto por
preferências tarifárias “fortalece a inserção
internacional do Brasil e abre novas oportunidades
para as empresas brasileiras”. O vice-presidente
afirmou ainda à emissora que o avanço representa um
aumento de aproximadamente duas vezes e meia em um
curto período, com impacto direto sobre
competitividade, investimentos e geração de
empregos.
O acordo entre Mercosul e Cingapura foi assinado em
dezembro de 2023, mas ainda passa por revisão
jurídica e não foi enviado ao Congresso Nacional. Já
o tratado com a EFTA, bloco formado por Suíça,
Noruega, Islândia e Liechtenstein, foi concluído em
setembro de 2025.
Nesta semana, após 26 anos de negociações, deve ser
assinado o acordo entre Mercosul e União Europeia,
com cerimônia prevista para sábado (17), em
Assunção, durante a presidência rotativa do Paraguai
no bloco.
Fonte: InfoMoney

12/01/2026 -
Índice que reajusta aposentadoria acima do mínimo
fecha em 3,9% em 2025
Indicador é utilizado para calcular o reajuste
das aposentadorias de quem recebe acima de um
salário mínimo.
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
fechou 2025 com alta acumulada de 3,90%, abaixo dos
4,77% registrados em 2024. O indicador é utilizado
para calcular o reajuste das aposentadorias de quem
recebe acima de um salário mínimo.
O índice foi divulgado pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta
sexta-feira (9).
No ano passado, o INPC dos produtos alimentícios
registrou alta de 2,63%, enquanto os não
alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações
foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.
Considerando os índices regionais, a maior variação
foi registrada em Vitória (4,82%), especialmente por
conta das altas da energia elétrica residencial
(17,65%) e do aluguel residencial (9,06%). A menor
variação ocorreu em Campo Grande (2,78%), cujo
resultado foi influenciado pelo recuo nos preços do
arroz (-31,01%), das frutas (-9,56%) e das carnes
(-3,00%).
Os segurados que se aposentaram ou começaram a
receber pensão ou auxílio ao longo de 2025 terão uma
correção que corresponderá à variação do INPC entre
o mês da concessão do benefício até dezembro, de
modo proporcional ao número de meses em que o
benefício foi concedido.
Piso previdenciário
Os pagamentos com reajuste começam a ser feitos a
partir de 26 de janeiro e vão até o dia 6 de
fevereiro. O usuário deve verificar o número final
do cartão de benefício, sem considerar o último
dígito verificador, para saber a data de pagamento.
O piso previdenciário — valor mínimo dos benefícios
pagos pelo INSS Instituto Nacional do Seguro Social
— será de R$ 1.621,00 neste ano. O aumento equivale
a um reajuste de 6,79%.
Com o novo valor do salário mínimo, o impacto total
com o pagamento do novo valor aos beneficiários que
recebem até esse valor será de cerca de R$ 30,7
bilhões em 2026.
Atualmente, 21,9 milhões de benefícios têm o valor
de até um salário-mínimo. Esse número corresponde a
62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios do
Regime Geral de Previdência Social.
Fonte: CNNBrasil

12/01/2026 -
A Democracia
resiste!
O Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (DIAP) reafirma seu compromisso
histórico com a defesa da democracia, do Estado
Democrático de Direito e das instituições
republicanas, diante dos graves atos
antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
Naquela data, extremistas atentaram contra os Três
Poderes da República — Congresso Nacional, Supremo
Tribunal Federal e Palácio do Planalto — em uma
tentativa explícita de ruptura institucional e de
deslegitimação do resultado das eleições
democráticas. Os ataques não foram manifestações
legítimas de opinião política, mas ações organizadas
que buscaram impor, pela violência, um projeto
autoritário incompatível com a Constituição Federal.
O fortalecimento da democracia exige vigilância
permanente, respeito ao voto popular, defesa das
instituições e compromisso com a Constituição de
1988. A história recente ensina que direitos não são
concessões: são conquistas que precisam ser
protegidas diariamente.
O DIAP seguirá atuando ao lado da sociedade civil
organizada, do movimento sindical e das forças
democráticas para garantir que o Brasil avance com
justiça social, participação popular e instituições
fortes.
Sem anistia. Em defesa da democracia.
A democracia resiste.
DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar
Fonte: Diap

12/01/2026 -
As lutas pelo direito ao trabalho no Brasil é o tema
do novo artigo da série sobre o Fim da Escala 6×1
O direito ao trabalho no Brasil é abordado em
artigo que analisa a luta pela redução da jornada e
a precarização laboral.
O vigésimo primeiro artigo do dossiê “Fim da Escala
6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, organizado
pelo Organizado pelo Cesit (Centro de Estudos
Sindicais e de Economia do Trabalho) em parceria com
as centrais sindicais, aborda: “Redução da jornada
de trabalho e o fim da escala 6×1: as lutas pelo
direito ao trabalho no Brasil“. O artigo é assinado
por Ricardo T. Neder.
No texto, o autor analisa a luta histórica da classe
trabalhadora pela redução da jornada no Brasil,
relacionando o combate à escala 6×1 às
transformações recentes do mundo do trabalho,
marcadas pela digitalização, pela plataformização e
pela precarização. O artigo destaca a convergência
entre a redução do tempo de trabalho, o direito ao
trabalho digno e a necessidade de regulação das
plataformas digitais.
A partir de uma perspectiva crítica e atual, o
estudo discute alternativas como a escala 4×3, o
fortalecimento da negociação coletiva e as
experiências de cooperativismo de plataforma,
apontando caminhos para enfrentar o desemprego
estrutural, a sobrejornada e a perda de direitos.
Leia aqui o artigo
Redução da jornada de trabalho e o fim da escala
6×1: as lutas pelo direito ao trabalho no Brasil
Fonte: Rádio Peão Brasil

12/01/2026 -
Disposição de luta; opinião de João Guilherme
Entenda a luta dos trabalhadores e trabalhadoras
diante das conquistas econômicas e desafios
enfrentados no Brasil.
Os números da economia brasileira traduzem uma
situação positiva para o emprego e a renda dos
trabalhadores e das trabalhadoras, que formam a
maioria da sociedade.
E, no entanto, persiste uma certa “suspensão de
juízo” sobre a situação, acarretando um ambiente em
que as boas notícias são neutralizadas, não pelas
más notícias, mas pela incompreensão, pela “mala
vita” preexistente e continuada e por uma oposição
ranheta que insiste em não reconhecer os avanços.
No movimento sindical, as conquistas e os serviços
prestados pelos dirigentes não têm tido sucesso, por
si sós, para sensibilizar, organizar e mobilizar os
trabalhadores e as trabalhadoras, a maioria.
Superar esta deficiência, com os dirigentes subindo
às bases, é o grande desafio durante o ano de 2026,
com suas inúmeras peripécias até chegarmos às
eleições gerais de outubro.
Para o movimento sindical que, aproveitando-se das
conjunturas positivas, obteve avanços e sucessos nas
campanhas salariais e apresentou-se como alternativa
efetiva para a sindicalização, as tarefas do ano já
começado devem, de imediato, ser cumpridas a partir
de dois eixos prioritários:
1. Levar ao conjunto de trabalhadores e
trabalhadoras o reconhecimento da vitória alcançada
com a isenção do Imposto de Renda, reivindicada pela
Conclat e garantida pelo governo;
2. Nas campanhas salariais deve-se discutir a
redução da jornada de trabalho e a extinção da
escala 6×1, obtendo vitórias onde for possível e
necessário, vitórias que facilitarão a luta no
Congresso Nacional pelos mesmos objetivos.
O ímpeto no cumprimento destas tarefas imediatas
marcará durante todo ano a disposição de luta do
movimento sindical.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

12/01/2026 -
Justiça manda Axia Energia provisionar R$ 750
milhões em disputa sobre PLR
A disputa entre sindicatos e a Axia Energia
envolve a PLR. Entenda a decisão judicial que
garante R$ 750 milhões para os empregados.
A disputa entre sindicatos de trabalhadores do setor
elétrico e a Axia Energia — novo nome da antiga
Eletrobras — ganhou um novo capítulo na Justiça do
Trabalho do Rio de Janeiro. A empresa foi acusada
por entidades sindicais de adotar um “artifício
jurídico” para evitar o pagamento da Participação
nos Lucros ou Resultados (PLR) aos empregados,
referente a um montante bilionário acumulado ao
longo dos últimos anos.
A informação foi revelada pelo Painel da Folha de
S.Paulo, que noticiou decisão judicial determinando
que a companhia faça uma provisão de R$ 750 milhões
como garantia para um eventual pagamento futuro da
PLR. A medida foi tomada em caráter de urgência e
não representa, por ora, julgamento do mérito da
ação.
Segundo os sindicatos, a Axia teria acumulado cerca
de R$ 30 bilhões em reservas de lucros entre 2016 e
2024, valores que, posteriormente, foram destinados
aos acionistas por meio da criação de uma nova
classe de ações. Para as entidades representativas
dos trabalhadores, essa operação teve efeito
econômico equivalente à distribuição de dividendos,
o que asseguraria o direito dos empregados à
participação nos resultados.
Na réplica apresentada à Justiça, os advogados dos
sindicatos afirmam que a empresa tenta confundir
conceitos contábeis para descaracterizar a natureza
dos recursos e, assim, se eximir da obrigação de
pagar a PLR prevista nos acordos firmados com os
trabalhadores.
A decisão judicial também provocou reação no mercado
financeiro. Após a publicação da informação pelo
Painel, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
questionou a companhia sobre o tema. Em resposta ao
mercado, a Axia informou que pretende recorrer da
decisão.
A empresa sustenta que a operação foi aprovada em
assembleia geral extraordinária, seguindo os ritos
legais previstos na Lei das Sociedades por Ações, e
que a capitalização com distribuição de ações aos
acionistas foi uma prática lícita e regular. Ainda
assim, para os sindicatos, a forma jurídica adotada
não altera o fato de que as reservas foram geradas
com base no trabalho dos empregados ao longo de
vários exercícios.
As ações coletivas foram protocoladas por cerca de
30 sindicatos e seguem em tramitação. Procurada, a
Axia Energia informou que já se manifestou
oficialmente sobre o caso por meio de comunicado ao
mercado.
Repercussão
A mobilização sindical foi destacada por Eduardo
Annunciato, conhecido como Chicão, presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo. Para ele,
a decisão judicial reforça a importância da ação
coletiva dos trabalhadores diante das tentativas de
retirada de direitos.
“Essa decisão mostra que a união dos trabalhadores
faz a diferença. A riqueza produzida na empresa tem
o suor dos eletricitários e precisa ser respeitada”,
afirmou o dirigente.
Fonte: Rádio Peão Brasil

12/01/2026 -
Indústria brasileira mantém produção estável desde
abril de 2025
IBGE destaca que a alta taxa de juros impede que
a indústria rompa o teto de estabilidade e retome o
crescimento
A produção industrial brasileira tem demonstrado
resiliência nos últimos anos, mantendo estabilidade
mesmo em um cenário de alta dos juros. Em novembro
de 2025, a indústria nacional registrou variação
nula (0,0%), segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM),
divulgada na quinta-feira (8) pelo IBGE.
O setor tem operado em um patamar de baixa
intensidade, funcionando como um reflexo direto dos
juros elevados que encarecem o crédito e inibem
investimentos.
Embora o resultado de novembro seja o melhor para o
mês desde 2023 (superando a queda de 0,7% registrada
em novembro de 2024), ele interrompe a trajetória de
recuperação vista no início de 2025. Para o gerente
da pesquisa, André Macedo, o movimento de menor
intensidade “está muito associado à política
monetária e ao aumento da taxa de juros”, o que
explica o comportamento anêmico da produção nos
últimos meses.
O entrave financeiro
O dado do IBGE expõe uma contradição central na
economia: enquanto o mercado de trabalho apresenta
indicadores robustos, com massa salarial em alta e
desocupação baixa, a barreira dos juros impede que
esse vigor se traduza em expansão fabril. Macedo
ressalta que esse cenário doméstico positivo
impulsiona a demanda, mas o setor industrial acaba
“girando em torno do mesmo patamar desde julho”
devido ao aperto nas operações de crédito.
O pesquisador detalha que 2025 foi marcado por uma
insistente proximidade com a margem zero. Além da
estabilidade em fevereiro e novembro, o ano acumulou
variações mínimas em janeiro (0,1%), junho (0,1%),
julho (-0,1%) e outubro (0,1%). Essa paralisia
ocorre após um primeiro trimestre promissor, que
teve seu ápice em março, com crescimento de 1,8%.
Reindustrialização sob ameaça
Para o campo progressista e os setores produtivos, a
manutenção da taxa Selic em patamares restritivos
atua como um “freio de mão” que sabota o projeto de
reindustrialização do país. Enquanto o custo
financeiro drena recursos, a indústria, responsável
por cerca de 11% do PIB, patina, tornando claro que
o consumo das famílias, sozinho, não consegue
superar o obstáculo do capital financeiro.
Fonte: Portal Vermelho

09/01/2026 -
Nova Central convida para ato em memória de Manoel
Fiel Filho
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
convida suas entidades filiadas, dirigentes e a
classe trabalhadora a participarem do Ato em Memória
dos 50 anos da morte de Manoel Fiel Filho, operário
metalúrgico assassinado pela ditadura militar,
símbolo da resistência e da luta em defesa da
democracia e dos direitos humanos no Brasil.
O ato será realizado no dia 19 de janeiro
(segunda-feira), às 18h, na Rua do Carmo, 171, Sé –
São Paulo (SP), local histórico do movimento
sindical, antiga sede do Sindicato dos Metalúrgicos.
A programação inclui o lançamento do livro Carrascos
da Ditadura e exibição do filme Perdão, Mister
Fiel!, de Jorge Oliveira, além da entrega da Medalha
Manoel Fiel Filho, em reconhecimento àqueles e
àquelas que mantêm viva a memória, a verdade e a
justiça.
Para a Nova Central, lembrar Manoel Fiel Filho é
reafirmar o compromisso permanente com a democracia,
com a valorização da vida e com a luta da classe
trabalhadora contra toda forma de autoritarismo,
violência e retirada de direitos.
Fonte: NCST

09/01/2026 -
Comissão aprova retorno de assistência sindical
obrigatória em rescisões
Proposta segue em análise na Câmara
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
aprovou em dezembro proposta que retoma a
obrigatoriedade da assistência sindical para validar
a rescisão de contratos de trabalho de empregados
com mais de um ano de serviço. A medida, que altera
a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), reverte
uma das principais mudanças da Reforma Trabalhista
de 2017, que havia tornado a homologação
facultativa.
O texto aprovado é um substitutivo do relator,
deputado Bohn Gass (PT-RS), ao Projeto de Lei
8413/17, do ex-deputado Marco Maia (RS), e propostas
apensadas que tratam do tema. O texto do relator
unifica as propostas e restabelece que o instrumento
de rescisão ou recibo de quitação só terá validade
se firmado com a assistência do sindicato da
categoria ou, na ausência deste, de uma autoridade
do Ministério do Trabalho e Emprego, sem custos para
o trabalhador.
Segundo o relator, a mudança visa corrigir um
desequilíbrio na relação entre empregado e
empregador no momento do término do contrato. "É
inquestionável a condição de hipossuficiência dos/as
trabalhadores/as no momento em que se dá a rescisão
do contrato de trabalho e, assim, a assistência do
empregado pelo seu respectivo sindicato é fator
muito importante para evitar maiores prejuízos
quando da formulação dos cálculos das verbas
rescisórias devidas", afirmou Bohn Gass.
Outras mudanças previstas na proposta:
- Dispensas imotivadas: estabelece a "intervenção
sindical prévia" como um procedimento necessário
para demissões sem justa causa, sejam elas
individuais ou coletivas.
- Acordo entre as partes: exige que a extinção do
contrato por acordo entre empregado e empregador
também seja homologada pelo sindicato ou pelo
Ministério do Trabalho e Emprego.
- Arbitragem para altos salários: determina que a
cláusula de arbitragem em contratos de trabalhadores
com remuneração superior a duas vezes o teto do INSS
só será válida se tiver a assistência sindical.
- Revogações: revoga os artigos da CLT que tratam de
planos de demissão voluntária e da quitação de
valores.
Próximos passos
A proposta segue para análise da Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto está
sujeito à análise do Plenário.
Fonte: Agência Câmara

09/01/2026 -
Lula veta integralmente PL da Dosimetria
Presidente disse que condenados tiveram direito a
ampla defesa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou
integramente, nesta quinta-feira (8), o Projeto de
Lei nº 2.162 de 2023, conhecido como PL da
Dosimetria, aprovado em dezembro pelo Congresso
Nacional. O texto prevê a redução de penas de
condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de
janeiro e pela tentativa de golpe de Estado.
O anúncio foi feito durante ato, no Palácio do
Planalto, que marca os três anos dos ataques
perpetrados por manifestantes apoiadores de
Bolsonaro que, inconformados com o resultado das
eleições, invadiram o Congresso Nacional, o Palácio
do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).
“Todos eles tiveram amplo direito de defesa, foram
julgados com transparência e imparcialidade. E, ao
final do julgamento, condenados com base em provas
robustas, e não com ilegalidades em série, meras
convicções ou [apresentações de] Powerpoint
fajutas”, disse Lula.
“Quero parabenizar a Suprema Corte pela conduta
irrepreensível ao longo de todo esse processo.
Julgou e condenou no estrito cumprimento da lei. Não
se rendeu às pressões, não se amedrontou diante das
ameaças. Não se deixou levar por revanchismo. Saiu
fortalecida. Sua conduta certamente será lembrada
pela história”, completou.
Ao citar o poeta hispano-americano George Santayana,
Lula concluiu: “Aqueles que não conseguem lembrar o
passado estão condenados a repeti-lo. Em nome do
futuro, não temos hoje o direito de esquecer o
passado. Por isso, não aceitamos nem ditadura civil
nem ditadura militar. O que queremos é democracia
emanada do povo e para ser exercida em nome do
povo”.
Com o veto, o projeto volta para o Congresso.
Entenda
O PL da Dosimetria determina que os crimes de
tentativa de acabar com o Estado Democrático de
Direito e de golpe de Estado, quando praticados no
mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave
em vez da soma de ambas as penas.
O foco do projeto é uma mudança no cálculo das
penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de
cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo
das penas”. O texto reduz também o tempo para
progressão do regime de prisão de fechado para
semiaberto ou aberto.
Tais mudanças poderiam beneficiar condenados pelo 8
de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro,
além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da
Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da
Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa
Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de
Segurança Institucional (GSI).
O projeto de lei também reduziria o tempo de
progressão de pena para alguns criminosos comuns,
segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil.
Fonte: Agência Brasil

09/01/2026 -
“Não é uma bolha, é um crescimento consistente”, diz
Luiz Marinho, sobre os 5 milhões de empregos formais
gerados a partir de 2023
Em entrevista ao Bom Dia, Ministro nesta quarta
(7/1), responsável pela pasta do Trabalho e Emprego
ressalta o crescimento na geração de empregos
formais e ressalta temas como a qualificação de
profissionais no Brasil e os esforços para acabar
com a escala 6x1
Em novembro de 2026, o Brasil superou a marca de 5
milhões de empregos formais gerados no país desde
janeiro de 2023. Com isso, a nação chegou a 49,09
milhões de vínculos formais ativos, o maior
registrado na série histórica do Novo Caged. Soma-se
a isso, um índice de 5,2% de desemprego, mais baixo
patamar da série histórica no Brasil.
Entrevistado nesta quarta-feira (7/1) no programa
Bom Dia, Ministro, o titular da pasta do Trabalho e
Emprego, Luiz Marinho, destacou o atual momento do
país no que diz respeito à geração de empregos
formais. “É um crescimento do emprego em todo o país
e em todos os estados brasileiros, em todos os
segmentos da economia. Não é uma bolha aqui e acolá.
É um crescimento consistente”, afirmou.
Os números exitosos na geração de emprego formal vêm
acompanhados de duas medidas importantes que terão
impacto direto na renda de milhões de trabalhadores
brasileiros em 2026: o reajuste do salário mínimo e
a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$
5 mil, com descontos menores para aqueles com
salários entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais.
Desde 1º de janeiro vigora no país o novo valor do
salário mínimo, que passou de R$ 1.518 em 2025 para
R$ 1.621 este ano, um aumento de 6,7%. Os reajustes
anuais adotados nesta gestão levam em conta a
inflação dos 12 meses anteriores, mais a taxa de
crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do
segundo ano anterior ao vigente.
Para o ministro, o PIB deve voltar a crescer este
ano, o que, levando-se em conta os crescimentos do
PIB nos últimos anos, deverá garantir um novo
aumento real do salário mínimo em 2027. “Este ano de
novo vai crescer a economia, crescer o PIB
brasileiro, e crescendo o PIB per capita seguramente
também crescerá o salário mínimo de novo, olhando
para 2027. Nós estamos bastante otimistas com a
economia brasileira e seguramente o Brasil está no
rumo certo”, projetou Luiz Marinho.
ESCALA 6X1 – Outro ponto abordado na entrevista foi
a discussão em curso em torno do fim da jornada de
trabalho 6x1, sem redução de salário. “A 6x1 é uma
prioridade do governo e é uma prioridade para os
trabalhadores, especialmente a juventude brasileira,
que vem rechaçando esse formato. A jornada 6x1 é a
mais cruel em todo o território global, onde ela
está ainda em prática, em especial para as mulheres.
Então, temos que pensar na redução da jornada máxima
do país”, frisou o ministro.
Segundo o ministro, o fim da jornada 6x1 precisa ser
discutido levando-se em conta a necessidade de
proporcionar melhores condições aos trabalhadores.
“É uma coisa importante para a gente refletir e dar
uma mensagem para todos os empresários brasileiros,
especialmente da área do comércio, de serviço, da
indústria, que pensar na redução da jornada de
trabalho é também pensar na harmonização do ambiente
de trabalho, em como você tem um ambiente saudável
no trabalho que possa garantir aos trabalhadores e
trabalhadoras melhores condições de saúde, saúde
mental, como cuidar da família, como cuidar dos
afazeres da família. Se você tem tranquilidade em
casa, você vai levar essa tranquilidade para o
ambiente do trabalho”, defendeu o ministro.
QUALIFICAÇÃO – Luiz Marinho destacou ainda a
necessidade de qualificar o trabalhador brasileiro e
destacou que o Ministério do Trabalho e Emprego vem
atuando nesse sentido, com especial atenção aos mais
jovens. “A gente tem trabalhado vários programas e
tenho provocado prefeitos e prefeitas, governadores
e governadoras, para ajudar nessa tarefa de
qualificar, incluindo o Sistema S, incluindo todo
mundo que trabalha com o processo de qualificação. O
ministério tem um programa de qualificação digital,
em parceria com a Microsoft, para milhões de
pessoas”, lembrou. “Os jovens sabem o Instagram,
sabem o TikTok, sabem essas ferramentas de
comunicação aleatória. Mas quando precisa baixar um
arquivo, quando precisa anexar um arquivo, ele não
sabe fazer. Nós precisamos de um processo de
qualificação, de capacitação na área digital, como
foi no passado”, continuou o ministro.
PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR — Outro ponto
abordado foi a modernização do Programa de
Alimentação do Trabalhador (PAT). As novas regras
beneficiarão diretamente mais de 22 milhões de
trabalhadores que terão mais liberdade de escolha e
melhor aceitação dos cartões em estabelecimentos.
“Nós pensamos a restauração desse programa, ouvindo
as queixas, especialmente dos pequenos restaurantes,
dos pequenos mercados. Muitos restaurantes e muitos
supermercados saindo do programa, dado o tamanho do
repasse que o intermediário ficava. Entra agora em
vigor, agora em fevereiro, a taxa máxima permitida.
Tinha situação de taxa acima de 10% ao mês. Vai ter
uma redução para no máximo 3,6%, envolvendo a tarifa
de intercâmbio, que tem que ser no máximo de 2%.
Isso seguramente vai levar a ampliar a quantidade de
restaurantes, de mercados, de vilas, que possam
aderir ao programa”, explicou Luiz Marinho.
Fonte: Secom Gov.br

09/01/2026 -
Desconto em cesta-alimentação exige autorização
prévia do empregado
A 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho
determinou que uma empresa do setor agroindustrial
devolva os descontos efetuados na remuneração de um
coordenador de controle de qualidade referentes à
cesta-alimentação fornecida pela empresa. Para o
colegiado, os descontos não poderiam ser feitos sem
autorização expressa do trabalhador.
Empregado da empresa de 2014 a 2016, o coordenador
alegou na ação que não tinha autorizado a empresa a
descontar o valor do benefício e que o salário é
intangível e protegido pelo direito do trabalho.
A Vara do Trabalho de Laranjeiras do Sul (PR)
rejeitou o pedido de devolução dos descontos, e a
sentença foi mantida pelo Tribunal Regional do
Trabalho da 9ª Região (PR). Segundo o TRT-9, apesar
de não existir autorização específica, os descontos
tinham gerado benefício direto ao trabalhador, uma
vez que os valores eram baixos, e a
cesta-alimentação era fornecida regularmente.
Descontos exigem autorização
A ministra Maria Cristina Peduzzi, relatora do recurso
de revista do coordenador, observou que o empregador
não pode efetuar nenhum desconto nos salários do
empregado, a não ser em caso de adiantamentos, de
previsão legal ou de contrato coletivo.
Segundo ela, a jurisprudência do TST é de que é
necessária autorização prévia do empregado a fim de
legitimar os demais descontos, o que não ocorreu no
caso. A decisão foi unânime. Com informações da
assessoria de imprensa do TST.
Clique
aqui para ler a decisão
Processo 10672-28.2016.5.09.0003
Fonte: Consultor Jurídico

09/01/2026 -
CCJ pode votar proteção e acolhimento a
trabalhadores resgatados de escravidão
O projeto de lei que prevê medidas de proteção e
acolhimento aos trabalhadores resgatados de situação
de escravidão (PL
5.760/2023) pode ser votado neste ano pela
Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ).
Em outubro, a proposta recebeu parecer favorável na
Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH).
Fonte: Agência Senado

08/01/2026 -
Marinho: o fim da 6×1 é prioridade; é plenamente
possível aprová-la em ano eleitoral
Para o ministro, pauta é prioridade do governo,
mas mobilização social será fundamental para
aprovação
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta
quarta-feira (7) que é plenamente possível aprovar o
fim da escala 6×1 em ano eleitoral. Ele participa do
programa Bom Dia, Ministro da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC).
“Se é possível no calendário do ano eleitoral você
aprovar uma medida tão importante como essa e com
forte impacto no mercado de trabalho e no ambiente
do mercado de trabalho? Sim, isso é plenamente
possível. Muita gente vê como uma contradição, eu
vejo como uma possível oportunidade”, afirmou.
Segundo ele, essa é uma prioridade do governo porque
essa escala seria a mais cruel. Ele destacou,
entretanto, que a mobilização social é fundamental
para ajudar no convencimento dos congressistas e dos
empresários.
“Eu chamo a atenção disso porque a efetiva
participação da sociedade é um motor necessário,
importante no processo de convencimento a cada
deputado e deputada, a cada senador e senadora e ao
empresariado também”, disse.
E repetiu: “É plenamente possível fazer, é
plenamente possível dizer a toda a atividade
econômica do Brasil que é possível você acabar com a
seis por um, mantendo as necessidades econômicas do
país.”
Fonte: Estadão Conteúdo

08/01/2026 -
Salário mínimo cresce o dobro do INPC
A luta dos brasileiros pra aumentar o salário mínimo
é incessante. Nos anos 50, João Goulart era ministro
do Trabalho de Getúlio Vargas e dobrou o valor do
mínimo. Militares reacionários, manipulados por
empresários mais reacionários ainda, exigiram a
cabeça de Jango. Getúlio não conseguiu manter seu
ministro, mas manteve o valor dobrado do salário
mínimo.
Todo final de ano o Dieese divulga o novo valor do
salário mínimo anunciado pelo governo, que, desde o
dia 1º de janeiro, está valendo R$ 1.621,00. A
política de valorização do Mínimo foi conquistada
pelo movimento sindical já no segundo ano do governo
Lula; subiu em seus dois governos; manteve a
elevação nos governos Dilma; mas foi golpeado por
Temer e Bolsonaro.
Nos governos Temer e Bolsonaro, o salário mínimo foi
arrochado. Num dos anos Bolsonaro, ficou 1,31%
abaixo do INPC. Nos três anos do Lula 3, os ganhos
reais do salário mínimo foram de 5,64%; 2,62% e
2,49%. Os aumentos nos governos Lula-Dilma-Lula
representam o dobro do INPC.
Hoje, informa o Dieese, o salário mínimo de R$
1.621,00 remunera 61,9 milhões de brasileiros – na
ativa, aposentados, pensionistas e beneficiários em
geral da Previdência Social. Ou seja, é uma alavanca
no poder de compra dos brasileiros mais pobres e
fortalece o mercado interno.
FHC – O governo Fernando Henrique foi
padrasto em relação ao salário mínimo. Seu nível
caiu tanto que chegou a 50 dólares. Atualmente, o
Mínimo equivale a 302 dólares. A luta sindical, na
época, era pra que chegasse a pelo menos 100
dólares.
Maior acordo – O consultor sindical João
Guilherme Vargas Neto, profundo conhecedor das
políticas salariais nacionais e dos principais
países do mundo, sentencia: “A negociação pelo
aumento do salário mínimo brasileiro resulta no
maior acordo coletivo do mundo”.
6,79% – O reajuste do mínimo foi de 6,79%. O
novo valor é definido conforme a Lei 14.663, de
agosto de 2023, que estabelece a política permanente
de valorização do mínimo, conforme os limites
fiscais definidos pela Lei Complementar 200/2023.
Critérios – Conforme o Artigo 3º da Lei
14.663/2023, o reajuste anual do mínimo, a partir de
2024, considera dois componentes: 1) A variação do
INPC acumulado nos 12 meses findos em novembro do
ano anterior; 2) O crescimento real do PIB apurado
pelo IBGE referente a dois anos antes.
2026 – Para cálculo do reajuste de 2026, foi
considerada a variação do INPC entre dezembro de
2024 e novembro de 2025 de 4,18%. O crescimento real
do PIB de 2024 foi de 3,4%. No entanto, pela Lei
Complementar 200/2023, do novo regime fiscal, o
crescimento real das despesas primárias da União
está limitado ao teto de 2,5% ao ano.
Assim, o reajuste total do salário mínimo resulta da
correção de 4,18% referentes à inflação e da
aplicação posterior de 2,5% de aumento real,
alcançando 6,79%. Graças a isso, o salário mínimo
cresce R$ 103,00, chegando ao valor de R$ 1.621,00.
Aporte – O novo salário mínimo dos 61,9
milhões de brasileiros garante mais R$ 81,7 bilhões
ao bolso dos brasileiros.
Pisos – O movimento sindical considera que a
elevação do salário mínimo ajuda a aumentar também o
valor dos Pisos Salariais de muitas categorias
profissionais.
Fonte: Agência Sindical

08/01/2026 -
Lula sanciona lei que proíbe descontos automáticos
no INSS
Texto prevê ressarcimento a vítimas e reforça
regras para empréstimos consignados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma
nova lei que impede a realização de descontos
automáticos em aposentadorias e pensões pagas pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ainda
que haja autorização prévia do beneficiário. A
sanção ocorreu com vetos e foi oficializada por meio
de publicação no Diário Oficial da União (DOU) nesta
quarta-feira (4).
A legislação também determina a adoção de mecanismos
de busca ativa para localizar segurados prejudicados
por cobranças irregulares, além de garantir o
ressarcimento dos valores descontados de forma
indevida. Com a mudança, foi revogado um dispositivo
da Lei dos Planos de Benefícios da Previdência
Social que permitia abatimentos destinados a
associações, sindicatos e entidades representativas
de aposentados e pensionistas, desde que
autorizados.
Para identificar possíveis vítimas de fraudes ou
práticas abusivas, o INSS poderá considerar
auditorias conduzidas por órgãos públicos, bem como
reclamações administrativas, denúncias, ações
judiciais e pedidos formais de exclusão de
descontos. A nova regra busca ampliar os
instrumentos de fiscalização e resposta a
irregularidades no sistema previdenciário.
Nos casos em que for constatado desconto indevido, a
responsabilidade inicial pela devolução dos valores
será da associação ou instituição financeira
envolvida, que deverá restituir integralmente o
beneficiário no prazo de até 30 dias. Caso isso não
ocorra, o INSS ficará encarregado de ressarcir o
segurado e, posteriormente, buscar o reembolso na
Justiça junto à entidade ou ao banco responsável.
O texto legal também altera as regras para a
contratação de empréstimos consignados. A partir de
agora, esse tipo de operação só poderá ser
formalizado mediante autenticação biométrica ou
assinatura eletrônica qualificada, ficando vedada a
contratação por telefone. Após a liberação do
crédito, o benefício previdenciário será
automaticamente bloqueado para novas operações,
exigindo um procedimento específico para eventual
desbloqueio.
As mudanças legislativas ocorrem em meio às
investigações da operação Sem Desconto, deflagrada
em abril de 2025 pela Polícia Federal e pela
Controladoria-Geral da União. A apuração envolve um
esquema de descontos irregulares aplicados a
aposentadorias e pensões do INSS, com prejuízo
estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Leia a íntegra da sanção presidencial.
Fonte: Congresso em Foco

08/01/2026 -
Sindicato não pode impor à Justiça dever
fiscalizatório, diz TRT-2
A 17ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP) extinguiu, sem análise do mérito, uma
ação ajuizada por sindicato que buscava obrigar uma
empresa a comprovar o cumprimento de cláusulas de
convenção coletiva.
Para os julgadores, o processo foi usado de forma
inadequada, com caráter meramente fiscalizatório e
sem apresentação de indícios concretos de
irregularidades.
A decisão foi provocada por recurso ordinário
interposto por uma indústria do setor plástico
contra sentença de primeira instância que havia
acolhido parcialmente os pedidos do sindicato.
Na ação, a entidade alegava descumprimento de
cláusulas relacionadas a reajustes salariais,
participação nos lucros, benefícios e contribuições
previstas em norma coletiva. No entanto, a
instituição limitou-se a juntar a convenção coletiva
aos autos e a requerer que a empresa apresentasse
documentos para demonstrar o cumprimento das
obrigações.
Finalidade equivocada
Ao analisar o caso, o relator, desembargador Álvaro
Alves Noga, concluiu pela ausência de interesse de
agir. Segundo ele, a Justiça do Trabalho não pode
ser acionada apenas para fins de fiscalização.
“O sindicato autor trouxe aos autos tão somente a
norma coletiva, sem apresentar sequer um princípio
de prova de que as cláusulas apontadas deixaram de
ser cumpridas. Os pedidos não visam,
primordialmente, o cumprimento das obrigações, mas a
fiscalização da reclamada”, disse.
Para o magistrado, a ausência de fatos concretos e a
formulação de pedidos genéricos afastam a
necessidade de prestação jurisdicional, o que leva à
extinção do processo com base no artigo 485, inciso
VI, do Código de Processo Civil.
Com a decisão, a ação foi extinta sem resolução do
mérito, e o sindicato foi condenado ao pagamento das
custas processuais e de honorários advocatícios
fixados em 5% do valor da causa.
O advogado Alexandre Almendros, sócio do ABN
Advogados e responsável por defender a empresa
envolvida na causa, diz que esse tipo de ação tem
sido usado de forma recorrente por sindicatos como
instrumento de fiscalização, o que não encontra
respaldo legal.
“Trata-se de ação proposta com finalidade
fiscalizatória, em que o sindicato pede que a
empresa comprove o cumprimento de cláusulas da
convenção coletiva. Ocorre que o sindicato não tem
poder de polícia nem atribuição fiscalizatória. Quem
exerce esse papel é o Ministério Público do
Trabalho”, diz o advogado.
Clique aqui para ler a decisão
Processo 1002202-21.2024.5.02.0321
Fonte: Consultor Jurídico

08/01/2026 -
Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir
ressarcimento ao INSS
Prazo para devolução de descontos indevidos foi
prorrogado em novembro
Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos
indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) têm até 14 de fevereiro para pedir o
ressarcimento, anunciou o presidente do instituto,
Gilberto Waller. Em entrevista ao programa a Voz do
Brasil, ele fez um balanço atualizado sobre os
pedidos.
De acordo com presidente Waller, cerca de 6,2
milhões de beneficiários contestaram descontos
indevidos do INSS, dos quais 4,1 milhões de
beneficiários já foram ressarcidos, em valores que
somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto,
que ainda existam 3 milhões de aposentados e
pensionistas aptos a solicitar a devolução.
O prazo original se encerraria em 14 de novembro. No
entanto, o Ministério da Previdência Social decidiu
ampliar o período para garantir que todos os
afetados possam registrar seus pedidos.
O esquema de descontos indevidos foi revelado pela
Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia
Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU),
que identificou fraudes em Acordos de Cooperação
Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades
associativas. As investigações levaram ao
afastamento de parte da cúpula do instituto em
abril.
Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço
coordenado de órgãos federais para ressarcir as
vítimas dos descontos não autorizados. O presidente
do INSS também destacou a união entre o instituto, a
Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia
Federal para rastrear os recursos desviados e entrar
com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.
Como pedir a devolução
Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento
pelos canais oficiais do INSS:
- Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal
Gov.br;
- Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda
a sábado, das 7h às 22h;
- Agências dos Correios, que oferecem suporte
gratuito em mais de 5 mil unidades.
Fonte: Agência Brasil

07/01/2026 -
8 de janeiro: Nova Central participa de ato pela
democracia e contra a anistia
Nesta quinta-feira (8/1), Brasília recebe um ato
conjunto em defesa da democracia, reunindo centrais
sindicais, movimentos sociais e o governo federal. A
mobilização marca três anos dos ataques golpistas de
8 de janeiro de 2023 e se posiciona contra o Projeto
de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso
Nacional e apontado como uma forma de anistia aos
responsáveis pelos atos antidemocráticos.
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), que
integra a convocação conjunta, destaca a importância
da participação no ato, que terá início a partir das
10h30, em frente ao Palácio do Planalto, com
atividade simbólica prevista para o meio-dia. Estão
confirmadas as presenças do presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, além de dirigentes
sindicais e representantes da sociedade civil.
“A Nova Central Sindical reafirma que não há
desenvolvimento com autoritarismo e que a soberania
popular, o diálogo e as liberdades democráticas são
pilares inegociáveis. Vamos fortalecer a defesa e a
preservação do Estado Democrático de Direito”,
afirma Sônia Zerino, presidente da NCST.
Serviço | Ato em Defesa da Democracia
• Data: Quinta-feira, 8 de janeiro
• Local: Em frente ao Palácio do Planalto – Brasília
(DF)
• Concentração: A partir das 8h
• Atividade simbólica: 12h
• Acesso e credenciamento: Em frente ao Ministério da
Justiça
• Desembarque de ônibus e vans: Via José Sarney (acima
da Alameda das Bandeiras)
• Orientações de segurança: Não é permitido portar
mastros de bandeira, suportes de madeira ou garrafas
Fonte: NCST

07/01/2026 -
Como
fazer cenários eleitorais?
Neuriberg Dias*
Concorrer a uma eleição no Brasil não depende apenas
de popularidade ou propostas. O processo eleitoral é
regido por regras que envolvem filiação partidária,
convenções, registro de candidaturas, campanhas e,
sobretudo, a forma como os votos são convertidos em
cadeiras. Conhecer essas etapas é fundamental para
formular estratégias eleitorais eficazes.
Este artigo analisa o funcionamento do sistema
eleitoral brasileiro e sua importância para
partidos, federações e candidatos, com foco no
cálculo e no impacto dos votos sobre os resultados
eleitorais.
O Brasil adota dois sistemas eleitorais. Nos cargos
majoritários — presidente, governador, prefeito e
senador — vence quem obtém o maior número de votos
válidos, podendo haver dois turnos. No caso das
eleições para prefeito, o segundo turno só ocorre em
municípios com mais de 200 mil eleitores, quando
nenhum candidato alcança maioria absoluta no
primeiro turno.
Já o sistema proporcional é utilizado para eleger
deputados federais, estaduais, distritais e
vereadores. Nesse modelo, os votos não elegem
diretamente candidatos individuais, mas determinam
quantas cadeiras cada partido ou federação terá
direito em cada unidade da federação.
Construir cenários eleitorais proporcionais exige
mais do que conhecer a legislação: é necessário
compreender o comportamento do eleitorado e a
estrutura partidária em cada Estado. Para isso,
compartilho um passo a passo simples que pode ser
aplicado a partir de dados oficiais do TSE,
considerado decisivo para montar uma campanha para
eleições de deputados federais.
O primeiro passo é a extração e organização precisa
dos resultados das últimas campanhas eleitorais para
deputado federal, considerando migrações
partidárias, federações existentes ou em formação e
seus impactos nos estados. Isso permite fazer uma
avaliação do passado, presente e futuro de cada
partido e de suas decisões de candidaturas.
O segundo passo, após esse reagrupamento, é estimar
o quociente eleitoral dividindo os votos válidos
pelo número de cadeiras disponíveis. Esse cálculo é
central para projetar a distribuição de cadeiras e
avaliar a viabilidade eleitoral de partidos,
federações e candidatos.
O terceiro passo é aplicar a regra - a distribuição
das cadeiras no sistema proporcional ocorre em
quatro etapas: Partidos ou federações devem atingir
o quociente eleitoral, e os candidatos, pelo menos
10% desse quociente; as cadeiras remanescentes são
distribuídas pela média, exigindo que partidos
atinjam 80% do quociente e candidatos, 20%:
mantém-se a exigência de 80% para partidos, mas as
cadeiras são atribuídas aos candidatos mais votados,
sem exigência mínima individual; e caso nenhum
partido atinja o quociente, todas as cadeiras são
atribuídas aos candidatos mais votados.
O quarto passo é analisar os resultados em vários
níveis para compreender o potencial do partido e
como foi o desempenho de quantas cadeiras podem
eleger e de quantos são necessários ou faltaram para
obter uma cadeira.
E o quinto e último fazer uma leitura política
permanente na campanha e compreender esse processo é
essencial para prever resultados e orientar decisões
estratégicas. Mais do que um exercício de
cenarização, o entendimento do sistema eleitoral é
uma ferramenta política decisiva, permitindo
campanhas mais eficientes, melhor aproveitamento dos
votos e maior racionalidade nas decisões no decorrer
de uma campanha eleitoral.
*Jornalista, Analista Político, Diretor de
Documentação do Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (DIAP) e sócio-Diretor da
Contatos Assessoria Política
Fonte: Diap

07/01/2026 -
STF organiza evento para marcar três anos dos atos
de 8 de janeiro
Evento em Brasília irá relembrar ataques
antidemocráticos e debater defesa da democracia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) prepara, para o dia
8 de janeiro, em Brasília, uma série de atividades
institucionais em memória dos ataques
antidemocráticos ocorridos há três anos, quando
grupos mobilizados por apoiadores do então
presidente Jair Bolsonaro invadiram e destruíram as
sedes dos Três Poderes na capital federal,
defendendo a ruptura institucional.
A data será marcada pelo evento "Democracia
Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer",
organizado pela Corte. A agenda reúne iniciativas
culturais e debates públicos, como a inauguração de
uma mostra temática, a apresentação de um
documentário, um encontro com jornalistas e um
debate em formato de mesa-redonda.
A programação tem início no começo da tarde, com a
abertura da exposição "8 de janeiro: Mãos da
Reconstrução", que ficará instalada no Espaço do
Servidor do STF. Na sequência, o público poderá
assistir ao documentário "Democracia Inabalada: Mãos
da Reconstrução", exibido no Museu do tribunal.
Ainda no museu, está prevista uma roda de conversa
com profissionais da imprensa para discutir os
desdobramentos e significados do episódio. O
encerramento ocorre no Salão Nobre do Supremo, com a
mesa-redonda "Um dia para não esquecer".
Contexto dos ataques
A escalada de ações antidemocráticas teve início logo
após a divulgação do resultado das eleições de 30 de
outubro de 2022, quando passaram a ocorrer bloqueios
de estradas e a instalação de acampamentos em frente
a quartéis em diversas regiões do país, com pedidos
de intervenção militar para impedir a posse do
presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os episódios que antecederam o 8 de janeiro
estão a tentativa de explosão de um artefato próximo
ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera
do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia
Federal após a queima de ônibus no dia da diplomação
presidencial.
Após a apuração desses fatos, o STF concluiu
processos que resultaram na condenação do
ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados próximos
por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. De
acordo com as decisões, ficou comprovada a
existência de uma articulação para deslegitimar o
resultado das urnas e manter o então chefe do
Executivo no poder, inclusive com tentativas de
obter apoio das Forças Armadas para anular o
processo eleitoral.
Fonte: Congresso em Foco

07/01/2026 -
Acidentes de trabalho crescem e atingem mais a
população negra no Brasil
Anuário oficial aponta que 53% dos registros de
2024 envolveram trabalhadores negros e revela avanço
contínuo das ocorrências ao longo da última década
Os acidentes de trabalho seguem em trajetória de
crescimento no Brasil e afetam de forma
desproporcional a população negra. Dados
consolidados referentes a 2024 mostram que mais da
metade dos registros com identificação de raça ou
cor tiveram como vítimas trabalhadores pretos e
pardos, evidenciando desigualdades estruturais no
mercado de trabalho e nos ambientes laborais do
país.
As informações constam do Anuário Estatístico de
Acidentes do Trabalho (AEAT) 2024, que analisou
787,4 mil ocorrências com dados completos de
raça/cor. Desse total, 417,6 mil acidentes — o
equivalente a 53% — impactaram diretamente a
população negra. A publicação oficial foi lançada em
dezembro de 2025 e teve seus dados detalhados
divulgados no início de janeiro de 2026.
O levantamento traz, pela primeira vez, tabelas
segmentadas por raça/cor e nível de escolaridade dos
trabalhadores acidentados. Entre os registros de
2024, os trabalhadores brancos concentraram 360.907
acidentes (45,8%), enquanto os pardos somaram
347.053 ocorrências (44%) e os pretos, 70.508 casos
(9%). Também foram contabilizados 6.501 acidentes
com trabalhadores amarelos (0,7%) e 2.393 envolvendo
indígenas (0,2%). Outros 46.686 registros não
continham informação sobre raça ou cor, totalizando
834.048 acidentes de trabalho no ano.
O crescimento entre trabalhadores pretos e pardos
chamou atenção no comparativo com 2023. Segundo o
relatório, o aumento nesse grupo foi de quase 16%,
ritmo superior ao observado entre trabalhadores
brancos, que tiveram alta de 9,7% no mesmo período.
Em uma análise mais ampla, considerando a série
histórica de 2014 a 2024, o número total de
acidentes de trabalho cresceu 10,6% no país.
De acordo com o coordenador-geral de Estatísticas e
Estudos Previdenciários, Alexandre Zioli, a
tendência de alta vem se mantendo nos últimos anos.
“O crescimento nos registros segue o mesmo ritmo que
vem sendo observado a partir de 2021”, afirma. Ele
ressalta que o avanço não está ligado apenas à
expansão do mercado de trabalho. “O número de
acidentes não está crescendo apenas porque aumentou
o número de pessoas no mercado de trabalho, há um
crescimento real de ocorrências e que afetou 16,9
trabalhadores a cada grupo de 1;000”, explicou.
Outro dado relevante do anuário é o avanço
expressivo dos chamados acidentes de trajeto, que
ocorrem no deslocamento entre a residência e o local
de trabalho. Em relação a 2023, esse tipo de
ocorrência cresceu 17,8%. Quando comparado a 2022, o
salto foi ainda maior: 45,3%, com os registros
passando de 124.829 para 181.335 casos.
A análise por atividade econômica mostra que o
atendimento hospitalar voltou a liderar o ranking de
acidentes de trabalho em 2024, com 70.874 registros.
Na sequência aparecem o comércio varejista de
mercadorias em geral, com 35.324 ocorrências, e o
transporte rodoviário de cargas, que contabilizou
24.931 acidentes ao longo do ano.
O AEAT também detalha as consequências dos acidentes
registrados. A maioria resulta em afastamentos de
curta duração ou sequer gera afastamento do
trabalho. “A grande maioria dos acidentes resulta em
afastamentos de menos de 15 dias. Ou seja, um
afastamento que sequer gera um benefício
previdenciário”, destacou Alexandre Zioli. Em 2024,
cerca de 193 mil acidentes demandaram apenas
assistência médica, com retorno imediato do
trabalhador às atividades, enquanto 557 mil
provocaram afastamentos inferiores a 15 dias.
Juntos, esses casos representam 88,1% do total.
Nos episódios mais graves, o impacto foi
significativo. O anuário aponta que 9.315 acidentes
resultaram em invalidez permanente, e outros 3.394
levaram à morte do trabalhador, reforçando a
dimensão humana e social do problema dos acidentes
de trabalho no Brasil.
Fonte: Brasil247

07/01/2026 -
Movimentos sociais fazem ato em SP contra invasão
dos EUA na Venezuela
Manifestação convocada pelo MST critica ação
militar e intervenção externa.
Na tarde desta segunda-feira (5), sindicatos e
movimentos sociais realizaram uma manifestação em
São Paulo (SP) contra a invasão dos Estados Unidos
na Venezuela. O ato "Fora Trump da Venezuela e da
América Latina" ocorreu em frente ao Consulado dos
Estados Unidos.
O protesto foi convocado pelo Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os
manifestantes criticaram a ofensiva, que teria
provocado cerca de 80 mortes, e a detenção do
presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia
Flores. A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu
interinamente o comando do país.
Durante o protesto, a vereadora Silvia Ferraro (Psol-SP)
discursou em frente ao consulado e acusou Donald
Trump de agir por interesses econômicos. Segundo a
parlamentar, o presidente norte-americano busca
controlar recursos estratégicos da região, incluindo
o petróleo venezuelano, as terras raras brasileiras
e outras riquezas naturais latino-americanas.
A vereadora citou declarações recentes de Trump para
alertar sobre ameaças à soberania dos países da
região. "Trump quer transformar todos nós em colônia
dos Estados Unidos e nós precisamos rechaçar e
repudiar tudo isso", afirmou Silvia.
Silvia Ferraro defendeu uma reação coordenada dos
governos e afirmou que lideranças como o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente do México,
Claudia Sheinbaum, e o presidente da Colômbia,
Gustavo Petro, devem assumir papel central na
resistência regional às ações norte-americanas.
Fonte: Congresso em Foco

06/01/2026 -
Crescimento da renda do trabalho acumula alta real
de 16,6% em três anos
Dados da FGV Social indicam avanço acima do
esperado mesmo com juros elevados e mostram impacto
direto da redução histórica da desigualdade
O rendimento do trabalho no Brasil apresentou um
avanço expressivo nos últimos três anos,
contrariando previsões pessimistas de parte do
mercado. No período, a renda real obtida por
trabalhadores com suas atividades profissionais
registrou crescimento acumulado de 16,6%, segundo
dados publicados pelo FGV Social. As informações são
do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
O levantamento considera a renda do trabalho
descontada da inflação, permitindo avaliar o ganho
real no poder de compra dos trabalhadores.
Segundo Marcelo Neri, pesquisador da FGV Social, o
desempenho positivo ocorreu mesmo diante de fatores
tradicionalmente associados à desaceleração
econômica. “Isso apesar dos juros altos fixados para
esfriar a economia e a inflação”, afirmou o
economista, ao comentar o resultado apurado pela
fundação.
Neri também destacou o papel central da redução da
desigualdade na sustentação desse crescimento. Para
ele, a melhora na distribuição de renda tem efeitos
diretos sobre o consumo e a dinâmica econômica. “A
queda da desigualdade, que acaba de chegar ao mínimo
histórico, turbina os gastos nas faixas mais pobres,
que têm maior propensão ao consumo, retroalimentando
o processo”, disse.
Fonte: Brasil247

06/01/2026 -
Movimentos farão ato em defesa da democracia e
contra a anistia no dia 8
Data que marca os 3 anos dos ataques golpistas de
8 de janeiro de 2023 terá atos no Palácio do
Planalto, com o veto de Lula ao PL da Dosimetria, e
atividades no STF
A próxima quinta-feira (8) — data que marca os três
anos da tentativa de golpe por bolsonaristas — terá
atos em Brasília em defesa da democracia e contra o
Projeto de Lei da “Dosimetria”, anistia disfarçada
aprovada pelo Congresso no final do ano.
A partir das 10h30, haverá uma cerimônia oficial no
Palácio do Planalto para autoridades dos Três
Poderes e convidados. Conforme noticiado
anteriormente, a atividade poderá marcar o veto do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da
Dosimetria.
No mesmo horário, as frentes Brasil Popular e Povo
Sem Medo, centrais sindicais, partidos políticos e
diversos movimentos sociais farão manifestação
pública em frente ao Palácio do Planalto, contra a
anistia e em defesa da democracia. Ao fim do ato
oficial, o presidente Lula deverá descer a rampa do
palácio, indo ao encontro da militância.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também fará
atividades na mesma data. Com o nome “Democracia
Inabalada: 8 de janeiro – um dia para não esquecer”,
a programação inclui a abertura da exposição “8 de
janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser exibida no
Espaço do Servidor, no STF.
Em seguida, será exibido o documentário “Democracia
Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do próprio
tribunal.
Na sequência, haverá uma roda de conversa com
profissionais da imprensa sobre o tema, também no
Museu do STF e, por fim, a mesa-redonda “Um dia para
não esquecer”, no salão nobre do Supremo.
O 8 de Janeiro e seus desdobramentos
O dia 8 de janeiro ficou tristemente marcado na
história do Brasil pela destruição das sedes dos
Três Poderes por bolsonaristas que, insatisfeitos
com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como
presidente da República, ocorrida uma semana antes,
buscavam retomar o poder à força por meio de um
golpe de Estado.
Os atos foram parte de um longo processo de ataques
às instituições, liderados pelo ex-presidente Jair
Bolsonaro, que almejava continuar seu projeto
autoritário mesmo após a vitória de seu oponente em
outubro de 2022. Mais de 1,4 mil pessoas foram
presas pelos ataques no 8 de janeiro e, até
setembro, 141 ainda estavam presas após terem sido
condenadas numa série de julgamentos no STF.
Jair Bolsonaro e o núcleo crucial da trama golpista
foram condenados em setembro de 2025. O
ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de
prisão e teve sua inelegibilidade — declarada
anteriormente por condenação no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) por abuso de poder político —
estendida até 2060.
Na sequência, os demais núcleos golpistas foram
julgados e a maioria dos acusados foi condenada. Os
julgamentos terminaram no final do ano passado.
Porém, mesmo antes do julgamento final de Bolsonaro,
a extrema-direita tentou impedir o julgamento e, ao
mesmo tempo, fazer passar uma anistia.
Em prejuízo do próprio país, o então deputado
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) articulou junto ao governo
de Donald Trump, ao longo do primeiro semestre de
2025, formas de chantagear as autoridades
brasileiras a fim de barrar o julgamento, o que
resultou no tarifaço de 50%, mais tarde revertido
por ação do governo Lula.
Na frente parlamentar, os bolsonaristas tentaram
fazer passar, inicialmente sem sucesso, propostas
para anistiar Bolsonaro. O mais recente, aprovado
pela Câmara e depois pelo Senado no final de 2025,
foi o Projeto de Lei da Dosimetria. Sob a falsa
justificativa de reduzir as penas dos golpistas, na
prática a matéria tem o objetivo de livrar Bolsonaro
e demais líderes de suas respectivas penas.
Logo após a tramitação final, o presidente Lula
disse que vetará o projeto. Além disso, o presidente
excluiu os golpistas do 8 de janeiro do indulto
natalino.
A aprovação do projeto gerou revolta em boa parte da
população, que foi às ruas novamente contra a
anistia disfarçada e tem ocupado as redes sociais
denunciando a manobra para livrar os criminosos que
atentaram contra o país e a democracia.
As manifestações da próxima quinta são mais um
desdobramento da insatisfação com a impunidade
aprovada pela maioria dos parlamentares e deverá
prosseguir mesmo após o veto presidencial, já que o
Congresso poderá derrubá-lo após o fim do recesso
parlamentar. Além dessas movimentações, também há
ação no STF contra o PL.
Fonte: Portal Vermelho

06/01/2026 -
Piso previdenciário tem reajuste de 6,79% e passa a
ser de R$ 1.621 a partir deste mês
Os pagamentos começam a ser feitos a partir de 26
de janeiro e vão até o dia 6 de fevereiro
O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios
pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), passa a ser de R$ 1.621,00 - um reajuste de
6,79%, a partir de 1º de janeiro. O impacto total
com o pagamento do novo valor aos beneficiários que
recebem até um salário mínimo, no ano de 2026, será
de cerca de R$ 30,7 bilhões. O impacto por cada Real
de aumento no valor do salário-mínimo este ano é de
R$ 298,124 milhões. Esse cálculo considera somente
os benefícios do Fundo do Regime Geral de
Previdência Social (FRGPS), ou seja, não inclui
benefícios assistenciais, como BPC/LOAS.
Aproximadamente 21,9 milhões de benefícios têm o
valor de até um salário-mínimo. Esse número
corresponde a 62,5% do total de 35,15 milhões de
benefícios do RGPS.
O aumento do piso previdenciário não altera os
valores dos benefícios acima do mínimo, já que esses
benefícios serão reajustados conforme a variação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre
dezembro de 2024 e dezembro de 2025. O INPC de
dezembro será divulgado pelo IBGE no dia 9 de
janeiro.
Os segurados que se aposentaram ou começaram a
receber pensão ou auxílio ao longo de 2025 terão uma
correção que corresponderá à variação do INPC entre
o mês da concessão do benefício até o fim do ano -
proporcional ao número de meses em que o benefício
foi concedido.
Fonte: Gov.br

06/01/2026 -
Os desafios do sindicalismo classista em 2026, por
Nivaldo Santana
Um momento importante será a realização, no dia
15 de abril, em Brasília, da Plenária da Classe
Trabalhadora, iniciativa do Fórum das Centrais
Sindicais
O ano de 2026 será marcado pelas eleições gerais em
outubro. Estarão em disputa a Presidência da
República, a Câmara Federal, dois terços do Senado,
os governos e assembleias estaduais.
As eleições serão realizadas em uma conjuntura
complexa que cobrará do sindicalismo orientação
política correta e clareza para definir suas
prioridades em 2026. O desfecho desta batalha
eleitoral definirá os rumos da luta pela valorização
do trabalho.
A primeira e decisiva questão para avançar nestas
prioridades é reeleger o projeto político liderado
pelo presidente Lula. Derrotar a extrema direita é o
passo inicial para avançar rumo a um novo ciclo de
desenvolvimento econômico e social.
Um momento importante para debater tal tarefa será a
realização, no dia 15 de abril, em Brasília, da
Plenária da Classe Trabalhadora, iniciativa do Fórum
das Centrais Sindicais, que busca atualizar a agenda
da classe para o próximo período.
A reeleição do presidente Lula é premissa essencial
para avançar nessa nova agenda. Mas não será tarefa
fácil derrotar o conservadorismo direitista. O
movimento sindical precisará ter amplitude política,
clareza programática e mobilização consciente.
É fato que os trabalhadores tiveram conquistas
importantes no governo Lula 3, mas precisa avançar
mais. Na economia, será fundamental criar as
condições para uma reforma tributária progressiva e
para superar a política de juros altos do Banco
Central.
Política tributária justa e juros baixos ampliam a
capacidade de investimento do Estado e ajudam o país
a retomar a industrialização e não se limitar a
exportar produtos agrícolas e minerais com baixo
valor agregado – a chamada reprimarização da
economia.
O protagonismo da indústria é estratégico para o
crescimento robusto e duradouro da economia, para
melhorar a qualidade das nossas exportações e base
para a criação de empregos de qualidade com mais
salários, com reflexos positivos em todas as áreas.
Viabilizadas essas mudanças econômicas, cria-se um
quadro mais favorável para a retomada em outra
escala da luta para enfrentar a reforma trabalhista
e construir uma nova e mais ampla legislação que
elimine o trabalho precário.
Paralelamente, é preciso recuperar as condições de
sustentação material dos sindicatos e restaurar o
papel de representação plena dos trabalhadores.
Entidades fortes e representativas são essenciais
para valorização do trabalho e dos trabalhadores.
A estratégia do grande capital vai em outra direção.
Aplica uma política nucleada na redução do custo da
força de trabalho e na chamada flexibilização de
direitos, eufemismo para legitimar a maior
exploração e ampliação de suas taxas de lucro.
As consequências danosas dessa política são claras:
aumento do subemprego, crescente desregulação e
invisibilização das relações trabalhistas,
eliminação de direitos, aumento da jornada de
trabalho e diminuição dos salários.
Para viabilizar essa política antitrabalho, no
Brasil e em outros países foram aprovadas reformas
que, entre outros aspectos danosos, enfraqueceram os
sindicatos, limitaram o papel da Justiça do Trabalho
e desmontaram os fundamentos da CLT.
Tudo isso ocorre simultaneamente às profundas
mudanças na organização e gestão do trabalho. O
acelerado desenvolvimento tecnológico e o
esgotamento do fordismo e suas grandes linhas de
produção são fatos relevantes a serem melhor
estudados.
O grande capital se apropria desse avanço
tecnológico com o uso intensivo de robôs, máquinas
inteligentes e formas flexíveis de trabalho na
produção e nos serviços. O resultado é um grande
aumento da produtividade.
Os teóricos a serviço do capitalismo passam a
difundir a tese de que o aumento da produtividade
provoca o desemprego estrutural e, com isso, as
atuais leis trabalhistas se tornam anacrônicas e
precisam ser “modernizadas”.
Esse discurso acaba tendo um efeito colateral
negativo ao fazer a cabeça de parcelas dos
trabalhadores, que passam a acreditar que o
individualismo e a meritocracia, e não a luta, são
as únicas opções para melhorar seu status social.
Nesse quadro, cabe ao sindicalismo um esforço
redobrado para melhorar a organização nos locais de
trabalho, ampliar a sindicalização, a capacidade de
mobilização e investir mais na formação e
desenvolvimento da consciência de classe dos
trabalhadores.
Esse trabalho deve levar em consideração que o
mercado de trabalho no Brasil é bastante
heterogêneo, há muita informalidade e rotatividade.
Crescem bastante o trabalho mediado por aplicativos
e outras modalidades de trabalho por conta própria.
Mesmo no trabalho formal há uma diversidade imensa
de trabalhadores terceirizados e intermitentes. É
necessária, assim, a luta para incorporar todos
esses trabalhadores em um arcabouço legal que
garanta direitos trabalhistas, previdenciários e
sindicais.
O movimento sindical brasileiro é resiliente, já
passou por conjunturas adversas e sempre ressurge
com força. Apostar na mobilização unitária em torno
de uma agenda comum é a via para o sindicalismo,
mais uma vez. ser protagonista na atual conjuntura.
Neste ano de 2026, a luta pela valorização do
trabalho e progresso social, com sindicatos fortes e
representativos, certamente jogará papel
insubstituível para fazer avançar a luta pelo
desenvolvimento democrático e soberano do nosso
país.
Fonte: Portal Vermelho

06/01/2026 -
Comissão aprova demissão por justa causa em caso de
violência contra mulher
Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
aprovou, em dezembro, proposta que inclui a prática
de atos de violência física, psicológica, sexual,
patrimonial ou moral contra a mulher entre os
motivos que podem levar à demissão por justa causa
do trabalhador.
O relator, deputado Leonardo Monteiro (PT-MG),
recomendou a aprovação de uma nova redação
(substitutivo), acatado anteriormente na Comissão de
Defesa dos Direitos da Mulher para o Projeto de Lei
770/21, da ex-deputada Professora Rosa Neide (MT).
O substitutivo limita a punição aos casos em que o
agressor preste serviços no mesmo local de trabalho
da mulher ou tenha contato com ela em razão do
trabalho, ainda que o ato tenha sido praticado fora
do serviço.
Hoje a Consolidação das Leis do Trabalho já permite
a demissão do trabalhador no caso de condenação
criminal, com trânsito em julgado, ou quando houver
mau procedimento ou ato lesivo contra qualquer
pessoa no ambiente de trabalho ou que prejudique
obrigações contratuais.
Nesse contexto, Leonardo Monteiro acredita que a
previsão expressa proposta pelo substitutivo confere
maior segurança jurídica à decisão empresarial, ao
reconhecer que a violência baseada em gênero, sempre
que repercutir no contrato ou no ambiente de
trabalho, permitirá a rescisão por justa causa.
“A medida fortalece a proteção da trabalhadora,
previne a revitimização e reforça o dever
constitucional de promoção de um ambiente laboral
seguro, saudável e livre de violência”, afirmou o
relator.
Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda
será analisado pela Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser
aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Fonte: Agência Câmara

05/01/2026 -
Nova Central repudia acontecimentos na Venezuela
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
manifesta sua mais grave preocupação e veemente
repúdio aos acontecimentos deste sábado, 03 de
janeiro de 2026. As ações militares e as explosões
registradas em território venezuelano — que
atingiram não apenas alvos estratégicos, mas também
infraestruturas críticas de energia e abastecimento
— representam uma escalada perigosa que ameaça a
estabilidade de toda a América Latina e impõe risco
imediato à vida da população civil.
Defesa da soberania e da autodeterminação
A NCST reafirma o princípio pétreo do Direito
Internacional: a soberania nacional e o direito dos
povos à autodeterminação são invioláveis. Nenhum
interesse político ou econômico justifica o uso da
força militar para impor mudanças internas em um
Estado soberano. A história nos ensina que
intervenções externas não constroem democracias, mas
sim cicatrizes sociais profundas.
Repúdio à intervenção e aos ataques a
infraestruturas básicas
Condenamos a lógica de “soluções pela força”.
Relatos de ataques a centros de distribuição de
energia e serviços essenciais são particularmente
alarmantes, pois configuram uma punição coletiva à
população. A NCST repudia qualquer intervenção
militar externa, seja ela direta ou por procuração,
que aprofunde a instabilidade regional.
Paz regional e o impacto na classe trabalhadora
A América Latina deve ser uma zona de paz e
integração. A guerra é a maior inimiga do
desenvolvimento social. O agravamento deste conflito
gera efeitos transfronteiriços imediatos, como o
deslocamento forçado de famílias, insegurança
alimentar e a interrupção de cadeias produtivas,
atingindo diretamente o sustento de trabalhadores e
trabalhadoras, inclusive nas regiões fronteiriças do
Brasil.
Solidariedade humanitária e proteção civil
Nossa total solidariedade ao povo venezuelano. Em
cenários de agressão armada, quem paga o preço mais
alto é a classe trabalhadora, os idosos e as
crianças. Reiteramos a exigência de que hospitais,
escolas e redes de utilidade pública sejam
preservados, conforme determina o Direito
Humanitário Internacional. A vida deve estar acima
de qualquer disputa geopolítica.
Chamamento à diplomacia brasileira e instâncias
multilaterais
A NCST conclama o Governo Brasileiro e o Itamaraty a
intensificarem seu papel histórico de mediadores,
liderando uma ofensiva diplomática pela desescalada
imediata. Instamos o Conselho de Segurança da ONU e
os organismos regionais a agirem com urgência para
garantir um cessar-fogo, a apuração transparente dos
fatos e a criação de corredores humanitários, se
necessário.
Compromisso com a Democracia Social
O movimento sindical não será expectador passivo da
violência. A NCST reafirma seu compromisso com a
solução política e negociada. Não há futuro para o
trabalho em um cenário de destruição. O caminho para
a justiça social passa, obrigatoriamente, pelo
diálogo, pelo respeito à soberania e pela paz.
Pelo fim das agressões e pela soberania dos povos!
Brasília, 03 de janeiro de 2026
Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
Fonte: NCST

05/01/2026 -
Nota das Centrais Sindicais: em defesa da soberania
da Venezuela
Contra o golpismo e a ingerência: em defesa da
soberania da Venezuela
Condenamos de forma contundente e inequívoca o
ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O
imperialismo age para retomar o controle sobre a
América Latina, apropriar-se do petróleo venezuelano
e enfraquecer o BRICS. Nunca se tratou de
democracia. A alegação de combate ao narcotráfico
também não passa de uma cínica hipocrisia.
O golpismo está no ar — e mais vivo do que nunca. O
cerco à Venezuela vem sendo construído há décadas,
desde que Hugo Chávez lutou para implementar no país
um projeto de desenvolvimento independente e
soberano, algo que os Estados Unidos jamais
aceitaram.
O sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro
e de sua esposa, Cilia Flores, neste sábado, 3 de
janeiro de 2026, explicita as linhas geopolíticas
que separam, de um lado, os golpistas e
imperialistas e, de outro, aqueles que lutam pela
soberania e pela independência dos povos. O governo
extremista de Donald Trump aproveitou-se do relativo
isolamento internacional da Venezuela — impedida de
ingressar no BRICS —, apesar da resistência firme do
país frente a ataques, ameaças militares, campanhas
de desinformação e difamação sistemática.
Cabe exclusivamente ao povo venezuelano, e não a
potências estrangeiras, decidir sobre o seu próprio
destino. A intervenção na Venezuela representa uma
ameaça não apenas ao país, mas também ao Brasil, à
América Latina e ao mundo. Como a história mostra, o
controle político, social e econômico exercido pelos
Estados Unidos sobre o continente tende a aprofundar
a desigualdade, impor arrocho econômico, desmontar
políticas sociais e conduzir a períodos de grave
retrocesso.
O governo brasileiro deve buscar todos os meios para
apoiar o povo venezuelano e atuar pela estabilidade
regional.
Reafirmamos, neste momento, um compromisso
inegociável:
- Em defesa do multilateralismo e da solução pacífica
de conflitos;
- Em defesa da soberania, do diálogo e da
autodeterminação dos povos.
É hora de unir forças contra a guerra, contra a
intervenção e em favor da paz e da integração
latino-americana.
São Paulo, 3 de janeiro de 2026
Sônia Zerino, presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST)
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Ronaldo Leite, presidente (interino) da CTB (Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Nilza Pereira de Almeida, secretária-geral da
Intersindical
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Fonte: NCST

05/01/2026 -
Taxa de desemprego atinge 5,2%, o menor índice desde
2012
Dados do IBGE revelam que a taxa de desemprego no
Brasil caiu para 5,2%, o menor índice desde 2012,
com recorde de ocupação de 103,2 milhões de pessoas.
De acordo com informações divulgadas pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa
de desocupação no trimestre findo em novembro
atingiu 5,2%. Este valor representa o menor índice
de desemprego desde 2012, conforme mensurado pela
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(Pnad) Contínua.
O IBGE aponta que, no período de setembro a
novembro, o contingente de pessoas desempregadas
totalizou 5,6 milhões, configurando o menor número
de desocupados já documentado pela pesquisa. Em
contrapartida, o maior volume de desocupados foi
registrado no trimestre concluído em março de 2021,
auge da pandemia de covid-19, quando o indicador
alcançou 14,9 milhões de indivíduos sem emprego
formal.
A redução do desemprego foi acompanhada por um novo
recorde no número de pessoas ocupadas no país,
atingindo 103,2 milhões, conforme dados do IBGE. O
nível de ocupação, definido como a proporção de
pessoas com 14 anos ou mais de idade que estavam
trabalhando, atingiu o maior percentual da série
histórica da PNAD Contínua: 59,0%.
Fonte: Congresso em Foco

05/01/2026 -
Salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer
O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passou
a valer a partir de quinta-feira (1º). O reajuste,
de 6,79% ou R$ 103, foi confirmado pelo Ministério
do Planejamento e Orçamento no último dia 10. O
salário mínimo anterior era de R$ 1.518.
O novo valor foi informado após a divulgação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),
utilizado no cálculo do reajuste anual do salário
mínimo. O indicador registrou 0,03% em novembro e
acumula 4,18% em 12 meses.
Pela estimativa do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o
novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na
economia. O cálculo considera os efeitos sobre a
renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um
cenário de restrições fiscais mais rígidas.
Entenda
A regra do reajuste do salário mínimo determina que o
valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12
meses acumulado até novembro do ano anterior, ou
seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de
dois anos.
No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do
Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços
produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em
3,4%.
No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que
controla a evolução dos gastos públicos, determina
que o ganho acima da inflação seja limitado a um
intervalo de 0,6% a 2,5%.
Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$
1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei,
passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.
Fonte: Agência Brasil

05/01/2026 -
Medida provisória libera saque do FGTS para
trabalhador que optou pelo saque-aniversário e foi
demitido
O pagamento será feito de forma escalonada até 12
de fevereiro de 2026
Trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e foram
demitidos ou tiveram o contrato suspenso nos últimos
seis anos poderão sacar o saldo retido. O pagamento
será feito de forma escalonada até 12 de fevereiro
de 2026.
A medida está prevista na Medida Provisória 1331/25,
editada na terça-feira (23) pelo presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Na modalidade de saque-aniversário, o trabalhador
com carteira assinada pode retirar anualmente uma
parte do saldo do FGTS. Antes da MP, em caso de
demissão sem justa causa, o trabalhador não podia
sacar o valor integral da conta, tendo acesso apenas
à multa rescisória de 40%.
Segundo o governo federal, permitir apenas o saque
da multa fragilizava a função do FGTS como
instrumento de proteção social em momentos de
vulnerabilidade econômica. Com isso, a MP autoriza a
movimentação do saldo restante referente ao contrato
de trabalho encerrado.
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
a medida corrige uma “injustiça” ao liberar recursos
que estavam retidos. O governo informa que, desde a
criação do saque-aniversário, em 2020, cerca de 12
milhões de trabalhadores foram demitidos sem
conseguir acessar o saldo do FGTS.
Vigência da medida
A liberação vale enquanto a medida provisória estiver
em vigor, por 60 dias, sem contar o recesso
parlamentar, prazo que vai até o início de abril. O
período pode ser prorrogado por mais 60 dias.
Durante esse tempo, o Congresso Nacional deve
analisar a MP, que tem força de lei enquanto estiver
vigente.
Quem pode sacar
Também poderá sacar o saldo:
- quem já conseguiu novo emprego;
- quem migrou para o saque-rescisão, desde que o
contrato anterior tenha sido encerrado quando ainda
estava no saque-aniversário.
O contrato de trabalho deve ter sido encerrado entre
1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, por
um dos seguintes motivos:
- despedida sem justa causa;
- despedida indireta, culpa recíproca ou força maior;
- falência ou falecimento do empregador individual,
inclusive empregador doméstico;
- nulidade do contrato;
- extinção normal de contrato a termo, inclusive de
trabalhador temporário;
- suspensão total do trabalho avulso.
Como será o pagamento
A Caixa Econômica Federal vai divulgar o calendário de
pagamentos. O saque será limitado a R$ 1.800 até 30
de dezembro de 2025. O valor restante será pago de
forma escalonada até 12 de fevereiro de 2026.
Quem já tem conta bancária cadastrada no FGTS
receberá o crédito automaticamente.
Quem não tem conta poderá sacar:
- em agências da Caixa;
- nos caixas eletrônicos;
- em casas lotéricas.
Após o fim da vigência da medida provisória, não
será mais possível fazer saques presenciais.
Segundo o governo federal, a liberação envolve cerca
de R$ 7,8 bilhões do FGTS, beneficiando
aproximadamente 14,1 milhões de trabalhadores.
Fonte: Agência Câmara

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