Blog - Notícias Anteriores - Março 2025
27/03/2025 -
Centrais sindicais pedem isenção de Imposto de Renda
sobre PLR
Ministro Haddad explicou reforma do IR a
representantes de entidades
Além de elevar a faixa de isenção para quem ganha
até R$ 5 mil por mês, a reforma do Imposto de Renda
(IR) deve isentar a participação nos lucros ou
resultados (PLR), defenderam representantes de
centrais sindicais e de movimentos sociais.
Eles se reuniram na noite desta terça-feira (25) com
os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da
Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio
Macedo, no Palácio do Planalto.
No encontro, Haddad explicou a proposta de reforma
do Imposto de Renda enviada na semana passada ao
Congresso Nacional. O ministro também pediu apoio
das centrais ao projeto de lei.
Atualmente, a PLR de até R$ 7.640 é isenta de
Imposto de Renda. Acima desse valor, incide a tabela
progressiva de 7,5% a 27,5%. Pela proposta dos
sindicatos, o Imposto de Renda deixaria de incidir
sobre qualquer valor.
As centrais sindicais fizeram outros pedidos. As
entidades querem incluir nas deduções do Imposto de
Renda despesas com certificação e qualificação
profissional em tecnologia da informação.
Segundo as entidades, o setor é importante para o
desenvolvimento do país e tem a previsão de empregar
800 mil pessoas nos próximos anos.
Haddad não concedeu entrevista à imprensa após o
encontro. A Secretaria-Geral da Presidência da
República publicou informações sobre a reunião e
quais entidades participaram do encontro.
O ministro Márcio Macêdo e representantes dos
movimentos sociais destacaram a importância do
diálogo e da reforma do Imposto de Renda para o
combate às desigualdades sociais no país, conforme
material divulgado.
Fonte: Agência Brasil

27/03/2025 -
Por unanimidade, 1ª Turma do STF torna réus
Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado
Julgamento histórico reconhece trama golpista
entre 2021 e 2023 e transforma ex-presidente e sete
aliados em réus por ataques à democracia
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo
Tribunal Federal (STF) aceitou, nesta quarta-feira
(26), a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral
da República (PGR) contra o ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL) e outros sete de seus principais
aliados. Com isso, todos passam à condição de réus
por crimes relacionados à tentativa de golpe de
Estado.
A decisão representa um marco no enfrentamento
institucional à escalada autoritária que culminou
nos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de
janeiro de 2023, e foi tomada após intensos debates
na Corte. A ministra Cármen Lúcia, decana da
Primeira Turma, proferiu um dos votos mais
contundentes, ao afirmar que “ditadura mata,
ditadura vive da morte, não apenas da sociedade, da
democracia, mas de seres humanos de carne e osso”.
Ela também destacou a necessidade de analisar os
atos do 8 de janeiro como resultado de uma sequência
orquestrada de ações antidemocráticas: “o que é
preciso é desenrolar do dia 8 para trás, para
chegarmos a esta máquina que tentou desmontar a
democracia, porque isso é fato”, afirmou a ministra.
O julgamento ganhou maioria com o voto do ministro
Luiz Fux, que acompanhou os colegas Alexandre de
Moraes e Flávio Dino. Fux rebateu a alegação das
defesas de que a denúncia da PGR seria inepta:
“dizer que o professor Paulo Gonet elaborou uma
denúncia inepta, imagina falar uma coisa dessas”. O
ministro ainda frisou a importância do
aprofundamento das investigações: “eu preciso
receber a denúncia para que eu possa aprofundar as
denúncias”.
Réus por cinco crimes - Os oito denunciados
responderão formalmente pelos seguintes crimes:
- Organização criminosa armada
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático
de Direito
- Tentativa de golpe de Estado
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça
contra o patrimônio público
- Deterioração do patrimônio tombado
Além de Bolsonaro, tornam-se réus:
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e
ex-diretor da Abin
- Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
- General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de
Segurança Institucional
- Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de
Bolsonaro e já colaborador da Justiça
- General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
- General Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e
da Casa Civil
Segundo a denúncia do procurador-geral da República,
Paulo Gonet, os acusados atuaram de forma articulada
entre 2021 e 2023 com o objetivo de minar a
confiança nas eleições, difundir desinformação e
criar um ambiente favorável à ruptura institucional.
O plano previa impedir a posse do presidente eleito
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se materializou nos
atos violentos de 8 de janeiro.
Fonte: Brasil247

27/03/2025 -
Diálogos DIAP: Nova Central debate demandas dos
trabalhadores no Congresso
O presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Moacyr Auersvald, participou,
nesta terça-feira (25), da edição 2025 do Diálogos
DIAP, evento que reúne importantes especialistas,
parlamentares, lideranças e movimento sindical para
debater os desafios dos trabalhadores e a construção
da agenda legislativa no Congresso.
Realizado em parceria com as entidades filiadas ao
DIAP, o encontro ocorreu até esta quarta-feira (26)
no Sindicato dos Bancários de Brasília, de forma
híbrida.
Na abertura, os dirigentes foram unânimes no reforço
da união, do fortalecimento do movimento sindical e
criação de uma forma de custeio para reverter o
processo de destruição.
Dentre os temas que estão sendo debatidos no evento
ao longo dos 2 dias de debates, a programação
inclui: Análise da Conjuntura Política; Reforma
Sindical: perspectivas e desafios; Estado, Estatais
e os Servidores Públicos; e Construção da Agenda
Legislativa 2025.
O evento ocorre em momento decisivo para o País, com
novos líderes no Congresso Nacional e muitos
desafios à frente.
Primeiro dia do Diálogos DIAP
A mesa de abertura do primeiro dia do Diálogos DIAP
reuniu representantes das centrais sindicais para
avaliar a conjuntura política e a agenda dos
trabalhadores.
As lideranças destacaram a importância da unicidade
sindical para enfrentar os desafios e para fazer
avançar a pauta sindical no Congresso Nacional.
O primeiro painel abordou a conjuntura política, com
palestras do advogado e ex-ministro da Casa Civil,
José Dirceu, e do consultor político e mestre em
Políticas Públicas, Antônio Augusto de Queiroz.
No segundo painel do evento, que debateu o tema
“Reforma Sindical: perspectivas e desafios”,
estiveram em destaque as mudanças nas relações de
trabalho, a necessidade de fortalecer a negociação
coletiva e a proposta de autorregulação das
organizações sindicais.
Fizeram parte do debate o deputado federal Luiz
Gastão (CE); o sociólogo e coordenador do Fórum das
Centrais Sindicais, Clemente Ganz; o advogado e
integrante do corpo técnico do DIAP, José Eymard; e
o presidente na Nova Central (NCST), Moacyr
Auersvald.
O debate foi uma oportunidade para discutir os
impactos da reforma sindical, suas possíveis
consequências para os trabalhadores e as
alternativas para fortalecer a representação
sindical no Brasil. A mediação do presidente da Nova
Central foi fundamental para a condução do debate,
permitindo uma análise aprofundada sobre as
perspectivas da reforma, os desafios que ela impõe
aos sindicatos e as estratégias para garantir que a
classe trabalhadora continue a ter uma representação
forte e unificada.
“A Nova Central defende uma reforma sindical que
promova transparência, inclusão e fortalecimento das
entidades sindicais, ao mesmo tempo em que garanta
que a luta dos trabalhadores seja a principal
diretriz do movimento sindical. O nosso desafio,
enquanto movimento, é garantir que esse processo
seja inclusivo, justo e sustentável para todos os
trabalhadores. Por isso, vamos seguir firme na
defesa de um sindicalismo forte, unido e
democrático, e sabemos que, com o apoio de todos
vocês, podemos avançar nessa luta", enfatizou o
presidente na Nova Central.
O terceiro painel abordou O Estado, as Estatais e os
Servidores Públicos, com debate sobre gestão de
pessoas no serviço público, o papel e os desafios
das estatais no Brasil e a importância de valorizar
o que é público.
Participaram como expositores o secretário de Gestão
de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso Jr.; o
advogado e consultor técnico do DIAP, Luiz Alberto
dos Santos; e a ex-presidente da Caixa e consultora
técnica do DIAP, Rita Serrano; com mediação do
diretor do Conselho Fiscal do DIAP, Roni Oliveira.
Com informações do DIAP
Fonte: NCST

27/03/2025 -
Governo eleva teto de juros do empréstimo consignado
do INSS para 1,85% ao mês
O novo teto passará a valer cinco dias úteis após
a publicação da decisão no Diário Oficial da União
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS)
aprovou nesta terça-feira a elevação do teto de
juros do crédito consignado para pensionistas e
aposentados do INSS de 1,80% para 1,85% ao mês,
limite ainda abaixo do reivindicado pelas
instituições financeiras.
Os bancos defendiam a elevação do teto para 1,99%,
segundo proposta apresentada pela Federação
Brasileira de Bancos (Febraban) ao conselho. O
argumento é que juros abaixo desse patamar são
insuficientes para assegurar a rentabilidade das
operações diante do ciclo de alta da taxa Selic pelo
Banco Central.
A proposta de elevação do teto para 1,85% foi feita
pelo representante da Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo no conselho,
Helio Queiroz da Silva, e acatada pelo ministro da
Previdência Social, Carlos Lupi, — que defendia
inicialmente a manutenção da taxa — sendo em seguida
aprovada pelo conselho.
Lupi disse que o novo teto tem “razoabilidade”. “Já
teve dois aumentos da Selic, já foi anunciado mais
um, até menor. Se a gente aguardar o terceiro
aumento,(o impacto) pode ser muito maior, inclusive
do próprio aposentado e o pensionista. Quando a
gente começa a dar agora, dilui um pouco esse
impacto futuro”, afirmou.
O CNPS reduziu gradativamente o teto de juros para
os empréstimos com desconto em folha a beneficiários
do INSS de 1,91% em agosto de 2023 para 1,66% em
junho de 2024 e manteve o limite inalterado até
janeiro, quando o elevou a 1,80%.
O BC aumentou a taxa Selic em 3,75 ponto percentual
desde setembro para 14,25%, o maior nível em mais de
oito anos, e indicou um ajuste de menor magnitude
para a sua próxima reunião de política monetária, em
maio.
Ao defender o aumento maior do teto, o diretor da
Febraban Ivo Mósca, representante do setor bancário
no conselho, argumentou que o aperto da Selic pelo
BC tem reduzido a margem de lucro das operações.
“Isso acaba refletindo em custo de captação”, disse.
Sobre a expectativa do setor bancário em relação a
novos aumentos do teto dos juros à frente, Mósca
disse que é preciso aguardar as projeções dos
movimentos da taxa básica de juros. “(Precisamos)
entender como vai ser o comportamento do DI
(Depósito Interbancário) futuro, que, na verdade, é
o que importa para a taxa de captação das empresas”.
O novo teto passará a valer cinco dias úteis após a
publicação da decisão no Diário Oficial da União.
Fonte: Reuters

26/03/2025 -
Crédito do Trabalhador: mais de 22 mil contratos
realizados em apenas quatro dias
MTE alerta trabalhadores sobre cautela ao
contratar o crédito consignado e reforça a
importância de aguardar propostas de todas as
instituições financeiras para garantir taxas mais
baixas
Entre sexta-feira (21) e as 17h30 da segunda (24), o
Crédito do Trabalhador registrou a realização de
22.545 contratos, a partir de 6.134.192 propostas
enviadas pelos trabalhadores às instituições
financeiras habilitadas na Carteira de Trabalho
Digital. Além disso, foram realizadas 52.493.840
simulações, de acordo com os dados repassados pela
Dataprev ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
nesta segunda-feira (24).
O ministro em exercício, Francisco Macena, alerta os
trabalhadores a terem cautela ao contratar o crédito
consignado. "O objetivo desse consignado é ajudar a
evitar o endividamento dos trabalhadores", destaca,
enfatizando a importância de aguardar 24 horas para
que todas as instituições financeiras habilitadas
enviem suas propostas, garantindo, assim, condições
com taxas de juros mais baixas.
A prestação mensal do empréstimo não poderá
ultrapassar 35% do salário do trabalhador. No
momento da solicitação, o trabalhador pode optar por
autorizar o uso de 10% do FGTS como garantia, 100%
da multa rescisória ou outras garantias. A
instituição financeira avaliará dados como tempo de
serviço e salário do trabalhador para decidir se
concederá o crédito. Caso o trabalhador desista do
empréstimo, ele tem 7 dias corridos, a partir do
recebimento do crédito, para devolver o valor total
recebido das instituições financeiras.
O Crédito do Trabalhador entrou em vigor na
sexta-feira (21), conforme estabelecido pela MP nº
1.292, que libera o crédito consignado para 47
milhões de trabalhadores com carteira assinada,
incluindo domésticos, rurais e empregados do MEI.
Esta modalidade de crédito está disponível
exclusivamente na Carteira de Trabalho Digital para
todos os trabalhadores com carteira assinada. A
partir de 25 de abril, todos os bancos poderão
oferecer o crédito por meio de suas plataformas
digitais.
Fonte: MTE

26/03/2025 -
Planalto impõe silêncio sobre julgamento de
Bolsonaro no STF
Governo orienta ministros a não comentarem
julgamento da denúncia contra o ex-presidente.
Objetivo é não politizar o assunto
O Palácio do Planalto adotou uma postura de cautela
em relação ao julgamento da denúncia contra Jair
Bolsonaro (PL), que será analisada pela Primeira
Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir
desta terça-feira (25).
Segundo Igor Gadelha, do Metrópoles, ministros
próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) recomendaram que integrantes do governo evitem
qualquer manifestação pública sobre o tema, tanto em
discursos quanto em postagens nas redes sociais. A
estratégia tem como objetivo evitar a politização de
um processo que tramita na esfera judicial.
A avaliação dentro do Planalto é que, embora
Bolsonaro seja o principal adversário político de
Lula, o caso não diz respeito diretamente à atuação
do Executivo. Por isso, ministros e auxiliares foram
orientados a manter discrição e não tratar do
julgamento como pauta institucional do governo.
Em contrapartida, a postura do PT contrasta com o
silêncio oficial. Lideranças da sigla articulam
ações políticas e estratégias de comunicação para
explorar o caso e intensificar o desgaste de
Bolsonaro e seus aliados.
A denúncia que será analisada no STF foi apresentada
pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e envolve
Bolsonaro e outras sete pessoas investigadas no
chamado "inquérito do golpe". O processo apura a
existência de uma organização criminosa que teria
atuado para viabilizar um golpe de Estado após o
resultado das eleições de 2022, vencidas por Lula.
A decisão sobre o recebimento ou não da denúncia
caberá à Primeira Turma do Supremo, composta por
cinco ministros. Caso a denúncia seja aceita, os
investigados se tornarão réus e responderão
formalmente pelos crimes apontados.
Fonte: Brasil247

26/03/2025 -
TST abre prazo para manifestações no repetitivo que
discute validade da pejotização
Pessoas, órgãos e entidades interessadas podem se
manifestar em até 15 dias úteis; também é possível
solicitar a admissão como amicus curiae
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) abriu prazo de
15 dias úteis para que pessoas, órgãos e entidades
se manifestem sobre o recurso repetitivo que irá
definir se é válida a pejotização em função
habitualmente exercida por empregados celetistas na
empresa contratante (Tema 30). Também é possível
solicitar a admissão como amicus curiae (parte
interessada) no processo.
A manifestação deve ser feita nos autos do processo,
por petição. A concessão do prazo consta em edital
publicado na última terça-feira (18/3), assinado
pelo ministro Luiz José Dezena da Silva, relator do
repetitivo. Ainda não há data prevista para o
julgamento.
O Pleno deve definir se é válida “a contratação de
trabalhador que constitui pessoa jurídica para a
realização de função habitualmente exercida por
empregados no âmbito da empresa contratante
(‘pejotização’)” e se é válida “a conversão de
relação de emprego em relação pejotizada”.
Em despacho proferido no último dia 13, o relator
também determinou a suspensão de recursos de revista
e embargos que tratam do tema.
Instauração do repetitivo
O IRR foi proposto pela Subseção I Especializada em
Dissídios Individuais (SDI-1), no início de dezembro
de 2024. A instauração foi suscitada pelo ministro
Luiz Alexandre Ramos e aceita por unanimidade. Na
ocasião, o colegiado analisava um recurso de um
ex-empregado da Imetame Energia contra acórdão da 1ª
Turma do TST. A análise, porém, foi suspensa devido
à instauração do IRR.O processo estava sob relatoria
do ministro Ramos.
No caso, um técnico especializado na prospecção de
petróleo foi funcionário da empresa entre 2009 e
2013, com salário mensal de R$ 48 mil. Ele teve o
contrato de trabalho encerrado, mas continuou
prestando serviços à Imetame nos anos seguintes,
desta vez, como pessoa jurídica.
O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região
(TRT17), em Vitória, entendeu que o ex-funcionário
foi vítima de “perniciosa fraude” de “pejotização”.
Com isso, reconheceu a existência de vínculo de
emprego no período de junho de 2013 a outubro de
2016.
A 1ª Turma do TST, porém, derrubou o entendimento ao
concluir que “o autor detinha autonomia de vontade,
suficiência econômica e intelectual para escolher a
modalidade contratual que lhe seria mais
conveniente”.
O processo tramita com o número IRR
373-67.2017.5.17.0121.
Fonte: Jota

26/03/2025 -
Paim defende isenção do IR até R$ 5 mil e empréstimo
consignado para celetistas
O senador Paulo Paim (PT-RS) informou, em
pronunciamento nesta segunda-feira (24), que o
aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda da
Pessoa Física (IRPF) até R$ 5 mil mensais e o
desconto progressivo entre R$ 5 mil e R$ 7 mil devem
beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros.
Reforçou que são contribuintes que deixarão de pagar
o tributo, total ou parcialmente, no acerto de
contas com o Fisco. Paim defendeu a iniciativa do
governo federal.
— É importante repetir e enfatizar que estamos
diante de uma política que redistribui renda,
promove a justiça social e fortalece a economia.
Essa medida não é apenas um ato de justiça
tributária. É um reconhecimento da realidade vivida
pela maioria dos trabalhadores e trabalhadoras deste
país. Ao reduzir a carga tributária dessa parcela da
população, o governo Lula demonstra mais uma vez que
é possível fazer política com sensibilidade e
responsabilidade social — afirmou.
O parlamentar destacou a importância em tributar
lucros e dividendos para quem recebe acima de R$ 50
mil por mês ou R$ 600 mil por ano. Ele explicou que
a nova alíquota de 10% atingirá cerca de 140 mil
pessoas que antes não pagavam imposto sobre esses
rendimentos. Para Paim, essa mudança reduz
desigualdades e torna o sistema tributário mais
equilibrado.
— A quem interessa essa medida? Aos trabalhadores e
trabalhadoras que ganham menos; aos pequenos
empreendedores, que enfrentam dificuldades para
crescer; aos jovens, que sonham com um futuro mais
justo; e aos idosos, que esperam viver com
dignidade. Essa proposta representa um combate
direto às desigualdades sociais. Quando tiramos a
carga tributária dos que ganham menos e passamos a
tributar aqueles que ganham mais, estamos dizendo
que todos devem contribuir de forma proporcional à
sua capacidade. Isso é justiça social; isso é
democracia — enfatizou.
Empréstimo Consignado para celetista
O senador também chamou a atenção para o empréstimo
consignado para trabalhadores celetistas. Lembrou
que essa modalidade já existe para aposentados,
servidores públicos e parlamentares, permitindo
juros mais baixos. Ele rebateu a ideia de que os
trabalhadores poderiam se endividar de forma
irresponsável e defendeu a liberdade de escolha.
— É mais do que justo que o trabalhador celetista
também tenha esse direito. Ele vai fazer empréstimo
se quiser, ninguém vai obrigá-lo, como não obriga o
aposentado, como não obriga o servidor, como não
obriga os parlamentares. Além disso, tem um dado
importante na proposta: ele pode substituir a sua
dívida de empréstimo por outra com juros mais
baixos. É bom para todos quanto mais o juro baixar.
Aqueles que estão endividados podem optar pelo
consignado, [fazendo] a chamada portabilidade [do
empréstimo] consignado — concluiu.
Fonte: Agência Senado

26/03/2025 -
Empresas com 100 ou mais empregados têm até 31 de
março para divulgar Relatório de Transparência
Salarial
Empresas com 100 ou mais empregados têm até 31 de
março para baixar e divulgar o 3º Relatório de
Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios.
Disponibilizado pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) em 17 de março, o documento foi
acessado por apenas 30,36% das 53.014 empresas
obrigadas até o momento.
O relatório está disponível no Portal Emprega Brasil
(https://servicos.mte.gov.br/spme-v2/#/login).
Após o download, as empresas devem divulgá-lo em
plataformas digitais, mídias similares ou jornais,
garantindo ampla visibilidade para trabalhadores e o
público em geral, conforme determina o Art. 14 da
Instrução Normativa MTE/GM nº 6, de 17/9/2024.
O Relatório de Transparência Salarial e Critérios
Remuneratórios reúne dados extraídos do Sistema
Simplificado de Escrituração Digital das Obrigações
Previdenciárias, Trabalhistas e Fiscais (eSocial). O
documento inclui informações como CNPJ do
estabelecimento, número total de trabalhadores
separados por sexo, raça e etnia, além dos valores
medianos do salário contratual, da remuneração bruta
e da média dos últimos 12 meses. Também são
detalhados os cargos ou ocupações conforme a
Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e a
proporção salarial entre mulheres e homens. Vale
destacar que não há qualquer informação pessoal,
como nome ou cargo individualizado.
Além disso, o Relatório inclui dados fornecidos
pelas empresas via Portal Emprega Brasil, abrangendo
critérios remuneratórios, políticas de contratação
de mulheres de grupos específicos, estratégias de
promoção para cargos de gerência e direção, além de
iniciativas para o compartilhamento de
responsabilidades familiares.
A iniciativa busca fortalecer a transparência e a
equidade salarial nas empresas, ao mesmo tempo em
que incentiva a implementação de políticas que
promovam a diversidade e a igualdade de
oportunidades no ambiente de trabalho.
Fonte: MTE

25/03/2025 -
Proposta de novo IR: avanço para tributação mais
justa
O governo federal deu um passo importante rumo a uma
tributação mais justa e progressiva ao apresentar o
Projeto de Lei 1.087/2025, que propõe ampliação da
faixa de isenção do imposto de renda para até R$ 5
mil mensais, desconto progressivo para até R$ 7 mil
e alíquota efetiva mínima para rendas acima de R$
600 mil anuais – caso a contribuição das altas
rendas não chegue em um percentual mínimo, que
variará de zero a 10%, será necessário pagar
complementação do IR.
Historicamente, o Brasil tem uma estrutura
tributária regressiva, com uma arrecadação
significativa baseada em tributos indiretos, que
representam 40,2% da arrecadação total. Em
contrapartida, os impostos sobre a renda representam
só 27,4% da arrecadação federal (em 2022, segundo a
Instituição Fiscal Independente, vinculada ao Senado
Federal), apesar de terem maior capacidade de
promover justiça tributária. Considerando essas
distorções, a carga tributária dos 10% mais pobres
representa 6 pontos percentuais a mais que a dos 10%
mais ricos.
De um lado, o imposto de renda no Brasil é limitado
por deduções excessivas e pela não tributação de
lucros e dividendos. De outro, a defasagem na
correção da tabela do IR onera cada vez mais os
contribuintes de menor renda. Além disso, o pequeno
número de faixas e a alíquota máxima baixa, na
comparação com outros países, contribuem para
aprofundar a desigualdade de renda no país.
A defasagem da tabela do IR de 1996 até dezembro de
2024 acumula média de 154,67%. Apenas entre 2016 e
2022, o congelamento da tabela resultou em defasagem
de 44,11%, aumentando a carga tributária da
população.
Outro elemento é que a progressividade da tabela do
IRPF caiu desde a década de 1990. Entre 1976 e 1985,
existiam até 16 faixas e alíquotas máximas de 55% a
60%. Nos anos 1990, as faixas foram reduzidas para
três e a alíquota máxima diminuiu para 25%. Em 2009,
a tabela passou a ter cinco faixas, com alíquotas de
7,5% a 27,5%.
A redução de faixas e alíquotas nos anos 1990
limitou recursos para investimentos essenciais. Para
compensar a queda na arrecadação, decorrente da
diminuição das alíquotas para rendas mais altas, a
tabela não foi atualizada, o que incluiu cada vez
mais pessoas de baixa renda como contribuintes. Com
poucas faixas e alíquota máxima de 27,5% a partir de
R$ 4.664,98, quem ganha R$ 5 mil e R$ 80 mil está
sujeito à mesma tributação.
O Brasil tem uma das menores alíquotas máximas de
imposto de renda entre países desenvolvidos e em
desenvolvimento. Enquanto aqui a alíquota máxima é
de 27,5%, em países como Japão e Dinamarca, chega a
55,95% e 55,90%, respectivamente. Em nações em
desenvolvimento, como China (45%), África do Sul
(45%) e Chile (40%), a tributação também é mais
elevada. Mesmo nos Estados Unidos, a alíquota máxima
para pessoa física é de 37%.
A proposta do governo beneficiará 9,6 milhões de
pessoas com a isenção, segundo a Unafisco, e
garantirá desconto adicional para quem ganha entre
R$ 5.000,01 e R$ 6.999,99, reduzindo a carga das
menores rendas. Com isso, o acréscimo anual na renda
pode chegar a R$ 4.170,82 (veja a tabela).
Ao reduzir a carga para os trabalhadores de menor
renda e ajustar a tributação para os mais ricos, o
PL 1087/2025 contribui para diminuir a desigualdade
social e recuperar o poder de compra das famílias,
propondo um sistema tributário que se guia pela
capacidade contributiva de cada indivíduo. No
entanto, o sistema tributário brasileiro precisa de
mais mudanças: correção anual da tabela do IRPF pela
inflação, elevação do número de alíquotas e da
alíquota-teto do imposto, considerando os padrões da
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE), e eliminação das distorções que
propiciam a concentração de renda oriunda da
renúncia fiscal.
Fonte: Mundo Sindical

25/03/2025 -
Demissão coletiva sem negociação sindical prévia não
implica dano moral, decide TST
O fato de um processo de demissão coletiva ocorrer
sem negociação sindical prévia não implica, por si,
em condenação da empresa por dano moral. É preciso
que sejam preenchidos os requisitos de
responsabilidade civil como culpa do empregador,
dano aos empregados e nexo de causalidade.
Esse foi o entendimento do juízo da Subseção I da
Seção Especializada em Dissídios Individuais, do TST
(Tribunal Superior do Trabalho), para dar provimento
a embargos e reconhecer que demissão coletiva de de
funcionários de uma instituição de ensino sem
negociação sindical prévia não gerou dano moral.
Conforme os autos, a instituição de ensino encerrou
suas atividades e demitiu 90% dos empregados. A ação
pedia a aplicação retroativa da tese do julgamento
do Tema de Repercussão Geral 638, pelo Supremo
Tribunal Federal, que fixou a seguinte tese:
“A intervenção sindical prévia é exigência
procedimental imprescindível para a dispensa em
massa de trabalhadores, que não se confunde com
autorização prévia por parte da entidade sindical ou
celebração de convenção o acordo coletivo.”
Prevaleceu o entendimento de que em razão de
modulação de efeitos da decisão proferida pelo STF
no Tema 638, não era aplicável no caso a limitação
temporal determinada pela Suprema Corte para
intervenção sindical prévia nas hipóteses de
dispensa coletiva.
Processo TST-E-RR-201-32.2013.5.24.0005
Fonte: Consultor Jurídico

25/03/2025 -
Juro alto causou endividamento e consignado para CLT
é questão de justiça, diz Haddad
Haddad também citou o teto para os juros
rotativos, mencionando que se trata de uma medida
para "evitar a superexploração da parte mais
vulnerável"
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta
segunda-feira (24) que a nova modalidade de
consignado para trabalhadores CLT e MEI, batizado
pelo governo de Crédito do Trabalhador, é uma
“questão de justiça”, e está inserido em uma agenda
microeconômica que está descolada da discussão
macro, em meio a juros altos.
“Por que o trabalhador do setor privado não pode ter
o mesmo benefício do servidor público e dos
aposentados? Não foi a dívida que superendividou a
pessoa, foram os juros”, disse o ministro durante o
evento Rumos 2025, promovido pelo jornal Valor
Econômico.
Haddad também citou o teto para os juros rotativos,
mencionando que se trata de uma medida para “evitar
a superexploração da parte mais vulnerável, que é
justamente aquela pessoa que está precisando de um
crédito para uma emergência e cai numa trama que o
impede de respirar”.
“Essa medida é estrutural, não tem a ver com a
conjuntura de juros Selic. Precisamos criar
condições macro e microeconômicas para o Brasil”
falou o chefe da Fazenda. “Sem essa agenda micro,
acompanhada da macro, essas receitas mais ortodoxas
não vão ajudar a economia brasileira”.
“Ficamos muito tempo prisioneiros de um modelo com
altos déficits primários, com cerca de R$ 2 trilhões
de déficit acumulado. Vinha faltando uma agenda
microeconomia do país para ajudar a nossa economia”,
disse Haddad.
Perguntado sobre as prioridades do governo, Haddad
reforçou o foco da equipe econômica em medidas para
aprimorar o sistema tributário. “O setor tributário
no Brasil é o pior do mundo e mais injusto do
mundo”, falou.
“Ele está equivocado porque cobra sobre o consumo,
quem consome mais como proporção da renda é o mais
pobre”.
Fonte: InfoMoney

25/03/2025 -
Um guia de referência – João Guilherme Vargas Netto
Se um viajante quer conhecer uma cidade ou um país
adquire um guia de viagem que lhe informa os
caminhos a percorrer e os locais interessantes.
Toninho do DIAP, como autor, atendeu àquela
necessidade ao detalhar os meandros do poder em
Brasília em seu volumoso livro (648 páginas) “Para
entender o funcionamento do governo e da máquina
pública”.
Antonio Augusto de Queiroz com, no mínimo, 40 anos
de experiência e destacada atuação no DIAP (desde o
“Quem foi quem na Constituinte”) cumpre o que o
título do livro promete, muito bem editado pela
Diálogo Institucional, de Brasília.
É um inteligente, didático e compreensível guia de
viagem pelos corredores do poder brasiliense,
Judiciário, Legislativo e detalhadamente Executivo.
O governo é descrito em todos os seus elementos, a
começar pela presidência da República e avançando
por todos os ministérios, faltando apenas os nomes
dos atuais mandatários (o que deve ser obra de quem,
possuidor do livro, acrescente a ele a
“nomenclatura” atual, que lhe interesse e que é
mutável).
Para os dirigentes sindicais que em suas tarefas
relacionam-se com os poderes o livro é
indispensável.
Mais informações podem ser obtidas com o próprio
autor: toninhodiap@gmail.com
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Diap

24/03/2025 -
TST recebe manifestações em recurso repetitivo sobre
movimentação de FGTS
O Tribunal Superior do Trabalho está recebendo, a
partir desta sexta-feira, manifestações escritas de
pessoas, órgãos e entidades interessados na
discussão sobre a competência da Justiça do Trabalho
para julgar pedidos de liberação do FGTS junto à
Caixa Econômica Federal. A matéria é tratada num
incidente de recurso repetitivo acolhido em dezembro
do ano passado. A providência consta de edital
assinado pelo ministro Cláudio Brandão, relator do
caso.
O prazo para as manifestações é de 15 dias,
inclusive quanto ao interesse para participar do
processo para fornecer informações e colaborar na
sua resolução (amicus curiae). As manifestações
devem ser apresentadas como petição no próprio
processo (IncJulgRREmbRep–10134-31.2021.5.18.0000).
O incidente de recurso repetitivo é uma das formas
de definição de um precedente qualificado, em que a
tese jurídica definida no julgamento tem natureza
vinculante e será aplicada a todos os processos
individuais e coletivos em tramitação na Justiça do
Trabalho.
Questão jurídica
A tese jurídica a ser discutida é a seguinte:
“A Justiça do Trabalho tem competência para apreciar
e julgar os procedimentos de jurisdição voluntária
para movimentação dos valores depositados na conta
vinculada ao FGTS, formulado pelo titular em face da
Caixa Econômica Federal? E, diante da resistência do
órgão gestor, compete a esta Justiça Especializada
apreciar e julgar a lide daí decorrente?”
O caso de fundo é uma ação proposta por um
trabalhador em julho de 2020 para sacar seu FGTS, em
razão das dificuldades financeiras urgentes
decorrentes da pandemia da covid-19, em que o TRT da
18ª Região (GO) decidiu que a competência é da
Justiça comum (estadual).
A matéria já está pacificada pelas oito Turmas do
TST no sentido de que a Justiça do Trabalho tem
competência para julgar esses casos, mas há
reiteradas decisões contrárias no âmbito dos
Tribunais Regionais do Trabalho. Por isso, a questão
foi submetida à sistemática dos recursos
repetitivos, para que seja firmada tese de
observância obrigatória.
Leia a
íntegra do edital.
Fonte: TST

24/03/2025 -
Comissão debate programa de transferência de renda
para atingidos por desastre em Brumadinho (MG)
Iniciativa criada como parte do acordo de
reparação dos danos causados pelo rompimento da
barragem pode ser encerrada em 2026
A comissão externa da Câmara dos Deputados sobre
fiscalização dos rompimentos de barragens promove
audiência pública terça-feira (25) sobre o programa
de transferência de renda no município de Brumadinho
(MG).
Criado como parte da do acordo de reparação dos
danos causados pelo rompimento da barragem da Vale,
o programa consiste em repasses mensais a pessoas
atingidas direta ou indiretamente pelo desastre, que
causou 272 mortes e danos irreparáveis à região da
bacia do Paraopeba.
O debate atende a pedido dos deputados Rogério
Correia (PT-MG) e Pedro Aihara (PRD-MG). Eles estão
preocupados com o encerramento das inscrições para o
programa previsto para 31 de março. Os pagamentos do
programa devem ser encerrados em janeiro de 2026.
Subsistência e reparação
Rogério Correia e Pedro Aihara afirmam que o programa
de transferência de renda tem sido uma ferramenta
essencial para garantir subsistência e reparação às
famílias afetadas.
Os deputados lembram ainda que muitas pessoas
perderam entes queridos, fontes de renda e condições
dignas de vida. O encerramento do programa sem
medidas de transição adequadas ou garantia de novas
assistência, , alertam, pode agravar a
vulnerabilidade social e econômica da população
impactada.
O debate será realizado a partir das 14h30, no
plenário 4.
Fonte: Agência Câmara

24/03/2025 -
Aposentados e pensionistas não precisam ir ao banco
para fazer prova de vida
Cabe ao INSS fazer a comprovação de vida por
cruzamento de dados
Peças de desinformação repercutem que o Governo
Federal teria impedido a realização de prova de vida
por meio remoto. No entanto, cabe esclarecer que o
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde
2023 faz cruzamento de dados para comprovar que o
beneficiário está vivo. Caso aposentados e
pensionistas queiram fazer o recadastramento anual
podem utilizar o site ou aplicativo Meu INSS ou
ainda se dirigir ao banco onde recebem o pagamento.
Mas não é obrigatório.
Por exemplo, os beneficiários que recebem o
benefício na CAIXA, podem fazer o procedimento
presencialmente em qualquer agência do banco ou por
meio de um procurador devidamente cadastrado no
INSS.
As opções visam auxiliar os beneficiários que
queiram fazer a comprovação de vida mesmo sem
necessidade e não podem comparecer às agências
bancárias por motivos de doença ou dificuldades de
locomoção.
A prova de vida é a comprovação de que o
beneficiário do INSS ainda está vivo e pode
continuar recebendo seu benefício previdenciário.
Este é um procedimento importante para evitar
fraudes e pagamentos indevidos e por isso deve
ocorrer periodicamente.
Somente em caso de não localização do beneficiário
na base de dados governamental, será feita uma
notificação sobre a necessidade de realização de
prova de vida.
São utilizados para comprovação de vida: atos
registrados pelo titular do benefício em bases de
dados dos órgãos, entidades ou instituições,
mantidos ou administrados pelos órgãos públicos
federais, estaduais, municipais e privados;
registros de vacinação, consultas no Sistema Único
de Saúde (SUS), comprovantes de votação nas
eleições, emissão de passaportes, carteira de
identidade ou de motorista, entre outros.
Via Agência Gov
Fonte: Agência Brasil

24/03/2025 -
Adicional de periculosidade não pode ser reduzido em
acordo, diz TST
A 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou
uma usina siderúrgica a pagar a um metalúrgico o
adicional de periculosidade no percentual de 30%
sobre a remuneração, e não apenas de forma
proporcional ao tempo de exposição ao risco.
A decisão segue o entendimento do TST de que o
pagamento da parcela não pode ser negociado e
reduzido em normas coletivas.
Na reclamação trabalhista, o metalúrgico disse que
trabalhou na Usiminas de 1983 a 2017 exposto a risco
elétrico (acima de 250V) e, por isso, teria direito
ao adicional de periculosidade em grau máximo, de
30% sobre o valor da remuneração, com repercussão
sobre as demais parcelas salariais.
A 4ª Vara do Trabalho de Coronel Fabriciano (MG)
julgou procedente o pedido, com base em perícia que
constatou que o profissional, por todo o seu período
de serviço, esteve exposto às condições de perigo e
riscos de acidentes.
Pagamento proporcional
No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 3ª
Região (MG) reformou a sentença. Apesar de constatar
que ele esteve exposto ao perigo durante todo o
contrato, o TRT entendeu que as negociações
coletivas que previam a proporcionalidade do
adicional deveriam ser respeitadas, com base na
jurisprudência do TST vigente na época (Súmula 364,
alterada em maio de 2011).
O TRT observou ainda que, em novembro de 2012, a
empresa começou a pagar adicional de 30% sobre o
salário mensal, com a alteração da súmula.
A atual redação da Súmula 364, atualizada em 2016,
considera inválida cláusula de acordo ou convenção
coletiva de trabalho que fixe o adicional de
periculosidade em percentual inferior ao
estabelecido em lei e proporcional ao tempo de
exposição ao risco.
Mitigação vedada
O ministro Agra Belmonte, relator do recurso de
revista do metalúrgico, reforçou que, no TST,
prevalece o entendimento de que o pagamento do
adicional de periculosidade é uma medida de saúde e
segurança do trabalho garantido por norma de ordem
pública, e é vedada qualquer forma de mitigação
desse direito.
Assim, acordos ou convenções coletivas de trabalho
não podem flexibilizar o percentual em patamar
inferior ao legal, ainda que proporcional ao tempo
de exposição ao risco.
O ministro lembrou ainda que o Supremo Tribunal
Federal fixou tese jurídica que reitera a
compreensão de que existem limites objetivos à
negociação coletiva (Tema 1.046 de repercussão
geral).
A tese valida acordos e convenções coletivas que
limitam ou afastam direitos trabalhistas,
independentemente de vantagens compensatórias, desde
que respeitados os direitos absolutamente
indisponíveis.
Nesse sentido, Belmonte afirmou que não há margem
para o rebaixamento da proteção à saúde, ainda que
coletivamente negociado, “até mesmo porque se trata
de tema respaldado em base técnico científica, por
envolver riscos evidentes à preservação da saúde
humana”. A decisão foi unânime. Com informações da
assessoria de imprensa do TST.
Clique
aqui para ver o acórdão
Processo 11549-08.2017.5.03.0097
Fonte: Consultor Jurídico

24/03/2025 -
Pleno do TST julga novos precedentes vinculantes
nesta segunda-feira (24)
Sessão terá transmissão ao vivo pelo canal do TST
no YouTube a partir das 13h30
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realiza nesta
segunda-feira (24), às 13h30, sessão do Tribunal
Pleno com uma pauta voltada à consolidação de
jurisprudência e à definição de precedentes
vinculantes. O objetivo é uniformizar o entendimento
em casos que não apresentam divergências entre as
oito Turmas do TST e a Subseção I Especializada em
Dissídios Individuais (SDI-1), além de julgar temas
com relevância e multiplicidade de recursos.
A fixação de precedentes qualificados tem impacto
direto no andamento dos processos trabalhistas
porque, após a definição da tese jurídica, não cabe
mais agravo de instrumento em recurso de revista ao
TST sobre o tema abordado no incidente. Nesses
casos, a parte poderá apresentar apenas agravo
interno ao TRT responsável pela decisão.
Entre os processos em pauta, há também aqueles em
que as Turmas do TST divergem sobre o mesmo tema.
Nessas situações, o Pleno busca consolidar o
entendimento para futuros julgamentos sob a
sistemática dos recursos repetitivos, conforme o
artigo 896-C da CLT, os artigos 976 a 987 do Código
de Processo Civil (CPC) e os artigos 246 a 256 do
Regimento Interno do TST.
Na sessão, serão colocados à discussão 32 temas para
reafirmação de jurisprudência e 31 temas para
análise da admissão de novos incidentes de recursos
de revista repetitivos.
Para o presidente do TST, ministro Aloysio Corrêa da
Veiga, os julgamentos têm como objetivo promover
estabilidade, coerência e segurança jurídica na
Justiça do Trabalho.
Fonte: TST

21/03/2025 -
Centrais sindicais lançam 1º de Maio Unificado por
um Brasil mais justo
O evento deste ano foi lançado oficialmente pelas
centrais sindicais – Força Sindical, UGT, CSB, Nova
Central e Pública, na manhã desta quinta-feira (20),
em frente ao Theatro Municipal, na Praça Ramos de
Azevedo, no centro da cidade de São Paulo.
Neste ano, o 1º de Maio Unificado voltará a Praça
Campo de Bagatelle, na zona norte, em São Paulo. O
lema será: “Por um Brasil mais justo: Solidário,
Democrático, Soberano e Sustentável”.
Os sindicalistas distribuíram um informativo sobre o
evento um informativo sobre o evento que terá
sorteio de prêmios e a apresentação de diversos
artistas da música popular brasileira.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, lembra
que o 1º de Maio Unificado é um dia para celebrar as
conquistas dos direitos trabalhistas, mas também
refletir sobre o destino da classe trabalhadora.
“O Dia do trabalhador é um importante momento de
reforçar as bandeiras de luta e debater sobre os
novos desafios”, reforça o líder sindical.
Miguel conclama a participação dos trabalhadores e
das trabalhadoras no ato do dia 1º de Maio.
“Precisamos que os trabalhadores lutem por seus
direitos junto com o movimento sindical e desta
forma enfrentarmos com maior resistência os ataques
aos direitos”.
Já o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos
Gonçalves (Juruna) ressalta que é importante todos
participarem do ato dos trabalhadores por uma
sociedade mais justa e com direitos para todos.
“Faremos uma grande mobilização unitária para
impedir que continuem os ataques aos direitos dos
trabalhadores”, disse Juruna.
Bandeiras de lutas
Neste ano, entre as principais bandeiras de lutas que
as centrais sindicais defendem, podemos destacar:
- Redução da Jornada, sem redução salarial;
- Fim da Carestia;
- Isenção do IR até R$ 5 mil;
- Menos juros, mais empregos;
- Valorização do Salário Mínimo;
- Igualdade Salarial entre Homens e Mulheres (Lei
14.111);
- Aposentadoria digna e;
- Valorização do Servidor Público – Convenção 151
(OIT).
Fonte: Mundo Sindical

21/03/2025 -
NR-1: nova norma aumenta responsabilidade da empresa
na saúde mental do trabalhador
Empresas precisarão se adaptar às novas regras da
NR-1, que agora inclui diretrizes para a prevenção
de riscos de saúde mental. Entenda
A partir de maio de 2025, as empresas brasileiras
precisarão se adaptar às novas regras da Norma
Regulamentadora 1 (NR-1), que agora inclui
diretrizes específicas para a prevenção de riscos
psicossociais no ambiente de trabalho. Entenda na
TVT News.
A revisão, estabelecida pela Portaria MTE nº
1.419/2024, visa fortalecer a proteção da saúde
mental dos trabalhadores de forma preventiva,
equiparando-a a outros fatores ocupacionais
tradicionalmente gerenciados no Programa de
Gerenciamento de Riscos (PGR).
Trata-se de um avanço em relação à saúde dos
trabalhadores, particularmente à saúde mental. Na
prática, a NR regula instrumentos previstos na
Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) – em seus
Capítulo V, que disciplina sobre segurança e
medicina do trabalho – e cobra ações concretas, além
de prever responsabilidade das empresas que
negligenciarem seus trabalhadores.
Art. 157 – Cabe às empresas:
I – cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e
medicina do trabalho;
II – instruir os empregados, através de ordens de
serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de
evitar acidentes do trabalho ou doenças
ocupacionais;
III – adotar as medidas que lhes sejam determinadas
pelo órgão regional competente;
IV – facilitar o exercício da fiscalização pela
autoridade competente.
Saúde mental: responsabilidade das empresas
A nova regulamentação determina que as empresas
realizem um estudo detalhado sobre os riscos
psicossociais, incorporando fatores como carga
excessiva de trabalho, pressão por produtividade,
assédio moral e a necessidade de desconexão fora do
horário de expediente.
“A norma reforça a importância da identificação
precoce de fatores que possam impactar negativamente
a saúde mental dos trabalhadores. Agora, assim como
os riscos físicos, químicos e ergonômicos, os
psicossociais também devem ser inventariados e
controlados pelas organizações”, explica a Dra.
Lucimara da Silva Brito, advogada especializada em
direito trabalhista no Aparecido Inácio e Pereira
Advogados Associados.
Cultura organizacional e fiscalização
A obrigatoriedade da gestão dos riscos psicossociais
marca uma mudança cultural significativa dentro das
empresas, exigindo medidas concretas para prevenir
transtornos mentais relacionados ao trabalho. “A
saúde mental deixa de ser um tema secundário e passa
a ser uma responsabilidade legal das empresas. Isso
vai impulsionar um ambiente de trabalho mais humano
e equilibrado, refletindo positivamente na
produtividade e no clima organizacional”, destaca a
Dra. Lucimara.
O descumprimento das novas diretrizes pode acarretar
penalidades severas, incluindo multas
administrativas, inquéritos civis movidos pelo
Ministério Público do Trabalho e reclamações
trabalhistas por danos morais. Além disso, as
empresas que negligenciarem essas normas podem
enfrentar impactos na reputação, dificuldades para
obtenção de certidão negativa na Justiça do Trabalho
e até impedimentos em licitações públicas.
“A fiscalização será intensificada, especialmente em
setores que historicamente apresentam altos índices
de afastamentos por transtornos mentais, como
teleatendimento, bancos e serviços de saúde”, alerta
a especialista.
Histórico da NR-1
A Norma Regulamentadora 1 foi originalmente editada
pela Portaria MTb nº 3.214, de 8 de junho de 1978,
estabelecendo diretrizes gerais e regulando os
artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT). Desde então, passou por quatro
revisões pontuais até 2019, quando uma reformulação
ampla foi aprovada na 56ª reunião da Comissão
Tripartite Paritária Permanente (CTPP).
A discussão sobre a gestão de riscos ocupacionais
dentro da NR-1 remonta a 2007, quando representantes
dos trabalhadores solicitaram sua inclusão na agenda
da CTPP. Durante os anos seguintes, debates
ocorreram sobre a integração desse tema à norma,
resultando na formação de um Grupo de Estudos
Tripartite (GET) em 2011. Em 2019, com a revisão da
norma harmonizada à ISO 45001 e às convenções da
OIT, foram estabelecidos os atuais requisitos para o
gerenciamento de riscos, incluindo a ênfase nos
fatores psicossociais.
Saúde mental no trabalho
Com a vigência da nova NR-1, espera-se que as
organizações adotem um olhar mais atento sobre as
condições psicológicas de seus trabalhadores,
promovendo espaços de diálogo, treinamentos e
mecanismos de prevenção. A saúde mental passa a ser
uma responsabilidade inegável das empresas,
assegurando que o bem-estar no ambiente de trabalho
seja tratado com a mesma seriedade que os demais
riscos ocupacionais.
Fonte: TVTNews

21/03/2025 -
Motta: É impossível que projeto de isenção do IR
passe pelo Congresso sem alteração
Motta indicou que só definirá o relator do texto
após voltar de visita oficial ao Japão. O retorno
está previsto para o dia 30
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB),
voltou a afirmar nesta quarta-feira, 19, que é
“impossível” que o projeto que amplia a isenção do
Imposto de Renda (IR) passe pelo Congresso sem
alterações. Motta indicou que só definirá o relator
do texto após voltar de visita oficial ao Japão. O
retorno está previsto para o dia 30. Segundo o
presidente da Câmara, o “prazo” para a votação do
texto, tanto na Câmara como no Senado, é o fim do
ano.
“Esse é um projeto que tem que ser tratado com muita
responsabilidade e o deadline de tempo é até o final
do ano para ser votado nas duas Casas. Vamos
trabalhar com esse prazo. Agora, não tem que
estabelecer absolutamente nada, nem relator. A
Câmara trabalhará no seu tempo, com a prioridade que
a matéria requer. É uma matéria importante para o
País. Nós vamos priorizar a discussão, priorizar o
debate e a elaboração de um texto que venha a
representar a vontade majoritária da Casa”, afirmou
a jornalistas nesta quarta, 19.
Sobre a tramitação do texto, o presidente da Câmara
afirmou que optará por um rito que “leva em
consideração a importância que a matéria tem”.
Governistas especulam sobre a possibilidade de
criação de uma comissão especial para análise do
texto.
De outro lado, o novo presidente da Comissão de
Finanças e Tributação, Rogério Corrêa (PT-MG), disse
esperar que o projeto seja discutido no colegiado,
inclusive levantando a possibilidade de debater o
texto com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e
Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).
“Uma matéria como essa, complexa como ela é,
trazendo a amplitude que tem, com avanços no que diz
respeito às isenções para quem mais precisa, é
impossível que ela passe pela Câmara e pelo Senado
sem alteração. O trabalho tem que ser pra que essas
alterações sejam para melhorar o texto, para poder
de certa forma lapidar aquilo que foi a ideia do
governo. Então é trabalhar com muita
responsabilidade, no tempo certo”, ponderou Motta.
Sobre eventuais mudanças no texto, em especial nas
compensações, o presidente da Câmara afirmou que
“serão tratadas no momento adequado”. “Qualquer
antecipação que eu faça de mérito eu já estou aqui
falando por uma posição que eu não ocuparei, porque
eu não tenho como ser relator da matéria. Então,
todos esses detalhes, o que será levado em
consideração, deverá ser tratado após a escolha do
relator”, indicou.
Fonte: Estadão Conteúdo

21/03/2025 -
STF tem maioria pela participação de Alexandre, Dino
e Zanin no julgamento de Bolsonaro
O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta
quarta-feira (19/3) para manter os ministros
Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino
no julgamento dos crimes atribuídos ao ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) e a outras 33 pessoas em
denúncia da Procuradoria-Geral da República. São
eles: organização criminosa armada; tentativa de
abolição violenta do Estado democrático de Direito;
golpe de Estado; dano qualificado pela violência e
grave ameaça; e deterioração de patrimônio tombado.
Os pedidos de impedimento de Alexandre, Dino e Zanin
foram apresentados pelas defesas de Bolsonaro e do
ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga
Netto, que também integra a lista de denunciados.
A sessão extraordinária para a análise dos pedidos
começou às 11h desta quarta e tem seu fim previsto
para as 23h59 desta quinta (20/3). Até a publicação
desta notícia, os ministros Luiz Fux, Nunes Marques
e André Mendonça ainda não haviam votado.
O resto do colegiado votou em bloco. Nenhum dos sete
ministros que já se manifestaram divergiu do
relator, ministro Luís Roberto Barroso, que foi
contrário ao impedimento dos magistrados. Assim,
como Alexandre, Dino e Zanin não participaram dos
julgamentos das ações nas quais são alvos, os três
placares estão 7 a 0.
Primeira leva
Presidente da 1ª Turma do STF, Zanin marcou para o
próximo dia 25 duas sessões para o colegiado
analisar a denúncia oferecida pela PGR contra
Bolsonaro e outros setes acusados. O despacho,
assinado na última semana, também agendou uma
terceira sessão para o dia 26.
O colegiado apenas examinará se a denúncia atende
aos requisitos legais, como a demonstração de fatos
enquadrados como crimes e de indícios de que os
denunciados foram os autores desses delitos. Ou
seja, avaliará se a acusação trouxe elementos
suficientes para a abertura de uma ação penal contra
os acusados.
Além Bolsonaro e Braga Netto, integram o grupo: o
deputado federal Alexandre Ramagem; o almirante e
ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o
ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o general da
reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança
Institucional Augusto Heleno; o tenente-coronel e
ex-ajudante de ordens da Presidência da República
Mauro Cid; e o general e ex-ministro da Defesa Paulo
Sérgio Nogueira.
Fonte: Consultor Jurídico

20/03/2025 -
A VERDADE SOBRE O FINANCIAMENTO SINDICAL: SEM
SINDICATOS FORTES, O TRABALHADOR SAI PERDENDO
Os recentes ataques da grande mídia contra o
financiamento sindical mostram como ainda existe uma
enorme resistência ao fortalecimento da luta dos
trabalhadores no Brasil. Os artigos publicados pela
Veja tentam vender a ideia de que a proposta de
contribuição negocial aprovada em assembleia – um
direito legítimo das categorias – seria a volta de
um "imposto sindical". A realidade, no entanto, é
bem diferente: trata-se da sobrevivência das
entidades que negociam diretamente os direitos dos
trabalhadores.
Além disso, as matérias da Veja não possuem tom
jornalístico e beiram o que se considera uma prática
antissindical. O veículo escolheu entrevistar apenas
parlamentares da oposição e ignorou qualquer voz
favorável ao movimento sindical, distorcendo a
realidade e induzindo a opinião pública a uma visão
parcial e equivocada. Esse tipo de desinformação não
apenas ataca injustamente os sindicatos, mas também
enfraquece o direito constitucional de organização
dos trabalhadores. A manipulação de informações
contra entidades representativas deve ser combatida,
pois configura uma tentativa de deslegitimar a luta
sindical e deveria ser punida como uma prática
antissindical clara.
Antes de mais nada, é preciso deixar claro que cada
avanço conquistado ao longo da história trabalhista
brasileira passou pelo movimento sindical. A CLT, o
13º salário, o adicional noturno, o FGTS, a
licença-maternidade, o vale-alimentação, os
reajustes salariais acima da inflação – tudo isso
não caiu do céu, foi arrancado na luta pelo
movimento sindical. O que não foi negociado
diretamente nas mesas de convenção coletiva, foi
impulsionado pelos sindicatos até virar lei. Sem
essa mobilização, o trabalhador estaria
completamente desprotegido diante do poder econômico
das empresas.
A lógica da contribuição negocial não é "imposto
sindical". Imposto é aquilo que o Estado cobra e
ninguém discute para onde vai. Por outro lado, a
contribuição negocial não é compulsória nem imposta
por lei ou pelo Estado, ela é aprovada
democraticamente pelos trabalhadores em assembleia e
é fundamental para manter a estrutura das entidades
que garantem melhores condições de trabalho,
reajustes dignos e cláusulas sociais que fazem toda
a diferença no dia a dia de todos os trabalhadores
da categoria, independentemente de estes serem
associados à entidade sindical.
Todos os anos, as negociações coletivas realizadas
pelos sindicatos injetam bilhões de reais na
economia do país. A cada novo acordo e convenção
coletiva, além de garantir direitos que superam a
legislação, o movimento sindical conquista reajustes
salariais, participação nos lucros e benefícios que
aumentam diretamente o poder de compra dos
trabalhadores. Esse dinheiro movimenta o comércio,
impulsiona a indústria, fortalece a construção civil
e gera arrecadação para os municípios. Sem essa
injeção financeira garantida pela luta sindical,
cidades inteiras veriam uma queda drástica no
consumo, prejudicando não apenas os trabalhadores,
mas toda a economia. O impacto positivo do
sindicalismo não se limita à garantia de direitos:
ele sustenta e fortalece a economia do país.
Além dos direitos econômicos e reajustes salariais
conquistados anualmente, há dezenas de cláusulas
sociais que muitas vezes passam despercebidas pela
mídia, mas que transformam a vida dos trabalhadores.
Exemplos concretos incluem a Faixa Azul no município
de São Paulo, um direito garantido por meio da
atuação sindical, que melhora a mobilidade dos
trabalhadores motociclistas. Outra conquista
importante é o Bolsa Educação, cláusula negociada em
diversas categorias que permite que trabalhadores
garantam até duas vagas gratuitas para seus filhos
em instituições de ensino. Além disso, sindicatos
conquistam benefícios como planos de saúde custeados
total ou parcialmente pelos empregadores,
estabilidade pré-aposentadoria, folgas extras em
momentos importantes da vida do trabalhador, como
casamento e adoção, além da ampliação das licenças
por falecimento de familiares. Em algumas
categorias, convenções coletivas garantem períodos
de estabilidade ao trabalhador no retorno de férias,
folgas maiores do que as previstas na CLT para luto
ou casamento, e direitos iguais para casais
homoafetivos. Esses são apenas alguns exemplos de
como os sindicatos atuam para melhorar não apenas a
remuneração, mas também a qualidade de vida dos
trabalhadores e suas famílias.
O tema da contribuição assistencial/negocial já foi
analisado pelo Supremo Tribunal Federal no
julgamento do ARE 1.018.459 (Tema 935), e a Corte
decidiu que é constitucional a cobrança tanto de
sócios quanto de não sócios, desde que assegurado o
direito de oposição. O Supremo consolidou esse
entendimento ao fixar a seguinte tese vinculante:
"É constitucional a instituição, por acordo ou
convenção coletivos, de contribuições assistenciais
a serem suportadas por todos os empregados da
categoria, ainda que não filiados ao sindicato,
desde que assegurado o direito de oposição." (Tema
935 do STF)
Portanto, o discurso de que essa forma de custeio
sindical seria inconstitucional ou "forçada" é uma
falácia. O STF já reconheceu a legalidade da
contribuição assistencial e seu papel essencial para
garantir o funcionamento das entidades que
representam os trabalhadores. A contribuição
negocial não é uma imposição arbitrária, mas um
mecanismo legítimo de financiamento coletivo,
aprovado democraticamente em assembleia pelos
próprios trabalhadores, conforme prevê a
Constituição Federal e a jurisprudência consolidada
da Suprema Corte.
Os sindicatos frequentemente negociam direitos e
benefícios que excedem os previstos na legislação
trabalhista, consolidados em convenções ou acordos
coletivos com diversas cláusulas. Esses acordos
beneficiam todos os membros da categoria
profissional, não apenas os sindicalizados. A
representação da categoria como um todo é inerente
ao sindicato, abrangendo todos os trabalhadores que
dela fazem parte, independentemente de serem
associados ou não.
No entanto, é flagrantemente injusto e
desproporcional que o trabalhador não filiado seja
beneficiário direto dos serviços de negociação do
sindicato sem contribuir financeiramente para esta
atuação, sem qualquer responsabilidade ou
compromisso com a entidade que o protege. Assim,
todos os trabalhadores beneficiados pelas cláusulas
das normas coletivas de trabalho resultantes devem
ter algum nível de responsabilidade no custeio do
sistema.
A grande mídia e setores do empresariado, que adoram
a Reforma Trabalhista de 2017, querem sindicatos
fracos, divididos, sem poder de negociação. E por
quê? Porque sabem que sindicatos fortes garantem
direitos, aumentam os salários e impedem
retrocessos. Desde que a contribuição sindical
obrigatória foi "extinta", milhares de sindicatos
fecharam as portas e os trabalhadores ficaram ainda
mais vulneráveis. Quem perdeu com isso? Apenas os
próprios trabalhadores, que viram sua capacidade de
negociação ser enfraquecida.
O discurso da Veja é o mesmo de sempre: criminalizar
o movimento sindical, tachar os sindicatos de
ineficientes e ignorar os milhões de trabalhadores
que se beneficiam das convenções coletivas e acordos
coletivos. Mas a verdade é que as entidades
sindicais que permanecem atuando – mesmo sob ataque
– continuam garantindo conquistas muito além da
legislação: pisos salariais melhores, participação
nos lucros, reajustes acima da inflação, benefícios
que não existem na CLT.
E tem mais: esse ataque não é apenas contra os
sindicatos, mas contra o próprio direito de
organização dos trabalhadores. Qualquer entidade
forte precisa de custeio para atuar. Empresas têm
seus sindicatos patronais, federações, confederações
bem estruturadas, recebendo recursos diretamente do
sistema “S”, garantindo-lhes alta condição
financeira e plena capacidade de operação. Dados da
Secretaria Especial de Fazenda/Departamento de
Gestão de Fundos, Coordenação-Geral de Recursos
Financeiros, mostram que em 2020, esses recursos
patronais somaram R$ 15,9 bilhões.
E os sindicatos dos trabalhadores? Devem sobreviver
de milagres? O mesmo estudo aponta que as entidades
sindicais profissionais receberam apenas 0,27% do
montante bilionário recebido pelas entidades
patronais.
A luta sindical nunca foi fácil. Mas é por meio dela
que os trabalhadores conquistaram tudo que têm. Por
isso, é fundamental rechaçar esse discurso de que a
contribuição negocial é um "imposto". O que está em
jogo aqui não é um detalhe burocrático, mas a
capacidade de organização dos trabalhadores para
defender seus direitos.
Não se enganem: quando a grande mídia bate nos
sindicatos, ela está defendendo os interesses dos
patrões. E a única resposta possível para isso é
fortalecer a mobilização, reafirmar a importância do
custeio sindical e garantir que os sindicatos
continuem existindo para lutar pelos trabalhadores.
Porque sem sindicato forte, quem realmente perde
é o trabalhador.
Saudações sindicais!
NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES - NCST
Moacyr Roberto Tesch Auersvald
FÓRUM SINDICAL DOS TRABALHADORES – FST
Luiz de Souza Arraes
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM
ESTABELECIMENTOS DE EDUCAÇÃO E CULTURA – CNTEEC
Tarcísio Brandão Melo
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA
- CNTI
José Reginaldo Inácio
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NAS
INDÚSTRIAS DE ALIMENTAÇÃO E AFINS - CNTA
Artur Bueno de Camargo
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM
TRANSPORTES TERRESTRES - CNTTT
Valdir de Souza Pestana
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM TURISMO E
HOSPITALIDADE - CONTRATUH
Wilson Pereira
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO
- CNTC
Luiz Carlos Motta
Fonte: NCST

20/03/2025 -
Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao
ano
Preço dos alimentos e incertezas globais
influenciaram decisão
A alta do preço dos alimentos e da energia e as
incertezas em torno da economia global fizeram o
Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros.
Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária
(Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da
economia, em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano.
Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas
externas, principalmente pela política comercial do
país, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal
Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em
relação ao Brasil, o texto informa que a economia
brasileira está aquecida, apesar de sinais de
moderação no crescimento.
Segundo o Copom, a inflação cheia e os núcleos
(medida que exclui preços mais voláteis, como
alimentos e energia) continuam em alta. O órgão
alertou que existe o risco de que a inflação de
serviços continue alta e informou que continuará a
monitorar a política econômica do governo.
“O comitê segue acompanhando com atenção como os
desenvolvimentos da política fiscal impactam a
política monetária e os ativos financeiros. A
percepção dos agentes econômicos sobre o regime
fiscal e a sustentabilidade da dívida segue
impactando, de forma relevante, os preços de ativos
e as expectativas dos agentes.”, destacou o
comunicado.
Em relação às próximas reuniões, o Copom informou
que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião
de maio e não deixou pistas para o que acontecerá
depois disso.
“Para além da próxima reunião [a partir de junho], o
Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de
aperto monetário será ditada pelo firme compromisso
de convergência da inflação à meta e dependerá da
evolução da dinâmica da inflação”, ressaltou.
Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação
em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central
na reunião de janeiro.
Essa foi a quinta alta seguida da Selic. A taxa está
no maior nível desde outubro de 2016, quando também
estava em 14,25% ao ano. A alta consolida um ciclo
de contração na política monetária.
Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano
passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do
ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5
ponto e duas de 1 ponto percentual.
Fonte: Agência Brasil

20/03/2025 -
Isenção do IR será equivalente a um 14º salário, diz
Haddad
Ministro diz que medida vai aumentar renda dos
trabalhadores
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou
nesta terça-feira (18) que a isenção do Imposto de
Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês vai,
na prática, significar uma renda extra equivalente a
um salário a mais por ano.
"Nós fizemos as contas. Um trabalhador que ganha na
faixa de R$ 4 mil a R$ 5 mil, isso vai significar
quase um 14º salário. Essa é a economia que a pessoa
vai ter ao longo de 12 meses, uma economia de quase
um salário mensal. Isso é muito importante para uma
família", afirmou o ministro durante um evento na
fábrica da montadora Toyota, em Sorocaba (SP).
Mais cedo, em Brasília, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva anunciou o envio do projeto de lei que
trata da isenção.
O texto, que agora será analisado pelo Congresso
Nacional, zera o imposto de renda até R$ 5 mil e
cria desconto parcial para aqueles que recebem entre
R$ 5 mil e R$ 7 mil, reduzindo o valor pago
atualmente. Se aprovada pelos parlamentares, a
medida entra em vigor no ano que vem.
Para compensar a perda de arrecadação, que chegará a
R$ 27 bilhões por ano, o projeto prevê a tributação
mínima das altas rendas, ampliando a receita com a
cobrança de imposto de rendimentos isentos, como
dividendos de empresas (parte do lucro distribuída
aos acionistas), acima de R$ 600 mil.
"Nós vamos beneficiar 10 milhões de mulheres e
homens. E sabem que vai pagar para que a gente possa
dar esse benefício para 10 milhões? Apenas 141 mil
brasileiros que ganham acima de R$ 600 mil por ano,
R$ 1 milhão por ano. Não tem política mais justa do
que essa", afirmou Lula no mesmo evento da Toyota,
em discursos dirigido aos trabalhadores da
multinacional japonesa.
A visita à fábrica marcou o anúncio de R$ 11,5
bilhões em investimentos da Toyota no Brasil até
2030, incluindo a construção de uma de uma nova
linha de montagem para a produção de veículos
híbridos-flex, que combinam eletrificação com
biocombustível. A expansão da Toyota na região de
Sorocaba deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos
e outros 10 mil indiretos.
Fonte: Agência Brasil

19/03/2025 -
PL 1.663/23 que veta custeio sindical volta à pauta
da Câmara
O PL 1.663/23, do deputado Fausto Santos Jr. (União-AM),
originalmente, revoga dispositivos da CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho), a fim de
escoimar matérias vencidas e/ou ultrapassadas da
legislação trabalhista.
O texto aguarda deliberação do parecer do relator,
deputado Ossesio Silva (Republic-PE), pela aprovação
do projeto, com substitutivo no plenário.
Foram apresentados destaques às emendas apresentadas
ao
substitutivo — novo texto — do relator. Segue
abaixo os destaques:
DTQ 2
De autoria do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA),
destaca a
emenda 1, que permite que os trabalhadores
cancelem a contribuição sindical, que é voluntária,
por meio digital. O cancelamento poderá ser feito
por meio de portais governamentais, plataformas dos
sindicatos, aplicativos privados autorizados ou
e-mail.
A identidade do trabalhador deverá ser autenticada
digitalmente ou por assinatura física com documento
de identificação. Os sindicatos serão obrigados a
disponibilizar meios digitais para o cancelamento,
prestar atendimento e manter registros por 5 anos. O
cancelamento deve ser confirmado em até 10 dias
úteis e, se não houver resposta, será processado
automaticamente. O Poder Executivo regulamentará os
padrões de segurança digital em até 90 dias.
DTQ 4
Da deputada Talíria Petrone (RJ), líder do PSol,
destaca, para votação em separado, da expressão
“454”, que consta no inciso II do art. 4° do
substitutivo apresentado à PL 1.663/23.
Propriedade intelectual
O artigo destacado, revoga da CLT o art. 454, que
prevê na vigência do contrato de trabalho, as
invenções do empregado, quando decorrentes de
contribuição pessoal e da instalação ou equipamento
fornecidos pelo empregador, serão de propriedade
comum, em partes iguais, salvo se o contrato de
trabalho tiver por objeto, implícita ou
explicitamente, pesquisa científica.
Fonte: Diap

19/03/2025 -
Governo anuncia proposta de isenção do IR até R$ 5
mil; veja o que muda
Projeto prevê isenção para rendas de até R$ 5 mil
por mês, aumento gradual para até R$ 7 mil,
e imposto mínimo de 2,5% a 10% para super-ricos
O governo federal anunciou nesta terça-feira (18) o
Projeto de Lei que visa ampliar a faixa de isenção
do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham
até R$ 5 mil por mês, e reduzir a alíquota, de forma
gradual, de quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.
O projeto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto
nesta manhã, com a presença do vice-presidente,
Geraldo Alckmin, do presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), e dos ministros da Fazenda,
Fernando Haddad, da Casa Civil, Rui Costa, e das
Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
A medida, que ainda precisará ser aprovado pelo
Congresso Nacional antes de entrar em vigor, faz
parte de uma promessa de campanha de Lula. O
objetivo é reduzir a carga tributária para
trabalhadores de menor renda e aumentar o poder de
compra da população. Mas, para isso, propõe cobrar
um valor mínimo da camada de maior renda, que
costuma pagar muito pouco na pessoa física.
“Um motorista que hoje paga por mês R$ 81 de
imposto, em 2026, ele vai pagar zero e terá economia
de R$ 1.068 por ano”, exemplificou o presidente.
O governo estima que a medida irá beneficiar 10
milhões de pessoas, ao passo que cerca de 140 mil
arcarão com um imposto maior.
“Não vai fazer com que os que contribuem deixem de
comer sua carne, seu camarão, seu filé mignon. Mas
vai permitir que o pobre coma sua carne”, afirmou
Lula.
Faixa de isenção e “rampa” até R$ 7 mil
Atualmente, a faixa de isenção do IR está em R$ 2.824
mensais. Com a ampliação para R$ 5 mil,
trabalhadores que ganham até esse valor deixarão de
ter o imposto descontado diretamente na folha de
pagamento.
Além disso, haverá uma “rampa de saída” para evitar
distorções entre os contribuintes. Quem ganha entre
R$ 5 mil e R$ 7 mil terá um desconto parcial no
imposto devido, aumentando gradualmente a carga
tributária. Já os contribuintes com rendimentos
acima desse patamar continuarão sujeitos à alíquota
máxima de 27,5%.
Além disso, o governo cria a figura do imposto
mínimo, que mira grandes rendas que atualmente
recolhem muito pouco ou nada sobre a renda,
principalmente porque são pagos com dividendos, hoje
isentos de taxação.
Como fica IR de quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7
mil
Quem ganha esses valores vai pagar menos imposto do
que paga atualmente porque terá isenção parcial, ou
seja, um desconto progressivo que vai diminuindo
gradualmente.
- Quem ganha R$ 5 mil terá 100% de desconto. O
imposto sem desconto seria de R$ 312,89.
- Quem ganha R$ 5.500 terá um desconto de 75%.
O imposto sem desconto seria de R$ 436,79. Com a
medida, o imposto final a pagar será de R$ 202,13.
- Quem ganha R$ 6.000, terá um desconto de 50%.
O imposto sem desconto seria de R$ 574,29. Com a
medida, o imposto final a pagar será de R$ 417,85.
- Quem ganha R$ 6.500, terá um desconto de 25%.
O imposto sem desconto seria de R$ 711,79. Com a
medida, o imposto final a pagar será de R$ 633,57.
- Quem ganha R$ 7 mil não terá desconto e
pagará um imposto final de R$ 849,29.
Como fica a tabela do IR
A tabela do IR não será alterada. A dedução ocorre
após a aplicação da tabela progressiva, garantindo
isenção total até R$ 5 mil e parcial até R$ 7 mil.
As alíquotas progressivas permanecem: 7,5%; 15%;
22,5% e 27,5%.
Ou seja, a dedução só se aplica a quem recebe até R$
7 mil mensais.
Quem ganha R$ 10 mil ou mais recolherá IR
normalmente, conforme a tabela progressiva.
Como fica a tributação mínima para altas rendas
A tributação mínima para altas rendas funciona de
forma progressiva e só começa a ser aplicada para
rendimentos acima de R$ 600 mil por ano.
Primeiro, soma-se toda a renda recebida no ano,
incluindo salário, aluguéis, dividendos e outros
rendimentos.
Se essa soma for menor que R$ 600 mil, não há
cobrança adicional. Se ultrapassar esse valor,
aplica-se uma alíquota que cresce gradualmente até
10% para quem ganha R$ 1,2 milhão ou mais.
Já na hora de calcular o valor do imposto devido,
alguns rendimentos são excluídos, como ganhos com
poupança, títulos isentos, herança, aposentadoria e
pensão de moléstia grave, venda de bens, outros
rendimentos mobiliários isentos, além de
indenizações.
- R$ 600 mil por ano: o cálculo da alíquota
mínima resulta em 0%, portanto, não há imposto
mínimo
- R$ 600 mil a R$ 750 mil por ano: alíquota
de 2,5%; imposto mínimo a pagar de R$ 18.750
- R$ 750 mil a R$ 900 mil por ano: alíquota
de 5%; imposto mínimo a pagar de R$ 45 mil
- R$ 900 mil a R$ 1,05 milhão por ano:
alíquota de 7,5%; imposto mínimo a pagar de R$ 78,75
mil
- R$ 1,05 milhão a R$ 1,2 milhão por ano:
alíquota de 10%; imposto mínimo a pagar de R$ 120
mil
O imposto mínimo considera o que já foi pago. Se um
contribuinte com R$ 1,2 milhão anuais pagou 8% de
IR, terá que pagar apenas mais 2% para atingir os
10%. Se um contribuinte com R$ 2 milhões já pagou
12% de IR, não pagará nada a mais.
Ganho de capital e retenção na fonte
O ganho de capital não realizado não entra na
tributação mínima. Além disso, a retenção na fonte
não se aplicará a produtos financeiros incentivados.
Ou seja, rendimentos isentos não são computados,
deixando de fora da tributação mínima os rendimentos
obtidos com:
- poupança,
- títulos isentos,
- herança,
- aposentadoria
- pensão de moléstia grave, venda de bens,
- outros rendimentos mobiliários isentos
- indenizações.
Sou CLT, tenho que pagar mais?
Quem tem vínculo CLT já tem o imposto retido na fonte
e não será atingido pela medida. Se a pessoa é CLT,
mas recebe recursos extras que ultrapassam os R$ 50
mil por mês, também não terá tributação adicional
sobre esse valor.
A nova regra não afeta salários, honorários,
aluguéis ou outras rendas já tributadas na fonte. A
medida se aplica apenas a quem recebe rendimentos
isentos, como dividendos de empresas.
Ou seja, mesmo que o rendimento total anual do
trabalhador ultrapasse R$ 600 mil, ele só será
impactado se parte significativa desse valor vier de
rendimentos isentos, como dividendos. Se os
rendimentos são salariais e o IR já é pago sobre
eles, nada muda.
Quem pagará imposto mínimo
Segundo a equipe econômica, 141,4 mil contribuintes
(0,13% do total) passarão a contribuir pelo patamar
mínimo.
Esse grupo é composto por pessoas que recebem mais
de R$ 600 mil por ano e que não contribuem
atualmente com alíquota efetiva de até 10% para o
Imposto de Renda. Esses contribuintes pagam
atualmente uma alíquota efetiva média de apenas
2,54%.
Quando começa a valer?
O projeto será enviado ao Congresso Nacional, onde
pode sofrer alterações. O presidente da Casa, Hugo
Motta (Republicanos-PB), afirmou que Lula poderia
“ter a tranquilidade” de que a proposta seria
tratada com prioridade. “Eu conversei com o senhor,
presidente. O Senado e a Câmara andarão juntos em
todos os momentos daqui em diante”, disse Motta.
A expectativa do governo é que a nova faixa de
isenção entre em vigor apenas em 2026. Ou seja, as
regras que regem a declaração de Imposto de Renda
que começou na segunda-feira (17) seguem
inalteradas.
Fonte: InfoMoney

19/03/2025 -
Prévia do PIB indica avanço de 0,9% na economia em
janeiro, o maior desde 2003
Novamente, ritmo da atividade econômica
surpreende analistas, que apostavam em aumento de
0,22%. Crescimento apontado pelo IBC-Br foi de 3,8%
sobre 12 meses até janeiro deste ano
O Brasil registrou avanço de 0,9% em sua economia em
janeiro, na comparação com dezembro do ano passado,
e atingiu 154,6 pontos, maior patamar da série
histórica, iniciada em janeiro de 2003, demonstrando
fôlego maior do que o esperado por analistas de
mercado.
É o que aponta o Índice de Atividade Econômica
(IBC-Br), do Banco Central, considerado como uma
espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB),
calculado pelo IBGE. Os dados foram divulgados nesta
segunda-feira (17).
Quando analisados os índices passados, o avanço foi
de 3,6% frente a janeiro de 2024 e de 3,8% ante os
12 meses contados até janeiro de 2025. A alta ainda
foi a maior registrada desde junho, quando ficou em
1,1%.
O índice segue apontando para um cenário positivo da
economia brasileira, na contramão do que analistas
do mercado avaliam. De acordo com pesquisa feita
pela agência Reuters, a expectativa desse setor era
de crescimento de 0,22%.
Em 2024, a expansão do PIB foi de 3,4%, chegando a
R$ 11,7 trilhões, de acordo com o IBGE, maior
expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
O índice atingido no ano passado colocou o país
entre um dos que mais cresceram em 2024, segundo a
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE). O Brasil figura na sétima posição,
superando a média dos países da OCDE (1,7%), da
União Europeia (1%) e do G7 (1,7%).
O IBC-Br ora divulgado deverá influenciar o
posicionamento do Banco Central na definição da
Selic. A próxima reunião será nesta quarta-feira
(19). A instituição segue apostando no aumento dos
juros, medida que acaba por prejudicar a produção e
o consumo, sobretudo das camadas menos abastadas. A
tendência é que haja novo aumento, de maneira que os
juros poderão passar dos atuais 13,25% para 14,25%
ao ano, uma das maiores do mundo.
Com agências
Fonte: Portal Vermelho

18/03/2025 -
Centrais sindicais protestam contra taxa de juros em
frente ao Banco Central
As centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT, CTB,
CSB e Nova Central realizam, nesta terça-feira, 18
de março de 2025, um protesto contra os juros altos
e de apoio à isenção do Imposto de Renda para quem
ganha até R$ 5 mil reais.
Os trabalhadores(as) vão se concentrar a partir das
10 horas, em frente a sede do Banco Central, na
Avenida Paulista, nº 1.804, em São Paulo.
Vale ressaltar que o Copom (Comitê de Política
Econômica), órgão do Banco Central, vai se reunir
nos dias 18 e 19 de março para decidir sobre a nova
taxa de juros, que hoje está em 13,25% a.a..
“Juros altos sangram o País e inviabilizam o
desenvolvimento, restringindo o enorme potencial de
crescimento do Brasil. Juros altos inibem o consumo,
a produção e a geração de empregos”, disse Miguel
Torres, também presidente da CNTM e do Sindicato dos
Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.
O ato também será de apoio à proposta de ISENÇÃO DO
IMPOSTO DE RENDA ATÉ R$ 5 MIL reais.
Uma promessa de campanha do presidente Lula, que,
vale lembrar, foi um dos itens aprovados pela
Conclat 2022.
Fonte: Site das Centrais

18/03/2025 -
Saque do FGTS para casos de esclerose múltipla e ELA
é aprovado na CAS
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou o
projeto (PL
2.360/2024), do senador Fernando Dueire (MDB-PE),
que autoriza o saque do Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço (FGTS) no caso de adoecimento do
trabalhador ou de dependente por esclerose múltipla
ou esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é
minimizar o impacto dessas doenças. O texto segue
para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que
terá decisão final.
Fonte: Agência Senado

18/03/2025 -
TST abre inscrições para incluir processos na pauta
da Semana Nacional da Conciliação Trabalhista
Mutirão de acordos será realizado de 26 a 30 de
maio
O Tribunal Superior do Trabalho já
está recebendo inscrições para a Semana Nacional
da Conciliação Trabalhista 2025, que será realizada
em todo o país de 26 a 30 de maio. Trabalhadores,
trabalhadoras e empregadores que tenham processos em
tramitação no Tribunal Superior do Trabalho (TST)
devem procurar seu advogado ou sua advogada e pedir
a inclusão de seu processo na pauta.
Com o slogan “Menos conflitos, mais futuro -
Conciliar preserva tempo, recursos e relações”, a
semana busca reforçar o entendimento de que a
conciliação, além de garantir uma solução mais
rápida do processo, reduz custos materiais e
imateriais e evita os desgastes que o prolongamento
da ação judicial pode causar. A conciliação pode ser
feita a qualquer tempo ANTES da decisão final do
processo, mas, na Semana Nacional, todo o Judiciário
trabalhista se mobiliza para promover o maior número
possível de acordos.
Como participar
No TST, as audiências de conciliação serão conduzidas
pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de
Solução de Conflitos do TST (Cejusc/TST), e, para
participar, basta
preencher o formulário até 2/5.
Após o período de inscrição, a equipe do Cejusc
organizará a pauta, e as designações serão
publicadas nos autos do processo.
Quase R$ 2 bilhões em acordos
Em 2024, a Semana Nacional da Conciliação Trabalhista
superou R$ 1,7 bilhão em acordos, mais de 401 mil
pessoas foram atendidas e cerca de 88,7 mil
audiências realizadas em apenas uma semana. Além
disso, foram revertidos à União, em recolhimentos
fiscais e previdenciários, mais de R$ 218,1 milhões.
Fonte: TST

17/03/2025 -
Lula: isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil
será anunciada na próxima terça (18)
"Quem ganha muito inventa sempre uma mutreta para
não pagar imposto", disse o presidente da República
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da
Silva, afirmou nesta sexta-feira (14) que vai
anunciar no dia 18 de março a medida que isenta a
população que ganha até R$ 5 mil de Imposto de Renda
(IR). “O governo quer salvar o povo trabalhador de
pagar IR enquanto muita gente rica sonega”, disse.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi
Hoffmann, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
já vinham reiterando que o anúncio estava próximo.
Meses atrás, Haddad anunciou a medida na televisão
aberta.
“Quem ganha muito inventa sempre uma mutreta para
não pagar imposto”, continuou o presidente da
República. “Pessoas mais ricas não precisam do
Estado, quem precisa, são os pobres. […] Tem gente
que fica nervoso dizendo que só quero cuidar de
pobre.”
A declaração de Lula foi feita durante evento de
anúncio de investimento de R$ 243 milhões em novas
ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência, o Samu, no pátio da empresa Flash
Engenharia em Sorocaba (SP).
Também estavam presentes, entre outras autoridades,
o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o
ministro da Saúde recém-nomeado, Alexandre Padilha.
Fonte: Estadão Conteúdo

17/03/2025 -
Caixa vai baixar pela metade juros do empréstimo
consignado para CLT, diz presidente
Expectativa de presidente é que base de clientes
cresça com a nova modalidade de empréstimo
A concorrência pelo crédito consignado para
trabalhadores do setor privado será acirrada, se
depender do presidente da Caixa Econômica Federal,
Carlos Vieira. O banco pretende baixar pela metade
os juros cobrados em empréstimos, para 2 a 3%
(contra os 6 a 8% geralmente praticados), segundo
afirmou o presidente do banco em entrevista ao
jornal O Globo.
A expectativa de Vieira é que a base de clientes
cresça de quatro a cinco vezes em um ano. “A Caixa
quer ser um dos maiores protagonistas desse mercado,
que hoje não é muito grande para o banco”, disse.
Hoje, a Caixa possui cerca de R$ 1,3 trilhão em
crédito e, segundo o presidente, detém outras linhas
que ganham musculatura. Uma delas seria, por
exemplo, o microcrédito que conta com R$ 2,5 bilhões
para atender até 210 mil brasileiros.
Na linha principal do banco, o crédito imobiliário,
mesmo com aumento da taxa de juros, a demanda
continuou firme. Por isso, algumas medidas foram
tomadas para garantir a concessão de crédito,
segundo o presidente. No curto prazo, Vieira entende
que as medidas foram suficientes e que podem ser
complementadas por novas iniciativas no fim do ano.
O presidente citou, também, a retirada de recursos
por 10 milhões de trabalhadores com a autorização
para credito do saque-aniversário do FGTS. Foram
creditados R$ 4,5 bilhões dos R$ 4,6 destinados.
Fonte: InfoMoney

14/03/2025 -
Programa Crédito do Trabalhador é celebrado pelas
Centrais
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
participou, nesta quarta-feira (12/3), do lançamento
oficial do programa Crédito do Trabalhador, que
estabelece a modalidade de crédito consignado para
trabalhadores formais do setor privado, no regime da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O crédito
estará disponível a partir de 21 de março.
Representantes das centrais sindicais definiram a
iniciativa como um sonho para a classe trabalhadora
e se dispuseram a organizar uma campanha sobre
educação financeira.
De forma fácil, os trabalhadores terão acesso às
opções de crédito pelo aplicativo da Carteira de
Trabalho Digital. Lá poderão consultar a margem
salarial disponível para consignação e os bancos
privados. Após a aprovação, as ofertas de crédito
estarão disponíveis em até 24 horas.
O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
também poderá ser usado como garantia e as parcelas
serão descontadas no salário do funcionário. Os
bancos terão acesso às informações dos trabalhadores
pelo eSocial.
Para o presidente Lula, o programa reduz
desigualdades sociais ao conceder crédito, com juros
mais baixos, a empregados rurais, domésticos e
empregados de MEI (microempreendedor individual).
Lula mencionou a importância do trabalho sindical:
“É importante lembrar todo mundo que, antes do dia
21, os dirigentes sindicais, que estão aqui, têm que
pegar um carro de som e ir para a porta da fábrica
dizer para os trabalhadores que agora eles podem ter
crédito barato para que ele possa sair do
endividamento que ele se meteu. Sair da mão do
agiota, sair da mão de banco que cobra 10%, 12%,
sair e procurar o crédito mais barato que ele puder
encontrar. E aí a gente tem, para estar aqui na
porta das lojas, dizer para as meninas que trabalham
lá: companheira, você não precisa mais pagar 10% de
juros. Procura um banco que lhe ofereça um taxa
menor, sem ter que escolher entre os bancos
privados, públicos. Aquele que cobrar menor, vá lá e
faça a sua mudança de crédito, pegue seu
empréstimo”.
Segundo o Ministério do Trabalho, o país tem
atualmente 47 milhões de trabalhadores formais, o
que inclui 2,2 milhões de trabalhadores domésticos,
4 milhões de trabalhadores rurais e empregados do
MEI, até então excluídos dos empréstimos
consignados.
COMO VAI FUNCIONAR?
Por meio do app da Carteira de Trabalho Digital (CTPS
Digital), o trabalhador tem a opção de requerer a
proposta de crédito. Para isso, seguindo as regras
da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), autoriza
as instituições financeiras habilitadas pelo
Ministério do Trabalho a acessar dados como nome,
CPF, margem do salário disponível para consignação e
tempo de empresa.
QUANTO TEMPO PARA RECEBER AS OFERTAS?
A partir da autorização de uso dos dados, o
trabalhador recebe as ofertas em até 24h, analisa a
melhor opção e faz a contratação no canal eletrônico
do banco.
COMO SERÁ FEITO O DESCONTO DAS PARCELAS?
As parcelas do empréstimo serão descontadas na folha
do trabalhador mensalmente, por meio do eSocial,
observada a margem consignável de 35% do salário.
Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a
mês as atualizações do pagamento. A partir de 25 de
abril, o trabalhador também poderá fazer
contratações pelos canais eletrônicos dos bancos.
QUEM TEM DIREITO?
O trabalhador com carteira assinada, inclusive rurais
e domésticos, além de MEIs.
QUANDO O CRÉDITO DO TRABALHADOR ESTARÁ
DISPONÍVEL?
A partir de 21 de março de 2025.
SE EU JÁ TIVER UM CONSIGNADO, POSSO MIGRAR?
Os trabalhadores que já tem empréstimos com desconto
em folha podem migrar o contrato existente para o
novo modelo a partir de 25 de abril deste ano.
EM CASO DE DEMISSÃO, COMO FICAM AS PARCELAS
DEVIDAS?
No caso de desligamento, o desconto será aplicado
sobre as verbas rescisórias, observado o limite
legal.
O QUE PODE SER DADO COMO GARANTIA DE PAGAMENTO DO
EMPRÉSTIMO?
O trabalhador pode usar até 10% do saldo no FGTS para
garantias e ainda 100% da multa rescisória em caso
de demissão.
O PROCESSO É SÓ PELA CARTEIRA DIGITAL OU POSSO IR
AOS BANCOS?
Inicialmente, somente na CTPS Digital. A partir de 25
de abril, o trabalhador poderá também iniciar
contratações pelos canais eletrônicos dos bancos.
Pela CTPS Digital, o trabalhador tem a possibilidade
de receber propostas de todos os bancos
interessados, o que permite comparação e a escolha
mais vantajosa.
AS OPERAÇÕES SERÃO SÓ POR BANCOS HABILITADOS?
Sim. A estimativa é que mais de 80 instituições
financeiras estejam habilitadas. O início da
habilitação se dará a partir da publicação da Medida
Provisória.
OS BANCOS TERÃO ACESSO A TODOS OS DADOS DO
TRABALHADOR?
Apenas os dados necessários para que as instituições
façam propostas de crédito: nome, CPF, margem do
salário disponível para consignação e tempo de
empresa.
SERÁ AUTOMÁTICA A MIGRAÇÃO DO CRÉDITO DIRETO AO
CONSUMIDOR (CDC) PARA O CRÉDITO DO TRABALHADOR?
O trabalhador que tiver CDC deve procurar uma
instituição financeira habilitada, caso queira fazer
a migração para o Crédito Trabalhador.
DEPOIS DE REALIZAR O CRÉDITO DO TRABALHADOR, O
TRABALHADOR PODE FAZER A PORTABILIDADE PARA UM BANCO
COM TAXAS MELHORES?
Sim. A portabilidade estará disponível a partir de
junho de 2025.
O CRÉDITO DO TRABALHADOR SUBSTITUI O
SAQUE-ANIVERSÁRIO?
Não, o Saque-Aniversário continuará em vigor.
Com informações do Governo Federal
Fonte: NCST

14/03/2025 -
Gleisi: proposta de isentar IR para até R$ 5 mil
será apresentada na próxima semana
A declaração foi dada após Gleisi ter sua
primeira reunião como ministra da SRI com o ministro
da Fazenda, Fernando Haddad
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais,
Gleisi Hoffmann, disse nesta quinta-feira, 13, que a
proposta de ampliação da isenção do Imposto de Renda
para quem ganha até R$ 5 mil mensais será
apresentada na próxima semana. A declaração foi dada
após Gleisi ter sua primeira reunião como ministra
da SRI com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O encontro serviu para a dupla falar das prioridades
da pauta econômica no Congresso Nacional, que inclui
também a limitação dos supersalários e a revisão da
aposentadoria dos militares, mencionou a ministra.
“Nós vamos ter pautas na área da economia muito
importantes pro País. Eu vim conversar com o
ministro Fernando Haddad exatamente pra gente
acertar a tramitação dessas pautas no Congresso e
ter como prioridade”, disse Gleisi, pontuando a
importância da Medida Provisória do crédito
consignado editada na quarta-feira, 12.
“Essa é uma pauta fundamental pra nós e fundamental
pro povo brasileiro. Semana que vem nós vamos
apresentar o projeto da isenção do imposto de renda
até R$ 5 mil. Mas já tem pautas lá tramitando que
também são importantes pra área da economia e das
finanças públicas, como a questão da limitação dos
supersalários, aposentadoria de militares”, afirmou
Gleisi, que escolheu Haddad para estrear suas
reuniões com outros colegas da Esplanada.
Questionada sobre novas medidas para reforçar o
arcabouço fiscal, Gleisi afirmou que essa pauta não
está no Congresso e que iniciativas “importantes” de
ajuste fiscal foram aprovadas no final do ano. Ela
defendeu que um resultado fiscal relevante foi
entregue em 2024. “O déficit cai em termos de R$ 30
bilhões, então é um ajuste relevante. E várias
outras medidas, inclusive pelo lado da receita, tem
dado um equilíbrio. Agora o foco são nessas medidas
que eu falei e que são as prioridades da área
econômica”, respondeu.
Sobre o momento exato para o envio da reforma do IR,
a ministra respondeu que a agenda está sendo
acertada com o presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, e citou a conclusão de ajustes que
ainda estão sendo feitos pelo Ministério da Fazenda.
“Mas queremos enviar o mais rápido possível. Eles da
Fazenda estão terminando de fazer a redação. Então,
terminando isso, a gente marca. É uma agenda, claro,
que envolve o presidente da República também, pela
importância que ela tem”, disse Gleisi, segundo quem
detalhes do projeto, como o valor da renúncia fiscal
da ampliação da isenção do IR, não foram discutidos
na agenda com Haddad nesta quinta.
Fonte: Estadão Conteúdo

14/03/2025 -
Alimentos sobem nas Capitais, mostra o Dieese
Levantamento mensal do Dieese mostra que o conjunto
de alimentos básicos aumentou em 14 das 17 Capitais.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, entre
janeiro e fevereiro, ocorreram altas mais fortes em
Recife (4,44%), João Pessoa (2,55%) e Natal (2,28%).
Houve quedas em Goiânia (-2,32%), Florianópolis
(-0,13%) e Porto Alegre (-0,12%).
São muitos os motivos para as altas, que vão desde a
instabilidade climática, a falta de estoques
reguladores e ao fato de que os grãos viraram
commodities, oscilando conforma os interesses dos
mercados.
São Paulo tem a cesta mais cara, de R$ 860,53. Nas
cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da
cesta é diferente, os menores valores médios foram
registrados em Aracaju, Recife e Salvador.
Causas – Patrícia Lino Costa, supervisora de
Preços do Dieese e coordenadora da Pesquisa, aponta
a taxa cambial, a demanda externa por soja e carne
brasileiras e a instabilidade climática. “O óleo de
soja bruto serve pra produzir biocombustíveis, que
tiveram alta na demanda devido à necessidade da
transição energética. Tanto a soja quanto a carne
são commodities, e sofrem a especulação
internacional”, explica.
Como ponto positivo, a pesquisadora destaca que o
preço do óleo de soja diminuiu em 16 Capitais,
graças ao avanço da colheita 2024/2025. Contudo, em
12 meses, o valor médio do produto acumula altas
severas – 24,49%, em Porto Alegre, e 36,87%, em
Campo Grande.
Importação – Para a economista, a medida do
governo que zera as tarifas de importação de
alimentos essenciais surtirá efeitos. Porém,
adverte, deve ser temporária e vir acompanhada de
ações de médio e longo prazo, com foco nos pequenos
produtores. “O mercado interno precisa ser
priorizado. O Brasil não pode se tornar um grande
campo de produção de soja, milho e carne para
exportação, apenas. É preciso incentivar o cultivo
de outros alimentos”, alerta.
Estoque – Uma maneira de amparar produtores
de alimentos ante eventos climáticos, por exemplo, é
fortalecer os estoques regulatórios. Patrícia lembra
que durante os governos Temer e Bolsonaro essa
política foi abandonada. Lula tenta reativá-la. “Até
o final do ano devemos ter estoques de arroz e
milho. Eles são essenciais porque garantem preço
mínimo ao produtor e dão segurança aos trabalhadores
do setor.”
Clique aqui e leia a pesquisa completa.
Mais – Site do Dieese.
Fonte: Agência Sindical

14/03/2025 -
STF vai decidir se INSS paga salários de vítimas de
violência doméstica afastadas do trabalho
O Supremo Tribunal Federal vai decidir quem deve
arcar com os salários de mulheres vítimas de
violência doméstica que precisam se afastar do
trabalho em razão de medida protetiva com base na
Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006). A corte também
vai decidir se a Justiça estadual pode determinar
quem será responsável pelos custos. Os temas são
objetos de um recurso extraordinário que teve
repercussão geral reconhecida (Tema 1.370), e o
julgamento do mérito da controvérsia será agendado
posteriormente.
De acordo com Lei Maria da Penha, mulheres
beneficiadas por medida protetiva têm garantia de
emprego por até seis meses, quando for necessário o
afastamento do local de trabalho.
O caso chegou ao STF por meio do recurso apresentado
pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
contra uma decisão do Tribunal Regional Federal da
4ª Região que considerou válida a determinação da
Justiça estadual para que a autarquia arcasse com os
salários de uma mulher nessa situação.
O INSS argumenta que não é possível estender a
proteção previdenciária a situações em que não há
incapacidade para o trabalho provocada por alguma
lesão. E argumenta ainda que apenas a Justiça
Federal poderia deliberar sobre o pagamento de
benefícios previdenciários ou assistenciais às
vítimas de violência.
Em manifestação pelo reconhecimento da repercussão
geral, o ministro Flávio Dino, relator do recurso,
destacou que a resolução da controvérsia esclarecerá
quais são os mecanismos jurídicos adequados para
efetivar a proteção do mercado de trabalho da mulher
vítima de violência doméstica, assegurada pela
Constituição Federal.
Impacto profundo
Segundo o ministro, a definição da natureza jurídica
desse benefício (previdenciária ou assistencial)
terá impacto no modo como o Estado compreende e
implementa políticas públicas de proteção às vítimas
nessa situação.
Dino observou que o Superior Tribunal de Justiça
reconheceu a competência do juiz da Vara de
Violência Doméstica para determinar a execução e o
pagamento das remunerações durante o afastamento.
Para o STJ, o afastamento interrompe o contrato de
trabalho, e o empregador é responsável pelo
pagamento nos primeiros 15 dias, cabendo ao INSS
arcar com o restante, da mesma forma que ocorre no
auxílio-doença.
O ministro ressaltou ainda que a controvérsia não
envolve uma questão estritamente orçamentária, mas
uma profunda reflexão sobre os mecanismos de
efetivação dos direitos fundamentais, “notadamente a
dignidade da pessoa humana e a proteção à
integridade física, psicológica e patrimonial da
mulher em situação de violência doméstica”.
Trata-se, segundo Dino, de uma questão estrutural
que demanda uma definição jurisprudencial uniforme.
Nesse sentido, ele considera necessário que o STF se
manifeste sobre três pontos: se cabe ao INSS pagar o
salário da vítima afastada do trabalho por até seis
meses; se o benefício é assistencial ou
previdenciário; e qual esfera da Justiça (estadual
ou federal) é responsável por determinar o
pagamento. Com informações da assessoria de imprensa
do STF.
RE 1.520.468
Fonte: InfoMoney

13/03/2025 -
Inflação medida pelo INPC fecha fevereiro em 1,48%
Em 12 meses, índice acumula 4,87%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),
inflação que costuma reajustar anualmente salários,
fechou fevereiro em 1,48%. Assim como a inflação
oficial do país, apurada pelo Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a conta de luz
foi a vilã do mês.
O resultado do INPC de fevereiro é o maior desde
março de 2022 (1,71%). Em relação aos meses de
fevereiro, é o mais alto desde 2003 (1,46%). Em 12
meses, o INPC soma 4,87%.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (12)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A alta de fevereiro é explicada em grande parte pelo
Bônus Itaipu, que concedeu desconto na conta de luz
dos brasileiros em janeiro. No primeiro mês do ano,
o índice apresentou variação nula (0%).
Com o fim do desconto, o que já era previsto, a
conta de energia elétrica subiu 16,96%, fazendo o
grupo habitação – do qual faz parte a energia
elétrica – subir 4,79%, impactando o INPC em 0,79
ponto percentual (p.p.).
Em fevereiro, os produtos alimentícios subiram
0,75%, desaceleração em relação a janeiro (0,99%).
Variações e impactos dos grupos de produtos e
serviços:
- Habitação: 4,79% (0,79 p.p.)
- Transportes: 1,11% (0,22 p.p.)
- Alimentação e bebidas: 0,75% (0,19 p.p.)
- Educação: 4,45% (0,19 p.p.)
- Saúde e cuidados pessoais: 0,54% (0,06 p.p.)
- Artigos de residência: 0,44% (0,02 p.p.)
- Comunicação: 0,17% (0,01 p.p.)
- Despesas pessoais: 0,09% (0,01 p.p.)
- Vestuário: -0,07% (-0,01 p.p.)
Reajuste de salários
O INPC impacta diretamente na vida de muitos
brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses
costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de
salários de diversas categorias ao longo do ano.
O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de
novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o
benefício e o teto do INSS são reajustados com base
no resultado de dezembro.
INPC x IPCA
A principal diferença para o IPCA é que o INPC apura o
custo de vida de famílias com renda de até cinco
salários mínimos. Já o IPCA, é o consumo de famílias
com renda até 40 salários mínimos. Atualmente o
mínimo é de R$ 1.518.
O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços
pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos
representam 25% do índice, mais que no IPCA
(21,86%), pois as famílias de menor renda gastam
proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa,
o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do
que no IPCA.
"A apuração do INPC tem por objetivo a correção do
poder de compra dos salários, através da mensuração
das variações de preços da cesta de consumo da
população assalariada com mais baixo rendimento”,
diz o IBGE.
Abrangência
A coleta de preços é feita nas regiões metropolitanas
de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo
Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo,
Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e
dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco,
São Luís e Aracaju.
Fonte: Agência Brasil

13/03/2025 -
Saúde mental: afastamentos dobram em dez anos e
chegam a 440 mil
Dados são do Ministério da Previdência Social
Em 2014, quase 203 mil brasileiros foram afastados do
trabalho em razão de episódios depressivos,
transtornos de ansiedade, reações a estresse grave e
outras questões relacionadas à saúde mental.
Dez anos depois, em 2024, os números mais que
duplicaram, passando para mais de 440 mil
afastamentos em razão de transtornos mentais e
comportamentais, recorde da série histórica.
Dados do Ministério da Previdência Social mostram
que, na comparação com 2023, os números do ano
passado impressionam – o aumento foi de quase 67%.
Causas
Boa parte dos afastamentos em 2024 foi em razão de
transtornos de ansiedade (141.414), seguidos por
episódios depressivos (113.604) e por transtorno
depressivo recorrente (52.627).
Em seguida aparecem transtorno afetivo bipolar
(51.314), transtornos mentais e comportamentais
decorrentes do uso de drogas e outras substâncias
psicoativas (21.498) e reações ao estresse grave e
transtornos de adaptação (20.873).
Também integram o rol de afastamentos por doença
mental em 2024 casos de esquizofrenia (14.778),
transtornos mentais e comportamentais decorrentes do
uso de álcool (11.470) e uso de cocaína (6.873) e
transtornos específicos da personalidade (5.982).
A título de comparação, em 2024, os afastamentos por
transtornos de ansiedade, por exemplo, aumentaram
mais de 400% em relação a 2014, quando somavam 32
mil. Já os afastamentos por episódios depressivos
quase dobraram em uma década.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-03/afastamentos-por-transtornos-mentais-dobram-em-dez-anos-chegam-440-mil
Fonte: Agência Brasil

12/03/2025 -
Dieese: cesta básica fica mais cara em 14 capitais
no mês de fevereiro
Custo caiu apenas em Goiânia, Florianópolis e
Porto Alegre
No mês de fevereiro, o custo médio da cesta básica
subiu em 14 das 17 capitais brasileiras que são
analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de
Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese). Apenas três capitais
apresentaram queda no custo da cesta: Goiânia
(-2,32%), Florianópolis (-0,13%) e Porto Alegre
(-0,12%).
As maiores elevações observadas entre os meses de
janeiro e fevereiro ocorreram em Recife (4,44%),
João Pessoa (2,55%), Natal (2,28%) e Brasília
(2,15%).
Entre os maiores vilões para o aumento no preço da
cesta estão o café, que subiu em todas as capitais
pesquisadas, o tomate e o quilo da carne bovina de
primeira. No caso do café, as altas variaram entre
6,66%, na capital paulista, e 23,81%, em
Florianópolis.
Cesta mais cara
A cesta básica mais cara do país no mês de fevereiro
foi a de São Paulo, com custo médio de R$ 860,53. Em
seguida, estão as cestas do Rio de Janeiro (R$
814,90), Florianópolis (R$ 807,71) e Campo Grande
(R$ 773,95). Já nas regiões Norte e Nordeste do
país, onde a composição da cesta é diferente, os
menores valores foram registrados em Aracaju (R$
580,45), Recife (R$ 625,33) e Salvador (R$ 628,80).
O Dieese estimou que o salário-mínimo em fevereiro
deveria ser de R$ 7.229,32 ou 4,76 vezes o mínimo
atual de R$ 1.518,00. O cálculo foi feito com base
na cesta mais cara, que, no mês passado foi a de São
Paulo, e levando em consideração a determinação
constitucional que estabelece que o salário-mínimo
deve ser suficiente para suprir as despesas com
alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário,
higiene, transporte, lazer e previdência.
Fonte: Agência Brasil

12/03/2025 -
Diálogos DIAP debate demandas dos trabalhadores no
Congresso; inscreva-se
Em Diálogos DIAP, órgão debate as demandas dos
trabalhadores no Congresso
DIAP promove, entre os dias 25 e 26 de março, a
edição 2025 do Diálogos DIAP, evento que reúne
importantes especialistas, parlamentares, lideranças
e movimento sindical para debater os desafios dos
trabalhadores e a construção da agenda legislativa
no Congresso.
Realizado em parceria com as entidades filiadas ao
DIAP, o encontro ocorrerá no Sindicato dos Bancários
de Brasília, e as inscrições podem ser realizadas
até 21 de março, por meio deste linque:
https://diap.org.br/index.php?option=com_rsform&formId=8
Dentre os temas que serão abordados no evento ao
longo dos 2 dias de debates, a programação inclui:
• Análise da Conjuntura Política;
• Reforma Sindical: perspectivas e desafios;
• Estado, Estatais e os Servidores Públicos; e
• Construção da Agenda Legislativa 2025.
O evento ocorrerá em momento decisivo para o País,
com novos líderes no Congresso Nacional e muitos
desafios à frente.
Espaço para reflexão e ação política
Neste sentido, o Diálogos DIAP é importante espaço
para reflexão, debate, informação, organização da
ação política, troca de ideias para construção de
estratégias para defender os direitos dos
trabalhadores, sempre ameaçados por conjunto de
proposições em tramitação no Congresso Nacional —
Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Para mais informações, fale com o DIAP pelo e-mail
diap@diap.org.br ou WhatsApp (61) 98251-9885.
Garanta sua vaga e participe!
Fonte: Diap

12/03/2025 -
Número de ações sobre assédio sexual na Justiça do
Trabalho cresce 35% entre 2023 e 2024
Em 2024, foram mais de 8 mil novos casos. Para
presidente do TST, crescimento reflete a luta das
mulheres contra essa forma de violência de gênero no
mercado de trabalho
Entre 2020 e 2024, a Justiça do Trabalho recebeu
33.050 novos casos envolvendo pedidos de indenização
por dano moral decorrente de assédio sexual no
trabalho. Somente entre 2023 e 2024, o volume de
novas ações cresceu 35%, passando de 6.367 para
8.612.
O assédio sexual é uma das formas de violência de
gênero que as mulheres enfrentam no mercado de
trabalho. Segundo dados do Monitor de Trabalho
Decente da Justiça do Trabalho, em sete de cada 10
processos envolvendo esse tema, a autoria da ação é
de pessoas do gênero feminino. O Monitor é uma
ferramenta que utiliza inteligência artificial para
mapear sentenças, decisões e acórdãos proferidos
desde junho de 2020 na primeira e na segunda
instância.
Para o presidente do Tribunal Superior do Trabalho,
ministro Aloysio Corrêa da Veiga, o crescimento das
ações por assédio sexual na Justiça do Trabalho nos
últimos anos reflete a luta das mulheres contra essa
forma de violência de gênero no mercado de trabalho.
“Denunciar é um passo essencial para transformar
essa realidade”, afirma.”O TST reafirma seu
compromisso com a equidade de gênero e o combate ao
assédio, apoiando iniciativas que promovam um
ambiente laboral mais justo e seguro"
Número de novos casos na Justiça do Trabalho
envolvendo assédio sexual:
2020: 5.446
2021: 6.854
2022: 5.771
2023: 6.367
2024: 8.612
Fonte: TST

12/03/2025 -
65% dos brasileiros apoiam a redução da jornada, diz
pesquisa
Levantamento da Nexus indica que a opinião
pública é, em geral, favorável a uma redução geral
da jornada de trabalho.
O instituto Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados
publicou nesta segunda-feira (10) uma pesquisa de
opinião indicando que 65% dos brasileiros são
favoráveis à redução da jornada de trabalho de 44
horas semanais. O estudo também apontou que a
proposta tem maior adesão entre os jovens de 16 a 24
anos (76%) e entre os desempregados (73%).
No conjunto da população economicamente ativa, o
apoio é de 66%. O percentual é menor entre os
brasileiros com 60 anos ou mais, com 54% favoráveis
à mudança. A pesquisa também revelou que 55% dos
entrevistados acreditam que a redução da jornada
poderia aumentar a produtividade, enquanto 20% acham
que haveria queda. Em relação aos impactos para as
empresas, 35% avaliam que haveria benefícios e 33%
veem possíveis prejuízos.
A Nexus entrevistou 2.000 pessoas com idade a partir
de 16 anos nas 27 unidades da federação entre 10 e
15 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de
dois pontos percentuais, com intervalo de confiança
de 95%.
PEC 6x1
O levantamento também investigou a percepção sobre a
PEC do fim da escala de trabalho 6x1, apresentada
pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), que sugere uma
jornada de no máximo 36 horas semanais, com quatro
dias de trabalho e três de descanso, sem redução
salarial. A medida tem apoio de 63% da população,
com maior adesão entre os jovens (74%) e
desempregados (72%). Entre os que são contrários à
PEC, o percentual é de 31%.
Efeitos da mudança
Sobre os efeitos da mudança, 42% acreditam que a
redução da jornada traria impactos positivos ao
país, enquanto 30% avaliam que haveria prejuízos.
Questionados sobre como utilizariam um dia extra de
folga, 47% disseram que dedicariam o tempo à
família, 25% afirmaram que usariam para cuidar da
saúde e 22% buscariam renda extra. A pesquisa
mostrou que o cuidado com a saúde é um dos
principais fatores apontados pelas mulheres (29%) e
pelos desempregados (29%).
Fonte: Congresso em Foco

11/03/2025 -
Dieese mostra que mulheres ainda enfrentam
desigualdade no trabalho
Descubra como as mulheres chefiam mais
domicílios, mas ainda enfrentam desigualdades no
mercado de trabalho.
O documento “Mulher
chefia mais domicílios, mas segue com menos direitos
e oportunidades no trabalho” destaca a
necessidade de políticas públicas e ações sindicais
para reduzir as desigualdades de gênero no mercado
de trabalho, incluindo a ampliação da
licença-paternidade e a oferta de creches públicas.
Publicado em pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) para
o 8 de março de 2025, o documento reflete o
compromisso da entidade com a promoção da igualdade
de gênero e a melhoria das condições de trabalho
para as mulheres. Apresentamos os principais pontos
levantados.
Desigualdades no Mercado de Trabalho
Apesar do crescimento econômico de 3,5% do PIB e da
criação de 1,7 milhão de empregos com carteira
assinada, as mulheres continuam enfrentando
desigualdades significativas no mercado de trabalho.
A taxa de desemprego entre as mulheres foi de 7,7%,
contra 5,3% entre os homens. Para as mulheres
negras, a taxa foi ainda maior: 9,3%.
As mulheres ganham, em média, 22% a menos que os
homens, com uma diferença salarial de R$ 762 por
mês. Em cargos de direção, essa diferença chega a R$
3.328 mensais, o que equivale a **R$ 40 mil a menos
por ano.
Chefia dos Domicílios
Desde 2022, as mulheres passaram a ser responsáveis
por 52% dos domicílios no Brasil. Nos lares
monoparentais (onde apenas um adulto vive com os
filhos), a chefia feminina chega a 92%.
Subutilização da Mão de Obra
Quase um quarto 23,2%) das mulheres negras estava em
situação de subutilização da mão de obra, o que
inclui desemprego, subemprego e pessoas que
gostariam de trabalhar, mas não conseguem.
Afazeres Domésticos
As mulheres dedicam 21 dias a mais por ano do que os
homens aos afazeres domésticos, totalizando 499
horas a mais anualmente. Isso reflete uma dupla
jornada que penaliza as mulheres, limitando seu
tempo para lazer, educação e participação política.
Desigualdades Salariais
Entre os 1% mais bem remunerados, apenas 22% são
mulheres. A diferença salarial é ainda mais
acentuada para mulheres negras com ensino superior,
que ganham R$ 4.885 a menos por mês do que homens
não negros com o mesmo nível de formação.
Lei de Igualdade Salarial
A Lei 14.611/2023, que estabelece a igualdade salarial
entre homens e mulheres, começou a surtir efeitos em
2024, com a obrigatoriedade de relatórios de
transparência salarial em empresas com mais de 100
funcionários.
Cláusulas Negociadas
Em 2023, 27,8% das negociações coletivas incluíram
cláusulas relacionadas a creches, e **8,2%**
abordaram direitos de gestantes e lactantes. A
igualdade salarial foi tema em 5,4% das negociações.
Mulheres ainda enfrentam barreiras
O documento evidencia que, apesar dos avanços
econômicos, as mulheres ainda enfrentam barreiras
significativas no mercado de trabalho e na
sociedade. A desigualdade salarial, a sobrecarga de
trabalho doméstico e a subutilização da mão de obra
feminina são desafios que exigem ações concretas e
políticas públicas eficazes para garantir a equidade
de gênero.
Fonte: Rádio Peão Brasil

11/03/2025 -
O trabalho
decente liberta
A
disputa entre o capital e o trabalho é uma disputa
histórica que continua a atormentar a classe
trabalhadora, pois o capital sempre busca fragilizar
a organização dos trabalhadores para impor
“inovadoras” formas de gestão e pressionar os
governos para que sejam alteradas as leis que
garantam direitos trabalhistas e criem dificuldades
para a obtenção do lucro fácil.
Em plena era da informação e dos avanços
tecnológicos ainda encontramos milhões de
trabalhadores sendo explorados e assediados pela
“lógica” capitalista de acúmulo de riqueza, que se
materializa através de jornadas excessivas, metas
inatingíveis, baixos salários, retirada de
conquistas e benefícios, ataque aos Sindicatos e
divisão da classe trabalhadora; esta é a forma de
atuar do Capital quando se trata das relações
trabalhistas.
Na atualidade, o Capital adotou como estratégia
principal impor a toda sociedade uma nova forma de
enxergar o significado do trabalho, esta iniciativa
conta com a cumplicidade dos grandes meios de
comunicação para que a população aceite sem maiores
resistências a ideia de que o trabalho é uma
obrigação de todos e que deve estar subordinado aos
interesses do mercado e ser executado nas condições
determinadas pelos patrões. Não por acaso, o
movimento sindical defende a ideia do trabalho
decente, com bons salários, condições de trabalho
seguras e direitos respeitados.
Ainda estão vivas em nossas memórias as cenas de
reconhecimento da dedicação dos trabalhadores da
Saúde durante a pandemia da COVID. Aplausos, jornais
e TVS reconhecendo a essencialidade destes
profissionais; outras categorias de trabalhadores
essenciais também são lembradas quando são
interrompidos os fornecimentos de energia e água.
Infelizmente os trabalhadores envolvidos com a
prestação de serviços essenciais à vida não têm o
seu devido valor reconhecido pelas empresas, que
após a privatização simplesmente tratam os
“colaboradores” com discursos enaltecedores do
empreendedorismo e falsa promessas de progresso nas
carreiras. Tudo em nome da modernidade da gestão e
da ampliação dos lucros.
Este eterno dilema entre capital e trabalho segue
firme, em alguns momentos ocorrem avanços e
melhorias nas relações entre patrões e empregados e
em outros notamos a prevalência da lógica
neoliberal. Segundo a estudiosa Elisabeth Anderson
(autora do livro Sequestro: Como o neoliberalismo
virou a ética do trabalho contra os trabalhadores e
como os trabalhadores podem recuperá-la), o embate
se dá entre as versões progressistas e conservadoras
sobre a ética do trabalho.
A autora descreve a versão progressista ou
pró-trabalhador como sendo aquela que se alinha com
a remuneração digna, com o respeito e condições de
trabalho seguras; enquanto a versão conservadora da
ética do trabalho defende que o trabalhador tem o
dever de trabalhar incansavelmente, sem reclamar,
deve aceitar as perigosas condições de trabalho e se
contentar com salários miseráveis. Esta disputa,
desnecessária e injusta, somente provoca o aumento
das desigualdades sociais e a exploração de
trabalhadores essenciais ao bem-estar social
coletivo, afinal de contas sem energia elétrica,
assim como transportes, comunicações, água e
preservação ambiental o futuro da humanidade está
comprometido.
Não por acaso vivemos tempos de ataques da
extrema-direita aos movimentos sindical e social, em
especial aos Sindicatos, que defende e instrui o
Estado a reduzir a proteção social ofertada á
população sob o vergonhoso discurso do controle do
gasto público, que critica os investimentos em
educação, saúde e previdência social, mas, se cala
em relação aos subsídios destinados as grandes
empresas e ao agronegócio.
A sociedade precisa acabar de vez com a ideia de que
a riqueza é prova de virtude enquanto a pobreza é
sinônimo de vício e dependência da ajuda estatal,
seria mais humano e justo criar empregos dignos em
quantidade suficiente para que somente uma minoria
dependesse da proteção social do Estado. A melhor
forma de se contrapor a versão conservadora da ética
do trabalho é fortalecer o movimento sindical, pois
não podemos aceitar que o companheiro ao nosso lado
seja explorado e tratado como um simples número,
pois amanhã poderemos passar pela mesma situação.
A qualidade de vida não pode estar atrelada ao que
se consegue adquirir em um mundo orientado pelo
consumismo desenfreado, estimulado pelos donos do
Capital defensores da competitividade como
ferramenta de seleção natural de indivíduos de
primeira e segunda classe. A solidariedade e a
justiça econômica são fundamentais para resignificar
o trabalho e acabar com a exploração neoliberal.
A defesa de um Salário Mínimo digno é um passo
importante para aproximar o Sindicalismo e os
Movimentos Sociais para virarmos o jogo contra a
desigualdade e a pobreza. O que liberta não é o
trabalho, o que liberta é um trabalho decente, que
respeite direitos, garanta uma remuneração justa e
que não coloque em risco a saúde e a segurança da
classe operária.
Eduardo Annunciato – Chicão
Diretor de Educação da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria (CNTI)
Presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo (STIEESP) e da Federação Nacional dos
Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente –
FENATEMA
Vice-presidente da Força Sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

11/03/2025 -
PEC 8/25 propõe jornada de 4 dias semanais; entenda
a mudança
A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP)
apresentou a
PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 8/25, em
25 de fevereiro, para que a jornada de trabalho no
Brasil seja reduzida para 4 dias por semana,
mantendo o salário integral.
A medida altera o inciso XIII do artigo 7º da
Constituição Federal, e estabelece que a duração
máxima do trabalho, chamado normal, não ultrapasse 8
horas diárias e 36 horas semanais, contra as atuais
44 horas semanais.
Segundo a deputada, a proposta busca alinhar o
Brasil às tendências globais de flexibilização da
jornada, com prioridade ao bem-estar dos
trabalhadores.
Hilton também destaca que a medida permitirá mais
tempo para lazer, estudos, saúde e convívio
familiar, além de reduzir o estresse e a exaustão
ligados à chamada escala 6x1 — 6 dias de trabalho
para apenas 1 de descanso.
Apoio popular
Um dos movimentos que deram origem à PEC foi a petição
pública do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho),
idealizada pelo ativista e vereador eleito em 2024,
pela cidade do Rio de Janeiro, Rick Azevedo (PSol),
que reuniu quase, até o momento,
3 milhões de assinaturas.
Do ponto de vista econômico, o texto da PEC se
baseia em estudos que indicam a geração de até 6
milhões de empregos com a redução da jornada, além
de impulsionar o consumo e a produtividade.
A exemplo de testes feitos no Brasil e no Reino
Unido, que resultaram no aumento de 35% na receita
das empresas, queda de 57% na rotatividade de
funcionários e redução de sintomas de burnout, que é
síndrome caracterizada pela exaustão, estresse e
esgotamento físico e mental resultante do ambiente
de trabalho.
Resistência
No entanto, a proposta, para variar, enfrenta
resistência dos setores empresariais, historicamente
contrários a mudanças na legislação trabalhista e
ampliação de direitos dos trabalhadores.
Avanços anteriores, como a redução de 48 para 44
horas semanais em 1988, só foram conquistados após
intensa mobilização sindical, dos movimentos sociais
e dos trabalhadores. Desta vez não será diferente!
Tramitação
A PEC 8/25 aguarda despacho para iniciar tramitação na
CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania), que vai analisar a admissibilidade e
constitucionalidade do texto.
Depois disso, a proposta ainda passará por comissão
especial, cujo objetivo é analisar o mérito da
matéria. Se aprovada no Congresso, a emenda à
Constituição entrará em vigor 360 dias após
publicação.
Movimento VAT
O
Movimento VAT é iniciativa social que propõe
mudanças na legislação trabalhista brasileira. O
movimento surgiu como resposta ao esgotamento
profissional e à escala de trabalho 6x1.
Objetivos
• Propor novas escalas de trabalho, como 4x3 ou 5x2;
• Proporcionar mais tempo livre para os trabalhadores;
e
• Melhorar a qualidade de vida e a produtividade.
Propostas
• propõe redução da jornada de trabalho de 44 para 36
horas;
• propõe nova escala de trabalho, como a 4x3, na qual
os funcionários trabalham por 4 dias consecutivos e
têm 3 dias de folga; e
• propõe nova escala de trabalho, como a 5x2, em que
os trabalhadores fazem suas atividades por 5 dias e
folgam em 2.
Fonte: Diap

11/03/2025 -
Proposta aprova protocolo da OIT para combate ao
trabalho forçado
Texto será analisado pelo Plenário e, depois,
seguirá para o Senado
O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 323/23 contém
o Protocolo Facultativo à Convenção 29 da
Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre o
Trabalho Forçado ou Obrigatório. Desde 2014, o
acordo já foi ratificado por 49 países.
Em análise na Câmara dos Deputados, o protocolo
atualiza e elimina lacunas nas iniciativas
governamentais para o combate ao trabalho forçado
nos diversos países. Entre outros pontos, o texto
trata de medidas para prevenção, proteção e
compensação, além de atribuir responsabilidades a
outros atores sociais.
Segundo os ministérios das Relações Exteriores e do
Trabalho e Emprego, o Brasil está empenhado no
combate ao trabalho forçado ou realizado em
condições análogas à escravidão. Uma das metas é
erradicar o trabalho infantil até 2025.
“O protocolo deverá corroborar as ações brasileiras
de prevenção e combate ao trabalho forçado, além de
promover uma articulação com os demais integrantes
da OIT nesse esforço”, comentou o deputado Alfredo
Gaspar (União-AL), relator da mensagem enviada ao
Congresso Nacional pelo Poder Executivo.
O Brasil mantém acordos internacionais com diversos
países e entidades. Pela Constituição, esses
instrumentos devem ser aprovados pelo Congresso
Nacional.
Próximos passos
A proposta já foi aprovada pelas comissões de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional; de Trabalho; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania. Agora o texto
será analisado pelo Plenário e, depois, seguirá para
o Senado.
Fonte: Agência Câmara

10/03/2025 -
PIB avança outra vez com Lula ao registrar
crescimento de 3,4% em 2024
Resultado contrário às previsões pessimistas do
mercado mostra que o PIB ficou acima dos 3% nos dois
primeiros anos do governo Lula. Serviços e Indústria
puxaram o crescimento
A economia brasileira segue em expansão no governo
Lula. O resultado de 3,4% do PIB (Produto Interno
Bruto) em 2024, divulgado nesta sexta-feira (7) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), confirma o bom momento econômico brasileiro
em contraste às previsões sempre pessimistas do
mercado financeiro a cada início de ano. O valor
representa R$ 11,7 trilhões.
Já o PIB per capita marcou R$ 55.247,45, em termos
reais isto representa avanço de 3% em relação a
2022.
Com o resultado, o PIB alcança a maior expansão
desde 2021, quando a economia acelerou pela demanda
represada pela pandemia de Covid-19, que levou o
crescimento econômico de 2020 a uma retração de
-3,3%.
Os números ainda colocam o país com o quarto ano de
crescimento consecutivo contanto 2021, 2022 (3%) e
os dois primeiros anos do governo Lula.
Dessa maneira, com o PIB de 2023 que ficou em 3,2%,
o atual governo marca dois anos consecutivos acima
da barreira dos três pontos porcentuais, um
resultado extremamente relevante dada as previsões
contrárias do mundo especulativo e os desafios
enfrentados pelo governo com as alterações do clima.
As mudanças climáticas tem afetado a produtividade
nas colheitas como também ocasionou o grande
desastre natural e social que acometeu o Rio Grande
do Sul. Além disso, a guerra na Ucrânia permitiu que
o preço dos alimentos em todo o mundo aumentasse.
Descontando estas situações, a queda do desemprego e
o mercado brasileiro aquecido, com mais importações
e exportações, ajudaram nos resultados.
Em 2024, o Brasil bateu recorde e atingiu a menor
taxa de desemprego da história, de 6,6%.
Por sua vez as Importações de Bens e Serviços
apresentaram alta de 14,7%, enquanto as exportações
subiram 2,9%. Outro dado relevante é que a taxa de
investimento em 2024 foi de 17% do PIB, maior que em
2023, quando ficou em 16,4%.
Setores
O principal auxílio para a alta de 2024 acontece pelo
setor de Serviços e Indústria. Em comparação com
2023, o crescimento foi de 3,7% em Serviços e de
3,3% na Indústria.
Em sentido contrário a Agropecuária sofreu com
colheitas fora do tempo pela irregularidade do clima
e marcou retração de 3,2%.
Quarto trimestre
O cálculo do PIB do ano foi permitido com a divulgação
feita pelo Sistema de Contas Nacionais Trimestrais.
Portanto, o crescimento econômico do último
trimestre do ano (out-dez) teve variação positiva de
0,2%, em comparação com o anterior.
A indústria avançou 0,3% e Serviços 0,1%, o que
ajudou no crescimento trimestral. Por outro lado,
quem mais segurou o resultado foi a Agropecuária com
-2,3%.
Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do
IBGE, explica que no quarto trimestre o PIB ficou
praticamente estável, com crescimento nos
investimentos, mas com queda no consumo das
famílias: “Isso porque no quarto trimestre tivemos
um pouco de aceleração da inflação, principalmente a
de alimentos. Continuamos tendo melhoria no mercado
de trabalho, mas com uma taxa já não tão alta. E os
juros começaram a subir em setembro do ano passado,
o que já impactou no quarto trimestre”, diz a
especialista.
Fonte: Portal Vermelho

10/03/2025 -
Oposição busca avançar com proposta alternativa à
PEC da escala 6x1
Parlamentares contrários à PEC do fim da escala
6x1 intensificaram as assinaturas de apoio a uma
proposta alternativa inspirada no modelo americano.
A apresentação da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP),
que propõe a extinção da escala de trabalho 6x1,
gerou uma reação por parte de parlamentares da
oposição. Em resposta, o deputado Mauricio Marcon (Podemos-RS)
retomou a coleta de assinaturas para sua proposta
alternativa, denominada "PEC do Regime de Trabalho
Flexível".
A PEC 8/2025 busca reduzir o limite de carga horária
semanal de 44 para 36 horas, distribuídas ao longo
de cinco dias. Já a proposta de Marcon propõe
modificar o artigo 7º da Constituição Federal para
"permitir que os trabalhadores escolham entre o
regime tradicional da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) ou um modelo flexível baseado em
horas trabalhadas". Esse modelo, segue o exemplo
adotado nos Estados Unidos e mantém a carga horária
de 44 horas semanais.
"Essa PEC compreende a todas as vontades. Nela, cada
um consegue fazer o que achar melhor da própria
vida, não fica aquele negócio amarrado", afirmou o
deputado ao Congresso em Foco.
O avanço da proposta alternativa enfrentou desafios
nas semanas finais de 2024, quando a pauta sobre a
carga horária foi ofuscada pelo debate em torno do
pacote fiscal, que se tornou a prioridade do governo
antes do recesso legislativo. Com a PEC do fim da
escala 6x1 já protocolada e contando com o apoio de
parte da base governista, Marcon e outros
parlamentares defensores do Regime de Trabalho
Flexível tentam retomar a coleta de assinaturas.
Duplicação de assinaturas
Em novembro, pouco antes do início das discussões do
pacote fiscal, a primeira versão da PEC de Mauricio
Marcon contabilizava pouco mais de 70 assinaturas
dentre as 171 necessárias para que seja protocolada.
Na noite desta quarta-feira (5), a proposta
alternativa havia reunido 143 assinaturas válidas,
sendo a maioria proveniente de parlamentares do PL e
Novo, principais partidos da oposição. Alguns
deputados de siglas aliadas ao governo, mas
pessoalmente oposicionistas, também aderiram, como
Pedro Lupion (PP-PR), Evair Vieira de Melo (PP-PR) e
Sargento Fahur (PSD-PR).
Uma das principais forças de apoio à proposta de
Marcon é a Frente Parlamentar do Comércio e
Serviços. Seu presidente, Domingos Sávio (PL-MG),
critica a PEC 8/2025, argumentando que sua aprovação
poderia gerar impactos negativos para diversos
setores.
"Ela estabeleceria pela Constituição a proibição
praticamente de uma pessoa trabalhar mais do que
quatro dias. Isso poderia levar milhares de pequenas
e microempresas à falência, inviabilizaria o sistema
de saúde e mesmo o sistema público e a área da
educação. Vários serviços que precisam funcionar no
mínimo cinco dias por semana ficariam totalmente
comprometidos", declarou.
Sávio defende que "uma jornada de livre negociação,
preservando um dia de descanso remunerado por
semana" seria a alternativa mais viável para uma
mudança ao curto prazo na legislação trabalhista. O
deputado antecipou que, caso a PEC da escala 6x1
seja aprovada na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) e avance para uma comissão especial, a Frente
Parlamentar do Comércio e Serviços atuará como
contraponto à proposta.
Fonte: Congresso em Foco

10/03/2025 -
Três propostas – João Guilherme Vargas Netto
Quaisquer que sejam as formas que venham a tomar as
comemorações do 1º de Maio deste ano, insisto no
caráter agregador da Pauta Unitária de
reivindicações e propostas do movimento sindical.
Seja uma manifestação central com apelo a sorteio,
sejam manifestações descentralizadas ancoradas em
entidades representativas, todas devem ser
vertebradas em uma Pauta Unitária que represente os
anseios do povo trabalhador.
Do conjunto dessas propostas, destaco três itens
que considero essenciais:
1 – A isenção do IR para quem ganha até R$
5.000,00 por mês, que cumpriria uma das promessas
de campanha do presidente Lula e aliviaria a
defasagem da correção na tabela do IR;
2 – A redução da jornada de trabalho (sem
diminuição do salário) de 44 para 40 horas
semanais, que poderia ser implementada gradualmente.
O apelo da luta contra a escala 6 x 1 pode ajudar
nas articulações visando a este objetivo;
3 – A valorização das negociações salariais, com
o reconhecimento das contribuições de todos os
trabalhadores, seguindo a determinação do STF e
cujo avanço barraria no Congresso Nacional as
múltiplas investidas dos adversários do movimento
sindical.
João Guilherme Vargas Netto – Consultor de
entidades sindicais de trabalhadores
Fonte: Agência Sindical

07/03/2025 -
Nota das Centrais: Fortalecer a Comissão Especial de
Mortos e Desaparecidos
O sucesso do filme Ainda Estou Aqui, dirigido por
Walter Salles, abriu o debate sobre um assunto muito
importante no Brasil: os mortos e desaparecidos da
ditadura militar. Nós das centrais sindicais
apoiamos a luta das famílias penalizadas por não
poderem viver o luto por seus entes mortos de forma
cruel e injusta.
Esta é uma ferida que, depois de 40 anos de
redemocratização, ainda está aberta. Aberta,
inclusive, para a família Paiva, que batalha para
encontrar os restos mortais do ex-deputado Rubens
Paiva, assassinado pela ditadura em 1971.
Nesta terça-feira (4), a filha de Rubens e Eunice,
Vera Paiva, falou ao jornal Folha de São Paulo sobre
a expectativa de que o governo retome plenamente os
trabalhos da Comissão Especial de Mortos e
Desaparecidos Políticos, extinto pela gestão de Jair
Bolsonaro e restituído em 2024, mas com baixo
orçamento.
Consideramos fundamental que o governo abrace esta
causa e se empenhe em fortalecer a Comissão Especial
de Mortos e Desaparecidos Políticos.
Precisamos resolver essa dívida histórica com as
famílias dos mortos e desaparecidos durante os 21
anos da ditadura militar. Os responsáveis pelos
crimes da ditadura precisam ser punidos,
respondendo, assim por seus atos.
Só conseguiremos avançar na construção da democracia
tendo consciência da nossa história, transmitindo-as
para as novas gerações e passando a limpo injustiças
perpetradas pelo Estado em um passado recente.
Sem anistia aos golpistas!
São Paulo, 04 de março de 2025
Moacyr Roberto Tesch Auersvald, Presidente da NCST
(Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Sergio Nobre, Presidente da Central Única dos
Trabalhadores (CUT)
Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, Presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Atnágoras Lopes, Secretário Executivo Nacional da
CSP-Conlutas
Nilza Pereira, Secretária geral da Intersindical
Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, Presidente da PÚBLICA, Central do Servidor
Emanuel Melato, Coordenador da Intersindical –
Instrumento de Luta e Organização da Classe
Trabalhadora
Fonte: NCST

07/03/2025 -
Lei Maria da Penha também alcança violência de
mulher contra mulher
A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) não exige que
o sujeito ativo tenha a qualidade especial de homem
para que se configure a violência contra a mulher.
Com esse entendimento, a 9ª Câmara Criminal do
Tribunal de Justiça de Minas Gerais modificou
decisão da Comarca de Ouro Fino (MG) e, em
observância ao Código Penal e à própria Lei Maria da
Penha, alterou as penas de um homem e de sua mãe
devido à agressão física praticada contra a
ex-companheira dela.
A pena estipulada para a mãe é de um ano e 15 dias
de detenção, enquanto a do filho é de 11 meses de
detenção, ambos no regime aberto.
Segundo a denúncia impetrada pelo Ministério Público
de Minas Gerais, as mulheres tinham um
relacionamento afetivo e moraram juntas durante dois
anos e sete meses. Entretanto, elas se desentenderam
e se separaram. A vítima não queria que o filho da
companheira morasse com elas, por ele consumir
drogas e apresentar comportamento violento.
Inconformada, a mulher foi, junto com o filho, à
casa da vítima. Os dois arrombaram a porta de vidro
que dá acesso à cozinha e a agrediram fisicamente,
jogando-a no chão com puxões de cabelo e tapas.
Em sua defesa, a agressora afirmou ter ido até a
residência com o intuito de recuperar alguns
eletrodomésticos. Ela alegou que entrou em depressão
com o término do relacionamento, passando a tomar
remédios controlados, e que naquele momento entrou
em surto. A mulher apresentou laudo atestando que
tem doença psíquica. O filho, por sua vez, disse ter
ido ao local apenas para tentar apartar a briga.
Em primeira instância, a dupla foi condenada.
Segundo a sentença, a mulher tinha condições de agir
de outra maneira. Foi fixada, então, a pena de um
ano e seis meses de reclusão no regime aberto.
Quanto ao filho, não foi acolhido o argumento de que
a participação foi pequena. Sua pena foi delimitada
em um ano de reclusão.
Violência sem gênero
Ambos recorreram, alegando que a agressora não poderia
ser julgada nos rigores da Lei Maria da Penha, pois
se tratava de uma mulher que agrediu outra, não se
configurando a violência doméstica.
Porém, a relatora, desembargadora Maria das Graças
Rocha Santos, manteve o entendimento da sentença,
embora tenha considerado que a pena deveria ser
ajustada. De acordo com a magistrada, a Lei Maria da
Penha não exige que o sujeito ativo seja homem para
que se configure a violência contra a mulher.
Os desembargadores Walner Barbosa Milward de Azevedo
e Kárin Emmerich seguiram a relatora. Com
informações da assessoria de imprensa do TJ-MG.
Fonte: Consultor Jurídico

07/03/2025 -
TRT-3 anula decisão e valida terceirização de
atividade-fim
Colegiado reiterou entendimento de que a
terceirização é válida para todas as atividades
econômicas, inclusive as atividades-fim
O TRT da 3ª região desconstituiu decisão que havia
reconhecido a ilicitude de terceirização entre
empresa e trabalhador contratado. O colegiado
fundamentou seu entendimento em tese firmada pelo
STF, por meio do tema 725 da repercussão geral.
Na ação original, a 5ª turma do TRT da 3ª região
entendeu pela ilicitude da terceirização de
atividade-fim, equiparando os direitos do
trabalhador terceirizado aos dos demais funcionários
da empresa.
Inconformada, a defesa da contratante interpôs ação
rescisória, argumentando que a decisão teria
contrariado entendimento do STF.
Ao analisar o caso, o relator, desembargador Emerson
José Alves Lage, fundamentou seu voto no tema 725 do
STF, que dispõe que "é lícita a terceirização de
toda e qualquer atividade, meio ou fim, não se
configurando relação de emprego entre a contratante
e o empregado da contratada".
Nesse sentido, ressaltou que a Suprema Corte não
modulou os efeitos dos julgados que fixaram a tese,
permitindo a revisão de decisões já transitadas em
julgado, desde que respeitado o prazo decadencial, o
que ocorreu no caso.
"As decisões do E. STF no julgamento da ADPF 324 e
do RE 958.252 datam de 30/08/2018, sendo que o
trânsito em julgado da decisão rescindenda
30/08/2018 ocorreu em 22/05/2017, conforme se vê no
acórdão regional proferido na fase de execução nos
autos da ação originária, isto é, anteriormente ao
julgamento realizado pelo E. STF, tornando cabível a
presente ação rescisória, ajuizada dentro do prazo
de decadência."
Dessa forma, o colegiado reconheceu a licitude da
terceirização dos serviços, determinando a
desconstituição da decisão proferida na ação
originária.
O escritório Coelho & Morello Advogados Associados
atuou pela empresa.
Processo: 0010961-59.2021.5.03.0000
Leia o
acórdão.
Migalhas:
https://www.migalhas.com.br/quentes/425268/trt-3-anula-decisao-e-valida-terceirizacao-de-atividade-fim
Fonte: Migalhas

06/03/2025 -
Informalidade recua no mercado de trabalho em
janeiro, diz IBGE
Retração foi principal motivo para queda no total
da população ocupada
O percentual de pessoas trabalhando na informalidade
no país caiu para 38,3% no trimestre encerrado em
janeiro deste ano. Isto significa que 39,5 milhões
do total de 103 milhões de trabalhadores no país
trabalhavam sem carteira assinada ou sem CNPJ, de
acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) divulgados na quinta-feira (27)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A taxa de informalidade recuou nas comparações com o
trimestre anterior, encerrado em outubro de 2024
(38,9% ou 40,3 milhões), e com o trimestre encerrado
em janeiro de 2024 (39%, ou 39,2 milhões).
De acordo com o IBGE, o número de empregados sem
carteira no setor privado (13,9 milhões) caiu na
comparação trimestral (menos 553 mil pessoas) e
cresceu 3,2% na comparação anual (mais 436 mil
pessoas).
Ao mesmo tempo, o número de empregados com carteira
assinada no setor privado, sem contar os
trabalhadores domésticos (39,3 milhões), ficou
estável na comparação com o trimestre anterior e
cresceu 3,6% (mais 1,4 milhão de pessoas) na
comparação anual.
A população ocupada (103 milhões) ficou 0,6% abaixo
da observada no trimestre anterior (menos 641 mil
pessoas) e 2,4% acima do resultado apurado em
janeiro de 2024 (mais 2,4 milhões de pessoas). O
nível de ocupação ficou em 58,2%, abaixo do
trimestre anterior (58,7%) mas acima do trimestre
encerrado em janeiro de 2024 (57,3%).
“A queda dos trabalhadores informais [-2%] foi maior
do que a queda da população ocupada [-0,6%]”,
afirmou o pesquisador do IBGE William Kratochwill.
“A desocupação aumentou basicamente nos empregos sem
carteira”.
Fonte: Agência Brasil

06/03/2025 -
MP libera saldo retido do FGTS na modalidade
saque-aniversário
O Congresso Nacional vai analisar em breve a medida
provisória que libera o uso do FGTS de quem foi
demitido e não conseguiu acessar o dinheiro na
rescisão por ter usado o saque-aniversário (MP
1.290/2025). A MP foi publicada em edição extra do
Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira
(28).
Os pagamentos começam na quinta-feira (6), com
valores limitados a R$ 3 mil. Os primeiros atendidos
serão os trabalhadores que possuem conta cadastrada
no aplicativo do FGTS Caixa. Já para aqueles que não
têm conta cadastrada, os recursos serão liberados
conforme calendário a ser divulgado pela Caixa.
Haverá uma segunda parcela, destinada aos valores
remanescentes que ultrapassarem R$ 3 mil, que será
paga no dia 17 de junho.
A MP atende os trabalhadores que fizeram o
saque-aniversário desde 2020, ano em que a
modalidade foi implementada, e que foram demitidos
neste período. Ela não valerá para demissões depois
da publicação da MP, caso o trabalhador demitido
tenha feito o saque-aniversário antes. Também não
valerá para os trabalhadores que optarem pelo
saque-aniversário daqui para frente e que venham a
ser demitidos. Nesses dois casos, os trabalhadores
não poderão acessar o saldo do FGTS, que continuará
retido.
A estimativa do Ministério do Trabalho e Emprego é
que a medida beneficie pouco mais de 12 milhões de
trabalhadores, com a injeção de R$ 12 bilhões na
economia.
Fonte: Agência Senado

06/03/2025 -
FAT e Codefat comemoram 35 anos de investimentos em
políticas de emprego e proteção ao trabalhador
Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT) celebrou na quarta-feira (26), os
35 anos de existência do Fundo e do próprio
Conselho, completados em janeiro deste ano. Criado
pela Lei nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990, o FAT
financia programas essenciais de proteção ao
trabalhador, como o Seguro-Desemprego e o Abono
Salarial, além de investir em políticas públicas de
qualificação profissional e microcrédito. Seu papel
é fundamental para a inserção de trabalhadores no
mercado de trabalho, impulsionando a geração de
empregos e o desenvolvimento econômico.
Ao longo de 35 anos, o FAT e o Codefat desempenharam
um papel essencial na construção de um Brasil mais
justo, promovendo inclusão social, fortalecendo o
mercado de trabalho e reduzindo desigualdades. “As
políticas do FAT são fundamentais para a geração de
empregos e o desenvolvimento econômico. No ano
passado, alcançamos 1,7 milhão de vagas criadas, e
em 2025 iniciamos o ano com 137 mil novas
oportunidades, refletindo a importância do FAT nesse
processo”, destacou Luiz Marinho, atual presidente
do Conselho.
O ministro Luiz Marinho destacou o papel estratégico
do FAT tanto para a economia quanto para a proteção
dos trabalhadores brasileiros. “Precisamos pensar
sobre o papel do FAT, agora e para o futuro. O que
fizemos nesses 35 anos, o volume de recursos que o
FAT liberou ao longo desse período e qual o seu
papel nesse momento. A importância da gestão
tripartite e da colaboração de cada bancada nesse
processo”, frisou.
Os conselheiros do FAT são responsáveis por definir
anualmente a alocação dos recursos, garantindo o
financiamento de políticas públicas voltadas ao
trabalhador, com foco na inclusão social e na
redução das desigualdades. Para 2025, o orçamento
proposto pelo Codefat para o Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT) é de R$ 118,5 bilhões. Desse
total, R$ 57,2 bilhões serão destinados ao pagamento
do Seguro-Desemprego e R$ 30,6 bilhões ao Abono
Salarial. O Sistema Sine, que presta atendimento aos
trabalhadores em todo o país, contará com R$ 300
milhões para aprimorar seus serviços, enquanto
outros R$ 400 milhões serão aplicados em programas
de qualificação profissional.
Homenagem - Na celebração dos 35 anos, foram
entregues placas de homenagem aos conselheiros, em
reconhecimento à dedicação e contribuição das
instituições que integram o Conselho na construção e
aprimoramento das políticas públicas de trabalho,
emprego e renda no Brasil. O ministro realizou a
entrega das placas aos agraciados, destacando a
importância da atuação conjunta para o
desenvolvimento social e econômico do país. O
secretário-executivo do MTE, Francisco Macena,
também participou da cerimônia, entregando uma
homenagem ao ministro, que, em seguida, prestou
reconhecimento aos conselheiros homenageados:
- Amarildo Baesso - Casa Civil da Presidência da
República
- Thiago de Oliveira Borges - Ministério do
Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)
- Edilson Urbano da Silva - Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
- Rafael de Azevedo Ramires Leão - Ministério da
Fazenda (MF)
- Júlio Costa Leite - Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
- Quintino Marques Severo - Central Única dos
Trabalhadores (CUT)
- Sérgio Luiz Leite - (Força Sindical)
- Francisco Canindé Pegado do Nascimento - União
Geral dos Trabalhadores (UGT)
- Idemar Antônio Martini - Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST)
- Joilson Antônio do Nascimento - Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
- Tacimer Kullman da Silva - Central dos Sindicatos
Brasileiros (CSB)
- Mario Sérgio Telles - Confederação Nacional da
Indústria (CNI)
- Carlos Alberto D'ambrosio - Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
- Rhuan Rafael de Oliveira - Confederação Nacional
da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
- Virgílio Nelson Carvalho - Confederação Nacional
do Turismo (CNTUR)
- Caio Mario Alvares - Confederação Nacional do
Transporte (CNT)
- Carlos Augusto Simões Gonçalves Júnior -
Secretaria Executiva do CODEFAT
- Vladyson Viana - Fórum Nacional de Secretários de
Trabalho (FONSET)
Fonte: MTE

|