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Blog - Notícias Anteriores - Junho 2026
29/06/2026 -
Desemprego até maio cai para 5,6%, o menor já
registrado no período
Rendimento médio do trabalhador foi de R$ 3.726
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio
ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período
em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em
2012.
A taxa representa também redução em relação ao
trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e
fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice
do trimestre encerrado em maio era 6,2%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
De acordo com o analista da pesquisa, William
Kratochwill, atingir a mínima histórica para o
período indica que “o mercado mantém uma tendência
estrutural de aquecimento e expansão na absorção de
mão de obra”.
O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões
de desocupados, patamar considerado estável em
comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro
(6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano
anterior, quando eram 6,7 milhões.
A população ocupada ficou em 102,7 milhões no
trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período
terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas).
Pnad
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de
trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em
conta todas as formas de ocupação, sejam com ou sem
carteira assinada, temporárias e por conta própria,
por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada
desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma
vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211
mil domicílios em todos os estados e no Distrito
Federal.
Rendimento
O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$
3.726 no trimestre encerrado em maio, estável em
relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4%
acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Os valores são reais, ou seja, já levam em conta a
inflação do período.
Informalidade
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores
informais na população ocupada - foi de 37,3%, o que
representa 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano
antes, o indicador era 37,8%. O IBGE considera
informais os empregados sem carteira assinada e
autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não
têm garantidas coberturas como seguro-desemprego,
férias e décimo terceiro salário.
Contribuição para a previdência
A pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores
contribuíram para a previdência. Isso equivale a
68,4 milhões de pessoas.
Ao contribuir para institutos de previdência, o
trabalhador adquire garantias, como aposentadoria,
benefício por incapacidade e pensão por morte.
O IBGE considera contribuintes os empregados,
empregadores, trabalhadores domésticos e por conta
própria que tenham contribuído para institutos de
previdência oficial federal (INSS ou Plano de
Seguridade Social da União), estadual ou municipal.
O instituto esclarece que um trabalhador informal
(por conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte
individual do INSS.
Marcos históricos
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1% no
último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada
foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres
móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de
2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Fonte: Agência Brasil

26/06/2026 -
Sessão temática debaterá fim da escala 6x1 na
próxima quarta
Está agendada para quarta-feira (1°) uma sessão de
debates temáticos no Senado sobre a proposta de
emenda à Constituição que prevê o fim da escala de
trabalho 6x1 (PEC 221/2019). O objetivo é discutir
os impactos sociais, econômicos e produtivos da
redução da jornada de trabalho no país.
A PEC, já aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de
maio, diminui a jornada de trabalho de 44 para 40
horas semanais, com dois dias de descanso, e
estabelece implementação gradual da escala em 14
meses. O texto ainda será analisado pelos senadores.
A sessão temática atende a requerimento (REQ
414/2026) aprovado pelo Plenário em 27 de maio. O
pedido é assinado pelos líderes dos blocos
parlamentares Aliança — Dr. Hiran (PP-RR);
Vanguarda —Wellington Fagundes (PL-MT); Pelo Brasil
— Weverton (PDT-MA); e Democracia — Professora
Dorinha Seabra (UNIÃO-TO). Ao justificar, os líderes
demandam uma discussão ampla do tema, entendendo que
“a iniciativa contribuirá para ampliar a compreensão
sobre os impactos da eventual alteração
constitucional, subsidiando o Parlamento na
construção de soluções equilibradas, socialmente
responsáveis e economicamente sustentáveis para o
mercado de trabalho brasileiro”.
Fonte: Agência Senado

26/06/2026 -
FETIESC promove oficina sobre Trabalho e Organização
Coletiva para fortalecer atuação sindical em Santa
Catarina
A oficina abordou dois dos principais desafios do
movimento sindical atualmente: a necessidade de
garantir autonomia financeira e fortalecer a
capacidade de atuação das entidades.
Um dia inteiro dedicado ao conhecimento, ao diálogo
e à qualificação de dirigentes sindicais. Assim foi
a oficina “Trabalho e Organização Coletiva”,
promovida pela Federação dos Trabalhadores nas
Indústrias do Estado de Santa Catarina (FETIESC), em
parceria com o Instituto Edésio Passos.
A atividade foi realizada nesta terça-feira, dia 23
de junho, em Itapema, reunindo dirigentes sindicais
para um momento de aprendizado, troca de
experiências e reflexão sobre os desafios atuais
enfrentados pelo movimento sindical.
A programação foi dividida em dois momentos. Durante
a manhã, os advogados André Passos, Giovani Soares
do Nascimento e Dr. Sandro Lunard abordaram o tema
“Tutela Coletiva”, destacando a importância das
ações coletivas como instrumento de defesa dos
direitos dos trabalhadores.
No período da tarde, o Procurador do Trabalho, Dr.
Alberto Emiliano de Oliveira Neto, tratou sobre
“Custeio Sindical e Defesa da Liberdade Sindical”,
trazendo reflexões sobre a sustentabilidade das
entidades sindicais e os desafios para garantir
autonomia e representatividade.
Durante o encontro, o presidente da FETIESC destacou
a importância da parceria com o Instituto Edésio
Passos para promover espaços de formação e
conscientização da classe trabalhadora diante dos
desafios enfrentados atualmente.
“Vivemos um momento difícil na vida sindical. Os
desafios são fortes. Não é se escondendo que vamos
superar esses desafios, precisamos fazer a nossa
parte”, afirmou.
A vice-presidente da FETIESC, Stephania Frainer,
ressaltou a qualidade dos conteúdos apresentados
pelos palestrantes e a importância da formação
permanente para fortalecer a organização dos
trabalhadores.
“Conhecimento nunca é demais. Conhecimento é o que
precisamos, afinal, quando o movimento sindical se
organiza, a classe trabalhadora volta a ter
esperança”, destacou.
A presidente do Departamento Químico da FETIESC,
Cinthia Ronska, também chamou atenção para as
dificuldades enfrentadas pelas entidades sindicais,
especialmente no aspecto financeiro.
“É difícil sair de nossas bases e vir para cá fazer
esses cursos, mas nós precisamos nos unir para não
deixar o movimento sindical morrer”, afirmou.
Instituto Edésio Passos reforça compromisso com a
luta sindical
O presidente do Instituto Edésio Passos, Dr. André
Passos, agradeceu a parceria com a FETIESC e
destacou que a missão da instituição é manter vivo o
legado de Edésio Passos, um dos grandes defensores
da transformação social por meio da organização
coletiva.
“Edésio teve na FETIESC um porto seguro, um lar. Por
isso, nosso instituto tem obrigação de estar junto
de vocês”, declarou.
Segundo ele, a oficina abordou dois dos principais
desafios do movimento sindical atualmente: a
necessidade de garantir autonomia financeira e
fortalecer a capacidade de atuação das entidades.
“No capitalismo não existe liberdade sem dinheiro”,
afirmou, ao defender a importância de discutir
formas de financiamento que garantam independência
para a luta sindical.
Tutela coletiva como ferramenta de defesa dos
trabalhadores
Ao abordar a tutela coletiva, o advogado Giovani
Soares do Nascimento explicou que os sindicatos
possuem legitimidade para defender judicialmente os
direitos e interesses coletivos ou individuais dos
trabalhadores representados pela categoria.
“A Constituição Federal garante o incentivo às
entidades sindicais ajuizarem ações coletivas. A
ação coletiva bem executada financia e fortalece a
estrutura jurídica do movimento sindical”, explicou.
Já o advogado Dr. Sandro Lunard destacou que a
estruturação das entidades é fundamental para
ampliar a capacidade de enfrentamento dos desafios.
“Ter bons assessores — de comunicação, jurídico,
financeiro, entre outros — é fundamental para
potencializar a luta sindical”, afirmou.
Lançamento de livros encerra programação
Ao final do evento, o procurador do Trabalho Dr.
Alberto Emiliano de Oliveira Neto realizou o
lançamento de seus dois livros mais recentes:
“Sindicatos” e “Contribuições Sindicais”, ampliando
o debate sobre temas fundamentais para a organização
sindical brasileira.
A oficina “Trabalho e Organização Coletiva” reforçou
o compromisso da FETIESC com a formação de
dirigentes e com a construção de um movimento
sindical cada vez mais preparado para defender os
direitos da classe trabalhadora diante dos desafios
do presente e do futuro.
Fonte: FETIESC

26/06/2026 -
Para o Dieese, ganhos reais devem persistir
Mês a mês, o Dieese publica o boletim “De olho nas
negociações”, com o balanço das campanhas salariais.
Em maio, o levantamento apurou ganho real em 84,3%
das negociações coletivas. Acordos iguais ao INPC
ficaram em 7,5%, enquanto os acordos abaixo da
inflação foram de 8,2%. Para fazer esse
levantamento, o Dieese leva em conta os acordos
registrados no Sistema Mediador, do Ministério do
Trabalho e Emprego.
A Agência Sindical ouviu Luís Ribeiro, técnico que
acompanha as negociações mensais e publica o
balanço. Em maio, ele diz, foram computados 800
acordos coletivos. Num ano, passam de cinco mil os
acordos analisados.
Para o profissional do Dieese, “o resultado das
negociações mostra um quadro estável, refletindo a
situação da economia nacional”. Ele aponta uma
pequena elevação da inflação em junho, mas, por
outro lado, avalia que o fim do conflito USA-Irã
tende também a apaziguar o quadro econômico mundial.
O levantamento possibilita verificar em que setores
o sindicalismo tem obtido melhores resultados.
Quanto a maio, informa Luís Ribeiro, “os melhores
desempenhos ocorreram nos setores do mobiliário e
construção, na indústria da alimentação e também no
comércio”. Todos registram ganhos reais em torno de
90% ou mais das negociações.
Em janeiro deste ano, os acordos com ganhos reais
para as categorias ficaram em 78,7%. Em maio, o
resultado foi de 84,3% – “ainda assim, um pouco
acima do mesmo mês em 2025”, informa Luís Ribeiro.
Para o técnico do Dieese, não deve haver grandes
flutuações nas negociações daqui até o final do ano.
Ele considera que o bom desempenho em setores de
peso, como alimentação, comércio e construção,
indicam estabilidade uma conjuntura econômica mais
geral.
Mais – Site do Dieese.
Fonte: Agência Sindical

26/06/2026 -
Indústria brasileira fatura R$ 8,8 trilhões e
emprega 8,7 milhões de pessoas em 2024
Levantamento mostra concentração de receitas nas
grandes empresas, que responderam por quase 68% do
faturamento líquido do setor
A indústria brasileira encerrou 2024 com 358,4 mil
empresas em atividade, responsáveis pela geração de
8,7 milhões de empregos e pelo pagamento de R$ 481,1
bilhões em salários, retiradas e outras
remunerações. Os dados são da Pesquisa Industrial
Anual (PIA) divulgada pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira
(24/6).
Segundo o levantamento, a receita bruta total do
setor alcançou R$ 8,8 trilhões em 2024. Desse
montante, R$ 7,4 trilhões tiveram origem diretamente
na venda de produtos e serviços industriais. Já a
receita líquida de vendas, que desconta impostos,
cancelamentos e abatimentos, somou R$ 6,8 trilhões.
O estudo também apontou que o valor de transformação
industrial, indicador que mede a riqueza gerada pela
atividade produtiva, atingiu R$ 2,6 trilhões. As
Indústrias de Transformação concentraram 88,8% desse
total.
Os dados apontam ainda uma forte concentração
econômica nas empresas de maior porte. As companhias
com 500 ou mais empregados responderam por R$ 4,6
trilhões da receita líquida de vendas, o equivalente
a 67,9% de todo o faturamento do setor.
As empresas de médio porte, com quadro entre 100 e
499 funcionários, representaram 17,4% da receita
líquida. As pequenas empresas ficaram com 8,7% do
total, enquanto as microempresas responderam por
apenas 6,1%.
Fonte: Correio Braziliense

25/06/2026 -
Centrais sindicais intensificam mobilização nacional
e convocam manifestações para 30 de junho
As centrais sindicais NCST, CUT, Força Sindical,
UGT, CTB, CSB, Intersindical, Pública e Fórum
Sindical dos Trabalhadores convocaram trabalhadores,
entidades sindicais e movimentos sociais para
participarem das atividades programadas para o dia
30 de junho em todo o país.
A iniciativa faz parte da campanha nacional em
defesa da redução da jornada de trabalho sem
diminuição dos salários e pelo fim da escala de
trabalho 6×1.
A definição da agenda ocorreu durante reunião entre
representantes das centrais e de movimentos sociais,
que discutiram ações para ampliar o engajamento
popular e fortalecer a articulação política em torno
das propostas em debate no Senado Federal.
As entidades também destacaram a necessidade de
manter a unidade do movimento sindical para avançar
em pautas consideradas prioritárias para a classe
trabalhadora.
Mobilização e articulação política
Como etapa preparatória, as centrais orientam
sindicatos, federações e demais organizações a
utilizarem, no dia 29 de junho,
a plataforma Na
Pressão, disponível em napressao.org.br. A
ferramenta permite o envio de mensagens aos
parlamentares em apoio às reivindicações dos
trabalhadores.
Outra orientação é que as entidades estaduais
reforcem o diálogo com os senadores de seus
respectivos estados, buscando ampliar o apoio às
propostas relacionadas à redução da jornada e ao fim
da escala 6×1.
Ainda no dia 29, as organizações sindicais deverão
promover uma ampla divulgação do tema por meio de
matérias, artigos e conteúdos informativos em seus
canais de comunicação. A proposta é ampliar o debate
público sobre os impactos positivos das mudanças nas
condições de trabalho e na qualidade de vida dos
trabalhadores.
No dia 1º de julho, o Senado Federal sediará uma
audiência pública que reunirá cerca de 30
representantes de entidades sindicais, especialistas
e integrantes de movimentos sociais. Durante o
encontro, serão apresentados argumentos técnicos e
sociais em defesa da redução da jornada de trabalho.
Também está prevista, na mesma data, uma reunião
entre representantes das centrais sindicais e o
presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O encontro
terá como foco o diálogo institucional e o
acompanhamento da tramitação das propostas
defendidas pelo movimento sindical.
Fonte: NCST

25/06/2026 -
Senado promove debate sobre PEC do fim da escala 6x1
em 1º de julho
Discussão terá como objetivo avaliar os impactos
sociais, econômicos e produtivos da redução da
jornada de trabalho
O Plenário do Senado realizará no próximo dia 1º de
julho uma sessão de debates temáticos para discutir
a proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019),
que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.
A discussão terá como objetivo avaliar os impactos
sociais, econômicos e produtivos da redução da
jornada de trabalho no país, com especialistas,
parlamentares e membros de diferentes setores.
Entre as entidades convidadas está a Frente Nacional
de Prefeitas e Prefeitos (FNP). A confirmação foi
dada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
durante sessão plenária no último dia 18.
"Este é o motivo de uma audiência pública tão
relevante: ouvirmos todos aqueles que queiram ajudar
a construir o entendimento em relação a esta
matéria."
A PEC propõe a redução da jornada semanal de
trabalho de 44 para 40 horas, além da garantia de
dois dias de descanso por semana, substituindo o
modelo atual de seis dias trabalhados para um de
folga. A implementação seria gradual, com prazo de
transição de até 14 meses após a eventual
promulgação da proposta.
Incertezas no Senado
Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, a
proposta enfrenta um cenário de incerteza no Senado.
Encaminhada à Casa no dia seguinte, a matéria
permanece há quase 30 dias sem avanços formais.
Até o momento, a PEC não recebeu despacho da
Presidência do Senado, não teve relator designado
nem foi encaminhada a qualquer comissão. Também não
há um calendário definido para sua tramitação.
Enquanto não houver despacho, a proposta seguirá sem
andamento efetivo na Casa.
Em meio à falta de andamento da proposta, o
Congresso tem semana esvaziada sem votações
agendadas. O período entre 22 e 26 de junho é
marcado por festas de São João e pelo jogo do Brasil
na Copa do Mundo, na quarta-feira (24).
A baixa movimentação aumenta a pressão para a
votação de matérias consideradas estratégicas,
inclusive a PEC da 6x1, antes do início oficial do
recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de
julho.
Fonte: Congresso em Foco

25/06/2026 -
Brasil registra alta de 1,4 milhão de empregos em
janeiro e fevereiro
Norte, Nordeste e Centro-Oeste crescem acima da
média nacional
Janeiro e fevereiro deste ano tiveram crescimento de
1 milhão e 400 mil novos empregos em todo o país.
Com isso, o Brasil chegou a mais de 62 milhões e
duzentos mil contratos ativos no segundo mês do ano,
segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Um
crescimento de 3,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
Esses dados são da Rais Mensalizada, divulgada nesta
quarta-feira. É a Relação Anual de Informações
Sociais. Os dados incluem informações de
trabalhadores dos setores público e privado.
O Brasil tem quase 48 milhões de trabalhadores com
carteira assinada e 13 milhões e 800 mil agentes
públicos, entre servidores concursados, temporários
e comissionados.
Em termos proporcionais, as regiões Norte, Nordeste
e Centro-Oeste apresentaram crescimento acima da
média nacional, enquanto Sudeste e Sul ficaram
abaixo. No entanto, em termos absolutos, Minas
Gerais e São Paulo lideraram a abertura de novos
empregos.
Fonte: Agência Brasil

25/06/2026 -
Mais de 37 milhões de trabalhadores cumprem jornadas
acima de 41 horas semanais
Dados do Ministério do Trabalho mostram que 73,7%
dos empregados com carteira assinada trabalham mais
de 41 horas por semana no Brasil
Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego
divulgado nesta quarta-feira (24) revela que 37,11
milhões de trabalhadores com carteira assinada no
Brasil cumprem jornadas superiores a 41 horas por
semana. Os dados mostram que esses trabalhadores
seriam beneficiados pela redução da jornada de
trabalho para 40 horas semanais.
De acordo com os dados do governo federal, os 37,11
milhões de trabalhadores nessa situação correspondem
a 73,7% do total de 50,32 milhões de empregados
regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
registrados em fevereiro deste ano. O levantamento
abrange principalmente trabalhadores do setor
privado, mas também inclui servidores públicos
contratados sob o regime celetista.
Os números reforçam o debate em torno da redução da
jornada de trabalho no país. Em maio, a Câmara dos
Deputados aprovou uma Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que prevê a diminuição da carga
horária semanal de 44 para 40 horas e abre caminho
para o fim da escala de trabalho 6x1.
Segundo o levantamento do Ministério do Trabalho, a
distribuição dos trabalhadores por faixa de jornada
semanal é a seguinte:
- 37,11 milhões de empregados trabalham mais de 41
horas por semana;
- 9,24 milhões cumprem jornadas entre 31 e 40 horas
semanais;
- 2,16 milhões trabalham entre 21 e 30 horas por
semana;
- 1,81 milhão exerce atividades por até 20 horas
semanais.
A proposta aprovada pela Câmara estabelece uma
implementação gradual da redução da jornada.
Conforme o texto, a diminuição de quatro horas
semanais ocorrerá em duas etapas. As duas primeiras
horas deverão ser reduzidas em até dois meses após a
promulgação da PEC. As duas horas restantes deverão
ser implementadas em até 12 meses após a conclusão
da primeira fase.
Fonte: Brasil247

25/06/2026 -
FAT terá orçamento de R$ 130 bilhões para fortalecer
políticas de emprego e renda em 2027
Recursos aprovados pelo Codefat serão destinados
ao Seguro-Desemprego, Abono Salarial, qualificação
profissional, ações de emprego e financiamento de
programas de desenvolvimento econômico pelo BNDES
O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (Codefat) aprovou, nesta terça-feira
(23), a proposta orçamentária do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT) para 2027, no valor de R$ 130,03
bilhões. O montante representa um aumento de 8% em
relação ao orçamento previsto na Lei Orçamentária
Anual (LOA) de 2026 (Lei nº 15.346), que é de R$
120,397 bilhões.
Para a promoção do trabalho digno, emprego e renda,
foi alocado o total de R$ 107,617 bilhões. Nessa
programação estão inseridas políticas como o Abono
Salarial, que receberá R$ 34,760 bilhões, com
estimativa de beneficiar 25,1 milhões de
trabalhadores, e o Seguro-Desemprego, com R$ 71,758
bilhões, atendendo aproximadamente 8,3 milhões de
trabalhadores. Também foram destinados R$ 450
milhões para a qualificação profissional, R$ 117,12
milhões para o fomento à inclusão produtiva e R$ 309
milhões para a gestão do Sistema Nacional de Emprego
(Sine).
Conforme previsto na Constituição Federal, parte dos
recursos orçamentários do FAT é destinada a
programas de desenvolvimento econômico, operados
pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES). Para 2027, estão previstos repasses
de R$ 22,3 bilhões ao banco para o financiamento de
programas de desenvolvimento econômico.
A proposta orçamentária aprovada pelo Conselho para
2027 estima uma arrecadação total de R$ 130,03
bilhões, composta por R$ 96,80 bilhões provenientes
da arrecadação de contribuições do PIS/Pasep, R$
32,8 bilhões em receitas financeiras e R$ 456,10
milhões oriundos de outras fontes.
Livro 35 anos do FAT
Junto com a aprovação do orçamento para o próximo ano,
foi lançado o livro “35 anos do FAT – Políticas de
Emprego e Desenvolvimento Econômico no Brasil”. A
publicação apresenta, de forma acessível, a
trajetória de construção das políticas de emprego no
Brasil, o funcionamento do Fundo e os desafios para
a sua sustentabilidade, contribuindo para qualificar
o debate sobre o futuro do trabalho e da proteção
social no país.
Ao lançar o livro, o secretário-executivo do
Ministério do Trabalho e Emprego, Chico Macena,
ressaltou a importância de a sociedade conhecer o
funcionamento do FAT para discutir o seu futuro.
“Quando se observam os investimentos que foram
feitos ao longo dos anos, no BNDES e na conta do
trabalhador, temos que dizer: esse Fundo tem que ser
preservado. É um instrumento estratégico para o
desenvolvimento do país e para a sua soberania,
devendo ser preservado e valorizado”, destacou.
Baixe o livro aqui.
Sobre o FAT
O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) é uma política
pública de caráter constitucional destinada ao
financiamento do Seguro-Desemprego, do Abono
Salarial e de programas de desenvolvimento
econômico. Com base em receitas provenientes do PIS/Pasep,
o Fundo também apoia ações de qualificação
profissional e serviços públicos de emprego,
configurando-se como um dos pilares do sistema de
proteção ao trabalho no Brasil.
Fonte: MTE

24/06/2026 -
Paim comemora fim da idade mínima para aposentadoria
em atividades insalubres
O senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou nesta
segunda-feira (22) a derrubada, pelo Supremo
Tribunal Federal (STF), da idade mínima para
aposentadoria especial em atividades insalubres.
A idade mínima (55, 58 ou 60 anos, conforme o tempo
de contribuição) para os trabalhadores expostos a
agentes nocivos à saúde obterem aposentadoria
especial havia sido instituída pela reforma da
Previdência de 2019, no governo de Jair
Bolsonaro. No último dia 3, o STF julgou
parcialmente procedente uma ação direta de
inconstitucionalidade proposta em 2020
pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI), invalidando esse dispositivo da
reforma.
— [O STF] tomou uma decisão que entrará para a
história da proteção social da classe trabalhadora
do nosso país. Barrou, definitivamente, a absurda
exigência da idade mínima para a aposentadoria
especial, tão combatida por nós, mas imposta,
infelizmente, em 2019 — explicou Paim em discurso no
Plenário, aproveitando para saudar os 80 anos da
CNTI.
Para ele, o fim da idade mínima para essas
atividades não é privilégio, mas um instrumento de
proteção coletiva e medicina preventiva para
“retirar o corpo humano do ambiente hostil antes que
o dano biológico seja irreversível".
— Exigir a idade mínima de 55, 58 ou 60 para quem
trabalha em minas de subsolo com alta poluição ou
com agentes químicos cancerígenos ou em redes
elétricas de alta tensão, por exemplo, é uma
sentença de invalidez. Ou de morte precoce —
afirmou.
O senador recordou as audiências públicas feitas
pelo país para convencer de que o fim da idade
mínima seria uma medida suprapartidária e a favor
dos trabalhadores e trabalhadoras em atividades
insalubres. Os debates e estudos, segundo Paim,
provaram “o óbvio”.
6 x 1
No discurso, o senador reafirmou seu apoio ao fim da
escala 6x1, em discussão no Senado. Para ele, a
medida é apenas uma evolução natural das relações
trabalhistas no Brasil.
— A mesma filosofia que enterrou a idade mínima é a
que move nossa defesa intransigente pelo fim da
degradante escala 6x1 e pela redução da jornada de
trabalho para 40 horas semanais. Quem não gostaria
ou não gosta de ficar sábado e domingo em casa? —
perguntou.
Leonel Brizola
No mesmo discurso, Paim prestou homenagem a Leonel
Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio
de Janeiro, que faleceu há 22 anos. A educação,
relembrou o senador, era uma das maiores bandeiras
políticas do político gaúcho. Ele leu no Plenário um
poema do escritor chileno Pablo Neruda em que
Brizola é citado: “Celebramos a chegada de Leonel
Brizola ao cenário da América como uma deslumbrante
encarnação de nossas esperanças”, diz um dos versos
lidos por Paim.
— Uma das principais bandeiras do grande Brizola era
a educação. No Rio Grande do Sul, construiu milhares
de escolas. No Rio de Janeiro, implantou os Cieps,
idealizados para oferecer ensino em tempo integral e
oportunidade a milhares de crianças e jovens —
lembrou Paim.
Vigilantes
O Dia Nacional do Vigilante (20 de junho) também foi
comemorado por Paim em seu discurso. Em setembro de
2024, lembrou, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva sancionou o Estatuto da Segurança Privada. A
norma, acrescentou, garante mais dignidade,
valorização profissional e proteção de direitos,
fortalecendo o setor.
— Os vigilantes exercem uma função essencial para a
proteção das pessoas, patrimônios, instituições,
complementando o trabalho da segurança pública e
contribuindo para a tranquilidade da sociedade
brasileira — concluiu.
Paim registrou ter recebido de representantes da
categoria dos vigilantes material impresso
declarando o apoio da profissão ao fim da escala
6x1.
Fonte: Agência Senado

24/06/2026 -
Mulheres concentram 63% dos afastamentos por saúde
mental
Dados da Previdência expõem o peso da sobrecarga
feminina em meio à alta dos transtornos mentais no
trabalho
As mulheres responderam por quase dois terços dos
afastamentos do trabalho por transtornos mentais e
comportamentais registrados no Brasil em 2025. Dados
divulgados pela Previdência Social mostram que, dos
546.254 benefícios por incapacidade temporária
concedidos em razão desses diagnósticos, 346.613
foram destinados a trabalhadoras — o equivalente a
63,46% do total.
O recorte de gênero não aparece por acaso. Enquanto
avançam no mercado de trabalho, as mulheres
continuam assumindo a maior parte do trabalho de
cuidado que sustenta a vida cotidiana — uma carga
invisível nas estatísticas econômicas, mas cada vez
mais visível nos indicadores de adoecimento.
Os dados mostram ainda que os afastamentos por
transtornos mentais cresceram 15,66% em relação a
2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios.
Ansiedade e depressão seguem liderando as causas de
incapacidade temporária. Somente os chamados
transtornos ansiosos responderam por 166.489
concessões em 2025. Já os episódios depressivos
somaram 126.608 benefícios.
Juntas, as duas condições representam mais da metade
dos afastamentos registrados por transtornos mentais
no país.
Os impactos da sobrecarga feminina
Embora a Previdência Social não detalhe os fatores que
levaram ao adoecimento, entidades que atuam na
defesa dos direitos das mulheres apontam que o
avanço desses indicadores não pode ser analisado
separadamente das condições concretas de vida e
trabalho enfrentadas pela população feminina.
Em entrevista ao Portal Vermelho, a diretora
nacional da UBM, Lau Domingos, chamou atenção para a
sobrecarga do cuidado e para a falta de políticas
públicas de apoio às mulheres, fatores que ajudam a
aprofundar o esgotamento e desigualdades no mercado
de trabalho
A avaliação encontra respaldo em dados recentes do
IBGE. O Censo Demográfico 2022 mostrou que cresce o
número de mulheres responsáveis pelos lares
brasileiros e pela criação dos filhos sem a presença
de um cônjuge. Atualmente, cerca de 7,8 milhões de
brasileiras vivem sozinhas com os filhos, enquanto
os homens nessa mesma configuração familiar
representam apenas 2% dos arranjos familiares do
país.
O levantamento também revelou uma mudança
significativa no perfil dos responsáveis pelos
domicílios. Em 2000, 77,8% dos lares tinham homens
como principais responsáveis. Em 2022, esse
percentual caiu para 51,2%, refletindo o avanço da
participação feminina na sustentação econômica das
famílias.
Os dados ajudam a compreender o contexto em que as
mulheres aparecem como maioria entre os afastamentos
por transtornos mentais. Se, por um lado, elas
conquistaram maior presença no mercado de trabalho e
passaram a ocupar um papel cada vez mais central na
manutenção dos lares, por outro continuam
concentrando grande parte das responsabilidades
relacionadas ao cuidado de filhos, idosos e
familiares.
Nesse cenário, os números da Previdência revelam
mais do que um crescimento dos afastamentos por
sofrimento psíquico. Eles evidenciam como as
transformações vividas pelas mulheres brasileiras
seguem acompanhadas por uma sobrecarga que permanece
distribuída de forma desigual.
Não por acaso, dos 546,2 mil benefícios concedidos
por transtornos mentais e comportamentais em 2025,
quase dois terços foram destinados a mulheres.
Fonte: Portal Vermelho

23/06/2026 -
Centrais e Alcolumbre devem se reunir dia 1º
Avançam as articulações pelo fim da escala 6×1 e a
redução da jornada pra 40 horas semanais. A primeira
quarta-feira de julho deverá ter reunião com o
presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), e
também encontro das Centrais com o presidente do
Senado, Davi Alcolumbre(União-AP).
A articulação dentro do Senado visa garantir, dentro
do prazo, a votação da PEC que acaba com a 6×1 e
fixa jornada de 40 horas semanais. Mas o
sindicalismo atua também, nos Estados, buscado
dialogar com o senadores locais.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, está
otimista, mas recomenda reforço nas tratativas com
os três senadores de cada Estado. Ele adianta:
“Semana que vem faremos reunião da Força Sindical, a
fim de fazer o balanço das atividades e também para
reforçar o diálogo com cada senador”.
Paim – O anúncio do encontro foi feito pelo
senador Paulo Paim (PT-RS), que já se reuniu com
Alcolumbre, a fim de definir a reunião do presidente
do Senado com os representantes das entidades
sindicais a fim de discutir os passos da Proposta de
Emenda à Constituição (PEC 221/2019).
Tramitação – A PEC, que chegou ao Senado no
fim de maio, aguarda despacho da Comissão de
Constituição e Justiça. Para o presidente da CCJ,
Otto Alencar (PSD-BA), a análise da proposta deve
ocorrer somente a partir de julho.
Diap – A Agência Sindical também ouviu o
consultor Antônio Augusto de Queiroz (Toninho do
Diap). Ele diz: “Há dois movimentos. O sindicalismo
que a votação antes do recesso parlamentar, que
começa em meados de julho. Já o setor patronal,
liderado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) que
postergar ao máximo a votação”.
Mais – Sites das Centrais e do Diap.
Fonte: Diap

23/06/2026 -
A decisão sobre o fim da escala 6×1 está nas mãos do
Senado
Entenda o fim da escala 6×1 e como a redução de
jornada traz dignidade e saúde para os trabalhadores
brasileiros.
A
aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho
para 40 horas semanais e avança no fim da escala 6×1
representa uma grande vitória da classe trabalhadora
brasileira. Mais do que uma mudança na legislação,
trata-se de um passo importante na construção de
relações de trabalho mais modernas, equilibradas e
compatíveis com a realidade do século XXI.
A votação na Câmara dos Deputados demonstrou que a
sociedade brasileira está preparada para discutir um
novo modelo de organização do trabalho, baseado não
apenas na produtividade, mas também na valorização
da vida, da saúde e do bem-estar dos trabalhadores.
Durante muito tempo, setores econômicos tentaram
convencer a sociedade de que jornadas extensas eram
indispensáveis para o crescimento econômico. A
realidade mostra exatamente o contrário. O excesso
de trabalho gera adoecimento, aumenta o estresse,
reduz a convivência familiar e compromete a
qualidade de vida de milhões de brasileiros. Não
existe desenvolvimento sustentável quando as pessoas
vivem apenas para trabalhar.
Qual país queremos construir?
O debate sobre a redução da jornada e o fim da escala
6×1 vai muito além da quantidade de horas
trabalhadas. Estamos discutindo qual país queremos
construir e quais valores devem orientar o futuro
das relações de trabalho. Os avanços tecnológicos, a
digitalização e os ganhos de produtividade precisam
beneficiar também aqueles que produzem a riqueza do
Brasil todos os dias.
Por isso, reduzir a jornada sem redução salarial não
deve ser encarado como um custo, mas como um
investimento social. Significa oferecer melhores
condições para que os trabalhadores tenham mais
tempo para a família, para os estudos, para o
descanso, para o lazer e para o cuidado com a saúde
física e mental. Significa construir uma sociedade
mais equilibrada e mais justa.
Ao mesmo tempo, é fundamental estarmos atentos às
propostas que tentam apresentar a retirada de
direitos como se fosse modernização. A verdadeira
modernização não está na precarização das relações
de trabalho nem no enfraquecimento da proteção legal
dos trabalhadores. Modernizar significa adaptar as
relações de trabalho aos novos tempos sem abrir mão
da dignidade humana e da proteção social.
A experiência demonstra que trabalhadores não
negociam em condições de igualdade diante dos
empregadores. Por isso, a legislação trabalhista, a
negociação coletiva e a organização sindical
continuam sendo instrumentos essenciais para
garantir equilíbrio nas relações de trabalho.
Foram esses mecanismos que permitiram a conquista de
direitos como:
- férias,
- 13º salário,
- descanso remunerado,
- jornada limitada
E tantas outras garantias que hoje parecem naturais,
mas que foram resultado de muita luta.
A experiência do Sindicato dos Eletricitários
No Sindicato dos Eletricitários de São Paulo,
defendemos essa pauta não apenas na teoria. Há anos
demonstramos, na prática, que jornadas mais humanas
são possíveis. Implantamos internamente a jornada de
36 horas semanais sem redução salarial e avançamos
em modelos mais flexíveis de organização do
trabalho. A experiência mostra que trabalhadores
valorizados produzem melhor, adoecem menos e
desenvolvem suas atividades com mais qualidade e
comprometimento.
A aprovação da PEC na Câmara representa um
importante avanço, pelo fim da escala 6×1, mas a
luta ainda não terminou. Agora, o futuro dessa
conquista está nas mãos do Senado Federal.
Os senadores têm diante de si a oportunidade de
contribuir para uma transformação positiva na vida
de milhões de trabalhadores brasileiros. A decisão
que será tomada não diz respeito apenas à jornada de
trabalho. Trata-se de uma escolha sobre o modelo de
desenvolvimento que queremos para o país, sobre a
valorização da vida e sobre o papel do trabalho na
construção de uma sociedade mais justa.
O movimento sindical continuará mobilizado para
garantir a aprovação definitiva do fim da escala
6×1. Seguiremos dialogando com a sociedade e com os
parlamentares para demonstrar que jornadas mais
humanas não representam um obstáculo ao crescimento
econômico. Pelo contrário. Representam um avanço
civilizatório capaz de promover mais saúde, mais
produtividade, mais equilíbrio social e mais
qualidade de vida.
O Senado tem agora a responsabilidade de ouvir a voz
dos trabalhadores brasileiros e dar continuidade a
uma mudança que já encontra respaldo na sociedade. A
decisão por jornadas mais humanas está nas mãos do
Senado.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força
Sindical.
Fonte: Rádio Peão Brasil

23/06/2026 -
Pejotização avança e esvazia proteção trabalhista
Migração de 5,5 milhões de trabalhadores da
CLT para contratos via CNPJ amplia perdas para
Previdência e FGTS e leva disputa sobre o futuro do
trabalho ao STF
Trata-se da nova face da precarização. Estamos
tratando da migração em massa de trabalhadores da
CLT para contratos via PJ (pessoa jurídica), que
transforma o trabalhador em “empresa” deixou de ser
tendência restrita a profissionais de alta renda e
passou a redesenhar o mercado de trabalho
brasileiro.
Entre 2022 e 2025, cerca de 5,5 milhões de
trabalhadores abandonaram vínculos formais e
passaram a atuar como prestadores de serviço,
segundo dados do MTE (Ministério do Trabalho e
Emprego).
O fenômeno, vendido por empresas como modernização das
relações de trabalho e ampliação da flexibilidade,
começa a produzir efeitos significativos sobre as
contas públicas e a rede de proteção social.
Estimativas do governo apontam perdas de R$ 61,4
bilhões para a Previdência Social e de R$ 24,2
bilhões para o FGTS no período.
O crescimento acelerado da chamada pejotização levou
o debate ao STF (Supremo Tribunal Federal), que
realizará julgamento — Tema 1389 — com potencial
para redefinir os limites entre contratação legítima
e fraude trabalhista no País.
Semana passada, o Supremo decidiu retomar o
andamento dos processos sobre pejotização na
primeira e segunda instâncias da Justiça do
Trabalho. Embora as ações possam voltar a tramitar
nas varas e tribunais regionais, a Corte ainda não
julgou o mérito da questão, pendente sob o Tema 1389
da repercussão geral.
O que está em jogo no STF
A discussão ganhou dimensão nacional após o STF
suspender milhares de processos sobre reconhecimento
de vínculo empregatício até o julgamento do Tema
1389, que deverá fixar tese de repercussão geral
para todo o Judiciário.
O caso expõe divergência histórica entre a Justiça
do Trabalho e setores empresariais. Enquanto o TST
(Tribunal Superior do Trabalho) entende que a
existência de CNPJ não afasta automaticamente o
vínculo de emprego quando estão presentes
subordinação, pessoalidade, habitualidade e
remuneração, representantes do mercado defendem
maior liberdade contratual.
Em audiência pública promovida pela Corte,
magistrados, economistas, sindicalistas, empresários
e especialistas divergiram sobre os efeitos do
modelo. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho,
classificou a expansão da pejotização como ameaça à
proteção previdenciária e trabalhista, alertando
para o risco de esvaziamento do sistema de
Seguridade Social, que engloba Previdência Social,
Saúde Pública (SUS) e Assistência Social.
Nas redes e em fóruns especializados, o debate
também se intensificou. De um lado, trabalhadores
relatam ganhos líquidos maiores e maior autonomia
profissional. De outro, multiplicam-se relatos de
profissionais obrigados a abrir empresas para manter
empregos que continuam funcionando sob as mesmas
regras de subordinação típicas da CLT.
Crescimento impulsionado por empresas
A expansão da chamada pejotização não decorre apenas
de escolha dos trabalhadores. Em muitos setores,
essa tem sido estimulada por empresas interessadas
em reduzir encargos trabalhistas e custos
operacionais.
A diferença é expressiva. Enquanto a contratação
formal envolve férias remuneradas, 13º salário,
FGTS, contribuição previdenciária patronal e outras
obrigações, os contratos PJ transferem parte desses
custos e riscos para o trabalhador.
O resultado é pressão crescente para substituição de
vínculos celetistas por contratos empresariais,
sobretudo em segmentos de alta qualificação.
Levantamento da Catho mostra que as vagas para
contratação via PJ cresceram 19% no primeiro
trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período
do ano anterior. Estudo da InfoJobs indica dado
revelador: apesar da expansão desse modelo, 56% dos
profissionais que atuam como PJ afirmam preferir
retornar ao regime CLT, principalmente em busca de
estabilidade e proteção social.
Onde a pejotização mais avança
A transformação é especialmente intensa em atividades
ligadas à economia digital e aos serviços
especializados.
Na área de tecnologia da informação, mais de 90% dos
profissionais já atuam como pessoa jurídica. Em
comunicação e marketing, a participação do modelo
passou de 49% das vagas em 2021 para 68% em 2026.
A saúde também aderiu fortemente ao sistema. Médicos
plantonistas, psicólogos e outros profissionais
frequentemente trabalham por meio de empresas
próprias. O mesmo ocorre em setores como engenharia,
advocacia, consultoria e produção audiovisual.
Por outro lado, atividades com menor remuneração
média e maior necessidade de controle operacional
continuam predominantemente vinculadas à CLT, como
comércio, logística, transporte coletivo, construção
civil, limpeza urbana e serviços administrativos.
Conta que fica para o Estado
O avanço da pejotização produz efeito paradoxal.
Embora reduza custos para empresas e possa elevar a
renda líquida de parte dos profissionais, diminui
significativamente a arrecadação destinada à
Previdência Social e ao FGTS.
Especialistas em finanças públicas alertam que a
expansão indiscriminada do modelo pode ampliar o
desequilíbrio previdenciário justamente em momento
de envelhecimento acelerado da população brasileira.
A preocupação também envolve o futuro dos próprios
trabalhadores. Sem contribuição previdenciária
regular, milhões de profissionais podem chegar à
aposentadoria sem cumprir requisitos mínimos para
acesso a benefícios ou depender exclusivamente de
programas assistenciais financiados pelo Estado.
Flexibilidade ou fraude?
A questão central não é a existência do contrato PJ em
si. Há consenso de que esse é legítimo em inúmeras
atividades empresariais e profissionais. O problema
surge quando a figura jurídica é utilizada para
mascarar relações de emprego tradicionais.
Nesses casos, trabalhadores cumprem jornada fixa,
respondem a superiores hierárquicos, não podem se
fazer substituir e recebem remuneração periódica,
mas sem qualquer proteção trabalhista.
É justamente essa fronteira que o STF será chamado a
definir.
O julgamento poderá estabelecer marco regulatório
para um dos temas mais sensíveis da economia
contemporânea: o equilíbrio entre flexibilidade
produtiva, competitividade empresarial e preservação
dos direitos sociais.
Mais do que disputa jurídica, a discussão reflete o
dilema estrutural do mercado de trabalho brasileiro.
De um lado, empresas pressionadas por custos e
competição global. De outro, milhões de
trabalhadores que veem na carteira assinada não
apenas contrato de trabalho, mas rede de proteção
cada vez mais rara em mercado marcado pela
informalização crescente, que, em última instância,
significa precarização das relações de trabalho.
Fonte: Diap

23/06/2026 -
Medida provisória amplia programa para reduzir fila
de análise de benefícios do INSS
A nova norma reduz de 45 para 30 dias o tempo de
espera de processos previdenciários e assistenciais
para que entrem no monitoramento especial
A Medida Provisória 1369/26 amplia a atuação do
Programa de Gerenciamento de Benefícios, criado para
ajudar a reduzir as filas do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) e da perícia médica federal.
A MP 1369/26 altera a Lei 15.201/25 e inclui entre
os objetivos do programa o monitoramento de
processos de benefícios previdenciários e
assistenciais que estejam em tramitação há mais de
30 dias ou com prazo judicial expirado.
Criado para acelerar a análise de processos
pendentes no INSS e na Perícia Médica Federal, o
programa passa a acompanhar requerimentos com maior
tempo de espera.
Próximos passos
Como toda medida provisória, a norma já está em vigor
a partir da publicação, mas precisa ser aprovada
pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar
lei.
Fonte: Agência Câmara

22/06/2026 -
Prefeitos participarão de debate sobre o fim da
escala 6x1
Participação da Frente Nacional de Prefeitas e
Prefeitos foi confirmada pelo presidente do Senado,
Davi Alcolumbre.
A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP)
será representada na sessão de debates, agendada
para 1º de julho, sobre a proposta que acaba com a
escala de trabalho 6x1 no Brasil. A participação da
entidade foi confirmada pelo presidente do Senado,
Davi Alcolumbre, após encontro em seu gabinete com o
prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo.
O prefeito, que também preside a FNP, solicitou a
participação da entidade no debate e entregou
documentos com as preocupações do municipalismo
sobre o impacto da redução da jornada de trabalho
nas prefeituras. Alcolumbre acolheu o pedido.
"Este é o motivo de uma audiência pública tão
relevante: ouvirmos todos aqueles que queiram ajudar
a construir o entendimento em relação a esta
matéria", afirmou o presidente do Senado.
Durante a sessão deliberativa no Plenário, o senador
Paulo Paim (PT-RS) cumprimentou Alcolumbre pela
decisão de manter a data da sessão de debates.
Incertezas no Senado
Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, a
proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o
fim da escala 6x1 enfrenta um cenário de incerteza
no Senado. Encaminhada à Casa no dia seguinte, a
matéria permanece há mais de 20 dias sem avanços
formais.
Até o momento, a PEC não recebeu despacho da
Presidência do Senado, não teve relator designado
nem foi encaminhada a qualquer comissão. Também não
há um calendário definido para sua tramitação.
Enquanto não houver despacho, a proposta seguirá sem
andamento efetivo na Casa.
Fonte: Congresso em Foco

22/06/2026 -
STF retira suspensão de processos sobre
‘pejotização’ na primeira instância e nos TRTs
Ministro Gilmar Mendes considerou que a medida
represou processos; decisão permite trâmite de casos
nas instâncias ordinárias
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal
Federal (STF), determinou a retirada da suspensão
dos processos que discutem a licitude da contratação
de trabalhador autônomo ou de pessoa jurídica para a
prestação de serviços, prática conhecida como
“pejotização”. A medida vale apenas para a primeira
e a segunda instâncias da Justiça do Trabalho.
Em sua decisão, o relator considerou que a suspensão
dos processos ainda em fase de instrução (produção
de provas) ou pendentes de julgamento produziu um
“significativo represamento”. Por essa razão,
avaliou ser recomendável o prosseguimento dos
processos perante os juízos de primeiro grau e os
Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), permitindo a
completa instrução processual e o julgamento.
“Tal providência não compromete a autoridade da
futura decisão desta Corte nem a uniformização da
interpretação constitucional da matéria, uma vez que
eventuais divergências permanecerão sujeitas à
incidência da tese vinculante a ser posteriormente
fixada pelo Supremo Tribunal Federal”, destacou o
ministro.
A decisão estabelece que a suspensão voltará a valer
após o julgamento dos casos pelos TRTs. A partir
dessa etapa, os processos deverão permanecer
suspensos até o julgamento definitivo da tese sobre
a “pejotização” pelo STF.
“Pejotização”
A suspensão nacional havia sido determinada em abril
do ano passado. Na ocasião, o relator considerou que
a controvérsia sobre a legalidade desses contratos
havia sobrecarregado o STF, diante do elevado número
de reclamações contra decisões da Justiça do
Trabalho que, em diferentes graus, deixavam de
aplicar entendimento já firmado pela Corte sobre a
matéria.
A “pejotização” consiste na contratação de um
trabalhador por meio de pessoa jurídica constituída
para a prestação de serviços. Esse modelo é comum em
diversos setores, como representação comercial,
corretagem de imóveis, advocacia associada, saúde,
artes, tecnologia da informação e serviços de
entrega, entre outros.
No caso discutido no Recurso Extraordinário com
Agravo (ARE) 1532603 – processo paradigma da
repercussão geral (Tema 1.389) –, o Tribunal
Superior do Trabalho (TST) afastou o reconhecimento
do vínculo empregatício entre um corretor e uma
seguradora, tendo em vista a existência de contrato
de prestação de serviços firmado entre as partes, na
modalidade de franquia.
Leia a
íntegra da decisão.
Fonte: STF

22/06/2026 -
Câmara aprova projeto que avança nas bases da
“indústria verde”
A matéria, que segue ao Senado, institui a
política industrial, tecnológica e de comércio
exterior
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (17)
projeto de lei que avança nas bases para a indústria
verde no país, priorizando a sustentabilidade com
baixo impacto ambiental.
O projeto, que segue ao Senado, institui a política
industrial, tecnológica e de comércio exterior.
Entre as medidas, a matéria aumenta a margem de
preferência de 10% para 20% na contratação de bens e
serviços nacionais em processos licitatórios.
Por exemplo, o produto nacional pode ser até 20%
mais caro que o estrangeiro e ainda assim tem
preferência. Essa margem sobe para 30% quando o item
atende a critérios de sustentabilidade e inovação.
“Não se trata de qualquer industrialização, mas de
novas bases para o progresso nesse setor e em
serviços avançados e especializados, que venham com
inovação, sustentabilidade e um desenvolvimento
econômico e social inclusivo em nosso país”, defende
o deputado Rodrigo Rolemberg (PSB-DF), relator da
matéria.
Segundo ele, diante da experiência que o país tem no
fomento da indústria verde, sabe-se que o desafio
ambiental e a transição energética “devem estar
fortemente vinculados à geração de cada vez mais
elos sustentáveis dentro da economia nacional, e não
apenas à importação de soluções prontas de fora”.
O relator diz também que a medida traz avanço ao
obrigar relatórios de acompanhamento pelo Congresso
da política industrial a ser adotada pelo Executivo
no primeiro ano de governo.
“Dessa forma, enquanto as principais economias do
mundo estão formulando e executando políticas
industriais muito ativas e arrojadas, o Brasil
precisa buscar as melhores práticas internacionais
para desenvolver sua capacidade produtiva e
tecnológica interna e melhorar sua inserção global”,
diz o relator.
Para ele, a recriação do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
e a discussão sobre a neoindustrialização no país
serão beneficiadas pelo planejamento proposto no
projeto.
“A indústria de transformação no país caiu de 35,9%,
em 1985, do Produto Interno Bruto (PIB) para 12,3%,
em 2020, enquanto a indústria brasileira retrocedeu
de oitava do mundo, na década de 1990, para 15ª, em
2024”, lembra.
Regras contratuais
– O Executivo federal poderá regulamentar editais de
licitação para exigir conteúdo nacional ou prever a
participação exclusiva de empresas brasileiras de
capital nacional;
– Essa exclusividade será voltada para garantir a
segurança nacional, a ordem pública ou o
desenvolvimento de setores estratégicos;
– As regras de exclusividade e conteúdo nacional
também passam a valer para as leis de concessão de
serviços públicos e de parcerias público-privadas (PPPs).
– Se uma empresa vencer uma licitação exclusiva para
nacionais e sofrer alteração em seu controle efetivo
que a descaracterize como empresa brasileira, a
administração pública ganha um novo motivo para
romper o contrato.
Fonte: Portal Vermelho

22/06/2026 -
Governo veta integralmente projeto que reduz
direitos trabalhistas como incentivo à contratação
de jovens
Programa Contrato de Primeiro Emprego previa
redução da alíquota do FGTS e da contribuição à
Previdência; Congresso pode derrubar o veto
O presidente da República em exercício, Geraldo
Alckmin, vetou integralmente o projeto de lei que
flexibiliza regras para a entrada no mercado de
trabalho de jovens com idades entre 18 e 29 anos que
nunca tiveram carteira assinada. O Programa Contrato
de Primeiro Emprego, objeto do PL 5228/19, previa
redução da alíquota do FGTS e da contribuição à
Previdência como incentivos para as empresas
contratarem pessoas sem experiência.
A mensagem de veto, publicada no Diário Oficial da
União da quinta-feira (18), sustenta que o texto
fere a Constituição ao instituir modalidade
diferenciada de contrato trabalhista com diminuição
de garantias laborais, o que constitui “afronta aos
princípios da isonomia, da igualdade material e da
vedação ao retrocesso social”. Além disso, a redução
da alíquota do FGTS imporia aos trabalhadores
“padrão protetivo inferior ao dos demais celetistas”
e comprometeria o equilíbrio financeiro da
Previdência Social.
O Congresso decidirá, em sessão conjunta, se mantém
ou derruba o veto.
O projeto teve origem em proposta do senador Irajá (PSD-TO)
e foi aprovado com modificações pela Câmara dos
Deputados em novembro de 2023. A Câmara incluiu no
texto as regras gerais da Carteira Verde e Amarela,
objeto da Medida Provisória 905/19, cuja vigência
acabou por não ser votada. O texto definitivo teve a
aprovação do Senado em 27 de maio deste ano.
Fonte: Agência Câmara

22/06/2026 -
Sindicalismo se fortalece nas soluções – João
Guilherme Vargas Netto
Da assistência ao trabalhador às ações na base, a
atuação cotidiana dos dirigentes é decisiva para
construir confiança, organização e mobilização.
As grandes tarefas sindicais (campanhas salariais,
eleições na categoria e na sociedade, finanças da
entidade) que precisam ser enfrentadas e resolvidas
pelas direções, exigem que estas se esforcem para
resolver os inúmeros pequenos problemas do dia a dia
sindical.
Chegar no sindicato, cumprimentar os funcionários,
ligar os aparelhos e Se sentar na cadeira é o hábito
que a todo momento pode ser perturbado pela vida,
felizmente.
A consulta de um trabalhador ao jurídico da entidade
pode exigir ação contra o problema generalizado
naquela empresa; um acidente de trabalho exige a
solidariedade imediata e consequente atuação para
corrigir o mal; um telegrama ou um recado de
internet, às vezes, é o bastante para exigir uma
“subida” à base.
Com essas tarefas diárias comuns, seu enfrentamento
e solução, cada diretor transforma-se em dirigente e
cada um com sua atitude transmite confiança à equipe
sindical e aos associados.
João Guilherme Vargas Netto. Consultor de
entidades sindicais de trabalhadores.
Fonte: Agência Sindical

19/06/2026 -
Juros continuam sufocando a produção e o emprego
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de
reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual
está muito aquém das necessidades da economia
brasileira e das demandas da classe trabalhadora.
O Banco Central segue adotando uma política
monetária excessivamente conservadora, que restringe
investimentos, compromete a expansão da atividade
econômica e dificulta a geração de empregos de
qualidade.
Além disso, a redução anunciada produz impacto
praticamente insignificante sobre o custo do
crédito, que continua elevado para empresas,
produtores e consumidores.
O Brasil apresenta inflação sob controle e reúne
condições para uma redução mais significativa dos
juros. Não há justificativa econômica para uma
postura tão cautelosa, que mantém o país preso a um
ciclo de baixo crescimento.
Enquanto o setor produtivo enfrenta dificuldades
para investir e ampliar suas atividades, a
manutenção de juros elevados continua beneficiando o
rentismo e a especulação financeira, em detrimento
da produção e do trabalho.
Com isso, o país perde oportunidades de acelerar o
crescimento econômico, fortalecer a indústria
nacional, estimular o consumo e ampliar a renda das
famílias brasileiras.
A persistência de taxas de juros em patamares tão
elevados também pressiona as contas públicas,
aumentando os gastos com a dívida e reduzindo a
capacidade do Estado de investir em áreas
estratégicas e em políticas sociais.
As centrais sindicais continuarão defendendo uma
redução mais consistente da Selic, compatível com os
desafios do desenvolvimento nacional, da valorização
do trabalho e da geração de emprego e renda.
O Brasil precisa de uma política econômica voltada
ao crescimento sustentável, à reindustrialização, à
valorização do trabalho e à distribuição de renda, e
não de uma política que prolongue a estagnação e
limite as perspectivas de desenvolvimento do país.
São Paulo, 17 de junho de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Fonte: NCST

19/06/2026 -
PL 1.838/26: a hora da verdade para a jornada de 40
horas
Projeto regulamenta a redução da jornada e o fim
da escala 6x1 tranca a pauta da Câmara. Texto será
discutido por líderes antes da votação
A Câmara dos Deputados inicia, nesta terça-feira
(16), uma das discussões mais relevantes da agenda
trabalhista dos últimos anos. Único item da pauta do
plenário, o PL (Projeto de Lei) 1.838/26,
encaminhado pelo governo federal em regime de
urgência, regulamenta a redução da jornada semanal
de trabalho para 40 horas e adapta a CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho) às mudanças
aprovadas recentemente pelos deputados na
Constituição.
Como tramita em regime de urgência constitucional, o
projeto passou a trancar a pauta da Casa, impedindo
a deliberação de parte das demais matérias até que a
votação do PL seja concluída.
Antes da apreciação em plenário, o texto será
debatido em reunião entre o presidente da Câmara, os
líderes partidários e o relator da proposta, numa
tentativa de construir consenso em torno da matéria
que mobiliza sindicatos, empresários e o governo.
Regulamentação da PEC
O projeto de lei complementa a PEC (Proposta de Emenda
à Constituição) 221/19, aprovada pela Câmara em 27
de maio, que reduziu a jornada máxima semanal de 44
para 40 horas sem redução salarial e substituiu
gradualmente a escala de 6 dias de trabalho por 1 de
descanso (6x1) pelo modelo de 5 dias trabalhados
para 2 de folga (5x2).
Enquanto a PEC alterou o texto constitucional, o
projeto de lei tem a função de disciplinar aspectos
operacionais e regulamentares da nova jornada,
definindo mecanismos de implementação, transição e
adequação das relações de trabalho às novas regras.
A proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara e
pelo Senado para que as mudanças constitucionais
possam ser plenamente aplicadas caso a PEC também
conclua a tramitação no Congresso Nacional.
Relator é o mesmo da PEC
A condução do projeto ficará sob responsabilidade do
deputado Leo Prates (Republicanos-BA), escolhido
pelo presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), na última quinta-feira (11).
A indicação tem forte simbolismo político. Prates
foi o relator da PEC 221/19 e teve papel central na
construção do texto que reuniu apoio da base
governista, de setores do centro político e de parte
expressiva da oposição durante a tramitação da
proposta na comissão especial e no plenário.
A expectativa é que o parlamentar preserve no
projeto de regulamentação os mesmos parâmetros
aprovados pela Câmara na mudança constitucional,
evitando alterações que possam reabrir divergências
já superadas durante a votação da PEC.
Estratégia da presidência
Em manifestação nas redes, o deputado Hugo Motta
sinalizou que a intenção da Mesa Diretora é manter a
coerência entre ambos os textos – a PEC e o PL -,
assegurando que o projeto de lei reproduza os
fundamentos da proposta constitucional aprovada
pelos deputados.
A estratégia busca evitar conflitos interpretativos
entre a futura legislação infraconstitucional e a
PEC em análise no Senado, além de acelerar a
implementação das mudanças caso a proposta de emenda
à Constituição seja definitivamente aprovada pelo
Congresso.
Com a pauta travada e a pressão crescente de
trabalhadores, centrais sindicais e setores
empresariais, a votação do PL 1.838/26 tende a se
transformar em mais um capítulo da disputa política
em torno do futuro da jornada de trabalho no Brasil.
Fonte: Diap

19/06/2026 -
Paim defende redução da jornada de trabalho e
divulga debate em 1º de julho
O senador Paulo Paim (PT-RS) destacou nesta
quarta-feira (17) a promoção de uma sessão de
debates temáticos no Plenário, no dia 1º de julho,
sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que
acaba com a escala 6x1 (seis dias de trabalho e um
de descanso). Segundo Paim, a sessão foi confirmada
pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O debate deverá reunir representantes de
trabalhadores, empresários, especialistas e
integrantes do movimento Vida Além do Trabalho, que
defende a redução da jornada.
Em pronunciamento no Plenário, Paim afirmou que o
encontro servirá para aprofundar a discussão sobre
os impactos da PEC 221/2019, que reduz a carga
horária máxima de trabalho para 40 horas semanais e
garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem
redução de salários. A proposta já foi aprovada na
Câmara dos Deputados e aguarda análise no Senado.
— Nesse mesmo dia, eu diria que teremos aqui um
palco iluminado, fazendo um bom debate sobre a
importância de reduzirmos a jornada de trabalho,
como fizemos 40 anos atrás na Assembleia Nacional
Constituinte — afirmou.
Fonte: Agência Senado

19/06/2026 -
Dieese alerta para a PEC da Maldade
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026,
apresentada no Senado Federal, acende um alerta
entre entidades sindicais e especialistas em
relações de trabalho. Segundo análise do Dieese, a
medida pode ampliar a lógica do contrato
intermitente, conhecido como “contrato de zero
hora”, criando um modelo em que a jornada e a
remuneração ficam condicionadas à demanda das
empresas.
A proposta surge após a aprovação, na Câmara, da
redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais sem redução salarial e da ampliação do
descanso semanal. Para o Dieese, enquanto uma
iniciativa busca garantir mais tempo livre e
proteção aos trabalhadores, a PEC 12/2026 segue
caminho contrário ao flexibilizar jornada, salários
e regras de contratação.
Pela proposta, o trabalhador poderia ser contratado
com pagamento baseado apenas nas horas efetivamente
trabalhadas. Na prática, a empresa deixaria de
estabelecer uma jornada fixa, podendo convocar o
empregado conforme suas necessidades. O estudo
aponta que esse modelo transfere para o trabalhador
os riscos das oscilações da atividade econômica,
aumentando a insegurança sobre renda e estabilidade
profissional.
O Dieese destaca que a chamada “liberdade” de escolha
da jornada pode representar, na realidade, maior
poder para as empresas definirem quando e quanto o
trabalhador irá trabalhar. A entidade argumenta que,
diante da desigualdade existente entre patrões e
empregados, a negociação individual pode enfraquecer
a proteção garantida pelos acordos e convenções
coletivas.
Outro ponto de preocupação é a possibilidade de
redução da renda mensal. Apesar de a PEC prever o
pagamento proporcional de direitos como férias, 13º
salário e FGTS, o estudo aponta que a ausência de
uma jornada mínima contratada pode fazer com que
trabalhadores recebam valores inferiores ao salário
mínimo ao final do mês.
A análise também compara a proposta com a redução da
jornada aprovada na Câmara. Segundo o Dieese, a PEC
221/2019 busca reduzir o tempo de trabalho para 40
horas semanais, sem diminuir salários, enquanto a
PEC 12/2026 mantém a lógica da remuneração variável
e do trabalho sob demanda.
Experiências anteriores com o contrato intermitente,
criado pela reforma trabalhista de 2017, reforçam as
críticas. Dados apresentados pelo Dieese mostram
que, em 2025, havia 539,7 mil vínculos intermitentes
no país, com remuneração média mensal de R$ 686,47.
Mais da metade desses contratos não registrou
atividade no período, resultando em remuneração
igual a zero.
Para o Dieese, os números indicam que a
flexibilização das relações de trabalho não trouxe a
redução esperada da informalidade nem garantiu
melhores condições aos trabalhadores. A entidade
avalia que a PEC 12/2026 pode consolidar um modelo
em que empresas ganham maior controle sobre a
jornada, enquanto trabalhadores ficam submetidos à
instabilidade de renda.
O debate agora deve avançar no Senado, onde
representantes dos trabalhadores defendem que
qualquer mudança nas regras de jornada preserve
direitos históricos, fortaleça a negociação coletiva
e garanta condições dignas de emprego.
Mais – Site do Dieese
Fonte: Agência Sindical

18/06/2026 -
Leo Prates apresenta parecer de projeto do governo
sobre escala 6x1
Parecer incorpora mudanças à CLT e regulamenta
cronograma para redução gradual da carga horária.
O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) apresentou
nesta terça-feira (16) seu parecer ao Projeto de Lei
1.838/2026, encaminhado pelo Poder Executivo, que
prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O texto
regulamenta os termos da PEC sobre o mesmo tema
aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio.
A proposta está prevista para votação na sessão
plenária desta noite. A matéria foi originalmente
apresentada com urgência presidencial, revogada esta
noite pelo governo.
Texto do projeto
O projeto reproduz o conteúdo da PEC anteriormente
aprovada, reduzindo a jornada máxima de trabalho
para 40 horas semanais, mantido o limite de oito
horas diárias, além da obrigatoriedade de dois dias
de descanso remunerado por semana. A proposta
determina expressamente que a mudança seja
implementada sem redução salarial, inclusive dos
pisos das categorias, e passa a valer também para
contratos de trabalho já em vigor.
O texto incorpora os termos da PEC à Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) e à Lei do Descanso
Remunerado, adequando regras sobre jornada,
compensação de horas, trabalho aos domingos e
negociação coletiva.
Também assegura que acordos e convenções coletivas
possam estabelecer regimes compensatórios que
garantam, na média mensal, dois dias de repouso por
semana. Entre as mudanças previstas está a
prioridade para que trabalhadoras com filhos ou
dependentes com deficiência escolham seus dias de
descanso.
A proposta ainda regulamenta a transição gradual
para a nova carga horária. Dois meses após a
publicação da lei, a jornada máxima passaria para 42
horas semanais. Um ano depois, seria reduzida para
40 horas. Nesse período, acordos coletivos poderão
ajustar a distribuição da jornada diária.
Para contratos da administração pública que dependam
diretamente de mão de obra, a aplicação das novas
regras ficará condicionada à formalização de
aditivos contratuais para reequilíbrio
econômico-financeiro, com prazo de até um ano para
adaptação.
Argumentos do relator
Em seu parecer, Leo Prates enfatizou a necessidade de
uma legislação que acompanhe a PEC do fim da escala
6x1 para assegurar a plena efetividade de uma futura
promulgação da proposta.
"A atuação eficiente do Poder Legislativo exige que
a reforma do texto constitucional seja imediatamente
acompanhada pela reestruturação dos diplomas legais
que regem as relações de trabalho", afirmou.
Segundo o relator, o projeto "assegura a máxima
eficácia e a segurança jurídica necessárias para a
transição da jornada de trabalho", evitando "lacunas
interpretativas ou antinomias entre o texto
constitucional reformado e as regras celetistas
vigentes".
Leo Prates também agradeceu aos parlamentares que
protagonizaram o debate sobre o fim da escala 6x1,
entre eles a deputada Erika Hilton (Psol-SP), a
bancada do PT, o ex-deputado Pauderney Avelino e o
presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB),
"cuja liderança institucional foi determinante para
viabilizar a tramitação das propostas e colocar o
tema no centro do debate político nacional".
Fonte: Congresso em Foco

18/06/2026 -
Definição sobre PEC da 6×1 deve ficar para julho,
afirma presidente da CCJ do Senado
Senador Otto Alencar, contudo, afirmou ainda não
ter recebido sinalizações de presidente da Casa,
Davi Alcolumbre, sobre trâmite da proposta
O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado,
afirmou que a definição de como será a tramitação da
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim
à escala 6×1 deve ficar para a primeira quinzena de
julho.
O prazo deve frustrar a expectativa do governo, que
esperava ver a medida, bandeira eleitoral do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aprovada e
promulgada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados
antes do início do recesso parlamentar, em 17 de
julho.
Pelo trâmite normal, a CCJ é a primeira etapa de
discussão da proposta, que foi aprovada pela Câmara
dos Deputados em 27 de maio, mas ainda não foi
remetida à comissão pelo presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União-AP).
— Ainda não tenho definição de quando o presidente
Davi Alcolumbre vai despachar a PEC para a CCJ. Ele
não falou nada comigo. Está tudo parado — disse o
senador.
O cálculo de Otto que o tema deva ficar para julho
leva em consideração o período de esvaziamento do
Senado, motivada pelas festas juninas e a Copa do
Mundo. Alcolumbre marcou sessões de votações
semipresenciais nesta semana.
A decisão, que permite a participação de senadores
em votações mesmo não estando em Brasília, atende a
demandas de parlamentares, que têm preferido ficar
em seus estados para articular as pré-campanhas
eleitorais.
Conversa com Lula
Segundo interlocutores, Alcolumbre ainda aguarda uma
conversa com Lula antes de destravar a votação da
PEC no Senado. Os dois não se falam desde a rejeição
da indicação do advogado geral da União (AGU), Jorge
Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Alencar disse acreditar que, dependendo das
conversas, ainda seria possível aprovar a PEC antes
do recesso. Alcolumbre, contudo, já disse que não
vai colocar a proposta em votação diretamente em
plenário e que ela vai passar pelo menos por uma
comissão.
Segundo interlocutores, o presidente do Senado
também não deu qualquer sinalização ao presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos PB),
com quem tem falado com freqüência, de que pretende
acelerar a tramitação da PEC.
O presidente do Senado também ainda não definiu quem
será o relator da PEC. Entre os cotados estão o
ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e o
líder do PSD na Casa, Omar Aziz (AM).
Fonte: Agência O Globo

18/06/2026 -
Grupo de trabalho aprova parecer de Tabata Amaral
para PL da Misoginia
Relatório de Tabata Amaral reformula a definição do
crime, amplia agravantes e mira a disseminação de
discursos misóginos no ambiente digital.
O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que
analisa o projeto de lei 896/2023, conhecido como PL
da Misoginia, aprovou nesta terça-feira (16) o
relatório da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Após apresentar a proposta na reunião de líderes na
segunda-feira (15), a relatora promoveu ajustes
pontuais em relação à versão divulgada no início do
mês.
O substitutivo mantém o principal eixo do texto
original do Senado: equiparar a misoginia ao
racismo, tornando-a crime inafiançável e
imprescritível. A principal alteração está na
definição jurídica da conduta. Em vez de
caracterizar a misoginia como "ódio" ou "aversão" às
mulheres, a nova redação passa a defini-la como a
indução ou incitação "à violência, à restrição do
pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade
da mulher".
A versão anterior descrevia a misoginia como
"menosprezo ou discriminação" em razão da condição
feminina. Segundo Tabata, a mudança busca adequar o
texto ao princípio da exteriorização da conduta,
evitando conceitos excessivamente subjetivos.
Fonte: Congresso em Foco

18/06/2026 -
Paim: Fim da escala 6x1 pode elevar arrecadação
previdenciária
O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender,
durante pronunciamento em Plenário nesta terça (16),
o fim da escala 6x1. Segundo ele, experiências
internacionais indicam que a medida resultará em
novas contratações com carteira assinada e, assim,
no aumento da arrecadação da Previdência.
Paim afirmou que a redução da jornada favorece uma
melhor distribuição do trabalho e pode impulsionar a
produtividade. Ele citou estimativas do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), da Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp) e do Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)
segundo as quais a medida poderia gerar até 4,5
milhões de novos empregos e elevar a produtividade
em cerca de 4%.
— Imaginem o impacto desses números sobre a
Previdência Social. Cada novo emprego com carteira
assinada significa um novo contribuinte para o INSS,
mais arrecadação, maior equilíbrio financeiro do
sistema e mais segurança para aposentados e
pensionistas — disse.
O senador também associou o debate sobre a jornada
de trabalho à saúde dos trabalhadores. De acordo com
ele, dados do Ministério da Previdência Social
mostram que mais de 546 mil pessoas foram afastadas
de suas atividades em 2025 por transtornos mentais e
comportamentais — como ansiedade, depressão e
síndrome de burnout.
Ele declarou ainda que esses afastamentos cresceram
quase 16% em apenas um ano e que a Previdência
concedeu mais de 3 milhões de benefícios por
incapacidade temporária relacionados a doenças e
acidentes de trabalho.
— Quando garantimos mais tempo para descanso,
convivência familiar, lazer, estudo e qualificação
profissional, estamos investindo na saúde das
pessoas. Um trabalhador saudável produz mais, vive
melhor e necessita menos da Previdência —
argumentou.
Fonte: Agência Senado

17/06/2026 -
Governo retira urgência presidencial de projeto do
fim da escala 6x1
Projeto que incorpora redução da jornada de
trabalho à CLT tramitará em regime conclusivo.
A Secretaria de Relações Institucionais da
Presidência da República encaminhou nesta
terça-feira (16) à Câmara dos Deputados a retirada
da urgência presidencial do projeto de lei que
regulamenta o fim da escala de trabalho 6x1. Com
isso, a matéria deixa de trancar a pauta e passa a
tramitar sem prazo para votação.
O Projeto de Lei 1.838/2026 foi apresentado pelo
Executivo em abril com o objetivo de acelerar os
debates em torno da PEC sobre o mesmo tema. O texto
reproduzia as mesmas alterações trabalhistas
previstas na proposta de emenda à Constituição, mas
tinha tramitação mais rápida.
Projetos de lei com urgência presidencial devem ser
votados pela Câmara em até 45 dias. Após esse prazo,
passam a trancar a Ordem do Dia, impedindo a votação
de outras matérias em Plenário. No caso do PL
1.838/2026, o limite foi atingido no fim de maio.
A retirada da urgência foi anunciada em nota pelo
Planalto. Segundo o governo, a decisão busca
"possibilitar a aprovação de projetos prioritários",
citando como exemplos "a atualização dos tetos do
Microempreendedor Individual (MEI), a regulação
sobre Inteligência Artificial e a criminalização da
misoginia".
Também aguarda votação um dos projetos de lei que
reduzem impostos federais sobre combustíveis para
compensar os efeitos da alta mundial do petróleo.
O projeto da escala 6x1 passa agora a tramitar em
caráter conclusivo e deverá ser analisado pelas
comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça
(CCJ). Se aprovado nos dois colegiados, poderá
seguir diretamente ao Senado, sem necessidade de
votação em Plenário, salvo se houver aprovação de
recurso contrário.
Destino da PEC
Apesar de ter avançado sem grandes dificuldades na
Câmara dos Deputados, a PEC do fim da escala 6x1
enfrenta obstáculos no Senado. O presidente da Casa,
Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não deu
encaminhamento à proposta e já manifestou posição
contrária à discussão durante o período eleitoral.
As relações entre o senador e o Executivo também
atravessam um momento de desgaste. Os dois lados
estão afastados desde o fim de abril, quando o
Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para a
vaga aberta no STF. Com urgência presidencial, o
projeto da escala 6x1 poderia servir como
instrumento de pressão para reabrir negociações
entre o governo e o presidente do Senado.
Segundo a Secretaria de Relações Institucionais, após
a retirada da urgência, "o governo manterá o diálogo
com o Senado Federal para concluir a aprovação da
PEC", mesmo sem a possibilidade de utilizar esse
mecanismo regimental.
Fonte: Congresso em Foco

17/06/2026 -
PEC 12/2026 amplia trabalho intermitente e ameaça
direitos, alerta Dieese
Nota Técnica 293 alerta que PEC 12 amplia
trabalho intermitente, reduz segurança de renda,
afeta aposentadorias e amplia a precarização laboral
A Nota Técnica 293 analisa a PEC 12/2026,
apresentada no Senado um dia após a Câmara aprovar a
redução da jornada semanal e o fim da escala 6×1.
Segundo o documento, a proposta pretende ampliar
para toda a economia o contrato de trabalho
intermitente, criado pela reforma trabalhista de
2017 no Brasil.
Nesse modelo, também conhecido como contrato zero
hora, o empregador define a jornada conforme a
demanda. Assim, o trabalhador recebe apenas pelas
horas efetivamente trabalhadas.
Além disso, direitos como férias, décimo terceiro
salário, FGTS e demais benefícios são pagos
proporcionalmente, acompanhando as horas trabalhadas
durante cada período contratado.
Caso o Congresso aprove a proposta, milhões de
trabalhadores poderão enfrentar maior instabilidade.
Dessa forma, perderão previsibilidade sobre renda
mensal e jornada futura.
A nota destaca que o modelo amplia a insegurança
econômica, pois impede o planejamento financeiro
familiar e dificulta o acesso regular ao consumo.
Além disso, a proposta poderá aumentar a pobreza, já
que trabalhadores terão rendimentos variáveis e
dependerão exclusivamente da demanda estabelecida
pelos empregadores.
Outro ponto de preocupação envolve a Previdência
Social. Como consequência, contribuições menores
poderão comprometer o acesso à aposentadoria e
reduzir benefícios futuros.
Por fim, a Nota Técnica 293 alerta que a PEC 12
também pode enfraquecer o financiamento de políticas
públicas ao reduzir arrecadações vinculadas.
Clique aqui e confira a Nota do DIEESE
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/06/2026 -
Paim cobra avanço de PEC que acaba com a escala 6x1
O senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou, na
segunda-feira (15), a votação da proposta que acaba
com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para
40 horas semanais sem diminuição salarial. Ele
lembrou que a PEC 221/2019 já foi aprovada pela
Câmara dos Deputados e está em tramitação no Senado,
sob análise da Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ).
— Não temos mais por que demorar. O Brasil todo e
inúmeros empresários já estão, inclusive, aplicando
a jornada de 40 horas semanais. Esse projeto impacta
positivamente a vida de milhões e milhões de pessoas
— disse.
Ao defender a proposta, o parlamentar argumentou que
os avanços tecnológicos e o aumento da produtividade
permitem discutir novas formas de organização do
trabalho, com potencial para melhorar a qualidade de
vida dos trabalhadores e ampliar oportunidades.
— Estamos diante de um debate sobre dignidade
humana, justiça social e qualidade de vida. Tenho
certeza de que o Senado estará à altura da
democracia e da importância desse tema para o povo
brasileiro.
Paim também destacou a sessão especial de debates
sobre a redução da jornada de trabalho marcada para
1º de julho, por iniciativa do senador Laércio
Oliveira (PP-SE). O encontro reunirá parlamentares,
representantes sindicais, lideranças empresariais,
movimentos sociais, estudantes e especialistas.
Fonte: Agência Senado

17/06/2026 -
Junho Violeta alerta população sobre violência
contra a pessoa idosa
Grande parte das vítimas não denuncia por medo de
retaliações
Com o tema A liberdade não tem prazo de validade, a
campanha Junho Violeta de 2026 conscientiza a
população sobre as formas de violência contra a
pessoa idosa e estimula que a população denuncie
casos.
Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da
Cidadania (MDHC), entre janeiro de 2024 e abril de
2026 foram registradas mais de 1,6 milhão de
denúncias de violência contra idosos pelo canal
Disque 100. Para efeito de comparação, só nos
primeiros quatro meses de 2026 foram contabilizadas
quase 250 mil denúncias, contra 209 mil no mesmo
período do ano passado, um aumento de quase 19%.
Os números ainda escondem a maior parte das vítimas,
que, de acordo com o ministério, não denuncia as
violações, muitas vezes por medo de retaliações.
De acordo com a servidora da Secretaria Nacional dos
Direitos da Pessoa Idosa, Mayra Magalhães, há
registro de diversas formas de violência. "Violência
física, psicológica, violência financeira ou
patrimonial, negligência ou abandono, violência
sexual."
De acordo com o Observatório Nacional dos Direitos
Humanos (ONDH), os tipos mais recorrentes são as
violações físicas, psicológicas e a negligência,
cometidas em sua maioria contra mulheres de idades
entre 70 e 74 anos. Os principais suspeitos são
membros da família.
Mayra Magalhães explica que a legislação brasileira
prevê tanto sanções administrativas e civis quanto
punições penais para quem viola os direitos da
pessoa idosa, e as penas variam de detenção ou
reclusão, além de multa, dependendo da gravidade.
"Além das esferas criminais para indivíduos, o
Estatuto prevê punições severas para instituições
também, como instituições de longa permanência que
violam os direitos das pessoas idosas. Exemplos de
sanções são multas, interdição do estabelecimento,
proibição de contratar com o poder público e o
afastamento de dirigentes."
O alerta direciona as vítimas ou testemunhas para
que usem os canais de denúncia. Disque 100, que
funciona 24 horas por dia, e as denúncias podem ser
anônimas, delegacias, Ministério Público, além do
Centro de Referência de Assistência Social e do
Centro de Referência Especializado de Assistência
Social.
Fonte: Agência Brasil

16/06/2026 -
Câmara terá semana dedicada a projeto do governo
sobre o fim da 6x1
Relatado por Leo Prates, texto é apontado como
peça-chave para regulamentar o fim do modelo de
trabalho.
A Câmara dos Deputados terá uma pauta enxuta nesta
semana. Na terça-feira (16), o Plenário deve se
dedicar exclusivamente à análise do projeto de lei
1.838/2026, enviado pelo Poder Executivo, sobre o
fim da escala 6x1. A proposta servirá como
instrumento de regulamentação da PEC sobre o mesmo
tema, aprovada pela Câmara em maio e atualmente em
análise no Senado.
A matéria tramita em regime de urgência e está com a
pauta trancada desde 30 de maio, o que obriga a Casa
a priorizar sua apreciação antes da análise de
outras proposições. A relatoria ficou com o deputado
Leo Prates (Republicanos-BA), que também foi
responsável pelo parecer da PEC da 6x1.
O projeto foi apresentado pelo governo em abril com
o objetivo de acelerar a discussão sobre a redução
da jornada de trabalho. Com o avanço da PEC no
Congresso, o texto passou a ser tratado como a
principal ferramenta de regulamentação da futura
mudança constitucional, caso ela seja aprovada pelo
Senado.
A proposta foi encaminhada ao Congresso com pedido
de urgência presidencial, mecanismo que determina
sua apreciação pelo Plenário em até 45 dias após o
envio. Como o prazo expirou em 30 de maio, o projeto
passou a sobrestar a pauta da Câmara.
Se aprovado pelos deputados enquanto a urgência
presidencial permanecer em vigor, o projeto seguirá
para o Senado com prazo de 45 dias para deliberação,
mantendo a tramitação acelerada da matéria.
Outras atividades
Além da pauta deliberativa, a semana contará com
sessões solenes em homenagem ao centenário de Adauto
Bezerra e Humberto Bezerra, aos 100 anos do médico
Jorge Prado Leite, aos 118 anos da imigração
japonesa no Brasil, aos 35 anos da Confederação
Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de
Ensino (Contee), aos 65 anos do Movimento de
Educação de Base (MEB) e aos 70 anos do Conselho
Federal de Química.
Fonte: Congresso em Foco

16/06/2026 -
Comissão aprova projeto que torna racismo motivo de
rescisão indireta de contrato de trabalho
O projeto de lei segue em análise na Câmara dos
Deputados
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados
aprovou o Projeto de Lei 2200/23, do deputado Jonas
Donizette (PSB-SP), que classifica a prática de
discriminação ou injúria racial contra o empregado
ou familiares dele como justa causa cometida pelo
empregador para a rescisão do contrato de trabalho.
A justa causa do empregador, também conhecida como
rescisão indireta, ocorre quando o empregador comete
uma falta grave que torna inviável ou inconveniente
a manutenção do vínculo empregatício.
A rescisão indireta é um direito do empregado. O
empregado pode considerar rescindido o contrato de
trabalho e solicitar na Justiça do Trabalho as
verbas relativas à dispensa imotivada, como a multa
de 40% sobre os depósitos do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS).
Para a relatora, deputada Erika Hilton (Psol-SP), a
proposta reafirma o compromisso do Estado brasileiro
com a igualdade racial e oferece um instrumento
concreto e eficaz para os trabalhadores vítimas de
racismo no ambiente laboral. "O projeto não inova de
forma disruptiva - ao contrário, consolida e
explicita o que já decorre da interpretação
sistemática da CLT [Consolidação das Leis do
Trabalho]", disse.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será
analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado
pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

16/06/2026 -
STF rejeita alterar decisão que vetou revisão da
vida toda
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de
votos na sexta-feira (12) para negar alterações na
decisão da Corte que rejeitou a revisão da vida toda
das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS).
O entendimento foi formado no julgamento virtual de
um recurso protocolado na Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 2.111. A votação virtual
será finalizada na próxima sexta-feira (19).
Até momento, foram proferidos sete votos para
rejeitar os embargos de declaração protocolados pela
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos
(CNTM).
A entidade defendeu que a revisão da vida toda seja
aplicada nos processos que foram ajuizados até o dia
21 de março de 2024, data na qual o Supremo reviu
seu próprio entendimento e vetou a revisão.
Antes do veto, uma decisão do Superior Tribunal de
Justiça (STJ) também garantiu aos aposentados o
direito à revisão.
Fonte: Agência Brasil

16/06/2026 -
Dieese: salário mínimo deveria ser próximo a R$ 8
mil
A cesta básica ficou mais cara e elevou o custo
do sustento das famílias; para uma família de 4
pessoas, é indicado valor equivalente a 4,93 vezes o
salário mínimo, de R$ 1.621
No mês de maio, o custo da cesta aumentou em todas
as 27 capitais analisadas pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese). A situação elevou o custo
de vida na passagem de abril para maio, fazendo com
que o salário mínimo necessário para a manutenção de
uma família de quatro pessoas chegasse a quase R$ 8
mil.
De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de
Alimentos, realizada mensalmente pela entidade em
parceria com a Conab (Companhia Nacional de
Abastecimento), entre abril e maio, as principais
elevações do conjunto dos alimentos básicos
ocorreram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%),
Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió
(6,68%), João Pessoa (6,22%), Natal (6,18%),
Curitiba (5,91%), Aracaju (5,39%), Teresina (5,36%),
Cuiabá (5,16%) e São Paulo (5,08%), considerando que
houve aumentos em todas as capitais.
Quando se considera o maior valor pago, São Paulo
ocupa a primeira posição (R$ 952,20), seguida por
Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e
Florianópolis (R$ 913,43). Os resultados constam na
Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos,
publicada na quinta-feira (11).
Esses aumentos percentuais atingem diretamente o
custo de vida da população. Nos anos anteriores, o
governo federal lançou medidas para conter a
inflação dos alimentos e colheu resultados
positivos. No entanto, a conjuntura de 2026 tem
apresentado novos desafios com a guerra no Oriente
Médio e as ameaças à soberania nacional trazidas
pelas confusões da família Bolsonaro, que insiste em
prejudicar o país de olho nas eleições de 2026.
Eduardo e Flávio Bolsonaro agem em conluio com a
extrema direita norte-americana para impor novas
tarifas contra o Brasil, que tem nos Estados Unidos
seu segundo maior parceiro comercial.
Assim, o encarecimento da cesta básica, segundo o
Dieese, incide diretamente no valor necessário
mensal para o sustento das famílias.
“Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de
São Paulo, e levando em consideração a determinação
constitucional que estabelece que o salário mínimo
deve ser suficiente para suprir as despesas de um
trabalhador e da família dele com alimentação,
moradia, saúde, educação, vestuário, higiene,
transporte, lazer e previdência, o Dieese estima
mensalmente o valor do salário mínimo necessário”,
diz o documento.
Dessa maneira, é apontado que, no mês de maio, o
salário mínimo necessário para a manutenção de uma
família de quatro pessoas deveria ter sido de R$
7.999,44 ou 4,93 vezes o mínimo reajustado em R$
1.621.
No mês de abril, o valor necessário era de R$
7.612,49, ou 4,70 vezes o piso mínimo.
Já em comparação com maio de 2025, há um leve recuo
na proporção, pois naquela oportunidade, quando o
salário mínimo estava em R$ 1.518, o valor
necessário para a manutenção de uma família com
quatro pessoas estava em R$ 7.528,56, ou 4,96 vezes
o valor vigente na época.
Na referência de 12 meses, entre maio de 2025 e de
2026, quase a totalidade das capitais teve alta de
preço da cesta básica, “com variações entre 0,79%,
em Boa Vista, e 14,29%, em Recife”. A única capital
que apresentou recuo foi São Luís, com -2,52%.
Fonte: Portal Vermelho

16/06/2026 -
Escala 12 x 36 é válida se norma coletiva autoriza
folgas e intervalo reduzido
A 4ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª
Região (interior de São Paulo) deu provimento ao
recurso de uma empresa de vigilância para reconhecer
a validade da escala 12 x 36 e afastar a condenação
ao pagamento de horas extras excedentes da oitava
diária e da 44ª semanal. O colegiado entendeu que as
condições de trabalho estavam em conformidade com
norma coletiva da categoria e com o entendimento
firmado no Tema 1.046 do Supremo Tribunal Federal.
Conforme consta dos autos, um trabalhador alegou a
descaracterização da escala 12 x 36 em razão do
trabalho em dias de folga e da concessão parcial do
intervalo intrajornada. A sentença do juízo da 5ª
Vara do Trabalho de Jundiaí (SP) acolheu o pedido do
empregado, declarando a invalidade do regime e
condenando a empresa ao pagamento de horas extras.
Ao analisar o recurso da empregadora, a relatora do
acórdão no TRT-15, desembargadora Adriene Sidnei de
Moura David, destacou que havia previsão expressa em
norma coletiva autorizando o trabalho com até quatro
folgas por mês, bem como a concessão de intervalo
intrajornada mínimo de 30 minutos, sem que isso
descaracterizasse a jornada especial.
Considerando que o trabalhador atuava com três
folgas mensais, número inferior ao limite previsto
nas normas coletivas, e usufruía diariamente de 30
minutos de intervalo, o colegiado aplicou o
entendimento do Tema 1.046 do STF, segundo o qual
são constitucionais os acordos e as convenções
coletivas que estabelecem limitações ou
flexibilizações de direitos trabalhistas, desde que
respeitados os direitos absolutamente indisponíveis.
A decisão foi unânime. Com informações da assessoria
de imprensa do TRT-15.
Clique
aqui para ler o acórdão
Processo 0011180-86.2023.5.15.0188
Fonte: Consultor Jurídico

15/06/2026 -
INPC ficou em 0,65% em maio e acumula 3,36% no ano
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC
teve alta de 0,65% em maio, 0,16 p.p. abaixo do
resultado observado em abril (0,81%). No ano, o INPC
acumula alta de 3,36% e, na ótica dos últimos 12
meses, o índice ficou em 4,42%, acima dos 4,11% dos
12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025,
a taxa foi de 0,35%.
Os produtos alimentícios saíram de 1,37% em abril
para 1,33% em maio. A variação dos não alimentícios
passou de 0,63% em abril para 0,43% em maio.
Quanto aos índices regionais, a maior variação
ocorreu em Campo Grande (1,49%), influenciada pela
alta da energia elétrica residencial (13,30%) e das
carnes (2,61%). A menor variação ocorreu em Vitória
(0,34%), por conta do recuo da camisa/camiseta
masculina (-3,28%) e do automóvel usado (-2,04%).
Fonte: IBGE

15/06/2026 -
Centrais sindicais denunciam à OIT ofensiva contra o
fim da escala 6×1
Diretor-geral da Organização Internacional do
Trabalho recebeu carta que expõe o apoio de
bolsonaristas e entidades patronais a trabalho pago
por hora e acordos individuais
As centrais sindicais entregaram ao diretor-geral da
OIT (Organização Internacional do Trabalho), Gilbert
Houngbo, nesta quarta-feira (10), uma carta em que
manifestam preocupação com a iniciativa bolsonarista
que ataca a PEC (Proposta de Emenda à Constituição)
pelo fim da escala 6×1. O documento pede que a
entidade acompanhe a tramitação da proposta
alternativa apresentada pela extrema direita, a PEC
(12/26), encabeçada pelos senadores Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), bem como a
atuação das entidades patronais que têm apoiado a
iniciativa.
A carta das centrais foi entregue em mãos por
dirigentes sindicais presentes na 114ª Conferência
Internacional do Trabalho (CIT), que acontece em
Genebra, na Suíça. O texto denuncia a tentativa dos
bolsonaristas, apoiados pelas entidades que apoiaram
o Golpe de 2016, em trazer uma pauta de trabalho
pago por horas trabalhadas e de livre pactuação
contratual entre empregadores e empregados, como
forma de interditar o debate sobre o fim da escala
6×1, que avança no Congresso Nacional.
“A iniciativa surge em contexto especialmente
sensível. Após ampla mobilização social e sindical,
a Câmara dos Deputados aprovou proposta de redução
da jornada de trabalho para 40 horas semanais,
conforme consagrado na Convenção nº 47 da OIT, com
garantia de duas folgas por semana e superação da
escala 6×1. Essa conquista expressa uma demanda
civilizatória da sociedade brasileira por mais
descanso, saúde, convivência familiar e
redistribuição dos ganhos de produtividade
acumulados pela economia”, diz o documento.
“Em vez de acolher esse movimento de avanço social,
a PEC nº 12/2026 oferece resposta regressiva. Ao
deslocar o centro de gravidade do Direito do
Trabalho para a pactuação individual direta, a
proposta fragiliza a negociação coletiva, enfraquece
a representação sindical e transfere ao trabalhador
o risco econômico da atividade empresarial”,
completam as centrais.
O conteúdo do texto ainda traz preocupação com a
campanha pública de entidades patronais, com
anúncios pagos, em apoio à medida.
Segundo os sindicalistas, a PEC 12/26 “apresenta
graves riscos de incompatibilidade com os
compromissos internacionais” à luz das convenções da
OIT e ainda “não reduz a jornada, não se preocupa
com a saúde, não amplia o descanso, não fortalece a
distribuição social dos ganhos de produtividade”,
como preconiza a Organização.
Por fim, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB), a Central Única dos Trabalhadores
(CUT), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a
Força Sindical, a Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST) e a Central dos Sindicatos
Brasileiros (CSB), pedem que a OIT se atente à
tramitação da proposta da extrema direita brasileira
e acompanhe as atividades das entidades patronais,
uma vez que elas têm conduzido campanha incompatível
com os princípios da liberdade sindical, autonomia
das organizações de trabalhadores e promoção da
organização coletiva.
Fonte: Portal Vermelho

15/06/2026 -
Motta designa Leo Prates para relatar projeto de lei
do governo sobre redução de jornada
O relator deve manter no projeto de lei o mesmo
texto da PEC que acabou com a escala 6x1, aprovada
em maio pela Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), designou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA)
como relator do Projeto de Lei 1838/26, enviado pelo
governo federal, que trata da redução da jornada de
trabalho no país.
Prates foi o relator da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que reduziu a jornada semanal de
trabalho de 44 para 40 horas e acabou com a escala
de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1),
estabelecendo a escala de cinco dias de trabalho por
dois de folga (5x2). A PEC foi aprovada pela Câmara
dos Deputados em 27 de maio e atualmente está em
análise no Senado Federal.
Em publicação em suas redes sociais, Hugo Motta
afirmou que a intenção é manter no projeto de lei o
mesmo texto que foi aprovado na PEC. "Isso demonstra
nosso compromisso com a classe trabalhadora e com as
prioridades do país", destacou.
Destravamento da pauta
De acordo com Motta, a tramitação célere da proposta
do Poder Executivo também tem como objetivo
destravar a pauta de votações da Câmara dos
Deputados. Com isso, os parlamentares pretendem
avançar na análise de outras matérias consideradas
prioritárias e de grande relevância para o país,
como o Marco Legal da Inteligência Artificial (IA) e
o projeto que aumenta o limite de faturamento anual
permitido para o microempreendedor individual (MEI).
Próximos passos
O Projeto de Lei 1838/26, que altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) para fixar a duração
normal do trabalho em até 40 horas semanais, aguarda
a apresentação do parecer pelo relator.
Por ter sido enviado pelo Poder Executivo com regime
de urgência, o projeto está trancando a pauta de
votações do Plenário, que não pode deliberar sobre
determinados assuntos.
Fonte: Agência Câmara

15/06/2026 -
Inflação de maio fica em 0,58%, influenciada por
preço dos alimentos
Em 12 meses, IPCA soma 4,72% e fica fora de
limite de tolerância
O preço dos alimentos pressionou o bolso dos
brasileiros em maio e representou metade da
inflação, que variou 0,58%, no mês passado.
O resultado mostra que o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu força em relação
aos dois meses anteriores. Entretanto, fez com que o
acumulado de 12 meses chegasse a 4,72%, saindo do
limite de tolerância estipulado pelo governo.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A meta de inflação estipulada pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de
1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou para menos,
ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.
Desde o início de 2025, o período de avaliação da
meta é referente aos 12 meses imediatamente passados
e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). O
teto é descumprido se a inflação estourar o
intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
A última vez que o acumulado de 12 meses ficou fora
do limite havia sido em outubro de 2025, quando
marcou 4,68%.
Fonte: Agência Brasil

15/06/2026 -
Convenção coletiva não pode tirar plano de saúde de
aposentado por invalidez
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos do
Tribunal Superior do Trabalho anulou parcialmente
uma cláusula da convenção coletiva do setor de
transporte coletivo do Espírito Santo que permitia
excluir aposentados por invalidez do plano de saúde
custeado pelo empregador. Para a maioria do
colegiado, embora o vínculo trabalhista esteja
suspenso, o trabalhador está em situação de
vulnerabilidade em razão da incapacidade.
A cláusula fazia parte das Convenções Coletivas de
Trabalho de 2021/2022 e 2022/2023 entre o Sindicato
das Empresas de Transportes de Passageiros do
Espírito Santo, o Sindicato das Empresas de
Transporte Metropolitano da Grande Vitória e o
Sindicato dos Trabalhadores em Transportes
Rodoviários do Espírito Santo.
Na ação anulatória, o Ministério Público do Trabalho
alegou, entre outros pontos, que a previsão violava
o princípio da isonomia. Para o órgão, se não há
rompimento do vínculo, não há justificativa
plausível para garantir o plano de saúde em outras
situações de suspensão contratual e negá-lo aos
aposentados por invalidez.
O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES),
porém, rejeitou a pretensão. Conforme o TRT-17, não
há norma legal que assegure a extensão do plano de
saúde ao aposentado por invalidez. O MPT, então,
recorreu ao TST.
Invalidez gera vulnerabilidade
Prevaleceu, no julgamento do caso pela SDC, o voto do
ministro Lelio Bentes Corrêa. Ele observou que a
aposentadoria por invalidez gera uma situação de
vulnerabilidade para o trabalhador, cuja saúde
mental e física está fragilizada diante da
incapacidade para o trabalho. Por isso, ressaltou a
importância do plano de saúde, essencial para o
direito fundamental à saúde.
O ministro lembrou que o TST tem jurisprudência
consolidada (Súmula 440) em ações individuais que
garante a manutenção do plano de saúde a empregados
com contrato suspenso em razão de benefício
previdenciário, inclusive a aposentadoria por
invalidez.
Ficaram vencidos os ministros Aloysio Corrêa da
Veiga (hoje aposentado) e Ives Gandra Martins Filho
e as ministras Dora Maria da Costa (hoje aposentada)
e Maria Cristina Peduzzi (relatora), que negaram
provimento ao recurso ordinário, e o ministro Agra
Belmonte, que votou para afastar a exclusão nos
casos de acidente de trabalho ou doenças
profissionais. Com informações da assessoria de
imprensa do TST.
Clique
aqui para ler o acórdão
ROT 119-59.2023.5.17.0000
Fonte: Consultor Jurídico

12/06/2026 -
Quem
acorda cedo para o Brasil?
Carta dos empresários contra a redução da
jornada e da escala revela velha tradição nacional:
atribuir ao capital, os méritos do trabalho e aos
trabalhadores os custos do desenvolvimento.
Marcos Verlaine*
Entre o slogan e a realidade existe algo de
revelador — e até involuntariamente cômico —
refiro-me ao título escolhido por entidades
empresariais para a carta divulgada, nesta
terça-feira (9), contra a redução da jornada de
trabalho e o fim da escala 6x1: “Carta para o Brasil
que Acorda Cedo”¹.
A frase parece sugerir que existe um grupo
específico de brasileiros responsável por despertar
antes do sol nascer, mover a economia, gerar riqueza
e sustentar o País. E, pelo contexto da carta, esse
grupo seria justamente o empresariado que agora
pressiona o Senado a barrar mudanças nas regras da
jornada de trabalho.
A ideia tem força como peça de marketing. Como
descrição da realidade, porém, encontra
dificuldades.
Quem pega ônibus lotado às 4 ou 5 da manhã para
atravessar a cidade não costuma ser o dono da
empresa. Quem enfrenta 2 ou 3 conduções para chegar
ao trabalho também não. Quem permanece 10, 12 ou até
mais horas fora de casa entre deslocamento e
expediente raramente ocupa assento em conselho de
administração.
O “Brasil que acorda cedo” tem rosto muito mais
próximo do trabalhador da indústria, do comércio,
dos serviços, da construção civil, da limpeza
urbana, da enfermagem, dos transportes e da educação
do que dos signatários da carta empresarial.
O País que pega ônibus
Existe diferença fundamental entre acordar cedo para
administrar patrimônio e acordar cedo porque não há
alternativa.
Milhões de brasileiros deixam suas casas antes do
amanhecer não por escolha, mas por necessidade.
Enfrentam congestionamentos quilométricos, sistemas
de transporte público frequentemente precários,
tarifas elevadas, insegurança e longos deslocamentos
diários.
Em muitas regiões metropolitanas, 2, 3 ou até 4
horas gastas em deslocamentos tornaram-se parte
invisível da jornada de trabalho, que hoje por conta
da contrarreforma trabalhista não conta como
jornada.
Quando finalmente chegam ao emprego, encontram
frequentemente escalas que comprimem a vida pessoal,
reduzem o convívio familiar e dificultam até mesmo
atividades básicas de lazer, estudo ou descanso.
É esse trabalhador que sustenta supermercados,
hospitais, escolas, fábricas, restaurantes, centros
logísticos e serviços essenciais.
Sem ele, não há empresa funcionando. Sem ele, não há
faturamento. Sem ele a empresa não abre, não
funciona. Sem ele, não há lucro.
A velha inversão brasileira
A carta empresarial também revela característica
histórica das elites econômicas brasileiras: a
tendência de apresentar interesses privados como se
fossem interesses universais.
Ao longo da história nacional, toda ampliação de
direitos trabalhistas foi recebida com previsões
apocalípticas.
Foi assim com a regulamentação das férias. Foi assim
com o descanso semanal remunerado. Foi assim com o
13º salário. Foi assim com a licença-maternidade.
Foi assim com a limitação da jornada de trabalho.
Foi assim com a própria Consolidação das Leis do
Trabalho.
Em diferentes épocas, setores empresariais
anunciaram desemprego em massa, colapso econômico e
perda de competitividade. Essas “catástrofes” nunca
ocorreram e o País não apenas sobreviveu como
cresceu.
Isso não significa que toda mudança legislativa seja
necessariamente perfeita ou isenta de custos.
Significa apenas que previsões catastrofistas
costumam aparecer sempre que o debate envolve
repartir de forma menos desigual os ganhos de
produtividade.
Trabalhar para viver ou viver para trabalhar?
A discussão sobre a escala 6x1 expõe a questão mais
profunda. Qual deve ser a finalidade do trabalho?
Para muitos trabalhadores, o problema não se resume
ao número de horas trabalhadas. Trata-se da
impossibilidade de construir uma vida para além do
emprego, do trabalho.
A escala 6x1 frequentemente transforma o domingo ou
a única folga semanal em intervalo destinado à
recuperação física, não ao descanso verdadeiro.
Falta tempo para a família. Falta tempo para os
filhos. Falta tempo para estudar. Falta tempo para
lazer. Falta tempo simplesmente para viver. Falta
tempo!
A reação de parte do empresariado sugere visão
segundo a qual qualquer redução desse tempo
disponível representaria ameaça à economia.
Mas uma pergunta permanece sem resposta: qual o
sentido do desenvolvimento econômico se esse não
resultar em melhoria das condições de vida das
pessoas que produzem essa riqueza?
Quem realmente acorda cedo
O slogan da carta empresarial talvez tenha acertado em
uma coisa: o debate é mesmo sobre o Brasil que
acorda cedo.
A divergência está em identificar quem é esse
Brasil. Não é o Brasil das salas de reunião. Não é o
Brasil dos relatórios corporativos. Não é o Brasil
que assina manifestos.
É o Brasil que enfrenta filas, ônibus, metrôs
lotados, jornadas extenuantes e salários
frequentemente insuficientes, que são aviltantes e
imorais.
É o Brasil que produz. É o Brasil que atende. É o
Brasil que constrói. É o Brasil que entrega. É o
Brasil que limpa. É o Brasil que cuida. É o Brasil
da imensa maioria dos brasileiros. É o Brasil dos
trabalhadores.
Talvez por isso a frase escolhida pelos empresários
produza efeito inesperado. Ao tentar falar em nome
de quem acorda cedo, acaba lembrando quem realmente
acorda.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
_______________
¹ Empresariado entra em campo para salvar escala 6x1
-
https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/92981-empresariado-entra-em-campo-para-salvar-escala-6x1
Fonte: Diap

11/06/2026 -
A verdadeira modernização é a redução da jornada e o
fim da escala 6×1
A luta pela redução da jornada e pelo fim da escala
6×1 responde, sobretudo, aos anseios de
trabalhadores e trabalhadoras de setores marcados
por longas jornadas e baixos salários, uma realidade
que amplia os lucros patronais enquanto impõe aos
empregados os limites da mera sobrevivência.
Essa relação é permeada por mecanismos de exploração
e dominação, evidenciados pela resistência de
segmentos da elite financeira e empresarial às
mudanças reivindicadas pelos trabalhadores.
As vozes que hoje defendem a remuneração por hora
estão, na prática, propondo o fim do descanso
semanal remunerado (DSR). Da mesma forma, a defesa
da negociação direta com o patrão busca enfraquecer
a organização sindical e a negociação coletiva,
pilares reconhecidos pelas normas da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) e presentes nas
democracias contemporâneas.
Cabe, então, a pergunta: essas vozes do setor
patronal estão realmente preocupadas com a
produtividade e o desenvolvimento humano ou com a
preservação de mecanismos históricos de coerção e de
manutenção dos privilégios de classe?
Sob o pretexto de oferecer “liberdade de escolha”, a
PEC 12/2026 promove, na verdade, a precarização do
emprego. Trata-se de um retrocesso que abre caminho
para aberrações como uma eventual “escala 7×0”. Não
é difícil imaginar as consequências para o
trabalhador que se recusar a cumprir exigências
desumanas em um ambiente de trabalho submetido a
tamanha pressão.
Na vida real, o empregado não negocia em condições
de igualdade. Muitas vezes, é levado a aceitar
jornadas exaustivas porque os salários são
insuficientes para cobrir suas necessidades básicas.
Daí a importância do sindicato e da legislação
trabalhista como instrumentos de proteção.
Nesse sentido, a redução da jornada e o fim de uma
escala abusiva representam um avanço possível no
atual momento histórico. Significam um maior
equilíbrio na distribuição do trabalho, do tempo e
da riqueza produzida.
Como assinala o documento da Conclat 2026, é preciso
criar condições para que o trabalhador não apenas
disponha de mais tempo livre, mas também tenha
acesso a melhores oportunidades de formação,
desenvolvimento pessoal e realização de suas
vocações. Ao mesmo tempo, é necessário investir na
geração de trabalho decente no âmbito de um projeto
nacional de desenvolvimento.
Mais do que isso, é fundamental impedir a reprodução
de ideias que, ao longo da história, serviram para
encobrir a exploração e glorificar o sacrifício dos
trabalhadores mais humildes. Em um país que ainda
carrega traços de uma mentalidade elitista e
heranças do escravismo, a proteção legal continua
sendo indispensável para impedir que os
trabalhadores sejam submetidos às formas mais
predatórias do capitalismo.
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
José Gozze, presidente da Pública
Fonte: NCST

11/06/2026 -
Senado aprova proteção a trabalhadores resgatados de
trabalho escravo
Uma das medidas é garantia de seis parcelas do
seguro-desemprego
O Senado aprovou nesta terça-feira (9) o projeto PL
5760/2023, que estabelece medidas para proteger
trabalhadores resgatados de condições análogas à
escravidão.
O texto traz obrigações para os empregadores e também
medidas de proteção social para os trabalhadores,
como a inserção no seguro-desemprego, na Seguridade
Social e a possibilidade de adoção de medidas
protetivas, especialmente para as trabalhadoras
domésticas.
O projeto vai à sanção do presidente Luiz Inácio
lula da Silva.
O texto aprovado altera a lei do Seguro-Desemprego
para garantir ao trabalhador resgatado até seis
parcelas do benefício. Também prevê o cruzamento de
dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais
para identificar empregadores com vínculos
suspeitos.
Além disso, a proposta altera a Lei Maria da Penha
para assegurar o acolhimento emergencial das pessoas
regatadas, bem como a inclusão no Cadastro Único
para Programas Sociais (CadÚnico).
Trabalho doméstico
Em relação ao trabalho doméstico, o projeto prevê a
possibilidade de adoção de medidas protetivas
urgentes em situações de violência ou submissão a
condições análogas à escravidão.
De acordo com o relator do projeto, senador Paulo
Paim (PT-RS), as medidas poderão ser determinadas
por um juiz, quando houver indício de violação de
direitos.
Entre as medidas previstas estão o afastamento do
agressor do domicílio ou local de trabalho da
vítima; proibição de contato com a vítima, seus
familiares e testemunhas; proibição de frequentar
determinados lugares para preservar a integridade da
vítima.
A proposta também determina, em casos específicos, o
encaminhamento da vítima e de seus dependentes a
programa de proteção ou acolhimento e o
encaminhamento da pessoa resgatada à rede de
assistência social e psicossocial.
As ações previstas dão ainda autorização para que
auditores-fiscais do trabalho possam adentrar em
domicílios com o consentimento do empregador ou do
empregado, sem necessidade de ordem judicial, quando
houver suspeita de exploração trabalhista.
Segundo Paim, o objetivo é viabilizar a fiscalização
e a responsabilização de empregadores que pratiquem
trabalho escravo, especialmente em residências.
“Tais inovações reconhecem que a violência contra
trabalhadores domésticos, sobretudo trabalhadoras, é
frequentemente atravessada por relações de poder
marcadas por gênero, classe e raça, exigindo
respostas mais firmes e céleres do Estado”, afirmou.
O senador disse ainda que a medida fortalece a rede
de garantias fundamentais aos trabalhadores e
trabalhadoras domésticos.
“Ao trazer essa dimensão de especial proteção, a
proposição reforça o entendimento de que a dignidade
do trabalho doméstico deve ser assegurada com a
mesma intensidade destinada a qualquer outra forma
de trabalho, rompendo com a tradição histórica de
marginalização dessa atividade”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil

11/06/2026 -
Boletim destaca boas práticas em negociações
coletivas no combate à violência contra as mulheres
Publicação reúne 20 cláusulas negociadas que
fortalecem a prevenção da violência de gênero,
promovem a inclusão e ampliam a proteção das
mulheres no ambiente de trabalho.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou,
nesta terça-feira (9), o Boletim nº 19 da série Boas
Práticas em Negociações Coletivas, dedicado ao tema
“Combate à Violência contra as Mulheres”. A
publicação reúne 20 exemplos de cláusulas negociadas
em acordos e convenções coletivas registrados no
Sistema Mediador do MTE em 2025. O conjunto
demonstra como a negociação coletiva pode contribuir
para a prevenção da violência, o acolhimento de
vítimas e a promoção da igualdade de gênero no mundo
do trabalho.
A violência contra as mulheres é um problema social
que produz impactos profundos na vida pessoal,
familiar e profissional das trabalhadoras. Nesse
contexto, a negociação coletiva se apresenta como
uma importante ferramenta de proteção social,
permitindo que sindicatos e empregadores estabeleçam
medidas capazes de ampliar direitos, promover
ambientes de trabalho mais seguros e fortalecer
redes de apoio a mulheres em situação de violência.
As cláusulas selecionadas abordam iniciativas como
campanhas de conscientização e prevenção, divulgação
de informações sobre os mecanismos de proteção
previstos na legislação, incentivo à contratação e à
promoção profissional de mulheres — especialmente
aquelas em situação de vulnerabilidade — além de
ações voltadas ao combate ao assédio e à
discriminação no ambiente de trabalho. Entre os
exemplos destacados estão cláusulas que incentivam a
contratação de mulheres negras, com deficiência,
chefes de família, LGBTQIA+ e mulheres em situação
de violência, bem como compromissos empresariais de
divulgação interna da Lei nº 14.457/2022 e de ações
educativas voltadas à prevenção da violência de
gênero.
De acordo com a coordenadora-geral de Relações do
Trabalho da Secretaria de Relações do Trabalho do
MTE, Rafaele Rodrigues, a negociação coletiva tem
papel estratégico na construção de ambientes de
trabalho mais seguros e inclusivos. “As cláusulas
negociadas demonstram como o diálogo social pode
contribuir para enfrentar diferentes formas de
violência e discriminação, fortalecendo a proteção
das trabalhadoras e promovendo maior igualdade de
oportunidades no mundo do trabalho”, destaca.
A publicação integra a série desenvolvida em
parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego e
o Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que busca
identificar, sistematizar e divulgar experiências
exitosas de negociação coletiva capazes de inspirar
novas iniciativas em diferentes setores econômicos.
Ao reunir exemplos concretos de cláusulas pactuadas
em diferentes regiões do país, o boletim reforça a
importância da negociação coletiva como instrumento
de promoção dos direitos humanos, da equidade de
gênero e da construção de relações de trabalho mais
justas e respeitosas.
Acesse o Boletim nº 19 – Boas Práticas em
Negociações Coletivas
Fonte: MTE

11/06/2026 -
Brasil bate recorde histórico e ultrapassa 726 mil
jovens aprendizes no mercado de trabalho
Entre janeiro e abril de 2026, país registrou
saldo positivo de 54,8 mil contratações,
impulsionado pela Indústria e pelo fortalecimento da
política de aprendizagem profissional, segundo dados
do Novo Caged
O Brasil registrou um saldo positivo de 54.821
jovens aprendizes inseridos no mercado de trabalho
entre janeiro e abril de 2026. Com esse resultado, o
estoque de contratos ativos atingiu, em abril,
726.025 trabalhadores na faixa etária entre 14 e 24
anos — o melhor desempenho já registrado em toda a
série histórica.
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Novo Caged), do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE), responsável por fiscalizar
e acompanhar o cumprimento da Lei da Aprendizagem
(Lei nº 10.097/2000). O saldo positivo representa a
diferença entre admissões e desligamentos no
período.
Para o diretor do Departamento de Políticas de
Trabalho para a Juventude do MTE, João Victor da
Motta, o crescimento contínuo e sustentado da
aprendizagem profissional nos últimos quatro anos
reforça a importância de políticas públicas de
fomento ao primeiro emprego e à qualificação
profissional.
“Esse processo consolida a aprendizagem profissional
como a mais importante ferramenta de inserção
profissional de jovens brasileiros, de forma segura
e protegida, com garantia de direitos trabalhistas e
a oportunidade de aprender com o trabalho”, destaca
Motta.
Do total de 54.821 novos contratos no quadrimestre,
35.751 foram abertos pela Indústria, seguida pelos
setores de Serviços (7.613), Comércio (5.056),
Construção Civil (5.050) e Agropecuária (1.351). A
maior parte dessas vagas está nas áreas de serviços
administrativos (24.943) e produção de bens e
serviços industriais (11.902). O saldo corresponde à
diferença entre admissões e desligamentos.
Apenas no mês de abril, o saldo de novos contratos
foi de 8.772. Desse total, 2.733 foram abertos na
Indústria, seguida pelo Comércio (2.547), Serviços
(2.010), Construção Civil (835) e Agropecuária
(647).
Fonte: MTE

10/06/2026 -
Fim da escala 6×1 ganha força no Senado enquanto PEC
patronal perde apoio e entra em declínio
Mobilização nacional das centrais pressiona
por votação ainda neste semestre. Proposta
“alternativa” articulada por Rogério Marinho perde
assinaturas e enfrenta forte rejeição social
A batalha pela redução da jornada de trabalho e pelo
fim da escala 6×1 entrou em semana decisiva no
Senado Federal. Enquanto as centrais sindicais
intensificam a mobilização nacional para garantir a
aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição)
221/19 já aprovada pela Câmara dos Deputados, a
proposta “alternativa” — PEC 12/26 — patrocinada por
setores da oposição, sobretudo a bolsonarista, e do
empresariado começa a perder sustentação política.
O movimento sindical definiu, em reunião virtual
nesta segunda-feira (8), estratégia de pressão
direta sobre senadores nos estados e em Brasília,
apostando na mobilização popular para assegurar a
votação da matéria ainda antes do recesso
parlamentar de julho.
A definição do caminho que a proposta seguirá no
Senado deve ocorrer nesta terça-feira (9), quando o
presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), se
reúne com líderes partidários para discutir a
tramitação da PEC e indicar sua relatoria.
Para as centrais, trata-se de janela política rara.
A proposta aprovada pela Câmara já chegou ao Senado
respaldada por forte apoio popular e pelo desgaste
crescente da escala 6×1, considerada por sindicatos
e especialistas modelo incompatível com as
transformações do mercado de trabalho e com as
demandas por qualidade de vida.
Sindicatos ampliam pressão
Reunidos em plenária virtual, nesta segunda-feira,
mais de 500 dirigentes sindicais aprovaram o
calendário nacional de mobilização.
A orientação é intensificar visitas a gabinetes
parlamentares, promover atos públicos, distribuir
materiais informativos e ampliar o uso da plataforma
de pressão digital que permite aos trabalhadores
enviarem mensagens diretamente aos senadores.
O objetivo é construir os 49 votos necessários para
aprovar a mudança constitucional em 2 turnos no
Senado.
Também ficou definida a participação das centrais na
sessão temática marcada para o próximo dia 24,
quando o tema será debatido no plenário da Casa.
Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos
principais defensores da proposta, existe movimento
crescente entre parlamentares para acelerar a
tramitação.
“Somente com muita mobilização nas redes e nas ruas
conseguiremos aprovar a redução da jornada ainda
este ano. Não podemos permitir retrocessos”,
afirmou.
Os números por trás da proposta
Os defensores da PEC argumentam que a redução da
jornada semanal de 44 para 40 horas não representa
apenas medida trabalhista, mas política de
desenvolvimento econômico.
Estudos citados pelo senador Paulo Paim, elaborados
por instituições como Dieese, Unicamp e DIAP,
apontam que a medida poderia gerar até 4,5 milhões
de empregos diretos e indiretos e ampliar
significativamente a massa salarial do País.
Os argumentos também se apoiam em experiências
internacionais. Diversos países já reduziram suas
jornadas legais de trabalho, entre esses Portugal,
Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Chile e Equador.
Na União Europeia, a média semanal gira em torno de
36 horas. Além disso, a OIT (Organização
Internacional do Trabalho) recomenda jornadas de até
40 horas há mais de 9 décadas.
Pesquisas de opinião também indicam amplo respaldo
popular à proposta, reforçando a pressão sobre os
senadores em ano pré-eleitoral.
PEC patronal perde força
Se a proposta aprovada pela Câmara avança impulsionada
pela mobilização social, o mesmo não ocorre com a
PEC 12/26, articulada pelo senador Rogério Marinho
(PL-RN) como alternativa ao texto defendido pelas
centrais sindicais.
A proposta, que permite ampla flexibilização das
relações de trabalho, remuneração por hora, acordos
individuais entre patrões e empregados e mecanismos
que poderiam resultar em remunerações inferiores ao
salário mínimo mensal, enfrenta crescente
resistência dentro e fora do Congresso.
Nos últimos dias, a PEC sofreu revés político
relevante: 3 senadores retiraram suas assinaturas de
apoio ao texto. Foram eles os senadores Zequinha
Marinho (Podemos-PA), Cleitinho (Republicanos-MG) e
Romário (PL-RJ).
A perda de apoios enfraquece significativamente a
iniciativa justamente no momento em que cresce a
pressão popular pela aprovação da proposta que reduz
a jornada.
Recuos revelam desgaste político
As justificativas apresentadas pelos parlamentares
evidenciam o desgaste da PEC.
Zequinha Marinho afirmou que a proposta retirava o
sindicato das negociações trabalhistas, algo que,
segundo ele, não poderia ser admitido.
Romário declarou que decidiu retirar a assinatura
dele após constatar que a proposta passou a ser
percebida por amplos setores da sociedade como
prejudicial aos trabalhadores.
Cleitinho, em discurso no Senado, disse que assinou
o texto por cortesia política a colegas
parlamentares, mas reconheceu o erro e passou a
defender a tramitação célere da PEC aprovada pela
Câmara. O senador mineiro relatou ainda ter recebido
forte reação dos próprios apoiadores após aderir à
proposta.
Nas redes digitais e nos movimentos sindicais, a PEC
12/26, a proposta bolsonarista e patronal passou a
ser chamada de “PEC da Escravidão”, expressão que
sintetiza a rejeição construída em torno da
iniciativa.
Senado diante da escolha
A disputa que chega ao Senado vai muito além de
discussão técnica sobre jornada de trabalho.
De um lado, está a proposta aprovada pela Câmara,
que reduz a jornada semanal para 40 horas e elimina
a escala 6×1, alinhando o Brasil à tendência
observada em diversas economias desenvolvidas.
De outro, está a agenda de mais precarização das
relações de trabalho baseada na prevalência da
negociação individual entre empregado e empregador.
O enfraquecimento da PEC 12/26 e a crescente
mobilização das centrais sindicais alteraram a
correlação de forças em favor da proposta aprovada
pelos deputados por ampla margem de votos, em 2
turnos.
Agora, a decisão está nas mãos do Senado. E, diante
da pressão das ruas, das redes e do calendário
eleitoral, o debate sobre a jornada de trabalho
promete se tornar uma das principais disputas
políticas e sociais do País nos próximos meses.
Fonte: Diap

10/06/2026 -
Projeto garante espaço de amamentação para mães
trabalhadoras
Proposta de Márcio Jerry transforma entendimento
do STF em lei e amplia a proteção à maternidade em
shoppings, galerias e espaços coletivos.
Inspirado por uma decisão recente do Supremo
Tribunal Federal (STF), o vice-líder do Governo na
Câmara, deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA),
apresentou nesta segunda-feira (8) um projeto de lei
que amplia a proteção à maternidade e à primeira
infância em ambientes de trabalho coletivos. A
proposta determina que shopping centers, galerias
comerciais, mercados públicos e outros
empreendimentos semelhantes mantenham espaços
apropriados para guarda, assistência e amamentação
dos filhos de trabalhadoras.
Em defesa de mães trabalhadoras, o PL incorpora ao
texto da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) o
entendimento firmado pelo STF no julgamento que
reconheceu a responsabilidade dos shopping centers
por oferecer esse tipo de estrutura às funcionárias
das lojas instaladas em seus estabelecimentos. Na
decisão, os ministros entenderam que a proteção à
maternidade não pode ser limitada por questões
formais relacionadas aos vínculos empregatícios das
trabalhadoras. Márcio Jerry argumenta que a
realidade dos grandes centros comerciais exige
atualização da legislação. Segundo ele, centenas de
mulheres trabalham diariamente em espaços
compartilhados, embora contratadas por empresas
diferentes, o que não pode servir de obstáculo ao
acesso aos direitos garantidos pela legislação
trabalhista.
“A decisão do STF representa um avanço importante na
proteção à maternidade. Nosso projeto busca
transformar esse entendimento em lei, garantindo
mais segurança jurídica e assegurando que
trabalhadoras tenham acesso a condições adequadas
para cuidar e amamentar seus filhos durante o
período previsto pela legislação”, afirmou o
parlamentar.
Para Márcio Jerry, a proposta fortalece políticas
públicas voltadas à infância e contribui para tornar
mais efetivos os direitos das mulheres no ambiente
de trabalho. O texto também estende a obrigação a
órgãos públicos que concentrem trabalhadores
vinculados a diferentes empregadores ou prestadores
de serviço em um mesmo espaço. O projeto começará a
tramitar nas comissões temáticas da Câmara dos
Deputados nas próximas semanas.
Fonte: Portal Vermelho

09/06/2026 -
PEC do fim da escala 6x1 entra em semana decisiva no
Senado
Reunião de líderes nesta terça-feira deve definir
relator e rito de tramitação.
Texto aprovado pela Câmara aguarda despacho de Davi
Alcolumbre há 11 dias.
A proposta de emenda à Constituição que acaba com a
escala de trabalho 6x1 entra em uma semana decisiva
no Senado. A expectativa é que a reunião de líderes
marcada para esta terça-feira (9) defina o relator e
o rito de tramitação do texto aprovado pela Câmara.
A PEC chegou ao Senado em 28 de maio, mas ainda
aguarda despacho formal do presidente da Casa, Davi
Alcolumbre (União-AP). O texto está parado há 11
dias, enquanto a PEC alternativa apresentada pela
oposição na mesma data foi enviada à Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) no próprio dia em que
foi protocolada.
Alcolumbre tem defendido uma tramitação sem pressa e
rejeitado a ideia de que o Senado apenas "carimbe" a
decisão da Câmara. O presidente do Senado já afirmou
que a proposta deverá passar por comissões antes de
chegar ao Plenário.
Relator indicará ritmo do debate
Caso a PEC seja enviada à CCJ, caberá ao presidente da
comissão, Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator.
A escolha será decisiva para definir o ritmo da
discussão, a possibilidade de audiências públicas e
eventuais mudanças no texto.
Otto já defendeu que a proposta aprovada pela Câmara
tenha prioridade e seja analisada em conjunto com
uma PEC do senador Paulo Paim (PT-RS), que reduz a
jornada semanalRogério Carvalho (PT-SE), Omar Aziz
(PSD-AM), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Eduardo Braga (MDB-AM).
O que diz a PEC
O texto aprovado pela Câmara reduz a jornada semanal
de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e garante
dois dias de descanso por semana. A implementação
seria gradual: 60 dias após a promulgação, a jornada
cairia para 42 horas; 12 meses depois, passaria para
40 horas.
A proposta também prevê que o repouso semanal ocorra
preferencialmente aos domingos e permite escalas
flexíveis em atividades essenciais, desde que os
dois dias de descanso sejam concedidos dentro do
mesmo mês.
Oposição tenta emplacar alternativa
A PEC 12/2026, encabeçada pelo líder da oposição,
Rogério Marinho (PL-RN), propõe um regime flexível
de trabalho por horas, como alternativa ao modelo
tradicional da CLT.
Na prática, o texto não acaba com a escala 6x1 nem
reduz expressamente a jornada máxima. A proposta
prevê remuneração e direitos proporcionais às horas
efetivamente trabalhadas.
O texto recebeu 40 assinaturas, número politicamente
relevante porque uma PEC precisa de pelo menos 49
votos favoráveis em dois turnos no Senado para ser
aprovada.
Veja a íntegra da:
PEC da Câmara
PEC de Paulo Paim
PEC de Rogério Marinho
Governo pressiona por avanço
A diferença de tratamento entre as duas propostas
aumentou a pressão sobre Alcolumbre. Governistas
temem que a discussão seja alongada ou que o texto
seja enviado a mais de uma comissão, o que atrasaria
a votação.
A PEC é uma das principais bandeiras trabalhistas do
governo Lula e tem apoio de centrais sindicais e
movimentos sociais. Entidades empresariais, porém,
afirmam que a redução da jornada pode elevar custos
e exigir reorganização em setores como comércio,
serviços, saúde, logística e indústria.
A reunião desta terça-feira deve indicar se o Senado
pretende acelerar a análise da PEC aprovada pela
Câmara ou abrir uma negociação mais longa, com
espaço para mudanças no texto e para a proposta
alternativa da oposição.
Fonte: Congresso em Foco

09/06/2026 -
STF derruba maldade da Reforma da Previdência
Decisão do Supremo Tribunal Federal invalidou, no
dia 3, trecho da Reforma da Previdência de 2019 que
instituiu idade mínima para a aposentadoria especial
de trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde.
A decisão, por maioria, na Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 6.309, considerou que a
exigência é incompatível com a finalidade protetiva
do benefício previdenciário.
CNTI – A ação foi ajuizada pela Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI)
contra dispositivos da Emenda Constitucional
103/2019, que alteraram as regras da aposentadoria
especial. Entre os pontos questionados estavam a
instituição de idade mínima para a concessão do
benefício, a vedação à conversão do tempo especial
em comum para períodos trabalhados após a
promulgação da reforma e a nova fórmula de cálculo
da aposentadoria especial, que reduziu o valor
inicial do benefício em relação às regras
anteriores.
Segundo a entidade, as mudanças violariam direitos
fundamentais ligados à proteção da saúde do
trabalhador, à dignidade da pessoa humana e à
seguridade social.
Tratamento diferenciado – Prevaleceu, no
julgamento, o entendimento apresentado pelo ministro
André Mendonça. Para ele, a exigência de idade
mínima para a concessão da aposentadoria especial
obriga trabalhadores que já cumpriram os períodos de
exposição exigidos pela Constituição, conforme a
atividade exercida, a permanecer mais tempo em
atividade, muitas vezes sujeitos aos mesmos agentes
nocivos que justificam o tratamento previdenciário
diferenciado, o que leva à sua
inconstitucionalidade.
De acordo com Mendonça, isso contraria a própria
finalidade da aposentadoria especial, que é proteger
a saúde do trabalhador exposto a condições
prejudiciais. Para o ministro, a exigência de idade
mínima transforma um benefício destinado a afastar o
trabalhador de ambientes insalubres em um mecanismo
que prolonga sua permanência nessas condições.
Em relação aos demais pontos, Mendonça entendeu que
a Constituição permite ao Legislativo alterar as
regras previdenciárias para buscar maior equilíbrio
financeiro do sistema, o que inclui a proibição de
converter em tempo comum o período trabalhado em
regime especial após a reforma e, também, a adoção
de novos critérios de cálculo do benefício.
Seu voto foi acompanhado pelos ministros Nunes
Marques e Dias Toffoli e pela ministra Cármen Lúcia.
O dispositivo também foi declarado inconstitucional
pelo ministro-presidente, Edson Fachin, e pela então
ministra Rosa Weber.
Barroso – O relator, Luís Roberto Barroso,
havia votado pela constitucionalidade de todos os
itens questionados. Para ele, as mudanças promovidas
pela Reforma da Previdência representam uma opção
legítima para assegurar o equilíbrio financeiro do
sistema previdenciário, sem violar cláusulas pétreas
nem suprimir a proteção aos trabalhadores submetidos
a condições especiais de trabalho. Foi acompanhado
pelos ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes,
Cristiano Zanin e Luiz Fux.
Em sentido oposto, o ministro Edson Fachin defendia
a inconstitucionalidade dos três dispositivos.
Segundo ele, a exigência de idade mínima, a vedação
à conversão do tempo especial em comum e a
possibilidade de redução do valor do benefício
comprometeriam a função protetiva da aposentadoria
especial e atingiriam o núcleo essencial do direito
fundamental à previdência social. A posição foi
acompanhada por Rosa Weber.
Confederação – A ação foi movida pela
Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria. Em nota, a CNTI destaca sua atuação na
conquista obtida pelos trabalhadores.
A decisão foi tomada na ADI 6.309, ação ajuizada
pela CNTI, que questionou dispositivos da Reforma da
Previdência por entender que eles violavam
princípios constitucionais fundamentais, como a
proteção ao trabalho, a dignidade da pessoa humana e
o direito à seguridade social.
Além da idade mínima, a ação também contesta a
vedação da conversão do tempo especial em comum e a
nova fórmula de cálculo que reduziu o valor inicial
dos benefícios. O STF reconheceu que a imposição da
idade mínima contrariava a finalidade protetiva da
aposentadoria especial.
Portanto, há muito a fazer para que a aposentadoria,
de fato, seja especial e corresponda à manutenção de
uma vida digna para o trabalhador.
Obs.: Assim que o STF emitir o acórdão da
decisão, a CNTI prestará novas informações e
esclarecimentos sobre as medidas a serem adotadas
por todos os que possam ser beneficiados pela
derrubada da idade mínima nessa modalidade de
aposentadoria.
Mais – Sites do STF e CNTI.
Fonte: Agência Sindical

09/06/2026 -
Câmara aprova convenção da OIT sobre segurança e
saúde no trabalho; texto vai ao Senado
A Câmara dos Deputados aprovou, na sessão da
quarta-feira (3), o Projeto de Decreto Legislativo
720/24, que contém o texto da Convenção 187 da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre o
marco promocional para a segurança e a saúde no
trabalho. A proposta segue para análise do Senado.
A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ),
recomendou a aprovação. “O acordo dá concretude a
dispositivos da Constituição que asseguram aos
trabalhadores o direito à redução dos riscos
inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde,
higiene e segurança”, afirmou.
Principais pontos
Segundo o texto, todo país membro que ratificar a
convenção deverá promover a melhoria contínua da
segurança e saúde no trabalho a fim de prevenir
lesões, doenças e mortes ocasionadas pelo trabalho.
Para isso, cada país deverá, em consulta com
organizações representativas de empregadores e
trabalhadores, desenvolver uma política, um sistema
e um programa nacionais relacionados ao tema.
Esse programa deverá levar em conta os instrumentos
da OIT relevantes para o assunto para tomar as
medidas necessárias.
Sistema
Como requisitos mínimos, a convenção estabelece que o
sistema nacional de segurança e saúde no trabalho
deverá incluir:
- a legislação, uma autoridade ou organismo
responsável pelo setor; e
- mecanismos para garantir o cumprimento da legislação
nacional com sistemas de inspeção;
Quando “apropriado”, o sistema deverá incluir:
- um órgão ou órgãos consultivos tripartites de
âmbito nacional;
- serviços de informação e assessoria sobre o tema;
- oferta de treinamento em matéria de segurança e
saúde no trabalho;
- serviços de saúde no trabalho de acordo com a
legislação e a prática nacionais;
- pesquisas em matéria de segurança e saúde no
trabalho;
- um mecanismo para a coleta e a análise de dados
sobre lesões e doenças profissionais;
- regras para colaboração com regimes de seguro ou de
segurança social relevantes que cubram as lesões e
doenças profissionais; e
- mecanismos de apoio à melhoria progressiva das
condições de segurança e saúde no trabalho nas
microempresas, nas pequenas e médias empresas e na
economia informal.
A convenção
A Convenção 187 foi adotada pela OIT em maio de 2006 e
entrou em vigor na ordem internacional em fevereiro
de 2009.
O Brasil mantém acordos internacionais com diversos
países e entidades. Pela Constituição, compete ao
Congresso Nacional aprovar tratados, acordos ou atos
internacionais que gerem compromissos para o país.
Fonte: Agência Câmara

08/06/2026 -
Centrais promovem plenária nacional sobre redução da
jornada de trabalho e fim da escala 6x1
As Centrais Sindicais realizam nesta segunda-feira,
8 de junho, às 14h (horário de Brasília), uma
Plenária Nacional Virtual com lideranças sindicais
de todo o país. A atividade será realizada por meio
da plataforma Zoom e reunirá dirigentes das
estaduais das centrais, sindicatos, federações e
confederações.
O principal tema da pauta será a tramitação, no
Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) que trata da redução da jornada de trabalho e
do fim da escala 6x1, sem redução salarial. A
plenária também discutirá estratégias de organização
e mobilização das entidades sindicais nas bases e em
Brasília para fortalecer a defesa da proposta.
Para contribuir com o debate, foram convidados os
senadores Paulo Paim e Otto Alencar, que abordarão o
andamento da matéria no Congresso Nacional e os
próximos passos da articulação em torno da pauta.
As Centrais Sindicais destacam a importância da
participação das lideranças sindicais de todo o
país, diante de um tema considerado estratégico para
a melhoria das condições de trabalho e da qualidade
de vida dos trabalhadores brasileiros.
Serviço
Plenária Nacional Virtual das Centrais Sindicais
Data: 8 de junho de 2026 (segunda-feira)
Horário: 14h (horário de Brasília)
Plataforma: Zoom
Link da Reunião:
https://cut-org-br.zoom.us/j/87444967484?pwd=SxPFcQMeEAEkCfKU1iLKaHiyvgEQOG.1
ID da reunião: 874 4496 7484
Senha de acesso: 005033
Fonte: NCST

08/06/2026 -
Consulta Pública mobiliza debate sobre PEC 12/2026
Senado recebe opiniões sobre a PEC 12/2026.
Consulta pública permite que cidadãos apoiem ou
rejeitem a proposta pelo Portal e-Cidadania
O Senado Federal mantém aberta a consulta pública
sobre a PEC 12/2026, proposta que altera o artigo 7º
da Constituição Federal e amplia o debate sobre
jornadas de trabalho no Brasil.
A proposta, apresentada pelo senador Rogério
Marinho, permite que trabalhadores optem entre o
regime tradicional da CLT e um modelo flexível
baseado em horas trabalhadas. Ela prevê que
empregado e empregador definam, por contrato
individual, a jornada flexível de trabalho,
observando os limites estabelecidos no texto.
Por outro lado, a iniciativa gerou intenso debate
entre representantes dos trabalhadores, entidades
sindicais, parlamentares e setores empresariais
sobre possíveis impactos nas relações laborais e
prejuízos para os trabalhadores.
De acordo com informações divulgadas pelo Senado, a
proposta busca ampliar a liberdade de escolha do
trabalhador em relação à sua jornada e remuneração.
Entretanto, críticos da medida argumentam que o
modelo pode alterar a forma de cálculo de direitos
trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário e
FGTS.
Enquanto isso, a consulta pública permanece
disponível no Portal e-Cidadania, permitindo que
cidadãos manifestem apoio ou rejeição à proposta em
tramitação no Senado.
A participação popular ocorre por meio da plataforma
oficial do Senado e integra os mecanismos de
consulta pública destinados a ampliar o debate
legislativo.
A consulta pública da PEC 12/2026 pode ser acessada
pelo Portal e-Cidadania do Senado Federal:
Consulta Pública da PEC 12/2026.
Fonte: Rádio Peão Brasil

08/06/2026 -
Conservadorismo no Senado preocupa dirigentes
Será mais complicada a luta no Senado pra aprovar o
fim da escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 pra 40
horas semanais. Avaliação das direções sindicais,
das Centrais e do próprio Diap, que já mapeou a
situação. No entanto, o presidente da CCJ, Otto
Alencar (PSD-BA), sinaliza que o texto aprovado pela
Câmara terá tramitação prioritária. Proposta da
direita sofre críticas por flexibilizar salários e
precarizar direitos trabalhistas.
UGT – O presidente da UGT, Ricardo Patah, informa à
Agência Sindical já haver conversado com o senador
Otto. Ambos são filiados ao mesmo partido. Mara
Gabrilli também é filiada ao PSD. “Mas devemos
conversar com todos os partidos e suas lideranças no
Senado”, afirma Patah.
As direções das Centrais Sindicais se reuniram na
segunda, dia 01, na sede da UGT, em São Paulo. Foram
decididas as formas de abordagem e diálogo com os 81
senadores. Segundo Patah, “o tempo exíguo exige
medidas rápidas e contato com senadores em Brasília
e também nos seus Estados de origem”. Cada Estado
tem três senadores.
Preocupa os sindicalistas o lobby empresarial junto
aos senadores. Desde antes da matéria ser aprovada
na Câmara, dia 27, entidades como CNI e Fiesp já se
articulavam junto a senadores. Na Casa, eles têm
vários aliados de pesos, especialmente Rogério
Marinho (PL-RN), que não esconde seu rancor quanto
ao movimento sindical.
Atos – Mesmo correndo contra o relógio regimental,
as Centrais tentarão fazer atos públicos a favor das
40 horas e pelo fim da escala 6×1. Elas estimulam
seus filiados, nos Estados, a também promover atos e
manifestações.
Mais – Sites do Diap, do Dieese e das Centrais.
Fonte: Agência Sindical

08/06/2026 -
STF vai decidir vínculo entre trabalhadores de
aplicativos e plataformas
Julgamento marcado para 24 de junho poderá
definir o futuro de milhares de ações trabalhistas
em todo o país
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomará, no
próximo dia 24 de junho, o julgamento que discute a
existência de vínculo empregatício entre motoristas
e entregadores de aplicativos e as empresas que
operam plataformas digitais de transporte e entrega.
A decisão é aguardada com grande expectativa por
trabalhadores, empresas e operadores do Direito, já
que poderá estabelecer um entendimento definitivo
sobre uma das questões mais relevantes do mercado de
trabalho contemporâneo.
A análise envolve recursos apresentados por
plataformas como Uber e Rappi contra decisões da
Justiça do Trabalho que reconheceram a relação de
emprego entre as empresas e os trabalhadores
cadastrados em seus aplicativos. O julgamento foi
iniciado em outubro de 2025, mas acabou suspenso
após as sustentações orais das partes.
No caso envolvendo a Rappi, a empresa questiona
decisões do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª
Região (MG) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST)
que reconheceram vínculo empregatício de
entregadores. A plataforma sustenta que atua apenas
como intermediadora tecnológica entre usuários e
prestadores de serviços, defendendo que a atividade
se insere no contexto da economia digital e não
caracteriza uma relação tradicional de emprego.
Já o recurso da Uber tem origem em uma ação movida
por uma motorista que buscava o reconhecimento de
direitos trabalhistas. Embora o pedido tenha sido
rejeitado em primeira instância, o Tribunal Regional
do Trabalho da 1ª Região reformou a decisão e
reconheceu o vínculo. O entendimento foi
posteriormente mantido pelo TST, que considerou que
a empresa exerce atividade típica de transporte e
não apenas de tecnologia.
Segundo informações apresentadas pela própria
plataforma, existem atualmente mais de 10 mil
processos em tramitação no país discutindo a mesma
questão. Por essa razão, a decisão do STF deverá ter
repercussão ampla e servir de referência para
milhares de ações semelhantes.
O debate ocorre em meio às transformações provocadas
pela chamada “uberização” do trabalho, modelo
marcado pela utilização de plataformas digitais para
a prestação de serviços. Para entidades sindicais e
representantes dos trabalhadores, o julgamento
poderá representar um marco na definição de direitos
e garantias para milhões de pessoas que atuam nesse
segmento.
O caso também é acompanhado de perto por
especialistas em relações de trabalho, que avaliam
os possíveis impactos da decisão sobre a organização
do mercado, a proteção social dos trabalhadores e os
limites da terceirização e da contratação autônoma.
O julgamento previsto para junho não se confunde com
o Tema 1.389 da repercussão geral, também em análise
no Supremo, que trata da chamada pejotização e da
contratação de pessoas jurídicas em substituição ao
vínculo celetista. Esse processo permanece suspenso
por determinação da Corte.
A expectativa é de que a decisão do STF contribua
para trazer maior segurança jurídica sobre as
relações de trabalho mediadas por plataformas
digitais, tema que vem gerando intensos debates no
Brasil e em diversos países.
Fonte: Diap

08/06/2026 -
Proposta aprova acordo da Organização Internacional
do Trabalho sobre segurança e saúde
Países signatários devem manter sistema nacional
de segurança e saúde no trabalho, com leis, órgãos
responsáveis e mecanismos de fiscalização
O Projeto de Decreto Legislativo 720/24 aprova a
Convenção 187 da Organização Internacional do
Trabalho (OIT), sobre o marco promocional para a
segurança e a saúde no trabalho. A proposta está em
análise na Câmara dos Deputados.
A convenção foi adotada pela OIT em maio de 2006 e
entrou em vigor na ordem internacional em fevereiro
de 2009. O texto busca fortalecer políticas públicas
de prevenção de acidentes, doenças e mortes
relacionadas ao trabalho.
Pela convenção, os países devem manter sistema
nacional de segurança e saúde no trabalho, com leis,
órgãos responsáveis, mecanismos de fiscalização e
cooperação entre empregadores e trabalhadores. Além
disso, os países devem formular um programa nacional
com metas, indicadores e medidas de divulgação.
O Brasil mantém acordos internacionais com diversos
países e entidades. Pela Constituição, compete ao
Congresso Nacional aprovar tratados, acordos ou atos
internacionais que gerem compromissos para o país.
Próximos passos
A proposta já foi aprovada pelas comissões de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional; de Saúde; de
Trabalho; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania. No momento, aguarda votação no Plenário.
Se for aprovada, seguirá para o Senado.
Fonte: Agência Câmara

03/06/2026 -
Aprovação da PEC joga pressão sobre senadores pelo
fim da escala 6×1
“É hora de pressionar os senadores e defender uma
jornada digna para quem move este país. Escala 5×2
já!”, defende a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS)
Os senadores estão sob forte pressão popular e
sindical após aprovação na Câmara dos Deputados da
proposta de emenda à Constituição que pôs fim à
escala 6×1 (seis dias de trabalho com apenas um de
descanso) e a redução da jornada de 44 para 40 horas
semanais.
Os mais de 460 votos na Câmara demonstraram que se
trata de uma pauta que chega ao Senado com amplo
apoio da população, conforme já revelaram pesquisas.
O texto a ser avaliado pelos senadores adota de
imediato o modelo 5×2 (cinco dias de trabalho com
dois dias de folga) e a redução de 44 para 42 horas
a partir de 60 dias da promulgação. Após 12 meses da
promulgação, a jornada será reduzida para as 40
horas.
“É hora de pressionar os senadores e defender uma
jornada digna para quem move este país. Escala 5×2
já!”, defende a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS).
Para ela, a mobilização é fundamental para barrar
mais uma investida da extrema direita bolsonarista.
Um dia após a aprovação na Câmara, o senador Rogério
Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha do
colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ingressou com a
chamada PEC do horário flexível, uma forma de se
contrapor à proposta da Câmara.
A PEC prevê um regime “flexível, no qual o empregado
receberia por horas trabalhadas”. Ou seja, dessa
forma o patrão pode pagar ao empregado somente as
horas trabalhadas.
“Com apoio de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério
Marinho apresentou uma PEC que, sob o discurso da
‘flexibilização’, abre caminho para desmontar
direitos trabalhistas e ampliar a exploração do
trabalho”, disse Daiana, que é autora de projeto
pelo fim da escala 6×1 e vice-presidente da comissão
especial da Câmara que debateu o assunto.
“Como bem destacou o presidente Lula ao celebrar a
histórica aprovação na Câmara: o fim da escala 6×1
representa uma grande vitória civilizatória.
Espera-se agora que o Senado Federal cumpra sua alta
responsabilidade política, sintonize-se com o clamor
popular e aprove a matéria com a celeridade que o
momento histórico exige”, diz o líder do governo no
Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Tramitação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC),
avisou a aliados que a proposta seguirá o rito
protocolar, passando pela Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) e com a realização de audiências
públicas.
No Senado, tramita outra PEC da redução da jornada e
fim da escala, de autoria do senador Paulo Paim
(PT-RS), que já passou pela CCJ e está pronta para
votação no plenário.
Os senadores da base do governo avaliam que a
proposta da Câmara tem melhores chances de avançar
pelo aprofundamento do debate e apoio que recebeu
dos deputados.
Fonte: Portal Vermelho

03/06/2026 -
EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias
importadas do Brasil
Governo Trump acusa o Brasil de práticas "irrazoáveis"
em áreas como Pix, etanol, propriedade intelectual,
corrupção e desmatamento. Decisão final deve sair
até 15 de julho.
O governo dos Estados Unidos propôs a cobrança de
uma tarifa adicional de 25% sobre mercadorias
brasileiras, após concluir uma investigação
comercial aberta em 2025 contra o Brasil. A medida
foi anunciada pelo Escritório do Representante
Comercial dos Estados Unidos, o USTR, mas ainda não
está em vigor e passará por consulta pública antes
de eventual aplicação.
A apuração foi conduzida com base na Seção 301 da
Lei de Comércio de 1974, instrumento usado por
Washington para reagir a práticas consideradas
desleais ou prejudiciais ao comércio americano. No
relatório, o USTR afirma que atos, políticas e
práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e
"oneram ou restringem" o comércio dos Estados
Unidos.
Prazos e negociação
O governo americano receberá comentários por escrito
até 1º de julho e realizará audiência pública em 6
de julho. O prazo para interessados pedirem
participação termina em 22 de junho. A decisão final
sobre eventuais medidas corretivas deve sair até 15
de julho. A investigação foi aberta em 15 de julho
de 2025, por determinação do presidente Donald Trump.
Segundo Jamieson Greer, representante comercial dos
Estados Unidos, houve conversas recentes com o
presidente Lula e integrantes do governo brasileiro,
mas as divergências persistem. A conclusão do
processo ocorre enquanto os dois países tentam
negociar uma saída por meio de um grupo de trabalho
criado após a visita de Lula a Trump, em maio, na
Casa Branca. As conversas, porém, não avançaram o
suficiente para afastar a ameaça de sanções.
Produtos fora da cobrança
Embora a proposta mencione mercadorias brasileiras de
forma ampla, o documento prevê várias exceções.
Ficariam fora da cobrança produtos como carne
bovina, café, terras raras, aeronaves e peças
aeronáuticas, fertilizantes, produtos farmacêuticos,
compostos químicos orgânicos, frutas, castanhas,
petróleo e derivados, além de determinados metais e
minérios. Também não seriam atingidos itens já
submetidos a medidas americanas de segurança
nacional, como aço, alumínio, cobre, veículos,
autopeças e produtos fabricados com esses metais.
Críticas ao Brasil
O relatório concentra as acusações em seis frentes. No
comércio digital e nos serviços de pagamento, o USTR
critica decisões brasileiras contra empresas
americanas de tecnologia e questiona o papel do
Banco Central no Pix, alegando favorecimento a uma
infraestrutura estatal em prejuízo de concorrentes
privados dos Estados Unidos. O órgão também contesta
tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a
México e Índia, que, segundo Washington,
prejudicariam exportadores americanos.
Pressão sobre o governo Lula
O USTR ainda acusa o Brasil de falhar no combate ao
desmatamento ilegal, de não oferecer tratamento
equilibrado ao etanol americano desde 2017, de
demorar na análise de patentes, especialmente no
setor biofarmacêutico, e de ter falhas no combate à
falsificação e à pirataria.
O documento também critica o país no enfrentamento à
corrupção, citando a anulação de processos ligados à
Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal,
renegociações de acordos de leniência e a piora em
indicadores internacionais de percepção da
corrupção. A ofensiva ocorre depois de tarifas
anteriores adotadas por Trump contra produtos
brasileiros terem sido derrubadas pela Suprema Corte
dos Estados Unidos, levando o governo americano a
recorrer a outros instrumentos legais, como a Seção
301, já usada em disputas comerciais com a China.
Fonte: Congresso em Foco

02/06/2026 -
Em defesa das suas prerrogativas e liberdades,
entidades recorrem ao Ministério Público do Trabalho
mineiro
SINDSEMPMG, NCST, CSPB, FENAMP, ANSEMP e FESERV
encaminharam representação contra prática
antissindical reiterada cometida pela
Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Minas
Gerais
Visando assegurar suas prerrogativas, garantias e
liberdades na defesa dos direitos dos servidores, o
Sindicato dos Servidores do Ministério Público do
Estado de Minas Gerais – SINDSEMPMG – juntamente com
as 05 (cinco) entidades de grau superior nacionais
às quais é filiado – ingressou com uma representação
por conduta antissindical reiterada do Ministério
Público mineiro.
A representação foi distribuída para a Comissão de
Liberdade Sindical do Ministério Público do Trabalho
de Minas Gerais, na data de 29/05/26, e aguarda a
instauração da Notícia de Fato e a intimação da
Procuradoria-Geral de Justiça.
Os ataques ao Sindicato, aos seus dirigentes e à
categoria tiveram início na segunda reunião da Mesa
de Negociação Permanente, ocorrida em 13/11/2025,
quando a Procuradoria-Geral de Justiça Adjunta
Administrativa tentou impor a presença de pessoas
que não haviam sido eleitas para representar a
categoria na mesa de negociação, configurando clara
tentativa de interferência na entidade sindical,
visando definir a forma de condução do processo
decisório do Sindicato, e assédio moral
institucional.
A partir de então, os atentados às prerrogativas da
entidade legítima e legalmente constituída para
representar os interesses dos servidores aumentaram,
passando pela extinção da Mesa de Negociação até a
instauração de processo de negociação direta com a
categoria, negando dispositivos constitucionais e
convênios internacionais que determinam que o
sindicato é peça essencial e o único legitimado a
negociar em nome da classe.
Em sua representação, a entidade descreve
detalhadamente o modus operandi da Procuradoria na
tentativa de desqualificar o SINDSEMPMG e seus
dirigentes e instituir um modelo de negociação
direta por meio de “escutas”, sob a alegação de
aumento de transparência e democracia, quando, na
verdade, o seu propósito é convencer os servidores,
sem apresentar quaisquer estudos ou confirmação na
realidade, de que eles são um fardo para o orçamento
do Ministério Público e que precisarão aceitar
prejuízos ainda maiores em sua carreira se quiserem
ter alguma esperança de valorização profissional
futura – como se não bastasse alguns colegas já
estarem aguardando há quase 10 (dez) anos sem
qualquer promoção.
Além da representação ao MPT, as entidades estudam
adotar outras medidas – administrativas ou judiciais
– contra quaisquer atos atentatórios à dignidade e à
liberdade sindical do SINDSEMPMG e de seus diretores
– já realizados ou que venham a ser praticados por
quaisquer agentes.
Tão logo seja confirmada a intimação da
Procuradoria-Geral de Justiça, a peça de
representação será disponibilizada na área restrita
para consulta do filiado.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do
SINDSEMPMG

02/06/2026 -
Senado esvazia “PEC dos patrões” e prioriza proposta
que reduz jornada e extingue escala 6x1
Presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA),
sinaliza que o texto aprovado pela Câmara terá
tramitação prioritária. Proposta bolsonarista é alvo
de críticas por flexibilizar salários e direitos
trabalhistas
A chamada “PEC dos patrões”, apresentada por
senadores bolsonaristas como contraponto à proposta
aprovada pela Câmara dos Deputados que reduz a
jornada semanal de 44 para 40 horas e extingue
gradualmente a escala 6x1, deve perder espaço
político no Senado antes mesmo do início efetivo da
tramitação do texto na Casa.
O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e
Justiça), senador Otto Alencar (PSD-BA), decidiu
priorizar a análise da proposta já aprovada pelos
deputados, considerada mais avançada regimentalmente
e politicamente consolidada dentro do Congresso.
O gabinete do parlamentar confirmou que a PEC
alternativa da oposição não deverá ocupar o centro
do debate na comissão.
A sinalização representa derrota política para o
núcleo bolsonarista do Senado, que tentou construir
alternativa à PEC aprovada pela Câmara na última
quarta-feira (27), após meses de pressão popular,
mobilizações sindicais e intensificação do debate
nacional sobre redução da jornada de trabalho e
saúde do trabalhador.
PROPOSTA BOLSONARISTA FLEXIBILIZA DIREITOS
Protocolada como PEC 12/26, a proposta foi articulada
pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho
(PL-RN), e reúne apoio de parlamentares alinhados ao
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O texto cria modelo de jornada baseado em horas
efetivamente trabalhadas e permite remuneração
proporcional à carga horária, inclusive sobre
direitos como férias, FGTS, 13º salário e adicionais
trabalhistas.
Na prática, especialistas em Direito do Trabalho e
parlamentares favoráveis à redução da jornada
avaliam que a proposta abre caminho para redução
salarial, fragmentação de direitos e ampliação da
precarização das relações de trabalho.
Pelos cálculos apresentados durante o debate da
matéria na Câmara, trabalhador submetido à jornada
de 40 horas poderia receber até cerca de 10% menos
do que o salário atualmente vinculado à jornada
integral de 44 horas semanais.
Além disso, a PEC amplia a possibilidade de
pactuação individual entre empregado e empregador
para definição de jornada e remuneração, reduzindo
assim a centralidade das garantias legais e
fortalecendo negociações diretas em mercado de
trabalho marcado por forte desigualdade de poder
entre patrões e empregados.
“EMENDA DAS 52 HORAS” REAPARECE NO SENADO
Nos bastidores do Congresso, a PEC 12/26 passou a ser
apelidada de “PEC dos patrões” por reproduzir
elementos da chamada “emenda das 52 horas”,
apresentada durante a tramitação da proposta
original na Câmara.
À época, a emenda foi duramente criticada por
sindicatos, centrais sindicais e parlamentares
ligados ao campo progressista por permitir
compensações e acordos que poderiam ampliar jornadas
e esvaziar o objetivo central da redução do tempo de
trabalho. A emenda era tão esdrúxula que foi
retirada e arquivada.
Agora, a nova ofensiva da oposição retoma a mesma
lógica: flexibilização contratual, prevalência de
acordos individuais e possibilidade de redução
proporcional de salários sob o argumento de
modernização das relações trabalhistas.
Entre os signatários da PEC bolsonarista estão
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF),
Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Sergio Moro (União-PR),
Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES), Ciro
Nogueira (PP-PI), Tereza Cristina (PP-MS), Jorge
Seif (PL-SC), Carlos Portinho (PL-RJ), Cleitinho (Republicanos-MG)
e Styvenson Valentim (PSDB-RN).
CÂMARA SAIU NA FRENTE
A avaliação predominante no Senado é que a proposta
aprovada pela Câmara reúne condições políticas mais
sólidas por já ter avançado na comissão especial,
acumulado amplo debate público e obtido maioria
expressiva em plenário.
Ademais, já tem proposta aprovada na CCJ, do senador
Paulo Paim (PT-RS), com o mesmo teor da que foi
aprovada pela Câmara — PEC 148/15 — pronta para
votação em primeiro turno no plenário. Diante disso,
não tem cabimento dar prioridade para a “PEC dos
patrões”.
Além disso, líderes partidários observam que o tema
ganhou forte apoio popular nos últimos meses.
Pesquisas divulgadas durante a tramitação da PEC
indicaram maioria favorável à redução da jornada
semanal e ao fim da escala 6x1, modelo
frequentemente associado a desgaste físico extremo,
adoecimento mental e dificuldade de conciliação
entre trabalho, estudo e vida familiar.
Parlamentares ligados à base governista e ao
movimento sindical avaliam ainda que a apresentação
da PEC alternativa possui forte conteúdo
político-ideológico e busca atender setores
empresariais contrários à redução da jornada sem
redução salarial.
Com a decisão do senador Otto Alencar de concentrar
a tramitação na proposta oriunda da Câmara, a
tendência no Senado é de que o texto aprovado pelos
deputados se torne o eixo principal da disputa
legislativa sobre a reorganização da jornada de
trabalho no Brasil.
Fonte: Diap

02/06/2026 -
Artigo de Hugo Motta na Folha defende a 6×1
“Escala 6×1 é a reforma na vida das pessoas”. É o
título do artigo de Hugo Motta (Republicanos-PB),
presidente da Câmara dos Deputados, domingo, dia 31,
no “Tendências e Debates” na Folha de S. Paulo.
No texto, o presidente, que foi decisivo para a
aprovação da PEC, dia 27, das duas PECs, por um
placar amplo a favor. Agora, a matéria vai para o
Senado, onde deverá haver muita oposição e emendas
que pioram o texto do relator Leo Prates (Republicanos-BA).
“Milhões de pessoas não conseguem usufruir do
convívio com os filhos, de lazer, estudos, cuidados
com a saúde e do próprio descanso”, escreve o
parlamentar”. E prossegue: “Trabalhadores mais
descansados adoecem menos, faltam menos, permanecem
mais tempo nos empregos e produzem melhor”.
Quanto à produtividade, Hugo Motta lembra que “o
Brasil está entre os países com maior carga horária
no trabalho do mundo e, ainda assim, convive há anos
com a estagnação da produtividade”.
Centrais – Na manhã desta segunda, dirigentes
das Centrais se reúnem na sede da UGT, em São Paulo,
para definir a articulação no Senado e como será a
abordagem com os senadores em seus Estados. São três
por Estado”.
Mais – Site da Folha de S. Paulo
Fonte: Agência Sindical

02/06/2026 -
Fundacentro orienta sobre a NR-1
Desde o dia 26 está em vigor o novo texto da NR-1,
norma regulamentadora sobre gerenciamento de riscos
ocupacionais.
Uma das novidades é a obrigatoriedade de que o GRO
(Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) da empresa
inclua os fatores de risco psicossociais
relacionados ao trabalho. Para orientar
profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho,
trabalhadores, cipeiros, docentes, empregadores e
comunidade em geral. A Fundacentro disponibiliza uma
nova publicação – Diretrizes para Aplicar a NR-1 com
a Inclusão dos Riscos Psicossociais: analisar a
organização e gestão do trabalho para intervir.
Esse material pode ser acessado no site da entidade
ou baixado via
PDF.
Sob a coordenação da médica e pesquisadora da
Fundacentro, Maria Maeno, a publicação oferece
“fundamentos teóricos, conceituais e práticos sobre
a organização do trabalho e as relações de poder
vigentes, que considerem o ponto de vista dos
trabalhadores e das trabalhadoras e que contribuam
para o aprimoramento das avaliações dos processos
psicossociais no trabalho e a construção de medidas
de proteção e promoção da saúde”.
A obra tem cinco capítulos: 1. Riscos Psicossociais:
Fatores ou Riscos Derivados de Processos de
Trabalho?; 2. NR-1 – Disposições Gerais sobre os
Processos Psicossociais: Aplicação à Luz de Normas
Nacionais e Internacionais; 3. Como a Participação
Ativa dos Trabalhadores Pode Contribuir para um
Ambiente de Trabalho mais Saudável; 4. NR-1 e o
Poder de Agir dos Trabalhadores na Promoção da Saúde
e na Prevenção do Adoecimento Físico e Mental; e 5.
Perguntas e Respostas, elaboradas a partir de
dúvidas surgidas em eventos com a participação dos
autores.
Os interessados poderão aprofundar a discussão sobre
os riscos psicossociais, conhecendo instrumentos pra
desenvolver intervenções que contribuam efetivamente
para transformar aspectos adoecedores dos processos
de trabalho. As diretrizes mostram a importância de
se olhar para as condições, a organização e a gestão
do trabalho e combatem visões individualizantes do
adoecimento, que acabam por culpar os trabalhadores.
Participação – Outro as aspecto essencial é a
participação dos trabalhadores em todo o processo de
gerenciamento de riscos psicossociais, que são
derivados do processo de trabalho. A análise e
intervenção devem contar com a participação efetiva
dos trabalhadores, com espaços democráticos que
garantam o espaço crítico.
Trabalho coletivo
A publicação resulta de parceria entre a Fundacentro,
o Instituto Walter Leser da Fundação Escola de
Sociologia e Política de São Paulo e o Núcleo
Semente – Saúde Mental e Direitos Humanos
Relacionados ao Trabalho – Instituto Sedes
Sapientiae. Autores: Ana Carolina Lemos Pereira,
Andréia De Conto Garbin, Carlos Eduardo Carrusca
Vieira, Claudia Osório da Silva, Cristiane Queiroz
Barbeiro Lima, Daniela Sanches Tavares, Eliana
Pintor, Laura Camara Lima, Leny Sato, Luiz Alfredo
Scienza, Mara Alice Conti Takahashi, Marcelo
Ferretti, Maria Dionísia do Amaral Dias, Maria Maeno,
Renata Paparelli e Sandra Lorena Beltran Hurtado.
Mais – Acesse o site da
Fundacentro e do
Diesat
Fonte: Agência Sindical

02/06/2026 -
Ministério do Trabalho atualiza normas de trabalho
com eletricidade
Procedimentos ficaram mais claros nas fases do
trabalho
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho,
assinou nesta sexta-feira (29) um conjunto de
portarias finalizando o processo de modernização da
norma que regula o trabalho que envolve eletricidade
e instalações elétricas, a NR-10.
A atualização das normas e procedimentos teve início
em 2021 e envolvem condições mais modernas tanto no
aspecto tecnológico quanto no alinhamento a normas
internacionais, e se estabeleceu meta de atualização
a cada quinquênio, para modernizar e acompanhar a
realidade do setor.
O ministro Marinho destacou a importância de incluir
todos os setores das empresas em discussões e
formação sobre segurança, um processo que começa com
as políticas de informação, nas quais as empresas
educam sobre as medidas de segurança.
"Que com essa informação e a capacitação das
pessoas, eles possam assimilar os procedimentos de
segurança e com isso evitar acidentes graves e o
risco de um acidente fatal. As normas e os
equipamentos são para isso", declarou.
Com a atualização, passa a vigorar um regramento
específico para a prevenção de arco elétrico, com
regulamentação de procedimentos protetivos, como a
prioridade para a desenergização das estruturas e
ambientes de trabalho.
As mudanças na NR-10 tornaram mais claras as
obrigações nas fases do trabalho, explicitando as
obrigações de projeto, de organização do trabalho,
de procedimentos, de capacitação e de documentação.
A área de capacitação passa a ser mais exigente, com
formações específicas de acordo com o tipo de
instalação e potência.
O ministro Luiz Marinho também formalizou a
instalação da Mesa Estadual do Trabalho Decente no
Meio Rural, voltada para a agricultura paulista.
O espaço estrutura um canal permanente de diálogo
social e promove o alinhamento de políticas
trabalhistas, agrícolas e de desenvolvimento
regional, fortalecendo o combate ao trabalho análogo
à escravidão e a outras violações de direitos
humanos.
Fonte: Agência Brasil

01/06/2026 -
“Liberdade” para trabalhar mais e ganhar menos: PEC
bolsonarista tenta transformar direito trabalhista
em negociação individual
Proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN)
surge como contraponto à PEC que reduz jornada e
acaba com a escala 6x1. Texto privilegia acordos
individuais e flexibiliza direitos sob o discurso da
“autonomia” do trabalhador
Eis que surge no Senado, o contraponto conservador à
vitória dos trabalhadores na Câmara. Isto, menos de
24 horas após a Casa aprovar, por esmagadora
maioria, a PEC 221/19 — que reduz a jornada semanal
para 40 horas e extingue a escala 6x1 — setores da
direita e do bolsonarismo reagiram com proposta que
segue direção oposta.
A PEC 12/26, apresentada pelo senador Rogério
Marinho (PL-RN) e outros parlamentares alinhados ao
bolsonarismo, tenta substituir a lógica da proteção
coletiva do trabalho pela chamada “livre pactuação”
entre empregado e empregador.
Na prática, o texto constitucionaliza a prevalência
do contrato individual sobre acordos e convenções
coletivas e abre espaço para ampliação da
flexibilização trabalhista iniciada após a
contrarreforma trabalhista de 2017.
Sob o discurso da “liberdade de escolha”, a proposta
transfere ao trabalhador individualmente a
responsabilidade de negociar jornada, remuneração e
direitos diretamente com o patrão. Essa relação que
sindicatos e especialistas historicamente descrevem
como profundamente desigual. É o velho princípio do
“pescoço negociando com a guilhotina”, agora elevado
à Constituição.
O que diz a PEC bolsonarista
A proposta altera o artigo 7º da Constituição para
permitir que o trabalhador “escolha” entre o regime
tradicional da CLT ou modelo de jornada flexível
baseado em horas trabalhadas.
O texto estabelece que acordos individuais poderão
prevalecer inclusive sobre instrumentos coletivos
negociados por sindicatos. Também prevê remuneração
proporcional à jornada efetivamente trabalhada,
afetando diretamente férias, 13º salário, FGTS e
demais direitos, que passariam a ser calculados
conforme a carga horária ajustada individualmente.
Na justificativa, o senador Rogério Marinho afirma
que a PEC “moderniza” as relações de trabalho e
amplia a “autonomia” do empregado. O senador
sustenta que a medida permitiria maior adaptação às
“necessidades do mercado”.
Na prática, porém, críticos da proposta apontam que
o texto institucionaliza a fragmentação das relações
trabalhistas e enfraquece o poder de negociação
coletiva dos trabalhadores.
“Livre escolha” em relações profundamente
desiguais
A principal ironia política da proposta está
justamente na noção de “liberdade contratual”
apresentada pelos autores da proposta no Senado como
contraponto à proposta aprovada de forma acachapante
na Câmara, nesta quarta-feira (27).
Num mercado de trabalho marcado por desemprego
estrutural, informalidade elevada e alta
rotatividade, a ideia de negociação individual entre
empregado e empregador tende a favorecer o lado
economicamente mais forte da relação.
Especialistas em Direito do Trabalho lembram que o
próprio surgimento da legislação trabalhista
decorreu exatamente de a incapacidade histórica de
trabalhadores negociarem em igualdade de condições
com o capital.
Ao permitir que contratos individuais prevaleçam
sobre convenções coletivas, a PEC atinge um dos
pilares centrais da proteção trabalhista construída
ao longo do século 20: a negociação coletiva como
mecanismo de equilíbrio mínimo entre capital e
trabalho.
Na prática, a proposta cria condições para jornadas
variáveis, remunerações fragmentadas e redução
indireta de direitos sociais por meio da
proporcionalização salarial.
Resposta política à derrota na Câmara
A apresentação da PEC 12/26 também revela a tentativa
da direita bolsonarista de responder politicamente à
derrota sofrida durante a votação da PEC 221/19 na
Câmara.
A proposta aprovada pelos deputados reduziu a
jornada máxima de 44 para 40 horas semanais,
extinguiu a escala 6x1 e estabeleceu 2 dias de
descanso semanal sem redução salarial. O texto foi
aprovado por placares acachapantes: 472 votos a 22
no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.
O resultado isolou os setores ultraliberais e
consolidou ampla maioria parlamentar favorável à
redução da jornada. No debate público, o discurso
empresarial de que a economia “quebraria” com a
mudança perdeu força diante do apoio popular
expressivo ao fim da escala 6x1.
A PEC de Rogério Marinho surge justamente como
contraponto ideológico a essa vitória dos
trabalhadores. Enquanto a proposta aprovada na
Câmara busca reduzir o desgaste físico e ampliar a
proteção social, a PEC bolsonarista aposta na
flexibilização individualizada como solução para os
problemas do mercado de trabalho.
Retorno da lógica da Reforma Trabalhista
A PEC 12/26 retoma princípios centrais da chamada
“Reforma Trabalhista” aprovada em 2017 durante o
governo Michel Temer (MDB), da qual Rogério Marinho
foi um dos principais articuladores quando ocupava
cadeira na Câmara dos Deputados, pois relator do
texto na Casa, e depois na Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho no governo Jair Bolsonaro
(PL).
Na época, prometia-se geração massiva de empregos
formais, fortalecimento da negociação individual e
modernização das relações trabalhistas. O resultado
concreto, porém, foi o avanço da informalidade, da
pejotização e das formas precárias de contratação.
Agora, a nova proposta aprofunda essa lógica ao
tentar constitucionalizar mecanismos que ampliam a
prevalência do acordo individual sobre direitos
coletivos.
Por trás do discurso da “flexibilidade”, o embate em
torno de ambas as propostas — a PEC 12/26 e a PEC
221/19 — revela algo maior: a disputa entre 2
modelos de sociedade.
De um lado, a defesa da redução da jornada e da
ampliação do tempo livre como direito social. De
outro, a ideia de que o trabalhador deve negociar
sozinho — e individualmente — até mesmo os limites
da própria exaustão. Isto não “cola” mais.
Acesse o inteiro teor da proposta do senador Rogério
Marinho (PL-RN) —
PEC 12/26 — contra os trabalhador
Fonte: Diap

01/06/2026 -
Redução de jornada ajuda jovens a conciliar trabalho
e estudo, diz Dieese
Teto de 40h permitirá que 425 mil jovens de 18 a
29 anos conciliem as atividades
Estudo do Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que a
redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais tem potencial para aumentar em até 425 mil
o número de jovens com idade entre 18 e 29 anos que
conciliam emprego e estudos.
Os dados do quarto trimestre da Pnad Contínua, em
2025, demonstram isso de forma mais clara: 50% dos
jovens (até 29 anos) numa jornada de 36 horas
conciliam trabalho e estudo.
Com aumento da jornada, esse índice dos que estudam
cai drasticamente: 24,8% (36h a 39h), 22,3% (40h),
17,1% (41h a 44h), 14,8% (45h a 48h) e 9,7% (mais de
48h). Ou seja, longas jornadas dificultam a formação
e qualificação dos trabalhadores.
O impacto das jornadas longas sobre a qualificação é
ainda maior entre os trabalhadores mais jovens.
Entre os empregados formais do setor privado com
idade entre 18 e 24 anos, que trabalhavam exatamente
40 horas semanais, 28% conseguiam conciliar trabalho
e estudo.
Dos jovens que cumpriam jornadas de trabalho entre
41 e 44 horas, apenas 20% estavam estudando, redução
de 8 pontos percentuais. Nesse grupo, 19% ainda não
tinham concluído sequer o ensino médio, o que sugere
que jornadas mais longas podem estar associadas a
maiores dificuldades não apenas para dar
continuidade aos estudos, mas também para concluir a
formação básica.
A partir desses dados, foi feito um cálculo sobre o
número de jovens que poderia buscar formação e
qualificação, caso a jornada fosse reduzida para 40
horas.
“Considerando a hipótese de que toda a juventude que
trabalha acima de 40 horas teria a jornada reduzida
para 40 horas, o país poderia ter até 425 mil jovens
a mais estudando. Contudo, é preciso levar em conta
que somente o fato de o trabalhador ter mais tempo
livre não determina que ele vá buscar formação e
qualificação, já que a questão está relacionada
também com outras variáveis, como a renda, por
exemplo”, diz o Dieese.
Relação
Segundo estudo, não se trata de afirmar que menos
formação e qualificação decorrem só e diretamente de
jornadas mais longas ou que essas jornadas sejam
resultado exclusivo de baixos níveis de
escolaridade.
O Departamento diz que o objetivo é evidenciar como
as condições concretas de inserção no mercado de
trabalho, especialmente as jornadas extensas, podem
limitar o tempo disponível para estudo, qualificação
continuada e desenvolvimento profissional.
Por exemplo, há maior concentração de trabalhadores
com baixos níveis de escolaridade em ocupações com
jornadas mais intensas e menos acesso a
oportunidades de formação.
Entre os empregados formais do setor privado com
ensino superior completo, quase metade (47%) estava
em jornadas de exatamente 40 horas semanais. Já
entre os que tinham ensino médio completo, a
proporção dos que cumpriam entre 41 e 44 horas por
semana (41%) era maior do que a dos que trabalhavam
40 horas (34%).
Fonte: Portal Vermelho

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