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Blog - Notícias Anteriores - Agosto 2026
31/08/2026 -
Sônia Zerino debate saúde mental e violência em
evento nacional do SESI
31/08/2026 -
PEC do fim da escala 6x1 já conta com relatório
favorável na CCJ
31/08/2026 -
70% dos jovens brasileiros entre 16 e 29 anos
trabalham
28/08/2026 -
Fim da Escala 6X1: Centrais Sindicais e Movimentos
Sociais farão manifestação na Avenida Paulista
28/08/2026 -
Centrais lançam canal para denunciar assédio
eleitoral no trabalho
28/08/2026 -
Lula estuda cobrar contribuição de empresas para
conter pejotização, diz Durigan
28/08/2026 -
Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre
terminado em julho
28/08/2026 -
Nota alta e nota baixa
27/08/2026 -
DIAP e centrais alinham agenda
27/08/2026 -
CNJ amplia diálogo por Política Nacional de Trabalho
Decente
27/08/2026 -
Governo afirma que fila do INSS caiu 59% em agosto e
atingiu menor patamar desde 2023
27/08/2026 -
Demissões seguem suspensas no Grupo Casas Bahia
27/08/2026 -
PEC da Segurança avança sem mudanças no Senado
26/08/2026 -
Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027
26/08/2026 -
Brasil requer requalificação profissional
26/08/2026 -
Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na
próxima semana
26/08/2026 -
Uberização: MPT pede análise individual dos vínculos
26/08/2026 -
Submeter trabalhadores a reuniões de cunho eleitoral
configura assédio
25/08/2026 -
Sindicalismo lança Manifesto pró-Lula
25/08/2026 -
PEC 221/19: Relator sinaliza avanço do fim da escala
6x1
25/08/2026 -
Senado destrava PEC da 6x1 e da Segurança e governo
ganha espaço para acelerar votações
25/08/2026 -
Governo Lula avalia reajuste diferente para
beneficiários do INSS, diz jornal
25/08/2026 -
Teletrabalho não justifica supressão de intervalo
para amamentação
24/08/2026 -
Sônia Zerino participa de reunião institucional da
Secretaria de Inspeção do Trabalho
24/08/2026 -
Eleições 2026 em perspectiva: DIAP promove novo
debate
24/08/2026 -
Missão aciona STF contra licença remunerada em
mandato sindical
24/08/2026 -
Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar
dados até dia 31
24/08/2026 -
Os sindicatos brasileiros respiram
21/08/2026 -
Presidente da CCJ do Senado diz ter votos para
acabar com escala 6×1
21/08/2026 -
6ª Marcha dos Catarinenses reúne trabalhadores em
Florianópolis
21/08/2026 -
STF decide ampliar alcance da Lei da Maria da Penha
21/08/2026 -
Eleições e valorização do trabalho; Por Nivaldo Santana
21/08/2026 -
Movimentos preparam o 30/8, Dia Nacional de
Mobilização pelo Fim da Escala 6×1
20/08/2026 -
VITÓRIA | Justiça atende CNTC e suspende demissões
em massa na Casas Bahia
20/08/2026 -
STF confirma suspensão de penalidades da NR-1 sobre
saúde mental no trabalho
20/08/2026 -
Permanência e institucionalização marcam casos de
assédio eleitoral no trabalho
19/08/2026 -
Soberania entra na disputa eleitoral
19/08/2026 -
OAB e MPT firmam acordo contra assédio eleitoral no
trabalho
19/08/2026 -
Índice do BC aponta crescimento do PIB em 1,5%;
serviços lideram alta
19/08/2026 -
Alteração para escala 6x1 valida rescisão indireta de mãe solo, afirma
juiz
18/08/2026 -
Centrais sindicais marcam presença no lançamento da
campanha de Lula
18/08/2026 -
Maioria do eleitorado, mulheres representam 34,8%
das candidaturas
18/08/2026 -
Comissão aprova programa de capacitação e de
incentivo para incluir donas de casa no mercado de
trabalho
18/08/2026 -
Escolha inteligente de candidatos
17/08/2026 -
Senado prioriza
três pautas estratégicas
17/08/2026 -
Taxa de desemprego cai em 13 das 27 unidades da
federação no 2º trimestre
17/08/2026 -
OIT alerta para impactos climáticos sobre emprego e
trabalho
17/08/2026 -
Governo anuncia criação de 2,1 milhões de empregos
no Brasil
14/08/2026 -
Trabalho no centro do desenvolvimento; Por Eduardo
Annunciato (Chicão)
14/08/2026 -
Sônia Zerino participa da divulgação do Relatório
das Desigualdades 2026
14/08/2026 -
Cai diferença entre homens e mulheres no acesso ao
emprego formal
14/08/2026 -
Projeto reduz de dois anos para 12 meses intervalo para usar FGTS na
quitação de financiamento imobiliário
13/08/2026 -
Lula e Alcolumbre não destravam votação de fim da
6x1
13/08/2026 -
Brasil avança em 71% dos indicadores de desigualdade
com melhorias na renda, emprego e meio ambiente
13/08/2026 -
Estatuto do Aprendiz vai a Plenário com urgência
13/08/2026 -
CRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no
trabalho
13/08/2026 -
Hugo Motta diz que PL da Misoginia é "urgente para o
Brasil"
12/08/2026 -
INPC foi de -0,01% em julho e desacelera para 4,10%
em 12 meses
12/08/2026 -
Inflação recua para 0,07% em julho e volta para meta
do governo
12/08/2026 -
Salário mínimo de R$ 1.717 em 2027 depende de
votação da LDO, mas Congresso ainda nem iniciou
análise
12/08/2026 -
Produção industrial sobe em 8 dos 18 locais
pesquisados em junho, diz IBGE
12/08/2026 -
Redução mínima da capacidade laboral autoriza
concessão de auxílio-acidente
11/08/2026 -
10/08: Pressão no Senado | NCST-SP vai às ruas pelo
fim da escala 6×1
11/08/2026 -
Campanha nacional combate assédio eleitoral no
trabalho
11/08/2026 -
Caem os preços da cesta básica em julho
11/08/2026 -
Juíza anula eleição sindical por falta de meios para
registro das chapas
10/08/2026 -
Boulos e centrais debatem redução da jornada de
trabalho
10/08/2026 -
Neuriberg Dias participa de debate na Câmara sobre
aposentadoria especial
10/08/2026 -
MPE, TSE e Justiça do Trabalho firmam acordo contra
assédio eleitoral
07/08/2026 -
Lula começará campanha pelo ABC paulista, berço das
lutas sindicais
07/08/2026 -
Aposentadoria com idade mínima de 67 anos? Isso é FALSO!
07/08/2026 -
TST fará audiência pública sobre efeitos da
aposentadoria por invalidez no contrato de trabalho
07/08/2026 -
Candidatos a deputados; por João Guilherme
07/08/2026 -
Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar informações para o
6º Relatório de Transparência Salarial
06/08/2026 -
Dia 10/08: TODOS JUNTOS!
06/08/2026 -
Lideranças
sindicais dialogam com Simone Tebet sobre as pautas
da classe trabalhadora
06/08/2026 -
Governo Lula aposta na aprovação do fim da escala
6×1 antes da eleição
06/08/2026 -
Eletricitários reforçam mobilização pelo fim da
escala 6×1
06/08/2026 -
Sindicalismo e eleição de Lula
05/08/2026 -
Nem reconstruir, nem reinventar, o sindicalismo
precisa voltar a pulsar
05/08/2026 -
Centrais alinham panfletagem para o Dia Nacional de
Luta
05/08/2026 -
Lula vai a Getúlio Vargas!
05/08/2026 -
Desenrola Brasil 2.0: renegociação de dívidas tem
prazo prorrogado
04/08/2026 -
No XIII Ato Direitos Já!, Sônia Zerino destaca papel
das mulheres na democracia
04/08/2026 -
Centrais sindicais acompanham convenção que
oficializa candidatura de Lula
04/08/2026 -
Centrais Sindicais entregam demandas ao governo para
reagir ao tarifaço de Trump
04/08/2026 -
Ganho real prevalece nas negociações
salariais em 2026
04/08/2026 -
Congresso retorna com dúvidas sobre PEC contra 6×1 e
prioridade para pautas do agro
03/08/2026 -
Condições de trabalho melhoram, aponta Dieese
03/08/2026 -
DIAP atualiza mapa da reeleição no Congresso
Nacional
03/08/2026 -
Lucro do FGTS começa a cair na conta
03/08/2026 -
Nova lei prevê reforço na divulgação de telefone
para denúncias de violência contra mulher
03/08/2026 -
Negociação coletiva: análise aponta ajustes ao PL 1.893/2026
03/08/2026 -
Tomador de serviço não é responsável por
descumprimento de acordo coletivo
31/08/2026 -
PEC do fim da escala 6x1 já conta com relatório
favorável na CCJ
A proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 já
conta com relatório favorável na Comissão de
Constituição e Justiça do Senado (CCJ): o relator da
matéria, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou seu voto
pela aprovação do texto na quinta (27).
Além disso, ele rejeitou as 12 emendas apresentadas
por senadores à proposta. Com essa decisão, o
relator manteve o mesmo texto aprovado pela Câmara
dos Deputados no final de maio.
A proposta (PEC 221/2019) altera a Constituição para
reduzir a carga horária máxima de trabalho semanal
de 44 para 40 horas. O texto também garante dois
dias de repouso semanal remunerado, sem redução de
salário.
O texto prevê que essas mudanças serão implementadas
progressivamente — e inclui exceções para
trabalhadores com regimes diferenciados e para
aqueles com salários mais elevados e diploma de
nível superior.
Prazos
A proposta determina que, dois meses após a
promulgação da emenda constitucional resultante da
PEC, a jornada semanal máxima passará para 42 horas,
já com dois dias de repouso remunerado por semana —
um deles, preferencialmente, no domingo.
Após 12 meses da promulgação, o texto prevê que a
carga máxima de trabalho por semana passará a ser,
definitivamente, de 40 horas.
Acordos e convenções
O texto preserva a possibilidade de acordos e
convenções coletivas, inclusive para trabalhadores
sujeitos a regimes diferenciados.
Nesses casos, a PEC estabelece que uma lei poderá
definir regras especiais para a jornada de trabalho
e os dias de folga.
Atualização
Em seu relatório, Omar Aziz lembra que o limite de 44
horas semanais foi estabelecido pela Constituição
Federal de 1988 e permanece inalterado há 38 anos,
“período ao longo do qual a economia brasileira
passou por transformações profundas em
produtividade, incorporação tecnológica e
organização produtiva”.
Para ele, a revisão desse limite não é uma ruptura,
mas uma atualização "há muito devida".
O senador afirma que a PEC tem o mérito de promover
maior equilíbrio entre trabalho, saúde e vida
pessoal. “A instituição do segundo dia de repouso
semanal remunerado — núcleo da proposição e origem
da ampla mobilização social que a impulsionou —
amplia o tempo destinado ao descanso efetivo e à
recuperação física e mental”, ressalta.
Prioridade
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu na
quarta-feira (26) com o presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva, e com o presidente da
Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O encontro definiu
as matérias que serão prioridade do Congresso
Nacional nos próximos dias — e uma delas é a PEC que
acaba com a escala 6x1.
A expectativa é que a PEC seja votada pela CCJ já na
próxima semana e, em seguida, seja encaminhada para
votação no Plenário do Senado.
Tendência internacional
Além da demanda popular, a mudança na legislação
prevista pela PEC 221/2019 segue referências
internacionais. A Recomendação 116 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), de 1962, já
defendia a redução progressiva da jornada, sem corte
salarial, tendo como objetivo a semana de 40 horas.
Outros países da América Latina também estão
implementando essa redução. O Chile decidiu reduzir
gradualmente a jornada (de 45 para 40 horas) entre
2024 e 2028. A Colômbia implementou sua redução de
48 para 42 horas em etapas anuais (a última fase
aconteceu neste ano). E, no início de 2026, o México
aprovou a redução de 48 para 40 horas ao longo de
cinco anos (até 2030).
Fonte: Agência Senado

31/08/2026 -
70% dos jovens brasileiros entre 16 e 29 anos
trabalham
Pesquisa do Observatório Fundação Itaú mostra que
o trabalho é presente na vida da juventude, mas
somente 44% têm carteira assinada; desigualdades
persistem em recortes sociais e regionais
A juventude brasileira tem encontrado oportunidades
no mercado de trabalho ainda que as desigualdades
sociais, regionais e raciais permaneçam presentes.
De acordo com a pesquisa “Juventudes e o Mundo do
Trabalho”, do Observatório Fundação Itaú, realizada
com apoio do Datafolha e do Instituto Locomotiva,
70% dos jovens de 16 a 29 anos estão trabalhando.
Desse contingente, 44% têm carteira assinada, que é
a modalidade de contratação mais mencionada. Outros
15% são assalariados sem registro, 13% são
autônomos, 10% trabalham informalmente e 8% são
estagiários.
O estudo também indica que 20% dos jovens
pesquisados buscam oportunidades de trabalho e 29%
buscaram trabalho nos últimos 6 meses, enquanto 61%
procuraram um melhor trabalho no último ano.
O levantamento ouviu 1.816 jovens de todo o país de
todas as classes econômicas, gêneros, raças e
escolaridades, entre os dias 11 e 23 de maio deste
ano. A margem de erro máxima para o total da amostra
quantitativa é 2 pontos percentuais, para mais ou
para menos, considerando um nível de confiança de
95%.
Desigualdades
A formalização do trabalho é maior entre jovens das
classes A/B, que representam 43% dos trabalhadores
formais, contra 35% das classes D/E. Entre os que
trabalham sem registro, a situação se inverte: 21%
dos jovens das classes D/E estão nessa condição,
ante 13% dos jovens das classes A/B. Regionalmente,
a formalização também apresenta diferenças: chega a
58% no Sul e 55% no Sudeste, mas cai para 29% no
Norte e 20% no Nordeste.
As desigualdades também aparecem entre grupos
raciais e conforme a escolaridade. Entre os jovens
brancos, 49% têm emprego formal, contra 41% dos
negros; já os bicos informais são mais frequentes
entre negros (12%) do que entre brancos (5%). A
escolaridade também pesa: 34% dos jovens que
estudaram até o ensino fundamental trabalham com
bicos, enquanto entre aqueles com ensino superior o
percentual é de apenas 3%.
Estudo e cuidados com a casa
Conforme os dados apurados entre os jovens de 16 a 29
anos, 48% estudam, sendo que 32% mantêm uma rotina
de estudos somada ao trabalho.
Já 39% somente trabalham e 13% nem estudam nem
trabalham, sendo chamados popularmente de geração “nem-nem”.
Entre os jovens que estudam, 41% estão no ensino
superior, 27% no ensino médio, 18% fazem cursos
livres e 11% cursam o ensino técnico. Embora 85%
considerem o diploma universitário importante para
conseguir trabalho, 91% avaliam que cursos técnicos
e profissionalizantes são um caminho mais rápido e
eficiente para conseguir emprego.
Metade dos jovens (50%) também é responsável pelos
cuidados com a casa, além de estudar ou trabalhar. A
carga é maior entre as mulheres: 60% delas afirmam
ter essa responsabilidade, contra 40% dos homens. No
cuidado com idosos, crianças e outras pessoas, a
diferença também aparece: a tarefa é desempenhada
por 28% das mulheres e 14% dos homens.
Salário e futuro
O salário é o principal fator na escolha de um emprego
para 64% dos jovens, seguido de benefícios, plano de
carreira e ambiente de trabalho agradável, citados
por 31% cada. Ainda assim, 62% aceitariam ganhar
menos para trabalhar em um ambiente saudável, com
menos estresse e pressão psicológica.
Apesar das desigualdades e das mudanças no mercado
de trabalho, 68% dos jovens afirmam ter um
planejamento profissional para a vida. A maioria
também demonstra otimismo financeiro: 91% acreditam
que sua situação financeira vai melhorar nos
próximos cinco anos, enquanto 88% esperam ter uma
condição de vida melhor que a dos pais.
Fonte: Portal Vermelho

28/08/2026 -
Fim da Escala 6X1: Centrais Sindicais e Movimentos
Sociais farão manifestação na Avenida Paulista
No próximo domingo (30), a partir das 10 horas
haverá grande concentração na Avenida Paulista em
frente do MASP – Museu de Artes Modernas de São
Paulo para celebrar o “Dia de Mobilização Nacional
pelo Fim da Escala 6×1”. Os representantes do Fórum
das Centrais Sindicais se reuniram na manhã de
terça-feira (25) e definiram como prioridade este
evento.
A palavra de ordem da manifestação será: “Vota,
Senado!” com a finalidade de pressionar os senadores
pela aprovação da PEC 221/2019 – Proposta de Emenda
à Constituição em análise na CCJ – Comissão de
Constituição e Justiça do Senado, que trata do tema
e prevê a Redução da Jornada de Trabalho para 40
horas semanais, sem redução de salário.
O relator da PEC, senador Omar Aziz, disse à
imprensa que não vai alterar o texto aprovado pela
Câmara para que não precise passar por outra votação
e apresentará o seu parecer na próxima quinta-feira
(27), e que a votação na Comissão deve ocorrer no
dia 2 de setembro. A votação, porém, pode ficar para
outra data caso algum senador peça vista.
De acordo com Nailton Francisco de Souza (Porreta),
vice-presidente Nacional da NCST – Nova Central
Sindical de Trabalhadores, os atos convocados pela
entidade e a CUT, CTB, CSB, Força Sindical,
Intersindical, UGT, Pública Central do Servidor, o
VAT - Movimento Vida Além do Trabalho e as Frentes
Brasil Popular e Povo sem Medo, acontecerão nas
principais capitais.
“Temos que de demonstrar força para que os membros
da CCJ aprovem a PEC e encaminhe para votação no
plenário do Senado. Para que o fim da escala 6x1 se
torne lei são necessários 48 votos favoráveis do
total de 81 senadores e depois seja sancionado pelo
presidente da República. Não falte nas
manifestações”, recomenda Nailton Porreta.
O que deve mudar com a aprovação do fim da escala
6x1
A proposta aprovada na Câmara e enviada ao Senado
reúne duas PECs que tramitavam em conjunto: a PEC
221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que
previa jornada semanal de 36 horas, e a PEC 8/25, da
deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que defendia a
jornada em quatro dias de trabalho.
O texto estabelece jornada de oito horas diárias e
40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de
trabalho e dois de descanso sem redução salarial. O
texto também prevê que acordos e convenções
coletivas poderão definir compensações de horário e
jornadas menores.
Pelas novas regras, os trabalhadores terão direito a
dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos
domingos. A medida não altera jornadas que já sejam
iguais ou inferiores a 40 horas semanais.
Resumo
A proposta, após a promulgação da PEC, determina em 60
dias:
O início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de
descanso;
A jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas
e;
Em 14 meses:
Jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais,
mantida a escala 5X2 e;
Dois dias de descanso por semana, um deles
preferencialmente aos domingos
O texto aprovado também estabelece exceções
Profissionais com diploma de nível superior e
remuneração mensal acima de R$ 21,1 mil não estarão
submetidos às novas regras de jornada e controle de
ponto. Segundo o relatório, a medida busca evitar a
pejotização e garantir maior flexibilidade para
trabalhadores de alta renda. Nesses casos, a redução
da jornada dependerá de decisão do empregador ou de
previsão em acordos coletivos.
A exceção, no entanto, não se aplica aos servidores
e empregados públicos da administração direta e
indireta da União, estados, Distrito Federal e
municípios.
Nos contratos firmados pelo poder público com empresas
terceirizadas, os trabalhadores passarão a ser
incluídos na nova jornada a partir da formalização
de aditivos contratuais ou após o prazo máximo de 12
meses previsto para adaptação.
Como pressionar
Pelo celular, tablet ou computador, você pode mandar
seu recado para os senadores pela plataforma Na
Pressão:
https://napressao.org.br/
Fonte: NCST-SP

28/08/2026 -
Centrais lançam canal para denunciar assédio
eleitoral no trabalho
Ferramenta recebe relatos de ameaças, demissões,
retirada de benefícios e outras formas de pressão
política no ambiente de trabalho
As centrais sindicais lançaram um canal nacional
para receber denúncias de assédio eleitoral no
trabalho durante as eleições de 2026. A ferramenta
permite registrar casos de ameaças,
constrangimentos, demissões, retirada de benefícios
e outras formas de pressão relacionadas à escolha
política dos trabalhadores.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores ou
gestores usam sua posição de poder para tentar
influenciar o voto ou a manifestação política de
trabalhadores. Entre as práticas estão ameaças de
demissão, transferência, perda de função ou
benefícios e promessas de vantagens em troca de
apoio político.
As denúncias serão sistematizadas pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE). O levantamento permitirá
identificar as categorias, sindicatos, empresas e
regiões envolvidas, além de possíveis casos
semelhantes em diferentes unidades de uma mesma
organização.
A partir das informações recebidas, as entidades
sindicais poderão orientar os trabalhadores e adotar
medidas para enfrentar as situações denunciadas.
Quando houver evidências suficientes, os casos
também poderão ser encaminhados ao Ministério
Público do Trabalho (MPT).
O objetivo da iniciativa é proteger a liberdade de
opinião e de voto e impedir que relações de trabalho
sejam utilizadas como instrumento de pressão
política.
Como denunciar
O canal está disponível pela internet, sem necessidade
de baixar aplicativo. Também há um contato de
WhatsApp para orientações.
Denuncie:
https://centraissindicais.org.br/ae/
Fonte: NCST

28/08/2026 -
Lula estuda cobrar contribuição de empresas para
conter pejotização, diz Durigan
Medida estudada pela equipe econômica mira a
pejotização abusiva e busca compensar perdas de
arrecadação da Previdência
A equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) estuda criar uma contribuição
previdenciária voltada a empresas que mantenham uma
parcela elevada de trabalhadores contratados como
pessoa jurídica, em uma tentativa de coibir a
chamada pejotização abusiva e reforçar a proteção
social de profissionais que, embora atuem como PJs,
exercem funções semelhantes às de empregados
formais.
A informação foi divulgada em entrevista do ministro
da Fazenda, Dario Durigan, à Broadcast, da Agência
Estado, publicada nesta terça-feira (25). Segundo o
ministro, que também coordena a área econômica da
campanha de Lula à reeleição, o tema já foi
discutido internamente pelo governo e pode integrar
uma proposta a ser encaminhada ao Congresso em um
eventual quarto mandato petista.
Durigan afirmou que a preocupação central do governo
é diferenciar a prestação legítima de serviços da
substituição em larga escala de trabalhadores
celetistas por pessoas jurídicas. O modelo de
contratação por PJ não é ilegal em si, mas passa a
ser visto como problema quando é utilizado para
mascarar relações de emprego e reduzir custos das
empresas com encargos trabalhistas e
previdenciários.
O ministro citou como exemplo uma empresa em que 10%
da força de trabalho esteja contratada como PJ.
Nesse caso, avaliou, pode se tratar de terceirização
regular. Mas, se 80% dos trabalhadores estiverem
nessa condição, o governo entende que seria
necessário discutir uma forma diferente de
tributação. Uma das alternativas em estudo é exigir
uma contribuição previdenciária da empresa para
compensar parte da perda de arrecadação e ampliar a
cobertura social desses profissionais.
Segundo Durigan, a pejotização feita para desonerar
empresas dos pagamentos à Previdência tem ocorrido
de maneira abusiva e deixa trabalhadores sem a
proteção que teriam em um vínculo formal.
“Ao criar um microempreendedor ou ao pejotizar com
outro regime de empresa, você deixa de dar proteção
àquele trabalhador que de fato é um trabalhador que
tem vínculo, que deveria ser um trabalhador
celetista”, afirmou o ministro.
A discussão ocorre em meio à busca do governo por
alternativas para enfrentar o déficit
previdenciário, que tende a se tornar um desafio
ainda maior com o envelhecimento da população
brasileira. Para a equipe econômica, a expansão de
relações de trabalho sem contribuição equivalente à
Previdência reduz a arrecadação e amplia a
vulnerabilidade de trabalhadores que, na prática,
dependem de uma única empresa ou exercem atividades
típicas de empregados.
A proposta em análise não significaria o fim da
contratação de prestadores de serviço por meio de
empresas. O foco, segundo a formulação apresentada
por Durigan, está nos casos em que a pejotização se
transforma em mecanismo recorrente para substituir
empregados formais e diminuir obrigações
previdenciárias.
Além da pejotização, Durigan associou o
desequilíbrio previdenciário a privilégios mantidos
por militares e por setores da elite do
funcionalismo público. De acordo com o ministro,
discutir a redução desses benefícios será uma das
prioridades econômicas de um eventual novo mandato
de Lula.
A agenda apresentada por Durigan também inclui a
manutenção do arcabouço fiscal, ajustes nas regras
de despesas e revisão de benefícios tributários. O
ministro afirmou que o governo pretende entregar
resultado primário positivo em 2027 e que o
Orçamento do próximo ano deverá prever meta de
superávit de 0,5% do PIB.
Durigan também defendeu a eliminação de subsídios
concedidos a combustíveis e apontou, entre as
prioridades econômicas de um eventual quarto
mandato, a redução dos juros do cartão de crédito e
a discussão sobre a jornada de trabalho. Esses temas
compõem a estratégia do governo para combinar
responsabilidade fiscal, revisão de distorções
tributárias e ampliação da proteção social.
Fonte: Brasil247

28/08/2026 -
Desemprego cai para 5,3%, o menor para o trimestre
terminado em julho
População ocupada atinge recorde de 103,3 milhões
de pessoas
A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho
ficou em 5,3%. O resultado representa o menor
patamar para esse período de três meses de toda a
série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa
era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado,
5,6%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas
atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O
número de empregados com carteira assinada
(excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4
milhões, também o maior da série histórica.
Já a quantidade de trabalhadores sem carteira
assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na
comparação com o período até abril (mais 477 mil
pessoas).
De acordo com o analista da pesquisa, William
Kratochwill, o crescimento da ocupação no trimestre
até julho foi puxado pelo setor de construção civil.
“A maioria aconteceu entre pedreiros e trabalhadores
elementares da construção de edifícios”, cita.
O analista acrescenta que mudanças tecnológicas têm
facilitado a obtenção de ocupação.
"Hoje em dia, com telefone e bicicleta, você
consegue trabalhar. A tecnologia está mudando o
mercado de trabalho", diz.
A ocupação no agrupamento transporte, armazenagem e
correio, que inclui entregadores de aplicativo,
cresceu 5,4% na comparação com o mesmo trimestre de
2025.
O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o
que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em
relação ao trimestre de fevereiro a abril.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores
informais na população ocupada - foi 37,5%. Até
abril estava em 37,2%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem
carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ.
Essas pessoas não têm garantidas coberturas como
seguro-desemprego, férias e 13º salário.
A população desalentada, formada por pessoas que não
procuravam emprego pois acreditavam que não
conseguiriam uma vaga, marcou 2,3 milhões de
pessoas, queda de 9,7% no trimestre.
O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.762,
recuo de 0,7% na comparação com o período até abril.
O IBGE classifica essa diferença como “estável”.
A pesquisa
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de
trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em
conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria,
por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada
desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma
vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211
mil domicílios em todos os estados e no Distrito
Federal.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%,
no último trimestre de 2025. A maior taxa já
constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos
trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e
em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
Fonte: Agência Brasil

28/08/2026 -
Nota alta e nota
baixa
Agora que as campanhas eleitorais saíram da
clandestinidade e se legalizaram, faltam menos de 50
dias para o primeiro turno.
Já se pode “fechar” uma chapa, até com os números
dos candidatos, para a “cola” do dia da eleição.
O movimento sindical dos trabalhadores está
desafiado a ajudar nas campanhas e a eleger aqueles
candidatos que merecem o apoio dos trabalhadores
porque defendem os interesses da classe em sua vida
pública e em seus mandatos.
Há muitas formas de participação até o voto na urna
eletrônica e todas podem e devem ser adotadas pelas
entidades sindicais, com inteligência e eficácia.
Além do esforço para votação nos candidatos
preferidos o movimento sindical pode, também,
rejeitar aquelas candidaturas que não merecem apoio
e, pelo contrário, exigem repúdio. É o voto e o
desvoto.
Ambas as participações já foram provadas pelo
movimento sindical e, às vezes, a segunda forma é a
mais temida pelos políticos que disputam mandatos.
Um exemplo histórico desta dualidade (voto e desvoto)
é o livro “Quem foi quem na Constituinte”, editado
em outubro de 1988 pela Cortez e pela Oboré, com os
resultados das votações de interesse dos
trabalhadores compilados pelo DIAP que atribuiu a
todos os constituintes (senadores e deputados) uma
nota correspondente de 0 a 10.
Durante anos esta avaliação – nota alta ou nota
baixa – foi muito utilizada pelo movimento sindical
nas inúmeras campanhas em que participava.
João Guilherme Vargas Neto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/08/2026 -
DIAP e
centrais alinham agenda
Revitalização do Departamento, fim da escala 6x1
e direitos dos servidores estiveram no centro da
reunião
A presidenta do DIAP, Rita Serrano, e o analista
político e diretor da entidade, Neuriberg Dias,
participaram nesta terça-feira (25), de reunião com
representantes das centrais sindicais para discutir
pautas estratégicas de interesse dos trabalhadores e
fortalecer a atuação conjunta das entidades no
Congresso Nacional.
Entre os principais temas esteve o projeto de
revitalização do DIAP. A proposta busca reforçar a
capacidade de acompanhamento do Congresso, produção
de análises e informações qualificadas em apoio à
atuação das organizações representativas dos
trabalhadores.
A reunião também tratou da necessidade de
intensificar a mobilização pelo fim da escala 6x1,
com atenção especial à tramitação da matéria no
Senado. A avaliação é de que a articulação das
centrais e das entidades sindicais será fundamental
para ampliar o debate público e a pressão sobre os
parlamentares em torno da redução da jornada de
trabalho.
Outro ponto da agenda foi o PL 1.893/2026, que
regulamenta a negociação das relações de trabalho no
setor público e a representação sindical dos
servidores e empregados públicos. A proposta
estabelece normas para a negociação coletiva e busca
dar efetividade à Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), uma reivindicação
histórica do funcionalismo.
Para Rita Serrano, a articulação permanente entre o
DIAP, as centrais sindicais e as entidades
representativas é essencial para fortalecer a
atuação do movimento sindical diante dos debates que
envolvem direitos, relações de trabalho e
representação dos trabalhadores no Congresso
Nacional.
Fonte: Diap

27/08/2026 -
CNJ amplia diálogo por Política Nacional de Trabalho
Decente
CNJ amplia diálogo com trabalhadores e
instituições para construir Política Nacional de
Trabalho Decente e fortalecer proteção social no
país
O Conselho Nacional de Justiça amplia o diálogo com
trabalhadores, empregadores, instituições públicas e
outros setores para construir uma Política Nacional
de Promoção do Trabalho Decente.
Nesse processo, o Observatório do Trabalho Decente
do Poder Judiciário promove reuniões temáticas
destinadas a apresentar sua atuação e receber
contribuições de diferentes setores sociais.
A iniciativa busca estabelecer um espaço permanente
de diálogo social, aproximando instituições
públicas, trabalhadores e entidades representativas
para construir relações profissionais mais justas e
dignas.
Além disso, o Observatório pretende ampliar a
articulação institucional, produzir diagnósticos e
integrar dados capazes de subsidiar políticas
voltadas à promoção do trabalho decente
nacionalmente.
Observatório amplia participação social
A ministra Kátia Magalhães Arruda, do Tribunal
Superior do Trabalho, supervisiona o Observatório,
enquanto Gabriela Lenz de Lacerda, juíza auxiliar do
CNJ, coordena os trabalhos.
Nesse sentido, as reuniões permitem receber
contribuições de organizações interessadas em
oferecer subsídios técnicos para as atividades
desenvolvidas pelo Observatório do Trabalho Decente
atualmente.
“O diálogo social com as centrais sindicais e demais
entidades representativas é fundamental para que o
Poder Judiciário construa uma Política Nacional do
Trabalho Decente verdadeiramente efetiva.”
De acordo com Kátia Arruda, a proposta pretende
ampliar articulações, produzir diagnósticos precisos
e integrar informações para promover trabalho digno
e fortalecer mecanismos nacionais de proteção
social.
A participação dos trabalhadores integra essa
estratégia, juntamente com representantes
empresariais, órgãos públicos, movimentos sociais,
universidades, organizações civis e instituições
dedicadas à pesquisa sobre trabalho.
Centrais sindicais participam das discussões
Em 21 de agosto, o Observatório realizou reunião
virtual com representantes de 13 centrais sindicais,
ampliando a participação organizada dos
trabalhadores na construção dessa política nacional.
Participaram representantes da Força Sindical, CUT,
CSB, CTB, UGT, NCST e Fórum das Centrais Sindicais,
além de outras organizações envolvidas diretamente
nas discussões sobre trabalho decente.
Durante o encontro, os participantes conheceram e
discutiram eixos da proposta, destacando a
necessidade de participação social na formulação das
futuras políticas públicas do Judiciário.
Além disso, o diálogo busca incorporar demandas dos
trabalhadores às decisões institucionais
relacionadas às condições profissionais, direitos
sociais e transformações atualmente presentes no
mundo do trabalho.
O conceito de Trabalho Decente envolve direitos
trabalhistas, empregos de qualidade, segurança,
saúde, igualdade de oportunidades, proteção social e
diálogo entre diferentes atores das relações
profissionais.
Chicão representa trabalhadores no encontro
Entre os representantes sindicais, Eduardo Annunciato,
Chicão, presidente do STIEESP, participou da reunião
a pedido de Miguel Torres, presidente da Força
Sindical, contribuindo para discussões.
A presença do dirigente reforçou a participação dos
trabalhadores no debate sobre direitos, valorização
profissional, ambientes seguros e políticas públicas
relacionadas diretamente às relações de trabalho.
Para o STIEESP, políticas sobre Trabalho Decente
precisam garantir participação efetiva dos
trabalhadores e entidades representativas durante
elaboração, acompanhamento e aplicação das medidas
construídas institucionalmente.
Nesse contexto, o diálogo entre CNJ, TST e movimento
sindical pode contribuir também para desenvolver
protocolos considerados durante análises judiciais
relacionadas ao universo das relações trabalhistas.
Observatório acompanha políticas e jurisprudência
Criado pelo CNJ e pelo TST em 2025, o Observatório
funciona como espaço de diálogo social, pesquisa e
incentivo às políticas judiciárias sobre trabalho
decente.
Entre suas atribuições estão monitorar políticas e
práticas trabalhistas, acompanhar jurisprudência,
consolidar informações sobre relações laborais e
propor medidas para aperfeiçoar normas relacionadas
ao trabalho.
Além disso, a agenda reúne diferentes instituições e
setores para ampliar diagnósticos e buscar respostas
conjuntas diante das profundas transformações
observadas atualmente nas relações profissionais
brasileiras.
Em julho, representantes do Observatório dialogaram
com confederações patronais e com o ministro do
Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ampliando a
articulação para construir essa política.
Posteriormente, um seminário sobre indicadores de
Trabalho Decente reuniu representantes do TST, CSJT,
Ministério Público do Trabalho, Ministério do
Trabalho e outras instituições públicas nacionais.
Agenda mantém debate sobre Trabalho Decente
O Observatório também prepara novas atividades,
incluindo discussões sobre enfrentamento ao trabalho
escravo, tráfico de pessoas e reconhecimento de
direitos diante das transformações econômicas
contemporâneas.
Em setembro, outra reunião temática, organizada
conjuntamente com a Organização Internacional do
Trabalho, discutirá a Convenção 193 da OIT sobre
Trabalho Decente na Economia de Plataformas.
Dessa forma, o processo pretende consolidar diálogo
permanente entre Judiciário e sociedade para
construir políticas capazes de responder aos novos
desafios enfrentados pelos trabalhadores brasileiros
atualmente.
O STIEESP considera fundamental manter os
trabalhadores no centro dessas discussões,
principalmente diante das mudanças aceleradas que
transformam relações, atividades e ambientes
profissionais atualmente no país.
“O STIEESP seguirá participando dos espaços de
diálogo e construção coletiva, defendendo que o
trabalho seja, acima de tudo, fonte de dignidade,
segurança, respeito e cidadania.”
“A classe trabalhadora carece de cuidados,
principalmente com as mudanças aceleradas que vem
ocorrendo no mundo do trabalho”, destaca Chicão.
Fonte: Rádio Peão Brasil

27/08/2026 -
Governo afirma que fila do INSS caiu 59% em agosto e
atingiu menor patamar desde 2023
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS)
O governo anunciou nesta terça-feira que a fila de
requerimentos para obter benefícios do INSS caiu
para 1,282 milhão em agosto (dado parcial até dia
24). Em janeiro, aguardavam na fila 3,073 milhões de
pedidos de benefícios, o que representa uma queda de
59%. De acordo com nota divulgada pelo Ministério da
Previdência, esse é o menor patamar desde 2023.
O anúncio foi feito durante reunião do Conselho
Nacional de Previdência Social (CNPS). Na ocasião, o
diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt,
informou que os processos que aguardam na fila há
mais de 45 dias somaram 261 mil em agosto. O volume
representa redução de 86% em relação a janeiro deste
ano, quando havia 1,882 milhão de pessoas aguardando
há mais de 45 dias.
Ele também destacou que o índice de novas concessões
subiu para 67% entre janeiro e julho, o que
representa, em média, 730 mil benefícios por mês. A
média mensal no mesmo período de 2025 foi de 641 mil
requerimentos.
Reportagem do GLOBO mostrou que, em um movimento que
ajuda a reduzir a fila do INSS em meio ao período
eleitoral, o governo aumentou em 70% o número de
requerimentos indeferidos entre janeiro e maio deste
ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Foi
o maior patamar de indeferimentos desde 2021.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União
(TCU) decidiu manter a concessão de benefícios
previdenciários como na Lista de Alto Risco da
administração pública federal, devido à fila INSS e
ao aumento do indeferimento dos pedidos.
A Lista de Alto Risco funciona como um alerta do
tribunal sobre pontos que podem comprometer as
contas públicas ou a qualidade dos serviços
prestados à população. A lista foi lançada em 2022 e
é revisada pela equipe de auditores periodicamente.
Embora reconheça o esforço do governo para reduzir a
fila do INSS, com a adoção de planos de emergência,
os técnicos afirmam que a essa evolução ainda não se
mostra suficiente para exclusão do tema da Lista.
Destaca ainda que vulnerabilidades relevantes na
capacidade operacional ainda persistem.
A área técnica identificou ainda que uma análise
entre requerimentos concluídos e protocolados
mostrou que a produção ficou estagnada, “registrando
ciclos recorrentes de déficit produtivos”.
Fonte: Agência O Globo

27/08/2026 -
Demissões seguem suspensas no Grupo Casas Bahia
TRT-10 extingue ação da empresa e mantém em vigor
liminar que condiciona dispensas coletivas à
participação sindical
As demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas
Bahia continuam suspensas após novo desdobramento no
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(TRT-10). As informações são do JOTA, em matéria
publicada nesta terça-feira (25).
O tribunal extinguiu, sem julgamento do mérito, o
mandado de segurança apresentado pela companhia
contra a decisão da 11ª Vara do Trabalho de
Brasília. A relatora, juíza convocada Sandra Nara
Bernardo Silva, apontou a ausência de documentos
necessários à análise da ação, entre eles o ato
judicial contestado e sua respectiva intimação.
Com a extinção do mandado, permanece válida a
liminar concedida em 19 de agosto pela juíza
Katarina Roberta Mousinho de Matos. A decisão
determinou o restabelecimento provisório dos
vínculos dos trabalhadores atingidos pelas
dispensas, com retorno à folha de pagamento e
retomada dos benefícios contratuais.
Planos de saúde e outros benefícios assistenciais
cancelados em razão dos desligamentos também devem
ser restabelecidos. A empresa poderá realocar os
empregados em funções compatíveis ou mantê-los em
afastamento remunerado enquanto a medida estiver
vigente.
A controvérsia surgiu após uma reestruturação
nacional do Grupo Casas Bahia, que teria provocado o
fechamento de 298 lojas e o desligamento de
aproximadamente 1,9 mil trabalhadores. Em 16 de
agosto, a companhia apresentou pedido de recuperação
judicial envolvendo dívidas de R$ 17,3 bilhões.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no
Comércio (CNTC) levou o caso à Justiça do Trabalho
no dia seguinte ao pedido de recuperação. A entidade
argumentou que as dispensas ocorreram sem
intervenção sindical prévia, exigência prevista no
Tema 638 do Supremo Tribunal Federal (STF).
A liminar também impede novas dispensas coletivas
sem participação efetiva dos sindicatos. O
descumprimento dessa determinação poderá resultar em
multa de R$ 10 mil por trabalhador.
Paralelamente à disputa judicial, a CNTC solicitou a
mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT). A
iniciativa busca abrir uma negociação que considere
tanto a situação econômica da empresa quanto os
impactos da reestruturação sobre os trabalhadores.
Processo nº 0001197-45.2026.5.10.0011
Fonte: Diap

27/08/2026 -
PEC da Segurança avança sem mudanças no Senado
Relator na CCJ pretende preservar texto aprovado
pela Câmara para acelerar a tramitação da proposta
A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) deve
avançar no Senado sem alterações em relação ao texto
aprovado pela Câmara dos Deputados. O relator da
proposta na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ), senador Rogério Carvalho (PT-SE), anunciou
nesta terça-feira (25) que apresentará parecer
favorável à versão encaminhada pelos deputados. As
informações são da Agência Senado.
A estratégia busca acelerar a tramitação. Caso o
Senado aprove a PEC sem modificações, a matéria não
precisará retornar à Câmara. Segundo o relator, o
texto já passou por amplo debate com governos
estaduais, gestores da área, forças policiais e
representantes da sociedade civil. O parecer deverá
ser analisado pela CCJ nos próximos dias e, se
aprovado, seguirá para o Plenário.
Entre as medidas previstas estão regras mais
rigorosas para integrantes de organizações
criminosas, milícias e grupos paramilitares, além de
mecanismos para confiscar patrimônio associado a
atividades ilícitas. A proposta também amplia a
cooperação entre as forças policiais, reforça
recursos destinados à segurança pública e estabelece
medidas de proteção a mulheres, crianças e
adolescentes.
No Plenário, por se tratar de uma proposta de emenda
à Constituição, o texto precisará ser aprovado em
dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis em
cada votação.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

26/08/2026 -
Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027
Reajuste de 7,4% eleva despesas públicas, mas
aumenta poder de compra
O salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027,
disse nesta segunda-feira (24) o ministro da
Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída
no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que
será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%,
sobre os atuais R$ 1.621. A nova projeção também
ficou R$ 24 acima da estimativa de R$ 1.717
apresentada pelo governo no projeto da Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.
O reajuste tem impacto direto nas contas públicas
porque o salário mínimo é usado como referência para
benefícios previdenciários e assistenciais. Ao mesmo
tempo, uma elevação acima da inflação aumenta o
poder de compra de trabalhadores e beneficiários que
recebem o piso.
“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso
espírito de privilegiar a população mais carente,
vai também para a Previdência e para os benefícios
sociais que têm indexação no salário mínimo”,
afirmou Durigan nesta noite.
Inflação define valor
Os R$ 1.741 ainda são uma projeção. O valor definitivo
será conhecido no fim de 2026, após a divulgação do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
acumulado até novembro. O INPC mede a inflação para
famílias com renda de até oito salários mínimos.
A regra atual combina a inflação medida pelo INPC
com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%,
dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
Por isso, uma inflação diferente da estimada pelo
governo poderá alterar o valor final.
A previsão de R$ 1.741 inclui um ganho acima da
inflação, o que significa aumento real da renda para
quem recebe o piso, desde que a inflação efetiva
fique dentro das estimativas consideradas no
cálculo.
Pressão sobre gastos
O reajuste também representa aumento das despesas do
governo. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral
da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao
salário mínimo.
A alta afeta pagamentos como aposentadorias e
pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada
(BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A
contribuição previdenciária dos Microempreendedores
Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.
Esse efeito torna o salário mínimo uma variável
importante para o planejamento das contas públicas.
Quanto maior o reajuste, maior tende a ser a despesa
do governo com benefícios vinculados ao piso.
Efeito na economia
O aumento também pode estimular o consumo,
principalmente entre famílias de menor renda, que
tendem a destinar uma parcela maior dos recursos
recebidos para despesas básicas.
Por outro lado, o impacto fiscal limita o espaço do
governo para ampliar outras despesas. O reajuste do
mínimo, portanto, envolve um equilíbrio entre
aumento da renda, preservação do poder de compra e
controle das contas públicas.
Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 será
elaborado levando em conta esse cenário e destacou
que o governo pretende manter o ganho real previsto
para o salário mínimo e controlar o crescimento de
outros gastos obrigatórios.
“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das
obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do
orçamento. As medidas têm o condão de dar
racionalidade, de que modo que a regra com ganho
real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior
do que as obrigatórias amplamente consideradas”,
argumentou o ministro.
Orçamento no Congresso
O PLOA de 2027 será encaminhado ao Congresso Nacional
até 31 de agosto e ainda passará pela análise dos
parlamentares.
O valor definitivo do salário mínimo só será
conhecido em dezembro, quando for divulgado o INPC
de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for
confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro
de 2027.
Para o governo, a mudança terá impacto simultâneo
sobre a renda de milhões de brasileiros e sobre as
despesas públicas, fazendo do salário mínimo uma das
principais variáveis do Orçamento do próximo ano.
Fonte: Agência Brasil

26/08/2026 -
Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na
próxima semana
Senador Omar Aziz diz que vai apresentar seu
relatório no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) e tentar levar à
votação ao plenário
Escolhido relator da proposta de emenda à
Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho
das atuais 44 para 40 horas semanais e substitui a
escala 6×1 por 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de
descanso), o senador Omar Aziz (PSD-AM) quer aprovar
o texto na próxima semana.
O parlamentar diz que vai apresentar seu relatório
no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ) e tentar levar à votação ao
plenário. O esforço concentrado, o último antes da
eleição, vai do dia 31 de agosto a 4 de setembro.
“Recebi e vou me debruçar em relação ao projeto.
Como se trata de uma PEC tem que haver um acordo
entre as duas casas. Eu espero apresentar esse
relatório na quarta-feira que vem”, disse o relator
nesta segunda-feira (24) ao programa Manhã de
Notícia da TV Tiradentes de Manaus (AM).
Segundo o senador, o esforço concentrado será usado
para conversar com os senadores e tentar avançar com
a matéria para o plenário.
“Quero ouvir os meus colegas senadores e minhas
colegas senadoras. Espero que a gente possa votar o
mais rápido possível. Nós vamos acabar [com a escala
6×1] e garantir a 5×2, dando saúde mental aos
trabalhadores, permitindo que eles possam ter mais
tempo com a sua família. É a vitória do povo
brasileiro”, disse.
Jornada
O senador lembra que um trabalhador, que começa sua
jornada às 8 horas, sai de casa às 5 horas para usar
o transporte até o local de trabalho.
“Depois, muitos têm ainda de ir à faculdade. Fora a
saúde mental, que hoje nós temos uma quantidade [de
trabalhadores] muito grande afetada, isso diminui a
produtividade”, argumenta.
Além disso, o relator destacou a situação da dupla
jornada de trabalho da muher. “Ela tem que cuidar da
casa e trabalhar fora. Você vê que ela está com a
saúde mental abalada, completamente abalada. Porque
as mulheres solo têm que cuidar dos filhos e levar o
sustento para dentro da casa”, diz.
Para ele, as empresas ganham com o aumento da
produtividade, pois os trabalhadores mais
estimulados “vão dar mais para as empresas”. “É
lógico que nós vamos ter que ver algumas situações
de serviços e comércio”, afirma.
Aziz cita o exemplo das indústrias da Zona Franca de
Manaus (ZFM) que não serão afetadas pelas medidas,
uma vez que já adotam o modelo 5×2.
“Os 130 mil trabalhadores que têm no Distrito
Industrial trabalham cinco dias por semana. O grande
problema é realmente como resolver o problema do
serviço e do comércio”, considera.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta
segunda-feira (24) que tem gente que joga contra os
interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do
Brasil, mas o governo está mobilizado para a
aprovação do fim da escala 6×1, sem redução do
salário.
“O povo trabalhador que movimenta este país merece
ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e
para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre
tempo para a família”, disse.
Fonte: Portal Vermelho

26/08/2026 -
Brasil requer requalificação profissional
Brasil precisa de mais qualificação profissional
O sindicalismo faz circular Manifesto em apoio à
reeleição de Lula, colhendo adesões via internet. O
texto reafirma a Pauta Trabalhista Unificada e
defende as conquistas democráticas. Mas falta propor
um Programa Nacional de Requalificação Profissional.
Vargas – O consultor sindical João Guilherme Vargas
Neto sintetiza: “Trabalhador qualificado ganha
mais”. E acrescenta que “o qualificado sofre menos
demissões, ou seja, a qualificação tem um caráter
agregador, enquanto a falta de formação gera
instabilidade no emprego, é disruptiva dentro do
mercado de trabalho”.
É possível fazer uma campanha nacional de
qualificação profissional? Para Vargas Netto, “é
possível, necessário e viável”. O Brasil dispõe da
rede do Sistema S (Sesi/Senai – Sesc/Senac), de
escolas profissionalizantes ligadas aos Sindicatos e
de outros meios. Essa campanha poderia ser
centralizada no Ministério do Trabalho e Emprego e
operacionalizada a partir dali, em sintonia com
entidades de classe.
Tripé – Para o consultor, “o tripé que fortalece
mundo do trabalho hoje seria o fim da escala 6×1, a
redução da jornada para 40 horas semanais e um
programa efetivo de qualificação”. Ele frisa que
essa proposta faz contraponto ao programa da
direita, que visa, entre outros objetivos,
desorganizar o mundo do trabalho.
A maior estabilidade no emprego do trabalhador
qualificado também viria a contribuir na elevação da
produtividade, especialmente no setor industrial.
Para João Guilherme Vargas Neto, cabe ao
sindicalismo ajustar a proposta da qualificação para
aplicação num eventual quarto mandato do Presidente
Lula.
Mais –
Clique aqui e assine o Manifesto.
Fonte: Agência Sindical

26/08/2026 -
Uberização: MPT pede análise individual dos vínculos
Órgão defende análise de cada vínculo e um patamar
básico de direitos
O Ministério Público do Trabalho (MPT) defendeu que
a existência de vínculo de emprego entre
trabalhadores e plataformas digitais seja avaliada
conforme as características de cada caso. Segundo
informações apuradas pelo JOTA, a manifestação foi
apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) antes
do julgamento do recurso da Uber (RE 1.446.336),
previsto para esta quarta-feira (27).
Para o MPT, a análise deve considerar como o
trabalho é realizado na prática, incluindo as
condições de execução das atividades e de
remuneração. O órgão entende que uma definição
genérica do STF poderia ignorar as diferenças entre
os diversos modelos de trabalho por plataformas, que
hoje alcançam, além de motoristas e entregadores,
profissionais de áreas como saúde, educação e
alimentação.
O Ministério Público também alerta para os efeitos
mais amplos da decisão. Na avaliação do órgão, o
entendimento firmado pelo Supremo poderá influenciar
outras formas de contratação e até estimular a
substituição de empregos regidos pela CLT por
modelos plataformizados, com impactos sobre direitos
sociais e arrecadação pública.
Além da discussão sobre vínculo, o MPT defende um
conjunto mínimo de garantias para esses
trabalhadores, como liberdade sindical, seguridade
social, saúde e segurança no trabalho, proteção de
dados, transparência algorítmica e proteção contra
bloqueios ou desligamentos injustificados.
A manifestação toma como referência parâmetros
aprovados recentemente pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT) para o trabalho em
plataformas digitais. O tema está em análise no STF
tanto no recurso da Uber, relatado pelo ministro
Edson Fachin, quanto em uma reclamação da Rappi (Rcl
64.018), sob relatoria do ministro Alexandre de
Moraes.
Fonte: Diap

26/08/2026 -
Submeter trabalhadores a reuniões de cunho eleitoral
configura assédio
A jurisprudência trabalhista condena a prática de
assédio moral e eleitoral no âmbito das relações de
trabalho, reconhecendo o dever de indenizar o abalo
moral sofrido pelo trabalhador.
Com esse entendimento, a 5ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) manteve a
condenação de uma instituição de ensino ao pagamento
de indenização por danos morais depois de reconhecer
a prática de assédio eleitoral contra um empregado.
Na petição inicial, um inspetor de alunos afirmou
que os trabalhadores eram obrigados a participar de
eventos de natureza político-eleitoral promovidos
pela empresa.
O autor narrou que, ao final dos encontros, eram
passadas listas para colher a presença dos
funcionários.
Em sua defesa, a empregadora negou a prática de
assédio eleitoral. Sustentou que os encontros tinham
finalidades institucionais e informativas, sendo
facultativa a participação dos empregados, sem
qualquer caráter coercitivo.
Ao julgar o caso em primeiro grau, a 29ª Vara do
Trabalho do Rio de Janeiro considerou que a empresa
extrapolou os limites do poder diretivo, violando a
liberdade de consciência e de convicção política do
empregado, protegida constitucionalmente.
Conduta abusiva
A empresa recorreu da decisão, sustentando que não
houve prova de coação política e reiterando que a
participação no evento era facultativa.
O relator do recurso, juiz convocado Roberto da
Silva Fragale Filho, definiu o conceito de assédio
eleitoral.
“O assédio eleitoral e a coação política consistem
no abuso do poder diretivo do empregador para
influenciar, constranger ou direcionar as convicções
políticas e o voto dos trabalhadores, o que atenta
diretamente contra a liberdade de consciência e o
pluralismo político garantidos constitucionalmente”,
apontou o magistrado.
Para o relator, no caso em questão, a partir da
análise do conjunto probatório, ficou comprovada a
conduta abusiva da empresa. “A dependência econômica
inerente à relação de emprego vicia qualquer
alegação de participação facultativa em eventos de
cunho político organizados pelo empregador no
ambiente de trabalho” afirmou.
Ele concluiu, portanto, que “a exigência de
comparecimento a reuniões eleitorais, sob o controle
formal de presença, caracteriza nítido abuso do
poder diretivo, violando a liberdade de convicção
política do reclamante”. Com informações da
assessoria de imprensa do TRT-1.
Fonte: Consultor Jurídico

25/08/2026 -
Sindicalismo lança Manifesto pró-Lula
Assinaturas de adesão ocorrem por meio da
internet
O sindicalismo colhe, pela internet, assinaturas em
apoio a Lula. O movimento utiliza as redes sociais
para divulgar o texto e colher subscrições.
Lançamento ocorreu dia 16, quando da abertura da
campanha de Lula-Alckmin na Vila Euclides, São
Bernardo do Campo – SP.
A candidatura de Lula tem apoio quase unânime do
movimento sindical, que viu, neste terceiro mandato,
grande parte de suas reivindicações ser atendida,
entre as quais política de aumento real para o
salário mínimo e isenção do IR para salários até R$
5 mil.
Agora, o sindicalismo, com apoio de Lula, batalha no
Senado para fazer aprovar a PEC 221, que acaba com a
escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada de 44 para
40 horas semanais.
ASSINE – Clique aqui –
https://preceder.com.br/sindcomlula/
MANIFESTO “Por um Brasil soberano e justo, com
trabalho decente, direitos e desenvolvimento”.
Nós, sindicalistas de diversas categorias
profissionais, entidades, setores e regiões,
apoiamos a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e convocamos os trabalhadores a se
mobilizar conosco para dar continuidade e avançar
ainda mais nas transformações que o Brasil precisa.
Defendemos:
- Valorização permanente dos salários e do salário
mínimo;
- Redução da jornada de trabalho e o fim da escala
6×1;
- Combate à precarização, à informalidade, à
pejotização e às terceirizações fraudulentas;
- Proteção trabalhista, previdenciária e social para
todos os que trabalham, independentemente da
ocupação;
- Fortalecimento dos Sindicatos e da representação
coletiva, bem como a autonomia e valorização da
negociação coletiva e do diálogo social como
instrumentos fundamentais para conquistar direitos,
regular as transformações no mundo do trabalho e
distribuir os ganhos do desenvolvimento;
- Tecnologia e inteligência artificial a serviço da
melhoria das condições de trabalho e da qualidade de
vida do povo;
- Compartilhamento dos ganhos de produtividade, para
que os avanços econômicos e tecnológicos se traduzam
em melhorias pra todo o povo trabalhador;
- Política de segurança pública que proteja a
população e garanta direitos;
- Firme combate ao feminicídio e a todas as formas de
violência contra a mulher, com promoção da igualdade
entre mulheres e homens, combate ao racismo e a
todas as formas de discriminação;
- Políticas públicas voltadas aos jovens, idosos, aos
aposentados, com o fortalecimento da Política
Nacional de Cuidados.
Por que apoiamos Lula:
Porque seu governo coloca o trabalho e a valorização
dos trabalhadores no centro da estratégia de
desenvolvimento do País e assume compromisso com a
Pauta da Classe Trabalhadora.
Porque é o candidato que apresenta propostas de
crescimento com investimento em educação, formação,
inovação e elevação da produtividade, como também
prioriza o fortalecimento da Nova Indústria Brasil e
o domínio de tecnologias estratégicas, inclusive as
relacionadas a terras raras, transformando nossas
riquezas naturais em desenvolvimento e gerando
trabalho decente, empregos de qualidade, melhores
salários e uma distribuição mais justa da riqueza
produzida pelo trabalho de todos.
Porque tem compromisso com a soberania nacional, a
liberdade, a democracia, a justiça social e a
sustentabilidade ambiental.
Porque Lula propõe uma transição ecológica e
tecnológica justa, capaz de proteger trabalhadores,
comunidades e territórios e, ao mesmo tempo, criar
novas oportunidades de trabalho de qualidade.
Porque, com Lula, o Brasil avançou combinando
crescimento econômico, valorização do trabalho,
inclusão social e fortalecimento da democracia.
É nesse caminho que queremos avançar ainda mais, com
Lula Presidente!
Fonte: Agência Sindical

25/08/2026 -
PEC 221/19: Relator sinaliza avanço do fim da escala
6x1
Omar Aziz deve apresentar parecer nesta
terça-feira (25), enquanto a CCJ promove audiência
pública na quarta (26). Proposta reduz jornada para
40 horas semanais, garante 2 dias de descanso e
mantém salários
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/19,
dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton
(PSol-SP), que reduz a jornada de trabalho e acaba,
na prática, com a escala 6x1, entra nesta semana em
etapa decisiva no Senado.
O relator na CCJ (Comissão de Constituição e
Justiça), senador Omar Aziz (PSD-AM), deverá
apresentar parecer nesta terça-feira (25), abrindo
caminho para o debate da matéria no colegiado. Na
quarta-feira (26), a comissão realiza audiência
pública para discutir os impactos da proposta.
A movimentação ocorre poucos dias depois de a PEC
chegar formalmente à CCJ, após permanecer por 85
dias à espera de despacho no Senado. O presidente da
Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhou a
matéria à comissão na sexta-feira (21) e designou
Aziz como relator.
Relator a favor
Aziz já declarou ser favorável ao mérito da PEC e à
transição aprovada pela Câmara dos Deputados. Em
declaração divulgada após assumir a relatoria, o
senador defendeu a redução da jornada também sob o
argumento de que menos horas trabalhadas podem
resultar em maior produtividade.
“Há questão mental das pessoas. Está comprovado que
quanto menos horas de trabalho, mais você produz. O
que as empresas da indústria querem é a qualidade do
serviço e aumento de produção. Por isso, o fim da
escala 6x1 é uma necessidade do Brasil. Vamos votar
por isso ainda esse ano”, afirmou Aziz.
A posição do relator reduz a incerteza sobre o
mérito da proposta, mas não elimina a disputa
política em torno do texto. A expectativa é que a
audiência pública e as conversas com senadores e
lideranças sirvam para construir consenso sobre a
tramitação e eventuais ajustes.
O que muda
A PEC 221/19, estabelece a redução do limite máximo da
jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução
salarial, e prevê 2 dias de repouso semanal
remunerado. A mudança seria implementada de forma
progressiva.
O texto aprovado pela Câmara prevê a primeira
redução de 2 horas semanais 60 dias após a
promulgação e outra redução de 2 horas 1 ano depois,
até chegar às 40 horas. Segundo Aziz, essa transição
deve ser preservada em seu parecer.
Na prática, a proposta cria condições
constitucionais para a substituição da tradicional
escala 6x1 — 6 dias de trabalho para 1 de descanso —
por organização com 5 dias trabalhados e 2 de
descanso, sem corte nos salários.
Audiência pública
A audiência pública de quarta-feira coloca em primeiro
plano justamente os argumentos que deverão marcar a
disputa no Senado: produtividade, emprego, renda,
custos empresariais, organização das jornadas e
qualidade de vida.
O tema já provocou intenso debate na Câmara.
Requerimentos apresentados durante a tramitação da
proposta solicitaram a participação de
representantes de entidades empresariais,
trabalhadores e instituições como CNI, CNC, Sebrae,
Abrasel e Associação Brasileira de Supermercados,
além de órgãos públicos e especialistas.
O embate tende a reproduzir, no Senado, 2 visões
distintas. De um lado, representantes do setor
produtivo, leia-se patronal, alertam para possíveis
impactos sobre custos, escalas e funcionamento de
atividades contínuas.
De outro, defensores da redução da jornada sustentam
que a medida pode melhorar a qualidade de vida,
ampliar o tempo de descanso e convivência familiar e
estimular ganhos de produtividade. Além de aumentar
a empregabilidade.
Prioridade no Senado
A liderança do governo no Senado já classificou a PEC
221/19 como uma das prioridades da pauta
trabalhista. A senadora Teresa Leitão (PT-PE)
afirmou que pretende conversar com o presidente da
CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), para acelerar a
tramitação e buscar a votação da matéria durante o
próximo esforço concentrado do Senado.
“Essas duas questões [...] são fundamentais para os
trabalhadores, para o mundo do trabalho e para o
País”, declarou, ao se referir à PEC da jornada e à
proposta de segurança pública.
O próprio Aziz havia indicado que pretendia
trabalhar para que o relatório estivesse pronto na
semana de esforço concentrado, entre 31 de agosto e
4 de setembro, período que antecede o primeiro turno
das eleições.
Tramitação
A CCJ é a primeira etapa da tramitação da PEC no
Senado. Depois da análise e eventual aprovação pela
comissão, a matéria seguirá para o plenário, onde,
por se tratar de proposta de emenda à Constituição,
precisará ser aprovada em 2 turnos, com quórum
qualificado de no mínimo 49 votos favoráveis.
Caso o Senado aprove exatamente o texto oriundo da
Câmara, a proposta poderá seguir para promulgação.
Se houver mudanças no conteúdo, a matéria terá de
retornar à Câmara para nova apreciação.
A PEC chega, portanto, à fase em que a discussão
deixa de ser apenas sobre a oportunidade de acabar
com a escala 6x1 e passa a envolver como, quando e
em que condições a redução da jornada será
implantada.
Disputa política
O avanço da PEC recoloca no centro da agenda do
Congresso uma das principais reivindicações do
movimento sindical e de setores da sociedade que
defendem a redução da jornada. Ao mesmo tempo, abre
nova frente de negociação com o empresariado, que
deverá pressionar por mudanças ou salvaguardas no
texto.
O dado político mais relevante, neste momento, é que
o relator escolhido para conduzir a matéria na CCJ
declarou-se favorável ao mérito da proposta e à
transição aprovada pelos deputados. A partir desta
semana, a disputa tende a se concentrar menos na
admissibilidade da PEC e mais na construção dos
votos necessários para fazê-la avançar no Senado.
Em resumo: a PEC 221/19 chega ao Senado em momento
decisivo. Com parecer do relator e audiência pública
previstos para esta semana, o debate sobre o fim da
escala 6x1 entra definitivamente na agenda da CCJ.
Se conseguir superar essa etapa, a proposta estará
mais próxima de chegar ao plenário e transformar a
redução da jornada de trabalho em nova regra
constitucional brasileira.
Fonte: Diap

25/08/2026 -
Governo Lula avalia reajuste diferente para
beneficiários do INSS, diz jornal
Discussão sobre mudanças de faixas entre ativos e
pensionistas ainda está em fase de estudos e ideia é
que reajuste seja acima da inflação
Em um eventual quarto mandato do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), membros da equipe
econômica pretendem discutir a diferenciação da
política de valorização do salário mínimo para
trabalhadores da ativa e beneficiários do INSS. A
informação foi confirmada pelo jornal Valor
Econômico.
Segundo o veículo, técnicos fizeram simulações de
cenários que preservariam ganhos acima da inflação
para os dois grupos em ritmos distintos, mantendo os
trabalhadores da ativa na regra atual e
estabelecendo um percentual menor que o reajuste
real de até 2,5% para os inativos.
A discussão entre os integrantes da equipe teria
como intenção diminuir a pressão sobre as despesas
obrigatórias e sinalizar ao mercado financeiro um
maior compromisso do eventual novo governo com o
ajuste fiscal.
Ainda de acordo com o Valor, nenhuma decisão foi
tomada sobre o assunto e qualquer eventual mudança
passaria pela aprovação do presidente Lula. No
momento a discussão se limite a estudos.
A ideia central é manter a valorização do salário
mínimo para os trabalhadores da ativa, ao mesmo
tempo em que mantém o reajuste de aposentadorias
vinculadas ao salário mínimo crescendo em um ritmo
menor, mas ainda acima da inflação. A longo prazo, a
diferenciação teria efeitos cumulativos sobre as
despesas obrigatórias.
Fonte: InfoMoney

25/08/2026 -
Teletrabalho não justifica supressão de intervalo
para amamentação
A 15ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP) reformou uma sentença e condenou uma
empresa a pagar danos morais no valor de R$ 10 mil
por não conceder a uma trabalhadora, em regime de
teletrabalho, intervalo para amamentação.
A sentença da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo
considerou a privação “mero descumprimento de uma
obrigação contratual”. Todavia, reconheceu tal
ilicitude para fundamentar a rescisão indireta do
contrato de trabalho por culpa da empresa.
Em defesa, a empresa alegou que cumpriu
integralmente as obrigações legais e contratuais.
Argumentou também que a prestação de serviços de
forma remota garantia flexibilidade suficiente para
fazer pausas de amamentação de forma autônoma.
Segundo os autos, a empresa não conseguiu comprovar
que concedia o intervalo, já que nada constava nos
controles de jornada juntados ao processo. Em
depoimento pessoal, a trabalhadora afirmou ainda que
teve negado o pedido para sair uma hora mais cedo a
fim de amamentar o filho.
Desenvolvimento saudável
No acórdão, a desembargadora relatora Regina Celi
Vieira Ferro destacou o artigo 396 da CLT, que
garante à mulher trabalhadora o direito a dois
descansos especiais de 30 minutos cada durante a
jornada de trabalho para amamentar o próprio filho
até que o bebê complete seis meses de idade.
Para a magistrada, a regra visa “garantir que o
retorno da mulher ao mercado de trabalho não
inviabilize o aleitamento materno e o
desenvolvimento saudável do menor”.
Ao fundamentar a decisão, a julgadora lembrou que a
proteção à maternidade e à infância encontra-se
fixada no rol de direitos sociais da Constituição
Federal.
Ela acrescentou ainda que a empregadora agiu com
“negligência e abuso de poder diretivo” por suprimir
os intervalos e submeter a trabalhadora a condições
incompatíveis com o período da lactação.
“Impor à mãe o constrangimento de escolher entre as
metas laborais e o sustento biológico de seu filho
vulnerável atinge diretamente a sua dignidade
existencial”, concluiu. Com informações da
assessoria de imprensa do TRT-2.
Clique
aqui para ler o acórdão
RORSum 1002155-25.2025.5.02.0026
Fonte: TST

24/08/2026 -
Eleições 2026 em perspectiva: DIAP promove novo
debate
Diálogos DIAP reúne especialistas e lideranças
para analisar o cenário eleitoral, a reorganização
das forças políticas e os possíveis impactos da
disputa sobre o futuro do Congresso Nacional.
As Eleições 2026 já movimentam o cenário político e
colocam em debate os caminhos que poderão definir a
composição do próximo Congresso Nacional e a agenda
legislativa dos próximos anos. Para contribuir com a
compreensão desse processo, o DIAP realiza, no dia
25 de agosto, às 19h, mais uma edição do Diálogos
DIAP, em formato on-line.
Com o tema “Perspectivas para as Eleições 2026”, o
encontro propõe uma análise dos movimentos que
começam a desenhar a disputa eleitoral. O debate
abordará as tendências do cenário político, a
reorganização das forças partidárias e os fatores
que poderão influenciar tanto a renovação quanto a
continuidade da representação política no
Parlamento.
A proposta é reunir diferentes perspectivas para
ampliar a leitura sobre um processo que vai além da
disputa nas urnas. A composição da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal terá reflexos diretos
sobre a correlação de forças no Legislativo e sobre
as prioridades que estarão no centro da agenda
política do País a partir de 2027.
Diferentes olhares sobre o cenário de 2026
Participam desta edição Rita Serrano, presidente do
DIAP; Neuriberg Dias, analista político e diretor do
DIAP; Ricardo Patah, vice-presidente do DIAP e
presidente da UGT; Hajj Mangolin, estrategista
político; e Alek Maracajá, CEO da AtivaWeb,
professor, pesquisador, cientista de dados e
vice-presidente nacional da Abradi.
Ao reunir experiências nas áreas de análise
política, representação institucional, estratégia e
ciência de dados, o Diálogos DIAP busca oferecer aos
participantes elementos para compreender as
transformações em curso e os possíveis
desdobramentos da disputa eleitoral sobre o
Parlamento.
Inscrições abertas
O encontro será realizado on-line, no dia 25 de
agosto, às 19h. A participação é gratuita, mas as
vagas são limitadas.
As inscrições devem ser feitas até 24 de agosto,
pelo e-mail
diap@diap.org.br, com o envio de nome completo,
entidade representada, telefone/WhatsApp e e-mail.
O link de acesso será encaminhado diretamente aos
participantes inscritos.
25 de agosto | 19h | On-line
Inscrições até 24 de agosto | Vagas limitadas
Participe do Diálogos DIAP e acompanhe as análises
sobre os movimentos políticos que começam a desenhar
o cenário das Eleições 2026 e o futuro da
representação no Congresso Nacional.
Fonte: Diap

24/08/2026 -
Missão aciona STF contra licença remunerada em
mandato sindical
Partido defende que salário de diretores
sindicais seja pago pela própria entidade, e não
pelos governos estaduais.
A executiva nacional do Missão apresentou ao STF uma
ação na qual questiona a legalidade do trecho da
Constituição do Estado de São Paulo que garante o
direito à licença remunerada a servidores públicos
estaduais durante o exercício de mandato na
administração de seus sindicatos.
O partido alega que a Constituição não cita a
possibilidade de manutenção dos salários durante o
afastamento para a função, e ressalta que a
organização do serviço público nos entes federados,
incluindo regimes de trabalho de servidores, não
podem contrariar o texto constitucional.
"O texto instaura uma nítida separação entre o
Estado e os entes sindicais, impedindo qualquer
confusão entre a Administração Pública — regida pelo
regime de Direito Administrativo, que é de Direito
Público — e a administração do sindicato, que é uma
entidade privada", afirmou a sigla.
A legenda defende que os diretores sindicais tenham
direito à devida remuneração, mas que esta deve ser
paga com recursos do próprio sindicato, e não do
tesouro estadual.
A sigla destacou que o próprio Supremo validou em
decisão anterior uma lei estadual em Goiás que
revogou a licença remunerada a servidores durante
mandato sindical. A ação foi distribuída para
relatoria do ministro Luiz Fux.
Processo:
ADI 8006-SP
Fonte: Congresso em Foco

24/08/2026 -
Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar
dados até dia 31
As empresas privadas com 100 ou mais empregados
devem atualizar suas informações até 31 de agosto.
Os dados servirão para elaboração do 6º Relatório de
Transparência Salarial e de Critérios
Remuneratórios, elaborado e publicado semestralmente
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O procedimento obrigatório deve ser feito
diretamente no Portal Emprega Brasil, na área do
empregador. Para atualização dos dados, é preciso
fazer login da plataforma Gov.br.
As informações são sobre critérios remuneratórios,
ações voltadas à promoção da diversidade e
iniciativas de apoio à família e à parentalidade.
As empresas com 100 ou mais empregados que não
apresentarem os dados para o Relatório de
Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios
duas vezes ao ano estarão sujeitas à multa.
Fonte: Agência Brasil

24/08/2026 -
Os
sindicatos brasileiros respiram
Brasil registra, após mais de uma década, aumento
no número de trabalhadores sindicalizados. Adesão
responde às novas demandas por proteção social,
empregos de qualidade, fim da escala 6×1 e desafios
impostos pela IA. Como podem incorporar as novas
lutas?
Clemente Ganz Lúcio¹
O crescimento da taxa de sindicalização observado
pelo IBGE em 2024² marca um ponto de inflexão
importante no mundo do trabalho brasileiro. Depois
de mais de uma década de retração, interrompe-se uma
trajetória de queda iniciada em 2012 e agravada
pelos ataques às instituições sindicais, pela
reforma trabalhista de 2017, pela eliminação do
financiamento compulsório e por uma conjuntura
política marcada pela deslegitimação da ação
coletiva. Em 2024, a taxa de sindicalização passou
de 8,4% para 8,9% da população ocupada (mais de 100
milhões de pessoas, formais e informais), elevando o
contingente de trabalhadores sindicalizados de 8,3
milhões para aproximadamente 9,1 milhões de pessoas,
um crescimento de cerca de 812 mil filiados.
Trata-se da primeira alta da série histórica da PNAD
Contínua iniciada em 2012. Mais do que um dado
estatístico, trata-se de um sinal de mudança na
dinâmica do mundo do trabalho brasileiro.
Destaques:
- Setor Público Registrou a maior taxa de adesão,
alcançando 18,9%.
- Setor Privado com Carteira Assinada apresentou taxa
de filiação de 11,2%.
- Trabalhadores Informais e Sem Carteira mantiveram os
menores índices, com apenas 3,8% de sindicalização.
- Atividades com Maior Adesão: o grupamento de
administração pública, defesa, seguridade social,
educação, saúde humana e serviços sociais liderou
com 15,5%, seguido pela indústria geral com 11,4%.
Essa recuperação não resulta de um único fator. Ela
expressa a convergência entre transformações
econômicas, institucionais, políticas e
organizativas que recolocam o trabalho e suas formas
de representação em posição estratégica.
O primeiro elemento é a melhora consistente do
mercado de trabalho. A retomada do crescimento
econômico, a expansão do emprego formal, o aumento
dos rendimentos reais e a redução do desemprego
ampliaram o universo de trabalhadores protegidos por
contratos formais e convenções coletivas. O
fortalecimento da indústria, impulsionado pela
política industrial, pelos investimentos públicos e
privados e pela recuperação da capacidade produtiva
nacional, favoreceu particularmente setores
historicamente mais organizados, onde a presença
sindical é mais intensa. Não por acaso, a indústria
registrou uma das maiores elevações na taxa de
sindicalização em 2024.
Também foi decisiva a retomada das contratações no
setor público. A recomposição das capacidades do
Estado para cumprir suas funções constitucionais
significou não apenas mais servidores, mas também o
fortalecimento de categorias cuja tradição
organizativa sempre foi expressiva.
Outro aspecto relevante foi a recuperação do diálogo
social. A reativação das mesas nacionais de
negociação no setor publico federal, a valorização
da negociação coletiva, a retomada do Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social, do Conselho de
Desenvolvimento Industrial, do Conselho de Segurança
Alimentar, entre tantos outros, a reconstrução da
interlocução entre governo, trabalhadores e
empregadores e a ampliação dos acordos e convenções
coletivas devolveram concretude à atuação sindical.
Quando a negociação produz ganhos salariais, melhora
as condições de trabalho, amplia direitos e protege
os trabalhadores diante das mudanças produtivas, o
sindicato volta a ser percebido como instrumento
efetivo de transformação da realidade.
Mas seria insuficiente explicar a retomada da
sindicalização apenas pela melhora do mercado de
trabalho. Creio que um fenômeno mais profundo em
curso move as bases sindicais.
Vivemos um período de intensas transformações
tecnológicas, ambientais, demográficas, produtivas e
geopolíticas. Inteligência artificial, plataformas
digitais, reorganização das cadeias globais,
transição ecológica e mudanças nas formas de
contratação estão redefinindo ocupações, profissões,
competências e relações de trabalho. Cresce a
percepção de que os riscos deixaram de ser
individuais e passaram a ser estruturais.
Nesse contexto, o sindicato recupera a função
histórica de constituir um escudo protetor coletivo
diante de transformações que nenhum trabalhador
consegue enfrentar isoladamente.
A pesquisa nacional realizada pelas Centrais
Sindicais com o Instituto Vox Populi (2025) confirma
essa percepção. Ela revela elevada valorização
social do sindicalismo, disposição de filiação e
grande convergência em torno das prioridades
apontadas pelos trabalhadores: valorização dos
salários, geração de empregos de qualidade, formação
profissional permanente, redução da jornada de
trabalho, superação da escala 6×1, saúde e segurança
no trabalho e ampliação da proteção social. A Pauta
da Classe Trabalhadora apresentada pelas Centrais
traduz essas demandas em diretrizes de ação e
propostas de políticas publicas.
Esses resultados sugerem que a retomada da
sindicalização representa algo maior do que um
aumento do número de associados. Ela indica um
reencontro entre sindicatos e sua base social. Esse
reencontro, entretanto, impõe novos desafios ao
próprio sindicalismo.
O sindicato do século XXI continuará negociando
salários e defendendo direitos, mas sua atuação
precisará ser muito mais ampla, além das
fundamentais negociações no âmbito da categoria.
Caberá participar da formulação das políticas de
desenvolvimento, acompanhar os impactos da
inteligência artificial e das novas tecnologias,
negociar processos de transição produtiva, defender
a formação continuada dos trabalhadores, contribuir
para a construção de uma transição ecológica justa,
atuar pela efetiva proteção dos empregos e da renda,
cuidar da previdência social, fortalecer mecanismos
permanentes de diálogo social. Atuar para
implementar novos âmbitos de negociação de amplitude
regional, setorial, cadeia produtiva, temática e
internacional. Assim como, aprimorar a a oferta de
serviços clássicos e essenciais que são demandados
pelas categorias (assistência médica e odontológica;
convênios para compras; assistência jurídica;
orientação profissional; formação em saúde e
segurança; lazer, esporte e cultura, entre outros).
Isso significa compreender que o trabalho voltou a
ocupar posição estratégica no desenvolvimento
nacional e continua essencial na vida das
trabalhadoras e dos trabalhadores.
As grandes economias disputam hoje investimentos,
tecnologia e cadeias produtivas porque disputam
produtividade, conhecimento e empregos de qualidade.
Entramos na era da geopolítica mundial do trabalho.
Nesse ambiente, sindicatos deixam de ser apenas
instituições voltadas para a negociação das relações
de emprego e passam a integrar a governança
democrática das transformações econômicas e sociais
em cada país e no mundo.
O crescimento da sindicalização, portanto, não deve
ser visto como um ponto de chegada, mas como o
início de um novo ciclo que precisa ser alimentado
com muito trabalho de base, pautas representativas,
lutas estratégicas e muito compromisso com mudanças
e avanços.
Consolidar o aumento da sindicalização dependerá da
capacidade do movimento sindical de ampliar sua
presença nos locais de trabalho, incorporar a
representação e organização de todos os
trabalhadores inseridos em diferentes formas de
ocupação (autônomo e por conta-própria,
plataformizados, empreendedores, cooperados,
trabalhadores domésticos, pejotizados), fortalecer
sua produção de conhecimento, atuar nos territórios
e participar da construção de um projeto nacional de
desenvolvimento que coloque o trabalho no centro das
estratégias econômicas, sociais e ambientais do
país.
Trabalhadores mais organizados significam relações
de trabalho mais equilibradas, negociação coletiva
mais robusta, maior capacidade de enfrentar as
transições em curso e uma democracia mais forte. O
reencontro da classe trabalhadora com seus
sindicatos é, ao mesmo tempo, uma boa notícia para o
mundo do trabalho e um ativo estratégico para o
desenvolvimento do Brasil.
Notas
1 Sociólogo, coordenador do Fórum das Centrais
Sindicais, membro do CDESS – Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da
Presidência da República, membro do Conselho
Deliberativo da Oxfam Brasil, Enviado Especial para
COP-30 sobre Trabalho, Coordenador do Grupo de
Facilitação do Pacto Nacional pelo Combate às
Desigualdades, membro do Comitê Diretivo do
Observatório do Trabalho Decente do Conselho
Nacional de Justiça, consultor e ex-diretor técnico
do DIEESE (2004/2020).
2 IBGE:
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/45174-com-taxa-de-8-9-sindicalizacao-cresce-pela-primeira-vez-desde-2012
Fonte: Outras Palavras

21/08/2026 -
Presidente da CCJ do Senado diz ter votos para
acabar com escala 6×1
Alcolumbre já despachou a proposta para o
colegiado, que deve se reunir na semana entre 31 de
agosto a 4 de setembro
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), disse que já
tem votos no colegiado para aprovar a proposta de
emenda à Constituição (CCJ) que reduz a jornada de
trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala
6×1.
“Tenho votos para aprovar na CCJ. Não tenho a menor
dúvida. No plenário eu não sei, mas na minha
comissão que eu presido, eu tenho voto para aprovar
o fim da escala 6×1 sem nenhuma dificuldade”, disse
Otto.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
já assinou o despacho que encaminha a proposta à
CCJ.
Depois das conversas com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, Alcolumbre não só destravou a
proposta do fim da escala, mas também a PEC da
Segurança e projeto sobre minerais críticos e
estratégicos, pautas prioritárias do governo.
A expectativa é que as propostas possam ser
avaliadas no próximo esforço concentrado no
Congresso, marcado para ocorrer de forma presencial
entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.
Para a deputada Daiana Santos (PcdoB-RS), autora de
projeto de igual teor na Câmara, a PEC do fim da
escala 6×1 foi de fato destravada no Senado.
“Após a articulação do nosso presidente Lula, o
senador Davi Alcolumbre liberou a tramitação da
pauta. Entretanto, é necessário seguir pressionando
o Senado. Mesmo com essa mudança de postura, a pauta
só será votada após as eleições. Desde o início nós
defendemos a escala 5×2, jornada de 40 horas
semanais, sem redução de salário”, diz.
Governo mobilizado
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE),
prevê que as propostas prioritárias serão votadas
nas próximas semanas.
“O governo está mobilizado, e seguirei atuando no
Senado para transformar esse diálogo em avanços
concretos, com mais direitos, segurança, soberania,
desenvolvimento e oportunidades para o povo
brasileiro”, disse.
Para ela, os recentes encontros entre Lula e
Alcolumbre foram decisivos para destravar a
tramitação dos projetos no Senado.
“É uma demonstração importante de que o diálogo
produz resultados e abre caminhos para fazer avançar
uma agenda fundamental para o desenvolvimento do
Brasil. Seguimos com muito trabalho e disposição
para construir os entendimentos necessários”,
afirma.
Fonte: Portal Vermelho

21/08/2026 -
STF decide ampliar alcance da Lei da Maria da Penha
Lei será aplicada nas eleições de outubro contra
violência política
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta
quarta-feira (19) ampliar o alcance da aplicação da
Lei Maria da Penha, criada em 2006 para combater a
violência contra as mulheres.
Pela decisão, a lei deve ser aplicada pelos juízes
para combater toda forma de violência de gênero
contra a mulher. Antes da decisão, a norma era
aplicada somente em casos de violência doméstica,
familiar ou relações íntimas de afeto.
A Corte também estabeleceu que a lei também deve ser
aplicada durante as eleições de outubro para
combater a violência política de gênero contra as
candidatas. A partir desse entendimento, caberá à
Justiça Eleitoral decidir sobre a concessão de
medidas de proteção.
A Lei Maria da Penha prevê diversas medidas
protetivas, como afastamento do agressor do lar,
proibição de aproximação da vítima, uso de
tornozeleira eletrônica e decretação de prisão
preventiva.
Fonte: Agência Brasil

21/08/2026 -
Eleições e valorização do trabalho; Por Nivaldo
Santana
A agenda unitária do Fórum das Centrais
Sindicais defende um projeto nacional de
desenvolvimento baseado na soberania, na democracia
e na valorização do trabalho, com fortalecimento da
indústria, geração de empregos de qualidade e
melhores salários. A pauta inclui ainda o combate à
precarização, a redução da jornada sem redução
salarial e a manutenção da política de valorização
do salário mínimo. Para as centrais, a reeleição de
Lula e a derrota da extrema-direita são condições
fundamentais para o avanço dessas propostas.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou no
fim de julho os dados do Novo Caged (Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados) com base nos
indicadores do primeiro semestre deste ano de 2026.
Os dados são positivos. No mês de junho, o saldo
positivo dos empregos criados foi de exatos 145.161.
Com isso, o mercado de trabalho formal no Brasil, no
primeiro semestre, gerou 921.645 novos postos de
trabalho.
Esses números apontam, sempre segundo o MTE, que o
total de empregos com vínculos trabalhistas no país
alcançou 48.032.308 no fim do semestre encerrado em
junho.
Com exceção dos estados do Espírito Santo e
Tocantins, por fatores sazonais, todas as outras 25
unidades da Federação apresentaram saldo positivo.
Esse incremento dos vínculos trabalhistas faz com
que a taxa nacional de desemprego atinja os menores
níveis históricos, um indicador importante para
medir a mobilidade social e a desigualdade no país.
Todas as camadas foram beneficiadas
A esse respeito, vale citar análise do professor
aposentado de Economia da Unicamp Waldir Quadros.
Segundo ele, “todas as camadas foram beneficiadas
pela mobilidade social no triênio 2023-2025”.
O professor Quadros mostra que a mobilidade social
não é maior devido “à falta de um sistema de
produção industrial moderno”. Segundo ele, a
desindustrialização “resulta, entre outros
malefícios, em atraso tecnológico, baixo
crescimento, limitada geração de empregos
qualificados e precárias oportunidades ao pequeno
negócio”.
Corroborando a tese do professor, o Caged aponta que
o recorde de empregos criados e o baixo desemprego,
dados positivos, são atenuados pelo salário médio
real de admissão em junho, de apenas R$ 2.404,34.
O Brasil, no entanto, melhorou – e muito – com o
terceiro governo de Lula, depois da tragédia
bolsonarista que havia jogado para baixo todos os
indicadores econômicos e sociais.
Por isso, o movimento sindical brasileiro, após a
realização da Conferência Nacional da Classe
Trabalhadora, em abril deste ano, aprovou uma
importante agenda para avançar nas conquistas.
A agenda unitária do Fórum das Centrais Sindicais
defende um projeto nacional de desenvolvimento com
soberania, democracia e valorização do trabalho.
Para tanto, é essencial ter uma indústria forte,
geradora de empregos de qualidade e com melhores
salários.
Tudo isso precisa vir acompanhado da luta contra a
precarização do trabalho, pela redução da jornada
sem diminuição de salários, pela preservação da
política de valorização do salário-mínimo.
Essa pauta, para se tornar vitoriosa, precisa, antes
de tudo, da reeleição do presidente Lula em outubro.
Por isso, a batalha para derrotar uma vez mais a
extrema-direita deve estar no topo da agenda do
sindicalismo classista.
Nivaldo Santana é Secretário Sindical Nacional do
PCdoB; Integrante da Executiva Nacional da CTB
(Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do
Brasil)
Fonte: Rádio Peão Brasil

21/08/2026 -
Movimentos preparam o 30/8, Dia Nacional de
Mobilização pelo Fim da Escala 6×1
Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo definem
agenda de ações para fortalecer luta e pressionar
senadores pela aprovação; PEC estará em pauta na
semana entre 31/8 e 4/9
Finalizado o impasse em torno da tramitação, no
Senado, da PEC que acaba com a escala 6×1, as
frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se reuniram
para definir uma agenda preparatória do Dia Nacional
de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1, em 30 de
agosto. O objetivo é construir uma grande jornada
nacional de luta pela aprovação da proposta, uma das
mais importantes para a classe trabalhadora
brasileira.
A ideia é demonstrar força social e apoio popular à
pauta, de maneira a pressionar os senadores a votar
favoravelmente. A data escolhida antecede a semana
de esforço concentrado do Congresso Nacional, entre
31 de agosto e 4 de setembro.
A PEC é uma das matérias prioritárias previstas para
serem votadas nesse período e vem sendo defendida
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela
base governista ao longo do seu terceiro mandato.
Após conversas entre Lula e o presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que destravaram o
andamento do texto e de outras pautas importantes, a
PEC foi encaminhada à Comissão e Constituição e
Justiça da Casa. A expectativa de líderes do Senado
é de que o texto possa ser votado entre o primeiro e
o segundo turno das eleições.
Mobilizações pelo Brasil
Na semana da votação no Senado, as frentes defendem
intensificar a pressão sobre os senadores; organizar
ação simbólica no Senado, com blitz e outras
iniciativas de mobilização e visibilidade e
articular a presença das organizações,
trabalhadores, artistas e personalidades em
Brasília.
Para o 30 de agosto, Dia Nacional de Mobilização
pelo Fim da Escala 6×1, a proposta é que sejam
construídos atos de rua e mobilizações em todo o
país, com a ampla participação das centrais
sindicais, frentes, movimentos populares,
juventudes, entidades nacionais, artistas e
influenciadores.
Conforme comunicado das frentes Brasil Popular e
Povo Sem Medo, para viabilizar o ato, de agora até o
dia 20 é o período de preparação e mobilização.
Entre as ações definidas estão ampliar o diálogo e o
debate interno nas organizações sobre a importância
do dia 30 e a perspectiva concreta de conquista do
fim da escala 6×1.
Nesse sentido, as frentes defendem a necessidade de
trabalhar a aprovação como “uma vitória capaz de
fortalecer e dar legitimidade à mobilização social e
à agenda dos trabalhadores”.
Como forma de espalhar a mobilização para todos os
pontos do país, as frentes reforçam que a decisão
sobre o dia 30 deve chegar aos estados, com
orientação para a construção das agendas locais.
Além disso, propõe o diálogo com artistas,
personalidades e influenciadores para que se somem à
convocação, com atenção especial a São Paulo, Rio de
Janeiro e Brasília. Da mesma forma, salienta a
importância desse diálogo com candidaturas e
lideranças políticas.
No dia 20 de agosto, será realizada uma plenária
nacional, às 18 horas, com o foco no balanço das
ações e fortalecimento da unidade das organizações
em torno da reta final da luta pelo fim da escala
6×1.
Fonte: Portal Vermelho

20/08/2026 -
VITÓRIA | Justiça atende CNTC e suspende demissões
em massa na Casas Bahia
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no
Comércio - CNTC, por meio da assessoria jurídica dos
escritórios Zilmara Alencar Consultoria Advogados e
M.Calvo & J.Vidal Advogados Associados, obteve uma
expressiva vitória na Justiça do Trabalho em favor
de cerca de 1.900 trabalhadores atingidos por
demissões em massa promovidas pelo Grupo Casas Bahia
S.A.
Em decisão liminar da Tutela Cautelar Antecedente
proferida na terça-feira (18/08), a juíza titular da
11ª Vara do Trabalho de Brasília/DF deferiu
parcialmente a tutela provisória de urgência,
determinando a suspensão dos efeitos das dispensas
coletivas ocorridas entre 13 e 17 de agosto no
âmbito do "Plano de Transformação – Fase 2" da
empresa.
A medida havia resultado na demissão massiva de
funcionários e no fechamento de 298 lojas físicas
(cerca de 30% da rede) sem qualquer negociação
prévia com as entidades sindicais.
A decisão fundamenta-se no descumprimento do Tema
638 do Supremo Tribunal Federal (STF), que exige a
intervenção sindical prévia como requisito
procedimental obrigatório para dispensas coletivas.
A Justiça concedeu o prazo de cinco dias para que a
empresa para restabeleça os vínculos jurídicos e
econômicos dos demitidos, reincluindo-os em folha de
pagamento e reativando os planos de saúde em até 48
horas.
A liminar impôs ainda o início imediato de diálogo
sindical, a proibição de novas demissões sem
negociação prévia, a preservação de provas digitais
e documentais (legal hold) e a realização de
audiência de conciliação com o Ministério Público do
Trabalho (MPT). A empresa vai ser intimida em 5 dias
para exercer seu contraditório.
A diretoria da CNTC destaca a importância da decisão
para a proteção dos comerciários em todo o país,
pois representa uma vitória fundamental para a
garantia dos direitos. Nenhuma reestruturação
empresarial pode ser feita atropelando a legislação
trabalhista e desrespeitando o papel constitucional
dos sindicatos. A decisão da Justiça restabelece a
dignidade dos trabalhadores e impõe o diálogo
coletivo como premissa inegociável.
A CNTC segue acompanhando o caso para garantir o
cumprimento integral da ordem judicial.
Fonte: CNTC

20/08/2026 -
STF confirma suspensão de penalidades da NR-1 sobre
saúde mental no trabalho
Relator do caso, Mendonça entendeu que há dúvidas
sobre os critérios técnicos e jurídicos para a
identificação, avaliação e fiscalização dos chamados
riscos psicossociais
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por
unanimidade, a decisão do ministro André Mendonça
que suspendeu, por 90 dias, a aplicação de multas e
outras sanções administrativas relacionadas às novas
regras da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que
tratam da gestão de riscos psicossociais no ambiente
de trabalho. O julgamento foi concluído nesta
terça-feira no plenário virtual da Corte.
A decisão impede que o Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) aplique punições às empresas com base
exclusivamente nos dispositivos questionados da
norma durante o período de suspensão. As demais
obrigações previstas na NR-1, contudo, permanecem em
vigor, incluindo o dever dos empregadores de adotar
medidas voltadas à proteção da saúde física e mental
dos trabalhadores.
Relator do caso, Mendonça entendeu que há dúvidas
sobre os critérios técnicos e jurídicos para a
identificação, avaliação e fiscalização dos chamados
riscos psicossociais, o que poderia comprometer a
segurança jurídica na aplicação de sanções. Ao
conceder a liminar, em junho, o ministro afirmou que
a ausência de parâmetros objetivos poderia levar à
imposição de multas sem que os empregadores tivessem
clareza sobre as condutas exigidas.
Segundo Mendonça, “a previsão de conceitos abertos,
subjetivos e sem a devida clareza quanto às condutas
(omissivas e comissivas) esperadas e as respectivas
sanções aplicáveis em caso de descumprimento
parecem, ao menos em sede cautelar, contrárias aos
princípios da legalidade, da taxatividade, do devido
processo legal e, especialmente, da segurança
jurídica”.
Em seu voto, o ministro disse que “a nova redação
conferida ao item 1.5 da NR-1 permanece válida no
que se refere ao seu caráter de standard a ser
observado pelos empregadores”. De acordo com ele, a
impossibilidade temporária de aplicação de multas
“não deve ser interpretada como obstáculo à
expedição de recomendações e outras medidas de
caráter informativo e de orientação”.
Além de referendar a cautelar, os ministros
mantiveram a determinação para que a controvérsia
seja discutida no Núcleo de Solução Consensual de
Conflitos (Nusol) do STF. A conciliação deverá
reunir representantes do governo federal, do setor
empresarial e de outros interessados para buscar
critérios mais claros para a implementação da norma
e a fiscalização das empresas.
A ação foi apresentada pela Confederação Nacional
dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), que
questionou a falta de definição metodológica para o
gerenciamento dos riscos psicossociais previstos na
atualização da NR-1. A entidade sustentou que a
regulamentação não estabelece parâmetros objetivos
para orientar a atuação das empresas e dos fiscais
do trabalho.
As alterações na NR-1 passaram a exigir que
empregadores incluam fatores de risco psicossociais,
como situações relacionadas à organização e às
condições de trabalho que possam afetar a saúde
mental dos empregados, no Programa de Gerenciamento
de Riscos Ocupacionais (GRO). Com a decisão do STF,
essas obrigações continuam válidas, mas a União fica
impedida, temporariamente, de aplicar multas ou
outras penalidades com base nos dispositivos
impugnados.
Fonte: Agência O Globo

20/08/2026 -
Permanência e institucionalização marcam casos de
assédio eleitoral no trabalho
Estudo mostra que coerção vai além do período
eleitoral; em 92% das ações analisadas, havia sinais
de estímulo pela empresa e em 82% foram usadas
“narrativas catastróficas”
O assédio eleitoral nos ambientes de trabalho,
embora fortemente associado aos períodos em que se
realizam os pleitos, vêm assumindo características
cada vez mais permanentes, passando, inclusive a
fazer parte da cultura das empresas, além de mostrar
crescente sofisticação dos métodos empregados.
Estas são algumas das conclusões de levantamento
feito pelo Centro de Pesquisas Judiciárias do
Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) com
base em 662 processos relacionados a casos de
assédio eleitoral registrados entre maio de 2023 e
dezembro de 2025.
O estudo mostrou que mais da metade, 54%, ocorreu em
2024, ano da última disputa municipal, enquanto 37%
ocorreram nas eleições de 2022. Também foram
identificados 121 pedidos de tutela de urgência. Até
agosto deste ano, os números mostram um universo de
738 processos ajuizados sobre o tema.
Cinco estados concentram mais da metade deles: São
Paulo tem 17,5% das ações, seguido do Paraná, com
14,6%; Rio Grande do Sul, com 10,5%; Rio de Janeiro,
7%, e Santa Catarina, com 6,3%.
Não é à toa que os estados com maior incidência são
aqueles mais alinhados à extrema direita ou que lhe
deram ampla votação em 2022. Apesar de não haver
levantamentos oficiais mostrando quantos desses
casos de assédio estão associados a quais forças
políticas, a busca por notícias a respeito mostra
uma prevalência de empresários bolsonaristas entre
os assediadores nos últimos pleitos, o que converge
com a cultura autoritária, antidemocrática e
violenta do movimento. Dentre as empresas já
condenadas em casos desse tipo estão a Havan,
Britânia e Ypê, além da Associações Empresariais de
Caçador (SC), entre outras.
Para enfrentar esse tipo de abuso nas eleições deste
ano, juízes e desembargadores do Trabalho estão
atuando em plantão especial, que teve início no dia
1º de agosto e se estende até o segundo turno.
A Justiça do Trabalho explicou que a ampliação do
período de atuação foi uma das principais mudanças
adotadas neste ano. Nas eleições municipais de 2024,
o plantão ocorreu apenas em outubro, período
considerado insuficiente para garantir uma resposta
efetiva e preventiva diante de situações de assédio
eleitoral no ambiente de trabalho.
Achados da pesquisa
Segundo o levantamento feito pelo CSJT, embora a
atuação vertical dos agentes permaneça predominante,
“observou-se crescimento expressivo da modalidade
institucional, revelando situações em que a própria
organização empresarial passa a estimular ou tolerar
práticas de coerção política, frequentemente com
participação de outros trabalhadores”. Os dados
apontam que em 92% das ações trabalhistas avaliadas
foram identificadas características de assédio
institucional.
Sob a perspectiva dos sujeitos afetados, aponta que
embora a maioria dos casos de judicialização ocorra
majoritariamente por meio de ações individuais, “os
efeitos das condutas frequentemente transcendem
interesses estritamente patrimoniais, alcançando a
coletividades de trabalhadores e comprometendo o
ambiente organizacional e a própria liberdade
política no local de trabalho”.
O relatório aponta, ainda, que “ao lado das formas
episódicas, tradicionalmente concentradas nos
períodos eleitorais, identificou-se presença
significativa de modalidades permanentes de assédio
eleitoral, caracterizadas pela manutenção contínua
de práticas de pressão política, compatíveis com o
atual cenário de polarização e disputa política
permanente”. Estes corresponderam a 16% da amostra
analisada.
Além disso, ressalta que entre as modalidades de
assédio mais identificadas está a de caráter
psicológico — a construção e uso de “narrativas
catastróficas sobre supostas consequências
inevitáveis decorrentes do resultado eleitoral”.
Esse aspecto foi identificado em quase 82% dos casos
analisados.
Outro tipo comum é o de ordem comportamental, no
qual “a própria convocação, recomendação ou
admoestação política, ainda que desacompanhada de
sanção efetiva, mostrou-se suficiente para
caracterizar constrangimento incompatível com a
liberdade política do trabalhador”.
Também foi constatada a crescente sofisticação dos
meios de execução do assédio, que passou a combinar
mecanismos verbais, documentais, digitais,
psicológicos, comportamentais e econômicos.
A pesquisa destaca, especialmente, a utilização
intensiva de tecnologias digitais, redes sociais e
aplicativos de mensagens, bem como a emergência da
inteligência artificial generativa “como potencial
instrumento de amplificação da desinformação, da
personalização das mensagens e da produção de
conteúdos sintéticos destinados à influência
política dos trabalhadores”.
No caso do assédio eleitoral digital, foram, ao
todo, 138 dos processos analisados. As menções ao
uso de Whats App aparece em 37% das situações
relatadas e o uso das redes foi sinalizado em 15%.
Ataques à democracia
Para embasar a pesquisa, o referencial teórico
utilizado parte da compreensão de que assédio
eleitoral constitui “fenômeno que ultrapassa a
tutela individual da liberdade de voto, alcançando
valores estruturantes do Estado Democrático de
Direito, como a dignidade da pessoa humana, a
cidadania, o pluralismo político, os valores sociais
do trabalho e a função social da empresa e do
contrato de emprego”.
Ao mesmo tempo, ressalta que sob essa perspectiva, o
estudo demonstrou que o poder diretivo do empregador
“encontra limites nos direitos fundamentais do
trabalhador, não podendo ser utilizado para
influenciar, constranger ou condicionar suas
convicções políticas”.
A pesquisa incorporou, ainda, o princípio da
autenticidade eleitoral “como fundamento para a
proteção da livre formação da vontade política dos
cidadãos, compreendendo o ambiente de trabalho como
espaço que deve permanecer imune a práticas de
coerção ideológica”.
Crime eleitoral
Conforme a Justiça do Trabalho, o assédio eleitoral —
que também é considerado um crime eleitoral — se
caracteriza por práticas abusivas praticadas por
empregadores, gestores ou pessoas com poder de
chefia, que usam sua autoridade ou poder econômico
para coagir, ameaçar, intimidar ou influenciar
trabalhadores a apoiarem ou votarem em determinado
candidato ou aderir a um partido ou posição
política.
Entre as práticas usadas estão as coações ou
ameaças, por exemplo, de demissão, redução salarial
ou perda de cargo; pressões no ambiente de trabalho,
com reuniões usadas para propagandear um candidato,
além da discriminação política contra aqueles que
pensam diferente da posição adotada pelos
empregadores.
Fonte: Portal Vermelho

19/08/2026 -
Soberania entra na disputa eleitoral
Até uns poucos meses, o tema Soberania Nacional
estava restrito a grupos ideológicos, à esquerda ou
à direita, mas com enfoques diferentes. Vale lembrar
que o Artigo I, Inciso 1º da Constituição,
sacramenta a questão. Agora, Soberania Nacional saiu
da bolha e entrou nos debates, campanhas eleitorais
proporcionais e principalmente nas majoritárias.
A bandeira foi empunhada com força pelos
progressistas, especialmente tendo vista a defesa
das terras raras – objeto de desejo dos Estados
Unidos, uma vez que, em quantidade, o Brasil só
perde para a China.
Por se tratar de reserva mineral vital à indústria
de ponta atual e futura, a pressão é imensa, a tal
ponto da Câmara Federal aprovar PL que reduz a
soberania brasileira sobre essa riqueza natural
estratégica. O projeto apressa o manejo das terras
raras, em sentido contrário à lentidão com que o
Ibama, por exemplo, libera a simples construção
pousada na zona rural.
A Agência Sindical falou com Sylvio Costa,
jornalista e presidente do movimento Rede pela
Soberania. Ele vê com bons olhos a ingresso do tema
nas campanhas e no debate eleitoral. Mas observa que
há dificuldades em levar o discurso ao grosso da
população.
Sylvio diz: “Em síntese, soberania nacional é o
direito do povo decidir o que é melhor para seu
país, sem a imposição estrangeira”. O presidente do
Rede alerta para o risco de retrocesso: “É
inaceitável voltarmos à condição de colônia, como já
fomos de Portugal e da Inglaterra”.
O presidente do Rede vê, como natural e obrigatório,
o abraço à causa. “A soberania passou a ser um eixo
forte da campanha de Lula, até em reação a gestos de
Donald Trump e de outros altos integrantes do
governo dos Estados Unidos. E ganhou centralidade em
muitas campanhas eleitorais”. Para Sylvio Costa, a
ameaça estrangeira é real.
Ele observa haver um sentimento, ainda que difuso,
entre a população em defesa da nossa autonomia. “As
pessoas têm a percepção de que, sem Soberania, o
Brasil vira refém dos Estados Unidos. Mas é preciso
ampliar a materialidade desse sentimento, dar mais
objetividade à abordagem”, comenta Sylvio.
Digital – Não é apenas sobre terras raras que
trata a Soberania. O presidente do Rede Pela
Soberania alerta para “nossa precariedade digital,
nosso atraso e falta de soberania nesse setor”.
Senado – O Projeto aprovado pelas lideranças
da Câmara dos Deputados (Pl 2.780/2024) será votado
pelo Senado. O PL é de autoria do deputado José da
Silva (União-MG). Sylvio Costa pede a atenção de
todos e o engajamento contra a matéria que, se
aprovada, “submete a autonomia do Brasil a
interesses estrangeiros, especialmente aos de Donald
Trump.
Mais – Acesse os canais do Rede Pela
Soberania – Instagram, Facebook e Tiktok
Fonte: Agência Sindical

19/08/2026 -
OAB e MPT firmam acordo contra assédio eleitoral no
trabalho
Cooperação envolve ações conjuntas durante as
eleições de 2026 e no período subsequente.
A OAB Nacional e o Ministério Público do Trabalho
(MPT) firmaram, nesta segunda-feira (17), um Acordo
de Cooperação Técnica para prevenir e combater o
assédio eleitoral nas relações de trabalho.
Assinado pelo presidente da OAB Nacional, Beto
Simonetti, e pelo procurador-geral do Trabalho,
Gláucio Araújo de Oliveira, o acordo prevê ações
conjuntas durante as eleições de 2026 e no período
subsequente.
A parceria busca tornar mais ágil o encaminhamento e
a apuração de denúncias, além de ampliar as ações de
informação e capacitação sobre o tema. Entre as
medidas previstas estão a divulgação de campanhas, o
compartilhamento de materiais e boas práticas e a
realização de treinamentos para a advocacia e para
os integrantes do MPT.
Durante as tratativas que antecederam a assinatura,
a secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais,
destacou a necessidade de mobilização conjunta.
"Nós queremos a mesma coisa. Nessa hora, todo mundo
tem que agir junto. Vamos aderir à campanha do
Ministério Público do Trabalho, mobilizar nossas
seccionais e desenvolver ferramentas que facilitem o
encaminhamento das denúncias, garantindo uma
resposta mais rápida e eficiente para a sociedade."
Para o procurador-geral do Trabalho, a atuação
coordenada das instituições é fundamental para
proteger a liberdade de escolha dos trabalhadores.
"O enfrentamento ao assédio eleitoral exige uma
atuação firme e articulada das instituições. A
cooperação entre o Ministério Público do Trabalho, a
OAB e os demais parceiros reforça o compromisso
comum com a liberdade de escolha de trabalhadoras e
trabalhadores e com a proteção do voto livre e
secreto", afirmou Gláucio Araújo de Oliveira.
Denúncias
Um dos principais pontos do acordo é a integração do
fluxo de denúncias. Notícias de fato relacionadas ao
assédio eleitoral nas relações de trabalho que
chegarem à OAB serão encaminhadas ao MPT,
responsável pelo processamento e pela apuração dos
casos. O Ministério Público do Trabalho, por sua
vez, comunicará ao Conselho Federal da OAB as
providências adotadas.
O acordo também prevê a divulgação, nos sites e nas
redes sociais das duas instituições, de campanhas
informativas e dos canais disponíveis para
denúncias. Cartilhas, materiais informativos, ações
e decisões judiciais de referência poderão ser
compartilhados entre a OAB e o MPT.
Fonte: Congresso em Foco

19/08/2026 -
Índice do BC aponta crescimento do PIB em 1,5%;
serviços lideram alta
No trimestre encerrado em junho de 2026 ante o
trimestre terminado em março de 2026, o IBC-Br
apresentou alta de 0,2%
Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto
(PIB), o Índice de Atividade Econômica do Banco
Central (IBC-Br) avançou nos últimos 12 meses 1,5%.
No trimestre encerrado em junho de 2026 ante o
trimestre terminado em março de 2026, o índice
apresentou alta de 0,2%.
Segundo nota divulgada na segunda-feira (17) pelo
BC, o IBC-Br recuou 0,6% em junho de 2026 em relação
a maio de 2026.
No primeiro semestre, os serviços lideram a alta com
2,0%; seguido dos impostos com 1,2%; agropecuária
com 1,1% e indústria com 0,8%.
Na série com ajuste sazonal, quando se retira os
efeitos que se repetem em determinados períodos do
ano, foram registradas variações de 1,0% na
agropecuária, -1,4% na indústria e -0,5% em
serviços. O IBC-Br excluindo a agropecuária recuou
0,9% no mês.
O índice é um indicador criado para acompanhar o
desempenho da economia brasileira de forma mais
rápida e frequente.
Ele funciona como um termômetro da atividade
econômica, reunindo dados da indústria, comércio,
serviços e agropecuária. É divulgado mensalmente,
permitindo uma leitura mais ágil da evolução
econômica do país.
Fonte: Portal Vermelho

19/08/2026 -
Alteração para escala 6x1 valida rescisão indireta
de mãe solo, afirma juiz
A 3ª Vara do Trabalho da Zona Sul de São Paulo
reconheceu a rescisão indireta de uma profissional
de asseio que teve sua escala alterada de 5×2 para
6×1, depois de quase quatro anos de prestação de
serviço.
Tomada sob a perspectiva de gênero, a sentença
considerou que a mudança prejudicou a trabalhadora,
que é mãe solo de duas crianças e violou o artigo
468 da Consolidação das Leis do Trabalho.
A mulher afirmou que sempre atuou na escala 5×2, mas
que a alteração para o regime 6×1 prejudicaria sua
organização familiar. A empregadora, por sua vez,
sustentou que a trabalhadora abandonou o emprego.
O juiz Victor Pedroti Moraes ressaltou que a
dispensa por justa causa exige comprovação e afastou
a hipótese de abandono.
O magistrado considerou uma mensagem juntada aos
autos pela profissional comunicando a rescisão do
contrato pela via indireta. Também pontuou ser
incontroverso que a reclamante sempre laborou na
escala 5×2, “sabidamente mais benéfica ao
trabalhador que a escala 6×1”.
Ao citar o Protocolo para Julgamento com Perspectiva
de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça, o juiz
afirmou que, na sociedade atual, “a responsabilidade
pelo planejamento, organização e tomada de decisões
referentes aos filhos é quase que integralmente
atribuída às mulheres”.
Nesse contexto, ele considerou que a alteração de
regime prejudicou a trabalhadora, responsável pelo
cuidado dos filhos menores.
A sentença citou ainda o artigo 227 da Constituição
Federal, que estabelece ser dever da família, da
sociedade e do Estado assegurar, com prioridade, os
direitos de crianças e adolescentes.
Além de ressarcir as verbas rescisórias, a empresa
foi condenada a entregar o Termo de Rescisão do
Contrato de Trabalho, as guias para saque do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço e habilitação no
seguro-desemprego, no prazo de dez dias após o
trânsito em julgado.
O processo aguarda julgamento de recurso ordinário.
Com informações da assessoria de imprensa do TRT-2.
A ré foi representada pela advogada Julia Marcia
Silva de Santana.
Clique
aqui para ler a sentença
ATSum 1000642-91.2026.5.02.0703
Fonte: Consultor Jurídico

18/08/2026 -
Maioria do eleitorado, mulheres representam 34,8%
das candidaturas
Participação feminina cresce ligeiramente em
relação a 2022, mas recua nas disputas à
Presidência, aos governos estaduais e ao Senado.
Maioria entre os eleitores brasileiros, as mulheres
representam 34,8% das candidaturas registradas para
as eleições de 2026, segundo dados do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) atualizados nesse domingo
(16). Dos 20.501 registros, 7.138 são de mulheres e
13.363, de homens. A participação feminina aumentou
em relação a 2022, quando era de 33,8%, mas segue
distante do peso das mulheres no eleitorado. Elas
são 83,9 milhões dos 158,7 milhões de eleitores
aptos a votar neste ano, ou 52,8% do total.
O crescimento no conjunto das candidaturas, porém,
não se repetiu nas principais disputas majoritárias.
A presença feminina caiu nas candidaturas à
Presidência, aos governos estaduais e ao Senado e
avançou principalmente nas eleições proporcionais e
nas vagas de vice-governador. s números ainda podem
mudar durante o processamento dos registros pela
Justiça Eleitoral e em razão de eventuais
substituições de candidatos.
Participação cai pela metade na disputa
presidencial
Das 13 candidaturas à Presidência, apenas duas são de
mulheres: Samara Martins, da UP, e Clariana Barão,
do DC. Elas representam 15,4% dos concorrentes.
Em 2022, quatro dos 13 candidatos eram mulheres, ou
30,8%. A proporção, portanto, caiu pela metade em
quatro anos.
Para os governos estaduais, são 32 mulheres entre
195 candidatos, ou 16,4%, ante 17% em 2022. No
Senado, elas representam 21,9% dos registros, contra
23,9% há quatro anos.
A presença feminina é maior nas vagas de vice. Cinco
dos 13 candidatos a vice-presidente são mulheres, ou
38,5%. Para vice-governador, elas chegam a 42,9%,
maior proporção entre os cargos em disputa.
Crescimento ocorre nas disputas proporcionais
Mulheres ocupam 6.746 das 19.127 candidaturas a
deputado federal, estadual ou distrital, o
equivalente a 35,3%, ante 34,1% em 2022.
A participação aumentou nos três cargos: de 35% para
36,5% entre candidatos a deputado federal; de 33,5%
para 34,4% para deputado estadual; e de 34,8% para
35,5% para deputado distrital.
Ainda assim, os homens representam quase dois terços
dessas candidaturas.
Presença é maior entre pretos e indígenas
Entre as candidaturas de pessoas pretas, 44,2% são de
mulheres. Entre indígenas, a proporção é de 44%. O
percentual cai para 39,3% entre amarelos, 33,6%
entre pardos e 32,9% entre brancos.
Entre as candidatas, 45,9% são brancas, 35% pardas,
17,3% pretas, 1,2% indígenas e 0,6% amarelas. Pretas
e pardas, somadas, representam 52,3% das
candidaturas femininas.
Só um partido tem maioria de mulheres
As mulheres são minoria em 29 dos 30 partidos que
participam das eleições. A exceção é a UP, onde
representam 53,2% dos registros. A legenda também
foi a única com maioria feminina em 2022.
Em números absolutos, o PL tem a maior quantidade de
candidatas: 536, ou 33% dos registros da sigla.
Depois aparecem MDB, com 488; Republicanos, com 429;
Podemos, com 423; Novo, com 420; e PT, com 402.
Entre os partidos com maior participação
proporcional de mulheres estão PCdoB, com 44,5%;
Cidadania, com 42,5%; PSTU, com 40,5%; e PSOL, com
40%.
Nas candidaturas a deputado federal, estadual e
distrital, todos os partidos que apresentaram nomes
superam 30% de mulheres. A participação varia de
32,3%, no DC, a 48,8%, na UP.
A legislação eleitoral estabelece que, nas eleições
proporcionais, partidos e federações devem observar
o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de
cada gênero. Neste ano, as mulheres representam
35,3% dos registros para deputado federal, estadual
e distrital — 5,3 pontos percentuais acima do piso
previsto em lei.
Fonte: Congresso em Foco

18/08/2026 -
Comissão aprova programa de capacitação e de
incentivo para incluir donas de casa no mercado de
trabalho
Texto segue em análise na Câmara dos Deputados
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos
Deputados aprovou projeto de lei que cria um
programa de capacitação profissional gratuito e de
incentivo à inserção de donas de casa no mercado de
trabalho.
A proposta aprovada é a versão da relatora, deputada
Laura Carneiro (PSD-RJ), para o Projeto de Lei
1429/24, da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA).
A fim de ajustar o texto às regras fiscais, a
relatora retirou incentivos a empresas.
“O substitutivo preserva o núcleo material da
proposta, mas afasta dispositivos que, no texto
original, acarretavam repercussão orçamentária e
financeira sem o atendimento dos requisitos legais”,
afirmou Laura Carneiro no parecer.
Incentivos
O texto aprovado considera dona de casa a mulher que
nunca exerceu atividade remunerada ou que deixou de
exercê-la. As empresas que aderirem ao programa
deverão adotar medidas de apoio à inclusão desse
público, como:
- flexibilidade de horários;
- políticas de conciliação entre trabalho e vida
familiar;
- aconselhamento e orientação profissional;
- programas de mentoria;
- ações para reduzir barreiras de entrada no mercado;
e
- subsídios para a educação continuada.
O poder público também deverá promover campanhas de
valorização do trabalho doméstico e da importância
das donas de casa no mercado formal.
Próximos Passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será
analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada
pela Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

18/08/2026 -
Escolha inteligente de candidatos
A escolha inteligente de candidatos é essencial
para o sucesso eleitoral. Descubra como realizar
esse processo de forma coletiva
Pode ocorrer que o dirigente sindical, já tendo em
mente sua chapa eleitoral completa, ao procurar
influir no voto de seus colegas de diretoria, dos
ativistas e das lideranças da categoria, tenha que
mudar algumas de suas opções.
Isto dificilmente ocorre nas candidaturas para o
Executivo, principalmente a candidatura a presidente
(que determina a orientação da chapa), mas pode
ocorrer em todas as outras dependendo do acerto
coletivo das escolhas individuais que convenceram o
dirigente à mudança.
Passa a ser importante para cada entidade sindical
realizar o processo de escolha eleitoral o mais
coletivamente possível, integrado com os candidatos,
convidando-os às reuniões de diretoria ou
assembleias e levando-os aos locais de trabalho ou
porta de fábrica.
Seria ideal que houvesse uma coordenação entre as
direções dos partidos que apoiam as reivindicações
dos trabalhadores e as direções sindicais para a
otimização das escolhas e das tarefas; isso não
ocorrendo, cabe aos sindicatos agir em favor dos
melhores candidatos de maneira democrática, efetiva
e inteligente.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/08/2026 -
Senado prioriza três pautas estratégicas
Fim da escala 6x1, segurança pública e política de
minerais críticos avançam para análise nas comissões
da Casa
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou
nesta sexta-feira (14) o encaminhamento de três
temas considerados prioritários na agenda
legislativa: o fim da escala de trabalho 6x1, a PEC
da Segurança Pública e a criação da Política
Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
As propostas serão direcionadas às comissões
competentes, onde passarão por análise e debate
antes das próximas etapas de tramitação. Segundo
Alcolumbre, o encaminhamento seguirá os
procedimentos regimentais do Senado.
Entre as matérias, o debate sobre o fim da escala
6x1 ganha especial atenção por seus impactos nas
relações de trabalho e por integrar as discussões em
curso no Congresso sobre jornada e condições
laborais.
O DIAP acompanhará a tramitação das propostas e seus
principais desdobramentos no Legislativo.
.........
NOTA À IMPRENSA
Na última quarta-feira (12), tive uma importante
conversa institucional com o presidente Lula. Foi um
diálogo maduro, franco e republicano, fundamental
para compreender as prioridades do Governo e tratar
da agenda legislativa de interesse do nosso país.
Na função de presidente do Congresso Nacional, tenho
a responsabilidade de assegurar que as matérias
submetidas ao Parlamento tenham o devido
encaminhamento, com absoluto respeito às
prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de
cada senadora e senador.
Nesse sentido, determinei o encaminhamento às
comissões competentes de três propostas
prioritárias: a PEC 221/2019, que prevê o fim da
escala 6x1, a PEC 18/2025, a PEC da Segurança
Pública, e o PL 2780/2024, que cria a Política
Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. São
matérias de alta complexidade que seguirão o rito
ordinário e regimental no Senado, com a análise e o
aprofundamento necessários.
O diálogo entre os Poderes é fundamental para o
Brasil. Cabe ao Executivo apresentar suas
prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com
independência e a responsabilidade de construir os
melhores caminhos para o país.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

17/08/2026 -
Taxa de desemprego cai em 13 das 27 unidades da
federação no 2º trimestre
Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de
6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo
trimestre
A taxa de desocupação recuou em 13 das 27 unidades
da Federação na passagem do primeiro para o segundo
trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD
Contínua) trimestral, divulgados pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na média nacional, a taxa de desocupação caiu de
6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo
trimestre (-0,7 ponto porcentual). Em São Paulo, a
taxa ficou em 5,4% no segundo trimestre.
As 13 unidades da Federação que registraram queda na
desocupação foram: Santa Catarina (-0,6 p.p.),
Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.),
Mato Grosso (-0,9 p.p.), Goiás (-1,0 p.p.), Rondônia
(-1,0 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Minas
Gerais (-1,2 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p.), Tocantins
(-1,5 p.p.), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e
Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.). As demais unidades
ficaram estáveis.
No segundo trimestre, as maiores taxas de
desocupação foram registradas no Amapá (9,8%), Bahia
(9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe
(7,9%).
Já as menores taxas foram observadas em Santa
Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo
(2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Fonte: Estadão Conteúdo

17/08/2026 -
OIT alerta para impactos climáticos sobre emprego e
trabalho
OIT alerta governos e empresas sobre riscos
climáticos ao emprego e defende prevenção, proteção
aos trabalhadores e planejamento produtivo
As mudanças climáticas ampliam riscos para
trabalhadores e atividades produtivas, levando
organismos internacionais a defender medidas
preventivas diante de eventos extremos cada vez mais
frequentes.
Nesse cenário, a Organização Internacional do
Trabalho alerta governos, empresas e sindicatos
sobre impactos provocados por alterações climáticas
na segurança e saúde dos trabalhadores.
Além disso, secas, temperaturas elevadas, chuvas
intensas e outros eventos extremos podem interromper
cadeias produtivas, reduzir produtividade e ameaçar
postos de trabalho em diferentes setores.
Na América Latina e Caribe, essas ameaças ganham
importância porque a crise climática integra
transformações estruturais que já modificam
profundamente mercados de trabalho regionais
atualmente.
Por isso, especialistas defendem políticas capazes
de antecipar riscos, preparar empresas e proteger
trabalhadores antes que eventos meteorológicos
extremos provoquem acidentes, paralisações e perdas
econômicas.
Em abril, especialistas de governos, empregadores e
trabalhadores aprovaram na OIT orientações inéditas
para prevenir riscos ocupacionais associados aos
eventos extremos e padrões meteorológicos variáveis.
Entre as medidas, a organização recomenda fortalecer
políticas nacionais de segurança ocupacional,
prevenção empresarial, sistemas de informação,
preparação para emergências e mecanismos eficientes
de resposta.
Consequentemente, empresas precisam incorporar
riscos climáticos ao planejamento operacional,
considerando possíveis impactos sobre instalações,
jornadas, abastecimento, transporte, produtividade e
condições seguras para executar atividades
profissionais.
Trabalhadores estão mais expostos
Ao mesmo tempo, trabalhadores aparecem entre os grupos
mais expostos aos efeitos climáticos, especialmente
quando continuam exercendo atividades mesmo diante
de condições ambientais consideradas perigosas.
A OIT identifica calor excessivo, radiação
ultravioleta, eventos meteorológicos extremos,
poluição atmosférica, doenças transmitidas por
vetores e agroquímicos entre importantes ameaças
relacionadas ao trabalho.
Entretanto, políticas adequadas de adaptação
climática também podem preservar empregos existentes
e criar novas oportunidades profissionais
relacionadas às economias sustentáveis e atividades
produtivas ambientalmente responsáveis.
Nesse processo, a OIT defende transição justa,
proteção social e diálogo entre governos,
empregadores e trabalhadores para conciliar
sustentabilidade ambiental, desenvolvimento
econômico e trabalho decente.
Assim, antecipar consequências das mudanças
climáticas torna-se estratégia essencial para
proteger vidas, reduzir perdas produtivas e preparar
mercados de trabalho latino-americanos para
transformações ambientais futuras.
Fonte: Rádio Peão Brasil

17/08/2026 -
Governo anuncia criação de 2,1 milhões de empregos
no Brasil
Governo apresenta novos dados do emprego formal,
com avanço de 2,1 milhões de vínculos e destaque
para valorização dos trabalhadores
O Governo Federal apresentou, nesta quinta-feira
(13), em Brasília, novos dados sobre o emprego
formal brasileiro, destacando avanço de 2,1 milhões
de vínculos trabalhistas registrados.
A apresentação ocorreu no Ministério do Trabalho e
Emprego, com participação do presidente Lula,
ministro Luiz Marinho, autoridades governamentais e
representantes do movimento sindical brasileiro.
Durante a solenidade, o Governo Federal apresentou
dados da RAIS Mensalizada, ferramenta que permite
acompanhar mensalmente a evolução do estoque de
vínculos formais existentes no mercado brasileiro.
Diferentemente do Novo Caged, a RAIS contempla
servidores públicos e outras modalidades de vínculos
formais, oferecendo informações mais abrangentes
sobre o mercado de trabalho brasileiro atualmente.
Enquanto isso, o Novo Caged acompanha principalmente
admissões e desligamentos de trabalhadores
celetistas, permitindo analisar mensalmente a
movimentação dos empregos formais com carteira
assinada no país.
Assim, a RAIS Mensalizada amplia informações
disponíveis sobre o mercado de trabalho e permite
acompanhar, com maior precisão, a evolução dos
vínculos formais existentes no Brasil.
Movimento sindical presente
O presidente da CUT, Sergio Nobre, comparou a
diferença para um trabalhador quando ele está
desempregado e empregado. O sindicalista reforçou
que o desemprego é o momento mais duro e mais
dramático da vida do trabalhador.
“Quando o trabalhador está desempregado ele não
dorme, não sabe se vai pagar a conta do mês, o
aluguel, mas quando ele arruma um emprego é uma
alegria chegar em casa e falar para a companheira
que conseguiu um emprego novo e mais de 10 milhões
de pessoas estão vivendo essa alegria e têm essa
oportunidade de sonhar novamente com um futuro
melhor”.
A CTB foi representada pelo secretário-geral,
Ronaldo Leite, que reforçou o compromisso da central
com o acompanhamento dos indicadores do mercado de
trabalho brasileiro nacional.
O dirigente destacou a importância do debate
permanente sobre condições de emprego, renda,
direitos e valorização dos trabalhadores em todo o
Brasil na atual conjuntura.
“Esses dados são fundamentais para orientar nossa
atuação e fortalecer a defesa de políticas que
promovam desenvolvimento econômico com trabalho
digno, direitos e melhores condições de vida para a
população.”
Eduardo Annunciato, Chicão, presidente do Sindicato
dos Eletricitários de São Paulo, participou do
encontro como representante da Força Sindical
naquela solenidade.
Para Chicão, os números apresentados demonstram a
importância da geração de empregos para fortalecer
famílias, movimentar a economia e promover
desenvolvimento econômico com inclusão social.
Empregos de qualidade
O dirigente ressaltou que ampliar oportunidades
precisa caminhar juntamente com a criação de
empregos de qualidade, valorização salarial,
proteção trabalhista, saúde e segurança para todos.
“A criação de mais de 2 milhões de empregos é uma
notícia importante para o trabalhador e para o
Brasil. Quanto mais pessoas trabalhando, com renda e
proteção, mais fortalecemos as famílias e fazemos a
economia girar. O nosso desafio, enquanto movimento
sindical, é trabalhar para que esses empregos sejam
cada vez mais empregos de qualidade, com bons
salários, direitos, saúde, segurança e valorização
profissional”, afirmou Chicão.
Chicão defendeu o fortalecimento da negociação
coletiva e maior participação das entidades
sindicais nas discussões relacionadas às
transformações e ao futuro das relações de trabalho.
“Gerar emprego é fundamental, mas precisamos avançar
também na valorização de quem trabalha. O Brasil
precisa crescer distribuindo oportunidades, renda e
qualidade de vida. É nesse sentido que defendemos o
diálogo permanente entre governo, trabalhadores e
entidades sindicais”, completou o presidente do
Sindicato.
A participação sindical no encontro reforçou a
defesa de políticas que combinem crescimento do
emprego, distribuição de renda, direitos e
valorização dos trabalhadores brasileiros
permanentemente.
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/08/2026 -
Trabalho no centro do desenvolvimento; Por Eduardo
Annunciato (Chicão)
Entenda as diretrizes do Programa de Governo Lula
que enfocam o trabalho e desenvolvimento como
pilares de uma estratégia nacional.
As diretrizes apresentadas para o Programa de
Governo Lula trazem um debate importante para o
movimento sindical e para todos aqueles que defendem
um projeto de desenvolvimento que tenha o
trabalhador como protagonista. Mais do que discutir
nomes ou o processo eleitoral, precisamos olhar para
as propostas e analisar qual espaço o trabalho ocupa
no projeto de País.
Nesse sentido, há pontos que dialogam diretamente
com reivindicações históricas do movimento sindical.
O programa estabelece como uma de suas diretrizes
“Valorizar o Trabalho em suas Múltiplas Formas” e
coloca a geração de empregos, a proteção social e a
valorização salarial como partes de uma estratégia
de desenvolvimento nacional.
Entre as propostas representam a continuidade da
política de valorização real do salário mínimo, o
combate à pejotização fraudulenta, medidas contra
fraudes nas terceirizações, maior proteção aos
trabalhadores de aplicativos e o aprimoramento da
legislação trabalhista para enfrentar situações que
levam à precarização. Também está prevista a
continuidade da discussão pelo fim da escala 6×1 e
pela redução da jornada para 40 horas semanais, sem
redução de salários.
Reconhecimento do papel das entidades sindicais
Outro aspecto importante é o reconhecimento do papel
das entidades sindicais. As diretrizes defendem o
fortalecimento da negociação coletiva, a retomada da
assistência sindical nas homologações e a
regulamentação do direito à negociação coletiva no
setor público. Para nós, sindicalistas, fortalecer a
organização coletiva é fundamental para equilibrar
as relações entre capital e trabalho e garantir que
crescimento econômico também represente melhores
salários, direitos e condições de vida.
Esse é um ponto central. Não existe desenvolvimento
verdadeiro sustentado por salário baixo,
precarização e retirada de direitos. Um País cresce
de forma consistente quando investe em sua
indústria, infraestrutura, tecnologia e qualificação
profissional, mas também quando distribui renda,
gera empregos de qualidade e fortalece o poder de
compra da população.
As diretrizes caminham nessa direção ao relacionar
desenvolvimento econômico, inovação e produtividade
com valorização do trabalho, proteção social e
redução das desigualdades. O documento também
apresenta propostas para ampliar o acesso à
Previdência e adaptar a proteção social às novas
formas de trabalho.
Isso não significa que o movimento sindical deva
abrir mão de sua independência ou deixar de
apresentar suas próprias reivindicações. Ao
contrário. Programa de governo é compromisso que
precisa ser debatido, aperfeiçoado e,
principalmente, cobrado pela sociedade organizada.
Um Brasil soberano
O que devemos defender é um projeto de Brasil em que
crescimento econômico e justiça social caminhem
juntos. Um Brasil soberano, industrializado, capaz
de gerar empregos de qualidade e no qual os ganhos
de produtividade não fiquem concentrados apenas no
topo, mas cheguem a quem efetivamente produz a
riqueza deste País.
Colocar o trabalho no centro do desenvolvimento é
reconhecer que nenhuma transformação será
verdadeiramente progressista se não melhorar,
concretamente, a vida dos trabalhadores e
trabalhadoras brasileiros.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força
Sindical.
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/08/2026 -
Sônia Zerino participa da divulgação do Relatório
das Desigualdades 2026
No mês de combate às desigualdades, a presidente da
Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Sônia
Zerino, participou, na tarde desta quarta-feira
(12), em Brasília (DF), de atividade do Pacto
Nacional pelo Combate às Desigualdades, que
apresentou os dados do Relatório do Observatório
Brasileiro das Desigualdades 2026, elaborado pelo
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE).
O levantamento mostra que 71% dos indicadores que
puderam ser atualizados apresentaram melhora em
relação ao período anterior. Outros 16% registraram
piora e 13% permaneceram praticamente estáveis.
Entre os avanços estão indicadores relacionados ao
mercado de trabalho, renda, segurança alimentar,
educação, saúde, acesso a serviços básicos e meio
ambiente.
Na avaliação de Sônia Zerino, os dados demonstram
que o Brasil está avançando no enfrentamento das
desigualdades, embora ainda existam desafios
importantes a serem superados.
“Os resultados mostram que as políticas públicas
adotadas nos últimos anos estão produzindo efeitos
positivos na vida da população. É importante
reconhecer esses avanços, mas também manter a
mobilização e o compromisso com a redução das
desigualdades que ainda persistem no país”, destacou
Sônia.
Confira aqui o relatório
Fonte: NCST

14/08/2026 -
Cai diferença entre homens e mulheres no acesso ao
emprego formal
Rais mostra ampliação da presença feminina no
mercado de trabalho
Do total de 62,8 milhões de empregos formais ativos
no Brasil, incluindo trabalhadores com carteira
assinada e agentes públicos, as mulheres ainda não
representam a maioria, mas a diferença em relação
aos homens caiu nos últimos anos. É o que mostram
dados da Rais Mensal de junho, divulgados nesta
quinta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE).
A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) reúne
estatísticas sobre o mercado de trabalho a partir de
informações coletadas de empresas e órgãos públicos.
Ao todo, as mulheres ocupam 46,4% dos postos de
trabalho, somando 29.182.235 de vínculos
trabalhistas. Os homens estão registrados em
33.708.974 vagas, 53,6% dos postos de trabalho.
Essa distância era maior em janeiro de 2023, quando
55,7% das vagas eram ocupadas por pessoas do sexo
masculino, contra 44,2% do sexo feminino.
O mercado de trabalho brasileiro acumulou saldo
positivo de 10,1 milhões de vínculos de emprego
formal, entre janeiro de 2023 e junho de 2026,
segundo o balanço apresentado pelo MTE. Desse
montante, 5,8 milhões das vagas formais foram
ocupadas por mulheres, enquanto 4,3 milhões foram
ocupadas por homens.
A Rais Mensal também trouxe informações atualizadas
sobre a diversidade racial no mercado de trabalho
brasileiro.
Dos 62,8 milhões de vínculos formais, tanto no setor
público quanto privado, 27,3 milhões são de pessoas
autodeclaradas pardas, enquanto outras 26,8 milhões
são pessoas autodeclaradas brancas. Os trabalhadores
que se autodeclaram pretos correspondem a 4,6
milhões. Amarelos, 600 mil, e indígenas, 239 mil.
Outros 3,1 milhões de vínculos trabalhistas não
tiveram a informação racial registrada, um número
que era de mais de 17,2 milhões há pouco mais de
três anos e meio.
"Nós temos hoje mais gente preta ou parda em relação
à população branca, mas essa é uma informação não
demandada, tanto que o não informado diminuiu de 17
milhões para 3 milhões, porque a gente fez uma
campanha forte com as empresas para que elas
voltassem a informar", explicou a subsecretária de
Estatística do MTE, Paula Montagner, durante
apresentação dos dados.
A escolaridade dos trabalhadores também evoluiu no
mercado de trabalho nos últimos anos. Mais da metade
dos trabalhadores (54%), o que representa 33,7
milhões de pessoas com vínculos formais, têm ensino
médio, e 15,2 milhões ensino superior ou
pós-graduação.
A expansão dos empregos também foi maior entre os
trabalhadores mais experientes, sendo que 74% têm
pelo menos 30 anos de idade.
O rendimento médio dos trabalhadores em emprego
formal no Brasil ficou em R$ 4.389,49.
O setor de serviços segue como o maior gerador de
empregos formais no país, respondendo atualmente por
38,2 milhões de vagas, seguido pelo comércio (10,5
milhões), indústria (9,1 milhões), construção (3
milhões) e agropecuária (1,8 milhões).
Fonte: Agência Brasil

14/08/2026 -
Projeto reduz de dois anos para 12 meses intervalo
para usar FGTS na quitação de financiamento imobiliário
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado
O Projeto de Lei 2568/26 reduz de dois anos para 12
meses o intervalo mínimo para o trabalhador usar o
saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) na amortização ou na quitação de
financiamento imobiliário. A proposta também permite
que o recurso seja utilizado em financiamentos
feitos fora do Sistema Financeiro da Habitação
(SFH).
Atualmente, a lei exige que o crédito tenha sido
concedido pelo SFH e impõe um prazo de 24 meses
entre as movimentações. O texto altera a Lei do
FGTS.
Pela proposta, a possibilidade de usar o saldo para
reduzir a dívida da casa própria passa a valer para
qualquer modalidade de financiamento ou de banco,
desde que respeitado o novo intervalo de um ano.
Segundo o projeto, esse intervalo é contado a partir
da data da operação anterior.
Patrimônio do Trabalhador
O autor da proposta, deputado Gilson Marques
(Novo-SC), defende que o fundo integra o patrimônio
individual do trabalhador e que as restrições ao seu
uso devem ser mínimas. "Manter o trabalhador
impedido de usar seu próprio patrimônio para reduzir
uma dívida cara, quando dispõe de recursos para
tanto, é uma medida que o prejudica duplamente",
afirma Marques.
O parlamentar argumenta que a amortização frequente
é vantajosa para o cidadão, especialmente com os
juros atuais elevados, já que o rendimento do fundo
é baixo. Ele ressalta ainda que a medida pode ajudar
a diminuir o número de dívidas não pagas e a liberar
renda das famílias para outros investimentos, sem
criar gastos para o governo.
Próximas Etapas
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas
comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e
de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

13/08/2026 -
Lula e Alcolumbre não destravam votação de fim da
6x1
A expectativa era de um acerto, mas negociação
ficou para próxima reunião
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o
presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP),
não conseguiram destravar a votação da PEC (Proposta
de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6x1
durante o encontro ocorrido nesta quarta-feira (12).
O petista esperava que o assunto tivesse um avanço
na reunião com o presidente da Casa Legislativa, mas
não houve consenso para a costura de um calendário
de votação da proposta neste momento. A expectativa
é de o assunto seja tratado em um novo encontro.
Lula quer votar a proposta no esforço concentrado do
Senado Federal, ainda antes do primeiro turno das
eleições presidenciais. Alcolumbre, porém, prefere
deixar o tema para novembro, após a conclusão do
segundo turno presidencial.
Lula e Alcolumbre fizeram acenos mútuos de apoio e
de disposição de diálogo legislativo e político. Os
temas sensíveis, porém, ficaram para uma nova
reunião até o final deste mês.
Na reunião, Alcolumbre também não sinalizou que fará
uma declaração de apoio à reeleição de Lula. O
petista ainda aguarda uma manifestação do senador
para melhorar a relação política entre ambos.
Fonte: CNN Brasil

13/08/2026 -
Brasil avança em 71% dos indicadores de desigualdade
com melhorias na renda, emprego e meio ambiente
Relatório do Observatório Brasileiro das
Desigualdades aponta avanços no mercado de trabalho
e segurança alimentar
O Brasil apresentou avanços significativos na
redução das vulnerabilidades sociais e econômicas ao
registrar melhora em 71% dos 38 indicadores de
desigualdade monitorados pelo Observatório
Brasileiro das Desigualdades. O levantamento,
divulgado nesta quarta-feira (12) com base em dados
apurados pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
integra as ações do Pacto Nacional pelo Combate às
Desigualdades, informa o Metrópoles.
De acordo com o estudo, o panorama comparativo entre
2024 e 2025 reflete progressos consolidados em áreas
cruciais para o desenvolvimento social, tais como
mercado de trabalho, desenvolvimento humano, renda,
segurança alimentar, educação e preservação
ambiental.
No âmbito do mercado de trabalho, a taxa de
desocupação recuou para 5,6% em 2025, atingindo o
menor patamar de toda a série recente de
monitoramento. A retração do desemprego estendeu-se
a todos os grupos populacionais, beneficiando
inclusive mulheres e pessoas negras. O estudo
pondera, contudo, que as disparidades históricas
entre esses recortes demográficos continuam a exigir
atenção do poder público.
O indicador de renda e combate à pobreza também
registrou evolução expressiva: o rendimento médio
real das famílias brasileiras teve uma alta de 5,3%
no período. Paralelamente, observou-se uma
diminuição consistente na proporção de indivíduos
vivendo em situação de pobreza extrema e extrema
vulnerabilidade, medida pela parcela da população em
domicílios com renda per capita de até um quarto e
até meio salário mínimo.
Na área da segurança alimentar, a pesquisa aponta
que os índices de insegurança alimentar moderada e
grave caíram de 9,5% em 2023 para 7,7% em 2024. A
evolução no combate à fome foi acompanhada pela
diminuição nos quadros de desnutrição infantil e
entre a população idosa.
A educação brasileira registrou avanços simultâneos
na alfabetização e no acesso ao ensino. O
levantamento constatou a queda na taxa geral de
analfabetismo, com destaque para as reduções
observadas entre idosos e a população negra. Além
disso, houve ampliação da frequência de crianças de
zero a três anos em creches, avanço do atendimento
na educação infantil e crescimento nas taxas
líquidas de escolarização tanto no ensino médio
quanto no ensino superior.
No setor ambiental, os dados apontam expressiva
mitigação de danos ambientais. O país computou uma
redução de 20,6% no desmatamento em 2025, além de
registrar uma queda de 16,7% nas emissões de gases
de efeito estufa no consolidado de 2024.
Desafios estruturais permanecem no horizonte
Apesar dos avanços observados na maioria das frentes
avaliadas, o relatório do Observatório Brasileiro
das Desigualdades ressalta que as desigualdades
estruturais de gênero e raça ainda constituem um
obstáculo central para o desenvolvimento pleno do
país.
Entre as métricas que apresentaram degradação no
período figuram a concentração de renda, a
desigualdade salarial entre homens e mulheres, o
risco geológico em áreas vulneráveis, o
comprometimento da renda com o gasto com aluguel e a
sobrerrepresentação da população negra no sistema
prisional. Além desses pontos, registraram piora os
índices de mortalidade materna e a cobertura do
saneamento básico na Região Norte.
Fonte: Brasil247

13/08/2026 -
Estatuto do Aprendiz vai a Plenário com urgência
Projeto que institui o Estatuto do Aprendiz e
reorganiza as regras da aprendizagem profissional
foi aprovado nesta terça-feira (11) pela Comissão de
Assuntos Sociais (CAS). A matéria segue com urgência
para Plenário.
O PL 6.461/2019 define a aprendizagem profissional
como contrato de trabalho voltado à formação
técnico-profissional metódica, a qual consiste em um
processo de aprendizagem que combina aulas teóricas
e práticas organizadas em tarefas de complexidade
progressiva. O texto prevê contratação preferencial
de adolescentes de 14 a 18 anos incompletos e
estabelece que pessoas com deficiência poderão ser
aprendizes sem limite máximo de idade.
O projeto, do ex-deputado André de Paula (PSD-PE),
recebeu parecer favorável do senador Veneziano Vital
do Rêgo (MDB-PB). O relatório foi lido na comissão
pelo senador Flávio Arns (PSB-PR).
Para o relator, a proposta reorganiza a legislação e
fortalece a aprendizagem profissional. Segundo
Veneziano, a aprovação da matéria representa
“relevante avanço para a política pública de
aprendizagem profissional no Brasil”.
Fonte: Agência Senado

13/08/2026 -
CRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no
trabalho
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional
(CRE) aprovou nesta terça-feira (11) o texto da
Convenção 187 da Organização Internacional do
Trabalho (OIT) sobre o Marco Promocional para a
Segurança e a Saúde no Trabalho (SST).
A Convenção 187 estabelece diretrizes para o
aprimoramento contínuo da segurança e da saúde no
trabalho, com o objetivo de melhorar as condições e
os ambientes de trabalho e reduzir danos à saúde dos
trabalhadores. Para isso, é prevista a criação,
implementação e acompanhamento de uma política
nacional, de um sistema nacional e de um programa
nacional nessa área.
O PDL 720/2024 recebeu parecer favorável do senador
Esperidião Amin (PP-SC) e agora será analisado pelo
Plenário. Na avaliação do relator, a aprovação da
convenção permitirá ao Brasil participar da
cooperação internacional para aperfeiçoar as
políticas de segurança e saúde no trabalho.
— O Brasil terá a oportunidade de aprimorar sua
legislação trabalhista, perante um mundo do trabalho
em constante transformação, servindo-se da troca de
experiências e de boas práticas entre países —
afirmou.
Cultura preventiva
A Convenção 187 estimula os países a desenvolver
uma cultura preventiva em segurança e saúde no
trabalho. O acordo define conceitos relacionados à
política nacional, ao sistema nacional e ao programa
nacional de segurança e saúde no trabalho, além de
estabelecer parâmetros mínimos para a atuação dos
países que aderirem ao texto.
O texto prevê que os países participantes aprimorem
continuamente a segurança e a saúde no trabalho para
prevenir lesões, doenças e mortes relacionadas ao
trabalho. A implementação das medidas deve ocorrer
em diálogo com organizações representativas de
empregadores e trabalhadores.
A convenção também estabelece que o sistema nacional
de segurança e saúde no trabalho deve ser mantido,
desenvolvido progressivamente e revisado
periodicamente. O programa nacional deverá colocar
em prática esse sistema, com ampla divulgação e
apoio das autoridades nacionais quando possível.
Fonte: Agência Senado

13/08/2026 -
Hugo Motta diz que PL da Misoginia é "urgente para o
Brasil"
Presidente da Câmara comentou prioridades da
pauta durante as próximas semanas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), afirmou na terça-feira (11) que o
combate à misoginia é uma prioridade da Casa e
defendeu o avanço do projeto que endurece a
legislação contra ataques às mulheres.
Apesar de classificar a proposta como "urgente para
o Brasil", Motta disse que ainda não pode garantir a
votação do PL da Misoginia nesta semana, já que o
texto depende de um entendimento no Colégio de
Líderes e enfrenta questionamentos da bancada
evangélica sobre a caracterização do crime.
"Misoginia, esse é um projeto que é urgente para o
Brasil. Nós não podemos compactuar com mulheres que
estão sendo agredidas, violentadas e mortas todos os
dias em nosso país."
Segundo o presidente da Câmara, a relatora da
proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), participa
das negociações com o governo, bancadas partidárias
e a Frente Parlamentar Evangélica em busca de um
texto de consenso.
Fonte: Congresso em Foco

12/08/2026 -
INPC foi de -0,01% em julho e desacelera para 4,10%
em 12 meses
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
registrou variação de -0,01% em julho. O resultado
representa uma desaceleração de 0,15 ponto
percentual em relação a junho, quando o indicador
havia avançado 0,14%. Com o resultado de julho, o
INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos
últimos 12 meses. No período de 12 meses
imediatamente anterior, a alta acumulada era de
4,33%. Em julho de 2025, o índice havia registrado
avanço de 0,21%.
A leitura de julho mostra uma pressão menor entre os
preços dos produtos acompanhados pelo indicador. O
grupo de produtos alimentícios saiu de uma queda de
0,29% em junho para um recuo mais intenso de 0,74%
em julho. Já os produtos não alimentícios
desaceleraram de uma alta de 0,28% para 0,23% no
mesmo período.
Entre os índices regionais, São Paulo apresentou a
maior variação em julho, com alta de 0,28%. O
resultado foi puxado principalmente pelo aumento de
7,60% na energia elétrica residencial e pela alta de
2,61% no conserto de automóvel. Na outra ponta,
Belém teve a menor variação regional, com queda de
0,49%, influenciada pelos recuos de 3,42% na
gasolina e de 14,24% no açaí.
Fonte: IBGE

12/08/2026 -
Inflação recua para 0,07% em julho e volta para meta
do governo
Queda no preço dos alimentos ajudou a frear IPCA
Os alimentos ficaram mais baratos no mês de julho e
ajudaram a inflação oficial a perder força pelo
quarto mês seguido e fechar em 0,07%. O resultado
faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o
indicador de volta para a meta do governo.
O IPCA de julho veio em linha com a estimativa do
mercado financeiro. O boletim Focus desta
segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC)
com instituições econômicas, projetava que a
inflação de julho ficaria em 0,07%. Para o fim de
2026, o mercado espera IPCA em 5,02%.
Veja o resultado da inflação oficial em 2026:
Janeiro: 0,33%
Fevereiro: 0,70%
Março: 0,88%
Abril: 0,67%
Maio: 0,58%
Junho: 0,16%
Julho: 0,07%
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Fonte: Agência Brasil

12/08/2026 -
Salário mínimo de R$ 1.717 em 2027 depende de
votação da LDO, mas Congresso ainda nem iniciou
análise
Lei de Diretrizes Orçamentárias devia ter sido
votada antes do recesso e direciona elaboração do
orçamento federal
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027
ainda não foi votada pelo Congresso Nacional e pode
acabar sendo analisada praticamente ao mesmo tempo
que a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA). O
texto devia ter sido votado antes do recesso
parlamentar de julho, como determina a Constituição
Federal, mas até agora nem o relatório preliminar
foi iniciado.
O governo federal tem até 31 de agosto para
encaminhar o projeto do orçamento de 2027 ao
Legislativo. E pode ter de fazê-lo sem ter aprovadas
as diretrizes. Com isso, pode ocorrer um atraso
ainda maior, já que a aprovação da LOA depende da
aprovação da LDO, travando a execução de políticas
públicas, como a valorização do salário mínimo, que,
segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias, deve
chegar a R$ 1.717 no ano que vem, conforme a
proposta do governo de Luiz Inácio Lula da Silva
(PT).
A LDO estabelece as regras que vão orientar a
elaboração e a execução do orçamento do ano
seguinte. O texto define metas fiscais, aponta
prioridades para os gastos públicos e estabelece
parâmetros para a distribuição dos recursos
federais.
O projeto, registrado como PLN 2/2026, está em
análise na Comissão Mista de Orçamento (CMO),
formada por deputados e senadores.
Salário mínimo
Um dos pontos de maior interesse na proposta é a
previsão para o salário mínimo de 2027. O texto
encaminhado pelo Executivo estabelece um piso de
pelo menos R$ 1.717, aumento de R$ 96 em relação ao
valor atual, de R$ 1.621. A alta projetada é de
5,9%.
A proposta também traz as estimativas econômicas
utilizadas como referência para a elaboração das
metas fiscais e do Orçamento. Entre as projeções
estão inflação de 3,04%, crescimento real de 2,56%
do Produto Interno Bruto (PIB), dólar a R$ 5,47 e
taxa de juros de 10,55%.
As estimativas, contudo, podem ser alteradas ao
longo da tramitação, conforme o cenário econômico e
as mudanças nas projeções do governo.
Com o calendário legislativo pressionado pela
proximidade das eleições de outubro, o Senado
programou duas semanas de esforço concentrado para
agosto e setembro. A primeira está prevista para
ocorrer entre os dias 10 e 14 de agosto. A segunda
será realizada de 31 de agosto a 3 de setembro.
A estratégia é concentrar as votações nesses
períodos para compensar a redução do ritmo de
atividades do Congresso durante o período eleitoral.
Entre as matérias que podem avançar estão propostas
relacionadas ao planejamento e à execução do
Orçamento de 2027.
Com a LDO ainda pendente e o envio da LOA previsto
para o fim de agosto, Câmara e Senado terão de
acelerar a tramitação das peças orçamentárias. Na
prática, os parlamentares poderão se debruçar sobre
os dois projetos em um intervalo curto, aumentando a
pressão para que o planejamento das contas públicas
de 2027 seja definido antes do encerramento dos
trabalhos legislativos.
Fonte: Brasil de Fato

12/08/2026 -
Produção industrial sobe em 8 dos 18 locais
pesquisados em junho, diz IBGE
Em São Paulo, maior parque industrial do País,
houve uma queda de 0,9%
A produção industrial subiu em 8 dos 18 dos locais
pesquisados em junho de 2026 ante junho de 2025,
segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal –
Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Vale citar que junho de 2026 teve um dia útil a
mais que igual mês do ano anterior”, ressaltou o
IBGE em nota.
Em São Paulo, maior parque industrial do País, houve
uma queda de 0,9%. As demais perdas ocorreram no
Amazonas (-10%), Pará (-5,1%), Região Nordeste
(-4,2%), Maranhão (-7,6%), Ceará (-0,1%), Rio Grande
do Norte (-0,9%), Pernambuco (-5,2%), Bahia (-3,9%)
e Minas Gerais (-2,6%).
Na direção oposta, houve expansão no Espírito Santo
(12,2%), Rio de Janeiro (6,3%), Paraná (2,8%), Santa
Catarina (1,9%), Rio Grande do Sul (10,5%), Mato
Grosso do Sul (0,9%), Mato Grosso (6,1%) e Goiás
(2,2%).
Na média global, a indústria nacional cresceu 1,7%
em junho de 2026 ante junho de 2025.
Fonte: Estadão Conteúdo

12/08/2026 -
Redução mínima da capacidade laboral autoriza
concessão de auxílio-acidente
A concessão do auxílio-acidente exige apenas a
redução mínima da capacidade de exercer o trabalho
habitual, sem necessidade de inaptidão laboral
permanente. Se o laudo pericial constata dano
corporal, ainda que leve, a conclusão é suficiente
para garantir o benefício.
Com esse entendimento, a 1ª Turma Recursal das
Seções Judiciárias do Amazonas e de Roraima garantiu
auxílio-acidente a uma segurada que teve o quinto
dedo da mão direita amputado em acidente doméstico.
O colegiado reformou integralmente a sentença da
primeira instância.
A auxiliar de produção pediu a concessão do auxílio
em razão da perda de sua capacidade laboral em
decorrência da amputação do dedo. Ao passar pela
perícia médica judicial, o laudo constatou o
acidente, o nexo causal e a existência de sequela
permanente, calculando o dano corporal permanente em
6%. No entanto, o especialista concluiu que não
houve redução da capacidade laborativa, o que
impedia a concessão do benefício.
Em decorrência disso, o juízo da primeira instância
rejeitou a concessão dos benefícios previstos nos
artigos 42 e 59 da Lei 8.213/1991. A autora recorreu
alegando que o laudo pericial reconheceu o dano
permanente, o que lhe dá direito ao auxílio previsto
no artigo 86 da mesma lei.
Dano anatômico
O relator do processo, desembargador Márcio André
Lopes Cavalcante, frisou que a mínima diminuição da
capacidade de exercer a profissão anterior é
suficiente para a concessão do auxílio-acidente. O
magistrado afirmou que o benefício não exige
incapacidade total, permanente ou temporária para o
trabalho, conforme o Tema 416 do Superior Tribunal
de Justiça.
Segundo o desembargador, o próprio laudo pericial
constatou objetivamente o dano corporal, fixado em
6%, o que entra em conflito com a conclusão final de
que não houve redução da capacidade laboral. Para
ele, mesmo que a autora ainda esteja apta a exercer
sua antiga profissão, isso não impede que ela receba
o auxílio-acidente.
“Se o próprio laudo reconhece objetivamente a
existência de dano anatômico permanente quantificado
em percentual mensurável, não é possível concluir,
simultaneamente, pela inexistência de redução
funcional para fins do art. 86 da Lei 8.213/1991”,
afirmou o relator.
Ele acrescentou: “Ressalte-se que a autora exerce a
função de auxiliar de produção, atividade
eminentemente manual, que exige força, destreza,
estabilidade da preensão e coordenação motora para
manipulação contínua de ferramentas, equipamentos e
peças. A perda definitiva do quinto dedo da mão
dominante repercute naturalmente sobre a eficiência
da preensão palmar, impondo maior esforço para a
realização das mesmas tarefas anteriormente
desempenhadas”.
Assim, o colegiado determinou que o INSS conceda o
benefício à segurada.
O advogado Mário Vianna Francisco Júnior representou
a autora.
Clique
aqui para ler o acórdão
Processo 1020883-12.2025.4.01.3200
Fonte: Consultor Jurídico

11/08/2026 -
Campanha nacional combate assédio eleitoral no
trabalho
TSE, TST e MPT lançam campanha nacional contra
assédio eleitoral e orientam trabalhadores sobre
ameaças, pressões e tentativas de controlar votos
As Justiças Eleitoral e do Trabalho lançaram
campanha nacional para combater o assédio eleitoral
e defender a liberdade de escolha dos trabalhadores
brasileiros nas eleições.
A iniciativa reúne Tribunal Superior Eleitoral,
Tribunal Superior do Trabalho e Ministério Público
do Trabalho, que atuam conjuntamente na prevenção de
pressões dentro das empresas.
Com o slogan “No meu voto mando eu“, a Aliança pelo
Voto Livre e Secreto busca conscientizar
trabalhadores, empregadores e sociedade sobre
práticas consideradas ilegais.
Além disso, a campanha pretende impedir que
empregadores, superiores ou colegas utilizem
relações profissionais para pressionar funcionários
sobre candidatos, partidos ou escolhas durante
períodos eleitorais.
O que é o assédio eleitoral e quais as
consequências?
O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza
posição de poder para induzir, constranger ou
ameaçar trabalhadores, buscando interferir
diretamente em suas escolhas políticas nas urnas.
Entre as práticas denunciadas estão ameaças de
demissão, prejuízos profissionais, retaliações,
promessas de benefícios, vantagens financeiras,
bônus ou promoções condicionadas ao apoio eleitoral
dos empregados.
Também configuram assédio situações envolvendo
exigência de participação em campanhas, fiscalização
do voto, interrogatórios, cobranças, intimidações,
constrangimentos, piadas ou humilhações relacionadas
às preferências políticas.
Nesse sentido, a campanha destaca que o voto
brasileiro permanece livre e secreto, enquanto
empregadores não podem utilizar relações
profissionais para controlar escolhas dos seus
funcionários.
Além disso, empresas e responsáveis por práticas de
assédio eleitoral podem enfrentar consequências
perante as Justiças do Trabalho e Eleitoral,
conforme cada situação concretamente analisada.
Dependendo da gravidade dos fatos, sobretudo quando
existem ameaças ou outras formas de coação,
determinadas condutas também podem gerar
responsabilização na esfera criminal aos envolvidos.
A campanha ainda disponibiliza materiais
informativos para orientar trabalhadores sobre
identificação, prevenção e denúncia de práticas
capazes de comprometer sua liberdade de escolha
durante eleições nacionais.
Assim, trabalhadores que enfrentarem pressão
política podem reunir provas, incluindo mensagens,
áudios ou e-mails, buscando orientação junto aos
sindicatos e órgãos públicos responsáveis pela
fiscalização.
Faça parte da Aliança e denuncie
O projeto convida a sociedade a aderir à Aliança pelo
Voto Livre e Secreto. Basta acessar a
página oficial da campanha para baixar materiais
de divulgação e registrar o compromisso com a
iniciativa.
Os participantes podem compartilhar as cartilhas e o
selo de adesão nas redes sociais, marcando o perfil
do Tribunal Superior do Trabalho (@tstjus), para
fortalecer a mensagem em defesa da democracia e da
liberdade de escolha.
Fonte: Rádio Peão Brasil

11/08/2026 -
Caem os preços da cesta básica em julho
A boa notícia que abre a semana vem do Dieese. A
Pesquisa Nacional da Cesta Básica mostra que, em
julho, os preços caíram em 26 das 27 capitais
pesquisadas. Apenas São Luís registrou aumento,
embora mínimo, de 0,30%. No mês passado, a cesta
havia subido em 10 capitais.
Patrícia Lino Costa coordena, pelo Dieese, a
pesquisa nacional mensal. Ela comenta: “É motivo pra
se comemorar”, embora ressalve: “Muitos fatores
podem mexer com os preços, inclusive a questão
climática”.
Produtos com peso relativo maior na cesta, como
tomate e batata, tiveram redução considerável. Em
Maceió, por exemplo, o preço do tomate – a cesta
considera nove quilos do produto – teve queda de
50%.
Parceria – Desde 2024, graças à parceria
entre Conab e Dieese, o acompanhamento dos preços da
cesta de alimentos permitiu ampliar a consulta a
todas as capitais, incluindo o Distrito Federal.
Antes, eram apenas 17 capitais.
Instabilidade – A partir do momento em que
alimentos e cereais viraram “commodities”, os preços
ficaram mais suscetíveis às oscilações da Bolsa de
Valores. O Brasil tem procurado abrir novos
mercados. É o caso do acordo comercial entre o
Mercosul e a União Europeia, em vigor desde 1º de
maio, franqueando um mercado que supera 700 milhões
de consumidores.
Patrícia Lino espera que a queda verificada em julho
revele um padrão de estabilidade nos preços dos
alimentos. Ela diz: “Vamos comemorar a redução dos
preços, pois isso ajuda as famílias brasileiras, mas
os elementos de instabilidade são muitos, internos e
externos”.
Entre junho e julho, as quedas mais acentuadas foram
apuradas em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo
Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%), Rio de Janeiro
(-7,12%), Brasília (-6,71%), João Pessoa (-6,65%),
Salvador (-6,59%), Fortaleza (-6,39%), Florianópolis
(-6,28%) e Cuiabá (-6,04%). A cidade de São Paulo
segue como a capital com a cesta mais cara, no valor
de R$ 915,01.
Decreto – O decreto de 1938 foi criado para
regulamentar o salário mínimo no Brasil e definiu
quais alimentos e quantidades mínimas seriam
necessários para o sustento de um trabalhador adulto
por um mês.
Dieese – A pesquisa da cesta pelo Dieese
começou em 1959, com a implantação da Pesquisa
Nacional da Cesta Básica de Alimentos em São Paulo
e, posteriormente, em outras capitais. Hoje, a
pesquisa cobre todas as capitais brasileiras.
Mais – Acesse o site do Dieese
Fonte: Agência Sindical

11/08/2026 -
Juíza anula eleição sindical por falta de meios para
registro das chapas
A inviabilidade de registro de chapas concorrentes
por falta de atendimento na sede da entidade
sindical macula a liberdade de associação e a lisura
do pleito.
Com base neste entendimento, a juíza do Trabalho
Roberta Jacopetti Bonemer, da 3ª Vara do Trabalho de
Ribeirão Preto (SP), julgou procedente o pedido de
um associado para declarar a nulidade de uma eleição
de chapa úinica para o Sindicato dos Trabalhadores
nas Indústrias Gráficas de Ribeirão Preto e Região
(SP).
Um filiado foi à Justiça pedir anulação da eleição
com o argumento de que o certame, que reelegeu a
diretoria anterior sob chapa única, apresentou
graves irregularidades. Ele alegou que a sede
permaneceu fechada durante o prazo regulamentar,
inviabilizando que chapas de oposição fizessem a
inscrição para concorrer.
Um ex-presidente da entidade, que ingressou no
processo na qualidade de terceiro interessado após
ser afastado por força de liminar, contestou as
alegações de fraude. Ele argumentou que o edital de
convocação foi publicado em jornal de grande
circulação com antecedência de mais de 30 dias e que
a sede permaneceu aberta em horário regulamentar de
seis horas diárias.
Para comprovar suas declarações, ele apresentou o
depoimento de um assessor técnico, que asseverou que
uma secretária fora responsável por fazer o
atendimento e a triagem documental das chapas.
Contudo, o sindicato apresentou documentos de
rescisão contratual demonstrando que a empregada
citada pelo ex-presidente teve seu contrato de
emprego extinto ainda em 2017. A prova documental
revelou que, a partir de 2022, o sindicato não tinha
nenhum empregado registrado, o que desconstituiu a
versão sobre a suposta manutenção de atendimento ao
público na secretaria.
Secretaria fantasma
Ao examinar o mérito, a magistrada destacou que as
declarações da testemunha do ex-presidente devem ser
analisadas com reserva, visto que ele foi o
profissional remunerado para coordenar o certame.
Ela ressaltou que o encargo de comprovar a
regularidade do certame cabia à antiga diretoria,
que não apresentou provas de que a sede permaneceu
efetivamente aberta e guarnecida por funcionários
aptos a receber as chapas concorrentes.
“Feitas tais considerações, tenho que o terceiro
interessado não se desincumbiu satisfatoriamente de
seu ônus de comprovar a regularidade do processo
eleitoral que o reconheceu como vencedor por
candidatura de chapa única, em situação que conduz o
Juízo a confirmar a Decisão de Tutela proferida”,
avaliou a juíza.
A decisão confirmou uma decisão liminar de março de
2023 que determinara o afastamento imediato de toda
a diretoria anterior e nomeara um administrador
provisório para coordenar nova assembleia. Em maio
daquele ano, novas eleições foram promovidas,
resultando na posse de uma nova diretoria e conselho
fiscal, cujo mandato se estende até 2031, sob a
presidência do autor da ação.
O advogado Eduardo Schiavoni atuou em favor do autor
da ação.
Clique
aqui para ler a sentença
Processo 0011911-91.2022.5.15.0067
Fonte: Consultor Jurídico

10/08/2026 -
Boulos e centrais debatem redução da jornada de
trabalho
Boulos, centrais sindicais e movimentos sociais
reforçam mobilização pela redução da jornada e pelo
fim da escala 6×1
A Secretaria-Geral da Presidência reuniu centrais
sindicais e movimentos populares para discutir a
redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1
nacional.
Conduzido pelo ministro Guilherme Boulos, o encontro
reforçou a articulação entre Governo Federal,
entidades sindicais e movimentos sociais para
ampliar a mobilização nacional dos trabalhadores.
Além disso, as organizações defenderam maior pressão
sobre o Congresso Nacional, onde a proposta enfrenta
uma etapa decisiva para transformar a reivindicação
histórica em direito.
Representando a Força Sindical, o secretário-geral
João Carlos Gonçalves, Juruna, participou das
discussões e reafirmou o compromisso da Central com
jornada menor, sem redução salarial.
“Estamos em um momento decisivo da luta pela redução
da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1.
Precisamos ampliar a mobilização dos trabalhadores,
fortalecer a atuação dos sindicatos e manter o
diálogo com o Governo e o Congresso Nacional”,
afirmou Juruna.
“Essa mudança representa mais qualidade de vida, saúde
e tempo para as famílias, sem redução salarial. A
Força Sindical está comprometida com essa luta e
continuará mobilizando suas bases para que essa
reivindicação avance e se transforme em uma
conquista concreta para a classe trabalhadora”,
completou Juruna.
Por sua vez, o presidente da Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB),
Adilson Araújo, destacou o diálogo social e a
importância nacional da reivindicação trabalhista.
“A reunião com o ministro da Secretaria da
Presidência da República se revela parte importante
do diálogo social para a construção de uma agenda
positiva”, afirmou Adilson.
“O tema principal, que merece atenção de mais de 70%
da população brasileira, é, sem sombras de dúvidas,
a pauta da redução da jornada de trabalho sem
redução salarial”, acrescentou.
“Nesse contexto, o fim da escala 6×1 ganha relevo e
indica uma possibilidade concreta de melhorar e
humanizar as relações de trabalho”, completou
Adilson Araújo.
Além disso, o secretário-geral da Central dos
Sindicatos Brasileiros (CSB), Álvaro Egea, ressaltou
a unidade construída entre centrais sindicais e
movimentos sociais durante a reunião.
“Nesta reunião com o ministro Guilherme Boulos,
ficou muito claro que a mobilização nacional pela
votação no Senado da redução da jornada de trabalho
e pelo fim da escala 6×1 é a pauta unitária das
centrais sindicais e dos movimentos sociais”,
afirmou Álvaro Egea.
Já o presidente da União Geral dos Trabalhadores
(UGT), Ricardo Patah, ressaltou a necessidade de
intensificar a mobilização nacional para
sensibilizar os senadores sobre a proposta.
“Reunião dos movimentos sociais e das centrais,
fortalecendo a necessidade de um esforço, a partir
do dia 10, para sensibilizar os senadores, em
especial o presidente Alcolumbre, para ser votado
antes das eleições o fim da escala 6×1 e a redução
para 40 horas da jornada semanal”, afirmou Patah.
As lideranças defenderam uma atuação conjunta para
ampliar a pressão política, conquistar apoio
parlamentar e colocar definitivamente a redução da
jornada na agenda do Senado.
A partir do dia 10, portanto, centrais sindicais e
movimentos sociais pretendem intensificar
mobilizações para defender jornada semanal de 40
horas, sem qualquer redução salarial.
Fonte: Rádio Peão Brasil

10/08/2026 -
Neuriberg Dias participa de debate na Câmara sobre
aposentadoria especial
DIAP integra painel que discutirá os impactos da
ausência de proteção previdenciária para
trabalhadores expostos a atividades de risco
O diretor de Documentação do Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP),
Neuriberg Dias, participará, no próximo dia 11 de
agosto, de audiência pública promovida pela Comissão
de Trabalho da Câmara dos Deputados para discutir a
regulamentação da aposentadoria especial. A
iniciativa, proposta pelos deputados Leonardo
Monteiro e Erika Kokay por meio do Requerimento nº
51/2026, reunirá parlamentares, especialistas,
pesquisadores e representantes de entidades para
debater os desafios e as perspectivas da matéria em
tramitação no Congresso Nacional.
A participação do DIAP ocorrerá no Painel 2 –
Trabalho, Saúde e Evidências: Os Impactos da
Ausência de Proteção Previdenciária, previsto para
as 17h15. O debate terá como foco a apresentação de
estudos e evidências sobre os efeitos da exposição
prolongada a atividades penosas, insalubres e
perigosas, bem como seus reflexos sobre a saúde dos
trabalhadores, a permanência no mercado de trabalho
e a necessidade de aperfeiçoamento da proteção
previdenciária.
Representando o DIAP, Neuriberg Dias contribuirá com
uma análise sobre o cenário político e legislativo
que envolve a regulamentação da aposentadoria
especial, abordando os desafios para a construção de
consensos em torno do tema e as perspectivas de
tramitação do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº
42/2023, que busca disciplinar o direito previsto na
Constituição Federal.
O painel contará ainda com a participação de Adriana
Marcolino, do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), de
representante da Fundacentro e do pesquisador Helian
Nunes de Oliveira, da Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG), reunindo diferentes perspectivas
sobre os impactos da ausência de regulamentação para
os trabalhadores expostos a condições especiais de
trabalho.
Antes disso, a programação prevê um painel dedicado
aos aspectos jurídicos e previdenciários da
aposentadoria especial, com a presença da deputada
federal Erika Kokay, relatora do PLP nº 42/2023,
além de especialistas em Direito Previdenciário e
representantes da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria (CNTI). O encerramento da
audiência será reservado aos relatos de
representantes das centrais sindicais e de
categorias profissionais diretamente afetadas pela
falta de regulamentação, reforçando a importância do
diálogo entre o Parlamento, a comunidade acadêmica e
as entidades representativas na construção de uma
legislação que assegure proteção adequada aos
trabalhadores submetidos a atividades de maior
risco.
Fonte: Diap

10/08/2026 -
MPE, TSE e Justiça do Trabalho firmam acordo contra
assédio eleitoral
Acordo prevê ações educativas e campanha nacional
para combater pressões sobre eleitores no ambiente
de trabalho.
Para conscientizar a população sobre o assédio
eleitoral e defender a liberdade de voto no ambiente
de trabalho, o Ministério Público Eleitoral (MPE)
assinou, na quinta-feira (6), um acordo de
cooperação técnica com o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho
(CSJT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).
A parceria prevê ações educativas sobre o tema, além
do compartilhamento de campanhas institucionais,
vídeos, cartilhas e outros materiais de comunicação.
O acordo também contempla a realização de cursos,
seminários e eventos de capacitação.
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre
Espinosa, representante do Ministério Público
Eleitoral, destacou que o enfrentamento ao assédio
eleitoral exige ações permanentes de
conscientização.
"A partir de uma atuação colaborativa e coordenada
entre as instituições, será possível coibir
eventuais abusos que tenham como objetivo cercear a
liberdade de voto e a livre manifestação política."
O que é assédio eleitoral
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores,
gestores ou pessoas em posição de superioridade
hierárquica constrangem, ameaçam ou pressionam
trabalhadores para que apoiem determinado candidato,
partido político ou posição ideológica.
A prática configura violação de direitos
fundamentais e pode gerar consequências nas esferas
eleitoral, trabalhista, cível e criminal. O assédio
pode ocorrer em diferentes vínculos de trabalho,
atingindo servidores públicos, empregados
celetistas, terceirizados, estagiários e aprendizes.
Após a assinatura do acordo, as instituições
lançaram a campanha nacional "Aliança pelo Voto
Livre e Secreto". Com o slogan "No meu voto mando
eu", a iniciativa busca mobilizar órgãos públicos,
empresas e a sociedade civil para formar uma rede em
defesa da democracia e do direito de votar de acordo
com as próprias convicções, sem pressões ou
constrangimentos.
Fonte: Congresso em Foco

07/08/2026 -
Lula começará campanha pelo ABC paulista, berço das
lutas sindicais
Dirigentes das centrais sindicais já anunciaram
que estão em processo de mobilização para levar
milhares de trabalhadores ao evento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizará o
ato oficial da abertura da campanha à reeleição no
próximo 16 de agosto no Estádio Primeiro de Maio, em
São Bernardo do Campo, ABC paulista.
O local, conhecido historicamente como Estádio da
Vila Euclides, é considerado o berço das
mobilizações sindicais e das greves dos metalúrgicos
do final dos anos 1970 e início dos anos de 1980,
ainda durante a ditadura militar.
“Lá, no fim dos anos 1970, ainda sob a ditadura,
ocorreram algumas das maiores greves gerais da
história do país. Na luta por dignidade e justiça
salarial, foi gestada a criação do PT, a
contribuição para a redemocratização do país e o
fermento que permitiu que um operário, torneiro
mecânico, fosse alçado à Presidência da República”,
diz nota do PT.
As centrais sindicais já anunciaram que estão em
processo de mobilização para levar milhares de
trabalhadores ao evento.
“Lula é o único candidato que tem declaradamente
compromisso com os interesses nacionais, a defesa da
soberania, democracia e dos direitos, tendo como
centralidade um projeto de desenvolvimento
nacional”, disse à Folha de S.Paulo o presidente
nacional da Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo.
“Será um ato em um local, a Vila Euclides, bastante
emblemático para o movimento sindical. Todas as
centrais devem estar unidas para apoiar a
continuidade de um governo que gosta do povo”,
afirma o presidente da União Geral dos Trabalhadores
(UGT), Ricardo Patah.
No dia seguinte, Lula com Geraldo Alckmin na chapa,
na vice-presidência, vai cumprir agenda de campanha
em Minas Gerais no lançamento de Patrus Ananias (PT)
ao governo daquele estado.
Fonte: Portal Vermelho

07/08/2026 -
Aposentadoria com idade mínima de 67 anos? Isso é
FALSO!
Circula nas redes sociais a informação de que o
Senado Federal estaria discutindo uma nova reforma
da aposentadoria que elevaria a idade mínima para 67
anos. Essa informação é FALSA. Não há proposta de
emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Casa
com esse teor.
No Brasil, desde a reforma da Previdência (Emenda
Constitucional 103, de 2019), a idade mínima geral
para a aposentadoria urbana pelo INSS é de 62 anos
para mulheres e de 65 anos para homens. Para alterar
essa regra, seria preciso mudar novamente a
Constituição, mas o tema não está em análise no
Senado.
Uma proposta de emenda à Constituição é uma
iniciativa legislativa para alterar o texto da
Carta, que é a lei máxima do país e tem impacto na
organização do Estado e nos direitos dos cidadãos.
Por isso, as PECs possuem um rito de aprovação mais
rigoroso do que o de leis comuns.
Dúvidas? Fale com o Senado Verifica
O Senado Verifica é um canal dedicado a combater a
desinformação e esclarecer dúvidas sobre a atividade
legislativa. Se você recebeu alguma informação
suspeita sobre o Senado Federal, entre em contato
pelo WhatsApp: +55 61 98190-0601.
Fonte: Agência Senado

07/08/2026 -
TST fará audiência pública sobre efeitos da
aposentadoria por invalidez no contrato de trabalho
Interessados em participar como expositores ou
ouvintes poderão se inscrever entre 17 e 31/8
O Tribunal Superior do Trabalho realizará, em 22/9,
às 14h, uma audiência pública para colher
contribuições técnicas, contábeis, administrativas,
políticas e econômicas sobre a manutenção ou a
extinção do contrato de trabalho de empregados
aposentados por invalidez. A iniciativa foi
determinada pelo ministro Alexandre Luiz Ramos,
relator do incidente de julgamento de recursos de
revista repetitivos sobre a matéria (Tema 274).
A audiência discutirá a seguinte questão jurídica:
O contrato de trabalho do empregado aposentado por
invalidez permanece suspenso após o decurso dos
prazos legais para a realização da avaliação
periódica obrigatória ou, encerrados esses prazos, o
empregador pode extinguir o vínculo de emprego?
A definição da tese pelo TST servirá de orientação
para o julgamento de processos sobre o tema em toda
a Justiça do Trabalho.
Poderão participar autoridades, especialistas e
representantes da sociedade interessados em
contribuir com o debate. As inscrições para
expositores e ouvintes estarão abertas de 17 a 31/8
e deverão ser realizadas exclusivamente por meio do
formulário eletrônico indicado no edital. Não serão
admitidos pedidos por petição nos autos ou por
outros meios de contato.
Leia a
íntegra do edital.
Processo: IncJulgRREmbRep 0000348-62.2022.5.05.0493
Fonte: TST

07/08/2026 -
Candidatos a deputados; por João Guilherme
O grande número de candidaturas a deputados federais
(e estaduais) cria dificuldades para o dirigente
sindical e para a categoria na seleção, na análise e
na aprovação para a campanha e o voto.
Mas, em compensação, são as mais fáceis das
candidaturas para uma interação com os trabalhadores
e trabalhadoras a convite da entidade sindical.
O DIAP (DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ASSESSORlA
PARLAMENTAR) aponta que 90% dos atuais parlamentares
federais procurarão reeleição e, como têm as
facilidades do nome já conhecido, do número bonito
memorizável, dos fundos partidários eleitorais e das
emendas que privilegiaram suas bases de prefeitos e
vereadores, têm maiores possibilidades de vitória. O
DIAP prevê a mais baixa renovação da Câmara Federal
como resultado das eleições de 2026.
A análise dos candidatos à reeleição deve ser feita
a partir de seu histórico de votos e de sua
participação nos embates parlamentares. O DIAP pode,
a pedido da entidade, relatar o desempenho de cada
deputado federal.
Para os candidatos novos os critérios devem ser os
de sempre: análise de sua vida política, seu
partido, suas propostas, sua fidelidade em defesa
dos interesses dos trabalhadores e sua facilidade de
interação quando convidado a participar de reunião
com a diretoria e a categoria.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
Fonte: Agência Senado

07/08/2026 -
Empresas com 100 ou mais empregados devem atualizar
informações para o 6º Relatório de Transparência Salarial
Atualização deverá ser feita entre 3 e 31 de
agosto, no Portal Emprega Brasil
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa
que, entre 3 e 31 de agosto, os empregadores com 100
ou mais empregados deverão atualizar, no do Portal
Emprega Brasil, as informações sobre critérios
remuneratórios, ações voltadas à promoção da
diversidade e iniciativas de apoio à família e à
parentalidade.
As informações prestadas serão utilizadas na
elaboração do 6º Relatório de Transparência Salarial
e de Critérios Remuneratórios, documento semestral
obrigatório previsto na Lei nº 14.611/2023.
O preenchimento deve ser realizado exclusivamente
pela área do empregador no
Portal Emprega Brasil.
Fonte: MTE

06/08/2026 -
Dia 10/08: TODOS JUNTOS!
Mobilização Nacional pelo Fim da Escala 6x1 e pela Redução da Jornada de
Trabalho, sem redução salarial!
Atenção trabalhadoras e trabalhadores de todo o Brasil!
O movimento sindical, com apoio dos movimentos populares, faz um
chamamento a todas as pessoas trabalhadoras do país, para que no DIA
10/08 se somem às mobilizações - nas ruas e nas redes - para exigir que
os senadores, eleitos graças aos nossos votos, VOTEM SIM e IMEDIATAMENTE
ao projeto que põe Fim à Escala 6x1 e reduz a Jornada de Trabalho, sem
reduzir salário, já aprovado pelos deputados e defendido por mais de 70%
da população.
Vamos usar a tag VOTA, SENADO! Mandem mensagens diretas para os
senadores do seu estado utilizando a plataforma napressao.org.br ou pelo
site:
https://www25.senado.leg.br/web/senadores/em-exercicio
Postem nas redes, marquem pessoas, curtam as postagens sobre o tema,
comentem, compartilhem! Isso aumenta o alcance, reúne mais pessoas e
intensifica a pressão ao Senado.
Vem com gente fazer parte dessa história!??
Fonte: NCST

06/08/2026 -
Lideranças sindicais dialogam com Simone Tebet sobre
as pautas da classe trabalhadora
A Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado
de São Paulo (NCST-SP) participou, nesta
quarta-feira (5), de uma importante reunião e uma
Roda de conversa com a candidata ao Senado Simone
Tebet, realizada na sede do DIEESE, em São Paulo.
O encontro reuniu representantes do movimento
sindical para apresentar as principais
reivindicações da classe trabalhadora, reforçando a
necessidade de políticas públicas voltadas à geração
de empregos, valorização do trabalho, fortalecimento
da indústria nacional, proteção dos direitos
sociais, combate à violência contra as mulheres e
garantia de melhores condições de vida para todos.
A NCST-SP acredita que o diálogo democrático é
essencial para que as demandas dos trabalhadores
sejam ouvidas e transformadas em ações concretas.
A defesa dos direitos dos trabalhadores deve estar
no centro do debate público.
Fonte: NCST-SP

06/08/2026 -
Governo Lula aposta na aprovação do fim da escala
6×1 antes da eleição
As sessões deliberativas na Câmara e Senado serão
realizadas em apenas duas semanas de “esforço
concentrado” (entre os dias 10 e 14 de agosto e 31
de agosto a 3 de setembro)
Com o fim do recesso parlamentar, o governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que vai
priorizar a aprovação, antes das eleições, da
proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a
jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1.
“A retomada dos trabalhos legislativos exige foco
naquilo que realmente transforma o dia a dia dos
brasileiros. Como líder do governo, reafirmo que o
debate sobre o fim da escala 6×1 é uma pauta
prioritária para nós e urgente para a população”,
afirma a senadora Teresa Leitão (PT-PE).
Por causa das eleições, as sessões deliberativas na
Câmara e Senado serão realizadas em apenas duas
semanas de “esforço concentrado” (entre os dias 10 e
14 de agosto e 31 de agosto a 3 de setembro).
Apesar disso, a líder do governo no Senado aposta na
construção de um consenso para viabilizar a
aprovação da matéria.
“Vamos atuar ainda mais intensamente na articulação
e na construção dos consensos necessários para a
aprovação dessa PEC. Nosso compromisso é modernizar
as relações de trabalho garantindo mais dignidade,
saúde e tempo de qualidade para os trabalhadores”,
diz.
No seu entendimento, o Senado está maduro para votar
a PEC, que foi aprovada em maio passado por ampla
maioria pelos deputados.
“O Congresso Nacional está pronto, tenho certeza,
para dar essa resposta que a sociedade exige e
merece”, afirma.
“Acredito no diálogo, no bom senso e na construção
de um entendimento que permita ao Brasil dar mais
esse passo em favor da dignidade do trabalho e da
qualidade de vida do nosso povo”, completa.
“Prioridade absoluta”
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe
Rodrigues (PT-AP), disse que o fim da escala 6×1 é
“prioridade absoluta” para o governo e que
continuará trabalhando para que a votação ocorra
assim que possível.
“Mesmo no período das eleições, o Senado vai
funcionar em esforços concentrados e remotamente.
Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da
escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em
avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição
ainda nesse período”, disse.
O senador Paulo Paim (PT-RS) também crê na votação
da PEC este mês. Para ele, o debate sobre a redução
da jornada não pertence ao governo, à oposição e nem
aos partidos políticos, e sim ao povo.
“Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada
porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe
que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia.
Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica
dessa decisão”, defende.
Fonte: Portal Vermelho

06/08/2026 -
Eletricitários reforçam mobilização pelo fim da
escala 6×1
Sindicato dos Eletricitários convoca
trabalhadores a pressionarem senadores pela redução
da jornada e pelo fim da escala 6×1
A mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 cresce
diariamente. Por isso, o Sindicato dos
Eletricitários de São Paulo convoca trabalhadores
para pressionarem senadores pela proposta.
A entidade orienta a categoria a acessar a
plataforma Na Pressão, que facilita o envio de
mensagens aos senadores defendendo a redução da
jornada laboral.
Além disso, a ferramenta reúne contatos
parlamentares e disponibiliza mensagens prontas para
envio. Entretanto, cada trabalhador também pode
escrever seu próprio texto livremente.
O Sindicato reforça que a mobilização deve
permanecer constante. Dessa forma, amplia-se a
pressão popular para acelerar a discussão e votação
da proposta no Senado.
Para participar, basta acessar a plataforma Na
Pressão, escolher um ou mais senadores, enviar
mensagens e compartilhar o link com outras pessoas.
A participação leva poucos minutos. Ainda assim,
fortalece uma das principais reivindicações da
classe trabalhadora, ampliando o engajamento
coletivo pela melhoria das condições laborais
nacionais.
O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão, convocou toda a
categoria para fortalecer imediatamente essa
importante mobilização nacional.
“Companheiros e companheiras, essa é uma luta que
depende da mobilização de cada trabalhador. Entrem
no site da campanha, mandem mensagens para todos os
senadores e mostrem que a categoria quer o fim da
escala 6×1. Não podemos aceitar jornadas que
sacrificam a saúde, a convivência com a família e a
qualidade de vida. Vamos pressionar os parlamentares
e mostrar a força da nossa categoria. Participem,
compartilhem e chamem outros trabalhadores para essa
mobilização. Unidos, conquistamos direitos.”
Além disso, Chicão defendeu ampliar futuramente o
debate sobre novos modelos organizacionais. Segundo
ele, a escala 4×3 pode tornar-se realidade em
atividades administrativas.
O Sindicato manterá a divulgação permanente da
campanha em seus canais oficiais. Assim, incentivará
a participação diária da categoria, fortalecendo
continuamente a pressão parlamentar coletiva.
Fonte: Rádio Peão Brasil

06/08/2026 -
Sindicalismo e eleição de Lula
As pesquisas, quase todas, mostram dificuldades de
Lula em elevar seu teto eleitoral. Há crescimento,
sim, mas as projeções de segundo turno mostram
subida de Flávio Bolsonaro.
Flávio não é ruim, é péssimo. Diante disso, aponto
dois caminhos:
Partidos da base/coligação – Bater em Flávio,
mostrar suas fraquezas, denunciar suas ligações
milicianas, combater seu histórico antidemocrático e
pôr a nu sua submissão ao projeto de Donald Trump/Estados
Unidos.
Sindicalismo – Mostrar que o governo Lula é bom para
os trabalhadores. Destacar: a) O aumento do emprego;
b) O controle da inflação; c) A melhora na renda
assalariada; d) A política de aumento real ao
salário mínimo; e) A isenção do imposto de renda
para salários até R$ 5 mil; f) O aumento nas
exportações; g) O fortalecimento de importantes
cadeias industriais; h) Elencar programas
inclusivos, como o Pé de Meia, o Desenrola Brasil,
entre outros.
Observe que são papéis diferentes, mas convergentes.
Aos partidos da base será mais natural radicalizar o
debate político e bater pesado no adversário
extremista e entreguista. Ao sindicalismo é mais
natural apontar os ganhos que o Lula 3 propicia aos
trabalhadores.
Ao sindicalismo cabe ainda um outro papel, que é
apontar bons candidatos, principalmente, à Câmara
Federal e ao Senado, mostrando que isso é bom para a
democracia.
As táticas variam, dentro da mesma estratégia geral,
que nos interessa, ou seja, reeleger Lula e reduzir
o espaço político da extrema direita, que é
corrupta, violenta e vendilhã da Pátria.
Futuro – Todo projeto político deve olhar para o
horizonte. A coligação pró-Lula precisa mostrar que
está no lado da esperança, da justiça, da liberdade,
da soberania nacional e do progresso de cada homem e
mulher de nosso País.
João Franzin, jornalista da Agência Sindical.
joaofranzin56@gmail.com
Fonte: Agência Sindical

05/08/2026 -
Nem reconstruir, nem reinventar, o sindicalismo
precisa voltar a pulsar
O debate entre reconstrução, reinvenção e
resistência revela que o maior desafio do movimento
sindical talvez seja outro: revitalizar sua
capacidade de representar, mobilizar e transformar o
mundo do trabalho sem abandonar sua missão
histórica.
Há debates que produzem vencedores. Outros produzem
sínteses. Felizmente, a recente reflexão em torno do
futuro do sindicalismo brasileiro parece caminhar na
segunda direção.
O artigo do professor Railton Nascimento Souza, “Que
sindicalismo o Brasil precisa (re)construir?”¹,
parte da constatação de que a ofensiva neoliberal
desestruturou instituições, direitos e formas
tradicionais de organização dos trabalhadores. Em
seguida, meu texto — “Para além da reconstrução: que
sindicalismo o Brasil precisa reinventar?”² —
sustentou que reconstruir, embora necessário, talvez
não bastasse diante das profundas transformações
tecnológicas, produtivas e sociais das últimas
décadas.
A jornalista Carolina Maria Ruy acrescentou uma
terceira perspectiva em “Nem reconstruir, nem
reinventar: o sindicalismo deve resistir e cumprir
sua missão histórica”³. O argumento dela é um alerta
oportuno: reinventar não pode significar abandonar a
identidade histórica dos sindicatos nem relativizar
sua função essencial de organizar os trabalhadores
para enfrentar a exploração do trabalho.
Lidos em conjunto, os 3 textos revelam menos
divergências do que aparentam. Na realidade,
iluminam diferentes dimensões do mesmo problema.
A falsa disputa entre tradição e inovação
Parte importante do movimento sindical parece
aprisionada numa falsa escolha.
De um lado, há quem considere suficiente reconstruir
o que existia antes da Reforma Trabalhista de 2017,
como se fosse possível restaurar um mundo do
trabalho que simplesmente deixou de existir.
De outro, surgem vozes que defendem reinvenção tão
profunda que, em alguns casos, quase dissolvem a
própria razão de existir das organizações sindicais.
Nenhum desses extremos parece responder aos desafios
contemporâneos.
Não há retorno possível ao passado. Mas tampouco faz
sentido romper com patrimônio histórico construído
ao longo de mais de um século de lutas sociais. O
sindicalismo não precisa escolher entre memória e
futuro. Precisa conectar ambos.
A missão permanece; o contexto mudou
A essência dos sindicatos continua rigorosamente
atual. Organizar trabalhadores. Equilibrar relações
desiguais entre capital e trabalho. Negociar
direitos. Produzir solidariedade coletiva.
Fortalecer a democracia. Nada disso perdeu validade.
O que mudou foi o ambiente onde essa missão precisa
ser exercida.
O trabalhador industrial clássico já não ocupa
sozinho o centro do mercado de trabalho. Crescem os
trabalhadores de plataformas digitais, os
terceirizados, os intermitentes, os autônomos
economicamente dependentes, os profissionais
altamente qualificados, os trabalhadores informais e
milhões de pessoas submetidas a formas híbridas de
contratação.
A fragmentação tornou-se talvez o maior aliado do
capital contemporâneo. E exatamente por isso a
representação coletiva torna-se ainda mais
necessária.
Revitalizar é diferente de reinventar
Talvez a palavra que sintetize melhor esse desafio não
seja reconstrução. Nem reinvenção. Muito menos mera
resistência. Talvez seja revitalização.
Revitalizar significa devolver vitalidade a algo
cuja essência continua válida. Não implica negar sua
história, mas permitir que essa continue produzindo
futuro.
Uma árvore centenária não permanece viva porque
substitui suas raízes. Permanece porque
continuamente renova folhas, galhos e frutos.
Com os sindicatos ocorre algo semelhante. Sua
identidade histórica não constitui obstáculo à
modernização. Ao contrário.
É justamente essa que lhes confere legitimidade para
enfrentar novas formas de exploração.
O desafio não é tecnológico. É político
Há quem atribua as dificuldades do sindicalismo atual
às redes digitais, à inteligência artificial ou às
novas formas de trabalho. Esses fatores importam.
Mas talvez o problema seja mais profundo.
Durante décadas consolidou-se uma cultura
individualista que apresentou direitos como
privilégios, negociação coletiva como obstáculo ao
crescimento econômico e sindicatos como instituições
dispensáveis.
O resultado foi paradoxal. Os trabalhadores perderam
poder de negociação exatamente quando o mercado de
trabalho se tornou mais instável.
Quanto mais individualizada ficou a relação entre
capital e trabalho, maior se tornou a assimetria
entre ambos.
Não por acaso, onde sindicatos permanecem fortes,
salários, proteção social e produtividade tendem a
caminhar juntos.
Revitalizar significa voltar a organizar
esperança
A revitalização sindical exige inovação tecnológica,
comunicação digital eficiente, presença permanente
nos locais de trabalho, diálogo com a juventude,
atuação junto aos trabalhadores por aplicativos,
qualificação de dirigentes, transparência e novas
formas de financiamento.
Mas exige algo ainda mais importante. Recuperar sua
capacidade de produzir pertencimento coletivo.
Nenhuma plataforma digital substituirá aquilo que
sempre constituiu a maior força do sindicalismo:
transformar problemas individuais em causas
coletivas.
Essa continua sendo sua vantagem estratégica diante
de mercado que prospera justamente fragmentando
trabalhadores.
O futuro nasce da síntese
Os 3 artigos contribuem para o debate que o movimento
sindical precisa fazer. Railton lembra que há
estruturas a reconstruir. Meu texto sustenta que há
práticas a renovar. Carolina Maria Ruy recorda que
existe uma missão histórica que não pode ser
abandonada.
Talvez nenhum dos 3, isoladamente, esgote a
resposta. Mas juntos apontam, talvez, para síntese
mais promissora. O sindicalismo brasileiro não será
salvo pela nostalgia. Nem por modismos
organizacionais.
Seu futuro dependerá da capacidade de revitalizar
sua energia histórica, preservar sua identidade e
atualizar seus instrumentos para representar um
mundo do trabalho radicalmente diferente daquele que
lhe deu origem.
Porque as instituições não permanecem relevantes
apenas por existirem. Permanecem porque conseguem
renovar sua capacidade de transformar a realidade.
É exatamente essa vitalidade — mais do que a
reconstrução, a reinvenção ou a simples resistência
— que definirá o lugar do sindicalismo no Brasil das
próximas décadas.
Marcos Verlaine é Jornalista, analista político,
assessor parlamentar do Diap e redator do Hora do
Povo (HP)
¹ Que sindicalismo o Brasil precisa
(re)construir?, – Portal Vermelho, 9 de julho de
2026 –
https://vermelho.org.br/coluna/que-sindicalismo-o-brasil-precisa-reconstruir/
² Para além da reconstrução: que sindicalismo o
Brasil precisa reinventar? – Agência DIAP, 13 de
julho de 2026 –
https://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/93039-para-alem-da-reconstrucao-que-sindicalismo-o-brasil-precisa-reinventar
³ Nem reconstruir, nem reinventar: o sindicalismo
deve resistir e cumprir sua missão histórica – Hora
do Povo, 21.07.26 –
https://horadopovo.com.br/nem-reconstruir-nem-reinventar-o-sindicalismo-deve-resistir-e-cumprir-sua-missao-historica/
Fonte: Rádio Peão Brasil

05/08/2026 -
Centrais alinham panfletagem para o Dia Nacional de
Luta
Secretários-gerais das centrais sindicais definem
ações de panfletagem para mobilizar
trabalhadores durante toda a semana em diversos
estados
A sede da UGT, em São Paulo, recebeu a reunião dos
secretários-gerais das centrais sindicais para
organizar, de forma conjunta, a panfletagem nacional
do Dia de Luta, que começa em 10 de agosto e se
estende por toda a semana.
Durante o encontro, os dirigentes definiram
estratégias conjuntas para ampliar a mobilização,
fortalecer a unidade sindical e dialogar diretamente
com trabalhadores em diversos estados brasileiros.
Além disso, as centrais estabeleceram um cronograma
unificado para distribuir materiais informativos
durante toda a semana, intensificando as atividades
preparatórias para o dia 10 nacional.
A panfletagem ocorrerá em fábricas, terminais,
estações, locais públicos e principais regiões
industriais, ampliando o alcance das informações e
incentivando maior participação popular organizada.
As ações também reforçarão a campanha pela redução
da jornada de trabalho, pelo fim da escala 6×1 e
pela valorização dos direitos trabalhistas
históricos conquistados.
O secretário-geral da UGT e anfitrião da reunião,
Canindé Pegado, disse que receber as centrais
sindicais na sede da UGT reforça o compromisso com a
unidade de ação.
“A mobilização da semana do Dia Nacional de Luta
mostrará que, quando o movimento sindical atua de
forma conjunta, amplia sua capacidade de dialogar
com os trabalhadores e fortalecer a defesa da
redução da jornada, do fim da escala 6×1 e dos
direitos da classe trabalhadora”, afirmou.
Já o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos
Gonçalves (Juruna), reforçou que a unidade das
centrais sindicais será fundamental para fortalecer
a mobilização em todo o País.
“A panfletagem levará informação diretamente aos
trabalhadores e reforçará a importância da redução
da jornada, do fim da escala 6×1 e da participação
de todos no Dia Nacional de Luta.”
Por fim, os secretários-gerais reafirmaram o
compromisso das centrais sindicais com a mobilização
unitária, buscando fortalecer a participação dos
trabalhadores nas atividades programadas
nacionalmente.
Fonte: Rádio Peão Brasil

05/08/2026 -
Lula vai a
Getúlio Vargas!
A história vai mostrando Getúlio e Lula como os dois
maiores líderes brasileiros no período de um século.
Melhor ainda: a história presente parece permitir um
encontro entre o trabalhismo e o lulismo.
Todos nós, que almejamos um Brasil soberano e um
povo altivo, devemos trabalhar para que esse
encontro, manifestado agora, durante o período
eleitoral, se transforme numa aliança efetiva. E a
aliança evolua para um programa nacionalista e
desenvolvimentista.
A que devemos esse encontro histórico das duas
figuras? Ao amadurecimento político de Lula, ao
avanço de sua consciência política e à percepção de
que temos de nos apoiar na própria história a fim de
vencer a direita agressiva e entreguista.
Amizade são gestos. Mas alianças políticas exigem
gestos mais concretos ainda. Num quarto governo
Lula, o Brasil precisará resgatar o Ministério do
Trabalho, para que a Pasta ocupe posição central na
administração nacional e o futuro ministro venha ser
uma voz ativa na gestão do País e nas ações
estratégicas de governo.
Ultimamente, Lula tem falado com frequência em
soberania. Parece que ele vê aí uma questão vital
para a sobrevivência do Brasil e nosso futuro
enquanto Nação. Soberania é o pilar estratégico do
trabalhismo getulista.
A direita sempre buscou intrigar o trabalhismo com o
petismo. Setores da esquerda, lamentavelmente,
embarcaram na onda. Esse afastamento agravou
diferenças e impediu que as duas forças operassem a
partir das afinidades.
Lula, a seu modo, está dizendo que sim, que é hora
de promover o encontro dessas duas correntes e de
materializar a aliança capaz de mover as melhores
energias nacionais. E nós, progressistas, temos o
dever de nos engajar nessa tarefa, já, agora, no
presente processo eleitoral.
João Franzin. Jornalista da Agência Sindical.
Fonte: Agência Sindical

05/08/2026 -
Desenrola Brasil 2.0: renegociação de dívidas tem
prazo prorrogado
Desenrola Brasil 2.0 foi oficialmente prorrogado.
Descubra como isso pode ajudar na regularização de
suas dívidas.
A prorrogação do programa de renegociação de dívidas
bancárias, o Desenrola Brasil 2.0, foi oficializada
no sábado (1º), em portaria do Ministério da
Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. A
medida já havia sido anunciada pelo ministro da
Fazenda, Dario Durigan.
Os consumidores terão até 31 de agosto para
renegociar os débitos com os bancos e regularizar a
situação de acesso ao crédito.
As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, de
acordo com a portaria, a prorrogação aplica-se
exclusivamente às instituições financeiras que
tenham celebrado, até 30 de julho de, no mínimo 1
mil operações de crédito com garantia do Fundo de
Garantia de Operações (FGO).
Na ocasião do anúncio, Durigan ressaltou que a
medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO,
uma vez que os recursos destinados ao programa já
são suficientes para atender à demanda prevista. O
objetivo do prazo adicional é permitir que pessoas
que ainda estão em negociação com instituições
financeiras consigam concluir o processo de
regularização.
O ministro destacou que a prorrogação também
beneficia quem pretende contratar financiamentos. De
acordo com ele, entre os beneficiados estão os
motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e
caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por
meio do
Programa Move Brasil.
Fonte: Rádio Peão Brasil

04/08/2026 -
No XIII Ato Direitos Já!, Sônia Zerino destaca papel
das mulheres na democracia
A presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou nesta
segunda-feira (3) do XIII Ato em defesa da
Democracia no Congresso Nacional, realizado no
Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo (TUCA), na capital paulista.
Promovido pelo Direitos Já! Fórum pela Democracia, o
encontro reuniu representantes das centrais
sindicais, lideranças partidárias, integrantes da
sociedade civil organizada e personalidades do
cenário nacional e internacional para debater os
desafios da democracia brasileira e fortalecer o
diálogo em defesa do Estado Democrático de Direito.
Durante sua participação, Sônia Zerino reafirmou o
compromisso da NCST com a defesa da democracia, da
Constituição Federal e dos direitos da classe
trabalhadora. Em seu discurso, destacou que a
democracia é um patrimônio do povo brasileiro e
precisa ser fortalecida diariamente por meio da
participação popular e do respeito às instituições.
A dirigente também enfatizou o papel das mulheres na
consolidação do regime democrático. Segundo ela,
apesar de representarem a maioria da população e do
eleitorado brasileiro, as mulheres ainda ocupam
poucos espaços de decisão política.
"Precisamos de mais mulheres nos espaços de poder,
comprometidas com a pauta dos trabalhadores e com as
necessidades do povo brasileiro", afirmou.
Sônia Zerino ressaltou ainda a importância do
respeito à diversidade e da união em defesa da
Constituição, das eleições livres e das políticas
públicas voltadas à promoção da justiça social. Ela
defendeu a continuidade dos avanços conquistados
pelos trabalhadores, entre eles o fortalecimento da
negociação coletiva e a busca pela igualdade
salarial entre homens e mulheres.
Ao encerrar sua fala, a presidente da NCST convocou
a sociedade a permanecer mobilizada na defesa da
democracia.
"Vamos garantir a democracia e fortalecer cada vez
mais os direitos da classe trabalhadora. Viva a
democracia do nosso país", concluiu.
Fonte: NCST

04/08/2026 -
Centrais sindicais acompanham convenção que
oficializa candidatura de Lula
A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
participou, no domingo (2), da Convenção Nacional do
Partido dos Trabalhadores (PT), realizada em São
Paulo. As centrais sindicais foram convidadas a
acompanhar o evento, que oficializou a candidatura
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição
para a Presidência da República.
Representaram a NCST a presidente da entidade, Sônia
Zerino; o presidente da NCST São Paulo, Nailton
Francisco (Porreta); a diretora de Assuntos da
Mulher da NCST, Cátia Aparecida Laurindo (Nega
Show); o diretor de Organização Sindical da NCST,
Luiz Gonçalves (Luizinho); além de dirigentes da
NCST-SP.
A convenção reuniu lideranças políticas,
representantes de movimentos sociais e do movimento
sindical de todo o país. Durante o evento, também
foi confirmada a manutenção da chapa formada por
Lula e o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin
(PSB), repetindo a composição vencedora das eleições
de 2022.
Aos 80 anos, Lula disputará seu quarto mandato
presidencial. Ele foi eleito presidente da República
em 2002, reeleito em 2006 e voltou ao Palácio do
Planalto após vencer as eleições de 2022. Agora,
busca renovar o mandato e dar continuidade ao
projeto iniciado em seu terceiro governo.
Fonte: NCST-SP

04/08/2026 -
Centrais Sindicais entregam demandas ao governo para
reagir ao tarifaço de Trump
Documento, assinado pela NCST – Nova Central
Sindical de Trabalhadores, CUT, Força Sindical, UGT,
CTB e CSB, que prevê revisão da Lei das Patentes,
fortalecimento do Mercosul e proteção aos empregos,
foi entregue na manhã de sexta-feira (31) ao
ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Marcio Elias Rosa, responsável direto em
negociar com os EUA.
Luiz Gonçalves (Luizinho), secretário Nacional de
Relações Sindicais da NCST, participou do encontro
no qual os representantes dos trabalhadores e
trabalhadoras defenderam a soberania brasileira e
hipotecaram total apoio ao discurso adotado pelo
presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente ao
ataque do presidente norte-americano.
Em sua opinião, o posicionamento firme do presidente
Lula, mostra para Donald Trump que os brasileiros e
brasileiras jamais aceitarão ser submissos aos
interesses estrangeiros. “A postura altiva e
soberana adotada pelo governo federal, bem como os
posicionamentos e iniciativas do Congresso Nacional
e do Supremo Tribunal Federal tem total apoio da
Nova Central”.
Luizinho comentou que no documento as centrais
sugerem o estímulo à produção nacional, o
reposicionamento do Brasil no mercado internacional
e o estabelecimento de metas para buscar novos
mercados frente ao tarifaço. Sendo que um ponto
considerado prioritário é a garantia de proteção a
classe trabalhadora e seus empregos.
“Pedimos que o governo exija a manutenção de
empregos como condição para empresas acessarem
programas de socorro devido às tarifas. Muitas das
propostas já tinham sido apresentadas no ano
passado, quando o primeiro tarifaço foi imposto
pelos Estados Unidos, agora mais do que nunca
reforçamos esta necessidade”, afirmou Luizinho.
Fonte: NCST-SP

04/08/2026 -
Ganho real prevalece nas negociações salariais em
2026
DIEESE aponta que 87,5% das negociações do
primeiro semestre garantiram reajustes acima da
inflação, reforçando a importância da negociação
coletiva
O primeiro semestre de 2026 confirmou a força da
negociação coletiva no Brasil. Levantamento do
DIEESE mostra que 87,5% dos reajustes salariais
superaram a inflação acumulada.
Ao todo, o estudo analisou 7.858 negociações
coletivas registradas até junho. Entretanto, a
variação real média caiu para 1,20%, menor resultado
observado neste ano.
Além disso, apenas uma pequena parcela das
negociações registrou reajustes iguais ou inferiores
ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),
preservando predominância dos ganhos reais
salariais.
Segundo o DIEESE, os resultados demonstram que
sindicatos mantiveram capacidade de negociação,
mesmo diante das oscilações econômicas, assegurando
avanços importantes para milhões trabalhadores
brasileiros.
Por outro lado, o boletim destaca desaceleração dos
ganhos médios reais ao longo dos meses. A tendência
indica maior cautela patronal nas mesas negociais
recentes.
Ainda assim, os dados reforçam que a negociação
coletiva permanece instrumento fundamental para
garantir recomposição salarial, ampliar direitos
trabalhistas e fortalecer o diálogo entre
trabalhadores empregadores.
Importância da organização sindical
Para especialistas, o desempenho das campanhas
salariais evidencia importância da organização
sindical, responsável por assegurar reajustes
superiores à inflação na ampla maioria das
negociações analisadas.
O levantamento integra o
Boletim Negociação nº 70, publicado pelo DIEESE,
com base nos acordos e convenções registrados até
junho de 2026, abrangendo diversas categorias.
Fonte: Rádio Peão Brasil

04/08/2026 -
Congresso retorna com dúvidas sobre PEC contra 6×1 e
prioridade para pautas do agro
Também é tida como prioridade dos congressistas a
PEC da Segurança Pública
O Congresso Nacional inicia o segundo semestre com
uma série de pendências para votação, como a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a jornada de trabalho 6×1, a PEC da Segurança
Pública e projetos da pauta do agronegócio. O
calendário apertado por causa das eleições, no
entanto, deve fazer a Casa priorizar temas com
consenso.
Oficialmente, a previsão era que os trabalhos
retornassem nesta semana. Até o momento, porém, não
há previsão de sessões deliberativas para os
próximos dias.
A ideia é que as votações no Senado e na Câmara dos
Deputados sejam retomadas na semana no dia 10, com
ritmo morno.
Entre os senadores, há um combinado para priorizar
projetos da pauta do agro, como a modernização do
seguro rural e o Programa de Desenvolvimento da
Indústria de Fertilizantes (Profert), que aguardam
votação no plenário.
Também é tida como prioridade a PEC da Segurança
Pública, para alterar competências dos entes
federativos na área de segurança e reorganizar
instrumentos de combate ao crime organizado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
ainda não deu sinalizações sobre quando pretende
pautá-la, mas pessoas próximas consideram que ele
tentará votá-la antes das eleições, pelo apelo
político.
Outro tema que permanece no radar é a PEC do marco
temporal para demarcação de terras indígenas,
defendida pela oposição e por parlamentares ligados
ao agronegócio. Alcolumbre sinalizou a intenção de
pautar o texto no segundo semestre.
PEC da 6X1 e minerais críticos
O governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula
da Silva (PT), concentrará esforços para avançar com
a PEC do fim da escala 6×1, uma de suas principais
bandeiras eleitorais em 2026. O projeto, no entanto,
segue sem ser despachado à Comissão de Constituição
e Justiça por Alcolumbre.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que ainda
persiste um mal-estar na relação entre o senador e
Lula que pode desacelerar o ritmo de tramitação.
Minerais
Na área econômica, outro projeto acompanhado de perto
pelo governo e pelo setor produtivo é o que institui
a Política Nacional de Minerais Críticos e
Estratégicos.
Câmara: PLP dos combustíveis e MEI
A Câmara ainda deve discutir o PLP dos Combustíveis,
que autoriza a União a usar receitas extraordinárias
obtidas pelo setor de petróleo e gás para compensar
a redução de tributos sobre a gasolina, o diesel, o
biodiesel e o etanol. A proposta envolve receitas de
royalties, Imposto de Exportação, Imposto sobre a
Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Antes do recesso, o líder do governo na Câmara,
Paulo Pimenta (PT-RS), ainda estudava a necessidade
de manter o projeto na pauta, devido ao vaivém da
guerra dos Estados Unidos contra o Irã. A decisão
naquele momento, portanto, foi a de deixar o assunto
para o segundo semestre legislativo. Na equipe
econômica do governo, a avaliação é de que não é
mais necessária a votação da proposta.
Os deputados também devem discutir se vão realizar a
votação sobre o projeto de lei que amplia o limite
de faturamento para microempreendedores individuais
(MEIs). Até o momento, o governo resiste à proposta
da Câmara de também atualizar o teto do Simples
Nacional, com a avaliação de que o impacto fiscal é
maior.
Também estão pendentes de apreciação a PEC que
permite a entidade nacional dos municípios a
ingressar com ações no Supremo Tribunal Federal
(STF) e o projeto que amplia ações de combate à
misoginia.
Fonte: Estadão Conteúdo

03/08/2026 -
Condições de trabalho melhoram, aponta Dieese
Melhoram as condições no mercado de trabalho
brasileiro. Aumenta o emprego, cresce a
formalização, sobe o salário, além da melhoria em
outros indicadores, como maior tempo de permanência
na ocupação.
A avaliação é do Dieese, por meio o ICT – Índice da
Condição de Trabalho. Levantamento foi iniciado em
2019 e sua publicação é trimestral.
A Agência Sindical falou com Victor Pagani,
diretor-adjunto responsável pelas relações sindicais
do Dieese. Segundo ele, houve piora durante os
governos Temer e Bolsonaro, mas melhorias
principalmente a partir de 2022.
Fator sindical – Para o técnico do Dieese, a
atuação sindical tem efeito concreto nessa retomada
e melhoria do ICT, por meio de conquistas como a
política de valorização real do salário mínimo,
isenção do imposto de renda sobre salários até R$ 5
mil e ganhos obtidos nas categorias.
O ICT-Dieese resulta da composição de três
dimensões: Inserção Ocupacional (formalização do
vínculo de trabalho, contribuição previdenciária,
tempo de permanência no trabalho); Desocupação
(desocupação e desalento, procura por trabalho há
mais de cinco meses, desocupação e desalento dos
responsáveis pelo domicílio); e Rendimento (por hora
trabalhada; concentração dos rendimentos do
trabalho).
Victor Pagani diz: “O balanço publicado mostra
evolução nas três dimensões. O avanço varia, mas tem
sido efetivo”. A informação vai ao encontro do
recente Caged, que aponta queda no desemprego, e
também da pesquisa do IBGE mostrando queda no número
de desalentados, muitos dos quais agora empregados
com Carteira assinada.
Um fator que Victor destaca como importante é o
aumento do tempo de permanência no emprego. Ele
explica: “O trabalhador com mais estabilidade no
emprego pode planejar sua vida pessoal e familiar.
Tem mais segurança pra adquirir bens e melhorar seu
padrão de vida”. Ele observa que a pesquisa do IBGE
também mostra aumento na renda salarial.
Economia – Crescimento econômico, controle
inflacionário e estabilidade política são outros
fatores que contribuem para a melhoria do ICT-Dieese.
Victor Pagani também valoriza a formalização dos
postos de trabalho, lembrando que esse trabalhador
passa a ter cobertura previdenciária e se beneficia
dos acordos coletivos de seus Sindicatos e da
Convenção Coletiva de Trabalho da sua categoria.
Para o técnico do Dieese, o fortalecimento do Estado
é outro fator que contribui na melhoria do mercado
de trabalho. Entre os avanços, ele cita a recriação
do Ministério do Trabalho e Emprego, o que
possibilita fiscalização mais efetiva no combate a
fraudes trabalhistas.
Mais – Site do Dieese ou telefone (11)
3821.2199
Fonte: Agência Sindical

03/08/2026 -
DIAP atualiza mapa da reeleição no Congresso
Nacional
Levantamento aponta 451 deputados federais em
exercício como pré-candidatos à reeleição, o
equivalente a 87,91% da atual composição da Casa.
O Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (DIAP) atualizou o estudo "Raio-X das
Candidaturas no Congresso Nacional", trazendo um
novo panorama das intenções de candidatura dos
parlamentares para as eleições de 2026. A nova
versão do levantamento identifica 451 deputados
federais em exercício como pré-candidatos à
reeleição, o que representa 87,91% dos atuais
ocupantes de mandato na Câmara dos Deputados. O
percentual supera o registrado na divulgação
anterior e reforça a tendência de baixa renovação da
Casa na próxima legislatura.
A atualização também aprimora a organização das
informações, tornando mais clara a identificação dos
parlamentares que efetivamente exercem mandato. A
nova coluna "Situação" diferencia deputados
titulares, efetivados, suplentes em exercício,
licenciados e aqueles que já não exercem mandato,
permitindo uma leitura mais precisa do cenário
eleitoral.
Ao todo, o levantamento considera 512 deputados em
exercício, distribuídos entre 476 titulares, 19
deputados efetivados e 17 suplentes em exercício.
Desse universo, 451 manifestam intenção de disputar
um novo mandato na Câmara dos Deputados. Os demais
optaram por outros projetos eleitorais, como
candidaturas ao Senado, aos governos estaduais, às
assembleias legislativas, às vice-governadorias, à
Vice-Presidência da República ou decidiram não
concorrer nas eleições deste ano.
Segundo a análise do DIAP, o elevado índice de
recandidaturas é influenciado por um conjunto de
fatores institucionais e políticos. Entre eles estão
as mudanças promovidas na legislação eleitoral, o
limite de candidaturas por partido ou federação, o
fortalecimento das cláusulas de desempenho e as
vantagens inerentes ao exercício do mandato, como
maior visibilidade política, acesso à estrutura
parlamentar e aos instrumentos de atuação
legislativa. Esses elementos tendem a favorecer a
permanência de parlamentares já eleitos e reduzir o
espaço para novos candidatos.
O estudo também destaca que a estratégia dos
partidos passou por ajustes em razão das novas
regras eleitorais. Fusões, federações e redefinição
das chapas proporcionais fazem parte do cenário que
antecede as eleições de 2026, com impacto direto na
formação das bancadas e nas perspectivas de
renovação do Congresso Nacional.
Para o DIAP, o atual patamar de 87,91% de
pré-candidaturas à reeleição reforça a expectativa
de que a Câmara dos Deputados registre uma renovação
inferior à média histórica observada desde a década
de 1990. Historicamente, deputados que buscam um
novo mandato apresentam elevados índices de sucesso
eleitoral, circunstância que, associada às regras
vigentes, tende a preservar boa parte da composição
atual da Casa.
A versão atualizada do Raio-X das Candidaturas no
Congresso Nacional integra a série de estudos
preparatórios elaborados pelo DIAP para acompanhar o
processo eleitoral de 2026. Além de apresentar a
situação individual de cada parlamentar, a
publicação oferece subsídios para compreender as
tendências da disputa, o comportamento das bancadas
e os possíveis reflexos da eleição sobre a
composição do próximo Congresso Nacional.
Fonte: Diap

03/08/2026 -
Lucro do FGTS começa a cair na conta
A Caixa Econômica Federal começou nesta sexta (31/7)
a depositar R$ 13,04 bilhões para cerca de 138,2
milhões de trabalhadores que têm saldo do Fundo de
Garantia (FGTS). O Conselho Curador aprovou a
distribuição de R$ 13 bilhões do lucro obtido pelo
Fundo em 2025. Os depósitos serão realizados pela
Caixa até 31 de agosto.
Quem tem direito?
Todos os trabalhadores que tinham saldo em uma ou mais
contas do FGTS em 31 de dezembro de 2025. Quem
possuía mais de uma conta vinculada também tem
direito ao crédito em cada uma delas,
proporcionalmente ao saldo.
Não é necessário fazer solicitação ou cadastro para
receber o valor.
Quanto?
O valor varia de acordo com o saldo existente na conta
em 31 de dezembro de 2025. Quanto maior o saldo,
maior a parcela do lucro recebida. Na prática, quem
tinha R$ 1 mil no FGTS receberá cerca de R$ 18,68,
enquanto um saldo de R$ 100 mil renderá
aproximadamente R$ 1.868,34.
O dinheiro será incorporado automaticamente ao saldo
do FGTS. Após o depósito, o trabalhador poderá
consultar o crédito pelo aplicativo FGTS ou pelos
canais digitais da Caixa. O banco tem até 31 de
agosto para creditar os valores nas contas do FGTS.
Não há necessidade de qualquer solicitação por parte
do trabalhador.
Dá pra sacar o dinheiro?
Não imediatamente. O lucro distribuído passa a
integrar o saldo da conta do FGTS e segue as mesmas
regras dos demais recursos do Fundo. Ou seja, o
saque só poderá ocorrer nas situações previstas em
lei, como demissão sem justa causa, compra da casa
própria, aposentadoria, doenças graves e outras
hipóteses autorizadas.
O saldo pode ser consultado pelo aplicativo oficial
do FGTS, disponível para celulares Android e iPhone
(iOS), ou pelo internet banking da Caixa Econômica
Federal. Quem ainda não utiliza o aplicativo deve
fazer cadastro com CPF, dados pessoais e uma senha
de acesso. Após a liberação do crédito, o valor
aparecerá automaticamente no extrato da conta.
Distribuição
Desde 2016, parte do lucro anual do FGTS é distribuída
aos trabalhadores para complementar a remuneração
básica do fundo, formada pela Taxa Referencial (TR)
mais juros de 3% ao ano.
Com a distribuição dos lucros, a rentabilidade total
do FGTS em 2025 ficará em 6,90%, acima da inflação
oficial, medida pelo IPCA, que fechou o ano em
4,26%.
Mais – Site da Caixa Econômica Federal ou app
do FGTS.
Fonte: Agência Sindical

03/08/2026 -
Nova lei prevê reforço na divulgação de telefone
para denúncias de violência contra mulher
A nova norma exige que o Ligue 180 seja divulgado
em meios de comunicação e locais de grande
circulação de pessoas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou,
sem vetos, a Lei 15.478/26, que obriga o poder
público a divulgar o telefone exclusivo para
denunciar violência contra a mulher em locais
públicos e privados de grande circulação de pessoas.
O texto foi publicado no Diário Oficial da União
(DOU) desta quinta-feira (30).
O Ligue 180, criado em 2005, é a principal forma de
acesso a serviços públicos para enfrentamento à
violência contra a mulher. A nova norma exige
divulgação do Ligue 180 em meios de comunicação e
locais de grande circulação de pessoas.
A medida decorre do Projeto de Lei 5465/16, da
deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), aprovado com
alterações feitas por comissões da Câmara dos
Deputados. A versão final obteve aval do Senado.
Fonte: Agência Câmara

03/08/2026 -
Negociação coletiva: análise aponta ajustes ao PL
1.893/2026
Nota técnica avalia o novo parecer do relator e
propõe aperfeiçoamentos para fortalecer a
representação sindical.
O DIAP disponibiliza
nota técnica que analisa as mudanças promovidas no
Projeto de Lei nº 1.893/2026, responsável por
regulamentar a negociação coletiva nas relações de
trabalho do setor público. O estudo examina a
evolução do texto apresentado pelo relator, os
limites constitucionais da participação de
sindicatos e associações nas negociações e propõe
aperfeiçoamentos para assegurar maior segurança
jurídica, representatividade e conformidade com a
Constituição e a Convenção nº 151 da OIT. Leia a
íntegra da nota técnica e conheça a análise completa
sobre um dos temas mais relevantes para as relações
de trabalho no serviço público.
Fonte: Diap

03/08/2026 -
Tomador de serviço não é responsável por
descumprimento de acordo coletivo
Não cabe a responsabilização subsidiária da tomadora
do serviço no caso de descuprimento de obrigações
assumidas pela empresa prestadora do serviço em
convenção coletiva.
A partir dessa premissa, o juiz Charbel Chater, da
22ª Vara do Trabalho de Brasília, condenou uma
empresa a garantir o plano de saúde ambulatorial
previsto em convenção coletiva aos seus empregados.
Ele também determinou que a ré pague as multas
previstas no acordo para o caso de descumprimento da
cláusula.
A ré no processo é uma empresa terceirizada
contratada pela União para prestar serviços ao
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços
Públicos (MGI). Pelo acordo firmado com o tomador do
serviço, a fornecedora deveria se responsabilizar
pelos dispositivos previstos em convenção coletiva —
um deles, a cláusula 18, instituía a obrigação da
empresa de fornecer plano ambulatorial aos
trabalhadores terceirizados.
No entanto, a empresa não cumpriu o acordo. E,
diante da inércia da empregadora, o Sindicato das
Secretárias e dos Secretários do Distrito Federal
oficiou a ré para pedir o cumprimento imediato da
cláusula. Em resposta, a prestadora de serviços
respondeu que “a demanda foi remetida à consultoria
jurídica do MGI, para apreciação e manifestação
quanto às medidas cabíveis”. Na sequência, a
entidade sindical ajuizou uma ação coletiva.
Tomadora não é responsável
Na decisão, o juiz observou que era responsabilidade
da ré cumprir as cláusulas do contrato com a União.
Segundo Charbel Chater, caso não concordasse com as
normas, a empresa deveria solicitar o aditamento do
contrato.
A ação coletiva também pedia a responsabilização
subsidiária da União, já que ela era a tomadora do
serviço, mas esse pedido foi rejeitado pelo
julgador. Ele frisou que isso só seria possível se a
matéria analisada fosse o descumprimento de
contratos individuais — envolvendo salários e
férias, por exemplo. Por se tratar de obrigação
coletiva, a responsabilidade da tomadora do serviço
deve ser afastada.
O juiz fixou o prazo de 60 dias para que a empresa
ré cumpra o previsto na convenção coletiva, além de
pagar os valores retroativos e as multas previstas
no acordo.
O escritório Gabriel & Souza Advogados atuou em
favor dos trabalhadores na ação coletiva.
Clique
aqui para ler a sentença
Processo 0000437-63.2026.5.10.0022
Fonte: Consultor Jurídico

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