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Blog - Notícias Anteriores - Setembro 2026
02/09/2026 -
Centrais intensificam pressão no Senado pelo fim da
escala 6x1
As centrais sindicais intensificaram nesta
terça-feira (1º), em Brasília, a mobilização pelo
fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de
trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução
salarial.
A presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Sônia Zerino, participou das
atividades no Senado Federal acompanhada pelo
Diretor de Relações Institucionais, Moacyr Roberto
Tesch Auersvald, pelo Diretor de Finanças, Wilson
Pereira, e por outros dirigentes da entidade. A
mobilização reuniu presidentes e representantes das
centrais sindicais em defesa da proposta.
A mobilização ocorre às vésperas da análise da PEC
221/2019 pela Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) do Senado, prevista para esta
quarta-feira (2). O relator, senador Omar Aziz
(PSD-AM), apresentou parecer favorável à proposta.
Durante a mobilização, os dirigentes percorreram
gabinetes e foram recebidos por senadores, entre
eles Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM) e
Renan Calheiros (MDB-AL), para apresentar a pauta e
buscar apoio à aprovação da PEC.
Trabalho de convencimento
O diretor de Relações Institucionais da NCST, Moacyr
Roberto Tesch Auersvald, destacou a articulação
realizada junto aos parlamentares.
“Nós estamos aqui no Senado Federal com a presidente
da Nova Central, Sônia Zerino, e com o presidente da
Contratuh, Wilson Pereira, fazendo um trabalho de
convencimento aos senadores, porque amanhã será
votado o fim da 6x1. Estamos tendo uma repercussão
muito positiva. Já estivemos com o senador Otto
Alencar, com o senador Omar Aziz, fomos recebidos
pelo senador Renan Calheiros e estamos correndo
rapidamente aos gabinetes.”
Moacyr também reforçou a importância da unidade do
movimento sindical. “Gostaríamos de agradecer à Nova
Central, à Contratuh e aos companheiros que estão
aqui colaborando com o nosso trabalho. Nós estamos
juntos, porque juntos somos fortes.”
Mobilização precisa continuar
Para Wilson Pereira, a mobilização precisa ser
ampliada para garantir apoio à proposta nas próximas
etapas de votação.“É um trabalho dignificante e que
está muito bem apresentado. A gente viu, inclusive,
por parte de vários senadores, a perspectiva de ser
aprovado. É um trabalho que tem que ser realizado.
Por isso, estamos chamando todos os dirigentes
sindicais da União para que conversem com seus
senadores, façam contato e peçam a aprovação amanhã
na Comissão de Constituição e Justiça.”
O dirigente ressaltou que, após a CCJ, a mobilização
deverá continuar no plenário do Senado.“Logicamente,
depois vamos para o plenário, para o Senado, e temos
que trabalhar todos os senadores para que seja
aprovada essa PEC.”
Sônia Zerino destaca importância para as mulheres
A presidente da NCST, Sônia Zerino, reforçou a
necessidade de pressão junto aos senadores e
destacou os impactos da redução da jornada,
especialmente para as mulheres.
“Nós estamos aqui numa ação concentrada, trabalhando
com os senadores, pedindo apoio para que amanhã a
Comissão de Constituição e Justiça aprove o fim da
escala 6x1, sem redução do salário. Precisamos que
os companheiros, nas suas bases, continuem fazendo a
pressão por e-mail, pedindo aos senadores dos seus
estados o apoio.”
Sônia também destacou que a redução da jornada
representa melhores condições de trabalho e mais
tempo para descanso e convivência familiar.
“Melhores condições de trabalho significam ter dois
dias de folga na semana, principalmente para nós,
mulheres, que temos a dupla, a tripla jornada.
Trabalhamos uma jornada fora e ainda temos as
responsabilidades de casa e da família.”
Vigília no Senado
As centrais sindicais realizam vigílias em frente ao
Anexo II do Senado nesta terça, quarta e
quinta-feira, a partir das 14h.
A NCST orienta trabalhadores e dirigentes sindicais
a manterem a mobilização e pressionarem os senadores
pela aprovação da PEC.
Fonte: NCST

02/09/2026 -
Orçamento de 2027 expõe aperto fiscal e mantém juros
nas alturas
PLOA prevê salário mínimo de R$ 1.741,
inflação de 3,6%, PIB de 2,46% e Selic média de
12,53%.
Emendas parlamentares consomem R$ 44,8 bilhões
O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional,
nesta segunda-feira (31), no limite do prazo
constitucional, o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária
Anual) de 2027. A proposta combina tentativa de
manter as contas públicas sob controle com cenário
ainda marcado por juros elevados, crescimento
moderado e forte pressão sobre as despesas
obrigatórias.
O texto projeta superávit primário efetivo de R$
18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB (Produto
Interno Bruto). Consideradas as despesas que podem
ser legalmente excluídas do cálculo da meta, o
resultado sobe para R$ 83,4 bilhões, ou 0,56% do
PIB; R$ 10,1 bilhões acima do centro da meta, fixado
em 0,5% do PIB, cerca de R$ 73,2 bilhões.
A engenharia fiscal, contudo, revela o tamanho das
restrições impostas ao próximo governo. O PLOA
estabelece limite de R$ 2,576 trilhões para as
despesas primárias, alta de 7,7% sobre o limite de
2026, resultado da combinação da inflação acumulada
de 4,64% até junho com o crescimento real de 2,5%
permitido pelo arcabouço fiscal.
Juros ainda muito altos
O cenário macroeconômico projetado, portanto, pelo
governo prevê PIB crescendo 2,46%, inflação de 3,6%,
dólar médio a R$ 5,22 e Selic média de 12,53% em
2027. A estimativa para os juros, embora inferior
aos níveis atuais, continua elevada e representa um
dos principais obstáculos à expansão mais vigorosa
da economia.
A própria projeção de crescimento merece atenção:
enquanto o governo trabalha com avanço de 2,46%, o
mercado estima expansão de apenas 1,50%. A diferença
evidencia que parte importante da aposta
orçamentária depende de atividade econômica mais
forte do que a esperada pelos agentes privados.
O quadro é agravado pelo custo da dívida pública. A
dívida bruta chegou a 82,5% do PIB em julho, maior
patamar em 5 anos, segundo o Banco Central. O
resultado mostra que a geração de superávits
primários, embora necessária, não resolve sozinha o
problema quando os juros permanecem elevados.
Salário mínimo
O salário mínimo está projetado em R$ 1.741, aumento
nominal de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$
1.621. O reajuste incorpora ganho real e segue a
política de valorização do piso nacional. O valor
definitivo, porém, somente será conhecido após a
divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor) de novembro.
O aumento tem efeito direto sobre aposentadorias,
pensões, BPC e outros benefícios vinculados ao
mínimo. Segundo estimativas divulgadas pelo governo,
cada R$ 1 de aumento representa cerca de R$ 413,2
milhões de impacto nas despesas públicas.
O reajuste, portanto, cumpre função econômica e
social importante ao elevar a renda de milhões de
brasileiros, mas também pressiona as despesas
obrigatórias. É justamente nesse ponto que a
política de valorização do salário mínimo entra em
choque com a lógica de contenção imposta pelo
arcabouço fiscal.
Emendas engordam o Orçamento
Outro ponto de tensão está nas emendas parlamentares.
O PLOA reserva R$ 44,8 bilhões para emendas
individuais e de bancada. São R$ 4 bilhões a mais
que o previsto inicialmente no Orçamento de 2026. O
montante ainda pode crescer durante a tramitação,
com a inclusão de emendas de comissão.
O contraste é evidente: enquanto o Executivo impõe
limites ao crescimento de despesas e busca controlar
gastos obrigatórios, parcela expressiva do Orçamento
permanece sujeita à disputa política no Congresso.
Nos últimos anos, o valor das emendas efetivamente
aprovado pelo Legislativo superou as previsões
originais do governo. Em 2025, chegou a R$ 53
bilhões e, em 2026, a R$ 61 bilhões.
Isso transforma a discussão orçamentária também numa
disputa por espaço político. O Congresso terá poder
significativo para alterar prioridades, deslocar
recursos e ampliar a fatia destinada às emendas,
reduzindo a margem de manobra do Executivo.
LDO atrasada
A tramitação do Orçamento começa sob anomalia: o
Congresso ainda não aprovou a LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias) de 2027, que deveria ter sido votada
até 17 de julho. Com o atraso, LDO e LOA deverão
tramitar conjuntamente na CMO (Comissão Mista de
Orçamento) do Congresso.
A situação reforça característica recorrente da
política orçamentária brasileira: o calendário
constitucional é rígido para o Executivo, mas
frequentemente submetido à negociação política no
Legislativo.
A expectativa é que a CMO analise as propostas ao
longo do segundo semestre, com apresentação de
emendas e relatórios setoriais, antes da votação
final pelo Congresso até dezembro.
Desafio de 2027
Mais do que simples peça contábil, o PLOA de 2027
apresenta o retrato das escolhas que estarão em
disputa no próximo ano. De um lado, o governo
promete responsabilidade fiscal, crescimento real
das despesas dentro do arcabouço e resultado
primário positivo.
De outro, enfrenta juros ainda muito altos, dívida
crescente, despesas obrigatórias pressionadas e
Congresso que controla parcela cada vez maior dos
recursos orçamentários. Isso é uma anomalia ou
jabuticaba.
Em nenhum país relevante do mundo, o parlamento tem
poder orçamentário nesse nível.
O Orçamento prevê ganho real para o salário mínimo,
mas em patamar ainda distante das necessidades de
uma família trabalhadora. Ao mesmo tempo, reserva
quase R$ 45 bilhões para emendas parlamentares.
A contradição revela que o problema fiscal
brasileiro não pode ser reduzido simplesmente ao
tamanho das despesas sociais: envolve também o custo
dos juros, a estrutura tributária, a dívida pública
e a crescente apropriação política do orçamento,
pelo Poder Legislativo.
Como resumiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o
governo pretende manter o ganho real do salário
mínimo e, simultaneamente, controlar o crescimento
das demais despesas obrigatórias.
O desafio, porém, será transformar essa equação em
realidade. Afinal, não basta produzir superávit no
papel se o crescimento continuar limitado e os juros
consumirem parcela elevada dos recursos públicos. O
debate sobre o Orçamento de 2027 será, assim, também
disputa sobre que País se pretende construir e quem
pagará a conta do ajuste.
Fonte: Diap

02/09/2026 -
PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre,
mostra IBGE
Em 12 meses, alta é de 1,9%
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo
trimestre de 2026 na comparação com o primeiro
trimestre.
Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto
Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços
produzidos no país, apresenta alta de 2%.
No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve
expansão de 1,9%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4
trilhões no segundo trimestre.
No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na
comparação com a primeira metade de 2025.
O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com
instituições do mercado financeiro, divulgado nesta
segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar
com crescimento do PIB de 1,92%.
Matéria completa:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/pib-do-brasil-cresce-05-no-segundo-trimestre-mostra-ibge
Fonte: Agência Brasil

02/09/2026 -
Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho,
aponta Caged
Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do
Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de
trabalho com carteira assinada foram abertos em
julho. O indicador mede a diferença entre
contratações e demissões.
O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o
país criou 137.044 empregos.
A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a
julho do ano passado, pressionada pelos juros altos
e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de
2025, tinham sido criados 133.932 postos de
trabalho, nos dados com ajuste, que consideram
declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o
resultado mais baixo da série. A mudança da
metodologia no Caged impede a comparação com anos
anteriores a 2020.
Fonte: Agência Brasil

01/09/2026 -
Domingo de mobilização reforça pressão pelo fim da
escala 6x1
Trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas de
diversas cidades brasileiras neste domingo (30) para
defender o fim da escala 6x1 e pressionar o Senado
pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) nº 221/2019. Os atos foram organizados pelas
centrais sindicais, pelas Frentes Brasil Popular e
Povo sem Medo e pelo movimento Vida Além do Trabalho
(VAT).
A mobilização ocorre às vésperas de uma semana
decisiva para a proposta, que prevê a redução da
jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais,
sem redução salarial. A expectativa é que a PEC seja
votada pelo Senado nos primeiros dias de setembro. O
primeiro passo será dado na Comissão de Constituição
e Justiça (CCJ), que tem votação prevista para esta
quarta-feira (2/9).
Para que a proposta avance no Senado, serão
necessários pelo menos 49 votos favoráveis, entre os
81 integrantes da Casa. Por isso, as entidades
sindicais defendem o fortalecimento da mobilização e
a ampliação da pressão sobre os parlamentares.
Na capital paulista, milhares de pessoas
participaram do ato realizado na Avenida Paulista. A
manifestação reuniu trabalhadores, representantes de
movimentos sociais e dirigentes das centrais
sindicais, que reforçaram a importância da
mobilização popular na reta final da campanha pela
redução da jornada e pelo fim da escala 6x1.
NCST reforça mobilização
O vice-presidente da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Nailton Francisco de Souza
(Porreta), destacou que a votação entra agora em uma
fase decisiva e afirmou que a mobilização dos
trabalhadores será fundamental para garantir um
resultado favorável no Senado.
Segundo o dirigente, as centrais sindicais e os
sindicatos filiados irão intensificar as ações ao
longo da semana, levando informação à população e
ampliando a pressão sobre os senadores.
“Semana que vem os senadores irão votar ou não, o
fim da escala seis por um. E o resultado positivo
vai depender muito da nossa mobilização. A partir de
amanhã as centrais sindicais e os sindicatos
filiados às centrais sindicais estarão distribuindo
jornais, panfletos e mobilizando a população.”
Nailton também anunciou novas atividades de
mobilização na capital paulista. Nesta segunda-feira
(31), os trabalhadores estarão no Largo da
Concórdia. Na terça-feira (1º/9), a ação será
realizada no Parque Dom Pedro. Já na quarta-feira
(2), dia previsto para a votação na CCJ, a
mobilização ocorrerá no Lago Treze.
A agenda faz parte do esforço das entidades
sindicais para manter a pressão sobre o Congresso e
ampliar o apoio à PEC. A mobilização nas ruas busca
reforçar uma mensagem aos senadores: a redução da
jornada e o fim da escala 6x1 são reivindicações dos
trabalhadores e devem avançar no Senado.
Fonte: NCST

01/09/2026 -
Oposição tenta manter 44 horas e ampliar exceções na
PEC da escala 6x1
Emendas alongam transição, ampliam espaço para
acordos e flexibilizam segundo dia de descanso.
Relator defende manutenção do texto aprovado pela
Câmara. Proposta abre pauta da CCJ do Senado na
quarta-feira.
Senadores de oposição lideram uma tentativa de
flexibilizar pontos centrais da PEC que acaba com a
escala 6x1, primeiro item da pauta da Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2).
As propostas tentam manter a jornada de 44 horas em
algumas situações, ampliar o espaço para negociação
entre patrões e empregados, criar exceções e
estender o prazo para a chegada ao limite de 40
horas semanais.
A PEC 221/2019 recebeu 25 emendas. Izalci Lucas
(PL-DF) apresentou nove, Oriovisto Guimarães
(PSDB-PR), seis, Hermes Klann (PL-SC), três, e
Hamilton Mourão (Republicanos-RS), uma. Juntos,
concentram 19 propostas.
O texto aprovado pela Câmara reduz de 44 para 40
horas a jornada máxima semanal e garante dois dias
de repouso remunerado, sem redução salarial. A
transição dura 14 meses: o teto cai para 42 horas
dois meses após a promulgação e chega a 40 horas um
ano depois. A proposta já admite alguma
flexibilização por acordo ou convenção coletiva. As
emendas da oposição procuram ampliar esse espaço e
criar novas exceções.
Veja as emendas apresentadas à PEC do fim da escala
6x1.
Manutenção das 44 horas
Izalci quer preservar na Constituição o atual limite
de 44 horas semanais e deixar eventual redução para
acordo ou convenção coletiva. Na prática, a emenda
retiraria da PEC a redução obrigatória para 40
horas.
Oriovisto também propõe exceções ao novo teto. Uma
de suas emendas permite jornadas de até 44 horas por
lei, acordo ou convenção coletiva em setores como
saúde, transporte, segurança, comércio, hotelaria,
agronegócio e serviços essenciais.
Mais tempo para chegar às 40 horas
Oriovisto propõe reduzir uma hora por ano: 43 horas no
primeiro ano, 42 no segundo, 41 no terceiro e 40
apenas no quarto. O texto da Câmara conclui a
transição em 14 meses.
Izalci apresentou proposta semelhante, também
levando a jornada às 40 horas no quarto ano e
preservando durante a transição acordos e convenções
já em vigor. O senador do PL do Distrito Federal
aceita o limite de 40 horas em uma de suas
propostas, mas permite que a escala seja definida
até por acordo individual escrito.
Hamilton Mourão quer autorizar, mediante negociação
coletiva, jornadas como 12x36 e escalas 4x4 e 3x3.
Oriovisto também propõe mais liberdade para acordos
e convenções organizarem a distribuição da jornada.
Segundo dia de descanso também é alvo
Izalci tenta modificar outro ponto central da PEC. Em
suas emendas, mantém dois dias sem trabalho, mas
permite que apenas um seja considerado repouso
semanal remunerado em determinadas situações.
O segundo poderia ser tratado como dia útil não
trabalhado, sem os mesmos reflexos sobre outras
parcelas remuneratórias e sobre o FGTS.
As outras seis propostas foram apresentadas por
Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Laércio Oliveira (PP-SE)
e Mara Gabrilli (PSD-SP), com duas cada. Mara, por
exemplo, propõe regras próprias de transição e
jornada para cuidadores.
Relator quer preservar texto da Câmara
Relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM) já sinalizou
resistência às mudanças. O parecer apresentado na
quinta-feira (27) recomenda a aprovação integral do
texto da Câmara e rejeita as 12 primeiras emendas.
As outras 13 foram apresentadas depois e
encaminhadas ao relator. Até agora, o parecer
disponível no Senado ainda não se manifesta sobre
elas.
A estratégia de Omar Aziz é evitar mudanças de
mérito e uma nova passagem pela Câmara. A PEC ainda
precisa de dois turnos no Plenário do Senado, com ao
menos 49 votos em cada um. Se prevalecer a posição
do relator, o texto poderá seguir para promulgação.
Se o Senado aprovar alguma mudança de mérito, terá
de voltar à Câmara.
Fonte: Congresso em Foco

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