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Blog - Notícias Anteriores - Outubro 2026
23/10/2026 -
MTP libera participação eleitoral sindical
O Ministério Público do Trabalho reafirmou que os
Sindicatos têm direito de manifestar posicionamentos
políticos durante as eleições, respeitando a
legislação eleitoral.
Segundo a Nota Técnica PGT/MPT 6/2026, de 21 de
outubro, a liberdade sindical também assegura às
entidades participação ativa no debate político e
democrático.
O documento destaca que organizações sindicais podem
apoiar ou se opor a candidaturas, manifestando suas
posições sobre projetos políticos que afetam os
trabalhadores.
Legitimidade
O MPT reconhece a legitimidade dos Sindicatos para
defender propostas de governo, especialmente as
relacionadas aos direitos trabalhistas, condições de
trabalho e emprego.
Dirigentes e entidades sindicais possuem proteção
contra censura e intimidação, não podendo sofrer
punições por expressar posicionamentos políticos de
maneira legítima publicamente.
Mas a legislação eleitoral fixa limites para essa
participação, proibindo entidade sindical de doações
financeiras ou contribuições econômicas ao
financiamento de campanhas eleitorais.
Trabalhadores e democracia
O Ministério Público reforça a importância da
liberdade de expressão sindical e reconhece o papel
das entidades à sociedade democrática.
Permitida também que sindicatos apresentem
reivindicações, debatam propostas e defendam
políticas públicas capazes de melhorar as condições
de vida da classe trabalhadora brasileira.
A Nota destaca que o exercício legítimo da atividade
sindical não deve sofrer restrições indevidas, desde
que respeite as normas estabelecidas pela legislação
eleitoral vigente.
Por fim, o material sintetiza a importância dessa
participação com a mensagem: “Defender os
trabalhadores também é participar da democracia”,
reafirmando o compromisso com direitos sociais.
A NOTA NA ÍNTEGRA –
Clique aqui e leia a Nota Técnica PGT/MPT 6/2026
Fonte: Agência Sindical

23/10/2026 -
A jornada de trabalho entra para história e para
disputa pelo Brasil
Vitória por 75 a 1 no Senado marca conquista
histórica dos trabalhadores, mas avanço enfrenta
risco de retrocesso na disputa eleitoral e na
composição do Congresso.
A aprovação, pelo Senado, dia 14, da redução da
jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, por
retumbante placar de 75 votos a 1, não foi
acontecimento trivial. É o resultado de saga de
lutas sociais e sindicais que atravessa décadas e
remonta à Assembleia Nacional Constituinte de
1987-1988, quando a mobilização dos trabalhadores
conquistou a redução da jornada semanal de 48 para
44 horas semanais.
De lá para cá, passaram-se quase 5 décadas. Não é
pouco tempo ou pouca coisa do ponto de vista
histórico.
O que está em jogo agora, portanto, vai muito além
de mudança na organização do trabalho. Trata-se de
conquista civilizatória, construída contra a
resistência dos setores empresariais que,
historicamente, tratam o tempo de vida dos
trabalhadores como extensão dos interesses do
capital.
A dimensão desse feito merece dissertações de
mestrado, teses de doutorado e estudos que recuperem
a trajetória de gerações de trabalhadores,
dirigentes sindicais e parlamentares comprometidos
com a ampliação de direitos.
Não se trata de equiparar acontecimentos de
naturezas distintas, mas de reconhecer que as
grandes transformações sociais, assim como outros
momentos decisivos da história, alteram relações de
poder e abrem novos horizontes para a humanidade.
A redução da jornada e o fim da escala 6×1 podem
representar uma dessas mudanças. Afinal, trabalhar
menos não significa apenas dispor de mais horas de
descanso. Significa ampliar o tempo para conviver
com a família, estudar, cuidar da saúde, participar
da vida comunitária e exercer plenamente a
cidadania.
Significa, sobretudo, afirmar que a vida não pode
ser subordinada indefinidamente à lógica do lucro,
que apenas o capital se apropria.
Tempo livre também é direito
A escala 6×1, que submete milhões de trabalhadores a 6
dias de trabalho para apenas 1 de descanso,
tornou-se símbolo de realidade incompatível com as
possibilidades de sociedade que dispõe de mais
tecnologia, produtividade e conhecimento do que em
qualquer outro momento da história.
Se a humanidade desenvolveu instrumentos capazes de
produzir mais em menos tempo, por que os ganhos
dessa evolução devem beneficiar quase exclusivamente
os donos do capital? Por que o avanço tecnológico
precisa significar, para tantos trabalhadores,
intensificação do ritmo de trabalho, insegurança e
exaustão?
A resposta passa pela disputa sobre quem se apropria
da riqueza produzida coletivamente. A redução da
jornada sem redução salarial enfrenta precisamente
esse problema: busca distribuir de maneira mais
justa os frutos do desenvolvimento econômico e
tecnológico.
Não por acaso, a resistência empresarial foi tão
intensa. O argumento de que a mudança seria
inviável, destruiria empregos ou comprometeria a
economia repete a velha fórmula usada contra
direitos trabalhistas em diferentes épocas.
A mesma lógica acompanhou a luta pelo fim da
escravidão, pela limitação da jornada, pelo descanso
semanal remunerado, pelas férias e pelo 13º salário.
Direitos que hoje parecem elementares também foram
apresentados, em seu tempo, como ameaças à
sobrevivência das empresas. A história demonstra que
a resistência dos interesses estabelecidos não é
prova de que a conquista seja impossível, mas
frequentemente de que essa altera a distribuição de
poder e renda.
Conquista e as urnas
É nesse contexto que a redução da jornada e o fim da
escala 6×1 adquirem importância capital e decisiva
para a reta final da disputa presidencial de 2026.
A vitória no Senado não encerra a batalha. Abre nova
etapa, na qual a sociedade precisará defender o
avanço conquistado e impedir que a correlação de
forças políticas transforme essa vitória social em
mais uma promessa frustrada.
A eleição, portanto, não se resume à escolha de
presidente. Envolve também a definição do rumo dos
direitos sociais, das relações de trabalho e do
papel do Estado na construção do País com menos
desigualdade.
De um lado, está a perspectiva de consolidar a
conquista, assegurar sua implementação e avançar na
melhoria das condições de vida dos trabalhadores. De
outro, a possibilidade de um governo de Flávio
Bolsonaro (PL), apoiado por Congresso de perfil
fortemente e majoritariamente reacionário, abrir
caminho para desmontar direitos e reverter avanços
obtidos a duras penas.
Não se deve tratar como fato consumado eventual
revogação da medida. Mas tampouco se pode ignorar o
risco político. Um governo comprometido com a agenda
de desregulamentação do trabalho, respaldado por
maioria parlamentar hostil aos direitos sociais,
teria instrumentos para tentar restringir o alcance
da conquista, alterar sua regulamentação ou promover
retrocessos legislativos.
É justamente por isso que o resultado eleitoral
importa. Eventual vitória de Flávio Bolsonaro não
significaria, automaticamente, o fim da redução da
jornada, mas poderia criar condições políticas para
ofensiva contra essa e outras conquistas da classe
trabalhadora.
A experiência brasileira recente, marcada por
reformas que destruíram direitos e enfraqueceram a
proteção social, recomenda que ninguém subestime
esse perigo.
Congresso e luta de classes
O placar de 75 a 1 no Senado revela a força social que
a reivindicação alcançou. Mas seria erro interpretar
essa votação como prova de que o Congresso, em sua
maioria, abandonou a agenda de retrocessos ou passou
a defender os interesses dos trabalhadores.
A votação expressiva também pode refletir o peso da
pressão popular, a força da mobilização sindical e o
custo eleitoral de se opor abertamente à demanda que
conquistou amplo apoio. Em ano eleitoral,
parlamentares sabem que votar contra medidas dessa
natureza pode ter consequências nas urnas.
É preciso, portanto, distinguir o voto favorável à
proposta da disposição efetiva de defendê-la até o
fim. A história política brasileira está repleta de
exemplos de forças que, diante da pressão social,
recuam momentaneamente, mas voltam à ofensiva quando
encontram condições e ambientes mais favoráveis.
O Congresso eleito em outubro de 2026 poderá ser
ainda mais hostil aos direitos sociais. Se essa
composição se combinar com governo de extrema
direita, o risco de retrocesso será considerável. A
defesa da conquista exigirá vigilância permanente,
mobilização sindical, participação popular e pressão
sobre os representantes eleitos.
Vitória que precisa ser defendida
A redução da jornada e o fim da escala 6×1 não
pertencem, isoladamente, a um partido, a um governo
ou a um grupo de parlamentares. Trata-se de
conquista da classe trabalhadora, fruto de luta
coletiva que atravessou gerações. Mas o
reconhecimento de sua origem não elimina a dimensão
política de sua defesa: direitos não sobrevivem por
inércia, muito menos quando interesses poderosos
trabalham para restringi-los.
A tarefa do movimento sindical agora é transformar a
vitória legislativa em direito efetivo, mobilizando
as categorias, esclarecendo a sociedade e cobrando o
cumprimento das medidas aprovadas. A tarefa das
forças comprometidas com a democracia e a justiça
social é impedir que a disputa eleitoral abra as
portas para nova onda de retirada de direitos.
O que se decide nas urnas, assim, ultrapassa os
limites de mandato presidencial. Está em jogo se o
Brasil avançará na direção de sociedade em que o
trabalho seja instrumento de dignidade e realização
humana ou se continuará submetendo a vida de milhões
de pessoas às exigências de mercado que não
reconhece limites para empoderar e fazer crescer o
lucro do capital.
A história não está escrita de antemão. A vitória de
75 a 1 no Senado demonstra que a mobilização social
pode romper resistências aparentemente
intransponíveis. Mas também ensina que nenhuma
conquista está definitivamente assegurada enquanto
houver forças dispostas a revertê-la.
A classe trabalhadora conquistou o direito de
trabalhar menos. Agora, precisa impedir que as urnas
entreguem a quem deseja retirar direitos o poder de
devolver o Brasil ao passado.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Portal Vermelho

23/10/2026 -
11,5 milhões de eleitores admitem mudar de voto,
aponta Indexa
A três dias da votação, pesquisa mostra que 7,3%
dos eleitores ainda admitem rever a escolha, ante
11,5% na rodada anterior. Entre os eleitores de
centro, percentual chega a 13,3%.
A três dias do segundo turno, cerca de 11,5 milhões
de brasileiros ainda admitem mudar de candidato na
eleição presidencial. Embora expressivo, esse
contingente encolheu: a parcela de eleitores
dispostos a rever a escolha caiu de 11,5% para 7,3%
entre as duas rodadas da pesquisa Indexa/Broadcast,
divulgada nesta quinta-feira (22). Ao mesmo tempo, o
percentual dos que consideram seu voto definitivo
subiu de 85,5% para 89,8%. Outros 2,9% não souberam
responder. Os resultados mostram um eleitorado mais
decidido na reta final da disputa entre Flávio
Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
A estimativa de 11,5 milhões corresponde à aplicação
dos 7,3% ao eleitorado brasileiro. Não se trata
necessariamente de pessoas indecisas: são eleitores
que podem já ter escolhido um candidato, mas admitem
reconsiderar a decisão. O levantamento também aponta
empate técnico entre Flávio e Lula. Nos votos
válidos, o senador aparece com 50,6%, contra 49,4%
do presidente.
Eleitores de centro são os mais abertos à mudança
Entre os entrevistados que se identificam
politicamente com o centro, 13,3% admitem rever o
voto, quase o dobro da média nacional. Outros 83,5%
afirmam que sua escolha é definitiva. A convicção é
elevada entre os apoiadores dos dois candidatos: 95%
dos eleitores de Flávio e 93% dos de Lula afirmam
que não pretendem mudar de voto.
"A pesquisa mostra que os dois candidatos chegam à
reta final com bases eleitorais bastante
consolidadas. O desafio das campanhas é encontrar
votos fora desses grupos. Em uma eleição tão
equilibrada, conquistar uma pequena parcela dos
indecisos, reduzir a abstenção ou convencer
eleitores do adversário pode fazer a diferença",
afirma Arilton Freres, sociólogo e CEO da Indexa
Pesquisas.
Disposição para mudar varia por região e renda
O Sul apresenta a maior proporção de eleitores que
admitem rever a decisão: 9,8%. Na região, 86,9%
consideram seu voto definitivo, percentual inferior
à média nacional. A renda familiar também está
associada ao grau de convicção. Entre os brasileiros
que recebem mais de cinco salários mínimos, 94%
afirmam estar decididos. A proporção cai para 89%
entre aqueles com renda de dois a cinco salários
mínimos e para 86,8% entre os que vivem com até dois
salários mínimos. As diferenças entre regiões e
faixas de renda devem ser interpretadas com cautela,
porque esses recortes possuem margens de erro
superiores à da pesquisa nacional.
Ausentes representam outro grupo
Além dos eleitores que admitem mudar de candidato, há
os que não compareceram ao primeiro turno. Segundo
dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citados
pela pesquisa, aproximadamente 33,4 milhões de
brasileiros deixaram de votar em 4 de outubro. Parte
deles pode comparecer no domingo, mas não é possível
saber, a partir desse dado, quantos já têm
preferência definida.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone nos
dias 20 e 21 de outubro. O levantamento tem
abrangência nacional, margem de erro de 2,2 pontos
percentuais, nível de confiança de 95% e registro no
TSE sob o número BR-02348/2026.
Fonte: Congresso em Foco

23/10/2026 -
Projeto estabelece regras de saúde e ergonomia para
trabalhadores do setor têxtil
Texto está em análise na Câmara dos Deputados
O Projeto de Lei 3404/26 altera a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) para criar medidas
específicas de proteção à saúde, à segurança e à
ergonomia dos trabalhadores da indústria têxtil.
A proposta, em análise na Câmara dos Deputados, é de
autoria do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).
As novas regras estabelecem que os empregadores
deverão adotar ações permanentes de prevenção de
riscos e fornecer gratuitamente equipamentos de
proteção individual, em perfeito estado de
conservação e funcionamento, sem afastar a obrigação
de aplicar medidas coletivas de controle.
Ergonomia
O texto prevê a obrigatoriedade de adequações
ergonômicas nos locais de trabalho. Entre as
exigências estão:
- assentos compatíveis com a atividade;
- apoios para postura adequada;
- iluminação apropriada; e
- diminuição dos riscos decorrentes de movimentos
repetitivos.
Os estabelecimentos também deverão promover:
- capacitação periódica em segurança;
- programas de orientação ergonômica;
- manutenção preventiva de máquinas;
- ventilação adequada; e
- controle ambiental.
O projeto assegura ainda aos trabalhadores o direito
à realização dos exames ocupacionais previstos na
legislação trabalhista.
Matéria completa:
https://www.camara.leg.br/noticias/1312650-projeto-estabelece-regras-de-saude-e-ergonomia-para-trabalhadores-do-setor-textil
Fonte: Agência Câmara

22/10/2026 -
O Movimento
Sindical vive
Conheça os riscos de um governo extremista e como
o Movimento Sindical atua para proteger os direitos
dos trabalhadores e aposentados.
Conquistamos o fim da escala 6×1! Agora, a nossa
missão é reeleger o presidente Lula para continuar
garantindo avanços para a classe trabalhadora, criar
novos programas sociais, aprimorar os já existentes,
buscar a igualdade de oportunidades, investir na
educação, qualificar nosso povo e ampliar as
oportunidades com as novas tecnologias. Tudo isso
com a defesa da nossa soberania e da nossa
democracia e a garantia de um futuro com liberdade.
Essa missão tem prazo curto e exige que
intensifiquemos nosso trabalho imediatamente.
Precisamos mostrar a cara com coragem, gravar vídeos
e esclarecer a população.
Alerte os aposentados e pensionistas sobre os riscos
reais de um governo fascista de extrema-direita para
os seus benefícios, inclusive a ameaça concreta de
perda do poder de compra. Quem tem mais de 70 anos
não é obrigado a votar, mas combater o fascismo é um
dever de todos. Vamos à luta mais uma vez!
É hora de erguer nossas bandeiras e entrar com tudo
nessa batalha. Forças externas tentam influenciar o
nosso pleito, e não faltam recursos para a campanha
da extrema-direita. O histórico do candidato desse
campo é um lamaçal de corrupção e má conduta — não
há nada de bom em sua trajetória política.
Vendilhões da pátria não podem ocupar os cargos mais
altos do país.
A extrema-direita entreguista já conquistou a
maioria no Congresso Nacional. Não podemos entregar
também o Executivo federal a esse grupo, ou o caos
estará instalado. Por tudo isso e pelo futuro dos
nossos filhos, netos e bisnetos, devemos lutar com
todas as nossas forças.
A luta faz a lei! A vitória sobre a escala 6×1 é a
prova viva disso. O seu voto faz a diferença.
Acredite: quando todos se unem por um mesmo
objetivo, ninguém nos segura.
Vamos juntos construir o Brasil com que sonhamos e
que merecemos!
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente
do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força Sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

22/10/2026 -
Lula e Flávio estão praticamente empatados, segundo
a Quaest
Flávio tem 45% das intenções de voto, contra 44%
de Lula, a quatro dias do segundo turno. Rejeição ao
petista caiu de 53% para 47%, enquanto a do senador
recuou de 54% para 52%.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21)
mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das
intenções de voto para presidente da República,
contra 44% do presidente Lula (PT). A quatro dias do
segundo turno, marcado para domingo (25), os
candidatos estão praticamente empatados
numericamente. Como a diferença está dentro da
margem de erro, que é de dois pontos para mais ou
para menos, os dois estão em empate técnico.
Encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, o
levantamento mostra que a distância numérica entre
os candidatos passou de dois para um ponto
percentual em relação à pesquisa anterior, divulgada
na semana passada. Flávio oscilou de 46% para 45%,
enquanto Lula permaneceu com 44%. As variações estão
dentro da margem de erro.
Considerados apenas os votos válidos, excluídos
brancos, nulos e indecisos, Flávio teria
aproximadamente 50,6% e Lula, 49,4%. Os percentuais
foram calculados a partir dos números arredondados
divulgados pela Quaest.
Rejeição a Lula cai seis pontos
Uma das principais mudanças da pesquisa está nos
índices de rejeição. O percentual de eleitores que
dizem não votar em Lula caiu de 53% para 47%, uma
redução de seis pontos percentuais em uma semana.
A rejeição a Flávio Bolsonaro passou de 54% para
52%, dois pontos a menos. Com isso, a diferença
entre os índices de rejeição dos adversários
aumentou de um para cinco pontos percentuais, com o
senador registrando a maior resistência entre os
entrevistados.
Embora Lula tenha apresentado a maior redução na
rejeição, o resultado não se traduziu em crescimento
das intenções de voto na pesquisa estimulada,
modalidade em que o petista permaneceu com 44%.
Empate também na pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos
não são apresentados aos entrevistados, Lula e
Flávio aparecem numericamente empatados, com 40% das
intenções de voto cada um.
O percentual de indecisos nessa modalidade dobrou em
uma semana, passando de 7% para 14%. Já na pesquisa
estimulada, os indecisos representam apenas 2% dos
entrevistados, ante 1% na rodada anterior.
A diferença entre as duas modalidades mostra que
parte dos eleitores que não cita espontaneamente um
candidato consegue indicar uma preferência quando os
nomes são apresentados.
Pesquisa após debate e fim da escala 6x1
A nova rodada da Quaest foi realizada entre sábado
(17) e terça-feira (20), depois da promulgação da
emenda constitucional que acabou com a escala 6x1 e
estabeleceu a redução gradual da jornada máxima
semanal de 44 para 40 horas, uma das principais
bandeiras eleitorais de Lula.
O período também abrangeu o primeiro debate entre os
presidenciáveis no segundo turno, promovido pela
Band no domingo (18), e as repercussões das
entrevistas concedidas pelos candidatos à TV Globo.
No sábado à noite, Lula também foi alvo de acusações
da lobista Roberta Luchsinger, em entrevista à CNN
Brasil.
Nos últimos dias, a campanha passou a registrar uma
disputa mais intensa em torno do futuro do Bolsa
Família. Parte desse embate, porém, ganhou força no
último dia de entrevistas. A pesquisa não permite
estabelecer uma relação direta entre esses
acontecimentos e as oscilações registradas.
A Quaest ouviu 2.154 eleitores de 16 anos ou mais,
entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois
pontos percentuais, para mais ou para menos, com
nível de confiança de 95%. O levantamento está
registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob
o número BR-08535/2026.
Fonte: Congresso em Foco

22/10/2026 -
Ministro da Fazenda alerta para ‘calote geral’ com
proposta de Flávio Bolsonaro
Dario Durigan classificou como inviável a
promessa do candidato do PL de suspender pagamentos
e comprar dívidas bancárias
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta
terça-feira (20), o ministro da Fazenda, Dario
Durigan, foi direto ao rebater a proposta
apresentada por Flávio Bolsonaro no debate
presidencial da Band dois dias antes e alertando
para um “calote”. Para Durigan, a ideia de comprar
dívidas bancárias e suspender temporariamente os
pagamentos de consumidores e empresas é impossível
de implementar e causaria danos concretos a quem
depende de financiamentos.
“Nenhum governo tem o poder de implementar um calote
geral na economia que, na prática, travaria todos os
sistemas de crédito”, afirmou o ministro no vídeo. A
declaração resume o argumento central de Durigan: a
proposta não aliviaria o endividamento, mas
comprometeria as bases do crédito no país.
Os riscos de um ‘calote geral’
Durigan detalhou os efeitos em cadeia que, segundo
ele, decorreriam da suspensão generalizada de
pagamentos por até um ano. O argumento central é que
o sistema financeiro depende do fluxo contínuo de
recebimentos para liberar novos recursos, e uma
interrupção nessa escala secaria a oferta de crédito
para toda a economia.
“Se o sistema financeiro fica sem receber trilhões
de reais por até um ano, não haverá recurso para
esses novos créditos e, no limite, nem para
devolução do dinheiro que você tem em investimento e
depositado em contas bancárias”, disse o ministro.
Na prática, isso significaria o travamento de
financiamentos imobiliários, compras de
eletrodomésticos, capital de giro para empresas e
crédito rural.
Durigan também desmontou a ideia de que a carência
representaria alívio real para os devedores. Segundo
ele, a suspensão dos pagamentos não equivale ao
perdão das dívidas: os juros continuariam correndo
sobre os valores devidos durante todo o período.
“Você continua endividado nessa proposta e os juros
continuam aumentando a sua dívida”, afirmou.
A proposta de Flávio Bolsonaro
No debate presidencial da Band, realizado no domingo
(18), Flávio Bolsonaro prometeu, caso eleito,
conceder carência de seis meses para pessoas físicas
e de um ano para empresas no pagamento de dívidas em
atraso. O candidato do PL também defendeu a compra
dessas dívidas pelo governo, com descontos
negociados diretamente com as instituições
financeiras, combinada à oferta de crédito barato e
de longo prazo.
“No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida
dos bancos. E o que vai acontecer com isso? Vai ser
já por um valor muito menor”, disse Flávio Bolsonaro
durante o debate. O candidato afirmou ainda que
pretende abrir espaço de mais de R$ 200 bilhões no
Orçamento federal para viabilizar a quitação de
dívidas da população, mas não detalhou como
operacionalizaria a medida. A campanha de Flávio
Bolsonaro não havia se manifestado sobre as críticas
de Durigan até o fechamento desta nota.
Fonte: Revista Fórum

22/10/2026 -
Voto no 2º turno também vale como Prova de Vida do
INSS
Comparecimento às urnas é registrado pelo TSE e
pode dispensar beneficiários de realizar outro
procedimento para comprovar que estão vivos.
Os beneficiários do INSS que comparecerem às urnas
no segundo turno das eleições de 2026, em 25 de
outubro, poderão ter a Prova de Vida atualizada
automaticamente. Quem não votou no primeiro turno
também poderá ter o comparecimento ao segundo turno
considerado nesse processo.
O TSE compartilha os dados de comparecimento com o
INSS, que utiliza essas informações para comprovar a
vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do
Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A medida evita que o beneficiário precise realizar
outro procedimento, como comparecer a uma agência do
INSS ou ao banco onde recebe o benefício.
Prova de Vida
A Prova de Vida é uma verificação anual para confirmar
que o titular de um benefício de longa duração
continua vivo e garantir a manutenção dos
pagamentos. O INSS realiza o procedimento
principalmente por meio do cruzamento de informações
de bases de dados públicas.
A votação nas eleições está entre os eventos
utilizados pelo instituto para essa comprovação.
E quem não votar?
Não há problema. O INSS continuará buscando outros
registros para confirmar a Prova de Vida.
A comprovação de vida não tem relação com a
liberação de empréstimo consignado, que segue
critérios próprios.
Como fazer a Prova de Vida?
Se o INSS não conseguir confirmar a Prova de Vida pelo
cruzamento de dados, o beneficiário será notificado
sobre a necessidade de regularização. Nesse caso, o
procedimento poderá ser realizado pelo aplicativo ou
site Meu INSS ou no banco onde o benefício é
recebido.
Serviço
Para consultar a situação da Prova de Vida, o
beneficiário pode acessar o Meu INSS ou ligar para o
telefone 135.
Fonte: Congresso em Foco

22/10/2026 -
Projeto pune fraude por desconto indevido em folha
de pagamento
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado
O Projeto de Lei 3312/26 tipifica como crime a
fraude mediante desconto indevido em folhas de
pagamento, benefícios previdenciários ou
assistenciais, pensões e proventos. A proposta está
em análise na Câmara dos Deputados.
Pelo texto, a pena para quem obtiver vantagem
ilícita por meio da inserção, autorização ou
cobrança de desconto não autorizado no salário ou em
benefício da vítima será de reclusão de quatro a
oito anos, além de multa.
A punição poderá ser aumentada de um terço ao dobro
se o crime for cometido com o uso de pessoas
jurídicas, sindicatos, associações ou plataformas
digitais com o objetivo de dar aparência de
legalidade à cobrança.
Proteção à renda
A proposta altera o Código Penal, a Lei de Combate ao
Crime Organizado e a Lei de Lavagem de Dinheiro para
endurecer as punições contra a prática.
Na justificativa, o autor do projeto, deputado Fred
Linhares (Republicanos-DF), disse que os descontos
indevidos em folha, por serem mensais, automatizados
e, em geral, de baixo valor unitário, dificultam a
percepção imediata pela vítima.
“Aquele que ataca o salário, a aposentadoria, a
pensão ou o benefício de uma pessoa não pratica
apenas uma fraude patrimonial comum. Lesa a
dignidade da vítima, a capacidade de pagar as
despesas básicas”, afirmou o parlamentar.
Próximos passos
O projeto será analisado pelas comissões de Segurança
Pública e Combate ao Crime Organizado; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida,
será votado pelo Plenário.
Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela
Câmara e pelo Senado.
Fonte: Agência Câmara

21/10/2026 -
Aos 80
anos, CNTI mira o futuro
A Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) lança revista alusiva aos seus 80
anos. Uma das mais tradicionais e sólidas
Confederações brasileiras, a entidade avalia sua
trajetória e também traça planos para o futuro.
Nesta segunda, 19, a Agência Sindical ouviu José
Reginaldo Inácio, eletricitário de Minas Gerais, que
hoje preside a CNTI, durante anos dirigida pelo
histórico José Calixto Ramos.
A Confederação, entre outras ações, teve uma atuação
destacada durante a Assembleia Nacional
Constituinte, quando ajudou a reafirmar o padrão de
organização sindical, hoje contemplada no Artigo 8º
da Constituição.
A esse respeito, o presidente Reginaldo comenta: “A
organização sindical, com unicidade e por categoria,
ganha ainda mais relevância num momento de avanço
das forças de direita e dos que buscam desarticular
as entidades representativas dos trabalhadores”.
Para o sindicalista, o Brasil tem a tarefa urgente
de reindustrializar-se. Ele considera importante a
NIB (Nova Indústria Brasil), mas observa que “o
programa ficou muito restrito aos interesses do
governo e da indústria, sem ouvir o trabalhador e
contemplar nossos pontos de vista e interesses”.
Conhecida por seus cursos de qualificação e formação
sindical, a Confederação viu-se obrigada a reduzir
esse investimento, como consequência da reforma
trabalhista de 2017, que afetou duramente as
finanças sindicais.
Para o presidente da CNTI, “o sistema S poderia ser
mais efetivo na qualificação profissional, incluindo
também a formação do trabalhador, reservando mais
espaço para sua participação no próprio processo
industrial”. A presença sindical no Sistema S, ele
avalia, é insuficiente.
Em setembro, a Confederação realizou a Plenária
Nacional CNTI 80 Anos, em Luziânia (GO), com
participação, entre outros, da presidente do Diap,
Rita Serrano, e André dos Santos, da assessoria
parlamentar do órgão. O evento abordou temas como a
precarização das relações de trabalho, pejotização,
impactos da inteligência artificial, redução da
jornada, formação sindical e a necessidade de
renovar a participação de mulheres e jovens nas
entidades. O evento produziu a
Carta de Luiziânia.
Pedagogo, com diversos cursos superiores, entre os
quais Mestrado e Doutorado, sempre ligados a temas
voltados ao mundo do trabalho, José Reinaldo Inácio
prega a formação continuada dos dirigentes
sindicais. Para o presidente da CNTI, uma das
tarefas da entidade é “fortalecer os Sindicatos,
ampliar a participação das bases e garantir que os
avanços tecnológicos e produtivos se traduzam em
melhores condições de vida para os trabalhadores”.
80 anos – A CNTI foi fundada em 19 de julho
de 1946.
Mais – Site da
CNTI e
Diap.
Fonte: Agência Sindical

21/10/2026 -
Reajuste salarial acima da inflação alcança 86% das
negociações em 2026, aponta DIEESE
As negociações salariais no Brasil mantêm trajetória
de valorização em 2026. No acumulado de janeiro a
setembro, 86,1% das 15.122 negociações coletivas
analisadas pelo DIEESE garantiram reajustes
superiores à variação do INPC-IBGE, assegurando
aumento real para os trabalhadores.
Os dados constam na edição nº 73 do boletim De Olho
nas Negociações, elaborada a partir do sistema
Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
até 9 de outubro. O estudo indica que apenas 3,4%
dos acordos no ano ficaram abaixo da inflação,
enquanto 10,5% tiveram reposição idêntica ao índice
inflacionário.
No mês de setembro, das 242 negociações registradas,
84,7% obtiveram ganho real e 9,1% empataram com o
INPC. A variação real média do mês fixou-se em 1,08%
acima da inflação, ritmo superior ao registrado em
setembro de 2025 (0,80%), mas levemente inferior ao
do mês de agosto (1,12%).
O levantamento também apontou baixa incidência no
parcelamento dos reajustes, aplicado em 1,2% dos
acordos em setembro e em 1,0% no acumulado do ano.
Já o pagamento via reajustes escalonados esteve
presente em 17,5% das negociações de setembro e em
12,9% dos acordos acumulados em 2026.
No recorte por setores econômicos, comércio,
indústria e serviços tiveram desempenho similar, com
ganhos reais em cerca de 87% dos casos. O setor de
serviços liderou a maior variação real média do ano
(1,45%), seguido pelo comércio (1,34%) e pela
indústria (1,26%).
Por outro lado, o setor rural registrou os menores
índices do estudo, com ganho real em 71,6% dos
acordos e média de 1,05% acima do INPC. Na análise
regional, Centro-Oeste, Sudeste e Sul destacaram-se
com reajustes acima da inflação em ~87% dos casos,
tendo o Centro-Oeste a maior média real do país
(1,54%).
O piso salarial médio nacional negociado em 2026
ficou em R$ 1.957, com valor mediano em R$ 1.820.
Entre os setores, os serviços apresentaram o maior
piso médio (R$ 2.002), enquanto a região Sul
registrou o maior piso médio regional do Brasil (R$
2.028).
Para as negociações com data-base em outubro de
2026, o DIEESE indica que o reajuste necessário para
repor a inflação acumulada nos últimos 12 meses será
de 4,29%.
Fonte: Mundo Sindical

21/10/2026 -
Nova jornada fortalece papel dos sindicatos
Cartilha do DIAP detalha regras de transição,
negociação coletiva e garantias que deverão ser
observadas na implementação das mudanças
A redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais e a ampliação do repouso remunerado abrem
uma nova etapa para a atuação dos sindicatos
brasileiros. É o que destaca a cartilha
Nova Jornada de Trabalho no Brasil, lançada pelo
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar
(DIAP), que analisa as disposições da Emenda
Constitucional nº 141/2026 e explica os desafios de
sua implementação.
A publicação mostra que a mudança vai além da
reorganização dos horários. Com a substituição da
escala 6x1 pela 5x2, as entidades sindicais terão
papel fundamental na revisão de acordos, na
adaptação das condições de trabalho e na
fiscalização do cumprimento dos direitos
assegurados. A negociação coletiva será
especialmente importante nos setores que possuem
jornadas diferenciadas ou funcionamento contínuo.
Um dos principais pontos de atenção é a adequação
das convenções e dos acordos coletivos. Conforme a
nova legislação, cláusulas incompatíveis com as
disposições constitucionais sobre duração do
trabalho e repouso semanal remunerado perderão seus
efeitos dois meses após a publicação da emenda. Isso
exigirá das entidades representativas uma avaliação
dos instrumentos em vigor e das condições
específicas de cada categoria.
A cartilha também esclarece que a negociação
coletiva poderá estabelecer, excepcionalmente,
regimes compensatórios de descanso. Nesses casos,
deverá ser assegurada a média de dois dias de
repouso remunerado por semana dentro do
mês-calendário, com pelo menos um dia de folga no
período máximo de uma semana. A possibilidade de
flexibilização, portanto, está condicionada ao
cumprimento das garantias constitucionais.
Transição exige acompanhamento sindical
A implementação ocorrerá de forma gradual. Dois meses
após a publicação da emenda, o limite semanal será
reduzido de 44 para 42 horas, com a entrada em vigor
da garantia de dois dias de repouso remunerado. A
jornada máxima de 40 horas passará a valer um ano
depois dessa primeira etapa, completando 14 meses de
transição.
Durante esse período, os sindicatos deverão
acompanhar a reorganização das escalas e a
distribuição das horas trabalhadas, especialmente
nas atividades que exigem funcionamento aos fins de
semana. O desafio será compatibilizar as
necessidades operacionais dos setores com os novos
direitos, sem comprometer as condições de trabalho.
Outro aspecto central é a proteção da remuneração. A
emenda proíbe qualquer redução salarial decorrente
da diminuição da carga horária ou da ampliação do
descanso, garantia que também alcança os pisos das
categorias profissionais. As novas disposições se
aplicam aos contratos vigentes, observadas as regras
específicas de transição.
A publicação aborda ainda situações que exigem
tratamento diferenciado, como os contratos de
prestação de serviços com a administração pública e
as medidas transitórias que poderão ser
estabelecidas para microempreendedores individuais,
microempresas e empresas de pequeno porte.
Ao reunir o texto constitucional, quadros
explicativos e orientações sobre sua aplicação, o
DIAP oferece às entidades sindicais um instrumento
de consulta e apoio à negociação coletiva. A
iniciativa reforça que a efetividade da nova jornada
dependerá não apenas das mudanças legais, mas também
da participação organizada dos trabalhadores na
defesa e no acompanhamento de seus direitos.
Fonte: Diap

21/10/2026 -
Plano de Flávio Bolsonaro é excluir beneficiário do
Bolsa Família em 2 anos
A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira
Feghali (RJ), diz que por regra de transição
entenda-se fim do programa social
Em entrevista à CBN Bahia nesta segunda-feira (19),
Daniella Marques, coordenadora da área econômica da
campanha de Flávio Bolsonaro (PL), revelou que o
plano do candidato é, caso eleito, estabelecer um
período de transição de dois anos para desligamento
de beneficiários do Bolsa Família.
“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa
Família] para que possa abrir seu negócio, ou
aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno
automático caso dê errado. As pessoas não podem
ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é
uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo
mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade,
dignidade”, disse a coordenadora.
A líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Jandira
Feghali (RJ), diz que por regra de transição
entenda-se fim do programa social.
“E ainda ofendendo os que recebem o auxílio
afirmando que ninguém mais vai ter que colocar filho
no mundo para receber dinheiro do governo. Vão todos
ter dinheiro sobrando com a criação do ministério da
prosperidade. Sinceramente… Mentiras e ofensas. É
isso que Flávio Bolsonaro oferece. SE FLÁVIO GANHA,
VOCÊ PERDE”, escreve no X a líder do PCdoB.
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria Executiva
do Ministério do Desenvolvimento, Assistência
Social, Família e Combate à Fome (MDS), Gustavo
Alves, o plano da oposição na prática é acabar com o
Bolsa Família.
“Isso porque se trata de um programa geracional. Ou
seja, por meio do estímulo à frequência escolar e à
cobertura vacinal, a gente pode garantir que as
famílias construam a saída da vulnerabilidade para
deixar a situação de extrema necessidade, que é o
critério para a entrada no programa”, explica.
Na avaliação dele, o plano da extrema direita é que
o programa seja muito restrito, menor e que deixe de
cumprir o seu papel geracional.
“Não importa mais se as crianças vão estar na
escola, porque em dois anos é muito pouco provável
que você consiga sair de uma situação de
vulnerabilidade”, diz Alves.
“É a comprovação mais clara e límpida de que eles
querem acabar com o Bolsa Família, querem acabar com
os programas de transferência de renda”, acrescenta.
Atual regra
Os atuais beneficiários do Bolsa Família estão na
regra de proteção. Nela, mesmo quando a família
passa da renda de R$ 218,00 por pessoa, a família
não sai imediatamente do programa. Para estar na
regra, a renda por pessoa não pode ultrapassar meio
salário mínimo.
Por exemplo, se uma família tem cinco pessoas e duas
delas passam a ganhar um salário mínimo (R$
1.412,00) cada, o valor total recebido de R$
2.824,00 é dividido por cinco (o total de pessoas da
família). Isso dá R$ 564,80 para cada um, acima do
valor de R$ 218,00 de entrada no programa, mas
abaixo de meio salário mínimo (R$ 706,00).
Por outro lado, o programa tem demonstrado
efetividade na relação com o mercado de trabalho.
Estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV),
elaborado com base em registros administrativos do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), aponta que beneficiários do programa
responderam por 85,18% do saldo líquido de empregos
formais registrado no país entre janeiro de 2023 e
julho de 2026.
Segundo o levantamento, no período foram registradas
91,8 milhões de admissões e 86,4 milhões de
desligamentos no mercado formal brasileiro,
resultando em saldo líquido positivo de 5,38 milhões
de postos de trabalho. Deste total, 4,58 milhões
foram preenchidos por beneficiários do Bolsa
Família.
Fonte: Portal Vermelho

21/10/2026 -
Campanha “No Meu Voto Mando Eu” mobiliza Justiça do
Trabalho pelo Brasil durante período eleitoral
Ações de prevenção e medidas judiciais contra o
assédio eleitoral continuam no segundo turno de
votação
A
campanha nacional No Meu Voto Mando Eu continua
mobilizando a Justiça do Trabalho e instituições
parceiras em ações de prevenção e combate ao assédio
eleitoral nas relações de trabalho. Lançada em
agosto, a iniciativa reuniu atividades de
conscientização, atendimento a denúncias e medidas
judiciais para impedir que pressões profissionais
interfiram na liberdade de escolha dos eleitores,
prática vedada pela legislação brasileira.
A campanha integra a
Aliança pelo Voto Livre e Secreto, que reúne a
Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o
Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério
Público Eleitoral (MPE), com o apoio de outras
instituições parceiras.
Até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro,
foram promovidas ações de conscientização,
divulgação de canais de denúncia e iniciativas para
aprimorar a atuação institucional diante de casos de
assédio eleitoral.
Matéria completa:
https://www.tst.jus.br/-/campanha-no-meu-voto-mando-eu-mobiliza-justica-do-trabalho-pelo-brasil-durante-periodo-eleitoral
Fonte: TST

20/10/2026 -
DIAP lança cartilha sobre nova jornada de trabalho
Publicação explica as mudanças da Emenda
Constitucional 141/2026, os prazos de implementação
e o papel dos sindicatos
O Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (DIAP) lançou a cartilha
Nova Jornada de Trabalho no Brasil, que explica
as mudanças previstas na Emenda Constitucional 141,
promulgada em 16 de outubro de 2026. A publicação
apresenta as novas regras, os prazos de
implementação e orientações para trabalhadores e
entidades sindicais.
Resultado de uma reivindicação histórica do
movimento sindical, a emenda reduz a jornada semanal
de 44 para 40 horas e assegura dois dias de descanso
remunerado, sem redução salarial. A mudança será
gradual: após dois meses da publicação, o limite
passará para 42 horas semanais, com adoção da escala
5x2. A jornada de 40 horas entrará em vigor após 14
meses, inclusive para os contratos de trabalho
existentes, com preservação dos salários e pisos das
categorias.
A cartilha também esclarece as regras para regimes
diferenciados de trabalho, negociação coletiva e
adaptação dos contratos da administração pública,
além das medidas transitórias que poderão beneficiar
microempreendedores e pequenas empresas.
Nesse cenário, os sindicatos terão papel fundamental
na negociação de condições específicas, na
orientação dos trabalhadores e na fiscalização do
cumprimento das novas regras, garantindo a
preservação dos direitos durante a transição.
O documento recupera ainda a trajetória da luta pela
redução da jornada, desde a Constituição de 1988 até
a aprovação da PEC 221/2019, de autoria do deputado
Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta recebeu amplo
apoio no Congresso, com 472 e 461 votos favoráveis
nos dois turnos da Câmara e 75 votos em cada turno
no Senado.
Para o DIAP, a conquista representa um avanço que
ultrapassa as relações de trabalho, ao ampliar o
tempo disponível para a convivência familiar, os
cuidados com a saúde, os estudos e a qualificação
profissional.
Com linguagem acessível, quadros explicativos e o
texto da emenda, a cartilha oferece informações para
compreender as mudanças e acompanhar sua
implementação.
Saiba mais:
Confira a cartilha Nova Jornada de Trabalho no
Brasil — Emenda Constitucional nº 141/2026,
elaborada pelo DIAP.
Fonte: Diap

20/10/2026 -
Jornada de 40 horas abre nova etapa para
trabalhadores
Redução gradual da carga horária coloca
implementação das novas regras e atuação sindical no
centro do debate
A promulgação da emenda constitucional que reduz a
jornada semanal de 44 para 40 horas e estabelece o
fim da escala 6x1 inaugura uma nova etapa nas
relações de trabalho no Brasil. Após a aprovação
pelo Congresso Nacional, o desafio passa a ser a
implementação das novas regras e sua aplicação nos
diferentes setores da economia.
A mudança estabelece uma transição gradual para a
jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial,
e assegura a substituição da escala de seis dias de
trabalho por um de descanso pelo modelo 5x2, com
dois dias de repouso semanal remunerado.
Conforme o calendário previsto na proposta, o limite
semanal será reduzido para 42 horas dois meses após
a promulgação e para 40 horas depois de 14 meses. As
novas disposições também alcançarão os contratos de
trabalho em vigor.
Mobilização sindical
Para as centrais sindicais, a conquista resulta de um
processo histórico de organização coletiva,
negociação e mobilização dos trabalhadores.
Em manifestação conjunta, as entidades destacaram
que a redução da jornada representa um avanço na
valorização do trabalho e na ampliação do tempo
destinado à convivência familiar, à qualificação
profissional, à saúde e ao descanso.
A estimativa apresentada pelas centrais é de que
mais de 37 milhões de trabalhadores com jornadas
superiores a 40 horas semanais sejam beneficiados
pela mudança, incluindo aproximadamente 14 milhões
submetidos à escala 6x1.
Os próximos desafios
A implementação das novas regras deverá exigir atenção
das entidades sindicais, especialmente no
acompanhamento das negociações coletivas, na
reorganização das escalas e na preservação dos
direitos assegurados pela mudança constitucional.
O novo cenário também amplia o debate sobre
produtividade, qualidade de vida e distribuição do
tempo de trabalho, temas que deverão permanecer na
agenda das relações trabalhistas.
A conquista das 40 horas encerra uma importante
etapa de mobilização legislativa, mas abre outra
igualmente relevante: assegurar que a redução da
jornada se traduza em melhores condições de trabalho
para milhões de brasileiros.
Fonte: Diap

20/10/2026 -
Sindicato dos Eletricitários exige agilidade na
concessão de energia no Rio
Presidente dos Eletricitários de SP cobra
agilidade na concessão de energia no Rio e defende
empregos, estabilidade e qualidade dos serviços
O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo, Eduardo Annunciato, o Chicão, reuniu-se com o
governador fluminense, Ricardo Couto, para discutir
a concessão elétrica.
Durante o encontro, Chicão solicitou a intervenção
do governador junto às autoridades federais para
acelerar a definição sobre a renovação da concessão
no estado fluminense.
Além disso, o dirigente destacou a necessidade de
preservar os avanços existentes, corrigir problemas
e garantir estabilidade, segurança jurídica e
melhores condições aos trabalhadores eletricitários.
Segundo o Sindicato, a demora na definição preocupa
a categoria, especialmente diante das incertezas
regulatórias e dos possíveis reflexos dos
acontecimentos registrados em São Paulo.
Por sua vez, o governador demonstrou receptividade
às reivindicações e afirmou que procuraria as
autoridades federais competentes para solicitar
maior agilidade na condução do processo.
Defesa dos trabalhadores é prioridade
Chicão também ressaltou que qualquer decisão sobre a
concessão precisa considerar a preservação dos
empregos, a valorização profissional e a qualidade
dos serviços prestados diariamente.
“A busca por estabilidade está diretamente ligada à
preservação dos empregos, à geração de novas
oportunidades e à manutenção de condições adequadas
de trabalho. Por isso, é fundamental que as decisões
relacionadas ao futuro do setor elétrico sejam
conduzidas com responsabilidade, transparência e
previsibilidade”, afirma Chicão.
Por fim, o Sindicato reafirmou seu compromisso com a
defesa dos eletricitários e destacou a importância
de garantir serviços eficientes, empregos dignos e
estabilidade setorial.
Fonte: Rádio Peão Brasil

20/10/2026 -
OIT: Disparidade salarial recua apenas 2% em uma
década
A disparidade salarial entre homens e mulheres
reduziu apenas dois pontos percentuais desde as
últimas estimativas divulgadas em 2018, revela um
novo estudo da Organização Internacional do
Trabalho, OIT.
As mulheres continuam a ganhar, em média, 18% menos.
Se esse ritmo continuar, a eliminação da
desigualdade permanecerá um objetivo distante.
Igualdade de gênero
Segundo o levantamento, a disparidade salarial foi
reduzida em 2,5 pontos percentuais nos países com
altos rendimentos, 2 % nos de rendimento médio-baixo
e apenas 1 ponto nos de rendimento médio-alto.
Em alguns países, não houve variação ou foi
registrada retração em comparação aos valores
anteriores.
Para o diretor geral da OIT, Gilbert Houngbo, os
resultados são insuficientes para alcançar a
igualdade de gênero e avançar a justiça social no
mundo do trabalho.
Desigualdades estruturais
Segundo a agência, a disparidade salarial é reflexo de
desigualdades estruturais mais amplas no mercado de
trabalho.
A distribuição desigual de responsabilidades
familiares e concentração desproporcional em funções
menos valorizadas economicamente são alguns dos
principais motivos.
A especialista sênior em gênero da OIT, Emanuela
Pozzan, afirma que a solução deve envolver políticas
adaptadas às realidades locais.
Mobilização e ações prioritárias
A publicação dos dados fez parte da celebração do Dia
Internacional da Igualdade Salarial com um evento da
Coligação Internacional pela Igualdade Salarial,
Epic, organizado pelo governo da Irlanda em Dublin.
O debate foi baseado na Conferência Internacional do
Trabalho de 2026, reafirmando o compromisso dos
Estados-membros em superar as barreiras que afetam
as trabalhadoras.
Para acelerar esse equilíbrio, a agência defende um
conjunto de medidas que incluem a transparência
salarial, a aplicação rigorosa da legislação de
igualdade e o investimento em sistemas de proteção
social e cuidados.
Fonte: OIT

20/10/2026 -
Projeto de Janones cria 14º salário para aposentados
do INSS
Proposta acrescenta uma segunda parcela de igual
valor ao abono anual e prevê início do pagamento no
exercício financeiro seguinte à publicação.
O deputado federal André Janones (Rede-MG)
apresentou o projeto de lei 5.592/2026, que propõe o
pagamento em dobro do abono anual aos aposentados do
Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Chamado
pelo autor de "14º salário", o benefício seria
criado por meio de alteração na Lei 8.213/1991.
Pelo texto, o abono anual pago aos aposentados
passaria a ter uma segunda parcela de igual valor. A
proposta abrange todas as modalidades de
aposentadoria mantidas pelo RGPS e preserva a forma
atual de cálculo, que considera como referência a
renda mensal do benefício em dezembro.
O projeto não exige inscrição ou comprovação
adicional para receber o valor. Segundo Janones, a
condição de aposentado e o valor do benefício já
estão registrados nos sistemas de pagamento do RGPS.
Justificativa
Na justificativa, Janones afirma que a parcela
adicional ajudaria aposentados a custear despesas
como medicamentos, tratamentos de saúde,
alimentação, moradia, energia e transporte.
O deputado também argumenta que os reajustes dos
benefícios nem sempre acompanham despesas
específicas da população idosa e que o pagamento
extraordinário poderia reduzir a necessidade de
contratação de empréstimos para cobrir gastos.
Como parte da argumentação, o projeto cita dados do
Boletim Estatístico da Previdência Social de julho
de 2026. Segundo o documento, havia mais de 24,5
milhões de aposentadorias previdenciárias em
manutenção naquele mês, com movimentação aproximada
de R$ 50,37 bilhões mensais.
A justificativa também menciona pesquisa do
Instituto Opinion Box para a Serasa, realizada entre
dezembro de 2025 e janeiro de 2026. De acordo com os
dados citados pelo autor, 50% dos aposentados
entrevistados já haviam recorrido ao crédito para
pagar contas e despesas, enquanto 46% disseram que a
aposentadoria não era suficiente para manter o
padrão de vida anterior.
O projeto não apresenta, no texto articulado, um
cálculo consolidado do custo total do pagamento
adicional. A dimensão financeira da medida deverá
ser considerada na análise legislativa.
Fonte: Congresso em Foco

19/10/2026 -
Flávio recebe plano para adiar aposentadoria e
restringir acesso ao Bolsa Família
Proposta entregue a Flávio prevê elevar a idade
mínima para aposentadoria a 67 anos, permitir
benefícios abaixo do salário mínimo e restringir o
acesso ao Bolsa Família
Os brasileiros poderão ter que esperar até os 67
anos para se aposentar pelas regras propostas a
Flávio Bolsonaro (PL) por representantes do
empresariado. O documento também abre caminho para
aposentadorias futuras abaixo do salário mínimo e
prevê mudanças no Bolsa Família. As medidas foram
apresentadas ao senador e presidenciável
bolsonarista na última terça (13), durante um
encontro com cerca de 500 empresários em São Paulo.
Chamado de Projeto Brasil de Amanhã, o plano reúne
propostas fiscais e orçamentárias com impacto
estimado em R$ 139,9 bilhões no curto prazo, segundo
seus autores. O documento explicita uma agenda que
coloca em discussão garantias previdenciárias e
critérios de acesso a um dos principais programas
sociais do país.
Aposentadoria mais tarde
A proposta eleva de 65 para 67 anos a idade mínima de
aposentadoria dos homens e de 62 para 67 anos a das
mulheres. O texto prevê períodos de transição de
quatro anos para eles e dez para elas.
A mudança teria efeitos diferentes conforme a
trajetória de cada trabalhador, mas o resultado é o
mesmo: adiar o acesso à aposentadoria. Quem passou a
vida em atividades fisicamente exigentes, enfrentou
períodos de desemprego ou trabalhou sem registro
pode encontrar mais dificuldade para cumprir uma
exigência que prolonga a permanência no mercado de
trabalho.
O projeto também pretende retirar a vinculação do
piso previdenciário ao salário mínimo. Hoje, a
Constituição assegura que os benefícios
previdenciários que substituem a renda do trabalho
não sejam inferiores a esse valor. A mudança
exigiria uma alteração constitucional e poderia
permitir que futuras aposentadorias ficassem abaixo
do mínimo.
O fantasma de Paulo Guedes
A discussão sobre o valor dos benefícios
previdenciários tem um antecedente no bolsonarismo.
Em 2022, durante a campanha de reeleição de Jair
Bolsonaro, veio a público uma proposta da equipe
econômica de Paulo Guedes para mudar a correção do
salário mínimo e das aposentadorias.
A repercussão negativa levou Guedes a negar que a
medida prejudicaria os beneficiários, enquanto
Bolsonaro prometeu aumentos acima da inflação. A
proposta não foi implementada. Agora, a discussão
sobre a proteção da renda dos aposentados reaparece
em outro formato: em vez de alterar diretamente o
índice de correção, o plano entregue a Flávio propõe
desvincular o piso previdenciário do salário mínimo.
São mecanismos diferentes, mas ambos colocam em
debate as garantias que preservam o poder de compra
de quem depende da aposentadoria.
Plano abre caminho para excluir brasileiros do
Bolsa Família
O documento também prevê rever as condições de entrada
e permanência no Bolsa Família. Entre as medidas
estão o cruzamento de bases de dados, a revisão de
cadastros e as verificações domiciliares. Os autores
não estimam quantas famílias poderiam ser atingidas
nem detalham o impacto das mudanças.
O plano promete uma economia de R$ 139,9 bilhões no
curto prazo, mas não esclarece quanto desse valor
viria das mudanças na Previdência e no Bolsa
Família. A conta é apresentada sem detalhar o peso
de cada medida, justamente quando as propostas
colocam em risco garantias de aposentados e famílias
de baixa renda. A agenda econômica apresentada a
Flávio repete uma velha lógica do bolsonarismo:
falar em ajuste fiscal sem abrir a conta dos custos
sociais.
Quem está por trás do projeto
A elaboração ficou a cargo do Instituto de Economia
Gastão Vidigal, ligado à Associação Comercial de São
Paulo, e da Fundação Internacional para a Liberdade
(FIL Brasil). Paulo Guedes, ministro da Economia
durante o governo Jair Bolsonaro, é presidente de
honra da fundação, que reúne ex-integrantes da
equipe econômica bolsonarista. A ligação ajuda a
situar os nomes por trás da proposta.
O documento foi apresentado em um encontro com
centenas de empresários. Seus possíveis efeitos,
porém, não se restringem ao setor que o elaborou:
alcançam quem depende do trabalho para viver, de uma
aposentadoria para garantir renda na velhice ou de
um benefício social para sustentar a família.
Fonte: Portal Vermelho

16/10/2026 -
Congresso promulga o fim da escala 6x1 e
aposentadoria especial para agentes de saúde
Hugo Motta diz que a aprovação da redução da
jornada de trabalho coroa um esforço histórico feito
pela Câmara
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi
Alcolumbre, anunciou a realização de sessão solene
do Congresso nesta sexta-feira (16), às 9h, para
promulgar duas emendas à Constituição. Uma delas é
acaba com a escala de trabalho 6x1, prevista na PEC
221/19, aprovada pela Câmara em maio e no Senado na
última quinta-feira (14). A outra, decorrente da PEC
14/21, aprovada pela Câmara em outubro de 2025,
prevê aposentadoria especial para agentes
comunitários de saúde.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, participará da
sessão. “Com a aprovação no Senado, coroamos um
esforço histórico que debatemos, construímos e
aprovamos com muito diálogo na Câmara dos Deputados
desde fevereiro, quando pautei o projeto. De lá pra
cá, rodamos o Brasil escutando o trabalhador, o
empresário e especialistas”, afirmou Motta em suas
redes sociais, após a aprovação da proposta.
A sessão de promulgação também contará com a
presença do presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva.
Fonte: Agência Câmara

16/10/2026 -
Senado aprova fim da escala 6x1 por 75 votos a 1 e
consagra conquista histórica dos trabalhadores
PEC 221/19 reduz jornada semanal sem corte
salarial, garante dois dias de descanso e segue para
promulgação pelo Congresso Nacional
Íntegra do texto aprovado
O Senado aprovou, nesta quarta-feira (14), em
primeiro e segundo turnos, a PEC 221/19, que acaba
com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada
semanal sem redução salarial. Em ambos os turnos, o
placar foi de
75 votos favoráveis e apenas um contrário, o
senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), em
votação histórica para os direitos dos trabalhadores
brasileiros.
Trata-se de vitória relevantíssima para à classe
trabalhadores, o movimento sindical, que há décadas
luta por essa agenda no Congresso Nacional, e
finalmente para o governo Lula, que sempre defendeu
essa pauta.
A proposta prevê dois dias de descanso e a redução
da jornada semanal para 42 horas 2 meses após a
promulgação da emenda à Constituição, que deverá
ocorrer nos próximos dias. Com a conclusão da
votação no Senado, o texto segue para promulgação
pelo Congresso Nacional.
A votação foi acelerada após a aprovação de
requerimento da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que
permitiu a quebra dos interstícios regimentais e a
conclusão da análise ainda na noite desta
quarta-feira.
PROMULGAÇÃO À VISTA
A aprovação encerra etapa decisiva de reivindicação
histórica do movimento sindical: superar a escala de
seis dias de trabalho para apenas um de descanso. A
promulgação transformará a proposta em emenda
constitucional e abrirá caminho para a implementação
da nova jornada.
A votação expressiva no Senado representa marco
político e trabalhista. O desafio seguinte será
acompanhar a regulamentação e a aplicação das novas
regras, para que a redução da jornada e os dois dias
de descanso se convertam em direitos efetivos, sem
redução salarial.
BASTIDORES E AMEAÇA DE RETROCESSO
Embora os senadores do PL tenham votado a favor da PEC
221/19, circula nos bastidores da campanha de Flávio
Bolsonaro a informação de que, caso vença a eleição
de 25 de outubro, o senador pretende articular para
derrubar a proposta aprovada.
A alternativa seria a PEC 12/26, do senador Rogério
Marinho (PL-RN), associada à chamada escala 7x0 e ao
pagamento por hora trabalhada, modelo que pode
ampliar a instabilidade da jornada e reduzir a
proteção assegurada pelo vínculo de trabalho.
A articulação atribuída à campanha, ainda não
formalizada publicamente, contrasta com o voto
favorável dado pela bancada do PL no Senado. Isso
porque uma posição contrária à proposta poderia
custar caro nas urnas na eleição presidencial. Por
isso, votaram a favor, mas, nos bastidores,
trabalharam o tempo todo para impedir a aprovação da
proposta.
AUSÊNCIAS NA VOTAÇÃO
No primeiro turno, não votaram, por ausência, Ciro
Nogueira (PP-PI), Márcio Bittar (PL-AC), Rogério
Marinho (PL-RN) e Sergio Moro (PL-PR). No segundo
turno, esteve ausente Dr. Hiran (PP-RR).
Fonte: Diap

16/10/2026 -
Nota das Centrais: Flávio Bolsonaro não defende
trabalhador, ele só quer o seu voto
Em nota, centrais sindicais alertam que a mudança
de posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o fim da
escala 6x1 é questionável já que suas propostas de
governo apontam para o enfraquecimento dos direitos
Há apenas cinco meses, em maio de 2026, o candidato
à Presidência Flávio Bolsonaro criticou a proposta
que prevê o fim da escala 6×1 durante a Marcha a
Brasília em Defesa dos Municípios e defendeu uma
jornada flexível: “Por que não é o trabalhador que,
conforme as suas necessidades, é quem pode escolher
sua jornada de trabalho? Muitas pessoas querem
trabalhar mais, e a PEC [do fim da escala 6×1] pode
engessar quem quer trabalhar mais”, disse.
Sabemos, porém, que não é assim que a economia
funciona. O trabalhador, sozinho, não tem condições
de negociar jornada, salário e direitos diretamente
com o patrão em igualdade de condições. A
necessidade de manter o emprego limita seu poder de
negociação e dificulta a conquista de melhores
condições de vida.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o
vice-presidente Geraldo Alckmin explicou o modelo de
jornada defendido por Flávio: remuneração por hora,
com convocação conforme a necessidade da empresa,
como o trabalho intermitente, modalidade prevista na
legislação brasileira desde a reforma trabalhista de
2017 e criticada por precarizar as relações de
trabalho.
Alckmin comparou esse modelo à dinâmica do futebol:
a empresa teria uma espécie de banco de reservas de
trabalhadores, acionados conforme a demanda. Sem
jornada fixa, trabalhar-se-ia alguns dias no mês,
sem convocação nos demais. A remuneração dependeria
da quantidade de horas efetivamente trabalhadas e,
nos meses com poucas convocações, poderia receber
menos do que um salário mínimo.
Além da remuneração por hora, o plano de governo de
Flávio propõe medidas que podem aprofundar a
precarização do trabalho, como a contratação de
jovens a um custo menor e a redução dos custos
trabalhistas para as empresas. A ênfase na
negociação individual também pode enfraquecer a
organização coletiva dos trabalhadores, que dependem
do emprego e têm pouca margem para negociar.
Somam-se a isso propostas de revisão das
previdenciárias, com redução dos reajustes das
aposentadorias.
Por outro lado, o plano de Luiz Inácio Lula da Silva
reúne compromissos que não constam no de Flávio
Bolsonaro: o fim da escala 6×1 e a redução da
jornada para 40 horas semanais, sem redução
salarial; uma política permanente de valorização
real do salário mínimo; o combate à pejotização
fraudulenta; a regulamentação do trabalho por
aplicativos e plataformas digitais; a igualdade
salarial entre homens e mulheres; e o combate ao
trabalho infantil e ao trabalho análogo à
escravidão.
A repentina mudança de posição de Flávio sobre o fim
da escala 6×1 levanta dúvidas, pois não condiz com
as diretrizes de seu plano de governo. Ele já
afirmou, inclusive, que, se eleito, defenderá a
revisão da medida, conforme foi noticiado em meios
de comunicação nesta quarta-feira (14).
Diante dessas contradições, há motivos para
questionar a sinceridade de seu apoio ao fim da
escala 6×1. Seu discurso busca conquistar o voto do
trabalhador, mas as propostas que apresenta apontam
para o enfraquecimento dos direitos de quem
trabalha.
Brasília, 14 de outubro de 2026
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos
Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central
Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical
Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Fonte: CUT

16/10/2026 -
Lula apoiou 40 horas na Constituinte
Em 1988, o deputado constituinte Luiz Inácio Lula da
Silva votou a favor da redução da jornada pra 40
horas semanais. Portanto, a posição de Lula pela
redução da jornada vem de longe. Na época, não foi
possível reduzir a jornada pra 40 horas, mas sim de
48 para 44 horas semanais.
Na avaliação do Diap (Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar), Lula tirou Nota 10, nos
dois turnos da Constituinte. Esse registro consta do
livro “Quem foi quem na Constituinte”, publicado
pelo Diap e a Oboré – página 625.
Este ano, o Presidente Lula enviou para o Congresso
Nacional a PEC 221, que acaba com a escala 6×1 e
fixa a jornada em 40 horas semanais. A matéria
passou na Câmara, também foi aprovada pela Comissão
de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado e depois
chegou ao plenário da Casa.
Portanto, a posição de Lula é clara. Quem ficou
contra foi o senador do PL, Flávio Bolsonaro. Mas,
ao sentir o desgaste eleitoral neste segundo turno,
ele tenta mudar de posição, com uma pegadinha. A
pegadinha é: aprovar agora e, caso eleito
Presidente, apresentar uma nova PEC que derrube a
conquista atual.
Para vários senadores e o conjunto do movimento
sindical, é preciso evitar que esse golpe destrua já
no ano que vem os direitos conquistados. Mas quem
pode garantir a conquista das 40 horas e fim da
escala 6×1? Quem pode dar essa garantia é o
Presidente Lula, reeleito pelo povo brasileiro para
um quarto mandato.
Mais – Site do Senado e do Diap
Fonte: Agência Sindical

16/10/2026 -
Pesquisa que acertou 1º turno prevê Flávio com 50%
contra 49% de Lula
Levantamento registra empate técnico e 81% dos
eleitores decididos.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50% das intenções
de voto contra 49% de Lula (PT) no segundo turno da
eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa
Palver divulgada nesta quinta-feira (15). A
diferença entre os candidatos é menor que um ponto
percentual. A margem de erro é de 2 p.p., o que
sinaliza empate técnico.
O levantamento do Instituto Palver foi o que mais se
aproximou do resultado obtido no primeiro turno das
eleições presidenciais. Pesquisa divulgada em 3 de
outubro, véspera da votação, apontou Flávio com 47%
e Lula com 43%. Os candidatos somaram,
respectivamente, 47,03% e 45,16%.
A primeira pesquisa Palver realizada exclusivamente
para o segundo turno apresenta uma diferença de
apenas um ponto percentual entre os candidatos. No
cenário estimulado, quando os entrevistados recebem
os nomes dos concorrentes, Flávio Bolsonaro registra
50%, enquanto Lula aparece com 49%.
Vira voto?
Um dos principais resultados da pesquisa está
relacionado à firmeza da decisão dos eleitores.
Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados
afirmaram que nada os faria mudar de candidato no
segundo turno.
O percentual é semelhante entre os eleitores dos
dois concorrentes. Entre os entrevistados que
declararam voto em Lula, 81% disseram que não
mudariam de escolha. Entre os apoiadores de Flávio
Bolsonaro, o percentual chegou a 82%.
A pesquisa também perguntou quais acontecimentos
poderiam provocar uma mudança de voto. Um escândalo
ou crime grave envolvendo o candidato escolhido foi
mencionado por 5% dos entrevistados. Outros 4%
apontaram a possibilidade de desistência,
impedimento ou substituição de algum candidato.
Mudanças na economia ou na situação do país foram
citadas por 2%. O mesmo percentual mencionou
propostas melhores do adversário ou alterações de
posicionamento em assuntos considerados importantes.
Metodologia
A pesquisa Palver ouviu 5 mil eleitores pela internet
entre os dias 10 e 13 de outubro de 2026, com
participantes recrutados por meio de anúncios em
redes sociais, distribuídos por perfis de sexo,
idade e região. Após a coleta, as respostas passaram
por procedimentos de verificação e ponderação
estatística.
Nesta rodada, a metodologia foi atualizada para
incorporar à calibração o resultado oficial do
primeiro turno de 2026 cruzado por região, além de
dados da PNAD Contínua 2025, informações do segundo
turno presidencial de 2022 e filiação partidária. O
levantamento informa nível de confiança de 95% e
margem de erro amostral máxima de 2,3 pontos
percentuais para os resultados agregados.
Como houve mudança na calibração, a Palver ressalta
que os números desta rodada não devem ser comparados
diretamente com os levantamentos anteriores.
Registro: BR-08028/2026
Fonte: Congresso em Foco

15/10/2026 -
A democracia desperta para além das fronteiras da
esquerda
Redes e ruas dão sinais de nova esfera pública,
plural e democrática, capaz de enfrentar a extrema
direita e
ampliar a mobilização pela reeleição de Lula.
por Marcos Verlaine*
Há algo novo em movimento no Brasil. Para além dos
partidos, das estruturas tradicionais e das
fronteiras conhecidas da esquerda, uma consciência
cívica começa a ganhar corpo nas redes e nas ruas.
É um movimento ainda em construção, mas que aponta
para a formação de nova esfera pública, plural e
democrática, disposta a enfrentar o arbítrio e
conter o avanço da extrema direita.
O fenômeno merece atenção porque rompe os limites da
política convencional. Não se trata apenas de
militantes históricos, organizações partidárias ou
movimentos sociais já consolidados.
São também cidadãos, artistas, trabalhadores,
estudantes e comunidades digitais que compreendem a
gravidade do momento e decidem participar. Gente que
talvez nunca tenha frequentado reunião partidária,
mas que reconhece quando a democracia está sob
ameaça.
Política volta a respirar
Durante muito tempo, a extrema direita procurou
monopolizar o discurso antissistema, explorando o
descrédito das instituições, a indignação social e o
ressentimento.
Fez das redes território privilegiado de propaganda,
desinformação e sectarismo. Agora, esses mesmos
espaços começam a abrigar vozes diversas que se
articulam em defesa da democracia, dos direitos e da
convivência política.
O sinal mais importante dessa movimentação é sua
pluralidade. A defesa da democracia não pertence
exclusivamente ao PT, aos partidos de esquerda ou a
qualquer organização. É compromisso que pode reunir
diferentes trajetórias, convicções e experiências,
desde que exista entendimento fundamental: não há
divergência política legítima que justifique o
arbítrio, a violência ou a destruição das regras
democráticas.
A boa política começa a despertar quando as pessoas
deixam de assistir passivamente à disputa e passam a
compreender que também são responsáveis pelos rumos
do País. Não é necessário concordar em tudo para
reconhecer o que está em jogo: a democracia e o
Estado de Direito.
Lula e o sentido da disputa
Nesse contexto, a vitória de Lula no segundo turno,
em 25 de outubro, assume importância que ultrapassa
a disputa entre candidaturas. Está em jogo a
possibilidade de preservar as condições democráticas
para que a sociedade continue debatendo seus
conflitos, disputando projetos e buscando soluções
sem abrir caminho para o autoritarismo.
Isso não significa transformar Lula em representante
exclusivo dessa nova consciência, nem supor que
todos os defensores da democracia apoiem
automaticamente o governo liderado por ele.
Significa reconhecer que, diante da ameaça
representada pela extrema direita, a eleição adquire
dimensão histórica. A preservação da democracia
exige escolhas concretas, mobilização e capacidade
de construir convergências.
Também seria erro imaginar que a vitória eleitoral,
por si só, resolverá os problemas do País. A
democracia precisa produzir resultados, reduzir
desigualdades, valorizar o trabalho, ampliar
direitos e devolver à população a confiança na
política. Sem isso, a frustração social continuará
sendo terreno fértil para o extremismo, para o
bolsonarismo.
Para além das urnas
O possível nascimento dessa nova esfera pública é
oportunidade que não pode ser desperdiçada. Cabe aos
partidos, às lideranças e aos movimentos sociais
compreender que a sociedade não se move apenas por
comandos de cima para baixo.
A participação cidadã tem ritmos próprios,
linguagens diversas e formas de organização que nem
sempre cabem nas estruturas tradicionais.
Mais do que convocar apoios, é preciso escutar,
dialogar e reconhecer a autonomia de quem se
mobiliza. A defesa da democracia não pode se limitar
à campanha eleitoral, por mais decisiva que essa
seja. Deve transformar-se em compromisso permanente
com a liberdade, a justiça social, a soberania
popular e o Estado de Direito.
A extrema direita aposta na divisão, no medo e na
desconfiança. A resposta democrática precisa ser a
mobilização plural, a solidariedade, a esperança e a
confiança apoiada em direitos concretos.
Se essa consciência cívica que começa a emergir nas
ruas e nas redes conseguir ultrapassar o calendário
eleitoral, o Brasil poderá estar diante de algo
maior do que a vitória nas urnas: a reconstrução do
sentido coletivo da política.
Vencer em 25 de outubro é fundamental. Fazer da
democracia força viva, cotidiana e popular é o
desafio que começa no dia seguinte.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Portal Vermelho

15/10/2026 -
Flávio Bolsonaro aponta a redução de recursos de
Educação, Saúde e Previdência
O filho de Bolsonaro já deu inúmeras dicas da
destruição que pretende promover no país caso se
sagre vencedor das eleições
A imprensa noticia o que os movimentos sociais e
sindicais já sabiam, por experiência própria: a
eleição de Flávio Bolsonaro (PL) significará cortes
orçamentários avassaladores na Educação e na Saúde,
e a desvinculação dos reajustes da Previdência
Social e do BPC (Benefício de Prestação Continuada)
do aumento do salário mínimo.
Após passar a campanha de primeiro turno inteira sem
aprofundar propostas para o Brasil; desde a noite de
domingo (04), a equipe de Flávio Bolsonaro já deu
inúmeras dicas da destruição que pretende promover
no país caso o candidato se sagre vencedor das
eleições.
Quando fala em mudar a Constituição, o filho de
Bolsonaro aponta para atacar os pisos
constitucionais de recursos para Educação e Saúde.
As duas áreas são de fundamental importância para a
vida da população.
Ora, mesmo com o mínimo previsto pela Constituição –
que, para estados e municípios é de 25% da receita
de impostos para a educação -, muitos governantes
encontram brechas para não cumprir a lei. Com a
redução ou a flexibilização do piso, abre-se um
caminho perigosíssimo para acelerar uma política de
arrocho salarial e sucateamento da educação pública.
Ao utilizar uma tesoura como símbolo de campanha,
inspirada na motosserra do argentino Javier Milei,
Flávio Bolsonaro coloca os cortes orçamentários no
centro de seu programa, e não esconde que optará
pelo setor privado. Não há surpresa em tal
preferência, afinal, foi essa a política
implementada por seu pai entre 2018 e 2022.
Vale lembrar que o governo de Jair Bolsonaro
extinguiu a Secadi (Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão);
vetou Projeto de Lei que destinava R$ 3,5 bilhões
para garantir acesso à internet a alunos e
professores da rede pública de ensino durante a
pandemia; promoveu bloqueios e contingenciamentos de
verbas das universidades; entre outros inúmeros
ataques desferidos contra a Educação.
Ao mesmo tempo, o governo de Bolsonaro protagonizou
o escândalo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação, esquema de tráfico de influência e
corrupção no qual pastores evangélicos sem cargo
oficial atuavam como intermediários diretos na
liberação de verbas federais para prefeituras,
controlando agendas do Ministério da Educação e
cobrando vantagens indevidas.
Fonte: Revista Fórum

15/10/2026 -
Comissão aprova incentivo fiscal para empresas que
contratarem pessoas desempregadas há mais de 12
meses
Para receber e manter o benefício, as empresas
precisam manter os funcionários contratados por pelo
menos 12 meses.
A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da
Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria
a Política Nacional de Estímulo à Geração de Emprego
e Renda. A medida autoriza incentivos fiscais a
empresas que contratarem pessoas que estejam sem
carteira assinada há pelo menos 12 meses.
Pelo texto, caberá ao governo federal, no prazo de
120 dias a partir da aprovação da lei, apontar quais
serão as isenções ou vantagens e como as empresas
poderão utilizá-las na prática.
Segurança jurídica
Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado
Josenildo (PDT-AP), ao Projeto de Lei 5148/25, do
deputado Marcos Tavares (PDT-RJ). A versão original
previa benefícios fiscais de forma mais ampla para
quem aumentasse o número de funcionários.
O relator alterou o projeto para beneficiar pessoas
desempregadas há mais tempo e evitar fraudes.
Segundo ele, as mudanças garantem "segurança
jurídica, responsabilidade fiscal e controle sobre
as isenções fiscais".
Para receber e manter o benefício, a empresa precisa
manter o funcionário contratado por pelo menos 12
meses.
Proibições
O texto proíbe a concessão do incentivo fiscal nos
seguintes casos:
- contratação para substituir trabalhador demitido sem
justa causa nos seis meses anteriores;
- empresas com dívidas com o governo federal ou com a
Previdência Social;
- contratação de pessoas ligadas aos sócios ou aos
administradores da empresa.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será
analisado pelas comissões de Trabalho; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

15/10/2026 -
Demonstrativo de salário afasta pejotização e gera
vínculo empregatício
A elaboração de demonstrativos internos pelo tomador
de serviços que registram pagamentos como salário,
sem emissão de notas fiscais, afasta a tese de
contratação civil e comprova a fraude na
pejotização. A qualificação formal dada pelas partes
não prevalece sobre a realidade do contrato de
trabalho.
Com base neste entendimento, o juiz substituto
Celismar Coêlho de Figueiredo, da 9ª Vara do
Trabalho de Goiânia, reconheceu o vínculo de emprego
de uma gerente e condenou duas distribuidoras de
pneus em recuperação judicial, de forma solidária,
ao pagamento de verbas rescisórias e à integração de
comissões.
Em sua defesa, as empresas admitiram a prestação de
serviços da autora, mas afirmaram que elas
decorreram de relação com a pessoa jurídica da
mulher. De acordo com as rés, não havia
subordinação, controle de jornada ou pessoalidade.
Registros mostraram o contrário
Ao analisar o caso, o magistrado explicou que, no
caso, era dever das empresas demonstrar que a
relação com a autora era estritamente civil e não
trabalhista. Isso, no entanto, não ocorreu. Ele
apontou que a empresa registrou pagamentos mensais
de R$ 8 mil intitulados como “salário” e que ela era
referida em documentos como “gerente de loja”. Além
disso, não havia sequer indicação de emissão de nota
fiscal pela pessoa jurídica da mulher.
“Os controles elaborados pelas próprias rés não
retratam uma empresa independente contratada para
entrega de determinado resultado, mas pessoa física
identificada nominalmente, vinculada a função
específica dentro da organização empresarial,
remunerada mensalmente e, em determinados
documentos, mediante parcela classificada pela
própria empregadora como salário”, destacou o juiz.
Uma testemunha ouvida em juízo declarou que a autora
atuava de segunda a sexta-feira, e às vezes aos
sábados, em horários regulares. Além disso, as
próprias empresas confirmaram que a mulher se
reportava diretamente ao dono das rés.
O juiz explicou, por fim, que a autonomia normal das
funções gerenciais não afasta a subordinação
jurídica. A maior liberdade decorre do cargo, mas
não representa, por si só, independência
empresarial.
Por isso, ele reconheceu o vínculo de emprego e,
também, que o fim da relação entre as partes ocorreu
por iniciativa exclusiva da empresa, sem justa
causa. Assim, determinou o pagamento das verbas
rescisórias devidas.
A advogada Juliana Mendonça, que atuou no processo,
frisou que “A decisão leva em conta a realidade da
relação de trabalho”. Segundo a profissional, “Não
basta atribuir ao contrato uma natureza civil
quando, na prática, estão presentes elementos
próprios de um emprego, como continuidade,
remuneração, pessoalidade e inserção na estrutura da
empresa”.
Clique
aqui para ler a sentença
Processo 0002129-51.2025.5.18.0009
Fonte: Consultor Jurídico

14/10/2026 -
Alcolumbre vive a hora da verdade
Davi Alcolumbre sabe que, num governo Bolsonaro, não
será mais presidente do Senado. Esse posto ficará
para Rogério Marinho (RN), homem forte do
bolsonarismo. O que isso tem a ver com a votação da
PEC 221 (quarta-feira), que acaba com a escala 6×1 e
estabelece jornada de 40 horas? Muito. O
enfraquecimento de Alcolumbre pode fazer com que ele
se engaje pela aprovação da PEC.
Essa avaliação é de uma fonte qualificada, com quem
a Agência Sindical tratou na noite de segunda-feira.
Também coincide com avaliação do jornalista Marcos
Verlaine, consultor do Diap, e de outros analistas
do Congresso Nacional.
A votação da PEC coloca nas cordas os senadores
bolsonaristas. Se eles vetarem a PEC, terão que
arcar com o desgaste perante milhões de
trabalhadores. Caso votem a favor, esse recuo poderá
ser entendido como manobra eleitoreira, gerando
desgaste político. Em ambos os casos, Lula se
beneficia.
O presidente do Senado tenta sair do isolamento
político. A tendência, segundo se comenta, é que
leve a voto a matéria ainda na quarta-feira, em
primeiro turno. A aprovação depende de 49 votos.
A bancada governista tenta aprovar requerimento por
tramitação especial, o que apressaria a votação da
PEC ainda nesta semana.
Mas há um embaraço na tramitação, porque, caso sejam
apreciadas as emendas de plenário, a PEC voltará ao
relator, Omar Aziz (PSD-AM), para novo parecer.
Nesse caso, seriam necessárias outras três sessões,
além das cinco iniciais, regimentais.
Posições – O governo Lula é a favor da PEC
221. Já Flavio Bolsonaro apresentou proposta
alternativa, que é lesiva aos trabalhadores.
Evidentemente que a direita manobra contra a PEC
221. Mas Flávio fica no fio da navalha, ou seja,
entre rejeitar a PEC 221 e apresentar o esbulho na
forma da PEC 12.
O sindicalismo já está em Brasília, fazendo gestões
junto ao Senado pela aprovação da PEC que acaba com
a 6×1 e reduz pra 40 horas a jornada.
Mais – Sites das Centrais, Senado e Diap
Fonte: Agência Sindical

14/10/2026 -
Lula cresce e reduz diferença para Flávio Bolsonaro:
49% a 51%, aponta PoderData
Pesquisa mostra recuperação do presidente, que
passou de 47% para 49% dos votos válidos em uma
semana. Flávio Bolsonaro recuou de 53% para 51%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu
a distância em relação a Flávio Bolsonaro (PL) na
disputa pelo segundo turno das eleições
presidenciais de 2026. Pesquisa PoderData, divulgada
nesta terça-feira (13) por Poder360, mostra que os
dois candidatos estão tecnicamente empatados,
considerando a margem de erro do levantamento.
Segundo a pesquisa, realizada pelo instituto
vinculado ao portal Poder360, Lula aparece com 49%
dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro
registra 51%. A margem de erro é de 1,8 ponto
percentual, para mais ou para menos.
O resultado representa uma recuperação do presidente
em comparação com o levantamento anterior, divulgado
em 8 de outubro. Na ocasião, Flávio Bolsonaro
liderava com 53% dos votos válidos, contra 47% de
Lula, uma diferença de seis pontos percentuais.
Em menos de uma semana, Lula avançou dois pontos
percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro recuou na
mesma proporção. Com isso, a distância entre os
candidatos caiu de seis para dois pontos
percentuais.
Recuperação após o primeiro turno
A pesquisa indica uma mudança no cenário eleitoral
após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro,
quando Flávio Bolsonaro terminou à frente do atual
presidente.
Na votação, o candidato do PL recebeu 47,03% dos
votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. O
resultado levou os dois candidatos à disputa do
segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O novo levantamento aponta uma redução da vantagem
de Flávio Bolsonaro e uma aproximação entre os dois
concorrentes, a menos de duas semanas da votação
decisiva.
Embora o candidato do PL permaneça numericamente à
frente, a diferença está dentro da margem de erro da
pesquisa, o que caracteriza o empate técnico.
Pesquisa ouviu 3 mil eleitores
O levantamento PoderData foi realizado em parceria com
o aplicativo Aya Bancah e ouviu 3 mil pessoas entre
os dias 10 e 12 de outubro, por telefone.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para
mais ou para menos. A pesquisa está registrada na
Justiça Eleitoral sob o número BR-01209/2026.
Os resultados mostram uma disputa mais equilibrada
em relação à semana anterior, mas não permitem
afirmar qual candidato vencerá o segundo turno.
Fonte: CartaCapital, com informações do PoderData,
publicada em 13 de outubro de 2026.

14/10/2026 -
Progresso de verdade se mede pelo respeito ao
trabalho; por Eduardo Annunciato Chicão
“Defendo governos que promovam desenvolvimento
com justiça social, respeitem a democracia e assumam
compromissos concretos com o trabalho digno. O
progresso que vale a pena é aquele que gera
oportunidades, distribui seus resultados e permite
viver melhor”.
O desenvolvimento de um país precisa aparecer na
vida das pessoas. Deve significar emprego formal,
salário digno, segurança no trabalho e tempo para
conviver com a família. Uma economia que cresce
enquanto amplia a insegurança e o esgotamento de sua
população deixa de cumprir sua função social. Por
isso, considero fundamental que o Brasil tenha
governos comprometidos com uma agenda progressista,
que coloque a dignidade humana no centro das
decisões.
Esse compromisso precisa ser demonstrado em ações.
Respeitar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),
fortalecer a fiscalização, estimular empregos com
carteira assinada e valorizar a negociação coletiva
são caminhos para construir uma sociedade menos
desigual. Nenhum governo merece reconhecimento
apenas pelo rótulo que adota. É nas políticas
públicas e nas escolhas concretas que se revela a
prioridade de uma administração.
Direitos trabalhistas são civilizatórios
A Constituição Federal estabelece direitos que não
podem ser tratados como obstáculos ao
desenvolvimento. Férias remuneradas com adicional de
um terço, décimo terceiro salário e repouso semanal
remunerado fazem parte dessa proteção. Respeitar a
Constituição significa também respeitar sua dimensão
social, assegurando que essas garantias sejam
cumpridas na prática.
Nessa perspectiva, a defesa do fim da escala 6×1,
com redução da jornada sem redução salarial,
representa uma pauta de progresso social. Trabalhar
seis dias para descansar apenas um restringe o tempo
disponível para estudar, cuidar da saúde, acompanhar
os filhos e participar da vida comunitária. O avanço
tecnológico e os ganhos de produtividade precisam
contribuir para melhorar a qualidade de vida.
Descanso não é privilégio: é parte de uma existência
digna.
Uma agenda progressista também deve enfrentar a
desigualdade entre homens e mulheres. Isso exige
igualdade de remuneração por trabalho de igual
valor, oportunidades de crescimento profissional,
combate ao assédio e políticas que reduzam a
sobrecarga do cuidado. Ampliar o acesso a creches e
promover a divisão das responsabilidades familiares
são medidas que ajudam a transformar igualdade
formal em igualdade real.
Na direção contrária, projetos conservadores que
defendem a redução da proteção trabalhista precisam
ser questionados. O argumento de que retirar
direitos seria condição para gerar empregos não pode
servir de justificativa automática para qualquer
reforma. Flexibilizar regras exige discutir quem
ganha, quem assume os riscos e quais garantias
permanecem.
Argentina: um exemplo preocupante
A Argentina oferece um exemplo preocupante. A reforma
trabalhista aprovada em 2026, no governo Javier
Milei, ampliou mecanismos de flexibilização da
jornada, incluindo banco de horas e compensação. As
mudanças abrem espaço para jornadas diárias de até
12 horas em determinadas condições, respeitados os
limites e descansos previstos, com compensação de
horas em lugar do pagamento correspondente como
extraordinárias nos regimes acordados. Não se trata
de uma jornada obrigatória de 12 horas para todos,
mas de uma mudança que merece crítica pelo potencial
de intensificar o trabalho.
Na minha avaliação, chamar esse caminho de
modernização não elimina o risco de retrocesso. Um
acordo formalmente voluntário pode ocorrer em uma
relação profundamente desigual, especialmente quando
o medo do desemprego reduz a capacidade de
negociação. Por isso, a proteção legal e a
representação sindical têm uma função indispensável.
O Brasil precisa rejeitar propostas que esvaziem a
CLT ou enfraqueçam direitos como as férias
remuneradas. É necessário rigor nessa discussão: as
férias também têm proteção constitucional, e sua
eliminação não depende simplesmente da vontade de um
presidente. Isso, porém, não dispensa a vigilância
sobre iniciativas que dificultem o exercício dos
direitos ou reduzam sua efetividade.
Defendo governos que promovam desenvolvimento com
justiça social, respeitem a democracia e assumam
compromissos concretos com o trabalho digno. O
progresso que vale a pena é aquele que gera
oportunidades, distribui seus resultados e permite
viver melhor.
O futuro do Brasil deve ser construído com mais
direitos, igualdade e dignidade!
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente
do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força Sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

14/10/2026 -
Kassio atende Flávio e suspende circulação de jornal
de sindicato
Sindicato dos Petroleiros de São Paulo
classificou medida de censura
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
Kassio Nunes Marques, mandou suspender a circulação
de um jornal do Sindicato dos Petroleiros de São
Paulo (Sindipetro Unificado).
A decisão foi tomada em sigilo, na semana passada,
após a campanha do candidato à Presidência da
República Flávio Bolsonaro (PL) alegar que o
sindicato teve sua estrutura usada para propaganda
eleitoral, ato ilegal de acordo com a legislação
eleitoral. Cerca de 30 mil exemplares foram
impressos.
Na publicação questionada, o sindicato escreveu as
razões pelas quais entende que eventual vitória de
Lula seria melhor para os trabalhadores da
Petrobras.
Ao concordar com as argumentações apresentadas pela
campanha de Flávio, Kassio determinou a suspensão
imediata da distribuição do jornal impresso e por
meio digital e o recolhimento dos exemplares que
ainda não foram distribuídos.
"A concessão da tutela torna-se necessária para
cessar a distribuição de propaganda eleitoral
irregular e reduzir os efeitos do eventual emprego
de recursos de fonte vedada na disputa eleitoral",
justificou.
Em caso de descumprimento, foi estipulada uma multa
de R$ 10 mil.
Censura
Em nota à imprensa, o Sindipetro Unificado classificou
a medida como censura e um "ataque à liberdade de
expressão".
"Impedir a circulação de uma publicação dedicada a
discutir os rumos da Petrobras representa
cerceamento da liberdade de expressão e do direito à
informação", declarou a entidade.
Fonte: Agência Brasil

14/10/2026 -
Ausência no 1º turno não impede voto no segundo;
entenda
Ausência na primeira votação não impede
participação no segundo turno, mas eleitor ainda
precisa justificar a falta.
Mais de 33,4 milhões de eleitores que não
compareceram às urnas no primeiro turno das
eleições, realizado no domingo (4), poderão votar
normalmente no segundo turno, marcado para 25 de
outubro. Isso porque, segundo o TSE, cada turno é
considerado uma votação independente. A ausência na
primeira etapa não impede a participação na segunda,
desde que o eleitor esteja em situação regular com a
Justiça Eleitoral.
No primeiro turno, cerca de 125,2 milhões de
brasileiros compareceram às urnas, o equivalente a
quase 79% dos mais de 158,7 milhões de eleitores
aptos a votar.
No dia 25 de outubro, os eleitores de todo o país
voltarão às urnas para escolher o presidente da
República. Também haverá segundo turno para
governador em cinco Estados (Acre, Amazonas,
Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins) e
no Distrito Federal.
Justificativa eleitoral
Quem deixou de votar no primeiro turno precisa
justificar a ausência à Justiça Eleitoral, mesmo que
compareça normalmente às urnas no segundo turno.
O prazo para apresentar a justificativa referente ao
primeiro turno termina em 3 de dezembro de 2026. Já
os eleitores que não comparecerem ao segundo turno
terão até 8 de janeiro de 2027 para justificar a
ausência.
A justificativa deve ser apresentada separadamente
para cada turno. Portanto, quem não votar em nenhuma
das duas etapas deverá apresentar duas
justificativas, respeitando os respectivos prazos.
O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo
e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral (Título
Net), disponível no portal do TSE, ou
presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.
Como justificar
Para justificar a ausência após a eleição, o eleitor
deverá informar o motivo do não comparecimento e
apresentar documentos que comprovem a
impossibilidade de votar. O pedido será analisado
pela Justiça Eleitoral.
A ausência em três eleições consecutivas, sem
justificativa ou pagamento das multas
correspondentes, poderá resultar no cancelamento do
título eleitoral. Para essa contagem, cada turno é
considerado uma eleição independente.
No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas
alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Para jovens de 16
e 17 anos, pessoas analfabetas e maiores de 70 anos,
o voto é facultativo.
Fonte: Congresso em Foco

13/10/2026 -
INPC
fica em 0,82% em setembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi
de 0,82% em setembro, 1,14 p.p. acima de agosto
(-0,32%). O INPC acumula alta de 4,01% no ano e de
4,29% nos últimos 12 meses, acima dos 3,98% dos 12
meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025,
a taxa foi de 0,52%.
Produtos alimentícios saíram de -0,34% em agosto
para 0,80% em setembro. Já a variação dos não
alimentícios passou de -0,31% em agosto para 0,83%
em setembro.
Quanto aos índices regionais, a maior variação
(1,09%) foi registrada em Belo Horizonte com as
altas da energia elétrica residencial (6,53%) e da
gasolina (3,79%). A menor variação ocorreu em
Fortaleza (0,59%), por conta dos recuos do frango
inteiro (-6,44%) e da roupa feminina (-2,39%).
Fonte: IBGE

13/10/2026 -
Na Pressão: NCST reforça mobilização pelo fim da
escala 6×1
O fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal
de 44 para 40 horas, sem redução salarial, são
reivindicações históricas da classe trabalhadora,
defendidas por todas as centrais sindicais e por
diversos movimentos sociais brasileiros.
A plataforma Na Pressão disponibiliza ferramentas
para que trabalhadores e dirigentes sindicais entrem
em contato com senadores, cobrem posicionamentos e
acompanhem a discussão da proposta no Congresso
Nacional.
A mobilização é fundamental para avançar na
conquista de melhores condições de trabalho, ampliar
o tempo de descanso e garantir mais qualidade de
vida aos trabalhadores.
Participe da
mobilização: Na Pressão.
Fonte: NCST

13/10/2026 -
NCST reúne dirigentes sindicais para analisar o
cenário eleitoral
Mais de 100 dirigentes sindicais participaram, nesta
sexta-feira (9), de uma reunião virtual da Nova
Central Sindical de Trabalhadores (NCST) para
discutir o cenário eleitoral e os desafios para a
atuação sindical no primeiro e no segundo turno das
eleições.
Mediado pela presidente da NCST, Sônia Zerino, o
encontro contou com a palestra “Análise sindical das
eleições: 1º e no 2º turno, o que fazer?”,
ministrada pelo jornalista, analista político e
assessor parlamentar do DIAP, André Santos.
Durante a reunião, foram discutidas estratégias para
fortalecer o diálogo com os trabalhadores, ampliar a
participação cidadã e aproximar as entidades
sindicais de suas bases e da sociedade.
Sônia Zerino destacou a importância da mobilização
presencial e digital, da articulação entre
sindicatos e centrais sindicais e do respeito à
diversidade de opiniões. Também ressaltou a
continuidade da atuação sindical em defesa dos
direitos trabalhistas e sociais, com destaque para a
luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da
jornada de trabalho sem redução salarial.
Nesse contexto, a presidente também mencionou a
plataforma Na
Pressão como ferramenta para ampliar a
mobilização e permitir que trabalhadores e
dirigentes sindicais manifestem suas posições e
cobrem dos senadores apoio às pautas de interesse da
classe trabalhadora.
Fonte: NCST

13/10/2026 -
Às ruas e às redes, sem perda de tempo
Segundo turno exige fazer o que faltou no
primeiro: ouvir, conversar, esclarecer e mobilizar
quem não votou.
A democracia não pode perder para a barbárie por
falta de diálogo.
por Marcos Verlaine*
A hora é de mobilização, com mais inteligência e
destemor. O segundo turno não permite acomodação. É
hora de ir às ruas e às redes, sem perda de tempo. O
que não foi feito no primeiro turno precisa ser
feito agora: conversar, ouvir, esclarecer e
convencer.
A disputa está longe de ser apenas eleitoral.
Estamos diante de escolha entre democracia e
barbárie, entre um projeto que defende o Estado
Democrático de Direito e outro que ameaça aprofundar
a intolerância, o autoritarismo e a destruição de
direitos.
Mas não basta falar para os já convencidos. É
preciso sair da bolha. Ouvir as pessoas, compreender
suas angústias, suas dúvidas e suas razões. Quem
quer convencer precisa primeiro saber escutar.
Reduzir a diferença
Lula terminou a primeira rodada com pouco mais de 2
milhões de votos atrás de Flávio Bolsonaro. A
diferença é significativa, mas absolutamente
reversível.
E a estratégia precisa ser objetiva: reduzir a
distância onde Lula perdeu, ampliar a vantagem onde
venceu e buscar o voto de quem não foi votar.
Esse último contingente pode ser decisivo.
Há milhões de brasileiros que ficaram fora da
eleição. Não se trata apenas de perguntar por que
não votaram, mas de criar as condições para que
possam ir às urnas. É preciso mostrar que, neste
segundo turno, cada voto terá peso ainda maior.
Convencer sem arrogância
Não haverá virada baseada em discurso pronto ou em
comemoração antecipada. Tampouco em moralismo,
arrogância ou na certeza de que “todo mundo já sabe”
o que está em jogo.
É preciso explicar, comparar propostas, desmontar
mentiras e mostrar, de maneira concreta, o que cada
projeto representa para o emprego, o salário, a
jornada de trabalho, a educação, a saúde, a
democracia e os direitos sociais.
E fazer isso olhando nos olhos das pessoas. Nas
comunidades, nos locais de trabalho, nas escolas,
nas universidades, nos sindicatos, nas igrejas, nas
periferias e nas redes digitais.
Cada voto conta
A campanha precisa transformar indignação em
organização. Cada militante deve ser um agente de
diálogo; cada sindicato, movimento social e
organização popular precisa ocupar seu espaço; cada
cidadão comprometido com a democracia pode ajudar a
convencer mais 1 eleitor.
Não há tempo para esperar que o outro faça.
O resultado do primeiro turno mostrou que a eleição
está aberta. O segundo turno será decidido por quem
conseguir falar com aqueles que ainda estão
indecisos, com os que se afastaram da política e,
sobretudo, com os milhões que não compareceram às
urnas.
É hora de descer do palanque, ouvir mais, conversar
mais e trabalhar mais.
Porque, desta vez, não basta vencer uma eleição. É
preciso impedir que a democracia seja derrotada pela
barbárie.
Às ruas. Às redes. Ao diálogo. Ao voto. E sem perda
de tempo.
* Marcos Verlaine - Jornalista, analista político
e assessor parlamentar do Diap
Fonte: Portal Vermelho

13/10/2026 -
Lula leva 1 milhão à Paulista, anima militância e
convoca virada
Marcha pela Democracia tomou a principal avenida
de São Paulo com mistura de juventude, movimentos
sociais e nordestinos; em discurso combativo, Lula
pediu engajamento para buscar os 30 milhões de
eleitores que não votaram.
A Avenida Paulista se transformou, neste domingo
(11), em um mar de gente e em um termômetro do ânimo
da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva. Com cerca de 1 milhão de pessoas, o
ato batizado de “Marcha pela Democracia” e “Dia 11,
a aula é nas ruas” mostrou uma base mobilizada,
diversa e combativa, misturando estudantes,
movimentos sociais, partidos de esquerda e
comunidades de fãs de artistas.
A mobilização em São Paulo marca o início da
ofensiva da campanha no Sudeste. Nos próximos dias,
Lula seguirá com atos temáticos no Rio de Janeiro e
em Minas Gerais. A região soma quase 40% do
eleitorado nacional e deu vantagem ao presidenciável
Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A mensagem das
ruas de São Paulo foi clara: a tropa está animada,
organizada e pronta para a batalha final.
O chamado aos 30 milhões
Em seu discurso, em frente ao Museu de Arte de São
Paulo (Masp), Lula fez um balanço de sua trajetória
e traçou o plano de governo para um futuro focado na
revolução tecnológica, na inteligência artificial e
na segurança pública. Mas o recado final foi um
chamado direto à responsabilidade individual de cada
eleitor.
“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não
foram votar”, disse Lula, referindo-se à abstenção
no primeiro turno. “Nós temos a obrigação de
conversar com as pessoas. Se o Lula, com 81 anos de
idade, está com a saúde que tá, é porque eu quero
provar que a idade não faz a gente ficar velho. O
que faz a gente ficar velho é a falta de motivação,
é a falta de compromisso”, agregou o presidente, que
prometeu transformar o Brasil em uma grande nação.
Matéria completa:
https://vermelho.org.br/2026/10/11/com-um-milhao-na-paulista-ato-por-lula-anima-militancia-e-convoca-virada/
Fonte: Portal Vermelho

13/10/2026 -
Plano de Flávio ameaça benefícios previdenciários
para gestantes de alto risco
Prometendo cortes de gastos e redução drástica da
estrutura do Estado caso seja eleito, o programa de
governo de Flávio Bolsonaro é uma ameaça a direitos
já conquistados pelos brasileiros, como ajuda a
gestantes, programas de controle de saúde mental no
trabalho, além de direitos trabalhistas e
previdenciários, aliás, como ocorreu amplamente no
governo do seu pai, Jair Bolsonaro.
O programa não especifica quais regras seriam
mantidas ou mudadas, mas promete “ampla revisão
normativa infralegal” na gestão pública e nas áreas
tributária, previdenciária e trabalhista para
eliminar o que classifica como “excesso de regras
que trava a economia e encarece a máquina”. Na
prática, isso significa uma “ampla” revisão de
decretos, portarias e outras normas que hoje
regulamentam esses e outros direitos previstos em
lei.
Muitos desses direitos foram estabelecidos
recentemente, desde que o presidente Lula assumiu o
governo. Um exemplo é a proteção previdenciária para
gestantes de alto risco, ampliada este ano pela
Portaria Interministerial MPS/MS nº 15. A medida
incluiu a gestação de alto risco na lista de
condições que permitem a concessão de benefícios por
incapacidade sem a exigência da carência mínima de
12 contribuições mensais.
Com isso, seguradas do INSS que tenham uma gestação
de alto risco podem ter acesso ao benefício por
incapacidade temporária, o antigo auxílio-doença, ou
ao benefício por incapacidade permanente, antiga
aposentadoria por invalidez, mesmo sem ter cumprido
as 12 contribuições exigidas nos casos em geral.
Essa portaria inclui ainda outras condições graves,
como câncer, Parkinson, esclerose múltipla,
cardiopatia grave e acidente vascular encefálico
agudo.
Outro exemplo que, de acordo com o programa de
Flávio Bolsonaro, pode estar em jogo, também
estabelecido este ano, diz respeito a saúde e
segurança no trabalho. A Norma Regulamentadora nº 1
(NR-1), que estabelece regras gerais sobre saúde no
trabalho e complementa a portaria do Ministério do
Trabalho publicada em 2024, regulamenta dispositivos
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e
estabelece controle sobre temas como sobrecarga de
trabalho, assédio e falta de suporte aos
trabalhadores.
Assim como Flávio, o Bolsonaro pai também editou um
decreto parecido, por exemplo, o Programa Permanente
de Consolidação, Simplificação e Desburocratização
de Normas Trabalhistas Infralegais, que serviu
apenas para retirar direitos dos trabalhadores. Esse
programa foi revogado pelo presidente Lula assim que
assumiu o governo.
O decreto de Bolsonaro reuniu em um único marco
regras que alcançavam fiscalização trabalhista,
saúde e segurança no trabalho, elaboração e revisão
das Normas Regulamentadoras, equipamentos de
proteção individual, registro eletrônico de jornada
e outros temas.
O programa de governo de Flávio Bolsonaro tem como
prioridade o controle das despesas do governo,
cortes e contenções que podem afetar saúde,
educação, previdência social, planos de moradia
popular, condições de trabalho e regras
trabalhistas, enfim, todas as áreas da vida da
população.
Fonte: Hora do Povo

09/10/2026 -
Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre apoio ao fim da
escala 6x1
Candidato à reeleição também defendeu PEC da
Segurança Pública
O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz
Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira
(7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a
proposta de redução da jornada de trabalho 6x1, que
prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem
redução salarial.
Em discurso durante plenária do PT com
parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar
a posição do adversário sobre o tema.
“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai
votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E
desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”,
disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se
manifestado contrariamente à proposta.
O candidato do PL tem defendido que o trabalhador
deve ter liberdade para escolher sua própria carga
horária.
“Nossa proposta é dar liberdade para que o
trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme
a sua possibilidade e necessidade. Quem quer
trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer
trabalhar menos vai ter o direito de priorizar
outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro
em entrevista nesta terça-feira (6).
Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria
vantagens para os trabalhadores.
“Eles estão inventando uma história, como se, em um
acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma
vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir
a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e
dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.
Segurança Pública
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC
da Segurança Pública, uma das principais propostas
do governo para ampliar a coordenação entre União,
estados e municípios no enfrentamento ao crime
organizado.
Segundo ele, a experiência das últimas décadas
mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta”
da responsabilidade atribuída pela Constituição de
1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação
federal por meio da Polícia Federal, da Polícia
Rodoviária Federal e da Polícia Penal.
O presidente também afirmou que o governo pretende
transformar 138 unidades prisionais em presídios de
segurança máxima para enfraquecer facções
criminosas. Também está entre as prioridades a
criação do Ministério da Segurança Pública após a
aprovação da PEC.
Ao resumir a diretriz que defende para o setor de
segurança, Lula disse que sua campanha adotará o
lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o
bandido: prisão”.
Fonte: Agência Brasil

09/10/2026 -
ANEEL debate possível caducidade da concessão da
Enel
Reunião da ANEEL discute possível caducidade da
Enel. Chicão acompanha debate e defende
fiscalização, investimentos e empregos
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
realizou sua 20ª Reunião Pública Ordinária da
Diretoria de 2026, com debates sobre questões
importantes do setor elétrico.
Entre os principais assuntos da reunião, ganhou
destaque a possível caducidade da concessão da Enel
Distribuição São Paulo, medida que pode provocar
mudanças significativas no setor.
Nesse contexto, o encontro abordou uma questão que
envolve a prestação de serviços essenciais, além de
possíveis impactos sobre trabalhadores, contratos,
investimentos e consumidores paulistas.
O debate também reforçou a importância da
fiscalização regulatória e do cumprimento das
obrigações contratuais, especialmente diante dos
problemas enfrentados pela concessionária em São
Paulo.
Chicão acompanha debate e defende fiscalização
O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São
Paulo (STIEESP), Eduardo Annunciato, o Chicão,
participou da reunião e acompanhou as discussões
sobre o futuro da concessão.
Para o dirigente sindical, a possível caducidade
exige responsabilidade, pois uma mudança precipitada
pode comprometer empregos, contratos, investimentos
e a continuidade dos serviços de energia elétrica.
“O Sindicato defende que a ANEEL exerça seu papel de
fiscalização, cobrando da Enel investimentos,
manutenção da rede e melhoria efetiva na qualidade
do serviço, com metas e prazos claros”, afirma o
presidente.
Caducidade não é solução
Além disso, Chicão defende que a ANEEL cobre
resultados concretos da Enel, estabeleça
responsabilidades e acompanhe rigorosamente o
cumprimento das obrigações previstas no contrato de
concessão.
Segundo o posicionamento sindical, a concessionária
precisa responder por eventuais descumprimentos,
enquanto a perda da concessão deve representar uma
consequência caso a empresa desrespeite
determinações regulatórias.
Trabalhadores também estão no centro do debate
Nesse sentido, o Sindicato destaca que qualquer
decisão precisa considerar os profissionais
responsáveis pela operação, manutenção e atendimento
das ocorrências registradas diariamente no sistema
elétrico paulista.
Por fim, o STIEESP continuará acompanhando as
discussões na ANEEL, defendendo empregos, direitos,
segurança dos eletricitários e melhorias efetivas na
qualidade dos serviços prestados à população.
Fonte: Rádio Peão Brasil

09/10/2026 -
Paim: Redução da jornada é reivindicação histórica
Ao discursar em Plenário nesta quarta-feira (7), o
senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu mais uma vez a
redução da jornada de trabalho, por meio da
aprovação da PEC 221/2019 — proposta de emenda à
Constituição que está em discussão na Casa.
Ele destacou que essa é uma reivindicação histórica
que acompanha as mudanças nas relações laborais dos
últimos séculos.
— O mundo está avançando. O Brasil precisa avançar.
Lembramos que lá atrás eram praticamente 60 horas
por semana, e o mundo caminhou para menos de 40
horas. O Brasil está agora lutando para chegar às 40
horas. Isso não é ruptura com a história; é
continuidade da história. É a própria história
conquistando o seu tempo — declarou.
Paim argumentou que, em razão dos avanços
tecnológicos, os trabalhadores hoje podem ter mais
tempo livre para consumir bens e serviços, ou seja,
têm mais tempo para movimentar a economia.
— Uma pessoa descansada não é uma pessoa que deixou
de produzir; é uma pessoa que produz melhor e tem
até condições de passear com a família. O corpo
humano tem limites, a mente humana tem limites, o
descanso não é luxo. O descanso é uma necessidade e
faz muito bem para a saúde — disse ele.
Ao criticar a escala 6x1, ele afirmou que nela
muitos trabalhadores precisam utilizar o único dia
de folga para realizar tarefas domésticas e cuidar
da família — especialmente as mulheres. Ele reiterou
que o debate sobre a redução da jornada também
envolve saúde, segurança e qualidade de vida.
Fonte: Agência Senado

09/10/2026 -
Eleito senador, Mauro Mendes defende jornada diária
de até 16 horas
Declaração ocorre no momento em que o Senado
discute justamente a redução da jornada semanal para
40 horas e o fim da escala 6x1.
Eleito senador por Mato Grosso nas eleições de 2026,
Mauro Mendes (União) defendeu uma flexibilização das
regras trabalhistas brasileiras para permitir
jornadas diárias que possam chegar a 12, 14 ou até
16 horas, desde que o trabalhador seja remunerado
por isso.
A declaração ocorre no momento em que o Senado
discute justamente a redução da jornada semanal para
40 horas e o fim da escala 6x1. Mendes foi o
candidato mais votado para o Senado em Mato Grosso,
com 1.187.352 votos, equivalentes a 33,21% dos votos
válidos, e tomará posse em fevereiro de 2027.
"Eu, particularmente, defendo que o trabalhador no
Brasil possa trabalhar como se trabalha nos Estados
Unidos", afirmou. Segundo o senador eleito,
brasileiros que migram para os EUA chegam a
trabalhar "12, 14, 16 horas por dia" e recebem mais
por isso.
"No Brasil, se um trabalhador trabalhar 11 horas por
dia, o patrão, a empresa, vai ser processado por
trabalho escravo. Olha que absurdo", disse Mendes. O
Código Penal enquadra como condição análoga à de
escravo situações como trabalho forçado, jornada
exaustiva, condições degradantes ou restrição de
locomoção.
Pelas regras gerais da CLT, a duração normal da
jornada não deve ultrapassar oito horas por dia. A
legislação permite o acréscimo de até duas horas
extras diárias, mediante acordo individual,
convenção ou acordo coletivo, com remuneração
adicional ou compensação pelas regras aplicáveis.
Por isso, a comparação feita por Mendes entre o
simples cumprimento de 11 horas de trabalho e uma
acusação de trabalho escravo não corresponde
diretamente ao que estabelece a legislação. A
caracterização de "jornada exaustiva", mencionada no
artigo 149 do Código Penal, depende das
circunstâncias concretas e está associada à violação
da dignidade e das condições de saúde e segurança do
trabalhador, e não apenas a um número isolado de
horas trabalhadas.
Fonte: Congresso em Foco

09/10/2026 -
BC cria indicador para acompanhar reajustes
salariais negociados
Ganhos reais foram mais frequentes em períodos de
baixa desocupação
O Banco Central (BC) passará a divulgar mensalmente um
novo conjunto de indicadores sobre reajustes
salariais negociados em convenções coletivas de
trabalho. A iniciativa deve ampliar a capacidade de
monitorar as condições do mercado de trabalho e seus
efeitos sobre a inflação.
Com base em informações do Sistema de Negociações
Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do
Trabalho e Emprego, os indicadores mostrarão os
percentuais de reajustes negociados e a proporção de
acordos que resultaram em aumentos acima, abaixo ou
em linha com a inflação.
As estatísticas incluirão os reajustes nominais, que
representam o aumento dos salários em valores
correntes, e os reajustes reais, que descontam a
inflação e indicam se houve ganho efetivo de poder
de compra para os trabalhadores.
A nova base permitirá ao BC acompanhar com maior
precisão o comportamento das negociações salariais e
avaliar como as condições do mercado de trabalho
influenciam a dinâmica dos salários.
Estudo divulgado pelo BC mostra que ganhos reais de
salário tendem a ser mais frequentes em períodos de
mercado de trabalho aquecido e de baixa taxa de
desemprego.
De acordo com a autoridade monetária, esse movimento
foi observado entre 2012 e 2014 e voltou a aparecer
a partir de 2023, quando cresceu a proporção de
convenções coletivas com reajustes acima da
inflação.
Segundo a análise, os reajustes negociados mantêm
forte relação com a inflação medida pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Embora não haja obrigação legal de reposição
integral das perdas inflacionárias, a inflação
acumulada continua sendo uma das principais
referências para trabalhadores e empregadores
durante as negociações.
Ferramenta adicional
A divulgação regular dos indicadores ampliará o
conjunto de informações disponíveis para a sociedade
acompanhar a evolução dos salários negociados no
país e sua relação com a inflação.
Os dados abrangem convenções coletivas de todas as
regiões e dos principais setores da economia, como
agropecuária, indústria, construção, comércio e
serviços, e estarão disponíveis no Sistema
Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco
Central.
Fonte: Agência Brasil

08/10/2026 -
Na Pressão mobiliza pela redução de jornada e fim da
escala 6×1
Plataforma permite cobrar senadores pela
aprovação do fim da escala 6×1 e redução da jornada
semanal, sem redução dos salários
A plataforma Na Pressão intensifica a mobilização
para trabalhadores cobrarem dos senadores a
aprovação do fim da escala 6×1 e redução da jornada.
Atualmente, a campanha defende reduzir a jornada
semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial,
além de garantir o fim da escala 6×1.
A Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de maio, a
Proposta de Emenda à Constituição que estabelece
essas mudanças nas relações trabalhistas.
Entretanto, para que a mudança avance, a PEC ainda
precisa da aprovação do Senado Federal, etapa
considerada decisiva pela campanha organizada na
plataforma digital.
Por isso, a iniciativa busca ampliar a participação
popular e estimular trabalhadores, sindicalistas e
movimentos sociais a cobrarem diretamente
posicionamentos dos senadores sobre a proposta.
Trabalhadores podem cobrar senadores
Além disso, a ferramenta permite selecionar
parlamentares e enviar mensagens diretamente por
e-mail, WhatsApp e outras redes sociais,
fortalecendo a mobilização nacional dos
trabalhadores.
A plataforma também permite acompanhar
posicionamentos dos senadores, classificados entre
favoráveis, contrários e indecisos, direcionando a
mobilização principalmente aos parlamentares que
ainda não definiram voto.
Luta histórica
Conforme destaca a campanha, a mudança representa uma
reivindicação histórica da classe trabalhadora,
defendida pela CUT, demais centrais sindicais e
diferentes movimentos sociais brasileiros
organizados.
Nesse sentido, a mobilização associa redução da
jornada ao direito ao descanso, convivência familiar
e melhoria das condições de vida, mantendo
integralmente os salários dos trabalhadores.
A campanha reforça que a participação popular pode
ampliar a cobrança sobre o Senado e transformar uma
reivindicação histórica dos trabalhadores
brasileiros em direito constitucional efetivo.
Participe Aqui
da mobilização
Fonte: Rádio Peão Brasil

08/10/2026 -
Centrais sindicais defendem Lula e ampliação do
diálogo no segundo turno
Nota assinada por oito lideranças pede correção
de rumos na campanha, fortalecimento das alianças e
aproximação com eleitores de outros candidatos
Em sua primeira manifestação unitária após o
primeiro turno das eleições presidenciais, oito
centrais sindicais defenderam a eleição de Luiz
Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin e fizeram um
chamado à ampliação do diálogo com a sociedade.
Divulgado nesta terça-feira (6), o documento também
propõe reconhecer as limitações da campanha e
corrigir rumos para o segundo turno.
Intitulada “Dialogar,
ampliar alianças e defender o futuro do Brasil”,
a nota afirma que estão em disputa dois projetos: um
que valoriza o trabalhador e apoia sua ascensão e
outro que considera o empobrecimento e a
desigualdade consequências aceitáveis da manutenção
de privilégios.
As entidades associam a eleição de Lula ao
fortalecimento da atuação do Executivo junto ao
Congresso Nacional em defesa de reivindicações
trabalhistas, como o fim da escala 6×1 e a redução
da jornada sem redução salarial.
Reconhecer limitações e corrigir rumos
O documento pede uma avaliação do resultado das urnas
e da própria atuação na campanha. “É hora de
recalibrar, reconhecer quais foram as limitações e
corrigir rumos”, afirmam as lideranças.
Para as centrais, é necessário explicar melhor os
projetos de desenvolvimento em disputa, ouvir mais a
população e fortalecer as relações políticas que
assegurem amplitude à aliança.
A nota também defende que a campanha ultrapasse sua
base de apoio. “É preciso romper a bolha e olhar
para o conjunto da sociedade, e não apenas para
partes dela, compreendendo quais temas nos unem e
quais nos dividem”, destaca o texto.
Diálogo com eleitores e novas alianças
As entidades propõem conversar com quem votou em
Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Flávio
Bolsonaro, assim como com os brasileiros que votaram
em branco, anularam o voto ou não compareceram às
urnas.
“Dialogar não é apenas apresentar uma opinião: é
ouvir, compreender a realidade e as motivações do
outro”, ressalta o documento.
No campo político, as centrais defendem a
reconstrução de pontes com lideranças e partidos que
estão além da atual aliança em torno de Lula e
Alckmin. “Agora é a hora da grande política”,
afirmam.
Ao concluir, as organizações sustentam que as
conquistas necessárias à classe trabalhadora e ao
povo estão alinhadas ao projeto de Lula e Alckmin e
alertam: “O futuro do Brasil e dos brasileiros está
em jogo!”
Signatários
Assinam a manifestação Sérgio Nobre, presidente da
CUT; Miguel Torres, presidente da Força Sindical;
Ricardo Patah, presidente da UGT; Ronaldo Leite,
presidente em exercício da CTB; Antonio Neto,
presidente da CSB; Sônia Maria Zerino da Silva,
presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST); Nilza Pereira, secretária-geral da
Intersindical Central da Classe Trabalhadora; e José
Gozze, presidente da PÚBLICA — Central do Servidor.
Leia aqui a nota na íntegra:
Dialogar, ampliar alianças e defender o futuro do
Brasil
Fonte: Rádio Peão Brasil

08/10/2026 -
A
democracia precisa de todos nós
Fãs de Beyoncé, Taylor Swift, BTS, entre outros,
usam redes para apoiar Lula. Comunidades treinadas
organizam mutirões, produzem conteúdo e transmitem
mensagens. Ações buscam alcançar mais de 33 milhões
que não votaram.
Há momentos em que a democracia exige mais do que
votar. Exige mobilização, organização e disposição
para convencer. O segundo turno de 2026 é um desses
momentos especiais da política da vida.
Diante da ameaça representada pelo avanço da extrema
direita e dos ataques recorrentes ao Estado de
Direito, toda ajuda democrática é fundamental. Não
basta esperar que partidos, candidatos ou governos
façam o trabalho. A democracia é construção
coletiva. E sua defesa também.
É nesse sentido que chama atenção a mobilização
espontânea de comunidades de fãs de artistas
nacionais e internacionais. São os chamados
fandoms¹ ligados a Beyoncé, Taylor Swift,
BTS, Lady Gaga, Bad Bunny, Billie Eilish, Anitta,
Luísa Sonza, Marina Sena e tantos outros colocaram
as redes digitais deles à disposição da campanha de
Lula.
Não falam ou se posicionam em nome dos artistas. São
comunidades organizadas por fãs, mas que aprenderam
a produzir conteúdo, mobilizar pessoas e fazer
circular mensagens em escala.
Força que os partidos precisam enxergar
O dado mais importante talvez esteja fora das urnas:
mais de 33 milhões de brasileiros não votaram no
primeiro turno.
Não significa que esses eleitores estejam esperando
Lula. Tampouco que possam ser automaticamente
convertidos em votos. Significa que existe parcela
gigantesca da sociedade que precisa ser alcançada,
ouvida e convencida a ir votar e se posicionar pela
democracia.
E aqui há lição para partidos e campanhas. Os
fandoms entenderam algo que a política tradicional
frequentemente esquece: “ninguém precisa fazer tudo,
mas todos podem fazer alguma coisa”, esta é a
mensagem dos fandoms à campanha de Lula.
Um eleitor pode conversar com um vizinho. Outro pode
produzir um vídeo. Outro pode compartilhar uma
informação correta. Outro pode organizar uma
reunião. Outro pode colocar a profissão, o
conhecimento ou a rede de contatos a serviço da
democracia.
É assim que uma comunidade deixa de ser audiência e
se transforma em força política.
Esperança é ação
A esperança não pode ser confundida com espera.
Esperança sem ação é apenas desejo.
O resultado do primeiro turno não autoriza
triunfalismo, mas tampouco permite fatalismo. A
diferença entre Lula e Flávio foi pouco superior a
2,2 milhões de votos, enquanto dezenas de milhões de
eleitores não compareceram às urnas.
É verdade, trata-se de eleição difícil. Mas difícil
não significa decidida.
Lula já protagonizou algumas das maiores rupturas da
história eleitoral brasileira. Perdeu 3 eleições
presidenciais antes de chegar ao Planalto, em 2002.
Em 2022, derrotou um presidente que buscava a
reeleição e tornou-se o primeiro brasileiro eleito 3
vezes para a Presidência.
Agora, há nova possibilidade histórica: ser o
primeiro presidente brasileiro a vencer o segundo
turno depois de terminar o primeiro em segundo
lugar.
Democracia não se terceiriza
O que está em jogo ultrapassa a preferência por
candidato. É a escolha entre preservar e aprofundar
a democracia ou permitir que a política seja
capturada pelo autoritarismo, pela intolerância e
pela negação das instituições.
Por isso, cada pessoa que acredita no Estado de
Direito tem responsabilidade. Não é preciso ser
militante, influenciador ou dirigente partidário. É
preciso não permanecer indiferente.
A extrema direita aprendeu a usar redes, comunidades
e afetos para mobilizar. A democracia precisa
aprender a fazer o mesmo. Mas sem mentira, sem ódio
e sem manipulação.
A história ainda está sendo escrita. E ninguém está
fora dessa.
Neste momento, toda ajuda conta. Toda conversa
conta. Todo voto conta. Toda pessoa mobilizada
conta. Porque a democracia não será salva por
espectadores. Democracia precisa de cidadãos
dispostos a defendê-la.
_____________
¹ Fandom é subcultura ou comunidade digital
formada por pessoas que compartilham paixão profunda
por temas em comum, como artistas, séries, filmes,
jogos ou animes. O termo une as palavras em inglês
fan — fã — e o sufixo -dom, que indica estado ou
reino, traduzido livremente como “reino dos fãs”.
Fonte: Portal Vermelho

08/10/2026 -
Novo Congresso ameaça avanço do fim da escala 6×1
Nova composição do Congresso dificulta fim da
escala 6×1 e amplia preocupação sindical com
possíveis mudanças nos direitos trabalhistas
O resultado das eleições de 2026 pode dificultar
significativamente o avanço do fim da escala 6×1,
uma das principais reivindicações atuais dos
trabalhadores brasileiros.
A proposta em discussão pretende reduzir a jornada
de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias
de descanso, sem qualquer redução dos salários
atuais.
Além disso, o governo Lula busca manter o calendário
de discussão no Senado, enquanto setores da oposição
trabalham para adiar a apreciação dessa importante
matéria.
Entretanto, o debate trabalhista poderá seguir
caminho contrário, porque parlamentares
conservadores defendem mudanças profundas na
legislação aprovada durante décadas de organização
dos trabalhadores brasileiros.
PEC propõe pagamento pelas horas trabalhadas
Nesse cenário, a PEC 12/2026, apresentada pelo senador
Rogério Marinho, ganhou destaque ao propor mudanças
significativas nas regras sobre jornada e
remuneração dos trabalhadores.
A proposta elimina o conceito de jornada mínima e
estabelece pagamento pelas horas efetivamente
trabalhadas, mantendo recolhimentos proporcionais
relacionados aos direitos previstos pela legislação
trabalhista.
Seus defensores apresentam a medida como ampliação
da “liberdade ao trabalhador”, permitindo que
empregados negociem diretamente com empregadores a
duração das respectivas jornadas de trabalho.
Por outro lado, sindicalistas e especialistas
criticam a proposta porque enxergam riscos para
previsibilidade salarial, negociação coletiva e
proteção garantida aos trabalhadores pela
Constituição Federal.
Segundo essas avaliações, o pagamento exclusivamente
por horas trabalhadas poderia reduzir indiretamente
salários e enfraquecer acordos coletivos mediados
pelos sindicatos nas diferentes categorias
profissionais brasileiras.
Negociação coletiva também entra no debate
Além disso, propostas defendidas por setores
conservadores pretendem ampliar novamente o chamado
“negociado sobre o legislado”, princípio que marcou
profundamente a reforma trabalhista aprovada em
2017.
O debate envolve ainda maior espaço para contratos
individuais, enquanto sindicatos defendem
negociações coletivas capazes de equilibrar relações
entre trabalhadores e empresas nas diferentes
categorias.
Outro ponto de preocupação envolve declarações sobre
uma eventual revisão das reformas trabalhista e
previdenciária, incluindo possíveis mudanças nas
atuais regras para aposentadoria dos brasileiros.
Diante desse cenário, o movimento sindical terá
papel decisivo na defesa dos direitos, fortalecendo
mobilização, negociação coletiva e diálogo com
trabalhadores e parlamentares democraticamente
eleitos.
Assim, temas como fim da escala 6×1, redução da
jornada sem redução salarial e proteção
previdenciária permanecem centrais na agenda
sindical brasileira dos próximos anos.
Fonte: Rádio Peão Brasil

07/10/2026 -
Direitos dos trabalhadores entram no centro do
debate
Para o movimento sindical, o segundo turno também
representa uma oportunidade para colocar
reivindicações históricas e atuais dos trabalhadores
no centro do debate político nacional
Entre essas pautas, destaca-se o fim da escala 6×1,
proposta que relaciona diretamente jornada,
descanso, saúde, convivência familiar e melhor
qualidade de vida.
Além disso, a redução da jornada sem redução
salarial permanece entre as principais
reivindicações sindicais, relacionando
produtividade, avanços tecnológicos e melhores
condições de trabalho.
A Câmara aprovou neste ano proposta que reduz
gradualmente a jornada semanal para 40 horas,
garante duas folgas semanais e mantém integralmente
os salários.
Valorização do salário mínimo
Outro ponto fundamental envolve a valorização
permanente do salário mínimo, instrumento que
influencia diretamente trabalhadores, aposentados,
pensionistas e beneficiários da proteção social em
todo país.
Nesse sentido, o movimento sindical defende
políticas que assegurem ganhos reais, ampliem o
poder de compra das famílias e fortaleçam o mercado
interno brasileiro.
Negociação coletiva
O fortalecimento da negociação coletiva aparece como
instrumento essencial para ampliar direitos,
construir melhores condições laborais e equilibrar
relações entre capital e trabalho.
Sindicatos também reivindicam maior participação dos
trabalhadores nas decisões sobre jornadas, salários,
benefícios, ambientes laborais, novas tecnologias e
mudanças na organização produtiva das empresas.
Proteção previdenciária
A proteção previdenciária também integra essa agenda,
enquanto sindicatos defendem aposentadorias dignas,
segurança social e políticas públicas capazes de
proteger trabalhadores durante toda vida laboral.
Por isso, entidades sindicais defendem que eventuais
ajustes econômicos preservem direitos
previdenciários e evitem transferir aos
trabalhadores os maiores custos das mudanças fiscais
propostas.
Emprego digno e direitos sociais
Portanto, além de acompanhar alianças partidárias, o
movimento sindical busca cobrar compromissos
concretos relacionados ao emprego digno, renda,
direitos sociais e valorização do trabalho.
Nesse cenário, democracia e direitos caminham
juntos, enquanto a participação dos trabalhadores no
debate público amplia a capacidade coletiva de
defender conquistas sociais já alcançadas.
Assim, o segundo turno também coloca em discussão
projetos distintos para desenvolvimento, emprego e
proteção social, temas que impactam diretamente
milhões de trabalhadores brasileiros diariamente.
Para o sindicalismo, o debate precisa apresentar
respostas concretas sobre quem trabalha e produz
riqueza, considerando direitos, renda, proteção
social, desenvolvimento e qualidade de vida.
Fonte: Rádio Peão Brasil

07/10/2026 -
A barbárie
não pode vencer
Para derrotar a extrema direita, a campanha de
Lula precisa descer do salto, fazer campanha de
verdade, recuperar terreno onde perdeu e falar com
quem ainda não decidiu.
Por: Marcos Verlaine*
A eleição entrou na fase decisiva. E não há espaço
para acomodação. A campanha de Lula precisa descer
do salto e fazer campanha real, com os pés no chão,
disposição para ouvir e capacidade de disputar cada
voto.
O segundo turno não será vencido apenas com o
reconhecimento do que o governo fez, mas pela
capacidade de transformar realizações em esperança
de que o futuro será ainda melhor, convencimento e
voto.
É preciso olhar o mapa eleitoral sem ilusões.
Onde Lula perdeu, é necessário reduzir a diferença.
Onde venceu, é preciso ampliar e muito.
Cada estado, cada região, cada cidade e, sobretudo,
cada segmento social precisa ser tratado como espaço
de disputa política. Não existe voto garantido.
Comunicação não pode ser acessória
Há outro desafio incontornável: melhorar
substantivamente a comunicação do governo e da
campanha. O governo produz resultados, mas nem
sempre consegue fazer com que esses resultados
cheguem à população de maneira compreensível, direta
e politicamente eficaz.
Não basta anunciar programas, números e medidas. É
preciso explicar o que mudou na vida das pessoas,
quem fez a mudança acontecer e quem pretende
interrompê-la. A extrema direita sabe simplificar a
mensagem, explorar medos e fabricar inimigos.
A resposta a isso não pode ser burocrática nem
tecnocrática.
É necessário falar a língua do povo, disputar as
redes, ocupar as ruas e reconstruir uma comunicação
política que tenha emoção, clareza e sentido de
futuro.
Ir atrás de quem não votou
Existe ainda enorme frente de batalha: quem não votou
em nenhum dos 2 campos no primeiro turno. Esse
eleitor não pode ser tratado como espectador. É
preciso ir atrás dele.
Conversar, ouvir, responder dúvidas, reconhecer
problemas e apresentar razões concretas para votar
em Lula. Sem arrogância, sem sermão e sem imaginar
que todo eleitor que não votou no presidente é
adversário.
A eleição será decidida também pela capacidade de
mobilizar quem está distante, desinteressado ou
descrente da política.
O que está em jogo
Não se trata apenas de escolher entre 2 candidatos.
Está em disputa os rumos do País.
De um lado, a possibilidade de aprofundar políticas
de desenvolvimento, emprego, inclusão social,
soberania e democracia. De outro, uma extrema
direita que já demonstrou não ter limites para
atacar instituições, direitos e a própria
convivência democrática.
Por isso, a campanha precisa combinar governo,
militância e sociedade. É hora de baixar a guarda,
aumentar a presença, multiplicar a conversa e
ampliar as alianças.
A barbárie não pode vencer. E essa não será
derrotada por soberba ou acomodação, mas por
organização, política, comunicação e voto.
(*) Jornalista, analista político, assessor
parlamentar do Diap e redator do HP
Fonte: Portal Vermelho

07/10/2026 -
PEC que acaba com escala 6x1 começa a tramitar no
Plenário
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a escala 6x1 começou a tramitar no Plenário do
Senado. Nesta terça-feira (6), os senadores fizeram
a primeira sessão de discussão, em primeiro turno,
sobre a PEC 221/2019.
A proposta, que tem o deputado Reginaldo Lopes
(PT-MG) como primeiro signatário, foi aprovada no
início do mês de setembro na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob
relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM).
No Plenário, a matéria precisa passar por cinco
sessões de debates antes de ser votada em primeiro
turno. Se aprovada, segue para o segundo turno, com
outras três sessões de discussão antes da decisão
final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos
votos favoráveis nas duas votações, o que representa
o apoio de pelo menos 49 senadores.
De acordo com o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, a proposta pode beneficiar quase 40
milhões de brasileiros, “que poderão ter um dia a
mais de descanso para passar com sua família”. Davi
afirmou que a expectativa é que a discussão e a
votação em primeiro turno ocorram nesta e na próxima
semana. Ele incentivou o debate entre os senadores e
disse que cada parlamentar vota conforme sua
consciência.
— É um momento importante para o Congresso e para a
vida nacional — registrou Davi.
Matéria completa:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/10/06/pec-que-acaba-com-escala-6x1-comeca-a-tramitar-no-plenario
Fonte: Agência Senado

07/10/2026 -
Indústria têxtil responderá por dívida de empresa de
facção
Interferência no trabalho das costureiras levou
Justiça a considerar que havia terceirização
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
manteve a responsabilidade subsidiária da Cotton
Star Industrial, de Blumenau (SC), pelo pagamento de
valores devidos por uma microempresa de facção a uma
costureira. Ficou demonstrado que a empresa
interferia no trabalho das costureiras, e a relação
foi considerada terceirização.
Contrato previa produção independente
A primeira empregadora, a microempresa Joni Marciel da
Costa, fez um acordo judicial para pagar R$ 16 mil à
costureira. O acerto não foi pago, e a trabalhadora
pediu o reconhecimento da responsabilidade
subsidiária da Cotton Star, tomadora de serviços.
Em contestação, a Cotton Star alegou que não tinha
nenhuma relação com a obrigação ou com o prejuízo
discutido, por atuar por meio de contrato de facção.
Nesse tipo de contrato, a indústria, em vez de
fabricar tudo internamente, contrata uma ou mais
oficinas especializada para costurar, bordar, montar
ou finalizar as roupas. Informou que havia
contratado a Joni para fabricar determinadas peças e
que a contratada trabalhava de forma independente,
administrando seus próprios empregados e a produção.
Fiscalização revelou interferência na produção
Contudo, a 1ª Vara do Trabalho de Rio do Sul (SC)
concluiu que a Cotton tinha ingerência no processo
produtivo da Joni, especialmente por meio da
fiscalização das peças e do controle de qualidade. O
fato foi confirmado pela representante da Cotton em
depoimento. Segundo ele, as inspetoras externas
passavam diariamente nas empresas contratadas.
A interferência levou o juízo a entender que a
relação não era apenas um contrato comercial de
facção. A sentença reconheceu a responsabilidade
subsidiária da empresa contratante pela dívida de R$
16 mil, prevista no acordo, não paga pela Joni,
acrescida de juros e atualização monetária.
Na responsabilidade subsidiária, a primeira empresa
continua sendo a principal responsável pela dívida
trabalhista. Mas, se ela não pagar, a segunda
empresa poderá ser chamada a pagar.
A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do
Trabalho da 12ª Região (SC), e a empresa recorreu ao
TST.
TST não pode reexaminar provas
O relator, ministro Mauricio Godinho Delgado, observou
que, diante da constatação nas instâncias de origem
de que houve ingerência na administração da
prestadora de serviços, deve ser mantida a
responsabilidade subsidiária da tomadora. O
colegiado aplicou a Súmula 126, que impede o TST de
reexaminar fatos e provas já analisados pelas
instâncias anteriores.
Processo: 0000073-41.2024.5.12.0011
Fonte: TST

07/10/2026 -
Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1 e chama
proposta de “oportunismo” de Lula
Candidato do PL defende modelo em que trabalhador
escolha a carga horária
O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) criticou nesta terça-feira (6) a proposta de
acabar com a escala de trabalho 6×1 sem redução
salarial e classificou a iniciativa, apoiada pelo
governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
como uma medida eleitoral. A proposta de emenda à
Constituição começa a ser discutida no Senado nesta
terça. Lula e Flávio disputam o segundo turno da
eleição presidencial.
“Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no
meio do segundo turno, ele vem de uma forma
oportunista querer fazer um movimento achando que
isso vai dar voto pra ele. Eu tenho certeza que o
trabalhador brasileiro quer muito mais do que isso”,
afirmou Flávio após uma reunião com aliados na sede
de sua campanha.
O senador tem evitado dizer diretamente se votará a
favor ou contra a proposta em análise no Congresso.
Em vez disso, afirmou defender um modelo que
considera “infinitamente melhor”, baseado na
possibilidade de cada trabalhador escolher a própria
carga horária.
A proposta defendida por Flávio prevê que a
remuneração seja definida de acordo com a quantidade
de horas trabalhadas. Dessa forma, uma redução da
jornada poderia resultar também em redução salarial.
O modelo difere da PEC debatida no Senado, que prevê
a ampliação do período de descanso do trabalhador
sem diminuição do salário.
Ao explicar sua proposta, Flávio citou como exemplo
a situação de uma mãe que poderia, segundo ele,
ajustar os horários de trabalho às necessidades
pessoais.
Ela poderia, “por exemplo, trabalhar quatro horas
por dia, de manhã ou à tarde, ou trabalhar no final
de semana”, afirmou.
“Nossa proposta é dar essa liberdade para que o
trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme
a sua possibilidade, a sua necessidade”, acrescentou
o candidato.
Flávio também associou sua crítica às condições
atuais enfrentadas pelos trabalhadores e
responsabilizou o governo Lula pela situação.
Segundo ele, atualmente o brasileiro trabalha e “não
tem nem momento de folga, de lazer, não tem um
espaço para poder curtir a sua família”.
Fonte: Brasil247

06/10/2026 -
Pauta
para o próximo Presidente
Seja Lula ou Bolsonaro, o próximo governo se verá na
obrigação de responder à Pauta Unitária da Classe
Trabalhadora, aprovada na Conferência da Classe
Trabalhadora 2026, que aprovou a Pauta da Classe
Trabalhadora 2026-2030. O documento apresenta
reivindicações e também trata de desafios ante as
transformações no mundo do trabalho, como a
precarização, os avanços tecnológicos e a
pejotização dos empregos.
A pauta estabelece prioridades para emprego, renda,
direitos, organização sindical e desenvolvimento
nacional. Entre as demandas estão a redução da
jornada, o fim da escala 6×1, a valorização do
salário mínimo, o fortalecimento dos Sindicatos, a
regulamentação do trabalho por aplicativos e o
combate a fraudes trabalhistas.
Os 10 pontos principais:
1. Redução da jornada e fim da escala 6×1
A Pauta defende pleiteia jornada 40 horas semanais,
sem redução de salários, o fim da escala 6×1 e
participação da negociação coletiva na definição das
escalas.
2. Valorização do salário mínimo.
Manutenção da política permanente de valorização do
salário mínimo, com aumento real e metas.
3. Fortalecimento dos Sindicatos e da negociação
coletiva
Proposta é fortalecer Sindicatos, Federações,
Confederações e Centrais, ampliar a representação
dos trabalhadores e valorizar as negociações e os
acordos coletivos.
4. Regulamentação do trabalho por aplicativos.
Marco regulatório que garanta direitos trabalhistas
e previdenciários, proteção social, remuneração
justa e direito à organização sindical e à
negociação coletiva.
5. Empregos de qualidade
A pauta relaciona a criação de empregos de qualidade
ao desenvolvimento produtivo e industrial, à
pesquisa, ciência e inovação, à formalização e à
qualificação profissional.
6. Combate à pejotização e a fraudes trabalhistas
Combater a pejotização fraudulenta, o uso irregular
do MEI e terceirizações sem limites, garantindo
direitos trabalhistas e previdenciários.
7. Fortalecimento e autorregulação dos Sindicatos
Pleno exercício da organização sindical, mecanismos
próprios de autorregulação, ampliação da
representação e combate às práticas antissindicais.
8. Reforma tributária progressiva
Avanço da reforma tributária progressiva, incluindo
a implementação de taxa mundial de 2,5% sobre
grandes fortunas.
9. Redução da taxa básica de juros
A Conclat reivindica reduzir a taxa básica de juros e
orientar a política monetária para o investimento
produtivo, o emprego e o crescimento.
10. Combate à violência de gênero e igualdade de
oportunidades
Ações contra o feminicídio e as discriminações no
trabalho, além da defesa da igualdade de
oportunidades e rendimentos e da implementação da
igualdade salarial entre homens e mulheres.
O documento, produzido pelas Centrais Sindicais e o
Dieese, tem apoio do conjunto do movimento sindical.
Mais – Sites das Centrais e do Dieese.
Fonte: Agência Sindical

06/10/2026 -
Eleições: abstenção cresce 21,6% e soma 33 milhões
de brasileiros
A cada 10 brasileiros aptos a votar, dois não
compareceram às urnas
A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu
recorde com 33,4 milhões de pessoas que não
compareceram às urnas, representando 21,08% do total
de eleitores. Em 2022, a abstenção foi 20,9%, o que
representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A abstenção desse domingo (4) foi semelhante à das
eleições municipais de 2024, que costumam registrar
uma ausência maior que as eleições nacionais. Há
dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar
no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a
21,68% do eleitorado total.
O 1º turno da eleição de 2026 contava com 158,7
milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 125,2
milhões compareceram aos colégios eleitorais. De
cada dez eleitores, dois não foram às urnas.
Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a
abstenção desse domingo só foi menor que a de 1998,
quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos
colégios eleitorais.
Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3
milhões votaram em branco para presidente, o que
representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões
anularam o voto presidencial, o que representou
2,93% do total de votos válidos.
Os eleitores que não votaram no 1º turno, ainda
podem votar no 2º turno, desde que estejam com o
título regularizado.
Fonte: Agência Brasil

06/10/2026 -
Sindicato pode executar sentença coletiva que
envolve 8,5 mil trabalhadores
Decisão segue entendimento do TST de que execução
pode ser coletiva ou individual
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
(TST) decidiu que o Sindicato dos Empregados no
Comércio de Osasco e Região pode executar, nos
próprios autos da ação coletiva, os valores devidos
pelo WMB Supermercados do Brasil Ltda. (Walmart) a
trabalhadores da categoria. A decisão permite que o
sindicato faça a cobrança coletiva dos créditos em
blocos de 30 trabalhadores, evitando a interposição
de milhares de ações individuais.
Ação envolvia 8,5 mil trabalhadores
O sindicato ajuizou ação coletiva para cobrar do
Walmart diferenças relacionadas ao descanso semanal
remunerado (DSR), multas previstas em normas
coletivas e honorários de sucumbência deferidos
judicialmente.
A ação original abrangia mais de 8,5 mil
trabalhadores. Após o trânsito em julgado, o juízo
responsável pela ação coletiva determinou que a
execução fosse feita de forma individual , sob o
argumento de que seria necessário analisar as
situações específicas de cada empregado.
Execução coletiva foi negada nas instâncias
anteriores
Diante disso, o sindicato apresentou uma ação de
cumprimento de sentença para executar os valores de
aproximadamente R$ 18 mil, devidos a um grupo de 30
trabalhadores. A Vara do Trabalho, no entanto,
indeferiu a pretensão e extinguiu a execução com
base na decisão anterior, que inviabilizaria o
processamento de forma coletiva.
Ao recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP), o sindicato sustentou que poderia atuar
como substituto processual dos trabalhadores também
na fase de execução. Argumentou que a formação de
grupos de aproximadamente 30 empregados era uma
forma de tornar mais viável a cobrança dos créditos,
diante do grande número de pessoas abrangidas pela
ação coletiva. A medida visava evitar que fossem
ajuizadas mais de 8 mil ações na Justiça do
Trabalho. O TRT-2, contudo, manteve a decisão.
Constituição assegura direito dos sindicatos
O ministro Mauricio Godinho Delgado, relator do
recurso do sindicato ao TST, destacou que a
Constituição Federal assegura aos sindicatos ampla
legitimidade para defender os direitos coletivos e
individuais dos integrantes da categoria, e essa
atuação não se limita à fase de conhecimento do
processo. Ela também alcança a liquidação (fase de
cálculos) e a execução (pagamento) da sentença
coletiva.
O relator ressaltou que esse entendimento já foi
consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em
2006 e foi adotado pelo TST. Para o Tribunal, a
legitimidade para promover a execução de sentença
proferida em ação coletiva é concorrente, ou seja,
tanto o sindicato quanto o trabalhador, de forma
individual, podem executar o título executivo
judicial.
O processo agora retornará à vara do trabalho para a
continuidade do julgamento. A mesma decisão foi
tomada no RR-1002213-49.2024.5.02.0386.
Processo: AIRR-1002153-91.2024.5.02.0381
Fonte: TST

06/10/2026 -
Escala 6×1: Alcolumbre mantém sessão, mas votação
depende de acordo
Resultado de Flávio no 1º turno para o Planalto e
do PL no Senado dificulta entendimento para texto
ser votado antes do 2º turno das eleições
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP),
decidiu manter para esta terça-feira a sessão da
Casa Legislativa que vai começar a analisar a
proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a escala de trabalho 6×1, modelo que prevê seis
dias de trabalho para um de folga.
A proposta é uma das principais bandeiras do
presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula
da Silva (PT), que vai enfrentar Flávio Bolsonaro
(PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
Flávio e aliados são contra discutir a medida antes
do resultado da eleição presidencial. O
presidenciável terminou o primeiro turno em primeiro
lugar e o PL saiu das urnas nesse domingo como o
maior partido do Senado. A sigla terá uma bancada de
28 senadores a partir do ano que vem, a maior da
Casa Legislativa e que representa mais de um terço
do Senado.
De acordo com interlocutores de Alcolumbre, o
presidente do Senado manteve o calendário que já
estava estabelecido antes do primeiro turno das
eleições. O Senado deve fazer três sessões de
discussões para debater a PEC na terça, quarta e
quinta-feira.
Pelo regimento do Congresso, são necessárias cinco
sessões de discussões antes de uma PEC ser votada.
Esse calendário, no entanto, pode ser encurtado se
houver acordo.
Apesar disso, ainda não há garantia que a votação
realmente ocorra antes do segundo turno. Há pressão
do setor produtivo para a proposta não ser discutida
antes do resultado final da eleição. O PL de Flávio
também trabalha para adiar a escolha.
Para aprovar uma PEC, são necessários 49 votos em
dois turnos de votação.
Embora os novos senadores só tomem posse em
fevereiro do ano que vem, o tamanho da bancada do
partido já começa a afetar as articulações do
Senado, já que será importante para influenciar na
eleição para presidência do Senado.
Lula tem se aproximou dos presidentes da Câmara e do
Senado durante o período eleitoral. O presidente da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que articulou
a aprovação do fim da 6×1 pelos deputados em março,
fez campanha para o petista na eleição presidencial.
Já Alcolumbre não fez o mesmo gesto, mas se
aproximou do presidente e criticou Flávio Bolsonaro
durante o primeiro turno.
Nos últimos meses, Lula se reconciliou com o
presidente do Senado. Os dois estavam afastados
desde a rejeição pelo Senado da indicação do
advogado-geral da União, Jorge Messias, para o
Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Agência O Globo

06/10/2026 -
Câmara terá maior bancada feminina da história com
108 eleitas; 12 chegam no Senado
Crescimento histórico é registrado na Câmara e no
Senado
O Senado elegeu 12 mulheres no último domingo (4), o
maior número em uma única eleição desde a
redemocratização. O montante representa 22% das 54
vagas que estavam em disputa nas eleições deste ano.
O resultado supera o recorde anterior de oito
mulheres eleitas, em 2002. Já em 2018, quando também
estavam em jogo duas vagas por estado, foram sete
eleitas. No último pleito, em 2022, quatro mulheres
chegaram ao Senado.
Somadas às que cumprem mandato até 2031, as mulheres
terão 18 das 81 cadeiras a partir de 2027, contra 15
na atual legislatura. Quatro delas foram eleitas em
2022: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora
Dorinha (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza
Cristina (PP-MS). A senadora do Tocantins disputa o
segundo turno para o governo do estado em 25 de
outubro e, caso saia vencedora, deixará a cadeira.
O PL, principal vencedor das cadeiras do Legislativo
em 2026, elegeu três senadores: Michelle Bolsonaro e
Bia Kicis, no Distrito Federal, e Carol de Tino, em
Santa Catarina. Já o PT elegeu duas: Marília Campos
(MG) e Samanda de Lula (RN). Republicanos, PSDB,
Podemos, Rede, União Brasil, PDT e MDB elegeram uma
cada.
Números em alta na Câmara
Na Câmara, a bancada feminina deve crescer. Nas urnas,
109 mulheres foram eleitas para o cargo de deputada
federal, um aumento de cerca de 20% na comparação
com o pleito anterior. Historicamente, o total de
mulheres deputadas vem crescendo: 45, tanto em 2006
como me 2010; 51 em 2014; 77 em 2018; e, finalmente,
91 em 2022.
Apesar do crescimento, a Câmara continuará sendo
composta majoritariamente por homens. Dos 513
membros da Casa, 404 serão do sexo masculino.
As regiões que mais elegeram mulheres para a Casa
Baixa foram Sudeste e Nordeste, com 39 e 32,
respectivamente. O Distrito Federal, o Piauí e
Roraima, porém, não elegeram nenhuma deputada.
A presença feminina na Câmara é especialmente
destacada pelo fato da Casa, por atribuição
constitucional, ser representativa da população do
país. Segundo dados do Censo mais recente, divulgado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) em 2022, as mulheres representam 51,5% da
população brasileira.
Fonte: InfoMoney

05/10/2026 -
"Estamos na prorrogação", diz Lula sobre segundo
turno das eleições
Presidente quer mobilizar abstencionistas no
segundo turno e aposta no confronto de biografias
com Flávio.
Em pronunciamento realizado após a confirmação do
segundo turno das eleições, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) reconheceu neste domingo (4) que
esperava vencer a disputa na primeira votação e
disse ver a nova etapa como oportunidade para
comparar diretamente seu projeto com o de Flávio
Bolsonaro (PL). O petista resumiu a continuidade da
eleição como uma "prorrogação".
Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio, e os
dois voltarão às urnas em 25 de outubro. Ao avaliar
o resultado, o presidente lembrou que também
precisou disputar uma segunda votação em eleições
anteriores e demonstrou confiança no confronto entre
apenas dois candidatos. "É a hora da gente mostrar a
verdadeira fotografia do Brasil de hoje e o Brasil
que a gente quer", declarou.
O presidente também sinalizou que pretende explorar
durante a campanha diferenças entre sua trajetória e
a de Flávio. Citou a experiência administrativa dele
próprio e do vice-presidente Geraldo Alckmin e fez
referências a suspeitas relacionadas à família
Bolsonaro, milícias, crime
organizado e ao caso Banco Master. "A gente vai
mostrar o que foi feito e o que a sociedade espera
que seja feito", disse.
Campanha no segundo turno
Lula prevê retomar os compromissos eleitorais na
terça-feira (6), depois de reservar a segunda-feira
(5) para descanso. Com pouco menos de três semanas
até a nova votação, ele demonstrou preferência por
uma campanha centrada no confronto direto com Flávio
e na comparação entre as duas candidaturas. "Eu sou
muito bom no mata-mata, no tete-a-tete. E nós vamos
ver quais são os projetos que o país tem", declarou.
A mobilização de quem não compareceu às urnas no
domingo também será um dos pilares de sua
estratégia. O presidente anunciou que ele e Alckmin
buscarão convencer os abstencionistas a participar
do segundo turno, associando o comparecimento à
definição dos rumos do país. "O jogo vai começar",
disse.
Planos de governo
Ao tratar de um eventual novo mandato, Lula colocou a
educação como prioridade. Defendeu a continuidade
dos investimentos em universidades, institutos
federais, pesquisa e tecnologia, além da
universalização do Pé-de-Meia e da expansão das
escolas de tempo integral.
Na economia, o presidente projetou a continuidade da
política de estímulo à indústria e citou setores que
considera estratégicos para os próximos anos. Entre
eles estão a produção nacional de medicamentos, a
exploração de terras raras e minerais críticos e o
aproveitamento das descobertas de petróleo na margem
equatorial.
Lula também prometeu ampliar políticas na área da
saúde, com fortalecimento do SUS e do Farmácia
Popular e expansão da capacidade brasileira de
produzir remédios. No pronunciamento, mencionou
ainda a possibilidade de disponibilizar pelo sistema
público medicamentos injetáveis para emagrecimento a
pacientes que tenham indicação para esse tipo de
tratamento.
Ao abordar as contas públicas, o presidente
recuperou resultados fiscais de seus mandatos
anteriores para sustentar que pretende conciliar
controle das despesas e preservação das políticas
sociais. "Não haverá política de corte fiscal capaz
de prejudicar as pessoas pobres desse país",
antecipou.
Veja a fala do presidente
Fonte: Congresso em Foco

05/10/2026 -
Fim da escala 6x1 entra na pauta do Senado
PEC que reduz a jornada para 40 horas semanais
começa a ser discutida na terça-feira (6)
O Senado Federal inicia na próxima terça-feira (6) a
discussão da proposta que prevê o fim da escala de
trabalho 6x1. A PEC 221/2019 foi incluída na pauta
do Plenário pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre
(União-AP), para a primeira sessão deliberativa após
o primeiro turno das Eleições 2026.
A proposta altera a Constituição para reduzir de 44
para 40 horas a jornada máxima semanal, sem redução
salarial, e assegurar dois dias de repouso
remunerado por semana. Pelo texto, a jornada poderá
ser cumprida em cinco dias de oito horas, com um dos
dias de descanso preferencialmente aos domingos.
A PEC já passou pela Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) do Senado, que aprovou parecer
favorável do senador Omar Aziz (PSD-AM) em setembro.
O colegiado manteve o texto aprovado anteriormente
pela Câmara dos Deputados e rejeitou as emendas
apresentadas durante a análise na comissão.
A entrada da matéria no Plenário abre uma nova etapa
da tramitação. Estão previstas sessões de discussão
na terça (6), quarta (7) e quinta-feira (8), todas a
partir das 14h. Por se tratar de uma proposta de
emenda à Constituição, são necessárias cinco sessões
de discussão antes da votação em primeiro turno.
Caso aprovada, haverá outras três sessões antes da
votação em segundo turno. Os prazos podem ser
encurtados mediante aprovação de calendário
especial.
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa alcançar
pelo menos 49 votos favoráveis, correspondentes a
três quintos dos 81 senadores, em cada um dos dois
turnos de votação. Como o texto aprovado pela CCJ
preserva a redação encaminhada pela Câmara, sua
aprovação sem alterações permitirá que a proposta
avance para a etapa de promulgação.
A redução da jornada e a reorganização do descanso
semanal colocam novamente no centro do debate
legislativo a duração do trabalho no país. Em
comunicado sobre a inclusão da PEC na pauta, a
Presidência do Senado afirmou que a discussão deverá
considerar diferentes perspectivas, incluindo os
interesses dos trabalhadores, do setor produtivo e o
desenvolvimento econômico e social.
A PEC 221/2019 tem como primeiro signatário o
deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e chegou ao Senado
no fim de maio, depois de ser aprovada em dois
turnos pela Câmara dos Deputados.
(Com informações da Agência Senado de Notícias)
Fonte: Diap

05/10/2026 -
TSE vai trabalhar para diminuir a abstenção no
segundo turno
Primeiro turno registrou abstenção de 21,08%
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que
pretende trabalhar para diminuir a abstenção de
eleitores no segundo turno.
De acordo com os dados do sistema de totalização de
votos do TSE, o primeiro turno registrou abstenção
de 21,08%, percentual equivalente a 33,4 milhões de
eleitores.
“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é
intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos
disponíveis para que a gente consiga diminuir esse
percentual no segundo turno”, afirmou.
O primeiro turno também registrou 2,2 milhões de
votos em branco e 3,6 milhões de nulos.
O comparecimento de eleitores foi de 125 milhões. O
eleitorado apto a votar foi de 158,7 milhões.
Marca histórica
A abstenção registrada no primeiro turno é considerada
a maior desde 1998, quando a Justiça Eleitoral
registrou o percentual de 21,5%.
Nas eleições presidenciais de 2022, o número de
eleitores faltosos foi de 20,95% na primeira etapa
do pleito.
Fonte: Agência Brasil

05/10/2026 -
Lula aprova parecer para afastamento remunerado a
vítimas de violência
Medida prevê pagamento por até seis meses e
dispensa perícia do INSS quando houver decisão
judicial de afastamento do trabalho.
O presidente Lula aprovou na quinta-feira (1º)
parecer que determina ao Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) a concessão de benefício a
mulheres vítimas de violência doméstica que
obtiverem medida protetiva judicial com afastamento
do trabalho. A medida poderá garantir remuneração
por até seis meses e dispensa a realização de
perícia do INSS.
Pela nova orientação, a decisão judicial que
determinar o afastamento da vítima será suficiente
para a implantação do benefício, sem que a segurada
tenha de passar previamente por avaliação pericial
do Instituto.
A medida alcança trabalhadoras dos setores público e
privado e prevê que os pedidos sejam tratados pelo
INSS com prioridade e sigilo.
Como funciona o pagamento
A Lei Maria da Penha já prevê a possibilidade de
manutenção do vínculo trabalhista da mulher que
precisa se afastar do local de trabalho por causa de
violência doméstica por até seis meses. A definição
sobre a natureza e o custeio da remuneração foi
consolidada pelo STF no julgamento do Tema 1.370.
De acordo com a tese fixada pelo STF, quando a
mulher é segurada do Regime Geral de Previdência
Social (RGPS) e empregada, os primeiros 15 dias de
afastamento são pagos pelo empregador e o período
seguinte é custeado pelo INSS. Não há exigência de
período de carência para a concessão do benefício
nessa situação.
O STF também estabeleceu que cabe ao juízo estadual
responsável pela aplicação da Lei Maria da Penha
determinar a medida protetiva e requisitar o
pagamento da prestação em favor da vítima afastada,
ainda que o cumprimento material fique a cargo do
empregador e do INSS.
A tese transitou em julgado em agosto de 2026.
Mudança no procedimento
O novo parecer busca eliminar a necessidade de uma
etapa adicional de avaliação pelo INSS quando já
houver decisão judicial determinando o afastamento.
Segundo a Advocacia-Geral da União, a intenção é
reduzir barreiras para que a vítima consiga se
afastar do ambiente de trabalho sem perder a renda.
A decisão judicial passa a ter papel central na
comprovação da necessidade de afastamento.
A medida considera ainda situações em que o agressor
conhece o endereço e a rotina profissional da
vítima. Com a manutenção da remuneração, a mulher
poderá interromper temporariamente as atividades no
local de trabalho sem perder a fonte de renda
durante o período determinado pela Justiça.
Servidora pública federal
O novo entendimento complementa o Parecer Vinculante
JM-07/2025, da AGU, aprovado pelo presidente Lula em
fevereiro de 2025.
O parecer assegurou às servidoras públicas federais
vítimas de violência doméstica o direito à remoção
quando houver risco à integridade física ou mental
demonstrado por medida protetiva judicial. Também
determinou prioridade na tramitação desses pedidos
dentro da Administração Pública federal.
Leia na íntegra o parecer
Fonte: Congresso em Foco

05/10/2026 -
Projeto prevê indenização por atraso salarial e
reforça combate ao assédio no trabalho
Proposta institui a Lei Trabalho Digno e
Protegido e proíbe retaliações contra funcionários
que denunciem irregularidades
O Projeto de Lei 3151/26 institui a Lei Trabalho
Digno e Protegido, com regras para prevenir o atraso
no pagamento de salários, combater o assédio moral e
a violência no ambiente de trabalho e proibir
retaliações contra trabalhadores que denunciem
irregularidades.
A proposta altera a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) e a Lei 14.457/22, que criou o
Programa Emprega + Mulheres.
Apresentado pelo deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), o
texto está em análise na Câmara dos Deputados.
Pela proposta, caso atrase o pagamento do salário
sem justificativa, o empregador deverá indenizar o
funcionário, além de pagar juros e correção
monetária. Essa indenização será de 2% do valor
líquido da remuneração mensal, acrescida de 1% por
dia útil de atraso, com limite em 20%.
O atraso será considerado recorrente, ou seja,
haverá mora salarial reiterada, caso ocorra por três
meses, consecutivos ou não, no período de 12 meses.
Essa conduta será considerada falta grave do
empregador, e o empregado poderá pedir a rescisão
indireta do contrato de trabalho e comunicar o fato
aos órgãos de fiscalização.
Mudanças do mercado
Segundo o autor da proposta, a medida busca adaptar a
legislação às transformações do mercado. O atraso
salarial, em sua avaliação, ainda necessita de
resposta legislativa mais objetiva.
“Em cenário de grande diversidade de vínculos,
terceirização, prestação de serviços, cadeias
produtivas complexas e ambientes laborais
digitalizados, a proteção do trabalhador precisa ser
moderna, preventiva e compatível com diferentes
portes empresariais”, afirma.
O parlamentar ressalta também o impacto positivo do
fortalecimento das garantias trabalhistas para o
ambiente econômico. “A defesa do trabalho digno não
é obstáculo ao desenvolvimento econômico. Ao
contrário, constitui condição para produtividade
sustentável, segurança jurídica, estabilidade social
e respeito à Constituição”.
Assédio
O projeto também obriga os empregadores a adotar
medidas para prevenir e apurar casos de assédio
moral e a violência laboral. Entre as exigências,
estão:
- regras internas claras de conduta;
- canais seguros e confidenciais de denúncia; e
- ações periódicas de orientação e capacitação.
A omissão, a tolerância ou a prática de assédio e
violência no trabalho também configurará falta grave
do empregador, autorizando a rescisão indireta. Para
microempresas e empresas de pequeno porte, o texto
prevê a possibilidade de cumprimento dessas
obrigações por meio de procedimentos simplificados
ou canais compartilhados.
Proteção
Outro ponto da proposta proíbe qualquer tipo de
retaliação contra trabalhadores, testemunhas ou
representantes que comunicarem irregularidades
trabalhistas ou assédio. Serão considerados atos de
retaliação medidas como:
- demissão sem justa causa;
- alteração contratual prejudicial;
- rebaixamento de cargo;
- transferência abusiva; e
- redução de jornada ou de salário no período de 12
meses após a denúncia.
Caso a retaliação seja reconhecida, o trabalhador
terá o direito de voltar ao emprego ou de ser
indenizado, além de receber reparação por danos
materiais, morais ou existenciais. A proteção não
alcança denúncias comprovadamente falsas e feitas de
má-fé.
Contratos públicos
Empresas que mantiverem contratos com a administração
pública deverão declarar que dispõem de mecanismos
mínimos de prevenção ao assédio, à violência e à
retaliação.
A fiscalização do trabalho dará prioridade a casos
que envolvam atraso salarial coletivo ou reiterado,
assédio moral institucional, retaliações a
denunciantes e fraudes em vínculos empregatícios.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será
analisado pelas comissões de Trabalho; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar
lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos
senadores.
Fonte: Agência Câmara

02/10/2026 -
Lula costura acordo e fim da escala 6×1 será votado
após o 1º turno das eleições
Cúpula do Senado sinalizou positivamente para
pautar a proposta após o primeiro turno
Lula avançou nas negociações para tentar levar ao
plenário do Senado a proposta que prevê o fim da
escala de trabalho 6×1 logo após o primeiro turno
das eleições. As tratativas vêm sendo conduzidas há
semanas nos bastidores, e integrantes do governo
receberam, nos últimos dias, uma sinalização
positiva da cúpula do Senado de que Davi Alcolumbre
deverá pautar a matéria, segundo apuração da CNN
Brasil (via Clarissa Oliveira).
A expectativa discutida pelos envolvidos é que a
votação ocorra entre o primeiro e o segundo turnos.
A possibilidade de uma sessão já na próxima semana
está sobre a mesa, embora ainda não haja data
definida.
Estratégia eleitoral do Planalto
A movimentação representa uma mudança relevante de
postura. No início de setembro, Alcolumbre havia
afirmado publicamente que a proposta seria levada ao
plenário somente após as eleições. A reversão desse
cronograma não é casual: a votação passou a ocupar
espaço central na estratégia eleitoral do Palácio do
Planalto.
Segundo fonte da campanha ouvida pela CNN Brasil, a
avaliação é que a aprovação do fim da escala 6×1
pode fortalecer Lula em uma disputa apertada com o
senador Flávio Bolsonaro (PL), com levantamentos
eleitorais mostrando os dois candidatos dentro da
margem de erro em diversos cenários. Integrantes da
campanha veem a redução da jornada como uma das
medidas capazes de mobilizar o eleitorado
trabalhador na reta final. O tema ganhou força
dentro do governo durante o primeiro semestre, em
meio às dificuldades de Lula na avaliação popular, e
foi incorporado à plataforma defendida pelo
presidente para um eventual quarto mandato.
Requisitos para aprovação da PEC e histórico da
proposta
Para que a proposta avance, o caminho ainda exige
esforço político considerável. Por se tratar de uma
Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são
necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois
turnos no plenário do Senado. O texto já havia sido
aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) da Casa, mas não avançou para a votação dos
senadores.
Lula tem declarado publicamente que pretende ver o
fim da escala 6×1 aprovado ainda neste ano. O
governo já havia tentado acelerar a votação antes do
primeiro turno, sem sucesso. Agora, com o acordo
sinalizado pela cúpula do Senado, a proposta que
permanecia pendente na agenda presidencial pode
finalmente chegar ao plenário, com o calendário
eleitoral funcionando como fator de pressão.
Fonte: Revista Fórum

02/10/2026 -
Voto consciente exige memória e informação
Neste
domingo, estaremos diante de uma responsabilidade
que vai muito além de escolher um número na urna. O
voto é uma decisão sobre o futuro e precisa ser
exercido com liberdade, informação e consciência.
Quero começar com uma pergunta: você se lembra em
quem votou para deputado federal na última eleição?
Se lembra, acompanhou o mandato? Sabe quais projetos
apresentou, como votou e quais explicações deu à
sociedade sobre suas decisões?
Se não lembra, vale recuperar essa informação nos
seus próprios registros e conhecer melhor a
trajetória de quem recebeu sua confiança. Acompanhar
a política não pode ser uma tarefa restrita à semana
da eleição.
Nos últimos dias de campanha, as promessas se
multiplicam. Mas uma frase bonita, um vídeo bem
produzido ou uma mensagem encaminhada pelo celular
não substituem a pesquisa. É preciso conferir
propostas, consultar fontes confiáveis e verificar
se aquilo que está sendo prometido está entre as
atribuições do cargo disputado.
Os registros públicos da Câmara dos Deputados e do
Senado ajudam a conhecer a atuação parlamentar. Ao
consultar uma votação, procure também entender o
conteúdo da proposta, suas alterações e o contexto
da decisão. Um recorte nas redes sociais pode deixar
de fora informações essenciais.
Nessa pesquisa, vale consultar como cada parlamentar
se posicionou em projetos sobre direitos
trabalhistas, aposentadorias e condições de vida da
população. No debate sobre a escala 6 por 1 — seis
dias de trabalho para um de descanso —, procure
conhecer as propostas de mudança, seus autores e os
registros de eventuais votações. É importante
distinguir quem defende manter a escala de quem
propõe alterá-la ou acabar com ela, sem confundir
discursos de campanha com decisões efetivamente
tomadas. Confira os fatos e forme sua própria
avaliação.
Esse cuidado deve valer para todos os candidatos. A
análise precisa ter critérios, disposição para
conferir os fatos e respeito às diferentes opiniões.
Ninguém deve decidir sob pressão, ameaça ou
informações falsas.
Também é preciso dizer com clareza: o voto não pode
ser tratado como mercadoria. Um botijão de gás, uma
cesta básica ou cem reais não podem servir de moeda
de troca pela liberdade de escolha de ninguém. As
dificuldades de uma família merecem respeito e
políticas públicas, jamais exploração eleitoral.
Antes de compartilhar uma denúncia ou uma promessa
surpreendente, confira a origem, a data e o conteúdo
completo. Na dúvida, não ajude a espalhar. Uma
eleição consciente depende também da
responsabilidade de cada um com a informação que faz
circular.
E o compromisso não termina quando a votação acaba.
Depois da eleição, é hora de acompanhar, cobrar
explicações e fiscalizar o exercício dos mandatos. A
participação democrática precisa continuar nos
quatro anos seguintes.
Neste domingo, leve para a urna uma decisão que seja
realmente sua: livre, informada e consciente. Seu
voto merece respeito. Sua consciência também.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força Sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

02/10/2026 -
Campanha presidencial: uma disputa entre o enredo e
a narrativa
Por Rita Serrano (*)
Nesta campanha há uma clara disputa entre o enredo,
representado pelo presidente Lula, e a narrativa,
representada pelo senador Flávio Bolsonaro. Enquanto
o primeiro entrega realizações e assume compromissos
com a democracia, a ciência, o meio ambiente e a
soberania, além de políticas públicas de interesse
coletivo, o segundo aposta na luta política, no
entreguismo e no golpismo, escondido atrás de um
discurso falsamente religioso e moralista.
Antes de adentrar o mérito da disputa, é preciso
conceituar com clareza os dois termos que estruturam
esta coluna.
Enredo, na acepção aqui empregada, diz respeito ao
conteúdo concreto da ação política: são os fatos, as
entregas, as políticas públicas efetivamente
implementadas, os compromissos assumidos e
cumpridos, a coerência entre discurso e prática. O
enredo se materializa na vida das pessoas — no
salário que aumenta, no remédio que chega, na escola
que funciona, no emprego que se cria. É a substância
da política, aquilo que permanece quando a poeira da
retórica baixa.
Já narrativa, no sentido que aqui se atribui, é a
construção discursiva que busca substituir os fatos
por versões, as entregas por promessas vazias, os
problemas por culpas alheias. A narrativa não se
compromete com a realidade: ela se compromete com a
eficácia eleitoral. É a política reduzida a
marketing, a disputa transformada em espetáculo, o
debate público convertido em palco de acusações sem
lastro.
O presidente Lula, em todos os seus mandatos,
manteve coerência entre discurso e prática em
relação às políticas públicas. Neste terceiro
mandato, reativou os espaços de diálogo e
concertação, deu aumento real para o salário-mínimo
e para os pisos de benefícios previdenciários e
assistenciais, isentou os mais pobres do imposto de
renda, repôs o poder de compra dos salários dos
servidores ativos e aposentados, reconstruiu a
máquina pública e promoveu concursos públicos,
fortaleceu o SUS, com o programa Mais
Especialidades, e recriou o Farmácia Popular. São
entregas verificáveis, mensuráveis, que impactam
diretamente a vida de milhões de brasileiros. Não se
trata de promessas para o futuro, mas de realizações
do presente, de um enredo que se escreve
cotidianamente com políticas públicas de interesse
coletivo.
Especificamente para os inscritos do Cadastro Único,
com renda per capita até meio salário-mínimo, criou
o Pé de Meia, zerou as parcelas do programa Minha
Casa Minha Vida, criou o Gás para Todos, deu
gratuidade para a tarifa de energia para o consumo
até 80 kWh por mês, além de ter zerado os impostos
sobre a cesta básica e instituído o cashback no
âmbito da reforma tributária. Para o próximo
mandato, além de manter e valorizar os programas
atuais, ampliar o investimento em saúde e educação,
vai garantir: fim da escala 6x1, assegurando mais um
dia de folga para os trabalhadores, tarifa zero no
transporte coletivo urbano e acesso gratuito ao
pessoal de baixa renda às canetas emagrecedoras,
dentre outras propostas do programa de governo. Com
Lula não tem enganação: a entrega é certa. O enredo
fala por si.
Já Flávio Bolsonaro é o clone do pai dele, Jair
Bolsonaro, cujo governo deixou um legado de negação
da ciência, de ataque à democracia e desmonte dos
serviços e das políticas públicas, incluindo a morte
de mais de 700 mil pessoas durante a pandemia do
coronavírus. O programa do Flávio Bolsonaro tem como
pontos centrais anistiar os golpistas, armar a
população, vender as estatais e entregar as riquezas
minerais e petrolíferas do país aos governos
estrangeiros, especialmente aos Estados Unidos de
Trump. É um programa que não propõe nada de concreto
para melhorar a vida do povo brasileiro: apenas
reedita velhas bandeiras do atraso, agora
travestidas de novidade.
A campanha é toda centrada em narrativa rasa, cujo
núcleo central consiste em apontar problemas e
acusar Lula e a esquerda como responsáveis por eles,
sem propor nenhuma solução concreta. Só aponta o
dedo, vale-se da religião e do moralismo para
assustar as famílias com ameaças fantasiosas, que
nunca aconteceram nem irão acontecer nos governos do
PT, como a obrigatoriedade de banheiro unissex, de
casamento gay e de invasão de propriedade privada,
além do discurso batido de combate ao crime
organizado e à corrupção. É a política do medo, da
mentira organizada, da desinformação como método.
Enquanto o enredo se constrói com realizações, a
narrativa se sustenta com fantasmas.
Como é que alguém com o histórico do Flávio
Bolsonaro — conhecido como defensor de miliciano,
praticante de rachadinha e frequentador de orgias —
tem moral para falar em combate à violência e à
corrupção ou em defesa da família? A pergunta não é
retórica: ela expõe a contradição fundamental entre
o discurso e a prática de quem quer que se apresente
como salvador da pátria. A narrativa, quando
desprovida de enredo, não resiste ao escrutínio dos
fatos. E os fatos, ao contrário das versões, não se
dobram à conveniência eleitoral.
O eleitor brasileiro tem, portanto, uma escolha
clara: de um lado, o enredo de quem entrega, de quem
governa para todos, de quem respeita a democracia e
a ciência; de outro, a narrativa de quem apenas
explora o medo, a desinformação e o ódio. A história
recente do país já mostrou o que significa um
governo sem enredo, sustentado apenas por narrativa:
negacionismo, mortes evitáveis, destruição de
políticas públicas, ataques às instituições. O
Brasil não pode voltar a esse passado. A escolha
entre enredo e narrativa não é apenas eleitoral: é
civilizatória.
(*) Rita Serrano é presidente do Diap.
Ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Doutoranda
em Administração
Fonte: Diap

02/10/2026 -
Jovens fora do trabalho e da escola atinge menor
nível em 10 anos
Brasil registra 8,8 milhões de jovens sem
trabalho e fora da escola, menor número em dez anos,
enquanto desemprego juvenil chega à mínima
O número de jovens sem trabalho e fora da escola
caiu ao menor patamar em dez anos, segundo
levantamento divulgado pelo Dieese nesta semana.
No segundo trimestre de 2026, 8,8 milhões de
brasileiros entre 14 e 29 anos estavam nessa
condição, representando 17,9% dos jovens
brasileiros.
Além disso, o contingente mantém trajetória de queda
desde 2020, quando alcançou 14,6 milhões de pessoas,
maior número registrado na série apresentada pelo
Dieese.
Em 2025, eram 8,9 milhões. O Boletim Emprego em Pauta
nº 34 utilizou dados da Pnad Contínua, pesquisa
realizada periodicamente pelo IBGE.
Desemprego juvenil atinge mínima histórica
A melhora acompanha o aquecimento do mercado de
trabalho. A taxa de desemprego entre jovens alcançou
10%, menor nível da série apresentada pelo Dieese.
Em comparação, a taxa estava em 16,6% em 2022.
Segundo o levantamento, o crescimento das vagas
formais contribuiu diretamente para melhorar esses
indicadores.
Entre 2022 e 2026, o número de jovens fora da
escola, mas empregados formalmente, cresceu 6,2%,
enquanto trabalho combinado aos estudos avançou
2,8%.
Ao mesmo tempo, o número de jovens procurando
emprego recuou 42%, reforçando os sinais de melhora
registrados pelo mercado de trabalho nesse período.
Dieese questiona expressão “nem-nem”
Entretanto, o Dieese questiona o termo “nem-nem”,
porque considera que essa expressão transmite uma
ideia de passividade incompatível com a realidade
dos jovens brasileiros.
Dos 8,8 milhões nessa situação, pelo menos 60%
procuravam emprego, realizavam cursos fora da
educação regular ou cuidavam dos afazeres domésticos
diariamente.
Apenas 2% disseram que permaneciam fora do mercado
porque não queriam trabalhar. Por isso, o Dieese
utiliza a expressão “sem-sem” em seu levantamento.
Salários continuam menores entre jovens
Apesar dos avanços, permanecem desigualdades
importantes. No segundo trimestre, 26,6 milhões de
jovens ocupados receberam rendimento médio mensal de
aproximadamente R$ 2.459.
Enquanto isso, trabalhadores com 30 anos ou mais
receberam R$ 3.621 mensais, valor 32% superior ao
rendimento médio registrado entre trabalhadores mais
jovens.
Além disso, 41% dos jovens ocupados ganhavam até um
salário mínimo, demonstrando que a expansão do
emprego ainda convive com remunerações relativamente
menores atualmente.
As desigualdades também aparecem dentro da
juventude. Entre mulheres negras, 27,2% estavam sem
trabalho e escola, contra 10,5% entre homens
considerados não negros.
Nesse cenário, 12,7% das jovens negras permaneciam
afastadas do trabalho e da escola enquanto se
dedicavam principalmente aos afazeres domésticos,
segundo dados do levantamento.
Emprego formal avança, mas qualificação preocupa
Quase metade dos jovens ocupados trabalhava com
carteira assinada. Contudo, muitos permaneciam
concentrados em funções que geralmente não exigem
formação ou qualificação profissional específica.
Entre as 20 ocupações mais frequentes entre jovens,
nenhuma exigia formação técnica ou superior,
conforme apontou o levantamento elaborado e
divulgado pelo próprio Dieese.
Balconistas, vendedores de lojas, escriturários e
trabalhadores da construção aparecem entre as
ocupações mais comuns, indicando desafios para
ampliar qualificação, renda e oportunidades
profissionais.
Fonte: Rádio Peão Brasil

01/10/2026 -
TST reconhece atuação sindical até em ações de um
trabalhador
Decisão vinculante permite que sindicatos
defendam direitos individuais e coletivos em todas
as fases do processo, sem autorização do empregado
O Pleno do TST (Tribunal Superior do Trabalho)
decidiu, nesta segunda-feira (28), que os sindicatos
podem defender direitos dos integrantes da categoria
que representam em todas as etapas do processo — do
julgamento à liquidação e execução — mesmo quando a
ação envolve apenas 1 trabalhador.
A tese, aprovada em julgamento de recurso repetitivo
— processo escolhido para representar vários outros
que discutem a mesma questão jurídica no STJ —,
deverá orientar as decisões da Justiça do Trabalho
em todas as instâncias.
Pelo entendimento, a necessidade de identificar os
beneficiários ou calcular individualmente os valores
devidos não impede a atuação sindical. A decisão foi
tomada no julgamento do Tema 27, a partir de ação
movida pelo Sindicato dos Bancários de Apucarana
(PR) e Região contra o Itaú Unibanco.
CASO CONCRETO
O processo trata de empregado que reivindicou o
cumprimento de regras de progressão funcional
previstas em norma do antigo Banestado (Banco do
Estado do Paraná), sucedido pelo Itaú. O sindicato
pediu reajustes salariais e promoções automáticas
por antiguidade e mérito, no mínimo a cada 3 anos.
A Vara do Trabalho extinguiu a ação sem analisar o
mérito, por entender que as condições específicas do
empregado deveriam ser examinadas em processo
individual. O TRT-9 (Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região), no Paraná, manteve a decisão.
O caso chegou à Sétima Turma do TST, que propôs a
instauração de incidente de recursos repetitivos
para definir os limites da atuação sindical. A SDI-1
acolheu a proposta e encaminhou o tema ao Pleno.
DIREITO DE REPRESENTAÇÃO
Relator do incidente, o ministro Alberto Bastos
Balazeiro afirmou que a Constituição assegura aos
sindicatos ampla legitimidade para defender direitos
e interesses da categoria, inclusive os individuais.
Ele também citou o entendimento do Supremo Tribunal
Federal no Tema 823, que reconhece a possibilidade
de atuação sindical nas fases de liquidação e
execução, sem autorização individual dos
trabalhadores.
Para Balazeiro, a decisão do STF fortaleceu os
mecanismos de proteção dos direitos sociais e
individuais dos trabalhadores e não permite
restringir a representação sindical em razão da
necessidade de apuração individual dos direitos.
O ministro ressaltou que a identificação dos
beneficiários e a quantificação dos valores podem
ser feitas posteriormente, nas fases de liquidação e
execução. Segundo ele, privilegiar a solução
coletiva evita que centenas ou milhares de
trabalhadores precisem abrir ações individuais após
o reconhecimento de direito comum.
“A tendência mais moderna no processo coletivo é a
de se prestigiar não apenas a execução coletiva, mas
aquela que é feita sem qualquer intervenção dos
membros da categoria”, afirmou.
TESE APROVADA
A tese vinculante estabelece que as entidades
sindicais têm “ampla e irrestrita legitimidade
extraordinária” para defender interesses individuais
ou coletivos da categoria, independentemente de
autorização, em favor de associados e não
associados, de grupos ou de 1 único trabalhador, nas
fases de conhecimento, liquidação e execução.
Também determina que questões particulares — como a
inclusão de um trabalhador no grupo beneficiado ou o
cálculo dos valores devidos — não impedem o
processamento de ações coletivas ou execuções
propostas por sindicatos.
Ficaram vencidos os ministros Caputo Bastos, Ives
Gandra Martins, Sergio Pinto Martins, Dezena da
Silva e Amaury Rodrigues, além da ministra Morgana
de Almeida.
BALANÇO DO TRIBUNAL
No início da sessão, o presidente do TST, ministro
Vieira de Mello Filho, apresentou resumo do
relatório de gestão. De janeiro a agosto, a Corte
Trabalhista recebeu quase 359 mil processos e julgou
cerca de 357 mil, alta de 18,8% em relação ao mesmo
período do ano passado.
Apesar do aumento da demanda, o acervo caiu em mais
de 23 mil processos. Os casos com mais de 6 anos de
tramitação passaram de 11.842 para aproximadamente 7
mil.
O presidente também destacou iniciativas para
consolidar o TST como corte de precedentes e ações
de Justiça itinerante, além de avanços em proteção
de dados, inteligência artificial, transformação
digital, sustentabilidade, integridade e
transparência. Atribuiu os resultados ao trabalho
conjunto de ministros, servidores e equipes do
Tribunal.
Processo:
IncJulgRREmbRep-0002061-71.2019.5.09.0653
Fonte: Diap

01/10/2026 -
Novo Caged: Emprego formal gera 165,8 mil vagas em
agosto e acumula 1,13 milhão de postos no ano
Emprego cresce 2,41% no ano, com 697.859 postos
gerados no setor de Serviços e 170.442 na Indústria
O mercado formal de trabalho apresentou, em agosto,
saldo positivo de 165.827 novos postos de trabalho,
resultante de 2.294.563 admissões e 2.128.736
desligamentos no mês. Com esse resultado, o estoque
de empregos alcançou 48.244.696 vínculos em agosto e
acumula, no ano (janeiro a agosto), saldo de
1.134.033 postos de trabalho, com crescimento de
2,41%.
No acumulado do ano, houve elevação do emprego nos
cinco grandes grupamentos de atividades econômicas
do país. O maior crescimento do emprego ocorreu no
setor de Serviços, com saldo de 697.859 postos
formais de trabalho (+3,05%), seguido pela
Construção, com saldo de 200.431 (+6,79%).
O saldo em agosto também foi positivo nos cinco
grandes grupamentos, com destaque para o setor de
Serviços (+110.346), Construção (+20.848), Indústria
(+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária
(+1.452). O crescimento ocorreu também nos 24
estados, com destaque, em valores absolutos, para
São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e
Pernambuco (+13.428). Em termos relativos, os
maiores crescimentos foram registrados na Paraíba
(+1,59%), no Amapá (+1,38%) e no Rio Grande do Norte
(+0,92%).
Dos postos de trabalho gerados, 73,5% correspondem a
vínculos típicos (+121.964) e 26,5% a vínculos não
típicos (+43.863), majoritariamente trabalhadores
com jornada igual ou inferior a 30 horas (+40.661) e
aprendizes (+17.637).
Emprego no ano
Considerando a geração de empregos no acumulado de
2026, os dados do Novo Caged apresentam crescimento
de 2,41% no emprego no ano, que acumula, até agosto
de 2026, um total de 1.134.033 postos gerados. O
crescimento foi verificado em todos os setores da
economia, sendo mais forte no setor de Serviços, com
697.859 postos e crescimento de 3,05%; na
Construção, com 200.431 postos e crescimento de
6,79%; e na Indústria, com 170.442 postos e
crescimento de 1,90% no ano. A Agropecuária
apresentou saldo positivo de 56.024 postos (+3,09%),
e o Comércio, de 9.300 empregos (+0,09%).
Nos últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto
de 2026, o emprego cresceu 887.708 postos (+1,87%).
Unidades da Federação
Os estados com maior saldo no acumulado do ano foram
São Paulo (+306.883), Minas Gerais (+123.176) e Rio
de Janeiro (+77.670). Em termos relativos, as
maiores variações foram registradas no Amapá
(+6,30%), Piauí (+4,27%) e Acre (+4,09%).
Grupos Populacionais
O saldo em agosto foi positivo para homens (+81.838) e
mulheres (+83.989) e apresentou saldo de +128.997
para a população de até 24 anos. Pessoas com nível
médio completo apresentaram o maior saldo
(+100.939), seguidas por aquelas com nível médio
incompleto (+23.651). Os demais níveis de instrução
totalizaram saldo positivo de +41.237. Pardos
(+117.830), brancos (+38.401), pretos (+19.062) e
indígenas (+242) obtiveram saldos positivos no mês.
Salários
O salário médio real de admissão em agosto de 2026
alcançou R$ 2.410,74, mostrando estabilidade em
relação a julho de 2026 (R$ 2.411,48). Na comparação
com agosto de 2025 (R$ 2.386,43), o salário médio
real de admissão aumentou R$ 24,31 (+1,02%).
Fonte: MTE

01/10/2026 -
Nova cartilha da Justiça do Trabalho traz alertas
sobre saúde mental e riscos psicossociais no trabalho
Material, desenvolvido por meio de uma parceria
entre o TST e a Universidade de Brasília, destaca
fatores de risco no cotidiano, sinais de alerta de
estresse e a importância do direito à desconexão
A Justiça do Trabalho lançou, nesta segunda-feira
(28), a
cartilha Saúde Mental no Trabalho, como parte da
campanha institucional “Sua saúde é a fronteira que
o trabalho não pode atravessar”. A iniciativa foi
desenvolvida por meio de uma parceria entre o
Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Universidade
de Brasília (UnB). A publicação reúne orientações
para prevenção de riscos psicossociais, com
informações sobre situações que podem afetar o
bem-estar dos trabalhadores e medidas para promover
ambientes saudáveis.
O material apresenta os principais pontos da Norma
Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece a
necessidade de identificação e gerenciamento dos
riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Nesta
perspectiva, a saúde mental está associada à
qualidade de vida, à segurança, às relações
profissionais e à capacidade de tomada de decisões.
Sinais de alerta
Entre os fatores que podem contribuir para o
sofrimento relacionado ao trabalho estão o excesso
ou a ausência de demandas, jornadas prolongadas,
dificuldades nas relações profissionais, falhas na
organização das atividades, falta de reconhecimento
e isolamento. A presença desses fatores não
significa, necessariamente, o desenvolvimento de um
transtorno, mas indica a importância de avaliar o
ambiente e adotar medidas preventivas.
A cartilha também aborda a síndrome de burnout, um
distúrbio de esgotamento físico e mental provocado
pelo estresse crônico associado ao trabalho. Entre
os sinais de atenção estão irritabilidade,
ansiedade, cansaço persistente, alterações no sono,
dores frequentes, dificuldade de concentração,
redução do rendimento e afastamento do convívio
social.
Outro tema é o direito à desconexão. A publicação
orienta sobre a importância de respeitar períodos de
descanso, como intervalos, férias e folgas. O
direito à desconexão é apresentado como uma medida
de preservação da qualidade do trabalho.
Confira todas as informações na
Cartilha Saúde Mental no Trabalho.
Parceria com a UnB
A produção da cartilha integra a parceria entre o TST
e a UnB para desenvolvimento da campanha
institucional “Sua saúde é a fronteira que o
trabalho não pode atravessar”. A campanha foi
produzida por estudantes de Comunicação
Organizacional da Faculdade de Comunicação da
Universidade de Brasília, a partir de um desafio
apresentado pelo Tribunal. O material contou com
revisão técnica do Programa Trabalho Seguro, da
Justiça do Trabalho.
Fonte: TST

01/10/2026 -
MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral em
2026
MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral
em 2026 e alerta trabalhadores sobre práticas
proibidas e formas de denunciar casos
O Ministério Público do Trabalho contabilizou 463
denúncias de assédio eleitoral no ambiente
profissional em 2026, com São Paulo liderando
registros, somando 59 casos oficialmente.
Em seguida, Rio de Janeiro registrou 50 denúncias,
enquanto Minas Gerais contabilizou 47. Somente em
setembro, o MPT recebeu 199 relatos dessa prática
ilegal oficialmente.
Segundo o MPT, assédio eleitoral ocorre quando
alguém usa relações de trabalho para influenciar ou
constranger orientação política, manifestação
eleitoral ou voto dos trabalhadores diretamente.
Além disso, a prática pode envolver ameaças,
promessas de benefícios, discriminação ou cobrança
de apoio político, inclusive por e-mails, intranets
e outros ambientes profissionais virtuais.
“O ambiente de trabalho não é um espaço para a
prática de propaganda eleitoral”, afirma o
procurador do Trabalho Igor Souza Gonçalves,
coordenador nacional responsável.
Saiba identificar e denunciar
Entre as situações investigadas estão exigência de
símbolos eleitorais, reuniões para orientação
política, convocação para campanhas, pesquisas sobre
intenção de voto e escalas direcionadas
indevidamente.
- Exigência do uso de uniforme, camiseta, boné ou
outros símbolos associados a uma candidatura;
- realização de reuniões no trabalho para apresentação
de candidatos ou orientação política;
- convocação de trabalhadores para campanhas,
postagens ou abaixo-assinados eleitorais;
- definição de escala e local de trabalho no dia da
eleição para favorecer trabalhadores que declarem
apoio a determinado candidato;
- realização de pesquisas ou enquetes sobre intenção
de voto no ambiente de trabalho.
Por fim, qualquer pessoa pode denunciar ao MPT e
apresentar mensagens, e-mails, publicações,
documentos, imagens, áudios, vídeos, registros
internos e informações fornecidas por eventuais
testemunhas.
Fonte: Rádio Peão Brasil

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