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Blog - Notícias Anteriores - Outubro 2026
02/10/2026 -
Lula costura acordo e fim da escala 6×1 será votado
após o 1º turno das eleições
Cúpula do Senado sinalizou positivamente para
pautar a proposta após o primeiro turno
Lula avançou nas negociações para tentar levar ao
plenário do Senado a proposta que prevê o fim da
escala de trabalho 6×1 logo após o primeiro turno
das eleições. As tratativas vêm sendo conduzidas há
semanas nos bastidores, e integrantes do governo
receberam, nos últimos dias, uma sinalização
positiva da cúpula do Senado de que Davi Alcolumbre
deverá pautar a matéria, segundo apuração da CNN
Brasil (via Clarissa Oliveira).
A expectativa discutida pelos envolvidos é que a
votação ocorra entre o primeiro e o segundo turnos.
A possibilidade de uma sessão já na próxima semana
está sobre a mesa, embora ainda não haja data
definida.
Estratégia eleitoral do Planalto
A movimentação representa uma mudança relevante de
postura. No início de setembro, Alcolumbre havia
afirmado publicamente que a proposta seria levada ao
plenário somente após as eleições. A reversão desse
cronograma não é casual: a votação passou a ocupar
espaço central na estratégia eleitoral do Palácio do
Planalto.
Segundo fonte da campanha ouvida pela CNN Brasil, a
avaliação é que a aprovação do fim da escala 6×1
pode fortalecer Lula em uma disputa apertada com o
senador Flávio Bolsonaro (PL), com levantamentos
eleitorais mostrando os dois candidatos dentro da
margem de erro em diversos cenários. Integrantes da
campanha veem a redução da jornada como uma das
medidas capazes de mobilizar o eleitorado
trabalhador na reta final. O tema ganhou força
dentro do governo durante o primeiro semestre, em
meio às dificuldades de Lula na avaliação popular, e
foi incorporado à plataforma defendida pelo
presidente para um eventual quarto mandato.
Requisitos para aprovação da PEC e histórico da
proposta
Para que a proposta avance, o caminho ainda exige
esforço político considerável. Por se tratar de uma
Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são
necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois
turnos no plenário do Senado. O texto já havia sido
aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) da Casa, mas não avançou para a votação dos
senadores.
Lula tem declarado publicamente que pretende ver o
fim da escala 6×1 aprovado ainda neste ano. O
governo já havia tentado acelerar a votação antes do
primeiro turno, sem sucesso. Agora, com o acordo
sinalizado pela cúpula do Senado, a proposta que
permanecia pendente na agenda presidencial pode
finalmente chegar ao plenário, com o calendário
eleitoral funcionando como fator de pressão.
Fonte: Revista Fórum

02/10/2026 -
Voto consciente exige memória e informação
Neste
domingo, estaremos diante de uma responsabilidade
que vai muito além de escolher um número na urna. O
voto é uma decisão sobre o futuro e precisa ser
exercido com liberdade, informação e consciência.
Quero começar com uma pergunta: você se lembra em
quem votou para deputado federal na última eleição?
Se lembra, acompanhou o mandato? Sabe quais projetos
apresentou, como votou e quais explicações deu à
sociedade sobre suas decisões?
Se não lembra, vale recuperar essa informação nos
seus próprios registros e conhecer melhor a
trajetória de quem recebeu sua confiança. Acompanhar
a política não pode ser uma tarefa restrita à semana
da eleição.
Nos últimos dias de campanha, as promessas se
multiplicam. Mas uma frase bonita, um vídeo bem
produzido ou uma mensagem encaminhada pelo celular
não substituem a pesquisa. É preciso conferir
propostas, consultar fontes confiáveis e verificar
se aquilo que está sendo prometido está entre as
atribuições do cargo disputado.
Os registros públicos da Câmara dos Deputados e do
Senado ajudam a conhecer a atuação parlamentar. Ao
consultar uma votação, procure também entender o
conteúdo da proposta, suas alterações e o contexto
da decisão. Um recorte nas redes sociais pode deixar
de fora informações essenciais.
Nessa pesquisa, vale consultar como cada parlamentar
se posicionou em projetos sobre direitos
trabalhistas, aposentadorias e condições de vida da
população. No debate sobre a escala 6 por 1 — seis
dias de trabalho para um de descanso —, procure
conhecer as propostas de mudança, seus autores e os
registros de eventuais votações. É importante
distinguir quem defende manter a escala de quem
propõe alterá-la ou acabar com ela, sem confundir
discursos de campanha com decisões efetivamente
tomadas. Confira os fatos e forme sua própria
avaliação.
Esse cuidado deve valer para todos os candidatos. A
análise precisa ter critérios, disposição para
conferir os fatos e respeito às diferentes opiniões.
Ninguém deve decidir sob pressão, ameaça ou
informações falsas.
Também é preciso dizer com clareza: o voto não pode
ser tratado como mercadoria. Um botijão de gás, uma
cesta básica ou cem reais não podem servir de moeda
de troca pela liberdade de escolha de ninguém. As
dificuldades de uma família merecem respeito e
políticas públicas, jamais exploração eleitoral.
Antes de compartilhar uma denúncia ou uma promessa
surpreendente, confira a origem, a data e o conteúdo
completo. Na dúvida, não ajude a espalhar. Uma
eleição consciente depende também da
responsabilidade de cada um com a informação que faz
circular.
E o compromisso não termina quando a votação acaba.
Depois da eleição, é hora de acompanhar, cobrar
explicações e fiscalizar o exercício dos mandatos. A
participação democrática precisa continuar nos
quatro anos seguintes.
Neste domingo, leve para a urna uma decisão que seja
realmente sua: livre, informada e consciente. Seu
voto merece respeito. Sua consciência também.
Eduardo Annunciato (Chicão) é Presidente do
Sindicato dos Eletricitários de São Paulo e da
Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia,
Água e Meio Ambiente – FENATEMA, Diretor de Educação
da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI) e Vice-presidente da Força Sindical
Fonte: Rádio Peão Brasil

02/10/2026 -
Campanha presidencial: uma disputa entre o enredo e
a narrativa
Por Rita Serrano (*)
Nesta campanha há uma clara disputa entre o enredo,
representado pelo presidente Lula, e a narrativa,
representada pelo senador Flávio Bolsonaro. Enquanto
o primeiro entrega realizações e assume compromissos
com a democracia, a ciência, o meio ambiente e a
soberania, além de políticas públicas de interesse
coletivo, o segundo aposta na luta política, no
entreguismo e no golpismo, escondido atrás de um
discurso falsamente religioso e moralista.
Antes de adentrar o mérito da disputa, é preciso
conceituar com clareza os dois termos que estruturam
esta coluna.
Enredo, na acepção aqui empregada, diz respeito ao
conteúdo concreto da ação política: são os fatos, as
entregas, as políticas públicas efetivamente
implementadas, os compromissos assumidos e
cumpridos, a coerência entre discurso e prática. O
enredo se materializa na vida das pessoas — no
salário que aumenta, no remédio que chega, na escola
que funciona, no emprego que se cria. É a substância
da política, aquilo que permanece quando a poeira da
retórica baixa.
Já narrativa, no sentido que aqui se atribui, é a
construção discursiva que busca substituir os fatos
por versões, as entregas por promessas vazias, os
problemas por culpas alheias. A narrativa não se
compromete com a realidade: ela se compromete com a
eficácia eleitoral. É a política reduzida a
marketing, a disputa transformada em espetáculo, o
debate público convertido em palco de acusações sem
lastro.
O presidente Lula, em todos os seus mandatos,
manteve coerência entre discurso e prática em
relação às políticas públicas. Neste terceiro
mandato, reativou os espaços de diálogo e
concertação, deu aumento real para o salário-mínimo
e para os pisos de benefícios previdenciários e
assistenciais, isentou os mais pobres do imposto de
renda, repôs o poder de compra dos salários dos
servidores ativos e aposentados, reconstruiu a
máquina pública e promoveu concursos públicos,
fortaleceu o SUS, com o programa Mais
Especialidades, e recriou o Farmácia Popular. São
entregas verificáveis, mensuráveis, que impactam
diretamente a vida de milhões de brasileiros. Não se
trata de promessas para o futuro, mas de realizações
do presente, de um enredo que se escreve
cotidianamente com políticas públicas de interesse
coletivo.
Especificamente para os inscritos do Cadastro Único,
com renda per capita até meio salário-mínimo, criou
o Pé de Meia, zerou as parcelas do programa Minha
Casa Minha Vida, criou o Gás para Todos, deu
gratuidade para a tarifa de energia para o consumo
até 80 kWh por mês, além de ter zerado os impostos
sobre a cesta básica e instituído o cashback no
âmbito da reforma tributária. Para o próximo
mandato, além de manter e valorizar os programas
atuais, ampliar o investimento em saúde e educação,
vai garantir: fim da escala 6x1, assegurando mais um
dia de folga para os trabalhadores, tarifa zero no
transporte coletivo urbano e acesso gratuito ao
pessoal de baixa renda às canetas emagrecedoras,
dentre outras propostas do programa de governo. Com
Lula não tem enganação: a entrega é certa. O enredo
fala por si.
Já Flávio Bolsonaro é o clone do pai dele, Jair
Bolsonaro, cujo governo deixou um legado de negação
da ciência, de ataque à democracia e desmonte dos
serviços e das políticas públicas, incluindo a morte
de mais de 700 mil pessoas durante a pandemia do
coronavírus. O programa do Flávio Bolsonaro tem como
pontos centrais anistiar os golpistas, armar a
população, vender as estatais e entregar as riquezas
minerais e petrolíferas do país aos governos
estrangeiros, especialmente aos Estados Unidos de
Trump. É um programa que não propõe nada de concreto
para melhorar a vida do povo brasileiro: apenas
reedita velhas bandeiras do atraso, agora
travestidas de novidade.
A campanha é toda centrada em narrativa rasa, cujo
núcleo central consiste em apontar problemas e
acusar Lula e a esquerda como responsáveis por eles,
sem propor nenhuma solução concreta. Só aponta o
dedo, vale-se da religião e do moralismo para
assustar as famílias com ameaças fantasiosas, que
nunca aconteceram nem irão acontecer nos governos do
PT, como a obrigatoriedade de banheiro unissex, de
casamento gay e de invasão de propriedade privada,
além do discurso batido de combate ao crime
organizado e à corrupção. É a política do medo, da
mentira organizada, da desinformação como método.
Enquanto o enredo se constrói com realizações, a
narrativa se sustenta com fantasmas.
Como é que alguém com o histórico do Flávio
Bolsonaro — conhecido como defensor de miliciano,
praticante de rachadinha e frequentador de orgias —
tem moral para falar em combate à violência e à
corrupção ou em defesa da família? A pergunta não é
retórica: ela expõe a contradição fundamental entre
o discurso e a prática de quem quer que se apresente
como salvador da pátria. A narrativa, quando
desprovida de enredo, não resiste ao escrutínio dos
fatos. E os fatos, ao contrário das versões, não se
dobram à conveniência eleitoral.
O eleitor brasileiro tem, portanto, uma escolha
clara: de um lado, o enredo de quem entrega, de quem
governa para todos, de quem respeita a democracia e
a ciência; de outro, a narrativa de quem apenas
explora o medo, a desinformação e o ódio. A história
recente do país já mostrou o que significa um
governo sem enredo, sustentado apenas por narrativa:
negacionismo, mortes evitáveis, destruição de
políticas públicas, ataques às instituições. O
Brasil não pode voltar a esse passado. A escolha
entre enredo e narrativa não é apenas eleitoral: é
civilizatória.
(*) Rita Serrano é presidente do Diap.
Ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Doutoranda
em Administração
Fonte: Diap

02/10/2026 -
Jovens fora do trabalho e da escola atinge menor
nível em 10 anos
Brasil registra 8,8 milhões de jovens sem
trabalho e fora da escola, menor número em dez anos,
enquanto desemprego juvenil chega à mínima
O número de jovens sem trabalho e fora da escola
caiu ao menor patamar em dez anos, segundo
levantamento divulgado pelo Dieese nesta semana.
No segundo trimestre de 2026, 8,8 milhões de
brasileiros entre 14 e 29 anos estavam nessa
condição, representando 17,9% dos jovens
brasileiros.
Além disso, o contingente mantém trajetória de queda
desde 2020, quando alcançou 14,6 milhões de pessoas,
maior número registrado na série apresentada pelo
Dieese.
Em 2025, eram 8,9 milhões. O Boletim Emprego em Pauta
nº 34 utilizou dados da Pnad Contínua, pesquisa
realizada periodicamente pelo IBGE.
Desemprego juvenil atinge mínima histórica
A melhora acompanha o aquecimento do mercado de
trabalho. A taxa de desemprego entre jovens alcançou
10%, menor nível da série apresentada pelo Dieese.
Em comparação, a taxa estava em 16,6% em 2022.
Segundo o levantamento, o crescimento das vagas
formais contribuiu diretamente para melhorar esses
indicadores.
Entre 2022 e 2026, o número de jovens fora da
escola, mas empregados formalmente, cresceu 6,2%,
enquanto trabalho combinado aos estudos avançou
2,8%.
Ao mesmo tempo, o número de jovens procurando
emprego recuou 42%, reforçando os sinais de melhora
registrados pelo mercado de trabalho nesse período.
Dieese questiona expressão “nem-nem”
Entretanto, o Dieese questiona o termo “nem-nem”,
porque considera que essa expressão transmite uma
ideia de passividade incompatível com a realidade
dos jovens brasileiros.
Dos 8,8 milhões nessa situação, pelo menos 60%
procuravam emprego, realizavam cursos fora da
educação regular ou cuidavam dos afazeres domésticos
diariamente.
Apenas 2% disseram que permaneciam fora do mercado
porque não queriam trabalhar. Por isso, o Dieese
utiliza a expressão “sem-sem” em seu levantamento.
Salários continuam menores entre jovens
Apesar dos avanços, permanecem desigualdades
importantes. No segundo trimestre, 26,6 milhões de
jovens ocupados receberam rendimento médio mensal de
aproximadamente R$ 2.459.
Enquanto isso, trabalhadores com 30 anos ou mais
receberam R$ 3.621 mensais, valor 32% superior ao
rendimento médio registrado entre trabalhadores mais
jovens.
Além disso, 41% dos jovens ocupados ganhavam até um
salário mínimo, demonstrando que a expansão do
emprego ainda convive com remunerações relativamente
menores atualmente.
As desigualdades também aparecem dentro da
juventude. Entre mulheres negras, 27,2% estavam sem
trabalho e escola, contra 10,5% entre homens
considerados não negros.
Nesse cenário, 12,7% das jovens negras permaneciam
afastadas do trabalho e da escola enquanto se
dedicavam principalmente aos afazeres domésticos,
segundo dados do levantamento.
Emprego formal avança, mas qualificação preocupa
Quase metade dos jovens ocupados trabalhava com
carteira assinada. Contudo, muitos permaneciam
concentrados em funções que geralmente não exigem
formação ou qualificação profissional específica.
Entre as 20 ocupações mais frequentes entre jovens,
nenhuma exigia formação técnica ou superior,
conforme apontou o levantamento elaborado e
divulgado pelo próprio Dieese.
Balconistas, vendedores de lojas, escriturários e
trabalhadores da construção aparecem entre as
ocupações mais comuns, indicando desafios para
ampliar qualificação, renda e oportunidades
profissionais.
Fonte: Rádio Peão Brasil

01/10/2026 -
TST reconhece atuação sindical até em ações de um
trabalhador
Decisão vinculante permite que sindicatos
defendam direitos individuais e coletivos em todas
as fases do processo, sem autorização do empregado
O Pleno do TST (Tribunal Superior do Trabalho)
decidiu, nesta segunda-feira (28), que os sindicatos
podem defender direitos dos integrantes da categoria
que representam em todas as etapas do processo — do
julgamento à liquidação e execução — mesmo quando a
ação envolve apenas 1 trabalhador.
A tese, aprovada em julgamento de recurso repetitivo
— processo escolhido para representar vários outros
que discutem a mesma questão jurídica no STJ —,
deverá orientar as decisões da Justiça do Trabalho
em todas as instâncias.
Pelo entendimento, a necessidade de identificar os
beneficiários ou calcular individualmente os valores
devidos não impede a atuação sindical. A decisão foi
tomada no julgamento do Tema 27, a partir de ação
movida pelo Sindicato dos Bancários de Apucarana
(PR) e Região contra o Itaú Unibanco.
CASO CONCRETO
O processo trata de empregado que reivindicou o
cumprimento de regras de progressão funcional
previstas em norma do antigo Banestado (Banco do
Estado do Paraná), sucedido pelo Itaú. O sindicato
pediu reajustes salariais e promoções automáticas
por antiguidade e mérito, no mínimo a cada 3 anos.
A Vara do Trabalho extinguiu a ação sem analisar o
mérito, por entender que as condições específicas do
empregado deveriam ser examinadas em processo
individual. O TRT-9 (Tribunal Regional do Trabalho
da 9ª Região), no Paraná, manteve a decisão.
O caso chegou à Sétima Turma do TST, que propôs a
instauração de incidente de recursos repetitivos
para definir os limites da atuação sindical. A SDI-1
acolheu a proposta e encaminhou o tema ao Pleno.
DIREITO DE REPRESENTAÇÃO
Relator do incidente, o ministro Alberto Bastos
Balazeiro afirmou que a Constituição assegura aos
sindicatos ampla legitimidade para defender direitos
e interesses da categoria, inclusive os individuais.
Ele também citou o entendimento do Supremo Tribunal
Federal no Tema 823, que reconhece a possibilidade
de atuação sindical nas fases de liquidação e
execução, sem autorização individual dos
trabalhadores.
Para Balazeiro, a decisão do STF fortaleceu os
mecanismos de proteção dos direitos sociais e
individuais dos trabalhadores e não permite
restringir a representação sindical em razão da
necessidade de apuração individual dos direitos.
O ministro ressaltou que a identificação dos
beneficiários e a quantificação dos valores podem
ser feitas posteriormente, nas fases de liquidação e
execução. Segundo ele, privilegiar a solução
coletiva evita que centenas ou milhares de
trabalhadores precisem abrir ações individuais após
o reconhecimento de direito comum.
“A tendência mais moderna no processo coletivo é a
de se prestigiar não apenas a execução coletiva, mas
aquela que é feita sem qualquer intervenção dos
membros da categoria”, afirmou.
TESE APROVADA
A tese vinculante estabelece que as entidades
sindicais têm “ampla e irrestrita legitimidade
extraordinária” para defender interesses individuais
ou coletivos da categoria, independentemente de
autorização, em favor de associados e não
associados, de grupos ou de 1 único trabalhador, nas
fases de conhecimento, liquidação e execução.
Também determina que questões particulares — como a
inclusão de um trabalhador no grupo beneficiado ou o
cálculo dos valores devidos — não impedem o
processamento de ações coletivas ou execuções
propostas por sindicatos.
Ficaram vencidos os ministros Caputo Bastos, Ives
Gandra Martins, Sergio Pinto Martins, Dezena da
Silva e Amaury Rodrigues, além da ministra Morgana
de Almeida.
BALANÇO DO TRIBUNAL
No início da sessão, o presidente do TST, ministro
Vieira de Mello Filho, apresentou resumo do
relatório de gestão. De janeiro a agosto, a Corte
Trabalhista recebeu quase 359 mil processos e julgou
cerca de 357 mil, alta de 18,8% em relação ao mesmo
período do ano passado.
Apesar do aumento da demanda, o acervo caiu em mais
de 23 mil processos. Os casos com mais de 6 anos de
tramitação passaram de 11.842 para aproximadamente 7
mil.
O presidente também destacou iniciativas para
consolidar o TST como corte de precedentes e ações
de Justiça itinerante, além de avanços em proteção
de dados, inteligência artificial, transformação
digital, sustentabilidade, integridade e
transparência. Atribuiu os resultados ao trabalho
conjunto de ministros, servidores e equipes do
Tribunal.
Processo:
IncJulgRREmbRep-0002061-71.2019.5.09.0653
Fonte: Diap

01/10/2026 -
Novo Caged: Emprego formal gera 165,8 mil vagas em
agosto e acumula 1,13 milhão de postos no ano
Emprego cresce 2,41% no ano, com 697.859 postos
gerados no setor de Serviços e 170.442 na Indústria
O mercado formal de trabalho apresentou, em agosto,
saldo positivo de 165.827 novos postos de trabalho,
resultante de 2.294.563 admissões e 2.128.736
desligamentos no mês. Com esse resultado, o estoque
de empregos alcançou 48.244.696 vínculos em agosto e
acumula, no ano (janeiro a agosto), saldo de
1.134.033 postos de trabalho, com crescimento de
2,41%.
No acumulado do ano, houve elevação do emprego nos
cinco grandes grupamentos de atividades econômicas
do país. O maior crescimento do emprego ocorreu no
setor de Serviços, com saldo de 697.859 postos
formais de trabalho (+3,05%), seguido pela
Construção, com saldo de 200.431 (+6,79%).
O saldo em agosto também foi positivo nos cinco
grandes grupamentos, com destaque para o setor de
Serviços (+110.346), Construção (+20.848), Indústria
(+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária
(+1.452). O crescimento ocorreu também nos 24
estados, com destaque, em valores absolutos, para
São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e
Pernambuco (+13.428). Em termos relativos, os
maiores crescimentos foram registrados na Paraíba
(+1,59%), no Amapá (+1,38%) e no Rio Grande do Norte
(+0,92%).
Dos postos de trabalho gerados, 73,5% correspondem a
vínculos típicos (+121.964) e 26,5% a vínculos não
típicos (+43.863), majoritariamente trabalhadores
com jornada igual ou inferior a 30 horas (+40.661) e
aprendizes (+17.637).
Emprego no ano
Considerando a geração de empregos no acumulado de
2026, os dados do Novo Caged apresentam crescimento
de 2,41% no emprego no ano, que acumula, até agosto
de 2026, um total de 1.134.033 postos gerados. O
crescimento foi verificado em todos os setores da
economia, sendo mais forte no setor de Serviços, com
697.859 postos e crescimento de 3,05%; na
Construção, com 200.431 postos e crescimento de
6,79%; e na Indústria, com 170.442 postos e
crescimento de 1,90% no ano. A Agropecuária
apresentou saldo positivo de 56.024 postos (+3,09%),
e o Comércio, de 9.300 empregos (+0,09%).
Nos últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto
de 2026, o emprego cresceu 887.708 postos (+1,87%).
Unidades da Federação
Os estados com maior saldo no acumulado do ano foram
São Paulo (+306.883), Minas Gerais (+123.176) e Rio
de Janeiro (+77.670). Em termos relativos, as
maiores variações foram registradas no Amapá
(+6,30%), Piauí (+4,27%) e Acre (+4,09%).
Grupos Populacionais
O saldo em agosto foi positivo para homens (+81.838) e
mulheres (+83.989) e apresentou saldo de +128.997
para a população de até 24 anos. Pessoas com nível
médio completo apresentaram o maior saldo
(+100.939), seguidas por aquelas com nível médio
incompleto (+23.651). Os demais níveis de instrução
totalizaram saldo positivo de +41.237. Pardos
(+117.830), brancos (+38.401), pretos (+19.062) e
indígenas (+242) obtiveram saldos positivos no mês.
Salários
O salário médio real de admissão em agosto de 2026
alcançou R$ 2.410,74, mostrando estabilidade em
relação a julho de 2026 (R$ 2.411,48). Na comparação
com agosto de 2025 (R$ 2.386,43), o salário médio
real de admissão aumentou R$ 24,31 (+1,02%).
Fonte: MTE

01/10/2026 -
Nova cartilha da Justiça do Trabalho traz alertas
sobre saúde mental e riscos psicossociais no trabalho
Material, desenvolvido por meio de uma parceria
entre o TST e a Universidade de Brasília, destaca
fatores de risco no cotidiano, sinais de alerta de
estresse e a importância do direito à desconexão
A Justiça do Trabalho lançou, nesta segunda-feira
(28), a
cartilha Saúde Mental no Trabalho, como parte da
campanha institucional “Sua saúde é a fronteira que
o trabalho não pode atravessar”. A iniciativa foi
desenvolvida por meio de uma parceria entre o
Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Universidade
de Brasília (UnB). A publicação reúne orientações
para prevenção de riscos psicossociais, com
informações sobre situações que podem afetar o
bem-estar dos trabalhadores e medidas para promover
ambientes saudáveis.
O material apresenta os principais pontos da Norma
Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece a
necessidade de identificação e gerenciamento dos
riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Nesta
perspectiva, a saúde mental está associada à
qualidade de vida, à segurança, às relações
profissionais e à capacidade de tomada de decisões.
Sinais de alerta
Entre os fatores que podem contribuir para o
sofrimento relacionado ao trabalho estão o excesso
ou a ausência de demandas, jornadas prolongadas,
dificuldades nas relações profissionais, falhas na
organização das atividades, falta de reconhecimento
e isolamento. A presença desses fatores não
significa, necessariamente, o desenvolvimento de um
transtorno, mas indica a importância de avaliar o
ambiente e adotar medidas preventivas.
A cartilha também aborda a síndrome de burnout, um
distúrbio de esgotamento físico e mental provocado
pelo estresse crônico associado ao trabalho. Entre
os sinais de atenção estão irritabilidade,
ansiedade, cansaço persistente, alterações no sono,
dores frequentes, dificuldade de concentração,
redução do rendimento e afastamento do convívio
social.
Outro tema é o direito à desconexão. A publicação
orienta sobre a importância de respeitar períodos de
descanso, como intervalos, férias e folgas. O
direito à desconexão é apresentado como uma medida
de preservação da qualidade do trabalho.
Confira todas as informações na
Cartilha Saúde Mental no Trabalho.
Parceria com a UnB
A produção da cartilha integra a parceria entre o TST
e a UnB para desenvolvimento da campanha
institucional “Sua saúde é a fronteira que o
trabalho não pode atravessar”. A campanha foi
produzida por estudantes de Comunicação
Organizacional da Faculdade de Comunicação da
Universidade de Brasília, a partir de um desafio
apresentado pelo Tribunal. O material contou com
revisão técnica do Programa Trabalho Seguro, da
Justiça do Trabalho.
Fonte: TST

01/10/2026 -
MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral em
2026
MPT registra 463 denúncias de assédio eleitoral
em 2026 e alerta trabalhadores sobre práticas
proibidas e formas de denunciar casos
O Ministério Público do Trabalho contabilizou 463
denúncias de assédio eleitoral no ambiente
profissional em 2026, com São Paulo liderando
registros, somando 59 casos oficialmente.
Em seguida, Rio de Janeiro registrou 50 denúncias,
enquanto Minas Gerais contabilizou 47. Somente em
setembro, o MPT recebeu 199 relatos dessa prática
ilegal oficialmente.
Segundo o MPT, assédio eleitoral ocorre quando
alguém usa relações de trabalho para influenciar ou
constranger orientação política, manifestação
eleitoral ou voto dos trabalhadores diretamente.
Além disso, a prática pode envolver ameaças,
promessas de benefícios, discriminação ou cobrança
de apoio político, inclusive por e-mails, intranets
e outros ambientes profissionais virtuais.
“O ambiente de trabalho não é um espaço para a
prática de propaganda eleitoral”, afirma o
procurador do Trabalho Igor Souza Gonçalves,
coordenador nacional responsável.
Saiba identificar e denunciar
Entre as situações investigadas estão exigência de
símbolos eleitorais, reuniões para orientação
política, convocação para campanhas, pesquisas sobre
intenção de voto e escalas direcionadas
indevidamente.
- Exigência do uso de uniforme, camiseta, boné ou
outros símbolos associados a uma candidatura;
- realização de reuniões no trabalho para apresentação
de candidatos ou orientação política;
- convocação de trabalhadores para campanhas,
postagens ou abaixo-assinados eleitorais;
- definição de escala e local de trabalho no dia da
eleição para favorecer trabalhadores que declarem
apoio a determinado candidato;
- realização de pesquisas ou enquetes sobre intenção
de voto no ambiente de trabalho.
Por fim, qualquer pessoa pode denunciar ao MPT e
apresentar mensagens, e-mails, publicações,
documentos, imagens, áudios, vídeos, registros
internos e informações fornecidas por eventuais
testemunhas.
Fonte: Rádio Peão Brasil

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